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Ano 1 - Vol.

1 – maio/2006

Dan Reiland

oluntariado é uma coisa forte nos EUA. “As pessoas não irão mais
voluntariar-se” não é uma frase verdadeira. A verdade é que precisamos
primeiro ganhar o coração da pessoa com uma causa em que acreditem antes
que elas voluntariem-se. Procurei na Internet resultados sobre algumas
Organizações de voluntários mais conhecidos e aqui está o que eu descobri:

Organização Número de Voluntários


Escoteiros 545.577
Escoteiras 986.000
Cruz Vermelha 1.000.000
Olimpíadas Especiais 500.000
Bombeiros 1.108.250 nos EUA
291,650 (26%) carreira, 816,600 (74%) voluntários!!

São muitos voluntários! Procurei por organizações voluntárias e encontrei mais de


10 mil em apenas um website (www.idealist.org). Minha preferida foi uma
organização sobre Conhecimento da Cafeína. Bem, se até eles conseguem
voluntários, você também pode conseguir!

Há uma discussão entre líderes religiosos se a palavra “voluntário” é a mais


correta para definir seguidores de Cristo. Eu sugiro que seja, e vamos sair por aí
recrutando mais gente ao invés de ficar discutindo como devemos chamá-los. A
definição mais comum para voluntário é “a quem não se paga.” A definição
verdadeira é “pessoa que presta um serviço ou oferece-se para prestar um
serviço por vontade própria.” Falando de uma forma prática, funciona
perfeitamente. Ninguém é forçado. Entendo que de uma forma teológica,
poderíamos gastar horas debatendo em termos da presença do Espírito de Deus e
a obediência de servir o seu chamado. Para mim, não importa como você olhe
para isto, as pessoas continuam tendo escolha – assim como o voluntário.

Neste artigo, eu quero pegar um outro ângulo para ajudar a compreender o


coração de um voluntário, mas primeiro, uma rápida lembrada de alguns
versículos bíblicos bem conhecidos sobre os fundamentos do voluntariado. (Isto
também pode servir como ótimo material para você ensinar na sua igreja)

A Igreja Antiga em Ação: At. 6:1-7


Os líderes não conseguiam fazer tudo o que era preciso (v.1).
Os líderes reuniam os discípulos para esclarecer os temas (v.2).
A pressão de igrejas em crescimento e de prioridades do ministério exigia
uma seleção minuciosa de outros para ajudar no trabalho do ministério
(v.3).
Os líderes eram espiritualmente qualificados (vs. 3,5).
Os líderes re-focavam suas atenções (v.4).
O plano era atingido com vontade (v.5).
Os líderes davam poderes aos voluntários (v.6)
A igreja continuava a crescer (v.7)

Liderança Ministerial - Y1V1_O Coração de um Voluntário.doc 1/4


Uma lembrança encorajadora sobre Voluntários servindo num Ministério:
Ministério é idéia de Deus, não nossa.
Ministério é um privilégio, não um problema.
Ministério estimula o crescimento pessoal
Ministério (servir) é agradável a Deus
Ministério libera o poder do Espírito Santo
Ministério multiplica o potencial da igreja
Pensamento chave: As pessoas não estão ajudando o pastor em seu
Ministério; nós estamos ajudando as pessoas em seus Ministérios.

Agora de volta ao “ângulo diferente.” Voluntariado não é tão simples quanto


perguntar a alguém, “Você quer ser um diácono?” quando você quer transformar
uma vida mais do que encher o recolhedor de ofertas.

Não me entenda errado; Não acho que devemos complicar demais o processo
fazendo com que um potencial voluntário passe por etapas desnecessárias. Estou
falando de compreender mais a fundo o coração e verdadeiramente entender as
pessoas que irão transformar suas vidas através do significante ato de servir.
Servir não é natural da natureza humana. Um coração serviçal é parte da nossa
natureza redimida, mas existe ainda uma batalha que, nós, como líderes desses
voluntários, temos que compreender. Conectar pessoas com o plano de Deus não
pode ser desconectado do entendimento do papel e do impacto da natureza
humana e a natureza redimida.

Conhecimento da existência da natureza (pecadora) do homem:


14
Sabemos que a lei é espiritual; mas eu não sou espiritual, vendido como um
escravo para pecar. 15Não entendo o que faço. Por que o que quero fazer, não
faço, mas o que odeio, eu faço. 16E se eu faço o que não quero fazer, concordo
que a lei seja boa. 17Assim, não sou mais eu que faço e sim o pecado que vive em
mim. 18Sei que nada de bom vive em mim, isto é, na minha natureza pecadora.
Por que tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo. (Rm. 7:14-18,
NIV)

As pessoas são susceptíveis e tendem a se portar de forma que seu


comportamento ecoa suas fraquezas. É da natureza humana inclinar-se
para nossas fraquezas. A natureza pecadora coloca-se aonde se encontra
a nossa fraqueza. O tentador trabalha na nossa fraqueza, não aonde
somos fortes. Somos mais susceptíveis a cair nos nossos pontos fracos.

Meus pais divorciaram-se quando eu tinha 8 anos. Apesar de eu ter sido


muito bem cuidado e abençoado sem medida, não há como negar um
sentimento de abandono bem no fundo da minha alma. Eu posso, por
exemplo, ser excessivamente protetor, dos meus filhos. Minha filha
adolescente, Mackenzie, tem desenvolvido um coração de compaixão e
adora fazer viagens missionárias, viagens que não são, necessariamente,
seguras e fáceis. Minha resposta natural é mantê-la em casa a salvo
comigo. Minha resposta redimida é que Deus tomará conta dela, e que
essa experiência a fará crescer e amadurecer.

Todos têm alguma coisa interna que os segura pra trás, mesmo que seja
algo simples como egoísmo. A razão para o egoísmo é bem mais
substancial do que aparenta. Entender isso ajudará você a conectar-se
com pessoas que não voluntariam enquanto você os guia a servir outros.

Liderança Ministerial - Y1V1_O Coração de um Voluntário.doc 2/4


As pessoas farão coisas para compensar ou cobrir seus medos.

Às vezes as pessoas irão voluntariar-se para não serem descobertas. Eles


acreditam que se fizerem o que é esperado deles, isso significa servir com
fé, que estarão protegidos de perguntas que revelarão quem eles são de
verdade, ou para cobrir solidão ou insegurança.

Como líderes, temos que entender essa idéia para ajudar a impedir que
nossos liderados sirvam por medo ou como uma forma de punição ou
crescimento por “boas ações.” Mais ainda, é comum que as pessoas
justifiquem o fato de não servirem por serem espiritualmente sem valor.
Muito disso é medo.

Para compensar problemas com orgulho e egoísmo as pessoas convencem


suas mentes e endurecem seu coração.

Quantos casamentos vimos acabar em divórcio por esses motivos?


Quantas pessoas deixaram a igreja por esses motivos? Quantas pessoas
afastam-se de Deus dessa maneira? Pessoas que se encontram assim, não
se voluntariam na igreja local. Então, voltando a minha frase original,
Voluntariado é muito mais do que perguntar para alguém se ele pode ser
um diácono.

Penso que entender essas coisas me ajuda a ser mais paciente, ter mais
sabedoria no recrutamento de pessoas, e por fim, desenvolver cristãos
mais fortes.

A Natureza redimida pela idade

A boa notícia é que a história não acaba em Romanos, capítulo 7. Deus


providenciou uma forma para que consigamos passar por cima da nossa natureza
humana. Aprender essa verdade adiciona o elemento positivo e poder redentor de
que precisamos para investir em e organizar o trabalho de nossos voluntários.
1
Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
2
Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da
morte. 3Porquanto o qual fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne,
isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e
no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, 4a fim
de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne,
mas segundo o Espírito.(Rm. 8:1-4)

Pessoas vão superar suas fraquezas e se deparar com um potencial maior


do que o deles próprios quando acreditarem e forem tratados com
dignidade e respeito.

Primeiramente, Deus tem tratado a todos com respeito e dignidade. Não


existe mais condenação! Essa é a profunda maneira com que podemos
trabalhar, entender, acolher e desenvolver o coração de um voluntário.

Frederick Buechner disse, “O lugar que Deus te chama para estar é o lugar
onde a sua maior felicidade e a mais profunda fome do mundo se
encontram.” (Daily Meditations, Harper and Row, 1992, pág. 185) Eu não
acredito que isso aconteça espontaneamente. É preciso um líder que veja
onde este encontro, acredite na pessoa, e faça algo com isso. Você honra
alguém quando o convida a participar de algo importante. Deus os honra

Liderança Ministerial - Y1V1_O Coração de um Voluntário.doc 3/4


ao permitir o privilégio de estarem dentro de sua “própria felicidade”
enquanto trabalham no plano de Deus.

Estamos desenvolvendo nosso ministério da compaixão com grande


energia na Crossroads (Cruzamentos). Recentemente, tremendos esforços
têm sido feitos para ajudar as vítimas do Katrina. Dezenas de pessoas têm
ido até o local do desastre para fazer de tudo, desde levar comida e roupa,
até reconstruir os prédios. Sem exceção, quando voltam para casa, estão
cheios de uma sensação de felicidade por saberem que uma grande
necessidade foi suprida.

Pessoas ultrapassarão seus limites de fé para viver acima dos seus medos
quando desafiadas com algo significante.

Todos nós já vimos pessoas que demonstram sua fé e acreditam em Deus


através do dízimo. Eles começam a viver de acordo com Romanos 8:4,
“não de acordo com a natureza pecadora, mas de acordo com o Espírito.”
Eles farão o mesmo quando tiverem a oportunidade de servir de forma
que, genuinamente, faça a diferença.

Tirando o meu chapéu de pastor por um momento... Como um pai, eu sou


muito grato pelos voluntários que trabalham no ministério de adolescentes
da nossa igreja. Eu tenho dois adolescentes maravilhosos que se
beneficiam grandemente da disciplina que lhes é passada por este
mistério. A maioria dos adultos teria medo de simplesmente entrar numa
sala com 250-300 adolescentes. Mas nós temos 30 adultos que colocaram
seus medos de lado e miraram no incrível potencial de mudança na vida
de um adolescente, pra sempre! Eles sabem que Rm.8 está presente em
suas vidas e são capazes de transferir essa verdade para esses jovens
também.

Pessoas irão esvaziar-se e darão de si mesmos quando virem o poder de


Cristo vivendo em você enquanto você dá o exemplo de um espírito
humildemente servil.
O que um exemplo de espírito humildemente servil se parece para você? O
que isto impacta? Quão bem você está se saindo?

Existem algumas perguntas de liderança que nos levam a parte dois do


tema Voluntariado, portanto fique ligado na nossa edição do “Liderança
Ministerial” que terá como título, “Liderando Voluntários.”

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 05 de janeiro de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial tem o propósito de ser uma publicação periódica sem vínculo denominacional
com o objetivo de compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para
solicitar sua inclusão ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wilson.zuccherato@merial.com

Tradução para o português Aimine Tescaro Zuccherato. Revisão Wilson R. Zuccherato

Liderança Ministerial - Y1V1_O Coração de um Voluntário.doc 4/4


Ano 1 - Vol.2 – maio/2006

Dan Reiland

xistem algumas coisas que todos nós concordamos sobre a igreja local.
Primeiro, é o veículo que Deus escolheu para a redenção através de Cristo
Jesus. Segundo, nossa maior força é um exército de voluntários crentes. Terceiro,
é uma bagunça.

Uma igreja com 100 membros, terá uma média de 30 a 60 voluntários. Uma
igreja de 1000 membros terá algum número entre 300 e 600 voluntários. O ponto
que quero chegar não é a matemática, mas se estamos procurando um número
saudável, recomendo que 50% das pessoas que freqüentam o culto de adoração,
seja um saudável número de pessoas para participar do projeto voluntário.
Qualquer número acima disso e você estará indo muito bem.

A respeito do que considerar como participação voluntária, qualquer forma de


serviço, não importa quão pequeno, é válida. Temos que cuidar para não tornar o
trabalho obrigação legal, mas focar em cultivar uma cultura do serviço dentro da
igreja. Não compare um voluntário que trabalha uma hora por mês na enfermaria
com um membro do conselho que serve 20 horas por semana. Compare o
voluntário de “uma hora” com uma pessoa que ainda não conhece a Cristo e não
freqüenta a igreja, ou seja, que não serve de maneira alguma, e seja agradecido
por aqueles que fazem. Essa é a melhor forma de encarar. Então o que tudo isto
significa? Não importa o tamanho da sua igreja, você terá que lidar com um
grande número de voluntários e, portanto, precisa ser um especialista em liderar
voluntários. (Veja no texto do e-mail passado “O coração de um Voluntário”)

Pessoalmente, eu amo liderar voluntários. Sim, eles podem ser bagunceiros. Mas,
a vida é bagunçada! Mas quando tudo é colocado junto, e a igreja está com
vontade de fazer o seu melhor, não existe nada igual a isto. Definitivamente, o
esforço vale a pena.

Estou fornecendo a você uma outra seqüência de tópicos. Eles são fáceis e
rápidos de dar uma olhada, mas não os menospreze. Pense em cada um deles e
avalie como você está indo pessoalmente com líder e como sua igreja tem lidado
com a questão do voluntariado, como um todo. Então, vamos começar com uma
revisão do por que as pessoas dizem sim quando pedimos para que se
voluntariem.

Porque as pessoas dizem sim:


 Acreditam em você
 Acreditam naquele que as lidera
 Têm respeito por você
 Têm um relacionamento com você
 Acreditam na visão
 Gostam de fazer parte de um time vencedor
 Têm uma compreensão madura do que é um coração serviçal
 Têm uma paixão pelo ministério
 Têm uma necessidade de serem úteis
 Têm o desejo de estarem conectados com algo de valor
 Têm o desejo de agradarem a Deus
 Você as chamou

Liderança Ministerial - Y1V2_Liderando Voluntários.doc 1/4


Porque as pessoas dizem não:
 Veja a lista acima e coloque todas as frases de forma negativa.

Porque as pessoas desistem:


(frases reais de voluntários de igrejas)
 “Eu nunca sabia ao certo o que eles queriam que eu fizesse.”
 “Ninguém liderava, então, minhas perguntas nunca foram respondidas.”
 “Não houve nenhum treinamento.”
 “Não havia tipo algum de avaliação ou supervisão do que fazíamos.”
 “Esqueceram-se de mim após terem me dado o trabalho.”
 “Ninguém nunca disse obrigado.”
 “Eles parecem estar continuamente desorganizados.”
 “Havia um sério problema de comunicação.”
 “Eles esperavam muito.”
 “Parecia que todos os esforços eram para atingir os objetivos exclusivos do
pastor.”
 “Eu disse que não queria o trabalho, mas eles imploraram.”
 “Eu nunca recebi as ferramentas e recursos de que precisava.”
 “Não era nenhum pouco divertido.”

Porque as pessoas permanecem:


 Você mantém relações verdadeiras, respeitosas e saudáveis.
 Você provê um treinamento de alta qualidade.
 Você se responsabiliza pela liderança.
 Você consistentemente expressa sua gratidão.
 Você delega a autoridade para que eles consigam cumprir suas tarefas.
 Você dá a eles o crédito e reconhecimento público pelo que foi feito.
 Você comunica-se com eles de forma clara, objetiva, freqüente e rápida.
 Eles sentem valor eterno e significado naquilo que estão fazendo.
 Eles não são “super carregados”.
 Eles gostam do que fazem e divertem-se fazendo aquilo
 Eles estão amadurecendo na fé e compreendendo seu papel no corpo de
Cristo.
 Eles têm compreensão clara de seus dons espirituais.
 Eles têm prazer de ser parte de algo que transforma vidas.
 Deus se agrada das diferenças.

Perguntas chave para se fazer a potenciais voluntários:


 Você acredita que tem algo para oferecer ao reino de Deus?
 Você acredita que estará crescendo com Cristão ao servir outros?
 O que está te impedindo de servir outros hoje?

Perguntas-chave para fazer aos voluntários:


 Você sabe o que é esperado que você faça?
 Você foi bem treinado para isto?
 Você sente o significado do impacto daquilo que está sendo feito?
 Você está divertindo-se?
 Há alguma coisa que eu possa fazer por você?

Que tal estas perguntas como sua forma “oficial” de acompanhar o tema?
Falando sério, cada um desses pontos é fundamental para liderar bem seus
voluntários. Observar voluntários servindo de acordo com seus dons e talentos e
de acordo com sua paixão é muito bom. Ver voluntários fazendo isso de uma
forma organizada e trabalhando de acordo com uma visão maior é incrível. Como
líderes de igreja, temos a oportunidade de fazer isso todos os dias. Não é fácil, e
não acontece espontaneamente. Então, deixe-me oferecer alguns pensamentos

Liderança Ministerial - Y1V2_Liderando Voluntários.doc 2/4


para incrementar suas habilidades de liderança mobilizando voluntários na sua
igreja.

 Credibilidade é um fundamental para uma boa liderança de voluntários por


um longo período.

No fundo, voluntários eventualmente irão se perguntar: “Eles” (que somos


nós – líderes da igreja) realmente estão preocupados comigo e querem o
meu crescimento, ou eu estou sendo apenas uma ferramenta para atingir
o sonho deles?

Sem dúvidas seu coração está, primeiramente, cuidando do crescimento


de seus voluntários enquanto indivíduos. Mas eu sei bem que existe uma
pressão para se conseguir mais membros e ter o trabalho feito.

Mesmo com esse tipo de pressão, nós, como líderes, temos que lutar
firmemente para manter nossa integridade em três coisas. Precisamos
primeiro nos preocupar com a pessoa. Isso significa dar a mesma atenção
a cada indivíduo que atribuímos ao cumprimento dos objetivos do
ministério. Eu sei o quanto isso é difícil, por
isso uso o principio dos 51%. Invisto 51% Quando estiver no meio da
dos meus esforços pra ter certeza que as batalha lembre-se disto: Lidere
pessoas estão sendo cuidadas e 49% para a como gostaria de ser liderado.
realização das metas do ministério. Sei que
isso é difícil para os líderes aceitarem. Queremos atingir os objetivos e
fazer avançar no Reino. Mas lembre-se de duas coisas: no final os
voluntários são o objetivo. E segundo, se você investir neles, eles
investirão na missão. Deixe me colocar dessa forma, se eu amo as
pessoas mais do que a missão, a missão sempre me parecerá completa. E
a propósito, eu peguei esse princípio de Jesus. Acredito que ele amava
mais as pessoas do que a missão. Ele pediu que o “cálice” fosse passado,
mas ainda assim, Seu amor pelo Pai e amor pelas pessoas o mantiveram
na missão.

O Segundo e terceiro elementos seguem a mesma lógica acima, e eles


são, treinamento e comunicação. É importante investir em esforços para
treinamento e desenvolvimento e lembrar-se que você não deve
comunicar em excesso. Essas três coisas o ajudarão a ganhar e manter
confiança com seus voluntários.

Quando estiver no meio da batalha, lembre-se disto, lidere como gostaria


de ser liderado.

 Significado por si só não é suficiente quando se trata de liderar voluntários


dentro de uma organização. Missão é importante também.

Significado e Missão precisam sempre estar interconectados. No primeiro


tópico eu enfatizei e importância das pessoas. Nesse ponto, darei destaque
à missão. Isso não é contraditório. A razão pela qual uma experiência
significativa não ser suficiente é por que ao
longo do tempo, uma experiência
Significado e Missão precisam
sempre estar interconectados.
significativa isolada perde seu significado.
Fomos criados por Deus para trabalhar
juntos em um só coração, de acordo com
seu plano e missão. Quando nos afastamos disso, as pessoas começam a
ter o sentimento de estarem desconectadas e perdidas no ministério, e
isso pode também traduzir-se em como eles se sentem em relação à

Liderança Ministerial - Y1V2_Liderando Voluntários.doc 3/4


igreja. Sabemos que isso é verdade nos relacionamentos e tem o mesmo
significado quando se trata de ter uma Missão vencedora.

Deixe me dar um exemplo. Nós recentemente convertemos o templo de


forma a dar a ele uma atmosfera de um “clube jazz”. Trouxemos aqui um
ótimo guitarrista de jazz chamado Anthony Papamichael. Que noite
incrível. A arte do estilo jazz-clássico, por si só, trouxe um sentido bom
para aquela noite, e aquilo combinado com a conexão entre as pessoas
trouxe um significado mais especial. Mas com isso só, sem a conexão com
a missão, a noite teria sido em vão. O que deu àquela noite verdadeiro
significado foi o fato de Cristão terem comprado ingressos para não-
Cristãos e amigos que não freqüentam a igreja. O auditório estava cheio e
misturado, igualmente, de cristãos e não-cristãos. Usamos um pequeno
momento durante o show para que Anthony contasse uma pequena parte
da sua história de fé, com um discreto convite para que os participantes
viessem assistir a nossa nova série de sermões. E logo ele voltou a tocar.
Aquela combinação de significado com missão acertou em cheio nosso
alvo.

 Líderes tendem a escolher voluntários que pensem como eles e que


seguem sem discutir.

É comum para os líderes, inconscientemente, resistirem ou evitarem


trabalhar com rejeitados ou rebeldes. Eles podem ser difíceis de controlar
ou trabalhar junto. Especialmente quando você está sob pressão de
cumprir um objetivo com data marcada, tendemos a aproximar-nos das
pessoas que conhecemos, pessoas que seguirão nossas instruções e nosso
plano. Acabamos por recrutar ou pedir ajuda sempre para as mesmas
pessoas.

A verdade é que ninguém gosta de ser controlado. Ninguém, mesmo


aqueles que genuinamente seguem bem as ordens (não cegamente, mas
bons participantes do time), querem sentir-se pessoas que são
consideradas simplesmente como aquelas que aceitam tudo e que são
facilmente substituídas. Ao invés, escolha pessoas que são diferentes de
você, talvez até difíceis, que complementam você e, então, dê lhes rumo,
encorajamento, poder, e espere os resultados.

Maturidade e trabalho em equipe


Pratique recrutar pessoas que sejam, fazem uma grande diferença, mas
potencialmente, mais fortes, mais voluntários fortes irão sempre
rápidas e mais espertas do que você é. levantar um pouco de poeira. Então
pratique recrutar pessoas que sejam,
potencialmente, mais fortes, mais rápidas, e mais espertas do que você é
e não necessariamente fáceis de serem liderados. Guie e dê poderes a eles
para ter um ministério frutífero!! Você será agradecido por tê-lo feito.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 19 de janeiro de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial tem o propósito de ser uma publicação periódica sem vínculo denominacional
com o objetivo de compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para
solicitar sua inclusão ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wilson.zuccherato@merial.com

Tradução para o português Aimine Tescaro Zuccherato. Revisão Wilson R. Zuccherato

Liderança Ministerial - Y1V2_Liderando Voluntários.doc 4/4


Ano 1 - Vol.3 – junho/2006

Dan Reiland

inha esposa Patti e eu temos nos divertido com vários episódios do


“Aprendiz.”1 Trump faz com que fique legal, e até divertido dizer “você está
demitido” e fazer com que milhões de pessoas assistam e aplaudam. Ele está
perto de ser o todo-poderoso, e o que ele diz, vale. Se você é demitido, acabou –
sem discussão, arrume suas coisas e vá embora.

Eu já fui demitido uma vez na vida. Eu estava no segundo grau e trabalhava


numa companhia que fabricava elevadores. Eu deveria estar fazendo meu
trabalho, mas ao invés disso, eu estava apostando corrida de empilhadeira com
um outro rapaz. Nós batemos numa pilha de milhares de pedaços de ferro
inoxidável de 3 x 3 centímetros que caíram e se espalharam por todo o chão. Não
preciso dizer que o rapaz responsável pela pilha não ficou nem um pouco feliz.
Ainda assim, ele teve misericórdia. Felizmente para mim, eu era vizinho de um
superintendente que calmamente deu-me o trabalho de volta e transferiu-me
para um outro departamento. Ele disse claramente que se eu quisesse ficar, meus
dias de corredor de empilhadeiras tinham acabado. Como um novo e imaturo
garoto que eu era, eu nunca me esquecerei da vergonha que senti por ter sido
demitido.

Sinceramente, aquela experiência há tanto tempo sensibilizou-me para estes


difíceis momentos quando eu tenho que “demitir alguém,” particularmente
quando essa pessoa é um voluntário.

Uma das demissões mais difíceis que eu me lembro enquanto pastor da igreja
local envolveu uma pianista querida e dedicada da igreja. Eu atuei como um
consultor, mas isso não tornou as coisas menos pessoais. “Peggy” tocava piano
na igreja há 13 anos. Ela começou quando a igreja ainda estava em dificuldades e
tinha menos de 80 membros. A igreja acresceu, e com ela as expectativas.

Outros músicos mais talentosos vieram para a igreja e ficou claro que uma
mudança precisava acontecer. Peggy adorava tocar o piano na igreja. Ela vivia
para isto. Desde que seu marido falecera, era tudo o que ela tinha. Deixar aquele
cargo a devastaria. E devastou. Peggy não conseguia entender como poderia ser
“despedida” quando trabalhava de graça e acreditava de todo o seu coração que
Deus estava mais interessado num coração dedicado do que em mãos talentosas.

Não havia carinho que a confortasse e tirasse sua dor. Mas deixar Peggy
desempenhando aquele papel bloquearia a igreja de experimentar e conhecer um
louvor de qualidade do qual precisava. Você já
É mais fácil, remover um
voluntário de um ministério se
teve que tomar decisões como essa? Se você teve,
ele tem uma atitude ruim. sabe que não é nenhum pouco fácil.

É mais fácil, apesar de também complicado, remover um voluntário de um


ministério se ele tem uma atitude ruim, mas quando se trata de dons e
habilidades, é muito mais difícil.

Deixe me oferecer uma forma de demitir voluntários que não diminui a dor, mas
talvez seja tão boa quanto possível. Esses passos práticos assumem que não se

1
Aprendiz é o nome de um seriado da TV Americana

Liderança Ministerial - Y1V3_Voluntário e Demitido.doc 1/3


trata de um voluntário com atitudes ruins ou pecadoras. Esses processos são
mais complexos e exigem um estudo específico.

Avalie a situação com cuidado antes de fazer qualquer coisa

Você não pode começar uma conversa para despedir um voluntário se você ainda
estiver aberto a negociações. Você precisa estar com a decisão tomada depois de
muita oração. Isso não é dogmático, na verdade honra o voluntário, por dar a ele
mais dignidade. Se você começar com uma pergunta e não com uma decisão,
você indica a pessoa que ela não era significante o suficiente para que você
usasse seu tempo para pensar e preparar-se para a situação. O tempo para
questões e conversas acontece antes desse encontro. Envolva-se, observe, e fale
coisas com base na descoberta. É importante que você obtenha o maior nível de
conhecimento possível. Faça sua lição de casa. Isso não vai apagar as áreas
“cinzas” ou subjetivas, mas como um líder você sabe que isso aparecerá.

Tenha certeza de que você treinou esse voluntário por completo

Como líder, você é responsável pelo sucesso e


Você é responsável pelo
sucesso e pelo fato de as
pelo fato de as pessoas terem um ministério
pessoas terem um ministério significativo e isto se relaciona com a atribuição
significativo de tarefas e treinamento corretos. Uma vez que
ele já está servindo na área em questão, não há
necessidade de voltar no tempo e perguntar se ele foi guiado a se engajar no
ministério errado. Assuma que, por qualquer que fosse a razão, esse era o
ministério que fazia mais sentido na época de sua escolha. A chave aqui é ter
certeza de que você ofereceu toda a ajuda possível, através de um excelente
programa de treinamento, para que esta pessoa tivesse tido sucesso no
ministério. Se ele não foi treinado, não o demita. Sempre dê a ele o benefício da
dúvida Invista no melhor treinamento disponível para que você tenha certeza de
que fez todo o possível para que ele tivesse sido bem sucedido.

Seja honesto com a pessoa sobre a razão da mudança

Você não ajudará a pessoa se tentar aliviar sua dor omitindo a verdade. Efésios
4:15 deixa claro que precisamos dizer a verdade, mas fazê-lo com amor. Você
fará muito melhor para a pessoa ao honrá-la com a verdade. Ele irá agradecer e
respeitar você muito mais ao longo do tempo. Numa experiência que tivemos,
João estava lidando um grupo de estudos para homens. Nós o ajudamos a
completar o grupo com 9 homens. Em 4 meses o grupo tinha diminuído para 3 e
João queria que conseguíssemos mais homens para o seu grupo novamente. Ao
invés disto, eu disse a ele a verdade sobre suas habilidades como líder e o guiei a
um ministério diferente, um no qual ele tem sido muito abençoado e que ama
fazer parte.

Honre a pessoa com agradecimento sincero pelos serviços prestados

Ok, você foi sincero com a pessoa e ela entendeu porque você está fazendo a
mudança. É importante agora demonstrar gratidão pelo que ela fez. Isso não é
uma forma de mudar de assunto ou sair do foco da conversa, mas é sim usar a

Liderança Ministerial - Y1V3_Voluntário e Demitido.doc 2/3


oportunidade para agradecê-la pelo tempo que dedicou e pelo que contribuiu. Se
o trabalho que exercia era exaustivo e significante, você deve inclusive considerar
a entrega de um presente ou um reconhecimento público.

Venha preparado com um ministério alternativo

Acredito que como parte do desenho do corpo de Cristo, Ele distribuiu dons e
talentos para todos os crentes desempenharem algum serviço. Alguns mais do
que outros, mas todos com algum dom para servir de alguma forma. Essa é uma
teologia importante a se crer. Se você concorda, você pode comunicar isto
sinceramente se este não for o ministério mais apropriado para a pessoa, existe
algum outro esperando no qual ela se encaixará melhor. Então venha preparado
com uma ou duas opções de novos ministérios nos quais a pessoa possa tentar
engajar-se.

Se ela ficar triste, não volte atrás; dê tempo e espaço para que ela possa
processar a situação

Graça, misericórdia, carinho e compaixão são dons supremos necessários na


igreja local. Mas, uma vez que você tenha tomada uma decisão baseada em
oração, esse não é o momento para voltar atrás e mudar de idéia. Em mais de
uma ocasião eu recebi ligações de homens e mulheres bravos comigo por eu ter
despedido seus cônjuges. Eles pediam que eu mudasse de idéia, insistindo que
(em um caso) todos que desejassem inscreverem-se no coral deveriam poder
fazê-lo. Eu fui cuidadoso e compassivo, assim como foi o ministro de louvor, mas
nós não voltamos atrás na nossa decisão. Esse caso não acabou tão bem.
Tristemente, o casal deixou a igreja. Mas ainda assim, foi a decisão correta a ser
tomada.

A maioria desses difíceis momentos acaba bem, mesmo que os envolvidos fiquem
chateados no princípio. Dê um tempo para que voltem para casa, pensem no
assunto e ganhem uma nova perspectiva. O que vai soar mais alto nos seus
corações e mentes é o quão bem você os tratou. Porque você os honrou com
tempo e um processo cuidadoso, você criou uma forma deles se conectarem com
a verdade de que há um ministério mais apropriado para eles trabalharem.

Faça o acompanhamento

Independentemente da dificuldade, dê continuidade à ação até sua conclusão.


Você saberá que fez a coisa certa se, quando eles o virem no hall da igreja no
domingo de manhã, o cumprimentarem com um sorriso e um abraço.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 14 de fevereiro de 2006. Processo
de autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial tem é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wilson.zuccherato@merial.com

Tradução para o português Aimine Tescaro Zuccherato. Revisão Wilson R. Zuccherato

Liderança Ministerial - Y1V3_Voluntário e Demitido.doc 3/3


Ano 1 - Vol.4 – junho/2006

Dan Reiland

O texto desta quinzena foi escrito por dois pastores de nomes Randy e Larry e aborda um modelo
onde o trabalho pastoral é 100% compartilhado pelos dois pastores com igual nível de poder.

Randy
ostaria de compartilhar com você uma idéia que tive durante o meu vôo de
volta de Israel em Dezembro de 2003. Durante o longo vôo, estava
pensando sobre o Ano Novo que viria e como seria compartilhar o pastorado da
igreja. Sei que esse tipo de liderança é raro—mas por quê? Meu único ponto de
referência era a estrutura mais comum do ministério: um pastor líder, em
conjunto com outros pastores para cobrir específicas áreas da igreja dependendo
do tamanho da congregação.

Considerando um modelo de co-pastorado algumas questões e sentimentos


brotam dentro do ministério. Perguntar é uma forma de entender porque o
ministério é estruturado de certa maneira. Meus primeiros pensamentos eram em
como isso impactaria meu próprio futuro. O que nossa igreja pensaria quando eu
introduzisse essa idéia? Como seria visto? Funcionaria? Como? Comecei devagar,
compartilhando a idéia com líderes-chave. Minha primeira conversa foi com o
pastor fundador. As respostas foram na sua maioria cautelosas. Senti-me mais
seguro a respeito do conceito de co-pastorado e continuei no esforço de
compartilhá-lo com outros líderes.

Tenha em mente que eu não tirei essas conclusões logo que saí do seminário.
Estou no ministério há 25 anos. Fui membro da equipe de líderes de duas igrejas:
Igreja Batista da Graça, em Decatur, Illinois e Igreja Batista do Calvário em
Bellflower, Califórnia. Também já fui pastor principal na Igreja Batista da Fé em
Vista, Califórnia, e Igreja Batista Bíblica Glenville em Wichita, Kansas. E essas
idéias foram tampouco implementadas em uma igreja que estava começando. A
Igreja da Comunidade Central em Cocoa, Florida, foi fundada há 25 anos.

Em 1978, foi pedido a Bob Willeke, um empreendedor imobiliário de sucesso que


começasse uma igreja para aqueles que moravam no lugar onde ele havia
construído casas. Bob aceitou ser o pastor da nova igreja que naquele tempo se
chamava Camp Bíblia. Com o amor que Bob tinha por Cristo, sua personalidade
agregadora, e um genuíno amor pelos outros, a igreja foi formada e cresceu até
chegar a 100 membros sob sua liderança. Camp Bíblia comprou 8 acres na beira
da estrada I-95 em Cocoa, Flórida, e começou a construir para o futuro.

Em 1997 eu sucedi Bob como pastor. Com minha esposa D’anae e nossos dois
filhos adolescentes M’Lisa e Ryan, entramos de cabeça na vida da igreja. A
congregação era composta basicamente de idosos e o pedido da liderança,
naquele momento, era que eu ―fizesse a igreja crescer no seu lado jovem‖. Como
você pode imaginar, era mais fácil falar do que fazer. Mudança é sempre um
desafio. Passamos por momentos de dores com a mudança da cultura da igreja.
Com ênfase em famílias jovens, estudantes, e um ministério de rádio, a igreja
Central cresceu. Aumentamos a equipe, expandimos o número de grupos de
estudos e adicionamos um segundo culto no sábado à noite com um formato de
louvor com ritmos de rock.

Enquanto a igreja crescia, eu percebi que havia muitas formas de dividir as


responsabilidades do ministério. Aí veio a idéia de contatar Larry para que

Y1V4_Co-pastorado.doc 1/4
considerasse a idéia dele co-pastorear comigo. E ao refletir sobre essa decisão,
eu me pergunto por que não vemos esse modelo de ministério mais
frequentemente? Percebi que basta haver um relacionamento especial entre os
dois para que a atividade de um co-pastorado funcione. Larry e eu temos uma
longa história apesar de nunca termos trabalhado juntos. Conhecê-lo ajudou para
que a idéia tivesse início. Também é necessário uma igreja que queira a
mudança. Nossos líderes a queriam e nós começamos a orar e espalhar as
sementes para esse novo processo desafiador.

Larry
Em 23 anos de ministério minha única referência a respeito de uma igreja usando
o formato de co-pastorado existiu em Jacksonville, Florida. Já tinha ouvido falar
na idéia, mas nunca a tinha visto concretizar-se nas veias de outra igreja. Assim
como Randy, o único caminho conhecido era a de um pastor líder e uma equipe
que o ajudava em diferentes posições conforme a necessidade da igreja. Minha
história ministerial era parecida com a do Randy. Minha primeira posição
ministerial foi na Igreja Batista do Sudoeste, em Amarillo, Texas (minha terra
natal). Eu implantei a Igreja La Cost Hills em Carlsbad, Califórnia, depois como
membro da equipe da Igreja Skyline Wesley em San Diego, Califórnia, e me
tornei o pastor da Igreja em Cristo em Beverly Hills, Califórnia.

Enquanto vivíamos em Burbank, Califórnia, eu recebi uma ligação do Randy em


Janeiro de 2004 que me fez mudar para Cocoa, Flórida. Em Junho daquele ano
começamos um novo ministério como co-pastores na Igreja da Comunidade
Central.

Numa das traduções da Bíblia encontramos em Atos 13:1, “A Congregação de


Antioquia era abençoada com um número de pastores-profetas: Barnabé, Simeão
apelidado de Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e
Saulo”.

Gosto de como isso é dito... ―A congregação de Antioquia era abençoada.‖ Eles


foram abençoados com cinco pastores e mestres diferentes. O ângulo da
comunicação e da liderança tornou-se variado para o benefício da comunidade. O
resultado: uma igreja abençoada.

Randy e eu investimos horas conversando sobre o formato de parceria no co-


pastorado e como ele funcionaria na Igreja da Comunidade Central para que a
congregação fosse abençoada. Nós nos esforçamos para nos mantermos fiéis à
forma de co-pastorado da igreja e também para lidar com as realidades do dia-a-
dia da família da Igreja. Os pontos de nossa discussão representam uma
simulação, enquanto o que fazemos na prática é chamado ―realidade‖. Exige
sabedoria manter o formato e não deixar que vire uma bagunça. Todos os
pastores sabem que o formato do ministério e a realidade podem causar uma
visão dupla. Deixe-me explicar a diferença. Quem nunca teve uma idéia brilhante
que apareceu durante uma reunião de planejamento (o formato) e que não deu
nada certo quando olhou a (realidade) dos resultados?

Em Fevereiro de 2006, nós completamos 20 meses e nos agrada o desempenho.


Um fator-chave para que haja um bom ritmo está na área da pregação. Se você
tem que pregar toda semana, sabe que o culto do final de semana parece repetir-
se a cada 3 dias. Pregar demanda trabalho, a não ser que você "baixe da
Internet" todas as mensagens. Randy prega algumas semanas e eu fico com
algumas outras. Isso dá ao que não está pregando, oportunidade para antecipar
estudos, leituras, orações, e criação de ilustrações para as próximas semanas.
Nós dois fazemos uma pregação de 30 minutos diários no rádio. Eu faço por

Y1V4_Co-pastorado.doc 2/4
algumas semanas e o Randy outras. Nós dois estamos engajados em discipulado
e evangelismo, lideramos nossos grupos de estudo que se encontram todas as
quartas à noite, fazemos visitas em hospitais, falamos sobre problemas
financeiros, e trabalhamos juntos na criação da visão do futuro de nossa Igreja.
Randy lidera as reuniões da equipe e eu sigo sua liderança. Eu lidero as de
direção da igreja e ele segue minha liderança.

Achamos muitos benefícios nessa nossa estrutura até agora. Todo mundo que já
esteve presente em uma discussão feia entre membros da igreja na condição de
pastor entenderá essa próxima afirmação. Quando você tem dois pastores
líderes, é muito improvável que você seja visto como membro da ―aliança da
igreja‖ por membros problemáticos. É mais fácil implicar com um pastor dizendo,
―e existem outros membros que se sentem como eu‖.

Por experiências anteriores no ministério, nós sabemos como é fazer um pouco


de tudo por causa de uma cobrança própria de atingir as expectativas e acabar
com o sentimento de inutilidade. Esteja você em numa igreja pequena, média ou
gigante a busca por excelência ministerial pode levá-lo para um caminho errado
onde você trabalha com o urgente e deixa o resto e importante para os outros. O
co-pastorado não é a cura para todas as toxinas do ministério, mas até aqui na
nossa experiência na Central, o plano e a realidade tem estado juntos.

O modelo de co-pastorado não daria certo em algumas igrejas pelo seguinte:

 Foco no pastor – Eu disse ao time da igreja no processo de entrevista que


é preciso um líder seguro para desenvolver um modelo de co-pastorado
numa igreja em crescimento. Isso foi exatamente o que Randy fez ao
introduzir a idéia do co-pastorado para a equipe. Alguém que pense
secretamente em buscar fama ministerial e vontade de ser ―O‖ pastor não
vai ter sucesso com nada que esteja ligado à ―co‖.

 Filosofia Bi-polar – Randy e eu fomos cortados do mesmo pedaço de


tecido quando se trata de influência e direção ministerial. Aprendemos com
Saddleback, Willow Creek, John Maxwell, participando dos eventos do
Catalyst, ouvindo David Crowder, viajando em missão, e trabalhando à
distância em cafés é uma questão filosófica. Nossas diferenças não
importam. Randy é um excelente jogador de golfe e eu me canso do jogo
após o quarto buraco. Ele até assiste e grava partidas de golfe. Qualquer
pessoa que faça parte da idéia do co-pastorado precisa estar em sintonia.
Se você tem a idéia de parceria no co-pastorado sem ter ligação filosófica, o
máximo que você conseguirá é sofrer. Não o faça.

 Trabalho Doloroso – Não tente esse tipo de ministério se você está


buscando uma forma de ter menos trabalho. Se você já fez parte de um
ministério por 10 minutos você sabe que é preciso muito esforço estratégico
para se fazer um trabalho de qualidade. O modelo do co-pastorado não foi
desenvolvido para que um pastor passe o dia num spa, enquanto o outro
pastor vende os tickets, desenvolve a peça de teatro, monta o cenário e
ainda vende pipoca para a platéia.

O terreno precisa ser fértil para que o modelo de co-pastorado cresça. Aqui estão
alguns ingredientes necessários:

 O tempo de Deus – As melhores coisas na vida ainda vêm da vontade e


no tempo de Deus. Consigo ver Randy olhando pela janela do avião no vôo
de volta de Israel pensando no futuro da Igreja da Comunidade Central. Eu,
morando em Burkbank, Califórnia, olhando pela janela para o Vale San

Y1V4_Co-pastorado.doc 3/4
Fernando orando sobre meu futuro. Quem não teve sua vida ministerial
inteira alterada por causa de um telefonema ou um e-mail? Quem nunca
mudou de cidade, estado ou país por estar engajado na vontade e no
tempo de Deus?

 Esclareça tudo – Fazer especulações sobre outras pessoas acabou com


mais de um relacionamento. Pastores recebem ―estranhas vibrações‖ sobre
um membro da equipe ou vice-versa por causa de especulações e a partir
daí tudo se acaba. Assumir alguma coisa é muito próximo de especular.
Existem momentos em que o Randy e eu sentamos juntos e nos
perguntamos, ―Existe alguma coisa crescendo entre nós?‖ Existem muitos
relacionamentos que não estariam quebrados se eu tivesse feito essa
pergunta antes. Existiram momentos em que eu deveria ter sido mais
honesto quando alguém me perguntou se estava tudo bem. Não fui honesto
e vi o relacionamento terminar para sempre.

É bom estar numa posição na vida onde honestidade seja uma norma.
Porque numa parceria de co-pastorado, esclarecer detalhes é de extrema
importância. Em algumas ocasiões com a equipe, o pastor líder pode dar a
direção para a igreja e não ter que falar com muitas pessoas. De todos da
equipe se espera que cumpram suas obrigações caso contrário serão
punidos. Ilustrativo, mas verdadeiro. Num cenário de co-pastorado os dois
pastores precisam buscar esclarecer as coisas constantemente.

 Esforce-se pela humildade – Note a palavra ―esforçar-se‖. Trabalhe nele


através do modelo de Jesus e será possível. Sem o Seu exemplo somos
tentados a exaltar a nós mesmos. Eu cresci em Panhandle no Texas onde o
confino de gado é comum. Em alguns dias há um vento forte do sudeste e o
resultado pode ser um mau-cheiro de esterco dos milhares de animais
confinados. Este ―cheiro de campo‖ pode ser comparado como nossos
esforços no trabalho para Deus num espírito egoísta que pode cobrir o
discurso de ―trabalhar para a obra‖. Randy e eu estávamos conversando
outro dia e nós dois mencionamos que poderíamos trabalhar um para o
outro. Meu respeito, amor, e admiração por seu trabalho cooperativo são
genuínos e estou certo de que ele pensa da mesma forma com relação a
mim. Orgulho faria disso um quadro horrível.

Independentemente do estilo do ministério que lhe foi dado, busque cumpri-lo


com a humildade da vida de Jesus, humildade para com seus colegas e humildade
em servir os que estão sob seus cuidados. Os modelos de ministérios variam, a
missão permanece a mesma.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 16 de março de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial tem é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wilson.zuccherato@merial.com

Tradução para o português Aimine Tescaro Zuccherato. Revisão Wilson R. Zuccherato

Y1V4_Co-pastorado.doc 4/4
Ano 1 - Vol.5 – julho/2006

Dan Reiland

eu sogro foi um tenente1 da Marinha e eu sempre gostei de ouvi-lo contar


suas histórias de liderança em tempos de paz e em tempos de guerra. Tenho
um grande respeito pela sua habilidade de liderar para cima, para baixo e para os
lados.

Se você sabe qualquer coisa sobre a Marinha Americana, saberá que os tenentes
são os que fazem tudo acontecer. Meu pai foi um oficial da Marinha e confirma
isso! Iria ainda mais longe e diria que os tenentes dirigem a Marinha, mas eu não
quero ofender os Oficiais tão rápido!

O fato é que um bom oficial da Marinha, do primeiro nível até o almirante


reconhece o incrível valor de um provado tenente e, portanto, dá a ele 100% de
suporte. Um tenente pode ser responsável por milhares de homens e leva consigo
uma tremenda responsabilidade, mas não são considerados como oficiais. Eles
estão no topo das listas de classificação. Tenentes precisam tornar-se
especialistas, não só em liderar homens e mulheres, por quem são responsáveis,
mas também liderar para influenciar e servir os oficiais que os comandam.

Na estrita cultura militar de mandar-e-obedecer, é necessária uma grande


habilidade para influenciar e fazer com que o trabalho seja feito. Mais que isso,
um tenente precisa aprender a conviver e ser uma influência positiva para os
outros tenentes igualmente colocados no topo. No final das contas, mesmo dentro
da nossa cultura militar Americana, onde aparentemente as linhas de autoridade
são limpas e claras, não é suficiente ser um líder unidirecional.

Na igreja, é ainda mais complicado, porque não existe a cultura do mandar-e-


obedecer com a equipe e, certamente, não existe com os voluntários. Na cultura
atual da igreja (e nos negócios também), se você quiser agregar valor e fazer a
diferença como líder, liderar para baixo não é o suficiente.

Deixe me fazer uma citação do novo livro de John Maxwell, O líder 360 graus 2.

“Essas são figuras clássicas de liderança: William Wallace liderando seus


homens contra um exército que oprimia seu povo e ele próprio. Winston
Churchill desafiando a ameaça nazista no momento em que a Europa entrava
em colapso. Mahatma Gandhi liderando a marcha de duzentas milhas ao mar
em protesto ao Ato do Sal. Mary Kay Ash criando sozinha a organização tipo
classe-mundial. Martin Luther King Jr., parado em frente ao memorial de
Lincoln desafiando a nação com o seu sonho de reconciliação.

Cada uma dessas pessoas foi um grande líder e impactou centenas de


milhares, senão milhões, de pessoas. Mas ainda assim, essas figuras podem
ser mal interpretadas. A realidade é que 99% das lideranças não acontecem
do topo, mas sim do meio da organização. Normalmente uma organização tem
apenas uma pessoa que é “O” líder. Então o que você faz se você não é
aquela UMA pessoa?”

1
O autor refere-se a um tipo de patente dentro da Marinha Americana que não é reconhecida como
um Oficial dentro daquela estrutura militar.
2
Este livro de John Maxwell foi lançado este ano nos Estados Unidos e ainda não foi publicado no
Brasil

Y1V5_O Lider 360 Graus.doc 1/3


Sabendo os percentuais, posso dizer que há grande possibilidade de que você não
seja o pastor principal da sua igreja. E se você for, você sabe que apesar de ser
“o” líder, você não faz as coisas acontecerem sozinho. O fato é que existem
outros vários líderes que o ajudam a fazer progredir a missão da sua igreja.

Escrevo este artigo com paixão e baseado em


A realidade é que 99% das experiência pessoal. Por vinte e cinco anos tenho
lideranças não acontecem no servido na posição conhecida como “o número
topo, mas sim no meio da dois” da igreja na comunidade local. Eu sei o que
organização.
significa estar sentado de qualquer um dos lados
de uma mesa. Eu sempre servi e segui pelo menos
um líder, e simultaneamente liderei dezenas, centenas, e indiretamente
influenciei milhares de outras pessoas. Se você for como eu e liderou de algum
outro lugar que não “do topo”, você precisa digerir o que significa um líder 360
graus. Se você ainda não comprou o livro do John Maxwell, você vai querer
adquirir um em breve.

John começa seu novo livro com sete mitos sobre liderar estando no meio da
organização. Ao pensar sobre minha juventude na liderança eu consigo lembrar
de quando eu acreditava em todos esses mitos em um momento ou outro. Deixe-
me compartilhar três deles.

Mito número Tipo Pensamento

1 Posição “Não posso liderar se não estou no topo”

3 Influência “Se estivesse no topo, as pessoas me seguiriam”.

5 Liberdade “Quando chegar ao topo, não terei mais limites”.

Hoje eu rio desses mitos e dos outros, mas houve um dia em que esses
pensamentos estavam vivos e bem dentro do meu coração e mente. Por favor,
escute-me, John está certo, esses são mitos. Não se faça refém do que não é
verdade. Você não tem que esperar para liderar, lidere agora, de onde você
estiver.

A seguir tratarei muito brevemente sobre a liderança para cima, para baixo, e
para os lados, mas eu oro para que isso o ajude a pensar na direção correta.

Liderar para cima


Liderar para cima pode parecer ser a direção mais difícil de um líder 360 graus e,
às vezes, pode ser, mas é normalmente a mais satisfatória. Quando você traz
influência positiva ao seu chefe, você muda grande
parte da organização. Liderar bem para cima Seja consistente em sua
começa por liderar bem a si próprio. Não tente disciplina e caráter pessoal. E
liderar a pessoa que está acima de você se você também, faça seu trabalho
não consegue achar seu próprio caminho. Seja primeiro.
consistente em sua disciplina e caráter pessoal. E
também, faça bem seu trabalho primeiro. Fico surpreso com pessoas que querem
“consertar” a pessoa que está acima deles, mas ainda não deram conta de suas
próprias responsabilidades. Deixe que a pessoa acima de você saiba que você

Y1V5_O Lider 360 Graus.doc 2/3


quer genuinamente ajudá-la e ajudar a organização. Faça um esforço adicional
para encontrar soluções (e devote energia pessoal para implementar estas
soluções), não pare na identificação do problema.

Liderar para baixo


Você precisa mostrar para as pessoas que você se importa. Seu título não
importa, não interessa quão bom você seja, e os sucessos do passado não
importam. As pessoas querem saber se você se importa com elas hoje. As
pessoas que se reportam a você o seguirão por livre e espontânea vontade se
você tratá-las com a visão de quem elas podem
tornar-se ao invés de tratá-las pelo que elas são
Desenvolver as outras pessoas hoje. Em outras palavras, veja as pessoas como
é sua maior responsabilidade.
detentoras de alto-potencial e sucessos contínuos.
Coloque as pessoas em áreas onde possam usar
seus melhores talentos e ajude-as a crescer nas posições em que estão, o
máximo possível. Invista, invista, invista. Não tenho como não exagerar na
importância de desenvolver aqueles que você lidera. A não ser que você lidere
uma companhia muito pequena, uma companhia de um (você), desenvolver as
outras pessoas é a sua maior responsabilidade.

Liderando para os lados


Líderes raramente pensam em liderar seus pares. Na maioria das vezes
pensamos nesses relacionamentos como amizade com aqueles de quem
gostamos, e como suportar (ou fugir!) das pessoas que não gostamos. Esta é
uma visão muito limitada, porque não existe uma posição neutra quando se trata
de liderança. Um de vocês está liderando o outro! Isso não é sobre competição, é
sobre realidade. Em bons ambientes de trabalho
ocorre um “dar e receber” entre pares e sobre
quem está desempenhando o papel de Se você estiver mais preocupado
influenciador ou influenciado num dado em fazer o time ganhar do que
ser reconhecido, ficará surpreso
momento. A pessoa com maior contribuição de com o que pode ser alcançado.
acordo com a circunstância é aquela que lidera
num dado momento. A habilidade de conseguir
isto está baseada em aspectos-chave do relacionamento como confiança,
honestidade, ausência de politicagem e fazer o máximo para que a outra pessoa
apareça bem. Se você estiver mais preocupado em fazer o time ganhar do que
ser reconhecido, ficará surpreso com o que pode ser alcançado. E você será um
líder melhor.

Vá em frente, Lidere!

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 30 de março de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wilson.zuccherato@merial.com

Tradução para o português Aimine Tescaro Zuccherato. Revisão Wilson R. Zuccherato

Y1V5_O Lider 360 Graus.doc 3/3


Ano 1 - Vol.6 – julho/2006

Greg Salciccioli

reinamento é 100% sobre resultados!


Considere um treinador que o ajudou a alcançar um alto nível de sucesso em
certo momento de sua vida. Um treinador de atletismo modela e ensina sua
excelência pessoal e hoje você está fazendo a mesma coisa em sua vida e
liderança. Talvez o seu treinador tenha sido um professor que o ensinou como
praticar inovação e hoje este padrão de pensamento criou em você em diferencial
em relação aos seus amigos de mesma idade. Um treinador efetivo provê
experiências de aprendizados além do conhecimento e sabedoria que motivam
pessoas para a ação. Este empurrar pessoas para a ação é o que captura o poder
do treinador.

Treinar é menos sobre educar e mais sobre transformar. Treinar ajuda a pessoa a
focalizar-se sobre aquilo que deseja atingir, desenvolve os degraus para chegar lá
e assegura que fará as coisas. Treinamento acelera o crescimento por causa de
sua abordagem orientada para a ação.

Hoje, muitos dos principais líderes do mundo obtêm mais sucesso como resultado
do engajamento em relações de treinamento. Bill Wilson é um excelente líder com
mais de 30 anos de experiência pastoral. Ouvi-lo significa conhecer o poder do
treinamento em sua vida e liderança.

“Ministry Coaching International levou-me a um novo nível de efetividade como


líder. Não só ajudou-me a estabelecer as prioridades de minha vida, mas
forneceu-me as ferramentas para executar as tarefas. Os benefícios são muitos
para serem listados. Eu posso dizer a você, entretanto, que isto tem sido uma
poderosa ferramenta que tem me libertado para ser aquilo que Deus quer que eu
seja” – Bill Wilson, Pastor Sênior, Portland Christian Center.

Crescimento na Liderança
Ministry Coaching International treina centenas de pastores e líderes ministeriais
cada ano. Nosso time de treinadores descobriu que líderes que foram treinados
experimentaram um crescimento significativo e melhorias nas seguintes áreas:

Crescimento Pessoal
 Vitalidade Espiritual
 Intimidade no Casamento
 Realização Familiar
 Saúde (emocional e física)
 Finanças
 Visão para o Futuro
 Foco Diário

Crescimento Profissional
 Desenvolvimento no Trabalho de Grupo
 Desenvolvimento das Habilidades de Liderança
 Mudanças na forma de Pilotar atividades
 Planejamento Estratégico
 Gerenciamento de Prioridades
 Execução de Projetos
 Expansão dos Ministérios

Y1V6_O Poder do Treinamento.doc 1/3


Grandes líderes reconhecem que seu sucesso é conseqüência do investimento
feito neles por mentores e treinadores. De fato, se você pensar sobre isto, os
maiores atletas, atores e empreendedores, todos têm treinadores/consultores que
continuamente os guiam para o melhor do seu sucesso.

Impacto Eterno
Treinamento cristão também tem um propósito eterno. “Seu propósito é
transformar pessoas em cristãos de caráter maduro” como afirma Paulo em sua
carta aos Colossenses (1:28-19).

“o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo


homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem
perfeito em Cristo; para isso é que é que eu também me afadigo,
esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera
eficientemente em mim.” (Cl.1:28-29)

O poder do treinamento cristão está no desafio feito para as pessoas


amadurecerem, usando sabedoria em sua abordagem, para que quando
estiverem diante de Jesus, eles possam estar seguros de terem servido de acordo
com seu potencial máximo.

Treinamento também ajuda as pessoas a alcançarem aquele bom trabalho eterno


que Deus planejou para que eles façam.

“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais
Deus de antemão preparou para que andássemos nelas." (Ef. 2:10)

O treinamento cristão coopera com os propósitos de Deus, ajudando no


cumprimento de Sua vontade nas vidas das pessoas. O Reino de Deus expande-
se e um ministério mais efetivo é criado. Este é o poder do treinamento.

Crescimento da Equipe
O treinamento cristão tem o poder de facilitar o crescimento e melhorar o
desempenho da equipe. Equipes de alto desempenho são críticas para a
efetividade e crescimento do ministério. Treinamento de equipe pode ajudar a
qualquer um envolvido: o ministério, líderes ajudantes e individualmente a cada
membro da equipe. Na medida em que os membros da equipe melhoram suas
habilidades, tornam-se mais auto-orientados e voltados para resultados,
ministérios melhoram a qualidade, produtividade e seu impacto.

O que completa uma equipe de alto desempenho? Um grupo de pessoas


trabalhando num projeto não constitui, necessariamente, uma equipe de alto
desempenho. Maddux lista algumas das diferenças entre grupos e equipes de alto
desempenho. Veja a tabela abaixo

Grupos Equipes de alto desempenho


Indivíduos trabalham independente Membros trabalham de forma interdependente

Foco em si, agendas ocultas Objetivos mútuos, propósito, missão, unidade

Desconfiança e discórdia Abertura, confiança, desacordo visto como positivo


Comunicação não clara Comunicação aberta e honesta

Conflito evitado ou agravado Reconhecimento do valor do conflito, estratégias


disponíveis para lidar com sua solução

Conformidade Expressão livre

Perry Zeus e Suzanne Skiffington, - The Complete Guide of Coaching at Work - “O Guia Completo do
Treinamento no Trabalho” página 130.

Y1V6_O Poder do Treinamento.doc 2/3


Equipes de sucesso precisam de um treinador de equipes de sucesso. Um
treinador de equipes de sucesso multiplica suas lideranças enquanto eles
desenvolvem os membros da equipe.

Ministry Coaching International usa um provado sistema One-on-One Coaching


System® para treinar pastores e líderes das igrejas para terem mais sucesso em
suas vidas e liderança e assim eles lideram seus membros para níveis mais
elevados de desempenho e satisfação. O treinador ministerial é um ativo
importante na vida dos líderes por que:
 É chamado para ajudar outros a terem sucesso.
 É habilitado em efetividade da comunicação eficaz e ensino com resultados.
 Obteve sucesso na liderança ministerial

Utilize um sistema provado de treinamento para habilitar líderes para melhorarem


e implementarem suas áreas de desejo de crescimento. Eles aprenderão que o
treinamento demanda competências especializadas como aquelas citadas no
estudo de Zeus e Skiffington.
1. Tem um conhecimento e apreço sobre a dinâmica das equipes
2. Reconhece e avalia as forças e fraquezas da equipe
3. É capaz de desenvolver o compromisso num propósito compartilhado e
visão
4. Foco na realização das tarefas e tarefas desafiadoras
5. Tem boa habilidade de comunicação. Ouve e questiona todas as premissas
6. Tem a flexibilidade de agir como facilitador ou ser diretivo conforme a
situação exige
7. É preparado para discussões livres e encoraja diferenças individuais e
diálogo aberto
8. Capaz de conduzir o conflito para decisões positivas
9. Provê oportunidades de aprendizado. Encoraja o auto-aprendizado com
ênfase no processo de aprendizado em lugar do conhecimento factual
apenas
10. Fornece feedback constante. Avalia o desempenho das pessoas,
recompensa o cumprimento de metas e tem foco nos resultados da equipe
coletivamente.

Pessoas talentosas amam trabalhar para um líder que tem uma visão convincente
e que investe no desenvolvimento de sua equipe. Eles chegam ao trabalho com
um sentimento de missão a cumprir e excitação. Eles divertem-se participando de
um grupo de pessoas que compreende os ingredientes do sucesso.

Este é o poder do treinamento. Ele facilita o desenvolvimento pessoal e


profissional assim como os resultados da equipe. Treinamento é a principal
prática da liderança de hoje. Os principais líderes emergentes de hoje
compreendem seu poder e estão engajados em dominar seu processo em suas
próprias vidas e em seguida em sua equipe de liderados.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 06 de abril de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Greg Salciccioli é o presidente e principal executivo do Ministry Coaching International baseado em


Bend, Oregon. Para entrar em contato com o Ministry Coaching International ligue para 1
800.290.5172, ou visite o site www.ministrycoaching.com (em inglês).

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wilson.zuccherato@merial.com
Tradução para o português Aimine Tescaro Zuccherato. Revisão Wilson R. Zuccherato

Y1V6_O Poder do Treinamento.doc 3/3


Ano 1 - Vol.7 – agosto/2006

Dan Reiland

inda que não tenha escrito por si próprio, Sócrates (469-399 a.C) tem sido
considerado como “o homem mais sábio da Grécia”. À esta declaração ele
respondeu que caso fosse, isto era devido ao fato de apenas era consciente de
sua próprio ignorância.

Delphi é um site arqueológico e cidade moderna na Grécia. Séculos atrás, ela era
conhecida através do mundo grego como a cidade da pedra fundamental, a qual
eles acreditavam era o centro do universo e também de outros significantes
marcos históricos. Um dos mais importantes motos de Delphi, o qual Sócrates
dizia que havia aprendido ali era: Gnothi Seauton ou “Conheça-te a ti mesmo”.

Conhecer-se a si mesmo tem sido repetido, ponderado e lido por muitos séculos.
A coisa impressionante é como poucas pessoas tem realmente vivido este
profundo desafio. Como líder, conhecer-se é de importância máxima. Se você não
tem idéia sobre este conceito em sua vida você não poderá liderar na plenitude
de seu potencial, e, de fato, poderá ter problemas em sustentar-se no papel de
liderança.

Por conhecer-se a si mesmo, eu não quero dizer


uma forma de extrema de auto- absorção, mas, ao
Contentamento lida com o
presente, enquanto que a
contrário, uma auto-consciência que ao mesmo
insatisfação lida com o futuro tempo conhece suas fraquezas e capitaliza sobre
seus pontos fortes. Acima de tudo você está feliz
com quem você é e onde você está. Isto significa
que você sabe que precisa distender, crescer e melhorar a sim mesmo, mas você
está feliz agora. Eu associo isto à idéia de estar simultanemente contente e
insatisfeito. Eles parecem contraditórios, mas eles não o são. Nós somos
encorajados a estarmos contentes em Filipenses 4:11-121, mas somos também
advertidos a satisfeitos em Filipenses 3:12 2. Contentamento lida com o presente,
enquanto que a insatifação lida com o futuro.

Eu estou contente com a maturidade atual dos meus dois filhos adolescentes,
mas eu desejo uma maturidade e crescimento maiores para eles no futuro. Estou
contente com o progresso que temos tido na Crossroads Community Church, mas
eu desejo todo o potential futuro que Deus tornou evidente para nós. Estou
contente com minhas habilidades de liderança
atuais, mas eu desejo ser um lider melhor no
futuro. Você aprende a gostar de si
mesmo, apreciar seus talentos
e habilidades e aceitar as suas
Muito disto pode ser obtido por saber quem você próprias limitações
realmente é. Isto começa, claro, por conhecer
Deus. Sem conhecer Deus, você nunca poderá
conhecer a si mesmo. À medida em que você conhece Deus melhor, você pode

1
“Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.
Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já
tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de
escassez”.Fp.4.11:12
2
“Não qu eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo
para o que também fui conquistado por Cristo Jesus”. Fp.3.12

Y1V7_Conheça-te a ti Mesmo.doc 1/4


compreender a si mesmo melhor. Isto é uma dinâmica para o resto de sua vida.
À partir desta fundação, você aprende a gostar de si mesmo, apreciar seus
talentos e habilidades e aceitar as suas próprias limitações.

Primeira hora: A hora do descanso


Oswaldo Chambers disse: “Na expansiva hora do relaxamento o controle da
disposição do coração é instantaneamente manifestado”. A profundidade desta
verdade é poderosa.

Nós aprendemos muito sobre nós mesmos imediatamente após uma vitória, o
alívio de um dignóstico dado pelo médico, ou simplesmente após um longo
duro dia de trabalho, pela maneira como cada um usa esta hora. (Quanto eu
me refiro a hora neste artigo, ela não representa literalmente uma hora).

Se você é um professor de Bíblia ou um líder na comunidade cristã, você sente


sua intensidade espiritual crescendo à medida em que se aproxima o momento
de “executar” sua atividade? Qual é a sua reação imediatamente após fazê-la?
Este é o lugar da sabedoria.

Eu não estou sugerindo que você ou qualquer outro possa consistentemente


manter um nível de intensidade irrealístico. O que eu estou propondo é sobre a
atividade feita a seguir. Um completo relaxamento, ou mesmo uma parada
geral de intensidade espiritual revela o seu coração. Por exemplo, se você orou
uma ora por dia antes do evento e não orou por três dias após o mesmo, isto
diz alguma coisa sobre o seu coração.

Isto não é uma abordagem legalista ou sugestão de que você deve “estar no
horário” na sua hora de oração. Ao contrário, o objetivo é que você ganhe
conhecimento à partir do seu comportamento. Se você “baixa a guarda” em
lugar de correr para Deus com gratidão por Suas bênçãos, você abre seu
coração para o enfraquecimento de sua fé.

Deixe-me dar um exemplo simples. Suponha que eu estou indo ver o meu
médico para fazer meu check up anual. Eu comi bem e fiz exercícios três vezes
por semana antes do exame. Após obter um resultado positivo do meu
médico, minha resposta é começar a comer “doughnuts”, parar de fazer
exercícios e abolir todos os vegetais de minha geladeira! Meus motivos reais e
desejos são revelados.

Relaxar e desfrutar a vida é necessário, importante e, francamente, divertido.


Mas o que fazemos e quando o fazemos importa. Pense sobre estes ritmos e
comportamentos em sua vida e o que eles podem ensinar-lhe sobre você
mesmo.

Segunda hora: A hora da Pressão


Esta é a mais óbvia das três horas porque é, freqüentemente, a mais visível
aos outros. Você pode, portanto, aprender algo, quer queira quer não!

Pressão e liderança andam juntas como abelha e mel. A combinação é natural


e não mudará. Você não pode remover a pressão e continuar a liderar mais do
que remover o oxigênio e continuar a respirar. Veja que eu não disse que você
não pode remover a pressão e estar na liderança. Você pode estar na
liderança, ou ter a posição e não liderar. O ponto é que se você está liderando
pessoas para progredir a pressão existirá. Como você lida com a pressão
define-o como lider.

Y1V7_Conheça-te a ti Mesmo.doc 2/4


A pressão faz com que você se retraia, aumente seu mal-humor, ou sentir-se
extremamente desencorajado? Você se torna agitado e distrata as pessoas
quanto está sob pressão? Ou a pressão faz com que você cresça em seus
pontos fortes, veja as oportunidades, descanse em Deus e trabalhar para isto?
Uma vez mais, isto está super simplificado aqui, mas coloca o problema sobre
a mesa.

Pessoalmente, eu não gosto daquilo que eu descubro sobre mim, de vez em


quanto, quando estou atrasado para um compromisso. Ocasionalmente, eu
fico irritado, fico de “pavio-curto”, e minha frustração pode ser projetada em
outras pessoas. Estar atrasado é uma pressão simples, mas revela bastante.

De outro lado, a vida acontece e alguma vez eu estarei atrasado. É importante


que eu possa manter-me calmo, genuinamente feliz e refletir Cristo, em lugar
de ter uma explosão pública. De outro lado, a reação oposta é igualmente
reveladora. Quando alguém que está atrasado pensa: “Veja, eu estou fazendo
tudo o que eu posso, deixe os outros esperarem”, também revela algo
completamente diferente.

Um amigo meu, que é pastor há muito tempo na região de Atlanta,


recentemente mencionou a extrema pressão financeira que ele e sua igreja
estão experimentando. Sua história descreve uma das mais complexas e
emocionantes situações que eu ouvi em anos. E, ainda assim, havia algo sobre
o espírito e a atitude daquele pastor que estava completamente em paz,
resoluto em sua fé e capaz de sorrir. Acredite-me, ele estava em contato com
a realidade e claramente compreendia a gravidade da situação, mas ele
também compreendia que poderia apenas liderar bem mantendo-se calmo,
descansando no Senhor em busca de força e sabedoria – e no final do dia –
ser capaz de sorrir.

Terceira hora: A hora da Contemplação


A calma hora da contemplação revela muito. Quando a sua mente “vagueia”
para onde ela vai? Eu acredito que esta experiência é comum e como nós
vagueamos faz a diferença. A idéia de ter disciplina para guiar nossos
pensamentos não limita a expansão de nossas idéias ou criatividade. Ao
contrário, ela os faz mais produtivos. Quanto você se desliga por um pequeno
período, qual é a direção natural de seus pensamentos?

Uma amiga minha compartilhou comigo que seus pensamentos


freqüentemente vão para algo negativo. Ela vê o pior dos cenários em lugar
dos melhores e pensa que eles são frustrantes e improdutivos. Ela
compreende que parte de sua história de vida e educação na infância têm um
papel no padrão dos seus pensamentos. Mas ela escolhe não ser controlada
por eles. Ao contrário, ela, intencionalmente, focaliza seus pensamentos em
algo mais positivo e produtivo e ela diz que, na maioria das vezes, funciona.

Outro amigo disse-me sobre seus pensamentos e sua tendência em direção da


impureza sexual. Isto pode ser uma batalha campal para a mente. Ele também
escolheu exercitar a disciplina para redirecionar seus prnsamentos para um
lugar que possa honrar a Deus. Não há mágica neste processo, nem isto é
fácil. Mas ele pode ser feito.

Quando eu oro, eu percebo que minha cabeça pode viajar, freqüentemente


para o trabalho. (A propósito algumas das revelações deste comportamento
são boas e outras nem tanto). Minha mente vagueia entre problemas com a

Y1V7_Conheça-te a ti Mesmo.doc 3/4


equipe da igreja até novos membros, de estudantes do ministério até missões
e compaixão – a lista parece infinita.

Preciso escolher entre seguir minhas distrações ou focalizar em Deus e para


onde Ele está me levando. Eu confesso que não sou sempre forte o suficiente
para gerenciar as distrações de modo que possa escrevê-las num pedaço de
papel. Algumas vezes eu preencho vários lembretes antes de poder limpar
minha mente e focalizar na agenda de Deus. Isto não significa o como fazer
para você; é apenas aquilo que funciona para mim.

Minha oração para você enquanto escrevo este artigo é que Deus o ajude a
liberar sua mente das distrações, preocupações, ansiedade e medo,
particularmente na hora da contemplação. “Pai, por favor, preencha as mentes
dos meus irmãos e irmãs com aquilo que é verdade, nobre, correto, puro
amoroso e admirável”

Considere as horas de descanso, pressão e contemplação. Aquilo que você


conhece sobre si mesmo e o que pode aprender? Coloque isto no seu coração e
então entregue-os a Deus – você será fortalecido em seu potencial de liderança.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 15 de maio de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Aimine Tescaro Zuccherato. Revisão Wilson R. Zuccherato

Y1V7_Conheça-te a ti Mesmo.doc 4/4


Ano 1 - Vol.8 – agosto/2006

Dan Reiland

ocê não pode ver até que possa reconhecer completamente. Bons líderes
olham para o potencial das pessoas; eles não se focalizam nas imperfeições
das pessoas. Se você dá demasiada atenção às limitações vai perder a chance de
enxergar o potencial deles, seu relacionamento, eventualmente vai romper-se.

Você já deve ter ouvido muitas críticas feitas ao Presidente Bush por eventos tais
como a guerra no Iraque, a lenta resposta de recuperação ao furação Katrina, o
estado da economia, suas nominações para o Suprema Corte, o aumento do
preço da gasolina e muito mais. O que você provavelmente não deve ter ouvido
muito é algum elogio onde ele teve sucesso. Ao contrário o foco tem sido apenas
em suas falhas, e, conseqüentemente, a taxa de aprovação de seu mandato tem
sido baixa o tempo todo. A verdade é que ele é um homem inteligente sob uma
enorme pressão. Ele não está isento de errar, mas seus feitos positivos e
potencial estão enterrados sob esta montanha de percepções.

Reconhecimento não é tolerância. Se você tolera,


ou mais precisamente, suporta todas as suas
Reconhecinento não significa,
apenas, agradecer alguém. falhas, você diminui o seu valor e sua habilidade
em contribuir. Para que possa reconhecer
reconhecer o valor da pessoa, você precisa fazer
um esforço intencional de ver o melhor em cada um. Reconhecimento, neste
contexto, não significa agradecer alguém, ainda que isto seja
inquestionavelmente importante. Aqui, reconhecimento significa reconhecer e
compreender o valor da pessoa e as contribuições que ela pode dar.

Seguir estas quatro regras vai ajudá-lo a reconhecer melhor as pessoas.

1. Aceite as pessoas como elas são


Dave Ronne é o diretor do time de Artes Criativas na Crossroads. Ele é
responsável por liderar, encorajar e organizar muitos músicos assim como
outros artistas. Os resultados esperados do time de Dave e, finalmente, de
sua liderança, é nada além de uma extraordinária experiência a cada domingo
pela manhã, 52 vezes ao ano. Isto não é, evidentemente, um trabalho
pequeno. Algumas vezes é como treinar gatos – é difícil, no mínimo e,
algumas vezes, parece impossível. Mas Dave, como bom líder, sabe que
quando ele quer que um artista performe como um artista, ele não pode
forçá-lo a se comportar como um engenheiro. Ele olha para o gênio criativo
de cada pessoa e toma uma pílula para fazer o resto. Falando sério, as
pessoas amam ser parte de um time como este. Quando as pessoas sabem
que você dá suporte, ama e as aceita do jeito que elas são, eles irão
gradualmente convidá-lo para ajudá-los a crescer a ponto de serem tudo o
que eles podem ser.

Aceitar as pessoas tal qual elas são é difícil para a maioria dos líderes. Isto
acontece, tipicamente, porque eles querem ajudar as pessoas a crescerem,
melhorarem e realizar seu inteiro potencial. Esta é uma das positivas e,
felizmente, produtivas tensões da liderança que irão sempre existir porque os
líderes estão também debaixo de pressões por terem as coisas feitas.
Entretanto, antes de você e eu, como líderes, possamos ajudar os outros a
crescer e ter as coisas feitas, nós precisamos conectarmo-nos, primeiro, com

Y1V8_O Coração do Reconhecimento.doc Reconhecimento 1/4


as pessoas, aceitando-as como elas são. Se não fazemos isto, nós seremos
forçados a fazer tudo por nós mesmos, porque não estaremos desenvolvendo
outros líderes.

2. Dê valor às pessoas como sendo parte da criação de Deus


Quando alguém me dá uma “cortada” na estrada, eu tenho que admitir que
meu primeiro pensamento não é que ela seja parte da criação de Deus. Meu
primeiro pensamento é: Por quê eles são parte da criação? Entretanto, eles
são parte da criação divina e merecem ser tratados com respeito.

No capítulo um de Gênesis, o próprio Deus fala-nos que após Ele ter criado o
ser humano viu que “era bom”. Gn. 1:27 diz:

“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou:


homem e mulher os criou”.

Valorizar os seres humanos é mais do que


meramente uma coisa decente ou moral a Valorizar os seres humanos é
fazer, isto também honra a Deus. A criação é mais do que, meramente, uma
a expressão da mão de Deus em nosso meio. coisa decente ou moral a fazer,
Desrespeitá-la é a mesma coisa que isto tmabém honra a Deus
desrespeitar o próprio Deus. Eu não digo isto
de forma radical. Não estou referindo-me a matar uma aranha, um mosquito
ou ainda cortar árvores para fazer casas. Estou referindo-me a pessoas – os
mais altos na escala da criação – e a única parte da criação formada à
imagem do próprio Deus. Davi faz este elogio no Salmo 139:14 que declara o
conhecimento pessoal do esplendor da criação humana:

“Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me


formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem;

Como líderes, somos sábios em seguir o coração da Davi, e reconhecer a


beleza da criação de Deus em todas as pessoas, mesmo quando não é fácil.

3. Torne-se um estudante da natureza humana


O que faz um pessoa motivada ser motivada? O que causa uma pessoa
despreocupada ser despreocupada? Por quê pessoas altamente produtivas
são altamente produtivas? Líderes estudam estes tipo de questões
cuidadosamente. Não apenas nos escritórios com seus colegas, mas também
quando estes líderes estão interagindo com outras pessoas que eles lideram e
envolvem-se em suas vidas. Tornar-se um estudante da natureza humana
não tem o objetivo de ser um estudo clínico. Tem a ver com pessoas reais na
vida real. Saber o que incomoda as pessoas é parte do que faz você ser um
bom líder.

Um sólido aprendizado da natureza humana ajuda-o a, rapidamente,


compreender o que faz as pessoas fazerem o que fazem e a resistirem àquilo
que não querem fazer. Você lidera melhor quando compreende que pessoas
machucadas machucam pessoas, pessoas inseguras necessitam de atenção e
reforço, pessoas saudáveis querem ajudar pessoas, e ninguém, eu quero
dizer ninguém, que fala a verdade gosta de uma pessoa excêntrica. Quando
você compreende que todos querem participar de um time vencedor, fazer
com que sua vida conte, e amar e ser amado, você pode interpretar o que
eles dizem e fazem de forma mais clara. Não tem valor para um líder saber
que pessoas resistem quando estão sob pressão ou incurraladas num canto, e

Y1V8_O Coração do Reconhecimento.doc Reconhecimento 2/4


quando a resposta é maior do que o problema em questão, a resposta é
sobre alguma coisa outra do que o óbvio. Páginas podem ser escritas sobre
estas coisas. De fato, seria melhor experiência de aprendizado para você
escrever muitos outros “fatos da natureza humana” como você pode pensar
sobre.

Então, como você ganha sabedoria sobre a natureza humana? Você não
precisa ser doutor em psicologia para ser um bom líder. Umas poucas coisas,
se praticadas consistentemente, irão dar-lhe tudo o que você precisa na área
de liderar bem.

 Preste atenção nas pessoas


 Mantenha seu foco fora de você mesmo
 Pergunte questões significativas
 Aprenda a ler entre as linhas
 Genuinamente cuide

4. Lidando com pessoas “difíceis”


Lidar com pessoas difíceis é contra-intuitivo. É como colocar a sua mão no
forno quente, tirá-la e colocá-la novamente no forno. Isto simplesmente não
faz sentido. Mas se você realmente quer reconhecer as pessoas mais, então
você precisa aprender a reconhecer as pessoas difíceis também.

Jesus disse: “Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes?
Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os
vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?”
(Mt. 5: 46-47). Jesus estava falando sobre amar seus inimigos, mas eu penso
que este princípio aplica-se muito bem. É fácil amar e aceitar seus amigos,
fãs e seguidores. O teste real é amar e aceitar aqueles que testam você.

Se alguém é difícil de estar junto, pergunte a você mesmo por quê. Que
necessidades eles têm? Que sofrimentos estão sentindo? Que pressões os
está esmagando? Se você tomar o risco de estar perto o suficiente para tirar
a coroa de espinhos da juba do leão, você, freqüentemente, descobrirá uma
criatura magnífica cheia de poder e graça.

Tenha em mente que diferente não é errado. A igreja e seus líderes são, às
vezes, culpados de não apreciar ou aceitar pessoas que são diferentes em
seus modelos culturais. Isto é resultado de um numeroso grupo de coisas
incluindo o estilo de louvar das pessoas, a forma como se vestem, suas
doutrinas específicas e crenças teológicas, etc. Eu conheço alguém que foi
convidado a deixar uma igreja por levantar suas mãos durante o louvor. Um
casal que agora congrega na Crossroads disse que todos em sua igreja
anterior vestiam-se muito bem para irem à
Tenha em mente que diferente
igreja e aqueles que não o faziam não eram
não é errado aceitos. Eu falei, recentemente, com um
homem que tinha conflitos porque na igreja em
que congrega haviam mulher no time de
liderança. Eu tentei ajudá-lo a ver as bases bíblicas e o valor das mulheres na
liderança, ao invés de diminuí-lo ou a sua igreja por causa de que seus
pontos de vista são diferentes dos meus. Eu não sei se mudei sua forma de
pensar ou não, mas este não era o ponto. Eu queria ajudá-lo a ver que
diferente não é errado e que ele poderia, facilmente, co-existir e servir
juntamente com outros com diferentes visões.

Y1V8_O Coração do Reconhecimento.doc Reconhecimento 3/4


O ponto final – Para reconhecer melhor as pessoas, olhe para o melhor que elas
têm. Isto é uma escolha que todo líder faz. Minha esperança para você é que
você a faça em suas escolhas diárias olhando para o melhor em cada um que
você lidera.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 07 de junho de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Aimine Tescaro Zuccherato. Revisão Wilson R. Zuccherato

Y1V8_O Coração do Reconhecimento.doc Reconhecimento 4/4


Ano 1 - Vol.9 – agosto/2006

Jack Lynn

issão, visão, valores, metas, objetivos, planos de ação, estratégias,


organogramas, revisão de desempenho, etc, etc. Você já se pegou
preocupado, pensando se todas estas ferramentas “de negócios” são válidas para
o mundo da Igreja? Já ficou na dúvida sobre como colocá-las em prática e usá-las
para benefício do Reino? Você pergunta-se, de vez em quando, “por que a gente
não pode apenas desempenhar o ministério e esquecer todos estes processos,
ferramentas, encontros, etc? Jesus e os pais da Igreja primitiva realmente
passaram por todas estas coisas para lançar e fazer crescer a Igreja?

Nós todos desejamos ser usados mais efetivamente e fazer uma diferença maior
no mundo. Eu acredito que Deus deseja usar estas “ferramentas corporativas”
para ajudar-nos a ter mais foco e sermos mais efetivos num mundo que grita por
nós de muitas direções.

Suponha que você e eu estivéssemos na Igreja primitiva um dia e eu pedisse a


você para encontrar-me num restaurante específico ao meio-dia da segunda-
feira. Você teria todas as informações necessárias para atender aquela “visão
dada”. Como você a cumpriria, seria com você. Para chegar ao restaurante você
poderia escolher o caminho pelo meio da cidade. Ou, talvez, escolhesse um via
expressa externa tomando a saída mais próxima do local do encontro. Você
poderia ainda escolher um terceiro caminho. Não importaria como você iria
chegar lá. Uma vez que tínhamos o acordo sobre onde e a que horas nos
encontrar, você teria a liberdade de planejar seu próprio caminho

Liberdade nos Valores


Entretando, existiriam alguns valores que iriam afetar seu processo decisório. Por
exemplo, existem limitações de orçamento que impediriam você de usar um
helicóptero. Você tem valores éticos que o impediriam de dirigir a 100km por
hora no centro da cidade. Você tem valores morais que o impediriam de roubar
um carro para chegar lá. Ao lado destes valores, você estaria livre para arranjar
sua viagem em qualquer forma que parecesse melhor para você.

Aqui está o ponto de aplicação. Uma igreja


precisa claramente definir ambos, sua
Uma igreja precisa, claramente, definir
visão e seus valores, para que as pessoas ambos, sua visão e seus valores, para
tenham a liberdade para implementar a que as pessoas tenham a liberdade de
visão, agindo de forma subordinada aos implementar a visão, agindo de forma
seus valores. Igrejas que operam desta subordinada aos seus valores.
forma estão experimentando grande
efetividade. Existem um senso de liberdade e propósito que motiva toda a
liderança. Estas igrejas têm demonstrado a vontade de aceitar críticas sobre o
que estão fazendo e tomando riscos no sentido de fazer. O resultado é que elas
estão se superando na visão do que Deus chamou-as para fazer.

