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CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 1 de 148

01. LC nº 94/98 - Região Integrada de Desenvolvimento DF/Entorno - RIDE 2

02 - CF88 - Constituição Federal do Brasil 3

03 - LODF - Lei Orgânica do DF 4

04 - Lei nº 10.257/01 - EC 10

05 - DF Lei nº 3.877/06 - PHab/DF 17

06 - Lei nº 6.766/79 - Parcelamento de solo 18

07 - DF Lei nº 3.035/02 - PDP - Plano Diretor de Publicidade 20

08 - DL 25/37 - Organiza a Proteção do Patrimônio Hist/Art. Nacional 25

09 - BSB Revisitada - Decreto n° 10.829/87 28

10 - DF Decreto nº 11.079/88 - VILA PLANALTO 30

11 - IPHAN: Portaria nº 314/92 30

12 - IPHAN: Portaria nº 68/12 32

13 - IPHAN: Portaria nº 184/16. 33

14 - IPHAN: Portaria nº 166/16 35

15 - DF Lei nº 47/89 - Tombamento de BENS de valor cultural 48

16 - DF Lei nº 3.977/07 - Bens Culturais de natureza IMATERIAL 49

17 - DF Lei nº 5.022/2013 - EIV (EIVAV) 50

18 - DF LC nº 940/2018 CU - COMPENSAÇÃO URBANÍSTICA 56

19 - Lei nº 12.587/12 - PNMU - Política Nacional de Mobilidade Urbana 60

20 - DF Lei nº 4.566/11 - PDTU - Plano Diretor de Transporte Urbano 65

21 - DF Lei nº 4.397/09 - SC/DF - SISTEMA CICLOVIÁRIO 69

22 - Lei nº 13.465/17 - REURB 70

23 - DF Lei nº 5.803/17 - Política de Regularização de Terras Públicas Rurais 85

24 - Lei nº 13.311/16 - Quiosque 89

25 - BENS PÚBLICOS 89

26 - DESAPROPRIAÇÃO 95

27 - LIMITAÇÃO/SERVIDÃO ADMINISTRATIVA 103

28 - SOLO CRIADO 104

29 - OUC 105

30 - TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR 109

31 - Lei nº 8.666/93 - Licitações 110

32 - DF LC nº 840/2011 - Estatuto Servidores DF 118

33 - DF LC nº 13/1996 129

34 - DF Lei nº 4.990/12 - LAI 138

35 - LEI 9.784/99 - Processo Administrativo 142


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01. LC nº 94/98 - Região Integrada de Desenvolvimento DF/Entorno - RIDE


LC Federal que autoriza o PE a criar referida Região Integrada com o objetivo de articular
administrativamente a União + DF, GO e MG. O PE criou a RIDE/DF através do Decreto 2.710/98
substituído pelo Decreto 7.469/11. O fundamento para tal instituição encontra-se na CF88:

Art. 21. Compete à União:


IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social;
Art. 43. Para efeitos administrativos, a União poderá articular sua ação em um mesmo complexo geoeconômico e social, visando a seu
desenvolvimento e à redução das desigualdades regionais.
Art. 48. Cabe ao CN, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor
sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre:
IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento;

RIDE: União/DF/GO e MG (22 Municípios + DF)

GO MG

1. Abadiânia;
6. Cidade Ocidental;
11. Luziânia;
16. Planaltina;
20. Unaí

2. Água Fria de Goiás;


7. Cocalzinho de GO;
12. Mimoso de Goiás;
17. Santo Antônio do 21. Buritis e

3. Águas Lindas;
8. Corumbá de Goiás;
13. Novo Gama;
Descoberto;
22. Cabeceira Grande!!
4. Alexânia;
9. Cristalina;
14. Padre Bernardo;
18. Valparaíso e

5. Cabeceiras; 10. Formosa; 15. Pirenópolis 19. Vila Boa

Municípios que vierem a ser constituídos a partir de desmembramento de território dos entes passarão a compor a RIDE.

Região metropolitana: grande centro populacional, que consiste em 1 (ou +) grande cidade central
(metrópole) e sua zona adjacente de influência. Geralmente, rm formam au, ou uma região com 2 ou +
áreas urbanizadas intercaladas com áreas rurais. A CF88 deixa a cargo dos estados a instituição de rm.

RMs não possuem personalidade jurídica própria, apenas integram o Estado às decisões sobre aquelas
determinadas políticas públicas adotadas na região. O poder decisório deve ser atribuído a um colegiado
formado pelos municípios e o Estado, não necessariamente com participação paritária no Órgão. A
participação de cada Município e do Estado deve ser estipulada em cada rm de acordo com suas
particularidades, sem que se permita que um ente tenha predomínio absoluto.

A instituição de rm pelos estados federados dispensa a edição prévia de LC federal, diante da autonomia
que lhes foi conferida pela CF - A LC que irá definir a região metropolitana é Estadual e não Federal.

A simples compulsoriedade da integração metropolitana não esvazia a autonomia municipal.


Principal objetivo: viabilização de sistemas de gestão de funções públicas de interesse comum.

Art. 4º A instituição de rm/au que envolva Municípios pertencentes a + de 1 Estado será formalizada mediante a aprovação de LCs
pelas assembleias legislativas de cada um dos Estados envolvidos. Até a aprovação das LCs por todos os Estados envolvidos, a rm/au
terá validade apenas para os Municípios dos Estados que já houverem aprovado.
São de interesse da RIDE os serviços públicos comuns ao DF e aos Municípios, especialmente, melhoria:
INFRAESTRUTURA BÁSICA E A GERAÇÃO DE EMPREGOS.
O PE poderá instituir Programa Especial de Desenvolvimento do Entorno do DF que, ouvidos os órgãos
competentes, estabelecerá mediante convênio: normas e critérios para unificação de procedimentos
relativos aos serviços públicos.

A ideia é que referido Programa abranja especialmente:


1. tarifas, fretes e seguros, ouvido o Ministério da Fazenda;
2. linhas de crédito especiais para atividades prioritárias;
3. isenções e incentivos fiscais, em caráter TEMPORÁRIO (não definitivo), de fomento a atividades
produtivas em programas de geração de empregos e fixação de mão-de-obra.

Os programas e projetos prioritários para a região, serão financiados com recursos:

1. de natureza orçamentária, que lhe forem destinados pela União, na forma da lei;
2. que lhe forem destinados pelo DF, GO e MG, e pelos Municípios abrangidos pela RIDE;
3. de operações de crédito externas e internas.

Serviços públicos comuns de interesse da RIDE relacionados com as seguintes áreas:

I - infraestrutura;
 VII - aproveitamento de recursos hídricos e minerais;



II - geração de empregos e capacitação profissional; VIII - saúde e assistência social;

III - saneamento básico, em especial o abastecimento de água, a IX - educação e cultura;

coleta e o tratamento de esgoto e o serviço de limpeza pública; X - produção agropecuária e abastecimento alimentar;

IV - uso, parcelamento e ocupação do solo;
 XI - habitação popular;

V - transportes e sistema viário;
 XII - serviços de telecomunicação;

VI - proteção ao meio ambiente e controle da poluição XIII - turismo; e

ambiental; XIV - segurança pública.
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PE autorizado a criar um Conselho Administrativo para coordenar as atividades a serem desenvolvidas na


RIDE - COARIDE. As atribuições e a composição serão definidas em regulamento, dele participando
representantes dos Estados e Municípios abrangidos pela RIDE.

REGIÃO METROPOLITANA: Agrupamento de municípios contíguos com o intuito de integrar a


organização/planejamento/execução de funções públicas comuns. Instituídas mediante LC pelos Estados.

Estados poderão, mediante lei complementar, instituir rm/au e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios
limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.
A ideia é que o Estado possa interferir na prestação de políticas públicas que ostentem um caráter mais
regional, ou seja, que superem o interesse local do município. Assim, o Estado impõe compulsoriamente a
agregação do Município a uma rm, como parte do planejamento de políticas públicas regionais.

Art. 3º Os Estados, mediante LC, poderão instituir rm/au, constituídas por agrupamento de Municípios limítrofes, para integrar a
organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.
Parágrafo Único. Estado e Municípios inclusos em rm/au formalizada e delimitada na forma do caput deste art. deverão promover a
governança interfederativa, sem prejuízo de outras determinações desta Lei.
CONCEITOS

Unidade territorial urbana constituída pelo agrupamento de 2 ou + Municípios limítrofes, caracterizada por
AU complementaridade funcional e integração das dinâmicas geográficas, ambientais, políticas e
socioeconômicas;

a) formalização e delimitação mediante LC estadual;

GESTÃO PLENA b) estrutura de governança interfederativa própria, nos termos do art. 8º desta Lei; e

c) plano de desenvolvimento urbano integrado aprovado mediante lei estadual;

espaço urbano com continuidade territorial que, em razão de sua população e relevância política e
METRÓPOLE socioeconômica, tem influência nacional ou sobre uma região que configure, no mínimo, a área de influência
de uma capital regional, conforme os critérios adotados pelo IBGE.

instrumento que estabelece, com base em processo permanente de planejamento, viabilização econômico-
financeira e gestão, as diretrizes para o desenvolvimento territorial e os projetos estruturantes da rm/au. A lei
PLANO DE DES.
estadual que instituir o PDUI deverá ser revista, pelo menos, a cada 10 anos.
URBANO
Deverá considerar o conjunto de Municípios que compõem a unidade territorial urbana e abranger áreas
INTEGRADO -
urbanas e rurais. Elaborar e aprovar, no prazo de 3 anos da instituição da rm/au, este deverá ser
PDUI
compatibilizado com o PD. A elaboração do plano não exime o Município da formulação do respectivo PD.

Será aprovado pela instância colegiada antes do encaminhamento à apreciação da CLDF.

REGIÃO Unidade regional instituída pelos Estados, mediante LC, constituída por agrupamento de Municípios
METROPOLITANA limítrofes para integrar a organização/planejamento/execução de funções públicas de interesse comum;   

A criação de uma rm/au ou de microrregião deve ser precedida de estudos técnicos e audiências
públicas que envolvam todos os Municípios pertencentes à unidade territorial.            

02 - CF88 - Constituição Federal do Brasil


CAPÍTULO II - DA POLÍTICA URBANA
Art. 182. Executada pelo PP municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o
pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.

§1º O PD, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes, é o
instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana.

§2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de
ordenação da cidade expressas no PD.

§3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro.

§4º É facultado ao PP municipal, mediante lei específica para área incluída no PD, exigir, nos termos da lei
federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu
adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:

I - PEU compulsórios;

II - IPTU progressivo no tempo;

III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada
pelo SF, com prazo de resgate de até 10 anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados
o valor real da indenização e os juros legais.

Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até 250m2, por 5 anos, ininterruptamente e sem
oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não
seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 

§1º O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos,
independentemente do estado civil.

§2º Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.

§3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

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CAPÍTULO III - DA POLÍTICA AGRÍCOLA E FUNDIÁRIA E DA REFORMA AGRÁRIA


Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural
que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida
agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até 20 anos, a partir do 2º
ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei.

§1º As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro.


§2º O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins de reforma agrária, autoriza a
União a propor a ação de desapropriação.

§3º Cabe à LC estabelecer procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o processo
judicial de desapropriação.

§4º O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de
recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício.

§5º São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de


imóveis desapropriados para fins de reforma agrária.
Art. 185. São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária:

I - a pequena e média propriedade rural, assim definida, desde que seu proprietário não possua outra;

II - a propriedade produtiva.

Parágrafo único. A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o
cumprimento dos requisitos relativos a sua função social.

Art. 186. A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo
critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:

I - aproveitamento racional e adequado;

II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente;

III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho;

IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.

Art. 187. A política agrícola será planejada e executada na forma da lei, com a participação efetiva do setor
de produção, envolvendo produtores e trabalhadores rurais, bem como dos setores de comercialização, de
armazenamento e de transportes, levando em conta, especialmente:

I - os instrumentos creditícios e fiscais;

II - os preços compatíveis com os custos de produção e a garantia de comercialização;

III - o incentivo à pesquisa e à tecnologia;

IV - a assistência técnica e extensão rural;

V - o seguro agrícola;

VI - o cooperativismo;

VII - a eletrificação rural e irrigação;

VIII - a habitação para o trabalhador rural.

§ 1ºIncluem-se no planejamento agrícola: atividades agroindustriais, agropecuárias, pesqueiras e florestais.

§ 2º Serão compatibilizadas as ações de política agrícola e de reforma agrária.

Art. 188. A destinação de terras públicas e devolutas será compatibilizada com a política agrícola e com o
plano nacional de reforma agrária.

§ 1º A alienação ou a concessão, a qualquer título, de terras públicas com área superior a 2.500 ha a
pessoa física ou jurídica, ainda que por interposta pessoa, dependerá de prévia aprovação do CN.

§ 2º Excetuam-se as alienações ou as concessões de terras públicas para fins de reforma agrária.


Art. 189. Os beneficiários da distribuição de imóveis rurais pela reforma agrária receberão títulos de
domínio ou de concessão de uso, inegociáveis pelo prazo de 10 anos.

Art. 190. A lei regulará e limitará a aquisição ou o arrendamento de propriedade rural por pessoa física ou
jurídica estrangeira e estabelecerá os casos que dependerão de autorização do CN.

Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por 5 anos
ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a 50ha, tornando-a produtiva
por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

03 - LODF - Lei Orgânica do DF


TÍTULO VII - DA POLÍTICA URBANA E RURAL
CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 312. A política de desenvolvimento urbano e rural do DF, observados os princípios da CF e as
peculiaridades locais e regionais, tem por objetivo assegurar que a propriedade cumpra sua função social e
possibilitar a melhoria da qualidade de vida da população, mediante:

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I - adequada distribuição espacial das atividades sócioeconômicas e dos equipamentos urbanos e


comunitários, de forma compatível com a preservação ambiental e cultural;

II - integração das atividades urbanas e rurais no território do DF, bem como deste com a região
geoeconômica e, em especial, com a região do entorno;

III - estabelecimento de créditos e incentivos fiscais a atividades econômicas;

IV - participação da sociedade civil no processo de planejamento e controle do uso, ocupação e


parcelamento do solo urbano e rural;

V - valorização, defesa, recuperação e proteção do meio ambiente natural e construído;

VI - proteção dos bens de valor histórico, artístico e cultural, dos monumentos, das paisagens naturais
notáveis e, em especial, do CUB;

VII - uso racional dos recursos hídricos para qualquer finalidade.

Entidades filantrópicas que desenvolvem atividades de atendimento a menor carente/idoso/PCD,


declaradas de utilidade pública, terão atendimento prioritário na obtenção de terrenos para sua instalação
em áreas reservadas a entidades assistenciais.

Art. 313. É dever do GDF, nos termos de sua competência e em caso de utilidade pública e interesse social,
efetuar desapropriações em áreas urbanas e rurais, assegurado o direito de indenização por benfeitorias e
cessões dos titulares de arrendamento ou concessão de uso, quando for necessário à execução dos
sistemas de abastecimento de água, energia elétrica, esgotos sanitários, controle de poluição, proteção a
recursos hídricos e criação ou expansão de loteamentos urbanos.

CAPÍTULO II - DA POLÍTICA URBANA


Art. 314. A política de desenvolvimento urbano do DF, em conformidade com as diretrizes gerais fixadas
em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade, garantido o bem-
estar de seus habitantes, e compreende o conjunto de medidas que promovam a melhoria da qualidade de
vida, ocupação ordenada do território, uso dos bens e distribuição adequada de serviços e equipamentos
públicos por parte da população.

Parágrafo único. São princípios norteadores da política de desenvolvimento urbano:

I - o uso socialmente justo e ecologicamente equilibrado de seu território;

II - o acesso de todos a condições adequadas de moradia, saneamento básico, transporte, saúde,


segurança pública, educação, cultura e lazer;

III - a justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização;

IV - a manutenção, segurança e preservação do patrimônio paisagístico, histórico, urbanístico,


arquitetônico, artístico e cultural, considerada a condição de Brasília como Capital Federal e Patrimônio;

V - a prevalência do interesse coletivo sobre o individual e do interesse público sobre o privado;

VI - o incentivo ao cooperativismo e ao associativismo, com apoio a suas iniciativas, na forma da lei;

VII - o planejamento para a correta expansão das áreas urbanas, quer pela formação de novos núcleos,
quer pelo adensamento dos já existentes;

VIII - a adoção de padrões de equipamentos urbanos, comunitários e de estruturas viárias compatíveis


com as condições sócioeconômicas do DF;

IX - a adequação do direito de construir aos interesses sociais e públicos, bem como às normas
urbanísticas e ambientais previstas em lei;

X - o combate a todas as formas de poluição;

XI - o controle do uso e da ocupação do solo urbano, de modo a evitar:

a) a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes;

b) o parcelamento do solo e a edificação excessivos com relação aos equipamentos existentes;

c) a não edificação, subutilização ou não utilização do solo urbano edificável.

Art. 315. A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende a exigências fundamentais de
ordenação do território, expressas no PDOT, PDLs, leg. urbanística/ambiental, especialmente quanto:
I - ao acesso à moradia;

II - à contraprestação ao PP pela valorização imobiliária decorrente de sua ação;

III - à proteção ao patrimônio histórico, artístico, paisagístico, cultural e ao meio ambiente.

Seção l - Dos Planos Diretores de Ordenamento Territorial e Locais do DF


Art. 316. O DF terá, como instrumento básico das políticas de ordenamento territorial e de expansão e
desenvolvimento urbanos, o PDOT e, como instrumentos complementares, a LUOS e os PDLs.

§1º No sítio urbano tombado e inscrito como Patrimônio Cultural, o PDL será representado pelo PPCub.

§ 2º O PDOT, a LUOS, o PPCub e os PDLs serão aprovados por lc.


Art. 317. O PDOT abrangerá todo o espaço físico do território e estabelecerá o macrozoneamento com
critérios e diretrizes gerais para uso e ocupação do solo, definirá estratégias de intervenção sobre o
território, apontando os programas e projetos prioritários, bem como a utilização dos instrumentos de
ordenamento territorial e de desenvolvimento urbano.

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§1º O PDOT tem como princípio assegurar a função social da propriedade, mediante o atendimento das
necessidades dos cidadãos quanto à qualidade de vida, à preservação do meio ambiente, à justiça social e
ao desenvolvimento das atividades econômicas.

§2º O PDOT deverá conter, no mínimo:


I - densidades demográficas para a macrozona urbana;

II - delimitação das ZEIS;

III - delimitação das áreas urbanas onde poderão ser aplicados PEU compulsórios;

IV - delimitação das UPTs;

V - limites máximos a serem atingidos pelos CA da macrozona urbana;

VI - definição de áreas nas quais poderão ser aplicados os seguintes instrumentos:

a) direito de preempção;

b) ODIR;

c) ONALT;

d) OUC;

e) TDC;

VII - caracterização do Cub em limite compatível com a visibilidade e a ambiência do bem protegido;

VIII - sistema de gerenciamento, controle, acompanhamento e avaliação do plano.


§3º O PDOT deverá considerar as restrições estabelecidas para as UCs instituídas no território do DF.

§4º O PDOT obedecerá às demais diretrizes e recomendações da Lei Federal para a Pol. Urbana Nacional.

§5º O PDOT terá vigência de 10 anos, passível de revisão a cada 5 anos, observado o disposto:

LODF - Art. 320. Só serão admitidas modificações no PDOT, em prazo diferente do estabelecido no art. 317,§ °, para
adequação ao ZEE, por motivos excepcionais e por interesse público comprovado.
Art. 318. Os PDLs e a LUOS, complementares ao PDOT, são parte integrante do processo contínuo de
planejamento urbano.

A LUOS estabelecerá normas urbanísticas destinadas a regular as categorias de usos, por tipo e porte, e
definirá as zonas e setores segundo as indicações de usos predominantes, usos conformes e não-
conformes. Ainda, o conjunto de índices para o controle urbanístico a que estarão sujeitas as edificações,
para as categorias de atividades permitidas em cada zona.

Deverá ser encaminhada à CLDF pelo PE, no prazo máximo de 2 anos, a partir da vigência do PDOT.
PDLs tratarão das questões específicas das RAs e das ações que promovam o desenvolvimento
sustentável de cada localidade, integrando áreas rurais e urbanas, assim como detalharão a aplicação
dos instrumentos de política urbana previstos no PDOT. Serão elaborados por UPT, a partir do
agrupamento das RAs definidas no PDOT, em função da forma e da natureza das relações sociais e suas
interações espaciais, além de fatores socioeconômicos, urbanísticos e ambientais.

Encaminhados à CLDF pelo PE, no prazo máximo de 3 anos, a partir da data de vigência do PDOT.
§3º Os PDLs terão como conteúdo mínimo:

I - projetos especiais de intervenção urbana;

II - indicação de prioridades e metas das ações a serem executadas;

III - previsões orçamentárias relativas aos serviços e às obras a serem realizados.

Serão elaborados pelo PE, para o período de 5 anos, passíveis de revisão a cada ano, por iniciativa do
PE ou popular, mediante LC específica, desde que comprovado o interesse público. O prazo de vigência
poderá ser prorrogado, LC específica de iniciativa do PE, por até 5 anos, dentro da vigência do PDOT.
Art. 320. Só serão admitidas modificações no PDOT, em prazo diferente do estabelecido, para adequação
ao ZEE, por motivos excepcionais e por interesse público comprovado.

Art. 321. É atribuição do PE conduzir, no âmbito do processo de planejamento do DF, as bases de


discussão e elaboração do PDOT, da LUOS e dos PDLs, bem como sua implementação. É garantida a
participação popular nas fases de elaboração, aprovação, implementação, avaliação e revisão.

Art. 322. Do PPA, da LDO e do OA deverão constar as propostas integrantes do PDOT e dos PDLs.
Art. 323. O PP do DF, em relação a áreas não edificadas, subutilizadas ou não utilizadas, aplicará o
disposto (USUCAPIÃO), a fim de impedir distorções e especulação da terra como reserva de valor.

Seção II - Do Sistema de Informação Territorial e Urbana do DF


Art. 324. O sistema de informação territorial e urbana do DF englobará informações sobre:

I - aspectos regionais e microrregionais, físico-naturais, sócioeconômicos e institucionais;

II - uso e ocupação do solo;

III - habitação, indústria, comércio, agricultura, equipamentos urbanos e comunitários, sistema viário e
demais setores da economia;

IV - qualidade ambiental e saúde pública.

Fica assegurado ao cidadão o acesso a informações constantes do sistema de informações territoriais e


urbanas do DF, obrigatória a divulgação pelo PE daquelas de relevante interesse para a coletividade.

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Seção III - Dos Instrumentos das Políticas de Ordenamento Territorial e de Desenvolvimento Urbano
Art. 325. Na execução da política de ordenamento territorial, expansão e desenvolvimento urbanos será
utilizado o instrumento básico definido no art. 163 desta Lei Orgânica (PDOT).

Art. 163. O PDOT é o instrumento básico da política de expansão e desenvolvimento urbanos, de longo prazo e natureza permanente.

Seção IV - Sistema de Planejamento Territorial e Urbano do DF


Art. 326. Estruturado em órgão superior, central, executivo, setoriais e locais, tem por finalidade a
promoção do desenvolvimento do território, mediante:

I - articulação e compatibilização de políticas setoriais com vistas à ordenação do território, planejamento


urbano, melhoria da qualidade de vida da população e equilíbrio ecológico do DF;

II - promoção das medidas necessárias à cooperação e articulação da ação pública e privada no território
do DF e do entorno;

III - distribuição espacial adequada da população e atividades produtivas;

IV – elaboração, acompanhamento permanente e fiscalização da execução do PDOT, dos PDLs e do PCub.

CAPÍTULO III - DA HABITAÇÃO


Art. 327. A política habitacional do DF será dirigida ao meio urbano e rural, em integração com a União,
com vistas à solução da carência habitacional, para todos os segmentos sociais, com prioridade para a
população de média e baixa renda.

Art. 328. A ação do GDF será orientada em consonância com os PDOT/PDL, especialmente quanto:

I - à oferta de lotes com infraestrutura básica;

II - ao incentivo para o desenvolvimento de tecnologias de construção de baixo custo, adequadas às


condições urbana e rural;

III - à implementação de sistema de planejamento para acompanhamento e avaliação de programas;

IV - ao atendimento prioritário às comunidades localizadas em áreas de maior concentração da população


de baixa renda, garantido o financiamento para habitação;

V - ao estímulo e incentivo à formação de cooperativas de habitação popular;

VI - à construção de residências e à execução de programas de assentamento em áreas com oferta de


emprego, bem como ao estímulo da oferta a programas já implantados;

VII - ao aumento da oferta de áreas destinadas à construção habitacional.

Parágrafo único. As cooperativas habitacionais de trabalhadores terão prioridade na aquisição de áreas


públicas urbanas destinadas a habitação, na forma da lei.

Art. 329. Lei disporá sobre contratos de transferência de posse e domínio para os imóveis urbanos em
programas habitacionais promovidos pelo PP, observadas as seguintes condições:

I - o título de transferência de posse e de domínio, conforme o caso, será conferido a homem ou mulher,
independentemente do estado civil;

II - será vedada a transferência de posse àquele que, já beneficiado, a tenha transferido para outrem, sem
autorização do PP, ou que seja proprietário de imóvel urbano;

Art. 330. O PPA, a LDO e OA garantirão o atendimento às necessidades sociais por ocasião da distribuição
dos recursos para aplicação em projetos de habitação urbana e rural pelos agentes financeiros oficiais.

Art. 331. É vedada a implantação de assentamento populacional sem que sejam observados os
pressupostos obrigatórios de infraestrutura e saneamento básico, bem como o disposto no art. 289.

Art. 289. Cabe ao PP, na forma da lei, exigir a realização de EIA/RIMA para construção, instalação, reforma, recuperação, ampliação e
operação de empreendimentos ou atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ao meio ambiente, ao qual se
dará publicidade, ficando à disposição do público por no mínimo 30 dias antes da audiência pública obrigatória.
§1° Os projetos de parcelamento do solo no DF terão sua aprovação condicionada a apresentação de EIA/RIMA, para licenciamento.
§2° Quando da aprovação pelo PP de projeto de parcelamento do solo, o respectivo licenciamento constará do ato administrativo de
aprovação, com as limitações administrativas, caso existam.
§3° O EIA/RIMA será realizado por equipe multidisciplinar, cujos membros deverão ser cadastrados no órgão ambiental.
§4° A execução das atividades referidas no caput dependerá de prévio licenciamento pelo órgão ambiental, sem prejuízo de outras
licenças exigidas por lei. Poderá ser exigido EIA/RIMA em empreendimento ou atividades já instaladas, a qualquer tempo, na hipótese
de realização de auditoria ambiental.
§6º Na aprovação de projetos de parcelamento do solo para fins urbanos com área igual ou inferior a 60ha, ou com área igual ou
inferior a 100ha no caso de projetos urbanísticos de HIS com pequeno potencial de impacto ambiental, e de parcelamento do solo
com finalidade rural com área igual ou inferior a 200ha cuja fração mínima corresponda à definida no PDOT, o órgão ambiental pode
substituir a exigência de apresentação de EIA/RIMA pela avaliação de impacto ambiental definida em lei específica ou pelo LAS,
referentes, entre outros fatores, às restrições ambientais, à capacidade de abastecimento de água, às alternativas de esgotamento
sanitário e de destinação final de águas pluviais, mantida a obrigatoriedade da realização de audiência pública.
§7º Para fins de licenciamento ambiental de projetos de parcelamento do solo em imóveis rurais de propriedade da Administração
Pública direta ou indireta, com objetivo de regularizar a situação fundiária de ocupações consolidadas em consonância com as
definições do PDOT, o órgão ambiental substituirá a exigência de apresentação do EIA/RIMA pelo RCA e pelo PCA.

CAPÍTULO IV - DO SANEAMENTO
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Art. 332. O DF instituirá, mediante lei, plano de saneamento, constando ações articuladas com a UEM, com
o objetivo de melhorar as condições de vida da população urbana e rural, em consonância com o PDOT.

Art. 333. O plano de saneamento obedecerá às seguintes diretrizes básicas:

I - garantia de níveis crescentes de salubridade ambiental por meio de abastecimento de água potável,
coleta e disposição sanitária de resíduos líquidos, sólidos e gasosos; promoção da disciplina sanitária do
uso e ocupação do solo, drenagem urbana e controle de vetores de doenças transmissíveis;

II - a implantação de sistema de gerenciamento de recursos hídricos com a participação da sociedade civil;

III - proteção de bacias e microbacias utilizadas para abastecimento de água à população;

IV - implantação de sistemas para garantir a saúde pública quando de acidentes climatológicos e


epidemiológicos;

V - incentivo às organizações públicas e privadas dedicadas ao desenvolvimento científico, tecnológico e


gerencial na área do saneamento;

VI - articulação entre instituições, na área de saneamento, em integração com as demais ações de saúde
pública, meio ambiente, recursos hídricos e desenvolvimento urbano e rural;

VII - implementação de programa sobre materiais recicláveis e biodegradáveis, para viabilizar a coleta
seletiva de lixo urbano.

Art. 334. O PPA, a LDO e o OA garantirão o atendimento às necessidades sociais na distribuição dos
recursos para aplicação em projetos de saneamento pelos agentes financeiros oficiais de fomento.

CAPÍTULO V - DO TRANSPORTE
Art. 335. O Sistema de Transporte do DF subordina-se aos princípios de preservação da vida, segurança,
conforto das pessoas, defesa do meio ambiente e do patrimônio arquitetônico e paisagístico.

§1° O TPC é direito da pessoa e necessidade vital do trabalhador e de sua família.

§2° O PP estimulará uso de veículos não poluentes e que viabilizem a economia energética, mediante
campanhas educativas e construção de ciclovias em todo o seu território.

§3º A lei estabelecerá restrições quanto a distribuição, comercialização e consumo de bebidas, com
qualquer teor alcoólico, em estabelecimentos comerciais localizados em terminais rodoviários e às
margens de rodovias sob jurisdição do DF.

Art. 336. Compete ao DF planejar, organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão/permissão,
sempre mediante licitação, os serviços de TPC, observada a legislação federal, cabendo à lei dispor sobre:

I - o regime das empresas e prestadores autônomos concessionários/permissionários de serviços de TPC,


observada a legislação federal;

II - os direitos dos usuários;

III - a política tarifária, com a garantia de que o custo do serviço de TPC deverá ser assumido por todos
que usufruem do benefício, mesmo que de forma indireta, como o comércio, a indústria e o PP;

IV - a obrigação de manter serviço adequado.

§1° É dever do PP instalar sinais sonoros em vias de acesso a estabelecimentos públicos ou privados que
atendam a portadores de deficiência visual.

§2° A lei disporá sobre isenção ou redução de pagamento de tarifa do serviço de TPC para estudantes do
ensino superior, médio e fundamental da área rural e urbana do DF, inclusive a alunos de cursos técnicos e
profissionalizantes com carga horária igual ou superior a 200 horas-aula, reconhecidos pela Fundação
Educacional do DF ou pelo MEC, e a aluno de faculdades teológicas ou instituições equivalentes.

Art. 337. Compete ao PP planejar, construir, operar e conservar em condições adequadas de uso e
segurança o sistema viário público do DF.

Art. 338. O sistema de transporte do DF compreende:

I - transporte público de passageiros e de cargas;

II - vias de circulação de bens e pessoas e sua sinalização;

III - estrutura operacional;

IV - transporte coletivo complementar

Parágrafo Único. O sistema de transporte do DF deverá ser planejado, estruturado e operado em


conformidade com os PDOT e PDLs.

Art. 339. É assegurada a gratuidade nos transportes públicos coletivos a PCD, desde que apresentem
carteira fornecida por órgãos credenciados, na forma da lei.

Art. 340. O PP e as empresas operadoras dos serviços de TPC reconhecerão as convenções e acordos
coletivos de trabalho, garantindo aos trabalhadores do setor, além dos direitos previstos e outros que
visem à melhoria da sua condição social.

Art. 341. O PP não admitirá ameaça de interrupção ou deficiência grave na prestação do serviço por parte
das empresas operadoras de TPC.

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Parágrafo único. O PP, para assegurar a continuidade do serviço ou para sanar deficiência grave em sua
prestação, poderá intervir na operação do serviço, assumindo-o total ou parcialmente, mediante controle
dos meios humanos e materiais como pessoal, veículos, oficinas, garagens e outros.

Art. 342. A prestação dos serviços de TPC atenderá aos seguintes princípios:

I - compatibilidade da tarifa com o poder aquisitivo da população;

II- conservação de veículos e instalações em bom estado;

III - segurança;

IV - continuidade periodicidade, disponibilidade, regularidade e quantidade de veículos necessários;

V - urbanidade e prestabilidade.

CAPÍTULO VI - DA POLÍTICA AGRÍCOLA


Art. 343. A política agrícola do DF será planejada e executada com a previsão da elaboração de PPA de
desenvolvimento agrícola, plano de safra e plano operativo anual, na forma da lei.

Parágrafo único. É assegurada, por intermédio do Conselho de Política Agrícola, a participação efetiva do
setor de produção, com o envolvimento de produtores e trabalhadores rurais, setores de comercialização,
armazenamento e transporte, na forma da lei.

Art. 344. Compete ao GDF implementar a política de desenvolvimento rural, asseguradas as medidas:

I - promoção do ZEE, com vistas à diversificação agrícola, respeitada a aptidão natural de cada região para
a produção agrícola, bem como para a preservação do meio ambiente;

II - programas de estímulo creditício e fiscal, com abertura de linhas de crédito especial em instituições
financeiras oficiais, para micro, pequeno e médio produtor, com vistas a incentivar a produção de alimentos
básicos para a população;

III - programas de habitação, educação, saúde e saneamento básico, de modo a garantir a permanência do
homem no campo e melhorar o bem-estar social das comunidades rurais;

IV - pesquisa e tecnologia adequadas às necessidades de produção e às condições sócioeconômicas de


produtores e trabalhadores rurais;

V - incentivo ao cooperativismo e ao associativismo;

VI - criação de escolas-fazendas, agrotécnicas, núcleos de treinamento, demonstração de tecnologias;

VII - programas de eletrificação, telefonia, irrigação, drenagem, correção e conservação do solo;

VIII - disciplinamento da produção, comercialização, manipulação, transporte, armazenamento e uso de


agrotóxicos, biocidas e assemelhados;

IX - estímulo à produção de alimentos para o mercado interno;

X - sistema de seguro agrícola;

XI - agroindustrialização no meio rural e em pequenas comunidades, em escala adequada às condições do


DF e em estreita articulação com as áreas de produção;

XII - orientação, assistência técnica e extensão rural p/ aumento da produção e produtividade, pela difusão:

a) tecnologia agrícola e de regeneração e conservação do solo;

b) noções de administração e organização rural;

c) medidas econômicas, sociais e políticas para a agricultura;

d) informações sobre o uso racional dos recursos naturais;

e) medidas de proteção ao meio ambiente;

XIII - abastecimento e armazenamento;

XIV - criação de mecanismos de apoio à comercialização da produção;

XV - efetivação de um sistema de defesa sanitária animal e vegetal;

XVI - programas de fornecimento de insumos básicos e serviços de mecanização agrícola;

XVII - construção e conservação de estradas vicinais, com vistas ao escoamento da produção agrícola.

§1° - Os serviços constantes deste artigo, realizados pelos órgãos competentes do DF, darão prioridade a
micro, pequenos e médios produtores rurais.

§2° - As instituições financeiras oficiais de fomento à produção rural do DF informarão o Conselho de


Política Agrícola e as entidades representativas dos produtores e trabalhadores rurais sobre o volume de
recursos existentes para crédito agrícola.

§3° - As ações de apoio econômico e social dos organismos do DF estarão voltadas preferencialmente
para beneficiar projetos de assentamento de produtores e trabalhadores rurais e para imóveis que
cumpram a função social da propriedade.

§4° - Lei específica estabelecerá normas de conservação, preservação e recuperação dos solos de uso
agropecuário, bem como de fontes e outros mananciais de água, da flora e da fauna nas áreas rurais.

Art. 345. O PP dispensará a micro, pequenos e médios produtores rurais, definidos em lei, tratamento
jurídico diferenciado, que os incentive por meio da simplificação de suas obrigações administrativas,
tributárias e creditícias, da eliminação ou redução destas, por meio de lei.

CAPÍTULO VII - DA POLÍTICA FUNDIÁRIA E DO USO DO SOLO RURAL


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Art. 346. Será compatibilizada com as ações da política agrícola, e terá por finalidade:

I - assegurar o cumprimento da função social da propriedade;

II - promover a ocupação ordenada do território em harmonia com as disposições do PDOT;

III - permitir o aproveitamento racional e adequado dos recursos naturais;

IV - incrementar a produção de alimentos;

V - fixar o homem ao campo, valorizando o trabalho como instrumento de promoção social;

VI- preservar áreas que contenham recursos hídricos para irrigação;

VII - promover o aproveitamento da propriedade em todas as suas potencialidades, em consonância com a


vocação e capacidade de uso do solo e a proteção ao meio ambiente.

Art. 347. É vedada a destinação de terras rurais públicas no DF, quando se tratar de interesse social para
assentamentos agrários de trabalhadores rurais, previstos em lei:

I - a membros e servidores dos PE, Judiciário e Legislativo, incluídos os dos Tribunais de Contas, bem
como a dirigentes de órgãos e entidades da administração direta e indireta;

II - a cônjuge ou companheiro, parente consanguíneo ascendente ou descendente até 1º grau, ou afim das
autoridades indicadas no inciso I;

III - a um mesmo beneficiário mais de uma parcela ou lote rural;

IV - a proprietário de imóvel rural e a beneficiário de concessão de uso ou arrendamento, seja pessoa


física, seja pessoa jurídica, ainda que por cônjuge, companheiro ou preposto.

Art. 348. Somente poderão ser beneficiários da assistência dos órgãos especializados do DF e de seus
estabelecimentos oficiais de crédito os titulares ou concessionários de imóveis rurais cuja forma ou projeto
de exploração atenda ao princípio da função social da propriedade.

§1° - O GDF procederá bienalmente ao levantamento e cadastramento das terras públicas rurais de
seu território, com vistas a identificar aquelas que não cumpram sua função social, bem como os
concessionários inadimplentes
Art. 349. É dever do GDF intervir, diretamente e nos limites de sua competência, no regime de utilização da
terra, seja para estabelecer a racionalização econômica da malha fundiária, seja para prevenir ou corrigir o
uso antissocial da propriedade.

04 - Lei nº 10.257/01 - EC
Estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem
coletivo, da segurança, do bem-estar dos cidadãos, bem como, do equilíbrio ambiental.
I. Regulamenta os arts 182 e 183 da CF88;
II. Estabelece diretrizes de política urbana;
III. Execução da política urbana prevista na CF/88.
A política urbana tem por OBJETIVO ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade
urbana em prol do bem coletivo, mediante as seguintes DIRETRIZES GERAIS:
1 – garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à
infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações;

2 – gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da
comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;

3 – cooperação entre os governos, a iniciativa privada e os demais setores da sociedade no processo de urbanização, em
atendimento ao interesse social;

4 – planejamento do desenvolvimento das cidades, da distribuição espacial da população e das atividades econômicas do
Município e do território sob sua área de influência, de modo a evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus efeitos
negativos sobre o meio ambiente;

5 – oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades
da população e às características locais;

6 – ordenação e controle do uso do solo, de forma a evitar:

a) a utilização inadequada dos imóveis urbanos;

b) a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes;

c) o parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivos ou inadequados em relação à infraestrutura urbana;

d) a instalação de empreendimentos/atividades que possam funcionar como pólos geradores de tráfego, sem infraestrutura;

e) a retenção especulativa de imóvel urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização;

f) a deterioração das áreas urbanizadas;

g) a poluição e a degradação ambiental;

h) a exposição da população a riscos de desastres. 

7 – integração e complementaridade entre as atividades urbanas e rurais, tendo em vista o desenvolvimento socioeconômico do
Município e do território sob sua área de influência;

8 – adoção de padrões de produção e consumo de bens e serviços e de expansão urbana compatíveis com os limites da
sustentabilidade ambiental, social e econômica do Município e do território sob sua área de influência;

9 – justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização;

10 – adequação dos instrumentos de política econômica, tributária e financeira e dos gastos públicos aos objetivos do des.
urbano, de modo a privilegiar os investimentos geradores de bem-estar geral e a fruição dos bens pelos diferentes segmentos sociais;

11 – recuperação dos investimentos do PP de que tenha resultado a valorização de imóveis;

12 – proteção, preservação e recuperação do meio ambiente natural e construído, do patrimônio cult/hist/art/pais. e arqueológico;

13 – audiência do PP municipal e da população interessada nos processos de implantação de empreendimentos/atividades com


efeitos potencialmente negativos sobre o meio ambiente natural ou construído, conforto ou segurança da população;

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14 – regularização fundiária e urbanização de áreas ocupadas por pop. de baixa renda mediante o estabelecimento de normas
especiais de urbanização, uso/ocupação do solo e edificação, consideradas a situação socioeconômica da pop. e normas ambientais;

15 – simplificação da legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo e das normas edilícias, com vistas a permitir a
redução dos custos e o aumento da oferta dos lotes e unidades habitacionais;

16 – isonomia de condições para os agentes públicos e privados na promoção de empreendimentos e atividades relativos ao
processo de urbanização, atendido o interesse social.

17 - estímulo à utilização, nos parcelamentos do solo e nas edificações urbanas, de sistemas operacionais, padrões construtivos e
aportes tecnológicos que objetivem a redução de impactos ambientais e a economia de recursos naturais. 
18 - tratamento prioritário às obras e edificações de infraestrutura de energia, telecomunicações, abast. de água e saneamento. 

INSTRUMENTOS DA POLÍTICA URBANA

1. Planos Nacionais/Regionais/Estaduais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social;

2. Planejamento das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões;

a) Plano Diretor

b) Disciplina do parcelamento, do uso e da ocupação do solo

c) Zoneamento Ambiental

d) Plano Plurianual (PPA)


3. Planejamento
municipal: e) Diretrizes Orçamentárias e Orçamento Anual (LDO e LOA)

f) Gestão Orçamentária Participativa

g) Planos, Programas e Projetos Setoriais

h) Planos de Desenvolvimento Econômico e Social

a) Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU)


4. Institutos Tributários
b) Contribuição de melhoria
e financeiros:
c) Incentivos e benefícios fiscais e financeiros

a) Desapropriação

b) Servidão Administrativa

c) Limitações Administrativas

d) Tombamento de Imóveis ou de mobiliário urbano

e) Instituição de Unidades de Conservação (UCs)

f) Instituição de zonas especiais de interesse social (ZEIS)

g) Concessão de Direito Real de Uso

h) Concessão de uso especial para fins de moradia

i) parcelamento, edificação ou utilização compulsórios

j) Usucapião especial de imóvel urbano


5. Institutos Jurídicos e
Políticos k) Direito de Superficie

l) Direito de Preempção

m) Outorga Onerosa do Direito de Construir

n) Transferência do direito de construir

o) Operações urbanas consorciadas

p) Regularização Fundiária

q) Assistência técnica e jurídica gratuita para as comunidades e grupos sociais menos favorecidos

r) Referendo popular - PÓS e Plebiscito - PRÉ

s) Demarcação urbanística para fins de regularização fundiária

t) Legitimação de posse

6. Estudo PRÉVIO de impacto ambiental - EIA e Estudo PRÉVIO de impacto de vizinhança- EIV

§2o Nos casos de programas e projetos HIS, desenvolvidos pelo PP com atuação específica nessa área, a CDRU de imóveis públicos poderá ser
contratada coletivamente.

§3o Os instrumentos previstos que demandam dispêndio de recursos por parte do PP municipal devem ser objeto de controle social, garantida a
participação de comunidades, movimentos e entidades da sociedade civil.
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5i - PEU COMPULSÓRIOS: Lei mun. específica determinará, para solo urbano não edificado, subutilizado
ou não utilizado, devendo fixar as condições e os prazos para implementação da referida obrigação.

Considera-se subutilizado o imóvel cujo aproveitamento seja inferior ao mínimo definido no PD ou


em legislação dele decorrente;
O proprietário será notificado pelo PE municipal para o cumprimento da obrigação, devendo a notificação
ser averbada no cartório de registro de imóveis. A notificação far-se-á:

I. por funcionário do órgão competente do PP municipal, ao proprietário do imóvel ou, no caso de este
ser pessoa jurídica, a quem tenha poderes de gerência geral ou administração;

II. por edital quando frustrada, por 3x, a tentativa de notificação na forma prevista anteriormente.

Os PRAZOS para a regularização não poderão ser inferiores a:

- 1 ano, a partir da notificação, para que seja protocolado o projeto no órgão municipal competente;

- 2 anos, a partir da aprovação do projeto, para iniciar as obras do empreendimento.


Em empreendimentos de grande porte, em caráter excepcional, a lei municipal específica poderá prever a
conclusão em etapas, assegurando-se que do projeto aprovado conste o empreendimento como um todo.

A transmissão do imóvel, por ato inter vivos ou causa mortis, posterior à data da notificação, transfere as
obrigações de parcelamento, edificação ou utilização previstas, sem interrupção de quaisquer prazos.
4a - IPTU PROGRESSIVO NO TEMPO: Em caso de descumprimento das condições, o DF procederá à
aplicação do IPTU progressivo, mediante a majoração da alíquota pelo prazo de 5 anos consecutivos.

• O valor da alíquota a ser aplicado a cada ano será fixado na lei específica NÃO excederá a 2x o valor
referente ao ano anterior, respeitada a alíquota máxima de 15%.

• Caso a obrigação não seja atendida em 5 anos, o DF manterá a cobrança pela alíquota máxima (15%),
até que se cumpra a obrigação, garantida a prerrogativa de desapropriação com o pagamento em títulos.
• É vedada a concessão de isenções ou de anistia relativas à tributação progressiva.
5a - DESAPROPRIAÇÃO COM PAGAMENTO EM TÍTULOS: Decorridos 5 anos de cobrança do IPTU
progressivo sem que o proprietário tenha cumprido a obrigação de PEU, o DF poderá proceder à
desapropriação do imóvel, com pagamento em títulos da dívida pública.

Os títulos terão prévia aprovação pelo SF e serão resgatados no prazo de até 10 anos, em prestações
anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais de 6% ao a.a.

O valor real da indenização:

I – refletirá o valor da base de cálculo do IPTU, descontado o montante incorporado em função de obras
realizadas pelo PP na área onde o mesmo se localiza;

II – não computará expectativas de ganhos, lucros cessantes e juros compensatórios.

Os títulos não terão poder liberatório para pagamento de tributos.


O Município procederá ao adequado aproveitamento do imóvel no prazo máximo de 5 anos, contado
a partir da sua incorporação ao patrimônio público.
O aproveitamento do imóvel poderá ser efetivado diretamente pelo PP ou por meio de alienação ou
concessão a 3º observando-se, nesses casos, o devido procedimento licitatório.

O adquirente de imóvel tem as mesmas obrigações de parcelamento, edificação ou utilização.


PARCELAMENTO/EDIFICAÇÃO/
UTILIZAÇÃO COMPULSÓRIOS ➡ IPTU PROGRESSIVO NO TEMPO ➡ DESAPROPRIAÇÃO COM PAGAMENTO EM TÍTULOS

5j - USUCAPIÃO ESPECIAL DE IMÓVEL URBANO: Aquele que possuir como sua área ou edificação
urbana de até 250 m2 por 5 anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de
sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.

• O direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de 1x.

• O herdeiro legítimo continua, de pleno direito, a posse de seu antecessor, desde que já resida no imóvel
por ocasião da abertura da sucessão.

Os núcleos urbanos informais existentes sem oposição há mais de 5 anos e cuja área total dividida
pelo nº de possuidores seja inferior a 250m2 por possuidor são suscetíveis de serem usucapidos
coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural. O
possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido neste caso, acrescentar sua posse à de seu
antecessor, contanto que ambas sejam contínuas.

• A usucapião especial coletiva de imóvel urbano será declarada pelo juiz, mediante sentença, a qual
servirá de título para registro no cartório de registro de imóveis. Na sentença, o juiz atribuirá igual fração
ideal de terreno a cada possuidor, independentemente da dimensão do terreno que cada um ocupe,
salvo hipótese de acordo escrito entre os condôminos, estabelecendo frações ideais diferenciadas.

• O condomínio especial constituído é indivisível, não sendo passível de extinção, salvo deliberação
favorável tomada por, no mínimo, 2/3 dos condôminos, no caso de execução de urbanização posterior à
constituição do condomínio.

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• As deliberações relativas à administração do condomínio especial serão tomadas por maioria de votos
dos condôminos presentes, obrigando também os demais, discordantes ou ausentes.

Na pendência da ação de usucapião especial urbana, ficarão sobrestadas quaisquer outras ações,
petitórias ou possessórias, que venham a ser propostas relativamente ao imóvel usucapiendo.

São partes legítimas para a propositura da ação de usucapião especial urbana:

I – o possuidor, isoladamente ou em litisconsórcio originário ou superveniente;

II – os possuidores, em estado de composse;

III – como substituto processual, a associação de moradores da comunidade, regularmente constituída,


com personalidade jurídica, desde que explicitamente autorizada pelos representados.

- Na ação de usucapião especial urbana é obrigatória a intervenção do MP.


- O autor terá os benefícios da justiça e da assistência judiciária gratuita, inclusive perante o cartório de
registro de imóveis.

- A usucapião especial de imóvel urbano poderá ser invocada como matéria de defesa, valendo a
sentença que a reconhecer como título para registro no cartório de registro de imóveis.

- Na ação judicial de usucapião especial de imóvel urbano, o rito processual a ser observado é o sumário.

5k - DIREITO DE SUPERFÍCIE: O proprietário urbano poderá conceder a outrem o direito de superfície do


seu terreno, por tempo determinado ou indeterminado, mediante escritura pública registrada no cartório de
registro de imóveis. Abrange o direito de utilizar o solo, o subsolo ou o espaço aéreo relativo ao terreno,
na forma estabelecida no contrato respectivo, atendida a legislação urbanística.

• A concessão do direito de superfície poderá ser gratuita ou onerosa.


• O superficiário responderá integralmente pelos encargos e tributos que incidirem sobre a propriedade
superficiária, arcando, ainda, proporcionalmente à sua parcela de ocupação efetiva, com os encargos e
tributos sobre a área objeto da concessão do direito de superfície, salvo disposição em contrário.

• O direito de superfície pode ser transferido a 3ºs, obedecidos os termos do contrato respectivo.

• Por morte do superficiário, os seus direitos transmitem-se a seus herdeiros.

• Em caso de alienação do terreno, ou do direito de superfície, o superficiário e o proprietário,


respectivamente, terão direito de preferência, em igualdade de condições à oferta de 3ºs.

Extingue-se o direito de superfície:


I – pelo advento do termo;
II – pelo descumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo superficiário.
Extinto o direito de superfície, o proprietário recuperará o pleno domínio do terreno, bem como das
acessões e benfeitorias introduzidas no imóvel, independentemente de indenização, se as partes não
houverem estipulado o contrário no respectivo contrato. Antes do termo final do contrato, extinguir-se-á o
direito de superfície se o superficiário der ao terreno destinação diversa daquela para a qual for concedida.
A extinção do direito de superfície será averbada no cartório de registro de imóveis.

5l - DIREITO DE PREEMPÇÃO: Confere ao PP preferência para aquisição de imóvel urbano objeto de


alienação onerosa entre particulares. Lei municipal, baseada no PD, delimitará as áreas em que incidirá o
direito de preempção e fixará prazo de vigência, não superior a 5 anos, renovável a partir de 1 ano após o
decurso do prazo inicial de vigência. O direito fica assegurado durante o prazo de vigência fixado,
independentemente do nº de alienações referentes ao mesmo imóvel.

Será exercido sempre que o PP necessitar de áreas para:


I – regularização fundiária;
II – execução de programas e projetos habitacionais de interesse social;
III – constituição de reserva fundiária;
IV – ordenamento e direcionamento da expansão urbana;
V – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;
VI – criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes;
VII – criação de UCs ou proteção de outras áreas de interesse ambiental;
VIII – proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico;
A lei prevista deverá enquadrar cada área em que incidirá o direito de preempção em uma ou mais das
finalidades enumeradas.

O proprietário deverá notificar sua intenção de alienar o imóvel para que o Município, no prazo máximo de
30 dias, manifeste por escrito seu interesse em comprar. À notificação mencionada será anexada proposta
de compra assinada por 3º interessado na aquisição do imóvel, da qual constarão preço, condições de
pagamento e prazo de validade. O Município fará publicar, em órgão oficial e em pelo menos um jornal
local ou regional de grande circulação, edital de aviso da notificação recebida e da intenção de aquisição
do imóvel nas condições da proposta apresentada.Transcorrido o prazo mencionado sem manifestação,
fica o proprietário autorizado a realizar a alienação para 3ºs, nas condições da proposta apresentada.

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Concretizada a venda a 3º, o proprietário fica obrigado a apresentar ao Município, no prazo de 30 dias,
cópia do instrumento público de alienação do imóvel.

A alienação processada em condições diversas da proposta apresentada é nula de pleno direito.

Ocorrida tal hipótese, o Município poderá adquirir o imóvel pelo valor da base de cálculo do IPTU ou pelo
valor indicado na proposta apresentada, se este for inferior àquele.

5m - ODIR: O PD poderá fixar áreas nas quais o direito de construir poderá ser exercido acima do CA
básico adotado, mediante contrapartida a ser prestada pelo beneficiário.

Coeficiente de aproveitamento: É a relação entre a área edificável/área do terreno.


O PD poderá fixar CA básico único para toda a zona urbana ou diferenciado para áreas específicas dentro
da zona urbana.

O PD definirá os limites máximos a serem atingidos pelos CAs, considerando a proporcionalidade entre a
infraestrutura existente e o aumento de densidade esperado em cada área.

O PD poderá fixar áreas nas quais poderá ser permitida alteração de uso do solo, mediante contrapartida a
ser prestada pelo beneficiário - ONALT.

Lei específica estabelecerá as condições a serem observadas para a ODIR/ONALT, determinando:


I – a fórmula de cálculo para a cobrança;
II – os casos passíveis de isenção do pagamento da outorga;
III – a contrapartida do beneficiário.
Os recursos auferidos com a adoção da ODIR/ONALT serão aplicados com as finalidades previstas na lei:

I – regularização fundiária;

II – execução de programas e projetos habitacionais de interesse social;

III – constituição de reserva fundiária;

IV – ordenamento e direcionamento da expansão urbana;

V – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;

VI – criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes;

VII – criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse ambiental;

VIII – proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico;

5o - OUC: O conjunto de intervenções e medidas coordenadas pelo PP, com a participação dos
proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados, com o objetivo de alcançar em
uma área transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e a valorização ambiental.

Lei específica, baseada no PD, poderá delimitar área para aplicação de OUC.

Poderão ser previstas nas OUCs, entre outras medidas:


I – a modificação de índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo/subsolo, bem
como alterações das normas edilícias, considerado o impacto ambiental delas decorrente;

II – a regularização de construções/reformas/ampliações executadas em desacordo com a leg. vigente.

III - a concessão de incentivos a OUCs que utilizam tecnologias visando a redução de impactos
ambientais, e que comprovem a utilização, nas construções e uso de edificações urbanas, de tecnologias
que reduzam os impactos ambientais e economizem recursos naturais, especificadas as modalidades de
design e de obras a serem contempladas. 

Da lei específica que aprovar a OUC constará o plano de OUC, contendo, no mínimo:

I – definição da área a ser atingida;

II – programa básico de ocupação da área;

III – programa de atendimento econômico e social para a população diretamente afetada pela operação;

IV – finalidades da operação;

V – EIV;

VI - contrapartida a ser exigida dos proprietários, usuários permanentes e investidores privados em função
da utilização dos benefícios.

VII – forma de controle da OUC, obrigatoriamente compartilhado com representação da sociedade civil.

VIII - natureza dos incentivos a serem concedidos aos proprietários, usuários perm. e investidores privados.

Os recursos obtidos pelo PP na forma do inciso VI serão aplicados exclusivamente na própria OUC.

A partir da aprovação da lei específica, são nulas as licenças e autorizações a cargo do PP expedidas em
desacordo com o plano de OUC.

A lei específica que aprovar a OUC poderá prever a emissão de quantidade determinada de certificados
de potencial adicional de construção - CEPAC, que serão alienados em leilão ou utilizados
diretamente no pagamento das obras necessárias à própria operação. Serão livremente negociados,
mas conversíveis em direito de construir unicamente na área objeto da operação. Apresentado pedido de
licença para construir, o CEPAC será utilizado no pagamento da área de construção que supere os
padrões estabelecidos pela LUOS, até o limite fixado pela lei específica que aprovar a OUC.

Rm/au instituídas por LC, poderão ser realizadas OUC interfederativas, aprovadas por leis específicas.     

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5n - TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR: Lei baseada no PD, poderá autorizar o proprietário


de imóvel urbano, privado ou público, a exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o
direito de construir previsto, quando o referido imóvel for considerado necessário para fins de:

I – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;

II – preservação, quando o imóvel for considerado de interesse hist./ambiental/paisagístico/social ou cult;

III – servir a programas de regfund., urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda e HIS.

A mesma faculdade poderá ser concedida ao proprietário que doar ao PP seu imóvel, ou parte dele, para
os fins previstos acima. A lei referida estabelecerá as condições relativas à aplicação da TDC.

6 - EIV: Lei definirá os empreendimentos e atividades privados/públicos em área urbana que dependerão
de elaboração de EIV para obter as licenças ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento a
cargo do PP municipal.

Será executado de forma a contemplar os efeitos + e - do empreendimento/atividade quanto à qualidade


de vida da população residente na área e suas proximidades, incluindo a análise, no mínimo, do seguinte:

I – adensamento populacional;

II – equipamentos urbanos e comunitários;

III – uso e ocupação do solo;

IV – valorização imobiliária;

V – geração de tráfego e demanda por transporte público;

VI – ventilação e iluminação;

VII – paisagem urbana e patrimônio natural e cultural.

Dar-se-á publicidade aos documentos integrantes do EIV, que ficarão disponíveis para consulta, no órgão
competente do PP municipal, por qualquer interessado.

A elaboração do EIV não substitui a de EIA, requeridas nos termos da legislação ambiental.
3a - PD: Aprovado por LC, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana.
É parte integrante do processo de planejamento DISTRITAL, devendo o PPA, LDO e LOA incorporar as
diretrizes e as prioridades nele contidas. Deverá englobar o território do DF como um todo.

A lei que instituir o PD deverá ser revista, pelo menos, a cada 10 anos.
No processo de elaboração e na fiscalização de sua implementação, os PE e PL garantirão:

I – a promoção de audiências públicas e debates com a participação da população e de associações


representativas dos vários segmentos da comunidade;

II – a publicidade quanto aos documentos e informações produzidos;

III – o acesso de qualquer interessado aos documentos e informações produzidos.

A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação
da cidade expressas no PD, assegurando o atendimento das necessidades dos cidadãos quanto à
qualidade de vida, à justiça social e ao desenvolvimento das atividades econômicas, respeitadas as
diretrizes no EC.
O PD é obrigatório para cidades:

I – com + de 20 mil habitantes;

II – integrantes de rm/au;

III – onde o PP pretenda utilizar os instrumentos previstos no p.4º do art. 182 da CF88;

(…) I - parcelamento ou edificação compulsórios;


II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;
III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo SF, com prazo
de resgate de até 10 anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.
IV – integrantes de áreas de especial interesse turístico;

V – inseridas na área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental


de âmbito regional ou nacional. Nesse caso, os recursos técnicos e financeiros para a elaboração do PD
estarão inseridos entre as medidas de compensação adotadas.

VI - incluídas no cadastro nacional de Municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de


grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos. 

No caso de cidades com mais de 500 mil habitantes, deverá ser elaborado um plano de transporte
urbano integrado, compatível com o PD ou nele inserido.
Ainda, as cidades devem elaborar plano de rotas acessíveis, compatível com o PD no qual está inserido,
que disponha sobre os passeios públicos a serem implantados ou reformados pelo PP, com vistas a
garantir acessibilidade da PCD/MR a todas as rotas e vias existentes, inclusive as que concentrem os
focos geradores de maior circulação de pedestres, como os órgãos públicos e os locais de prestação de
serviços de saúde, educação, assistência social, esporte, cultura, correios e telégrafos, bancos, entre
outros, sempre que possível de maneira integrada com os sistemas de transporte coletivo de passageiros.

O PD deverá conter no mínimo:


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I – a delimitação das áreas urbanas onde poderá ser aplicado o PEU compulsórios, considerando a
existência de infraestrutura e de demanda para utilização.
II – direito de preempção, ODIR, ONALT, OUC e TDC, desta Lei;
III – sistema de acompanhamento e controle.
Além disso, o PD dos Municípios incluídos no cadastro nacional de municípios com áreas suscetíveis à
ocorrência (VI) deverá conter:   

I - parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo, de modo a promover a diversidade de usos e a


contribuir para a geração de emprego e renda;

II - mapeamento contendo as áreas suscetíveis à ocorrência;

III - planejamento de ações de intervenção preventiva e realocação de população de áreas de risco;

IV - medidas de drenagem urbana necessárias à prevenção e à mitigação de impactos de desastres; e

V - diretrizes para a regfund de assentamentos urbanos irregulares, se houver, observadas as demais


normas federais/estaduais pertinentes, e previsão de áreas para HIS por meio da demarcação de ZEIS e de
outros instrumentos de política urbana, onde o uso habitacional for permitido. 

VI - identificação e diretrizes para a preservação e ocupação das áreas verdes municipais, quando for o
caso, com vistas à redução da impermeabilização das cidades.

• A identificação e o mapeamento de áreas de risco levarão em conta as cartas geotécnicas.

• O conteúdo do PD deverá ser compatível com as disposições insertas nos planos de recursos hídricos.

• Os Municípios enquadrados em áreas suscetíveis e que não tenham PD aprovado terão o prazo de 5
anos para o seu encaminhamento para aprovação pela Câmara Municipal.

Os Municípios que pretendam ampliar o seu perímetro urbano deverão elaborar projeto específico que
contenha, no mínimo:       

I - demarcação do novo perímetro urbano; 

II - delimitação dos trechos com restrições à urbanização e dos trechos sujeitos a controle especial em
função de ameaça de desastres naturais;      

III  -  definição de diretrizes específicas e de áreas que serão utilizadas para infraestrutura, sistema viário,
equipamentos e instalações públicas, urbanas e sociais;  

IV - definição de parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo, de modo a promover a diversidade


de usos e contribuir para a geração de emprego e renda;      

V  -  a previsão de áreas para HIS por meio da demarcação de ZEIS e de outros instrumentos de política
urbana, quando o uso habitacional for permitido;      

VI - definição de diretrizes e instrumentos específicos para proteção ambiental e do patrimônio hist./cult.; e 

VII  -  definição de mecanismos para garantir a justa distribuição dos ônus e benefícios decorrentes do
processo de urbanização do território de expansão urbana e a recuperação para a coletividade da
valorização imobiliária resultante da ação do PP.

GESTÃO DEMOCRÁTICA DA CIDADE - Deverão ser utilizados, entre outros, os seguintes instrumentos:

I – órgãos colegiados de política urbana, nos níveis nacional, estadual e municipal;

II – debates, audiências e consultas públicas;

III – conferências sobre assuntos de interesse urbano, nos níveis nacional, estadual e municipal;

IV – iniciativa popular de projeto de lei e de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;

Os organismos gestores das rm/au incluirão obrigatória e significativa participação da população e de


associações representativas dos vários segmentos da comunidade, de modo a garantir o controle direto de
suas atividades e o pleno exercício da cidadania.

DISPOSIÇÕES GERAIS:
O PP municipal poderá facultar ao proprietário de área atingida pela obrigação de PEU compulsórios, a
requerimento deste, o estabelecimento de consórcio imobiliário como forma de viabilização financeira do
aproveitamento do imóvel.

Consórcio imobiliário é a forma de viabilização de planos de urbanização ou edificação por meio da


qual o proprietário transfere ao PP municipal seu imóvel e, após a realização das obras, recebe,
como pagamento, unidades imobiliárias devidamente urbanizadas ou edificadas.
O valor das unidades imobiliárias a serem entregues ao proprietário será correspondente ao valor do imóvel
antes da execução das obras, observado o valor real de indenização.

Os tributos sobre imóveis urbanos, assim como as tarifas relativas a serviços públicos urbanos, serão
diferenciados em função do interesse social.

Nos casos de programas e projetos HIS, desenvolvidos por órgãos ou entidades da Administração
Pública com atuação específica nessa área, os CDRU de imóveis públicos:
I – terão, para todos os fins de direito, caráter de escritura pública;
II – constituirão título de aceitação obrigatória em garantia de contratos de financiamentos
habitacionais.
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05 - DF Lei nº 3.877/06 - PHab/DF


Rege-se por esta Lei, observados os princípios e diretrizes estabelecidos na LODF.

Será dirigida ao meio urbano e rural, em integração com a União, com vistas à solução da carência
habitacional para TODOS os segmentos sociais, com prioridade para a população de média e baixa renda.

A ação do GDF na PHab será orientada em consonância com os PDOT e PDL, especialmente quanto:

I – oferta de lotes com infraestrutura básica;

II – incentivo para o desenvolvimento de tecnologias de construção de baixo custo;

III – implementação de sistema de planejamento para acompanhamento e avaliação de programas hab.;

IV – atendimento prioritário às comunidades localizadas em áreas de maior concentração de baixa renda,


garantido o financiamento para habitação;

V – ao estímulo e incentivo à formação de cooperativas de habitação popular;

VI – à construção de residências e à execução de programas de assentamento em áreas com oferta de


emprego, bem como ao estímulo da oferta a programas já implantados;

VII – ao aumento da oferta de áreas destinadas à construção habitacional;

VIII – ao atendimento do banco de dados dos inscritos nos programas habitacionais;

IX – ao atendimento habitacional por programa, respeitada a legislação em vigor e a demanda habitacional.

As cooperativas habitacionais de trabalhadores terão prioridade na aquisição de áreas públicas


urbanas destinadas a habitação, na forma desta Lei.
Será conferida prioridade de atendimento às famílias:
1 - com mulheres responsáveis pela unidade familiar;
2 - com pessoas com + de 60 anos ou
3 - com PCD.
Para participar de PHIS, o interessado deve atender aos seguintes requisitos:

1 – ter maioridade ou ser emancipado na forma da lei;

2 – residir no DF nos últimos 5 anos;

3 – não ser, nem ter sido proprietário, promitente comprador ou cessionário de imóvel residencial no DF;

4 – não ser usufrutuário de imóvel residencial no DF;

5 – ter renda familiar de até 12 salários mínimos.


Excetuam-se do disposto nos incisos 3 e 4:
I – propriedade anterior de imóvel residencial de que se tenha desfeito, por força de decisão judicial, ou
propriedade em comum de imóvel residencial, desde que dele se tenha desfeito, em favor do
coadquirente - há pelo menos 5 anos;

III – propriedade de imóvel residencial havido por herança/doação, em condomínio, desde que a fração
seja de até 50%;

IV – propriedade de parte de imóvel residencial, cuja fração não seja superior a 25%;

V – propriedade anterior, pelo cônjuge ou companheiro do titular da inscrição, de imóvel residencial no DF


do qual se tenha desfeito, antes da união do casal, por meio de instrumento de alienação devidamente
registrado no cartório competente;

VI – devolução espontânea de imóvel residencial havido de programa habitacional desenvolvido pelo GDF
ou por meio de instituição vinculada ao Sistema Financeiro de Hab., comprovada;

VII – nua propriedade de imóvel residencial gravado com cláusula de usufruto vitalício;

VIII – renúncia de usufruto vitalício.

De cada área destinada à HIS, serão reservados:

I – 40% para atendimento do Cadastro Geral de Inscritos da SEDUH;

II – 40% para atendimento de cooperativas ou associações habitacionais;

III – 20% para os demais programas habitacionais de interesse social.

Especificamente para lavratura de escritura, os registros cartoriais deverão constar,


preferencialmente, no nome da mulher.

Posse - As formas de posse dos imóveis públicos destinados a PHIS urbanos são:

1 – AU/PU (autorização ou permissão de uso): é admitida apenas nos casos de urgência decorrente de
situação de risco ou de calamidade pública.;

2 – CU (concessão de uso);
3 – CEU (concessão especial de uso);
4 – CDRU (concessão de direito real de uso).
A CU, a CEU ou a CDRU será usada nos casos e formas previstos na legislação federal ou distrital.
A transferência de posse de imóvel de PHIS pelo PP ao beneficiário independe de autorização legislativa.

Enquanto não houver a transferência de domínio do PP para o beneficiário, é vedado a este transferir a 3ºs
a posse de bem imóvel recebido no âmbito de PHIS do DF, salvo se autorizado pelo PE.

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Título de Domínio: O beneficiário de PHIS poderá requerer a transferência de domínio após cumpridos os
prazos estabelecidos na LODF. Os imóveis públicos destinados a PHIS serão alienados por meio de venda,
permuta ou doação, na forma da legislação.

Os bens imóveis públicos que integram PHab podem ter dispensada a sua licitação nas hipóteses de
alienação; CDRU; CU ou PU, na forma prevista no art. 17, I, “f”, da Lei 8.666/93, com a redação do art. 2º
da MP 292/06. - aplica-se também aos bens imóveis destinados aos PHab de regularização fundiária de IS.

Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente
justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e
fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na
modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos:
f) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens
imóveis residenciais construídos, destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de
regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública;
Fica o PE autorizado a estabelecer convênios com os cartórios, com o objetivo de fornecer gratuitamente
ou com redução de custos a 1º titulação dos imóveis destinados aos PHIS.

As cooperativas e associações habitacionais não enquadradas nos PHIS poderão ter programas próprios.
As cooperativas habitacionais de trabalhadores terão prioridade na aquisição de áreas públicas destinadas
à habitação. Nenhum cooperado ou associado pode beneficiar-se mais de 1x em PHab do DF.

A PHIS, observada a Lei 6.766/79 poderá adotar a progressividade na implantação de infraestrutura.

O PPA, a LDO e o LOA garantirão o atendimento das necessidades sociais por ocasião da distribuição dos
recursos para aplicação em projetos de habitação pelos agentes financeiros oficiais de fomento.

Fica proibida a emissão de cartas convocatórias para distribuição de lotes nos 3 meses que antecedem
eleição. Não se aplica aos processos em andamento que estejam previamente formalizados.

Os recursos arrecadados no âmbito dos PHab do DF constituem receita do FUNDURB.


06 - Lei nº 6.766/79 - Parcelamento de solo
Os Estados/DF/Municípios poderão estabelecer normas complementares relativas ao parcelamento do solo
municipal para adequar o previsto nesta Lei às peculiaridades regionais e locais.
PARCELAMENTO DE SOLO URBANO

Subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com abertura de novas vias de


LOTEAMENTO circulação, de logradouros públicos ou prolongamento, modificação ou ampliação de vias
existentes.

Subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com aproveitamento do sistema viário


DESMEMBRAMENTO existente, desde que não implique na abertura de novas vias e logradouros públicos, nem no
prolongamento, modificação ou ampliação dos já existentes.

LOTE: Terreno servido de infraestrutura básica cujas dimensões atendam aos índices urbanísticos
definidos pelo PD ou lei municipal para a zona em que se situe. Poderá ser constituído sob a forma de
imóvel autônomo ou de unidade imobiliária integrante de condomínio de lotes. 

Constitui loteamento de acesso controlado a modalidade de loteamento cujo controle de acesso será
regulamentado por ato do PP Municipal, sendo vedado o impedimento de acesso a pedestres ou a
condutores de veículos, não residentes, devidamente identificados ou cadastrados.

INFRAESTRUTURA BÁSICA ZHIS


INFRAESTRUTURA BÁSICA (Zonas Habitacionais de REURB
Interesse Social)

1. Escoamento das águas 1. Escoamento das águas


1. Soluções de drenagem, quando necessário;
pluviais; pluviais;

2. Abastecimento de água 2. Abastecimento de água 2. Sistema de abastecimento de água potável,


potável; potável; coletivo ou individual;

3. Vias de circulação. 3. Vias de circulação; -

4. Soluções para o 3. Sistema de coleta e tratamento do


4. Esgotamento sanitário;
esgotamento sanitário esgotamento sanitário, coletivo ou individual;

5. Energia elétrica pública e 5. Soluções para a energia


4. Rede de energia elétrica domiciliar;
domiciliar e; elétrica domiciliar.

Obs. outros equipamentos a serem definidos


6. Iluminação pública; - pelos Municípios em função das necessidades
locais e características regionais.
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SERÁ admitido PS: NÃO SERÁ admitido parcelamento de solo:

Somente para fins I - Em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de tomadas as providências
urbanos em zonas para assegurar o escoamento das águas;
urbanas, de Il - em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem
expansão urbana ou que sejam previamente saneados;
de urbanização III - em terrenos com declividade ≥ 30%, salvo se atendidas exigências específicas das
específica, assim autoridades competentes;
definidas pelo PDOT IV - em terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação;
ou aprovadas por lei V - em áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição impeça condições
municipal. sanitárias suportáveis, até a sua correção.

Os loteamentos deverão atender, pelo menos, aos seguintes requisitos:

1. as áreas destinadas a sistemas de circulação, a implantação de equipamento urbano e comunitário,


bem como a espaços livres de uso público, serão proporcionais à densidade de ocupação prevista
pelo PD ou aprovada por lei municipal para a zona em que se situem;

2. os lotes terão área mínima de 125m² e frente mínima de 5m, salvo quando o loteamento se destinar
a urbanização específica ou edificação de HIS, previamente aprovados pelos órgãos competentes;

3. ao longo das águas correntes e dormentes e das faixas de domínio público das rodovias e ferrovias,
será obrigatória a reserva de uma faixa não edificável de 15m de cada lado, salvo maiores exigências
da legislação específica;

4. as vias de loteamento deverão articular-se com as vias adjacentes oficiais, existentes ou projetadas, e
harmonizar-se com a topografia local.

Legislação municipal definirá, para cada zona em que se divida o território do Município, os usos
permitidos e os índices urbanísticos de parcelamento e ocupação do solo, que incluirão,
obrigatoriamente, as áreas mínimas e máximas de lotes e os CA máximos.  

EPC: Consideram-se comunitários os equipamentos públicos de educação, cultura, saúde, lazer etc.
EPU: Consideram-se urbanos os equipamentos públicos de abastecimento de água, serviços de
esgotos, energia elétrica, coletas de águas pluviais, rede telefônica e gás canalizado.
O PP competente poderá complementarmente exigir, em cada loteamento, a reserva de faixa non
aedificandi destinada a EPU.
No caso de lotes integrantes de condomínio de lotes, poderão ser instituídas limitações administrativas e
direitos reais sobre coisa alheia em benefício do PP, da população em geral e da proteção da paisagem
urbana, tais como servidões de passagem, usufrutos e restrições à construção de muros. 

PROJETO DE LOTEAMENTO
Antes da elaboração do projeto de loteamento, o interessado deverá solicitar ao DF que defina as diretrizes
para o uso do solo, traçado dos lotes, do sistema viário, dos espaços livres e das áreas reservadas para
EPU/EPC, apresentando, para este fim, requerimento e planta do imóvel.

O DF indicará, nas plantas apresentadas, de acordo com as diretrizes de planejamento:

I - As ruas ou estradas existentes ou projetada, que compõem o sistema viário da cidade e do município,
relacionadas com o loteamento pretendido e a serem respeitadas;

II - O traçado básico do sistema viário principal;

III - A localização aproximada dos terrenos destinados a EPU/EPC e das áreas livres de uso público;

IV - As faixas sanitárias do terreno necessárias ao escoamento das águas pluviais e as não edificáveis;

V - A zona ou zonas de uso predominante da área, com indicação dos usos compatíveis.

As diretrizes expedidas vigorarão pelo prazo máximo de 4 anos. 


Orientado pelo traçado e diretrizes oficiais, quando houver, o projeto, contendo desenhos, memorial
descritivo e cronograma de execução das obras com duração máxima de 4 anos, será apresentado ao
DF, acompanhado de certidão atualizada da matrícula da gleba, expedida pelo Cartório de Registro de
Imóveis competente, de certidão negativa de tributos municipais e do competente instrumento de garantia.

PROJETO DE DESMEMBRAMENTO
Para a aprovação de projeto de desmembramento, o interessado apresentará requerimento ao DF,
acompanhado de certidão atualizada da matrícula da gleba, expedida pelo Cartório de Registro de Imóveis
competente e de planta do imóvel a ser desmembrado contendo:

I - a indicação das vias existentes e dos loteamentos próximos;

II - a indicação do tipo de uso predominante no local;

III - a indicação da divisão de lotes pretendida na área.

Aplicam-se ao desmembramento as disposições urbanísticas vigentes para as regiões em que se situem


ou, na ausência destas, as disposições urbanísticas para os loteamentos. O DF fixará os requisitos
exigíveis para a aprovação de desmembramento de lotes decorrentes de loteamento cuja destinação da
área pública tenha sido inferior à mínima prevista nos usos permitidos e os índices urbanísticos de
parcelamento e ocupação do solo, que incluirão, as áreas mínimas e máximas de lotes e os CA máximos.

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APROVAÇÃO DO PROJETO DE LOTEAMENTO/DESMEMBRAMENTO


O projeto aprovado deverá ser executado no prazo constante do cronograma de execução, sob pena de
caducidade da aprovação. É vedada a aprovação de projeto de loteamento e desmembramento em áreas
de risco definidas como não edificáveis no PD ou em legislação dele derivada.

Lei distrital definirá os prazos para que um projeto de parcelamento apresentado seja aprovado ou
rejeitado e para que as obras executadas sejam aceitas ou recusadas.

Transcorridos os prazos sem a manifestação do PP, o projeto será considerado rejeitado ou as obras
recusadas, assegurada a indenização por eventuais danos derivados da omissão.

Quando legislação for omissa, os prazos serão de 90 dias para a aprovação ou rejeição e de 60 dias para
a aceitação ou recusa fundamentada das obras de urbanização.

Os espaços livres de uso comum, as vias e praças, as áreas destinadas a edifícios públicos e outros EPU,
constantes do projeto e do memorial, não poderão ter sua destinação alterada pelo loteador, desde a
aprovação do loteamento, salvo as hipóteses de caducidade da licença ou desistência do loteador.

Aprovado o projeto de loteamento/desmembramento, o loteador deverá submetê-lo ao registro imobiliário


dentro de 180 dias, sob pena de caducidade da aprovação.

O título de propriedade será dispensado quando se tratar de parcelamento popular, destinado às classes
de menor renda, em imóvel declarado de utilidade pública, com processo de desapropriação judicial em
curso e imissão provisória na posse, desde que promovido pela U/E/DF/M ou suas entidades delegadas,
autorizadas por lei a implantar projetos de habitação.

