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“Comece de onde você está. Use o que você


tiver. Faça o que você puder.”

- Arthur Ashe

"Nossa maior fraqueza é desistir. O caminho


mais certo para o sucesso é sempre tentar
apenas uma vez mais."

- Thomas A. Edison

“Não deseje que as coisas sejam mais fáceis;


deseje que você seja melhor.”

- Jim Rohn

"É feliz quem sonha, mas só tem sucesso quem


se dispõe a pagar o preço para transformar seu
sonho em realidade."

Silvio Santos

O sucesso é a soma de pequenos esforços -


repetidos dia sim, e no outro dia também.

Robert Collier

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Autores:

PAULA THAÍS

Estudante de Medicina na UECE. Possui grandes


sonhos e, um deles, é ajudar muitas pessoas.
Criadora do projeto ESTU(DOAR) e do insta
@vemmed_paulathais, onde ajuda estudantes a
alçarem a felicidade de entrar na faculdade. Nas
horas vagas, gosta de ler, de escutar música, de
tocar instrumentos e de cantar. Estar com quem
ama é uma das suas alegrias. Gosta apreciar a
beleza da natureza e de sempre lembrar da
importância das pequenas coisas da vida.

CLEUDEMIR SOARES

Aluno do 2º ano do Ensino Profissional em


técnico em administração na EEEP Maria Môsa
da Silva, moro atualmente no Distrito de Placa Zé
Pereira situado no município de Ocara - Ce,
vestibulando de Medicina na Universidade
Estadual do Ceará e fundador e Administrador Da
página do Instagram: @focanauece. Nas horas
vagas gosta muito de assistir filmes e séries ir a
praia ou outro espaço de lazer e parar um
Sumários:
momento em família e com os amigos.
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Sumário

*APRESENTAÇÃO.................................................................................02
*AUTORES..............................................................................................03
*REDAÇÃO UECE.................................................................................05
1. COMO É?...........................................................................................06
2. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO;......................................................06
3. CÁLCULODANOTA;.......................................................................07
4. NOTA ZERO......................................................................................07

*GÊNEROS TEXTUAIS.........................................................................08
*GÊNEROS MAIS COBRADOS PELA A UECE...............................41
*ERROS QUE DEVEM SER EVITADOS NA REDAÇÃO................44
*ESPELHO DA REDAÇÃO UECE.......................................................46
*REDAÇÕES MODELOS......................................................................54
*PROPOSTAS DE REDAÇÃO..............................................................59
*FOLHA DA REDAÇÃO UECE...........................................................89
*AGRADECIMENTOS FINAIS............................................................98

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Redação
UECE

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1.COMO É?
A prova de Redação em Língua Portuguesa é solicitada no primeiro dia de
provas da 2ª fase do vestibular, junto com uma prova específica do curso
pretendido, e geralmente apresenta duas propostas, das quais o candidato
deve escolher apenas uma. O texto deve ter no mínimo 20 linhas e no
máximo 25.

2. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO.

1.Textualidade
Os avaliadores verificam a capacidade de o candidato considerar as
instruções da prova, com atendimento à estrutura dos tipos e dos gêneros
solicitados, respeitando-lhes as características; ler os textos de apoio,
tomando-os apenas como ilustração ao tema proposto, sem transcrição de
palavras ou trechos desses textos; adequar a linguagem que será
empregada na redação à situação sugerida pelo tema escolhido; estruturar
os parágrafos, entendendo-os como unidade textual que pode ser
construída de diferentes formas em conformidade com o tipo/gênero
textual a ser escrito. Além disso, são avaliadas neste critério a coerência
como aspecto conceitual, responsável pelo sentido, e a coesão, como
representação da coerência no plano linguístico, tendo em vista a
continuidade (retomada dos conceitos e das ideias), a progressão temática
(apresentação de novas informações e novos tópicos), a ausência de
contradição interna e externa (a interna está relacionada com as relações
entre os elementos do texto e a externa diz respeito às relações do texto
com o mundo) e a articulação (relações que se estabelecem no texto, tanto
no plano lógico-semântico como no plano dos elementos linguísticos).

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2.Normas gramaticais
Serão examinados aspectos gramaticais como flexão nominal e verbal,
concordância nominal e verbal, regência nominal e verbal, colocação
pronominal e construção do período.
3. Convenções da escrita formal
Serão avaliadas as convenções da escrita formal como acentuação,
ortografia, pontuação, translineação, inicial maiúscula, omissão/repetição
gratuita de palavras e expressões sem efeito textual.

3.CÁLCULO DA NOTA
A prova de redação vale até 60 pontos. Serão descontados 2,5 pontos por
cada erro de textualidade, 1,0 ponto por erro de aspecto gramatical e 0,5
ponto por erro de aspectos de convenção da escrita formal. Outro aspecto
avaliado é se a redação atinge o mínimo de 20 linhas escritas; caso não
seja atendida essa quantidade, serão descontados 2,5 pontos por cada linha
não escrita.

4. NOTAZERO
De acordo com o Edital da UECE, o candidato receberá nota zero se não
atender ao tema proposto, se a redação estiver ilegível, em branco ou
escrita a lápis.

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Gêneros
Textuais

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1.ABAIXO-ASSINADO
O abaixo-assinado é um tipo de documento de caráter argumentativo. Suas
principais características são persuasão e reivindicação sobre algum fato
que provoca incômodo social, insatisfação de todos ou de um grupo
específico. Logo, é um gênero que pretende solicitar que seja atendido um
pedido de melhoria e mudança apresentado por muitas pessoas. De modo
geral, os abaixo-assinados são dirigidos a uma autoridade do local ou da
sociedade em geral (empresários, governantes, chefes de departamento,
síndicos, etc.). Para serem eficientes, apresentam apenas uma
reivindicação, apresentada de forma clara, formal, sustentada e sucinta.
Estrutura:
– Vocativo: nome do destinatário e cargo;
– Corpo do texto: o pedido, a argumentação;
– Local e data;
– Assinaturas dos que aderiram à causa (em vestibulares, as assinaturas
não são necessárias, a não ser que sejam solicitadas pela proposta).

2.ABAIXO ASSINADO/PETIÇÃOON-LINE
Em abaixo-assinados e petições on-line, o registro das assinaturas é
eletrônico, podendo constar o endereço de e-mail ou o perfil de uma rede
social no lugar do telefone, por exemplo. Além disso, há sites gratuitos
que permitem elaborar e disponibilizar abaixo-assinados e petições on-
line. A estrutura desse gênero é a mesma do abaixo-assinado
convencional.

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3.APÓLOGO
O apólogo constitui um gênero narrativo cujo objetivo é ensinar algo para
o leitor. Tem caráter metafórico e suas personagens são seres inanimados,
em geral objetos, os quais agem como seres humanos a fim de provocar
uma reflexão acerca dos comportamentos humanos de ordem social e
ética. Nele, não há a expressão preponderante de uma moral, o
ensinamento geralmente está implícito.
Estrutura:
– Introdução: apresentação da situação inicial;
– Desenvolvimento: desencadeamento do conflito e do clímax;
– Conclusão: desfecho da história.

4.ANÚNCIO PUBLICITÁRIO/TEXTO
PUBLICITÁRIO/CAMPANHA PUBLICITÁRIA/PROPAGANDA
O anúncio é um gênero do âmbito publicitário que tem o objetivo de
difundir uma marca de produto, serviço ou ideia, criando-lhe uma imagem
clara, confiável e duradoura, capaz de atrair e conquistar o cliente. Esse
gênero precisa considerar aspectos psicológicos, sociais e econômicos,
além de fazer bom uso dos recursos discursivos (figuras de linguagem,
intertextualidade, técnicas argumentativas e mecanismos de persuasão),
das imagens e dos movimentos. Para ser eficaz, o anúncio deve estar
voltado para o público-alvo, o que implica uma linguagem adequada e o
conhecimento das necessidades e das expectativas desse público em
relação ao produto.

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ESTRUTURA:
Os textos publicitários não apresentam uma estrutura rígida, mas devem
Apresentar informações sobre o assunto tratado e sobre quem produziu o
texto.
– Imagem;
– Título;
– Texto condutor do consumidor: direciona ao objetivo do anúncio;
– Assinatura dos anunciantes;
– Slogan da marca.

5. ARTIGO/TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA


Para que haja avanços na ciência, é necessário que os cientistas
questionem conceitos e experimentos que foram, anteriormente,
considerados incontestáveis. A verdade científica atual pode não ser a de
amanhã, pois, até mesmo na ciência, a verdade é relativa, e, muitas vezes,
o discurso mais aceito convence apenas por determinado período, já que o
posicionamento científico é revisto diante da apresentação de novos fatos e
evidências. Por meio do texto científico, escrito por cientistas para leitores
interessados em ciência e, geralmente, publicado na forma de artigos em
revistas especializadas, registra-se o raciocínio desenvolvido no trabalho
de pesquisa. A linguagem é precisa e objetiva: o autor apoia seus
argumentos em provas, testes e dados estatísticos. O texto de divulgação
científica transmite conhecimentos sistemáticos, por isso pode apresentar
uma intenção didática. A linguagem é clara e objetiva, e emprega-se,
quase sempre, a variedade padrão formal da língua em decorrência do
público a quem o texto é dirigido, ou seja, leitores com conhecimento
científico.

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ESTRUTURA:
– Introdução: apresentação da ideia principal do texto;
– Desenvolvimento: exposição de argumentos que, algumas vezes, visam
persuadir o leitor. Nessa parte, cabem comparações, explicações, relatos de
experiências, dados estatísticos, relações de causa e efeito, etc.;
– Conclusão: fechamento do texto. Nem sempre o texto chega a ser
conclusivo; nesses casos, o texto pode ser concluído com hipóteses e
perspectivas futuras de estudo.

6. ARTIGO DE OPINIÃO
O artigo de opinião é um gênero textual pertencente ao jornalismo
opinativo que faz uso da argumentação para analisar, avaliar e responder a
uma questão controversa. Caracteriza-se pela exposição de um ponto de
vista, assinado por um jornalista ou um colaborador do jornal ou da
revista, sobre determinado assunto atual, geralmente de ordem social,
econômica, política ou cultural. Além disso, o artigo desempenha
importante papel na sociedade, pois possibilita a interação entre o
articulista e o leitor, ampliando ideias e pontos de vista, garantindo-lhe,
também, um melhor entendimento da sociedade e, consequentemente, o
aperfeiçoamento das relações que nela se estabelecem. Na produção do
artigo, o autor pode optar por uma linguagem comum ou cuidadosa. A
primeira emprega um conjunto de palavras, expressões e construções mais
usuais, com uma sintaxe acessível ao leitor comum. A segunda utiliza um
vocabulário mais elaborado. A escolha por um dos níveis depende do
público a que se destina o texto. A fim de manter a coerência temática e a
coesão, o produtor vale-se de operadores argumentativos (elementos
linguísticos que orientam a sequência do discurso – mas, entretanto,
porém, portanto, além disso, etc.), operadores de tempo e demonstrativos
(este, esse, aquele, agora, hoje, neste momento, ultimamente,
recentemente). Para apresentar a questão e os argumentos, o autor utiliza
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predominantemente o presente do indicativo, mas também pode fazer uso
do pretérito em explicações ou em apresentação de dados e evidências. É
muito comum, também, o emprego de argumentos de autoridade, que
consiste na citação de autores renomados ou de autoridades no assunto
para comprovar uma ideia, uma tese ou um ponto de vista. Nesse gênero, a
tipologia textual de base é a dissertativa, pois o autor expõe informações
sobre um assunto sobre o qual se emite uma opinião. Cada parágrafo de
desenvolvimento, habitualmente, contém um argumento que oferece
suporte à conclusão geral. Evidencia-se, assim, a interação no processo de
produção: o autor se coloca no lugar do leitor e antevê suas posições para
poder refutá-las. Ele justifica suas afirmações, tendo em vista possíveis
questões ou conclusões contrárias, suscitadas pelo público leitor.
ESTRUTURA:
– Introdução: apresentação da tese a ser defendida, de modo a guiar o
leitor ao que virá nas demais partes do texto. Busca contextualizar o
assunto a ser abordado por meio de afirmações gerais e/ou específicas.
Nesse momento, pode evidenciar o objetivo da argumentação que será
sustentada ao longo do artigo, bem como a importância de se discutir o
tema;
– Desenvolvimento: Expõe os argumentos e constrói a opinião a respeito
da questão examinada. É importante ressaltar que todo texto
argumentativo precisa apresentar provas a favor da posição que assumiu e
provas para mostrar que a posição contrária está equivocada. Os

Argumentos baseiam-se nos conceitos apresentados, na adequação dos


fatos para exemplificar esses conceitos, bem como na correção do
raciocínio que estabelece relações entre conceitos e fatos. Para evitar
abstrações, geralmente faz-se uso da exposição de fatos, dados e
exemplos;

