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Ana letivo 2020/2021

Turma: 11ºh3
Área humanística
Disciplina de História

Tema: Revolução Inglesa,


Revolução Agrícola, Revolução Industrial

Participante: Simónica Borges Professora: Carla Rodrigues


Índice
Introdução ................................................................................................................... 3

Fatores da Primeira Revolução Industrial ............................................................... 4

Revolução Comercial .................................................................................................. 4

O aumento da divisão do trabalho ............................................................................ 4

A utilização de máquinas ........................................................................................... 4

Revolução Industrial na Inglaterra .......................................................................... 5

Fatores da Revolução inglesa .................................................................................... 6

Situação geográfica ..................................................................................................... 7

Expansão Industrial ................................................................................................... 7

Consequências da Revolução Industrial ................................................................... 7

Empresários e proletários .......................................................................................... 7

Exploração do trabalho .............................................................................................. 7

Movimentos operários ................................................................................................ 8

Aumento da produção e da urbanização .................................................................. 8

Industrialização e Mundo colonial ............................................................................ 8

Revolução Agrícola ..................................................................................................... 8

O aperfeiçoamento agrícola também foi obtido por meio de: ................................ 9

Revolução Agrícola no Período Neolítico ................................................................. 9

Conclusão .................................................................................................................. 10

Bibliografia ................................................................................................................ 11

Anexo ......................................................................................................................... 12
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Introdução
A Revolução Industrial designa um processo de profundas transformações econômico-
sociais que se iniciou principalmente na Inglaterra. Em meados do século XVIII.
Caracteriza-se pela passagem da manufatura à indústria mecânica. A introdução de
máquinas fabris multiplica o rendimento do trabalho e aumenta a produção global. A
Inglaterra adianta sua industrialização em 50 anos em relação ao continente europeu e sai
na frente na expansão colonial. Entre as principais características da sociedade industrial,
podemos citar: a organização das mais diversas atividades humanas pelo capital; a
predominância da indústria na atividade econômica e o crescimento da urbanização.
Vários historiadores têm dividido o processo de criação das sociedades industriais em
duas fases, a primeira com duração de 1760 a 1860 e a segunda iniciada por volta de 1860.
Com essa revolução surgiram também novas formas de energia, como a eletricidade e os
combustíveis derivados do petróleo. A velha Europa agrária foi se tornando uma região
com cidades populosas e industrializadas. Com tempo, a Revolução Industrial influenciou
profundamente a vida de milhões de pessoas em todas as regiões do planeta.
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Fatores da Primeira Revolução Industrial


Revolução Comercial
A primeira etapa da industrialização foi gerada pela Revolução Comercial, realizada entre
os séculos XV e XVIII, principalmente em alguns países da Europa centro-ocidental. Para
esses países, a expansão do comércio internacional trouxe um extraordinário aumento da
riqueza, permitindo a acumulação de capitais capazes de financiar o progresso técnico e
alto custo da instalação de indústrias.

A burguesia europeia, fortalecida com o desenvolvimento dos seus negócios, passou a se


interessar pelo aperfeiçoamento das técnicas de produção e a investir no trabalho de
inventores na criação de máquinas e experiências industriais.

Além disso, a Revolução Comercial resultou num aumento incessante de mercados, isto
é, do lugar geográfico das trocas.

A ampliação das trocas, que a partir do século XVI os europeus passaram a realizar em
escala planetária, levou a radical alteração nas formas de produzir de alguns países da
Europa ocidental.

O aumento da divisão do trabalho


Com a expansão do comércio, o trabalho artesanal, realizado com ferramentas, típico das
corporações de ofício, foi sendo substituído por um trabalho mais dividido, que exigiu a
utilização de máquinas numa escala crescente. A produtividade foi incomparavelmente
maior. Na França, por exemplo, os sapatos eram produzidos de forma artesanal: um
mesmo artesão cortava, costurava, ou seja, realizava sozinho diversas tarefas que
resultavam na fabricação de um sapato. Depois da extinção das corporações e do
crescimento do mercado, cada operário no interior das fábricas nascentes foi
especializado numa determinada tarefa.

A utilização de máquinas
Muito cedo verificou-se que maior produtividade e maiores lucros para os empresários
poderiam ser obtidos acrescentando-se ao trabalho dividido o emprego de máquinas em
larga escala.
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A sociedade industrial caracterizou-se fundamentalmente pela utilização sistemática de


maquinário na produção e no transporte de mercadorias.

Para compreender a importância das máquinas, basta lembrar que elas, ao contrário das
ferramentas, realizam trabalho utilizando basicamente forças da natureza, como o vento,
a água, o fogo, o vapor, e um mínimo de força humana.

Alguns pensadores afirmam que a humanidade realizou seus maiores progressos criando
máquinas para utilizar as energias da natureza. O progresso se realizou nos momentos em
que a humanidade conseguiu fazer as forças da natureza trabalharem por ela por meio das
máquinas.

