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A Primeira Guerra Mundial (1914-1918): conflito entre impérios

Ao longo do século XIX e início do século XX, houve a expansão do capitalismo


industrial e a ocorrência de grandes guerras. Após esses conflitos catastróficos, o mundo não foi
mais o mesmo. Mas o que mudou? Como as sociedades daquela época foram afetadas? Quais
foram as consequências desses eventos para o mundo moderno? São essas questões que você
estudará neste tema. No final do século XIX, além da Inglaterra, outros países da Europa haviam
se industrializado – como a Itália, a Bélgica, a França e a Alemanha –, assim como os Estados
Unidos da América (EUA), na América, e o Japão, na Ásia. Esse período, conhecido como 2a
Revolução Industrial, foi marcado pela escala mundial da industrialização e pelas inovações
tecnológicas. O desenvolvimento do motor a combustão, da siderurgia do aço, da indústria
química e da eletricidade não somente possibilitou o aperfeiçoamento tecnológico da produção
industrial, como também exigiu investimentos maiores nas indústrias. Bancos e instituições
financeiras começaram, então, a investir no setor e a participar dos negócios como acionistas.
Essa fase em que o capital de grandes bancos e de outras instituições financeiras se une àquele
gerado por outros setores da economia é chamada de capitalismo financeiro. Nessa nova etapa do
capitalismo, grandes empresas começaram a se associar formando oligopólios (grupos de
empresas que controlavam determinado ramo da produção, como o automobilístico, o ferroviário
e o de mineração). O aumento da capacidade produtiva dos países industrializados demandou a
ampliação, em grande escala, de novos mercados fornecedores de matérias-primas e
consumidores de produtos industrializados, em que houvesse necessidade de consumo e carência
de produção. As potências capitalistas disputaram esses mercados e, para isso, expandiram-se

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por vários continentes – África, Ásia e América –, com o objetivo de controlar territórios
segundo seus interesses comerciais. Assim, a expansão industrial foi acompanhada pela
formação de novos impérios, ou seja, nações europeias começaram a exercer influência política e
cultural sobre outros povos e a dominar econômica e militarmente regiões de outros continentes.
Esse movimento foi consequência da busca por novos mercados fornecedores de matérias-primas
e consumidores de produtos industrializados. Se por um lado a economia crescia e se expandia,
por outro uma crise social ocorria na Europa. Nos campos, a introdução de máquinas havia tirado
o trabalho de muitos camponeses. Nas cidades, havia um número cada vez maior de operários
que se organizavam em sindicatos ou partidos para defender seus interesses. Esses trabalhadores
continuavam a buscar a ampliação de direitos e melhores condições de vida e de trabalho,
negados a eles desde o início de sua luta no século XIX. Essas tensões sociais amedrontavam os
industriais e os governos das potências capitalistas, que temiam a possibilidade de novas revoltas
socialistas. Procurando justificar as conquistas territoriais ocorridas entre 1875 e 1914, as
potências industriais, como Inglaterra, Alemanha, França e Bélgica, adotaram um discurso que
defendia a emigração para os novos territórios coloniais como uma forma de resolver os
problemas sociais da Europa. Alguns pesquisadores chamam essa nova corrida colonial
empreendida nesse período de “neocolonialismo”. Outros estudiosos preferem usar o termo
“imperialismo”, uma vez que ele ajuda a entender a extensão de impérios no espaço e no tempo,
como o império britânico, que manteve colônias até meados do século XX. Nesse sentido, os
principais alvos dessa nova corrida colonial eram a Ásia (especialmente Índia e China) e a
África. Os britânicos, por exemplo, tinham relações comerciais com a China desde o século
XVIII. Mas foi somente no século XIX, após vencer uma guerra, que a Grã-Bretanha conseguiu
dominar o mercado chinês. Como resultado da derrota, os chineses assinaram o Tratado de
Nanquim, que abriu seus portos para os produtos ingleses. A Índia, por sua vez, estava sob
domínio britânico desde o século XVIII. Os britânicos exploravam principalmente o comércio do
ópio e do chá e abasteciam sua indústria têxtil com o algodão indiano. Durante o século XIX,
promoveram uma modernização da Índia nos moldes capitalistas, com a construção de ferrovias
e a implantação de novos padrões de consumo e hábitos culturais. No entanto, a população
indiana pagava pesados tributos e vivia em condições miseráveis. Nesse contexto imperialista, as
potências capitalistas promoveram a superexploração da força de trabalho local das áreas
conquistadas e a um custo menor, se comparado ao dos trabalhadores europeus. Houve também
guerras e massacres empreendidos pelas forças imperialistas contra manifestações nacionalistas,
como a Revolta dos Cipaios (1857-1858), na Índia, e a Revolta dos Boxers (1899-1900), na
China. Os países imperialistas impuseram um estilo de vida e de consumo que, em grande parte,

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destruiu o modo de vida e de subsistência tradicional de muitas populações. Essas ações de
domínio cultural e econômico foram justificadas pelos europeus com teorias de superioridade
racial, bastante comuns no século XIX. Os europeus consideravam que outros povos eram menos
evoluídos e deveriam ser “civilizados”. É importante mencionar que todas essas práticas
deixaram sequelas até hoje nos países colonizados. Assim, a consolidação do capitalismo se deu
na fase de industrialização, momento em que o capital passou a dominar a produção, e a força de
trabalho virou mercadoria. Isso significa que o capital deixou de servir apenas para comprar e
vender produtos e começou a também comprar força de trabalho. Portanto, nas áreas em que
estabeleceram seu domínio colonial, as potências imperialistas compravam não apenas matérias-
primas, mas também o trabalho dos povos dominados.

A Europa entra em guerra

O imperialismo que se estabeleceu na transição do século XIX para o XX foi uma das
causas para o primeiro grande conflito mundial, que envolveu os países imperialistas europeus e

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suas colônias na Ásia e na África, que foram, inclusive, palcos de inúmeros conflitos. Somava-se
às disputas pelos domínios coloniais o crescimento de outras potências, como a Alemanha e os
EUA. Os dois países diversificaram sua indústria e desenvolveram-se em vários setores, como o
bélico (produção de armamentos), o siderúrgico, o químico e, no caso estadunidense, o
automobilístico. Ambos produziam mais ferro e aço que a Inglaterra. No entanto, os ingleses
ainda dominavam a maior parte do mercado mundial. A disputa por mercados e territórios entre
a Alemanha e a Grã-Bretanha e o esforço das diversas nações industrializadas para ampliar seu
potencial econômico conduziram as outras potências capitalistas a defender fortemente seus
domínios coloniais. Para isso, elas se fortaleceram militarmente, tanto para ampliar suas defesas
como para promover eventuais ataques. Essa estratégia ficou conhecida como Paz Armada. Em
1871, sob a liderança de Otto von Bismarck, a Alemanha foi unificada política e territorialmente,
com a criação de um Estado-nação, e iniciou seu processo de expansão colonial. Para garantir
suas fronteiras e manter um equilíbrio de forças políticas, formaram-se alianças entre os países
da Europa. De um lado, Alemanha, Áustria-Hungria e Itália criaram a Tríplice Aliança. De
outro, França, Rússia e Inglaterra formaram a Tríplice Entente. As rivalidades alimentadas por
esses dois grupos e as ameaças de ataque geravam um clima de desconfiança. Tal instabilidade
política acabou colaborando para o crescimento de sentimentos nacionalistas que pregavam a
defesa da nação acima dos interesses pessoais. A situação na Europa era bastante tensa e o
conflito de interesses propiciou o surgimento de um conflito militar entre os países. Uma região
especialmente tensa era a dos Bálcãs, localizada no sudeste europeu e habitada por diferentes
povos com diversas identidades nacionais, étnicas e religiosas, o que criava atritos políticos e
ameaças militares. Um desses povos eram os sérvios, de etnia eslava, que defendiam a unificação
dos territórios eslavos, incluindo a Bósnia-Herzegovina, que estava sob domínio austríaco.
Na tentativa de acalmar os ânimos na região, o herdeiro do trono austríaco, o arquiduque
Francisco Ferdinando, viajou para a capital da Bósnia, Sarajevo, para participar, entre outras
coisas, de manobras militares e da inspeção dos exércitos, atividades das quais também
participariam representantes austríacos, húngaros e eslavos. No entanto, por ocasião de sua
visita, uma sociedade secreta nacionalista sérvia, a Mão Negra, planejou um ataque ao
arquiduque, que acabou assassinado em junho de 1914. Esse episódio foi o estopim da 1a Guerra
Mundial (1914-1918).
Um mês depois, em 28 de julho de 1914, o governo austríaco declarou guerra à Sérvia. A
partir dessa data, sucederam-se declarações de guerra entre os blocos rivais. Como resultado, as
alianças políticas e militares foram redefinidas. A Alemanha declarou guerra à França e à Rússia,
enquanto a Inglaterra se opôs à Alemanha. Em agosto, o Japão uniu-se à Tríplice Entente, como

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também fizeram a Itália, em 1915 – rompendo a aliança com a Alemanha e a Áustria-Hungria –
e a Grécia, em 1917. Em oposição, Turquia, Bulgária e Romênia aliaram-se à Alemanha e à
Áustria-Hungria, formando as Potências Centrais, por localizarem-se na parte central da
Europa.