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– Conclusão: Evidencia a resposta à questão apresentada, podendo haver
uma reafirmação da posição assumida ou uma apreciação do assunto
abordado. Não é adequado fazer um simples resumo ou uma mera
paráfrase das afirmações anteriores, é preciso que haja uma reflexão final.
7. BIOGRAFIA
A biografia é uma narrativa não ficcional, que busca reconstruir os fatos
mais relevantes da vida de uma pessoa ou de uma personagem que,
normalmente, alcançou a fama por meio de suas ações. A partir de um
narrador-observador, a biografia reconstitui, cronologicamente, as
principais realizações do biografado. Além disso, os verbos, geralmente,
são usados no passado, e há a presença de pronomes pessoais e
possessivos e de marcadores temporais (na infância, na adolescência,
naquela época, etc.). A linguagem utilizada é adequada à norma-padrão da
língua. A biografia destina--se, geralmente, a pessoas interessadas na
história de vida de personalidades e pode ser publicada no formato de livro
(quando relativamente extensa) ou em forma de homenagens em revistas e
páginas da internet.
ESTRUTURA:
– Título: normalmente, é composto pelo nome de quem será biografado;
– Texto: não segue uma estrutura padrão, mas, geralmente, os parágrafos
são construídos a partir da infância do biografado, seguindo uma ordem
cronológica.
8. BIOGRAFIA ROMANCEADA
A biografia romanceada é um texto em que a imaginação do biógrafo tem
participação na narrativa da vida do biografado. Narra fatos pesquisados
em diferentes fontes (entrevistas de testemunhas, documentos,
correspondência), mas pode também fazer comentários, valorizar uma
ideia por meio de uma ilustração, etc. Tem liberdade para descrever
cenários que não conheceu, criar diálogos, inserir cenas, pensamentos de
personagens. Busca, assim, preencher lacunas sobre o que se sabe dos
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vários momentos da vida do biografado, realçando, enfatizando, dando
ritmo ao que é relatado. Há, portanto, uma combinação entre uma narrativa
técnica, precisa, com cronologia e narração literária dos fatos.
ESTRUTURA:
– Título: normalmente, é composto pelo nome de quem será biografado;
– Texto: não segue uma estrutura padrão, mas, geralmente, os parágrafos
são construídos a partir da infância do biografado, seguindo uma ordem
cronológica.
9. CARTA ABERTA
A carta aberta serve como instrumento de denúncia, de participação social,
de manifestação de cidadania. De acordo com o próprio nome, ela objetiva
ser lida por qualquer pessoa, uma vez que pode ser publicada não apenas
em jornais e revistas, mas também no rádio, na televisão e na internet.
Geralmente, ela se dirige a uma autoridade, com o propósito de que esta se
inteire de um problema e tome providências para resolvê-lo. Por essa
razão, emprega-se o padrão da linguagem formal, com verbos no presente
do indicativo em primeira ou em terceira pessoa. É um texto de intenção
persuasiva, que aborda um assunto de ampla repercussão social. Entre os
elementos essenciais da carta aberta estão exposição de um problema,
reflexão, denúncia, reclamação e solicitação, linguagem clara e objetiva,
além da exposição de uma argumentação que fundamente a denúncia.
ESTRUTURA:
– Título: segue o padrão de início com “Carta aberta” seguido do
destinatário, do tema ou do destinatário junto do tema;
– Corpo do texto;
– Local e data;
– Assinatura do(s) remetente(s).

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10. CARTA ARGUMENTATIVA
A carta argumentativa dirige-se a um destinatário específico, normalmente
a uma autoridade política, civil ou religiosa, e tem como objetivo solicitar
algo, geralmente de interesse coletivo, ou fazer alguma reclamação.
Assim, as cartas argumentativas de solicitação visam reivindicar a solução
de um problema ou apenas solicitar algo, e as cartas argumentativas de
reclamação objetivam apresentar às autoridades reclamações sobre um
problema da comunidade. Às vezes – quando, ao mesmo tempo, reclama-
se de algo e solicita-se uma solução – esses tipos de carta se misturam. A
carta argumentativa tem como características a intenção persuasiva, a
linguagem clara e objetiva, em nível formal, de acordo com a norma-
padrão e o uso de verbos no presente do indicativo e/ou no imperativo.
Além disso, é preciso salientar o uso do pronome de tratamento adequado
ao cargo do destinatário e o predomínio, em geral, da primeira pessoa.
Para a composição de cartas argumentativas, sugere-se que sejam evitadas
marcas de oralidade.
ESTRUTURA:
– Local e data;
– Vocativo;
– Introdução: apresentar um problema, suas causas e consequências;
– Desenvolvimento: expor argumentos capazes de comprovar que o
remetente tem razão, por estar sendo desrespeitado em seus direitos ou por
não ver seus direitos atendidos;
– Conclusão: ratificar o problema apresentado e reivindicar uma solução;
– Despedida;
– Assinatura (lembre-se de que, em provas, não é permitido assinar o
texto, a não ser que a proposta assim exija).

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11. CARTA DO LEITOR
A carta do leitor geralmente é direcionada a jornais e revistas e tem por
finalidade expressar opiniões e sugestões; debater os argumentos
levantados em matérias e fazer críticas a respeito delas; trazer perguntas,
reflexões, elogios, incentivos, etc. Para o leitor, é o meio de expor seu
ponto de vista em relação ao assunto lido; para o veículo de informação, é
uma maneira de saber o que está agradando ou não a opinião pública. O
objetivo do leitor, ao escrever uma carta para um jornal da cidade ou uma
revista de circulação nacional, é tornar pública sua ideia, além de se sentir
parte da informação. Não há regras estabelecidas para se fazer uma carta
desse gênero, mas espera-se que o assunto e o objetivo da carta (opinar,
sugerir, debater) sejam especificados logo no início, além de apresentar
uma linguagem clara e precisa. Nesse tipo de carta, a linguagem pode ser
mais pessoal (empregando pronomes e verbos em primeira pessoa) ou
mais impessoal (empregando pronomes e verbos em terceira pessoa). O
grau de impessoalidade depende da intenção do autor: protestar, brincar ou
impressionar.
ESTRUTURA:
– Local e data;
– Vocativo;
– Corpo do texto;
– Despedida;
– Assinatura (lembre-se de que, em provas, não é permitido assinar o
texto, a não ser que a proposta assim exija).

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12. CARTA PESSOAL
A carta pessoal é um tipo de texto epistolar utilizado, geralmente, entre
indivíduos que apresentem certa aproximação (amigos, familiares etc.).
Dependendo da pessoa a quem se destina, a linguagem utilizada na carta
pessoal pode ser uma linguagem mais despretensiosa (coloquial e
informal) ou mais preocupada com as normas gramaticais (linguagem
formal). Desse modo, se a carta for destinada a uma pessoa próxima, é
provável que apresente vícios e figuras de linguagem, bem como gírias e
expressões populares. No entanto, se for uma carta destinada ao diretor de
uma escola, por exemplo, expressões de formalidade serão incluídas, como
em frases de cordialidade (atenciosamente, cumprimentos, etc.), além de
se seguir as normas gramaticais da língua.
ESTRUTURA:
– Local e data;
– Vocativo;
– Corpo do texto;
– Despedida;
– Assinatura (lembre-se de que, em provas, não é permitido assinar o
texto, a não ser que a proposta assim exija).

13. CARTUM
A cartum consiste em uma estética gráfica, crítica, lírica e/ou anedótica.
Aborda, geralmente, situações universais e atemporais. É um gênero
jornalístico considerado opinativo ou analítico que critica, satiriza e expõe
situações por meio do grafismo e do humor. Hoje, esse gênero abrange
Praticamente todos os veículos de difusão da informação gráfica: jornais,
revistas e internet. Utiliza-se de elementos da história em quadrinhos,
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como balões, cenas e onomatopeias. Por meio do cartum, o veículo que o
propõe expõe a opinião em um desenho que pode, ou não, ser
acompanhado de legenda.
São características desse gênero: a linguagem não verbal; a sátira; o
humor; a ironia; o cômico; a flexibilidade; a associação da linguagem
verbal ao desenho expressivo; a expressão de imagens atemporais; e o
entrelaçamento entre palavras, imagens e sentido.
14. CHARGE
A charge é uma ilustração cujo objetivo é satirizar um acontecimento ou
uma ideia da atualidade e as personagens envolvidas. O autor da charge
apresenta sua visão por meio de linguagem visual, inserindo, às vezes,
uma complementação verbal. Por tratar-se de um texto com diversos
significados, quanto maior o conhecimento prévio do leitor sobre os
símbolos apresentados e a realidade social, mais sentidos serão levantados
e melhor será a compreensão da sátira. São características desse gênero: o
exagero (ênfase em aspectos marcantes, distorcendo a realidade com o
intuito de provocar o riso); o ridículo (o riso do que foge à normalidade); a
ruptura discursiva (presença de final inesperado, uma quebra da lógica,
que provoca comicidade pela surpresa); e a polifonia (vários discursos
presentes na voz dos personagens, ou outros textos são combinados para
criar o sentido).

15. COMENTÁRIO EM SITE/ON-LINE


Comentário é um texto curto por meio do qual o autor sintetiza um fato
(show, livro, questão polêmica, etc.) e acrescenta um juízo de valor.
Expressa um ponto de vista, ou seja, demonstra ou justifica adesão,
refutação, apoio, crítica, ironia, questionamento, etc. Na internet, o que se
observa é que o autor do comentário pode ou não ser especialista no
assunto. Há liberdade de estilo de linguagem, espontaneidade e
subjetividade de escrita. Em bons comentários on-line, é comum que haja
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fundamentação da opinião emitida; linguagem clara, para ser inteligível
por diferentes pessoas; tom polido e cortês, expressando respeito a
diferentes pontos de vista e à privacidade dos outros. Por possuir uma
gama extensa de possibilidades, não possui uma estrutura fixa.

16. CONTO
O conto configura-se como um texto narrativo, por isso, é possível
observar nele os elementos essenciais de uma narração: personagens,
enredo, tempo e espaço. É uma narrativa curta, em que há poucas
personagens, com tempo e espaço reduzidos. Apresenta apenas um
conflito, em geral, já próximo do final (desfecho), pois vai ao foco de
interesse, dispensando elementos que não importam ao seu propósito.
ESTRUTURA:
– Introdução: Essa parte apresenta a situação inicial, ou seja, a introdução
da(s)personagem(ns) e do cenário no qual será desenvolvida a narrativa;
– Desenvolvimento: Nessa parte do conto, o conflito surge, há uma quebra
da normalidade. Esse conflito leva a narrativa ao clímax, momento de
maior tensão do texto;
– Conclusão: Essa parte consiste no desfecho do conto, parte da história
em que o conflito é resolvido, quebrando ou confirmando uma expectativa.
17. CONTO DE FADAS
Os contos de fadas são histórias bem antigas, que foram recontadas por
várias gerações antes de serem registradas por escrito. Eles fazem parte da
chamada tradição oral, isto é, eram compartilhados de boca em boca,
geração após geração, apresentando, por isso, diferentes versões da mesma
história. Geralmente, os contos de fada narram histórias de príncipes,
princesas, bruxas, fadas, duendes, dragões e outros seres mágicos. As
histórias costumam acontecer em um tempo bem antigo e têm como
20
principal cenário os reinos, cheios de bosques e florestas, nos quais todo
tipo de acontecimento mágico é possível. Além disso, há sempre um final
feliz, marcado, muitas vezes, pela famosa expressão “e foram felizes para
sempre”. A estrutura desse gênero segue o padrão da estrutura do conto
convencional.

18. CONTO DE TERROR/MISTÉRIO/ASSOMBRAÇÃO


O conto de terror é constituído das principais características do conto, mas,
nessas histórias, personagens e situações misteriosas visam provocar o
medo. Segundo estudiosos, esses contos tinham, originalmente, a função
de alertar, sobretudo as crianças e os jovens, para os perigos da noite, do
escuro, dos lugares desconhecidos, etc. Esse gênero apresenta fatos fora do
comum que o autor acredita serem assustadores e para os quais não há uma
explicação razoável. Nessas histórias, há sempre seres sobrenaturais,
assombrações e/ou outros elementos que provocam medo nas demais
personagens. A descrição do local em que se passam os fatos é muito
importante, porque confere veracidade àquilo que é contado e contribui
para a criação do clima de mistério que o narrador deseja construir. Além
disso, o mais comum é que os fatos narrados tenham ocorrido há muito
tempo; assim, o tempo verbal predominante é o pretérito. Geralmente, o
enredo está centrado em um conflito, que é responsável pelo nível de
tensão da narrativa. O conflito é marcado pela presença de um fenômeno
não explicado, representado pela aparição e/ou presença de um fenômeno
ou de um ser sobrenatural. Na construção do enredo, há sempre um
momento em que o clima assustador se concretiza: é quando o ser
sobrenatural é identificado ou a sua presença é sentida pelas demais
personagens. A estrutura desse gênero segue o padrão da estrutura do
conto convencional.

19. CRÔNICA NARRATIVA

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A crônica é texto narrativo que trata de fatos do cotidiano, oscilando entre
o texto jornalístico e o texto literário. Nesse gênero, a realidade é
documentada de forma livre e pessoal. De maneira leve e descontraída, o
cronista resgata o tempo, flagrando o presente e registrando o passado. A
crônica conserva intacto o registro do cotidiano feito pela sensibilidade,
pelo olhar, pela subjetividade de um observador que capta a vida de modo
natural, poético e artístico. Trata-se de um gênero cuja característica
principal é a versatilidade, pois concentra em si grande possibilidade de
abordagem temática, liberdade de estrutura e de linguagem, permitindo a
presença de coloquialismo e até de algumas marcas de oralidade, embora
deva obedecer à norma-padrão.
ESTRUTURA:
– Introdução: o texto parte de uma observação do cotidiano de caráter
pessoal;
– Desenvolvimento: desencadeamento do fato a ser contado;
– Conclusão: desfecho da história.

20. CRÔNICA ARGUMENTATIVA


A crônica argumentativa é um texto que procura ir além da mera notícia,
revelando as nuances do pensamento de seu autor sobre questões do
cotidiano. É um gênero que defende explicitamente um ponto de vista.
Uma crônica argumentativa é, em geral, mais longa do que uma crônica
narrativa, pois apresenta trechos narrativos e trechos opinativos que se
alternam na construção das ideias que pretendem conduzir o leitor a uma
reflexão. Os trechos narrativos da crônica argumentativa conservam as
características da crônica narrativa: poucas personagens, narradas de forma
subjetiva, com drama ou humor, a depender do que o autor do texto quer
defender. São características comuns da crônica argumentativa o uso de
primeira pessoa, a linguagem informal, além da franca exposição das
emoções do autor.
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ESTRUTURA:
– Introdução: normalmente já há a explicitação do que será defendido pelo
autor;
– Desenvolvimento: desencadeamento das ideias defendidas intercaladas
de trecho(s) narrativo(s);
– Conclusão: reflexão final.

