Referência em FISIOTERAPIA na Internet

www.fisioweb.com.br
Trabalho realizado por: Dra. Gheyza Jacques
Fisioterapeuta (Unibennett) Especialista em RPG/Pilates e Dermato -funcional. Contato: gheyzajacques@ig.com.br

Co-autor: Prof.Ms Victor Hugo Bastos
Professor da Unibennett e Doutorando em saúde mental

Drenagem Linfática
INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo fazer uma revisão bibliográfica, esclarecendo sobre o linfedema,perda de função do membro acometido e suas conseqüências. Abordar a técnica de drenagem manual e outras técnicas de drenagem de uma forma simples e eficaz. Mostrar a importância do sistema linfático, explicar as técnicas de drenagem, demonstrar a eficáci da drenagem linfática, a detalhar a anatomia do sistema linfático, fazer uma revisão bibliográfica atualizada; incentivar o estudo do sistema linfátic o; apresentar a fisioterapia oncológica. Durante minha vida acadêmica observei que o câncer em geral é um patologia que ainda assusta muitos profissionais, a inclusive fisioterapeutas, que se vêem impotentes diante de uma doença tão devastadora. Percebi que muitos fisioterapeutas tem verdadeira aversão a oncologia, talvez reabilitar uma pessoa com um tumor mal igno e com poucas chances de vida seja um desafio maior do que muitos os que estamos acostumados. Para as mulheres o câncer mais temido é o de mamas, talvez porque interfira na libido, uma vez que a perda da mama algumas vezes seja necessária, embora existam hoje no mercado próteses que podem substituir a mama com perfeição. Porém há um outro grande problema por trás da perda da mama, a retirada dos linfonodos axilares que predispõe ao surgimento de linfedema, há também o fator psicológico e social. As mu lheres que passam por este problema, aposentam -se mais cedo, sofrem grandes interferências em suas AVDs, em sua vaidade, e geralmente encontram deprimidas, talvez por -se isso o fisioterapeuta tenha receio em trabalhar com este tipo de pacientes, diante detamanho desafio. Resolvi abordar o tema ³drenagem linfática´ , como forma de juntamente com o paciente, fazer um trabalho curativo e preventivo nos últimos anos, houve uma significativa mudança de enfoque no tratamento de pacientes com câncer, onde os objetivos de controle e cura da doença vêm se estendendo na busca de uma boa qualidade de vida póstratamento. Neste novo contexto, o fisioterapeuta oncológico surge como uma peça fundamental na equipe multidisciplinar, tanto no processo de prevenção quanto de reabilitação. Nos dias de hoje, a fisioterapia oncológica tem tido mais procura nos casos de câncer de mama, sendo requisitada tornando-se indispensável uma abordagem multidisciplinar, tendo em vista não unicamente a recuperação do câncer, mas também a reabilitação total nos campos físicos, psicológicos, profissional e social. Dessa maneira, a fisioterapia passou a desempenhar um papel fundamental nessa nova etapa da vida da paciente operada. Uma das preocupações de todas as mulheres diz respeito à saú e beleza das mamas. nódulos e tumores dividem com a de forma estética o centro das atenções femininas, por isso não é à toa que as inovações surgem a todo instante nessa área. O método de tratamento do câncer de mama sofreu expressiva mudança nos últimos 2 anos, as cirurgias tornaram-se 0 menos radicais e a quimioterapia e a radioterapia procuraram estabelecer uma relação equilibrada e apropriada entre a dosagem, efeitos secundários e eficiência do tratamento. Juntamente com a evolução do tratamento médico d câncer de e mama, tornou-se indispensável à abordagem multidisciplinar. A fisioterapia em pacientes e ex-pacientes com câncer tem como objetivo melhorar ou manter sua condição física, estando ou não em tratamento quimioterápico e/ou radioterápico.

uma em cada nove mulheres no Brasil sofrem de câncer de mama. s músculos esqueléticos apresentam capilares linfáticos quase que somente em seu ar abouço c ordeiro & Baracat . 199 ). com capilares. Isso explica a maior freqüência de edemas da face dorsal da mão em relação face palmar. s linfáticos do membro superior dividem-se em superficiais. conclui se que somente a combinação da linfodrenagem manual. s capilares se anastomosam em á plexos de malhas amplas. medula óssea. Baseada essencialmente na fisiopatologia do sistema e acrescentando as experi ncias e conhecimentos mundiais mais atuali ados em Linfologia. Este estudo aborda a grande import ncia da pesquisa sobre a dr enagem linfática. assim como na parte fetal da placenta. exercícios e enfaixamentos compressivo funcional. e um programa personali ado de fisioterapia. finalmente. um ou dois ramos dos gânglios epitrocleares podem se unir a esses coletores umerais. enfaixamento compressivo funcional. acompanham a artéria radial e se anastomosam na altura da prega do cotovelo. estão presentes duas partes distintas e fundamentais: uma vascular .1 ± ANATOMIA E ISIOLOGIA: tradicional fisiologista uyton 3). Ele representa uma via acessória para que líquidos possam fluir dos espaços intersticiai s para dentro do sangue. entrelaçados na apertada rede de capilar sangüinea. fisioterapia especiali ada. cuidados com a pele. conectivo e nos tendões. mais densa no nível dos dedos e da face plantar da mão. e outra linfóide ou complexo linfomielóide. porém depois de instalado o linfedema. São abundantes também nas submucosas e pe riósteo. s coletores atingem. 