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SUMÁRIO
UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO ..................................................................................... 2
UNIDADE 2 – PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE: CONCEITUAÇÃO E
IMPORTÂNCIA ........................................................................................................... 6
UNIDADE 3 – PROGRAMAS DE PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE ............... 8
UNIDADE 4 – CRITÉRIOS E TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO E CONTROLE DE
POLUENTES ............................................................................................................ 11
4.1 POLUIÇÃO E SUAS VÁRIAS FORMAS E CONTROLE BÁSICO ........................................ 11
4.2 ESTUDO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS (EIA), RELATÓRIO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS
(RIMA), AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS (AIA) ............................................... 16
4.3 GERENCIAMENTO DO CONTROLE DA POLUIÇÃO ...................................................... 20
UNIDADE 5 – QUALIDADE DO AR E DA ÁGUA: PROCESSOS DE PURIFICAÇÃO
DO SOLO, SERVIÇOS BÁSICOS DE SANEAMENTO EM CASOS DE
EMERGÊNCIA, DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS ............................... 24
5.1 PROCESSOS DE PURIFICAÇÃO DA ÁGUA E DO SOLO ................................................ 25
5.2 SERVIÇOS BÁSICOS DE SANEAMENTO EM CASOS DE EMERGÊNCIA ........................... 26
5.2.1 Resíduos líquidos ou esgotos sanitários ................................................... 28
5.2.2 Esgotos, Coleta e Tratamento ................................................................... 30
5.3 DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS – RESÍDUOS SÓLIDOS E DE CONSTRUÇÕES
CIVIS ....................................................................................................................... 31

5.3.1 Geração, classificação, tratamento e disposição ...................................... 32


UNIDADE 6 – ASPECTOS LEGAIS, INSTITUCIONAIS E ÓRGÃOS
REGULAMENTADORES .......................................................................................... 35
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 38
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UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO
No dicionário eletrônico da língua português (Aurélio Buarque de Holanda
Ferreira, 1986), gestão é o ato de gerir, administrar, gerenciar. Transportando e
relacionando o conceito com as questões do meio ambiente, podemos inferir que
Gestão Ambiental é a administração do exercício de atividades econômicas e sociais
de forma a utilizar de maneira racional os recursos naturais, renováveis ou não.
A gestão ambiental deve visar o uso de práticas que garantam a conservação
e preservação da biodiversidade, a reciclagem das matérias-primas e a redução do
impacto ambiental das atividades humanas sobre os recursos naturais. Fazem parte
também do arcabouço de conhecimentos associados à gestão ambiental técnicas
para a recuperação de áreas degradadas, técnicas de reflorestamento, métodos
para a exploração sustentável de recursos naturais, e o estudo de riscos e impactos
ambientais para a avaliação de novos empreendimentos ou ampliação de atividades
produtivas.
A prática da gestão ambiental introduz a variável ambiental no planejamento
empresarial, e quando bem aplicada, permite a redução de custos diretos – pela
diminuição do desperdício de matérias-primas e de recursos cada vez mais
escassos e mais dispendiosos, como água e energia; e de custos indiretos –
representados por sanções e indenizações relacionadas a danos ao meio ambiente
ou à saúde de funcionários e da população de comunidades que tenham
proximidade geográfica com as unidades de produção da empresa.
Uma vez que gestão é o ato de coordenar esforços de pessoas para atingir
os objetivos da organização, devemos primar por uma gestão eficiente e eficaz,
realizada de modo que as necessidades e os objetivos das pessoas sejam
consistentes e complementares aos objetivos da organização a que estão
vinculadas (CARDELLA, 1999).
Sistema de gestão pode ser definido então como um conjunto de
instrumentos inter-relacionados, interatuantes e interdependentes de que uma
organização faz uso para planejar, operar e controlar suas atividades com o intuito
de alcançar seus objetivos.
Cardella (1999) define como instrumentos do sistema de gestão:

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i. Princípio – é a base sobre a qual o sistema de gestão é construído. Resulta


da filosofia, do paradigma dominante;
ii. Objetivo – é um estado futuro que se deseja atingir;
iii. Estratégia – é um caminho para atingir o objetivo;
iv. Política – é uma regra ou conjunto de regras comportamentais;
v. Diretriz – é uma orientação. Pode restringir os caminhos possíveis ou dar
indicações de caráter geral. É mais específica que a política e serve,
inclusive, para explicitá-la;
vi. Sistema organizacional – é um sistema no qual as relações entre pessoas
predominam sobre as relações entre equipamentos;
vii. Sistema operacional – é um sistema no qual as relações entre equipamentos
predominam sobre as relações entre pessoas. Por extensão, é operacional o
sistema que, mesmo apresentando intensa rede de relações pessoais,
apresente características repetitivas e mecânicas de trabalho;
viii. Programa – é um conjunto de ações desenvolvidas dentro de determinado
campo de ação. Promove a evolução da organização rumo aos objetivos. São
constituídos por objetivos específicos, diretrizes, estratégias, metas, projetos,
atividades e planos de ação;
ix. Meta – é um ponto intermediário na trajetória que leva ao objetivo;
x. Projeto – é a menor unidade de ação ou atividade que se pode planejar e
avaliar em separado e, administrativamente, implantar. Tem característica não
repetitiva de trabalho;
xi. Atividade – é um conjunto de ações com características repetitivas, utilizadas
para atingir e/ou manter metas e objetivos;
xii. Método – é um caminho geral para resolver problemas;
xiii. Norma – é um conjunto de regras obrigatórias que disciplinam uma atividade;
xiv. Regra – é uma restrição imposta a procedimentos, processos, operações ou
equipamentos;
xv. Procedimento – é a descrição detalhada de um processo que se realiza em
bateladas. Pode ser organizacional ou operacional.

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Cabe à organização adotar um sistema de gestão escolhido entre os


disponíveis ou criar um próprio, de acordo com suas necessidades e
especificidades.
Para Arantes (1994 apud ARAÚJO, 2002), as empresas têm um papel claro a
desempenhar perante a sociedade: prover produtos de valor (utilidades) que irão
satisfazer às necessidades de um grupo representativo de pessoas (clientes),
praticando padrões de comportamento (conduta) aceitos pela sociedade. Além
desse papel, as empresas têm obrigações internas a cumprir: satisfazer as
expectativas de seus empreendedores e colaboradores (realizações) e ter um
comportamento (conduta) coerente com suas convicções, crenças e valores,
portanto, Sistema de Gestão é um conjunto, em qualquer nível de complexidade, de
pessoas, recursos, políticas e procedimentos. Esses componentes interagem de um
modo organizado para assegurar que uma dada tarefa seja realizada, ou para
alcançar ou manter um resultado específico.
De acordo com De Cicco e Fantazzini (1991), um Sistema de Gestão é uma
estrutura organizacional composta de responsabilidades, processos e recursos
capazes de implementar tal Gestão, de forma que seu objeto seja eficazmente
operacionalizado por todos os gestores de pessoas e contratos da Empresa, vindo a
fazer parte da Cultura e dos Valores dessa Organização.
Enfim, como pondera Araújo (2002), os sistemas de gestão se mostram como
forma eficiente de se implementar ideias, ou seja, novos valores culturais às
empresas, permitindo que ações efetivas venham a ocorrer, mudanças se operem e
o projeto corporativo enunciado se realize.
Embora tenhamos discorrido sobre gestão numa maneira ampla, o foco desta
apostila será a gestão que leve à proteção do meio ambiente, dever de todos e de
cada um dos seres que habitam este planeta.
Nesse contexto, vários são os programas existentes que podem ser aplicados
pelo Engenheiro de Segurança do Trabalho, dentro de sua formação multidisciplinar.
É um momento de reflexão profunda sobre o cuidado com o próximo e com o
planeta em que vivemos e que queremos deixar para as futuras gerações.

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Esperamos que apreciem o material e busquem nas referências anotadas ao


final da apostila subsídios para sanar possíveis lacunas que venha surgir ao longo
dos estudos.
Ressaltamos que embora a escrita acadêmica tenha como premissa ser
científica, baseada em normas e padrões da academia, fugiremos um pouco às
regras para nos aproximarmos de vocês e para que os temas abordados cheguem
de maneira clara e objetiva, mas não menos científicos. Em segundo lugar,
deixamos claro que este módulo é uma compilação das ideias de vários autores,
incluindo aqueles que consideramos clássicos, não se tratando, portanto, de uma
redação original.

