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Curso Teórico de Direito Administrativo para Receita

Federal
Profº Cyonil Borges

ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO

Oi Pessoal,

A rigor, esta é a última aula do curso. No entanto, faltam alguns


arquivos complementares de exercícios e a aula da Lei 8.112/1990, a
qual será objeto de melhorias.

Um beijo no coração de todos! E arrepiem na prova!

Cyonil Borges.

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1. Introdução

Para subsistir, qualquer sociedade ou organização precisa de


normas, escritas e não escritas, que ligam os indivíduos e regulam
os seus comportamentos quando estes se relacionam nos seus vários
papéis ou domínios de intervenção (familiar, social, profissional, etc.),
de forma a manter a coesão e a integração social harmoniosas.

Nesse contexto de coesão social, precisamos destacar alguns modos


de regulação de comportamentos: ética, moral e costume.

A palavra ética vem do grego “ethos”, que significa hábito dos


comportamentos humanos. É o estudo responsável pela investigação
dos princípios que orientam o comportamento humano. Assim, a ética
tem por objeto o juízo de apreciação que pode distinguir o bem e o
mal, ou o comportamento correto e o incorreto.

A ética é um modo de regulação dos comportamentos que provém do


indivíduo e que assenta no estabelecimento, por si próprio, de
valores que ele partilha com outros para dar sentido às suas decisões
e ações.

 Em suma, pode-se dizer que a ética impõe ao indivíduo que se


abra às necessidades dos outros e que procure encontrar um
equilíbrio entre a sua própria liberdade e a
responsabilidade relativamente aos outros.

A palavra moral, por sua vez, tem a mesma raiz que a palavra ética;
no entanto, a ética tem um significado mais amplo do que a moral.
Moral é um conjunto de regras, valores e proibições vindos do
exterior ao homem, ou seja, impostos pela política, a religião, a
filosofia, a ideologia, os costumes sociais, que impõem ao homem
que faça o bem nas suas esferas de atividade.

Enquanto a ética implica sempre uma eflexão teórica sobre qualquer


moral, a moral é a aceitação de regras dadas.

 Em suma, enquanto a ética é uma análise crítica de reflexão


teórica, a moral tem uma dimensão imperativa, porque obriga
a cumprir um dever fundado num valor moral imposto
por uma autoridade.

Os costumes são formas de pensar e de viver, partilhadas por um


grupo. Assentam em regras informais e não escritas, que regem as
práticas do grupo e que traduzem as suas expetativas de

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comportamento. Referem-se a valores partilhados, a usos comuns a
um grupo ou uma época e que resultam da experiência e da história.

 Em suma, são dispositivos de regulação que variam conforme


a época e o lugar.

ÉTICA (valores) MORAL (regras)


Conjunto de valores que orientam Conjunto de normas que regulam o
o comportamento do homem comportamento dos homens
em relação aos outros homens em Sociedade.
na Sociedade.

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2. Decreto 1.171/19941

O ponto de partida é o conhecimento de que o Código de Ética,


aprovado pelo referido ato normativo, é restrito ao Poder Executivo
Federal.

No entanto, cabe aos demais Poderes organizarem seus próprios


códigos. No Tribunal de Contas da União (TCU), por exemplo, há um
Código de Ética em vigor (TCU não é órgão do Poder Executivo).

O Decreto 1.171/1994 é válido para toda a Administração Direta e


Indireta do Poder Executivo Federal. E, a Administração Indireta é
composta por entidades de Direito Público e de Direito Privado, como
é o caso das sociedades de economia mista (a exemplo da Petrobras)
e empresas públicas (a exemplo da Caixa Econômica Federal).

Dispomos o decreto na sua totalidade e comentaremos seus


dispositivos mais cobrados em provas de concursos.

A seção I do CAPÍTULO I prevê as regras deontológicas. A


deontologia é uma expressão que deriva do grego “deon” ou
“deontos”, e significa o estudo dos deveres.

As regras deontológicas nascem da necessidade de um grupo em se


autoregular, uma vez que os membros do grupo devem cumprir as
regras estabelecidas num código e fiscalizadas por uma instância
superior.

CAPÍTULO I

Seção I

Das Regras Deontológicas

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos


princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor
público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que
refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos,
comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da
honra e da tradição dos serviços públicos.

Comentários: neste quesito, o mais importante é perceber que a dignidade


e a consciência dos princípios morais devem nortear a conduta do servidor
inclusive fora do exercício da função pública. Note, também, que o
legislador fala da “eficácia” do servidor. Ser eficaz não significa apenas fazer
aquilo que deve ser feito, mas, também, fazer aquilo que é correto.

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Tópico 17. Ética Profissional do Servidor Público.

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II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético
de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e
o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o
oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o
desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da
Constituição Federal.

Comentários: este quesito só nos faz relembrar que nem


tudo que é lícito, moral é. Existem condutas que são
estritamente legais, porém imorais. E, nesse contexto, cabe ao
agente público atentar para o justo, o moral e o honesto.

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção


entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é
sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade,
na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade
do ato administrativo.

Comentários: O exercício da autoridade pública está


condicionado não apenas pela observância das formalidades
legais e do dever de evitar violações expressas em lei, mas
também pela necessidade de orientar o agir para os fins e
interesses públicos. Ainda, destaca-se que o serviço público não
deve servir aos interesses particulares em detrimento do bem
comum, sempre se caracterizando essa situação como ilícita.

IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos


pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por
isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se
integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de
sua finalidade, erigindo-se, como conseqüência, em fator de
legalidade.

V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a


comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-
estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse
trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.

Comentários: o servidor é também um cidadão que se


beneficia com a adequada prestação do serviço e com a
conservação do patrimônio público.

VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e,


portanto, se integra na vida particular de cada servidor público.
Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua
vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida
funcional.

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Comentários: este quesito é um dos mais importantes e
cobrados nas provas. Perceba que os fatos e atos da vida
privada podem acrescer ou diminuir o bom conceito na vida
funcional do servidor.

VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou


interesse superior do Estado e da Administração Pública, a serem
preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos
da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito
de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento
ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.

Comentários: este quesito, apesar de simples entendimento,


acrescenta “as investigações policiais” e “interesse superior do
Estado” ao lado dos casos da Segurança Nacional. Nós estamos
acostumados apenas com a expressão “Segurança Nacional”,
porque expressa na CF/88. Então, fiquem atentos!

VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-
la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa
interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode
crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro,
da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a
dignidade humana quanto mais a de uma Nação.

Comentários: este quesito é bastante incidente em questões.


O Estado nunca poderá omitir a verdade. Assim, servidor não
pode, na alegação de preservação do interesse do Governo, ou
mesmo que haja prejuízos a terceiros, omitir a verdade.

IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao


serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma
pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa
causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer
bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido
ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e
às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade
que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus
esforços para construí-los.

X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução


que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a
formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na
prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou
ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos
usuários dos serviços públicos.

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Comentários: este inciso prevê hipótese também de
responsabilização civil do servidor que tratar com desídia o
administrado.

XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de


seus superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e,
assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso e
o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e
caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da função
pública.

Comentários: aqui há a estreita relação com o poder


hieráquico, prevendo hipótese de insubordinação por parte do
servidor que desatender as ordens de seus superiores, agindo
com negligência.

XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho


é fator de desmoralização do serviço público, o que quase sempre
conduz à desordem nas relações humanas.

XIII - 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura


organizacional, respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora
e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a
grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da
Nação.

Antes de iniciarmos o estudo da Seção II, salientamos que o art. 116


da Lei 8.112/1990 apresenta outros deveres, porém aplicáveis aos
servidores estatutários. Esse código é mais abrangente, já que
alcança detentores de cargos, empregos ou funções. Vejamos o que
dispõe o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das
autarquias e das fundações públicas federais:

Lei 8.112/1990, art. 116. São deveres do servidor:

I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;

II - ser leal às instituições a que servir;

III - observar as normas legais e regulamentares;

IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando


manifestamente ilegais;

V - atender com presteza:

a) ao público em geral, prestando as informações requeridas,


ressalvadas as protegidas por sigilo;

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b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito
ou esclarecimento de situações de interesse pessoal;

c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.

VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do


cargo ao conhecimento da autoridade superior ou, quando
houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de
outra autoridade competente para apuração;

VII - zelar pela economia do material e a conservação do


patrimônio público;

VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;

IX - manter conduta compatível com a moralidade


administrativa;

X - ser assíduo e pontual ao serviço;

XI - tratar com urbanidade as pessoas;

XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de


poder.

Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XII será


encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade
superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao
representando ampla defesa.

Feito essa breve ressalva, continuamos com as prescrições do


Decreto 1.171/1994.

Seção II

Dos Principais Deveres do Servidor Público

XIV - São deveres fundamentais do servidor público:

a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou


emprego público de que seja titular;

b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento,


pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações
procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra

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espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça
suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;

Comentários: dever de EFICIÊNCIA.

c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do


seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas
opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum;

Comentários: dever de PROBIDADE.

d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial


da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo;

e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o


processo de comunicação e contato com o público;

Comentários: dever de URBANIDADE e CORTESIA.

f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos


que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos;

g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando


a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do
serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de
raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e
posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral;

h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de


representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura
em que se funda o Poder Estatal;

Comentários: dever de HIERARQUIA.

i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de


contratantes, interessados e outros que visem obter quaisquer
favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações
imorais, ilegais ou aéticas e denunciá-las;

Comentários: embora o servidor esteja sujeito à hierarquia comum


dos órgãos públicos, não deve se sujeitar à ordem ilegal ou em
dissonância com as normas administrativas, cabendo, se for o caso, a
denunciação de qualquer ilegalidade ou aliciamento indevido.

j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas


da defesa da vida e da segurança coletiva;

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l) ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de que sua ausência
provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em
todo o sistema;

Comentários: dever de ASSIDUIDADE.

m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato


ou fato contrário ao interesse público, exigindo as providências
cabíveis;

n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os


métodos mais adequados à sua organização e distribuição;

o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a


melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a realização
do bem comum;

p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao


exercício da função;

q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a


legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções;

Comentários: o desconhecimento das leis que regulam a atuação


profissional é ato que atenta contra a ética pública.

r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções


superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto possível,
com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa
ordem.

s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de


direito;

t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe


sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos
legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos
jurisdicionados administrativos;

u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou


autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que
observando as formalidades legais e não cometendo qualquer
violação expressa à lei;

v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a


existência deste Código de Ética, estimulando o seu integral
cumprimento.

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Seção III

Das Vedações ao Servidor Público

XV - E vedado ao servidor público;

a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e


influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para
outrem;

b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de


cidadãos que deles dependam;

c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com


erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua
profissão;

Comentários: atente-se para o fato de que, nem em circunstâncias


complexas e delicadas, é permitido ao servidor público avaliar se
deve ou não relevar eventual infração ao Código de Ética.

d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular


de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;

e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance


ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister;

Comentários: o servidor não pode se abster de utilizar ferramentas


tecnológicas que estejam ao seu alcance para facilitar o atendimento
às demandas dos cidadãos.

f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões


ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público,
com os jurisdicionados administrativos ou com colegas
hierarquicamente superiores ou inferiores;

g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de


ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem
de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o
cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o
mesmo fim;

Comentários: o servidor público não pode receber prêmio para o


cumprimento de sua missão no âmbito da administração pública.

h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar


para providências;

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i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do
atendimento em serviços públicos;

j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;

l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado,


qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público;

m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno


de seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos ou de
terceiros;

n) apresentar se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;

o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a


moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana;

p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a


empreendimentos de cunho duvidoso.

CAPÍTULO II

DAS COMISSÕES DE ÉTICA

XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública


Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer
órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder
público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de
orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no
tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-
lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento
susceptível de censura.

XVII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)

XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos


encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores, os
registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e
fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos
próprios da carreira do servidor público.

(...)

XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a


de censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer,
assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.

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Comentários: a aplicação de pena de censura ao servidor público,
de competência da comissão de ética do órgão ao qual o servidor
pertença, dependerá, sempre, de parecer devidamente
fundamentado.

(...)

XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se


por servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de
qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente,
temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira,
desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder
estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades
paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia
mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.

Comentários: perceba que o conceito de servidor público abrange


praticamente qualquer pessoa física que exerça atribuição pública:
com ou sem remuneração, permanentes ou temporários, de dentro
ou de fora do Estado. Assim, a incidência das vedações previstas no
Código e a sujeição à apuração de comprometimento ético
prescindem de o servidor público prestar serviço de natureza
permanente ou não, remunerada ou não, a determinado órgão
público.

3. Código de Conduta da Alta Administração Federal e


Resolução 8, de 25 de setembro de 20032

Os programas de promoção da ética pressupõem o fortalecimento da


capacidade de governança pública e corporativa, mas também, o
estabelecimento de um padrão ético efetivo em matéria de conduta.

De um lado, a criação das condições necessárias ao cumprimento da


missão organizacional. De outro, o estabelecimento de forma
transparente das regras de conduta que devem ser observadas.

O Código de Conduta é relativamente curto! E, mais uma vez, não


nos oferece, para fins de concurso, qualquer problema. Vamos
“tentar” indicar o que há de mais relevante.

O Código vale como compromisso moral de determinadas


autoridades integrantes da Alta Administração Federal com o
Chefe de Governo, proporcionando elevado padrão de
comportamento ético capaz de assegurar, em todos os casos, a lisura
e a transparência dos atos praticados na condução da coisa pública.

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Tópico 17. Ética Profissional do Servidor Público.

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A conduta destas autoridades servirá como espelho para os demais
servidores da Administração. Se o seu superior é um servidor que
tem conduta leal, justa e proba, isso estimula os servidores
administrativos.

O Código de Conduta deve constituir fator de segurança do


administrador público, norteando o seu comportamento enquanto no
cargo e protegendo-o de acusações infundadas. Na ausência de
regras claras e práticas de conduta, corre-se o risco de inibir o
cidadão honesto de aceitar cargo público de relevo.

O Código trata de um conjunto de normas, às quais se sujeitam as


pessoas nomeadas pelo Presidente da República para ocupar
qualquer dos cargos nele previstos. A transgressão dessas normas
não implicará, necessariamente, violação de lei, mas, principalmente,
descumprimento de um compromisso moral e dos padrões
qualitativos estabelecidos para a conduta da Alta Administração. Em
consequência, a punição prevista é de caráter político: “advertência”
e “censura ética”. Além disso, é prevista a sugestão de exoneração,
dependendo da gravidade da transgressão.

Perceba que, além da pena de censura, o Código de Conduta previu a


“advertência” e a “sugestão de exoneração”, o que, certamente, é um
avanço em relação ao Decreto 1.171/1994.

Vejamos, a seguir, as finalidades do Código:

I - tornar claras as regras éticas de conduta das autoridades da


alta Administração Pública Federal, para que a sociedade possa
aferir a integridade e a lisura do processo decisório
governamental;

II - contribuir para o aperfeiçoamento dos padrões éticos da


Administração Pública Federal, a partir do exemplo dado pelas
autoridades de nível hierárquico superior;

III - preservar a imagem e a reputação do administrador


público, cuja conduta esteja de acordo com as normas éticas
estabelecidas neste Código;

IV - estabelecer regras básicas sobre conflitos de interesses


públicos e privados e limitações às atividades profissionais
posteriores ao exercício de cargo público;

V - minimizar a possibilidade de conflito entre o interesse


privado e o dever funcional das autoridades públicas da
Administração Pública Federal;

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VI - criar mecanismo de consulta, destinado a possibilitar o
prévio e pronto esclarecimento de dúvidas quanto à conduta
ética do administrador.

As finalidades são autoexplicativas e dispensam maiores comentários.


No entanto, para efeito de prova, é importante saber quais as
autoridades estão sujeitas às diretrizes do Código. Vejamos:

Art. 2º As normas deste Código aplicam-se às seguintes


autoridades públicas:

I - Ministros e Secretários de Estado;

II - titulares de cargos de natureza especial, secretários-


executivos, secretários ou autoridades equivalentes
ocupantes de cargo do Grupo-Direção e Assessoramento
Superiores - DAS, nível seis;

III - presidentes e diretores de agências nacionais,


autarquias, inclusive as especiais, fundações mantidas pelo
Poder Público, empresas públicas e sociedades de economia
mista.

Perceba que o Código não se aplica a qualquer comissionado, mas


sim apenas aqueles ocupantes de cargos de nível 6. Apesar de não
ser o perfil da banca ESAF, esse questionamento pode ser cobrado.

Não perca o foco de que as empresas públicas e sociedades de


economia mista, embora pessoas de Direito Privado, e, muitas das
vezes, interventoras no domínio econômico, acham-se vinculadas ao
Código de Conduta.

Repetindo a previsão constante do Decreto 1.171/1994, o Código


dispõe que os padrões éticos de que trata este artigo são exigidos da
autoridade pública na relação entre suas atividades públicas e
privadas, de modo a prevenir eventuais conflitos de interesses.

O art. 5º do Código prevê que as alterações relevantes no patrimônio


da autoridade pública deverão ser imediatamente comunicadas à
Comissão de Ética Pública (CEP), especialmente quando se tratar de
atos de gestão de bens, cujo valor possa ser substancialmente
alterado por decisão ou política governamental.

O art. 6º do Código determina que a autoridade pública que


mantenha participação superior a cinco por cento do capital de
sociedade de economia mista, de instituição financeira, ou de
empresa que negocie com o Poder Público, tornará público este
fato.

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O art. 7º do Código nos revela um item bastante atual. Vejamos:

Art. 7º A autoridade pública não poderá receber salário ou


qualquer outra remuneração de fonte privada em desacordo
com a lei, nem receber transporte, hospedagem ou quaisquer
favores de particulares de forma a permitir situação que possa
gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade.

Parágrafo único. É permitida a participação em seminários,


congressos e eventos semelhantes, desde que tornada pública
eventual remuneração, bem como o pagamento das despesas
de viagem pelo promotor do evento, o qual não poderá ter
interesse em decisão a ser tomada pela autoridade.

Na hora da prova, deve-se ter o cuidado na observação de que o


promotor do evento tem ou não interesse em decisões tomadas pela
autoridade. Se não houver qualquer tipo de interesse, perceba
que o Código não veda o pagamento em eventos.