Suponha que um dos valores de uma igreja seja: “Nós acreditamos que
excelência honra a Deus”. Este valor iria impedir que você colocasse um aviso
mal-feito, escrito à mão na porta do templo. Você iria fazê-lo num computador,
imprimir de forma que ficasse bonito e atrativo. Uma vez que você compreende o
valor da excelência, não há mais necessidade de haver alguém dizendo a você

Y1I9 – Clara Visão 1/4


como fazer as coisas. O valor da excelência estaria impregnado dentro da cultura
das tarefas diárias.

Liberdade das Distrações


Vamos voltar ao cenário do encontro da segunda-feira naquele restaurante.
Imagine que, ao invés de termos acordado em nos encontrarmos no restaurante,
eu tivesse perguntado se você poderia dar-me uma carona. Ao chegamos ao final
da rua você me olha e pergunta: “para que lado eu viro? Eu respondo: “Vire à
direita”. No próximo cruzamento você repete a pergunta: “para que lado eu viro?
E eu volto a responder: “Vire à direita”. No próximo semáforo a mesma troca de
palavras acontece. Você começa a ficar frustrado porque você quer saber para
onde nós estamos indo. Pense em quanta liberdade existiria a mais se nós dois
tivéssemos concordado sobre qual era o destino antes de sairmos do
estacionamento. Você poderia decidir, por si mesmo o caminho e em qual esquina
virar. Nós estaríamos livres para discutirmos outros assuntos de nossa escolha ao
invés da intemitente interrupção de ter que dizer “vire para direita ou esquerda” a
cada cruzamento.

Este tipo de clareza pode existir na igreja? Eu creio que a resposta seja sim. Veja
uma outra ilustração recente da história. O presidente John F. Kennedy definiu
uma “missão” de explorar o espaço. Ele desenhou esta missão com a seguinte
frase: “Nós colocaremos o homem na Lua”.
Aquela visão acabou tornando-se uma missão
Quão excitante foi vermos os pés
do primeiro homem na Lua. Foi o
ainda maior. Os Estados Unidos ainda estão
cumprimento de uma visão, mas vivendo aquela missão de explorar o espaço.
apenas parte uma missão. Entretanto, a visão de colocar o homem ha Lua já
foi cumprida. Quando o Presidente Kennedy
desenhou aquela visão, ela não sabia como ela
seria alcançada. Ao invés de focalizar em “como” ele falou sobre “o que”. Ele,
então, passou a tarefa de definir o “como” para outros profissionais competentes.
Haviam alguns valores que guiavam a equipe para desenvolver o “como”. O
número um era a segurança de todos os participantes. Eles também tinham
valores como trabalhar dentro de um orçamento, trabalhar com um time
integrado e desenvolver outras aplicações para as tecnologias que iriam ser
descobertas. Quão excitante foi vermos os pés do primeiro homem na Lua. Foi o
cumprimento de uma visão, mas apenas uma parte da missão.

Vamos aplicar este processo de missão/visão à Igreja Local. Ainda que tenha sido
colocado que a missão da igreja local é alguma forma de aplicar a Grande Missão
e a Grande Ordem, não podemos deixar de lado o propósito fundamental para o
qual nós existimos. Somos chamados para amar, o Senhor Deus, de todo nosso
coração, alma, pensamento e força e amar nosso próximo como a nós mesmos.
Nós também somos chamados a fazer discípulos em todas as nações, alcançar o
mundo inteiro e ajudar os novos crentes a crescerem tornando-se discípulos
maduros de Jesus Cristo. Esta é uma grande e interminável missão. Entretanto, a
visão pode ser muito particular em cada igreja local e pode mudar de tempos em
tempos à medida em que a igreja e as necessidades da nossa cultura o exigem.

Deixe-me ilustrar. No sentido de mais efetivamente alcançar a comunidade o


pastor principal de uma igreja deseja lançar um ministério de multi-campus com
serviços ao vivo em dois deles. A equipe diretiva da igreja deseja mudar o
campus completamente e construir um novo e muito maior edifício em um único
campus. Alguns membros-chave da equipe de liderança desejam que a igreja
adicione dois ou três novos tipos de video no site da Internet que a igreja já
possui. Cada pessoa desta equipe tem visões e opiniões fortes. A igreja está

Y1I9 – Clara Visão 2/4


encontrando dificuldades em unificar as posições em torno de direções tão
distintas e, portanto, a energia e a moral da igreja estão sofrendo. Como
resultado, a igreja rapidamente estará perdendo efetividade em seu ministério
atual.

Eu quero desafiá-lo a dar os passos necessários


para tornar cristalina a missão, visão e valores A igreja está encontrando
que dirigem a igreja local. Quando você passa dificuldades em unificar as posições
pelo doloroso processo de articular, clarificar e em torno de direções tão distintas
e, portanto, a energia e a moral da
operacionalizar estas ferramentas você verá
igreja estão sofrendo.
novos níveis de efetividade no ministério. Você
verá os líderes dos ministérios revigorados com
nova energia quando eles compreenderem claramento o “que” e serem confiados
em desenvolver o “como” dentro dos limites dos valores. Você verá novos níveis
de comprometimento entre os voluntários e as lideranças.

Vamos olhar um exemplo de como isto funciona. Suponha que a igreja contrate
um novo pastor para cuidar dos jovens e desafia-o a construir um grande
ministério voltado aos adolescentes. Este pastor abraça o desafio e vai ao
trabalho. Ele começa a formar uma imagem do que um grande ministério voltado
aos jovens vai se parecer para ele. Isto inclui alcançar jovens que estão nas ruas,
góticos, outros que não conhecem igreja e desesperadamente necessitam de
esperança em suas vidas. Ele vai “fundo” na cultura estudantil dos jovens que são
socialmente desjustados. Não demora muito para que alguns destes jovens
comecem a parecer nos encontros de jovens da Igreja. Algumas vezes eles estão
embrigados, algumas vezes estão OK. Alguns tentam vender drogas para os
jovens da igreja. Alguns deles se convertem e mudam suas vidas completamente.

Mais ou menos ao mesmo tempo os pais dos “jovens da igreja” começam a


expressar suas preocupações sobre o que está acontecendo e sobre o tipo de
jovem que está aparecendo na igreja. Ao mesmo tempo, o pastor principal se dá
conta que a imagem que ele tinha, originalmente, sobre um grande ministério
para jovens parecia diferente do que está sendo construído. Como resultado ele
chama o pastor responsável por este ministério em seu escritório para discutir o
tema. O pastor principal está muito entusiasmado sobre alcançar os jovens de
rua, mas também está muito preocupado com as reações dos pais dos jovens da
igreja. O pastor principal começa por exercer seu poder sobre o pastor dos
colegiais e este começa a sentir-se limitado e gerenciado nos detalhes. O
resultado disto é que as pessoas da igreja começam a tomar partido. Alguns
querem alcançar os jovens das ruas e acusam os outros de quererem construir
um “confortável clube de santos”. As pessoas com outra visão querem estar
seguros que os jovens das famílias da igreja estejam recebendo impactos
positivos e querem oferecer um grupo alternativo para os meninos de rua que se
reunirão em local separado. Eles acusam os do lado oposto de serem ingênuos e
não compreenderem a influência que os meninos de rua estão tendo na mocidade
da igreja. Os líderes adultos do ministério de jovens começam a tomar partido e
alguns pedem a demissão do pastor da mocidade. A coisa toda transforma-se
numa grande bagunça.

O que teria acontecido se houvesse tido tempo investido em desenvolver e obter


concordância em torno de uma visão sobre o que um ministério para os jovens
iria se parecer? Trabalhando através deste processo teria ajudado a definir o
“que” – uma imagem que o pastor principal, o pastor da mocidade e todos os pais
teriam abraçado. O que aconteceria se, incluído na meta de alcançar os meninos
de rua, houvesse o envolvimento das pessoas para enxergarem como Deus
poderia usá-las neste ministério? Como seria se houvesse um esforço intencional
para comunicar-se com as famílias dos meninos de rua sobre este esforço de

Y1I9 – Clara Visão 3/4


evangelização e desafiá-los a sacrificar algum conforto para juntar-se na tarefa?
É possível liderar nossas igrejas de tal modo que estejamos todos na “mesma
página”, operando com os mesmos valores, trabalhando ombro-a-ombro e
movendo-nos na mesma direção. O mesmo princípio pode ser ilustrado no
ministério de crianças, louvor, mulheres, de pessoas sós, etc.

Eu quero desafiá-lo a serem unidos no propósito, claros sobre seus valores e


deixar a lideranca e os membros dos ministérios livres para realizarem o trabalho
que Deus os chamou para fazer, dentro dos limites de sua missão, visão e
valores. Quando você achar necessário exercer controle sobre alguém será para
realinhá-lo quanto a visão e os valores e não para fazer micro-gerenciamento de
forma a desencorajá-lo.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 21 de julho de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Aimine Tescaro Zuccherato. Revisão Wilson R. Zuccherato

Y1I9 – Clara Visão 4/4


Ano 1 - Vol.10 – setembro/2006

Dan Reiland

odos nós gostamos quando o médico coloca as luvas de borracha nas mãos
e... bem vamos parar por aqui. Eu tenho um grande clínico geral que que faz
um belo e extensivo check-up. Ele verifica meu colesterol, pressão sangüínea,
batimento cardíaco, reflexos e mais umas vinte outras coisas.

Eu também vou ao dentista duas vezes ao ano para que ele dê uma olhada nos
meus dentes. A cada 5.000 quilômetros eu levo o meu carro para trocar óleo. E
duas vezes ao ano vem um especialista em minha casa para testar o
funcionamento do sistema de aquecimento e do ar condicionado.

Check-ups, inspeções e avaliações periódicas são parte da rotina diária de nossas


vidas, embora apenas poucos pastores que eu supervisiono façam um check-up
pessoal de suas vidas como líderes. Este artigo inicia uma série de dois que vai
ajudá-lo a olhar a “parte de baixo” do seu motor de liderança.

Este primeiro artigo focalizará suas habilidades de liderança. A parte 2 dará


ênfase no seu coração de líder e seu caminhar com Deus. Primeiro, não seja tão
rápido em colocar isto da lista das coisas que você já conhece. Você conhece algo
sobre isto, mas conhecimento sozinho não é o propósito deste artigo. Meu
objetivo não é educá-lo ou dar a você respostas. Meu desejo é fazê-lo parar por
alguns minutos e dar uma honesta olhada no assunto. Segundo, não seja muito
rápido em ver isto como algo demasiadamente simples. O teste não é se você o
compreende ou não, mas quão bem você está vivendo-o. Pronto?

 Visão e Motivação
Independente de você ser um líder bem experiente ou um novato no
assunto, se você está numa posição de liderança, você precisa ser capaz de
criar uma visão e motivar as pessoas. Por motivar pessoas, não quero dizer
fazer “atividades para animá-los”. Eu me refiro à sua habilidade de
compreender as pessoas, conhecer o que dá o “click” nelas e como dirigir
suas motivações internas para um objetivo comum para o benefício do
Reino. Você precisa, primeiro, saber para onde está indo, por quê você quer
ir e como você planeja chegar lá. Isto possibilita que você crie a visão, um-
a-um, nos pequenos grupos ou estando na frente de toda a congregação.
Então, como você vai indo? Está claro para onde você está indo? Você tem
um claro senso daquilo que Deus quer que você faça? As pessoas estão
seguindo sua liderança de forma entusiasmada?

 Relacionamentos
Se as pessoas não gostarem de você, elas não o seguirão. Existe alguma
coisa nesta verdade que incomoda a maioria dos líderes. Nós pensamos:
“Espere um minuto – Eu fui chamado por Deus para trabalhar para Ele. Que
importância tem se as pessoas gostam de mim ou não?” A questão é que
isto importa e sempre importará. Isto não é sobre concurso de popularidade
ou desfile de beleza. É sobre o fato de as pessoas verdadeiramente
acreditarem que você as ama e preocupa-se com elas. Não é, tampouco,
sobre a sua personalidade. Alguns líderes são mais “calorosos e animados”,
outros mais “pé-no-chão e focados na tarefa”. Isto não importa. O que as
pessoas querem saber é se você se importa com elas. Sua habilidade de
conectar-se é grande? Como você se auto-avalia neste ponto? As pessoas

Y1V10 - Quando foi seu último check-up – Parte 1 1/3


gostam de você? Elas migram em sua direção? Você é capaz de “lidar”
várias relações com diferentes tipos de pessoas? Você faz amigos
facilmente?

 Comunicação
Na última semana eu conduzi o meu 19º. Retiro sobre Comunicação para
homens cujo nome é Joshua (Josué). Foi um sucesso. Cada um dos homens
fez seus 30 segundos de comercial e seu sermão gravado de 18 minutos!
Muitos dos homens são muito talentosos, outros são mais tímidos! O ponto
era ensinar aos homens a incrível importância da comunicação para um
líder e fornecer um ambiente de “laboratório” para praticarem suas
habilidades de comunicadores. Se você está comunicando a visão a uma
congregação inteira ou está sentando um-a-um num café, você deve ser
capaz de comunicar seu ponto em uma maneira eficaz. Quando você fala,
as pessoas escutam? Quando você fala, as pessoas fazem o que você pede
que façam? Quando você se comunica com os outros, você é claro, seguro
e conciso? Você prepara-se com cuidado e de forma completa antes de
falar?

 Conectado com a cultura


Os líderes permanecem conectados com a cultura afim de manterem-se
cientes e inteirados do que está acontecendo em torno das comunidades.
Isto fornece os limites necessários para conectar-se com as pessoas de fora
da Igreja e fazê-lo de modo que demonstre que você conhece o mundo no
qual elas vivem. É perigoso para um líder espiritual ficar demasiado preso
“no material igreja” e tornar-se não educado, inconsciente e desconectado
do mundo em torno dele. A única maneira de influenciar, verdadeiramente,
a cultura é tornar-se ativo nela. Isto, claro, não sugere que você compre e
viva fora dos valores da cultura atual, mas que você seja conhecido e visto
como alguém que a compreende e trabalha para fazer uma diferença nela.
Você sabe as questões políticas básicas de sua cidade? Você conhece o
prefeito ou outras pessoas-chave nos cargos oficiais? Você faz parte de uma
câmara de comércio ou algo parecido? Você está envolvido em iniciativas de
compaixão patrocinadas para a comunidade? Você serve como membro de
algum comitê secular afim de melhorar a cidade que você vive?

 Sabedoria financeira
O dinheiro é, no mínimo, um tópico sensível na igreja se não for um tópico
impopular e potencialmente causador de divisão. O dinheiro é pessoal. É
poderoso. O dinheiro revela o coração da pessoa como poucas outras
coisas. Uma coisa é verdadeira, sem dinheiro você não pode conduzir uma
igreja local. Sua habilidade de gerir o dinheiro sabiamente é essencial. Você
está a cargo não somente de comunicar sabiamente a verdade bíblica sobre
o dinheiro, mas também o de ser o sábio despenseiro dele quando você o
recebe. Minha ênfase aqui não é tanto sobre orçamentos, contabilidade e a
auditoria anual, embora todos sejam importantes. É mais como você se
relaciona com o dinheiro, a sua habilidade em conseguir o necessário e ao
seu discernimento ao ouvir a voz do Deus sobre como usá-lo como Ele
deseja. (O último comentário sobre ouvir a voz de Deus está tratado na
parte dois desta mini-série, mas eu quero incluí-la aqui também.) Assim,
você é bom com dinheiro? Você controla suas finanças pessoais bem? Você
tem um claro sentido de que os fundos que estão sendo criados são
abençoados por Deus? Sua igreja é uma igreja generosa? Você é um líder
generoso?

 Recrutar

Y1V10 - Quando foi seu último check-up – Parte 1 2/3


Jesus era o mestre em recrutar. Suas duas mais famosas palavras
recrutando, geralmente usadas eram “siga-me. Os líderes ainda dizem
“siga-me”. Você não pode liderar se você não puder recrutar. Vamos
apenas enfrentar a verdade dessa realidade. Quando eu entrevisto líderes
novos eu sempre mergulho profundamente em sua habilidade de recrutar
como um ponto essencial da liderança. Você não pode conduzir a sua igreja
sozinho e deve conseqüentemente pedir para que as pessoas o ajudem e
fazê-lo de tal modo que eles queiram dizer sim. Isto pode estar no
formulário dos voluntários alistando-se para usar seus talentos espirituais,
ou para a equipe de funcionários ou em outras expressões. Recrutar é mais
arte do que a ciência e mais sobre a visão do que tarefa. Recrutar é tanto
sobre manter as pessoas em sua equipe, como convidá-los para fazer algo
e receber uma resposta positiva. O que seu histórico de recrutar tem
mostrado? É fácil para você convidar pessoas para integrarem o seu time?
As pessoas dizem sim mais freqüentemente do que elas o desapontam?
Quando as pessoas juntam-se à sua equipe elas permanecem por longo
período ou mesmo tempo indefinido? Você é capaz de recrutar pessoas de
alto calibre e líderes de elevado potencial?

 Desenvolvimento e Delegação de Poder


Este é o sétimo e último neste grupo de habilidades da liderança, mas
saiba, por favor, que este grupo de habilidades não é completo. É,
entretanto, uma lista essencial. Desenvolver líderes e dar-lhes poder para
conduzir outros está no núcleo da liderança eficaz. É benéfico começar com
pessoas ajudando-os nas tarefas para “ter as coisas feitas”, mas é muito
mais eficaz treinar outros para que liderem, eles mesmos, outras pessoas.

Deselvolver lideres refere-se a investir de você mesmo em outros líderes e


potencial líderes de forma que eles cresçam e se tornem melhores do que a
primeira vez que você os encontrou. Isto pode parecer elevado e idealista
mas é, geralmente, mais simples do que você pensa. Liderança precisa ser
não mais complicado do que você tomar um ótimo livro sobre liderança
reunir-se num pequeno grupo de lideres para estudar e praticar seus
ensinamentos juntos. Desenvolver liderança não deve nunca ser
considerado como um esforço puramente acadêmico.

Livros são bons mas não suficientes. Num certo ponto, você precisa
acreditar em seus líderes aprendizes com autoridade e responsabilidade
para liderá-los de tal modo que os ajude a compreender a visão da Igreja.
Você está investindo nos líderes-chave (experientes e potenciais) de sua
igreja? Aqueles que estão à sua volta são melhores líderes por causa do
tempo que você passa com eles? Os líderes pelos quais você é responsável
são produtivos e estão gostando do que fazem? Você está investindo
recursos e tempo nos líderes da igreja? Você é um estudante apaixonado da
liderança e você tem alguém desenvolvendo-o como líder?

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 07 de agosto de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Wilson R. Zuccherato

Y1V10 - Quando foi seu último check-up – Parte 1 3/3


Ano 1 - Vol.11 – setembro/2006

Dan Reiland

“homem do sistema de irrigação” apenas saiu. Ele fez uma verificação


completa. Informou-me que eu estou com uma válvula defeituosa que deve
ser substituída. OK, sete delas estão boas, eu fiquei excitado. Mas havia mais. Eu
tenho doze vávulas dos aspersores do jardim que precisam ser trocadas e dez dos
meus splinklers precisam ser movidos ou trocados de alguma maneira. Eu pensei,
talvez eu apenas deixe as plantas e a grama morrerem. Não, isto não é uma
resposta inteligente – mesmo pensando que eu a sinto como uma boa resposta.
Eu tenho um investimento suficientemente grande no nosso paisagismo. Tanto
quanto eu não gosto de fazer um check-up no meu sistema de irrigação, eu sei
que ele é necessário e importante. Ele não apenas protege o valor de minha
propriedade, ele também oferece um lindo e pacífico ambiente e, sem esquecer,
que ele mantém meus vizinhos felizes.

Nossa igreja apenas completou mais um “check-up” anual – a auditoria financeira


anual. Todos os anos chamamos uma empresa de auditoria independente para
fazer a revisão dos nossos livros contábeis e procedimentos. Nós entregamos a
eles todas as chaves e informações para que façam o seu trabalho. E isto é
divertido. Seriamente, eles fazem um grande trabalho e claro, isto é muito
necessário e importante. Todos os anos nós aprendemos mais sobre como
gerenciar sistemas financeiros mais rigorosos, subordinando-se a novas
regulamentações fiscais e aprendemos processos mais eficientes de gerenciar o
dinheiro. Isto dá aos líderes-chave e outros membros mais segurança na grande
visão de despenseiros do Reino.

Na primeira parte desta mini-série eu falei que check-ups, inspeções e avaliações


de periódicas são parte de nossa rotina diária, ainda que poucos pastores que eu
supervisiono façam check-ups anuais de suas vidas como líderes. Este artigo é o
segundo desta série de dois que pretende ajudá-lo a dar uma olhada debaixo do
motor de seu estilo de liderança.

O primeiro artigo teve foco nas habilidades de liderança. Este artigo vai focalizar-
se no seu coração como lider e seu caminhar com Deus. Primeiro, não seja tão
rápido em colocar isto da lista das coisas que você já conhece. Você conhece algo
sobre isto, mas conhecimento sozinho não é o propósito deste artigo. Meu
objetivo não é educá-lo ou dar a você respostas. Meu desejo é fazê-lo parar por
alguns minutos e dar uma honesta olhada no assunto. Segundo, não seja muito
rápido em ver isto como algo demasiadamente simples. O teste não é se você o
compreende ou não, mas quão bem você o está vivendo.

Seu coração de Lider:

 Compaixão
Um coração compassivo é a principal evidência da atividade do Espírito
Santo em sua vida. É fácil tornar-se fatigado ou até frustrado quando você
está trabalhando intensamente no “negócio de pessoas”. Esta realidade
pode e freqüentemente diminui sua compaixão pelas pessoas. Talvez a
compaixão no seu coração não é menor, mas a evidência prática pode ficar
congestionada no meio de sua agenda ocupada. É um perigo ocupacional.
Lute pelo coração com o qual você começou seu ministério. Quase todos os
pastores lançam-se no ministério, se não completamente, ao menos em

Y1V11 - Quando foi seu último check-up – Parte 2 1/4


parte, porque se importam profundamente com as pessoas - e em
particular, pessoas que estão feridas ou sofrendo. Há um pastor em todos
nós que quer ver as pessoas completas e saudáveis. Verdadeira compaixão
requer que você sirva e importe-se com os outros que não podem, ou que
provavelmente não lhe servirão em retorno. Como você se avalia? Como
outros o avaliariam? Quão compassivo você é com as pessoas mais
próximas de você? O quê, especificamente, você faz para os outros que
provavelvelmente não terá igual retorno para você ou a sua igreja?

 Ouvir a voz de Deus


No coração de cada líder espiritual está o desejo e a habilidade de escutar e
ouvir a voz de Deus. Isto é diferente para cada um e pode mudar em
momentos diferentes da vida de um líder. É interessante que eu ouço
pessoalmente a voz de Deus, mais consistentemente, quando eu me
movimento. Os pensamentos inundam minha mente de idéias ensinando-
me a encontrar soluções. É surpreendente. Eu fico às vezes receoso que eu
me esquecerei dos pensamentos no momento em que eu retornar, mas eu
me recordo de todos. Você pode ouvir a voz de Deus mais
consistentemente quando ora de joelhos (melhor que usando seu tênis!) ou
quando você está louvando? O método não importa, mas se você ouve ou
não Deus falar, isto é tudo o que importa.

Buscar um sábio conselho para compreender a palavra de Deus é


perfeitamente aceitável, mas se você for um líder, é importante que você
possa, às vezes, ouvir Deus falando com você diretamente. Ele não tem a
voz do James Earl Jones - é mais parecido com um pensamento calmo mas
muito claro que, definitivamente, não se origina em minha mente. Quando
foi a última vez que Deus falou com você? O que Ele disse? Como você
respondeu, você é rapido em obedecer? Você pede que Ele fale com você?
Você pede que Deus fale mais sobre coisas a seu respeito ou de outros?

 Em paz com você mesmo


Um sábio conselheiro e amigo, Dr. Jesse Dillinger, trouxe uma profunda
reflexão na minha vida quando, pela primeira vez, eu sentei-me em seu
escritório no início dos anos 90. Tornou-se dolorosamente claro que eu não
estava livre para ser eu mesmo e estar em paz comigo mesmo. Foi então
que eu comecei a olhar para pessoas que são elas mesmas e são
respeitadas. É engraçado como nós podemos ensinar coisas que nós
mesmos ainda temos que aplicar,
inteiramente, em nossas próprias
Quando nós nos damos conta de que
vidas. Eu posso olhar para trás com não é tudo sobre nós mesmos e quando
gratidão enquanto eu vivo agora nós abandonamos nosso eu para servir
minha vida de líder em paz comigo a Deus e aos outros, é surpreendente
mesmo. Que diferença! Não é difícil como as coisas tornam-se simples.
identificar um líder que não esteja em
paz. Eu não quero dizer a paz com Deus. Isto não é sobre a disposição
espiritual sobre a eternidade de uma pessoa. Trata-se de sua vida espiritual
com um vaso humano e uma existência humana. Quando nós nos damos
conta de que não é tudo sobre nós mesmos e quando nós abandonamos
nosso eu para servir a Deus e aos outros é surpreendente como as coisas
tornam-se simples. É fácil confiar nas pessoas que estão em paz consigo
mesmas. Elas raramente, se é que tem uma outra agenda. O que você vê é
o que você sente é que elas possuem uma força que é calma e inspiradora.
São constantes no nível de sua alma, e, novamente, mesmo quando sob a
pressão e a vida lotada de programações. A paz pessoal é francamente uma
coisa sem preço. Você está em paz? Como é isto com sua alma? Você dá

Y1V11 - Quando foi seu último check-up – Parte 2 2/4


mostras de uma quieta confiança? Ou você investe tempo e a energia para
convencer ou outros de que você está OK e tudo vai bem? Você sabe que
Deus está com você? As pessoas são atraídas para você?

 O Fator Alegria
Não me refiro a festa fantasia com a máscara da lâmpada em sua cabeça
ou sobre a pessoa que fala mais alto ou é a mais engraçada na reunião da
equipe. Embora um pouco de barulho e momentos engraçados possam ser
bons! Isto não é sobre o Mc Lanche Feliz ou as três formas mais comuns de
remédio - televisão, gastar dnheiro e comer. A verdade é que a vida pode
ser difícil às vezes, mas você pode sempre ter a alegria. Você pode
experimentar um dia muito complicado e, no entanto, quando você coloca
sua cabeça no travesseiro à noite, você sorri com um profundo sentimento
de satisfação de que você está investindo sua vida em algo que importa.
Isto é alegria. Uma pessoa com
alegria interna sabe que ele ou ela
Você pode experimentar um dia muito
complicado e, no entanto, quando você está alinhada com o Rei dos Reis e
coloca a cabeça no travesseiro à noite, participa em Seu trabalho. A alegria
você sorri com um profundo sentimento está em ver casamentos restaurados,
de satisfação de que você está
pessoas salvas e pessoas vivendo
investimento sua vida em algo que
importa. suas vidas num nível mais elevado. A
alegria está no experimentar Seu
amor com aqueles mais próximos a você – sabendo que sua família o ama e
importa-se com você. Como é seu fator alegria? Você sorri mesmo em seus
dias difíceis? Sua alegria contagia os outros? Você pode apreciar a vida em
seus termos mais simples e mais básicos? Você ajuda trazer alegria para
outras vidas?

 Relacionamentos Íntimos
Eu mencionei aqueles mais próximos a você no último tópico. Se nós
formos honestos, às vezes nossas vidas são qualquer coisa menos alegria
quando se trata de família amigos próximos. A boa notícia é que aqueles
relacionamentos podem ser íntimos e gratificantes mais frequentemente do
que não. Mas exige trabalho. Você sabe disto, mas é fácil desviar-se. Você
é ocupado e os amigos e a família devem compreender. Na maioria das
vezes eles o fazem, mas há um limite. Investir do fundo do coração
naqueles mais próximos a você é essencial. Isto requer tempo. Em junho de
2006, Patti e eu completamos 25 anos de casados, e nossa filha Mackenzie
termina a faculdade em mais um ano. Meu filho John-Peter será um
estudante de segundo ano do Colégio. Nossa vida famíliar é melhor do que
nunca, mas nós trabalhamos nela. O tempo voa e não existe o “fazer de
novo” na vida, sempre dá para acelerar e fazer um esforço por aqueles
mais mais próximos de você. Não espere que eles o façam para você. Você
pode esperar sua vida inteira. Dê agora e não se preocupe sobre o que você
vai obter de volta; isso tomará conta de si mesmo. Qual é a qualidade e a
condição de seus relacionamentos mais próximos? Você está fazendo
investimentos intencionais? Você diria que aqueles mais próximos a você
são aqueles que o amam mais? Você descreveria seus relacionamentos
íntimos como de confiança e recompensa elevados?

 Um Espírito Generoso
John Maxwell é um bom modelo disto para mim. Ele é uma das pessoas
mais generosas que eu conheço. Pessoas generosas não são medidas por
quanto dinheiro têm em relação ao quanto dão. Não há correlação direta
alguma entre ter dinheiro e ser generoso. John e Margaret foram sempre
generosos – e isto é tão distante quanto no seu primeiro ano de casamento
e do ministério em 1969 quando ganhavam alguns “trocados” por semana.

Y1V11 - Quando foi seu último check-up – Parte 2 3/4


Não é sobre o dinheiro. É sobre um espírito dentro de você. Deixe-me ser
direto, algumas pessoas são apegadas ao dinheiro e isto nunca funciona
para um líder. Pessoas cheiram avareza há uma milha de distância e isto
fere sempre a influência de um líder. Frugal pode ser bom, mas não use isto
como uma cobertura para sua falta de generosidade em sua vida. Eu nunca
esquecerei a primeira vez que Patti e eu nos encontramos com John e
Margaret em Marion, Indiana. Nós estávamos ainda no seminário e não
tínhamos absolutamente dinheiro algum. Ao final da conferência sobre
liderança ele, discretamente, colocou 20 dólares no meu bolso e disse,
"Leve a Patti para jantar numa agradável churrascaria." Nos idos de 1982
isto era possível! Você é uma pessoa generosa? Você encontra maneiras de
dar aos outros? Quando você pega o talão de cheques isto tem a ver com
estar no controle ou sobre demonstrar seu espírito de generosidade? Você
dá para obter de volta ou pela pura alegria de fazê-lo? Quão
freqüentemente Deus o alerta para dar de maneiras incomuns aos outros?
Como você responde?

Eu espero que você sinta-se incentivado e desafiado pelos pensamentos e pelas


perguntas deste artigo. Como eu disse, eu não fiz uma lista das coisas para dizer-
lhe o que fazer, mas as questões, de forma sutil, dão a você os alertas e a
direção. Seja honesto em suas respostas e minha recomendação é que você
escolha uma ou duas destas áreas para trabalhar de cada vez. Encontre livros,
CDs, e outros líderes para aprender com eles. Mantenha seu coração aquecido
para Deus e o terno para com os outros.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 21 de agosto de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Wilson R. Zuccherato

Y1V11 - Quando foi seu último check-up – Parte 2 4/4


Ano 1 - Vol.12 – outubro/2006

Dan Reiland

ual é sua pressão sangüínea? Isto realmente importa. Eu, certamente, não
sou médico, mas o conhecimento geral na área médica aceita algo entre 12/8
como sendo uma pressão “ótima” para uma vida saudável. Pressão alta ou
hipertensão estaria em 14/9. Pressão baixa ou hipotensão seria alguma coisa
como 9/6. Ambas, pressão alta ou baixa pode levá-lo a ter condições
desfavoráveis de saúde.

Há um conceito similar em liderança quando se trata de pressão. Sempre existirá


pressão se você for um lider. É normal. Não tente escapar. Se você estiver
liderando experimentará pressão o tempo todo.

Mas com o que se pareceria se a pressão fosse muito alta? Quais são os
sintomas? Quais são alguns dos seus efeitos? Como você sabe se a pressão está
muito alta? Como na sua pressão sangüínea, ela é diferente para cada um, mas
há certos indicadores que dão a você a idéia de que os níveis estão ficando muito
altos. Por exemplo, quando a pressão começa a ficar mais alta do que deveria
você pode experimentar um excessivo ou implacável estress. Se a pressão é
muito alta sua perspectiva ou julgamento pode se tornar imperfeitos. Você pode
tornar-se desencorajado ou impaciente ou ainda frustrado por longo período de
tempo e, possivelmente, desanimado por pequenas coisas. Pressão alta não é
sempre desencadeada por um “grande problema” mas pode ser o resultado de
várias pequenas coisas deixadas pendentes, particularmente se elas dizem
respeito às relações.

O que seria uma nível de pressão muito baixa para um líder? O ponto
interessante aqui, é que muito poucos líderes irão diagnosticar a si mesmos com
uma pressão de liderança baixa, mas ela é mais comum do que você pensa.
Alguns indicadores são a falta de motivação, estagnação ou ficar parado no
caminho já conhecido. Isto não significa que você não está trabalhando
arduamente, mas que você está fazendo as mesmas coisas com as mesmas
pessoas, da mesma forma de novo e de novo. Você pode experimentar uma
redução na criatividade ou sem condições de agir de forma apropriada tendo
como resultado a falta de produtividade. Sem pressão (positiva ou negativa,
interna ou externa) não há razão para realizar coisa alguma. E sua liderança
morrerá.

Eu acredito que você possa categorizar pressão em três grupos.

Pressão Pessoal

Esta é o tipo de pressão que todos nos conhecemos e experimentamos em áreas


como finanças, saúde e relações. Isto é pessoal, mas comum em meio a todos
nós. Sob qual tipo de pressão pessoal você está vivendo neste momento? Ela
parece ser algo maior do que você é capaz de suportar? Você está lidando com
ela ou a está ignorando? Você está atacando-a de uma forma saudável?

Pressão Profissional

Pressão relacionada ao trabalho é uma combinação complexa e multi-camada de


expectativas. Existem expectativas de seu chefe sobre desempenho e

Y1V12 - Qual o seu nível de pressão 1/4


expectativas que você mesmo coloca em si mesmo para ter sucesso. Existem
expectativas da organização como as reuniões obrigatórias (que chatice) assim
como as questões culturais. E há expectativas da congregação sobre a forma
como o pastor deve viver, servir e liderar. Todas estas são pressões reais e não
importa quem você é e quão bom lider você é.

Existe um outro número de pressões profissionais tais como sobre ter um balanço
nas prioridades e a tensão sobre como alocar os recursos. De qualquer forma que
seja visto, trabalho traz pressão e especialmente se você for um lider.

Pressão Privada

Pressão privada pode ser tanto pessoal quanto profissional ou ambas. O ângulo
aqui é que Deus o chamou para suportar a pressão sozinho por um tempo. Isto
não é comum, e é raro que ela estenda-se por um longo período de tempo, mas
todos os líderes experimentam uma pressão privada. Pode ser uma situação difícil
com sua equipe, ou uma decisão mais importante como mudar a igreja de local.
Ou talvez você esteja tendo uma batalha a respeito de um sermão delicado que
Deus colocou no seu coração para ser feito para a sua congregação. Em todos
estes exemplos, você não está sendo forçado a ser você mesmo, mas algumas
vezes a essência da liderança é carregar a carga sozinho e tomar uma difícil
decisão.

Então ..... Sentiu a pressão? Se sim, continue lendo.

Mesmo que tanto a pressão alta quanto a baixa possam ser um problema
perigoso para um lider, eu focalizarei a atenção na pressão alta da liderança
neste artigo. Sua habilidade de encontrar e sustentar a paz quando sob pressão
vai ajudá-lo a liderar com segurança, produzir resultados, atrair pessoas para
você, gostar do seu ministério e viver uma vida saudável. A seguir há um simples
guia par diminuir sua pressão de liderança a um nível saudável, através do
encontro da paz em meio às suas responsabilidades de lider.

1. Tenha uma perspectiva própria


Quando meu pensamento desvia-se a pressão cresce. Quando perco a
perspectiva sobre o que é real e o que é certo, a pressão aumenta. Minha
passagem favorita para meditar sobre isto e ajudar a normalizar a pressão
da liderança está em Filipenses 4:6-9.
6
Não andeis ansiosos por cousa alguma; em tudo, porém, sejam
conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica,
com ações de graça. 7 E a paz de Deus que excede todo o entendimento,
guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus. 8
Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo
o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa
fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja tudo o que ocupe
o vosso pensamento. 9O que também aprendestes, e recebestes, e
ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.

Pensar correto é essencial e a oração é o caminho para um pensar correto.


Quando uma forte pressão de liderança atinge-o, entretanto, você pode
sentir-se como num beco sem saída. À medida em que a pressão aumenta,
sua forma de pensar pode sair dos trilhos, a pressão continua a aumentar.
Então, além de orar, eu procuro um sábio e, às vezes, difícil conselheiro
para ajudar-me no processo de ganhar uma perspectiva apropriada. Eu
acrescentei a palavra “difícil” à idéia do conselheiro porque não ajuda se

Y1V12 - Qual o seu nível de pressão 2/4


alguém que me ama e preocupa-se comigo não me disser a verdade ou não
for capaz de forçar-me a prestar atenção nalgum ponto.

Mais freqüentemente do que não, o problema (pressão) não é tão grande


quanto parece. E, mesmo se ele for grande, ele não bloqueia sua habilidade
de resolver o problema. Perder sua perspectiva, entretanto, vai impedi-lo
de descobrir uma solução criativa.

Eu poderia contar a você estórias sobre pressão sob as quais eu estou


vivendo, mas em lugar disto, deixe-me perguntar a você algumas questões
e dar algumas recomendações para iniciar. Você está sentindo-se
naufragando? Você tem experimentado uma alta pressão sem parar por
algum tempo para relaxar? Você está inseguro sobre o que fazer? Se você
respondeu estas questões com um sim, tente os seguintes passos. Primeiro,
escreva todos os problemas, e então coloque-os em ordem de prioridade.
Apenas isto já pode ajudá-lo a descobrir que a lista não é tão longa quanto
você pensava. Então ore, muito. Entregue sua lista a Deus. Seriamente.
Você é Seu filho e sua igreja, então eles são problemas dEle. Deus quer
você no jogo das soluções, mas não sem Ele. Faça sua parte mas deixe-O
agir. Então, conecte-se com duas ou três pessoas que você respeita e que
sejam líderes sábios e deixe-os aconselhá-lo. Isto não é uma solução, mas
vai criar o clima para ajudá-lo a baixar a pressão e começar a resolver os
problemas.

2. Identifique seu sistema de descarga


Não importa quão bom lider você é, você precisa de uma válvula para
baixar a pressão de sua vida. Sem ter uma válvula de alívio, nenhum lider
pode submeter-se a pressão alta por longo período sem sofrer
conseqüências de abandonar, jogar a toalha ou demitir-se. Não desista. Há
esperança – eu prometo.

O sistema de alívio de pressão é diferente para cada lider, mas deixe-me


explicar o que este alívio ou sistema não é. ( Um sistema é uma coleção de
válvulas de descompressão simples). Não é a ausência de fazer alguma
coisa. Fazer nada é uma escolha errada. Este é o pior movimento (ou não
movimento) que você pode ter.

Ele pode ser qualquer coisa desde buscar alguma ajuda até submeter-se a
uma sessão de massagem. Quais são suas válvulas de alívio? A maioria dos
líderes precisam de duas ou três coisas feitas regularmente para escalarem
as montanhas mais altas. Pode ser uma simples partida de tênis ou golfe ou
mais complexas como uma sessão ou duas com um psicoterapeuta. Eu? Eu
faço massagem e tenho um sábio conselheiro, mas não sempre a mesma
pessoa! John Maxwell freqüentemente dá-me sábios conselhos, mas há um
limite quando se trata de massagem!

E a seu respeito? Pode ser que você apenas precise de alguma ajuda. Peça-
a!! Não tente lidar com a pressão por si mesmo. Isto é uma bobagem como
se você descobrisse que tem pressão sangüínea alta e recusasse a tomar o
remédio que o médico prescrevesse. Peça ajuda.

3. Esteja atento à pureza


Este ponto pode ser uma surpresa para você. Se você não está vivendo
uma vida pura como Cristo modelou, você experimentará uma espécie de
dissonância emocional e espiritual que o impede de experimentar a paz de
Deus e, como conseqüência aumenta os seus níveis de pressão.

Y1V12 - Qual o seu nível de pressão 3/4


Sua visão da vida importa. Honestidade conta. Integridade é um problema
real. Se você “apenas flerta” com o sexo oposto é um grande problema.
Onde você vai na internet pode ser extremamente perigodo. Você já pegou
a idéia. Existem algumas pressões na vida que nós precisamos encarar,
mas nós não precisamos complicá-las sem fim sacrificando nossa paz
através de respingos ou de um mergulho no pecado.

O ponto que quero destacar é que você absolutamente irá aumentar o nível
de sua divina paz e como conseqüência reduzir o nível de pressão ao viver
uma vida pura. Não uma vida perfeita – em desespero que aumenta a
pressão! Mas a vida que agrada a Deus.

Eu espero que este artigo o ajude. Eu tenho estado com um número grande
de líderes recentemente que estão com sérios níveis de alta pressão e
assim, eu pensei que isto poderia ser útil para você também ... vai que
você precise.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 07 de setembro de 2006. Processo
de autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Wilson R. Zuccherato

Y1V12 - Qual o seu nível de pressão 4/4


Ano 1 - Vol.13 – outubro/2006

Dan Reiland

eu primeiro carro foi um Rambler 1964. Eu o comprei em 1972 por 2000


dólares. Eu perguntei ao vendedor quanto tempo ele tinha de garantia e ele
disse: “Assim que os pneus da frente tocarem a rua ele é de sua inteira
responsabilidade”. Aparentemente o antigo proprietário do carro tinha sido um
hippie – o carro tinha flores em tons pastéis pintados em todos os lugares. Eu
sabia que eu poderia dar um jeito naquilo. O carro não era automático e tinha um
motor de seis cilindros. Então eu me sentia orgulhoso e capaz de me mover e a
gasolina custava menos de 50 centavos de dólar o galão1.

O que eu não sabia é que apenas cinco dos seis cilindros tinham compressão
suficiente para produzir força. E as coisas tornaram-se piores à partir daí. Eu me
lembro de minhas experiências dirigindo aquele azul-água com marcas onde
“alguém” havia lixado as flores hippies. Eu cheguei na casa da minha namorada
naquele carro que mais se parecia com um alce sofrendo. (O escapamento estava
quebrado e seguro por um arame). Nós saimos para ir até a Pizza Hut e os limites
de velocidade da auto-estradas da Califórnia eram todos acima de 80km/h, e eu
pensei, este carro não vai me ajudar. Eu preciso de mais potência. Seu nome era
Judy e nós nunca tivemos um segundo encontro. Eu estou certo de que a culpa
foi do carro.

Se foi do carro ou não, potência/poder não importa. Potência no motor do carro


importa, poder nas relacões interpessoais importa e poder econômico na igreja
local importa também.

É um erro fazer do dinheiro algo indesejado visto como algo ruim e a parte “não
espiritual” do ministério da igreja local. Sejamos honestos, sem dinheiro não
teremos ministério na igreja local. O Espírito Santo é o poder real de sua igreja,
nós todos sabemos disto, mas tente pagar a prestação da hipoteca com uma nota
onde esteja escrito Atos 1:8. Dinheiro é necessário e, de muitas formas, o nível
de receita de sua igrea (dízimos e ofertas) dá a você uma indicação do nível de
maturidade espiritual em sua igreja.

Enquanto dinheiro é algo necessário, não é para isto que eu quero chamar a
atenção, ser cativo ou ansioso sobre. Existe uma vasta quantidade de pessoas
com necessidades espirituais e nós queremos ajudá-los, não gastando todo o
nosso tempo arrecadando dinheiro. Portanto, é sábio compreender aquilo que nós
podemos chamar de os direcionadores econômicos que motivarão as pessoas a
contribuir sem que seja necessário ficar pedindo dinheiro. Isto também não
significa que você nunca deva pedir. Ele significa que estes direcionadores ou
motores estão funcionando, e do grau que ele funcionam bem (todos os seis
cilindros e não apenas cinco) você receberá mais dinheiro para abastecer seu
ministério.

Quatro Motores Econômicos

 Conversão
Existe alguma coisa mística no processo de conversão. É simples e ainda é
misterioso. Nós o compreedemos o suficiente para comunicar a verdade
1
Usando a taxa de câmbio de R$ 2.15 significa o custo aproximado de R$ 0,30/l (Trinta centavos de
Real por litro de gasolina). O padrão nos Estados Unidos é ter carro com transmissão automática.

Y1V13 - A Máquina Econômica da Igreja 1/3


sobre o Evangelho – que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, mas há
uma parte do poder da conversão que apenas Deus compreende enquanto
ele desvenda a grandeza do Seu Reino. É em cada um destes momentos de
coversão que nossa congregação sente o poder de Deus. É nestes
momentos que eles dão-se conta de serem parte de algo grande e eterno.

Eles sabem que é real e eles contribuirão para verem o Reino crescer. Na
Crossroads cada vez que alguém é batizado num culto, há um maravilhoso
sentimento de “Deus no meio de nós”. Você não precisa pedir para que as
pessoas contribuam para aquilo. Você pode ter que educá-las para
contribuir, mas as pessoas querem ser parte daquilo que Deus está
fazendo. Há algo que conecta profundamente dentro o crente quando
outras pessoas experimentam a conversão ao Cristianismo. Se você
comparar a receita das igrejas que têem pessoas entregando suas vidas a
Cristo regularmente, com aquelas que estão estagnadas e sem novos
“nascimentos” você ficará assombrado com a diferença.

Você pode reagir com surpresa à minha comparação entre receita e


conversões, mas eu espero que você ouça o meu coração nesta matéria.
Não se trata de batizar por dinheiro. É sobre o coração das pessoas ser
remexido de forma profunda porque tiveram a oportunidade de serem parte
do trabalho redentor de Deus.

 Compaixão
Se a conversão revela o poder de Deus numa congregação, compaixão
revela o amor de Deus. Eu acredito que Deus colocou no DNA espiritual de
um crente o desejo de ajudar as pessoas. Deus continuamente revela Seu
coração para com aqueles que sofrem, oprimidos, feridos e em
necessidade. Quando alguém serve um outro em necessidade, sem ganhar
coisa alguma pessoalmente, ele se conecta com o coração de Deus.

Grandes igrejas precisam de um volume grande de dinheiro e não são


poucos os que não compreendem os custos elevados de uma igreja de
porte maior. Eu estava recentemente explicando para algumas pessoas
que, apenas os custos anuais de assistência médica para os empregados de
uma igreja de 3.500 membros, podem chegar a 100 mil dólares.
Equipamento técnico e suporte pode custar duas vezes isto! Eles ficaram
surpresos.

Mas, quando as pessoas vêem as grandes quantidades de dinheiro usadas


fora da igreja para ajudar aqueles menos afortunados, eles, muito
provavelmente, seguirão o coração do ministério em lugar de ficarem
preocupados com as questões orçamentárias que, no final, eles não
entendem de qualquer modo. Em nossa igreja local, nós enviamos multiplas
centenas de milhares de dólares todos os anos para pessoas em
necessidade que nunca virão à nossa igreja. É o coração de Deus. Este
suporte financeiro não está ligado aos programas da igreja, mas a
necessidades e organizações nas comunidades como no caso das vítimas do
furacão Katrina, cooperativas locais para alimentação, mães solteiras,
Casas para a Humanidade, assistência médica, cuidados com imigrantes,
recuperação de usuários de drogas e outros. As pessoas se motivam a
contribuir para uma igreja que tenha compaixão. É parte da economia do
Reino, quanto mais dinheiro se dá, mais dinheiro entra.

 Comunidade
Minha mãe sempre costumava dizer, “Família é família e você deve cuidar
dela.” Isto pode não ser profundo, mas há uma grande verdade nesta

Y1V13 - A Máquina Econômica da Igreja 2/3


afirmação. Quando as pessoas sentem-se sendo parte da família elas
contribuem. Comunidade é formada de diferentes formas desde Pequenos
Grupos, na Escola Dominical ou nas equipes que se voluntariam para
viagens missionárias. Mas, não importa como você as veja, comunidade é
proximidade – pessoas cuidando umas das outras e vivendo suas vidas
juntas. Trata-se de credibilidade e intimidade e pessoas tornando-se mais
parecidas com Cristo. É família.

Quando uma grande igreja tem uma necessidade, como o levantamento de


recursos para um novo prédio, os líderes precisam pedir dinheiro. Mas
quando há uma necessidade na comunidade de pequenos grupos de crentes
dentro de uma grande igreja, é óbvio que os grupos antecipem-se e
contribuam tanto quanto possam. Ninguém precisa pedir. É família. Este
sentimento de pertencimento é extendido além das fronteiras dos pequenos
grupos familiares para a igreja como um todo porque as pessoas sabem
que o grupo é a extensão do corpo da grande igreja. Então, as pessoas
estão motivadas para contribuir. Se você compara a contribuição de alguém
desconectado, distante e sem relacionamentos próximos com aqueles,
genuinamente, na comunidade verá, com freqüência, que aqueles
engajados na comunidade contribuem de forma mais generosa para sua
igreja.

 Compromisso
O último exemplo de motor econômico em sua igreja local é o compromisso
em servir. Quando as pessoas “compram” suficientemente a visão e podem
servir com alto compromisso, elas estão muito mais motivadas para
contribuir financeiramente. Elas são parte da equipe e elas querem que o
time vença. Buscar o envolvimento voluntário não é uma idéia nova, mas
nós estamos ganhando um novo entendimento do poder do voluntariado.
Voluntariado nos Estados Unidos está crescendo, não declinando. Você não
precisa implorar para que as pessoas sirvam, eles querem fazê-lo.

As pessoas precisam ser encorajadas, treinadas e perguntadas, mas não


comunicadas sobre isto. As pessoas querem ser parte de algo significativo e
algo maior do que elas próprias. Pessoas são motivadas a dar para as
causas com as quais estão compromissadas. E elas contribuirão
generosamente quando a causa é liderada por líderes em quem elas
confiam.

Eu apresentei quatro motores econômicos para a igreja local: conversão,


compaixão, comunidade e compromisso. Se estes quatro elementos são
consistentemente bem liderados, combinados com o poder do Espírito
Santo movendo os corações das pessoas, você experimentará o tremendo
impacto nas finanças de sua igreja. Como você está indo nestas quatro
áreas?

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 21 de setembro de 2006. Processo
de autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Wilson R. Zuccherato

Y1V13 - A Máquina Econômica da Igreja 3/3


Ano 1 - Vol.14 – novembro/2006

Dr. Saj-nicole Joni(*)

bilionário Mark Cuban, que fez fortuna com negócios de Internet é alguém
sempre presente nos jogos de basquete do Dallas Mavericks. Ele comprou a
maioria das ações do campeonato da NBA para o ano 2000 e tem gerenciado suas
operações deste então com o entusiasmo de um verdadeiro fã. Como líder desta
franquia, Cuban tem sido sempre, numa frase, “ele mesmo”. Seus comentários
rudes sobre árbitros, outros times e até mesmo sobre seus próprios jogadores
custou a ele mais de 1.6 milhões de dólares em multas recebidas da liga.
Enquanto os fãs e admiradores divertem-se com sua forma transparente de “ser
ele mesmo” sem censura, o impacto em seus negócios têm sido outra coisa.

Autenticidade tem sido aclamada como o patamar de ouro pelos líderes cujos
empregados desejam seguir: um guardião que conhecemos e confiamos, com
valores que respeitamos, que toma sólidas, transparentes e justas decisões que
queremos apoiar. Isto importa muito até a última linha, uma vez que o líder que
atrai e mantém melhores pessoas leva o desempenho da companhia para uma
posição mais competitiva. Existem benefícios em ser percebido como autêntico,
mas líderes com pensamento profundo sabem que a definição popular de
autenticidade – ser completamente você mesmo,
A definição popular de
autenticidade está em conflito completamente transparente, sempre falar a
com a realidade do papel de verdade nua a crua – está em conflito com a
liderança e responsabilidades realidade do papel de liderança e responsabilidades
do executivo do executivo.

Por quê? Para lidar, efetivamente, com todos os problemas que o executivos
experimentam, o desejo pela completa transparência precisa às vezes dar lugar a
alguma discrição. Existem variáveis demais para ser 100% transparente o tempo
todo, diz o guru de liderança Warren Bennis. “A verdade é que, todos nós
sabemos que os executivos operam em papéis que têm muitas limitações
estratégicas, operacionais, legais e éticas.”

É tempo de repensar o que é que nós estamos querendo dizer por líderes
autênticos. Independente da quantidade de livros e pessoas que dirão a você o
contrário, autêntica liderança é qualquer coisa menos simples, direta,
“completamente” honesta e 100% planejada.

O julgamento que fez Mak Cuban ao comprar a franquia do Mavericks parece ser
boa. Mas suas decisões e ações fora da quadra têm feito com que até seus
próprios jogadores questionem sua liderança. De
O que nós estamos buscando é
acordo com Bennis, “O que nós estamos um julgamento bem ajustado,
buscando é um julgamento bem ajustado, alicerçado num propósito visível e
alicerçado num propósito visível e valores que valores que nós podemos confiar
ao longo do tempo.
nós podemos confiar ao longo do tempo.”

Ron Heifetz, co-fundador do Centro Público de Liderança na Universidade de


Harvard, leva isto a um passo além. Ele ensina que calibrar a autenticidade
olhando pelo nível de verdade e transparência da comunicação do líder é perder o
foco, deixando de lado o propósito de servir quando um tem o papel de liderança
na vida dos outros.

Y1V14 - Revisita à Autêntica Liderança 1/3


“Liderança autêntica é a função destes propósitos, estes compromissos de serviço
e de disciplina que os ancoram, não uma função da auto-expressão.
Fundamentalmente, liderança é a atividade de educar e preparar pessoas para
serem mais adaptáveis, de forma a que eles possam organizar recursos e
criatividade que possam prosperar mesmo em ambientes mutantes ou
desafiadores,” Heifetz explica. “Liderança autêntica – a qual inclui julgamento
sobre o ritmo, o contexto, o que é como revelar a informação – é um
compromisso de servir ao crescimento e a adaptabilidade daqueles que você
lidera.”

Na sua essência, a posição de um executivo vive o mesmo paradoxo do papel e


autenticidade que poderia ser melhor compreendida no teatro. “Para
desempenhar o papel de forma efetiva o ator precisa ser „real‟, isto é, conectado
a algo profundamente autêntico em seu ser,” diz Belle Halpern, co-fundador do
Grupo Ariel e internacionalmente conhecido por
Em questão de liderança, primeiro
seu trabalho pioneiro de integração entre ações e
é sobre o papel, resultado e autenticidade na área de negócios. “Você
pessoas que você serve e, apenas precisa pensar estrategicamente quando você
em segundo lugar, é sobre você. desenvolve sua plataforma, presença autêntica e
comunicação. Primeiro, é sobre o papel,
resultado e pessoas que você serve e apenas em segundo lugar é sobre você. O
que você está buscando são os aspectos de auto-sustentação de si que são mais
relevantes e estratégicos para o propósito do negócios e os requerimentos do seu
papel de executivo”.

Diana McLain Smith, fundadora e sócia da Action Desingm gastou os últimos 25


anos pesquisando e orientando relacionamento nos níveis altos das organizações
onde se faz ou se destrói o crescimento das pessoas e das companhias por eles
liderados. “Muitos relacionamentos, na verdade, estão desprovidos daquela
verdadeira autenticidade que as pessoas estão clamando. Executivos estão,
freqüentemente, rodeados por pares e subordinados que querem ser protegidos
da rudeza da realidade e ao mesmo tempo, demandam por transparência e
verdade.” Em lugar de confrontar esta dura
realidade, muitos executivos pecam de um
Em lugar de confrontar este dura
lado ou de outro, dizendo mais do que as realidade, muitos executivos pecam,
pessoas podem usar ou menos do que elas dizendo mais do que as pessoas podem
precisam. Sua recomendação: ”Primeiro, usar ou menos do que elas precisam.
você precisa compreender que os
relacionamentos – não líderes indivualmente – são a chave para a autenticidade e
você contrói relacionamentos capazes de resistirem à autenticidade.”

O carisma dos indivíduos que ganham autoridade não pode ser o critério para
este julgamento. Ao final, Heifetz diz, você pode referir-se a uma liderança
autêntica pela habilidade, ao longo do tempo, de criar uma comunidade que
cultiva uma autenticidade responsável, “Honestidade com propósito e
transparência apropriada em todos os níveis são eventuais indicadores da
adaptabilidade de sua organização e habilidade de ter sucesso.”

Bennis chama nossa atenção em olhar para os líderes que usam a maior rede de
recursos: fontes não esperadas, fontes discordantes, variedade de perspectivas,
fontes que desejam a verdade nua-e-crua e idéias de fora. “Gravitar na direção
de um executivo capaz de criar um bolsão de segurança onde pessoas possam
ser sinceras sem serem demitidas.”

Todos os aspirantes a líder querem ser reconhecidos como autênticos, um líder


que as pessoas possam crer e seguir. É melhor ser realista sobre a “zona cinza”
da honestidade e transparência que você será solicitado a considerar e agir de

Y1V14 - Revisita à Autêntica Liderança 2/3


acordo. Desenvolva uma forma explícita que será usada para medir seus
julgamentos sobre as decisões estratégicas e a forma de divulgação, e revisite
esta calibragem regularmente. E não faça isto sozinho. Encontre alguém com
sabedoria, expertise e perspectiva independente para guiá-lo e desafiá-lo quando
você se deparar com os muitos dilemas de julgamento requeridos de todos os
autênticos líderes.

O que olhar quando falamos de liderança autêntica:

 Julgamento alicerçado em consistentes valores ao longo do tempo


 Autenticidade que é sobre propósito e não auto-expressão
 Executivos que colocam em primeiro a necessidades do papel – e a conexão
consigo em segundo
 Líderes que procuram visões diferentes e verdades claras
 Capacidade do desenvolvimento da organização e não pelo carisma
individual.

Texto originalmente publicado em inglês por Leadership Wired – 31 de outubro de 2006.

(*)
DR. Saj-nicole Jone é a principal executiva do Grupo Cambridge Internacional e internacionalmente
conhecida como “a terceira opinião” para altos executivos e executivos de alto potencial. Ela é autora
do livro ”The Third Opinion: How Successful Leaders Use Outside Insight To Create Superior Results.”

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Wilson R. Zuccherato

Y1V14 - Revisita à Autêntica Liderança 3/3


Ano 1 - Vol.15 – novembro/2006

Dan Reiland

recebi Cristo como meu Salvador em 1973. Estava nos meus últimos anos do
Colegial. Fazia um trabalho missionário na Páscoa em São Diego, Califórnia, e
tudo pareceu fácil. Agora, uns 30 e poucos anos mais tarde e com 25 anos de
ministério no meu curriculum, estou convencido de que o processo de salvação é
mais complicado. E, se estou certo, a liderança da igreja e dos ministérios devem
concordar comigo.

Não significa que o Evangelho é mais complicado. A simples verdade de que Jesus
morreu pelos nossos pecados não mudou. Mas a vida tornou-se mais complicada.
A vida move-se mais rápido (Obrigado Bill Gates!). A vida é incerta, a vida é mais
rica e mais pobre ao mesmo tempo. Riscos mais elevados. Descobertas de novas
drogas nos fazem viver mais tempo, mas o nosso ambiente tornou-se mais
tóxico. Alimentos saudáveis chegaram ao mercado, mas não com preços muito
acessíveis, e nós não temos tempo para comê-los! Pessoas têm opções, mais do
que nunca, mas sentem-se presas ao mesmo tempo. As pessoas querem
espiritualidade mas acham difícil conectar-se com a vida espiritual numa
sociedade “high-tech” e complicada. Muitas pessoas vão dizer a você que crêem
em Deus, mas não têm idéia alguma do que isto significa.

Quais são as implicações disto para o Ministério hoje?

Meus primeiros 15 anos de ministério


foram passados em duas igrejas, uma Viver a vida de fé não era mais ou menos
difícil, mas o processo de sua construção
pequena e uma grande, ambas no Sul da fazia mais sentido. E todos nós sabemos
Califórnia. Isto aconteceu nos anos 80 e que, como você inicia uma corrida tem um
90. Salvação era clara. Na Costa Oeste enorme impacto em quão bem colocado
você era cristão ou não e cada posição você chegará ao final.
era clara. Então, a decisão pela
conversão e/ou o processo de conversão era claro também. Sim ou não a todos
os apelos por Cristo era apenas isto: sim ou não. Viver a vida de fé não era mais
ou menos difícil, mas o processo de sua construção fazia mais sentido. E todos
nós sabemos que como você inicia uma corrida tem um enorme impacto em quão
bem colocado você chegará ao final.

Quando minha família e eu nos mudamos para Atlanta, Georgia, eu descobri


aquilo que parecia ser um fator regional que impactara a decisão e o processo de
conversão ao Cristianismo. A Cultura Cristã é mais dos que um simples conceito.
Mas minha referência específica é para aqueles que estão à margem da igreja,
aqueles que são espiritualmente não resolvidos, ou que freqüentam ou não os
cultos de uma dada igreja. Eles têm questões, mas não garantia. E fazer
“shopping” para encontrar a “boa igreja” também torna-se uma prática comum.

Vamos mudar para outra área. Dezenas de meus amigos e colegas que são
pastores dizem-me que a conversão no Nordeste (dos EUA) é extremamente
difícil. Os pastores que possuem anos de experiência liderando igrejas no Sudeste
ou no Centro do País ou mais para o Oeste, dizem que o Nordeste é a região mais
difícil de todas. O Evangelho é o mesmo, então qual é a diferença?

Y1V15 - Conversões têm se Tornado Complicadas


Por quê é assim tão complicado?
Existe um grande problema cultural nos Estados Unidos da América que está
influenciando o processo das pessoas moverem-se em direção a Cristo? Eu penso
que sim. Ao mesmo um problema é a idéia de substituição americana para
perseguição.

Stuart McAlister, um brilhante defensor doutrinário que trabalha na equipe, do


Ministério Internacional Ravi Zacharias conversa com nossa equipe às terças-
feiras pela manhã. Stuart deu-nos uma significativa palestra e entre seus
comentários ele disse que os cristãos americanos
Perseguição física é uma não experimentam a perseguição física como os
ameaça rara nos Estados
Unidos. Entretando, há uma
cristãos em muitos outros países. Perseguição
ameaça mais sutil e perigosa e física é uma ameaça rara nos Estados Unidos.
ela se chama sedução. Entretanto, há uma ameaça mais sutil e perigosa e
ela se chama sedução. Esta verdade atingiu-me e
forçou-me a pensar sobre suas implicações no Ministério.

É a sedução do materialismo. É a sedução das coisas, poder e prazer físico.


Sedução é uma força muito poderosa, e mesmo considerando que, em última
instância não há equiparação para o poder de Cristo, ela se constitui numa
ameaça para aqueles que batalham pela fé em Cristo. Ela causa uma espécie de
agarrar-se e deixar ir a fé. Em I João 2:15-17 está escrito: 15Não ameis o mundo,
nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
16
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência
dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 17E o mundo passa,
e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para
sempre.

Se as pessoas amam o mundo e as coisas que estão nele, agora mais do que
nunca, eu acredito que isto tem um impacto em como nós as alcançaremos para
Cristo.

Uma complicação ainda mais difícil é a tendência americana de “criar sua própria
religião”. Nós temos tantas opções e tanta liberdade – o que é uma linda bênção
e, ao mesmo tempo, um tremenda complicação quando olhando para: ”Disse-lhe
Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por
mim” (Jo. 14:6). Nós temos estrelas do cinema como Tom Cruise que assumiu a
Cientologia. Madonna, Elizabeth Taylor, Demi Moore e Barbara Streisand que
adotaram a Kabbalah como a resposta. Ideais da Nova Era, princípios Budistas e
comerciais Mormons competem com a verdade de forma impressionante. E não
devemos esquecer de Oprah. Sua influência na direção da Nova Era e do
Panteísmo – como religiões é imensa. Escritora “freelance” e professora Marcia Z.
Nelson vê Oprah como uma grande líder religiosa. No livro de Marcia com o título
O Evangelho Segundo Oprah, ela apresenta Oprah como o símbolo e a
catalizadora para a nova religião americana.

Qual é o impacto?
Quando as pessoas na nossa igreja local dizem sim àquilo que nós cremos que é
claro como cristal e ao chamado direto por Jesus Cristo, eles reallmente não
sabem ao que eles disseram sim. Eles têem muitas idéias religiosas distorcidas
em suas cabeças que os levaram a dizer sim à sua própria forma de Cristianismo.
Então, nós os “discipulamos”. Sim, esta é parte
O discipulado é um longo e lento
da resposta. Mas este é um longo e lento
processo, enquanto que a sedução
processo, enquanto que a sedução deste deste mundo é rápida e furiosa.
mundo é rápida e furiosa.

Y1V15 - Conversões têm se Tornado Complicadas


Quando nós encontramos e falamos com aqueles que se colocaram em pé, vieram
à frente ou colocaram um “x” no sim, nós , freqüentemente descobrimos que eles
tiveram algum tipo de genuina experiência espiritual, mas falta definição do que
aconteceu e, quando pressionados a responderem, não é incomum encontrar algo
como: “Bem, obrigado, mas eu estou bem agora, eu posso continuar sozinho
daqui para frente”, ou “O que eu realmente preciso é de um conselheiro
matrimonial – você tem algum nome?”. Deixe-me deixar aqui um curto
comentário: nós temos muitas pessoas que assumiram a fé, batizaram-se e
cresceram de forma incrível .... mas nunça é um processo simples. Eu penso que
as implicações nas áreas de comunicação, discipulado e evangelismo são
enormes.

Algumas implicações:
1. Você não pode assumir coisa alguma
Se alguém diz sim a Cristo, pergunte a ele o que aquilo significa para ele. Nós
pedimos aos novos convertidos que escrevam sua história de conversão como
parte do processo para que sejam batizados. É incrível quanto você pode
aprender em um processo tão simples quanto este.

2. Não apresse o processo


Na medida em que a velocidade da vida aumenta e torna-se mais complicada,
nós precisamos deixar que as pessoas usem o tempo que precisem para que
compreendam o que tornar-se um cristão e viver como um seguidor de Cristo
significa na verdade. Eles não precisam saber todas as respostas no primeiro
dia, mas nós precisamos deixar as verdades tão claras quanto possível.

3. Remova todas as pretensões


Nós não devemos nos preocupar com o poder do Espírito Santo, a verdade
das Escrituras ou a trabalho redentor de Cristo. Nós é que podemos bagunçar
tudo! É muito importante que você e eu vivamos nossa fé de forma autêntica.
Seja real. Deixe as pessoas saberem que
Nós é que podemos bagunçar tudo! É
você tem dúvidas também. Deixe-os muito importante que você e eu
saber que você crê em Deus, mas que vivamos nossa fé de forma autêntica.
isto não elimina os problemas de sua Seja real.
vida. Pessoas que estão em processo de
conversão têm um radar embutido que desconfia que tudo que não aponte
para o verdadeiro norte da bússola.

4. Enfatize a Graça
Nós precisamos ajudar as pessoas a crerem em Cristo para salvá-las, não em
crerem em si mesmas em seguirem a Cristo. Bíblia e oração são as chaves.
Servir é importante. Ofertar (ser dizimista) é essencial – mas vamos manter a
Graça no topo da lista. Ajude as pessoas a compreenderem que o amor de
Deus por elas não está baseado em sua performance, mas que o estilo de
vida do cristão é dirigido pela compreensão correta de que o amor de Deus é
distribuído através de nós.

Atividades como ler a Bíblia e orar sozinho não são formas seguras para
estabilizarem e amadurecerem um cristão. Quando eles pecam e sentem-se
condenados, eles com muita freqüencia pararão de ler a Bíblia e de orar.
Ensine-lhes a Graça e eles estarão motivados a ler, orar, ofertar, etc. A graça
de Deus é um elemento estabilizador para um novo convertido ou para uma
pessoa que têm experimentado “conversões repetidas”, sentindo-se como um
cristão fracassado, ou alguém que está tentando compreender o cristianismo.

Y1V15 - Conversões têm se Tornado Complicadas


5. Crie um ambiente de fé produtiva
Uma das melhores coisas que podemos oferecer em nossas igrejas locais é
um ambiente de esperança livre de culpa, onde se fala a verdade. Um
ambiente que não pretenda resolver tudo é bom, mas aponte Deus como a
resposta. Um ambiente de fé produtiva é aquele no qual a verdade é falada,
chamado ao compromisso é feito, adoração tem intensidade e as pessoas
assumem riscos pela sua fé. E, ao
Um ambiente de fé produtiva é aquele mesmo tempo é aberto, aceitável, cortês,
no qual a verdade é falada, chamado criativo e agradável. Conte histórias
ao compromisso é feito, adoração tem
sobre a interveniência de Deus, operando
intensidade e as pessoas assumem
riscos pela sua fé. milagres, respondendo a orações,
provendo soluções.... e mudando a vida
das pessoas. Não deixe que as estrelas
do cinema estejam “no ar” o tempo todo!

6. Obtenha assistência nas artes


Como evidenciado pelo enorme impacto de Hollywood na cultura, nós
precisamos utilizar os meios artísticos como influenciadores sempre que
possível. Filmes culturalmente relevantes, artes, drama, música e momentos
de experiência (como a comunhão e o batismo) fazem uma diferença grande.
A arte captura o coração das pessoas e ajuda-os a tornar-se mais receptivos
à mensagem. As pessoas estão acostumadas com “a telinha”, então, use-a
como uma vantagem para o Reino.

Estes são dias excitantes. Nós temos mais potencial de alcançar pessoas agora do
que nunca. Nós falamos de denominações que estão morrendo mas eu vejo
igrejas crescendo e fazendo seu trabalho. Sim, é complicado. Então, nós
precisamos nos adaptar. Meu objetivo neste artigo não foi tanto de trazer
respostas, mas ajudá-lo a pensar no processo de conversão em sua igreja. Então,
como ele está indo?

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 10 de outubro de 2006. Processo de
autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Wilson R. Zuccherato

Y1V15 - Conversões têm se Tornado Complicadas


Ano 1 - Vol.16 – dezembro/2006

Dan Reiland

tenho sido proprietário de imóvel nos últimos 20 anos e nós temos tido
orgulho dos lugares onde vivemos. Nós investimos muito dinheiro nos jardins
de nossas casas. Uma coisa que eu aprendi é que, independente de fazer as
coisas aos poucos ou tudo de uma só vez, uma vez feito, nunca está completo.

O jardim requer constante manutenção. Quando nós vivemos na Califórnia o


grande problema era a água. As estações secas e as restrições ao uso de água
podiam fazer queimar a grama num período de tempo muito curto. No sudeste,
as tempestades de gelo no inverno, ainda que não freqüentes, podem causar
danos sérios nas árvores e jardins. Uma coisa que é a mesma, em qualquer lugar
que vivemos, Califórnia, Kentucky ou Georgia, é que há pragas. Um monte de
pragas. A coisa mais doida é que ela não precisa de cultivo ou encorajamento
para crescer. De fato, parece que desafiam as piores condições. Eu já vi, pragas
delicadas surgirem no meio do concreto!

Existem, e sempre existirão pragas na


vida de um líder. Kevin Myers, pastor A idéia da Liderança Intencional ensina
que nada dirige a si mesmo e todas as
senior na Igreja “Crossroads Community”, coisas que lideramos requerem constante
falou num tópico relacionado com isto na cuidado ou as pragas aparecerão em
nossa recente reunião da liderança. Ele frente a você, superarão você e
falou sobre a necessidade de um liderança desestruturarão o seu Ministério.
intencional. Esta idéia ensina que nada
dirige a si mesmo e todas as coisas que lideramos requerem constante cuidado
ou as pragas aparecerão em frente a você, superarão você e desestruturarão o
seu ministério. Assim como no meu jardim, se eu não me mantenho
intencionalmente engajado com os cuidados dele, num período de tempo muito
curto ele se deteriora e torna-se uma desatraente bagunça e vai exigir ainda mais
esforço, atenção e recursos do que teriam exigidos se eu tivesse me mantido
atento o tempo todo.

Isto não quer dizer pânico, paranóia ou trabalhar 90 horas por semana. Ele sim,
exige, estar atento e liderar intencionalmente.

Um dos mais importantes pensamentos que Kevin passou é que os líderes devem
esperar por pragas. Quem já ouviu falar em um jardim sem pragas? Ainda assim
alguns líderes reagem como se as pragas que encontram são uma espécie de
misteriosa surpresa as quais são excessivas
Alguns líderes reagem como se as
pragas que encontram são uma espécie ou injustas. Nós ficamos irritados, gastando
de misteriosa surpresa as quais são enorme energia apenas para admitir que
excessivas ou injustas existem pragas!

Na liderança da igreja local existem pragas financeiras, pragas de


relacionamento, pragas espirituais – você pode continuar a lista, e como há
pragas. Sempre existirão obstáculos, problemas e coisas difíceis para você
encarar como líder. Esteja preparado.

Eu gostaria de falar com você sobre como lidar com estas pragas no jardim de
sua liderança. Eu creio que existem três abordagens para “retirar as pragas”
como líder:

Y1V16 - Líderes e Pragas 1/3


Aparar por Cima
Infelizmente, eu já contratei muitos jardineiros que nunca foram capazes de
compreender o conceito de “eliminar as pragas”. Sua teoria é que se você não
pode vê-la, ela não está lá. Então, eles podam as pragas por cima e pronto, aí
está um belo jardim. (Pelos próximos cinco
minutos). Alguns jardineiros têm a teoria de que
se você não pode ver a praga, ela não
existe. Alguns líderes fazem isto
Líderes fazem isto também. Eles gerenciam também. Eles gerenciam o problema ao
o problema ao invés de resolvê-lo. Eles invés de resolvê-lo.
enviam um memorando, evitam a
confrontação, mandam um cheque, fabricam uma nova política, movem alguém
para uma nova posição em lugar de demití-lo, ou pregam um sermão político....
há várias maneiras do “Aparar por Cima” no Ministério.

Um método popular de “Aparar por Cima” é enfatizar ou exagerar para a


audiência. Se você faz com que os números se pareçam bons nós não sabemos a
história real. Por exemplo, um “Aparador por Cima” amigo meu (a quem eu gosto
muito) disse-me quanto sua igreja estava crescendo. Extraordinário. Então eu
perguntei quantas pessoas haviam sido salvas recentemente e a conversa tornou-
se em um abrupto silêncio.

Por quê este “Aparar por Cima” é tão comum? É mais fácil do que eliminar as
pragas da forma correta. O problema é que a praga não foi embora. A forma mais
perigosa de “Aparar por Cima” é deixar os membros de sua igreja irem para outro
lugar onde a grama é mais verde e isenta de pragas. Acredite-me neste ponto,
não é mais verde e as pragas são como gigantes no campo. Você apenas não
pode vê-las porque os comitês e comissões podaram-nas todas antes de você
chegar. OK. Eu estou brincando até certo ponto aqui, mas bem perto da verdade,
não?

Dois Canos
Acho que você vai gostar desta imagem. Eu já a vi em comerciais e na vida real.
O rapaz veste roupas de trabalho verde, tem bonitas botas de trabalho e um
chapéu. O principal é que tem um belo cinturão. Ele carrega uma garrafa de
Round-Up1 em cada mão, e atira à vontade com as duas garrafas no estilo Clint
Eastwood à cada praga que aparece.

Isto tem um lado bom e um lado ruim. O lado bom é que, em contraste com os
“Aparadores por Cima”, as pragas realmente morrem. Num período de tempo
curto elas murcham. Eu não sei, talvez elas sangram até a morte ou algo
parecido, mas elas morrem. O lado ruim é
O lado ruim deste estilo é que tudo, que tudo à volta, num raio de 15 a 25
num raio de 15 a 25 centimetros ao centímetros ao redor da praga, também
redor da praga, também morrerá.
morrerá.

Eu conheço muitos líderes “Dois Canos” na igreja local. Você quer que eles
resolvam o problema, e eles o resolvem. O problema é que há corpos mortos por
todos os lados. Eles fazem tipos parecidos com Dirty Harry e Rambo parecerem-
se com Peter Pan. É como se diz .... um rinoceronte na cristaleira. Você já está
pensando em um neste momento, não está? Cuidado, alguém pode estar
pensando em você.

Por quê os líderes “Dois Canos” são tão comuns? Fácil. Uma palavra. Pressão.
(Esta é a resposta positiva. O “lado negro” da resposta requer um artigo inteiro
para si). Líderes carregam significante quantidade de pressão e estão sempre sob

1
Round Up é um herbicida indicado para matar todo tipo de vegetação.

Y1V16 - Líderes e Pragas 2/3


o enorme peso da limitação do tempo. Então, em lugar de ser impedido por uma
irritante pragazinha, eles jogam uma granada no jardim. Então, a praga FOI
embora!

À propósito, se este é seu estilo, agradeça a


Líderes estão sempre sob pressão e
Deus por sua força e autoridade (porque ele falta de tempo. Então, em lugar de ser
deu a você ambas) mas coloque suas armas impedido por uma irritante pragazinha,
de volta no coldre e opere de forma mais eles jogam uma granada no jardim
segura. Poder em submissão ao amor e
graça é a resposta. Uma conversa respaldada pela sabedoria e oração é sempre
melhor do que um tiro disparado por reflexo.

Cortador de Raízes
Este é o jardineiro ou agricultor que todos amamos e admiramos. Nós apenas não
queremos fazer nós mesmos. Este é o homem ou a mulher que, na verdade,
abaixa-se e ajoelhado usa suas mãos. Metem suas mãos na terra, e tocam as
raízes no ponto tão profundo quanto possível. Então eles, cuidadosamente,
puxam para fora a raiz, cuidando para não quebrá-la e colocam aquela praga
conquistada num saco para ser levada para fora do jardim. Eu sei, você está
concordando e dizendo que é isto mesmo. É tão incomum, é inspirador. Para
mim, esta pessoa não está com o macacão verde de trabalho, ele usa uma
máscara e monta um cavalo chamado Silver2.

Isto, verdadeiramente, é o líder incomum. Eles, de fato, colocam suas mãos na


miséria e na bagunça das fragilidades humanas. Eles cuidam o suficiente para
reduzir o passo e ajoelharem-se quando necessário. Eles são cuidadosos como
cirurgiões da alma, porque se eles forem muito rudes eles tornarão as coisas
piores, e se forem “leves” demais não chegarão à raiz do problema.

Líderes “Cortadores de Raízes” sabem que o tratamento superficial não funciona


no longo prazo, e as explosões de uma rajada das balas de um líder produzem
mais feridas do que ajuda. Líderes “Cortadores de Raízes” vão aos últimos 10%.
Eles não enviam e-mails, eles caminham pelos corredores para encarar o
problema. Eles não pregam um sermão fácil e agradável, eles proferem a Palavra
de Deus com fogo e confiança. Eles não pacificam a CLAM 3, eles estimulam as
pessoas a crescerem para o bem do Reino de Deus. Acima de tudo, líderes
“Cortadores de Raízes” falam a verdade. Eles possuem uma forte percepção da
realidade, e a dizem tal qual ela é, com o espírito de amor e graça.

Então, que tal você? Deixe por um momento a jardinagem e olhe para seu estilo
de liderança. Você é um “Aparador por Cima”, “Dois Canos” ou um “Cortador de
Raízes”. Isto é o que realmente importa.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 22 de novembro de 2006. Processo
de autorização formal para veiculação no Brasil em andamento. The Pastor’s Coach é um boletim
periódico enviado àqueles que o subscrevem.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Wilson R. Zuccherato

2
Silver é o nome do cavalo do Zorro.
3
CLAM – é a Comissão de Líderes da Igreja Local

Y1V16 - Líderes e Pragas 3/3


Ano 1 - Vol.17 – dezembro/2006

Dr. John C. Maxwell

nabilidade em tomar decisões é uma das principais razões para os líderes


falharem. Deficiência em tomada de decisões está num “ranking” mais
elevado do que falta de conhecimento específico ou “know-how” técnico como
indicador de fracasso na liderança.

Pessoas de sucesso tomam boas decisões cedo e Pessoas de sucesso tomam


boas decisões cedo e as
as gerenciam diariamente. Nesta edição do gerenciam diariamente.
Leadership Wired, nós vamos detalhar alguns dos
seus componentes ao explorar os critérios para
tomada de sólidas decisões e pelo reforço à necessidade de gerenciá-las bem
diariamente.

Tomar Boas Decisões


Como um líder, múltiplas decisões circulam ao seu redor e cada uma clama por
tempo e atenção. O primeiro passo para para obter sucesso na tomada de
decisão é priorizar as muitas decisões que estão à sua frente. Dê a si mesmo
tempo para fazer um brainstorm 1 e faça a lista de cada decisão que você,
atualmente, tem para decidir. Quando você tiver identificado uma lista exaustiva
de decisões, use os seguintes passos para separar as grande decisões das
menores:

Compare o Retorno
Pergunte a si mesmo, “Quais decisões em sua lista produzirão um retorno mais
elevado?” Avalie cada uma em termos do investimento de tempo, recursos e
energia. Numa escala de 1 a 3, dê notas para cada uma delas da seguinte forma:

1 = Muito importante
2 = Importante
3 = Menos importante

Considere seus Objetivos


Pergunte a si mesmo, “Quais decisões são essenciais para atingir meus objetivos?
Para responder a esta questão, você pode necessitar revisar as responsabilidades
de seu cargo e lembrar a si mesmo os fatores críticos de sucesso de sua
performance. Usando a mesma escala de 1 a 3, dê notas para cada decisão
baseada na sua relevância para atingimento de seus objetivos.

Delegue
A este ponto, cada item de sua longa lista já deve ter 2 notas – uma para seu
potencial retorno e outra para o seu alinhamento com seus objeivos. Some os
dois números. Destaque aqueles cujas notas são 2 e 3. Estes assuntos,
claramente, requerem atenção.

Focalize-se agora sobre as decisões que sobraram e pergunte a si mesmo, “Quais


destes problemas devem ser conduzidos por mim e ninguém mais?” Muito
provavelmente, você irá determinar que muitos deles podem ser delegados para
outras pessoas, aliviando sua carga pessoal.
1
Brainstorm é o processo criativo de pensar livremente. Sua tradução literal é uma tempestade
mental, na qual a pessoa deixa de lado os julgamentos e medos para estar mais livre para avaliar as
possibilidades

Y1V17 - Tomar Melhor Boas Decisões 1/3


Armadihas à Tomada de Decisões
Muito freqüentemente, líderes fracassam ao caírem em armadilhas que os levam
a tomar decisões erradas. Eles são cegos ao erros de sua metodologia ou em sua
forma de pensar. Aqui estão alguns erros específicos que podem sabotar seus
esforços para expressar a si de forma sábia e decisiva:

Procrastinação
Se você teme a finalidade da tomada uma posição ou estar na mira, você pode
ser tentado a deixar a decisão para depois. Você pode cair nos dezenas de
mecanismos de negação para racionalizar sua falta de vontade de decidir,
incluindo:
 Falta de urgência. “Nós atravessaremos aquela ponte quando chegar a
hora.”
 Incerteza. “A questão pode evoluir para um dos dois lados. Uma vez que
não estou seguro, eu refletirei sobre o tema por um pouco mais.”
 Dificuldade emocional. “É uma proposição do tipo perde-perde, e alguém
acabará sendo ofendido independente da decisão. Por quê não adiar o
sofrimento até quando for possível?”

Se algum destes comentários soa familiar, seu


desafio é condensar o período de tempo que Se algum destes comentários soa
você leva para tomar a decisão. Ainda que você familiar, seu desafio é condensar o
período de tempo que você leva
possa ter tido sucesso acreditando que “isto para tomar a decisão.
pode esperar”, uma nuvem de preocupações irá
cair sobre a sua cabeça até que você tome a iniciativa de removê-la.

Abdicação ou Entrega
Decisões excepcionalmente difíceis podem sugar sua energia ao ponto que você
se sinta incapaz. Se você mentalmente desmonta-se ou degenera em
pensamentos negativos, você irá aumentar o problema ao ponto que ele pode
engolí-lo.

Ao invés de desistir, divida a grande decisão em seus pedaços. Isole aspectos


particulares do problema e encaminhe a solução parte por parte.