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UNIDADE 2 – PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE:


CONCEITUAÇÃO E IMPORTÂNCIA
Quando se fala em meio ambiente a primeira ideia que vem à mente é
relacionada com a natureza, plantas e animais, contudo, na realidade, o meio
ambiente é mais amplo e complexo, podendo ser rural ou urbano, incluindo até
mesmo conjuntos arquitetônicos, ruas, praças, etc.
De acordo com o art. 3º, I, da Lei 6.938/81, o meio ambiente é “o conjunto de
condições, leis, influências, alterações e interações de ordem física, química e
biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.
Com base na Constituição Federal de 1988, passou-se a entender também
que o meio ambiente divide-se em físico ou natural, cultural, artificial e do trabalho,
assim conceituados:
Meio ambiente natural – Formado pelo solo, a água, o ar, flora, fauna e
todos os demais elementos naturais responsáveis pelo equilíbrio dinâmico entre os
seres vivos e o meio em que vivem (CF, 1988, art.225, caput e §1º);
Meio ambiente cultural – Aquele composto pelo patrimônio histórico,
artístico, arqueológico, paisagístico, turístico, científico e pelas sínteses culturais que
integram o universo das práticas sociais das relações de intercâmbio entre homem e
natureza (CF, 1988, art.215 e 216);
Meio ambiente artificial – É o constituído pelo conjunto e edificações,
equipamentos, rodovias e demais elementos que formam o espaço urbano
construído (CF, 1988, art. 21, XX, 182 e segs., art. 225);
Meio ambiente do trabalho – É o integrado pelo conjunto de bens,
instrumentos e meios, de natureza material e imaterial, em face dos quais o ser
humano exerce as atividades laborais (CF, 1988, art.200, VIII).
Preservação Ambiental – Como o próprio nome já sugestiona, é o ato de
proteção contra algum dano. “É a ação de proteger contra a destruição e qualquer
forma de dano ou degradação de um ecossistema, uma área geográfica ou espécies
animais e vegetais ameaçados de extinção”.
Degradação Ambiental, ao contrário, é toda alteração adversa das
características qualitativas do meio ambiente.

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De modo geral, as empresas são responsáveis por gerar impactos na


natureza em suas principais áreas (água, energia, recursos naturais variados e
geração de resíduos). Independente do seu porte, toda empresa deve estar focada
na prática da responsabilidade social e ambiental, para diminuir e prevenir
efetivamente os impactos que possa causar, dessa forma contribuindo ativamente
para a preservação do planeta.

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UNIDADE 3 – PROGRAMAS DE PRESERVAÇÃO DO MEIO


AMBIENTE

Estudos diversos mostram cotidianamente que tanto recursos naturais (as


matérias-primas) quanto os bens naturais (água e ar) estão se tornando escassos e
onerosos, e com isto, se tornam importantes a preservação e o manejo sustentável
para que não acabem num curto espaço de tempo.
Além de uma legislação ambiental rígida, que tem exigido cada vez mais
respeito e cuidados com o meio ambiente pode-se elencar outros segmentos que
tem seguido e exigido responsabilidade e comprometimento das empresas, as quais
estão se tornando parceiras e agentes ativos no processo de preservação do meio-
ambiente, tais como:
Pressões públicas de cunho local, nacional e mesmo internacional que
exigem igualmente, cada vez mais responsabilidades ambientais das empresas;
Os bancos, financiadores e seguradoras que dão privilégios a
empresas ambientalmente sadias ou exigem taxas financeiras e valores de apólices
mais elevadas de firmas poluidoras;
A sociedade em geral e a vizinhança em particular que está cada vez
mais exigente e crítica no que diz respeito a danos ambientais e à poluição
provenientes de empresas e atividades;
Organizações não governamentais que estão sempre mais vigilantes,
exigindo o cumprimento da legislação ambiental, a minimização de impactos, a
reparação de danos ambientais ou impedindo a implantação de novos
empreendimentos ou atividades;
Compradores de produtos intermediários estão exigindo cada vez mais
produtos que sejam produzidos em condições ambientais favoráveis (AMBIENTE
BRASIL, 2007).

Enfim, a imagem de empresas ambientalmente saudáveis e comprometidas


é mais bem aceita por acionistas, consumidores, fornecedores e autoridades
públicas.
Fazendo um recorte no tempo e na história da preocupação com o meio
ambiente, em agosto de 1981, o presidente sancionou a Lei nº 6.938 que dispunha
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sobre a política nacional do meio ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e


aplicação. Esta Lei constituiu-se um importante instrumento de amadurecimento e
consolidação da política ambiental no país.
Em janeiro de 1986, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)
aprovava a Resolução 001/86 que estabelecia as responsabilidades, os critérios
básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação do Estudo dos Impactos
Ambientais e Relatório dos Impactos Ambientais (EIA-RIMA) como um dos
instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente (os quais serão contemplados
em tópico à frente).
Posteriormente, em outubro de 1988, foi promulgada a Constituição da
República Federativa do Brasil, contendo um capítulo sobre Meio Ambiente e vários
outros afins. Sendo considerado um importantíssimo documento de Poder Público
em relação à questão ambiental (DIAS, 1998).
Outro fator que impulsiona as empresas à preservação do meio em que vive
e dos seus recursos naturais, é o amparo que a lei nº 6938/81 garante com a Política
Nacional do Meio Ambiente que objetiva a preservação, melhoria e recuperação da
qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no país, condições ao
desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à
proteção da dignidade humana. A sociedade conta também com vários outros
dispositivos legais para a preservação do meio ambiente, podemos citar o artigo 225
capítulo VI da Constituição Federal.
A Política Nacional do Meio Ambiente, expressa em seu artigo 4º dos incisos
de I a VII e no artigo 5º parágrafo único, os seus objetivos sendo claro o seu cunho
protetivo.
Tornando assim, obrigatória para as empresas e seus colaboradores
traçarem medidas que colaboram para o equilíbrio do ecossistema. As empresas
podem e devem contribuir para a preservação de um ambiente saudável e cada vez
mais investem recursos para capacitar seus colaboradores na preservação da
natureza e em consequência a sociedade busca a relação de consumo com as
empresas que trabalham com responsabilidade social.
Várias são as iniciativas educativas que contribuem na preservação do meio
ambiente e de uma sociedade mais justa. São elas: incorporar a preocupação com o

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meio ambiente, na sua forma de gerir os negócios; estabelecer metas ambientais;


investir em pesquisas, desenvolvimento e inovação, certificações ambientais entre
outros. Na prática, essas medidas funcionam da seguinte forma:
• Implantação de sistemas de economia e reuso da água;
• Identificar e consertar todos os vazamentos de água;
• Campanhas com os colaboradores para que haja economia de água, de
forma que esse pratica educativa seja multiplicada em suas casas e
comunidades (tempo de duração do banho, lavagem de calçadas e carros);
• Reduzir a impressão de papel;
• Climatização eficiente;
• Uso racional da energia.
A Lei 9.433, sancionada em 08.01.97, estabeleceu a Política Nacional de
Recursos Hídricos. Essa lei representou um novo marco institucional no país, pois
incorporou princípios, normas e padrões de gestão de água já aceitos e praticados
em muitos países. A expectativa do governo federal é que ela operasse uma
transformação na gestão tanto dos recursos hídricos quanto do meio ambiente.
Até hoje, é de difícil implementação o sistema de penalidades ou restrições
para empresas de saneamento, indústrias ou propriedades rurais que despejam
seus resíduos nos corpos d'água. E são os grandes usuários que praticam o uso
indiscriminado, juntamente com o desperdício. Com a lei, o uso da água tem que ser
autorizado através da outorga e será cobrado.
Entre os princípios internacionalmente aceitos sobre gestão de recursos
hídricos, incorporados à Lei 9.433, estão os fixados na Agenda 21, da Conferência
Rio 92, que foram aprimorados para serem factíveis e passíveis de serem
implementados. De acordo com Biswas (s/d), a lei brasileira de recursos hídricos,
assim como a legislação similar da Argentina, Chile e México devem servir de
exemplo para os países em desenvolvimento que estejam interessados em criar ou
reformular sua regulamentação sobre gestão de águas (BORSOI; TORRES, 2002).

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UNIDADE 4 – CRITÉRIOS E TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO E


CONTROLE DE POLUENTES
4.1 Poluição e suas várias formas e controle básico
Poluição pode ser entendida como qualquer alteração em um meio, de modo
a torná-lo prejudicial ao homem e às outras formas de vida que este ambiente
normalmente abriga, ou que prejudique um uso previamente definido para ele.
Assim, qualquer mudança em um ambiente, resultante da introdução de
poluentes neste, na forma de matéria ou energia, pode ser entendida como poluição.
Geralmente, associa-se a poluição aos malefícios que possam ser causados
ao homem. No entanto, ela pode resultar em danos a fauna e a flora, e até mesmo
ao meio material.
A legislação brasileira define poluição como a degradação da qualidade
ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:
a) Prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população;
b) Criem condições adversas as atividades sociais e econômicas;
c) Afetam desfavoravelmente a biota;
d) Afetam as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
e) Lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais
estabelecidos.
As atividades humanas, cada dia mais intensas devido ao acentuado
crescimento populacional e ao desenvolvimento industrial, têm resultado na
produção de resíduos, na forma de energia ou de matérias sólidas, líquidas ou
gasosas, os quais são lançados no ambiente, causando a poluição.
Várias formas de poluição têm sido constatadas e, em função dos tipos de
resíduos ou do ambiente onde os mesmos são lançados, podem ser classificadas
como: poluição do solo, do ar, da água, acústica, radioativa, dos pesticidas, térmica,
entre outras modalidades.