A exigência de produzir mais, com o aumento das trocas, praticamente “forçou” o


progresso técnico, que passou a constituir um dos traços mais significativos do moderno
e contemporâneo.

Revolução Industrial na Inglaterra


A primeira fase da revolução industrial (1760-1860) acontece na Inglaterra. O
pioneirismo se deve a vários fatores, como o acúmulo de capitais e grandes reservas de
carvão. Com seu poderio naval, abre mercados na África, Índia e nas américas para
exportar produtos industrializados e importar matérias-primas. Ao longo dos séculos
XVI, XVII E XVIII, houve o acúmulo de capitais em mãos de um pequeno grupo
investidor. Esses capitais provinham do comércio colonial, do contrabando, do tráfico de
escravos, de transações com outros países. Esses capitais eram igualmente acumulados
através de operações no setor da produção agrícola. Esses capitais não eram atingidos por
tributos elevados e desde o século XVII dispunham de uma empresa bancária sólida  o
Banco da Inglaterra , onde inclusive poderiam ser depositados com amplas garantias,
sem se esquecer a possibilidade de obtenção de créditos.

Os setores empresariais dispunham de mão-de-obra numerosa e dependente, pois


desvinculada dos meios e instrumentos de produção. Essa mão-de-obra crescia em função
do aumento demográfico causado pela diminuição do índice de mortalidade e manutenção
de alto índice de natalidade, pelo êxodo rural provocado pelos “enclosures” que criavam
numerosos indivíduos sem emprego, e pela falência das corporações de ofício, o que,
posteriormente, foi ampliado com o declínio das manufaturas.
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Com a mecanização, aumentando a produção e os lucros, as indústrias se expandiram,


embora determinados setores da produção industrial conhecessem progressos mais
rápidos do que os verificados em outros setores.

No setor dos transportes, duas invenções foram importantíssimas: o navio a vapor,


construído por Robert Fulton (1807), e a locomotiva a vapor, idealizada por George
Stephenson (1814).

Fatores da Revolução inglesa


Acúmulo de capital – Depois da Revolução Gloriosa a burguesia inglesa se fortalece e
permite que o país tenha a mais importante zona livre de comércio da Europa. O sistema
financeiro é dos mais avançados. Esses fatores favorecem o acúmulo de capitais e a
expansão do comércio em escala mundial.

Controle do campo – Cada vez mais fortalecida, a burguesia passa a investir também no
campo e cria os cercamentos (grandes propriedades rurais). Novos métodos agrícolas
permitem o aumento da produtividade e racionalização do trabalho. Assim, muitos
camponeses deixam de ter trabalho no campo ou são expulsos de suas terras. Vão buscar
trabalho nas cidades e são incorporados pela indústria nascente.

Crescimento populacional – Os avanços da medicina preventiva e sanitária e o controle


das epidemias favorecem o crescimento demográfico. Aumenta assim a oferta de
trabalhadores para a indústria.

Reservas de carvão – Além de possuir grandes reservas de carvão, as jazidas inglesas


estão situadas perto de portos importantes, o que facilita o transporte e a instalação de
indústrias baseadas em carvão. Nessa época a maioria dos países europeus usa madeira e
carvão vegetal como combustíveis. As comunicações e comércio internos são facilitados
pela instalação de redes de estradas e de canais navegáveis. Em 1848 a Inglaterra possui
8 mil km de ferrovias.
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Situação geográfica
A localização da Inglaterra, na parte ocidental da Europa, facilita o acesso às mais
importantes rotas de comércio internacional e permite conquistar mercados ultramarinos.
O país possui muitos portos e intenso comércio costeiro.

Expansão Industrial
A segunda fase da revolução (de 1860 a 1900) é caracterizada pela difusão dos princípios
de industrialização na França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Estados Unidos e
Japão. Cresce a concorrência e a indústria de bens de produção.

Primeiro automóvel a gasolina industrializado. Nessa fase as principais mudanças no


processo produtivo são a utilização de novas formas de energia (elétrica e derivada de
petróleo o aparecimento de novos produtos químicos e a substituição do ferro pelo aço.

Nesta fase formaram-se empresas gigantescas, algumas das quais deram origem às
multinacionais do século XX. Surgiram eletricidade e os combustíveis derivados do
petróleo.

Consequências da Revolução Industrial


Empresários e proletários
O novo sistema industrial transforma as relações sociais e cria duas novas classes sociais,
fundamentais para a operação do sistema. Os empresários (capitalistas) são os
proprietários dos capitais, prédios, máquinas, matérias-primas e bens produzidos pelo
trabalho. Os operários, proletários ou trabalhadores assalariados, possuem apenas sua
força de trabalho e a vendem aos empresários para produzir mercadorias em troca de
salários.