21. DEBATE REGRADO


O debate é um gênero essencialmente oral, mas, ainda assim, a escrita
possui papel fundamental neste momento. Ela não somente é parte da
pesquisa, como também participa da execução do debate (nas anotações,
nos lembretes, nos resumos) e tem papel fundamental na organização e no
respeito que devem permear esse momento.
ETAPAS:
– Planejamento: Para que o debate aconteça, é essencial que o local, as
regras, o moderador (responsável por garantir as regras do debate e a
unidade da discussão) e o secretário (responsável por registrar os
principais pontos dos argumentos apresentados – personagem opcional)
sejam previamente estabelecidos. Ao moderador cabe a organização da
duração de cada fala dos debatedores para que o tempo definido e o tema
central sejam bem trabalhados; aos debatedores cabe pesquisar e recolher
informações sobre o tema para que haja um bom desenvolvimento de
argumentos;
– Execução: Durante todo o debate, os participantes devem respeitar as
diferentes opiniões, utilizar um vocabulário específico – relacionado com
o tema em discussão

23
– e uma linguagem adequada para expressar com clareza o argumento
elaborado e não interromper as intervenções dos demais participantes;
– Avaliação: É necessário refletir em conjunto sobre as diferentes posições
defendidas e as conclusões alcançadas a partir do debate.

22. DEPOIMENTO
O depoimento é um gênero textual em que são narrados fatos vividos por
uma pessoa. Esse gênero apresenta os elementos básicos da narrativa:
sequências de fatos, pessoas, tempo e espaço. O narrador é onipresente e
sempre o protagonista da história. Verbos e pronomes são empregados
predominantemente na 1ª pessoa. Os verbos oscilam entre o pretérito
perfeito e o presente do indicativo. Emprega-se o padrão culto formal da
língua. Por ser um gênero subjetivo, não possui uma estrutura fixa.

23. EDITORIAL
O editorial é um gênero de texto que circula em diferentes veículos de
comunicação, como jornais e revistas, evidenciando uma determinada
opinião. Isso não significa que apresenta o ponto de vista apenas do dono
da empresa, mas sim da maioria dos funcionários que a compõe. Quem
redige, geralmente, é o editor-chefe ou a pessoa que trabalha para o jornal
ou para a revista, e é denominado editorialista. No entanto, o editorialista
não assina o texto, uma vez que seu conteúdo representa a opinião
institucional, e não a sua opinião pessoal. Esse gênero textual tem a função
de se posicionar diante de algum acontecimento, política pública ou fato
social recente, apresentando argumentos que possam intervir, de alguma
maneira, na opinião dos leitores. Além disso, o editorial é um texto de base
dissertativo-argumentativos, constituído por enunciados que orientam a
argumentação e por marcas linguísticas (como operadores argumentativos,
índices de avaliação, modalizadores) que colaboram para sinalizar a tese e
os argumentos que a desenvolvem. As relações entre a tese e os
24
argumentos são estabelecidas por elementos da língua chamados de
recursos de coesão textual. As principais características do editorial são a
impessoalidade, por não ser assinado e ser escrito geralmente na terceira
pessoa do singular ou na primeira pessoa do plural; a topicalidade, por
tratar, em geral, de apenas uma questão; a condensabilidade, por ser claro
e breve; e a especificidade opinativa, por ter sempre que assumir uma
posição, pois sua finalidade é aconselhar e dirigir as opiniões dos leitores.
Em um editorial, não se pode ter nenhuma reserva, deve-se decidir por um
lado da questão tratada.
ESTRUTURA:
– Título;
– Introdução: apresenta a tese, opinião que será defendida ao longo do
texto;
– Desenvolvimento: expõe comentários e opiniões que representam a linha
de pensamento do jornal ou da revista sobre o assunto;
– Conclusão: exibe retomada da ideia central do texto e sugestão de
solução para o problema abordado ou promoção de reflexão no leitor.

24. ENTREVISTA/ENTREVISTA JORNALÍSTICA


As entrevistas são geralmente publicadas em revistas, jornais, sites da
internet e em outros meios de comunicação. Elas são um mecanismo para
se conhecer uma personalidade, saber mais sobre determinado assunto e
buscar informações por intermédio de alguém que será entrevistado.
Assim, a entrevista é composta por perguntas e respostas. A entrevista é
um gênero de natureza oral. Mesmo havendo um planejamento escrito
(questionário prévio), na sequência, o que prevalece é o diálogo oral.
Contudo, a entrevista pode ser transcrita para a linguagem escrita quando o
propósito é a sua publicação em jornal, revista, livro, etc. Com o advento
da internet, as entrevistas também puderam ser conduzidas de forma
25
escrita, sem a necessidade de oralidade, por meio dos recursos
hipertextuais, como chats, entre outros. Pode-se entrevistar uma única
pessoa ou um grupo, dependendo de qual for a finalidade do texto. A
linguagem da entrevista vai variar a depender do entrevistador e do
entrevistado, contudo é preciso destacar que o registro escrito de uma
entrevista necessita do uso do bom senso, pois se está passando um
discurso do registro oral, que tem suas características específicas, para o
escrito. Assim, deve-se atentar para ser fiel aos fatos e às formas de falar
do entrevistado e, ainda que ele use o registro informal, passar a entrevista
para a forma escrita de forma aproximada à norma-padrão, sem modificar
totalmente o modo de falar do entrevistado.
ESTRUTURA:
As entrevistas apresentam estruturas próprias que variam tanto de um
entrevistador para outro quanto de um meio de comunicação para outro,
mas, em geral, encontra-se a seguinte estrutura:
– Manchete ou título inicial: indica o tema tratado;
– Apresentação: propõe as informações básicas sobre o que se está
falando;
– Perguntas e respostas: são realizadas por um entrevistador e concedidas
por um entrevistado, respectivamente.

25. FÁBULA
A fábula é um texto narrativo alegórico, em geral com presença de
diálogo, que apresenta uma moral explícita, cujo objetivo é levar o leitor a
um ensinamento. O texto dessa narrativa é essencialmente metafórico e
moralizante e seus personagens são animais com comportamento
semelhante ao humano.
Estrutura:
26
– Introdução: apresentação da situação inicial;
– Desenvolvimento: desencadeamento do conflito e do clímax;
– Conclusão: desfecho e explicitação da moral da história.

26. HAICAI
Haicai, também chamado de “Haiku” ou “Haikai”, é um poema curto de
origem japonesa. A palavra haicai é formada por dois termos “hai”
(brincadeira, gracejo) e “kai” (harmonia, realização), ou seja, geralmente
representa um poema despretensioso, humorístico. Nascido no Japão em
princípios do século XIII e imortalizado por MatsuoBashô (1644-1694),
acabou se popularizando pelo mundo. Apesar de serem poemas concisos e
objetivos, os haicais possuem grande carga poética.
ESTRUTURA:
O tradicional haicai japonês possui uma estrutura específica, ou seja, uma
forma fixa composta de três versos (terceto) formados por 17 sílabas
poéticas, ou seja:
– Primeiro verso: apresenta 5 sílabas poéticas (pentassílabo);
– Segundo verso: apresenta 7 sílabas poéticas (heptassílabo);
– Terceiro verso: apresenta 5 sílabas poéticas (pentassílabo).

Sílabas Poéticas X Sílabas Gramaticais:

A contagem das sílabas literárias, ou poéticas, distingue-se da contagem


das sílabas gramaticais. Isso porque, enquanto na gramática se considera o

27
número de sílabas gráficas, na literatura se considera o número de sílabas
sonoras. Há duas regras que diferenciam as sílabas literárias:
– Contar somente até a última sílaba tônica de cada verso;
– Unir sílabas quando houver som fraco e forte ou vice versa;
– Embora essa seja sua estrutura tradicional, o haicai foi se modificando
com o tempo visto que alguns escritores não seguem esse padrão de
sílabas, ou seja, possui uma silabação livre geralmente com dois versos
mais curtos e um mais longo;
– Com relação à rima, geralmente, faz-se do primeiro verso com o terceiro,
obedecendo a esta fórmula:

____A

______B

_ _ _ _A

– Ademais, os haicais são poemas objetivos com uma linguagem simples e


podem ou não apresentar um esquema de rimas e títulos.

27. MANIFESTO
O manifesto serve como instrumento de participação da sociedade no que
se refere à manifestação da cidadania. Tem o objetivo de expressar o livre
protesto, por meio de reivindicações e de solicitações, tendo em vista as
28
transformações sociais ou a resolução de algum problema de ordem
particular, com o intuito de que toda a sociedade tenha conhecimento da
questão. Entre as principais características do manifesto estão a intenção
persuasiva, a adequação da linguagem ao padrão formal da língua e a
predominância de verbos no presente do indicativo.
ESTRUTURA:
– Título:
segue um padrão de início com “Manifesto a/contra/em favor/sobre, etc.”;
– Texto;
– Local e data;
– Assinatura do(s) idealizador(es).

28. MINICONTO/MICROCONTO/MICRONARRATIVA
O miniconto trata-se de uma narrativa curta, que não ultrapassa uma
página. Pode ocupar de uma linha (micro conto) a um conjunto de até 500
caracteres (letras, espaços e pontuação). Os minicontos de maior
circulação compreendem até 150 caracteres, seguindo uma tendência atual
de tamanho ideal para serem compartilhados rapidamente por meios
eletrônicos, como o celular. Desse modo, têm chance de alcançar maior
número de leitores, embora haja coletâneas em livros com textos desse
gênero. A concisão, uma das características principais dessas narrativas,
leva em consideração que o texto precisa ser pensado exatamente para seu
pequeno tamanho; não é um texto que foi resumido ou cortado para conter
certo número de caracteres. Outra característica importante é a exatidão, já
que o texto precisa apresentar clareza suficiente para provocar o efeito
desejado no leitor e ser compreendido. A brevidade do miniconto exige
períodos curtos, sem longas descrições.

29
ESTRUTURA:
– Os micro contos contêm apenas uma linha;
– Já os minicontos são, geralmente, compostos de uma introdução, um
único conflito e um desfecho inusitado.

29. NOTA DE REPÚDIO


O repúdio é um termo que diz respeito ao ato de não aceitar, de modo
convicto e claro, algo que se rejeita. Assim, a nota de repúdio está
relacionada à manifestação de uma recusa expressa ao conteúdo de algo de
que se discorda veementemente. Esse tipo de nota pode manifestar o
pensamento de uma pessoa, empresa, associação, órgão, entre outras
entidades, a fim de demonstrar reprovação quanto à determinada
colocação. As notas de repúdio costumam ser divulgadas em canais de
comunicação próprios, incluindo redes sociais, e podem até mesmo ser
encaminhadas à imprensa.
ESTRUTURA:
– Título: Nota de repúdio (pode também estar acompanhada de um
complemento que já explicite o que se repudia);
– Corpo do texto: Há inicialmente a identificação do autor da nota de
repúdio (indivíduo, órgão, empresa, etc.) e do objeto do repúdio. Em
seguida, apresenta-se justificativas para a manifestação de repúdio;
– Local e data;
– Assinatura do autor da nota (lembre-se de que, em provas, não é
permitido assinar o texto, a não ser que a proposta assim exija).

30
30. NOTÍCIA
A notícia é um gênero textual de cunho jornalístico cujo propósito é
divulgar acontecimentos reais de interesse público. Ela relata as
circunstâncias em que aconteceram tais fatos de maneira clara, objetiva e
precisa, procurando destacar aspectos relevantes. Já que a finalidade da
notícia é informar, termos ou expressões que expressem a opinião do
escritor devem ser evitados. Por isso, há poucos adjetivos e advérbios para,
de certo modo, não ser revelado o posicionamento do autor do texto.
Assim, a notícia se caracteriza não só pela objetividade e clareza, mas
também pela impessoalidade. Outra caraterística, que provém da
linguagem impessoal, é o emprego da terceira pessoa. Quanto à
linguagem, a maior parte dos textos jornalísticos é escrita de acordo com a
norma culta da língua, podendo cada texto adequar-se ao meio no qual é
veiculado (jornal impresso, televisão, rádio e internet). É importante
destacar que os verbos do texto são escritos predominantemente no
passado, mas os títulos das notícias são escritos no presente com o intuito
de produzir no leitor uma sensação de proximidade entre os fatos relatados
e o momento da leitura.
ESTRUTURA:
– Título: também chamado de manchete, deve ser chamativo e apresentar
formas verbais no presente para destacar a parte mais importante da
notícia;
– Subtítulo: tem o objetivo de acrescentar informações às já expressas na
manchete;
– Lide: deve oferecer as informações básicas e se encontra no primeiro
parágrafo. Ele procura responder a seis perguntas básicas (quem, o quê,
quando, por que, onde e como), mas, nem sempre, todos os elementos
serão indicados no primeiro parágrafo, podendo ser encontrados no
decorrer do texto;
– Corpo: deve apresentar as informações que compõem o fato.
31
31. NOTÍCIA NA INTERNET/ON-LINE
A notícia na internet possui as mesmas características da notícia, tendo
como especificidade o fato de ser um relato mais curto, por se apresentar
na internet. Também pode apresentar uma linguagem mais informal
devido ao meio em que está sendo veiculado.

