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Dos Direitos e Garantias Fundamentais

CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade,
à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

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III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por


dano material, moral ou à imagem;

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício


dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas
liturgias;

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades
civis e militares de internação coletiva;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção
filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e
recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,


independentemente de censura ou licença;

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,


assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem


consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar
socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;

XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e


das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na
forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual
penal; (Vide Lei nº 9.296, de 1996)

XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações


profissionais que a lei estabelecer;

XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando


necessário ao exercício profissional;

XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa,


nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público,
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;

XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de


autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;

XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades


suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;

XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;

XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para


representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente;

XXII - é garantido o direito de propriedade;

XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;

XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade


pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados
os casos previstos nesta Constituição;

XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de


propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;

XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela
família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade
produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento;

XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de


suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;

XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:

a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e


voz humanas, inclusive nas atividades desportivas;

b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que


participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e
associativas;

XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua
utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes
de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o
desenvolvimento tecnológico e econômico do País;

XXX - é garantido o direito de herança;

XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei
pessoal do "de cujus";

XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;


XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da
sociedade e do Estado; (Regulamento)

XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:

a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou


abuso de poder;

b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento


de situações de interesse pessoal;

XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;

XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;

XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;

XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei,
assegurados:

a) a plenitude de defesa;

b) o sigilo das votações;

c) a soberania dos veredictos;

d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;

XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;

XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;

XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;

XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de


reclusão, nos termos da lei;

XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da


tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como
crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo
evitá-los, se omitirem;

XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou


militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;

XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o


dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores
e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido;

XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:

a) privação ou restrição da liberdade;

b) perda de bens;
c) multa;

d) prestação social alternativa;

e) suspensão ou interdição de direitos;

XLVII - não haverá penas:

a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;

b) de caráter perpétuo;

c) de trabalhos forçados;

d) de banimento;

e) cruéis;

XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do


delito, a idade e o sexo do apenado;

XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;

L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus
filhos durante o período de amamentação;

LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum,


praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;

LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;

LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;

LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;

LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são


assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;

LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;

LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal
condenatória;

LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas
hipóteses previstas em lei; (Regulamento).

LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no
prazo legal;

LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da


intimidade ou o interesse social o exigirem;

LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime
propriamente militar, definidos em lei;
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;

LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado,
sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado;

LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu
interrogatório policial;

LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;

LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade
provisória, com ou sem fiança;

LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento
voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;

LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado


de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de
poder;

LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não
amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data", quando o responsável pela ilegalidade ou
abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições
do Poder Público;

LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:

a) partido político com representação no Congresso Nacional;

b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em


funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou
associados;

LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora


torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes
à nacionalidade, à soberania e à cidadania;

LXXII - conceder-se-á "habeas-data":

a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,


constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter
público;

b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial
ou administrativo;

LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;

LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem
insuficiência de recursos;

LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso
além do tempo fixado na sentença;
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:

a) o registro civil de nascimento;

b) a certidão de óbito;

LXXVII - são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data", e, na forma da lei, os


atos necessários ao exercício da cidadania.

LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do


processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

§ 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes


do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República
Federativa do Brasil seja parte.

§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados,


em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos
respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004) (Atos aprovados na forma deste parágrafo)

§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha


manifestado adesão. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

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CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS

Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a


previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na
forma desta Constituição.
Art. 6o São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança,
a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados,
na forma desta Constituição.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 26, de 2000)

Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o


lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência
aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 64, de 2010)

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria
de sua condição social:

I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos
de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;

II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;

III - fundo de garantia do tempo de serviço;

IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas


necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde,
lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe
preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;

V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;

VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;

VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração
variável;

VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da


aposentadoria;

IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;

X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;

XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e,


excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;

XII - salário-família para os seus dependentes;

XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos
da lei;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)

XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro
semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou
convenção coletiva de trabalho; (vide Decreto-Lei nº 5.452, de 1943)

XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de


revezamento, salvo negociação coletiva;

XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à


do normal; (Vide Del 5.452, art. 59 § 1º)

XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o
salário normal;

XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e
vinte dias;

XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;

XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos


termos da lei;

XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos
termos da lei;

XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e
segurança;

XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na


forma da lei;
XXIV - aposentadoria;

XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de
idade em creches e pré-escolas;

XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos
de idade em creches e pré-escolas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de
2006)

XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;

XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei;

XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a


indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;

XXIX - ação, quanto a créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional
de:

XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo
prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos
após a extinção do contrato de trabalho;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de
25/05/2000)

a) cinco anos para o trabalhador urbano, até o limite de dois anos após a extinção do
contrato;
b) até dois anos após a extinção do contrato, para o trabalhador rural; (Revogado pela
Emenda Constitucional nº 28, de 25/05/2000)

XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão


por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do


trabalhador portador de deficiência;

XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os


profissionais respectivos;

XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores de dezoito e de


qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de aprendiz;

XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de


qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de
quatorze anos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)

XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o


trabalhador avulso.

Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos


previstos nos incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV, bem como a sua integração à
previdência social.

Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:

I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o
registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na
organização sindical;
II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau,
representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será
definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de
um Município;

III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria,
inclusive em questões judiciais ou administrativas;

IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional,


será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical
respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei;

V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;

VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;

VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais;

VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a


cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o
final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.

Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e


de colônias de pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer.

Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a


oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

§ 1º - A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das


necessidades inadiáveis da comunidade.

§ 2º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.

Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos
órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de
discussão e deliberação.

Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um


representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com
os empregadores.

DA NACIONALIDADE

Art. 12. São brasileiros:

I - natos:

a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que
estes não estejam a serviço de seu país;

b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles
esteja a serviço da República Federativa do Brasil;

c) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam


registrados em repartição brasileira competente, ou venham a residir na República Federativa
do Brasil antes da maioridade e, alcançada esta, optem, em qualquer tempo, pela
nacionalidade brasileira;
c) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que venham a residir
na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira;
(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãebrasileira, desde que sejam


registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa
do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade
brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007)

II - naturalizados:>

a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de


países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;

b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil


há mais de trinta anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira.

b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil


há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira.(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

§ 1º - Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em


favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro nato, salvo os casos
previstos nesta Constituição.

§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em


favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos
nesta Constituição.(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

§ 2º - A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo
nos casos previstos nesta Constituição.

§ 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos:

I - de Presidente e Vice-Presidente da República;

II - de Presidente da Câmara dos Deputados;

III - de Presidente do Senado Federal;

IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;

V - da carreira diplomática;

VI - de oficial das Forças Armadas.

VII - de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)

§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:

I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao
interesse nacional;

II - adquirir outra nacionalidade por naturalização voluntária.


II - adquirir outra nacionalidade, salvo no casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional
de Revisão nº 3, de 1994)

a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; (Incluído pela Emenda


Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado


estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos
civis; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.

§ 1º - São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo


nacionais.

§ 2º - Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.

Dos Municípios

Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício
mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a
promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do
respectivo Estado e os seguintes preceitos:

I - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para mandato de quatro anos,


mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo o País;

II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito até noventa dias antes do término do mandato dos
que devam suceder, aplicadas as regras do art. 77, no caso de municípios com mais de
duzentos mil eleitores;

II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro do ano


anterior ao término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras do art. 77, no
caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores;(Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 16, de1997)

III - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subseqüente ao da


eleição;

IV - número de Vereadores proporcional à população do Município, observados os seguintes


limites:
a) mínimo de nove e máximo de vinte e um nos Municípios de até um milhão de habitantes;
b) mínimo de trinta e três e máximo de quarenta e um nos Municípios de mais de um milhão
e menos de cinco milhões de habitantes;
c) mínimo de quarenta e dois e máximo de cinqüenta e cinco nos Municípios de mais de
cinco milhões de habitantes;

IV - para a composição das Câmaras Municipais, será observado o limite máximo


de: (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009) (Produção de
efeito)

a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 15.000 (quinze mil) habitantes; (Redação
dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de 15.000 (quinze mil) habitantes e de


até 30.000 (trinta mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº
58, de 2009)
c) 13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais de 30.000 (trinta mil) habitantes e de
até 50.000 (cinquenta mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional
nº 58, de 2009)

d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes


e de até 80.000 (oitenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº
58, de 2009)

e) 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais de 80.000 (oitenta mil) habitantes


e de até 120.000 (cento e vinte mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)

f) 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais de 120.000 (cento e vinte mil)


habitantes e de até 160.000 (cento sessenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 160.000 (cento e sessenta mil)
habitantes e de até 300.000 (trezentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)

h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 300.000 (trezentos mil)


habitantes e de até 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 450.000 (quatrocentos e


cinquenta mil) habitantes e de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 600.000 (seiscentos mil)


habitantes e de até 750.000 (setecentos cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 750.000 (setecentos e


cinquenta mil) habitantes e de até 900.000 (novecentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 900.000 (novecentos mil)


habitantes e de até 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.050.000 (um milhão e


cinquenta mil) habitantes e de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes; (Incluída
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.200.000 (um milhão e


duzentos mil) habitantes e de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil)
habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de 1.350.000 (um milhão e trezentos e


cinquenta mil) habitantes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes; (Incluída
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.500.000 (um milhão e


quinhentos mil) habitantes e de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes; (Incluída
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.800.000 (um milhão e
oitocentos mil) habitantes e de até 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil)
habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 2.400.000 (dois milhões e


quatrocentos mil) habitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 3.000.000 (três milhões)


de habitantes e de até 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 4.000.000 (quatro


milhões) de habitantes e de até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 5.000.000 (cinco


milhões) de habitantes e de até 6.000.000 (seis milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 6.000.000 (seis milhões)


de habitantes e de até 7.000.000 (sete milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 7.000.000 (sete milhões)


de habitantes e de até 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; e (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 8.000.000 (oito


milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

V - remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores fixada pela Câmara


Municipal em cada legislatura, para a subseqüente, observado o que dispõem os arts. 37, XI,
150, II, 153, III, e 153, § 2.º, I;
VI - a remuneração dos Vereadores corresponderá a, no máximo, setenta e cinco por cento
daquela estabelecida, em espécie, para os Deputados Estaduais, ressalvado o que dispõe o
art. 37, XI; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de


iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153,
III, e 153, § 2º, I;(Redação dada pela Emenda constitucional nº 19, de 1998)

VI - subsídio dos Vereadores fixado por lei de iniciativa da Câmara Municipal, na razão de,
no máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados
Estaduais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º,
I; (Redação dada pela Emenda constitucional nº 19, de 1998)

VI - o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em cada
legislatura para a subseqüente, observado o que dispõe esta Constituição, observados os
critérios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

a) em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores


corresponderá a vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
b) em Municípios de dez mil e um a cinqüenta mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil habitantes, o subsídio máximo dos


Vereadores corresponderá a quarenta por cento do subsídio dos Deputados
Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes, o subsídio máximo dos


Vereadores corresponderá a cinqüenta por cento do subsídio dos Deputados
Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos


Vereadores corresponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados
Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores


corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

VII - o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o
montante de cinco por cento da receita do Município; (Incluído pela Emenda Constitucional nº
1, de 1992)

VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do
mandato e na circunscrição do Município; (Renumerado do inciso VI, pela Emenda
Constitucional nº 1, de 1992)

IX - proibições e incompatibilidades, no exercício da vereança, similares, no que couber, ao


disposto nesta Constituição para os membros do Congresso Nacional e na Constituição do
respectivo Estado para os membros da Assembléia Legislativa; (Renumerado do inciso VII,
pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; (Renumerado do inciso VIII, pela


Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

XI - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara


Municipal; (Renumerado do inciso IX, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

XII - cooperação das associações representativas no planejamento municipal; (Renumerado


do inciso X, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou


de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do
eleitorado; (Renumerado do inciso XI, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. 28, parágrafo único. (Renumerado do
inciso XII, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos
Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguintes
percentuais, relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no §
5o do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no exercício anterior: (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

I - oito por cento para Municípios com população de até cem mil habitantes; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
II - sete por cento para Municípios com população entre cem mil e um e trezentos mil
habitantes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
III - seis por cento para Municípios com população entre trezentos mil e um e quinhentos mil
habitantes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
IV - cinco por cento para Municípios com população acima de quinhentos mil
habitantes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

I - 7% (sete por cento) para Municípios com população de até 100.000 (cem mil)
habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de
2009) (Produção de efeito)

II - 6% (seis por cento) para Municípios com população entre 100.000 (cem mil) e
300.000 (trezentos mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº
58, de 2009)

III - 5% (cinco por cento) para Municípios com população entre 300.001 (trezentos mil e
um) e 500.000 (quinhentos mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)

IV - 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população
entre 500.001 (quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes;(Redação dada
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

V - 4% (quatro por cento) para Municípios com população entre 3.000.001 (três milhões
e um) e 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; (Incluído pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)

VI - 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população acima
de 8.000.001 (oito milhões e um) habitantes. (Incluído pela Emenda Constituição Constitucional
nº 58, de 2009)

§ 1o A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de
pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)

§ 2o Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 25, de 2000)

I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)

II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)

III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

§ 3o Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal o desrespeito


ao § 1o deste artigo.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

Art. 30. Compete aos Municípios:

I - legislar sobre assuntos de interesse local;

II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;


III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem
prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;

IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;

V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços


públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;

VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de


educação pré-escolar e de ensino fundamental;

VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de


educação infantil e de ensino fundamental; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53,
de 2006)

VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de


atendimento à saúde da população;

VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e


controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;

IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a


ação fiscalizadora federal e estadual.

Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante
controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma
da lei.

§ 1º - O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de
Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios,
onde houver.

§ 2º - O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve
anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da
Câmara Municipal.

§ 3º - As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de


qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade,
nos termos da lei.

§ 4º - É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais.

CAPÍTULO V
DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
Seção I
DO DISTRITO FEDERAL

Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger- se-á por lei orgânica,
votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da
Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta
Constituição.

<p< a="">

§ 1º - Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos


Estados e Municípios.
<p< a="">

§ 2º - A eleição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do art. 77, e


dos Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais, para
mandato de igual duração.

<p< a="">

§ 3º - Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no art. 27.

<p< a="">

§ 4º - Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, das polícias
civil e militar e do corpo de bombeiros militar.

</p<></p<></p<></p<>

Seção II
DOS TERRITÓRIOS

Art. 33. A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios.

§ 1º - Os Territórios poderão ser divididos em Municípios, aos quais se aplicará, no que


couber, o disposto no Capítulo IV deste Título.

§ 2º - As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional, com


parecer prévio do Tribunal de Contas da União.

§ 3º - Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes, além do Governador
nomeado na forma desta Constituição, haverá órgãos judiciários de primeira e segunda
instância, membros do Ministério Público e defensores públicos federais; a lei disporá sobre as
eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa.

CAPÍTULO VI
DA INTERVENÇÃO

Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:

I - manter a integridade nacional;

II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;

III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;

IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;

V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:

a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo
motivo de força maior;

b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro
dos prazos estabelecidos em lei;

VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;


VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

b) direitos da pessoa humana;

c) autonomia municipal;

d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a


proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. (Incluída pela
Emenda Constitucional nº 14, de 1996)

e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a


proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e
serviços públicos de saúde.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados
em Território Federal, exceto quando:

I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida
fundada;

II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;

III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e
desenvolvimento do ensino;

III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e
desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde;(Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de


princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou
de decisão judicial.

Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:

I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto
ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o
Poder Judiciário;

II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo


Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral;

III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral


da República, na hipótese do art. 34, VII;

III de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da


República, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei federal. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

IV - de provimento, pelo Superior Tribunal de Justiça, de representação do Procurador-Geral


da República, no caso de recusa à execução de lei federal. (Revogado pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)
§ 1º - O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de
execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso
Nacional ou da Assembléia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas.

§ 2º - Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembléia Legislativa, far-se-


á convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.

§ 3º - Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciação pelo
Congresso Nacional ou pela Assembléia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender a
execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade.

§ 4º - Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes


voltarão, salvo impedimento legal.

CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Seção I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 37. A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e, também, ao seguinte:
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham
os requisitos estabelecidos em lei;
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso
público de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão
declarado em lei de livre nomeação e exoneração;

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os
requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso


público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo
ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão
declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)

III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por
igual período;

IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em


concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos
concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;

V - os cargos em comissão e as funções de confiança serão exercidos, preferencialmente,


por servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou profissional, nos casos e condições
previstos em lei;

V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo


efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos,
condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de
direção, chefia e assessoramento; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;

VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar;

VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei
específica; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras
de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;

IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a


necessidade temporária de excepcional interesse público;

X - a revisão geral da remuneração dos servidores públicos, sem distinção de índices entre
servidores públicos civis e militares, far-se-á sempre na mesma data;

X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39


somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em
cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de
índices; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Regulamento)

XI - a lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a menor remuneração
dos servidores públicos, observados, como limites máximos e no âmbito dos respectivos
poderes, os valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, por
membros do Congresso Nacional, Ministros de Estado e Ministros do Supremo Tribunal
Federal e seus correspondentes nos Estados, no Distrito Federal e nos Territórios, e, nos
Municípios, os valores percebidos como remuneração, em espécie, pelo Prefeito; (Vide Lei nº
8.448, de 1992)
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da
administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e
dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra
natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da


administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e
dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra
natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, aplicando-se como li-mite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos
Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo,
o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o sub-sídio
dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco
centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tri-bunal
Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público,
aos Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
41, 19.12.2003)

XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser
superiores aos pagos pelo Poder Executivo;

XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos, para o efeito de remuneração


de pessoal do serviço público, ressalvado o disposto no inciso anterior e no art. 39, § 1º ;
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados
nem acumulados, para fins de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou
idêntico fundamento;
XV - os vencimentos dos servidores públicos são irredutíveis, e a remuneração observará o
que dispõem os arts. 37, XI e XII, 150, II, 153, III e § 2º, I;(Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 18, 1998)
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver
compatibilidade de horários:
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias,
empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público;

XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o


efeito de remuneração de pessoal do serviço público; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem
acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são


irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II,
153, III, e 153, § 2º, I;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver


compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

a) a de dois cargos de professor; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (Incluída pela Emenda


Constitucional nº 19, de 1998)

c) a de dois cargos privativos de médico; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19, de


1998)

c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões


regulamentadas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001)

XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias,


fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de
competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da
lei;

XIX - somente por lei específica poderão ser criadas empresa pública , sociedade de
economia mista, autarquia ou fundação pública;

XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação; (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)

XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das


entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em
empresa privada;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e
alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade
de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de
pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente
permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do
cumprimento das obrigações. (Regulamento)

XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos


Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de
carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão
de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais,
na forma da lei ou convênio. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

§ 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos
deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou
servidores públicos.

§ 2º - A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a


punição da autoridade responsável, nos termos da lei.

§ 3º - As reclamações relativas à prestação de serviços públicos serão disciplinadas em lei.

§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e


indireta, regulando especialmente: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a


manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna,
da qualidade dos serviços; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo,


observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)

III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo,


emprego ou função na administração pública. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)

§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a


perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

§ 5º - A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente,
servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de
ressarcimento.

§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços


públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros,
assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da


administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da


administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus
administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho
para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº
19, de 1998)

I - o prazo de duração do contrato;

II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e


responsabilidade dos dirigentes;

III - a remuneração do pessoal.

§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia


mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal
ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art.


40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública,
ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos
em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.(Incluído pela Emenda
Constitucional nº 20, de 1998)

§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI
do caput deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e
ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei
Or gânica, como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal
de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos
subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 47, de 2005)

Art. 38. Ao servidor público em exercício de mandato eletivo aplicam- se as seguintes


disposições:

Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício


de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:(Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo,
emprego ou função;

II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe


facultado optar pela sua remuneração;

III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as


vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e,
não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;

IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu
tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por
merecimento;

V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão


determinados como se no exercício estivesse.
Seção II
DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS
DOS SERVIDORES PÚBLICOS
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua
competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração
pública direta, das autarquias e das fundações públicas.
§ 1º - A lei assegurará, aos servidores da administração direta, isonomia de vencimentos
para cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder ou entre servidores dos
Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as
relativas à natureza ou ao local de trabalho. (Regulamento)
§ 2º - Aplica-se a esses servidores o disposto no art. 7º, IV, VI, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV,
XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XXIII e XXX.
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de
política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados
pelos respectivos Poderes.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide
ADIN nº 2.135-4)

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua
competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração
pública direta, das autarquias e das fundações públicas. (Vide ADIN nº 2.135-4)

§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema


remuneratório observará: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de


cada carreira; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

II - os requisitos para a investidura; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

III - as peculiaridades dos cargos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação


e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos
requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou
contratos entre os entes federados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)

§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII,
IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos
diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os


Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em
parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de
representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art.
37, X e XI. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a
relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer
caso, o disposto no art. 37, XI. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do


subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação
de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão,
autarquia e fundação, para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e
produtividade, treinamento e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e
racionalização do serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de
produtividade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos
termos do § 4º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Art. 40. O servidor será aposentado:


I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais quando decorrentes de acidente
em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em
lei, e proporcionais nos demais casos;
II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo
de serviço;
III - voluntariamente:
a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher, com proventos
integrais;
b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor, e vinte e
cinco, se professora, com proventos integrais;
c) aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cinco, se mulher, com proventos
proporcionais a esse tempo;
d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com
proventos proporcionais ao tempo de serviço.
§ 1º - Lei complementar poderá estabelecer exceções ao disposto no inciso III, "a" e "c",
no caso de exercício de atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas.
§ 2º - A lei disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários.
§ 3º - O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será computado
integralmente para os efeitos de aposentadoria e de disponibilidade.
§ 4º - Os proventos da aposentadoria serão revistos, na mesma proporção e na mesma
data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também
estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos
servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do
cargo ou função em que se deu a aposentadoria, na forma da lei.
§ 5º - O benefício da pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou
proventos do servidor falecido, até o limite estabelecido em lei, observado o disposto no
parágrafo anterior.
Art. 40 - Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de
previdência de caráter contributivo, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e
atuarial e o disposto neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de
15/12/98)
§ 1º - Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão
aposentados, calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma do § 3º:
I - por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição,
exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave,
contagiosa ou incurável, especificadas em lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
20, de 15/12/98)

Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de
previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente
público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que
preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão
aposentados, calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e
17: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
I - por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição,
exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave,
contagiosa ou incurável, na forma da lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41,
19.12.2003)

II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de


contribuição; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no
serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as
seguintes condições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinqüenta e cinco


anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 20, de 15/12/98)

b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, com
proventos proporcionais ao tempo de contribuição. (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 20, de 15/12/98)

§ 2º - Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não


poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a
aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 3º - Os proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão calculados com


base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e, na forma
da lei, corresponderão à totalidade da remuneração. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão
consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos
regimes de previdência de que tratam este artigo e o art. 201, na forma da lei. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 4º - É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de


aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados os casos de
atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física, definidos em lei complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 20, de 15/12/98)

§ 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de


aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos
definidos em leis complementares, os casos de servidores: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 47, de 2005)

I portadores de deficiência; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

II que exerçam atividades de risco; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

§ 5º - Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos, em


relação ao disposto no § 1º, III, "a", para o professor que comprove exclusivamente tempo de
efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e
médio. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)
§ 6.º As aposentadorias e pensões dos servidores públicos federais serão custeadas com
recursos provenientes da União e das contribuições dos servidores, na forma da lei. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

§ 6º - Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta


Constituição, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de
previdência previsto neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de
15/12/98)

§ 7º - Lei disporá sobre a concessão do benefício da pensão por morte, que será igual ao
valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito o servidor
em atividade na data de seu falecimento, observado o disposto no § 3º. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte, que será
igual: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

I - ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, até o limite máximo estabelecido
para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, acrescido de
setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso aposentado à data do óbito;
ou (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

II - ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o


falecimento, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de
previdência social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente
a este limite, caso em atividade na data do óbito. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41,
19.12.2003)

§ 8º - Observado o disposto no art. 37, XI, os proventos de aposentadoria e as pensões


serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração
dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas
quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade,
inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que
se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão, na forma da
lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter


permanente, o valor real, conforme critérios estabelecidos em lei. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 9º - O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado para efeito de


aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição


fictício. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 11 - Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total dos proventos de inatividade,
inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de
outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social, e ao
montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo
acumulável na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de
15/12/98)

§ 12 - Além do disposto neste artigo, o regime de previdência dos servidores públicos


titulares de cargo efetivo observará, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o
regime geral de previdência social. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)
§ 13 - Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de
livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público,
aplica-se o regime geral de previdência social. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de
15/12/98)

§ 14 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, desde que instituam regime


de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo,
poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de
que trata este artigo, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de
previdência social de que trata o art. 201.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de
15/12/98)

§ 15 - Observado o disposto no art. 202, lei complementar disporá sobre as normas gerais
para a instituição de regime de previdência complementar pela União, Estados, Distrito Federal
e Municípios, para atender aos seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de
iniciativa do respectivo Poder Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos,
no que couber, por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de
natureza pública, que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente
na modalidade de contribuição definida.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41,
19.12.2003)

§ 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos §§ 14 e 15 poderá


ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato
de instituição do correspondente regime de previdência complementar. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 17. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no


§ 3° serão devidamente atualizados, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
41, 19.12.2003)

§ 18. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo


regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios
do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, com percentual igual ao
estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 19. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para
aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º, III, a, e que opte por permanecer em atividade
fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária
até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º, II. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 20. Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os
servidores titulares de cargos efetivos, e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime
em cada ente estatal, ressalvado o disposto no art. 142, § 3º, X. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 21. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de


proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido
para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201 desta
Constituição, quando o beneficiário, na forma da lei, for portador de doença
incapacitante. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

Art. 41. São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em
virtude de concurso público.
§ 1º - O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial
transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla
defesa.
§ 2º - Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele
reintegrado, e o eventual ocupante da vaga reconduzido ao cargo de origem, sem direito a
indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade.
§ 3º - Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em
disponibilidade remunerada, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo
de provimento efetivo em virtude de concurso público. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: (Redação dada pela Emenda


Constitucional nº 19, de 1998)

I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 19, de 1998)

II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei


complementar, assegurada ampla defesa. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)

§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e
o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a
indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração
proporcional ao tempo de serviço. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em


disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado
aproveitamento em outro cargo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de


desempenho por comissão instituída para essa finalidade. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

DO PROCESSO LEGISLATIVO
Subseção I
Disposição Geral

Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de:

I - emendas à Constituição;

II - leis complementares;

III - leis ordinárias;

IV - leis delegadas;

V - medidas provisórias;

VI - decretos legislativos;
VII - resoluções.

Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e


consolidação das leis.

Subseção II
Da Emenda à Constituição

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

II - do Presidente da República;

III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação,


manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

§ 1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de


estado de defesa ou de estado de sítio.

§ 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois


turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos
membros.

§ 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e


do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.

§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:

I - a forma federativa de Estado;

II - o voto direto, secreto, universal e periódico;

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.

§ 5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não


pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

Subseção III
Das Leis

Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou
Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao
Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao
Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta
Constituição.

§ 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:

I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;

II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou
aumento de sua remuneração;

b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos


e pessoal da administração dos Territórios;

c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos,


estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade;

c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos,


estabilidade e aposentadoria;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas


gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do
Distrito Federal e dos Territórios;

e) criação, estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da administração pública.

e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto


no art. 84, VI (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções,
estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a reserva.(Incluída pela Emenda
Constitucional nº 18, de 1998)

§ 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de
projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo
menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um
deles.

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar


medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso
Nacional, que, estando em recesso, será convocado extraordinariamente para se reunir no
prazo de cinco dias.
Parágrafo único. As medidas provisórias perderão eficácia, desde a edição, se não forem
convertidas em lei no prazo de trinta dias, a partir de sua publicação, devendo o Congresso
Nacional disciplinar as relações jurídicas delas decorrentes.

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar


medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso
Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 32, de 2001)

I - relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; (Incluído


pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

b) direito penal, processual penal e processual civil; (Incluído pela Emenda Constitucional nº
32, de 2001)

c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus


membros; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e
suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; (Incluído pela Emenda Constitucional nº
32, de 2001)

II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo
financeiro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

III - reservada a lei complementar; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de


sanção ou veto do Presidente da República. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)

§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os


previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte
se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.(Incluído pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde


a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos
do § 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto
legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32,
de 2001)

§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória,


suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional.(Incluído pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das
medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos
constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua
publicação, entrará em regime de urgência, subseqüentemente, em cada uma das Casas do
Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais
deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 32, de 2001)

§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no
prazo de sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas
duas Casas do Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

§ 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias


e sobre elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de
cada uma das Casas do Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)

§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha
sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 32, de 2001)

§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a
rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e
decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória,
esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto.(Incluído
pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:

I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto no


art. 166, § 3º e § 4º;

II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados,
do Senado Federal, dos Tribunais Federais e do Ministério Público.

Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República,
do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos
Deputados.

§ 1º - O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de


sua iniciativa.

§ 2º - Se, no caso do parágrafo anterior, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não
se manifestarem, cada qual, sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobre a
proposição, será esta incluída na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos
demais assuntos, para que se ultime a votação.

§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se


manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias,
sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, com exceção
das que tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

§ 3º - A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á
no prazo de dez dias, observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior.

§ 4º - Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional, nem


se aplicam aos projetos de código.

Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de
discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou
arquivado, se o rejeitar.

Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora.

Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente
da República, que, aquiescendo, o sancionará.

§ 1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte,


inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de
quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito
horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto.

§ 2º - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou


de alínea.

§ 3º - Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará


sanção.
§ 4º - O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu
recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e
Senadores, em escrutínio secreto.

§ 5º - Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da
República.

§ 6º - Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na


ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final,
ressalvadas as matérias de que trata o art. 62, parágrafo único.

§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem
do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação
final. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

§ 7º - Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da
República, nos casos dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não o
fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo.

Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de
novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos
membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional.

Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá
solicitar a delegação ao Congresso Nacional.

§ 1º - Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso


Nacional, os de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a
matéria reservada à lei complementar, nem a legislação sobre:

I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus


membros;

II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;

III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.

§ 2º - A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso


Nacional, que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.

§ 3º - Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, este a


fará em votação única, vedada qualquer emenda.

Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

Seção IX
DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União


e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo
Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada
Poder.

Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a
União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que
utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos
quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do
Tribunal de Contas da União, ao qual compete:

I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer


prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;

II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e


valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades
instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a
perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;

III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer
título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo
Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como
a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias
posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;

IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de


Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;

V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União
participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;

VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio,


acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município;

VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas
Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções
realizadas;

VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de


contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa
proporcional ao dano causado ao erário;

IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato
cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;

X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à


Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;

XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.

§ 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso


Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.

§ 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar


as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.
§ 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de
título executivo.

§ 4º - O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório de


suas atividades.

Art. 72. A Comissão mista permanente a que se refere o art. 166, §1º, diante de indícios de
despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de
subsídios não aprovados, poderá solicitar à autoridade governamental responsável que, no
prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários.

§ 1º - Não prestados os esclarecimentos, ou considerados estes insuficientes, a Comissão


solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo de trinta dias.

§ 2º - Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a Comissão, se julgar que o gasto possa


causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá ao Congresso Nacional
sua sustação.

Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito
Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que
couber, as atribuições previstas no art. 96.

§ 1º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que


satisfaçam os seguintes requisitos:

I - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade;

II - idoneidade moral e reputação ilibada;

III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de


administração pública;

IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os
conhecimentos mencionados no inciso anterior.

§ 2º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos:

I - um terço pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois
alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados
em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antigüidade e merecimento;

II - dois terços pelo Congresso Nacional.

§ 3º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias,


prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de
Justiça e somente poderão aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiverem
exercido efetivamente por mais de cinco anos.

§ 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias, prerrogativas,


impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça,
aplicando-se-lhes, quanto à aposentadoria e pensão, as normas constantes do art.
40. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)

§ 4º - O auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e


impedimentos do titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as de juiz
de Tribunal Regional Federal.
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada,
sistema de controle interno com a finalidade de:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos


programas de governo e dos orçamentos da União;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão


orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem
como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;

III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e
haveres da União;

IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

§ 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer


irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de
responsabilidade solidária.

§ 2º - Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na


forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.

Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização,
composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem
como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios.

Parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas


respectivos, que serão integrados por sete Conselheiros.

CAPÍTULO II
DO PODER EXECUTIVO
Seção I
DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos
Ministros de Estado.

Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á,


simultaneamente, noventa dias antes do término do mandato presidencial vigente.

Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á,


simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de
outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato presidencial
vigente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997)

§ 1º - A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele


registrado.

§ 2º - Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político,
obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.

§ 3º - Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova


eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos
mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.

§ 4º - Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento


legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.
§ 5º - Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de
um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.

Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão do


Congresso Nacional, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição,
observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a
independência do Brasil.

Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o
Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado
vago.

Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o


Vice-Presidente.

Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem
conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para
missões especiais.

Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos


respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente
da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.

Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição


noventa dias depois de aberta a última vaga.

§ 1º - Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para
ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na
forma da lei.

§ 2º - Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.

Art. 82. O mandato do Presidente da República é de cinco anos, vedada a reeleição para o
período subseqüente, e terá início em 1º de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição.(Vide
Emenda Constitucional de Revisão nº 5, de 1994)

Art. 82. O mandato do Presidente da República é de quatro anos e terá início em primeiro de
janeiro do ano seguinte ao da sua eleição.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16,
de 1997)

Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do


Congresso Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de
perda do cargo.

Da Tributação e do Orçamento
CAPÍTULO I
DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL
Seção I
DOS PRINCÍPIOS GERAIS

Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os


seguintes tributos:

I - impostos;
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial,
de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua
disposição;

III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.

§ 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a
capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para
conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos
termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.

§ 2º - As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.

Art. 146. Cabe à lei complementar:

I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o


Distrito Federal e os Municípios;

II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;

III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:

a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos


discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e
contribuintes;

b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;

c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades


cooperativas.

d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as


empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto
previsto no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição
a que se refere o art. 239. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um
regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, observado que: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)

I - será opcional para o contribuinte; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de


19.12.2003)

II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por


Estado; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos


pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou
condicionamento;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes


federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

Art. 146-A. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação, com o
objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da competência de a União,
por lei, estabelecer normas de igual objetivo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)

Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território


não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal
cabem os impostos municipais.

Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios:

I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra


externa ou sua iminência;

II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional,


observado o disposto no art. 150, III, "b".

Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será


vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no


domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como
instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e
150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que
alude o dispositivo.

§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição, cobrada de


seus servidores, para o custeio, em benefício destes, de sistemas de previdência e assistência
social. (Parágrafo Renumerado pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus


servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40,
cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da
União. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

>§ 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata


o caput deste artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 33, de 2001)

II - poderão incidir sobre a importação de petróleo e seus derivados, gás natural e seus
derivados e álcool combustível; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços; (Redação


dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

III - poderão ter alíquotas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no


caso de importação, o valor aduaneiro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

b) específica, tendo por base a unidade de medida adotada. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 33, de 2001)

§ 3º A pessoa natural destinatária das operações de importação poderá ser equiparada a


pessoa jurídica, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
§ 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das
respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art.
150, I e III. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 39, de 2002)

Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o caput, na fatura


de consumo de energia elétrica.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 39, de 2002)

Seção II
DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União,
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação


equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles
exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

III - cobrar tributos:

a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver
instituído ou aumentado;

b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou;

c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu
ou aumentou, observado o disposto na alínea b; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)

IV - utilizar tributo com efeito de confisco;

V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos


interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias
conservadas pelo Poder Público;

VI - instituir impostos sobre:

a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;

b) templos de qualquer culto;

c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das
entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social,
sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;

d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

§ 1º - A vedação do inciso III, "b", não se aplica aos impostos previstos nos arts. 153, I, II, IV
e V, e 154, II.
§ 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II,
IV e V; e 154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148,
I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts.
155, III, e 156, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

§ 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e


mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços,
vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.

§ 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à


renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas
normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou
pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da
obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.

§ 4º - As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o


patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades
nelas mencionadas.

§ 5º - A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos
impostos que incidam sobre mercadorias e serviços.

§ 6º - Qualquer anistia ou remissão, que envolva matéria tributária ou previdenciária, só


poderá ser concedida através de lei específica, federal, estadual ou municipal.

§ 6.º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito


presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser
concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente
as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do
disposto no art. 155, § 2.º, XII, g. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

§ 7.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável
pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente,
assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato
gerador presumido.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

Art. 151. É vedado à União:

I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique
distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento
de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do
desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País;

II - tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos, em
níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes;

III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Municípios.

Art. 152. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença
tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou
destino.

Seção III
DOS IMPOSTOS DA UNIÃO
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

I - importação de produtos estrangeiros;

II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;

III - renda e proventos de qualquer natureza;

IV - produtos industrializados;

V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;

VI - propriedade territorial rural;

VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.

§ 1º - É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em


lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V.

§ 2º - O imposto previsto no inciso III:

I - será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade,


na forma da lei;

II - não incidirá, nos termos e limites fixados em lei, sobre rendimentos provenientes de
aposentadoria e pensão, pagos pela previdência social da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, a pessoa com idade superior a sessenta e cinco anos, cuja renda
total seja constituída, exclusivamente, de rendimentos do trabalho. (Revogado pela Emenda
Constitucional nº 20, de 1998)

§ 3º - O imposto previsto no inciso IV:

I - será seletivo, em função da essencialidade do produto;

II - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o


montante cobrado nas anteriores;

III - não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior.

IV - terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do
imposto, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

§ 4º - O imposto previsto no inciso VI terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a


manutenção de propriedades improdutivas e não incidirá sobre pequenas glebas rurais,
definidas em lei, quando as explore, só ou com sua família, o proprietário que não possua outro
imóvel.

§ 4º O imposto previsto no inciso VI do caput:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº


42, de 19.12.2003)

I - será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de


propriedades improdutivas; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

II - não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o
proprietário que não possua outro imóvel; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)
III - será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem, na forma da lei, desde
que não implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal.(Incluído pela
Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) (Regulamento)

§ 5º - O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial, sujeita-
se exclusivamente à incidência do imposto de que trata o inciso V do "caput" deste artigo,
devido na operação de origem; a alíquota mínima será de um por cento, assegurada a
transferência do montante da arrecadação nos seguintes termos:

I - trinta por cento para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme a origem;

II - setenta por cento para o Município de origem.

Art. 154. A União poderá instituir:

I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam
não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados
nesta Constituição;

II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou


não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as
causas de sua criação.

Seção IV
DOS IMPOSTOS DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL

Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir:


I - impostos sobre:
a) transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos;
b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as
prestações se iniciem no exterior;
c) propriedade de veículos automotores
II - adicional de até cinco por cento do que for pago à União por pessoas físicas ou jurídicas
domiciliadas nos respectivos territórios, a título do imposto previsto no art. 153, III, incidente
sobre lucros, ganhos e rendimentos de capital.

Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de


transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as
prestações se iniciem no exterior;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

III - propriedade de veículos automotores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3,


de 1993)

§ 1º O imposto previsto no inciso I, a

§ 1.º O imposto previsto no inciso I: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de


1993)

I - relativamente a bens imóveis e respectivos direitos, compete ao Estado da situação do


bem, ou ao Distrito Federal
II - relativamente a bens móveis, títulos e créditos, compete ao Estado onde se processar o
inventário ou arrolamento, ou tiver domicílio o doador, ou ao Distrito Federal;

III - terá competência para sua instituição regulada por lei complementar:

a) se o doador tiver domicilio ou residência no exterior;

b) se o de cujus possuía bens, era residente ou domiciliado ou teve o seu inventário


processado no exterior;

IV - terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal;

§ 2º - O imposto previsto no inciso I, b, atenderá ao seguinte:

§ 2.º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 3, de 1993)

I - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à


circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores
pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal;

II - a isenção ou não-incidência, salvo determinação em contrário da legislação:

a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou
prestações seguintes;

b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores;

III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços;

IV - resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da República ou de um terço


dos Senadores, aprovada pela maioria absoluta de seus membros, estabelecerá as alíquotas
aplicáveis às operações e prestações, interestaduais e de exportação;

V - é facultado ao Senado Federal:

a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante resolução de iniciativa


de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros;

b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que
envolva interesse de Estados, mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada
por dois terços de seus membros;

VI - salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal, nos termos do


disposto no inciso XII, "g", as alíquotas internas, nas operações relativas à circulação de
mercadorias e nas prestações de serviços, não poderão ser inferiores às previstas para as
operações interestaduais;

VII - em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final
localizado em outro Estado, adotar-se-á:

a) a alíquota interestadual, quando o destinatário for contribuinte do imposto;

b) a alíquota interna, quando o destinatário não for contribuinte dele;


VIII - na hipótese da alínea "a" do inciso anterior, caberá ao Estado da localização do
destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual;

IX - incidirá também:

a) sobre a entrada de mercadoria importada do exterior, ainda quando se tratar de bem


destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento, assim como sobre serviço prestado no
exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o estabelecimento destinatário da
mercadoria ou do serviço;

a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou


jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua
finalidade, assim como sobre o serviço prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado
onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem ou
serviço;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas com serviços não
compreendidos na competência tributária dos Municípios;

X - não incidirá:

a) sobre operações que destinem ao exterior produtos industrializados, excluídos os semi-


elaborados definidos em lei complementar;

a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre serviços prestados
a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do
imposto cobrado nas operações e prestações anteriores; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes,


combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica;

c) sobre o ouro, nas hipóteses definidas no art. 153, § 5º;

d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de


sons e imagens de recepção livre e gratuita; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)

XI - não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre produtos


industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto
destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador dos dois impostos;

XII - cabe à lei complementar:

a) definir seus contribuintes;

b) dispor sobre substituição tributária;

c) disciplinar o regime de compensação do imposto;

d) fixar, para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável, o local das
operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços;

e) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o exterior, serviços e outros


produtos além dos mencionados no inciso X, "a"
f) prever casos de manutenção de crédito, relativamente à remessa para outro Estado e
exportação para o exterior, de serviços e de mercadorias;

g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções,
incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.

h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá uma única vez,
qualquer que seja a sua finalidade, hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso
X, b; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

i) fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, também na


importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço. (Incluída pela Emenda Constitucional nº
33, de 2001)

§ 3º À exceção dos impostos de que tratam o inciso I, b, do "caput" deste artigo e o art. 153,
I e II, nenhum outro tributo incidirá sobre operações relativas a energia elétrica, combustíveis
líquidos e gasosos, lubrificantes e minerais do País.
§ 3.º À exceção dos impostos de que tratam o inciso II do caput deste artigo e o art. 153, I e II,
nenhum outro tributo poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços de
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

§ 3º À exceção dos impostos de que tratam o inciso II do caput deste artigo e o art. 153, I e
II, nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços
de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País.(Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

§ 4º Na hipótese do inciso XII, h, observar-se-á o seguinte: (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 33, de 2001)

I - nas operações com os lubrificantes e combustíveis derivados de petróleo, o imposto


caberá ao Estado onde ocorrer o consumo; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de
2001)

II - nas operações interestaduais, entre contribuintes, com gás natural e seus derivados, e
lubrificantes e combustíveis não incluídos no inciso I deste parágrafo, o imposto será repartido
entre os Estados de origem e de destino, mantendo-se a mesma proporcionalidade que ocorre
nas operações com as demais mercadorias; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de
2001)

III - nas operações interestaduais com gás natural e seus derivados, e lubrificantes e
combustíveis não incluídos no inciso I deste parágrafo, destinadas a não contribuinte, o
imposto caberá ao Estado de origem; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

IV - as alíquotas do imposto serão definidas mediante deliberação dos Estados e Distrito


Federal, nos termos do § 2º, XII, g, observando-se o seguinte: (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 33, de 2001)

a) serão uniformes em todo o território nacional, podendo ser diferenciadas por


produto; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

b) poderão ser específicas, por unidade de medida adotada, ou ad valorem, incidindo sobre
o valor da operação ou sobre o preço que o produto ou seu similar alcançaria em uma venda
em condições de livre concorrência; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

c) poderão ser reduzidas e restabelecidas, não se lhes aplicando o disposto no art. 150,
III, b.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
§ 5º As regras necessárias à aplicação do disposto no § 4º, inclusive as relativas à apuração
e à destinação do imposto, serão estabelecidas mediante deliberação dos Estados e do Distrito
Federal, nos termos do § 2º, XII, g. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

§ 6º O imposto previsto no inciso III: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de


19.12.2003)

I - terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

II - poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização.(Incluído pela Emenda


Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

Seção V
DOS IMPOSTOS DOS MUNICÍPIOS

Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:

I - propriedade predial e territorial urbana;

II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por
natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como
cessão de direitos a sua aquisição;

III - vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel;

III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei
complementar.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

IV - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, I, b, definidos em lei


complementar. (Revogado pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

§ 1º - O imposto previsto no inciso I poderá ser progressivo, nos termos de lei municipal, de
forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade.

§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, inciso II, o
imposto previsto no inciso I poderá:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

I - ser progressivo em razão do valor do imóvel; e (Incluído pela Emenda Constitucional nº


29, de 2000)

II - ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

§ 2º - O imposto previsto no inciso II:

I - não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa


jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente de
fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade
preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens
imóveis ou arrendamento mercantil;

II - compete ao Município da situação do bem.

§ 3º O imposto previsto no inciso III, não exclui a incidência do imposto estadual previsto no
art. 155, I, b, sobre a mesma operação.
§ 3.º Em relação ao imposto previsto no inciso III, cabe à lei complementar: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
I - fixar as suas alíquotas máximas; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

§ 3º Em relação ao imposto previsto no inciso III do caput deste artigo, cabe à lei
complementar:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 37, de 2002)

I - fixar as suas alíquotas máximas e mínimas;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº


37, de 2002)

II - excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 3, de 1993)

III - regular a forma e as condições como isenções, incentivos e benefícios fiscais serão
concedidos e revogados.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 37, de 2002)

§ 4º Cabe à lei complementar:


I - fixar as alíquotas máximas dos impostos previstos nos incisos III e IV;
II - excluir da incidência do imposto previsto no inciso IV exportações de serviços para o
exterior. (Revogado pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

Seção VI
DA REPARTIÇÃO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS

Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal:

I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer


natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas
autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem;

II - vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício
da competência que lhe é atribuída pelo art. 154, I.

Art. 158. Pertencem aos Municípios:

I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer


natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas
autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem;

II - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade


territorial rural, relativamente aos imóveis neles situados;

II - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade


territorial rural, relativamente aos imóveis neles situados, cabendo a totalidade na hipótese da
opção a que se refere o art. 153, § 4º, III; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)

III - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a


propriedade de veículos automotores licenciados em seus territórios;

IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre


operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação.

Parágrafo único. As parcelas de receita pertencentes aos Municípios, mencionadas no inciso


IV, serão creditadas conforme os seguintes critérios:
I - três quartos, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações relativas à
circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seus territórios;

II - até um quarto, de acordo com o que dispuser lei estadual ou, no caso dos Territórios, lei
federal.

Art. 159. A União entregará:

I - do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e


sobre produtos industrializados, quarenta e sete por cento na seguinte forma:

I - do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e


sobre produtos industrializados quarenta e oito por cento na seguinte forma: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 55, de 2007)

a) vinte e um inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Estados e do
Distrito Federal;

b) vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Municípios;

c) três por cento, para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das
Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, através de suas instituições financeiras de caráter
regional, de acordo com os planos regionais de desenvolvimento, ficando assegurada ao semi-
árido do Nordeste a metade dos recursos destinados à Região, na forma que a lei estabelecer;

d) um por cento ao Fundo de Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro
decêndio do mês de dezembro de cada ano; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 55, de
2007)

II - do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados, dez por cento aos
Estados e ao Distrito Federal, proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de
produtos industrializados.

III - do produto da arrecadação da contribuição de intervenção no domínio econômico


prevista no art. 177, § 4º, vinte e cinco por cento para os Estados e o Distrito Federal,
distribuídos na forma da lei, observada a destinação a que refere o inciso II, c, do referido
parágrafo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 2003)

III - do produto da arrecadação da contribuição de intervenção no domínio econômico


prevista no art. 177, § 4º, 29% (vinte e nove por cento) para os Estados e o Distrito Federal,
distribuídos na forma da lei, observada a destinação a que se refere o inciso II, c, do referido
parágrafo.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 44, de 2004)

§ 1º - Para efeito de cálculo da entrega a ser efetuada de acordo com o previsto no inciso I,
excluir-se-á a parcela da arrecadação do imposto de renda e proventos de qualquer natureza
pertencente aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, nos termos do disposto nos
arts. 157, I, e 158, I.

§ 2º - A nenhuma unidade federada poderá ser destinada parcela superior a vinte por cento
do montante a que se refere o inciso II, devendo o eventual excedente ser distribuído entre os
demais participantes, mantido, em relação a esses, o critério de partilha nele estabelecido.

§ 3º - Os Estados entregarão aos respectivos Municípios vinte e cinco por cento dos
recursos que receberem nos termos do inciso II, observados os critérios estabelecidos no art.
158, parágrafo único, I e II.
§ 4º Do montante de recursos de que trata o inciso III que cabe a cada Estado, vinte e cinco
por cento serão destinados aos seus Municípios, na forma da lei a que se refere o mencionado
inciso. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

Art. 160. É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos
atribuídos, nesta seção, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, neles
compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos.

Parágrafo único. Essa vedação não impede a União de condicionar a entrega de recursos ao
pagamento de seus créditos.
Parágrafo único. A vedação prevista neste artigo não impede a União e os Estados de
condicionarem a entrega de recursos ao pagamento de seus créditos, inclusive de suas
autarquias. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

Parágrafo único. A vedação prevista neste artigo não impede a União e os Estados de
condicionarem a entrega de recursos:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de
2000)

I - ao pagamento de seus créditos, inclusive de suas autarquias; (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 29, de 2000)

II - ao cumprimento do disposto no art. 198, § 2º, incisos II e III.(Incluído pela Emenda


Constitucional nº 29, de 2000)

Art. 161. Cabe à lei complementar:

I - definir valor adicionado para fins do disposto no art. 158, parágrafo único, I;

II - estabelecer normas sobre a entrega dos recursos de que trata o art. 159, especialmente
sobre os critérios de rateio dos fundos previstos em seu inciso I, objetivando promover o
equilíbrio sócio-econômico entre Estados e entre Municípios;

III - dispor sobre o acompanhamento, pelos beneficiários, do cálculo das quotas e da


liberação das participações previstas nos arts. 157, 158 e 159.

Parágrafo único. O Tribunal de Contas da União efetuará o cálculo das quotas referentes
aos fundos de participação a que alude o inciso II.

Art. 162. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios divulgarão, até o último dia
do mês subseqüente ao da arrecadação, os montantes de cada um dos tributos arrecadados,
os recursos recebidos, os valores de origem tributária entregues e a entregar e a expressão
numérica dos critérios de rateio.

Parágrafo único. Os dados divulgados pela União serão discriminados por Estado e por
Município; os dos Estados, por Município.

CAPÍTULO II
DAS FINANÇAS PÚBLICAS
Seção I
NORMAS GERAIS

Art. 163. Lei complementar disporá sobre:

I - finanças públicas;

II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades
controladas pelo Poder Público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;

IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;

V - fiscalização das instituições financeiras;

V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta; (Redação dada pela


Emenda Constitucional nº 40, de 2003)

VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do


Distrito Federal e dos Municípios;

VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas
as características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional.

Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo
banco central.

§ 1º - É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro


Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.

§ 2º - O banco central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional,


com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.

§ 3º - As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos


Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das
empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos
previstos em lei.

Seção II
DOS ORÇAMENTOS

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.

§ 1º - A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes,


objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.

§ 2º - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da


administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro
subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na
legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento.

§ 3º - O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre,
relatório resumido da execução orçamentária.

§ 4º - Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição


serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso
Nacional.
§ 5º - A lei orçamentária anual compreenderá:

I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente,


detenha a maioria do capital social com direito a voto;

III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela


vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e
mantidos pelo Poder Público.

§ 6º - O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do


efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e
benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia.

§ 7º - Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano


plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério
populacional.

§ 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à


fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos
suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita,
nos termos da lei.

§ 9º - Cabe à lei complementar:

I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização


do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;

II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta


bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos.

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao


orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso
Nacional, na forma do regimento comum.

§ 1º - Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas
apresentadas anualmente pelo Presidente da República;

II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais


previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem
prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas
de acordo com o art. 58.

§ 2º - As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e
apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.

§ 3º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem


somente podem ser aprovadas caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de


despesa, excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;

b) serviço da dívida;

c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou

III - sejam relacionadas:

a) com a correção de erros ou omissões; ou

b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

§ 4º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas


quando incompatíveis com o plano plurianual.

§ 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para


propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na
Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

§ 6º - Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento


anual serão enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da lei
complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

§ 7º - Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto
nesta seção, as demais normas relativas ao processo legislativo.

§ 8º - Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei


orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o
caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização
legislativa.

Art. 167. São vedados:

I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;

II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos


orçamentários ou adicionais;

III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de


capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com
finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;

IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a


repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a
destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado
pelo art. 212, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita,
previstas no art. 165, § 8º;
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a
repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a
destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado
pelo art. 212, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita,
previstas no art. 165, § 8.º, bem assim o disposto no § 4.º deste artigo; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a
repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a
destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde e para manutenção e
desenvolvimento do ensino, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, e 212, e
a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art.
165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo;(Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 29, de 2000)

IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a


repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a
destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e
desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como
determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias
às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o
disposto no § 4º deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)

V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem


indicação dos recursos correspondentes;

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de


programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;

VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;

VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e
da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e
fundos, inclusive dos mencionados no art. 165, § 5º;

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por


antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras,
para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195,
I, a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral
de previdência social de que trata o art. 201. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de
1998)

§ 1º - Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser


iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena
de crime de responsabilidade.

§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que


forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses
daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao
orçamento do exercício financeiro subseqüente.

§ 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas


imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade
pública, observado o disposto no art. 62.

§ 4.º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem
os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a
prestação de garantia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos para com
esta. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os


créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário
e do Ministério Público, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, na forma da lei
complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os


créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e
Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de
cada mês, em duodécimos, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, §
9º. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

Parágrafo único. A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação


de cargos ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão de pessoal, a qualquer
título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público, só poderão ser feitas:

§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos,


empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou
contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou
indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser
feitas: (Renumerado do parágrafo único, pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa


de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)

II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as


empresas públicas e as sociedades de economia mista. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)

§ 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a


adaptação aos parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de
verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não
observarem os referidos limites. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo
fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios adotarão as seguintes providências: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)

I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e
funções de confiança; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

II - exoneração dos servidores não estáveis. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)

§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para
assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor
estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes
especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de
pessoal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização
correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto,
vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo
prazo de quatro anos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do


disposto no § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

TÍTULO VII
Da Ordem Econômica e Financeira
CAPÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA

Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre


iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça
social, observados os seguintes princípios:

I - soberania nacional;

II - propriedade privada;

III - função social da propriedade;

IV - livre concorrência;

V - defesa do consumidor;

VI - defesa do meio ambiente;

VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o


impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e
prestação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

VII - redução das desigualdades regionais e sociais;

VIII - busca do pleno emprego;

IX - tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital nacional de pequeno


porte.

IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis


brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 6, de 1995)

Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica,


independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.

Art. 171. São consideradas: (Revogado pela Emenda Constitucional nº 6, de 1995)


I - empresa brasileira a constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e
administração no País;
II - empresa brasileira de capital nacional aquela cujo controle efetivo esteja em caráter
permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no
País ou de entidades de direito público interno, entendendo-se por controle efetivo da empresa
a titularidade da maioria de seu capital votante e o exercício, de fato e de direito, do poder
decisório para gerir suas atividades.Revogado pela Emenda Constitucional nº 6, de 15/08/95
§ 1º - A lei poderá, em relação à empresa brasileira de capital nacional:
I - conceder proteção e benefícios especiais temporários para desenvolver atividades
consideradas estratégicas para a defesa nacional ou imprescindíveis ao desenvolvimento do
País;
II - estabelecer, sempre que considerar um setor imprescindível ao desenvolvimento
tecnológico nacional, entre outras condições e requisitos:
a) a exigência de que o controle referido no inciso II do "caput" se estenda às atividades
tecnológicas da empresa, assim entendido o exercício, de fato e de direito, do poder decisório
para desenvolver ou absorver tecnologia;
b) percentuais de participação, no capital, de pessoas físicas domiciliadas e residentes no
País ou entidades de direito público interno.
§ 2º - Na aquisição de bens e serviços, o Poder Público dará tratamento preferencial, nos
termos da lei, à empresa brasileira de capital nacional.(Revogado pela Emenda Constitucional
nº 6, de 1995)

Art. 172. A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital
estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros.

Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de


atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da
segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.

§ 1º - A empresa pública, a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem


atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive
quanto às obrigações trabalhistas e tributárias.

§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia


mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou
comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos
e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários; (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)

III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os


princípios da administração pública; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

IV - a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a


participação de acionistas minoritários; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores.


(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 2º - As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de


privilégios fiscais não extensivos às do setor privado.

§ 3º - A lei regulamentará as relações da empresa pública com o Estado e a sociedade.

§ 4º - A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à
eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

§ 5º - A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica,


estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a às punições compatíveis com sua
natureza, nos atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia
popular.
Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na
forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante
para o setor público e indicativo para o setor privado.

§ 1º - A lei estabelecerá as diretrizes e bases do planejamento do desenvolvimento nacional


equilibrado, o qual incorporará e compatibilizará os planos nacionais e regionais de
desenvolvimento.

§ 2º - A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo.

§ 3º - O Estado favorecerá a organização da atividade garimpeira em cooperativas, levando


em conta a proteção do meio ambiente e a promoção econômico-social dos garimpeiros.

§ 4º - As cooperativas a que se refere o parágrafo anterior terão prioridade na autorização ou


concessão para pesquisa e lavra dos recursos e jazidas de minerais garimpáveis, nas áreas
onde estejam atuando, e naquelas fixadas de acordo com o art. 21, XXV, na forma da lei.

Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de
concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.

Parágrafo único. A lei disporá sobre:

I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter


especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade,
fiscalização e rescisão da concessão ou permissão;

II - os direitos dos usuários;

III - política tarifária;

IV - a obrigação de manter serviço adequado.

Art. 176. As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia
hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou
aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto
da lavra.

§ 1º - A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais a que se


refere o "caput" deste artigo somente poderão ser efetuados mediante autorização ou
concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa brasileira de capital
nacional, na forma da lei, que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades
se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras indígenas.

§ 1º A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais a que se


refere o "caput" deste artigo somente poderão ser efetuados mediante autorização ou
concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis
brasileiras e que tenha sua sede e administração no País, na forma da lei, que estabelecerá as
condições específicas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou
terras indígenas. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 6, de 1995)

§ 2º - É assegurada participação ao proprietário do solo nos resultados da lavra, na forma e


no valor que dispuser a lei.

§ 3º - A autorização de pesquisa será sempre por prazo determinado, e as autorizações e


concessões previstas neste artigo não poderão ser cedidas ou transferidas, total ou
parcialmente, sem prévia anuência do poder concedente.
§ 4º - Não dependerá de autorização ou concessão o aproveitamento do potencial de
energia renovável de capacidade reduzida.

Art. 177. Constituem monopólio da União:

I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos


fluidos;

II - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;

III - a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes das atividades
previstas nos incisos anteriores;

IV - o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos de


petróleo produzidos no País, bem assim o transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto,
seus derivados e gás natural de qualquer origem;

V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o


comércio de minérios e minerais nucleares e seus derivados.

V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o


comércio de minérios e minerais nucleares e seus derivados, com exceção dos radioisótopos
cuja produção, comercialização e utilização poderão ser autorizadas sob regime de permissão,
conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 21 desta Constituição
Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49, de 2006)

§ 1º O monopólio previsto neste artigo inclui os riscos e resultados decorrentes das


atividades nele mencionadas, sendo vedado à União ceder ou conceder qualquer tipo de
participação, em espécie ou em valor, na exploração de jazidas de petróleo ou gás natural,
ressalvado o disposto no art. 20, § 1º.

§ 1º A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das


atividades previstas nos incisos I a IV deste artigo observadas as condições estabelecidas em
lei.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995)

§ 2º A lei a que se refere o § 1º disporá sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 9, de


1995)

I - a garantia do fornecimento dos derivados de petróleo em todo o território


nacional; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995)

II - as condições de contratação; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995)

III - a estrutura e atribuições do órgão regulador do monopólio da União; (Incluído pela


Emenda Constitucional nº 9, de 1995)

§ 2º - A lei disporá sobre o transporte e a utilização de materiais radioativos no território


nacional.

§ 3º A lei disporá sobre o transporte e a utilização de materiais radioativos no território


nacional.(Renumerado de § 2º para 3º pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995)

§ 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às


atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus
derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes requisitos: (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 33, de 2001)
I - a alíquota da contribuição poderá ser: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de
2001)

a) diferenciada por produto ou uso; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

b)reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, não se lhe aplicando o disposto no
art. 150,III, b; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

II - os recursos arrecadados serão destinados: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33,


de 2001)

a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível, gás natural e


seus derivados e derivados de petróleo; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e do


gás; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

c) ao financiamento de programas de infra-estrutura de transportes. (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 33, de 2001)

Art. 178. A lei disporá sobre:


I -a ordenação dos transportes aéreo, aquático e terrestre;
II - a predominância dos armadores nacionais e navios de bandeira e registros brasileiros e
do país exportador ou importador;
III -o transporte de granéis;
IV -a utilização de embarcações de pesca e outras.
§ 1º A ordenação do transporte internacional cumprirá os acordos firmados pela União,
atendido o princípio da reciprocidade
§ 2º Serão brasileiros os armadores, os proprietários, os comandantes e dois terços, pelo
menos, dos tripulantes de embarcações nacionais
§ 3º A navegação de cabotagem e a interior são privativas de embarcações nacionais,
salvo caso de necessidade pública, segundo dispuser a lei.

Art. 178. A lei disporá sobre a ordenação dos transportes aéreo, aquático e terrestre,
devendo, quanto à ordenação do transporte internacional, observar os acordos firmados pela
União, atendido o princípio da reciprocidade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 7,
de 1995)

Parágrafo único. Na ordenação do transporte aquático, a lei estabelecerá as condições em


que o transporte de mercadorias na cabotagem e a navegação interior poderão ser feitos por
embarcações estrangeiras. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 7, de 1995)

Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às


microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico
diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas,
tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei.

Art. 180. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios promoverão e incentivarão


o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico.

Art. 181. O atendimento de requisição de documento ou informação de natureza comercial,


feita por autoridade administrativa ou judiciária estrangeira, a pessoa física ou jurídica residente
ou domiciliada no País dependerá de autorização do Poder competente.

CAPÍTULO II
DA POLÍTICA URBANA
Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal,
conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das
funções sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes.

§ 1º - O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais
de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão
urbana.

§ 2º - A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências


fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor.

§ 3º - As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização


em dinheiro.

§ 4º - É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no
plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado,
subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena,
sucessivamente, de:

I - parcelamento ou edificação compulsórios;

II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;

III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão


previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em
parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.

Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros
quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou
de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano
ou rural.

§ 1º - O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou


a ambos, independentemente do estado civil.

§ 2º - Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.

§ 3º - Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ

No Exercício dos poderes outorgados pela Constituição Federal e como representantes do povo Chapecoense, os
Vereadores, que esta subscrevem, promulgam, sob a proteção de Deus, esta Lei Orgânica, objetivando assegurar, no
âmbito da autonomia municipal, os direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o
desenvolvimento, a igualdade e a justiça.

TÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Art. 1º - O Município de Chapecó, unidade da República Federativa do Brasil e integrante da organização político-
administrativa do Estado de Santa Catarina, nos termos da autonomia que lhe é constitucionalmente assegurada, assume a
esfera local de governo dentro do estado democrático de direito, e fundamenta a sua existência nos seguintes
princípios:

I - a autonomia;

II - a cidadania;

III - a dignidade da pessoa humana;

IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V - o pluralismo político.

Parágrafo Único - A ação municipal será desenvolvida em todo o seu território, sem privilégios de distritos ou
bairros, orientada no sentido de reduzir as desigualdades sociais e de promover o bem-estar de todos, sem preconceitos
de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 2º - Todo o poder emana do povo que o exerce por meio de seus representantes eleitos, ou diretamente, nos termos
desta Lei Orgânica e das Constituições da República e do Estado.

Art. 3º - O Município, visando integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas e a defesa de
interesses comuns, poderá associar-se ao Estado e aos demais Municípios, neste caso, sob a forma de consórcios ou
associações microrregionais.

TÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 4º - O Município de Chapecó, com sede na cidade que lhe dá o nome, dotado de autonomia política, administrativa e
financeira, rege-se por esta Lei Orgânica.

Art. 5º - São poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Executivo e o Legislativo.

Art. 6º - São símbolos do Município sua Bandeira, seu Hino e seu Brasão.

Parágrafo Único - A Lei estabelecerá outros símbolos dispondo sobre o seu uso.

Art. 7º O Território do Município compreende o espaço físico que se encontra sob sua jurisdição.

CAPÍTULO II
DA DIVISÃO ADMINISTRATIVA DO MUNICÍPIO

Art. 8º - O Município, segundo suas necessidades e no interesse de seus habitantes, poderá dividir-se em Distritos,
Bairros e Vilas.

§ 1º A criação, organização, supressão, fusão ou troca de Distritos dependem de lei.

§ 2º A criação, reorganização, supressão, fusão ou troca de nomes de bairros e vilas dependem de Lei.(Redação dada
pela Emenda à Lei Orgânica nº 33/2011, de 09 de fevereiro de 2011)

§ 3º É facultada a descentralização administrativa com a criação, nos Distritos e Bairros, de subsedes da Prefeitura,
na forma da lei, de iniciativa do Poder Executivo. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010, de 25/11/2010)

CAPÍTULO III
DOS BENS DO MUNICÍPIO

Art. 9º - Constituem bens do Município todas as coisas móveis e imóveis, direitos e ações que a qualquer título lhe
pertençam.

Parágrafo Único - Lei Complementar disporá sobre a administração, aquisição, alienação e uso dos bens municipais.

CAPÍTULO IV
DA COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO

SEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA

Art. 10 - Compete ao Município:

I - legislar sobre assuntos de interesse local;

II - suplementar a Legislação Federal e a Estadual, no que couber;

III - elaborar o plano plurianual e o orçamento anual;

IV - instituir e arrecadar os tributos municipais, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de
prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em Lei;

V - fixar, fiscalizar e cobrar tarifas ou preços públicos;

VI - dispor sobre organização, administração e execução dos serviços municipais;

VII - dispor sobre administração, utilização e alienação dos bens públicos;

VIII - instituir a legislação de pessoal do Município;(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 18/01)

IX - organizar e prestar diretamente, ou sob o regime de concessão ou permissão, os serviços públicos locais,
inclusive os de transporte coletivo, que têm caráter essencial;

X - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação pré-escolar e de ensino
fundamental;

XI - instituir, executar e apoiar programas educacionais e culturais que propiciem o pleno desenvolvimento da criança
e do adolescente;

XII - amparar, de modo especial, os idosos e os portadores de deficiências;

XIII - estimular a participação popular na formulação de políticas públicas, sua ação governamental, estabelecendo
programas de incentivo a projetos de organização comunitária, nos campos social e econômico, cooperativas de produção
e de mutirões;

XIV - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da
população, inclusive assistência nas emergências médico-hospitalares de pronto-socorro, com recursos próprios, ou
mediante convênio com entidades especializadas;

XV - planejar e controlar o uso, o parcelamento e a ocupação do solo em seu território, especialmente o de sua zona
urbana;

XVI - estabelecer normas de edificação, de loteamento, de arruamento e de zoneamento urbano e rural, bem como as
limitações urbanísticas convenientes à ordenação do seu território, observadas as diretrizes da Lei Federal;

XVII - instituir, planejar e fiscalizar programas de desenvolvimento urbano nas áreas de habitação, e saneamento
básico, de acordo com as diretrizes estabelecidas na Legislação Federal, sem prejuízo do exercício da competência
comum correspondente;

XVIII - prover sobre a limpeza das vias e logradouros públicos, remoção e destino do lixo domiciliar ou não, bem como
de outros detritos e resíduos de qualquer natureza;

XIX - conceder e renovar licença para localização, funcionamento e permanência de estabelecimentos industriais,
comerciais, prestadores de serviços e quaisquer outros;

XX - cessar a licença que houver concedido ao estabelecimento cuja atividade venha a se tornar prejudicial à saúde, à
higiene, à segurança, ao sossego e aos bons costumes;

XXI - ordenar as atividades urbanas, fixando condições e horários para funcionamento de estabelecimentos industriais,
comerciais, de serviços e outros, atendidas as normas da Legislação Federal aplicável;

XXII - organizar e manter os serviços de fiscalização necessários ao exercício do poder de polícia administrativo;

XXIII - fiscalizar, nos locais de venda, peso, medidas e condições sanitárias dos gêneros alimentícios, observada a
Legislação Federal pertinente;

XXIV - dispor sobre o depósito e venda de animais e mercadorias apreendidas em decorrência de transgressão da
Legislação Municipal;

XXV - dispor sobre o registro, guarda, vacinação e captura de animais, com a finalidade precípua de controlar e
erradicar moléstias de que possam ser portadores ou transmissores;

XXVI - disciplinar os serviços de carga e descarga;

XXVII - sinalizar as vias urbanas e as estradas municipais, bem como regulamentar e fiscalizar a sua utilização;

XXIII - regulamentar a utilização dos logradouros públicos e, especialmente no perímetro urbano, determinar o
itinerário e os pontos de parada obrigatória de veículos de transporte coletivo;

XXIX - fixar e sinalizar as zonas de silêncio, de trânsito e tráfego em condições especiais;

XXX - regular as condições de utilização dos bens públicos de uso comum;

XXXI - regular, executar, licenciar, fiscalizar, conceder, permitir ou autorizar, conforme o caso:

a) os serviços de carros de aluguel, inclusive o uso de taxímetro;


b) os serviços funerários e os cemitérios, permitindo o direito de livre escolha desses serviços pelos usuários;
c) os serviços de mercados, feiras e matadouros públicos;
d) os serviços de construção e conservação de estradas, ruas, vias ou caminhos municipais;
e) os serviços de iluminação pública;
f) a fixação de cartazes e anúncios, bem como a utilização de quaisquer outros meios de publicidade e propaganda nos
locais sujeitos ao poder de polícia municipal;

XXXII - fixar os locais de estacionamento público de táxis e demais veículos;

XXXIII - estabelecer servidões administrativas necessárias à realização de seus serviços, inclusive de seus
concessionários;

XXXIV - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;

XXXV - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores
desfavorecidos;

XXXVI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direito de pesquisa e exploração de recursos hídricos e
minerais em seu território;

XXXVII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito;

XXXVIII - criar Guarda Municipal destinada à proteção de seus serviços e instalações;

Parágrafo Único - A Lei regulará a criação e o funcionamento da Guarda Municipal.

SEÇÃO II
DA COMPETÊNCIA COMUM

Art. 11 - É da competência comum do Município, do Estado e da União:

I - zelar pela guarda das Constituições Federal e Estadual, das Leis, das Instituições Democráticas e conservar o
patrimônio público;

II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;

III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico e cultural, os monumentos, as paisagens
naturais notáveis e os sítios arqueológicos;

IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico,
artístico e cultural;

V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;

VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;

VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;

IX - promover, na forma da Lei, a defesa do consumidor.

CAPÍTULO V
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 12 - A Administração Municipal compreende:

I - órgãos da administração direta;

II - entidades de administração direta ou fundacional dotadas de personalidade jurídica própria.

Art. 13 - A administração pública municipal direta, indireta ou fundacional, obedecerá aos princípios da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também ao seguinte:

I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em
lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;

II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas
e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego público, na forma prevista em lei,
ressalvadas as nomeações para cargos em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica 18/01)

III - o prazo de validade do concurso público será de dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;

IV - durante o prazo improrrogável previsto no Edital de Convocação, aquele aprovado em concurso público de provas e
de provas e títulos, será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego na carreira;

V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em
comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei,
destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº
18/01)

VI - a Lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para pessoas portadoras de deficiência e definirá os
critérios de sua admissão;

VII - a Lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender à necessidade temporária de
excepcional interesse público;

VIII - A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros dos Poderes Executivo e Legislativo Municipal, os proventos e pensões, ou outra
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluída as vantagens pessoais ou de qualquer outra
natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, do Secretário Municipal, exceto o subsídio pago aos
detentores de mandato eletivo e demais condições legais efetivadas até a presente data;

IX - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 da Constituição Federal somente
poderão ser fixados ou alterados por Lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão
geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices;(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 18/01)

X - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos ao Poder Executivo;

XI - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal
do serviço público;

XII - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público municipal não serão computados nem acumulados para
fins de concessão de acréscimos ulteriores;

XIII - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto
nos arts. 37, XI e XIV, 39, § 4º, 150, II, 153, III, 153, § 2º, I da Constituição Federal;

XIV - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários,
observando em qualquer caso o disposto no inciso VIII:

a) a de dois cargos de professor;


b) a de um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
c) a dois cargos privativos de médico.

XV - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas,
sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo Poder
Público; (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 18/01)

XVI - nenhum servidor será designado para funções não constantes das atribuídas ao cargo que ocupa,a não ser em
substituição e, se acumulada, com gratificação em lei;

XVII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição,
precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da Lei;

XVIII - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à Lei Complementar, neste último caso, definir as áreas de sua
atuação; (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 18/01)

XIX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso
anterior, assim como a participação delas em empresas privadas;

XX - ressalvados os casos determinados na legislação federal específica, obras, serviços, compras e alienações serão
contratados mediante processo de licitação pública, que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com
cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas condições efetivas da proposta, nos termos da Lei, a qual
somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensável à garantia do cumprimento das
obrigações.

XXI - é vedada a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro
grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia
ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na
administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes do Município, excetuando-se a esta regra as
contratações em caráter temporário nos casos previstos em Lei e precedidas de regular processo seletivo, onde exista
ampla publicidade e oportunidade igualitária para todos, através de provas escritas, práticas ou de títulos; (Redação
dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 33/2011, de 09 de fevereiro de 2011)

XXII - fica vedada a nomeação para cargos em comissão no âmbito dos órgãos dos Poderes Executivo e Legislativo do
Município de Chapecó, Estado de Santa Catarina, às pessoas inseridas nas seguintes hipóteses:

a) Os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça ELeitoral, em decisão transitada em
julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, desde a
decisão até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos;
b) Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a
condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes:

1. Contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público;


2. Contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na Lei que regula a
falência;
3. Contra o meio ambiente e a saúde pública;
4. Eleitorais, para os quais a Lei comine pena privativa de liberdade;
5. De abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de
função pública;
6. De lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;
7. De tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos;
8. De redução à condição análoga à de escravo;
9. Contra a vida e a dignidade sexual; e
10. Praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando;

c) Os que forem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatíveis, pelo prazo de 8 (oito) anos;

d) Os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade
insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente,
salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71
da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa
condição, desde a decisão até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos;

e) Os detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a


terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem condenados em decisão transitada em julgado ou
proferida por órgão judicial colegiado, desde a decisão até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos;

f) Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça ELeitoral,
por corrupção eLeitoral, por captação ilícita de sufrágio, por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de
campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eLeitorais que impliquem cassação do registro ou do
diploma, desde a decisão até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos;

g) Os que forem condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão
judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e
enriquecimento ilícito, desde a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o
cumprimento da pena;

h) Os que forem excluídos do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão profissional competente, em
decorrência de infração ético-profissional, pelo prazo de 8 (oito) anos, salvo se o ato houver sido anulado ou
suspenso pelo Poder Judiciário;

i) Os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8
(oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário.

§ 1º A vedação prevista na alínea b do inciso XXII, deste artigo não se aplica aos crimes culposos e àqueles definidos
em Lei como de menor potencial ofensivo, nem aos crimes de ação penal privada.

§ 2º Todos os atos efetuados em desobediência às vedações previstas no inciso XXII deste artigo serão considerados
nulos.

§ 3º Caberá ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo Municipal, de forma individualizada, a fiscalização de seus atos
em obediência ao que consta no inciso XXII, deste artigo, com a possibilidade de requerer aos órgãos competentes
informações e documentos que entender necessários para o cumprimento das exigências legais.

§ 4º Para efeito do que dispõe o inciso XXII deste artigo, o nomeado ou designado, obrigatoriamente antes da posse,
terá ciência das restrições e declarará por escrito não encontrar-se inserido nas suas vedações. (Redação acrescida
pela Emenda à Lei Orgânica nº 33/2011, de 09 de fevereiro de 2011)

§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos municipais deverá ter caráter
educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizam
promoção pessoal de autoridade ou serviços públicos.

§ 2º A não observância do disposto nos Incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade
responsável nos termos da Lei.

§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando
especificamente:

I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de
atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços;

II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observando o disposto no
art. 5º, X e XXXIII da Constituição Federal;

III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na
administração pública; (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 18/01)

§ 4º Os atos de improbidade administrativa importarão na suspensão dos direitos políticos declarados por sentença
transitada em julgado pelo poder competente, na perda da função pública, na indisponibilidade dos bens, no
ressarcimento ao erário, na forma e gradação prevista na legislação federal, sem prejuízo da ação penal cabível.

§ 5º O Município e os prestadores de serviços públicos municipais responderão pelos danos que seus agentes, nesta
qualidade, causarem a terceiros, assegurando o direito de regresso contra o responsável, nos casos de dolo ou culpa.

§ 6º A Lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e
indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas.

§ 7º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá
ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o Poder Público, que tenha por objeto a
fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à Lei dispor sobre:

I - o prazo de duração do contrato;

II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidades dos dirigentes;

III - a remuneração do pessoal.

§ 8º O disposto no inciso VIII aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias,
que receberem recursos do Município para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.

§ 9º Excetua-se da remuneração de que trata o inciso VIII deste artigo, os servidores públicos municipais que
desempenham atividades na área da saúde pública municipal, cuja remuneração não excederá ao subsídio mensal, em
espécie, do Vice-Prefeito Municipal."

Art. 14 - Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo,
aplicam-se as seguintes disposições: (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 18/01)

I - tratando-se de mandato eletivo federal ou estadual, ficará afastado do seu cargo, emprego ou função;

II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar por sua
remuneração;

III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens do seu cargo,
emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma
do inciso anterior;

IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado,
para todos os efeitos legais, exceto para a promoção por merecimento;

V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados como se no
exercício estivesse.

§ 1º Aplica-se o disposto nos Incisos II e V ao servidor eleito Vice-Prefeito, investido em função executiva
municipal.

§ 2º É inamovível, salvo a pedido, o servidor público estadual eleito Vereador.

SEÇÃO II
DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS

Art. 15 - O Município instituirá conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por
servidores dos Poderes Executivo e Legislativo.

§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará:

I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira;

II - os requisitos para a investidura;

III - as peculiaridades dos cargos.

§ 2º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI,
XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX da Constituição Federal, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de
admissão quando a natureza do cargo o exigir.

§ 3º Os membros dos Poderes Executivo e Legislativo, detentores de mandato eletivo e os secretários municipais serão
remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação,
adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o
disposto no art. 37, X e XI da Constituição Federal.

§ 4º Lei Municipal poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos,
obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, XI da Constituição Federal.

§ 5º Os Poderes Legislativo e Executivo publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e
empregos públicos.

§ 6º Lei Municipal disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes
em cada órgão, autarquia e fundação, para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade,
treinamento e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive sob a
forma de adicional ou prêmio de produtividade.

§ 7º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 3º.

Art. 16 - Aos servidores titulares de cargos efetivos do Município, incluídas suas autarquias e fundações, é
assegurado regime de previdência de caráter contributivo, observados os critérios que preservem o equilíbrio
financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.

§ 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados, calculados os
seus proventos a partir dos valores fixados na forma do § 3º:

I - por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de
acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em lei;

II - compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição;

III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de 10 (dez) anos de efetivo exercício no serviço público e 5
(cinco) anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as seguintes condições:

a) 60 (sessenta) anos de idade e 35 (trinta e cinco) de contribuição, se homem, e 55 (cinqüenta e cinco) anos de idade
e 30 (trinta) de contribuição, se mulher;
b) 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta) anos de idade, se mulher, com proventos
proporcionais ao tempo de contribuição.

§ 2º Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remuneração do
respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da
pensão.

§ 3º Os proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão calculados com base na remuneração do servidor
no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e, na forma da lei, corresponderão à totalidade da remuneração.

§ 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo
regime de que trata este artigo, ressalvados os casos de atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais
que prejudiquem a saúde ou a integridade física, definidos em lei complementar.

§ 5º Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em 5 (cinco) anos, em relação ao disposto no §
1º, III, "a", para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na
educação infantil e no ensino fundamental e médio.

§ 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Lei Orgânica, é vedada a
percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo.
§ 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício da pensão por morte, que será igual ao valor dos proventos do servidor
falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito o servidor em atividade na data de seu falecimento, observado o
disposto no § 3º.

§ 8º Observado o disposto no art. 37, XI da Constituição Federal, os proventos de aposentadoria e as pensões serão
revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo
também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos
servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se
deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão, na forma da lei.

§ 9º O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de
serviço correspondente para efeito de disponibilidade.

§ 10 A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício.

§ 11 Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI da Constituição Federal, à soma total dos proventos de inatividade,
inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras atividades sujeitas a
contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade
com remuneração de cargo acumulável na forma desta Lei Orgânica, cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação
e exoneração, e de cargo eletivo.

§ 12 Além do disposto neste artigo, o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo
observará, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social.

§ 13 Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem
como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime geral de previdência social.

§ 14 O Município, desde que institua regime de previdência complementar para seus respectivos servidores titulares de
cargo efetivo, poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata
este artigo, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art.
201 da Constituição Federal.

§ 15 Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto no parágrafo anterior, poderá ser aplicado ao servidor
que tiver ingressado no serviço público até a data e publicação do ato de instituição do correspondente regime de
previdência complementar.

Art. 17 - São estáveis após 3 (três) anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo em provimento efetivo
em virtude de concurso público.

§ 1º O servidor público municipal estável só perderá o cargo mediante processo administrativo em que lhe seja
assegurada ampla defesa, em virtude de sentença judicial transitada em julgado e mediante procedimento de avaliação
periódica de desempenho na forma de Lei Complementar, assegurada a ampla defesa.

§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da
vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em
disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.