O nacionalismo cresceu e o sentimento de orgulho em defender a nação difundiu-se entre


os envolvidos. Os exércitos eram formados por civis que se alistavam, consagrando o lema “cada
homem, um soldado”. Os socialistas dividiram-se, e uma ala não apoiava a participação dos
operários nos conflitos, pois eles estariam lutando contra outros integrantes da classe
trabalhadora. Porém, o sentimento patriótico foi maior que a consciência de classe, e o
nacionalismo falou mais alto na identidade dos cidadãos europeus. Enquanto os alemães
atacavam com submarinos, as tropas da Entente usavam tanques de guerra – novidade no
armamento – e aviões bombardeiros para destruir as trincheiras inimigas. Outras novidades
bélicas foram os gases tóxicos, metralhadoras e lança-chamas, que tornaram a vida nos campos
de batalha ainda mais difícil. Em 1917, ocorreram duas mudanças importantes no
desenvolvimento da guerra. A Rússia retirou-se da guerra, pois o país vivia uma revolução

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socialista (que será detalhada no Tema 2 desta Unidade) que, entre outras coisas, pregava o fim
da morte dos soldados nos campos de batalha. Por outro lado, os EUA entraram no conflito,
declarando guerra contra as Potências Centrais. A participação estadunidense alterou a relação de
forças entre os blocos, devido ao seu poderio bélico e econômico, e contribuiu para a vitória da
Entente, alcançada em 1918.
O saldo da guerra foi catastrófico: milhões de civis e militares foram mortos ou feridos. O
presidente Woodrow Wilson, dos EUA, decretou o cessar-fogo em 11 de novembro de 1918,
após receber um pedido de paz enviado pelas autoridades alemãs. Na tentativa de garantir a paz,
foi proposto um acordo “sem vencidos, nem vencedores”, baseado nas ideias democráticas do
direito dos povos à liberdade. Porém, os acordos estabelecidos acabaram sendo utilizados como
instrumento de punição e como forma de enfraquecer os países derrotados, como é o caso do
Tratado de Versalhes, assinado em 28 de junho de 1919, na França. Além da devolução de
territórios invadidos, os alemães foram obrigados a pagar indenizações aos vencedores, renunciar
a suas colônias e limitar seu exército. Tais medidas, somadas aos efeitos da guerra e aos da Crise
de 1929 (que será estudada no Tema 3 desta Unidade), levaram a Alemanha a uma grave crise
econômica nos anos seguintes.

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ATIVIDADES

1) Retome o texto sobre a 1ª Guerra Mundial e complete as informações no quadro


a seguir, considerando as causas que deram origem ao conflito.
1ª Guerra Mundial
Causas do Conflito Composição das Alianças

2) Quais setores da indústria de Alemanha e EUA se desenvolveram na transição do século


XIX e XX?
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3) O que foi a Paz armada?
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4) Escreva a respeito de como ocorreu a morte do arquiduque Francisco Ferdinando?
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5) O que ocorreu em 28 de julho de 1914?
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6)Quais as novidades bélicas da primeira guerra mundial?
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7) Quais mudanças ocorreram na guerra em 1917?
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8) Qual foi o saldo da Guerra?
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9) Qual a punição da França ao final da guerra?


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A revolução socialista na Rússia


Os pensadores socialistas do século XIX não assistiram a uma experiência duradoura da
classe trabalhadora tomando o poder. Foi apenas no início do século XX que uma revolução
socialista mudou a história da Rússia e do mundo, implantando um governo revolucionário, em
nome dos trabalhadores, em oposição à tradicional monarquia czarista que governava havia
séculos. A Rússia era um extenso império governado por um czar, nome que era dado ao
imperador dos russos.
No final do século XIX, a Rússia era o país mais populoso da Europa, e a maioria de sua
população vivia e trabalhava no campo, sob o regime de servidão. O desenvolvimento industrial
foi tardio, em comparação ao de outros países da Europa – como a Inglaterra, a França e a
Alemanha –, tendo ocorrido somente a partir de 1860, por iniciativa do czar Alexandre II, mas
ainda assim de modo simples e elementar. Mas para modernizar a produção, eram necessários
investimentos externos, feitos por países capitalistas, em especial a França, interessada em
ampliar o seu mercado consumidor, por meio de acordos comerciais. Os investimentos
estrangeiros fizeram com que a produção industrial não fosse controlada nacionalmente. Além
disso, a industrialização ficou restrita a dois grandes polos industriais: São Petersburgo e

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Moscou, onde se desenvolveram, respectivamente, a indústria siderúrgica e a têxtil.
Como a industrialização a Rússia foi promovida pelo Estado, a burguesia russa
permanecia subordinada a ele. Desse modo, o ideário do liberalismo, difundido na Europa
capitalista, era reprimido na Rússia pelo absolutismo czarista. Enquanto parte da economia se
industrializava rapidamente, a maior parte
permanecia dominada pela produção agrícola, caracterizada pela concentração de terras
nas mãos de grandes proprietários rurais. Com a abolição da servidão em 1861 e os incentivos à
industrialização, houve um considerável aumento da população urbana em um período de dez
anos. Ao longo do século XIX, o número de operários russos aumentou de 95.000 para
1.742.000
As ideias socialistas de Karl Marx e Friedrich Engels chegaram à Rússia e influenciaram
a organização dos movimentos operários nas grandes cidades industriais. No caso da Rússia pré-
revolucionária, as condições de miséria a que estavam submetidos os trabalhadores do campo e
mesmo os operários, com longas horas de trabalho, sem direitos, nem justiça, contribuíam para o
questionamento da situação vigente. Associados a esses trabalhadores, os soldados russos
também se sentiam injustiçados, pois eram enviados para a guerra com poucos armamentos,
alimentos e vestimentas – o que ocasionou grande mortalidade –, e também porque o pagamento
que recebiam era muito baixo.
Mobilizados pelas ideias socialistas e pelas condições de opressão política e miséria
social, os russos criaram os sovietes, conselhos populares compostos principalmente por
operários e soldados e que passaram a representar os interesses dos trabalhadores do campo e da
cidade. Em 1903, realizou-se o 2o Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo, que
defendia a derrubada do czar e a implantação de um governo socialista.
Nesse congresso, os membros do partido se dividiram em dois grupos. De um lado, os
bolcheviques, que eram a maioria e defendiam o fortalecimento dos sovietes e o estabelecimento
de um governo socialista. O poder seria tomado pela aliança revolucionária entre operários e
camponeses com o objetivo de mudar as condições de miséria e dar fim aos privilégios do czar e
da Igreja, beneficiados economicamente pela arrecadação de altos impostos. De outro lado, os
mencheviques, uma minoria que defendia um governo liderado pela nascente burguesia que se
formava na Rússia.
Revoltas violentas contra o czarismo eram frequentes, e os trabalhadores reivindicavam
melhores condições de vida e de trabalho. Em 1905, uma dessas revoltas foi reprimida com força
pelo czar Nicolau II, que ordenou que as tropas atirassem contra os manifestantes. Esse episódio
ficou conhecido como Domingo Sangrento. Em protesto, uma série de rebeliões estudantis e

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camponesas, assassinatos de autoridades e greves paralisaram a economia russa. Para acalmar a
situação interna do país, o czar convocou um parlamento, a Duma, com deputados eleitos, mas
submetida ao seu poder. No entanto, o czar rapidamente restabeleceu sua política absolutista,
pela qual não mais se sujeitaria às leis dos parlamentares.
Alguns anos depois, já durante a 1ª Guerra Mundial, a insatisfação e o cansaço dos
soldados russos na frente de batalha e a continuidade dos conflitos internos contribuíram para a
queda do governo czarista. O país vivia uma crise de abastecimento de diversos produtos, a
indústria se encontrava despreparada e a administração estava desorganizada. Além disso, muitos
trabalhadores voltaram da guerra como soldados treinados e armados, o que os ajudou a se
organizar em luta armada contra o czar. Foi nesse contexto que Vladimir Ilitch Ulianov,
conhecido como Lênin, um dos líderes bolcheviques, lançou as Teses de Abril, que definiam os
três pilares de suas propostas: “paz, terra e pão”. O lema se referia, respectivamente, à saída da
Rússia do conflito mundial, à implantação de uma reforma agrária e à garantia de alimento a
todos os trabalhadores. Várias greves e rebeliões colocaram fim ao czarismo. Foi criado um
governo provisório – a República da Duma – e convocada uma Assembleia Constituinte para
formar as bases de um governo parlamentarista. Os mencheviques assumiram o poder, liderados
por Alexander Kerensky. No entanto, os bolcheviques criticavam os encaminhamentos adotados
pelos mencheviques, pois diziam que o Parlamento manteria a Rússia como uma organização
social burguesa, não atendendo, portanto, aos interesses dos trabalhadores.
Liderados por Lênin, os bolcheviques defendiam:
• o confisco dos latifúndios e a criação dos sovietes de camponeses, de forma a
reorganizar a produção no campo em prol dos trabalhadores e não dos proprietários de terras;
• a nacionalização dos bancos, de forma que o Estado russo, controlado pelos sovietes e,
portanto, pelos trabalhadores, gerenciasse suas próprias finanças;
• a estatização das fábricas e seu controle pelos operários, acabando, assim, com a
propriedade privada dos meios de produção e, em decorrência, com a exploração dos
trabalhadores;
• a saída da Rússia da guerra, entre outras medidas que beneficiassem os trabalhadores
russos, de acordo com a visão de seus Conselhos (os sovietes). Por essas reivindicações, os
bolcheviques acabaram sendo postos na ilegalidade pelo governo menchevique burguês que se
opunha às reivindicações da classe trabalhadora. Porém, o movimento popular cresceu e a
atuação dos sovietes foi fortalecida. Em outubro de 1917, os bolcheviques organizaram um
comitê revolucionário para derrubar o governo provisório menchevique. Para apoiá-los, formou-
se o Exército Vermelho, que, sob a liderança de Leon Trotski, reunia operários e soldados que