32. PARÁBOLA
A parábola é um gênero textual moralizante e faz uso da linguagem
figurada para ensinar ao leitor lições que o engrandeçam. Diferentemente
da fábula (personagens animais) e do apólogo (personagens objetos), os
personagens da parábola são seres humanos em situações vividas que
encerram preceitos de natureza moral e/ou religiosa. Esse tipo de narrativa
é alegórica e transmite uma mensagem indireta, por meio de comparação.
Faz uso da linguagem figurada, que o leitor associará à situação do
cotidiano a que o texto se refere sem maiores dificuldades. Em termos
estruturais, constitui-se de elementos como personagens, tempo, lugar e
foco narrativo em 3ª pessoa.

ESTRUTURA:
– Introdução: apresentação da situação inicial;
– Desenvolvimento: desencadeamento do conflito e do clímax;
– Conclusão: desfecho da história.

33. POST/POSTAGEM
Gênero comum ao universo das redes sociais, o post tornou-se fonte para
pesquisa de informação, ferramenta de trabalho e auxílio a profissionais
32
(jornalistas, repórteres, professores, etc.), espaço para divulgação de arte e
artistas (pintores, fotógrafos, escritores, etc.) que buscam visibilidade na
internet. Esse gênero textual é extremamente amplo e se modifica de
acordo com o objetivo do autor. Pode apresentar teor argumentativo,
quando se pretende defender alguma ideia; teor narrativo e descritivo,
quando se quer relatar o que se passou no dia, como uma espécie de diário,
entre outras possibilidades. Por esse motivo, não possui uma estrutura fixa.

34. RECEITA
A receita é um gênero textual que apresenta duas partes bem definidas,
ingredientes e modo de fazer, que podem ou não vir indicadas por títulos.
A primeira parte apenas relaciona os ingredientes, estipulando as
quantidades necessárias, indicadas em gramas, xícaras, colheres, pitadas,
etc. No modo de fazer, os verbos se apresentam quase sempre no modo
imperativo (o modo verbal que expressa ordem, conselho), pois essa parte
indica, passo a passo, a sequência dos procedimentos e da junção dos
ingredientes a ser seguida para se obter o melhor resultado da receita. Às
vezes, o imperativo é substituído pelo infinitivo, como “Preparar a massa:
misturar com as pontas dos dedos […]”, “Aos poucos, abrir pequenas
porções da massa […]”, etc. Uma receita pode apresentar outras
informações, como grau de dificuldade, tempo médio de preparo,
rendimento. Pode, ainda, conter dicas para decoração ou para variações.
Nesse gênero textual, costuma-se empregar uma linguagem direta, clara e
objetiva, pois sua finalidade é levar o leitor a obter sucesso em um
preparo.
ESTRUTURA:
– Título;
– Ingredientes: contém uma lista dos materiais necessários para aquilo que
se pretende fazer. Costuma apresentar as quantidades de cada material;

33
– Modo de fazer/de preparo: apresenta os procedimentos que serão
necessários para se fazer a receita.

35. RELATO PESSOAL


O relato pessoal é um gênero que possui narratividade, pois apresenta os
elementos que constituem a narrativa: personagem, narrador, sequência de
acontecimentos e definição de tempo e de espaço. Quanto ao narrador, ele
é sempre personagem, mais precisamente o protagonista, logo, o texto é
escrito em primeira pessoa. É um gênero textual que se refere à
documentação e à memorização das ações humanas, ou seja, registra fatos
realmente vividos, bem como as impressões e sensações do narrador-
personagem a respeito desses fatos.
ESTRUTURA:
– Introdução: apresentação da situação inicial;
– Desenvolvimento: desencadeamento do conflito e do clímax;
– Conclusão: desfecho da história.

36. RELATO DE VIAGEM


O relato de viagem é um gênero semelhante ao relato pessoal, com a
especificidade de que o que será registrado necessariamente serão
momentos vividos em uma viagem. Nesse gênero, o narrador-personagem
conta as impressões e sensações a respeito de lugares, pessoas e situações
com as quais se depara ao longo de uma viagem, procurando caracterizá-
los. Logo, o uso de adjetivos faz-se imprescindível para essa
caracterização. O relato de viagem geralmente aborda o objetivo da
viagem; o(s) lugar(es) visitado(s); as características do(s) lugar(es)
visitado(s); o roteiro realizado e as experiências vividas.

34
37. RESENHA
A resenha é um gênero textual curto que visa ao esclarecimento e à
opinião subjetiva ou ao conhecimento sobre determinado objeto de
interesse público: filmes, livros, discos, shows, peças teatrais ou outras
produções relevantes do ponto de vista artístico ou científico. Trata-se de
um gênero bastante usado no meio acadêmico. A resenha, assim como
outros gêneros textuais, possui especificidades. Uma delas é que há
diferentes possibilidades de ser elaborada, remetendo, portanto, a
contextos de produções diferentes. No entanto, em todas, há, pelo menos,
dois aspectos básicos indispensáveis para a composição: descrição da obra
resenhada e comentários do produtor da resenha sobre a obra. A resenha
crítica apresenta, além de informações sobre a obra, opiniões e
comentários do resenhista. Quanto ao tom da crítica, ela pode ser
moderada, respeitosa ou agressiva; porém, independentemente do tom
utilizado, a linguagem deve obedecer à norma-padrão da língua. Já a
resenha descritiva traz apenas informações mais objetivas, como o nome
do filme, dos diretores, o ano daprodução, além de uma sinopse do enredo.

ESTRUTURA:
– Introdução: É elaborada de forma breve e tem como objetivo
contextualizar os aspectos da obra, como o autor, o assunto, os objetivos e
a relevância para o leitor interessado no tema;
– Resumo da obra: Pode ser crítico ou objetivo. Sem crítica, apresenta
apenas a descrição das ideias contidas na obra. Com crítica, o resenhista
apresenta as ideias e também opina, ou seja, indica pontos positivos e/ou
negativos. No resumo, devem constar, ainda, informações mais específicas
sobre a obra: se é dividida em capítulos/partes/atos/volumes (estrutura) –
quantos, quais, como, se houve um mais importante, etc.; deve-se
esclarecer se há continuações ou outras produções que fazem referência à
obra resenhada;

35
– Opinião: Nas resenhas críticas, a opinião é dada pelo autor da resenha, o
qual, normalmente, responde a algumas questões, assumindo um
posicionamento e, consequentemente, argumentando.

38. REPORTAGEM
A reportagem é um texto jornalístico e, como a notícia, pode ser veiculada
em jornais e revistas, impressos ou on-line. Esse gênero textual trata um
assunto com maior profundidade, ampliando o enfoque sobre ele com
dados estatísticos, gráficos, fotografias, mapas, boxes informativos e
também apresentando a opinião da equipe de reportagem e de pessoas
envolvidas com o assunto por meio de trechos de entrevistas ou citações.
Por isso, apresenta mais detalhes que a notícia e é, geralmente, um texto
mais longo. Existem reportagens de diversas naturezas. Elas podem
abordar escândalos políticos, impactos das variações da economia na vida
da população, viagens, novas tecnologias, produtos culturais, etc.
Dependendo do tema, a reportagem permite um maior envolvimento do
autor, dando margem para que ele manifeste sua opinião. A linguagem
empregada na reportagem deve ser clara, objetiva, direta, tendendo à
impessoalidade e acessível à maioria dos leitores. Além disso, deve ser
escrita de acordo com a variedade padrão da língua. Nesse gênero de texto,
predominam os verbos no presente do indicativo (em terceira pessoa), pois
as reportagens tratam, normalmente, de assuntos de interesse público, que
têm relação com a atualidade. A reportagem também pode produzir no
leitor a impressão de que novas versões ou interpretações dos fatos podem
surgir, ou seja, de que a discussão sobre o assunto em questão está em
aberto.
O assunto da reportagem pode ser apresentado, entre outras, de maneira
expositiva, em que se narra o fato de forma simples e objetiva;
interpretativa, em que se estabelece conexões com acontecimentos
passados ou com fatos relacionados; e opinativa, em que se tenta
convencer o leitor a aceitar, como mais adequado, um ponto de vista
específico.
36
ESTRUTURA:
A estrutura da reportagem não é fácil de ser definida. Porém, alguns
elementos tendem a se repetir:
– Manchete: o título principal;
– Subtítulo: pequeno texto que atrai o interesse do leitor;
– Corpo da reportagem: pode ser desenvolvido de muitas formas,
dependendo do tema e do estilo de cada autor.

39. RESUMO
Resumo é um texto em que se pretende sintetizar, ou seja, extrair a ideia
principal de outro texto. Para isso, o processo de leitura é muito importante
para que se selecione e ordene informações, analisando títulos, subtítulos e
ilustrações; reconhecendo e sublinhando as ideias nucleares; relacionando
e integrando os fragmentos marcados.
40. SINOPSE
Sinopse é a apresentação concisa de um conteúdo. É uma espécie de
resumo, uma narração breve que pode acontecer não só a partir de um
filme, mas também de um evento, uma peça teatral, um livro. Seu objetivo
é descrever a trama ou o tema do objeto artístico que está em questão. Vale
lembrar que uma de suas características é não contemplar o final da
história da trama. Uma boa sinopse deve ser escrita de tal maneira que crie
certa expectativa da descoberta dos acontecimentos, do desfecho da
história. Tem por finalidade levar o leitor a entender a ideia central do
enredo, fazendo-o se interessar por ele, ou seja, tem fins comerciais,
funciona como uma espécie de chamariz.
ESTRUTURA:

37
– Título: deve ser escolhido intencionalmente a fim de chamar a atenção
do leitor;
– Corpo do texto: deve conter informações sobre onde, como e quando
acontecem os eventos. No caso das sinopses de filmes, o diretor é, por
vezes, mencionado e há uma breve caracterização dos atores principais.
Todos os elementos recorrentes são fatores importantes que podem
influenciar na decisão de escolha ou não do filme por parte do leitor que
está realizando a leitura da sinopse.

41. TEXTO TEATRAL


O texto teatral possui a maioria dos elementos básicos de um texto
narrativo – enredo, tempo, espaço e personagem –, mas não
necessariamente conta com a presença de um narrador. Esse gênero
apresenta discurso direto e conta uma história por meio das ações e falas
das personagens, que dialogam ou monologam (falam consigo mesmas).
As rubricas explicativas estão presentes no texto teatral, visando indicar
aos atores como deve ser a interpretação do texto e os movimentos de
cena, comumente substituindo o narrador da história. Em casos mais
específicos, as rubricas devem aparecer entre parênteses durante ou antes
das falas, sempre em itálico ou em letra maiúscula. Já em casos mais
gerais, as rubricas descrevem o cenário e as personagens da peça.
Geralmente, o texto teatral indica pelo nome qual personagem falará
naquele momento e intercala as falas com ações, tornando o texto mais
dinâmico. Além disso, emprega uma linguagem adequada às personagens
e ao contexto retratado.
ESTRUTURA:
– Título;
– Falas: são iniciadas pelo nome da personagem que falará naquele
momento;

38
– Rubricas: indicam aos atores como deve ser a interpretação do texto e os
movimentos de cena.

42. TUTORIAL
Tutorial é um gênero textual que consiste em ensinar uma técnica ou um
conteúdo. A origem do termo está associada a tutor, ou seja, já está ligada
ao universo de ensino-aprendizagem. Alguém que tem conhecimento de
algo o ensina passo a passo. Tutoriais são entendidos também como
sinônimos de manuais e são textos instrucionais cada vez mais presentes
na internet.

43. VERBETE
O verbete é um gênero textual que se caracteriza por apresentar definições,
exemplos e informações relevantes relativas a um determinado termo. Em
um verbete, as sequências textuais mais presentes são a exposição e a
descrição, porque a intenção do autor é, unicamente, transmitir dados da
realidade ao leitor de forma direta e objetiva, sem duplo sentido. É
fundamental destacar que, no verbete e em todos os textos explicativos,
não há a defesa de uma ideia, de um ponto de vista, características básicas
do texto argumentativo. Os textos explicativos tratam da identificação de
fenômenos, de conceitos e de definições. Por isso, é o texto que predomina
nos livros didáticos, nos dicionários, nas enciclopédias e nas aulas
expositivas, por exemplo. A estratégia mais típica na construção de um
verbete é a de pergunta/resposta. A sensação é de que esses textos estão
respondendo a perguntas. Em textos que primam pelo didatismo, é comum
o autor lançar uma pergunta para, logo depois, desenvolver o texto.
Gramaticalmente, o verbete apresenta várias marcas, como:
distanciamento do autor em relação ao tema do qual trata, resultando em
um texto objetivo e escrito, geralmente, em terceira pessoa; predicados
organizados em torno de verbos: ser, ter, conter, consistir, compreender,
39
indicar, significar, constituir, denominar, designar; sinais de pontuação que
introduzem explicações ou citações (dois-pontos, parênteses, aspas,
travessões); orações coordenadas explicativas introduzidas pelas
conjunções pois e porque; orações subordinadas adjetivas explicativas;
marcas de reiteração (“isto é”, “ou seja”, “melhor dizendo”, “em outras
palavras”), com o objetivo de eliminar dúvidas.
ESTRUTURA:
– Título;
– Texto: a quantidade de parágrafos vai depender do objetivo do autor do
verbete, podendo ser composto de apenas um parágrafo, caso seja mais
sucinto, ou de vários parágrafos, caso o autor decida fazer a definição em
categorias distintas, por exemplo.

