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QUALIDADE, AMBIENTE, SAÚDE E SEGURANÇA
Formador: DANIEL MARCIO FERNANDO NEVES
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Elaborado por: José João Martins Gomes, Pedro Ferreira da Silva, Luís Miguel Martins e Fábio José
Henriques.

Ano Lectivo 2010/2011 Ȃ 1º Semestre

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Qualidade, Ambiente, Saúde e Segurança
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Introdução «««««««««««««««««««««« ««««««..«««««««««. 3

O projecto:

Análise SOWT ««««««««««««««««««««««« «««««.««««.. 4

Objectivos do projecto «««««««««««««««««««««««« «««««. 5

Impacte Ambiental «««««««««««««««««««««««« ««««««« 6

Resíduos sólidos e líquidos ««««««««««««««««««« ««««««..« 11

Implementação de S.G. A ««««««««««««««««««««« ««««««. 12

Legislação aplicável «««««««««««««««««««««« «««««««.. 13

Requisitos de implementação «««««««««««««««..«««« «««««... 14

Motivações e vantagens da implementação de S.G.A. «««««««««« ««««... 15

Conclusão ««««««««««««««««««««««« «««««««««..« 17

Dados bibliográficos ««««««««««««««««««««««««««««.«. 18

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O objecto de estudo deste trabalho prende -se com a temática da qualidade no sector da
construção civil e a sua evolução, será feita uma abordagem de forma objectiva e concreta tendo
em conta as orientações dadas para a sua elaboração.

Tendo em conta o contexto económico actual , torna-se pertinente uma analise detalhada
da evolução da dinâmica do turismo , tendo em conta os dados disponíveis publicados por
entidades credíveis. Iremos tentar perspectivar a evolução do sector de forma a fundamentar o
investimento na área do turismo, para o qual iremos recorrer a uma analise SWOT.

Para a execução do processo construtivo do empreendimento será definida uma estratégia


de qualidade no sector da construção , propriamente dita , mas também iremos ter em conta
qualidade do ponto de vista ambiental durante o processo da construção . Será dada particular
importância à questão ambiental, desde a selecção das matérias-primas utilizadas no processo
construtivo mas, também, perspectivando um bom comportamento do edifício no aspecto
acústico, térmico, energético e aproveitamento dos recursos naturais.

Tendo em conta que um dos principais objectivos é o Ambiente será implementado um Siste ma
de Gestão Ambiental de forma a possibilitar a monitorização do grau de satisfação dos nossos
clientes possibilitando assim uma melhoria continua.

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Dada a conjuntura económica e a incerteza que se verifica a nível global torna-se


pertinente fazer uma análise dos vários factores que poderão ter influência no sector económico
no qual nos propomos investir.
Conforme o exposto nas alíneas anteriores, optamos por proceder a uma análise SWOT
de forma a caracterizar as Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças, no sentido de obtermos
indicadores que nos ajudem a traçar uma estratégia que nos leve ao sucesso.

Forças:
- A localização geográfica, proximidade com o aeroporto de Lisboa , a inserção num meio
rural e a proximidade com praias de qualidade;
- Um tipo de turismo inovador;
- Qualidade ambiental.

Fraquezas:
- Avultado Investimento inicial.

Oportunidades:
- Um tipo de turismo em claro desenvolvimento;
- O público-alvo adepto deste tipo de turismo tem poder de compra;
- A proximidade de escolas de turismo;
- A evolução positiva do turismo em empreendimentos com qualidade.

Ameaças:
- A entrada de um novo competidor na sua área empresarial.

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Com base nas características do projecto terá o nome de d c 
 c estando o nosso
logótipo representado na figura 1 c

figura1

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O projecto consiste na implementação de um empreendimento na modalidade de moradias


turísticas, com qualidade. O terreno possui 27.8 hectares apresentando 15 plataformas e 4
pequenas represas de água. O empreendimento turístico será composto por 48 unidades de
alojamento, distribuídas por 14 plataformas, sendo 16 T -1, 16 T-2 e 16 T-3, complementados com
espaços exteriores de lazer, dos quais se destacam o aproveitamento das represas de água , já
construídas, a criação de uma piscina comunitária com tratamento da água (sistema de
tratamento com sal), a construção de quatro courts de ténis e uma recepç ão na portaria com
habitação para um funcionário.