Nenhum lote (não loteamento) poderá situar-se em mais de uma circunscrição.


Desde a data de registro do loteamento, passam a integrar o domínio do DF: as vias e praças, os espaços
livres e as áreas destinadas a edifícios públicos e outros EPUs, constantes do projeto e do MD.

Na hipótese de parcelamento do solo implantado e não registrado, o DF poderá requerer, por meio da
apresentação de planta de parcelamento elaborada pelo loteador ou aprovada pelo DF e de declaração de
que o parcelamento se encontra implantado, o registro das áreas destinadas a uso público, que passarão
dessa forma a integrar o seu domínio.

- Não serão indenizadas as benfeitorias feitas em desconformidade com o contrato ou com a lei.

- É vedado vender ou prometer vender parcela de loteamento ou desmembramento não registrado.

- Verificado que o loteamento/desmembramento não se acha registrado ou regularmente executado ou


notificado pelo DF deverá o adquirente do lote suspender o pagamento das prestações restantes e
notificar o loteador para suprir a falta. Será nula de pleno direito a cláusula de rescisão de contrato por
inadimplemento do adquirente, quando o loteamento não estiver regularmente inscrito. O DF, se
desatendida pelo loteador a notificação, poderá regularizar loteamento/desmembramento não
autorizado/executado sem observância das determinações do ato administrativo de licença, para evitar
lesão aos seus padrões de desenvolvimento urbano e na defesa dos direitos dos adquirentes de lotes.

- O E/DF/M poderão expropriar áreas urbanas ou de expansão urbana para reloteamento,


demolição, reconstrução e incorporação, ressalvada a preferência dos expropriados para a
aquisição de novas unidades.
- São considerados de interesse público os parcelamentos vinculados a planos ou programas
habitacionais de iniciativa do DF, ou entidades autorizadas por lei, em especial as regularizações de
parcelamentos e de assentamentos.

07 - DF Lei nº 3.035/02 - PDP - Plano Diretor de Publicidade


1. Plano Piloto – RA I,
3. Lago Sul – RA XVI e
5. Candangolândia
2. Cruzeiro - RA XI, 4. Lago Norte – RA XVIII.

É o instrumento básico que orientará a instalação de meios de propaganda nas RAs citadas.
Reger-se-ão por legislação específica:

I - as propagandas veiculadas em radiodifusão, livros, jornais e outros periódicos, panfletos e internet;

II – a propaganda eleitoral;

III – propaganda colocada na fuselagem de veículos, trailers, reboques etc., aeronaves e embarcações;

IV – os meios de sinalização de trânsito, sinalização oficial e sinalização relativa à edificação.

OBJETIVOS do PDP:
I – manter a estética da paisagem urbana por meio do ordenamento da publicidade;

II - ordenar os meios de propaganda no espaço urbano de forma que não comprometam as 4 escalas
objeto de tombamento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade;

III - estabelecer parâmetros para instalação de meios de propaganda objetivando evitar os abusos e
sobreposição dos mesmos;

IV – normatizar a utilização de meios de publicidade em área pública de forma a evitar prejuízos quanto à
circulação de veículos e pedestres.

V – preservar a visibilidade do horizonte, característica fundamental na concepção da cidade.

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• área máxima de exposição: área máx. permitida de exposição para cada meio de publicidade, em m2;

• área total de exposição: somatório de todas as áreas máximas de exposição permitidas;

• campanha de interesse público: publicidade ou propaganda realizada pelo PP ou em parceria com


este, de caráter educativo, informativo ou de orientação social;

• eventos: atividades culturais, religiosas, educativas e de lazer, de caráter temporário, abertas à


população em áreas públicas ou privadas;

• faixa: é o meio de propaganda feito de tecido, destinado à pintura de publicidade ou propaganda visual
ou, ainda, à manifestação de apoio, protesto, apelo ou solidariedade;

• identificação: elemento de informação visual que identifica através do nome, denominações, logotipos
ou emblemas os bens públicos ou privados e pontos turísticos;

• meios de propaganda: são todos os elementos visuais utilizados para a divulgação de produtos,
serviços, marcas, promoções e eventos, bem como para a identificação de bens públicos e privados;

• meios de publicidade: conjunto formado pelo meios de propaganda e meios de sinalização;

• meios de sinalização: todos aqueles destinados a informar os usuários a respeito de endereçamento ou


fluxo de tráfego;

São considerados meios de propaganda, os elementos visuais utilizados para:


I – divulgação de produtos, serviços, marcas, promoções e eventos;
II - identificação de: pontos turísticos e/ou edifícios públicos ou privados;
Os meios de propaganda são classificados em função de sua:
I - fixação; II - iluminação;III - dimensão.
I. LOCAL DE FIXAÇÃO

1. NA EDIFICAÇÃO: 2. NO SOLO: 3. EM BENS MÓVEIS: 4. EM MOBILIÁRIO URBANO

a) no térreo;
a) em área pública;
a) em equipamentos utilizados a) Aplicam-se, para efeitos desta
b) nos pavimentos superiores, b) no interior do lote; nas atividades de ambulante. Lei, aos balões de eventos fixos
incluindo torre de circulação vertical;
no solo as regras referentes aos
c) nas empenas cegas;
bens móveis.
d) em marquises;

e) em galerias

f) em toldos;

g) em castelos d’água e silos;

h) no cercamento.

Podem ser afixados de forma: PARALELA, INCLINADA E PERPENDICULAR.


Os meios de propaganda afixados na EDIFICAÇÃO, poderão veicular:

I - identificação do edifício, dos órgãos ou entidades instalados na edificação;

II – identificação do estabelecimento, instalado na edificação, com ou sem patrocinador;

III – identificação coletiva dos estabelecimentos instalados na edificação;

IV - propaganda relativa a promoções e a eventos a serem realizados no local.

V - propaganda para divulgação de produtos, marcas e serviços.

Os meios de propaganda fixos no SOLO em área pública ou interior do lote poderão veicular:

I - identificação do edifício, dos órgãos ou entidades instalados na edificação;

II - identificação do estabelecimento, instalado na edificação, com ou sem patrocinador;

III - identificação coletiva dos estabelecimentos instalados na edificação;

IV - divulgação de produtos, serviços, marca, promoções;

V - divulgação de eventos realizados no local;

VI - placas de identificação obrigatórias por legislação específica.

Os meios de propaganda instalados no solo deverão conter, no mínimo, o nome e telefone da empresa responsável por sua
instalação. Ainda que instalado pelo próprio anunciante.

II. ILUMINAÇÃO (Fixados na edificação ou no solo):

1. SEM ILUMINAÇÃO -

2. ILUMINADO Um foco de luz a ele dirigido;

3. LUMINOSO Parte integrante do meio de propaganda com ou sem alternância de movimento;

4. VIRTUAL Quando a mensagem publicitária for projetada em superfície visível de logradouro público.

III. DIMENSÃO (Fixos no solo):

1. PEQUENO PORTE: < 6m²/h<4m 3. GRANDE PORTE: 20m²>35m²/h<10m

2. MÉDIO PORTE: 6m²> 20m²/h<6m 4. ESPECIAL: 35m²>70m²/h<12m

De dimensão especial fixos no solo, a área máxima de exposição de cada face não poderá ultrapassar 35m².

A altura máx. dos meios de propaganda será contada a partir da base de fixação da haste, incluindo seu comprimento.

Não se aplica o disposto neste artigo aos meios de propaganda já instalados, devidamente licenciados.
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PARÂMETROS
A definição da fixação, iluminação, distanciamento, quantidade, porte e demais parâmetros necessários
será observada conforme o disposto nesta Lei e seus Anexos.

A indicação da localização individual dos engenhos publicitários, quando em área pública, será feita pelo
órgão responsável pela jurisdição da área onde o ponto for alocado.

Na regulamentação da presente Lei pelo PP, serão observados os PDLs, as normas de edificação, uso e 
ocupação do solo e as características físicas da área.

No setor de Recreação Pública Norte e Sul e na UnB a instalação de meios de publicidade deverá respeitar
projeto específico para cada setor, que será submetido à aprovação do órgão competente de planejamento
urbano e dos órgãos de proteção ao patrimônio cultural local e federal.

Em Área Protegida pela Legislação Ambiental: Os meios de propaganda a serem instalados no interior
de UCs, deverão ter prévia anuência do órgão ambiental, conforme definido em legislação específica.

É permitida a veiculação de propaganda nos seguintes BENS MÓVEIS:

I - veículos, trailers, reboques e similares em geral, de acordo com legislação específica;

II - equipamentos utilizados nas atividades de ambulantes, fixa no próprio equipamento, de acordo com
modelo fornecido pelo órgão competente desde que este não ultrapasse o percentual de 40% da área
da superfície onde se encontra.

Os MATERIAIS utilizados na execução dos meios de publicidade deverão:


I - garantir condições de segurança ao público;
II - resistir a intempéries;
III - ter padrão mínimo de qualidade;
IV - atender às normas técnicas de construção.
PROIBIÇÕES - Nenhum meio de propaganda poderá:

I - desrespeitar os parâmetros definidos nesta Lei;

II - usar gás inflamável;

III - remover, danificar, encobrir, ser colado ou pintado, sobre outros meios de sinalização/propaganda;

IV - ter sua projeção horizontal avançando sobre a faixa de rolamento das vias ou circulação de pedestres;

V - apresentar formas ou padrões que possam ser confundidos com as placas de sinalização,
especialmente as de trânsito;

VI - ser instalado em edificações ou lotes com uso residencial exceto para veicular a sinalização oficial ou a
identificação do edifício quando se tratar de habitação coletiva;

VII - ser instalado nas fachadas da edificação correspondente aos pavimentos residenciais de lotes ou
projeções, cujo uso seja misto.

Nenhum meio de propaganda poderá apresentar CONTEÚDO que:


I - refira-se de forma desrespeitosa a pessoas, instituições, crenças ou profissões;
II - desrespeite o disposto na legislação penal brasileira.
É VEDADA a colocação de meios de propaganda de maneira a:

I - causar risco ou prejuízo à população e ao meio ambiente;

II - implicar supressão ou corte de qualquer formação vegetal inserida em APP, ou das espécies arbóreo-
arbustivas tombadas em legislação específica;

III - interferir na visibilidade da sinalização;

IV - obstruir, total ou parcialmente, áreas mínimas de ventilação e iluminação de edificações;

V - prejudicar a visibilidade dos motoristas que circulem em via pública;

VI - avançar com sua projeção além da divisa do lote ou projeção no qual estiver situado, para os meios de
propaganda fixados no solo;

VII - obstruir o trânsito de veículos, pedestres ou ciclistas;

VIII - danificar ou pôr em risco o funcionamento das redes de infraestrutura das concessionárias;

IX - localizar-se nas proximidades de redes de energia elétrica ou de telefonia, no caso de equipamento


eólico com capacidade de flutuação no ar;

X - avançar mais de 0,20m além dos limites da marquise ou galeria.

Fica PROIBIDO afixar o meio de propaganda:

I - acima das edificações, nas caixas d’água ou acima dos pavimentos superiores;

II - no solo, com altura superior a 12m;

III - em canteiros centrais;

IV - na forma de cavaletes, em área pública,

V - em árvores ou arbustos;

VI - em APP, conforme definido em legislação específica;

VII - em monumentos públicos, esculturas, fontes ou mastros;

VIII - em interseções ou rótulas de vias urbanas e rodovias, exceto quando sinalização de trânsito;

IX - em linhas e postes de transmissão ou em qualquer equipamento ou objeto de sinalização;

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X - nos dutos de abastecimento de água ou hidrantes;

XI - em distância inferior a 50m da cabeceira de pontes, viadutos, elevados ou vias sobrepostas;

XII - em trevos, passagens de nível, viadutos, pontes, passarelas, túneis, muretas ou grades de proteção
das rodovias ou ferrovias e metrovias;

XIII - em alambrados, cercas ou muros de áreas, logradouros ou edifícios públicos, salvo se lei permitir;

XIV - nas zonas de aproximação de aeronaves, para os meios de propaganda com capacidade de
flutuação no ar presos ao solo.

Fica proibida a instalação de FAIXAS em área pública:


I - nos locais acima mencionados;
II - nas faixas de domínio do Sistema Rodoviário do DF;
PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

Cabe ao órgão competente analisar os projetos e as características da instalação dos meios de
propaganda quanto à sua adequação aos parâmetros dispostos nesta Lei. A juízo do órgão poderão ser
solicitados laudos técnicos sobre a segurança das instalações do meio de propaganda.

O projeto em área urbana pública ou privada será submetido a exame no órgão para aprovação.

O projeto aprovado tem validade de 2 anos contados a partir da data da aprovação se não licenciado.

A aprovação apenas do projeto de meio de propaganda fixo em edificação, em separado do projeto de


arquitetura não configura autorização para instalação do mesmo. Os projetos de arquitetura da edificação
submetidos à aprovação poderão conter a indicação dos locais destinados à veiculação da propaganda.

Ficam dispensados da aprovação do projeto, os meios de propaganda veiculados em faixas.


O projeto dos meios de propaganda encaminhado ao órgão, que apresente divergências com relação à
legislação vigente, será objeto de comunicado de exigência ao interessado. Deverá ser atendido no prazo
máximo de 30 dias, contado a partir da data de ciência sob pena de arquivamento do processo. Deste,
constarão os dispositivos desta Lei não cumpridos em cada exigência formulada. O pedido será indeferido
caso persista a mesma irregularidade após a emissão de 3 comunicados de exigência. Cumpridas as
exigências, o órgão competente terá o prazo máximo de 8 dias para apreciação do projeto, respeitado o
detalhamento estabelecido na regulamentação. A contagem do prazo será reiniciada a partir da data do
cumprimento das exigências objeto da comunicação.

Pode o interessado fazer pedido de reconsideração, no prazo máximo de 30 dias, contados da data da
ciência do indeferimento da solicitação, sob pena de arquivamento do processo. A resposta do órgão à
solicitação de reconsideração do interessado será encaminhada no prazo máximo de 30 dias.

Os meios de propaganda de que trata esta Lei só podem ser instalados após a obtenção de licenciamento
no órgão, salvo disposição expressa em contrário contida nesta Lei.

O licenciamento dos meios de propaganda poderá ser feito por:


I - autorização, concessão ou permissão, quando se tratar de área pública;
II - licença, quando se tratar de área privada.
Autorização: será concedida em caráter precário e com prazo previamente estipulado. Poderá ser
revogada a qualquer tempo, por conveniência do PP ou interesse público, independentemente de
ressarcimento/indenização.

Permissão/Concessão de uso: será sempre precedida de licitação pública nos termos da Lei. O GDF
poderá rescindir o contrato referido, nos casos de inadimplemento parcial ou total do mesmo ou de
interesse público justificado. Implicará cancelamento do licenciamento.

A exploração dos meios de propaganda em quaisquer bens privados que forem visíveis de
logradouros públicos dependem de licenciamento do órgão competente.
O licenciamento de que trata esta Lei terá os seguintes PRAZOS DE VALIDADE:

I - para a instalação dos meios de propaganda na edificação ou no interior do lote, o prazo de validade terá
vigência coincidente com o licenciamento;

II - para instalação de faixas em área pública será de 7 dias;

III - em bem móvel, nos termos da legislação específica.

Consideram-se licenciados pelo PP os meios de propaganda:


I - previstos nos projetos de arquitetura aprovados pelo órgão competente;
II - utilizados em contratos de publicidade com o GDF, desde que atendidas as exigências desta Lei.
Ficam DISPENSADOS de licenciamento os meios de propaganda:
I - instalados no interior de canteiro de obras, cercamentos e tapumes quando se referirem aos
empreendimentos construídos no local;

II - placas de identificação dos profissionais da obra, quando instaladas no canteiro de obras;

III - localizados no interior das edificações, quando não visíveis de logradouro público;

IV - utilizados em assembléias ou manifestações populares;

V - relativos à identificação do edifício, órgãos/entidades instalados na edificação, conforme o disposto;

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VI - fixos nos cercamentos de estabelecimentos de ensino público e centros esportivos públicos, quando
se referirem às atividades específicas exercidas no local;

VII - referente a empreendimentos/campanhas de interesse público promovidas pelo PP;

VIII - aqueles já previstos nos MDs dos setores.

O órgão poderá reservar a si o direito de exigir até 10% da área de instalação de meio de propaganda
licenciada para veicular propaganda de interesse público, quando se tratar de área pública.

Ficam dispensados de constituir processo individual de licenciamento os meios de propaganda:

I - objetos de concessão ou permissão;


II - que integrarem uma mesma unidade imobiliária;

III – de propriedade de um mesmo interessado.

O licenciamento para instalação de meio de propaganda em área pública, poderá ser, a qualquer
tempo, mediante decisão fundamentada, por ato da autoridade concedente:
I - revogado, atendendo a relevante interesse público, com base na legislação vigente, ouvidos os órgãos;

II - cassado, em caso de desvirtuamento da finalidade do documento concedido;

III - anulado, em caso de comprovação de ilegalidade ou irregularidade no procedimento de licenciamento


ou na documentação apresentada ou expedida.

Os meios de propaganda ficam submetidos, ao pagamento dos seguintes PREÇOS públicos:


I - por interferência visual;
II - por ocupação de área pública.
O preço será cobrado da pessoa física ou jurídica licenciada para exploração do meio de propaganda.

Para os meios de propaganda objetos desta Lei instalados em área pública será cobrado
cumulativamente o preço por interferência visual e o preço por ocupação de área pública.
Para o cálculo do preço público por interferência visual, multiplicar-se-á a área total de exposição do meio
de propaganda pelo preço estabelecido no Anexo XII, desta Lei.

Para fins de licenciamento dos meios de propaganda instalados em área pública será tomado por base o
preço mínimo estabelecido no Anexo XIII.

Para os meios de propaganda localizados nas faixas de domínio de rodovias e ferrovias, o preço mínimo
será multiplicado por um fator variável conforme as categorias das rodovias, considerando o Volume Médio
Diário - VMD - de tráfego, a ser definido na regulamentação desta Lei.

Ficam dispensados do pagamento dos preços públicos fixados os meios de propaganda:

I - fixos nos muros de estabelecimentos de ensino público e centros esportivos públicos, quando
veicularem somente propaganda relativa às atividades específicas exercidas no local;

II - veiculados em eventos oficiais ou em parceria com o PP;

III - que veiculem propaganda oficial;

IV - veiculados por meio de faixas;

V - na edificação ou fixos no solo, no interior do lote ou projeções que veiculem:

a) a identificação do edifício, dos órgãos ou entidades instalados na edificação;

b) a identificação do estabelecimento ou propaganda relativa à atividade desenvolvida no local;

VI - localizados nos canteiros de obras ou nas fachadas dos estandes de vendas que veiculem somente
propaganda relativa ao empreendimento ali realizado, referentes à construtora e à incorporação.

VII - placas obrigatórias em função de legislação específica;

VIII - localizados no interior da edificação, quando não visíveis de logradouro público;

IX - utilizados em assembléias ou manifestações populares.

INFRAÇÕES E PENALIDADES
A autoridade pública que tiver ciência da ocorrência de infração na sua área de atuação deverá promover a
apuração imediata, sob pena de responsabilidade. Será considerado corresponsável o servidor público ou
qualquer pessoa, física ou jurídica, que obstruir o processo de apuração da infração.

Os encargos e as sanções previstos nesta Lei serão impostos à pessoa física ou ao responsável pela
pessoa jurídica licenciada para exploração do meio de propaganda. Caso o meio de propaganda não
possua o licenciamento previsto, os encargos e sanções desta Lei serão aplicados à pessoa física ou ao
responsável pela pessoa jurídica que esteja fazendo uso do meio de propaganda.

Os responsáveis por infrações serão punidos, de forma isolada ou cumulativa, sem prejuízo das sanções
civis e penais cabíveis, com as seguintes PENALIDADES:
I - advertência;

II - multa;

III - cancelamento do licenciamento;

IV - determinação de retirada do meio de propaganda;

V - apreensão do meio de propaganda;

VI - demolição do meio de propaganda;

VII - cancelamento do alvará de funcionamento do infrator.


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A ADVERTÊNCIA será aplicada pelo responsável pela fiscalização por meio de notificação, na qual
constará o prazo para correção da infração. O prazo referido neste artigo será de, no máximo, 20 dias,
podendo ser prorrogado, desde que devidamente justificado.

A MULTA será aplicada, mediante AI, emitido pelo responsável pela fiscalização nos seguintes casos:

I - por descumprir o disposto nesta Lei e sua regulamentação;

II - por descumprir os termos da advertência no prazo estipulado;

III - por falsidade de declarações apresentadas ao órgão responsável pelo licenciamento;

IV - por desacato ao responsável pela fiscalização;

V - por descumprimento da notificação de retirada.

Deverão ser impostas em dobro ou de forma cumulativa, se ocorrer reincidência ou infração continuada.

Infrator reincidente aquele autuado +1x no período de 12 meses, independentemente da infração cometida.

Considera-se infração continuada a manutenção ou omissão do fato que gerou a autuação, dentro do
período de 7 dias, tornando o infrator incurso em multas cumulativas pelo mesmo período, impostas pelo
responsável pela fiscalização.

Os danos não sanados pelo particular no prazo determinado serão executados pelo PP, sendo cobrado do
responsável o valor do serviço executado acrescido de taxa de administração de 10%.

O licenciamento será CANCELADO nos casos de:

I - instalação do meio de propaganda em desacordo com o licenciamento;

II - o infrator deixar de sanar irregularidades pelas quais foi notificado.

Será determinada a RETIRADA do meio de propaganda nos casos em que:

I - estiver em desacordo com os parâmetros definidos nesta Lei;

II - estiver em mau estado de conservação e não puder ser reparado.

A APREENSÃO dos meios de propaganda dar-se-á nos seguintes casos:

I - se não for cumprida as determinações estabelecidas;

II - se estiver em desacordo quanto ao local de fixação;

III - se veicular conteúdos proibidos ou não permitidos para o local;

IV - por exigências não sanadas.

A apreensão de materiais ou equipamentos provenientes de instalação de meio de propaganda irregular


será efetuada pelo responsável pela fiscalização, que providenciará a respectiva remoção para depósito
público ou para o local determinado pelo órgão competente. A devolução condiciona-se:

I - à comprovação de propriedade;

II - ao pagamento das multas provenientes do descumprimento desta Lei, bem como demais taxas afetas;

III - ao pagamento das despesas de apreensão, constituídas pelos gastos efetivamente realizados com
remoção, transporte e depósito.

A DEMOLIÇÃO total ou parcial do meio de propaganda será imposta ao infrator quando se tratar de
instalação em desacordo com a legislação e não for possível sua apreensão.

O infrator será comunicado a efetuar a demolição no prazo de até 7 dias, exceto quando a construção
ocorrer em área pública, na qual cabe ação imediata. Caso o infrator não proceda à demolição no prazo
estipulado, esta será executada pela AR em até 15 dias, sob pena de responsabilidade.

O CANCELAMENTO DO ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO do infrator ocorrerá na reincidência das


infrações estabelecidas.
A autoridade que conhecer do recurso analisá-lo-á e ao auto de infração, levando em conta:

I - a existência dos fatos alegados;

II - os parâmetros desta Lei.

É de 15 dias o prazo para proferir decisão relativa ao recurso apresentado.

Todos os prazos fixados nesta Lei são expressos em dias corridos contados a partir do 1º dia útil
subsequente ao fato.

08 - DL 25/37 - Organiza a Proteção do Patrimônio Hist/Art. Nacional


I - DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL
Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no
país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história
do Brasil, quer por seu excepcional valor: arqueológico; etnográfico; bibliográfico e artístico.
Os bens só serão considerados parte integrante do patrimônio histórico ou artístico nacional, depois de
inscritos separada ou agrupadamente num dos 4 Livros do Tombo.
Equiparam-se aos bens referidos e são também sujeitos a tombamento os monumentos naturais, bem
como os sítios e paisagens que importe conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido
dotados pela natureza ou agenciados pela indústria humana.
Excluem-se do patrimônio histórico e artístico nacional as obras de origem estrangeira:
1. que pertençam às representações diplomáticas ou consulares acreditadas no país;
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 26 de 148

2. que adornem quaisquer veículos pertencentes a empresas estrangeiras, que façam carreira no país;
3. que se incluam entre os bens referidos no art. 10 da Introdução do CC, e que continuam sujeitas à lei
pessoal do proprietário;
4. que pertençam a casas de comércio de objetos históricos ou artísticos;
5. que sejam trazidas para exposições comemorativas, educativas ou comerciais:
6. que sejam importadas por empresas estrangeiras expressamente para adorno dos respectivos
estabelecimentos.
As obras mencionadas nas alíneas 4 e 5 terão guia de licença para livre trânsito, fornecida pelo IPHAN.
II - DO TOMBAMENTO - O IPHAN possuirá 4 Livros do Tombo:
1. LT Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, as coisas pertencentes às categorias de arte
arqueológica, etnográfica, ameríndia e popular - ARETPA;

2. LT Histórico, as coisas de interesse histórico e as obras de arte histórica - HIST;


3. LT das Belas Artes, as coisas de arte erudita, nacional ou estrangeira - BA;
4. LT das Artes Aplicadas, as obras que se incluírem na categoria das artes aplicadas, nacionais ou
estrangeiras - ARAP.
Cada um dos LT poderá ter vários volumes. O tombamento dos bens pertencentes à U/E/M/DF se fará de
ofício, por ordem do diretor do IPHAN, mas deverá ser notificado à entidade a quem pertencer, ou sob cuja
guarda estiver a coisa tombada, a fim de produzir os efeitos necessários.
O tombamento de coisa pertencente à pessoa natural ou à pessoa jurídica de direito privado se fará
voluntária ou compulsoriamente.
Proceder-se-à ao tombamento voluntário sempre que o proprietário o pedir e a coisa se revestir dos
requisitos necessários para constituir parte integrante do patrimônio histórico e artístico nacional, a juízo do
Conselho Consultivo do IPHAN, ou sempre que o mesmo proprietário anuir, por escrito, à notificação, que
se lhe fizer, para a inscrição da coisa em qualquer dos LT.
Proceder-se-á ao tombamento compulsório quando o proprietário se recusar a anuir à inscrição da coisa.
O tombamento compulsório se fará de acordo com o seguinte processo:
O IPHAN, por seu órgão competente, notificará o proprietário para anuir ao tombamento, dentro do prazo
de 15 dias, a contar do recebimento da notificação, ou para, si o quiser impugnar, oferecer dentro do
mesmo prazo as razões de sua impugnação. No caso de não haver impugnação dentro do prazo assinado,
que é fatal, o diretor do IPHAN mandará por simples despacho que se proceda à inscrição da coisa no
competente LT. Se a impugnação for oferecida dentro do prazo assinado, far-se-á vista da mesma, dentro
de outros 15 dias fatais, ao órgão de que houver emanado a iniciativa do tombamento, a fim de sustentá-
la. Em seguida, independentemente de custas, será o processo remetido ao CC do IPHAN, que proferirá
decisão a respeito, dentro do prazo de 60 dias, a contar do seu recebimento.

Dessa decisão não caberá recurso.


O tombamento dos bens será considerado provisório ou definitivo, conforme o respectivo processo
iniciado pela notificação ou concluído pela inscrição dos referidos bens no LT.
III - DOS EFEITOS DO TOMBAMENTO
As coisas tombadas que pertençam à U/E/M/DF, inalienáveis por natureza, poderão ser transferidas uma à
outra das referidas entidades. Transferidas, o adquirente deve dar imediato conhecimento ao IPHAN.
A alienabilidade das obras históricas ou artísticas tombadas, de propriedade de pessoas naturais ou
jurídicas de direito privado sofrerá as restrições constantes da presente lei.
O tombamento definitivo dos bens de propriedade particular será, por iniciativa do órgão competente do
IPHAN, transcrito para os devidos efeitos em livro a cargo dos oficiais do registro de imóveis e
averbado ao lado da transcrição do domínio.
No caso de transferência de propriedade dos bens, deverá o adquirente, dentro do prazo de 30 dias,
sob pena de multa de 10% sobre o respectivo valor, fazê-la constar do registro, ainda que se trate de
transmissão judicial ou causa mortis. Na hipótese de deslocamento de tais bens, deverá o proprietário,
dentro do mesmo prazo e sob pena da mesma multa, inscrevê-los no registro do lugar para que tiverem
sido deslocados. A transferência deve ser comunicada pelo adquirente, e o deslocamento pelo
proprietário, ao IPHAN, dentro do mesmo prazo e sob a mesma pena.
A coisa tombada não poderá sair do país, senão por curto prazo, sem transferência de domínio e para fim
de intercâmbio cultural, a juízo do CC do IPHAN. Tentada, a exportação, para fora do país, da coisa
tombada, será esta sequestrada pela U/E em que se encontrar. Apurada a responsabilidade do proprietário,
ser-lhe-á imposta a multa de 50% do valor da coisa, que permanecerá sequestrada em garantia do
pagamento, e até que este se faça. No caso de reincidência, a multa será elevada ao dobro. A pessoa
que tentar a exportação de coisa tombada, além de incidir na multa, incorrerá, nas penas cominadas no
Código Penal para o crime de contrabando.
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No caso de extravio/furto de qualquer objeto tombado, o respectivo proprietário deverá dar conhecimento
do fato ao IPHAN, dentro do prazo de 5 dias, sob pena de multa de 10% sobre o valor da coisa.
As coisas tombadas não poderão ser destruídas, demolidas ou mutiladas, nem, sem prévia autorização,
ser reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena de multa de 50% do dano causado. Tratando-se de
bens pertencentes á U/E/M/DF, a autoridade responsável pela infração incorrerá pessoalmente na multa.
Sem prévia autorização do IPHAN, não se poderá, na vizinhança da coisa tombada, fazer construção que
lhe impeça ou reduza a visibilidade, nem nela colocar anúncios ou cartazes, sob pena de ser mandada
destruir a obra ou retirar o objeto, impondo-se neste caso a multa de 50% do valor do mesmo objeto.
O proprietário que não dispuser de recursos para proceder às obras de conservação e reparação que a
mesma requerer, levará ao conhecimento do IPHAN a necessidade das mencionadas obras, sob pena de
multa correspondente ao dobro da importância em que for avaliado o dano sofrido pela mesma coisa.
Recebida a comunicação, e consideradas necessárias as obras, o diretor do IPHAN mandará executá-las,
a expensas da União, devendo as mesmas ser iniciadas dentro do prazo de 6 meses, ou providenciará
para que seja feita a desapropriação da coisa. À falta de qualquer das providências, poderá o
proprietário requerer que seja cancelado o tombamento.    Caso haja urgência na realização de obras e
conservação ou reparação em qualquer coisa tombada, poderá o IPHAN tomar a iniciativa de projetá-las e
executá-las, a expensas da União, independentemente da comunicação por parte do proprietário.
As coisas tombadas ficam sujeitas à vigilância permanente do IPHAN, que poderá inspecioná-los sempre
que for julgado conveniente, não podendo os respectivos proprietários ou responsáveis criar obstáculos à
inspeção, sob pena de multa, elevada ao dobro em caso de reincidência.
Os atentados cometidos contra os bens são equiparados aos cometidos contra o patrimônio nacional.
V - DISPOSIÇÕES GERAIS
O PE providenciará a realização de acordos entre a U/E, para melhor coordenação e desenvolvimento das
atividades relativas à proteção do patrimônio histórico e artístico nacional e para a uniformização da
legislação estadual complementar sobre o mesmo assunto.
O IPHAN procurará entendimentos com as autoridades eclesiásticas, instituições científicas, históricas ou
artísticas e pessoas naturais o jurídicas, com o objetivo de obter a cooperação em benefício do patrimônio
histórico e artístico nacional.
Os negociantes de antiguidades, de obras de arte de qualquer natureza, de manuscritos e livros antigos ou
raros são obrigados a um registro especial no IPHAN, cumprindo-lhes apresentar semestralmente ao
mesmo relações completas das coisas que possuírem.
Sempre que os agentes de leilões tiverem de vender objetos tombados deverão apresentar a respectiva
relação ao órgão do IPHAN, sob pena de incidirem na multa de 50% sobre o valor dos objetos vendidos.
Nenhum objeto de natureza idêntica à dos referidos desta lei poderá ser posto à venda pelos comerciantes
ou agentes de leilões, sem que tenha sido previamente autenticado pelo IPHAN, ou por perito em que o
mesmo se louvar, sob pena de multa de 50% sobre o valor atribuído ao objeto.
A autenticação será feita mediante o pagamento de taxa de peritagem de 5% sobre o valor da coisa, se
este for inferior ou equivalente, e de mais 5 mil réis por conto de réis ou fração, que exceder.

- O Poder Legislativo pode editar ato normativo tombando determinado bem?


O tombamento é ato tipicamente administrativo, através do qual o PP, depois de concluir formalmente no
sentido de que o bem integra o patrimônio público nacional, intervém na propriedade para protegê-lo de
mutilações e destruições. Trata-se de atividade administrativa, e não legislativa. Além do mais, o
tombamento só é definido após processo administrativo no qual, frequentemente, há conflito de interesses
entre o Estado e o particular. Por exceção, é possível que o intuito protetivo se origine da própria CF88, e
em tal situação o tombamento será instituído pela própria norma constitucional. Assim, não cabe ao PL
propor ato normativo que vise ao tombamento de determinado bem, eis que é ato tipicamente adm., a ser
emanado especificamente em relação a um determinado bem e, exatamente por isto, pelo PE.

Lembrando que os atos normativos possuem caráter genérico e, portanto, incompatível com a
individualização e concretude do procedimento de tombamento. Ato do PL, alterando tombamento
concretamente fixado por ato do PE, seria incompatível com o princípio da harmonia entre os Poderes.
- Poderá “ente menor” tombar bem de “ente maior”? Pode o Município tombar um bem da União?
O parágrafo 2º, do artigo 2º, do DL 3.365/41 estabelece que:

ß2º Os bens do domínio dos E/M/DF/Territórios poderão ser desapropriados pela União, e os dos Municípios pelos
Estados, mas, em qualquer caso, ao ato deverá preceder autorização legislativa.
O STJ concluiu que o Município não poderia desapropriar um bem da União ou de um Estado:

A Lei é explícita ao autorizar os Estados a desapropriarem bens do Município, mas, implicitamente,


veda o inverso. Desse modo, deve ser aplicado, por analogia, o entendimento adotado pelo STJ no
sentido de que "... vedado ao Município desapropriar bens de propriedade da União ou de suas
autarquias e fundações, sem prévia autorização, por decreto, do Presidente da República.”
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DL 25/37 - Art. 22. Em face da alienação onerosa de bens tombados, pertencentes a pessoas naturais ou a pessoas
jurídicas de direito privado, a União, os Estados e os municípios terão, nesta ordem, o direito de preferência.
CPC Art. 1.072. Revogam-se:
I - o art. 22 do Decreto-Lei no 25, de 30 de novembro de 1937;
O Novo CPC revogou expressamente o direito de preferência legal previsto em relação aos bens
tombados. E as bancas tem cobrado demasiadamente este ponto: Não vigora mais no direito brasileiro
a exigência do direito de preferência à União, Estados e Municípios na aquisição de bens tombados.

A doutrina cita 3 outros instrumentos hábeis à proteção do patrimônio cultural:

1. O direito de petição, previsto no artigo 5º, inciso XXXIV, “a”, da CF, dada a possibilidade de os
particulares provocarem o PP diretamente acerca de ilegalidades;

2. Ação Popular, prevista no artigo 5º, inciso LXXIII, da CF e regulada pela Lei 4.717/65, a ser proposta
pelo cidadão para anulação de atos lesivos ao patrimônio público, inclusive o patrimônio cultural;

3. Ação Civil Pública, prevista na Lei 7.347/85 para a proteção de direitos difusos e coletivos da
coletividade. Destaca-se, nesta lei, o artigo 1º, inciso III que assim está redigido:

Art. 1º Regem-se pelas disposições desta Lei, sem prejuízo da ação popular, as ações de responsabilidade por danos
morais e patrimoniais causados:
III – a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
O EC prevê a necessidade de o desenvolvimento urbano respeitar a proteção, a preservação e a
recuperação do patrimônio cultural. Trata-se, inclusive, de diretriz geral da política urbana:

XII – proteção, preservação e recuperação do meio ambiente natural e construído, do patrimônio cultural, histórico,
artístico, paisagístico e arqueológico;
O patrimônio cultural, histórico, artístico, paisagístico e arqueológico também deve ser cuidado com
atenção pelas ações de política urbana. Trata-se de bens que, da mesma forma que o meio ambiente,
estão sob tutela constitucional, conforme consta do art. 216 e parágrafos da CF. Um dos aspectos mais
relevantes dessa proteção, quanto à política urbana, é a de impedir que a especulação imobiliária e outros
interesses privados acabem por causar a destruição de tais valores, sobretudo porque a destruição
frequentemente se afigura irreversível. Assim, os Municípios que pretendam ampliar o seu perímetro urbano
após abril de 2012 – data da alteração do EC – deverão elaborar projeto específico que contenha a
definição de diretrizes e instrumentos para proteção do patrimônio cultural.

Art. 42-B. Os Municípios que pretendam ampliar o seu perímetro urbano após a data de publicação desta Lei deverão
elaborar projeto específico que contenha, no mínimo:
VI - definição de diretrizes e instrumentos específicos para proteção ambiental e do patrimônio histórico e cultural;

09 - BSB Revisitada - Decreto n° 10.829/87


Regulamenta o art. 38 da Lei n° 3.751, de 13 de abril de 1960, no que se refere à preservação da concepção urbanística de Brasília.
I - Do Plano Piloto e sua concepção urbanística
Entende-se por Plano Piloto de Brasília a concepção urbana da cidade, conforme definida na planta escala
1/20.000 e no MD e respectivas ilustrações que constituem o projeto de autoria do Arq. Lúcio Costa,
escolhido como vencedor pelo júri internacional do concurso para a construção da nova Capital do Brasil.

A realidade físico-territorial correspondente ao Plano Piloto, deve ser entendida como conjunto urbano
construído em decorrência daquele projeto e cujas complementações, preservação e eventual expansão
devem obedecer às recomendações expressas no texto intitulado Brasília Revisitada e respectiva planta
em escala 1/25.000, e que constituem os anexos I e II deste Decreto. É delimitado:

• Leste: pela orla do Lago Paranoá;

• Oeste pela EPIA;

• Sul: pelo Córrego Vicente Pires e

• Norte: pelo Córrego Bananal, considerada entorno direito dos dois eixos que estruturam o Plano Piloto.

A manutenção do Plano Piloto será assegurada pela preservação das características essenciais de 4
escalas distintas que traduz a concepção urbana da cidade: monumental, residencial, gregária e bucólica.

1 - MONUMENTAL
Concebida para conferir à cidade a marca de efetiva capital do País, está configurada no Eixo Monumental,
desde a P3P até a Praça do Buriti e para a sua preservação serão obedecidas as seguintes disposições;

I — A P3P fica preservada tal como se encontra nesta data, no que diz respeito aos Palácios do Planalto e
do STF, ao CN, bem como aos elementos escultórios que a complementam, inclusive o Panteón, a Pira e
Monumento ao Fogo Simbólico, construídos fora da Praça, mas que se constituem parte integrante dela;

II — Também ficam incluídas para preservação as sedes vizinhas dos Palácios do Itamaraty e da Justiça,
referências integradas da Arquitetura de Oscar Niemeyer na P3P;

III - Os terrenos do canteiro central verde são considerados non aedificandi nos trechos compreendidos
entre o CN e a Plataforma Rodoviária e, entre esta e a Torre de Televisão e, no Trecho entre a Torre de
Televisão e a Praça do Buriti, excetuada as áreas destinadas ao Setor de Divulgação Cultural, descritas no
Memorial arquivado no Cartório de Registro de Imóveis.

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IV — A Esplanada dos Ministérios, ao Sul e ao Norte do canteiro central, à excessão da Catedral de


Brasília, será de uso exclusivo dos Ministérios Federais, sendo entretanto admitida, tal como consta do
Plano Piloto, edificação de acréscimos com um pavimento em nível de mezanino e sobre pilotis, para
instalação de pequeno comércio e serviços de apoio aos servidores, no espaço compreendido entre o
meio dos blocos e a escada externa posterior;

V — As áreas compreendidas entre a EM e a Plataforma Rodoviária, ao Sul e ao Norte do canteiro central,


e que constituem os Setores Culturais Sul e Norte, destinam-se a construções públicas de caráter cultural.

Quaisquer modificações físicas nas áreas preservadas nos incisos I, II e III deste artigo, serão submetidas à
audiência do IPHAN e à prévia aprovação do CAUMA.

2 - RESIDENCIAL
Proporcionando uma nova maneira de viver, própria de Brasília, está configurada ao longo das alas Sul e
Norte do Eixo Rodoviário-Residencial e para a sua preservação serão obedecidas:

I — Cada Superquadra, nas alas Sul e Norte, contará com um único acesso para transporte de automóvel e
será cercada, em todo o seu perímetro, por faixa de 20m de largura com densa arborização;

II — Nas duas alas, Sul e Norte, nas sequências de Superquadras numeradas de 102 a 116, de 202 a 216 e
de 302 a 316, as unidades de habitações conjuntas terão 6 pavimentos, sendo edificadas sobre piso térreo
em pilotis, livre de quaisquer construções que não se destinem a acessos e portarias;

III — Nas duas alas, Sul e Norte, nas sequências de Superquadras duplas numeradas de 402 a 416, as
unidades de habitações conjuntas terão 3 pavimentos, edificadas sobre pisos térreos em pilotis livres de
quaisquer construções que não se destinem a acessos e portarias;

IV — Em todas as SQ a taxa máxima de ocupação para a totalidade das unidades de habitação


conjunta é de 15% da área do terreno compreendido pelo perímetro externo da faixa verde;
V — Em todas as SQ só será permitida a venda das projeções dos edifícios, permanecendo de domínio
público a área remanescente;

VI — Além das unidades de habitações conjuntas serão previstas e permitidas pequenas edificações de
uso comunitário;

VII — Na ala Sul os comércios locais correspondentes a cada Superquadra deverão sempre ser edificados
na situação em que se encontram na data da edição do presente Decreto.

VIII — As áreas denominadas Entrequadras, destinam-se a edificações para atividades de uso comum e de
âmbito adequado às áreas de vizinhança próximas, como: ensino, esporte, recreação, culturais e religiosas.

O sistema viário que serve às SQ manterá os acessos existentes e as interrupções nas vias L-l e W-l,
conforme se verifica na ala Sul, devendo ser o mesmo obedecido na ala Norte.

Nos setores de Habitação Individual Sul e Norte, só serão admitidas edificações para uso residencial
unifamiliar, bem como comércio local e equipamentos de uso comunitário, nos termos em que se configura
a escala residencial neste capítulo.

3 - GREGÁRIA
A escala gregária com que foi concebido o centro de Brasília, em torno da intersecção dos eixos
monumental e rodoviário, fica configurada na Plataforma Rodoviária, e nos setores de Diversões,
Comerciais, Bancários, Hoteleiros, Médico-Hospitalares, de Autarquia e de Rádio e Televisão Sul e Norte.

Para a preservação da escala gregária serão obedecidas as seguintes disposições:

I — A Plataforma Rodoviária será preservada em sua integridade estrutural e arquitetônica original,


incluindo-se nessa proteção as suas praças atualmente implantadas defronte aos setores de Diversões;

II — Os SD Sul/Norte serão mantidos com a atual cota máxima de coroamento, servindo as respectivas
fachadas voltadas para a Plataforma Rodoviária, em toda a altura de campo livre, para instalação de
painéis luminosos de reclame, permitindo-se o uso misto de cinemas, teatros e casas de espetáculos, bem
como restaurantes, cafés, bares, comércio de varejo e outros que propiciem o convívio público;

III — Nos demais setores referidos o gabarito não será uniforme, sendo que nenhuma edificação poderá
ultrapassar a cota máxima de 65 m, sendo permitidos os usos indicados pela denominação dos setores
de forma diversificada, ainda que se mantenham as atividades predominantes preconizadas pelo Memorial.

Nos Setores de Autarquias Sul e Norte haverá a predominância de edificações destinadas ao uso do Poder
Público com a observância da proporção de, no mínimo, 51% para ocupação pelo setor público.

4 - BUCÓLICA
Confere à Brasília o caráter de cidade-parque, configurada em todas as áreas livres, contíguas a terrenos
atualmente edificados ou institucionalmente previstos para edificação e destinadas à preservação
paisagística e ao lazer, será preservada observando-se:

São consideradas áreas non aedificandi todos os terrenos contidos no perímetro descrito que não estejam
edificados ou institucionalmente destinados à edificação, nos termos da legislação vigente, à exceção
daqueles onde é prevista expansão predominantemente residencial em Brasília Revisitada.

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Nas áreas referidas onde prevalece a cobertura vegetal do cerrado nativo, esta será preservada e as
demais serão arborizadas na forma de bosques, com particular ênfase ao plantio de massas de araucária,
no entorno direto da P3P. Nas áreas non aedifícandi poderão ser permitidas instalações públicas de
pequeno porte que venham a ser consideradas necessárias, desde que aprovadas pelo CAUMA.

Será mantido o acesso público à orla do Lago em todo o seu perímetro, à exceção dos terrenos,
inscritos em Cartório de Registro de Imóveis, com acesso privativo à água.
VI - Das áreas já ocupadas no entorno direto dos dois eixos

Com o objetivo de assegurar a permanência, no tempo, da presença urbana conjunta, das 4 escalas deste
Decreto, em todas as áreas já ocupadas no entorno dos 2 eixos e contidas no perímetro delimitado, ficam
mantidos os critérios de ocupação aplicados pela administração nesta data, sendo que nos terrenos
destinados a recreação e esporte nenhuma edificação poderá ultrapassar a cota máxima do
coroamento de 7m, à exceção dos ginásios cobertos, e nos terrenos destinados a hotéis de turismo,
onde nenhuma edificação poderá ultrapassar a cota máxima de coroamento de 12m.

Nos terrenos contíguos à EM só serão admitidas as edificações necessárias à' expansão dos serviços
diretamente vinculados aos Ministérios, não podendo ser ultrapassada a cota máx. dos anexos existentes.

Só serão admitidos os remanejamentos decorrentes das recomendações contidas em Brasília Revisitada.

Disposições Gerais
São considerados setores institucionalizados todas as partes da cidade referidas no Memorial do Plano
Piloto ou criadas pela adm. durante a implantação da capital e consagradas pelo uso popular. As
proposições contidas em Brasília Revisitada deverão ser objeto de lei especial em particular no que diz
respeito à implantação de Qd. Econômicas ao longo das vias de ligação entre Brasília e as satélites.

10 - DF Decreto nº 11.079/88 - VILA PLANALTO


Dispõe sobre o tombamento do conjunto da VILA PLANALTO, e dá outras providências.
Considerando que representa um dos principais testemunhos da época da construção de Brasília, de
reconhecido valor histórico no processo de ocupação do território do DF; que reúne acampamentos
originários de diversas companhias construtoras relevantes na 1º fase da cidade; que a organização
espacial mantém características do período de sua implantação onde estão presentes os princípios da
arquitetura moderna miscigenada à estruturação socioespacial tradicional, objeto peculiar no contexto do
patrimônio do DF; que parcela da população constitui-se em história viva da cidade, desde a fase de sua
construção e que ao longo dos anos tem lutado pela preservação desse núcleo; a possibilidade de
implementar um processo inédito de preservação conjunta de um patrimônio contemporâneo, possuidor de
grande vitalidade, envolvendo população e organismos governamentais de diversas esferas; a
possibilidade de resgate das raízes da história de Brasília; e finalmente, que o GDF entende que Brasília,
Patrimônio Cultural da Humanidade, deve ter assegurada a preservação de sua história;

DECRETA: Considera-se sob a proteção do GDF, a título de tombamento, o conjunto “Vila Planalto”.
Para proteção fica definido o perímetro e respectiva área de tutela Anexo I, do presente Decreto.

A integridade do conjunto da VP será assegurada pela preservação de suas características essenciais, que
lhe conferem o caráter peculiar e único prevalecendo sua escala bucólica, obedecendo aos requisitos:

I — Preservação da característica de mimetização na paisagem, através da manutenção de sua vegetação;

II — A área de tutela será non aedificandi, com preservação da cobertura vegetal do cerrado nativo e os
trechos livres serão arborizados na forma de bosques de maneira a reforçar a presença da vegetação sobre
as edificações;

III — Preservação do traçado urbano original, caracterizado por quarteirões, ruas, largos e praças;

IV — Preservação da identidade, pontos de encontro e relações de vizinhança próprias a cada um dos


acampamentos da Vila;

V — Preservação da linguagem arquitetônica peculiar;

VI — Preservação dos espaços de valor simbólico e referencial para a população e história do cj. da VP;

VII — Preservação da estrutura urbana original, admitindo-se apenas a restauração das unidades em ruína;

As normas de preservação, ocupação e uso do solo para o conjunto tombado e área de tutela, serão
definidas pelo CAUMA, ouvidos, previamente, a Secretaria de Cultura e a TERRACAP.

Qualquer ato que importe na destruição, mutilação e alteração dos bens referidos será considerado crime
contra o Patrimônio e como tal, punível de acordo com o disposto nas leis penais, sem prejuízo das civis.

11 - IPHAN: Portaria nº 314/92


A realidade física territorial correspondente ao bem tombado a é compreendida como o conjunto urbano
construído em decorrência do Plano Piloto vencedor do concurso nacional para a nova capital do Brasil, de
autoria do arquiteto Lucio Costa.

A área abrangida pelo tombamento é delimitada a leste pela orla do lago Paranoá, a oeste pela EPIA,
ao sul pelo córrego Vicente Pires e ao norte pelo córrego Bananal.
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A manutenção do Plano Piloto de Brasília será assegurada pela preservação das características essenciais
de 4 escalas distintas em que se traduz a concepção urbana da cidade: a monumental, a residencial, a
gregária e a bucólica.

1. MONUMENTAL:
Concebida para conferir à cidade a marca de efetiva capital do País, está configurada no EM, desde a P3P
até a Praça do Buriti e para a sua preservação serão obedecidas as seguintes disposições:

I. A P3P fica preservada como se encontra nesta data, no que diz respeito aos Palácios do Planalto e do
STF, ao CN, bem como aos elementos escultórios que a complementam, inclusive o Panteão, a Pira, o
Monumento ao Fogo Simbólico, construídos fora da praça, mas que se constituem parte integrante dela;

II. Também ficam incluídas para preservação as sedes vizinhas dos Palácios Itamarati e da Justiça,
referências integradas da Arquitetura de Oscar Niemeyer na P3P;

III. Serão incluídos na preservação os espaços não edificados adjacentes aos palácios e monumentos
referidos, respeitada para o Espaço Lúcio Costa e aprovação dada pelo CAUMA;

IV. São também alcançados, para efeito de preservação, os espaços principais de entrada e acesso público
nos Palácios mencionados nos itens I e II;

V. Nos terrenos do canteiro central verde são vedadas quaisquer edificações acima do nível do solo
existente, garantindo a plena visibilidade ao conjunto monumental;

VI. A EM ao sul e ao norte do canteiro central, à exceção da Catedral de Brasília, será de uso exclusivo dos
Ministérios, sendo entretanto admitidas, tal como constam do Plano Piloto, edificações de acréscimos com
um pavimento em nível de mezanino e sobre pilotis, para instalação de pequeno comércio e serviços de
apoio aos servidores, no espaço compreendido entre o meio dos blocos e a escala externa posterior;

VII. As áreas compreendidas entre a EM e a Plataforma Rodoviária ao sul e ao norte do canteiro central, e
que constituem os Setores Culturais Sul e Norte, destinam-se a construções públicas de caráter cultural.

2. RESIDENCIAL:
Proporcionando uma nova maneira de viver, própria de Brasília, está configurada ao longo das alas Sul e
Norte do Eixo Rodoviário Residencial e para sua preservação serão obedecidas as seguintes disposições:

I. Cada Superquadra - SQ, contará com um único acesso para transporte de automóvel e será cercada,
em todo o seu perímetro, por faixa de 20m de largura com densa arborização;
II. Nas alas, sul e norte, nas sequências de SQ numeradas de 102 a 116, de 202 a 216 e de 302 a 316, as
unidades de habitações conjuntas terão 6 pavimentos, sendo edificadas sobre piso térreo em pilotis, livre
de quaisquer construções que não se destinem a acessos e portarias;

III. Nas alas, sul e norte, nas sequências de SQ duplas numeradas de 402 a 416, as unidades de
habitações conjuntas terão 3 pavimentos, sendo edificadas sobre pisos térreos em pilotis, livre de
quaisquer construções que não se destinem a acessos e portarias;
IV. Em todas as SQ a taxa máxima de ocupação para a totalidade das unidades de habitações
conjuntas é de 15% da área do terreno compreendido pelo perímetro externo da faixa verde;
V. Além das unidades de habitações conjuntas serão previstas e permitidas pequenas edificações de uso
comunitário, com, no máximo, 1 pavimento;

VI. Na ala sul, os comércios correspondentes a cada SQ deverão sempre ser edificados, em relação às
referidas Superquadras, na situação em que se encontram nesta data;

VII. As áreas entre as SQ denominadas Entrequadras, destinam-se a edificações para atividades de uso
comum e de âmbito adequado às áreas de vizinhança próximas, como ensino, esporte, recreação e
atividades culturais e religiosas.

O Eixo Rodoviário Residencial, terá respeitadas suas características originais, mantendo-se o caráter
rodoviário que lhe é inerente;

O sistema viário que serve às SQ manterá os acessos existentes e as interrupções nas vias L1 e W1,
conforme se verifica na ala sul, devendo ser o mesmo obedecido na ala norte.

3. GREGÁRIA:

O centro de Brasília em torno da intersecção dos Eixos Monumental e Rodoviário, fica configurada na
Plataforma Rodoviária e nos Setores de Diversões, Comerciais, Bancários, Hoteleiros, Médico-
Hospitalares, de Autarquia e de Rádio e Televisão Sul e Norte. Serão obedecidas as seguintes disposições:

I. a Plataforma Rodoviária será preservada em sua integridade estrutural e arquitetônica original, incluindo-
se nessa proteção as suas praças atualmente implantadas defronte aos SDs Sul e Norte;

II. Os SDs Sul e Norte serão mantidos com a atual cota máxima de coroamento, servindo as respectivas
fachadas voltadas para a Plataforma Rodoviária, em toda a altura de campo livre, para instalação de
painéis luminosos de reclame, permitindo- se o uso misto de cinemas, teatros e casas de espetáculos,
bem como restaurantes, cafés, bares, comércio de varejo e outros que propiciem o convívio público;

III. nos demais setores referidos no artigo anterior, o gabarito não será uniforme, sendo que nenhuma
edificação poderá ultrapassar a cota máxima de 65m, sendo permitidos os usos indicados pela
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denominação dos setores de forma diversificada, ainda que se mantenham as atividades predominantes
preconizadas pelo Memorial.

4. BUCÓLICA:
Confere a Brasília o caráter de cidade-parque, configurada em todas as áreas livres, contíguas a terrenos
atualmente edificados ou institucionalmente previstas para edificação e destinadas à preservação
paisagísticas e ao lazer, será preservada observando-se:

São consideradas áreas non-aedificandi todos os terrenos contidos no perímetro definido como Plano
Piloto que não estejam edificados ou institucionalmente destinados à edificação, nos termos da legislação
vigente, à exceção daqueles onde é prevista a expansão predominantemente residencial em Brasília
Revisitada, que constituem os anexos I e II desta Portaria;

Nas áreas referidas, onde prevalece a cobertura vegetal do cerrado nativo, esta será preservada e as
demais serão arborizadas na forma de bosque, com particular ênfase ao plantio de massas de araucária,
no entorno direto da P3P;

Nas áreas non-aedificandi poderão ser permitidas instalações públicas de pequeno porte que venham a ser
consideradas necessárias, desde que, apreciados pelos órgãos responsáveis;

Será mantido o acesso público à orla do lago em todo seu perímetro, à exceção dos terrenos,
inscritos em Cartório de Registro de Imóveis com acesso privativo à água.
Nos terrenos contíguos à EM só serão admitidas as edificações necessárias à expansão dos serviços
diretamente vinculados aos Ministérios, não podendo ser ultrapassada a cota máxima do coroamento dos
anexos existentes.

12 - IPHAN: Portaria nº 68/12


Dispõe sobre a delimitação e diretrizes para a área de entorno do CUB, sede da capital da República Federativa do
Brasil, situado no DF, bem como objeto de tombamento federal pelo IPHAN.
CONSIDERANDO:
O disposto no art. nº 18 do DL nº 25/37, que determina a proteção do entorno dos bens tombados – no
caso o ambiente ou a paisagem urbana circundante – e a necessidade de prévia autorização do IPHAN
para intervenções na vizinhança dos bens tombados;
Que o CUB, inaugurado em 1960, foi criado para sediar a Capital do país;
Que o CUB é objeto de tombamento pelo IPHAN por meio do Livro do Tombo Histórico em 14 março/90;
Que através do DL nº 74/77 o Brasil tornou-se signatário da Convenção do Patrimônio Mundial de 1972,
que instituiu a Lista do Patrimônio Mundial;
Que o CUB foi inscrito pela UNESCO em 1987 na Lista do Patrimônio Mundial com base nos critérios:

(I) – representar uma obra-prima do gênio criativo humano; e

(IV)– ser um exemplo de um tipo de edifício ou conjunto arquitetônico, tecnológico ou de paisagem, que
ilustre significativos estágios da história humana;
Que cabe ao IPHAN, enquanto órgão federal de patrimônio, zelar pela preservação da autenticidade e
integridade dos bens culturais brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial segundo os critérios sob
os quais foram enquadrados;
Que é necessário estabelecer parâmetros para as intervenções propostas para a área de entorno do CUB,
visando preservar a ambiência e a visibilidade do bem tombado e inscrito na Lista do Patrimônio Mundial;
Que os padrões verticais presentes no Plano Piloto como referências essenciais na paisagem variam
de térreo + 3 pavimentos ou 12m, até térreo + 6 pavimentos ou 21m, reservando o máximo de 21
pavimentos ou 65m para a área central da cidade;

RESOLVE: Instituir como limite da poligonal de entorno do CUB, conforme mapa Anexo I, a área delimitada
pelo eixo da rodovia DF-001 (Estrada Parque do Contorno – EPTC), em toda a sua extensão.
Será considerada como parte da área de entorno do CUB uma faixa de 500m no lado oposto da
rodovia DF-001, contados a partir de seu eixo, ao longo de toda a poligonal acima delimitada.
Todas as intervenções na área de entorno do CUB deverão obedecer as seguintes diretrizes gerais:
I – Garantir a leitura do traçado e a preservação do espírito, concepção e ambiência do Plano Piloto,
projetado por Lucio Costa, conforme disposto no documento Brasília Revisitada, anexo I do Decreto no
10.829/1987 do GDF e da Portaria no 314/1992 do IPHAN;
II – Garantir a visibilidade do horizonte a partir da área tombada;
III – Garantir a visibilidade do Plano Piloto a partir dos mirantes naturais existentes na cumeada da
Bacia do Lago Paranoá.
Dentro da área de entorno qualquer projeto que envolva mudança no parcelamento e/ou uso do solo,
incluindo novos loteamentos e/ou projetos de regularização fundiária deverá ser submetido ao IPHAN para
análise e manifestação. Deverão ser preservadas todas as áreas de conservação ambiental.
A área do Entorno fica dividida em 06 setores, Anexo II, definidos de acordo com suas relações de
ambiência com o bem tombado, denominados:
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I - Setor de Entorno 01 – Parque Nacional de Brasília (SE-01);


II - Setor de Entorno 02 – Proteção da Cumeada do Parque (SE-02);
III - Setor de Entorno 03 – Urbanização Consolidada (SE-03);
IV - Setor de Entorno 04 – Ocupação Controlada I (SE-04);
V - Setor de Entorno 05 – Ocupação Controlada II (SE-05);
VI - Setor de Entorno 06 – Ocupação Controlada III (SE-06).
SE-01: Parque Nacional de Brasília abrange a APA denominada Parque Nacional de Brasília. Qualquer
projeto proposto para essa área deverá atender à legislação ambiental que rege os Parques Nacionais.

SE-02: Proteção da Cumeada do Parque abrange a faixa de 500m situada no lado externo à Bacia do
Lago Paranoá, a partir da rodovia DF-001, no trecho que acompanha o Parque Nacional de Brasília. Nesse
setor deverá ser submetido ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o limite de 9m de altura,
contados a partir da cota de soleira do lote.

SE-03: Urbanização Consolidada - Guará, Águas Claras, SIA, SOFS, Vicente Pires e Núcleo Bandeirante.

Para os lotes total ou parcialmente localizados na faixa de 500m paralela à Via EPIA deverá ser submetido
ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o limite de 4 pavimentos, sendo térreo + 3, ou 12m de altura,
contados a partir da cota de soleira do lote.

Ao longo da faixa de cumeada da Bacia do Lago Paranoá, considerando-se 500m para cada lado a partir
do eixo da rodovia DF-001, deverá ser submetido ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o limite de 4
pavimentos, sendo térreo +3, ou 12m de altura, contados a partir da cota de soleira do lote. Para lotes
situados nas cotas inferiores a 1090m de altitude, tomando como referência o nível mais alto da testada do
lote, deverá ser submetido ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o limite de 10 pav. ou 34m de altura.

Para lotes situados entre as cotas 1090 e 1175m de altitude, tomando como referência o nível mais alto da
testada do lote, deverá ser submetido ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o limite de 7 pavimentos,
sendo térreo +6, ou 21m de altura.

Para lotes situados nas cotas superiores a 1175m de altitude, tomando como referência o nível mais alto
da testada do lote, deverá ser submetido ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o limite de 4
pavimentos, sendo térreo +3, ou 12m de altura.

Para a RA de Águas Claras, de modo a manter o grau de ocupação atual consolidado no bairro, deverá ser
submetido ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o limite de 25 pavimentos ou 80 metros de altura,
contados a partir da cota de soleira do lote, bem como a criação de novos lotes.

SE-04: Ocupação Controlada I Riacho Fundo I e II, Núcleo Bandeirante, Trecho 2 do SMPW, Faz Sucupira
e ARIE da Granja do Ipê. Nesse setor deverá ser submetido ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o
limite de 4 pavimentos, sendo térreo +3, ou 12m de altura, contados a partir da cota de soleira do lote.

SE-05: Ocupação Controlada II APA Gama Cabeça de Veado, Jardim Botânico, Faz. Água Limpa (UnB),
Reserva Ecológica do IBGE, Lago Sul e Norte, Trecho 1 do SMPW e RAs do Taquari e do Paranoá.

Nas áreas urbanizadas deverá ser submetido ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o limite de 9m de
altura, contados a partir da cota de soleira do lote. E no CA do Lago Norte qualquer projeto que ultrapasse
o limite de 16m de altura, contados a partir da cota de soleira do lote.

SE-06: Ocupação Controlada III Setor Militar Complementar (SMC), Pátio Ferroviário de Brasília (PFB),
SAAN, o SOF Norte, Setor de Múltiplas Atividades Norte (SMAN), Parque de Exposições da Granja do Torto
(PqEAT), NR Boa Esperança, Parque Tecnológico Capital Digital, SCIA, a Vila Estrutural e o Aterro Sanitário.

Para os lotes total ou parcialmente localizados em uma na faixa de 500m paralela à Via EPIA deverá ser
submetido ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o limite de 4 pavimentos, sendo térreo +3, ou 12m de
altura, contados a partir da cota de soleira do lote. Para os demais lotes qualquer projeto que ultrapasse o
limite de 7 pavimentos, sendo térreo +6, ou 21m de altura, contados a partir da cota de soleira do lote.

13 - IPHAN: Portaria nº 184/16.


Estabelece critérios e procedimentos para a autorização de instalações provisórias na EM, na P3P e adjacências para fins de
eventos temporários.
Considerando que compete ao IPHAN, no âmbito das atribuições que lhe são conferidas pelo DL nº
25/37, autorizar intervenções em bens tombados e nas suas áreas de entorno;

CUB foi inscrito no Livro do Tombo Histórico, e que os edifícios representativos dos Poderes da
República, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, são protegidos pelo tombamento federal, e,
especificamente a Catedral Metropolitana de Brasília, inscrita no Livro de Tombo de Belas Artes;
CUB foi reconhecido pela Unesco, em 1987, como Patrimônio Cultural da Humanidade (ANTES CF88);

EM é área de destacado interesse para a preservação por se conformar como espaço que confere a
Brasília a efetiva marca de capital do país, abarcando as sedes dos Poderes da República;

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Dever do PP zelar pela integridade do bem cultural acautelado, bem como estabelecer critérios para que
intervenções no bem não interfiram em sua visibilidade e em sua ambiência;

Necessidade de estabelecer parâmetros para autorização de instalações provisórias na EM;

RESOLVE: Estabelecer os parâmetros específicos para a autorização de instalações provisórias para


eventos e equipamentos de publicidade na EM, P3P e adjacências e os procedimentos específicos para o
recebimento e análise das solicitações para as referidas instalações no âmbito da Superint. IPHAN/DF.
A área abrangida por esta Portaria é delimitada a norte pela via N2, a sul pela via S2, a leste pelo muro de
arrimo da P3P e a oeste pelo nível inferior da Plataforma Rodoviária do Plano Piloto de Brasília, conforme
mapa de delimitação constante no Anexo I. Tal área contribui para a configuração da escala monumental,
que confere à cidade a marca de efetiva capital do País e constitui-se nos espaços de caráter cívico e
coletivo ao longo do Eixo Monumental. Para efeitos de gestão, preservação e fiscalização dos espaços
considerados nesta Portaria ficam estabelecidos 6 Quadrantes Prioritários, conforme Anexo I.

II - CRITÉRIOS GERAIS

Q1 - canteiro central gramado do I. somente serão autorizadas instalações provisórias para atendimento
Eixo Monumental entre a Rodô e à necessidade pública (utilização pelos órgãos de segurança e saúde);
 Altura máx. 3 m;
a via de retorno a leste da Rod. II. deverão ser resguardadas a vegetação, as calçadas e as ciclovias.

I. Montagem de tendas de apoio para eventos de cunho institucional,


Q2 - canteiro central gramado do cultural e educacional.

TENDAS: máx. 5 m;
Eixo Mon. entre o retorno a leste II. Instalações de palcos para apresentações diversas e estruturas de
PALCO: máx. 10 m.
da Rodoviária e a via L2. som, somente em datas comemorativas e situações excepcionais.

III. É vedada a utilização deste Quadrante para estacionamento.

Q3 - Setor Cultural Sul e Setor Serão admitidas instalações de palcos, equipamentos de som e
Altura máx. 15 m.
Cultural Norte similares destinados a espetáculos e eventos culturais.

I. A visibilidade do conjunto arquitetônico do CN e EM deverá ser


garantida mantendo-se o Q4 livre de instalações provisórias, exceto:

a) eventos esportivos que utilizam, exclusivamente, o sistema viário,


Eventos esportivos:
como corridas e eventos de ciclismo, poderão montar tendas de apoio
Tendas e inst.
e demais instalações provisórias;

Q4 - canteiro central gramado do provisórias altura


b) eventos de qualquer orientação religiosa, em suas respectivas datas
Eixo Monumental entre a via L2 e máx. 5 m;
comemorativas, poderão montar instalações provisórias no espaço
a Alameda dos Estados. Eventos religiosos:
definido pelo alinhamento do limite da área da Catedral Metropolitana
inst. provisórias altura
de Brasília em direção à via N1, com altura limitada a 10 m.

máx. 10m.
II. Vedadas autorizações para instalações provisórias destinadas a
atividades esportivas no canteiro central gramado, que deverão utilizar
preferencialmente o SRPN ou parques públicos.

Q5 - canteiro central gramado do


EM entre a Al. dos Estados e a I. não será admitida a montagem de instalações provisórias;

P3P, as áreas do CN, espelhos II. Deverá ser mantido livre e desimpedido.
-
d’água, estacionamento e jardins.

Q6 - P3P delimitada pelas vias I. Será admitida a montagem de tendas de apoio, para eventos de
circundantes, e pelo limite do cunho institucional e cultural.

Palácio do STF, com seu piso em II. Serão admitidos palcos de pequeno porte e equipamentos de som;
 Altura máx. 5 m.
pedra portuguesa, elementos III. O tempo de permanência de instalações provisórias fica limitado a
escultóricos e equip. púb. 4 dias, incluindo o tempo necessário para montagem e desmontagem.

INSTALAÇÃO DE ELEMENTOS DE PUBLICIDADE


Elementos de publicidade de qualquer natureza devem ter suas propostas de instalação previamente
analisadas pelo IPHAN/DF. Os parâmetros para instalação, montagem e colocação de equipamentos,
engenhos e elementos para publicidade são os seguintes:

I. Nos edifícios compreendidos entre as vias N2 e S2 será permitida a veiculação de propaganda referente
à identificação dos edifícios e dos órgãos, entidades e instituições a eles associados;

II. Nos edifícios dos Ministérios, será também permitida a publicidade relativa a campanhas institucionais
de interesse público, periódicas ou eventuais, desde que devidamente autorizados pelo PP, não
ultrapassando 30% da área da empena (parede cega, voltada para o Eixo Monumental);

III. É vedada a fixação de engenhos de publicidade ou propaganda nas áreas públicas, por meio de
placas fixadas ao chão, cavaletes ou similares, salvo em eventos de caráter institucional, desde que
devidamente autorizados pelo PP.

PROCEDIMENTOS PARA SOLICITAÇÃO

O interessado deverá apresentar, no mínimo, projeto das estruturas a serem montadas contendo as
dimensões básicas (altura, comprimento e largura), localização pretendida e materiais, bem como
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informações sobre a data do evento, período de montagem e desmontagem. O IPHAN terá até 5 dias
úteis para se pronunciar. Para o início da montagem ou colocação das instalações provisórias, o
interessado deverá portar a autorização.

Das decisões da Coordenação Técnica do IPHAN/DF, cabem recursos ao Superintendente, em 1º


instância, e à Presidência do IPHAN, em 2º instância. O interessado terá até 3 dias úteis para interpor
recurso, a contar do recebimento da referida decisão, apresentando as razões que entender cabíveis para
provocar a alteração da decisão. O Superintendente terá prazo de 3 dias úteis para responder ao recurso, a
contar de seu recebimento. Caso o Superintendente confirme a posição técnica, o interessado poderá
interpor recurso à Presidência, em 2º instância, cujo prazo obedecerá ao regulamento pertinente.

DISPOSIÇÕES GERAIS:

Instalações provisórias destinadas a engenhos luminosos para as festividades tradicionais no Natal e no


Ano Novo serão analisadas pelo IPHAN, como casos excepcionais.

Instalações provisórias, quando permitidas, para os Q2 e 4 deverão ser localizadas,


obrigatoriamente, com recuo de 20 m a contar do meio-fio do canteiro central gramado do Eixo M.
Para esses Q, o acesso de veículos ao canteiro central, para carga e descarga, deverá ocorrer pelas vias de
ligação e retornos, sendo vedados acessos diretos pelas Vias N1 e S1.

Os eventos nesses Q, quando autorizados, não poderão receber cercamentos, salvo para garantir a
segurança de organizadores e do público presente, desde que devidamente justificado.

É vedada a ocupação no canteiro central de elementos de caráter escultórico ou figurativo que, por
sua natureza, concorram com os ícones arquitetônicos da Esplanada dos Ministérios.
Serão permitidas instalações de tendas/barracas em altura não superior a 5m, bem como de banheiros
químicos, nos espaços entre os blocos ministeriais, compreendidos entre as vias N2 e S2.

O tempo de permanência de instalações provisórias nos Q 2, 3 e 4 fica limitado a 15 dias, incluindo o


tempo necessário para montagem e desmontagem.
Os responsáveis pelos eventos autorizados deverão conservar a vegetação existente, arbórea, arbustiva ou
gramínea, bem como calçadas e ciclovias, e promover a imediata recomposição desses elementos.

14 - IPHAN: Portaria nº 166/16


Estabelece a complementação e o detalhamento da Portaria nº 314/1992 e dá outras providências.
CONSIDERANDO:
CUB foi inscrito no Livro do Tombo Histórico em 1990;

Foi reconhecido pela Unesco em 1987, como Patrimônio Cultural da Humanidade;

Que cabe ao IPHAN zelar pela preservação/fiscalização dos bens culturais sob tombamento federal e pela
preservação/monitoramento dos bens brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco;

Que a preservação do CUB exige enfoque específico, com adoção de parâmetros de intervenção que
atendam às exigências inerentes ao seu dinamismo urbano; e,

Que a Portaria nº 314/1992, normativa de regulamentação do tombamento do CUB, apresenta diretrizes


gerais de preservação, sendo necessário sua complementação e seu detalhamento para aprimorar o
processo de gestão, preservação e fiscalização do bem tombado,

RESOLVE: Estabelecer a complementação e o detalhamento da Portaria nº 314/1992, que institui


definições e critérios para intervenção no CUB.
São objetivos desta Portaria:

I. garantir para a presente e futuras gerações a preservação dos valores históricos do CUB, que ensejam
seu tombamento como Patrimônio Cultural Brasileiro; e,

II. complementar e detalhar os critérios para as intervenções de natureza urbana, arquitetônica e


paisagística no CUB estabelecidos na Portaria nº 314/1992, de forma a orientar o processo de gestão,
preservação e fiscalização do bem tombado.

CONJUNTO URBANÍSTICO DE BRASÍLIA


O CUB constitui o conjunto urbano construído em decorrência do Plano Piloto de Brasília, projeto de
autoria de Lucio Costa e vencedor do concurso para a nova capital do Brasil, em 1957, cuja área
corresponde ao limite físico-territorial definido na poligonal de tombamento.

A poligonal de tombamento do CUB é delimitada a leste pela orla oeste do Lago Paranoá, a oeste
pela EPIA, a sul pelo córrego Vicente Pires e ao norte pelo córrego Bananal, conforme Anexo 1.
O valor histórico do CUB reconhecido por força do tombamento federal e da inscrição na Lista do
Patrimônio Mundial da Unesco, se expressa nos seguintes fatos:

I. obra-prima do gênio criador humano, ilustrativa de um estágio significativo da história da humanidade;

II. principal artefato urbano produzido no século 20, em consonância com os princípios urbanísticos e
arquitetônicos do Movimento Moderno;

III. exemplar urbanístico excepcional e de impacto para a história do urbanismo;

IV. acervo arquitetônico excepcional e de impacto para a história da arquitetura;

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V. fenômeno geopolítico e social de grande desdobramento para a história brasileira;

VI. marco da concretização do processo secular de interiorização do país; e,

VII. ação grandiosa da sociedade brasileira integrada a uma estratégia de desenvolvimento e autoafirmação
nacional para o mundo.

As escalas urbanas constituem o conjunto de princípios e significados em que se traduz a concepção do


Plano Piloto de Brasília. São: monumental, residencial, gregária e bucólica.

1 - MONUMENTAL
Confere à cidade a marca de efetiva capital do País e constitui-se nos espaços de caráter cívico e coletivo
ao longo do EM, desde a P3P até a Praça do Buriti.

As características essenciais da escala monumental se configuram nos seguintes elementos:

I. conjunto arquitetônico e urbanístico da P3P, incluindo os espaços livres, as edificações circundantes e os


seus elementos construtivos, paisagísticos e escultóricos;

II. conjunto arquitetônico e paisagístico do CN, incluindo jardins e espelhos d’água;

III. conjunto arquitetônico e urbanístico da EM, incluindo Palácio do Itamaraty, Palácio da Justiça, edifícios
ministeriais e a Catedral Metropolitana, e a configuração viária do Eixo Monumental, com o canteiro central
como área livre pública, gramada, vegetação rarefeita e non aedificandi;

IV. plena visibilidade do conjunto monumental da EM, desde a Rodoviária até o CN;

V. Setor Cultural Norte e o Setor Cultural Sul;

VI. Torre de TV, incluindo seus elementos construtivos, paisagísticos e escultóricos;

VII. o Setor de Divulgação Cultural, incluindo seus elementos construtivos, paisagísticos e escultóricos; e

VIII. conjunto arquitetônico e urbanístico da Praça do Buriti, incluindo as edificações circundantes, seus
elementos construtivos, paisagísticos e escultóricos;

2 - RESIDENCIAL
Proporciona uma maneira inovadora de viver, própria de Brasília, e está representada nas superquadras
residenciais dispostas ao longo do Eixo Rodoviário. As características essenciais:

I. as SQ residenciais com acesso único, em sequência contínua, sem cercamento, arborizadas e com o
chão livre e acessível a todos, numeradas de 102 a 116, de 202 a 216, de 302 a 316 e de 402 a 416, bem
como seus respectivos equipamentos públicos;

II. os blocos residenciais multifamiliares e de gabarito uniforme, de 6 pavimentos, edificados sobre piso
térreo em pilotis de uso público nas superquadras 100, 200 e 300;

III. os blocos residenciais multifamiliares e de gabarito uniforme de 3 pavimentos, edificados sobre piso
térreo em pilotis de uso público nas SQ 400, e os blocos residenciais denominados “JK” e “IAPI”,
existentes nas SQ sul 408, 409, 410, 411, 412 e 413, estes desprovidos de piso térreo de uso público;

IV. o Comércio Local Norte e o Comércio Local Sul; e

V. as entrequadras 100, 200, 300, 100/300 e 200/400 e seus respectivos equipamentos públicos.

3 - GREGÁRIA
Define o setor central do Plano Piloto e está constituída em torno da interseção dos Eixos Monumental e
Rodoviário, tendo a Plataforma Rodoviária como marco urbanístico-arquitetônico. Características:

I. Plataforma Rodoviária;

II. Setor de Diversões Norte e Setor de Diversões Sul;

III. Setor Bancário Norte e Setor Bancário Sul;

IV. Setor Comercial Norte e Setor Comercial Sul;

V. Setor Médico Hospitalar Norte e Setor Médico Hospitalar Sul;

VI. Setor de Autarquias Norte e Setor de Autarquias Sul;

VII. Setor Hoteleiro Norte e Setor Hoteleiro Sul; e

VIII. Setor de Rádio e Televisão Norte e Setor de Rádio e Televisão Sul.

Estão incluídos as praças, os logradouros e os espaços livres e públicos de cada setor.

4 - BUCÓLICA
Confere o caráter de cidade-parque, é constituída pelo ambiente natural ou agenciado pelo homem,
presente nas áreas verdes livres destinadas à preservação ambiental, à composição paisagística, ao lazer e
à contemplação. Características:

I. áreas livres gramadas ou ajardinadas e arborizadas;

II. áreas livres com remanescentes da cobertura vegetal nativa do Cerrado;

III. margem oeste do Lago Paranoá e córregos tributários; e,

IV. conjunto de parques e áreas públicas de preservação ambiental.

Fica mantida a predominância dos espaços livres sobre os espaços construídos.

