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Resenha sobre: Cultura e Diversidade Considerações sobre a multiplicidade das

manifestações.

Aluna: Paula Cristina E. Guedes

Milton Moura estudou filosofia na PUC-RJ. É mestre em ciências sociais e doutor


em comunicação e cultura contemporânea pela UFBA. Pós-doutorado em história pela
UFPE, além disso coordena o grupo de pesquisa “O Som do Lugar e o Mundo”. O mesmo
tem publicado temas relacionados com a história da festa, em particular o Carnaval de
Salvador, o Caboclo d'Itaparica e as festas da independência de Cartagena das Índias.
Dentre as suas obras destaca-se o artigo a “Cultura e Diversidade Considerações sobre a
multiplicidade das manifestações” publicado pela revista Antítese em 2010, o mesmo
passa a ser dividido em Diversidade cultural e contemporaneidade; Diversidade cultural
e brasilidade e A diversidade no âmbito das manifestações culturais.

Em relação ao artigo o autor chega a fazer um discursão da diversidade cultural


que passa a ocupar um lugar de destaque na ordem política internacional. Situa-se,
portanto, no mesmo plano dos direitos econômicos e sociais e remete a um conceito de
cultura muito amplo e profundamente ancorado na discussão antropológica. A
diversidade deve ser compatível com a unidade da humanidade e o intercâmbio entre as
diferentes culturas em tempos diferentes.

Além disso, a diversidade cultural nos ajuda a reconhecer e respeitar os "modos


de ser" que não são necessariamente os nossos. Para que possamos construir pontes no
trato com os outros, a fim de haver confiança, respeito e compreensão entre as culturas.
Além disso, essa diversidade torna nosso país um lugar mais interessante para se viver.
Como pessoas de diferentes culturas contribuem com habilidades linguísticas, novas
maneiras de pensar, novos conhecimentos e experiências diferentes.

Além disso Milton Moura (2010) em seu artigo afirma que a cultura brasileira,
pressupõe um certo grau de unidade e consistência do objeto. Mesmo no caso de fórmulas
não originais, como a sociedade/cultura brasileira está passando por um processo de
intensa mudança, algum tipo de nuclearização deveria apoiar a construção de tal noção.
Assim é importante salientar que a cultura do nosso país é formada por elementos internos
e externos, e é importante que os jovens envolvidos nesta cultura saibam de onde ela vem.
Por isso é tão importante ensinar a diversidade cultural brasileira, pois os alunos precisam
saber de onde vêm seus costumes.

Dessa forma o autor supracitado demonstra que a identidade cultural não foi vista
como um problema até o século XVIII. A colônia portuguesa não poderia se perceber
como uma unidade sem um projeto de autonomia ou mesmo sem definir seus contornos.
São justamente as desordens que correspondem à superação do estado colonial que
acionam os pensadores que interpretam o drama da mulher brasileira em busca do próprio
referencial. Portanto é possível evidenciar que os principais disseminadores da identidade
cultural foram os colonizadores europeus que passaram a contribuir para a pluralidade
cultural.

Outra questão apontada pelo autor é que estamos inseridos em uma sociedade que
possui uma cobertura midiática extremamente marcante, porém o “respeito” passa a ser
entendido como pacto de concessão para a não agressão. Além disso é importante
ressaltar que existe um grande anseio entre jovens e adolescentes das grandes cidades de
se mostrarem na mídia, assim como também esse mesmo anseio está guardado por outros
jovens e adolescentes de bairros, vilarejos e favelas de boa parte do mundo que possuem
o mesmo desejo de serem admirados por sua diferença.

Dessa forma o autor nos faz refletir que vivemos em um mundo de diversidades,
onde a individualidade humana deve ser respeitada, reconhecida e aceita, uma vez que,
comprovadamente somos diferentes uns dos outros, o que faz com que todos nós
tenhamos capacidades e limitações para aprender tudo o que for proposto. É importante
salientar que respeitar o diferente não é convencê-lo a aderir ao modelo de
comportamento que eu apresento como “correto” ou que a mídia determinou como
correto. Assim em determinados momentos o respeito passa a ser visto como um sutil
autoritarismo, um convencimento de que o diferente tem que ser igual a mim mesmo.

Portanto o artigo escrito por Milton Moura é extremamente importante pois nos
faz refletir que desde muito cedo é importante falar sobre individualidade. Assim
frequentar lugares que privilegiem os contatos sociais são de grande importância desde
os primeiros anos de vida. Nesse contexto, os pequenos não só aprendem a socializar com
afins, mas também a compartilhar um espaço comum entre indivíduos com características
distintas. No entanto, não basta apenas saber conviver, algumas características necessitam
de uma maior empatia. Isso significa que, desde muito cedo, precisamos ensinar aos
pequenos sobre a sensibilidade de olhar para o outro, exercitando o senso de solidariedade
e apoio, e sobre o respeito às diferenças

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