O art. 9º diz que é vedada à autoridade pública a aceitação de


presentes, salvo de autoridades estrangeiras nos casos protocolares
em que houver reciprocidade.

Para fins de aplicação dessa vedação, não se consideram


presentes os brindes que não tenham valor comercial ou aqueles
que distribuídos por entidades de qualquer natureza a título de
cortesia, propaganda, divulgação habitual ou por ocasião de eventos
especiais ou datas comemorativas, não ultrapassem o valor de R$
100,00 (cem reais).

É muito comum que as Autoridades sejam presenteadas. Porém,


perceba que o Código, de regra, veda a aceitação de presentes. No
entanto, é bastante comum que, em eventos, todos sejam
presenteados, independentemente de ser ou não Alta Autoridade do
Governo. Nesse caso, é permitido o brinde desde que o valor não
ultrapasse 100 reais.

Outra importante vedação às autoridades públicas consta do art. 12:

Art. 12. É vedado à autoridade pública opinar publicamente


a respeito:

I - da honorabilidade e do desempenho funcional de outra


autoridade pública federal; e

II - do mérito de questão que lhe será submetida, para


decisão individual ou em órgão colegiado.

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Uma regra prevista no Código, e bastante difundida no âmbito das
agências reguladoras, é a seguinte:

Art. 14. Após deixar o cargo, a autoridade pública não poderá:

I - atuar em benefício ou em nome de pessoa física ou jurídica,


inclusive sindicato ou associação de classe, em processo ou
negócio do qual tenha participado, em razão do cargo;

II - prestar consultoria a pessoa física ou jurídica, inclusive


sindicato ou associação de classe, valendo-se de informações
não divulgadas publicamente a respeito de programas ou
políticas do órgão ou da entidade da Administração Pública
Federal a que esteve vinculado ou com que tenha tido
relacionamento direto e relevante nos seis meses anteriores ao
término do exercício de função pública.

Na ausência de lei dispondo sobre prazo, será de quatro meses,


contados da exoneração, o período de interdição para atividade
incompatível com o cargo anteriormente exercido (o chamado
período de quarentena), obrigando-se a autoridade pública a
observar, neste prazo, as seguintes regras:

 não aceitar cargo de administrador ou conselheiro, ou


estabelecer vínculo profissional com pessoa física ou jurídica
com a qual tenha mantido relacionamento oficial direto e
relevante nos seis meses anteriores à exoneração;

 não intervir, em benefício ou em nome de pessoa física ou


jurídica, junto a órgão ou entidade da Administração Pública
Federal com que tenha tido relacionamento oficial direto e
relevante nos seis meses anteriores à exoneração.

Como já informado, no Código de Ética (Decreto 1.171), previu-se


apenas a penalidade de “censura”. No entanto, segundo o Código,
para as Altas Autoridades, além da pena de censura, caberá a
penalidade de advertência. Atente-se para o fato de o enunciado
fazer menção ao Decreto ou ao Código de Conduta.

Segundo o Código, a advertência é aplicável se a autoridade


ainda estiver no exercício do cargo. Agora, uma vez exonerada,
caberá a censura ética. Logo, as penalidades não são cumulativas,
afinal, a aplicação depende de a autoridade estar ou não no exercício
do cargo.

Destaca-se, mais uma vez, que a CEP é competente apenas para a


aplicação da censura ética ou advertência. Se houver necessidade de

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exoneração ou de demissão, a CEP poderá sugerir à autoridade
hierarquicamente superior a adoção das providências legais.

Por fim, vejamos as regras do processo de apuração da prática de


ato em desrespeito ao preceituado no Código de Conduta da Alta
Administração Federal (art. 18):

I. A autoridade pública será oficiada para manifestar-se no prazo


de cinco dias.

II. O eventual denunciante, a própria autoridade pública, bem


assim a CEP, de ofício, poderão produzir prova documental.

III. A CEP poderá promover as diligências que considerar


necessárias, bem assim solicitar parecer de especialista
quando julgar imprescindível.

IV. Concluídas as diligências mencionadas no parágrafo anterior, a


CEP oficiará a autoridade pública para nova manifestação, no
prazo de três dias.

V. Se a CEP concluir pela procedência da denúncia, adotará uma


das penalidades previstas (advertência ou censura ética), com
comunicação ao denunciado e ao seu superior
hierárquico.

Em complementação ao Código de Conduta da Alta Administração


Federal, é necessário fazer menção à Resolução 8, de 25 de
setembro de 2003, que identifica situações que suscitam conflito de
interesses e dispõe sobre o modo de preveni-los.

A CEP, com o objetivo de orientar as autoridades submetidas ao


Código de Conduta da Alta Administração Federal na identificação de
situações que possam suscitar conflito de interesses, esclarece que
suscita conflito de interesses o exercício de atividade que:

 em razão da sua natureza, seja incompatível com as


atribuições do cargo ou função pública da autoridade, como tal
considerada, inclusive, a atividade desenvolvida em áreas ou
matérias afins à competência funcional;

 viole o princípio da integral dedicação pelo ocupante de


cargo em comissão ou função de confiança, que exige a
precedência das atribuições do cargo ou função pública sobre
quaisquer outras atividades;

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 implique a prestação de serviços a pessoa física ou jurídica ou a
manutenção de vínculo de negócio com pessoa física ou
jurídica que tenha interesse em decisão individual ou
coletiva da autoridade;

 possa, pela sua natureza, implicar o uso de informação à qual


a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de
conhecimento público;

 possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da


integridade, moralidade, clareza de posições e decoro da
autoridade.

A ocorrência de conflito de interesses, que independe do recebimento


de qualquer ganho ou retribuição pela autoridade, pode ser prevenida
com as seguintes providências:

1. abrir mão da atividade ou licenciar-se do cargo, enquanto


perdurar a situação passível de suscitar conflito de interesses;

2. alienar bens e direitos que integram o seu patrimônio e cuja


manutenção possa suscitar conflito de interesses;

3. transferir a administração dos bens e direitos que possam


suscitar conflito de interesses a instituição financeira ou a
administradora de carteira de valores mobiliários autorizada a
funcionar pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores
Mobiliários, conforme o caso, mediante instrumento contratual
que contenha cláusula que vede a participação da autoridade
em qualquer decisão de investimento assim como o seu prévio
conhecimento de decisões da instituição administradora quanto
à gestão dos bens e direitos;

4. na hipótese de conflito de interesses específico e transitório,


comunicar sua ocorrência ao superior hierárquico ou aos
demais membros de órgão colegiado de que faça parte a
autoridade, em se tratando de decisão coletiva, abstendo-se de
votar ou participar da discussão do assunto;

5. divulgar publicamente sua agenda de compromissos, com


identificação das atividades que não sejam decorrência do
cargo ou função pública.

Ainda, dispõe a resolução que a participação de autoridade em


conselhos de administração e fiscal de empresa privada, da qual a

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União seja acionista, somente será permitida quando resultar de
indicação institucional da autoridade pública competente. Nestes
casos, é-lhe vedado participar de deliberação que possa suscitar
conflito de interesses com o Poder Público.

Fica aqui entendido que a vedação não é absoluta. Assim, desde


que a participação resulte de indicação institucional da autoridade
pública competente, há a possibilidade.

Para finalizar, o trabalho voluntário em organizações do terceiro


setor, sem finalidade de lucro, também deverá observar as
prescrições dessa resolução.

4. Decreto 6.029/20073

O Decreto 6.029/2007 institui o Sistema de Gestão da Ética do Poder


Executivo Federal. Para uma melhor compreensão, dividimos a norma
em tópicos. Vejamos.

FINALIDADE DO SISTEMA

A finalidade do Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo


Federal é de promover atividades que dispõem sobre a conduta ética
no âmbito do Executivo Federal, competindo-lhe:

 I - integrar os órgãos, programas e ações relacionadas com a


ética pública;

 II - contribuir para a implementação de políticas públicas tendo


a transparência e o acesso à informação como instrumentos
fundamentais para o exercício de gestão da ética pública;

 III - promover, com apoio dos segmentos pertinentes, a


compatibilização e interação de normas, procedimentos técnicos e
de gestão relativos à ética pública;

 IV - articular ações com vistas a estabelecer e efetivar


procedimentos de incentivo e incremento ao desempenho
institucional na gestão da ética pública do Estado brasileiro.

COMPOSIÇÃO DO SISTEMA

Integram o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal:

3
Tópico 17. Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal.

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 a Comissão de Ética Pública – CEP (possuindo uma
Secretaria-Executiva vinculada à Presidência da República – 7
brasileiros);

 as Comissões de Ética tratadas no Decreto no


1.171/1994 (comissões dos órgãos e entidades da
Administração Pública Federal – 3 membros – servidores ou
empregados); e

 as demais Comissões de Ética e equivalentes nas entidades e


órgãos do Poder Executivo Federal.

O decreto também constituiu a Rede de Ética do Poder Executivo


Federal, integrada pelos representantes das Comissões de Ética
elencadas acima, com o objetivo de promover a cooperação técnica e
a avaliação em gestão da ética, e que se reunirão sob a coordenação
da Comissão de Ética Pública vinculada à Presidência da República,
pelo menos uma vez por ano, para avaliar o programa e as ações
para a promoção da ética na administração pública.

COMPOSIÇÃO DA CEP (vinculada à Presidência da República)

Essa comissão será integrada por sete brasileiros que preencham


os requisitos de idoneidade moral, reputação ilibada e notória
experiência em administração pública, designados pelo Presidente da
República, para mandatos de três anos, não coincidentes,
permitida uma única recondução.

Sobre a não-coincidência de mandatos entre seus membros, os


primeiros membros devem ser designados para mandatos
diferentes, de um, dois e três anos, respectivamente. Assim, essa
medida permite aos demais sucessores a adoção da regra de não-
coincidência.

O § 1o do art. 3º dispõe que a atuação dos membros no âmbito da


CEP não enseja qualquer remuneração para seus membros e os
trabalhos nela desenvolvidos são considerados prestação de relevante
serviço público.

COMPETÊNCIAS DA CEP (vinculada à Presidência da


República)

À CEP compete:

I - atuar como instância consultiva do Presidente da República


e Ministros de Estado em matéria de ética pública;

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II - administrar a aplicação do Código de Conduta da Alta
Administração Federal, devendo:

a) submeter ao Presidente da República medidas para seu


aprimoramento;

b) dirimir dúvidas a respeito de interpretação de suas normas,


deliberando sobre casos omissos;

c) apurar, mediante denúncia, ou de ofício, condutas em


desacordo com as normas nele previstas, quando praticadas
pelas autoridades a ele submetidas;

III - dirimir dúvidas de interpretação sobre as normas do Código de


Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal
de que trata o Decreto no 1.171, de 1994;

IV - coordenar, avaliar e supervisionar o Sistema de Gestão da


Ética Pública do Poder Executivo Federal;

V - aprovar o seu regimento interno; e

VI - escolher o seu Presidente, que terá o voto de qualidade nas


deliberações da Comissão (voto de desempate).

COMPOSIÇÃO DAS CEP (órgãos e entidades da Administração


Pública Federal)

Cada Comissão de Ética de que trata o Decreto 1171/1994 será


integrada por três membros titulares e três suplentes, escolhidos
entre servidores e empregados do seu quadro permanente, e
designados pelo dirigente máximo da respectiva entidade ou órgão,
para mandatos não coincidentes de três anos.

Esclareça-se que o quadro permanente alcança os servidores


ocupantes de cargos efetivos e comissionados, pois ambos os
cargos pertencem aos quadros permanentes, não havendo qualquer
fundamento à restrição; Logo, não se confundem o caráter de
“definitividade” ou a “transitoriedade” da ocupação com o “quadro
permanente” do órgão.

COMPETÊNCIAS DAS CEP (órgãos e entidades da


Administração Pública Federal)

Compete às Comissões de Ética:

I - atuar como instância consultiva de dirigentes e servidores no


âmbito de seu respectivo órgão ou entidade;

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II - aplicar o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do
Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto 1.171, de 1994,
devendo:

a) submeter à Comissão de Ética Pública propostas para seu


aperfeiçoamento;

b) dirimir dúvidas a respeito da interpretação de suas normas e


deliberar sobre casos omissos;

c) apurar, mediante denúncia ou de ofício, conduta em


desacordo com as normas éticas pertinentes; e

d) recomendar, acompanhar e avaliar, no âmbito do órgão


ou entidade a que estiver vinculada, o desenvolvimento de
ações objetivando a disseminação, capacitação e treinamento
sobre as normas de ética e disciplina;

III - representar a respectiva entidade ou órgão na Rede de Ética do


Poder Executivo Federal; e

IV - supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta


Administração Federal e comunicar à CEP situações que possam
configurar descumprimento de suas normas.

De igual modo à CEP vinculada à Presidência da República, cada


Comissão de Ética contará com uma Secretaria-Executiva,
vinculada administrativamente à instância máxima da entidade ou
órgão.

A infração de natureza ética cometida por membro de Comissão de


Ética será apurada pela Comissão de Ética Pública (vinculada à
Presidência da República).

PRINCÍPIOS DAS CEP

Os trabalhos da CEP e das demais Comissões de Ética devem ser


desenvolvidos com celeridade e observância dos seguintes
princípios:

I - proteção à honra e à imagem da pessoa investigada;

II - proteção à identidade do denunciante, que deverá ser mantida


sob reserva, se este assim o desejar; e

III - independência e imparcialidade dos seus membros na


apuração dos fatos, com as garantias asseguradas neste Decreto.

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Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de direito
privado, associação ou entidade de classe poderá provocar a
atuação da CEP ou de Comissão de Ética, visando à apuração de
infração ética imputada a agente público, órgão ou setor específico de
ente estatal.

PROCESSO DE APURAÇÃO DA PRÁTICA DE ATO AÉTICO

As regras descritas no Decreto 6.029/2007 seguem o mesmo rito da


apuração da prática de ato em desrespeito ao preceituado no Código
de Conduta da Alta Administração Federal, visto anteriormente:

I. O processo será instaurado, de ofício ou em razão de


denúncia fundamentada, respeitando-se, sempre, as
garantias do contraditório e da ampla defesa, sendo o
investigado notificado para manifestar-se, por escrito, no prazo
de dez dias.

II. O investigado poderá produzir prova documental necessária à


sua defesa.

III. As Comissões de Ética poderão requisitar os documentos


que entenderem necessários à instrução probatória e, também,
promover diligências e solicitar parecer de especialista.

IV. Na hipótese de serem juntados aos autos da investigação, após


a manifestação do investigado, novos elementos de prova, o
mesmo será notificado para nova manifestação, no prazo de
dez dias.

V. Concluída a instrução processual, as Comissões de Ética


proferirão decisão conclusiva e fundamentada.

VI. Se a conclusão for pela existência de falta ética, além das


providências previstas no Código de Conduta da Alta
Administração Federal e no Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, as
Comissões de Ética tomarão as seguintes providências, no
que couber:

a) encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo


ou função de confiança à autoridade hierarquicamente
superior ou devolução ao órgão de origem, conforme o
caso;

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b) encaminhamento, conforme o caso, para a
Controladoria-Geral da União ou unidade específica do
Sistema de Correição do Poder Executivo Federal de que
trata o Decreto n o 5.480, de 30 de junho de 2005, para
exame de eventuais transgressões disciplinares; e

c) recomendação de abertura de procedimento


administrativo, se a gravidade da conduta assim o exigir.

VII. Será mantido com a chancela de “reservado”, até que


esteja concluído, qualquer procedimento instaurado para
apuração de prática em desrespeito às normas éticas.

VIII. Concluída a investigação e após a deliberação da CEP ou


da Comissão de Ética do órgão ou entidade, os autos do
procedimento deixarão de ser reservados. No entanto, as
decisões das Comissões de Ética serão resumidas em ementa e,
com a omissão dos nomes dos investigados, divulgadas
no sítio do próprio órgão, bem como remetidas à
Comissão de Ética Pública.

IX.Na hipótese de os autos estarem instruídos com documento


acobertado por sigilo legal, o acesso a esse tipo de documento
somente será permitido a quem detiver igual direito perante o
órgão ou entidade originariamente encarregado da sua guarda.

X. Para resguardar o sigilo de documentos que assim devam


ser mantidos, as Comissões de Ética, depois de concluído o
processo de investigação, providenciarão para que tais
documentos sejam desentranhados dos autos, lacrados e
acautelados.

XI.Quando constatada possível ocorrência de ilícitos penais, civis,


de improbidade administrativa ou de infração disciplinar, as
comissões encaminharão cópia dos autos às autoridades
competentes para apuração de tais fatos, sem prejuízo das
medidas de sua competência.

A qualquer pessoa que esteja sendo investigada é assegurado o direito


de saber o que lhe está sendo imputado, de conhecer o teor da
acusação, de ter vista dos autos no recinto das Comissões de Ética
e de obter cópia e certidão, mesmo que ainda não tenha sido notificada
da existência do procedimento investigatório.

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As possíveis omissões ou lacunas sobre as competências das
Comissões de Ética deverão ser supridas pela analogia e invocação aos
princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência.

5. Lei 12.813/20134

À semelhança do Decreto 1.171/94, a Lei é aplicável unicamente ao


Poder Executivo Federal, que dispõe sobre o conflito de interesses no
exercício de cargo ou emprego e impedimentos posteriores ao exercício
do cargo ou emprego.

Por curioso, a Lei menciona apenas ocupantes de cargos ou empregos


públicos. Vejamos aqueles que se submetem à Lei:

Art. 2o Submetem-se ao regime desta Lei os ocupantes dos


seguintes cargos e empregos:

I - de ministro de Estado;

II - de natureza especial ou equivalentes;

III - de presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes,


de autarquias, fundações públicas, empresas públicas ou
sociedades de economia mista; e

IV - do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS,


níveis 6 e 5 ou equivalentes.

Os incisos III e IV foram grifados. Ao compararmos com o Código de


Conduta, percebemos, claramente, que a Lei foi mais abrangente.
Primeiro, ao contemplar os vice-presidentes. Segundo, por abranger
o DAS 5. Fica registrado o detalhe.

Os agentes públicos mencionados nos incisos I a IV do art. 2o


deverão, ainda, divulgar, diariamente, por meio da rede mundial de
computadores – internet -, sua agenda de compromissos públicos.

