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Estado do Acre

Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes


ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO BELO PORVIR

202
SEQUENCIA DIDÁTICA Nº 01 Ano:
1
PROFESSOR (A): COMPONENTE CURRICULAR: ANO/SÉRIE: TURMAS:
Antonio Aucélio Filosofia 3º ANO
COORDENADOR PEDAGÓGICO AULAS PREVISTAS: EXECUÇÃO:
Marcos Aurélio Simplicio 4 17/05/ a 18/06 2021
OBJETIVOS/CAPACIDADES (Competência amplas da disciplina)

 Compreender que a estética é um ramo da filosofia;


 Compreender que o gosto, como julgamento sem preconceitos, é formado a partir da
convivência com a obra de arte;
 Entender o significado da polêmica sobre a subjetividade e objetividade do gosto por
meio da história da filosofia;
 Distinguir a experiência estética de outras experiências a partir de suas características
próprias;
 Compreender que a recepção estética não impõe regras externas a obra para julgá-la.
DESCRITORES


CONTEÚDOS (O que é preciso ensinar explicitamente ou criar condições para que os alunos aprendam e desenvolvam as capacidade, que são objetivos)
HABILIDADES OBJETOS DO CONHECIMENTO

 Conceito e história do termo estética;


 Estética
 O belo e o feio: a questão do gosto;
 A atitude estética;
 A recepção estética;
 A compreensão pelos sentidos
DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES (Descrição de situações de ensino aprendizagem para desenvolver as habilidades)

ATIVIDADE/SITUAÇÃO 1 Tempo previsto: 2h aulas

ATIVIDADE SERÁ INSERIDA NA PLATAFORMA DIGITAL GOOGLE CLASSROON.

1º Momento: Instruções

Ao acessar a plataforma digital do Google, o educando terá acesso às instruções da aula que
será desenvolvida em data estabelecida com um período de uma semana a contar da data de
envio.
Após o aluno acessar a plataforma digital ele terá acesso a uma plataforma com os tópicos
mural, atividades e pessoas. Na página mural o aluno terá acesso aos e/ou instruções avisos
entre outras recomendações.

OBS: as atividades, além de ser contadas como aulas valerão pontos que, somadas às notas
da avaliação comporão a nota do1º bimestre.

2º Momento:
Estrada Fontinele de Castro – Loteamento Cruzeiro do Sul– Q.: 07 e 08–Epitaciolândia - Acre, CEP 69934-000
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AULA 01:
Solicitar que os alunos assistam ao vídeo abaixo disponibilizado no site da SEE e pedir que
façam comentários escritos a respeito do mesmo e envie na plataforma de estudo. Os
comentários podem ser no caderno ou escrito diretamente no ambiente de resposta da plata
forma Google sala de aula

3ª Série - Filosofia - Aula 001 - Introdução à Estética

https://www.youtube.com/watch?v=ou9cbru4vRs

AULA 02:
Solicitar que cada aluno pesquise na internet, revista, livros ou outro meio que dispuser sobre
o significado de estética em filosofia e envie o resultado de sua pesquisa na plataforma de
estudo.

AULA 03:
Sugerir que os alunos leiam o texto do anexo 01ESTÉTICA e descreva em poucas palavras a
compreensão do assunto.

AULA 04:

Anexar o texto do anexo 03 o belo e o feio e solicitar que os alunos leiam o texto utilizando
os procedimentos de leituras seguintes:
- realizar uma leitura preliminar do texto;
- em seguida ler novamente destacando o que considera mais importante no tema abordado
no texto;
- dos temas relacionados no texto destacar apenas 2 assuntos explicando porque escolheu
tais temas.

VALORES ATITUDINAIS DESENVOLVIDOS


INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO RECURSOS
NAS ATIVIDADES/SITUAÇÕES
 A avaliação será feita  Internet
levando em consideração  Dispositivo móvel
 Ao final do estudo o aluno as atividades postadas como celular, tablete
conhecer, compreender e pelos alunos na etc.
problematizar os principais plataforma.  Laptop
conceitos de estética.  O professor acessará a
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 Conhecer, compreender e atividade postada e em  Computador desktop


problematizar a indústria do seguida atribuirá uma
gosto e do belo. pontuação levando-se em
consideração as
orientações em anexo na
plataforma de acesso.

REFERÊNCIAS


DEVOLUTIVADO COORDENADOR PEDAGÓGICO

Assinatura do Coordenador Pedagógico Assinatura do Professor

ANEXOS

ANEXO 01:

Estética

A Estética é uma especialidade filosófica que visa investigar a essência da beleza e as


bases da arte. Ela procura compreender as emoções, idéias e juízos que são despertados
ao se observar uma obra de arte. É natural ver esta disciplina levantar questões sobre a
natureza da arte, as causas de seu êxito, seus objetivos, seus meios de expressão, sua
relação com a esfera emocional de quem a produz, seus mecanismos de atuação – ela
deriva de intenções instigantes, simbólicas ou catárticas? -; acerca do potencial humano de
entendimento do conteúdo da produção artística, do significado do prazer estético.

Esta expressão nasce em fontes gregas, aisthésis, denotando ‘percepção, sensação’. As


pesquisas concretizadas neste campo tem por meta atingir a natureza dos juízos e da
intuição sobre o belo, compreender como agem os sentimentos na interação com os
eventos estéticos, assim como pretendem analisar os mais diversos estilos artísticos e

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modalidades de produção. Da mesma forma a Estética também se ocupa do feio, da
ausência do ‘belo’.