40
Gêneros
Mais
Cobrados
pela UECE
41
Uma das principais características da redação UECE é o fato de as
propostas apresentarem uma situação enunciativa que precisa ser
compreendida pelo candidato para ser construída no texto que será
avaliado. Por ser o atendimento à situação, o principal objetivo a ser
alcançado, a prova de redação da UECE não tem cobrado um tipo ou um
gênero textual específico. Contudo, nos últimos anos, o exame tem
contemplado, principalmente, os tipos textuais argumentativo e
narrativo e os gêneros textuais artigo de opinião e crônica. Quanto à
temática abordada, o exame também não segue um padrão, ora abordando
temas da atualidade, ora abrangendo conceitos, entre outras questões,
porém os temas não fogem da realidade do aluno e do que acontece no
mundo. Logo, não se pode prever nem o tipo ou o gênero textual, nem o
tema requeridos na prova de redação, mas o candidato precisa ter em
mente que essas questões tornam-se passíveis de ser apreendidas com a
atenção às instruções da proposta, pois elas esclarecerão o que o texto deve
abordar, principalmente pelo fato de as propostas fazerem parte do
“universo” do estudante de ensino médio. A seguir, as propostas de
redação da UECE de vestibulares anteriores:
2016.1
Proposta 1: Comentário em um blog sobre o conceito de Modernidade
Líquida
2016.2
Proposta 1: Crônica a respeito de um fato cotidiano da cidade onde mora o
vestibulando
Proposta 2: Artigo de opinião acerca de uma questão importante do lugar
onde mora o vestibulando
2017.1
Proposta 1: Artigo de opinião com posicionamento acerca da amizade nos
dias atuais

42
Proposta 2: Carta pessoal a um amigo com uma demonstração de amizade

2017.2
Proposta 1: Artigo de opinião com considerações positivas ou negativas a
respeito da relação leitura – escrita – computador

Proposta 2: Texto narrativo em que o personagem seria uma criança que


transpôs obstáculos para frequentar uma escola

2018.1
Proposta 1: Artigo de opinião sobre o despreparo do país quanto ao
envelhecimento

Proposta 2: Crônica sobre a velhice

2018.2
Proposta 1: Artigo de opinião sobre a relação do homem com o tempo na
Era digital

Proposta 2: Crônica narrativa a partir do provérbio: “O tempo perdido não


se recupera”

2019.1
Proposta 1: Carta aberta à sociedade cearense com o objetivo de angariar
voluntários para uma ONG de combate à fome e à miséria

Proposta 2: Texto narrativo em que o personagem conta uma história de


superação da fome.

2019.2
Proposta 1: Manifesto a favor da preservação das águas

Proposta 2: Relato de viagem que aborda a interferência de fatores


poluentes nas águas do local visitado

43
Erros que
devem ser
evitados na
Redação
44
ATENÇÃO:

-Repetição de palavras (Usar sinônimos)


-Usar termos coloquiais: Pra, RS,...) Evitar!
-Iniciar frases errando. Ex:Mepediu (Pediu –me)

Mas, como não podia.


(Não pode iniciar com mas). No lugar do mas troque para – Entretanto,
todavia (+ adequado)

Se permitindo (Permitindo – se).

-Sempre colocar o sujeito da frase;


-Erro de escrita. Ex: Vizualizei(Visualizei)
Dia -a-dia(Dia a Dia
-Sem hífen)
Maustratos( Maus – tratos – Com hífen);

* Cuidado/atenção com a utilização da vírgula!


Dica: (Não separar o sujeito do predicado!);
-Utilização do “ Deste (Perto) e Desse (Longe);
-Cuidado com a redundância!

45
Espelhos da
Redação
UECE
46
ADRIANAR
ELATO

47
ISABEL
RELATO

48
ISAQUE
CARTA
ABERTA

49
WELLINGTON
CARTA
ABERTA

50
LETÍCIA
CARTA
ABERTA

51
PAULA
CARTA
ABERTA

52
SAMUEL
RELATO

53
Redações
Modelos de
gêneros

54
55
56
57
58
Propostas
de Redação

59
Propostas de Redações UECE
Proposta 01: Trabalho análogo à escravidão (Uece)
Proposta 02: Evasão Escolar (Uece)
Proposta 03: Leitura (Uece)
Proposta 04: Indígenas (Uece)
Proposta 05: Depressão na adolescência (Uece)
Proposta06: Coletividade (Uece)
Proposta07: Poluição (Uece)

PROPOSTA 01
Tema: Trabalho análogo à escravidão (Uece)
Considerando a realidade da condição análoga à escravidão na atualidade
em nosso país, produza um artigo de opinião que será publicado em um
jornal de grande circulação. Deixe claro o seu ponto de vista e argumentos
em relação ao tema.
TEXTO I
De acordo com o artigo 149 do Código Penal brasileiro, são elementos que
caracterizam o trabalho análogo ao de escravo: condições degradantes de
trabalho (incompatíveis com a dignidade humana, caracterizadas pela
violação de direitos fundamentais coloquem em risco a saúde e a vida do
trabalhador), jornada exaustiva (em que o trabalhador é submetido a
esforço excessivo ou sobrecarga de trabalho que acarreta a danos à sua
saúde ou risco de vida), trabalho forçado (manter a pessoa no serviço

60
através de fraudes, isolamento geográfico, ameaças e violências físicas e
psicológicas) e servidão por dívida (fazer o trabalhador contrair
ilegalmente um débito e prendê-lo a ele). Os elementos podem vir juntos
ou isoladamente. O termo ―trabalho análogo ao de escravo deriva do fato
de que o trabalho escravo formal foi abolido pela Lei Áurea em 13 de
maio de 1888. Até então, o Estado brasileiro tolerava a propriedade de
uma pessoa por outra não mais reconhecida pela legislação, o que se
tornou ilegal após essa data. Não é apenas a ausência de liberdade que faz
um trabalhador escravo, mas sim de dignidade. Todo ser humano nasce
igual em direito à mesma dignidade. E, portanto, nascemos todos com os
mesmos direitos fundamentais que, quando violados, nos arrancam dessa
condição e nos transformam em coisas, instrumentos descartáveis de
trabalho. Quando um trabalhador mantém sua liberdade, mas é excluído de
condições mínimas de dignidade, temos também caracterizado trabalho
escravo.

TEXTO II
Como a escravidão moderna afeta o Brasil?
De acordo com o último relatório da Fundação WalkFree, o Brasil possui
161,1 mil pessoas em trabalho escravo. Em 2014, o número de pessoas
nessa situação era 155,3 mil. Apesar do aumento, a Fundação considera
que o país ainda apresenta uma baixa incidência, quando comparado com
outras nações, atingindo 0,078% da população. Nas Américas, o Brasil só
não possui incidência menor que os Estados Unidos e o Canadá. A
exploração no Brasil é mais concentrada nas áreas rurais, especialmente no
cerrado e na Amazônia. Entre as 936 pessoas em situação de exploração
resgatadas em 2015, a maioria era de homens entre 15 e 39 anos, com
baixo nível de escolaridade e que migraram dentro do país em busca de
melhores condições de vida. Apesar do Brasil possuir graves problemas
em relação à escravidão, o presidente e fundador da WalkFree, Andrew
Forrest, aponta que o país mostrou um grande avanço ao divulgar a “Lista
Suja”, contendo as empresas nacionais multadas na Justiça pela utilização
61
de trabalho escravo. Forrest indica o Brasil como pioneiro na iniciativa.
Mas esse avanço tem sido bastante ameaçado nos últimos anos. Uma série
de disputas judiciais fez com que a divulgação da lista fosse adiada
diversas vezes desde 2014, quando uma ação da Associação Brasileira de
Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) questionou a lista suja no Supremo
Tribunal Federal (STF). A divulgação voltou a ser feita somente em Março
de 2017. O Brasil tem avançado no combate ao trabalho escravo? Dados
do Ministério do Trabalho mostram que nos últimos 20 anos, quase 50 mil
pessoas foram libertadas no Brasil por ações dos grupos móveis de
fiscalização. Esses grupos são equipes compostas por auditores fiscais,
procuradores do trabalho e policiais fiscais ou rodoviário federais e atuam
desde 1995 na fiscalização do trabalho forçado. A participação da escolta
policial é necessária desde a Chacina de Unaí em 2004, quando quatro
funcionários do Ministério do Trabalho foram mortos em uma emboscada
quando investigavam uma denúncia de trabalho escravo em fazendas da
região. A cada dia, em média cinco pessoas em trabalho forçado são
libertadas no Brasil. Os Estados com maior número de resgates nos
últimos cinco anos foram Minas Gerais (2 mil resgates), Pará (1.808),
Goiás (1.315), São Paulo (916) e Tocantins (913). Os resgates ocorrem
principalmente após denúncias feitas por trabalhadores, que procuram
principalmente ajuda da Comissão Pastoral da Terra, dos sindicatos e das
cooperativas, já que existe um receio de envolvimento das autoridades
locais com os patrões. O maior número de libertações acontece em áreas
urbanas (56%), apesar do trabalho escravo ainda ser muito associado à
área rural. O trabalho forçado em regiões urbanas cresceu principalmente
pelo aumento de grandes obras no país Apesar dos avanços, a principal
dificuldade do Brasil hoje está no combate ao aliciamento dos
trabalhadores, mesmo com a criação do Programa Marco Zero, lançado em
2008 pelo Ministério do Trabalho. O Código Penal brasileiro prevê em seu
149º artigo, uma punição de dois a oito anos de reclusão e multa para
quem ―reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo
a trabalhos forçados ou a jornadas exaustivas, quer sujeitando a condições
degradantes de trabalho, quer restringindo por qualquer meio a sua
locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.

62
Como ações que caracterizam o trabalho escravo, o Código Penal cita:
● cercear o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador
com o fim de retê-lo no local de trabalho;
● manter vigilância ostensiva no local de trabalho;
● se apoderar dos documentos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-
lo no local de trabalho.
TEXTO III

TEXTO IV
PROPOSTA 02
Tema: A influência da evasão escolar na vida dos indivíduos.
Muitos de nós conhecemos pessoas que por diferentes motivos tiveram
que deixar os estudos. Visto essa realidade tão presente no contexto
brasileiro, discorra em um Artigo de Opinião sobre A influências da
evasão escolar na vida dos indivíduos. Com essa temática nós queremos
incentivar você a refletir sobre a importância da formação continuada para
a construção cidadã.
TEXTO I

63
No Brasil, a evasão escolar é um grande desafio para as escolas, pais e
para o sistema Educacional. Segundo dados do INEP (Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), de 100 alunos que ingressam na
escola na 1ª série, 5 não concluem o ensino Fundamental, ou seja, 95
terminam a 8ª série (IBGE, 2007). Em 2007, 4,8% dos alunos
matriculados no Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries/1º ao 9º Ano)
abandonaram a escola. Embora o índice pareça pequeno, corresponde a
quase um Milhão e meio de alunos. No mesmo ano, 13,2% dos alunos que
cursavam o Ensino Médio abandonaram a escola, o que corresponde a
pouco mais de um milhão de alunos. Muitos desses alunos retornarão à
escola, mas em uma incômoda condição de defasagem idade/série, o que
pode causar conflitos e possivelmente nova evasão. As causas da evasão
escolar são variadas.

Condições socioeconômicas, culturais, geográficas ou mesmo questões


referentes aos encaminhamentos didáticos – pedagógicos e abaixa
qualidade do ensino das escolas podem ser apontadas como causas
possíveis para a evasão escolar no Brasil. Dentre os motivos alegados
pelos pais ou responsáveis para a evasão dos alunos, são mais frequentes
nos anos iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª séries/1º ao 9º ano) os
seguintes: Escola distante de casa, falta de transporte escolar, não ter
adulto que leve até a escola, falta de interesse e ainda doenças/dificuldades
dos alunos. Ajudar os pais em casa ou no trabalho, necessidade de
trabalhar, falta de interesse e proibição dos pais de ir à escola são motivos
mais frequentes alegados pelos pais a partir dos anos finais do ensino
fundamental (5ª a 8ª séries) e pelos próprios alunos no Ensino Médio.
Cabe lembrar que, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é
obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo
responsabilidade das famílias e do Estado garantir a eles uma educação
integral. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB9394/96)
e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um número elevado de
faltas sem justificativa e a evasão escolar ferem os direitos das crianças e
dos adolescentes. Nesse sentido, cabe a instituição escolar valer-se de
64
todos os recursos dos quais disponha para garantir a permanência dos
alunos na escola. Prevê ainda a legislação que esgotados os recursos da
escola, a mesma deve informar o Conselho Tutelar do Município sobre os
casos de faltas excessivas não justificadas e de evasão escolar, para que o
Conselho tome as medidas cabíveis.
Fontes: BRASIL, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio
Teixeira. SinopseEstatísticadaEducaçãoBásica2007. Acesso em 14 set.
2009. Disponível em: http://www.inep.gov.br/ BRASIL. Lei 9.394, de 20
de dezembro de 1996.
Estabeleceasdiretrizesebasesdaeducaçãonacional. Diário Oficial da
República. BRASIL, O EstatutodaCriançaedoAdolescente. Lei nº. 8069,
de 13 de julho de 1990.
TEXTO II

65
TEXTO III

PROPOSTA 3
Tema: A importância da leitura na formação do indivíduo.