PRESERVAÇÃO - A manutenção dos valores do CUB será assegurada pela preservação das suas
características essenciais, considerando-se:
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I. a estrutura urbana do Plano Piloto estabelecida a partir do cruzamento entre o EM e Eixo Rodoviário, cuja
interseção, definida pela Plataforma Rodoviária, configura o seu centro urbano e articula os demais setores
funcionais da cidade;

II. a P3P como espaço cívico referencial com seus espaços livres, elementos construtivos, paisagísticos e
escultóricos;

III. o conjunto monumental da EM com canteiro central livre, gramado, non aedificandi e com arborização
rarefeita, garantindo-se a plena visibilidade desde a Rodoviária até o CN;

IV. a concentração de funções cívicas e da administração pública federal e distrital ao longo do Eixo
Monumental via arterial contínua em direção Leste-Oeste, que vai da P3P até a EPIA;

V. a ocupação residencial coletiva configurada nas superquadras 100, 200, 300 e 400 Norte e Sul, com
habitação multifamiliar em prédios de até 6 pavimentos e pilotis livres, implantados em meio a abundante
vegetação arbórea, distribuídas ao longo do Eixo Rodoviário, via arterial arqueada contínua em sentido
norte-sul, ladeada pelos Eixos L e W;

VI. o Lago Paranoá como elemento de composição urbana, paisagística e de proteção ambiental,
garantindo-se o acesso e uso público de sua orla em todas as margens limítrofes com o CUB, à exceção
dos terrenos inscritos em Cartório de Registro de Imóveis com acesso privativo à água;

VII. a paisagem urbana integrada à natural, mantendo-se a relação predominante dos espaços não
edificados sobre os construídos, com amplas áreas verdes, livres e arborizadas, que definem o caráter de
cidade-parque;

VIII. o conjunto de parques públicos e as áreas de preservação ambiental existentes.

GESTÃO, PRESERVAÇÃO E FISCALIZAÇÃO: ficam estabelecidas 2 Macroáreas de Proteção


denominadas A e B, conforme mapa de delimitação no Anexo 2.
Macroáreas de Proteção (MP) são porções territoriais definidas conforme a simbologia histórica e
urbanística que representam na composição do CUB e são compostas por Zonas de Preservação (ZP), que
possuem parâmetros e critérios específicos de preservação.

Zonas de Preservação (ZP) são porções territoriais que constituem as Macroáreas, delimitadas de acordo
com os atributos, morfologia e papéis que desempenham na constituição da paisagem urbana.
São compostas por Áreas de Preservação (AP), definidas de acordo com as especificidades urbanas
encontradas em cada Zona e estão submetidas a critérios específicos de intervenção.

MACROÁREA DE PROTEÇÃO A
Compreende a porção territorial decorrente do projeto vencedor do concurso para a nova capital do Brasil,
em 1957, englobando a área do Plano Piloto e os setores acrescidos ao projeto original ainda na fase
pioneira de construção da cidade e a porção leste do conjunto urbano, até à margem do Lago Paranoá.

É delimitada a leste pela margem oeste do Lago Paranoá, ao norte pelo córrego Bananal até sua interseção
com a EPIA, a oeste pela EPIA até sua interseção com via principal do STN, desta até sua interseção com
o limite oeste do Parque Burle Marx, prosseguindo pelas vias limítrofes a leste e sul do Setor de
Administração Municipal - SAM até a Estrada Parque Armazenagem e Abastecimento – EPAA/DF-010,
desta até sua interseção com a via N1, incluindo integralmente o Eixo Monumental (entre as vias N1, EPIA
e S1) e o setor Praça Municipal - PMU (sedes dos poderes locais), prosseguindo pelo limite oeste do
Parque da Cidade, deste pelo limite oeste do Cemitério Campo da Esperança - CES, incluindo o Cemitério,
deste até sua interseção com a Estrada do Setor Policial, desta até sua interseção com o Eixo Rodoviário
Sul, deste até sua interseção com a via L4 Sul, desta até sua interseção com o curso d’água do Parque de
Uso Múltiplo da Asa Sul, e deste até a margem oeste do Lago Paranoá.

A Macroárea A é composta por 4 Zonas de Preservação, conforme mapa de delimitação no Anexo 3:

I. Zona de Preservação 1 – ZP1A;


II. Zona de Preservação 2 – ZP2A;
III. Zona de Preservação 3 –ZP3A;
IV. Zona de Preservação 4 – ZP4A.
ZP1A - Compreende parte da porção urbana descrita no Relatório do Plano Piloto de Brasília, de 1957,
constituindo-se na área de maior representatividade simbólica, morfológica e urbanística do CUB.
A ZP1A abrange a malha urbana resultante do cruzamento dos eixos viários estruturadores do espaço
urbano do CUB, incluindo Eixo Monumental, Eixo Rodoviário, setores centrais, SQ Norte e Sul 100, 200,
300 e 400, vias W3 Norte, W3 Sul, L2 Norte e L2 Sul.

É composta por 6 Áreas de Preservação - AP, conforme mapa do Anexo 4:

I. AP1 – P3P, CN e anexos, EM e anexos, Catedral Metropolitana e Setores Cultural Norte/Sul;

II. AP2 – Plataforma Rodoviária, Setores de Diversão Norte/Sul e Esplanada da Torre de TV;

III. AP3 – Setor de Divulgação Cultural, Praça do Buriti e Eixo Monumental até a Praça do Cruzeiro;

IV. AP4 – Eixo Monumental da Praça do Cruzeiro até a EPIA;

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V. AP5 – Setores Bancário Norte/Sul, Setores Médico Hospitalar Norte/Sul, Setores Comercial Norte/Sul,
Setores de Autarquias Norte/Sul, Setores Hoteleiro Norte/Sul, SRTV Norte/Sul; e

VI. AP6 – Setores de Habitações Coletivas Norte/Sul (100, 200, 300 e 400), Pq. Olhos D’água, Eixos
Rodoviário Norte/Sul, Setor Comercial Residencial Sul (500), Setor Comercial Residencial Norte (502) e
Setor de Edifícios de Utilidade Pública Norte (500).

AP1 da ZP1A: P3P, CN e seus anexos, EM e seus anexos, e Setores Cultural Norte/Sul:
I. preservação da P3P, com seu terrapleno, seu muro de arrimo leste, piso plano em pedra portuguesa e os
elementos escultóricos existentes na presente data;

II. preservação do Palácio do Planalto, do STF e do CN, e os respectivos anexos;

III. preservação do Mastro da Bandeira Nacional, do conjunto arquitetônico do Panteão da Pátria e do


Monumento ao Fogo Simbólico da Pátria;

IV. preservação dos edifícios do Museu Histórico de Brasília, da Casa de Chá (atual posto de atendimento
ao turista) e do Espaço Lucio Costa;

V. preservação do conjunto paisagístico do CN, com jardins e espelhos d’água;

VI. preservação do Palácio do Itamaraty e Palácio da Justiça, com seus respectivos jardins, elementos
escultóricos e anexos contíguos;

VII. preservação dos edifícios sedes dos Ministérios como um conjunto arquitetônico de tipologia e
volumetria uniformes, com 10 pavimentos e de destinação para as atividades dos Ministérios Federais;

VIII. preservação dos anexos dos Ministérios como um conjunto arquitetônico de tipologia e volumetria
uniformes, com 4 pavimentos, e de destinação para as atividades dos Ministérios Federais, bem como a
manutenção para uso ministerial dos terrenos contíguos à EM;

IX. preservação da Catedral Metropolitana de Brasília, seu adro-praça, espelho d'água, os elementos
escultóricos, o campanário, o batistério e a sede da Cúria Metropolitana;

X. preservação do traçado viário do EM, mantendo-se a configuração das vias principais e o canteiro
central como área livre, gramada, arborizada e non aedificandi, desde o CN até a Rodoviária;

XI. manutenção da destinação dos Setores Cultural Norte/Sul para uso e Equip. púb. de caráter cultural;

XII. manutenção da passagem pública do Edifício Touring Club que liga a Plataforma Superior da
Rodoviária ao Setor Cultural Sul; e,

XIII. manutenção dos acessos viários principais dos Setores Cultural Norte/Sul pelo Eixo Monumental.

Nos terrenos contíguos à EM só serão admitidas as edificações necessárias à expansão dos serviços
diretamente vinculados aos Ministérios do Governo Federal, não podendo ser ultrapassada a cota máxima
do coroamento dos anexos existentes.

Será admitida entre os blocos ministeriais a instalação de pequenos comércios e serviços de apoio
aos usuários, obedecido o gabarito máximo de 1 pavimento.
Os usos comercial ou de serviços serão admitidos somente como complementares.

- Fica vedado na AP1 da ZP1A:


I. construção de novas edificações e a inserção de novos elementos escultóricos na P3P e adjacências;

II. construção de qualquer edificação acima do nível do solo no canteiro central do Eixo Monumental;

III. instalação de torres de prestadoras de serviços de telecomunicações;

IV. cercamento em praças, estacionamentos e áreas públicas;

V. fixação de elementos publicitários ou informativos de qualquer natureza, inclusive nas empenas


dos edifícios que compõem a EM, exceto quando se tratar de elementos de identificação e
campanhas institucionais de interesse público, periódicas ou eventuais;
VI. fixação de elementos publicitários ou informativos de qualquer natureza no canteiro central do Eixo
Monumental, exceto os relativos aos eventos devidamente autorizados pelo PP, a critério do IPHAN;

VII. criação de novos lotes e/ou projeções na EM, exceto dos pequenos comércios/serviços mencionados;

VIII. criação de estacionamentos no subsolo do canteiro central do EM quando implicarem em supressão


de vegetação arbórea e introdução de elementos construídos acima do nível do gramado existente; e

IX. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP2 da ZP1A: Plataforma Rodoviária, Setores de Diversões Norte/Sul e Torre de TV e sua esplanada:

I. manutenção da Plataforma Rodoviária como ponto de interseção do cruzamento do EM e Rodoviário, e


elemento articulador do fluxo de pedestres e do sistema de TPU;

II. manutenção do nível superior da Plataforma Rodoviária com destinação de uso público e de livre
circulação para pedestres;

III. preservação do traçado viário do EM, mantendo-se a configuração das vias principais e o canteiro
central como área livre, gramada, arborizada e non aedificandi, desde a Plataforma Rodov. até a Torre TV;

IV. manutenção da predominância do uso comercial e de serviços, complementados por atividades de


apoio nos SDiversões Norte/Sul; preservação dos edifícios da Plataforma Rodoviária e da Torre de TV;

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V. a manutenção da cota de coroamento dos SDiversões Norte/Sul e a utilização das fachadas leste para
instalação de painéis luminosos de publicidade; e

VI. manutenção das praças públicas do nível superior da Plataforma Rodoviária.

- Fica vedado na AP2 da ZP1A:


I. construção de qualquer edificação acima do nível do solo, no canteiro central do EM, exceto o conjunto
de fontes;

II. criação de novos lotes e/ou projeções;

III. fixação de elementos publicitários ou informativos de qualquer natureza no canteiro central do EM,
exceto os relativos aos eventos devidamente autorizados pelo PP, a critério dos órgãos de preservação;

IV. criação de estacionamentos no subsolo do canteiro central do EM quando implicarem em supressão de


vegetação arbórea e introdução de elementos construídos acima do nível do gramado existente;

V. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP3 da ZP1A: Setor de Divulgação Cultural, Praça do Buriti (Praça Municipal) e Eixo Monumental do Setor
de Divulgação Cultural até a Praça do Cruzeiro – ficam estabelecidos os seguintes critérios:
I. uso cultural predominante para o Setor de Divulgação Cultural;

II. manutenção das características do canteiro central do EM como extensa área gramada, arborizada e
tratada à maneira de parque urbano;

III. manutenção da Praça do Buriti como sede dos PPs distritais e respectivas atividades complementares;

IV. manutenção de faixas non aedificandi no canteiro central do EM, com 30m a contar das margens
das vias S1 e N1.
A área do canteiro central entre o CCUG e a Praça do Buriti é definida como non aedificandi.
Será permitido o reparcelamento e/ou remanejamento somente dos lotes existentes e ainda não edificados
no SDC, desde que mantido o uso cultural como predominante e a ocupação máxima de 30% deste
setor. Os usos comercial e de serviços serão admitidos somente como complementares.

- Fica vedado na AP3 da ZP1A:


I. a criação de novos lotes e/ou projeções;

II. o cercamento de qualquer natureza dos lotes do setor;

III. criação de estacionamentos no subsolo do canteiro central do EM quando implicarem em supressão de


vegetação arbórea e introdução de elementos construídos acima do nível do gramado existente, exceto no
interior dos lotes;

IV. fixação de elementos publicitários ou informativos de qualquer natureza no canteiro central do EM,
exceto os relativos aos eventos devidamente autorizados pelo PP, a critério dos órgãos de preservação;

V. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP4 da ZP1A: EM da Praça do Cruzeiro até a EPIA:


I. manutenção das características do canteiro central do EM com a predominância de área verde;

II. manutenção de faixas non aedificandi no canteiro central do EM, com 30m a contar das margens
das vias S1 e N1.
Será admitido o desmembramento ou a criação de novos lotes, desde que sejam descontínuos e
destinados a abrigar equipamentos de caráter cultural e de uso público. Em caso de criação de novos
lotes o parcelamento não poderá ultrapassar 10% de ocupação desta Área de Preservação.
- Fica vedado na AP4 da ZP1A:
I. cercamento de qualquer natureza dos lotes do setor;

II. elementos publicitários ou informativos de qualquer natureza no canteiro central do EM, exceto os
relativos aos eventos devidamente autorizados pelo PP, a critério dos órgãos de preservação; e

III. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP5 da ZP1A: Setores Bancário Norte/Sul, Setores Médico Hospitalar Norte/Sul, Setores Comercial Norte/
Sul, Setores de Autarquias Norte/Sul, Setores Hoteleiro Norte/Sul, Setores de Rádio e Televisão Norte/Sul:
I. usos diversificados nos setores;

II. gabarito não uniforme e altura máxima até 65 metros;


III. garantia da função gregária por meio do estabelecimento de eixos contínuos e qualificados de
deslocamento de pedestres, e de áreas de convívio;

IV. manutenção da Galeria dos Estados que liga o Setor Bancário Sul ao Setor Comercial Sul.

- Fica vedado na AP5 da ZP1A:


I. cercamento de qualquer natureza dos lotes ou projeções dessa área, à exceção dos setores hospitalares;

II. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

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AP6 da ZP1A: Superquadras Norte/Sul (100, 200, 300 e 400), Eixo Rodoviário Norte/Sul, Comércio Local
Norte/Sul – CLN/CLS, Entrequadras Norte/Sul (100, 200, 300, 100/300 e 200/400), a Avenida W3 Norte/Sul,
CRS 502 a 516, CRN 502, SEPN 503 a 516, e respectivas entrequadras:
I. Setores de Habitações Coletivas Norte/Sul (superquadras) 100, 200, 300 e 400:
a) uso residencial predominante, complementado por prestação de serviços e institucionais de apoio;

b) Em sequência contínua, numeradas de 102 a 116, de 202 a 216, de 302 a 316 e de 402 a 416;

c) acesso único para automóveis, individualizados nas 100, 200 e 300, e conjugados nas 400;
d) faixa verde circundante, disposta em todo o perímetro e provida de densa arborização;

e) taxa máxima de ocupação de até 15% da área da SQ, considerando seu perímetro externo;
f) blocos residenciais multifamiliares implantados em projeções, com pilotis livres e de uso público,
garantindo a franca circulação de pedestres e usuários;

e) blocos residenciais multifamiliares e gabarito uniforme, sendo até 6 pavimentos sobre piso térreo em
pilotis nas superquadras 100, 200 e 300 com altura máxima de 23m, contados da cota de soleira até o
limite da laje de cobertura do 6º pavimento, acrescida de no máximo 4m para caixas d’água, casas de
máquinas e demais elementos técnicos;
f) gabarito de 3 pavimentos nos blocos residenciais multifamiliares das SQ 400, edificados sobre piso
térreo em pilotis, com altura máxima de 12m, contados da cota de soleira até o limite da laje de cobertura
do 3º pavimento, acrescida de no máximo 3m para caixas d’água, casas de máquinas e demais
elementos técnicos;
g) circulação livre de pedestres garantida pela ausência de barreiras de qualquer natureza, inclusive cercas-
vivas, nos pilotis e espaços públicos;

h) ocupação descontínua dos pilotis dos blocos residenciais nas SQ em no máximo 30% da área do
térreo, exclusivamente para portarias, zeladorias, cômodos técnicos e equipamentos de uso coletivo do
condomínio;

i) ocupação descontínua das coberturas dos blocos residenciais das SQ em no máximo 30% da área da
cobertura;
j) gabarito máx. dos EPC no interior das SQ em 1 pavimento; e

k) gabarito máx. de 2 pavimentos para os templos religiosos nas quadras 400.

A implantação de garagens subterrâneas além dos limites da projeção, não poderá reduzir o percentual de
áreas verdes da SQ, exceto quando se tratar dos acessos.

Nos pilotis dos blocos residenciais as distâncias entre os compartimentos construídos deverão ter
dimensões mín. de 2,50m, excluídos os pilares, e afastamento mínimo de 1,20m dos limites da projeção.

Na cobertura dos blocos residenciais qualquer ocupação, exceto a torre de circulação vertical, deverá
observar o afastamento mín. de 2,50m, contados a partir do limite da laje de cobertura do último pav. tipo.

O uso de jardineiras, guarda-corpo ou similares nos pilotis dos blocos residenciais para efeito de
proteção dos usuários, somente será permitido quando houver risco de queda, sendo que altura
desse elemento não poderá exceder 1,20 m, nem sua transparência visual ser inferior a 75%.
A implantação de quiosques nas SQ ficará condicionada à apresentação de um plano integral de
ocupação, considerando-se como referência de planejamento a Unidade de Vizinhança correspondente.

Não serão permitidos engenhos publicitários nas SQ Norte/Sul, com exceção de placas indicativas de
obras que deverão ser fixadas próximas às mesmas.

O Parque Olhos D’Água deverá ser mantido como parque ecológico aberto ao público, sendo admitidas
somente as construções definidas no seu plano de manejo.

II. No Comércio Local Norte – CLN, serão mantidos:


a) predominância de usos comerciais e prestação de serviços básicos;

b) tipologia, gabarito e implantação das edificações;

c) gabarito máximo de 3 pavimentos; e


d) áreas públicas desobstruídas, permitindo a livre circulação de pedestres entre os blocos.

Será admitido nos andares superiores dos blocos comerciais o uso habitacional como complementar.

Nas laterais dos blocos serão permitidas ocupações com mesas e cadeiras, desde que garantida a
acessibilidade e livre circulação de pedestres.

III. No Comércio Local Sul – CLS serão mantidos:


a) predominância de usos comerciais e prestação de serviços básicos;

b) tipologia, gabarito e implantação das edificações;

c) gabarito máximo de 2 pavimentos, garantida a cota de coroamento uniforme de cada bloco; e

d) áreas públicas desobstruídas, permitindo a livre circulação de pedestres entre os blocos.

O uso das coberturas dos blocos comerciais será exclusivo para implantação de caixas d’águas e
elementos técnicos.

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Serão admitidos acréscimos nas divisas voltadas para a SQ em até 6m, contados a partir do limite
dos lotes registrados em cartório. Não serão permitidos acréscimos nas laterais dos lotes, seja nas
extremidades dos blocos, seja nas áreas entre os blocos.
Nas laterais dos blocos serão permitidas ocupações provisórias com mesas e cadeiras, desde que
garantida a acessibilidade e livre circulação de pedestres.

Nas edificações situadas nos lotes de nº 35 do CLS - Restaurantes de Unidades de Vizinhança – RUVs
serão admitidos acréscimos junto às fachadas voltadas para a SQ e para as vias W1 e L1 em até 6m,
desde que garantida a acessibilidade e livre circulação de pedestres e mantidas as calçadas existentes, no
caso das ocupações voltadas para as vias W1 e L1.

Nas edificações situadas nos lotes de nº 35 do CLS - Restaurantes de Unidades de Vizinhança – RUVs
será mantido o gabarito máximo de 2 pavimentos.

IV. Nas Entrequadra Norte/Sul - EQN/EQS - 100, 200 e 300 serão mantidos:
a) usos diversificados, relacionados às características essenciais da escala residencial, à exceção do uso
residencial e industrial;

b) gabarito máximo de 3 pavimentos, exceto nos lotes destinados a templos religiosos, nas EQN/EQS 300;

c) altura máxima de 12m, nos lotes destinados a templos religiosos, nas EQN/EQS 300;

d) permeabilidade visual mínima de 75% no cercamento de lotes.

V. Nas Entrequadra Norte/Sul-EQN/EQS - 400 (comércio local), serão mantidos:


a) usos diversificados, à exceção do uso industrial; e

b) gabarito máximo de 3 pavimentos.

VI. Entrequadra Norte/Sul – EQN/EQS - 100/300 e 200/400:


a) usos diversificados, relacionados às características essenciais da escala residencial, à exceção do uso
residencial e industrial;

b) gabarito máximo de 2 pavimentos.

VII. Entrequadra 500 Sul, Lotes A (voltados para via W3 Sul):


a) usos diversificados, à exceção do uso residencial e industrial;

b) gabarito máximo de 3 pavimentos.

VIII. Entrequadra Norte – EQN 500 e Entrequadra Sul – EQS 500, lotes B (voltados para o CLN/CLS):
a) usos diversificados, à exceção do uso residencial e industrial;

b) gabarito máximo de 2 pavimentos.


Será admitida a complementação de uso dos lotes destinados a postos de abastecimento, lubrificação e
lavagem nos Eixos L e W Norte e Sul e naqueles voltados para as vias L1 e W1 Norte e Sul, desde que
mantido o gabarito e a taxa de ocupação existentes.

IX. Setor Comercial Residencial Sul – SCRS 500 e Setor Comercial Residencial Norte - SCRN 502:
a) usos diversificados;

b) interrupção espacial entre os blocos;

c) fachadas principais voltadas para a avenida W3;

d) marquises existentes na fachada voltada para a avenida W3;

e) gabarito máximo de 4 pavimentos, garantida a cota de coroamento uniforme de cada bloco.

X. Setor de Edifícios de Utilidade Pública Norte – SEPN/500 (W3 Norte), serão mantidos:
a) usos diversificados; à exceção do uso industrial.

Fica vedado na AP6 da ZP1A:


I. construção de muros, cercas-vivas ou similares ao longo do Eixo Rodoviário e Eixos L e W;

II. criação de novos lotes e projeções além dos previstos nas superquadras 100, 200, 300 e 400;

III. cercamento dos pilotis dos blocos residenciais das SQ 100, 200, 300 e 400;

IV. cercamento de qualquer natureza do perímetro das SQ 100, 200, 300 e 400; e,

V. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

ZP2A - Definida como ZP Leste, constitui a porção territorial a leste da ZP3A e tem importância
fundamental na composição da paisagem urbana do CUB, garantindo a sua integração espacial e visual
com o Lago Paranoá e a linha de cumeada de sua bacia.
É composta por 6 Áreas de Preservação, conforme mapa no Anexo 5:
I. AP1 – Setor de Administração Federal Norte/Sul, Setor de Embaixadas Norte/Sul, Parque de Uso
Múltiplo da Asa Sul, Parque Bosque dos Tribunais;

II. AP2 – Setor de Clubes Esportivos Norte, Setor de Mansões Isoladas Norte, Setor de Hotéis de Turismo
Norte, Setor de Clubes Esportivos Sul e Parque de Uso Múltiplo da Enseada Norte;

III. AP3 – Campus Universitário Darcy Ribeiro e Centro Olímpico da UnB;

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IV. AP4 – Vila Planalto;

V. AP5 – Setor Palácio Presidencial (SPP), Área Verde de Proteção e Reserva (AVPR), Setor de Proteção da
Vila Planalto (SPVP) e o Parque de Uso Múltiplo Vila Planalto;

VI. AP6 –Setor Terminal Norte/Sul (STN/STS) e Parque Estação Biológica.

AP1 da ZP2A - Setor de Administração Federal Norte e Sul (SAFN/SAFS), Setores de Embaixadas Norte e
Sul (SEN/SES), Parque de Uso Múltiplo da Asa Sul e Parque Bosque dos Tribunais:
I. Setor de Administração Federal Norte e Sul (SAFN/SAFS):

a) uso diversificado com predominância do uso institucional;

b) no SAFS, manutenção dos padrões de ocupação do solo vigentes, com gabarito não uniforme;

c) gabarito máximo de 5 pavimentos no SAFN;

d) ocupação urbana com predominância dos espaços livres sobre os construídos.

II. Setores de Embaixadas Norte e Sul (SEN/SES):

a) predominância de uso institucional;

b) altura máxima de 9 metros;


c) ocupação urbana com predominância dos espaços livres sobre os construídos.

Será admitido o reparcelamento do SEN e do SES.

III. Parque de Uso Múltiplo da Asa Sul:

a) manutenção como parque urbano público, com taxa máxima de ocupação de 2,5%.

IV. Parque Bosque dos Tribunais:

a) manutenção como bosque público de característica rústica, preservando-se a vegetação existente.

- Fica vedado na AP1 da ZP2A:


I. implantação de novos estacionamentos e ampliação dos existentes no Bosque dos Tribunais e na AVPR;

II. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP2 da ZP2A - Setor de Clubes Esportivos Norte/Sul (SCEN/SCES), Setor de Hotéis de Turismo Norte
(SHTN), Setor de Mansões Isoladas (SMI) e Parque de Uso Múltiplo da Enseada Norte:
I. Setor de Clubes Esportivos Norte/Sul (SCEN/SCES), e Setor de Hotéis de Turismo Norte (SHTN):

a) acesso público ao Lago, com exceção dos terrenos inscritos em Cartório de Registro de Imóveis com
acesso privativo à água, mantendo-se o afastamento mínimo de 30m da construção em relação às
margens em todos os lotes;

b) predominância de usos institucionais com atividades de recreação, lazer, turismo e cultura e atividades
diversificadas de comércio e prestação de serviços, no SCEN/SCES, exceto no Trecho 4 do SCES;

c) serviços de hospedagem e alojamento, no SHTN e no Trecho 4 do SCES;

d) gabarito máx. de 3 pavimentos, e altura máx. de 9m no SCEN/SCES, exceto no Trecho 4 do SCES;


e) gabarito máx. de 4 pavimentos, e altura máxima de 12m, no SHTN e no Trecho 4 do SCES.
II. Setor de Mansões Isoladas - SMI:

a) uso residencial unifamiliar;

b) gabarito máximo de 2 pavimentos.

III. Parque de Uso Múltiplo da Enseada Norte: manutenção como área especial de preservação ambiental.

- Fica vedado na AP2 da ZP2A:


I. instalação de grades, cercas, aterros e construções de uso privativo sobre o espelho d'água do Lago e
em suas margens;

II. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP3 da ZP2A - Campus Universitário Darcy Ribeiro e Centro Olímpico da UnB:


I. manutenção dessa área como campus universitário;

II. manutenção dos usos inerentes às atividades do campus universitário, complementados por atividades
e serviços de apoio aos usuários;

III. manutenção da predominância dos espaços livres sobre os espaços construídos;

IV. altura máxima de 15m, à exceção dos blocos residenciais multifamiliares existentes, de até 6
pavimentos sobre piso térreo em pilotis.
- Fica vedado na AP3 da ZP2A:
I. instalação de grades, cercas, aterros e construções de uso privativo sobre o espelho d'água do Lago e
em suas margens;

II. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP4 da ZP2A - Vila Planalto:


I. predominância do uso residencial;

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II. manutenção do sistema viário principal;

III. manutenção de praças, largos, equipamentos comunitários e áreas públicas;

IV. manutenção de faixa non aedificandi adjacente à Vila Planalto, com a preservação da vegetação nativa
do Cerrado;

V. manutenção da cobertura vegetal nativa remanescente nos espaços livres.

AP5 da ZP2A – Setor Palácio Presidencial (SPP), Área Verde de Proteção e Reserva (AVPR) e Setor de
Proteção da Vila Planalto (SPVP):

I. uso e destinação exclusiva para residências oficiais da Presidência e Vice-presidência da República e


atividades complementares, no Setor Palácio Presidencial (SPP);

II. manutenção da Área Verde de Proteção e Reserva (AVPR) e do Setor de Proteção da Vila Planalto (SPVP)
como áreas non aedificandi;

III. manutenção do sistema viário principal;

IV. manutenção das áreas remanescentes de cobertura vegetal nativa do Cerrado;

V. preservação ambiental e paisagística da Lagoa do Jaburu.

As áreas verdes livres não destinadas à ocupação na presente data serão consideradas non aedificandi.

- Fica vedado na AP5 da ZP2A:


I. criação de novos lotes;

II. instalação de grades, cercas, aterros e construções de uso privativo sobre o espelho d’água do Lago e
em suas margens;

III. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP6 da ZP2A: Setor Terminal Norte/Sul (STN/STS) - porção leste; Parque Rural Estação Biológica:
I. Setor Terminal Norte/Sul (STN/STS) - porção leste:

a) manutenção das áreas remanescentes de cobertura vegetal nativa do Cerrado;

b) manutenção do calçadão da Asa Norte como parque de uso público;

c) as áreas públicas na porção leste do STN, incluindo a área livre delimitada pelo Eixo Rodoviário, pela via
L4 Norte e pelas quadras SQN 216 e SQN 416 serão consideradas non aedificandi;

d) as áreas públicas na porção leste do STS, delimitadas pelo Eixo Rodoviário, pela via L4 Sul e pelas
quadras SQS 216, SQS 416 e SGAS 616, são consideradas como non aedificandi.

II. Parque Rural Estação Biológica: manutenção dessa área como Área de Preservação Ambiental.

- Fica vedado na AP6 da ZP2A:


I. instalação de grades, cercas, aterros e construções de uso privativo sobre o espelho d'água do Lago e
em suas margens;

II. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

ZP3A: Definida como área complementar do Plano Piloto, é a porção territorial contígua à ZP1A.
É composta de 4 Áreas de Preservação, conforme mapa de localização no Anexo 6:

I. AP1 – Setor de Habitações Coletivas Geminadas Norte - SHCGN; Setor de Habitações Individuais
Geminadas Sul - SHIGS; Setor Comercial Local Residencial Norte - SCLRN e Setor Comercial Residencial
Norte - SCRN, à exceção da quadra SCRN 502;

II. AP2 – Setores de Grandes Áreas Norte e Sul - SGAN/SGAS e Entrequadra Norte - EQN 700/900;

III. AP3 –Setor de Edifícios de Utilidade Pública Sul - SEPS e Setor Hospitalar Local Sul - SHLS;

IV. AP4 – Setor Terminal Norte –STN (porção oeste); e Setor Hospitalar Local Norte-SHLN.

AP1 da ZP3A - Setor de Habitações Coletivas Geminadas Norte-SHCGN; Setor de Habitações Individuais
Geminadas Sul-SHIGS; Setor Comercial Local Residencial Norte-SCLRN e Setor Comercial Residencial
Norte-SCRN, à exceção da quadra SCRN 502:
I. SHIGS e SHCGN:

a) manutenção do uso residencial como predominante;

b) manutenção das características urbanísticas de parque nas quadras residenciais;

c) garantia de livre circulação de pedestres em condições adequadas entre os blocos;

d) Gabarito das edificações residenciais unifamiliares em 2 pavimentos, com altura máx. de 8,5m.
II. SCLRN e SCRN, exceto quadra SCRN 502:

a) manutenção dos atuais padrões volumétricos no SCRN e no SCLRN, garantida a cota de coroamento
uniforme de cada bloco;

b) manutenção do uso diversificado, à exceção do uso industrial.

- Fica vedado na AP1 da ZP3A:


I. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

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AP2 da ZP3A - Setores de Grandes Áreas Norte e Sul – SGAN/SGAS 600 e 900, e Entrequadra Norte –
EQN 700/900, ficam estabelecidos os seguintes critérios:

I. gabarito máximo de 4 pavimentos, com altura máxima de 12,50m, no SGAN/SGAS;

II. altura máxima de 17m, nas EQN 700/900;

III. manutenção do sistema viário principal.

- Fica vedado na AP2 da ZP3A:


I. instalação de elementos publicitários ou letreiros nos lotes lindeiros ao Parque da Cidade e ao Parque de
Uso Múltiplo Burle Marx, em suas faces voltadas para os parques;

II. uso de rede de distribuição aérea para implantação infraestrutura e serviços públicos.

AP3 da ZP3A - Setor de Edif. de Utilidade Pública Sul - SEPS e Setor Hospitalar Local Sul -SHLS:

I. Setor de Edifícios Públicos Sul – SEPS:

a) manutenção do sistema viário principal;

b) gabarito máximo de 6 pavimentos;

c) uso diversificado, à exceção do uso industrial.

II. Setor Hospitalar Local Sul-SHLS:

a) Uso diversificado à exceção do uso residencial e industrial;

b) Gabarito máximo de 7 pavimentos.

- Fica vedado na AP3 da ZP3A:


I. uso de rede de distribuição aérea para implantação da infraestrutura e serviços públicos.

AP4 da ZP3A - Setor Terminal Norte (porção oeste) - STN; e Setor Hospitalar Local Norte - SHLN:

I. Setor Terminal Norte - STN (porção Oeste):

a) uso diversificado à exceção do uso residencial e industrial;

b) gabarito máximo de 4 pavimentos.

II. Setor Hospitalar Local Norte - SHLN:

a) usos diversificados à exceção do uso residencial e industrial;

b) gabarito máximo de 7 pavimentos.

- Fica vedado na AP4 da ZP3A:


I. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura de serviços públicos.

ZP4A: Corresponde à porção territorial do CUB situada a oeste da ZP3A, que possui grandes áreas verdes
e ocupação rarefeita, o que lhe confere o papel de zona de amortecimento entre a Macroárea A e a
Macroárea B. É composta de 4 Áreas de Preservação, conforme mapa no Anexo 7:
I. AP1 – Parque da Cidade D. Sarah Kubitschek – Setor de Recreação Pública Sul - SRPS;

II. AP2 – Parque de Uso Múltiplo Burle Marx;

III. AP3 – Setor de Recreação Pública Norte – SRPN;

IV. AP4 – Cemitério Campo da Esperança – CES.

AP1 da ZP4A – Parque da Cidade D. Sarah Kubitscheck:

I. manutenção como parque urbano público;

II. uso diversificado com prioridade para atividades recreativas, esportivas, culturais e de lazer;

III. manutenção da taxa máxima de ocupação do Parque até 2,5%;


IV. gabarito máximo de 2 pavimentos.

Novas edificações como ginásios, pavilhões e quadras cobertas com altura máxima de 12m.
- Fica vedado na AP1 da ZP4A:
I. criação de acesso viário de qualquer natureza ao Parque da Cidade através dos lotes lindeiros;

II. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP2 da ZP4A – Parque de Uso Múltiplo Burle Marx:

I. manutenção dessa área como parque urbano público;

II. usos diversificados com prioridades para as atividades recreativas, esportivas, culturais e lazer;

III. taxa máxima de ocupação de até 2,5%;


IV. gabarito máximo de 2 pavimentos.

Edificações como: ginásios/pavilhões/quadras cobertas, não poderão ultrapassar a altura máxima de 12m.

- Fica vedado na AP2 da ZP4A:


I. criação de acesso viário de qualquer natureza ao Parque Burle Marx através dos lotes lindeiros;

II. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP3 da ZP4A - Setor de Recreação Pública Norte-SRPN (Estádio/Autódromo):

I. uso predominante para atividades recreativas e esportivas;

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II. taxa máxima de ocupação de 15% do setor;

III. altura máx. das edificações em até 12m, à exceção de estádios, ginásios, pavilhões e quadras cobertas.

Será admitido o reparcelamento do setor, desde que sejam mantidos a altura máxima, o uso
predominante e a taxa máxima de ocupação.
- Fica vedado na AP3 da ZP4A:
I. o cercamento de qualquer natureza das áreas adjacentes ao Ginásio de Esportes Nilson Nelson e ao
Estádio Nacional Mané Garrincha;

II. uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

AP4 da ZP4A - Cemitério Campo da Esperança:

I. manutenção dessa área como cemitério-parque;

II. manutenção do uso predominante de prestação de serviços funerários, complementada com atividades
de apoio aos usuários.

Fica vedado o uso de rede de distribuição aérea para implantação de infraestrutura e serviços públicos.

MACROÁREA DE PROTEÇÃO B
Compreende a porção Oeste do conjunto tombado e envolve os setores urbanos implantados fora da
estrutura concebida por Lucio Costa no Relatório do Plano Piloto de Brasília.

É delimitada a norte pela via principal do STN, desta até sua interseção com o limite oeste do Parque Burle
Marx, prosseguindo pelas vias limítrofes a leste e sul do Setor de Administração Municipal - SAM até a
Estrada Parque Armazenagem e Abastecimento – EPAA/DF-010, desta até sua interseção com a via N1,
excluindo o EM até sua interseção com a EPIA, prosseguindo pela via S1 até sua interseção com a 1ª
Avenida do Sudoeste, desta até a via limítrofe a norte do SIG, desta até o limite oeste do Parque da
Cidade, deste até o limite oeste do Cemitério Campo da Esperança - CES, excluindo o Cemitério, deste até
sua interseção com a Estrada do Setor Policial, desta até sua interseção com o Eixo Rodoviário Sul, desta
até sua interseção com a via L4 Sul, desta até sua interseção com o curso d’água do Parque de Uso
Múltiplo da Asa Sul, deste até a margem oeste do Lago Paranoá, desta até o córrego Vicente Pires, deste
até sua interseção com a EPIA, desta até sua interseção com a via principal do STN, conforme mapa de
delimitação no Anexo 2.

A Macroárea B é composta por 3 Zonas de Preservação, conforme mapa de delimitação no Anexo 3:

I. Zona de Preservação 1 – ZP1B;


II. Zona de Preservação 2 – ZP2B;
III. Zona de Preservação 3 – ZP3B.
ZP1B - compreende parte da porção urbana descrita no documento Brasília Revisitada 1985/87 e outras
aglomerações urbanas contíguas, concomitantes com ou posteriores à implantação do Plano Piloto,
constituindo-se em área de proteção subsidiária ao CUB, situada a oeste da ZP4A e ao sul do Eixo
Monumental. A ZP1B é composta de 3 Áreas de Preservação, mapa no Anexo 8:

I. AP1 - Setor de Habitações Coletivas Econômicas Sul – SHCES – Cruzeiro Novo; Setor Residencial
Econômico Sul – SRES – Cruzeiro Velho; Áreas Octogonais – AOS;

II. AP2 – Setor de Habitações Coletivas Sudoeste – SQSW, Parque de Uso Múltiplo das Sucupiras, Parque
Urbano Bosque do Sudoeste, Comércio Local (CLSW) e Entrequadras (EQSW); Setor de Habitações
Coletivas Sudoeste – Quadras residenciais (QRSW), Comércio Local (CLRSW) e Entrequadras (EQRSW);
Setor de Habitações Coletivas Sudoeste – Quadras Mistas (QMSW) e Centro Comercial (CCSW); Setor
Hospitalar Local Sudoeste (SHLSW); Instituto de Meteorologia – INMET, CEB e CAESB;

III. AP3 - Setor de Indústrias Gráficas – SIG.

AP1 da ZP1B - Setor de Habitações Coletivas Econômicas Sul – SHCES – Cruzeiro Novo; Setor
Residencial Econômico Sul – SRES – Cruzeiro Velho; Áreas Octogonais – AOS:
I. Setor de Habitações Coletivas Econômicas Sul – SHCES – Cruzeiro Novo:

a) uso residencial, complementado por comércio, prestação de serviços e institucional;

b) gabarito dos blocos residenciais multifamiliares de 4 pavimentos, sobre térreo em pilotis;

c) gabarito máximo do comércio local e institucional de 3 pavimentos.

II. Setor Residencial Econômico Sul – Cruzeiro Velho

a) uso residencial unifamiliar predominante, com gabarito máximo de 3 pavimentos;

b) gabarito máximo do comércio local e institucional de 3 pavimentos.

III. Áreas Octogonais – AOS:

a) uso residencial, complementado por prestação de serviços de apoio aos moradores;

b) blocos residenciais multifamiliares com gabarito de 6 pavimentos, sobre térreo em pilotis.

AP2 da ZP1B - Setor de Habitações Coletivas Sudoeste – SQSWs, Parque de Uso Múltiplo das Sucupiras,
Parque Urbano Bosque do Sudoeste, CLSWs e EQSWs; Setor de Habitações Coletivas Sudoeste –
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Quadras residenciais (QRSW), Comércio Local (CLRSW) e Entrequadras (EQRSW); Setor de Habitações
Coletivas Sudoeste – Quadras Mistas (QMSW) e Centro Comercial (CCSW); Setor Hospitalar Local
Sudoeste (SHLSW); Áreas do Instituto Nacional de Meteorologia-INMET, da CEB e da CAESB:

I. Setor de Habitações Coletivas Sudoeste – Superquadras (SQSW) e Quadras Residenciais (QRSW):

a) uso residencial, complementado por prestação de serviços e institucional de apoio aos moradores;

b) blocos residenciais multifamiliares implantados em projeção e com gabarito de 6 pavimentos nas SQSW
e 3 pavimentos nas QRSW, sobre térreo em pilotis, sem cercamento de qualquer natureza;

c) ocupação descontínua e de no máximo 40% da área dos pilotis dos blocos residenciais;
d) ocupação descontínua e de no máximo 40% da área da cobertura dos blocos residenciais;
e) gabarito máximo dos equipamentos públicos comunitários no interior das superquadras de 1 pavimento.

Na cobertura dos blocos residenciais qualquer ocupação, exceto a torre de circulação vertical, deverá
observar o afastamento mínimo de 2,50m, contados a partir do limite da laje de cobertura do último
pavimento tipo.

II. Comércio Local (CLSW), Comércio Local (CLRSW) e Entrequadras (EQSW e EQRSW):

a) uso diversificado com predominância do comercial e institucional;

b) gabarito dos blocos comerciais e institucionais de até 3 pavimentos, em CLSW, CLRSW e EQRSW,
exceto para lotes de templos religiosos;

c) altura máxima de 8,5m para templos religiosos;

d) gabarito máximo dos blocos institucionais de 4 pavimentos, nas EQSW.

III. Setor de Habitações Coletivas Sudoeste – Quadras Mistas (QMSW) e Centro Comercial (CCSW):

a) uso diversificado;

b) blocos residenciais implantados em projeção e com gabarito máximo em até 6 pavimentos (térreo mais
cinco) nas quadras 1 e 4 da CCSW, e em até 4 pavimentos (térreo mais três) nas demais quadras.

IV. Área do INMET, CEB e Caesb:

a) manutenção do uso institucional como predominante, complementado por atividades de apoio e


prestação de serviços;

b) manutenção do uso institucional como predominante, gabarito máximo de 6 pavimentos e taxa máxima
de ocupação de 15% para novos lotes, em caso de reparcelamento do lote do INMET.

V. Parque de Uso Múltiplo das Sucupiras e Parque Urbano Bosque do Sudoeste:

a) manutenção como parque urbano público, com taxa máxima de ocupação em até 2,5%; e

b) gabarito máximo de 1 (um) pavimento;

c) respeito à faixa non aedificandi do EM, no caso de construções no Pq. de Uso Múltiplo das Sucupiras.

VI. Setor Hospitalar Local Sudoeste:

a) predominância do uso hospitalar; e,

b) gabarito máximo de 4 pavimentos, à exceção do Hospital das Forças Armadas.

- Fica vedado na AP2 da ZP5B:


I. cercamento de pilotis nas quadras residenciais SQSW, QRSW; e

II. cercamento de qualquer natureza do espaço das superquadras residenciais.

AP3da ZP1B - Setor de Indústrias Gráficas – SIG:

I. uso diversificado;

II. gabarito máximo de 5 pavimentos.

ZP2B: Compreende parte da porção urbana descrita no documento Brasília Revisitada 1985/87 e outras
aglomerações urbanas contíguas, concomitantes com ou posteriores à implantação do Plano Piloto,
constituindo-se em área de proteção subsidiária ao CUB, situada a oeste da ZP4A e ao norte do Eixo
Monumental. É composta de 3 Áreas de Preservação, conforme mapa no Anexo 9:
I. AP1 - Setor Militar Urbano – SMU;

II. AP2 - Setor de Habitações Coletivas Noroeste – SHCNW; SQNW; ARIE Cruls;

III. AP3 - Setor de Administração Municipal–SAM e Setor de Garagens Oficiais – SGO.

AP1 da ZP2B - Setor Militar Urbano – SMU:

I. usos vinculados às atividades institucionais das Forças Armadas e atividades complementares de apoio;

II. ocupação com predominância dos espaços livres sobre os espaços construídos;

III. gabarito máximo de 4 pavimentos, exceto para ginásios, pavilhões e quadras cobertas, máx. 17m.

AP2 da ZP2B - SHCNW, SQNW e Área de Relevante Interesse Ecológico - ARIE Cruls:
I. Setor de Habitações Coletivas Noroeste – SHCNW, Superquadra Noroeste – SQNW:

a) uso residencial, complementado pelas áreas comerciais, de prestação de serviços e institucionais;

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 47 de 148

b) blocos residenciais multifamiliares e implantados em projeção e com gabarito máximo de 6 pavimentos,


sobre térreo em pilotis;

c) ocupação descontínua dos pilotis dos blocos residenciais nas superquadras em no máximo 40%
da área do térreo;
d) ocupação descontínua das coberturas dos blocos residenciais no máximo 40% da área da
cobertura;

e) garantia de circulação livre de pedestres.

Na cobertura dos blocos residenciais qualquer ocupação, exceto a torre de circulação vertical, deverá
observar o afastamento mínimo de 2,50m, contados a partir do limite da laje de cobertura do último
pavimento tipo.

II. ARIE Cruls: manutenção como área de interesse ambiental.


AP3 da ZP2B – Setor de Administração Municipal – SAM e Setor de Garagens Oficiais – SGO:

I. usos diversificados;

II. gabarito máximo de 5 pavimentos.

Será admitido o reparcelamento do Setor de Garagens Oficiais – SGO.

ZP3B: Compreende aglomerações urbanas contíguas, concomitantes com ou posteriores à implantação


do Plano Piloto, constituindo-se em área de proteção subsidiária ao CUB, situada na extremidade sul do
conjunto. É composta por 3 Áreas de Preservação, conforme mapa no Anexo 10:
I. AP1 - SMAS, Setor Hípico – SHIP, Setor Policial – SPO e STS (porção Oeste);

II. AP2 – Vila Telebrasília, Candangolândia;

III. AP3 - Área Especial de Proteção do Jardim Zoológico; ARIE do Santuário de Vida Silvestre do Riacho
Fundo; Paq. das Aves, Parque Ecológico da Candangolândia.

AP1 da ZP3B - Setor de Múltiplas Atividades Sul – SMAS, Setor Hípico – SHIP, Setor Policial – SPO e Setor
Terminal Sul-STS (porção Oeste, lotes 1 e 2, Terminal de Integração e estação metrô Asa Sul):

I. uso diversificado;

II. gabarito máximo de 5 pavimentos.

AP2 da ZP3B – Vila Telebrasília, Candangolândia:

I. manutenção da volumetria das edificações;

II. manutenção da malha urbana consolidada da Vila Telebrasília;

III. manutenção da malha urbana consolidada da Candangolândia.

AP3 da ZP3B – Área Especial de Proteção do Jardim Zoológico; ARIE do Santuário de Vida Silvestre do
Riacho Fundo; Parque das Aves, Parque Ecológico da Candangolândia:

I. manutenção como área de interesse ambiental.

II. taxa máxima de ocupação em até 1,5%, no Parque das Aves;


III. gabarito máximo de 1 pavimento, no Parque das Aves.

DISPOSIÇÕES FINAIS
Para efeito de cumprimento do disposto nessa Portaria, os projetos de intervenção no CUB serão
submetidos à análise e aprovação do DF, cabendo obrigatoriamente a análise e aprovação do IPHAN
apenas nos casos de intervenções que impliquem em:

I. alteração de usos e classes de atividades,

II. alteração de parâmetros urbanísticos referentes a altura, taxa de ocupação, CA e afastamentos;

III. alteração do sistema viário principal, na Macroárea A;

IV. criação, desmembramento, remembramento e reparcelamento de lotes, na Macroárea A;

V. planos de ocupação para instalação de engenhos publicitários, quiosques e estruturas de


telecomunicação, na Macroárea A;

VI. alteração do projeto padrão de sinalização, constante do PD de Sinalização do DF, e do padrão de


endereçamento urbano.

A obrigatoriedade de análise por parte do IPHAN incide igualmente sobre as Áreas de Gestão Autônoma.

O IPHAN, a seu critério e a qualquer tempo, poderá requisitar a análise de outras intervenções no espaço
urbano, que julgar pertinentes à preservação do CUB.

GLOSSÁRIO
• Afastamentos mínimos: faixas não edificáveis situadas no interior dos lotes, entre seus limites e a área
passível de ocupação pela edificação, de acordo com a LUOS, destinadas a garantir ventilação e
iluminação naturais, bem como privacidade dos moradores vizinhos.

• Alinhamento do lote ou projeção: limite entre o lote/projeção e o logradouro público ou lotes vizinhos.

• Área livre: área desimpedida de edificações no interior dos lotes ou em áreas públicas passível de
ocupação por paisagismo e pavimentações.

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 48 de 148

• Área de vizinhança: unidade residencial provida de bens e serviços para as necessidades diárias dos
seus moradores, composta de 4 SQ, comércio local, equipamentos de uso coletivo e estrutura viária.

• Cobertura: ocupação parcial sobre a laje de cobertura do último pavimento da edificação, para lazer e
recreação, quando permitida pela LUOS, não se constituindo em unidade imobiliária autônoma.

• Cobertura vegetal nativa: vegetação pertencente ao bioma local de sua implantação.

• Cota de soleira: indicação ou registro numérico correspondente ao nível de acesso de pessoas à


edificação ou, no caso de projeções em superquadras, em nível do pilotis, fornecido pelas
Administrações Regionais com a finalidade de evitar o afloramento deliberado do subsolo.

• Malha urbana: conjunto dos elementos (ruas, terrenos, construções) que compõem, integradamente, o
espaço da cidade, tecido urbano.

• Paisagem urbana: a arte de tornar coerente e organizado, visualmente, o emaranhado de edifícios, ruas
e espaços que constituem o ambiente urbano; processo pelo qual se organiza equilibra e torna coerente
todo o espaço urbano; resultado das mudanças do meio físico provocadas pelo homem, sendo uma
paisagem natural modificada em sua dinâmica, ligada aos sistemas políticos e econômicos dominantes
ao longo do processo histórico.

• Patrimônio Mundial: a Lista do Patrimônio Mundial foi instituída pela UNESCO, após a Convenção Geral
para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural (1972) e se destina a promover a identificação,
a proteção e a preservação do patrimônio cultural e natural de todo o mundo, considerado de
excepcional valor para toda a humanidade; no caso de bens do patrimônio cultural, podem ser inscritos
nessa lista monumentos, conjuntos de edifícios ou sítios de valor histórico, estético, arqueológico,
científico, etnológico e antropológico; quando inscrito nessa lista, um bem cultural é popularmente
conhecido como “Patrimônio da Humanidade” ou “Patrimônio Cultural da Humanidade”.

• Pilotis: designa o sistema de pilares que elevam o edifício do chão, permitindo o trânsito de pedestres
atravessando-o em seu nível térreo; por extensão, chama-se pilotis a área de uso público no térreo dos
edifícios de superquadras e outros, formada pelo conjunto de pilares que sustentam a edificação,
espaços livres que permitam a circulação transversal e áreas de uso comum do condomínio.

• Projeção: unidade imobiliária urbana, desvinculada ou não de uma via de acesso, peculiar do CUB que
constitui parcela autônoma de parcelamento, definida por limites geométricos e caracterizada por
possuir, no mínimo, três de suas divisas voltadas para área pública, taxa de ocupação de 100%de sua
área e nível térreo livre, permitindo a circulação de pedestres.

• Remembramento: união de 2 ou mais lotes, passando a constituir uma unidade imobiliária indivisa.

• Subsolo: pavimento situado abaixo do térreo, que apresenta 60% ou mais de seu volume enterrado em
relação ao perfil natural do terreno.

• Superquadra - SQ: unidade fundamental da área de vizinhança, componente principal da Escala


Residencial, constituída por uma poligonal de aproximadamente 300 x 300m, com faixa non aedificandi
arborizada com largura em torno de 20m em todo seu perímetro, composta de entrada única e projeções
de edifícios residenciais de até 6 pavimentos sobre pilotis, dispersas em seu interior, com taxa de
ocupação obedecendo geralmente ao limite de 15% da poligonal; as SQ 400 norte e sul, são SQ com as
mesmas características, porém aglutinadas duas a duas, com entrada única, área institucional dispersa
em seu interior e edifícios de 3 pavimentos sobre pilotis.

• Taxa de ocupação: índice percentual da área do lote, projeção ou setor que pode ser ocupada pela
projeção das edificações em seu interior, excluindo-se beirais, brises, pergolados, guaritas e
elementos arquitetônicos decorativos acoplados às fachadas do edifício.

• Taxa ou índice de permeabilidade: índice % de área livre de terreno natural ou tratado


paisagisticamente, sem edificações, coberturas ou pisos impermeabilizantes, destinado a garantir
permeabilidade de parte do terreno para o escoamento das águas pluviais que ali caem.

• Tombamento: instrumento jurídico de proteção do patrimônio cultural brasileiro referente a bens culturais
materiais, isolados ou em conjuntos, organizada pelo Decreto-Lei no 25/1937, e recepcionada pela CF88
em seu artigo no 216, §1º. É de competência comum à União, Estados, Municípios e o DF.

• Uso comercial de bens e de serviços: corresponde às atividades que abrangem a comercialização de


produtos, valores e serviços.

• Uso industrial: corresponde às atividades de extração e transformação da matéria-prima em bens de


produção e de consumo.

• Uso residencial: corresponde à atividade de habitação; pode ser unifamiliar (unidade residencial onde
habita uma família, casa) ou multifamiliar (unidades onde habitam mais de uma família, como edifícios ou
condomínios).

15 - DF Lei nº 47/89 - Tombamento de BENS de valor cultural


O patrimônio histórico, artístico e natural do DF é constituído por:
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I - bens, móveis e imóveis, existentes em seu território, cuja conservação seja do interesse público;
II - monumentos naturais, sítios e paisagens que importa conservar e proteger;
É de interesse público a conservação dos bens que se vinculam a fatos memoráveis da história de Brasília
e os de excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico;
Importa conservar e proteger os monumentos naturais, sítios e paisagens de feição notável pelas
qualidades com que tenham sido dotados pela natureza ou agenciados pela indústria humana.
Os bens referidos serão considerados parte do patrimônio histórico, artístico e natural do DF depois de
tombados e inscritos, singular, coletiva ou agrupadamente, num dos Livros de Tombo.
O tombamento far-se-á mediante ATO do Governador do DF, com base em deliberação do Conselho
de Defesa do Patrimônio Cultural do DF.
O tombamento de bens pertencentes ao DF far-se-á de ofício, e o de bens pertencentes a outras pessoas,
voluntária ou compulsoriamente, segundo as modalidades, os critérios e os prazos estabelecidos em
Regulamento;
• O tombamento será voluntário sempre que o proprietário o solicitar, devendo o bem atender aos
requisitos para integrar o Patrimônio Cultural do DF, a juízo do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural
do DF, ou sempre que o mesmo proprietário anuir, por escrito, à notificação da autoridade competente.
• O tombamento será compulsório quando o proprietário opuser recusa à inscrição do bem.
O proprietário do bem tombado terá o prazo de 30 dias, a partir do recebimento da notificação, para
manifestar sua anuência ao tombamento ou impugná-lo.
O tombamento dos bens será considerado provisório enquanto o respectivo processo não estiver
concluído. Enquanto persistir o tombamento provisório, este se equipara ao definitivo.
Os bens tombados pela União, localizados no DF, serão inscritos ex-oficio nos Livros de Tombo.
O tombamento dos bens pertencentes à União dependerá de anuência da autoridade responsável.
1. LT dos Bens Móveis de Valor Arqueológico, Etnográfico, Bibliográfico, Histórico e Artístico;
2. LT de Edifícios e Monumentos Isolados;
3. LT de Conjunto Urbano e Sítios Históricos;
4. LT de Monumentos, Sítios, Paisagens Naturais e Arqueológicas.
O ato de tombamento definirá uma área de tutela.
Não se poderá, nas áreas de tutela, sem prévia autorização do Conselho, edificar ou demolir construções
ou modificar a ambiência ou os campos visuais, sem proceder à colocação de cartazes e anúncios. A
inobservância acarretará para o infrator a obrigação de demolir a construção, reconstruir o objeto demolido
e restaurar a ambiência modificada pelo ato ilícito;
A saída do território do DF de bem notificado ou inscrito como de valor cultural dependerá de autorização
do SECULT, ouvido o Conselho.
Extravio, roubo ou furto de qualquer objeto tombado, o proprietário deverá comunicar a ocorrência, no
prazo de 24 hs, à autoridade policial e ao Secretário da Cultura, sob pena de lhe ser aplicada muita
correspondente à 1/2 do valor da obra. - DIFERENTE FEDERAL!!
Os atos cometidos contra os bens são equiparados aos cometidos contra o patrimônio nacional.

Não vigora mais no direito brasileiro a exigência do direito de preferência à União, Estados e
Municípios na aquisição de bens!!! Ocorre que, o Novo CPC, em seu artigo 1.072, inciso I, dispôs:
Art. 1.072. Revogam-se:
I - o art. 22 do Decreto-Lei no 25, de 30 de novembro de 1937;
O Novo CPC revogou expressamente o direito de preferência legal previsto em relação aos bens
tombados. E as bancas tem cobrado demasiadamente este ponto.
Ressalvadas as exceções previstas em lei, é vedada a destruição, demolição ou mutilação de qualquer
bem objeto de tombamento.
A restauração, reforma ou pintura dependerão de prévia autorização especial do Conselho, sob pena de
cominação da multa de 1/2 do valor da obra, sem prejuízo do ressarcimento por eventual dano causado.
O cancelamento do tombamento far-se-á mediante decreto do Governador, por iniciativa do
SECULT, após decisão do Conselho.
O cancelamento do tombamento só poderá ser concedido:
I - quando se provar que resultou de erro de fato quanto à sua causa determinante;
II - por exigência indeclinável do desenvolvimento econômico-social do DF, em atendimento a uma
proposta que leve em conta a indispensável conciliação entre a preservação dos bens culturais e o
processo de desenvolvimento.
São ratificados os tombamentos realizados pelo Governo do DF.
Aplica-se subsidiariamente ao DF a legislação federal relativa à preservação de bens culturais e
naturais e a referente à respectiva expropriação.
16 - DF Lei nº 3.977/07 - Bens Culturais de natureza IMATERIAL
Institui o registro de bens culturais de natureza imaterial que constituem patrimônio artístico, cultural e histórico do DF.
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 50 de 148

O registro dos bens culturais de natureza imaterial terá como referência a continuidade histórica do bem e
sua relação com a identidade, a ação e a memória dos diferentes grupos integrantes da comunidade.

O registro dará ao bem o título de Patrimônio Cultural do DF e consistirá na inscrição em um dos livros:

I – Livro de Registro dos Saberes;


II – Livro de Registro das Celebrações;
III – Livro de Registro das Formas de Expressão;
IV – Livro de Registro dos Lugares.
O registro dar-se-á por ato do Governador do DF, com base em deliberação do Conselho de Cultura.
O registro do bem será proposto por:
I – Secretário de Estado de Cultura do DF (Não pelo GOV. não há hipótese);
II – sociedade ou associação civil.
A proposta de registro dirigida ao órgão será acompanhada de ampla documentação com descrição
pormenorizada do bem e de seu valor cultural. Será dada ampla divulgação, na imprensa oficial e nos
meios de comunicação do DF, à abertura e conclusão do processo de registro do bem.

O registro do bem em um dos Livros será reavaliado a cada 10 anos, quando se decidirá sobre sua
permanência com o título de Patrimônio Cultural do DF.

DF buscará a integração com o Entorno para a proteção dos bens culturais de natureza imaterial comuns.

17 - DF Lei nº 5.022/2013 - EIV (EIVAV)


Regula a aplicação do EIV, prevista nos arts. 204 a 208 da LC nº 803/2009 - PDOT.

Aplica-se em todo o território do DF.

Instrumento de planejamento, controle urbano e subsídio à decisão do PP para aprovação de projeto,


emissão de autorização ou licença para implantação, construção, ampliação ou funcionamento de
empreendimentos e atividades públicos ou privados, em área urbana ou rural, que possam colocar em
risco a qualidade de vida da população, a ordenação urbanística do solo e o meio ambiente, causar-lhes
dano ou exercer impacto sobre eles. A realização de EIV não pode ser aplicada para autorizar a
implantação de empreendimentos e atividades em discordância com as normas urbanísticas.
ATESTADO DE VIABILIDADE - AV é o documento que autoriza e orienta a aprovação de projetos e a
emissão de autorização ou licença para implantação, construção, ampliação ou funcionamento para os
casos previstos nesta Lei.
A realização de EIV pode ser aplicada às OUCs e às atividades do Anexo desta Lei.
OBJETIVOS:
I – abordar os efeitos + e - do empreendimento/atividade quanto à qualidade de vida da população
residente ou usuária da área de estudo e suas proximidades;
II – assegurar o respeito ao interesse coletivo quanto aos limites do parcelamento, do uso, da ocupação do
solo e do desenvolvimento econômico para garantir o direito à qualidade de vida bem-estar da população;
III – identificar, qualificar, estimar, analisar e prever a presença de impacto ou risco de dano que possa ser
causado pela implantação de empreendimento ou atividade;
IV – proteger e valorizar a paisagem urbana e o patrimônio cultural distrital;
V – proteger e valorizar a paisagem urbana e o patrimônio cultural brasileiro, em especial o CUB;
VI – possibilitar a inserção harmônica do empreendimento ou da atividade no seu entorno, de modo a
promover a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico, preservando os interesses gerais e coletivos;
VII – definir medidas para prevenir, eliminar, minimizar e compensar os efeitos adversos de
empreendimento ou atividade com risco à saúde, à segurança e ao bem-estar da população;
VIII – assegurar a democratização dos processos decisórios por meio da participação da população na
avaliação da viabilidade dos empreendimentos ou atividades sujeitos a EIV;
IX – garantir a publicidade dos documentos e das informações decorrentes do EIV;
X – garantir a justa distribuição dos benefícios e dos ônus decorrentes do processo de urbanização;
XI – garantir a inserção de empreendimento e atividade com previsão de infraestrutura adequada;
XII – respeitar os princípios e as diretrizes estabelecidos na CF, na LODF, no EC, no PDOT, na LUOS etc.;
XIII – preservar a garantia da mobilidade.
APLICAÇÃO - A apresentação do EIV e a emissão do AV são pré-requisitos para empreendimento ou
atividade pública ou privada objeto de:
I – aprovação ou visto de projeto de arquitetura e de licenciamento de atividade com porte que se
enquadre no Anexo Único desta Lei, exceto:
a) empreendimento ou atividade que utilizar o CA e o uso original;
b) obra com acréscimo de área inferior a 20% da área total construída de edificação licenciada, sem
alteração de atividade, no caso da 1ª modificação após a publicação desta Lei;
c) modificação de projeto sem acréscimo ou com decréscimo de área de edificação licenciada sem
alteração de atividade;
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 51 de 148

d) projeto sujeito a emissão de nova licença de funcionamento no mesmo endereço e sem mudança ou
ampliação do ramo de atividade ou da área inicialmente licenciada;

Os empreendimentos/atividades a serem implantados nas áreas de regularização urbanística e


fundiária estão sujeitos a esta Lei após o registro cartorial do parcelamento.
Para fins de aplicação do Anexo, em que o empreendimento possua mais de uma atividade, é considerada
a área total construída, enquadrando-se o empreendimento à atividade com menor porte do Anexo.
II – aprovação de projeto urbanístico, com ou sem alteração de índices urbanísticos, nos termos
previstos no PDOT, nos casos de:
a) projetos específicos de cada Área de Dinamização;
b) proposta de admissão do uso comercial no Setor de Recreação Pública Norte – SRPN;
c) projetos específicos de cada polo multifuncional;
d) OUC;
III – utilização de potencial construtivo acima do CA básico até o CA máximo, nos casos em que a
elaboração do EIV seja uma exigência do PDOT;
IV – aprovação de condomínios urbanísticos e de projetos urbanísticos com diretrizes especiais, nas
seguintes situações:
a) em ZUC;
b) em ZUCT;
c) com área igual ou maior que 4 ha;
V – aprovação de parcelamento do solo, nas seguintes situações:
a) em ZUC;
b) em ZUCT;
c) com densidade acima de 150 hab/ha.
A exigência de elaboração de EIV não se aplica a empreendimento ou atividade indicada no Anexo que
tenha sido objeto de EIV durante processo de aprovação de parcelamento do solo, condomínio urbanístico
ou projeto urbanístico com diretrizes especiais. Fica restrito a requerimento de aprovação de projeto de
arquitetura/licenciamento para implantação, construção, ampliação ou funcionamento de empreendimento
e atividades inseridos em área cujo projeto urbanístico tenha sido aprovado em até 10 anos.
Não se aplica a parcelamento solo que sofreram processo de regularização urbanística e fundiária.
Considera-se porte, a área total construída e ocupada pela atividade/uso, coberta/descoberta, incluindo:
I – compartimentos ou ambientes de permanência prolongada e transitória definidos no COE;
II – compartimentos ou ambientes de utilização especial definidos no COE;
III – varandas decorrentes de CDRU;
IV – áreas de serviço;
V – galerias;
VI – guaritas;
VII – subsolos;
VIII – compartimentos destinados a abrigar centrais de ar-condicionado, subestações, grupos geradores,
bombas, casas de máquinas e demais instalações técnicas da edificação que façam parte da área comum;
IX – piscinas;
X – quadras de esportes;
XI – áreas de recreação;
XII – pátio de manobras.
Excetuam-se as áreas destinadas a estacionamento/garagem, quando não se tratar de edifício-garagem.
O EIV deve viabilizar o empreendimento e resultar em soluções que visem ao máximo a superação dos
impactos, sendo exigidas medidas de adequação, prevenção, mitigação e compensação de impactos.
Na hipótese de empreendimento ou atividade sujeita à exigência simultânea de elaboração de EIV e de EIA
ou de RIT, os instrumentos de avaliação podem ser incorporados em um único instrumento, desde que:
I – seja contemplado o conteúdo mínimo dos instrumentos;
II – representantes dos órgãos respons. pela avaliação dos instrumentos integrem a Comissão de Análise.
O EIA/RIMA substituem a exigência de EIV, quando incorporarem seu conteúdo.
O EIV substitui o RIT, quando incorporar o seu conteúdo.
Compete ao interessado, público ou privado, arcar com as despesas relativas:
I – à elaboração e à apresentação do EIV;
II – cumprimento de exigências, esclarecimentos e complementação de informações no curso da análise;
III – à divulgação e à realização de audiências públicas;
IV – à implementação das medidas de adequação de projeto, prevenção, recuperação, mitigação e
compensação de impactos e, quando necessário, do respectivo plano ou programa de monitoramento;
V – ao cumprimento das condições e das medidas estabelecidas e ajustada, quando necessárias.
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As informações, os dados e os demais elementos apresentados no EIV são de responsabilidade da equipe


técnica ou do profissional que elaborou o estudo, sobre os quais o interessado deve estar ciente.
O PP pode elaborar o EIV sempre que julgar necessário.
As despesas da elaboração, os procedimentos que envolvam o estudo e as medidas de prevenção,
recuperação, mitigação e compensação devem ser cobradas dos proprietários dos empreendimentos e
das atividades contemplados no estudo. Devem ser cobradas de forma proporcional ao potencial
construtivo das unidades imobiliárias abrangidas pelo estudo.
A forma de cobrança deve ser prevista no AV.
Nos casos em que houver interesse público ou coletivo, as despesas podem ser dispensadas de
forma total ou parcial. O EIV de 2 ou + empreendimentos e atividades pode ser elaborado coletivamente,
desde que tecnicamente comprovada a viabilidade de análise junto ao órgão responsável.
Termo de Referência - TR: Documento oficial que tem por objetivo indicar os elementos mínimos
necessários para nortear a elaboração do EIV. Deve ser elaborado pela comissão multissetorial nomeada
especificamente para esse fim, de modo a possibilitar a análise qualificada de todos os aspectos.
Os aspectos a serem exigidos pelo TR devem ser definidos em função:
I – do porte do empreendimento;
II – do tipo de atividade;
III – do impacto na infraestrutura instalada;
IV – das características físicas e ambientais da área e do entorno;
V – da dinâmica de emprego e renda no local e na sua área de influência;
VI – de outros aspectos relevantes.
O TR deve ter a seguinte composição mínima:
I – objetivos e diretrizes que devem nortear a elaboração do EIV;
II – equipe técnica necessária para a elaboração do EIV;
III – conteúdo a ser abordado;
IV – área de influência a ser considerada.
A área de influência da implantação do empreendimento deve considerar os impactos gerados sobre o
sistema viário, o tráfego de veículos e as demais variáveis, na vizinhança direta e indiretamente afetada.
Podem ser delimitadas áreas de abrangência distintas para os diferentes aspectos a serem abordados no
EIV para o mesmo empreendimento ou atividade.
A poligonal do estudo de empreendimentos em áreas objeto de alteração de índices urbanísticos que se
enquadre em exigência de EIV deve abranger todas as unidades imobiliárias passíveis da alteração.
CONTEÚDO:
I – caracterização da atividade ou do empreendimento proposto;
II – identificação dos profissionais responsáveis por sua elaboração e dos empreendedores;
III – ART/RRT do EIV na entidade de classe profissional competente;
IV – delimitação e caracterização da área de influência direta e indiretamente atingida pelo empreendimento
ou pela atividade, tendo como base, no mínimo, a poligonal estabelecida no TR;
V – caracterização e análise da morfologia urbana da área do estudo com e sem a implantação do projeto e
na fase de implantação, orientada para identificação e avaliação de impactos relacionados ao seguinte:
a) adensamento populacional;
b) EPU/EPC;
c) uso e ocupação do solo;
d) valorização e desvalorização imobiliária;
e) sistema de circulação e transporte, inclusive tráfego gerado, demanda por TPU, acessibilidade,
estacionamento de veículos, carga e descarga, embarque/desembarque de pessoas, além de outros;
f) conforto ambiental, abordando-se, no mínimo, as questões relativas a ventilação e iluminação;
g) paisagem urbana, patrimônio natural e cultural;
h) índice de pavimentação e sistema de drenagem;
i) qualidade ambiental urbana;
j) transformações urbanísticas provocadas pelo empreendimento;
k) benefícios, ônus e problemas futuros relacionados à implantação da atividade ou empreendimento;
l) dados socioeconômicos da população residente e usuária da área;

Devem levar em consideração as especificidades do empreendimento ou da atividade, sendo conteúdo


mínimo aqueles previstos nas alíneas de a a g.
VI – conclusão, de forma objetiva e de fácil compreensão, sobre as vantagens/desvantagens associadas à
implantação, em confronto com o diagnóstico realizado sobre a área de intervenção e proximidades;
VII – medidas de prevenção, recuperação, mitigação e compensação de impactos em função dos efeitos
dos impactos gerados para adequar e viabilizar a inserção do empreendimento em harmonia com as
condições do local pretendido e seu entorno, caso necessárias;
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VIII – custos, cronograma e responsáveis pela implantação, planos e programas de monitoramento das
medidas propostas, quando houver.
Os estudos urbanísticos, os planos de ocupação e demais estudos aprovados para a área de inserção do
empreendimento/atividade podem, a critério do órgão responsável, ser aceitos, total ou parcialmente,
como conteúdo do EIV. Deve ser exigida a complementação e a atualização dos estudos, quando eles não
forem suficientes para a avaliação dos impactos dos empreendimentos e das atividades.
MEDIDAS DE ADEQUAÇÃO/PREVENÇÃO/RECUPERAÇÃO/MITIGAÇÃO/COMPENSAÇÃO
As medidas de adequação de projeto, prevenção, recuperação, mitigação e compensação de impactos e
dos planos/programas de monitoramento devem ser definidas com fundamento nos seguintes princípios:
I – justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização;
II – melhoria da qualidade de vida da população e redução das desigualdades socioespaciais;
III – garantia de implantação e funcionamento de infraestrutura urbana e EPCs adequados às necessidades
da população.
Na hipótese de considerar o empreendimento/atividade viável com condicionantes de adequação, o órgão
deve exigir a adoção de instrumentos de política urbana, a adequação do projeto e as medidas de
prevenção, recuperação, mitigação e compensação necessárias para a implantação, em relação aos danos
ou impactos na área de intervenção.
As medidas devem ser fixadas com fundamento no EIV e nas contribuições oferecidas pela população e
pelo órgão, aplicadas de forma unitária ou cumulativa, devendo também:
I – considerar o porte do empreendimento e ser proporcionais à gradação do dano/impacto que vier a ser
dimensionado;
II – ser voltadas para eliminar ou mitigar conflitos com os usos já implantados;
III – possibilitar a inserção harmônica do empreendimento em seu entorno;
IV – preservar ou melhorar a qualidade de vida da população residente e usuária da área de intervenção e a
qualidade ambiental urbana;
V – ser custeadas pelo interessado diretamente ou mediante contraprestação remunerada dos custos dos
serviços e das obras a serem executadas pelo PP.
Quando as medidas forem implementadas de forma continuada, devem ser elaborados planos/programas
de monitoramento que especifiquem, no mínimo, a forma, a periodicidade e o prazo referente aos serviços.
As medidas são aplicadas cumulativamente com os instrumentos de ODIR e de ONALT e com as previstas
na lei específica que instituir a OUC, quando for o caso.
As medidas de adequação do projeto de arquitetura ou urbanismo devem ser exigidas para ajustar o
projeto ao meio ambiente urbano/rural em que será inserido, de forma cumulativa ou não, por meio da:
I – adequação dos parâmetros edilícios e urbanísticos, preservados o CA básico e o uso original;
II – adaptação do sistema viário e da circulação de veículos e pedestres;
III – medidas que visam ao conforto e à preservação ambiental.
As medidas de prevenção, recuperação e mitigação devem ser exigidas para adequar o empreendimento/
atividade ao meio ambiente urbano/rural, sem prejudicar a população residente ou usuária da área e suas
proximidades. Podem contemplar, de forma cumulativa ou não, ações e medidas socioeconômicas,
ambientais e de infraestrutura. Podem ser exigidas ações diferentes destas previstas, por proposição do
interessado ou da comissão multissetorial, quando o impacto do empreendimento na região assim o
permitir e houver fundamento no EIV e audiências públicas.
Medidas de Compensação: Devem ser exigidas por danos não recuperáveis ou mitigáveis com
parâmetros ou valores fixados de modo proporcional ao grau do impacto provocado pela implantação do
empreendimento ou pelo funcionamento da atividade.
Podem contemplar, de forma cumulativa ou não, o custeio direto ou indireto das seguintes ações:
I – implantação de paisagismo em área pública;
II – doação da área do empreendimento para implantação de equipamento comunitário ou regional;
III – preservação de bens de interesse pais., hist., art. ou cult., também a recuperação ambiental da área;
IV – qualificação/revitalização de áreas comerciais/industriais em processo de decadência ou degradação;
V – implantação, urbanização e requalificação de área pública;
VI – implantação e manutenção de equipamento comunitário ou regional;
VII – implantação e manutenção de mobiliário urbano;
VIII – implantação de obras de arte e outros equipamentos urbanos;
IX – implantação de obras e serviços para facilitar a circulação de pedestres, ciclistas, PNE;
X – compensação pecuniária.
Podem ser exigidas ações diferentes destas previstas, por proposição do interessado ou da comissão
multissetorial, quando o impacto do empreendimento na região assim o permitir e houver fundamento no
EIV e audiências públicas.
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Procedimentos Administrativos:
O órgão competente deve analisar os requerimentos de aprovação de projetos e de licenciamento de
construção e funcionamento de atividades e identificar os casos em que é exigido EIV, na forma desta Lei.
O interessado deve ser comunicado quanto à exigência de EIV para manifestação de interesse de
continuidade do licenciamento. Caso o interessado se manifeste pela continuidade, o processo deve ser
encaminhado ao SEGETH devidamente instruído, no mínimo, com Estudo Preliminar Arquitetônico ou
Plano de Ocupação Urbanístico, acompanhado de MD, com a análise da consulta prévia.
O SEGETH deve submeter à comissão multissetorial os processos relativos aos empreendimentos e às
atividades sujeitos a EIV. Compete à comissão multissetorial:
I – elaborar TR;
II – verificar a conformidade do EIV com os requisitos exigidos para sua elaboração;
III – examinar a consistência técnica do EIV;
IV – solicitar esclarecimentos e complementação das informações apresentadas;
V – recomendar ou exigir ajustes;
VI – acompanhar a audiência pública;
VII – recomendar a dispensa de elaboração de EIV quando for julgado que todos os elementos necessários
estão contemplados em estudos existentes;
VIII – emitir parecer sobre o EIV do projeto submetido à sua consideração, recomendando o aceite ou a
rejeição do documento pela autoridade competente, de modo parcial ou total;
IX – emitir recomendações acerca da adequação do projeto e das medidas de prevenção, recuperação,
mitigação ou compensação a serem adotadas, quando for o caso;
X – manifestar-se quanto à prorrogação da validade do AV;
XI – manifestar-se quanto aos recursos;
XII – realizar outras atribuições definidas no regulamento desta Lei.
A comissão multissetorial deve ser composta por órgãos, entidades e concessionárias, respeitadas suas
respectivas competências, conforme o conteúdo a ser abordado no EIV.
O prazo para elaboração do TR é de, no máximo, 20 dias úteis, contados da solicitação do interessado
junto ao SEGETH. O prazo previsto pode ser prorrogado por igual período mediante justificativa.
O interessado tem o prazo de 180 dias, contados da expedição do TR, para apresentar o EIV, podendo
esse prazo ser prorrogado por igual período, a critério do órgão. Caso o interessado não apresente no
prazo e se manifeste pela continuidade, deve ser emitido novo TR e devem ser reiniciados os prazos.
O prazo para análise do EIV pela comissão multissetorial é de 60 dias úteis, contados do recebimento do
estudo, e pode ser prorrogado por igual período mediante justificativa. Caso o EIV não seja apresentado
nos termos exigidos no TR, deve ser exigida sua complementação em até 60 dias úteis e reiniciada a
contagem do prazo.
O órgão deve garantir a participação da comunidade, por meio de audiência pública, no processo de
apreciação de EIV. Esta deve ocorrer antes da tomada de decisão final do órgão. Deve ser providenciada
pela respectiva AR, sendo que o conteúdo do EIV deve ser apresentado pela equipe técnica responsável
por sua elaboração. As sugestões e propostas advindas da audiência pública devem ser avaliadas pela
comissão multissetorial e subsidiar a tomada de decisão final quanto à implementação da atividade ou do
empreendimento objeto do EIV e à definição das medidas e dos ajustes necessários.
A comissão deve emitir relatório final com pronunciamento sobre a viabilidade/inviabilidade da atividade.
O relatório final da comissão multissetorial deve ser submetido à autoridade superior do órgão
responsável pelo planejamento urbano para aprovação em até 30 dias.
O relatório final deve ser encaminhado para aprovação prévia do CONPLAN, nos casos:
I – previstos no art. 4º, II, IV e V;

"II – aprovação de projeto urbanístico, com ou sem alteração de índices urbanísticos, nos termos previstos no PDOT, nos casos:
a) projetos específicos de cada Área de Dinamização;
b) proposta de admissão do uso comercial no Setor de Recreação Pública Norte – SRPN;
c) projetos específicos de cada polo multifuncional;
d) OUC…
…IV – aprovação de condomínios urbanísticos e de projetos urbanísticos com diretrizes especiais, nas seguintes situações:
a) em Zona Urbana Consolidada;
b) em Zona Urbana do Conjunto Tombado;
c) com área igual ou maior que 4ha;
V – aprovação de parcelamento do solo, nas seguintes situações:
a) em Zona Urbana Consolidada;
b) em Zona Urbana do Conjunto Tombado;
c) com densidade acima de 150 hab/ha.”
II – previstos no art. 8º; "Art. 8º O PP pode elaborar o EIV sempre que julgar necessário."
III – de empreendimentos e atividades inseridos na ZUCT;
IV – em que as medidas de mitigação determinem reestruturação viária;
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V – em que seja indicada definição ou alteração de parâmetros urbanísticos;


VI – em que, excepcionalmente, a comissão multissetorial julgar conveniente.
O SEGETH deve posicionar-se definitivamente, em até 30 dias, sobre a conveniência da implantação, da
construção, da ampliação ou do funcionamento de empreendimentos e atividades e dar conhecimento ao
interessado da decisão final. O interessado pode interpor recurso à decisão final.
Se o interessado, expressamente, desistir de interpor recurso no prazo, o órgão deve dar sequência aos
procedimentos administrativos. Nos casos em que houver necessidade de medidas de prevenção,
recuperação, mitigação e compensação de impactos, deve ser firmado TC entre o interessado e o DF,
acompanhado de escritura pública de caução dos valores de responsabilidade do interessado.
A lavratura e a assinatura do TC devem ser providenciadas pelo DF previamente à emissão do AV.
A decisão final, o extrato do AV e o TC devem ser publicados no DODF, quando for o caso.
O AV tem validade de 2 anos, contados da publicação.
No caso de parcelamento urbano e condomínio urbanístico, o AV tem validade de 4 anos.
O prazo de validade pode ser prorrogado por até 2 anos, a critério do SEGETH, mediante solicitação
fundamentada do interessado.
Pode ser exigida a atualização de dados ou informações do EIV aprovado para prorrogação de validade.
Após a publicação da decisão final, o processo deve ser encaminhado ao órgão responsável para ciência e
providências. A aprovação e o licenciamento devem respeitar as disposições contidas no AV e no TC.
Os órgãos/entidades/concessionárias devem ser comunicados quanto à aprovação ou ao licenciamento do
empreendimento ou da atividade para conhecimento e acompanhamento da implementação das medidas
de prevenção, recuperação, mitigação e compensação, conforme as respectivas competências.
A emissão de habite-se ou da licença de funcionamento fica condicionada à declaração dos órgãos
competentes de que foram implementadas todas as medidas de prevenção, recuperação, mitigação e
compensação. Excetuam-se as medidas de caráter contínuo.
No caso de medidas de caráter contínuo em que o cronograma exceda a data de emissão da carta de
habite-se ou da licença de funcionamento, os órgãos, entidades ou concessionárias devem indicar
executor para acompanhar o cumprimento do TC conforme as respectivas competências.
O descumprimento das medidas indicadas tem efeito suspensivo do habite-se e da licença de
funcionamento, sem prejuízo das demais sanções administrativas, civis e penais cabíveis.
Recursos: Da decisão final, no prazo de 30 dias, contados da publicação.
O recurso é dirigido à autoridade que proferiu a decisão, acompanhado de fundamentação sintética e
organizada, podendo-se juntar os documentos que se julgarem convenientes.
O órgão responsável pela decisão tem 20 dias úteis para se pronunciar (prorrogável por igual período).
O SEGETH pode decidir encaminhar o recurso à apreciação do CONPLAN, que tem o prazo de 40 dias
úteis para se pronunciar, contados do recebimento dos autos (prorrogável por igual período).
Confirmada a decisão inicial pelo órgão competente, cabe recurso do interessado ao CONPLAN, mesmo
nos casos em que a decisão inicial tenha sido proferida por esse órgão colegiado.
A decisão final do CONPLAN, em segundo ato, exaure a esfera administrativa do recurso.
INFRAÇÕES/SANÇÕES - Considera-se infração toda ação ou omissão que importe na inobservância dos
preceitos desta Lei ou de seu regulamento, especialmente:
I – apresentar projeto, plano, estudo, memorial descritivo ou outro documento ou informação que induza o
agente público a erro de análise sobre a necessidade de exigência ou dispensa de EIV;
II – apresentar dados, informações e levantamentos incorretos no EIV;
III – omitir dados, informações e levantamentos no EIV, de forma culposa ou dolosa;
IV – descumprir medidas de prevenção, recuperação, mitigação ou compensação, recomendações e
condicionantes para implantação das atividades e dos empreendimentos objeto de EIV.
O infrator é obrigado a indenizar e reparar os danos causados a terceiros, sem prejuízo da aplicação das
sanções cabíveis na ocorrência das infrações previstas.
Sem prejuízo das sanções administrativas, civis e penais cabíveis, as infrações às normas devem ser
submetidas, isolada ou cumulativamente, às seguintes sanções:
I – advertência;
II – multa;
III – perda/restrição de incentivos e benefícios fiscais concedidos por órgão ou entidade do DF;
IV – perda/suspensão da participação em linhas de financiamento em estab. oficiais de crédito do DF.
Advertência deve indicar o prazo para regularização da situação, sob pena de aplicação de multa e
demais sanções previstas nesta Lei. Advertência e multa devem ser aplicadas pela fiscalização dos órgãos,
entidades e concessionárias competentes. Quando se tratar de incidência de infração relativa ao EIV,
na fase de instrução, análise e definição da viabilidade, o SEGETH pode aplicar ADVERTÊNCIA.
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As sanções previstas nos incisos III e IV devem ser aplicadas por meio de ato declaratório de perda,
restrição ou suspensão pela autoridade administrativa ou financeira que concedeu os benefícios, incentivos
ou financiamentos, mediante comunicação do órgão responsável pela fiscalização.
As multas devem ser aplicadas em dobro e de forma cumulativa, se ocorrer má-fé, dolo, reincidência ou
infração continuada.
Considera-se infração continuada a manutenção do fato ou da omissão após 30 dias da aplicação
da multa anterior. Na infração continuada, a multa deve ser aplicada até cessar a infração.
Considera-se reincidente o infrator autuado mais de uma vez no período de 12 meses, pela mesma
infração, após o julgamento definitivo do auto de infração originário.
Ao RT pela obra ou pela elaboração do EIV, a multa, quando cabível, corresponde a 50% do valor aplicado
como multa ao proprietário. Não se aplica quando comunicar previamente a irregularidade à autoridade.
Deve ser aplicada, simultaneamente à sanção de perda/restrição de incentivos e benefícios fiscais e a de
perda/suspensão da participação em linhas de financiamento.
As multas devem ser recolhidas em parcela única diretamente na conta do FUNDURB.
Taxa de análise de EIV no valor-base de R$ 1.000,00, constituindo como fato gerador a prestação de
serviço de exame do estudo, sem prejuízo dos valores correspondentes a outros procedimentos.
Deve ser paga antecipadamente à prática de qualquer ato ou atividade sujeita à sua incidência.
A taxa tem por base o valor definido no caput, multiplicado pelo índice “y”, referente à área da poligonal do
empreendimento constante do art. 4º, II, III, IV e V, consideradas as seguintes faixas de cobrança:

I – até 10 ha: y=2;


V – acima de 49 ha e até 50 ha: y=6;
II – acima de 10 ha e até 20 ha: y=3;
VI – acima de 50 ha e até 60 ha: y=7;
III – acima de 20 ha e até 30 ha: y=4;
VII – acima de 60 ha: y=8.
IV – acima de 30 ha e até 40 ha: y=5;

A taxa deve ser cobrada tomando-se por base o valor definido no caput multiplicado pelo índice “y”
referente à área de construção pretendida para os empreendimentos, consideradas as seguintes faixas:

I – até 5 mil m2: y=1; IV – acima de 15 mil e até 20 mil m2: y=4;
II – acima de 5 mil e até 10 mil m2: y=2; V – acima de 20 mil e até 40 mil m2: y=5;
III – acima de 10 mil e até 15 mil m2: y=3; VI – acima de 40 mil m2: y=6.