§ 3º Extinto o cargo e declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração
proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão
instituída para essa finalidade. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 18/01)

Art. 18 - É livre a associação profissional ou sindical do servidor público municipal na forma da Lei Federal,
observado o seguinte:

§ 1º Haverá uma só associação sindical para os servidores da administração direta, das autarquias e das funções.

§ 2º Os servidores da administração indireta, das empresas públicas e de economia mista, poderão associar-se em
sindicato próprio.

Art. 19 - O direito de greve assegurado aos servidores públicos municipais não se aplica aos que exercem funções em
serviços ou atividades essenciais, assim definidos em Lei.

Art. 20 - É assegurada a participação dos servidores públicos municipais, por eleição, nos colegiados da administração
pública em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação, na forma da
Lei.

SEÇÃO III
DOS ATOS MUNICIPAIS E SUA PUBLICAÇÃO

Art. 21. Os atos municipais que produzam efeitos externos serão publicados no órgão oficial do Município, reconhecido
por decreto do Chefe do Executivo Municipal e, em jornal de circulação local, regional ou estadual e em Mural Público,
na sede da Prefeitura Municipal e da Câmara Municipal.(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de
25/11/2010)

§ 1º Consideram-se atos municipais que produzem efeitos externos:

I - as Emendas à Lei Orgânica do Município;

II - as Leis Complementares;

III - as Leis Ordinárias;

IV - as Leis Delegadas;

V - as Resoluções;

VI - os Decretos Legislativos;

VII - os Decretos;

VIII - o Relatório Resumido de Execução Orçamentária;

IX - aqueles relativos e decorrentes de processos licitatórios;

X - outros determinados na forma da lei.

§ 2º Os Decretos Legislativos e os Decretos podem ser publicados de forma resumida, desde que não sejam normativos.
§ 3º Os atos não normativos internos, os normativos internos e aqueles que esclarecem situações individuais serão
publicados em Mural público, na sede da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores, que receberá cópia dos atos
municipais e deverá providenciar sua anexação ao Mural, conforme o caso.

§ 4º A forma e o registro dos atos administrativos serão disciplinados na forma da Lei. (Redação dada pela Emenda à
Lei Orgânica nº 07/98)

CAPÍTULO VI
DO PODER LEGISLATIVO

SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 22 - O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal constituída de Vereadores, representantes do povo,
eleitos pelo voto direto e secreto, em sistema proporcional, dentre brasileiros maiores de 18 (dezoito) anos,
atendidas as demais condições da legislação eleitoral.

TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES

CAPÍTULO VII
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 23 - São poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o Executivo.

§ 1º Salvo as expressas exceções previstas nesta Lei Orgânica, é vedado a qualquer dos Poderes delegar competência.

§ 2º Cada legislatura terá duração de 04 (quatro) anos.

Art. 24. A eleição para Vereador se fará simultaneamente com a do Prefeito e Vice-Prefeito, nos termos da legislação
federal. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

Art. 25. A Câmara Municipal compõe-se de 21 (vinte e um) Vereadores eleitos pelo voto direto e secreto. (Redação dada
pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

Art. 26 - Ao Poder Legislativo é assegurada autonomia administrativa e financeira na forma desta Lei Orgânica.

Art. 27 - A Câmara Municipal reunir-se-á anual e ordinariamente, na sede do Município, de 1º de fevereiro a 30 de


junho e 1º de agosto a 20 de dezembro. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 24/03)

§ 1º As reuniões inaugurais de cada sessão legislativa, marcadas para as duas que lhe correspondem, previstas neste
Artigo, serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente, quando coincidirem com sábados, domingos e feriados.

§ 2º A convocação da Câmara é feita no período e nos termos estabelecidos neste Artigo, correspondendo à sessão
legislativa ordinária.

§ 3º A convocação extraordinária da Câmara far-se-á:

I - pelo Prefeito, em caso de urgência ou interesse público relevante;

II - pelo Presidente da Câmara Municipal para o compromisso e a posse do Prefeito e do Vice-Prefeito;

III - a requerimento da maioria dos membros da Câmara de Vereadores para tratar de assuntos de urgência ou interesse
público relevante.

§ 4º Na sessão legislativa extraordinária, a Câmara Municipal somente deliberará sobre a matéria para a qual foi
convocada, vedado o pagamento de parcela indenizatória em valor superior ao do subsídio mensal. (Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 11/99)

Art. 28. As deliberações da Câmara serão tomadas por maioria simples de votos, presente a maioria absoluta de seus
membros, salvo disposições em contrário previstas na Constituição Federal, nesta Lei Orgânica e no seu Regimento
Interno. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

Art. 29 - A sessão legislativa ordinária não será interrompida sem deliberações sobre o projeto de lei orçamentária.

Art. 30 - As sessões da Câmara realizar-se-ão em recinto destinado ao seu funcionamento, observado o disposto nesta
Lei Orgânica.

§ 1º O horário das sessões ordinárias e extraordinárias da Câmara Municipal é o estabelecido em seu Regimento Interno.

§ 2º Poderão ser realizadas sessões fora do recinto da Câmara. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de
25/11/2010)

Art. 31 - As sessões serão públicas, salvo deliberações em contrário, de dois terços dos Vereadores, adotada em razão
de motivo relevante.

Art. 32 - As sessões serão abertas com a presença de qualquer número dos membros da Câmara, vetada, de qualquer forma,
a votação secreta. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 16/01)

SEÇÃO I
DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL

Art. 33 - Compete à Câmara Municipal, com a sanção do Prefeito, dispor sobre todas as matérias de competência do
Município, especialmente sobre:

I - tributos municipais, arrecadação e dispêndio de suas rendas;

II - isenção e anistia em matéria tributária, bem como remissão de dívidas;

III - orçamento anual e plurianual e autorização para a abertura de créditos suplementares e especiais;

IV - operações de crédito, auxílio e subvenções;

V - concessões administrativas de uso dos bens municipais;

VI - concessão, permissão e autorização de serviços públicos;


VII - alienação de bens públicos;

VIII - aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação sem ônus;

IX - organização administrativa municipal;

X - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, bem como a fixação dos respectivos
vencimentos; (Inciso declarado inconstitucional pela ADIN nº 1998.003037-4 - Tribunal de Justiça de Santa Catarina -
Suspensa a execução do dispositivo legal através do Decreto Legislativo Estadual nº 18.131, de 13 de outubro de 1999 -
Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina.)

XI - criação e estruturação das Secretarias Municipais e demais órgãos da administração pública, bem como a definição
das respectivas atribuições;

XII - aprovação do plano diretor e demais planos e programas de governo;

XIII - delimitação do perímetro urbano;

XIV - transferência temporária da sede do governo municipal;

XV - autorização para nominar e para mudar a denominação de prédios, vias e logradouros públicos;(Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 10/99)

XVI - normas urbanísticas, particularmente às relativas a zoneamento e loteamento.

Art. 34 - É de competência exclusiva da Câmara Municipal:

I - eleger os membros de sua mesa diretora;

II - elaborar o seu Regimento Interno;

III - organizar os serviços administrativos internos e prover os cargos respectivos;

IV - propor a criação ou extinção de cargos dos servidores administrativos internos e a fixação da respectiva
remuneração através de Lei Complementar; (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

V - conceder licença ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores;

VI - autorizar o Prefeito a ausentar-se do Município quando exceder a 15 (quinze) dias;

VII - decretar a perda do mandato do Prefeito e dos Vereadores, nos casos indicados na Constituição Federal, nesta Lei
Orgânica e na Legislação Federal aplicada;

VIII - autorizar a realização de empréstimos ou de créditos internos ou externos de qualquer natureza, de interesse do
Município;

IX - proceder a tomada de contas do Prefeito, através da Comissão Especial, quando não apresentadas à Câmara, dentro
de 60 (sessenta) dias após a abertura da sessão legislativa;

X - aprovar convênio, acordo ou qualquer outro instrumento celebrado pelo Município com a União, o Estado, outra
pessoa jurídica de direito público interno, de direito privado, instituições estrangeiras ou multinacionais,
produzindo seus efeitos após aprovação pela Câmara de Vereadores;(Este dispositivo foi declarado inconstitucional por
força da ADIn nº 98.003037-4)

XI - estabelecer e mudar temporariamente o local de suas reuniões;

XII - convidar o Prefeito e convocar Secretários do Município ou qualquer autoridade ou funcionário municipal para
prestar esclarecimentos, aprazando dia e hora para comparecimento, importando a ausência, sem justificação adequada,
em crime de responsabilidade, punível na forma da Legislação Federal;

XIII - encaminhar pedidos de informações, por escrito, ao Prefeito, Secretários do Município ou autoridade
equivalente, importando em crime de responsabilidade a recusa ou o não atendimento no prazo de 30 (trinta) dias, bem
como a prestação de informações falsas, e, ocorrendo qualquer uma das hipóteses acima, automaticamente ocorrerá a
suspensão do exercício de seu cargo até o cumprimento do pedido;

XIV - ouvir Secretários do Município ou autoridades equivalentes, quando por sua iniciativa e mediante entendimentos
prévios com a Mesa, comparecerem à Câmara Municipal para expor assuntos de relevância da Secretaria ou órgão da
administração de que forem titulares;

XV - deliberar sobre o adiamento e a suspensão de suas reuniões;

XVI - criar comissão parlamentar de inquérito sobre fato determinado e prazo certo, mediante requerimento de um terço
de seus membros;

XVII - conceder título de cidadão honorário ou conferir homenagem à pessoa que, reconhecidamente, tenha prestado
relevantes serviços ao Município ou nele se tenha destacado pela atuação exemplar na vida pública, bem como conceder
título de reconhecimento denominado "Senhor Augusto Tessari", para empresas, pessoas, entidades, associações, que
reconhecidamente tenham contribuído para a preservação, desenvolvimento ou incentivo ao Meio Ambiente, assim como
conceder título denominado "Medalha O Desbravador" para membros da Corporação da Polícia Civil que se destacaram
prestando relevantes serviços à comunidade, mediante proposta de, pelo menos, dois terços dos membros da
Câmara; (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 21/02)

XVIII - solicitar a intervenção do Estado no Município;

XIX - fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração pública;

XX - julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores, nos casos previstos em Lei;

XXI - fixar os subsídios dos Vereadores, até seis meses antes do final de cada legislatura, para a subseqüente,
observado o que dispõem os arts. 37, incisos X e XI e 39, § 4º da Constituição Federal.(Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

XXII - fixar os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais, até seis meses antes, do final
de cada legislatura para a seguinte, observado o que dispõem os arts. 37, incisos X e XI e 39, § 4º da Constituição
Federal. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

SEÇÃO II
DOS VEREADORES
Art. 35 - Os Vereadores são invioláveis no exercício do seu mandato e na circunscrição do Município, por suas
opiniões, palavras e votos.

Parágrafo Único - Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do
exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.

Art. 36 - É vedado ao Vereador:

I - desde a expedição do diploma:

a) firmar ou manter contrato com o Município, com suas autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de
economia mista ou com empresas concessionárias de serviços públicos, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas
uniformes;
b) aceitar cargo, emprego ou função remunerada ou não no âmbito da administração pública direta ou indireta municipal,
salvo mediante a aprovação em concurso público e observadas as demais disposições desta Lei Orgânica.

II - Desde a posse:

a) ocupar cargo, função ou emprego na administração pública direta ou indireta do Município, de que seja exonerável
"ad nutum", salvo cargo de Secretário Municipal ou equivalente;
b) exercer outro cargo eletivo federal, estadual ou municipal;
c) ser proprietário controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de
direito público do Município, ou nela exercer função remunerada;
d) patrocinar causa em que seja interessado o Município ou qualquer das entidades a que se refere a Alínea "a" do
Inciso I.
e) promover mais que duas homenagens por ano a entidades ou pessoas através da Câmara Municipal.(Redação acrescida
pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/20100

Art. 37 - Perderá o mandato o Vereador:

I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;

II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar ou atentatório às instituições vigentes;

III - quando não tomar posse no prazo previsto nesta Lei;

IV - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa anual, à quinta parte das sessões ordinárias da Câmara,
salvo doença comprovada, licença ou missão autorizada pela edilidade;

V - fixar residência fora do Município;

VI - que perder ou tiver suspensos os seus direitos políticos;

VII - quando o decretar a Justiça Eleitoral;

VIII - quando for condenado por sentença transitada em julgado.

§ 1º Além de outros casos definidos no Regimento Interno da Câmara Municipal, considerar-se-á incompatível com o
decoro parlamentar o abuso das prerrogativas asseguradas ao Vereador ou a percepção de vantagens lícitas ou imorais.

§ 2º Nos casos dos Incisos I, II e VIII, a perda do mandato será declarada pela Câmara, pelo voto de 2/3 (dois
terços), pelo menos, dos membros da Câmara, mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na Câmara,
assegurada ampla defesa. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 16/01)

§ 3º Nos casos previstos nos Incisos II e VI, a perda do mandato será declarada pela Mesa da Câmara, de ofício ou
mediante provocação de qualquer dos seus membros ou de partido político representado na Casa, assegurada ampla defesa.

Art. 38 - O Vereador poderá licenciar-se:

I - por motivo de doença, por qualquer prazo;

II - para tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que o afastamento não ultrapasse a cento e vinte
dias por sessão legislativa;

III - para desempenhar missões temporárias, de caráter cultural ou de interesse do Município.

§ 1º Não perderá o mandato, considerando-se automaticamente licenciado, o Vereador investido no cargo de Secretário
Municipal ou Estadual, Presidente, Superintendente, Assessor, Chefe ou Diretor da Administração Pública direta ou
indireta do Município, Estado ou União. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 14/01)

§ 2º Ao Vereador licenciado nos termos do Inciso I, para remuneração, será considerado como se no efetivo exercício
estivesse.

§ 3º A licença para tratar de interesse particular poderá ser por qualquer tempo, desde que solicitada com prazo de 24
horas, e o Vereador não poderá reassumir o exercício do mandato antes do término da licença. (Redação dada pela Emenda
à Lei Orgânica nº 08/98)

§ 4º Independentemente do requerimento, considerar-se-á como licença o não comparecimento às reuniões, de Vereador


privado temporariamente de sua liberdade em virtude de processo criminal em curso.

§ 5º Na hipótese do § 1º, o Vereador poderá optar pela remuneração do mandato.

§ 6º A Vereadora terá direito a licença gestante, não superior a 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo de recebimento
do subsídio integral. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 13/00)

Art. 39 - Dar-se-á a convocação do Suplente de Vereador nos casos de vaga ou de licença.

§ 1º O Suplente convocado deverá tomar posse no prazo de 24 horas, contadas da data de convocação, salvo justo motivo
aceito pela Câmara, quando se prorrogará o prazo por igual período. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 08/98)

§ 2º Enquanto a vaga a que se refere o Parágrafo anterior não for preenchida, calcular-se-á o quorum em função dos
Vereadores remanescentes.

SEÇÃO III
DO FUNCIONAMENTO DA CÂMARA

Art. 40 - A Câmara reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de janeiro, no primeiro ano de legislatura,
para a posse de seus membros e eleição da Mesa.

§ 1º A posse ocorrerá em sessão solene e se realizará independentemente de número, sob a Presidência do Vereador mais
idoso dentre os presentes.

§ 2º O Vereador que não tomar posse na sessão prevista no parágrafo anterior, deverá fazê-lo dentro do prazo de dez
dias do início do funcionamento ordinário da Câmara, sob pena de perda do mandato, salvo motivo justo, aceito pela
maioria absoluta dos membros da Câmara.

§ 3º Imediatamente após a posse, os Vereadores reunir-se-ão sob a presidência do mais idoso dentre os presentes, e,
havendo maioria absoluta dos membros da Câmara, elegerão os componentes da Mesa, que serão automaticamente empossados.

§ 4º Inexistindo número legal, o Vereador mais idoso dentre os presentes permanecerá na presidência e convocará as
sessões diárias, até que seja eleita a Mesa.

§ 5º A eleição da Mesa da Câmara para a próxima sessão legislativa far-se-á na última reunião ordinária da última
sessão do segundo ano da legislatura, tomando posse automaticamente, os eleitos, no dia 1º de janeiro do ano
seguinte. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 01/90)

Art. 41 - O Mandato da mesa será de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo, na eleição imediatamente
subseqüente.

Art. 42 - A Mesa da Câmara se compõe do Presidente, do Vice-Presidente, do Primeiro Secretário e do Segundo


Secretário, os quais se substituirão nessa ordem.

§ 1º Na constituição da Mesa é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos
blocos parlamentares que participam da Casa.

§ 2º Na ausência de membros da Mesa, o Vereador mais idoso assumirá a presidência.

§ 3º Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído da mesma, pelo voto de dois terços dos membros a câmara, quando
faltoso, omisso ou ineficiente no desempenho de suas funções e atribuições regimentais, elegendo-se outro Vereador
para completar-lhe o mandato.

Art. 43 - A Câmara terá Comissões Permanentes e Especiais.

§ 1º Às Comissões Permanentes, em razão da matéria de sua competência, cabe:

I - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;

II - convocar os Secretários Municipais ou Diretores equivalentes, para prestar informações sobre assuntos inerentes
às suas atribuições;

III - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das
autoridades ou entidades públicas;

IV - exercer, no âmbito de sua competência, a fiscalização dos atos do Executivo e da administração indireta;

§ 2º As Comissões Especiais, criadas por deliberações do Plenário, serão destinadas ao estudo de assuntos específicos
e à representação da Câmara em congressos, solenidades ou outros atos públicos.

§ 3º Na formação das Comissões assegurar-se-á, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou
blocos parlamentares que participam da Câmara.

§ 4º As Comissões Parlamentares de Inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais,
além de outros previstos no Regimento Interno da Casa, serão criadas pela Câmara Municipal, mediante requerimento de
um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso,
encaminhadas ao Ministério Público para que promova a responsabilidade civil ou criminal de infratores.

Art. 44 - À Câmara Municipal, observado o disposto nesta Lei Orgânica, compete elaborar o seu Regimento Interno,
dispondo sobre a sua organização política e provimento de cargos e de seus serviços.

Art. 45 - À Mesa, dentre outras atribuições, compete:

I - tomar todas as medidas necessárias à regularidade dos trabalhos legislativos;

II - propor projetos que criem ou extingam cargos nos serviços da Câmara e fixem os respectivos vencimentos;

III - apresentar projetos de resolução dispondo sobre a abertura de créditos suplementares ou especiais, mediante
aproveitamento total ou parcial das consignações orçamentárias da Câmara;

IV - promulgar a Lei Orgânica;

V - representar, junto ao Executivo, sobre necessidade de economia interna;

VI - prover os cargos na forma da Lei, por tempo determinado, para atender à necessidade temporária de excepcional
interesse público.

Art. 46 - Dentre outras atribuições, compete ao Presidente da Câmara:

I - representar a Câmara, em juízo ou fora dele;

II - dirigir, executar e disciplinar os trabalhos legislativos e administrativos da Câmara;

III - interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno;

IV - promulgar Resoluções e Decretos Legislativos;

V - promulgar as Leis com sanções tácitas, ou cujo veto tenha sido rejeitado pelo Plenário, desde que não aceita esta
decisão em tempo hábil, pelo Prefeito;

VI - fazer publicar os atos da Mesa, as Resoluções, os Decretos Legislativos e as leis que vier a promulgar;

VII - autorizar as despesas da Câmara;

VIII - representar, por decisão da Câmara, sobre a inconstitucionalidade de lei ou ato municipal;

IX - solicitar, por decisão da maioria absoluta da Câmara, a intervenção no Município, nos casos admitidos pela
Constituição Federal, Estadual e pela Lei Orgânica.

SEÇÃO IV
DO PROCESSO LEGISLATIVO
Art. 47 - O processo legislativo municipal compreende a elaboração de:

I - emendas à Lei Orgânica;

II - Leis Complementares;

III - Leis Ordinárias;

IV - Leis Delegadas;

V - Resoluções;

VI - Decretos Legislativos;

Art. 48 - A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta:

I - do Prefeito Municipal;

II - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal;

III - mediante proposta popular contendo assinatura de, no mínimo, cinco por cento dos eleitores do Município.

§ 1º A proposta será votada em dois turnos, com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros
da Câmara Municipal;

§ 2º A emenda à Lei Orgânica Municipal será promulgada pela Mesa da Câmara com o respectivo número de ordem.

§ 3º A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de estado de sítio ou de intervenção no Município.

Art. 49 - A iniciativa das leis Complementares e Ordinárias cabe a qualquer Vereador, Comissão Permanente da Câmara,
ao Prefeito Municipal e aos cidadãos que a exercerão sob a forma de moção articulada, subscrita, no mínimo, por cinco
por cento do total do número de eleitores do Município.

Art. 50 - As Leis Complementares somente serão aprovadas se obtiverem maioria absoluta dos votos dos membros da Câmara
Municipal, observados os demais termos de votação das Leis Ordinárias.

Parágrafo Único - Serão Leis Complementares, dentre outras, as previstas nesta Lei Orgânica:

I - Código "Tributário Municipal";

II - Código de Obras;

III - Código Municipal do Meio Ambiente;

IV - Código de Posturas;

V - Lei instituidora do Regime Jurídico Único dos Servidores Municipais;

VI - Lei de criação de Cargos, Funções ou Empregos Públicos;

VII - Lei que institui o Plano Diretor do Município;

VIII - Lei do Sistema Municipal de Ensino.

Art. 51 - São iniciativa exclusiva do Prefeito as leis que disponham sobre:

I - a criação, transformação ou extinção de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta, autárquica e
fundacional, fixação ou aumento de sua remuneração;

II - servidores públicos do Poder Executivo, da administração indireta e autárquica, seu regime jurídico, provimento
de cargos, estabilidade e aposentadoria;

III - criação, estruturação e atribuições das secretarias, departamentos ou diretorias equivalentes e órgãos da
administração pública direta e indireta;

IV - matéria orçamentária e a que autorize a abertura de créditos ou conceda auxílios e subvenções.

Parágrafo Único - Não será admitido aumento de despesa prevista nos projetos de iniciativa exclusiva do Prefeito
Municipal, ressalvado o disposto no Inciso IV, primeira parte, deste artigo.

Art. 52 - É de competência exclusiva da Mesa da Câmara a iniciativa de projetos que disponham sobre:

I - autorização para a abertura de créditos suplementares ou especiais, mediante aproveitamento total ou parcial das
consignações orçamentárias da Câmara;

II - organização dos serviços administrativos da Câmara, criação, transformação ou extinção de seus cargos, empregos e
funções, fixação e aumento da respectiva remuneração.

Parágrafo Único - Nos projetos de competência exclusiva da mesa da Câmara não serão admitidas emendas que aumentem a
despesa prevista.

Art. 53. O Prefeito poderá solicitar urgência para a apreciação dos projetos de sua iniciativa, que ficará
condicionada a aprovação pela Câmara Municipal. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

§ 1º Concedida à urgência, a Câmara deverá se manifestar em até quarenta e cinco dias sobre a proposição, contados da
data em que for feita a solicitação. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

§ 2º Esgotado o prazo previsto no parágrafo anterior, sem deliberação pela Câmara, será a proposição incluída na ordem
do dia, sobrestando-se às demais proposições para que se ultime a votação.

§ 3º O prazo do § 1º não corre no período de recesso da Câmara, nem se aplica a Projetos de Lei de Codificação.

Art. 54 - Aprovado o Projeto de Lei, será este enviado ao Prefeito que, aquiescendo, o sancionará.

§ 1º O Prefeito, considerando o Projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público,


vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados da data do recebimento e comunicará,
dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente da Câmara Municipal os motivos do veto. (Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

§ 2º Decorrido o prazo do parágrafo anterior, o silêncio do Prefeito importará sanção.

§ 3º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 4º A apreciação do veto pelo Plenário da Câmara será feita dentro de 30 (trinta) dias a contar do seu recebimento,
em uma só discussão e votação, com parecer ou sem ele, considerando-se rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos
Vereadores. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 16/01)

§ 5º Rejeitado o veto, será o projeto enviado ao Prefeito para a promulgação.

§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata,
sobrestadas as demais proposições até a sua votação final, ressalvadas as matérias de que trata o artigo 53 desta Lei
Orgânica. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

§ 7º A não promulgação da lei no prazo de 48 (quarenta e oito) horas pelo Prefeito, nos casos dos §§ 2º e 5º, o
Presidente da Câmara a promulgará, e se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente fazê-lo.

Art. 55 - As Leis Delegadas serão elaboradas pelo Prefeito, que deverá solicitar delegação à Câmara Municipal.

§ 1º Os atos de competência privativa da Câmara de Vereadores, a matéria reservada à legislação complementar, os


orçamentos e planos plurianuais não serão objetos de delegação.

§ 2º A delegação ao Prefeito será efetuada sob a forma de Decreto Legislativo, que especificará o seu conteúdo e os
termos de seu exercício.

§ 3º O Decreto Legislativo poderá determinar a apreciação do projeto pela Câmara que fará, em votação única, vedada a
apresentação de emendas.

Art. 56 - Os Projetos de Resolução disporão sobre matérias de interesse interno da Câmara e os Projetos de Decreto
Legislativo sobre os demais casos de sua competência privativa.

Parágrafo Único - Nos casos de Projeto de Resolução e de Projeto de Decreto Legislativo, considerar-se-á concluída a
deliberação com a votação final e elaboração da norma jurídica que será promulgada pelo Presidente da Câmara.

Art. 57 - A matéria constante do projeto de lei rejeitado somente poderá ser objeto de novo projeto na mesma sessão
legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara.

SEÇÃO V
DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA, ORÇAMENTÁRIA, OPERACIONAL E PATRIMONIAL

Art. 58 - A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município e das entidades da
administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia
de receitas, será exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo e pelo sistema de controle interno do
Poder Executivo.

§ 1º Prestará contas, nos termos e prazos de lei, qualquer pessoa física ou entidade jurídica de direito público ou
privado que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais o
Município responda, ou que, em seu nome, assuma obrigações de natureza pecuniária.

§ 2º Ficam os Chefes dos Poderes Executivo e Legislativo Municipal obrigados a enviar mensalmente, até o quinto dia
útil do mês subseqüente à Câmara de Vereadores, relatório e comprovantes discriminando todas as despesas de viagens,
diárias, passagens aéreas e terrestres e despesas de cursos, de agentes políticos e servidores públicos municipais,
devendo constar data, nome do beneficiário, destino e o valor de todas as despesas especificadamente. (Redação dada
pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

Art. 59 - O controle externo, a cargo da Câmara Municipal, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do
Estado, ao qual compete:

I - emitir parecer prévio sobre as contas que o Prefeito Municipal deve prestar anualmente, incluídas nestas as da
Câmara Municipal, até o último dia do exercício financeiro em que foram prestadas;

II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da
administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público
Municipal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao
erário público;

III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na
administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as
nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como os de concessões de aposentadorias, reformas e pensões,
ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;

IV - realizar inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial,


especialmente quando forem requeridas pela Câmara Municipal ou por iniciativa de comissão técnica ou de inquérito, nas
unidades administrativas dos Poderes Legislativo e Executivo e demais entidades referidas no Inciso II;

V - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos recebidos do Estado e seus órgãos da administração direta e indireta,
decorrentes de convênio, acordo, ajuste, auxílio e contribuições, ou outros atos análogos;

VI - prestar, dentro de trinta dias, as informações solicitadas pela Câmara Municipal ou pela Comissão de Orçamento e
Finanças, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre andamento e
resultado de auditorias e inspeções realizadas;

VII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesas ou irregularidades de contas, as sanções
administrativas e pecuniárias previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano
cau
sado ao erário público;

VIII - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se
verificada ilegalidade ou irregularidade;

IX - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara Municipal;

X - representar ao poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.

§ 1º O Prefeito remeterá ao Tribunal de Contas do Estado, até 28 de fevereiro do exercício seguinte, as contas do
Município. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

§ 2º O parecer prévio a ser emitido pelo Tribunal de Contas do Estado consistirá em uma apreciação geral e
fundamentada sobre o exercício e a execução do orçamento, e concluirá pela aprovação ou não das contas, indicando, se
for o caso, as parcelas impugnadas.

§ 3º As decisões do Tribunal de Contas do Estado de que resulte imputação de multa, será inscrita em dívida ativa e
cobrada na forma da legislação pertinente.
Art. 60 - A Comissão Permanente de Orçamento e Finanças, diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob
a forma de investimentos não programados ou subsídios não aprovados, poderá solicitar à autoridade responsável que, no
prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários.

§ 1º Não prestados os esclarecimentos ou julgados insuficientes, a Comissão solicitará ao Tribunal de Contas


pronunciamento conclusivo sobre a matéria no prazo de trinta dias.

§ 2º Entendendo o Tribunal de Contas irregular a despesa, a Comissão, se julgar que o gasto possa causar dano
irreparável ou grave lesão ao Tesouro do Município, determinará a sua sustação.

Art. 61 - Para o exercício de auditoria contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, os órgãos da
administração direta e indireta municipal deverão remeter ao Tribunal de Contas do Estado, nos termos e prazos
estabelecidos, balancetes mensais, balanços anuais e demais demonstrativos e documentos que forem solicitados.

Art. 62 - O Tribunal de Contas do Estado, para emitir parecer prévio sobre as contas anuais que o Prefeito deve
prestar, poderá requisitar documentos, determinar inspeções e auditorias e ordenar diligências que se fizerem
necessárias à correção de erros, irregularidades, abusos e ilegalidades.

Art. 63 - No exercício do controle externo, caberá à Câmara Municipal:

I - julgar as contas anuais prestadas pelo Prefeito e apreciar os relatórios sobre a execução do plano de governo;

II - fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;

III - realizar, por delegados de sua confiança, inspeções sobre quaisquer documentos de gestão da administração direta
e indireta municipal, bem como a conferência dos saldos e valores declarados como existentes ou disponíveis em
balancetes e balanços;

IV - representar às autoridades competentes para apuração de responsabilidade e punição dos responsáveis por
ilegalidade ou irregularidade praticadas, que caracterizam corrupção, descumprimento de normas legais ou que acarretem
prejuízo ao patrimônio municipal.

§ 1º O parecer prévio, emitido pelo Tribunal de Contas do Estado sobre as contas anuais que o Prefeito deve prestar,
só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal.

§ 2º A Câmara Municipal remeterá ao Tribunal de Contas do Estado cópia da ata de julgamento das contas do Prefeito.

§ 3º As contas anuais do Município ficarão na Câmara Municipal a partir de 31 de março do exercício subseqüente,
durante sessenta dias, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhe a
legitimidade.

§ 4º A Câmara Municipal julgará as contas, independentemente do parecer prévio do Tribunal de Contas, caso este não
emita até o último dia do exercício financeiro em que forem prestadas.

Art. 64 - A Câmara Municipal, na deliberação sobre as contas do Prefeito, deverá observar os preceitos seguintes:

I - o julgamento das contas do Prefeito, incluídas as da Câmara Municipal, far-se-á em até noventa dias, contados da
data da sessão em que for procedida a leitura do Parecer do Tribunal de Contas do Estado;

II - recebido o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado, o Presidente da Câmara Municipal procederá a leitura,
em plenário, até a terceira sessão ordinária subseqüente;

III - decorrido o prazo de noventa dias sem deliberação, as contas serão incluídas na ordem do dia, sobrestando-se a
deliberação quanto aos demais assuntos, para que se proceda a votação;

IV - rejeitadas as contas, deverá o Presidente da Câmara Municipal, no prazo de até sessenta dias, remetê-las ao
Ministério Público para os devidos fins;

V - na apreciação das contas, a Câmara Municipal poderá, em deliberação por maioria simples, converter o processo em
diligência ao Prefeito do exercício correspondente, abrindo vistas pelo prazo de trinta dias, para que sejam prestados
os esclarecimentos julgados convenientes;

VI - a Câmara Municipal poderá, antes do julgamento das contas, em deliberação por maioria simples, de posse dos
esclarecimentos prestados pelo Prefeito, ou à vista de fatos novos que evidenciem indícios de irregularidades,
devolver o processo ao Tribunal de Contas do Estado para reexame e novo parecer;

VII - recebido o segundo parecer emitido pelo Tribunal de Contas do Estado, a Câmara Municipal deverá julgar
definitivamente as contas, no prazo estabelecido no Inciso I;

VIII - o prazo a que se refere o Inciso I interrompe-se durante o recesso da Câmara Municipal e suspende-se quando o
processo sobre as contas for devolvido ao Tribunal de Contas do Estado para reexame e novo Parecer.

Art. 65. O Poder Executivo e o Poder Legislativo municipal manterão sistema de controle interno, com a finalidade
de: (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e do orçamento
do Município;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficácia e eficiência da gestão orçamentária, financeira
e patrimonial nos órgãos e entidades da administração municipal, bem como da aplicação de recursos públicos por
entidades de direito privado;

III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres do Município;

IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

§ 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela
darão ciência ao Tribunal de Contas do Estado e à Câmara Municipal, sob pena de responsabilidade solidária.

§ 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar
irregularidades ou ilegalidades perante a Câmara Municipal.

Art. 66 - O controle interno, a ser exercido pela administração direta e indireta municipal, deve abranger:

I - o acompanhamento da execução do orçamento municipal e dos contratos e atos jurídicos análogos;

II - a verificação da regularidade e contabilização dos atos que resultem na arrecadação de receitas e na realização
de despesas;

III - a verificação da regularidade e contabilização de outros atos que resultem no nascimento ou extinção de direitos
e obrigações;
IV - a verificação e registro da fidelidade funcional dos agentes da administração e de responsáveis por bens e
valores públicos.

Art. 67 - As contas da administração direta e indireta municipal serão submetidas ao sistema de controle externo,
mediante encaminhamento ao Tribunal de Contas do Estado e à Câmara Municipal, nos prazos seguintes:

I - até 30 de janeiro, as leis estabelecendo o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual em
vigor; (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

II - até 30 dias subseqüentes ao mês anterior, o balancete mensal;

III - até o dia 28 de fevereiro do exercício seguinte, o balanço anual. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº
32/2010 de 25/11/2010)

Parágrafo Único - Os balancetes a serem remetidos à Câmara Municipal no prazo do inciso II serão acompanhados dos
respectivos decretos de alterações do orçamento. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

Art. 68 - A Câmara Municipal, em deliberação por dois terços dos seus membros, ou o Tribunal de Contas do Estado,
poderão representar ao Governador do Estado, solicitando intervenção no Município, quando:

I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;

II - não forem prestadas as contas devidas na forma da lei;

III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino.

CAPÍTULO VIII
DO PODER EXECUTIVO

SEÇÃO I
DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO

Art. 69 - O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal, auxiliado por Secretários Municipais.

Art. 70. A eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito, para mandato de quatro anos, dar-se-á mediante pleito direto e
simultâneo, dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício de seus direitos políticos, nos termos da
legislação federal. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

§ 1º A eleição do Prefeito importará a do Vice-Prefeito com ele registrado.

§ 2º - Será considerado eleito Prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos.

Art. 71. O Prefeito e o Vice-Prefeito estarão automaticamente investidos no cargo no dia primeiro de janeiro do ano
subsequente à eleição e tomarão posse solene em sessão de instalação da Câmara Municipal, às 18h (dezoito horas) do
primeiro dia útil do mês de janeiro, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição Federal, a
Constituição Estadual e esta Lei Orgânica, observar as Leis e promover o bem geral do Município. (Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

Parágrafo Único - Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Prefeito ou o Vice-Prefeito, salvo por
motivos de força maior aceitos pela Câmara, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago pela Câmara
Municipal.

Art. 72 - Substituirá o Prefeito, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no caso de vaga, o Vice-Prefeito.

§ 1º O Vice-Prefeito não poderá recusar-se a substituir o Prefeito, sob pena de extinção do mandato, salvo para não
incidir em inelegibilidade.
(Declarado inconstitucional através da ADIN nº 1999.014956-0 - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - Suspensa a
execução do dispositivo legal através do Decreto Legislativo Estadual nº 18.195, de 12 de junho de 2001 - Assembléia
Legislativa do Estado de Santa Catarina.)

§ 2º O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem atribuídas por Lei Complementar, auxiliará o Prefeito,
sempre que por ele convocado para missões especiais.

§ 3º A investidura do Vice-Prefeito em Secretaria Municipal não impedirá o exercício das funções previstas no
parágrafo anterior.

Art. 73 - Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito ou vacância dos respectivos cargos, será chamado ao
exercício do cargo de Prefeito o Presidente da Câmara de Vereadores.

Parágrafo Único - O Presidente da Câmara, recusando-se por qualquer motivo a assumir o cargo de Prefeito, ocorrerá a
destituição incontinenti de sua função de dirigente do Legislativo, ensejando assim a eleição de outro membro para
ocupar, como Presidente da Câmara, a chefia do Poder Executivo, exceto situação análoga ao § 1º do artigo anterior.

Art. 74 - Vagando os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.

§ 1º Ocorrendo vacância nos dois últimos anos de mandato, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois
de aberta a última vaga, pela Câmara de Vereadores, por voto secreto e por maioria absoluta.

§ 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.

Art. 75 - O Prefeito não poderá, sem licença da Câmara Municipal, ausentar-se do Município por período superior a
quinze dias, sob pena de perda de cargo, exceto no período de férias

Parágrafo Único - O Prefeito Municipal regularmente licenciado terá direito de receber a remuneração quando:

I - impossibilitado de exercer o cargo por motivo de doença;

II - no gozo de férias por período não superior a trinta dias;

III - a serviço ou missão, representando o Município.

Art. 76 - Na posse e término do mandato o Prefeito fará declaração de bens, que ficará arquivada na Câmara de
Vereadores, registrado em ata o resumo dos bens.

Parágrafo Único - O Vice-Prefeito também fará declaração de bens quando assumir, pela primeira vez, o cargo de
Prefeito.

SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO

Art. 77 - Compete, privativamente ao Prefeito:

I - nomear e exonerar os Secretários Municipais;

II - exercer, com auxílio dos Secretários Municipais, a direção superior da administração municipal;

III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica;

IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as Leis, bem como expedir Decretos e Regulamentos para a sua fiel execução;

V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;

VI - dispor sobre organização e funcionamento da administração municipal na forma da Lei;

VII - comparecer ou remeter mensagem e plano de governo à Câmara Municipal por ocasião da abertura da sessão
legislativa, expondo a situação do Município e solicitando as providências que julgar necessário;

VIII - nomear os servidores que a Lei assim determinar;

IX - enviar à Câmara Municipal o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de
orçamento;

X - prestar, anualmente, à Câmara Municipal dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas
referentes ao exercício anterior;

XI - prover e extinguir os cargos municipais, na forma da Lei;

XII - representar o Município nas suas relações jurídicas, políticas e administrativas;

XIII - decretar desapropriações por necessidade ou utilidade pública ou por interesse social;

XIV - apresentar, anualmente, relatório sobre o estado das obras e serviços municipais à Câmara de Vereadores,
obrigatoriamente, e às entidades representativas da população que o exigirem;

XV - decretar estado de calamidade pública ou emergência;

XVI - enviar à Câmara Municipal, para exame e aprovação, projetos de Lei sobre o regime de concessão ou permissão de
serviços públicos;

XVII - assinar convênios, acordos, ajustes, consórcios e outros instrumentos congêneres, submetidos à apreciação da
câmara Municipal no prazo de trinta dias da celebração, sob pena de nulidade; (Inciso declarado inconstitucional pela
ADIN nº 1998.003037-4 - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - Suspensa a execução do dispositivo legal através do
Decreto Legislativo Estadual nº 18.131, de 13 de outubro de 1999 - Assembléia Legislativa do Estado de Santa
Catarina.)

XVIII - a concessão de subvenção ou auxílio financeiro depende de prévia e específica autorização legislativa,
mediante aprovação de dois terços de seus membros.

Parágrafo Único - A representação a que se refere o Inciso XII, poderá ser delegada por lei de iniciativa do Prefeito,
a outra autoridade.

SEÇÃO III
DA RESPONSABILIDADE DO PREFEITO

Art. 78. Os crimes que o Prefeito Municipal praticar, no exercício do mandato ou em decorrência dele, serão julgados
perante o Tribunal de Justiça do Estado ou Tribunal Regional Federal.

§ 1º Recebida a denúncia contra o Prefeito, pelo Tribunal, a Câmara decidirá sobre a designação de assistente de
acusação.

§ 2º O Prefeito ficará suspenso de suas funções com o recebimento da denúncia pelo Tribunal, que cessará se até cento
e oitenta dias não tiver concluído o julgamento. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

SEÇÃO IV
DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS

Art. 79 - Os Secretários Municipais, como agentes políticos, serão escolhidos dentre os brasileiros maiores de vinte e
um anos ou maiores declarados e no exercício dos direitos políticos.

Parágrafo Único - Compete aos Secretários Municipais, além das atribuições estabelecidas nesta Lei Orgânica:

I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração municipal na área de sua
competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Prefeito;

II - expedir instruções para execução das Leis, Decretos e Regulamentos;

III - apresentar ao Prefeito relatório anual de sua gestão na Secretaria;

IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Prefeito;

V - comparecer perante a Câmara Municipal ou qualquer de suas Comissões para prestar esclarecimentos, espontaneamente,
ou quando regularmente convocado.

Art. 80 - Os Secretários são solidariamente responsáveis com o Prefeito Municipal pelos atos que assinarem, ordenarem
ou praticarem.

Art. 81. A Reforma Administrativa disporá, através de Lei Complementar, sobre a criação, estruturação e atribuição das
Secretarias Municipais. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

Parágrafo Único - Nenhum órgão da administração pública municipal, direta ou indireta, deixará de ser vinculado a uma
Secretaria Municipal.