A leitura tem um papel fundamental na vida escolar ou acadêmica das


pessoas, mas o que vemos é que ela acaba sendo esquecida quando saímos
dessas esferas de ensino. Redija um Artigo de opinião sobre o tema ―A
importância da leitura na formação do indivíduo”, reflita sobre o valor
da leitura na vida das pessoas e que benefícios ela traz para o
desenvolvimento do ser humano.
TEXTO I

66
A leitura dissolve a ignorância. O hábito de ler é de suma importância na
vida de cada pessoa, porque é através da leitura que a sociedade descobrirá
mais sobre o seu mundo, e cada indivíduo, saberá mais sobre si mesmo.
Durante a leitura a pessoa descobre um mundo novo, cheio de coisas, até
então desconhecidas, e ao final de cada livro, ela já terá adquirido novos
conhecimentos e ideias, que certamente expandirão seus horizontes.
[...]
Somente a leitura é capaz de proporcionar a contemplação de mundos, até
antão inimagináveis, além de ser uma forma pura de adquirir
conhecimento; porque não há conhecimento a ser desprezado. Toda forma
de saber, e se informar, é sempre bem-vinda.
[...]
A leitura tem a função primordial de despertar e proporcionar
conhecimentos básicos que venham contribuir para a construção integral
da vida de um indivíduo na sociedade, e no seu exercício de cidadania. A
falta de tempo não é desculpa, principalmente, quando já se sabe que
apenas a leitura oferecerá vários conhecimentos e vários aprendizados.
[...]
É preciso ler e compreender, para poder opinar, criticar e modificar
situações. Diante de tudo isso, sabe-se que o mundo da leitura, pode
transformar e enriquecer, culturalmente e socialmente, o ser humano.
Adaptado.
Disponível em:http://www.gazetadebeirute.com/2013/08/a-leitura-
dissolve-Ignorancia.html Acesso em: 02 de março de 2019.

TEXTO II

67
Por que o brasileiro lê pouco? Além de a leitura não vir de casa, a escola
mais atrapalha que ajuda. Fiquemos com a resposta da maior autoridade no
mundo, a Unesco. Para o setor da ONU que cuida de educação e cultura,
só há leitura onde: 1) ler é uma tradição nacional, 2) o hábito de ler vem de
casa e 3) são formados novos leitores. O problema é antigo: muitos
brasileiros foram do analfabetismo à TV sem passar na biblioteca. Para
piorar, especialistas culpam a escola pela falta de leitores. ―Os
professores costumam indicar livros clássicos do século 19, maravilhosos,
mas que não são adequados a um jovem de 15 anos‖, diz Zoara Failla, do
Instituto Pró-Livro. ―Apresentado só a obras que considera chatas, ele
não busca mais o livro depois que sai do colégio. Muitos educadores
defendem que o Brasil poderia adotar o esquema anglo-saxão, em que os
clássicos são um pouco mais próximos, dos anos 50 e 60, e há menos
livros, que são analisados a fundo. Mas aí teria de mudar o vestibular e o
Enem, é isso já é outra história.
Texto adaptado.
Disponível em:https://super.abril.com.br/cultura/por-que-o-brasileiro-le-
pouco/ Acesso em: 02 de março de 2019.
TEXTO III
44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, aponta
pesquisa retratos da Leitura.Há um pouco mais de leitores no Brasil. Se em
2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles são 56%. Mas
ainda é pouco. O índice de leitura, apesar de ligeira melhora, indica que o
brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela
escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de livros lidos, 2,43
foram terminados e 2,53 lidos em partes. A média anterior era de 4 livros
lidos por ano. Os dados foram revelados na tarde desta quarta-feira, 18, e
integram a quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.
Realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, entidade
mantida pelo sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Câmara
Brasileira do Livro (CBL) e associação Brasileira de Editores de Livros
Escolares (Abrelivros), a pesquisa ouviu 5.012 pessoas, alfabetizadas ou
68
não, mesma amostra da pesquisa passada. Isso representa, segundo o
Ibope, 93% da população brasileira.Para a pesquisa, é leitor quem leu,
inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Já o não
leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses,
mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses. A Bíblia é o livro mais lido,
em qualquer nível de escolaridade. O livro religioso, aliás, aparece em
todas as listas: últimos livros lidos, livros mais marcantes. 74% da
população não comprou nenhum livro nos últimos três meses. Entre os que
compraram livros em geral por vontade própria, 16% preferiram o
impresso e 1% o e-book. Um dado alarmante: 30% dos entrevistados
nunca comprou um livro. Para 67% da população, não houve uma pessoa
que incentivasse a leitura em sua trajetória, mas dos 33% que tiveram
alguma influência, a mãe, ou representante do sexo feminino, foi a
principal responsável (11%), seguida pelo professor (7%). Entre as
principais motivações para ler um livro, entre os que se consideram
leitores, estão gosto (25%), atualização cultural ou atualização (19%),
distração (15%), motivos religiosos (11%), crescimento pessoal (10%),
exigência escolar (7%), atualização profissional ou exigência do trabalho
(7%), não sabe ou não respondeu (5%), outros (1%). Adolescentes entre
11 e 13 anos são os que mais leem por gosto (42%), seguidos por crianças
de 5 a 10 Anos (40%). Aos não leitores, foi perguntado quais foram as
razões para eles não terem lido nenhum livro inteiro ou em partes nos três
meses anteriores à pesquisa. As respostas: falta de tempo (32%), não gosta
de ler (28%), não tem paciência para ler (13%), prefere outras atividades
(10%), dificuldades para ler (9%), sente-se muito cansado para ler (4%),
não há bibliotecas por perto (2%), acha o preço de livro caro (2%), tem
dinheiro para comprar (2%), não tem local onde comprar onde mora (1%),
não tem um lugar apropriado para ler (1%), não tem acesso permanente à
internet (1%), não sabe ler (20%), não sabe/não respondeu (1%). A leitura
ficou em 10º lugar quando o assunto é o que gosta de fazer no tempo livre.
Perdeu para assistir televisão (73%), que, vale dizer, perdeu importância
quando olhamos os outros anos da pesquisa: 2007 (77%) e 2011 (85%).
Em segundo lugar, a preferência é por ouvir música (60%). Depois
aparecem usar a internet (47%), reunir-se com amigos ou família ou sair
com amigos (45%), assistir vídeos ou filmes em casa (44%), usar
69
WhatsApp (43%), escrever (40%), usar Facebook, Twitter ou Instagram
(35%), ler jornais, revistas ou notícias (24%), ler livros em papel ou livros
digitais (24%) – mesmo índice de praticar esporte. Perdem para a leitura
de um livro: desenhar, pintar, fazer artesanato ou trabalhos manuais (15%),
ir a bares, restaurantes ou shows (14%), jogar games ou videogames
(12%), ir ao cinema, teatro, concertos, museus ou exposições (6%), não
fazer nada, descansar ou dormir (15%).
Texto adaptado.
Disponível em:
https://www.burnbook.com.br/notic
ias/44-da-populacao-brasileira-nao-
le-e-30-nunca-comprou-um-livro-
aponta-pesquisa-retratos-da-leitura/
Acesso em 02 de março 2019.
TEXTO IV
PROPOSTA 4
Tema: A importância da garantia
dos direitos indígenas na
composição cultural Brasileira.
A formação de uma cultura está, entre outros aspectos, relacionada às
práticas cultivadas pelos povos. Uma dessas práticas é transmissão de
elementos culturais, como as lendas, os rituais e os costumes, a qual é
amplamente praticada pelos indígenas. Contudo, para que isso continue a
acontecer, é necessário que os direitos destes povos sejam garantidos.
Diante disso, redija um artigo de opinião sobre ―A IMPORTÂNCIA DA
GARANTIA DOS DIREITOS INDÍGENAS NA COMPOSIÇÃO
CULTURAL BRASILEIRA. Com esta temática, objetivamos que você
reflita sobre a importância que os indígenas têm na sociedade brasileira,
sendo necessário, portanto, respeitar seus direitos e valorizar estes povos.
TEXTO I
70
Influência da cultura indígena em nossa vida vai de nomes à medicina
É provável que você conheça alguém chamado Ubiratan ou Jacira. Pode
ser também Iracema, Tainá, Cauã ou Jandira. Quem vive ou já visitou o
Rio de Janeiro, com certeza ouviu falar em Tijuca, Itaipu, Ipanema,
Jacarépaguá, Itapeba, Pavuna e/ou Maracanã. em São Paulo, quem não
conhece Itaim, Itaquaquecetuba, Butantã, Piracicaba, Jacareí e Jundiaí?
Não importa onde se viva, qualquer brasileiro já teve contato com uma
infinidade de palavras de origem indígena, sobretudo da língua tupi-
guarani (união entre as tribos tupinambá e guarani), como carioca, jacaré,
jabuti, arara, igarapé, capim, guri, caju, maracujá, abacaxi, canoa, pipoca e
pereba. Mas não foi só na língua portuguesa que tivemos influência
indígena. Sua herança e contribuição para a formação da cultura brasileira
vai além: passa da comida à forma como nos curamos de doenças. Os
índios, através de sua forte ligação com a floresta, descobriram nela uma
variedade de alimentos, como a mandioca (e suas variações como a
farinha, o pirão, a tapioca, o beiju e o mingau), o caju e o guaraná,
utilizados até hoje em nossa alimentação. Outro benefício que herdamos
da intensa relação dos índios e a floresta é em relação às plantas e ervas
medicinais. O conhecimento da flora e das propriedades das plantas os fez
utilizá-las nos tratamento de doenças. O artesanato também não fica de
fora. Bolsas trançadas com fios e fibras, enfeites e ornamentos com penas,
sementes e escamas de peixe são utilizados em diversas regiões do país.
Segundo Chang Whan, pesquisadora e curadora do Museu do Índio do Rio
de Janeiro, embora nós tenhamos o costume de separar a cultura indígena
da cultura brasileira, essa dissociação não está correta. ―A cultura
brasileira resulta da conjunção de muitas influências culturais, inclusive
temos todas essas contribuições dos índios, com a influência na toponímia
(nome dos lugares), na onomástica (nomes próprios), na culinária e no
tratamento de saúde utilizando as ervas medicinais. Portanto, não devemos
fazer essa dissociação, explica.
Disponível em: http://prodoc.museudoindio.gov.br/noticias/retorno-de-
midia/66-influencia-da-cultura-indigena-em-nossa-vida-vai-de-nomes-a-
medicina . Acesso em março/2019.
71
TEXTO II

Disponível em:http://www.kaninde.org.br/amazonia-indigena-saiba-
sobre-a-pluralidade-etnica-do-brasil/ . Acesso em março/2019.

TEXTO III
Todo dia era dia de índio
Composição: Jorge Bem (1982)
72
[...]
Todo dia era dia de índio
Mas agora eles só têm
O dia 19 de Abril
Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar
Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora
Pois em sua glória, o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria
[...]
E, no entanto, hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente

73
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Disponível em: https://www.letras.mus.br/baby-do-brasil/365271/ .
Acesso em março/2018.

PROPOSTA 5
Tema: Depressão na adolescência (Uece)
Imagine que você é o editor de um jornal e foi incumbido de escrever um
artigo editorial, para publicação em meio jornalístico, com o objetivo de
mostrar a realidade social enfrentada por adolescentes com relação à
depressão. Produza uma narrativa, com o foco na temática depressão, para
relatar um fato que represente a superação dessa doença por parte de um(a)
adolescente.
TEXTO I
Depressão na adolescência é coisa séria
A fase da adolescência marca o início de uma série de transformações
avassaladoras. Não por acaso serve como pano de fundo para esses
indivíduos em formação enfrentarem uma doença que, até pouco tempo
atrás, parecia coisa só de gente grande: a depressão. O problema atinge um
em cada cinco jovens entre 12 e 18 anos (faixa etária considerada como
adolescência no Brasil). Há uma lista de motivos por trás do panorama tão
assustador. Questões sobre sexualidade, dificuldade em lidar com
frustrações, bullying, além de pressão pela escolha da carreira e por um
bom desempenho escolar estão na base de conflitos que podem funcionar
como agravantes‖, alerta a psicóloga Vera Ferrari Rego Barros, presidente
do Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de
São Paulo (SPSP).De acordo com a psiquiatra Lee Fu-I, coordenadora do
Programa de Transtornos Afetivos na Infância e Adolescência do Instituto
74
de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (Ipq-USP), as formas de
diagnóstico também se aperfeiçoaram, facilitando a identificação do
quadro. Só que, para a intervenção ocorrer o mais cedo possível, tem um
profissional imprescindível nesse roteiro: o pediatra.―As consultas de
rotina proporcionam um contato maior com os pacientes e seus familiares.
Nelas, dá para perceber alterações iniciais, muitas vezes sutis‖, explica o
pediatra Claudio Barsanti, presidente da SPSP. Para fechar o diagnóstico,
os profissionais devem estar alertas e a par das características do
distúrbio.Porém, isso nem sempre acontece: dados mostram que dois em
cada três médicos não identificam o quadro. Como consequência,
adolescentes acabam passando por essa tempestade sem um
tratamento.―Reconhecer a depressão na adolescência é mais difícil
porque, nessa fase, todos mudam seu comportamento naturalmente, o que
pode refletir em maior isolamento―, esclarece a psiquiatra da infância e
adolescência Ana Kleinman, do Ipq-USP. ―Para essa situação ser
considerada normal e saudável, precisa vir intercalada com momentos de
convívio, pontua.Não é só o pediatra que tem a incumbência de olhar o
jovem com essa atenção. ―Muitas vezes, o adolescente até quer pedir
ajuda, só que não sabe como. Ele se sente julgado e diminuído pelos pais e
colegas‖, diz a psicóloga Camila Reis, da capital paulista.
Adaptado
Disponível em: https://saude.abril.com.br/familia/depressao-na-
adolescencia-e-coisa-seria/Acesso em: 16 de março.