A distribuição das moradias far -se-á ao longo de toda a propriedade. A observação atenta
dos terrenos permite dizer que os solos são extremamente frágeis, e estão muito expostos a
fenómenos de erosão. Estas características condicionam sem dúvida alguma a exploração
agrícola da zona.

A partir de um levantamento exaustivo das situações existentes ³ in loco , verifica-se que os


terrenos existentes na zona de vale têm um fim agrícola. As culturas praticadas repa rtem-se entre
os campos de culturas de verão quente (em especial milho), culturas de verão fresco (batata),
cereais de Inverno (trigo, cevada, centeio, aveia), culturas hortícolas (várias).

No geral, o espaço dominante na área em estudo é o espaço natural, fortemente alterado


pela intervenção humana.

Na zona em estudo a precipitação média anual situa -se entre os 600 e 700 mm. Sendo os meses
mais chuvosos os de Dezembro a Março e os meses mais secos entre Junho e Agosto. A
temperatura média anual ronda os 23 -24 ºC, nos meses de Junho a Setembro e no Inverno, de
Dezembro a Março, a temperatura média mensal é de cerca de 10 -11ºC. Verificam-se condições
eólicas muito favoráveis na zona Ocidental, com elevados valores de frequência de ocorrência e
de velocidades do vento. Na área abrangida pela construção e na su a envolvente, as principais
fontes emissoras de ruído são a circulação automóvel e o ruído produzido pelas máquinas
agrícolas e florestais.
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Não havendo fontes fixas de emissões atmosféricas poluentes na envolvente da área


estudada, a qualidade do ar local não deverá ser motivo de preocupação.

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As principais acções geradoras de impactes ambientais fazem -se sentir durante


diversas fases que se estendem da construção da obra até à sua desactivação ou possível
reconversão: construção, exploração e desactivação/reconversão.

Surge a necessidade de cr iação de soluções para hotelaria com vista à sustentabilidade


ambiental.

A actual mobilização de consciências em prol do meio ambiente e a ausência de


produtos certificados no sector, leva -nos a procurar um conjunto de soluções com vista à
redução de emissões de Co2, consumo de energia, água, detergentes e resíduos a
montante e jusante dos processos.

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Pode-se considerar que a actividade turística do empreendimento na zona Oeste irá


ser um importante pólo de desenvolvimento nos concelhos limítrofes, uma vez que se prevê
a dinamização da economia, não só através da criação de postos de emprego como
também através do aumento de visitantes.

Assim, o empreendimento irá criar postos de trabalho nas actividades de construção


civil, hotelaria, manutenção de jardins, segurança e vigilância, e levará a um aumento na
região do consumo de bens ligados , principalmente, ao comércio e restauração por parte
dos utilizadores do empreendimento.

Este projecto terá impl icações não só a nível regional e nacional como até mesmo a
nível internacional , em virtude de ser um projecto turístico com capacidade de atracção de
um público-alvo diversificado a nível geográfico com implicações na promoção do
desenvolvimento turístico da região Oeste .

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Também no que respeita aos solos na área da construção , este apresenta pouca
capacidade agrícola, encontrando-se sem vegetação e sobre a acção de fenómenos
erosivos. Prevê-se que com a construção do empreendim ento em causa, e especialmente
com a implementação do Projecto de Arquitectura Paisagista, através das sementeiras e
plantações de espécies locais, se contribua para a recuperação dos solos e valorização da
paisagem envolvente ao empreendimento.

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Fase de Construção

O principal impacte negativo identificado relativamente ao solo e à geologia local tem a


ver com a degradação temporária dos solos nas zonas a construir, nas plataformas, área
afecta ao estaleiro e nas zonas de acesso de viaturas afectas à obra. O impacte espera do,
prende-se com o aumento dos fenómenos erosivos devido à movimentação das terras e
instabilidade dos solos. No entanto estes impactes são pouco significativos, uma vez que se
prevê a posterior vegetação das áreas afectadas.

Os solos expostos à erosão poderã o acarretar consequências ao nível dos impactes


nos recursos hídricos locais, nomeadamente para as linhas de água a jusante como para as
lagoas existentes. No entanto, como esta situação será temporária, estes impactes são
pouco significativos.