CAPÍTULO IX
DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO
SEÇÃO I
DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL

SUBSEÇÃO I
DOS IMPOSTOS DO MUNICÍPIO

Art. 82 - Compete ao Município instituir:

I - impostos sobre propriedade predial e territorial urbana;

II - imposto sobre transmissão intervivos, a qualquer título por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão
física e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos à sua aquisição;

III - imposto sobre vendas a varejo, de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel e gás liquefeito de
petróleo;

IV - imposto sobre serviços de qualquer natureza, não compreendidos na competência do Estado, definido em Lei
Complementar Federal que poderá excluir da incidência em se tratando de exportações de serviços para o exterior.

§ 1º O imposto previsto no Inciso I poderá ser progressivo, nos termos do Código Tributário Municipal, de forma a
assegurar o cumprimento da função social da propriedade.

§ 2º O imposto previsto no Inciso II:

a) não incide na transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de
capital nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa
jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens e direitos,
locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil;
b) incide sobre imóveis situados na área territorial do Município.

§ 3º As alíquotas dos impostos previstos nos Incisos II e IV não poderão ultrapassar o limite fixado em Lei
Complementar Federal.

V - taxas:

a) em razão do exercício do Poder de Polícia;


b) pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou
postos à sua disposição.

VI - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.

§ 4º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do
contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos,
identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades
econômicas do contribuinte.

§ 5º As taxas não poderão ter base de cálculo própria dos impostos.

§ 6º A Legislação Municipal sobre matéria tributária respeitará as disposições da Lei Complementar Federal sobre:

I - conflito de competência;

II - regulamentação às limitações constitucionais do poder de tributar;

III - definição e suas espécies, bem como fatos geradores, base de cálculo e contribuintes de impostos;

IV - obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;

V - adequado tratamento tributário ao ato cooperativo pelas sociedades cooperativas.

§ 7º O Município poderá instituir contribuição, cobrada de seus servidores para custeio em benefício destes, de
sistema de previdência e assistência social.

§ 8º Qualquer anistia ou remissão que envolva matéria tributária só poderá ser concedida por Lei Municipal específica,
aprovada com o voto de dois terços da Câmara Municipal.

§ 9º A lei determinará os prazos para o recolhimento dos impostos e taxas municipais.

DAS RECEITAS E DESPESAS MUNICIPAIS

Art. 83. Pertence ao Município, dentre outros previstos na Constituição Federal: (Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

I - o produto da arrecadação do Imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidentes na fonte,
sobre rendimentos pagos a qualquer título, pelo Município, suas autarquias e pelas fundações por ele instituídas e
mantidas;

II - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do Imposto da União sobre a propriedade territorial rural,
relativamente aos imóveis situados no seu território;

III - a sua parcela dos vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento do Fundo de Participação dos Municípios,
mensalmente;

IV - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do Imposto do Estado sobre a propriedade de veículos automotores
licenciados em seu território;

V - setenta por cento da produção da arrecadação do Imposto da União sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou o
relativo a títulos e valores mobiliários incidentes sobre ouro, observado o disposto no Artigo 153, § 5º, Inciso II da
Constituição Federal;

VI - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do Imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de
mercadorias e sobre as prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação realizado
no território do Município.

Art. 84 - O Estado repassará ao Município a sua parcela dos vinte e cinco por cento relativa dos dez por cento que a
União lhe entregar do produto de arrecadação do imposto sobre produtos industrializados.
SUBSEÇÃO II
DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR

Art. 85 - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte é vedado ao Município:

I - exigir ou aumentar tributos sem lei que o estabeleça;

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer
distinção, em razão de ocupação profissional ou função por ele exercida, independentemente da denominação jurídica dos
rendimentos, títulos ou direitos;

III - cobrar tributos:

a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado;
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;

IV - utilizar tributo com efeito de confisco;

V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens por meio de tributos intermunicipais, ressalvada a cobrança
de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Município;

VI - instituir impostos sobre:

a) patrimônio, renda ou serviço da União, do Estado ou de outro Município;


b) templos de qualquer culto e casas pastorais a ele anexados ou no mesmo terreno. (Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 17/01)
c) patrimônio, renda ou serviços de partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos
trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social sem fim lucrativos, atendidos os requisitos da
lei;
d) livros, jornais e periódicos;
e) Associações de Moradores e Centros Comunitários.(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 31, de 18 de dezembro
de 2008)

VII - estabelecer diferença tributária entre bens e serviços de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou
destino.

§ 1º A vedação do inciso VI, alínea "a" extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder
Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados às suas finalidades essenciais ou às delas
decorrentes.

§ 2º As vedações do inciso VI, alínea "a" e a do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos
serviços relacionados com a exploração de atividades econômicas, regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos
privados ou que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente
comprador da obrigação de pagar imposto relativo ao bem imóvel.

§ 3º As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços
relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.

Art. 86 - A fixação dos preços públicos, devidos pela utilização de bens ou serviços e atividades municipais, será
fixada por Lei.

Parágrafo Único - As tarifas dos serviços públicos deverão cobrir os seus custos, sendo reajustáveis quando se
tornarem insuficientes.

Art. 87 - A despesa pública atenderá aos princípios estabelecidos na Constituição Federal e às normas de Direito
Financeiro.

Art. 88 - Nenhuma despesa será ordenada ou satisfeita sem que exista recurso orçamentário e crédito votado pela Câmara
Municipal, salvo a que ocorrer por conta de crédito extraordinário.

SEÇÃO II
DAS FINANÇAS PÚBLICAS

Art. 89 - Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.

§ 1º A lei que dispuser sobre o plano plurianual estabelecerá, por distritos, bairros, regiões setoriais, as
diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública municipal para as despesas de capital e outras
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.

§ 2º A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá:

I - as metas e prioridades da administração pública municipal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subseqüente;

II - orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual;

III - disporá sobre as alterações na Legislação Tributária.

§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução
orçamentária.

§ 4º Os planos e programas municipais, distritais, de bairros, regionais e setoriais previstos pela Lei Orgânica,
serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pela Câmara Municipal.

§ 5º A Lei Orçamentária Anual compreenderá:

I - o orçamento fiscal referente aos Poderes Legislativo e Executivo, seus fundos, órgãos e entidades da administração
direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal;

II - o orçamento de investimento das empresas em que o Município, direta ou indiretamente, detenha a maioria do
capital social com direito a voto;

III - o orçamento da seguridade social abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração
direta e indireta, bem como os fundos instituídos pelo Poder Público.

§ 6º A Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se
incluindo, na proibição, a autorização para a abertura de créditos suplementares e contratação de operação de crédito,
ainda que por antecipação da receita, nos termos da lei.

§ 7º Os projetos que tratem sobre as diretrizes orçamentárias, o plano plurianual e lei orçamentária anual do
Município de Chapecó obedecerão às seguintes normas:

I - o projeto de lei das diretrizes orçamentárias será encaminhado à Câmara Municipal até o dia 15 de abril, de cada
ano, e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa;

II - o projeto do plano plurianual para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato do Prefeito
subseqüente será remetido até 15 de agosto e devolvido para sanção até 30 de setembro do primeiro ano de mandato;

III - o projeto de lei orçamentária será encaminhado até 31 de outubro de cada ano e devolvido para sanção até o
encerramento da sessão legislativa anual. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

Art. 90 - Os Projetos de Lei relativos ao plano plurianual e às diretrizes orçamentárias e a proposta do orçamento
anual serão apreciados pela Câmara Municipal na forma do Regimento Interno, respeitados os dispositivos deste artigo.

§ 1º Caberá à Comissão Permanente de Finanças:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos e as propostas referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas
anualmente pelo Prefeito;

II - examinar e emitir parecer sobre planos e programas municipais, distritais, de bairros, regionais e setoriais
previstos nesta Lei Orgânica e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das
demais comissões da Câmara Municipal.

§ 2º As emendas só serão apresentadas perante a comissão, que sobre elas emitirá parecer escrito, para posterior
apreciação do plenário.

§ 3º As emendas à proposta do orçamento anual ou os projetos que o modifiquem, somente podem ser aprovados, caso:

I - sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias;

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas provenientes de anulação de despesas, excluídas as que incidam
sobre:

a) dotações para pessoal e seus encargos;


b) serviço da dívida municipal;
c) transferências tributárias constitucionais ao Município.

III - sejam relacionados:

a) com a correção de erros ou omissões;


b) com os dispositivos do texto da proposta ou do Projeto de Lei.

§ 4º As emendas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o
Plano Plurianual.

§ 5º O Prefeito Municipal poderá enviar mensagem à Câmara Municipal para propor modificação nos projetos e propostas a
que se refere este artigo, enquanto não iniciada a votação na comissão, da parte cuja alteração é proposta.

§ 6º Não enviados no prazo previsto no artigo 89, § 7º, a Comissão Técnica elaborará, nos trinta dias seguintes, os
projetos e propostas de que trata este artigo.

§ 7º Aplicam-se aos projetos e propostas mencionadas neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta subseção, as
demais relativas ao processo legislativo.

§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição da proposta de orçamento anual, ficarem sem despesas
correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares com prévia e
específica autorização legislativa.

Art. 91 - É vedado:

I - iniciar programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual;

II - realizar despesas ou assumir obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais;

III - realizar operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas
mediante créditos suplementares e especiais com a finalidade precisa, aprovadas pela Câmara Municipal por maioria
relativa;

IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesas, ressalvada a destinação de recursos para a
manutenção de crédito por antecipação da receita;

V - a abertura de crédito suplementar ou especial, sem prévia autorização legislativa, por maioria relativa, e sem
indicação dos recursos correspondentes;

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de


um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa, por maioria simples;

VII - a concessão ou utilização de créditos limitados;

VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, por maioria simples, de recursos do orçamento anual para
suprir necessidade ou cobrir déficit de empresa, fundações ou fundos do Município;

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza sem prévia autorização legislativa, por maioria relativa.

§ 1º Nenhum investimento, cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, poderá ser iniciado sem prévia inclusão no
plano plurianual ou sem Lei que autorize a inclusão sob pena de incidir em crime de responsabilidade.

§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se
o ato de autorização for promulgado nos últimos meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus
saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente.

§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender despesas imprevisíveis e urgentes,
decorrentes de calamidade pública, pelo Prefeito, observado o disposto no Artigo 62 da Constituição Federal.

Art. 92 - O Município divulgará, trimestralmente, o montante de cada um dos tributos arrecadados e os recursos
recebidos.

Art. 93 - Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, os créditos suplementares e especiais, destinados à


Câmara Municipal, ser-lhe-ão entregues até o dia vinte de cada mês.

Art. 94 - A despesa com o pessoal ativo e inativo do Município não poderá exceder os limites estabelecidos em Lei
Complementar Federal.

§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargo, emprego e funções ou alterações
de estrutura de carreira, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades
da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, só poderão ser
feitas:

I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos
dela decorrentes.

II - se houver autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as


sociedades de economia mista.

§ 2º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na Lei Complementar
Federal referida no caput, o Município adotará as seguintes providências:

I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança;

II - exoneração dos servidores não estáveis.

§ 3º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da
determinação da Lei Complementar Federal, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo de cada um
dos poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.

§ 4º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de
remuneração por ano de serviço.

§ 5º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, vedada a criação de cargo,
emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos.(Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 18/01)

Art. 95 - As dívidas do Município e dos seus órgãos e entidades da administração direta, quando inadimplentes,
independentemente de sua natureza, serão atualizadas monetariamente, a partir do dia do seu vencimento até o de sua
liquidação, segundo os mesmos critérios adotados para corrigir as obrigações tributárias.

Parágrafo Único - As disposições deste artigo não se aplicam às operações de crédito contratadas com instituições
financeiras.

CAPÍTULO X
DA ORDEM ECONÔMICA SOCIAL

SEÇÃO I
DOS PRINCÍPIOS GERAIS
DAS ATIVIDADES ECONÔMICA E SOCIAL

Art. 96 - A ordem social tem por base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça social.

Art. 97 - O Município, na sua circunscrição territorial e dentro de sua competência constitucional, assegurará a
todos, dentro dos princípios da ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa,
existência digna, observados os seguintes princípios:

I - autonomia municipal;

II - propriedade privativa;

III - função social da propriedade;

IV - livre concorrência;

V - defesa do consumidor;

VI - defesa do meio ambiente;

VII - redução das desigualdades regionais e sociais;

VIII - busca do pleno emprego;

IX - tratamento favorecido para as cooperativas e empresas brasileiras de pequeno porte, microempresas, pequenos
proprietários, com preferência para as não poluentes.

§ 1º É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização dos
órgãos públicos municipais, salvo nos casos previstos em lei.

§ 2º Na aquisição de bens e serviços, o Poder Público Municipal dará tratamento preferencial, na forma da Lei, às
empresas brasileiras de capital nacional.

§ 3º A exploração direta da atividade econômica, pelo Município, só será permitida em caso de relevante interesse
coletivo, na forma da Lei Complementar que, dentre outras, especificará as seguintes exigências para as empresas
públicas e sociedades de economia mista:

I - regime jurídico das empresas privadas, inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias;

II - proibição de privilégios fiscais não extensivos ao setor privado;

III - subordinação a uma Secretaria Municipal;

IV - adequação da atividade ao plano diretor, ao plano plurianual e às diretrizes orçamentárias;

V - orçamento anual aprovado pela Câmara Municipal.

Art. 98 - A prestação de serviços públicos pelo Município, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, será
regulada em Lei Complementar que assegurará:

I - a exigência de licitação, em todos os casos;


II - definição do caráter especial dos contratos de concessão ou permissão, casos de prorrogação, condições de
caducidade, forma de fiscalização e rescisão;

III - os direitos dos usuários;

IV - a política tarifária;

V - a obrigação de manter serviço adequado.

Art. 98 A - A transferência de execução dos serviços públicos de água e esgoto de titularidade do município para
pessoa jurídica de Direito Privado, através de concessão, permissão ou autorização, dependerá de consulta popular, sob
a forma de plebiscito, atendendo o disposto em Lei Complementar.(Redação dada pela Emenda à LEi Orgânica nº 25/03)

Art. 99 - O Município promoverá e incentivará o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico.

Art. 100 - Toda e qualquer concessão de serviço público deverá ser precedida de concorrência, obedecendo às diretrizes
básicas que a lei estabelecer.

Art. 101 - O Município assegurará, em seus orçamentos anuais, parcela de recursos para garantir a seguridade social.

SEÇÃO II
DA POLÍTICA URBANA E RURAL

Art. 102 - A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público Municipal, conforme diretrizes fixadas
em leis, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções da cidade e seus bairros, dos distritos e dos
aglomerados urbanos e garantir o bem-estar dos seus habitantes.

§ 1º O Plano Diretor aprovado pela Câmara Municipal é instrumento básico da política de desenvolvimento e da expansão
urbana e rural.

§ 2º A propriedade cumpre a sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação urbana expressas
no Plano Diretor.

§ 3º Os imóveis urbanos, desapropriados pelo Município, serão pagos com prévia e justa indenização em dinheiro, exceto
outras disposições legais.

§ 4º O proprietário do solo urbano incluído no Plano Diretor, com área não edificada, ou não utilizada, nos termos da
Lei Federal deverá promover seu adequado aproveitamento sob pena, sucessivamente, de:

I - parcelamento ou edificação compulsórios;

II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, progressivo no tempo;

III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública municipal de emissão previamente aprovada pelo
Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor
real da indenização e os juros legais.

§ 5º O Município destinará, no seu orçamento anual, dotação específica para a implantação de um programa efetivo de
casas populares, objetivando atender, prioritariamente, as famílias de baixa renda.

§ 6º O Município atuará de forma a contemplar os investimentos em telefonia rural, mediante programação conjunta com
os órgãos de telecomunicações.

Art. 103 - O Plano Diretor do Município contemplará áreas de atividade rural produtiva, respeitadas as restrições
decorrentes da expansão urbana.

Art. 104 - O Município criará o Plano de Desenvolvimento Agropecuário, integrado pelas entidades de produtores,
assistência técnica, pesquisa, distribuição e comercialização, destinando recursos suficientes para viabilizar e
solidificar o desenvolvimento agropecuário.

Parágrafo Único - Para aplicação do plano previsto no "caput" deste artigo, a lei disporá sobre a criação de um
Conselho de Desenvolvimento Agropecuário.

Art. 105 - O Município co-participará com o Governo do Estado e da União, na manutenção dos serviços de assistência
técnica, pesquisa e extensão rural, assegurando, prioritariamente, ao pequeno produtor rural, a orientação sobre a
produção agropastoril, a profissionalização informal de produtores, a organização de recursos naturais, a
administração das unidades de produção e melhoria das condições de vida e bem-estar da população rural.

Parágrafo Único - O Município, objetivando incentivar a permanência do agricultor na zona rural, executará, na sede
dos distritos, obras de infra-estrutura básica.

SUBSEÇÃO I
DA SAÚDE

Art. 106 - A saúde é direito de todos os munícipes e dever do Poder Público, assegurada mediante políticas sociais e
econômicas que visem à redução do risco de doença e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a
sua promoção, proteção e recuperação.

Art. 107 - A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, o meio ambiente, o trabalho, o
saneamento básico, a alimentação, a moradia, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços
essenciais, e os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do Município.

Parágrafo Único - Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto no artigo anterior, se destinam a
garantir às pessoas e à coletividade, condições de bem-estar físico, mental e social.

Art. 108 - O Município criará um Conselho Municipal de Saúde e Assistência Social que terá caráter permanente e
deliberativo, composto por governo, prestadores de serviços, profissionais de saúde e usuários, cuja representação
será paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos, atuando na formulação de estratégias e no controle de
execução da política de saúde no âmbito do Município, inclusive, nos aspectos econômicos e financeiros, sem prejuízos
das funções do Poder Legislativo.

Art. 109 - A Lei disporá sobre a organização e funcionamento do Conselho, estabelecendo:

I - universalização da assistência de igual qualidade dos serviços de saúde à população urbana e rural;

II - integralidade da assistência, entendida como um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e
curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso, em todos os níveis de complexidade do sistema.
Art. 110 - O Município integra, com a União e o Estado, com recursos da seguridade social, o Sistema Único
Descentralizado de Saúde, cujas ações e serviços públicos na sua circunscrição territorial são por ele dirigidos, com
as seguintes diretrizes:

I - atendimento integral, com prioridades para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;

II - elaboração e execução de programas de planejamento familiar, baseado no princípio de dignidade da pessoa humana e
da paternidade responsável, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas;

III - participação da comunidade organizada, através de um Conselho Municipal de Saúde e Conferência Municipal de
Saúde.

§ 1º A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

§ 2º As instituições privadas poderão participar de forma complementar, do Sistema Único Descentralizado de Saúde,
segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio tendo preferência as entidades
filantrópicas e as sem fins lucrativos.

§ 3º É vedado ao Município a destinação de recursos públicos para auxílios e subvenções às instituições privadas com
fins lucrativos.

Art. 111 - Ao Sistema Único Descentralizado de Saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da Lei:

I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de
medicamentos, equipamentos imunológicos, hemoderivados e outros insumos;

II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do cidadão;

III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;

IV - incentivar a implantação de laboratórios para o controle e análise de agrotóxicos;

V - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico;

VI - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico;

SUBSEÇÃO II
DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

Art. 112 - O Município executará, na área de sua circunscrição territorial, com recursos da seguridade social,
consoante normas gerais federais, os programas de ação governamental na área de assistência social, com a criação de
um Conselho de Desenvolvimento Social regido na forma da lei.

§ 1º As entidades beneficentes e de assistência social sediadas no Município poderão integrar os programas referidos
no "caput" deste artigo.

§ 2º A comunidade, por meio de suas organizações representativas, integrando o Conselho de Desenvolvimento Social,
participará na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.

Art. 113 - O Município garantirá a universalidade do atendimento social aos bairros, vilas, linhas, sedes de
distritos, assegurando a proteção à família, maternidade, infância, adolescência, velhice e pessoas portadoras de
deficiências; garantirá o atendimento à criança de zero a seis anos, através de creches e pré-escolas.

SEÇÃO III
DOS DEFICIENTES, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO

Art. 114 - O Município prestará auxílio funeral às pessoas comprovadamente carentes deste Município, promovendo o
translado dos corpos dos que forem a óbito fora da circunscrição, e o fornecimento gratuito de urnas populares,
podendo ser confeccionadas ou adquiridas pela municipalidade. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 04/98)

Art. 115 - A lei disporá sobre a exigência e a adaptação dos logradouros, dos edifícios de uso público e dos veículos
de transporte coletivo a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência física ou sensorial.

Art. 116 - O Município promoverá programas de assistência à criança e ao idoso.

Art. 117 - Aos maiores de sessenta e cinco anos e aos deficientes é garantida a gratuidade do transporte coletivo
urbano e rural.

Art. 118 - A lei disporá sobre a criação e manutenção de centros profissionais para treinamento, habilitação e
reabilitação profissional, assegurando ao deficiente a integração entre educação e trabalho.

Art. 119 - Aos maiores de sessenta anos e as pessoas com deficiência será garantida a gratuidade na entrada de
cinemas, teatros, eventos culturais, esportivos e feiras Municipais, seja de caráter público ou privado.

Parágrafo Único - A pessoa com deficiência deverá apresentar Carteira de Identificação, emitida por entidade cuja
finalidade é atender às pessoas com deficiências e/ou Cartão do Transporte Coletivo.(Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 29/05)

SEÇÃO IV
DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO

SUBSEÇÃO I
DA EDUCAÇÃO

Art. 120 - A educação, direito de todos, dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade e inspirada nos ideais de igualdade, solidariedade, liberdade, bem-estar social e da democracia, visando
ao pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

§ 1º A educação prestada pelo Município atenderá a formação humanística, cultural, técnica e científica da população,
na forma do Sistema Municipal de Ensino.

§ 2º O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, associação comunitária,
organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o
Poder Público para exigi-lo.
Art. 121 - A educação será oferecida com base nos seguintes princípios: (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº
03/97)

I - igualdade de condições para acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;(Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 03/97)

III - pluralismo de idéias e concepções pedagógicas;

IV - coexistências de instituições públicas e privadas de ensino;

V - gratuidade de ensino público em estabelecimentos oficiais;

VI - garantia de padrão de qualidade;

VII - valorização dos profissionais do ensino garantidos, na forma da Lei, plano de carreira para o magistério
público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso de provas e títulos. (Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 18/01)

VIII - promoção da integração escola e a comunidade.

IX - gestão democrática, na forma da lei do Sistema Municipal de Ensino;

X - valorização da experiência extra-escolar;

XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica
nº 03/97)

Art. 122 - O dever do Município com a educação será efetivado mediante a garantia de:

I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive, para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;

II - atendimento educacional especializado gratuito aos portadores de necessidades especiais, bem como aos que
revelarem vocação excepcional em qualquer ramo do conhecimento, na rede municipal; (Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 03/97)

III - condições físicas adequadas para o funcionamento das escolas;

IV - atendimento ao educando, no ensino público fundamental, através de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde;

V - recenseamento e divulgação periódica dos educandos, promovendo sua chamada e zelando pela permanência na escola;

VI - profissionais de educação em número suficiente para atender a demanda escolar;

VII - implantação progressiva da jornada integral nas escolas de ensino fundamental, prioritariamente nas áreas em que
as condições econômicas, sociais e pedagógicas o recomendarem;

VIII - atendimento gratuito à Educação infantil, às crianças de zero a seis anos de idade, incluindo programas
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde;

IX - oferta do ensino noturno regular em nível fundamental, adequado às condições do educando;

X - oferta de educação regular em nível fundamental, para jovens e adultos, com características e modalidades
adequadas às suas necessidades e disponibilidades;

XI - currículo, calendário escolar e metodologias apropriadas às peculiaridades de cada comunidade.

§ 1º A não-oferta ou oferta irregular do ensino obrigatório importa em responsabilidade da autoridade competente.

§ 2º - Compete aos órgãos municipais de educação, as providências necessárias a implementação do disposto neste
artigo.

Art. 123 - O Município aplicará, anualmente, vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos,
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino público, de acordo com o
disposto na Constituição Federal e na legislação vigente.

§ 1º O Município incumbir-se-á de:

I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do Sistema Municipal de Ensino, integrando-o às
políticas e planos educacionais da União e do Estado;

II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas;

III - baixar normas complementares para o Sistema Municipal de Ensino;

IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos de ensino do Sistema Municipal de Ensino;

V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a
atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de
competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e
desenvolvimento do ensino público;

§ 2º Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias,
confessionais ou filantrópicas, na forma da Lei, desde que atendidas as prioridades da Rede Municipal de Ensino.

Art. 124 - O Sistema Municipal de Ensino compreende:

I - as instituições do ensino fundamental e de educação infantil mantidas pelo Poder Público Municipal;

II - as instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada;

III - a Secretaria Municipal de Educação;

IV - o Conselho Municipal de Educação.

§ 1º A Lei Complementar que instituir o Sistema Municipal de Ensino, observada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, fixará as diretrizes curriculares para o ensino fundamental, observando:

a) promoção dos valores artísticos e culturais, nacionais e regionais;


b) programas de combate ao uso de drogas, orientação sexual, preservação do meio ambiente e educação para o trânsito;
c) programas de ensino articulados com os programas nacional e estadual, voltados ao atendimento da realidade urbana e
rural, à formação associativa, cooperativista e sindical;
d) ensino fundamental regular ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização
de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 03/97)

§ 2º O Município poderá firmar convênios com Empresas Privadas e/ou Públicas visando a cessão de profissionais pelas
mesmas para atuarem nos cursos profissionalizantes, especialmente os voltados às principais atividades econômicas
desenvolvidas no Município. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 09/99)

SUBSEÇÃO II
DA CULTURA

Art. 125 - O Município apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais, prioritariamente,
as diretamente ligadas à história de Chapecó, à sua comunidade e aos seus bens, com a participação efetiva do Conselho
Municipal da Cultura.

Art. 126 - Ficam sob a proteção do Município os conjuntos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico,
arqueológico, paleontológico, ecológico e científico, tombados pelo Poder Público Municipal.

Parágrafo Único - Os bens tombados pela União ou pelo Estado merecerão idêntico tratamento, mediante convênio.

Art. 127 - O Município promoverá o levantamento e a divulgação das manifestações culturais da sua memória e realizará
concursos, exposições e publicações para a sua divulgação.

Art. 128 - O acesso à consulta dos arquivos da documentação oficial do Município de Chapecó é livre, na forma da Lei.

SUBSEÇÃO III
DO DESPORTO E DO LAZER

Art. 129 - O Município fomentará as práticas desportivas formais e não formais pedagógicas, na área de sua jurisdição,
em seu meio urbano e rural.

Art. 130 - O Município proporcionará meios de lazer sadio e construtivo à comunidade, mediante:

I - reserva de espaços verdes ou livres, em forma de parques, bosques, jardins, como base física da recreação urbana;

II - aproveitamento e adaptação de rios, vales, colinas, lagos, matas e outros recursos naturais, como locais de
passeios e distração.

Parágrafo Único - Promoverá o desenvolvimento e acesso ao esporte para pessoas portadoras de deficiências.

SEÇÃO V
DEFESA DO CONSUMIDOR

Art. 131 - O Município promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor, mediante:

I - a criação de programas de atendimento, educação e informação do consumidor;

II - articulações com as ações federais e estaduais na área;

III - o controle da produção, comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para
a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente.

SUBSEÇÃO I
DO MEIO AMBIENTE

Art. 132 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à comunidade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e
futuras gerações.

§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito incumbe ao Município:

I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;

II - proibir a instalação de usinas e depósitos de lixo radioativo, na área de abrangência do Município;

III - estabelecer critérios, definir locais e condições para depósito final de resíduos sólidos domésticos,
industriais e hospitalares, promovendo cuidadosa análise técnica, geográfica e geológica;

IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra, atividade ou parcelamento do solo causadores de degradação do
meio ambiente, estudos de impacto ambiental;

V - promover a educação ambiental na sua rede de ensino e a conscientização da comunidade para a preservação do meio
ambiente;

VI - proteger a flora e a fauna, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica,
provoquem a extinção de espécies ou submetam animais à crueldade.

§ 2º As nascentes, as margens dos rios e encostas do território municipal ficam sob a proteção do Município e sua
utilização far-se-á na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive
quanto ao uso dos recursos naturais.

§ 3º Aquele que explorar recursos minerais, inclusive extração de areia, cascalho ou pedreiras, fica obrigado a
recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma
da lei.

§ 4º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou
jurídicas, às sanções administrativas e penais, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

§ 5º Ordenar o controle migratório e habitacional.

§ 6º Lei municipal disporá sobre código do meio ambiente.

Art. 133 - O Município poderá estabelecer consórcio com outros municípios, objetivando a solução de problemas comuns
relativos à proteção ambiental, em particular à preservação dos recursos hídricos e ao uso equilibrado dos recursos
naturais.

SEÇÃO VI
DO ÍNDIO

Art. 134 - O Município respeitará e fará respeitar, em seu território, os direitos, bens materiais, crenças, tradições
e todas as garantias conferidas ao índio na Constituição Federal.

Art. 135 - O Município apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais indígenas.

I - em todos os eventos promovidos pelo Município, onde tiver a circulação popular, como exemplo a EFAPI, Feira Livre
do Agricultor Rural, e outros deverão ceder espaço gratuito à Comunidade indígena para expor e vender seus
artesanatos;

II - o Município cederá espaço gratuito na Feira Livre e no Camelódromo para a comunidade indígena comercializar seus
artesanatos;

III - todos os espaços sediados à comunidade indígena ficarão isento de taxas, impostos ou qualquer tributo. (Redação
dada pela Emenda à Lei Orgânica 06/99)

CAPÍTULO XI
ATO DAS DISPOSIÇÕES ORGANIZACIONAIS TRANSITÓRIAS

Art. 1º - O Prefeito Municipal e os Membros da Câmara Municipal de Chapecó prestarão compromisso de manter, defender e
cumprir a Lei Orgânica do Município, no ato e na data de sua promulgação.

Art. 2º - São considerados estáveis os servidores públicos municipais cujo ingresso não seja conseqüente de concurso
público e que, à data da promulgação da Constituição Federal, completaram, pelo menos, cinco anos continuados de
exercício de função pública municipal.

§ 1º O tempo de serviço dos servidores referidos neste artigo será contado como título quando se submeterem a concurso
público, para fins de efetivação na forma da lei.

§ 2º Excetuados os serviços admitidos a outro título, não se aplica o disposto neste artigo aos nomeados para cargos
em comissão ou admitidos para função de confiança, nem aos que a lei declare de livre exoneração, exceto se já
servidor.

Art. 3º - Dentro de cento e oitenta dias proceder-se-á a revisão dos direitos dos servidores públicos municipais
inativos e pensionistas e a atualização dos proventos e pensões a eles devidos, a fim de ajustá-los ao disposto nesta
Lei.

Art. 4º - Até o dia 05 de maio de 1990 será promulgada a lei regulamentando a compatibilização dos servidores públicos
municipais ao regime jurídico estatutário e à reforma administrativa.

Art. 5º - Até o dia 31 de dezembro de 1990 será promulgado o novo Código Tributário do Município.

Art. 6º - O Poder Executivo reavaliará todos os incentivos fiscais de natureza setorial ora em vigor, propondo ao
Poder Legislativo as medidas cabíveis.

§ 1º Considerar-se-ão revogados, a partir do exercício de 1991, os incentivos que não forem confirmados por lei.

§ 2º A revogação não prejudicará os direitos que já tiveram sido adquiridos àquela data, em relação aos incentivos
concedidos sob condição e com prazo.

Art. 7º O artigo 25 desta Lei Orgânica, redação dada por esta emenda, entrará em vigor no dia primeiro de janeiro do
ano de dois mil e treze. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2010 de 25/11/2010)

Art. 8º - As leis complementares deverão ser elaboradas no prazo máximo de um ano, a contar da promulgação.

Art. 9º O Prefeito Municipal e o Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Chapecó, dentro do prazo de noventa
dias, contados da publicação da Lei, promoverão a exoneração dos atuais ocupantes de cargos de provimento em comissão,
nas situações previstas no inciso XXII, do art. 13 da LOM.

Parágrafo único. Os atos de exoneração produzirão efeitos a contar de suas respectivas publicações.(Redação acrescida
pela Emenda a Lei Orgânica nº 33/2011, de 09 de fevereiro de 2011)

LEI COMPLEMENTAR Nº 130, de 05 de dezembro de 2001.


(Regulamentada pelo Decreto n° 10.411/2002)

DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ, AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS MUNICIPAIS E
DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Prefeito Municipal de Chapecó, Estado de Santa Catarina, no uso de suas atribuições legais, faz saber que a Câmara
Municipal de Vereadores aprovou e fica sancionada a seguinte Lei Complementar:

TÍTULO I

CAPÍTULO ÚNICO
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º - Esta Lei Complementar institui o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Chapecó, das autarquias,
inclusive as em regime especial, e das fundações públicas municipais.

Art. 2º - Para os efeitos desta Lei Complementar, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público, inclusive
os servidores do magistério público municipal.

Art. 3º - Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que
devem ser cometidas a um servidor.

Parágrafo Único - Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação própria
e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão.
Art. 4º - É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei.

TÍTULO II
DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO

CAPÍTULO I
DO PROVIMENTO

SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 5º - São requisitos básicos para investidura em cargo público:

I - a nacionalidade brasileira;

II - o gozo dos direitos políticos;

III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;

IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

V - a idade mínima de dezoito anos;

VI - aptidão física e mental.

§ 1º - As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.

§ 2º - Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento
de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras, sendo que para tais pessoas
serão reservadas até 5% (cinco por cento) das vagas oferecidas no concurso.

Art. 6º - O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder.

Art. 7º - A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.

Art. 8º - São formas de provimento de cargo público:

I - nomeação;

II - readaptação;

III- reversão;

IV - aproveitamento;

V - reintegração;

VI - recondução.

SEÇÃO II
DA NOMEAÇÃO

Art. 9º - A nomeação far-se-á:

I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo de provimento efetivo;

II - em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos declarados em lei de livre nomeação e exoneração.

Parágrafo Único - O servidor ocupante de cargo em comissão poderá ser nomeado para ter exercício, interinamente, em
outro cargo de provimento em comissão, sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa, hipótese em que deverá
optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade.

Art. 10 - A nomeação para cargo de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou
de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade.

§ 1º - A nomeação para cargo de provimento efetivo, para os membros do magistério público municipal, depende da prévia
habilitação em concurso público de provas e títulos.

§ 2º - Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, serão estabelecidos pela Lei
Complementar que instituir a política de remuneração e os planos de carreira e seus respectivos regulamentos.

SEÇÃO III
DO CONCURSO PÚBLICO

Art. 11 - O concurso será de provas ou de provas e títulos, exceto no caso de ingresso no magistério público
municipal, que será exclusivamente por provas e títulos, podendo ser realizado em etapas, conforme dispuser a lei e o
respectivo edital, condicionada a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital, quando indispensável
ao seu custeio, e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas.

Art. 12 - O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos podendo ser prorrogado uma única vez, por igual
período.

§ 1º - O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado na
forma prevista na Lei Orgânica Municipal.

§ 2º - Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público, será
convocado com prioridade sobre os novos concursados para assumir o cargo.

SEÇÃO IV
DA POSSE E DO EXERCÍCIO

Art. 13 - A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as
responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente, por
qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei.
§ 1º - A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação do ato de provimento.

§ 1º - A nomeação e a posse ocorrerão no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias contados da publicação do ato de
convocação. (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

§ 1º A nomeação e a posse ocorrerão no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação do ato de convocação. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 393/2010)

§ 2º - Em se tratando de servidor, que esteja na data de publicação do ato de provimento, em licença, a exceção da
licença para o tratamento de interesses particulares, ou em afastamento, legalmente concedidos, o prazo será contado
do término do impedimento.

§ 3º - A posse poderá dar-se mediante procuração específica.

§ 4º - Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.

§ 5º - No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração
quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.

§ 6º - Será tomado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1º deste artigo.

§ 6º - Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1º deste artigo.
(Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

§ 7º - O candidato aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos deverá, necessariamente, no prazo
disposto no § 1º deste artigo, apresentar a documentação necessária para a investidura no cargo público. (Redação
acrescentada pela Lei Complementar n°140/2002)

Art. 14 - A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial, exceto no caso de posse dos agentes
políticos, quando a inspeção médica será facultativa.

Parágrafo Único - Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo.

Art. 15 - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.

§ 1º - É de 10 (dez) dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da
posse.

§ 2º - O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança,
se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo.

§ 3º - A autoridade competente para dar exercício ao servidor empossado é o Diretor do Departamento de Recursos
Humanos ou cargo equivalente.

Art. 16 - O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual
do servidor.

§ 1º - Ao ser empossado, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento
individual.

§ 2º - Os servidores serão lotados nas unidades que integram a estrutura administrativa municipal, sendo que a
atribuição de exercício compete ao respectivo Secretário Municipal ou cargo equivalente.

§ 3º - O servidor do magistério público municipal, estável ou efetivo, terá lotação em vagas identificadas em Escola
ou Centro de Educação Infantil indicada no ato de sua nomeação e/ou nos posteriores abrangidos por Lei Complementar.

§ 4º - O servidor do magistério efetivo ou estável designado para exercer função de direção, chefia ou assessoramento
ou investido em cargo de provimento em comissão do Município, Estado ou União, afastamentos ou licenças previstos
nesta Lei Complementar, permanecerá com a sua lotação.

§ 5º - No caso do parágrafo anterior, a respectiva lotação será considerada vaga vinculada ao respectivo professor,
pelo tempo em que durar o afastamento ou a licença.

§ 4º - O servidor do magistério efetivo ou estável designado para exercer função de direção, chefia ou assessoramento
ou investido em cargo de provimento em comissão do Município, Estado ou União, permanecerá com a sua lotação.

§ 5º - No caso do parágrafo anterior, a respectiva lotação será considerada vaga vinculada ao respectivo professor,
pelo tempo em que durar a designação. (Redação dada pela Lei Complementar n° 276/2006)

§ 6º - O servidor do magistério perderá a lotação em unidade escolar, quando permanecer afastado por perícia médica,
em readaptação de função, por período igual ou superior a 2 (dois) anos consecutivos, esse período será considerado a
partir da publicação desta Lei Complementar;

§ 7º - No caso previsto no parágrafo anterior, ao retornar, o servidor deverá assumir vaga em unidade escolar onde
haja disponibilidade, até que adquira nova lotação;

§ 8º O servidor do magistério afastado por perícia médica, em readaptação de função, será designado para exercer
função compatível com a indicação médica, não perdendo o papel pedagógico de sua função, em comum acordo entre
servidor e Secretaria da Educação, para atender às necessidades pedagógicas da unidade escolar. (Redação acrescentada
pela Lei Complementar n° 276/2006)

Art. 17 - Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos respectivos
cargos, respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e de oito horas diárias.

Art. 17 - Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos respectivos
cargos, respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e de oito horas diárias, à exceção dos
locais de trabalho, que por interesse público, funcionem vinte e quatro horas ininterruptamente, quando será fixada
escala de revesamento. (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

§ 1º - O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral dedicação ao serviço
público, podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração.

§ 2º - O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais, bem como em relação
aos servidores ocupantes de cargos de provimento em comissão com dedicação semi-integral, definidos em lei.

§ 3º - A jornada de trabalho dos servidores que atuam no magistério público municipal poderá ser de:

I - 40 (quarenta), 30(trinta), 20 (vinte) ou 10 (dez) horas semanais para os professores especialistas em


áreas/disciplinas ou em habilidades artístico-culturais e atividades esportivas;

II - 40 (quarenta) ou 20 (vinte) horas semanais para os professores generalistas e para os administradores,


supervisores e orientadores educacionais.

I - 40 (quarenta), 30(trinta), 20 (vinte) ou 10 (dez) horas semanais para os professores de áreas/disciplinas, ou em


habilidades artístico-culturais e atividades esportivas;

II - 40 (quarenta) ou 20 (vinte) horas semanais para os professores de Educação Infantil, 1ª a 4ª série, Educação
Especial e para os administradores, supervisores e orientadores educacionais. (Redação dada pela Lei Complementar
n° 276/2006)

§ 4º - A carga horária semanal dos servidores poderá ser:

I - prorrogada até o limite previsto no caput deste artigo, por prazo determinado, a critério da Administração
Municipal, mediante edital;

I - prorrogada até o limite previsto no caput deste artigo, por prazo determinado, a critério da Administração
Municipal; (Redação dada pela Lei Complementar n° 276/2006)

II - reduzida, a pedido do servidor e respeitando o interesse público municipal:

a) até o limite de 20 horas semanais, com a proporcional redução do vencimento, vencimentos e remuneração, para os
servidores que não atuam na área do magistério público municipal;
b) de 40 para 20 horas semanais e de 30 para 20 horas semanais, com a proporcional redução do vencimento, vencimentos
e remuneração, para os servidores do magistério público municipal.
b) de 40 horas para 30 horas, de 40 horas para 20 horas e de 30 horas para 20 horas semanais, com a proporcional
redução do vencimento, vencimentos e remuneração, para os servidores do magistério público municipal. (Redação dada
pela Lei Complementar n° 276/2006)

§ 5º - Os servidores do magistério público municipal atuarão em regime de dedicação exclusiva, caracterizada pelo
limite de 40 (quarenta) horas semanais, somadas as horas de trabalho exercidas na rede municipal de ensino e em outras
redes públicas ou privadas de ensino.

§ 6º - O servidor inativo do magistério poderá voltar a ocupar cargo no quadro do magistério público municipal, desde
que a carga horária não seja superior a 20 (vinte) horas semanais, percebendo simultaneamente os proventos de
aposentadoria e a remuneração do novo cargo, respeitado o disposto no § 10 do art. 37 da Constituição Federal e no
art. 11 da Emenda Constitucional nº 20/98.