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voltavam da guerra.
A Revolução Socialista finalmente aconteceu, e Lênin assumiu o poder na Rússia. O
governo socialista estabeleceu um plano básico, a Nova Política Econômica (NEP), que durou
até 1928. Entre as medidas iniciais desse governo liderado por Lênin estavam a reforma agrária,
o fortalecimento do parque industrial e a nacionalização das indústrias, que deveriam ficar sob o
controle dos operários, e dos bancos, que passavam a ser propriedade do Estado. Houve
resistência tanto dos mencheviques como dos partidários do czarismo, o que levou a uma longa
guerra civil. Porém, os revolucionários bolcheviques venceram e, em 1921, o governo socialista
havia se consolidado. Em 1922, foi criada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
(URSS), com base na ideia da necessidade de expandir a revolução para outros países, evitando o
crescimento do capitalismo e fortalecendo o socialismo. Lênin morreu em 1924 e o desafio de
substituí-lo acabou por opor lideranças internas da revolução. De um lado, Trotski, que defendia
a “revolução permanente”, isto é, a internacionalização socialista; do outro, Josef Stálin,
secretário-geral do Partido Bolchevique, que apoiava o “socialismo em um só país”, ou seja, a
consolidação interna da revolução. Stálin venceu a disputa, mas passou a governar de maneira
ditatorial, entre 1922 e 1953, ano em que morreu. Nesse período, a economia russa foi
nacionalizada, foram criadas as fazendas estatais e as coletivas, a indústria de base foi fortalecida
e o Estado controlou a economia. A industrialização acelerada fazia parte das metas do Primeiro
Plano Quinquenal de Stálin, implantado para acelerar o desenvolvimento econômico do país.
Para os camponeses, as políticas de Stálin não foram nada boas, pois muitos deixaram
suas terras e foram para as cidades trabalhar como operários, mas lá não havia habitação
suficiente para acolhê-los. Após a coletivização das fazendas, a má organização da produção
agrícola pelo governo causou uma baixa na produção de alimentos, trazendo a fome para a
URSS. Com a nacionalização das empresas, os operários passaram a ser controlados pelas metas
de produtividade estipuladas pelo Estado. Longas jornadas de trabalho e pouco descanso não
resultavam na melhoria da qualidade de vida dos operários, ainda que o país se desenvolvesse de
maneira acelerada. O foco foi na indústria pesada: expansão de ferrovias, construção de
siderúrgicas, fabricação de equipamentos bélicos etc. Já a indústria de consumo foi reduzida ao
essencial, até porque, de acordo com as ideias socialistas, não é o consumismo exagerado que
leva à felicidade. Diferentemente das ideias socialistas defendidas durante o processo
revolucionário de 1917, a censura foi instaurada na URSS e os opositores ao regime de Stálin
foram perseguidos, como aconteceu com Trotski, que acabou exilado e assassinado no México
em 1940. Pouco a pouco, os sovietes foram substituídos por uma forte burocracia estatal, que
passou a comandar o país. Ditadura, censura, perseguição política e burocratização passaram a

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definir o regime soviético, afastando-o das propostas revolucionárias originais, ao mesmo tempo
que servia de modelo para a implantação de outros Estados socialistas no restante do mundo.

ATIVIDADES
1) De que maneira revolução socialista mudou a história da Rússia e do mundo?
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2) Explique de que maneira a participação da Rússia na 1a Guerra Mundial influenciou
a luta do povo contra o czar e ajudou a desencadear os conflitos de 1917.

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3) Com a revolução socialista, o que mudou na situação dos camponeses e operários
russos?
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4) Descreva, Domingo Sangrento.
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5) Descreva a participação de Lênin durante a revolução socialista na Rússia.
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Aprendizagem Conectada
Atividades Escolares
5º/6º ano do Ensino Fundamental
ATIVIDADES COMPLEMENTAR

ATIVIDADE COMPLEMENTAR DO MÊS DE MAIO


- COPIAR E RESPONDER NO CADERNO:
 A PÁGINA 21 DO LIVRO DIDÁTICO QUESTÃO 1,2,3,4
 A PÁGINA 23 DO LIVRO DIDÁTICO QUESTÃO 1,2,3,4.
 A PÁGINA 29 DO LIVRO DIDÁTICO QUESTÃO 1,2,3
 A PÁGINA 32 DO LIVRO DIDÁTICO QUESTÃO 1,2,3,4,5,6

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Educação Física- Carga horária mensal__
horas
Códigos das Habilidades Objetos de
conhecimentos
(EF67EF01) Experimentar e fruir, na escola e fora dela, jogos eletrônicos
diversos, valorizando e respeitando os sentidos e significados
atribuídos a eles por diferentes grupos sociais e etários
(EF69EF09) Ginástica de condicionamento físico
(EF67EF20)
Executar práticas corporais de aventura urbanas, respeitando o
patrimônio público e utilizando alternativas para a prática segura em
diversos espaços.

QUE SÃO JOGOS COOPERATIVOS


Os jogos cooperativos são as dinâmicas de grupo que promovem, como o nome diz, a
cooperação, o espírito de equipe e a ajuda mútua entre os integrantes dos times. O intuito é
ajudar a criar cultura de parceria, em que as pessoas não participam para ganhar, mas sim por
todo o processo que leva à meta comum.

Esses jogos no cotidiano pedagógico podem desenvolver uma série de habilidades cognitivas e
principalmente socioemocionais nos alunos.

O intuito é fazer com que os colegas se vejam como aliados, não adversários, e que o papel de
todos é essencial para a vitória. Nesse sentido, muitos dos jogos cooperativos sequer têm como
resultado final uma pessoa ou equipe vencedora. É comum que apenas o processo do jogo seja o
foco.

Assim, essas atividades servem para promover a empatia, paciência, criatividade e confiança,
não só nos colegas como também nos professores. Brincadeiras e atividades lúdicas desse tipo
também ajudam a integrar alunos mais tímidos, e o fato de não haver vencedor (ou esse título
não ter tanta importância) serve como estímulo para que todos participem e continuem
participando nos próximos.

EXEMPLOS DE JOGOS COOPERATIVOS PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA

A seguir, confira seis jogos que podem ser facilmente inseridos no processo de ensino-
aprendizagem.

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1) Passar o bambolê

As crianças dão as mãos e se unem em roda, sendo que uma delas está com um bambolê. O
desafio do jogo é passar o bambolê para os colegas sem soltar as mãos, usando outros
movimentos do corpo. Essa brincadeira pode estimular a coordenação motora, a concentração e a
habilidade de pensar em novas maneiras simples de resolução de problemas.

2) Telefone sem fio

Nessa atividade, as crianças sentam-se em roda ou formam uma fileira. A primeira criança
deverá dizer uma frase no ouvido da que está ao seu lado. Cada criança vai repetir a mesma frase
no ouvido da próxima até chegar à última, que falará em voz alta o que ouviu. A graça da
brincadeira é perceber como a frase ficou diferente da que era originalmente, o que trabalha
a concentração, a memória e a criatividade.

3) Nó humano

No nó humano, os alunos devem dar as mãos para os colegas, entrelaçando os dedos. Entretanto,
há algumas regras: o aluno não pode dar a mão para o que está ao seu lado, e também não pode
segurar as duas mãos do mesmo colega. A brincadeira chega ao fim quando todos os alunos
formam um círculo, sem soltar as mãos. Apesar de um pouco complicado de ser feito, esse jogo
obriga os estudantes a cooperarem entre si e a coordenarem de forma espontânea o espaço
físico.

4) Contação de história coletiva

Bem apropriada para todas as idades (não apenas para crianças menores), a contação de história
coletiva funciona da seguinte maneira: os estudantes sentam-se em roda ou de uma forma em que
todos consigam se ver. O professor começa a contar uma história com início simples, como “era
uma vez, em um reino distante…”. A tarefa das crianças será continuar a história, cada um por
vez. A turma pode decidir um limite de palavras ou de tempo para cada um contar o seu trecho
da história. Essa atividade faz com que a construção da narrativa seja feita coletivamente,
desenvolvendo a criatividade, a imaginação e a habilidade de improvisar.

5) Cabo de guerra

No cabo de guerra, dois grupos com o mesmo número de crianças ficam alinhados ao longo de
uma corda, cada grupo em uma extremidade. No meio da corda, há uma linha central que divide
o espaço para cada um. Os grupos devem então puxar a corda, cada um para o seu próprio lado, e
o objetivo é fazer o outro grupo ultrapassar a linha central. Nessa brincadeira, para um time ser
vencedor, o esforço físico de todo o grupo é necessário. Entre as habilidades desenvolvidas,
estão a força e a rapidez de movimento e a cooperação entre os participantes.

6) Vaqueiro laçador

Em uma quadra ou espaço aberto, as crianças devem se espalhar. O professor pode escolher um
dos alunos para ser o Vaqueiro, que deverá andar com um bambolê na cintura (simulando um

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cavalo) e outro no braço (simulando uma corda), indo atrás dos colegas para tentar “laçá-los”. As
crianças que forem laçadas deverão pegar mais dois bambolês e fazer o mesmo que o primeiro
Vaqueiro, ajudando-o a capturar o restante dos colegas. Essa atividade trabalha a concentração,
a coordenação motora e o trabalho em equipe, principalmente dos Vaqueiros.

Os jogos cooperativos nem sempre serão totalmente adequados a depender da intenção do


professor com aquela atividade. Cada um trabalha aspectos diferentes, podendo ser mais ou
menos ativos, e mais ou menos apropriados às turmas mais velhas ou mais novas. Cabe ao
educador definir com precisão qual será a necessidade pedagógica que ele deve atender.