2. com técnicas como a drenagem linfática. tratamento consiste de medicação adequada. coletores. e profundos. uma vez que apenas as mãos do terapeuta são utilizadas. linfedema excesso de fl ído linf tico acumulado fora do vaso linf tico. cuidados com a pele. o consenso mundial atual. A drenagem linfática é um tratamento indolor. ão existem capilares linfáticos nos tecidos vasculares como epitélios e cartilagens. no neuroeixo e. assim como alguns ramos musculares Leduc.Devi t t ent . A rede dos coletores superficiais distribuídos harmoniosamente na superfície de todo o membro é. Também existem dois coletores ulnares profundos que sobem ao longo dos vasos ulnares até a prega do cotovelo. estima-se que aproximadamente três milhões de mulheres venham apresentar a doença somente neste ano no país e cerca de novecentas mil devem morrer de câncer de mam a. a região axilar. é a que obtém mel ores resultados no tratamento e prevenção do linfedema. afirma que os sistema linfático tem como principal função a remoção de líquidos e proteínas dos espaços intersticiais. localizados na derme e no tecido celular subcutâneo sob a aponeurose. o baixo custo faz com que a drenagem seja uma técnica muito utilizada. A drenagem será feita principalmente pela face ântero-interna do antebraço e do braço. melhor tratamento é o diagnóstico precoce. A linfoterapia drenagem linfática) é a técnica mais empregada e. das mucosas e das glândulas serosas e sinoviais. ). cinesioterapia específica. o terço médio do braço. atualmente. iente e esent seqüel s. em seguida. erando uma série de complicações. s coletores interósseos anteriores e posteriores sendo os últimos satélites da rede sangüínea) percorrem o antebraço e. já trazem excelentes resultados. o sistema linfático. uma vez que. passando pelos linfonodos supraepitrocleares. onde a fisioterapia poderá intervir. A partir dessescoletores nascem dois ou três coletores umerais. que ajuda a desobstruir o sistema linfático. s autores descrevem os capilares como sendo os menores vasos do sistema linf tico. talvez. cinesioterapia específica. Dois coletores radiais profundos. Estes plexos são abundantes sob epitélios da pele. o braço. no nível da palma da mão. e atividade física regular. (   ¨ &&&%   ¨ &  &&% '  ¨ $  # ¨ "! CAPÍ U II     ¡©   ¨ ¢    ¤¢   ¤¦¢ ¡¦      §¢¦ ¢ £¡   ¥¢ ¢¤ £¡¢ ¡    ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ . coletando a linfa trazida pelos capilares. ocorre eralmente em mul eres mastectomi adas. diminuindo o edema e trazendo de volta funcionalidade ao membro afetado. auto massagem linfática e uso de contentação elástica. auto massagem linfática e uso de contentação elástica. troncos e troncos e ductos. contudo. a drenagem linfática é seguramente o melhor tratamento. utili a vários recursos fisioterapêuticos como: linfodrenagem manual. s coletores interósseos anteriores e posteriores os últimos perfuram a membrana interóssea) se unem aos outros coletores no nível da prega do cotovelo. localizados abaixo daqueles.

1996). mas o auto exame e a detecção precoce influenciam diretamente no prognóstico. traqueobronquiais e mediastínicos. Eles drenam uma grande parte dos linfáticos da mama. s cânceres do quadrante interno podem drenar pelos linfáticos para os linfonodos dentro do tórax ao longo das artérias mamárias internas. rnellas. grupo torácico ou mamário externo grupamento superior e inferior) é constituído por cinco a sete gânglios localizados sobre a parede torácica. ele envia seus eferentes para o grupo subclavicular e recebe os coletores linfáticos provenientes da mama junto com o grupo torácico). entretanto. ) . ltra Sonografia amária. complementando a amografia. do tegumento e dos músculos da parede supra-umbilical amargo. A drenagem dos debris de células tumorais ou antígenos tumorais. ulnar.l ± OS LINFONODOS LINFÁTICOS DO MEMBRO S UPERIOR: s carcinomas de pulmão que surgem nas principais passagem respiratórias metastizam primeiro para os linfonodos -se periaxilares. paridade tardia. s linfonodos locais. Em seguida. Eles drenam o tegumento e os músculos da parede torácica posterior e da póstero -lateral da base do pescoço. s vasos eferentes alcançam a rede dos linfáticos profundos e os linfonodos umerais pela via superficial. Existem poucos linfáticos do membro superior que não convergem para os linfonodos axilares. Portanto. 1998). central e subclavicular. da parede ântero-lateral do tórax. com idade inferior a 45 a nos. a mais nítida após 4 anos. ão há como prevenir o aparecimento de tal patologia. um aumento dos linfonodos pode ser causado por 1) disseminação e crescimento das células cancerosas ou ) hiperplasia reativa. Vários exames são utilizados na investigação diagnóstica. 2. também induzem mudanças reativas dentro dos linfonodos. Em vista de o carcinoma de mama geralmente se disseminar inicialmente para os linfonodos axilares. . obesidade e a presença de estrógenos exógenos em mulheres jovens. interóssea e umeral) ou axilares. o tronco superficial interdeltopeitoral e os coletores superiores da glândula mamária Leduc. pelo menos por algum tempo.2 ± O CÂNCER DE MAMA: câncer de mama está relacionado vários fatores. pode apresentar um curto-circuito com o grupo umeral e desembocar diretamente nos grupos subclavicular e supraclavicular. Encontram aí os grupos -se umeral.1998). Ele recebe os vasos eferentes dos outros grupos. Teoricamente. portanto). Em muitos casos. grupo central compreende de quatro a seis linfonodos localizado no interior da gordura da parte média da axila. podem ser evitados metástase em salto´ devido a nastomoses venolinfáticas ou porque a inflamação ou radiação obliterou os canais. os linfonodos regionais servem como barreiras efetivas para uma posterior disseminação do tumor. s linfonodos supra-epitrocleares situam-se a -3 cm acima da epitróclea. entre