Art. 18 - Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio
probatório por período de 3 (três) anos, contados da data de sua entrada em exercício, durante o qual a sua aptidão e
capacidade serão, obrigatoriamente, objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores:

I - assiduidade e pontualidade, avaliando-se a freqüência, pontualidade e a permanência no local de trabalho,


inclusive no que se refere às saídas antecipadas do servidor;

II - disciplina, avaliando-se o cumprimento ou não, pelo servidor, das determinações e ordens superiores, bem como das
atribuições do respectivo cargo, constantes da lei;

III - capacidade de iniciativa, avaliando-se o bom senso do servidor nas suas decisões, na ausência de instruções
detalhadas ou em situações inesperadas;

IV - produtividade, avaliando-se o volume e a quantidade de trabalho executados pelo servidor normalmente;

V - responsabilidade, avaliando-se a maneira como o servidor dedica-se ao trabalho, o cumprimento dos prazos, ordens e
determinações hierárquicas, a observância e o respeito às leis e seus regulamentos, bem como quanto a fiscalização
necessária para obter-se os resultados desejados;

VI - cooperação, avaliando-se a vontade de cooperar e a atitude em relação aos colegas de trabalho e à chefia
imediata;

VII - dedicação ao serviço público, avaliando-se o empenho, a ordem e o esmero do servidor em relação ao serviço
público que desempenha;

VIII - organização e planejamento, avaliando-se a organização, o planejamento e a limpeza no local de trabalho do


servidor;

IX - qualidade, avaliação da freqüência de erros do servidor, bem como a ordem e a apresentação que caracterizam o seu
trabalho.

§ 1º - Trinta dias antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à homologação da autoridade
competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acordo com o que dispuser o regulamento, inclusive
quanto à avaliação e forma de realização, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos
I a IX deste artigo.

§ 2º - O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente
ocupado, observado o disposto no parágrafo único do art. 29.

§ 3º - O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de
confiança, inclusive ser removido de ofício.

§ 4º - Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos,


respectivamente, previstos nos arts. 73, incisos I, II, III e VI e VII, 80 e 81 desta Lei Complementar.

§ 5º - O estágio probatório ficará suspenso durante o exercício de cargo em comissão ou função de confiança e nos
seguintes casos:

§ 5º - O estágio probatório ficará suspenso aos servidores públicos municipais que, após aprovados em concurso público
de provas ou de provas e títulos, forem designados para cargo de provimento em comissão, com exceção do percebimento
de função de confiança e nos seguintes casos: (Redação dada pela Lei Complementar n° 174/2003)

I - licença para atividade política;

II - licença à adotante;

III - licença à gestante;

IV - durante o período em que estiver em gozo de benefício previdenciário;

V - licença por motivo de doença em pessoa da família.

Art. 18-A Aplicam-se aos ocupantes das funções de confiança, previstas no Anexo XIII desta Lei Complementar,
calculados sobre o respectivo vencimento do servidor designado para a função de confiança.

Parágrafo Único - O Servidor Público Municipal que receber a gratificação de que trata este artigo, não poderá receber
adicional pela prestação de serviço extraordinário. (Redação dada pela Lei Complementar nº 319/2007) (Revogado pela
Lei Complementar nº 343/2009)

SEÇÃO V
DA ESTABILIDADE

Art. 19 - O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade
no serviço público ao completar 3 (três) anos de efetivo exercício.

Art. 20 - Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por
comissão instituída para essa finalidade.

Art. 21 - O servidor estável só perderá o cargo:

I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;

II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;

III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma desta Lei Complementar, assegurada ampla
defesa.

Art. 22 - Os servidores serão submetidos à avaliações permanentes, realizadas pelas comissões setoriais de trabalho,
formado por servidores efetivos e estáveis, e chefia imediata, mediante o preenchimento de formulário próprio,
aprovado em regulamento, levando-se em conta os fatores estabelecidos no art. 18, para os efeitos do disposto no art.
21, III desta Lei Complementar.

Art. 23 - Fica instituída a Comissão de Avaliação, com a incumbência de realizar a avaliação especial de desempenho
dos servidores públicos municipais que encontram-se em estágio probatório e dos estáveis para os efeitos do disposto
no art. 21, III desta Lei Complementar, com base nos formulários de avaliação quadrimestral das comissões setoriais de
trabalho e das chefias imediatas e preenchidos de janeiro a dezembro do ano imediatamente anterior.

§ 1º - A Comissão de que trata o caput deste artigo será composta de cinco membros, sendo três representantes dos
servidores públicos municipais, escolhidos entre ocupantes de cargos de provimento efetivo e estáveis, um dos quais
indicado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Chapecó e Região e dois designados pelo Chefe do Poder
Executivo Municipal, sendo que a composição dar-se-á sempre no mês de março de cada ano, por Decreto, podendo os seus
membros serem reconduzidos uma única vez para o desempenho da atribuição no exercício imediatamente seguinte.

§ 2º - Os membros da Comissão poderão realizar novos levantamentos, entrevistas ou mesmo solicitar informações por
escrito, que visem a justa e isenta avaliação dos servidores públicos municipais.

§ 3º - A avaliação de desempenho dos servidores, a partir daquela realizada pelas comissões setoriais de trabalho e
chefias imediatas, constituirá procedimento administrativo, dando-se conhecimento dos seus resultados ao servidor
público interessado, como forma de assegurar a ampla defesa.

§ 4º - A Comissão de Avaliação elaborará e encaminhará ao setor competente, até o dia 30 de abril de cada ano, o
relatório conclusivo das avaliações de desempenho, contendo entre outras informações, a pontuação obtida.

§ 5º - Será reprovado o servidor público municipal que, ao final do estágio probatório, segundo avaliação não
apresentar desempenho suficiente para o cumprimento das atribuições inerentes ao cargo respectivo, conforme
especificar o formulário de avaliação, aprovado em regulamento.

§ 6º - As comissões setoriais de trabalho serão disciplinadas em regulamento.

SEÇÃO VI
DA READAPTAÇÃO

Art. 24 - Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a


limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção médica.

§ 1º - Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptado será aposentado.

§ 2º - A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida, nível de
escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas
atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.

SEÇÃO VII
DA REVERSÃO

Art. 25 - Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez, quando, por junta médica oficial,
forem declarados insubsistentes os motivos da aposentadoria.

Art. 26 - A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação.

Parágrafo Único - Encontrando-se provido o cargo, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a
ocorrência de vaga.

Art. 27 - Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade.

SEÇÃO VIII
DA REINTEGRAÇÃO

Art. 28 - A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante
de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de
todas as vantagens.

Parágrafo Único - Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante, se estável será reconduzido ao cargo de
origem, sem direito à indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional
ao tempo de serviço.

SEÇÃO IX
DA RECONDUÇÃO
Art. 29 - Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:

I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;

II - reintegração do anterior ocupante.

Parágrafo Único - Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, de atribuições e
vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado, ou ainda, posto em disponibilidade com remuneração integral ao
tempo de serviço.

SEÇÃO X
DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO

Art. 30 - Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com
remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

Parágrafo Único - É vedado prover o cargo declarado desnecessário ou criar cargo com atribuições iguais ou
assemelhadas ao extinto, pelo prazo de quatro anos.

Art. 31 - O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á, mediante aproveitamento obrigatório em cargo
de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.

Art. 32 - O servidor em disponibilidade será aproveitado em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da
Administração Pública Municipal.

Art. 33 - Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício
no prazo legal, salvo doença comprovada por junta médica oficial.

CAPÍTULO II
DA VACÂNCIA

Art. 34 - A vacância do cargo público decorrerá de:

I - exoneração;

II - demissão;

III - readaptação;

IV - aposentadoria;

V - posse em outro cargo inacumulável;

VI - falecimento.

Art. 35 - A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício.

Parágrafo Único - A exoneração de ofício dar-se-á:

I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório e não couber recondução;

II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.

Art. 36 - A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á:

I - a juízo da autoridade competente;

II - a pedido do próprio servidor.

CAPÍTULO III
DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO

SEÇÃO I
DA REMOÇÃO

Art. 37 - Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro de pessoal.

§ 1º - Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção:

I - de ofício, no interesse da Administração, inclusive quando estiver em estágio probatório;

II - a pedido do servidor, a critério da Administração;

III - por permuta, exclusiva para o servidores do magistério público municipal.

§ 2º - A remoção por permuta dar-se-á através do pedido conjunto dos servidores do magistério interessados, desde que
seja observada a compatibilidade de área de atuação, turno e carga horária e procedida após o término e antes do
início do ano letivo subsequente.

§ 2º - A remoção por permuta dar-se-á através do pedido conjunto dos servidores do magistério interessados, desde que
seja observada a compatibilidade de área de atuação e carga horária, conforme regulamentado em edital da Secretaria de
Educação e será somente em caráter definitivo. (Redação dada pela Lei Complementar n° 276/2006)

§ 3º - A remoção a pedido, no caso dos servidores do magistério público municipal, ocorrerá anualmente entre o término
e o início do ano letivo subsequente, a partir da publicação de edital próprio para tanto.

§ 4º - O quadro de vagas disponíveis para a remoção a pedido, processada nos termos do parágrafo anterior, será
publicado no dia de início do prazo de inscrição para a remoção.

§ 5º - Quando existir mais de um candidato por vaga, no caso dos servidores do magistério, serão utilizados os
seguintes critérios:

a) maior habilitação na área de atuação;


b) maior tempo de serviço no magistério público municipal;
c) sorteio na presença dos candidatos inscritos nas vagas.
§ 6º - A remoção de ofício, no caso dos servidores do magistério público municipal, será efetuada pelo Chefe do Poder
Executivo Municipal, em caso de:

a) extinção ou desativação da Escola ou Centro de Educação Infantil;


b) redução do número de vagas para a lotação na Escola ou Centro de Educação Infantil.

§ 7º - Quando for necessário, na remoção de ofício de que a alínea "b" do parágrafo anterior, serão utilizados os
seguintes critérios eliminatórios de desempate para definir o servidor do magistério que será removido:

a) opção por lotação existente em outra Escola ou Centro de Educação Infantil;


b) menor tempo de lotação na respectiva Escola ou Centro de Educação Infantil;
c) menor tempo de serviço no magistério público municipal;
d) sorteio na presença dos servidores interessados.

§ 8º - O servidor do magistério removido nos termos das alíneas "a", "c" e "d" do parágrafo anterior terá a sua nova
lotação definida através de:

a) escolha de vaga disponível apresentada pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, estabelecendo-se a disputa
no § 5º deste artigo, quando houver mais de um candidato por vaga;
b) vinculação da lotação na Secretaria de Educação e Cultura, com preenchimento de vaga vinculada em Escola ou Centro
de Educação Infantil, no máximo até o retorno do respectivo titular.

§ 9º - Quando ocorrer a remoção de ofício, nos termos das alíneas "a" e "b" do parágrafo anterior, implicar em
exercício do cargo em Escola ou Centro de Educação Infantil localizado em região não atendida por transporte coletivo
e/ou de difícil acesso, o Município indenizará o servidor do magistério, nos termos do art. 49, II desta Lei
Complementar, salvo de oferecer o transporte direta ou indiretamente.

SEÇÃO II
DA REDISTRIBUIÇÃO

Art. 38 - Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de
pessoal, para as autarquias ou fundações públicas do mesmo Poder, observados os seguintes preceitos:

I - interesse da administração;

II - equivalência de vencimentos;

III - manutenção da essência das atribuições do cargo;

IV - vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades;

V - mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional;

VI - compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais das entidades.

§ 1º - A redistribuição ocorrerá de ofício para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos
serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de entidade.

§ 2º - A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato do Poder Executivo Municipal.

§ 3º - Nos casos de reorganização ou extinção de entidade, extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade na
entidade, o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade, com remuneração integral ao
tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

CAPÍTULO IV
DA SUBSTITUIÇÃO

Art. 39 - O servidor investido em cargo de provimento efetivo ou em comissão, poderá ser substituído durante o período
de afastamento, impedimento legal ou regulamentar do titular e na vacância do cargo, mediante ato da autoridade
competente.

§ 1º - O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem prejuízo do cargo que ocupa, o exercício do outro
cargo, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período.

§ 2º - Em se tratando de cargos acumuláveis na atividade e havendo compatibilidade de horários, o servidor substituto


poderá perceber a remuneração do seu cargo e daquele que está ocupando em caráter de substituição.

TÍTULO III
DOS DIREITOS E VANTAGENS

CAPÍTULO I
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO

Art. 40 - Para os efeitos desta Lei Complementar entende-se por:

I - vencimento, a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em Iei;

II - vencimentos, o vencimento do cargo acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei;

III - remuneração, o vencimento do cargo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes e das temporárias,
estabelecidas em lei.

§ 1º - Nenhum servidor receberá, a título de vencimento, importância inferior ao salário-mínimo.

§ 2º - A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma prevista nesta Lei
Complementar, em seu art. 53.

§ 3º - Os vencimentos são irredutíveis, ressalvado o disposto no art. 41 e 48.

Art. 41 - Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de
qualquer outra natureza, remuneração superior ao subsídio mensal, em espécie, do Secretário Municipal.

Parágrafo Único - Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas no art. 49 e 52, II a VIII, desta Lei
Complementar.

Art. 42 - O servidor perderá:


I - a remuneração do dia em que faltar ao serviço, sem motivo justificado e o repouso semanal remunerado;

II - a remuneração proporcional do dia nos seguintes casos:

a) atrasos ou ausências justificadas, ressalvadas as concessões de que trata o art. 85 desta Lei Complementar;
b) saídas antecipadas, salvo na hipótese de compensação de horário, até o mês subseqüente ao da ocorrência, a ser
estabelecida pela chefia imediata.

Parágrafo Único - As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas a
critério da chefia imediata, sendo assim consideradas como efetivo exercício.

Art. 43 - Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento.

Parágrafo Único - Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de
terceiros, a critério da administração e com reposição de custos, na forma definida em regulamento. (Regulamentado
pelo Decreto n° 12.152/2003)

Art. 44 - As reposições e indenizações ao erário serão previamente comunicadas ao servidor e descontadas em parcelas
mensais na folha de pagamento.

§ 1º - A indenização será feita em parcelas cujo valor não exceda 10% (dez por cento) da remuneração ou provento.

§ 2º - A reposição será feita em parcelas cujo valor não exceda 30% (trinta por cento) da remuneração ou provento.

§ 3º - A reposição será feita em uma única parcela quando constatado pagamento indevido no mês anterior ao do
processamento da folha.

§ 4º - Quando forem constatados erros e diferenças na folha de pagamento por parte do Município, o mesmo efetuará
acerto num prazo máximo de cinco dias úteis, a contar da data de constatação do erro ou da diferença, pelo
Departamento de Recursos Humanos.

Art. 45 - O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado, ou que tiver sua aposentadoria ou
disponibilidade cassada, ou ainda aquele cuja dívida relativa a reposição seja superior a cinco vezes o valor de sua
remuneração terá o prazo de cento e oitenta dias para quitar o débito, a contar do ato exoneratório ou de demissão.

§ 1º - A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa.

§ 2º - Os valores percebidos pelo servidor, em razão de decisão liminar, de qualquer medida de caráter antecipatório
ou de sentença, posteriormente cassada ou revista, deverão ser repostos no prazo de trinta dias, contados da
notificação para fazê-lo, sob pena de inscrição em dívida ativa.

Art. 46 - O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora, exceto nos casos
de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.

CAPÍTULO II
DAS VANTAGENS

Art. 47 - Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:

I - indenizações;

II - gratificações;

III - adicionais.

§ 1º - As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.

§ 2º - As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições indicados em


lei.

Art. 48 - As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros
acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.

SEÇÃO I
DAS INDENIZAÇÕES

Art. 49 - Constituem indenizações ao servidor:

I - diárias;

II - transporte.

Art. 50 - O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do
território nacional ou para o exterior, fará jus a indenização das despesas extraordinárias com pousada, alimentação e
locomoção urbana, bem como a indenização relativa ao transporte entre a sede do Município e o outro ponto do
território nacional ou do exterior, conforme dispuser o regulamento, que especificará os valores das indenizações,
assim como as condições para a sua concessão.

§ 1º - A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir
pernoite fora da sede, ou quando o Município custear, por meio diverso, as despesas extraordinárias cobertas por
diárias.

§ 2º - Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo, o servidor não fará jus a
diárias.

§ 3º - Quando a Administração proporcionar meio diverso para custear as despesas de transporte do servidor, este não
fará jus a indenização de que trata o art. 49, II, desta Lei Complementar.

Art. 51 - O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las
integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.

Parágrafo Único - Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento,
restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo previsto no caput.

Art. 51-A. Conceder-se-á, no interesse do serviço público municipal, indenização de transporte ao servidor que
realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção, para a execução de serviços descentralizados, por
força das atribuições próprias do cargo.
§ 1º Consideram-se serviços descentralizados aqueles realizados nos distritos e localidades fora do perímetro urbano
do município.

§ 2º O pagamento da indenização de transporte somente dar-se-á nos casos descritos no caput deste artigo quando os
serviços de transporte não possam ser realizados pela administração e naqueles em que os serviços de transporte
coletivo urbano ou rural sejam precários ou inexistentes.

Art. 51-B. A indenização de transporte será calculada multiplicando-se o valor do quilômetro percorrido, pela
quantidade de quilometragem efetivamente percorrida no mês de referência, pelo servidor, proporcionalmente ao número
de dias trabalhados em serviços externos ou descentralizados, com a utilização de meio próprio de locomoção.

§ 1º A indenização será paga ao servidor no mês imediatamente subsequente ao de referência, em Folha de Pagamento.

§ 2º O valor da indenização de transporte previsto no caput do artigo anterior será fixado por Ato do Chefe do Poder
Executivo Municipal, sendo atualizado nas mesmas datas e percentuais em que forem reajustados os vencimentos dos
servidores públicos municipais.

§ 3º A utilização de meio próprio de locomoção pelo servidor, para a execução de serviços externos ou
descentralizados, mediante a concessão de indenização de transporte, será prévia e expressamente autorizada através de
portaria, inclusive com a fixação da distância máxima a ser percorrida.

§ 4º O cálculo da quilometragem percorrida pelo servidor, terá como base a distância compreendida entre a unidade
administrativa de lotação do servidor e o local de prestação do serviço descentralizado.

Art. 51-C. A indenização de transporte não será incorporada, para qualquer efeito, aos vencimentos do servidor público
municipal. (Redação acrescentada pela Lei Complementar n° 235/2005)

SEÇÃO II
DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS

Art. 52 - Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei Complementar, serão deferidas aos servidores as
seguintes gratificações e adicionais:

I - gratificação pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento;

II - gratificação natalina

III - gratificação de incentivo à qualificação profissional;

IV - gratificação de incentivo à regência de classe;

V - adicional pela prestação de serviço extraordinário;

VI - adicional noturno;

VII - adicional de férias;

VIII - adicional de alimentação;

VIII - auxílio alimentação; (Redação dada pela Lei Complementar n° 175/2003)

IX - adicionais de periculosidade e de insalubridade.

Parágrafo Único - A Gratificação de que trata o inciso IV deste artigo será concedida, exclusivamente, aos servidores
do magistério público municipal que atuarem em sala de aula.

SUBSEÇÃO I
DA GRATIFICAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO DE DIREÇÃO, CHEFIA E ASSESSORAMENTO

Art. 53 - Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em cargo de provimento em comissão é devida retribuição pelo
seu exercício.

Parágrafo Único - A remuneração dos cargos em comissão é a constante da legislação pertinente.

SUBSEÇÃO II
DA GRATIFICAÇÃO NATALINA

Art. 54 - A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da média da remuneração a que o servidor percebeu
no respectivo ano.

Parágrafo Único - A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral.

Art. 55 - A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano.

Parágrafo Único - A Administração Municipal poderá efetuar o pagamento desta gratificação no mês de aniversário do
respectivo servidor ou em duas parcelas, nos meses de junho e dezembro de cada ano, conforme dispuser em regulamento.

Art. 56 - O servidor exonerado, inclusive o ocupante de cargo de provimento em comissão, perceberá sua gratificação
natalina, proporcionalmente aos meses de exercício, calculada sobre a remuneração do mês da exoneração.

Art. 57 - A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária.

SUBSEÇÃO III
DA GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Art. 58 - A Gratificação de Incentivo à Qualificação Profissional poderá ser concedida ao servidor público municipal
estável, matriculado e com freqüência em curso de nível médio ou superior, na respectiva área de atuação, observadas
as seguintes condições e limites:

I - curso superior - gratificação mensal equivalente a até 60% (sessenta por cento) do valor das matrículas e
mensalidades;

II - curso de nível médio - gratificação mensal equivalente a até 60% (sessenta por cento) do valor das matrículas e
mensalidades.

§ 1º - Fará jus à gratificação integral, o servidor público municipal com carga horária de 40 (quarenta) horas
semanais, sendo estabelecida para os demais beneficiários, a proporcionalidade, conforme dispuser o regulamento.

§ 2º - Para os casos em que o servidor encontrar-se fora da área de atuação, o Poder Executivo fixará até o mês de
junho de cada ano, através de Decreto, os cursos de nível médio e superior de interesse público, para concessão de
gratificação.

§ 3º - O servidor público municipal, para receber a Gratificação de Incentivo à Qualificação Profissional, assinará
Termo de Compromisso, comprometendo-se a permanecer atuando no Município pelo menos o dobro do tempo, em meses,
daquele em que recebeu o benefício, sob pena de indenização ao erário público municipal, conforme previsto nesta Lei
Complementar.

Art. 58 A Gratificação de Incentivo à Qualificação Profissional poderá ser concedida ao servidor público municipal
estável, matriculado e com freqüência em curso de nível médio, técnico ou superior, observadas as seguintes condições
e limites:

I - curso superior: gratificação mensal equivalente a até 60% (sessenta por cento) do valor das matrículas e
mensalidades, conforme dispuser o regulamento;

II - curso de nível técnico: gratificação mensal equivalente a até 60% (sessenta por cento) do valor das matrículas e
mensalidades, conforme dispuser o regulamento;

III - curso de nível médio: gratificação mensal equivalente a até 60% (sessenta por cento) do valor das matrículas e
mensalidades, conforme dispuser o regulamento.

§ 1º Fará jus à gratificação integral, o servidor público municipal com carga horária de 40 (quarenta) horas semanais,
sendo estabelecida para os demais beneficiários, a proporcionalidade, conforme Anexo II do regulamento.

§ 2º Para os cargos em que a Lei prevê carga horária de 30 ou 36 horas semanais, a Gratificação será integral, mantida
a proporcionalidade para demais casos.

§ 3º Não fará jus à gratificação o servidor que já tiver concluído o curso médio, técnico ou superior, salvo o que
estiver recebendo a referida gratificação quando da entrada em vigor desta Lei Complementar. (Redação dada pela Lei
Complementar n° 264/2006)

§ 4º O servidor público municipal terá direito a Gratificação de que trata este artigo, somente a um curso em cada
nível de ensino.

§ 5º O servidor público municipal, para receber a Gratificação de Incentivo à Qualificação Profissional, assinará
Termo de Compromisso, comprometendo-se a permanecer atuando no Município pelo menos o mesmo tempo, em meses, daquele
em que recebeu o benefício contados do mês seguinte do último recebimento da Gratificação, com vínculo efetivo, sob
pena de indenização ao erário público municipal, conforme previsto no artigo 45 desta Lei Complementar.

§ 6º A Gratificação de Incentivo a Qualificação Profissional quando concedida, terá validade semestral, conforme
calendário da instituição de ensino. (Redação acrescetnada pela Lei Complementar n° 264/2006)

SUBSEÇÃO IV
DA GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À REGÊNCIA DE CLASSE

Art. 59 - O servidor do magistério público municipal, em atividade docente, que esteja ministrando aulas diretamente
aos educandos, fará jus a 10% (dez por cento) de Gratificação de Incentivo à Regência de Classe, calculada sobre o
vencimento do cargo de Professor com Magistério ou outro que venha a substituí-lo.

Art. 59 - O servidor do magistério público municipal, em atividade docente, que esteja ministrando aulas diretamente
aos educandos, fará jus a 15% (quinze por cento) de Gratificação de Incentivo à Regência de Classe, calculada sobre o
vencimento do cargo de Professor com Magistério ou outro que venha a substituí-lo. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 406/2010)

§ 1º - A gratificação de que trata o parágrafo anterior será suspensa, no caso de o servidor do magistério público
municipal licenciar-se ou afastar-se das atividades inerentes ao seu cargo, ressalvados os seguintes casos:

a) licença gestante;
b) férias;
c) licença à adotante;
d) faltas justificadas.

§ 2º - A Gratificação de Incentivo à Regência de Classe caracteriza-se, para todos os efeitos legais, como vantagem
inerente ao local de trabalho.

§ 3º - A Gratificação de Incentivo à Regência de Classe será concedida mediante Ato do Chefe do Poder Executivo
Municipal ou a quem este delegar. (Acrescido pela Lei Complementar nº 343/2009)

SUBSEÇÃO V
DO ADICIONAL POR SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO

Art. 60 - O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal
de trabalho, quando o fizer de segunda a sexta-feira, e de 100% (cem por cento), quando o fizer nos sábados, domingos,
feriados legalmente instituídos e nos dias declarados como de ponto facultativo.

Parágrafo Único - O repouso semanal remunerado ou a concessão de folga recairá, preferencialmente no domingo, no
mínimo duas vezes por mês.

Art. 61 - Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias,
respeitado o limite máximo de 20 (vinte) horas por mês, mediante autorização da chefia imediata, que formalizará
documento, de acordo com formulário próprio a ser aprovado em regulamento, encaminhando-o ao setor competente.

Parágrafo Único - No interesse do serviço público municipal, existindo dotação orçamentária, o Chefe do Poder
Executivo Municipal poderá, mediante decreto, ampliar o limite máximo de horas extras para até 40 (quarenta) horas
semanais, para os cargos e situações que especificar, por prazo determinado.

Art. 62 - Preferencialmente ao pagamento do Adicional por Serviço Extraordinário, a Administração Municipal poderá
adotar o sistema de compensação, com a prévia concordância do servidor, observados os limites estabelecidos no art.
60.

Parágrafo Único - Fica vedada a instalação de sistemática do tipo banco de horas.


SUBSEÇÃO VI
DO ADICIONAL NOTURNO

Art. 63 - O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 (cinco)
horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento), computando-se cada hora como
cinqüenta e dois minutos e trinta segundos.

Parágrafo Único - Em se tratando de serviço extraordinário, o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a
remuneração prevista no art. 60, desta Lei Complementar.

SUBSEÇÃO VII
DO ADICIONAL DE FÉRIAS

Art. 64 - Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por ocasião das férias, um adicional correspondente
a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias.

Parágrafo Único - No caso de o servidor exercer função de confiança ou ocupar cargo em comissão, a respectiva vantagem
será considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo.

SUBSEÇÃO VIII
DO ADICIONAL DE ALIMENTAÇÃO

Art. 65 - O Adicional de Alimentação será concedido aos servidores públicos municipais ativos ocupantes de cargos de
provimento efetivo e em comissão, a exceção dos agentes políticos, aos inativos e pensionistas, no valor mensal de R$
49,00 (quarenta e nove reais), em pecúnia, mediante o lançamento na respectiva folha de pagamento.

SUBSEÇÃO VIII
Do Auxílio Alimentação

Art. 65 O Auxílio Alimentação será concedido aos servidores públicos municipais ativos ocupantes de cargos de
provimento efetivo e em comissão, no valor mensal de R$ 49,00 (quarenta e nove reais), em pecúnia, mediante o
lançamento na respectiva folha de pagamento, a exceção dos:

I - agentes políticos;

II - inativos e

III - pensionistas. (Redação dada pela Lei Complementar n° 175/2003)

§ 1º - O valor previsto no caput deste artigo será atualizado, anualmente, no mês de maio, na negociação coletiva
entre o Município e o sindicato da categoria, no mínimo pelo percentual acumulado no período do Índice Nacional de
Preços ao Consumidor - INPC ou outro que venha a substituí-lo.

§ 2º - Fará jus ao benefício integral, o servidor com carga horária de 40 (quarenta) horas ou 36 (trinta e seis) horas
semanais, estas em turnos ininterruptos, estabelecendo-se a proporcionalidade para aquele com carga horária inferior.

§ 3º - O Adicional de Alimentação:

§ 3º - O Auxílio Alimentação: (Redação dada pela Lei Complementar n° 175/2003)

I - não tem natureza vencimental e não será incorporado, para quaisquer efeitos aos vencimentos, vantagens ou
gratificações percebidas pelo servidor;

II - não constitui base de cálculo para a incidência de contribuição previdenciária e do imposto de renda;

III - não poderá, em hipótese alguma, ser acumulado com outros benefícios cujo objetivo seja idêntico ou assemelhado,
mesmo que tenham nomenclatura ou forma de concessão diferenciadas;

IV - não poderá ser concedido ao servidor recluso, afastado ou licenciado do serviço em virtude de:

a) licença para o tratamento de interesses particulares, prestação de serviço militar obrigatório ou mandato eletivo;
b) suspensão decorrente de sindicância ou inquérito administrativo disciplinar.

SUBSEÇÃO VIII
DO ADICIONAL DE ALIMENTAÇÃO

Art. 65 - O Adicional de Alimentação será concedido aos servidores públicos municipais ativos ocupantes de cargos de
provimento efetivo e em comissão, a exceção dos agentes políticos, CCI, CCII, CCIII, em pecúnia, mediante o lançamento
na respectiva folha de pagamento.(Regulamentado pela Lei n° 5.372/2008)

§ 1º O valor do Adicional de Alimentação será definido anualmente em Lei específica, conjuntamente com a Revisão Geral
de vencimentos concedida aos servidores públicos municipais.

§ 2º Fará jus à totalidade do benefício, o servidor com carga horária de 40 (quarenta) horas ou 36 (trinta e seis)
horas semanais, estas em turnos ininterruptos, estabelecendo-se a proporcionalidade para aquele com carga horária
inferior.

§ 3º O Adicional de Alimentação:

I - não tem natureza vencimental e não será incorporado, para quaisquer efeitos aos vencimentos, vantagens ou
gratificações percebidas pelo servidor;

II - não constitui base de cálculo para a incidência de contribuição previdenciária e do imposto de renda;

III - não poderá, em hipótese alguma, ser acumulado com outros benefícios cujo objetivo seja idêntico ou assemelhado,
mesmo que tenham nomenclatura ou forma de concessão diferenciadas. (Redação dada pela Lei Complementar n° 305/2007)

§ 4º O não comparecimento do servidor ao trabalho ou o não cumprimento da carga horária diária integral, implicará o
desconto de 1/22 do valor mensal do Adicional de Alimentação, por dia não trabalhado ou em que não seja cumprida a
carga horária integral, salvo nas seguintes exceções:

I - servidor em gozo de férias;


II - servidor em gozo de Licença à Gestante, Licença à Adotante e Licença Paternidade;

III - servidor em gozo de Licença como Prêmio. (Redação acrescentada pela Lei Complementar n° 305/2007)

SUBSEÇÃO VIII
DO AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO

Art. 65 O Auxílio Alimentação será concedido aos servidores públicos municipais ativos ocupantes de cargos de
provimento efetivo e em comissão, exceto os agentes políticos, em pecúnia, mediante o lançamento na respectiva folha
de pagamento.

§ 1º O valor do Auxílio Alimentação será definido anualmente em Lei específica, conjuntamente com a Revisão Geral de
vencimentos concedida aos servidores públicos municipais.

§ 2º Fará jus à totalidade do benefício, o servidor com carga horária de 40 (quarenta) horas ou 36 (trinta e seis)
horas semanais, estas em turnos ininterruptos, estabelecendo-se a proporcionalidade para aquele com carga horária
inferior.

§ 3º O Auxílio Alimentação:

I - não tem natureza vencimental e não será incorporado, para quaisquer efeitos aos vencimentos, vantagens ou
gratificações percebidas pelo servidor;

II - não constitui base de cálculo para a incidência de contribuição previdenciária e do imposto de renda;

III - não poderá, em hipótese alguma, ser acumulado com outros benefícios cujo objetivo seja idêntico ou assemelhado,
mesmo que tenham nomenclatura ou forma de concessão diferenciadas;

§ 4º O não comparecimento do servidor ao trabalho ou o não cumprimento da carga horária diária integral, implicará o
desconto de 1/22 do valor mensal do Auxílio Alimentação, por dia não trabalhado ou em que não seja cumprida a carga
horária integral, salvo nas seguintes exceções:

I - servidor em gozo de férias;

II - servidor em gozo de Licença à Gestante, Licença à Adotante e Licença Paternidade;

III - servidor em gozo de Licença como Prêmio;

IV - servidor internado em unidade hospitalar;

V - servidor afastado em decorrência de acidente de trabalho;

VI - Servidor que efetuar doação de sangue, nos termos do inciso I do artigo 85 desta Lei Complementar;

VII - Servidor afastado por Atestado Médico. (Redação dada pela Lei Complementar n° 327/2008)

SUBSEÇÃO IX
DOS ADICIONAIS DE PERICULOSIDADE E DE INSALUBRIDADE

Art. 66 - O servidor que execute atividades com habitualidade em locais considerados insalubres ou em contato
permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida, faz jus a um adicional de periculosidade ou de
insalubridade, conforme o caso, sobre o vencimento do respectivo cargo efetivo.

Art. 66 - O servidor público municipal que execute atividades com habitualidade em locais considerados insalubres ou
em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida, faz jus a um adicional de
periculosidade, calculado sobre o vencimento básico do respectivo cargo, ou de insalubridade, calculado sobre o
salário mínimo vigente no país, conforme o caso. (Redação dada pela Lei Complementar n° 161/2003)

Art. 66 - O servidor público municipal que executar, com habitualidade, atividades em locais considerados insalubres,
ou em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida, fará jus, respectivamente, a um
adicional de insalubridade, calculado sobre o valor correspondente a 170,0000 UFRM (cento e setenta Unidades Fiscais
de Referência Municipal), ou de periculosidade, calculado sobre o vencimento básico de seu cargo. (Redação dada pela
Lei Complementar n° 343/2009)

§ 1º - O servidor que fizer jus aos dois adicionais deverá optar por um deles, sendo vedada a percepção cumulativa dos
mesmos.

§ 2º - O direito ao adicional de periculosidade e insalubridade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que
deram causa a sua concessão.

§ 3º - Os percentuais de cada adicional, com a definição dos níveis de gradação da periculosidade ou insalubridade,
serão os constantes de laudo pericial, elaborado por profissionais habilitados para tanto.

CAPÍTULO III
DAS FÉRIAS

Art. 67 - O servidor fará jus a férias, que não podem ser acumuladas.

§ 1º - Não terá direito a férias, o servidor que durante o período aquisitivo:

a) houver faltado, injustificadamente, mais de 30 (trinta) dias;


b) permanecer em gozo de licença remunerada por mais de 180 (cento e oitenta) dias ou 6 (seis) meses intercalados;
c) permanecer em gozo de benefício previdenciário por mais de 180 (cento e oitenta) dias ou 6 (seis) meses
intercalados.

§ 2º - O novo período aquisitivo dos servidores que se enquadrarem nas alíneas "b" e "c" do parágrafo anterior,
iniciar-se-á a partir do retorno à atividade.

§ 3º - Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício.

§ 4º - As férias poderão ser parceladas em até 2 (duas) etapas, nenhuma das quais inferior a 10 (dez) dias, desde que
assim requeridas pelo servidor e no interesse da administração pública.

§ 5º - Em caso de parcelamento, o servidor receberá o valor do adicional de férias quando do gozo do primeiro
período.
Art. 68 - O pagamento da remuneração das férias, acrescido do respectivo adicional, será efetuado na folha de
pagamento do mês em que o servidor iniciar o gozo das férias.

Art. 69 - O servidor exonerado do cargo efetivo, ou em comissão, perceberá indenização relativa ao período das férias
a que tiver direito e ao incompleto, acrescido do terço constitucional, na proporção de um doze avos por mês de
efetivo exercício, ou fração superior a quatorze dias.

Parágrafo Único - A indenização será calculada com base na média da remuneração do período aquisitivo, completo ou
fracionado.

Art. 70 - O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias
consecutivos de férias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a acumulação.

Art. 71 - As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação
para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima de cada Poder
ou entidade.

Parágrafo Único - O restante do período interrompido será gozado de uma só vez.

Art. 72 - A Administração Municipal poderá conceder, justificado o interesse público, férias coletivas a todos ou a
parte de seus servidores.

Parágrafo Único - Os servidores admitidos no serviço público há menos de 12 (doze) meses ou com período aquisitivo de
férias incompleto, gozarão as férias coletivas de forma proporcional, iniciando-se, depois o novo período aquisitivo.

CAPÍTULO IV
DAS LICENÇAS

SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 73 - Conceder-se-á ao servidor licença:

I - por motivo de doença em pessoa da família;

II - para o serviço militar;

III - para atividade política;

IV - como prêmio;

V - para tratar de interesses particulares;

VI - para desempenho de mandato classista.

VII - licença para tratamento de saúde.

VIII - licença por motivo de afastamento do cônjuge;

IX - licença paternidade; (Redação acrescentada pela Lei Complementar n° 164/2003)

X - licença por acidente em serviço. (Redação acrescentada pela Lei Complementar n° 211/2004)

SEÇÃO II
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA

Art. 74 - Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos
filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento
funcional, mediante comprovação por junta médica oficial.

§ 1º - A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada
simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário.

§ 2º - A licença será concedida sem prejuízo da remuneração do cargo efetivo, até 15 (quinze) dias, podendo ser
prorrogada por mais 15 (quinze) dias, mediante parecer de junta médica oficial e, excedendo estes prazos, sem
remuneração, por até noventa dias, quando recomendado por assistente social do Município.

§ 3º - É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença de que trata este artigo.

§ 4º - A licença de que trata este artigo poderá ser concedida, a critério da Administração Municipal, parcialmente,
para abranger até 50% (cinqüenta por cento) da carga horária do servidor, observando-se, proporcionalmente, as
condições fixadas no caput.

§ 5º Comprovada a extinção do fato que gerou a licença, finda-se automaticamente a concessão. (Redação acrescentada
pela Lei Complementar n° 177/2003)

SEÇÃO III
DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR

Art. 75 - Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença, na forma e condições previstas na
legislação específica.

Parágrafo Único - Concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para reassumir o
exercício do cargo.

SEÇÃO IV
DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA

Art. 76 - O servidor terá direito a licença, facultativamente e sem remuneração, durante o período que mediar entre a
sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura
perante a Justiça Eleitoral, se outra forma ou condições não forem estipuladas pela legislação eleitoral.

Parágrafo Único - A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à
licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses.

SEÇÃO V
DA LICENÇA COMO PRÊMIO

Art. 77 - Após cada ano ininterrupto de efetivo exercício, o servidor ocupante de cargo de provimento efetivo, fará
jus a 12 (doze) dias de Licença como Prêmio, com a remuneração do cargo efetivo.

§ 1º - Não se concederá licença como prêmio ao servidor que durante o período aquisitivo:

I - tenha sofrido penalidade disciplinar;

II - tenha sido beneficiado por licença para o tratamento de interesses particulares ou por motivo de doença em pessoa
da família, superior a 15 (quinze) dias por ano;

III - tenha sido condenado a pena privativa de liberdade, por sentença definitiva;

IV - tenha faltado injustificadamente ao serviço por mais de 30 (trinta) dias consecutivos ou intercalados.

V - afastamento para acompanhar cônjuge ou compannheira.

§ 2º - Os períodos de licença de que trata o caput são acumuláveis até o limite de 5 (cinco) e o benefício poderá ser,
integralmente, convertido em pecúnia.

§ 3º - O período de gozo não poderá ser inferior a 12 (doze) dias.

§ 4º - As secretarias e unidades administrativas a ela equiparadas organizarão, anualmente, cronograma de concessão de


licenças como prêmio, garantindo o funcionamento normal dos serviços e o remeterão ao Departamento de Recursos Humanos
até o mês de março de cada ano.

SEÇÃO VI
DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES

Art. 78 - A critério da Administração, poderá ser concedida ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não
esteja em estágio probatório, Licença para Tratar de Interesses Particulares pelo prazo de até 12 (doze) meses
consecutivos, prorrogáveis por igual período, sem remuneração, exclusivamente para:

Art. 78. O servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio probatório, poderá requerer licença sem
remuneração para: (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

I - atuar em outro ente da administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Municípios;

II - acompanhar tratamento de saúde de pessoa da família, mediante a apresentação de laudo médico e recomendação de
assistente social;

III - acompanhar o cônjuge ou companheiro, que for deslocado, de ofício, para outro ponto do território nacional, para
o exterior ou para o exercício de mandato eletivo estadual ou federal;

IV - para tratar de interesses particulares pelo prazo de até 12 (doze) meses consecutivos, prorrogáveis por igual
período. (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

§ 1º - A licença somente poderá ser interrompida no interesse do serviço público municipal, a exceção do disposto no
inciso II do caput deste artigo, quando será oportunizado ao servidor a interrupção da licença a qualquer tempo.

§ 2º - Não se concederá nova licença antes de decorridos dois anos do término da anterior.

§ 3º - Ao conceder a licença para o trato de interesses particulares, obrigatoriamente a autoridade competente para a
sua concessão, declarará, por decreto, a desnecessidade da vaga daquele cargo, durante o tempo em que perdurar a
licença, ressalvada a possibilidade de interrupção da mesma.

§ 4º - A licença será suspensa, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou em caso de comprovado interesse público e,
na segunda hipótese, o servidor será cientificado e deverá reassumir o exercício do prazo de 60 (sessenta) dias,
findos os quais a sua ausência será computada como falta ao serviço.