O mais importante, no art. 2º, é o parágrafo único, pois aumenta


significativamente o alcance da Lei. Vejamos:

Parágrafo único. Além dos agentes públicos mencionados nos


incisos I a IV, sujeitam-se ao disposto nesta Lei os ocupantes
de cargos ou empregos cujo exercício proporcione acesso a
informação privilegiada capaz de trazer vantagem econômica ou

4
Tópico 17. Conflito de Interesses no Serviço Público.

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financeira para o agente público ou para terceiro, conforme
definido em regulamento.

Como exemplo, podemos citar o cargo de Auditor Fiscal da Receita


Federal, ainda que não comissionado, ao ter contato com informações
privilegiadas, ficará vinculado aos comandos da Lei de Conflito de
Interesses.

Abaixo, a definição de conflito de interesses e informação


privilegiada:

Art. 3º Para os fins desta Lei, considera-se:

I - conflito de interesses: a situação gerada pelo confronto


entre interesses públicos e privados, que possa comprometer o
interesse coletivo ou influenciar, de maneira imprópria, o
desempenho da função pública; e

II - informação privilegiada: a que diz respeito a assuntos


sigilosos ou aquela relevante ao processo de decisão no âmbito
do Poder Executivo federal que tenha repercussão econômica
ou financeira e que não seja de amplo conhecimento público.

Supondo que a autoridade tenha dúvida sobre o modo de agir, para


evitar eventual conflito de interesses, deverá consultar à Comissão de
Ética Pública. Vejamos:

Art. 4º O ocupante de cargo ou emprego no Poder Executivo


federal deve agir de modo a prevenir ou a impedir possível
conflito de interesses e a resguardar informação privilegiada.

§ 1º No caso de dúvida sobre como prevenir ou impedir


situações que configurem conflito de interesses, o agente
público deverá consultar a Comissão de Ética Pública, criada no
âmbito do Poder Executivo federal, ou a Controladoria-Geral da
União, conforme o disposto no parágrafo único do art. 8o desta
Lei.

§ 2º A ocorrência de conflito de interesses independe da


existência de lesão ao patrimônio público, bem como do
recebimento de qualquer vantagem ou ganho pelo agente
público ou por terceiro.

O art. 5º, por sua vez, informa exemplos de situações de conflito


de interesses:

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I - divulgar ou fazer uso de informação privilegiada, em
proveito próprio ou de terceiro, obtida em razão das atividades
exercidas;

II - exercer atividade que implique a prestação de serviços ou a


manutenção de relação de negócio com pessoa física ou jurídica
que tenha interesse em decisão do agente público ou de
colegiado do qual este participe;

III - exercer, direta ou indiretamente, atividade que em razão


da sua natureza seja incompatível com as atribuições do cargo
ou emprego, considerando-se como tal, inclusive, a atividade
desenvolvida em áreas ou matérias correlatas;

IV - atuar, ainda que informalmente, como procurador,


consultor, assessor ou intermediário de interesses privados nos
órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios;

V - praticar ato em benefício de interesse de pessoa jurídica de


que participe o agente público, seu cônjuge, companheiro ou
parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral,
até o terceiro grau, e que possa ser por ele beneficiada ou
influir em seus atos de gestão;

VI - receber presente de quem tenha interesse em decisão do


agente público ou de colegiado do qual este participe fora dos
limites e condições estabelecidos em regulamento; e

VII - prestar serviços, ainda que eventuais, a empresa cuja


atividade seja controlada, fiscalizada ou regulada pelo ente ao
qual o agente público está vinculado.

O art. 6º traça as situações de conflito de interesse, depois de a


autoridade deixar o cargo. Vejamos:

Art. 6o Configura conflito de interesses após o exercício de


cargo ou emprego no âmbito do Poder Executivo federal:

I - a qualquer tempo, divulgar ou fazer uso de informação


privilegiada obtida em razão das atividades exercidas; e

II - no período de 6 (seis) meses, contado da data da


dispensa, exoneração, destituição, demissão ou aposentadoria,
salvo quando expressamente autorizado, conforme o caso, pela
Comissão de Ética Pública ou pela Controladoria-Geral da
União:

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a) prestar, direta ou indiretamente, qualquer tipo de serviço a
pessoa física ou jurídica com quem tenha estabelecido
relacionamento relevante em razão do exercício do cargo ou
emprego;

b) aceitar cargo de administrador ou conselheiro ou estabelecer


vínculo profissional com pessoa física ou jurídica que
desempenhe atividade relacionada à área de competência do
cargo ou emprego ocupado;

c) celebrar com órgãos ou entidades do Poder Executivo federal


contratos de serviço, consultoria, assessoramento ou atividades
similares, vinculados, ainda que indiretamente, ao órgão ou
entidade em que tenha ocupado o cargo ou emprego; ou

d) intervir, direta ou indiretamente, em favor de interesse


privado perante órgão ou entidade em que haja ocupado cargo
ou emprego ou com o qual tenha estabelecido relacionamento
relevante em razão do exercício do cargo ou emprego.

Daqui podemos extrair três observações importantes:

 Não há prazo para a divulgação de informação


privilegiada. O prazo de 6 meses não se aplica nesta
situação;

 Previu-se, no Código de Conduta, o prazo de 4 meses, contados


da exoneração, o período de interdição para atividade
incompatível com o cargo anteriormente exercido (o chamado
período de quarentena); isso se não houvesse Lei em sentido
diverso. Ora, a Lei 12.813/2013 (Lei de Conflito de Interesses)
previu o prazo de 6 meses!

 A CEP ou a CGU poderão, expressamente, afastar a vedação


do prazo de 6 meses.

Prevê o art. 9º da Lei:

Art. 9o Os agentes públicos mencionados no art. 2o desta Lei,


inclusive aqueles que se encontram em gozo de licença ou em
período de afastamento, deverão:

I - enviar à Comissão de Ética Pública ou à Controladoria-Geral


da União, conforme o caso, anualmente, declaração com
informações sobre situação patrimonial, participações
societárias, atividades econômicas ou profissionais e indicação
sobre a existência de cônjuge, companheiro ou parente, por

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consanguinidade ou afinidade, em linha reta ou colateral, até o
terceiro grau, no exercício de atividades que possam suscitar
conflito de interesses; e

II - comunicar por escrito à Comissão de Ética Pública ou à


unidade de recursos humanos do órgão ou entidade respectivo,
conforme o caso, o exercício de atividade privada ou o
recebimento de propostas de trabalho que pretende aceitar,
contrato ou negócio no setor privado, ainda que não vedadas
pelas normas vigentes, estendendo se esta obrigação ao
período a que se refere o inciso II do art. 6o.

Parágrafo único. As unidades de recursos humanos, ao receber


a comunicação de exercício de atividade privada ou de
recebimento de propostas de trabalho, contrato ou negócio no
setor privado, deverão informar ao servidor e à Controladoria-
Geral da União as situações que suscitem potencial conflito de
interesses entre a atividade pública e a atividade privada do
agente.

Dois últimos detalhes!

 O agente público que praticar os atos previstos nos arts. 5º e


6º da Lei incorrerão em improbidade administrativa,
inicialmente por ferir princípios da Administração (art. 11 da Lei
8.429/1992). No entanto, no caso concreto, a conduta pode ser
mais grave, enquadrando-se em enriquecimento ilícito ou
prejuízo ao erário.

 Por fim, o disposto na Lei de Conflito de Interesses não afasta


a aplicação da Lei 8.112/1990.

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6. Portaria SRF 450/20045

A Portaria SRF 450/2004 dispõe sobre a Política de Segurança da


Informação no âmbito da Secretaria da Receita Federal.

Considerando que o edital proposto não é para a área específica de


Tecnologia da Informação, provavelmente a banca exigirá o
conhecimento acerca de deveres, proibições e responsabilizações dos
servidores. A ideia é não perdemos tempo na memorização de
dispositivos específicos da área de TI.

Sendo assim, vamos destacar as responsabilidades institucionais


e funcionais previstas na norma.

 É responsabilidade de todos os servidores cuidar da


integridade, confidencialidade e disponibilidade dos ativos
de informação da SRF.

A integridade é o princípio de segurança que trata da salvaguarda


da exatidão e confiabilidade da informação e dos métodos de
processamento.

A confidencialidade é o princípio de segurança que trata da


garantia de que o acesso à informação seja obtido somente por
pessoas autorizadas.

A disponibilidade é o princípio de segurança que trata da garantia


de que pessoas autorizadas obtenham acesso à informação e aos
recursos correspondentes, sempre que necessário.

 O servidor deve comunicar por escrito quaisquer


irregularidades, falhas ou desvios identificados à chefia
imediata e à área responsável pela segurança da informação da
sua unidade da SRF.

 O art. 21 destaca uma proibição bastante evidente: a


exploração de falhas ou vulnerabilidades porventura
existentes nos ativos de informação da SRF.

 O descumprimento das disposições constantes na Portaria


SRF 450/2004 e demais normas sobre segurança da informação
caracteriza infração funcional, a ser apurada em processo
administrativo disciplinar, sem prejuízo das
responsabilidades penal e civil.

5
Tópico 17. Política de Segurança da Informação no âmbito da Receita Federal do Brasil.

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Sobre a segurança do ambiente informatizado da SRF, destacamos
que:

 Devem ser utilizados e instalados somente softwares


homologados pela Coordenação-Geral de Tecnologia e
Segurança da Informação (Cotec), não se aplicando essa
regra aos ambientes de prospecção, testes e homologação.

 Os softwares instalados nos equipamentos servidores, nos


equipamentos de rede e comunicação e nas estações de
trabalho devem ser permanentemente atualizados, visando
incrementar aspectos de segurança e corrigir falhas.

 Os ativos de informação devem ser inventariados


periodicamente por servidores em exercício na área de
tecnologia da informação, em relação aos aspectos atinentes a
hardware, software e configurações.

 A eliminação de informação protegida por sigilo fiscal ou de uso


exclusivo da SRF e de softwares instalados, constantes em
dispositivos de armazenamento, deve ser procedida mediante a
utilização de ferramentas adequadas à eliminação segura
dos dados, quando:

 destinados, no âmbito da SRF, a outro servidor;

 houver alteração das atividades desempenhadas pelo


servidor e o conteúdo

 o armazenado for prescindível às novas atividades;

 destinados a pessoas ou organizações não autorizadas;


e

 o dispositivo de armazenamento estiver danificado; caso


não seja possível a eliminação da informação, o
dispositivo deverá ser destruído.

 O tráfego de dados deve ser efetuado por meio de canais


privativos, sejam eles físicos ou virtuais, que provejam
criptografia e autenticação.

 As redes devem possuir rotas alternativas e contar com


mecanismos de redundância.

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 É vedada a alteração dos mecanismos e configurações
definidos pela Cotec, incluindo:

 I - infra-estrutura elétrica;

 II - infra-estrutura lógica;

 III - equipamentos de rede e de conectividade;

 IV - equipamentos servidores;

 V - estações de trabalho fixas;

 VI - estações de trabalho móveis;

 VII - sistemas operacionais;

 VIII - softwares em geral; e

 IX - dispositivos de comunicação sem fio.

Finalizamos aqui nossa aula.

Abaixo, a transcrição de todas as normas estudadas na aula e duas


baterias de questões: uma comentada e outra com os gabaritos
oficiais.

Espero ter ajudado.

Cyonil Borges.

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Normas estudadas na aula

DECRETO 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994 - Aprova o Código de


Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

CAPÍTULO I

Seção I

Das Regras Deontológicas

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos


princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor
público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que
refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos,
comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da
honra e da tradição dos serviços públicos.

II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético


de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e
o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o
oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o
desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da
Constituição Federal.

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção


entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é
sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade,
na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade
do ato administrativo.

IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos


pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por
isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se
integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de
sua finalidade, erigindo-se, como conseqüência, em fator de
legalidade.

V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a


comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-
estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse
trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.

VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e,


portanto, se integra na vida particular de cada servidor público.
Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua

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vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida
funcional.

VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou


interesse superior do Estado e da Administração Pública, a serem
preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos
da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito
de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento
ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.

VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-
la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa
interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode
crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro,
da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a
dignidade humana quanto mais a de uma Nação.

IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao


serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma
pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa
causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer
bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido
ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e
às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade
que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus
esforços para construí-los.

X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução


que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a
formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na
prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou
ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos
usuários dos serviços públicos.

XI - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de


seus superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e,
assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso e
o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e
caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da função
pública.

XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho


é fator de desmoralização do serviço público, o que quase sempre
conduz à desordem nas relações humanas.

XIII - 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura


organizacional, respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora
e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a

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grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da
Nação.

Seção II

Dos Principais Deveres do Servidor Público

XIV - São deveres fundamentais do servidor público:

a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou


emprego público de que seja titular;

b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento,


pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações
procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra
espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça
suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;

c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do


seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas
opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum;

d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial


da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo;

e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o


processo de comunicação e contato com o público;

f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos


que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos;

g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando


a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do
serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de
raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e
posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral;

h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de


representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura
em que se funda o Poder Estatal;

i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de


contratantes, interessados e outros que visem obter quaisquer
favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações
imorais, ilegais ou aéticas e denunciá-las;

j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas


da defesa da vida e da segurança coletiva;

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l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que sua ausência
provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em
todo o sistema;

m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato


ou fato contrário ao interesse público, exigindo as providências
cabíveis;

n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os


métodos mais adequados à sua organização e distribuição;

o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a


melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a realização
do bem comum;

p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao


exercício da função;

q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a


legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções;

r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções


superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto possível,
com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa
ordem.

s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de


direito;

t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe


sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos
legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos
jurisdicionados administrativos;

u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou


autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que
observando as formalidades legais e não cometendo qualquer
violação expressa à lei;

v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a


existência deste Código de Ética, estimulando o seu integral
cumprimento.

Seção III

Das Vedações ao Servidor Público

XV - E vedado ao servidor público;

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a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e
influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para
outrem;

b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de


cidadãos que deles dependam;

c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com


erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua
profissão;

d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular


de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;

e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance


ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister;

f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões


ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público,
com os jurisdicionados administrativos ou com colegas
hierarquicamente superiores ou inferiores;

g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de


ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem
de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o
cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o
mesmo fim;

h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar


para providências;

i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do


atendimento em serviços públicos;

j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;

l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado,


qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público;

m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno


de seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos ou de
terceiros;

n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;

o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a


moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana;

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p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a
empreendimentos de cunho duvidoso.

CAPÍTULO II

Das Comissões de Ética

XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública


Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer
órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder
público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de
orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no
tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-
lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento
susceptível de censura.

XVII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)

XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos


encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores, os
registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e
fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos
próprios da carreira do servidor público.

XIX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)

XX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)

XXI - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)

XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a


de censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer,
assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.

XXIII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)

XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se


por servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de
qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente,
temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira,
desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder
estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades
paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia
mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.

XXV - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)

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CÓDIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL

Art. 1o Fica instituído o Código de Conduta da Alta Administração


Federal, com as seguintes finalidades:

I - tornar claras as regras éticas de conduta das autoridades da alta


Administração Pública Federal, para que a sociedade possa aferir a
integridade e a lisura do processo decisório governamental;

II - contribuir para o aperfeiçoamento dos padrões éticos da


Administração Pública Federal, a partir do exemplo dado pelas
autoridades de nível hierárquico superior;

III - preservar a imagem e a reputação do administrador público,


cuja conduta esteja de acordo com as normas éticas estabelecidas
neste Código;

IV - estabelecer regras básicas sobre conflitos de interesses públicos


e privados e limitações às atividades profissionais posteriores ao
exercício de cargo público;

V - minimizar a possibilidade de conflito entre o interesse privado e o


dever funcional das autoridades públicas da Administração Pública
Federal;

VI - criar mecanismo de consulta, destinado a possibilitar o prévio e


pronto esclarecimento de dúvidas quanto à conduta ética do
administrador.

Art. 2o As normas deste Código aplicam-se às seguintes autoridades


públicas:

I - Ministros e Secretários de Estado;

II - titulares de cargos de natureza especial, secretários-executivos,


secretários ou autoridades equivalentes ocupantes de cargo do
Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível seis;

III - presidentes e diretores de agências nacionais, autarquias,


inclusive as especiais, fundações mantidas pelo Poder Público,
empresas públicas e sociedades de economia mista.

Art. 3o No exercício de suas funções, as autoridades públicas deverão


pautar-se pelos padrões da ética, sobretudo no que diz respeito à
integridade, à moralidade, à clareza de posições e ao decoro, com
vistas a motivar o respeito e a confiança do público em geral.

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Parágrafo único. Os padrões éticos de que trata este artigo são
exigidos da autoridade pública na relação entre suas atividades
públicas e privadas, de modo a prevenir eventuais conflitos de
interesses.

Art. 4o Além da declaração de bens e rendas de que trata a Lei n o


8.730, de 10 de novembro de 1993, a autoridade pública, no prazo
de dez dias contados de sua posse, enviará à Comissão de Ética
Pública - CEP, criada pelo Decreto de 26 de maio de 1999, publicado
no Diário Oficial da União do dia 27 subseqüente, na forma por ela
estabelecida, informações sobre sua situação patrimonial que, real ou
potencialmente, possa suscitar conflito com o interesse público,
indicando o modo pelo qual irá evitá-lo.

Art. 5o As alterações relevantes no patrimônio da autoridade pública


deverão ser imediatamente comunicadas à CEP, especialmente
quando se tratar de:

I - atos de gestão patrimonial que envolvam:

a) transferência de bens a cônjuge, ascendente, descendente ou


parente na linha colateral;

b) aquisição, direta ou indireta, do controle de empresa; ou

c) outras alterações significativas ou relevantes no valor ou na


natureza do patrimônio;

II - atos de gestão de bens, cujo valor possa ser substancialmente


alterado por decisão ou política governamental.

§ 1o É vedado o investimento em bens cujo valor ou cotação possa


ser afetado por decisão ou política governamental a respeito da qual
a autoridade pública tenha informações privilegiadas, em razão do
cargo ou função, inclusive investimentos de renda variável ou em
commodities, contratos futuros e moedas para fim especulativo,
excetuadas aplicações em modalidades de investimento que a CEP
venha a especificar.