Escondendo-se atrás da Informação


Muitos lideres com padrões muito exatos, tendem a juntar um sem-número de
informações antes de tomarem decisão. Quanto mais fatos e informações eles
acumulam, mais eles precisam antes de sentirem que estão prontos para decidir.
Esteja pronto para seguir em frente quando os resultados da decisão serão
positivos – mesmo que elas não sejam perfeitas.

O DNA dos Bons Tomadores de Decisão

Evidência – Específicos fatos que podem ser verificados independentemente


 Busque novas informações ou “insights” que possam afetar a decisão.
 Prove as bases de suas crenças. Nós decidimos baseados em nossas
premissas, mas estas premissas representam uma “variação da realidade”.
 Dê uma profunda olhada nas áreas de sua especialidade e honestamente
identifique os limites de seu conhecimento. Olhe para o excesso de
confiança em você e em outros quando você está trabalhando em algo fora
dos seus limites.
 Teste suas opiniões olhando para informações que desafiam suas crenças
em lugar que olhar apenas para dados que confirmam suas crenças.

Y1V17 - Tomar Melhor Boas Decisões 2/3


Observação – Experiência direta ou conhecimento do problema
 Conceitualize. Antes de decidir, desenhe o resultado esperado de sua
decisão e mentalmente trace as ramificações do curso de ação escolhido.
 Procure por exemplos. Identifique outras instituições que já tiveram que
tomar decisões similares. Avalie suas experiências para melhor preparar-
se para sua tomada de decisão.
 Faça um teste. Quando o tempo permitir, lance e acompanhe um projeto-
piloto antes de comprometer-se totalmente.

Feedback – Impressões obtidas pelo fato de perguntar a outros opiniões sobre a


decisão
 As decisões mais efetivas seguirão sua habilidade de perguntar para as
pessoas certas, as questões certas na hora certa.
 Quanto mais você souber onde procurar pelas informações relevantes – e
puder verificar a acuracidade daquilo que você aprendeu – você estará
melhor posicionado para ver todos os lados de um problema e fazer um
julgamento sensível.

Gerenciando Boas Decisões


O primeiro ingrediente do sucesso – tomar boas decisões – não tem valor real
sem o segundo, que é praticar a disciplina diária. Olhe para a nossa sociedade.
Todos querem ser esbeltos, mas ninguém quer
O primeiro ingrediente do sucesso fazer dieta. Todos querem viver longos anos,
– tomar boas decisões – não tem mas poucos fazem exercícios. Todos querem
valor real sem o segundo, que é dinheiro, ainda que poucos irão fazer um budget
praticar a disciplina diária.
ou controlar seus gastos.

A maioria das pessoas quer evitar o sofrimento e disciplina é, geralmente, árdua.


O que não conseguimos compreender é que há dois tipos de sofrimento: o
sofrimento da auto-disciplina e o sofrimento do lamento. Nós evitamos o
sofrimento da auto-disciplina porque nós o confrontamos todos os dias. O
sofrimento do lamento pode existir sem ser percebido por dias, meses ou anos,
mas quando chega, marca-nos com o mais profundo desapontamento.

Líderes de sucesso controlam seus sentimentos que pedem por gratificação


instantânea e formam hábitos de disciplina diária. Eles têm consciência de que o
sofrimento da auto-disciplina é momentâneo, enquanto seu retorno traz juros de
longa duração.

 Boas Decisões (-) Disciplina Diária = Um Plano sem Retorno


 Disciplina Diária (-) Boas Decisões = Regimento sem Recompensa
 Boas Decisões (+) Disciplina Diária = Uma Obra de Arte Potencial

Texto originalmente publicado em inglês por Leadership Wired – 31 de outubro de 2006.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Wilson R. Zuccherato

Y1V17 - Tomar Melhor Boas Decisões 3/3


Ano 1 - Vol.18 – janeiro/2007

Dan Reiland

evotado é uma palavra poderosa. Meu filhos dizem que eu sou um fã


devotado dos Beatles. Eu admitido que quando eu vejo Paul McCartney num
show, eu fico em pé quando ao vê-lo cnatar “Hey Jude.” Em me lembro de estar
em pé com outras 20.999 pessoas também em pé, passando pelas 700 “Na, na,
na, nas” da música. Eu não tinha uma lanterna para fazer ondas nostálgicas, mas
minha mulher diz que ela viu lágrimas em meus olhos, e eu digo que isto não é
verdade.

Devotado é, realmente, uma plavra poderosa. O dicionário Aurélio define


devotado como oferecido em voto, afeiçoado, dedicado. E devoção como o ato de
dedicar-se ou consagrar-se a alguém ou entidade; dedicação íntima; afeição,
afeto; objeto de especial veneração.

Nós acreditamos que somos devotados aos nossos cônjuges, filhos, igreja, País,
amigos, liberdade, fé, compaixão, serviço aos outros, e a lista continua. Mas
como podemos ser devotados a tantas coisas?
“O mundo ainda não viu o que Talvez seja muito simplista, mas eu penso que
Deus pode fazer com um homem
totalmente comprometido com
nós podemos ser devotados apenas a uma
ele.” – Rev. Henry Varley coisa, e portanto, precisa ser Deus. Se somos
completamente dedicados a Deus, então todos
os outros itens de devoção cairão numa outra categoria como deveriam. A
famosa frase do Rev. Henry Varley, que tanto influenciou a vida de D. L. Moody
enfatiza este pensamento. “O mundo ainda não viu o que Deus pode fazer com
um homem totalmente comprometido com ele.”

Jesus deixou isto claro. “37 .... Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração,
de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. 38Este é o grande e primeiro
mandamento.” (Mt. 22:37-38)

Muitos dos meus amigos mais próximos são pastores. Nós conversamos. Tão
inesperado como possa parecer, pastores podem tornar-se “consagrados não-
devotados”. Nós estamos muito ocupados no gerenciamento do trabalho de Deus,
que podemos errar no inclinar-se para Deus. Oswald Chambers diz isto desta
forma: “Fique atento a qualquer coisas que compita com sua lealdade para com
Jesus Cristo. O maior competidor da devoção para com Jesus é o serviço para
Ele.” Quanto mais trabalho como pastor, mais eu me dou conta de quão
verdadeiro e perigoso isto é.

Na verdade, tudo o que temos para oferecer aos outros é Deus, e se não temos
tudo de Deus todos os dias ( ou se Ele não tem
tudo de nós) nós não temos coisa alguma. Nós estamos muito ocupados no
gerenciamento do trabalho de
Seriamente, nada temos a oferecer. Não temos Deus, que podemos errar no
coisa alguma que vá durar, nada de valor inclinar-se para Deus.
eterno. Jesus disse (João 15) que sem Ele nada
podemos fazer. Ele é a videira e nós os ramos. Quando eu faço a poda das
árvores em casa, eu percebo quão rápido o galho cortado morre. É
impressionante. Num dia quente de verão isto pode acontecer apenas em
minutos.

Y1V18 - Pastor Devotado 1/4


Em minha própria caminhada de uma vida devotada, eu estive refletindo nas
Confissões de Santo Agostinho. A leitura é demorada devido à linguagem
utilizada, mas é rica e profunda. Eu não sou tão enamorado por sua linha
teológica ou idéias (mas é profunda) como sou pela sua forma primitiva e luta por
seguir a Deus. Fiquei encantado com a história de seu desejo apaixonado em seu
completamente devotado, a despeito de sua falhas. (Não diferente de Paulo, veja
Rm. 7:7:25) Santo Agostinho falou de sua juventude estudando grego e latim.
Ele odiava grego e adorava latim. Santo Agostinho disse que uma das razões é
que ele era forçado no início e livre para ser curioso mais tarde. “Sem dúvida que
a curiosidade livre tem mais força em nosso aprendizado destas coisas, do que a
obrigação forçada.”

Tendo isto como em sua história, Santo Agostinho diz1: “Ele atraiu-me para fora
dos meus piores caminhos, de forma que Ele tornou-se o prazer acima de todas
as outras atrações que antes eu perseguia; que eu possa amá-lo inteiramente e
agarrar-me à Sua mão de todo o meu coração e que Ele possa ainda resgatar-me
de qualquer tentação, até o final. Seja, meu Deus e Senhor, para Seu serviço que
qualquer coisa útil que aprendi na minha infância; seja para o Seu serviço quer
eu fale, escreva ou leia ou conte. Para fazê-lo concedeu-me Ele disciplina,
enquanto eu estava aprendendo coisas vãs e meus pecados em deleitar-me em
vaidades foram por Ele perdoadas. Nelas, certamente, eu aprendi muito palavras
úteis, mas elas poderiam também ser aprendidas nas coisas que não eram vãs; e
este é o trajeto seguro para as etapas da sua juventude."

Santo Agostinho escreveu estas palavras no século IV, e encontramos o homem


lutando com as mesmas coisas hoje. Ele escreve sobre “todos as outras atrações”
– todas a outras devoções que chamam pelos nossos corações. E procura “amar
Deus da forma mais completa.”

Como anda seu coração hoje? Qual é a condição de sua devoção? Qual é o foco
de sua devoção? Deus ou Seu trabalho? Ou é outra coisa completamente
diferente? Eu sei que preciso perguntar estas coisas para mim mesmo todo dia.
Sem esta honestidade pura não há chance para a devoção completa. As outras
atrações são muitas e muito fortes.

Deixe-me concluir com algumas orientações práticas. Eu certamente, não


oferecerei respostas para você, mas eu, como você, desejo ser um pastor
devotado ( ou líder da igreja) – mas devotado
no sentido correto. Sem uma honestidade pura, não há
chance para uma devoção
completa. As outras atrações são
Para avançar nesta direção diariamente, eu muitas e muito fortes.
usei Mateus 22:37 e criei 3 simples
pensamentos dando forma à minha devoção, com a esperança que eles a
moldem. Eles não estão, necessariamente em ordem, exceto que funcionam para
mim:

Eu quero que minhas orações, leituras, reflexões e louvores para:

 Desfiarem minha mente


Eu, freqüentemente, começo por pedir a Deus um novo pensamento ou ter
em minha mente uma nova forma de ver algo já familiar. Por exemplo, eu
tenho estado fascinado nos últimos meses por 1ª. João. Não há nada
“novo” neste pequeno livro, mas o Espírito Santo está fazendo com que os
versículos pulem para fora das páginas de uma forma diferente.

1
O texto original está escrito em inglês arcaico o que dificulta sua tradução. Peço desculpas por
qualquer erro neste sentido.

Y1V18 - Pastor Devotado 2/4


O mandamento de não amar o mundo está pesado e estou sendo
pressionado a compreender o que isto significa de forma mais profunda. E,
o contraste entre luz e trevas é também cheio de significado, onde há
profundas verdades esperando por serem descobertas. Estou lendo vários
livros devocionais, de Fenelon a Santo Agostinho. E sempre acontece que
um pensamento novo se destacará numa página e alargará meu
pensamento. Algumas vezes isto é num sentido mais acadêmico, mas, mais
freqüentemente, na área da vida prática, envolvendo disciplina e vontade.

 Capturarem meu coração


Eu afirmei que eu, freqüentemente, começo pedindo a Deus que me ofereça
uma espécie de pensamento divino. Ma eu posso também começar com
louvor, qualquer que seja o que o Espírito Santo pareça levar-me a fazer.
Independente do que aconteça primeiro, num certo momento, meu coração
precisa estar comprometido. Eu não sou do tipo fácil de chorar, mas
“capturar meu coração” pode envolver lágrimas. De forma mais geral trata-
se de um foco sincero e uma conexão espiritual interna que acontece pelo
puro desejo de ouvir Deus e obedecê-lo.

Eu não acredito que trabalho seja a resposta. Mas eu acredito que coisas
que capturam o coração não são casuais. Eu creio que existe intensidade
num relação devotada que demanda esforço e intencionalidade. Para mim,
isto requer tempo. Eu nunca defino um prazo formal para os outros, mas eu
penso que há algumas coisas do Espírito Santo que, simplesmente, não
acontecem em cinco minutos de oração. Não é incomum que, quando eu
esteja comprometido pelo coração, um pecado me seja revelado sobre o
qual eu não tinha consciência ou que seja lembrado de ter mais compaixão,
ou seja-me relevado meu egoismo.

Quando encontro a grandeza do coração de Deus, não posso fazer outra


coisa do que perceber minha própria pequenez. É nestes momentos que
Deus promete Seu poder para que eu possa ser mais parecido com Ele... e
é nestes momentos que eu ouço de Deus.

 Testarem minha alma


Até este ponto, tudo é conversa. É espera por Deus e tentativa de não
esperar que Ele se ajuste ao meu pequeno jeito de fazer as coisas. Num
certo momento, entretanto, Deus espera
que minha vida mude. Ele testa minha Num certo momento, entretando,
Deus testa minha vontade, minha
vontade, minha alma, minha obediência, alma, minha obediência com algo
com algo específico. Recentemente, Deus específico.
me mostrou que eu devia aumentar o
meu dízimo. Meu coração disse sim, imediatamente, mas quando minha
alma olhou para minha conta bancária, eu disse: “Podemos falar sobre
isto?” Deus disse: “Nós já o fizemos, é a sua vez de fazer.” Eu retruquei
com “Mas eu já contribuo com a campanha de construção da Igreja além do
meu dízimo.” Deus disse: “Sua vez de jogar” e assim continuou. Eu queria
ter podido dizer a você que eu obedeço a Deus todas as vezes de imediato,
mas ao menos eu posso dizer que obediência é sempre meu desejo, e eu a
faço, ainda que um pouco mais devagar, às vezes.

Sim, eu aumentei o valor do meu dízimo e uma coisa curiosa, não estou
passando fome e não tenho necessidade de coisa alguma. Este teste de
alma vem de muitas formas e trata-se mais de um compromisso de vida do
que um negócio que acontece uma única vez. De paciência a fé, eu sou
testado todos os dias. Deus está ao meu lado, é minha vontade que isto

Y1V18 - Pastor Devotado 3/4


seja formidável. E a cada vez que eu sigo os passos de Jesus, “não minha
vontade mas a Dele” eu encontro-me fortalecido e melhor capacitado para
servir, liderar e amar os outros.

Desnecessário dizer que este artigo é um pouco diferente e muito pessoal. Eu


espero que eu tenha mexido com alguns pensamentos pessoais seus a respeito
do que significa ser um líder devotado.

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – 8 de dezembro de 2006.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Wilson R. Zuccherato

Y1V18 - Pastor Devotado 4/4


Ano 1 - Vol.19 – janeiro/2007

Dan Reiland

filme favorito de minha filha de quase 16 anos é Coração Valente.


Naturalmente, se William Wallece pôde capturar o coração de Mackenzie eu
quero ser tudo o que Wallace é e mais. Em meus momentos de maior desilusão
eu me vejo com uma grande espada, tinta azul no meu rosto e olhando para
começar uma batalha. Quando retorno ao meu bom senso e olho no espelho eu,
nem de perto, pareço-me com o herói escocês.

Eu imagino se é isto o que é necessário hoje. De fato, se eu chegasse numa


igreja no domingo de manhã vestido de escocês, balançando uma espada e
gritando LIBERDADE, é muito provável que eu ganharia umas férias bem longas.

Enquanto muitos líderes esperam ser tão corajosos quanto William Wallace, a
maioria não será chamada para empunhar a espada inglesa. (E mais uma vez,
William nunca teve que encontrar um secretária da igreja irritada). Seriamente,
com que um moderno guerreiro de hoje se parece? Sob todas as ameaças de
Scot no século XIII (1270-1305) ou um líder de igreja do século XXI ... pressão é
pressão.

Quando eu digo palavras coragem, risco, abandono, doce, paixão e sacrifício eu


posso ver a mim mesmo e centenas, se não milhares de outros líderes da igreja.

Todos nós enfrentamos pressão. O que separa bons e grandes líderes daqueles
considerados medianos ou líderes fracassados é como nós lidamos com a
pressão.

E você? Sob qual tipo de pressão você está? Como você está lidando com os
débitos de sua igreja? Você fez alguma espansão no prédio, então como você
continua a crescer o templo quando não há mais espaço no estacionamento?
Como você está se segurando sob a pressão de não estar cumprindo o orçamento
e perdendo alguns dizimistas-chave? E em relação à equipe da igreja? Aqui tudo é
muito simples, sem pressão alguma, não é? Lembra-se dos pastores jovens e
seminaristas? O que você quer dizer com há
alguns pontos de ajuste a fazer entre nós? E O que separa bons e grandes
também há aquele pequeno grupo que quer líderes daqueles considerados
medianos ou líderes fracassados é
separar-se e criar sua própria igreja. Aí já está como nós lidamos com a pressão.
bom. Uma das coisas importantes é ter o
suficiente, e isto parece ser.

Mas espere, nós ainda nem começamos com sua vida pessoal. Como você está
lidando com a pressão de sua família agindo mais parecidos com animais do que
com anjos? Seu cônjuge e filhos estão reclamando e demandando mais do seu
tempo. Você quer dar-lhes mais tempo, mas ... E, você tem sua saúde para
cuidar também. Você está fazendo exercícios regularmente? Você ainda está
comendo aquele duplo hamburguer, batata e ao final um sorvete tipo casquinha?
Seus filhos estão chegando perto da idade escolar em que você terá que pagar
seus estudos? E finalmente, e não menos importante, sendo o guia espiritual que
você é, quão bem você está se saindo com sua paixão em seguir a Deus e ouvir
Sua clara voz sobre a direção para você e sua igreja? Eu tenho uma palavra para
tudo isto. PRESSÃO!

Y1V19 - Pressão é Pressão 1/5


Goste disto ou não, líderes são chamados para padrões mais elevados do que os
não líderes. I Timóteo 3:1-71 nos dá uma boa imagem destes padrões. Não
somos chamados para sermos perfeitos mas para viver nossas vidas acima das
críticas e sermos produtivos ao mesmo tempo. Não é isto verdadeira pressão?

Não seria muito mais simples se você tivesse que


Goste disto ou não, líderes são
gerenciar sua auto-liderança para conquistar sua
chamados para padrões mais
disciplina espiritual, problemas de caráter e vida
elevados do que os não líderes.
em família ( menos o desempenho no trabalho).
E, ao contrário, seria relativamente fácil
gerenciar o alto desempenho do trabalho se você pudesse sacrificar sua família, o
andar com Deus e os problemas de caráter. Deus nos ajude, isto não é a forma
como qualquer um de nós pensa, ou vive, mas nós não somos tentados a nos
inclinarmos para um lado ou para o outro? Isto é pressão. Deus nos chama como
líderes não para evitarmos a pressão mas para liderarmos a despeito dela. Se
você está movendo sua igreja para frente, você não pode liderar contornando as
pressões da vida – você precisa seguir em frente e passar por elas.

A seguir há um simples conjunto de idéias para dar a você material para pensar
sobre como lidar com a pressão como líder. Ainda melhor, você pode apenas
querer perguntar para algumas pessoas do seu
time de liderados o que eles pensam realmente. Deus nos chama como líderes não
Se você é um “Coração Valente” suficiente para para evitarmos a pressão mas
para liderarmos a despeito dela.
isto, você pode aprender mais do se quiser
barganhar o resultado.

Líderes que reagem a pressão


Alguns líderes têm o hábito de reagirem à pressão. Todos nós o fazemos
ocasionalmente – até Arão abalou-se sob a pressão dos israelitas reclamando
enquanto Moisés estava ausente por tanto tempo. Ainda assim, eu quero levantar
a bandeira amarela da atenção se você se identifica com as reações descritas
abaixo de forma regular.

 Você sente a pressão de forma pessoal?


Liderança é pessoal. Mas se você a encara de forma muito pessoal, você
não sobreviverá emocionalmente. Líderes precisam ser fortes – capazes de
liberarem-se – e seguirem em frente. Isto não significa ser sem
sentimentos ou cuidados; ao contrário, bons líderes têm um grande amor
pelas pessoas. Eles são, entretanto, capazes de separar fatos de
sentimentos para tomarem boas decisões. Lembre-se, pressão não é a seu
respeito, mas é sobre a causa ou tarefa que você está liderando.

 A pressão leva-o a estar preocupado com a sua imagem?


Se você estiver demasiadamente preocupado com o que os outros pensam,
você diminuirá o impacto de sua liderança no longo prazo. É bom ser
querido, mas é melhor ser respeitado. Deixe a política para os políticos.
Foque no que Deus quer que você seja e naquilo que Ele está dizendo para
você fazer.

1 1
Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. 2Convém, pois, que
o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para
ensinar; 3não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não
contencioso, não avarento; 4que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com
toda a modéstia 5(porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de
Deus?); 6não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. 7Convém,
também, que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço
do diabo.

Y1V19 - Pressão é Pressão 2/5


 Você tende a perder a perspectiva sob pressão?
Isto às vezes acontece comigo. Quando não gerencio a pressão de forma
sábia eu perco a perspectiva e as coisas tornam-se “maiores, piores e mais
feias” do que elas realmente são! Dê uma respirada, dê uma saída, sorria,
divirta-se e lembre-se que Deus está no comando. Eu, com freqüência
recito uma das minhas frases favoritas. “Quando você tiver feito tudo o que
você pode, vá para a cama. Deus ainda está acordado.”

 A pressão faz você irritar-se ou indignar-se?


Vamos encarar isto. Ninguém gosta de um líder excêntrico. Ninguém quer
seguir um líder que se parece com uma bomba-relógio fazendo tic-tac.
Ninguém quer servir um líder sem tato. Esta reação é mais próxima de uma
bandeira vermelha do que amarela. Se esta reação é válida para você de
forma habitual, deixe-me encorajá-lo a
Se sua reação é maior do que o
buscar um conselheiro sábio. Lembre-se problema, ela é sobre alguma
disto, se sua reação é maior do que o outra coisa.
problema, ela refere-se a outra coisa.

 A pressão faz você afastar-se ou evitar as pessoas?


Se esta reação é sua resposta regular então você tem caído num padrão de
reclusão da liderança. Esta reação, com freqüência, inclui a tentativa de
evitar a pressão com esperança de que ela desapareça. Isto nunca
acontece, apenas torna-se pior. Afastar-se com o propósito de orar sobre o
tema é sábio, mas você precisa voltar ao ringue e liderar.

 Você culpa outros quando está sob pressão?


Eu mencionei Arão antes. Ele culpou as pessoas no evento do bezerro de
ouro. Lembra-se de suas palavras? “Não se acenda a ira do meu senhor; tu
sabes que o povo é propenso para o mal.” (Ex.32:22). Basicamente Arão
disse: ”É uma falta deles!” Lembre-se de que Arão era um líder do
sacerdócio escolhido por Deus. Ele não era um escravo. Pressão faz coisas
estranhas com bons líderes. Deus está em busca de líderes como Moisés.
Moisés não apenas aceitou a responsabilidade, mas ofereceu a si mesmo
pelo povo.

 Sob pressão, você tende a pegar as coisas em suas próprias mãos e “corrigí-
las”?
Esta é, talvez, a mais sutil e perigosa de todas as reações. Regojize-se nos
seus talentos e pontos fortes, mas lembre-se de onde suas habilidades
vem. Não saia correndo fazendo alguma coisa. Primeiro ore. Peça ajuda de
Deus. Peça por sua sabedoria e poder. Esvazie a si mesmo de suas falhas
como líder e peça a Deus para estar junto a você e para liderá-lo e aí, siga
em frente!

Se vários destes pontos parecem verdades para você, talvez você esteja
sobrecarregado, ou precisa descansar por alguns dias. Talvez deva buscar
um sábio conselho para ajudá-lo a dirigir sua liderança para um conjunto de
respostas que se pareçam com as seguintes.

Líderes que respondem à pressão


Líderes que aprenderam a arte de responder à pressão de forma positiva e
produtiva irão demonstrar algumas de respostas seguintes de forma consistente.
Leia-as e veja como você está fazendo.

Y1V19 - Pressão é Pressão 3/5


 Você sabe como alavancar a pressão na direção de sua missão?
Líderes sabem que não existe esta coisa de vida sem pressão. Líderes
experientes ficam nervosos quando não existem desafios difíceis a superar.
Quando todos estão felizes, você deveria se preocupar porque algo está
errado. Pressão é quase sempre relacionado com pessoas. A pressão
acontece como resultado do que as pessoas (incluindo você) fazem ou não
fazem. Descobrindo a fonte da pressão, você terá a oportunidade de mudar
sua direção para ajudá-lo ou bloqueá-la de forma a, efetivamente,
neutralizá-la.

 Você é capaz de identificar o “fator risco” envolvido na pressão?


Líderes não podem evitar o risco – ele vem junto com o território. Mas
alguns pesam muito mais do que outros. Um bom líder sabe como devotar
a maioria de seu tempo para aquelas decisões que impactam os maiores
riscos em lugar de permitir que os problemas menores o distraiam e o
façam perder seu precioso tempo.

 Você é capaz tomar decisões difíceis em momento de pressão?


Alguns anos atrás, John Maxwell teve que me instruir neste tópico. Minha
tendência é querer esperar muito tempo para tomar importantes decisões.
Especialmente quando envolve pessoas, eu sempre acredito no melhor e
algumas vezes evito uma decisão dura e troco o tema de uma decisão difícil
de demissão por uma decisão de mais
treinamento. Eu ainda tenho um grande Um bom líder sabe como devotar a
maioria de seu tempo para aquelas
coração pelas pessoas, mas eu sei decisões que impactam os maiores
tomar decisões difíceis porque eu sei riscos em lugar de permitir que os
que a organização depende de mim problemas menores o distraiam e o
para fazer isto. Bons líderes são façam perder seu precioso tempo.
capazes de tomar decisões difíceis.

 Você consistentemente mantém um coração terno e um espírito brando sob


pressão?
Isto é o que vai mantê-lo são como líder, especialmente se você está numa
igreja em crescimento. Eu fui pastor em tempo integral por 24 anos. Com
exceção de 6 anos, as igrejas estiveram construindo ou ampliando seus
templos. Uma campanha de arrecadação de fundos atrás da outra! Eu fui
abençoado por trabalhar com pessoas maravilhosas e nós tínhamos o
compromisso de manter o outro sorrindo mesmo no meio da pressão. Isto
precisa ser prioridade. Você não pode fazer isto sozinho. Tanto quanto você
é responsável por ser um líder carinhoso, é necessário cercar-se de outros
líderes com a mesma índole.

 Você encara a pressão de frente e cresce com isto?


Esta é a melhor forma de lidar coma pressão. Honesta, direta e sem
rodeios. Sem jogos ou acertos. Sem passar o cálice. Uma grande forma de
descobrir seus pontos fortes como líder é prestar atenção sobre o que você
não quer fazer. Quem você não tem vontade de confrontar? O que você
está adiando que você sabe que não deveria? Apenas faça-o. A experiência
diz que você aprenderá e crescerá se mover-se para frente com sabedoria e
sendo aconselhado.

 Você aprendeu quais pressões deve ignorar?


Isto está relacionado a uma resposta anterior que perguntava se você é
capaz de identificar o “fator risco” envolvido na pressão. Existem certas
situações que são de grande importância para os outros (a emergência
deles) que você precisa ter a coragem de ignorar. Ela pode parecer urgente

Y1V19 - Pressão é Pressão 4/5


mas não é importante. Deixe-a ir. Se é difícil para você discernir (com
freqüência, é difícil para pastores por
causa do seu amor pelas pessoas), Existem certas situações que são de
tenha um pequeno grupo de uns 3 grande importância para os outros (a
líderes com os quais você tenha fácil e emergência deles) que você precisa
ter a coragem de ignorar.
rápido acesso e procure o conselho
deles. Com o tempo você desenvolverá
sua própria intuição o suficiente para saber “quais ignorar”.

 Você é capaz de experimentar um processo de rejuvenecimento em seguida a um


longo período de grande pressão?
Esta é uma grande resposta, para terminar. Mesmo os melhores líderes
podem tornar-se exaustos ao final de um longo período de pressões mais
fortes. Eu, fortemente, recomendo que você descubra sua forma de
rejuvenecer-se e renovar-se. Encontre o ritmo que você precisa para
equilibrar as demandas de seu posto de líder com as necessidades de sua
própria alma e encontre descanso.

Este artigo não fará sua pressão desaparecer, mas minha oração é que ele possa
ajudá-lo a pensar e orar pela forma de lidar com a pressão da forma esperada por
Deus e mais produtiva possível.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Fevereiro de 2005. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.

Y1V19 - Pressão é Pressão 5/5


Ano 1 - Vol.20 – fevereiro/2007

Dan Reiland

Líderes trabalham no campo da autoridade – é a moeda com a qual nós


conseguimos que as coisas sejam feitas. Nós preferimos a palavra "influência." É
um termo melhor. Ele descreve, mais precisamente, a função inata da liderança.
Ela comunica melhor o que queremos dizer do que o termo “autoridade”, mas ao
final se o líder não pode lidar com a autoridade, ele ou ela não podem liderar.

Líderes freqüentemente têm problemas ao lidar com a autoridade. Alguns líderes


tiram vantagem de sua autoridade, outros usam-na num nível mínimo. Alguns
líderes abusam de sua autoridade, outros escondem-se atrás dela. Os líderes
mais sábios compreendem que a autoridade não é deles em primeiro lugar e a
administram com sabedoria, graça e força de
caráter. Os líderes mais sábios
compreendem que a autoridade
não é deles em primeiro lugar e a
De onde vem a sua autoridade? Sua resposta a administram com sabedoria,
essa pergunta faz diferença. O que você acredita graça e força de caráter.
sobre a fonte de sua autoridade molda a maneira
como você lida com ela.

A fonte da sua autoridade


Há duas fontes primárias de autoridade: Deus e o Homem. As duas, geralmente,
estão integradas. O ponto importante é que você nunca é a fonte de sua própria
autoridade. Isso implica em que ela não pertence a você. O complicado é que,
mesmo assim, você ainda é o responsável.

Deus dá aos líderes dons e habilidades. Ele nos deu a habilidade de influenciar,
perícia para trabalhar e talentos que dão um perfil único a cada um de nós. Ele
nos deu todas essas coisas e elas são nossas para que as conservemos. Mas, em
última análise, elas não começaram conosco. Esta é conclusão? Talvez seja, mas
uma vez mais, o que você pensa sobre isso realmente importa.

Eu já participei de muitos cultos de ordenação onde jovens pastores foram


comissionados para o ministério do evangelho de Jesus Cristo. Naquela noite eles
estão morrendo de medo, humildes e prontos para reconhecerem que tudo que
eles têm vem de outro alguém. Seus talentos dados por Deus e a oportunidade
dada na Terra para exercitar aqueles talentos, tudo foi dado para eles.

Depois, com o passar do tempo, eles começaram a acreditar que eram donos do
que lhes tinha sido dado e alguns até começaram a acreditar que eles eram a
fonte de sua própria autoridade. E nestes casos, quase sempre, o ministério
cameçou a ter problemas. Olhando de fora para dentro, isso parece impossível.
Mas não é menos provável do que ver um jovem casal em frente ao pastor
declarando seus votos sinceros de amor perante Deus, suas famílias e seus
amigos e alguns anos mais tarde encontrarem-se em um amargo divórcio.

Frases como "minha igreja", "minha equipe," e "meu ministério" podem ser
inocentes, mas também podem ser uma prévia de coisas feias pela frente. Você
pode resistir a esta afirmação, dizendo: "Mas ela É a minha igreja, eu sou o
responsável por ela." Esta é a complicação de que eu mencionei anteriormente.
A vida de um servo é complicada. Nós somos responsáveis por coisas que não
nos pertencem.
Isso não é verdade apenas entre os que foram ordenados. Milhões incontáveis de
líderes voluntários nas igrejas têm perdido a visão de onde sua autoridade e seu
ministério vêm e têm começado a agir como se
ela pertencesse a eles. Em contraste com Esta é a complicação de que eu
pastores que perderam a perspectiva, eu, mencionei anteriormente. A vida
de um servo é complicada. Nós
pessoalmente, tenho me sentado em muitas somos responsáveis por coisas
igrejas onde a liderança disse ao pastor: “Nós já que não nos pertencem.
estávamos aqui antes do senhor chegar e
estaremos aqui muito depois de o senhor nos deixar." O que ele estavam dizendo
é: "Basicamente nós estamos no comando – a autoridade por aqui pertence a
nós." Eles diziam isso como se a autoridade realmente começasse com eles em
primeiro lugar.

Há muitos voluntários que são bem intencionados e (em geral) pessoas de Deus
que receberam poder para exercer o ministério. Elas receberam o poder pelo
qual os presbíteros e equipe correram riscos e assumiram a responsabilidade.
Uma dessas igrejas na Califórnia começou um ministério para surdos. Era um
grande ministério que ajudava muita gente. Mas, chegou um dia em que os
presbíteros e equipe não sentiram mais o desejo de Deus de continuá-lo e eles o
fecharam. Você deve ter pensado que eles blasfemaram contra o Espírito Santo?
Os voluntários disseram literalmente: "Quem são vocês para tirar o NOSSO
ministério?" Quão rápido nós todos esquecemos de onde vem a autoridade.

A Transferência da Autoridade
A autoridade é sempre transferida. Vamos direto ao ponto. Até mesmo a
autoridade de Jesus foi transferida do Pai para Ele. Dê uma olhada em Mateus
28:18-20.
18
Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: "Toda a autoridade me foi dada no
céu e na terra. 19Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os
em nome do Pai e do Filho e do Espírito , 20ensinando-os a guardar todas as
coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à
consumação do século."

Agora leia João 10:17-18.


17
Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir.
18
Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho
autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu
Pai.”

Não é difícil ver o padrão da reconhecimento de Jesus, sobre Sua fonte de


autoridade. Tome algum tempo para ler João 15, é um bonito quadro sobre o que
eu estou dizendo.

E então o que acontece? Jesus transfere Sua autoridade para Seus discípulos.
Você já viu isso em Mateus 28. Considere também Lucas 9:1-2.

“1Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os


demônios, e para efetuarem curas. 2Também os
A autoridade é sempre enviou a pregar o reino de Deus e a curar os
transferida. Até mesmo a
autoridade de Jesus foi transferida enfermos.”
do Pai para Ele.
Agora leia mais um exemplo, João 19:11, para
ver a complexidade da transferência de autoridade. 11Respondeu Jesus: Nenhuma
autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me
entregou a ti maior pecado tem.”
O peso teológico dessa passagem é grande. Deus deu autoridade ao homem
sobre Ele mesmo! Mas vamos voltar para a terra.

Se meu filho de 14 anos João Pedro dissesse a sua irmã de 16 anos para limpar o
quarto dela, ela provavelmente bateria nele. Se, contudo, João Pedro dissesse:
"Mackenzie, a mamãe falou que você tem que limpar o seu quarto", o quarto
logo estará limpo. Qual é a diferença? A autoridade foi transferida da mamãe
para João Pedro!

É engraçado. Por que é tão fácil de entender mas tão fácil de ser esquecido na
igreja local?

Eu tenho uma quantidade enorme de autoridade na Igreja Crossroads, onde eu


sirvo como Pastor Executivo. Mas eu tenho claro que a autoridade não é minha, e
que ela é transferida para mim do Pastor Senior, Kevin Myers. Eu sou responsável
por uma tremenda quantidade de ministérios, mas nada disto pertence a mim.
Esta é a essência de um líder-servo. Do mesmo modo, a autoridade de Kevin é
transferida pelos presbíteros. Eu sou responsável por liderar a equipe na
Crossroads. Eu transferi uma grande quantidade de autoridade para o time. Essa
autoridade, contudo, não pertence a eles nem aos vários ministérios – eles são
despenseiros do que recebem enquanto isso estiver confiado a eles.

Se, por exemplo, um dia Kevin decidir não mais transferir autoridade para mim,
está feito. Eu não tenho nada o que fazer. Eu sairei com gratidão por terem
confiado em mim para liderar aquilo que não me pertence. Não é assim que as
coisas sempre acontecem, é? Alguns pastores não reagiriam mais ou menos
como: “de onde você tirou esta idéia?” Eles Essa autoridade, contudo, não
dizem coisas como: "Eu construí esta igreja, pertence a eles nem aos vários
você não pode tirá-la de mim" ou: "Se não ministérios – eles são despenseiros
do que recebem enquanto isso
fosse eu, esse ministério não seria nada!" Ou estiver confiado a eles.
que tal: "Eu não vou deixar o Meu ministério
sem luta!"

Se nós pudéssemos nos lembrar diariamente da relação do Pai e seu Filho,


iríamos lidar com a autoridade de um modo muito melhor. Reflita sobre Efésios
1:18-23.
18
iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu
chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos 19e qual a
suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da
força do seu poder; 20o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os
mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, 21acima de todo
principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir
não só no presente século, mas também no vindouro. 22E pôs todas as coisas
debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23a
qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.

Sempre que você esquece a fonte de sua autoridade e começa a acreditar que ela
é sua, você vai do “Eu sou responsável por” para o “Eu tenho os meus direitos” e
o problema começa.

Sustentando a Autoridade
Sua habilidade para sustentar a autoridade transferida depende inteiramente da
sua fidelidade em servir Aquele que deu a autoridade a você.
Essa parte do poder (a transferência de autoridade) não é a seu respeito, é sobre
a missão geral ou o propósito de sua igreja local. Pense nisto junto comigo: Para
aquele que transfere poder, o foco está em quem recebe o poder. E para quem
recebe, o foco está na missão. O foco nunca é a sobre você.

A transferência de autoridade como parte do processo de atribuir poder, sempre


se quebra quando ela pára na pessoa. Dar poder é como um rio que precisa
continuar a fluir, não desaguar num lago parado e
O foco nunca é você.
tornar-se estagnado.

Você já experimentou a frustração de um adolescente que perde a confiança da


autoridade que lhe foi dada? Por exemplo, vamos dizer que você autorizou um
adolescente1 a dirigir um carro. Isso é transferência de autoridade. Você ainda
responde pelos erros dele! Aí ele age, de alguma maneira, além dos seus limites
e você decide revogar seu privilégio de dirigir e ele responde alguma coisa
brilhante, tal como: “Você não é meu chefe – eu vou fazer o que eu quero, eu
tenho os meus direitos.” Quão rápido ele se esqueceu que autoridade alguma se
originara dele! Era tudo um autorização que os pais e o Departamento de Trânsito
deram a ele. Mesmo assim ele grita: “Eu fiz MEU exame, eu tenho MINHA
carteira de motorista!”. A bobagem do pensamento dele é fácil de se ver, mas
fica mais complicado quando eles não têm mais 16 anos, porém estão perto dos
36.

Líderes adolescentes são sempre difíceis de lidar porque eles não entendem o
princípio do qual estou tratando neste texto.
Autoridade é uma responsabilidade, não um Dar poder é como um rio que
direito. É um privilégio, não uma possessão. precisa continuar a fluir, não
desaguar num lago parado e tornar-
É uma ferramenta a serviço do reino de Deus,
se estagnado.
não um brinquedo para realizar as vontades
que você tem.

Um líder servo entende autoridade desta forma e serve com uma espada em uma
mão e uma toalha na outra.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Março de 2005. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.

1
Nos Estados Unidos (onde o texto original foi publicado), os adolescentes maiores de 16 podem
dirigir automóveis se autorizados pelos pais e aprovados nos Exames oficias. Por isto a referência ao
adolescente.
Ano 1 - Vol.21 – fevereiro/2007

Reggie Joiner1

As estatísticas indicam que a igreja está perdendo terreno na cultura de hoje.


Apesar dos claros avisos sobre o declínio da participação da igreja, muitas delas
continuam a fazer as coisas como de costume. Muitos ministérios continuam a
funcionar com as pessoas habituais, não fazendo incursões significativas nas
comunidades ao seu redor.

Todo movimento espiritual da história começou porque alguém estava disposto a


aproveitar a oportunidade. Eram homens e mulheres que ousaram “repensar” o
que eles acreditavam e o que eles eram realmente responsáveis por fazer em
nome da igreja.
Todo movimento espiritual da
história começou porque alguém
Dois mil anos atrás, o apostolo Paulo rejeitou a estava disposto a aproveitar a
noção de que os Cristãos tinham que preservar oportunidade.
as tradições da fé judaica afim de estabelecer a
igreja. Como resultado, congregações se espalharam pelo Império Romano e pelo
Mundo Gentio.

Um pouco mais de 1500 anos depois, Martinho Lutero ficou face a face com o
conceito de ser “justificado pela fé”. Ele fixou uma lista de queixas na porta da
igreja e expôs uma geração inteira à idéia de um relacionamento pessoal com
Deus baseado na fé e não nas obras.

Mesmo recentemente, homens como Bill Hybels têm desafiado igrejas tradicionais
no seu modo de fazer discípulos e atingir suas comunidades. Na década passada,
milhares de igrejas sofreram uma reengenharia ou lançaram-se numa nova
agenda. Elas estão absorvidas com a prioridade de alcançar a maioria da
população – pessoas que se desligaram ou tornaram-se desinteressadas pela
igreja.

Uma avaliação honesta de qualquer líder que Deus usa para impactar uma
geração revela suas características comuns:

 Geralmente eles são pessoas controversas;


 Eles não têm medo de questionar o que é considerado sagrado;
 Eles são descompromissados com suas prioridades.

E como resultado, eles tendem a abraçar um princípio mais puro e mais claro,
que se torna o fundamento de como eles fazem o que eles fazem.

Em qualquer situação, a igreja é radicalmente modificada.

Eu acho que a questão real que você precisa


Você acha que a igrejaresponder à luz da nossa cultura é simplesmente:
precisa de mudanças?
Você acha que a igreja precisa de mudanças? Em
outras palavras, há alguma coisa em você que acredita que a igreja,
especialmente a sua igreja, não deveria continuar a fazer para ministrar para a

1
Reggie é o Diretor Executivo do Ministério de Família da Igreja de North Point localizada em Alpharetta, GA.,
Fundador do Grupo de Repensagem. Para saber mais sobre esse Grupo e o Ministério de Famílias verifique as
Conferências Regionais no www.reThinkLabs.org
próxima geração do modo que tem feito na geração atual? Se a resposta a estas
questões for “sim”, então é simplesmente lógico que você tenha a intenção de
repensar tudo.

Esse ano, decidimos fazer um tipo diferente de reunião. Essas reuniões irão
desafiar os líderes a repensar o que eles crêem e porque eles fazem o que eles
fazem. É por isso que as chamamos de “Laboratório para Repensar”. Nós não
achamos que os líderes têm todas as respostas. Mas nós temos um grande
número de perguntas que cremos que as igrejas precisam responder. São
perguntas que podem parecer irreverentes quando chegam aos sistemas
sagrados que existem em muitas igrejas. Algumas delas serão definitivamente
controversas. Mas são questões que devem ser perguntadas e consideradas se
esperamos impactar a próxima geração. Há muita coisa em perigo para a igreja
simplesmente continuar no curso que está desenhado.

Nós realmente não cremos que temos todas as respostas certas, mas sabemos
que é importante continuar fazendo as perguntas certas. É o único jeito de
desembrulhar os princípios críticos que vão nos permitir reinventar nossos
ministérios. Nossas comunidades não precisam
de mais igrejas com o padrão de igrejas que Muitas pessoas estão deixando as
não são freqüentadas. As pessoas estão igrejas, convencidas de que
aquele é o último lugar onde vão
buscando relevância e estão famintas de descobrir o que é importante para
respostas. Muitas estão deixando as igrejas, suas vidas.
convencidas de que aquele é o último lugar
onde vão descobrir o que é importante para suas vidas. Nossa cultura está
pedindo para que a igreja se engaje em longos debates e assuma riscos. Ela
precisa que nós estejamos dispostos a abraçar mudanças que possam agitar o
sistema e frustrar os que estão confortáveis.

Há certos princípios que precisam ser reexaminados. O que você realmente crê
irá mudar o modo como você faz a igreja.

 O que você crê sobre como as pessoas mudam;


 O que você crê sobre como os estudantes aprendem;
 O que você crê sobre como os indivíduos, na verdade, crescem na fé;
 O que você crê sobre a influência da família;
 O que você crê sobre porque as pessoas participam e se engajam nos
ministérios.

A crença sempre direciona o comportamento. O que você crê como líder impacta
o como você “faz a igreja”. Portanto, e se você não está crendo ou pensando
corretamente? Há muita coisa em perigo. Líderes corajosos estão dispostos a
repensar todos esses tópicos e como eles afetam o que fazem.

Não se preocupe em comprometer um princípio. O comprometimento só acontece


quando você se recusa a abraçar um princípio imutável. Um princípio nunca pode
estar comprometido porque ele permanece o mesmo. Você pode comprometer
sua integridade. Você pode comprometer sua eficácia, mas você realmente não
pode comprometer um princípio.
A crença sempre direciona o
comportamento. O que você Um princípio é como um diamante - ele irá se manter
crê como líder impacta o
como você “faz a igreja”. sob qualquer exame minucioso ou desafio. Um
princípio não muda com o tempo ou a pressão. Você
não se agarra a um princípio a fim de protegê-lo de
mudanças. Você se agarra a um princípio porque nada pode mudá-lo. E quando
você realmente se apega ao princípio certo, ele pode forçar você a mudar. Ele
pode exigir que você redirecione ou redesenhe sua igreja.
Que tal se você tivesse um dia inteiro para ficar em volta de uma mesa apenas
repensando tudo? Você está interessado em mudar a sua maneira de pensar e
começar de novo com uma página em branco? Você está desejoso de assumir o
risco? Nós precisamos iniciar uma revolução santa e desafiar a irrelevância de
nossas igrejas. Nós não podemos suportar perder a guerra contra um inimigo
invisível que está atacando as mentes e corações da próxima geração. Estamos
orando por líderes que irão se sentar, dialogar, debater, questionar e reinventar
como eles fazem a igreja pelo bem da eternidade. Nós esperamos que você logo
se junte a nós para um “Laboratório para Repensar” ou imagine como ter o seu
próprio. Apenas esteja certo de não continuar pensando do jeito que você sempre
pensou.

Apenas algumas coisas que você deve fazer se estiver planejando seriamente
“repensar” como você faz a igreja:

1. Esquematize o tempo para que “repensar” seja uma prioridade;


2. Cerque-se de homens e mulheres mais jovens que irão desafiá-lo no
processo;
3. Segure tudo com a mão aberta, de modo que fique em posição de deixar
alguma coisa ir embora;
4. Esforce-se para criar uma cultura onde nada permaneça o mesmo por
muito tempo;
5. Dê ao seu time permissão para experimentar, mesmo que isso envolva
riscos.

NOTA: Durante nossos “Laboratórios para Repensar” nós debatemos e


examinamos princípios relevantes em 6 áreas:
 Estratégia
 Meio ambiente
 Currículo
 Discipulado
 Comunidade
 Família

E como eles impactam o modo como “fazemos a igreja”.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Maio de 2005. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 1 - Vol.22 – março/2007

Dan Reiland

Relacionamentos são tudo. Sempre que pensamos em coisas que lamentamos na


vida, elas estão vinculadas a um relacionamento pessoal. Em geral estão ligadas
àqueles nos quais não investimos ou não cultivamos como deveríamos. Este
artigo é o primeiro de uma série de três que pretende prover ferramentas
práticas para ajudá-lo a avaliar e fortalecer seus relacionamentos mais
importantes.
Sempre que pensamos em
Nos anos 80, meu amigo e mentor Keith Drury, coisas que lamentamos na
desenvolveu um instrumento engenhoso que ele vida, elas estão vinculadas a
chamou de “Seu Relatório de Relacionamento”. um relacionamento pessoal.
Esta ferramenta simples permite que você faça um
inventário de seu relacionamento com Deus, com seu cônjuge, e com seu
trabalho ou propósito na vida (Mestre, Companheiro e Missão) 1. Eu tenho usado
uma versão modificada deste instrumento durante anos – com a permissão dele,
é claro!

É uma grande ferramenta para reflexão pessoal, para uma classe de Escola
Dominical, retiros, grupos pequenos e qualquer outro ambiente que você possa
imaginar onde discipulado e maturidade espiritual sejam relevantes.

A primeira Reflexão é sobre o Relacionamento entre você e Deus (o Mestre). Seu


relacionamento com Deus não pode ser reduzido a números numa escala de 1-7,
mas você pode usar esta ferramenta simples para pensar sobre a qualidade e a
condição de seu relacionamento, permitindo assim que você aja, simplesmente,
escrevendo um plano de ação.

Eu me converti há 32 anos. E não importa quão perto eu estou de Deus, eu


descubro que ainda tenho espaço para crescer. É interessante, eu posso fazer-
me as mesmas perguntas conforme os anos passam, e descubrir que elas têm
significados diferentes conforme a época da vida em que estou, o que eu estou
passando, as pressões que enfrento e quão perto eu tenho andado de Deus. Este
é o ponto principal... meu andar com Deus e o
10
Não nos tratou segundo os seu andar com Deus. Este é o nosso
nossos pecados, nem nos retribuiu relacionamento básico. Se ele está desalinhado,
segundo as nossas iniqüidades.
11
Pois quanto o céu está elevado todos os nossos demais relacionamentos estão
acima da terra, assim é grande a também fora de alinhamento.
sua misericórdia para com os que
o temem.
O Salmo 103 sempre me lembra de quão
impressionante Deus é. Apesar de centenas de
partes das Escrituras revelarem a natureza maravilhosa de Deus, esta sempre me
toca. E pensar que este Deus quer relacionar-se comigo e com você. Gaste um
tempo para lê-lo novamente.

1
Caso você leia inglês poderá encontrar os escritos de Keith no seguinte endereço eletrônico:
www.drurywriting.com/Keith/ o autor recomenda sua leitura por julgá-lo profícuo.
“1Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu
santo nome. 2Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum
de seus benefícios. 3É ele quem perdoa todas as tuas iniqüidades e sara todas as
tuas enfermidades; 4quem redime a tua vida da perdição e te coroa de
benignidade e de misericórdia; 5quem enche a tua boca de bens, de sorte que a
tua mocidade se renova como a águia.
6
O SENHOR faz justiça e juízo a todos os oprimidos. 7Fez notórios os seus
caminhos a Moisés e os seus feitos, aos filhos de Israel. 8Misericordioso e piedoso
é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade.
9
Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira. 10Não
nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas
iniqüidades. 11Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a
sua misericórdia para com os que o temem.
12
Quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas
transgressões. 13Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se
compadece daqueles que o temem. 14Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-
se de que somos pó. 15Porque o homem, são seus dias como a erva; como a flor
do campo, assim floresce; 16pois, passando por ela o vento, logo se vai, e o seu
lugar não conhece mais.
17
Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade sobre aqueles que
o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos; 18sobre aqueles que guardam
o seu concerto, e sobre os que se lembram dos seus mandamentos para os
cumprirem. 19O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino
domina sobre tudo. 20Bendizei ao SENHOR, anjos seus, magníficos em poder, que
cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra.
21
Bendizei ao SENHOR, todos os seus 17
exércitos, vós, ministros seus, que Mas a misericórdia do SENHOR é
executais o seu beneplácito. 22Bendizei de eternidade a eternidade sobre
ao SENHOR, todas as suas obras, em aqueles que o temem, e a sua
todos os lugares do seu domínio. justiça sobre os filhos dos filhos;
18
Bendize, ó minha alma, ao Senhor.” sobre aqueles que guardam o seu
concerto, e sobre os que se
Não há pessoa alguma como Ele, não é lembram dos seus mandamentos
verdade?! E Ele quer ter um para os cumprirem.
relacionamento íntimo com você. Então
invista um tempo e use este questionário simples para ajudá-lo a nutrir este
relacionamento.

Você e seu Mestre

Responda sinceramente. A intenção não é produzir um sentimento de culpa,


frustração ou legalismo. Você é amado incondicionalmente por Deus e salvo pela
graça. A intenção é que seja apenas um instrumento de ajuda na reflexão e que
fortaleça seu relacionamento mais importante.

Dê uma nota para cada pergunta numa escala de 1–7, onde 1 seja o mais fraco e
7 o mais forte:
1 Eu baseio minha segurança e significância em Jesus Cristo.
2 Eu frequentemente ouço a “voz” de Deus me dando respostas
claras e direção.
3 Não há qualquer pecado não confesso em minha vida.
4 Eu não luto com problemas de autocontrole ou orgulho.
5 Eu invisto tempo diariamente em oração intercessória e em
oração sobre a minha vida espiritual pessoal.
6 Eu invisto tempo diariamente no estudo das escrituras para
crescimento pessoal.
7 Não há qualquer conflito não resolvido com algum irmão ou irmã
em Cristo, no que diz respeito a perdão da minha parte.
8 Eu não luto com o materialismo, mas descobri o prazer do
contentamento.
9 Minha vida em pensamento é pura e está sob o controle de Deus
10 Eu tenho uma sensação de paz interior e da presença do Espírito
de Deus
11 Tanto o louvor pessoal como em grupo estão vivos em minha
vida e eu experimento uma sensação de renovação e frescor
quando louvo a Deus
12 Eu pratico regularmente as disciplinas mais “profundas” como
jejum, meditação e solidão

Plano Pessoal

Depois de pensar e orar sobre os doze itens listados na Reflexão Pessoal “Você e
seu Mestre”, selecione até três prioridades que você crê que Deus leva você a
fortalecer. Escreva algumas sentenças para começar.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Julho de 2005. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 1 - Vol.23 – março/2007

Dan Reiland

Nicole Kidman e Will Ferrell atuam no recente filme “A Feiticeira”. Will faz o papel
de um antigo astro de cinema, ocupado consigo mesmo (Jack Wyatt) que
concorda em fazer a refilmagem do programa de TV “A Feiticeira” na esperança
de ganhar força na sua carreira. Ferrell faz Darren Stevens, o marido de
Samantha. Nicole Kidman faz o papel de uma atriz sem nome e sem experiência
(Isabelle Bigalow) contratada para ajudar a amortecer as inseguranças de Jack
Wyatt. O que ele não sabe é que Isabelle é uma feiticeira!

O enredo mostra o desejo de Isabelle de não precisar mais torcer seu nariz para
controlar as circunstâncias a fim de conseguir o que ela quer. Durante todo o
filme ela na verdade nunca realiza seu desejo, nem Jack conquista seu ego e
egoísmo, embora eles tenham um final tipo “foram felizes para sempre”. De uma
maneira hollywoodiana leve e sem muito valor, o filme comunica que, que for
dada uma chance, o amor vencerá tudo. O filme A
Feiticeira não ganhará prêmio algum, mas serviu Se for dada uma chance, o
como boa diversão no verão. amor vencerá tudo.

Os roteiristas do filme entendem um pouco sobre a natureza humana. Eles


fizeram um bom trabalho ao capturar quão difícil é manter os relacionamentos –
e quão impossível isso fica quando queremos fazê-lo do nosso jeito. O casamento
apenas complica um pouco mais as coisas.

Esta é a segunda de uma série de três partes cuja intenção é prover uma
ferramenta prática para ajudá-lo a avaliar e fortalecer os relacionamentos-chave
de sua vida.

Como eu mencionei na primeira parte, meu amigo e mentor Keith Drury 1


elaborou um instrumento engenhoso que ele chama de “Seu Relatório de
Relacionamento.” Essa ferramenta simples permite que você faça um inventário
de seu relacionamento com Deus, seu cônjuge e seu trabalho ou propósito na
vida (Mestre, Cônjuge e Missão). Eu tenho usado uma versão modificada dessa
ferramenta por anos.

Essa ferramenta é ótima para reflexão pessoal, para pequenos grupos, retiros
espirituais, classes de Escola Dominical, e qualquer outro ambiente que você
imagine onde discipulado e maturidade espiritual sejam relevantes.

Essa segunda Reflexão sobre Relacionamento é sobre Você e seu Cônjuge. Seu
relacionamento com seu cônjuge não pode ser reduzido a um número em uma
escala de 1 a 7, mas se você pedir uma nota para o cônjuge para o seu
relacionamento numa escala de 1 a 7, ele(a) poderá dá-la em segundos!

Eu tenho usado essa simples questão dezenas de O número dado não importa
vezes em aconselhamento matrimonial. O número tanto quanto o contexto em
que ele é dado.
dado não importa tanto quanto o contexto em que

1
Caso você leia inglês poderá encontrar os escritos de Keith no seguinte endereço eletrônico:
www.drurywriting.com/Keith/ o autor recomenda sua leitura por julgá-lo profícuo.
ele é dado. Por exemplo, uma das respostas mais comuns é que se o marido diz
“5”, a esposa diz “3”. O que ela está comunicando é que está pior do que ele
pensa que está! O número não importa para ela, desde que ela possa dar um
número menor do que o dele.

Você pode reduzir seu relacionamento a um número? Não. Mas você pode usar
essas perguntas para ajudá-lo a refletir sobre a condição do seu relacionamento e
assim permitir que você aja, escrevendo um simples plano de ação.

Eu estou casado há 24 anos neste verão. É impressionante. Houve várias vezes


em que eu teria me divorciado de mim mesmo! Patti e eu temos um
relacionamento muito bom, mas mesmo após todos esses anos ele ainda dá
trabalho. Nós temos que continuar a ter a intenção de experimentar um
relacionamento saudável e crescente ou ele se deteriorará. Todos os
relacionamentos se deteriorarão se não forem
Nós temos que continuar a ter a cultivados.
intenção de experimentar um
relacionamento saudável e
Filipenses 2:1-5 nos dá uma grande descrição de
crescente ou ele se deteriorará.
como nós devemos (ao contrário de Jack e
Isabelle) lutar para colocar as necessidades da outra pessoa em primeiro lugar.
Leia essa passagem antes de refletir sobre as doze questões.

“1
Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se
alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões,
2
Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o
mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. 3Nada façais por contenda ou por
vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si
mesmo. 4Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual
também para o que é dos outros. 5De sorte que haja em vós o mesmo
sentimento que houve também em Cristo Jesus.”

Você e seu Cônjuge

Responda honestamente. A intenção não é produzir uma sensação de culpa,


desencorajamento ou futilidade. O alvo não é um relacionamento perfeito, mas
um relacionamento aberto, honesto, íntimo e com o compromisso de crescer.

Você pode responder às perguntas sozinho, mas eu recomendo que você peça ao
seu cônjuge para respondê-las por você e discutam as diferenças de opinião.

1 Eu comunico claramente, pelo meu estilo de vida, que meu


Cônjuge é mais importante que meu trabalho.
2 Eu sempre faço coisas boas e significativas para meu Cônjuge.
3 Eu tenho um compromisso incondicional com meu Cônjuge e o
divorcio nunca é uma opção.
4 Eu não alimento fantasias de qualquer tipo com alguém que não
seja meu Cônjuge.
5 Eu, alegremente, inicio um regular encontro íntimo com meu
Cônjuge, apenas para nós dois.
6 Eu sou tardio para me irar e pronto para perdoar o meu Cônjuge.
7 Eu sou capaz de receber correção do meu cônjuge sem ficar na
defensiva.
8 Meu cônjuge e eu nos divertimos juntos e rimos com freqüência.
9 Meu casamento é um exemplo positivo de Cristianismo para os
meus filhos.
10 Eu sou um bom ouvinte e sou atento às necessidades emocionais
do meu Cônjuge.
11 Eu respeito meu Cônjuge como ele/ela é e não tento mudá-lo(a).
12 Eu sou um modelo de Cristão positivo para o meu Cônjuge e
encorajo-o(a) no seu crescimento pessoal.

Plano Pessoal
Depois de pensar e orar sobre esses doze itens listados na Reflexão Pessoal “Você
e seu Cônjuge”, selecione até três prioridades que você crê que Deus levaria você
a fortalecer. Comece tomando algumas notas sobre o que você fará.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Julho de 2005. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 1 - Vol.24 – abril/2007

Dan Reiland

Trabalho não diz respeito a produtos, diz respeito a pessoas – sempre foi assim e
sempre será. Os resultados importam, mas os relacionamentos importam mais.
Quando os relacionamentos deterioram, os resultados declinam.

Nós acabamos de voltar de cinco dias de férias


na Ilha Seabrook, na Carolina do Sul, perto de Os resultados importam, mas os
Charleston. A diferença nos restaurantes relacionamentos importam mais.
Quando os relacionamentos
nunca deixa de chamar minha atenção. A deterioram, os resultados declinam.
comida e a atmosfera são importantes, mas o
serviço é sempre o fator decisivo para nós
retornamos ou não. Nós comemos num lugar popular em Charleston chamado
Hyma’s Seafood Restaurant (Restaurante Hyma’s de Frutos do Mar). A atmosfera
era casual e aconchegante, mas nada que tirasse nosso fôlego. A comida era boa,
mas nada que nos fizesse escrever uma carta a respeito.

Então porque havia uma fila de 50-75 pessoas esperando para entrar? Seria por
causa das dúzias de estrelas de Hollywood jantando lá? Não. Seria porque não
havia outros restaurantes na região? Não. Havia muitos para escolher. Era por
causa do incrível serviço. Eles têm recepcionistas que realmente ficam de pé do
lado de fora na calçada junto com você na umidade - e mesmo na chuva –
enquanto você espera por uma mesa. Eles são atentos de que lugar da fila você
está e sempre têm uma atitude alegre. Uma vez lá dentro, você é levado a uma
mesa que o satisfaz e é imediatamente servido por um garçom ou garçonete que
gosta do seu trabalho e demonstra isso. Eles são competentes, rápidos, atentos e
realmente felizes por servi-lo.

Você já esteve num restaurante em que você se sentiu como se estivesse


incomodando o pessoal? Eu também. Mas não no Hyma’s! Havia vários membros
da equipe que não faziam outra coisa além de andar de mesa em mesa travando
uma conversa amigável e assegurando-se de que você recebeu tudo o que
queria. Eu não estou falando de um gerente de restaurante socialmente
desajeitado que caminha até a sua mesa com a confiança de um estudante tímido
de segundo grau convidando uma garota para dançar. Esses sujeitos eram
cativantes, reais e acrescentavam algo à experiência do jantar. Eles todos
conheciam seu propósito, de servir de tal modo a criar um jantar inesquecível que
iria fazer com que você quisesse retornar. Missão cumprida. Eles sabem tudo
sobre as pessoas e os resultados falam por si só.

Esta é a última de uma série de três partes cuja intenção é prover uma
ferramenta prática para ajudá-lo a avaliar e fortalecer relacionamentos-chave na
sua vida. Independente do que você faz – de um estudante em tempo integral a
um homem de negócios no mercado de trabalho – você está trabalhando com
propósito e integridade, servindo bem as pessoas? Ou você se parece mais com
um garçom num restaurante que dá a impressão de que as pessoas o estão
incomodando?

Como eu mencionei nas Partes 1 e 2, Keith Drury escreveu uma engenhosa


ferramenta chamada “Seu Relatório de Relacionamento”. Este simples
instrumento permite que você faça um inventário do seu relacionamento com
Deus, seu cônjuge, e seu trabalho ou propósito na vida (Mestre, Cônjuge e
Missão).

Essa versão modificada é ótima para reflexão pessoal, pequenos grupos, retiros
espirituais, classes de Escola Dominical e qualquer outro ambiente que você
possa imaginar onde discipulado e maturidade espiritual sejam relevantes.

Essa terceira Reflexão sobre Relacionamentos é sobre você e seu lugar de


contribuição no mundo (Missão). Seu
Seu relacionamento com pessoas relacionamento com pessoas faz toda a
faz toda a diferença em determinar
o nível de impacto de sua vida. diferença em determinar o nível de impacto de
sua vida. Você pode ser brilhante e estar
envolvido em algo importante, mas se seus relacionamentos são amargos,
eventualmente você não trabalhará bem. Por outro lado, seu trabalho pode ser
algo muito simples, mas se você serve bem as pessoas, você pode mudar suas
vidas.

No caminho de Seabrook Island, nós paramos para abastecer o carro. Eu estava


num estado de zumbi, tendo dirigido cerca de 200 milhas até aquele ponto.
Caminhei até o lugar onde eu pus a gasolina para pagar em dinheiro. Eu parei
sem expressão, sem movimento e protegido atrás dos meus óculos escuros e
meu boné de beisebol. A senhora que me deu o troco tinha um comportamento
amistoso e alegre. Ela colocou o troco na minha mão usando suas duas mãos
(para tocar propositalmente a minha mão) e me disse: “Que tal um sorriso?”
Várias pessoas estavam lá de pé e foram pegas de surpresa, mas seu pedido era
tão genuíno que eu sorri e aí ela me deu o troco. Ela me disse: “Dirija com
cuidado e tenha um ótimo dia.” Eu saí de lá sorrindo e o Sr. Zumbi tinha ido
embora.

Não é preciso ter um emprego divertido e geralmente não precisa de muito para
fazer a diferença na vida das pessoas. Mas você tem de querer, e isto requer um
esforço. Colossenses 3:23-24 nos lembra de nossa atitude no trabalho:
23
E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos
homens, 24Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a
Cristo, o Senhor, servis.

Deus tem um determinado trabalho para cada um de nós, um propósito, uma


missão, alguma coisa para a qual somos criados para fazer. Reflita em Efésios
5:17: 17Por isso não ajam com insensatez, mas procurem entender qual é a
vontade do Senhor.

E Efésios 2:10 também nos admoesta a andar nos caminhos do Senhor, pois
somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus
preparou para que andássemos nelas.

Isto sempre é cumprido nas, através das, e com as pessoas!

Você e Sua Missão

Responda honestamente. Esta lista não tem a Deus está mais interessado em
intenção de produzir uma orientação de quem você é do o que você faz.
desempenho para seu trabalho ou sua vida. Mas fazer a diferença é importante
Deus está mais interessado em quem você é
do o que você faz. Mas fazer a diferença é importante: Frutos (vidas modificadas)
são o alvo. Relacionamentos são tudo. Estas perguntas são feitas para ajudar a
guiá-lo a uma missão mais frutífera na vida – a um sentido maior de propósito e
serviço aos outros.

Dê uma nota (de 1 a 7) para você mesmo, onde 1 é o mais baixo e 7 o mais alto.

1 Eu tenho uma compreensão clara da minha missão pessoal dada


por Deus (propósito) e eu já escrevi isso.
2 Minhas prioridades de vida estão bem definidas e eu permaneço
focado nelas.
3 Eu, intencionalmente, invisto tempo e energia com o propósito de
fazer diferença nas vidas das pessoas.
4 Eu tenho um espírito de servo e gosto de servir aos demais.
5 As pessoas com quem eu trabalho sabem que eu sou um cristão
e eu compartilho minha fé abertamente.
6 Eu faço meu trabalho com uma atitude que reflete que, em última
análise, eu estou servindo a Deus.
7 Eu sou competente no meu trabalho; eu leio todos os dias, tenho
pessoas que me orientam e invisto tempo com líderes que me
desafiam a crescer.
8 Meu relacionamento com meus colegas de trabalho é bom. Eu
não guardo mágoas ou raiva contra pessoa alguma no meu
trabalho.
9 Eu não sou invejoso ou crítico de outros com posições que tem
mais prestígio ou salários mais altos que o meu.
10 Eu assumo a responsabilidade, perdôo e peço perdão facilmente.
11 Eu posso nomear uma ou duas pessoas no meu local de trabalho
a quem eu estou orientando para seu crescimento pessoal ou
profissional.
12 Eu sou completamente honesto e mantenho total integridade em
todas as áreas do meu relacionamento no trabalho e nas práticas
comerciais.

Plano Pessoal
Depois de pensar e orar a respeito dos doze itens listados acima, selecione três
prioridades que você crê que Deus o levará a fortalecer.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Agosto de 2005. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 1 - Vol.25 – abril/2007

Charlene Armitage1

Tempo de Festa?

Todos adoram uma boa festa. Todos nós gostamos de celebrar nossas realizações
e saborear nossos sucessos – para não mencionar o prazer da lisonja dos nossos
pares. Prazer… Isso me faz lembrar, vamos precisar de quase uma dúzia de
grelhas e provavelmente vamos buscar a sobremesa naquela sorveteria descendo
a rua. Vamos ver, vamos precisar do time da hospitalidade e do pessoal da
cozinha. Preciso formar um time de liderança para delegar as responsabilidades
para os capitães dos times de liderança leiga.

Eu sempre estou nisso. E você? Os momentos em que até mesmo as


comemorações – tempo de louvar, de relaxar e curtir um ao outro – parece que
dão muito trabalho para valer à pena. Aí está a tensão: é muito trabalho sem
voluntários e capacitar os voluntários dá muito trabalho. O processo de capacitar
outros para servir e liderar na igreja local é desafiante, mas também deveria ser
compensador para todos os envolvidos.

Eu sirvo na liderança voluntária como Diretora


Aí está a tensão: é muito trabalho
de Capacitação da minha igreja local, a Igreja sem voluntários e capacitar os
Batista de Pleasant Valley em Liberty, Missouri. voluntários dá muito trabalho.
Ao longo dos últimos anos, Deus tem se
movido no meio do nosso povo para criar uma cultura de serviço que nós nem
sonharíamos ser possível.

Nós comemoramos o fato de que cada pessoa tem um propósito especial para
sua vida dado por Deus e nós, como um corpo na igreja, temos o enorme
privilégio de sustentar, encorajar, treinar e capacitar cada pessoa a cumprir esse
propósito. Essa celebração resulta de muito mais do que uma simples fé nominal
de que cada pessoa é especial.

Nós acreditamos apaixonadamente que:


 Capacitar e desenvolver pessoas são bíblicos.
 Cada pessoa é feita de um modo especial.
 Cada pessoa merece atenção especial.
 Nós devemos assegurar a cada voluntário que ele será treinado,
confirmado, receberá feedback, conhecerá as expectativas, terá uma
oportunidade de ajudar a avaliar os ministérios e experimentará a alegria
do reconhecimento e reflexão.
 Centenas de voluntários adorariam ser solicitados a servir.

Com cada crença vem um desafio que nos leva a perguntar: “Nós estamos
somente usando mentalmente os princípios da capacitação bíblica ou nossa fé
cruza a linha da convicção que resulta em ação?”. Minha paixão é tão forte que
eu deixei minha posição no mercado de trabalho secular para dedicar a minha
vida para a capacitação de pessoas na igreja local. Eu nunca me senti tão

1
Charlene Armitage é líder na Igreja e mulher de Pastor. Ela é Diretora do “Equipping at Pleasant
Valley Baptist Church in Liberty, no Estado Americano de Missouri. Os contatos dela são e-mail,
charlene@pleasantvalley.org e o telefone +a (816) 781.5959 ramal 324. Ela atualmente treina
líderes em igrejas de várias denominações sobre como experimentar o equiopar das igrejas.
preenchida, tão recompensada ou desafiada – tudo junto com a sensação de que
estou fazendo exatamente o que eu fui feita para fazer. Eu creio que você pode
ajudar seus voluntários a dar um passo nessa mesma crença e paixão.

A motivação intrínseca para convidar pessoas para o ministério deve ser pura.
Ajudaria ser um vidente! Mas felizmente Deus abençoa os líderes na igreja local
com o dom espiritual do discernimento, guiando-nos ao convidar alguém para um
ministério específico. Você pode estar certo de que será bem sucedido ao juntar
cada indivíduo ao seu talento específico se você realmente tiver o melhor
interesse no coração e o desejo de que o Reino de Deus seja glorificado. Eu sinto
um grande remorso quando minha atitude recai naquilo que eu quero obter de
um indivíduo ao invés de o que eu quero para o indivíduo. Um dos nossos ditados
favoritos é “Nós não estamos convidando pessoas para preencher papéis, e sim
papéis para preencher pessoas”!

A Cultura do Fazer ou do Capacitar?

Como as coisas são feitas? A equipe é paga para fazer tarefas ou capacitar
pessoas? E se nós medíssemos nosso
sucesso por quão freqüentemente ou quão “Nós estamos somente usando
bem nós capacitamos as pessoas? E se, mentalmente os princípios da capacitação
bíblica ou nossa fé cruza a linha da
ao invés de adicionar voluntários, nós convicção que resulta em ação?”
estivéssemos multiplicando líderes?

Antes que eu pudesse responder qualquer das questões acima, foi crucial
perguntar para mim mesma: Eu quero que essas pessoas me ajudem a cumprir
uma tarefa, OU eu tenho um desejo intenso de ajudá-las a alcançar o potencial
que Deus lhes deu? Como eu posso servi-las e ajudá-las a realizar os seus
propósitos?

Quando eu cruzei a linha entre estar genuinamente mais interessada nas pessoas
do que em usá-las para cumprir uma tarefa, nossa igreja começou a ter
voluntários realizados que não podiam esperar pela pergunta... a que ministério
você está servindo? Nós então vimos uma mudança na direção da nossa cultura
para ser uma cultura do capacitar ao invés do fazer.

De uma perspectiva prática, é desafiador


mover da “cultura do fazer” para uma
Eu quero que essas pessoas me ajudem a
cumprir uma tarefa, OU eu tenho um “cultura do capacitar”. Conforme você faz a
desejo intenso de ajudá-las a alcançar o
potencial que Deus lhes deu? mudança em seu sistema de crenças, há
peças seqüenciais que devem ser
colocadas no lugar para facilitar a mudança
de uma cultura para outra. Você deve ter:
 Forte suporte de alto nível e incorporado a visão e os valores do ministério
de capacitação.
 Uma pessoa de destaque que seja apaixonada por capacitação junto com
um desejo tenaz de nutrir outros através do processo de capacitar.
 Etapas intencionais para levar cada ministério da “mentalidade do fazer”
para a “prática da capacitação” (classes de descobrimento, conectores de
ministério)
 Sistemas abrangentes que sirvam às pessoas e conectem todos a um
ministério significativo.
 Um ambiente que recompense o capacitar pessoas para o ministério no
lugar de exercer o ministério (contratar líderes, não executores).
 Ensino/refinamento consistente em todas as áreas de treinamento,
confirmação, feedback, avaliação, reconhecimento e reflexão.
Fases da Capacitação
Você pode gastar inumeráveis horas lendo livros, participando de seminários,
conduzindo treinamentos e mobilizando pessoas – e você deve fazer isso. Nosso
desenvolvimento como treinadores e líderes nunca deve parar. Como eu ouvi o
Dr. Howard Hendrix dizer uma vez: “Eu não quero morrer até que eu esteja
morto!” E ele está certo. Não existe forma de crescimento sem que estejamos
em desenvolvimento. O trabalho de Deus em nós (felizmente!) nunca está
terminado. É por essa mesma razão que a capacitação nunca deveria ser vista
apenas como uma aula ou um evento, mas ao invés disso, como um inicio
poderoso e puro começo de um processo de desenvolvimento de pessoas para
toda a vida.

Tão elementar como possa parecer, criar ou melhorar uma cultura de capacitação
deve começar com o que você tem. Eu sei... , eu sei... Mas confie em mim,
estamos falando de coisas fundamentais.

Crenças
Auto-questionamento 1: Qual é a cultura da minha igreja quando o
assunto é desenvolver/capacitar outros?
Nós não temos muito que comemorar se não temos voluntários para capacitar ou
recursos no local. Então, o que está em jogo? Quem já está em campo?
Exatamente, quantos voluntários você tem e o que eles estão fazendo? Nosso
primeiro passo foi delinear claramente o que a palavra capacitação significava.
Eu me reuni com cada líder de departamento para ter certeza de que todos
estavam na mesma sintonia. Então nós fizemos algum progresso significativo.

Quando você tiver feito uma avaliação honesta de como seus líderes
pensam/trabalham – o que eu devo dizer que pode ser doloroso – você estará em
posição de encontrá-los onde eles estão. Você deve estar pronto para explicar a
sua paixão e a razão porque você crê que capacitar o povo de Deus é inegociável.
Como mencionado acima, um componente-chave em substituir essa paixão e
criar um “clima” e mudança de cultura é o suporte ativo dos pastores seniores e
(se aplicável) dos pastores executivos.

Isto é mais do que apenas concordar com a missão e passivamente tomar


conhecimento do propósito. A liderança sênior deve se engajar em capacitar
significativamente àqueles que eles esperam que se ocupem de capacitarem os
outros. Adaptar os princípios que Paulo nos dá em Efésios 42 e ter estes princípios

2
Ef. 4 - 1Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que
fostes chamados, 2com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos
outros em amor, 3esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da
paz; 4há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da
vossa vocação; 5há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; 6um só Deus e Pai de todos, o qual é
sobre todos, age por meio de todos e está em todos. 7E a graça foi concedida a cada um de nós
segundo a proporção do dom de Cristo. 8Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o
cativeiro e concedeu dons aos homens. 9Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido
até às regiões inferiores da terra? 10Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos
os céus, para encher todas as coisas. 11E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para
profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, 12com vistas ao aperfeiçoamento
dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, 13até que todos
cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à
medida da estatura da plenitude de Cristo, 14para que não mais sejamos como meninos, agitados de
um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela
astúcia com que induzem ao erro. 15Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele
que é a cabeça, Cristo, 16de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda
junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de
si mesmo em amor. 17 Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também
andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, 18obscurecidos de entendimento,
alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, 19os quais,
tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de
modelados por minha liderança sênior é o fundamento obrigatório para construir
uma cultura de honrar a Deus servindo os outros. Se esse processo demorar mais
do que você espera, encoraje seu pessoal, mas não permita que ele tome nem
mais nem menos tempo que o necessário. Este processo também me ensinou que
não há substituto para uma atitude de compaixão com relação ao progresso de
cada membro de equipe ou líder-chave. Depois de ter avaliado os nossos líderes…
seus pensamentos anteriores… eu estava então pronta para dar o próximo passo.

Combinando
Auto-questionamento 2: Quem vai para onde e por quê? E quando eles
chegarem lá, o que eles farão?
Uma vez que o estopim está aceso e Deus começa a trabalhar, você verá a
liderança capacitando outros treinadores e sinergias positivas emergindo. Seu
pessoal ficará excitado. As necessidades de uma igreja e os dons das pessoas são
águas espirituais que requerem navegação precisa e cheia de orações. Esta é
exatamente a razão da nossa classe de descobrimento “Encontrando o seu
Nicho”. Cada pessoa que completa o curso de quatro semanas é encaminhada a
uma entrevista pessoal feita por um consultor treinado que então o referencia a
um ministro conector para assegurar um engajamento significativo no ministério.

Ironicamente, é aí que o modelo de capacitação de Deus se torna realmente


excitante. Estes são os momentos em que você olha para trás com arrepios
enquanto compartilha com outros o tremendo trabalho das mãos de Deus. Você
verá centelhas em pessoas que você pensava que possivelmente eram feitas de
amianto. Estas faíscas pegarão fogo em dezenas de outros ou permanecerão
como uma pequena chama azul de serviço e encorajamento aos outros. Após
anos de capacitação, estudos e trabalho nessa área eu ainda fico alegremente
espantada com o trabalho que Deus pode fazer na vida de qualquer um que O
permitir. Todo mundo é uma peça no
Após anos de capacitação, estudos e
quebra-cabeça de Deus. Às vezes nós trabalho nessa área eu ainda fico
temos que aparar algumas arestas, mas alegremente espantada com o trabalho que
qualquer pessoa tem um lugar. Deus pode fazer na vida de qualquer um
que O permitir.
Compromisso
Auto-questionamento 3: Minha organização está pronta para seguir em
frente, no curto e longo prazo, com uma cultura de capacitação?

O plano está no lugar. As pessoas estão servindo. Sob as pressões e demandas


semanais do ministério, é mais fácil listar e esquecer-se do que seguir em frente
com a capacitação. É aqui que o trabalho de capacitação pode ser uma armadilha.
O programa de sucesso de hoje é o plano medíocre de amanhã. O encorajamento
diminui. A sabedoria pode ser esquecida. As necessidades e as pessoas mudam.

Aqui está a profunda necessidade de um compromisso com a capacitação. O que


você faz nos primeiros estágios da capacitação é usado para atender as

impureza. 20Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, 21se é que, de fato, o tendes ouvido e nele
fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, 22no sentido de que, quanto ao trato passado, vos
despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, 23e vos renoveis
no espírito do vosso entendimento, 24e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça
e retidão procedentes da verdade. 25Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu
próximo, porque somos membros uns dos outros. 26Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a
vossa ira, 27nem deis lugar ao diabo. 28Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo
com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. 29Não saia da
vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a
necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. 30E não entristeçais o Espírito de Deus, no
qual fostes selados para o dia da redenção. 31Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria,
e blasfêmias, e bem assim toda malícia. 32Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos,
perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.
necessidades, mas agora você tem treinadores que estão capacitando outros a
capacitar. Meio confuso, eu sei. Felizmente, muitas organizações não vão de zero
a uma máquina bem-engraxada de 500 voluntários da noite para o dia. Nós, da
Pleasant Valley, temos sido muito abençoados em experimentar a providência de
Deus em nos desafiar o suficiente para aprender, em nos inspirar o suficiente
para criar uma visão e nos energizar o bastante para conectar pessoas
diariamente através de serviços significativos no Seu Reino. Atualmente, nós
temos um sistema de rastreamento em vigor que nos permite, todo mês,
conhecer o nome de cada pessoa que se agrega ou que deixa cada ministério.
Esse quadro nos permite estar em contato pessoalmente com nossos cerca de
1800 voluntários.

Check-list de pré-lançamento
Um cenário simples, seqüencial deve estar no seu lugar não apenas para
estabelecer uma cultura de capacitação, mas também para reter o sentido
vibrante de um novo começo.

Eu não vou fingir que eu poderia fazer uma lista de passos detalhados que seria a
receita perfeita para capacitar qualquer igreja. Contudo, as questões abaixo
servem como uma referência para os fundamentos do processo de capacitação.
Quando você começar a capacitar outros para servir, há duas coisas com as quais
você pode contar: Primeiro - com trabalho diligente suas necessidades
fundamentais irão se harmonizar, mas não na primeira semana! Segundo -
haverá alegria no processo!

1. Nossa equipe e líderes principais incorporam o princípio autêntico de


Efésios 4?
2. Nós temos a filosofia de “custe o que custar, vamos capacitar os santos”,
de acordo com Efésios 4?
3. Nossa liderança sênior cumpre o dever de capacitar outros?
4. Nós temos sistemas que assegurem a cada crente a oportunidade de
descobrir como Deus os fez e exatamente onde eles podem se conectar
para um serviço significativo?
5. Nós criamos linhas mestras significativas de feedback para cada
oportunidade de serviço/ministério?
6. Nossos voluntários descobrem quem eles são em Cristo e se tornam
cheios de poder para se engajarem em um ministério significativo?
7. Nós treinamos todos os nossos voluntários?
8. Nós damos suporte e celebramos todos os nossos voluntários?
9. Nós reconhecemos cada voluntário por quem ele/ela é ou o que ele/ela
faz?

Eu confio que esses pensamentos irão não apenas desafiar você a viver os
princípios de capacitação de Efésios 4 como também encorajá-lo a saber que você
e sua igreja podem realmente experimentar as alegrias da capacitação. Ao iniciar
o processo, você será desafiado. À medida que seguir, através de cada etapa,
você experimentará uma incomparável alegria vendo cada crente descobrir o seu
propósito e ligando-se ao ministério onde melhor possa exercitar seu dom. Isso é
um grande motivo para celebrar!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Maio de 2005. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.01 – maio/2007

Dan Reiland

Onde um gorila de 200 quilos se senta? Onde ele quiser! Eu acho que eu deveria
pedir desculpas por uma piada tão velha e sem graça, mas eu creio que o
princípio contido nela é muito verdadeiro para descartar.

Você já trabalhou para alguém com uma personalidade forte? Talvez esteja
trabalhando agora. Personalidades fortes trabalham para você? Ou talvez você
seja a personalidade forte com quem os outros têm de lidar, quero dizer,
trabalhar com!

Eu sei uma ou duas coisas sobre trabalhar com e para personalidades fortes.
Felizmente, eu sou um daqueles abençoados que sempre trabalhou para alguém
com uma personalidade forte que é positiva, que delega poder e é dedicado a um
relacionamento saudável. Eu também tenho personalidades fortes que trabalham
para mim que são igualmente positivas e produtivas. Mas este não é o caso de
todo mundo.

Em algumas ocasiões eu ouço sobre o “gorila” que passa por cima das pessoas,
controla demais e deixa uma vítima diária para ser cuidada. Isto é um extremo
raro e mais freqüentemente a “força para ser reconhecido” é mais positiva do que
negativa. Escreverei baseado nesta premissa.

Na Parte 1, tratarei da situação onde você trabalha para uma personalidade forte.
A Parte 2 cobrirá as personalidades fortes que trabalham para você.