eles estão a hereditariedade. pois a mama perde tecido adiposo. escapular.198 ). Todos os vasos coletores linfáticos do membro superior superficiais e profundos) chegam ao grupo umeral Brentani. grupo subclavicular compreende de seis a doze gânglios e ocupa o ápice da pirâmide axilar. portanto. a amogr fia. grupo umeral apresenta de cinco a sete linfonodos situados na região póstero -externa da axila. que o aumento de linfonodos nas proximidades de um câncer não necessariamente significa uma disseminação da lesão primária BBI S. ma resposta imune específica para o tumor pode participar nesta destruição celular. Deve ser notado. Em seguida a linfa desemboca nos linfonodos umera is. 9 9 2 1 0 2 8 5 72 9 ) 2 )4 2 ) 1 ) ) 3 6 2 6 5 2 888 3 2 ) 8 32 2 ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) 2 2 padrão de envolvimento dos linfonodos segue as vias naturais de drenagem. ou ambos. s linfonodos do sulco deltapeitoral podem ser profundos encontrados ao longo das artérias radial.l. torácico. onde propiciam a evolução do tumor. grupo escapular é constituído por cinco a dez linfonodos situados ao longo da veia escapular inferior até a sua desembocadura na veia axilar. os linfonodos infraclavicular e supraclavicular podem ser envolvidos. mais externo dos coletores do braço. da segunda sexta costelas. menopausa tardia. acima do peitoral menor. A maior parte deles é sub-aponeurótico profundos. as células após implantação no linfonodo podem ser destruídas. no entanto.2.

astectomia a aested ou adical: retirando o tecido mamário. F F@ F G C G C C D E G F F F F . e por último. e é também chamada mastectomia simples estendida axila. Pode ser encontrada com o nome de cirurgia de adden. imediatas ou tardiamente. para alívio da dor e do sofrimento em casos de metástase. A F @ ). Atualmente.2. mas disseca sua fáscia de envoltura e o sistema clavipeitoral-axilar para permitir o esvaziamento completo de todos os níveis ganglionares da axila. Surgem então as cirurgias radicais modificadas. em casos de câncer localizado. As cirurgias conservadoras como outra opção de tratamento cirúrgico para o câncer de mama. a mulher que se submete a elas está sujeita a uma série de complicações físicas. linfáticos e fibrogranulosos axilares. que são melhores toleradas. nem esvaziamento axilar. a extirpação do músculo peitoral menor. hemorragia do movimento. esta técnica retiram-se os músculos peitorais maior e menor. preservando peitoral maior. As cirurgias radicais modificadas são apresentadas de duas formas. mais estéticas e permitem uma melhor recuperação funcional do que a cirurgia radical clássica. especialmente devido complexidade de músculos e cadeias ganglionares que são extirpad Dentre as complicações destacam-se: as. A segunda conserva ambos os músculos peitorais.l ± CIRURGIA E TRATAMENTO CLÍNICO: A mastectomia radical tipo alsted tem sido há cerca de cinqüenta anos o padrão para o tratamento cirúrgico do câncer de mama. peitoral maior. no entanto. astectomia: retirada total do tecido mamário. podendo ser realizada de três maneiras. outras medidas terapêuticas complementares. sendo indicado apenas a fisioterapia. 1998). dependendo do grau e da evolução da tumoração existente: Exerese do nódulo: retirando apenas o nódulo canceroso. A primeira conserva a massa muscular do peitoral maior. com incisão horizontal mais freqüente. muito utilizadas em nódulos de pequenas proporções.2. Logo encontramos: astectomia igiênica: retirando apenas o tecido mamário. Esta limpeza é feita pelo afastamento do músculo peitoral maior.2 ± EXAMES COMPLEMENTARES: @ E E H BBB Citologia oncológica e Biópsia do nódulo Partsch. 2. encontramos os seguintes tipos de cirurgia em pacientes portadoras de câncer de mama. a principal seqüela dos procedimentos para o tratamento do câncer de mama. para facilitar a completa remoção dos linfonodos linfáticos do ápice da axila. Elas consistem na extirpação do quadrante mamário que contém o carcinoma primário. Quadrantectomia: retirada do quadrante envolvido e linfonodos axilares. peitoral menor. A retirada da mama. peitoral menor e linfáticos axilares. Se o tumor não for invasivo a cirurgia será suficiente. o linfedema do braço homolateral cirurgia. conforme a necessidade apontada pelo exame anátomo -patológico. como a radioterapia e a quimioterapia podem ser adotadas. a mama e os linfonodos axilares em um único bloco. A retirada do músculo peitoral seja preservado. Após a retirada cirúrgica do tumor. e permite a extirpação do nível I dos linfonodos axilares por fora do peitoral menor. foi descoberta e escolhida como forma de tratamento mais eficaz. mas não alcança o nível II. sem comprometimento de linfonodos. ou mastectomia total com dissecção axilar. sem indicação curativa. Como as cirurgias radicais e radicais modificadas são as modalidades mais utilizadas para o tratamento do câncer de mama. ealiza-se. astectomia a Patey ou adical odificada: retirando a mama. baseando ±se no fato de que o comprometimento do músculo peitoral maior somente ocorre em casos avançados do carcinoma mamário. sendo esta. ou de parte dela. 1991). comprometendo as funções da paciente a depender do quadro já instalado e do método cirúrgico utilizado como tr atamento curativo. Esta técnica foi idealizada por Patey em 1948.2. ma vez instalado o linfedema o seu tratament e a sua o reversibilidade é difícil e complexa A EDE. desde que não implique em redução da radicalidade da cirurgia. seguido de limpeza axilar. como na cirurgia de Patey. protegendo o gradil costal e mantendo uma melhor movimentação do membro superior homolateral Brentani.