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS COOPERATIVOS

Os jogos cooperativos, assim como outras atividades relacionadas à educação socioemocional,


estão pautados no aprendizado através de um desenvolvimento motor-lógico. Os princípios
pedagógicos dos jogos cooperativos são de inclusão, coletividade, respeito mútuo e
desenvolvimento integral.

Acima de tudo, os jogos cooperativos representam uma retomada de contato entre pessoa,
natureza e espaço, explorando todos os sentidos e estimulando a afetividade. É uma das
iniciativas da educação biocêntrica, forma de educar que está centrada na valorização da
diversidade humana, da inteligência emocional, da criatividade e do movimento físico.

CONCLUSÃO

Não são todas as instituições que dão a importância merecida para os jogos cooperativos. Muitos
enxergam como perda de tempo, já que o ganho cognitivo não é necessariamente o fator mais
importante. Entretanto, os benefícios das brincadeiras e atividades são amplos justamente por
oferecerem o suporte necessário para o desenvolvimento de todas as outras habilidades, tanto
socioemocionais quanto cognitivas. Apostar em brincadeiras cooperativas é apostar em uma
educação mais humana, mais inclusiva e integral.

Assim, a realização de jogos e brincadeiras, quando bem fundamentadas, pode representar uma
ótima forma de levar a Base Nacional Curricular para dentro da escola. Quer ver outras formas
de implementar a BNCC na instituição?

atividades

1. O fato de o participante de um jogo atuar junto com outro, procurando ajudá-lo, significa que
ele possui:
a) participação.
b) cooperação.
c) competição.
d) eliminação.

2. O jogo cooperativo busca aproveitar as condições, capacidades, qualidades ou habilidades de


cada indivíduo, aplicá-las em um grupo e tentar chegar a um:

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a) objetivo comum.
b) objetivo individual.
c) objetivo de ganhar sempre.
d) objetivo de competir sempre.
3. Levando-se em conta o que você sabe, pense em uma situação em que uma professora de
Educação Física pede que seus alunos formem um círculo com 19 cadeiras para 20 participantes.
Os assentos ficam voltados para fora. Ela coloca uma música e todos dançam em volta das
cadeiras. Quando a música para, cada um senta em uma cadeira. Um participante sobra e sai da
brincadeira. A professora tira uma cadeira e a dança recomeça. Vence quem conseguir sentar-se
na última cadeira. Esse jogo, de acordo com as suas características, pode ser
considerado como um
a) Jogo de Integração;
b) Jogo Cooperativo;
c) Jogo Competitivo;
d) Jogo Inclusivo.

4. Leia o texto e complete respectivamente com as palavras que faltam:

Em uma aula de Educação Física, três alunos foram chamados pelo professor para escolherem os
colegas que iriam compor seus times. Foram formados 3 times de 5 alunos e o restante ficou de
fora do futebol. Pode-se dizer que este não é um jogo ____________, porque ___________.
a) cooperativo / não houve o envolvimento de todos.
b) competitivo / não houve o envolvimento de todos.
c) cooperativo / houve o envolvimento de todos.
d) competitivo / houve o envolvimento de todos.

5. Há um jogo chamado rede humana, que pode ser utilizado no aprendizado do voleibol, pois
consiste em dois times de alunos que tentam fazer com que a bola caia no chão do lado
adversário, e um 3º time que representa a “rede humana”, a qual intercepta a bola. Com isso, em
vez de sair do jogo, o 3º time troca de lugar com o time que deixa a bola ser interceptada. Este
jogo pode ser considerado:
a) Competitivo.
b) Cooperativo.
c) Eliminatório.
d) Classificatório.

6. Sabendo que jogos cooperativos têm como objetivo a cooperação de um com o outro, marque
a alternativa na qual temos outras características desses jogos:
a) É preciso habilidades específicas para jogar.
b) Um precisa ganhar e outro perder.
c) Ajudar e confiar no outro.
d) Quem perde sai do jogo.

7. Ao ler a frase “Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”, percebe-se que ela se
aplica ao seguinte valor:
a) Exclusão.
b) Competição.
c) Cooperação.
d) Individualismo.

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8. Observe a imagem abaixo e responda a qual valor ele se refere:

a) Solidariedade.
b) Insegurança.
c) Tristeza.
d) Problema socioeconômico.

9. Em qual alternativa constam apenas características presentes nos jogos cooperativos?


a) Participam apenas os mais habilidosos. O perdedor fica de fora do jogo. É divertido para
todos.
b) Participa-se do jogo, independente de habilidade. Compete-se com o outro. Confia-se no
outro.
c) Há o envolvimento de todos no jogo. Só a vitória importa. Existe a colaboração de todos.
d) É divertido para todos. Vencer é o mais importante. Compete-se com o outro.

Observe a imagem:

10. A imagem acima reflete sobre a


a) exclusão.
b) eliminação.
c) competição.
d) cooperação.

Atividade complementar

Crie uma brincadeira cooperativa, lembrando como vocês estão criando marque suas regras,
marque também como se brincaria ou jogaria essa brincadeira criada por vocês ou seja coloque
um passo a passo para que quando formos ler entender como se brinca, seja criativo.
(Obs. Como vocês vão criar a brincadeira, não copie uma brincadeira já existente, podem ate se
espelhar em alguma mais façam suas mudanças nela.)

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Como não caberá na apostila, faça no verso dessa folha ou faça no caderno e grampeie a folha na
apostila de vocês ou ate mesmo cole.

referencias:

https://www.tudosaladeaula.com/2020/10/jogoscooperativos.html

https://www.edocente.com.br/jogos-cooperativos-no-
ensino/#:~:text=Os%20jogos%20cooperativos%20s%C3%A3o%20as,que%20leva%20%C3%A0%20met
a%20comum.

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(Língua Portuguesa) - Carga horária mensal
horas
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
EF09LP11 – Inferir efeitos de sentido decorrentes do uso de Coesão
recursos de coesão sequencial (conjunções e articuladores
textuais).
(EF89LP21) Realizar enquetes e pesquisas de opinião, de
forma a levantar prioridades, problemas a resolver ou Estratégia de produção:
propostas que possam contribuir para melhoria da escola ou planejamento de textos
da comunidade, caracterizar demanda/necessidade, reivindicatórios ou propositivos
documentando-a de diferentes maneiras por meio de
diferentes procedimentos, gêneros e mídias e, quando for o
caso, selecionar informações e dados relevantes de fontes
pertinentes diversas (sites, impressos, vídeos etc.), avaliando
a qualidade e a utilidade dessas fontes, que possam servir de
contextualização e fundamentação de propostas, de forma a
justificar
(EF89LP24) Realizar pesquisa, estabelecendo o recorte das Curadoria de informação
questões, usando fontes abertas e confiáveis.

Nas próximas páginas você encontrará material que irá auxiliá-lo no estudo e compreensão da Língua
Portuguesa, bem como na produção, compreensão e interpretação de textos.
Começaremos estudando as palavras e expressões que colaboram para a construção do sentido global do
texto. Elas relacionam segmentos textuais de qualquer extensão (períodos, parágrafos, sequências
textuais) e são chamados de articuladores textuais.
Lembrando que você já estudou os períodos simples e os compostos e, também, já viu o que o período
simples é constituído por apenas uma oração, a qual recebe o nome de oração absoluta e o período
composto, que é formado por orações coordenadas e subordinadas. Então, vamos relembrar e ampliar os
conhecimentos a respeito desses assuntos, dando especial atenção às conjunções como elementos
articuladores do texto, em especial, à coordenação em relação ao contexto e sentidos.
Leia a matéria que foi publicada no site de uma revista e realize às questões propostas:
E, no entanto, se move…
Exibidas numa pequena sala como curiosidade, assustaram alguns espectadores, que fugiram apavorados
ao ver a imagem da locomotiva se aproximando. As primeiras imagens com movimento a serem
projetadas foram filmadas, em 1895, pelos irmãos Auguste e Louis Lumière, os inventores do cinema.
Elas mostram a chegada de um trem numa estação. Logo o cinema tornou-se espetáculo, arte, diversão – e
uma máquina de fazer dinheiro. Filmes como o clássico E o Vento Levou... (EUA, 1939), que vendeu
quase 200 milhões de ingressos só nos Estados Unidos, poderiam bater a arrecadação de bilheterias
estrondosas, como a do recordista atual, Titanic, caso fosse feita a correção da inflação.
Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/e-no-entanto-se-move/. Acesso em: 28 out. 2020.
Fragmento adaptado.
Atividades
1) Após a leitura do texto, responda às questões propostas:

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A. De que maneira o título está relacionado ao conteúdo do texto? ___________________
B. Preservando o sentido do texto, desenvolva o título da matéria: “E, no entanto, se move…” de forma
que passe a ser um período composto por coordenação.
________________________________________________________________________
C. Que tipo de relação foi estabelecida pela locução conjuntiva que você criou?
________________________________________________________________________
2) Reescreva os fragmentos abaixo substituindo a palavra destacada por outra sem alterar o sentido:
a) logo o cinema tornou-se espetáculo, arte, diversão – e uma máquina de fazer dinheiro.
________________________________________________________________________
b) Filmes como o clássico E o Vento Levou... (EUA, 1939), que vendeu quase 200 milhões de ingressos
só nos Estados Unidos, poderiam bater a arrecadação de bilheterias estrondosas, como a do recordista
atual, Titanic, caso fosse feita a correção da inflação.
________________________________________________________________________
Leia os textos, abaixo, e realize as atividades propostas
Texto
Aprendizagem

O UNICEF trabalha para assegurar o direito de aprender de cada criança e de cada adolescente. Para
tanto, é essencial compreender as necessidades de cada menina e menino, em especial dos mais
vulneráveis.
[...]
O Brasil conseguiu ampliar o acesso à escola, mas há desafios fundamentais. A exclusão escolar, ainda,
não está completamente solucionada, e existe uma parcela considerável de crianças e adolescentes que até
chega a frequentar a escola, mas, por falta de qualidade na educação oferecida, acaba deixando as salas de
aula, sem aprender, sem ter adquirido nem mesmo o conhecimento básico para prosperar.
O UNICEF defende que cada criança, cada adolescente tem direito de aprender. Há que se rever a escola
e investir em metodologias participativas, flexíveis e voltadas à participação de estudantes e da
comunidade escolar no processo de aprendizagem.
Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/aprendizagem Acesso em: 28 out. 2020. Fragmento
adaptado.