Trabalhando para uma personalidade forte:

Descubra sua voz dentro do princípio da autoridade transferida.


Não importa quanto poder você tem, a pessoa para a qual você trabalha pode
substituir ou vetar um plano que você quer colocar em ação. Bons líderes não
farão isto sempre, mas eles podem e fazem e isto é razoável. Nem sempre é
fácil liderar quando você sabe que seus planos podem ser alterados, mas é
assim que é. Não insista nisto, apenas compreenda. Isto é muito mais fácil de
entender e aceitar na primeira vez que você tem alguém que trabalha para
você. Aí você pode ver a questão de outra perspectiva. Você pode ser um
maravilhoso “delegador” de poder, positivo, generoso e tudo caminha bem,
mas a última linha é que eles trabalham
para você. Toda a autoridade que você tem foi
transferida para você. Não é sua.
Nunca foi. É dada a você por
Aqui está a questão. Toda a autoridade
empréstimo. Você é o administrador da
que você tem foi transferida para você. autoridade no seu local de trabalho.
Não é sua. Nunca foi. É dada a você por
empréstimo. Você é o administrador da autoridade no seu local de trabalho. Se
você vê isto dessa maneira, sua perspectiva vai mudar. É tudo uma questão da
arte de saber quando ir em frente e quando retroceder. Não é fácil para líderes
retroceder, mas bons líderes fazem isto o tempo todo. Bons líderes não impõem
seu próprio jeito, eles ajudam outros a encontrarem a solução. Vamos dizer que
o seu pastor sênior é a personalidade forte em sua vida profissional. E você
percebe que a relação entre vocês é “ele conduzir e você acompanhar”. Apenas
parece ser deste jeito. Se você pudesse sentar-se na sala quando a liderança
da igreja se reúne ou quando ele está num Banco pedindo um empréstimo, ou
quando ele ora por você, você veria que a autoridade dele também é
emprestada e ele precisa submeter-se.

Descobrir sua voz significa que você aprende a viver produtivamente dentro
desta experiência natural de liderança. É como quando minha mulher e eu
aprendemos dança de salão. Sempre há um que conduz e outro que
acompanha, mas os melhores dançarinos não estão preocupados com isto. É a
beleza da dança o que importa. E se você já assistiu aos melhores pares de
dançarinos, não sabe dizer quem está conduzindo; na verdade isto nem passa
pela sua cabeça.
É a beleza da dança o que importa.
Eu escrevi um artigo inteiro sobre o assunto E se você já assistiu aos melhores
pares de dançarinos, não sabe
de transferência de autoridade. Veja o artigo dizer quem está conduzindo; na
Liderança Ministerial: “A Autoridade do Líder” verdade isto nem passa pela sua
Y1I20 de Fev/07. cabeça.

Cultive e maximize o dom


Não fique nervoso ou frustrado com excentricidades percebidas, limites
excedidos e quebra de regras. Embora algumas dessas coisas deixem você
louco, eu garanto que você sentirá falta se elas desaparecerem.

Eu sou consultado por igrejas onde os membros da liderança dizem coisas


como: “Ele é tão barulhento!” ou “Ela deveria começar a tomar café
descafeinado” ou “Ele é muito vigoroso e nunca diminui a marcha” ou “Aquele
cara tem tantas idéias que eu me canso só de escutá-las”. Creia-me, estes
atributos são tão melhores do que o oposto! Eu também já estive em igrejas
que estavam em algum lugar entre uma biblioteca e um cemitério. Minha
conclusão é a de que barulhento e vigoroso são melhores.

Naturalmente nós todos queremos que a vida ao nosso redor seja mais fácil,
mas ”o mais fácil” nunca é o melhor. O mais fácil nunca garante o progresso ou
o sucesso. O mais fácil nunca abrange uma visão ambiciosa. O mais fácil nunca
assume riscos ou obtém fundos para os salários. Tudo o que o mais relapso
produz é de baixo valor.

Eu tenho “falado” com Kevin Myers e John


Naturalmente nós todos queremos
Maxwell sobre pregações muito longas e a
que a vida ao nosso redor seja
complexidade que elas trazem. Elas podem
mais fácil, mas ”o mais fácil” nunca
é o melhor. levar ao caos absoluto. Mas a verdade é que
Deus deu a ambos um dom que não deveria
ser refreado e que seria perdido se nós nunca mais os ouvíssemos. Eu aprendi
como maximizar o dom. Nesse caso, como levantar e encorajar o dom sem
aprisioná-lo para que não fosse mais efetivo. Eu conclamo você a fazer o
mesmo. Isto começa com você vendo os dons que seu chefe tem como um dom
e não como um problema. Kevin e John são comunicadores motivacionais. Isto
é uma coisa boa. Nós todos já fomos a igrejas onde o pregador era tudo menos
inspirador; na verdade, você quase não conseguia ficar acordado mesmo depois
de ter tomado um café duplo da Starbucks.

Mantenha a grande imagem em sua mente em vez de suas inconveniências


pessoais. Pense no modo com que os principais dons dele ou dela abençoarão a
congregação e ajudarão a igreja a avançar e progredir. Não se preocupe com as
coisas pequenas. Ao invés disso, cubra os buracos ou, simplesmente não se
importe. Tenha sempre em foco o que traz progresso e agrada ao Senhor.
Apoie-se na parceria
Você faz algumas coisas melhor que seu chefe e ele ou ela faz outras coisas
melhor que você. Quando personalidades fortes estão em ação, este fato pode
ser ocultado ou mesmo não percebido na pressa de conseguir que as coisas
sejam feitas.

Eu o encorajo a fazer uma lista de quem é melhor no quê junto com a pessoa a
quem você se reporta. Fale sobre isso. Isso ajuda ambos a saberem quando
correr com a bola e quando passá-la para o outro.

Considere os seguintes pontos sobre parcerias:


 Parceiros sábios enfatizam e cultivam as forças produtivas um do outro.
 Parceiros intencionalmente elevam um ao outro, encorajam e colocam a
visão em primeiro lugar.
 Parceiros não aceitam menos do que o melhor de cada um.
 Parcerias saudáveis estimulam a confiança, generosidade e energia dentro
da equipe.
 Parcerias descartam diferenças irrelevantes e sustentam a causa comum.
 Parcerias levantam uma bandeira que reúne pessoas com o mesmo
pensamento.
 Parcerias permitem que você alcance mais longe, mergulhe mais fundo e
dure mais tempo.

Um de vocês é melhor em visão e o outro em estratégia? E em momentos


catalisadores ou orientados a processos? Na palavra falada ou na palavra
escrita? Na arquitetura de edifícios ou na
Parcerias permitem que você arquitetura de ministério? A lista de
alcance mais longe, mergulhe possibilidades é infindável. Tome um tempo
mais fundo e dure mais tempo
para trabalhar continuamente na parceria e a
força da personalidade importará pouco.

Não seja um bajulador


Isso não precisa de muita explicação, precisa? A pessoa a quem você serve não
precisa de uma “vaquinha de presépio”. Ela precisa que você mantenha sua
cabeça no jogo e fale a verdade em amor.

Personalidades fortes (como todo mundo) gostam de "feedback" pessoal


positivo. E pode exagerar. Por exemplo, quando um pastor ganha tantos elogios
que ele pensa que é uma estrela do rock! Mas isso é raro e só é um problema
real quando ele começa a agir como tal! OK, falando sério. Quando os
cumprimentos são devidos, não os segure, ofereça-os. Mas o mais importante é
que quando vierem assuntos críticos e prioritários, você seja igualmente forte e
não se submeta ao que possa parecer uma comunicação agressiva. Pode
apenas ser a forma como o líder forte se expressa. Você pode ser um líder
inestimável que ajuda seu chefe mais do que um dos bajuladores que aplaude a
mera presença dele!

Quando você encontra-se com um líder forte, isso pode acontecer de uma
forma menos entusiástica no momento. Mas, a longo prazo, você ganhará o
respeito que os bajuladores nunca receberão.
Deixe o seu chefe saber que você quer que ele Você pode ser um líder inestimável
vença, pareça bem e seja bem sucedido – que ajuda seu chefe mais do que
um dos bajuladores que aplaude a
para o bem de toda a igreja. Demonstre a mera presença dele!
força de sua liderança pelo bem da visão da
igreja e o sucesso de seu chefe... o resto cuidará de si mesmo. Quem sabe
talvez você até ganhe seu próprio par de bajuladores!
Fique contente com o valor agregado
Esse é o âmago da questão. A força relativa da personalidade começa a cair
para a lista de assuntos menos importantes quando seu foco está em agregar
valor ao seu chefe e à organização como um todo.

Quando a sua busca for mais por significado e por fazer diferença do que pela
equalização de poder, você terá toda a autoridade que precisa. A personalidade
simplesmente não importa.

Meu encorajamento para você é focalizar no fruto e na alegria. Se você tiver


ambos, sorria e chame-o de um bom dia. E você precisa ter os dois. Fruto
(resultados) sem alegria é trabalho enfadonho. Alegria sem fruto é divertida,
mas não vale nada. Mas quando ambos são experimentados juntos é tão bom
quanto pode ser.

Deus o abençoe e obrigado por tudo o que você faz!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Abril de 2007. Para encontrar este e
outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.02 – maio/2007

Dan Reiland

Se você tem pessoas com personalidade forte trabalhando para você, você é um
afortunado. Pode ser que você nem sempre se sinta deste jeito, mas você é. Isso
logicamente presume que elas são competentes e produtivas! Eu tenho cinco
pessoas diferentes que se reportam para mim. Todos têm diferenças, mas têm
personalidades fortes. Elas não têm medo de fazerem perguntas, falarem o que
pensam e se mostrarem com paixão. Isso é uma coisa boa. Elas também são
ávidas por servir, são humildes e sabem, afinal, “quem é o chefe”.

O comentário sobre o “chefe” não deve ser entendido como sarcasmo ou


arrogância. É apenas um fato. Ainda que “chefe” não seja a melhor palavra e eu
espere que você não transpire uma atitude de “chefe”, se você é o chefe, você é
o chefe. Você precisa sentir-se confortável na “pele de chefe”. Se você se sente
desconfortável nesse papel, se você se sente mal “sentando na cadeira principal”,
se você se sente estranho sobre tudo isso, então acabará sendo um chefe
estranho. Portanto, se este é o seu papel, internalize-o de forma que seja uma
coisa natural e não um grande dilema. Apenas lembre-se de que sua
responsabilidade é servir aos outros que sua “persona” se sentirá bem.

Voltando para as personalidades fortes. Você pode ter apenas uma personalidade
forte na sua equipe. Nesse caso, você pode ficar tentado a marcar esta pessoa
como renegada, criadora de problemas, que não sabe jogar como um time.
Contudo, ela pode ser a melhor líder do grupo. Dê a ela o benefício da dúvida.
Crie um tempo para uma conexão pessoal. Invista nela. Pratique os cinco
princípios seguintes e veja se isto não faz uma diferença.

De qualquer modo, estes cinco princípios ajudarão você a ser um líder melhor ao
lidar com personalidades fortes:

Dê a eles espaço para respirar.

Você não pode apertar uma águia. Tente fazer isso alguma vez. Ela irá arrancar
os seus olhos pra fora, voar para longe e nunca mais será vista! Ela ainda será
uma águia, só que não mais na mata ao seu lado.

Líderes ficam excitados quando contratam uma águia, mas, quando a águia faz
o que as águias fazem, o líder geralmente tenta colocá-la para fora. Sim, há
limite e limites. Há orçamentos e calendários. Realidade é realidade. Mas é seu
trabalho como chefe limpar o máximo de lixo possível do caminho para que eles
possam voar e fazer acontecer. Tirar o lixo para fora do caminho inclui uma
grande variedade de coisas desde manter o moral alto até manter os
procedimentos ao mínimo.
Mas é seu trabalho como chefe
Então com o que se parece o espaço para limpar o máximo de lixo possível
do caminho para que eles possam
respirar? Pode ser tão simples quanto deixar voar e fazer acontecer.
que eles sigam seu próprio esquema. Por que
exigir que uma águia esteja no escritório às oito horas se quando eles chegam
as nove eles são mais felizes e produtivos? O reverso também é verdade. Por
que fazer a personalidade forte ficar até as cinco ou seis da tarde quando elas
querem chegar às seis da manhã e sair mais cedo que o resto da turma. Outra
vez, eu entendo a realidade dos limites e há sistemas e processos que
requerem trabalho em equipe. Mas sempre há espaço para respirar se você o
permitir.

Isto pode ser ainda mais complicado, como permitir que um membro da equipe
assuma o risco de uma nova idéia num ministério ou contrate um membro
irritadiço para a equipe, ou invista uma grande soma de dinheiro num
ministério existente que você acha que devia ser “extinto” - mas ele tem paixão
por reavivá-lo. Riscos e falhas fazem parte do caminho para o sucesso;
personalidades fortes precisam de espaço para experimentar. Contudo, elas
devem também obter alguns resultados
Sempre relacione liberdade com concretos a fim de manterem o privilégio de
responsabilidade e produtividade. serem tratadas como águias. Em outras
palavras, sempre relacione liberdade com
responsabilidade e produtividade.

Se as três principais palavras para imobiliárias é aluguel, aluguel, aluguel, as


três principais palavras para liderar águias é delegar, delegar, delegar.

Invista no desenvolvimento da liderança deles.

Pessoas empreeendedoras, com energia e personalidade forte querem crescer.


Eles são gratos àqueles que investem no seu progresso. Isso requer esforço e
energia da sua parte. Você pode mandar equipes para conferências e isto é
bom, mas há algo mais. Usando o exemplo de uma conferência de liderança,
você pode dobrar o valor investido separando tempo para se relacionar com
cada membro da sua equipe quando eles voltarem. Faça perguntas sobre o que
eles aprenderam, como aplicarão aquilo, onde eles se sentiram desafiados e o
que trouxeram que ajudará a igreja e a equipe no geral. Algumas semanas
mais tarde, verifique, novamente, para ver que progressos foram feitos.
Focalize mais no crescimento deles do que nos ganhos líquidos no ministério.
Se você focalizar no crescimento deles, os ganhos no ministério ocorrerão por
conseqüência. Colocar isso em prática é penoso para muitos líderes, mas vale à
pena. “Banque” resultados de longo-prazo que vêem de investimentos a longo
prazo.

Crie outros ambientes que sejam mais pessoais na natureza e consistentes no


tempo. Uma lição mensal de liderança ensinada para a equipe funciona bem.
Crie tempo para a equipe interagir com cada um em tópicos-chave conforme
você ensina e facilita a discussão. Leiam livros de liderança juntos, traga um
orador, compre CDs e outros recursos que fiquem disponíveis a todos. A parte
mais difícil do desenvolvimento de liderança é
A parte mais difícil do assumir o compromisso de fazê-lo. Não é
desenvolvimento de liderança é uma coisa urgente e aí frequentemente é
assumir o compromisso de fazê-lo. cortada. Eu o exorto a começá-la e continuá-
la.

Nem sempre o treinamento é puramente de liderança. Freqüentemente, pelo


menos para nós, na Igreja Crossroads, ele se reveza com um foco maior em
maturidade espiritual e devoção. Eu não encaixo ou categorizo esses tópicos,
presumindo que afinal você está ensinando liderança espiritual para pessoas
espirituais. Eu só quero observar que seu treinamento nem sempre é de
liderança “pura”.
Estabeleça expectativas altas e mantenha-as.

Personalidades fortes não respondem bem a personalidades fracas,


particularmente aquelas que não colocam e mantém um objetivo. Você não
precisa ser ofensivo ou rude, na verdade demonstrar os frutos do espírito é
sempre uma boa idéia! Ser amoroso, bom e firme é uma ótima combinação.
Ok, um desses não é um fruto do espírito, mas ainda assim é uma boa idéia.

Durante seu processo de desenvolvimento de liderança, observação e


conversas honestas, você saberá o que os membros de sua equipe,
especialmente as personalidades fortes, são capazes de fazer. É baseado neste
conhecimento que você estabelece padrões altos e os mantém.

Com muita freqüência no ambiente da igreja, nós aplicamos a graça


incorretamente. Alguém comete um erro ou fica aquém do padrão de
excelência e nós dizemos: “Ah, tudo
Alguém comete um erro ou fica aquém bem”. Não está tudo bem. Jesus não
do padrão de excelência e nós dizemos: morreu na cruz por um “OK”. Ele merece
“Ah, tudo bem”. Não está tudo bem.
o nosso melhor. Você pode ser bondoso
Jesus não morreu na cruz por um “OK”.
Ele merece o nosso melhor. na sua comunicação e paciente em
ensinar, mas não diminua o nível de suas
expectativas. A causa de Cristo merece o melhor de todos nós.

Fale diretamente – ouvir não basta

Personalidades fortes querem ser ouvidas. Você precisa escutá-las e dar


genuína atenção ao que elas têm a dizer. Mas em algum ponto é tempo de você
tocar no assunto e fazer isto de forma delicada e suavemente geralmente não é
o melhor caminho. (Em geral funciona melhor ao lidar com assuntos pessoais
tais como casamento ou a vida familiar).

Meu mentor, John Maxwell, recorda-me que minha “ocasional” tendência


acadêmico/filosófica pode causar-me problemas. Se eu não ficar atento vou
usar palavras demais e entrar por um ângulo
lateral em vez de ser direto. Personalidades Lembre-se, especialmente se você
também for uma personalidade
fortes não gostam disso. Elas querem que forte, que direto e forte não é duro
você fale rápida, clara e diretamente nos seus e ofensivo.
olhos. Embora isso possa aborrecê-las no
momento, elas realmente preferem desta maneira. Eu também prefiro. Eu
prefiro bem mais que alguém atire direto e forte em mim, porque assim eu sei
onde eu (e eles) estamos. E, por fim, eu confio mais neles. (Lembre-se,
especialmente se você também for uma personalidade forte, que direto e forte
não é duro e ofensivo).

Jogue com seus dons e não com seus egos.

Quando se trata de liderar personalidades fortes, é mais arte do que ciência.


Não há uma fórmula e a emoção é importante. Vamos começar pelo básico.
Nunca manipule. Diga a verdade, não o que eles querem ouvir. Você pode ser
tentado a dourar a pílula ou mudar a conversa para facilitar a concordância
deles. Eles sempre sabem quando você está fazendo isso. Esta não é a razão
porque você não deve manipular: a razão para não manipular é porque é
errado! Muitos líderes me dizem que há uma linha tênue entre a manipulação e
a “finesse” de liderança. Eu não acho que esta linha seja tão tênue. Os motivos
do seu coração e as suas verdadeiras agendas tornam a distinção muito clara.
Mantenha seus cumprimentos, elogios e recompensas baseados nos dons e
talentos deles. Esta é a melhor maneira de tornar isto real e obter a melhor
performance deles. (E lembre-se, eles também desejam ter a melhor
performance!) Eu tenho visto muitas personalidades fortes pensar que são bons
em alguma coisa na qual eles não são. Isto ocorre com freqüência nos papéis
de liderança de ensino e de louvor. Mas porque a força de sua personalidade é
tão forte, o ego deles é satisfeito e permite-se que eles continuem fazendo algo
que não combina com seus verdadeiros
Mas porque a força de sua dons.
personalidade é tão forte, o ego deles
é satisfeito e permite-se que eles
continuem fazendo algo que não
Além das palavras de aprovação, você quer
apoiar-se nos dons deles não em seus egos
combina com seus verdadeiros dons.
porque basicamente quando eles operam
com o que melhor que têm você cria um verdadeiro cenário ganha-ganha. Eles
ganham e a igreja ganha, o que significa que o Reino ganha!

Deus o abençoe e obrigado por tudo o que você faz!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Abril de 2007. Para encontrar este e
outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.03 – junho/2007

Dan Reiland

Caro Líder,
Eu acho interessante que muitos bons líderes ministeriais sejam hesitantes ou
mesmo tímidos na área de desafiar seus membros a contribuir. Neste boletim eu
espero trazer uma luz sobre as razões pelas quais as pessoas contribuem e
encorajá-lo nessa desafiante área de liderança.
Bênçãos,

Dan

Para a maioria dos pastores a manhã de segunda-feira traz consigo a expectativa


de dois números críticos. O primeiro é quantas pessoas atenderam ao chamado
do Espírito Santo (guiadas pelo sermão da manhã anterior). E um segundo
número distante, mas ainda um segundo, são os dízimos e as ofertas. Vamos ser
honestos por um momento, não importa quão clara seja a prioridade de vidas
transformadas conforme os propósitos e o poder de Deus, dinheiro ainda é
importante num ministério. Se você não acredita nisso é porque nunca na história
da sua igreja a receita ficou abaixo do necessário por diversos meses seguidos.
(E se isso é verdade, nós adoraríamos ouvir como vocês fazem isso!)

Quando eu era um jovem líder, eu sempre dizia que eu gostaria que dinheiro não
fosse uma preocupação. Eu gostaria que alguma pessoa rica fizesse um grande
cheque por ano e aí nós não teríamos que lidar com isso. Meu raciocínio? Já é
difícil o bastante focalizar na transformação de vidas sem ter que envolver-se em
problemas financeiros. Quando você acrescenta o “fator dinheiro” à equação,
parece que fica intensamente complicado.

Este tipo de pensamento mostrou tanto a minha ingenuidade sobre a realidade de


que “ministério custa dinheiro”, quanto o assunto teológico mais profundo sobre o
que Deus deseja que nós aprendamos com o tema dinheiro. Por quê? O dinheiro
sempre nos leva aos temas reais do coração. Há cerca de 2000 versículos sobre
dinheiro na Bíblia e os três citados abaixo nos dão uma idéia da verdade sobre
este ponto.
19“
Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a
ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; 20mas ajuntai para vós
outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não
escavam, nem roubam; 21porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o
teu coração”. Mat. 6:19-21
24
"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e
amar ao outro, ou devotará a um e desprezará ao outro. Não se pode servir a
Deus e às riquezas”. Mat. 6:24
1
Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da
Macedônia; 2porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram
abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande
riqueza da sua generosidade. 3Porque eles, testemunho eu, na medida de suas
posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, 4pedindo-nos, com
muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. 5E não somente
fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao
Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus; 2 Corintios 8:1-5

O "Fator Dinheiro" é, na verdade, mais a respeito do "Fator Deus." Ele revela os


níveis de maturidade espiritual, obediência, comprometimento, confiança e uma
perspectiva ampla do Reino que leva as pessoas a investirem no eterno.

É interessante que muitos bons líderes ministeriais sejam hesitantes ou mesmo


tímidos em apenas uma área, desafiar seus membros a contribuir. (Quer do
púlpito quer um a um). Se você é um desses pastores, tenha em mente que não
é, em última análise, sobre dinheiro. É sobre maturidade espiritual. Você não está
pedindo dinheiro para você ou para o trabalho do Reino. Você está perguntando
se o coração deles está neste mundo ou na
vida porvir. É interessante que muitos bons líderes
ministeriais sejam hesitantes ou
mesmo tímidos em apenas uma área,
Pastor, meu propósito é encorajá-lo e desafiar seus membros a contribuir.
desafiá-lo a mergulhar no assunto de
dinheiro em sua igreja. Porque as pessoas contribuem é um bom lugar para
começar.

Vamos começar com as razões erradas pelas quais as pessoas contribuem.

A boa notícia é que em igrejas saudáveis as razões seguintes não são freqüentes.
Infelizmente, elas ainda acontecem com bastante freqüência. Leia e reflita sobre
a situação de sua própria igreja.

 Pressão – A pessoa sente uma direta coerção do pastor ou dos líderes da


igreja.

 Culpa – A pessoa sente que não tem vivido uma vida cristã e tenta agradar
a Deus ou comprar um favor. Outra variação é se sentir “culpada” a
contribuir pelas mensagens recebidas do pastor ou da liderança da igreja.

 Imposto – Essa é a versão "calcule sua justa parte” e contribua. Não tem
nada a ver com o crescimento espiritual ou sensibilidade ao que Deus está
dizendo à pessoa.

 Impressionar – A pessoa quer ser notada ou conseguir um tempo com o


pastor, então contribui com um valor importante.

 Poder – Essa é uma variação de dar para impressionar. A pessoa tenta


aumentar sua influência na igreja contribuindo com grandes somas de
dinheiro. Nota: Isso raramente é feito por malícia – mas de imaturidade.

Dando às pessoas o benefício da dúvida, nenhuma dessas razões está baseada


em pecado ou má índole. Mas é preciso que você faça um esforço ativo e
intencional nos ensinamentos e na liderança para evitar que elas existam.

Agora vamos para as razões certas.

Há sete razões certas e saudáveis que levam as pessoas a contribuir:

1. Visão clara e magnética


Quando as pessoas sentem que você sabe para onde está indo e sabe como
chegar lá elas ficam mais propensas a contribuir. Contudo, isso não é
verdade se a visão estiver sozinha. Um bom plano é essencial, mas não o
suficiente. O coração também deve estar presente. A clareza descreve o
plano. O magnetismo vem do coração. Quando você pensa sobre a
missão/visão da sua igreja, reflita na
Um bom plano é essencial, mas não o
qualidade destas duas partes. Quão
suficiente. O coração também deve
claro é o seu plano? Quão magnética é a estar presente. A clareza descreve o
expressão do seu coração? plano. O magnetismo vem do coração.

2. Confiança
Eu não posso super-enfatizar esse ponto. Então, deixe-me ir à conclusão. Se
as pessoas não confiarem, elas não contribuirão. Não caia na tentação de
super-espiritualizar este assunto. É muito fácil desmentir isso dizendo “as
pessoas realmente não confiam em Deus e por isso elas não contribuem.”
Isto pode ou não ser verdade, mas não elimina o tópico da confiança no
nível do humano.
Tudo, da qualidade dos seus relacionamentos e de como você trata as
pessoas, até a consistência que você demonstra em seguir aquilo que diz,
contribui ou atrapalha no quanto as pessoas confiam em você.

3. Progresso
Essa é uma das razões práticas porque as pessoas contribuem. Pessoas
gostam de times que ganham. Novamente, não espiritualize em demasia seu
pensamento ao ponto de perdoar o insucesso de longo prazo. “Nós somos
pequenos, mas somos comprometidos.” Quando as pessoas vêem outros
visitando e retornando à sua igreja sentem-se encorajadas. É um enorme
sopro de ar fresco quando as pessoas vêem novas pessoas engajando-se
para ajudar em ministérios. E uma inspiração fabulosa quando as pessoas
vêem outras entregando suas vidas a Cristo e crescendo em maturidade
espiritual. Sinceramente (eu sei que corro o risco de ser mal interpretado ao
dizer isso) os cultos de batismo são uma das mais fortes influências para
levar pessoas a contribuir para o trabalho de Deus.

Quando um novo crente é batizado, há algo profundo dentro das fibras do


ser da pessoa que ressoa com o coração de Deus e seu plano de redenção.
As pessoas querem participar do que Deus está fazendo!

4. Benefício pessoal do ministério


Outra razão prática das pessoas contribuírem é que elas recebem bênçãos e
um valor tangível do ministério da igreja. Esta não é uma motivação errada.
Não se trata de “pagar pelos serviços prestados.” Trata-se de gratidão e
desejo de expressar quão felizes elas se sentem.

Eu sei que no grande quadro da experiência espiritual das pessoas, sua


contribuição, em última análise, deveria ser sua expressão de amor e
gratidão a Deus pelo que Ele fez por elas através de Seu Filho na cruz.
Tenha em mente, contudo, que a igreja é uma parte viva dessa expressão.
Na Igreja de Crossroads nós, recentemente, terminamos uma série de seis
semanas sobre educação de filhos chamada: “Aproveite a Viagem.”
Centenas de pais têm continuamente expressado sua gratidão pelo que nós,
como igreja, temos feito por suas famílias.

5. Perceber uma necessidade tangível


Minha mãe nunca foi uma freqüentadora regular de igreja e não se
encaixaria nas definições contemporâneas de uma cristã comprometida.
Mas, se você a conhecesse notaria quanta fé em Deus ela tinha e quão
generosa ela era para com a igreja. Eu me lembro de vê-la, muitas vezes,
preencher um generoso cheque quando ela sabia de alguma necessidade
específica na igreja. Como proprietária de uma agência de viagens, ela se
identificava com as necessidades que eram comuns para ela. Uma vez eu
mencionei, de passagem, que nossa copiadora nunca funcionava. Ela
imediatamente disse: “Isso não pode ficar assim, vocês precisam de uma
copiadora que funcione, e logo ela tirou seu talão de cheques!”
Não tinha nada a ver com ela, não era uma questão de influência e ela nem
ia muito à igreja. Era simplesmente uma resposta a uma necessidade.

6. Propriedade compartilhada
Todos nós compreendemos que as pessoas contribuem mais para as coisas
nas quais elas participam. O esforço que você investe em ajudar as pessoas
a encontrar um lugar em um ministério significativo e dirigido pelo Espírito
encoraja a generosidade delas para com a igreja. Quando as pessoas
descobrem e experimentam a alegria
Quando as pessoas descobrem e de servir aos outros, especialmente
experimentam a alegria de servir aos na área específica para a qual Deus as
outros, especialmente na área específica escolheu, elas começam a sentir em
para a qual Deus as escolheu, elas
começam a sentir em escala maior o
escala maior o trabalho de Deus no
trabalho de Deus no meio delas. meio delas. É excitante ver as
pessoas crescerem e perceberem o
que Deus está fazendo e como Ele as
usará se elas se renderem ao Seu plano.

7. Direção Bíblica
Nós todos gostaríamos de pensar que esta é a única ou, pelo menos, a
principal razão pela qual as pessoas contribuem – mas não é. De fato, um
porcentual surpreendentemente pequeno de pessoas contribui somente por
causa de seu amor e total devoção a Deus e aos ensinamentos da Sua
palavra. Ainda é nossa responsabilidade continuar a ensinar estes princípios,
de forma que mais e mais pessoas contribuam pela pura razão de seu amor
a Deus, mas não ignore todas as outras razões que eu listei. Meus filhos não
fazem todas as coisas certas simplesmente porque me amam como seu pai,
mas, mesmo assim, é bom saber que eles as praticam. Quando eles forem
mais velhos e maduros, eles provavelmente entenderão melhor como todas
essas coisas se encaixam, mas por ora eu estou feliz por eles fazerem o que
é certo.

Eu espero que o estudo dessas sete razões sobre por que as pessoas contribuem
ajude a guiá-lo na sua liderança e habilidade para desenvolver o seu pessoal!

Deus o abençoe e obrigado por tudo o que você faz!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Setembro de 2004. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.04 – junho/2007

Dan Reiland

Caro Líder,
Nesta segunda parte da minha minissérie sobre contribuir, é meu objetivo
mostrar como nós, que somos líderes de igrejas, podemos levar nosso povo a um
espírito contribuinte. Se você perdeu a primeira parte, eu o encorajo a lê-la. Deus
o abençoe.

Dan

Dois homens tinham naufragado numa ilha deserta. O primeiro está fora de si.
Ele diz. “É triste, homem, quero dizer: isto é terrível. Nós não temos comida, nem
água. Nós vamos morrer.” O segundo está calmo, em paz e completamente
tranqüilo. Ele se aconchega à sombra de uma palmeira para dormir um pouco.
Isto está deixando o primeiro louco de raiva, então ele se vira e diz: “Como você
pode se sentar aí tão relaxado? Você é um sem-noção? Nós não temos água, nós
não temos comida, nós não temos um abrigo, nós não temos ajuda alguma e nós
não temos esperança alguma – nós vamos morrer, nós vamos morrer, nós vamos
morrer”. O segundo responde: “Você não entende. Eu ganho US$ 100 mil por
semana.” Ele coloca suas mãos atrás da cabeça e tenta voltar a dormir. O
primeiro, agora com receio e dando uma bronca diz: “Que diferença isto faz?
Quem se importa com quanto você ganha? Pra que serve o seu dinheiro para nós
agora? Você não entendeu: nós não temos comida, nós não temos água, nós não
temos abrigo, nós vamos morrer, nós vamos morrer, nós vamos morrer”. O
segundo interrompe: “Não, VOCÊ é que não entendeu. Eu ganho US$ 100 mil por
semana – e eu dou meu dízimo: meu pastor VAI me encontrar!”

Eu não sei quem escreveu esta estória, mas eu a acho ótima. É divertida porque
embora pareça tão sem graça, o pequenino fragmento de verdade a torna
engraçada.

Dinheiro é um tópico “quente” na igreja local. Esse “botão de esquentar” é parte


da nossa natureza humana e é acionado tão facilmente porque é pessoal. Como
eu escrevi na Parte 1: Porque as Pessoas Contribuem, “o dinheiro sempre nos
leva aos verdadeiros problemas do coração.”

Uma das razões porque minha mãe abandonou à igreja por tantos anos é que
quando ela era jovem em Minneapolis, ela deixou de ir à igreja por vários meses
por causa de uma doença e nunca
recebeu um telefonema. Aí ela recebeu Uma das razões porque minha mãe
abandonou à igreja por tantos anos é que
uma carta pelo correio dizendo que era
quando ela era jovem em Minneapolis, ela
época de compromissos financeiros e que deixou de ir à igreja por vários meses por
eles iam mandar alguém para discutir causa de uma doença e nunca recebeu um
seu comprometimento. Isto foi a gota telefonema.
d’água para ela: ela não quis mais saber
de igreja. Ela dizia “Tudo que eles querem é o meu dinheiro. É só com isto que
eles se importam.”

Seria fácil para pastores e líderes de igrejas dizerem algo como “sua mãe
precisava ser mais madura sobre isto. Ela devia entender que embora as igrejas e
pessoas sejam imperfeitas, a instrução de Deus em sermos generosos nas
finanças pessoais para o bem do seu Reino é idéia Dele, e, portanto, deveria ser
seguida.” Mas os líderes com discernimento entendem melhor e sabem que a
coisa é mais complicada do que uma resposta como esta.

É verdade que há pessoas imaturas e descomprometidas na igreja local. Mas o


que eu sei é que não resolve a raiz do problema para o líder focalizar nesse fato.
Nós podemos nos queixar o dia todo sobre estes lamurientos de pescoço duro
imaturos espiritualmente. Isto nunca
Eu quero mostrar como nós, que somos resolve coisas alguma e, na verdade,
líderes da igreja, podemos levar nosso
tira-nos do foco correto, que é liderar
povo a ter um espírito contribuinte.
melhor. Este é o meu objetivo para esse
artigo. Eu quero mostrar como nós, que
somos líderes da igreja, podemos levar nosso povo a ter um espírito contribuinte.

 Focalize em como você pode liderar melhor ao invés de pensar nos defeitos da
congregação.
Eu comecei a perceber que não ajuda em coisa alguma focalizar nas falhas
do contribuinte. Se é imaturidade espiritual ou não, consumismo, ou falta
de gerenciamento do dinheiro de fato não é o problema. O problema é a
liderança. Eu não estou perseguindo os líderes. O ponto que eu quero
chegar é que a solução para as contribuições vem de nos tornarmos líderes
melhores, não de culpar as pessoas.

Um pastor me disse: “Eu não sei mais o que fazer. Eu tenho ensinado a
eles o que a Bíblia diz por anos. Esse povo é simplesmente carnal.” Eu fui
brusco com aquele pastor e disse para ele pensar que embora ele nunca
tenha ficado de pé no púlpito e dito: “vocês são inúteis, povo carnal,” sua
congregação sentia aquilo. Há uma vibração que vem do líder e mesmo que
as pessoas não possam pôr seus dedos nela, eles a sentem e reagem. Ou,
neste caso, resistem.

Eu não estou desculpando a carnalidade. Mais uma vez, eu estou


focalizando na solução produtiva. Você e eu, como líderes da igreja,
devemos nos perguntar como nós comunicamos a verdade da Palavra de
Deus, quando se trata de dinheiro, de tal forma que as pessoas sejam
genuinamente movidas a um nível espiritual para contribuir a partir de um
coração generoso.

Este tipo de liderança não é limitado ao púlpito. Em muitas ocasiões eu me


sentei com pessoas uma-a-uma ou com casais e discuti estes problemas
muito pessoais sobre dinheiro e
contribuição. Todas as vezes eu Todas as vezes eu digo a eles que a igreja
sobreviverá muito bem sem o dinheiro
digo a eles que a igreja sobreviverá
deles, e ela o fará, mas ela não fará tão
muito bem sem o dinheiro deles, e bem sem os seus corações por inteiro.
ela o fará, mas ela não fará tão
bem sem os seus corações por inteiro. E é claro, todos nós sabemos que o
dinheiro acompanha as verdadeiras paixões do coração. Deus não precisa
do dinheiro deles: ele quer os seus corações.

 Você mesmo deve acreditar e praticar como dar com generosidade antes que
alguém o leve a crer e praticar isto.
Serei breve aqui porque eu presumo que você próprio contribui
financeiramente a partir de um coração generoso. Infelizmente, em mais de
uma ocasião, eu já encontrei um pastor ou líder ministerial chave que não
estava contribuindo com alegria. Eles estavam dando por obrigação, num
nível nominal, e é claro que tinham uma lista de “razões” para isto. Não há
como Deus abençoar isto. Voltamos àquela vibração que as pessoas sentem
de você. Esta não é uma liderança
Quando as pessoas acompanham você
incompreensível. É um fato básico de
por um tempo, elas sentem o seu
liderança. Quando as pessoas coração.
acompanham você por um tempo, elas
sentem o seu coração. Já foi dito que as ações falam mais alto que as
palavras. Isto é verdade. Seu coração fala mais alto que ambos porque ele,
literalmente, modela o que você é como pessoa e como líder.

 Tenha cuidado com treinamento não-intencional que crie uma contribuição


disfuncional na sua igreja.
Por muito tempo os líderes têm ensinado aos cristãos a serem pagadores
de contas ao invés de contribuintes guiados pelo Espírito. Muitos bons
líderes da igreja têm se rendido sob a pressão das demandas financeiras e
focalizado em necessidades de curto prazo ao invés do cultivo em longo
prazo de um povo com corações generosos.

Por exemplo, milhares de igrejas imprimem no boletim que a necessidade


da semana é, por exemplo, 16 mil dólares. É impressionante como muitas
destas igrejas nunca aumentam consistentemente ou dramaticamente o
valor do orçamento declarado. As pessoas contribuem para “atingir o
orçamento” e pagar as contas. Elas não estão contribuindo porque Deus as
está movendo.

Outro cenário comum é quando o pastor vai ao púlpito ou almoça com


contribuintes-chave e declara uma necessidade urgente porque a igreja
está sob uma tensão financeira imediata. A necessidade geralmente é
satisfeita, mas as pessoas mais uma vez são inconscientemente ensinadas
a responderem a crises de curto prazo que se originam de fontes externas,
ao invés de cultivar um coração que contribui naturalmente a partir de um
derramar de amor e gratidão e focaliza em resultados do Reino em longo
prazo.

 O silêncio não é a resposta.


Por ser tão complicado, alguns pastores optam pela “liderança tartaruga.”
Eles colocam a cabeça de volta na segurança de sua casca e esperam que
Deus faça tudo por Si mesmo ou que algum outro líder o ajude a fazer
acontecer (com a ajuda de Deus). Esta não é a maneira certa. Muitos
pastores adotam uma atitude do tipo de Pilatos “eu lavo as minhas mãos
sobre isto”. Alguns vão ao ponto de dizer que os homens de negócios da
igreja deveriam cuidar do dinheiro e o pastor das coisas “espirituais.” Uau.
Este artigo teria umas 20 páginas se eu desembrulhasse as camadas de
problemas a respeito desta afirmação. Dinheiro e espiritualidade estão
intensamente interligados.

Peça a Deus audácia e sabedoria enquanto você ensina sobre contribuir e


crie um ambiente que cultive um
Dinheiro é parte da vida; trate-o espírito generoso. Fale a respeito.
normalmente. É vital normalizar a conexão
entre um crente, seu dinheiro e o trabalho
Não todos os domingos ou em
do Reino de Deus. todos os almoços com uma pessoa
que possa alavancar suas bênçãos
financeiras por amor ao Reino, mas fale regularmente. Faça disso parte da
linguagem comum. Dinheiro é parte da vida; trate-o normalmente. É vital
normalizar a conexão entre um crente, seu dinheiro e o trabalho do Reino
de Deus.

 Ponha o foco no coração, não na carteira.


Eu acredito e ensino o conceito de ser dizimista. É um bom lugar para
começar. Mas eu creio ainda mais num espírito contribuinte. Trata-se de
um estilo de vida, amando a Deus e confiando em Seu trabalho redentor
entre nós. Trata-se de gratidão e um reconhecimento de que “a vida é
maior que eu.” Um espírito contribuinte engloba a generosidade de prestar
atenção nas necessidades ao nosso redor. Mostra uma pessoa que
reconhece que Deus nos deu tudo
o que temos e nós somos Um espírito contribuinte compreende que
administradores dessas dádivas. nós precisamos nos desprender de tudo o
Um espírito contribuinte que temos a fim de abençoar outros.
compreende que nós precisamos
nos desprender de tudo o que temos a fim de abençoar outros. Este espírito
abraça a verdade que, como na parábola dos talentos, nós somos
responsáveis por investir bem para a eternidade. Um espírito contribuinte
focaliza mais no que nós temos do que no que não temos. É liberto das
compulsões do mundo e dorme bem à noite.

Esse tipo de pensamento abarca toda uma vida de ensino, não apenas um
ou dois sermões. Estas são as coisas a ensinar, modelar e viver, a fim de
cultivar um espírito contribuinte dentro de sua igreja. Todas elas são
bíblicas, exceto talvez meu último comentário editorial sobre dormir bem à
noite. Eu talvez não consiga sustentar isto biblicamente, mas eu posso
fazê-lo pela experiência. Eu conheço muitos pastores que perdem o sono à
noite por causa de problemas financeiros. Minha esperança é que os
pensamentos deste artigo, no longo prazo, o ajudem a dormir bem sabendo
que Deus está trabalhando ajudando-o a cultivar um espírito contribuinte
na sua comunidade.

Deus o abençoe e obrigado por tudo o que você faz!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Outubro de 2004. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.05 – julho/2007

Dan Reiland

O que Catarina de Aragão, Ana Bolena, Jane Seymour, Anna de Cleves, Catarina
Howard e Katherine Parr têm em comum? Além de terem sido esposas do rei
Henrique VIII, elas todas foram parte dos esteróides da política da igreja.

Nós poderíamos procurar na história da igreja em qualquer época e encontrar


problemas políticos. No caso do Rei Henrique VIII (1491-1547), a política da
igreja, no melhor dos casos, fugiu do controle. Henrique casou-se com sua
primeira esposa, Catarina de Aragão, através de um casamento arranjado para
ajudar a assegurar as fortes relações políticas com o rei Ferdinando II e a
Espanha – formando assim uma aliança estratégica contra a França. O Rei
Henrique ficou impaciente com a inabilidade de Catarina de dar a ele um filho, e
as coisas ficaram piores quando ele foi atraído por uma jovem cortesã do séquito
da rainha, Ana Bolena. Ele pediu ao Papa a anulação do casamento. Isto,
contudo, era problemático porque Henrique tinha sido um forte apoiador da
Igreja Católica, inclusive escrevendo contra Martinho Lutero. A Igreja Católica
não podia apoiar o divórcio e resultou no debate sobre a consumação e/ou sua
ausência. Como você pode imaginar isto era política religiosa no seu melhor
estilo.

Contudo, com a ajuda de Thomas Cranmer, que se tornou Arcebispo de


Canterbury, Henrique aboliu a supremacia do papa e declarou-se o chefe da
Igreja da Inglaterra – a Igreja Anglicana. O Papa reagiu mandando excomungar
Henrique (um pouco como que tentando disciplinar um membro descontente da
igreja que sai para iniciar sua própria igreja – como se ele fosse ouvi-lo ou ligar
para o fato!) e isto obviamente levou a uma tremenda convulsão religiosa.

Qualquer um que se opusesse à política religiosa de Henrique VIII era


rapidamente reprimido. Diversos monges que ficaram contra ele foram torturados
e executados.

Este pequeno evento na história da igreja foi além de qualquer coisa que
tenhamos experimentado. Contudo, muitos de nós conhecemos as políticas na
igreja local que são tão desanimadoras e, num nível pessoal, igualmente
devastadoras.

Atualmente, as “Políticas na Igreja” ganharam uma definição mais


contemporânea, referindo-se especificamente à igreja local. É uma triste verdade,
você não acha que, seja qual for a definição, nós instintivamente entendemos o
significado do termo. E é fácil fazer uma lista de locais potenciais onde tais
políticas podem criar raízes:

 Decisões tomadas nas reuniões do Conselho Local da Igreja


 Quem está no Conselho Local da Igreja
 Reuniões Anuais de Negócios Contudo, muitos de nós conhecemos as
 Estilos de Louvor políticas na igreja local que são tão
desanimadoras e, num nível pessoal,
 A demissão do pastor igualmente devastadoras.
 A contratação de um pastor
 Feudos de equipes
 Campanhas de construção
 Orçamentos da Igreja
Tenho certeza que você poderia dobrar o tamanho desta lista incluindo coisas
como quem fica com que sala para uma classe de Escola Dominical!

Entenda a origem da política. A política é dirigida pela agenda. Alguém quer


alguma coisa. A maior complicação é que os assuntos no âmago (desejos
pessoais e egoístas) são comunicados como se eles fossem pela causa de Cristo.
Isto não é novo. As Guerras Santas foram
A maior complicação é que os assuntos combatidas com esta mesma dinâmica em
no âmago (desejos pessoais e egoístas) jogo.
são comunicados como se eles fossem
pela causa de Cristo.
Isto é um pouco mais complicado porque
raramente é a má índole quem dirige a
agenda pessoal. Geralmente é gente boa que realmente acredita que o que eles
estão fazendo (ou o que eles querem) é correto. O problema é que boas pessoas,
que estão tentando fazer coisas boas, perdem a visão do quadro geral e
começam a justificar sua parte na missão como A Missão. Quando a situação
atinge o estado em que a coisa fica feia mesmo e a guerra começa, toda a
perspectiva é perdida e nós (após o fato) ouvimos estórias de coisas que
acontecem nas igrejas locais que são difíceis de acreditar que sejam verdade. Eu
conheço dúzias de exemplos disto desde berrar com semelhantes nas reuniões de
negócios da igreja a cheques de dízimos sustados porque “Nós não gostamos do
modo como as coisas estão indo por aqui”. (numa tradução livre isso significa “eu
não estou conseguindo o que eu quero”). Alianças são formadas entre pessoas e
grupos (veja os Reis Henrique e Fernando com Espanha e Inglaterra contra a
França) e a igreja é tremendamente ferida. O coração de Deus é partido e o
Cristianismo fica com outro olho negro.

Então, o que você pode fazer?

Se política é um problema e é necessária uma limpeza:

Recuse-se a se engajar com pessoas de pouca visão e problemas triviais num


nível insignificante.

É difícil ignorar pessoas obtusas, mas às vezes é a coisa mais sábia para a
liderança fazer. E aqueles problemas menores que você está convencido de que
não pode (ou não deve) ignorar? Não se permita ser engolido pela pequenez
do problema, mas assuma o compromisso com você mesmo de levantar a(s)
pessoa(s) a um nível mais alto. Seu alvo é ajudar pessoas a ver as coisas com
diferente perspectiva, de forma que elas pensem e se comportem de modo
diferente.

A maior parte da política da igreja local é sobre pequenas coisas que não são
relevantes. Geralmente é dirigida por boas pessoas que simplesmente
perderam a perspectiva. As pessoas que caem neste grupo, de certa forma,
esqueceram-se do propósito da igreja, ou ficaram convencidas de que o modo
delas é o único modo de cumprir o propósito da igreja. Para estas pessoas,
ofereça sabedoria e direção. Apele para o seu senso de um Reino maior e
ajude-as a lembrarem-se porque elas se apaixonaram pela sua igreja em
primeiro lugar. Fale sobre o que realmente mudou: a igreja ou eles? Fale com
eles sobre a condição de sua caminhada pessoal com Deus. Não acuse, apenas
faça perguntas. É muito improvável que suas vidas de oração estejam
florescendo se elas estão causando problemas, mesmo pequenos problemas, na
igreja. Ouça atentamente e então fale candidamente sobre como você precisa
delas para apoiar a visão maior. Seu maior desafio aqui não é quanto calor você
terá que enfrentar, mas quanto tempo vai demorar. Este é um processo
intensivo de uso do seu tempo na relação.
Algumas vezes coisas sem importância são relevadas por boas pessoas que
estão magoadas com alguma coisa. Em geral elas não devem ser ignoradas.
Elas representam um nível mais complexo que o primeiro. O problema pode até
ser pequeno, mas como diz John Maxwell: “pessoas feridas ferem pessoas”. E
assim as coisas ficam complicadas. É importante neste estágio ajudar as
pessoas a entender o problema real sob a superfície. Geralmente tem pouco a
ver com a igreja. A igreja apenas torna-se o pára-raios para a sua dor. Se você
for parte da ferida, peça perdão e siga adiante. Se não, faça o que puder fazer
para o seu processo de cura. Se a situação da pessoa for profunda e complexa,
eu recomendo que você a leve a um terapeuta profissional. E permaneça como
seu encorajador durante o processo.

A perda de uma perspectiva saudável e/ou pessoas feridas pode se


transformar-se em uma situação maligna. Isso requer um enfoque diferente.

Ataque os grandes problemas de frente.

Não seja político com a política. Jesus disse: “sede, portanto, prudentes como
as serpentes e símplices como as pombas” (Mat. 10:16b), mas Ele nunca disse
para você lutar com as agendas pessoais das pessoas para defender ou para
proteger sua própria agenda pessoal. Isto é o que acontece em Washington,
DC1. Nós vivemos no maior país do mundo, mas a política de ataque pelas
costas e a maledicência política são tão complexas que é quase impossível
saber quem defende o quê. No meio dessa complexidade, é quase impossível
conseguir que qualquer coisa seja feita. Soa familiar?

Você deve permanecer de joelhos e clamar a Deus a ajudá-lo a manter sua


perspectiva clara e seus motivos puros. Não é fácil quando você está sob
ataque.

O lugar a começar é nomear claramente o elefante na sala. Se ainda não for


óbvio, todos os envolvidos devem sair dos cantos, de trás dos corredores e das
sessões de reclamação do Starbucks2 e trazer seus problemas pessoalmente.
Nunca permita a frase: “todos concordam comigo”. Quem são todos e eles ao
menos vão à nossa igreja?! É imperativo que cada pessoa envolvida assuma
suas próprias coisas. Faça tudo o que puder para quebrar o espírito de
“multidão enfurecida” do grupo, encontrando-se com pessoas-chave uma a
uma e insista para que elas assumam a responsabilidade por suas opiniões e
comportamentos, por si mesmas.

Encontre a fonte. Em 25 anos de liderança na igreja, eu nunca encontrei um


problema numa igreja local, especialmente aqueles de natureza política, que
não tivesse uma fonte. A fonte é sempre
uma pessoa. Não estou dizendo que seja A fonte é sempre uma pessoa. Não
uma má pessoa, mas boas pessoas podem estou dizendo que seja uma má
pessoa, mas boas pessoas podem fazer
fazer algumas coisas realmente tolas. algumas coisas realmente tolas.
Faça uma reunião a sós com esta pessoa.
Se for um grupo bem unido de duas ou
três pessoas, encontre-se com elas. Comece descobrindo o que elas realmente
querem e caminhe a partir daí.

1
Washington,DC é a capital dos Estados Unidos, onde se encontra o Congresso. No Brasil poderíamos
dizer que isto é o que acontece em Brasília.
2
É muito comum nos Estados Unidos as pessoas sentarem-se à mesa do Starbucks (um tipo de Casa
do Pão de Queijo), para tomarem café e conversarem.
Se as coisas forem mais sutis, quer dizer se não é uma boa e barulhenta igreja
à moda antiga, agradeça ao senhor pelo calor reduzido, mas fique atento aos
perigos do comportamento agressivo passivo. Mais uma vez, force até conhecer
o que os principais formadores de opinião realmente pensam e sentem.

Isto é complicado. Você pode perguntar a esta altura: “Qual a diferença entre
um conflito na igreja e a política da igreja?” Às vezes nenhuma. Contudo, em
um conflito “puro”, as pessoas podem ser diretas, honestas, concordar em
discordar e buscar uma solução comum. Mas política envolve agendas,
posicionamento, manobras – e geralmente com um senso da causa correta
(sutil ou não).

Você pode precisar trazer uma ajuda de Em um conflito “puro”, as pessoas


fora. Um consultor de igrejas com uma boa podem ser diretas, honestas, concordar
reputação poderia ser de grande ajuda em discordar e buscar uma solução
para você. Esteja certo de que você comum. Mas política envolve agendas,
posicionamento, manobras.
conhece bem este consultor antes de
contratá-lo. Esta pessoa deve ser forte, relacional e ter dons espirituais de
sabedoria, liderança e exortação.

Esteja preparado para perder pessoas. Aconteceu com Jesus. Novamente, não
seja sugado pela sua própria Guerra Santa. (Sim, muitas políticas são mais
suaves e mais sutis que toda a guerra, mas conflitos que não são tratados
podem resultar em uma). Esteja disposto a amorosamente deixar pessoas
saírem de sua igreja, aqueles que acreditam que, em última análise, suas
missões são mais importantes que a missão da igreja. Ou o mais comum, que o
modo deles cumprirem a missão é o modo que o restante da igreja deveria
seguir.

O resumo é que você deve agir. Igrejas que tem uma tensão política não ficam
melhores se deixadas ao seu curso natural. Ficam piores. Política alimenta
política. Além disso, você deve mandar os
Igrejas que tem uma tensão política grandes problemas que causam obstrução
não ficam melhores se deixadas ao seu para fora. Você não pode fazer isto pela
curso natural. Ficam piores. Política metade e sobreviver. Se você precisa de
alimenta política.
uma cirurgia do coração, não pode fazer
metade agora e metade depois. É tudo ou
nada e em ambos os casos os resultados são dramáticos. Esteja preparado para
se engajar por um longo período de tempo. Este é um processo que não é
resolvido da noite para o dia, mas com oração, sabedoria e uma visão de
liderança firme, você efetuará as mudanças que precisar fazer.

Na Parte 2 deste artigo, eu tratarei sobre Políticas da Igreja para vocês que
lideram uma igreja onde as coisas vão bem, mas vocês querem ser pró-ativos em
desenvolver ou manter uma igreja livre de política.

Deus o abençoe e obrigado por tudo o que você faz!!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Maio de 2007. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.06 – julho/2007

Dan Reiland

Bob queria bancos no novo santuário e o pastor, o conselho, a equipe e o comitê


de construção queriam cadeiras. Fácil, certo? Errado. Bob era um membro
fundador, influente e rico. O pastor encontrou-se com ele em várias ocasiões
pedindo por sua opção em favor das cadeiras no novo santuário. Se você está
pensando “E daí que o Bob” está causando toda esta confusão; ele ameaçou tirar
seu enorme compromisso para com o fundo de construção se eles não pusessem
bancos na nova igreja. Antes que você diga que esta é fácil, que o pastor deveria
ter coragem e dizer ao Bob para ir andando, você sabe que nunca é assim tão
fácil. Sob a intensa pressão financeira de um novo prédio, os líderes precisavam e
queriam o cheque de Bob.

Bob tinha dúzias de pessoas convencidas de que este era um problema crítico e
central para o futuro sucesso da igreja. A igreja tinha cerca de cinqüenta anos e
sempre havia tido bancos. As pessoas tinham vindo a Cristo em bancos, centenas
delas. Deus importava-se com os bancos. Os bancos representavam a unidade e
as cadeiras o individualismo. Não ria, se eu fosse à sua igreja, eu aposto que iria
encontrar uma ou duas vacas sagradas! Para concluir, Bob tinha feito disto um
problema teológico de enorme proporção. E não importava que os bancos fossem
mais caros que as cadeiras e comportassem menos pessoas sentadas.

Isto causou uma divisão na igreja. Logo, como sempre é o caso, o problema não
era o problema. O caso dos bancos versus cadeiras começou a entrar na política
da igreja e em quem era amigo de quem. Isto soava como “Eu realmente não me
importo com bancos e cadeiras, mas eu sou amigo do Bob, então eu acho que
quero os bancos”. O neto do Bob era o
O caso dos bancos versus cadeiras
pastor da mocidade da igreja. E aí você começou a entrar na política da igreja e em
tem política da igreja em toda sua quem era amigo de quem. Isto soava como
florescência. Esta não é a variedade sutil, “Eu realmente não me importo com bancos
contudo é muito comum. A maioria dos e cadeiras, mas eu sou amigo do Bob,
então eu acho que quero os bancos”.
problemas políticos começa devagar,
tranqüila e sutilmente, e aí se transforma
numa estória “louca” como esta. (A estória foi levemente modificada para
proteger a igreja, e o nome da pessoa não é Bob).

Os próximos parágrafos trazem uma revisão sumária dos pensamentos centrais


da Parte 1 deste artigo sobre Políticas da Igreja. Eu o encorajo a ler a Parte 1
completa, se você ainda não o fez.

Atualmente, a “Política na Igreja” tomaram uma definição mais contemporânea,


referindo-se especificamente à igreja local. Nós instintivamente sabemos do que
falamos quando alguém diz “política na igreja”.

A política é dirigida pela agenda. Alguém quer alguma coisa. A maior complicação
é que os assuntos, no âmago, (desejos pessoais e egoístas) são comunicados
como se fossem a causa de Cristo. Isto não é novo. As Guerras Santas foram
combatidas com esta mesma dinâmica em jogo. Isto é um pouco mais
complicado porque raramente é a má índole que dirige a agenda pessoal.
Geralmente é gente boa que realmente acredita que o que elas estão fazendo (ou
o que elas querem) é correto. O problema é que boas pessoas, que estão
tentando fazer coisas boas, perdem a visão do quadro geral e começam a
justificar sua parte na missão como A Missão.

Então, o que você pode fazer?

Se política é um problema e é necessária uma limpeza:

Recuse-se a se engajar com pessoas de pouca visão e problemas triviais num


nível insignificante. Boas pessoas que perderam a perspectiva, ou que estão
magoadas, podem criar situações políticas que requerem liderança. Se não forem
cuidadas elas podem se tornar situações de envenenamento. Isto requer uma
abordagem diferente.

Ataque os grandes problemas pela frente. Mas não seja político com a política.
Jesus disse “sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as
pombas” (Mat. 10:16b), mas Ele nunca disse para você lutar com as agendas
pessoais das pessoas para defender ou para proteger sua própria agenda pessoal.

Este é o final de um resumo muito breve, vamos voltar agora à Parte 2.

Se as coisas vão bem, mas você quer ser pró-ativo:

Nunca permita ser colocado à venda.


Não deixe ninguém pendurar uma etiqueta com preço em sua liderança, não
importa sob quanta pressão você está. Todo líder tem pelo menos uma
decisão significativa a tomar, geralmente bem cedo, receba ou não um
cheque e, portanto, vende seu tempo e influência. Não interprete mal isto.
Eu não estou referindo-me a um tipo de acordo antiético num quarto de
fundos. Estou falando sobre uma situação subjetiva na qual qualquer um teria
dificuldade de tomar uma decisão. Muitos homens e mulheres bons, numa
missão para Deus, têm sucumbido à necessidade de financiar seus sonhos.

Muitos homens e mulheres bons, numa


Na estória da abertura, o pastor pegou o
missão para Deus, têm sucumbido à
“cheque do Bob”. No final, isto custou a
necessidade de financiar seus sonhos.
ele o seu emprego. Influência demais
escorregou pelas mãos de pessoas
erradas e ele perdeu a liderança da igreja. Esta estória é triste, mas não
precisa ser para você. Diga apenas “Obrigado, mas fique com o cheque”.

Desenvolva uma cultura onde o caráter importa.


Kevin Myers, o pastor sênior da Igreja Comunitária de Crossroads em
Lawrenceville, GA (um subúrbio de Atlanta), onde eu sirvo, tem feito um
trabalho excepcional mantendo a igreja virtualmente livre de política. Eu faço
o possível para continuar o que ele estabeleceu conforme eu lidero a equipe.

Eu acredito que a coisa central que Kevin tem feito através dos anos para
tornar isto uma realidade é insistir numa cultura de nenhum fingimento e
caráter acima de reprovação. Pode acreditar, nós somos um time onde eu
acho que o sarcasmo é um dom espiritual! É sério, nós reconhecemos bem
todas as nossas falhas e rimos muito porque nós não nos levamos muito a
sério. Mas porque nós levamos Deus a sério, o caráter importa.

Um exemplo é Chris Morgan, nosso líder de louvor. Chris é a bomba. Ele é um


tocador de guitarra assassino, pode cantar como James Taylor, e vai te
eliminar numa quadra de basquete. Mas é aí que ele fica realmente bom.
Quando se trata de músicos e cantores, Chris nunca vai permitir que a
competência passe por cima do caráter. Chris sempre diz não para aquele
cheque, não importa quão alto ele seja. Além disto, ele trabalha com seu time
para manter o ego em cheque, corações postos em Deus e louvor como o
genuíno objetivo. Ele confrontará
Além disto, ele trabalha com seu time
orgulho e ensinará santidade. Durante
para manter o ego em cheque, corações
todo o tempo ele e seu time têm uma postos em Deus e louvor como o genuíno
explosão. Se você aparecer num objetivo. Ele confrontará orgulho e
ensaio um pouco mais cedo enquanto ensinará santidade.
eles estão se aquecendo, você poderá
ouvi-los se divertindo com uma versão diferente de “Sweet Home Alabama.”

Recuse-se a fazer ou permitir fofocas.


Líderes de igreja podem ser pegos numa fofoca. Eu creio que líderes precisam
falar sobre pessoas, sim, em algumas ocasiões, mesmo quando elas não
estão na sala. Mas apenas com o propósito de desenvolver sua vida espiritual
ou para seu bem-estar geral. Nunca com o propósito de arrasar ou como o
final indelicado de uma piada maldosa. E é muito comum que a pessoa tome
conhecimento da conversa.

A dificuldade no processo é que é fácil degenerar de nobres propósitos para


falta de propósito ou mesmo fofoca prejudicial. Coisas negativas são ditas
sobre pessoas e depois acabam sendo repetidas. Não houve intenção de
prejudicar, mas acabou sendo dito. Toma muito tempo e esforço para reparar
um relacionamento e a confiança ainda fica em risco. Quando a confiança
está em risco, a política está do outro
Quando a confiança está em risco, a lado da porta.
política está do outro lado da porta.
Mantenha-se na realidade. Seja positivo.
Fale bem de todos. E quando tiver que ter uma conversa difícil sobre alguém,
faça-a somente com o propósito do melhor interesse dele.

Pratique a generosidade.
Deixe-me finalizar com um simples pensamento. Generosidade é o oposto de
política. Eu sei que se você consultar o Dicionário Webster 1, você não vai
encontrá-las como opostos naturais. Mas considere que se pessoas políticas
em meios políticos estão conseguindo algo que elas querem, então o ato de
generosidade e de se doar fará muito para desinflar o ar dos pneus políticos.
Elas poderiam tirar vantagem de você? Sim. Mas faça isto de qualquer jeito.
Jesus o faria e eu creio que ele voltará pelo favor de Deus no final.

A política na igreja está aqui para ficar, mas você tem a oportunidade de reduzi-
las substancialmente na sua igreja, se não eliminá-la completamente. Se você vai
bater na cabeça dela ou jogá-la para fora ou se pró-ativamente vai mantê-la no
mínimo, minha oração para você é que Deus o ajude nesse processo para que
você possa investir seu tempo nas coisas que realmente importam.

Deus o abençoe e obrigado por tudo o que você faz!!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Junho de 2007. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.

1
O equivalente do Dicionário Aurélio para a Língua Portuguesa
Ano 2 - Vol.07 – agosto/2007

Dan Reiland

Blaise Pascal. Um nome incomum para começar o primeiro artigo de 2005. Mas
um dos escritos de Pascal me trouxe alguns pensamentos durante meu período
de devoção na semana passada.

Pascal nasceu em 1623 na França. Ele foi famoso como cientista e um brilhante
matemático. Hoje, seu trabalho científico está grandemente esquecido, exceto
por algumas de suas idéias mais famosas, como o “Triângulo de Pascal”. Os
escritos teológicos de Pascal, contudo, tem se sustentado com substancial
impacto através dos séculos. Embora ele fosse um católico, os protestantes têm
acolhido calorosamente suas reflexões, particularmente depois que João Wesley
recomendou seu ensaio sobre a conversão.

Aqui está uma citação de um livreto chamado “Clássicos Espirituais: leituras


selecionadas de Blaise Pascal”, por Robert Van De Weyer. Foi publicado pela
Revel e bem feito - eu recomendo a série:

“Nós nunca mantemos nossas mentes no momento presente. Nós nos lembramos
do passado, como se quiséssemos diminuir a passagem do tempo. E olhamos
para o futuro, como se quiséssemos tempo para acelerar. Nós sonhamos com
tempos que não nos pertencem, e não pensamos no único tempo que temos de
fato. Sonhamos com tempos passados e futuros e fugimos do presente. O motivo
é que o presente geralmente é doloroso. Nós o empurramos para fora de nossa
vista porque ele nos angustia – apenas naquelas poucas ocasiões que são
verdadeiramente agradáveis nós lamentamos ver o tempo indo embora. Nós
tentamos reduzir a dor do presente com esperanças alegres do futuro, planejando
como vamos arranjar as coisas num período sobre o qual não temos controle
algum e o qual não temos certeza de
Nós sonhamos com tempos que não
alcançar... o passado e o presente são
nos pertencem, e não pensamos no
único tempo que temos de fato. meios e apenas o futuro é nosso fim. Assim
nós nunca estamos vivendo realmente, mas
esperando viver. Nós nunca estamos felizes de verdade, mas constantemente
planejando como nos tornar felizes.”

OK, então Blaise não era a alma da festa, mas era brilhante. E ele escreveu
alguns pensamentos que valem a nossa reflexão. Nós sempre perdemos a
essência dos nossos relacionamentos por não vivermos no presente. Nós
lamentamos erros passados, coisas que dissemos ou fizemos ou olhamos para
frente para ver como as coisas serão melhores no futuro. E, agindo assim,
perdemos a força no momento presente. O ministério também pode ser vivido no
passado, presente ou futuro. Vamos dar uma olhada em alguns problemas e
alguns problemas potenciais.

Olhando para Trás

O passado é onde nós geralmente encontramos a igreja. Infelizmente muitas


igrejas ficam agarradas ao passado. Eu tenho visitado igrejas que falam de sua
própria história descrevendo seus “dias de glória” vividos há vinte anos. Elas
apontam para fotos no saguão do antigo pastor que era o líder no tempo que a
igreja era muito maior, enquanto que o pastor atual está presente! Elas possuem
um orgulho correto do seu passado, mas é como se elas tivessem desistido. Elas
inadvertidamente comunicam que não têm esperança no futuro. Outras igrejas
tentam continuamente repetir o passado e acabam por nunca mudar ou caminhar
para frente.

Outra forma não saudável de focalizar os dias passados é demonstrada ao


explicar ou desculpar o presente analisando o passado. Você já notou que igrejas
que não crescem têm mapas e gráficos para explicar por que isso acontece, mas
igrejas que estão crescendo rapidamente em geral têm pouca ou nenhuma idéia
do por quê? Embora seja bom aprender do passado, é perigoso super-analisar
para explicar por que as coisas não estão indo como deveriam ir.

Além de aprender com ele, aqui está uma boa razão para olhar para o passado:
para refletir sobre a graça e fidelidade de Contudo é importante que estas
Deus. É uma boa coisa celebrar a bondade de vitórias sejam contadas com o
Deus lembrando e contando as vitórias que propósito de inspirar e encorajar as
Ele tem provido. Contudo é importante que pessoas a seguirem em frente e
assumirem novos riscos.
estas vitórias sejam contadas com o propósito
de inspirar e encorajar as pessoas a seguirem em frente e assumirem novos
riscos.

Olhando para Frente

O futuro também pode ser um lugar perigoso para o ministério. Eu tenho dado
consultoria a muitas igrejas que investem tanto tempo planejando, que elas
nunca implantam realmente coisa alguma. Não é que elas não façam coisas – e é
isto que torna o perigo sutil. Estas igrejas ainda têm cultos a cada sete dias,
casamentos, enterros e reuniões. Mas não ocorre realmente muita mudança de
vida. São pessoas boas e ocupadas, mas não produtivas.

Outra forma de “futurismo” é demonstrada mudando os programas ao invés de


desenvolver a liderança. Esta é uma tentação constante e real. Nós vamos a
conferências e ouvimos sobre o último ministério “da caixa preta” ou “do tempero
secreto” e pensamos que esta é a solução para os nossos problemas. Não é. Você
pode aprender boas idéias, princípios e até obter uma idéia estratégica, mas sem
liderança nada disto vai funcionar de qualquer forma. É um fato bastante provado
que um plano “B” com um líder “A” vai ganhar o
Você pode aprender boas idéias, dia todo em comparação com o contrário 1. Nada
princípios e até obter uma idéia tem tanta força (a não ser Deus mesmo, é claro)
estratégica, mas sem liderança
nada disto vai funcionar de
quanto uma liderança sábia e forte. Portanto,
qualquer forma. seja cauteloso antes de adotar a nova e brilhante
idéia. Pergunte a si mesmo: você já fez um
excelente trabalho de liderança no plano que você tem atualmente?

Outro perigo de focalizar muito no que vem pela frente é o tédio do presente. Eu
fico fascinado pelo número de pastores que ficam entediados. Não faz sentido –
eles parecem estar entre os pastores mais brilhantes que eu conheço. São
pastores que têm liderado bem, feito suas igrejas crescerem, encontrado um
sucesso de razoável para grande e que simplesmente ficam entediados. (Não
estou me referindo às pessoas que Deus tem chamado para um novo propósito,
mas àqueles que permanecem na igreja local, porém parecem ter perdido seu
amor e paixão por ela). Eles querem um desafio e em geral vão para fora da

1
O autor utiliza os conceitos “A” e “B” da mesma forma em que são usados na escola. Assim mesmo
um plano não tão bom obterá maiores sucesso se tiver um líder excelente na sua liderança.
igreja em busca de alguma coisa nova. Pessoalmente, eu creio que a igreja local
provê desafios sem fim em níveis cada vez maiores.

O lado positivo de olhar para frente e alavancar o futuro e que é necessário criar
a visão e dar esperança. Não é necessário dizer muito mais sobre isto agora, a
não ser tomar conhecimento desta verdade óbvia.

Focalizando no Hoje

Então, por que nós temos problemas com o presente? Pascal era frio ou sem
perspicácia? Nosso ministério é tão doloroso e difícil que nós preferimos o
passado ou o futuro?

Algumas vezes, sim. Quando um líder pastoral lida com casamentos que estão
desmoronando, conselheiros que estão discutindo, finanças em dificuldades e
pessoas que estão deixando a igreja, é doloroso. É difícil e a resposta natural é
ou voltar ao passado ou correr para o futuro. Mas as rupturas vêm quando nós
definimos e encaramos a realidade atual. Nós nunca crescemos quando vivemos
predominantemente no passado ou sonhando com o futuro. O presente é onde
está a ação.

Nosso modelo para o ministério no presente é Jesus. Conforme eu leio


cuidadosamente o Novo Testamento, fica claro para mim que Ele tocava as
pessoas no momento. Jesus atendeu necessidades que eram reais, relevantes e
daquele momento. Mesmo quando Ele citava as escrituras do passado ou falava
do Reino que viria, era sobre uma lição naquele momento do tempo.

A chave para dar poder ao presente é a mudança de vida. Como líderes, nós
devemos buscar impactar o coração e a mente, ajudando as pessoas a se
tornarem tudo o que Deus designou que elas fossem. Ninguém experimenta
mudança de vida no passado ou no
A chave para dar poder ao presente é a futuro. É no poder do presente. Se isto
mudança de vida. Como líderes, nós envolve confrontar um membro da
devemos buscar impactar o coração e a equipe, dizer às pessoas que Deus as
mente, ajudando as pessoas a se tornarem
tudo o que Deus designou que elas fossem.
ama (ou que você as ama) ou desafiar a
audiência no culto de domingo de
manhã, você deve dar todo o seu
coração para aquele momento ou o momento estará perdido.

Como Viver no Momento

Eu descobri que há diversos ingredientes necessários para garantir poder


completo ao momento:

 Verdade
 Favor de Deus
 Sua completa atenção (não dividida)
 Coração e paixão
 Preparação (sempre que possível)

Capturar tudo acima não é fácil. De fato, dá trabalho. Requer que o líder entre no
jogo e preste atenção. Liderar totalmente no momento consome muita energia,
mas os resultados valem à pena.

É fácil perder o momento – eu já fiz isso muitas vezes, especialmente com


chamadas de hospital. Meu telefone toca, eu ouço a estória e eu penso “Ok, eu
preciso e quero ir.” Então eu enfrento simultaneamente demandas sérias e
significativas com as quais eu já estou comprometido. Leva alguns dias até eu
chegar ao hospital e eu perdi o momento de ministrar. Viver e praticar o
ministério do momento requer decisões difíceis. Requer decisões que custarão
alguma coisa de você. Mas, novamente, vale à pena.

As pessoas precisam do seu coração totalmente engajado no momento. Elas


precisam que os seus olhos encontrem os
seus corações e que você ouça de um modo Não fique parado no passado ou
sonhando com o futuro. Aprenda com o
que mostre que você realmente se importa. passado, crie a visão para o futuro e
Como líder, seu povo precisa que você viva viva e ministre no presente.
totalmente engajado com a missão da sua
igreja como se hoje fosse o último dia para fazer a diferença.

Não fique parado no passado ou sonhando com o futuro. Aprenda com o passado,
crie a visão para o futuro e viva e ministre no presente.

Deus o abençoe e obrigado por tudo o que você faz!!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Janeiro de 2005. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.08 – agosto/2007

Dan Reiland

As gravatas do poder e os almoços de negócios têm dado lugar às conversas em


cafés tipo Starbucks e a vestimentas casuais como os jeans, mas o desejo de
sucesso não mudou. O sucesso da liderança já não é tão evidente e arrogante
como era. Gravatas vermelhas em volta de pescoços foram substituídas por
faixas de pulsos coloridas com dizeres sobre coisas importantes para nós, mas
nós ainda estamos mandando mensagens. Nós ainda queremos sucesso. Em
milhares de conversas com pastores, eu não consigo me lembrar de um momento
em que algum deles tenha me dito: “Dan, meu sonho é ser um fracasso. É, eu
sou assim. Eu só desejo fracassar.”

Eu também não quero fracassar, eu quero ser bem sucedido como você. Mas
quanto mais eu lidero, mais eu reflito sobre a idéia do sucesso. Eu chego a
acreditar que é mais complicado do que a simples diferença entre os números e o
coração. Sucesso requer honestidade sobre os números e compromisso total do
coração. Não é um ou outro. Eu penso que
Sucesso requer honestidade sobre os o que está em minha mente é sobre o fato
números e compromisso total do
coração. Não é um ou outro.
de que o sucesso, como é comumente
definido, não dura.

Os reinos ruem, impérios caem e igrejas fecham. Reavivamentos e movimentos


têm a sua hora e estão feitos. Não me interprete mal, há resultados incríveis
vindos destas coisas, mas o que nós almejamos, em última análise, faz uma
enorme diferença. Quem nós somos por dentro molda o sucesso que nos
almejamos por fora.

Deixe-me repetir, o sucesso é uma coisa boa. Há mais de duas dúzias de


referências específicas sobre o sucesso ou sobre ser bem sucedido nas Escrituras.
E outras dúzias onde isto está mais implícito. Eu adoro a passagem de Josué 1:
1
Sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que este falou a Josué,
filho de Num, servidor de Moisés, dizendo: 2Moisés, meu servo, é morto; dispõe-
te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos
de Israel. 3Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu
prometi a Moisés. 4Desde o deserto e o Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates,
toda a terra dos heteus e até ao mar Grande para o poente do sol será o vosso
limite.5Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida; como fui com
Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. 6Sê forte e
corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi
dar a seus pais. 7Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de
fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies,
nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde
quer que andares.”

Mas continuando com a questão de sucesso ou fruto, deixe-me citar o falecido


Henri Nouwen (1932-1996) em seu livro devocional – Pão para a Jornada:

“Uma pessoa bem-sucedida tem energia para criar alguma coisa, para manter o
controle sobre seu desenvolvimento e torná-la disponível em grandes
quantidades. O sucesso traz muitas recompensas e geralmente fama. Frutos,
porém, vêm da fraqueza e da vulnerabilidade. E os frutos são únicos. Um filho é o
fruto concebido na vulnerabilidade, a comunidade é o fruto nascido da fraqueza
compartilhada e a intimidade é o fruto que cresce quando se tocam as feridas um
do outro.”

Eu não sei de onde Nouwen extraiu seu pensamento e o desenvolveu depois.


Mas minha mente e coração o conectam ao fruto do Espírito e lembram a todos
nós, líderes da igreja, a manter
nosso alvo no sucesso bíblico. “Frutos, porém, vêm da fraqueza e da
vulnerabilidade. E os frutos são únicos. Um filho
é o fruto concebido na vulnerabilidade, a
A lista dos frutos em Gálatas 5 e a comunidade é o fruto nascido da fraqueza
figura de João 15 são claras. João compartilhada e a intimidade é o fruto que cresce
15:16-17 é um grande resumo: quando se tocam as feridas um do outro”.

16
Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós
outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a
fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. 17Isto
vos mando: que vos ameis uns aos outros.

As metáforas geralmente sucumbem se você as pressiona com muita força ou por


muito tempo. Elas não se destinam resistirem a um julgamento num júri, apenas
a abrir uma janela ou uma imagem de um discernimento. Portanto, talvez não
precisemos lutar contra a natureza perecível do fruto – voltando outra vez às
coisas que não duram. Mas se você me permite uma pequena licença criativa, eu
acho que a idéia ainda se mantém junta. É verdade que o fruto não dura, ele vai
estragar, ficar muito maduro e ser jogado fora. Exceto, se ele for usado para o
propósito pretendido. Então a delicadeza, a nutrição, a breve vida, saborosa,
frágil, facilmente machucada e refrescante comida se tornam o sustento da vida.

Do medo que Josué enfrentou à delicada natureza do fruto do Espírito em nós,


nós obtemos discernimento do que Deus pode fazer-nos entender se nos
importarmos em ver a diferença entre sucesso e
Eu penso que definições são fruto. Eu penso que definições são importantes. O
importantes. O que permanece e que permanece e o que não permanece importa.
o que não permanece importa.
Não é meu desejo oferecer “respostas” neste
artigo, apenas agitar seus pensamentos e dar a
você a oportunidade para refletir e conectar-se com a sabedoria do Espírito Santo
para você e sua igreja.

Para que você não pense que não há absolutamente nada prático neste artigo,
deixe-me dizer que é fácil estimar sucesso com coisas como a freqüência na
igreja, quantos templos você tem e os números do seu orçamento. É fácil olhar
para um novo templo e sentir-se bem-sucedido. É fácil ver uma Escola Dominical
com uma freqüência crescente ou um grande número de missionários e ficar
impressionado. Todas estas são coisas boas, mas o que vai permanecer? É o fruto
de vidas transformadas.

Eu penso que o fruto pode parecer mais com um menininho na sala de quatro
anos que está assustado e quer a sua mãe, mas que por alguns poucos segundos
vê a imagem do amor de Jesus através de uma professora voluntária. O fruto que
permanece é mais como um jovem pastor que está inseguro sobre sua liderança
e se coloca honestamente na frente de Deus e das pessoas que ele lidera. O fruto
de João 15 pode falar mais sobre o coração de uma congregação do que sobre o
seu tamanho.

Se você está pensando “eu sei tudo isto”, então me deixe perguntar com o que
você fica mais excitado. Vá em frente, ninguém está escutando, seja honesto.
Você fica mais excitado com um culto cheio de gente na igreja e um sermão que
foi realmente bom ou com uma pequena e silenciosa estória de alguém que deu
um pequeno passo em direção a Jesus? Eu acho que quando os líderes são
honestos sobre isto, esta é uma questão difícil, porque todos os dias as pressões
nos afastam de cultivar o fruto.

Uma destas duas coisas exclui a outra? Não. Grandes edifícios e vidas
transformadas podem andar absolutamente juntos. Meu argumento é que eles
não andarão juntos se você não lutar com tudo que você tem para que seja
assim. Com sua fraqueza e a força de Jesus, com seus dons e o poder do Espírito
Santo, faça a sua liderança diminuir a diferença entre sucesso e fruto. Pense
nestas perguntas: Para onde vão seu
tempo e sua energia? O que o deixa Grandes edifícios e vidas transformadas
podem andar absolutamente juntos. Meu
excitado? O que o deixa desencorajado? argumento é que eles não andarão juntos
O que faz você ficar acordado à noite? O se você não lutar com tudo que você tem
que “acende” a sua congregação? O que para que seja assim.
a desmotiva? Suas respostas a estas
perguntas darão a você discernimento sobre a questão do sucesso ou fruto na
sua igreja.

Sucesso ou fruto – semântica ou realidade? Isto é para você e Deus se


ajustarem. Minha prece é que nós todos estejamos nesta luta e nos dediquemos
às coisas que permanecem.

Deus o abençoe e obrigado por tudo o que você faz!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Maio de 2007. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.09 – setembro/2007

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Com cada evolução cultural da sociedade, a igreja tem mudado seu foco para
manter a relevância. Mas, agindo assim, tem complicado o modo como funciona
como igreja. Nesta série, eu espero desafiá-lo a manter-se relevante voltando-se
para o que é O Essencial.

Desejos de bênçãos,

Dan

Durante os anos 80, o termo era “o crescimento da igreja”. Nos anos 90, a frase
mudou para “a saúde da igreja”. Hoje a ênfase é uma combinação de relevância
cultural e pós-modernismo. Cada evolução fica mais complexa. Quanto mais
complexo nosso trabalho fica, mas simples e claras as respostas devem ser.

Independente de qual ênfase você prefere, com qual você se identifica, ou a qual
estilo de ministério você prefere, há coisas básicas às quais nós retornamos de
tempos em tempos. São coisas essenciais que nos lembram que não há algo de
novo debaixo do sol.

Os métodos podem ser diferentes, mas, geralmente, são uma recorrência de


alguma coisa já feita no passado. Eu estava conversando, recentemente, com um
pastor que decidiu acender velas e incenso em
Há coisas básicas às quais nós
seus cultos, dizendo que esta era a nova e
retornamos de tempos em tempos.
última tendência. Eu sugeri a ele que voltasse
algumas centenas de anos na história da igreja para ver que velas e incenso não
eram nem novos nem a última moda. Nós tivemos uma ótima conversa sobre o
valor de atingir as pessoas de formas relevantes!

Nós precisamos estudar constantemente a cultura para permanecer relevantes,


porque os métodos sempre vão mudar, mesmo que eles voltem para o que já foi
feito antes. A frase atual “antigo-moderno” traduz bem isso. Mas no nosso
esforço em ser culturalmente relevantes,
não vamos esquecer o essencial que nunca Mas no nosso esforço em ser
culturalmente relevantes, não vamos
muda. No basquete, o treinador sempre esquecer o essencial que nunca muda.
leva o time de volta às noções básicas de
como driblar, passar e arremessar a bola. E para a igreja, quais são as coisas
básicas?

O que é essencial?
Eu creio que são liderança, oração e evangelismo. Seja quando estou treinando
um jovem pastor que está implantando uma igreja nova ou em uma igreja já
estabelecida de 5.000 membros, em algum ponto eu vou desafiá-los a olhar para
cada uma destas coisas honesta e corajosamente. Ironicamente, eu descubro que
quando eu olho para os calendários dos pastores e dos líderes ministeriais, as
três coisas para as quais eu, geralmente, sinto que está faltando tempo são o
desenvolvimento da liderança, da oração e do evangelismo pessoal ou relacional.

Em cada uma das três partes desta série sobre O Essencial, eu farei perguntas de
diagnóstico para ajudá-lo a avaliar como você está indo em cada área.