A partir da segunda listagem de exigências para correção ou complementação de informações previstas no


TR, é cobrada nova taxa no valor de 50% da inicial, exceto quando for relativa a itens não listados
anteriormente. Inclui o exame do estudo, a emissão de pareceres e relatórios e a listagem de exigências.

Taxas de emissão de TR e de AV no valor de R$ 200,00 cada, devem ser recolhidas previamente à emissão.
Deve constar dos editais de licitação da TERRACAP a informação sobre a necessidade de elaboração de
EIV para os casos definidos nesta Lei. Esta Lei não se aplica aos processos de regularização fundiária.

18 - DF LC nº 940/2018 CU - COMPENSAÇÃO URBANÍSTICA


PDOT Art. 199. Compensação urbanística é o que possibilita a regularização e o licenciamento de empreendimentos
edificados em lote/projeção registrados em desacordo com os índices e os parâmetros urbanísticos estabelecidos na
legislação urbanística, mediante indenização pecuniária ao Estado.
A regularização e o licenciamento ocorrem mediante emissão de Termo de Admissibilidade de
Regularização - TAR pelo SEGETH e das licenças para o imóvel edificado a serem expedidas pelos
órgãos responsáveis pelo fornecimento do alvará de construção e de habite-se.

A aplicação da CU deve seguir as normas gerais, princípios, critérios e procedimentos definidos nesta LC.

Compete à SEGETH conduzir, instruir e supervisionar o processo de aplicação da CU.

PRINCÍPIOS:
I - respeito ao interesse coletivo em detrimento do interesse particular;

II - justa indenização ao Estado pelo não atendimento dos dispositivos legais que tratam dos índices e dos
parâmetros urbanísticos;

III - manutenção da qualidade do espaço urbano construído, minimizando a ociosidade e a obsolescência


de edificações construídas irregularmente e restabelecendo o cumprimento da função social;

IV - adequação da capacidade instalada de infraestrutura urbana;

V - recuperação da qualidade do meio ambiente construído;

VI - coibição da prática da construção irregular no DF;

VII - garantia da segurança jurídica do processo de licenciamento de obras e edificações, desde que
atendidas as condições estabelecidas nesta LC.

ADMISSIBILIDADE: É admitida a aplicação da CU para regularização de edificações construídas dentro


dos limites de lote ou projeção registrados no ofício de registro de imóveis competente, desde que
abriguem usos permitidos pela norma urbanística incidente no respectivo lote ou projeção.
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Somente as edificações comprovadamente construídas até a data estabelecida no PDOT podem ser
objeto de CU. Entende-se por edificação comprovadamente construída aquela que apresente, no mínimo,
estrutura concluída, com todo o conjunto de vigas, pilares e lajes da edificação.

Também é permitida a aplicação de CU para regularização de edificações construídas dentro dos limites de
lote ou projeção registrados com base em projetos aprovados ou que possuam alvarás de construção
expedidos até a data estabelecida no PDOT nas quais tenham sido constatadas desconformidades com
os índices e os parâmetros urbanísticos estabelecidos na legislação urbanística.

É vedada a aplicação da CU para regularização de edificações que:


I - interfiram no cone de aproximação de aeronaves e demais regras de segurança de voo;

II - invadam logradouro público;

III - estejam situadas fora dos limites de lote ou projeção registrados;

IV - estejam situadas em APP;

V - estejam situadas em área de risco, assim definidas em legislação específica;

VI - proporcionem risco não passível de mitigação quanto a estabilidade, segurança, higiene e salubridade;

VII - tenham sido tombadas pelo IPHAN individualmente ou estejam em processo de tombamento;

VIII - estejam situadas em faixa de domínio ou servidão para passagem de infraestrutura urbana.

Excetuam-se do disposto no inciso III as edificações que ocupam área pública com fundamento em
legislação específica.
As edificações inseridas na ZUCT do zoneamento do PDOT devem ter prévia manifestação dos órgãos
responsáveis pela preservação do CUB, para fins de aplicação do instrumento de CU. As edificações
localizadas na área de tutela de edificação ou de conjuntos urbanos tombados individualmente e de
lugares registrados devem ter prévia anuência dos órgãos responsáveis pela sua proteção.

A CU incide em edificações de propriedade de órgãos e entidades dos poderes U/E/DF/M.


PROCEDIMENTOS:
O proprietário do imóvel ou o titular do direito de construir pode solicitar aplicação da CU a edificação
construída em desacordo com a legislação urbanística mediante requerimento protocolado na SEGETH.

Os custos referentes ao processo de análise e emissão de TAR e de licenças relativos à aplicação da CU


devem ser pagos pelo proprietário ou pelo titular do direito de construir do imóvel, de acordo as
disposições desta LC e da legislação que trata do licenciamento de obras e edificações.

A SEGETH deve comunicar o CREA/CAU acerca da abertura de processo de regularização compensatória.

O requerimento deve ser apresentado em formulário próprio acompanhado da seguinte documentação:

I - certidão de ônus do imóvel;

II - documento de identidade, CPF ou CNPJ do proprietário do imóvel ou do titular do direito de construir;

III - procuração do proprietário, quando for o caso;

IV - prova de regularidade com a fazenda distrital relativa ao imóvel;

V - quitação de multas vencidas de ações fiscais relativas ao empreendimento;

VI - docs. de licenciamento de obras expedidos pelo PP, quando for o caso, ou nº do respectivo processo;

VII - doc. de indeferimento do licenciamento que motivou o pedido de regularização e licenciamento


compensatório, quando for o caso;

VIII - documentação que comprove que a edificação estava construída, nos termos do art. 6º, § 2º;

IX - Memorial Descritivo de Ocupação - MDO, com respectiva ART/RRT do responsável técnico;

X - projeto de arquitetura de regularização, com respectiva ART/RRT do responsável técnico;

XI - laudo de profissional legalmente habilitado sobre a inviabilidade da adequação da edificação aos


parâmetros urbanísticos de ocupação aplicáveis ao imóvel, considerando o princípio da razoabilidade e
aspectos de segurança, econômicos e sociais, com respectiva ART/RRT do responsável técnico;

XII - laudo de profissional legalmente habilitado que ateste a garantia de estabilidade estrutural e
segurança da edificação e do entorno imediato, com respectiva ART/RRT do responsável técnico;

XIII - anuência das concessionárias de serviços públicos quanto a capacidade de pronto atendimento à
edificação conforme construída, sem condicionantes;

XIV - declaração do proprietário/titular do direito de construir responsabilizando-se, sob as penas legais,


pela veracidade das informações e pelo atendimento dos requisitos previstos nesta LC;

XV - comprovantes de recolhimento de taxa específica de requerimento relativo à análise do processo.

Consideram-se documentos de licenciamento expedidos de que trata o inciso VI os projetos de arquitetura


aprovados e o alvará de construção e a carta de habite-se expedidos. Na hipótese de edificação licenciada
a CU é aplicável aos casos em que não seja utilizada a convalidação administrativa.
O MD e o projeto de arquitetura de regularização, devem ser assinados por profissional habilitado, que
responde pela veracidade das informações apresentadas.

Consideram-se documentos de que trata o inciso VIII fotografias aéreas capturadas sem qualquer
alteração digital e laudo de engenheiro responsável técnico da obra devidamente registrado no CREA/CAU.

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Deve ser indeferido o requerimento que se refira a imóvel ou edificação sobre a qual recaiam pendências
com relação a títulos executivos extrajudiciais firmados com o DF.

O MD deve conter, no mínimo, as seguintes informações:

I - descrição das situações de irregularidade da edificação, considerando as normas urbanísticas vigentes


à data da apresentação do requerimento;

II - os usos e as atividades predominantes na edificação;

III - potencial construtivo e demais parâmetros urbanísticos efetivamente edificados;

IV - ART/RRT do responsável técnico.

O projeto de arquitetura de regularização, deve ser fiel ao que está construído e àquilo a que se pleiteia a
aplicação da CU, considerando a data referida no art. 6º, § 1º, identificadas as partes a regularizar,
contendo, no mínimo:

I - planta de situação;

II - planta de locação e cobertura;

III - plantas baixas dos pavimentos;

IV - cortes e fachadas;

V - ART/RRT do responsável técnico.

O projeto de arquitetura de regularização deve ser apresentado em conformidade com as normas vigentes
de apresentação de projetos para aprovação.

Na verificação da documentação para admissão do processo de licenciamento e regularização da


edificação compensatória, cabe à SEGETH:

I - solicitar esclarecimentos/complementação das informações apresentadas necessários à análise do req.;

II - consultar órgãos e entidades competentes, quando julgar pertinente;

III - solicitar manifestação técnica dos órgãos responsáveis pela preservação do CUB, nos termos da
legislação específica de preservação, quando a edificação estiver situada no CUB;

IV - solicitar anuência dos órgãos competentes quando a edificação estiver situada na área de tutela de
edificação ou conjunto urbano tombado individualmente e de lugares registrados;

V - estabelecer os valores e a forma de contrapartida pecuniária, nos termos desta LC;

VI - manifestar-se quanto aos recursos apresentados com respeito aos atos relativos a sua atuação;

VII - realizar ou solicitar ao órgão responsável pela fiscalização vistoria no imóvel objeto de regularização
para aferição dos usos instalados e dos parâmetros de ocupação construídos conforme informado no MD
e no projeto de arquitetura de regularização.

O interessado tem prazo de 90 dias para atendimento integral das eventuais exigências expedidas,
contado a partir da data da comunicação e prorrogável mediante justificativa, sob pena de arquivamento.

Na hipótese de arquivamento do processo, o interessado fica sujeito às penalidades decorrentes do


descumprimento da legislação urbanística aplicável ao lote ou à projeção.

Nos casos de edificações inseridas na ZUCT/PDOT, o requerimento de regularização e


licenciamento compensatório de edificação deve ser encaminhado para apreciação do CONPLAN.
O TAR é expedido pela SEGETH, mediante atendimento das condições estabelecidas nesta LC.
No TAR devem constar, no mínimo, as seguintes informações:

I - endereço do lote ou da projeção;

II - identificação do proprietário do imóvel ou do titular do direito de construir;

III - parâmetros urbanísticos de ocupação desconformes e a mensuração da desconformidade;

IV - valor da contrapartida pecuniária referente à regularização por meio da CU e formas de pagamento.

O TAR tem validade de 12 meses, a contar da data de sua expedição, período em que o interessado
deve adotar as providências relativas à obtenção do alvará de construção.
O valor da contrapartida pecuniária pode ser parcelado, sendo que a inadimplência de qualquer parcela
por período superior a 60 dias do respectivo vencimento implica imediata perda de validade do TAR. Na
hipótese de perda de validade do TAR pelo decurso de prazo ou por inadimplência, SEGETH deve informar
o órgão/entidade responsável pela fiscalização, que deve notificar os responsáveis pelo empreendimento
para cumprimento da LUOS, no prazo máximo de 90 dias, sem prejuízo das sanções.

É permitido ao proprietário/titular do direito de construir requerer, por mais uma única vez, a aplicação da
CU p/ mesma edificação. No caso, devem ser descontados do novo cálculo da contrapartida pecuniária
os valores já pagos no 1º processo pelo proprietário do imóvel ou pelo titular do direito de construir.

Ao requerimento e ao recurso em face do indeferimento da regularização da edificação protocolados cujo


objeto seja a solicitação de aplicação da CU a edificação construída em desacordo com a legislação, se
devidamente acompanhados da documentação, é conferido efeito suspensivo ativo sobre eventuais
punições de demolição parcial ou total da obra, bem como sobre aplicação de novas multas relativas ao
objeto da CU.

Indeferida a regularização da edificação nos termos desta LC, a SEGETH deve informar o órgão
responsável pela fiscalização, que notificará os responsáveis pelo empreendimento para cumprimento da
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 59 de 148

LUOS no prazo máximo de 90 dias, sem prejuízo das sanções aplicadas. O interessado fica sujeito às
penalidades decorrentes do descumprimento da legislação urbanística aplicável ao lote ou à projeção.

Transcorrido o prazo de 90 dias sem que o interessado tenha realizado as devidas adequações, o órgão de
fiscalização deve promover a demolição e cobrar do proprietário ou do titular do direito de construir os
custos da operação, conforme legislação específica.

Até a adoção das providências necessárias à demolição, o infrator fica sujeito a multa mensal de R$
5.000,00 multiplicados pelo índice k, proporcional à área da obra ou da edificação objeto da infração:

I - até 500 m2, k = 1;

II - acima de 500m2 e até 1.000m2, k = 3;

III - acima de 1.000m2 e até 5.000m2, k = 5;

IV - acima de 5.000m2, k = 10.

Do indeferimento da regularização da edificação proferido pelo SEGETH, no tocante às disposições desta


LC, cabe recurso, nos termos da Lei federal nº 9.784/99, por meio de requerimento próprio.

A emissão TAR corresponde à fase de habilitação do projeto no processo de licenciamento da


edificação, que segue as disposições da legislação relativa à emissão de AC e de carta de habite-se.
O AC e a carta de habite-se devem ser emitidos à edificação cuja regularização seja admitida por meio da
CU, sem prejuízo da aplicação dos demais instrumentos previstos na legislação, quando couber.

A obtenção de AC e de habite-se mediante CU fica condicionada ao ressarcimento ao PP, por parte do


proprietário/titular direito construir, do valor total da contrapartida pecuniária havida a título compensatório.

No caso de opção pelo parcelamento da contrapartida pecuniária, o proprietário do imóvel/tdc deve:

I - apresentar carta de fiança bancária ou de seguro-garantia no valor correspondente ao saldo


remanescente da contrapartida pecuniária no momento da respectiva etapa do licenciamento;

II - comprovar o pagamento das parcelas vencidas.

A inadimplência de qualquer parcela relativa ao saldo remanescente da CP por período superior a 60 dias
do respectivo vencimento implica execução da carta de fiança bancária ou do seguro-garantia.

Para a emissão da carta de habite-se, deve ser efetuado registro do gravame de que o imóvel foi objeto de
regularização por meio de CU na respectiva matrícula.

Para os imóveis que não se enquadrem no art. 6º, § 3º (já possuem habite-se/AC), a carta de habite-se
deve ser emitida com a anotação de que foi expedida após regularização por meio de CU.

Das decisões administrativas cabe recurso, garantido o contraditório e a ampla defesa e facultando-se ao
interessado apresentação de laudo de contestação, conforme regulamento, em face:

I - dos casos omissos e conflitantes com esta LC;

II - da constatação de que o PE interpretou norma divergente do ato administrativo;

III - do valor da contrapartida no TAR.

CONTRAPARTIDA PECUNIÁRIA:
Para efeitos do cálculo da CP da CU, são considerados os seguintes os parâmetros urbanísticos:
I - taxa de permeabilidade do lote;

II - TO;

III - CA ou taxa de construção;

IV - altura da edificação;

V - nº de pavimentos da edificação;

VI - afastamento ou recuo da edificação;

VII - vagas de estacionamento.

A CU dá-se mediante CP, calculada em razão da proporção da irregularidade acometida em relação


ao parâmetro urbanístico correspondente, pela aplicação da seguinte fórmula, onde:

I - CP é o valor total em R$ da contrapartida a ser paga pela CU decorrente da soma ponderada das
irregularidades;

II - Wn corresponde ao peso dos parâmetros urbanísticos com relação à sua importância para fins de CU;

III - ?n corresponde à variação, em módulo, de dado parâmetro urbanístico a partir da comparação entre a
situação implantada e a normativa;

IV - VGLOBAL é o valor da edificação objeto da CU composto pelo valor total da construção.

§ 1º Os pesos (Wn) de que trata o inciso II do caput correspondentes a cada parâmetro urbanístico
relacionado no art. 24, I a VII, constam do Anexo I.

§ 2º A variação de que trata o inciso III deve ser calculada observando o valor efetivamente implantado (xn)
e o previsto na norma (Pn) para cada parâmetro analisado, calculado pela seguinte fórmula, onde:

I - ?n corresponde à variação, em módulo, do parâmetro urbanístico analisado;

II - xn corresponde ao valor efetivamente utilizado em relação ao parâmetro analisado;

III - Pn corresponde ao valor normativo em relação ao parâmetro analisado.

O valor global é calculado a partir dos valores de referência constantes do Anexo II, para os casos de
habitação unifamiliar e demais usos, sendo resultado do seguinte produto: VGLOBAL = (AC * VC) onde:

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 60 de 148

I - AC corresponde à área construída total da edificação, em m2, informada no AC de regularização;

II - VC corresponde ao valor do m2 de construção, em reais por m2, conforme a região administrativa.

O SEGETH deve publicar anualmente os valores de referência para o cálculo da CP nos moldes Anexo II.

O pagamento da CP para a regularização deve ser feito sem prejuízo das taxas/multas devidas.

Para edificações que apresentem projeto de arquitetura aprovado, AC e carta de aceite de todas as
concessionárias, o valor total em reais da contrapartida a ser paga pela CU é reduzido em 25% na
aplicação da fórmula.

O PE fica autorizado a parcelar o valor em até 12x, mensais iguais, fixas e consecutivas.

A CP destina-se a fonte específica a ser gerida pelo FUNDURB.

Ficam isentas de pagamento da CP as edificações que não excedam a 250m2 de área construída
total, com uso predominante de habitação unifamiliar, localizadas em ZEIS e nos programas HIS.
Aplica-se às edificações destinadas a entidades ou instituições sem fins lucrativos, mesmo que em caráter
assistencial, incluindo as associações civis desportivas, religiosas e de ensino.

TAXAS: Fica criada a taxa de análise de documentação e emissão do TAR, correspondente aos seguintes
valores computados sobre a área total da edificação:
I - projeto de até 250m2: R$ 100,00;

II - projeto superior a 250m2: R$ 0,10 para cada m2 que exceda a 250m2 de área total edificada, somado
ao valor constante do inciso I.

A taxa não é cobrada para análise de documentação e emissão do TAR de habitações unifamiliares
localizadas em ZEIS..

DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS


Até a aprovação da LUOS e do PPCub, instrumentos complementares das políticas de ordenamento
territorial, são considerados de interesse público para fins de regularização mediante CU as edificações
que atendam aos requisitos de admissibilidade definidos nesta LC, exceto aquelas:

I - cujo CA correspondente à edificação construída ultrapasse em 50% ou mais o CA máximo definido para
o lote ou a projeção;

II - cuja altura ou nº de pavimentos, para edificações construídas com mais de 5 pavimentos, ultrapassem
em 50% ou mais a altura ou o nº de pavimentos definidos para o lote ou a projeção.

O projeto de regularização aprovado, o AC e a habite-se, a qualquer tempo podem ser:

I - cassados, em caso de desvirtuamento da finalidade do documento concedido ou de implantação em


desacordo com o projeto aprovado;

II - anulados, em caso de comprovação de ilegalidade ou irregularidade na documentação apresentada.

A aplicação das multas previstas faz-se sem prejuízo da comunicação dos fatos ao órgão fiscalizador do
exercício profissional, obedecidos os requisitos desta LC e do COE.

Esta LC não possui efeito suspensivo de ações fiscais existentes, incluindo aquelas que geraram
multas e as que foram lançadas em dívida ativa.
Casos omissos e conflitantes desta LC são analisados e deliberados pelo CONPLAN, que pode, se
entender necessário, realizar audiência pública sobre o assunto.

A regularização da edificação nos termos desta LC não implica reconhecimento de direitos quanto ao uso
irregular ou à permanência de atividades irregulares instaladas no imóvel.

Devem ser promovidas ações integradas dos órgãos e das entidades do DF para inibir a desobediência
dos índices e dos parâmetros urbanísticos que regem as unidades imobiliárias.

Os recursos provenientes desta LC destinados ao FUNDURB são prioritariamente aplicados na RA


onde ocorreu o fato gerador.
19 - Lei nº 12.587/12 - PNMU - Política Nacional de Mobilidade Urbana
É instrumento da política de desenvolvimento urbano previsto na CF88, objetivando a integração entre os
diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas no
território do Município.  Deve atender a integração e complementaridade entre as atividades urbanas e
rurais, tendo em vista o desenvolvimento socioeconômico do Município e do território sob sua área de
influência, devendo englobar o território do Município como um todo (EC).

Tem por objetivo contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização das condições
que contribuam para a efetivação dos princípios, objetivos e diretrizes da política de desenvolvimento
urbano, por meio do planejamento e da gestão democrática do Sistema Nacional de Mob. Urb. - SNMU. 

O SNMU é o conjunto organizado e coordenado dos modos de transporte, de serviços e de infraestruturas


que garante os deslocamentos de pessoas e cargas no território do Município. 

São modos de transporte urbano: MOTORIZADOS e NÃO MOTORIZADOS


CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 61 de 148

QUANTO AO OBJETO CARACTERÍSTICA DO SERVIÇO NATUREZA DO SERVIÇO

a) de passageiros; 
a) coletivo; 
a) público; 

b) de cargas;  b) individual;  b) privado. 

São INFRAESTRUTURAS de mobilidade urbana: 

I - vias e demais logradouros públicos, inclusive metroferrovias, hidrovias e ciclovias; 

II - estacionamentos; 

III - terminais, estações e demais conexões; 

IV - pontos para embarque e desembarque de passageiros e cargas; 

V - sinalização viária e de trânsito; 

VI - equipamentos e instalações; e 

VII - instrumentos de controle, fiscalização, arrecadação de taxas e tarifas e difusão de informações. 

• Modos de transporte não motorizado: modalidades que se utilizam do esforço humano/tração animal; 

• Transporte público coletivo: serviço público de transporte de passageiros acessível a toda a população
mediante pagamento individualizado, com itinerários e preços fixados pelo PP; 

• Transporte privado coletivo: serviço de transporte de passageiros não aberto ao público para a
realização de viagens com características operacionais exclusivas para cada linha e demanda; 

• Transporte público individual: serviço remunerado de transporte de passageiros aberto ao público, por
intermédio de veículos de aluguel, para a realização de viagens individualizadas - taxi; 

• Transporte urbano de cargas: serviço de transporte de bens, animais ou mercadorias;

• Transporte remunerado privado individual de passageiros: serviço remunerado de transporte de


passageiros, não aberto ao público, para a realização de viagens individualizadas ou compartilhadas
solicitadas exclusivamente por usuários previamente cadastrados em aplicativos ou outras plataformas
de comunicação em rede - UBER. 

PRINCÍPIOS: 
I - acessibilidade universal; 

II - desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais; 

III - equidade no acesso dos cidadãos ao TPC; 

IV - eficiência, eficácia e efetividade na prestação dos serviços de transporte urbano; 

V - gestão democrática e controle social do planejamento e avaliação da PNMU; 

VI - segurança nos deslocamentos das pessoas; 

VII - justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços; 

VIII - equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros; e 

IX - eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana. 

DIRETRIZES: 
I - integração com a política de desenvolvimento urbano e respectivas políticas setoriais de habitação,
saneamento básico, planejamento e gestão do uso do solo no âmbito dos entes federativos; 

II - prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de
transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado; 

III - integração entre os modos e serviços de transporte urbano; 

IV - mitigação custos ambientais/sociais/econômicos dos deslocamentos de pessoas/cargas na cidade; 

V - incentivo ao desenvolvimento científico-tecnológico e ao uso de energias renováveis/menos poluentes; 

VI - priorização de projetos de TPC estruturadores do território e indutores do desenvolvimento urbano


integrado; e 

VII - integração entre as cidades gêmeas localizadas na faixa de fronteira com outros países sobre a linha
divisória internacional. 

OBJETIVOS 

I - reduzir as desigualdades e promover a inclusão social; 

II - promover o acesso aos serviços básicos e equipamentos sociais; 

III - proporcionar melhoria nas condições urbanas da população referente à acessibilidade e à mobilidade; 

IV - promover o desenvolvimento sustentável com a mitigação dos custos ambientais e socioeconômicos


dos deslocamentos de pessoas e cargas nas cidades; e 

V - consolidar a gestão democrática como instrumento e garantia da construção contínua do


aprimoramento da mobilidade urbana. 

Diretrizes da POLÍTICA TARIFÁRIA do serviço de transporte público coletivo - TPC: 

I - promoção da equidade no acesso aos serviços; 

II - melhoria da eficiência e da eficácia na prestação dos serviços; 

III - ser instrumento da política de ocupação equilibrada da cidade de acordo com o PD; 

IV - contribuição dos beneficiários diretos e indiretos para custeio da operação dos serviços; 

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 62 de 148

V - simplicidade na compreensão, transparência da estrutura tarifária para o usuário e publicidade do


processo de revisão; 

VI - modicidade da tarifa para o usuário; 

VII - integração física, tarifária e operacional dos diferentes modos e das redes de transporte público e
privado nas cidades; 

VIII - articulação interinstitucional dos órgãos gestores por meio de consórcios públicos; e 

IX - estabelec. e publicidade de parâmetros de qualidade/quantidade na prestação dos serviços de TPC. 

Os Municípios deverão divulgar, de forma sistemática e periódica, os impactos dos benefícios tarifários
concedidos no valor das tarifas dos serviços de TPC. 

O regime econômico e financeiro da concessão/permissão do serviço de TPC serão estabelecidos no


respectivo edital de licitação, sendo a tarifa de remuneração da prestação de serviço de TPC resultante do
processo licitatório da outorga do PP. A tarifa de remuneração da prestação do serviço de TPC deverá ser
constituída pelo preço público cobrado do usuário pelos serviços somado à receita oriunda de outras
fontes de custeio, de forma a cobrir os reais custos do serviço prestado ao usuário por operador público/
privado, além da remuneração do prestador.

O preço público cobrado do usuário pelo uso do TPC denomina-se TARIFA PÚBLICA, sendo
instituída por ato específico do PP outorgante. 
A existência de diferença a menor entre o valor monetário da tarifa de remuneração da prestação do
serviço de transporte público de passageiros e a tarifa pública cobrada do usuário denomina-se deficit ou
subsídio tarifário. A maior denomina-se superavit tarifário. 

Caso o poder público opte pela adoção de subsídio tarifário, o déficit originado deverá ser coberto por
receitas extratarifárias, receitas alternativas, subsídios orçamentários, subsídios cruzados intrassetoriais e
intersetoriais provenientes de outras categorias de beneficiários dos serviços de transporte, dentre outras
fontes, instituídos pelo PP delegante. Na ocorrência de superávit tarifário proveniente de receita adicional
originada em determinados serviços delegados, a receita deverá ser revertida para o próprio SNMU. 

Competem ao PP delegante a fixação, o reajuste e a revisão da tarifa de remuneração da prestação


do serviço e da tarifa pública a ser cobrada do usuário. 
As revisões ordinárias das tarifas de remuneração terão periodicidade mínima estabelecida pelo PP
delegante no edital e no contrato administrativo e deverão: 

I - incorporar parcela das receitas alternativas em favor da modicidade da tarifa ao usuário; 

II - incorporar índice de transf. de parcela dos ganhos eficiência/produtividade das empresas aos usuários; 

III - aferir o equilíbrio econômico e financeiro da concessão/permissão, conforme parâmetro ou indicador


definido em contrato. 

O operador do serviço, por sua conta e risco e sob anuência do PP, poderá realizar descontos nas tarifas
ao usuário, inclusive de caráter sazonal, sem que isso possa gerar qualquer direito à solicitação de revisão
da tarifa de remuneração. 

O PP poderá, em caráter excepcional e desde que observado o interesse público, proceder à revisão
extraordinária das tarifas, por ato de ofício ou mediante provocação da empresa, caso em que esta deverá
demonstrar sua cabal necessidade, instruindo o requerimento com todos os elementos indispensáveis e
suficientes para subsidiar a decisão, dando publicidade ao ato. 

A contratação dos serviços de TPC será precedida de licitação e deverá observar as seguintes diretrizes: 

I - fixação de metas de qualidade e desempenho a serem atingidas e instrumentos de controle e avaliação; 

II - definição dos incentivos e das penalidades aplicáveis vinculadas à consecução ou não das metas; 

III - alocação dos riscos econômicos e financeiros entre os contratados e o poder concedente; 

IV - estabelecimento das condições e meios para a prestação de informações operacionais, contábeis e


financeiras ao poder concedente; e 

V - identificação de eventuais fontes de receitas alternativas, complementares, acessórias ou de projetos


associados, bem como da parcela destinada à modicidade tarifária. 

Qualquer subsídio tarifário ao custeio da operação do TPC deverá ser definido em contrato, com base em
critérios transparentes e objetivos de produtividade e eficiência, especificando, minimamente, o objetivo, a
fonte, a periodicidade e o beneficiário;

Os serviços de TPC, prestados entre pessoas físicas/jur., deverão ser autorizados, disciplinados e
fiscalizados pelo PP competente, com base nos princípios e diretrizes desta Lei. 

Compete exclusivamente aos Municípios/DF regulamentar e fiscalizar o serviço de transporte


remunerado privado individual de passageiros no âmbito dos seus territórios.

Na regulamentação e fiscalização do serviço de transporte privado individual de passageiros, os


Municípios/DF deverão observar as seguintes diretrizes, tendo em vista a eficiência, a eficácia, a segurança
e a efetividade na prestação do serviço:  

I - efetiva cobrança dos tributos municipais devidos pela prestação do serviço; 

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 63 de 148

II - exigência de contratação de seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros (APP) e DPVAT;   

III - exigência de inscrição do motorista como contribuinte individual do INSS, nos termos da legislação.

O serviço de transporte remunerado privado individual de passageiros nos Municípios que optarem pela
sua regulamentação, somente será autorizado ao motorista que cumprir as seguintes condições:              

I - possuir CNH na categoria B/superior que contenha a informação que exerce atividade remunerada;    

II - conduzir veículo que atenda aos requisitos de idade máxima e às características exigidas pela
autoridade de trânsito e pelo poder público municipal/DF;            

III - emitir e manter o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV);             

IV - apresentar certidão negativa de antecedentes criminais.             

A exploração dos serviços remunerados de transporte privado individual sem o cumprimento dos requisitos
previstos nesta Lei e na regulamentação do PP caracterizará transporte ilegal de passageiros.

Os serviços de util. pública de transporte individual de passageiros deverão ser organizados, disciplinados
e fiscalizados pelo PP municipal, com base nos requisitos mínimos de segurança, de conforto, de higiene,
de qualidade dos serviços e de fixação prévia dos valores máximos das tarifas a serem cobradas. 

O direito à exploração de serviços de táxi poderá ser OUTORGADO a qualquer interessado que satisfaça
os requisitos exigidos pelo PP local.  É permitida a transferência da outorga a 3ºs que atendam aos
requisitos exigidos em legislação. Em caso de falecimento do outorgado, o direito à exploração do serviço
será transferido a seus sucessores legítimos. As transferências dar-se-ão pelo prazo da outorga e são
condicionadas à prévia anuência do PP municipal e ao atendimento dos requisitos fixados para a outorga.

Na OUTORGA de exploração de serviço de táxi, reservar-se-ão 10% das vagas para condutores com
deficiência. Para concorrer às vagas, o condutor com deficiência deverá observar os seguintes requisitos
quanto ao veículo utilizado:

I - ser de sua propriedade e por ele conduzido; e

II - estar adaptado às suas necessidades, nos termos da legislação vigente.

No caso de não preenchimento das vagas, as remanescentes devem ser disponibilizadas para os demais.

Na prestação de serviços de TPC, o PP delegante deverá realizar atividades de fiscalização e controle dos
serviços delegados, preferencialmente em parceria com os demais entes federativos. 

DIREITOS DOS USUÁRIOS 

I - receber o serviço adequado;

II - participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da política local de MU; 

III - ser informado nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, de forma gratuita e acessível,
sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros modais;

IV - ter ambiente seguro e acessível para a utilização do SNMU.

Os usuários terão o direito de ser informados, em linguagem acessível e de fácil compreensão, sobre: 

I - seus direitos e responsabilidades; 

II - os direitos e obrigações dos operadores dos serviços; e 

III - os padrões preestabelecidos de qualidade e quantidade dos serviços ofertados, bem como os meios
para reclamações e respectivos prazos de resposta. 

A participação da sociedade civil no planejamento, fiscalização e avaliação da PNMU deverá ser


assegurada pelos seguintes instrumentos: 

I - órgãos colegiados com a participação de representantes do PE, sociedade civil e operadores; 

II - ouvidorias nas instituições responsáveis pela gestão ou nos órgãos com atribuições análogas; 

III - audiências e consultas públicas; e 

IV - procedimentos sistemáticos de comunicação, de avaliação da satisfação dos cidadãos e dos usuários


e de prestação de contas públicas. 

São atribuições da União: 


I - prestar assistência técnica e financeira aos Estados/DF/Municípios, nos termos desta Lei; 

II - contribuir para a capacitação continuada de pessoas e para o desenvolvimento das instituições


vinculadas à PNMU nos E/M/DF, nos termos desta Lei; 

III - organizar/disponibilizar informações sobre o SNMU e a qualidade/produtividade dos serviços de TPC; 

IV - fomentar a implantação de projetos de TPC de grande e média capacidade nas au/rm; 


VI - fomentar o desenvolvimento tecnológico e científico visando ao atendimento dos princípios e diretrizes;

VII - prestar, diretamente ou por delegação ou gestão associada, os serviços de transporte público
interestadual de caráter urbano. 

A União apoiará e estimulará ações coordenadas e integradas entre Municípios e Estados em áreas
conurbadas, au e rm destinadas a políticas comuns de mobilidade urbana, inclusive nas cidades definidas
como cidades gêmeas localizadas em regiões de fronteira com outros países. Poderá delegar aos E/DF/M
a organização e a prestação dos serviços de TPC interestadual e internacional de caráter urbano, desde
que constituído consórcio público ou convênio de cooperação para tal fim.
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 64 de 148

São atribuições dos Estados: 


I - prestar, diretamente ou por delegação ou gestão associada, os serviços de TPC intermunicipais de
caráter urbano, em conformidade com as atribuições dadas pela CF88;

II - propor política tributária específica e de incentivos para a implantação da PNMU; e 


III - garantir o apoio e promover a integração dos serviços nas áreas que ultrapassem os limites de um
Município, em conformidade com a CF88.

Poderão delegar aos Municípios a organização e a prestação dos serviços de TPC intermunicipal de
caráter urbano, desde que constituído consórcio público ou convênio de cooperação para tal fim. 

São atribuições dos Municípios: 


I - planejar, executar e avaliar a PMU e promover a regulamentação dos serviços de transporte urbano; 

II - prestar, direta, indiretamente ou por gestão associada, os serviços de TPC urbano, que têm caráter
essencial; 

III - capacitar pessoas e desenvolver as instituições vinculadas à PMU do Município. 

O planejamento/gestão/avaliação dos sistemas de mobilidade deverão contemplar: 

I - a identificação clara e transparente dos objetivos de curto, médio e longo prazo; 

II - a identificação dos meios financeiros e institucionais que assegurem sua implantação e execução; 

III - a formulação e implantação dos mecanismos de monitoramento e avaliação sistemáticos e


permanentes dos objetivos estabelecidos; e 

IV - a definição das metas de atendimento e universalização da oferta de TPC, monitorados por


indicadores preestabelecidos. 

O planejamento, a gestão e a avaliação dos sistemas de mobilidade deverão contemplar: 

I - a identificação clara e transparente dos objetivos de curto, médio e longo prazo; 

II - a identificação dos meios financeiros e institucionais que assegurem sua implantação e execução; 

III - a formulação e implantação dos mecanismos de monitoramento e avaliação sistemáticos e


permanentes dos objetivos estabelecidos; e 

IV - a definição das metas de atendimento e universalização da oferta de TPC, monitorados por


indicadores preestabelecidos. 

Consideram-se atribuições mínimas dos órgãos gestores dos entes federativos incumbidos
respectivamente do planejamento e gestão do sistema de MU: 

I - planejar e coordenar os diferentes modos e serviços, observados os princípios e diretrizes desta Lei; 

II - avaliar e fiscalizar os serviços e monitorar desempenhos, garantindo a consecução das metas de


universalização e de qualidade; 

III - implantar a política tarifária; 

IV - dispor sobre itinerários, frequências e padrão de qualidade dos serviços; 

V - estimular a eficácia e a eficiência dos serviços de TPC; 

VI - garantir os direitos e observar as responsabilidades dos usuários; e 

VII - combater o transporte ilegal de passageiros. 

Os entes federativos poderão utilizar, dentre outros instrumentos de gestão, os seguintes: 

I - restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em


locais e horários predeterminados - ex. via estrutural; 

II - estipulação de padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, podendo


condicionar o acesso e a circulação aos espaços urbanos sob controle; 

III - aplicação de tributos sobre modos e serviços de transporte urbano pela utilização da infraestrutura
urbana, visando a desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade, vinculando-se a
receita à aplicação exclusiva em infraestrutura urbana destinada ao TPC e ao transporte não motorizado e
no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público, na forma da lei; 

IV - dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de TPC e modos não motorizados; 

V - estabelecimento da política de estacionamentos de uso público e privado, com e sem pagamento pela
sua utilização, como parte integrante da PNMU; 

VI - controle do uso e operação da infraestrutura viária destinada à circulação e operação do transporte de


carga, concedendo prioridades ou restrições; 

VII - monitoramento e controle das emissões dos gases de efeito local e de efeito estufa dos modos de
transporte motorizado, facultando a restrição de acesso a determinadas vias em razão da criticidade dos
índices de emissões de poluição; 

VIII - convênios para o combate ao transporte ilegal de passageiros; e 

IX - convênio para o transporte coletivo urbano internacional nas cidades definidas como cidades gêmeas
nas regiões de fronteira do Brasil com outros países.

O Plano de Mobilidade Urbana é o instrumento de efetivação da PNMU e deverá contemplar os


princípios, os objetivos e as diretrizes desta Lei, bem como:

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 65 de 148

I - os serviços de TPC; 

II - a circulação viária; 

III - as infraestruturas do sistema de mobilidade urbana; 

IV - a acessibilidade para pessoas com deficiência e restrição de mobilidade; 

V - a integração dos modos de transporte público e destes com os privados e os não motorizados; 

VI - a operação e o disciplinamento do transporte de carga na infraestrutura viária; 

VII - os polos geradores de viagens; 

VIII - as áreas de estacionamentos públicos e privados, gratuitos ou onerosos; 

IX - as áreas e horários de acesso e circulação restrita ou controlada; 

X - os mecanismos e instrumentos de financiamento do transporte público coletivo e da infraestrutura de


mobilidade urbana; e 

XI - a sistemática de avaliação, revisão e atualização periódica do PMU em prazo não superior a 10 anos. 

Em Municípios acima de 20 mil habitantes e em todos os demais obrigados, à elaboração do PD,


deverá ser elaborado o PMU, integrado e compatível com os respectivos PDs ou neles inserido. 
Nos Municípios sem sistema de TPC ou individual, o PMU deverá ter o foco no transporte não motorizado
e no planejamento da infraestrutura urbana destinada aos deslocamentos a pé e por bicicleta.      

O PE da U/E/DF/M, segundo suas possibilidades orçamentárias e financeiras e observados os princípios e


diretrizes desta Lei, farão constar dos respectivos projetos de PPA e de LDO as ações programáticas e
instrumentos de apoio que serão utilizados, em cada período, para o aprimoramento dos SMU e melhoria
da qualidade dos serviços. 

20 - DF Lei nº 4.566/11 - PDTU - Plano Diretor de Transporte Urbano


Normas gerais básicas para implementação do PDTU/DF, em consonância com o PDOT e com o EC.

Como instrumento de planejamento, o PDTU/DF tem por objetivo definir as diretrizes e as políticas
estratégicas para a gestão dos transportes urbanos no âmbito do DF e do Entorno.
O PDTU/DF deve ser planejado e executado em articulação com os municípios da Região do Entorno.

O PDTU/DF fundamenta-se na articulação dos vários modos de transporte com a finalidade de atender às
exigências de deslocamento da população, buscando a eficiência geral do Sistema TPC/DF e garantindo
condições adequadas de mobilidade para os usuários, cumprindo os seguintes objetivos:

I – melhoria da qualidade de vida da população, mediante a disponibilização de serviço de transporte


público regular, confiável e seguro, que permita a mobilidade sustentável e acessibilidade para realização
das atividades que a vida moderna impõe;

II – eficiência na prestação dos serviços, mediante rede de transporte integrada em regime de


racionalidade operacional, priorizando-se os meios coletivos;

III – qualidade ambiental efetivada pelo controle dos níveis de poluição atmosférica e sonora e pela
proteção do patrimônio hist./arq., bem como das diversas áreas residenciais e de vivência coletiva, contra
o trânsito indevido de veículos;

IV – redução dos custos nos deslocamentos no TPC.

• Mobilidade urbana sustentável: o resultado de um conjunto de políticas de transporte e circulação que


visem proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano e rural, priorizando os modos de
transporte coletivo e não motorizados de forma efetiva, socialmente inclusiva e ecologicamente
sustentável;

• Acessibilidade: a humanização dos espaços públicos e dos serviços de transporte, estabelecendo-se


condições para que sejam utilizados com segurança, equidade, economia e autonomia total ou assistida.

São objetivos gerais para a melhoria do transporte urbano e rural e da mobilidade no DF e no Entorno:

I – reduzir a participação relativa dos modos motorizados individuais;

II – redefinir o modelo de circulação de veículos, em especial nas áreas de maior fluxo;

III – desenvolver e estimular os meios não motorizados de transporte;

IV – reconhecer a importância dos deslocamentos de pedestres e ciclistas, com proposições adequadas às


características da área de estudo;

V – proporcionar mobilidade às pessoas com deficiência ou restrição de mobilidade;

VI – priorizar a utilização do modo coletivo de transportes e a integração de seus diferentes modais;

VII – contribuir para preservar Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade;

VIII – aprimorar a gestão dos serviços do STPC/DF;

IX – apresentar soluções eficientes, integradas e compartilhadas de TPC no Entorno.

DIRETRIZES DO PDTU
I – articulação com as políticas públicas do GDF, sobretudo com as políticas de desenvolvimento urbano;

II – adoção de medidas articuladas para a promoção dos transportes públicos, regulação da circulação do
automóvel, planejamento do território, gestão ambiental e outras políticas públicas afins, garantindo-se a
priorização da circulação dos veículos do STPC/DF e o não motorizado sobre o individual motorizado;

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 66 de 148

III – gestão integrada dos sistemas viários, de transportes e de trânsito;

IV – implantação do sistema integrado de transporte público de passageiros do DF e Entorno;

V – implantação, recuperação e adaptação de infraestrutura de transporte voltada a atender às


necessidades de melhoria da acessibilidade, da informação ao público e da mobilidade dos usuários;

VI – priorização do uso de tecnologia rodoviária e ferroviária sustentável, visando à ampliação da


capacidade dos modais de transportes existentes;

VII – fomento ao desenv. e à implantação de novas tecnologias de gestão, operação e controle de TPC;

VIII – intervenções viárias que proporcionem maior fluidez e segurança à circulação de veículos, pedestres
e ciclistas;

IX – implantação de medidas para ampliar o uso da bicicleta e os deslocamentos de pedestres nas viagens
diárias, assegurando-se conforto e segurança para os ciclistas e para os pedestres;

X – tratamento especial na inserção de polos geradores de viagens, por meio de instituição de


instrumentos legais que promovam a adequada acessibilidade aos empreendimentos, garantindo-se a
mobilidade de todos os usuários, bem como o desempenho operacional seguro e eficaz dos sistemas
viário e de transportes;

XI – regulação da oferta de vagas de estacionamento onde for necessária, como forma de reduzir a
circulação de veículos de transporte individual/privado, para a viabilidade de padrões sustentáveis de
mobilidade.

O PP promoverá o aumento da participação do TPC no atendimento à demanda de interesse, mediante:

I – melhoria da qualidade e redução do custo das viagens para o usuário dos serviços do STPC/DF;

II – restrição ao uso indiscriminado do transporte motorizado individual, em especial nas situações que
levem ao congestionamento viário.

À Secretaria de Transportes, como órgão responsável pela gestão do PDTU/DF, compete:

I – planejar, coordenar, supervisionar, executar e avaliar a política de transporte e mobilidade e a


regulamentação dos serviços de transporte urbano do DF;

II – estabelecer metas de curto, médio e longo prazo para os transportes urbanos do DF e de ligação com
os municípios do Entorno, com vistas à melhoria da mobilidade da população;

III – definir instrumento básico da política de transporte e de orientação dos agentes públicos e privados
que operam no território do DF;

IV – desenvolver os instrumentos legais que integram o STPC/DF em consonância com o PDTU/DF e o


PDOT, que constituem parte do processo contínuo e integrado de planejamento e integração setorial;

V – manter permanentemente canais de informação e de comunicação com o usuário, de forma a divulgar


as ações, facilitar a participação, democratizar o acesso às informações e promover a transparência da;

VI – manter programas de educação para a mobilidade, em consonância com o órgão de trânsito,


devendo-se abordar temas como trânsito e circulação de pessoas, bens, serviços e veículos;

VII – consolidar, monitorar e atualizar as informações do PDTU em um Banco de Dados Georreferenciado.

O PDTU/DF será atualizado por ocasião da realização do censo demográfico do IBGE ou a cada 10
anos e revisado a cada 5 anos. A atualização se baseará em nova pesquisa de origem-destino por
amostra de domicílios e incorporará as definições mais recentes emanadas do PDOT.

Para implementação do PDTU/DF, serão desenvolvidas as seguintes ações:

I – eleição das ações e intervenções a serem implementadas prioritariamente, de forma a possibilitar a


instituição de instrumentos legais que permitam maior participação e interação com os demais setores do
Governo e dos municípios do Entorno envolvidos;

II – implantação de sistema permanente de planejamento das questões relativas à mobilidade, atuando-se


de forma integrada com os órgãos do Governo e dos municípios do Entorno;

III – adoção de mecanismos de monitoramento da implantação do PDTU/DF, com o acompanhamento do


desempenho da mobilidade, por meio de análise de indicadores relativos aos sistemas de transporte
coletivo, aos modos não motorizados e ao sistema de trânsito e viário;

IV – implantação do sistema viário estruturador em consonância com o estabelecido neste Plano, com os
instrumentos de política urbana, com o PDOT e com os Planos Locais;

V – implantação de sistemas de controle operacional, cadastral, de bilhetagem e de informação ao usuário;

VI – intensificação da regularização, da renovação e da adequação da frota.

A tomada de decisão para implementar as propostas para cada um dos eixos de transporte do STPC/DF
será precedida de estudos particularizados, com precisão e nível de detalhamento superiores aos do
PDTU/DF, confirmando-se sua viabilidade técnica, econômica, social e ambiental, bem assim
demonstrando-se seu impacto financeiro-orçamentário sobre as contas do DF.

TPC: é serviço público essencial, cuja organização e prestação competem ao DF, conforme art. 335, da
LODF, combinado com o art. 30, V, e art. 32, § 1º, da Constituição Federal. Deve ser planejado, coordenado
e operado, assegurando aos cidadãos o acesso universal, seguro e equânime ao espaço urbano e rural.

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 67 de 148

O sistema de TPC de passageiro compreende o conjunto de técnicas, meios, sistemas, serviços e


infraestrutura utilizados racionalmente, de forma a promover a complementaridade, a integração e a
priorização dos modos coletivos de transporte. A racionalização do sistema de TPC de passageiro será
obtida por meio da integração física, operacional e tarifária, devendo ser estabelecida a partir do conjunto
de procedimentos, tecnologias e infraestrutura que constitui o Sistema Integrado de Transporte – SIT/DF.

O PDTU/DF estabelece os seguintes objetivos para o TPC:

I – instituir sistema de gestão compartilhada do sistema de transporte integrado entre o DF e municípios do


Entorno, compatível com as especificidades dos gestores envolvidos;

II – buscar a utilização de tecnologia adequada a cada segmento da demanda;

III – implementar sistema eficiente de informação ao usuário, de forma a permitir a compreensão do


sistema e seu uso racional, com prioridade para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida;

IV – implantar bilhetagem informatizada que permita maior flexibilidade nas integrações, e maior controle;

V – implantar controle e monitoração operacional por meio do Sistema Inteligente de Transporte – ITS;

VI – priorizar a circulação dos coletivos em relação aos automóveis, com a implantação de sistema de
controle e coordenação semafórica e de faixas exclusivas e prioritárias ao transporte coletivo;

VII – facultar a acessibilidade por meio de rede de calçadas e de ciclovias seguras e confortáveis;

VIII – melhorar a gestão do TPC, com o fortalecimento institucional do órgão gestor;

IX – adequar a infraestrutura de apoio, com acessibilidade universal, à operação do transporte coletivo;

X – alternativas de integração que reduzam o custo e o tempo de deslocamento para maior nº de usuários;

XI – implantar mecanismos de controle e monitoramento de custos e receitas visando otimizar os ajustes


financeiros entre gestores e operadores do sistema integrado;

XII – atender as necessidades básicas de TPC das comunidades das zonas rurais.

Para melhor atender à demanda e racionalizar a oferta de transporte, deverão ser implantadas medidas
operacionais de reestruturação, compreendendo, entre outras:

I – mudança do modelo operacional, criação de linhas troncais, alimentadoras e distribuidoras integradas;

II – implantação da integração aberta e temporal;

III – ajuste dos intervalos temporais entre veículos, adequando-se a capacidade à demanda;

IV – implantação de ações de priorização da circulação dos modos coletivos em relação ao transporte


individual e de carga;

V – utilização de veículos dotados de tecnologia sustentável de ponta e acesso universal;

VI – articulação com os mun. do Entorno para a implantação de único sistema integrado de TPC.
São medidas de infraestrutura para a reestruturação do transporte coletivo:

I – implantação do Sistema Inteligente de Transporte – ITS;

II – adoção de medidas de incentivo à integração entre os modos coletivos, bicicleta e automóvel particular,
por meio da implantação de estacionamentos e paraciclos ou bicicletários, próximos aos terminais e
estações de integração;

III – instituição de rede viária básica estrutural de TPC;

IV – expansão e implantação de infraestrutura ferroviária e rodoviária.

A instituição da rede viária básica estrutural do TPC compreende:


I – consolidação da rede viária de transporte existente, observando-se as seguintes metas de curto e
médio prazo:

a) faixas prioritárias ou exclusivas de ônibus, de acordo com a demanda;

b) melhoria viária, por meio de duplicação, construção, adequação geométrica de vias e melhoria dos
acessos aos terminais e pontos de transferência;

II – implantação de eixos estruturais de TPC, a médio e longo prazo, interligando-se as RAs e municípios
do Entorno com a área central de Brasília e demais polos centralizadores e priorizando-se a circulação do
TPC, mediante a utilização de faixas exclusivas e prioritárias e a expansão do modo ferroviário, além de
ciclovias e infraestrutura de apoio à população usuária.

A rede de terminais deverá ser remodelada de forma a se adequar ao modelo operacional integrado,
devendo possuir:

I – sistema de informação ao usuário, inclusive acessível às PCD/MR, por intermédio de painéis


informativos e de mensagens variáveis, mapas, mensagens sonoras e escritas, com a participação de
agentes públicos para esclarecer dúvidas e informar sobre o STPC/DF;

II – estrutura de controle operacional dos veículos que operam no Sistema, visando à melhoria da
mobilidade de passageiros e veículos;

III – características físicas e operacionais que facilitem o transbordo dos usuários, com menor distância a
ser percorrida entre o embarque e o desembarque, em condições de segurança, proteção e acessibilidade;

IV – sistema viário de acesso aos terminais de integração e pontos de parada dotado de condições
seguras de circulação e conforto, priorizando-se as demandas das PCD/MR.

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TRANSPORTE NÃO MOTORIZADO: tem por objetivo fundamental garantir acessibilidade às funções
urbanas e aos sistemas de locomoção, assegurando-se maior inclusão social no conjunto das políticas de
transporte e circulação. O transporte não motorizado, realizado a pé ou por bicicletas e, eventualmente,
por outros veículos de propulsão humana deve ser incentivado para uso nas atividades diárias, por
intermédio de diferentes ações:
I – criação e adequação de espaço viário seguro e confortável para o pedestre, o ciclista e PCD/ MR;

II – adoção de medidas de uso e ocupação do solo que favoreçam a redução das necessidades de
deslocamentos motorizados;

III – realização de campanhas educativas, informativas e publicitárias.

Compõem o modo cicloviário:

I – rede viária para o transporte formado por ciclovias, ciclofaixas e faixas ou áreas compartilhadas;

II – bicicletários e paraciclos para estacionamento de bicicletas.

O modo cicloviário tem por fundamento:

I – a inclusão da bicicleta nos deslocamentos urbanos e rurais como elemento da mobilidade sustentável e
como forma de redução do custo da mobilidade das pessoas e redução da poluição ambiental;

II – a integração aos modos coletivos de transporte com a construção de bicicletários e paraciclos junto às
estações e terminais;

III – a construção e a incorporação de ciclovias e de sinalização específica;

IV – promoção de campanhas de educação para o trânsito, voltadas para a presença de ciclistas nas vias;

V – a uniformização dos projetos cicloviários;

VI – implantação do Sistema de Bicicletas Públicas.

O PDTU/DF apresenta os seguintes fundamentos para os pedestres:


I – requalificar e padronizar os espaços públicos de calçadas, passeios, travessias e pontos de parada,
mantendo-os livres e acessíveis, destinando-os ao uso primordial pelos usuários e respeitando seus
desejos de deslocamento, de acesso, de espera pelo TPC e de permanência;

II – definir áreas prioritárias para implantação de calçadas e travessias, obs. normas de acessibilidade;

III – tratar locais críticos para pedestres, com medidas moderadoras de tráfego voltadas à redução de
velocidade dos veículos e à melhoria ambiental do espaço urbano;

IV – implantar passarelas, semáforos de pedestres ou faixas de pedestres;

V – lançar programas educativos voltados à segurança de pedestres.

Constituem objetivos fundamentais do sistema viário:


I – assegurar que o sistema viário estruturador e de transporte seja constituído pelas estradas vicinais e
pela rede ferroviária, de forma adequada e prioritária ao TPC;

II – desenvolver e implementar planos de mobilidade e circulação locais, com medidas como


hierarquização viária, revisão da circulação, adequação da geometria, sinalização, articulação com sistema
viário principal, e de proteção aos pedestres e ciclistas;

III – implementar soluções viárias que priorizem os modos não motorizados e o TPC;

IV – definir uma rede viária articulada e hierarquizada que elimine os gargalos físicos e operacionais e
propicie condições apropriadas para os usuários da via;

V – sistematizar a coleta, a análise e a divulgação dos dados estatísticos de acidentes;

VI – adotar o uso de dispositivos eletrônicos de controle de infrações de trânsito;

VII – mobilizar a sociedade em prol da segurança de trânsito e promover campanhas educativas para a
sensibilização de condutores, passageiros e pedestres com relação ao comportamento no trânsito;

VIII – reduzir os impactos sobre a permeabilidade do solo, a arborização e o meio ambiente.

A infraestrutura necessária à implantação dos eixos de transporte compreende:

I – Eixo Oeste:
II – Eixo Sul:
III – Eixo Sudoeste:
IV – Eixo Norte:
V – Área Central:
A consolidação do sistema viário do DF com as características físicas compatíveis com a função de cada
via, conforme constituído no PDTU/DF, tem como objetivos específicos:

I – planejar e operar o tráfego de maneira a ordenar a circulação, reduzir acidentes e minimizar os conflitos
entre veículos e pedestres;

II – desenvolver sistema de orientação de tráfego, de forma que usuários evitem rotas congestionadas;

III – realizar intervenções viárias urbanas para eliminar descontinuidades e gargalos;

IV – adotar políticas de desestímulo ao uso do automóvel nas áreas centrais;

V – estabelecer parâmetros mais restritivos em áreas com problemas de congestionamentos.

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 69 de 148

Caberá aos órgãos responsáveis estabelecer e executar plano de ação para inspeção diária nos pontos de
maior movimento e em horários de pico, identificando e corrigindo interferências no sistema viário e em
suas condições de segurança. Os órgãos competentes desenvolverão planos de ações com diretrizes para
a execução de obras e realização de eventos que interfiram na circulação viária.

Constituem diretrizes para a política de estacionamentos:

I – demarcação de áreas públicas de estacionamento, alterando-se a sinalização horizontal e vertical com


vistas ao ordenamento, ao aumento do nº de vagas e à regulamentação;

II – identificação de áreas com problemas na relação entre oferta e demanda de estacionamento;

III – elaboração de estudo para regulamentar as operações de carga e descarga;

IV – elaboração de estudo para solucionar problemas de demanda de estacionamento: limitação,


implantação ou restrição nas vias públicas e implantação de estacionamentos privados;

V – articulação com demais órgãos do governo para elaboração conjunta de políticas.

DISPOSIÇÕES FINAIS
Como instrumento de planejamento e suporte a decisões estratégicas do GDF quanto à provisão de
infraestrutura de transporte para atender às necessidades de acessibilidade e mobilidade das pessoas, o
PDTU/DF não limita as formulações possíveis para transporte no DF.

Alterações nas redes de transporte estudadas poderão ser aceitas a qualquer tempo mediante análise do
impacto sobre elas de propostas de:

I – novos trechos de sistema viário ou novas características para trechos existentes;

II – novas soluções tecnológicas para os corredores de TPC existentes;

III – incorporações de soluções técnicas para tratamento de questões setoriais específicas de transporte;

IV – nova infraestrutura de desenvolvimento econômico e social de interesse do DF.

Tais propostas apenas serão incorporadas ao PDTU/DF mediante confirmação de sua viabilidade técnica,
econômica e ambiental, demonstrado seu impacto financeiro-orçamentário sobre as contas do DF.

O DF estabelecerá com os entes da federação com jurisdição sob os TPC de interesse da RIDE
mecanismos jurídicos que deem sustentação a soluções institucionais para integrar o STPC/DF ao serviço
rodoviário interestadual semi-urbano de ligação com o DF, assim como aos serviços internos dos
municípios da mesma região.

21 - DF Lei nº 4.397/09 - SC/DF - SISTEMA CICLOVIÁRIO


Como incentivo ao uso de bicicletas para o transporte no DF, contribuindo para o desenvolvimento da
mobilidade sustentável. Deve ser incentivado em áreas apropriadas e abordado como modo de transporte
para as atividades do cotidiano, devendo ser considerado modal efetivo na mobilidade da população.

O SC do DF será formado por:

I – rede viária formada por ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas e rotas operacionais de ciclismo;

II – locais específicos para estacionamento: bicicletários e paraciclos.

O SC do DF deverá:

I – articular o transporte por bicicleta com o PDTU, viabilizando os deslocamentos com segurança,
eficiência e conforto para o ciclista;

II – implementar infraestrutura para o trânsito de bicicletas e introduzir critérios de planejamento para


implantação de ciclovias/ciclofaixas nos trechos de rodovias em zonas urbanizadas, nas vias públicas, nos
terrenos marginais às linhas férreas, nas margens de cursos d’água, parques e em outros espaços naturais;

III – implantar trajetos cicloviários onde os desejos de viagem sejam expressivos para a demanda a que se
comprometem atender;

IV – agregar aos terminais de TPC urbano infraestrutura apropriada para a guarda de bicicletas;

V – permitir acesso e transporte, em vagão especial, no Metrô e VLT, de ciclistas com suas bicicletas;

VI – promover atividades educativas visando à formação de comportamento seguro e responsável no uso


da bicicleta e, sobretudo, no uso do espaço compartilhado;

VII – promover o lazer ciclístico e a conscientização ecológica.

Caberá ao GDF, por meio dos órgãos competentes, consolidar o programa de implantação do SC/DF,
considerando as propostas contidas no Planos Diretores e de Desenvolvimento Setorial.

A ciclovia será constituída de pista própria para a circulação de bicicletas, separada fisicamente do tráfego
geral, e atenderá ao seguinte:

I – ser totalmente segregada da pista de rolamento do tráfego geral, calçada, acostamento, ilha ou
canteiro central;
II – poderá ser implantada nas laterais da faixa de domínio das vias públicas, no canteiro central, em
terrenos marginais às linhas férreas, margens de cursos d’água, parques e em outros locais de interesse;

III – ter traçado e dimensões adequados para a segurança do tráfego de bicicletas e possuirá sinalização
de trânsito específica, em interseções com circulação de veículos e pedestres.

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 70 de 148

A ciclofaixa consistirá numa faixa exclusiva destinada à circulação de bicicletas, delimitada por sinalização
específica, em interseções com circulação de veículos e pedestres, utilizando parte da pista ou da calçada.

Poderá ser adotada quando não houver disponibilidade de espaço físico ou de recursos financeiros para a
construção de uma ciclovia, desde que as condições físico-operacionais do tráfego motorizado sejam
compatíveis com a circulação de bicicletas.

A faixa compartilhada poderá utilizar parte da via pública, desde que devidamente sinalizada,
permitindo a circulação compartilhada de bicicletas com o trânsito de veículos motorizados ou
pedestres, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.
A faixa compartilhada deverá ser utilizada somente em casos especiais, para dar continuidade ao sistema
cicloviário ou em parques, quando não for possível a construção de ciclovia ou ciclofaixa. Poderá ser
instalada na calçada, desde que autorizada e devidamente sinalizada pelo Órgão Executivo de Trânsito,
nos casos em que não comprometer a mobilidade segura e confortável do pedestre.

Os terminais e estações de transferência do Sistema de TPC, Metrô e VLT; os edifícios públicos, as


indústrias, as escolas, os centros de compras, os condomínios, os parques e outros locais de grande
afluxo de pessoas deverão possuir locais para estacionamento de bicicletas, bicicletários e paraciclos
como parte da infraestrutura de apoio a esse modal de transporte.

Bicicletário: local destinado para estacionamento de longa duração de bicicletas, poderá ser
público/privado.
Paraciclo: local destinado ao estacionamento de bicicletas de curta e média duração em espaço
público, equipado com dispositivos para sua instalação.
A elaboração de projetos de construção de praças e parques, incluindo os parques lineares, com área
superior a 4.000m2, deve contemplar o tratamento cicloviário nos acessos e no entorno próximo, assim
como paraciclos no seu interior.

O GDF deverá viabilizar a implantação de locais reservados para bicicletários, em um raio de 100m dos
terminais e estações de ônibus, Metrô e VLT e corredores de TPC, dando prioridade às estações
localizadas nos cruzamentos com vias estruturais. A segurança do ciclista e do pedestre é condicionante
na escolha do local e mesmo para a implantação de bicicletários.

As novas vias públicas, incluindo pontes, viadutos e túneis, devem prever espaços destinados ao acesso e
circulação de bicicletas, em conformidade com os estudos de viabilidade.

O PE poderá implantar ou incentivar a implantação de ciclovias/ciclofaixas nos terrenos marginais às linhas


férreas, Metrô e VLT em trechos urbanos, de interesse turístico, nos acessos às zonas industriais,
comerciais e institucionais, quando houver demanda existente e viabilidade técnica.

Os projetos dos parques lineares previstos nos PD e nos PDLs deverão contemplar ciclovias internas e,
quando possível, de acesso aos parques, em conformidade com estudos de viabilidade aprovados.

A implantação e operação dos bicicletários, em imóveis públicos ou privados, deverão ter controle de
acesso, a ser aprovado pelo Órgão Executivo de Trânsito.

Nas ciclovias, ciclofaixas e locais de trânsito compartilhado, poderão ser permitidos, de acordo com
regulamentação pelo Órgão Executivo de Trânsito, além da circulação de bicicletas:

I – circulação de veículos em atendimento a situações de emergência, conforme previsto no Código de


Trânsito Brasileiro e respeitando-se a segurança dos usuários do sistema cicloviário;

II – utilização de patins, patinetes e skates nas pistas onde sua presença não seja expressamente proibida;
III – circulação de bicicletas, patinetes ou similares elétricos, desde que desempenhem velocidades
compatíveis com a segurança do ciclista ou do pedestre onde exista trânsito compartilhado.

O GDF deve manter ações educativas permanentes com o objetivo de promover padrões de
comportamento seguros e responsáveis dos ciclistas, assim como deverá promover campanhas
educativas, tendo como público-alvo os pedestres e os condutores de veículos, motorizados ou não,
visando divulgar o uso adequado de espaços compartilhados.

22 - Lei nº 13.465/17 - REURB


Institui no território nacional normas gerais e procedimentos aplicáveis à Regularização Fundiária Urbana (Reurb), a qual
abrange medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais destinadas à incorporação dos núcleos urbanos
informais ao ordenamento territorial urbano e à titulação de seus ocupantes.  
Os PPs formularão e desenvolverão no espaço urbano as políticas de suas competências de acordo com
os princípios de sustentabilidade econômica, social e ambiental e ordenação territorial, buscando a
ocupação do solo de maneira eficiente, combinando seu uso de forma funcional.  
A Reurb promovida mediante legitimação fundiária somente poderá ser aplicada para os núcleos
urbanos informais comprovadamente existentes, na forma desta Lei, até 22 de dezembro de 2016. 
Constituem OBJETIVOS da Reurb, a serem observados pela U/E/DF/Mun.: 

I - identificar os núcleos urbanos informais que devam ser regularizados, organizá-los e assegurar a
prestação de serviços públicos aos seus ocupantes, de modo a melhorar as condições urbanísticas e
ambientais em relação à situação de ocupação informal anterior; 

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II - criar unidades imobiliárias compatíveis com o ordenamento territorial urbano e constituir sobre elas
direitos reais em favor dos seus ocupantes; 

III - ampliar o acesso à terra urbanizada pela população de baixa renda, de modo a priorizar a permanência
dos ocupantes nos próprios núcleos urbanos informais regularizados; 

IV - promover a integração social e a geração de emprego e renda; 

V - estimular a resolução extrajudicial de conflitos, em reforço à consensualidade e à cooperação entre


Estado e sociedade; 

VI - garantir o direito social à moradia digna e às condições de vida adequadas; 

VII - garantir a efetivação da função social da propriedade; 

VIII - ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus hab.;  

IX - concretizar o princípio constitucional da eficiência na ocupação e no uso do solo; 

X -  prevenir e desestimular a formação de novos núcleos urbanos informais;  

XI - conceder direitos reais, preferencialmente em nome da mulher; 


XII - franquear participação dos interessados nas etapas do processo de regularização fundiária.  

• Núcleo urbano: assentamento humano, com uso e características urbanas, constituído por unidades
imobiliárias de área inferior à fração mínima de parcelamento prevista na em lei, independentemente da
propriedade do solo, ainda que situado em área qualificada ou inscrita como rural; 
• Núcleo urbano informal: aquele clandestino, irregular ou no qual não foi possível realizar a titulação de
seus ocupantes, ainda que atendida a legislação vigente à época de sua implantação ou regularização; 

• Núcleo urbano informal consolidado: aquele de difícil reversão, considerados o tempo da ocupação, a
natureza das edificações, a localização das vias de circulação e a presença de equipamentos públicos,
entre outras circunstâncias a serem avaliadas pelo Município; 

• Demarcação urbanística: procedimento destinado a identificar os imóveis públicos e privados


abrangidos pelo núcleo urbano informal e a obter a anuência dos respectivos titulares de direitos inscritos
na matrícula dos imóveis ocupados, culminando com averbação na matrícula destes imóveis da
viabilidade da regularização fundiária, a ser promovida a critério do Município; 

• Certidão de Regularização Fundiária (CRF): documento expedido pelo Município ao final do


procedimento da Reurb, constituído do projeto de regularização fundiária aprovado, do termo de
compromisso relativo a sua execução e, no caso da legitimação fundiária e da legitimação de posse, da
listagem dos ocupantes do núcleo urbano informal regularizado, da devida qualificação destes e dos
direitos reais que lhes foram conferidos; 

• Legitimação de posse: ato do PP destinado a conferir título, por meio do qual fica reconhecida a posse
de imóvel objeto da Reurb, conversível em aquisição de direito real de propriedade na forma desta
Lei, com a identificação de seus ocupantes, do tempo da ocupação e da natureza da posse; 

• Legitimação fundiária: mecanismo de reconhecimento da aquisição originária do direito real de


propriedade sobre unidade imobiliária objeto da Reurb; 

• Ocupante: aquele que mantém poder de fato sobre lote ou fração ideal de terras públicas ou privadas
em núcleos urbanos informais.  

Para fins da Reurb, os Municípios poderão dispensar as exigências relativas ao % e às dimensões


de áreas destinadas ao uso público ou ao tamanho dos lotes regularizados, assim como a outros
parâmetros urbanísticos e edilícios.  
Constatada a existência de núcleo urbano informal situado, total ou parcialmente, em APP ou em área de
UC uso sustentável ou de APM, a Reurb observará, também, o disposto na legislação, hipótese na qual se
torna obrigatória a elaboração de estudos técnicos que justifiquem as melhorias ambientais em relação à
situação de ocupação informal anterior, inclusive por meio de compensações amb., quando for o caso.  

No caso de a Reurb abranger área de UC uso sustentável que, nos termos da  Lei, admita regularização,
será exigida também a anuência do órgão gestor da unidade, desde que estudo técnico comprove que
essas intervenções de regularização fundiária implicam a melhoria das condições ambientais em relação à
situação de ocupação informal anterior. 

Na Reurb cuja ocupação tenha ocorrido às margens de reservatórios artificiais de água destinados à
geração de energia ou ao abastecimento público, a faixa da APP consistirá na distância entre o nível
máximo operativo normal e a cota máxima.  

Esta Lei não se aplica aos núcleos urbanos informais situados em áreas indispensáveis à segurança
nacional ou de interesse da defesa, assim reconhecidas em decreto do Poder Executivo federal. 

Aplicam-se as disposições desta Lei aos imóveis localizados em área rural, desde que a unidade imobiliária
tenha área inferior à fração mínima de parcelamento prevista na legislação correlata. 

