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Freud começa a teoria e técnica Psicanalítica a partir do corpo da histérica.

Posteriormente,
ao falar do Eu, como Eu corporal, deriva de sensações corporais. Principalmente daquelas
originadas da superfície do corpo. Freud fez uma analogia anatômica, ao núcleo cortical
situado de cabeça pra baixo no cóccix.
Corpo alcançando forma, alcançando nas pulsões, representado pelos 4 objetos de
recursos da pulsão. Seio, fezes, olhar e voz.
Despedaçamento do corpo na pulsão.
Lacan diz que o corpo e o imaginário, não é concreto. O corpo de verdade e o corpo
psíquico. Aquilo que tá no campo do imaginário, como simbólico. A pele e o litoral.
O desmoronamento do simbólico na cultura. Na luta contra o império das palavras, das
imagens, da banalização do corpo. A palavra hoje destituída de valor, abandonada de
desejo da Lei , está desamparada. A enunciação é subvertida pelo enunciado. Esperamos
que a palavra falada por meio da escrita, possa ser enfim tocada no corpo.
Caderno de Psicanálise Seminário 17.
Caderno de Psicanálise seminário 18.

Quatro objetos do circuito da pulsão


Corpo que se inscreve do ICS despedaçado , representado pelo circuito da pulsão.
Seio, fezes, olhar e voz
Olhar:
Seio: Primeiro objeto de alteridades do desejo.
Fezes: Capital, dinheiro.
Voz: A partir da linguagem que o sujeito se dá a conhecer.

Lacan
“A gente pode até comer merda, com tanto que não seja a mesma. “
O desejo sempre aponta para outra coisa. O desejo e movimento que não nos deixa
descansar.
Corpo não é concreto, é substância, e fragmentado. Então como ele se insere no contexto
da atualidade?
A Psicanálise de hoje em dia é o corpo real, em Freud a Psicanálise era fantasmática.
São Psicanalise diferentes. Como corpo real, se insere como corpo de angústia.
Anorexia, bulimia, depressão. Corpo atravessado pela culpa, pela fobia.
Dependente químico: corpo atravessado pela mania,marcado pela condição de
anestesiamento. Impedido de emoção, medicalizada. Como diz, Elisabeth Roudinesco.
Corpo difícil de suportar.
Uma das fontes do sofrimento psíquico, e o rigor excessivo do superego. A falsa moral que
produz o ideal do ego, irrealizável. Torturando psiquicamente aqueles que não conseguem
realizá-lo. Por terem sido educados com a promessa desse ideal. Se converte numa
atração, numa esperança do ideal do desejo. Genialmente preponderantes, ética que será a
consciência moral autônoma, que dará o sentido de responsabilidade que será usado em
suas palavras. O corpo então muda de estatuto. O auto-erotismo recua, e no lugar toma a
relação objetal.

Hj, talvez seja necessário não só abrandar o superego. Harmonia entre o desejo, desejos
que posso satisfazer, os que não posso satisfazer e aqueles que tenho que fingir que nem
existem.
A única pessoa que satisfaz todos os seus desejos, são os perversos.
O sujeito da neurose precisa trabalhar ainda mais.

Solicitação somática
Retomar os primeiros casos clínicos freudianos.

Os três ensaios da teoria da Psicanálise


A história da histeria Editora escuta
Repressão sexual
Filme: A história do vibrador
Simplesmente bipolar
A neurose obsessiva no Divã de Lacan

A problemática da histeria, como desmaios, buscam na medicina a resolução. Como cunho