Em termos de qualidade do ar não são esperados impactes significativos, pois as


plataformas e os acessos já se encontram executados, não se prevendo grandes
movimentações de terras, pelo que as emissões de partículas e outros poluentes não serão
relevantes.

Os impactes no campo sonoro produzidos nesta fase serão pouco significativos,


verificando-se apenas, durante a utilização de máquinas e equipamentos.

Ao nível da Ecologia, os impactes esperados serão essencialmente a destruição de


habitats e de vegetação, no ent anto estes terão pouca expressão, uma vez que a
desmatação, terraplanagem e modelação do terreno já ocorreram. Saliente -se também que
devido ao aumento da presença humana ocorrerá um aumento da perturbação, tais como o
ruído, derrames acidentais e destruiç ão de habitats, que t erá como consequência o aumento

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da presença das espécies adaptadas ao homem, originando um aumento do


empobrecimento faunístico na área em estudo.

Não foi possível assinalar qualquer vestígio arqueológico na área do projecto de


construção das moradias turísticas. Desta forma, não foi possível identificar qualquer tipo de
impactes associado a esta componente.

A nível da paisagem, o empreendimento pelas necessidades de espaço, volumetria do


edificado e desenho/materiais de arquitectura dos edifícios apresenta -se como tendo um
impacte negativo. No entanto, o projecto é coerente com a área em que se insere e respeita
os valores naturais presentes e a implantação dos edifícios ³espalhados na paisagem , torna
o projecto mais enquadrado na es trutura de paisagem de vale aberto.

Fase de Exploração

Durante esta fase os impactes que poderão surgir prendem -se na sua grande maioria
com a operação das actividades turísticas.

Ao nível do solo o principal impacte a ocorrer nesta fase localiza -se nas áreas
adjacentes às vias de circulação, que se encontra sob potencial acção de erosão.

Nos recursos hídricos, não são esperados impactes significativos, desde que sejam
tomadas medidas cautelares e que haja um controlo operacional das fossas sépticas e da
erosão do solo nas linhas de água.

Relativamente à qualidade do ar, os principais impactes resultam das emissões de


veículos constituintes do tráfego interno. No entanto este impacte não será significativo pois
o aumento de tráfego não será expressivo.

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Os principais impactes no ambiente sonoro estão relacionados com o ruído emitido


pelas actividades domésticas, actividades de manutenção de espaços verde e tráfego
automóvel, que no entanto não se afiguram significativos.

Os impactes na flora e vegetação têm principalmente a ver com a possível alteração


das sucessões ecológicas e degradação da vegetação envolvente ao perímetro das
moradias. No que diz respeito à fauna identificada no local, é previsível que ocorra o
afastamento de certas espécies devido à presença de pessoas no local. Estes impactes, no
entanto, não são considerados significativos.

Na paisagem espera-se que a implementação dos espaços verdes tenha um impacte


positivo e muito significativo.

Na globalidade, é expectável que o impacte ambiental provocado pela construção e


exploração do empreendimento turístico seja reduzido, podendo ser convenientemente
minimizado.

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Para a compatibilização da construção e exploração do Empreendimento Turístico do


Oeste, com o ambiente, é necessário um acompanhamento ambiental rigoroso, de forma a
garantir a implementação de medidas de minimização , as quais têm por objectivo reduzir a
magnitude e intensidade dos impactes.

Fase de Construção

De forma a evitar a ocorrência de derrames acidentais de óleos, ou combustíveis, as


operações de manutenção de toda a maquinaria serão efectuadas fora da propriedade ,
numa oficina, evitando -se desta forma quaisquer derrames potenciais;

Será executada a estabilizaçã o do terreno com a plantação de espécies arbóreas de


crescimento rápido e lento, e sementeira de mistura de herbáceas e arbustivas, de modo a
promover a infiltração de água no terreno diminuindo os fenómenos de erosão dos solos;

Será condicionada a circula ção de máquinas e viaturas afectas à obra aos acessos já
existentes;
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Os veículos de transporte de materiais pulverulentos, serão cobertos;

A velocidade de circulação dos veículos será limitada, tendo em consideração que as


emissões de poeiras aumentam linearmente com a velocidade praticada;

Será limitada a perturbação humana aos locais estritamente necessários e , no mais


curto espaço de tempo , de forma a salvaguardar solos, fauna, flora, água, ruído e paisagem;

Será utilizada mão -de-obra local, para a e xecução dos trabalhos em falta.