TEXTO II
Depressão é principal doença da adolescência
―Fico muito triste de repente. Para aliviar essa tristeza, cortava a pele, me
queimava, me mordia. Fiz isso várias vezes. O relato é de uma jovem de
16 anos, a caçula da família. Ela vive uma rotina difícil, com pai
alcoólatra, além de mãe e irmã mais velha dependentes de drogas. No
75
colégio, a delicada situação familiar serve de motivo para o bullying, o que
a levou a se isolar na biblioteca durante o recreio. Diz não ter amigos.
Passa o intervalo lendo, gosta de romances como os de John Green, mas
não consegue se concentrar, e seu rendimento escolar caiu. O psiquiatra
que a atende na Santa Casa de Misericórdia do Rio, Gabriel Landsberg,
conta que ela sofre de depressão e ansiedade. Embora seu ambiente
desestruturado colabore, as crises depressivas são comuns nesta fase. Um
novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que esta é
a principal causa de doença entre jovens de 10 a 19 anos. - A
automutilação não ocorreu para chamar atenção nem foi, de fato, uma
tentativa de Suicídio. É que a dor física era mais suportável do que a
emocional – explica Landsberg ao falar sobre a menina. - Há muitos
adolescentes sem diagnóstico porque não pedem ajuda. Os pais acham que
os sinais são típicos da idade.
Uma dor que permanece oculta
isolamento, irritabilidade, rebeldia, melancolia. Características
consideradas típicas da adolescência podem ser indícios de uma depressão.
A psicanalista Sara Kislaidad, palestrante dos Encontros, acrescenta que o
jovem passa por modificações hormonais, está em busca de uma
identidade e tem a perda de idealizações, por exemplo do corpo ideal, que
podem se transformar em conflitos mais sérios. Chefe da psiquiatria
infantil da Santa Casa, Fábio Barbirato destaca que 12% dos jovens de 12
a 18 anos sofrem de depressão, enquanto esse índice não chega a 10%
entre adultos. Além disso, 77% dos adultos com depressão tinham
histórico de sintomas também na infância ou adolescência.- Há riscos
graves de uma depressão não tratada, entre eles, evasão escolar, abuso de
álcool e até suicídio, a terceira maior causa de morte entre adolescentes -
exemplificou o psiquiatra que está reestruturando o ambulatório da Santa
Casa para receber até 80 crianças e jovens com depressão. - A doença
pode ser grave, mas às vezes é vista como um mal menor. No Brasil, 21%
dos jovens entre 14 e 25 anos têm sintomas indicativos de depressão. Entre
as mulheres, a proporção é de 28%, segundo dados do 2º Levantamento

76
nacional de Álcool e Drogas, realizado pela Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp).

TEXTO III

Disponível em:https://culturainquieta.com/es/arte/ilustracion/item/12147-
las-acidas-ilustraciones-desako-Asko-sobre-las-contradicciones-del-ser-
humano-y-la-sociedad.html Acesso em 16 de março.

PROPOSTA 6
Temas: Coletividade (Uece)

Prezado(a) Candidato(a),

77
Nas sociedades contemporâneas, é cada vez mais comum e necessário
pensar sobre nossa relação com o todo e o senso de coletividade. Não
há mais espaço para construir um futuro pautado apenas na
individualidade que desconsidera as ações particulares desvinculadas
de um grupo maior. De qualquer forma e em qualquer aspecto, nossas
atitudes estão ligadas e impactam no coletivo. Diante dessa questão,
escolha UMA das propostas a seguir e redija seu texto considerando
seus conhecimentos e experiência de vida. Use os textos motivadores
abaixo como base para impulsionar sua reflexão:

• Proposta 1: Você foi convidado para escrever e publicar um


texto no jornal de maior circulação de sua cidade. O convite
pede que você escreva um texto de teor narrativo com a
finalidade de mostrar uma situação do cotidiano em que a(s)
personagem(s) demonstrou o senso de coletividade para
resolver um conflito. Delimite tempo, espaço, conflito e mostre
como o desfecho da estória revela a importância do senso de
coletividade.
• Proposta 2: Escreva um artigo de opinião sobre a ―A
importância do senso de coletividade para a construção de uma
sociedade mais humana‖. Apresente o seu ponto de vista
utilizando argumentos coerentes para mostrar o quanto o senso
de coletividade é urgente e necessário para a impactar uma
sociedade e torná-la mais humana.
TEXTO I
Senso de coletividade: esse texto é pra você que olha e vê a faixa seletiva
com fluxo bom de ônibus cheios de trabalhadores – a única pista sem
engarrafamento. Que sabe que lá você não pode trafegar, e, mesmo assim,
na sua SUV-ostentação-gigante de 7 ou 8 lugares, a qual só contém você,
passa para aquela pista e causa engarrafamento em todas. Tudo bem se
você parar todo o tráfego para ganhar apenas alguns metros ou
quilômetros. Afinal, o seu tempo vale muito mais do que o dos outros.
Você que quer muito que o transporte público melhore, apenas para que

78
você possa circular com seu carro importado em paz, porque você não
aguenta mais o caos desse trânsito, apesar de engrossá-lo todo dia com seu
carro. Você que reclama de tanta ciclovia e emite comentários como:
algumas inclusive pioraram o trânsito no centro do Rio, porque deixaram
as pistas mais estreitas…, e deixa de ver, assim, que está na contramão de
qualquer cidade decente do mundo. Cidades que estimulam transportes
sustentáveis e alternativos como a bicicleta, em vez de incentivar o uso do
automóvel. Cidades com melhor qualidade de vida, sem trânsito, com
transportes públicos de qualidade, os quais você utiliza quando vai para lá
em viagens. Mas aqui não, aqui você só anda de carro; e, mesmo que tudo
melhore, só será bom porque você irá tranquilo com sua SUV para o
trabalho. Você que estaciona na calçada e inverte a natureza das coisas,
fazendo o pedestre andar na rua. Você que estaciona em vaga de pessoa
com necessidades especiais. Você que concorda com as cotas, mas só
reclama do sistema porque acha um absurdo a maneira como ele é
desenvolvido de forma que os seus filhos ―Fulaninho Orleans e
Beltraninho Bragança Júnior tenham que dividir o mesmo ambiente ou
estudar na mesma sala do ―JoãozinhoSilva, filho da empregada. Você
que acha que a mulher que está em um vagão comum do trem ou do metrô
e se sente incomodada por um homem, o qual, se aproveitando do vagão
cheio para, com o perdão da palavra, ―encová-la, está exagerando ou de
palhaçada porque já existe o vagão rosa e ela deveria estar lá. E, dessa
forma, utiliza o benefício (malefício) criado para inverter os papéis de
vítima e agressor. Outro dia, vi uma foto muito engraçada nas redes
sociais, que serve bem para esses momentos. Era um carro comum
estacionado em vaga especial. A pessoa que tirou ou montou a foto colou
um adesivo dizendo: ―Você estacionou em vaga especial. Por favor, não
se reproduza! Grata, A humanidade. Eu complementaria a imagem
dizendo: Se você já se reproduziu, por favor não ensine isso nem faça na
presença dos seus filhos. Esse texto é pra você.
Abraços,
Fonte: http://www.questaodeinteressancia.com/senso-de-coletividade-
esse-texto-e-pra-Voce/
79
TEXTO II

COLETIVIDADE
S.f. Natureza do que é coletivo: a coletividade é a essência da sociedade.
Conjunto de seres que constituem corpo coletivo; comunidade: as
coletividades não procedem como os indivíduos. Referente ao coletivo, ao
grupo; que não é individualista. Segundo a denúncia do MPT, a Petrobras
mantém em seus quadros mais de 190 mil terceirizados. Já os concursados
somam 49,8 mil trabalhadores. A juíza determinou que R$ 30 milhões
terão que ser depositados no FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador),
como forma de compensação do “dano imposto à coletividade dos
trabalhadores”. Folha de São Paulo, 08/07/2009
Em nota, Gaguim afirma que todos os partidos foram convidados para
compor sua equipe, independentemente de cor ou bandeira política. “E
assim procedi, com o único e irrestrito objetivo de fazer uma
administração pautada no bem da coletividade, no bem-estar do povo
tocantinense.” Folha de São Paulo, 10/11/2009

Fonte: https://www.dicionarioinformal.com.br/coletividade/

TEXTO III

O caminho das estrelas (Gilberto Brandão Marcon)

80
Quem somos nós?
Seríamos força ou fragilidade?
Sei que somos individualidade,
Sei que vivemos solidão,
Mas não desejamos solidão.
Pelo bem ou pelo mal,
Vivemos uns pelos outros.
Assim, seja o que formos,
Cada um de nós haverá
De ser parte integrante de um todo.
Na harmonização
Das relações individuais,

Nesta coletividade está o desafio.


Na utópica promessa
Ou realidade futura,
Ou mera esperança
Da congregação
E manter a individualidade.
E todos serão um,

81
Mas cada um haverá de ser um.
Talvez exista luz oculta,
Pois que ainda
Somos cegos aos seus raios.
Talvez este lume esteja
Mais próximo que imaginamos.

Talvez na trilha do coração.


E o coração está no corpo,
Mas vive pela alma,
Por isto vê por percepções.
Nas descobertas da mente
E esta sorri por realizar
O que antes apenas imaginava.
E nesse gozo do espírito,
Aquele que um dia quis
Apenas ser águia
Fica feliz em ser parte pomba também,
Pois reúne força e mansidão.
E esta parte pomba se diverte

82
Por ver-se a voar como
A parte que é águia.
Nestes símbolos vê a águia
Como o arrojo dos pensamentos,
A pomba com a suavidade
Dos sentimentos.
E neste instante,
A ilusão invade a realidade
E nem águia, nem pomba,
Um homem que ganha asas,
Que muta-se em anjo de luz
A caminho das estrelas.

PROPOSTA 7
Temas: Poluição (Uece)
Em virtude dos altos índices de poluição das praias de Fortaleza, um
grupo de moradores de uma associação local se mobilizou, buscando
informações em notícias, textos e documentos variados e optou por
elaborar uma narrativa para relatar um fato que venha atender os
desejos da comunidade. Produz essa narrativa que poderá ser em
formato de fábula, de crônica ou de conto.

83
TEXTO I
PRAIA DO CUMBUCO RECEBE MUTIRÃO DE LIMPEZA
NESTE DOMINGO
Toda a orla da praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana
de Fortaleza, será percorrida pelo mutirão da limpeza, na manhã deste
domingo (24), que fará a retirada de resíduos da areia. A iniciativa é da
Prefeitura de Caucaia, por meio da Secretaria Municipal de Patrimônio,
serviços Públicos e Transportes (SPSPTrans), Autarquia Municipal de
Trânsito (AMT) e Instituto do Meio Ambiente (Imac), com o grupo Triton
Off Road.O trabalho terá início pelo posto de combustível em frente à
Barraca Chico do Carangueiro, por volta das 9 horas, e será encerrado no
Hotel Vila Galé. Garis e caçambas do setor de limpeza da SPSPTrans e
também de agentes de trânsito e viaturas da AMT apoiarão a operação.
Disponível em:
http://blogdoeliomar.com.br/2019/03/23/praia-do-cumbuco-recebe-
mutirao-de-limpeza-neste-domingo/ Acesso em: 24 de março de 2019.

TEXTO II
MAIS DA METADE DAS PRAIAS DE FORTALEZA ESTÃO
IMPRÓPRIAS PARA BANHO
16 dos 31 pontos são considerados desfavoráveis para o banho de mar.
Zona leste, porém, é recomendada. Mas 31 praias de Fortaleza
monitoradas pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace),
16 estão impróprias para banho. A zona leste do litoral da Capital segue
com a melhor condição, com oito dos onze trechos próprios. As
informações são do boletim semanal de balneabilidade divulgado pela
Semace. Do Caça e Pesca ao Farol, as únicas exceções são os dois trechos
compreendidos entre a rua Ismael Pordeus e o Farol, e a faixa de praia
localizada entre o Posto 6 dos Bombeiros e a Praça da Paz (antiga 31 de
84
Março). As demais são impróprias. Na zona central, cinco das dez praias
analisadas estão próprias. As exceções são os três trechos localizados entre
a Praia dos Botes e a foz do riacho Maceió, e as duas faixas de praia entre
a Volta da Jurema e a rua José Vilar. Na zona oeste, da avenida Alberto
Nepomuceno à Barra do Ceará, apenas um dos nove trechos observados
está próprio para o banhista, entre a avenida Philomeno Gomes e a rua
padre Mororó. Já no trecho entre a rua Francisco Calaça e a avenida
Pasteur, a coleta da água deixou de ser realizada. Condições uma praia é
considerada imprópria quando não são atendidos os critérios estabelecidos
para águas: o valor obtido na amostragem for superior a 2.500 coliformes
termotolerantes por 100 ml da amostra, ou quando existirem ocorrências
que possam ocasionar risco à saúde do banhista, tais como, presença de
resíduos sólidos ou animais no entorno da área de banho. O boletim
lembra ainda que banhistas devem evitar tomar banho de mar após a
ocorrência de chuvas de maior intensidade, que alteram a qualidade das
águas das praias ao carregar grande quantidade de esgotos, lixo e outros
detritos através de galerias de águas pluviais, córregos e canais de
drenagem.
Disponível em:
https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2018/02/mais-da-metade-
das-Praias-de-fortaleza-estao-improprias-para-banho.html Acesso em:
24 de março de 2019. (Texto adaptado).
TEXTO III
MAIS DE 95% DO LIXO NAS PRAIAS BRASILEIRAS É
PLÁSTICO, INDICA ESTUDO
Mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por
itens feitos de plástico, como garrafas, copos descartáveis, canudos,
cotonetes, embalagens de sorvete e redes de pesca. Esta é uma das
principais conclusões de um trabalho de monitoramento realizado desde
2012, em 12 delas, pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São
Paulo (IO-USP), em parceria com o Instituto Socioambiental dos Plásticos
(Plastivida), uma associação que reúne entidades e empresas do setor. As
85
pesquisas sobre a questão do lixo no mar ainda são escassas e incipientes,
tanto no Brasil como no exterior. Mas, em termos mundiais, sabe-se que
os resíduos sólidos nos oceanos possuem diversas proveniências. Estima-
se que 80% deles tenham origem terrestre. Entre as causas disso estão a
gestão inadequada do lixo urbano e as atividades econômicas (indústria,
comércio e serviços), portuárias e de turismo. A população também tem
parte da responsabilidade pelo problema, devido principalmente à
destinação incorreta de seus resíduos que, muitas vezes, são lançados
deliberadamente na rua e nos rios, gerando a chamada poluição difusa. Os
20% restantes têm origem nos próprios oceanos, gerados pelas atividades
pesqueiras, mergulho recreativo, pesca submarina e turismo, como os
cruzeiros, por exemplo. No ranking dos países mais poluidores dos mares,
o Brasil ocupa a 16ª posição, segundo um estudo realizado por
pesquisadores americanos e divulgado em 2015. Além disso, foi criado o
Fórum Setorial dos Plásticos Online – Por Um Mar Limpo, para ampliar
os debates sobre os caminhos e as alternativas de mitigação para o
problema dos resíduos nas praias e nos oceanos. Trata-se de uma
plataforma online, que reúne todas as informações e o conhecimento
obtidos desde 2012, além das propostas de educação ambiental, prevenção,
coleta e reciclagem. Desse Fórum resultou a Declaração de Intenções, um
documento que estabelece os compromissos da cadeia produtiva dos
plásticos no Brasil sobre o tema. Combatendo o problema Os participantes
do Fórum pretendem pesquisar alternativas para que o setor industrial e a
população possam combater o lixo no mar. "O Instituto Oceanográfico é
um moderador desse diálogo", diz Turra. "Nós auxiliamos as empresas a
canalizarem as informações científicas corretas e a realizar as melhores
ações concretas possíveis. "De acordo com ele, os principais objetivos do
IO-USP nesses projetos são a educação ambiental em relação ao consumo
consciente e à destinação correta do material descartado. A ideia é que,
bem informadas sobre o tema, as pessoas possam ajudar a manter os
oceanos e as praias limpas. Segundo o presidente da Plastivida, Miguel
Bahiense, o conhecimento gerado durante os anos de existência da parceria
é de que se trata de um problema que só será resolvido em conjunto pelos
vários setores relacionados ao problema. "Estamos realizando um trabalho
de educação, informação e coordenação de ações como campanhas de
86
descarte adequado, conscientização, entre outras, que vão demandar o
envolvimento compartilhado de toda a sociedade - poder público, indústria
de diversos setores, varejo e a população de forma geral -, para o mesmo
fim, que é a preservação dos oceanos e do meio ambiente", diz. "Todo o
estudo reunido nos fez entender que a questão do lixo nos mares vai além
dos municípios costeiros", avalia Turra. "Ela envolve todas as cidades,
Estados, a gestão dos resíduos sólidos, o saneamento básico, a educação
ambiental e toda uma cultura social que deve ser estruturada. Acreditamos
que o Fórum será um marco transformador da sociedade, por envolver
diferentes setores na busca do desenvolvimento sustentável."
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-42779388
Acesso em: 24 de março de 2019.