A compreensão da Estética remonta à Antiguidade Clássica, mais especificamente às


obras de Platão, em particular seus diálogos, Íon, O Banquete e Fedro, que destacam a
preocupação com o espaço que a beleza ocupa entre as coisas do mundo. Um reflexo
desta meditação platônica é a conhecida negação de um recanto para os artistas na
República utópica de Platão. Aristóteles também discute esta questão na sua famosa
Poética, atendo-se especialmente ao estudo da tragédia, criando o famoso conceito
de catarse ou purgação das emoções.

O livro Aesthetica, do filósofo alemão Alexander Gottlieb Baumgarten, elaborado entre


1750 e 1758, contribui para que este antigo ramo da Filosofia adquira independência,
distinguindo-se da metafísica, da lógica e da ética. Segundo este autor, os criadores
modificam intencionalmente a Natureza ao acrescentarem suas emoções à percepção do
Real. Concretiza-se assim o que se entende como mimesis da realidade.

Na era moderna esta disciplina amadureceu ainda mais, graças aos trabalhos de Lessing,
Hutcheson, Hume e principalmente Kant que, em sua Crítica da faculdade do juízo, revela
como se adquire a certeza da concretização do juízo sobre o belo, uma vez que este
julgamento não pode ser submetido à práxis nem a normas, e é inerente à esfera do
prazer. Ele atinge uma conclusão, a de que há um equilíbrio entre a compreensão e a
imaginação, o que pode ser captado por qualquer indivíduo; assim é possível se
compartilhar com outras pessoas os juízos de gosto, o que proporciona a devida
objetividade.

Na Antiguidade Clássica a estética não era uma disciplina autônoma, pois era investigada
junto à lógica e à ética. A beleza, a bondade e a verdade não formavam categorias distintas
na análise de uma obra de arte. Na era medieval houve uma mudança de rumo nesta
história, esboçando-se o desejo de pesquisar questões estéticas sem levar em conta outras
especialidades filosóficas. A Estética finalmente se estruturava enquanto teoria
encarregada de ditar as regras que regeriam os juízos de valor sobre princípios estéticos.

Estas novas características, que agora assumiam uma conotação dogmática,


transmutaram-se depois em uma filosofia da arte, através da qual se busca perceber as leis
que estruturam a arte no âmago do processo criativo e na sua recepção. Somente no
século XVIII, porém, esta disciplina apartou-se completamente da Filosofia. São
fundamentais na compreensão contemporânea da Estética as obras Hípias Maior, O
Banquete e Fedro, de Platão; a Poética, de Aristóteles; a Crítica da Faculdade do Juízo, de
Kant; e Cursos de Estética, de Hegel.

FONTE: https://www.infoescola.com/artes/estetica/

ANEXO 02

O Belo e o Feio - questão de gosto


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Os filósofos tentaram fundamentar a objetividade da arte e da beleza:
          Para Platão, a "a beleza é a única ideia que resplandece no mundo" por um lado
reconhece o caráter sensível do belo, por outro, afirma  a essencial ideia/objetividade =
admite-se a existência do "belo em si" independentemente das obras individuais que
"devem" se aproximar desse ideal universal.
      
Para o Clacissismo, há dedução de regras para o fazer artístico a partir do belo ideal,
fundando a estética normativa. é o objeto que passa a ter qualidades que o tornam mais ou
menos agradáveis, independentemente do sujeito que as percebe.
    
Para os Empiristas, a beleza relativizava-se ao gosto de cada um aquilo que depende do
gosto e da opinião pessoal não pode ser discutido racionalmente. O belo, portanto, não
está mais no objeto, mas na condição de recepção do sujeito.
     
Para Kant, " O belo é aquilo que agrada universalmente", ainda que não possa justificá-lo
intelectualmente. Para ele, o objeto belo é uma ocasião de prazer, cuja causa reside no
sujeito. O princípio do juízo estético é o sentimento do sujeito e não  o conceito do objeto.
Belo, portanto, é uma qualidade que atribuímos aos objetos para exprimir um certo estado
da nossa subjetividade. Assim, não há uma ideia de belo nem pode haver regras para
produzi-los.
   
Conhecimento subjetivo: é aquele que depende do ponto de vista pessoal, individual,
não fundado no objeto, mas  condicionado por sentimentos ou afirmações arbitrárias do
sujeito.
  
 Conhecimento objetivo: é aquele fundado na observação imparcial, independente das
preferências individuais. Conhecimento resultante da descentralização do sujeito que
conhece, pelo confronto com outros pontos de vista.

Para Hegel, se introduz o conceito de história, a beleza muda de face e de aspecto através
dos tempos. E essa mudança depende mais da cultura e da visão de mundo vigente do
que de uma exigência interna do belo.
   
Na visão fenomenológica, considera-se o belo como uma qualidade de certos objetos
singulares que nos são dados à percepção. Beleza é a imanência total de um sentido ao
sensível. O objeto é belo porque realiza o seu destino segundo o seu modo de ser que
carrega um significado que só pode ser percebido na experiência estética. Não existe mais
a ideias de um único valor estético a partir do qual julgamos todas as obras. Cada objeto
estabelece seu próprio tipo de beleza.

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Postado por Profa. Jackline às 08:02 

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