POLUIÇÃO DO SOLO
O lançamento de produtos químicos ou de resíduos no solo pode resultar na
sua poluição. As principais fontes de poluição do solo são:
• Aplicação de defensivos agrícolas ou de fertilizantes;
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• Despejo de resíduos sólidos;


• Lançamento de esgotos domésticos ou industriais;
• Dejetos de animais.
Os defensivos agrícolas são usados no combate a animais nocivos (insetos
e roedores) ou a ervas daninhas e podem alcançar o solo, aí permanecendo por
muito tempo, como ocorre com os inseticidas clorados orgânicos, os quais tem alta
persistência. A partir do solo, esses produtos químicos são carreados para as águas
superficiais ou subterrâneas, com riscos para o homem e outros animais.
São exemplos de inseticidas clorados o DDT, o Aldrin, o Dieldrin, o Clordane
e o Heptacloro, os quais podem levar vários anos para desaparecer do solo, após a
sua aplicação.
Os fertilizantes que são usados para melhorar a produtividade agrícola do
solo podem, quando em teores elevados, tornarem-se prejudiciais, principalmente
quando alcançam as coleções superficiais ou subterrâneas de água. A disposição
incorreta dos resíduos sólidos no solo resulta em vários problemas ambientais.
O lançamento de esgotos domésticos ou industriais no solo, através de
práticas inadequadas ou mesmo por meio de sistemas de tratamento tipo lagoas de
estabilização ou de outras técnicas de aplicação de resíduos líquidos no solo, pode
resultar no carreamento de impurezas para águas superficiais ou subterrâneas,
poluindo-as.
Além disso, um solo com microrganismos oriundos de dejetos pode, através
do contato com a pele humana, transmitir algumas doenças, principalmente as
verminoses (ancilostomíase, por exemplo).
Os dejetos de animais contendo microrganismos patogênicos podem
alcançar o homem, por meio do contato com o terreno contaminado ou da água
poluída a partir do solo.
Entre as medidas de controle da poluição e de suas consequências,
destacam-se:
- práticas adequadas de destinação dos resíduos sólidos, evitando os
depósitos de lixo a céu aberto (“lixões”);
- afastamento adequado entre os aterros sanitários e os recursos hídricos,
para evitar que líquidos no solo, a partir dos mesmos, alcancem a água;

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- execução de sistemas sanitários de destinação dos dejetos;


- devem ser evitados os lançamentos de dejetos no solo, a céu aberto;
- controle dos sistemas de tratamento de esgoto através de sua disposição
no solo, procurando-se localizá-los distantes dos recursos hídricos e adotando-se
medidas de controle da infiltração dos resíduos no terreno;
- controle da aplicação de defensivos agrícolas, incluindo: uso de produtos
menos persistentes, tais como os inseticidas fosforados; proibição de aplicação
desses produtos em áreas próximas aos mananciais; obrigatoriedade do uso do
receituário agronômico para utilização desses produtos; aplicação de pesticidas na
dosagem correta e na época adequada; utilização de outros métodos de combate às
pragas;
- controle da utilização de fertilizantes, evitando-se a sua aplicação em áreas
onde possa haver riscos de poluição da água; deve ser incrementado o uso de
adubos orgânicos, em substituição aos produtos químicos.
- Remoção periódica dos dejetos de animais e destinação adequada para os
mesmos.

POLUIÇÃO DA ÁGUA
Os recursos hídricos, superficiais e subterrâneos, estão sujeitos a poluição
por diversas formas:
• lançamento de esgotos domésticos ou industriais em coleções superficiais de
água;
• infiltração de esgoto no solo, até alcançar a água subterrânea, a partir de
sistemas de fossa-sumidouro, de depósitos de lixo ou do lançamento de
resíduos líquidos no solo;
• carreamento de produtos químicos (pesticidas, fertilizantes etc.), de resíduos
sólidos, ou de outros detritos lançados no solo;
• precipitação de poluentes atmosféricos;
• lançamento e infiltração de águas pluviais, as quais, muitas vezes, carreiam
esgoto ou lixo.
Os poluentes, quando presentes na água, podem resultar em danos ao
homem, às outras formas de vida e ao próprio ambiente aquático, tais como:

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- Transmissão de doenças ao homem, através dos microrganismos


patogênicos;
- Malefícios causados ao homem e animais aquáticos, pelos produtos
químicos tóxicos;
- Redução da quantidade de oxigênio dissolvido na água, como
consequência da intensa atividade das bactérias aeróbicas no consumo da matéria
orgânica, resultando na morte de peixes e de outros organismos aquáticos;
- Inconvenientes relativos ao uso da água para banhos e outras práticas
recreativas;
- Prejuízos ao abastecimento industrial e aos outros usos da água;
- Danos às propriedades marginais, com reflexos na agricultura e na
irrigação, causando a desvalorização dessas áreas;
- Proliferação excessiva de algas e de vegetação aquática, processo
conhecido como eutrofização (excesso de nutrientes na água).
Sendo a água um recurso natural indispensável ao homem, é imprescindível
que a sua qualidade seja preservada, por meio de medidas de controle da poluição.
O controle da poluição da água deve ser essencialmente preventivo,
surgindo como medida mais eficaz a execução de sistemas sanitários de coleta e
tratamento de esgotos domésticos e industriais.
Nas cidades, a construção de redes coletoras e de estações de tratamento
de esgotos domésticos e industriais representa a melhor forma de evitar que esses
resíduos alcancem os recursos hídricos de modo não-sanitário.
Outras medidas devem ser adotadas visando ao controle da poluição da
água:
• Afastamento adequado entre sistemas de fossas e poços;
• Controle do chorume produzido em aterros de resíduos sólidos, evitando que
os mesmos alcancem os recursos hídricos;
• Preservação das áreas vizinhas aos recursos hídricos superficiais, por meio
da adoção de faixas de proteção marginais aos mesmos, as quais devem ser
mantidas com vegetação;
• Controle da aplicação de pesticidas e fertilizantes;

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• Disciplinamento do uso do solo nas proximidades dos recursos hídricos,


evitando-se as atividades que possam resultar na poluição da água.

POLUIÇÃO DO AR
Os lançamentos de gases e pequenas partículas na atmosfera podem alterar
sensivelmente a qualidade do ar, provocando a sua poluição.
Além da quantidade e do teor dos poluentes lançados na atmosfera, alguns
fatores ambientais podem influir no processo de poluição do ar.
A poluição do ar depende, principalmente, de:
- Fontes de emissão de poluentes; tipos e quantidades de resíduos; período
de emissão dos mesmos;
- Características climáticas do ambiente, tais como a velocidade e direção
dos ventos e a estabilidade atmosférica, as quais podem contribuir para uma maior
ou menor dispersão, transformação ou remoção dos poluentes;
- Condições topográficas do meio, influindo na circulação do ar.
Um exemplo das condições climáticas contribuindo para o agravamento da
poluição é o fenômeno conhecido como “inversão térmica” (ou “inversão de
camada”, ou ainda, “inversão de temperatura”).
Normalmente, a temperatura da atmosfera decresce com a altura, ficando as
camadas mais frias de ar sobre as camadas mais quentes. Ocorre um movimento
ascendente do ar, a partir da superfície da terra, com o ar mais quente (mais leve)
subindo e o ar mais frio (mais pesado) descendo. Este fenômeno contribui para a
dispersão do ar, no sentido vertical.
Em algumas regiões, quando ocorrem condições meteorológicas anormais,
acontece o fenômeno inverso, ou seja, a temperatura do ar passa a ser maior nas
camadas superiores, existindo a “inversão térmica”.
Nessas situações, o movimento vertical do ar é prejudicado, formando-se
uma camada estável. Os poluentes lançados na atmosfera concentram-se nas
proximidades da superfície da terra, podendo resultar em grave problema de
poluição.
As principais fontes de poluição atmosférica são:

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• Fontes industriais, incluindo as fábricas e outros processos, tais como a


queima de combustíveis derivados do petróleo, em fornos, caldeiras etc.;
• Transportes, compreendendo os veículos automotores de vários tipos e o
tráfego aéreo;
• Outras fontes, tais como: incineração do lixo; perdas, por evaporação, em
serviços petroquímicos; queima de combustíveis para aquecimento de
edificações; queima da vegetação (queimadas); consumo de cigarro.
Os principais poluentes atmosféricos são:
• Material particulado (fuligem);
• Monóxido de carbono;
• Óxido de enxofre;
• Hidrocarbonetos;
• Óxidos de nitrogênio;
• Oxidantes fotoquímicos.