§ 2o Em caso de dúvida, a CEP poderá solicitar informações


adicionais e esclarecimentos sobre alterações patrimoniais a ela
comunicadas pela autoridade pública ou que, por qualquer outro
meio, cheguem ao seu conhecimento.

§ 3o A autoridade pública poderá consultar previamente a CEP a


respeito de ato específico de gestão de bens que pretenda realizar.

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§ 4o A fim de preservar o caráter sigiloso das informações
pertinentes à situação patrimonial da autoridade pública, as
comunicações e consultas, após serem conferidas e respondidas,
serão acondicionadas em envelope lacrado, que somente poderá ser
aberto por determinação da Comissão.

Art. 6o A autoridade pública que mantiver participação superior a


cinco por cento do capital de sociedade de economia mista, de
instituição financeira, ou de empresa que negocie com o Poder
Público, tornará público este fato.

Art. 7o A autoridade pública não poderá receber salário ou qualquer


outra remuneração de fonte privada em desacordo com a lei, nem
receber transporte, hospedagem ou quaisquer favores de particulares
de forma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua
probidade ou honorabilidade.

Parágrafo único. É permitida a participação em seminários,


congressos e eventos semelhantes, desde que tornada pública
eventual remuneração, bem como o pagamento das despesas de
viagem pelo promotor do evento, o qual não poderá ter interesse em
decisão a ser tomada pela autoridade.

Art. 8o É permitido à autoridade pública o exercício não remunerado


de encargo de mandatário, desde que não implique a prática de atos
de comércio ou quaisquer outros incompatíveis com o exercício do
seu cargo ou função, nos termos da lei.

Art. 9o É vedada à autoridade pública a aceitação de presentes, salvo


de autoridades estrangeiras nos casos protocolares em que houver
reciprocidade.

Parágrafo único. Não se consideram presentes para os fins deste


artigo os brindes que:

I - não tenham valor comercial; ou

II - distribuídos por entidades de qualquer natureza a título de


cortesia, propaganda, divulgação habitual ou por ocasião de eventos
especiais ou datas comemorativas, não ultrapassem o valor de R$
100,00 (cem reais).

Art. 10. No relacionamento com outros órgãos e funcionários da


Administração, a autoridade pública deverá esclarecer a existência de
eventual conflito de interesses, bem como comunicar qualquer
circunstância ou fato impeditivo de sua participação em decisão
coletiva ou em órgão colegiado.

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Art. 11. As divergências entre autoridades públicas serão resolvidas
internamente, mediante coordenação administrativa, não lhes
cabendo manifestar-se publicamente sobre matéria que não seja
afeta a sua área de competência.

Art. 12. É vedado à autoridade pública opinar publicamente a


respeito:

I - da honorabilidade e do desempenho funcional de outra autoridade


pública federal; e

II - do mérito de questão que lhe será submetida, para decisão


individual ou em órgão colegiado.

Art. 13. As propostas de trabalho ou de negócio futuro no setor


privado, bem como qualquer negociação que envolva conflito de
interesses, deverão ser imediatamente informadas pela autoridade
pública à CEP, independentemente da sua aceitação ou rejeição.

Art. 14. Após deixar o cargo, a autoridade pública não poderá:

I - atuar em benefício ou em nome de pessoa física ou jurídica,


inclusive sindicato ou associação de classe, em processo ou negócio
do qual tenha participado, em razão do cargo;

II - prestar consultoria a pessoa física ou jurídica, inclusive sindicato


ou associação de classe, valendo-se de informações não divulgadas
publicamente a respeito de programas ou políticas do órgão ou da
entidade da Administração Pública Federal a que esteve vinculado ou
com que tenha tido relacionamento direto e relevante nos seis meses
anteriores ao término do exercício de função pública.

Art. 15. Na ausência de lei dispondo sobre prazo diverso, será de


quatro meses, contados da exoneração, o período de interdição para
atividade incompatível com o cargo anteriormente exercido,
obrigando-se a autoridade pública a observar, neste prazo, as
seguintes regras:

I - não aceitar cargo de administrador ou conselheiro, ou estabelecer


vínculo profissional com pessoa física ou jurídica com a qual tenha
mantido relacionamento oficial direto e relevante nos seis meses
anteriores à exoneração;

II - não intervir, em benefício ou em nome de pessoa física ou


jurídica, junto a órgão ou entidade da Administração Pública Federal
com que tenha tido relacionamento oficial direto e relevante nos seis
meses anteriores à exoneração.

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Art. 16. Para facilitar o cumprimento das normas previstas neste
Código, a CEP informará à autoridade pública as obrigações
decorrentes da aceitação de trabalho no setor privado após o seu
desligamento do cargo ou função.

Art. 17. A violação das normas estipuladas neste Código acarretará,


conforme sua gravidade, as seguintes providências:

I - advertência, aplicável às autoridades no exercício do cargo;

II - censura ética, aplicável às autoridades que já tiverem deixado o


cargo.

Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas


pela CEP, que, conforme o caso, poderá encaminhar sugestão de
demissão à autoridade hierarquicamente superior.

Art. 18. O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao


preceituado neste Código será instaurado pela CEP, de ofício ou em
razão de denúncia fundamentada, desde que haja indícios suficientes.

§ 1o A autoridade pública será oficiada para manifestar-se no prazo


de cinco dias.

§ 2o O eventual denunciante, a própria autoridade pública, bem


assim a CEP, de ofício, poderão produzir prova documental.

§ 3o A CEP poderá promover as diligências que considerar


necessárias, bem assim solicitar parecer de especialista quando julgar
imprescindível.

§ 4o Concluídas as diligências mencionadas no parágrafo anterior, a


CEP oficiará a autoridade pública para nova manifestação, no prazo
de três dias.

§ 5o Se a CEP concluir pela procedência da denúncia, adotará uma


das penalidades previstas no artigo anterior, com comunicação ao
denunciado e ao seu superior hierárquico.

Art. 19. A CEP, se entender necessário, poderá fazer recomendações


ou sugerir ao Presidente da República normas complementares,
interpretativas e orientadoras das disposições deste Código, bem
assim responderá às consultas formuladas por autoridades públicas
sobre situações específicas.

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RESOLUÇÃO Nº 8, DE 25 DE SETEMBRO DE 2003 - Identifica
situações que suscitam conflito de interesses e dispõe sobre o modo
de preveni-los.

A COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA, com o objetivo de orientar as


autoridades submetidas ao Código de Conduta da Alta Administração
Federal na identificação de situações que possam suscitar conflito de
interesses, esclarece o seguinte:

1. Suscita conflito de interesses o exercício de atividade que:

a) em razão da sua natureza, seja incompatível com as atribuições do


cargo ou função pública da autoridade, como tal considerada,
inclusive, a atividade desenvolvida em áreas ou matérias afins à
competência funcional;

b) viole o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em


comissão ou função de confiança, que exige a precedência das
atribuições do cargo ou função pública sobre quaisquer outras
atividades;

c) implique a prestação de serviços a pessoa física ou jurídica ou a


manutenção de vínculo de negócio com pessoa física ou jurídica que
tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade;

d) possa, pela sua natureza, implicar o uso de informação à qual a


autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de
conhecimento público;

e) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade,


moralidade, clareza de posições e decoro da autoridade.

2. A ocorrência de conflito de interesses independe do recebimento


de qualquer ganho ou retribuição pela autoridade.

3. A autoridade poderá prevenir a ocorrência de conflito de interesses


ao adotar, conforme o caso, uma ou mais das seguintes providências:

a) abrir mão da atividade ou licenciar-se do cargo, enquanto perdurar


a situação passível de suscitar conflito de interesses;

b) alienar bens e direitos que integram o seu patrimônio e cuja


manutenção possa suscitar conflito de interesses;

c) transferir a administração dos bens e direitos que possam suscitar


conflito de interesses a instituição financeira ou a administradora de
carteira de valores mobiliários autorizada a funcionar pelo Banco
Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários, conforme o caso,

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mediante instrumento contratual que contenha cláusula que vede a
participação da autoridade em qualquer decisão de investimento
assim como o seu prévio conhecimento de decisões da instituição
administradora quanto à gestão dos bens e direitos;

d) na hipótese de conflito de interesses específico e transitório,


comunicar sua ocorrência ao superior hierárquico ou aos demais
membros de órgão colegiado de que faça parte a autoridade, em se
tratando de decisão coletiva, abstendo-se de votar ou participar da
discussão do assunto;

e) divulgar publicamente sua agenda de compromissos, com


identificação das atividades que não sejam decorrência do cargo ou
função pública.

4. A Comissão de Ética Pública deverá ser informada pela autoridade


e opinará, em cada caso concreto, sobre a suficiência da medida
adotada para prevenir situação que possa suscitar conflito de
interesses.

5. A participação de autoridade em conselhos de administração e


fiscal de empresa privada, da qual a União seja acionista, somente
será permitida quando resultar de indicação institucional da
autoridade pública competente. Nestes casos, é-lhe vedado participar
de deliberação que possa suscitar conflito de interesses com o Poder
Público.

6. No trabalho voluntário em organizações do terceiro setor, sem


finalidade de lucro, também deverá ser observado o disposto nesta
Resolução.

7. As consultas dirigidas à Comissão de Ética Pública deverão estar


acompanhadas dos elementos pertinentes à legalidade da situação
exposta.

DECRETO Nº 6.029, DE 1º DE FEVEREIRO DE 2007 - Institui


istema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal, e dá outras
providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere


o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição,

DECRETA:

Art. 1º Fica instituído o Sistema de Gestão da Ética do Poder


Executivo Federal com a finalidade de promover atividades que

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dispõem sobre a conduta ética no âmbito do Executivo Federal,
competindo-lhe:

I - integrar os órgãos, programas e ações relacionadas com a ética


pública;

II - contribuir para a implementação de políticas públicas tendo a


transparência e o acesso à informação como instrumentos
fundamentais para o exercício de gestão da ética pública;

III - promover, com apoio dos segmentos pertinentes, a


compatibilização e interação de normas, procedimentos técnicos e de
gestão relativos à ética pública;

IV - articular ações com vistas a estabelecer e efetivar procedimentos


de incentivo e incremento ao desempenho institucional na gestão da
ética pública do Estado brasileiro.

Art. 2º Integram o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo


Federal:

I - a Comissão de Ética Pública - CEP, instituída pelo Decreto de 26


de maio de 1999;

II - as Comissões de Ética de que trata o Decreto nº 1.171, de 22 de


junho de 1994; e

III - as demais Comissões de Ética e equivalentes nas entidades e


órgãos do Poder Executivo Federal.

Art. 3º A CEP será integrada por sete brasileiros que preencham os


requisitos de idoneidade moral, reputação ilibada e notória
experiência em administração pública, designados pelo Presidente da
República, para mandatos de três anos, não coincidentes, permitida
uma única recondução.

§ 1º A atuação no âmbito da CEP não enseja qualquer remuneração


para seus membros e os trabalhos nela desenvolvidos são
considerados prestação de relevante serviço público.

§ 2º O Presidente terá o voto de qualidade nas deliberações da


Comissão.

§ 3º Os mandatos dos primeiros membros serão de um, dois e três


anos, estabelecidos no decreto de designação.

Art. 4º À CEP compete:

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I - atuar como instância consultiva do Presidente da República e
Ministros de Estado em matéria de ética pública;

II - administrar a aplicação do Código de Conduta da Alta


Administração Federal, devendo:

a) submeter ao Presidente da República medidas para seu


aprimoramento;

b) dirimir dúvidas a respeito de interpretação de suas normas,


deliberando sobre casos omissos;

c) apurar, mediante denúncia, ou de ofício, condutas em desacordo


com as normas nele previstas, quando praticadas pelas autoridades a
ele submetidas;

III - dirimir dúvidas de interpretação sobre as normas do Código de


Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal
de que trata o Decreto no 1.171, de 1994;

IV - coordenar, avaliar e supervisionar o Sistema de Gestão da Ética


Pública do Poder Executivo Federal;

V - aprovar o seu regimento interno; e

VI - escolher o seu Presidente.

Parágrafo único. A CEP contará com uma Secretaria-Executiva, vinculada


à Casa Civil da Presidência da República, à qual competirá prestar o
apoio técnico e administrativo aos trabalhos da Comissão.

Art. 5º Cada Comissão de Ética de que trata o Decreto no 1171, de 1994,


será integrada por três membros titulares e três suplentes, escolhidos
entre servidores e empregados do seu quadro permanente, e designados
pelo dirigente máximo da respectiva entidade ou órgão, para mandatos
não coincidentes de três anos.

Art. 6º É dever do titular de entidade ou órgão da Administração


Pública Federal, direta e indireta:

I - assegurar as condições de trabalho para que as Comissões de Ética


cumpram suas funções, inclusive para que do exercício das atribuições
de seus integrantes não lhes resulte qualquer prejuízo ou dano;

II - conduzir em seu âmbito a avaliação da gestão da ética conforme


processo coordenado pela Comissão de Ética Pública.

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Art. 7º Compete às Comissões de Ética de que tratam os incisos II e
III do art. 2º:

I - atuar como instância consultiva de dirigentes e servidores no


âmbito de seu respectivo órgão ou entidade;

II - aplicar o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do


Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto 1.171, de 1994,
devendo:

a) submeter à Comissão de Ética Pública propostas para seu


aperfeiçoamento;

b) dirimir dúvidas a respeito da interpretação de suas normas e


deliberar sobre casos omissos;

c) apurar, mediante denúncia ou de ofício, conduta em desacordo


com as normas éticas pertinentes; e

d) recomendar, acompanhar e avaliar, no âmbito do órgão ou


entidade a que estiver vinculada, o desenvolvimento de ações
objetivando a disseminação, capacitação e treinamento sobre as
normas de ética e disciplina;

III - representar a respectiva entidade ou órgão na Rede de Ética do


Poder Executivo Federal a que se refere o art. 9o; e

IV - supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta


Administração Federal e comunicar à CEP situações que possam
configurar descumprimento de suas normas.

§ 1º Cada Comissão de Ética contará com uma Secretaria-Executiva,


vinculada administrativamente à instância máxima da entidade ou
órgão, para cumprir plano de trabalho por ela aprovado e prover o
apoio técnico e material necessário ao cumprimento das suas
atribuições.

§ 2º As Secretarias-Executivas das Comissões de Ética serão


chefiadas por servidor ou empregado do quadro permanente da
entidade ou órgão, ocupante de cargo de direção compatível com sua
estrutura, alocado sem aumento de despesas.

Art. 8º Compete às instâncias superiores dos órgãos e entidades do


Poder Executivo Federal, abrangendo a administração direta e
indireta:

I - observar e fazer observar as normas de ética e disciplina;

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II - constituir Comissão de Ética;

III - garantir os recursos humanos, materiais e financeiros para que a


Comissão cumpra com suas atribuições; e

IV - atender com prioridade às solicitações da CEP.

Art. 9º Fica constituída a Rede de Ética do Poder Executivo Federal,


integrada pelos representantes das Comissões de Ética de que tratam
os incisos I, II e III do art. 2º, com o objetivo de promover a
cooperação técnica e a avaliação em gestão da ética.

Parágrafo único. Os integrantes da Rede de Ética se reunirão sob a


coordenação da Comissão de Ética Pública, pelo menos uma vez por
ano, em fórum específico, para avaliar o programa e as ações para a
promoção da ética na administração pública.

Art. 10. Os trabalhos da CEP e das demais Comissões de Ética devem


ser desenvolvidos com celeridade e observância dos seguintes
princípios:

I - proteção à honra e à imagem da pessoa investigada;

II - proteção à identidade do denunciante, que deverá ser mantida


sob reserva, se este assim o desejar; e

III - independência e imparcialidade dos seus membros na apuração


dos fatos, com as garantias asseguradas neste Decreto.

Art. 11. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de direito


privado, associação ou entidade de classe poderá provocar a atuação
da CEP ou de Comissão de Ética, visando à apuração de infração ética
imputada a agente público, órgão ou setor específico de ente estatal.

Parágrafo único. Entende-se por agente público, para os fins deste


Decreto, todo aquele que, por força de lei, contrato ou qualquer ato
jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária,
excepcional ou eventual, ainda que sem retribuição financeira, a
órgão ou entidade da administração pública federal, direta e indireta.

Art. 12. O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao


preceituado no Código de Conduta da Alta Administração Federal e no
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal será instaurado, de ofício ou em razão de denúncia
fundamentada, respeitando-se, sempre, as garantias do contraditório
e da ampla defesa, pela Comissão de Ética Pública ou Comissões de
Ética de que tratam o incisos II e III do art. 2º, conforme o caso, que

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notificará o investigado para manifestar-se, por escrito, no prazo de
dez dias.

§ 1º O investigado poderá produzir prova documental necessária à


sua defesa.

§ 2º As Comissões de Ética poderão requisitar os documentos que


entenderem necessários à instrução probatória e, também, promover
diligências e solicitar parecer de especialista.

§ 3º Na hipótese de serem juntados aos autos da investigação, após


a manifestação referida no caput deste artigo, novos elementos de
prova, o investigado será notificado para nova manifestação, no
prazo de dez dias.

§ 4º Concluída a instrução processual, as Comissões de Ética


proferirão decisão conclusiva e fundamentada.

§ 5º Se a conclusão for pela existência de falta ética, além das


providências previstas no Código de Conduta da Alta Administração
Federal e no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do
Poder Executivo Federal, as Comissões de Ética tomarão as seguintes
providências, no que couber:

I - encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo ou função


de confiança à autoridade hierarquicamente superior ou devolução ao
órgão de origem, conforme o caso;

II - encaminhamento, conforme o caso, para a Controladoria-Geral da


União ou unidade específica do Sistema de Correição do Poder
Executivo Federal de que trata o Decreto nº 5.480, de 30 de junho de
2005, para exame de eventuais transgressões disciplinares; e

III - recomendação de abertura de procedimento administrativo, se a


gravidade da conduta assim o exigir.

Art. 13. Será mantido com a chancela de “reservado”, até que esteja
concluído, qualquer procedimento instaurado para apuração de
prática em desrespeito às normas éticas.

§ 1º Concluída a investigação e após a deliberação da CEP ou da


Comissão de Ética do órgão ou entidade, os autos do procedimento
deixarão de ser reservados.