sinais vitais C. fibrose. melhora do quadro e realização das condutas. esta etapa o fisioterapeuta busca a anamnese e toda história clínica da paciente nos formulários hospitalares. não menos importante que todas essas informações. devemos estar atentos ao estado emocional da paciente. tornando o membro acometido sujeito a episódios de infecção. cada uma delas aumentando a perda de vasos linfáticos. a Cintilografi a Óssea. postura. batimento vascular adjacente.3 ± O LINFEDEMA: linfedema se desenvolve a partir de um desequilíbrio entre a demanda linfática e a capacidade do sistema em drenar a linfa. avaliação das ADMs globais e força muscular. Se a linfa é um fluído com altas concentrações de proteínas. aio X de tórax.3 ± ATUAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PRÉ -OPERATÓRIO: s A avaliação isioterapêutica pré-operatória é essencial para o acompanhamento geral das conseqüências proveniente da cirurgia. além da propulsão por concentrações do capilar linfático. É extremamente necessário que o fisioterapeuta esteja a par de todas as informações relevantes sobre cada paciente a ser tratada. peristaltismo intestinal. linfedema do braço é comumente relatado na literatura como linfedema pós mastectomia´. A contração de fibras musculares. A presença de proteínas. Existem divergências sobre a incidência do linfedema. presença de deformidades e. 1996). Brennan et. além da ormônioterapia antiestrógeno por 5 anos para inibir o crescimentocelular 2. al. que dependendo do estágio em que chega ao hospital. Entre eles. que contém todos os exames realizados. o que constitui o linfedema Leduc. Sendo as proteínas de alto peso molecular extravasadas para o interstício absorvidas exclusivamente pelo sistema linfático inicial. caso a mesma ainda não o saiba. contribuem para o transporte da linfa. para verificar a presença de metástase. Geralmente são feitas 5 aplicações de adioterapia em 5 dias consecutivos no campo delimitado pelo médico e 6 ciclos de Quimioterapia. hepática.Alguns exames pré-operatórios são necessários para a escolha adequada do método cirúrgico. geram alteração da pressão osmótica e acarreta a presença definitiva de fluído no interstício. elaboração de um prognóstico de recuperação e conscientização da paciente sobre a importância e os procedimentos da isioterapia no pós ±operatório. sem necessariamente ter realizado mastectomia radical ou modificada. ). É feita a coleta dos dados. e explicados anteriormente. possibilitando o procedimento cirúrgico.S. pode ou não passar por sessões de adioterapi e Quimioterapia. batimento cardíaco. 2. ). ocasiona estagnação da linfa no vaso. que poderá interferir diretamente na evolução do tratamento pós-cirúrgico.2. além de esclarecer sobre a cirurgia. . isioterapeuta deve ter conhecimento aprofundado das complicações pós -cirúrgicas da mastectomia. sua presença no interstício propicia a proliferação e cultura de germes. aumento da concentração de proteína no meio vascular causado pelo extravasamento e não absorção das mesmas. para redução do nódulo. e posterior extravasamento de volta ao interstício Spence K. também depende de fenômenos externos ao sistema linfático. tumor mamário mais comum é o Carcinoma Ductal Infiltrante. e ter realizado uma prévia avaliação da paciente para elaborar um programa de reabilitação relacionando os estados pré e pós -operatórios rnellas. respiração. transporte da linfa. Exames laboratoriais a ECG para pacientes mais idosas. 1996). gera também.TA). contudo alertam que este termo genérico é incorreto já que o linfedema que afeta o braço é também encontrado em mulheres submetidas dissecção de linfonodos axilares ou irradiação. . no momento que o mesmo perde sua capacidade de escoamento por destruição ou obstrução da via linfática em algum ponto de seu trajeto. V Y X P R I V P P SR Y T T TV P W WWWR T P Q WWWR T Q Q Q Q Q V Q V U V . pastas e prontuários. ausculta pulmonar. tornando o edema mais duro e menos responsivo a drenagem postural Camargo. 198 ). andar correr e massagem.