§ 5º O Servidor do Magistério, ao entrar em Licença para Tratar de Interesses Particulares, perderá sua lotação em
Unidade Escolar, sendo que ao retornar, deverá assumir vaga em Unidade Escolar onde tenha disponibilidade, até que
adquira nova lotação;

§ 6º A Licença para Tratar de Interesses Particulares poderá ser concedida, aos Servidores do Magistério, por 06
(seis) anos consecutivos. (Redação acrescentada pela Lei Complementar n° 276/2006)

SEÇÃO VII
DA LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA

Art. 79 - É assegurado ao servidor eleito o direito à licença com remuneração para o desempenho de mandato em
confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional ou indicato representativo.

§ 1º - O número mínimo de servidores licenciados para o desempenho de mandato classista será de 6 (seis), podendo ser
ampliado em negociação coletiva com a categoria.

Art. 79 - É assegurado ao servidor eleito o direito à licença para o desempenho de mandato em confederação, federação,
associação de classe de âmbito nacional ou sindicato representativo.

§ 1º - O número máximo de servidores licenciados para o desempenho de mandato classista será de 6 (seis), podendo ser
ampliado através de Decreto do Chefe do Poder Executivo Municipal. (Redação dada pela Lei Complementar n° 234/2005)

§ 2º - A liença terá duração igual à do m


andato, podendo ser prorrogada, no caso de reeleição.

§ 3º - O Município somente remunerará o servidor eleito Presidente, sendo que os demais gozarão de licença sem
remuneração do Município. (Redação acrescentada pela Lei Complementar n° 234/2005)

SEÇÃO VIII
DA LICENÇA PATERNIDADE
Art. 79-A. Ao servidor público municipal será concedida licença-paternidade de 5 (cinco) dias ininterruptos em virtude
de paternidade, mediante a comprovação de nascimento de filho. (Redação acrescentada pela Lei Complementar
n° 164/2003)

SEÇÃO IX
DA LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO

Art. 79-B. Será licenciado, com remuneração integral, o segurado acidentado em serviço.

Art. 79-C. Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo segurado, que se relacione, mediata ou
imediatamente, com as atribuições do cargo exercido.

Parágrafo Único - Equipara-se ao acidente em serviço o dano:

I - decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo;

II - sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa.

Art. 79-D. O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado poderá ser tratado em
instituição privada, a conta de recursos públicos.

Parágrafo Único - O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de exceção e somente será
admissível quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública.

Art. 79-E. A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias, prorrogável quando as circunstâncias o exigirem.
(Redação acrescentada pela Lei Complementar n° 211/2004)

CAPÍTULO V
DOS AFASTAMENTOS

SEÇÃO I
DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE

Art. 80 - O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União, dos
Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, em organizações da sociedade de interesse social, em entidades
reconhecidas de utilidade pública e que não possuam finalidade lucrativa, nas seguintes hipóteses:

I - para exercício de cargo em comissão ou função de confiança;

II - em casos previstos em leis específicas, bem como em acordos, convênios, ajustes ou congêneres.

§ 1º - Na hipótese do inciso I, sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Municípios, o ônus da remuneração obrigatoriamente será do órgão ou entidade cessionária, sendo que nos demais casos o
ônus será estabelecido entre as partes.

§ 2º - Quando a cessão de servidores a outros entes da federação, caracterizar-se como contribuição para o custeio de
despesas de competência destes outros entes, o procedimento deverá estar previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias e
na Lei Orçamentária Anual e ser aperfeiçoado mediante convênio, acordo, ajuste ou congênere.

§ 3º - A cessão far-se-á mediante Decreto, publicado na forma da Lei Orgânica Municipal.

§ 4º - O servidor público municipal ocupante de cargo de provimento efetivo, filiado ao regime próprio de previdência
social, quando cedido na forma deste artigo, com ou sem ônus para o cessionário, permanecerá vinculado ao regime de
origem.

SEÇÃO II
DO AFASTAMENTO PARA EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO

Art. 81 - Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo,
aplicam-se as seguintes disposições:

I - tratando-se de mandato eletivo federal ou estadual, ficará afastado do seu cargo, emprego ou função;

II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua
remuneração;

III - investido no mandato de vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo,
emprego ou função, sem prejuízo do subsídio do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do
inciso anterior.

IV - em qualquer caso que exiga o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado
para todos os efeitos legais, exceto a promoção por mérito.

V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados como se no
exercício estivesse.

SEÇÃO III
DO AFASTAMENTO PARA ESTUDO OU MISSÃO NO EXTERIOR

Art. 82 - O servidor não poderá ausentar-se do País para missão oficial, sem expressa autorização do Prefeito
Municipal ou do Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, conforme o caso, sem prejuízo das demais formalidades
legais necessárias para o procedimento.

Parágrafo Único - A ausência não excederá a 2 (dois) anos, e finda a missão, somente decorrido igual período, será
permitida nova ausência.

Art. 83 - O servidor poderá afastar-se do serviço público, em objeto de estudo para cursar pós-graduação, mestrado ou
doutorado, mediante expressa autorização da autoridade competente, pelo período de até 3 (três) anos.

Parágrafo Único - O afastamento do servidor será concedido a critério exclusivo da Administração Municipal, inclusive
no que se refere às áreas estratégicas para o desenvolvimento municipal e ao interesse público.
Art. 84 - Ao servidor beneficiado pelo disposto nos arts. 82 e 83 não será concedida exoneração ou licença para tratar
de interesse particular antes de decorrido período igual ao do afastamento, ressalvada a hipótese de ressarcimento
integral da despesa havida com seu afastamento.

Parágrafo Único - As hipóteses, condições e formas para a autorização de que trata os arts. 82 e 83, inclusive no que
se refere à remuneração do servidor, serão disciplinadas em regulamento.

CAPÍTULO VI
DAS CONCESSÕES

Art. 85 - Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:

I - por 1 (um) dia, para doação de sangue;

II - por 2 (dois) dias, para se alistar como eleitor;

III - por 5 (cinco) dias consecutivos em razão de:

a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e
irmãos.

IV - por 2 (dois) dias consecutivos em razão do falecimento de sogra, sogro, avô, avó e cunhados.

Art. 86 - Será concedido, no interesse do serviço público municipal, horário especial ao servidor estudante, quando
comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo.

§ 1º - Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de horário no órgão ou entidade que tiver
exercício, respeitada a duração semanal do trabalho.

§ 2º - Também será concedido horário especial ao servidor portador de necessidades especiais, quando comprovada por
junta médica oficial, independentemente de compensação de horário.

§ 3º - As disposições do parágrafo anterior são extensivas ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente portador
de necessidades especiais.

§ 4º - As necessidades especiais de que trata o parágrafo anterior serão disciplinadas em regulamento.

CAPÍTULO VII
DO TEMPO DE SERVIÇO

Art. 87 - A apuração do tempo de serviço será feita em dias, que serão convertidos em anos, considerado o ano como de
trezentos e sessenta e cinco dias.

Art. 88 - Além das ausências ao serviço previstas no art. 85, são considerados como de efetivo exercício os
afastamentos em virtude de:

I - férias;

II - exercício de cargo de provimento em comissão ou função de confiança;

III - desempenho de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, ressalvadas as exceções estipuladas em lei,
comprovada contribuição previdenciária;

IV - júri e outros serviços obrigatórios por lei;

V - estudo ou missão no exterior, quando autorizado o afastamento, conforme dispuser o regulamento;

VI - licença:

a) à gestante, à adotante e à paternidade;


b) para tratamento da própria saúde, até o limite de vinte e quatro meses, cumulativo ao longo do tempo de serviço
público prestado ao Município, em cargo de provimento efetivo;
c) para o desempenho de mandato classista, ressalvadas as exceções estabelecidas em lei;
d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional;
e) para capacitação, conforme dispuser o regulamento;
f) para o serviço militar;

X - participação em competição desportiva regional, estadual ou nacional ou convocação para integrar representação
desportiva nacional, no País ou no exterior;

CAPÍTULO VIII
DO DIREITO DE PETIÇÃO

Art. 89 - É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou interesse
legítimo.

Art. 90 - O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a
que estiver imediatamente subordinado o requerente.

Art. 91 - Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não
podendo ser renovado.

Parágrafo Único - O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser
despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.

Art. 92 - Caberá recurso:

I - do indeferimento do pedido de reconsideração;

II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.

§ 1º - O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão,
e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades.

§ 2º - O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente.
Art. 93 - O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, a contar da
publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida.

Art. 94 - O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente.

Parágrafo Único - Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da decisão retroagirão à
data do ato impugnado.

Art. 95 - O direito de requerer prescreve:

I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem
interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho;

II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.

Parágrafo Único - O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo
interessado, quando o ato não for publicado.

Art. 96 - O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição.

Art. 97 - A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.

Art. 98 - Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista e carga do processo ou documento, na repartição,
ao servidor ou a procurador por ele constituído.

Art. 99 - A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.

Art. 100 - São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, salvo motivo de força maior.

TÍTULO IV
DO REGIME DISCIPLINAR

CAPÍTULO I
DOS DEVERES

Art. 101 - São deveres do servidor:

I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;

II - ser leal às instituições a que servir;

III - observar as normas legais e regulamentares;

IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;

V - atender com presteza:

a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;


b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.

VI - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo;

VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;

VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;

IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;

X - ser assíduo e pontual ao serviço;

XI - tratar com urbanidade os colegas de trabalho e o público em geral, tanto no próprio local de trabalho como nos
demais setores;

XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder;

XIII - utilizar os equipamentos de proteção individual fornecidos pela administração municipal.

Parágrafo Único - A representação de que trata o inciso XIl será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela
autoridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao representando ampla defesa.

CAPÍTULO II
DAS PROIBIÇÕES

Art. 102 - Ao servidor é proibido:

I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;

II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;

III - recusar fé a documentos públicos;

IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço;

V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;

VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de
sua responsabilidade ou de seu subordinado;

VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a partido
político;

VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo
grau civil;

IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
X - participar de gerência ou administração de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer o comércio, exceto na
qualidade de acionista, cotista ou comanditário;

XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios
previdenciários ou assistências de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;

XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;

XIll - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;

XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;

XV - proceder de forma desidiosa;

XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;

XVII - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e
transitórias;

XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de
trabalho;

XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.

CAPÍTULO III
DA ACUMULAÇÃO

Art. 103 - Ressalvados os casos previstos na Constituição, é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.

§ 1º - A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e funções em autarquias, fundações públicas, empresas
públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e sociedades controladas, diretamente ou indiretamente pelo
Poder Público.

§ 2º - A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários.

Art. 104 - Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento de cargo ou emprego público efetivo com
proventos da inatividade, salvo quando os cargos de que decorram essas remunerações forem acumuláveis na atividade.

Art. 105 - O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão, exceto no caso previsto no parágrafo único do
art. 9º, nem ser remunerado pela participação, como membro, em órgão de deliberação coletiva.

Art. 106 - O servidor vinculado ao regime desta Lei Complementar, que acumular licitamente dois cargos efetivos,
quando investido em cargo de provimento em comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos.

CAPÍTULO IV
DAS RESPONSABILIDADES

Art. 107 - O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições.

Art. 108 - A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo
ao erário ou a terceiros.

§ 1º - A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista nesta Lei
Complementar, na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.

§ 2º - Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.

§ 3º - A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da
herança recebida.

Art. 109 - A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade.

Art. 110 - A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do
cargo ou função.

Art. 111 - As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si.

Art. 112 - A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a
existência do fato ou sua autoria.

CAPÍTULO V
DAS PENALIDADES

Art. 113 - São penalidades disciplinares:

I - advertência;

II - suspensão;

III - demissão;

IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade;

V - destituição de cargo em comissão;

VI - destituição de função de confiança.

Art. 114 - Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que
dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais.

Parágrafo Único - O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção
disciplinar.

Art. 115 - A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do art. 102, incisos
I a VIII e XIX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não
justifique imposição de penalidade mais grave.
Art. 116 - A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das
demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa)
dias.

§ 1º - Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser
submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida
a determinação.

§ 2º - Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de
50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço.

Art. 117 - As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de 3 (três) e
5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração
disciplinar.

Parágrafo Único - O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos.

Art. 118 - A demissão será aplicada nos seguintes casos:

I - crime contra a administração pública;

II - abandono de cargo;

III - inassiduidade habitual;

IV - improbidade administrativa;

V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;

VI - insubordinação grave em serviço;

VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;

VIlI - aplicação irregular de dinheiros públicos;

IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;

X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;

XI - corrupção;

XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;

XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 102, desta Lei Complementar.

Art. 119 - Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, a autoridade
competente notificará o servidor, por intermédio de sua chefia imediata, para apresentar opção no prazo improrrogável
de dez dias, contados da data da ciência e, na hipótese de omissão, adotará procedimento sumário para a sua apuração e
regularização imediata, cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases:

I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão, a ser composta por dois servidores estáveis, e
simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração;

II - instrução sumária, que compreende indiciação, defesa e relatório;

III - julgamento.

§ 1º - A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome e matrícula do servidor, e a materialidade
pela descrição dos cargos, empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal, dos órgãos ou entidades de
vinculação, das datas de ingresso, do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico.

§ 2º - A comissão lavrará, até três dias após a publicação do ato que a constituiu, termo de indiciação em que serão
transcritas as informações de que trata o parágrafo anterior, bem como promoverá a citação pessoal do servidor
indiciado, por intermédio de sua chefia imediata, para, no prazo de cinco dias, apresentar defesa escrita,
assegurando-se-lhe vista do processo na repartição, observado o disposto nos arts. 149 e 150.

§ 3º - Apresentada a defesa, a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do


servidor, em que resumirá as peças principais dos autos, opinará sobre a licitude da acumulação em exame, indicará o
respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à autoridade instauradora, para julgamento.

§ 4º - No prazo de cinco dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão.

§ 5º - A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se
converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo.

§ 6º - Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou cassação
de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação
ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados.

§ 7º - O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá trinta
dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por até quinze dias,
quando as circunstâncias o exigirem.

§ 8º - O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo, observando-se, no que lhe for aplicável,
subsidiariamente, as disposições dos Títulos IV e V desta Lei Complementar.

Art. 120 - Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado, na atividade, falta
punível com a demissão.

Art. 121 - A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de
infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão.

Parágrafo Único - Constatada a hipótese de que trata este artigo, a exoneração será convertida em destituição de cargo
em comissão.

Art. 122 - A demissão ou a destituição de cargo em comissão, nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI do art. 118,
implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.

Art. 123 - A demissão ou a destituição de cargo em comissão, por infringência do Art. 102, incisos IX e XI,
incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público municipal, pelo prazo de 5 (cinco) anos.
Parágrafo Único - Não poderá retornar ao serviço público municipal o servidor que for demitido ou destituído do cargo
em comissão por infringência do Art. 118, incisos I, IV, VIII, X e XI.

Art. 124 - Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias
consecutivos.

Art. 125 - Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias,
interpoladamente, durante o período de doze meses.

Art 126 - Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual, também será adotado o procedimento sumário,
observando-se especialmente que:

I - a indicação da materialidade dar-se-á:

a) na hipótese de abandono de cargo, pela indicação precisa do período de ausência intencional do servidor ao serviço
superior a trinta dias;
b) no caso de inassiduidade habitual, pela indicação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada, por período
igual ou superior a sessenta dias interpoladamente, durante o período de doze meses;

II - após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade
do servidor, em que resumirá as peças principais dos autos, indicará o respectivo dispositivo legal, opinará, na
hipótese de abandono de cargo, sobre a intencionalidade da ausência ao serviço superior a trinta dias e remeterá o
processo à autoridade instauradora para julgamento.

Art. 127 - As penalidades disciplinares serão aplicadas:

I - pelo Prefeito Municipal e pelo Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, quando se tratar de demissão e
cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder ou entidade;

II - pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior
quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias;

III - pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos, nos demais
casos.

Art. 128 - A ação disciplinar prescreverá:

I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e
destituição de cargo em comissão;

II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;

III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.

§ 1º - O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.

§ 2º - Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como
crime.

§ 3º - A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final
proferida por autoridade competente.

§ 4º - Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção.

TÍTULO V
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 129 - A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração
imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.

Art. 130 - As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identificação e o
endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade.

Parágrafo Único - Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será
arquivada, por falta de objeto.

Art. 131 - Da sindicância poderá resultar:

I - arquivamento do processo;

II - aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias;

III - instauração de processo disciplinar.

Parágrafo Único - O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogado por
igual período, a critério da autoridade superior.

Art. 132 - Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30
(trinta) dias, de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou destituição de cargo em comissão, será
obrigatória a instauração de processo disciplinar.

CAPÍTULO II
DO AFASTAMENTO PREVENTIVO

Art. 133 - Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a
autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo
de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.

Parágrafo Único - O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda
que não concluído o processo.

CAPÍTULO III
DO PROCESSO DISCIPLINAR
Art. 134 - O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração
praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre
investido.

Art. 135 - O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis designados pela
autoridade competente, que indicará, dentre eles, o seu presidente, este que deverá ser ocupante de cargo efetivo
superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.

Art. 135. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis designados pela
autoridade competente, que indicará, dentre eles, o seu presidente, este que deverá ser ocupante de cargo efetivo
superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do acusado. (Redação dada pela Lei
Complementar n° 140/2002)

§ 1º - A Comissão terá como secretário servidor designado pelo seu presidente, podendo a indicação recair em um de
seus membros.

§ 2º - Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito, cônjuge companheiro ou parente do acusado,
consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau.

§ 2º Não poderá participar de comissão de sindicância ou de processo administrativo disciplinar, cônjuge companheiro
ou parente do acusado, consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau. (Redação dada pela Lei
Complementar n° 140/2002)

Art. 136 - A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à
elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração.

Parágrafo Único - As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado.

Art. 137 - O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases:

I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão;

II - inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e relatório;

II - instrutória, que compreende instrução, defesa e relatório; (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

III - julgamento.

Art. 138 - O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de
publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o
exigirem.

Art. 138 - O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de
instauração deste. (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

Art. 138 - O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar não excederá a 60 (sessenta) dias, contados
da data de instauração deste, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem.
(Redação dada pela Lei Complementar n° 176/2003)

§ 1º - Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos, ficando seus membros dispensados
do ponto, até a entrega do relatório final.

§ 2º - As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas.

SEÇÃO I
DO INQUÉRITO

Art. 139 - O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório, assegurada ao acusado ampla defesa, com
a utilização dos meios e recursos admitidos em direito.

Art. 139 - O processo administrativo disciplinar obedecerá ao princípio do contraditório, assegurada ao acusado ampla
defesa, com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

Art. 140 - Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar, como peça informativa da instrução.

Art. 140 - Os autos da sindicância, se houver, integrarão o processo disciplinar, como peça informativa da instrução.
(Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

Parágrafo Único - Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilícito
penal, a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, independentemente da imediata
instauração do processo disciplinar.

Art. 141 - Na fase do inquérito, a comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências
cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a
completa elucidação dos fatos.

Art. 141 - Na fase instrutória, a comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências
cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a
completa elucidação dos fatos. (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

Art. 142 - É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador,
arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova
pericial.

§ 1º - O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios, ou de


nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.

§ 2º - Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de
perito.

Art. 143 - As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão, devendo a
segunda via, com o ciente do interessado, ser anexado aos autos.

Parágrafo Único - Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será imediatamente comunicada ao chefe
da repartição onde serve, com a indicação do dia e hora marcados para inquirição.

Art. 144 - O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo por
escrito.
§ 1º - As testemunhas serão inquiridas separadamente.

§ 2º - Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á à acareação entre os depoentes.

Art. 145 - Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão promoverá o interrogatório do acusado, observados os
procedimentos previstos nos arts. 143 e 144.

§ 1º - No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido separadamente, e sempre que divergirem em suas
declarações sobre fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre eles.

§ 2º - O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, bem como à inquirição das testemunhas, sendo-lhe
vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-se-lhe, porém, reinquirí-la, por intermédio do presidente da
comissão.

Art. 146 - Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão proporá à autoridade competente que ele
seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um médico psiquiatra.

Parágrafo Único - O incidente de sanidade mental será processado em autos apartado e apenso ao processo principal,
após a expedição do laudo pericial.

Art. 147 - Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do servidor, com a especificação dos fatos a
ele imputados e das respectivas provas.

§ 1º - O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita, no
prazo de 10 (dez) dias, assegurando-se-lhe vista e carga do processo na repartição.

§ 2º - Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de 20 (vinte) dias.

Art. 147 - Tipificada a infração disciplinar, será formulada a acusação do servidor, com a especificação dos fatos a
ele imputados.

§ 1º O acusado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita, no prazo
de 10 (dez) dias, assegurando-se-lhe vista e carga do processo na repartição.

§ 2º Havendo dois ou mais acusados, o prazo será comum e de 20 (vinte) dias. (Redação dada pela Lei Complementar
n° 140/2002)

§ 3º - O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis.

§ 4º - No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa contar-se-á da data
declarada, em termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, com a assinatura de 2 (duas) testemunhas.

§ 4º - No caso de recusa do acusado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa contar-se-á da data
declarada, em termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, com a assinatura de 2 (duas) testemunhas.
(Redação dada pela Lei Complementar n°140/2002)

Art. 148 - O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá ser
encontrado.

Art. 148 - O acusado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado.
(Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

Art. 149 - Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, publicado na forma prevista
na Lei Orgânica Municipal, para apresentar defesa.

Art. 149 - Achando-se o acusado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, publicado na forma prevista na
Lei Orgânica Municipal, para apresentar defesa. (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

Parágrafo Único - Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da última publicação
do edital.

Art. 150 - Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo legal.

§ 1º - A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa.

§ 2º - Para defender o indiciao revel, a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor
dativo, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou
superior ao do indiciado.

Art. 150 - Considerar-se-á revel o acusado que, citado ou intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de
comparecer sem motivo justificado, ou no caso de mudança de residência não comunicar o novo endereço à comissão de
processo administrativo.

§ 1º A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e este seguirá seu curso sem a presença do acusado,
podendo este comparecer no processo em qualquer fase recebendo-o no estágio em que se encontra.

§ 2º Para defender o acusado revel, a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo,
que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao
do acusado. (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

Art. 150-A. As alegações finais, apresentadas pela defesa, tanto no processo administrativo disciplinar quanto na
sindicância, terão prazo de 05 (cinco) dias úteis. (Redação acrescentada pela Lei Complementar n° 176/2003)

Art. 151 - Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, onde resumirá as peças principais dos autos e
mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção.

§ 1º - O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.

§ 2º - Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar


transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes.

Art. 152 - O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido à autoridade que determinou a sua
instauração, para julgamento.

SEÇÃO II
DO JULGAMENTO

Art. 153 - No prazo de 30 (trinta) dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua
decisão.
§ 1º - Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo, este será encaminhado à
autoridade competente, que decidirá em igual prazo.

§ 2º - Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para a
imposição da pena mais grave.

§ 2º - Havendo mais de um acusado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para a
imposição da pena mais grave. (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)

§ 3º - Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade, o julgamento caberá às


autoridades de que trata o inciso I do art. 127.

§ 4º - Reconhecida pela comissão a inocência do servidor, a autoridade instauradora do processo determinará o seu
arquivamento, salvo se flagrantemente contrária à prova dos autos.

Art. 154 - O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo quando contrário às provas dos autos.

Parágrafo Único - Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá,
motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.

Art. 155 - Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra
de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra
comissão para instauração de novo processo.

§ 1º - O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo.

§ 2º - A autoridade julgadora que der causa à prescrição será responsabilizada na forma do Capitulo IV do Título IV.

Art. 156 - Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos
assentamentos individuais do servidor.

Art. 157 - Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público
para instauração da ação penal, ficando trasladado na repartição.

Art. 158 - O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido, ou aposentado
voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada.

Parágrafo Único - Ocorrida a exoneração, o ato será convertido em demissão, se for o caso.

SEÇÃO III
DA REVISÃO DO PROCESSO

Art. 159 - O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem
fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade
aplicada.

Art. 159 - O processo disciplinar poderá ser revisto, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fatos novos ou
circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. (Redação dada
pela Lei Complementar n°176/2003)

§ 1º - Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da família poderá requerer a
revisão do processo.

§ 2º - No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será requerida pelo respectivo curador.

Art. 160 - No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.

Art. 161 - A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão, que requer elementos
novos, ainda não apreciados no processo originário.

Art. 162 - O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Prefeito Municipal ou ao Presidente da Câmara
Municipal de Vereadores, que, se autorizar a revisão, encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se
originou o processo disciplinar.

Parágrafo Único - Deferida a petição, a autoridade competente providenciará a constituição de comissão, na forma do
art. 135.

Art. 163 - A revisão correrá em apenso ao processo originário.

Parágrafo Único - Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das
testemunhas que arrolar.

Art. 164 - A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos.

Art. 165 - Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e procedimentos próprios da
comissão de processo disciplinar.

Art. 166 - O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade.

Parágrafo Único - O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, no curso do
qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências.

Art. 167 - Julgada procedente a revião, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os
direitos do servidor, exceto em relação à destituição do cargo em comissão, que será convertida em exoneração.

Parágrafo Único - Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade.

TÍTULO VI
DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR

CAPÍTULO I
DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

Art. 168 - Aos servidores titulares de cargos efetivos no Município, incluídas suas autarquias e fundações, é
assegurado regime de previdência de caráter contributivo, observados os critérios que preservem o equilíbrio
financeiro e atuarial, bem como o disposto na Constituição Federal, na Lei Orgânica Municipal e nas demais leis
aplicáveis.
Art. 169 - O regime próprio de previdência social dos servidores públicos do Município, incluídas as suas autarquias e
fundações públicas, regidos pela presente, será instituído por Lei Complementar, observadas as disposições pertinentes
desta Lei Complementar.

Parágrafo Único - O regime próprio de previdência social observará, no que couber, os requisitos e critérios fixados
para o Regime Geral de Previdência Social - RGPS e salvo mandamento constitucional em contrário, não poderá conceder
benefícios distintos dos previstos no RGPS.

Art. 170 - Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração
bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime geral da previdência social.

Art. 171 - O Sistema Municipal de Previdência, observadas as disposições desta Lei Complementar, visa a dar cobertura
aos riscos a que estão sujeitos o servidor e sua família, e compreende um conjunto de benefícios e ações que atendam
às seguintes finalidades:

I - garantir meios de subsistência nos eventos de doença, invalidez, velhice, acidente em serviço, inatividade,
falecimento e reclusão;

II - proteção à maternidade, à adoção e à paternidade;

Parágrafo Único - Os benefícios serão concedidos nos termos e condições definidos nesta e em Lei Complementar que
organizar o Sistema Municipal de Previdência.

SEÇÃO ÚNICA
DOS BENEFÍCIOS

Art. 172 - O Sistema Municipal de Previdência, na condição de regime próprio de previdência social, compreenderá os
seguintes benefícios:

I - quanto ao servidor:

a) aposentadoria;
b) auxílio-natalidade;
c) salário-família;
c) auxílio-reclusão; (Redação dada pela Lei Complementar n° 140/2002)
d) licença para tratamento de saúde;
e) licença à gestante, à adotante e licença-paternidade;
f) licença por acidente em serviço;

II - quanto ao dependente:

a) pensão;
b) auxílio funeral.

Art. 172 - O Sistema Municipal de Previdência, na condição de regime próprio de previdência social, compreenderá os
seguintes benefícios:

I - quanto ao servidor:

a) aposentadoria por invalidez;


b) aposentadoria compulsória;
c) aposentadoria por idade e tempo de contribuição;
d) licença para tratamento de saúde;
e) licença à gestante e à adotante;
f) salário-família;
g) gratificação natalina
h) licença por acidente em serviço.

II - quanto ao dependente:

a) pensão por morte, e


b) auxílio-reclusão (Redação dada pela Lei Complementar n° 166/2003)

§ 1º - Os benefícios de que tratam os incisos deste artigo serão regulados e concedidos na forma da Lei Complementar
que organizar o Sistema Municipal de Previdência.

§ 2º - A licença para tratamento de saúde será devida pelo Sistema Municipal de Previdência, a contar do trigésimo dia
de afastamento da atividade do servidor.

§ 2º - A licença para tratamento de saúde será devida pelo Sistema Municipal de Previdência, a contar do décimo sexto
dia de afastamento da atividade do servidor. (Redação dada pela Lei Complementar n° 211/2004)

CAPÍTULO III
DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE

Art. 173 - A assistência à saúde do servidor, ativo ou inativo, e de sua família é prestada pelo Sistema Único de
Saúde - SUS e pelo Fundo de Assistência do Servidor Público Municipal - FAS, de que trata a LEI COMPLEMENTAR
Nº 87/99.

Parágrafo Único - Todos os servidores públicos municipais, ativos e inativos, contribuirão compulsóriamente com os
percentuais estabelecidos na Lei Complementar 87/99, ao pelo Fundo de Assistência do Servidor Público Municipal -
FAS.

CAPÍTULO IV
DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

SEÇÃO I
DO AUXÍLIO FUNERAL

Art. 174 - O Auxílio Funeral é devido à família do servidor falecido, enquanto na atividade ou do servidor inativo, em
valor igual a um mês de remuneração ou provento, respectivamente.

§ 1º - No caso de acumulação legal de cargos, o Auxílio será pago somente em razão do cargo de maior remuneração.

§ 2º - O Auxílio será pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas da apresentação do atestado de óbito, por meio de
pocedimento sumaríssimo, à pessoa da família que houver custeado o funeral.
Art. 175 - Em caso de falecimento do servidor público municipal, quando em serviço, porém fora do seu habitual de
trabalho, as despesas de translado correrão por conta do Município.

SEÇÃO II
DO PECÚLIO ESPECIAL

Art. 176 - Aos beneficiários do servidor público municipal falecido, ativo ou inativo, será pago um Pecúlio Especial
correspondente ao valor de um único mês de remuneração ou provento.

§ 1º - O Pecúlio será concedido obedecida a seguinte ordem de referência:

I - ao cônjuge ou companheiro sobrevivente;

II - aos filhos de qualquer condição e aos enteados, menores de 18 (dezoito) anos;

III - aos herdeiros, na forma da lei civil.

§ 2º - A declaração de beneficiários será feita ou alterada a qualquer tempo, nela se mencionando o critério de
divisão do Pecúlio, no caso de mais de um beneficiário.

Art. 177 - Não será concedido o Pecúlio por morte ficta do servidor público municipal.

Art. 178 - No caso de morte presumida, o Pecúlio somente será pago decorridos 60 (sessenta) dias, contados da
declaração de ausência ou do desaparecimento do servidor público municipal.

Parágrafo Único - O direito ao pecúlio caducará decorridos 5 (cinco) anos contados:

I - do óbito do servidor público municipal;

II - da data da declaração de ausência ou do dia do desaparecimento do servidor público municipal.

SEÇÃO III
DO AUXÍLIO-NATALIDADE

Art. 179 - O Auxílio-Natalidade é devido à segurada por motivo de nascimento de filho, em quantia equivalente ao menor
vencimento base do Município, inclusive no caso de natimorto.

§ 1º - Na hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescido de 50% (cinqüenta por cento), por nascituro.

§ 2º - O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público, quando a parturiente não for servidora.

§ 3º - Este benefício deverá ser requerido em até 90 (noventa) dias, a contar da data de nascimento do filho.

TÍTULO VII

CAPÍTULO ÚNICO
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 180 - O Dia do Servidor Público será comemorado a vinte e oito de outubro e o do Professor a quinze de outubro.

Art. 181 - Poderão ser instituídos, no âmbito dos Poderes Executivo e Legislativo, os seguintes incentivos funcionais,
além daqueles já previstos nos respectivos planos de carreira:

I - prêmios pela apresentação de idéias, inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade e a redução
dos custos operacionais;

II - concessão de medalhas, diplomas de honra ao mérito, condecoração e elogio.

Art. 182 - Os prazos previstos nesta Lei Complementar serão contados em dias corridos, excluindo-se o dia do começo e
incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado, para o primeiro dia útil seguinte,o prazo vencido em dia em que não
haja expediente.

Art. 183 - Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, o servidor não poderá ser privado de
quaisquer dos seus direitos, sofrer discriminação em sua vida funcional, nem eximir-se do cumprimento de seus
deveres.

§ 1º - Ao servidor público civil é assegurado, nos termos da Constituição Federal, o direito à livre associação
sindical e os seguintes direitos, entre outros, dela decorrentes:

I - de ser representado pelo sindicato, inclusive como substituto processual;

II - de inamovibilidade do dirigente sindical, até um ano após o final do mandato, exceto se a pedido;

III - de descontar em folha, sem ônus para a entidade sindical a que for filiado, o valor das mensalidades e
contribuições definidas em assembléia geral da categoria.

§ 2º - O direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei federal.

Art. 184 - Consideram-se da família do servidor, além do cônjuge e filhos, quaisquer pessoas que vivam às suas
expensas e constem do seu assentamento individual.

Parágrafo Único - Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro, que comprove união estável como entidade
familiar.

Art. 185 - Todos os servidores públicos municipais ficam obrigados a manter seguro de vida, durante o exercício da
função, cargo ou emprego público, conforme disposição em regulamento.

TÍTULO VIII

CAPÍTULO ÚNICO
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS

Art. 186 - Ficam submetidos a presente Lei Complementar, na qualidade de servidores públicos, os servidores dos
Poderes Executivo e Legislativo, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundações públicas, exceto os
contratados por prazo determinado e os regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Art. 187 - A concessão do Adicional de Promoção por Tempo de Serviço, de que trata as Leis Complementares 16 e 17,
ambas de 29 de dezembro de 1992, cessa com a entrada em vigor da presente Lei Complementar, respeitando-se o direito
legalmente adquirido, sendo que o adicional referente ao interstício de tempo entre as datas de percepção do último
concedido e a de entrada em vigor da presente será assegurado proporcionalmente.

Art. 188 - A concessão da Progressão por Merecimento, de que tratam as Leis Complementares 16 e 17, ambas de 29 de
dezembro de 1992, cessa com a entrada em vigor desta Lei Coplementar.

Art. 189 - Os valores pertinentes à Promoção por Tempo de Serviço e à Progressão por Merecimento, de que tratam os
arts. 186 e 187 desta Lei Complementar, serão somados na data de entrada em vigor destaLei Complementar e passarão a
integrar a folha de pagamento do servidor municipal sob a denominação de vantagens agregadas, que serão reajustadas na
mesma data e na mesma proporção em que forem reajustados os vencimentos dos servidores municipais.

Art. 190 - Os servidores públicos municipais e os membros do magistério público municipal que adquiriram o direito ao
gozo de licença como prêmio por assiduidade, nos termos das Leis Complementares 16 e 17, ambas de 29 de dezembro de
1992, respectivamente, até 14 de dezembro de 1998 e que não tenham se licenciado, poderão contar o tempo da licença em
dobro para efeito de aposentadoria.

§ 1º - A contagem em dobro dos períodos de licença como prêmio por assiduidade legalmente adquiridos deverá ser
requerida pelo servidor ou membro do magistério público municipal interessado, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias,
a contar da data de entrada em vigor da presente Lei Complementar, de acordo com as instruções a serem baixadas pelo
Chefe do Poder Executivo Municipal, procedendo-se a devida averbação nos assentamentos funcionais.

§ 1º A contagem em dobro dos períodos de licença como prêmio por assiduidade legalmente adquiridos deverá ser
requerida pelo servidor ou membro do magistério público municipal interessado, até 30 de agosto de 2003, de acordo com
as instruções a serem baixadas pelo Chefe do Poder Executivo Municipal, procedendo-se a devida averbação nos
assentamentos funcionais. (Redação dada pela Lei Complementar n° 177/2003)

§ 2º - Os que não optarem pela faculdade oferecida no caput deste artigo, gozarão as licenças como prêmio por
assiduidade, conforme escala organizada pelo setor competente e fixada através de Decreto, até 31 de dezembro de
2002.

§ 3º - O período incompleto, referente ao interstício de tempo entre as datas de aquisição da última licença e a de
entrada em vigor desta Lei Complementar, será contado, exclusivamente, para fins de concessão da Licença como Prêmio
conforme previsto na presente.

Art. 191 - Os Poderes Executivo e Legislativo, suas autarquias e fundações públicas garantirão condições e locais de
trabalho adequados aos servidores públicos regidos por esta Lei Complementar, com ações voltadas para a redução dos
riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança, conforme dispuser em regulamento,
garantido o funcionamento do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador - CEREST, bem como a criação de Comissões
Internas de Prevenção de Acidentes - CIPA em todos os locais de trabalho.

Parágrafo Único - Os servidores públicos municipais que na data de entrada em vigor desta Lei Complementar estiverem
percebendo Adicional de Periculosidade ou de Insalubridade, com base em laudo pericial elaborado no exercício de 1996,
desde que não tenham sido cessadas ou eliminadas as condições ou os riscos que deram causa a sua concessão,
continuarão percebendo esta vantagem, até que seja elaborado e aprovado o novo lado pericial e egulamentada a
concessão destes adicionais, através de Decreto.

Art. 192 - O Poder Executivo Municipal poderá firmar ajustes ou acordos coltivos com o sindicato da categoria, sendo
instituído o mês de maio de cada ano para a negociação da política de remuneração de pessoal vinculada à presente Lei
Complementar.

§ 1º - Será constituída Comissão Paritária e permanente de Negociação composta por representantes da Administração
Municipal, indicados pelo Executivo e dirigentes sindicais, indicados pelo sindicato, para discutir e encaminhar
soluções de problemas verificados nas relações de trabalho, política de remuneração e de outras cláusulas.

§ 2º - A Comissão Paritária e permanente de Negociação será regulamentada por Decreto.

Art. 193 - O Poder Executivo Municipal constituirá, no prazo de 90 (noventa) dias, após a entrada em vigor da presente
Complementar, comissão para a elaboração do Código de Ética e Disciplina dos Servidores Públicos Municipais.

Art. 194 - Os servidores públicos municipais que encontram-se licenciados ou afastados, com base na legislação
anterior, deverão apresentar-se no Departamento de Recursos Humanos, no prazo de 90 (noventa) dias, a contar da data
de entrada em vigor da presente Lei Complementar, para que sejam procedidas as adaptações necessárias, em face da
presente, respeitando-se os direitos adquiridos.

Art. 195 - A execução de serviços imprevistos poderá ser remunerada na modalidade de sobreaviso, conforme dispuser o
regulamento específico, inclusive quanto ao locais de trabalho suscetíveis a esta modalidade de
atuação. (Regulamentada pelo Decreto n°12.667/2004)

§ 1º - Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se de sobreaviso o servidor efetivo, que permanecer em sua
própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço, sendo que cada escala de sobreaviso será, no
máximo, de 24 (vinte e quatro) horas.

§ 2º - Para todos os efeitos, as horas de sobreaviso serão contadas à razão de um terço do salário normal.

Art. 196 - Os servidores que encontram-se licenciados ou afastados, com ou sem ônus para a origem, poderão cumprir as
respectivas licenças ou afastamentos nos termos em que foram concedidas, desde que respeitem as disposições legais
pertinentes ao Sistema Municipal de Previdência, constantes de Lei Complementar específica.

Art. 197 - O atual quadro de vagas e respectiva lotação das Escolas e Centros de Educação Infantil municipais será
publicado pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, através de Portaria, no prazo de 60 (sessenta) dias a
contar da data de entrada em vigor desta Lei Complementar.

Parágrafo Único - As vagas serão apresentadas com carga horária, turno, área de atuação e unidade escolar ou outra
estrutura do sistema municipal de ensino.

Art. 198 - Fica garantida a soma da carga horária efetiva aos servidores do magistério público municipal que
encontrem-se em exercício na data de entrada em vigor desta Lei Complementar, mesmo que ultrapasse o limite fixado no
§ 5º do art. 17 desta.

Art. 199 - Fica instituído adicional de especialização de até 10% (dez por cento) para os servidores públicos
municipais ocupantes do cargo de provimento efetivo de Médico, com especialização na área de atuação, que será
concedido por Decreto do Chefe do Poder Executivo.

Art. 200 - O Poder Executivo Municipal regulamentará, por Decreto, no que couber, a presente Lei Complementar.

Art. 201 - Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a partir do
primeiro dia do mês subseqüente ao da sua entrada em vigor.
Art. 202 - Ficam revogadas a Lei Complementar nº 3, de 3 de maio de 1990, a exceção dos dispositivos que tratam do
sistema municipal de previdência, a Lei Complementar nº 16, de 29 de dezembro de 1992, a Lei Complementar nº 17, de 29
de dezembro de 1992, a Lei Complementar nº 28, de 18 de dezembro de 1995, a Lei Complementar nº 29, de 25 de abril de
1996 e respectiva legislação complementar, Lei Complementar 39/97, Lei Complementar 73, de 30 de abril de 1999, bem
como as demais disposições em contrário.

LEI Nº 3661 DE 1º DE DEZEMBRO DE 1995.

DISPÕE SOBRE O CÓDIGO DE OBRAS DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ E DÁ


OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Prefeito Municipal de Chapecó, Estado de Santa Catarina, faz saber que a Câmara de
Vereadores Aprovou e fica Sancionada a seguinte Lei.

CAPÍTULO I
Disposição Inicial

Art. 1º - As obras e edificações no Município de Chapecó, obedecem as normas


previstas nesta Lei, sem prejuízo da observância das demais que tratam da matéria.

CAPÍTULO II
Licenças e Prazos

SEÇÃO I
Do exercício Profissional

Art. 2º - Para elaboração e apresentação de projetos e execução de obras públicas ou


privadas, o profissional ou empresa devidamente habilitada, deverão estar previdamente
cadastrados na Prefeitura.

Art. 2º - Para elaboração e apresentação de projetos e execução de obras públicas ou


privadas, o profissional ou empresa devidamente habilitados deverão estar previamente
cadastrados na Prefeitura. (Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

§ 1º - Estará isento de cadastro o profissional que pertencer ao quadro funcional, ou seja


sócio da empresa citada no "caput" do presente artigo.