§ 2º Na hipótese de os autos estarem instruídos com documento


acobertado por sigilo legal, o acesso a esse tipo de documento
somente será permitido a quem detiver igual direito perante o órgão
ou entidade originariamente encarregado da sua guarda.

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§ 3º Para resguardar o sigilo de documentos que assim devam ser
mantidos, as Comissões de Ética, depois de concluído o processo de
investigação, providenciarão para que tais documentos sejam
desentranhados dos autos, lacrados e acautelados.

Art. 14. A qualquer pessoa que esteja sendo investigada é assegurado o


direito de saber o que lhe está sendo imputado, de conhecer o teor da
acusação e de ter vista dos autos, no recinto das Comissões de Ética,
mesmo que ainda não tenha sido notificada da existência do
procedimento investigatório.

Parágrafo único. O direito assegurado neste artigo inclui o de obter


cópia dos autos e de certidão do seu teor.

Art. 15. Todo ato de posse, investidura em função pública ou


celebração de contrato de trabalho, dos agentes públicos referidos no
parágrafo único do art. 11, deverá ser acompanhado da prestação de
compromisso solene de acatamento e observância das regras
estabelecidas pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal,
pelo Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal e pelo Código de Ética do órgão ou entidade,
conforme o caso.

Parágrafo único. A posse em cargo ou função pública que submeta a


autoridade às normas do Código de Conduta da Alta Administração
Federal deve ser precedida de consulta da autoridade à Comissão de
Ética Pública, acerca de situação que possa suscitar conflito de
interesses.

Art. 16. As Comissões de Ética não poderão escusar-se de proferir


decisão sobre matéria de sua competência alegando omissão do
Código de Conduta da Alta Administração Federal, do Código de Ética
Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal ou do
Código de Ética do órgão ou entidade, que, se existente, será suprida
pela analogia e invocação aos princípios da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

§ 1º Havendo dúvida quanto à legalidade, a Comissão de Ética


competente deverá ouvir previamente a área jurídica do órgão ou
entidade.

§ 2º Cumpre à CEP responder a consultas sobre aspectos éticos que


lhe forem dirigidas pelas demais Comissões de Ética e pelos órgãos e
entidades que integram o Executivo Federal, bem como pelos
cidadãos e servidores que venham a ser indicados para ocupar cargo
ou função abrangida pelo Código de Conduta da Alta Administração
Federal.

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Art. 17. As Comissões de Ética, sempre que constatarem a possível
ocorrência de ilícitos penais, civis, de improbidade administrativa ou
de infração disciplinar, encaminharão cópia dos autos às autoridades
competentes para apuração de tais fatos, sem prejuízo das medidas
de sua competência.

Art. 18. As decisões das Comissões de Ética, na análise de qualquer


fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado, serão
resumidas em ementa e, com a omissão dos nomes dos investigados,
divulgadas no sítio do próprio órgão, bem como remetidas à
Comissão de Ética Pública.

Art. 19. Os trabalhos nas Comissões de Ética de que tratam os incisos


II e III do art. 2º são considerados relevantes e têm prioridade sobre
as atribuições próprias dos cargos dos seus membros, quando estes
não atuarem com exclusividade na Comissão.

Art. 20. Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal


darão tratamento prioritário às solicitações de documentos
necessários à instrução dos procedimentos de investigação
instaurados pelas Comissões de Ética

§ 1º Na hipótese de haver inobservância do dever funcional previsto


no caput, a Comissão de Ética adotará as providências previstas no
inciso III do § 5º do art. 12.

§ 2º As autoridades competentes não poderão alegar sigilo para


deixar de prestar informação solicitada pelas Comissões de Ética.

Art. 21. A infração de natureza ética cometida por membro de


Comissão de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2º será
apurada pela Comissão de Ética Pública.

Art. 22. A Comissão de Ética Pública manterá banco de dados de


sanções aplicadas pelas Comissões de Ética de que tratam os incisos
II e III do art. 2º e de suas próprias sanções, para fins de consulta
pelos órgãos ou entidades da administração pública federal, em casos
de nomeação para cargo em comissão ou de alta relevância pública.

Parágrafo único. O banco de dados referido neste artigo engloba as


sanções aplicadas a qualquer dos agentes públicos mencionados no
parágrafo único do art. 11 deste Decreto.

Art. 23. Os representantes das Comissões de Ética de que tratam os


incisos II e III do art. 2º atuarão como elementos de ligação com a
CEP, que disporá em Resolução própria sobre as atividades que
deverão desenvolver para o cumprimento desse mister.

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Art. 24. As normas do Código de Conduta da Alta Administração
Federal, do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do
Poder Executivo Federal e do Código de Ética do órgão ou entidade
aplicam-se, no que couber, às autoridades e agentes públicos neles
referidos, mesmo quando em gozo de licença.

Art. 25. Ficam revogados os incisos XVII, XIX, XX, XXI, XXIII e XXV do
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal, aprovado pelo Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994, os
arts. 2º e 3º do Decreto de 26 de maio de 1999, que cria a Comissão
de Ética Pública, e os Decretos de 30 de agosto de 2000 e de 18 de
maio de 2001, que dispõem sobre a Comissão de Ética Pública.

Art. 26. Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.

LEI Nº 12.813, DE 16 DE MAIO DE 2013 - Dispõe sobre o conflito


de interesses no exercício de cargo ou emprego do Poder Executivo
federal e impedimentos posteriores ao exercício do cargo ou
emprego; e revoga dispositivos da Lei no 9.986, de 18 de julho de
2000, e das Medidas Provisórias nos 2.216-37, de 31 de agosto de
2001, e 2.225-45, de 4 de setembro de 2001.

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1o As situações que configuram conflito de interesses


envolvendo ocupantes de cargo ou emprego no âmbito do Poder
Executivo federal, os requisitos e restrições a ocupantes de cargo ou
emprego que tenham acesso a informações privilegiadas, os
impedimentos posteriores ao exercício do cargo ou emprego e as
competências para fiscalização, avaliação e prevenção de conflitos de
interesses regulam-se pelo disposto nesta Lei.

Art. 2o Submetem-se ao regime desta Lei os ocupantes dos


seguintes cargos e empregos:

I - de ministro de Estado;

II - de natureza especial ou equivalentes;

III - de presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes, de


autarquias, fundações públicas, empresas públicas ou sociedades de
economia mista; e

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IV - do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 6
e 5 ou equivalentes.

Parágrafo único. Além dos agentes públicos mencionados nos incisos


I a IV, sujeitam-se ao disposto nesta Lei os ocupantes de cargos ou
empregos cujo exercício proporcione acesso a informação privilegiada
capaz de trazer vantagem econômica ou financeira para o agente
público ou para terceiro, conforme definido em regulamento.

Art. 3o Para os fins desta Lei, considera-se:

I - conflito de interesses: a situação gerada pelo confronto entre


interesses públicos e privados, que possa comprometer o interesse
coletivo ou influenciar, de maneira imprópria, o desempenho da
função pública; e

II - informação privilegiada: a que diz respeito a assuntos sigilosos ou


aquela relevante ao processo de decisão no âmbito do Poder
Executivo federal que tenha repercussão econômica ou financeira e
que não seja de amplo conhecimento público.

Art. 4o O ocupante de cargo ou emprego no Poder Executivo federal


deve agir de modo a prevenir ou a impedir possível conflito de
interesses e a resguardar informação privilegiada.

§ 1o No caso de dúvida sobre como prevenir ou impedir situações


que configurem conflito de interesses, o agente público deverá
consultar a Comissão de Ética Pública, criada no âmbito do Poder
Executivo federal, ou a Controladoria-Geral da União, conforme o
disposto no parágrafo único do art. 8o desta Lei.

§ 2o A ocorrência de conflito de interesses independe da existência


de lesão ao patrimônio público, bem como do recebimento de
qualquer vantagem ou ganho pelo agente público ou por terceiro.

CAPÍTULO II

DAS SITUAÇÕES QUE CONFIGURAM CONFLITO DE INTERESSES


NO EXERCÍCIO DO CARGO OU EMPREGO

Art. 5o Configura conflito de interesses no exercício de cargo ou


emprego no âmbito do Poder Executivo federal:

I - divulgar ou fazer uso de informação privilegiada, em proveito


próprio ou de terceiro, obtida em razão das atividades exercidas;

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II - exercer atividade que implique a prestação de serviços ou a
manutenção de relação de negócio com pessoa física ou jurídica que
tenha interesse em decisão do agente público ou de colegiado do qual
este participe;

III - exercer, direta ou indiretamente, atividade que em razão da sua


natureza seja incompatível com as atribuições do cargo ou emprego,
considerando-se como tal, inclusive, a atividade desenvolvida em
áreas ou matérias correlatas;

IV - atuar, ainda que informalmente, como procurador, consultor,


assessor ou intermediário de interesses privados nos órgãos ou
entidades da administração pública direta ou indireta de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

V - praticar ato em benefício de interesse de pessoa jurídica de que


participe o agente público, seu cônjuge, companheiro ou parentes,
consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro
grau, e que possa ser por ele beneficiada ou influir em seus atos de
gestão;

VI - receber presente de quem tenha interesse em decisão do agente


público ou de colegiado do qual este participe fora dos limites e
condições estabelecidos em regulamento; e

VII - prestar serviços, ainda que eventuais, a empresa cuja atividade


seja controlada, fiscalizada ou regulada pelo ente ao qual o agente
público está vinculado.

Parágrafo único. As situações que configuram conflito de interesses


estabelecidas neste artigo aplicam-se aos ocupantes dos cargos ou
empregos mencionados no art. 2o ainda que em gozo de licença ou
em período de afastamento.

CAPÍTULO III

DAS SITUAÇÕES QUE CONFIGURAM CONFLITO DE INTERESSES

APÓS O EXERCÍCIO DO CARGO OU EMPREGO

Art. 6o Configura conflito de interesses após o exercício de cargo ou


emprego no âmbito do Poder Executivo federal:

I - a qualquer tempo, divulgar ou fazer uso de informação


privilegiada obtida em razão das atividades exercidas; e

II - no período de 6 (seis) meses, contado da data da dispensa,


exoneração, destituição, demissão ou aposentadoria, salvo quando
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expressamente autorizado, conforme o caso, pela Comissão de Ética
Pública ou pela Controladoria-Geral da União:

a) prestar, direta ou indiretamente, qualquer tipo de serviço a pessoa


física ou jurídica com quem tenha estabelecido relacionamento
relevante em razão do exercício do cargo ou emprego;

b) aceitar cargo de administrador ou conselheiro ou estabelecer


vínculo profissional com pessoa física ou jurídica que desempenhe
atividade relacionada à área de competência do cargo ou emprego
ocupado;

c) celebrar com órgãos ou entidades do Poder Executivo federal


contratos de serviço, consultoria, assessoramento ou atividades
similares, vinculados, ainda que indiretamente, ao órgão ou entidade
em que tenha ocupado o cargo ou emprego; ou

d) intervir, direta ou indiretamente, em favor de interesse privado


perante órgão ou entidade em que haja ocupado cargo ou emprego
ou com o qual tenha estabelecido relacionamento relevante em razão
do exercício do cargo ou emprego.

Art. 7o (VETADO).

CAPÍTULO IV

DA FISCALIZAÇÃO E DA AVALIAÇÃO DO CONFLITO DE


INTERESSES

Art. 8o Sem prejuízo de suas competências institucionais, compete à


Comissão de Ética Pública, instituída no âmbito do Poder Executivo
federal, e à Controladoria-Geral da União, conforme o caso:

I - estabelecer normas, procedimentos e mecanismos que objetivem


prevenir ou impedir eventual conflito de interesses;

II - avaliar e fiscalizar a ocorrência de situações que configuram


conflito de interesses e determinar medidas para a prevenção ou
eliminação do conflito;

III - orientar e dirimir dúvidas e controvérsias acerca da interpretação


das normas que regulam o conflito de interesses, inclusive as
estabelecidas nesta Lei;

IV - manifestar-se sobre a existência ou não de conflito de interesses


nas consultas a elas submetidas;

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V - autorizar o ocupante de cargo ou emprego no âmbito do Poder
Executivo federal a exercer atividade privada, quando verificada a
inexistência de conflito de interesses ou sua irrelevância;

VI - dispensar a quem haja ocupado cargo ou emprego no âmbito do


Poder Executivo federal de cumprir o período de impedimento a que
se refere o inciso II do art. 6o, quando verificada a inexistência de
conflito de interesses ou sua irrelevância;

VII – dispor, em conjunto com o Ministério do Planejamento,


Orçamento e Gestão, sobre a comunicação pelos ocupantes de cargo
ou emprego no âmbito do Poder Executivo federal de alterações
patrimoniais relevantes, exercício de atividade privada ou
recebimento de propostas de trabalho, contrato ou negócio no setor
privado; e

VIII - fiscalizar a divulgação da agenda de compromissos públicos,


conforme prevista no art. 11.

Parágrafo único. A Comissão de Ética Pública atuará nos casos que


envolvam os agentes públicos mencionados nos incisos I a IV do art.
2o e a Controladoria-Geral da União, nos casos que envolvam os
demais agentes, observado o disposto em regulamento.

Art. 9o Os agentes públicos mencionados no art. 2o desta Lei,


inclusive aqueles que se encontram em gozo de licença ou em
período de afastamento, deverão:

I - enviar à Comissão de Ética Pública ou à Controladoria-Geral da


União, conforme o caso, anualmente, declaração com informações
sobre situação patrimonial, participações societárias, atividades
econômicas ou profissionais e indicação sobre a existência de
cônjuge, companheiro ou parente, por consanguinidade ou afinidade,
em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, no exercício de
atividades que possam suscitar conflito de interesses; e

II - comunicar por escrito à Comissão de Ética Pública ou à unidade


de recursos humanos do órgão ou entidade respectivo, conforme o
caso, o exercício de atividade privada ou o recebimento de propostas
de trabalho que pretende aceitar, contrato ou negócio no setor
privado, ainda que não vedadas pelas normas vigentes, estendendo-
se esta obrigação ao período a que se refere o inciso II do art. 6o.

Parágrafo único. As unidades de recursos humanos, ao receber a


comunicação de exercício de atividade privada ou de recebimento de
propostas de trabalho, contrato ou negócio no setor privado, deverão
informar ao servidor e à Controladoria-Geral da União as situações

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que suscitem potencial conflito de interesses entre a atividade pública
e a atividade privada do agente.

CAPÍTULO V

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 10. As disposições contidas nos arts. 4o e 5o e no inciso I do


art. 6o estendem-se a todos os agentes públicos no âmbito do Poder
Executivo federal.

Art. 11. Os agentes públicos mencionados nos incisos I a IV do art.


2o deverão, ainda, divulgar, diariamente, por meio da rede mundial
de computadores - internet, sua agenda de compromissos públicos.

Art. 12. O agente público que praticar os atos previstos nos arts. 5o
e 6o desta Lei incorre em improbidade administrativa, na forma do
art. 11 da Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992, quando não
caracterizada qualquer das condutas descritas nos arts. 9o e 10
daquela Lei.

Parágrafo único. Sem prejuízo do disposto no caput e da aplicação


das demais sanções cabíveis, fica o agente público que se encontrar
em situação de conflito de interesses sujeito à aplicação da
penalidade disciplinar de demissão, prevista no inciso III do art. 127
e no art. 132 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, ou
medida equivalente.

Art. 13. O disposto nesta Lei não afasta a aplicabilidade da Lei nº


8.112, de 11 de dezembro de 1990, especialmente no que se refere à
apuração das responsabilidades e possível aplicação de sanção em
razão de prática de ato que configure conflito de interesses ou ato de
improbidade nela previstos.

Art. 14. (VETADO).

Art. 15. (VETADO).

Brasília, 16 de maio de 2013; 192o da Independência e 125o da


República.

PORTARIA SRF 450 DE 28 DE ABRIL DE 2004

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O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso da atribuição que lhe
confere o inciso III do art. 209 do Regimento Interno da Secretaria
da Receita Federal, aprovado pela Portaria MF nº 259, de 24 de
agosto de 2001, e tendo em vista o disposto no Decreto nº 3.505, de
13 de junho de 2000, resolve:

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º A Política de Segurança da Informação, no âmbito da


Secretaria da Receita Federal (SRF), tem como pressuposto a
garantia da confidencialidade, integridade e disponibilidade dos ativos
de informação.

Art. 2º Para efeito desta Portaria, entende-se por:

I - ativos de informação, o patrimônio composto por todos os dados e


informações gerados e manipulados nos processos da SRF, bem
assim todos os elementos de infra-estrutura, tecnologia, hardware e
software necessários à execução dos processos da organização;

II - ambiente informatizado, o conjunto de recursos que utiliza ou


disponibiliza serviços de processamento de dados e sistemas de
informação de uso na SRF;

III - confidencialidade, o princípio de segurança que trata da garantia


de que o acesso à informação seja obtido somente por pessoas
autorizadas;

IV - integridade, o princípio de segurança que trata da salvaguarda


da exatidão e confiabilidade da informação e dos métodos de
processamento;

V - disponibilidade, o princípio de segurança que trata da garantia de


que pessoas autorizadas obtenham acesso à informação e aos
recursos correspondentes, sempre que necessário;

VI - análise de risco e vulnerabilidades, a avaliação das ameaças,


impactos e vulnerabilidades dos ativos de informação e da
probabilidade de sua ocorrência;

VII - controle de acesso, o conjunto de recursos que efetivam as


autorizações e as restrições de acesso aos ativos de informação; e

VIII - software homologado, o software desenvolvido, adquirido ou


alterado pela SRF, ou a pedido desta, e submetido a procedimentos
de verificação quanto à aderência às especificações e às normas
vigentes na SRF.

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Art. 3º Os ativos de informação e o ambiente informatizado da SRF
devem estar em conformidade com as normas de segurança
instituídas por esta Portaria e demais normas relativas à segurança
da informação.

Art. 4º Os ativos de informação da SRF devem ser protegidos contra


ações intencionais ou acidentais que impliquem perda, destruição,
inserção, cópia, extração, alteração, uso e exposição indevidos, em
conformidade com os princípios da confidencialidade, integridade e
disponibilidade.

Art. 5º As informações da SRF devem ser classificadas em função de


sua importância e confidencialidade.

Art. 6º As medidas de segurança devem ser adotadas de forma


proporcional aos riscos existentes e à magnitude dos danos
potenciais, considerados o ambiente, o valor e a criticidade da
informação.