Exploração do trabalho
No início da revolução os empresários impõem duras condições de trabalho aos operários
sem aumentar os salários para assim aumentar a produção e garantir uma margem de lucro
crescente. A disciplina é rigorosa, mas as condições de trabalho nem sempre oferecem
segurança. Em algumas fábricas a jornada ultrapassa 15 horas, os descansos e férias não
são cumpridos e mulheres e crianças não têm tratamento diferenciado.
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Movimentos operários
Surgem dos conflitos entre operários, revoltados com as péssimas condições de trabalho,
e empresários. As primeiras manifestações são de depredação de máquinas e instalações
fabris. Com o tempo surgem organizações de trabalhadores da mesma área.

Sindicalismo – Resultado de um longo processo em que os trabalhadores conquistam


gradativamente o direito de associação. Em 1824, na Inglaterra, são criados os primeiros
centros de ajuda mútua e de formação profissional. Em 1833 os trabalhadores ingleses
organizam os sindicatos (trade unions) como associações locais ou por ofício, para obter
melhores condições de trabalho e de vida.

Os sindicatos conquistam o direito de funcionamento em 1864 na França, em 1866 nos


Estados Unidos, e em 1869 na Alemanha.

Aumento da produção e da urbanização


Em virtude da Revolução agrícola que diminuiu a necessidade de muita mão-de-obra nos
meios rurais

Industrialização e Mundo colonial


O aumento da produção industrial no início do século XIX fez com que a burguesia
inglesa se preocupasse cada vez mais com a abertura constante de novos mercados. Para
a Inglaterra tornou-se interessante a derrubada das barreiras mercantilista que criavam
obstáculos ao comércio internacional.

Nas primeiras décadas do século XIX, os ingleses contribuíram decisivamente para a


derrubada do Pacto Colonial na América ibérica, apoiando os grupos locais que lutavam
pela independência. Com o fim da dominação colonial de Portugal e Espanha, iniciou-se
nessa parte da América uma fase de dominação do imperialismo inglês.

Revolução Agrícola
A revolução agrícola foi um período de mudança no sistema de produção na Europa entre
os séculos 18 e 19. Essa é denominada de segunda revolução agrícola.

A primeira revolução agrícola ocorreu 10 mil anos a.C., no período neolítico. Nessa época
da história, os homens migraram do sistema de caça e coleta para a agricultura.
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O aperfeiçoamento agrícola também foi obtido por meio de:


 Uso de cavalos, que aumentou a produtividade e reduziu a necessidade da força
humana empregada desde o plantio até a colheita
 Plantio em larga escala de novos produtos, entre eles a batata e o milho
 Limitação de terras comuns para pequenos agricultores
 Concentração de terras - latifúndio
 Clima favorável às culturas de maior acesso
 Aumento da atividade pecuária
 Melhor rendimento
 Mudança dos padrões de posse
 Investimento em pesquisas para reduzir o empobrecimento do solo
 Produção de nutrientes para enriquecer o solo e garantir a produção de alimentos

Revolução Agrícola no Período Neolítico


O período neolítico (8 mil a.C. a 5 mil a.C.) é marcado pelo fenômeno que ficou
denominado primeira revolução agrícola.

É nesse período da história da humanidade que o homem descobre o fogo. A descoberta


possibilita o início do controle de técnicas para dominar a produção de alimentos.

As ferramentas rústicas do período paleolítico (3,5 milhões a.C. a 8 mil a.C.) são
aperfeiçoadas para a atividade agrícola. É por isso que essa fase também é denominada
Revolução Neolítica.

Além da agricultura, o homem passa a dominar a criação de animais. Os dois fatores são
decisivos para a redução dos deslocamentos em busca de água e alimentos. Até então, as
tribos eram essencialmente nômades, caçadoras e coletoras.
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Conclusão
Cheguei à conclusão de que a Revolução Industrial foi para trazer transformações
econômicas-sociais que consistia em ampliar os limites de suas relações comerciais e
desenvolver mercados em outros continentes. E nesse esforço para expandir a região
desenvolvia com maior rapidez seus recursos minerais, fontes de energia e outros.

A revolução agrícola contemporânea ocorreu com o incremento de tecnologias às técnicas


até então aplicadas.

O objetivo era aumentar a produção e a produtividade. Os resultados foram obtidos por


meio de técnicas como a rotação de cultura, a diversificação das sementes e a equalização
do espaço para a pecuária.

Na Inglaterra foi aprovada a lei que permitiu a compra de campos públicos pela alta
burguesia. O ato forçava a migração dos pequenos agricultores para as cidades.

Esses trabalhadores, mais tarde, seriam a mão-de-obra que iria abastecer as fábricas
durante a Revolução Industrial.
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Bibliografia
CAMPOS, R. Estudos de História moderna e contemporânea. Atual Editora. São
Paulo.1988.
AQUINO, R. S. L. de; ALVARENGA, F. J. M. de; FRANCO, D. de A & LOPES,
O .
G.P.C. História das sociedades. Ed. Ao livro técnico S/A . Rio de Janeiro 1985.
AMANAQUE Abril CD-ROM. Ed. Abril Multimídia. 1995
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Anexo

Revolução Industrial

Revolução Geográfica Inglesa

Trabalhadores na Fábrica
Representação de uma revolta de trabalhadores do século XIX.

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