O Essencial na Liderança
John Maxwell diz: "Tudo começa e acaba na liderança.” É verdade. Eu sei que
serei criticado por colocar liderança antes de oração, mas acompanhe-me. Eu
percebo que sem o poder de Deus não podemos fazer coisa alguma de valor
eterno. Mas sem um líder Deus não tem alguém através de quem possa usar o
Seu poder. Deus pode realizar Seu plano da
maneira que Ele quiser, mas Ele escolheu Quando eu olho para os calendários dos
pastores e dos líderes ministeriais, as
trabalhar através das pessoas. Deus três coisas para as quais eu geralmente
escolheu Abraão, Moisés, Josué, José, Davi, sinto que está faltando tempo são o
Paulo e dezenas de outros. Jesus escolheu desenvolvimento da liderança, da oração
os doze. Deus escolheu você e você e do evangelismo pessoal ou relacional.
escolheu os seus doze. Liderança é como
você consegue que as coisas sejam feitas. Oração é como conseguir coisas feitas
que importem. Retornaremos à oração na Parte II.

Perguntas sobre O Essencial na Liderança:


• O pastor titular tem confiança na visão e direção para a igreja?
• Esta visão é claramente comunicada, entendida e abraçada pela
congregação?
• Os membros da equipe pastoral / ministerial remunerados são unidos e
produtivos?
• Os oficiais, líderes-chave não-pagos da igreja, são unidos e produtivos?
• Novos líderes estão sendo cultivados e desenvolvidos?
• Os líderes atuais estão sendo treinados de forma regular?
• Os líderes principais da igreja são abertos e receptivos a mudanças?
• Os comitês e equipes são bem organizados sem bloqueios e gargalos pelos
principais líderes?
• A estrutura organizacional permite que assuntos importantes sejam
resolvidos e implantados rapidamente?
• Os líderes-chave, pagos e não-pagos, dão uma forte ênfase para a oração?
• A liderança principal tem a liderança bíblica como a principal prioridade?
• A liderança principal usa o modelo de servo com um espírito alegre?
• Os principais líderes são dignos de confiança?
• Os líderes principais estão dispostos a correr riscos?
• A equipe pastoral / ministerial comunica zelo e preocupação genuínos para
com as pessoas?
• Os líderes principais são positivos e cheios de fé?
• Há um esforço intencional para identificar e incluir novos líderes?
• Os líderes principais delegam livremente poder a outros para liderar e fazer o
trabalho ministerial?

Quando você separar um tempo para responder honestamente e em atitude de


oração a estas perguntas, e agir de forma apropriada, o processo será bom para
você e para o seu ministério.
Deus pode realizar Seu plano da
maneira que Ele quiser, mas Ele Os próximos cinco componentes da
escolheu trabalhar através das pessoas.
liderança não representam uma lista
completa do que se requer para liderar
bem. Contudo, eles são O Essencial da liderança que você deve ter se quiser que
seu esforço de longo prazo na área de liderança seja bem sucedido.

1. Uma visão irresistível


O bom ministério de uma igreja local precisa ser dirigido por visão dada por
Deus. Isto é bem mais do que um slogan bem feito. É algo que você crê
profundamente que Deus deu a você para fazer. Isto alimenta o fogo que
traz vida para a sua expressão única de missão que todas as igrejas locais
compartilham, encontrada em Mateus 28:19-201. Esta visão comum deve
manter-se acesa e brilhante dentro de você e dos seus líderes-chave antes
de inflamar sua congregação.

2. Uma Estratégia Clara


Uma visão irresistível não é suficiente. Muitas visões e sonhos que são
verdadeiramente inspiradas por Deus nunca se materializam porque os
líderes escolhem não exercer a
disciplina dolorosa de “planejar o Muitas visões e sonhos que são
seu trabalho e trabalhar no seu verdadeiramente inspiradas por Deus nunca
se materializam porque os líderes escolhem
plano.” A verdade é que uma não exercer a disciplina dolorosa de “planejar
estratégia sem visão é um trabalho o seu trabalho e trabalhar no seu plano.”
enfadonho, mas uma visão sem
estratégia geralmente é só ar quente. Escreva um plano claro baseado em
sua estratégia e fixe-se nele.

3. Um processo para desenvolver líderes


Isto está bem no âmago do que é necessário para construir uma igreja forte
e vibrante. Há vários artigos nos boletins anteriores de Liderança Ministerial
tratando do desenvolvimento de líderes, mas por enquanto, deixe-me
simplesmente encorajá-lo a fazer disto uma prioridade. Dedique tempo,
regularmente, a cada mês para investir nos seus líderes e separe um tempo
todo mês para encontrar-se e investir em líderes potenciais. O futuro da sua
igreja e a longevidade do seu ministério pessoal dependem disto. Há muito
material disponível sobre liderança. Você não precisa escrever o seu próprio.
Encontre algum do qual você goste e continue aprendendo.

4. Relacionamentos saudáveis e produtivos


Mesmo líderes naturais podem ficar totalmente parados na água se tiverem
pouca habilidade em relacionamentos. Mas a questão dos relacionamentos
de um líder é bem mais profunda do
A questão dos relacionamentos de um que só aprender como se dar bem com
líder envolve coisas do caráter intimo os outros. Ela envolve coisas do
tais como honestidade, confiança e
integridade.
caráter intimo tais como honestidade,
confiança e integridade. Nós todos
devemos conhecer o “Dale Carnegie” 2
básico, mas Carnegie sem caráter soa falso e erra o alvo. (Aliás, Carnegie
era um homem de grande caráter pessoal).

5. Crescimento pessoal contínuo como um líder


Não é suficiente ter feito um curso superior e ter lido uns poucos livros sobre
liderança. Você deve ser um estudioso de liderança a vida toda. Deus tem
me abençoado com o privilégio da liderança de uma igreja por vinte e cinco
anos e eu tenho recebido treinamento de alguns dos melhores do mundo.

1
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou
convosco todos os dias até à consumação do século. – Mt. 28:19-20
2
Refere-se ao nível de habilidade em relacionamento pessoal.
Mesmo assim, não passa uma semana sem que eu sinta a necessidade de
crescer como um líder. E você? O que você está fazendo para investir em
você como um líder? O que você está aplicando que é fresco e novo para
você na sua prática de liderança?

Na segunda parte desta série nós cobriremos o papel de vital importância que a
oração tem em seu ministério.

Bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Abril de 2004. Para encontrar este e
outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.10 – setembro/2007

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Na primeira parte desta série eu tratei do Essencial da Liderança, porque tudo


começa com o líder. Eu tenho descoberto fazendo consultoria para muitas igrejas
que, se o líder é focado na oração, a igreja também é. E é meu desejo ver sua
igreja prosperar, mas tudo começa com a oração.

Desejos de bênçãos,

Dan

A Oração Essencial
Você é um líder ministerial. Você tem muitas coisas para fazer. Está sob pressão.
Você se envolve e trabalha com mais afinco. Certo? Errado. Eu estou convencido
de que a oração é a única coisa que faz qualquer coisa de valor eterno acontecer.
Nós temos, sim, que trabalhar duro, mas apenas trabalhar é uma tolice.

Eu completei 49 anos em Fevereiro. Os membros da equipe são todos mais


jovens que eu, e eles adoram lembrar-me da minha idade! Há dias em que eu
adoraria ter trinta anos novamente, exceto por uma coisa: tudo que eu tenho
aprendido e experimentado na vida. Eu não trocaria isto por nada. No centro de
tudo que eu aprendi nos meus trinta e um anos como cristão e vinte e cinco como
líder na igreja, está a conclusão de que a oração libera o poder de Deus para
fazer tudo o que importa tornar-se realidade.

Eu não estou sugerindo que você pare de trabalhar e assuma uma vida monástica
de reclusão e oração. Quando eu era mais jovem, eu era crítico de tal estilo de
vida, mas hoje eu creio que o estilo de vida de
sacrifício de um monge dedicado a oração A oração libera o poder de Deus para
sincera está fazendo mais diferença do que nós fazer tudo o que importa tornar-se
realidade.
compreendemos. Contudo, muitos de nós
somos chamados a servir de forma a interagir
com as pessoas na linha de frente através da liderança. A mensagem deste artigo
é que líderes e igrejas que são fracos na oração são fracos em poder. Eles são
fracos na efetividade e correm o risco de tudo ser feito não no espírito, mas na
carne.

Nesta série de três partes, eu estou chamando a atenção para o essencial de


todas as igrejas locais. Quer você tenha 60 ou 6.000 membros, o essencial
permanece o mesmo. Eles são liderança, oração e evangelismo. Não importa
quão relevante você se torna, você não pode separar-se desse trio essencial. Se
o fizer, estará em direção a problemas.

O primeiro artigo começou com liderança. Deus precisa de alguém através de


quem Ele trabalhe. Nós temos a missão que Ele nos deu, mas todos nós temos
uma escolha. Podemos nos engajar na missão, equipados com nossos talentos e
dons, ou podemos fazer isto baseados no tempo que gastamos de joelhos
pedindo a direção, o poder e as bênçãos de Deus. Então, deixe-me falar
pessoalmente, como alguém que se preocupa autenticamente com as igrejas
locais e seus líderes: quanto tempo você tem investido em oração? Esta simples
questão revela muito.

Alguns podem ser tentados a dizer que perguntar quanto você ora pode tender ao
legalismo. Poderia, se quantidades específicas de tempo fossem impostas e você
visse a quantidade de oração equacionar-se com seu nível de espiritualidade. Eu
estou dando o benefício da dúvida e presumindo que como um líder, você já
superou isto e você deseja orar. Mas como muitos líderes na igreja, você
encontra a correria da sua vida clamando tempo para oração. Eu exorto você a
encontrar tempo para orar. Deixe tudo o mais esperar, cave um tempo e faça isto
acontecer.

O propósito deste artigo vai além de você


como líder, orando para lidar com a questão
Eu exorto você a encontrar tempo para
orar. Deixe tudo o mais esperar, cave
de saber se a sua é ou não uma igreja de
um tempo e faça isto acontecer.
oração. Eu comecei com você como um
líder porque tudo começa com o líder. Eu
tenho descoberto a dar consultoria para muitas igrejas que, quase sempre, se o
líder é focado na oração, a igreja também é.

Eu sou abençoado por servir em uma igreja de oração. O pastor sênior, Kevin
Myers, montou o palco bem antes que eu chegasse. Ele e intercessores-chave
como Dave Bearchell e Tina Kirschner juntamente com a ajuda de outros,
gastaram os joelhos de suas calças pelo trabalho de Deus em nossa igreja. Além
destes intercessores-chave, centenas de pessoas oram fielmente pelo trabalho da
igreja.

Perguntas sobre o Essencial na Oração:


• Os pastores e voluntários-chave são homens e mulheres dedicados à oração?
• A presença e o poder de Deus são claros e evidentes dentro do ministério da
igreja?
• É fácil testemunhar sobre coisas recentes e atuais que têm acontecido que só
poderiam acontecer através do poder de Deus?
• A congregação rapidamente reconhece e dá crédito ao poder de Deus
trabalhando em seu meio?
• As reuniões de oração são focadas em oração ou são meramente conversas
entre cristãos que se reúnem para orar?
• Há um número de oportunidade para a congregação se engajar em oração?
• Há um espírito de fé e antecipação de que Deus irá mover-se e responder as
orações em sua congregação?
• Os líderes enfatizam consistentemente a oração como a única resposta real
para conseguir qualquer coisa de real valor?
• A congregação demonstra confiança em Deus para o ministério da igreja?
• Há uma sensação clara de que os líderes ouvem a Deus e o obedecem?
• Há uma sensação clara de que o povo ouve a Deus e o obedece?
• Quanto tempo demora para que uma pessoa nova na sua igreja perceber que
vocês são uma igreja de oração?
• Como um líder, quando você está sobrecarregado, você trabalha mais ou ora
mais?
• Quais são os métodos que sua igreja usa para ensinar as pessoas a orarem?
• Quais são as oportunidades que sua igreja oferece para ajudar as pessoas a
praticarem a oração?

Os seguintes pensamentos dirigidos a princípios não são naturalmente


compreensíveis, mas se você os considerar consistentemente e por um longo
período, sua igreja notará os resultados.
1. Comece sendo um líder de oração
Esta manhã eu li os capítulos 13 e 14 de João. Eu sempre fico maravilhado
com João 14:13.
Disse-lhe Jesus: 9Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens
conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
10
Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu
vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim,
faz as suas obras. 11Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede ao
menos por causa das mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo
que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras
maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. 13E tudo quanto pedirdes em
meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se me
pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. (Jo. 14:9-14)

Às vezes eu me sinto pronto a inserir meu nome no versículo 9. Dan, há


tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido?...” e então o
versículo 13. “E tudo o que pedires em meu nome, isso farei...” O Deus do
universo prometeu-me que, o que quer que eu peça, de acordo com Seu
plano e propósito, Ele o fará, para que eu possa honrá-lo! Se isto não é uma
motivação para orar, eu não sei o que é.

Deus quer que nós nos engajemos com Ele num ministério em parceria. Ele
nos dará poder se nós pedirmos. Qual é sua prática de oração? É hora de
passarmos para o próximo nível?

2. Construa oração no tecido da igreja


Nós todos compreendemos o que significa ter alguma coisa entrelaçada
profundamente no cerne do tecido de uma igreja. Desde o louvor ao
ministério das crianças, há algumas coisas que nunca escapam de imediato
da nossa atenção. Do mesmo modo, há atitudes e normas culturais dentro
de qualquer igreja local, tais como uma atitude generosa ou uma cultura
casual. A que a oração se compara? Ela está no centro da igreja, à margem,
ou até pior, numa espécie de peça símbolo de ministério, como uma oração
de cinco segundos feita antes de uma refeição?

Na sua igreja quando as pessoas dizem: “Eu vou orar por você”, elas o
fazem? As pessoas estão convencidas de que a oração é a única maneira
real de fazer acontecer coisas de valor eterno?

É importante ensinar sobre o tópico da oração sempre que possível. Você


não precisa pregar séries repetidas de sermões sobre o tema da oração.
Uma série sobre a oração por ano está OK. Você pode pregar sobre oração
52 vezes por ano através de uma idéia
bem bolada de 30 segundos dentro de A que a oração se compara? Ela está no
uma mensagem sobre qualquer tópico. centro da igreja, à margem, ou até
pior, numa espécie de peça símbolo de
Por favor, não fique preso ao meu ministério, como uma oração de cinco
conselho de 52 vezes. Meu desejo é segundos feita antes de uma refeição?
que você veja que é fácil inspirar,
ensinar, guiar e encorajar continuamente sua congregação a orar, através
de estórias e exortações durante o ano todo. O ensino sobre oração não está
limitado ao púlpito. Ele pode ser feito dentro de grupos pequenos,
seminários especiais e muitas outras possibilidades criativas.

Tão importante quanto ensinar sobre oração, se não mais, é prover


ambientes onde as pessoas realmente orem. Não apenas sentar em um
círculo, compartilhar pedidos de oração por 50 minutos e então orar por 10
minutos, mas realmente orar. Na igreja de Crossroads, nós providenciamos
um número de ambientes únicos a partir de Sábado à noite às 21h15min
onde um grupo se reúne por uma hora ou mais em favor dos cultos do dia
seguinte, para links de oração (times de intercessores) por cada membro da
equipe e cada ministério da igreja.
Tão importante quanto ensinar sobre Pequenos grupos comprometem-se a
oração, se não mais, é prover ambientes
onde as pessoas realmente orem. orar, os presbíteros separam um
tempo significativo para oração, e os
ministérios com estudantes abrem as portas uma hora antes deles se
reunirem para que dúzias de adolescentes venham orar antes de se
encontrarem. Meu objetivo não é listar todos, mas mostrar a você que eles
não são complicados. É tudo uma questão de fazê-lo.

3. Preste atenção no que Deus está fazendo e dê a Ele o crédito


O que Deus quer fazer na sua igreja? O que Ele deseja realizar? É bom fazer
planos e desenvolver estratégias, mas se eles são feitos por homens, seu
impacto é grandemente diluído. Qual é a benção de Deus? Onde Ele está
inspirando você a fazer a sua próxima ação ministerial?

Em Agosto de 2003, Deus tocou os presbíteros da Crossroads para levar os


ministérios de compaixão a um nível bem mais alto. A mensagem era clara
até em relação a uma quantia específica de dinheiro. Nós honramos a
liderança de Deus e temos doado aos necessitados da nossa comunidade e a
benção de Deus sobre nós é clara. Eu não acho que nós teríamos colocado
aquele dinheiro ou aquele ministério em nosso orçamento, mas Deus disse-
nos para fazê-lo e então nós fizemos.

E sempre, dê a glória a Deus. Nunca tome a glória para você. A pior coisa
que nós poderíamos fazer na Crossroads seria dizer sobre nossas expressões
de compaixão: “Olhe para nós, nós não somos bons?” Não, nós não somos.
Deus é. Nós somos simplesmente administradores do Seu plano e gratos
receptáculos das Suas bênçãos.

Fique atento para o terceiro Essencial: Evangelismo!

Bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Abril de 2004. Para encontrar este e
outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.11 – outubro/2007

Dan Reiland

Caro líder ministerial,

Qual é o atual papel do evangelismo na sua igreja?

Neste número eu farei algumas perguntas práticas para ajudá-lo a responder a


esta questão. Também compartilharei alguns pensamentos sobre como ajudar
sua igreja a construir um ministério de evangelismo forte.

Desejo de bênçãos,
Dan

O Evangelismo Essencial
Evangelismo é o mais difícil dos três essenciais. Orar é um trabalho duro e o
desenvolvimento de liderança é um trabalho sem fim, mas há alguma coisa sobre
a linha de frente do evangelismo que o torna o primeiro dos três elementos a
escorregar em muitas igrejas.

Tanto a oração quanto o desenvolvimento de liderança podem ser, e geralmente


são feitos de forma segura, entre Cristãos. Evangelismo, ao contrário, pela sua
própria natureza, tem que ser feito fora da segurança da igreja. É no evangelismo
que temos que nos envolver com pessoas que não conhecemos. O evangelismo
requer que sejamos pertinentes e fora de nossa zona de conforto. Evangelismo
requer riscos e requer uma motivação não egoísta.

Nós, certamente, enfrentamos o inimigo (forças e poderes espirituais – Ef. 6:12)


na oração, mas, sejamos honestos, a maioria das nossas sessões intensas de
oração são entre Cristãos. Nós raramente nos encontramos cercados por
inimigos, orando a prece de Jesus: “Pai,
O evangelismo requer que sejamos
perdoa-os...”
pertinentes e fora de nossa zona de
conforto. Evangelismo requer riscos e
O desenvolvimento de liderança fará com requer uma motivação não egoísta.
que mesmo o mais resistente entre os líderes
veteranos fique desgastado, mas novamente estaremos entre pessoas que
conhecemos e amamos. Bem, pessoas que amamos a maior parte do tempo!

E então há o evangelismo. Este é o essencial que é preenchido com


desconhecidos e não podemos controlar as conseqüências mesmo que tentemos.
Nós somos meros agentes da missão de Deus e o menor entre três componentes.
O primeiro componente é o poder do Espírito Santo (Deus atraindo pessoas para
Si mesmo); o segundo componente é a resposta dos não-crentes; e o terceiro
componente é a nossa participação ao investir e convidar. Veja o artigo “Invista,
Convide e Inclua”1 (...)
Nós somos meros agentes da
missão de Deus e o menor entre
três componentes.
Evangelismo é mais complicado agora do que
nunca. A boa nova é que as pessoas estão
espiritualmente famintas. A complicação é que, mesmo quando somos
transparentes como cristal sobre a verdade de Jesus Cristo, a influência

1
Texto publicado em Março de 2003, ainda não traduzido para o Liderança Ministerial
significativa de outras correntes de pensamentos espirituais como Ioga, Budismo,
Nova Era ou Panteísmo deixa as pessoas confusas. Quando as pessoas dizem sim
a Cristo, elas geralmente não sabem realmente para o que elas estão dizendo
sim. Elas têm misturado toda a informação em uma verdade nova do Evangelho
Americano. Nós precisamos, então, investir muito tempo num processo de
discipulado para ajudar cristãos novos na fé a separar a verdade Bíblica do
evangelho Americanizado do tipo “faça-você-
Quando as pessoas dizem sim a mesmo”.
Cristo, elas geralmente não sabem
realmente para o que elas estão
dizendo sim. Então, quanto você está querendo lutar por
isto? Quanta energia você está disposto a
investir? Quão intensamente você se dispõe a trabalhar para ver o evangelismo
florescer na sua igreja?

Na Crossroads nós escolhemos trabalhar com diligência disciplinada. Para nós,


isto significa que o evangelismo não pode ser relegado a grandes eventos onde
nós contamos cada mão que se levanta por qualquer razão. Nós estamos
comprometidos com o processo diário de nos conectarmos com pessoas, uma de
cada vez, para ter certeza de que elas sabem no que elas crêem e são escolhidas
para viver o que elas crêem.

Uma maneira que nós trabalhamos nisto é através de uma ênfase renovada,
apaixonada do testemunho de conversão escrito, feito pelas pessoas se preparam
para o batismo. Ocasionalmente nós temos sido surpreendidos por aqueles que
disseram “sim” para Jesus, quando lemos seus testemunhos de batismo, porque
alguns testemunhos não refletem a clareza, a verdade e o poder do Evangelho.
Então nós trabalhamos com cada pessoa, não para dizer a elas o que escrever,
mas para que elas compreendam a verdade da salvação e no que elas realmente
crêem. Isto toma tempo, esforço e energia. Os números são menores, mas os
resultados a longo prazo valem à pena. Por favor, não entenda mal. Nós não
estamos adotando uma posição legalista nem ocupando o papel do Espírito Santo.
Nós cremos que as pessoas são salvas pela graça e só pela graça.
8
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de
Deus; 9não de obras, para que ninguém se glorie. 10Pois somos feitura dele,
criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou
para que andássemos nelas. Ef. 2:8-10

Nós queremos estar certos de que eles realmente entendem para o que eles
disseram “sim” e escolham seguir a Cristo de verdade. Nós entendemos que a
etapa seguinte é um processo para a vida toda, mas, como no lançamento de um
foguete, a trajetória crítica é estabelecida no início do vôo, não no final.
Correções no meio do caminho só são possíveis se o foguete estiver no caminho
certo desde o início.

E então, como vai a sua igreja neste ponto essencial crítico do evangelismo?

As questões seguintes vão ajudá-lo a avaliar


Como no lançamento de um foguete,
onde você está e ter discernimento em áreas a trajetória crítica é estabelecida no
que precisam de melhoria. Conforme você lê início do vôo, não no final.
as perguntas, não responda simplesmente
“sim” ou “não”, mas empenhe-se num pensamento cuidadoso e num diálogo
honesto. Você e sua igreja ficarão melhores por isto.
• Os seus principais líderes enfatizam continuamente a missão de evangelismo
de Cristo encontrada em Mateus 28:18-202 do púlpito da sua igreja?
• Os seus líderes-chave enfatizam continuamente esta missão de Cristo de uma
forma pessoal em reuniões e nos contatos um-a-um?
• Os seus principais líderes participam do evangelismo em um nível pessoal?
• Você pessoalmente participa investindo em pessoas que estão longe de Deus,
convidando-os para ir à igreja?
• Você vê um número de visitantes pela 1a. vez na sua igreja todos os
domingos?
• Sua igreja aceita abertamente pessoas novas que são diferentes da maioria
das pessoas habituais?
• Os batismos são conduzidos regularmente como parte do ministério da sua
igreja?
• Há algum treinamento específico para cristãos recém-convertidos?
• Você pessoalmente já fez este treinamento para novos cristãos e achou que
ele é relevante e de alta qualidade?
• Com que freqüência o Evangelho é apresentado na sua igreja?
• Você é desejoso ou hesitante de trazer um visitante que não freqüente igreja
alguma para a sua igreja?
• Você sente uma verdadeira responsabilidade pelos não-cristãos em sua igreja
que resulte em ação?
• Sua igreja investe generosamente em esforços globais de evangelismo?
• Sua igreja alcança os pobres e necessitados em sua comunidade?
• Há algum tipo de treinamento de evangelismo na sua igreja?
• Você considera sua igreja comprometida com o evangelismo?
• Você considera sua igreja efetiva no evangelismo?
• Você pessoalmente pode nomear pelo menos um novo crente em sua igreja?

Pensamentos e princípios que ajudam a fortalecer o ministério de evangelismo na


sua igreja:

1. Não tente ganhar tudo de uma vez.


Evangelismo é uma maratona, não uma curta corrida de velocidade. Ficar
todo cheio a respeito do evangelismo por algumas semanas não vai
fortalecer os esforços de estender-se além de sua igreja. Eu adoro o filme
“Tudo sobre Bob” estrelado por Bill Murray e Richard Dreyfuss. Você já o
assistiu? O neurótico, mas adorável paciente (Murray) deixa o rigoroso
terapeuta louco. O terapeuta recomenda o método de seu último livro
“Passos de um Bebê.” É um filme bobo, mas não é má idéia. Eu recomendo
a técnica de “Passos de um Bebê” para cumprir um componente de cada vez
e fortalecer sua estratégia de evangelismo total. Faça uma pequena lista de
coisas que precisam ser melhoradas e vá atrás delas, uma de cada vez, a
fim de construir lentamente o coração de evangelismo na sua igreja.

2. Enfatize o coração não o programa.


Métodos e processos são necessários e importantes, mas eles não irão, por
si mesmos, sustentar uma
responsabilidade de alcançar os Métodos e processos são necessários e
importantes, mas eles não irão, por si mesmos,
perdidos. O coração sustém o sustentar uma responsabilidade de alcançar os
esforço. Quando uma criança perdidos. O coração sustém o esforço.
está doente, um pai nunca perde
a paixão. Aquele pai faz qualquer coisa que for preciso para que a criança
fique bem. O motivo que carrega a paixão é o amor. É o nosso amor pelos

2 18
Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.
19
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo; 20ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou
convosco todos os dias até à consumação do século.
perdidos que faz os programas e os processos funcionarem. É o amor que
nos mantém engajados e investindo em relacionamentos significativos com
as pessoas que estão longe de Deus.

3. Lembre-se que os dois primeiros essenciais dirigem o terceiro.


Liderança e oração são os condutores do evangelismo. Os líderes elaboram a
visão e dirigem o caminho e a oração é o poder que faz tudo isto acontecer.
Se você tentar sustentar o evangelismo sentido no coração sem esses dois
essenciais, você vacilará e cairá continuamente. (Veja as partes 1 e 2 desta
série).

4. Sua igreja não se voltará naturalmente para o evangelismo.


Você precisa lutar pelo evangelismo. Quanto mais tempo uma igreja existe e
quanto mais velha se torna, mais ela começa a voltar-se para dentro. Nós
sempre discutimos este assunto na Crossroads usando a pergunta: “Estamos
alimentando a máquina ou estamos alimentando a missão?”
Quanto mais tempo uma igreja existe e
Sua igreja pode precisar limpar a casa quanto mais velha se torna, mais ela
a fim de orientar seus esforços e começa a voltar-se para dentro.
energias para se tornar mais
evangelizadora. Ser uma igreja que alcança não-cristãos em geral é ser uma
igreja que faz menos, mas com mais profundidade e poder. Igrejas ocupadas
geralmente lutam para manter suas prioridades corretas. Então, como vão
vocês? Quais os passos (de bebê) que vocês precisam dar?

Liderança, oração e evangelismo estão no centro do que somos chamados a


fazer. Minha prece é que você lute para manter estas prioridades na vanguarda
do ministério da sua igreja.

Bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Maio de 2004. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.12 – outubro/2007

Dan Reiland

Caro líder ministerial,

Nesta edição de Liderança Ministerial, eu quero tratar de um tópico com o qual


todos os líderes se deparam uma vez ou outra – maturidade na liderança.

Desejo de bênçãos,

Dan

Eu estava na fila às 5h45min no dia da eleição para votar pelo presidente que eu
escolhera. A escuridão e o orvalho da manhã trouxeram-me um tempo
interessante para refletir sobre a extensão e impacto daquele dia. Nossa nação
estava no processo de fazer o que é, sem dúvidas, a mais importante decisão de
liderança que ela pode tomar. Ao final do dia (ou algo parecido com isto)
saberíamos quem iria liderar nosso País pelos próximos quatro anos.

Quando você estiver lendo este artigo, a decisão já terá feito tomada. Nossa
nação terá começado a se ajustar à liderança pós-eleição, e muito da tensão terá
sido esquecida. Quando falta a tensão, subsiste a paixão.

Relembre como você se sentiu nas semanas logo antes da eleição. É


impressionante quanta imaturidade pode fazer parte do grande privilegio que
nosso País tem de escolher seu líder. Adesivos enormes, comediantes de plantão,
revistas influentes e até mesmo os próprios candidatos apresentaram um grande
show. Uma parte foi realmente uma boa diversão, mas algumas vezes os ânimos
subiram e ultrapassaram os limites. Eu não duvido que eu tenha dito algumas
coisas tolas baseadas na ignorância e na imaturidade ao invés dos fatos – poucos
de nós são perfeitos num debate tão caloroso.

Esta foi provavelmente a campanha mais sórdida e cheia de acusações injuriosas


da memória recente. Dentro de uma palavra tão emocionalmente carregada
quanto “maturidade” estão contidos conceitos como disciplina, integridade, e
responsabilidade. A maturidade parecia como se estivesse temporariamente em
risco, enquanto os candidatos estavam tentando fazer e dizer qualquer coisa que
os fizessem ser eleitos.
Dentro de uma palavra tão emocional-
mente carregada quanto “maturidade”
Maturidade é uma coisa de que o nosso País
estão contidos conceitos como disci-
precisa agora, porque metade do povo está
plina, integridade, e responsabilidade.
sendo chamado a seguir um líder para o
qual eles não votaram1. Nosso presidente também tem de ser excepcionalmente
maduro para compreender e liderar com esta verdade em mente.

O propósito desta peça não é censurar a liderança nacional. Ao contrário, eu


gostaria de trazer a idéia de maturidade em liderança para casa, onde você e eu,
como líderes ministeriais, vivemos nosso dia-a-dia. Nós sempre falamos sobre
coisas tais como motivo, considerando porque fazemos o que fazemos e para
quem é tudo, de alguma forma – nós mesmos ou as pessoas a quem nós
servimos. Ainda, a maturidade importa. As mesmas questões que nossos líderes
1
Nota do tradutor: Esta comparação faz sentido se compreendermos que quase 50% dos eleitores
não votaram no candidato vencedor.
nacionais estão enfrentando são boas para nós, também.

No mundo da igreja, há muitas comparações/contrastes que nós podemos usar


para ilustrar a maturidade. Hoje, vou focalizar em três. Portanto, abaixe as suas
defesas e continue lendo. Um olhar honesto sobre a nossa própria liderança será
um imenso benefício para você e as pessoas a quem você serve.

Obscuridade sobre Notoriedade


Ninguém gosta de ficar no fim da fila - especialmente uma fila de 5 horas num dia
de eleição. É preciso uma boa quantidade de maturidade para ficar no fim da fila
durante horas e ver outros caminhando para encontrar um amigo que estava
guardando um lugar para eles... bem na sua frente! (Você sabe que é um
problema de maturidade quando você não se importa se a pessoa fura a fila atrás
de você!).

Alguma coisa lá dentro me faz – quero dizer, as pessoas – querer se posicionar e


dizer “Hey, eu fiquei parado aqui, eu sou importante, eu tenho coisas para fazer.
Vá para o fim da fila.” É preciso alguma maturidade para optar por um momento
de obscuridade, por querer deixar outros
que são conhecidos, ou que “conhecem Parece vir de um ponto natural dentro
alguém” passarem na sua frente. de todos nós querer sobressair e ser
importante – ser reconhecido como
alguém de valor.
Não é incomum para os líderes lutarem com
um desejo por notoriedade. Parece vir de
um ponto natural dentro de todos nós querer sobressair e ser importante – ser
reconhecido como alguém de valor. Afinal, quem deseja ser um ninguém? Quem
quer ficar na parte mais baixa do organograma organizacional e ter o menor
cubículo onde o aparelho de ar condicionado dá direto no seu pescoço o dia todo?
Quem deseja fazer todo o trabalho enquanto outra pessoa ganha todo o crédito?

Como pastores, nós participamos de conferências e nos apresentamos a pessoas


que em poucos minutos nos perguntam: “Qual o tamanho da sua igreja?” Há um
tipo de posicionamento interno que toma lugar, de acordo com o tamanho da sua
congregação. Se a sua igreja é suficientemente grande, então talvez algum dia
você possa ir para o púlpito e ter a palavra. Eu já tive este privilégio muitas vezes
e posso admitir que a notoriedade nos faz sentir bem melhor que a obscuridade.
Mas é perigoso se você a procura, e o ministério com muita freqüência nos chama
para longe dela. As boas novas são que Deus está pronto a abençoar aqueles que
estão desejando liderar sem estar em evidência.

Não importa quão grande sua igreja é – o modo como você se sente sobre isso é
um assunto do coração. Você pode estar em uma igreja muito pequena e ainda
assim necessitar atenção. Em contraste, eu tenho muitos amigos que lideram
igrejas muito grandes e não poderiam se importar menos com a notoriedade que
recebem.

E você? Como está o seu coração nestes assuntos? Você está contente em servir
sendo bem-conhecido ou não? Você se sente privilegiado em liderar independente
de quão celebrado você é em sua igreja?

Obscuridade versus notoriedade é uma batalha interna diária, difícil. Cada dia nós
precisamos decidir que não é a nosso respeito, mas sim sobre as pessoas a quem
Obscuridade versus notoriedade é servimos. E a cada dia que nós fazemos a
uma batalha interna diária, difícil. escolha madura, há uma recompensa de paz em
nossos corações – nós somos liberados para
liderar do modo que Cristo teria nos liderado.
Serviço sobre Recompensa
Como um jovem pastor recém saído do seminário, eu estava em meu primeiro
trabalho de tempo integral havia duas semanas quando comecei a pensar: “Como
é que eu sou o único cara por aqui que não tem um assistente administrativo?”
Eu espero que eu esteja mais maduro agora do que há 20 anos. Naquela época
eu estava mais focalizado nas recompensas do que no serviço. Eu preocupava-me
mais sobre o que eu precisava para conseguir que meu trabalho fosse feito do
que em buscar modos de como eu poderia servir.

Como um pastor executivo, eu agora contrato pastores e outros líderes. De fato,


eu tenho entrevistado centenas de pastores ao longo dos anos. Em poucos
minutos eu posso dizer se um candidato está interessado em dar ou em receber.
Você ficaria impressionado, mas uma porcentagem grande de pessoas, a ponto
de chocar, revela-se cedo no processo ao se concentrar em questões como
“Quantas férias eu vou ter?”, “Quando as minhas férias começam?” (Esta eu
adoro. Eu penso comigo mesmo: “Você nem começou e já quer ter um
descanso?”). “Quais são os meus benefícios?”, “Quanto das minhas despesas
médicas vocês cobrem?”, “Que outros reembolsos eu recebo?”

Em contrapartida, eu me lembro de uma das minhas mais queridas entrevistas.


Seu nome era Fred Brewer e ele nunca perguntava sobre nada que ele iria
receber. Toda pergunta era sobre como ele poderia servir, como ele poderia
ajudar e como ele (através de Cristo) poderia
Em poucos minutos eu posso dizer fazer uma diferença na equipe. Que delícia!
se um candidato está interessado Falando nisso, eu contratei o Fred e ele serviu
em dar ou em receber.
bem por muitos anos.

Como está o seu coração quando se trata de serviço e recompensa? Deixe-me


encorajá-lo dizendo que se o seu foco está em fazer seu trabalho e fazê-lo bem
feito, no devido tempo você será recompensado. Aqueles que dão uma
contribuição extra porque são comprometidos, apaixonados e cheios de um
espírito servil, chegarão à frente na corrida de longa distância.

Submissão sobre Poder


Como um líder espiritual, você sabe a verdade mostrada no capítulo 3 do livro de
Gênesis de que nós somos mais inclinados para a rebelião. Nós somos propensos
a fazer coisas ao nosso modo, mesmo quando já nos disseram, para o nosso
próprio bem, para que fizéssemos as coisas de um modo diferente. Da mesma
forma que ninguém gosta de ficar no fim da fila, ninguém gosta que lhe digam o
que deve fazer. Contudo, nós todos deveríamos fazê-lo. Nós todos devemos
escolher nos submeter, ou nossa vida será um caos e nós perderemos a paz
interior.

Eu tenho dois filhos adolescentes maravilhosos. Eles estão no calor do


aprendizado de gerenciar a tensão entre submissão e poder. Por desígnio divino,
este é o tempo deles começarem a se afirmar na preparação para os papéis e
responsabilidades que vem com a idade adulta.

Maturidade é o centro da aprendizagem e do processo de crescimento que meus


filhos estão atravessando e eles estão indo muito bem até agora. (Eu posso não
fazê-lo, mas eles estão fazendo isto muito bem!) Eles estão se tornando jovens
adultos maduros. Com isto em mente, eu quero que você pense em um adulto
que você conhece que não expressa maturidade. Agora, pense em um líder que
não demonstra maturidade. Eu posso garantir a você que ambos, tais como
adolescentes, estão tendo problemas com submissão.
Deus nos mostrou o poder neste princípio em Filipenses capítulo 2: “Tende em
vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele,
subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;
antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em
semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se
humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” Fp.2:5-8

E talvez não haja explicação mais clara do que a história de Jesus no Jardim do
Getsemani, e Ele lhes disse: "Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e,
levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e
a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à
morte; ficai aqui e vigiai comigo.
Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu
Pai, se possível, passe de mim esta cálice! “Todavia, não seja como eu quero, e
sim como tu queres.” Mt. 26:36-39

Jesus foi o modelo de submissão para nós. Ele não disse que era fácil e foi
honesto sobre como Ele se sentia, mas no fim Ele submeteu-se à vontade do Pai.

Como está o seu coração com relação à maturidade? Você tem dificuldade em se
submeter às pessoas-chave ou figuras de autoridade? Talvez seja ao seu cônjuge,
ou um presbítero na igreja, ou ao seu chefe. Você percebe pequenas coisas na
sua vida que revelam a verdade sobre preferir poder à submissão? Coragem,
você não está sozinho – mas você precisa lutar para seguir o exemplo de Jesus.
Todo grande líder precisa ser primeiro um
Jesus foi o modelo de submissão para nós. bom seguidor.
Ele não disse que era fácil e foi honesto
sobre como Ele se sentia, mas no fim Ele
submeteu-se à vontade do Pai. Você deve ter percebido que todos os três
exemplos são realmente sobre o coração
mais do que qualquer outra coisa. Todos eles são sobre maturidade. Como um
líder, eu devo testar-me, honestamente, de maneira regular. Como qualquer um,
eu tenho uma propensão para ir para a direção errada.

Minha carne prefere notoriedade, recompensas e poder. O Espírito de Deus em


mim busca obscuridade, serviço e submissão. Ao final do dia, eu sei a escolha
certa. Depende de mim, fazer aquela escolha e então vivê-la. Da mesma
maneira, a escolha é sua.

Bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Novembro de 2004. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.13 – novembro/2007

Dan Reiland

Caro líder ministerial,

Neste verão, durante as férias, eu aprendi o skin boarding 1 e, através de vários


penosos momentos de aprendizagem eu fui lembrado de alguns princípios de
liderança que são, com freqüência, deixados de lado. Então, sente-se e sorria ou
até gargalhe um pouco, enquanto eu conto a você minhas lições de skin boarding
aplicados à liderança.

Desejo de bênçãos,

Dan

Durante as férias com minha família no feriado de 4 de Julho, na cidade de


Panamá City Beach na Flórida, eu tornei-me fascinado por skin boarding. Claro,
quando o papai resolve fazer algo deste tipo, a família toda o acompanha. Então
eu comprei pranchas para os meus filhos no Wal-Mart, e nós começamos a
aprender por nós mesmos.

As crianças insistiram para que eu fosse primeiro. Grande erro. Pessoas da minha
idade devem comprar as pranchas para seus filhos não usá-las. Eu olhei para
outros (jovens) praticantes e pensei – “isto é fácil”. Grande erro número dois. Eu
corri tão rápido quanto pude, joguei a prancha no chão e pulei. A próxima coisa
que eu percebi foi a incrível dor que atacava minha coxa e subindo ao meu
cérebro dizendo, nem pense em fazer isto novamente. Eu ouvi isto? Não. Grande
erro número três. Cinco vezes mais eu corri, joguei a prancha e pulei. Cinco
vezes mais eu aterrizei do mesmo jeito, agora roxo e verde. Mas, eu estou aqui
para dizer para você, I me mantive em pé, forcei um riso, e era um herói, porque
eu fui primeiro!

Como qualquer outro estudante de liderança (ou skin-boarding) eu decidi que


precisava aprender mais para fazer melhor; então voltei para a segurança da
minha cadeira de praia, debaixo do meu guarda-sol, e comecei, cuidadosamente,
a observar como isto era feito.
Os líderes se dão conta de que a
permissão para cometerem erros não é
Para minha surpresa, os bons praticantes uma desculpa para um trabalho
de skin-boarding, caíram também. Eles descuidado, mas sim a forma como os
caiam uma vez e outra vez e de forma líderes aprendem.
“feia”. A diferença é que eles levantavam
rápido e pareciam gostar daquilo. Eu os observei fazendo as manobras por um
longo período. Eles caíram mais vezes do que se mantiveram em pé. Mas, eles
sempre voltavam e faziam de novo. Este foi o primeiro princípio que me lembrou
sobre uma boa liderança.

1
Skin Boarding é o esporte praticado com prancha na praia, onde o atleta usa a fina camada de água
deixada pela onda do mar para esquiar.
Líderes falham e cometem erros, mas eles retornam e tentam
novamente.
Existe uma estranha catarse que acontece quando um grupo de veteranos líderes
de sucesso conta histórias sobre os erros que cometeram. Quando estas histórias
são contadas para jovens líderes emergentes, um tipo de permissão – dada de
graça acontece. Os líderes se dão conta de que a permissão para cometerem
erros não é uma desculpa para um trabalho descuidado, mas sim a forma como
os líderes aprendem. De fato, é como bons líderes transformam-se em grandes
líderes. Existem algumas coisas, sutilezas que você não pode aprender apenas
lendo livros sobre liderança. Você precisa sair, fora da sala de aula ou centro de
convenções e entrar nas trincheiras para tornar-se um bom líder. E, no momento
em que você se posiciona na linha de frente da liderança, você comete erros.

O ponto importante para compreender é que, quando você comete erros ou falha
de alguma forma, não é o fim da história. Ao contrário, você se recupera, limpa a
poeira dos seus joelhos e volta ao jogo. Todo o tempo, fazendo a pergunta, o que
eu aprendi? E como eu poderei liderar melhor?

De volta à praia, corpo esfolado e levemente embaraçado por meus seis “tombos
e arranhões” eu decidi perguntar a um praticante de skin boarding, que sabia o
que ele estava fazendo, algumas dicas. Eu caminhei em direção a jovem
bronzeado de 18-20 anos de idade. Meus filhos viraram-se e olharam
preocupados em quão tranqüilo o praticante
Quando você comete erros ou falha de de skin boarding iria responder a este
alguma forma, não é o fim da história. homem branco-pálido de meia-idade, que
Ao contrário, você se recupera, limpa a não tinha a cintura de um jovem atleta.
poeira dos seus joelhos e volta ao jogo.

O rapaz respondeu de forma cordial. Eu


disse a ele que eu era novato fazendo skin boarding e ele disse: “Eu sei”. Eu
perguntei o que eu poderia fazer para progredir e evitar me matar. Ele disse:
“Tio, a primeira coisa é que você precisa encerar a sua prancha.” Encerar!
Ninguém vai dizer para mim sobre encerar!!! Ele continuou explicando que eu
poderia continuar escorregando e caindo até que pegasse alguma prancha
encerada. Encerada. OK, bom e o que mais? Ele disse: “Tio, você está tentando
posicionando seus pés de maneira ridícula. Pés posicionados de maneira ridícula.
O que é isto? Ele explicou-me a importância de colocar meu primeiro pé a tocar a
prancha na parte traseira dela para melhorar o controle. OK, encerar e primeiro
pé na traseira. E funcionou! Isto me deu o segundo princípio.

Líderes aprendem de outros como evitar cometerem erros


desnecessários
Felizmente, nós não precisamos cometer todos os nossos próprios erros. Eu tenho
sido estudante de liderança por bons 20 anos. E penso que tenho cometido
muitos erros. Mas evitei inúmeros por aprender com outros.

Nós aprendemos de líderes que respeitamos. John Maxwell é o meu mentor em


liderança. Ele treina-me muito bem. Sim, eu sou um felizardo por ter um mentor
deste nível, mas eu também sou um bom estudante. Muito cedo John disse-me
para preparar-me através de bom raciocínio
através de perguntas. É uma coisa muito Em outras palavras, aprendizagem
requer preparação. Não existe atalho.
boa estar por perto de bons líderes, é outra
intencionalmente aprender com eles. Eu
não pergunto qualquer questão genérica ou sem propósito. Eu pergunto coisas
específicas, nas quais eu já investi esforço e energia tentando responder por mim
mesmo. Em outras palavras, aprendizagem requer preparação. Não existe atalho.
Nós aprendemos de líderes que não respeitamos. Existem líderes que eu não
quero seguir. De fato, existem líderes que me motivam a ser o oposto daquilo
que eles são e como eles se comportam!

Não é possível evitar todos os erros. Não é sábio evitar todos os erros. Mas, por
aprender com os outros, você pode evitar os erros desnecessários.

Algas marinhas pareceram-me ser uma coisa indesejável para quem pratica skin
boarding. (Para mim, elas apenas amortecem minha queda). Eles estão
constantemente movendo-se e ajustando para encontrar a água mais limpa para
sua prática. Ninguém gosta de algas. Para alguém surfando no mar é um
distúrbio, mas par quem faz skin boarding, elas impedem o progresso. Outra
observação revelada é que o “tempo” da onda é o grande negócio. Por
experiência própria eu posso atestar que é
Não é possível evitar todos os erros. extremamente difícil esquiar apenas na
Não é sábio evitar todos os erros. Mas,
areia! Você precisa ter a quantidade certa
por aprender com os outros, você pode
evitar os erros desnecessários. de água no momento certo. A maré e o
fluxo das ondas e a correnteza fazem uma
grande diferença. Você precisa estar atento para poder esquiar bem. Aha!
Princípio número 3.

Líderes estudam o terreno e tornam-se mestres em ajustar o tempo


Assim é com a liderança. Nós todos encontramos líderes que parecem ser sem-
noção. Muito freqüentemente são feitas afirmações sobre líderes do tipo: “Ela
parece não saber o que está acontecendo”, ou “Ele está com a cabeça em outro
lugar”. As tendências estão mudando, mas eles não fazem a menor idéia.

Um bom líder não é apenas sensível ao terreno cultural e emocional à sua volta,
mas estuda isto bem. No ano das eleições presidenciais, um dos fatores que
darão vantagem a Kerry ou Bush será aquele parecer estar mais em contato com
a realidade dos Estados Unidos e seus problemas.

Estar em contato com aquilo que está acontecendo é bom, mas não é suficiente
por si mesmo. Um bom líder precisa também saber quando iniciar a ação. Tem
sido dito muitas vezes: “Tempo é tudo”. Ele pode não ser tudo, mas passa perto!
Com o praticante de skin boarding que sabe que poucos segundos para mais ou
para menos faz uma grande diferença, um líder compreende que a decisão certa
na hora errada é um problema.
Um líder compreende que a decisão
Líderes precisam sempre lidar com a tensão certa na hora errada é um problema.
entre mover muito rápido ou muito
devagar. Além de nossas próprias habilidades intuitivas, existem pelo menos três
coisas que ajudam você a adquirir esta competência: obter sabedoria de outros,
orar e experiência.

Eu estava impressionado com a tenacidade e a persistência dos jovens


praticantes de skin boarding. Seria fácil para eu deitar em minha cadeira de praia
sob o guarda-sol e ler um livro. É outra coisa ficar em pé o dia todo esperando
para pegar as ondas e ter o melhor desempenho possível. Especialmente quando
cair é parte do pacote. Nossas férias foram longas o suficiente a ponto de eu ver
alguns destes rapazes melhorarem! Eles deslizavam por longos percursos e a
expressão deles exalava mais e mais alegria. Mas seu progresso nunca aconteceu
sem o seu preço. Eles realmente deram duro em seu esporte.... Princípio número
três.
Líderes podem alcançar sucesso, mas não sem esforço consistente e
trabalho duro.
Não existe este negócio de sopa de graça. Mesmo sendo este um ditado antigo,
ele é, contudo verdadeiro. Vida demanda pagamento. Sem investimento, não há
retorno. Se você quer perder peso, você precisa pagar o preço da dieta e dos
exercícios. Se você quer sucesso como líder, você precisa colocar o esforço antes.

Isto parece simples e talvez simplista. Eu escrevo isto para você porque muitos
líderes não trabalham sério. Mesmo que eu não suporte a idéia de
comportamento workaholic2, eu acredito que sucesso é resultado de trabalhar de
forma inteligente e dura.

Estar à deriva é real na vida de cada líder. É


Trabalhar duro é um duro trabalho!
natural. Apenas máquinas são capazes de
A ironia é que para trabalhar duro
perfeição e, até elas precisam de calibragem
você precisa também descansar e
divertir-se duro. periódica. Líderes são levados à sua zona de
conforto, movidos pela lei do menor esforço e
em direção à apatia. Este processo é imperceptível, vagaroso, mas acontece.
Desviar da rota não é o desejo dos líderes, mas, deixados sem cuidado, acontece.

Líderes dão trombadas e se cansam. Assim o combustível do seu tanque diminui.


Trabalhar duro por longo período de tempo é difícil. Sem esforço intencional, zelo
e compromisso transforma-se em obrigação e auto-preservação. Trabalhar duro é
um duro trabalho! A ironia é que para trabalhar duro você precisa também
descansar e divertir-se duro. Esta é uma das razões que me levaram às minhas
férias na Flórida. Mas eu estou descansado agora, e pronto para, uma vez mais,
trabalhar duro e de forma produtiva.

Já faz algumas semanas desde que debutei na skin-boarding e eu estou andando


melhor agora. Minha esperança é estar caminhando de forma mais inteligente
como líder. E você, como está?

Bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Julho de 2004. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.

2
Workaholic - Diz-se de, ou indivíduo que trabalha compulsivamente, relegando outras atividades
Ano 2 - Vol.14 – novembro/2007

Dan Reiland

Caro líder ministerial,

Jardinagem não é algo que eu particularmente goste, mas o meu irmão adora
cuidar do jardim. Tenho aprendido em conversas com ele que há lições muito
importantes a tirar sobre liderança - mesmo num jardim.

Desejo de bênçãos,

Dan

Meu irmão Lan é o único da família com um polegar verde. Ele e sua esposa
Stacey vivem no sul da Califórnia, e seu quintal é um habitat registrado de vida
selvagem. Quando ele me disse isto pela primeira vez, eu pensei: isso não é
grande coisa. Pode não ser registrada, mas a minha casa é um habitat de vida
selvagem, com adolescentes de todas as formas e tamanhos correndo soltos. É
sério, exige muito esforço para ser registrado. Ele teve que ter certas plantas, em
certos locais para fornecerem alimentos ou proteção muito específicos para
determinadas espécies selvagens. Lan recentemente me disse que quando o
manjericão no seu jardim vai dar sementes, seu quintal se enche de pintassilgos.
Legal.

Da minha parte, se você pode plantá-lo, eu posso matá-lo. No entanto, eu invisto


tempo e energia para ter um bonito quintal. Na verdade, eu sou uma espécie de
jardineiro existencial. Eu contratei um paisagista, por conseguinte, "eu pago,
portanto, eu sou."

Quando conversamos, Lan adora falar de jardinagem e eu adoro falar sobre


liderança. E, acredite ou não, existe uma ligação entre elas. Abaixo estão quatro
percepções que, eu penso, serão úteis para você a partir de um ângulo um pouco
mais criativo.

Você não pode fazer com mecânicas ou sintéticas aquilo que era suposto
ser feito com natural, e obter os mesmos resultados.
Há algo divinamente criativo sobre vida produzindo vida, e há algo
manifestamente sintético sobre aquilo que é feito pelo homem. Eu não sou
remotamente qualificado para utilizar a engenharia genética, até mesmo para
uma mera ilustração. Portanto, vamos manter a coisa menos complicada, como
tomates ou maçãs. Existe uma indiscutível diferença entre o sabor, a textura e a
consistência de um tomate que você cultiva em seu próprio jardim e um que é
cultivado (por engenharia) em uma estufa. A diferença entre os pesticidas, os
super-fertilizantes e a iluminação artificial e
como você cultiva utilizando métodos Liderança sintética pode ser executada
por líderes altamente inteligentes, mas
naturais é inegável. Minha esposa Patti não move pessoas. É mais ciência do
compra maçãs orgânicas. Elas não parecem que arte e é baseada em posição e não
perfeitas, nem brilhantes (sem cera no em influência.
revestimento para chamar a atenção) e elas
geralmente são menores do que as maçãs cultivadas "profissionalmente." Mas
quando você dá uma mordida, elas literalmente surpreendem pelo sabor, e
ganham os amigos do sabor pela surpresa.
A melhor liderança é a natural, não a sintética. Muitos dentre nós pode detectar
um líder que carece de autenticidade a um quilômetro de distância. Para aqueles
que não podem, há ainda um sentimento de que algo está em lugar não está no
lugar certo.

Liderança sintética é dizer as coisas certas para as pessoas certas na hora certa,
mas nunca realmente conecta-se com o coração de qualquer uma delas. Em uma
rápida olhada, ela ainda se parece com uma maçã, mas quando você dá uma
mordida, ela não tem o mesmo gosto.

Liderança sintética ou mecânica baseia-se numa fórmula, e carrega em certo grau


ausência de vida. Pode ser executada por líderes altamente inteligentes, mas não
move pessoas. É mais ciência do que arte e é baseada em posição e não em
influência.

Vamos considerar algo a que todos nós podemos nos referir - a diferença entre
um sermão que traz uma óbvia bênção do favor de Deus e aquele que não a tem.
O sermão mecânico pode ter uma boa homilia, ser bem trabalhado, e fornecer
informações úteis e sólidas. Mas a mudança de vida parece não ter lugar. O
sermão ungido por Deus, também bem trabalhado, decorre do poder e da
presença do Espírito de Deus. A diferença? Um foi projetado exclusivamente pelo
homem, e o outro foi criado pelo Espírito de Deus, que usou uma pessoa, para
escrever e pronunciar as palavras. Um pode ser feito rapidamente a qualquer
momento: uma piada, três pontos e um poema. O outro vem da vida com Deus –
tempo de intimidade com o Pai. Um pode ser feito no sábado à noite. O outro,
simplesmente, não pode ser apressado.

A liderança orgânica é algo verdadeiro. Você tem que ser honesto consigo
mesmo, com Deus, e com aqueles a quem você serve. Liderança orgânica é
também sobre a sua liderança estar conectada
Você pode liderar sem a ajuda de
Deus, mas não o fará bem e nem à videira. João 15:5 ensina “Eu sou a videira,
por muito tempo. vós as varas; quem está em mim, e eu nele,
esse dá muito fruto; porque sem mim nada
podeis fazer.”

Igrejas podem ser construídas na carne, mas igrejas que têm valor de redenção
eterna devem ser construídas pelo poder do Espírito Santo. Isto só acontece
quando estamos conectados à verdadeira fonte. Você pode liderar sem a ajuda de
Deus, mas não o fará bem e nem por muito tempo. Gaste o tempo que precisar
para ouvir de Deus. Lute para ter a margem necessária para permanecer na
videira.

Crescimento vem da poda intencional


Quando eu podo nossos arbustos eu tiro a tesoura e começo a cortar. Meu irmão
falou-me sobre algo chamado "alvo natural da poda." É onde você encontra
cuidadosamente o próximo ponto de crescimento de um ramo, geralmente em
uma divisão do galho, e faz o corte naquele local. Quando você simplesmente
corta em qualquer parte do galho, aparentemente isto confunde a planta. Esta
não é a forma como a natureza faz a poda. Quando a natureza poda, todo o ramo
ou uma completa secção morre e cai fora, abrindo um novo caminho para o
crescimento. Quando você corta um ramo vivo pela metade você "confunde" a
planta!

Um líder ministerial sábio sabe que a poda, embora dolorosa, é necessária para
um crescimento saudável da igreja. Não gostamos de cortar ministérios
populares, mas para poder alocar recursos limitados de forma mais estratégica e
conquistar melhores resultados, temos que revisar nossas opções de Ministério.
Um exemplo mais difícil é demitir uma pessoa, ou remover um voluntário de seu
ministério de forma que a Igreja, como um todo, possa avançar.

Há formas menos drásticas de poda que também são orientadas para o


crescimento e a saúde. Por exemplo, olhemos para a poda sob a forma de
correção na qualidade de um líder de sua igreja. Qualquer coisa viva a que se
permita crescer de qualquer maneira torna-se desregrada e improdutiva.
Pergunte a quaisquer pais sobre permitir que os seus filhos façam tudo o que
querem. Líderes como plantas (e crianças): precisam ser moldados à medida que
crescem.

John Maxwell cuidadosamente podou-me durante anos, a fim de formar-me como


um líder. Houve momentos que não foram divertidos, mas agora eu sou grato. Eu
sou considerado um veterano líder hoje, mas não acho que um dirigente chega ao
destino. Eu certamente ainda não cheguei. Meu parceiro e pastor sênior na
Crossroads, Kevin Myers irá, de vez em quando me lembra de um tema em
particular. Ele insiste de forma tenaz, para que eu lute para ter espaço na minha
vida para o "descanso e recuperação", tempo para que eu possa dar o meu
melhor para a minha família e para a igreja. Boa poda.

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que
não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
João 15:1-2.

Isso é o suficiente!

Há épocas de maturação para líderes que não podem ser apressadas


Deixem-me fazer um breve comentário aqui, em particular, para jovens líderes.
Muitos de vocês desejam tornar-se "bons" do dia para a noite. Embora eu aprecie
o seu zelo, há algumas coisas na vida que não pode ser apressadas. Não
Jovens dirigentes permaneçam
naturalmente.
firmes e diligentes. Orem muito.
Façam as coisas certas todos os Quando meu irmão planta tomates, leva certo
dias, e vocês verão que a viagem é
número de semanas para germinar,
mais central do que o destino.
amadurecer e dar frutos. Não existe uma forma
de jardinagem que irá fazê-los crescer mais
rápido. Não existem dicas, notas, e não há livro ou conferência de botânica que
aumente a velocidade para produzir as coisas.

Jovens dirigentes, quero encorajá-los a trabalhar duro, trabalhar com inteligência


e a serem pacientes. Permaneçam firmes e diligentes. Orem muito. Façam as
coisas certas todos os dias, e vocês verão que a viagem é mais central do que o
destino. Como você chega é importante. O trabalho do Reino nunca acaba e
continuará mesmo depois que você tiver desaparecido. Não corra para o gol, seja
um bom aluno e desfrute da viagem.

Esteja consciente do potencial de liderar em excesso e falta de liderança


Falamos, por vezes, sobre a falta de liderança. Mas você sabia que é possível ter
excesso de liderança?

Quando se trata de jardinagem, a grande maioria dos amadores põe excesso de


água nas suas plantas e gramados. Eles regam muitas vezes e com água em
demasia e afogam plantas e gramados. Outros regam muitas vezes, mas com
pouca água, fazendo com que as raízes tornem-se rasas e, assim, enfraquecendo
as plantas ou gramado. O menos comum é regar muito raramente e com muito
pouca água, pois os resultados são dramáticos e óbvios – plantas mortas.
Embora menos evidente na igreja local, liderar em excesso pode ser igualmente
letal. Todos nós sabemos como é a
Você é impaciente. Você quer que as
coisas aconteçam e aconteçam agora,
aparência de uma igreja morta. Se
mas quanto mais você empurra, pior fica. fizéssemos autopsias nas igrejas
poderíamos ler algo como: "Lenta doença
degenerativa de falta de liderança." Este não é um tópico novo ou inexplorado.

O excesso de liderança é muito mais subjetivo e muito menos discutido. Ele é


caracterizado por liderar demasiado rápido. Isto significa avançar e fazer muitas
mudanças grandes antes de seu pessoal e congregação estarem prontos. Isto é
particularmente comum em líderes com alto potencial e capacidade. Se você é
um deles você sabe. Você é impaciente. Você quer que as coisas aconteçam e
aconteçam agora, mas quanto mais você empurra, pior fica. As coisas começam a
quebrar relacionalmente e eventualmente você pensa em mudar de igreja ou
mesmo ir para um ministério paralelo à igreja onde você não tem que esperar
pelas pessoas.

A super-liderança é caracterizada por liderança muito dura. Isto significa que


você não dá a seu povo tempo para respirar. Talvez você tenha acabado uma
campanha de construção, completado uma unidade de voluntários de verão, ou
finalizado um intenso esforço evangelístico na sua comunidade. Este, em
especial, me faz sentir culpado às vezes.
Algumas pessoas têm de parar,
Eu não sou demasiado rápido, mas às comemorar ou, simplesmente, sentir "o
vezes eu posso ser demasiado duro. Isto cheiro de rosas" por um momento antes
não significa necessariamente agressivo, de subir a próxima montanha.
embora possa ser também, mas é mais
sobre ser incansável na paixão de passar a bola para as pessoas no campo. Isto é
uma boa coisa, mas nem todo mundo é concebido desta forma. Algumas pessoas
têm de parar, comemorar ou, simplesmente, sentir "o cheiro de rosas" por um
momento antes de subir a próxima montanha.

Você é um líder, você tem visão, e você vê o próximo nível. Ótimo. Mas lembre-
se, se você não levar as pessoas com você, você não está liderando. Está mais
para um escoteiro de reconhecimento voltando, de vez em quando, com
relatórios sobre o novo território. As pessoas
As pessoas estão assistindo você, estão assistindo você, mas elas não estão
mas elas não estão seguindo você.
seguindo você.

Como você sabe se está liderando em excesso? Primeiro, basta ouvir o seu time,
eles lhe dirão. Não os resistentes últimos a aderir, mas seus líderes
comprometidos. Em segundo lugar, e não tão simples, fale com Deus a respeito
dos seus motivos. Se você estiver dirigindo mais rápido do que Deus quer que
você vá, pode ser mais sobre você do que sobre os planos Dele para o Seu Reino.

Você pode não ser um jardineiro por escolha, mas se você é um bom líder, você
vai naturalmente saber algumas coisas sobre jardinagem. Oro que todas as
sementes que você planta produzam uma tremenda colheita.

Bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Julho de 2004. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.15 – dezembro/2007

Dan Reiland

Caro líder ministerial,

Nos últimos dois exemplares de Liderança Ministerial, eu usei meios criativos de


aproximar nossas lições sobre liderança. Neste ultimo da série, vou compartilhar
como tocar violão tem lições a nos ensinar que nós talvez nunca tivéssemos
imaginado.

Desejo de bênçãos,

Dan

A primeira vez que eu ouvi Dennis Agajenian tocar violão eu fiquei fora de mim.
Ele fez a abertura de uma Cruzada de Billy Graham, como ele sempre fazia. Lá
estava ele, um cowboy alto, grande que é sem dúvida o mais rápido usuário de
palheta do mundo. Ele cativou as 50.000 pessoas naquele estádio. Anos atrás,
nós convidamos Dennis para tocar na Árvore de Natal Viva na Igreja Skyline (que
ficava então em Lemon Grove, na Califórnia). Ele foi incrível. Quando ele tocou a
Abertura de Guilherme Tell, sim num violão, a multidão ficou encantada. Eu
pensei que seu violão fosse pegar fogo.

Há algo de mágico sobre um belo violão sendo tocado por alguém que é um
músico talentoso. Há também algo especial para pessoas como eu que não são
tão boas, mas que adoram tocar violão porque é divertido. Eu ganhei meu
primeiro violão quando eu tinha 12 anos. Era um Silvertone da Sears, de seis
cordas, feito para parecer com um Fender Jaguar. Foi um grande Natal. Eu
progredi para lindos violões feitos por Taylor, Gibson, Fender, Godin, Heritage e...
bem, como minha esposa diria "Pare, querido, eles não querem saber!"

Este é o último de uma série de três abordagens criativas para a liderança. Eu


comecei com Liderança e Skin Boarding, Liderança e Jardinagem (veja as edições
anteriores) e agora termino com Liderança e Tocar Violão. Para aqueles que
preferem um enfoque mais direto sem subterfúgios, alegrem-se. Este é a último,
por agora.

Em seguida há quatro idéias sobre liderança feitas de uma conexão criativa com
tocar violão.

Seu desejo de ser bom deve sobrepujar a tentação constante de jogar a


toalha
Eu não saberia lhe dizer quantas vezes eu quis parar de tocar violão. Falta de
talento, falta de tempo, falta de ... você diz
Eu sei que nunca vou tocar daquele
jeito. A falha em pensar desse modo é o nome e eu lhe dou razões para parar de
que, embora eu não tenha o talento de tocar. Eu tive uma pequena parada com
Doyle, eu posso melhorar. mais ou menos 25 anos e com 40 eu voltei
a tocar novamente. Quando eu vou a um
concerto e ouço alguém tocar como Doyle Dykes, faz sentido voltar para casa e
queimar todos os meus violões. Eu sei que nunca vou tocar daquele jeito. A falha
em pensar desse modo é que, embora eu não tenha o talento de Doyle, eu posso
melhorar.

Muitos líderes que eu encontro estão tentados a jogar a toalha. Pastores em todo
lugar estão tentados a desistir, particularmente na segunda-feira de manhã.
Pastores amigos meus vão a grandes conferências sobre igrejas e ouvem
pastores que lideram mega-igrejas e pensam "Eu nunca vou poder fazer isto; eu
mal consigo sobreviver com uma igreja de 200." Então da próxima vez que um
membro lhes dá um soco abaixo da cintura, eles pensam "É isto, estou liquidado,
Estou fora daqui."

Se você já se sentiu assim alguma vez, e eu acho que todos nós já sentimos,
você sabe que a verdade é que você não está liquidado. Você só não tem chance
se não continuar a melhorar. Quanto eu tenho lições de violão e fico um
pouquinho melhor, isso me motiva a
Você só não tem chance se não
continuar tocando. Quando os lideres continuar a melhorar.
aprendem algo novo e fazem pequenos
progressos, eles lembram-se porque eles estão liderando em primeiro lugar e
continuam no jogo.

Eu toco violão por prazer. Todos os meus professores de violão me disseram de


uma maneira ou de outra: "não deixe de fazer o seu exercício diário". Eu lidero
na igreja local porque eu sou chamado e eu creio de todo meu coração que isto é
muito demandador. Não é uma opção para mim permanecer no mesmo nível no
meu crescimento como um líder. Na semana passada eu assisti a uma
conferência sobre liderança. Eu a assisti por uma razão: meu desejo de ser um
líder melhor é maior do que a minha tentação de jogar a toalha nos dias que são
realmente difíceis.

Cada líder deve adquirir um estilo único que funcione para ele.
Andrés Segovia era um mestre violonista clássico. Ele é considerado o pai do
violão clássico moderno. Ele não toca música folclórica, blues, rock'n roll, etc. Ele
descobriu e focou em seu estilo único. Um violonista tão bom quanto Segovia
pode tocar qualquer coisa, mas ele escolheu focalizar em um estilo em que ele
fosse excelente.

É importante para os líderes descobrir o estilo com o qual trabalha melhor. Qual é
a sua força de liderança? Como você lidera para obter os melhores resultados?
Você é mais forte como um líder organizacional? Você é mais um líder carismático
(promete o que não pode cumprir)? Ou você é um líder que influencia primeiro
através de relacionamentos? Como Segovia, um bom líder pode ter mais do que
um estilo. Mas um líder sábio sabe usar sua força ou sua efetividade. Qual é a
Um bom líder pode ter mais do que um sua?
estilo. Mas um líder sábio sabe usar sua
força ou sua efetividade. Qual é a sua?
Bill Hybels escreveu um grande livro
chamado Liderança Corajosa1 e, no capítulo
sete, descreveu dez diferentes estilos de liderança. Eles são: o Líder Visionário, o
Líder Diretivo, o Líder Estratégico, O Líder Gerencial, o Líder Motivacional, O Líder
Pastoral, O Líder Construtor de Equipe, O Líder Empreendedor, O Líder da
Reengenharia e o Líder Construtor de Pontes. Eu o encorajo a ler este livro se
você deseja mais discernimento em seu estilo único.

1
Liderança Corajosa de Bill Hybels é publicado no Brasil pela Editora Vida
Não superestime o significado de diferentes parcerias
Muitos violonistas bem conhecidos e talentosos têm um determinado violão que
eles amam e com o qual têm tocado por anos. Nenhuma quantia de dinheiro pode
fazer com que os vendam. Mesmo por um violão substancialmente melhor não o
fariam, porque há alguma coisa especial naquele que eles têm. B.B. King toca em
sua famosa "Lucille", uma sonora Gibson. Willie Nelson toca no "Trigger", um
Clássico Martin de 1969 com um buraco! Não aquele buraco para o som, mas um
buraco grande e tosco que não deveria estar ali! Doyle Dykes toca num modelo
com sua assinatura de Violão Taylor – um doce instrumento. O falecido Jerry
Garcia tinha alguns favoritos, mas nenhum como o "Wolf", um modelo Doug Irvin
de 6 cordas. E há, é claro, a famosa "guitarra Revolution" de John Lennon. Essa
Epiphone Casino de 1965, listada e decorada com uma camada fosca de laca – é
freqüentemente reconhecida como a "guitarra branca". Yoko nunca irá desfazer-
se dela! Cada um desses violonistas poderia tocar qualquer violão que quisessem,
mas eles escolheram um. Eles escolheram um especial que, entre todos os outros
violões que eles tinham, produzisse um tipo de mágica musical.

Quando se trata de liderança, parcerias distintas não são menos importantes e


poderosas. Seja você o pastor sênior ou o executivo responsável pela equipe, ou
um membro da equipe, você sabe do que eu estou falando. Você sabe a diferença
entre parcerias de liderança que funcionam e aquelas que são um pesadelo. Você
sabe os tipos de pessoas com quem você gosta de liderar e aquelas de quem
você quer escapar. Eu sou um crente fiel de que com quem você lidera é tão
importante quanto o que você lidera.

Tome um tempo para refletir nas parcerias nas quais você está investindo.

São agradáveis e produtivas? Você está crescendo? Você sente que suas
habilidades são apreciadas e usadas ao máximo? Se sim, você é abençoado e eu
creio que você freqüentemente demonstra sua gratidão. Se não, primeiro
pergunte o que você pode fazer para tornar as coisas melhores. Invista em você
mesmo como a pessoa chave para a
Com quem você lidera é tão importante
solução. Se dentro de um tempo a liderança
quanto o que você lidera.
não melhorar, você pode necessitar orar
sobre mudar. A vida é muito curta e os riscos para a igreja local são muito
grandes para que você esteja no time errado.

Ocasionalmente, até os melhores saem fora do tom


Violões personalizados que custam milhares de dólares saem foram do tom. O
melhor instrumento já feito por um mestre instrumentista com as mais raras
madeiras e com a mais perfeita mão-de-obra ainda assim saem fora do tom e
precisam ser afinadas para funcionarem no seu melhor.

O mesmo é verdade com líderes, mesmo o melhor sairá fora do tom perfeito.
Nós sabemos o que significa estar afinado como líder. Nós dizemos com
diferentes expressões como "no melhor do nosso jogo" ou "no meu melhor", mas
embora você diga isso, você sabe quando
O importante para um líder que sai
está afinado e quando não está. fora do tom por qualquer razão,
pequena ou grande, é corrigir o mais
O Pastor Kevin Myers é um excelente líder da rápido possível.
Crossroads Church, localizada num subúrbio
de Atlanta. Algumas semanas atrás ele contou uma estória recente de
"desafinação" durante um sermão no domingo de manhã. A versão reduzida é
que ele e sua família estão se ajustando para um acréscimo de última hora.
Kevin e Márcia tinham 3 filhos entre 8 a 16 anos. Aí Deus lhes deu um pacote-
surpresa que agora é um delicioso bebê de um ano. E estas eram as primeiras
férias da família depois da chegada do pequeno Jadon. Não é preciso dizer que
algumas das queridas liberdades se foram e houve choros no meio da noite... OK,
a noite toda, e deu uma diminuída nas alegrias dos Myers. Kevin, embora seja
um grande líder, compartilhou abertamente o que foi certamente um tempo
"desafinado" neste verão.

O importante para um líder que sai fora do tom por qualquer razão, pequena ou
grande, é corrigir o mais rápido possível. Kevin foi, sem dúvida, "afinado" pelo
próprio Mestre, a única maneira de fazê-lo corretamente. E você? Seus
seguidores o descreveriam como "no tom" estes dias ou existem alguns altos e
baixos na sua vida? Tome tempo com o Pai e um ou dois amigos próximos que o
amam para buscar sabedoria e restauração, para você liderar no seu melhor.

Seja você ou não um skin-boarder, um adepto de jardinagem ou alguém que toca


violão, eu espero que você tenha sido encorajado e estimulado conforme você
avalia sua própria vida como um líder.

Bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Agosto de 2004. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.16 – dezembro/2007

Dan Reiland

Membresia tem seus privilégios. Mas não na igreja local. Se você é membro de
uma academia de ginástica ou clube de golfe ou compra os tiquetes de uma
temporada toda do seu time favorito – o preço que você paga compra suas
entradas e seus privilégios.

Eu sou fã do conceito de membresia na igreja – mas não pelos motivos que você
pode estar pensando. Ao mesmo tempo que eu encorajo todos a unire-se, isto
não significa um esforço para que se tornem membros. Se os atendentes
regulares não se esforçam para tornarem-se membros, eu não perco o sono por
causa disto. Minha paixão é para estar certo de que os líderes sejam membros. É
tudo sobre o coração. Se um lider diz que quer liderar, mas não quer fazer parte
do time, eu tenho questionamentos sobre isto. As respostas podem ser boas, mas
eu ainda tenho questões. Se nada mais, isto abre a porta para uma conversa
saudável que nos leva a conhecer nossos líderes melhor.

Por exemplo, eu recentemente encontrei um lider na igreja que nunca tornou-se


um membro. Eu perguntei a ele e a resposta foi simples. Ele era um ministro
aposentado de outra denominação e se ele se tornasse membro aqui, perderia
seus direitos de aposentadoria. Eu não vou dizer a você o que eu penso deste
conceito, mas eu, imediatamente, disse a ele para não se preocupar em tornar-se
membro! “Apenas lidera e nós teremos prazer em tê-lo aqui!!”

Outro exemplo, entretanto, revelou o oposto. Eu falei com uma pessoa que está
atualmente liderando e perguntei a ele porque ele nunca havia se tornado
membro. Ele começou desviar a conversa e, no meio de suas falas, disse que não
gostava da forma como a igreja vinha sido liderada e estava furioso sobre porque
a igreja não tinha adotado um certo ministério sobre o qual ele era apaixonado.
Isto abriu as portas para uma cândida e produtiva conversa sobre missão,
atitude, medo de falar, agendas pessoais, humildade, bola do jogo e mais. E, a
propósito, esta foi uma conversa de duas mãos. Como lider, eu preciso sempre
buscar compreender o que eu posso não estar vendo com clareza. A conversa
evoluiu bem e, ainda que ele não tivesse ainda se tornado um membro, nós
tivemos uma conversa aberta e compreensiva. Nem todas as conversas evoluem
bem e terminam bem, mas você precisa ter esta conversa intencional com seus
líderes.

Antes de eu oferecer algumas idéias a respeito de alavancar a membresia ao seu


valor máximo, deixe-me dar a você três “mitos sobre membresia”

Mitos sobre membresia

Mito 1 – As pessoas preocupam-se sobre membresia


abc.
Eles não se preocupam. Não é sua
prioridade e, para a maioria das pessoas,
isto nunca passa por suas cabeças. Podem
existir, talvez, alguns seguidores leais de
denominação em sua igreja, e isto é bom, não pense que este seja o pensamento
dominante no meio do povo. Isto não representa que membresia é sem
significado como os sacramentos, (os membros de sua igreja também não
pensam diariamente sobre ceia e batismo) tudo refere-se a como você usa a
membresia para o bem das pessoas e o bem de sua igreja.

Mito 1 – Uma vez membros eles se tornarão contentes e comprometidos


Ok, agora você está rindo comigo. Você sabe que isto não é verdadeiro.
Membresia não é um substituto para a liderança. Como pastor ou lider da igreja,
você precisa continuar inspirando, liderando, encorajando e comunicando ou até
mesmo os melhores membros podem perder a direção da visão de deixarem a
igreja.

Mito 3 – Membresia é um contrato


Membresia é uma relação e não um contrato. Você pode ter os membros
assinando um documento. Isto é bom para claridade, mas não confunda isto com
compromisso. O coração não precisa de papel. Você não pode fazer com que as
pessoas adiram e não pode forçar um membro a ser comprometido. Eles
precisam querer, e uma vez mais, sua liderança tem enorme influência sobre a
forma como isto evolui.

Significados em meio a liderança:

Como lider, existe um número de importantes elementoss que você vai querer
cobrir na classe, pequeno grupo, jantar, seminário ou qualquer outro lugar que
funcione melhor para você. Todos eles são mais importantes do que seus script
para ser membro. Deixe-me dar a você cinco destes elementos.

 Inspire integridade espiritual e nas relações


Você não pode fabricar integridade, assim como fazer leis sobre as
relações. Você pode, entretanto, inspirar as pessoas a seguirem Deus e
aprofundar seus relacionamentos afetivos e conectividade com os outros
dentro da igreja. Sua visão, valores, missão e doutrina são todos
importantes, ma rapidamente perdem seu valor se as pessoas perdem a
habilidade de ver Deus e não estão experimentando uma comunidade
genuina e com significado entre eles.

Use a oportunidade em uma classe para novos membros para inspirar as


pessoas em direção ao seu primeiro amor, Deus, e seu segundo amor, os
outros. Conte estórias de paixão por Jesus, talvez algumas de você
mesmo. Isto é a “membresia” real – amor por Deus! No lado relacional da
equação, eu adora falar sobre o fato de como, até certo ponto, cada
pessoa na sala tem se sentido abraçada, aceita e amada pela igreja. Se
isto não é verdadeiro, eles não estarão lá. Eu fico um pouco desajeitado e
digo: “De uma certa forma, você tem sido “abraçado” pela igreja, e agora,
como um membro, nós estamos pedindo que você abrace de volta”. Um
pouco melodramático, mas funciona. Pessoas compreendem dar e receber
abraços ... é caloroso e pessoal, e a falta de um abraço ou a falta do
desejo de “abraçar” alguém estará falando.

 Re-visualize o propósito do “porque” da igreja


Esta é uma grande oportunidade de formar a visão do seu propósito. Fale
do fundo do seu coração sobre “porque” você participa e não participa da
igreja. O fim da conversa, é sobre alcançar e mudar vidas perdidas, não
37 programas! Políticas sobre estrutura, governo e membresia todas têm
seu lugar, mas você pode imprimá-las e passar por elas rapidamente.
Gaste seu tempo comunicando o que, realmente, importa – o propósito
fundamental de sua igreja. Lembre-os de forma inconfundível de que a
igreja começa quando o culto de louvor termina. Nós celebramos a igreja
(Deus) quando nos encontramos no domingo, mas a igreja está em ação o
resto da semana.

 Encoraje e delegue poder


De muitas formas, isto é o fundamental da classe. Cuide para que a
membresia seja criada nos nãos. A Bíblia é clara naquilo que Dus não
deseja, mas enfatizar esta lista numa classe de catecúmenos não é uma
decisão sábia. Algumas denominações requerem esta lista, e se é assim,
honre o time do qual você faz parte. Ms não se limite a isto. Focalizr nas
liberdades e oportunidades em Cristo que foram descobertas e
experimentadas na igreja local. Invista seu tempo nas coisas que
encorajam o crescimento e não naquelas que controlam o comportamento.

Ministério é um grande exemplo. Membros não precisam fazer ministério,


eles se engajam num! Eles não são designados para uma tarefa, mas
receber poder para encontrar prazer e significado num papel voluntário de
sua escolha! Eu amo contar estórias sobre nossa equipe de organizadores
do estacionamento, equipe de ensino, equipe de trabalho com crianças,
time de pequenos grupos e outros. Eu conto estórias de pessoas que
amam fazer o que fazem e você não pode interrompê-los caso queira.

Encoraje-os em sua fé e pinte a grande pintura sobre o seu potencial. Eu


adoro dar uma aula de vinte minutos sobre a história da igreja. Seim, Eu
disse a história da igreja! A única razão para isto são os últimos dois
minutos. Eu tenho uma parte branca no quadro que uso para os nomes
deles e digo a eles que eles têm um papel signficante a ser desempenhado
na história do Cristianismo. Então no quadro ao lado de Martinho Lutero,
John Wesley e outros eles vêem seus nomes! Eles são capazes e livres
para fazerem a diferença.

 Campeão da causa ao contrário


A idéia de ter alguém responsável é um conceito interessante. Há um
valor neste processo, mas a única forma de ter alguém realmente
responsável é se eles querem ser. Então eu defendo aquilo que eu chamo
de responsabilidade reversa – que éa maturidade. Quanto mais maduro
alguém é, menos responsabilidade eles precisam. Não entenda mal, todos
nós precisamos de comunidade, e e todos precisam ser chamados a
questões difícies, mas isto é diferente de grupos de suporte que,
geralmente, não funcionam.

Por exemplo, nós queremos ter pessoas batizadas (se eles não o foram),
como parte do processo de membresia. Nós, entretanto, não chamamos
ou caçamos estas pessoas para serem batizadas antes de serem
membros. ( Nós “chamamos e caçamos novos crentes”). Eles podem
juntar-se a nós simplesmente por dizerem que querem ser batizados tão
logo quanto possam. Isto é sobre confiança e maturidade. Você pode
pensar que isto é ingênuo, mas quando nós acreditamos neles por isto,
eles o fazem. Quando empurramos, eles resistem. A mesma idéia é
verdadeira para os pequenos grupos, mas nós não os policiamos. Nós
encorajamos, guiamos e torcemos por eles e isto funciona. “Dizer” a
alguém para unir-se a um grupo por que é necessário para ser membro
não funciona.

 Expresse gratidão e celebre o progresso


Agradeça as pessoas durante o tempo que estiver com eles nas classes de
membresia. Agradeça-os por crerem em você com sua fé. Agradeça-os por
seu generoso suporte pelo propósito de Deus em sua igreja. Agradeça-os
por servirem. Agradeça-os por servirem. Agradeça os por amarem a Deus
e aos outros. Agradeça-os, agradeça-os, agradeça-os.

Torça por aquilo que eles têm feito, estão fazendo e farão, não os critique
por aquilo que não estão fazendo. O que eu quero dizer é apenas celebrar
o progresso deles. Deixe-os saber que Deus quer que eles se movam para
a frente em seu crescimento espiritual e como igreja vocês estão
totalmente dedicados para fazer o que for possível para ajudá-los. Deixe-
os saber que que vocês querem que eles vivam uma grande vida, uma
vida dependente de Deus, e inderdependente de outros – uma vida cheia
de alegria, significado e produtividade. Deixe os saber que você acredita
que a igreja pode ajudá-los a vier melhor, e pelo lado deles eles podem
fazer outros viverem melhor – tudo por causa de Deus em e através de
suas vidas.

Há muito mais que você pode fazer numa classe de catecumenos, mas eu espero
que o que eu escrevi encoraje-o a fazer o melhor do seu tempo e do deles.

Bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Dezembro de 2006. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.17 – Janeiro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,


Boomers, Busters,1 Geração X e Y. . . Que tal se substituíssemos os rótulos pela
comunicação? E se nós nivelássemos as diferenças ao invés de acentuá-las? Eu
estou excitado com o tema deste artigo e espero que ele mexa com você de uma
forma que seja realmente traga valor.

Desejos de bênçãos,
Dan Reiland

Durante o último feriado de Ação de Graças minha filha Mackenzie veio da


faculdade para casa e nós nos sentamos juntos por um longo tempo enquanto ela
fazia minha página no Face Book2. Nós nos divertimos juntos. Eu fiz perguntas a
ela como: "Qual é a diferença entre o Face Book e o e-mail, quer dizer,
essencialmente, qual é a diferença? Ela me disse: "Papai, não complique tanto as
coisas. É apenas como as pessoas falam umas com as outras."