A aprovação municipal da Reurb corresponde à aprovação urbanística do projeto de regularização


fundiária, bem como à aprovação ambiental, se o Município tiver órgão ambiental capacitado.  

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Os estudos técnicos citados aplicam-se somente às parcelas dos núcleos urbanos informais situados nas
APP, nas UCs uso sustentável ou nas APMs e poderão ser feitos em fases ou etapas, sendo que a parte do
núcleo urbano informal não afetada por esses estudos poderá ter seu projeto aprovado e levado a registro
separadamente.  A aprovação ambiental da Reurb poderá ser feita pelos Estados na hipótese de o
Município não dispor de capacidade técnica para a aprovação dos estudos. 

A Reurb compreende 2 modalidades: 


1. Reurb de Interesse Social (Reurb-S) - regularização fundiária aplicável aos núcleos urbanos informais
ocupados predominantemente por população de baixa renda, assim declarados em ato do PE mun.; e 

2. Reurb de Interesse Específico (Reurb-E) - regularização fundiária aplicável aos núcleos urbanos
informais ocupados por população não qualificada na hipótese de Reurb-S.  

Serão isentos de custas e emolumentos, entre outros, os seguintes atos registrais relacionados à Reurb-S: 

I - o 1º registro da Reurb-S, o qual confere direitos reais aos seus beneficiários; 

II - o registro da legitimação fundiária; 

III - o registro do título de legitimação de posse e a sua conversão em título de propriedade; 

IV - o registro da CRF e do projeto de regularização fundiária, com abertura de matrícula para cada unidade
imobiliária urbana regularizada; 

V - a 1ª averbação de construção residencial, desde que respeitado o limite de até 70m2; 

VI - a aquisição do 1º direito real sobre unidade imobiliária derivada da Reurb-S; 

VII - o 1º registro do direito real de laje no âmbito da Reurb-S; e 

VIII - o fornecimento de certidões de registro para os atos previstos neste artigo.   

Os atos de que trata este artigo independem da comprovação do pagamento de tributos ou penalidades
tributárias, sendo vedado ao oficial de registro de imóveis exigir sua comprovação.  

As isenções de custas aplicam-se também à Reurb-S que tenha por objeto conjuntos habitacionais ou
condomínios de interesse social construídos pelo PP, diretamente ou por meio da administração pública
indireta, que já se encontrem implantados em 22 de dezembro de 2016.  

Na Reurb, os Municípios/DF poderão admitir o uso misto de atividades como forma de promover a
integração social e a geração de emprego e renda no núcleo urbano informal regularizado.  
A classificação do interesse visa exclusivamente à identificação dos responsáveis pela implantação ou
adequação das obras de infraestrutura essencial e ao reconhecimento do direito à gratuidade das custas e
emolumentos notariais e registrais em favor daqueles a quem for atribuído o domínio das unidades
imobiliárias regularizadas.   

A partir da disponibilidade de equipamentos e infraestrutura para prestação de serviço público de


abastecimento de água, coleta de esgoto, distribuição de energia elétrica, ou outros serviços públicos, é
obrigatório aos beneficiários da Reurb realizar a conexão da edificação à rede de água, de coleta de esgoto
ou de distribuição de energia elétrica e adotar as demais providências necessárias à utilização do serviço,
salvo disposição em contrário na legislação municipal. 

Legitimados para Requerer a Reurb 

I - a U/E/DF/Mun., diretamente ou por meio de entidades da administração pública indireta; 

II - os seus beneficiários, individual ou coletivamente, diretamente ou por meio de cooperativas


habitacionais, associações de moradores, fundações, OS, OSCIP ou outras associações civis que tenham
por finalidade atividades nas áreas de desenvolvimento urbano ou regularização fundiária urbana; 

III - os proprietários de imóveis ou de terrenos, loteadores ou incorporadores; 

IV - a Defensoria Pública, em nome dos beneficiários hipossuficientes; e 

V - o Ministério Público.  

Os legitimados poderão promover todos os atos necessários à regularização fundiária, inclusive requerer
os atos de registro. 

Nos casos de parcelamento do solo, de conjunto habitacional ou de condomínio informal, empreendidos


por particular, a conclusão da Reurb confere direito de regresso àqueles que suportarem os seus custos e
obrigações contra os responsáveis pela implantação dos núcleos urbanos informais.  

O requerimento de instauração da Reurb por proprietários de terreno, loteadores e incorporadores que


tenham dado causa à formação de núcleos urbanos informais, ou os seus sucessores, não os eximirá de
responsabilidades administrativa, civil ou criminal.  

INSTRUMENTOS DA REURB - Poderão ser empregados, no âmbito da Reurb, sem prejuízo de outros que
se apresentem adequados, os seguintes institutos jurídicos: 

I - a legitimação fundiária e a legitimação de posse, nos termos desta Lei; 


II - a usucapião;

III - a desapropriação em favor dos possuidores;

IV - a arrecadação de bem vago;

V - o consórcio imobiliário;  

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VI - a desapropriação por interesse social;

VII - o direito de preempção;

VIII - a transferência do direito de construir;

IX - a requisição, em caso de perigo público iminente;

X - a intervenção do PP em parcelamento clandestino ou irregular; 

XI - a alienação de imóvel pela administração pública diretamente para seu detentor;

XII - a concessão de uso especial para fins de moradia; 

XIII - a concessão de direito real de uso; 

XIV - a doação; e 

XV - a compra e venda. 

Na Reurb-E, promovida sobre bem público, havendo solução consensual, a aquisição de direitos reais pelo
particular ficará condicionada ao pagamento do justo valor da unidade imobiliária regularizada, a ser
apurado na forma estabelecida em ato do Poder Executivo titular do domínio, sem considerar o valor das
acessões e benfeitorias do ocupante e a valorização decorrente dessa implantação.  

As áreas de propriedade do PP registradas no Registro de Imóveis, que sejam objeto de ação judicial
versando sobre a sua titularidade, poderão ser objeto da Reurb, desde que celebrado acordo judicial ou
extrajudicial, na forma desta Lei, homologado pelo juiz.  

Na Reurb-S promovida sobre bem público, o registro do projeto de regularização fundiária e a


constituição de direito real em nome dos beneficiários poderão ser feitos em ato único, a critério do
ente público promovente. Nesses casos, serão encaminhados ao cartório o instrumento indicativo do
direito real constituído, a listagem dos ocupantes que serão beneficiados pela Reurb-S e respectivas
qualificações, com indicação das respectivas unidades, ficando dispensadas a apresentação de título
cartorial individualizado e as cópias da documentação referente à qualificação de cada beneficiário. 

O Município/DF poderão instituir como instrumento de planejamento urbano Zonas Especiais de Interesse
Social (ZEIS), no âmbito da política municipal de ordenamento de seu território. 

Considera-se ZEIS a parcela de área urbana instituída pelo PD ou definida por outra lei municipal,
destinada preponderantemente à população de baixa renda e sujeita a regras específicas de parcelamento,
uso e ocupação do solo. A Reurb não está condicionada à existência de ZEIS. 

Demarcação Urbanística: O PP poderá utilizar o procedimento, com base no levantamento da situação


da área a ser regularizada e na caracterização do núcleo urbano informal a ser regularizado.  
O auto de demarcação urbanística deve ser instruído com os seguintes documentos: 

I  -  planta e MD da área a ser regularizada, nos quais constem suas medidas perimetrais, área total,
confrontantes, coordenadas georreferenciadas dos vértices definidores de seus limites, nº das matrículas
ou transcrições atingidas, indicação dos proprietários identificados e ocorrência de situações de domínio
privado com proprietários não identificados em razão de descrições imprecisas dos registros anteriores;  

II - planta de sobreposição do imóvel demarcado com a situação da área constante do registro de imóveis.

O auto de demarcação urbanística poderá abranger uma parte ou a totalidade de um ou mais imóveis
inseridos em uma ou mais das seguintes situações:   

I - domínio privado c/ proprietários não identificados, em razão de descrições imprecisas dos registros
anteriores; 

II - domínio privado objeto do devido registro no registro de imóveis competente, ainda que de
proprietários distintos; ou 

III - domínio público. 

Os procedimentos da demarcação urbanística não constituem condição para o processamento e a


efetivação da Reurb.   
O PP notificará os titulares de domínio e os confrontantes da área demarcada, pessoalmente ou por via
postal, com aviso de recebimento, no endereço que constar da matrícula ou da transcrição, para que
estes, querendo, apresentem impugnação à demarcação urbanística, no prazo comum de 30 dias. 

Eventuais titulares de domínio ou confrontantes não identificados, ou não encontrados ou que recusarem o
recebimento da notificação por via postal, serão notificados por edital, para que, querendo, apresentem
impugnação à demarcação urbanística, no prazo comum de 30 dias. O edital conterá resumo do auto, com
a descrição que permita a identificação da área a ser demarcada e seu desenho simplificado.

A ausência de manifestação dos indicados será interpretada como concordância com a demarcação.  

Se houver impugnação apenas em relação à parcela da área objeto do auto de demarcação urbanística, é
facultado ao PP prosseguir com o procedimento em relação à parcela não impugnada.  

A critério do PP municipal, as medidas poderão ser realizadas pelo registro de imóveis do local do núcleo
urbano informal a ser regularizado. A notificação conterá a advertência de que a ausência de impugnação
implicará a perda de eventual direito que o notificado titularize sobre o imóvel objeto da Reurb. Na hipótese
de apresentação de impugnação, poderá ser adotado procedimento extrajudicial de composição de
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conflitos. Caso exista demanda judicial de que o impugnante seja parte e que verse sobre direitos reais ou
possessórios relativos ao imóvel abrangido pela demarcação urbanística, deverá informá-la ao PP, que
comunicará ao juízo a existência do procedimento. Para subsidiar o procedimento será feito um
levantamento de eventuais passivos tributários, ambientais e administrativos associados aos imóveis
objeto de impugnação, assim como das posses existentes, com vistas à identificação de casos de
prescrição aquisitiva da propriedade. A mediação observará o disposto na legislação correlata, facultando-
se ao PP promover a alteração do auto de demarcação urbanística ou adotar qualquer outra medida que
possa afastar a oposição do proprietário ou dos confrontantes à regularização da área ocupada. 

Caso não se obtenha acordo na etapa de mediação, fica facultado o emprego da arbitragem. 

Decorrido o prazo sem impugnação ou caso superada a oposição ao procedimento, o auto de demarcação
urbanística será encaminhado ao registro de imóveis e averbado nas matrículas por ele alcançadas.  

A averbação informará: 

I - a área total e o perímetro correspondente ao núcleo urbano informal a ser regularizado;  

II - as matrículas alcançadas pelo auto de demarcação urbanística e, quando possível, a área abrangida em
cada uma delas; e 

III - a existência de áreas cuja origem não tenha sido identificada em razão de imprecisões dos registros
anteriores.  

Na hipótese de o auto de demarcação urbanística incidir sobre imóveis ainda não matriculados,
previamente à averbação, será aberta matrícula, que deverá refletir a situação registrada do imóvel,
dispensadas a retificação do MD e a apuração de área remanescente. Nos casos de registro anterior
efetuado em outra circunscrição, para abertura da matrícula, o oficial requererá, de ofício, certidões
atualizadas daquele registro. Na hipótese de a demarcação urbanística abranger imóveis situados em mais
de uma circunscrição imobiliária, o oficial do registro de imóveis responsável pelo procedimento
comunicará as demais circunscrições imobiliárias envolvidas para averbação da demarcação urbanística
nas respectivas matrículas alcançadas. A demarcação urbanística será averbada ainda que a área
abrangida pelo auto supere a área disponível nos registros anteriores. Não se exigirá, para a averbação da
demarcação urbanística, a retificação da área não abrangida pelo auto, ficando a apuração de
remanescente sob a responsabilidade do proprietário do imóvel atingido. 

Legitimação Fundiária: constitui forma originária de aquisição do direito real de propriedade conferido por
ato do PP, exclusivamente no âmbito da Reurb, àquele que detiver em área pública ou possuir em área
privada, como sua, unidade imobiliária com destinação urbana, integrante de núcleo urbano informal
consolidado existente em 22 de dezembro de 2016.  
Apenas na Reurb-S, a legitimação fundiária será concedida ao beneficiário, desde que: 

I - o beneficiário não seja concessionário, foreiro ou proprietário de imóvel urbano ou rural; 

II - o beneficiário não tenha sido contemplado com legitimação de posse ou fundiária de imóvel urbano
com a mesma finalidade, ainda que situado em núcleo urbano distinto; e 

III - em caso de imóvel urbano com finalidade não residencial, seja reconhecido pelo PP o interesse público
de sua ocupação.  

Por meio da legitimação fundiária, em qualquer das modalidades da Reurb, o ocupante adquire a unidade
imobiliária com destinação urbana livre e desembaraçada de quaisquer ônus, direitos reais, gravames ou
inscrições, eventualmente existentes em sua matrícula de origem, exceto quando disserem respeito ao
próprio legitimado. Deverão ser transportadas as inscrições, as indisponibilidades ou os gravames
existentes no registro da área maior originária para as matrículas das unidades imobiliárias que não
houverem sido adquiridas por legitimação fundiária.  

Na Reurb-S de imóveis públicos, a U/E/DF/M e as suas entidades vinculadas, quando titulares do domínio,
ficam autorizados a reconhecer o direito de propriedade aos ocupantes do núcleo urbano informal
regularizado por meio da legitimação fundiária. Nestes caso, o PP encaminhará a CRF para registro
imediato da aquisição de propriedade, dispensados a apresentação de título individualizado e as cópias da
documentação referente à qualificação do beneficiário, o projeto de regularização fundiária aprovado, a
listagem dos ocupantes e sua devida qualificação e a identificação das áreas que ocupam.  Poderá  o PP
atribuir domínio adquirido por legitimação fundiária aos ocupantes que não tenham constado da listagem
inicial, mediante cadastramento complementar, sem prejuízo dos direitos de quem haja constado na inicial.
Nos casos de regularização fundiária urbana previstos na legislação, os Municípios poderão utilizar a
legitimação fundiária e demais instrumentos previstos nesta Lei para conferir propriedade aos ocupantes.   

Legitimação de Posse: instrumento de uso exclusivo para fins de regularização fundiária, constitui ato do
PP destinado a conferir título, por meio do qual fica reconhecida a posse de imóvel objeto da Reurb, com a
identificação de seus ocupantes, do tempo da ocupação e da natureza da posse, o qual é conversível em
direito real de propriedade, na forma desta Lei. 

A legitimação de posse poderá ser transferida por causa mortis ou por ato inter vivos.  

Não se aplica aos imóveis urbanos situados em área de titularidade do PP.  


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Sem prejuízo dos direitos decorrentes do exercício da posse mansa e pacífica no tempo, aquele em cujo
favor for expedido título de legitimação de posse, decorrido o prazo de 5 anos de seu registro, terá a
conversão automática dele em título de propriedade, desde que atendidos os termos e as condições do
art. 183 CF88, independentemente de prévia provocação ou prática de ato registral. Nos casos não
contemplados pelo art. 183, o título de legitimação de posse poderá ser convertido em título de
propriedade, desde que satisfeitos os requisitos de usucapião estabelecidos na legislação em vigor, a
requerimento do interessado, perante o registro de imóveis competente.  

A legitimação de posse, após convertida em propriedade, constitui forma originária de aquisição de direito
real, de modo que a unidade imobiliária com destinação urbana regularizada restará livre e desembaraçada
de quaisquer ônus, direitos reais, gravames ou inscrições, eventualmente existentes em sua matrícula de
origem, exceto quando disserem respeito ao próprio beneficiário.  

O título de legitimação de posse poderá ser cancelado pelo PP emitente quando constatado que as
condições estipuladas nesta Lei deixaram de ser satisfeitas, sem que seja devida qualquer
indenização àquele que irregularmente se beneficiou do instrumento. 

PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO 
A Reurb obedecerá às seguintes fases: 
I - requerimento dos legitimados; 

II - processamento administrativo do requerimento, no qual será conferido prazo para manifestação dos
titulares de direitos reais sobre o imóvel e dos confrontantes; 

III - elaboração do projeto de regularização fundiária; 

IV - saneamento do processo administrativo;   

V - decisão da autoridade competente, mediante ato formal, ao qual se dará publicidade; 

VI - expedição da CRF pelo Município; e 

VII - registro da CRF e do projeto de regularização fundiária aprovado perante o oficial do cartório de
registro de imóveis em que se situe a unidade imobiliária com destinação urbana regularizada. 

Não impedirá a Reurb, na forma estabelecida nesta Lei, a inexistência de lei municipal específica que trate
de medidas ou posturas de interesse local aplicáveis a projetos de regularização fundiária urbana. 

A fim de fomentar a efetiva implantação das medidas da Reurb, os entes federativos poderão celebrar
convênios ou outros instrumentos congêneres com o Ministério das Cidades, com vistas a cooperar para a
fiel execução do disposto nesta Lei. 

Compete aos Municípios nos quais estejam situados os núcleos urbanos informais a serem regularizados: 

I - classificar, caso a caso, as modalidades da Reurb; 

II - processar, analisar e aprovar os projetos de regularização fundiária; e 

III - emitir a CRF. 

Na Reurb requerida pela União/Estados, a classificação prevista será de responsabilidade do ente


federativo instaurador.  

O Município deverá classificar e fixar, no prazo de até 180 dias, uma das modalidades da Reurb ou
indeferir, fundamentadamente, o requerimento. A inércia do Município implica a automática fixação da
modalidade de classificação da Reurb indicada pelo legitimado em seu requerimento, bem como o
prosseguimento do procedimento administrativo da Reurb, sem prejuízo de futura revisão dessa
classificação pelo Município, mediante estudo técnico que a justifique. 

Instaurada a Reurb, o Município deverá proceder às buscas necessárias para determinar a titularidade do
domínio dos imóveis onde está situado o núcleo urbano informal a ser regularizado. Tratando-se de imóveis
públicos ou privados, caberá aos Municípios notificar os titulares de domínio, os responsáveis pela
implantação do núcleo urbano informal, os conflitantes e os terceiros eventualmente interessados, para,
querendo, apresentar impugnação no prazo de 30 dias, contado da data de recebimento da
notificação.  Tratando-se de imóveis públicos municipais, o Município deverá notificar os conflitantes e
terceiros eventualmente interessados, para, querendo, apresentar impugnação no prazo de 30 dias,
contado da data de recebimento da notificação.  Na hipótese de apresentação de impugnação, será
iniciado o procedimento extrajudicial de composição de conflitos de que trata esta Lei.  

A notificação do proprietário e dos conflitantes será feita por via postal, com AR, no endereço que constar
da matrícula ou da transcrição, considerando-se efetuada quando comprovada a entrega nesse endereço.
A notificação da Reurb também será feita por meio de publicação de edital, com prazo de 30 dias, do qual
deverá constar, de forma resumida, a descrição da área a ser regularizada, nos seguintes casos: 

I - quando o proprietário e os conflitantes não forem encontrados; e 

II - quando houver recusa da notificação por qualquer motivo.   

A ausência de manifestação dos indicados será interpretada como concordância com a Reurb. 

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Caso algum dos imóveis atingidos ou conflitantes não esteja matriculado ou transcrito na serventia, o DF/
Município realizará diligência perante as serventias anteriormente competentes, mediante apresentação da
planta do perímetro regularizado, a fim de que a sua situação jurídica atual seja certificada, caso possível.  

O requerimento de instauração da Reurb ou, na forma de regulamento, a manifestação de interesse nesse


sentido por parte de qualquer dos legitimados garantem perante o PP aos ocupantes dos núcleos urbanos
informais situados em áreas públicas a serem regularizados a permanência em suas respectivas unidades
imobiliárias, preservando-se as situações de fato já existentes, até o eventual arquivamento definitivo do
procedimento. Fica dispensado o disposto caso adotados os procedimentos da demarcação urbanística.  

A Reurb será instaurada por decisão do Município, por meio de requerimento, por escrito, de um dos
legitimados de que trata esta Lei. Na hipótese de indeferimento do requerimento de instauração da Reurb,
a decisão do Município deverá indicar as medidas a serem adotadas, com vistas à reformulação e à
reavaliação do requerimento, quando for o caso.    

Instaurada a Reurb, compete ao Município aprovar o projeto de regularização fundiária, do qual deverão
constar as responsabilidades das partes envolvidas. A elaboração e o custeio do projeto de regularização
fundiária e da implantação da infraestrutura essencial obedecerão aos seguintes procedimentos: 

I - na Reurb-S: 
a) operada sobre área de titularidade de ente público, caberão ao referido ente público ou ao Município
promotor/DF a responsabilidade de elaborar o projeto de regularização fundiária nos termos do ajuste que
venha a ser celebrado e a implantação da infraestrutura essencial, quando necessária; e 

b) operada sobre área titularizada por particular, caberão ao Município/DF a responsabilidade de elaborar e
custear o projeto de regularização fundiária e a implantação da infraestrutura essencial, quando necessária;
II - na Reurb-E, a regularização fundiária será contratada e custeada por seus potenciais
beneficiários ou requerentes privados;  

III - na Reurb-E sobre áreas públicas, se houver interesse público, o Município poderá proceder à
elaboração e ao custeio do projeto de regularização fundiária e da implantação da infraestrutura
essencial, com posterior cobrança aos seus beneficiários.  
Os Municípios poderão criar câmaras de prevenção e resolução administrativa de conflitos, no âmbito da
administração local, inclusive mediante celebração de ajustes com os TJ estaduais, as quais deterão
competência para dirimir conflitos relacionados à Reurb, mediante solução consensual. O modo de
composição e funcionamento das câmaras será estabelecido em ato do PE municipal e, na falta do ato,
pelo disposto em legislação. Se houver consenso entre as partes, o acordo será reduzido a termo e
constituirá condição para a conclusão da Reurb, com consequente expedição da CRF.   

Os Municípios poderão instaurar, de ofício ou mediante provocação, procedimento de mediação coletiva


de conflitos relacionados à Reurb. A instauração de procedimento administrativo para a resolução
consensual de conflitos no âmbito da Reurb suspende a prescrição.   

Os Municípios/DF poderão, mediante a celebração de convênio, utilizar os Centros Judiciários de Solução


de Conflitos e Cidadania ou as câmaras de mediação credenciadas nos Tribunais de Justiça. 

Projeto de Regularização Fundiária - conterá, no mínimo: 


I - levantamento planialtimétrico e cadastral, com georreferenciamento, subscrito por profissional
competente, acompanhado de ART/RRT, que demonstrará as unidades, construções, sistema viário, áreas
públicas, os acidentes geográficos e os demais elementos caracterizadores do núcleo a ser regularizado;  

II - planta do perímetro do núcleo urbano informal com demonstração das matrículas ou transcrições
atingidas, quando for possível; 

III - estudo preliminar das desconformidades e da situação jurídica, urbanística e ambiental;  

IV - projeto urbanístico; 

V - memoriais descritivos; 

VI - proposta de soluções para questões ambientais, urbanísticas e de reassentamento dos ocupantes,


quando for o caso; 

VII - estudo técnico para situação de risco, quando for o caso;  

VIII - estudo técnico ambiental, para os fins previstos nesta Lei, quando for o caso; 

IX - cronograma físico de serviços e implantação de obras de infraestrutura essencial, CUs, ambientais e


outras, quando houver, definidas por ocasião da aprovação do projeto de regularização fundiária; e 

X - TC a ser assinado pelos responsáveis, pelo cumprimento do cronograma físico definido no inciso IX. 

O projeto de regularização fundiária deverá considerar as características da ocupação e da área ocupada


para definir parâmetros urbanísticos e ambientais específicos, além de identificar os lotes, as vias de
circulação e as áreas destinadas a uso público, quando for o caso.  

O projeto urbanístico de regularização fundiária deverá conter, no mínimo, indicação: 

I - das áreas ocupadas, do sistema viário e das unidades imobiliárias, existentes ou projetadas; 

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II - das unidades imobiliárias a serem regularizadas, suas características, área, confrontações, localização,
nome do logradouro e nº de sua designação cadastral, se houver; 

III - quando for o caso, das quadras e suas subdivisões em lotes ou as frações ideais vinculadas à unidade
regularizada; 

IV - dos logradouros, espaços livres, áreas destinadas a edifícios públicos e outros equipamentos urbanos,
quando houver; 

V - de eventuais áreas já usucapidas;  

VI - das medidas de adequação para correção das desconformidades, quando necessárias; 

VII - das medidas de adequação da mobilidade, acessibilidade, infraestrutura e relocação de edificações,


quando necessárias; 

VIII - das obras de infraestrutura essencial, quando necessárias; 

IX - de outros requisitos que sejam definidos pelo Município. 

Para fins desta Lei, considera-se infraestrutura essencial os seguintes equipamentos:  


I - sistema de abastecimento de água potável, coletivo ou individual; 
II - sistema de coleta e tratamento do esgotamento sanitário, coletivo ou individual; 
III - rede de energia elétrica domiciliar; 
IV - soluções de drenagem, quando necessário; e 
V - outros equipamentos a serem definidos pelos Municípios em função das necessidades locais e
características regionais.  

A Reurb pode ser implementada por etapas, abrangendo o núcleo urbano informal de forma total ou
parcial. As obras de implantação de infraestrutura essencial, de EPC e de melhoria habitacional, bem
como sua manutenção, podem ser realizadas antes, durante ou após a conclusão da Reurb.  
O Município definirá os requisitos para elaboração do projeto de regularização, no que se refere aos
desenhos, ao MD e ao cronograma físico de obras e serviços a serem realizados.  

A planta e o MD deverão ser assinados por profissional legalmente habilitado, dispensada a apresentação
de ART/RRT, quando o responsável técnico for servidor ou empregado público. 

Na Reurb-S, caberá ao PP competente, diretamente ou por meio da administração pública indireta,


implementar a infraestrutura essencial, os EPCs e as melhorias habitacionais previstos nos projetos de
regularização, assim como arcar com os ônus de sua manutenção.  

Na Reurb-E, os Municípios/DF deverão definir, por ocasião da aprovação dos projetos de regularização
fundiária, nos limites da legislação de regência, os responsáveis pela: 

I - implantação dos sistemas viários;  

II - implantação da infraestrutura essencial e dos equipamentos públicos ou comunitários; e  

III - implementação das medidas de mitigação e compensação urbanística e ambiental, e dos estudos
técnicos, quando for o caso.   

As responsabilidades poderão ser atribuídas aos beneficiários da Reurb-E.  


Os responsáveis pela adoção de medidas de mitigação e compensação urbanística e ambiental deverão
celebrar TC com as autoridades competentes como condição de aprovação da Reurb-E.   

Para que seja aprovada a Reurb de núcleos urbanos informais, ou de parcela deles, situados em áreas de
riscos geotécnicos, de inundações ou de outros riscos especificados em lei, estudos técnicos deverão ser
realizados, a fim de examinar a possibilidade de eliminação, de correção ou de administração de riscos na
parcela por eles afetada. Nesta hipótese é condição indispensável à aprovação da Reurb a implantação
das medidas indicadas nos estudos técnicos realizados.  

Na Reurb-S que envolva áreas de riscos que não comportem eliminação, correção ou administração, os
Municípios deverão proceder à realocação dos ocupantes do núcleo urbano informal a ser regularizado.   

O pronunciamento da autoridade competente que decidir o processamento adm. da Reurb deverá: 

I - indicar as intervenções a serem executadas, conforme o projeto de regularização fundiária aprovado; 

II - aprovar o projeto de regularização fundiária resultante do processo de regularização fundiária; e 

III - identificar e declarar os ocupantes de cada unidade imobiliária com destinação urbana regularizada, e
os respectivos direitos reais.  

A Certidão de Regularização Fundiária (CRF) é o ato administrativo de aprovação da regularização que


deverá acompanhar o projeto aprovado e deverá conter, no mínimo:    

I - o nome do núcleo urbano regularizado;  

II - a localização; 

III - a modalidade da regularização;    

IV - as responsabilidades das obras e serviços constantes do cronograma;    

V - a indicação numérica de cada unidade regularizada, quando houver;    

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VI - a listagem com  nomes dos ocupantes que houverem adquirido a respectiva unidade, por título de
legitimação fund. ou mediante ato único de registro, estado civil, a profissão, CPF, identidade e filiação. 

REGISTRO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA 


O registro da CRF e do projeto de regularização fundiária aprovado será requerido diretamente ao oficial do
cartório de registro de imóveis da situação do imóvel e será efetivado independentemente de determinação
judicial ou do MP.  Em caso de recusa do registro, o oficial do cartório do registro de imóveis expedirá nota
devolutiva fundamentada, na qual indicará os motivos da recusa e formulará exigências nos termos desta
Lei. Na hipótese de a Reurb abranger imóveis situados em mais de uma circunscrição imobiliária, o
procedimento será efetuado perante cada um dos oficiais dos cartórios de registro de imóveis.  Quando os
imóveis regularizados estiverem situados na divisa das circunscrições imobiliárias, as novas matrículas das
unidades imobiliárias serão de competência do oficial do cartório de registro de imóveis em cuja
circunscrição estiver situada a maior porção da unidade imobiliária regularizada. Recebida a CRF, cumprirá
ao oficial do cartório de registro de imóveis prenotá-la, autuá-la, instaurar o procedimento registral e, no
prazo de 15 dias, emitir a respectiva nota de exigência ou praticar os atos tendentes ao registro.  

O registro do projeto Reurb aprovado importa em: 

I - abertura de nova matrícula, quando for o caso; 

II - abertura de matrículas individualizadas para os lotes e áreas públicas resultantes do projeto de


regularização aprovado; e 

III - registro dos direitos reais indicados na CRF junto às matrículas dos respectivos lotes, dispensada a
apresentação de título individualizado. 

Quando o núcleo urbano regularizado abranger mais de uma matrícula, o oficial do registro de imóveis
abrirá nova matrícula para a área objeto de regularização, destacando a área abrangida na matrícula de
origem, dispensada a apuração de remanescentes. 

O registro da CRF dispensa a comprovação do pagamento de tributos ou penalidades tributárias de


responsabilidade dos legitimados. Independe de averbação prévia do cancelamento do cadastro de
imóvel rural no Incra.  O procedimento registral deverá ser concluído no prazo de 60 dias, prorrogável por
até igual período, mediante justificativa fundamentada do oficial do cartório de registro de imóveis. 

O oficial do cartório de registro de imóveis, após o registro da CRF, notificará o Incra, o MMA e a Receita
Federal para que esses órgãos cancelem, parcial ou totalmente, os respectivos registros existentes no CAR
e nos demais cadastros relacionados a imóvel rural, relativamente às unidades imobiliárias regularizadas. 

Quando se tratar de imóvel sujeito a regime de condomínio geral a ser dividido em lotes com indicação, na
matrícula, da área deferida a cada condômino, o Município poderá indicar, de forma individual ou coletiva,
as unidades imobiliárias correspondentes às frações ideais registradas, sob sua exclusiva
responsabilidade, para a especialização das áreas registradas em comum.  

Para atendimento ao princípio da especialidade, o oficial do cartório de registro de imóveis adotará o MD


da gleba apresentado com o projeto de regularização fundiária e deverá averbá-lo na matrícula existente,
anteriormente ao registro do projeto, independentemente de provocação, retificação, notificação,
unificação ou apuração de disponibilidade ou remanescente. Se houver dúvida quanto à extensão da gleba
matriculada, em razão da precariedade da descrição tabular, o oficial do cartório de registro de imóveis
abrirá nova matrícula para a área destacada e averbará o referido destaque na matrícula matriz.  

As notificações serão emitidas de forma simplificada, indicando os dados de identificação do núcleo


urbano a ser regularizado, sem a anexação de plantas, projetos, memoriais ou outros documentos,
convidando o notificado a comparecer à sede da serventia para tomar conhecimento da CRF com a
advertência de que o não comparecimento e a não apresentação de impugnação, no prazo legal, importará
em anuência ao registro. Na hipótese de o projeto de regularização fundiária não envolver a integralidade
do imóvel matriculado, o registro será feito com base na planta e no memorial descritivo referentes à área
objeto de regularização e o destaque na matrícula da área total deverá ser averbado.  

Os padrões dos MD, das plantas e das demais representações gráficas, inclusive as escalas adotadas e
outros detalhes técnicos, seguirão as diretrizes estabelecidas pela autoridade municipal/distrital
competente, as quais serão consideradas atendidas com a emissão da CRF.  

Não serão exigidos reconhecimentos de firma nos documentos que compõem a CRF ou o termo individual
de legitimação fundiária quando apresentados pela U/E/DF/Municípios ou entes da administração indireta. 

O registro da CRF produzirá efeito de instituição e especificação de condomínio, quando for o caso, regido
pelas disposições legais específicas, hipótese em que fica facultada aos condôminos a aprovação de
convenção condominial.   

O registro da CRF será feito em todas as matrículas atingidas pelo projeto de regularização fundiária
aprovado, devendo ser informadas, quando possível, as parcelas correspondentes a cada matrícula.  

Nas matrículas abertas para cada parcela, deverão constar dos campos referentes ao registro anterior e ao
proprietário:  

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I - quando for possível, a identificação exata da origem da parcela matriculada, por meio de planta de
sobreposição do parcelamento com os registros existentes, a matrícula anterior e o nome do proprietário;  

II - quando não for possível identificar a exata origem da parcela matriculada, todas as matrículas
anteriores atingidas pela Reurb e a expressão “proprietário não identificado”, dispensando-se nesse caso
os requisitos da legislação correlata.

Qualificada a CRF e não havendo exigências nem impedimentos, o oficial do cartório efetuará o seu
registro na matrícula dos imóveis cujas áreas tenham sido atingidas, total ou parcialmente.   

Não identificadas as transcrições ou as matrículas da área regularizada, o oficial do cartório abrirá matrícula
com a descrição do perímetro do núcleo urbano informal que constar da CRF e nela efetuará o registro.
Registrada a CRF, será aberta matrícula para cada uma das unidades imobiliárias regularizadas.  

Para os atuais ocupantes das unidades imobiliárias objeto da Reurb, os compromissos de compra e venda,
as cessões e as promessas de cessão valerão como título hábil para a aquisição da propriedade, quando
acompanhados da prova de quitação das obrigações do adquirente, e serão registrados nas matrículas das
unidades imobiliárias correspondentes, resultantes da regularização fundiária. 

Com o registro da CRF, serão incorporados automaticamente ao patrimônio público as vias públicas, as
áreas destinadas ao uso comum do povo, os prédios públicos e os equipamentos urbanos, na forma
indicada no projeto de regularização fundiária aprovado. A requerimento do Município, o oficial de registro
de imóveis abrirá matrícula para as áreas que tenham ingressado no domínio público. 

As unidades desocupadas e não comercializadas alcançadas pela Reurb terão as suas matrículas abertas
em nome do titular originário do domínio da área.  As unidades não edificadas que tenham sido
comercializadas a qualquer título terão suas matrículas abertas em nome do adquirente, conforme
procedimentos previstos. 

DIREITO REAL DE LAJE (favelas)


O Código Civil, passa a vigorar com as seguintes alterações:  

TÍTULO XI - DA LAJE 
‘Art. 1.510-A.  O proprietário de uma construção-base poderá ceder a superfície superior ou inferior de sua construção a fim de que o
titular da laje mantenha unidade distinta daquela originalmente construída sobre o solo.  
§ 1o  O direito real de laje contempla o espaço aéreo ou o subsolo de terrenos públicos ou privados, tomados em projeção vertical,
como unidade imobiliária autônoma, não contemplando as demais áreas edificadas ou não pertencentes ao proprietário da
construção-base.  
§ 2o  O titular do direito real de laje responderá pelos encargos e tributos que incidirem sobre a sua unidade.  
§ 3o  Os titulares da laje, unidade imobiliária autônoma constituída em matrícula própria, poderão dela usar, gozar e dispor.   
§ 4o  A instituição do direito real de laje não implica a atribuição de fração ideal de terreno ao titular da laje ou a participação
proporcional em áreas já edificadas.   
§ 5o  Os Municípios/DF poderão dispor sobre posturas edilícias e urbanísticas associadas ao direito real de laje. 
§ 6o  O titular da laje poderá ceder a superfície de sua construção para a instituição de um sucessivo direito real de laje, desde que haja
autorização expressa dos titulares da construção-base e das demais lajes, respeitadas as posturas edilícias e urbanísticas vigentes.’ 
‘Art. 1.510-B.  É expressamente vedado ao titular da laje prejudicar com obras novas ou com falta de reparação a segurança, a linha
arquitetônica ou o arranjo estético do edifício, observadas as posturas previstas em legislação local.’ 
‘Art. 1.510-C.   Sem prejuízo, no que couber, das normas aplicáveis aos condomínios edilícios, para fins do direito real de laje, as
despesas necessárias à conservação e fruição das partes que sirvam a todo o edifício e ao pagamento de serviços de interesse comum
serão partilhadas entre o proprietário da construção-base e o titular da laje, na proporção que venha a ser estipulada em contrato.  
§ 1o  São partes que servem a todo o edifício: 
I - os alicerces, colunas, pilares, paredes-mestras e todas as partes restantes que constituam a estrutura do prédio;  
II - o telhado ou os terraços de cobertura, ainda que destinados ao uso exclusivo do titular da laje; 
III - as instalações gerais de água, esgoto, eletricidade, aquecimento, ar condicionado, gás, comunicações e semelhantes que sirvam a
todo o edifício; e 
IV - em geral, as coisas que sejam afetadas ao uso de todo o edifício. 
§ 2o  É assegurado, em qualquer caso, o direito de qualquer interessado em promover reparações urgentes na construção na forma do
parágrafo único do art. 249 deste Código.’ 
‘Art. 1.510-D.  Em caso de alienação de qualquer das unidades sobrepostas, terão direito de preferência, em igualdade de condições
com terceiros, os titulares da construção-base e da laje, nessa ordem, que serão cientificados por escrito para que se manifestem no
prazo de 30 dias, salvo se o contrato dispuser de modo diverso. 
§ 1o  O titular da construção-base ou da laje a quem não se der conhecimento da alienação poderá, mediante depósito do respectivo
preço, haver para si a parte alienada a terceiros, se o requerer no prazo decadencial de 180 dias, contado da data de alienação. 
§ 2o  Se houver mais de uma laje, terá preferência, sucessivamente, o titular das lajes ascendentes e o titular das lajes descendentes,
assegurada a prioridade para a laje mais próxima à unidade sobreposta a ser alienada.’ 
‘Art. 1.510-E.  A ruína da construção-base implica extinção do direito real de laje, salvo: 
I - se este tiver sido instituído sobre o subsolo; 
II - se a construção-base não for reconstruída no prazo de cinco anos. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não afasta o direito a eventual reparação civil contra o culpado pela ruína.’” 
Art. 57.  O caput do art. 799 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (CPC), passa a vigorar acrescido dos seguintes incisos X e
X - requerer a intimação do titular da construção-base, bem como, se for o caso, do titular de lajes anteriores, quando a penhora recair
sobre o direito real de laje; 
XI - requerer a intimação do titular das lajes, quando a penhora recair sobre a construção-base.” (NR) 
CAPÍTULO VI - DO CONDOMÍNIO DE LOTES 
Art. 58.  O CC, passa a vigorar acrescida da Seção IV no Capítulo VII do Título III do Livro III da Parte Especial: 
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“Seção IV - Do Condomínio de Lotes 


‘Art. 1.358-A.   Pode haver, em terrenos, partes designadas de lotes que são propriedade exclusiva e partes que são propriedade
comum dos condôminos.  
§ 1o  A fração ideal de cada condômino poderá ser proporcional à área do solo de cada unidade autônoma, ao respectivo potencial
construtivo ou a outros critérios indicados no ato de instituição.  
§ 2o  Aplica-se, no que couber, ao condomínio de lotes o disposto sobre condomínio edilício neste Capítulo, respeitada a legislação
urbanística. 
§ 3o  Para fins de incorporação imobiliária, a implantação de toda a infraestrutura ficará a cargo do empreendedor.’” 

CONDOMÍNIO DE LOTES 

Art. 58.  O Código Civil, passa a vigorar acrescida da:


“Seção IV - Do Condomínio de Lotes 
‘Art. 1.358-A.   Pode haver, em terrenos, partes designadas de lotes que são propriedade exclusiva e partes que são propriedade
comum dos condôminos.  
§ 1o  A fração ideal de cada condômino poderá ser proporcional à área do solo de cada unidade autônoma, ao respectivo potencial
construtivo ou a outros critérios indicados no ato de instituição.  
§ 2o  Aplica-se, no que couber, o disposto sobre condomínio edilício neste Capítulo, respeitada a legislação urbanística. 
§ 3o  Para fins de incorporação imobiliária, a implantação de toda a infraestrutura ficará a cargo do empreendedor.’” 

CONJUNTOS HABITACIONAIS: Serão regularizados como, os núcleos urbanos informais que tenham sido
constituídos para a alienação de unidades já edificadas pelo próprio empreendedor, público ou
privado. Podem ser constituídos de parcelamento do solo com unidades edificadas isoladas, parcelamento
do solo com edificações em condomínio, condomínios horizontais ou verticais, ou ambas as modalidades
de parcelamento e condomínio.  As unidades resultantes da regularização de conjuntos habitacionais serão
atribuídas aos ocupantes reconhecidos, salvo quando o ente público promotor do programa habitacional
demonstrar que, durante o processo de regularização fundiária, há obrigações pendentes, caso em que as
unidades imobiliárias regularizadas serão a ele atribuídas.  Para a aprovação e registro dos conjuntos
habitacionais que compõem a Reurb ficam dispensadas a apresentação do habite-se e, no caso de Reurb-
S, as respectivas certidões negativas de tributos e contribuições previdenciárias. 

CONDOMÍNIO URBANO SIMPLES: Quando um mesmo imóvel contiver construções de casas ou


cômodos, poderá ser instituído, inclusive para fins de Reurb, condomínio urbano simples, respeitados os
parâmetros urbanísticos locais, e serão discriminadas, na matrícula, a parte do terreno ocupada pelas
edificações, as partes de utilização exclusiva e as áreas que constituem passagem para as vias públicas ou
para as unidades entre si. O condomínio urbano simples será regido por esta Lei, aplicando-se, no que
couber, o disposto na legislação civil, tal como o Código Civil. 
A instituição do condomínio urbano simples será registrada na matrícula do respectivo imóvel, na qual
deverão ser identificadas as partes comuns ao nível do solo, as partes comuns internas à edificação, se
houver, e as respectivas unidades autônomas, dispensada a apresentação de convenção de condomínio. 

Após o registro da instituição do condomínio urbano simples, deverá ser aberta uma matrícula para cada
unidade autônoma, à qual caberá, como parte inseparável, uma fração ideal do solo e das outras partes
comuns, se houver, representada na forma de percentual. As unidades autônomas constituídas em
matrícula própria poderão ser alienadas e gravadas livremente por seus titulares.  

Nenhuma unidade autônoma poderá ser privada de acesso ao logradouro público. 

A gestão das partes comuns será feita de comum acordo entre os condôminos, podendo ser formalizada
por meio de instrumento particular. No caso da Reurb-S, a averbação das edificações poderá ser efetivada
a partir de mera notícia, a requerimento do interessado, da qual constem a área construída e o nº da
unidade imobiliária, dispensada a apresentação de habite-se e de certidões negativas de tributos e
contribuições previdenciárias.  

ARRECADAÇÃO DE IMÓVEIS ABANDONADOS 


Os imóveis urbanos privados abandonados cujos proprietários não possuam a intenção de conservá-los
em seu patrimônio ficam sujeitos à arrecadação pelo Município/DF na condição de bem vago. 

A intenção será presumida quando o proprietário, cessados os atos de posse sobre o imóvel, não
adimplir os ônus fiscais instituídos sobre a propriedade predial e territorial urbana, por 5 anos. 
O procedimento de arrecadação de imóveis urbanos abandonados obedecerá ao disposto em ato do PE
municipal/distrital e observará, no mínimo: 

I - abertura de processo administrativo para tratar da arrecadação; 

II - comprovação do tempo de abandono e de inadimplência fiscal; 

III - notificação ao titular do domínio para, querendo, apresentar impugnação no prazo de 30 dias, contado
da data de recebimento da notificação. 

A ausência de manifestação do titular do domínio será interpretada como concordância com a


arrecadação. Respeitado o procedimento de arrecadação, o Município poderá realizar, diretamente ou por
meio de terceiros, os investimentos necessários para que o imóvel urbano arrecadado atinja prontamente
os objetivos sociais a que se destina. Na hipótese de o proprietário reivindicar a posse do imóvel declarado
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abandonado, no transcorrer do triênio a que alude o CC, fica assegurado ao PE municipal/distrital o direito
ao ressarcimento prévio, e em valor atualizado, de todas as despesas em que eventualmente houver
incorrido, inclusive tributárias, em razão do exercício da posse provisória.  Os imóveis arrecadados pelos
Municípios/DF poderão ser destinados aos programas habitacionais, à prestação de serviços públicos, ao
fomento da Reurb-S ou serão objeto de CDRU a entidades civis que comprovadamente tenham fins
filantrópicos, assistenciais, educativos, esportivos ou outros, no interesse do Município ou do DF. 

REGULARIZAÇÃO DA PROPRIEDADE FIDUCIÁRIA DO FUNDO DE ARREND. RESIDENCIAL (FAR) 


Os beneficiários de operações do PMCMV, com recursos advindos da integralização de cotas no FAR,
obrigam-se a ocupar os imóveis adquiridos, em até 30 dias, a contar da assinatura do contrato de compra
e venda com cláusula de alienação fiduciária em garantia, firmado com o FAR. Descumprido o prazo fica o
FAR automaticamente autorizado a declarar o contrato resolvido e a alienar o imóvel a beneficiário diverso,
a ser indicado conforme a Pol. Nac. Hab.. 

Acarretam o vencimento antecipado da dívida decorrente de contrato de compra e venda com cláusula de
alienação fiduciária em garantia firmado, no âmbito do PMCMV, com o FAR: 

I - a alienação ou cessão, por qualquer meio, dos imóveis objeto de operações realizadas com recursos
advindos da integralização de cotas no FAR antes da quitação;

II - a utilização dos imóveis objeto de operações realizadas com recursos advindos da integralização de
cotas no FAR em finalidade diversa da moradia dos beneficiários e das respectivas famílias; e 

III - o atraso superior a 90 dias no pagamento das obrigações objeto de contrato firmado, no âmbito do
PMCMV, com o FAR, incluindo os encargos contratuais e os encargos legais, inclusive os tributos e as
contribuições condominiais que recaírem sobre o imóvel.” 

Vencida antecipadamente a dívida, o FAR, na condição de credor fiduciário, munido de certidão


comprobatória de processo administrativo que ateste a ocorrência de uma das hipóteses previstas no art.

Nas operações de financiamento imobiliário, inclusive nas operações do PMCMV, com recursos advindos
da integralização de cotas no FAR, uma vez averbada a consolidação da propriedade fiduciária, as ações
judiciais que tenham por objeto controvérsias sobre as estipulações contratuais ou os requisitos
procedimentais de cobrança e leilão, excetuada a exigência de notificação do devedor fiduciante, serão
resolvidas em perdas e danos e não obstarão a reintegração de posse de que trata este artigo.

DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS  


As glebas parceladas para fins urbanos anteriormente a 19 de dezembro de 1979, que não possuírem
registro, poderão ter a sua situação jurídica regularizada mediante o registro do parcelamento, desde que
esteja implantado e integrado à cidade, podendo, para tanto, utilizar-se dos instrumentos previstos. 

O interessado requererá ao oficial do cartório a efetivação do registro do parcelamento, munido dos


seguintes documentos: 

I - planta da área em regularização assinada pelo interessado responsável pela regularização e por
profissional legalmente habilitado, acompanhada da ART/RRT, contendo o perímetro da área a ser
regularizada e as subdivisões das quadras, lotes e áreas públicas, com as dimensões e numeração dos
lotes, logradouros, espaços livres e outras áreas com destinação específica, se for o caso, dispensada a
ART/ RRT quando o responsável técnico for servidor ou empregado público;  

II - descrição técnica do perímetro da área a ser regularizada, dos lotes, das áreas públicas e de outras
áreas com destinação específica, quando for o caso; 

III - documento expedido pelo Município, atestando que o parcelamento foi implantado antes de 19 de
dezembro de 1979 e que está integrado à cidade. 

A apresentação da documentação prevista dispensa a apresentação do projeto de regularização fundiária,


de estudo técnico ambiental, de CRF ou de quaisquer outras manifestações, aprovações, licenças ou
alvarás emitidos pelos órgãos públicos. 

As disposições da Lei no 6.766, de 19 de dezembro de 1979, não se aplicam à Reurb, exceto:


Art. 37. É vedado vender ou prometer vender parcela de loteamento ou desmembramento não registrado.
Art. 38. Verificado que o loteamento ou desmembramento não se acha registrado ou regularmente executado ou
notificado pela Prefeitura Municipal/DF, deverá o adquirente do lote suspender o pagamento das prestações restantes e
notificar o loteador para suprir a falta.
§ 1º Ocorrendo a suspensão do pagamento das prestações restantes, na forma do caput deste artigo, o adquirente
efetuará o depósito das prestações devidas junto ao Registro de Imóveis competente, que as depositará em
estabelecimento de crédito, segundo a ordem prevista no inciso I do art. 666 do Código de Processo Civil, em conta
com incidência de juros e correção monetária, cuja movimentação dependerá de prévia autorização judicial.
§ 2º A Prefeitura Municipal/DF ou o MP, poderá promover a notificação ao loteador prevista no caput deste artigo.
§ 3º Regularizado o loteamento pelo loteador, este promoverá judicialmente a autorização para levantar as prestações
depositadas, com os acréscimos de correção monetária e juros, sendo necessária a citação da Prefeitura/DF para
integrar o processo judicial aqui previsto, bem como audiência do MP.
§ 4º Após o reconhecimento judicial de regularidade do loteamento, o loteador notificará os adquirentes dos lotes, por
intermédio do Registro de Imóveis competente, para que passem a pagar diretamente as prestações restantes, a contar
da data da notificação.
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§ 5º No caso de o loteador deixar de atender à notificação até o vencimento do prazo contratual, ou quando o
loteamento ou desmembramento for regularizado pela Prefeitura/DF nos termos do art. 40 desta Lei, o loteador não
poderá, a qualquer titulo, exigir o recebimento das prestações depositadas.
Art.39. Será nula de pleno direito a cláusula de rescisão de contrato por inadimplemento do adquirente, quando o
loteamento não estiver regularmente inscrito.
Art. 40. A Prefeitura Municipal/DF se desatendida pelo loteador a notificação, poderá regularizar loteamento ou
desmembramento não autorizado ou executado sem observância das determinações do ato administrativo de licença,
para evitar lesão aos seus padrões de desenvolvimento urbano e na defesa dos direitos dos adquirentes de lotes.
§ 1º A Prefeitura Municipal/DF que promover a regularização, na forma deste artigo, obterá judicialmente o levantamento
das prestações depositadas, com os respectivos acréscimos de correção monetária e juros, nos termos do § 1º do art.
38 desta Lei, a título de ressarcimento das importâncias despendidas com equipamentos urbanos ou expropriações
necessárias para regularizar o loteamento ou desmembramento.
§ 2º As importâncias despendidas pela Prefeitura/DF para regularizar o loteamento ou desmembramento, caso não
sejam integralmente ressarcidas conforme o disposto no parágrafo anterior, serão exigidas na parte faltante do loteador,
aplicando-se o disposto no art. 47 desta Lei.
§ 3º No caso de o loteador não cumprir o estabelecido no parágrafo anterior, a Prefeitura/DF poderá receber as
prestações dos adquirentes, até o valor devido.
§ 4º A Prefeitura/DF para assegurar a regularização do loteamento ou desmembramento, bem como o ressarcimento
integral de importâncias despendidas, ou a despender, poderá promover judicialmente os procedimentos cautelares
necessários aos fins colimados.
Art. 41. Regularizado o loteamento/desmembramento pela Prefeitura/DF, o adquirente do lote, comprovando o depósito
de todas as prestações do preço avençado, poderá obter o registro, de propriedade do lote adquirido, valendo para
tanto o compromisso de venda e compra devidamente firmado.
Art. 42. Nas desapropriações não serão considerados como loteados ou loteáveis, para fins de indenização, os terrenos
ainda não vendidos ou compromissados, objeto de loteamento ou desmembramento não registrado.
Art. 44. O Município/DF/E poderão expropriar áreas urbanas ou de expansão urbana para reloteamento, demolição,
reconstrução e incorporação, ressalvada a preferência dos expropriados para a aquisição de novas unidades.
Art. 47. Se o loteador integrar grupo econômico ou financeiro, qualquer pessoa física ou jurídica desse grupo,
beneficiária de qualquer forma do loteamento/desmembramento irregular, será solidariamente responsável pelos
prejuízos por ele causados aos compradores de lotes e ao PP.
Art. 48. O foro competente para os procedimentos judiciais previstos nesta Lei será o da comarca da situação do lote.
Art. 49. As intimações e notificações previstas nesta Lei deverão ser feitas pessoalmente ao intimado ou notificado, que
assinará o comprovante do recebimento, e poderão igualmente ser promovidas por meio dos Cartórios de Registro de
Títulos e Documentos da Comarca da situação do imóvel ou do domicílio de quem deva recebê-las.
§ 1º Se o destinatário se recusar a dar recibo ou se furtar ao recebimento, ou se for desconhecido o seu paradeiro, o
funcionário incumbido da diligência informará esta circunstância ao Oficial competente que a certificará, sob sua
responsabilidade.
§ 2º Certificada a ocorrência dos fatos mencionados no parágrafo anterior, a intimação ou notificação será feita por
edital na forma desta Lei, começando o prazo a correr 10 dias após a última publicação.
CAPÍTULO IX
Disposições Penais
Para fins da Reurb, ficam dispensadas a desafetação e as exigências previstas no inciso I do caput do art.
17 da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993.   

Art.  17.    A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente
justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e
fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na
modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos:
a) dação em pagamento;
b) doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de
governo, ressalvado o disposto nas alíneas f, h e i; 
c) permuta, por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. 24 desta Lei;
d) investidura;
e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de governo;  
f) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens
imóveis residenciais construídos, destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de
regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública;  
g) procedimentos de legitimação de posse de que trata o art. 29 da Lei no 6.383, de 7 de dezembro de 1976, mediante
iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência legal inclua-se tal atribuição;
h) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens
imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² e inseridos no âmbito de programas de regularização
fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública;   
i) alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais da União e do Incra, onde
incidam ocupações até o limite de que trata a lei, para fins de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais; e  
Fica habilitado o FNHIS a destinar recursos para a compensação, total ou parcial, dos custos referentes
aos atos registrais da Reurb-S. Devem os Estados criar e regulamentar fundos específicos destinados à
compensação, total ou parcial, dos custos referentes aos atos registrais da Reurb-S previstos nesta Lei. 

Serão regularizadas, na forma desta Lei, as ocupações que incidam sobre áreas objeto de demanda judicial
que versem sobre direitos reais de garantia ou constrições judiciais, bloqueios e indisponibilidades,
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ressalvada a hipótese de decisão judicial específica que impeça a análise, aprovação e registro do projeto
de regularização fundiária urbana. 

As normas e os procedimentos estabelecidos nesta Lei poderão ser aplicados aos processos
administrativos de regularização fundiária iniciados pelos entes públicos competentes até a data de
publicação desta Lei.   

A Medida Provisória no 2.220, de 4 de setembro de 2001, passa a vigorar com as seguintes alterações: 

Aquele que, até 22/12/16, possuiu como seu, por 5 anos, ininterruptamente e sem oposição, até
250m2 de imóvel público situado em área com características e finalidade urbanas, e que o utilize
para sua moradia ou de sua família, tem o direito à concessão de uso especial para fins de moradia
em relação ao bem objeto da posse, desde que não seja proprietário ou concessionário, a qualquer
título, de outro imóvel urbano ou rural.
Nos imóveis de que trata, com mais de 250m2, ocupados até 22/12/16, por população de baixa renda
para sua moradia, por 5 anos, ininterruptamente e sem oposição, cuja área total dividida pelo
número de possuidores seja inferior a 250m2 por possuidor, a concessão de uso especial para fins
de moradia será conferida de forma coletiva, desde que os possuidores não sejam proprietários ou
concessionários, a qualquer título, de outro imóvel urbano ou rural.
É facultado ao PP competente conceder autorização de uso àquele que, até 22/12/16, possuiu como
seu, por 5 anos, ininterruptamente e sem oposição, até 250m2 de imóvel público situado em área
com características e finalidade urbanas para fins comerciais.
 A Lei no 6.766, de 19 de dezembro de 1979, passa a vigorar com as seguintes alterações:  

O lote poderá ser constituído sob a forma de imóvel autônomo ou de unidade imobiliária integrante de
condomínio de lotes.   

Constitui loteamento de acesso controlado a modalidade de loteamento, cujo controle de acesso será
regulamentado por ato do poder público Municipal, sendo vedado o impedimento de acesso a
pedestres ou a condutores de veículos, não residentes, devidamente identificados ou cadastrados.

No caso de lotes integrantes de condomínio de lotes, poderão ser instituídas limitações administrativas e
direitos reais sobre coisa alheia em benefício do poder público, da população em geral e da proteção da
paisagem urbana, tais como servidões de passagem, usufrutos e restrições à construção de muros. 

As atividades desenvolvidas pelas associações de proprietários de imóveis, titulares de direitos ou


moradores em loteamentos ou empreendimentos assemelhados, desde que não tenham fins lucrativos,
bem como pelas entidades civis organizadas em função da solidariedade de interesses coletivos desse
público com o objetivo de administração, conservação, manutenção, disciplina de utilização e convivência,
visando à valorização dos imóveis que compõem o empreendimento, tendo em vista a sua natureza
jurídica, vinculam-se, por critérios de afinidade, similitude e conexão, à atividade de administração de
imóveis. A administração de imóveis sujeita seus titulares à normatização e à disciplina constantes de seus
atos constitutivos, cotizando-se na forma desses atos para suportar a consecução dos seus objetivos. 

A Lei no 10.257, de 10 de julho de 2001, passa a vigorar com as seguintes alterações: 

Os núcleos urbanos informais existentes sem oposição há mais de 5 anos e cuja área total dividida
pelo nº de possuidores seja inferior a 250m2 por possuidor são suscetíveis de serem usucapidos
coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural.
O PP municipal poderá facultar ao proprietário da área atingida pela obrigação de (PEU compuls.),
ou objeto de regularização fundiária urbana para fins de regularização fundiária, o estabelecimento
de consórcio imobiliário como forma de viabilização financeira do aproveitamento do imóvel. 
Considera-se consórcio imobiliário a forma de viabilização de planos de urbanização, de
regularização fundiária ou de reforma, conservação ou construção de edificação por meio da qual o
proprietário transfere ao PP municipal seu imóvel e, após a realização das obras, recebe, como
pagamento, unidades imobiliárias devidamente urbanizadas ou edificadas, ficando as demais
unidades incorporadas ao patrimônio público. 
O valor das unidades imobiliárias a serem entregues ao proprietário será correspondente ao valor do
imóvel antes da execução das obras. 
A instauração do consórcio imobiliário por proprietários que tenham dado causa à formação de
núcleos urbanos informais, ou por seus sucessores, não os eximirá das responsabilidades
administrativa, civil ou criminal.”
Art. 81.  A Lei no 6.015, de 31 de dezembro de 1973, passa a vigorar com as seguintes alterações: 

“Art. 221. § 3º  Fica dispensada a apresentação dos títulos previstos nos incisos I a V do caput deste artigo
quando se tratar de registro do projeto de regularização fundiária e da constituição de direito real, sendo o
ente público promotor da regularização fundiária urbana responsável pelo fornecimento das informações
necessárias ao registro, ficando dispensada a apresentação de título individualizado, nos termos da
legislação específica.” 

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Art. 82.  A Lei no 12.651, de 25 de maio de 2012, passa a vigorar com as seguintes alterações: 

Na Reurb-S dos núcleos urbanos informais que ocupam APP, a regularização fundiária será admitida por
meio da aprovação do projeto de regularização fundiária, na forma da lei específica de REURB.

Na Reurb-E dos núcleos urbanos informais que ocupam APP não identificadas como áreas de risco, a
regularização fundiária será admitida por meio da aprovação do projeto de regularização fundiária, na
forma da lei específica de REURB. 

§1º O processo de regularização fundiária de interesse específico deverá incluir estudo técnico que
demonstre a melhoria das condições ambientais em relação à situação anterior e ser instruído…

PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO E ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS DA UNIÃO  


Os imóveis da União objeto da Reurb-E que forem objeto de processo de parcelamento reconhecido pela
autoridade pública poderão ser, no todo ou em parte, vendidos diretamente aos seus ocupantes,
dispensados os procedimentos exigidos pela Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993.  

A venda aplica-se unicamente aos imóveis ocupados até 22 de dezembro de 2016, exigindo-se que o
usuário seja regularmente inscrito e esteja em dia com suas obrigações para com a SPU. 

A venda direta de que trata este artigo somente poderá ser concedida para, no máximo, 2 imóveis, 1
residencial e 1 não residencial, regularmente cadastrados em nome do beneficiário na SPU.  

O preço de venda será fixado com base no valor de mercado do imóvel, segundo os critérios de avaliação
previstos em lei, excluídas as acessões e as benfeitorias realizadas pelo ocupante.  O prazo de validade da
avaliação será de, no máximo, 12 meses. 

Nos casos de condomínio edilício privado, as áreas comuns, excluídas suas benfeitorias, serão
adicionadas na fração ideal da unidade privativa correspondente.  

As pessoas físicas de baixa renda que, por qualquer título, utilizem regularmente imóvel da União, inclusive
imóveis provenientes de entidades federais extintas, para fins de moradia até 22/12/16, e que sejam
isentas do pagamento de qualquer valor pela utilização, na forma da legislação patrimonial e dos cadastros
da SPU, poderão requerer diretamente ao oficial de registro de imóveis, mediante apresentação da
Certidão de Autorização de Transferência CAT, a transferência gratuita da propriedade do imóvel, desde
que preencham os requisitos previstos. A transferência gratuita somente poderá ser concedida uma vez
por beneficiário.  A avaliação prévia do imóvel e a prévia autorização legislativa específica não
configuram condição para a transferência gratuita de que trata este artigo.  

Para obter gratuitamente a CDRU ou o domínio pleno do imóvel, o interessado deverá requerer à SPU a
Certidão de Autorização de Transferência para fins de Reurb-S (CAT-Reurb-S), a qual valerá como
título hábil para a aquisição do direito mediante o registro no cartório de registro de imóveis competente.  

Efetivado o registro da transferência da CDRU ou do domínio pleno do imóvel, o oficial do cartório de


registro de imóveis, no prazo de 30 dias, notificará a SPU no Estado/DF, informando o número da matrícula
do imóvel e o seu Registro Imobiliário Patrimonial (RIP), o qual deverá constar da CAT-Reurb-S.  

Na hipótese de imóveis destinados à Reurb-S cuja propriedade da União ainda não se encontre
regularizada no cartório competente, a abertura de matrícula poderá ser realizada por meio de
requerimento da SPU, dirigido ao oficial do referido cartório, acompanhado dos seguintes documentos: 

I - planta e MD do imóvel, assinados por profissional habilitado perante o CREA/CAU, condicionados à


apresentação da ART/RRT, quando for o caso; e 

II - ato de discriminação administrativa do imóvel da União para fins de Reurb-S, a ser expedido pela SPU. 

O oficial do cartório de registro de imóveis deverá, no prazo de 30 dias, contado da data de protocolo do
requerimento, fornecer à SPU no Estado/DF a certidão da matrícula aberta ou os motivos fundamentados
para a negativa da abertura, hipótese para a qual deverá ser estabelecido prazo para que as pendências
sejam supridas. O disposto não se aplica aos imóveis da União submetidos a procedimentos específicos
de identificação e demarcação, os quais continuam submetidos às normas pertinentes. 

Os procedimentos para a transferência gratuita do direito real de uso ou do domínio pleno de imóveis da
União no âmbito da Reurb-S, inclusive aqueles relacionados à forma de comprovação dos requisitos pelos
beneficiários, serão regulamentados em ato específico da SPU. 

Ficam a União, suas autarquias e fundações autorizadas a transferir aos E/DF/Municípios as áreas
públicas federais ocupadas por núcleos urbanos informais, para que promovam a Reurb nos termos
desta Lei, observado o regulamento quando se tratar de imóveis de titularidade de fundos. 
Para os fins desta Lei, considera-se área urbana consolidada aquela: 
I - incluída no perímetro urbano ou em zona urbana pelo PD ou por lei municipal específica; 
II - com sistema viário implantado e vias de circulação pavimentadas; 
III - organizada em quadras e lotes predominantemente edificados; 
IV - de uso predominantemente urbano, caracterizado pela existência de edificações residenciais,
comerciais, industriais, institucionais, mistas ou voltadas à prestação de serviços; e 
V - com a presença de, no mínimo, 3 dos seguintes equipamentos de infraestrutura urbana: 
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a) drenagem de águas pluviais; 


b) esgotamento sanitário; 
c) abastecimento de água potável; 
d) distribuição de energia elétrica; e 
e) limpeza urbana, coleta e manejo de resíduos sólidos.
Considera-se carente ou de baixa renda, para fins da isenção, o responsável por imóvel da União
que esteja devidamente inscrito no CadÚnico, ou aquele responsável, cumulativamente: 
I - cuja renda familiar mensal seja igual ou inferior ao valor correspondente a 5 salários mínimos; e 
II - que não detenha posse ou propriedade de bens ou direitos em montante superior ao limite
estabelecido pela RFB, para obrigatoriedade de apresentação da Declaração IRPF.
A exigência de que trata o inciso II do § 2o deste artigo, não se aplica aos beneficiários da Reurb-S.
DISPOSIÇÕES FINAIS 
Fica facultado aos E/DF/Municípios utilizar a prerrogativa de venda direta aos ocupantes de suas
áreas públicas objeto da Reurb-E, dispensados os procedimentos exigidos pela Lei no 8.666, de 21
de junho de 1993, e desde que os imóveis se encontrem ocupados até 22/12/16, devendo
regulamentar o processo em legislação própria nos moldes desta Lei.  
Em caso de certificação de imóveis rurais em unidade de conservação situados em região de difícil acesso
ou em que a implantação do marco físico implique supressão de cobertura vegetal, deverão ser utilizados
vértices virtuais para fins de georreferenciamento. 

23 - DF Lei nº 5.803/17 - Política de Regularização de Terras Públicas Rurais


Institui a Política de Regularização de Terras Públicas Rurais pertencentes ao DF ou à Agência de Desenvolvimento
do DF - Terracap e dá outras providências.
A regularização de terras rurais, nos termos desta Lei, é de interesse público e social.
A política definida nesta Lei deve ser adequada, no que couber, às premissas e às diretrizes
estabelecidas pelo ZEE, quando de sua aprovação.
• Acertamento Fundiário: procedimento de regularização fundiária propriamente dito, quando são
dissipadas as incertezas a respeito da localização dos imóveis, de suas linhas poligonais e
confrontações, da área e do cadastramento de dados em bases geoposicionadas por satélites, além de
eliminadas as incertezas a respeito do efetivo titular do direito de propriedade imobiliária, viabilizando a
individualização da matrícula;
• Acessão: tudo o que se une ou se incorpora, inseparavelmente e de forma acessória, a um bem ou
propriedade, de forma natural ou artificial;
• Beneficiário: o legítimo ocupante apto a firmar ou que já tenha firmado vínculo jurídico com o DF ou com
a Terracap, nos termos desta Lei;
• Concessão de Direito de Uso Oneroso - CDU: instrumento pelo qual a Administração Pública transmite
ao particular, de forma onerosa e mediante retribuição anual previamente fixada, o uso privativo de terra
pública rural de sua propriedade, em gleba sem matrícula individualizada;
• Concessão de Direito Real de Uso - CDRU: instrumento público pelo qual a Administração Pública
transfere ao particular, de forma onerosa e mediante retribuição anual previamente fixada, o direito real
resolúvel de uso de imóvel rural de sua propriedade;
• Concessionário: pessoa particular/física/jurídica, a quem se outorgou uma concessão e que a explora;
• Gleba com característica rural inserida em zona urbana: porção de terra inserida na macrozona
urbana com utilização rural ou ambiental, assim reconhecida pela Administração Pública;
• Gleba rural: porção de terra inserida em macrozona rural;
• Imóvel rural: gleba rural ou com característica rural inserida em zona urbana, com matrícula própria;
• Legítimo ocupante: pessoa física/jurídica que ocupe terra rural, exerça atividade rural ou de preservação
ambiental e preencha as condições e os requisitos estabelecidos nesta Lei, assim reconhecido pelo PP;
• Plano de Utilização da Unidade de Produção - PU: peça técnica de responsabilidade do requerente ou
do concessionário, elaborada com base em regulamento próprio da Administração Pública, que firma
compromisso de utilização da terra rural;
• Porção de terra pública: parte de terra pública destinada ao uso rural que foi repartida ou dividida e é
utilizada por meio de ocupação para o desenvolvimento de atividade econômica, sob a forma de
exploração agrícola;
• Terra nua: o solo, com sua superfície e respectiva vegetação nativa, despojado de construções,
instalações ou melhoramentos das culturas permanentes, árvores de florestas plantadas e das pastagens
cultivadas ou melhoradas, que se classificam como investimentos ou benfeitorias;
• Terra rural: gleba rural ou com característica rural inserida em zona urbana;
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• Venda direta: modalidade de alienação na qual o domínio do imóvel rural é transferido diretamente aos
beneficiários.
São OBJETIVOS da Política de Regularização de Terras Públicas Rurais pertencentes ao DF ou à Terracap:
I - promover a regularização de ocupações em terras públicas rurais;
II - promover a regularização fundiária das terras públicas rurais, nas esferas registral e ambiental;
III - ordenar a ocupação e a exploração do território rural do DF, em harmonia com os dispositivos legais.
As terras rurais que venham a ser incorporados ao patrimônio do DF/Terracap podem ser regularizadas nos
termos desta Lei. A ocupação e a exploração das terras públicas rurais não contempladas nesta Lei
obedecem às finalidades estabelecidas no art. 346, I a VII, da LODF.

Art. 346. A política fundiária e do uso do solo rural do DF será compatibilizada com as ações da política agrícola,
observados os princípios constitucionais pertinentes, e terá por finalidade:
I - assegurar o cumprimento da função social da propriedade;
II - promover a ocupação ordenada do território em harmonia com as disposições do PDOT;
III - permitir o aproveitamento racional e adequado dos recursos naturais;
IV - incrementar a produção de alimentos;
V - fixar o homem ao campo, valorizando o trabalho como instrumento de promoção social;
VI- preservar áreas que contenham recursos hídricos para irrigação;
VII - promover o aproveitamento da propriedade em todas as suas potencialidades, em consonância com a vocação e
capacidade de uso do solo e a proteção ao meio ambiente.
No cumprimento dos objetivos da Política de Regularização de Terras Públicas Rurais, é observado:
I - a gleba a ser regularizada deve ter destinação rural, com o efetivo exercício da atividade de
agricultura, pecuária, agroindústria, turismo rural ou ecológico, preservação ambiental ou
reflorestamento, além das atividades de suporte à produção, conforme regulamento;
II - a regularização da ocupação contínua incidente sobre terras rurais registradas em matrículas distintas é
feita por meio de instrumento único;
III - a regularização da ocupação incidente em terra rural dividida por via pública ou sobreposta a
macrozonas diferentes é feita por meio de instrumentos distintos, para o mesmo ocupante;
IV - as glebas com características rurais inseridas em zona urbana são regularizadas como áreas rurais,
desde que atendam ao disposto nos arts. de 278 a 283 do PDOT;
V - as glebas com características rurais inseridas em zona urbana considerada ARIS ou ARINE, conforme
definido no PDOT, devem integrar o plano de regularização de seus respectivos setores e ser adequadas às
diretrizes do ZEE, quando aprovado;
VI - caso, no curso do processo de regularização, seja constatada a interferência da gleba com área
destinada à implantação de projeto de interesse público, o ocupante de terra pública rural que preencher
requisitos descritos em lei, pode ser realocado para outra gleba, a ser disponibilizada pelo PP, com
dimensões e características equivalentes, preferencialmente localizada no mesmo núcleo rural ou na bacia
hidrográfica da área original.
O PP, ao instituir ou implementar projetos de interesse público que se sobreponham à terra rural cujo
ocupante preencha os requisitos, deve, preferencialmente à relocação prevista no inciso V, implementá-los
em terra pública desocupada, adjacente ou próxima.
O DF/Terracap ficam autorizados a conceder o uso oneroso ou alienar as terras públicas rurais de
que são proprietários no território do DF e as que venham a ser incorporadas ao seu patrimônio,
dispensada a licitação, diretamente ao legítimo ocupante, nos termos esta Lei.
Para as terras públicas rurais que não tenham certidão de matrícula individualizada, é certificada a
ocupação em processo administrativo junto à Seagri/DF.
Fica o DF autorizado a receber terras rurais da União e incorporá-las ao seu patrimônio e a promover sua
regularização, nos termos desta Lei. As terras públicas rurais não regularizadas recebidas da União são
destinadas prioritariamente aos projetos de assentamento de trabalhadores rurais.
Para ser beneficiário da regularização prevista nesta Lei, o ocupante de terra pública rural deve
iniciar o procedimento administrativo junto à Seagri/DF, a fim de comprovar os seguintes requisitos:
I - ocupação de:
a) gleba rural com área não inferior a 2 ha;
b) gleba com característica rural inserida em zona urbana;
II - ocupação efetivada anteriormente a:
a) 05/12/08, por si;
b) 27/08/04, por sucessão;
III - atividade rural ou ambiental efetiva, dando à gleba que ocupa sua destinação legal em
cumprimento à função social da terra;
IV - não ser concessionário de outra terra rural pertencente ao DF/Terracap, mediante comprovação
por termo de declaração emitido pelo ocupante;
V - estar adimplente perante a Fazenda Pública do DF, Terracap e a Seagri/DF;
VI - estar adimplente com o ITR;
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VII - apresentar inscrição da gleba no CAR, criado pela Lei federal nº 12.651/12.
Os instrumentos jurídicos para concessão de uso e alienação das terras públicas rurais são:
I - legitimação de posse para a gleba com característica rural inserida em zona urbana ou gleba rural que
não possua matrícula individualizada;
II - CDU, com vigência de 30 anos, renovável por igual período, mediante retribuição anual;
III - Concessão de Direito Real de Uso - CDRU:
a) mediante retribuição anual, com prazo determinado e vigência de 30 anos, renovável por igual período;
b) mediante alienação do direito real de uso, por prazo indeterminado;
IV - escritura de compra e venda.
A gleba com característica rural inserida em zona urbana é regularizada por meio da CDU ou da
CDRU, com opção de compra do direito de uso, conforme regulamento.
Estando a ocupação da terra pública rural regularizada por meio da CDU e em sendo efetuado o registro
da individualização do imóvel rural, o concedente tem o prazo máximo de 1 ano para notificar o
concessionário para a celebração da CDRU.
A escritura da CDRU é lavrada com opção de compra do imóvel rural, conforme regulamento.
Para exercitar o direito de compra do imóvel rural, o beneficiário deve estar adimplente com o contrato e
com a Fazenda Pública do DF.
Ficam a Terracap/DF autorizados a efetuar o registro da individualização da terra pública rural para fins de
cumprimento do disposto acima.
Os custos cartoriais de abertura de matrícula individualizada das áreas públicas rurais são de
responsabilidade exclusiva da Terracap, que não pode repassá-los ao legítimo ocupante.
A CDU e a CDRU são instrumentos hábeis para a obtenção de crédito rural e podem constituir garantia
para as operações de investimento. Essa garantia é condicionada à prévia anuência do concedente.