4.2 Estudo dos Impactos Ambientais (EIA), Relatório dos Impactos Ambientais
(RIMA), Avaliação dos Impactos Ambientais (AIA)
Partindo do entendimento de que Impacto Ambiental é a alteração no meio
ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade e, que estas
alterações precisam ser quantificadas, pois apresentam variações relativas, podendo
ser positivas ou negativas, grandes ou pequenas, o estudo desses impactos
ambientais tem como objetivo principal, avaliar as consequências de algumas ações,
para que possa haver a prevenção da qualidade de determinado ambiente que
poderá sofrer a execução de certos projetos ou ações, ou logo após a
implementação dos mesmos.
O EIA permite analisar e compreender a questão da proteção e preservação
do ambiente e o crescimento e desenvolvimento econômico. É possível encontrar
desde grandes áreas impactadas devido ao rápido desenvolvimento econômico,
sem o controle e manutenção dos recursos naturais, levando à escassez de água ou
poluição, bem como pode-se encontrar áreas impactadas por causa do
subdesenvolvimento, que traz como consequência a ocupação urbana indevida em
áreas protegidas e falta de saneamento básico.

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17

Assim, o EIA avalia para planejar. Isto permite que desenvolvimento


econômico e qualidade de vida possam estar caminhando juntas (SOARES, 2007).
Quatro pontos básicos são premissas do EIA para que depois se faça um
estudo e avaliação mais específica. São eles:
1. Desenvolver uma compreensão daquilo que está sendo proposto, o que será
feito e o tipo de material usado;
2. Compreensão total do ambiente afetado. Que ambiente (biogeofísico e/ou
socioeconômico) será modificado pela ação;
3. Prever possíveis impactos no ambiente e quantificar as mudanças, projetando
a proposta para o futuro;
4. Divulgar os resultados do estudo para que possam ser utilizados no processo
de tomada de decisão.
O EIA também deve atender à legislação expressa na lei de Política
Nacional do Meio Ambiente. São elas:
• Observar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto,
levando em conta a hipótese da não execução do projeto;
• Identificar e avaliar os impactos ambientais gerados nas fases de implantação
e operação das atividades;
• Definir os limites da área geográfica a ser afetada pelos impactos (área de
influência do projeto), considerando principalmente a “bacia hidrográfica” na
qual se localiza;
• Levar em conta, planos e programas do governo, propostos ou em
implantação na área de influência do projeto e se há a possibilidade de serem
compatíveis.
Soares (2007) lembra ainda que é imprescindível que o EIA seja feito por
vários profissionais, de diferentes áreas, trabalhando em conjunto, ponderando que
esta visão multidisciplinar é rica para que o estudo seja feito de forma completa e de
maneira competente, de modo a sanar todas as dúvidas e problemas.
O RIMA – Relatório de Impacto Ambiental – é o relatório que reflete todas as
conclusões apresentadas no Estudo dos Impactos Ambientais. Deve ser elaborado
de forma objetiva e possível de se compreender, ilustrado por mapas, quadros,
gráficos, enfim, por todos os recursos de comunicação visual.

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Deve também respeitar o sigilo industrial (se este for solicitado) e pode ser
acessível ao público. Para isso, deve constar no relatório:
• Objetivos e justificativas do projeto e sua relação com políticas setoriais e
planos governamentais;
• Descrição e alternativas tecnológicas do projeto (matéria-prima, fontes de
energia, resíduos etc.);
• Síntese dos diagnósticos ambientais da área de influência do projeto;
• Descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação da atividade e
dos métodos, técnicas e critérios usados para sua identificação;
• Caracterizar a futura qualidade ambiental da área, comparando as diferentes
situações da implementação do projeto, bem como a possibilidade da não
realização do mesmo;
• Descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras em relação aos
impactos negativos e o grau de alteração esperado;
• Programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos;
• Conclusão e comentários gerais (SOARES, 2007).

A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) se dá a partir dos Estudos de


Impacto Ambiental (EIA). Estes estudos integram um conjunto de atividades técnicas
e científicas que incluem o diagnóstico ambiental, a fim de identificar, prevenir, medir
e interpretar, quando possível, os impactos ambientais.
Para Pimentel (1992 apud COSTA; CHAVES; OLIVEIRA, 2005), a AIA não é
um instrumento de decisão, mas sim, de fornecimento de subsídios para o processo
de tomada de decisão. Seu propósito é suprir informações por meio do exame
sistemático das atividades do projeto. Isto permite maximizar os benefícios,
considerando os fatores saúde, bem-estar humano e meio ambiente, elementos
dinâmicos no estudo para avaliação.
AIA é, assim, um componente integrado no desenvolvimento de projeto e
parte do processo de decisão, proporcionando retroalimentação contínua entre
conclusões e concepção da proposta (VERDUM, 1992 apud COSTA; CHAVES;
OLIVEIRA, 2005).

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A este respeito, Barbieri (2004), ao discorrer sobre esse tipo de avaliação na


legislação brasileira, retoma a definição da AIA segundo o Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e afirma que problemas, conflitos e
agressões ao meio ambiente devem ser vistos sob os seguintes pontos: danos à
população, a empreendimentos vizinhos e ao meio físico e biológico, de tal forma
que se garanta o tratamento dos efluentes em seu estágio preliminar de
planejamento do projeto.
Em termos de Brasil, segundo Verdum (1992 apud COSTA; CHAVES;
OLIVEIRA, 2005), a AIA surge por exigência de órgãos financiadores internacionais,
sendo, posteriormente, incorporada como instrumento da política nacional do meio
ambiente, no início da década de 80. A sua legislação fundamenta-se nas leis dos
Estados Unidos da América (EUA), primeiro país a exigi-la para projetos, programas
e atividades do Governo, isto já ao final dos anos 60, como recurso de planejamento
para prevenir impactos ao meio ambiente. A aplicação prática da legislação da AIA,
no Brasil, prioriza o licenciamento de projetos, à semelhança da abordagem
francesa, surgida nos meados dos anos 70.
Em outras palavras, a legislação brasileira vincula a utilização da AIA aos
sistemas de licenciamento de órgãos estaduais de controle ambiental para
atividades poluidoras ou mitigadoras do meio ambiente, em três versões a serem
requeridas pelos responsáveis dos empreendimentos, a saber:
→ Licença Prévia (LP) – é utilizada na fase preliminar do projeto,
contendo requisitos básicos para localização, instalação e operação, observando-se
os planos municipais, estaduais e federais de uso do solo;
→ Licença Instalação (LI) – autoriza o início da implantação, de acordo
com as especificações constantes no projeto executivo aprovado;
→ Licença de Operação (LO) – autoriza, após verificação, o início das
atividades licenciadas e o funcionamento de seus equipamentos de controle de
poluição.
Dentre as opções, destacam-se estas linhas metodológicas para a avaliação
de impactos ambientais: Métodos espontâneas (Ad hoc), Listagens (Check-list),
Matrizes de interações, Redes de interações (Networks), Métodos quantitativas,
Modelos de simulação, Mapas de superposição (Overlays) e Projeção de cenários.

