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LUBRIFICAÇÃO

FRICÇÃO – O QUE É ?

Força que resiste ao


movimento relativo entre
duas ou mais superfícies
em contato.
FRICÇÃO

Aspectos Negativos

➢ Desgaste;
➢ Aquecimento;
➢ Requer aumento de potência/torque.

+ carga = mais fricção


+ rugosidade = mais fricção
MENOR FRICÇÃO

MENOR FRICÇÃO SIGNIFICA:

➢ Menor desgaste;
➢ Menor aquecimento;
➢ Maior economia de energia para mover as
partes
LUBRIFICANTES REDUZEM FRICÇÃO
ESTÁGIOS DA LUBRIFICAÇÃO

➢ Sem lubrificação;
➢ Lubrificação limite;
➢ Lubrificação ideal;
➢ Lubrificação excessiva
ESTÁGIOS DA LUBRIFICAÇÃO

Sem lubrificação
ESTÁGIOS DA LUBRIFICAÇÃO

Lubrificação Limite
ESTÁGIOS DA LUBRIFICAÇÃO

Lubrificação Ideal
ESTÁGIOS DA LUBRIFICAÇÃO

Lubrificação Excessiva
EQUIPAMENTOS: TEM MOVIMENTO? CONTATO
METÁLICO? LUBRIFIQUE!
POR QUE LUBRIFICAR?

Evitar o atrito entre superfícies


metálicas em contato
POR QUE LUBRIFICAR?

Para resistir a cargas


POR QUE LUBRIFICAR?

Para um giro suave e silencioso


POR QUE LUBRIFICAR?

Para evitar o aquecimento excessivo


FUNÇÃO

Lubrificante = Lubrifica! (evita atrito)

Necessário:

➢ Qualidade;
➢ Quantidade;
➢ Periodicidade;
➢ Especificação correta
TIPOS DELUBRIFICANTES

GRAXA ÓLEO PASTA

ÓLEO BASE Até 70% Até 95% Até 50%

ESPESSANTE Até 35% 0% Até 20%

ADITIVOS Até 15% Até 10% Até 10%

SÓLIDOS Até 10% 0% Até 70%


ESTATÍSTICA DE FALHAS
EM ROLAMENTOS

Seleção e uso da
graxa incorreta !
Montagem
Outras Falhas Incorreta
21% 27% Mistura de diferentes
graxas !
Fadiga Material
9%
Contaminação da
graxa
Fuga de graxa do
Rolamento
Lubrificação
Inadequada Lubrif. insuficiente /
43%
Lubrif. excessiva
LIMPEZA DE ROLAMENTOS

SOLVENTES:
➢ SOLVENTE BIODEGRADÁVEL
OU
➢ THINNER

PANOS:
➢ PERFEX

OBS.: NUNCA USAR AR COMPRIMIDO PARA SECAR


ROLAMENTOS
PASSOS INICIAIS

➢ Utilizar rolamentos de boa qualidade (1ª linha);

➢ Fazer a montagem adequada – ajustar folga


(seguir procedimento);

➢ Fazer a limpeza adequada para remover filme


protetivo do rolamento;

➢ Utilizar lubrificante adequado para cada caso


(alta temperatura; alta rotação, carga elevada,
etc.);

➢ Seguir procedimento quanto ao período e


quantidade de lubrificante ideal.
PONTOS DE LUBRIFICAÇÃO EM MANCAIS

Furo Lateral Furo Central W33


ATUAÇÃO DA GRAXA LUBRIFICANTE
CONSISTÊNCIA – CLASSE NLGI (DIN 51818)
GRAXA: COMPONENTES

ÓLEO BASE + SABÃO (ESPESSANTE) + ADITIVOS

ÓLEO BASE, Qual a sua função na graxa?

O componente principal de uma graxa lubrificante é o óleo base


(em média 70% a 80%).Portanto, é principalmente o óleo base
que determina as propriedades de lubrificação, e se uma
película de transferência de carga pode ser formada.
MISTURA DE LUBRIFICANTES

MISTURAR GRAXAS É MUITO ARRISCADO!!!

Algumas bases não são miscíveis e podem ocasionar problemas


como:

➢Ressecamento da graxa;
➢Expulsão da graxa do rolamento;
➢Oxidação;
➢Corrosão;
➢Falha prematura.
PONTO DE GOTA

O QUE É PONTO DE GOTA?