Texto II

Ao que se refere à Educação, o Estatuto da Criança e do Adolescente defende: Art. 54. É dever do Estado
assegurar à criança e ao adolescente:

I – Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade
própria;

II – Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;

III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede


regular de ensino;

IV – Atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação dada pela
Lei nº 13.306, de 2016);

V - Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade
de cada um;

VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; VII –


atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar,
transporte, alimentação e assistência à saúde.

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§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.

§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa
responsabilidade da autoridade competente.

§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e


zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à escola.

Fonte: Disponível em: Acesso em: 28 out. 2020.

3. Na comparação entre os textos I e II pode-se afirmar que:

a) os dois textos tratam do mesmo assunto: direito à educação.

b) o texto I trata apenas do direito à aprendizagem das crianças.

c) o texto II – fragmento do Estatuto da Criança e do Adolescente – trata do direito à educação somente


do adolescente.

d) ambos os textos tratam da educação, porém não como direito.

4. No texto I – Aprendizagem, o que deverá ser revisto para que seja atendido o direito da criança e do
adolescente à educação?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

5. De acordo com o texto II - Art. 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente -, quem deve assegurar o
direito de crianças e adolescentes à Educação? ___________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

6. Após a leitura dos textos: Aprendizagem e do Art. 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente e de


suas vivências, comente o fragmento: “Há que se rever a escola e investir em metodologias participativas,
flexíveis e voltadas à participação de estudantes e da comunidade escolar no processo de aprendizagem. ”
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

7. Os dois textos apresentados tratam do direito de crianças e adolescentes à Educação. A partir do que é
apresentado nos textos realize uma pesquisa com seus familiares e amigos a respeito do Estatuto da
Criança e do Adolescente e o que eles sabem/pensam sobre o direito das crianças e dos adolescentes à
Educação. ______________________________

Caro estudante, você sabe o que é um questionário?

Questionário é um instrumento de coleta de informação, utilizado numa sondagem. Tecnicamente,


questionário é uma técnica de investigação composta por um número grande ou pequeno de questões
apresentadas por escrito que tem por objetivo propiciar determinado conhecimento ao pesquisador.

Fonte: Disponível em: – Acesso em: 02 nov. 2020. Fragmento adaptado.

8. Muito bem, agora que você já sabe o que é e para que serve um questionário, realize uma pesquisa,
com seus amigos e familiares (pode ser feito por WhatsApp ou outras redes sociais), seguindo o roteiro
abaixo:

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9. Questões para pesquisa:

1) Identificação:

a) Idade:

c) Sexo:

d) Escolaridade:

2) Qual a importância da educação para o seu futuro?

(A) não possui importância

(B) pouca importância

(C) Importante

(D) decisiva

(E) não sei

3) Você conhece o Estatuto da Criança e do Adolescente? ( ) Sim ( ) Não

4) conforme o Art. 54, inciso I do Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever do Estado assegurar à
criança e ao adolescente: I – Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não
tiveram acesso na idade própria. Você concorda com o que é defendido por esse artigo? ( ) Sim ( ) Não

5) Agora, elabore um texto com base nos dados coletados na pesquisa que você realizou na atividade
anterior. Caso prefira, utilize as dicas a seguir:  Introduza o assunto expondo o seu ponto de vista sobre o
tema a partir da leitura dos textos apresentados.  Em seguida, utilize os dados do questionário como
argumento para defender/contrapor seu ponto vista a respeito do assunto.
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Leia o texto, abaixo, e responda às questões propostas.

Um Apólogo

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(Machado de Assis)

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste
mundo? — Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Por que lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que
sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o
meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você? Está agora é melhor. Você é que os cose?

Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados…

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás,
obedecendo ao que eu faço e mando…

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o
caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto…

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em
casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira,
pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra
iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira,
ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se
importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima…

A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e
ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que ela não lhe
dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais
que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia
seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha
espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e

41
puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para
mofar da agulha, perguntou-lhe: — Ora agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa,
fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto
você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência,
murmurou à pobre agulha:

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí
ficas na caixinha de costura. Faz como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Disponível em:< https://contobrasileiro.com.br/um-apologo-conto-de-machado-de-assis/>. Acesso em:


04, nov. 2020.

10. No trecho “Por que lhe digo que está com um ar insuportável?”, o pronome se refere:

a) à agulha;

b) à madame;

c) à linha;

d) à costureira.

11. A conjunção destacada no fragmento, “Mas a verdade é que você faz um papel subalterno” estabelece
relação de:

a) explicação;

b) conclusão;

c) oposição;

d) finalidade.

12. Ainda sobre o fragmento, “Mas a verdade é que você faz um papel subalterno”, a conjunção
destacada pode ser substituída sem perda do sentido original por:

a) porém;

b) então;

c) porque;

d) quando.

13. A palavra “nisto”, na expressão “Estavam nisto”, refere-se:

a) aos vestidos;

b) ao baile;

c) à discussão;

d) à linha.

42
14. Na frase: “Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa” A conjunção destacada
estabelece a relação de:

a) finalidade;

c) tempo;

c) oposição;

d) causa.

15. No trecho “quem é que os cose, senão eu? ” A palavra destacada se refere:

a) aos vestidos e enfeites da baronesa;

b) à agulha;

c) ao novelo de linha;

d) ao imperador.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR DO MÊS DE MAIO


1. Faça uma pesquisa de alguns termos responsáveis pela coesão sequencial nos
textos
2. Indique as relações semânticas estabelecidas pelos conectivos em destaque:
I. Como a chuva estava muito forte, não foi possível continuar o show.
II. Eu não consegui apresentar o trabalho porque estava muito nervosa!
III. Os manifestantes terão suas reivindicações atendidas, exceto se usarem de
violência.
IV. Estava doente, mas foi trabalhar.
V. Os brasileiros são tão trabalhadores quanto os norte-americanos.

a) causa, causa, condição, oposição, comparação.

b) comparação, condição, finalidade, oposição, tempo.

c) causa, causa, conformidade, oposição, condição.

d) finalidade, comparação, tempo, condição, causa.

e) causa, causa, condição, condição, causa.

3. obre a coesão textual, estão corretas as seguintes proposições:

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I. A coesão textual está relacionada com os componentes da superfície textual, ou
seja, as palavras e frases que compõem um texto. Esses componentes devem estar
conectados entre si em uma sequência linear por meio de dependências de ordem
gramatical.

II. A coesão é imaterial e não está na superfície textual. Compreender aquilo que está
escrito dependerá dos níveis de interação entre o leitor, o autor e o texto. Por esse
motivo, um mesmo texto pode apresentar múltiplas interpretações.

III. Por meio do uso adequado dos conectivos e dos mecanismos de coesão, podemos
evitar erros que prejudicam a sintaxe e a construção de sentidos do texto.

IV. A coesão obedece a três princípios: o princípio da não contradição; princípio da


não tautologia e o princípio da relevância.

V. Entre os mecanismos de coesão estão a referência, a substituição, a elipse, a


conjunção e a coesão lexical.

a) Apenas V está correta.

b) II e IV estão corretas.

c) I, III e V estão corretas.

d) I e III estão corretas.

e) II, IV e V estão corretas.

DISCIPLINA DE ARTE- MÊS DE MAIO.


Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
(EF69AR07.1MT) Processos de criação.

44
5. Arte - Semana de Mato Grosso

Figura 23
Olá! Estamos em tempo de #Ficaremcasa. No entanto, NÃO É FÉRIAS! Então,
vamos aproveitar esse momento para aprender mais sobre arte, assim ficará mais fácil
quando retornar às aulas. Você já parou para pensar em o quanto poderá aprender
ficando em casa? Mas, é importante que tenha consciência da necessidade de estudar,
de produzir, criar suas atividades com bastante seriedade e dedicação.
Fonte: google. (2020).
Pensando nisso e considerando que você está iniciando o 9º ano, é de grande
valia ampliar seu conhecimento sobre o Mato Grosso. Reconhecer o que temos que,
por vezes, são informações, registros que ficam “esquecidos” diante das notícias que
consideramos essenciais.
Tendo em vista que entre os dias 02 e 09 de abril o governo do
Estado instituiu a “Semana de Mato Grosso”, lhe convido a fazer uma
pesquisa sobre Mato Grosso, algo que posteriormente será apresentado,
exposto, como “Semana de Mato Grosso”. Para começar, o que você
sabe sobre as manifestações artísticas mato-grossenses? O que
aprendeu nos anos anteriores sobre Mato Grosso?
Então, é o momento de você aprender mais um pouco sobre
esse Estado, riquíssimo em arte e cultura. Estado hospitaleiro, que recebeu e ainda
recebe pessoas de vários lugares, reconhecendo e valorizando as diversidades
culturais do Estado, focalizando as questões ambientais, divisas territoriais, cultura
indígena, o falar cuiabano, bem como o falar mato-grossense, oriundo das influências
indígenas, africanas e portuguesas.
5.1 Contextualizando sobre a “Semana de Mato Grosso”

Você pode estar se perguntando: como assim “Semana de Mato Grosso”?