É isso. Não complique tanto! Nós tornamos as diferenças entre as gerações mais
complicadas do que elas realmente são. E tudo diz respeito à comunicação.

Infelizmente, algumas pessoas "da minha idade" dizem que os jovens não estão
realmente se comunicando ou interagindo quando tudo é feito pela internet. Eu
discordo. Eles estão se comunicando o tempo todo, rapidamente, e eles mantém
contato extremamente bem! Não é diferente de quando o telefone foi inventado.
As pessoas já não se viam face-a-face naquela época também. A comunicação
está no centro do Conflito de Gerações. Quanto melhor a comunicação, menor o
conflito.

Eu adoro contratar e trabalhar com jovens. Eu adoro trabalhar com veteranos


amadurecidos. Eu não gosto de trabalhar com
Nós tornamos as diferenças entre as gerações
mais complicadas do que elas realmente são. E pessoas que querem fazer uma tempestade
tudo diz respeito à comunicação. sobre "O Conflito" e escolhem tornar a
comunicação difícil – o que por sua vez
aumenta o conflito.

Quando eu experimento a tensão do conflito é quase sempre uma questão de


poder, do tipo quem faz as regras e quem deve seguir as regras. Um grupo tem
ou é percebido como tendo mais poder e o outro grupo quer aquele poder. Há
foco demais em quem faz as regras e quem segue as regras. O mais importante é
quais são as regras e por que elas são feitas.

Vamos dizer que a geração mais velha tenha o poder da autoridade. Eu não acho
que isso é sempre verdadeiro, mas digamos que seja para o bem da discussão.

1
Boomers e Busters são expressões usadas como “gíria” para definir grupos, por exemplo, Baby
Boomers são os nascidos após a II Guerra Mundial, Boomers também é usado para trabalhadores
eventuais como na construção civil. Buster pode ser a gíria usada para definir amigos.
2
Face Book é um site que as fotos podem ser associadas a nomes e a pessoa pode encontrar-se
mesmo dentro dos álbuns dos amigos
Deixe-me ser claro: alguém ou algum grupo precisa ter a autoridade
(responsabilidade). Se a autoridade desaparecesse toda manhã, o caos iria
reinar! A questão é como a autoridade é usada ou se ela é compartilhada ou não.
Se aqueles que têm a autoridade não abrirem mão dela isso é um problema! Se
aqueles que a querem, se separam ou se alienam daqueles que a tem (ou acham
que a tem), isto é um problema!
Quando eu experimento a tensão do conflito é
Eu tenho trabalhado com os dois grupos. quase sempre uma questão de poder, do tipo
quem faz as regras e quem deve segui-las.
Com pessoas mais velhas obsessivas por
controle. E tenho trabalhado com pessoas
mais jovens que são inseguras e fazem um estardalhaço por nada. (Já vi o oposto
também.) A boa notícia é que eu acho que o conflito é menor do que é anunciado.
Pense nisto. Quem iria comprar um livro que diz "Nós realmente estamos todos
juntos nisto e o conflito é menor do que pensávamos?” Quem compraria um livro
que dissesse, na essência: "Nós precisamos uns dos outros e as diferenças entre
as gerações são tão pequenas que não importam". Quando lembramos de
indivíduos espertos que nos tornam diferentes, estes vendem livros. Eu sou um
boomer e tenho orgulho disto... não realmente. Eu sou um pastor e orgulho-me
disto. Eu fico próximo e sirvo pessoas muito mais jovens e adoro isto. Eu acho
que eles gostam de ficar próximos de mim também. Nós estamos no mesmo time
e servimos ao mesmo Deus. Eu gostaria que isto vendesse, mas chamar os
outros de Milenares soa mais legal.

Eu tenho trabalhado com jovens que dizem que os mais velhos não entendem
isto. (Às vezes não entendem mesmo). O ponto crítico é se a pessoa mais velha
quer entender e se o mais jovem está querendo ajudar. Se ambos acabarem com
a comunicação porque um quer o poder e percebe que o outro o tem, o conflito é
ampliado. Tiago 4:1-2 escreve: “De onde procedem guerras e contendas entre
vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada
tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras.
Nada tendes, porque não pedis.”

Tenho trabalhado com pessoas mais velhas que dizem que os jovens não
entendem isto (Algumas vezes não entendem mesmo). Isso soa como um
padrão. Quem está dirigindo a conversa? Aqueles que estão diminuindo o conflito
ou o ampliando? Isto nos leva de volta à comunicação e quem a deseja.

As palavras vão mudando e novos significados são aplicados na esperança de


modificar o campo do jogo. Eu acho que
Existem diferenças entre as gerações. Mas
deveríamos seguir o conselho da minha filha e tudo se resume naquilo que escolhemos
parar de tentar complicar as coisas. Vamos enfatizar. Aquilo que enfatizamos determina o
simplesmente falar. Se queremos a mesma tamanho do conflito.
coisa (a mesma visão) e falamos, o conflito é
pequeno. Se queremos algo diferente e não falamos, o conflito é grande. Existem
diferenças entre as gerações. Mas tudo se resume naquilo que escolhemos
enfatizar. Aquilo que enfatizamos determina o tamanho do conflito. Precisamos
entender as diferenças quando se trata de conectar com a cultura atual. Mas
quando se trata de criar a sua cultura familiar pessoal, assim como cultivar uma
comunidade cristã, criar uma equipe e cumprir a missão, o conflito deve ser
minimizado.

Eu adoro trabalhar da 12Stone Church (antiga Crossroads). Nós nivelamos as


diferenças pelo bem do time, o que torna o conflito imperceptivelmente pequeno.
Nós valorizamos o que temos em comum e mantemos nossos olhos na missão.
Nós aprendemos com cada um e não nos preocupamos em quem ganha os
créditos. Isto resulta numa poderosa mistura de sabedoria, energia e criatividade.
Os resultados são incríveis. É perfeito? Não. Mas isso não seria divertido de
qualquer forma!

Eu quero dizer obrigado a Jason Berry e Charlie Wetzel por colocarem seus
pensamentos no conteúdo deste artigo. Ambos são grandes líderes. Jason e
Charlie representam duas gerações diferentes, mas eu não lhes direi qual é qual,
por que no nosso time isto não interessa.
Sabedoria sem paixão é como um leito de rio seco.
Paixão sem sabedoria é um pântano. Mas quando
Eu só direi que Jason e Amber acabaram de
sabedoria e paixão estão combinados, você tem ter seu primeiro filho e que Charlie teve
um rio cheio de vida e correndo para frente. que substituir uma costela... mas ele
recentemente ganhou uma faixa preta no
Karatê... você ainda não sabe realmente quem é quem. Charlie e Stephanie têm
um filho pré-escolar!

Eu estive pensando sobre o tipo de coisas que ajudam a manter o conflito menor
e nivelar a força de múltiplas gerações.

 Confiança e Respeito (Jason Berry)


Estas duas parecem nunca sair de moda. Quanto maior a confiança e o
respeito entre cada um, menor o conflito. Apreciar e nivelar o que as
diferentes gerações colocam à mesa é uma dinâmica poderosa. Isto tem
sido dito desta forma (Por favor, perdoem as generalizações, mas eu achei
os pensamentos desta pessoa efervescentes). Às vezes a geração mais
jovem sente que eles têm razão por que eles são grandemente
apaixonados pela sua causa. Eles estão dispostos a morrer por sua causa,
portanto a causa deve estar certa. A geração mais velha sente que eles
estão certos porque eles realmente já "fizeram aquilo" e, portanto eles
imaginam que pela experiência eles têm a resposta "certa" para o assunto
em suas mãos. A geração mais jovem vê os mais velhos como pessoas
que não parecem dispostas a morrer por uma causa. Os mais velhos vêem
os mais jovens como idealistas sem sabedoria. Mas a realidade é que nós
precisamos uns dos outros. Sabedoria sem paixão é como um leito de rio
seco. Paixão sem sabedoria é um pântano. Mas quando sabedoria e paixão
estão combinados, você tem um rio cheio de vida e correndo para frente.

 Poder Compartilhado
Eu creio que poder e autoridade compartilhados estão no coração do
problema. Eu, pessoalmente, invisto uma tremenda energia em delegar
autoridade. Eu sou desconfiado em usar a palavra "empower3" porque ela
tem sido jogada por aí tão de forma descuidada. O verdadeiro
empowerment não é uma ação de cima para baixo. Empowerment não é
somente a atual liderança transferindo autoridade e responsabilidade para
outros que são mais jovens; a geração mais jovem também pode “delegar
para cima” engajando os líderes atuais em seus sonhos, visões, energia e
paixão mais do que criando separação e querendo fazer suas próprias
coisas. A sinergia criada por esse processo dinâmico é incrivelmente
poderosa.

 A Verdade sobre Mudança (Charlie Wetzel)


Mudança é difícil. Uma das razões é que os líderes que decidem sobre as
mudanças e os líderes que devem implantá-las nem sempre são um nem
os mesmos. Dando espaço para outra generalização, vamos extrair
sabedoria desta idéia. A geração mais velha tende a supervalorizar a
experiência (o fator de sucesso anterior) e desvalorizar a inovação. A

3
Empower e empowerment são palavras já usadas no nosso dia-a-dia com o significado de dar poder
a alguém.
geração mais jovem tende a supervalorizar a inovação (o fator "legal” /a
novidade) e desvalorizar a experiência. O ponto negativo da geração mais
velha é resistir à mudança e o da geração mais jovem é mudar só por
mudar. Em resumo, os mais jovens trazem inovação, que os mais velhos
podem temperar e guiar com sabedoria. Se ambos tiverem uma mente
guiada para o "sim e", elas podem obter o melhor dos dois mundos.

 Uma Comunidade que Aprende


Poucos ambientes são mais revigorantes do que um ambiente de
verdadeira aprendizagem. Eu não creio que isto pode ser obtido com
apenas uma geração na sala. Diferentes gerações têm tanto a oferecer e
trazer à mesa para o que se torna
um esforço poderoso de Em resumo, os mais jovens trazem inovação, que
colaboração. Uma comunicação os mais velhos podem temperar e guiar com
sabedoria. Se ambos tiverem uma mente guiada
forte e colaboração intencional irão para o "sim e", elas podem obter o melhor dos
reduzir grandemente o conflito entre dois mundos.
gerações. Eu adoro aprender com
jovens líderes porque eu adoro receber aquilo que eles contribuem e
aprender como eles pensam. Jovens líderes me dizem que eles adoram
aprender comigo porque eu ainda estou pensando. Eu não sei tudo: eu
ainda estou aprendendo. Coloque esta mistura numa sala e você pode
capturar alguma mágica de liderança

Eu listei quatro idéias para diminuir o conflito. Você provavelmente pode pensar
em mais algumas. Mas o mais importante, o que você realmente está fazendo
para tornar o conflito menor?

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Janeiro de 2008. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.18 – Janeiro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,


Você já se sentiu como se estivesse perseguindo tantas coisas que se distraiu e
perdeu o fio da sua liderança? Foco é algo de que todos os líderes precisam e este
artigo dará a você dicas de como obter e manter o foco.

Desejos de bênçãos,
Dan Reiland

2008 está caminhando e parece que há milhares de coisas para fazer. Nós (da
12Stone Church) estamos mudando toda nossa congregação e logo teremos o
Grande Domingo de Inauguração do nosso novo campus (20 de Janeiro de 2008).
Pode haver milhares de coisas para fazer mas eu só tenho tempo para mais ou
menos umas setecentas. Talvez nem tanto. Os números reais nem são tão
importantes quanto o fato de que não consigo fazer tudo. Isto requer foco. E o
foco da liderança requer escolhas sábias.

Um dos meus pensamentos prediletos é: "Um


Se nós perseguirmos todos, no melhor
homem que persegue dois coelhos não pega
dos casos, ficaremos exaustos e, no pior
coelho algum." Isto é tão verdadeiro!
dos casos, sem resultado algum. Como
líderes da igreja nós geralmente nos sentimos
compelidos a perseguir um número de coelhos eclesiásticos, muitos dos quais são
lebres selvagens (trocadilho proposital) que pertencem a outra pessoa. Se nós
perseguirmos todos, no melhor dos casos, ficaremos exaustos e, no pior dos
casos, sem resultado algum. Quase todo líder ministerial uma vez ou outra gasta
tempo demais lidando com coisas que não importam e perseguindo coisas que
não são importantes. Aprender sobre o foco é essencial.

Em seu livro Foco, Al Ries escreve: "O sol é uma poderosa fonte de energia. A
cada hora o sol enche a Terra com bilhões de kilowatts de energia. E mesmo
assim, com um chapéu e um protetor solar, você pode tomar banho de sol
durante horas com poucos efeitos negativos. Por que? Porque ele se espalha
bastante. Um laser é uma fonte de energia fraca e leve. Um laser tem poucos
watts de energia e os focaliza em uma direção coerente de luz. Mas com um laser
você pode fazer um buraco num diamante ou extirpar um câncer. Por que?
Foco."
Mas com um laser você pode fazer
Como líder você enfrentará distrações que o tirarão um buraco num diamante ou
extirpar um câncer. Por que? Foco."
do foco e amortecerão a sua liderança. Distrações
são sempre pessoais. Esta é uma das razões porque
elas podem ser tão complicadas. Um pastor amigo meu sofre de dor crônica nas
costas, outro de enxaqueca. Não importa quão positivos, dedicados, inteligentes,
espirituais ou bem-dotados eles sejam, às vezes distraem-se de seu trabalho. Um
amigo, um pastor, recentemente me disse que sua filha vai se casar. Ele me
confidenciou que ela vai se casar com um rapaz que ninguém aprova nem acha
que foi uma escolha sábia ou feita por Deus. Isto é distração. Talvez você esteja
apenas exausto e, por isso, está distraído. Num certo nível, esse tipo de coisa faz
parte da vida mas, mesmo assim, não podemos fingir que não tem um efeito
notável. É melhor admitir a distração e se abrir a respeito dela com as pessoas
certas, do que tentar ser duro e apenas "lidar com isto". É melhor procurar
qualquer ajuda que possa estar disponível. É melhor fazer todo o possível para
ter algum progresso do que tentar meramente conviver com a situação. Encare-a,
faça o que puder e siga em frente.

Distrações vêm em todas as formas e tamanhos. O conjunto de distrações a


seguir pode ajudá-lo a reconhecer algumas que atrapalham a sua liderança.

 Distrações podem vir na forma de um problema.


Eu acho que eu não enfrentei um dia de liderança em vinte e cinco anos
que não incluísse um problema para resolver. A maior parte do tempo eu
os vejo como "bons problemas" – como não ter espaço suficiente para as
pessoas sentarem ou estacionarem, ou a necessidade de mais voluntários
porque o ministério está crescendo - mas apesar disto são problemas.
Outros problemas podem ser mais desafiadores tais como uma falta de
dinheiro ou assuntos relacionados à equipe. A chave é escolher quais
desses problemas você vai direcionar e quais você irá ignorar. Sempre
haverá problemas. Os que são distrações são aqueles que você deverá
ignorar, não importa "quão alto eles gritem". Dê a você mesmo a
permissão de deixá-los ir. Fique centrado nos problemas que, se forem
resolvidos, trarão um impacto mensurável na sua missão.

 Distrações podem vir na forma de desperdiçadores de tempo.


Esta pode pegar todos nós. Para muitos líderes a internet é um enorme
desperdiçador de tempo. Eu tenho cuidado com este. Nem tanto a internet
em geral mas o e-mail. Eu tenho uma compulsão em responder e-mail e
isto é uma terrível distração. Eu trabalho constantemente com o fato de
que só porque alguém tem tempo de me escrever não quer dizer que eu
tenho tempo de responder. Não é fácil eu
sei. Para outros, especialmente para todos Eu trabalho constantemente com o
fato de que só porque alguém tem
nós que as amamos, pessoas podem ser tempo de me escrever não quer dizer
uma distração. Eu sei que soa mal, mas é que eu tenho tempo de responder.
verdade. Semelhante ao e-mail, só porque
alguém tem "tempo livre para matar" e pára ou chama você pelo telefone,
não quer dizer que você tem a mesma quantidade de tempo. Seja sempre
simpático, mas algumas vezes você tem que exercer o amor duro e a
disciplina suficiente para perguntar se eles podem ligar para você num
outro momento. Ou talvez a necessidade deles possa ser atendida por
outra pessoa.

 Distrações podem vir na forma de boas oportunidades.


Esta distração pode ser traiçoeira porque ela pode cobrir um grande leque
de possibilidades desde bobagens até uma causa nobre no ministério. Nós
todos já recebemos chamadas dizendo "você é o único que pode ajudar."
Mas você nunca é a única pessoa que pode ajudar. E é bom receber uma
chamada que inclui você numa viagem interessante a um país da África
para ajudar a resolver um problema mundial tal como a AIDS ou prover
água potável e cristalina. Mudar o mundo, quem não quer fazer isto?! Mas
você não pode fazer tudo, e você pode estar no meio de algo que Deus já
pediu para você fazer. Como Neemias, fique no muro! (Neemias 6:3) 1.
Aprenda a dizer não para boas oportunidades para que você esteja
focalizado nas oportunidade de Deus.

1
Enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria a obra,
enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? – Nm. 3:6
 Distrações podem vir na forma de um ataque spiritual.
O inimigo odeia um líder cristão focalizado porque ele é totalmente
perigoso. Se você é indiferente ou distraído você não é uma ameaça tão
grande. Mas mesmo um líder modestamente talentoso com um foco
apaixonado e inabalável no Reino pode ser tornar uma força a ser
considerada. Também é comum que o ataque espiritual venha em forma
de desencorajamento. O ministério pode ser difícil, cansativo e solitário.
Se você se sente desse jeito, eu entendo e quero que você saiba que há
esperança. Primeiro, saiba que você está fazendo uma coisa boa. Pode ser
difícil agora, mas você está fazendo uma diferença, uma pessoa de cada
vez. Segundo, não faça isto sozinho. Encontre outro pastor em sua área,
ou talvez um conselheiro, talvez você só
precise de um descanso ou um hobby Encontre outro pastor em sua área,
ou talvez um conselheiro, talvez você
divertido. Experimente ir a uma conferência só precise de um descanso ou um
e encontrar algumas pessoas novas. Não é hobby divertido.
meu desejo simplificar demais esta questão,
apenas dizer a você que há esperança e que você não tem que trilhar o
caminho do ministério sozinho.

 Distrações podem vir na forma de pressão das pessoas.


Pastores e líderes de igreja vêm de uma longa tradição de agradar as
pessoas. Hey, nós estamos ali naturalmente, já que amamos as pessoas!
Mas, sejamos honestos, algumas pessoas estão "cultivando" problemas
em suas vidas durante anos e aí elas querem que você os resolva no dia
em que elas chamam você. É claro que nós queremos ajudar, mas às
vezes precisamos dizer não, ou pelo menos, agora não. Minha assistente
sabe que, uma vez que alguém me pega no telefone, eu "acabo indo". Eu
quero dizer sim e geralmente acho que posso
É claro que nós queremos ajudar,
mas às vezes precisamos dizer não,
ser útil! Então ela tenta responder a maioria
ou pelo menos, agora não. das minhas chamadas e me ajudar com as
minhas tarefas agendadas. Se você não tiver
uma assistente, e pensa que não pode ter uma, você pode pedir a um
voluntário para ser seu assistente. Eu sei que você pode porque eu fiz isto
por muitos anos antes de poder contratar minha primeira assistente
administrativa paga.

 Distrações podem vir na forma de um coração dividido.


A frase coração dividido é usada mais comumente no contexto da vida
espiritual de uma pessoa. Neste caso, eu estou me referindo ao nível mais
prático de compromisso com a sua igreja. Você ama o seu trabalho? (Pago
ou voluntário). Você está 100% "nele"? Você está dando todo o seu
coração às suas responsabilidades ou elas estão pegando as sobras de um
coração dividido que encontra interesses em outros lugares? Este tipo de
distração requer atenção imediata. Tome uma decisão agora. Seja honesto
sobre o seu ministério e ou dê a ele tudo de si ou mude.

Você pode ajudar a resistir às distrações com as três coisas seguintes:


1. Conheça sua mente. Fixe a sua direção claramente numa trajetória
estratégica e dê os passos para ir em frente diariamente.
2. Conheça o seu coração. Isto diz respeito à dedicação ao seu chamado.
Saiba que Deus o chamou para o seu trabalho e, como Neemias,
...você não pode cair.
3. Conheça a sua vontade. Isto diz respeito à disciplina necessária para
fazer a coisa certa todos os dias.
Nunca é tarde demais para redirecionar o seu foco. Arrume tempo para avaliar e
fazer as mudanças que você precisa para ver a sua liderança se tornar mais
efetiva.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Janeiro de 2008. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.19 – Fevereiro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,


O treinamento tem sido uma habilidade honrada há muito tempo e hoje se tornou
tão popular que, de vez em quando, precisamos retornar para rever seus pontos
básicos. É bom reestabelecer o compasso de um treinador para que se torne ou
permaneça o mais eficiente possível. Este estudo em duas partes é um bom
sintonizador para todos os treinadores desde o novato ao veterano.

Bençãos,

Dan Reiland

Bons treinadores importam-se com as pessoas que eles treinam. Este é um


pensamento simples, mas é um verdadeiro dom, quando se trata de um longo
período de tempo. Quando o interesse genuíno não está em jogo, a definição de
sucesso fica rapidamente obscurecida, quando não completamente
comprometida.

O filme vencedor do Oscar de 1996, Jerry Maguire (Tom Cruise) é uma grande
estória sobre o coração de um empresário de esportes profissional que gerencia a
carreira de atletas profissionais. Tudo gira em
Quando o alvo de um treinador é mais torno do dinheiro. Jerry é estressado e entra num
sobre ser bem sucedido do que sobre o frenesi em ganhar dinheiro, mesmo à custa da
cuidado com aquele que ele treina, ele
saúde e das famílias dos seus atletas. Ele acaba
nunca será um bom treinador.
tendo um colapso nervoso. Maguire fica no fundo
do poço e sem clientes. A estória muda com a
ligação de Maguire com o recebedor do time (de futebol americano) Arizona
Cardinals, Rod Tidwell (Cuba Gooding Jr) como seu cliente e que torna famosa a
frase "mostre-me o dinheiro". Os dois encaram seus demônios, descobrem seus
corações e redefinem o sucesso. Há muita coisa do coração na estória e, é claro,
Jerry (Cruise) fica com a garota (René Zellweger) no final do filme.

Jerry não é um treinador, mas nós podemos aprender com a mudança de seu
coração. Quando o alvo de um treinador é mais sobre ser bem sucedido do que
sobre o cuidado com aquele que ele treina, ele nunca será um bom treinador.

A paixão de longo prazo por treinamento vem do cuidado para com o jogador, o
pastor ou o homem de negócios que você treina. Se for apenas um negócio, não
importa se você é bom, eventualmente seu treinamento tornar-se-á ineficaz.

 O coração de um bom treinador é devotado a criar uma estrela e não a ser


uma estrela.
É fácil encontrar um treinador que coloca mais esforço em se auto-
promover do que em investir na pessoa que ele treina. Eu não quero dizer
isso como uma acusação. Meu propósito é dizer que só pode haver uma
estrela num "relacionamento de treinamento." Um bom treinador focaliza-
se inteiramente nos melhores interesses daquele a quem ele treina.
Eu sentei-me no escritório de um conselheiro, certa vez, que parecia
querer me contar toda a sua vida e as estórias de suas lutas pessoais. Eu
suponho que esse é um estilo de terapia. Mas ao final da sessão eu o
estava encorajando e dando-lhe alguns conselhos amigáveis sobre seus
problemas. Ele era um treinador que havia esquecido onde a atenção
deveria estar concentrada.

Esta idéia não sugere que um bom treinador não lute para melhorar suas
aptidões e habilidades ou atingir níveis de sucesso pessoal. A idéia é que
as aptidões e habilidades são todas para ajudar a pessoa que está sendo
treinada a se tornar bem sucedida.

Filipenses 2:3-4 resume bem este ponto para o coração de um bom


treinador. "3Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por
humildade, considerando os outros superiores a si mesmo. 4Não tenha
cada um em vista o que é propriamente seu, senão o também cada qual o
que é dos outros.”

 O coração de um bom treinador é intuitivamente sábio sobre os assuntos


de química
Você pode ser bom treinando ou treinar uma pessoa qualificada, mas se
não houver química, não vai funcionar. Em geral, eu sou bom com
pessoas, mas existem alguns tipos de personalidade que não funcionam
comigo e tenho certeza que eu não funciono com elas. Um é o tipo
"vendedor com sorriso de queijo, que dá tapinhas nas costas e é melado
como um xarope" (Que tal isto para uma figura?) Sim, o mundo precisa
deles e Jesus os ama, mas eu não vou treiná-los!

É importante ser honesto sobre a química. Quando eu estou contratando


alguém para a equipe na Igreja 12Stone (antiga Crossroads) sou
obsessivo a respeito da química. Um time ajustado é uma grande coisa. Se
eu como treinador não tiver química com aqueles mais próximos de mim,
que vá além de uma simples comunicação profissional, eu não irei
naturalmente em direção à pessoa. Se eu não me dirigir naturalmente em
direção à pessoa, nós não teremos tempo suficiente juntos e o processo
de treinamento ficará enfraquecido.
Um bom treinador, num relacionamento com
Mais importante do que a quantidade de a química correta, aguarda ansiosamente o
tempo juntos é a qualidade do tempo. tempo com cada pessoa. A pessoa treinada
Um bom treinador, num relacionamento se sente do mesmo jeito.
com a química correta, aguarda
ansiosamente o tempo com cada pessoa. A pessoa treinada se sente do
mesmo jeito. Esta sinergia de respeito, apreciação e a velha e boa alegria
produz um efeito que é difícil quantificar, mas é rapidamente notada
quando está ausente.

 O coração de um bom treinador raramente desiste, mas ele sabe quando


jogar a toalha.
Isto é difícil para mim. Eu sou lento em jogar a toalha, para uma falha
que eu conheço. Não desistir é uma boa característica e revela um coração
cuidadoso, mas quando é hora de jogar a toalha, é a hora. Colocado
francamente, é possível para um treinador segurar tempo demais por
razões que não são de cuidado em sua natureza. Na verdade, pode haver
razões unicamente centradas no próprio treinador.

Então quando é a hora de terminar um relacionamento de treinamento?


Cada circunstância é diferente, mas as três razões primárias são: 1. A
pessoa treinada não deseja mais investir o esforço necessário para
continuar a crescer. 2. O relacionamento mudou ao ponto da química não
ser mais positiva e produtiva. 3. O processo estacionou em relação aos
resultados e os esforços em direção ao crescimento não estão
funcionando.

Jogar a toalha forma uma boa imagem, mas pode não ser a melhor frase,
pois pode dar uma idéia de derrota. Então deixem-me acrescentar que é
natural e normal que relacionamentos de treinamento cheguem ao fim
pelas razões corretas. Estas razões incluem circunstâncias tais como: os
alvos do treinamento foram alcançados, as necessidades para o
treinamento ultrapassaram o nível de aptidão do treinador ou a pessoa
treinada mudou para outros desafios.

Quando é hora de terminar o relacionamento do treinamento?


1. A pessoa treinada não deseja mais investir o esforço necessário para continuar a crescer.
2. O relacionamento mudou ao ponto da química não ser mais positiva e produtiva.
3. O processo estacionou em relação aos resultados e os esforços em direção ao crescimento não
estão funcionando.

 O coração de um bom treinador é honesto sobre suas virtudes e fraquezas


pessoais.
Abraçar maduramente a frase "conhece-te a ti mesmo" é central para o
bom treinamento. Um bom treinador é auto-consciente mas não auto-
centrado. Há uma enorme diferença entre os dois. Quando você é auto-
consciente, você sabe no que você é bom e no que você não é, e você fica
confortável com isto. Quando você é auto-centrado, você é obsecado
sobre o que você não é bom e procura atenção naquilo que você é bom.
Quando você é auto-consciente você tem uma sólida apreciação de você
mesmo tal como você é. Quando é auto-centrado, você tem um amor
egoísta (ou até narcisista) por
Quando você é auto-consciente, você sabe no que você você mesmo. Geralmente é um
é bom e no que você não é, e você fica confortável com
isto. Quando você é auto-centrado, você é obsecado falso amor, baseado em
sobre o que você não é bom e procura atenção naquilo inseguranças pessoais.
que você é bom.
John Maxwell tem me treinado
por muitos anos. E embora John seja altamente qualificado, ele admitirá
rapidamente aquilo no que ele não é bom. Como um exemplo geral,
quando se trata de treinar alguém em algo que é muito intuitivo para ele,
algo tão natural quanto respirar, ele não treina outros naquilo tão bem.
Como um exemplo específico, ele sabe que aconselhamento ou terapia não
é o seu dom! Então, ele se sente confortável em dizer que ele não é capaz
de treiná-lo nesta aptidão. Com muita freqüência pessoas tentam treinar
em uma área que conhecem muito pouco e, assim, o treinamento é
ineficaz.

 O coração de um bom treinador é genuinamente aquecido com o sucesso


daquele que ele treina.
Eu treinei meus dois filhos quando aprendiam a dirigir. Desde o primeiro
dia atrás do volante eu instruí e dei a eles a direção através do processo
de como dirigir um carro. Devo admitir que houve mais de uma ocasião
em que a minha vida dependeu do sucesso deles - algumas muito
próximas! Mas na grande maioria do tempo e até hoje (eu às vezes dou a
eles uma dicas "grátis" de como dirigir!) minha alegria vem do sucesso
deles. Vê-los encontrar sua nova liberdade, experimentar o direito de ir e
vir e continuar o seu progresso em direção a tornarem-se adultos é o meu
deleite.
Chris Morgan é o líder de louvor na Igreja 12Stone (antiga Crossroads)
onde eu sirvo como Pastor Executivo. Ele é um incrível líder de louvor e
ninguém reclamaria se ele dirigisse o louvor o tempo todo. Mas, além de
um excelente líder de louvor, ele se tornou um treinador de classe mundial
de jovens líderes de louvor que vão e vem. Embora Chris ame dirigir o
louvor, ele encontra profunda alegria e satisfação em treinar líderes
aprendizes de louvor e ficar atrás para vê-los voar a grande altura. Este é
o coração de um grande treinador!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – Novembro de 2007. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.20 – Fevereiro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,


O treinamento tem sido uma habilidade honrada há muito tempo e hoje se tornou
tão popular que, de vez em quando, precisamos retornar para rever seus pontos
básicos. É bom restabelecer o compasso de um treinador para que se torne ou
permaneça o mais eficiente possível. Este estudo em duas partes é um bom
sintonizador para todos os treinadores desde o novato ao veterano.

Bênçãos,
Dan Reiland

Um bom treinador ajuda as pessoas a vencer. Quando os times não vencem, eles
contratam um novo treinador! O treinador pessoal (personal coaching) é um
pouco diferente, mas o fim da linha é o mesmo. Eu quero um treinador que me
ajude a vencer e você também.

Uma das primeiras coisas que distinguirão um efetivo relacionamento de


treinamento é uma definição clara do que uma vitória se parece. Nem sempre é
tão simples e claro como parece (nem
Bons treinadores consistentemente melhoram
sempre simples nos esportes, mas sempre
suas próprias habilidades como treinadores. Não
basta ser reconhecido em seu campo, você claro). Quando dois times de futebol
precisa também ter habilidades de treinamento. competem, o time que faz mais pontos que o
outro ganha. É assim. O treinador é
responsável em ajudar o time a fazer isto tantas vezes quanto possível. O time
que tem o maior número de vitórias usa o anel do Super Bowl 1. Se um jogador de
futebol está fora em um relacionamento de treinamento, por algo além de suas
habilidades físicas atléticas, a definição de uma vitória pode rapidamente se
tornar mais complicada. Voltaremos a este pensamento mais tarde neste artigo.

Bons treinadores consistentemente melhoram suas próprias habilidades como


treinadores. Não basta ser reconhecido em seu campo, você precisa também ter
habilidades de treinamento. Quando eu fazia aconselhamento pastoral pela a
INJOY por alguns anos, eu descobri rapidamente que enquanto eu tinha uma boa
noção de liderança, ministério e igreja em geral, eu realmente não sabia como
ser um consultor. Eu tive que me tornar um estudante rápido. Treinamento é a
mesma coisa. Há pelo menos três áreas para melhorar constantemente como
treinador (além do conhecimento do campo no qual você treina).

 Sua habilidade em se comunicar


Se você não se comunica bem, não será um bom treinador. Este é um
pensamento simples, mas as pessoas precisam entender você sem fazer
esforço. O esforço delas deve ir em direção àquilo que você pede para elas
fazerem. Muitos dos melhores treinadores que eu conheço falam
claramente, usando linguagem simples e são muito diretos em seus
discursos.

1
Super Bowl é o jogo final entre os campeões das duas ligas americanas de futebol. A do Leste e a
do Oeste.
 Sua habilidade em inspirar
Você não precisa ser carismático. De fato, alguns dos melhores
treinadores são quietos e intensos. Mas você precisa inspirar não importa
como você o faça. Alguns inspiram através de carisma, outros pelo
relacionamento e outros apenas por paixão. O método pode variar... desde
que você inspire.

 Sua habilidade em ler as pessoas


Como um treinador você deve ser capaz de saber se a pessoa que você
está treinando está dando o seu máximo.
Uma coisa é você inspirar, outra é a pessoa Uma coisa é você inspirar, outra é a
se importar o bastante para dar 100% ao pessoa se importar o bastante para dar
100% ao processo.
processo. Não há livro algum que diga
como fazer isso; é intuitivo. Mas se você
prestar atenção a este assunto, fazendo anotações mentais, você se
tornará melhor nisto.

Mais hábitos de um bom treinador:

 Um bom treinador é claro sobre seus objetivos.


A maioria dos problemas que levam um relacionamento de treinamento a
uma ruptura está ligada à falta de foco em alvos e objetivos claramente
definidos e a um plano para chegar lá. Bons treinadores de futebol
escrevem planos de jogos detalhados em livros de jogos. Eles escrevem
programas de treinamento para ajudar a atingir alvos físicos específicos.
E todos são claros sobre as expectativas.

Se você é um treinador ou deseja que alguém treine você, é essencial


concordar sobre os resultados e como você chegará lá. Por exemplo, se
você quer ser um comunicador melhor como pastor, de forma que as suas
mensagens de domingo resultem em mudança de vida, você e seu
treinador devem ser altamente intencionais em como conseguir isto.
Focalizar apenas nas suas habilidades de exegese bíblica não o levará até
onde você quer chegar.

 Um bom treinador torna claras ambas as responsabilidades


Até aqui eu focalizei mais nas responsabilidades do treinador. Existe a
outra metade da equação. Treinamento é um relacionamento.
Freqüentemente lemos sobre atletas olímpicos que mudaram de
treinadores por causa da falta de resultados, e há o mesmo número de
treinadores que deixaram um atleta por causa da falta de esforço e de
progresso. Tratarei do progresso em outro ponto, mas a pessoa treinada é
responsável por dar 100% ao processo.

Eu me lembro de estar sentado em meu escritório com um pastor que eu


estava treinando e dizer: "Eu tenho certeza de que estou tentando mais
duramente fazer você vencer do que você está". Nós falamos bastante
sobre a necessidade dele de entrar no
Conversar é ótimo, mas, a certa altura,
esforço, ação e sucesso são necessários jogo e focalizar nos problemas à mão e
ou uma mudança precisa ser feita. não simplesmente nos encontrarmos uma
vez por semana ou algo parecido e
"conversarmos" sobre aquilo. Conversar é ótimo, mas, a certa altura,
esforço, ação e sucesso são necessários ou uma mudança precisa ser feita.
 Um bom treinador nunca "improvisa" quando se trata de preparação
Todos nos sabemos que seja no esporte ou na igreja local, um bom treinador
deve chamar regularmente para uma conversa. Ele ou ela deve chamar a
pessoa em ação e confiar nos instintos, experiência e intuição para a
conversa certa. Contudo, muitos ministérios acontecem em um passo tão
"devagar" (termo relativo) que "improvisar" raramente é necessário e nunca
quando se trata de preparação.

Um bom treinador prepara bem. Essencialmente isto significa que ele gasta
tempo em pensar especificamente sobre
Se você é um treinador e deseja ser bom, o(s) jogador(es) que ele treina, escreve
coloque seu coração no treino, do mesmo
modo que você faz no dia do jogo! anotações e, em nosso contexto cristão, ora
pela pessoa treinada. Isto toma uma grande
quantidade de tempo e sob pressão nós todos somos tentados a improvisar
isto. Você pode deixar isto de lado por um pouco de tempo, mas isso irá
confrontar você. Então, se você é um treinador e deseja ser bom, coloque seu
coração no treino, do mesmo modo que você faz no dia do jogo!

 Um bom treinador monitora o progresso e insiste nos resultados.


Quando eu tinha uns 16 anos, eu jogava basquete numa liga da cidade.
Minhas habilidades naturais estavam na média e então eu era da segunda
fileira e era bom em esquentar o banco! Eu animava os rapazes e esperava
para jogar meus cinco ou dez minutos num jogo. Eu nunca era escalado para
iniciar o jogo, mas eu posso imaginar o que teria acontecido com minhas
habilidades como jogador de basquete, se meu treinador tivesse me
“apertado” durante o meu treinamento. Ele era tranqüilo comigo. Ele era um
bom encorajador, mas nunca me empurrava para alturas maiores. O
progresso que eu fiz foi porque eu mesmo me exigia. Eu não fui treinado para
ser um jogador da NBA, mas eu estou certo de que eu poderia ter sido um
jogador melhor se meu treinador insistisse nos meus resultados.

Bons treinadores monitoram o progresso e insistem nos resultados. Nós


sempre nos sentimos culpados na igreja local por "sermos tranqüilos" com
relação aos jogadores. Nós misturamos o conceito de graça e dizemos
àqueles que nós treinamos: "OK, está bom
assim". Algumas vezes eles precisam de Algumas vezes eles precisam de graça, mas
na maior parte do tempo eles precisam e
graça, mas na maior parte do tempo eles querem ser exigidos (por alguém que se
precisam e querem ser exigidos (por alguém importa com eles).
que se importa com eles). Lembre-se que
eles querem vencer. E embora eles possam se queixar quando você os
empurra, eles serão gratos no final.

 Um bom treinador faz grandes perguntas.


Há tantos bons hábitos que bons treinadores praticam, mas deixe-me lhe
ensinar apenas mais um – fazer boas perguntas. A habilidade de fazer a
pergunta certa na hora certa é algo sem preço. Foi há mais de vinte anos
que um professor do Seminário me perguntou: (numa aula de "pregação") –
"Você pode impressionar a audiência ou impressionar Jesus, mas não a
ambos; qual dos dois você quer impressionar?” Eu nunca me esqueci daquela
pergunta e o impacto daquele momento tem sido enorme na minha vida.

Boas perguntas calam fundo e pedem respostas bem pensadas. Boas


perguntas são diretas e relevantes. Boas perguntas criam possibilidades.
Boas perguntas destinam-se a um propósito único. E boas perguntas ajudam
a esclarecer alvos e planos futuros. Acima de tudo, boas perguntas vêm do
coração e são feitas para o coração.
Acima de tudo, boas perguntas vêm do
coração e são feitas para o coração.
Finalmente, treinamento consiste em trazer para
fora o melhor das pessoas. Este é o meu desejo
como um treinador para os pastores e creio que pelo menos uma idéia nesta série
em duas partes tenha sido útil a você.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – dezembro de 2007. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.21 – Março/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,


Se você é uma pessoa orientada para detalhes, você vai adorar este artigo do
“Liderança Ministerial1". Eu quero usar mais de um artigo para discutir a
importância de prestar atenção aos detalhes, pois, desde o pagamento da conta
da luz até a construção de um novo santuário, os detalhes são importantes.

Bênçãos,
Dan Reiland

Quando eu vou consertar meu carro, eu quero um sujeito com o "check list" no
bolso da sua camisa e um olhar penetrante em seus olhos, não um tipo bem
extravagante com óculos super-escuros e uma camiseta que diz: "Cerveja é a
prova de que Deus ama o ser humano."

Quando você vai ser operado, meu forte palpite é que você queira um médico que
não apenas seja atento aos detalhes, mas que, realmente, se importe com a
qualidade com a qual ele cuida daqueles detalhes. Pessoalmente eu fico nervoso
quando o cirurgião diz: "Opa". Isto realmente aconteceu comigo - era uma
cirurgia comum com uma anestesia local, mas não era pequena para mim! Eu
disse: "O que o senhor quer dizer com "Opa" e a resposta dele foi: "Não se
preocupe, não é nada sério." Nada sério?!

Vamos para outro exemplo. Você está voando pela Delta Airlines nas férias.
Delta é uma boa companhia aérea, mas só é tão boa quanto os seus pilotos. Se o
piloto diz para a sua tripulação: "Bem, este avião precisa de 9.000 libras de
combustível e nós só temos 8.200. Ah, mas isto é quase suficiente. Nós
deveríamos conseguir". Deveríamos?!

Vamos encarar isto: quando se trata de detalhes – especialmente os que dizem


respeito a você – eles são importantes. Desde receber sua correspondência todos
os dias até ter o seu pagamento depositado em sua conta bancária toda
quinzena, os detalhes são importantes.
Uma coisa que tem chamado minha atenção
por muitos anos é o número de líderes que
Uma coisa que tem chamado minha atenção não prestam atenção aos detalhes.
por muitos anos é o número de líderes que não
prestam atenção aos detalhes. Estes líderes dirão algo como: "Tudo que eu me
preocupo é com a visão." Ou "Eu só me preocupo com meu sermão." E mesmo
assim eles lutam para fazer a visão realmente acontecer.

Deixe-me forçar um pouquinho. Muitos líderes rejeitam os detalhes por uma


destas três razões: arrogância, preguiça ou falta de dom. Apenas o terceiro
conta, mas mesmo isto não os absolve da responsabilidade pelos detalhes. Muitos
daqueles que reclamam por falta de dom são mais fielmente descritos por um dos
dois primeiros itens.

Eu tenho servido a dois líderes visionários nos últimos vinte anos e alguma coisa:
John Maxwell e agora Kevin Myers. Ambos são mestres nos detalhes. Eles não

1
No original o texto consta “Pastor’s Coach”.
deixam passar coisa alguma. John podia dizer o nome de quase todo mundo na
igreja e ainda sabia quem estava no hospital. Ele podia lhe dizer os nomes de
várias pessoas novas e alguma coisa sobre elas todas as semanas. Kevin tem
uma mente para números financeiros que é impressionante. Ele conhece os
números, legal – e não apenas o que eles são, mas o mais importante, o que eles
significam. Kevin sabe como interpretar aqueles números e como relacioná-los
com onde as pessoas estão espiritualmente e emocionalmente (também
conhecido como sua moral) o que dá a ele uma percepção de como liderá-las a
partir daí. E a lista continua.

A chave para Kevin, John e todos nós que lideramos é saber com quais daquelas
centenas de detalhes fazer alguma coisa, quais
simplesmente observar e quais ignorar. (A 2ª. A chave para Kevin, John e todos nós que
lideramos é saber com quais daquelas
parte deste artigo abordará líderes deixando os centenas de detalhes fazer alguma coisa,
detalhes de lado). quais simplesmente observar e quais ignorar.

 Líderes prestam atenção aos detalhes quando são pertinentes à VISÃO.


A Visão é o ponto crítico pelo qual nós lideramos as pessoas na direção que
Deus tem pedido que façamos.

Vamos começar com o óbvio: há alguns detalhes que são importantes e


outros que não o são. Por exemplo, as pessoas que estiveram no culto no
final de semana. Este é um detalhe a que todos os líderes prestam atenção –
contudo, porque vocês estão aumentando (ou não), o número de visitantes,
quantos permanecem e quantos "membros" saem são detalhes muito mais
importantes do que simplesmente o número de pessoas. Candidamente, o
número de presentes é uma das estatísticas menos importantes na igreja
local, mas tem mais atenção do que outras.

A Visão é ampla, mas deve ser dividida e entendida em profundidade para


que possa ser realizada. Líderes assumem que ela é ampla, e tornam isto
como fácil de compreender e presumidamente conquistável. Nós estamos
atualmente num processo de desenhar um plano mestre para 84 acres 2 e um
campus que ao final atenderá bem, pela graça de Deus, mais de 10.000
pessoas por domingo. É uma visão ampla – mas esta visão sozinha não nos
levará até lá.

Nós estamos atualmente em uma busca intensa por um arquiteto para


desenhar estes prédios. Quando você estiver lendo este artigo, a decisão já
terá sido tomada. O nível de detalhes tem sido perturbador da mente, mas
ele é importante. Nós começamos com mais de vinte nomes. O processo de
entrevista diminuiu para nove. As apresentações abaixaram a lista de
arquitetos para três. A fase seguinte de apresentações deixou os dois
finalistas. Só levou alguns segundos para você ler as quatro últimas
sentenças, mas elas representam dezenas e dezenas de horas. Por que tanto
detalhe? É tudo sobre a visão futura da igreja. É importante.

 Líderes prestam atenção aos detalhes quando se trata de Pessoas


Pessoas serão sempre a razão final para tudo o que fazemos na igreja local.
Como um pastor jovem, eu sabia que isso era verdade na mente e no
coração, mas eu não praticava isto até que John me ensinou, na agora infame
lição, "ande vagarosamente pela multidão". Na sua essência, este princípio
engloba o detalhe de liderar pessoas. Isto significa que você deve diminuir os

2
Um acre é igual a 4.047m2, portanto, a área desta propriedade é de aproximadamente 340 mil m2.
passos o suficiente para ver e sentir o que está acontecendo nas suas vidas, e
isto permitirá que você mostre que você se importa genuinamente.

Eu lidero a equipe na Igreja Crossroads. Eu não penso na equipe como meu


emprego, mas perguntando-me de fora sobre qual o meu trabalho, eles são
minha principal responsabilidade. De quem é contratado até quem é demitido
e tudo o que acontece no meio do tempo, a equipe é o foco do meu trabalho.
Contudo, eles não querem ser conhecidos pelo trabalho deles, eles querem
ser conhecidos pessoalmente. Apesar de falho nos meus esforços, eu estarei
sempre em contato com os membros da equipe, principalmente com aqueles
pelos quais eu sou diretamente responsável, só para
Lembre-se, a equipe faz parte
ver como eles estão – coisas como sua saúde, filhos,
da congregação.
hobbies, dias especiais em família. São coisas
pequenas comparadas com a visão do todo, mas não
quando você se lembra que, em última análise, as pessoas são a visão.
Lembre-se, a equipe faz parte da congregação. Um dia eu vou escrever um
artigo chamado: "A Liderança da Igreja: A Congregação Esquecida." É
especialmente importante para uma igreja maior aprender este princípio, mas
todas as igrejas de todos os tamanhos precisam prestar atenção aos detalhes
das vidas das pessoas.

 Líderes prestam atenção aos detalhes de FAZER O QUE ELES DIZEM QUE VÃO
FAZER.
Antes de irmos mais além, eu quero trabalhar com um fato simples: O
detalhe expõe o seu caráter como um líder. Quando se trata de fazer alguma
coisa que você disse que faria, o detalhe é importante. Deixe-me ser direto –
se você não pretende fazer, não diga que fará.

Toda vez que você faz uma promessa e não a cumpre, a integridade de sua
liderança se desgasta nas mentes e corações dos seus seguidores. Eu não
estou sugerindo que líderes precisam fazer promessas com propósito apenas
quando eles sabem com antecedência que eles podem cumpri-las. Eu estou
falando de preguiça em dar seguimento. "Eu não sou uma pessoa de
detalhes" não é desculpa quando você faz uma
promessa. Toda vez que você faz uma promessa
e não a cumpre, a integridade de sua
liderança se desgasta nas mentes e
É muito melhor evitar dizer que você fará corações dos seus seguidores.
alguma coisa do que dizer que fará e não
cumprir. Um exemplo comum é ver alguém no domingo de manhã, ter uma
conversa rápida e terminar dizendo "eu te telefono". E você esquece. Não
houve malícia e o Reino de Deus não vai acabar. Mas aquela pessoa vai
perder um pouco de respeito por você porque você não fez o que você disse
que ia fazer. Para você era apenas uma ligação em dezenas de telefonemas.
Para ele, era o telefonema dele. Uma solução simples é pedir a eles que
telefonem para você.

Se você disse que ia procurar um livro para alguém ou disse que iria escrever
uma carta de referência, os detalhes são importantes. Estes detalhes não são
tão importantes em si mesmos – eles são importantes porque estão ligados a
uma pessoa. As pessoas tornam os detalhes importantes.

 Líderes prestam atenção aos detalhes dos CAMINHOS PARA UMA DECISÃO-
CHAVE
Os altos líderes em qualquer boa organização não tomam todas as decisões,
mas eles sabem como as decisões são tomadas e quem as toma. Eu vou falar
mais sobre líderes delegando outros a tomar decisões na 2ª. Parte, mas por
enquanto deixe-me dizer que quanto mais responsabilidades você tem,
menos decisões você deveria tomar. Você ainda entende e influencia o
processo, pois isto é a chave da sua liderança, mas você não toma a decisão
final em cada assunto.

Isto permite a você monitorar literal e intuitivamente os passos da sua


organização. Você pode dizer quando as decisões estão sendo tomadas muito
depressa ou muito devagar. Você pode dizer quando e onde estão ocorrendo
os gargalos que evitam que sua igreja caminhe para adiante. Vamos encarar
os fatos: comitês da igreja, diretoria e membros da liderança realmente
podem jogar as coisas lá embaixo. Seja pelo excesso de trabalho ou pela
inexperiência, o problema ainda deve ser
encaminhado. Como líder, sua missão não é trabalhar em
cada dormente e trilho, mas limpar o
caminho para que o trem possa continuar
Conhecer os caminhos das decisões é como andando para a frente.
conhecer os trilhos de um trem e seu
destino. Como líder, sua missão não é trabalhar em cada dormente e trilho,
mas limpar o caminho para que o trem possa continuar andando para a
frente. Isto envolve treinar, ensinar, clarear a visão em um grande número
de coisas. Mas se você não conhecer os caminhos das decisões, não será
capaz de manter a organização da igreja operando suave e efetivamente.

 Líderes prestam atenção aos detalhes quando Deus está falando


pessoalmente.
Se você me permite o privilégio de um momento pastoral com você, quero
enfatizar a importância de ouvir e obedecer a Deus mesmo nos pequenos
detalhes da vida. É alí onde Ele geralmente testa nossa liderança e nos julga
qualificados para liderar em áreas maiores.

Freqüentemente é nas pequenas advertências que nós, sob as pressões e as


demandas do dia, podemos considerá-las como detalhes que não importam e
assim evitá-los, mas eu posso garantir a você que eles são importantes.

Vou encerrar com esta estória: alguns dias atrás, eu recebi um e-mail de uma
amiga de Chicago de quem eu não ouvia há muitos meses. No meio de sua
vida ocupada, que inclui crianças, ministério e uma dezena de outras coisas,
Deus sugeriu a ela que orasse por mim a respeito de determinado assunto.
Ela me enviou o e-mail e nós descobrimos que Deus estava (e ainda está)
falando comigo sobre aquele exato tópico naquele mesmo dia. É um assunto
que irá impactar grandemente quem eu sou como líder cristão nos meses e
anos que virão. É um pequeno detalhe? Talvez. Mas eu acho que é algo
grande e eu nem quero imaginar as conseqüências se ela tivesse ignorado
aquele "pequeno" lembrete para orar.

Líderes prestam atenção aos detalhes quando eles querem que sua organização
tenha sucesso. Um líder sábio disse certa vez: "Os detalhes determinam o
destino." Isto é exagero? Eu não acho. O que você acha?

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – dezembro de 2004. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.22 – Março/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Na edição anterior do "Liderança Ministerial 1” eu expliquei a importância de


conhecer os detalhes. Nesta, nós vamos fazer um balanço de tudo aquilo, mas
compreendendo quando precisamos deixar os detalhes de lado.

Bênçãos,
Dan Reiland

Ninguém quer seguir um micro-gerente. Se você já trabalhou para um, você sabe
exatamente o que eu quero dizer – eles dão a você um trabalho e depois o
tomam de volta. Na verdade, eles não o tomam de volta porque nunca o deram
realmente. Freqüentemente eles ficam "em cima” de você dizendo exatamente o
que fazer em cada etapa.

Eles lhe darão uma tarefa com as instruções completas, usuais e detalhadas de
como você deve fazê-la - à maneira deles. Eles interferirão e mudarão os planos
durante todo o processo. Farão muitas perguntas detalhadas que não são
necessárias. E, em geral, frustrarão os bageebers(?) fora de você. Mesmo que
isto possa parecer exagerado, a idéia é clara: um micro-gerente é um líder
incapaz de deixar de lado os detalhes que
Um micro-gerente é um líder incapaz de
qualquer outra pessoa deixaria. deixar de lado os detalhes que qualquer
outra pessoa deixaria.
Alguns casais são micro-gerentes como pais,
falhando em deixar que seus filhos se tornem adultos. Freqüentemente são pais
bons e amorosos, contudo, as crianças se tornam jovens adultos que não sabem
ter iniciativa e viver por si mesmas, porque alguém tomou todas as decisões e
lhes disse o que fazer. Micro-pais criam jovens adultos que são apenas
seguidores: falta a seus filhos a criatividade e, com freqüência, a autoconfiança.

Há um paralelo significativo entre ser micro-pai e micro-gerente numa igreja


local. A coisa interessante é que nós enxergamos rapidamente as falhas e os
resultados indesejáveis dos micro-pais, mas não os vemos na igreja local. Em
dezenas de igrejas, eu observei algo que exemplifica isto de uma forma ampla.
De fato, eu sou culpado em permitir que isto aconteça - embora eu lute contra
isto. No fundo nós comunicamos tudo em demasia, exceto a visão (quando se
trata da visão, você nunca pode comunicar demasiado).

Das reuniões aos programas especiais, as igrejas sempre “dizem” alguma coisa,
dizem outra vez, e então dizem diversas outras vezes. Chamadas telefônicas,
cartas, postais e e-mails. Qual é o resultado? As
No fundo nós comunicamos tudo em pessoas dizem, “eu nunca ouvi nada sobre esta
demasia, exceto a visão.
reunião.”

Você quer estrangulá-las, não quer? O problema é que nós o fizemos além da
conta. Nós fornecemos detalhes demais. Nós treinamos pessoas para terem tudo
na mão e serem alimentadas na boca, ao ponto de não prestarem atenção em

1
No original o texto consta “Pastor’s Coach”.
coisa alguma. Pense nisto: quando um casal de sua igreja quer ir a um jogo de
futebol ou a um filme, não precisa de lembretes, observações, e-mails ou
chamadas telefônicas. Eles tomam a iniciativa, marcam nos calendários, compram
as entradas e aparecem!

Eu estou muito impressionado com o que a equipe de nossa igreja Crossroads


tem feito para ir mudando devagar esta questão. Por exemplo, a equipe está
colocando tabelas de voluntários num site da internet. Isto não somente elimina
lembretes, como dá a responsabilidade voluntária
Isto não somente elimina lembretes, de ir à internet, encontrar o horário e local
como dá a responsabilidade voluntária
de ir à internet, encontrar o horário e
atribuídos para eles, e buscar sua própria
local atribuídos para eles, e buscar sua substituição se não puderem ir.
própria substituição se não puderem ir.
Esta é a maneira de trabalhar em equipe! Eu devo
mencionar que isto somente acontece quando bons líderes treinam e incentivam
bem os seus times - algo que a equipe da Crossroads certamente faz.

A maioria dos micro-gerentes ou micro-líderes não é feita no nível corporativo. A


grande maioria é feita um-a-um e os mais freqüentes infratores são os membros
pagos da equipe. No artigo anterior, (veja a parte 1 de “Líderes e Detalhes") eu
cobri os tipos de detalhes que os líderes necessitam prestar atenção. Agora,
vamos ver os detalhes que seria melhor aprender a deixar de lado:

 Detalhes que são dirigidos pelas AGENDAS e DESEJOS de outras pessoas


Esta é uma das áreas mais difíceis para os líderes da igreja trabalharem. Nós
somos chamados para sermos líderes servos e nós gostamos de ajudar as
pessoas, mas pode parecer que nós não temos o coração de um servo se nós
dissermos não aos muitos pedidos das pessoas dentro (ou fora) da
congregação. Às vezes são pequenos
Pode parecer que nós não temos o coração de um
detalhes, mas porque alguém que você servo se nós dissermos não aos muitos pedidos
conhece e ama lhe pede, você das pessoas dentro (ou fora) da congregação.
simplesmente não consegue dizer não.
Mas nós devemos dizer “não” às dezenas - senão centenas - de pedidos que
não têm nada a ver com a visão e a missão da igreja.

Deixe-me contar uma história curta de anos atrás. Nós fizemos um programa
espetacular de Natal chamado A Arvore de Natal Viva. Era extremamente
popular, e difícil de conseguir entradas. As pessoas começaram a pedir que
eu conseguisse entradas para elas. Nenhum grande problema- exceto que
eram 30 apresentações!

“Você pode conseguir cinco entradas para sábado às 7 da noite para mim?“
Dois dias mais tarde, “Nós temos uma mudança, vovó está vindo. Você pode
me conseguir seis entradas para domingo às 9 da noite?“ “Não, faça assim…”
Você percebe aonde isto vai chegar? - agora, multiplique isso por dezenas de
pessoas que não conseguiram entradas a tempo. Eu quis ajudar? Claro. Era
um ato amável? Certo. Era um bom uso do tempo? Não. Era um detalhe que
de forma alguma ajudava o Reino de Deus.

Às vezes, os detalhes podem vir em grandes pacotes que são grandes


problemas. Regularmente, pessoas maravilhosas da Crossroads procuram por
mim porque querem começar um novo ministério na igreja. Elas estão cheias
de paixão e crêem que estão prontas para começar. Não ocorre a elas como o
novo ministério irá impactar o plano estratégico, recursos, esforços e
resultados dos ministérios já existentes. Tudo que elas sabem é que querem
fazer aquilo. Se eu dissesse sim a estes pedidos, isto iria sugar-me – assim
como aos outros membros da equipe – nos detalhes de um ministério que
nem deveria ter começado no primeiro momento.

 Detalhes que têm POUCO OU NADA A VER com suas maiores forças e
principais responsabilidades
Duas coisas nos colocam em problemas: do lado positivo, é um coração de
pastor amoroso, do lado escuro, é o ego. Para mim, um bom exemplo é o
aconselhamento matrimonial. Eu faço isto porque eu me importo, não porque
eu seja bom nisto ou tenha o treinamento necessário para ser efetivo. Eu sou
puxado para este detalhe tedioso e emocionalmente extenuante, que está
além das minhas maiores forças e principais responsabilidades. O que eu sou
chamado para fazer acaba em sofrimento. Novamente, eu quero ajudar?
Claro que sim. E mais vezes do que não, eu digo sim. Eu deveria estar
fazendo aconselhamento matrimonial? Não – exceto talvez naquelas raras
exceções, orientadas por Deus, onde eu preciso encontrar com um casal uma
vez e aí enviá-los a um terapêuta habilitado. Isto deve ser verdade para você
também.

 Detalhes que DISTRAEM você de fazer o que é importante e necessário.


Isto deixa os estudantes bons e curiosos em problemas. Eu sou facilmente
distraído por coisas que são divertidas (quer dizer, coisas pelas quais eu não
sou responsável!) e das quais eu sei pouco – como computadores.

Você já ouviu falar do Bobo da Vila? Bem, eu sou o Bobo do Escritório com
relação a coisas de natureza técnica, especialmente computadores. Sério,
uma vez eu pedi para alguém da informática me arrumar uma nova
impressora porque a minha estúpida impressora não funcionava. Ela não
estava ligada na tomada.

Eu não tenho coisa alguma para ficar envolvido com aquilo, mas hey, eu sou
uma pessoa e os computadores são engenhocas interessantes. Eles são de
metal, com teclas para apertar e o poder de explodir tudo. Da mesma forma,
muitos líderes gastam horas sem fim surfando em detalhes na internet –
detalhes com os quais eles não deveriam gastar um minuto sequer.

Outros líderes são “adictos” a pessoas. Nós todos amamos as pessoas e


alguns de vocês são intencionais nos seus contatos com as pessoas. Mas
outros apenas querem ficar com as pessoas porque é divertido e tiram você
de fazer o trabalho que você precisa que seja feito. Eu tenho esta culpa. Eu
ouço os membros da equipe rindo lá fora no hall do escritório e eu fico
“brincando” com eles porque é divertido! E realmente é. Mas o que
provavelmente deveria ser feito é ficar na minha escrivaninha terminando
aquilo em que eu estava trabalhando.

Não há coisa alguma errada em brincar, mas lembre-se do grande principio:


pague agora e brinque mais tarde!

 Detalhes que podem – e devem – ser tratados por OUTRA PESSOA.


Embora nem todos os detalhes possam ser realizados por outra pessoa,
muitos podem. Chame de delegar, dar poder ou simplesmente, deixar de lado
– em algum ponto os líderes devem aprender a confiar nos outros o suficiente
para deixar que eles tomem conta. xxxxxxxxxxxxx
Como eu escrevi em "Líderes e Detalhes, Parte 1" quanto mais
responsabilidade você tem, menos decisões você deveria tomar. Da mesma
forma, quanto maior a sua responsabilidade, menos você deveria estar
"fazendo." Deixe os outros cuidar dos detalhes. Se você é um líder principal,
você é responsável pela influência. Seu trabalho é captar a visão, dar
esperança, estabelecer a direção e liderar. É ensinado nos cursos MBA que
uma grande parte do tempo do executivo é gasto pensando. Para executivos
cristãos, eu adicionaria que você gastará muito tempo pensando e orando. O
conceito é o mesmo, mas o líder cristão reconhece sua total dependência em
Deus para idéias e resultados.

Se você está com medo ou relutante em deixar de lado, pode ser porque você
foi desapontado no passado. Ou talvez você acredite que ninguém pode fazê-
lo tão bem quanto você. Ou ainda você tem uma certa compulsão pelo
controle. Mesmo assim, você deve deixar estas coisas. Tome o risco. Você
não se desenvolverá do ponto onde está até que deixe mais coisas do seu
trabalho para outros. Dê aos outros responsabilidade com autoridade.
Treine-os bem. Comunique suas expectativas claramente e deixe-os voar.

 Detalhes que MANTENHAM ao invés de mover a igreja para frente


Muitos líderes principais – particularmente de igrejas pequenas (embora
nenhuma igreja esteja imune) – ficam bloqueados com detalhes de
manutenção ao invés de detalhes que movem a igreja para a frente. "Líderes
e Detalhes, parte 1" focaliza os aspectos positivos dos detalhes que ajudam
você a progredir.

A manutenção, por outro lado, cobre uma longa e variada lista de coisas
desde a produção do boletim de Domingo até a cor da pintura e uma centena
de outras coisas entre elas. Eu fui consultor de um inteligente e dedicado
pastor anos atrás que aparava a grama da igreja toda semana. Era mais de
um acre2 de grama e, embora a igreja tivesse um carrinho cortador de
grama, ainda levava horas. Eu aplaudi seu coração de servo, mas dei a ele
um “F”3 no uso de suas manhãs de sábado com sabedoria. Aparar a grama é
um detalhe que, no melhor dos casos, é um item de manutenção
(literalmente). É importante que os arredores da igreja pareçam bem
conservados, mas uma grama bonita não vai fazer a igreja crescer.

Eu o convenci a conseguir um time de voluntários para cortar a grama e


reinvestir seu tempo em uma ou mais das seguintes opções: evangelismo
pessoal, oração, tempo com a família ou preparação de sermões. Ele decidiu
sabiamente!

Dê uma olhada em onde vai o seu tempo. O que você está fazendo que pode ser
feito por outra pessoa? O que você está fazendo que não precisa ser feito? O que
evita que você faça as mudanças que precisa fazer? Então, vá e faça.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

2
Um acre é igual a 4.047m2, portanto, a área desta propriedade é de aproximadamente 340 mil m2.

3 “F” equivale à pior nota possível no sistema de ensino


Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – dezembro de 2004. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.23 – Abril/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Eu não gosto de números, de fazer acompanhamento ou de medir, mas aprendi a


apreciar o seu valor, então eu o faço. Neste e no próximo artigo de “Liderança
Ministerial1” eu vou discutir medidas que interessam. Neste eu abordarei os dados
frios e, no próximo, os “dados do coração.”

Bênçãos,
Dan Reiland

Números, medição e acompanhamento das coisas parecem mecânicos e


impessoais até que sejam a meu respeito. Os números começam a ficar pessoais
e interessar quando são sobre minha idade, meu peso, meu nível de colesterol e
minha conta bancária. A verdade é cada número conta uma história. (O número
relativo ao diâmetro de minha cintura conta uma
Quando Jesus contou a parábola da
história que eu não explicarei hoje). ovelha perdida em Lucas 15, ficou claro
que, para que o pastor soubesse que
Como líder ministerial, você presta atenção aos faltava uma, ele teve que contar.
números e os acompanha ou você os evita sempre
que possível? Eu não gosto de números, de fazer acompanhamento ou medir,
mas eu aprendi a apreciar o seu valor, por isso eu o faço. Cada número não
somente conta uma história… acredite ou não, ele também tem um coração. Os
números têm coração porque afinal tratam de pessoas singulares.

Quando Jesus contou a parábola da ovelha perdida em Lucas 15, ficou claro que,
para que o pastor soubesse que faltava uma, ele teve que contar. Eu sei que o
principal não está em contar, e este é meu ponto. Trata-se daquela uma ovelha!
Eu me importo com quantos visitantes e convertidos nós temos porque se trata
de cada um.

Neste e no próximo artigo eu vou falar sobre medir o que interessa. Neste artigo
eu cobrirei os dados frios, e na edição seguinte, os “dados do coração." Os dados
frios são muito mais fáceis de medir, mas os dados do coração, embora
subjetivos, não podem ser negligenciados. Nós cobriremos o comparecimento e
mais cinco pontos chaves da vida da igreja que devem ser medidos nesta
primeira categoria de dados frios.

 Comparecimento
Eu chamo o comparecimento de número “cosmético” porque nem sempre é
aquilo que aparece. Algumas igrejas fazem um "lifting" eclesiástico em
relação ao comparecimento. Como consultor de igrejas, eu fico espantado
com a criatividade com que algumas igrejas contam o comparecimento nos
cultos, e com as muitas definições diferentes de “aproximadamente
quinhentos.” A segunda razão porque eu digo que é um número cosmético é
porque número que nós gostamos é o que nos faça parecer bem. Nós
1
No original Dan Reiland faz referência ao texto original „Pastor‟s Coach‟, que é adaptado aqui, em
duas ocasiões, para Liderança Ministerial.
gostamos do número de comparecimento porque é o maior número para
começamos a trabalhar. O problema é que, das medidas que interessam, ele
é o que menos interessa. Reunir uma grande multidão de pessoas que não
estão espiritualmente resolvidas é importante, mas nós não podemos parar
aí. Ajudar as pessoas a tornarem-se seguidoras totalmente devotadas a
Cristo é a outra metade da equação.

O comparecimento pode nos iludir. Uma igreja de cinco mil pessoas pode
parecer impressionante até que você descubra que está estacionada em
aproximadamente cinco mil durante anos. Em contraste, você pode pensar
que uma igreja de 150 pessoas é media, até que você descobre que ela está
em uma cidade pequena no meio do nada. Uma igreja que cabe neste último
perfil é a 1ª. Igreja Batista de Leslie, Michigan. Ela está numa cidade de
2.050 habitantes onde há diversas igrejas para escolher.

Toby Teague é o pastor e está fazendo um ótimo trabalho. Oito anos atrás
quando ele chegou o comparecimento da igreja era de trinta pessoas. Hoje é
de 175 com um dia de pico no ano passado de 415. Agora, aqueles números
contam uma história. Eu amo o folheto daquela igreja. Está escrito, “A igreja
que não poderia se importar menos.” Então você abre e lê, “Nós não
poderíamos nos importar menos sobre de onde você vem, nós não
poderíamos nos importar menos sobre onde você esteve; nós não
poderíamos nos importar menos com o que você tem; o que nós realmente
nos importa é VOCÊ assim e é isto o que Deus faz." Bom trabalho Toby,
continue com seu bom trabalho!

Aspecto da Vida da Igreja Caráter que revela


Visitantes pela 1ª. vez Atitude altruísta

Medir o número de visitantes pela primeira vez nos informa muito sobre a
saúde de uma igreja. Particularmente quando você também sabe quantos
de seus visitantes não são cristãos. Quem você convida e atrai é tão
importante quanto o seu número. Um número elevado de visitantes
geralmente revela um caráter altruísta dentro da igreja. Pessoas novas
dentro da igreja comunicam que você se importa com as pessoas que ainda
não são da família da igreja e que você está disposto a abrir espaço para
elas. Isto emite uma mensagem forte tanto para aqueles que são já parte
de sua igreja quanto para aqueles que não o são.

Aspecto da Vida da Igreja Caráter que revela


Convertidos Obediência Fiel

Manter-se a par do número de novos convertidos não é uma coisa fria,


mecânica. É a maneira primária de medir a obediência fiel da sua
congregação ao Grande Mandamento em Mateus 28:19-20. Fazer um
acompanhamento da maneira correta significa muito mais do que apenas a
contagem dos números. Você precisa saber o nome de cada novo
convertido e onde está em sua nova caminhada de fé. Por exemplo, foram
batizados? Começaram algum tipo de classe de treinamento para novos
cristãos ou de pequenos grupos? Ou seja, que acompanhamento você faz
para incentivar e aumentar a sua fé?
Aspecto da Vida da Igreja Caráter que revela
Voluntários para o Ministério Gratidão Responsável

O número de pessoas, envolvidas na estratégia de ministérios baseados em


dons espirituais, ajuda você a medir o “músculo” de sua igreja. O plano de
Deus nas Escrituras é claro em Efésios 4:11-12: os pastores devem capacitar
os santos para fazerem o trabalho do ministério, não fazerem todo o
ministério eles próprios. Este é um ingrediente chave de uma igreja forte. Nós
todos conhecemos igrejas com pastores
superstars; o tipo que quando o pastor sai a Os pastores devem capacitar os santos para
igreja praticamente desmorona. Isto não é fazerem o trabalho do ministério, não
fazerem todo o ministério eles próprios.
verdade para todas as igrejas, mas
infelizmente é para a maioria. A diferença
entre uma que faz e uma que não faz é quantos voluntários treinados e
comprometidos fazem parte do ministério.

O número de pessoas capacitadas para um ministério significativo pode e


transformará uma igreja local. Medir este número dará a você um
conhecimento da gratidão responsável da congregação. Eu não estou falando
de obras de justificação. Nós somos salvos pela fé, não por obras. Eu estou
dizendo que quando o povo de Deus começa a amadurecer naquela fé, eles
precisam expressar a sua gratidão pelo que Deus tem feito por eles através
de Cristo. Eles então começam a se tornar mais responsáveis por sua fé.
Começam a compreender que nunca foi para guardar tudo para si próprios,
mas para compartilhar com o outros. E seja em que parte do ministério eles
ajudem, é parte da igreja alcançando àqueles que não estão resolvidos
espiritualmente.

Aspecto da Vida da Igreja Caráter que revela


Pessoas em Pequenos Grupos Relacionamentos Autênticos

Mudança real de vida ocorre melhor no contexto de um pequeno grupo, de


pessoas que sejam abertas, honestas e engajadas em relacionamentos
saudáveis. Quanto maior uma igreja fica, mais interessante este número se
torna. Eu admito que seja difícil descobrir quem está e quem não está em um
relacionamento “autêntico”. Mas, difícil ou não, é vital que nós solucionemos
o problema. Isto é feito com treinamento de alto nível e constante dos seus
líderes de grupos pequenos. Quando oferecemos às pessoas ambientes de
relacionamento saudáveis e produtivos onde podem ser honestas umas com a
outras, isso é uma tremenda ajuda para que se tornem honestas com Deus
sobre quem elas são e no que Ele quer que elas se tornem.

Aspecto da Vida da Igreja Caráter que revela


Oferta Compromisso Maduro

Você não achou que eu deixaria fora o dinheiro, não é? As reações quanto a
medir o dinheiro variam extremamente desde os hiper-interessados até os
que o evitam e negam. Nenhum deles é saudável ou sábio. Apenas enfrente
a realidade de onde você está financeiramente. Quer você goste ou não, o
ministério custa dinheiro e não é barato. As igrejas com um fundo forte de
ofertas por pessoa (20 dólares ou mais por pessoa, baseada num
comparecimento médio do domingo) têm ministérios mais fortes porque elas
podem fazer mais e contratar uma equipe de pessoal de qualidade. Em um
nível mais profundo, entretanto, a renda da sua igreja dá a você um
conhecimento do nível de maturidade
Apenas enfrente a realidade de onde você está
espiritual de sua congregação. financeiramente. Quer você goste ou não, o
ministério custa dinheiro e não é barato.
Embora não gostemos de falar sobre ele
porque não parece espiritual, cristãos maduros dão mais dinheiro do que
cristãos imaturos. Isto simplesmente é um fato. Portanto, embora possa
parecer com um negócio, trata-se do crescimento e do compromisso do seu
povo com Deus e Seu trabalho.

Há tantas outras coisas que você poderia medir, mas focalize em medir o que
interessa, compreenda o que os números estão lhe dizendo e mantenha a
liderança!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – janeiro de 2004. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 2 - Vol.24 – Abril/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

No mundo da igreja, dois tipos de coisas devem ser medidas: os dados frios e os
"dados do coração". No último artigo de Liderança Ministerial1, eu cobri os dados
frios, que consistem no comparecimento, nos visitantes pela primeira vez,
conversões, voluntários no ministério, pessoas em grupos pequenos e finanças.
Neste artigo, eu tratarei dos "dados do coração" da igreja. Leia para ver as dicas
de como você pode avaliar suas forças e fraquezas nesta área.

Bênçãos,
Dan Reiland

Como você o sabe que está apaixonado? O que torna um filme um grande filme?
Por que determinadas pinturas valem tanto dinheiro? O que estas perguntas têm
em comum? Pelo menos três coisas: primeiro, elas são difíceis de responder por
que têm uma natureza subjetiva. Segundo, estas perguntas exigem respostas
porque muito do significado e dos valores verdadeiros da vida é definido por suas
respostas. E terceiro, nós podemos e respondemos a este tipo de perguntas
diariamente. As pessoas se casam, as pessoas falam aos outros sobre os filmes
que gostam e pagam quantidades ridículas de dinheiro por pinturas a óleo.

Há um conjunto de perguntas críticas sobre tópicos subjetivos dentro da igreja


que também exige respostas. Para responder de forma inteligente, é necessária
uma avaliação. A verdade é que as pessoas que freqüentam a sua igreja avaliam
estas coisas todas as vezes que estão no recinto da igreja ou em uma de suas
atividades.

No artigo anterior da Liderança Ministerial, eu cobri os dados frios, que consistem


em:
 Comparecimento (o número “cosmético”)
 Visitantes pela primeira vez
 Conversões
 Voluntários no ministério
 Pessoas em grupos pequenos
 Ofertas/finanças

Neste artigo, eu tratarei dos "dados do coração" da igreja. Dos dois, estes são os
mais difíceis de medir, mas de longe, os mais importantes. Você não pode colocar
um número sobre qualquer um deles, mas não se iluda: seus “clientes” estão
avaliando estas coisas o tempo todo. Então
A verdade é que as pessoas que freqüentam
a sua igreja avaliam estas coisas todas as
você também precisa prestar muita atenção. As
vezes que estão no recinto da igreja ou em pessoas na sua igreja medem os dados do
uma de suas atividades. coração num nível subconsciente e intuitivo.
Sabem quando as coisas estão corretas e
quando não estão, da mesma maneira que você sabe quando está apaixonado ou
não.

1
No original Dan Reiland faz referência ao texto original „Pastor‟s Coach‟, que é adaptado aqui, em
duas ocasiões, para Liderança Ministerial.
Então, como pode você ser quantitativo sobre questões do coração? Eu não sei.
Desculpe, eu não pude resistir. Deixando a brincadeira de lado, eu sugiro que
você ou faça entrevistas pessoais informais simples e rápidas ou reúna grupos
pequenos de pessoas em três categorias: pessoas novas na sua igreja; pessoas
que são servos comprometidos em sua igreja; e líderes e equipe interna.

Faça uma agenda com os seis tópicos abaixo. Mantenha-a simples e curta.
Defina o tópico (ponto específico do dado do coração) e peça que primeiramente
o avaliem numa escala de um a dez e então dêem sua opinião honesta sobre o
que pensam e sentem sobre a sua igreja neste item.

Então a equipe e talvez as pessoas mais experientes ou quem quer que sejam os
líderes apropriados para interpretar a informação, discutem o que foi descoberto.
Esta é a primeira parte, mas não a mais importante. Embora este tipo do
exercício seja altamente valioso, você nunca deve liderar pelo consenso. Isto
apenas ajuda você a ter uma boa introdução. No fim, você como pastor,
juntamente com seus líderes-chave deve fazer um chamado para a liderança e
determinar que ação, se for o caso, deve ser tomada.

Tenha em mente que este não é um processo estático. Os dados do coração


podem mudar como o vento. E um bom líder pode detectá-lo muito tempo antes
que outro. A finalidade das entrevistas informais No fim, você como pastor, juntamente
não é descobrir a realidade atual e futura da sua com seus líderes-chave deve fazer um
congregação, mas ter conhecimento da chamado para a liderança e determinar
que ação, se for o caso, deve ser tomada.
profundidade, intensidade e exatidão do que você
já vem sentindo intuitivamente por algum tempo.
Com isto em mente, aqui estão as seis áreas de dados do coração que eu acredito
você necessita estar sempre verificando:

 Atmosfera
Compreender as variáveis da atmosfera dá a você o conhecimento tão
necessário das questões internas de coisas tais como a moral, a qualidade dos
relacionamentos, os níveis da confiança e mesmo a presença de Deus.

Quando falamos sobre atmosfera, as pessoas usam frases como “há algo no
ar.” Um líder vai um passo mais além e define o que é aquele “algo”. Às vezes
é raiva e descontentamento e você precisa jogar aquilo fora rapidamente.
Você sabe quando alguma coisa começa a cheirar mal. Enfrente-a antes que
comece a cheirar mal e chame a atenção de todos. Se você deixar continuar,
só ficará pior.

Em contraste, você também pode detectar a presença de Deus na sua igreja.


Há uma doçura no ar que encontra seu caminho no coração do povo. A moral
é alta, as pessoas se relacionam bem, a confiança é elevada e o favor de Deus
está sobre vocês. Quando você estiver nesta situação, assopre a chama!
Estude, (mas não super-analise) a atmosfera o suficiente para que você possa
se manter no mesmo curso o máximo possível. Assim como no cenário oposto
você quer determinar rapidamente a fonte de seu problema e saltar sobre ela
com soluções.

 Ambiente
A atmosfera trata das realidades internas e o ambiente trata dos assuntos
externos. Os dois estão conectados, mas seus lugares de origem e de ênfase
são diferentes. As questões ambientais são mais visíveis do que as ligadas à
atmosfera. Não tome isto muito literalmente - apenas siga o conceito.
Lembre-se que ambas estão muito ligados.
Quando você entra numa sala de aula, na recepção de um hotel ou em um
restaurante, você percebe imediatamente o ambiente. Você tem uma
sensação imediata se você quer permanecer ou sair. O mesmo é verdadeiro
com a sua igreja. O ambiente abrange coisas como arredores externos,
circunstâncias e qualidade, relevância, valores e intrigas. Você pode dar um
número para estas coisas? Não facilmente, mas acredite em mim: as pessoas
estão medindo estas coisas cada vez que estão com você.

O ambiente cobre tudo desde o seu estacionamento até o templo de


adoração. E, tal como a atmosfera,
reflete sutilmente sua liderança de Quando você entra numa sala de aula, na recepção
uma forma contínua. Vamos ser de um hotel ou em um restaurante, você percebe
imediatamente o ambiente. Você tem uma sensação
diretos: você já esteve na casa de imediata se você quer permanecer ou sair. O mesmo
alguém e pensou consigo mesmo: é verdadeiro com a sua igreja.
“como as pessoas conseguem viver
assim?“ Não desconsidere o fato das pessoas fazerem a si mesmas esse tipo
de pergunta sobre o ambiente da sua igreja.

Por exemplo, se o ambiente do ministério infantil é chato, irrelevante e sem


imaginação por que as crianças iriam querer voltar? Você captou a idéia.
Deixe-me pintar um quadro simples que diz tudo - milhões e milhões de
pessoas gastam milhões e milhões de dólares para ir a Disneyworld por uma
razão! Pense nisto.

 Atitude
Por ter tido John Maxwell como mentor, eu acredito que atitude é tudo. Você
é livre para pensar que eu sou influenciado por um guru motivacional, mas
eu estou aqui para dizer, de quem não é um guru motivacional, que a atitude
É tudo. Se você já foi a uma reunião anual de negócios difícil da sua igreja,
você sabe exatamente o que eu quero dizer.

A atitude abrange o conceito básico de se as pessoas procuram ou não o bem


e o mal. A atitude determina se pessoas vêem o copo metade cheio ou
metade vazio. A atitude influencia se as pessoas procuram (ou causam)
problemas ou procuram e trazem soluções. A atitude determina como você
enfrenta o sucesso, o fracasso e mesmo as questões de evangelismo.

A atitude é o conceito mais simples de compreender nesta lista dos dados do


coração e o mais difícil de manter consistentemente entre as massas. Vamos
encará-lo. Você simplesmente não pode controlar como as pessoas se
sentem, e não importa quão positivo
A atitude influencia se as pessoas procuram (ou
você seja, os outros podem e escolhem causam) problemas ou procuram e trazem
ter atitudes más. O importante é que soluções. A atitude determina como você
você mantenha uma atitude boa de enfrenta o sucesso, o fracasso e mesmo as
qualquer maneira. Esta é sua melhor questões de evangelismo.
estratégia para liderar e cultivar uma
igreja com uma boa atitude. Se você procurar o melhor e se recusar a se
afundar na lama, isto não resolverá tudo, mas fará uma enorme diferença.

Vamos voltar ao meu comentário anterior sobre o evangelismo. Você


consegue ver como estas questões influenciariam fortemente se uma pessoa
não resolvida espiritualmente iria querer ficar e ouvir o que você tem a dizer?

Com relação aos líderes em sua igreja, é um pouco interessante. Sim,


mesmo seus melhores líderes podem ter um dia ruim, só não podem ter uma
série de dias ruins! Quanto à equipe de pessoal paga, uma atitude boa é um
dever. Eu me recuso a pagar pessoas com atitudes más.

Já existem muitas pessoas na congregação que nos darão isto de graça. Nós
nem mesmo temos que pedir. Uma boa atitude começa do alto e vai indo
para baixo. Se você não gosta do que vê na congregação, comece com os
líderes.

 Maturidade
Muito foi escrito sobre medir a maturidade de um crente, portanto eu não irei
muito longe aqui. Bill Hybels foi o pioneiro neste território para nós há mais
de vinte anos quando ele e sua equipe da Willow Creek Community Church
em Barrington, Illinois, projetaram e executaram os cinco G2: graça,
crescimento, grupos, dons e bons
Willow Creek Community Church projetaram
despenseiros. Naquele tempo havia uma e executaram os cinco G : graça, crescimento,
resistência em colocar nossa saúde grupos, dons e bons despenseiros.
espiritual em uma lista quantificável. O
medo era o legalismo farisaico e até hoje alguns o consideram mecânico, e
não orgânico ou pós-moderno. Eu sou um fã de Willow e de Hybels. Eu sou
todo a favor do “orgânico", mas também sou a favor da coragem de ser
honesto sobre a realidade atual da condição espiritual do povo. Willow
demonstrou essa coragem.