§ 2º - Estará isento do pagamento do ISS o profissional cadastrado em outro município,


desde que seja responsável apenas pelo projeto. (Redação acrescentada pela Lei n°
3.774/1997)

SEÇÃO II
Do Exercício Profissional e Licenças

Art. 3º - Salvo exceções específicas discriminadas nesta Lei, nenhuma obra de


construção, acréscimo, modificação ou restauração, no Município de Chapecó, será feita
sem o prévio licenciamento.

Art. 4º- O licenciamento será concedido mediante a expedição do Alvará de Licença, no


qual serão expressos, o nome do interessado, a destinação, localização, características
da obra e o prazo de início.
Art. 5º - A licença somente será concedida, uma vez cumpridas todas as condições e
requisitos da legislação vigente, acompanhada da Certidão de Aprovação dos projetos
de Arquitetura, Projetos Complementares e apresentada anotação de responsabilidade
técnica relativa à execução da obra ao requerimento do interessado. Parágrafo único -
Fica vedado o início da execução de qualquer edificação e/ou obras sem a prévia licença
do Órgão competente do Município.

Art. 5º - A licença somente será concedida, uma vez cumpridas todas as condições e
requisitos da legislação vigente, acompanhada de alvará de aprovação do Projeto
Arquitetônico, anotação de responsabilidade técnica relativa à execução total ou parcial
da obra e protocolo do projeto de prevenção contra incêndio junto ao corpo de
bombeiros, ao requerimento do interessado. (Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

Art. 6º - Independem de licenciamento os seguintes serviços e obras:

I- pintura interna, externa e restaurações quando não dependem do uso de tapumes e


andaimes;

II - consertos de pavimentação, passeios e calçadas de construções de calçadas no


interior de terrenos edificados;

III - impermeabilização de terraços;

IV - substituição de elementos da cobertura, calhas e condutores em geral;

V - muros com altura máxima de 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros) e que
não sirvam de arrimo;

VI - as edificações provisórias para guarda e depósito em obras já licenciadas, as quais


deverão ser demolidas ao término da obra principal.

VII - cercamento de áreas, desde que não exijam estruturas especiais de suporte;

VIII - viveiros e telheiros de uso doméstico com até l0 m² de área coberta.

SEÇÃO III
Dos Prazos

Art. 7º - Fica concedido o prazo de 360 dias para o início da obra, contados a partir da
data da aprovação do projeto.

§ 1º - Decorrido este prazo, sem que a obra tenha sido iniciada será necessário a
revalidação do alvará, a requerimento do interessado.

§ 2º - A revalidação será concedida, se mantida a Legislação vigente à época da


aprovação do projeto, apenas uma vez pelo mesmo período.

CAPÍTULO III
Do Projeto
Art. 8º - Precedendo a elaboração do Projeto de edificação, modificação e acréscimo,
deverá ser formulada consulta prévia, ao Òrgão Municipal competente, onde constem
todas as informações pertinentes ao caso.

Parágrafo único - A consulta prévia tem caráter meramente informativo e seguirá


trâmites administrativos.

Art. 9º - A execução de edificações no Município de Chapecó, bem como acréscimos,


modificações e restaurações dependem da apresentação do projeto elaborado por
profissional habilitado e aprovação do Órgão Municipal competente.

I - a obra dispensada da aprovação do projeto não exime o interessado da sujeição ao


Poder de Polícia do Município.

II - toda a edificação deverá ser executada sobre lote único, devendo a área ser
previamente unificada quando constituída por mais de um lote.

Art. 10 - O projeto deverá ser confeccionado em papel que atenda as prescrições da NB.
8 (Norma Brasileira de Desenho Técnico) e acompanhado de 03 (Três) cópias sem
emendas ou rasuras.

Art. 11 - Para análise e aprovação o processo deverá conter:

I - requerimento;

II - consulta prévia;

III - cópia do Registro do Imóvel;

IV - negativa de tributos Municipais relativos ao imóvel;

V - memoriais Descritivos;

VI - anotação de Responsabilidade Técnica;

VII - projeto de Arquitetura completo da Edificação.

Art. 11 - Para análise e aprovação, o processo deverá conter:

I - requerimento;
II - consulta prévia;
III - cópia do Registro do Imóvel;
IV - negativa de tributos municipais relativos ao imóvel;
V - memoriais descritivos;
VI - anotação de Responsabilidade Técnica;
VII - projeto de arquitetura completo da edificação;
VIII - protocolo do projeto de prevenção contra incêndios junto ao Corpo de
Bombeiros. (Redação dada pela Lei n° 3.732/1996)
Art. 11 - Para análise e aprovação o processo deverá conter:

I - Requerimento;

II - Consulta Prévia;

III - Cópia do registro do imóvel;

IV - Negativa de tributos municipais relativos ao imóvel;

V - Anotação de responsabilidade técnica pela elaboração do projeto arquitetônico;

VI - Projeto Arquitetônico da edificação. (Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

§ 1º - Para as edificações que necessitarem de projetos de prevenção contra incêndio


independente do objeto do requerimento será expedido alvará de aprovação de projeto
arquitetônico.

§ 2º - A licença para a construção nos casos previstos no parágrafo primeiro, obedecerá


o previsto no artigo 5º da presente lei. (Redação acrescentada pela Lei n° 3.774/1997)

Art. 12 - O requerimento deverá conter:

I - o nome, endereço e qualificação completa do requerente;

II - objeto do requerimento;

III - localização da obra.

Parágrafo Único - Sempre que o objeto do requerimento tratar da aprovação de Projeto


Arquitetônico, será expedido Alvará de Aprovação de projeto, cuja validade será
conforme o artigo 7º da presente lei. (Redação acrescentada pela Lei n° 3.774/1997)

Art. 13 - O projeto de arquitetura completo da edificação deverá conter:

I - Projeto arquitetônico, onde conste:

a) planta de localização, situando o lote devidamente cotado na quadra, constando os


lotes adjacentes, denominação das vias públicas limítrofes, assim como a sua orientação
rnagnética, número da quadra e número do lote. O desenho deverá ser apresentado na
escala compatível com a "Normas Brasileiras - NB";
b) planta de locação, na escala compatível com a NB, demarcando as edificações
projetadas e/ou existentes dentro do lote e contendo:
1- todas as cotas gerais da edificação;
2- recuos e afastamentos com as divisas do lote;
3- locais destinados a estacionamento;
4 - projeções dos corpos avançados e balanços;
5 - cursos d`água e galerias;
6 - Denominação das vias públicas limítrofes;
c) Planta de cobertura, na escala compatível, indicando:
1 - sentido de declividade;
2 - traços indicativos das paredes externas da edificação;
3 - platibandas, calhas e condutores;
d) planta baixa de todos os pavimentos da edificação, na escala 1:50, indicando, no
mínimo:
1 - dimensões gerais e específicas da edificação;
2 - espessura das paredes e muros;
3 - cotas de níveis;
4 - denominação e especificação de cada compartimento;
5 - área de cada compartimento;
6 - materiais e piso;
7 - os traços indicativos dos cortes longitudinais e transversais;
8 - dimensões e áreas das aberturas para iluminação e ventilação;
9- projeção de balanços e outros elementos construtivos, superiores e inferiores em
traços diferentes e cotados;
10 - outros elementos necessários ao bom entendimento do projeto.
e) fachadas principais, na escala 1:50;
f) cortes, na escala 1:50, no mínimo dois, sendo um longitudinal e outro transversal,
devidamente cotados, passando por locais de interesse do projeto (banheiros, escadas,
desníveis, etc.), contendo no mínimo:
1 - pés direito;
2 - níveis de soleiras;
3 - espessura das lajes;
4 - rebaixos; 5 - peitoris e vergas
6 - altura das paredes divisórias e muros.
g) perfis longitudinais e transversais do terreno, na escala compatível, quando
necessário:
h) dados estatísticos, contendo:
1 - área do lote;
2 - área de construção de cada pavimento;
3 - área total construída;
4 - taxa de ocupação;
5 - índice de aproveitamento.
i) legenda contendo:
1 - denominação, especificação e localização da obra;
2 - título e número da Carteira Profissional, nome e assinatura do responsável pelo
projeto;
3 - nome e assinatura do proprietário do imóvel;
4 - escalas utilizadas;
5 - conteúdo e número da prancha.
j) outras informações adicionais necessárias ao bom entendimento do projeto;
l) acima da legenda na extensão desta, será deixado um espaço livre para uso dos órgãos
competentes;
m) redução de escala: em projetos de grandes dimensões, as escalas anteriormente
indicadas poderão sofrer reduções, desde que as plantas sejam acompanhadas de
detalhes essenciais em escala maior;
n) Memorial Descritivo de todos os projetos;
o) Anotações de Responsabilidade Técnica pela elaboração de todos os projetos;

II - Projetos Complementares:
a) hidro-sanitário;
b) elétrico;
c) telefônico;
d) prevenção de Incêndio - Nas habitações multifamiliares, coletivas, mistas,
comerciais, industriais e de uso e/ou acesso público, conforme o disposto no Decreto
Estadual nº 1029 de 03 de dezembro de 1.987, ou legislação que vier a substituí-la e
normas brasileiras:
e) tratamento de efluentes, quando couber;
f) ar condicionado central, quando couber:
g) cálculo de tráfego de elevadores, quando couber;
h) projeto estrutural, quando couber.

Art. 13 - O projeto arquitetônico da edificação deverá conter:

I - Planta de situação do lote devidamente cotado, constando os lotes adjacentes,


denominação das vias públicas limítrofes, assim como a sua orientação magnética,
número da quadra e número do lote. O desenho deverá ser apresentado na escala
compatível com a Norma Brasileira - NB;

II - Plantas de localização ou locação, na escala compatível com a NB, demarcando as


edificações projetadas e/ou existentes dentro do lote e contendo:

a) Todas as cotas gerais de edificação;


b) Recuos e afastamentos com as divisões dos lotes;
c) Locais destinados a estacionamento;
d) Projeção dos corpos avançados e balanços;
e) Cursos d`água e galerias;
f) Denominação das vias públicas limítrofes;
g) Localização do sistema do efluente. (Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

III - Planta de cobertura na escala compatível, indicando:

a) Sentido de declividade;
b) Traços indicativos das paredes externas da edificação;
c) Platibandas, calhas e condutores;

IV - Planta baixa de todos os pavimentos da edificação, na escala 1:50, ou compatível


ao projeto, indicando no mínimo:

a) Dimensões gerais e específicas da edificação;


b) Espessura das paredes e muros;
c) Cotas e níveis;
d) Denominação e especificação de cada compartimento;
e) Área de cada compartimento;
f) Especificações dos revestimentos dos pisos;
g) Os traços indicativos dos cortes longitudinais e transversais;
h) Dimensões e áreas das aberturas para iluminação e ventilação;
i) Projeção de balanços e outros elementos construtivos superiores e inferiores em traços
diferentes e cotados;
j) Outros elementos necessários ao bom entendimento do projeto.

V - Fachadas principais na escala 1:50, ou compatível ao projeto;

VI - Cortes na escala 1:50, ou compatível ao projeto, no mínimo dois, sendo um


longitudinal e outro transversal, devidamente cotados, passando por locais de interesse
do projeto, contendo:

a) Pés direito;
b) Níveis de soleira;
c) Espessura das lajes;
d) Rebaixos;
e) Peitoris e vergas;
f) Altura das paredes divisórias e muros;
g) Perfis longitudinais e transversais do terreno, quando necessário.

VII - Dados estatísticos, contendo:

a) Área do lote;
b) Área da construção de cada pavimento;
c) Área total construída;
d) Taxa de ocupação;
e) Índice de aproveitamento.

VIII - Legenda contendo:

a) Denominação, especificação e localização da obra;


b) Título e número da carteira profissional, nome e assinatura do responsável técnico
pelo projeto.
c) Nome e assinatura do proprietário do imóvel;
d) Escalas utilizadas;
e) Conteúdos e números da prancha.

IX - Outras informações adicionais necessárias ao bom entendimento do projeto;

X - Acima da legenda na extensão desta será deixado espaço livre para uso de órgãos
competentes;

XI - Redução de escalas, em projetos de grande dimensões, poderão sofrer desde que as


plantas sejam acompanhadas de detalhes essenciais, em escala maior;

XII - Memorial descritivo do projeto arquitetônico. (Redação acrescentada pela Lei n°


3.774/1997)

§ 1º - Os projetos complementares não serão objeto de aprovação pela municipalidade,


sendo exigidos apenas 01 (uma) via, para efeito de arquivamento, aprovados ou não
pelo órgão competente.

§ 2º - Os projetos complementares são de responsabilidade do técnico que o elaborou e


do proprietário, quanto à aprovação nos órgãos competentes.
III - Memorial Descritivo de todos os projetos;

IV - Anotações de Responsabilidade Técnica pela elaboração de todos os projetos.

Art. 14 - Nos projetos de modificação, acréscimo ou restauração indicar-se-ão com tinta


preta ou azul para as partes a serem mantidas, tinta vermelha para as partes a construir
ou restaurar e tinta amarela para as partes a demolir ou retirar.

§ 1º - Os projetos previstos no "caput" do presente artigo, deverão apresentar, além da


documentação prevista no artigo 11 o alvará de habite-se e/ou registro com a devida
averbação da área existente.

§ 2º - Na inexistência do alvará de habite-se ou registro de averbação, deverá ser


apresentado o projeto aprovado da edificação existente.

§ 3º - Quando a nova edificação constituir unidade isolada, deverá, a edificação


existente, estar cotada na planta de localização. (Redação acrescentada pela Lei n°
3.774/1997)

Art. 15 - O processo sofrerá a seguinte tramitação:

I - aprovação do projeto de arquitetura, desde que satisfaça todas as exigências legais


em prazo não superior a 15 (quinze) dias, com emissão de certidão de aprovação de
projeto;

I - Aprovação do projeto arquitetônico, desde que satisfaça todas as exigências legais


em prazo não superior a 15(quinze) dias, com emissão de alvará de aprovação de
projeto; (Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

II - diligência, para sua regularização, em prazo não superior a 15 (quinze) dias; com
emissão de certidão de aprovação de projeto;

III - rejeição, por absoluta impossibilidade de atendimento às exigências legais em


prazo não superior a 15 (quinze) dias;

Art. 16 - O projeto arquitetônico poderá ser liberado mediante expedição de certidão,


independente da apresentação dos projetos complementares. Art. 17 - A requerimento
do profissional habilitado poderá ser procedida a análise prévia do Projeto de
Arquitetônico, desde que atendidos os seguintes requisitos:

Art. 16 - O Projeto Arquitetônico poderá ser liberado mediante expedição de alvará de


aprovação de projeto, independente da apresentação dos projetos complementares.
(Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

I - requerimento devidamente protocolado;

II - apresentação de cópia do anteprojeto arquitetônico completo;

III - cópia de consulta prévia;


IV - comprovante de pagamento de taxa correspondente;

V - cópia de registro do imóvel.

CAPÍTULO IV
Das Substituições e Alterações

Art. 18 - Após o licenciamento da obra, deverá ser requerida a aprovação de toda e


qualquer alteração a ser procedida no projeto aprovado, devendo o interessado
apresentar, no que couber, o que preconiza o art. l1, desta Lei.

Art. 19 - A alteração do projeto aprovado somente será admitida com autorização do


autor do projeto original na forma estabelecida pelo art. 18 do Parágrafo único da Lei nº
5.194 de 24/12/1966.

Art. 19 - A alteração do projeto quando em tramitação (ou seja, até o alvará de habite-
se), somente será admitida com autorização do autor do projeto original na forma
estabelecida pelo artigo 18 do parágrafo único da Lei nº 5.194 de 24 de dezembro de
1996. (Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

Art. 20 - A substituição ou sucessão de responsável técnico pela execução de edificação


só será admitida mediante a comunicação por escrito e apresentação de Anotação de
Responsabilidade Técnica.

Art. 21 - As alterações em alvarás expedidos deverão ser requeridas pelo interessado


mediante apresentação dos documentos necessários e pertinentes ao caso.

CAPÍTULO V
Das Normas Gerais da Edificação

SEÇÃO I
Dos Materiais

Art. 22 - Os materiais empregados nas edificações devem satisfazer as condições


mínimas estabelecidas pela ABNT, para a finalidade a que se destinam. SEÇÃO II Dos
Elementos da Construção

Art. 23 - As espessuras das paredes externas e internas deverão ser compatíveis com os
materiais empregados e as cargas solicitantes, bem como propiciar condições técnicas
adequadas para cada uso.

Art. 24 - Os pisos deverão ser executados em materiais adequados a cada tipo de


compartimento e uso, obedecendo os padrões nacionais normatizados.

Art. 25 - As marquises, beirais até 1,20 m, e saliências até 0,60 m, poderão se constituir
em elemento avançado da edificação sobre os afastamentos e recuos exigidos.
Art. 26 - No pavimento térreo, não serão permitidos a projeção de quaisquer elementos
de aberturas ou de proteção, com altura livre inferior a 2,10 metros, sobre o passeio
público.

Art. 27 -Nenhum elemento da edificação poderá ultrapassar as linhas limítrofes do lote,


exceto as marquises, saliências e elementos de abertura e proteção com altura superior a
2, 10 sobre o passeio público.

Art. 28 - As coberturas das edificações construídas nas linhas limítrofes do lote, deverão
ser providas de dispositivos que impeçam a queda de água sobre os lotes lindeiros e
passeios públicos devendo ser independentes das edificações contíguas.

Art. 29 - Nos pavimentos superiores das zonas onde houver obrigatoriedade de recuo,
será permitido avanço das sacadas nas seguintes condições:

I - 1,20 m para recuo de 4,00 m ou mais;

II - 0,60 m para recuo de 2,00 m.

Parágrafo único - Será permitido o avanço de uma sacada por unidade, com no máximo
4,00 m², sobre o recuo.

SUB-SEÇÃO I
Das Marquises

Art. 30 - Será obrigatório a construção de marquises com largura mínima de 1,20m em


todas as fachadas principais no pavimento térreo das edificações construídas até 1,20m
do alinhamento.

Art. 31 - O avanço máximo de marquises sobre o passeio público está limitado a 50%
da largura do mesmo e nenhum caso poderá ultrapassar a 2,00m.

Art. 32 - No caso de edificações com recuos obrigatórios, as marquises deverão ter


largura mínima de 1,20 m e máxima de 2,00 m. Art. 33 - As marquises, além do
disposto nos artigos anteriores, deverão observar, no mínimo:

I - ter altura livre mínima de 2,70 m, em relação ao nível mais alto do passeio público
ou acesso;

II - serem providas de dispositivos que impeçam a queda de águas sobre o passeio.

SUB-SEÇÃO II
Das Escadas e Rampas

Art. 34 - As escadas deverão observar, no mínimo:

I- largura mínima do degrau de 0,25 m;

II- II- altura máxima do degrau de 0,19 m;


III- lance máximo, sem patamar, de 16 degraus;

IV- patamar com no mínimo, a mesma largura da escada e profundidade mínima de 0,80
m; V- nos trechos circulares em leque ou em caracol das escadas, os pisos dos degraus
deverão ter profundidade mínima de 0,06 m, nos bordos internos e 0,25 m no centro do
vão;

VI - ter balaustrada ou corrimão com altura mínima de 0,85 m. Parágrafo único -


Deverão ainda observar as especificações para cada tipo de edificação.

Art. 35 - As escadas do tipo marinheiro ou em caracol só serão permitidas para acesso a


adegas, casa de máquinas ou entre pisos de uma mesma unidade.

Art. 35 - As escadas do tipo marinheiro ou caracol só deverão ser permitidas a adegas,


casas de máquinas ou entre pisos de uma mesma unidade, sendo o raio mínimo de
0,60m. (Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

Art. 36 - As rampas devem observar, no mínimo:

I - serem construídas de material resistente e incombustível;

II - ter piso revestido em material adequado a sua finalidade;

III - as rampas de acesso deverão ser construídas dentro dos limites do lote;

IV- declividade máxima será de 8% quando para acesso de pedestres e 30% para acesso
de veículos;

V - as rampas para pedestres deverão ter balaustrada ou corrimão com altura mínima de
0,85 m;

VI - quando destinadas ao acesso de veículos, as rampas em linha reta deverão ter


largura mínima de 3,00 m e, quando em curva o raio não poderá ser menor que 5,00 m
do eixo da mesma.

Parágrafo único - Deverão observar ainda as especificações para cada tipo de edificação
e referidas rampas deverão serem construídas para dar acesso também aos portadores de
deficiência física, dentro do estabelecido na NBR 9050 da ABNT. (Redação
acrescentada pela Lei n° 3.990/1999)

Art. 37 - Será obrigatório a construção de rampas ou dispositivos mecânicos que


facilitem permitam o acesso de deficientes físicos nos seguintes casos: (Redação dada
pela Lei n° 3.990/1999)

I - edificações públicas;

II - nas edificações de uso público;

III - construções de meio fios e pavimentação de passeios públicos. (Redação


acrescentada pela Lei n° 3.762/1997)
SUB-SEÇÃO III
Dos Elevadores

Art. 38 - Será obrigatória a instalação de no mínimo 01 -(um) elevador nas edificações


com mais de quatro pavimentos, ou cuja distância vertical do piso do pavimento de
menor cota ao piso do pavimento de maior cota, for superior a 11, 00 metros.

§1º - Nas edificações públicas será garantido o acesso em todos os pavimentos às


pessoas portadoras de deficiência física através de rampas e ou elevador a partir do 1º
pavimento - Conforme NBR 9050 e NBR 13.994.

§ 2º - Nas edificações de uso público, conforme regulamentação no Decreto nº 5518 de


22 de abril de 1997, Anexo I, e nas que forem destinadas a repartições ou entidades
públicas, deverão garantir o acesso em todos os pavimentos às pessoas portadoras de
deficiência física a partir do primeiro pavimento de acordo com a NBR 9050 e NBR
13.944.

§ 3º - Nas edificações de uso comercial com área superior a 324,00 m² por pavimento,
será garantido o acesso em todos os pavimentos às pessoas portadoras de deficiência
física a partir do primeiro pavimento de acordo com a NBR 9050 e NBR 13.994.
(Redação acrescentada pela Lei n° 3.990/1999)

Art. 39 - Em todos os casos a capacidade e o número de elevadores deverá satisfazer


ainda o disposto na NBR - 5665/83.

Art. 40 - O elevador não poderá ser o único meio de acesso aos pavimentos de qualquer
edificação.

Art. 41 - Na consideração do número de pavimentos e de distâncias verticais não serão


computados:

I - o último pavimento quando constituir área integrada ao penúltimo ou área de uso


comum da edificação;

II - o pavimento de menor cota desde que situado abaixo do pavimento térreo e também
não se caracterize como acesso principal e quando utilizado como garagem de uso
comum da edificação.

Parágrafo único - A contagem da distância vertical ou de número de pavimentos


caracterização da necessidade e o número de elevadores, iniciar-se-á a partir do teto do
pavimento definido no inciso II deste artigo.

Art. 42 - As distâncias verticais e o número de pavimentos considerados são


independentes dos usos a que se destina a edificação.

Art. 43 - Os usos diferentes deverão ser atendidos por elevadores distintos. Parágrafo
único - Os usos diferenciados, quando não interligados, aos demais pavimentos,
poderão prescindir do serviço de elevador, desde que atendido o disposto no art. 38.
Art. 44 - Em edificação de uso especial, a necessidade e número de elevadores será
determinada pelas suas características próprias, definidas especificamente para cada
uso.

SUBSEÇÃO IV

Art. 44-A - Fica obrigatório aos proprietários de imóveis onde as ruas sejam
pavimentadas a execução do passeio púbico em todas as testadas de terrenos edificados
ou não.

Parágrafo Único - A largura do passeio e sua medida mínima de pavimentação será


estabelecida pelas diretrizes urbanísticas do Plano Diretor e deverá obrigatoriamente ser
fornecida a respectiva certidão pelo Departamento competente.

Art. 44-B - Fica obrigatória a apresentação no projeto de arquitetura de todos os níveis


do passeio junto ao meio fio e junto ao alinhamento do terreno, como também os níveis
das rampas de acesso de veículos e acesso de pedestres.

I - O desnível transversal não será superior a 6%, sendo tolerado a concordância nos
acessos de mais 2%.

II - O desnível longitudinal deverá acompanhar o perfil de rua indicado pelo meio fio ou
fornecido pelo município.

III - Não será permitida qualquer saliência ou reentrância no espaço definido como
passeio público exceto o estabelecido no código de edificações.

Art. 44-C - A pavimentação dos passeios, deverá obedecer a padronização estabelecida


pelo município e,

I - Deverá necessariamente ser resistente e antiderrapante

II - A largura da pavimentação não poderá ser inferior a 1.20m

III - Em terrenos de esquina será obrigatório a execução de rampa para circulação de


deficientes físicos, atendendo norma específica.

Art. 44-D - Fica expressamente proibido a execução de qualquer elemento construtivo


estranho ao passeio, exceto caixas de passagens e inseção de serviços de energia, água,
telefonia, esgotos, bombeiros, televisão ou qualquer outro que faça parte de
infraestrutura urbana.

Art. 44-E - Fica proibida a liberação do habite-se ou alvará de licença para


funcionamento nos imóveis cujos passeios não estejam de acordo com os projetos
aprovados não tenham saneado as irregularidades encontradas nos passeios existentes
oriundas das notificações.

Art. 44-F - Todos os passeios que apresentarem irregularidades na sua pavimentação


serão notificadas a promoverem sua regularização para atender a presente lei pelo prazo
máximo de 06 (seis) meses.
Parágrafo único. Os prazos de execução expedidos pela notificação serão estabelecidos
de conformidade com a gravidade da irregularidade e da urgência de seu saneamento.

Art. 44-G - O formulário de notificação deverá ser formulado em três vias distintas
sendo que a primeira ficará com o notificado, a segunda com o agente fiscalizador e a
terceira será remetido ao Ministério Público. Os dados da notificação deverão ser
precisos constando o nome do contribuinte, endereço cadastral do imóvel, irregularidade
encontrada com croqui elucidativo, classificação da notificação, prazo de execução e
assinatura das partes e tipo de pavimentação.

Art. 44-H - O contribuinte notificado, expirado o prazo, não poderá obter qualquer
benefício estabelecido por lei, relativo ao IPTU do imóvel em questão, até a
regularização da notificação.

Parágrafo Único - As notificações identificarão 02 (duas) classificações de


conformidade com a gravidade, a necessidade e a urgência de sua execução.

I - Emergencial

II - Urgente

Art. 44-I - Fica estabelecido o seguinte critério de avaliação para os 02 (dois) tipos de
classificação de que trata o artigo anterior.

§ 1º - Entende-se por EMERGENCIAL todo o passeio existente que apresentar


pavimentação inadequada, apresentando altos riscos físicos aos pedestres ou que
atendam grande fluxo de pedestres para acesso locais públicos, cujo prazo máximo de
execução é de 90 (noventa) dias.

§ 2º - Entende-se por URGENTE todo o passeio existente que não atenda a presente
norma e apresente dificuldade de trânsito de pedestres cujo prazo máximo de execução
é de 180 (cento e oitenta) dias.

Art. 44-J - Poderá a qualquer tempo o município, mediante interesse público, eleger os
passeios que julgar emergenciais e urgentes.

Parágrafo Único. Poderá o município executar os passeios e lançar o débito como


contribuição de melhorias. (Redação acrescentada pela Lei Complementar n° 138/2001)

SEÇÃO III
Da Ventilação e Iluminação

Art. 45 - Todo e qualquer compartimento das edificações deve ter comunicação com o
exterior, seja de forma direta através de vãos (janelas), seja de forma indireta através de
dutos, quais se fará sua ventilação e/ou iluminação.

Parágrafo Único - É dispensada a ventilação e iluminação em adegas. (Redação


acrescentada pela Lei n° 3.774/1997)
Art. 46 - A comunicação com o exterior dos compartimentos de permanência
prolongada, com exceção dos destinados aos usos mencionados no Art. 50 deste
Código, se fará obrigatoriamente de forma direta através de áreas principais e o vão de
iluminação e ventilação no mínimo o estabelecido nas Tabelas I, II, III e artigos desta
Lei.

Parágrafo único - O vão de iluminação e ventilação, mencionado neste artigo, deverá ser
aberto diretamente para o exterior e ter um afastamento mínimo, tanto na divisa do lote
quando de qualquer parede externa edificada no mesmo lote, que permita a partir do vão
de iluminação e ventilação a inscrição de um círculo, cujo diâmetro será dado pelas
seguintes fórmulas de áreas principais:

I - quando através de área aberta D = H/13 + 1,5 m (para habitações unifamiliares


isoladas) com até 02 pavimentos, 1,50 m);

II - quando através de área fechada D = H/7 + 1,5 m, (para habitações unifamiliares


isoladas com até 02 pavimentos, 2,00m), sendo H a distância em metros do forro do
último pavimento da edificação ao nível do piso do 1º pavimento servido pela área em
questão. A área aberta considerada deverá prolongar-se até a via pública, sem redução
em suas dimensões não necessariamente em linha reta.

III - os diâmetros dos vãos de iluminação e ventilação estabelecidos nas fórmulas,


poderão ser aplicados para cada pavimento individualmente, possibilitando o
escalonamento da edificação considerando sempre H = altura do forro do pavimento em
questão até a base do primeiro escalonamento servido pelo vão.

Art. 47 - A comunicação com o exterior dos compartimentos de permanência transitória


e de utilização especial deve ser feita de forma direta através de áreas secundárias, ou
indiretas nos casos previstos nesta Lei.

§ 1º - Sendo de forma direta, o vão de iluminação e ventilação deve ter no mínimo o


estabelecido nas Tabelas I, II e III, desta Lei, e deve ter um afastamento tanto na divisa
do lote, quanto de qualquer parede externa edificada no mesmo lote, que permita a partir
do vão de iluminação e ventilação, inscrição de um círculo, cujo diâmetro será dado
pela seguinte fórmula de área secundária: D = H/15 > ou = 1,5 m (para habitações
unifamiliares com até 02 pavimentos, 1,5m), sendo H a distância em metros do forro do
último pavimento da edificação ao nível do piso os 1º pavimentos servido pela área em
questão.

§ 2º - Os diâmetros dos vãos de iluminação e ventilação estabelecidos nas fórmulas


poderão ser aplicados para cada pavimento individualmente, possibilitando o
escalonamento da edificação considerando sempre H = altura do forro do pavimento em
questão até a base do primeiro escalonamento servido pelo vão.

§ 3º - Nos casos em que é permitida a ventilação natural de forma indireta através de


dutos verticais ou horizontais, estes obedecerão no mínimo:

I - comprimento máximo de 6,00 metros, quando horizontais;


II - O diâmetro mínimo do duto horizontal deve ser de 0,20 metros e área de no mínimo
0,30 m²;

III - o diâmetro mínimo do duto vertical deve ser de 0,50 metros e área mínima de 0,36
m²;

IV - terem dimensões constantes em toda a extensão e serem providos de proteção;

V - serem providos de aberturas (visitas) que permitam a limpeza e dispositivos que


impeçam a entrada de águas pluviais;

VI - devem ser retilíneas em toda a sua extensão.

Art. 48 - As áreas que se destinam à ventilação e iluminação simultânea de


compartimentos de permanência prolongada e de permanência transitória ou utilização
especial serão dimensionadas em relação aos primeiros.

Art. 49 - Os compartimentos de uso comum devem ser ventilados e iluminados através


do mesmo tipo de área, que são seus similares de uso privativo.

Art. 50 - Será admitida a ventilação e iluminação artificiais, nos compartimentos de uso


coletivo, abaixo relacionados, desde que seja executado dispositivo técnico gerador de
renovação e graduação da ventilação e iluminação artificiais, com o emprego de gerador
próprio, devendo ser apresentado projeto técnico específico completo:

I - auditórios e afins;

II - sala de espetáculos;

II - Compartimento de permanência transitória: 1/16 da superfície do compartimento;


(Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

III - teatros;

IV - boates e salões de dança;

V - bancos;

VI - lojas comerciais;

VII - motéis.

Art. 51 - Os vãos de iluminação e ventilação dos compartimentos não expressos Tabelas


I, II e III e nos artigos próprios, devem ter, no mínimo, 0,40 m², ou equivalente a:

I - compartimentos de permanência prolongada: 1/10 da superfície do compartimento.

II - compartimentos de permanência transitória: 1/12 da superfície do compartimento.


CAPÍTULO VI Das Normas Específicas das Edificações
SEÇÃO I
Das Habitações Unifamiliares Isoladas

Art. 52 - As habitações unifamiliares isoladas além do já disposto nesta Lei, obedecerão


no mínimo os parâmetros estabelecidos na Tabela I. Art. 53 - As habitações
unifamiliares isoladas são, dotadas no mínimo, dos seguintes compartimentos:

I - um dormitório;

II - uma sala;

III - uma cozinha;

IV- um banheiro.

SEÇÃO II
Das Habitações Geminadas

Art. 54 - Consideram-se habitações geminadas duas unidades de moradias contíguas,


que possuam urna parede comum.

Art. 55 - Além do disposto na Seção I, Capítulo VI, desta lei, inclusive as habitações
geminadas obedecerão ainda:

I - as paredes total ou parcialmente, contíguas ou comuns deverão ser de alvenaria ou


concreto, alcançando a cobertura da edificação;

II - cada unidade deverá ter acesso independente;

III - ter no máximo 02 pavimentos por unidade residencial;

IV- ter no máximo 02 unidades residenciais;

V - ter instalações elétricas, hidro-sanitárias e complementares independentes. Parágrafo


único - A propriedade de habitações geminadas só poderá ser desmembrada quando
lotes e edificações resultantes obedecerem o estabelecido no parcelamento do solo
urbano.

SEÇÃO III
Dos Condomínios Horizontais

Art. 56 - Os condomínios residenciais unifamiliares deverão ser constituídos na forma


dos Art. 1º a 8º da Lei Federal nº 4.591/64, cujas unidades autônomas serão formadas
por residências térreas ou assobradadas, sendo discriminada a parte do terreno a ser
ocupada pela edificação e aquela de uso exclusivo, bem como a fração de totalidade do
terreno e as partes comuns correspondentes a cada unidade.

Art. 57 - O número máximo de unidades autônomas por Condomínio Residencial será


igual a 25 (vinte e cinco), sendo que as respectivas áreas mínimas das frações ideais de
cada unidade obedecerão a proporção de 1,5 (um vírgula cinco) vezes o lote mínimo
para a área em que se situe o referido Condomínio. Parágrafo único - Cada unidade
autônoma poderá ser constituída de uma residência unifamiliar e de uma edícula
auxiliar.

Art. 58 - As áreas de uso comum terão proporção mínima de 35% (trinta e cinco por
cento) da área total, nos terrenos situados no Distrito Sede, e 45% (quarenta e cinco por
cento) nos demais Distritos. Parágrafo único - Será destinada, obrigatoriamente, para
implantação de Áreas Verdes com Equipamentos de Recreação e Lazer de Uso Comum,
área não inferior a 10% (dez por cento) da totalidade do terreno parcelável, e cuja
declividade deverá ser inferior a 30% (trinta por cento), não podendo estar situada em
Área de Preservação Permanente (APP).

Art. 59 - A cada unidade autônoma deverá ser prevista uma vaga interna ao lote: coberta
ou descoberta, para estacionamento, com comprimento mínimo de 4,60 metros, e
largura mínima de 2,40 metros.

Art. 60 - Os limites de ocupação das áreas de uso exclusivo serão os mesmos


estabelecidos para as áreas em que se situarem os condomínios. Parágrafo único - As
áreas de uso exclusivo serão, no mínimo, iguais a um terço do lote mínimo estabelecido
para a zona em que se situar o condomínio, não podendo, em nenhum caso, ser inferior
a 125,00 m2 (cento e vinte e cinco metros quadrados).

Art. 61 - O sistema viário interno dos Condomínios Residenciais Unifarniliares observar


os seguintes requisitos:

I - todas as áreas de uso exclusivo deverão ter vias de acesso através de áreas comuns;

II - as vias de acesso deverão ser pavimentadas e não deverão possuir pista de rolamento
inferior a 9,00 com (nove metros) de largura;

III - dispor de apenas urna ligação em cada via pública, para tráfego de veículos
automotores. Parágrafo único - Quando na área de Condomínio, houver via pública
prevista em Lei, a área destinada a mesma deverá ser transferida ao Município no ato de
aprovação do projeto.

Art. 62 - Nos Condomínios Residenciais Unifamifiares os serviços de esgotamento de


águas pluviais, disposição final de esgoto sanitário, abastecimento de água potável e
energia elétrica serão implantados e mantidos pelo Condomínio.

Art. 63 - A aprovação do projeto de condomínio ficará condicionada à apresentação de


projetos técnicos complementares, já aprovados pelos órgãos competentes.

Art. 64 - Quanto a análise, tramitação e aprovação dos projetos de Condomínios.


residenciais Unifamifiares, aplicam-se as disposições estabelecidas na Legislação
Municipal para parcelamento do solo urbano, no que couber.

Art. 65 - Os projetos dos condomínios horizontais deverão ser acompanhados para


análise e aprovação, da NB - 140 preenchidas e minuta da futura convenção de
condomínio, conforme preconizado na Lei 4.591 de 16 de dezembro de 1964.
SUB-SEÇÃO-I
Das Residências em Série, Transversal ao Alinhamento Predial

Art. 66 - Consideram-se residências em série, transversais ao alinhamento predial,


aquelas cuja disposição exija abertura de corredor de acesso, não podendo ser superior a
10 (dez), o número de unidades de moradia no mesmo alinhamento.

Art. 67 - As edificações de residências em série transversais ao alinhamento predial


deverão obedecer às seguintes condições:

I - formar conjunto arquitetônico único, quando geminadas.

II - a testada do terreno terá no mínimo, 15 (quinze) metros;

III - o acesso se fará por um corredor que terá a largura mínima de: a) 6,00m, quando as
edificações estiverem situadas em um só lado do corredor de acesso, sendo 4,50 m de
pista de rolamento, e 1,50 m de passeio; b) 7,50 m, quando as edificações estejam
dispostas em ambos os lados do corredor; sendo 4,50 m de pista de rolamento, e 1,50 m
de passeio para cada lado.

IV - quando houver mais de cinco moradias no mesmo alinhamento, será feito um


bolsão de retorno, cujo diâmetro deverá ser igual a duas vezes a largura do corredor de
acesso;

V - cada unidade de moradia deverá ter área livre, equivalente à área de projeção, de
moradia;

VI - cada conjunto de cinco unidades terá uma área correspondente á uma projeção de
moradia, destinada a "play ground" de uso comum;

VII - o terreno deverá permanecer de propriedade de uma só pessoa ou condomínio,


mantendo-se nas dimensões permitidas pelo zoneamento do município.

SUB-SEÇÃO - II
Das Residências em Série, Paralelas ao Alinhamento Predial

Art. 68 - Consideram-se residências em série, paralelas ao alinhamento predial, aquelas


que, situando-se ao longo de logradouro público oficial, dispensam a abertura de
corredor de acesso às unidades de moradia, as quais não poderão ser em número
superior a 20 (vinte) unidades. Parágrafo único - A propriedade do imóvel só poderá ser
desmembrada quando cada unidade tiver as dimensões mínimas estabelecidas pelo
zoneamento do município. Artigo 69- As edificações de residências em série, paralelas
ao alinhamento, deverão obedecer às seguintes condições:

I - formar conjunto arquitetônico único, quando geminadas.

II - a testada de cada unidade terá, no mínimo, 6 (seis) metros;

III - cada unidade possuirá área livre igual a área de projeção da moradia;
IV - em cada dez unidades, haverá área igual ao dobro da área de projeção de uma
moradia, destinada a "play-ground" de uso comum;

V - os compartimentos respeitarão as condições estabelecidas na tabela I.

SEÇÃO VI
Das Habitações Multifamiliares

Art. 70 - As habitações multifamiliares, isoladas ou não, além do já disposto no que


couber, terão os seus compartimentos dimensionados, no mínimo, com os parâmetros
estabelecidos na Tabela II.

Art. 71 - As unidades habitacionais autônomas, serão compostas de no mínimo um


ambiente e banheiro. § 1º - Em caso de ambiente único e banheiro, o primeiro deverá ter
área mínima de 16,00 m², obedecer o diâmetro mínimo de 2,50 metros e área de
ventilação e iluminação para compartimento de permanência prolongada, no ambiente
único. § 2º - O ambiente único terá que necessariamente ter instalações para cozinha.

Art. 72 - As edificações multifamiliares que disponham de 04 ou mais unidades


habitacionais autônomas, deverão ser providas de áreas para recreação na proporção de
1,50 m² por dormitório, excluindo-se para efeito de cálculo, o da empregada; não
podendo ter área de recreação inferior a 40,00 m², sendo que 50% da área para
recreação (da área mínima) deve ser coberta. Conjugado ou kitinete, para efeito de
cálculo, deve ser considerado um dormitório.

Art. 72 - As edificações multifamiliares que disponham de 8(oito) ou mais unidades


habitacionais autônomas, deverão ser providas de área para recreação na proporção de
1.50m² por dormitório, excluindo-se para efeito de cálculo, o da empregada, não
podendo ter área de recreação inferior a 40,00m², sendo que 50% da área para
recreação(da área mínima) deve ser coberta. Conjugado ou Kitinete, para efeito de
cálculo, deve ser considerado um dormitório. (Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

Art. 73 - As edificações multifamiliares com mais de 16 unidades habitacionais


autônomas, serão dotadas de espaço destinado à portaria e sanitário, delimitados em
projeto. SEÇÃO V Das Habitações Populares

Art. 74 - Consideram-se habitações populares as unidades residenciais destinadas a


moradia própria que ao ultrapassem ao padrão normal da NB - 140 e atendam os
seguintes requisitos:

I - quando isoladas e individuais;

a) terem área inferior ou igual a 70,00 m²;


b) terem um só pavimento; c) as unidades habitacionais autônomas, serão compostas de
no mínimo um ambiente e banheiro.