orgânico.
Transtorno afetivo- bipolar.
Será que o diagnóstico do bipolar é real, ou marketing da medicalização?
Os dois eixos da linguagem como se precisassem de posar da identidade de cada vez.
A histeria parece ser o verdadeiro
A histeria como multiplicidade sintomática,essas crises de angústia, a problemática histérica
com a multiplicidade expressiva, e o que vai dar lugar hj ao distúrbio dissociativos de
personalidade. Apesar da etiologia incerta, a medicalização tem sido certa. O uso de
psicofármacos tem apresentado na atualidade, como o caminho mais frequente, para
aquelas chamadas patologias do espírito. E tem na histeria, seu enigma fundamental. Com
sua múltiplas formas de expressão, a histeria parece às vezes se constituir como o
verdadeiro espelho da cultura. Em que se fixa a imagem negada daquele que a contempla.
Fora os pensamentos desses pontos que formaram o paradigma da Psicanálise, daí que se
pergunta: o que é a histeria de conversão? Qual o lugar dos sintomas corporais aí
presente? A expressão da solicitação somática. Freud utiliza a expressão com uma
tradução , atração, indução e incitação.

História da histeria

O padre, o filósofo e o médico


Todos se acham no direito de saber sobre a histeria
Cartas a Pfister
25 de novembro de 1928 (página 166)
A análise leiga (cartas para médicos)
O futuro de uma ilusão (cartas para pastores)

A análise não se satisfaz com o resultado da sugestão. Mas, examina a origem e a


legitimidade da transferência.

A histeria de constitui de e para as mulheres, que eram parteiras.


Hipócrates , fala de doenças das mulheres onde a origem é a matriz ou o útero. A
sufocação da matriz ,e a histeria e por isso foi denominada de doença das mulheres.
Principalmente aquelas que não tinham relação sexual, Pq deixava o útero mais flexível e
ele encaminhava ao fígado e sufocava as vias respiratórias. Por isso , o branco dos olhos
revira, a mulher fica fria, salivando e por isso parece sucumbir a ataques epiléticos.

Charcot chama de ataque histérico completo. Ele começa a atender os pacientes em sua
clínica . Hipnose
Descreve a grande histeria.
Homens tbm são histéricos.
Clinica do olhar. Ele foi considerado um mestre do visual.

Na idade romana com a libertação dos escravos e das mulheres, um dos movimentos, e o
movimento de Spartacus, de libertação dos escravos, e o movimento dos nazaritas, que
teve como precursora desse movimento, Maria Madalena( apócrifo). Mudança dos
tratamentos bárbaros dirigidos às histéricas, cujo objetivo era fazer descer o útero que teria
se deslocado em direção à cabeça. De um modo ou de outro a violência tem controlado os
por assim dizer, tratamentos histéricos.
Tratamentos: extirpação uterina, internações forçadas, camisas de força química.
Intolerância através dos discursos instituídos pelo discurso da histérica.

Lacan : discurso da histérica

Agente e o sujeito dividido marcado pela falta. A intolerância ao discurso da histérica, cujo
agente é o sujeito dividido marcado pela falta. Só há o desejo se houver falta, e isso é
sofrimento. A posteridade vai reter da herança médico/ filosófica uma importante
observação: que a história da histeria é estreitamente ligada à história da epilepsia. Até na
questão religiosa. Por causa de manifestações espetaculares que inspiram do temor à
compaixão.

Na idade média, milhares de mulheres foram queimadas vivas porque foram designadas
como bruxas. Sec. XVII luta pela posse da histeria. Um verdadeiro campo de batalha entre
sacerdotes e médicos. Desencadeando uma dessacralização dessa temática. Trancando a
histeria sobre um ângulo espiritual ou natural.
Histeria no campo da neurose, mas nem toda neurose e histérica.
Neurose histérica
Neurose obsessiva
Neurose fóbica
NH. Campo do feminino
NO. Campo do Masculino
Isso não significa a sexualidade, pode acontecer um homem ter uma neurose histérica, é
uma mulher uma neurose obsessiva. Está presente então a mulher no homem e o homem
na mulher.
A histeria tem sido o porta-voz da cultura.

Teoria da personalidade na Psicanálise


Id, Ego e Superego.
Instâncias psíquicas
Vem como estruturas
Neurose
Psicose
Perversão
O superego e o herdeiro da castração
A neurose histérica é decorrente de um trauma infantil, como a neurose obsessiva.
Diferentes apenas nesse aspecto: enquanto a neurose obsessiva sempre é um abuso
sexual enquanto da neurose histérica, se passa pelo trauma infantil. Se o abuso é real, ou
do campo simbólico, não importa. Sempre é um abuso.