Parágrafo único. Os dados e informações devem ser mantidos com o


mesmo nível de proteção, independente do meio no qual estejam
armazenados, em que trafeguem ou do ambiente em que estejam
sendo processados.

Art. 7º O acesso aos ativos de informação e ao ambiente


informatizado da SRF deve ser sempre motivado por necessidade de
serviço, devendo ser controlado e restrito às pessoas autorizadas.

§ 1º As permissões de acesso são de uso exclusivo e intransferível,


não podendo a pessoa autorizada deixar qualquer ativo de
informação em condições de ser utilizado com suas permissões de
acesso por terceiros.

§ 2º As permissões de acesso devem ser graduadas de acordo com


as atribuições dos servidores.

§ 3º O acesso ao ativo de informação não gera direito real sobre o


mesmo e nem sobre os frutos de sua utilização.

Art. 8º Os servidores da SRF devem ser permanentemente treinados


e capacitados a exercerem as atividades inerentes à área de
segurança da informação, bem assim sobre as formas de proteção
dos ativos de informação sob sua responsabilidade, de acordo com
programa de capacitação e desenvolvimento estabelecido pela
Coordenação-Geral de Tecnologia e Segurança da Informação
(Cotec).

DA SEGURANÇA NO AMBIENTE INFORMATIZADO

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Art. 9º O ambiente informatizado da SRF, com a finalidade de
garantir os princípios de confidencialidade, integridade e
disponibilidade, deve possuir:

I - modelo de gestão, devidamente aprovado pela Cotec;

II - plano de contingência que assegure a operação e a recuperação


de ativos de informação em situações de emergência, de acordo com
as necessidades e prazos específicos;

III - recursos de autenticação que garantam a identificação individual


e inequívoca do usuário, quando do acesso aos ativos de informação;

IV - recursos de criptografia;

V - mecanismos de proteção da rede da SRF, inclusive em suas


interfaces com outras redes e com a Internet;

VI - monitoração, em tempo real, com vistas a prover mecanismos de


prevenção, detecção, identificação e combate à invasão (intrusão);

VII - mecanismos de prevenção, detecção e eliminação de vírus de


computador e outros programas maliciosos;

VIII - sistemática de geração de cópias de segurança (backup) e de


recuperação de informações (restore) devidamente documentada,
abrangendo periodicidade de cópias, forma e local de
armazenamento, autorização de uso, prazo de retenção e plano de
simulação e testes;

IX - medidas para verificação dos dados quanto a sua precisão e


consistência;

X - registro de informações (log) com prazos de retenção e formas de


acesso definidas, com vistas a permitir a recuperação do sistema em
caso de falha;

XI - registro de informações (trilha de auditoria) com prazos de


retenção e formas de acesso definidas, com vistas a permitir
auditoria, identificação de situações de violação e contabilização
individual do uso dos sistemas;

XII - parâmetros de normalidade de utilização definidos; e

XIII - controle de acesso físico às instalações e equipamentos.

Art. 10. Os ambientes de produção, treinamento, prospecção, testes,


homologação e desenvolvimento dos sistemas informatizados,

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localizados nas unidades da SRF ou em seus prestadores de serviços,
devem ser distintos e de exclusividade da SRF, observadas as regras
definidas pela Cotec.

Art. 11. O desenvolvimento de software, em todas as fases do


processo, a prospecção de produtos e serviços e os procedimentos de
homologação deverão contar com a participação de servidores em
exercício na área de segurança da informação.

Art. 12. No ambiente informatizado da SRF, devem ser utilizados e


instalados somente softwares homologados pela Cotec.

Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos ambientes de


prospecção, testes e homologação.

Art. 13. Os softwares instalados nos equipamentos servidores, nos


equipamentos de rede e comunicação e nas estações de trabalho
devem ser permanentemente atualizados, visando incrementar
aspectos de segurança e corrigir falhas.

Art. 14. Os ativos de informação devem ser inventariados


periodicamente por servidores em exercício na área de tecnologia da
informação, em relação aos aspectos atinentes a hardware, software
e configurações.

Art. 15. A eliminação de informação protegida por sigilo fiscal ou de


uso exclusivo da SRF e de softwares instalados, constantes em
dispositivos de armazenamento, deve ser procedida mediante a
utilização de ferramentas adequadas à eliminação segura dos dados,
quando:

I - destinados, no âmbito da SRF, a outro servidor;

II - houver alteração das atividades desempenhadas pelo servidor e o


conteúdo armazenado for prescindível às novas atividades;

III - destinados a pessoas ou organizações não autorizadas; e

IV - o dispositivo de armazenamento estiver danificado.

Parágrafo único. Na hipótese prevista no inciso IV do caput, o


dispositivo de armazenamento deverá ser destruído se as
informações nele contidas não puderem ser eliminadas.

Art. 16. Devem ser adotadas medidas adicionais de proteção, visando


garantir o mesmo nível de segurança das instalações internas da SRF,
no caso de:

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I - computação móvel;

II - acesso remoto ao ambiente informatizado da SRF;

III - operação de redes instaladas em recintos diferentes das


unidades da SRF;

IV - equipamentos destinados ao acesso público; e

V - comunicação sem fio.

Art. 17. O tráfego de informações em redes locais e de longa


distância deve ser protegido contra danos, perdas, indisponibilidades,
uso ou exposição indevidos, de acordo com seu valor, criticidade e
confidencialidade.

§ 1º O tráfego de dados deve ser efetuado por meio de canais


privativos, sejam eles físicos ou virtuais, que provejam criptografia e
autenticação.

§ 2º As redes devem possuir rotas alternativas e contar com


mecanismos de redundância.

Art. 18. É vedada a alteração dos mecanismos e configurações


definidos pela Cotec, incluindo:

I - infra-estrutura elétrica;

II - infra-estrutura lógica;

III - equipamentos de rede e de conectividade;

IV - equipamentos servidores;

V - estações de trabalho fixas;

VI - estações de trabalho móveis;

VII - sistemas operacionais;

VIII - softwares em geral; e

IX - dispositivos de comunicação sem fio.

Art. 19. A Cotec editará e manterá atualizado Manual de


Procedimentos de Segurança, que servirá de referência para
certificação de conformidade dos ambientes gerenciados pela SRF e

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pelos prestadores de serviços, devendo abranger, dentre outros, os
seguintes aspectos:

I - segurança física das instalações onde se encontram os recursos do


ambiente;

II - configuração dos equipamentos servidores, de rede e de


comunicações, bem assim das estações de trabalho;

III - atualização dos softwares em uso na SRF;

IV - prevenção, detecção e eliminação de vírus de computador;

V - cópia de segurança (backup) e recuperação;

VI - uso, armazenamento e destruição de informações; e

VII - transmissão e compactação de dados.

DAS RESPONSABILIDADES INSTITUCIONAIS E FUNCIONAIS

Art. 20. É responsabilidade de todos os servidores cuidar da


integridade, confidencialidade e disponibilidade dos ativos de
informação da SRF.

Parágrafo único. O servidor deve comunicar por escrito quaisquer


irregularidades, falhas ou desvios identificados à chefia imediata e à
área responsável pela segurança da informação da sua unidade da
SRF.

Art. 21. É proibida a exploração de falhas ou vulnerabilidades


porventura existentes nos ativos de informação da SRF.

Parágrafo único. A Cotec poderá autorizar testes controlados para


identificar a existência de falhas ou vulnerabilidades nos ativos de
informação da SRF.

Art. 22. Cabe à Cotec:

I - gerenciar o processo de implantação e aplicação das normas


constantes nesta Portaria;

II - definir os agentes intervenientes, bem assim as respectivas


atribuições, necessários para garantir o fiel cumprimento desta
Portaria;

III - regulamentar o acesso aos ativos de informação da SRF;

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IV - realizar, periodicamente, auditoria de segurança e análise de
risco e vulnerabilidades nos ambientes operacionais e nos sistemas
de informação localizados nos prestadores de serviços e nas próprias
instalações nas unidades da SRF; e

V - dirimir eventuais dúvidas relativas aos procedimentos


regulamentados; e

VI - expedir normas complementares.

Art. 23. O descumprimento das disposições constantes nesta Portaria


e demais normas sobre segurança da informação caracteriza infração
funcional, a ser apurada em processo administrativo disciplinar, sem
prejuízo das responsabilidades penal e civil.

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 24. Os contratos de prestação de serviços e convênios celebrados


pela SRF devem contemplar, quando aplicáveis, as normas de
segurança instituídas por esta Portaria e demais normas relativas à
segurança da informação.

Art. 25. A Cotec editará, no prazo de trinta dias contados desta data,
normas complementares ao disposto nesta Portaria.

Art. 26. Esta Portaria entra em vigor em 1º de junho de 2004.

Art. 27. Fica formalmente revogada, a partir de 1º de junho de 2004,


sem interrupção de sua força normativa, a Portaria SRF nº 782, de 20
de junho de 1997.

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Lista de questões

1. (ESAF/AnaTA-MTUR/2014) De acordo com o Código de Ética


Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal,
conforme Decreto n. 1.171/1994, é vedado ao servidor público,
exceto:

a) o uso do cargo ou função para obter qualquer favorecimento, para


si ou para outrem.

b) retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da


gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo.

c) permitir que perseguições, antipatias, ou interesses de ordem


pessoal interfiram no trato com o público.

d) adulterar o teor de documentos que deva encaminhar para


providências.

e) solicitar ao subordinado atendimento a interesse particular.

2. (ESAF/Analista Técnico-MF/2013) A respeito da ética


profissional do servidor público civil do poder executivo federal,
analise as afirmativas abaixo, classificando- as como verdadeiras (V)
ou falsas (F). Ao final, assinale a opção que contenha a sequência
correta.

( ) O servidor público deve pautar sua conduta pelo princípio da


legalidade, devendo sempre decidir entre o legal e o ilegal, abstendo-
se de agir segundo a ponderação entre o honesto e o desonesto.

( ) O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do


servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo.

( ) Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la,


ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou
da Administração Pública.

a) V, V, V

b) F, V, V

c) F, F, F

d) V, F, V

e) V, F, F

3. (ESAF/AnaTA-MTUR/2014) As comissões de ética pública,


dispostas no Decreto n. 1.171/1994, constituem-se de:

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I. órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta.

II. órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e


indireta.

III. autarquias e fundações.

IV. qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo


poder público.

V. órgãos e entidades da Administração Pública e Poder Judiciário.

Está correto o que se afirma em:

a) I e II apenas.

b) II e IV apenas.

c) IV e V apenas.

d) I, II, III e IV apenas.

e) Todas estão corretas.

4. (ESAF/AnaTA-MTUR/2014) De acordo com o Código de Ética,


conforme Decreto n. 1.171, de 22 de junho de 1994, assinale a opção
incorreta.

a) A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos


princípios morais devem nortear o servidor público, seja no exercício
do cargo ou função, ou fora dele.

b) A função pública deve ser tida como exercício profissional e,


portanto, não se integra na vida particular de cada servidor público.

c) A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção


entre o bem e o mal.

d) Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou


indiretamente significa causar-lhe dano moral.

e) A ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator


de desmoralização do serviço público.

5. (ESAF/AnaTA-MTUR/2014) Julgue os itens a seguir e assinale a


opção correta.

I. A Comissão de Ética Pública será integrada por cinco brasileiros que


preencham os requisitos de idoneidade moral e reputação ilibada e
notória experiência, designados pelo Presidente da República, para
mandatos de três anos, permitida uma única recondução.

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II. A atuação na Comissão de Ética Pública enseja remuneração para
seus membros e os trabalhos nela desenvolvidos são considerados
prestação de relevante serviço público.

III. Compete à Comissão de Ética Pública apurar condutas em


desacordo com as normas nele previstas, quando praticadas pelas
autoridades a ele submetidas.

IV. A Comissão de Ética Pública contará com uma Secretaria-


Executiva, vinculada à Casa Civil da Presidência da República, à qual
competirá prestar o apoio técnico e administrativo aos trabalhos da
Comissão.

V. À pessoa que esteja sendo investigada, é assegurado o direito de


ter vista dos autos, no recinto das Comissões de Ética, somente após
ter sido notificada da existência do procedimento investigatório.

a) apenas I e IV estão corretos.

b) apenas II, III e IV estão corretos.

c) apenas III e IV estão corretos.

d) apenas I, II e III estão corretos.

e) Todos estão corretos.

6. (ESAF/Ana Sist-MIN/2012) Considerando-se as normas


aplicáveis ao Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal,
assinale a opção incorreta.

a) As pessoas jurídicas de direito privado podem provocar a atuação


de Comissão de Ética para apuração de infração ética imputada a
agente público.

b) As Comissões de Ética, ao concluir pela existência de falta de ética,


poderão aplicar ao servidor penas disciplinares como a de advertência
e suspensão.

c) A abertura de processo para apuração de infração de natureza


ética não depende de recebimento de denúncia.

d) Até sua conclusão, os procedimentos instaurados para apuração de


possíveis infrações das normas éticas serão mantidos com a chancela
de "reservado".

e) Nem sempre a identidade do denunciante de infração às normas


éticas será mantida sob reserva.

7. (ESAF/AFT-MTE/2006) De acordo com o Decreto n. 1.171/1994


(Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal), é vedado ao servidor público:

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I. determinar a um servidor que lhe é subordinado que vá ao banco
pagar suas contas pessoais (contas do mandante).

II. informar a um amigo sobre ato de caráter geral que está para ser
publicado, cujo teor o beneficia (o amigo), mas que ainda é
considerado assunto reservado no âmbito da Administração Pública.

III. exercer atividade no setor privado.

IV. ser membro de organização que defende a utilização de crianças


como mão-de-obra barata.

V. representar contra seus superiores hierárquicos.

Estão corretas:

a) apenas as afirmativas I, II e IV.

b) as afirmativas I, II, III, IV e V.

c) apenas as afirmativas I e IV.

d) apenas as afirmativas I, II, IV e V.

e) apenas as afirmativas II e IV.

8. (ESAF/AFT-MTE/2006) Ética no Setor Público pode ser


qualificada como:

I. agir de acordo com o que está estabelecido em lei e, também, com


os valores de justiça e honestidade.

II. responsabilidade do servidor público por aquilo que fez e,


também, por aquilo que não fez mas que deveria ter feito.

III. equilíbrio entre a legalidade e finalidade do ato administrativo,


visando à consolidação da moralidade administrativa.

IV. não omitir a verdade, ainda que contrária aos interesses da


Administração.

V. respeito ao cidadão, não protelando o reconhecimento dos seus


direitos nem criando exigências além das estritamente necessárias.

Estão corretas:

a) apenas as afirmativas I e V.

b) apenas as afirmativas I, III e V.

c) apenas as afirmativas III e V.

d) apenas as afirmativas II e V.

e) as afirmativas I, II, III, IV e V.


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9. (ESAF/AFT-MTE/2010) De acordo com o Código de Ética
Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, o
servidor público deve:

I. exercer, com estrita moderação, as prerrogativas do cargo,


abstendo-se de usá-las em benefício próprio ou de terceiro.

II. escolher a opção que melhor atenda aos interesses do governo,


quando estiver diante de mais de uma.

III. zelar pelas exigências específicas da defesa da vida e da


segurança coletiva, quando no exercício do direito de greve.

IV. agir com cortesia, boa vontade e respeito pelo cidadão que paga
os seus tributos.

V. resistir às pressões ilegais ou aéticas e denunciá-las, mesmo que


os interessados sejam seus superiores hierárquicos.

Estão corretas:

a) as afirmativas I, II, III, IV e V.

b) apenas as afirmativas I, II e V.

c) apenas as afirmativas I, II e IV.

d) apenas as afirmativas I, II e III.

e) apenas as afirmativas I, III, IV e V.

10. (ESAF/AFRFB-SRFB/2003) Das condutas relacionadas a


seguir, indique todas as que constituem deveres éticos do servidor
público:

I. ser probo, leal e justo no exercício das suas funções;

II. desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou


emprego público de que seja titular;

III. exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que


lhe sejam atribuídas;

IV. agir de forma a beneficiar aqueles que colaboram com o governo.

a) I, II e IV

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I, II e III

e) I, II, III e IV

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11. (ESAF/AFC-CGU/2004) Não têm a obrigação de constituir as
comissões de ética previstas no Decreto nº 1.171/1994 (Código de
Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal):

a) as autarquias federais.

b) as empresas públicas federais.

c) as sociedades de economia mista.

d) os órgãos do Poder Judiciário.

e) os órgãos e entidades que exerçam atribuições delegadas pelo


poder público.

12. (ESAF/AFC-CGU/2004) Para os fins do Código de Conduta do


Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, entende-se por
servidor público:

I. os servidores públicos titulares de cargo efetivo.

II. os titulares de cargo em comissão.

III. os empregados de sociedades de economia mista.

IV. os que, temporariamente, prestam serviços à Administração


Pública Federal, desde que mediante retribuição financeira.

Estão corretos os itens:

a) I, II, III e IV

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I, II e IV

e) I, II e III

13. (ESAF/AFC-CGU/2004) São autoridades submetidas ao Código


de Conduta da Alta Administração Federal:

I. Ministros de Estado e Secretários Executivos do governo federal.

II. Presidentes e diretores de empresas públicas e de sociedades de


economia mista.

III. Titulares de cargo de Secretário das secretarias de governo nos


Estados.

IV. Presidentes e diretores de autarquias federais.

Estão corretos os itens:

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a) I, II e III

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I, II e IV

e) I, II, III e IV

14. (ESAF/AFC-CGU/2004) O sócio majoritário de um grande


jornal de circulação nacional foi nomeado para o cargo de Secretário
de Comunicação Social do governo federal. Nessa hipótese, ele:

I. terá que se afastar da direção da empresa jornalística.

II. não poderá ter participação nos lucros da empresa.

III. terá que informar à Comissão de Ética Pública a sua participação


no capital social da empresa e indicar o modo pelo qual pretende
evitar eventual conflito de interesse.

IV. deverá abster-se de participar de decisão, ainda que coletiva, que


afete interesse da referida empresa.

Estão corretos os itens:

a) I, II e III

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I, II e IV

e) I, II, III e IV

15. (ESAF/AFC-CGU/2004) Relativamente às autoridades


submetidas ao Código de Conduta da Alta Administração Federal:

I. é vedado à autoridade manifestar-se publicamente sobre o mérito


de questão que lhe será submetida para decisão.