Fase de Exploração

Depois do desmantelamento dos estaleiros, proceder -se-á ao revolvimento das terras


ocupadas para a respectiva descompactação e arejamento do solo para posterior
sementeira e/ou plantação;

Será feita a manutenção das espécies vegetais implementadas na fase de construção


para estabilização e consolidação dos solos e evitar riscos de erosão especialmente na
envolvente das lagoas;

Será efectuado o c ontrole de pragas e limpeza de infestantes n as zonas plantadas;

Acompanhamento da fauna em particular das zonas mais sensíveis como seja a


piscina e restantes represas e zonas de drenagem natural de água;

Acompanhamento da piscina através de análises regulares para garantir a boa


qualidade da água para a prática de banhos;

Irá ser garantido o bom funcionamento do sistema de recolha e tratamento das águas
através das fossas sépticas;

Será utilizada mão -de-obra local para os trabalhos permanentes do empreendimento


turístico;

Será efectuado um plano de plantação de modo a permitir a sua integração


paisagística.

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A produção de resíduos sólidos ou líquidos está associada à maior ou menor


intensidade de uso do empreendimento turístico.

Na fase de construção serão produzidos resíduos líquidos tais como, óleos e restos de
fuel, provenientes da laboração de máquinas e viaturas. Estes resíduos constituem um
problema significativo pelo facto de que se forem derramados no solo podem infiltrar -se
provocando a contaminação do mesmo.

A presença de trabalhadores implica a produção de resíduos orgânicos. A importância


da produção deste tipo de resíduos está dependente do número de trabalhadores
envolvidos na construção e na duração da obra.

Os resíduos resultantes das obras d e construção civil deverão ser depositados em


contentores adequados para serem , posteriormente, recolhidos e transportados para o
destino final. Os óleos usados deverão ser entregues a empresas especializadas na
reciclagem de óleos.

Durante a fase de exploração propõe-se que seja considerada a possibilidade da


reciclagem ou reutilização dos resíduos domésticos. Devem ser criadas condições para que
os utilizadores do empreendimento turístico procedam à separação (nas residências) dos
resíduos gerados. Os resíduos recolhidos nos apartamentos deverão ser , temporariamente ,
guardados num local dotado de um ecoponto. Destes destacam -se entre orgânicos e não
orgânicos e fracções específicas: vidro, papel, plásticos, etc.

Devem-se ainda, condicionar os resíduos ve getais em espaços próprios, acumulados


em compostores destinados a gerar matéria orgânica para ser reaproveitada para a
fertilização dos solos do empreendimento turístico.

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Para um empreendimento turístico com qualidade é importante a implementação de


um SGA, ou seja, um Sistema de Gestão Ambiental. A gestão ambiental não é um conceito
novo nem mesmo uma necessidade nova. O homem sempre teve de interagir
responsavelmente com o meio ambiente. Nos casos em que tal não ocorre u, tivemos de
enfrentar as consequências sobre a sua actuação. Assim, a protecção do Ambiente é cada
vez mais importante no dia -a-dia das empresas, com implicações na sua viabilidade
económica e competitividade. Os SGA são uma forma de integrar as preocupa ções
ambientais na gestão global das organizações .cc

O planeamento hoteleiro envolve diversas variáveis, sendo uma dela s relacionada


com a questão ambiental. Assim, podemos desenvolver a hotelaria e ao mesmo tempo
conciliar a sustentabilidade, isto é, prese rvar o meio ambiente, a cultura local e manter o
atractivo turístico, este é um dos principais desafios para o planeamento hoteleiro. Por isso,
entende-se que a qualidade na exploração hoteleira depende, e muito, da qualidade do meio
ambiente no qual está inserida.

A implementação voluntária de Sistemas de Gestão Ambiental tem estado associada


à publicação de normas e regulamentos que definem requisitos, sugestões e referências
para a concretizar, bem como para obter uma posterior certificação ou outro tip o de
validação do Sistema de Gestão Ambiental implementado pela empresa.