II - quando em conjunto de unidades isoladas em lotes individuais:

a) as unidades obedecerem o disposto do inciso I;


b) serem integrantes de programas oficiais ou de cunho social;
III - quando em conjunto formando condomínios, em locais permitidos pelo Código de
Zoneamento, as unidades autônomas obedeçam:

a) disposto no inciso I;
b) a Lei Federal nº 4.591/64, que regulamenta os condomínios e incorporações;
c) Serem edificadas no lote de propriedade dos condôminos, em nome dos quais será
licenciada, podendo serem isoladas, geminadas, em séries, paralelas ou perpendiculares
ao alinhamento ou escaladas.

IV - quando integrarem edificação de até 04 pavimentos;

a) terem área global inferior ou igual a 70,00 m2 em cada unidade;


b) o disposto no inciso I.

§ 1º - Em caso de ambiente único e banheiro, o primeiro deverá ter área mínima de


16,00m², obedecer o diâmetro mínimo de 2,50 metros e área de ventilação e iluminação
para compartimento de permanência prolongada, no ambiente único.

§ 2º - O ambiente único terá que necessariamente ter instalações para cozinha.

Art. 75 - As unidades habitacionais populares obedecerão em seus compartimentos


internos e/ou de uso privativo, os parâmetros mínimos estabelecidos nas Tabelas I e II.

Art. 76 - Os conjuntos de unidades habitacionais populares isoladas e em lotes


individuais só podem ser construídos em loteamento previamente aprovados pela
municipalidade, na forma da Legislação vigente e obedecendo também as seguintes
condições:

I - terem anteprojeto submetido a apreciação do órgão competente;

II- a cada 20 unidades ser prevista área destinada a instalação de equipamentos


comunitários equivalentes a um quinto da soma das áreas de projeção de moradias, não
sendo em nenhum caso, inferior a um lote médio do loteamento. Parágrafo único - Nos
casos dos conjuntos de habitações isoladas e em lotes individuais, serem construídos em
loteamentos não especificamente aprovados para tais finalidades, as áreas previstas
neste artigo não serão computadas naquelas prevista na Lei Federal nº 6.766/79 e
Código do Parcelamento do Solo Urbano.

Art. 76-A - As construções até 70,00m² de madeira e/ou alvenaria, terão sua planta
fornecida obrigatoriamente pelo Município, com a respectiva responsabilidade técnica,
com fornecimento de planta padrão, quando solicitado pelo Munícipe, atendidas os
seguintes requisitos: não ter outro imovel, não estar em débito com a Fazenda Pública
Municipal, e demais termos previstos no Convênio celebrado entre o Município e a
Associação dos Engenheiros de Santa Catarina e em caso de rescisão do Convênio o
Município manterá gratuitamente o fornecimento das mesmas por meio de sua estrutura
funcional. (Redação acrescentada pela Lei n° 3.774/1997)
Art. 77 - As construções de até 100 (cem)metros quadrados, de madeira e/ou alvenaria,
unifamiliares, já edificadas no Município de forma irregular, poderão ser regularizadas
mediante o cumprimento dos seguintes requisitos:

I - Protocolo pelo proprietário de requerimento junto à Prefeitura Municipal de


Chapecó, de requerimento de regularização, acompanhado dos seguintes documentos:

a - a Edificação deverá comprovar existencia superior a 5 anos;

b - comprovante de idade da construção através de água ou energia elétrica;

c - croquis da quadra fornecido pela Prefeitura Municipal de Chapecó, gratuitamente;

d - croquis de locação da edificação;

e - certidão atualizada da matrícula no Registro de Imóveis;

f - comprovante de recolhimento da taxa mínima de 15 UFIR ao CREA/SC. (Redação


acrescentada pela Lei n° 3.959/1999)
Art. 78 - Os conjuntos habitacionais populares formando condomínio, observarão o
disposto na Seção III, artigos 54 a 69 desta Lei, no que não se enquadrar nesta Seção.

Art. 79 - As edificações multifamiliares integradas por 08 ou mais unidades


habitacionais populares autônomas, devem ter:

I - área destinada a recreação e lazer, quando cobertas, não localizada em recuos


mínimos frontais, demarcadas em planta, e calculada a razão de 3,00 m², por unidade
autônoma; a) terem área global inferior ou igual a 70,00 m² em cada unidade;

II - área destinada a estacionamento, interna ao lote, na proporção de uma vaga para


cada 150, 00 m² ou fração. Parágrafo único - No caso de mais de um bloco, as
disposições do presente artigo serão aplicadas individualmente. SEÇÃO VI Edificações
de Madeira

Art. 80 - As edificações em madeira atenderão as disposições da presente Lei.

Parágrafo único - As edificações em madeira com até 70,00 m², dispensam a


apresentação de responsável técnico. SEÇÃO VII Edificações Comerciais

Parágrafo Único - É obrigatório Responsável Técnico e ART para qualquer edificação


em madeira. (Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

Art. 81 - As edificações destinadas ao comércio em geral e prestação de serviço, além


das disposições já previstas na presente Lei, que lhes forem aplicáveis, obedecerão
ainda o seguinte:

I - os compartimentos, no que couber, serão dimensionados, conforme o disposto na


Tabela III;
II - aquelas com mais de 20 unidades autônomas, devem prever local destinado à
portaria;

III - em toda unidade autônoma será obrigatório dispor de sanitários, conforme tabela.

Art. 82 - Em edificações que disponham de 40 ou mais unidades será obrigatório a


previsão de um sanitário de uso comum e público, por sexo.

Art. 83 - As edificações comerciais que contenham lojas de departamentos, distribuídos


em mais de um pavimento e com área superior a 600,00 m², por pavimento, e aquelas
que contiverem mais de 30 unidades autônomas por pavimento ou o percurso horizontal
superior a 35m, deverão dispor de uma escada principal e outra secundária, com os
parâmetros dados na Tabela III.

Art. 84 - As circulações e corredores deverão ter sempre a mesma largura da escada


principal a qual estão interligados.

Art. 85 - Nos pavimentos que forem instaladas escadas mecânicas, deve ser previsto
escada secundária, dimensionada de acordo com a Tabela III.

Art. 86 - O átrio ou hall dos elevadores, ligado às galerias, deverá:

I - formar um remonso com área não inferior ao dobro da soma das áreas das caixas dos
elevadores, com largura mínima de 2,00 metros;

II - não interferir na circulação das galerias, constituindo ambiente independente.

Art. 87 - As galerias que servirem para ventilação e iluminação das unidades


comerciais, deverão ter abertura para logradouro público ou área principal, com vão
total de no mínimo igual ao somatório das áreas dos vãos das unidades que dela se
utilizarem. Nessas circunstâncias a galeria não deverá ter profundidade superior a 4
vezes o seu pé direito.

SUB-SEÇÃO I
Dos Bares, Cafés, Restaurantes, Lanchonetes e Similares

Art. 88 - Os bares, cafés, restaurantes, lanchonetes e similares, além do já disposto na


presente Lei e legislação especifica, devem observar:

I - ter piso pavimentado com material lavável, resistente, impermeável e liso;

II - os compartimentos destinados ao preparo e distribuição de alimentos, devem ter


suas paredes revestidas com azulejo ou material equivalente até altura mínima de 2,00
metros;

III - ter instalações sanitárias, separadas por sexo, conforme tabela específica e que
permita o acesso às pessoas portadoras de deficiências físicas, conforme prevê as
normas da NBR 9050, incluindo nas instalações sanitárias lavatórios, bebedouros e
vasos; (Redação acrescentada pela Lei n° 3.990/1999)
IV - ter circulo inscrito e pé direito mínimos iguais aos parâmetros aplicados para as
lojas;

V - Os estabelecimentos previstos no caput deste artigo deverão observar o acesso às


pessoas portadoras de deficiências físicas, sendo tais acessos construídos de
conformidade com o que prevê a NBR 9050 da A.B.N.T. (Redação acrescentada pela
Lei n° 3.990/1999)

VI - Facilitação do acesso ao trabalhador portador de deficiência física, conforme NBR


9050 da A.B.N.T. (Redação acrescentada pela Lei n° 3.990/1999)

SUB-SEÇÃO II
Das Fábricas de Produtos Alimentícios e Estabelecimentos Congêneres

Art. 89 - As fábricas de produtos alimentícios e congêneres, tais como panificadoras,


padarias, confeitarias, fábricas de massas, fábricas de doces e outros produtos
alimentícios, além do já disposto na presente Lei e Legislação específica, devem
observar:

I - ter piso pavimentado com material, lavável, resistente, impermeável e liso;

II - ter paredes revestidas com azulejo ou material equivalente até a altura mínima de
2,00 metros;

III - ter assegurado a incomunicabilidade direta com os sanitários; IV - ter instalações


sanitárias e vestiários separados por sexo, conforme tabela específica;

V - ter circulo inscrito e pé direito mínimo iguais aos parâmetros aplicados para as lojas.

SUB-SEÇÃO III
Das Peixarias, Açougues e Estabelecimentos Congêneres.

Art. 90 - As peixarias, açougues e estabelecimento congêneres, além do já disposto na


presente Lei e Legislação específica, devem observar:

I - ter piso pavimentado com material lavável, resistente, impermeável e liso;

II - ter paredes revestidas com azulejo ou material equivalente até a altura mínima de
2,00 metros;

III - ter assegurado a incomunicabilidade direta dos sanitários;

IV - ter instalações sanitárias e vestiários, conforme tabela específica. SUB-SEÇÃO IV


Das Fábricas e Oficinas

Art. 91 - As edificações comerciais destinadas a fábricas em geral e as oficinas, além


das disposições da presente Lei que lhes forem aplicáveis, devem: I - ter vãos de
ventilação e iluminação natural nos locais de trabalho, com área não inferior a 1/10 da
área do piso, admitindo-se lanternins sheds;
II - ter sanitários e vestiários, conforme tabela específica;

III - ter pé direito no mínimo de:

a) 3,00 metros - para edificações com até 100,00 m²;


b) 3,50 metros - para edificações de 100,00m² a 250,00 m²;
c) 4,00 metros - para edificações com mais de 250,00 m². SEÇÃO VIII Das edificações
de Uso Misto

Art. 92 - Consideram-se edificações de uso misto aquelas que contiverem atividades de


naturezas diferentes.

Art. 93 - As edificações de uso misto deverão obedecer em cada uso dos parâmetros
próprios que lhe forem atribuídos na presente Lei.

Art. 94 - Só serão permitidos numa mesma edificação, a coexistência de atividades que


sejam compatíveis entre si e para a zona em que esteja localizada.

Art. 95 - Em edificações de uso misto que contiverem atividades residenciais, devem ser
reservadas a estas, acessos interrnos e externos independentes, de maneira que as outras
atividades não interfiram, afetem ou prejudiquem o bem estar e segurança da população
residente.

Parágrafo único - Excetuam-se da exigência deste artigo as edificações de uso comercial


e residencial, desde que atendam as seguintes exigências:

I - sejam dotadas de galeria única de acesso ao pavimento térreo e permanentemente


aberta para logradouro público;

II - o uso comercial esteja localizado apenas no térreo;

III - que disponham no máximo, de quatro pavimentos.

SEÇÃO IX
Das Habitações Coletivas

SUB-SEÇÃO I
Dos Hotéis, Motéis, Pensões

Art. 96 - As edificações destinadas a Hotéis, Motéis e Pensões, além das disposições da


presente Lei que lhes forem aplicáveis, deverão:

I - os dormitórios individuais terão no mínimo círculo inscrito de 2,50 metros pé direito


de 2,60 , vãos de ventilação e iluminação equivalente a 1/7 da área do piso;

II - os dormitórios que não dispuserem de sanitários privativos, devem obedecer a tabela


específica;

III - ter vestiário e sanitário privativo para pessoal de serviço;


IV - ter portaria;

V - ter sala de estar comum.

Art. 97 - As cozinhas, copa, despensas e lavanderias, quando houverem, deverão ter


suas paredes revestidas com azulejo ou material equivalente até altura de 2,00 metros e
o piso com material liso, resistente, lavável e impermeável.

Art. 98 - Não serão permitidas meias paredes ou divisórias de madeira, para divisão de
dormitórios.

SEÇÃO X
Dos Asilos, Creches, Orfanatos, Albergues, Internatos, Estabelecimentos Hospitalares e
Escolas

Art. 99 - As edificações destinadas a estabelecimentos Hospitalares, Escolas e


laboratórios de análise e pesquisa obedecerão além do disposto nesta Lei, as condições
estabelecidas pelos órgãos Estaduais e Federais competentes, principalmente as normas,
padrões de construção e instalações de serviços.

Art. 100 - As edificações destinadas a asilos, creche, orfanatos, albergues, internatos e


congêneres, além das disposições do presente Códigos que lhes forem aplicáveis,
deverão.

I - ter a área para recreação e lazer não inferior a l0% da área edificada, com no mínimo
1/5 de área coberta e com restante ajardinado, arborizado ou ainda destinado a
atividades esportivas;

II - ter quando se destinarem a abrigo de menores, salas de aula na proporção de uma


para cada 70 menores ou fração;

III - dispor de elevador quando for destinada a deficientes físicos e idosos;

IV - ter rampas com inclinação máxima de 8%, largura mínima de 1,50 m, proteção
lateral e piso anti-derrapante.

SEÇÃO XI
Dos Depósitos de Inflamáveis e Explosivos

Art. 101 - As edificações para depósito de explosivos e munições obedecerão as normas


estabelecidas em regulamentação própria do Ministério do Exército e as para depósitos
de Inflamáveis, as normas dos órgãos Federais e Estaduais competentes. SEÇÃO XII
Dos Locais e Áreas de Estacionamento

Art. 102 - É obrigatório nas edificações de qualquer uso exceto as unifiamiliares


isoladas, a destinação de áreas para estacionamento de veículos em proporção
compatível com o porte e uso da edificação. O número mínimo de vagas destinadas ao
estacionamento são as seguintes:
I - residencial multifiamiliar vertical - 01 vaga para cada 150 m² (cento e cinqüenta
metros quadrados) de área construída, computados no índice de aproveitamento, ou 01
(uma) vaga para cada unidade autônoma, prevalecendo o menor número de vagas; ao
sendo necessários acessos e circulações independentes para vagas de uma mesma
unidade autônoma;

II - serviços de alojamento (hotéis e similares) com até 16 unidades de alojamento - 01


vaga para cada 04 unidades; com mais de 16 unidades - 01 vaga para cada 04 unidades
para as primeiras 16 unidades, após 01 vaga para cada 03 unidades, ao sendo
necessários acessos e circulações exclusivas;

III - comerciais, varejistas, atacadistas e de serviços e edifícios industriais - 01 vaga para


edificações com área construída de 60 a 300 m² e uma vaga para cada 150 m² que
exceder a 300 m².

IV - supermercados, restaurantes e similares - 01 vaga para cada 50 m² de área


construída; V - edifícios de uso recreacional - 01 vaga para cada 50 m² de área
construída. Parágrafo único - Os casos não tratados neste artigo serão considerados por
analogia aos usos especificados.

Art. 103 - A composição das áreas para estacionamento deverá obedecer os seguintes
padrões:

I - os espaços destinados a manobra ou circulação de veículos deverão assegurar acesso


independente a cada vaga e terão largura mínima de:

a) 3,00 metros, quando os locais de estacionamento formarem em relação à circulação,


ângulos de até trinta graus.
b) 3,50 metros, quando os locais de estacionamento formarem em relação à circulação,
ângulos de trinta e quarenta e cinco graus.
c) 4,70 metros, quando os locais de estacionamento forme perpendiculares à circulação.

II - cada vaga deverá ter as dimensões mínimas de 2,40 metros (dois metros e quarenta
centímetros) de largura e 4,60 (quatro metro e sessenta centímetros) de comprimento.

III - na largura admite-se o avanço de pilares em até 20 cm.

Art. 104 - Deverão ser reservadas vagas de estacionamento para deficientes físicos,
identificadas para esse fim, próximas da entrada da edificação nos edifícios de uso
público, com largura mínima de 3,50 (três metros e cinqüenta centímetros) na seguinte
proporção: 01 para cada 30 vagas.

Art. 105 - É vedada a utilização do recuo obrigatório do alinhamento predial para


estacionamento coberto.

Art. 106 - Garagens ou estacionamentos para veículos de grande porte estarão sujeitos a
regulamentação específica.

Art. 107 - Os locais de estacionamento ou guarda de veículos deverão atender as


seguintes exigências:
I - quando houver mais de um pavimento, será obrigatória uma interligação para
pedestres, isolada dos veículos;

II - a área do vão de entrada poderá ser computada como parte da área de ventilação,
desde que seja equipada com venezianas.

Art. 108 - Os locais para estacionamento ou guarda de veículos para fins comerciais,
além de atender as demais exigências desta Lei, deverão possuir:

I - compartimento destinado à administração;

II - vestiário;

III - instalações sanitárias independentes, para empregados e usuários.

Parágrafo único - Referidos locais de reuniões, citados no caput e nos incisos acima,
deverão ter acesso interno e externo às pessoas portadoras de deficiência, observando o
que preceitua a NBR 9050, da ABNT. (Redação acrescentada pela Lei n° 3.990/1999)

SEÇÃO XIII
Dos Locais de Reuniões

Art. 109 - Os locais de reuniões obedecerão, no que couber, aos demais artigos desta Lei
e as especificações estipuladas para comerciais sendo considerado locais de reuniões:

I - estádios;

II -auditórios, ginásios esportivos, centros de convenções e salões de exposições;

III - cinemas;

IV - teatros;

V - boates e salões de dança.

Art. 110 - Nos locais de reuniões, as partes destinadas ao público terão de prever:

I - circulação de acesso;

II - condições de perfeita visibilidade;

III - espaçamento entre filas e séries de assentos;

IV - locais de espera;

V - instalações sanitárias;

VI - lotação máxima fixada.


§ 1º - Quando o escoamento de um local de reunião se der através de galeria, deverá
manter uma largura mínima constante, até o alinhamento do logradouro, igual a soma da
largura das portas que para elas se abrem, com no mínimo 4,00 metros.

§ 2º - Se a galeria a que se refere o parágrafo anterior tiver o comprimento superior a


30,00m (trinta metros), sua largura será aumentada em 10 % (dez por cento) para cada
10,00m (dez metros) ou fração do excesso.

§ 3º - As folhas das portas de saída dos locais de reunião deverão abrir na direção do
recinto para o exterior e não poderão abrir diretamente sobre o passeio dos logradouros.

§ 4º - Será assegurada, de cada assento ou lugar, perfeita visibilidade do espetáculo.

§ 5º - Entre as filas de uma série de assentos existirá espaçamento de no mínimo 0,80 m


(oitenta centímetros) de encosto a encosto.

§ 6º - Os espaçamentos entre as séries, bem como o número máximo de assentos por


fila, obedecerão ao seguinte:

I - número máximo de 15 (quinze) assentos por fila;

II - espaçamento mínimo de 1,20 metros entre as séries.

§ 7º - Não serão permitidas séries de assentos que terminem junto as paredes.

Art. 111 - Para o estabelecimento das relações que tem como base o número de
espectadores, será sempre considerada a lotação completa do recinto.

Art. 112 - Além das condições já estabelecidas nesta Lei, os estádios obedecerão o
seguinte:

I - as entradas e saídas só poderão ser feitas através de rampas, cuja largura será
calculada na base de 1,40m (um metro e quarenta centímetros) para cada 1.000 (um mil)
espectadores, não podendo ser inferior a 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros);

II - para cálculo de capacidade das arquibancadas e gerais, serão admitidas para cada
metro quadrado 02 (duas) pessoas sentadas ou 03 (três) em pé;

III - deverão ter instalações sanitárias de acordo com a tabela.

Art. 113 - Os auditórios, ginásios esportivos, centros de convenções e salões de


exposições obedecerão as seguintes condições:

I - quanto aos assentos: O piso dos assentos das localidades elevadas se desenvolverá
em degraus, com altura e profundidade necessárias;

II - Quanto às portas de saída: a) haverá mais de uma e cada uma delas não poderá ter
largura inferior a 2,00 metros (dois metros); b) a soma da largura de todas as portas de
saída equivalerá a uma largura total correspondente a 1,00 m.(um metro) para cada 100
(cem) espectadores, abrindo suas folhas na direção do recinto para o exterior; c) o
dimensionamento das portas de saída será independente daquele considerado para as
portas de entrada. d) a inscrição "saída" será sempre luminosa.

III - o guarda-corpo das localidades elevadas terá altura mínima de 1,00 m (um metro);

IV - quando a capacidade ultrapassar a 300 (trezentas) pessoas, haverá obrigatoriamente


um sistema mecânico para renovação de ar;

V - terão obrigatoriamente uma pana de emergência a fim de facilitar a evacuação do


local.

Art. 114 - Os cinemas atenderão ao estabelecido nesta seção.

Art. 115 - As cabines onde se situam os equipamentos de projeção cinematográfica


atenderão ao que estabelece o Ministério do Trabalho e Previdência Social.

Art. 116 - Os teatros atenderão ao estabelecido nesta seção.

Art. 117 - Os camarins dos teatros serão providos de instalações sanitárias privativas.

Art. 118 - Nos locais de reuniões, será exigido sanitários conforme tabela.

SEÇÃO XIV
Dos Postos de Serviço e Abastecimento de Veículos

SEÇÃO XIV
Dos Postos de Armazenamento, Comércio e Consumo Privado de Combustíveis
Minerais e Congêneres. (Redação dada pela Lei Complementar n° 294/2007)

Art. 118. A construção, ampliação, reforma e 1icenciamento de estabelecimentos


destinados ao comércio de combustíveis minerais e congêneres e o armazenamento de
combustíveis para uso privativo, reger-se-á pela presente lei, respeitada, no que couber,
a lei de uso e ocupação do solo, bem como a legislação vigente sobre inflamáveis,
resoluções do CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente), FATMA (Fundação
do Meio Ambiente) e ANP (Agência Nacional do Petróleo) ou outros organismos que
vierem a substituí-los. (Redação dada pela Lei Complementar n° 294/2007)

Art. 118-A - Para obtenção de alvará de construção, ampliação e reforma de


estabelecimentos destinados ao armazenamento, comércio e consumo privativo de
combustíveis junto a Prefeitura Municipal de Chapecó, será necessária a análise dos
projetos, com apresentação de laudo técnico por profissional especializado,
considerando as características hidrogeoambientais da região e fatores como
profundidade do nível da água, litogia preponderante, coeficiente de permeabilidade e o
número de habitantes no raio da distância citada no projeto, e da certidão de
licenciamento prévio por parte da FATMA ou outro órgão que vier a substituí-la.

Art. 118-B - A autorização, com prazo pré-estabelecido, para construção de postos de


serviço e abastecimento de veículo será concedida pela Secretaria de Pesquisa e
Planejamento, estudadas as características peculiares a cada caso, quais sejam, largura
de vias, intensidade de tráfego, vizinhança e observadas as condições gerais dadas a
seguir:

I - para terrenos de esquina, a dimensão de cada testada do terreno não poderá ser
inferior a 40,00m (quarenta metros), com área mínima de 2.000,00m2 (dois mil metros
quadrados);

II - para terrenos de meio de quadra, a testada deverá ser de, no mínimo, 50,00m
(cinqüenta metros), com área mínima de 2.000,00m2 (dois mil metros quadrados);

III - As edificações necessárias ao funcionamento dos postos obedecerão ao recuo


mínimo de 5,00m (cinco metros) e deverão estar dispostas de maneira a não impedir a
visibilidade tanto de pedestres quanto de usuários;

IV - visando à preservação ambiental e de segurança, em razão do densamento de


combustível no subsolo, contaminação do lençol freático e riscos potenciais, a distância
mínima entre um posto de abastecimento já existente e um novo posto de abastecimento
de combustível a ser construído, será de, no mínimo, 1.500m (um mil e quinhentos
metros) de raio, medida a partir do ponto central de estocagem de combustível já
existente.

Parágrafo Único - Por questões de segurança pública, em razão de riscos potenciais, fica
proibida a construção de postos de abastecimento de combustíveis e serviços a menos
de 150m (cento e cinqüenta metros) de distância de depósitos de munições e explosivo,
estações ou subestações de energia elétrica ou de locais de grande concentração de
pessoas em geral, como fábricas, supermercados, praças esportivas e outras definidas
como tal, escolas, igrejas, hospitais, quartéis ou outros estabelecimentos que justifiquem
a proibição, distância esta a ser medida entre o ponto de instalação do reservatório de
combustíveis e o limite mais próximo do terreno da entidade ou estabelecimento
rotulado como impedimento.

Art. 118-C - O rebaixamento dos meios-fios para acesso aos postos só poderá ser
executado mediante alvará a ser expedido pelo órgão competente, obedecidas as
seguintes condições.

I - em meio de quadra ou esquinas, o rebaixamento em cada testada poderá ser feito em


02 (dois) trechos de, no máximo 12,00m (doze metros), desde que obedeça a uma
distância mínima de 3,00 (três metros) um do outro;

II - nas esquinas, o rebaixamento deverá iniciar-se no mínimo a 3,00m (três metros) do


ponto de tangência da curva;

III - os acessos aos postos de combustíveis poderão apresentar ângulos com o


alinhamento predial variando entre 45º (quarenta e cinco graus), e 90º (noventa graus),
devendo ser demarcado com material diferenciado do passeio frontal;

IV - o revestimento dos passeios ao longo das testadas dos postos, deverá obedecer ao
padrão municipal.
Art. 118-D - Os pisos das áreas de abastecimento e descarga, lavagem e troca de óleo
deverão ter revestimento impermeável de concreto polido, com sistema de drenagem
independente da drenagem pluvial e/ou de águas servidas, para escoamento das águas
residuárias, as quais deverão fluir por caixas separadoras de resíduos de combustíveis
antes da deposição na rede de águas pluviais, segundo parâmetros da legislação
específica.

Art. 118-E - Para todos os postos e serviços a serem construídos, será obrigatório o
seguinte:

I - a instalação de pelo menos 03 (três) poços de monitoramento;

II - os tanques, conexões, tubulações e demais dispositivos utilizados para a


armazenagem de combustíveis, líquidos, atenderão às disposições da Associação
Brasileira de Normas e Técnicas - ABNT e do INMETRO;

III - para instalação de tanque de combustível aéreo é obrigatória a construção de bacia


de contenção com capacidade de pelo menos o dobro da capacidade do tanque;

IV - para instalação de tanques de combustível subterrâneos é obrigatória a construção


de piso impermeável de concreto polido e canaletas de retenção de combustível;

Parágrafo Único - Em qualquer dos casos previstos neste artigo é obrigatória a


instalação de caixas separadoras conforme normas da ABNT, bem como a instalação de
válvulas de retenção de vapores nos respiros do tanque."

Art. 118-F - As medidas de proteção ambiental para armazenagem de combustíveis


líquidos, estabelecidas nesta Lei, aplicam-se a todas as atividades que possuam
estocagem de combustíveis.

Art. 118-G - A limpeza, a lavagem e a lubrificação de veículos deverão ser feitas em


boxes isolados, de modo a impedir que a poeira e as águas sejam levadas para o
logradouro ou neste se acumulem, possuindo caixas de retenção de resíduos de areias,
óleos e graxas, pelas quais deverão passar as águas de lavagem antes de serem lançadas
à rede geral, conforme padrão estabelecido pelas normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas - ABNT e FATMA.

Parágrafo Único - Os boxes para lavagem ou lubrificação deverão estar recuados em no


mínimo 5,00m (cinco metros) do alinhamento predial quando a abertura for paralela ao
logradouro.

Art. 118-H - Será permitida a instalação de bombas para abastecimento em empresas de


transportes e entidades públicas, para seu uso privativo, quando tais estabelecimentos
possuírem, no mínimo, 10 (dez) veículos de sua propriedade e devendo atender as
seguintes condições:

Art. 118-H - Será permitida a instalação de bombas para abastecimento em empresas de


transportes e entidades públicas, para seu uso privativo, quando tais estabelecimentos
possuírem, no mínimo, 07 (sete) veículos de sua propriedade e devendo atender as
seguintes condições: (Redação dada pela Lei Complementar nº 396/2010)
I - as bombas de abastecimento deverão ficar afastadas, no mínimo, 10,00m (dez
metros) do alinhamento e afastadas, no mínimo, 7,00m (sete metros) e 12,00m (doze
metros) das divisas laterais e de fundos, respectivamente, devendo, ainda, distar no
mínimo 7,00m (sete metros) das paredes de madeira e 3,00m (três metros) de paredes de
alvenaria;

II - os tanques de armazenamento deverão ser metálicos revestidos de fibra e distar, no


mínimo, 4,00m (quatro metros) de quaisquer paredes, sendo sua capacidade máxima de
5.000 (cinco mil litros), podendo excepcionalmente, se devidamente comprovada e
justificada a necessidade, ser autorizada instalação de reservatórios de até 20.000 (vinte
mil litros);

III - contar com extintores e demais equipamentos de prevenção de incêndio, em


quantidade suficiente e convenientemente localizados, sempre em perfeitas condições
de funcionamento, observadas as prescrições do Corpo de Bombeiros;

IV - possuir e afixar em lugar visível o certificado de aferição dos equipamentos,


fornecido pelo INMETRO;

V - manter Livro de Movimentação de Combustíveis - LMC ou similar, para o registro


diário da movimentação de entradas e saídas do produto;

VI - ter afastamento mínimo de 150,00m (cento e cinqüenta metros) de escolas,


hospitais, supermercados, igrejas, quartéis, fábricas ou depósitos de explosivos e
munições e outros estabelecimentos de grandes concentrações de pessoas, a ser medido
entre a divisa mais próxima do terreno objeto da instalação da bomba de abastecimento
e do terreno da entidade ou estabelecimento relacionado neste inciso;

VII - atender todas as normas ambientais e de segurança previstas na legislação Federal,


Estadual e Municipal.

Parágrafo Único - Não se aplica às bombas de abastecimento privado a distância de


1.500 m (um mil e quinhentos metros) prevista no inciso IV do artigo 118-B desta Lei.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 396/2010)

Art. 118-I - É vedada a instalação de tanques de combustíveis recondicionados.


(Redação acrescentada pela Lei Complementar n° 294/2007)

Art. 119 - Os postos de abastecimento para veículos só poderão ser estabelecidos em


terrenos com dimensões suficientes para permitir o fácil acesso à operação de
abastecimento dentro do recinto, saída franca e deverão obedecer as seguintes
condições:

I - é proibida a construção de postos de serviço e abastecimento mesmo nas zonas onde


este uso é permitido e/ou permissível nos seguintes casos:

a) a menos de l00,00 m de hospitais, escolas, igrejas e outros estabelecimentos, quando


juízo da municipalidade e a proximidades mostrar inconveniente quanto a higiene e
segurança;
a) a menos de 100,00 (cem) metros de hospitais, escolas, igrejas, supermercados e
outros estabelecimentos, quando a juízo da municipalidade e a proximidade mostrar
inconvenientes quanto a higiene e segurança; (Redação dada pela Lei Complementar n°
158/2002)
b) Nos pontos fixados pelo órgão competente da municipalidade, como cruzamentos
importantes para o Sistema Viário;

II - a autorização para construção será concedida em função das características


peculiares a cada caso, quais sejam: largura de vias, intensidade do tráfego, vizinhança,
observadas sempre as condições gerais dadas a seguir: a) Para terrenos de esquina a
menor dimensão do terreno não pode ser inferior a 20,00 m;
b) para terrenos de meio de quadra, testada não inferior a 30, 00 m;
c) a distância mínima entre 02 postos será de 500,00 m, medidos ao longo das testadas,
com tolerância de ate l0% (dez por cento) para logradouros de esquina;
d) as edificações necessárias ao funcionamento dos postos obedecerão ao recuo mínimo
de 5,00 m e deverão estar dispostas de maneira a não impedir a visibilidade tanto de
pedestres quanto de usuários;
e) os boxes para lavagem ou lubrificação deverão estar recuados em no mínimo 10,00
metros do alinhamento predial quando a abertura for paralela ao logradouro e em
mínimo de 5,00 quando perpendicular ao logradouro;
f) os pisos das áreas de acesso, circulação, abastecimento e serviço, bem como os boxes
de lavagem e de lubrificação terão revestimento impermeável e declividade mínima de
1% e máxima de 3%, alémm de serem dotados de ralos para escoamento das águas de
lavagem.

III- em todo o posto deverá existir além das instalações sanitárias para uso dos
funcionários, instalações sanitárias para o público (para ambos os sexos) separadamente
e local reservado para telefone público;

IV - não haverá mais que uma entrada e uma saída com largura não superior a 7,00
metros (sete metros), mesmo que a localização seja em terreno de esquina e seja
prevista mais de uma fila de carros para abastecimento simultâneo;

V - todo o posto deverá contar com caixa de areia e gordura, para as quais deverão ser
conduzidas as águas de lavagem, antes de serem lançadas à rede pública;

VI - as instalações e depósitos de combustíveis ou inflamáveis deverão obedecer às


normas próprias do Conselho Nacional do Petróleo - CNP e estarem em conformidade
com a legislação referente à segurança e medicina do trabalho;

VII - não será permitido, sob qualquer pretexto, o uso do passeio para estacionamento
de veículos;

VIII - os postos localizados à margem das rodovias deverão seguir as normas do


Departamento de Estradas de Rodagem - DER e Departamento Nacional de Estradas de
Rodagem - DNER, quanto à localização em relação às condições mínimas de acesso.

SEÇÃO XV
Das Piscinas de Uso Público
Art. 120 - Os projetos de piscinas de natação deverão ser acompanhados de plantas
detalhadas de suas dependências, anexos, canalizações, filtros, bombas, instalações
elétricas, mecânicas.

§ 1º - Ter a execução de compartimentos sanitários e vestiários para ambos os sexos.

§ 2º - Terem compartimentos específicos para recepção e administração.

CAPÍTULO VII
Dos Tapumes e Medidas em Geral

Art. 121 - Enquanto durarem os serviços de construção, reforma ou demolição, o


responsável pela obra deverá adotar medidas necessárias para a proteção e segurança
dos trabalhadores, do público, das propriedades vizinhas e dos logradouros públicos.

§ 1º - Os serviços, especialmente no caso de demolições, escavações e fundações, não


deverão prejudicar os imóveis e instalações vizinhas, nem os passeios dos logradouros.

§ 2º - A limpeza do logradouro público, em toda a extensão que for prejudicada em


conseqüência dos serviços ou pelo movimento dos veículos de transporte de material,
será permanentemente mantida pela entidade empreendedora.

Art. 122 - Nenhuma construção, demolição ou reforma pode ser feita no alinhamento da
via pública, sem que haja em toda a frente um tapume provisório com 1,80 m de altura
mínima, devendo ficar livre para o trânsito público uma faixa de passeio de largura
mínima de 1,00m ou metade do mesmo.

Art. 122 - Nenhuma construção, demolição ou reforma pode ser feita no alinhamento da
via pública, sem que haja em toda a frente um tapume provisório com 1,80m de altura
mínima, devendo ficar livre para o trânsito uma faixa de passeio de largura mínima
equivalente a 50%(cinqüenta por cento) do mesmo. (Redação dada pela Lei n°
3.774/1997)

Parágrafo único - O presente dispositivo não é aplicável aos muros e grades de altura
normal.

CAPÍTULO VIII
Do Habite-se

Art. 123 - Concluída a edificação e num prazo não superior a trinta dias, à requerimento
dos proprietários, responsáveis técnicos ou empresa construtora, a municipalidade
procederá a vistoria para a expedição do habite-se.

§ 1º - As obras serão consideradas concluídas quando obedecidas as normas de


aprovação e tiverem condições de habitabilidade.

§ 2º - Nas construções em condomínio o requerimento deve ser acompanhado dos


quadros estabelecidos na NB - 140.
Art. 123 - Concluída a edificação e num prazo não superior a trinta dias, à requerimento
dos proprietários, responsáveis técnicos ou empresa construtora, a municipalidade
procederá a vistoria para a expedição do habite-se.

§ 1º - Juntamente com o requerimento previsto no "caput" deste artigo, deverá ser


apresentado:

I - Projetos complementares, devidamente aprovados pelos órgãos competentes, quando


a legislação exigia, sendo:

a) Projeto hidro-sanitário;
b) Projeto elétrico;
c) Projeto telefônico;
d) Projeto de prevenção de incêndio, conforme o disposto no decreto estadual nº 1029
de 03 de dezembro de 1987, ou legislação que vier a substituí-la e normas brasileiras,
bem como atestado de aprovação de vistoria para habite-se, expedida pelo corpo de
bombeiros;
e) Projeto de tratamento de efluente, quando couber;
f) Ar condicionado central;
g) Cálculo de tráfego de elevador, quando couber;
h) Projeto estrutural, quando couber.

II - Memorial descritivo de todos os projetos complementares;

III - Anotação de responsabilidade técnica pela elaboração de todos os projetos


complementares;

IV - Anotação de responsabilidade técnica pela execução de todos os projetos.

§ 2º - Os projetos complementares não serão objetos de aprovação pela municipalidade,


sendo exigido apenas 1(uma) via para efeito de arquivamento, aprovados pelo órgão
competente, quando a legislação exigir. (Redação dada pela Lei n° 3.774/1997)

§ 3º - Os projetos complementares são de responsabilidade do técnico que o elaborou e


do proprietário, quanto à aprovação nos órgãos competentes.

§ 4º - As obras serão consideradas concluídas quando obedecidas as normas de


aprovação e tiverem condições de habitabilidade.

§ 5º - Nas construções em condomínio o requerimento deve ser acompanhado dos


quadros estabelecidos na NB - 140. (Redação acrescentada pela Lei n° 3.774/1997)

Art. 124 - Da vistoria será expedido parecer de adequação ou não da obra ou projeto
aprovado.

Art. 125 - Se o parecer for favorável, expedir-se-á o alvará de habite-se.

Art. 126 - Se o parecer apresenta restrições, a concessão do alvará ficará restrita à


regularização da obra em seus aspectos discordantes do projeto aprovado, desde que
sanáveis.
Parágrafo único - Se as restrições apontadas não forem passíveis de adequação da obra à
legislação vigente, o habite-se será denegado, cabendo ao (s) responsável(is) as
cominações da Lei.

Art. 127 - O alvará de habite-se poderá ser expedido para uso parcial da edificação
quando esta condição circunstancial não imponha restrições ou limitações ao uso pleno
da parte concluída e licenciada.

Art. 128 - É permitido a qualquer pessoa física ou jurídica a solicitação do embargo de


obras à municipalidade, bem como a não expedição de habite-se, mediante a exposição
de motivos que justifiquem a providência.

CAPÍTULO IX
Das Infrações e Penalidades

Art. 129 - Para a infração de qualquer dispositivo desta Lei será imposta a multa de 5 a
50 Unidades Fiscais de Referência Municipal - UFRM, além das disposições previstas
no Capitulo XXII do Código de Posturas.

CAPÍTULO X
Das Disposições Finais

Art. 130 - O Município de Chapecó exime-se completamente de qualquer


responsabilidade por danos ou prejuízos ocasionados às pessoas e o Patrimônio Público
comum ou privado, decorrentes de problemas advindos da execução de edificações.

Art. 131 - Se a edificação não for ligável a rede de esgotos, o efluente da fossa deverá
ser conduzido para um poço absorvente. O poço absorvente e as fossas deverão estar
situadas no interior do lote, distante no mínimo de 1,50 m (um metro e cinqüenta
centímetros) da divisa do lote do vizinho.

Art. 132 - Não poderão ser desmembrados lotes existentes que já contenham edificações
devidamente licenciadas, sem que nos lotes remanescentes as edificações existentes em
cada um deles obedeçam o que é estabelecido na presente Lei, no Código de
Zoneamento e no Código do Parcelamento do Solo Urbano.

Art. 133 - A demolição de qualquer edificação, excetuando-se as de muro de


fechamento até 2,50 m de altura e calçadas internas ao lote, fica sujeita ao licenciamento
prévio. Parágrafo único - Tratando-se de edificações de mais de dois pavimentos ou
com mais de 8,00 m de altura, ou ainda, construídos sobre um ou mais alinhamentos, ou
sobre divisas de lote, será exigida Anotação de Responsabilidade Técnica de
profissional ou Empresa devidamente habilitada.

Art. 134 - A demolição será requerida pelo proprietário ou procurador através de


requerimento escrito e protocolado e instruído com documentos de propriedade e
quando for o caso, Anotação de Responsabilidade Técnica.
Art. 135 - O licenciamento far-se-á mediante a emissão de alvará de licença para
demolição; e executada a demolição, far-se-á a vistoria de verificação e expedir-se-á a
certidão de demolição.

Art. 136 - A transferência de edificação de madeira de um lote para o outro fica sujeita
a:

I - requerimento escrito e protocolado do interessado;

II - apresentação de documentação de propriedade do novo lote; e planta de localização


de localização da Obra;

III - documento de compra ou autorização do proprietário original, quando não for o


mesmo e Anotação de Responsabilidade Técnica de toda a operação (remoção,
transporte e relocação);

IV - apresentação de Projeto de edificação quando esta não estiver devidamente


aprovada, submetido ao disposto nesta Lei;

V - licenciamento do transporte de um lote para outro mediante emissão de alvará de


licença e de habite-se, após procedida a relocação.

Art. 137 - Os casos omissos na presente Lei serão dirimidos pelo poder Executivo
Municipal, mediante requerimento prévio do interessado.

Art. 138 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 139 - Revogam-se as disposições em contrário, em especial a Lei nº 2.694 de 6 de


fevereiro de 1986 e Lei nº 3.090 de 28 de março de 1990.