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4.3 Gerenciamento do controle da poluição


O gerenciamento do controle da poluição de uma empresa garante a
minimização dos seus impactos no meio ambiente, além de otimizar o uso dos
recursos naturais, econômicos, financeiros e humanos. A utilização adequada de
ferramentas disponíveis para o gerenciamento ambiental é importante para a
implantação do controle da poluição. A metodologia para o gerenciamento do
controle da poluição engloba:
a) Auditoria Ambiental;
b) Inventário de emissões de poluentes para o meio ambiente;
c) Conformidade com a legislação ambiental;
d) Implantação da gestão ambiental;
e) Comunicação e relacionamento com a comunidade;
f) Monitoramento da política ambiental.

a)A Auditoria ambiental


Consiste em um processo sistemático de inspeção, análise e avaliação das
condições gerais ou específicas de uma determinada empresa em relação a fontes
de poluição, eficiência dos sistemas de controle de poluentes, riscos ambientais,
legislação ambiental, relacionamento da empresa com a comunidade e órgãos de
controle, ou ainda do desempenho ambiental da empresa.
A auditoria ambiental tem como objetivo caracterizar a situação da empresa
para fornecer um diagnóstico atual no que diz respeito a poluição do ar, águas e
resíduos sólidos, favorecendo a definição das ações de controle e de gerenciamento
que deverão ser tomadas para proporcionar a sua melhoria ambiental. Existem
diferentes formas de auditorias ambientais, que são definidas em função dos
diversos objetivos a que elas se propõem.
b)Inventário das emissões de poluentes para o meio ambiente
As emissões de poluentes para o ar, água e solo podem ser avaliadas
através de medições diretas na fonte geradora ou através de estimativas realizadas
por fatores de emissão presentes na literatura. Inicialmente, é necessário identificar
todas as fontes de emissão de poluentes para o meio ambiente da fábrica ou do
processo industrial. Se disponíveis, os dados de emissão são analisados, ou então,

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se possível, são realizadas medições diretas nas fontes. Outra alternativa, é estimar
as emissões através de fatores de emissão, específicos para cada processo
industrial. As informações sobre as emissões de cada fonte fornecem uma visão
objetiva para o gerenciamento do controle da poluição.
Contudo, as decisões para o controle da poluição não podem ser tomadas
somente com base nos dados de emissão. É necessário que sejam avaliados os
efeitos destas emissões no corpo receptor, seja o ar, a água, ou o solo. A avaliação
dos efeitos destas emissões no meio ambiente pode ser feita através da
averiguação do nível da qualidade ambiental, seja da qualidade do ar, água ou solo.
O meio ambiente tem uma capacidade de autodepuração e absorção de poluentes.
Na definição das medidas de controle da poluição, os efeitos das emissões
de poluentes no meio ambiente devem ser considerados, em função da relação
custo-benefício. Outra forma de realizar a conexão entre causa e efeito da poluição
pode ser feita pela utilização de modelos matemáticos. Eles são também uma
ferramenta importante no gerenciamento ambiental, por estimarem os impactos de
fontes de emissão. Muitas vezes, os resultados fornecidos pelos modelos facilitam a
tomada de decisões no controle da poluição. Por exemplo, modelos de dispersão de
poluentes na atmosfera podem auxiliar a resolver o incômodo por odor em uma
comunidade, ao estimar a altura da chaminé necessária para que o odor passe a ser
imperceptível.
c)Conformidade com a legislação ambiental
A avaliação da conformidade da situação ambiental da empresa em relação
à legislação ambiental vigente é uma ferramenta útil na definição de prioridades no
controle da poluição, e na implantação de projetos, programas e planos de controle.
Muitas vezes, a legislação nacional não é suficiente para fornecer subsídios para a
análise da situação ambiental da empresa, por ser incompleta, ou inexistente. Por
isso, a legislação internacional é utilizada, principalmente a da USEPA - United
States Environmental Protection Agency.
A legislação, seja ela nacional ou internacional, estabelece critérios objetivos
para a avaliação dos impactos reais e potenciais da poluição. Por exemplo, entre
outras coisas, ela estabelece limites para as concentrações de poluentes na fonte
geradora, ou então, no meio ambiente receptor da poluição. Ou seja, ela determina

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os limites máximos de emissão de poluentes do ar, água e solo, ou então, ela


estabelece as concentrações máximas de poluentes permitidas no ar, água e solo
para que não sejam observados efeitos adversos na população, fauna e flora.

d)Implantação da gestão ambiental


A definição da política ambiental da empresa com seus objetivos e metas e a
posterior implantação de um programa de gestão ambiental são fundamentais para a
tomada de decisões no controle da poluição. A gestão ambiental é um sistema de
gestão responsável pelo meio ambiente, adotado espontaneamente pelas empresas.
A gestão ambiental pressupõe a definição de uma política de melhoramento
ambiental da empresa. Tradicionalmente, as únicas medidas de uma empresa que
poderiam ser classificadas de gestão ambiental eram tomadas quando era
promulgada uma nova legislação, e sendo assim eram tomadas mais por razões
legais do que ambientais.
Atualmente, o desempenho ambiental adverso está sendo punido das mais
diversas formas, o que aumenta muito a responsabilidade dos presidentes e
diretores das empresas, já que em última instância eles são os responsáveis por
quaisquer incidentes poluidores dentro das suas organizações. Por isso, os
executivos de alto escalão passaram a dar especial atenção aos benefícios de uma
administração apropriada para minimizar os impactos ambientais de suas empresas.
Existe um conjunto de práticas para controlar as questões ambientais das
empresas estabelecidas nas normas ISO 14000 e BS 7750. A norma britânica BS
7750 – Especificação para Sistema de Gestão Ambiental foi publicada em 1994; e a
norma ISO 14000 – Especificação de Sistema de Gestão Ambiental são
desenvolvidas pela Organização Internacional de Normas.
Estas normas estabelecem requisitos para a implantação de sistemas de
gestão ambiental e vão além do cumprimento de legislação ambiental, colocando
ênfase nas medidas preventivas para minimizar efeitos ambientais adversos. Além
disso, as normas ISO 14000 e BS 7750 requerem que as empresas possuam uma
política ambiental declarada publicamente. A gestão ambiental tem o propósito de
assegurar que esta política seja atendida. O comprometimento das empresas é
essencial para que as políticas ambientais sejam efetivamente implantadas. O

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comprometimento é expresso pela alocação de recursos, pelo treinamento de


pessoal, pela revisão sistemática do desempenho, pelo acompanhamento ativo dos
incidentes e pelo interesse por parte da administração.
e) Comunicação e relacionamento com a comunidade
A implantação em uma empresa de qualquer tipo de controle da poluição do
ar, água ou solo é do interesse da comunidade onde ocorrem os impactos
ambientais. A comunicação entre a empresa e a comunidade faz com que haja uma
melhor alocação de recursos. É importante para a comunidade interessada conhecer
a política ambiental da empresa, sua filosofia, suas diretrizes, suas metas e seu
programa de minimização de impactos. A comunidade passa a ter elementos para
avaliar o comprometimento real e potencial da sua qualidade de vida.
A comunicação é tão importante no gerenciamento ambiental que passou a
ser um requisito nas normas ISO 14000 e BS 7750. Ambas requerem que a
empresa tenha procedimentos para receber, documentar e responder às
comunicações da comunidade interessada referentes aos seus impactos e gestão
ambientais.
f) Monitoramento da política ambiental
O monitoramento da política ambiental de uma empresa é uma forma de
autoavaliação do gerenciamento. A empresa deverá definir maneiras para avaliar se
atende aos objetivos ambientais propostos e se o seu sistema de gestão favorece o
cumprimento da sua política ambiental para garantir o melhoramento contínuo do
seu desempenho ambiental. A auditoria de sistemas de gestão ambiental é uma
forma de monitoramento da política ambiental da empresa (ECP, 2010).

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UNIDADE 5 – QUALIDADE DO AR E DA ÁGUA:


PROCESSOS DE PURIFICAÇÃO DO SOLO, SERVIÇOS
BÁSICOS DE SANEAMENTO EM CASOS DE EMERGÊNCIA,
DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS

A água é considerada um recurso ou bem econômico, porque é finita,


vulnerável e essencial para a conservação da vida e do meio ambiente. Além disso,
sua escassez impede o desenvolvimento de diversas regiões.
Por outro lado, é também tida como um recurso ambiental, pois a alteração
adversa desse recurso pode contribuir para a degradação da qualidade ambiental.
Já a degradação ambiental afeta, direta ou indiretamente, a saúde, a segurança e o
bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas; a fauna e a flora; as
condições estéticas e sanitárias do meio; e a qualidade dos recursos ambientais.
O controle da poluição da água é necessário para assegurar e manter níveis
de qualidade compatíveis com sua utilização. A vida no meio aquoso depende da
quantidade de oxigênio dissolvido, de modo que o excesso de dejetos orgânicos e
tóxicos na água reduz o nível de oxigênio e impossibilita o ciclo biológico normal.
A demanda de água pela indústria depende de coeficientes técnicos e das
perdas de cada setor, além da tecnologia adotada. Há indústrias altamente
consumidoras e outras de baixa demanda, que podem ser abastecidas pela rede
pública ou por poços profundos. Uma fábrica de cerveja, que é uma indústria grande
consumidora de água, utiliza em média 20m3 de água para produzir 1m3 de cerveja.
Além do consumo de água para a produção, a indústria utiliza a água para o
lançamento de despejos industriais.
A atividade econômica que mais consome água é a irrigação de culturas
agrícolas, graças às elevadas perdas provocadas pela evapotranspiração. Em
termos mundiais, a agricultura utiliza 69% da água disponível, a indústria consome
23% e as residências 8%. Em países em desenvolvimento, a utilização de água pela
agricultura chega a atingir 80% (BANCO MUNDIAL, 1994 apud BORSOI; TORRES,
2002).