II. após deixar o cargo, a autoridade não poderá atuar em benefício


de sindicato, em processo do qual tenha participado em razão do
cargo.

III. as sanções que a Comissão de Ética Pública pode aplicar são:


advertência, censura e demissão do cargo.

IV. a Comissão de Ética Pública poderá instaurar, de ofício ou em


razão de denúncia fundamentada, processo destinado a apurar
infração ética.

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Estão corretos os itens:

a) I, II e III

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I, II e IV

e) I, II, III e IV

16. (ESAF/Ana Sist-MIN/2012) Sobre o tema do conflito de


interesses no serviço público, assinale a opção correta.

a) A participação de autoridades públicas em conselhos fiscais e de


administração em empresas privadas é absolutamente vedada.

b) O trabalho meramente voluntário em organizações do terceiro


setor, sem finalidade lucrativa, não é apto a suscitar conflitos de
interesses com a Administração.

c) Suscita conflito de interesses o exercício de atividade que possa


transmitir à opinião pública dúvida sobre a integridade da autoridade.

d) A caracterização do conflito de interesses depende da obtenção de


algum ganho pela autoridade pública.

e) A ausência de integral dedicação aos cargos caracteriza conflito de


interesses apenas quando tratar-se de cargos de provimento efetivo.

Gabaritos

1 B 5 C 9 E 13 D

2 B 6 B 10 D 14 C

3 D 7 A 11 D 15 D

4 B 8 E 12 E 16 C

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Lista de questões comentadas

(ESAF/AnaTA-MTUR/2014) De acordo com o Código de Ética


Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal,
conforme Decreto n. 1.171/1994, é vedado ao servidor público,
exceto:

a) o uso do cargo ou função para obter qualquer favorecimento, para


si ou para outrem.

b) retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da


gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo.

c) permitir que perseguições, antipatias, ou interesses de ordem


pessoal interfiram no trato com o público.

d) adulterar o teor de documentos que deva encaminhar para


providências.

e) solicitar ao subordinado atendimento a interesse particular.

Comentários

As alternativas a), c), d) e e) referem-se às vedações ao servidor


público (XV, letras a, f, h e j, respectivamente):

XV - É vedado ao servidor público:

a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e


influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para
outrem.

f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões


ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público,
com os jurisdicionados administrativos ou com colegas
hierarquicamente superiores ou inferiores.

h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar


para providências.

j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular.

Já a alternativa b) refere-se a um dos principais deveres do


servidor público:

XIV - São deveres fundamentais do servidor público:

d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial


da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo.

Gabarito: B

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(ESAF/Analista Técnico-MF/2013) A respeito da ética profissional


do servidor público civil do poder executivo federal, analise as
afirmativas abaixo, classificando- as como verdadeiras (V) ou falsas
(F). Ao final, assinale a opção que contenha a sequência correta.

( ) O servidor público deve pautar sua conduta pelo princípio da


legalidade, devendo sempre decidir entre o legal e o ilegal, abstendo-
se de agir segundo a ponderação entre o honesto e o desonesto.

( ) O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do


servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo.

( ) Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la,


ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou
da Administração Pública.

a) V, V, V

b) F, V, V

c) F, F, F

d) V, F, V

e) V, F, F

Comentários

(FALSA) O servidor público deve pautar sua conduta pelo princípio da


legalidade, devendo sempre decidir entre o legal e o ilegal, abstendo-
se de agir segundo a ponderação entre o honesto e o desonesto.

Das Regras Deontológicas

II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético


de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o
legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente,
o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e
o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°,
da Constituição Federal.

(VERDADEIRA) O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na


conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do
ato administrativo.

Das Regras Deontológicas

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção


entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é
sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a

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finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá
consolidar a moralidade do ato administrativo.

(VERDADEIRA) Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não


pode omiti-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa
interessada ou da Administração Pública.

Das Regras Deontológicas

VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode


omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da
própria pessoa interessada ou da Administração Pública.
Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder
corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que sempre
aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma
Nação.

Gabarito: B

(ESAF/AnaTA-MTUR/2014) As comissões de ética pública,


dispostas no Decreto n. 1.171/1994, constituem-se de:

I. órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta.

II. órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e


indireta.

III. autarquias e fundações.

IV. qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo


poder público.

V. órgãos e entidades da Administração Pública e Poder Judiciário.

Está correto o que se afirma em:

a) I e II apenas.

b) II e IV apenas.

c) IV e V apenas.

d) I, II, III e IV apenas.

e) Todas estão corretas.

Comentários

DAS COMISSÕES DE ÉTICA

XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública


Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em
qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas
pelo poder público, deverá ser criada uma Comissão de Ética,
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encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do
servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público,
competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de
procedimento susceptível de censura.

Como já afirmado, o Decreto 1.171/1994 é aplicado apenas no


âmbito do Poder Executivo Federal. Logo, item V incorreto.

Gabarito: D

(ESAF/AnaTA-MTUR/2014) De acordo com o Código de Ética,


conforme Decreto n. 1.171, de 22 de junho de 1994, assinale a opção
incorreta.

a) A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos


princípios morais devem nortear o servidor público, seja no exercício
do cargo ou função, ou fora dele.

b) A função pública deve ser tida como exercício profissional e,


portanto, não se integra na vida particular de cada servidor público.

c) A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção


entre o bem e o mal.

d) Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou


indiretamente significa causar-lhe dano moral.

e) A ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator


de desmoralização do serviço público.

Comentários

a) A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos


princípios morais devem nortear o servidor público, seja no exercício
do cargo ou função, ou fora dele.

Das Regras Deontológicas

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos


princípios morais são primados maiores que devem nortear o
servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora
dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal.
Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a
preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.

b) A função pública deve ser tida como exercício profissional e,


portanto, não se integra na vida particular de cada servidor público.

Das Regras Deontológicas

VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e,


portanto, se integra na vida particular de cada servidor público.

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Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua
vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida
funcional.

c) A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção


entre o bem e o mal.

Das Regras Deontológicas

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à


distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de
que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a
finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a
moralidade do ato administrativo.

d) Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou


indiretamente significa causar-lhe dano moral.

Das Regras Deontológicas

IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao


serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal
uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente
significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a
qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por
descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao
equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens
de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas
esperanças e seus esforços para construí-los.

e) A ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator


de desmoralização do serviço público.

Das Regras Deontológicas

XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de


trabalho é fator de desmoralização do serviço público, o que
quase sempre conduz à desordem nas relações humanas.

Gabarito: B

(ESAF/AnaTA-MTUR/2014) Julgue os itens a seguir e assinale a


opção correta.

I. A Comissão de Ética Pública será integrada por cinco brasileiros que


preencham os requisitos de idoneidade moral e reputação ilibada e
notória experiência, designados pelo Presidente da República, para
mandatos de três anos, permitida uma única recondução.

II. A atuação na Comissão de Ética Pública enseja remuneração para


seus membros e os trabalhos nela desenvolvidos são considerados
prestação de relevante serviço público.

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III. Compete à Comissão de Ética Pública apurar condutas em
desacordo com as normas nele previstas, quando praticadas pelas
autoridades a ele submetidas.

IV. A Comissão de Ética Pública contará com uma Secretaria-


Executiva, vinculada à Casa Civil da Presidência da República, à qual
competirá prestar o apoio técnico e administrativo aos trabalhos da
Comissão.

V. À pessoa que esteja sendo investigada, é assegurado o direito de


ter vista dos autos, no recinto das Comissões de Ética, somente após
ter sido notificada da existência do procedimento investigatório.

a) apenas I e IV estão corretos.

b) apenas II, III e IV estão corretos.

c) apenas III e IV estão corretos.

d) apenas I, II e III estão corretos.

e) Todos estão corretos.

Comentários

I. A Comissão de Ética Pública será integrada por cinco brasileiros que


preencham os requisitos de idoneidade moral e reputação ilibada e
notória experiência, designados pelo Presidente da República, para
mandatos de três anos, permitida uma única recondução.

Art. 3º A CEP será integrada por sete brasileiros que preencham os


requisitos de idoneidade moral, reputação ilibada e notória
experiência em administração pública, designados pelo Presidente da
República, para mandatos de três anos, não coincidentes, permitida
uma única recondução.

II. A atuação na Comissão de Ética Pública enseja remuneração para


seus membros e os trabalhos nela desenvolvidos são considerados
prestação de relevante serviço público.

Art. 3º, § 1º A atuação no âmbito da CEP não enseja qualquer


remuneração para seus membros e os trabalhos nela desenvolvidos
são considerados prestação de relevante serviço público.

III. Compete à Comissão de Ética Pública apurar condutas em


desacordo com as normas nele previstas, quando praticadas pelas
autoridades a ele submetidas.

Art. 4º À CEP compete:

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c) apurar, mediante denúncia, ou de ofício, condutas em
desacordo com as normas nele previstas, quando praticadas
pelas autoridades a ele submetidas.

IV. A Comissão de Ética Pública contará com uma Secretaria-


Executiva, vinculada à Casa Civil da Presidência da República, à qual
competirá prestar o apoio técnico e administrativo aos trabalhos da
Comissão.

Art. 4º, Parágrafo único. A CEP contará com uma Secretaria-


Executiva, vinculada à Casa Civil da Presidência da República,
à qual competirá prestar o apoio técnico e administrativo aos
trabalhos da Comissão.

V. À pessoa que esteja sendo investigada, é assegurado o direito de


ter vista dos autos, no recinto das Comissões de Ética, somente após
ter sido notificada da existência do procedimento investigatório.

Art. 14. A qualquer pessoa que esteja sendo investigada é


assegurado o direito de saber o que lhe está sendo imputado, de
conhecer o teor da acusação e de ter vista dos autos, no recinto das
Comissões de Ética, mesmo que ainda não tenha sido notificada
da existência do procedimento investigatório.

Gabarito: C

(ESAF/Ana Sist-MIN/2012) Considerando-se as normas aplicáveis


ao Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal, assinale a
opção incorreta.

a) As pessoas jurídicas de direito privado podem provocar a atuação


de Comissão de Ética para apuração de infração ética imputada a
agente público.

b) As Comissões de Ética, ao concluir pela existência de falta de ética,


poderão aplicar ao servidor penas disciplinares como a de advertência
e suspensão.

c) A abertura de processo para apuração de infração de natureza


ética não depende de recebimento de denúncia.

d) Até sua conclusão, os procedimentos instaurados para apuração de


possíveis infrações das normas éticas serão mantidos com a chancela
de "reservado".

e) Nem sempre a identidade do denunciante de infração às normas


éticas será mantida sob reserva.

Comentários

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a) As pessoas jurídicas de direito privado podem provocar a atuação
de Comissão de Ética para apuração de infração ética imputada a
agente público.

Art. 11. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de


direito privado, associação ou entidade de classe poderá provocar a
atuação da CEP ou de Comissão de Ética, visando à apuração de
infração ética imputada a agente público, órgão ou setor específico de
ente estatal.

b) As Comissões de Ética, ao concluir pela existência de falta de ética,


poderão aplicar ao servidor penas disciplinares como a de advertência
e suspensão.

Assim dispõe o §5º do art. 12:

Se a conclusão for pela existência de falta ética, além das


providências previstas no Código de Conduta da Alta
Administração Federal e no Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, as Comissões
de Ética tomarão as seguintes providências, no que couber:

I - encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo ou função


de confiança à autoridade hierarquicamente superior ou devolução ao
órgão de origem, conforme o caso;

II - encaminhamento, conforme o caso, para a Controladoria-Geral da


União ou unidade específica do Sistema de Correição do Poder
Executivo Federal de que trata o Decreto nº 5.480, de 30 de junho de
2005, para exame de eventuais transgressões disciplinares; e

III - recomendação de abertura de procedimento administrativo, se a


gravidade da conduta assim o exigir.

Vejamos agora, primeiramente o que dispõe o Código de Conduta


da Alta Administração Federal:

Art. 17. A violação das normas estipuladas neste Código acarretará,


conforme sua gravidade, as seguintes providências:

I - advertência, aplicável às autoridades no exercício do cargo;

II - censura ética, aplicável às autoridades que já tiverem deixado o


cargo.

Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas


pela CEP, que, conforme o caso, poderá encaminhar sugestão de
demissão à autoridade hierarquicamente superior.

Por fim, assim dispõe o inciso XXII do Decreto 1.171/1994 (Código de


Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal):

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XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a
de censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer,
assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.

Portanto, a afirmação de que apenas a pena de censura é cabível de


aplicação pelas CEP está incorreta. Assim, essas comissões podem
aplicar a pena de censura e de advertência, a depender do
apenado. Se servidor, apenas a pena de censura. Se Alta Autoridade,
pena de censura se não mais no exercício do cargo ou advertência, se
no exercício do cargo. Daí, temos a conclusão de que as penas não
são cumulativas.

c) A abertura de processo para apuração de infração de natureza


ética não depende de recebimento de denúncia.

Art. 4º À CEP compete:

c) apurar, mediante denúncia, ou de ofício, condutas em desacordo


com as normas nele previstas, quando praticadas pelas autoridades a
ele submetidas.

d) Até sua conclusão, os procedimentos instaurados para apuração de


possíveis infrações das normas éticas serão mantidos com a chancela
de "reservado".

Art. 13. Será mantido com a chancela de “reservado”, até que


esteja concluído, qualquer procedimento instaurado para apuração de
prática em desrespeito às normas éticas.

e) Nem sempre a identidade do denunciante de infração às normas


éticas será mantida sob reserva.

Art. 10, II - proteção à identidade do denunciante, que deverá ser


mantida sob reserva, se este assim o desejar.

Gabarito: B

(ESAF/AFT-MTE/2006) De acordo com o Decreto n. 1.171/1994


(Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal), é vedado ao servidor público:

I. determinar a um servidor que lhe é subordinado que vá ao banco


pagar suas contas pessoais (contas do mandante).

II. informar a um amigo sobre ato de caráter geral que está para ser
publicado, cujo teor o beneficia (o amigo), mas que ainda é
considerado assunto reservado no âmbito da Administração Pública.

III. exercer atividade no setor privado.

IV. ser membro de organização que defende a utilização de crianças


como mão-de-obra barata.

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V. representar contra seus superiores hierárquicos.

Estão corretas:

a) apenas as afirmativas I, II e IV.

b) as afirmativas I, II, III, IV e V.

c) apenas as afirmativas I e IV.

d) apenas as afirmativas I, II, IV e V.

e) apenas as afirmativas II e IV.

Comentários

Item I – CERTO. Não é uma conduta ética exigir que o subordinado


pratique atos, dentro ou fora do horário de trabalho, para
atendimento a fins particulares. Infelizmente, ainda que em pequena
dose, verificarmos o uso dos recursos humanos e material da
Administração para fins particulares.

Item II - CERTO. Imagina o Diretor de área estratégica da Petrobras


que tenha um "amigão" que é viciado em Bolsa de Valores. O Diretor,
ao ter acesso à descoberta de um novo Pré-Sal, comunica
antecipadamente ao amigo-do-peito. Esse não gosta nada de Bolsa e
compra 1 milhão de reais de ações da Petrobras. Não é, certamente,
uma conduta ética.

Item III - ERRADO. O Código não veda, como regra, o exercício de


atividades privadas. Assim, se o servidor da Receita Federal quiser
abrir uma "birosca", não haverá impedimento. Veda-se, sim, o
exercício de atividades privadas em conflito com o exercício da função
pública, afinal, a vida privada é só uma extensão da vida pública. Por
exemplo: Auditores Fiscais não podem advogar, por razões óbvias!

Item IV - CERTO. O Código é expresso ao vedar ao servidor dar o


seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a
honestidade ou a dignidade da pessoa humana.

Item V - ERRADO. Vedado? Fala sério! Isso é dever. O subordinado


não pode punir o chefe, isso é induvidoso. Porém, diante de
irregularidade constatada, deve comunicar ao superior hierárquico.
Perceba que não é facultativo, é dever!

Gabarito: A

(ESAF/AFT-MTE/2006) Ética no Setor Público pode ser qualificada


como:

I. agir de acordo com o que está estabelecido em lei e, também, com


os valores de justiça e honestidade.

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II. responsabilidade do servidor público por aquilo que fez e,
também, por aquilo que não fez mas que deveria ter feito.

III. equilíbrio entre a legalidade e finalidade do ato administrativo,


visando à consolidação da moralidade administrativa.

IV. não omitir a verdade, ainda que contrária aos interesses da


Administração.

V. respeito ao cidadão, não protelando o reconhecimento dos seus


direitos nem criando exigências além das estritamente necessárias.

Estão corretas:

a) apenas as afirmativas I e V.

b) apenas as afirmativas I, III e V.

c) apenas as afirmativas III e V.

d) apenas as afirmativas II e V.

e) as afirmativas I, II, III, IV e V.

Comentários

A resposta é letra E. Todos os itens estão corretos.

Abaixo os dispositivos do Código de Ética Profissional do Servidor


Público Civil do Poder Executivo Federal correspondentes.

Das Regras Deontológicas

II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético


de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e
o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o
oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o
desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da
Constituição Federal.

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção


entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é
sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade,
na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade
do ato administrativo.

VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-
la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa
interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode
crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro,
da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a
dignidade humana quanto mais a de uma Nação.

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IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao
serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma
pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa
causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer
bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido
ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e
às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade
que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus
esforços para construí-los.

X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução


que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a
formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na
prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou
ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos
usuários dos serviços públicos.

XI - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de


seus superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e,
assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso e
o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e
caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da função
pública.

Gabarito: E

(ESAF/AFT-MTE/2010) De acordo com o Código de Ética


Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, o
servidor público deve:

I. exercer, com estrita moderação, as prerrogativas do cargo,


abstendo-se de usá-las em benefício próprio ou de terceiro.

II. escolher a opção que melhor atenda aos interesses do governo,


quando estiver diante de mais de uma.

III. zelar pelas exigências específicas da defesa da vida e da


segurança coletiva, quando no exercício do direito de greve.

IV. agir com cortesia, boa vontade e respeito pelo cidadão que paga
os seus tributos.

V. resistir às pressões ilegais ou aéticas e denunciá-las, mesmo que


os interessados sejam seus superiores hierárquicos.