Nós precisamos de ferramentas para medir, especialmente no ambiente das


grandes igrejas. Como um líder espiritual, um dia eu serei responsabilizado
pela saúde espiritual do meu povo e eu preciso de uma ferramenta que me
ajude a avaliar isto. Rick Warren da Saddleback Community Church deu-nos
os Ms de seu diamante de baseball:
Rick Warren da Saddleback deu-nos os Ms de
membresia, maturidade, ministério, seu diamante de baseball: membresia,
missão e magnitude. Nós, na Igreja maturidade, ministério, missão e magnitude.
Crossroads, usamos um processo de cinco
pontos: adoração, integridade, grupos pequenos, ministério e evangelismo.
Nada novo sob o sol. Você não precisa temer o legalismo, a menos que você
mesmo seja legalista. Estes são exemplos de ferramentas para lhe servir de
ajuda para que avalie o crescimento e a saúde espiritual das pessoas. Faça a
ferramenta serví-lo, não sirva à ferramenta.

 Energia
A energia pode ser incluída como um subconjunto da atmosfera, mas é tão
extraordinariamente importante que merece sua própria categoria. Você
pode ter muitos elementos da atmosfera que podem ser avaliados
globalmente como bons, mas ainda estar faltando o ingrediente poderoso da
energia. Eu tenho visitado muitas igrejas com uma atmosfera agradável,
onde não estava acontecendo muita coisa. O nível da energia é determinado
por coisas tais como vitalidade, entusiasmo, força ou poder que permitem a
você ver se algo está parado e fazer com que vá para frente.

Quando você assiste a um concerto, ele pode ser caro, bem feito e envolver
até um grande talento, mas ainda faltar energia. Mas existem aqueles
momentos mágicos em que mesmo em um ambiente modesto alguém pisa
no palco e você pode sentir a eletricidade. Você estava lá!

Então, quanta voltagem há em sua igreja? E não cometa o erro de pensar


que o único lugar para a alta tensão ou o mais importante é durante o culto

2
Em ingles estas 5 palavras começam com G: “grace, growth, groups, gifts, and good stewardship”
de adoração. Um lugar ainda mais crítico para medir a energia é antes e
depois do culto, no lobby. Estude isso e você aprenderá muito!

 Momentum
Bem, eu guardei o avô de todos eles para o fim. Se você for um estudante de
liderança, você já leu muito sobre o momentum - comumente chamado de “o
grande Mo". Foi dito muitas vezes que o Um lugar ainda mais crítico para medir a
momentum é o melhor amigo de um líder. energia é antes e depois do culto, no lobby.
Isso é tão verdadeiro! Este ano, eu planejo
escrever alguns artigos sobre o momentum, mas por enquanto deixe-me lhe
dar uma rápida visão geral: Momentum é todo sobre progresso, movimento
para diante, objetivos atingidos e ver a missão total realizada
progressivamente. Resumindo, é Deus abençoando!

O grau de momentum é determinado pela intensidade e pela velocidade das


coisas que estão sendo realizadas. Quando você tem o grande Mo, os problemas
são poucos e começam a diminuir com relativa facilidade.

Quando o Mo está com você, as pessoas não ligam para as coisas sem
importância que não estão funcionando bem. Quando você não tem o
momentum, elas se importarão com o menor detalhe e com as mínimas coisas.
Inclusive você!

Você conhece o Mo! Pessoas novas estão chegando, pessoas estão se


convertendo, há poucos problemas, há um excitamento no ar, as finanças estão
fortes, o espírito de Deus está agindo, etc., etc., etc. Resumindo, o momentum
pode ser considerado o acúmulo de todos os pontos dos dados frios e dados do
coração juntos. Quando você o tem você sabe e quando não o tem, você ora
pedindo por ele!

Desejo de bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – janeiro de 2004. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.1 – Maio/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,


O potencial para todo o líder local e inclusive a equipe de liderança da igreja cair por causa de uma
falha moral é real e pesa bastante. Este é provavelmente um dos tópicos mais complicados e sensíveis
com os quais as igrejas têm que lidar. Eu vou me inclinar nesta mini-serie de duas porções com todo o
meu coração e espero que você também encontre valor, incentivo e desafio.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Eu era um cristão novo a primeira vez que eu conheci um pastor que “caiu” dos
padrões bíblicos de liderança Cristã. Eu não sabia o que pensar. Eu era jovem,
ingênuo e imaturo na minha fé, mas eu sabia que alguma coisa estava errada -
muito errada. Eu simplesmente não sabia como processar aquilo. Aquele pastor
jovem que era amado, respeitado e apreciado por todos na igreja, tinha um caso.
Aquilo balançou meu mundo interior.

Desde então eu tenho crescido, tenho aprendido, e eventualmente tenho feito


consultoria em muitas igrejas e com pastores que viveram esta difícil jornada.
Alguns anos atrás um pastor me chamou e confiou em mim sobre seu ministro de
música e adoração cujo caso tinha sido recentemente descoberto. Isso aconteceu
três semanas antes do Natal e da sua igreja estar no ponto mais alto de uma
campanha importante de levantamento de fundos. O grande jantar quando as
pessoas dão suas contribuições seria naquele final de semana. O pastor
perguntou-me se eu pensava que seria OK esperar até janeiro para revelar a
situação às pessoas mais idosas e deixar o ministro de música ir embora. Antes
que você seja tentado a julgar a liderança dele e rir da sua pergunta, pense sobre
a pressão que ele deve ter sentido em conduzir com sucesso a sua igreja nesta
época crítica. A postergação fazia sentido sob aquela pressão.

Isto é frequentemente o que está atrás de um colapso na vida moral de um líder


– a pressão.

A história mais comum de um membro da equipe de liderança que tenha “caído”


é de alguém que teve um caso extraconjugal. Mas é bom primeiro mostrar que
esta não é a única situação que deve ser enfrentada e tratada. Caráter é caráter.
Se um membro da equipe de liderança (por exemplo) é desonesto, faz cauma
bisbilhotice, ou uma fofoca, nós não podemos fingir que, quando aquilo não pode
virar uma manchete, não é uma ofensa séria
que pode desqualificar a ele ou ela da equipe Isto é frequentemente o que está atrás de um
colapso na vida moral de um líder – a pressão.
de liderança.

Voltando para a circunstância de um “caso”… ao mesmo tempo que requer uma


ação rápida, devemos nos lembrar da nossa missão de redenção. Corações
quebrados estão em jogo. Pode ser feio na superfície, mas bem lá no fundo há
um relacionamento de amor que foi prejudicado ou destruído. Isto está perto
demais dos elementos fundamentais do tipo de relacionamento ordenado por
Deus para que nós examinemos só por cima. Ele enviou Seu filho para redimir os
relacionamentos quebrados – é das conseqüências que nós não podemos escapar.
Há outras razões além da falha moral para que um líder seja afastado por um
período. Pode ser um trauma na família tal como morte na família, pode ser uma
razão de saúde, ou às vezes é esgotamento no trabalho naquele ministério.

Seja a circunstância moral na sua natureza ou não, eu acredito que há potencial


para restauração. O que importa é como esta restauração ocorre e o
arrependimento. Este será o tópico da parte 2 desta mini-serie.

Uma das grandes complexidades da igreja local é que é o único lugar em que um
cristão pode ser banido por ir até a frente e confessar seu pecado. Isto não
acontece em outra arena com exceção das organizações Cristãs. Como um
cristão, no mercado secular você pode ser banido por fazer algo ilegal, mas não
imoral. Se alguém tiver um caso na Companhia de Cimento do Acme, embora
sem dúvida isto não seja incentivado nem alimentado, não é um risco para o seu
trabalho. Na verdade, algumas coisas de comportamento moral questionável são
normas aceitas em mais organizações do que nós queremos admitir.

Vamos examinar a pornografia, por exemplo. A maioria de negócios não aceita


empregados que surfam na Web em sites impróprios durante as horas de
trabalho com os computadores do trabalho, mas se alguém fizesse isto no seu
horário particular, poucos saberiam ou se importariam. Alguém que é pego neste
vicio pode dar um passo adiante, com confiança, até a igreja e receber ajuda sem
arriscar perder o seu trabalho. Se, entretanto, isto fosse verdade sobre um líder
Cristão de uma equipe de liderança da igreja, a possibilidade de ser banido por
causa da confissão seria grande. Dependendo das circunstâncias, aquele deve ser
o curso correto de ação. Em todo o caso, alguma ação deve ser tomada. Esta
ação colocará pelo menos seu status, senão sua carreira, em questão.

Porque a ameaça de perder um emprego parece grande, o membro da equipe de


liderança da igreja provavelmente manterá sua luta em segredo. Este é um
complexo Catch-221. Eu não pretendo ter “a” resposta, mas eu acredito que a
resposta começa em um ambiente que seja
Então, como as pessoas mais respeitdas e a dedicado à restauração. A restauração pode
equipe de liderança da igreja caminham pela incluir uma demissão do emprego, mas um
linha simultaneamente tênue entre manter os compromisso verdadeiro à restauração é um
padrões bíblicos elevados de liderança e abraçar compromisso com uma vida restaurada. E nós
os ideais igualmente bíblicos de restauração?
todos sabemos que há uma enorme diferença
entre “lançar fora a maçã podre" e se dedicar à
restauração e à recuperação de uma pessoa.

Então, como as pessoas mais respeitdas e a equipe de liderança da igreja


caminham pela linha simultaneamente tênue entre manter os padrões bíblicos
elevados de liderança e abraçar os ideais igualmente bíblicos de restauração?

Esta não é de maneira alguma uma lista de como fazer isto acontecer. Contudo,
eu quero pensar com você sobre a possibilidade de um ambiente onde estes
valores aparentemente opostos podem co-existir. Na parte 2, eu tentarei dar-lhe
uma “lista” das etapas para a restauração.

Cultive um ambiente mais de confiança do que de desempenho.


Isto é complicado. O desempenho é importante. Resultados contam. Fazer
um trabalho bem feito é essencial. Entretanto, sem confiança,
eventualmente o desempenho quebrará - é apenas uma questão de tempo.

1
Catch-22 – é a situação na qual o resultado esperado não pode ser obtido por causa do conjunto de
regras ilógicas que a condicionam. Expressões em português como “beco-sem-saída” ou “se correr o
bicho pega e se ficar o bicho come” procuram ilustrar este tipo de situação.
Parte da questão envolve a moral. Se tudo que está em jogo são resultados,
e se a pressão for mais consistente do que o elogio, a confiança vai se
corroer. Esta é natureza humana básica. As pessoas começam a pensar,
seja verdade ou não, que tudo que importa é o que eles podem ou irão
fazer. Se os ideais da equipe, de relacionamento, e de desenvolvimento
forem perdidos, a confiança irá se corromper. E quando a confiança se
corrompe, o desempenho e os resultados
vão logo atrás. Se os ideais da equipe, de relacionamento, e de
desenvolvimento forem perdidos, a confiança irá
se corromper. E quando a confiança se corrompe,
Desempenho elevado pode e aumentará o desempenho e os resultados vão logo atrás.
quando a confiança for sólida. Embora a
equipe possa ser empurrada, desafiada e corrigida quando necessário, ela
sabe que, afinal, você tem o retorno dela. Isto cria o potencial para a
conversa que realça o potencial de padrões elevados.

Fale consistentemente sobre padrões elevados e valores centrais.


O que é falado tem a possibilidade de florescer numa realidade positiva.
Pense nisto: quando uma visão se materializou quando o mais simples dos
elementos - alguém dizê-la em volta alta - não ocorreu?

Falar sobre a realidade da falha moral não é um tópico desestabilizante e


desmoralizante, é liderança inteligente. Da mesma maneira que nós
ensinamos a escrituras a cada domingo para elevar a barra da liderança
Cristã, quando nós discutimos os altos padrões da vida cristã e os valores
centrais pelos quais vivemos, nós damos oportunidade para que a equipe de
liderança permaneça consistente naqueles padrões.

Conversa não garante a abertura, a qual abre a porta à necessidade de e a


realização da honestidade.

Críe uma hora e espaço para a honestidade prosperar.


Honestidade na conversação, especialmente em um tópico tão sensível,
requer o desejo e a habilidade de ir devagar e falar de tal maneira que a
pessoa que necessita se abrir se sinta segura. Com muita freqüência, isto
não ocorrerá no escritório. Pode ser, mas é mais provável a conversa
acontecer em um ambiente onde a pessoa esteja relaxada e saiba que você
tem no coração o melhor interesse por ela.

Como começar? Fazendo perguntas. Se você supervisiona um membro da


equipe de liderança, pergunte como vai a sua vida pessoal. Pergunte sobre
seu relacionamento conjugal. Pergunte se há lutas com relação à pureza e à
fidelidade na sua união. Ninguém fica ofendido de contar a você que está
apaixonado e indo bem. Embora nem sempre possam responder
honestamente, às vezes só a pergunta é
suficiente para alertá-los a fazer um trajeto Preste atenção à sua equipe de
melhor. liderança e eles enviarão sinais
quando alguma coisa não estiver bem.
Se você supervisiona alguém do sexo oposto e
você sente que isto é inapropriado (eu penso que é, a menos que as
perguntas sejam muito genéricas) certifique-se então de que alguém está
fazendo estas perguntas por você.

Preste atenção à sua equipe de liderança e eles enviarão sinais quando


alguma coisa não estiver bem. A atitude deles, a maneira como se cuidam,
sua disciplina pessoal, seu comportamento geral, etc., darão a você indícios
a respeito de seu bem estar e uma visão da força de seu caráter moral.
Críe sistemas e padrões para ajudar em medidas preventivas.
Nós nos mudamos recentemente para um campus novo 2 e uma das coisas
que tiraram o valor da engenharia no edifício era uma janela pequena na
porta de cada um dos escritórios da equipe de liderança. Esta era uma
situação infeliz com uma solução relativamente simples. Tire as portas e
coloque uma janela grande em cada uma. Nós fizemos isto depois de
algumas semanas nos nossos novos escritórios. Paranóia ou sabedoria? Eu
penso que é sabedoria prática. Coisas pequenas como esta, podem proteger
um membro da equipe de liderança de uma série de questões, desde estar
em uma situação questionável a uma devastadora escorregadela numa falha
moral.

Nós também temos uma política que é considerada excessivamente estrita


por muitos, e impraticável por mais gente ainda, mas que nossa equipe de
liderança abraça em sua sabedoria. Nós não permitimos viajar de carro,
encontrar-se confidencialmente, ou encontrar-se com um membro do sexo
oposto, por exemplo, em um restaurante ou em um café. Durante o horário
de escritório uma reunião confidencial é aceitável em nosso edifício com
outras pessoas em escritórios próximos. Ao
encontrar-se em público, nós pedimos que um Ridículo? Nós não pensamos assim
cônjuge, amigo, um outro líder, ou membro da – há coisa valiosa demais em jogo.
equipe de liderança se juntem à reunião.
Recentemente um de nossos pastores encontrou-se com uma mulher para
uma sessão de aconselhamento prolongada após o horário normal de
escritório em uma das "salas de visita” no lobby da igreja. Ele teve
literalmente uma das nossas recepcionistas voluntárias de pé do lado de
fora com a porta aberta o tempo todo. Ridículo? Nós não pensamos assim –
há coisa valiosa demais em jogo.

Há muita coisa que você pode fazer. O ponto não é criar um ambiente legalista ou
paranóico. É compreender que todo líder pode “cair” e se “contundir” na linha do
dever. Vamos fazer tudo que pudermos para evitar que isto aconteça. Na parte 2
eu tratarei de um plano de ação para a circunstância infeliz quando a prevenção
não é o suficiente.

Desejo de bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – março de 2008. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.

2
Campus novo significa as novas instalações da Igreja, incluindo templo, salas de estudo e
atividades, estacionamentos, etc.
Ano 3 - Vol.2 – Maio/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,


Na 1a. Parte a ênfase foi na prevenção da falha moral. Na 2 a. Parte, quero tratar do que uma
comunidade redentora faz quando uma falha moral já aconteceu. Há muitas opções, mas em última
análise só existem duas partes: arrependimento e restauração.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Uma coisa é quando você lê sobre aquilo no jornal, aquilo parece distante e fora
da realidade do seu mundo. Outra é quando uma pessoa da sua equipe "cai" num
pecado moral: tudo que fazia sentido parece ficar nublado. Um amigo está
machucado, corações estão quebrados e a liderança está em perigo.

Vários amigos queridos meus se encontraram nesta situação. Eles nunca


imaginaram que isto poderia acontecer. No dia de seus casamentos eles teriam
rido da ridícula possibilidade de tal pesadelo. No dia de sua ordenação eles se
sentiam espiritualmente invencíveis. Hoje, os ecos dos conselhos que eles davam
a outros casais os assombram enquanto eles vivem suas próprias realidades de
corações quebrados e liderança machucada.

Com um casal foi a esposa de um membro da equipe que foi infiel e, apesar do
grande esforço de restaurar o casamento, o relacionamento chegou até a um
ponto sem retorno. Outro casal sofreu a humilhação e destruição de ter um
membro da equipe "surpreendido" com outro membro da equipe. Outro ainda era
um estudante de teologia que foi envolvido com uma menor – estudante no seu
ministério. Tristemente, todos nós sabemos que há muitas outras estórias. Os
nomes, igrejas e circunstâncias são diferentes, mas a dor e a destruição são as
mesmas.

Na 1 a. Parte, o foco do artigo era mais na direção da prevenção. Na 2 ª. Parte,


quero lidar com o que uma comunidade redentora pode fazer quando a falha
moral já aconteceu. Há muitas opções, mas, no fim, há apenas duas partes:
arrependimento e restauração.

Arrependimento
Eles confessaram?
Nós nunca queremos que ocorra uma falha moral, mas se ela acontece, uma
confissão voluntária é um passo na direção certa a caminho do
arrependimento. Esconder o pecado bloqueia o arrependimento. Confissão
não é o mesmo que arrependimento, mas é útil e as chances de restauração
aumentam exponencialmente.

Eles foram surpreendidos?


Às vezes as pessoas querem ser surpreendidas. Isto pode ser um tipo de
confissão. Elas querem ser descobertas, querem parar, mas não têm a força
interior para fazer isto por si mesmas. Isto não é espiritualmente tão
produtivo quanto uma confissão por iniciativa própria, mas ainda pode criar
uma etapa para arrependimento e potencial restauração. A confissão é um
processo espiritual profundamente complicado e em etapas. Não é tão
simples como "Sim, eu fiz isto". Por trás de um incisivo "Eu fiz isto" há um
leque de possibilidades. Elas variam desde uma resposta como "Eu perdi o
cabeça e não sei no que estava pensando. Eu sinto muito e espero nunca
fazer isso novamente" até algo como "Não é minha culpa. Você não sabe o
que eu tenho passado. Não é justo, Deus já me perdoou e isto é tudo o que
importa, eu vou seguir em frente com a minha vida.”

Arrependimento é extremamente pessoal. Há um risco latente em tentar


escrever sobre o assunto do arrependimento com certo medo de ser ou
muito suave ou soar como julgamento. Há diferença entre remorso,
contrição, culpa e arrependimento verdadeiro. Embora as diferenças possam
ser pequenas e subjetivas, somente o arrependimento causa uma mudança
mensurável. Os três primeiros são expressões emocionais que captam um
sentimento profundo, um lamento pelo
que foi feito, e freqüentemente apenas Há diferença entre remorso, contrição, culpa e
arrependimento verdadeiro. Embora as diferenças
num nível humano. Arrependimento
possam ser pequenas e subjetivas, somente o
reconhece o pecado contra Deus e faz arrependimento causa uma mudança mensurável.
com que a pessoa não apenas queira
mudar, mas que realmente mude. Este é o ponto de mutação na
restauração

Eles culpam aos outros?


Embora nos devamos ser cuidadosos para não julgar o coração de uma
pessoa, há algumas coisas que podem sinalizar ausência de verdadeiro
arrependimento. A primeira é culpar. Se a pessoa se recusa a olhar para
dentro de si mesma e em vez disto prefere culpar alguém ou a todos, isto é
sinal de que o arrependimento pode não ser sincero.

Eles procuram desculpas?


O segundo sinal é alguém que procura desculpas. Eles não culpam os
demais, mas há sempre uma razão externa pela qual eles não puderam
evitar que acontecesse. Eles, portanto, geralmente assumem a posição de
vítimas. Um coração sinceramente arrependido raramente, se é que há, co-
existe com uma mentalidade de vítima.

Deus sempre faz a Sua parte. O perdão é selado com a ação de Cristo na
cruz, mas o processo de confissão
através do arrependimento ainda é Assumir a responsabilidade pessoal e o compromisso
de mudar é a única estrada que conduz à restauração.
necessário.

Assumir a responsabilidade pessoal e o compromisso de mudar é a única


estrada que conduz à restauração. Não estou sugerindo que a salvação deles
está em jogo, mas a comunidade e a liderança estão definitivamente em
perigo. Cada caso é diferente e requer oração e discernimento para chegar à
verdade sobre o assunto.

Restauração
Eu acredito que como representantes de uma comunidade redentora
precisamos fazer todo o esforço em direção à restauração. O único pré-
requisito, em minha opinião, é arrependimento genuíno. Sem restauração
estamos perdendo o fundamento necessário para a construção. Sem aquela
humildade essencial, quebrantamento e subseqüente perdão, a restauração
se torna mecânica, no melhor dos casos. Também falta integridade espiritual.
Enfim, é um problema do coração e, mais uma vez, isto é difícil de discernir,
mas nós devemos fazer o melhor que pudermos.
A história de Davi
A história de Davi sempre me intrigou. Sua falha moral com Batseba é uma
história bíblica fácil de entender, mas a restauração (continuação) de sua
liderança nos deixa mais algumas coisas para discernir. Eu gosto do fato de
que o tema da restauração não seja claro. Se fosse seria como tentar forçar
todas as circunstâncias dentro da "Fórmula de Davi". E um mesmo tamanho
de roupa não veste a todos.

Uma coisa que nós sabemos é que Davi havia entregado seu coração
inteiramente a Deus (I Reis 14:8; 15:3). Esta é uma resposta de genuína
humildade, quebrantamento e arrependimento. Seu arrependimento está
registrado em 2Samuel 12:13-14. Sem restauração estamos perdendo o fundamento
“13Então disse Davi a Natã: Pequei contra necessário para a construção.
o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também
o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás. 14Todavia, porquanto com
este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do SENHOR
blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá.” Davi não
confessou, ele foi confrontado por Natan mas ele continuou a amar e a servir
a Deus. Uma interpretação liberal pode nos levar a pensar que Deus perdoou
Davi e foi tudo.

Conseqüências
Deus perdoou Davi. Mas houve severas conseqüências. Batseba ficou
grávida. O filho de Davi morreu. Urias foi assassinado. Uma gravidez, morte
e assassinato – e não terminou aí. Você pode ler sobre Tamar e a história
continua. Embora Deus ainda o amasse, sua vida nunca mais seria a mesma.
Davi permaneceu no poder como Rei, mas nada foi igual dali para frente. As
conseqüências mudaram a sua vida.

O mesmo é verdadeiro para líderes na igreja local. Com o arrependimento há


completa restauração com Deus, contudo, existem conseqüências. Entre as
mais comuns está deixar a equipe. Isto
Com o arrependimento há completa restauração
geralmente é visto como a pior coisa,
com Deus, contudo, existem conseqüências. Entre
mas perder um casamento é bem pior. as mais comuns está deixar a equipe.
Deixar a equipe é sempre visto como
perder a graça e a compaixão. Mas a verdadeira graça e compaixão, assim
como pais amorosos, podem requerer um processo, ainda que difícil para o
bem da pessoa a longo prazo. É importante que o processo de restauração
comece ao adquirir a perspectiva correta. Perder um emprego para salvar um
casamento é uma troca que vale a pena.

Cura e perspectiva
É quase sempre impossível para aqueles envolvidos num pecado moral ver as
coisas corretamente. A pressão, os problemas e a perspectiva distorcida que
tornam possível justificar um pecado, bloqueiam a habilidade de ver
claramente o pecado. Também é quase impossível que a cura aconteça se
eles permanecerem na equipe. A aparente contradição é que a pessoa pode
conseguir um emprego em qualquer outro lugar, mas a verdade é que "um
emprego em algum lugar" não é o mesmo que a liderança espiritual na igreja
local. A pessoa precisa se afastar da pressão da liderança da igreja e permitir
que a igreja o guie e ministre sobre ele ou ela através do processo.

Não esconda ou enterre o pecado.


Nunca é apropriado olhar simplesmente para o outro lado enquanto se está
pedindo a graça como sua plataforma e o bem da igreja como seu objetivo.
Isto é um abuso da graça e irá ferir a igreja. Ter uma atitude rápida e
decisiva é responsabilidade dos líderes-chave na igreja.
Um dos primeiros passos é colher todos os fatos. Não pule para as
conclusões. Não aja pelas fofocas e não tome decisões ouvindo apenas um
lado da estória. Na verdade, é melhor colocar marido e mulher da equipe
juntos, assim como ouvir todas as partes, até que a verdade seja
estabelecida. Só depois um plano de restauração inteligente pode ser feito.

Aconselhamento e tempo
Eu creio que o aconselhamento é necessário para todo aquele que passa por
esta experiência, independente das circunstâncias. O aconselhamento não
pode ser conduzido por um pastor sênior ou um conselheiro da equipe, mas
precisa ser feito por um terapeuta
Eu creio que o aconselhamento é necessário para
profissional. O terapeuta pode determinar todo aquele que passa por esta experiência,
o plano e duração de tempo em conjunto independente das circunstâncias.
i
com um equipe responsável da igreja.
Este time geralmente é constituído de três a cinco pessoas.

Uma questão que requer grande discernimento é se um pastor deve ou não


retornar à liderança e se sim, quanto tempo ele deve esperar? Cada situação
é diferente, mas eu sugiro no mínimo um ano. Ao final do período de tempo
predeterminado, o processo está encerrado.

O contexto deste artigo tem sido o de um caso extraconjugal. Contudo, há


muitas outras circunstâncias pelas quais um líder deve deixar a liderança
devido a uma falha moral. Isto varia muito desde pornografia pela internet e
comunicação imprópria por e-mail com o sexo oposto até mentir e roubar.
Até mesmo nesta lista rápida de pecados o nível de envolvimento faz
diferença. Eu não trataria alguém que viu pornografia na internet uma vez da
mesma forma que alguém com um vício crônico de longa duração.

Eu não quero categorizar o nível do pecado (nem acho que devemos –


pecado é pecado) e assim criar níveis de restauração que sugiram quem deve
e quem não deve deixar o ministério, etc. A lista de possibilidades seria
infindável. E cada pessoa merece um plano de restauração pessoal. Eu diria,
contudo, que as escrituras mais do sugerem que todo pecado não é igual.
Desde os sete pecados "mortais" relacionados em Provérbios capítulo 6, até a
blasfêmia – o pecado sem perdão (Mateus 12:31-32). Eu falo tudo isto para
comunicar que o plano de restauração precisa se ajustar à circunstância real.
Pecado é pecado e o sangue de Jesus cobre todos, mas eu não faria um
plano para ajudar alguém que tem um problema crônico com fofoca do
mesmo jeito que faria para um caso
extraconjugal. Pecado é pecado e o sangue de Jesus cobre todos,
mas eu não faria um plano para ajudar alguém que
tem um problema crônico com fofoca do mesmo jeito
Voltando ao nosso contexto do “caso”, o que faria para um caso extraconjugal.
assunto nem é tanto quanto tempo
precisaria para que eles pudessem liderar novamente: virtualmente eles
poderiam voltar imediatamente. O problema é a condição de seus corações,
seu caminhar com Deus e seus casamentos. A força de caráter do pastor
junto com a condição do seu casamento são os verdadeiros fatores
determinantes. Se ele perdeu seu casamento é um cenário muito diferente
do que se ele pôde restaurar seu casamento apesar do caso. Neste último há
um potencial maior para retornar ao ministério.

De um modo geral, é quando o pastor não mais pede ou briga para voltar à
liderança, mas se submete ao discernimento de uma equipe de
responsabilidade que ele ou ela começa a ficar pronto para retornar. Se todos
os termos do plano de restauração estiverem completos e o tempo acordado
tiver passado, o pastor está pronto para ser considerado novamente para a
liderança.

Eles podem retornar para a mesma igreja?


Num nível espiritual, meu coração quer dizer sim – às vezes, eles podem.
Um membro da equipe pode voltar para a mesma igreja com mais freqüência
do que um pastor sênior. Mais uma vez, isto não é sobre níveis de pecado,
mas como referência, é puramente uma realidade prática. Contudo, pela
experiência, eu diria que, em geral, não. O pastor geralmente precisa
procurar outra igreja. Mudar para outra igreja não é "fugir e se esconder". Se
o processo de restauração aconteceu localmente, mudar é meramente uma
resposta à realidade cultural, reconhecendo as leis de liderança. O problema
é que, se formos honestos sobre isto, embora a restauração tenha acontecido
e a confiança (quase toda) tenha sido restaurada, nunca é a mesma coisa.
(Lembre-se da história de Davi). Não como um líder. Pode ser feito? Pode. Já
aconteceu. É a decisão mais sábia? Às vezes sim, mas geralmente não.

Se houver uma mudança, é imperativo que o pastor conte a estória toda para
a diretoriaii da nova igreja. Não é necessário (porque não é útil) que a
diretoria ou o pastor conte à igreja os detalhes do caso. É suficiente para a
congregação saber sobre o divórcio (se houve), que o pastor assumiu a
responsabilidade e passou por um processo de restauração.

Nem sempre podemos prevenir um


É um processo difícil, mas pelo bem do indivíduo,
machucado, mas ele pode ser curado. da igreja e do Reino eu oro para que todos se
Ninguém quer ter a experiência de um comprometam com o esforço.
coração quebrado, mas a graça de Deus é
suficiente e capaz de restaurar completamente os relacionamentos. Com um
espírito redentor uma igreja local pode restaurar uma pessoa para a
liderança. É um processo difícil, mas pelo bem do indivíduo, da igreja e do
Reino eu oro para que todos se comprometam com o esforço. Não vamos
simplesmente "queimar" alguém e "jogá-lo fora... sejamos a Igreja... a
comunidade redentora que Deus planejou para que fôssemos!

Desejo de bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – março de 2008. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.

i
Esta equipe de Responsabilidade equivaleria a um Conselho de Ética ou de nomeações, encarregada
de avaliar com discernimento a falha cometida.
ii
Equivaleria a CLAM nos moldes da Igreja Metodista
Ano 3 - Vol.3 – Junho/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

De certa forma eu espero que você não precise deste artigo. Mas, se por acaso você e sua igreja
estiverem numa fase difícil com uma crise de liderança em potencial, eu creio que os pensamentos
deste artigo serão úteis para você.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Eu amo a igreja local e, por um convite de Deus, tenho dado a minha vida a ela.
Acima de tudo ela continua a ser o empreendimento mais recompensador que eu
poderia imaginar. Quando a igreja está trabalhando como Deus a designou, não
há nada igual a ela. Outros momentos, porém, em que a igreja é uma confusão.
Pessoalmente eu sou muito motivado em ambos os casos. No sucesso ou na
confusão, eu amo a igreja e me esforço para ajudar a fortalecê-la de toda forma
que eu puder.

Este artigo é escrito para líderes que se encontram numa confusão de proporção
de uma crise. Primeiro, deixe-me dizer, seriamente. Você pode navegar através
dos tempos difíceis, não importa o que está acontecendo. Tenha estas quatro
coisas em mente.

1. A igreja não é sua. Ela pertence a Deus, e Ele cuida dela ainda melhor do
que você.
2. Ponha sua visão no longo, não no curto prazo.
3. Não entre em pânico. Deus não está em pânico e lembre-se de que Ele é o
dono.
4. Pense mais e ore mais.

Eu não posso dizer a você que eu já vi ou ouvi tudo porque eu não o fiz. Mas eu
já ouvi centenas de estórias em primeira mão de igrejas com problemas. O que
separa uma da outra é quão bem elas resolvem o problema. Uma estória clássica,
de certa forma generalizada para o propósito deste artigo, é uma divisão na
igreja. Divisão em igrejas ocorre muito
freqüentemente. De fato, dependendo da sua Mas eu já ouvi centenas de estórias em primeira
definição, elas podem ocorrer com mais mão de igrejas com problemas. O que separa uma
freqüência do que você imagina. Se você da outra é quão bem elas resolvem o problema.
incluir cada vez que mais de um casal deixa
uma igreja, ou seja, duas ou mais famílias deixam pela mesma razão, divisões
acontecem de forma regular em muitas igrejas. Mais tipicamente, contudo, nós
nos referimos às divisões mais drásticas onde o tipo de fissura é mais do que
60% - 40% que se transforma em manchete.

Então vamos tomar um caso mais dramático, já que o tópico é Crise de


Liderança. Uma igreja em San Antonio, Texas, queria vender a sua propriedade,
fazer um projeto e construir um novo prédio. Mais precisamente, o Pastor, a
equipe e a diretoria queriam fazer o projeto. Era uma igreja congregacional e
então foi feita uma votação. Os membros ficaram divididos: 50-50. A geração
mais velha queria ficar e eles controlavam o dinheiro. A geração mais jovem
queria sair e eles controlavam a força do voluntariado. Isto está exagerado, mas
é o suficiente para fazer um retrato do que aconteceu. Aí o pastor e a diretoria
fizeram a chamada e chegou a hora de vender e mudar. Ninguém poderia
imaginar o que aconteceria depois. A tensão estava tão aguda e o conflito foi tão
consumidor que o pastor senior tomou aquilo como um sinal de Deus para ele se
demitir. Ele pregou sua mensagem final, arrumou suas coisas e partiu. Sem
estardalhaço, sem confusão. Sem drama. Apenas se foi. Ele tinha ficado lá por 9
anos e o povo o amava.

Agora a congregação estava subindo um riacho e perguntando se Deus sabia


onde estavam os remos. Eles concordaram em deixar o assunto da mudança
temporariamente de lado a fim de contratar um novo pastor senior, mas todos os
candidatos logo descobriam o que estava acontecendo. E nenhum queria ter nada
a ver com aquilo. Os candidatos sabiam que qualquer lado que eles escolhessem,
eles perderiam a outra metade da congregação. Há mais detalhes nesta estória,
mas estes são suficientes para você ver a crise de liderança.

Os próximos cinco conselhos o ajudarão a navegar na sua crise de liderança. A


situação pode ser diferente, mas os princípios são aplicáveis.

Primeiro entenda como a igreja entrou em crise


A liderança dormiu ao volante? Foi uma boa idéia na hora errada? Houve
muita conversa e pouca oração? Você surpreendeu os principais
influenciadores? Houve muitas mudanças num curto período de tempo? Há
um grupo pequeno de pessoas Entender como uma congregação polarizou em
descontentes, porém influentes, criando primeiro lugar dará a você uma grande percepção
confusão? Há uma falta de confiança da direção para uma solução sábia.
geral na liderança? É uma boa idéia, mas
as pessoas não acreditam? Estes são os tipos de perguntas que você deve
fazer e responder. Entender como uma congregação polarizou em primeiro
lugar dará a você uma grande percepção da direção para uma solução sábia.
Não pule para o modo de "consertar" até saber qual é o problema real.

Focalize mais nas pessoas do que nos programas de crescimento


Este não é o momento para inovação, novos programas e esforço
estratégico para compor os vários ministérios. É importante investir seu
esforço, energia e oração na cura e comunhão. Quando a emoção está alta e
a unidade está pequena, atividade não é a resposta. São necessárias
conversas honestas, perdão e muita graça. Não estou sugerindo que os
problemas reais devem ser varridos para debaixo da mesa e as pessoas
fingirem que está tudo bem. Ao contrário, às vezes conseguir comunhão
autêntica é exaustivo. O ponto é que investir no crescimento de um
programa não irá resolver o problema. Eu peço a você que busque maturidade no corpo
Na verdade, ele pode tornar o problema mais do que o momento de ganhar um lado ou o
pior. outro para o ponto de vista oposto.

Maturidade é essencial. Eu peço a você que busque maturidade no corpo


mais do que o momento de ganhar um lado ou o outro para o ponto de vista
oposto. Se você "ganhar" as pessoas rápida e facilmente, você não as terá
ganho. Você simplesmente as terá silenciado e isso é só temporário. Quer
dizer, não tente deixar todo mundo feliz. Desafie-os a buscar a Deus em
primeiro lugar e a colocar suas agendas de lado.

Busque um pastor interino ou ajuda externa


Estabilize a emoção procurando uma liderança neutra. Liderança neutra soa
como um paroxismoi, ou como um camarão gigante. Mas o que eu quero
dizer simplesmente que é um pastor que não tenha uma agenda que o faça
permanecer ou sair. Em outras palavras, é necessário um pastor interino. A
visão do interino é curar e ter comunhão. O interino não é um peso morto.
Ele pode mandar alguns membros briguentos embora. Se os líderes
tentarem encontrar um pastor para um longo prazo imediatamente, as
pessoas irão polarizar-se ainda mais. Elas escolherão de acordo com a
agenda pessoal ao invés da escolha de Deus e o resultado será um
pesadelo.

No caso em que o pastor não está saindo, mas a igreja está a ponto de se
dividir, por qualquer razão, é necessária uma ajuda externa. Eu recomendo
grandemente manter um consultor especializado ou um time de consultores
com uma boa reputação para ajudá-lo a atravessar as águas difíceis. Se
você fizer parte de uma denominação, talvez um líder da denominação
possa vir para ajudar.

Não faça grandes mudanças, mas procure ganhos "rápidos"


Este pensamento é semelhante ao anterior de que a crise é a hora errada
para desenvolver um novo ministério ou investir num projeto em longo
prazo. É o momento errado para grandes mudanças nos programas dos
ministérios já existentes. A congregação já está polarizada, uma mudança
num ministério de qualquer magnitude seria como adicionar combustível ao
fogo.

É sábio, contudo, alçar suas velas em direção a ganhos rápidos. Isto é


diferente de algo ligado a um ministério estabelecido ou em lançar um novo
ministério. Um "ganho rápido" é um esforço de toda a igreja de se conduzir
para um mandamento claro do Novo Testamento. Este tipo de atividade "de
fora" ressoa no coração de Deus e une as pessoas. Um bom exemplo é um
ministério de compaixão. Existem muitos para escolher. Por exemplo, vocês
poderiam se envolver numa campanha de alimentos para os famintos, ou na
construção de um projeto de habitação para benevolência, ou talvez um fim-
de-semana para mães solteiras com seus filhos. A chave é realmente
envolver-se, não simplesmente fazer um
cheque. Estes ganhos rápidos são de Estes ganhos rápidos são de curto prazo, de alto
curto prazo, de alto impacto e próximos impacto e próximos do coração de Deus.
do coração de Deus. A congregação
começa a se sentir melhor sobre quem eles são e começa a se lembrar do
que é realmente importante.

Transmita esperança
O pastor (interino ou não) e a diretoria da igreja devem enviar uma
mensagem clara de esperança ao povo. Isto ajudará a fortalecer a igreja
enquanto você estiver num curto prazo sem uma direção clara e uma visão
em longo prazo. Você tem visão, mas, como falei, é mais em direção a
unidade, maturidade e a comunhão. A cura é crítica, mas você não pode
sustentar uma igreja por muito tempo desta maneira. Será necessária uma
direção e uma visão que a mova para frente. Deixe as pessoas saberem que
isto está chegando. É a igreja de Deus e Ele não os trouxe tão longe para
abandoná-los no deserto! Fale sempre do amor de Deus, da sua graça e
poder. Conte histórias dos sucessos anteriores. Fale sobre o progresso que
está sendo feito e convide-os sempre a orar uns com os outros.

Eu creio que as palavras deste artigo irão encorajá-lo e agregar valor a você e a
sua igreja se você estiver em uma situação difícil.

Desejo de bênçãos!
Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – abril de 2008. Para encontrar este e
outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.

i
Paroxismo – Estágio duma doença, ou dum estágio mórbido, em que os sintomas se manifestam
com maior intensidade.
Ano 3 - Vol.4 – Junho/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Não obstante o estilo, o método, a localização ou a filosofia de sua igreja há três


coisas que são atuais em todas as igrejas que demonstram consistentemente
crescimento saudável. Esta série de três partes começa a dar idéias práticas "aos
Três Grandes".

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Quanto mais eu observo o mover-se do Espírito Santo dentro da igreja local mais
convencido eu fico de que há mais maneiras de construir uma igreja forte do que
qualquer um de nós imagina. Deus não pode ser limitado. O vento do Seu espírito
sopra onde Lhe apraz. Deus abençoa o que Ele escolhe, e usa quem O satisfaz.
Eu tenho visto algumas das mais incomuns e mais improváveis igrejas decolarem
como relâmpago. E tenho visto da mesma forma, igrejas que pareciam
destinadas à grandeza ainda lutando ou falhado.

É importante lembrar que sem o poder do Espírito Santo pouca diferença, se


alguma, do que nós fizermos, não importa quão brilhante seja, fará com que dure
para a eternidade. Estratégia, metodologia, estilo, cultura, e filosofia - todos são
importantes mas, sem o favor de Deus, você trabalhará arduamente e ficará
cansado. Porém, com tudo o que foi dito, ainda existem três coisas, três grandes
coisas que eu encontrei que estão sempre presentes em uma igreja que Deus
está abençoando. Se você estiver inclinado a tentar, eu acredito que você terá
uma grande dificuldade em identificar uma igreja com
sucesso contínuo (sucesso definido como alcançar mais Estes são os "três grandes" -
Liderança, Oração e Evangelismo.
e mais pessoas que têm histórias da mudança genuína
de vida) que não dê evidências de liderança robusta,
oração apaixonada e evangelismo fervoroso. Ao longo de toda a Escritura, Deus
usa estas três coisas.

Estes são os "três grandes" - Liderança, Oração e Evangelismo. A compaixão está


ligada aos três, mas eu darei maior atenção à compaixão na parte 3
(Evangelismo).

Toda igreja que está lutando cronicamente, quer eu a conheça à distância ou


tenha dado consultoria pessoaalmente, é fraca em um ou em mais “dos três
grandes”. Igrejas que vão bem, mas estão temporariamente vivendo um sério
problema, descobrirão que o problema está ligado a um ou a mais dos três
grandes.
Igrejas que vão bem, mas estão temporariamente
Nós todos conhecemos os cenários do "do vivendo um sério problema, descobrirão que o
problema está ligado a um ou a mais dos três grandes.
ovo e a galinha". Qual veio primeiro? Da
mesma forma com os três grandes, nós
podemos discutir de todos os três pontos de vista qual deles é a prioridade.
Podemos concordar que tudo se nasce e cai pela liderança. Podemos reconhecer
que a oração é o poder real atrás de tudo que nós realizamos. E podemos dizer
corretamente que sem evangelismo / alcançar os outros / compaixão - nós
perdemos todo o sentido do Grande Mandamento e estamos desperdiçando
completamente nosso tempo. Eu não discutirei a ordem de prioridade final para
os três grandes. Meu desejo neste artigo é que você deve ter os três equilibrados
ou, com o tempo, sua igreja falhará. Entretanto para a finalidade desta série, eu
colocarei os três numa ordem de seqüência prática, para ajudá-lo a implantá-las
em sua igreja.

Em cada uma das três partes desta série eu farei diversas perguntas de
diagnóstico para ajudá-lo a pensar a respeito e avaliar como você está indo em
cada área. A 1a parte é dirigida para a Liderança.

1. Liderança Robusta
John Maxwell diz: “Tudo se começa e termina na na liderança.” Mesmo que
eu diga que estes três não estão em ordem de prioridade final, eu sei que
começarei o a ter oposição por colocar a liderança antes do oração, mas
acompanhe-me. Eu sei que sem o poder de Deus nós não podemos fazer
coisa alguma de valor eterno. Mas sem um líder Deus não tem alguém
através de quem possa usar seu poder. Deus pode realizar o que quiser da
maneira que quiser, mas tem escolhido trabalhar através das pessoas. Isto
é surpreendente mas não é novo. Deus escolheu Abraão, Moises, Josué,
José, David, Paulo e dúzias de outros. Jesus escolheu os doze. Deus
escolheu-o e você escolhe seus “doze”. Liderança é como nós conseguimos
que as coisas sejam feitas. Oração é como
Deus pode realizar o que quiser da maneira
nós conseguimos que as coisas que que quiser, mas tem escolhido trabalhar
importam sejam feitas. Retornaremos a através das pessoas.
oração na parte 2.

Perguntas sobre o Essencial da Liderança


1. O pastor titular é confiante na visão e na direção para a igreja?
2. Esta visão é claramente comunicada, compreendida e abraçada pela
congregação?
3. Os membros pagos do ministério pastoral/equipe de empregados são
unidos e produtivos?
4. Os líderes chaves oficiais não-pagos da igreja são unidos e produtivos?
5. A nova geração de líderes está sendo cultivada e formada?
6. Os líderes atuais estão sendo treinados de forma regular?
7. Os principais líderes da igreja são abertos e receptivos a mudanças?
8. Os comitês e/ou as equipes são bem organizados sem bloqueios ou
barreiras à liderança principal?
9. A estrutura organizacional permite que os assuntos importantes sejam
resolvidos e executados rapidamente?
10. Os líderes-chave, pagos e não pagos, dão forte ênfase à oração?
11. A liderança principal aceita a liderança Bíblica como uma prioridade
maior?
12. A liderança principal usa o modelo de liderança como servo com um
espírito alegre?
13. Os líderes principais são confiáveis?
14. Os líderes principais são corajosos e aceitam correr riscos?
15. A equipe de empregados, clérigos e ministérios, transmite cuidado e
interesse genuínos para como as pessoas?
16. Os líderes principais são positivos e cheios da fé?
17. Há um esforço intencional em identificar e incluir novos líderes?
18. Os líderes principais delegam poder livremente a outros para liderarem e
fazerem o trabalho do ministério?
Se você separar tempo para responder de forma sincera e honesta a estas
perguntas, e agir de forma adequada, o processo fará bem a você e ao seu
ministério.

Os cinco componentes seguintes da liderança não representam uma lista


exaustiva daquilo que é requerido para liderar bem. Entretanto, são os pontos
essenciais de liderança que você deve seguir ou todos os seus esforços de
liderança a longo prazo falharão se não fracassarem.

1. Uma visão irresistível


O bom ministério local da igreja deve ser dirigido por uma visão dada por
Deus. Isto está distante de ser um slogan bem trabalhado. Uma visão
irresistível é algo que você acredita profundamente que Deus deu a você.
Transforma-se no “sabor, no combustível e no fogo" que traz à vida a sua
expressão original da Missão de que todas as igrejas compartilham
encontrada em Mateus 28:19-201. Esta visão comum deve queimar
ardentemente em você e nos líderes-chave antes de inflamar dentro de
sua congregação.

2. Uma estratégia clara


Uma visão irresistível não é o bastante. Muitos “sonhos e visões", que
foram verdadeiramente inspirados por Deus, nunca se materializaram
porque os líderes escolheram não
Muitos “sonhos e visões", que foram verdadeiramente
exercitar a disciplina que dói inspirados por Deus, nunca se materializaram porque
“planejar seu trabalho e executar os líderes escolheram não exercitar a disciplina que
seu plano". É verdade que uma dói “planejar seu trabalho e executar seu plano"
estratégia sem visão é trabalho
enfadonho, mas uma visão sem estratégia geralmente é apenas ar quente.
Escreva um plano claro baseado em sua estratégia e apegue-se a ele.

3. Equipes saudáveis e produtivas


Se você chegar à sua visão sozinho, sua visão não é grande o suficiente.
Você deve cercar-se de pessoas talentosas que amam a Deus e estão
dispostas a seguí-lo e ir atrás de sua visão. As equipes são compostas de
uma variedade de pessoas excepcionalmente dotadas que juntas podem
realizar muito mais do que isoladas. As boas equipes são baseadas na
confiança, qualificadas pela competência e consistentemente conseguem
que as coisas que precisam ser feitas, sejam Se você chegar à sua visão sozinho,
feitas. Isto naturalmente inclui o fator-chave da sua visão não é grande o suficiente.
química relacional dentro da equipe e a
habilidade do líder de estabelecer grandes relacionamentos com outros,
mesmo sob pressão.

4. Um processo para desenvolver líderes


Isto está bem no núcleo do que é preciso para construir uma igreja forte e
vibrante. Há uma quantidade tremenda de material sobre este tópico de
um sem número de especialistas qualificados em liderança. John Maxwell
tem escrito o melhor e o suficiente para sustentá-lo por quase toda a vida!
Mas, para o momento, deixe-me incentivá-lo a fazer disto uma prioridade.
Dedique tempo de forma regular todo mês para investir em seus líderes
atuais e potenciais. O futuro de sua igreja e a longevidade de seu
ministério pessoal dependem disto. Como eu mencionei, há uma
abundância de material disponível sobre a liderança. Você não necessita
escrever o seu. Escolha alguns livros de liderança e comece! Pode ser tão

1
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os
a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
simples quanto ler um livro juntos e discutir um capítulo ou dois cada vez
que vocês se encontram. Se você já estiver treinando seus líderes,
continue a fazê-lo!

5. Crescimento pessoal continuado como um líder


Talvez isto não precise ser dito, mas eu não quero assumir como óbvio.
Não é o bastante ter um grau universitário e ter lido alguns livros sobre
liderança. Você deve ser um estudante
de liderança a vida inteira. Deus me Dedique tempo de forma regular todo mês para
abençoou com o privilégio da liderança investir em seus líderes atuais e potenciais.
da igreja por mais de 25 anos e eu tenho
recebido treinamento de alguns dos melhores no mundo. Contudo não
passa uma semana sem que eu sinta necessidade de continuar crescendo
como líder. E você? O que você está fazendo para investir em você mesmo
como líder? O que você está aplicando que é fresco e novo para você em
sua prática de liderança?

Na 2ª. parte dos "Três Grandes" nós trataremos da importância essencial e vital
da oração em seu ministério.

Desejo de bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – maio de 2008. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.5 – Julho/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Independente do estilo, método, localização ou filosofia de sua igreja, três coisas


estão presentes em todas as igrejas que demonstram consistentemente crescimento
saudável. Elas são a liderança, a oração e o evangelismo. Este é o número dois de
uma série de três partes, e o foco é a oração.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Eu estou lendo a autobiografia de George Müller1. Você pode achar que não é
uma obra de arte literária, mas é incrivelmente inspiradora. Eu realmente a
recomendo. Müller era um homem de grande fé e de oração. Eu fui tocado por
sua devoção diária e expresso o compromisso de pedir a Deus por cada
necessidade dele e por seu ministério. A coisa mais impressionante sobre a vida
de oração de Müller é sua paixão diária. Müller fez muitas de suas orações com a
expectativa que Deus lhe responderia naquele mesmo dia e, se não naquele dia,
muito em breve.

Uma característica que marcava a vida de Müller era um sentido de sua profunda
dependência de Deus. Uma história surpreendente é sobre sua recusa em receber
o salário de uma igreja que ele pastoreava. Ele somente recebia o que era
colocado na caixa de ofertas e o que Deus chamava os outros a dar. Mas, em
uma ocasião os ecônomos esqueceram-se de tirar o dinheiro da caixa de ofertas e
entregar a ele. Ao invés de pedir aos ecônomos o dinheiro, ele tão somente
começou a orar para que os ecônomos se lembrassem, assim ele poderia ver a
mão de Deus em ação. Este pode não ser o tipo de dependência e de fé a que
Deus chama você, mas é importante que nós todos confiemos que Deus é a fonte
e o poder para todas as nossas necessidades e está por trás de tudo o que
fazemos.

É a oração que libera o poder do Deus. É somente por este poder que qualquer
coisa de valor eterno acontece.

Eu não estou sugerindo que você pare de trabalhar e siga um estilo de vida
monástico de separação e oração. Quando eu era mais novo eu era crítico de tal
estilo de vida e agora creio que o estilo de
vida sacrificial de um monge dedicado à A mensagem deste artigo é que os líderes e as igrejas
oração sincera está fazendo mais diferença que são fracos na oração são fracos no poder. São
fracos na eficácia e correm o risco de fazer tudo o que
do que nós compreendemos. Contudo, a fazem na carne e não no espírito.
maioria de nós somos chamados a servir

1
The Autobiography of George Müller, publicado pela editora Whitaker House – 1984. ISBN-10:
0883681595, ISBN-13: 978-0883681596, 240 páginas. Não encontramos publicação em português.
em uma capacidade que interaja com as pessoas nas linhas de frente da
liderança. A mensagem deste artigo é que os líderes e as igrejas que são fracos
na oração são fracos no poder. São fracos na eficácia e correm o risco de fazer
tudo o que fazem na carne e não no espírito.

Nesta série de três partes eu estou chamando a atenção aos três fundamentos de
todas as igrejas locais. Se você tem 50 ou 5.000 pessoas que freqüentam a
igreja, os fundamentos permanecem os mesmos. Eles são: liderança, oração e
evangelismo. Não importa o estilo, método, filosofia que você use, você não pode
ficar longe dos três grandes. Se você o fizer, estará, eventualmente, caminhando
em direção aos problemas.

O primeiro artigo começou com a liderança. Deus escolheu trabalhar através das
pessoas. Como líderes da igreja nós somos encarregados da missão que Deus nos
deu. Nós todos temos uma escolha: nós
podemos nos engajar na missão equipados Nós todos temos uma escolha: nós podemos nos
simplesmente com nossos dons e talentos engajar na missão equipados simplesmente com nossos
dons e talentos de liderança ou podemos nos engajar
de liderança ou podemos nos engajar na
na missão baseados no tempo que gastamos sobre os
missão baseados no tempo que gastamos nossos joelhos e pedimos a Deus orientação, poder e
sobre os nossos joelhos e pedimos a Deus bênção sobre nossos dons e talentos.
orientação, poder e bênção sobre nossos
dons e talentos. Então deixe-me fazer a você uma pergunta pessoal. Ninguém
está olhando - seja honesto. Quanto tempo e energia você investe em oração?

Se sua resposta mostrar que você está falhando na área de oração, não deixe isto
transformar-se num caminho para a culpa. Isto é o que o inimigo quer. Pense na
graça. Mas entre no jogo e comece a orar. Se estiver tentado a perguntar
“quanto” você deve orar, tenha cuidado, isto pode conduzir a mais culpa e até
mesmo a legalismo.

É verdade que mais tempo em oração é melhor do que menos tempo. Mas a
quantidade real não é tão importante quanto a sua consistência, a paixão e o
coração por trás da oração. Eu estou fazendo uma suposição de que você quer
orar, mas como muitos líderes da igreja, você sente a ocupação de sua vida
tirando fora o tempo de oração. Eu o exorto a criar uma hora de oração. Consiga
o tempo. Faça-o acontecer. Lute por ele.
Deixe tudo o mais esperar. Se você ora 20 Eu o exorto a criar uma hora de oração. Consiga o
tempo. Faça-o acontecer. Lute por ele. Deixe tudo o
minutos ou 2 horas por dia isto é entre mais esperar. Se você ora 20 minutos ou 2 horas por
você e Deus. O importante é falar com dia isto é entre você e Deus. O importante é falar com
Deus e aguardar até ouvir Sua voz. Além Deus e aguardar até ouvir Sua voz.
destes períodos separados para a oração,
as escrituras nos dizem para orar sem cessar. Eu aprendi que, para mim, orar
sem cessar significa ter uma atitude de atenção, dependência e de comunicação
(ouvir) com Deus durante todo o dia.

O propósito deste artigo vai além da oração do líder, para tratar também da
questão se a sua igreja é uma igreja que ora ou não. Eu comecei com você como
um líder porque, como eu escrevi na primeira parte desta série, tudo começa com
o líder. Eu descobri, em consultoria com muitas igrejas que, quase sempre, se
o(s) líder(es) é alguém que ora, a igreja é uma igreja que ora.

Eu sou abençoado por servir em uma igreja que ora. O pastor sênior, Kevin
Myers, montou este cenário bem antes que eu chegasse. Ele e os intercessores-
chave como Dave Bearchell, Karen Shogren, Vic Flock, Tina Kirschner e Paul
McCrea, juntamente com muitos outros, gastaram os joelhos de suas calças em
nome do trabalho de Deus em nossa igreja. Além destes intercessores-chave,
centenas de pessoas oram fielmente pelo trabalho da nossa igreja.
Perguntas que ajudam a avaliar e desenvolver a oração em sua igreja
1. Os pastores e os voluntários-chave são homens e mulheres dedicados à
oração?
2. A presença e o poder de Deus são facilmente evidenciados dentro do
ministério da igreja?
3. É fácil dar testemunho de coisas recentes e atuais que aconteceram e
somente poderiam acontecer com e através do poder de Deus?
4. A congregação é rápida em reconhecer e dar crédito de que o poder de
Deus está trabalhando em seu meio?
5. As "reuniões de oração” são, na maior parte, oração ou na maior parte
conversas entre cristãos que se recolhem para a oração?
6. Há oportunidades para que a congregação mantenha-se em oração?
7. Há um espírito da fé e antecipação do mover de Deus e resposta de
orações em sua congregação?
8. Os líderes enfatizam consistentemente a oração como a única resposta
real para realizar qualquer coisa de real valor?
9. A congregação demonstra fé e confiança em Deus para o ministério da
igreja?
10. Há uma percepção clara de que os líderes ouvem de Deus?
11. Há uma percepção clara de que os líderes e as pessoas ouvem a Deus e o
obedecem?
12. Quanto tempo levaria para uma pessoa nova na sua igreja descobrir que
vocês são uma igreja que ora?
13. Como líder, quando você está sobrecarregado e oprimido, você trabalha
mais ou ora mais?
14. Quais são os caminhos que sua igreja emprega para ensinar as pessoas a
orarem?
15. Quais são as oportunidades que sua igreja oferece para ajudar as pessoas
na prática da oração?

Os seguintes pensamentos, dirigidos por princípios, não são compreensíveis


naturalmente, mas se você observá-los consistentemente e a longo prazo, sua
igreja, sem dúvida, notará os resultados.

1. Comece sendo um homem ou uma mulher dedicados a uma vida de


oração
Todos nós, como líderes, podemos aumentar a profundidade e a largura de
nossa vida de oração. Você pode necessitar de algo básico como a
consistência. Ou talvez você ore diariamente, mas sente que é mais por
rotina e dever e você necessita de mais frescor e fogo em sua oração. Ou
talvez sua fé precise ser aumentada.

João 14:13 me confronta:


“9Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens
conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
10
Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que
eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em
mim, faz as suas obras. 11Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim;
crede ao menos por causa das mesmas obras. 12Em verdade, em verdade
vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e
outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. 13E tudo quanto
pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no
Filho. 14Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” Jo.14.9-14
Às vezes eu me sinto chamado a colocar meu nome no verso 9. “Você não
me conhece, Dan, mesmo depois de eu estar com você por tanto tempo" -
e então outra vez, no verso 13 - “e eu farei o que quer que você peça em
meu nome, de modo que o Filho possa trazer a glória ao Pai." O Deus do
universo me prometeu que o que quer que eu peça, (de acordo com Seus
planos e propósitos) Ele o fará para que eu possa honrá-Lo. Que promessa
maravilhosa! Deus nunca falha em suas promessas; se há algum
problema, sou eu.

Deus quer você engajado com Ele numa parceria de ministério. Ele
fornecerá poder se você pedir. Qual é a sua prática de oração? Esta na
hora de ir para o nível seguinte?

2. Peça a Deus um intercessor dedicado


Cada pastor e líder de ministério em nossa equipe tem um parceiro
pessoal de oração ou uma equipe pequena de parceiros de oração.
Pessoalmente eu não posso imaginar como liderar a igreja local sem uma
equipe que ore por mim. Como um dos meus amigos mais próximos me
disse recentemente a respeito da oração: “Cara, você precisa de tudo o
que puder conseguir!” Ele está certo. Charlie Wetzel ora por mim e conduz
a minha equipe de intercessores - Suzy Dougherty, Robert Mallon, Herring
de Larry, Susan Meek, Nancy Swindler, Doug Bennett e Sherry Bennett.
Eu sou tão grato por suas orações! Muitas outras pessoas maravilhosas
oram por mim, (eles vêem a necessidade e têm piedade!). Mas esta
equipe especial é comprometida em orar por mim a sério. Eu lhes dou os
pedidos de oração pessoais e profissionais e eles tratam aqueles pedidos
com maturidade e confiança. Eles também compartilham seus pedidos
comigo. Alguns nesta equipe oram por mim há mais de dez anos, outros
oram por um ano durante um período e depois saem da equipe.

Eu exorto você a começar com pelo menos um guerreiro de oração que o


ama, que ama a Deus e seja cheio de fé para orar por você. Dois ou três é
ainda melhor. Sete é excelente. Você entendeu a idéia. Mas paixão e
comprometimento são mais importantes do que quantidade.

3. Coloque a oração no tecido da igreja


Nós todos compreendemos o que significa ter algo tecido profundamente
dentro do núcleo de uma igreja. Desde o louvor até o ministério de
crianças, há algumas coisas que nunca escapam da pressão imediata da
nossa atenção. Da mesma maneira, há algumas atitudes e normas
culturais que dominam dentro de toda igreja local tais como uma atitude
generosa ou um modo casual de vestir. Como a oração se situa na sua
igreja? É uma parte profunda do núcleo de sua igreja ou fica um tanto
marginalizada e sem atenção?

Em sua igreja, quando as pessoas dizem: “Eu vou orar por você.” Elas o
fazem? Elas estão convencidas de que a
Como a oração se situa na sua igreja? É uma
oração é o único poder por trás de todos parte profunda do núcleo de sua igreja ou fica
os seus ministérios? um tanto marginalizada e sem atenção?

É importante ensinar sobre a oração sempre que possível. Você não


precisa repetir uma série de sermões sobre o tópico da oração. Uma série
de sermões por ano sobre a oração é suficiente. Você pode “pregar” sobre
a oração 52 vezes por ano através de uma idéia bem elaborada de "30
segundos" dentro de uma mensagem sobre qualquer assunto. Por favor,
não se atenha ao meu uso de 52 vezes ou de 30 segundos. Meu desejo é
fazê-lo ver que é fácil alertar, ensinar, guiar e encorajar continuamente
sua congregação a orar com estórias e exortações durante o ano todo. O
ensino sobre a oração não está limitado ao púlpito. Pode ser feito em
grupos pequenos, em seminários especiais, e em um grande número de
outras possibilidades criativas.

É importante ensinar sobre a oração, mas, mais importante, é orar


realmente. Crie ambientes onde o seu povo realmente ore. Eu não quero
dizer sentar em um círculo e compartilhar pedidos de oração durante 55
minutos e então orar 5 minutos. Eu quero dizer realmente orar. Em nossa
igreja nós criamos um número de ambientes diferentes desde sábado à
noite às 21h15min onde um grupo reune-se para orar por mais de uma
hora pelos trabalhos do dia seguinte, até as equipes de oração que oram
durante cada culto. Os grupos pequenos são comprometidos com a
oração. Nós temos cultos especiais de adoração, de sacramentos e de
oração. Os líderes separam um tempo significativo para a oração e os
estudantes de ministérios abrem as portas uma hora antes para que
dúzias de adolescentes orem antes que o encontro de estudantes comece.
Há muito mais oportunidades. Meu objetivo não é listá-las todas, mas
mostrar-lhe que não são complicadas. É tudo uma questão de fazer.

4. Dê atenção ao que Deus quer fazer e dê o crédito a Ele


O que Deus pretende em sua igreja? O que Ele quer realizar? É bom fazer
planos e desenvolver estratégias mas se forem planos feitos pelo homem
seu impacto será extremamente diluído. Como Deus quer se mover em
sua igreja? Você está de joelhos pedindo a Ele a direção? Onde Ele o está
alertando a dar o próximo passo no seu ministério? Você não pode fazer
tudo no ministério, e nem deve. Mantenha-se enxuto. Faça o que Deus
quer especificamente para a sua
igreja. As pessoas trabalharam arduamente, mas Deus fez
acontecer. Nós somos simplesmente despenseiros do
Seu plano e receptores gratos das Suas bênçãos.
E, sempre, dê a glória a Deus.
Nunca tome o crédito para você
mesmo. Por exemplo, nós abrimos recentemente um campus novo na
nossa igreja e Deus tem nos abençoado de maneiras surpreendentes.
Muitas pessoas novas estão freqüentando e centenas de pessoas disseram
sim quando convidadas a serem novos seguidores de Cristo. A pior coisa
que nós poderíamos fazer na nossa igreja seria dizer: "Oh, olhe o que nós
fizemos!" Não, nós não fizemos, Deus fez! As pessoas trabalharam
arduamente, mas Deus fez acontecer. Nós somos simplesmente
despenseiros do Seu plano e receptores gratos das Suas bênçãos.

Até agora nós já vimos a liderança e a oração. O terceiro “dos Três Grandes” é o
Evangelismo… que logo virá!

Desejo de bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – maio de 2008. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.6 – Julho/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Não obstante o estilo, o método, a posição ou a filosofia de sua igreja, três coisas
estão presentes em todas as igrejas que demonstram, consistentemente, um
crescimento saudável. São: liderança, oração e evangelismo. Este é o último de uma
série de três partes, e o foco é o Evangelismo.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

O ministério dos adolescentes. É por isto que eu fico tão contente por nós termos
o Pastor Brett Moore para liderar esta equipe. Ele acaba de me contar que na
noite de quarta-feira tiveram a maior “Guerra de Cócegas” do mundo. Minha
primeira reação foi "Vocês tiveram o quê? " Brett me contou então sobre seus 30
segundos de extravaganza destinados a inclusão no livro Guinness de recordes
mundiais! É sério, eles preencheram os formulários, registraram todos os
adolescentes, e começaram a filmar em vídeo. Viu, agora você também está
nervoso. Ele me explicou rapidamente que os meninos e as meninas ficaram
separados todos os 30 segundos. Eu disse: "E você supõe que isto vai me fazer
sentir melhor?" Aparentemente os meninos ficaram um pouco agressivos e
parecia mais um jogo da WWF1 com um grupo de mini-lutadores!

Então, por que o Pastor Brett e sua equipe pensariam em algo tão divertido e
investiriam horas incontáveis para prepararem-se para um encontro de noventa
minutos com 200 estudantes da escola média numa noite de quarta-feira? Para
vê-los salvos e começando a seguir Cristo! Algumas semanas antes daquela
noite, 17 daqueles estudantes da escola média tomaram pela primeira vez a
decisão de entregar seus corações a Cristo. Uma semana depois daquela noite,
mais 30 estudantes tomaram a decisão por Cristo pela primeira vez! 47
adolescentes entre a 6a e 8a série tomaram a decisão mais importante de suas
vidas nos últimos 60 dias por causa de um ministério comprometido com o
evangelismo. Isso faz valer a pena toda a criatividade e loucura que se possa
pensar. Quando um estudante desta idade é confrontado claramente com o
evangelho de Jesus Cristo, e se rende ao Seu chamado, nós todos vemos uma
imagem bonita de porque a igreja local existe. Chame isto do que você quiser,
mas o assunto é evangelismo.
A oração é trabalho duro e a liderança nunca
Este é o último dos três de uma série acaba, mas há algo sobre a natureza da linha de
intitulada "Os Três Grandes". Não importa o frente do evangelismo que o torna o primeiro dos
tamanho ou denominação da sua igreja você três grandes a declinar em muitas igrejas.
não pode ficar longe do valor intenso e da
natureza crítica da Liderança, Oração e Evangelismo. A oração é trabalho duro e a
liderança nunca acaba, mas há algo sobre a natureza da linha de frente do
evangelismo que o torna o primeiro dos três grandes a declinar em muitas
igrejas. Isto não é uma acusação: é uma realidade que nós temos que encarar.

1
WWF = World Wildlife Fund
A oração e a liderança podem ser feitas, e geralmente o são, dentro do ambiente
seguro de outros cristãos. Em contraste, o evangelismo por natureza requer de
nós uma interação com pessoas que não pensam, não crêem, ou não vivem como
nós. É no evangelismo que nós temos que interagir com pessoas que nós não
conhecemos. O Evangelismo requer que nós sejamos relevantes e saiamos de
nossa zona do conforto. O Evangelismo exige risco e busca uma motivação
altruista. Um esforço agressivo no evangelismo freqüentemente nos leva a
repensar o nosso orçamento.

Nós encaramos o inimigo (poderes e forças espirituais - Efésios 6:12) na oração.


Mas, vamos ser honestos, a maioria de nossas reuniões mais intensas de oração
é com outros cristãos. Raramente um de nós se encontra cercado de inimigos
fazendo a oração de Jesus: " Pai, perdoa-lhes..."

O desenvolvimento da liderança fará com que mesmo o mais resistente dos


líderes veteranos fique cansado, mas outra vez, é com pessoas que nós
conhecemos e amamos. Então há o evangelismo. É este um dos três grandes que
toma o poder da oração e a estratégia de liderança para uma interação ao vivo
com as pessoas de fora da igreja.

O Evangelismo atualmente está mais complicado do que nunca. A boa notícia é


que as pessoas estão espiritualmente famintas. A complicação é que mesmo
quando nós somos claros como cristal sobre a verdade de Jesus Cristo, a
influência significativa de outras linhas de pensamento espiritual desde o Yoga e o
Budismo até a Nova Era e o Panteísmo, deixam as pessoas confusas. Quando as
pessoas dizem sim a Cristo, freqüentemente não sabem realmente a que
disseram sim. Têm uma mistura de toda a
Quando as pessoas dizem sim a Cristo,
informação em uma verdade nova do Evangelho
freqüentemente não sabem realmente a que
americano. Nós temos então que investir disseram sim.
quantidades enormes de tempo num processo do
discipulado para ajudar os cristãos novos (e não tão novos) a separar a verdade
bíblica do "faça-seu-próprio-evangelho americanizado".

Então quão arduamente você quer lutar por isto? Quanta energia você está
disposto a investir? Quão arduamente você quer trabalhar para ver o evangelismo
florescer em sua igreja?

O Evangelismo e o ministério de compaixão estão profundamente ligados. Um


coração compassivo é tanto pessoal quanto corporativo. Deus quer que os
indivíduos em sua igreja se importem com os corações quebrantados, mas
também com o corpo de crentes. Enquanto falo com líderes de igreja eu descobro
uma conexão definitiva entre as igrejas que têm grande compaixão e um
evangelismo forte, e vice-versa.

E aí, como vai a sua igreja neste ponto crítico essencial do evangelismo? As
seguintes perguntas ajudar-lhe-ão a avaliar onde
Enquanto falo com líderes de igreja eu
você está e a refletir como melhorar. Conforme
descobro uma conexão definitiva entre
as igrejas que tem grande compaixão e você lê estas perguntas, não responda
um evangelismo forte, e vice-versa. simplesmente sim ou não mas procure um
pensamento cuidadoso e um diálogo honesto. Você
e sua igreja serão melhores por causa disto.
Perguntas sobre o Essencial da Evangelismo
1. Seus líderes-chave enfatizam continuamente a missão evangelística de
Cristo encontrada em Mateus 28:18-20 do púlpito da sua igreja?
2. Seus líderes-chave continuamente enfatizam a missão de Cristo
encontrada em Mateus 28:18-20 nas reuniões e encontros individuais?
3. Os líderes-chave expressam um coração compassivo para com as
necessidades da sua comunidade?
4. Os líderes-chave atuam no evangelismo num nível pessoal?
5. Você, pessoalmente, investe nas pessoas que estão longe de Deus e as
convida à igreja?
6. Você vê numerosos visitantes pela primeira vez na sua igreja todo
domingo?
7. Sua igreja aceita abertamente pessoas novas que são "diferentes" da
maioria das pessoas que a freqüentam?
8. Os batismos são conduzidos regularmente como uma parte do ministério
da sua igreja?
9. Há treinamento local específico para novos cristãos?
10. Você verificou pessoalmente este treinamento para novos cristãos e o
achou relevante e da alta qualidade?
11. Com que freqüência o evangelho é apresentado em sua igreja?
12. Você é desejoso ou hesitante em trazer uma pessoa que não freqüenta
igreja para a sua igreja?
13. Você sente um ardor verdadeiro em sua igreja pelos não cristãos que
resulte em ação?
14. Você sente um coração compassivo pelas pessoas em necessidade?
15. Sua igreja investe generosamente em esforços globais de evangelismo?
16. Sua igreja alcança os pobres e necessitados da sua comunidade?
17. Há alguma forma de treinamento em evangelismo em sua igreja?
18. Você considera sua igreja comprometida com o evangelismo?
19. Você considera sua igreja eficaz no evangelismo?
20. Você pessoalmente pode nomear pelo menos um cristão novo em sua
igreja?

Os cinco pensamentos seguintes são princípios práticos para fortalecer o


ministério de evangelismo da sua igreja.

1. Cultive um coração compassivo em sua igreja


A compaixão é mais arte e coração do que estratégia e programa mas
requer um esforço intencional. Eu acredito que a compaixão vive no coração
de um crente, mas as demandas regulares do ministério desde uma
demanda maior de tempo até o pagamento de uma hipoteca desafiarão seus
esforços de dar aos outros de forma pessoal
e financeira. Esta pressão nunca É somente o coração quem ganhará o dia e
dirigirá seus esforços para dar àqueles que
desaparecerá. É somente o coração quem necessitam.
ganhará o dia e dirigirá seus esforços para
dar àqueles que necessitam. Este é o mesmo coração que nos leva com
compaixão em direção àqueles que não conhecem Jesus como seu Senhor.

2. Não tente conseguir tudo de uma vez


O Evangelismo é uma maratona não uma corrida de velocidade. Começar a
jogar tudo sobre o evangelismo de uma vez por algumas semanas não
fortalecerá os esforços de alcance da sua igreja. Eu adoro o filme, "E aí,
Bob" em que trabalham Murray e Richard Dreyfus. Você já o viu? O
neurótico mas adorável paciente (Murray) deixa o terapeuta louco. Dreyfus,
que faz o terapeuta, recomenda o método do seu último livro "Os passos de
um Bebê." É um filme bobo mas não é uma má idéia. Eu recomendo a
aproximação dos "Passos de um Bebê" ao pinçar um componente de cada
vez para fortalecer sua estratégia geral de evangelismo. Faça uma lista
pequena das coisas que necessitam ser melhoradas e vá atrás delas uma de
cada vez a fim de construir lentamente o coração de evangelismo em sua
igreja.

3. Enfatize o coração não o programa


Os métodos e os processos são necessários e importantes, mas por si só
não sustentam um ardor para alcançar os perdidos. O coração sustenta o
esforço. Quando um filho está doente um pai nunca perde a paixão. O pai
faz o que for preciso até que o filho esteja bem. O motivo que sustenta a
paixão é o amor. É o nosso amor pelos "perdidos" quem faz os programas e
os processos funcionarem. É o amor que nos mantém engajados e
investindo num relacionamento significativo com as pessoas que estão longe
de Deus.

4. Lembre-se que os dois primeiros fundamentos dirigem o terceiro


A liderança e a oração são direcionadores do evangelismo. Os líderes devem
atiçar a visão e conduzir o caminho, e a oração é o poder que faz tudo
acontecer. Se você tentar sustentar o evangelismo sentido no coração sem
"estes dois fundamentos principais", você continuamente vacilará e falhará.
(Se você não leu as partes 1 e 2 desta série, leia-os ou solicite-nos uma cópia)

5. Sua igreja não se inclinará naturalmente para o evangelismo


Você deve lutar pelo evangelismo. Quanto mais tempo a igreja existe mais
ela tende, naturalmente, a voltar-se "para dentro". As pessoas começam a
pedir e até exigir mais classes, programas e ministérios para os cristãos.
Alguns deles podem ser bons, mas em Quanto mais tempo a igreja existe mais ela
quantidade limitada e estratégia no foco. tende, naturalmente, a voltar-se "para dentro".
Nós discutimos freqüentemente este
assunto em nossa igreja usando a pergunta: "Nós estamos alimentando a
máquina ou estamos alimentando a missão?"

Sua igreja pode precisar "limpar a casa" afim de dinamizar seus esforços e
energias e tornar-se mais evangelística. Transformar-se numa igreja que
alcance os não Cristãos é geralmente ser uma igreja que faz "menos coisas"
mas com mais profundidade e força. Igrejas ocupadas freqüentemente
lutam para manter as prioridades corretas. E então como vocês estão? Que
passos (de bebê) vocês precisam dar?

Eu espero que este artigo concluindo Os Três Grandes tenha sido útil a você.
Liderança, oração e evangelismo estão no núcleo do que nós somos chamados a
fazer. Eu confio que você irá lutar para manter estas prioridades na linha de
frente do seu ministério na igreja.

Desejo de bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – junho de 2008. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.7 – Agosto/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Nenhum líder local da igreja escapa dos problemas, os alarmes irão disparar e se
você os captar logo, o sucesso da sua liderança será grandemente intensificado.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Nós já estamos no novo edifício (de nossa igreja) há cinco meses e ainda estamos
descobrindo coisas, sacudindo coisas e ajustando-as à “casa nova”. Um dos itens
mais aleatórios e menos explicáveis na lista é o sistema de alarme contra fogo.
Ele dispara quando quer. Tem definitivamente uma mente e uma personalidade
próprias. Eu estou pensando em dar-lhe um nome, tal como nomeiam os
furacões. Aparentemente basta haver algumas partículas de poeira ou talvez ele
apenas fique de mau humor, que ele dispara conforme lhe apraz.

E então finalmente aconteceu. Foi durante um culto! Yup. Lá estávamos nós com
milhares de pessoas no segundo culto e justo quando o pastor estava pregando,
aquele som terrível com volume alto começou a tocar como um código azul da
sala de emergências de um hospital.

Então eu aprendi algo novo. Quando isto acontece, o alarme contra fogo cancela
o sistema de audio no templo. Não que isto seja algo especial. Eu creio que o
pastor realmente não poderia continuar a falar de qualquer maneira, mas apenas
não parece certo que um alarme tenha tanto poder! Disseram-me que isto
acontece para que todos possam ouvir o alarme, não importa o que esteja
acontecendo durante o louvor. Mas, creia-me, nós poderíamos estar num
concerto de rock no maior volume e você ainda
ouviria este alarme contra fogo. Os alarmes disparam para os líderes a toda
hora e muitos líderes desligam o botão e o
ignoram. OK, o alarme não é tão alto, aleatório e
A pergunta nestes momentos era: o que fazer? antipático quanto um alarme contra fogo, mas
Seria um alarme falso? Nós deveríamos isto o torna mais perigoso.
começar nosso procedimento de evacuação? O
que todas as crianças estariam pensando? Como nos casos anteriores, foi um
alarme falso. Minha preocupação é que um dia o alarme se tornará real e nós o
desligaremos (agora nós já sabemos onde o interruptor de alarme está) e o
ignoraremos!

Os alarmes disparam para os líderes a toda hora e muitos líderes desligam o


botão e o ignoram. OK, o alarme não é tão alto, aleatório e antipático quanto um
alarme contra fogo, mas isto o torna mais perigoso.

Quando um líder deixa de ouvir ou prefere ignorar o disparo dos alarmes da


liderança, os problemas aparecem no horizonte próximo.
A lista de alarmes de liderança abaixo é bem mais completo. Este grupo de
pensamentos é mais para agitar suas idéias como líder. A mensagem final é você
“intuir” os alarmes antes que eles disparem, seja lá do que possam ser.

 Os mais próximos de você não parecem querer que você ganhe


Não é tudo sobre você, é sobre a missão, mas se você é o zagueiro (ou
qualquer membro do time) e os outros 10 jogadores no campo não
parecem querer que você ganhe, isso é um sinal de alarme. Isto é fácil de
detectar mas não é fácil de admitir, então acaba sendo ignorado. Se não
for ignorado, o líder pode tentar conduzir pela força ou pelo temor
(posição de influência). Quando isto começa a ocorrer o time realmente
não se importa se você ganha. Eu não pretendo criar um espírito de
insegurança com este primeiro alarme, porque se isto for verdadeiro para
você, você pode mudar com o tempo delegando, incentivando e investindo
naqueles próximos a você de maneira a adicionar valor às suas vidas.

 Você não está certo do que você quer ou para onde está se dirigindo
Este é um alarme sutil mas tem enormes efeitos. Assessorando centenas
de líderes eu descobri que muitos não sabem o que querem e nem sempre
estão certos sobre para onde estão se
dirigindo. Mesmo na mais amorosa e Muitos não sabem o que querem e nem sempre
estão certos sobre para onde estão se dirigindo.
cheia de graça das igrejas, isto
eventualmente amarga os líderes. A
chave é o movimento para a frente! Progresso! Se você estiver lutando
contra isto, por favor não tente fazê-lo por si próprio. Fale sobre isto com
alguns líderes confiáveis de dentro ou de fora de sua igreja para buscar
sabedoria no assunto. Não espere. Pense no progresso.

 Sua vida pessoal e familiar está em luta por longo período de tempo
Este alarme é óbvio, mas é um dos que é freqüentemente ignorado. No
meio da pressão e paixão pelo seu trabalho, sua família pode estar ficando
com o tempo que sobra. Você está sem energia ou há uma série de coisas
que contribuem para a vida em família que estão drenando ao invés de
completar. Isto é uma distração do seu trabalho não importa o que você
pense. Eu não quero dizer que seu trabalho é prioridade sobre sua família,
eu estou dizendo simplesmente que se as coisas não estiverem bem na
família, isto respingará sobre a sua liderança na igreja. Eventualmente um
pedágio será cobrado. Sua família e a igreja sofrerão, e você terminará
preso no meio. Se você necessitar de uma parada ou de aconselhamento,
faça isto. Pode ser uma longa estrada para a saúde, mas realmente não é
uma opção. E vale a pena.

 Sua paixão pelas pessoas está diminuindo


Este é um alarme que dispara durante muito tempo antes que qualquer
um preste atenção. O alarme soa em um número de tons diferentes. O
alarme pode ser sobre o evangelismo. Sua paixão pelos não salvos
diminuiu. Isto não é algo para criar
culpa, mas sim para admitir e orar Freqüentemente, quando você está fatigado pela
para que a paixão retorne. Além da liderança, ou sob pressão, as pessoas que você ama
começam a parecer como problemas a resolver.
oração, volte atrás no processo de
investir nas pessoas que estão longe
de Deus. O alarme pode ser sobre a congregação. Freqüentemente,
quando você está fatigado pela liderança, ou sob pressão, as pessoas que
você ama começam a parecer como problemas a resolver. Embora este
seja um alarme enorme, é geralmente um dos mais fáceis de cuidar.
Tipicamente tirar alguns dias de folga para descanso e oração restaurará
seu amor e paixão pelas pessoas.
 O comparecimento está diminuindo
Este é um exemplo de um alarme barulhento que todos “ouvem.” Pode
surpreendê-lo, entretanto, quantos líderes “fingem” que tudo está OK
quando este alarme soa, ou chegam
ao ponto de dizer algo como: “bem, Quantos líderes “fingem” que tudo está OK quando
Deus está nos podando para o este alarme soa, ou chegam ao ponto de dizer algo
tamanho que Ele nos quer.” Pode como: “bem, Deus está nos podando para o
tamanho que Ele nos quer.”
haver uma dúzia ou mais razões pelas
quais uma igreja está diminuindo, e
um número igual de possibilidades de solução para o problema. Mas para
os fins deste artigo, eu apontaria às últimas três séries sobre liderança,
oração e evangelismo. Se sua igreja estiver diminuindo, eu estou certo de
que em uma ou mais destas três áreas você deve investir esforço e
energia intencionais.

 Você não pode identificar histórias claras de mudança de vida


Este é um alarme que quebra corações e que dispara em mais igrejas do
que alguns de nós quer admitir. Isto não me desanima como líder de
igreja, de fato me motiva. Eu amo a igreja e sei que ela não é perfeita.
Mas a razão de nós fazermos o que fazemos afinal diz respeito às vidas de
pessoas que estão sendo mudadas de uma maneira positiva e para a
eternidade – através do poder redentor de Cristo. Na nossa igreja nós
frequentemente usamos alguns minutos de uma reunião de equipe para
compartilhar histórias “de mudanças de vida". É exatamente o que você
entendeu, nós comemoramos histórias de pessoas que experimentaram
uma mudança significativa da vida! É um dos meus momentos favoritos. E
se sempre houver demasiado silêncio, este é um alarme soando que deve
ser discutido.