Você já ouviu falar sobre essa semana na escola, nas ruas da sua cidade, em outros
lugares?
A Semana de Mato Grosso é comemorada no dia 09 de maio, a data escolhida faz
referência ao dia em que o Rei D. João V criou a capitania de Mato Grosso, através da
Carta Régia, 09 de maio de 1748. A criação da capitania, apesar de ocorrer após a
fundação de Cuiabá, marca efetivamente a criação do Estado.

45
Foi por meio do decreto 7.467 do dia 24 de abril de 2006 que o governo
instituiu a Semana de Mato Grosso. A partir daí, o evento em comemoração ao
aniversário de Mato Grosso passou a fazer parte do calendário oficial do Estado e será
realizado no período de 02 a 09 de maio. A Semana de Mato Grosso, conforme consta
no edital, entrou para o calendário do Estado considerando a necessidade de se
integrar as diversas culturas existentes atualmente, disseminando o orgulho de ser
mato-grossense, sem fazer distinção de raça, cor, credo, cultura e tradição. Outro
motivo que levou o governador a instituir a Semana de Mato Grosso é o fato de que
boa parte da população desconhecer parte da história e dos símbolos do Estado, assim
como não se comemorava a data do aniversário de Mato Grosso.

5.2 Breve história de Mato Grosso

A Capitania de Mato Grosso foi criada 9 de maio em 1748, após ser


desmembrada da Capitania de São Paulo e teve os seguintes governantes até 1821:
Antônio Rolim de Moura de 1751 a 1765, fundou a primeira capital denominada Vila
Bela da Santíssima Trindade; João Pedro Câmara, de 1765 a 1769; Luís Pinto de
Souza Coutinho, de 1769 a 1772, expulsou os jesuítas e fundou vários fortes e
povoados; Luis de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, de 1772 a 1789; João de
Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, de 1789 a 1796; Caetano Pinto de Miranda
Montenegro, de 1796 a 1802; Manuel Carlos de Abreu e Meneses, de 1802 a 1807;
João Carlos Augusto d'Oeynhausen e Gravemberg, de 1807 a 1819, iniciou a
transferência da capital de Vila Bela para Cuiabá e Francisco de Paula Magessi de
Carvalho, de 1819 e 1821.
Com a proclamação da Independência do Brasil todas as capitanias se
tornaram províncias. O primeiro acontecimento político da época foi a Rusga, fato
histórico no qual os grupos políticos liberais e conservadores queriam reformas
políticas, sociais e administrativas. Em 1864, inicia a Guerra do Paraguai. Paraguai
fazia fronteira com Mato Grosso (atual Mato Grosso do Sul) e Mato Grosso participou
com soldados, protegendo as fronteiras do Estado.
Depois de uma pequena divisão do Estado, durante a revolta
Constitucionalista, da qual o Sul se aproveitou da situação e formou um pequeno
governo durante 90 dias, em 1977, o Governo Federal decretou a divisão do Estado

46
de Mato Grosso, formando então Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sob a alegação
de dificuldade em desenvolver a região diante da grande extensão e diversidade.
A mudança da capital foi por motivos de distância e da dificuldade de
comunicação com os grandes centros do Brasil. O processo de transferência foi
iniciado no governo de João Carlos Augusto d'Oeynhausen e Gravemberg, mas
grande parte da administração foi transferida no governo de Francisco de Paula
Magessi de Carvalho que, por dificuldades na administração, a capital retornou ser
Vila Bela e somente em 1825, por um decreto de Dom Pedro I, a capital ficou
definitivamente em Cuiabá.

5.3 Alguns registros sobre a Semana de Mato Grosso, nas escolas.

Figura 24

Fonte: gogle. (2020).


5.4 DESAFIO DE ARTE

Agora é com você! Já teve uma abordagem sobre “Semana de Mato Grosso”,
o decreto, a contextualização histórica, amostra de algumas apresentações de escolas
municipais e estaduais. Trabalhos que, com certeza, precisou de explanação,
motivação, dentre outros fatores.
1. Faça registros em casa, por meio de fotografias ou desenhos de como você
percebe Mato Grosso. Justifique seu olhar sobre esse Estado.

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________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

________________________________________________________________________

2. Faça representações sobre a arte mato-grossense, contemplando todas as


linguagens da arte (artes visuais, teatro, dança e música). Sugestão: Crie uma
história em quadrinhos ou grave um vídeo (monólogo), contendo linguajar
cuiabano, vestes, comidas que remetam ao Estado em comemoração ao aniversário de
301 anos de Cuiabá.

5.5 É hora de retomar os nossos estudos em Arte!

Semana de Mato Grosso

Olá! E aí, como passou a semana? Estudou muito? Espero que sim.
Primeiramente, como foi para desenvolver o desafio de Arte? Você representou de
que forma? Utilizou registros fotográficos, recortes, colagens, desenho, pinturas, para
representar a arte mato-grossense? Estou curiosa (o) para saber sobre tudo! Logo que
retornar às aulas de arte, você vai me contar sobre toda sua experiência na plataforma
Aprendizagem Conectada! Uma dica: faça anotações sobre suas facilidades e
dificuldades para me contar no retorno às aulas.
Você se lembra de que na aula anterior, vimos sobre o decreto que
estabeleceu a Semana de Mato Grosso, contextualizamos, mostramos exemplos de
apresentações de projetos escolares, dentre outras abordagens. Essa semana, daremos
continuidade ao estudo sobre Semana de Mato Grosso. Então, vamos lá!
Na aula anterior eu lhe perguntei: o que você sabe sobre essa terra? Sobre
Mato Grosso? Diante de todo seu conhecimento a respeito, vamos partir da Cultura
matogrossense.
Você sabia que, embora precisasse ser mais valorizada e respeitada, Mato

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Grosso tem uma cultura representada pela herança da miscigenação entre os índios,
negros e brancos? O Resultado dessa junção é o que temos como características
típicas dos povos mato-grossenses, a música, a dança, o linguajar, a culinária, as
vestimentas, além do patrimônio histórico e da religiosidade.
Ser mato-grossense, seja de nascimento ou coração, é carregar na alma, a
alegria de viver e a ousadia de buscar novos desafios, compartilhando uma cultura
inigualável e em constante evolução. Morar em Mato Grosso é viver na Terra noiva
do Sol! Linda terra! Terra de amor! Terra do Ouro. Quer saber mais sobre Mato
Grosso? Leia a seguir a letra do Hino de Mato Grosso.

Hino de Mato Grosso (Letra - Dom Aquino Correa; Música - Emilio Heine)

Limitando, qual novo colosso,


O ocidente do imenso Brasil,
Eis aqui, sempre em flor Mato Grosso, Nosso berço glorioso e gentil!

Eis a terra das minas faiscantes,


Eldorado como outros não há
Que o valor de imortais bandeirantes Conquistou ao feroz Paiaguás!

Salve, terra de amor, terra do ouro, Que sonhara Moreira Cabral! Chova o céu dos seus dons o
tesouro Sobre ti, bela terra natal!

Terra noiva do Sol! Linda terra!


A quem lá, do teu céu todo azul,
Beija, ardente, o astro louro, na serra E abençoa o Cruzeiro do Sul!

No teu verde planalto escampado,


E nos teus pantanais como o mar,
Vive solto aos milhões, o teu gado, Em mimosas pastagens sem par!

Hévea fina, erva-mate preciosa,


Palmas mil, são teus ricos florões, E da fauna e da flora o índio goza, A opulência em teus
virgens sertões.

O diamante sorri nas grupiaras


Dos teus rios que jorram, a flux,
A hulha branca das águas tão claras, Em cascatas de força e de luz.

Salve, terra de amor, terra do ouro, Que sonhara Moreira Cabral! Chova o céu dos seus dons o
tesouro Sobre ti, bela terra natal!

Dos teus bravos a glória se expande


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De Dourados até Corumbá, O ouro deu-te renome tão grande Porém mais, nosso amor te
dará!

Ouve, pois, nossas juras solenes


De fazermos em paz e união, Teu progresso imortal como a fênix Que ainda timbra o teu nobre
brasão.

Salve, terra de amor, terra do ouro,


Que sonhara Moreira Cabral!
Chova o céu dos seus dons o tesouro
Sobre ti, bela terra natal!

Assista o vídeo- Acesse o vídeo: Hino de Mato Grosso (SEBRAE)


https://youtu.be/1ZpQ5IqXcWM. Você também poderá ver quando retornar as aulas.

5.5 DESAFIO DE ARTE

1. Com certeza, você já viu nos anos anteriores sobre representação, principalmente através de
desenho, utilizando Primeiro e Segundo Plano, Formas geométricas, Mosaico, Texturas, Linhas,
Pontilhismo, Vitrais e tantos outros objetos de conhecimento que consideraram interessantes.
Aliás, todos são interessantes e enriquecedores de conhecimento! Agora, é a sua vez de
representar Mato Grosso, inspirado na letra da música É BEM MATO GROSSO, utilizando todo
seu conhecimento e criatividade. Vamos lá, você é capaz!

E se você não sabe a letra, olha ela aí...