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5.1 Processos de purificação da água e do solo


Se pensarmos na água consumida pela população, esta percorre as
seguintes etapas, para chegar às casas: captação (coleta); adução (transporte);
tratamento; armazenamento e distribuição.
O tratamento da água deve ser iniciado desde as nascentes, até as
barragens, através da proteção aos mananciais. A poluição de sua água por detritos,
impurezas, dejetos domésticos, agrícolas e industriais deve ser controlada o melhor
possível, através de análises de rotina – o alerta é dado quando é atingido um
número superior a 1000 microorganismos/cm3. Neste caso, a água deve ser
desinfetada com um algicida, tipo sulfato de cobre ou hipoclorito de sódio, assim que
chega à estação de tratamento.
As águas industriais que na maioria das vezes está contaminada passa por
um processo semelhante até sua descontaminação e chegada ao leito de rios. A
indústria petroquímica tem usado um reator onde acontece três processos:
absorção, biodegradação e filtração, sendo que os poluentes são degradados por
micro-organismos criados no interior do reator.
Dentre os métodos para purificar solos contaminados tem-se o emprego de
bactérias que se desenvolvem com a presença do ar. O processo é o seguinte:
injeta-se a biomassa cultivada em laboratório diretamente na água ou bombeando a
água contaminada para dentro de um reator horizontal de leito fixo, o RHLF. As
bactérias presentes no interior do reator eliminam o tetracloroetileno (PCE) da água,
que pode ser devolvida limpa ao ambiente.
Outras alternativas de remediação, como a extração de vapores e adsorção
em carvão ativado, chegam a apresentar bons índices de retirada de contaminantes,
mas o resultado é um subproduto indesejável, o qual precisa ser destinado a aterros
sanitários.
Nos processos físico-químicos de remediação, com a extração de vapores e
adsorção em filtros, o PCE é retirado da água contaminada e transferido para o
carvão ativado que fica contaminado, devendo ser disposto em aterros adequados.
Por sua vez, a técnica de biorremediação degrada o contaminante, não deixando
subprodutos tóxicos (FAPESP, 2010).

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Usar a própria natureza para preservar o meio-ambiente é outro meio de


despoluir solos contaminados por metais. Além de ser ecologicamente correta, ainda
traz vantagens econômicas e sociais no combate à poluição por mercúrio, chumbo,
níquel e outros metais em áreas industriais ou de mineração. O projeto que vem
sendo desenvolvido pelo Instituto de Geociências da USP utiliza uma técnica ainda
pouco conhecida no Brasil, mas já em prática em países como Estados Unidos e
Nova Zelândia.
A técnica utilizada na pesquisa é chamada de fitorremediação. “É um
processo de engenharia ecológica que emprega a vegetação na remediação e
reabilitação de ambientes contaminados”, explica Fábio Netto Moreno, autor da
pesquisa de pós-doutorado. O projeto utiliza dois modos de fitorremediação: a
natural e a induzida. Na fito extração natural, são plantadas no local contaminado
espécies chamadas hiperacumuladoras, que possuem capacidade natural de
capturar para si os elementos contaminantes. Essa vegetação remove os metais do
solo e, com a colheita e o replantio, o solo é gradualmente descontaminado
(BUENO, 2008).

5.2 Serviços básicos de saneamento em casos de emergência


Existem vários princípios e metodologias para os casos de emergência
quando se trata de saneamento básico. Dentre esses princípios, o Ministério do
Meio Ambiente (MMA) em seu Documento para Discussão do P²R² destaca o
Princípio 15 da Declaração do Rio de Janeiro, de 1992, que dispensa a certeza
científica absoluta para a adoção de medidas destinadas a proteger o meio ambiente
de danos sérios ou irreversíveis. Este Princípio, segundo o mesmo Documento, faz
parte da Carta da Terra de 1997 e da Convenção sobre Mudanças Climáticas,
ratificada pelo Brasil em 1994.
Está previsto na Lei nº 11.445 que ações para emergências e contingências
fazem parte da abrangência mínima do plano de saneamento básico (Art. 19, inciso
IV), inclusive com racionamento, se necessário (Art. 23, inciso XI). Segundo o Art. 40
da mesma Lei, os serviços poderão ser interrompidos pelo prestador em situações
de emergência que atinjam a segurança de pessoas e bens (Inciso I).

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O Plano de atendimento para situações de emergência visa mitigar os


efeitos de acidentes em qualquer um dos serviços de saneamento básico. Os
acidentes devem ser documentados, para formação de um histórico. Assim será
possível verificar recorrências dos eventos, além de condutas e procedimentos que
possam ser aprimorados, e gradualmente reduzir o número de ações emergenciais.
As ações para atendimento dessas situações devem ser rápidas e eficientes e
serem realizadas por equipes especializadas.
As ações para emergência e contingências serão tomadas pelo Poder
Público ou com sua anuência, em casos fundamentados em que se verifiquem
situações de risco e/ou perturbação da ordem e saúde pública, bem como causem
ou possam causar dano ao meio ambiente.
Tanto em situações críticas de abastecimento de água quanto de sistema de
esgoto, deve ser estimado o tamanho da população sob risco e sua distribuição por
área geográfica, bem como avaliar os riscos relativos a saneamento.
Sobre as substâncias ou compostos que podemos encontrar dissolvidas na
água e que podem acarretar problemas, temos:
• Substâncias calcárias e magnesianas, que tornam a água dura;
• Substâncias ferruginosas, que mudam a cor e as características da água;
• Substâncias e produtos resultantes das atividades humanas, como efluentes
e resíduos industriais, agrotóxicos e outros produtos químicos que a tornam
imprópria para o consumo;
• Resíduos sólidos e produtos resultantes da mineração, inclusive metais
pesados, como o mercúrio e o arsênico.
A água também pode carrear em suspensão materiais como:
• Partículas finais do terreno, responsáveis pela turbidez da mesma;
• Substâncias laminadas, como as algas, que modificam seu cheiro e sabor;
• Organismos patogênicos transmitidos pelo homem, como vírus, bactérias,
protozoários e helmintos causadores das chamadas doenças de
contaminação fecal.
Enfim, acidentes químicos podem causar contaminação de tal magnitude
que deixa várias cidades sem acesso à água para o atendimento de condições
básicas da população, como aquele ocorrido em 29 de março de 2003, no município

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de Cataguases - MG, envolvendo o rompimento de uma barragem de resíduos


contendo substâncias químicas perigosas que atingiu o Rio Pomba e Paraíba do Sul
(MMA, 2004).
A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) que, no Brasil, se
designa oficialmente também por Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), é uma
infraestrutura que trata as águas residuais de origem doméstica e/ou industrial,
comumente chamadas de esgotos sanitários ou despejos industriais, para depois
serem escoadas para o mar ou rio com um nível de poluição aceitável através de um
emissário, conforme a legislação vigente para o meio ambiente receptor.
Numa ETAR as águas residuais passam por vários processos de tratamento
com o objetivo de separar ou diminuir a quantidade da matéria poluente da água.

5.2.1 Resíduos líquidos ou esgotos sanitários


Os resíduos líquidos ou esgotos sanitários segundo a NORMA NBR 9648/86
são definidos como: “o despejo líquido constituído de esgoto doméstico e industrial,
água de infiltração e a contribuição parasitária”.
- esgoto doméstico é o despejo líquido resultante do uso da água para
higiene e necessidade fisiológicas humanas.
- esgoto industrial é o despejo líquido resultante dos processos industriais,
respeitados os padrões de lançamento.
- água de infiltração é toda água proveniente do subsolo, indesejável ao
sistema separador e que penetra nas canalizações.
- contribuição parasitária é a parcela do deflúvio superficial inevitavelmente
absorvida pela rede de esgoto sanitário. Como exemplo temos a penetração direta
nos tampões de poços de visita, ou outras eventuais aberturas, ou ainda pelas áreas
internas das edificações e escoam para a rede coletora, ocorrendo por ocasião das
chuvas mais intensas com expressivo escoamento superficial.
A coleta e o movimento da drenagem superficial de águas pluviais, esgotos
sanitários e despejos industriais exige a solução de problemas de natureza diferente
dos existentes no sistema de abastecimento de água (UNESP, 2008).
Os esgotos domésticos, por exemplo, que se constituem das águas servidas
provenientes da utilização da água potável em zonas residenciais e comerciais,