- O PONTO DE GOTA É UMA INDICAÇÃO DA RESISTÊNCIA DA


GRAXA LUBRIFICANTE AO CALOR.

- O PONTO DE GOTA DE UMA GRAXA É AQUELA TEMPERATURA NA


QUAL O LUBRIFICANTE PASSA DO ESTADO SEMI-SÓLIDO PARA O
ESTADO LÍQUIDO
EXCESSO DE GRAXA???

APLIQUE A QUANTIDADE DE LUBRIFICANTE CORRETA/


INDICADA.
LUBRIFIQUE SEMPRE COM O MOTOR PARADO.
EXCESSO É TÃO PREJUDICIAL QUANTO FALTA
QUANTIDADE DE GRAXA IDEAL

QUANTIDADE DE LUBRIFICANTE. COMO


PROCEDER???

É IDEAL SEMPRE CALCULARMOS A QUANTIDADE DE


GRAXA NA MONTAGEM E RELUBRIFICAÇÃO.
FATOR DE ROTAÇÃO - CÁLCULO

Cálculo:

FATOR DE ROTAÇÃO: VELOCIDADE EM MM/ MIN

FR= n x dm x f mm/min

FR= RPM x Diâmetro Médio x Fator de Correção


do Rolamento

Observação: Diâmetro médio = Diâmetro


externo (mm) + Diâmetro interno (mm) / 2
FATOR DE CORREÇÃO PARA ROLAMENTOS

FATOR DE CORREÇÃO NOS ROLAMENTOS

Rígido de esfera/ Rolos cilíndricos com 1


anel:
Auto compensador de esferas contato 1,1
angular:
Rolamentos de agulha: 1,4

Auto compensador de rolos – Rolos 1,67


cônicos:
Rolo cilíndrico com gaiola - Buchas de 2,5
agulhas:
EXEMPLO DO CÁLCULO: FATOR DE ROTAÇÃO

Exercício: Usando um exaustor (exemplificar)

Exemplo: Rolamento 22212 / Mancal SN 512 212

FR= RPM x Diâmetro médio/2 x Fator de correção


FR= 1790 x (110+60/2= 85)x 1,67
FR= 1790 x 85 x 1,67= 254.090,50
REGRA GERAL: QUANTIDADE DE GRAXA
NA MONTAGEM DE ROLAMENTOS

Baixas rotações Preencher 90% espaço livre do rolamento


n/ng< 0,2 com graxa
ka.n.dm<90.000 (22
Médias rotações Preencher 2/3 do espaço livre do
0,2<n/ng<0,4 rolamento com graxa
90.000<ka.n.dm<500.000 ((2
Altas rotações
Preencher 1/3 espaço livre do rolamento
0,4<n/ng<0,8
com graxa
500.000<ka.n.dm<1.000.000
Altas rotações
Preencher 1/4 espaço livre do rolamento
n/ng>0,8
com graxa
ka.n.dm>1.000.000
QUANTIDADE DE GRAXA NA MONTAGEM DOS MANCAIS
MODELO SNH – BI-PARTIDOS

MANCAIS BASE SNH MANCAIS BASE SNH


150
CAIXA TAMANHO QUANTIDADE
CAIXA TAMANHO QUANTIDADE
GRAXA (GRAMAS)
GRAXA (GRAMAS)

505 25 517 330


205 217
506-605 40
518-615 430
206
218
507-606 207 50
519-616 480
508-607-208 60
509 65 520-617 630
209
522-619 850
510 -608 75
210
524-620 1000
511-609 100
211
526 1100
512-610 150
212
528 1400
513-611 180
213
515-612 230 530 1700
215 250
516-613 280 532 2000
216
RELUBRIFICAR MANCAL LATERAL

150
Lubrificação Lateral

G = 0,005.D.B
ONDE:
G = volume de graxa
D = diâmetro externo
B = largura do rolamento

Exemplo Rolamento 22212:


G=0,005x110x28= 15,4 gramas
250
RELUBRIFICAR MANCAL CENTRAL

150
LUBRIFICAÇÃO CENTRAL (W33)
G = 0,002.D.B
ONDE:
G = volume de graxa
D = diâmetro externo
B = largura do rolamento

Exemplo Rolamento 22212:


G=0,002x110x28= 6,16 gramas

250
VISCOSIDADE DE ÓLEO BASE IDEAL

Limite de Velocidade
Viscosidade do Óleo Base
Tipo de Graxa (FATOR DE ROTAÇÃO)
150 mm 2 / s à 40 ° C

Mineral / Lítio MoS 2 1000 ... 1500 50.000

200
Mineral / Complexo Lítio 400 ... 500 200.000

Mineral / Complexo Lítio


150 ... 200 400.000
250
PAO/ Complexo de Lítio 70 ... 100 700.000

300
Éster / Complexo Lítio 15 ... 32 1.600.000

Éster / Poliuréia 15 ... 30 2.000.000


QUANTIDADE DE GRAXA NA MONTAGEM DOS
MANCAIS MODELOS UC, UCR, Y, F

Quantidade inicial
Rolamentos Relubrificação (gramas)
(gramas)
UCR 204 10 5

UCR 205 12 6

UCR 206 14 7

UCR 207 18 8

UCR 208 23 9

UCR 209 25 10

UCR 210 27 11

UCR 211 40 12

UCR 212 60 16

UCR 213 74 17

UCR 214 90 18
UCR 215 105 19
UCR 216 125 20
DOSADOR DE GRAXA

SKF LAGM 1000 150

Com este equipamento acoplado na bomba


graxeira, é possível utilizar a quantidade
ideal de graxa e economizar muito tempo e
dinheiro.
250
Anéis de
bloqueio

Lado livre Lado fixo


GRAXA PARA ACOPLAMENTOS

Tipo de 150 Temperatura de Tempo de Produto VERKOL


acoplamento funcionamento operação

Grade Flexível Entre 18 e 66°C Anual VERKOMAX SG 1


200
Grade Flexível Acima de 66°C Semestral VERKOMAX SG 1

250
Engrenagens Entre -34 e 93°C Semestral VERKOMAX SG 1

Engrenagens Acima de 93°C Consultar VERKOMAX SG 1


300
catálogo do
fabricante ou
reduzir o período
pela metade a
cada 15°C acima
LUBRIFICAÇÃO A ÓLEO

150
O QUE É VISCOSIDADE?
Viscosidade é a resistência de um líquido a fluir.
200
POR QUE FAZEMOS ESTE TESTE?

Na temperatura 250
de operação, é a viscosidade que
determina em que momento se inicia o atrito fluido

300
PONTO DE FULGOR

O QUE É PONTO DE FULGOR?

O ponto de fulgor é a mais baixa temperatura


na qual se forma o vapor do líquido que está
sendo testado. Esses vapores se combinam com o
ar para formar uma mistura inflamável óleo – vapor
– ar.

O PONTO DE FULGOR NÃO REPRESENTA A


MÁXIMA TEMPERATURA DE SERVIÇO. ELE É
DETERMINADO E INDICADO E INDICADO POR
RAZÕES DE SEGURANÇA!
OBJETIVOS DA LUBRIFICAÇÃO A ÓLEO

150

➢Reduzir o desgaste;
200
➢Reduzir a fricção;

➢Dissipar o calor;
250
➢Reduzir vibrações, choques e ruídos;

➢Eliminar contaminantes
300 nas áreas de

contato
NÍVEL DE ÓLEO

➢ Manter a temperatura sob


controle;
➢ Evitar o desgaste por atrito;
➢ Preservar as vedações;
➢ Economizar energia elétrica.
VANTAGENS – ÓLEOS SINTÉTICOS

➢ Ampla faixa de temperatura de trabalho;

➢ Baixa evaporação;

➢Elevada resistência ao envelhecimento (longos


períodos);

➢ Boa resistência à oxidação (à temperaturas elevadas);

➢ Alguns tipos são rapidamente biodegradáveis;

➢ Alguns óleos sintéticos atendem às exigências de


Grau Alimentício;
VISCOSIDADE – REGRA GERAL
PERÍODOS DE TROCA DE ÓLEO – DE ACORDO COM
A TEMPERATURA DE TRABALHO
VEDAÇÕES – TEMPERATURAS DE TRABALHO