A operação de crédito rural garantida fica vinculada à respectiva terra pública rural concedida.
A CDU e a CDRU são transferíveis inter vivos e causa mortis, condicionada à anuência do concedente, e
não podem ser objeto de penhora ou de arresto, salvo se resultar de garantia de operação de crédito rural
tomado em instituição financeira com atuação no DF, desde que mantidas as condições expressas no
contrato original, em conformidade com o regulamento desta Lei.
O adquirente ou o herdeiro fica obrigado a requerer a anuência do concedente para a transferência junto à
Seagri/DF, no prazo de 90 dias corridos, contados da efetiva transferência ou partilha de bens.
Em caso de inadimplemento, as terras vinculadas à operação podem ser levadas a leilão público a ser
realizado pela instituição financeira credora, para se constituir nova CDU ou CDRU a novo concessionário.
Em caso de rescisão do contrato de CDU ou CDRU que seja objeto de garantia em operações de crédito
rural, as terras vinculadas a esses contratos podem ser levadas a leilão público a ser realizado pela
instituição financeira credora, para se constituir nova CDU ou CDRU a novo concessionário.
O valor da terra nua para efeito alienação de imóvel rural, seja por meio de escritura pública de compra e
venda, seja por alienação do direito real de uso por meio da CDRU é aferido mediante avaliação procedida
pela Terracap/DF, conforme o caso, em conformidade com a metodologia determinada pela ABNT,
levando-se em conta os critérios de dimensão, localização, capacidade de uso, recursos naturais
intrínsecos e preço corrente na localidade, deduzindo-se os valores das benfeitorias e acessões
correspondentes à abertura de área, conservação e melhoria do solo, tendo como base o valor mínimo por
hectare estabelecido na Planilha de Preços Referenciais do INCRA.
O laudo de avaliação deve demonstrar a metodologia do cálculo realizado e, caso demandadas, a Terracap
ou a Seagri/DF devem revisar os laudos de avaliação realizados, no prazo de até 30 dias corridos,
contados a partir do protocolo do requerimento do concessionário.
O valor da retribuição anual da CDU/CDRU citadas corresponde a 0,5% sobre o valor da terra nua.
Para fins de aferição do valor de retribuição anual da CDU, é considerado o valor da terra nua por ha
estabelecido na Planilha de Preços Referenciais INCRA. Para fins de aferição do valor de retribuição anual
da CDRU, mediante retribuição anual, é considerado o valor mínimo da terra nua por hectare.
Não é cobrada retribuição anual da CDU/CDRU sobre as áreas de Reserva Legal e de APP.
O laudo de avaliação deve demonstrar a metodologia do cálculo realizado e, caso demandadas, a Terracap
ou Seagri/DF devem revisar os laudos de avaliação realizados, no prazo de até 30 dias corridos, contados
a partir do protocolo do requerimento do concessionário.
Os valores resultantes da retribuição anual da CDU/CDRU são destinados ao Fundo de
Desenvolvimento Rural do DF - FDR e ao Fundo de Aval do DF - FADF, na forma da lei.
A alienação do direito real de uso citada, mediante opção do beneficiário efetivada por meio da CDRU, tem
seu preço definido no intervalo entre 40% e 60% do valor da terra nua, conforme condições estabelecidas.
O beneficiário pode efetuar o pagamento da alienação em uma das seguintes modalidades:
I - pagamento à vista, com desconto de 10% sobre o valor do preço final da avaliação, aplicado o
percentual de CDRU;
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II - pagamento parcelado por prazo máximo de 30 anos, com pagamentos anuais, semestrais ou mensais,
observadas as seguintes condições:
a) sobre o valor da alienação, aplicado o percentual de CDRU, incidem os mesmos encargos financeiros
adotados para o crédito rural oficial;
b) para agricultores familiares incidem os mesmos encargos financeiros adotados para o crédito rural oficial
para essa categoria de produtor;
c) bônus de adimplemento aplicados sobre o valor da parcela, exclusivamente quando a prestação for
paga até a data do vencimento, de 10% aos agricultores familiares e de 5% aos demais beneficiários.
Os beneficiários de terras públicas rurais podem adquirir a propriedade da terra regularizada nos termos
desta Lei, mediante opção formalizada ou constante do contrato da CDRU firmado com o PP, desde que:
I - a terra esteja com sua situação registral atualizada, com a respectiva individualização e matrícula, nos
termos da Lei federal nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973;
II - ocupem a terra com cultura agrícola ou pecuária ou preservação ambiental efetiva.
A aquisição é viabilizada por meio de escritura pública de compra e venda e pagamento do valor de
avaliação da terra nua. Perde o título da terra, com a consequente reversão da área em favor do PP, o
proprietário ou o terceiro adquirente que parcele ou altere a destinação do imóvel rural.
No caso previsto, em que haja gravame pendente de garantia de crédito rural, a reversão não afeta o direito
da instituição financeira credora com atuação no DF, de levar a leilão público seu crédito, para se constituir
nova CDRU do imóvel rural a novo concessionário.
O beneficiário de imóvel rural que opte pela aquisição da terra pode efetuar o pagamento::
I - pagamento à vista, com desconto de 10% sobre o valor da avaliação da terra nua;
II - pagamento parcelado nas seguintes condições:
a) prazo máximo de 30 anos, com pagamentos anuais, semestrais ou mensais;
b) incidência de encargos financeiros na mesma base adotados para o crédito rural oficial;
c) bônus de adimplemento aplicados sobre o valor da parcela, exclusivamente quando da prestação paga
até a data de vencimento, no percentual 10% aos agricultores familiares, e 5% aos demais beneficiários.
Aos agricultores familiares, conforme são definidos em lei, o pagamento parcelado tem a incidência de
encargos financeiros na mesma base adotada para o crédito rural oficial para essa categoria de produtor.
Aos beneficiários integrantes do PRÓ-RURAL/DF-RIDE que se enquadrem na concessão de incentivo
econômico, conforme definido em lei, as condições para a aquisição são previstas nas normas
regulamentares específicas desse programa.
Aos beneficiários do Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais - PRAT, as condições para a
opção de aquisição, quando parcelada, seguem o regulamento estabelecido para os agricultores familiares.
Nos casos de alienação previstos nesta Lei, são aplicados os índices redutores sobre o valor apurado da
terra nua, atendidos os seguintes critérios:
I - ancianidade da ocupação: desconto correspondente a 1,5% por ano de ocupação da terra pública rural,
a contar da data mais antiga, reconhecida pela Administração Pública, em processo administrativo
específico, limitado a 50% do valor apurado, não considerados períodos inferiores a 12 meses;
II - preservação ambiental: desconto de até 20% sobre a porção de Área de Preservação Permanente e de
Reserva Legal, comprovadamente preservada e sobre a área em que conserva, voluntariamente, parcelas
da vegetação nativa, nos moldes do art. 44 da Lei federal nº 12.651, de 2012, na forma do regulamento.
O DF/Terracap podem destinar as terras públicas rurais não regularizadas, alternativamente para:
I - empreendimentos beneficiários do PRÓ-RURAL/DF-RIDE, nos moldes da Lei nº 2.499, de 1999;
II - projetos de assentamento de trabalhadores rurais;
III - projetos de crédito fundiário;
IV - constituição de reserva legal, nos moldes previstos na Lei federal nº 12.651, de 2012;
V - alienação ou concessão por meio de licitação pública.
As terras públicas rurais não regularizadas referidas no caput são:
I - as áreas que sejam consideradas desocupadas em processo adm. específico, no âmbito da Seagri/DF;
II - áreas que tenham o pedido de regul. indeferido em razão do ocupante não preencher os requisitos;
III - as áreas que não tenham o requerimento de regularização protocolado no prazo previsto nesta Lei;
IV - as áreas que tenham rescindida a CDU/CDRU, à exceção da terra dada em garantia de crédito rural;
V - as áreas que retornem ao PP em razão do descumprimento de cláusula contratual pelo beneficiário;
VI - as áreas que sejam parceladas ou que tenham o uso rural alterado, independentemente de proc. jud.
As terras públicas rurais não regularizadas são destinadas prioritariamente aos Proj. de Assentamento de
Trab. Rurais. O cadastro das terras públicas rurais deve conter, no mínimo, a malha fundiária, seus
respectivos ocupantes e a situação de regularização da ocupação.
Devem ser disponibilizadas as informações e os cadastros dos processos administrativos
pertinentes a esta Lei, em conformidade com a Lei nº 4.990, de 12 de dezembro de 2012, - LAI.
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É nula de pleno direito a alienação ou a concessão de terras públicas rurais em desacordo com o disposto
nesta Lei, caso em que as terras revertem ao patrimônio do DF/Terracap, conforme o caso.
A concessão/alienação de que trata esta Lei é objeto de decisão, caso a caso, do órgão competente e
deve ser publicada no DODF.
A decisão, além de outras exigências previstas nesta Lei, é precedida da verificação do cumprimento da
função social do imóvel preconizada pela Lei federal nº 4.504/64 - Estatuto da Terra.

24 - Lei nº 13.311/16 - Quiosque


Normas gerais para a ocupação e utilização de área pública urbana por equipamentos urbanos do tipo quiosque, trailer,
feira e banca de venda de jornais e de revistas
CF 88 Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo PP municipal, conforme diretrizes gerais fixadas
em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolv. das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus hab. 
O direito de utilização privada de área pública por equipamentos urbanos do tipo quiosque, trailer, feira e
banca de venda de jornais e de revistas poderá ser outorgado a qualquer interessado que satisfaça os
requisitos exigidos pelo PP local. É permitida a transferência da outorga, pelo prazo restante, a terceiros
que atendam aos requisitos exigidos em legislação municipal.

No caso de falecimento do titular ou de enfermidade física ou mental que o impeça de gerir seus próprios
atos, a outorga será transferida, pelo prazo restante, nesta ordem:

I - ao cônjuge ou companheiro;

II - aos ascendentes e descendentes.

Entre os parentes de mesma classe, preferir-se-ão os parentes de grau mais próximo.


Somente será deferido o direito ao cônjuge que atender aos requisitos do art. 1.830 - Código Civil.

O direito de transferência não será considerado herança, para todos os efeitos de direito.
A transferência dependerá de:

I - requerimento do interessado no prazo de 60 dias, contado do falecimento do titular, da sentença que


declarar sua interdição ou do reconhecimento, pelo titular, por escrito, da impossibilidade de gerir os seus
próprios atos em razão de enfermidade física atestada por profissional da saúde;

II - preenchimento, pelo interessado, dos requisitos exigidos pelo Município para a outorga.

Extingue-se a outorga:

I - pelo advento do termo;

II - pelo descumprimento das obrigações assumidas;

III - por revogação do ato pelo PP municipal, se demonstrado o interesse público de forma motivada.

O Município poderá dispor sobre outros requisitos para a outorga, observada a gestão democrática do EC.

25 - BENS PÚBLICOS
CC. Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno;
todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.
Podem ser formalmente considerados como bens públicos apenas os bens de propriedade das PJs de
direito público: U/E/DF/Municípios e respectivas autarquias e fundações.

Os bens das EPs/SEM não podem ser considerados bens públicos, sujeitos à tomada de contas
especial pelo TCU. Também não são considerados bens públicos os bens das demais pessoas jurídicas de
direito privado integrantes da administração pública.

NÃO se incluem no conceito: EP e SEM

CARACTERÍSTICAS DE BENS PÚBLICOS:

São insuscetíveis de aquisição mediante usucapião (prescrição aquisitiva de direito). Trata-se de


1. IMPRESCRITIBILIDADE
interpretação literal do disposto no CC: Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.

Não se sujeitam ao regime de penhora, eis que a satisfação de créditos da Fazenda Pública deve ser
2. IMPENHORABILIDADE
feita através do regime de precatórios;

Não podem ser gravados como garantia de créditos em favor de terceiros.

3. NÃO ONERABILIDADE
São espécies de direitos reais de garantia sobre coisa alheia: o penhor, a anticrese e a hipoteca.

4. INALIENABILIDADE Os bens públicos que se encontram destinados a uma finalidade pública específica (afetados) não
(relativa) podem ser objeto de alienação.

Os bens públicos não podem ser adquiridos por usucapião - NÃO HÁ EXCEÇÕES!
Disposição expressa tanto no CC como em alguns trechos da CF:

Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até 250m2, por 5 anos, ininterruptamente e sem oposição,
utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro
imóvel urbano ou rural. (...)
§ 3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por 5 anos ininterruptos, sem
oposição, área de terra, em zona rural, não superior a 50ha, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família,
tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
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Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.


A imprescritibilidade é uma das principais características dos Bens Públicos e não há exceção!!!

O STF possui o entendimento que até mesmo os bens dominicais, que são desafetados, sem finalidade
pública alguma a eles atrelada são imprescritíveis.
Súmula 340 – STF - Desde a vigência do CC, os bens dominicais, como os demais bens públicos, não podem ser
adquiridos por usucapião.
Entende-se que os bens de pessoas adm. de direito privado que estejam sendo diretamente empregados
na prestação de um serviço público passam a revestir características próprias do regime de bens públicos
enquanto permanecerem com essa utilização. Essa sujeição das regras do regime público decorre do
princípio da continuidade dos serviços públicos e não de alguma característica formal ou da natureza do
bem em si considerado. Não se pode transmudar o bem da PJ de direito privado em bem público.
CLASSIFICAÇÃO

Aqueles destinados à utilização geral pelos indivíduos, que podem ser utilizados por todos em igualdade de
1. USO COMUM
condições. Ex: ruas, praças, mares e rios.

Aqueles destinados à execução de serviços administrativos e dos serviços públicos em geral. São os bens
2. USO ESPECIAL das pessoas jurídicas de direito público utilizados para a prestação de serviços públicos (em sentido amplo).
Ex: escolas públicas, hospitais públicos, prédios de repartições públicas.

São os bens públicos que não possuem uma destinação pública definida, que podem ser utilizados pelo
Estado para fazer renda. Ex: terras devolutas, prédios públicos desativados e móveis inservíveis. São aqueles
3. DOMINICAIS
que não se encontram destinados a uma finalidade pública específica (portanto desafetados), podem ser
objeto de alienação, obedecidos os requisitos legais.
CC - Art. 99. São bens públicos:
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração
federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias;
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito
pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas
de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado.
ALIENAÇÃO:
CC - Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a
sua qualificação, na forma que a lei determinar.
Os bens de uso comum do povo e de uso especial seriam inalienáveis, salvo se perderem tal condição
transmudando-se para bens dominicais.
CC Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei.
Os bens dominicais são aqueles bens do Estado que são desafetados, não possuem uma destinação
pública específica e que podem ser utilizados pelo PP para fazer renda. É possível inferir, portanto, que tais
bens são bens patrimoniais disponíveis, diante da sua natureza patrimonial e da não afetação a
determinada finalidade pública. Podem ser alienados, respeitando as condições legais.
Os bens dominicais do Estado comportam função patrimonial ou financeira, podendo, por exemplo,
ser locados ou alienados, na forma da lei. Integram o domínio privado do Estado, ou seja, seu
patrimônio disponível.
Para que um bem de uso comum do povo possa ser alienado, necessária a sua desafetação de uma
finalidade pública. Por outro lado, os bens dominicais já estão desafetados e, portanto, passíveis de
alienação, observados os requisitos legais. De acordo com o art.17, da Lei 8.666, os requisitos legais para
alienação de bens públicos são:
• Demonstração do interesse público;
• Prévia avaliação;
• Licitação;
• E, em caso de bens imóveis, prévia autorização legislativa;
Como característica dos bens públicos temos a inalienabilidade, em geral, não podem ter a sua
propriedade transmitida. Entretanto, essa característica, diferentemente da imprescritibilidade, não é
absoluta. Há a possibilidade de um bem público ser alienado, nos termos dos art. 100 e 101 do CC:

Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua
qualificação, na forma que a lei determinar.
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei.

AFETAÇÃO x DESAFETAÇÃO: São fatos administrativos dinâmicos que indicam a alteração das
finalidades do bem público. Também podem ser denominados de consagração ou desconsagração.
Possui consequência direta na inalienabilidade do bem público.

Os bens públicos AFETADOS, que possuem uma destinação específica, não podem, enquanto
permanecerem nesta situação ser alienados. Assim, os bens de uso comum do povo e os bens de uso
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especial não são suscetíveis de alienação enquanto assim estiverem destinados. Por outro lado, acaso
ocorra a sua desafetação, tais bens serão considerados bens dominicais e poderão ser alienados, por
não estarem afetados a um fim público.
A afetação é possível pela simples destinação do bem, pelo uso, a desafetação não é admitida pela
doutrina pelo simples fato do não uso. Em virtude do instituto da desafetação retirar a proteção do bem
público quanto a indisponibilidade e inalienabilidade, tornando-o mais vulnerável às ingerências
administrativas, seria necessária uma maior cautela para que esse bem fosse desafetado.

Em caso de desafetação de um:

I. Bem de uso comum do povo – seria necessária uma lei ou um ato do Executivo - previamente
autorizado por lei;
II. Bem de uso especial – trata-se de situação mais amena, sendo necessária uma lei ou um ato do
Poder Executivo.
O fato de os bens públicos estarem desafetados não interfere nas características de
impenhorabilidade e imprescritibilidade. Tais bens continuam sendo impenhoráveis e não passíveis
de usucapião. Na desafetação, o bem é subtraído à dominialidade pública para ser incorporado ao
domínio privado, do Estado ou do administrado.
A natureza jurídica dos bens das EP/SEM a princípio devem ser consideradas entes privados - CF:
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta CF, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida
quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
§1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que
explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre:
I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade;
II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis,
comerciais, trabalhistas e tributários;
Assim, se privados os bens das empresas estatais, a eles não se aplica o regime jurídico relativo aos bens
públicos. As EP/SEM não são pessoas jurídicas de direito público, mas de direito privado. Logo, seus bens
não estão submetidos ao regime jurídico de bens públicos.

Contudo, tem sido recorrente decisões do STF que aplicam a determinados prestadores de serviço
público a impenhorabilidade de seus bens enquanto afetados à prestação destes.
Exemplo: empresa concessionária de serviço de distribuição de energia elétrica, uma pessoa jurídica de
direito privado, seus bens não são públicos. Entretanto os bens penhorados são afetados à realização do
serviço e, embora bem particulares, gozam das regras próprias do regime jurídico de bens públicos.

PRINCIPAIS BENS PÚBLICOS EM ESPÉCIES


CF Art. 20. São bens da União:
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias
federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei;
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado,
sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos
marginais e as praias fluviais;
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as
costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público
e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva;
VI - o mar territorial;
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VIII - os potenciais de energia hidráulica;
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos;
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
§1º É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao DF e aos Municípios, bem como a órgãos da administração direta
da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração
de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona
econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração.
§2º A faixa de até 150km de largura, ao longo das fronteiras terrestres, designada como faixa de fronteira, é considerada
fundamental para defesa do território nacional, e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei.

As terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das
vias federais de comunicação e à preservação ambiental são bens da União. As demais, são bens dos
Estados. Não há previsão de terras devolutas de propriedade dos Municípios.
As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são bens da União e, assim como os parques nacionais
possuem destinação específica, sendo considerados bens de uso especial.

CF Art. 26. Incluem-se entre os bens dos ESTADOS:


I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei,
as decorrentes de obras da União;
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II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União,
Municípios ou terceiros;
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;
IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União.
As águas públicas pertencem aos estados-membros, exceto se estiverem em terrenos da União, se
banharem mais de um Estado, se fizerem limites com outros países ou se estenderem a território
estrangeiro ou dele provierem (hipóteses em que pertencerão à União).
CC - Art. 1.822. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas,
decorridos 5 anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município/DF, se
localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal.

UTILIZAÇÃO DE BENS PÚBLICOS POR PARTICULARES


O PP pode outorgar a determinados particulares o uso privativo dos bens públicos, independente da
categoria a que pertençam. É exigido sempre um instrumento formal e está sujeita ao juízo de
oportunidade e conveniência do PP e pode ser feita mediante remuneração pelo particular, ou não.

CC Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente
pela entidade a cuja administração pertencerem.

Os principais instrumentos utilizados pela administração são:

1. AUTORIZAÇÃO DE USO DE BEM PÚBLICO


Ato administrativo pelo qual o PP consente que determinado indivíduo utilize bem público de modo
privativo, atendendo primordialmente ao interesse particular. Trata-se de ato discricionário e precário
onde o PP consente que o particular utilize um bem público segundo seu interesse.

Não exige prévia licitação e pode ser revogável a qualquer tempo sem necessidade de indenização.
Principal característica é o predomínio do interesse do particular, cabendo-lhe utilizar ou não o bem.

Ex.: Fechamento de uma rua para organização de uma festa pela associação de moradores de um bairro residencial.

2. PERMISSÃO DE USO DE BEM PÚBLICO


Ato administrativo unilateral, discricionário e precário, em que o PP autoriza que certa pessoa utilize
privativamente um bem público, atendendo ao mesmo tempo aos interesses público e privado.
Trata-se de ato ainda discricionário e precário, mas que possui segurança maior que a autorização de uso.
Contudo, também poderá ser revogável a qualquer tempo sem a necessidade de indenização ao particular.
Sempre que for possível e houver mais de um interessado na utilização do bem, haverá licitação, evitando-
se favorecimentos ou preterições ilegítimas. Em alguns casos especiais, porém, a licitação será inexigível,
como, por exemplo, a permissão de uso de calçada em frente a um bar, restaurante ou sorveteria. Assim,
embora sejam atos administrativos, a doutrina entende pela necessidade de prévia licitação para as
permissões de uso de bem público.

Exemplo: instalação de banca de jornais em uma praça pública.


Diferenças básicas entre Autorização e Permissão de uso de bem público:
• Na permissão é mais relevante o interesse público, enquanto na autorização ele é secundário;
• Na permissão o uso do bem com a destinação para a qual foi permitido é obrigatória. Na
autorização o uso é facultativo, a critério do particular;
• A permissão deve, regra geral, ser precedida de licitação; a autorização NUNCA é precedida de
licitação;
3. CONCESSÃO DE USO DE BEM PÚBLICO

Enquanto as autorizações/permissões são ATOS, a concessão de uso de bem público é um CONTRATO.
Contrato administrativo pelo qual o PP confere a pessoa determinada o uso privativo de bem
público, independente do maior ou menor interesse público da pessoa concedente.
Utiliza-se a concessão em contratos de maior vulto, onde o particular faz significativos investimentos e
assume obrigações perante terceiros e encargos financeiros elevados que não se justificariam, salvo pela
possibilidade de utilização de bem público por prolongado prazo e com segurança na utilização. Tratando-
se de contrato administrativo é absolutamente necessária a realização de prévia licitação, razão pela qual o
ato não é precário. Cabível, portanto o direito a indenização ao particular em caso de rescisão se a causa
não for a ele imputável. Sendo contrato, deve ser precedida de licitação (salvo se presente alguma hipótese
de dispensa ou inexigibilidade), não é precária, é sempre outorgada por prazo determinado e só admite
rescisão (e não revogação) nas hipóteses previstas em lei. Ademais, a extinção antes do prazo enseja
indenização ao particular, quando não decorra de causa a ele imputável. A depender da remuneração pela
utilização do bem público, a concessão de uso poderá ser gratuita ou remunerada.

4. CONCESSÃO DO DIREITO REAL DE USO - CDRU


Constitui um direito de natureza real. Não se trata, portanto, de um mero direito pessoal e consiste
em um contrato que confere ao particular um direito real resolúvel por prazo certo ou indeterminado,
de forma remunerada ou gratuita. É o contrato administrativo pelo qual o PP confere ao particular o
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direito real resolúvel de uso de terreno público ou sobre o espaço aéreo que o recobre, para os fins que,
prévia e determinantemente, o justificaram. É previsto no DL 271/67 e é, portanto, exclusivo para a União:
Art. 7º É instituída a concessão de uso de terrenos públicos ou particulares remunerada ou gratuita, por tempo certo ou indeterminado,
como direito real resolúvel, para fins específicos de regularização fundiária de interesse social, urbanização, industrialização, edificação,
cultivo da terra, aproveitamento sustentável das várzeas, preservação das comunidades tradicionais e seus meios de subsistência ou
outras modalidades de interesse social em áreas urbanas.
§1º A concessão de uso poderá ser contratada, por instrumento público ou particular, ou por simples termo administrativo, e será
inscrita e cancelada em livro especial.
§2º Desde a inscrição da concessão de uso, o concessionário fruirá plenamente do terreno para os fins estabelecidos no contrato e
responderá por todos os encargos civis, administrativos e tributários que venham a incidir sobre o imóvel e suas rendas.
§3º Resolve-se a concessão antes de seu termo, desde que o concessionário dê ao imóvel destinação diversa da estabelecida no
contrato ou termo, ou descumpra cláusula resolutória do ajuste, perdendo, neste caso, as benfeitorias de qualquer natureza.
§4º A concessão de uso, salvo disposição contratual em contrário, transfere-se por ato inter vivos , ou por sucessão legítima ou
testamentária, como os demais direitos reais sobre coisas alheias, registrando-se a transferência.

Se trata de um direito real e não pessoal, a CDRU transfere-se por ato inter vivos ou por sucessão
legítima ou testamentária, como os demais direitos reais sobre coisas alheias, registrando-se a
transferência.

A Lei 8.666 determina que haja licitação na modalidade concorrência, sendo o critério de julgamento o
maior lance/oferta, caso se trate de concessão onerosa, sendo dispensadas em casos específicos.
Art. 23. §3º A concorrência é a modalidade de licitação cabível, qualquer que seja o valor de seu objeto, tanto na compra ou alienação
de bens imóveis, ressalvado o disposto no art. 19, como nas CDRU e nas licitações internacionais, admitindo-se neste último caso,
observados os limites deste artigo, a tomada de preços, quando o órgão ou entidade dispuser de cadastro internacional de
fornecedores ou o convite, quando não houver fornecedor do bem ou serviço no País.
Art. 17, inciso I: alienação e CDRU, gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal onde incidam ocupações
até o limite de 15 módulos fiscais ou 1.500ha, para fins de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais;

5. CONCESSÃO DE USO ESPECIAL PARA FINS DE MORADIA - EC


Previsto no Estatuto da Cidade, como forma de regularizar a propriedade urbana nos Municípios:
Art. 4º Para os fins desta Lei, serão utilizados, entre outros instrumentos:
V – institutos jurídicos e políticos:

h) concessão de uso especial para fins de moradia;
De acordo com o art. 183/CF a usucapião pró-moradia é devido em favor de quem possuir como sua por 5
anos ininterruptos e sem oposição, área de até 250m2. Todavia, o possuidor não pode ser proprietário de
outro imóvel urbano ou rural e deve utilizar o referido bem para sua moradia ou de sua família.
Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até 250m2, por 5 anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a
para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
§1º O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do
estado civil.
§2º Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
Tal direito não se aplica, naturalmente, aos imóveis públicos, nos termos do parágrafo 3º:
§3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
F
Assim, a pessoa que detiver - até 22/12/16 - a posse mansa, pacífica e ininterrupta de imóvel público
urbano de até 250m2 por 5 anos e que o utilize par sua moradia ou de sua família, terá o direito à
concessão de uso especial para sua moradia. Contudo, não poderá tal pessoa ser concessionário ou
proprietário a qualquer título de outro imóvel urbano ou rural. Os requisitos são bem parecidos com os da
usucapião pró moradia e tem cabimento exatamente em razão de os imóveis públicos não poderem se
adquiridos por usucapião. A referida concessão será gratuita e não será reconhecida ao mesmo
cessionário por mais de uma vez. Além disso, o herdeiro legítimo do posseiro, desde que resida no imóvel
por ocasião da abertura da sucessão, poderá continuar de pleno direito na posse de seu antecessor. A MP
também estabeleceu a possibilidade da concessão de uso especial para fins urbanísticos coletiva. Ainda
que os imóveis tenham mais de 250m2. Se a ocupação for coletiva e não for possível identificar a
individualização dos terrenos, será possível a concessão para fins urbanísticos de forma coletiva.
Art. 2º Nos imóveis de que trata o art. 1º, com mais de 250m2, ocupados até 22/12/16, por população de baixa renda para sua
moradia, por 5 anos, ininterruptamente e sem oposição, onde não for possível identificar os terrenos ocupados por possuidor, a
concessão de uso especial para fins de moradia será conferida de forma coletiva, desde que os possuidores não sejam
proprietários ou concessionários, a qualquer título, de outro imóvel urbano ou rural.
Igualmente o limite temporal estabelecido foi o dia 22/12/16 e o parágrafo 1º ainda estabeleceu a
possibilidade de somar a posse do atual possuidor com a de seu antecessor:
§1º O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo, acrescentar sua posse à de seu antecessor,
contanto que ambas sejam contínuas.
A cada possuidor será atribuída uma fração ideal, independente do tamanho da área que efetivamente
ocupa, a não ser que haja um acordo escrito entre os ocupantes onde se discrimina frações ideais
diferenciadas. Contudo, a fração ideal de cada possuidor não poderá ser superior a 250m2.
§2º Na concessão de uso especial de que trata este artigo, será atribuída igual fração ideal de terreno a cada possuidor,
independentemente da dimensão do terreno que cada um ocupe, salvo hipótese de acordo escrito entre os ocupantes,
estabelecendo frações ideais diferenciadas.
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§3º A fração ideal atribuída a cada possuidor não poderá ser superior a 250m2.
Tais direitos também serão garantidos aos ocupantes regularmente inscritos de imóveis públicos com até
250m2 e que estejam situados em área urbana, quanto a imóveis da U/E/DF/Municípios.

Art. 4º No caso de a ocupação acarretar risco à vida ou à saúde dos ocupantes, o PP garantirá ao possuidor o exercício do
direito de que tratam os arts. 1º e 2º em outro local.
Além disso, poderá o PP também escolher local diverso quando o imóvel ocupado for (art. 5º):
I - de uso comum do povo;

II - destinado a projeto de urbanização;
III - de interesse da defesa nacional, da preservação ambiental e da proteção dos ecossistemas naturais;
IV - reservado à construção de represas e obras congêneres; ou

V - situado em via de comunicação.

O título de concessão poderá ser obtido pela via administrativa perante o órgão competente da
Administração Pública que terá o prazo de 12 meses para decidir o pedido, a contar da data de seu
protocolo. E, se o imóvel for pertencente ao Estado/União, caberá ao interessado instruir o pedido com
certidão municipal que ateste a localização do imóvel em área urbana e a sua destinação para moradia do
ocupante ou de sua família. Acaso recusado o pedido administrativo ou ainda em caso de omissão do PP,
será cabível a via judicial para regularizar a propriedade. Neste caso, a concessão de uso especial para fins
de moradia será declarada pelo juiz mediante sentença. Destaque-se:
§4º O título conferido por via administrativa ou sentença judicial servirá para efeito de registro no cartório.
Art. 7º O direito de concessão de uso especial para fins de moradia é transferível por ato inter vivos ou causa mortis.
O direito à concessão de uso especial para fins de moradia extingue-se em caso de o concessionário dar
ao imóvel destinação diversa da moradia para si ou de sua família. Também será extinto acaso venha a
adquirir a propriedade ou a concessão de outro imóvel urbano ou rural. A extinção será averbada no
correspondente cartório de registro de imóveis, por meio de declaração do PP concedente.

AUTORIZAÇÃO DE USO NA MP 2.200/2001 - Destaca-se os arts. 9º e 10º da que estabelecem a


autorização de uso em caso de imóveis comerciais e as definições do CNDU.
Art. 9º É facultado ao PP competente conceder autorização de uso àquele que, até 22/12/16, possuiu como seu, por 5 anos,
ininterruptamente e sem oposição, até 250m2 de imóvel público situado em área características/finalidade urbana para fins comerciais.
Esta autorização, ato mais precário que a concessão, ocorre quanto aos imóveis públicos que
possuam fins comerciais (e não de moradia) e será conferida de forma gratuita. O prazo do possuidor
pode ser acrescido ao de seus antecessores, para contagem dos 5 anos e a poderá ser concedida em
terreno diverso acaso ocorram algumas das hipóteses citadas (área de risco ou de interesse público).

6. CESSÃO DE USO (benefício coletivo)

É a utilização especial em que o PP permite, de forma gratuita, o uso de bem público por órgão da mesma
pessoa ou de pessoa diversa, com o propósito de desenvolver atividades benéficas para a coletividade,
com fundamento na cooperação entre as entidades públicas e privadas.

A grande diferença entre esta cessão e as demais formas de utilização dos bens públicos,
fundamenta- se no benefício coletivo decorrente da atividade desempenhada pelo cessionário.
O mais comum é que a Adm. ceda bens entre órgãos da mesma pessoa (Secretaria de Justiça cede prédio
para a Secretaria de Administração do mesmo Estado), mas pode ocorrer a cessão entre órgãos de
entidades públicas diversas ou para pessoas privadas que desempenhem finalidades não lucrativas.

Em relação aos bens públicos e de acordo com a Lei nº 8.666 é correto afirmar que os bens imóveis de uso
comum e os de uso especial não podem ser alienados a particulares enquanto conservarem esta
qualidade, mas podem ter seu domínio transferido a outro ente público, observados os requisitos legais,
sem perderem a afetação.

Destacando: a MP nº 2.220/01 que logo em seu art. 1º confere o direito de concessão de uso para fins de
moradia a indivíduos que atendam determinados requisitos. Vejamos a transcrição do texto legal:
Art. 1º Aquele que, até 22/12/16, possuiu como seu, por 5 anos, ininterruptamente e sem oposição, até 250m2 de
imóvel público situado em área com características e finalidade urbanas, e que o utilize para sua moradia ou de sua
família, tem o direito à concessão de uso especial para fins de moradia em relação ao bem objeto da posse, desde que
não seja proprietário ou concessionário, a qualquer título, de outro imóvel urbano ou rural.
É necessário que se preste atenção no lapso temporal.
BENFEITORIA EM BEM PÚBLICO IRREGULARMENTE OCUPADO
De acordo com o art. 1.219 do CC, o possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias
necessárias e úteis, restando consolidado o entendimento pelo STJ que tal direito de retenção abrange
também as acessões (construções e plantações) nas mesmas circunstâncias.
Art. 1.219. O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis, bem como, quanto às
voluptuárias, se não lhe forem pagas, a levantá-las, quando o puder sem detrimento da coisa, e poderá exercer o direito
de retenção pelo valor das benfeitorias necessárias e úteis.
Para o STJ, nos casos em que o bem público foi ocupado irregularmente, a pessoa não tem direito de ser
indenizada pelas acessões feitas, assim como não tem direito à retenção pelas benfeitorias realizadas,
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mesmo que fique provado que a pessoa estava de boa-fé. É que a ocupação irregular de bem público
não pode ser classificada como posse, mas mera detenção, possuindo, portanto, natureza precária.

A posse é o direito reconhecido a quem se comporta como proprietário, não havendo como reconhecer a
posse a quem, por proibição legal, não possa ser. Assim, a ocupação de área pública, quando irregular,
não pode ser reconhecida como posse, mas como mera detenção. Ademais, eventual inércia ou omissão
do PP não tem o efeito de afastar ou distorcer a aplicação da lei. O imóvel público é indisponível, de modo
que eventual omissão dos governos implica responsabilidade de seus agentes, nunca vantagem de
indivíduos às custas da coletividade. Por fim, não se pode afirmar que tal ato configurará enriquecimento
sem causa do PP, eis que esta provavelmente terá um custo para demolir a construção feita ou, no máximo
regularizá-la para adequá-la à legislação vigente, dada a provável inutilidade do imóvel.

1. AUTORIZAÇÃO 2. PERMISSÃO 3. CONCESSÃO 4. CDRU

Ato discricionário Ato discricionário Contrato Administrativo Contrato Administrativo

Precário Precário Não precário Não precário

Sem prazo Sem prazo de duração Com prazo de duração Com ou sem prazo de duração

Sem prévia Com licitação (apesar de ser Com prévia licitação Com prévia licitação, concorrência
licitação ATO), sempre que possível e
houver mais de um interessado*

Revogável a Revogável a qualquer tempo, sem Recisão hipóteses legais, Direito real e não pessoal. Transfere-se por
qualquer tempo, indenização c/ indenização - se a causa ato inter vivos ou por sucessão legítima ou
sem indenização não for imputada ao conc. testamentária, registrando-se a transf.

26 - DESAPROPRIAÇÃO
Consiste na forma mais drástica de intervenção do Estado na propriedade e que afeta o próprio
caráter perpétuo e irrevogável do direito de propriedade. Por meio dela, o PP toma o domínio da
propriedade de seu titular para o fim de vinculá-la a algum interesse público, consistente em necessidade
ou utilidade pública, ou interesse social. Trata-se de forma de aquisição originária de propriedade.
CF. Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:
XXII - é garantido o direito de propriedade;

XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;

XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social,
mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;

XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao
proprietário indenização ulterior, se houver dano;
CF, art. 216, §1º: O PP, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de
inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.

1. Desapropriações ORDINÁRIAS - aquelas realizadas por necessidade ou utilidade pública ou por


interesse social, sendo exigida a prévia indenização em dinheiro:

XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social,
mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;

2. Desapropriações EXTRAORDINÁRIAS: que decorrem do inadequado aproveitamento do solo


urbano (art. 182 CF) e da improdutividade do imóvel rural (art. 184 CF):

Art. 182 § 4º É facultado ao PP municipal, mediante lei específica para área incluída no PD, exigir, nos termos da lei federal, do
proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena,
sucessivamente, de: …
…III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo SF, com prazo
de resgate de até 10 anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.
Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja
cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de
preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até 20 anos, a partir do 2º ano de sua emissão, e cuja utilização será
definida em lei.
art. 182: inadequado aproveitamento de solo
EXTRAORDINÁRIA art. 184: improdutividade do IMÓVEL RURAL
URBANO

desapropriar por interesse social, para fins de


pena ao proprietário de solo urbano não edificado,
motivo reforma agrária, o imóvel rural que não esteja
subutilizado ou não utilizado
cumprindo sua função social,
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 96 de 148

art. 182: inadequado aproveitamento de solo


EXTRAORDINÁRIA art. 184: improdutividade do IMÓVEL RURAL
URBANO

títulos da dívida pública de emissão previamente


aprovada pelo SF, em parcelas anuais, iguais e títulos da dívida agrária com cláusulas de
indenização
sucessivas, assegurados o valor real da preservação do valor real
indenização e os juros legais

prazo p/ resgate até 10 anos até 20 anos, a partir do 2º ano de sua emissão

3. Expropriações: O art. 243 da CF trata, ainda, não de uma modalidade de desapropriação, mas de
expropriação, uma vez que a União não indeniza o proprietário da terra. Este simplesmente perde o bem
em razão de penalidade constitucionalmente prevista.

Art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas
psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a
programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas
em lei, observado, no que couber, o disposto no art. 5º. (Redação dada pela Emenda Const. nº 81/2014)
Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e
drogas afins e da exploração de trabalho escravo será confiscado e reverterá a fundo especial com destinação específica, na
forma da lei. (Redação dada pela Emenda Const. nº 81/ 2014) .

DESAPROPRIAÇÃO por utilidade pública ou interesse social


Está prevista no Decreto-Lei 3.365/41 e será cabível, nos termos do artigo 5º:
Art. 5º Consideram-se casos de utilidade pública:
a) a segurança nacional;
b) a defesa do Estado;
c) o socorro público em caso de calamidade;

d) a salubridade pública;
e) a criação e melhoramento de centros de população, seu abastecimento regular de meios de subsistência;

f) o aproveitamento industrial das minas e das jazidas minerais, das águas e da energia hidráulica;

g) a assistência pública, as obras de higiene e decoração, casas de saúde, clínicas, estações de clima e fontes medicinais;

h) a abertura, conservação e melhoramento de vias ou logradouros públicos; a execução de planos de urbanização; o


parcelamento do solo, com ou sem edificação, para sua melhor utilização econômica, higiênica ou estética; a
construção ou ampliação de distritos industriais;

i) o funcionamento dos meios de transporte coletivo;

j) a preservação e conservação dos monumentos históricos e artísticos, isolados ou integrados em conjuntos urbanos ou
rurais, bem como as medidas necessárias a manter-lhes e realçar-lhes os aspectos mais valiosos ou característicos e,
ainda, a proteção de paisagens e locais particularmente dotados pela natureza;
k) a preservação e a conservação adequada de arquivos, documentos e outros bens moveis de valor histórico ou artístico;
l) a construção de edifícios públicos, monumentos comemorativos e cemitérios;
m) a criação de estádios, aeródromos ou campos de pouso para aeronaves;
n) a reedição ou divulgação de obra ou invento de natureza científica, artística ou literária;
o) os demais casos previstos por leis especiais.
§1º - A construção ou ampliação de distritos industriais, de que trata a alínea i do caput deste artigo, inclui o loteamento
das áreas necessárias à instalação de indústrias e atividades correlatas, bem como a revenda ou locação dos
respectivos lotes a empresas previamente qualificadas.
§2º - A efetivação da desapropriação para fins de criação ou ampliação de distritos industriais depende de aprovação,
prévia e expressa, pelo PP competente, do respectivo projeto de implantação".
§3º Ao imóvel desapropriado para implantação de parcelamento popular, destinado às classes de menor renda,
não se dará outra utilização nem haverá retrocessão.
Já nos termos da Lei 4.132/62, artigo 2º - Considera-se de interesse social:
I - o aproveitamento de todo bem improdutivo ou explorado sem correspondência com as necessidades de habitação,
trabalho e consumo dos centros de população a que deve ou possa suprir por seu destino econômico;
III - o estabelecimento e a manutenção de colônias ou cooperativas de povoamento e trabalho agrícola;
IV - a manutenção de posseiros em terrenos urbanos onde, com a tolerância expressa ou tácita do proprietário, tenham
construído sua habilitação, formando núcleos residenciais de mais de 10 famílias;
V - a construção de casa populares;
VI - as terras e águas suscetíveis de valorização extraordinária, pela conclusão de obras e serviços públicos,
notadamente de saneamento, portos, transporte, eletrificação armazenamento de água e irrigação, no caso em que não
sejam ditas áreas socialmente aproveitadas;
VII - a proteção do solo e a preservação de cursos e mananciais de água e de reservas florestais.
VIII - a utilização de áreas, locais ou bens que, por suas características, sejam apropriados ao desenvolvimento de
atividades turísticas.
§1º O disposto no item I deste artigo só se aplicará nos casos de bens retirados de produção ou tratando-se de imóveis
rurais cuja produção, por ineficientemente explorados, seja inferior à média da região, atendidas as condições naturais
do seu solo e sua situação em relação aos mercados.
§2º As necessidades de habitação, trabalho e consumo serão apuradas anualmente segundo a conjuntura e condições
econômicas locais, cabendo o seu estudo e verificação às autoridades encarregadas de velar pelo bem estar e pelo
abastecimento das respectivas populações.
Art. 5º No que esta lei for omissa aplicam-se as normas legais que regulam a desapropriação por unidade pública,
inclusive no tocante ao processo e à justa indenização devida ao proprietário.
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Tanto a desapropriação por utilidade pública, quanto a desapropriação por interesse social serão regidas
pelas disposições do Decreto-Lei 3.365/ 41. A desapropriação divide-se em 2 fases muito bem definidas:

1. Fase DECLARATÓRIA da Desapropriação:


O processo administrativo irá verificar a caracterização de uma das hipóteses de interesse social ou ou
utilidade pública, com o objetivo de expedir o decreto expropriatório. Publicado o decreto, tem-se a
manifestação do interesse do PP em desapropriar aquela determinada propriedade. Em tal momento,
inicia-se o prazo para a propositura da ação judicial de desapropriação:
Necessidade ou utilidade Pública - 5 anos:
Decreto-Lei 3.365/41. Art. 10. A desapropriação deverá efetivar-se mediante acordo ou intentar-se judicialmente, dentro
de 5 anos, contados da data da expedição do respectivo decreto e findos os quais este caducará.
Passado o prazo de 5 anos após o decreto expropriatório, acaso o PP permaneça omisso em intentar a
ação de desapropriação, o decreto caducará e o mesmo bem somente poderá ser objeto de nova
declaração após decorrido o prazo de 1 ano.
Interesse Social - 2 anos:
Lei 4.132/62. Art. 3º O expropriante tem o prazo de 2 anos, a partir da decretação da desapropriação por interesse
social, para efetivar a aludida desapropriação e iniciar as providências de aproveitamento do bem expropriado.
É de 5 anos o prazo decadencial para propositura de demanda por utilidade pública de 2 anos o
prazo para propositura da demanda de desapropriação por interesse social. Tal prazo é decadencial
– não se suspende ou interrompe, nos termos do artigo 207, do CC:
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, suspendem ou
interrompem a prescrição.
Em ambos os casos, caduco o decreto expropriatório, novo decreto relacionado ao mesmo bem apenas
poderá ser editado somente depois de 1 ano.

Na fase declaratória se dá início ao procedimento de desapropriação, indicando no decreto expropriatório,


os fundamentos, o sujeito passivo, o objeto e a destinação a ser dada ao bem.

Inexiste nesta etapa qualquer transferência do bem para o PP. O bem permanece com o proprietário, com
todos os poderes inerentes ao direito de propriedade. Não assiste direito de indenização pela mera
declaração de utilidade pública do bem a ser desapropriado.

São efeitos da declaração:

a) Sujeição do imóvel à força expropriatória do Estado;


b) Fixação do Estado do bem (benfeitorias de mero deleite ou voluptuárias feitas após a declaração não
serão indenizáveis. Benfeitorias necessárias sempre serão indenizáveis. Benfeitorias úteis apenas serão
indenizáveis se autorizadas pela Administração – artigo 26, parágrafo 1º, Decreto 3.365/41).
c) Atribui ao Estado o direito de adentrar no imóvel declarado, após prévia autorização judicial;
d) Fixação do termo inicial para o prazo de caducidade da declaração;

2. Fase EXECUTÓRIA da Desapropriação: Em que pese ser possível deverá ocorrer mediante acordo na
esfera administrativa, esta não é a regra, mas sim a demanda judicial.
I. Competência para processar e julgar a demanda:
EXPROPRIANTE EXPROPRIADO COMPETÊNCIA

União Estado/DF STF

União Município Justiça Federal

Estados, DF ou Municípios particular Justiça comum

Apenas juízes estaduais ou federais podem processar a demanda, não há hipótese de competência
delegada. Se o bem não estiver situado na cidade sede de Justiça Federal, a ação de desapropriação deve
ser proposta na Seção Judiciária da Justiça Federal com competência para aquela região.

II. Legitimidade Ativa e Passiva


O legitimado ativo é o ente público que edita o decreto expropriatório: U/E/DF/Município.

Ainda, a desapropriação pode ser proposta pela concessionária de serviço público no exercício da
função delegada, mediante autorização expressa em lei ou contrato. Decreto-Lei 3.365/41:
Art. 3º Os concessionários de serviços públicos e os estabelecimentos de caráter público ou que exerçam funções
delegadas de PP poderão promover desapropriações mediante autorização expressa, constante de lei ou contrato.

Apesar de ser ato típico do Poder Executivo, poderá o Poder Legislativo iniciar o procedimento:
Art. 8º O Poder Legislativo poderá tomar a iniciativa da desapropriação, cumprindo, neste caso, ao Executivo,
praticar os atos necessários à sua efetivação.

O polo passivo da demanda será ocupado pelo proprietário do bem, sendo certo que os entes
públicos maiores poderão desapropriar bens dos entes menores, não sendo a recíproca verdadeira.
Art. 2º Mediante declaração de ut. pública, todos os bens poderão ser desapropriados pela U/E/DF/Municípios e Terr.
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§1º A desapropriação do espaço aéreo ou do subsolo só se tornará necessária, quando de sua utilização resultar
prejuízo patrimonial do proprietário do solo.
§2º Os bens do domínio dos Estados, Municípios, DF e Territórios poderão ser desapropriados pela União, e os dos
Municípios pelos Estados, mas, em qualquer caso, ao ato deverá preceder autorização legislativa.
§3º É vedada a desapropriação, pelos Estados, DF, Territórios e Municípios de ações, cotas e direitos representativos do
capital de instituições e empresas cujo funcionamento dependa de autorização do Governo Federal e se subordine à
sua fiscalização, salvo mediante prévia autorização, por decreto do Presidente da República.
Conforme pontuado, o Município não poderá desapropriar bens dos entes maiores.

De acordo com os artigos 19 e 20, do Decreto-Lei 3.365/41:


Art. 19. Feita a citação, a causa seguirá com o rito ordinário.
Art. 20. A contestação só poderá versar sobre vício do processo judicial ou impugnação do preço; qualquer outra
questão deverá ser decidida por ação direta.
Tendo em vista que o mérito da contestação é de cognição limitada, podendo abranger apenas eventual
vício no processo judicial ou o valor da indenização, incabível a propositura de reconvenção.

Isto porque o próprio dispositivo legal estabelece que qualquer outra questão – à exceção do vício no
processo judicial ou o valor da indenização – deverá ser discutida por meio de ação direta.
Há, porém, uma exceção no que se refere à defesa do particular: O contestante poderá postular o direito
de extensão, entendido como o direito que assiste ao particular de, impugnando o valor ofertado pelo PP,
pleitear a extensão da desapropriação, para que esta alcance parte remanescente do bem que se tornaria
inútil ou de difícil utilização, caso o bem fosse desapropriado apenas parcialmente.
Já a revelia, no âmbito do processo expropriatório, não induz a presunção sobre o valor ofertado pelo PP,
sendo necessária a realização de perícia, em razão do princípio da justa indenização.
Art. 23. Findo o prazo para a contestação e não havendo concordância expressa quanto ao preço, o perito apresentará o laudo
em cartório até 5 dias, pelo menos, antes da audiência de instrução e julgamento.
A perícia técnica somente será dispensada em caso de aceitação expressa do réu dos valores
discriminados e ofertados pelo PP na petição inicial. A perícia poderá ser determinada de ofício, haja vista
a intenção do processo de buscar o valor da justa indenização a que faz o jus o particular.
III. Imissão provisória na posse de Imóvel Rural
Difere em razão do tipo do imóvel. É que a imissão provisória na posse do imóvel rural pode ocorrer acaso
alegue o expropriante urgência e deposite em juízo a quantia que entende devida pelo imóvel, podendo o
proprietário levantar 80% do valor depositado. O juiz poderá, então, deferir a imissão provisória na posse
do imóvel, independente da citação do réu.
Art. 15. Se o expropriante alegar urgência e depositar quantia arbitrada de conformidade com o art. 685 do CPCl, o juiz
mandará imití-lo provisoriamente na posse dos bens;
O entendimento do STF é o de que a imissão provisória não acarreta transferência de propriedade, de
modo que o provimento antecipatório pode ser concedido mediante depósito prévio de valores que
estejam aquém da correta indenização a ser paga pelo expropriante. Naturalmente, aferido o valor correto
a ser pago, após a realização da perícia judicial, o ente público precisará pagar o saldo remanescente para
efetivar a transferência do imóvel. Contudo, é necessário que o Expropriado demonstre a efetiva
propriedade do bem, bem como a quitação das dívidas fiscais e publique editais com o prazo de 10 dias
para conhecimento de terceiros. Acaso haja dúvida fundada sobre o domínio do bem, o valor depositado
ficará em juízo enquanto os interessados discutam a propriedade em ações próprias.

A concordância do expropriado com a imissão provisória e o reconhecimento da propriedade ao


expropriante não implica renúncia ao seu direito de questionar o preço ofertado em juízo.

IV. Imissão provisória na posse de imóveis residenciais urbanos


Segue o disposto no Decreto-Lei 1.075/70:
Art 1º Na desapropriação por utilidade pública de prédio urbano residencial, o expropriante, baseado urgência, poderá
imitir-se provisoriamente na posse do bem, mediante o depósito do preço oferecido, se este não for impugnado pelo
expropriado em 5 dias da intimação da oferta.
Art 2º Impugnada a oferta pelo expropriado, o juiz, servindo-se, caso necessário, de perito avaliador, fixará em 48 horas
o valor provisório do imóvel.
Parágrafo único. O perito, quando designado, deverá apresentar o laudo no prazo máximo de 5 dias.
Art 3º Quando o valor arbitrado for superior à oferta, o juiz só autorizará a imissão provisória na posse do imóvel,
se o expropriante complementar o depósito para que este atinja a metade do valor arbitrado.
Art 4º No caso do artigo anterior, fica, porém, fixado em 2.300 salários mínimos vigentes na região, e máximo do
depósito a que será obrigado o expropriante.
Art 5º O expropriado observadas as cautelas previstas no artigo 34 do Decreto-lei no 3.365/41, poderá levantar toda a
importância depositada e complementada nos termos do artigo 3º.
Parágrafo único. Quando o valor arbitrado for inferior ou igual ao dobro do preço oferecido, é lícito ao expropriado optar
entre o levantamento de 80% do preço oferecido ou da metade do valor arbitrado.
Art 6º O disposto neste DL só se aplica à desapropriação de prédio residencial urbano, habitado pelo proprietário ou
compromissário comprador, cuja promessa de compra esteja devidamente inscrita no Registro de Imóveis.
Alegada a urgência e depositado o preço ofertado, antes da concessão da liminar, deverá o juiz intimar o
réu para se manifestar sobre o preço no prazo de 5 dias. Impugnado o valor ofertado – antes da imissão
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provisória – será necessária a realização de perícia prévia, que poderá resultar na necessidade do ente
público complementar o valor ofertado. Percebe-se, portanto, que a sistemática da imissão provisória na
posse de imóvel residencial urbano é diferente do imóvel rural.

Quanto às desapropriações ordinárias de imóveis urbanos, a CF estabeleceu que as desapropriações de


imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro.

V. Desistência da ação de Desapropriação

Tendo por fundamento o poder da autotutela, possível a desistência da ação de desapropriação através da
revogação do decreto expropriatório. Para o STJ, possível a desistência a qualquer tempo da ação de
desapropriação desde que ainda não tenha sido pago integralmente o valor da indenização ao particular.
Assim, mesmo que iniciado o pagamento, a desistência será viável, se não concluído, restituindo-se
o bem ao particular no mesmo estado que recebido.

DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA
É o fato administrativo por meio do qual o Estado se apropria de bem particular, sem observância
dos requisitos da declaração e indenização prévia. Trata-se, pois, de desapropriação sem o
atendimento das formalidades legais, correspondendo a um esbulho estatal e ocorre quando o PP
interfere na propriedade do particular e lá pratica atos de domínio, sem prévia ação ou título.
Se o bem expropriado ainda não está sendo utilizado em nenhuma finalidade pública, poderá o particular
propor ação possessória visando a manter ou retomar a posse do bem. Acaso o bem expropriado já esteja
afetado em alguma finalidade pública, considera-se que houve fato consumado e somente restará ao
particular ajuizar “ação de desapropriação indireta”, visando receber indenização:

Art. 35. Os bens expropriados, uma vez incorporados à Fazenda Pública, não podem ser objeto de reivindicação, ainda
que fundada em nulidade do processo de desapropriação. Qualquer ação, julgada procedente, resolver-se-á em perdas
e danos.
Segundo o STJ, a ação de desapropriação indireta possui natureza real e pode ser proposta pelo
particular prejudicado enquanto não tiver transcorrido o prazo para que o PP adquira a propriedade
do bem por meio da usucapião, aplicando-se por analogia o prazo da usucapião extraordinária. Como na
desapropriação indireta pressupõe-se que o PP tenha realizado obras no local ou tenha dado ao imóvel
uma utilidade pública ou de interesse social, entende-se que a situação se enquadraria no PU do art. 1.238
do CC, de sorte que o prazo para usucapião seria de 10 anos:

Art. 1.238. Aquele que, por 15 anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade,
independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para
o registro no Cartório de Registro de Imóveis.
Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a 10 anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua
moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo.
Ressalte-se que vigora na desapropriação o princípio da justa indenização e exatamente por isso inexiste
vinculação entre o valor estimado pelo autor na ação de desapropriação direta ou indireta e a fixação da
justa indenização pelo magistrado acatando laudo pericial imparcial. Isto porque o valor fixado pelo autor
na ação de desapropriação é meramente estimativo. Ademais, o promissário comprador do imóvel tem
direito de receber indenização no caso deste imóvel ter sofrido desapropriação indireta, ainda que esta
promessa não esteja registrada no Cartório de Registro de Imóveis.

• Desapropriação indireta pressupõe o efetivo desapossamento da propriedade pelo PP, caracterizando-


se uma intervenção supressiva do Estado na propriedade alheia, gerando direito a indenização através do
pagamento do justo preço.
• Limitação administrativa não se confunde com a desapropriação, visto que ocorre tão somente
restrição ao uso da propriedade imposta genericamente a todos os proprietários, via de regra, sem
qualquer direito a indenização.
Enquanto a ação de desapropriação indireta possui natureza real e prazo prescricional decenal, nos termos
do PU do art. 1.238 CC, a ação reparatória em virtude das perdas ocasionadas por limitações
administrativas, terá natureza pessoal e por isso prescrição quinquenal. Assim, as restrições ao direito de
propriedade impostas por normas ambientais, ainda que esvaziem o conteúdo econômico do bem, não
constituem desapropriação indireta, mas sim limitações administrativas, cujos prejuízos causados devem
ser indenizados por meio de uma ação de direito pessoal, e não de direito real, como é o caso da ação
contra desapropriação indireta. Caracteriza-se, pois, a aplicação do prazo prescricional quinquenal,
eis que não há desapropriação indireta sem que haja o efetivo apossamento da propriedade pelo PP.

4. RETROCESSÃO E TREDESTINAÇÃO
Efetivada a desapropriação, o PP deve destinar o bem desapropriado à finalidade pública que justificou o
ato. Se não o fizer, ocorrerá o fenômeno da tredestinação que poderá ser lícita ou ilícita.
• Tredestinação LÍCITA: ocorre quando o bem é desapropriado para um fim, mas lhe é dado fim diverso
pelo PP, porém ainda permanecendo o interesse público.

Ex.: PP desapropria um terreno para a construir uma escola, mas por questões de conveniência e oportunidade constrói um hospital.
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• Tredestinação ILÍCITA: ocorre quando ao bem desapropriado é dado destino desprovido de interesse
público (transferência do bem a terceiro, por exemplo).
• Direito de retrocessão é, pois, aquele que assiste ao proprietário do bem exigi-lo de volta caso, após
efetivada a desapropriação, a ele seja dada destinação desprovida de interesse público. Assim, sempre
será cabível o direito de retrocessão em caso de tredestinação ilícita.
CC Art. 519. Se a coisa expropriada para fins de utilidade pública/interesse social, não tiver o destino para que se desapropriou,
ou não for utilizada em obras ou serviços públicos, caberá ao expropriado direito de preferência, pelo preço atual da coisa.

Contudo, em caso de tredestinação lícita, passando o bem para finalidade diversa, mas igualmente
fundamentada no interesse público, não haverá direito de retrocesso. Ressalte-se que nas desapropriações
ordinárias, após desapropriado o bem, caso pretenda o PP aliená-lo, será necessário ser facultado ao
antigo proprietário a preferência na aquisição do imóvel pelo valor atualizado.
Ainda a ADESTINAÇÃO que seria a ausência de qualquer finalidade dada ao bem após finalizada a
desapropriação. Celso de Melo defende que nessas hipóteses não caberia o direito de retrocessão,
visto que o PP não é obrigado a dentro de determinado prazo dar um fim ao imóvel.
DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA
CF88 Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não
esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de
preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até 20 anos, a partir do 2º ano de sua emissão, e cuja utilização será
definida em lei.
§1º As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro.
§2º O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins de reforma agrária, autoriza a União a
propor a ação de desapropriação.
§3º Cabe à LC estabelecer procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o processo judicial de
desapropriação.
§4º O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de recursos para
atender ao programa de reforma agrária no exercício.
§5º São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados
para fins de reforma agrária.
Art. 185. São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária:
I - a pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu proprietário não possua outra;
II - a propriedade produtiva.
Parágrafo único. A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o cumprimento dos
requisitos relativos a sua função social.
Art. 186. A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de
exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:
I - aproveitamento racional e adequado;
II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente;
III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho;

IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.
O imóvel rural produtivo não será desapropriado para fins de reforma agrária pois já cumpre sua
função social. A competência para propor a Desapropriação para fins de reforma agrária é privativa/
exclusiva da União Federal, sendo proposta pelo órgão executor (INCRA) perante a Justiça Federal.

COMPETÊCIAS DE DESAPROPRIAÇÃO

1. Por interesse social

2. De imóvel Rural União, Estados/DF e Municípios

3. Por interesse social de imóvel rural

4. Por interesse social para fins de REFORMA AGRÁRIA EXCLUSIVO/PRIVATIVO DA UNIÃO

A contestação na ação de desapropriação para fins de reforma agrária é mais ampla que no DL 3.365/41,
eis que poderá o réu alegar qualquer matéria de defesa, exceto a relativa à existência de interesse social.

Ex: possibilidade de se alegar que o imóvel é produtivo e que está em regime de pousio (descanso).
A lei exige a participação do MP na ação de desapropriação de imóvel rural para fins de reforma
agrária. Nas ações de desapropriação com base no DL 3.365/41 não é necessária a intervenção do MP.
O processo de desapropriação por reforma agrária possui grande impacto social e pressão política intensa.
Assim, tendo em vista a invasão de fazendas de propriedade de sua família, o então presidente FHC,
editou a MP 2183-56/ 2001 que adicionou o parágrafo 6º , do artigo 2º , da Lei 8.629/ 93:

§6º O imóvel rural de domínio público ou particular objeto de esbulho possessório ou invasão motivada por conflito
agrário ou fundiário de caráter coletivo não será vistoriado, avaliado ou desapropriado nos 2 anos seguintes à sua
desocupação, ou no dobro desse prazo, em caso de reincidência; e deverá ser apurada a responsabilidade civil/adm. de
quem concorra com qualquer ato omissivo ou comissivo que propicie o descumprimento dessas vedações.
Assim, o STJ confirmou este entendimento, afirmando a impossibilidade de se prosseguir as ações
desapropriatórias de terras invadidas por movimentos sociais:
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Súmula 354, STJ - A invasão do imóvel é causa de suspensão do processo expropriatório para fins de reforma agrária.
O processo de desapropriação para fins de reforma agrária também gira em torno da verificação do valor
da justa indenização a ser paga ao particular pela perda da propriedade. Contudo, o pagamento será
feito através de uma sistemática diferente: Seja através da sentença judicial ou através de acordo,
sempre que houver majoração dos valores referentes às benfeitorias úteis e necessárias a serem
pagos pelo ente expropriante, tais valores serão pagos através da sistemática dos precatórios. E, se
inferior a 60 Salários Mínimos, poderá ser utilizada a sistemática de RPV. Já quanto à terra nua, os
valores majorados deverão ser pagos imediatamente através de Títulos da Dívida Agrária.
Efetuada a desapropriação, o INCRA terá 3 anos para efetivar a reforma agrária, sob pena de tredestinação
que gera o direito a retrocessão. A União publica o Decreto declarando o imóvel rural de interesse
social para fins de Reforma Agrária e passa para o INCRA o trabalho de promover a Desapropriação.

DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS URBANÍSTICOS

Os requisitos dessa desapropriação são:

- a localização do imóvel em área urbanas e


- sua caracterização como não edificado, subutilizado ou não utilizado.
Trata-se de uma desapropriação ligada a não preenchimento da função social do imóvel da área urbana.
A legitimidade ativa para a realização da desapropriação é exclusiva do Município.
O artigo 182, da CF prevê duas hipóteses de desapropriação: A 1ª é uma hipótese de desapropriação
ordinária (por utilidade pública ou por interesse social) prevista no parágrafo 3º:

§3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro.

Assim, mesmo que a propriedade esteja cumprindo sua função social, poderá o PP desapropriá-la em caso
de necessidade ou utilidade pública, ou ainda, em caso de interesse social.

Neste caso, a indenização será prévia e em dinheiro!!!

Outra hipótese é aquela em que a propriedade que não cumpre sua função social e que já passara
sucessivamente pela edificação/parcelamento compulsórios e pelo IPTU progressivo no tempo, poderá ser
desapropriada. Trata-se, pois, de uma desapropriação extraordinária (uma verdadeira sanção ao
particular) e cujo pagamento será feito em títulos da dívida pública, conforme previsão constitucional:
§ 4º É facultado ao PP municipal, mediante lei específica para área incluída no PD, exigir, nos termos da lei federal, do
proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena,
sucessivamente, de: (...)
III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo SF, com prazo
de resgate de até 10 anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.
A CF88 prevê 2 tipos de desapropriação da propriedade urbana:

1. Desapropriação comum, que pode ser por utilidade ou necessidade pública ou por interesse social -
mediante prévia e justa indenização em dinheiro e;

2. Desapropriação-sanção, que é aquela destinada a punir o não cumprimento de obrigação ou ônus


urbanístico imposto ao proprietário de terrenos urbanos. O imóvel que será desapropriado por ferir as
normas do direito urbanístico é aquele solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado. Para o
EC, será subutilizado o imóvel cujo aproveitamento seja inferior ao mínimo definido no PD ou em
legislação dele decorrente.

Verificado que o imóvel se trata de solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, lei municipal
específica para área incluída no PD poderá determinar o parcelamento, a edificação ou a utilização
compulsórios, fixando as condições para o cumprimento desta obrigação. Trata-se do disposto no EC:
Art. 5º Lei municipal específica para área incluída no PD poderá determinar o parcelamento, a edificação ou a utilização
compulsórios do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, devendo fixar as condições e os prazos para
implementação da referida obrigação.
A lei municipal com conteúdo específico em relação àquela determinada área incluída no PD deve prever
que imóveis daquela região, acaso estejam em situação de não utilização, subutilização ou não edificação
poderão sofrer as determinações deste dispositivo. No caso, o conteúdo específico consistirá na indicação
de área incluída no PD, em relação à qual podem ser expedidas as imposições urbanísticas de
parcelamento, edificação e utilização compulsórios. Assim, o PE Municipal notificará o proprietário para
que parcele, edifique ou utilize o imóvel em evidência. Tal notificação deverá ser averbada no competente
cartório de registro de imóveis. Normalmente um servidor do Município faz a notificação formal do
proprietário do imóvel ou do seu representante legal, em caso de pessoa jurídica. E, acaso frustrada 3x a
tentativa de notificação pessoal, o Município a fará por meio de edital.

Após a notificação, o particular terá o prazo mínimo de 1 ano (a depender da previsão da lei municipal)
para protocolar o projeto da destinação que pretende dar ao bem. Tal prazo será contado a partir da
notificação. Aprovados os projetos, terá o particular o prazo de 2 anos para iniciar as obras do
empreendimento, contados da data da aprovação dos projetos. Empreendimentos de grande porte, em
caráter excepcional, a lei municipal poderá prever a conclusão em etapas, assegurando-se que o projeto
aprovado compreenda o empreendimento como um todo.

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O EC estabeleceu que a transmissão do imóvel – a título gratuito ou oneroso, por ato inter vivos ou causa
mortis – posterior à notificação transfere todas as obrigações previstas quanto ao parcelamento,
edificação e utilização do imóvel e sem qualquer interrupção dos prazos. Se a notificação consta no
registro de imóveis, o comprador tem total ciência das obrigações, não podendo, pois alegar qualquer
causa de suspensão ou interrupção dos prazos definidos na notificação.

Acaso não cumpridas as condições e prazos estabelecidas quanto às determinações de edificação,


parcelamento e utilização compulsórios ou, ainda, acaso o particular descumpra os prazos relativos à
apresentação dos projetos ou inícios das obras, poderá o Município proceder à aplicação do IPTU
progressivo no tempo, pelo prazo de 5 anos consecutivos.

O valor máximo das alíquotas – progressivo no tempo – será de 15%. E, a partir do primeiro ano, até
chegar ao valor máximo, a alíquota não excederá a 2x o valor referente ao ano anterior. Percebe-se,
portanto, que o EC estabeleceu limites para se evitar um possível abuso dos Prefeitos, a pretexto de
manutenção da ordem urbanística.

É vedada a concessão de isenções ou de anistia relativas à tributação progressiva.

Passados os 5 anos de cobrança de IPTU progressivo, o Município poderá: manter a cobrança do IPTU
em valores máximos até que o proprietário cumpra sua obrigação ou proceder à desapropriação do
imóvel. Poderá o Prefeito entender que não é interessante a desapropriação do imóvel, apenas a
manutenção da cobrança de IPTU em valores elevados.

Após 5 anos da cobrança do IPTU progressivo sem o cumprimento das obrigações por parte do
proprietário, poderá o Município proceder à desapropriação do imóvel com pagamento em títulos da dívida
pública. Os títulos terão prévia autorização pelo SF e serão resgatados no prazo de até 10 anos, em
prestações anuais, iguais e sucessivas, mantendo-se o valor real da indenização e juros legais de 6%a.a.
O valor real da indenização:
I – refletirá o valor da base de cálculo do IPTU, descontado o montante incorporado em função de obras
realizadas pelo PP na área onde o mesmo se localiza após a notificação;
II – não computará expectativas de ganhos, lucros cessantes e juros compensatórios.

O valor do imóvel deve refletir a base de cálculo do IPTU, não deverá computar expectativas de ganhos
futuros, lucros cessantes ou compensatórios, mas o valor real apurado.

O valor da indenização deve ser o valor do imóvel descontado o montante incorporado em função de
obras públicas realizadas na área onde ele se localiza após a notificação.
Os títulos previstos para pagamento não poderão ser utilizados para o pagamento de tributos.
O Município procederá ao adequado aproveitamento do imóvel no prazo máximo de 5 anos, contado a
partir da sua incorporação ao patrimônio público. Poderá ser efetivado diretamente pelo PP ou por meio de
alienação/concessão a 3ºs, observando-se, nesses casos, o devido procedimento licitatório. Ficam
mantidas para o adquirente as mesmas obrigações de parcelamento, edificação ou utilização.

O Município deve encetar todo o esforço para verificar se a obrigação será honrada, porque, se não o for,
sujeitar-se-á o novo proprietário a todas as sanções urbanísticas cabíveis. Só não é cabível a renovação da
notificação para o cumprimento da obrigação, porque esta se presume conhecida pelo proprietário.

EXPROPRIAÇÃO de glebas com plantações ilegais


De acordo com o art. 243 da CF, devem ser expropriadas sem direito a indenização as terras em que forem
localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas. Não se trata propriamente de modalidade de
desapropriação, uma vez que não há a contraprestação do PP com o pagamento de indenização, mas sim
uma sanção pelo ato ilegal. As terras expropriadas devem ter como destinação o assentamento de
colonos, se não puder ser realizado no prazo de 120 dias a partir do trânsito em julgado da sentença, o
bem fica incorporado ao patrimônio da União para posterior utilização em sua finalidade social.

RESUMO
- A desapropriação consiste na forma mais drástica de intervenção do Estado na propriedade, que afeta o
próprio caráter perpétuo e irrevogável do direito de propriedade.

- Existem 2 tipos de desapropriação: as ordinárias e as extraordinárias.

- Tanto a desapropriação por necessidade/utilidade pública, quanto a desapropriação por interesse social
serão regidas pelas disposições do Decreto-Lei 3.365/ 41.

- A Lei é explícita ao autorizar os Estados a desapropriarem bens do Município, mas, implicitamente, veda
o inverso. Desse modo, deve ser aplicado, por analogia, o entendimento adotado pelo STJ no sentido de
que "É vedado ao Município desapropriar bens de propriedade da União ou de suas autarquias e
fundações, sem prévia autorização, por decreto, do Presidente da República”.

- O mérito da contestação é de cognição limitada, podendo abranger apenas eventual vício no processo
judicial ou o valor da indenização, razão pela qual é incabível a propositura de reconvenção.

- STF: laudo particular é útil para a imissão provisória na posse de imóvel rural, sendo necessário o laudo
judicial para definição do justo preço e consequente transmissão da propriedade de forma definitiva.

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 103 de 148

- STJ: é possível a desistência a qualquer tempo da ação de desapropriação desde que ainda não tenha
sido pago integralmente o valor da indenização ao particular. Mesmo que iniciado o pagamento, a
desistência será viável se não concluído, restituindo-e ao particular no mesmo estado que recebido.

- Na desapropriação direta, os juros compensatórios são devidos desde a antecipada imissão na posse e
na desapropriação indireta, a partir da efetiva ocupação do imóvel.
- Em desapropriação, é devida a correção monetária até a data do efetivo pagamento da indenização,
devendo proceder-se à atualização do cálculo, ainda que por mais de uma vez.
- O imóvel que poderá sofrer a desapropriação para fins de reforma agrária será apenas aquele que não
atende a sua função social, sendo certo que o objetivo é exatamente dar função social a este bem.
- A competência para propor a Desapropriação para fins de reforma agrária é privativa/exclusiva da União,
sendo proposta pelo órgão executor (INCRA) perante a Justiça Federal.
- A invasão do imóvel é causa de suspensão do processo expropriatório para fins de reforma agrária.

- O imóvel que se trata de solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, lei municipal específica
para área incluída no PD poderá determinar o parcelamento, a edificação ou a utilização compulsórios,
fixando as condições para o cumprimento desta obrigação.
- Acaso não cumpridas as condições e prazos estabelecidas quanto às determinações ou, ainda, acaso o
particular descumpra os prazos relativos à apresentação dos projetos ou inícios das obras (1 ou 2 anos),
poderá o Município proceder à aplicação do IPTU progressivo (máx. 15% e 2x ano anterior).
- Passados os 5 anos de cobrança de IPTU progressivo, o Município poderá ou manter a cobrança do
IPTU em valores máximos até que o proprietário cumpra sua obrigação ou proceder à desapropriação.
- A tredestinação lícita ocorre quando o bem é desapropriado para um fim, mas lhe é dado fim diverso
pelo poder público, porém ainda permanecendo o interesse público.

- A tredestinação ilícita: quando ao bem desapropriado é dado destino desprovido de interesse público.

- O direito de retrocessão é, aquele que assiste ao proprietário do bem exigi-lo de volta caso, após
efetivada a desapropriação, a ele seja dada destinação desprovida de interesse público.
- Sempre será cabível o direito de retrocessão em caso de tredestinação ilícita.
- Em caso de tredestinação lícita, passando o bem para finalidade diversa, mas igualmente fundamentada
no interesse público, não haverá direito de retrocesso.

27 - LIMITAÇÃO/SERVIDÃO ADMINISTRATIVA
LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA: Ato genérico por meio do qual o PP impõe a proprietários indeterminados
obrigações com o objetivo de fazer com que aquela propriedade atenda à sua função social.

Tratam-se, assim, de medidas de caráter geral direcionadas a todos os proprietários daquela determinada
região, fundamentadas no poder de polícia do Estado, gerando para os proprietários obrigações positivas
ou negativas, com o fim de condicionar o exercício do direito de propriedade ao bem-estar social.

Podem ser instituídas em lei ou regulamento de qualquer ente da Adm. e, por constituírem imposições
gerais destinadas a propriedades indeterminadas, não ensejam nenhuma indenização por parte do PP em
favor dos proprietários. Na generalidade dos casos, a limitação administrativa é gratuita, surgindo o dever
de indenizar somente em casos de redução do valor econômico do bem. Todavia, o proprietário do bem
não fará jus a qualquer direito indenizatório se tiver adquirido o bem após a limitação já ter sido imposta.
Ressalte-se que os danos causados em caso de limitação administrativa devem ser objeto de ação
pessoal, cujo prazo prescricional é de 5 anos. Ex: Limitação à altura dos prédios em determinada região.
SERVIDÃO ADMINISTRATIVA: É uma restrição específica que atinge parcial e concretamente o direito de
propriedade, incidindo sobre o caráter exclusivo de propriedades determinadas. Consiste em uma
obrigação de tolerar ou deixar fazer e autoriza o PP a usar da propriedade imóvel do particular para
assegurar a realização e conservação de obras/serviços de utilidade pública. Características:

• Ônus real;

• Incidente sobre bem particular (imóvel alheio);

• Com o fim de permitir uma utilidade pública;

A servidão pode ser instituída por acordo administrativo ou através de sentença judicial e, por
constituírem direito real de uso, devem ser averbadas no respectivo Registro de Imóveis.

Exemplo de servidão, tem-se a passagem de rede elétrica (fios de alta tensão) por dentro da propriedade.
A regra é que a servidão não gere qualquer direito a indenização ao proprietário.
Será cabível, contudo, o direito à indenização em caso de o ônus imposto ao proprietário ser tão elevado
que cause algum dano à propriedade (referida indenização será prévia). Contudo, a indenização não pode
elevar-se até o montante do valor da propriedade, pois não foi imposta a supressão, mas mera restrição.
Enquanto a limitação administrativa é uma restrição geral e gratuita imposta indeterminadamente às
propriedades particulares em benefício da coletividade, a servidão administrativa é um ônus real
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 104 de 148

sobre determinada e específica propriedade privada, mediante indenização pelo PP (se houver
prejuízo para o proprietário) para propiciar a execução de algum serviço público.
A diferença entre os institutos, pois, é que na restrição sobre o caráter absoluto da propriedade (limitação
administrativa) minoram-se os poderes do uso, gozo ou fruição do proprietário sobre a sua propriedade e
na servidão administrativa (restrição sobre o caráter exclusivo da propriedade), o proprietário é obrigado a
suportar que outrem também usufrua de sua propriedade em prol da coletividade.

O DL3.365/41 mostra uma hipótese onde a servidão administrativa é instituída de forma onerosa: quando a
desapropriação a ser efetuada pelo Estado necessite da constituição de servidões. Trata-se do disposto no
artigo 40: O expropriante poderá constituir servidões, mediante indenização na forma desta lei.

As servidões administrativas podem ser instituídas tanto por acordo adm. quanto por sentença judicial.
Às servidões aplicam-se as regras de desapropriação quanto ao estabelecimento pela via judicial. Da
mesma forma como na desapropriação, os atos materiais da servidão podem ser executados pelo
concessionário de serviço público. Poderá, pois, o concessionário promover/executar a instituição da
servidão administrativa, desde que expressamente previsto em lei ou contrato, tal qual:
Art. 3º Os concessionários de serviços públicos e os estabelecimentos de caráter público ou que exerçam funções
delegadas de PP poderão promover desapropriações mediante autorização expressa, constante de lei ou contrato.

A Servidão administrativa pode ser instituída sobre imóveis públicos.


- Limitação administrativa: ato genérico por meio do qual o PP impõe a proprietários indeterminados
obrigações com o objetivo de fazer com que aquela propriedade atenda à sua função social.
- Servidão administrativa: restrição específica que atinge parcial e concretamente o direito de
propriedade, incidindo sobre o caráter exclusivo de propriedades determinadas. Consiste em uma
obrigação de tolerar ou deixar fazer e autoriza o PP a usar da propriedade imóvel do particular para
assegurar a realização e conservação de obras e serviços de utilidade pública. São características:

• Ônus real;

• Incidente sobre bem particular (imóvel alheio);

• Com o fim de permitir uma utilidade pública;

28 - SOLO CRIADO
A ideia de solo criado deriva da evolução da tecnologia das construções que permitiu a edificação não
apenas do solo natural, mas também de solos artificiais sobrepostos ou subpostos a este.

A noção de solo criado desenvolveu-se inicialmente a partir da observação da possibilidade de criação artificial de área
horizontal, mediante a sua construção sobre ou sob o solo natural. (…) Não se confunde, no entanto, a noção com a de
ocupação do espaço aéreo, visto que pode haver ocupação de espaço aéreo sem criação de solo; seria o caso de
construção (...) da nave de uma catedral gótica, também de grande altura, mas sem nenhum plano utilizado no
intermediário.
A tecnologia permitiu, então, o crescimento exacerbado do nº de pavimentos em um determinado terreno e
gerou o aumento exponencial no nº de construções e de ocupantes daquela determinada área.

Contudo, questões de infraestrutura urbana, saneamento básico, redes de água e energia, necessidade de
escolas, parques e capacidade viária exigem uma atuação efetiva do PP Municipal no estabelecimento de
limitações ao poder de construir.

Exatamente por isto que cada terreno, a depender do zoneamento estabelecido pelo Município, possui um
coeficiente de aproveitamento (índice que mede a quantidade de edificação que poderá ser construída
naquela superfície edificável do terreno).

Todavia, o estabelecimento de tal coeficiente gera injustiças ocasionadas pela valorização de alguns
imóveis e desvalorização de outros, em consequência da capacidade legal de comportar área edificada. E,
para igualar esta situação de injustiça, a solução ideal é estabelecer o coeficiente único para todas as
zonas da cidade.

O direito de construir acima do coeficiente único estabelecido terá que ser adquirido do PP por via de
concessão, ou de particular por via de compra ou outra forma de aquisição que a lei dispuser.

Visto tais pontos, poderemos definir o solo criado como toda edificação construída com coeficiente acima
do coeficiente único, quer envolvendo a ocupação do espaço aéreo, quer a de subsolo.