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devem ser coletados e removidos para suas áreas de disposição final ou tratamento
o mais rápido possível, a fim de se possa evitar o desenvolvimento de suas
condições sépticas (UNESP, 2008).
Os despejos industriais são constituídos pelas águas servidas provenientes
das indústrias que podem, em muitos casos, apresentar produtos químicos que
impossibilitam a sua coleta no mesmo sistema empregado para os aspectos
sanitários.
Assim, os sistemas de coleta e remoção de resíduos líquidos (também
chamado de esgoto ou águas servidas) podem ser classificados de acordo com a
composição ou espécies das águas a esgotar, tomando designações especiais.
Podem ser classificados em: sanitário (água usada para fins higiênicos e industriais),
sépticos (em fase de putrefação), pluviais (águas pluviais), combinado (sanitário +
pluvial), cru (sem tratamento), fresco (recente, ainda com oxigênio livre). Existem
soluções para a retirada do esgoto e dos dejetos, havendo ou não água encanada.
Existem três tipos de sistemas de esgotos:
1. Sistema unitário – é a coleta dos esgotos pluviais, domésticos e
industriais em um único coletor. Tem custo de implantação elevado, assim como o
tratamento também é caro;
2. Sistema separador – o esgoto doméstico e industrial ficam separados
do esgoto pluvial. É o usado no Brasil. O custo de implantação é menor, pois as
águas pluviais não são tão prejudiciais quanto o esgoto doméstico, que tem
prioridade por necessitar tratamento.
3. Sistema misto – a rede recebe o esgoto sanitário e uma parte de águas
pluviais.
Todos estes sistemas são constituídos de canalizações enterradas,
geralmente assentadas com declividades suficientes para o escoamento livre por
gravidade (UNESP, 2008).
Nesse contexto, o saneamento é o conjunto de medidas, visando a
preservar ou modificar as condições do ambiente com a finalidade de prevenir
doenças e promover a saúde. Saneamento básico se restringe ao abastecimento de
água e disposição de esgotos, mas há quem inclua o lixo nesta categoria. Outras

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atividades de saneamento são: controle de animais e insetos, saneamento de


alimentos, escolas, locais de trabalho e de lazer e habitações.
Normalmente, qualquer atividade de saneamento tem os seguintes objetivos:
controle e prevenção de doenças, melhoria da qualidade de vida da população,
melhorar a produtividade do indivíduo e facilitar a atividade econômica.
Investimentos em saneamento, principalmente no tratamento de esgotos,
diminui a incidência de doenças e internações hospitalares e evita o
comprometimento dos recursos hídricos do município.
A percepção de que a maior parte das doenças são transmitidas
principalmente através do contato com a água poluída e esgotos não tratados levou
os especialistas a procurar as soluções integrando várias áreas da administração
pública.
Atualmente, emprega-se o conceito mais adequado de saneamento
ambiental. Com o crescimento desordenado das cidades, no entanto, as obras de
saneamento têm se restringido ao atendimento de emergências: evitar o aumento do
número de vítimas de desabamento, contornar o problema de enchentes ou
controlar epidemias.
O saneamento é de responsabilidade do município. No entanto, em virtude
dos custos envolvidos, algumas das principais obras sempre foram administradas
por órgãos estaduais ou federais e quase sempre restritas a soluções para o
problema como enchentes.

5.2.2 Esgotos, Coleta e Tratamento


Ainda que só 0,1% do esgoto de origem doméstica seja constituído de
impurezas de natureza física, química e biológica, e o restante seja água, o contato
com esses efluentes e a sua ingestão é responsável por cerca de 80% das doenças
e 65% das internações hospitalares. Atualmente, apenas 10% do total de esgotos
produzido recebem algum tipo de tratamento, os outros 90% são despejados “in
natura” nos solos, rios, córregos e nascentes, constituindo-se na maior fonte de
degradação do meio ambiente e de proliferação de doenças.
Investir no saneamento do município melhora a qualidade de vida da
população, bem como a proteção ao meio ambiente urbano. Combinado com

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políticas de saúde e habitação, o saneamento ambiental diminui a incidência de


doenças e internações hospitalares. Por evitar comprometer os recursos hídricos
disponíveis na região, o saneamento ambiental garante o abastecimento e a
qualidade da água. Além disso, melhorando a qualidade ambiental, o município
torna-se atrativo para investimentos externos.
Nas obras de instalação da rede de coleta de esgotos poderão ser
empregados os moradores locais, gerando emprego e renda para a população
beneficiada, que também pode colaborar na manutenção e operação dos
equipamentos.
Conduzido pela administração pública municipal, o saneamento ambiental é
uma excelente oportunidade para desenvolver instrumentos de educação sanitária e
ambiental, o que aumenta sua eficácia e eficiência. Por meio da participação popular
ampliam-se os mecanismos de controle externo da administração pública,
concorrendo também para a garantia da continuidade na prestação dos serviços e
para o exercício da cidadania (AMBIENTE BRASIL, 2008).
Apesar de requerer investimentos para as obras iniciais, as empresas de
saneamento municipais são financiadas pela cobrança de tarifas (água e esgoto), o
que garante a amortização das dívidas contraídas e a sustentabilidade a médio
prazo. Como a cobrança é realizada em função do consumo (o total de esgoto
produzido por domicílio é calculado em função do consumo de água), os
administradores públicos podem implementar políticas educativas de economia em
épocas de escassez de água e praticar uma cobrança justa e escalonada
(AMBIENTE BRASIL, 2008).

5.3 Destinação de resíduos industriais – resíduos sólidos e de construções


civis
Segundo Monteiro et al (2001), a indústria da construção civil é a que mais
explora recursos naturais. Além disso, a construção civil também é a indústria que
mais gera resíduos. No Brasil, a tecnologia construtiva normalmente aplicada
favorece o desperdício na execução das novas edificações.

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Enquanto em países desenvolvidos a média de resíduos proveniente de


novas edificações encontra-se abaixo de 100kg/m2, no Brasil este índice gira em
torno de 300kg/m2 edificado.
Em termos quantitativos, esse material corresponde a algo em torno de 50%
da quantidade em peso de resíduos sólidos urbanos coletada em cidades com mais
de 500 mil habitantes de diferentes países, inclusive o Brasil.
Em termos de composição, os resíduos da construção civil são uma mistura
de materiais inertes, tais como concreto, argamassa, madeira, plásticos, papelão,
vidros, metais, cerâmica e terra, não recebem solução adequada, impactam o
ambiente urbano e constituem local propício à proliferação de vetores de doenças,
aspectos que aumentam os problemas de saneamento nas áreas urbanas
(MONTEIRO et al, 2001).
Os resíduos de construção e demolição (RCD) são parte dos resíduos
sólidos urbanos que incluem também os resíduos domiciliares com todos os
problemas anteriormente relatados. Porém, para os resíduos de construção e
demolição há agravantes: o profundo desconhecimento dos volumes gerados, dos
impactos que eles causam, dos custos sociais envolvidos e, inclusive, das
possibilidades de seu reaproveitamento fazem com que os gestores dos resíduos se
apercebam da gravidade da situação unicamente nos momentos em que, acuados,
vêem a ineficácia de suas ações corretivas (PINTO, 1999; MONTEIRO et al, 2001).

5.3.1 Geração, classificação, tratamento e disposição


A classificação da origem dos RCD proposta pela The Solid Waste
Association of North America (SWANA, 1993 apud PINTO, 1999) é bastante útil para
a quantificação de sua geração:
• Material de obras viárias;
• Material de escavação;
• Demolição de edificações;
• Construção e renovação de edifícios;
• Limpeza de terrenos.

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A composição dos RCD originados em cada uma dessas atividades é


diferente em cada país, em função da diversidade de tecnologias construtivas
utilizadas.
A madeira é muito presente na construção americana e japonesa, tendo
presença menos significativa na construção europeia e na brasileira; o gesso é
fartamente encontrado na construção americana e europeia e só recentemente vem
sendo utilizado de forma mais significativa nos maiores centros urbanos brasileiros.
Da mesma forma acontece com as obras de infraestrutura viária, havendo
preponderância do uso de pavimentos rígidos em concreto nas regiões de clima frio
(PINTO, 1999, p. 16).
Segundo o mesmo autor, além de se tornarem resíduos, acontece um
grande desperdício que implica em custos maiores, sendo considerada como perda
a quantidade de material sobreutilizada em relação às especificações técnicas ou às
especificações de um projeto, podendo ficar incorporada ao serviço ou transformar-
se em resíduo.
O quadro mais comumente encontrado nos municípios de médio e grande
porte é a adequada disposição dos grandes volumes de RCD em aterros de inertes,
também denominados de “bota-foras”. Constitui o problema mais significativo na
destinação dessa parcela dos resíduos o inexorável e rápido esgotamento das áreas
designadas para disposição (PINTO, 1999).
Os bota-foras são áreas de pequeno e grande porte, privadas ou públicas,
que vão sendo designadas oficial ou oficiosamente para a recepção dos RCD e
outros resíduos sólidos inertes. A designação dessas áreas pela administração
pública se faz necessária pelo fato de a ampla maioria das Leis Orgânicas
Municipais prever como competência das municipalidades a definição do destino dos
resíduos municipais. A oferta dessas áreas por agentes privados se faz em função
principalmente do interesse de planificá-las e, com isso, conquistar valorização no
momento da sua comercialização (PINTO, 1999).
Dentre os impactos, que muitas vezes são extremamente visíveis, causados
pelos resíduos das construções, temos: extenso comprometimento da qualidade do
ambiente e da paisagem local, prejuízos às condições de tráfego de pedestres e
veículos, obstrução de córregos, dentre outros.