87
Folha
Redação
UECE

88
Nome: __________________________ Data de nascimento:- ---/----/------
Nome de sua mãe: ____________________________________________
Assinatura: __________________________________________________

Após receber sua folha de respostas, copie, nos locais apropriados, uma
vez com letra cursiva e outra,
Com letra de forma, a seguinte frase:

Faça-se o bem incondicionalmente.

ATENÇÃO!
Este caderno de provas contém: NÚMERO DO
GABARITO
Prova I – Redação; Prova II – Biologia,
com 20 questões. Ao Marque, no local
sair definitivamente da sala, o candidato deverá apropriado de sua
assinar a folha de presença e entregar ao fiscal folha de respostas, o
de mesa: a FOLHA DE número 1, que é o
RESPOSTAS preenchida e assinada; a número do gabarito
FOLHA DEFINITIVA DE REDAÇÃO; deste caderno de
o CADERNO DE PROVAS. provas e que se
Será atribuída nota zero, na prova encontra indicado
correspondente, ao candidato que não entregar no rodapé de cada
sua folha de respostas ou sua folha definitiva de página.
redação.

89
LEIA COM ATENÇÃO!
INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DAS PROVAS
1. Ao receber o caderno de provas, o candidato deverá examiná-lo,
observando se está completo, e se há falhas ou imperfeições gráficas que
causem qualquer dúvida. Em qualquer dessas situações, o fiscal deverá
ser informado imediatamente. A CEV poderá não aceitar reclamações
após 30 (trinta) minutos do início da prova.
2. O candidato deverá preencher os campos em branco da capa da prova,
com as devidas informações.
3. DA PROVA I - REDAÇÃO:
3.1. A Redação deverá ser feita na folha própria, denominada Folha
Definitiva de Redação, que é distribuída aos candidatos juntamente
com o caderno de provas. Ao receber a Folha Definitiva de Redação,
que será personalizada, o candidato deverá conferir atentamente todos
os seus dados; caso haja alguma discrepância, deverá comunicar
imediatamente ao fiscal de sala.
3.2. Na Folha Definitiva de Redação, o candidato deverá apor, no local
apropriado, sua assinatura (igual à da identidade).
3.3. Caso tenha solicitado intérprete de LIBRAS, o candidato deverá
marcar, com X, o quadrículo que se encontra na Folha definitiva de
Redação para esse fim.
3.4. O caderno de provas contém uma folha para rascunho (semelhante
à Folha Definitiva de Redação) que poderá ser utilizada para treino,
contudo não poderá ser destacada nem entregue em substituição à
Folha Definitiva de Redação.
3.5. A folha para rascunho não será objeto de correção.
3.6. A Redação deverá ser escrita a caneta, de tinta de cor preta ou

90
azul.
3.7. Por medida de segurança, não serão aceitas redações escritas a
lápis.
3.8. É permitido ao candidato fazer sua redação em letra de forma.
3.9. A Folha Definitiva de Redação não será substituída, em nenhuma
hipótese, por erro do candidato. Portanto, o candidato deverá fazer sua
redação atentamente, evitando erros e excesso de rasuras.
3.10. Em caso de erro quando da escrita da redação, o candidato deverá
riscar a(s) palavra(s) errada(s), cobrindo-a(s)totalmente, com a própria
caneta, e escrever o que for correto em seguida, dando continuidade à
escrita. Esse tipo de rasura será desconsiderado pela banca corretora
desde que não interfira na compreensão do texto redigido nem se
encontre em muitas linhas, seguidas ou não. Em nenhuma hipótese
será permitido o uso de qualquer tipo de corretivo.
3.11. É importante que a redação se atenha às instruções da prova,
esteja de acordo com o gênero textual solicitado e respeite a
delimitação do número mínimo de 20 (vinte) e do máximo de 25 (vinte
e cinco) linhas escritas.
3.12. Não é necessário colocar título na redação, exceto se o gênero da
proposta de escrita sugerida o exigir.
3.13. O candidato não deverá apor assinatura nem qualquer outro tipo
de identificação no espaço destinado para a escrita da redação, mesmo
que o texto produzido seja uma carta ou outro gênero que a exija.
3.14. As colunas contidas na margem direita da Folha Definitiva de
Redação, bem como o espaço destinado à colocação do número de
linhas não escritas, localizado no rodapé da Folha Definitiva de
Redação, não devem ser preenchidos; esses espaços são reservados à
banca corretora.

91
3.15. O número máximo de pontos da prova de redação é 60 (sessenta).
3.16. Será atribuída nota zero, nesta prova, ao candidato que não
entregar sua Folha Definitiva de Redação.
4. DA PROVA II - ESPECÍFICA:
4.1. A folha de respostas será o único documento válido para a
correção da prova. Ao recebê-la, o candidato deverá verificar se seu
nome e número de inscrição estão corretos. Se houver discrepância,
deverá comunicar imediatamente ao fiscal de sala.
4.2. A folha de respostas não deverá ser amassada nem dobrada, para
que não seja rejeitada pela leitora óptica.
4.3. Após receber a folha de respostas, o candidato deverá ler as
instruções nela contidas e seguir as seguintes rotinas:
a) copiar, no local indicado, duas vezes, uma vez com letra cursiva e
outra, com letra de forma, a frase que consta na capa do caderno de
prova;b) marcar, na folha de respostas, pintando completamente, com
caneta transparente de tinta azul ou preta, o interior do círculo
correspondente ao número do gabarito que consta no caderno de
prova;c) assinar a folha de respostas 2 (duas) vezes.
4.4. As respostas deverão ser marcadas, na folha de respostas,
seguindo as mesmas instruções da marcação do número do gabarito
(item 4.3 b), indicando a letra da alternativa de sua opção. É vedado o
uso de qualquer outro material para marcação das respostas. Será
anulada a resposta que contiver emenda ou rasura, apresentar mais de
uma alternativa assinalada por questão, ou, ainda, aquela que, devido à
marcação, não for identificada pela leitura eletrônica, uma vez que a
correção da prova se dá por meio eletrônico.

4.6. Será eliminado da 2a Fase do Vestibular 2019.2 o candidato que


92
se enquadrar, dentre outras, em pelo menos uma das condições
seguintes:
a) não marcar, na folha de respostas, o número do gabarito de seu
caderno de prova, desde que não seja possível a identificação de tal
número;
b) não assinar a folha de respostas;
c) marcar, na folha de respostas, mais de um número de gabarito, desde
que não seja possível a identificação do número correto do gabarito do
caderno de prova;
d) fizer, na folha de respostas, no espaço destinado à marcação do
número do gabarito de seu caderno de prova, emendas, rasuras,
marcação que impossibilite a leitura eletrônica, ou fizer sinais gráficos
ou qualquer outra marcação que não seja a exclusiva indicação do
número do gabarito de seu caderno de prova.
4.7. Para garantia da segurança, é proibido ao candidato copiar o
gabarito em papel, na sua roupa ou em qualquer parte de seu corpo. No
entanto, o gabarito oficial preliminar e o enunciado das questões da
prova estarão disponíveis na página da CEV/UECE (www.uece.br), a
partir das 16 horas do dia 21 de julho de 2019 e a imagem completa de
sua folha de respostas estará disponível a partir do dia 30 de julho de
2019.
4.8. Qualquer forma de comunicação entre candidatos implicará a sua
eliminação da 2a Fase do Vestibular 2019.2.
4.9. Por medida de segurança, não será permitido ao candidato, durante
a realização da prova, portar, dentro da sala de prova, nos corredores
ou nos banheiros: armas, aparelhos eletrônicos, gravata, chaves,
chaveiro, controle de alarme de veículos, óculos (excetuando-se os de
grau), caneta (excetuando-se aquela fabricada em material
transparente, de tinta de cor azul ou preta), lápis, lapiseira, borracha,

93
corretivo e objetos de qualquer natureza (moedas, clips, grampos,
cartões magnéticos, carteira de cédulas, lenços, papeis, anotações,
panfletos, lanches, etc.) que estejam nos bolsos de suas vestimentas,
pois estes deverão estar vazios durante a prova. Todos esses itens serão
acomodados em embalagem porta-objeto, disponibilizada pelo fiscal
de sala, e colocados debaixo da carteira do candidato, somente
podendo ser de lá retirados após a devolução da prova ao fiscal,
quando o candidato sair da sala em definitivo.
4.10. Bolsas, livros, jornais, impressos em geral ou qualquer outro tipo
de publicação, bonés, chapéus, lenços de cabelo, bandanas ou outros
objetos que não permitam a perfeita visualização da região auricular
deverão ser apenas colocados debaixo da carteira do candidato.
4.11. Na parte superior da carteira ficará somente a caneta
transparente, o documento de identidade, o caderno de prova e a folha
de respostas.
4.12. Será permitido o uso de água para saciar a sede e de pequeno
lanche, desde que acondicionados em vasilhame e embalagem
transparentes, sem rótulo ou etiqueta, e fiquem acomodados debaixo da
carteira do candidato, de onde somente poderão ser retirados com
autorização do fiscal de sala. A inobservância de tais condições poderá
acarretar a eliminação do candidato, de acordo com a alínea g do inciso
I do item 118 do Edital que rege o certame.
4.13. Os três últimos candidatos deverão permanecer na sala de prova e
somente poderão sair do recinto juntos, após a aposição em ata de suas
respectivas assinaturas; estando nessa condição, o candidato que se
recusar a permanecer na sala de prova, no aguardo dos demais
candidatos, será eliminado do Vestibular 2019.2, de acordo com a
alínea k do inciso I do item 118 do Edital que rege o certame.
4.14. O candidato, ao sair definitivamente da sala, deverá entregar a
folha de respostas e o caderno de prova, assinar a lista de presença e
receber seu documento de identidade, sendo sumariamente eliminado,
94
caso não faça a entrega da folha de respostas.
4.15. Os recursos relativos à Redação e Prova Específica deverão ser
interpostos de acordo com as instruções disponibilizadas no endereço
eletrônico www.uece.br/cev.

95
96
Agradecimentos Finais

Primeiramente, gostaríamos de agradecer a Deus, por nos


conceder o dom da vida, aos nossos pais, professores e
amigos,que nos deram todo apoio necessário para a elaboração
deste trabalho, bem como agradecer a todos que prestaram seus
conteúdos, saberes e ideias para compor este SUPER E-BOOK.
Além disso, nosso sincero agradecimento pela edição deste
trabalho, realizada pelo nosso amigo Danilo Costa Felipe,feita
com muito amor e dedicação. Por fim, mas não menos
importante, gostaríamos de agradecer a equipe de redação do
colégio Ari de Sá, que disponibilizou as bases teóricas sobre os
gêneros textuais presentes neste documento.
De coração, torcemos que o E-BOOK Nota Máxima UECE
possa ser um facilitador e uma luz nesta jornada que guia até à
Universidade.

Com carinho,
Paula Thaís e Cleudemir Soares.

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