al. a melhor forma de se avaliar o paciente é a mensuração do fluxo. Com este exame.3.2. 1993). Dizem que embora alguns autores salientem um ou outro fator como causa principal. á a idade da paciente e o fato da cirurgia ser ou não do lado dominante não foram estatisticamente associados com o desenvolvimento do edema Segerstrom et. 1995). 2.3. 199 ).3. e chamam a atenção justamente para a variação dos métodos usados em sua mensuração E et. 2.. Svensson et. parece que o linfedema é o resultado de uma combinação de fatores..1994). os quais já considerados menos importantes Dini et.. possibilitando então o diagnóstico de estase linfática antes do linfedema estar estabelecido. permitindo a prevenção do mesmo. na qual proteínas de alto peso molecular marcadas com material radioativo são injetadas no interstício espaço interdigital) e se acompanham a absorção e drenagem das mesmas através da via linfática. método utilizado para a mensuração do fluxo linfático é a Linfocintilografia. poderemos identificar grandes alterações de fluxo antes do paciente desenvolver edema. Atribuem uma obstrução linfática e venosa a causa do linfedema pós tratamento para câncer de mama. uma incidência que variou de 3 a 4 %. Al. e queos seus valores são divergentes principalmente devido ao fato de não existir ainda um método objetivo e absolutamente confiável para a determinação do mesmo Woods et. al. Dados revelando que o fator que mais contribui para o linfedema entre as pacientes estudadas foi o desenvolvimento de linfagites no braço homolateral cirurgia. 199 ). e em pacientes com história de uma ou mais infecções no braço operado 89%). observaram que mais da metade 57%) apresentavam evidências de obstrução de fluxo venoso e 14% tinham sinal de congestão venosa. segundo tais autores apresentavam fluxo venoso normal. comparando ao próprio. 2.PREVENÇÃO FISIOTERÁPICA DO LINFEDEMA e ` f a ` b ` h h h dc g ` ` h ` ` h ` b a ` a ` b ` ` e b d d i . uma vez que ao estudar 81 pacientes com linfedema através do Doppler colorido.Em levantamento efetuado por Mamede 1991) esta observou. utro ponto divergente nos trabalhos que falam sobre linfedema. analisar pontos de retenção hipercaptação significativas em determinado linfonodo) para diecionar as técnicas de tratamento e avaliar resultados Weiss. Concordamos com. Tonometria utiliza-se um aparelho que mede o tônus do membro edemaciado. Somente 3 % dos braços edematosos. Advertem sobre a dificuldade de estudos que possam comparar os valores rela cionados incidência do linfedema.1. permitindo-nos a análise do problema disfunção linfática) e não da conseqüência edema). Descrevem que a maior incidência de linfedema nos caso s estudados por eles se deu em pacientes que receberam radioterapia em altas doses com pequenas frações na axila 6 %). quando afirmam que a incidência do linfedema não é clara.1999).AVALIAÇÃO FISIOTERÁPICA DA FUNÇÃO LINFÁTICA (FLUXO) Sendo o linfedema conseqüente a uma redução do fluxo linfático. numa série documentada por vários autores. em avaliações -o posteriores ou ao membro contralateral.AVALIAÇÃO DO EDEMA: s métodos de avaliação do edema são: Perimetria medida do perímetro do segmento. al.3. Doppler Duplex e ltra Som. e não de uma única causa. medindo-se a quantidade com água extravasada comparativamente ao membro contralateral ou mesmo comparando -o a avaliações homolaterais posteriores. imergindo o mesmo em recipiente com água.. al. Volumetria medida do segmento em volume. além de outros fatores de risco com: radioterapia axilar: obesidade: obstrução do fluxo venoso: demora na cicatrização de feridas. A obesidade e a incisão oblíqua na axila também se mostram associadas ao desenvolvimento do edema. relaciona-se aos principais fatores que predispõem a mulher complicação. comparado ao próprio em medidas posteriores ou ao membro contralateral.

2. Assim. são bastante eficazes. Enfaixamentos compressivos podem ser elásticos ou inelásticos.1. quando disponíveis em tamanhos estabelecidos. com maiores níveis de fibrose. volume ou formato. Imediatamente após a cirurgia a paciente pode apresentar edema. que se isoladas não mostram resultados significativos. a fim de se evitar recidivas do edema. Leduc mostrou que o sistema linfático atinge maiores níveis de absorção quando pacientes enfaixadas. que nos linfedemas de MMSS deve variar entre 3 e 5 mmHg. com ataduras inelásticas são submetidas a atividades musculares. Podem ser pré sized´. obtendo então o aumento da d renagem de fluido.4. este edema é temporário e poderá. utilizando o bombeamento muscular em atividades físicas regulares. 2. obtendo o descongestionamento das vias e restabelecimento do fluxo linfático. eleve o braço afetado apoiado em travesseiros. Exercício físico é muito eficaz na profilaxia do edema pela sua ação mecânica. cortes. duas formas de prevenção podem ser adotadas: Evitar o aumento de demanda linfática minimizando as agr ssões ao membro. e por conseguinte do edema. mas quando combinadas apresentam efeito satisfatório. Combinadas a outras técnicas. Pecking mostrou melhora significativa de fluxo com o uso de Daflon 5 mg. logo após a cirurgia. gradualmente desaparecer. em pacientes com edemas severos após 6 meses. pode aumentar o risco de fibrose e permitir a recidiva do edema. vezes ao dia. evitar ressecamento da pele. técnicas compressivas. A drenagem postural embora seja um instrumento de valor como profilaxia. Bombas compressivas que são aparelhos que comprimem o membro edemaciado. iniciando pelos centros e vias proximais. Como os membros são sempre imprevisíveis em comprimento. i fisioterapeuta fará um programa de tratamento individual. uso de cremes depilatórios ou lâmina . q tp p sq q rr rr rrr q p p ). siga as seguintes recomendações: Ainda no hospital. assim