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Durante a última década surgiram diversas normas e regulamentos relativos à


implementação de sistemas de gestão ambiental, salientando -se a Norma ISO 14001 e o
EMAS ± Eco-Management and Audit Scheme (Sistema Comunitário de Ecogestão e
Auditoria).

Estas normas têm como objectivos:

 Promover uma abordagem comum à gestão ambiental;

 Aumentar a capacidade das organizações de atingir e avaliar as melhorias no


seu desempenho ambiental;

 Facilitar o comércio e remover barreiras comerciais.

As normas da série ISO 14000 sobre a gestão ambiental são internacionalmente


reconhecidas. As normas da série 14000 são normas de gestão que não se aplicam a um
tipo específico de sector ou empresa, mas dão orientações sobre aspectos fundamentais da
gestão do ambiente, tais como a sua definição, objectivos e âmbito. A norma ISO 14001
relativa ao sistema de gestão ambiental foi também adoptada como norma europeia (EN
ISO 14001).

A nova série de normas ISO 14000 foi elaborada para abranger:

 Sistemas de gestão ambiental;

 Auditoria ambiental;

 Avaliação de desempenho ambiental;

 Rotulagem ambiental;

 Avaliação de ciclo de vida;

 Aspectos ambientais de normas sobre produtos.

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O sistema EMAS incorpora a norma EN ISO 14001 como sistema básico de gestão,
mas vai mais além do que nela é exigido: exige a conformidade jurídica, uma melhoria
contínua do desempenho ambiental e a participação dos trabalhadores, bem como a
publicação de uma declar ação ambiental (com informações sobre a empresa e os seus
impactos ambientais). Este tem como objectivo promover a gestão e melhoria do
desempenho ambiental das organizações É um sistema público sujeito ao controlo dos
Estados-membros da Comunidade Europei a.

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O modelo de implementação do Sistema de Gestão Ambiental, estabelecido na


norma NP EN ISO 14001, segue cinco requisitos:

 Requisito 1: Política Ambiental ± constitui a declaração de intenção da


organização quanto ao seu dese mpenho ambiental. Deverá ser específica de cada
organização, fazendo referência ao estabelecimento dos princípios que regem o
SGA.

 Requisito 2: Planeamento, onde deverão ser considerados - aspectos ambientais


da actividade, ou serviços que a organização possa controlar e sobre os quais se
espera que tenha influência, de forma a determinar aqueles que têm ou poderão vir a
ter impactes significativos no Ambiente; requisitos legais e outros que a organização
subscreva, aplicáveis aos aspectos ambientais das suas actividades, produtos ou
serviços; objectivos e metas ambientais que deverão ser estabelecidos tendo em
conta os aspectos ambientais significativos, assim como os requisitos legais;
programa de gestão ambiental destinado a atingir os objectivos e meta s, que deverá
conter as responsabilidades, os meios e os prazos necessários para os alcançar.

 Requisito 3: Implementação e funcionamento ± para uma efectiva


implementação do SGA, a organização deverá desenvolver todos os recursos,
técnicos, humanos e finan ceiros, de forma a cumprir os princípios definidos na
política ambiental e alcançar os objectivos e metas. Neste requisito são
considerados: estrutura e responsabilidades; formação, sensibilização e
competência; comunicação interna em todos os níveis da or ganização e externa para
as partes interessadas; documentação do SGA; controlo de documentação; controlo
operacional; prevenção e capacidade de resposta a emergências.
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 Requisito 4: Verificação e acções correctivas ± para que o SGA possa ser


continuamente melhorado a organização deve considerar: monitorização e medição
das principais características das actividades, produtos ou serviços que possam ter
um impacte ambiental significativo; tratamento das não conformidades e acções
correctivas e preventivas; registos que deverão incluir documentos da formação e os
resultados das auditorias e revisões; realização de auditorias periódicas ao SGA.

 Requisito 5: Revisão pela Direcção ± a gestão de topo da organização deverá


periodicamente rever o SGA, para assegurar q ue se mantém adequado e eficaz.

