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CLARETIANO – REDE DE EDUCAÇÃO

RUTH LOPES NOGUEIRA


RA 8015741

DISCIPLINA: ATUALIDADES EM EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE


PORTFÓLIO - CICLO 3

JI-PARANÁ
2020
ATIVIDADAE

Leia atentamente a história O Menino, o Vento e a Pipa (consta no PEGE – páginas: 14 a 16)


e, a partir desta história, reflita sobre os conceitos de diversidade e respeito às diferenças.
Após, registre uma situação conhecida por você, em que o respeito às diferenças foi marcante
e que também pode exemplificar situações desta natureza. (Dê preferência a uma situação
ocorrida no contexto escolar).

Acredito que esse texto nos faz refletir como as crianças são cheias de fantasias, sem
preconceito, diferenças, muito diferente de nós que na fase adulta nos tornamos tão
preconceituosos.
O texto nos apresenta um menino chamado João, ele é portador do vírus HIV, uma
criança muito sonhadora, com uma grande imaginação, com atitudes como de qualquer
criança que brincam o tempo todo, João era determinado, não se cansava e não se deixava
abater. Sua imaginação o fazia viver de maneira diferente, a ver o que poucos viam,
acreditando em um mundo de magia, como sua pipa, que por mais difícil que era a colocar no
alto ele nunca desistia. Deixando claro, a comparação com a vida de que não devemos
desistir nunca.
Certamente João estava em uma instituição que acolhia crianças doentes, sem família,
sem lar e a instituição era seu mundo, mas em nenhum momento do texto sua dor não
transpareceu. Para João as paredes daquela instituição era seu castelo onde ele podia sonhar,
de brincar, de ser criança.
Dentro da nossa humanidade está a diversidade entre os povos. Diferenças de raça,
cultura, e crença tornando nosso mundo, o mundo cheio de aprendizagens. Infelizmente essa
diversidade nem sempre tem um valor importante para o desenvolvimento humano.
A falta de vontade em reconhecer e respeitar diferenças e o preconceito ainda se é
muito comum em pleno século XXI. Perseguições, brigas e violências baseadas apenas nas
diferenças são noticiadas todos os dias no mundo todo. Diante deste cenário lamentável
nesta triste realidade, pais e professores precisam ter uma parceria para formar jovens mais
tolerantes, que respeitem as diferenças e que lutem para combater de vez o preconceito ainda
tão presente na sociedade atual.
É com as diversidades que construímos novas formulas, a diversidade promove o
crescimento e abre novos horizontes de pensamentos e conhecimentos. Ela nos faz refletir
sobre a maneira de pensar, e de agir com o outro quando nos colocamos diante de uma
situação, conseguimos refletir de forma consciente sobre algum assunto tomando uma decisão
mais elaborada, assim temos mais chance de acertar na escolha da tomada de decisão.
O respeito às diferenças é a maneira mais fácil que temos de conviver, respeitar e
viver bem entre todos, com a igualdade, onde as diferenças sejam aceitas. Incluir não é um
favor, é respeitar a diversidade em todas as suas manifestações, de todas as formas, para que
todos, tenham seu espaço na sociedade. Se realmente queremos uma sociedade justa e
igualitária, precisamos ficar atentos a maneira como agimos, pensamos e falamos a fim de que
não cometamos nenhum tipo de exclusão. O texto O Menino, o Vento e a Pipa, nos faz pensar
como podemos encarar nossas vidas de várias maneiras, sem que os problemas que a vida nos
oferece façam com que nossos objetivos e sonhos deixem de ser alcançados. Muitas vezes
temos que passar por certos obstáculos, mas que nos sirva de inspiração e motivação para
continuarmos a seguir em frente como persistia João, a cada dia ele via seu mundo como um
castelo, onde se passavam várias estórias, com sua pipa.
É na infância que a criança tem os primeiros contatos com valores importantes para a
constituição de seu caráter. Solidariedade, justiça e o respeito às diferenças, são valores
