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CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIREITO TRIBUTÁRIO 2012 – 1º SEMESTRE

Aluno: Rodrigo Bernardi Bracale


Endereço: Al. Lorena, nº 280, Apto. 103. São Paulo-SP.

Aula 04 – 31/03/2012

Interpretação, vigência e aplicação da legislação tributária


José Maria Arruda de Andrade

Indicações de leitura:
1) ANDRADE, José Maria Arruda de. Do Texto à Norma e da Norma ao Texto. O Aspecto
Construtivo da Aplicação Jurídica.

O desenvolvimento histórico apresenta a interpretação a partir da estrita legalidade. A


adoção do primado da estrita legalidade significa dizer que, em caso de dúvida ou não, o
intérprete deve se ater ao dispositivo estrito da previsão normativa da obrigação tributária; não
atendido seus pressupostos, não identificados todos os seus elementos, indevida será a
incidência, com isso, privilegia o positivismo e o formalismo.
A interpretação pode ser vista como definição do sentido, conteúdo e alcance da norma,
ato racional de compreensão, determinação da aplicação correta, atividade lógica que declara o
conteúdo preexistente, definição se sua essência e das situações nas quais ela deve ser utilizada.
A interpretação como operação construtiva de sentido normativo apresenta que o
conjunto de atividades de aplicação de uma norma em sentido estrito resulta em uma construção
e não em uma descoberta de sentido do texto interpretado.
Interpretação diverge de integração. A primeira geralmente é entendida como processo
de descoberta e definição do sentido e alcance da norma, e a segunda, como processo criativo
no qual uma lacuna da lei é preenchida.
Segundo a perspectiva decisionista, o interpreta não conhece seu objeto de estudo como
algo meramente externo a ser captado por seu sistema nervoso e depois reconstruído
parcialmente. Já forma pragmática de análise, essa como maneira de abandono das razões,
essências e fundamento do ordenamento jurídico, da racionalidade jurídica, em prol de outra
perspectiva, que, ainda que delimitadora da racionalidade humana permita, a partir desses
limites, traçar elementos críticos sobre o papel de quem decide e da função da dogmática e da
teoria do direito.
Especificamente sobre a interpretação fiscal, a legalidade tributária, determinada pelo
art. 151, I, da CF e pelo art. 97 do CTN, impõe ao intérprete a existência de uma lei em sentido
formal para que s aumente, institua ou prescreva qualquer elemento da hipótese de incidência
tributária abstrata. O art. 108 do CTN, sem seu §1º, veda a aplicação da analogia gravosa ao
contribuinte (imputação de tributo por meio de analogia).