O homem dos ratos (neurose obsessiva)Em Lacan


A religiosidade é muito presente na neurose obsessiva. É um sujeito religioso por
excelência.
Dora ( neurose histérica)
Da histeria, nasce a Psicanalise

O corpo na histeria

O reconhecimento da hegemonia do campo médico , do campo social, é eleito como


verdade pura.
As intervenções são essenciais. A histeria de conversão e paradigmática no campo da
investigação . E diante de um discurso médico responder aos sintomas da histeria de
conversão, emerge o desejo de saber em Freud. Dando origem à Psicanálise. A retomada
de outras formas de histerias de conversão , ou outras formas de sofrimento, que tem no
corpo o personagem principal.
Pequeno Hans histeria de conversão sem angústia e diferencia da histeria de angústia
propriamente dita.
Caso Elisabete cuidado e proteção ao doente. Submissão a demanda do Outro.
O corpo tira do corpo as emoções e produz verdadeiros ataques histéricos. Essa energia de
excitação é sentida no corpo como angústia, prazer experimentado na forma flutuante, ou
localizada em determinados objetos, como e o caso das fobias. Utiliza-se dessa fobia para
liberar a angústia. A ideia do objeto já causa angústia. Uma grau máximo dessa liberação é
a formação do sintoma e não necessita prosseguir de forma indefinida. Há portanto um grau
máximo de tensão permitida que o organismo poderia suportar. Há uma hipótese que
quando atinge o ápice, quando atinge momento além da tolerância do sujeito, dá- se o
ímpeto à conversão. Sintomas somáticos das ideias e das representações que sofrem o
recalque, como dor de cabeça. Se inscreve no corpo como traço mnêmico, há uma
realização das sensações . Há algo que se alimenta junto com os grupos linguísticos de
uma fonte comum.
Lembrança imaginaria. Representação recalcada e a parte do corpo adoecida. O corpo
denúncia a ausência de simbolização . Ocorro e marcado por um constituinte único. O
desdobramento no campo do sentido e a verdade do sujeito. Os sintomas psicossomáticos
não devem entrar na categoria de sintomas. O sintoma e um gozo, um ganho secundários.
O sintoma psicossomático é um fechamento do gozo em um ponto do corpo, evocando a
possibilidade de situa lis nas neuroses atuais. Freud considera as neuroses atuais como no
campo das Psiconeuroses. transformam dor psíquica em dor física. Indicando que essa
transformação facilita a descarga do afeto Pq essa presença desfaz o princípio de
resistência , favorecendo o escoramento direto da excitação psíquica.
Mas como entender a solicitação freudiana de dor somática, serve como destino a mais
para entender a histeria de conversão?
O sintoma histerico não se produz sem o pedido dessa solicitação somática, oferecida por
um processo no interior de um órgão do corpo apontando assim a influência mútua entre o
somática e o psíquico.
O ganho primária no mecanismo da conversão ao se apresentar como a solução mais
econômica, na medida q poupa o sujeito de um trabalho psíquico. Encontram se ainda duas
outras referências de solicitação somática:
A perturbação analítica da percepção da visão
A contribuição para um debate analítico
No primeiro trabalho Freud enfatiza que sempre que um órgão que serve a uma pulsão tem
a sua erogenidade incrementada, há uma perturbação desse mesmo órgão. Tratando aqui
da parte constitucional do sujeito adoecer.
No segundo contraponto, a histeria se detém em ampliar em demasia o que chama de
psicogenia das doenças. Reafirma a antiga distinção entre neuroses e Psiconeuroses.
Destaca que são as neuroses atuais que oferecem a solicitação somática, a quantidade de
solicitação que é revestida psiquicamente. Representada, constituindo o núcleo do sintoma
histérico. Ou seja, a neurose de angústia, seria o equivalente somático da histeria.
As neuroses de angústia, segundo Freud, apresenta duas formas de emergências.
Ataques de angústia e quadro crônico. Com aparecimento flutuantes. Se assemelha ao