como determinar-se a pressão ideal para cada caso. usar relógios e anéis apertados. Dr. torna-se óbvio a necessidade de se prescrever malha sob medida. porém sem simultânea absorção de proteínas.TRATAMENTO FISIOTERÁPICO tratamento fisioterápico do linfedema consiste na utilização de várias técnicas.6-benzo-alpha-pyrone. inicialmente descrita pelo Dr. gradativamente reduzir quase completamente. ou sob medida. ). baseado em sua avaliação e nas informações recebidas pelo médico. Para ajudar a aliviar esse edema temporário. a concentração de proteínas. Malhas compressivas são usadas no rmalmente após o término do tratamento. sobretudo nos edemas grau e 3.Sabendo-se que se desenvolve a partir do momento em que a demanda linfática é maior que o escoamento da linfa. avaliados com cintilografia pré e pós tratamento. ferimentos e traumas. Aumentar o fluxo linfático. prosseguindo com a estimulação de áreas sucessivamente mais distais.TRATAMENTO CLÍNICO: 2. e por tempo indeterminado. 2. oldi na Alemanha.O TRATAMENTO DO LINFEDEMA: Vários estudos foram descritos com o uso de 5. a médio prazo. de forma que a mão fique mais r r rrr A cumarina benzopirona) também é descrita como importante linfocinético eumann. e como queimaduras. utro caminho é o uso de linfocinéticos. As mais freqüentes empregadas são: Massagem de drenagem próxima massagem centrípeta). reduzindo então. que estimula a proteólise. retirar cutículas. v s s u .4. contato com substâncias tóxicas. consistindo sua efetividade em aumentar os padrões de fluxo. este acúmulo de fluido linfático nos braços e mãos poderá. não chega a apresentar resultados significativos como tratamento. ou estimulação linfática Partsch. assim que o médico permitir. Casley Smith publicou artigo mostrando resultados expressivos com o uso de benzopirona 4 mg/dia. melhorando os padrões de fluxo linfátco.4. consiste em estimulação manual dos centros linfonodais superficiais e vias linfáticas.

Com esta técnica. 2. prevenir complicações circulatórias TVP). reeducação postural Camargo. faça isto a 3 vezes ao dia por 45 minutos.COMPLICAÇÕES: Escápula alada. promovendo retorno da linfa circulação geral do corpo. vestir-se. Este aumento de atividade faz com que o quadrante edemaciado seja beneficiado pela drenagem entre as anastomoses dos capilares linfáticos existentes entre eles. sensação dolorosa de peso no ombro ± associada ao linfedema. de 1 a 15 vezes. estabelecendo uma comunicação entre a rede linfática superficial e a profunda.Isto promoverá uma descongestão linfática que se inicia centralmente e chega mais tarde até o membro edemaciado. segundo as autoras consegue-se uma redução no volume do membro. movimento doador. limitação da flexão e rotação do ombro ± em sua maioria por medo. que são utilizadas nos casos de linfedema de maior gravidade e o tratamento conservador podendo ser medicamentoso e fisioterápico. Acrescentam ainda que o linfedema secundário responde melhor s medidas terapêuticas empregadas quando comparado ao linfedema primário.4. 198 ). Entre as várias técnicas cirúrgicas. como também quando as técnicas conservadoras tiverem falhado MA X E CAMA GO. as autoras destacam duas. distinguem-se quatro tipos de movimentos: círculos fixos. no quadrante livre de edema com a finalidade de aumentar a atividade linfocinética. parestesias Brentani. cicatrizes e quelóides. ou seja. Círculos Fixos … Manobras Bási as Drenagem Linfáti a Vodder x y xxx w     x „  ‚ xxx  w ƒ w y x x ‡† ƒ …   € ‚ . através das anastomoses linfo linfáticas ou vias de substituição. manutenção das ADMs. cirúrgicas ou cirúrgicas. que cria anastomoses veno linfáticas. sar o braço afetado para pentear os cabelos. em edemas cardíacos ou renais. A segunda é a técnica de Thompson. linfedema. Entre as possibilidades terapêuticas. Dentre as manobras de drenagem propostas por Vodder. manutenção da força muscular. respeitando a individualidade de cada caso. e que o emprego de diferentes modalidades terapêuticas.elevada que o ombro.OBJETIVOS DA FISIOTERAPIA: Prevenir ou diminuir as complicações respiratórias. movimentos de bombeamento. Podem s ser realizados nos edemas linfáticos ou não. Este exercício ajudará a reduzir o inchaço. este passo é denominado evacuação ÖLDI et. A manobras variam entre os autores. prevenção de linfedema. pela retirada dos linfonodos axilares. 1998) 2. 2. As primeiras manobras DLM começam no quadrante do tronco contra lateral ao edema.3.4.. evitar aderências.4.A DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL COMO RECURSO FISIOTERÁPICO Tem como objetivo melhorar a absorção e o transporte de líquidos intersticiais. A descongestão linfática do quadrante homolateral ao linfedema permite que a linfa do membro edemaciado passe através dos canais linfáticos dilatados para o quadrante normal. de uma área em congestão para áreas onde os linfáticos apresentam melhores condições. lesões de raízes do plexo braquial C5 ± T3). alimentar-se Leduc. Al. nesta posição elevada. enhum tratamento realmente efetivo para o linfedema é conhecido.4. prevenir complicações osteomioarticulares. É contra indicado em processos inflamatórios agudos. abrindo e fechando a mão. mas infelizmente em 4 % dos casos observa-se um retardo na cicatrização da incisão. movimento de rotação. diminuir algias uso de TE S para allívio da dor). que remove grandes quantidades de tecido fibroedematoso. solucionam apenas parcialmente o problema. limitação da expansibilidade torácica ± onde a fisioterapia deve intervir imediatamente. 199 ).5. banhar -se. A primeira é a de Degni e Cordeiro. devido a fraqueza do serrátil anterior. exercite o braço. Este é um dos motivos que torna esta técnica indicada somente para os casos de linfedema de maior gravidade. ). ). descrevem as medidas cirúrgicas.