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A presença dos RCD e outros resíduos cria um ambiente propício para a


proliferação de vetores prejudiciais às condições de saneamento e à saúde humana;
é comum nos bota-foras e locais de deposições irregulares a presença de roedores,
insetos peçonhentos (aranhas e escorpiões) e insetos transmissores de endemias
perigosas (como a dengue).
Não há dúvidas de que a elevada geração de resíduos sólidos, determinada
pelo acelerado desenvolvimento da economia neste século, coloca como inevitável a
adesão às políticas de valorização dos resíduos e sua reciclagem, nos países
desenvolvidos e em amplas regiões dos países em desenvolvimento.
Os processos de gestão dos resíduos em canteiro, de sofisticação dos
procedimentos de demolição, de especialização no tratamento e reutilização dos
RCD, vão conformando um respeitável e sólido ramo da engenharia civil, atento à
necessidade de usar parcimoniosamente recursos que são finitos e à necessidade
de não sobrecarregar a natureza com dejetos evitáveis (PINTO, 1999).
A reciclagem dos resíduos de construção e demolição no Brasil é bastante
recente, mas vem chamando a atenção dos gestores urbanos pelas possibilidades
que apresenta enquanto solução de destinação dos RCD e solução para a geração
de produtos a baixo custo.
Os primeiros estudos sistemáticos foram realizados a partir de 1983 (PINTO,
1986), ocorrendo na sequência os estudos de SILVEIRA (1993), ZORDAN (1997),
LEVY (1997), LATTERZA (1998) e LIMA (1999), além de uma série de outros
estudos pontuais em várias instituições de pesquisa do País (apud PINTO, 1999).

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UNIDADE 6 – ASPECTOS LEGAIS, INSTITUCIONAIS E


ÓRGÃOS REGULAMENTADORES

Em se tratando da gestão dos mais variados tipos de resíduos, nas


diferentes esferas governamentais, ainda são iniciativas recentes ou inexistem leis
específicas de Políticas de Gestão de Resíduos Sólidos que estabeleçam objetivos,
diretrizes e instrumentos em consonância com as características sociais,
econômicas e culturais de Estados e municípios. Alguns dos principais instrumentos
legais e normativos de interesse para o tema são citados e comentados brevemente.
A Constituição Federal, promulgada em 1988, estabelece em seu artigo 23,
inciso VI, que “compete à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios
proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer das suas formas”. No
artigo 24, estabelece a competência da União, dos Estados e do Distrito Federal em
legislar concorrentemente sobre “[...] proteção do meio ambiente e controle da
poluição” (inciso VI) e, no artigo 30, incisos I e II, estabelece que cabe ainda ao
poder público municipal “legislar sobre os assuntos de interesse local e suplementar
a legislação federal e a estadual no que couber”.
A Lei Federal nº 6.938, de 31/8/81, que dispõe sobre a Política Nacional de
Meio Ambiente, institui a sistemática de Avaliação de Impacto Ambiental para
atividades modificadoras ou potencialmente modificadoras da qualidade ambiental,
com a criação da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). A AIA, como já
apresentada, é formada por um conjunto de procedimentos que visam assegurar
que se realize exame sistemático dos potenciais impactos ambientais de uma
atividade e de suas alternativas. Também no âmbito da Lei nº 6.938/81 ficam
instituídas as licenças a serem obtidas ao longo da existência das atividades
modificadoras ou potencialmente modificadoras da qualidade ambiental
(IPT/CEMPRE, 2000 apud ZANTA; FERREIRA, 2006).
A Lei de Crimes Ambientais (Brasil, nº 9.605 de fevereiro de 1998) dispõe
sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades
lesivas ao meio ambiente e dá outras providências. Em seu artigo 54, parágrafo 2º,
inciso V, penaliza o lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos em
desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos. No parágrafo
3º do mesmo artigo, a lei penaliza quem deixar de adotar, quando assim o exigir a
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autoridade competente, medidas de precaução em caso de risco de dano ambiental


grave ou irreparável.
Outras legislações federais de interesse são:
• Resolução CONAMA nº 005, de 31 de março de 1993 – Dispõe sobre o
tratamento de resíduos gerados em estabelecimentos de saúde, portos e
aeroportos e terminais ferroviários e rodoviários;
• Lei ordinária 787, de 1997 – Dispõe sobre o Programa de Prevenção de
Contaminação por Resíduos Tóxicos, a ser promovido por empresas
fabricantes de lâmpadas fluorescentes, de vapor de mercúrio, vapor de sódio
e luz mista e dá outras providências;
• Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997 – Estabelece norma
geral sobre licenciamento ambiental, competências, listas de atividades
sujeitas a licenciamento, etc;
• Resolução CONAMA nº 257, de 30 de junho de 1999 – Define critérios de
gerenciamento para destinação final ambientalmente adequada de pilhas e
baterias, conforme especifica;
• Resolução CONAMA nº 283/2001 – Dispõe sobre o tratamento e a destinação
final dos resíduos dos serviços de saúde. Esta resolução visa aprimorar,
atualizar e complementar os procedimentos contidos na Resolução CONAMA
nº05/93 e estender as exigências às demais atividades que geram resíduos
de serviços de saúde.
Da normalização técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) são citadas somente algumas mais específicas ao tema tratado:
• NBR 7039, de 1987 – Pilhas e acumuladores elétricos – Terminologia.
• NBR 7500, de 1994 – Símbolos de riscos e manuseio para o transporte e
armazenamento de materiais.
• NBR 7501, de 1989 – Transporte de produtos perigosos – Terminologia.
• NBR 9190, de 1993 – Sacos plásticos – Classificação.
• NBR 9191, de 1993 – Sacos plásticos – Especificação.
• NBR 9800, de 1987 – Critérios para lançamento de efluentes líquidos
industriais no sistema coletor público de esgoto sanitário – Procedimento.
• NBR 10004, de 1987 – Resíduos sólidos – Classificação.
• NBR 10005 – Lixiviação de resíduos.
• NBR 10006 – Solubilização de resíduos.
• NBR 10007 – Amostragem de resíduos.

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• NBR 11174, de 1990 – Armazenamento de resíduos classe II, não-inertes, e


III, inertes – Procedimentos.
• NBR 12245, de 1992 – Armazenamento de resíduos sólidos perigosos –
Procedimentos.
• NBR 12807, de 1993 – Resíduos de serviço de saúde – Terminologia.
• NBR 12808, de 1993 – Resíduos de serviço de saúde – Classificação.
• NBR 12809, de 1993 – Manuseio de resíduos de serviço de saúde –
Procedimento.
• NBR 13055, de 1993 – Sacos plásticos para acondicionamento de lixo –
Determinação da capacidade volumétrica.
• NBR 13221, de 1994 – Transporte de resíduos – Procedimento.
• NBR 13463, de 1995 – Coleta de resíduos sólidos – Classificação.
• NBR 8419, de 1992 – Apresentação de projetos de aterros sanitários de
resíduos sólidos urbanos.
• NBR 13896, de 1997 – Aterros de Resíduos não Perigosos – Critérios para
Projeto, Implantação e Operação.

Segundo Zanta e Ferreira (2006), deve-se ressaltar que, até o momento, não
há legislação específica sobre o procedimento de licenciamento ambiental ou da
ABNT para aterros de disposição de resíduos em município de pequeno porte. Esta
falta de regulamentação faz com que alguns órgãos ambientais questionem a
adoção de tecnologias como a do aterro sustentável, que, apoiado em métodos
científicos, apresente a simplificação de alguma etapa clássica de dimensionamento
ou de operação sem implicar a redução da eficácia da solução.

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REFERÊNCIAS

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Normas técnicas, 1986.
ABNT. NBR-10.004 (Classificação dos Resíduos Sólidos) Associação Brasileira de
Normas Técnicas, 1987.
ABNT. NBR-8.419 (Apresentação de Projeto de Aterros Sanitários de Resíduos
Sólidos Urbanos) Associação Brasileira de Normas Técnicas, 1992.
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ZANETI, Izabel Cristina Bruno Bacellar; SÁ, Laís Mourão. A educação ambiental
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(coord). Resíduos Sólidos - Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos com
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PROSAB: Programa de Pesquisa em Saneamento Básico 4).

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