Tal conceito surgira no Brasil com a Carta de Embu, elaborada na década de 70 (1976) por juristas,
arquitetos, urbanistas e economistas, reconhecendo exatamente a necessidade de intervenção do
PP quanto ao assunto. A Carta é bastante sucinta, eis o texto:
"Considerando que, no território de uma cidade, certos locais são mais favoráveis à implantação de diferentes tipos de
atividades urbanas;
Considerando que a competição por esses locais tende a elevar o preço dos terrenos e a aumentar a densidade das
áreas construídas;
Considerando que a moderna tecnologia da construção civil permite intensificar a utilização dos terrenos, multiplicando
o nº de pavimentos pela ocupação do espaço aéreo ou do subsolo;
Considerando que esta intensificação sobrecarrega toda a infraestrutura urbana, a saber, a capacidade das vias, das
redes de água, esgoto e energia elétrica, bem assim a dos equipamentos sociais, tais como, escolas, áreas verdes etc.;
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Considerando que essa tecnologia vem ao encontro dos desejos de multiplicar a utilização dos locais de maior
demanda, e, por assim dizer, permite a criação de solo novo, ou seja, de áreas adicionais utilizáveis, não apoiadas
diretamente sobre solo natural;
Considerando que a legislação de uso do solo procura limitar este adensamento, diferenciadamente para cada zona, no
interesse da comunidade;
Considerando que um dos efeitos colaterais dessa legislação é o de valorizar diferentemente os imóveis, em
consequência de sua capacidade legal de comportar área edificada, gerando situações de injustiça;
Considerando que o direito de propriedade, assegurado na CF88, é condicionado pelo principio da função social da
propriedade, não devendo, assim, exceder determinada extensão de uso e disposição, cujo volume é definido segundo
a relevância do interesse social;
Admite se que, assim como o loteador é obrigado a entregar ao PP áreas destinadas ao sistema viário, equipamentos
públicos e lazer, igualmente, o criador de solo deverá oferecer à coletividade as compensações necessárias ao re-
equilíbrio urbano reclamado pela criação do solo adicional, e
Conclui se que:
1. ... constitucional a fixação, pelo município, de um coeficiente único de edificação para todos os terrenos
urbanos.
1.1 A fixação desse coeficiente não interfere com a competência municipal para estabelecer índices diversos de
utilização dos terrenos, tal como já se faz, mediante legislação de zoneamento.
1.2 Toda edificação acima do coeficiente único é considerada solo criado, quer envolva ocupação de espaço
aéreo, quer a de subsolo
2. ... constitucional exigir, na forma da lei municipal, como condição de criação de solo, que o interessado
entregue ao PP áreas proporcionais ao solo criado; quando impossível a oferta destas áreas, por inexistentes ou
por não atenderem às condições legais para tanto requeridas, é admissível sua substituição pelo equivalente
econômico.
2.1 O proprietário de imóvel sujeito a limitações administrativas, que impeçam a plena utilização do coeficiente
único de edificação, poderá alienar a parcela não utilizável do direito de construir.
2.2 No caso do imóvel tombado, o proprietário poderá alienar o direito de construir correspondente à área
edificada ou ao coeficiente único de edificação”.

A ODIR é um dos instrumentos da política urbana para regular o instituto do solo criado e está prevista no
EC nos artigos 28 e seguintes:

Art. 28. O PD poderá fixar áreas nas quais o direito de construir poderá ser exercido acima do CA básico adotado,
mediante contrapartida a ser prestada pelo beneficiário.
ß1º Para os efeitos desta Lei, CA é a relação entre a área edificável e a área do terreno.
ß2º O PD poderá fixar CA básico único para toda a zona urbana ou diferenciado para áreas específicas dentro da zona
urbana.
ß3º O PD definirá os limites máximos a serem atingidos pelos CA, considerando a proporcionalidade entre a
infraestrutura existente e o aumento de densidade esperado em cada área.
Art. 29. O PD poderá fixar áreas nas quais poderá ser permitida alteração de uso do solo, mediante contrapartida a ser
prestada pelo beneficiário.
Art. 30. Lei municipal específica estabelecerá as condições a serem observadas para a ODIR e de ONALT,
determinando:
I – a fórmula de cálculo para a cobrança;
II – os casos passíveis de isenção do pagamento da outorga;
III – a contrapartida do beneficiário.
Art. 31. Os recursos auferidos com a adoção da ODIR/ONALT serão aplicados com as finalidades previstas nos incisos I
a IX do art. 26 desta Lei.

Qual a natureza jurídica do pagamento feito pelo particular relativamente ao “solo criado”?
Chegou ao STF a discussão acerca da natureza jurídica do pagamento feito pelo particular ao Município
relativamente ao “solo criado”. Segundo pacificado, a referida parcela não pode ser considerada como um
tributo, eis que não possui natureza compulsória e não está previsto na CF88. Trata-se, em verdade, de
uma compensação financeira (uma remuneração) ao Município pela utilização além do limite da área de
edificação, compensando-se o Ônus causado em decorrência da sobrecarga da aglomeração urbana.

29 - OUC
A Operação Urbana Consorciada (OUC) é um instrumento urbanístico previsto na legislação brasileira para
a intervenção em trechos do território que possibilita realizar projetos urbanos em parceria com o setor
privado. Em outras palavras, trata-se de um instrumento de coordenação de iniciativas públicas e privadas
para promover a transformação de um perímetro delimitado dentro da cidade. Lei municipal específica que
será editada com base no PD poderá delimitar área para aplicação de OUC (art. 32 - EC).

Mas o que são OUCs?


ß1º Considera-se OUC o conjunto de intervenções e medidas coordenadas pelo PP municipal, com a participação dos
proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados, com o objetivo de alcançar em uma área
transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e a valorização ambiental.
E quais medidas poderão ser previstas nas OUCs?
ß2º Poderão ser previstas nas OUCs, entre outras medidas:
I – a modificação de Índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e subsolo, bem como
alterações das normas edilícias, considerado o impacto ambiental delas decorrente;
II – a regularização de construções, reformas ou ampliações executadas em desacordo com a legislação vigente.
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III - a concessão de incentivos a operações urbanas que utilizam tecnologias visando a redução de impactos ambientais,
e que comprovem a utilização, nas construções e uso de edificações urbanas, de tecnologias que reduzam os impactos
ambientais e economizem recursos naturais, especificadas as modalidades de design e de obras a serem contempladas.

Nas transformações urbanísticas estruturais, o que a lei pretendeu foi que certas áreas fossem modificadas
em sua estrutura básica, vale dizer, que os elementos de infraestrutura urbana pudessem ser revistos e
melhorados para o bem-estar dos moradores e usuários permanentes.

As “intervenções” a que o texto legal se refere incluem obras públicas, provisão de infraestrutura e
equipamentos sociais que serão implantados no território. Já as “medidas” são normas e regulamentos
que definem parâmetros para o uso e ocupação do solo e orientam o desenvolvimento urbano também na
área selecionada. É importante, contudo, sublinhar a noção de “conjunto” que o texto traz. Em outras
palavras, não são intervenções e medidas aleatórias ou isoladas, mas iniciativas que se somam,
estabelecem relações entre si e formam um todo coerente, ou seja, configuram um sistema orientado a um
objetivo comum. Este conjunto de intervenções e medidas caracteriza o projeto urbano da OUC.

A noção fundamental de uma OUC é a articulação de intervenções e medidas, isto é, o planejamento


combinado de obras e regulação urbanística, no sendo de viabilizar a implementação de um projeto
urbano.
Ao especificar que as intervenções e medidas devem ser “coordenadas pelo PP municipal, com a
participação dos proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados”, o texto da lei
remete à ideia da parceria. Dessa forma, trata-se de iniciativa liderada pela prefeitura, que inclui a atuação
da sociedade envolvida e interessada no projeto. E importante ressaltar que a noção de parceria não se
restringe ao modelo de financiamento, mas também deve estar presente na gestão da OUC.

A definição do instrumento pelo EC identifica os motivos que justificam a iniciativa de uma OUC, ou seja,
seus objetivos. Só é possível instituir uma OUC quando o município identifica a necessidade de promover,
em um perímetro determinado, “transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e a valorização
ambiental”, ou seja, é a intenção de projeto que motiva a utilização da OUC.

Objetivos da Utilização de OUCs:


• Transformações urbanísticas estruturais: alterações no espaço físico e/ou em sua gestão, por meio de
modificações no desenho urbano e/ou nas condições de uso e ocupação do solo, com vistas a promover
pelo menos uma das seguintes situações: aproveitamento de áreas vazias e/ou subutilizadas; melhorias
na circulação, acesso e fluxos; adequação e/ou aporte de infraestrutura; criação e/ou recuperação de
espaços e equipamentos públicos; valorização do patrimônio cultural e da paisagem urbana e
cumprimento da função social da propriedade;

• Melhorias sociais: melhoria das condições de moradia, trabalho, saúde, educação, lazer e cidadania da
população diretamente afetada pela OUC, notadamente àqueles de baixa renda; promoção da inclusão
social e o uso e ocupação democráticos do espaço urbano;

• Valorização ambiental: ações de recuperação, proteção e/ou melhoria do meio ambiente natural e
urbano na área de intervenção e promoção de ações sustentáveis do ponto de vista ambiental, cultural,
econômico e social.

Em resumo: este instrumento serve para desenvolver e implementar uma intervenção urbana
negociada com a sociedade civil, que pode incluir a realização de obras e a definição de normas
urbanísticas específicas, para alcançar certos objetivos da política urbana do município.
A valorização gerada pela intervenção pode e deve ser utilizada como fonte de recursos para a
implementação das OUCs.
Esta noção também está presente no instrumento Outorga Onerosa do Direito de Construir (ODIR).
Entretanto, enquanto a ODIR recupera a valorização decorrente de índices urbanísticos concedidos acima
do parâmetro básico de aproveitamento (Coeficiente de Aproveitamento Básico), a OUC permite recuperar
também a valorização decorrente de obras públicas. Outra diferença importante entre os dois instrumentos
é que, enquanto os recursos obtidos por meio da ODIR vão para um fundo municipal e podem ser
aplicados em todo o território municipal, os recursos obtidos por meio da OUC devem ser aplicados
exclusivamente no programa de intervenções definidos pela OUC.

Lei municipal específica precisará aprovar a OUC. Mas qual o conteúdo mínimo desta norma?
Art. 33. Da lei específica que aprovar a OUC constará o plano de operação urbana consorciada, contendo, no mínimo:
I – definição da área a ser atingida;
II – programa básico de ocupação da área;
III – programa de atendimento econômico e social para a população diretamente afetada pela OUC;
IV – finalidades da operação;
V – EIV;
VI - contrapartida a ser exigida dos proprietários, usuários permanentes e investidores privados em função da utilização
dos benefícios previstos nos incisos I, II e III do ß2º do art. 32 desta Lei;
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VII – forma de controle da operação, obrigatoriamente compartilhado com representação da sociedade civil.
VIII - natureza dos incentivos a serem concedidos aos proprietários, usuários permanentes e investidores privados, uma
vez atendido o disposto no inciso III do ß2º do art. 32 desta Lei.

Em caso de exigência de contrapartida dos proprietários, usuários e investidores, qual o destino dos
recursos a ser dado pelo Município?
Os recursos obtidos pelo Município deverão ser aplicados exclusivamente na própria OUC, conforme:

ß1º Os recursos obtidos pelo PP na forma do inciso VI deste artigo serão aplicados exclusivamente na própria OUC.

E como ficam as licenças e autorizações a cargo do Município após a aprovação da lei específica
que aprovar a OUC?
Neste caso, serão nulas as licenças e autorizações concedidas a partir da aprovação da lei específica se
expedidas em desacordo com o plano de OUC.

ß2º A partir da aprovação da lei específica de que trata o caput, são nulas as licenças e autorizações a cargo do PP
municipal expedidas em desacordo com o plano de OUC.

O que seriam os Certificados de Potencial Adicional de Construção?


São títulos emitidos pelo Município e lançados antecipadamente no mercado financeiro para o fim de gerar
recursos para o erário municipal. Para emiti-los, o Município procede ao estudo do potencial construtivo a
ser autorizado na área abrangida pela OUC. O empreendedor interessado em exercer o direito adicional de
construção deve adquirir os títulos no mercado e devolvê-los ao Município como forma de pagamento das
obras necessárias à operação urbana.

A previsão destes certificados está contida no art. 34/EC que dispõe:

Art. 34. A lei específica que aprovar a OUC poderá prever a emissão pelo Município de quantidade determinada de
certificados de potencial adicional de construção, que serão alienados em leilão ou utilizados diretamente no pagamento
das obras necessárias à própria OUC.
Estes títulos serão livremente negociados, mas conversíveis em direito de construir unicamente naquela
determinada área objeto da OUC.

ß1º Os certificados de potencial adicional de construção serão livremente negociados, mas conversíveis em direito de
construir unicamente na área objeto da OUC.
E, apresentado o pedido de licença para construir, o certificado de potencial adicional será utilizado no
pagamento da área de construção que supere os padrões estabelecidos pela legislação de uso e
ocupação do solo, até o limite fixado pela lei específica que aprovar a OUC (parágrafo 2º).

A lei prevê também OUC interfederativa?


Sim. Esta a previsão do artigo 34-A para operações a serem desenvolvidas em rm/au instituídas por LC
estadual. Estas OUCs dependem de lei estadual específica:

Art. 34-A. Nas rm/au instituídas por LC estadual, poderão ser realizadas OUCs interfederativas, aprovadas por leis
estaduais específicas.
PU. As disposições dos arts. 32 a 34 aplicam-se às OUCs interfederativas previstas no caput deste art., no que couber.
1. O que é uma OUC? Para que serve uma OUC? Qual o principal objetivo da OUC?

OUC é um instrumento urbanístico para viabilização de projetos urbanos em parceria com o setor privado.
A OUC incide sobre uma área delimitada e deve ser aprovada por lei específica, alinhada à estratégia geral
definida pelo PD. Por meio da OUC é possível desenvolver e implementar uma intervenção urbana
negociada com a sociedade civil, que pode incluir a realização de obras e a definição de normas
urbanísticas específicas. Os objetivos de uma OUC são promover transformações urbanísticas estruturais,
melhorias sociais e valorização ambiental.

2. Como funciona uma OUC?

Uma lei específica, baseada no PD, estabelece a área de OUC e define intervenções e medidas específicas
para alcançar os objetivos previstos pela Operação. Os interessados em participar da OUC, isto é, em
empreender na área, devem pagar contrapartidas correspondentes às normas estabelecidas na Lei da
Operação. Em geral, as Operações incluem uma estratégia de adensamento e se paga uma contrapartida
por potencial adicional de construção. Os recursos obtidos por meio da contrapartida são utilizados para
realizar os investimentos previstos na OUC.

3. A OUC é uma flexibilização da legislação urbanística/zoneamento?

A OUC define regras específicas para determinada área que não necessariamente implicam em
flexibilização do zoneamento. O que motiva a instituição de uma OUC é uma intenção de transformação do
território. Os parâmetros definidos para a área devem refletir a intenção de transformação da área, ou seja,
não se trata de excepcionar as normas vigentes, mas de definir normas que permitam alcançar os objetiv.

4. Qual o impacto de uma OUC no adensamento do município?

A estratégia de adensamento do município é matéria que deve ser endereçada no PD. Se e quando o PD
definir o adensamento concentrado de determinada área da cidade, tal intenção poderá ser viabilizada por
meio de uma OUC. Por exemplo, se o PD identifica regiões aptas a comportar a demanda futura da cidade
por meio de renovação urbana, isto é, por meio do adensamento de áreas já ocupadas, a transformação de
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 108 de 148

tais áreas poderá ser planejada e implementada mediante a proposição de uma OUC. Neste caso, a
aplicação do instrumento permitiria que o valor gerado pelo adensamento proposto seja utilizado para
financiar a infraestrutura de suporte do incremento populacional em determinada região. É importante,
contudo, ter em conta que promover adensamento construtivo não significa necessariamente promover
adensamento populacional e que, além do incremento de potencial de construção, é preciso combinar
outros parâmetros (por exemplo, de densidade de domicílios) para que os objetivos de transformação
sejam efetivamente alcançados.

5. Quais municípios devem utilizar a OUC? É uma ferramenta que serve para qualquer município?

• A OUC é um instrumento bastante flexível que pode ser utilizado por qualquer município em que haja a
intenção de promover, em uma determinada área, transformações urbanísticas estruturais, valorização
ambiental e melhorias sociais. Observadas as diretrizes definidas pelo PD, é possível instituir uma OUC
em área de expansão urbana, cobrando contrapartida pela mudança de uso e investindo o recurso obtido
na OUC (por exemplo, para provisão habitacional ou de equipamentos públicos). Essa é uma situação
frequente em muitos municípios, independente do porte. Contudo, o formato de OUC mais conhecido,
isto é, aquele que prevê o adensamento de determinadas áreas e utiliza o CEPAC como meio para
pagamento da contrapartida por potencial construtivo depende da ocorrência de pelo menos 3
condições simultâneas:

• demanda por área construtiva adicional em determinadas localizações, pois este só tem valor quando há
escassez de terrenos reais;

• cultura de se construir e morar em edifícios altos, garantindo que haja demanda e interesse pelo
potencial adicional de construção; e

• um mercado imobiliário relativamente descentralizado, capaz de promover competitividade nos leilões de


CEPAC.

Também é necessário observar se o município dispõe dos recursos técnicos e humanos – equipe
capacitada a planejar e gerir uma OUC.

6. Quais são os parceiros privados de uma OUC? Qual o papel de cada um?

O quadro abaixo relaciona os principais agentes privados envolvidos em uma OUC, seus interesses e
riscos. O papel que cada um assumirá depende da negociação estabelecida no âmbito de cada OUC.

É importante considerar que a construção coletiva, a gestão e o controle compartilhados de uma


OUC são fundamentais para sua efetividade.
PARCEIROS PRIVADOS INTERESSE RISCO
Proprietários de terreno Valorização do imóvel -
Deslocamento compulsório por conta de obras
Moradores, Proprietários de Melhora na infraestrutura da região, valorização (desapropriação).

imóveis existentes. do imóvel e entorno. Transformação indesejada das caracteríscas do
bairro.
Moradores, Inquilinos de imóveis Melhora na infraestrutura da região, garantia de Deslocamento compulsório por conta de obras.
existentes. permanência. Aumento do valor do aluguel.
Moradores, População Melhora na infraestrutura da região, garana de Deslocamento em decorrência das obras ou por
vulnerável. permanência. pressão do mercado.
Melhora na infraestrutura da região, garana de Remoção em decorrência das obras ou por
Comércio tradicional.
permanência. pressão do mercado.
Ampliação das oportunidades de mercado Indisponibilidade de terrenos. Falta de demanda
Empresas do setor imobiliário.
(áreas para incorporar, construir e vender). solvável.
Invesdores CEPAC. Valorização do tulo. Imprevisibilidade da dinâmica de valorização.
7. Quais os recursos técnicos e humanos necessários para viabilizar uma OUC?

Para conduzir a elaboração do plano da OUC, é imprescindível uma equipe multidisciplinar, que alie
conhecimento urbanístico, visão de mercado e domine aspectos jurídicos, uma vez que o plano deverá ser
traduzido em texto legal. Também é necessária uma equipe apta a coordenar processos de consulta
pública e participação dos interessados. Já a implementação da OUC pode ser conduzida por setores da
prefeitura que usualmente trabalham com o licenciamento de projetos e execução de obras públicas. É
preciso, no entanto, que haja uma coordenação centralizada de um departamento ou órgão específico para
gerir os recursos obtidos e coordenar a implementação. Também é desejável que haja uma equipe
dedicada a monitorar o andamento e que faça a interlocução com a instância de controle da Operação,
obrigatoriamente compartilhada com a sociedade civil.

8. Como definir a área de abrangência de uma OUC?

O perímetro é definido a partir do estudo da área e da abrangência que se pretende dar ao projeto de
transformação, ou seja, a área de influência de uma OUC é estabelecida considerando os objetivos de
transformação previstos. Por exemplo, se a finalidade da OUC é a conversão de uso de determinada área,
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 109 de 148

seu perímetro será definido a partir da identificação das áreas que apresentam características comuns de
uso e ocupação (morfologia) da zona que se pretende modificar. Ou, no caso de uma OUC em área de
expansão urbana, a demanda projetada da cidade por novas áreas (quantidade de terreno necessária para
atender a demanda) somada aos condicionantes físicos e ambientais definirá a área da OUC. Sempre
levando em consideração as diretrizes gerais do PD e os objetivos específicos da OUC, é possível que uma
OUC estabeleça perímetros descontínuos, ou, ainda, perímetros com características distintas: onde os
recursos são mobilizados e áreas de influência onde parte dos recursos serão aplicados.

9. O que é o CEPAC? Como ocorre a comercialização? Como pode ser utilizado?

Os CEPAC (Certificados de Potencial Adicional de Construção) são um meio para pagamento das
contrapartidas em OUC e funcionam como uma moeda de troca entre recursos financeiros e m2 adicionais
de construção. Foram regulamentados pela CVM como valores mobiliários. Uma vez emitidos pela
prefeitura e colocados no mercado, os CEPAC podem ser negociados livremente pelo adquirente, mas
apenas podem ser convertidos em direito de construir unicamente na OUC a qual correspondem. Em geral,
os CEPAC são comercializados pela prefeitura em leilão, possibilitando a arrecadação antecipada dos
recursos para a execução das intervenções previstas na OUC. A utilização dos CEPAC como forma de
contrapartida não é obrigatória e muitas vezes pode não ser a melhor opção pela complexidade da
operação e alto custo operacional que a gestão do CEPAC envolve. Caso o município decida aprovar uma
OUC sem o uso de CEPAC, é possível prever a cobrança de contrapartidas diretamente em dinheiro ou em
obras. Nestes casos, toda a gestão das contrapartidas será realizada diretamente pela prefeitura. É
importante que as regras de cálculo da contrapartida sejam precisas e transparentes, de modo a garantir a
credibilidade do instrumento.

10. Quais são os tipos de contrapartidas de uma OUC? Qual é o melhor tipo de contrapartida?

Uma OUC pode prever o pagamento de contrapartidas em dinheiro, obras, investimentos ou em CEPAC. A
melhor contrapartida depende das finalidades de cada OUC e do contexto do município, que deve ter
capacidade técnica e operacional para gerenciar a contrapartida definida.

11. Como são utilizados os recursos financeiros obtidos por meio de uma OUC?

Os recursos financeiros obtidos por meio de uma OUC (contrapartidas) devem ser depositados em conta
segregada e não podem se misturar com outros recursos do município. Devem ser aplicados
exclusivamente no programa de obras e intervenções da OUC, conforme as prioridades definidas.

12. Como é realizado o controle de uma OUC?

O controle de uma OUC deve necessariamente ser compartilhado com a sociedade civil e pode assumir
diversas formas: grupo de trabalho, câmara técnica, conselho consultivo, conselho deliberativo, plenário,
etc.. A forma de controle é definida no plano que integra a lei da OUC. No caso de OUC que utilizem os
CEPAC, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também fiscaliza a implementação por meio de uma
instituição independente que acompanha a execução das obras e intervenções e a utilização dos recursos.

13. Como é o processo de participação da sociedade civil na elaboração e aprovação de uma OUC?

Desde sua proposição no PD, uma OUC está sujeita à discussão pública e deve ser submetida a processos
participativos de planejamento. Durante a elaboração do plano da OUC, devem ser realizadas consultas e
oficinas públicas tanto para informar a população como para recolher subsídios para o desenvolvimento do
plano. Depois de encaminhado pelo PE ao Legislativo, o PL da OUC também deve passar por um processo
público de discussão.

14. Como garantir a permanência da população de baixa renda residente na área afetada pela OUC?

Para assegurar a permanência da população vulnerável que reside na área de influência de uma OUC, é
necessário destinar parte dos recursos para a construção de unidades habitacionais destinadas a atender
as famílias diretamente afetadas. A demarcação de ZEIS também deve ser utilizada tanto para assegurar o
direito de manter a população vulnerável que já vive no perímetro do projeto, quanto para promover a
inclusão residencial por meio da produção de novas unidades de habitação social.

15. Qual o tempo de duração de uma OUC? Quando acaba uma OUC?

O período de duração depende das finalidades e características de cada OUC. O plano deve estimar seu
período de implementação em função da transformação prevista. Do ponto de vista conceitual, uma OUC
termina quando suas finalidades são alcançadas. Do ponto de vista formal, para que uma lei perca sua
vigência há 2 alternativas: ou é aprovada outra lei que a revogue ou modifique ou a própria lei deve prever
seu prazo de validade.

30 - TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR


É o instrumento previsto para que os particulares negociem entre si ou com o PP o direito de construir
previsto no PD ou em legislação dele decorrente. A ideia é que o proprietário de um imóvel urbano, público
ou privado, possa alienar, mediante escritura pública, o seu direito de construir.

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 110 de 148

Podemos aqui lembrar as lições do instituto do solo criado e a possibilidade de negociação entre
particulares do direito de construir.

Em qualquer hipótese o proprietário poderá alienar o seu direito de construir?


Não. Apenas quando o referido imóvel for considerado necessário para fins de:

I – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;

II – preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico, amb., paisag., social ou cultural;

III – servir a programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas por população de baixa
renda e HIS.

Trata-se da disposição do artigo 35 - EC:

Art. 35. Lei municipal, baseada no PD, poderá autorizar o proprietário de imóvel urbano, privado ou público, a exercer
em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o direito de construir previsto no PD ou em legislação urbanística
dele decorrente, quando o referido imóvel for considerado necessário para fins de:
I – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;
II – preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico, ambiental, paisagístico, social ou cultural;
III – servir a programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda e HIS.
Também poderá transferir o seu direito de construir o proprietário que doar ao PP o seu imóvel para os fins previstos
acima (incisos I a III do artigo 35).
ß1º A mesma faculdade poderá ser concedida ao proprietário que doar ao PP seu imóvel, ou parte dele, para os fins
previstos nos incisos I a III do caput.
Além disso, tal direito apenas poderá ser exercido à luz de lei municipal baseada no PD que
estabeleça as condições relativas à aplicação da transferência do direito de construir (parágrafo 2º).

O proprietário de um imóvel sobre o qual incide um interesse público de preservação hist., cult., arquit.,
paisag. ou ambiental, ou, ainda, de um imóvel que esteja ocupado por favela que se pretenda urbanizar,
pode utilizar em outro imóvel, ou vender, a diferença entre a área construída do imóvel preservado e o total
de área construída atribuída ao terreno pelo CA básico, conforme a legislação existente.

31 - Lei nº 8.666/93 - Licitações


REGRA: Licitação - EXCEÇÕES EM LEI: Dispensa e Inexibilidade.

SERVIÇOS PÚBLICOS

Estado

1. AUTORIZAÇÃO COM ou SEM lici

Particulares 2. PERMISSÃO
SEMPRE lici
3. CONCESSÃO

DISPENSA INEXIBILIDADE

• As hipóteses estão num rol TAXATIVO • As hipóteses estão num rol EXEMPLIFICATIVO
• Cabe competição? SIM • Cabe competição? NÃO

DISPENSADA DISPENSÁVEL • Art. 25;

• Rol EXEMPLIFICATIVO;

• Art. 17;
• Art. 24;
1. Produtor Exclusivo (vedada a escolha de marca);

• Rol TAXATIVO;
• Rol TAXATIVO;
2. Serviço singular (notória especialização) -

• Cabe competição mas a Lei • Cabe competição mas a Lei dá a Vedada p/ PUBLICIDADE E DIVULGAÇÃO;

VEDA a lici;
opção ao adm, p/ licitar ou não;
3. Artista (consagrado pela crítica especializada e pela
• A contratação direta é um • A contratação direta é um ATO opinião pública).

ATO VINCULADO. DISCRICIONÁRIO. Se não for inexibilidade, preferencialmente será na


modalidade CONCURSO

• FASE INTERNA (dentro da Adm. Pública)


1. Instauração do processo administrativo;

2. Indicação da necessidade (objeto);

3. Indicação do recurso orçamentário;

4. Verifica se é caso de contratação direta ou licitação (fase externa)


CONTRATAÇÃO DIRETA LICI (Fase Externa)

1. Procedimento de justificação;
1. Edital/carta convite;

2. Parecer jurídico;
2. modalidade;

3. Autorização de autoridade competente. 3. tipo de lici;

4. Parecer jurídico;

5. Autorização de autoridade competente.

COMISSÃO DE LICI:
- Formada por pelo menos 3 integrantes (sendo, no mínimo 2 servidores);

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* CONCURSO: servidores ou não/CONVITE: pode ser substituída por 1 servidor.

- Responsabilidade solidária, exceto se constar em ata posição divergente.


1. Comissão ESPECIAL -

Mandato de até 1 ano, com recondução, não se pode reconduzir todos os integrantes p/ período
2. Comissão PERMANENTE
seguinte da mesma comissão.

FASE EXTERNA O que é?

- Edital (publicação);

1. PUBLICIDADE - Carta-convite (publicidade);

- Audiência pública (obrigatória quando o valor for superior a 100 x 1.500.000,00 (R$ 150 milhões).

2. HABILITAÇÃO - Análise dos documentos (art. 27) *cadastro prévio


- Análise das propostas:

3. CLASSIFICAÇÃO • objeto;

E JULGAMENTO • preço;

• melhor proposta
- Tudo OK: Homologação!

4. HOMOLOGAÇÃO - Ilegalidade: Anulação!

- Conveniência e oportunidade (interesse público): Revogação!


- Atribui o objeto da lici ao licitante vencedor;

5. ADJUDICAÇÃO - É um ato vinculado ≠ contratação (ato discricionário)

- Ok, licitante vencedor! SE eu for contratar, contrato contigo!!

1. PUBLICIDADE: PRAZO MÍNIMO ANTECEDÊNCIA

CONCURSO

45 DIAS • Melhor Técnica;

CONCORRÊNCIA • Técnica e Preço;

• Empreitada Integral.

CONCORRÊNCIA (geral)
30 DIAS
• Melhor Técnica;

TOMADA DE PREÇOS
• Técnica e Preço.

TOMADA DE PREÇOS (geral)


15 DIAS
LEILÃO

5 DIAS ÚTEIS CONVITE

8 DIAS ÚTEIS PREGÃO

- Pode ser prazo maior? SIM


- Pode ser prazo menor? NÃO
ATENÇÃO: Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto
original, reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido. EXCETO quando, inquestionavelmente, a
alteração não afetar a formulação das propostas.
- ALTERAÇÃO NO EDITAL:

• SEMPRE: divulgação igual ao texto original;

• EM ALGUNS CASOS: reabertura dos prazos (quando a alteração influenciar nas propostas).

2. HABILITAÇÃO
- É feita a abertura dos envelopes com documentos;

- A abertura é feita SEMPRE em sessão pública;


- A lei exige que sejam feitas as rubricas pela comissão de licitação e pelos licitantes presentes (evita
fraudes, pois não é possível juntar documentos em ação posterior);

- HABILITADO/QUALIFICADO: aquele que cumprir todos os requisitos de habilitação, está tudo ok!

- DESABILITADO/INABILITADO/DESQUALIFICADO: não cumpriu os requisitos;

- O excluido da lici recebe de volta o envelope das propostas.

- RECURSO:
• Cabe recurso da habilitação e da inabilitação? SIM

• Esse recurso tem efeito suspensivo? SIM

• Qual o prazo para interposição de recurso? 5 dias úteis (convite: 2 dias úteis)

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 112 de 148

• O que acontece se todos os licitantes forem desabilitados? Novo prazo para regularização (só para os
licitantes) - 8 dias úteis (convite pode ser reduzido para 3 dias úteis)

• Após novo prazo, todos foram desabilitados novamente? LICI FRACASSADA

• Consequência? NOVA LICI

- CADASTRO PRÉVIO: Registros cadastrais para efeitos de habilitação

• TP

• Convite

• Pregão

CONCORRÊNCIA não admite cadastro prévio


3. CLASSIFICAÇÃO E JULGAMENTO

- É feita a abertura do envelope com as propostas;

- A abertura é sempre em sessão pública;

- A lei exige que sejam feitas as rubricas pela comissão de licitação e licitantes presentes;

- OBSERVAÇÕES:
1. A lici anda pra frente: documentos -> propostas
Iniciada a etapa de propostas não é mais possível desclassificar licitantes por problemas com documentos
(habilitação), salvo: por fatos supervenientes e só conhecidos após o julgamento;

2. O licitante pode desistir das propostas apresentadas? NÃO. Iniciada a etapa das propostas (abertura
dos envelopes) não cabe mais desistências, salvo: por motivos justos decorrentes de fatos supervenientes
e aceitos pela comissão (ex.: a fabrica de móveis pegou fogo);

3. Garantia da proposta - caução: prestada por todos os licitantes, de até 1% do valor estimado do
contrato.

*Concorrência para VENDA de bem Imóvel: a habilitação é substituída por depósito de 5% do bem imóvel.

- REQUISITOS/PROVIDÊNCIAS NA ETAPA DAS PROPOSTAS:


I. Análise do objeto: compatibilidade entre o que foi exigido no edital e aquilo que é apresentado para a
administração;

II. Análise do preço: compatibilidade com valor de mercado ou preços registrados pela Adm.
III. Escolha da melhor proposta - critério: tipo de licitação.
* Só há possibilidade de recurso após as 3 providências!!
- CLASSIFICADO: Passou por todas as etapas

- DESCLASSIFICADO: Tem problema na etapa de propostas

- RECURSOS:
• Cabe recurso ao julgamento das propostas? SIM

• Esse recurso tem efeitos suspensivos? SIM

• Qual o prazo para interposição de recurso? 5 dias úteis (convite: 2 dias úteis)

EM REGRA: na lei de lici o recurso NÃO tem efeito suspensivo, somente nas etapas de
HABILITAÇÃO e de PROPOSTAS - Exceções!
• O que acontece se todos os licitantes forem desabilitados? Novo prazo para apresentação de novas
propostas, somente para os licitantes - 8 dias úteis (convite pode ser reduzido pra 3 dias úteis);

• Se após o prazo todos forem desabilitados? LICI FRACASSADA

• Consequência: nova lici ou contratação direta (lici dispensável)

QUALIFICAÇÃO x CLASSIFICAÇÃO
(documentos: antes) (propostas: depois)

lici DESERTA lici FRACASSADA

Não foi ninguém; Não acudiram interessados


Foi alguém, problemas:

• Nova lici;
• Documentos: nova lici

• Contratação direta (dispensável) - tem que observar todos os • Propostas: Nova lici ou Contratação Direta (dispensável).
requisitos que estavam previstos no edital.

4. HOMOLOGAÇÃO

- A autoridade competente pode:

• Se estiver tudo OK: HOMOLOGAÇÃO

• Se há ilegalidade: ANULAÇÃO

• Se não há mais conveniência/oportunidade (interesse público): REVOGAÇÃO

Vincula o 1º colocado;

5. ADJUDICAÇÃO
Libera os perdedores dos compromissos assumidos (propostas apresentadas)
- Atribui o objeto da lici ao licitante vencedor, SE a adm. for comprar, vai chamar a empresa vencedora;

- Adjudicação ≠ contratação, Adjudicação (ato vinculado), Contratação (ato discricionário)


- Impede nova lici p/ mesmo objeto (na pendência da adjudicação); Amarra, vincula o vencedor à adm.

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 113 de 148

- Validade da proposta: 60 DIAS (contados da entrega das propostas)


- O vencedor é obrigado a assinar o contrato (quando convocado nos 60 dias), caso não assine: sanções

- A adm. revoga ou convoca o 2º colocado (3º, 4º…), NAS CONDIÇÕES DO 1º

- Porém, os 2ºs, 3ºs não são obrigados e não sofrem sanção caso recusem prestar os serviços nos
termos e condições do 1º colocado.

Princípio da adjudicação compulsória, pois a adjudicação é ato vinculado.


8.666 Pregão

1. PUBLICIDADE (edital) 1. PUBLICIDADE (edital)

2. HABILITAÇÃO (documentos)
2. CLASSIFICAÇÃO E JULGAMENTO (propostas)

Recurso:
• Menor preço

• 5 dias úteis (CV 2 dias úteis)


• Menor preço + até 10% acima: novos lances.
• Efeito suspensivo

3. CLASSIFICAÇÃO E JULGAMENTO (propostas)


3. HABILITAÇÃO (documentos - somente do 1º colocado)

Recurso:
Recurso:

• 5 dias úteis (CV 2 dias úteis)


• Fase recursão única;

• Efeito suspensivo • Interposição imediata e razões entregues em 3 dias

4. HOMOLOGAÇÃO (tudo ok!!)


4. ADJUDICAÇÃO (atribui o objeto ao vencedor)

Autoridade competente REGRA: pregoeiro;

EXCEÇÃO: quando há recurso, pela autoridade competente

5. ADJUDICAÇÃO (atribui o objeto ao vencedor)


5. HOMOLOGAÇÃO (tudo ok!!)

Autoridade competente Autoridade competente

OBJETO (art. 2º): As obras, os serviços (inclusive de publicidade), compras, alienações, concessões,
permissões, e locações da adm. pública, quando contratados com terceiros serão necessariamente
precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas nesta lei.

OBJETIVO (art. 3º): A lici destina-se a:

1. Garantir a observância do princípio constitucional da ISONOMIA;

2. A seleção da proposta + vantajosa p/ a adm.

3. Promoção do desenvolvimento nacional sustentável.

• ISONOMIA/IGUALDADE: É vedado estabelecer distinções em razão:

I. da sede, do domicilio, da naturalidade do licitante;

II. de ser empresa brasileira ou estrangeira;

III. de qualquer circunstância irrelevante p/ objeto da lici.

ATENÇÃO - art. 5º-A: preferencia ME e EPP


• DESENVOLVIMENTO NACIONAL SUSTENTÁVEL:

Margem de preferência: 25%


- Produto manufaturado ou serviço nacional;

- Reserva de vagas p/ deficientes/reabilitados da previdência social.

• MELHOR PROPOSTA P/ ADM.:

Critério: TIPO de lici (melhor proposta ≠ de modalidade de lici - procedimento)

TIPOS de lici:

1. MENOR PREÇO PREGÃO sempre usa

2. MELHOR TÉCNICA
INTELECTUAL
3. TÉCNICA E PREÇO (informática)

4. MAIOR LANCE OU OFERTA LEILÃO sempre usa

CONCURSO: nenhum desses tipos, os critérios serão previstos no edital


• EMPATE -> DESEMPATE:
1. Produzidos no Brasil;

2. Empresa brasileira;

3. investe em tecnologia no Brasil;

4. Reserva vagas p/ deficientes;

5. Sorteio

MODALIDADES (5 tipos) - PREGÃO não está na 8.666

Entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os
1. CONCORRÊNCIA
requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital p/ execução do seu objeto.
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 114 de 148

MODALIDADES (5 tipos) - PREGÃO não está na 8.666

Entre interessados devidamente cadastrados (SICAF) ou que atenderem a todas as condições


2. TOMADA DE PREÇOS
exigidas p/ cadastramento até o 3º dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a
(TP)
necessária qualificação.

Entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados
em nº mínimo de 3, pela adm., a qual fixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e
o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu
interesse c/ antecedência de até 24hs da apresentação das propostas.

3. CONVITE • Existindo na praça + de 3 possíveis interessados, cada novo convite, realizado p/ objeto idêntico ou
assemelhado, é obrigatório o convite a no mínimo +1 interessado, enquanto existirem cadastrados
não convidados nas ultimas lici;

• Quando, por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados for impossível a
obtenção do nº mínimo de licitantes exigidos (3), essa circunstancias deverão ser devidamente
justificadas no processo, sob pena de repetição do convite.

Entre quaisquer interessados p/ escolha de trabalho técnico, cientifico ou artístico, mediante a


4. CONCURSO instituição de prêmio ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes no edital
publicado na imprensa oficio, c/ antecedência mínima de 45 dias.

Entre quaisquer interessados p/ venda de bens móveis inservíveis p/ adm. ou de produtos legalmente
5. LEILÃO apreendidos ou penhorados; ou p/ alienação de bens imóveis a quem oferecer maior lance, igual ou
superior ao da avaliação.

É VEDADA A CRIAÇÃO DE OUTRS MODALIDADES DE LICITAÇÃO OU A COMBINAÇÃO DAS


REFERIDAS NESTE ARTIGO - informação dirigida ao administrador púb., isso só é feito por meio de lei.
Os BENS IMÓVEIS da adm., cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em
pagamento, poderão ser alienados por ato da autoridade competente, observadas as seguintes regras:

I. Avaliação dos bens alienáveis;

II. Comprovação da necessidade ou utilidade da alienação;

III. Adoção de procedimento licitatório, sob modalidade de CONCORRÊNCIA ou LEILÃO.

• Quais os critérios p/ escolha da modalidade? OBJETO ou OBJETO+VALOR


• Quais os detalhes mais importantes em cada modalidade?
1º CRITÉRIO: Objeto (não importa o valor)

1. CDRU

2. LICI INTERNACIONAL
CONCORRÊNCIA
3. AQUISIÇÃO/ALIENAÇÃO DE BENS IMÓVEIS

4. TRABALHO TÉCNICO/CIENTÍFICO/ARTÍSTICO CONCURSO

5. VENDA DE BENS MÓVEIS/IMÓVEIS LEILÃO

6. AQUISIÇÃO DE BENS E SERVIÇOS COMUNS PREGÃO (não importa o valor)

ATENÇÃO nº1: LICI INTERNACIONAIS


• REGRA: Concorrência (não importa o valor);

• EXCEÇÃO 1: TP (valor; cadastro internacional de fornecedores);

• EXCEÇÃO 2: CONVITE (valor; sem fornecedor no Brasil);

ATENÇÃO nº2: ALIENAÇÃO DE BEM IMÓVEL


• REGRA: Concorrência

• EXCEÇÃO: Leilão (recebido em dação em pagamento ou derivado de procedimento judicial)

2º CRITÉRIO: Objeto e Valor CONVITE TP CONCORRÊNCIA

1. OBRAS E SERVIÇOS DE
até R$ 150 mil até R$ 1,5 milhões + de R$ 1,5 milhões
ENGENHARIA

2. COMPRAS E SERVIÇOS
até R$ 80 mil até R$ 650 mil + de R$ 650 mil
EM GERAL

• Quem pode mais, pode menos;

• Convite + simples, concorrência + complexa;

• Concorrência substitui qualquer modalidade

lici DISPENSÁVEL

- Engenharia (R$ 15 mil)

• ATÉ 10% DO CONVITE - Geral (R$ 8 mil)


CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 115 de 148

lici DISPENSÁVEL

- Agência Executiva

• ATÉ 20% DO CONVITE - Consórcio Público

- EP/SM (atualmente possuem leg. específica)

• Consórcio Público: Os valores são diferenciados:

- até 3 entes federativos: dobro da tabela;

- + de 3 entes federativos: triplo da tabela.

• Pregão: não importa o valor do bem, não tem valor máximo!

1. CONCORRÊNCIA

• Conceito Fase inicial de habilitação preliminar (documentos)

• Cadastro prévio NÃO

- CDRU;

1. OBJETO - lici internacional;

• Critério para a escolha da - aquisição/alienação de bem imóvel.


modalidade
2. OBJETO + VALOR - ENG: + de R$ 1,5mi

(tabela) - GERAL: + de R$ 650 mil

REGRA: 30 dias
• Prazo mínimo p/ entrega das - Melhor técnica;
propostas - Técnica e preço;
EXCEÇÃO: 45 dias
- empreitada integral.

• Na venda de imóveis… a fase de habilitação se resume ao depósito de 5% do valor de avaliação do bem

2. TOMADA DE PREÇOS - TP

- Cadastrados

• Conceito - Aqueles que atendam as condições p/ cadastramento em até 3 dias antes das propostas.

• Cadastro prévio SIM

• Quem não está cadastrado pode


SIM, desde que atenda as condições p/ cadastramento até 3 dias antes das propostas
participar?

• Critério para a escolha da


OBJETO + VALOR (tabela)
modalidade

- valor;

• lici INTERNACIONAL - cadastro internacional de fornecedores

REGRA: 15 dias
• Prazo mínimo p/ entrega das
propostas - Melhor técnica;
EXCEÇÃO: 30 dias - Técnica e preço;

3. CONVITE Prazo mínimo: 5 DÚTEIS

• Conceito + simples

• Cadastro prévio SIM

• CONVIDADOS: Cadastrados e não cadastrados

• NÃO CONVIDADOS: Cadastrados + antecedência até 24hs

• Quem não está cadastrado pode - Só participam os convidados? NÃO

participar? SIM - Só participam cadastrados? NÃO

- Não convidados + não cadastrados? NÃO

• Critério para a escolha da


OBJETO + VALOR (tabela)
modalidade

- valor;

• lici INTERNACIONAL - sem fornecedor no Brasil.

• COMISSÃO de lici Pode ser substituída por 1 único Servidor

• Prazo de recurso na fase de • REGRA GERAL: 5 DÚTEIS

HAB. e na de CLASSIFICAÇÃO • CONVITE É 2 DÚTEIS!!!


CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 116 de 148

3. CONVITE Prazo mínimo: 5 DÚTEIS

• Prazo dado pela Adm. p/ • REGRA GERAL: 8 DÚTEIS

apresentar novos doc/prop. • CONVITE PODE SER REDUZIDO P/ 3 DÚTEIS!!!

NÃO é EDITAL, É CARTA CONVITE!!

• Instrumento convocatório
NÃO é PUBLICAÇÃO, É PUBLICIDADE + envio ao mínimo 3 convidados.

Existindo na praça + de 3 possíveis interessados, a cada novo convite, realizado p/ objeto


ATENÇÃO 1: É possível convidar
idêntico ou semelhante, é obrigatório o convite a, no mínimo + 1 interessado enquanto
sempre as mesmas pessoas?
existirem cadastrados não convidados na última lici.

ATENÇÃO 2: Em quais casos a lici Quando por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados for
convite pode seguir com menos impossível a obtenção do nº mínimo de licitantes exigidos (3), essas circunstancias deverão
de 3 participantes? ser devidamente justificadas no processo, sob pena de repetição do convite.

4. CONCURSO Prazo mínimo: 45 DIAS

• Conceito Trabalho técnico, científico ou artístico.

• Critério para a escolha da


OBJETO
modalidade

• INEXIBILIDADE x concurso Contratação direta, se não for o caso, preferencialmente concurso

• TIPO de lici utilizado Não se usa nenhum tipo, os critérios serão estabelecidos previamente, no edital

• COMISSÃO Podem ser servidores ou não

• HABILITAÇÃO? Em alguns casos é exigida qualificação específica (arquiteto, estudante ensino médio, etc…)

5. LEILÃO Prazo mínimo: 15 DIAS

• Conceito VENDA de bens

Até 650 mil:

• Bem MÓVEL • inservível p/ Adm.

• Apreendidos/penhorados

• Bem IMÓVEL • Recebido em dação em pagamento;

(concorrência ou leilão) • Derivado de procedimento judicial.

• TIPO de lici utilizado Maior lance ou oferta

• Critério para a escolha da


OBJETO
modalidade

• HABILITAÇÃO? Não

• Quem dirige/conduz o leilão? leiloeiro oficial ou servidor designado

• O bem precisa ser avaliado? Sim, obrigatoriamente, pois define o lance mínimo

- LEILÃO: A avaliação é o valor mínimo de proposta;

• O edital pode estabelecer um - DEMAIS MODALIDADES: O edital pode ter valor máximo de propostas, não pode ter
lance mínimo de proposta?
valor mínimo de proposta - a Adm. está comprando!!

PRINÍPIOS EXPRESSOS: LIMP ISO PRA JÁ, VIU? PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS

• Legalidade;
• EFICIÊNCIA;
• Impessoalidade;
• COMPETITIVIDADE;
• Moralidade;
• FORMALISMO (procedimento formal);

• Publicidade;
• SIGILO DAS PROPOSTAS (aberto em sessão pública);

• ISOnomia;
• FISCALIZAÇÃO;
• PRA - PRobidade Administrativa;
• ADJUDICAÇÃO COMPULSÓRIA (atribui o objeto ao lici
• JA - Julgamento Objetivo
vencedor, ato vinculado, ≠ contratação)
• VIU - VInculação ao Instrumento convocatório (lei interna)
- Nulidade da lici induz a nulidade do contrato;

- Fiscalização - impugnação:

• cidadão: até 5º DÚTIL antes da abertura dos envelopes (Adm. responde em até 3 DÚTEIS);

• licitante: até 2º DÚTIL antes da abertura dos envelopes (pode participar da licii até o trânsito em
julgado da decisão).

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- ALTERAÇÃO DO EDITAL/CARTA-CONVITE: Sempre será publicada igual ao texto original. Em alguns


casos, reabre o prazo p/ propostas, quando a alteração influencias nas propostas.

OBRAS, SERVIÇOS E COMPRAS


1. OBRA: Toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação por execução direta/indireta.

2. SERVIÇO: Toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse p/ a Adm., tais como:
demolição, conserto, instalação, montagem, operação, conservação, reparação, adaptação,
manutenção, transporte, locação de bens, publicidade, seguro ou trabalho técnico-profissional;

3. COMPRAS: Toda aquisição remunerada de bens p/ fornecimento de uma só vez ou parceladamente.

• O que a lei fala sobre o $$$?


- obras e serviços: previsão de recursos orçamentários;

- compras: indicação dos recursos orçamentários.

• O que a lei estabelece em relação ao objeto?


- obras e serviços:
I - Projeto Básico (p/ caracterização do objeto);

II - Projeto Executivo;

III - Execução das obras/serviços.

- compras: adequada caracterização do seu objeto.

I - Especificação completa do bem a ser adquirido, sem a indicação de marca;

II - Definição das unidades e quantidades;

III - Condições de guarda e armazenamento.

• É possível a divisão desses objetos em parcelas?


Serão dividas em tantas parcelas quantas se comprovarem técnica e economicamente viáveis.

• O que a lei indica em relação a padronização? Obras/serviços: destinados p/ um mesmo fim, terão
projetos padronizados por tipos/categorias/classes, EXCETO quando o projeto padrão não atender à
peculiaridades/especificidades. Compras: sempre que possível deverão ser padronizadas.
• O que a lei estabelece em relação a escolha de marca?
Obras/serviços: vedado, salvo nos casos em que for tecnicamente justificável;

Compras: especificação completa do bem, sem indicação de marca.

OBRAS E SERVIÇOS
• Qual a sequência a ser seguida?
I - Projeto Básico (p/ caracterização do objeto);

II - Projeto Executivo;

III - Execução.

• O que a lei exige que esteja pronto antes da lici?


I - Projeto Básico;

II - Orçamento detalhado;

III - Haver previsão de recursos orçamentários;

IV - Produto dela esperado estar contemplado nas metas do PPA.

• Consequências da publicidade? Qualquer cidadão poderá requerer à Adm. os quantitativos das obras e
preços unitários de determinada obra executada.

• Consequências da programação da Adm.? Programação dos prazos e dos custos.

• Consequências da eficiência da padronização? Destinados aos mesmos fins terão projetos


padronizados por tipos/categorias/classes, exceto quando não atender à peculiaridades/especificidades.

• Quais requisitos devem ser considerados?


I - Segurança;

II - Funcionalidade;

III - Economia na execução/conservação/operação;

IV - possibilidade emprego de mão-de-obra, materiais, tecnologia e matéria prima local;

V - Facilidades na execução/conservação/operação sem prejuízo da durabilidade da obra/serviço;

VI - Adoção de normas técnicas;

VII - Impacto ambiental.

• Não pode participar da lici e execução da obra/serviço e fornecimento de bens a ele necessários)?
I - Autor do PB/PE;

II - empresa, isoladamente ou em consórcio responsável pela elaboração do PB/PE ou executivo ou da


qual o autor do projeto seja dirigente, gerente, acionista ou detentor de mais de 5% do capital com direito
a voto ou controlador, responsável técnico ou subcontratado;
III - servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação.

IV - membros da comissão de lici.

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Obs. 1: Pode trabalhar p/ Adm.: Autor do projeto ou da empresa a que se refere o inciso II deste artigo, na
licitação de obra ou serviço, ou na execução, como consultor ou técnico, nas funções de fiscalização,
supervisão ou gerenciamento, exclusivamente a serviço da Adm. interessada.
Obs. 2: PE pode ficar a encargo do contratado ou pelo preço previamente fixado pela Administração.
Obs. 3: Participação indireta é a existência de qualquer vínculo de natureza técnica, comercial, econômica,
financeira ou trabalhista entre o autor do projeto, PF ou PJ, e o licitante ou responsável pelos serviços,
fornecimentos e obras, incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários.
Obs. 4: O autor do PB/PE poderá participar quando se tratar de produto p/ pesquisa e desenvolvimento de
até R$ 300 mil (20% de 1,5 mi) - no caso de obras e serviços de engenharia.

• O que é vedado expressamente em relação a obras/serviços?


1. obtenção de recursos financeiros p/ sua execução, EXCETO nos casos sob regime de concessão;

fornecimento de materiais e serviços sem a previsão de quantidades ou cujos quantitativos não


correspondam às previsões reais do PB/PE;

2. cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas, SALVO nos casos em que for
tecnicamente justificável;

3. Não será computado como valor de obra/serviço p/ fins de julgamento de propostas a atualização
monetária das obrigações de pagamento.

COMPRAS: Toda aquisição remunerada de bens p/ fornecimento de uma só vez ou parceladamente.

Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e a indicação de recursos
orçamentários p/ seu pagamento. Sempre que possível, deverá:

I - Atender ao principio da padronização;

II - Através do Sistema de Registro de Preços - SRP (ata, validade 1 ano, concorrência/pregão);

III - Submeter-se às condições de aquisição/pagamento semelhantes às do setor privado;

IV - Ser subdividas em tantas parcelas quanto necessárias;

V - Balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Adm.

• preços registrados devem ser publicados trimestralmente


• compras efetuadas devem ser publicadas mensalmente.
32 - DF LC nº 840/2011 - Estatuto Servidores DF
Abrangência: Adm. Púb. Distrital direta, autárquica e fundacional e órgãos relativamente autônomos do DF

Art. 1º Esta Lei Complementar institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da administração direta, autárquica
e fundacional e dos órgãos relativamente autônomos do Distrito Federal.
Órgãos relativamente autônomos do DF: Jardim Botânico de Brasília e Arquivo Público do DF.

OCUPANTES DE CARGO PÚBLICO NÃO são ocupantes de cargo público

• Provimento efetivo; • Militares (policiais e bombeiros)

• Provimento em comissão. • Policiais civis(União)

• Temporários

• Empregados públicos (CLT)


Art. 2º Para os efeitos desta Lei Complementar, servidor público é a pessoa legalmente investida em cargo público.
Art. 3º CARGO PÚBLICO é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional e
cometidas a um servidor público.
Parágrafo único. Os cargos públicos são criados por lei, com denominação própria e subsídio ou vencimentos pagos
pelos cofres públicos, para provimento em caráter EFETIVO ou em COMISSÃO.

Investidura em cargo público: Cargo EFETIVO ou em COMISSÃO


• Cargo efetivo: aprovação em concurso público

• Cargo em comissão: livre nomeação e exoneração (50% deve ser provido por servidores de carreira)

• Função de confiança: conjunto de atribuições que podem ser designadas a um servidor efetivo

Proibida a designação para função de confiança ou a nomeação para cargo em comissão, incluídos
os de natureza especial, de pessoa que tenha praticado ato tipificado como CAUSA DE
INELEGIBILIDADE prevista na legislação eleitoral, observado o mesmo prazo de incompatibilidade
dessa legislação (atualmente o prazo é de 8 anos).
Considera-se cargo em comissão (art. 5º, § 1º):
• DE DIREÇÃO: aquele cujo desempenho envolva atribuições da administração superior;

• DE CHEFIA: aquele cujo desempenho envolva relação direta e imediata de subordinação;

• DE ASSESSORAMENTO: aquele cujas atribuições sejam para auxiliar:

a) os detentores de mandato eletivo;

b) os ocupantes de cargos vitalícios;

c) os ocupantes de cargos de direção ou de chefia.

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CARGO EM COMISSÃO FUNÇÃO DE CONFIANÇA

O que é? É o “espaço”, a vaga ocupada por um servidor público É um conjunto de atribuições

Quem pode ocupar? Livre nomeação (mas 50% por servidores de carreira) Somente servidor efetivo

Forma de preenchimento Nomeação Designação

Destinação Direção, chefia e assessoramento


Art. 7º São requisitos básicos para investidura em cargo público:
I – a nacionalidade brasileira;

II – o gozo dos direitos políticos;

III – a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV – o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; V – a idade mínima de dezoito anos;

VI – a aptidão física e mental.
ESTRANGEIRO pode ter provimento conforme disposto em LEI FEDERAL;
Momento da comprovação dos requisitos: NA POSSE.

A LEI pode estabelecer outros requisitos específicos.

• Súmula 14 do STF: Não é admissível, por ato administrativo, restringir, em razão da idade, inscrição em
concurso para cargo público.

• Súmula Vinculante 44: Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a
cargo público.

FORMAS DE PROVIMENTO Art. 8º - NAR3

Designação inicial (originária) para ocupar um cargo público.

1. NOMEAÇÃO -
originário (arts. 14 a • EFETIVO: Prévia aprovação em concurso público (Aprovado dentro das vagas: direito à nomeação);

16) • EM COMISSÃO: Livre nomeação e exoneração.

INVESTIDURA NO CARGO ocorrerá com a POSSE (art. 7º)

Retorno do servidor em disponibilidade.



É obrigatório o aproveitamento quando houver vaga em órgão, autarquia ou fundação;

2. APROVEITAMENTO
Prazo para o servidor: 30 dias da data que tomou ciência
(art. 38)
Se o servidor não retornar no prazo: deve tornar SEM EFEITO o ato e CASSADA A DISPONIBILIDADE
(exceto por doença comprovada por junta médica oficial).

Retorno à atividade de servidor aposentado:

1) por REABILITAÇÃO, comprovada por junta médica oficial ;

2) por INSUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS da concessão da aposentadoria, constatada


administrativa ou judicialmente

3) VOLUNTARIAMENTE (a pedido), desde que:

3. REVERSÃO
(art. 34/35) • Haja manifesto interesse da Adm., expresso em edital (isonomia);

• Menos de 5 anos da aposentadoria;

• Cargo vago

Prazo: 15 dias úteis da data que tomou ciência


Limite de idade para reversão: 70 anos
Nos casos “1” e “2”, se não houver vaga, o servidor ficará como excedente

Reinvestidura do servidor em virtude da invalidação (anulação) do ato de sua demissão.

• Judicial ou administrativa;

4. REINTEGRAÇÃO • Restabelecimento dos direitos que deixou de auferir

(art. 36) Encontrando-se provido o cargo, o eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem (sem
indenização), aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade.

Prazo: 5 dias úteis, contados da ciência.

Retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado:


• reprovação em estágio probatório;

5. RECONDUÇÃO • desistência de estágio probatório;

(art. 37) • reintegração do anterior ocupante.

Encontrando-se provido o cargo, o servidor DEVE ser aproveitado em outro cargo.

Prazo: dia seguinte ao da ciência do ato de recondução.

Vedado editar atos de nomeação, posse e exercício com efeitos retroativos (art. 9º)
Competência provimento: Governador, presidentes da CLDF e do TCDF (art. 10)

DISPONIBILIDADE: situação na qual o servidor passa à inatividade, transitoriamente, em função de


extinção do cargo ou da declaração de sua desnecessidade (CF, art. 41, § 3º). Remuneração proporcional
ao tempo de serviço, não podendo ser inferior a 1/3 do que percebia no mês anterior da disponibilidade.

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POSSE (arts. 17/18)

• Investidura no cargo

• Assinatura do termo de posse (atribuições, direitos e deveres)

• Procuração com poderes específicos

• Só ocorre no provimento por nomeação

• Momento da comprovação dos requisitos para o cargo

• Declarações:

a) de bens e valores,

b) sobre acumulação (ou não) de cargos,

c) sobre existência ou não de impedimento.

• Inspeção médica: apto física e mentalmente para o exercício do cargo

• Prazo de 30 dias, contados da publicação do ato de nomeação

• Prorrogações: licenças médica, odontológica, maternidade, paternidade, serviço militar

EXERCÍCIO (arts. 19 a 21)

• Efetivo desempenho das atribuições do cargo


• Recebimento da remuneração e contagem do tempo de serviço inicia-se com o exercício

• Prazo de 5 dias úteis, contados da posse – para cargo

• Se não entrar em exercício no prazo -> EXONERADO

• Registro do início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício nos assentamentos individuais do servidor.

• Exercício de FUNÇÃO DE CONFIANÇA: inicia-se com a publicação do ato de designação

• Salvo: licença ou afastado (1º dia útil – máximo de 30 dias)

Art. 21. O exercício de função de confiança


inicia-se com a publicação do ato de designação, salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer
motivo legal, hipótese em que o exercício se inicia no primeiro dia útil após o término do impedimento, que não pode
exceder a trinta dias da publicação.
• Súmula Vinculante 43: É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor
investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não
integra a carreira na qual anteriormente investido.

Art. 15. O servidor ocupante de cargo em comissão pode ser nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo
em comissão, hipótese em que deve:

I – acumular as atribuições de ambos os cargos;
II – optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade.
PROVIMENTO DERIVADO CONCEITO EXIGÊNCIA DE ESTABILIDADE

Estatuto não define; CF exige


APROVEITAMENTO Retorno à atividade do servidor que estava em disponibilidade
estabilidade para disponibilidade

REVERSÃO Retorno à atividade do servidor aposentado NÃO

REINTEGRAÇÃO Retorno do servidor em virtude da anulação do ato de demissão NÃO

Retorno ao cargo anterior no caso de não aprovação ou


RECONDUÇÃO desistência do estágio probatório ou de reintegração do ocupante SIM
do novo cargo.

ESTÁGIO PROBATÓRIO (arts. 22 a 31)

Período em que são examinadas a aptidão, a capacidade e a eficiência do servidor para o exercício do
cargo efetivo. Em caso de reprovação (inabilitação) ou desistência, o servidor (art. 24):

- Não estável: será exonerado.

- Estável: será reconduzido ao cargo anterior.

A exoneração decorrente de reprovação no estágio probatório NÃO constitui sanção disciplinar.


Não obstante, deve garantir ampla defesa e contraditório. Além disso, contra a reprovação, o servidor pode
interpor pedido de reconsideração ou recurso (art. 29, § 4º).

Cargos em comissão e funções de confiança que podem ser exercidas no estágio probatório:

• No órgão, autarquia ou fundação de lotação: qualquer um;

• Em outros (cessão): somente cargo de natureza especial ou equivalentes.

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Durante o estágio, não pode conceder licença ou afastamento não remunerados ou licença-prêmio
por assiduidade. Exceto: afastamento para o serviço militar ou para o exercício de mandato eletivo.

LICENÇAS E AFASTAMENTOS durante o EP

PODEM ser concedidos - remunerados NÃO PODEM ser concedidos - não remunerados

• Por motivo de doença em pessoa da família (até 180 dias/ano);


• Por afastamento do cônjuge ou companheiro.
• Atividade política (período entre o registro da candidatura e até • Por motivo de doença em pessoa da família (período que
10 dias depois da eleição);
ultrapassar 180 dias por ano)

• Licença paternidade e maternidade;


• Atividade política (período entre a convenção partidária e o
• Abono de ponto;
registro da candidatura).

• Para servir em outro órgão ou entidade (CNE).


• Para tratar de interesses particulares.

• Para participar de:


• Para servir em organismo internacional de que o Brasil
- curso de formação em cargo do DF.
participe.

- estudo ou missão oficial (se estável),


• Curso de formação de cargo que não do DF.

- competição desportiva (se estável),


• Para participar de programa de pós- graduação strictu sensu
• Para mandato classista (se estável);
(exceção: apesar de ser remunerada, o servidor precisa ter 3-4
• Para o serviço militar (exceção).
anos de exercício no órgão/entidade);

• Para o exercício de mandato eletivo (exceção). • Licença-prêmio por assiduidade (exceção) - remunerada.
O EP ficará suspenso:
• Afastamento por cessão para outro órgão ou entidade;
• Afastamento para participar em curso de formação;
• Licença remunerada por motivo de doença em pessoa da família do servidor.
AVALIAÇÃO (arts. 28 a 30)
• Avaliação periódica do estágio probatório

- Pelo menos até o 30º mês do estágio, realizadas semestralmente, pela chefia imediata

• Avaliação especial para aquisição da estabilidade



- Realizada por comissão, composta por 3 servidores estáveis do mesmo cargo ou de cargo de
escolaridade superior.

REMANEJAMENTOS
1. Remoção (arts. 41 e 42) - Deslocamento da lotação do servidor, no mesmo órgão, autarquia ou
fundação e na mesma carreira, de uma localidade para outra. Formas:
• a pedido: conforme fixado em edital do concurso de remoção, com participação do sindicato respectivo.

• de ofício: destinada exclusivamente a atender a necessidade de serviços que não comporte o concurso
de remoção.

• por permuta entre servidores do mesmo cargo, mediante autorização prévia das respectivas chefias.

2. Redistribuição (art. 43): Deslocamento do cargo, ocupado ou vago, para outro órgão, autarquia ou
fundação do mesmo Poder. Formas:

• Para cargo de uma mesma carreira: no caso de reorganização ou ajustamento de quadro de pessoal
16/08/2018
às necessidades do serviço;
• No caso de extinção ou criação de órgão, autarquia ou fundação: Observando o interesse da
administração pública, a vinculação entre os graus de complexidade e responsabilidade do cargo, a
correlação das atribuições, a equivalência entre os vencimentos ou subsídio e a prévia apreciação do
órgão central de pessoal.

Vacância
VACÂNCIA (arts. 51(arts.
a 54) 51 a 54)

Exoneração

Demissão
Caráter punitivo
Destituição de cargo em
comissão
Vacância
Aposentadoria

Falecimento É um fato administrativo

Decisão judicial transitada em julgado


Perda de cargo, nos casos
Insuficiência de desempenho
previstos na CF
Excesso de despesa com pessoal
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Exoneração de CARGO EFETIVO:


• a PEDIDO do servidor;

• de OFÍCIO:

- reprovado no estágio probatório;

- tendo tomado posse, não entrar em exercício no prazo estabelecido.

Exoneração de CARGO EM COMISSÃO:


• a critério da autoridade competente;
• a pedido do servidor.

Servidora gestante que ocupa cargo em comissão não pode ser exonerada de ofício (salvo
indenização): da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto.
Art. 51. A exoneração de cargo de provimento efetivo dá-se a pedido do servidor ou de ofício.

Parágrafo único. A exoneração de ofício dá-se, exclusivamente, quando o servidor:
I – for reprovado no estágio probatório;

II – tendo tomado posse, não entrar em exercício no prazo estabelecido.

Pedido de vacância (art. 54)


• Aplicável ao servidor estável que tomar posse em outro cargo inacumulável, de qualquer órgão, autarquia
ou fundação do Distrito Federal.

• Por até 3 anos o servidor pode retornar ao cargo (recondução).

• Durante o período da vacância, o cargo poderá ser provido pela administração.

PROMOÇÃO
NÃO é forma de provimento
Art. 56. Salvo disposição legal em contrário, a promoção é a movimentação de servidor do último padrão de uma classe
para o primeiro padrão da classe imediatamente superior.
• A promoção NÃO interrompe o tempo de exercício no cargo
• Merecimento ou antiguidade

REGIME E JORNADA DE TRABALHO (art. 57 a 65)


• Regra: 30 horas

• Exceções:

- disposição legal em contrário

- interesse da Administração + anuência do servidor: 40 horas


- Cargo em comissão ou função de confiança: 40 horas
- Sistema de escala de revezamento

Serviço noturno
Serviço prestado das 22h às 5h
Hora noturna: 52min. 30seg.

Serviço extraordinário
Situações excepcionais e temporárias: até + 2 horas/diárias

Risco ordem e saúde pública: Governador por autorizar mais

Horário especial (art. 61) Ao servidor:

• com deficiência ou com doença falciforme;


- Redução de até 20% da jornada;

• que tenha cônjuge ou dependente c/ deficiência ou c/ doença - junta médica;

falciforme; - NÃO exigem compensação

• matriculado em curso da educação básica e da educação


superior, (comprovada a incompatibilidade do horário);
- Exigem compensação
• c/ encargo de curso ou concurso

Ausências justificadas

- Doar sangue;

• 1 dia - Realizar, 1x p/ ano, exames médicos preventivos ou periódicos (câncer de próstata, de mama ou do
colo de útero)

• Até 2 dias - P/ se alistar como eleitor ou requerer transferência domicílio eleitoral


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Ausências justificadas

• 8 dias consecutivos - Casamento;

incluído o dia da - Falecimento do cônjuge, companheiro, parceiro homoafetivo, pai, mãe, padrasto, madrasta, filho, irmão,
ocorrência enteado ou menor sob guarda ou tutela.

SISTEMA REMUNERATÓRIO
Vedada a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei (art. 124)

FORMAS DE RETRIBUIÇÃO PECUNIÁRIA

- VÁRIAS PARCELAS
• REMUNERAÇÃO

- PARCELA ÚNICA

• SUBSÍDIO Exceções: 13º, férias, auxílio natalidade, abono de permanência, adic. de serviço extraordinário, adic.
noturno, caráter indenizatório, remuneração cargo em comissão/função de confiança e substituições.

Teto remuneratório constitucional: Desmbargadores TJDFT

"Salário” mínimo (art. 73)

O valor do subsídio ou do vencimento básico deve ser complementado, sempre que ficar abaixo do
salário-mínimo;

Sobre a complementação devem incidir as parcelas que incidem sobre o vencimento básico.

Vantagens permanentes relativas ao cargo


16/08/2018
Art. 76. As vantagens permanentes relativas ao cargo, criadas por lei, compreendem as gratificações e os adicionais
vinculados aos cargos de carreira ou ao seu exercício.
Ao lado do vencimento básico, formam os vencimentoS.

Gratificação de função de confiança e vencimentos de cargo em comissão (arts. 77 e 78)

Além da remuneração do cargo efetivo, o servidor perceberá:

Adicional de insalubridade e periculosidade


• O valor integral da79função
(art. a 83) de confiança

• 80% dos vencimentos ou subsídio do cargo em comissão (salvo disposição em contrário)

O servidor também pode optar pela remuneração integral do cargo em comissão (não recebe do cargo
efetivo).

Contato com substâncias que


Insalubridade podem deteriorar as condições de
saúde
Adicionais

Condições de risco para a


Periculosidade
integridade física

Adicional de insalubridade e periculosidade (art. 79 a 83)


Os adicionais de insalubridade e periculosidade não podem ser recebidos cumulativamente (o servidor
deve optar). A servidora gestante/lactante deverá ser afastada de exercer suas funções nessas condições.

Percentuais:
• 5%, 10%, ou 20%, no caso de insalubridade nos graus mínimo, médio ou máximo, respectivamente;

• 10%, no caso de periculosidade;

• 5%, 10%, ouAdicional


20%, na formade do insalubridade
regulamento, no casoede periculosidade
adicional de irradiação ionizante;

• 10% para trabalhos com


(art. 79 a 83) raios X ou substâncias radioativas.

Os adicionais de insalubridade e periculosidade não podem ser recebidos


Adicional por serviço extraordinário (art. 84)
cumulativamente (o servidor deve optar).
“Hora-extra”: 50% da remuneração ou subsídio

Adicional noturno (art.


A servidora
85) gestante ou lactante deverá ser afastada de exercer suas funções nessas
25% em relação condições.
ao trabalho diurno


• Hora computada como 52min.
Percentuais: e 30seg.

• Incide sobre o adicional por serviço


a) 5%, 10%, ou 20%,extraordinário (1,875 x)
nos graus mínimo, médio ou máximo,
no caso de insalubridade
Vantagens pessoais: São as respectivamente;
parcelas da remuneração que dependam da situação individual de cada servidor.
b) 10%, no caso de periculosidade;
• Adicional por tempo de serviço; 1% ao ano de serviço sobre o vencimento básico do cargo efetivo
c) 5%, 10%, ou 20%, na forma do regulamento, no caso de adicional de irradiação ionizante;
Melhoria na capacitação, definido em leis específicas

• Adicional de Qualificação
d) 10% para trabalhos com raios X Deve
ou substâncias radioativas.com as atribuições do cargo
guardar pertinência
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Vantagens pessoais: São as parcelas da remuneração que dependam da situação individual de cada servidor.

• Vantagens pessoais nominalmente identificadas - VPNI Definidas em lei ou reconhecidas em decisão judicial

Vantagens Periódicas: obs.

• a vantagem pelo exercício de função de confiança ou cargo em


Adicional 1/3 da remuneração ou subsídio p/ mês de comissão incide sobre o adicional;

férias exercício, pago no mês que entrar de férias • o adicional incide sobre o valor do abono pecuniário;

• a base de cálculo NÃO pode ser superior ao teto constitucional.


1/12 avos por mês de exercício nos 12 meses
• Fração superior a 14 dias: mês integral;

anteriores, pago nas seguintes datas:

13º salário • Não pode ser considerado para cálculo de outras vantagens ;

• cargo efetivo: no mês de aniversário;

• Não pode ser superior ao teto remuneratório.


• cargo comissionado: até o dia 20/12.

Vantagens Eventuais:

• Servidora efetiva p/ nascimento de filho (inclusive natimorto);

1. Auxílio • Aplica-se também ao caso de adoção;

Natalidade • Equivalente ao menor vencimento básico do serviço público distrital ;

(art. 96) • Parto múltiplo: + 50% para cada nascituro

Ser a parturiente não for servidora pública distrital o auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor
público.
• Pago à família do servidor falecido (em atividade ou aposentado);

• Valor equivalente a 1 mês da remuneração, subsídio ou provento;

Despesa de transporte do corpo também será custeada se o servidor falecer fora do local de trabalho
2. Auxílio Funeral •
(inclusive no exterior);

(art. 97 a 99)
• No caso de acumulação de cargos: só paga de maior remuneração;

• 48 horas para o pagamento;

• Se custeado por terceiros, este será indenizado até o limite do auxílio


• Devida ao servidor estável que, em caráter eventual, exerce atividades relacionadas a treinamentos, cursos de
formação, vestibulares e concursos públicos organizados no âmbito da Administração Pública.

3. Gratificação • O valor da gratificação será calculado em horas, não podendo ser superior ao equivalente a 120 horas de
por encargo de trabalho anuais.

curso ou • Excepcionalmente, a autoridade máxima do órgão poderá autorizar 240 horas anuais.

concurso • Valor da hora trabalhada = 1,2% ou 2,2%, dependendo da atividade desempenhada, incidentes sobre o maior
vencimento básico da tabela de remuneração do servidor

• Sem prejuízo das atividades ordinárias (se necessário, compensação de horário).

Caráter INDENIZATÓRIO

- Pago ao servidor que se afastar do DF em caráter eventual ou transitório;

- Destinado a indenizar despesas com pousada, alimentação e locomoção urbana;

• diária e passagem para viagem; - Regra: 1 diária p/ dia de deslocamento;

- Se NÃO houver pernoite fora sede: 1⁄2 diária;

- Se o deslocamento não ocorrer: 72 horas para devolver

Concedida ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção
• Indenização de transporte; para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo.

Pago em pecúnia ou em vale-transporte;

Custeio parcial de despesas com transporte coletivo, inclusive interestadual, no início e no


fim da jornada de trabalho;

Residência para o trabalho e vice-versa (ou p/ instituição de ensino);

• Auxílio-Transporte Não será pago se: o órgão/entidade disponibilizar transporte; durante as férias, licenças e
afastamentos (com exceções – cessão, treinamento, júri); acumulação lícita de cargos; etc.

Apresentação de declaração firmada pelo servidor 



Devolução: 72 horas

• alimentação; - Devido mensalmente ao servidor, com valor fixado na forma da lei;

- Feito em pecúnia, sem contrapartida;

- Não pode ser acumulado (nem com outro pago in natura);

- Depende de requerimento.

- NÃO é devido: licença/afastamento sem remuneração; licença doença pessoa da família,


estudo ou missão no exterior; suspensão disciplinar; falta injustificada não compensada.

• creche ou escola;

• fardamento;
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 125 de 148

Caráter INDENIZATÓRIO

• conversão de férias ou de parte - Conversão de até 1/3 das férias em dinheiro (“vender as férias”)
delas em pecúnia - ABONO - Sobre esse valor incide o adicional férias;

PECUNIÁRIO; - Depende de autorização (Governador, Presidente CLDF ou TCDF);

- Ato discricionário;

- A base de cálculo NÃO pode ser superior ao teto de remuneração ou subsídio

• abono de permanência; Devido ao servidor que completar as exigência para aposentadoria compulsória, mas que
permanecer em serviço. Equivale ao valor da contribuição previdenciária.

• créditos decorrentes de
demissão, exoneração e
aposentadoria, ou relativos a
férias, adicional de férias ou
conversão de licença-prêmio em
pecúnia.

NÃO pode ser:


• incorporado à remuneração ou ao subsídio;

• computado na base de cálculo de IR ou de contribuição previdenciária, salvo disposições em contrário na legislação federal;

• computado para cálculo de qualquer outra vantagem pecuniária.

Férias (arts. 77 a 80)


• 30 dias anuais (regra);

• Podem ser parceladas em até 3 etapas, nenhuma inferior a 10 dias, mediante solicitação do servidor !
ato discricionário;

• Tanto servidor efetivo como comissionado fazem jus;

• Primeiro período aquisitivo: 12 meses (exceto férias coletivas);

• Demais períodos: a partir de de 1º de janeiro;

• Pode acumular até 2 períodos de férias, no caso de necessidade do serviço

As férias somente poderão ser suspensas por motivo de calamidade pública, comoção interna,
convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço.
É vedado ao servidor descontar nas férias qualquer ausência injustificada ao serviço.
Se o servidor for exonerado, demitido, destituído de cargo em comissão ou aposentado, os períodos de
férias ainda não gozados deverão ser indenizados.

PROCESSO DISCIPLINAR
• Contraditório e ampla defesa

• Instauração de ofício ou mediante representação (art. 212):

- Representação: por escrito, identificação e endereço do denunciante;

- Denúncia anônima: poderá ensejar a instauração reservada de investigações;

- Notícias da imprensa, redes sociais ou correspondências escritas: deve verificar se há indícios e, se


for o caso de arquivamento, a autoridade deverá se pronunciar por escrito.

Procedimentos de apuração:
• Sindicância

• Processo disciplinar (PAD)

Não serão objeto de apuração o fato que:


• Não configure infração disciplinar;

• Já julgado pelo Poder Judiciário, com sentença reconhecendo a inexistência do fato ou da autoria (salvo
falta residual)

O servidor não responde:


• ato ou fato praticado com fundamento em lei ou regulamento posteriormente considerado
inconstitucional;

• Punibilidade extinta (morte ou prescrição).

SINDICÂNCIA
Finalidades:

• identificar a autoria, quando desconhecida;

• apurar a materialidade sobre a qual haja apenas indícios ou que tenha sido apenas noticiada.

Resultados da sindicância:

• o arquivamento do processo;

• instauração de processo disciplinar;

• aplicação de sanção de advertência ou suspensão de até trinta dias.

Espécies:

• Contraditória: serve para impor sanção (infração leve ou média do grupo I;

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 126 de 148

• Inquisitória: não precisa de contraditório (arquivamento ou instauração PAD)

Prazo: 30 dias, prorrogável por igual período.

Sindicância patrimonial
Quando:

• fundados indícios de enriquecimento ilícito;

• evolução patrimonial incompatível com a remuneração.

Características:

• Procedimento sigiloso e exclusivamente investigativo;

• Consequência: arquivamento ou instauração de PAD: Três servidores estáveis;

• Prazo 30 dias + igual período

Autoridades competentes para determinar a instauração:

Presidente da CLDF e do TCDF/Governador ou titular do órgão central de correição.