Salve, terra de amor, terra do ouro,

É Bem Mato Grosso Pescuma


É bem Mato Grosso
O guaraná ralado
O pacú assado
Manga madura no quintal
É bem Mato Grosso
Banho de rio ou cachoeira
Pescaria no Teles Pires
Araguai ou Pantanal
É bem Mato Grosso
Festa de santo
Churrasco, pixé, cajú
É bem Mato Grosso
Bombo, viola de cocho
Siriri e Cururu
É bem Mato Grosso Casarões colonias
Festas de rodeio
Praias, festivais
É bem Mato Grosso
Grandes rebanhos

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Plantações fenomenais
Um povo hospitaleiro
Como não se viu jamais
É bem Mato Grosso
O sol mais quente que há
Aquela bem geladinha
A morena e a loirinha
Que faz a gente suspirar
É bem Mato Grosso (3x)
Um bailão de rasqueado
Ninguém fica parado
Até o dia clarea Belas igrejas
É bem Mato Grosso!

ATIVIDADES COMPLEMENTARES – 8º/9º Ano do Ensino Fundamental

Escola: Estadual Diniz Alves de Toledo.

Nome do Professor:
Nome do estudante:

Período: ( ) matutino ( ) vespertino Turma 8º/9° ano ___

Arte

1. Por que se comemora a semana de Mato Grosso no dia 09 de Maio?


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2. Qual dos reis baixo criou a Capitania de Mato Grosso?
a) Rei Davi c) Dom Joao V
b) Rei Momo. d) Escorpião Rei.

3. Assinale a alternativa abaixo que corresponde a data em que o Estado de Mato Grosso
instituiu a Comemoração da Semana de Mato Grosso.
a) 24 de abril de 2006. c) 22 de abril de 2000.
b) 13 de junho de 2008. d) 07 de setembro de 1978.

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4. De qual Capitania foi desmembrada a Capitania de Mato Grosso?

a) Capitanias Hereditárias; c) Capitania de São Paulo;


b) Capitães da Areia; d) Capitania do Grão-Pará.

5. Assinale a alternativa que corresponda a Primeira Capital de Mato Grosso.

a) Cuiabá; c) Vila Bela da Santíssima trindade;


b) Várzea Grande d) Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá

6. Quem foi o compositor da letra da música É BEM MATO GROSSO. Marque a alternativa
correta.

a) Matogrosso e Mathias. c) Jorge e Matheus.


b) Pescuma. d) Milionário e José Rico.

7. Cite exemplos de desenhos que você já visualizou em viadutos, ruas e ônibus andando pelas
via públicas em Cuiabá.

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8. Explique o significado da expressão “pau rodado”.


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9. Faça uma pesquisa sobre a origem dos seus pais quanto ao seu nascimento.
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10. Assinale a alternativa que melhor explique o significado do termo hospitaleiro.

a) Muitos hospitais;
b) Ser hospitalizado:
c) Receber bem;
d) Não aceitar a vinda de migrantes.

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Ciências da Natureza
HABILIDADE OBJETO DO OBJETIVOS DE
CONHECIMENTO APRENDIZAGEM
EF08CI15 - Identificar as Clima Analisar informações
principais variáveis sobre o clima em gráficos
envolvidas na previsão do e tabelas. Explicar como
tempo e simular situações as regiões climáticas são
nas quais elas possam ser determinadas pela
medidas. circulação atmosférica e
oceânica, aquecimento
desigual causado pela
forma e pelos movimentos
da Terra, além das
características do relevo e
da vegetação.

Importância da previsão do tempo

Praticamente todas as nossas atividades dependem das condições climáticas, desde o dia a dia do
cidadão comum até as mais importantes atividades econômicas, como a agricultura, os
transportes, o turismo etc. Além disso, os registros guardados podem ser usados no estudo das
variações climáticas. Criado por Ana Lucia Souto.
Introdução
Você é daquelas pessoas que olham a previsão do tempo antes de sair de casa ou viajar?
Isso ajuda a se preparar para as condições climáticas do dia e a se vestir de forma adequada,
evitando morrer de calor ou morrer de frio.
Uma vez fui a um congresso em Porto Alegre (lá no Rio Grande do Sul) no mês de julho,
ou seja, em pleno inverno. O que se espera? Frio, muito frio. Não só eu esperava isso, mas 80%
das pessoas que foram ao congresso. As malas estavam abarrotadas de roupas de frio – luvas,
gorros, casacos, blusas de lã e botas. Podia nevar que todos estavam preparados.
O que aconteceu?
Entrou uma onda de calor e nos dias em que estivemos no congresso e a temperatura
chegou a 30°C! Imagine, ninguém tinha roupa de verão, ninguém estava adequado para o clima.
Foi um corre-corre para comprar roupas mais leves.
Ninguém havia olhado a previsão do tempo, e fomos pegos pelo senso comum – inverno no Sul
do país – frio, lógico!
O que é prever o tempo?

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É conseguir determinar as condições futuras do tempo a partir da combinação da
observação da atmosfera, em um dado instante e local, com o conhecimento do que acontece no
entorno daquele local – considerando temperatura, vento, umidade, pressão, precipitação etc.
Além da nossa preparação diária para sairmos de casa, a previsão do tempo é importante
para muitas áreas, tais como aviação, navegação, agricultura, indústria, comércio, turismo,
segurança, entre outras. Todas elas utilizam as informações dadas nas previsões meteorológicas.

A previsão do tempo

A previsão do tempo é realizada desde as antigas civilizações da Mesopotâmia, China, Índia,


Egito e Grécia, com os mais diferentes interesses socioeconômicos.
As técnicas utilizadas nas previsões meteorológicas evoluíram muito nesse tempo com a criação
de instrumentos específicos, e cada vez mais precisos, para a medição da temperatura, pressão,
direção e velocidade do vento, direção e quantidade de chuva, irradiação solar, umidade do ar
etc.

Figura 1: Estação Meteorológica da Fazenda do Estado "Ataliba Leonel", Manduri / SP. Crédito:
Jose Reynaldo da Fonseca, CC-BY-SA-3.0. Disponível em:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Esta%C3%A7%C3%A3o_Metereol%C3%B3gica_Faz
enda_Ataliba_Leonel_REFON_8.JPG. Acesso em: 04/10/2018.
As estações meteorológicas possuem todos os instrumentos necessários para o estudo do
tempo e do clima – termômetro, pluviômetro, barômetro etc., e por isso são chamadas de
estações meteorológicas. A leitura dos instrumentos dessas estações permite conhecer o estado
atual da atmosfera em diferentes regiões, ou o tempo meteorológico local.
No Brasil existem cerca de 400 estações, administradas pelo Instituto Nacional de
Meteorologia (INMET). O INMET recebe todos esses dados e os utiliza, juntamente com as
imagens tiradas por satélites, nas previsões do tempo, através de simulações numéricas
processadas em supercomputadores. Nesse caso as previsões são possíveis, com bom grau de
confiabilidade, para intervalos de 24, 48, 72 e 96 horas após a tomada dos dados.

Importância da previsão do tempo

Por que a previsão do tempo é importante?


Começamos o artigo discutindo a importância da previsão do tempo para nossas atividades

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diárias, como, por exemplo, separar a roupa mais adequada ao clima do dia e escolher a melhor
época para realizar uma viagem.
Mas a importância da previsão do tempo não se esgota em nós cidadãos. Ela é extremamente
importante para a agricultura, piscicultura, aeronáutica, navegações marítimas, turismo e para a
segurança das populações frente aos fenômenos meteorológicos.
Abaixo vamos ver a relação da previsão do tempo com cada um desses setores:

 Aeronáutica – a previsão de nebulosidade, visibilidade e condições do vento são


necessárias para a segurança nos pousos e decolagens. O conhecimento das condições do
tempo (turbulência em ar limpo e presença de gelo nas nuvens convectivas) nas rotas dos
voos é importante também por questões de segurança. Além disso, o conhecimento
prévio das temperaturas e ventos que serão encontrados durante uma rota influencia na
decisão da quantidade de combustível que será fornecido ao avião; qualquer erro nessa
questão pode ser fatal.
 Navegação – as previsões de tempestades, chuvas, ventos, formação de gelo etc.,
auxiliam na determinação da melhor rota para o navio, que é a que garante a segurança de
todos a bordo e também que o tempo gasto na viagem seja o mínimo possível (este
último no caso do transporte de cargas).
 Turismo – a previsão do tempo indica quais os melhores locais a serem visitados e em
quais épocas. Auxilia também a escolher o passeio mais adequado para o dia.
 Agricultura – o conhecimento das condições climáticas auxilia na decisão das melhores
épocas para plantio e colheita, além de definir quais plantações são as melhores para o
clima local. Além de influenciar o crescimento, o desenvolvimento e a produtividade das
culturas, o clima afeta também a relação das plantas com microrganismos, insetos, fungos
e bactérias, favorecendo ou não a ocorrência de pragas e doenças. De modo geral, as
principais variáveis meteorológicas que afetam o crescimento, desenvolvimento e a
produtividade das culturas são a chuva, a temperatura do ar e a velocidade e direção do
vento.
 Segurança frente a fenômenos meteorológicos – aqui no Brasil às vezes ouvimos, no
rádio ou na TV, alertas de tempestades com ventos fortes ou de chuvas muito intensas
que colocam cidades inteiras em estado de alerta. Isso é extremamente importante para a
proteção da população, que pode se preparar com antecedência para o fenômeno
diminuindo as perdas. Mas isso não ocorre apenas no Brasil, países que são normalmente
atingidos por furacões possuem um valioso sistema de alerta e prevenção, justamente
visando à segurança. Para você ter uma ideia da importância disso, o fenômeno El Niño
afetou praticamente o mundo todo entre 1997 e 1998, causando mais de 24 mil mortes
em razão dos ventos fortes, inundações ou ressacas que ocorreram durante tempestades
intensas. Além disso, afetou mais de 110 milhões de pessoas, causando o deslocamento
de mais de seis milhões delas.