alternando-se as mãos para a região imediatamente adjacente. no caso de drenagem do braço. enquanto a outra mão drena os linfonodos umerais. Os dedos são colocados sobre o grupo central. As mãos progridem por meio de manobras combinadas. iniciando-se movimentos ondulatórios. no entanto. A outra mão terá o mesmo posicionamento e realizará os mesmos movimentos descritos anteriormente. até os linfonodos umerais. ao passo que a dos dedos. A direção e o sentido da pressão da drenagem é determinada pela localização das vias. a pressão é transversal em relação ao braço. Movimento de Bombeamento As mãos são acopladas no tecido a ser drenado.A drenagem de demanda propriamente dita começa nos linfonodos axilares. de forma intermitente compressão/descompressão) num total de 5 a 7 movimentos. Os círculos com os dedos das duas mãos se deslocam em direção ao cotovelos. a proximidade da desembocadura terminal do trajeto linfátco na circulação venosa permite i supor que. e outra profunda. seguindo sempre o fluxo da linfa. Os polegares exercem pressões mais profundas afim de atuar sobre os coletores profundos da veia umeral. As pressões são orientadas. Movimento Giratório ou de Rotação Este movimento é empregado em superfícies planas. A pressão dos polegares é axial. uma superficial. não é inútil drenar as vias linfáticas terminais situadas no nível da fossa retroclavicular. de outro. ˆ  ‰  ‰ ‰ ‰ ˆ ‰ . As manobras em braceletes mobilizam a linfa ao longo dos coletores superficiais até os linfonodos umerais.Coloca-se a mão espalmada sobre a pele e com os dedos realizam-se movimentos circulares. envia a linfa em duas direções. A mão que inicia o movimento toca a superfície do segmento com a face palmar e realiza um movimento de desvio ulnar na direção e sentido da drenagem proposta. e podem ser posicionadas proximal ou distalmente. O movimento é repetido novamente na região imediatamente adjacente região manipulada. Várias séries de quatro a cinco círculos ajudarão a liberar os grandes coletores linfáticos. Por essa razão inicialmente utilizam-se as manobras circulares com os dedos dirigindo a pressão para o espaço centro-mediastinal. a outra mão com o polegar em extensão realiza um movimento de arraste com a borda lateral associando movimentos de supinação do antebraço com adução do braço. A drenagem da via anastomótica que promove curto-circuito nos linfonodos axilares é realizada por meio de movimentos do polegar. aos coletores profundos. o nível do punho. Primeiro toca-se com a borda medial da mão a área a ser drenada. a seqüência. seguido dos movimentos de pronação do antebraço e abdução braço. com pressões decrescentes da palma para os dedos. de transversal a raiz do braço. Os movimentos são realizados de 5 a 7vezes no mesmo lugar fixos). com efeito. inicialmente numa manobra de demanda e. A drenagem deve ser iniciada no nível dos linfonodos da pirâmide axilar. A demanda não pode. com compressão. A paciente encontra-se em decúbito dorsal. Os polegares permanecem sob a prega do cotovelo no local de encontro dos coletores radiais e ulnares anteriores com seus homólogos posteriores que desembocam na face anterior após terem atravessado a membrana interóssea. as manobras se limitam a movimentos com as pontas dos dedos e dos polegares ao longo dos coletores radiais e ulnares anteriores e posteriores. O posicionamento das mãos depende da seqüência realizada. Movimento Doador O movimento é iniciado com as palmas das mãos posicionadas perpendicularmente s vias de drenagem. com as pontas dos dedos. sendo a técnica baseada em manobras de arraste envolvendo uma combinação de movimentos. polegares e dedos direcionados ao punho. em direção cadeia ganglionar supra-epitroclear e. com o antebraço em máxima pronação. se torna oblíqua na medida em que as mãos se deslocam em direção ao cotovelo. com o membro superior afetado em abdução e em posição de declive. se produzir além da cadeia ganglionar. até os coletores umerais profundos. A drenagem dos linfonodos supra-epitrocleares. simultaneamente aos movimentos de supinação e adução. as duas mãos enlaçam a raiz do braço. em seguida. por um lado. tendo o -se cuidado para que os movimentos sejam seqüenciais e rítmicos. As p ressões são orientadas em direção aos linfonodos subclaviculares. que promovem um estiramento do tecido. efetuando uma pressão/descompressão. A face externa do cotovelo e do antebraço é drenada em direção face externa do braço e prega do cotovelo. O braço é posicionado em leve abdução no plano da escápula. ou seja.

