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SEMINÁRIO PRESBITERIANO BRASIL CENTRAL

 Termos teológicos abordados por Lutero

Teologia: Para Lutero; é céu, sim, mesmo o reino dos céus; o homem,
entretanto, é terra. A teologia é um processo vitalício de lutas, conflitos e
tentações. A teologia de Lutero era ao mesmo tempo bíblica, existencial e
dialética, através de diálogos e demonstrações.
Teologia escolástica: Lutero não tinha nada contra, rejeitava, era todo o
esforço da teologia escolástica de fazer da filosofia aristotélica a pressuposição
da doutrina crista, de interpretar a revelação bíblica relativamente a “sofistica”
paga, de reduzir os grandes temas das Escrituras; graça, fé, justificação.
Deus: Para Lutero; nunca pode ser colocado entre aspas, ou seja; em sentido
figurado inexistêncial, Deus que nos condena e salva Deus em Jesus Cristo, o
Deus que nos ama e nos sustenta até a morte.
Expiação: Para Lutero, nunca é o suficiente saber apenas que Cristo morreu,
ou mesmo por que morreu. Tal conhecimento e resultante de uma “fé
meramente histórica”, a qual não pode salvar. Ele até restringiu o alcance da
expiação aos eleitos: “Cristo não morreu por todos absolutamente”
Fé: Lutero aborrecia-se com aqueles que transformavam sua ênfase no sola
fide (“somente pela fé”) numa crença fácil. Martinho Lutero compreendeu esse
princípio ao ser confrontado com a simplicidade e profundidade descritas “O
justo viverá pela fé”.
Graça: Sem a infusão sacramental da graça, ninguém poderia receber um
mérito real. Lutero continuava defendendo a necessidade de fazer o melhor
possível como predisposição para a recepção da graça. “Portanto, assim como
a lei era uma figura e uma preparação do povo para receber a Cristo, também
o fazer o que está em nós dispõe-nos para a graça.
Cristo: Lutero afirmou que Jesus Cristo é o “centro e a circunferência da
Bíblia”. o centro e o Senhor das Escrituras, o Cristo.
Glória: Lutero declarou que “a única glória dos cristãos estava apenas em
Cristo”. Essa glória, era manifestada à medida que Cristo identificava-se com o
abismo da condição humana.
Justificação pela fé: Lutero que a justificação vem somente pela fé. Deus nos
imputa a justiça de Cristo.
Perdão: o perdão dom de Deus, não resultado do mérito humano. Sendo
colocado por Lutero como principal ponto da salvação.
Pecado: Para Lutero apenas os pecados reais declarados na confissão
podiam ser realmente perdoados. Ao ponto dele ficar atormentado de ter se
esquecido de algum.
Justificação: Lutero afirma que a justificação vem somente pela fé, sua
doutrina desenvolveu-se ao longo de anos, sendo influenciada por várias
correntes de pensamento da baixa Idade Média e passando por diversas
mudanças fundamentais.
Graça: liberdade, da escravidão, e guiar-nos para a “gloriosa liberdade dos
filhos de Deus.
Predestinação: Lutero não era motivado por interesses especulativos ou
metafísicos. Lutero em suas primeiras batalhas, encontra-se no caráter oculto
de Deus, por trás e além de sua revelação, a predestinação, como a
justificação, é também sola fide.
Escritura: Para Lutero, a Bíblia era o “livro do Espírito Santo”, “o veículo do
Espírito”; Ela é o testemunho inspirado da perfeita revelação de Deus em Jesus
Cristo, e o manual diário de todo cristão em suas lutas .
Igreja: Para Lutero, a igreja é a fortaleza, que guia pela Palavra, castelo forte,
seu aposento, e que sem a igreja não há salvação. Ele recusou a identificar a
igreja verdadeira com a hierarquia papal. Para ele, a verdadeira igreja era o
povo de Deus, a comunidade de cristãos ou, como diz o Credo dos Apóstolos,
a comunhão dos santos. Com base nessa perspectiva, Lutero desenvolveu
uma doutrina da igreja ricamente matizada.
Dois Reinos: Lutero usou metáforas diferentes para descrever essas duas
formas do governo de Deus. O reino de Cristo, a igreja, é “a mão direita de
Deus”; o reino do mundo, o Estado, é “a mão esquerda de Deus. os dois reinos
pressupunham e reforçavam um ao outro: o pastor instava seu rebanho a
obedecer à autoridade temporal, enquanto o príncipe protegia a igreja da
violência da massa.
Reforma: Lutero não se tornou um reformador porque atacou as indulgências.
Ele atacou as indulgências porque a Palavra já havia criado raízes profundas
em seu coração. A Reforma objetivou um retorno ao cristianismo bíblico puro, à
Palavra de Deus.
Liberdade cristã: encontra-se a ideia de que o ser humano nada pode fazer
para sua própria salvação, sendo justificado por graça recebida por meio da fé.
Eleição: Para Lutero, imerecida e incompreensível de Deus é a única base real
para a liberdade humana. Visto que, fora da graça, o homem não possui nem
uma razão sã nem uma vontade boa, “a única preparação infalível para a graça
é a eleição eterna.