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Algumas das principais motivações para a implementação de Sistemas de Gestão


Ambiental pelas empresas são as exigências quer de clientes, quer de investidores, os
requisitos legais, o ecomarketing e melhoria de imagem, a redução de custos e os seguros
de responsabilidade civil. Cada vez mais os clientes colocam aos seus fornecedores
requisitos e imposições de índole ambiental que aqueles terão obrigatoriamente de
satisfazer para que se mantenham as respectivas relações comerciais. Os investidores e,
nomeadamente, as instituições de crédito, já começam a ter em conta critérios ambientais
nas suas decisões de investimento, não admitindo financiar projectos poluentes e
beneficiando os projectos que acautelam a componente ambiental.

A adesão a um sistema de gestão ambiental beneficia a empresa de diversas formas.


Uma delas, talvez a mais evidente, está relacionada com a percepção que o público e outras
organizações têm da empresa. A través do reconhecimento público da utilização de um SGA,
a empresa pode demonstrar e assegurar a todas as partes interessadas que conduz os seus
negócios de forma amiga do ambiente. Os clientes que têm a percepção de que estão a
lidar com uma empresa com um SGA integrado podem sentir -se mais confortáveis com o
facto de saberem que se estão a relacionar comercialmente com uma empresa amiga do
ambiente e, assim, criarem maiores oportunidades de negócio.

As principais vantagens e potencialidades da implement ação de um Sistema de Gestão


Ambiental relacionam -se também com a redução de custos, vantagens competitivas e
aumento da motivação dos colaboradores. A diminuição de custos é possível através de
uma utilização mais racional dos recursos e energia, redução dos custos associados a
prejuízos para o Ambiente, benefícios na obtenção de financiamento, diminuição do risco
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ambiental e consequente obtenção de prémios de seguro mais baratos e, através da


diminuição do risco de acidentes e redução dos custos associa dos, como por exemplo
limpezas e descontaminações. Como vantagens competitivas destaca -se a melhoria da
imagem externa da empresa, a melhor aceitação social pelo público, Administração Pública,
clientes, trabalhadores, investidores e meios de comunicação e , ainda, a garantia de
benefícios na obtenção de financiamento.

O aumento da motivação dos trabalhadores é assegurado através do recurso à


sensibilização e formação dos mesmos para as questões ambientais e por uma maior
consciencialização dos trabalhadores para o cumprimento dos objectivos ambientais
estabelecidos pela organização.

Desta forma, os SGA são um passo na direcção certa para a diminuição dos impactes
sobre o ambiente. Com efeito, estes servem de enquadramento às empresas para
manterem e melhorarem as suas contribuições e impactes sobre o meio ambiente. Um SGA
pretende, assim, melhorar o desenvolvimento económico global das empresas através do
aumento do seu desempenho ambiental .

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Depois de termos construído este projecto, esperamos que o sucesso do mesmo,


muito em breve possa atrair grandes fluxos de novos empreendedores nacionais e
internacionais, para que, procedendo da mesma forma, respeitando as conformidades
estabelecidas, consigamos obter a melhor qualidade na construção e afins ao menor custo
possível, não esquecendo a subtilez a do meio envolvente , sem esquecendo um bom
planeamento e respectiva gestão.

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Tendo em conta o acima exposto julgamos que está reunida uma estratégia que certamente
levará a que o empreendimento d c 
 c seja um caso de sucesso do ponto de
vista da qualidade, sustentabilidade Ambiental e Financeira

É nosso compromisso assumir uma postura de responsabilidade Ecológica

Tendo em conta o acima exposto julgamos que está reunida uma estratégia que certamente
levará a que o empreendimento d c 
 c seja um caso de sucesso do ponto de
vista da qualidade, sustentabilidade Ambiental e Financeira,

É nosso compromisso assumir uma postura de responsabilidade Ecológica

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Motores de pesquisa:

 Google

[http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=6&cid=25796&bl=1&viewall=true#Go_1]

[http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=6&cid=25796&bl=1&viewall=true#Go_1]

[http://europa.eu.int/comm/environment/emas/index_en.htm].

[http://w3.ualg.pt/~jmartins/Gest %C3%A3oAmbiental.pdf]

[http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=6&cid=25796&bl=1&viewall=true#Go_1]

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