essenciais para a formação de futuros adultos tolerantes e que tenham amor ao próximo.
As primeiras pessoas a transmitir esses valores são as famílias, que depois passam a
fazer parte do dia a dia escolares. Por isso, é importante que a escola e os pais trilhem o
mesmo caminho quando se trata dos valores na criança e posteriormente no jovem. Essa
união é importante para a formação de cidadãos íntegros e que reconheçam a relevância do
seu papel na sociedade.
Pais e educadores, devem primeiro derrubar os seus próprios julgamentos. Pois muitas
vezes, sem se dar conta, um pai ou professor acaba compartilhando uma opinião baseada em
um julgamento prévio, sem fundamento sério ou imparcial. Com isso esse comportamento
acaba não sendo positivo e pode incentivar uma prática semelhante entre as crianças e os
jovens. Precisamos dar bons exemplos, essa é a melhor forma de educar e, por isso, é
essencial para vencer as barreiras do preconceito.
Os pais podem conversar com os filhos e explicar como é interessante o mundo ser
composto por pessoas diferentes, falar sobre a importância de se colocar no lugar do outro e
contar como a injustiça machuca e entristece uma pessoa.
Isso também pode e deve ser passado em sala de aula, a discriminação afeta a
autoestima do estudante e isso se reflete no aprendizado e é uma das causas da evasão.
Essas ações pedagógicas que valorizam as diferenças devem fazer parte da rotina das
escolas, para que os alunos abominem qualquer tipo de discriminação e preconceito dentro e
fora do ambiente escolar.
Um exemplo bem claro de que a escola e os pais devem seguir o mesmo caminho está
em uma experiência que tive em uma escola infantil onde eu trabalhei. O pai de um de meus
alunos decidiu promover uma reunião com a professora e a coordenadora pedagógica de seu
filho, porque ele chegava em casa e brincava com a boneca de sua irmã.
Foi explicado para o pai que dentro da escola as crianças tem autonomia para brincar
do que quiserem.
A divisão das brincadeiras por sexo, colocando meninos de um lado e meninas de
outro, tem origens sociais baseadas na desigualdade entre homens e mulheres.
Explicamos ao pai que os tempos são outros e a divisão social, deixou de fazer
sentido. Chamamos a psicóloga da escola e ela explicou que se divertir com as mais variadas
brincadeiras, as crianças ampliam seu repertório e, por consequência, expandem seus
potenciais. Por esse motivo se ele proibir o seu filho de brincar ou se comportar “como uma
menina”, o pai corre o risco de sabotar certas habilidades que ele tenha ou, pior, torna-lo um
indivíduo submisso ou agressivo. Se o garoto gosta de fazer comidinhas, ou brincar de
boneca, talvez ela tenha vocação para se tornar chef de cozinha, não é o tipo de brinquedo ou
a cor da roupa que irá determinar a natureza sexual dele no futuro. Pode ser também, apenas
um interesse transitório, ou de curiosidade da parte dele, que deve ser tratado com
naturalidade.
Se realmente queremos uma sociedade justa e igualitária, precisamos ficar atentos a
maneira como agimos, pensamos e falamos a fim de que não cometamos nenhum tipo de
exclusão.
REFERÊNCIAS

Afornali e Faria. O MENINO, O VENTO E A PIPA. Disponível em


<http://docslide.com.br/documents/o-menino-o-vento-e-a-pipa.html>. Acessado em 20 de
julho de 2016.

Araujo, Francisca Socorro. Multiculturalidade. Disponível em:


<http://www.infoescola.com/sociologia/multiculturalidade />. Acessado em 25 de outubro de
2020.

Educação para a Diversidade: uma prática a ser construída na educação básica – Ivone
Aparecida dos Santos, Cornélio Procópio, Paraná - 2008.

FLEURI. Reinaldo Matias (Orgs.). Diversidade religiosa e direitos humanos: conhecer,


respeitar e conviver. Blumenau: Edifurb, 2013. Disponível em
<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=32111>.
Acessado em 25 de outubro de 2020.

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