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Figura 2: Animação do aquecimento anormal das águas oceânicas durante o fenômeno El Niño,
que entre 1997 e 1998 provocou alterações climáticas no mundo todo. Crédito: NASA, domínio
público. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sst_9798_animated.gif.
Acesso em: 04/10/2018.
Dessa forma, podemos perceber que a previsão do tempo é muito importante para a humanidade
atual.
Qual é a diferença entre tempo e clima?
Sabia que tempo e clima, apesar de serem usados como sinônimos, são conceitos diferentes? Há
vários elementos e fatores climáticos que os influenciam.

Você sabe qual é a diferença entre tempo e clima?

Para entender essa diferença, é necessário primeiramente compreender o que é cada um e quais são
os fatores que condicionam esses estados atmosféricos. Vale ressaltar que, apesar de designarem
características a respeito das condições atmosféricas e complementarem-se, é um equívoco usá-los como
sinônimos.
O que é tempo?
Basicamente, tempo corresponde ao estado atmosférico em um determinado local de
forma momentânea. Sendo assim, o tempo está sujeito a diversas variações.
Exemplificando: pela manhã, pode estar frio; no período da tarde, pode estar quente,
havendo então uma mudança de temperatura em um curto espaço de tempo.
Essas mudanças não se limitam apenas à temperatura, mas podem acontecer também com
relação à umidade do ar, à ocorrência ou não de chuvas etc. Fatores como pluviosidade (chuva),
umidade relativa do ar, nuvens e radiação solar atuam diretamente nas condições
atmosféricas de um determinado lugar, influenciando, então, o tempo.
Essas variações do tempo vivenciadas diariamente podem acentuar-se em algumas
épocas do ano. Há momentos do ano em que os índices pluviométricos estão elevados, assim
como há períodos em que não há chuva em alguns locais. Há períodos em que as temperaturas
caem bruscamente, assim como também há dias de intenso calor.

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O tempo pode mudar de uma hora para outra, passando de calor a frio ou de seco a úmido.

→ Elementos do tempo
Os principais elementos do tempo são:

Vento Umidade Chuva Temperatura

O que é clima?
Você já ouviu alguém dizer “Hoje o clima está tão seco!” ou “Amanheceu com um clima
tão frio!”? Bom, o emprego da palavra clima nessas situações está errado. Como já dito, o estado
momentâneo das condições atmosféricas refere-se ao tempo, e não ao clima.
Para caracterizar um clima, é necessária uma análise durante um longo período. Pode-
se então dizer que o clima é um conjunto ou sucessão dos tipos de tempo e seus elementos.
Esses tempos são observados ao longo das estações do ano em um determinado local, durante
um período de aproximadamente 30 anos.
Agora, vale ressaltar que, se alguém diz: “A cidade de Belém é muito quente e muito
seca”, essa pessoa não se refere ao estado momentâneo, pois, para fazer essa observação,
precisou de uma análise de um longo período. Sendo assim, o clima da região em que se
encontra a cidade de Belém é quente e seco, caracterizando o clima conhecido como tropical
seco.

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As estações são observadas ao longo de vários anos, resultando em diferentes climas nas diversas
regiões do planeta.

→ Elementos do clima
Assim como o tempo, o clima também é influenciado por elementos climáticos, que são
manifestações atmosféricas que provocam alterações imediatas nas condições meteorológicas.
São eles:
Radiação Temperatura Pressão atmosférica Umidade do ar

Contudo, não são apenas os elementos climáticos que influenciam o clima. Há também os
fatores climáticos, que correspondem às condições que provocam alterações ou que determinam
os elementos climáticos, ou seja, são os fatores que condicionam as condições atmosféricas de
um dado lugar, resultando então em seu clima. São eles:
Maritimidade e Correntes Localização
Altitude Latitude Massas de ar
Continentalidade Marítimas Geográfica

Qual a diferença entre previsão do tempo e previsão do clima?

A previsão do tempo é comumente noticiada em telejornais.

A previsão do tempo é responsável por analisar e descrever as condições atmosféricas de um


determinado local, simulando-as para dias futuros também. Como o tempo é o estado
momentâneo da atmosfera, podendo ser alterado por diversos fatores, a previsão do tempo é
passível de erros, podendo ser alterada a qualquer instante. Quanto mais longo for o período a
que a previsão do tempo refere-se, mais ela perde confiabilidade.

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Essa previsão é feita por meteorologistas, que se baseiam em dados como a ocorrência de
nuvens, visibilidade, média de temperaturas, pressão atmosférica, entre outros, para chegar a
prováveis condições meteorológicas. No Brasil, a previsão do tempo é feita pelo Centro de
Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), que faz parte do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe).
Já a previsão do clima procura analisar as condições atmosféricas para mais do que alguns
dias, diferentemente da previsão do tempo. Esse tipo de previsão objetiva prever o
comportamento atmosférico em longo prazo, não se preocupando com a ocorrência de um
sistema atmosférico em um local exato.
Os estudos da previsão do clima podem indicar como será uma estação do ano em um
determinado ano e comparar com as observações feitas em anos anteriores e, assim, concluir se
será um período mais quente, mais frio, mais seco ou mais úmido.|1|

As variações observadas na atmosfera ao longo de um dia dizem respeito às condições do tempo


de um determinado lugar.

Referências

http://www.inmet.gov.br/portal/index.php?r=home/page&page=sm_previsao_tempo. Acesso em:


04/10/2018.
http://www.inmet.gov.br/portal/css/content/home/publicacoes/agrometeorologia_dos_cultivos.pd
f. Acesso em: 04/10/2018.
http://www.iag.usp.br/siae98/meteorologia/previsao.htm. Acesso em: 04/10/2018.
http://www.iepa.ap.gov.br/meteorologia/publicacoes/Livro_Remetap.pdf. Acesso em:
04/10/2018.

Dicas de vídeo que valem a pena conferir


https://www.youtube.com/watch?v=FGFxUC_lMO4
https://www.youtube.com/watch?v=9zh9kolfrE8

1) Sobre a relação entre tempo e clima, é correto dizer que:


a) O clima é a sucessão de eventos relacionados com o tempo meteorológico.
b) O tempo é uma consequência única e direta das condições climáticas.
c) As variações do tempo determinam o clima de uma região.
d) A diferença entre tempo e clima está na área espacial de abrangência dos fenômenos.
e) O conceito de “tempo” não existe para a climatologia, que utiliza apenas o termo “clima”.
2) (UFMS – adaptada)
A grande variação climática no planeta é resultante da interação dos fatores climáticos,
que são os responsáveis pela grande heterogeneidade climática da Terra e estão
diretamente relacionados com a geografia de cada porção da superfície terrestre. Em qual

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das alternativas a seguir há APENAS fatores climáticos, isto é, aqueles que contribuem
para determinar as condições climáticas de uma região do globo?
a) Correntes marítimas, temperatura do ar, umidade relativa do ar e grau geotérmico.
b) Temperatura do ar, pressão, altitude, hidrografia e massas de ar.
c) Hidrografia, correntes marítimas, latitude e relevo.
d) Altitude, massas de ar, maritimidade e latitude.
e) Temperatura do ar, umidade relativa do ar, insolação e grau geotérmico.
3) Qual é a diferença de tempo e clima?
.Leia o texto e responda às questões que seguem.
Fortes chuvas causam alagamentos e deslizamentos no Rio de Janeiro[...]Sirenes Na Rocinha,
sete sirenes foram acionadas diante dos riscos de deslizamento após o registro de fortes chuvas,
entre 11h15 e 11h30, com registro de 8,2 milímetros (mm) de precipitação. O Centro de
Operações da Prefeitura do Rio alertou que, por medida de segurança, nesses casos, os
moradores devem seguir as orientações das mensagens de áudio e se dirigir aos pontos de apoio.
O acionamento das sirenes ocorre quando é atingido um dos protocolos para a medida:
acumulado de 150 mm de chuva em 24 horas. Pelo mesmo motivo, quatro sirenes foram
acionadas na comunidade do Vidigal, em que foi registrado acumulado de 12,2mm entre 11h30 e
11h45.[...]
BRASIL, CristinaI.do.Fortes chuvas causam alagamentos e deslizamentos no Rio de Janeiro.
EBC –Agência Brasil, Rio de Janeiro, 22 mar. 2018. Disponível em:
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-03/fortes-chuvas-causam-alagamentos-e-
deslizamentos-no-rio-de-janeiro>. Acesso em: 20 set. 2018.
a)Qual é o elemento climático abordado no texto?
a)Precipitação de chuvas

b)Qual é o instrumento meteorológico usado para fazer as aferições citadas no texto?


b)Pluviômetro
c)Explique por que as aferições meteorológicas citadas no texto foram importantes na situação
descrita.
c) A aferição da quantidade de chuvas foi importante porque serviu como indício de risco
de deslizamentos e levou ao acionamento de sirenes e a adoção de medidas para a
segurança de pessoas que habitam áreas de risco.
4) Os principais elementos do tempo? Pesquise e comente sobre cada um

5) Faça uma pesquisa na internet ou em livros e comente sobre os fatores climáticos abaixo:
a) Altitude

b) Latitude

c) Maritimidade e Continentalidade

d) Massas de ar

e) Correntes Marítimas

f) Localização Geográfica

6) atividade prática Como construir um pluviômetro

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