Se você não for bom em reconhecer alarmes, eu o incentivo fortemente a separar


algum tempo com dois ou três líderes que o amam e em quem você confia, e
conversarem a respeito disto. Reconhecer os alarmes antes que disparem é a
idéia final, mas se você não os alcançá-los antes do tempo, é crucial para você
ouvi-los tão logo disparem, e seguir adiante com uma resposta forte de liderança.
Lembre-se, você não têm que ir sozinho. Deus está com você e você também
está escolhendo algumas pessoas para irem com você.

Desejo de bênçãos!

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – julho de 2008. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.8 – Agosto/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Este artigo nasceu de um tempo pessoal recente de oração e de reflexão sobre o


Salmo 84. Tocou-me que nós, como pastores, geralmente fazemos determinados tipos
de oração. À medida em que você lê, eu creio que o Espírito Santo falará com você
também.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Na nova Tradução na Linguagem de Hoje: “8Escuta a minha oração, ó SENHOR,


Deus Todo-Poderoso! Ouve-me, ó Deus de Jacó! 9Ó Deus, abençoa o nosso
protetor, o rei que tu escolheste! 10É melhor passar um dia no teu Templo do que
mil dias em qualquer outro lugar. Eu gostaria mais de ficar no portão de entrada
da casa do meu Deus do que morar nas casas dos maus. 11O SENHOR Deus é a
nossa luz e o nosso escudo. Ele ama e honra os que fazem o que é certo e lhes
dá tudo o que é bom. 12Ó SENHOR Todo-Poderoso, como são felizes aqueles que
confiam em ti!”

Enquanto eu meditava sobre estas palavras do Salmo 84 tocou-me que nós,


como pastores, fazemos este tipo de oração centenas, senão milhares de vezes,
durante o nosso ministério.

Você pode ouvir a súplica de paixão - "Escuta a minha oração" - "Ouve-me." Isto
não é exatamente o que você quer? Você quer que Deus ouça as suas orações e
quer ouvir a Sua resposta. Esta é a beleza da comunhão com o Criador. É a
benção de estar num relacionamento com o Pai. E é, de fato, como nós
recebemos a orientação, o sentido e o poder do Espírito Santo.

"Olha com favor" - Estas palavras não são apenas para ocasiões especiais. Este é
o grito diário dos nossos corações. Nós procuramos constantemente o favor do
Senhor para nossa igreja e para a nossa liderança para que seu reino possa
avançar! Louvor e adoração são feitos com o reconhecimento de quem é Deus
como o "Poderoso" o "Sol e a Sombra". É nosso tudo! Um coração da gratidão é
declarado, "Eu gostaria mais de ficar no portão de entrada..." Nós devemos
sempre recordar nosso status de servos e que ser um pastor é um grande
privilégio. E as condições aparecem claramente. "Nada de bom retêm aqueles
cuja caminhada é irresponsável." e "Como são felizes aqueles que confiam em
Ti." Nós somos chamados a viver uma vida de
Se você é um pastor, sua vida de oração não
integridade e de confiança em Deus.
conhece limite algum, exceto aquele que Deus
mesmo coloca para você. Você é livre para orar
Muitos cristãos podem fazer uma oração como conforme o Espírito lhe conduz.
esta, mas certamente é a oração de um pastor!
Isto me levou a pensar sobre os tipos de orações que um pastor ora. Deixe-me
primeiro explicar que não é minha intenção ser mecânico ou quadrado sobre a
vida de oração de um pastor. Se você é um pastor, sua vida de oração não
conhece limite algum, exceto aquele que Deus mesmo coloca para você. Você é
livre para orar conforme o Espírito lhe conduz. Dito isto, entretanto, parece-me
que há alguns tipos de orações que são comuns à vida pastoral. São eles:
 Orações de dever
 Orações de dor
 Orações de visão
 Orações de compaixão
 Orações de gratidão

Minha esperança é que este artigo sirva como uma ferramenta para ajudá-lo a
refletir na sua vida de oração. Você pode ter a tendência de focalizar mais em um
tipo de oração do que em outro. Ou talvez sinta falta de um tipo de oração que
você acha que deve prevalecer mais. E se for assim, o Espírito pode alertá-lo a
orar de alguma maneira diferente. Eis aqui um olhar mais próximo dos tipos de
orações que os pastores oram.

 Orações de dever
Isto não é tão negativo quanto parece. As orações de dever não são
apenas uma questão de rotina e costume. Estas orações não são palavras
sem fé de alguém que espera pouco. As orações de dever têm sua
importância nos períodos de seca espiritual da vida de um pastor. Todos
os pastores experimentam isto. A boa
Estas orações não são palavras sem fé de
notícia é que Deus pode e soprará vida
alguém que espera pouco. As orações de dever
de volta para a sua intensidade têm sua importância nos períodos de seca
espiritual e sua comunhão com Ele será espiritual da vida de um pastor.
revigorada. Mas às vezes você tem que
esperar. Você pode orar sem ouvir uma resposta a esta oração durante
dias, semanas ou mesmo meses. Você retorna aos seus joelhos porque é a
coisa certa a fazer. Não desista. Deus não o esqueceu. A clareza e a
doçura de Sua voz retornarão. Não se torture por causa de um período de
seca. Não deixe o inimigo lhe falar sobre o seu ministério. Não fique
pensando sobre as razões porque isto está acontecendo. Refletir sobre a
sua vida e liderança é bom, mas buscar a presença do Senhor é melhor.

 Orações de dor
Você pode sentir a proximidade da presença e do poder de Deus. Você
conhece e obedece Sua voz, contudo você enfrenta dificuldades,
problemas e dores de cabeça. Este não é um território desconhecido para
um pastor. Talvez você tenha dor física e sinta necessidade de cura. Pode
ser dor emocional por um relacionamento importante em sua família ou no
corpo da igreja. Pode ser mais sobre a liderança e o seu ministério. Um
pastor amigo meu me ligou ontem e abriu seu coração sobre os enormes
problemas financeiros que sua igreja está tendo. Ele confessou que não
sabe o que fazer. Nós conhecemos este tipo de oração. Não são nossos
momentos favoritos, mas Deus usa estas orações para o bem e para a Sua
glória. Quando estamos desesperados nós nos lembramos que tudo é
realmente para Deus, Sua vontade e Seu reino. Nós recordamos que sem
Ele nós não podemos fazer coisa alguma. Eu não creio que Deus envie a
dor, mas Ele a permite. E quando Ele responde esta oração, nossa fé
aumenta.

 Orações de visão
Como pastores nós amamos estas orações! As orações visionárias são as
orações dos líderes, mas elas não requerem pouco esforço, e são as
orações em que é mais fácil faltar motivação. Pode ser difícil discernir
entre nossa agenda e a agenda de Deus. Esta é uma grande parte desta
oração, permanecer inteiramente submetida a e alinhada com o coração e
os planos de Deus. Nós suplicamos por conversões/batismos, vidas
modificadas, nova terra e novo território, favor para com as pessoas, e o
melhor amigo de um líder – “momentum”. Nós rogamos que nossas
orações e nossa fé não sejam pequenas demais! Nós pedimos por grandes
recursos de modo que a visão possa ser realizada, o que significa que nós
oramos para que as pessoas amadureçam no completo discipulado de
Cristo, assim elas desejarão dar ao reino o que é importante. As orações
de visão são excitantes, mas são um trabalho duro. Nunca terminam.
Quando nós estamos próximos de uma visão sendo realizada, nós já
temos uma outra!

 Orações de Compaixão
Este é o coração de um pastor, um coração para as pessoas. Afinal eu
quero ver as pessoas salvas e maduras na fé. Eu tenho certeza que você
também quer. Ela está ligada a uma oração de visão, mas é mais pessoal.
A oração de visão está vendo a grande imagem avançar. Está vendo que o
corpo de Cristo está progredindo. É para grandes idéias novas e
freqüentes. A oração de compaixão é Jesus não o chama para alcançar a todos, mas o
por pessoas individualmente. É para torna responsável por alcançar alguns.
conversões, um nome de cada vez. É
por aqueles que estão doentes, vivendo casamentos desfeitos, pessoas
sós, pessoas feridas, confusas e perdidas, pessoas necessitadas e
empobrecidas, viciadas e a lista vai embora. É impressionante. Jesus não
o chama para alcançar a todos, mas o torna responsável por alcançar
alguns. Estas orações são para curas de todo tipo e para ajudar a alcançar
as pessoas que Ele colocou dentro do alcance do seu ministério.

 Orações de gratidão
Não importa quais as circunstâncias, como não dar graças e fazer orações
de gratidão? Eu estou lendo atualmente uma biografia de Hudson Taylor, o
famoso missionário na China. Puxa, este cara era surpreendente! Sua vida
deixa-me completamente humilhado. Tudo o que ele sacrificou e resistiu
por amor em servir ao Salvador é desconcertante. E durante todo o seu
ministério não considerou isto como um sacrifício, mas como um privilégio.
Pelo que você agradece Deus? Pelo
preço que Ele pagou por você na pessoa Como pastores nós devemos ter cuidado com as
comparações. Se nós olharmos para cima nos
de Seu filho Jesus? Por tudo que Ele tem sentiremos pequenos e começaremos a nos
lhe dado? Como pastores nós devemos queixar do que nós não temos. Se nós olharmos
ter cuidado com as comparações. Se nós para baixo, nós poderemos nos encher de
olharmos para cima nos sentiremos orgulho de quão bons nós somos.
pequenos e começaremos a nos queixar
do que nós não temos. Se nós olharmos para baixo, nós poderemos nos
encher de orgulho de quão bons nós somos. É melhor não fazer
comparações. Apenas siga o caminho com o trabalho que Jesus lhe deu
para fazer. Faça diariamente orações específicas de gratidão e agradeça a
Deus até mesmo pela menor bênção.

Que presente é a oração! Às vezes está além da nossa compreensão - realmente


falar com o criador do universo. Mas é verdade! Então ore, pastor!

Desejo de bênçãos!
Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – junho de 2008. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.9 – Setembro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Você nunca sabe que lição de liderança você pode aprender, mesmo escalando
uma cachoeira de 1.000 pés. De volta das minhas férias com a família,
descansado, estou pronto para mais um pensamento sobre liderança para passar
adiante!

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Quando nos disseram que nós poderíamos escalar uma cachoeira de 1.000 pés,
as imagens das Cataratas do Niágara vieram à minha mente e meu pensamento
foi: “Esta não é uma boa idéia.” Convencido do contrário pela minha família, isto
acabou sendo um dos pontos altos das nossas férias.

Nós estávamos em Ocho Rios, Jamaica e nos inscrevemos para a escalada da


cachoeira (as Cachoeiras do Rio Dunn) e a festa na praia. Foi tudo muito
divertido. Numa das mais bonitas e naturais paisagens jamaicanas (eu a
chamaria “selva amigável”) nós nos reunimos com cerca de vinte pessoas,
fizemos nosso pagamento e conhecemos nossos guias.

As quedas eram enormes, com a água descendo rápida sobre grandes pedras.
Mas o efeito de terraços naturais com piscinas d’água para brincar algumas vezes
durante a escalada tornou tudo muito fácil até para as crianças pequenas. Bem,
quase fácil. Houve alguns tornozelos raspados e dedos do pé machucados, mas
hei, nós precisamos de alguma coisa que faça parecer que foi realmente legal.

O guia principal, um jamaicano alto e bem apanhado com um grande senso de


humor ficou na nossa frete e falou: “Eu sou seu líder, se vocês fizerem o que eu
lhes digo e me seguirem, vocês ficarão super-molhados mas se divertirão muito”.
Nós todos ficamos lá e só olhamos pra ele. Ele disse, “Hey caras, isto aqui é a
Jamaica e vocês vão se divertir… quando eu falar com vocês, respondam com um
grande e sonoro Sim, cara!!” Assim nós fizemos e havia algo estranhamente
divertido em um grupo de americanos desengonçados fingindo serem jamaicanos
que tornou tudo ainda mais divertido!

Ele então nos instruiu que nós deveríamos dar as mãos e formar aquele tipo de
fila comprida de pessoas ligadas por uma corda - a corda ia sendo feita com
nossos mãos e braços. Era contra-intuitivo no começo, mas só quando nós a
soltávamos e escolhíamos nossas próprias rochas para subir é que nós
escorregávamos e raspávamos um joelho. OK, que eu escorreguei e raspei um
joelho. As crianças pareciam ir muito bem conforme “as crianças grandes” as
puxavam por cima das rochas que elas não podiam alcançar por si mesmas.

Só mesmo um pregador teria pensamentos sobre liderança enquanto fazia sua


divertida escalada! E então, você está pronto, cara? É aqui que você responde:
“Sim, cara!”
 Uma pessoa que tenha viajado apenas uma etapa mais longe do que você
sabe algo valioso que você ainda não sabe.
É difícil pôr uma etiqueta de preço na experiência, mesmo quando ela está
somente alguns segundos depois que você alcançou. Cada etapa foi
importante na nossa escalada pela cachoeira. Um pouco mais à esquerda e
você escorrega, um pouco mais à direita e você pisa num buraco profundo. O
líder foi primeiro e cada pessoa o seguiu - um passo de cada vez.

Como líder você não precisa saber todas as respostas, você só precisa
conhecer a próxima etapa e realizá-la com sucesso. Se você o faz, os outros
podem segui-lo com segurança. Confiança é uma grande coisa. Os outros
estão contando com você para fazerem as escolhas certas.

Se você está seguindo, não espere que seu Confiança é uma grande coisa. Os outros
líder conheça o plano todo - apenas a etapa estão contando com você para fazerem as
seguinte. A única razão porque o nosso guia escolhas certas.
jamaicano conhecia cada etapa tão bem é
porque ele tinha feito aquela viagem centenas de vezes. Este é o luxo de um
líder que repete sua viagem. Esta não é a vida de um líder da igreja que, se
estiver verdadeiramente progredindo, navega constantemente em águas
novas.

 Não é a dificuldade da escalada, é a velocidade da água.


Havia somente algumas partes que eram íngremes e longas o bastante para
fazer você pensar silenciosamente… “OK, lá vamos nós.” O surpreendente é
que aquelas partes não eram realmente tão difíceis. O problema real era a
velocidade da água. Você sabia que a água correria mais rápida nas partes
mais íngremes, mas o modo como ela jogava os pedregulhos para fora trazia
uns truques inesperados em você. Eu aprendi rapidamente que você pode
ver os pedregulhos mas não consegue ver a corrente.

Não é assim que ocorre na liderança? É o Não é assim que ocorre na liderança? É o que
que você não pode ver que pode fazê-lo dar você não pode ver que pode fazê-lo dar um
passo em falso, perder o alicerce e tropeçar.
um passo em falso, perder o alicerce e
tropeçar. Pode ser uma mudança num
relacionamento, uma virada na economia ou uma alteração na cultura atual.
Você não viu aquilo chegar e crescer. É por isso que eu mantenho contato
com os meus mentores. Eles vêem coisas que eu não vejo e não me deixam
andar em lugares que eu não devo.

 Quando você quer soltar a mão e escalar por si mesmo, provavelmente está
errado.
Meu primeiro instinto era largar da mão da pessoa na minha frente e tentar
agarrar a próxima pedra para me estabilizar. Cada vez que eu fazia isto, eu
perdia meu alicerce. Havia uma razão para o guia nos conduzir da maneira
como ele o fez. Muitos líderes são empreendedores. São visionários e fazem
seu próprio trajeto. Isso é bom, mas dentro dos limites. Todos os bons
líderes devem estar dispostos a dar a mão e ser um bom seguidor em algum
ponto. (E geralmente isto é necessário em muitos pontos.)

É ótimo quando um líder sai para encontrar seu próprio trajeto, mas há algo
sobre o corpo de Cristo e em ser um seguidor de Cristo que coloca limites na
escalada de um líder. É interessante notar
Geralmente é depois que algum sucesso que os
que raramente é nos níveis mais baixos da líderes começam a dar seus próprios tiros e
escalada que os líderes encontram então caem.
problemas. Geralmente é depois que algum
sucesso que os líderes começam a dar seus próprios tiros e então caem.
Observe você mesmo. Mantenha-se preso primeiramente ao Pai, depois aos
outros que têm viajado antes e junto com você.

 A pessoa atrás de você está dependendo de você.


Isto parece óbvio, mas quando a água está fria e você já escorregou um par
de vezes, é fácil focalizar em alcançar o topo - esquecendo-se da pessoa
atrás de você.

Isto aconteceu algumas vezes no nosso grupo. Eu não direi qual, mas um de
meus filhos disse: “A pessoa atrás de mim era muito lenta, se eu me
prendesse a ela, ou eu pararia todo o grupo ou seria puxado de volta para
baixo.“ No momento imediato aquilo pareceu verdadeiro. Mas no cômputo
geral não poderia estar mais distante da
verdade. Era ao soltar que todos tinham Era ao soltar que todos tinham que parar e
que parar e esperar. Segurar nos custa esperar. Segurar nos custa alguns segundos,
soltar custa minutos.
alguns segundos, soltar custa minutos.

Cada pessoa estava contando com a pessoa na frente dele para segurá-lo e
não soltá-lo. O cara na minha frente só soltou uma vez, e eu imediatamente
perdi a confiança nele pelo resto da viagem. Não era uma grande coisa, era
só uma escalada divertida de cachoeira, mas me fez pensar sobre as
situações que eram sérias e em que muita coisa estava em jogo. Eu quero
contar com a pessoa na minha frente. Então quero perguntar a você: a
pessoa atrás de você pode contar com você para segurá-lo?

 O que parece difícil lá embaixo geralmente parecerá muito mais fácil do alto.
Quando nós todos chegamos ao alto da cachoeira, a escalada parecia
infinitamente mais fácil do que quando nós olhávamos lá de baixo. De fato,
de baixo, você não poderia ver nem a metade do que estava por vir. Depois
de chegar ao topo era como se tivesse sido uma “marmelada”. Havia sido
realmente divertido, mas não havia vontade alguma de fazê-lo pela segunda
vez.

A liderança depende de nós para erguermos outros líderes. Para ser um bom líder
dos líderes, um bom mentor de lideres, você deve estar disposto a voltar atrás
desde o começo e ajudar outros a fazerem a escalada. Uma das coisas que
tornaram os guias jamaicanos tão bons é que eles davam 100% de seu
entusiasmo para cada grupo. Para eles, era escalar a cachoeira mais uma vez.
Para nós, era uma vez na vida nas lembranças da família. Você faz as contas.

Isto é o que os líderes fazem, colocar paixão na viagem. Nós inspiramos mesmo
quando nós já estivemos lá e fizemos aquilo. E esta é a boa notícia, porque nós
todos contamos com alguém para fazer o mesmo para nós! Sim, cara!

Desejo de bênçãos!
Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – julho de 2008. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.10 – Setembro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Se você trabalha numa equipe como empregado da igreja, ou conhece alguém


que o faz, você sabe que benção e, no entanto, quão complicado este trabalho é.
E eu penso que você achará este artigo prático e útil para você!!

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

A vida numa equipe de empregados da igreja local é como estar num "reality
show" da TV. Sobreviventes. Quem, de algum modo, pode evitar ser votado para
sair fora ilha pelos conselheiros, por outra equipe ou por membros influentes?
Quem pode durar mais que o outro? A vida numa equipe de empregados da igreja
pode ser difícil. A igreja nunca dorme, as pessoas se queixam, não é fácil medir
os resultados, o trabalho nunca está pronto e, como se isto não bastasse, toda a
eternidade está em jogo! Mas, olhe, a vida numa equipe de empregados da igreja
não é para os fracos de coração. É para os
A igreja nunca dorme, as pessoas se queixam,
chamados e comprometidos. É para aqueles não é fácil medir os resultados, o trabalho
que “querem” ser parte da mudança do mundo. nunca está pronto e, como se isto não
bastasse, toda a eternidade está em jogo!
Ainda assim, em geral, a vida na equipe de
empregados da igreja, mesmo para as pessoas mais resistentes e nos melhores
ambientes, pode ser desafiadora, para dizer o mínimo. Nós sabemos que isto é
verdade por causa do grande número de pessoas, desde pastores até pessoal de
apoio, que trabalha para uma igreja por alguns anos, “se queima” e nunca mais
retorna.

As histórias que eu ouvi de centenas de pessoas levaram-me a alguns


pensamentos simples que podem ajudá-lo a apreciar melhor sua experiência
enquanto estiver servindo numa equipe de empregados de uma igreja.

Eu quero deixar claro uma coisa. Eu penso que servir numa equipe de
empregados da igreja é a melhor coisa do mundo. Eu não faria outra coisa
qualquer. Por um curto período eu fiz algo diferente, e embora tenha sido uma
grande experiência, eu voltei para a igreja e pretendo ficar. Meu propósito é ser
honesto a respeito de alguns Perigos Ocupacionais (PO).

 PO #1 - Como você adora quando está trabalhando?


Se você for o pastor de uma igreja pequena ou o assistente administrativo de
uma igreja grande, ou o pastor estudante de uma igreja de tamanho médio,
quando você for à igreja para adorar, assim que alguém o vir, você se
tornará disponível para as suas perguntas, necessidades, ou o que quer que
seja. Você está "lá" e você quer estar, mas isto é obviamente diferente da
experiência de qualquer outra pessoa, mesmo o mais dedicado dos
voluntários.

Parte disto vem simplesmente por causa do território. É o trabalho. Nós o


aceitamos e é assim. Mesmo assim, se você não prestar atenção para esta
realidade e não a compensar de alguma maneira, a qualidade de sua vida
espiritual interna sofrerá e você corre o risco de tornar-se um cristão
profissional.

Se você estiver numa igreja grande com vários cultos, isto não é tão difícil de
negociar. Mas em ambientes menores com equipes menores de empregados,
pode ser um enorme problema. Uma possibilidade é “você não.” Você não
adora na igreja. Você precisa criar um tempo de adoração seu ou com sua
família. Você pode fazer isto com um grupo pequeno de crentes maduros que
o deixem ser você mesmo e tirar seu
Quando você for à igreja para adorar, assim
"chapéu de pastor". que alguém o vir, você se tornará disponível
para as suas perguntas, necessidades, ou o
Outra possibilidade é visitar uma igreja no que quer que seja.
domingo à noite ou sempre que tiver um
culto que você possa ir, assim você pode reabastecer a sua alma.

Talvez a melhor idéia seja treinar-se e treinar sua congregação. Se a questão


for curta e relativamente simples, examine-a logo de uma vez. Se for mais
longa e mais complicada pergunte à pessoa se você pode encaminhar a sua
necessidade num outro dia durante a semana em que você pode dar a ela a
atenção que ela necessita e merece. Se você praticar este padrão
consistentemente, sua congregação assimilará a idéia.

Se você for o pastor, é bem possível abandonar-se na adoração mesmo


quando você está para pregar o sermão, se você estiver bem preparado.
Agora, se você ainda estiver fazendo suas últimas modificações no sermão
enquanto o grupo de louvor canta a última canção antes de você pregar,
bem, você não está pronto para adorar de uma maneira que satisfaça a sua
alma. Quanto à Palavra... esta parte é mais fácil: há dúzias de grandes
comunicadores que tem suas mensagens disponíveis para você em CD.

Qualquer que seja a solução, lute arduamente para ter certeza de que sua
vida tem um ritmo consistente de adoração.

 PO # 2 - Tendo culpa em vez de experimentar alegria.


Na Igreja Crossroads nós temos um tempo de oração todo sábado à noite. É
um convite aberto para nos reunirmos e orarmos pelos cultos de domingo. É
um momento poderoso e intenso, (só oração, nenhuma conversa!) quando
nós pedimos que Deus traga a sua presença e seu poder à adoração nos
cultos do dia seguinte. Nós oramos sobre tudo, desde o louvor até o apelo da
mensagem. Nós colocamos as mãos sobre as cadeiras, pedindo
simbolicamente, que Deus se mova nas vidas das pessoas enquanto ouvem a
verdade da Sua palavra. Em resumo nós oramos para que Deus mova-se e
as vidas das pessoas sejam mudadas.

Na minha primeira semana na equipe como empregado, meu pensamento


foi: "bem, todos estão fazendo isto! Como poderia você não fazer?" Ocorre
que eu estava projetando o meu sistema evangélico de culpa altamente
desenvolvido sobre uma igreja livre que realmente quer dizer isto quando
comunica: “venha se você puder, nós o veremos no domingo se você não
puder!” Nenhuma corda segurando você. Isto não é uma golfada de oxigênio
livre de culpa?

Este é um exemplo de um ambiente saudável. Infelizmente, há muitas


igrejas que medem sua espiritualidade por quantas coisas você faz e no que
você não comparece. Olhe, comparecimento não é igual a espiritualidade. Eu
realmente creio que os cristãos devem ir à igreja toda semana, mas estar lá
toda noite não é bom. Eu tenho vontade de ir a algumas destas igrejas e
dizer para aquelas pessoas. . . vão para casa!

Então o que pode você fazer? Deixe-me lhe dar uma grande idéia.
Simplifique sua igreja. Nenhuma igreja pode fazer, ou é chamada por Deus
para fazer tudo. Então não tente. Enxugue os seus ministérios. Descubra a
impressão digital divina no seu ministério, ou seja, apenas o que Deus quer
que você faça, e faça. Isto requer oração e esforço. A curto prazo, é mais
fácil fazer tudo. A longo prazo você
encontrará alegria e descanso fazendo Simplifique sua igreja. Nenhuma igreja pode
fazer, ou é chamada por Deus para fazer tudo.
somente o que Deus chamou sua igreja (e Então não tente.
você pessoalmente) a fazer. Isto não
significa que você não estará ocupado e
trabalhando arduamente. Você estará. Mas quando você está na agenda de
Deus isto faz toda a diferença do mundo.

 PO # 3 - Sendo um autêntico pecador quando você é pago para ser um


santo.
OK, eu “forcei” este, mas não muito. Deixe-me repetir uma velha frase fora
de moda: “Eu sou um pecador salvo pela graça.” Nós poderíamos debater
este pensamento se o objetivo fosse difícil de satisfazer. Mas poucos
desafiariam a verdade global desta frase. Nós todos somos pecadores salvos
pela graça; pastores, empregados da igreja, todos.

As pessoas pensam coisas engraçadas sobre os pastores e os que trabalham


na igreja. Muitos anos atrás Patti e eu visitamos uma família da igreja que se
ofereceu para nos fazer um jantar. A esposa trabalhou muito para preparar e
apresentar uma refeição bonita. Ela começou a me servir primeiro e
enquanto tirava o alimento da travessa, ela parou ligeiramente, colocou um
olhar interessante em sua cara e perguntou enfaticamente: “Ah, VOCÊS
COMEM GALINHA, NÃO COMEM?!” Agora eu garanto, esta pessoa era
extremamente inteligente, sociável e muito bem sucedida. E, contudo, não
sabia se pastores comem galinha!

Sim, nós comemos galinha, vemos filmes, e às vezes arrotamos em público.


Eu me lembro de ter escutado uma piada que estava sendo contada após o
culto, uma piada de salão um pouquinho mais forte. Eu ri. Uma pessoa que
estava no grupo disse: “Pastor, eu não acredito que o senhor está rindo
desta piada!” Eu devia ter ficado com a minha boca fechada, mas eu disse,
“porque não; você não está?!” Sua resposta foi: “bem, eu posso rir, mas o
senhor é o PASTOR.”

A melhor maneira de tratar deste PO é ser tão natural quanto você puder,
(sem ser estranho) tão consistentemente quanto você puder. Esteja aberto
sobre sua humanidade. Deixe as pessoas saberem que você tem consciência
de suas falhas sem fazer disto uma grande coisa. Isto não é uma desculpa
para viver um Cristianismo desleixado, (ou como Bonheoffer descreve “a
graça barata”) mas um desafio perseguir sua fé com todo o seu coração
enquanto reconhece que está longe de ser perfeito. (Vá em frente e admita,
pois todos à sua volta já sabem.)

 PO # 4 - Filhos de Pais Normais. (Ou sendo pais normais!)


Isto em geral está mais relacionado aos pastores e aos seus filhos do que a
todos os empregados da igreja, mas é uma grande questão. Minha filha
completou 18 anos este ano e agradeço a Deus por ela ser normal apesar de
me ter como pai! Mackenzie é uma ótima filha e irá para a Universidade no
outono. Eu trabalhei muito para não forçar sua fé por causa dela ou por
causa da boa aparência pública. Este esforço, embora nem sempre fácil,
valeu a pena. Mackenzie entregou seu coração a Cristo quando era criança e
eu tive o privilégio de batizá-la há aproximadamente um ano. É um momento
que eu acalentarei para sempre.

Pastor, você não pode forçar. Não faça seus filhos participarem de tudo. Sim,
quando eles são novos, o comparecimento a igreja deve ser parte do que a
família faz. Mas conforme ficam mais velhos, se necessitarem de um
intervalo para fazer algum trabalho ou para fazer parte de um programa
atlético na escola, dê a eles alguma
liberdade. A melhor igreja que eles verão é Pastor, você não pode forçar. Não faça seus
na sua casa, portanto ponha a ênfase onde filhos participarem de tudo. ... A melhor igreja
ela deve estar. que eles verão é na sua casa, portanto ponha a
ênfase onde ela deve estar.
Eu já ouvi algumas estórias engraçadas
sobre o que as crianças podiam ou não fazer em público porque eram filhos
de pastores. Meu incentivo é deixar seus filhos serem crianças. Ore por elas,
ensine-as bem, dê um bom exemplo, e deixe-as serem normais.

Defenda seus filhos. Se as pessoas na sua congregação fizerem comentários


sobre filhos de pastores, fale a respeito. Deixe-os saber que são bons filhos e
que estão indo bem em seu caminho para descobrir um estilo de vida que
abrace autenticamente o amor a Deus.

 PO # 5 - Abandonando o Sabbath.
Este é semelhante ao PO #1, mas trata mais dos seus padrões de trabalho
do que de suas práticas de adoração. Muito já foi escrito sobre este assunto,
portanto serei breve.

Eu sei, por experiência pessoal, que este é um perigo ocupacional fácil para
se deixar cair. Afinal, este é um trabalho de Deus! E não é tudo uma “coisa
terrível” que requer aconselhamento (embora eu tenha requerido algumas
sessões). Para muitos como eu, nós somos chamados e apaixonados. Nós
amamos verdadeiramente o que fazemos
Mas tenha cuidado. Não negligencie sua família ou
e é divertido! Mas tenha cuidado. Não
sua vida pessoal. Não compense deficiências em
negligencie sua família ou sua vida outras áreas, ou se sobrecarregue de trabalho
pessoal. Não compense deficiências em numa tentativa de satisfazer as pessoas.
outras áreas, ou se sobrecarregue de
trabalho numa tentativa de satisfazer as pessoas. Acredite em mim: eu sei
que será difícil, mas você pode fazê-lo - tire um dia de folga. Trabalhe
duramente e, por sinal, trabalhe genuinamente enquanto estiver lá, mas tire
seu dia de folga e mantenha-o.

E o que você faz quando emergências acontecem no seu dia de folga?


Primeiramente, há muito poucas coisas que não podem esperar um dia. Mas,
naquelas ocasiões em que você precisa responder, desloque seu dia de folga
para outro dia da semana. Não é fácil, mas é possível.

Há outros perigos ocupacionais, mas estes são suficientes para um artigo. Se


você tiver outros pensamentos mande para mim através da "Liderança
Ministerial" e talvez eu possa escrever uma parte 2 sobre este assunto. Neste
ínterim, agradeça Deus pelo privilégio de trabalhar numa equipe de empregados
da igreja e estar ciente dos perigos.

Deus o abençoe e obrigado por tudo o que você faz!!


Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – agosto de 2007. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.11 – Outubro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Uma reunião de diretoria da igreja 1 pode ser como um doce sonho ou um


pesadelo. Esta mini-serie em duas partes o ajudará a servir melhor e a dormir
melhor se você for um membro ou liderar a diretoria de uma igreja!

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Eu pensava que isso era folclore da igreja até que eu ouvi realmente ser dito
numa reunião de diretoria. Eu atuava como consultor de uma igreja Metodista
Central amigável e atenciosa de aproximadamente 250 pessoas e o presidente da
diretoria fez este aviso após a introdução de minha apresentação. “Dan, obrigado
pelo seu trabalho, mas como você sabe, nós todos (os membros da diretoria)
estávamos aqui muito antes de o pastor chegar, e estaremos aqui muito depois
dele sair. De modo que, à medida em que você der suas recomendações, nós
deixaremos o pastor saber de quais nós somos a favor".

Há alguns anos, eu me encontrei com uma grande Igreja Luterana e me envolvi


muito com o pastor e as pessoas. A diretoria também era bem legal. Ele tinham
um sub-comitê da diretoria que compunha a equipe de pessoal. Eram como o
IRS2 da igreja. Era um grupo assustador e parecia que todos que enfrentavam as
suas decisões se sentiam impotentes. Eles contratavam e demitiam à vontade e o
pastor não dizia uma palavra. Eles demitiam líderes assertivos e progressivos. E
mantinham membros improdutivos mas populares na equipe de pessoal. O moral
da equipe de empregados era terrível, e o pastor estava desanimado.

Mais uma história. Uma igreja de aproximadamente 500 pessoas situada no


sudeste estava crescendo sem parar com seu pastor. O pastor era um homem de
Deus, que havia conduzido um ministério sólido ao longo do tempo, mas o
comparecimento tinha começado a diminuir e as finanças estavam seguindo a
mesma tendência. A diretoria começou a fazer uma série de reuniões secretas
sem o pastor. A história ficou realmente feia e terminou com a renúncia do
pastor. Ele e sua esposa ainda estão tentando curarem-se das feridas.

Algumas das histórias mais escabrosas da igreja local vêm das reuniões de
diretoria. Há, literalmente, milhares de tais histórias. A boa notícia é que há
diretorias de igreja fortes, de Deus, e eficazes também. Esta série de duas partes
foi desenhada com o objetivo de fortalecer a sua diretoria.

1
O conceito de diretoria pode ser entendido aqui como a CLAM, CODIAM, COREAM, COGEAM, dentro
do tipo de organização adotado pela Igreja Metodista
2
IRS = Internal Revenue Service equivale a um misto de Ministério do Trabalho e INSS
 Obsessivo é uma boa palavra quando se trata de seleção
Se alguém quiser ser um membro da diretoria, um bom princípio geral é que
eles não devem se tornar um. Se alguém tenta ser um membro da diretoria
ele definitivamente não devem se transformar em um. Pense nisto, em
qualquer diretoria na qual você serviu - você foi chamado para servir. E como
a maioria de nós você pensou muito sobre ela e provavelmente tentou virá-la
de cabeça para baixo. Ser nomeado, selecionado, ou convidado é muito
diferente do que procurar a posição. Uma vez que alguém aceitou uma
posição na diretoria, o desejo de permanecer na diretoria é uma questão
diferente desde que este desejo seja de serviço e não de poder.

Coloque a barra no num nível alto. I Timóteo 3 deixa claro que o papel de um
supervisor requer padrões elevados. Suas qualificações são claras? Que tipo
de processo de entrevista está em curso? Há Como você deixa a política fora? Como você
um voto? Como você deixa a política fora? seleciona o melhor qualificado em vez do mais
Como você seleciona o melhor qualificado popular? Que responsabilidades estão em
jogo? Como você se assegura de que o
em vez do mais popular? Que candidato é um líder bom, ama a Deus e é
responsabilidades estão em jogo? Como comprometido com a sua igreja?
você se assegura de que o candidato é um
líder bom, ama a Deus e é comprometido com a sua igreja?

É muito mais fácil fazer uma boa seleção logo de cara do que tirar um
membro da diretoria que causa divisão, que tem uma agenda oculta, ou de
alguma forma é contra-produtivo para a missão. Não seja apressado em seu
processo de seleção. Gaste o tempo que for necessário. É melhor ter uma
cadeira vazia do que preenchê-la com a pessoa errada.

 Ninguém quer ser um carimbo


Membros de diretoria de uma grande variedade de igrejas me dizem que se
sentem como nada mais do que um carimbo e não sabem por que se
importam em comparecer. Outros se sentem mais necessários, mas não
sabem qual é o seu papel. É encorajador Não seja apressado em seu processo de
quando eu encontro membros de diretoria seleção. Gaste o tempo que for necessário. É
que sabem que são produtivos, que suas melhor ter uma cadeira vazia do que
preenchê-la com a pessoa errada.
vozes são importantes e que gostam de
estar na equipe. Estes homens e mulheres me dizem de modo consistente
que sabem exatamente quais são as expectativas.

Eu não posso lhe dizer quais devem ser os papéis e responsabilidades para a
sua igreja, mas eu posso compartilhar os nossos e esperar que sejam úteis a
você. O melhor contexto é uma comparação dos papéis de membro da
diretoria com o de membro da equipe de pessoal.

Membros da diretoria
 Afirmação da visão (geralmente do Pastor titular) através da oração e
discernimento da voz de Deus.
 Direção/confirmação dos valores e a coordenação geral para os
ministérios, novamente com o Pastor titular.
 Com o que a Igreja se parecerá dentro de 5-10-15 anos?
 Com o que a (coloque o nome da sua igreja) se parecerá dentro de 5-
10-15 anos?
 Determinar o ritmo e os valores (dinheiro) para facilitar o planejamento
e as finanças
 Agir como sócios esclarecidos com o pastor, por exemplo, nas questões
teológicas, políticas, sociais e da comunidade e posição pública nos
assuntos-chave.
 Fazer perguntas produtivas e ser um fornecedor de soluções.
 Responsabilidade de tomada de decisão para os principais assuntos de
negócio da igreja. (Exemplo: A compra de um terreno.)
 Servir como “guerreiro de oração” para os ministérios gerais da igreja e
liderar a congregação com uma influência positiva.

Membros da equipe de pessoal


 Responsável pelo moral, o momentum, e a cultura da igreja.
 Cuidar da liderança do dia-a-dia de todas as funções da igreja.
 Responsabilidade de tomada de decisões para o ministério diário, equipe
de pessoal e assuntos operacionais.
 Responsável pela unidade no pensamento para a expressão prática das
questões teológicas no ministério.
 Projeto e implementação dos ministérios da igreja.
 Seleção e contratação (e demissão) de qualquer pessoa da equipe
(exceto o pastor titular)
 Projeto e gerenciamento do orçamento (aprovados anualmente pelos
ecônomos)
 Projeto e execução criativos de todos os cultos de adoração
 Desenvolvimento da liderança.

Eu não incluí o papel das finanças e ou dos representantes legais. Isto


naturalmente adiciona complexidade às questões. Muitas diretorias exercem,
elas mesmas, estes papéis, ou têm uma diretoria de finanças que cobre
ambos. São os seguintes os pontos a considerar:

Equipe de pessoal
 Salário (e estrutura do salário) aproximadamente 50% do orçamento
 Aprovar posições novas
 Benefícios
 Política e manuais de empregados

Mandatários
 Assuntos financeiros com aproximadamente 50% do orçamento (sem
questões de pessoal)
 Desenvolvimento de projetos e construções
 Campanhas de arrecadação
 Questões de propriedade

 Faça da Oração um Motor de Direção


Kevin Myers, pastor titular da minha Igreja, fez da oração uma marca
registrada de nossas reuniões de negócio mensais. Algumas de nossas
maiores experiências da diretoria é a de nós saindo da sala da diretoria para
orar, por exemplo, escritório por escritório pela equipe de pessoal. Outro
exemplo é que, se nós nos encontrarmos numa quarta-feira à noite, nós
vamos a uma das reuniões do ministério de estudantes e participamos do seu
encontro orando pelos estudantes e pela equipe.

Nós todos sabemos que o poder de Deus é a coisa real, mas a natureza
humana torna tão fácil ficar ocupado nos negócios da igreja que nós nos
esquecemos d'Aquele que possui o negócio. Podemos resolver em minutos o
que nos toma horas!

Não se engane, oração é trabalho. Nós geralmente começamos a hora de


oração muito tarde da noite e eu penso: “fala sério, é hora de ir para casa!"
Mas, sempre, esta é a melhor parte da reunião. No final nós todos temos
uma sensação profunda de que só então Nós todos sabemos que o poder de Deus é a
algo realmente foi feito. Não entenda mal, coisa real, mas a natureza humana torna tão
eu não vejo uma reunião inteira de diretoria fácil ficar ocupado nos negócios da igreja que
nós nos esquecemos d'Aquele que possui o
como um evento místico que não requer negócio. Podemos resolver em minutos o que
preparação alguma anterior ou qualquer nos toma horas!
trabalho durante a mesma. É justamente o
contrário. Na verdade, quanto mais preparação melhor a oração!

 Invista profundamente na liderança e no crescimento dos membros da sua


diretoria
Raramente, se é que existe, alguém nasce um bom membro de diretoria. É
preciso ser uma pessoa única para ser tanto positiva quanto apoiadora da
visão e, além disso, forte o bastante para falar bem, dizer a verdade e fazer
perguntas produtivas.

Uma das razões por que eu não sou um advogado de diretorias grandes é
porque não é prático investir em muitas pessoas no nível que isto requer.
Cinco a sete membros é o tamanho de uma diretoria grande; dez a doze está
fora do que é gerenciável.

Primeiramente, o pastor é o principal líder da diretoria. Não importa quão


grande a igreja se torne, ele é o pastor deste grupo. Das visitas no hospital
aos casamentos e aos funerais, ele é o seu pastor. O pastor ora por eles,
permanece em comunicação próxima a eles e oferece conselhos quando
apropriado. É muito importante manter esta relação próxima e pessoal.

Em segundo lugar, o pastor é o líder mentor Em segundo lugar, o pastor é o líder mentor
dos membros de diretoria. Ele ou ela ensinam
dos membros de diretoria. Ele ou ela à diretoria como pensar como um líder. Não o
ensinam à diretoria como pensar como um que pensar, mas como pensar como um líder
líder. Não o que pensar, mas como pensar quando se trata de assuntos da igreja
como um líder quando se trata de assuntos
da igreja. O pastor põe bons livros nas mãos da diretoria, leva-os a retiros
estratégicos e cria oportunidades para que a diretoria assista às conferências
sobre igreja e sobre liderança.

Em terceiro lugar, o pastor está disposto a ir “até os últimos 10%" com cada
membro de diretoria. Esta é nossa frase na minha Igreja. É tudo realmente a
respeito de honestidade. Por exemplo, se um membro de diretoria começa a
perder a visão total da missão e passa a focalizar na sua própria agenda de
estimação, o pastor precisa entrar em cena para oferecer direção. Isto pede
liderança com arte porque o objetivo não é jogar para baixo o membro de
diretoria, mas manter o foco de seu esforço
e energia positivos e produtivos. Se um membro de diretoria começa a perder
a visão total da missão e passa a focalizar na
sua própria agenda de estimação, o pastor
Liderar uma diretoria requer uma precisa entrar em cena para oferecer direção.
Isto pede liderança com arte.
quantidade substancial de trabalho. Pastor,
ou você conduz à diretoria ou eles o
conduzem. Preparar a agenda sozinho é um grande empreendimento se for
bem feito. Se você tiver um presidente de diretoria voluntário que o ajuda
com a agenda, não delegue toda a responsabilidade. Permaneça no jogo,
trabalhe junto arduamente na agenda.

Reuniões de diretoria não são algo para “atravessar e acabar logo." São uma
parte vital de uma igreja saudável e em crescimento. E acredite que ou não
podem ser divertidas. Naturalmente, pelo menos no caso da nossa diretoria,
quantidades maciças de alimento parecem fazer a experiência toda ficar um
pouco melhor.

Fique ligado para a parte dois.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – julho de 2008. Para encontrar este
e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.12 – Outubro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Charlie Wetzel é um membro da direção da nossa igreja, um bom amigo e


parceiro na oração. Profissionalmente, Charlie é um escritor de John Maxwell.
Neste artigo, traz verdade, profundidade, e introspecção prática que lhe serão
úteis como membro da diretoria da igreja. Pastor, você deve enviar este artigo a
todos os membros da diretoria.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Em 1997, minha esposa, Stephanie, e eu nos mudamos de San Diego, Califórnia,


para os subúrbios no nordeste de Atlanta, Georgia. Alguns meses antes da
mudança, nós tinhamos visitado a Igreja da 12ª. Pedra em Lawrenceville e,
naquele mesmo dia, nós soubemos que era ali que Deus queria que nos
estivéssemos. Nós soubemos imediatamente que poderíamos seguir Kevin Myers,
o pastor titular, alegremente e era óbvio para nós que Deus tinha Suas mãos
sobre aquela igreja.

Stephanie e eu arregaçamos as mangas e começamos a trabalhar logo em


seguida. Nós sentimos que era um privilégio ser parte de uma igreja onde Deus
se movia. Logo depois que nos mudamos, eu senti um chamado para a Igreja da
12ª. Pedra. E Deus colocou em meu coração que meu relacionamento com a
igreja duraria vinte anos.

Após aproximadamente um ano, fui chamado para servir como presbítero na


diretoria da nossa igreja. Quando eu comecei, eu não tinha experiência alguma
em tal papel. Honestamente, a maioria dos líderes leigos na igreja tem um
conhecimento muito pequeno de como as igrejas funcionam além da sua própria
experiência limitada. Eu aprendi muito prestando atenção em Bartlett Tony, um
membro da diretoria que era um modelo para mim. E naturalmente meu pastor
me ensinou muito.

Após dez anos de serviço como presbítero em uma igreja local; e mais três anos
de experiência treinando pastores e trabalhando com igrejas na Grã-Bretanha, eu
creio que tenho alguns bons conselhos para dar
aos líderes leigos que servem na direção. “Enquanto sua liderança for boa o bastante
para ajudar a igreja, você faz parte da direção.
Mas se a igreja um dia superar sua habilidade
Se você é um pastor, meu incentivo é que você de liderar, você terá que voltar atrás“
dê uma cópia deste artigo aos seus líderes
leigos. Deixe-os remoendo sobre o que eu tenho a dizer, e use-o como um
trampolim para o diálogo sobre o que é importante para os membros da direção
na sua igreja.
Eis o que eu penso que é importante que os membros da direção saibam:

1. Não dê um passo à frente a menos que você esteja pronto e desejoso de


dar um passo para trás
Quando meu pastor, Kevin Myers, falou pela primeira vez comigo sobre a
possibilidade de servir como um membro da direção da nossa igreja, ele
me explicou algo de que eu nunca me esquecerei. Tornou-se desde então
um princípio fundamental para mim em qualquer tipo da liderança. Ele
disse: “Enquanto sua liderança for boa o bastante para ajudar a igreja,
você faz parte da direção. Mas se a igreja um dia superar sua habilidade
de liderar, você terá que voltar atrás“.

Meu propósito na direção é servir à igreja e ao meu pastor; não é que ela
ou ele me sirvam. Por esta razão, eu sempre mantive livre minha posição
em nosso corpo de presbíteros. Eu estou muito ciente de que é um
privilégio servir numa igreja onde Deus está trabalhando, e eu me sinto
afortunado por estar onde eu estou. Deus poderia ter escolhido qualquer
um para servi-Lo na Igreja 12ª. Pedra, mas Ele me escolheu. Eu me
esforço em viver uma vida digna do chamado que eu recebi (Ef.4:1)1. E eu
estou determinado a nunca atrapalhar o que Deus está fazendo na igreja.

2. Proteja seu Pastor de modo que ele possa seguir a visão de Deus
Eu creio que um dia eu estarei perante Deus, e uma das coisas que Ele vai
me perguntar é: “Você tornou mais fácil ou mais difícil para o seu pastor
cumprir a visão que Eu dei a ele para a igreja?“ Eu acho este pensamento
muito ponderado e ele me segura em todas as minhas tomadas de decisão
como líder.

Uma das minhas irritações freqüentes refere-se a alguns membros da


direção da igreja que eles parecem acreditar que seu papel é proteger a
igreja do pastor. Eles não podem estar mais enganados. Se Deus chama
um pastor para uma igreja, então o papel da direção é proteger o pastor
de modo que ele possa seguir sua
Eu creio que um dia eu estarei perante Deus, e
visão. uma das coisas que Ele vai me perguntar é: “Você
tornou mais fácil ou mais difícil para o seu pastor
Eu não estou dizendo que não há o cumprir a visão que Eu dei a ele para a igreja?“
exemplo raro em que um pastor
intencionalmente prejudica sua igreja para seu próprio benefício.
Acontece, mas eu creio que é raro. Para cada pastor individual que abusa
da sua posição, existem milhares de membros da direção que abusam das
suas! Geralmente é em nome do discipulado. Ao mesmo tempo em que o
discipulado é importante, eu observo que muitos membros da direção
praticam a avareza e a chamam de discipulado. Deus se importa com as
pessoas. O dinheiro não tem valor algum, em si mesmo, para Deus; Ele
pode criá-lo ou destruí-lo conforme a Sua vontade. É meramente um
instrumento a ser usado para a sua finalidade. Nós precisamos nos
lembrar disto.

1
Ef.4:1”Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que
fostes chamados.”
Então, como você protege seu pastor? Eu penso nisto como ajudar a criar
um ambiente onde haja espaço suficiente para ele trabalhar eficazmente.
Isto significa estar certo de que ele tem os recursos que precisa para
perseguir a visão (2Co.9:6)2. Permitir que ele arrisque-se e
ocasionalmente falhe pela causa do Reino (Rm.15:1)3. Significa suprir a
ele e sua família de modo que as preocupações com as finanças não se
tornem um distração (Lc.10:7)4. Significa dar-lhe bons conselhos
(Pv.15:22)5, fazendo-o gentilmente voltar atrás quando está errado
(Ef.4:15)6 e defendendo-o de acusações desprovidas de amor
(1Tm.5:19)7. E naturalmente significa servir quando for solicitado.
Ninguém na igreja deve amarrar as mãos do pastor, acorrentar os seus
pés e então dizer a ele: “Vá em frente, pastor. Corra!“

3. Encontre um papel na direção onde você agrega mais valor


As Escrituras deixam claro que nós devemos trabalhar em conjunto no
corpo de Cristo, cada um de nós usando nossos dons (1Co.12). Pessoas
que servem na direção devem ter isto em mente e ter em mente como
podem melhor servir à equipe.

Além de Kevin, nosso pastor titular, e Dan, nosso pastor executivo, há


quatro de nós leigos servindo na direção da Igreja 12ª Pedra. Um membro
de nossa direção é um verdadeiro guerreiro de oração e tem também uma
grande experiência no levantamento de fundos sem fins lucrativos nos
mais elevados níveis. O outro é um empreendedor que fundou e dirige
uma empresa de tecnologia. Outro possui negócios, construiu edifícios
comerciais e entende de acordos comerciais complicados. Todos
contribuem de acordo com suas forças individuais.

Minha maior contribuição, acredite ou não, está em fazer perguntas


profundas. Eu acho que isto é uma conseqüência do meu poder de pensar
estrategicamente e da minha vasta
Com que contribuição original você
experiência no ministério (para uma pessoa
pode agregar valor a sua equipe? É
leiga). Eu também cuido das minutas e dos sua responsabilidade descobrir isso.
registros para a direção, o que eu acho fácil
com minha experiência em escrita e em pesquisa.

Com que contribuição original você pode agregar valor a sua equipe? É sua
responsabilidade descobrir isso.

2
E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com
abundância também ceifará. 2Co.9:6
3
Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós
mesmos. Rm. 15:1
4
Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; porque digno é o trabalhador
do seu salário. Não andeis a mudar de casa em casa. Lc. 10:7
5
Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito.
Pv.15:22
6
Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, Ef.4:15
7
Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três
testemunhas. 1Tm.5:19
4. Sirva em algum lugar na igreja além da direção
Um dos perigos de servir na direção é que as pessoas podem perder seu
caminho e desenvolverem uma atitude errada sobre a liderança. Jesus
lavou os pés dos seus líderes e lembrou-os de servir aos outros ao invés
de confiar em sua autoridade.

Eu acho que uma das melhores maneiras de impedir e combater uma


atitude errada é servir em áreas da igreja não relacionadas aos deveres da
direção. Quando eu estou servindo em algum ministério, nunca é como um
membro da direção. Embora eu leve esta responsabilidade e perspectiva
sempre comigo, eu não levo esta autoridade para fora da sala de reuniões.

Quando eu era um líder e orientador de um grupo pequeno, eu servia sob


a autoridade de um pastor da equipe. Nós nem sempre concordávamos
filosoficamente, e eu não era tímido ao dar minhas opiniões. Mas no fim do
dia, eu me submetia à sua autoridade e servia como eu fui chamado;
mesmo assim eu era considerado naquele tempo o “presbítero do grupo
pequeno.” É perigoso alguém liderar se não aprendeu a seguir. Como Al
Garsis diz: “Eu posso liderar e eu posso seguir. Um aspecto importante da
liderança está em saber quando fazer o que“. Como membro da direção,
você precisa pensar nisto.
“Eu posso liderar e eu posso seguir. Um
aspecto importante da liderança está em
Atualmente meu ministério principal é ser saber quando fazer o que“. Al Garsis
mentor de homens nos seus vinte anos. E
eu já recrutei outros quatro homens para serem mentores de outros
também. Eu acredito que ser mentor é uma das coisas para as quais Deus
me criou. Mas também tem o benefício de me manter na linha de frente
do ministério.

Quando você serve na direção, você realmente está lá para ajudar à


pessoa que Deus chamou para cumprir a visão. Mas aquele não é seu
ministério. Você tem que fazer a sua parte, de acordo com o chamado de
Deus para a sua vida. Isto significa encontrar um lugar em que você pode
servir eficazmente.

5. Lidere e sirva com a Eternidade em mente


Para muitas pessoas, a igreja está na periferia de suas vidas. É um lugar
para se engajar socialmente, “para preencher” o domingo, ou para
executar algum trabalho voluntário para
Para muitas pessoas, a igreja está na
fazê-los se sentirem melhor sobre eles
periferia de suas vidas. O que está em jogo é
mesmos. Eu penso que os indivíduos que onde as pessoas passarão a eternidade!
se aproximam da igreja desta maneira
perderam a visão de quão alta é a aposta. O que está em jogo é onde as
pessoas passarão a eternidade!

Como membro da direção da minha igreja, é minha responsabilidade


manter a perspectiva. De que modo? Primeiramente, significa tentar
manter sempre a grande visão em mente. Nós, às vezes, chamamos isto
de ter uma visão de 10 mil metros de altitude da igreja. Nós não podemos
nos dar ao luxo de sermos pegos em questões insignificantes ou em
disputas territoriais. Nós precisamos manter nossos corações ajustados em
Deus, nossos olhos focalizados na visão e nossas mentes ocupadas em
pensar no que a igreja precisa fazer nos próximos cinco, dez anos e mais
a frente no futuro.

Significa também que nós precisamos estar orando. Uma das coisas mais
importantes que nós fazemos como direção é orar; pela proteção da igreja
e de sua equipe de empregados, pela orientação de Deus, pela
confirmação da visão que Deus deu ao nosso líder. Não é algo em que eu
sou naturalmente bom, mas eu trabalho nisto constantemente. Para ser
honesto, se eu não estiver realmente disposto a orar pela minha igreja,
então provavelmente eu não pertenço à direção.

Você pode achar que eu sou um pouco rígido em algumas de minhas visões sobre
o serviço da direção numa igreja local, que eu estou colocando a barra muito alta.
Se for assim, você está certo. Eu acredito que o
Se eu não estiver realmente disposto a orar
que eu faço no ministério é a coisa mais pela minha igreja, então provavelmente eu
importante que eu faço na minha vida; depois de não pertenço à direção.
liderar e cuidar da minha família. A igreja é a
noiva de Cristo e protegê-la é uma responsabilidade tremenda e um privilégio
fantástico. Eu espero que Deus um dia me diga: “Bem feito, servo bom e fiel.” Se
você serve na direção de uma igreja local, eu desejo o mesmo para você.
Enquanto isto, faça tudo o que você puder para liderar de um modo que honre a
Deus e faça Seu reino avançar.

Desejo de bênçãos.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – setembro de 2008. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.13 – Novembro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Nunca tome sua assinatura como algo sem importância. A história mostra que
documentos que mudaram a história sempre foram assinados por líderes. Você
pode não saber quanto impacto sua assinatura tem no momento, então dê a ela
os apropriados cuidado, pensamento e ação.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

2008 é um ano de eleição e as opiniões estão voando. A campanha entre McCain


e Obama está no ar. Medo e esperança simultaneamente preenchem a mídia e as
ondas do ar. E, por certo, Jay Leno1 está tendo o seu dia. Não há falta de material
de trabalho para ele.

O dia 4 de novembro terá um enorme, talvez incalculável impacto. Ele


determinará quem tomara o comando no dia 20 de janeiro de 2009. As pesquisas
de opinião, baixas para Bush, olharia-o como um todo, mas completamente sem
importância em sua presidência. Ele é ainda o presidente dos Estados Unidos e os
documentos que ele assina importam. Um líder nunca está fora, até que esteja
fora.

Eu tenho pensado sobre alguns dos “históricos” documentos de minha vida, o que
eles eles significam e quem os assinou. Entre outros, os diplomas de faculdade,
seminário, certidão de casamento capturaram a minha imaginação. O que aqueles
homens e mulheres pensavam naquele momento? Era sua rotina, éramos todos
apenas números? Ou eles se engajaram com paixão naquele momento de nossas
vidas? Eles se importavam?

Eu, normalmente, não assino muitos cheques na igreja, mas, eventualmente, o


diretor financeiro e outros procuradores estão fora e eu sou uma espécie de
último zagueiro. Há algumas semanas, aconteceu este fato. Eu já estava
preparando-me para sair do escritório, e fui chamado para assinar “alguns”
cheques. Eu sentei em frente a uma “pilha” e comecei a assiná-los. No começo
olhei para cada documento relacionado ao “Eu peguei vários cheques e pensei que aqueles
pagamento que seria feito. Mas, quando eu cheques eram importantes, cada um deles. Eles
estava na metade do trabalho, eu passei a representavam a confiança de cristãos sinceros
que depositam em mim e em outros líderes de
assiná-los de forma meio automática. Eu que gastaremos o dinheiro com sabedoria.“
peguei vários cheques e pensei que aqueles
cheques eram importantes, cada um deles. Eles representavam a confiança de

1
Jay Leno é o apresentador de TV nos Estados Unidos, talvez pudesse ser comparado com o
Programa do Jô.
cristãos sinceros que depositam em mim e em outros líderes de que gastaremos
o dinheiro com sabedoria. Eu parei e fiz um a revisão de cada um deles. Minha
assinatura importa. A sua é igualmente importante.

Cada vez que você assina um cheque, um certificado de batismo, de casamento,


a hipoteca da casa, ou mesmo o contrato de aluguel da máquina de cópia do
escritório, isto importa.

Cada vez que você assina um contrato de emprego de alguém, importa. Você
pode, literalmente, melhorar ou destruir o próximo período de atividades de sua
igreja, dependendo de quem você admite. Seu nome carrega sua aprovação e
você será responsável por isto para sempre. Quando você assina seu nome
indicando alguém para ser estudante no ministério ou seminário, ou aprova o
subsídio de alguém na faculdade, isto importa.

Quando você assina uma carta, ela importa. Aquela carta pode mudar o curso da
vida de alguém. Nós sabemos o poder que há numa nota de encorajamento. Há
um significado muito grande em receber um nota pessoal hoje em dia e as
pessoas, com freqüência, as guardam por longo período de tempo. Elas apoiam-
se nas palavras de esperança, encorajamento e crença. Outras cartas apoiam
parcerias, confirmam negócios, e, algumas “Você pode, literalmente, melhorar ou destruir o
vezes, dizem não para alguém. próximo período de atividades de sua igreja,
dependendo de quem você admite. Seu nome
carrega sua aprovação e você será responsável
Como líder, sua assinatura importa. Tão por isto para sempre.“
importante que vale os seus próximos minutos
lendo e refletindo o que sua assinatura revela. Observe: As possibilidades de
ilustração para estes seis pontos são quase ilimitadas. Eu escrevi apenas algumas
para levá-lo a pensar sobre a sua assinatura e o que ela signfica.

1. Sua concordância
O primeiro casamento que eu realizei foi o de um lindo jovem casal
chamado Bryan e Becky em São Diego, Califórnia. Graças a Deus eles
ainda estão casados depois de todos estes anos! Eles tomaram sua
promessa com seriedade assim como eu. Quando nos inscrevemos para o
curso de noivos isto significa alguma coisa para todos nós. Eu acredito, de
todo o meu coração, eu acreditava que Deus abençoaria o seu casamento
e que eles continuariam fiéis em amando um ao outro. Pensar que, em
última análise que eles eram responsáveis, e depositaram em mim a
“bênção” de que eles estavam tomando uma boa decisão ao casarem-se.
Minha assinatura importou.

2. Sua visão
Minha visão para o desenvolvimento dos meus filhos inclui a faculdade.
Cada semestre eu assino meu nome num contrato de financiamento de
alto valor. Eu nunca assumiria tal compromisso exceto porque eu acredito
que este é o caminho para os adultos que eles estão se tornando. A
faculdade é uma parte central do futuro deles. Nós estamos nisto juntos. A
escola e o curso que eles fazem revela a visão que eles tem da vida.
Muitos líderes na igreja, nunca assinariam seus nomes, por exemplo,
numa hipoteca de alto valor para construção do templo, exceto quando
eles acreditam que isto é essencial para atingir a visão que Deus colocou
em suas mentes. Nossa recente mudança para o novo prédio da Igreja de
12ª. Pedra claramente revela nossa visão. A congregação, com grande
sacrifício e com coração generoso, deixarou de satisfazer suas vontades
para ajudar mais o projeto de alcançar o nossa cidade para Jesus!

3. Sua prioridade
Todas as igrejas acreditam que necessitam de, pelo menos, mais uma
pessoa trabalhando no time! A maioria das igrejas têm uma lista das
próximas pessoas que desejariam contratar. Cada semana eu converso
com pelo menos um pastor que me pergunta qual das posições ele deveria
contratar. Nós conversamos sobre coisas como a visão, as necessidades
do ministério, a situação das finanças, o que poderia ser feito por um
voluntário, e quão grande impacto para a igreja aquilo poderia ser.
Finalmente, a decisão precisa ser tomada. Deveria ser um Diretor de
Suporte Técnico ou uma segunda pessoa para o Ministério Infantil?
Deveria ser um Diretor de Comunicação ou um Pastor Acadêmico para os
juvenis de modo a poder dividir este ministério em dois? A lista continua,
e quando é sua igreja, a decisão nunca é fácil. Quando você toma esta
decisão e assina os documentos do novo empregado, suas prioridades,
pelo menos para a próximo período, foram reveladas.

4. Seu caráter
Eu enviei minha Declaração de Imposto de Renda alguns meses atrás. Eu
estou, normalmente, motivado para esta tarefa porque eu tenho
restituição. Lisa, minha contadora, vive em São Diego, o que torna o
processo mais moroso, mas ela faz o trabalho tão bem feito que vale à
pena. Lisa diria para você que eu faço novas perguntas a cada ano. Eu não
sou paranóico. Eu apenas quero ser 100% íntegro. Eu não quero saber de
“criatividade” quando se trata dos meus impostos. Meu caráter vale para
mim muito mais do que economizar algum dinheiro. Agora, se é legal, eu
farei o possível para aumentar minha devolução! Todos os anos quando eu
assino meu nome nos Impostos Federal e Estadual2 eu durmo tranqüilo.

5. Sua obrigação
Patti e eu compramos um Toyota Highlander alguns anos atrás. Ops, nós
ainda estamos pagando por ele. Eu sei que Dave Ramsey 3 não ficaria feliz
conosco por não termos comprado o carro à vista, mas nós temos sido
bastante responsáveis, e nunca atrasamos os pagamentos. Eu ainda
lembro-me do momento da assinatura porque em nossos vinte anos de

2
Nos Estados Unidos, a Declaração de Imposto de Renda anual é feita de forma separada: uma para
o Governo Federal e outra para o Estado onde a pessoa mora.
3
Dave Ramsey é autor de vários livros sobre Finanças Pessoais, com foco cristão.
casamento este foi o nosso primeiro carro novo! E, era um montão de
dinheiro! Nós nos obrigamos a pagar por ele.

Quando você assina seu nome para trabalhar num ministério da igreja, ou
para liderar a equipe de pastores de uma igreja, você assumiu uma
obrigação com aquela congregação. Nós todos entendemos que “coisas
acontecem” mas quando você
“Quando você assina seu nome para trabalhar num
assina, você não está fazendo isto ministério da igreja, ou para liderar a equipe de
com a intenção de abandonar! Você pastores de uma igreja, você assumiu uma obrigação
se inscreve com a intenção de ficar com aquela congregação. Nós todos entendemos que
“coisas acontecem” mas quando você assina, você não
e fazer a diferença. Não é um está fazendo isto com a intenção de abandonar!.“
trampolim ou um trabalho
temporário até que algo melhor apareça. É um acordo no qual as pessoas
confiam .... uma vez mais, sua assinatura importa.

6. Seu amor e preocupação


Eu mencionei notas e cartas anteriormente, mas isto permite-me
mencioná-las de novo. Cartas de amor, encorajamento ou preocupação
nunca saem de moda. Quando um líder de uma igreja assina seu nome em
uma nota, isto é uma indicação não apenas de liderança, mas também de
relacionamento. Claro, é o relacionamento no nível apropriado de
relacionamento, mas, de qualquer “As pessoas sabem que você se preocupa quando
forma, é um compromisso. Este você escreve para elas. Seu nome carrega um valor
compromisso pode ser por orar, ou enorme para as pessoas com quem você se
preocupa.”
disponibilidade, ou investimento ou
um grande número de outras coisas, mas amor genuino e preocupação
estão na mistura. É por isto que notas pessoais são tão poderosas. As
pessoas sabem que você se preocupa quando você escreve para elas. Seu
nome carrega um valor enorme para as pessoas com quem você se
preocupa.

A idéia por trás deste artigo é simples o suficiente. Eu espero ter mexido com
você – porque você faz a diferença, e sua liderança é importante, razão pela qual
sua assinatura importa.

Desejo de bênçãos.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – setembro de 2008. Para encontrar
este e outros artigos de interesse publicados (em inglês) pelo Dr. Dan Reiland acesse
www.INJOY.com.
Ano 3 - Vol.14 – Novembro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Se sua igreja estiver aberta há mais de um domingo, você já recebeu críticas.


Não é verdade?! Quer você tenha recebido uma ou mil críticas este artigo o
ajudará a lidar melhor com a crítica na sua igreja local.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Igrejas são alvos de crítica. Isto parece uma das maiores ironias. A instituição
ordenada por Deus, que oferece o amor, a graça e a paz de Jesus Cristo recebe
tiros, regularmente. Talvez não seja assim tão irônico: Jesus também foi muito
criticado.

O tamanho da sua igreja não importa. Igrejas pequenas são tão criticadas quanto
mega igrejas. A diferença é que a crítica das mega-igrejas termina em blogs,
jornais e até na tevê. O governo criticará o status de “entidade sem fins
lucrativos” das igrejas. A comunidade secular questionará a motivação das
igrejas. Mas a maior parte da crítica na igreja local vem de dentro. Vem dos
cristãos. Isto sim é irônico.

O novo templo da igreja 12ª. Pedra foi inaugurado em janeiro deste ano. Nós
fomos abençoados por milhares de visitantes. Vidas estão sendo mudadas,
pessoas estão sendo batizadas e Jesus tem
O governo criticará o status de “entidade sem fins
sido exaltado! E, naturalmente, houveram lucrativos” das igrejas. A comunidade secular
algumas críticas. Algumas das queixas foram questionará a motivação das igrejas. Mas a maior
legítimas. O tráfego nas imediações da igreja parte da crítica na igreja local vem de dentro. Vem
pode demorar um um pouco, mas certamente dos cristãos. Isto sim é irônico.
move-se mais rapidamente do que em
qualquer evento esportivo ou local de concertos. E nossa equipe do ministério do
estacionamento é a melhor que eu já vi. Vinte rapazes mais seis oficiais de polícia
- é como arte em movimento! Aqueles caras são surpreendentes!

Mas o curioso é que muito poucos, se houver, dos nossos convidados não cristãos
tiveram queixas de qualquer tipo. Eles vêm e ficam gratos pela grande
experiência. São inspirados pela música e pelo ensino. Sabem que algo é
diferente. Mesmo se não sabem muito sobre Deus, têm sentido Sua presença.
Ficam chocados porque nós temos Starbucks para os “connoisseurs” e café grátis
para aqueles que querem apenas algo forte e quente. Ficam embaraçados quando
sabem que podem levar sua bebida para o culto e há suportes para copos nas
cadeiras! Ficam excitados em saber que os CDs das mensagens são grátis e que
nós fornecemos ambiente de classe mundial para suas crianças… de graça!

A maioria das críticas vem dos cristãos. Eu darei alguns exemplos. A fila é muito
longa no Starbucks. Têm que pagar por suas bebidas no Starbucks. A música é
muito alta. Não podem trazer seu filho em idade pré-escolar para o culto de
adoração dos adultos. E um de meus favoritos: “Os suportes de copo nas cadeiras
não funcionam direito. Eu vivo espirrando meu café!” Eu sinto muito, não me
importa quem você seja… isto é engraçado.
Como líder, você sabe que a crítica geralmente é
uma indicação de que você está fazendo algo
Como líder, você sabe que a crítica certo. Mas sejamos honestos, mesmo assim pode
geralmente é uma indicação de que você está desgastá-lo. Não deixe que as queixas o peguem.
fazendo algo certo. Mas sejamos honestos,
mesmo assim pode desgastá-lo. Não deixe que as queixas o peguem. Caia fora
delas. O que você está fazendo é importante. Isto importa. Sua igreja não é
perfeita. Nenhuma igreja é. E também nenhuma das pessoas que a freqüentam é
perfeita. Este é o ponto. Os seguintes pensamentos vão ajudá-lo a navegar pelo
mundo cansativo das críticas na igreja local.

1. Absorva a crítica com graça.


Cada vez que alguém critica alguma coisa eu faço o melhor para absorver a
crítica com equilíbrio, sinceridade e graça. Gasta menos energia absorvê-la
do que lutar contra ela. Eu faço o melhor para dar à pessoa o benefício da
dúvida e de supor que ela tem o maior interesse pela igreja no coração,
mesmo quando aparentemente não é o caso.

Isto pode ser difícil porque a crítica nunca termina, mesmo na melhor das
igrejas. As pessoas com uma personalidade forte podem desgastá-lo e
colocá-lo na defensiva. Isto nem é tanto porque você é defensivo, mas é
parte de um sistema natural (protetor)
Receber crítica vem do fato de ser um líder. Líderes
humano de resposta a algo que ameaça, fazem mudanças e fazem coisas que perturbam ou
continuamente, drenar sua energia (e tiram as pessoas de suas zonas de conforto. Isto
sua sanidade!). De modo que, enquanto levará sempre a uma reação das pessoas..
você escuta com graça, lembre-se que
você não é obrigado a responder a cada queixa, nem a fazer todos felizes.

Receber crítica vem do fato de ser um líder. Líderes fazem mudanças e


fazem coisas que perturbam ou tiram as pessoas de suas zonas de conforto.
Isto levará sempre a uma reação das pessoas. Não será bom se você for
muito sensível à crítica. Não a tome pessoalmente. Pode parecer pessoal,
mas tente focar no assunto. Caso se torne pessoal, isto é diferente, e será o
tópico de uma outra edição do Líderança Ministerial. Mas por enquanto,
apenas dê a outra face.

2. Aprenda com a crítica e aja quando puder


A boa notícia é que como líder você pode aprender com as queixas. Eu,
genuinamente, dou o meu melhor para aprender o que quer que seja de
cada queixa. Primeiro eu aguardo até escutar o óbvio. Às vezes alguém verá
algo que é claramente um problema e precisa ser solucionado - e que eu
simplesmente não vi. Então hey, que ótimo! Eu agradeço a eles e tento
descobrir uma solução. Em segundo lugar, eu procuro padrões. Quando eu
recebo queixas que são de natureza mais sutil e subjetiva eu lhes dou um
pouco de tempo para ver se outros me
Às vezes virá um problema legitimo que requer
trazem o mesmo problema. Se eu ouvir melhoria ou mudança. Mas você não tem o tempo
a mesma coisa diversas vezes eu peço ou recursos para resolvê-lo logo. Apenas seja
urgência para a solução. honesto sobre isto.

Às vezes virá um problema legitimo que requer melhoria ou mudança. Mas


você não tem o tempo ou recursos para resolvê-lo logo. Apenas seja
honesto sobre isto. Diga a pessoa que você concorda e tão logo o tempo e
os recursos estejam disponíveis, você cuidará do problema. Em alguns casos
a pessoa irá se engajar e oferecer ajuda. Ótimo! Às vezes nós todos
devemos concordar que temos um problema, mas a solução deve esperar.
Outras vezes já é uma urgência que exige uma resposta mais imediata. Sua
liderança ajudará as pessoas a compreenderem a melhor e mais sábia
ocasião para fazê-lo.

3. Ignore a crítica quando for necessário


É importante discernir se é uma critica construtiva ou se é a expressão de
alguém com um espírito crítico. Se for um espírito crítico, especialmente um
espírito cronicamente crítico, apenas a ignore. Escute-os apenas umas
poucas vezes, e então deixe que saibam que você simplesmente não quer
ouvi-los. A coisa mais amorosa a fazer é confrontar as pessoas por seu
espírito crítico. Seja honesto. Deixe-os saber que eles têm um padrão de ser
infelizes, de se queixar e simplesmente se comportar de uma maneira
egoísta. Não deixe estas pessoas controlarem sua vida. Se você deixar, elas
o controlarão. Se ficarem bravos e saírem da igreja, que assim seja. Não é
que você quer que eles saiam, mas você não
pode permitir que drenem a sua vida e firam É importante discernir se é uma critica
construtiva ou se é a expressão de alguém
deste modo seus esforços gerais para o com um espírito crítico.
ministério.

4. Ensine aqueles que criticam quando você tiver oportunidade.


Este pode ser o mais complicado de todos os quatro pontos. Mas aqui está o
meu coração por trás do pensamento. Se você receber, consistentemente, a
crítica com graça e for genuinamente receptivo à aprendizagem da crítica,
então você ganhou o direito de ensinar, quando for apropriado, àqueles que
fazem as críticas. Estes, geralmente, não são eventos pares que ocorrerem
ao mesmo tempo, mas esta é uma de muitas maneiras que nós todos temos
de permanecermos humildes.

Não é incomum que uma critica venha de uma falta de compreensão. Por
exemplo, nós fomos perguntados por que nós não tínhamos um apelo de
salvação no altar todos os domingos. Às vezes a pergunta vem com paixão e
fervor! Conforme nós começamos a esclarecer a compreensão do assunto,
as pessoas não somente facilitaram algumas coisas como também
juntaram-se a nós em nosso entusiasmo fazendo convites de salvação
naquele domingo estratégico em cada série ensinada. Mais tarde, quando
nós falamos sobre como as pessoas desenvolvem fé, através dos grupos
pequenos ou do evangelismo individual a cada semana, começaram a ver as
coisas sob uma luz diferente. Então, quando vinham a um culto de batismo
e viam tantas pessoas sendo batizadas, o grande quadro começou a ficar
claro. Portanto, tornar uma crítica em um momento ou um processo de
ensino, embora consuma tempo - vale a
Tornar uma crítica em um momento ou um
pena. processo de ensino, embora consuma tempo
- vale a pena.
A natureza da crítica pode drenar extremamente,
mas se você a receber com graça, manter o foco na crítica produtiva e ignorar o
resto, a crítica pode ser uma coisa boa e uma benção disfarçada.

Desejo de bênçãos.

Liderança Ministerial é uma publicação periódica sem vínculo denominacional com o objetivo de
compartilhar artigos de interesse para membros da liderança de sua Igreja. Para solicitar sua inclusão
ou exclusão da lista de distribuição, escreva para wzuccherato@yahoo.com

Tradução para o português Silvia Giusti. Revisão e diagramação, Wilson R. Zuccherato

Texto originalmente publicado em inglês por The Pastor’s Coach – outubro de 2008.
Ano 3 - Vol.15 – Dezembro/2008

Dan Reiland

Caro Líder Ministerial,

Atender às necessidades dos pobres e necessitados é difícil, para dizer o mínimo.


Não é apenas uma questão de limitação de recursos, mas visão compreensiva,
direção e um coração orientado por Deus neste assunto. Este artigo procura
agitar seus pensamentos e o de sua igreja para refletir e fortalecer a
benevolência em sua Igreja.

Desejo de bênçãos,
Dan Reiland

Salomão compreendeu as exigências de seu reino naquilo que diz respeito ao


pobre e ao necessitado. "Julgue ele os aflitos do povo, salve os filhos dos
necessitados e esmague o opressor.“ (Sl. 72:4). O coração de Deus neste assunto
é claro. Nós temos uma responsabilidade com os que estão em necessidade.
“Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o
desamparado. Socorrei o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.”
(Sl.82:3–4)

Quão freqüentemente você (sua igreja local) responde a uma pessoa que
necessita de ajuda? Pode ser uma pessoa sem teto que esteja com fome. Pode
ser um membro que necessite de ajuda para pagar sua conta de luz. As
necessidades parecem ser infinitas e as Escrituras são claras que é do coração de
Deus ajudar aos pobres. Como você determina quem obtém o quê é uma outra
história completamente diferente. Esta tensão não é uma coisa nova.

Um de meus de momentos mais embaraçosos ou talvez mais educacionais como


um novo pastor, muitos (muitos) anos atrás foi um encontro assim. Eu tinha
acabado de sair do seminário e esta era minha primeira experiência. Eu estava
excitado e pronto para fazer uma diferença. A moça me disse que estava com
fome e precisava de dinheiro para comprar um remédio muito necessário para
seu filho doente. Eu saltei completamente toda a tentativa de discernir
necessidades espirituais e mergulhei com o objetivo de “resolver” o problema.
(Eu sei – Façamos um Pôster para o Sr. Ingênuo.)

Nesta igreja em San Diego nós tínhamos uma grande despensa de alimentos. Os
membros da equipe eram instruídos a dar, a cada família, dois sacos de alimento
e escrever todos seus dados pessoais, assim como olhar no cartão da caixa para
ver se eles já haviam estado lá antes. Eu ignorei o cartão da caixa, levei quatro
sacos do alimento, (hey - se dois sacos eram bons, quatro eram melhores!) e lhe
dei aproximadamente cinqüenta dólares. Eu me senti realmente bem até que um
pastor mais amadurecido da equipe perguntou: “Com quem você estava falando?
“Eu lhe disse que era uma pessoa necessitada e eu a havia ajudado. Ele disse,
“você quer dizer aquela senhora lá entrando no seu velho Cadillac?” Ele continuou
me contando que ela tinha visitado todas as igrejas na região durante anos e que
era perita nisso. Então disse: “A propósito, ela não tem filho algum”. E aí ele me
ensinou porque nós não damos dinheiro, e me deu o privilégio de lidar com
TODOS os que vieram pedir no dia seguinte. Não havia menos de 30 pessoas
enfileiradas na porta da nossa igreja na manhã seguinte, todos aguardando um
dinheiro ansiosamente. A notícia andou rapidamente… “Há um recruta
inexperiente na cidade.” A maioria não é como aquela mulher. A maioria das
pessoas que vem realmente tem uma necessidade.

Meu coração era bom embora minha liderança fosse imatura. Não é fácil, né? Nós
queremos ajudar. Nós queremos servir os pobres. Nós não queremos levar
vantagem. Julgar não é o nosso trabalho. Eu ouvi recentemente uma história
sobre uma pessoa desabrigada que se dirigia a uma cooperativa local de
alimentos. Estava num Mercedes Benz. As pessoas reclamaram. Deixe-me
avançar rápido. Esta pessoa estava vivendo e tinha vivido nas ruas durante anos.
Estava realmente com fome e em necessidade. E o Mercedes? Um comerciante de
carros usados havia dado uma chance a esta pessoa e lhe dera alguns trabalhos
dispersos, inclusive ocasionalmente entregar um carro ao seu destinatário. Esta
pessoa parou para pegar o alimento, como havia feito muitas vezes antes, mas
desta vez com muito orgulho ela pagou pelo alimento. Mais uma vez, a maioria
que diz que precisa de ajuda, realmente
precisa de ajuda. É imperativo que sejamos sábios com nosso
tempo e recursos. Ambos são limitados. Esta é a
tensão da igreja local. Não é falta de compaixão.
Após anos da experiência eu penso, agora,
que, às vezes, é OK alguém levar vantagem
sobre nós se fizermos o melhor para discernir a situação. É melhor que levem
vantagem de vez em quando do que permitir que seu coração se torne frio. Deus
tomará conta do resto.

É imperativo que sejamos sábios com nosso tempo e recursos. Ambos são
limitados. Esta é a tensão da igreja local. Não é falta de compaixão. Então, o que
um pastor deve fazer? Eis alguns pensamentos para lhe ajudar a avaliar um
plano para a sua igreja.

1. Mantenha seu próprio coração sensível às necessidades em torno de você.


É fácil permitir que as pressões do ministério local da igreja tirem seu
coração das pessoas. É uma estranha ironia. Nós fazemos o que fazemos,
em parte, simplesmente porque amamos as pessoas. Então, às vezes, as
pessoas se transformam no peso para o ministério. Há tantas necessidades
e tão pouco tempo. Nós todos compreendemos isto. Encontrar o equilíbrio é
a “click” que nós precisamos.
É uma estranha ironia. Nós fazemos o que
fazemos, em parte, simplesmente porque amamos
Nós também sabemos que devemos as pessoas. Então, às vezes, as pessoas se
investir nosso tempo em encontrar e transformam no peso para o ministério.
desenvolver líderes ou nós nunca
daremos conta das necessidades das pessoas. Os maravilhosos líderes
voluntários e capazes carregam uma carga enorme. O tempo que resta é
pouco. E é quando fica fácil nos justificarmos pensando que não temos
tempo para os pobres, os necessitados e os oprimidos. É importante que
você decida manter seu coração aberto e sensível às necessidades em torno
de você e permaneça envolvido, em algum grau, em um nível de pôr a mão
na massa.

2. Compreenda que a necessidade não constitui o chamado.


Terminado o primeiro ponto, agora vem o provérbio sobre “o sapato do
outro.” Você já dever ter ouvido a frase “a necessidade não constitui o
chamado.” É um bom princípio para guiar seu ministério. Há centenas das
necessidades, milhares realmente, mas só porque existe uma necessidade
não significa que é sua responsabilidade cuidar dela.
Parte de educar e amadurecer uma congregação é ensinar as pessoas que o
trabalho delas não é encontrar o pobre e necessitado e levá-lo a um pastor!
Elas devem seguir o coração de Deus e atender à necessidade por si
próprios. Em muitos casos eles podem fazer um trabalho tão bom quanto,
senão melhor.

Um coração sensível é uma coisa boa. A culpa é uma assassina.

Às vezes você precisa dizer não - pessoalmente e como corporação. A chave


está em aprender a remover alguns mecanismos e aguardar até escutar a
voz de Deus sobre o assunto. É sábio perguntar-lhe literalmente, caso por
caso, quem Ele quer que você ajude. Se Ele disser sim, siga em frente e
faça. Se disser não, há alguma outra pessoa, ou uma outra igreja, que pode
ir em frente e atender a necessidade.
Completando o círculo, o ponto é que Há centenas das necessidades, milhares realmente,
mas só porque existe uma necessidade não significa
você não pode ajudar a todos, mas
que é sua responsabilidade cuidar dela.
você deve sempre estar ajudando
alguém.

3. Considere parcerias estratégicas dentro de sua comunidade.


Há duas formas bem diferentes na maneira que uma igreja local vai
desenvolver e executar uma estratégia da benevolência. Uma maneira
procura cobrir as necessidades diretamente dentro da igreja utilizando um
método direto da “mão na massa”. O outro usa parcerias estratégicas com
organizações na comunidade local.

Eu pratiquei cada uma destas em uma igreja local e há uns benefícios em


ambas. É uma coisa boa quando uma igreja põe a “mão na massa” e, por
exemplo, tem uma despensa de alimentos ou um banco de roupas. Mas
depois de ter tentado ambas as formas, eu me inclino, pessoalmente, muito
mais para as parcerias. Ao enviar nossos voluntários e nossos recursos
financeiros a um número de agências existentes na comunidade, o processo
é mais eficaz e os resultados finais geram um impacto maior.

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