Processo administrativo - PAD


Prazo: 60 dias + igual período (art. 217);

Se precedido de sindicância, esta será peça informativa (apensada) (art. 218);

Caráter reservado (autos do processo, reuniões, atos processuais);

Princípios (art. 219): legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade, eficiência, interesse público,
contraditório, ampla defesa, proporcionalidade, razoabilidade, motivação, segurança jurídica, informalismo
moderado, justiça, verdade material e indisponibilidade.

Informalismo moderado (art. 219):


• os atos do PAD não dependem de forma determinada, senão quando a lei expressamente o exigir;

• atos realizados de outro modo, reputando-se válidos se cumprirem sua finalidade essencial;

• nenhum ato é declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a apuração dos fatos, para a
defesa ou para a conclusão do processo;

• documentos em idioma estrangeiro: traduzidos para o português, mas é dispensada a tradução


juramentada, salvo controvérsia (art. 240, § 4º).

Vedado deferir ao acusado:

• gozo de férias;

• licença ou afastamento voluntários;


• exoneração a pedido;

• aposentadoria voluntária.

Período: desde a instauração do processo disciplinar até a conclusão do prazo para defesa escrita, salvo
quando autorizado pela autoridade instauradora.

Afastamento preventivo (art. 222)


Medida cautelar: afastamento do cargo

Alternativa: determinar o exercício provisório em outra unidade administrativa (art. 223)


Finalidade: impedir que o servidor influa na apuração

Competência: autoridade instauradora do PAD

Características: Sem caráter punitivo (sem prejuízo da remuneração)

Prazo: até 60 dias, prorrogável por igual período



Impede o comparecimento na repartição, salvo quando autorizado ou por caso fortuito ou força maior.

Ampla defesa e contraditório (arts. 224 ao 227)


Direito constitucional inafastável

Todos os meios admitidos: apresentar defesa; acompanhar os atos processuais; produzir provas e
contraprovas, etc:

Ser citado da instauração do PAD 



Intimação, notificação – no mínimo 3 dias de antecedência

Intimado pessoalmente para formular defesa escrita 



Intimado da decisão proferida 

Arguir incompetência, impedimento ou suspeição 

Constituir procurador (não precisa de advogado), servidor preso tem que ter procurador ou defensor dativo 

Se não houver técnico nos quadros da administração, o servidor arcará com o custo de perícias ou exames
por ele requeridos.

Comissão processante (arts. 229 ao 234)

Sindicância ou PAD: Permanente ou especial

Permanente: renovada no mínimo a cada 2 anos (nenhum servidor mais de 4 anos consecutivos)

3 servidores estáveis, de escolaridade igual ou superior à do acusado


A comissão só funciona com a presença de todos os membros

Carreira hierarquizada: membros de cargo efetivo superior ou o mesmo

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 127 de 148

Pode ter servidores de outros órgãos da administração



Presidente: entre os membros da comissão;

Secretário é indicado pelo Presidente, podendo ou não ser membro.

16/08/2018
Não pode participar da comissão processante (art. 230):
• quando o servidor acusado for pessoa de sua família, seu padrasto, madrasta, enteado ou parente

• quem seja amigo íntimo, inimigo capital, credor, devedor; testemunha, perito; autor da representação;
atuado em sindicância ou auditoria que resultou na apuração; procurador do acusado; tenha interesse na
decisão ou assunto; esteja litigando com o acusado;

Fases do PAD
• Responda a sindicância ou PAD;

• Tenha sido punido por qualquer infração disciplinar, exceto se cancelada;

• Cônjuge, companheiro, padrasto, madrasta, enteado ou parente de outro membro da mesma comissão.

FASES DO PAD


Instauração Instrução Defesa Relatório Julgamento

1.INSTAURAÇÃO (arts. 236 ao 238)



É o primeiro passo do PAD, realizado pela autoridade competente. Requisitos:

- a indicação da autoria, com nome, matrícula e cargo do servidor;

- a materialidade da infração disciplinar.

Uma vez instaurado o PAD, será realizada a citação do acusado

Servidor em local incerto ou não sabido: citação por edital (publicado no DODF e em jornal de grande
circulação no DF)

Se o servidor não se apresentar à comissão em 15 dias, da publicação do edital, a autoridade instauradora


deve designar defensor dativo.

Competência para instaurar:

• Presidente da CLDF, do TCDF(arts.


Instauração e Governador;

236 ao 238)
• secretários de Estado ou equivalente;

• administradoresÉ o regionais,
primeiro passodirigentes
do PAD,de órgão pela
realizado relativamente
autoridadeautônomo,
competentesubsecretários, diretores
regionais, dirigentes máximos das autarquias ou fundações, presidentes de conselhos ou órgãos de
Requisitos:
deliberação coletiva.
(i) a indicação da autoria, com nome, matrícula e cargo do
A competência independe daasanção
servidor; (ii) cominada
materialidade da 
 infração disciplinar.
Se for servidor efetivo no exercício de cargo em comissão ou função de confiança, do qual foi exonerado
ou dispensado: aUma vez instaurado
competência o PAD,
será da será realizada
autoridade a citação
da unidade doaacusado
na qual infração foi cometida.

2. INSTRUÇÃO Servidor
(arts. 239emaolocal
244) incerto ou não sabido: citação por edital (publicado no
É o momento emDODF que os fatos
e em serão
jornal deefetivamente apurados
grande circulação

no DF)
Coleta de provas: depoimentos, acareações, investigações e diligências

Se o servidor não se apresentar à comissão em 15 dias, da publicação do edital, a


Por ofício ou por requerimento

autoridadede
Presidente pode indeferir, instauradora deve designar defensor
forma fundamentada: dativo.
pedidos impertinentes, protelatórios, de nenhum
interesse, prova pericial desnecessária.

Provas emprestadas e medidas judiciais (ex.: quebra de sigilo bancário)

Informações confidenciais: caráter sigiloso, situação econômica, fontes de renda, relacionamentos


pessoais

Depoimentos (art. 242):

• Se for servidor público, deve comparecer, salvo motivo justificado

• Realizado oralmente (não pode trazer por escrito)

• Inquirições separadas, mas será realizada a acareação quando os depoimentos forem contraditórios 13 ou
que se infirmem

O servidor e o seu procurados podem acompanhar, mas não podem interferir nas perguntas e respostas;
pode reinquirir por intermédio do presidente da comissão

Interrogatório do acusado (art. 243)


Após as testemunhas;

Não é obrigado a comparecer, mas isso não obsta o prosseguimento nem é causa de nulidade

Indiciação: com a especificação dos fatos imputados e das respectivas provas

Arquivamento (proposta) se:

• não houve a infração disciplinar;

• o servidor acusado não foi o autor da infração disciplinar;


• a punibilidade esteja extinta.

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 128 de 148

3. DEFESA (arts. 245 ao 251)


Intimação pessoal para apresentar defesa escrita, a falta da intimação gera nulidade do processo.

Se o servidor se recusar a dar o ciente: membro ou secretário elabora termo próprio, com assinatura de 2
testemunhas.

Servidor não encontrado:

• suspeita de ocultação: após comparecer 2x no domicílio, intima qualquer pessoa da família (na falta
qualquer vizinho) e marca nova data e horário; se o servidor não for encontrado na data marcada, dar-se-
á por feita a citação (lavra termo e deixa cópia do mandado);

• lugar incerto ou não sabido: intimação por edital.

Prazo:
• Regra: 10 dias, contados da intimação pessoal;
• Se dois ou mais servidores: prazo comum de 20 dias;
• Citação por edital: 15 dias contados da última publicação.
• Prazo pode ser prorrogado pelo dobro no caso de diligências indispensáveis
Não apresentar defesa: revel

Nomeia-se defensor dativo (cargo igual ou superior; preferencialmente formado em direito)

Novas diligências podem ser realizadas em função da defesa.

4. RELATÓRIO (arts. 252 ao 254)


Relatório circunstanciado (detalhado, minucioso).

Conteúdo:

• informações sobre a instauração do processo;

• resumo das peças principais dos autos: especificação dos fatos, provas colhidas e fundamentos
jurídicos;

• conclusão sobre a inocência ou responsabilidade do servidor indiciado, com a indicação do dispositivo


legal ou regulamentar infringido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes;

• indicação da sanção a ser aplicada e do dispositivo da LC 840/2011 em que ela se encontra.

Se houver indícios de infração penal: autoridade competente deve encaminhar cópia dos autos ao MP.

5. JULGAMENTO (arts. 255 ao 258)


Prazo: 20 dias - Julgamento fora do prazo não gera nulidade, observada a prescrição 

Se a sanção exceder a alçada da autoridade: encaminhar para a autoridade compet. no prazo de 20 dias;

Mais de um servidor indiciado: autoridade competente para sanção mais grave julga todos

Autoridade deve decidir conforme provas, mas pode discordar da comissão:

• agravar, abrandar ou isentar a pena; ou converter o julgamento em diligência;

• se discordar de proposta de absolvição de servidor não indiciado, deve designar nova comissão

Vício insanável: declarar a nulidade total ou parcial, determinando diligência, reabertura da instrução ou
16/08/2018
constituição de outra comissão para novo processo.

Vício causado pelo acusado: não obsta o julgamento 



Recurso hierárquico:

Contra advertência ou suspensão

Não pode agravar a sanção (vedada a reformatio in pejus)

Julgamento (arts. 255 ao 258)


Legislativo
Presidente da CLDF Qualquer sanção
Presidente do TCDF
Executivo
Governador demissão;
destituição de cargo em comissão;
cassação de aposentadoria ou disponibilidade
Secretário de Estado ou autoridade suspensão superior a 30 dias;

equivalente; ançõe meno e

Administrador regional suspensão até 30 dias


Dirigente de órgão relativamente autônomo advertência
Subsecretário
Diretor regional ou autoridade equivalente a
que o servidor esteja mediata ou
imediatamente subordinado

Revisão do processo (arts. 259 ao 267)

Julgamento (arts. 255 ao 258)


Prazo: 20 dias
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 129 de 148

Recurso hierárquico:

Contra advertência ou suspensão

Não pode agravar a sanção (vedada a reformatio in pejus)

Não é instância recursal; ocorre em apenso ao processo originário;

Decorre da existência de “fatos novos”, que justifiquem:

• a inocência do punido; ou

• a inadequação da penalidade aplicada.

Não cabe simples alegação de injustiça; não cabe quando a perda do cargo ou a cassação de
aposentadoria decorrer de decisão judicial
Realizada a qualquer tempo

Ônus da prova do requerente

Comissão revisora: 60 dias para conclusão; prazo de julgamento: 20 dias


Não pode atuar quem já atuou na sindicância ou no PAD

Julgamento a cargo da autoridade que aplicou a penalidade

Não poderá agravar a penalidade (vedada a reformatio in pejus)

Se procedente:

No caso de inocência do servidor punido: restabelece-se todos os direitos, salvo destituição de cargo em
comissão que se converte em exoneração

Sanção inadequada: aplica-se a sanção adequada, restabelecendo os direitos naquilo que foi excedido

33 - DF LC nº 13/1996
Regulamenta o art. 69 da Lei Orgânica, dispondo sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis do DF.
Processo legislativo: é o conjunto de atos preordenados visando à formação das leis mediante a
colaboração entre os Poderes do DF.

Procedimento legislativo: o modo de realizar os atos do processo legislativo.

O procedimento legislativo, que pode ser ordinário, sumário ou especial, será disciplinado pelo RICLDF.

Para efeitos desta LC, leis é o gênero de que são espécies:

1. ELO: lei que determine alteração em dispositivo da Lei Orgânica;

2. LC: ei que discipline matéria que a Lei Orgânica determine como seu objeto;

3. LO: lei que discipline as matérias legislativas da competência do DF que não estejam previstas nos
incisos anteriores;

4. DL: lei que, com este nome, discipline, com efeito externo, matéria da competência privativa da CLDF;

5. Resolução: lei que, com este nome, discipline, com efeito interno, matéria da competência privativa da
CLDF.

Na gradação da ordem jurídica, a LC se situa entre a Lei Orgânica e as LOs.


A lei ordinária terá seu nome abreviado para lei.
ELABORAÇÃO: A elaboração das leis obedecerá ao processo legislativo previsto na LODF, nesta LC e no
RICLDF, levando-se em conta:

I – a necessidade social e o ideário de justiça;

II – os princípios jurídicos consagrados pelos diversos ramos do Direito;

III – a legislação existente, obedecendo-se, conforme a espécie de lei:

a) à CF88 e à LODFe suas emendas;

b) às LCs e LOs da União que disponham sobre normas gerais para serem obedecidas;

c) às LCs do DF

d) às LOs do DF que contenham normas gerais;

IV – o histórico das leis ou de seus dispositivos que versem sobre o assunto abordado na nova lei;

V – a transição do regime jurídico da lei velha para o da lei nova.

O processo de elaboração das leis compreende as etapas seguintes:

1. iniciativa;
2. emendas;
3. discussão;
4. deliberação;
5. sanção ou veto;
6. promulgação;
7. publicação.
1. INICIATIVA: é a proposta de criação de direito novo, e com ela se inicia o processo legislativo.

A ELO será iniciada na forma de proposta, e as demais serão iniciadas na forma de projeto.
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 130 de 148

COMUM PRIVATIVA

É a que se reserva a um Poder ou a órgão dos PPs o direito exclusivo de iniciar o processo legislativo.

A CLDF poderá ser provocada a manifestar-se sobre matéria de sua competência privativa, mediante
solicitação:

I – do Governador;

II – do TCDF

I – pelo Governador;

III – do STF, do STJ ou do TJDFT.

II – por qualquer
Observado o disposto no art. 72 da LODF, os projetos de iniciativa privativa podem ser emendados pela
membro/órgão da CLDF;

CLDF.

III – pelos cidadãos, na


É vedado o uso de projeto autorizativo para suprir a iniciativa privativa de outro Poder ou de órgão dos
forma prevista na LODF.
PPs do DF.

É ainda vedado o uso de projeto autorizativo para matérias que dependam de decisão das autoridades
adm. do DF ou de suas EP/SEM.

Não sendo a iniciativa privativa exercida no prazo fixado em lei, a CLDF solicitará informações à
autoridade competente, inclusive ao Governador, nos termos do que dispõe a LODF.

Além dos casos previstos na LODF, o RICLDF poderá exigir dos DDs nº mínimo de subscritores para iniciar
o processo legislativo de determinadas matérias. Recebe a denominação de iniciativa qualificada a que
exige nº mínimo de subscritores para iniciar o processo legislativo.

Salvo no caso previsto no art. 74, § 7º, da LODF, as PELOs ou os projetos não serão reapresentados na
mesma sessão legislativa em que hajam sido rejeitados ou tidos por prejudicados.

Nas matérias de iniciativa privativa do Governador, a reapresentação de projeto rejeitado depende de


aceitação prévia da MA dos membros da CLDF.

2. EMENDAS: proposição que tem por finalidade alterar proposta de emenda à LODF ou projeto. Pode ser:

1. supressiva;
2. aglutinativa;
3. substitutiva;
4. modificativa;
5. aditiva;
6. de redação.
A iniciativa de propor emenda compete aos membros/órgãos da CLDF, na forma que dispuser seu RICLDF.

O Governador pode solicitar à CLDF a alteração de proposição de sua iniciativa, mediante apresentação do
texto a ser deliberado, antes da apreciação pelas comissões.

A emenda será vinculada à proposição principal e obedecerá às normas contidas nesta LC, bem como ao
que dispuser o RICLDF. Será reproduzido integralmente dispositivo objeto de emenda: modificativa;
substitutiva; aglutinativa; de redação. (TIRA SUPRESSIVA E ADITIVA)

3. DISCUSSÃO: etapa do processo legislativo destinada ao debate das matérias objeto de elaboração de
lei. O início da discussão depende de quorum estabelecido no RICLDF.

Recebe a denominação de quorum a exigência de nº mínimo de DDs presentes à sessão da CLDF para
discussão ou deliberação das matérias objeto de lei. A forma de discussão será disciplinada no RICLDF.

4. DELIBERAÇÃO: etapa do processo legislativo pela qual a CLDF decide privativamente sobre a
conveniência, oportunidade e conteúdo das PELOs ou projetos levados à sua consideração.

As deliberações obedecerão à LODF e ao RICLDF. Para efeitos de deliberação, considera-se:

I – MQ - maioria qualificada a manifestação de 2/3 dos membros que compõem a CLDF;

II – MA a manifestação/presença de, no mínimo, 1/2+1 dos membros que compõem a CLDF;

III – MS a manifestação por maioria de votos, presente a MA dos membros que compõem a CLDF.

Para ser aprovado, depende da manifestação favorável:

a) PELO;

b) projeto de lei que envolva matéria tributária ou previdenciária do DF sobre:

1) isenção;

2) anistia;

3) remissão;

1. MQ 4) benefícios e incentivos fiscais;

INCONSTITUCIONAL c) projeto de DL que autorize o Poder Judiciário a processar e julgar nos crimes comuns:
1) o Governador e o Vice-Governador;
2) os Secretários de Governo;
d) projeto de DL que condene o Governador ou o PGDF por crime de responsabilidade;

e) projeto de DL que suspenda as imunidades parlamentares dos DDs;


CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 131 de 148

Para ser aprovado, depende da manifestação favorável:

a) projeto de lc;

b) projeto de lei que crie ou extinga RA;

INCONSTITUCIONAL c) projeto de DL que autorize a instauração de processo criminal contra DD;


2. MA
d) projeto de DL que determine a perda do mandato de DD, nos casos previstos no art. 63, I, II e VI, da LODF;

e) projeto de resolução que autorize à CLDF reunir-se fora de sua sede, nos termos do art. 55, PU da LODF;

f) rejeição do veto;

Matéria não compreendida nos incisos anteriores que seja objeto de:

a) lei ordinária;

3. MS
b) decreto legislativo;

c) resolução.

O RICLDF poderá prever outros casos de projetos de DL/resolução que dependam da MQ/MA para serem aprovados.

Para deliberar sobre matéria que exija maioria qualificada, exige-se a presença de, pelo menos, 2/3 dos membros da CLDF.

Nenhum projeto será aprovado se o nº de abstenções ou votos em branco for igual ou superior ao nº de votos favoráveis, tal projeto
será reincluído na OD para nova deliberação. Persistindo a situação, será tido por prejudicado.

5. SANÇÃO/VETO: São atos privativos do Governador, apenas os projetos de lc e de lo estão sujeitos.

A sanção e o veto, uma vez apresentados, são irretratáveis.

O disposto nesta e nas subseções seguintes aplica-se, inclusive, a projetos de lei de iniciativa privativa do
TCDF e do Procurador Geral do Ministério Público junto ao TCDF.

É de 15 dias úteis, contados do recebimento, o prazo para que o projeto seja sancionado ou vetado.
VETO: é o ato pelo qual o Governador nega sanção, no todo ou em parte, a projeto aprovado pela CLDF.

O veto será sempre expresso e motivado. O Governador explicitará as razões de ordem jurídica ou
contrárias ao interesse público que motivaram o veto.

O veto parcial abrangerá somente texto integral de artigo, parágrafo, inciso, alínea ou número.

É de 48 horas o prazo para que o veto e suas razões sejam encaminhados à CLDF.
O prazo começa a fluir da data e da hora da assinatura do veto e suas razões.
Na falta de indicação da hora, presume-se que o veto foi oposto às 18h.
Na falta de indicação de data, presume-se que o veto foi oposto no último dia útil dos 15 dias úteis
previstos, ou no último dia útil do mês, se faltar apenas o dia.

O veto oposto fora do prazo ou não comunicado dentro do prazo desta LC é tido por inexistente.

A CLDF manifestar-se-á sobre o veto nos prazos e forma previstos na LODF e no seu RICLDF.

A CLDF poderá rejeitar, total ou parcialmente, o veto total.

A manutenção do veto pela CLDF, ainda que o veto seja parcial, equivale à rejeição de projeto.

O texto vetado será suprimido da lei, ficando a unidade de articulação correspondente com sua numeração
original, seguida da expressão "vetado" entre parênteses.

É vedada a reutilização da nº de dispositivo vetado, salvo no caso de consolidação por compilação.

SANÇÃO: Ato pelo qual o Governador exterioriza, expressa ou tacitamente, sua aquiescência ao projeto de
LC/LO aprovado pela CLDF.

Sanção expressa é a que ocorre quando o Governador manifesta, por escrito, sua aquiescência.

Sanção tácita é a que ocorre por decurso de prazo, em virtude de silêncio do Gov. no prazo desta lc.

A sanção não supre vícios de iniciativa, nem de outras etapas a que os projetos de lc/lo estão sujeitos.

A sanção será aposta, inclusive, aos projetos de lc/lo que receberem veto parcial.

6. PROMULGAÇÃO: etapa do processo legislativo que atesta a existência da lei, reconhece os fatos e atos
que a geraram, indica sua validade e a torna apta a ser executada.
As lc/lo serão promulgadas em 48h, contadas:
I – da data da sanção expressa;

II – do último dia útil, no caso de sanção tácita;

III – da data do recebimento do projeto que contenha veto rejeitado pela CLDF;

IV – da última hora do prazo para promulgação, quando houver silêncio do Governador, ou,
sucessivamente, do Presidente/Vice da CLDF, nos casos previstos no art. 74, § 6º, da LODF.

A ELO será promulgada em até 15 dias úteis, contados da publicação de sua redação final no DCL.
O prazo promulgação de DL/resolução será fixado no RICLDF e não poderá ser superior ao prazo da ELO.

A promulgação das leis é atribuição:


I – da MD da Câmara Legislativa, para as ELO;
II – do Governador, para as lc/lo;
III – do Presidente da CLDF, para os DL/resoluções e, se o Governador não o fizer, para as lc/lo;
IV – do Vice CLDF, se não o fizer o seu Presidente, nos casos indicados no inciso anterior.
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 132 de 148

Depois de o projeto de lc/lo ter sido aprovado pela CLDF, a ementa não se sujeita a veto parcial e, qualquer
que seja a autoridade promulgadora, não se altera com a promulgação, sendo vedado utilizar a expressão
"promulgação negada".

7. PUBLICAÇÃO: condição de vigência e eficácia da lei, é a etapa do processo legislativo pela qual se dá
ciência da promulgação das leis aos seus destinatários, tornando obrigatória sua execução.

Toda publicação será escrita.

As leis serão publicadas imediatamente após sua promulgação.

A lei só produz efeito depois de publicada e a partir da data indicada na cláusula de vigência.

DODF DCL

I – as ELOs;
I - Resoluções
II – as lc;

III – as lo;

IV – os dl.

Se a lei for republicada por ter saído com incorreção, considera-se como data de publicação a que ocorrer
por último, respeitando-se o disposto no art. 91 desta LC.

As autorizações legislativas constituem-se em licenças do Poder Legislativo decorrentes de casos


previstos em lei. Serão dadas por lei ou por dl e dependem de pedido ou proposta do órgão ou autoridade
interessada. Será especificada sua abrangência e fixadas as condições em que deva ser cumprida.
REDAÇÃO: A redação das leis obedece à norma culta da língua portuguesa, especialmente:

I – aos acordos ortográficos em vigor;

II – ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras;

III – à terminologia da Nomenclatura Gramatical Brasileira;

V – à denominação oficial de órgão, endereço ou logradouro público - É facultado equiparar, no texto das
leis à denominação popular, quando esta for mais conhecida do que aquela.

Havendo divergência entre as normas ou entre as grafias dos vocábulos, será adotada a norma ou
grafia mais popular.
As leis serão redigidas com precisão, clareza, coesão e concisão, levando-se em conta os princípios:

I – o vocabulário jurídico consagrado pelo Direito deve prevalecer sobre o vocabulário comum;

II – é vedado o uso de expressões das línguas estrangeiras, inclusive do latim, salvo as consagradas pela
doutrina jurídica que não puderem ser traduzidas sem prejuízo de sentido;

III – é vedado o uso de vocábulos, expressões ou frases exemplificativas, esclarecedoras, justificativas ou


explicativas;

IV – os nº que indiquem quantidade, fração, percentagem, medida ou valor, quando empregados nas
frases, são expressos por algarismos arábicos ou, conforme a tradição, por algarismos romanos, vedada a
reprodução por extenso entre parêntesis;

V – salvo se a lei for de natureza eminentemente técnica, dar-se-á preferência aos vocábulos comuns,
quando estes puderem expressar com precisão os vocábulos de natureza técnica;

VI – preferir-se-á:

a) a forma do singular à do plural;

b) a afirmação à negação;

c) a determinação do sujeito à sua indeterminação;

d) a ordem direta dos termos da oração à ordem inversa;

e) a forma verbal no presente à forma no futuro;

VII – buscar-se-á, tanto no texto da mesma lei quanto de uma lei para outra:

a) expressar a mesma idéia sempre com o mesmo vocábulo ou expressão;

b) usar um mesmo vocábulo ou expressão sempre com um só sentido;

c) usar os vocábulos e expressões que sejam comuns às diferentes camadas sociais;

d) padronizar a linguagem;

VIII – evitar-se-ão:

a) os neologismos;

b) as construções sintáticas que possam gerar duplicidade de sentido;

c) o emprego de vocábulo ou expressão que configure duplo sentido no texto;

d) as frases longas;

e) o emprego de siglas/abrev./sinais que não sejam próprios das regras de articulação das leis;

Só é permitido o uso de sigla, abreviatura ou sinal consagrado pelo uso e após a explicitação, na
primeira referência, daquilo que expressa.

IX – evitar-se-á dar definição de expressão ou vocábulo diversa da que já constar de outra lei.

A definição legal que se fizer necessária no texto da lei será redigida de modo:

I – a guardar coerência com as demais definições já existentes;

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 133 de 148

II – a propiciar equilíbrio entre o conteúdo e a forma;

III – a assegurar a correta expressão das idéias.

X – as datas de documentos são expressas em dia, mês e ano apenas na primeira referência; nas
seguintes, apenas pelo ano.
Remissão é a referência expressa a lei ou a dispositivo de lei.

Recebe a denominação de remissão interna a que é feita a dispositivo da mesma lei em que a remissão é
feita; e remissão externa a que é feita a outra lei ou a dispositivo de outra lei.

A remissão a dispositivo de lei inicia-se pelo artigo, que, quando seguido do respectivo número, é indicado
pela abreviatura "art." ou "arts.", conforme se use a remissão para um ou mais artigos.

Ao nº do artigo e isoladas por vírgula, se for o caso, seguem-se as unidades de articulação


complementares do artigo, devendo a mais abrangente preceder a menos abrangente.

Na remissão a mais de um parágrafo, será usado o símbolo "§§", parágrafo dobrado.

Cada lc, em sua ementa, fará remissão ao dispositivo da LODF que estiver sendo disciplinado.
Incorporação por remissão é o recurso pelo qual se manda aplicar a uma lei o que está disciplinado
em outra. Buscar-se-á redigir a incorporação por remissão de modo que seja possível depreender, pela
simples leitura, o sentido do texto incorporado. É vedada a incorporação por remissão:

I – se a lei/dispositivo de lei não se adaptar rigorosamente ao que disciplina a lei incorporadora;

II – se a lei ou dispositivo de lei incorporado for de hierarquia inferior ao da lei incorporadora;

III – de lei ou dispositivo de lei que não dependa de sanção em lei que dela dependa;

IV – de norma ou dispositivo de norma que não esteja sujeito ao processo legislativo da CF88 ou da LODF.

As vedações deste artigo não se aplicam às remissões feitas de modo genérico.

Na incorporação por remissão, declarar-se-á expressamente se também fica incorporada alteração


posterior. Salvo em caso de nova redação do dispositivo incorporado por remissão, é vedado incorporar
alteração posterior à data de publicação da lei incorporadora.

ESTRUTURA DAS LEIS:

A epígrafe, grafada em caracteres maiúsculos, é a parte do título:

é a parte inicial da lei I – que qualifica a lei, denominando-a pela sua espécie;

que permite sua II – que distingue a lei de outras da mesma espécie, pela nº;

identificação, contém: III – que situa a lei no tempo, pela sua data.

1.1 o título, que Ementa é a parte do título que permite identificar a lei pela síntese:

compreende a epígrafe Será iniciada por um verbo na 3º pessoa do singular do presente do indicativo e
e a ementa; sintetizará o conteúdo ou a finalidade da lei. Grafada em negrito ou por meio de
caracteres que realcem, e seu texto situar-se-á entre o centro e a margem direita.

1. PREÂMBULO Será colocada logo após a ementa e alinhada com o texto da lei. Contém:

I – a denominação do órgão ou do cargo da autoridade que promulgar a lei;

16/08/2018
1.2 a fórmula de II – a designação de que a lei foi aprovada pela CLDF;

promulgação, que III – a indicação, quando for o caso, de que a autoridade que deveria promulgar a
compreende:
lei não o fez no prazo legal;

a) a autoria;
IV – o fundamento legal para o órgão ou autoridade promulgar a lei;

b) o fundamento legal V – a ordem


da desempenho
Efetivo dasde execução.

atribuições do cargo
autoridade;
O fundamento legal para o órgão ou autoridade promulgar a lei decorre da LODF.

c) a ordem de execução. A ordem


Recebimento de execução
da remuneração será expressa
e contagem do tempopeladeforma consagrada pelo uso para cada
serviço inicia-se
espécie com
deo lei.
exercício
É facultado usar, antes da ordem de execução, a justificação dos
Prazo de 5atos
diasque levaram
úteis, contadosà da
promulgação
posse – para da lei, sob a forma de considerando.
cargo
2. TEXTO Exercício
contém as disposições normativas
Se não das leis.no prazo -> EXONERADO
entrar em exercício
(art. 19-21)

3. FECHO Registro do início, a suspensão, a interrupção e o reinício


do exercício nos assentamentos individuais do servidor.
Cada uma das espécies de lei Exercício
tratadas nesta DE
de FUNÇÃO LCCONFIANÇA:
terá numeração
inicia-se com própria.
a Serão numeradas com
algarismos arábicos na ordem crescente
publicaçãode do sua
ato depublicação
designação e em sequência ininterrupta.

A numeração das leis terá como início a data:

Salvo: licença ou afastado (1º dia útil – máximo de 30 dias)

I – da promulgação da LODF, para suas emendas;

II – da promulgação da LODF de 1993, para as LCs;

III – da promulgação da CF88, para as LOs;

IV – da instalação daPROVIMENTO
1º legislatura
EM da CLDF,
CARGO para (arts.
PÚBLICO os DLs/resoluções.

14, 17 e 19)

NOMEAÇÃO POSSE EXERCÍCIO


30 DIAS 5 DIAS ÚTEIS

Se não tomar posse no Se não entrar em exercício


prazo: nomeação torna-se no prazo: servidor é
SEM EFEITO (art. 17, § 5º) EXONERADO (art. 19, § 5º)
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 134 de 148

Serão numerados: Logo após o nº da lei, será colocada a data, que terá dia, mês e ano.

I – pela CLDF: a) as ELO;


c) as resoluções;
b) os DL;

II – pelo Poder a) as LCs


aplica-se ainda quando a promulgação tenha sido feita pelo
Executivo: b) as LOs. Presidente/vice da CLDF.

Articulação: A unidade básica de articulação é o artigo;


Parágrafo, inciso, alínea e número são unidades complementares, essas não subsistem sem as que por
elas são complementadas.

Recebe a denominação de dispositivo a norma contida em cada unidade de articulação.

O artigo conterá apenas uma regra e será expresso por uma única frase, cujo sentido oracional
poderá ser complementado ou explicitado por incisos.

Será indicado pela abreviatura "Art.", seguida de numeração ordinal até o 9º e cardinal depois deste.

Depois de parágrafo, o caput do artigo não poderá ser desmembrado em incisos.

Entre a numeração em algarismo ordinal e o texto, não será colocado nenhum sinal; depois da numeração
em algarismo cardinal, será colocado um ponto.

A numeração será feita em ordem crescente e ininterrupta para cada lei.

O texto do artigo principia por letra inicial maiúscula e termina por ponto, salvo se for desdobrado em
incisos, quando terminará por dois-pontos.

O parágrafo é a unidade complementar de articulação que expressa os pormenores necessários à


apreensão do sentido do artigo ou as circunstâncias que ampliem ou restrinjam sua intenção.
Como unidade dependente do caput do artigo, o parágrafo não subsiste sem ele.

Cada conjunto de parágrafos tem numeração própria dentro do artigo a que pertence.

Havendo apenas um parágrafo, será ele designado pela expressão "Parágrafo único", seguida de ponto;
havendo mais de um, serão eles indicados pelo símbolo "§", seguido de número ordinal até o 9º e cardinal
daí em diante. O sentido oracional do parágrafo pode ser complementado por incisos.

Inciso é a unidade de articulação:


I – que complementa o sentido oracional do caput de artigo ou do parágrafo;

II – que explicita normas contidas em princípio ou termo do caput de artigo ou do parágrafo.

Como unidade complementar de articulação, o sentido do inciso é sempre dependente do sentido do


caput de artigo ou do parágrafo. Não haverá inciso único.

Na redação do inciso, serão observadas as normas seguintes:

I – será numerado em algarismo romano, seguido de travessão;


II – o texto principia por letra inicial minúscula;
III – um inciso separa-se do outro por ponto-e-vírgula;
IV – termina por dois-pontos, se for desdobrado em alíneas;
V – o último inciso de cada série termina por ponto;
VI – para cada caput de artigo ou parágrafo, inicia-se nova numeração de incisos.
O sentido oracional do inciso pode ser complementado por alínea. É vedado usar alínea no lugar de inciso.

A alínea é a unidade de articulação que complementa o sentido oracional do inciso.


Como unidade complementar de articulação, o sentido da alínea é sempre dependente do inciso.

Não haverá alínea única.

Na redação da alínea, serão observadas as normas seguintes:

I – será indicada por letra minúscula, seguida do sinal ")";

II – o texto principia por letra inicial minúscula;

III – uma alínea separa-se da outra por ponto-e-vírgula;

IV – termina por dois-pontos, se for desdobrada em números;

V – a última alínea de cada série termina por ponto-e-vírgula, se depois dela houver novo inciso; e, por
ponto, se não houver;

VI – para cada inciso, inicia-se nova série de alíneas.

O sentido oracional da alínea pode ser complementado por número.

O número é a unidade de articulação que complementa o sentido oracional da alínea.


Como unidade complementar de articulação, o nº é sempre dependente da alínea. Não haverá nº único.

Na redação do nº, serão observadas as normas seguintes:

I – será indicado por algarismo arábico, seguido do sinal ")";

II – o texto principia por letra inicial minúscula;

III – um nº separa-se do outro por ponto-e-vírgula;

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 135 de 148

IV – o último nº de cada série termina por ponto-e-vírgula, se depois dele houver nova alínea ou inciso; e,
por ponto, se não houver;

V – para cada alínea, inicia-se nova série de nº.

Os artigos das disposições transitórias serão numerados em sequência aos artigos das disposições
permanentes. O disposto neste artigo não é obrigatório para os códigos.

Agrupamentos de Artigos: Os artigos de uma lei podem reunir-se em unidades de agrupamento.

Para consecução do disposto neste artigo, será considerada:

I – a extensão da lei e a compartimentação do assunto nela abordado;

II – a denominação do assunto em cada unidade de agrupamento;

III – a afinidade entre os assuntos dos artigos agrupados;

IV – a sistematização adotada na lei.

O agrupamento de artigos terá por base o capítulo.

O capítulo pode dividir-se em seções; e estas, em subseções. Não haverá seção, nem subseção única.

Poderão ser agrupados:


I – os capítulos em títulos;
II – os títulos em livros;
III – os livros em partes.
As unidades de agrupamento constantes deste artigo só poderão ser únicas quando a lei for dividida
em unidades de agrupamentos mais abrangentes do que a considerada.
Para denominar as unidades de agrupamentos, serão observadas as normas seguintes:
I – cada unidade de agrupamento de artigo conterá a denominação:
a) do tipo de unidade de agrupamento, seguida de algarismo romano;
b) do assunto que nela é disciplinado;
II – a denominação do assunto tratada em cada unidade de agrupamento será iniciada pela
preposição "De", combinada com o artigo definido apropriado;
III – sempre que possível, as unidades de agrupamento serão grafadas em negrito;
IV – o capítulo, o título e o livro serão grafados com caracteres maiúsculos;
V – a seção e a subseção serão grafadas com caracteres minúsculos, salvo a letra inicial do primeiro
vocábulo e a dos que não sejam meras partículas de ligação, que terão a letra inicial maiúscula.
Havendo possibilidade, os títulos e subseções serão grafados em itálico; e os livros e as partes, com
caracteres especiais.
Nenhuma lei terá mais do que duas partes. As partes serão designadas exclusivamente de parte geral e
parte especial, sem mencionar o assunto nelas tratado. A parte especial sempre abrirá página nova.

É vedado redigir lei cujos artigos estejam reunidos em unidades de agrupamento sem numeração.

Normas de Sistematização
A lei será estruturada de modo que seus dispositivos guardem coerência e harmonia entre si e seja inserida
adequadamente no sistema jurídico.

Recebe a denominação de sistematização interna a coerência e harmonia que os dispositivos devam ter
entre si; e sistematização externa a adequada inserção da lei no sistema jurídico.

Para a sistematização externa, serão observados os princípios seguintes:


I – a lei terá seu objeto e âmbito de aplicação indicados em seu art. 1º;
II – nenhuma lei conterá matéria estranha a seu objeto ou que a este não esteja vinculado por afinidade,
pertinência ou conexão;

III – o mesmo assunto não poderá ser disciplinado por mais de uma lei, salvo:

a) se lei posterior alterar lei anterior;

b) no caso de lei geral e lei especial;

IV – buscar-se-á disciplinar o mais especificamente possível as diversas implicações decorrentes da


matéria disciplinada pela lei.

Os assuntos de caráter permanente não podem ser tratados nas leis de caráter temporário.

Para a sistematização interna, serão observados os princípios seguintes:

I – devem ser disciplinados:


a) separadamente institutos diversos;

b) em dispositivos que estejam próximos uns dos outros matérias afins ou conexas;

c) segundo ordem cronológica os procedimentos;

II – os princípios devem preceder sua regulamentação;


III – nas unidades de agrupamentos de artigo, devem sempre vir antes:
a) das disposições transitórias as permanentes;

b) das disposições acessórias as principais;

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 136 de 148

c) das disposições especiais as preliminares;

d) das disposições particulares as comuns.

Institutos diversos e matérias afins ou conexas devem ser tratados segundo sua possível ordem de
ocorrência. As disposições comuns de institutos diversos devem ser tratadas em conjunto.

As disposições que introduzam um assunto serão tratadas preliminarmente.

Para que a norma específica de um instituto seja aplicada a outro que lhe seja afim ou conexo, é
necessário fazer remissão expressa.

Vêm no início da lei ou antes de outras unidades de agrupamento as disposições gerais de cujas normas
dependam outras de disciplinamentos específicos. Vêm no final da lei ou depois de outras unidades de
agrupamentos as disposições gerais cujas normas sejam diretamente dependentes de outras de
disciplinamentos específicos.

Vigência das Leis: A lei começa a vigorar em todo o território do DF na data por ela indicada e somente
perde sua vigência, total ou parcialmente:

I – pela revogação;

II – por ter expirado o prazo para o qual foi elaborada;

III – pela superveniência de lei federal sobre normas gerais no âmbito da legislação concorrente.

Recebe a denominação de cláusula de vigência o dispositivo que disciplina a data de entrada em vigor da
lei. Não havendo cláusula de vigência, a lei começa a vigorar em todo o DF 15 dias após sua publicação.

Na estipulação da cláusula de vigência, serão levados em conta:

I – urgência;

II – complexidade de suas normas;

III – alterações que provocará no sistema jurídico;

IV – prazo necessário para que os destinatários se adaptem a suas exigências.

Somente entra em vigor:

I – 90 dias depois de publicada, a lei que instituir ou aumentar contribuição social dos servidores do DF;

II – no exercício financeiro seguinte ao da publicação, a lei que instituir ou aumentar tributos;

III – no 1º dia do exercício financeiro para o qual foi elaborada, a lei orçamentária;

IV – no 1º dia do ano subseqüente ao da posse do Governador eleito, a lei que aprovar o PPA.

O prazo dado por lei para início de sua vigência é contínuo e só se interrompe ou suspende em virtude de
lei posterior ou de decisão judicial. No cômputo do prazo, inclui-se o dia da publicação.

O dia de início da vigência da lei não se prorroga, ainda que caia em dia de sábado, domingo ou feriado.

Para efeito de vigência, considera-se lei nova a parte vetada cujo veto tenha sido rejeitado.

Havendo nova publicação com o propósito de retificar texto de lei, será observado o seguinte:

I – para efeito de vigência, considera-se lei nova a retificação de texto da lei que já esteja em vigor;

II – não estando ainda em vigor a lei, o prazo de sua vigência recomeça a fluir da última publicação.

Ficam resguardados os direitos adquiridos de boa-fé durante a vigência dos dispositivos que tenham sido
retificados. A lei poderá começar a produzir efeitos em data diversa do início de sua vigência.

É vedado o efeito retroativo, salvo se a lei versar:


I – sobre aumento ou reajuste, a qualquer título, da remuneração de autoridade ou servidores;
II – sobre orçamento anual.
A lei ou parte dela que trouxer a determinação de ser regulamentada fixará o prazo para que se cumpra tal
determinação. Não sendo feita a regulamentação no prazo fixado, a CLDF solicitará informação ao
Governador, nos termos da LODF.

A lei que conceda isenção ou benefício fiscal será elaborada com prazo certo de vigência. Nenhuma
isenção ou benefício fiscal será concedido com prazo que ultrapasse a vigência da lei que aprovar o PPA.

A alteração em texto de lei considera-se lei nova.

A lei revogada, total ou parcialmente, não se restaura por ter perdido a vigência a lei revogadora. O
disposto não se aplica à lei que for elaborada com o propósito de restabelecer a vigência de lei revogada.

Revogação: é a determinação, expressa/tácita, contida em lei, que manda cessar a vigência de lei anterior.

A revogação, que terá dispositivo próprio, chamado de cláusula revogatória, constará do último artigo da
lei. É dispensada a cláusula revogatória da lei cuja matéria não tenha sido disciplinada anteriormente.

Dá-se a revogação expressa quando a lei nova identifica a lei anterior atingida, total ou parcialmente, pela
revogação. Obedecerá ao seguinte:

I – uma lei só pode ser revogada por outra da mesma espécie ou de grau superior;

II – só deve ser revogada a lei ou qualquer de seus dispositivos quando houver completa incompatibilidade
jurídica entre a lei nova e a lei anterior;

III – deve ser evitada a revogação entre leis que versem sobre matérias diversas;

IV – lei que estabeleça normas de caráter geral não deve revogar lei que estabeleça normas de caráter
especial; nem esta deve revogar aquela;

V – só se revoga texto integral de artigo, parágrafo, inciso, alínea ou nº.

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 137 de 148

A revogação da unidade de articulação complementada atinge as unidades de articulação que a


complementam. É vedada a revogação de dispositivo de lei se a revogação acarretar prejuízo aos
dispositivos remanescentes.

A revogação expressa de dispositivo incorporado por remissão só atinge a lei a que se referir.

A nova redação dada a dispositivo de lei revoga a redação anterior.

Dá-se revogação tácita quando a norma de uma lei que não foi expressamente revogada seja juridicamente
incompatível com norma de lei nova. Obedecerá às regras de hermenêutica, observado o seguinte:

I – lei posterior revoga a anterior naquilo que lhe for contrário;

II – fica revogada a lei cuja matéria seja integralmente disciplinada por lei posterior.

O disposto no inciso I aplica-se, inclusive, quando houver incompatibilidade jurídica entre lei que
estabeleça normas gerais e lei que estabeleça normas especiais. É vedada a reutilização da numeração de
dispositivo revogado, salvo nos casos de compilação.

Fecho: Após o último artigo, serão consignados o local e a data da assinatura da autoridade que
promulgar a lei.

Nas ELO, nas LC e nas LO, será feita referência ao ano em que se estiver em relação à Proclamação
da República e à inauguração de Brasília como Capital do Brasil.
Logo após a data, a lei deverá ser assinada por quem a promulgar.

As LC/LO, quando for o caso, deverão ser referendadas pelos Secretários de Governo cuja pasta se ache
relacionada com a matéria legislada, nos termos da LODF.

O disposto neste artigo aplica-se ainda que a lei não tenha sido promulgada pelo Governador.

ALTERAÇÕES: Alteração é a modificação de dispositivo de lei. A alteração ocorre por:

I – supressão;

II – acréscimo;

III – nova redação.

As alterações têm por finalidade:

I – expurgar do sistema jurídico dispositivo que se tornou inconveniente ou inoportuno;

II – complementar lacunas deixadas pela lei anterior;

III – corrigir distorções no sistema jurídico;

IV – aprimorar a lei existente e adequá-la às novas exigências da sociedade.

As alterações devem guardar coerência com os dispositivos não alterados, bem como com a
sistematização que a lei alterada adotou.

A lei cuja finalidade principal for a de alterar outra incluirá, em sua ementa, a ementa da lei alterada.

A lei alteradora obedecerá às normas de articulação estatuídas por esta LC e indicará, em seus
dispositivos, a alteração ocorrida. Sempre que for considerável a alteração da lei anterior, será elaborada lei
nova disciplinando integralmente a matéria anteriormente tratada.

Supressões: A supressão de dispositivo de lei ocorre com a revogação.

Para suprimir dispositivo de lei, obedecer-se-á ao disposto na subseção VII do capítulo anterior.

Acréscimos: Só é permitido o acréscimo de texto integral de parágrafo, inciso, alínea ou nº.

É vedada a renumeração de artigos em virtude de alteração. O disposto não se aplica à renumeração dos
artigos que contenham a cláusula de vigência e a cláusula revogatória.

A matéria a ser disciplinada por artigo a que não se aplicar o disposto no parágrafo anterior será tratada na
própria lei alteradora. A lei indicará o nº do artigo que contém dispositivo acrescido e, sendo o caso, o
modo de renumeração dos já existentes.

O dispositivo acrescido será destacado, no texto da lei alteradora, do dispositivo que determinar o
acréscimo e virá entre aspas. Serão abertas novas aspas para cada dispositivo acrescido, e o fechamento
só se dará no último deles.

A lei que mandar acrescer dispositivo será sempre da mesma espécie da que tiver dispositivo acrescido.

Nova Redação: Dá-se nova redação a texto de dispositivo quando houver necessidade:

I – de suprimir ou acrescer vocábulo ou expressão;

II – de ampliar ou restringir a abrangência da norma;

III – de aumentar ou diminuir quantitativos fixados por expressões numéricas;

IV – de atender ao disposto no art. 108 desta Lei Complementar.

DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS: tem por finalidade tornar sua consulta acessível aos cidadãos, nos termos
do que dispõe a LODF. A consolidação das leis será feita:

I – pela inserção, no texto da lei, das alterações ocorridas;

II – pela compilação, num só texto e de modo sistemático, de todas as leis esparsas sobre a mesma
matéria;

III – pela consagração de significado ou conceito atribuído a determinado termo.

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 138 de 148

Cada espécie de lei terá consolidação própria. Quando da consolidação, serão eliminadas as
impropriedades evidentes de linguagem, bem como as imprecisões terminológicas, e atualizada a
denominação de órgão, logradouro ou cargo público que sofrer alteração. Não é obrigatório para as leis:

I – que aprovem ou alterem o orçamento anual;

II – que aprovem o plano plurianual ou as diretrizes orçamentárias;

III – que tenham como objeto apenas o reajuste salarial de autoridades ou servidores públicos do DF.

Consolidação por Inserção: A lei alterada será republicada com as alterações inseridas em seu texto.

Ocorrerá antes do encerramento de cada sessão legislativa e abrangerá as leis alteradas no período.

A consolidação por inserção é da competência privativa da CLDF, nos termos do que dispõe a LODF.

Será determinada:

I – por DL a consolidação:

a) da LODF com suas emendas;

b) das LC com suas alterações;

c) das LO com suas alterações;

d) dos DL com suas alterações;

II – por resolução a consolidação das resoluções que forem alteradas.

Para a publicação das leis consolidadas, serão observadas as normas seguintes:

I – não haverá modificação na nº, data e vigência;

II – só serão inseridas as alterações aprovadas até a data anterior à da determinação de consolidar as leis;

III – ao lado do dispositivo alterado ou logo abaixo dele, será indicado:

a) o tipo de alteração ocorrida;

b) o nº e a data da lei alteradora;

c) o dispositivo da lei alteradora que determinou a alteração.

A publicação das leis consolidadas obedecerá, no que couber, às normas estatuídas no Capítulo II, Seção
VII, desta Lei Complementar e será efetuada até o último dia útil do ano civil.

Permanecem com sua numeração original os dispositivos suprimidos em virtude de:

I – veto;

II – revogação.

Será consignada ao final de cada dispositivo suprimido a sua situação, fazendo-se referência à lei
determinadora da supressão. Respeitadas as normas desta seção, a lei alteradora poderá determinar que
se publique, em anexo, a lei alterada com a inserção das alterações.

Consolidação por Compilação: ocorrerá pela reunião, em um só texto e de modo sistemático, de todas
as leis esparsas sobre a mesma matéria.

Os dispositivos vetados, revogados ou suspensos serão suprimidos ou reaproveitados.

Será feita na última sessão legislativa de cada legislatura e por lei da mesma espécie das consolidadas.

Será mantida, tanto quanto possível, fidelidade ao texto das leis consolidadas.

Havendo divergência entre as leis no modo de dispor o mesmo assunto, decidir-se-á pelo que for mais
adequado à consecução dos objetivos da lei.

Considera-se lei nova para todos os efeitos legais.

Aos dispositivos incorporados por remissão aplica-se, no que couber, o disposto nesta seção.

Consagração de Significados, Conceitos e Formas: A CLDF organizará:

I – glossário de expressões e termos jurídicos usados nas leis do DF - será atualizado ao menos uma vez
em cada legislatura;

II – manual de redação das leis - terá por base os padrões utilizados na C88, na LODF e nesta LC.

Quando forem consolidadas, as leis serão adaptadas às normas de articulação e de agrupamento de


artigos previstas nesta Lei Complementar.

34 - DF Lei nº 4.990/12 - LAI


Regula o acesso a informações no DF (…) e dá outras providências.
Subordinam-se ao regime desta Lei:

I – Órgãos públicos integrantes da adm. direta dos Poderes Executivo e Legislativo, incluindo o TCDF;

II – Autarquias, fundações públicas, EP, SEM e demais entidades controladas direta/indiretamente pelo DF.

Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, às entidades privadas sem fins lucrativos que
recebam, para realização de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do
orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios,
acordos, ajustes ou outros instrumentos congêneres. Tal publicidade refere-se à parcela dos recursos
públicos recebidos, à sua destinação e à contrapartida, sem prejuízo das prestações de contas a que
estejam legalmente obrigadas.
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 139 de 148

Os procedimentos previstos destinam-se a assegurar o direito fundamental de acesso à informação e


devem ser executados em conformidade com os princípios básicos da adm. e com as seguintes diretrizes:

I – observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção;


II – divulgação de informações de interesse público independentemente de solicitações;

III – utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação;

IV – fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública;

V – desenvolvimento do controle social da administração pública.

Informação: dados, processados ou não, que podem ser utilizados para a produção e a transmissão de
conhecimento, contidos em qualquer meio, suporte ou formato;

Documento: unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte ou o formato;

Informação sigilosa: aquela submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua
imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado;

Informação pessoal: aquela relacionada à pessoa natural identificada ou identificável;

Tratamento da informação: conjunto de ações referentes à produção, à recepção, à classificação, à


utilização, ao acesso, à reprodução, ao transporte, à transmissão, à distribuição, ao arquivamento, ao
armazenamento, à eliminação, à avaliação, à destinação ou ao controle da informação;

Disponibilidade: qualidade da informação que pode ser conhecida e utilizada por indivíduos,
equipamentos ou sistemas autorizados;

Autenticidade: qualidade da informação que tenha sido produzida, expedida, recebida ou modificada por
determinado indivíduo, equipamento ou sistema;

Integridade: qualidade da informação não modificada, inclusive quanto à origem, ao trânsito e ao destino;

Primariedade: qualidade da informação coletada na fonte, com o máximo de detalhamento possível, sem
modificações.

É dever do Estado garantir o direito de acesso à informação, a ser franqueado mediante procedimentos
objetivos e ágeis, de forma transparente e clara, e em linguagem de fácil compreensão.

Para a implementação desta Lei, os órgãos e as entidades do DF, devem promover, independentemente de
requerimentos, a divulgação, no âmbito de suas competências, de informações de interesse coletivo ou
geral por eles produzidas ou custodiadas. Na divulgação das informações referidas, devem constar:

I – registro das competências e da estrutura organizacional, endereços, telefones e correio eletrônico


institucional das respectivas unidades e horários de atendimento ao público;

II – registro de quaisquer repasses ou transferências de recursos financeiros;

III – registro das despesas;

IV – resultados de inspeções e auditorias, prestações de contas e tomadas de contas especiais realizadas


pelos órgãos de controle interno e externo, incluindo prestação de contas relativas a exercícios anteriores;

V – informações concernentes a procedimentos licitatórios, inclusive aos respectivos editais e resultados,


bem como a todos os contratos celebrados;

VI – dados gerais para o acompanhamento de programas, ações, projetos e obras, com informações sobre
sua execução, metas e indicadores, em linguagem de fácil compreensão;

VII – respostas a perguntas mais frequentes feitas pela sociedade;

VIII – dados e execução de programas de desenvolvimento social e habitacional;

IX – critérios de alocação e de uso dos recursos decorrentes de fundos públicos;

X – contratos de gestão firmados com entidades qualificadas como organizações sociais;

XI – informações sobre controle e fiscalização de recursos públicos destinados a ONGs;

XIII – valores e critérios de transferência de recursos financeiros às unidades escolares e às diretorias


regionais de ensino, por meio de suas respectivas unidades executoras;

XIV – relação de reclamações contra fornecedores de produtos e de serviços;

XV – relatórios com avaliações e dados da execução e da utilização das gratuidades concedidas


pelo STPC do DF às pessoas com deficiência e a seus acompanhantes;
XVI – relatórios com avaliação e dados da execução do Passe Livre Estudantil.

XVII - relação dos cargos em comissão e de provimento efetivo ocupados e vagos em cada órgão.
O PP deve criar serviço de informações ao cidadão, em local com condições apropriadas para:

I – atender e orientar o público quanto ao acesso a informações;

II – protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informações;

III – informar sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades.

Cabe aos órgãos e às entidades da administração pública realizar, dentro de suas áreas de competência,
audiências ou consultas públicas, incentivando a participação popular.

Serviço de Informações ao Cidadão – SIC funciona nas ouvidorias de cada órgão.

Será disponibilizado aos cidadãos certidões referentes à adm. pública, em site oficial, sem qualquer custo.

Pedido de Acesso: Qualquer interessado pode apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e
às entidades referidos, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a identificação do requerente
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 140 de 148

e a especificação da informação requerida. A identificação é feita com a indicação do nome completo, do


nº de qualquer documento oficial e da informação de contato, sendo facultada a inclusão de endereço
eletrônico para o recebimento das informações solicitadas.
Os órgãos e as entidades do PP devem viabilizar alternativa de encaminhamento de pedidos de acesso por
meio de seus sítios oficiais na internet.

São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de


informações de interesse público.

O órgão ou a entidade do PP deve autorizar ou conceder o acesso imediato à informação disponível.

Não sendo possível conceder o acesso imediato à informação, o órgão ou a entidade que receber o
pedido deve, em PRAZO não superior a 20 dias:
I – comunicar a data, o local e o modo para se realizar a consulta, efetuar a reprodução ou obter a certidão;

II – indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso pretendido;

III – comunicar que não possui a informação solicitada e indicar, se for do seu conhecimento, o órgão ou a
entidade que a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse órgão ou entidade, cientificando o
interessado da remessa de seu pedido de informação.

O prazo referido (20 dias) pode ser prorrogado por mais 10 dias, mediante justificativa expressa, de
que será cientificado o requerente.
Sem prejuízo da segurança e da proteção das informações e do cumprimento da legislação aplicável, o
órgão ou a entidade pode oferecer meios para que o próprio requerente possa pesquisar a informação.

Quando não for autorizado o acesso, por se tratar de informação total/parcialmente sigilosa, o requerente
deve ser informado sobre a possibilidade de recurso, os prazos e as condições para sua interposição,
devendo, ainda, ser-lhe indicada a autoridade competente para sua apreciação.

A informação armazenada em formato digital pode ser fornecida nesse formato, caso haja anuência do
requerente. Caso a informação solicitada esteja disponível ao público em formato impresso, eletrônico ou
em qualquer outro meio de acesso, devem ser informados ao requerente o lugar e a forma pela qual se
pode consultar, obter ou reproduzir, esse procedimento desonera o órgão da obrigação de seu
fornecimento direto, salvo se o requerente declarar não dispor de meios para realizar tais procedimentos.

O serviço de busca e o fornecimento da informação são gratuitos, salvo nas hipóteses de


reprodução de documentos pelo órgão consultado, situação em que deve ser cobrado
exclusivamente o valor necessário ao ressarcimento do custo dos serviços e dos materiais
utilizados. Está isento de ressarcir os custos previstos todo aquele cuja situação econômica não lhe
permita fazê-lo sem prejuízo do sustento próprio ou da família, declarada nos termos da Lei.
Quando se tratar de acesso à informação contida em documento cuja manipulação possa prejudicar sua
integridade, deve ser oferecida a consulta de cópia, com certificação de que esta confere com o original.
Na impossibilidade de obtenção de cópias, o interessado pode solicitar que, às suas expensas e sob
supervisão de servidor público, a reprodução seja feita por outro meio que não ponha em risco a
conservação do documento original.

É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão de negativa de acesso, por certidão ou cópia.

Recursos: No caso de indeferimento de acesso às informações ou às razões da negativa do acesso, pode


o interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 dias, a contar da sua ciência.

O recurso deve ser dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada, que
deve se manifestar no prazo de 5 dias. Negado o acesso à informação, o requerente pode recorrer à STC,
que deve deliberar, no prazo de 5 dias, se:
I – o acesso à informação não classificada como sigilosa for negado;

II – a decisão de negativa de acesso à informação total/parcialmente classificada como sigilosa não indicar
a autoridade classificadora ou a hierarquicamente superior a quem possa ser dirigido pedido de acesso/
desclassificação;

III – os procedimentos de classificação de informação sigilosa não tiverem sido observados;

IV – estiverem sendo descumpridos prazos ou outros procedimentos previstos nesta Lei.

O recurso previsto somente pode ser dirigido à STC depois de submetido à apreciação de pelo menos uma
autoridade hierarquicamente superior àquela que exarou a decisão impugnada. Negado o pedido de
desclassificação de informação protocolado em órgão, pode o requerente recorrer ao Secretário da área.

Os procedimentos de revisão de decisões denegatórias proferidas nos recursos previstos nesta seção e de
revisão de classificação de documentos sigilosos são objeto de regulamentação própria pela CLDF e pelo
TCDF, em seus respectivos âmbitos, assegurado ao solicitante, em qualquer caso, o direito de ser
informado sobre o andamento de seu pedido.

RESTRIÇÕES DE ACESSO À INFORMAÇÃO: Não pode ser negado acesso à informação necessária à
tutela judicial ou adm. de direitos fundamentais. As informações ou os documentos que versem sobre
condutas que impliquem violação dos direitos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de
CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 141 de 148

autoridades públicas não podem ser objeto de restrição de acesso. O disposto nesta Lei não exclui as
demais hipóteses legais de sigilo/segredo de justiça, nem as hipóteses de segredo empresarial decorrentes
da exploração direta de atividade econômica pelo DF ou por PF/PJ que tenha vínculo com o PP.
São consideradas imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, passíveis de
classificação, as informações cuja divulgação ou acesso irrestrito possam:

I – pôr em risco a defesa e a soberania nacionais ou a integridade do território nacional;

II – prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais do País, ou as


informações que tenham sido fornecidas em caráter sigiloso por outros Estados/organismos internacionais;

III – pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população;

IV – oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do País;

V – prejudicar ou causar risco a planos ou operações estratégicos das Forças Armadas;

VI – prejudicar ou causar risco a projetos de pesquisa e de desenvolvimento científico ou tecnológico,


assim como a sistemas, bens, instalações ou áreas de interesse estratégico nacional;

VII – pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades e de seus familiares;

VIII – comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento,


relacionadas com a prevenção ou a repressão de infrações.

As informações que possam colocar em risco a segurança do Presidente/Vice da República, do


Governador/Vice, dos respectivos cônjuges ou descendentes são classificadas como RESERVADAS e
ficam sob sigilo até o término do mandato em exercício ou do último mandato, em caso de reeleição.
Alternativamente tais prazos, pode ser estabelecida como termo final de restrição de acesso a ocorrência
de determinado evento, desde que este ocorra antes do transcurso do prazo máximo. Transcorrido o prazo
de classificação ou consumado o evento que defina o seu final, a informação torna-se de acesso público.

Para a classificação da informação em determinado grau de sigilo, deve ser observado o interesse
público da informação e utilizado o critério menos restritivo possível, considerados:
I – a gravidade do risco ou do dano à segurança da sociedade, do Estado e do DF;
II – o prazo máximo de restrição de acesso ou o evento que defina seu termo final.
É dever do DF controlar o acesso a informações sigilosas produzidas por seus órgãos e por suas
entidades, assegurando a sua proteção. O acesso e o tratamento de informação classificada como sigilosa
ficam restritos a pessoas que tenham necessidade de conhecê-la e que sejam devidamente credenciadas
na forma do regulamento, sem prejuízo das atribuições dos agentes públicos autorizados por lei. O acesso
à informação classificada como sigilosa cria a obrigação para aquele que a obteve de resguardar o sigilo.

1. ULTRASSECRETO 2. SECRETO 3. RESERVADO

• GOVERNADOR;
• autoridades referidas no 1;
• autoridades referidas no 1 e 2;

• VICE;
• titulares de autarquia, fundação, EP/ • autoridades que exerçam funções de
• SECRETÁRIO DE ESTADO (ou SEM; subsecretário ou de hierarquia
autoridade equivalente) equivalente.

tempo máx. 25 ANOS 15 ANOS 5 ANOS

A competência prevista nos 1 e 2 pode ser delegada pela autoridade responsável a agente público, vedada
a subdelegação. A classificação de informação em qualquer grau de sigilo deve ser formalizada em
decisão que contenha, no mínimo, os seguintes elementos:

I – assunto sobre o qual versa a informação;

II – fundamento da classificação, observados os critérios estabelecidos;

III – indicação do prazo de sigilo, contado em anos/meses/dias, ou do evento que defina o seu termo final;

IV – identificação da autoridade que a classificou.

A decisão referida deve ser mantida no mesmo grau de sigilo da informação classificada.
A autoridade máxima de cada órgão ou entidade deve publicar, anualmente, em seu sítio oficial, os
seguintes dados e informações administrativas, nos termos do regulamento:

I – rol das informações que tenham sido desclassificadas nos últimos 12 meses;

II – rol de documentos classificados em cada grau de sigilo, com identificação para referência futura;

III – relatório estatístico contendo a quantidade de pedidos de informação recebidos, atendidos e


indeferidos, bem como informações genéricas sobre os solicitantes.

Os órgãos e as entidades devem manter exemplar da publicação prevista para consulta pública em suas
sedes. E devem manter extrato com a lista de informações classificadas, acompanhadas da data, do grau
de sigilo e dos fundamentos da classificação.

Informações Pessoais: PRAZO 100 ANOS - RESTRITO


O tratamento deve ser feito de forma transparente e com respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à
imagem das pessoas, bem como às liberdades e às garantias individuais. Aplica-se o seguinte:

CLDF 2018 RESUMO GERAL Página 142 de 148

I – seu acesso é restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo de 100 anos a contar
da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que elas se refiram;

II – pode ser autorizada a sua divulgação ou o acesso por terceiros em prazo inferior ao previsto, mediante
previsão legal ou consentimento expresso da pessoa a que elas se refiram.

O consentimento referido não é exigido quando as informações forem necessárias:

I – à prevenção e ao diagnóstico médico, quando a pessoa estiver física ou legalmente incapaz, e para
utilização de tratamento médico;

II – à realização de estatísticas e pesquisas científicas de evidente interesse público ou geral, previstos em


lei, sendo vedada a identificação da pessoa a que as informações se referem;

III – ao cumprimento de ordem judicial;

IV – à defesa de direitos humanos;

V – à proteção do interesse público e geral preponderante.

A restrição de acesso à informação relativa à vida privada, à honra e à imagem de pessoa não pode ser
invocada com o intuito de prejudicar processo de apuração de irregularidades em que o titular das
informações estiver envolvido, bem como em ações voltadas para a recuperação de fatos históricos de
maior relevância. É proibida a utilização de aparelhos que permitam realizar escutas telefônicas, salvo em
casos autorizados pela justiça.

Constituem condutas ilícitas que ensejam responsabilidade do agente público ou militar:

I – recusar-se a fornecer informação requerida nos termos desta Lei, retardar deliberadamente o seu
fornecimento ou fornecê-la intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa;

II – utilizar indevidamente, bem como subtrair, destruir, inutilizar, desfigurar, alterar ou ocultar, total ou
parcialmente, informação que se encontre sob sua guarda ou a que tenha acesso ou conhecimento em
razão do exercício das atribuições de cargo, emprego ou função pública;

III – agir com dolo ou má-fé na análise das solicitações de acesso à informação;

IV – divulgar/permitir a divulgação/acessar/permitir acesso indevido à informação sigilosa/pessoal;

V – impor sigilo à informação para obter proveito para si ou para terceiro, ou para fins de ocultação de ato
ilegal cometido por si ou por outrem;

VI – ocultar da revisão de autoridade superior competente informação sigilosa para beneficiar a si ou a


outrem, ou em prejuízo de terceiros;

VII – destruir ou subtrair, por qualquer meio, documentos concernentes a possíveis violações de direitos
humanos por parte de agentes do Estado.

A pessoa física ou a entidade privada que detiver informações em virtude de vínculo de qualquer natureza
com o PP e deixar de observar o disposto nesta Lei estará sujeita às seguintes sanções:

I – advertência;

II – multa;

III – rescisão do vínculo com o PP;

IV – suspensão temporária do direito de participar de licitação e impedimento de contratar com a


administração pública por prazo não superior a 2 anos;

V – declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a adm. pública, até que seja promovida a
reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade.

FISCALIZAÇÃO LEGISLATIVA
Os Requerimentos de Informação aprovados pelo Poder Legislativo devem ser respondidos pelas
autoridades distritais responsáveis, no prazo máximo de 30 dias, sob pena de crime de
responsabilidade, da seguinte forma:
1. as páginas dos documentos encaminhados devem ser numeradas;
2. os documentos encaminhados devem estar legíveis;
3. as respostas devem conter informações precisas e, quando necessário, serem respaldadas com
relatórios, tabelas, quadros informativos e demais documentos afetos aos questionamentos.
As auditorias instauradas pela Sec. TC devem ser encaminhadas à CLDF, trimestralmente, contendo:
I – nome do servidor, da empresa ou do terceiro auditado;
II – extrato do processo, contendo o objeto da auditoria;
III – fase da tramitação.
O tratamento de informação sigilosa resultante de tratados, acordos ou atos internacionais atende às
normas e às recomendações constantes desses instrumentos.

35 - LEI 9.784/99 - Processo Administrativo


Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública
Adm. Púb. obedecerá aos princípios: legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade,
moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.
Nos processos adm. serão observados, entre outros, os critérios de:
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I - atuação conforme a lei e o Direito;


II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências,
salvo autorização em lei;
III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes;
IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;
V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição;
VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida
superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público;
VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão;
VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados;
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito
aos direitos dos administrados;
X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à
interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio;
XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei;
XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados;
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a
que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.
São deveres do administrado perante a Adm., sem prejuízo de outros previstos em ato normativo:
I - expor os fatos conforme a verdade;
II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé;
III - não agir de modo temerário;
IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos.

O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam
assegurados:
I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus
direitos e o cumprimento de suas obrigações;
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter
vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas;
III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração
pelo órgão competente;
IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força
de lei.
São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo:
I - expor os fatos conforme a verdade;
II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé;
III - não agir de modo temerário;
IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos.

O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.


O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado
por escrito e conter os seguintes dados:
I - órgão ou autoridade administrativa a que se dirige;
II - identificação do interessado ou de quem o represente;
III - domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações;
IV - formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus fundamentos;
V - data e assinatura do requerente ou de seu representante.
É vedada à Administração a recusa imotivada de recebimento de documentos, devendo o servidor orientar
o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas.
Os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para
assuntos que importem pretensões equivalentes. Quando os pedidos de uma pluralidade de interessados
tiverem conteúdo e fundamentos idênticos, poderão ser formulados em um único requerimento, salvo
preceito legal em contrário.
São legitimados como interessados no processo administrativo:
I - PF/PJ que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de
representação;
II - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela
decisão a ser adotada;
III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;
IV - as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos.
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São capazes, para fins de processo adm., os maiores de 18 anos, ressalvada previsão especial em ato
normativo próprio.
A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria,
salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. Um órgão administrativo e seu titular
poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares,
ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de
circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.
Aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes.
Não podem ser objeto de delegação:
 I - a edição de atos de caráter normativo;
II - a decisão de recursos administrativos;
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.
O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.
O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a
duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da
atribuição delegada.
O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. As decisões adotadas por
delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado.
Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação
temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.
Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e, quando
conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial.
Inexistindo competência legal específica, o processo adm. deverá ser iniciado perante a autoridade de
menor grau hierárquico para decidir.
É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que:
I - tenha interesse direto ou indireto na matéria;
II - tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais
situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau;
III - esteja litigando judicial ou adm. com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro.
A autoridade/servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente,
abstendo-se de atuar. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos
disciplinares. Pode ser arguida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou
inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e
afins até o 3º grau.
O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, sem efeito suspensivo.
Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei
expressamente a exigir. Devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua
realização e a assinatura da autoridade responsável.
Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de
autenticidade. A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo.
O processo deverá ter suas páginas numeradas sequencialmente e rubricadas.
Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de funcionamento da repartição na
qual tramitar o processo. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento
prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Adm.
Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos
administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de 5 dias, salvo motivo de força maior.
O prazo previsto pode ser dilatado até o dobro, mediante comprovada justificação.
Os atos do processo devem realizar-se preferencialmente na sede do órgão, cientificando-se o interessado
se outro for o local de realização.
O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do
interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências. A intimação deverá conter:
I - identificação do intimado e nome do órgão ou entidade administrativa;
II - finalidade da intimação;
III - data, hora e local em que deve comparecer;
IV - se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazer-se representar;
V - informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento;
VI - indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes.
A intimação observará a antecedência mínima de 3 dias úteis quanto à data de comparecimento.
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A intimação pode ser efetuada por ciência no processo, por via postal com aviso de recebimento, por
telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado.
No caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, a intimação deve ser
efetuada por meio de publicação oficial. As intimações serão nulas quando feitas sem observância das
prescrições legais, mas o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade.
O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a
direito pelo administrado. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o
interessado em imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os
atos de outra natureza, de seu interesse.
As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão
realizam-se de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito
dos interessados de propor atuações probatórias.
O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo.
Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar-se do modo menos oneroso
para estes. São inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios ilícitos.
Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral, o órgão competente poderá, mediante
despacho motivado, abrir período de consulta pública para manifestação de terceiros, antes da decisão do
pedido, se não houver prejuízo para a parte interessada.
A abertura da consulta pública será objeto de divulgação pelos meios oficiais, a fim de que pessoas físicas
ou jurídicas possam examinar os autos, fixando-se prazo para oferecimento de alegações escritas.
O comparecimento à consulta pública não confere, por si, a condição de interessado do processo, mas
confere o direito de obter da Adm. resposta fundamentada, que poderá ser comum a todas as alegações
substancialmente iguais. Antes da tomada de decisão, a juízo da autoridade, diante da relevância da
questão, poderá ser realizada audiência pública para debates sobre a matéria do processo.
Os órgãos e entidades adm., em matéria relevante, poderão estabelecer outros meios de participação de
administrados, diretamente ou por meio de organizações e associações legalmente reconhecidas.
Os resultados da consulta e audiência pública e de outros meios de participação de administrados deverão
ser apresentados com a indicação do procedimento adotado.
Quando necessária à instrução do processo, a audiência de outros órgãos ou entidades administrativas
poderá ser realizada em reunião conjunta, com a participação de titulares ou representantes dos órgãos
competentes, lavrando-se a respectiva ata, a ser juntada aos autos.
Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria
Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a
instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias.
O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres,
requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo.
Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão.
Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados
quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias.
Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou
terceiros, serão expedidas intimações para esse fim, mencionando-se data, prazo, forma e condições de
atendimento. Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se entender relevante a
matéria, suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão.
Quando dados, atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de
pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Adm. para a respectiva apresentação implicará
arquivamento do processo.
Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada, com antecedência mínima de 3 dias
úteis, mencionando-se data, hora e local de realização.
Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo, o parecer deverá ser emitido no prazo
máximo de 15 dias, salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo. Se um parecer
obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo não terá seguimento até a
respectiva apresentação, responsabilizando-se quem der causa ao atraso. Se deixar de ser emitido no
prazo fixado, o processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da
responsabilidade de quem se omitiu no atendimento.
Quando por disposição de ato normativo devam ser previamente obtidos laudos técnicos de órgãos adm. e
estes não cumprirem o encargo no prazo assinalado, o órgão responsável pela instrução deverá solicitar
laudo técnico de outro órgão dotado de qualificação e capacidade técnica equivalentes.
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Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de 10 dias, salvo se
outro prazo for legalmente fixado. Em caso de risco iminente, a Adm. Pública poderá motivadamente
adotar providências acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado.
Os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas dos dados e
documentos que o integram, ressalvados os dados e documentos de terceiros protegidos por sigilo ou
pelo direito à privacidade, à honra e à imagem.
O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório indicando o
pedido inicial, o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão, objetivamente
justificada, encaminhando o processo à autoridade competente.
A Adm. tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos adm. e sobre solicitações ou
reclamações, em matéria de sua competência.
Concluída a instrução de processo adm., a Adm.tem o prazo de até 30 dias para decidir, salvo prorrogação
por igual período expressamente motivada.
Os atos adm. deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando:
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;
IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;
V - decidam recursos administrativos;
VI - decorram de reexame de ofício;
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos,
propostas e relatórios oficiais;
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.
A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com
fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte
integrante do ato. Na solução de vários assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado meio mecânico
que reproduza os fundamentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos
interessados. A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará
da respectiva ata ou de termo escrito.
O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido formulado
ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis. Havendo vários interessados, a desistência ou renúncia atinge
somente quem a tenha formulado. Conforme o caso, não prejudica o prosseguimento do processo, se a
Administração considerar que o interesse público assim o exige.
O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da
decisão se tornar impossível, inútil ou prejudicado por fato superveniente.
A Adm. deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por
motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
O direito da Adm. de anular os atos adm. de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários
decai em 5 anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. No caso de
efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da percepção do 1º pagamento.
Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade que importe impugnação
à validade do ato.Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo
a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Adm.
Das decisões adm. cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito.
O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de 5
dias, o encaminhará à autoridade superior. Salvo exigência legal, a interposição de recurso administrativo
independe de caução. Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula
vinculante, caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de
encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula,
conforme o caso.

O recurso administrativo tramitará no máximo por 3 instâncias adm., salvo disposição legal diversa.
Têm legitimidade para interpor recurso administrativo:
I - os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo;
II - aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida;
III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;
IV - os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos.
Salvo disposição legal específica, é de 10 dias o prazo para interposição de recurso administrativo,
contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida.
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Quando a lei não fixar prazo diferente, o recurso administrativo deverá ser decidido no prazo máximo de 30
dias, a partir do recebimento dos autos pelo órgão competente. O prazo poderá ser prorrogado por igual
período, ante justificativa explícita.
O recurso interpõe-se por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os fundamentos do
pedido de reexame, podendo juntar os documentos que julgar convenientes.
Salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem efeito suspensivo.
Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução, a autoridade
recorrida ou a imediatamente superior poderá, de ofício ou a pedido, dar efeito suspensivo ao recurso.
Interposto o recurso, o órgão competente para dele conhecer deverá intimar os demais interessados para
que, no prazo de 5 dias úteis, apresentem alegações.
O recurso não será conhecido quando interposto:
I - fora do prazo;
II - perante órgão incompetente - será indicada ao recorrente a autoridade competente, sendo-lhe
devolvido o prazo para recurso.;
III - por quem não seja legitimado;
IV - após exaurida a esfera administrativa.
O não conhecimento do recurso não impede a Adm. de rever de ofício o ato ilegal, desde que não ocorrida
preclusão administrativa.
O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou
parcialmente, a decisão recorrida, se a matéria for de sua competência. Se puder decorrer gravame à
situação do recorrente, este deverá ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão.
Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula vinculante, o órgão competente para decidir o
recurso explicitará as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso.      
Acolhida pelo STF a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, dar-se-á ciência
à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as
futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas
esferas cível, administrativa e penal.  Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser
revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias
relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada.
Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção.
Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindo-se da contagem o dia do
começo e incluindo-se o do vencimento.
Considera-se prorrogado o prazo até o 1º dia útil seguinte se o vencimento cair em dia em que não houver
expediente ou este for encerrado antes da hora normal.
Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo.
Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Se no mês do vencimento não
houver o dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se como termo o último dia do mês.
Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se suspendem.
As sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão natureza pecuniária ou consistirão em
obrigação de fazer ou de não fazer, assegurado sempre o direito de defesa.
Terão prioridade na tramitação, em qualquer órgão ou instância, os procedimentos administrativos em que
figure como parte ou interessado:    

I - pessoa com idade igual ou superior a 60 anos;

II - pessoa portadora de deficiência, física ou mental;     

IV - pessoa portadora de tuberculose ativa, esclerose múltipla, neoplasia maligna, hanseníase, paralisia
irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante,
nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante),
contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, ou outra doença grave, com base em
conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do
processo.   

FAZER TABELA COMPARATIVA 08 E 15 - PRAZOS E MULTAS (TOMBAMENTO FEDERAL/DF)

LT FEDERAL 25/37 LT DF LT DF IMATERIAL

1. Arqueológico, Etnográfico e 1. Bens Móveis de Valor Arqueológico, Etnográfico, 1. Saberes;


Paisagístico - ARETPA; Bibliográfico, Histórico e Artístico;

2. Histórico - HIST; 2. Edifícios e Monumentos Isolados; 2. Celebrações;

3. Belas Artes - BA; 3. Conjunto Urbano e Sítios Históricos; 3. Formas de Expressão;

4. Artes Aplicadas - ARAP 4. Monumentos, Sítios, Paisagens Naturais e Arqueológicas. 4. Lugares.


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