Estão corretas:

a) as afirmativas I, II, III, IV e V.

b) apenas as afirmativas I, II e V.

c) apenas as afirmativas I, II e IV.

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d) apenas as afirmativas I, II e III.

e) apenas as afirmativas I, III, IV e V.

Comentários

Transcrição do Decreto 1.171/1994).

XIV - São deveres fundamentais do servidor público:

c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do


seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas
opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum (item II
INCORRETO, NÃO É INTERESSE DO GOVERNO)

g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando


a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do
serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de
raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e
posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral
(ITEM IV);

i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de


contratantes, interessados e outros que visem obter quaisquer
favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações
imorais, ilegais ou aéticas e denunciá-las (ITEM V);

j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas


da defesa da vida e da segurança coletiva (ITEM III);

t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe


sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos
legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos
jurisdicionados administrativos (item I).

Gabarito: E

(ESAF/AFRFB-SRFB/2003) Das condutas relacionadas a seguir,


indique todas as que constituem deveres éticos do servidor público:

I. ser probo, leal e justo no exercício das suas funções;

II. desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou


emprego público de que seja titular;

III. exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que


lhe sejam atribuídas;

IV. agir de forma a beneficiar aqueles que colaboram com o governo.

a) I, II e IV

b) II, III e IV

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c) I, III e IV

d) I, II e III

e) I, II, III e IV

Comentários

Apenas o Item IV não é um dever. Beneficiar alguém que colabora


com o Governo? Só se for a Delta, né? Nem a Delta!

Os demais estão de acordo com o Código de Ética Profissional do


Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. Referências:

XIV - São deveres fundamentais do servidor público:

a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou


emprego público de que seja titular; (Item II)

c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do


seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas
opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum; (Item I)

t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe


sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos
legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos
jurisdicionados administrativos. (Item III)

Gabarito: D

(ESAF/AFC-CGU/2004) Não têm a obrigação de constituir as


comissões de ética previstas no Decreto nº 1.171/1994 (Código de
Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal):

a) as autarquias federais.

b) as empresas públicas federais.

c) as sociedades de economia mista.

d) os órgãos do Poder Judiciário.

e) os órgãos e entidades que exerçam atribuições delegadas pelo


poder público.

Comentários

O Código de Ética é para o Poder Executivo Federal. Logo não há,


nos termos do Código, obrigatoriedade de o Judiciário criar as
comissões de ética.

Estabelece o Decreto 1.171/1994:

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XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública
Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer
órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder
público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de
orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no
tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-
lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento
susceptível de censura.

Gabarito: D

(ESAF/AFC-CGU/2004) Para os fins do Código de Conduta do


Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, entende-se por
servidor público:

I. os servidores públicos titulares de cargo efetivo.

II. os titulares de cargo em comissão.

III. os empregados de sociedades de economia mista.

IV. os que, temporariamente, prestam serviços à Administração


Pública Federal, desde que mediante retribuição financeira.

Estão corretos os itens:

a) I, II, III e IV

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I, II e IV

e) I, II e III

Comentários

A seguir, o conceito de servidor público, nos termos do Código de


Ética:

XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se


por servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de
qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente,
temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira,
desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder
estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades
paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia
mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.

Conclui-se, assim, pela incorreção apenas do item IV, afinal a


inexistência de retribuição financeira não desnatura a qualidade de
servidor público.

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Resposta: letra (V, V, V, F).

Gabarito: E

(ESAF/AFC-CGU/2004) São autoridades submetidas ao Código de


Conduta da Alta Administração Federal:

I. Ministros de Estado e Secretários Executivos do governo federal.

II. Presidentes e diretores de empresas públicas e de sociedades de


economia mista.

III. Titulares de cargo de Secretário das secretarias de governo nos


Estados.

IV. Presidentes e diretores de autarquias federais.

Estão corretos os itens:

a) I, II e III

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I, II e IV

e) I, II, III e IV

Comentários

Abaixo, o art. 2º do Código de Conduta da Alta Administração


Federal:

Art. 2º As normas deste Código aplicam-se às seguintes autoridades


públicas:

I - Ministros e Secretários de Estado;

II - titulares de cargos de natureza especial, secretários-executivos,


secretários ou autoridades equivalentes ocupantes de cargo do
Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível seis;

III - presidentes e diretores de agências nacionais, autarquias,


inclusive as especiais, fundações mantidas pelo Poder Público,
empresas públicas e sociedades de economia mista.

Na boa, precisa do art. 2º para afastar a correção do item III? Claro


que não! O enunciado foi bem claro: Código de Conduta da Alta
Administração Federal.

Gabarito: D

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(ESAF/AFC-CGU/2004) O sócio majoritário de um grande jornal de
circulação nacional foi nomeado para o cargo de Secretário de
Comunicação Social do governo federal. Nessa hipótese, ele:

I. terá que se afastar da direção da empresa jornalística.

II. não poderá ter participação nos lucros da empresa.

III. terá que informar à Comissão de Ética Pública a sua participação


no capital social da empresa e indicar o modo pelo qual pretende
evitar eventual conflito de interesse.

IV. deverá abster-se de participar de decisão, ainda que coletiva, que


afete interesse da referida empresa.

Estão corretos os itens:

a) I, II e III

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I, II e IV

e) I, II, III e IV

Comentários

O conflito de interesse é a situação gerada pelo confronto entre


interesses públicos e privados que possa comprometer o interesse
coletivo ou influenciar, de maneira imprópria, o desempenho da
função pública.

No enunciado, ora analisado, o cargo de Secretário de Comunicação


não é compatível com a direção de empresa jornalística. Não há
impedimento, obviamente, de ser sócio da empresa (incorreção do
item II).

Nos termos da Resolução 8, de 2003, sobre conflito de interesses, a


autoridade poderá continuar sócia da empresa, no entanto deverá
abrir mão da direção para evitar o eventual conflito. E a Comissão de
Ética Pública (CEP) deverá ser comunicada pela autoridade, a quem
competirá opinar se a medida foi ou não suficiente para evitar o
conflito de interesse.

Resposta: (V, F, V, V).

Gabarito: C

(ESAF/AFC-CGU/2004) Relativamente às autoridades submetidas


ao Código de Conduta da Alta Administração Federal:

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I. é vedado à autoridade manifestar-se publicamente sobre o mérito
de questão que lhe será submetida para decisão.

II. após deixar o cargo, a autoridade não poderá atuar em benefício


de sindicato, em processo do qual tenha participado em razão do
cargo.

III. as sanções que a Comissão de Ética Pública pode aplicar são:


advertência, censura e demissão do cargo.

IV. a Comissão de Ética Pública poderá instaurar, de ofício ou em


razão de denúncia fundamentada, processo destinado a apurar
infração ética.

Estão corretos os itens:

a) I, II e III

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I, II e IV

e) I, II, III e IV

Comentários

Item I - CORRETO. Nos termos do Código de Conduta da Alta


Administração Federal, em seu art. 12, é vedado à autoridade pública
opinar publicamente a respeito:

I - da honorabilidade e do desempenho funcional de outra autoridade


pública federal; e

II - do mérito de questão que lhe será submetida, para decisão


individual ou em órgão colegiado.

Item II - CORRETO. Segundo o art. 14 do Código, depois de deixar o


cargo, a autoridade pública não poderá:

I - atuar em benefício ou em nome de pessoa física ou jurídica,


inclusive sindicato ou associação de classe, em processo ou negócio
do qual tenha participado, em razão do cargo;

II - prestar consultoria a pessoa física ou jurídica, inclusive sindicato


ou associação de classe, valendo-se de informações não divulgadas
publicamente a respeito de programas ou políticas do órgão ou da
entidade da Administração Pública Federal a que esteve vinculado ou
com que tenha tido relacionamento direto e relevante nos seis meses
anteriores ao término do exercício de função pública.

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Item III - INCORRETO. No Código de Ética (Decreto 1.171), previu-
se apenas a penalidade de “censura”. No entanto, segundo o Código,
para as Altas Autoridades, além da pena de censura, caberá a
penalidade de advertência. Atente-se para o fato de o enunciado
fazer menção ao Decreto ou ao Código de Conduta.

Segundo o Código, a advertência é aplicável se a autoridade


ainda estiver no exercício do cargo. Agora, uma vez exonerada,
caberá a censura ética. Logo, não são penalidades cumulativas,
pois dependem, para a aplicação, de a autoridade estar ou não no
exercício do cargo.

Item IV - CORRETO. A instauração do processo dá-se mediante


provocação ou de ofício. Abaixo, o art. 12 do Decreto 6.029, de 2007.

Art. 12. O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao


preceituado no Código de Conduta da Alta Administração Federal e no
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal será instaurado, de ofício ou em razão de
denúncia fundamentada, respeitando-se, sempre, as garantias do
contraditório e da ampla defesa, pela Comissão de Ética Pública ou
Comissões de Ética de que tratam o incisos II e III do art. 2º,
conforme o caso, que notificará o investigado para manifestar-se, por
escrito, no prazo de dez dias.

Gabarito: D

(ESAF/Ana Sist-MIN/2012) Sobre o tema do conflito de interesses


no serviço público, assinale a opção correta.

a) A participação de autoridades públicas em conselhos fiscais e de


administração em empresas privadas é absolutamente vedada.

b) O trabalho meramente voluntário em organizações do terceiro


setor, sem finalidade lucrativa, não é apto a suscitar conflitos de
interesses com a Administração.

c) Suscita conflito de interesses o exercício de atividade que possa


transmitir à opinião pública dúvida sobre a integridade da autoridade.

d) A caracterização do conflito de interesses depende da obtenção de


algum ganho pela autoridade pública.

e) A ausência de integral dedicação aos cargos caracteriza conflito de


interesses apenas quando tratar-se de cargos de provimento efetivo.

Comentários

A Resolução 8, de 2003, veio regulamentar as situações que possam


suscitar conflito de interesses das autoridades submetidas ao Código
de Conduta da Alta Administração Federal.

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Nos termos da Resolução, suscita conflito de interesses o exercício de
atividade que:

a) em razão da sua natureza, seja incompatível com as atribuições do


cargo ou função pública da autoridade, como tal considerada,
inclusive, a atividade desenvolvida em áreas ou matérias afins à
competência funcional;

b) viole o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em


comissão ou função de confiança, que exige a precedência das
atribuições do cargo ou função pública sobre quaisquer outras
atividades; (daí, inclusive, a incorreção da alternativa "E")

c) implique a prestação de serviços a pessoa física ou jurídica ou a


manutenção de vínculo de negócio com pessoa física ou jurídica que
tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade;

d) possa, pela sua natureza, implicar o uso de informação à qual a


autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de
conhecimento público;

e) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade,


moralidade, clareza de posições e decoro da autoridade. (alternativa
C, nossa resposta)

Para a configuração do conflito de interesses, não há necessidade de


recebimento de qualquer ganho ou retribuição pela autoridade.
Exatamente, por isso, o trabalho voluntário em organizações do
terceiro setor, sem finalidade de lucro, também deverá observar o
conflito de interesses. Daí a incorreção das alternativas "B" e
"D".

Com o propósito de se prevenir da ocorrência de conflito, a


autoridade poderá adotar, conforme o caso, uma ou mais das
seguintes providências:

a) abrir mão da atividade ou licenciar-se do cargo, enquanto perdurar


a situação passível de suscitar conflito de interesses;

b) alienar bens e direitos que integram o seu patrimônio e cuja


manutenção possa suscitar conflito de interesses;

c) na hipótese de conflito de interesses específico e transitório,


comunicar sua ocorrência ao superior hierárquico ou aos demais
membros de órgão colegiado de que faça parte a autoridade, em se
tratando de decisão coletiva, abstendo-se de votar ou participar da
discussão do assunto;

d) divulgar publicamente sua agenda de compromissos, com


identificação das atividades que não sejam decorrência do cargo ou
função pública.

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E, nesse caso, a Comissão de Ética Pública deverá ser informada pela
autoridade e opinará, em cada caso concreto, sobre a suficiência da
medida adotada para prevenir situação que possa suscitar conflito de
interesses.

Não configura conflito de interesse a participação de autoridade em


conselhos de administração e fiscal de empresa privada, da qual a
União seja acionista, se a indicação foi institucional. É vedado, nessa
hipótese, participar de deliberação que possa suscitar conflito de
interesses com o Poder Público. Daí a incorreção da alternativa A.

Gabarito: C

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Lista de questões com gabaritos

1. (ESAF/AFRFB-SRFB/2003) De acordo com o Código de Ética


Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, "a
moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o
bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é sempre o
bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na
conduta do servidor, é que poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo".

Esse enunciado expressa:

a) o sentido do princípio da legalidade na Administração Pública.

b) que o estrito cumprimento da lei conduz à moralidade na


Administração Pública.

c) que o ato administrativo praticado de acordo com a lei não pode


ser impugnado sob o aspecto da moralidade.

d) que todo ato legal é também moral.

e) um valor ético que deve nortear a prática dos atos administrativos.

2. (ESAF/AFT-MTE/2003) No âmbito das regras deontológicas do


Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal,
assinale a afirmativa falsa.

a) Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é


fator de desmoralização do serviço público, o que quase sempre
conduz à desordem nas relações humanas.

b) O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de


seus superiores, velando atentamente por seu cumprimento e, assim,
evitando, a conduta negligente.

c) A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao


serviço público caracterizam o esforço pela disciplina.

d) O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do


servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo.

e) A função pública deve ser tida como exercício profissional e,


portanto, não se integra na vida particular de cada servidor público.

3. (ESAF/ATRFB-SRFB/2002) No âmbito do Código de Ética do


Servidor Público Federal, aprovado pelo Decreto nº 1.171, de 22 de
junho de 1994, não se considera vedação ao servidor público:

a) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos de seu


conhecimento para aprimorar o seu desempenho.
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b) pleitear vantagem de qualquer espécie para o desempenho de sua
missão.

c) tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento do


serviço público.

d) desviar servidor público para o atendimento a interesse particular.

e) incidir em acumulação remunerada de cargos públicos, não


autorizada constitucionalmente.

4. (ESAF/AFRFB-SRFB/2002) Pelo Código de Ética do Servidor


Público Federal, aprovado pelo Decreto nº 1.171, de 22 de junho de
1994, a sanção aplicada pela Comissão de Ética é de:

a) multa

b) advertência

c) suspensão

d) censura

e) repreensão

5. (ESAF/AFC-CGU/2004) As comissões de ética previstas no


Código de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal

a) não podem instaurar, de ofício, processo destinado a apurar


infração de natureza ética, cometida por servidor do órgão ou
entidade a que pertençam.

b) podem conhecer de representação, formulada por entidade


associativa regularmente constituída, contra servidor público, por
violação a norma éticoprofissional.

c) não podem conhecer de representação formulada contra o órgão


ou entidade a que pertençam, porque a representação tem de ser
feita contra servidor.

d) não têm por função conhecer de consulta sobre norma ético-


profissional.

e) têm competência para aplicar a pena de advertência.

6. (ESAF/AFC-CGU/2004) As infrações de natureza ética apuradas


pelas comissões de ética previstas no Código de Conduta do Servidor
Público Civil do Poder Executivo Federal

a) não podem ser informadas a outros órgãos encarregados de


apuração de infração disciplinar ou criminal, mesmo que sejam de
natureza grave.

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b) devem ficar restritas ao âmbito da própria comissão, sob pena de
configurar um bis in idem.

c) devem ser informadas ao órgão encarregado da execução do


quadro de carreira do servidor infrator, para o efeito de instruir e
fundamentar promoções.

d) não podem ser sancionadas com a pena de censura ética se o


processo de apuração não tiver observado o contraditório e a ampla
defesa, com todos os meios de prova assegurados em direito,
inclusive testemunhal e pericial.

e) não podem ser objeto de qualquer recurso.

7. (ESAF/AFC-CGU/2006) De acordo com o Código de Ética


Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal,
aprovado pelo Decreto n. 1.171, de 22.6.1994 "o servidor público não
poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim,
não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o
injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno,
mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as
regras contidas no art. 37, caput, e § 4o, da Constituição Federal".

Esse enunciado expressa

a) o princípio da legalidade na Administração Pública.

b) a regra da discricionariedade dos atos administrativos.

c) a impossibilidade de um ato administrativo, praticado de acordo


com a lei, ser impugnado sob o aspecto da moralidade.

d) um valor ético destinado a orientar a prática dos atos


administrativos.

e) que todo ato legal é também justo.

8. (ESAF/AFC-CGU/2004) São regras de conduta que devem ser


observadas pelas autoridades submetidas ao Código de Conduta da
Alta Administração Federal:

I. comunicar à Comissão de Ética Pública os atos de gestão de bens


cujo valor possa ser substancialmente afetado por decisão ou política
governamental da qual tenha prévio conhecimento em razão do cargo
ou função.

II. não participar de seminário ou congresso com despesas custeadas


pelo promotor do evento, mesmo que este não tenha interesse em
decisão a ser tomada pela autoridade.

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III. tornar pública sua participação em empresa que negocie com o
Poder Público, quando essa participação for superior a cinco por cento
do capital da empresa.

IV. não receber favores de particulares, de forma a permitir situação


que possa gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade.

Estão corretos os itens:

a) I, III e IV

b) II, III e IV

c) I, II e III

d) I, II e IV

e) I, II, III e IV

9. (ESAF/AnaTA-MTUR/2012) Não suscita conflito de interesse a


atividade que:

a) viole o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em


comissão ou função de confiança.

b) possa implicar o uso de informação à qual a autoridade tenha


acesso em razão do cargo.

c) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade,


moralidade e decoro da autoridade.

d) seja compatível com as atribuições do cargo ou função pública da


autoridade.

e) implique a prestação de serviços a terceiros ou pessoa jurídica que


tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade.

10. (ESAF/AnaTA-MTUR/2012) Não suscita conflito de interesse a


atividade que:

a) viole o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em


comissão ou função de confiança.

b) possa implicar o uso de informação à qual a autoridade tenha


acesso em razão do cargo.

c) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade,


moralidade e decoro da autoridade.

d) seja compatível com as atribuições do cargo ou função pública da


autoridade.

e) implique a prestação de serviços a terceiros ou pessoa jurídica que


tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade.
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Gabaritos

1 E 3 E 5 B 7 D 9 D

2 E 4 D 6 C 8 A 10 D

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