transtorno de angústia , ( termo psiquiátrico).
Que envolve ataques de pânico e sentimentos de inutilidade. A neurose de angústia é
provocada por um decréscimo de libido. O mecanismo da neurose de angústia, deu a ser
procurado o que denomina uma deflexão da excitação sexual somática da esfera psíquica.
Temos assim nas neuroses, um processo quase que exclusivamente somático , pois uma
excitação libidinal é provocada, mas, não é satisfeita nem empregada. Não ocorre o circuito
pulsional com a descarga correspondente. Mas, ocorre um curto circuito. A transformação
direta da libido, escrita por Freud, assinala o fracasso do trabalho psíquico, ligado a
representações psíquicas ao excesso de excitação. No caso da histeria da conversão, acha
uma eficácia na evitação da angústia, exatamente pela conversão da libido, numa parte do
corpo simbolicamente delimitada.
Lacan, no seu seminário sobre a angústia, interpretará as palavras freudianas dess forma:
na neurose de angústia, a angústia aparece na medida em que o orgasmo se desliga do
campo da demanda ao Outro. A excitação orgástica e desvinculada ao exílio do instrumento
fálico. Ou seja, o sujeito pode chegar a ejaculação, . Já o significante fálico , existe fora do
instrumento do gozo. Fazendo assim, que uma parte do corpo, articule entre o desejo e o
gozo.
No termo da solicitação somática, Freud retoma seus estudos com o texto Narcisismo e a
teoria da libido. Onde um sujeito com uma dor orgânica e sensações penosas, suspende
seus interesse pelas coisas do mundo, deixa de amar retirando seu interesse libidinal e
investindo na parte do corpo ou órgão doente. O mesmo se dá com os apaixonados ou
aqueles que têm uma decepção amorosa. A erogenidade com todos os órgãos do corpo.
Quantidade que pode aumentar ou diminuir.
Ferenzs fala do fenômeno de materialização histérica . A conversão no corpo consiste
essencialmente em realizar um desejo, a partir da matéria em que o sujeito dispõe do seu
corpo e dá a ela uma realização.Revela o material como quer. A excitação excessiva
precisa ser liberada. Na histeria, todos esses desuso ficam à disposição . Modificação
fisiológica do corpo. Os órgãos funcionam apenas como princípio de prazer e os órgãos
como função anterior perdem essa função é servem ao princípio do prazer.
A ideia de pulsão relacionada ao objeto, se articula com os quatro elementos da pulsão.
Circuito das pulsões sexuais.
Corpo em zonas erógenas. O processo de simbolização se reserva a partir do encontro do
desejo do Outro. A primeira discursão sobre as fontes das funções, está no artigo, Os três
ensaios sobre a teoria da sexualidade. A qualidade do estímulo e o fator decisivo para o
gozo. As pulsões derivam dessas fontes internas, oriundos das fontes e das zonas
erogenas. A quantidade da excitação será um fator decisivo. As chamadas pulsões parciais,
derivam diretamente dessas fontes internas ou são composições de elementos oriundos
das zonas erogenas.
Uma boa parte da sintomatologia das neuroses, que derivam de perturbações e processos
sexuais, exterioriza e perturbações de outras funções, não sexuais do corpo. Ele representa
a contraparte das influências, que presidem a excitação da função sexual. A sexualidade
para apaixonarias vai além da genitália, e o corpo todo.
Pulsão de morte principalmente no problema econômico do masoquismo.
Princípio de nirvana : pulsão de morte
Princípio do prazer: pulsão de vida

Três tipos de masoquismo:


1. Erógeno
2. Feminino
3. Moral

1. Fundamenta na base dos outros dois. A presença de prazer no sofrimento, deve se


exatamente a existência duma erogizacao primária dos órgãos atribuídos às fontes
da sexualidade infantil. Espécie de mecanismo fisiológico infantilidade coixiste libido
e tensão dolorosa . Base de onde se origina o masoquismo erógeno. A libido tem a
ambição de tornar inóqua, o

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