• NBR (NITRÍLICA), FAIXAS DE TEMPERATURAS ENTRE –


35º C E 120º C;

• ACM (POLYACRYLATE RUBBER), FAIXAS DE


TEMPERATURAS ENTRE –20º C E 150º C;

• VQM (SILICONE), FAIXAS DE TEMPERATURAS ENTRE –


50º C E 230º C;

• FKM (FLUOROCARBONO), FAIXAS DE TEMPERATURAS


ENTRE –25º C E 230º C;

• PTFE (FLUOROETILENO: TEFLON), FAIXAS DE


TEMPERATURAS ENTRE
–60º C E 205º C.
LUBRIFICANTES ESPECIAIS ATÓXICOS – O QUE SÃO???
LUBRIFICANTES ESPECIAIS ATÓXICOS – O QUE SÃO???

✓SÃO LUBRIFICANTES HOMOLOGADOS POR INSTITUIÇÕES


RECONHECIDAS A NÍVEL MUNDIAL SEGUINDO RÍGIDOS
CRITÉRIOS DE FABRICAÇÃO:
LUBRIFICANTES ESPECIAIS ATÓXICOS

PODE-SE „COMER“ LUBRIFICANTE ATÓXICO ?

NÃO!!!!
Quantidades diárias aceitáveis (ADI)
EUROPA: Comitê científico para alimentos
Óleos Brancos: 0 - 4 mg/kg de peso corporal
Uma pessoa de 70 Kilos poderia ingerir até 280 mg de
lubrificante atóxico H1 por dia !!!!
LUBRIFICANTES ESPECIAIS ATÓXICOS – ONDE UTILIZAR?

ONDE UTILIZAR???

EM TODOS OS PONTOS QUE INCIDAM EM RISCO DE


CONTATO DIRETO COM ALIMENTOS E/OU
EMBALAGENS.
ARMAZENAGEM E MANUSEIO LUBRIFICANTES

Recipientes e acessórios:
➢ Limpos;
➢ Protegidos contra contaminantes externos;
➢ Lavados com solvente volátil;
➢ Limpos com panos que não deixem fiapos;
➢ Identificados / etiquetados;
➢ De materiais resistentes à corrosão e sem pintura interna

Descarte de óleo:

É recomendado pela Resolução CONAMA N° 9 (31/08/93), que


os óleos lubrificantes usados e/ou contaminados devam ser
recolhidos e reciclados por empresas certificadas pela ANP.
ARMAZENAGEM E MANUSEIO LUBRIFICANTES
ARMAZENAGEM E MANUSEIO LUBRIFICANTES
CASES DE
SUCESSO
CORRENTES DE TRANSMISSÃO –
GRAXA SPRAY (NILIT/ SP)

GRAXA SPRAY MOLYBLACK – PARA


AMBIENTES CONTAMINADOS POR PÓ
CORRENTES DE TRANSMISSÃO –
GRAXA SPRAY

GRAXA SPRAY VERKOFOOD WRT–


PARA AMBIENTES CONTAMINADOS POR ÁGUA
DIGESTOR HAARSLEV

GRAXA SKF LGHB GRAXA ESPECIAL


ATLANTA – QUAKER

REDUÇÃO DE TEMPERATURA DE 24,4°C


DEPENADEIRAS

Graxa lubrificante anterior “GRAX” Graxa lubrificante “VERKOL


VERKOMAX FGM 2”
Lubrificação com 7 dias Lubrificação com período de até 90
dias

(aumento superior a 12 vezes em


relação ao produto anteriormente
utilizado)

Há falhas/ quebras frequentes Não houveram quebras ou falhas


nos equipamentos com a utilização
da graxa VERKOL
Há mão de obra envolvida em Não houve necessidade de
processos de manutenção intervenções mecânicas
Necessidade de frequente obra Redução da mão de obra
envolvida em processos de
lubrificação
Maior consumo de lubrificante Redução de volume de graxa nas
reposições, devido ao aumento do
período para relubrificar (12 vezes
maior do que o atual)
DEPENADEIRA
COMPRESSOR DE AR PARAFUSO

ÓLEO MINERAL ÓLEO SINTÉTICO


TROCANDO A CADA 1000 QUAKER: NAVASYNT 46
HORAS TROCANDO A CADA 8000
HORAS