V.5. em seguida. . . . sob a forma de manobras de pressão a partir dos dedos até a raiz do braço. Bases da Oncologia : Editora Lemar. a partir da raiz do braço até os dedos.77. As manobras aplicadas sobre o membro superior. Coelho. A drenagem linfática é uma técnica eficaz. contribuindo assim para diminuição d o edema.G. e outros. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS B E TA I. ocused review. neoplasias. o grande número de mulheres que assumem a casa e as despesas sozinhas. A palma da mão é drenada por meio de círculos com os polegares até as articulações metacarpofalangeanas. edema. O câncer de mama em si mesmo consiste em um crescimento anormal de células que formam um tumor maligno com crescimento rápido. A drenagem é finalmente terminada pela drenagem dos linfonodos axilares Leduc. Arch.H. São contra-indicadas na presença de: processos infecciosos.Méd.A drenagem da mão começa com a drenagem das eminências tênar e hipotênar por meio de círculos com os polegares. o conhecimento das vias de drenagem é de importância para o sucesso da terapia. acne..M. . objetivando descongestionar as vias linfáticas.. 1998. M. 2. W . fibro edema gelóides. as manobras devem ser realizadas de forma rítmica e intermitente com uma pressão de 45 mmHG na presença de linfedema. Fisioterapia no edema linfático. Paramedi Editorial. onde também são retirados os gânglios linfátcos causando o i linfedema. a pressão exercida deve seguir sempre o sentido fisiológico da drenagem. promovendo a desobstrução dos vasos linfáticos. a independência feminina. a massagem deve iniciar-se pelas manobras que facilitem a evacuação. 2. ).5. São Paulo : Ed. GA DE . 1996. Postmastectomy lym ehabil. o aumento do número de mulheres que trabalham fora. A melhor forma de tratamento é a prevenção.577 ± 58 . trombose venosa profunda. foram executadas inicialmente sob a forma de manobras de demanda e. . ). enxertos. essa técnica consiste em drenar. através de deslizamento. ão se sabe ao certo a causa do câncer de mama. queimaduras. . Os dedos são drenados por meio de círculos combinados com as pontas dos dedos e do polegar ao longo das massas laterais. Ângela Gonçalves.erisipela. linfedemas. porém estudos dizem que a vida moderna. as manobras de arraste devem ser dispensadas pelo risco de promover cicatrização inadequada Guirro.ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A TERAPIA DE DRENAGEM LINFÁTICA Para a execução correta da massagem de drenagem linfática deve-se atentar para a posição do segmento corpóreo. muito utilizada no tratamento do linfedema. porém quando a doença evolui é necessário a cirurgia que retira o tumor que é conhecida como mastectomia. Phys.M.1. geram um elevado aumento de estresse que pode ser a causa principal da doença. POMPOLO. devido ao crescimento do número de casos nos últimos anos. 198 . CAPÍTULO III CONCLUSÃO Este trabalho conclui que o câncer de mama tem alarmado as estatística. com a pressão levando a linfa s evacuações radiais e ulnares. CAMA GO. ’ ”””“ “ ’ ˜ ˜ • – ” – –˜ ‘ ” — • • •• • – • “””“ – – – . d™ B E A .ed. Ângela Colliri: Marx.INDICAÇÃO E CONTRA-INDICAÇÕES DA DRENAGEM LINFÁTICA As manobras são indicadas na prevenção e/ou tratamento de: edemas. Em lesões recentes. inclusive em cargos de chefia. p.

Dermatol Surg. São Paulo. oca. Rabe E. H. . Drenagem Linfática Terapia e Prática. Tratado de Fisiologia Médica. S. L. SPENCE RK. K. Compression Therapy: European Regulatory Affairs . . Rio de aneiro.C.GUIRRO. . p. Edition hlebologiques rançaise. 3. 9 ed. E. Elaine. 3ª ed São Paulo. 1991. l j . 1994.ed. V. Universidade de São Paulo. Dis. Increased arterial inflow demonstrated by Doppler ultrasound in arm swellin folloeeinf breast cancer treatment. Fators that influence the incidence of brachial edema after treatment of breast cancer Scand . A comparasize and venous hemodynamics. Ribeirão Preto. Vasc Surg 1996. 1993. v. um novo enfoque assitencial Ribeirão Preto.al. . niversidade de São Paulo. MORGAN. . l e g l k f l h i hh f e l g j f l g h e h h . Goldman MP. h gggf ORNELLAS. G. p. M. 199 .3. A. Márcia C. Complex physical therapy for the lymphoedematus arm. Linfologia. undação Byk-Procienx.n. Conservative treatment of lynphoedema of the limbs. R. 17B. et. Tese Livro Docência ) Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. ERREIRA. WEISSLEDER. 199 . Albert: Leduc.. São Paulo.171 ±18 . 199 . Carlos. Reabilitação física no câncer de mama. Al. São Paulo : Editora Roca. E. K. Phlebology ). n. et. Dissertação Mestrado) Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. MAMEDE. A. Manole. fggf GUIRRO. Ed.36. ournal of Hand Sugery . Cancer. ª Assistência à Mulher com Câncer de Mama. SVERSSON. Fisioterapia Dermato Funcional. Stemmmer R.CORDEIRO. Eur. . 437 ±441.. British. Angiol. Weiss NA POST-sclerotherapy compresión: controlled comparati duration of compresión and its effects on clinical outcome . Cahall E: Inelastic versus leg compression in chronic venous insufficiency. Ângela G. Rinaldo. Vasc. M. gggf .. ÖLDI. Oliver. ÖLDI.1999. SEGERSTROM. BACARAT. Sadick NS. gggf LEDUC. V. W. CAMA GO. Hand surg 199 . Assistência à Mul er com Câncer de Mama: análise dos periódicos nacionais. Compression Therapy of The extremities. M. al. . Guanabara Koogan. MA X. gggf PARTSCH H.. Plast Reconstr. WEISS RA. São Paulo: Ed Manole ggf GUYTON. h gggfj NEUMAN. et. M. Reabilitação Física no Câncer de Mama. . H.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful