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Relatório do Software Anti-plágio CopySpider


Para mais detalhes sobre o CopySpider, acesse: https://copyspider.com.br

Instruções
Este relatório apresenta na próxima página uma tabela na qual cada linha associa o conteúdo do arquivo
de entrada com um documento encontrado na internet (para "Busca em arquivos da internet") ou do
arquivo de entrada com outro arquivo em seu computador (para "Pesquisa em arquivos locais"). A
quantidade de termos comuns representa um fator utilizado no cálculo de Similaridade dos arquivos sendo
comparados. Quanto maior a quantidade de termos comuns, maior a similaridade entre os arquivos. É
importante destacar que o limite de 3% representa uma estatística de semelhança e não um "índice de
plágio". Por exemplo, documentos que citam de forma direta (transcrição) outros documentos, podem ter
uma similaridade maior do que 3% e ainda assim não podem ser caracterizados como plágio. Há sempre a
necessidade do avaliador fazer uma análise para decidir se as semelhanças encontradas caracterizam ou
não o problema de plágio ou mesmo de erro de formatação ou adequação às normas de referências
bibliográficas. Para cada par de arquivos, apresenta-se uma comparação dos termos semelhantes, os
quais aparecem em vermelho.
Veja também:
Analisando o resultado do CopySpider
Qual o percentual aceitável para ser considerado plágio?

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Arquivos Termos comuns Similaridade


Pratica Pedagógica.docx X 56 1,36
https://home.unicruz.edu.br/seminario/anais/anais-
2012/ccs/uma reflexao sobre a educacao fisica escolar no
ensino fundamental.pdf
Pratica Pedagógica.docx X 53 1,21
https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/view/21
75-80402.2020e67312
Pratica Pedagógica.docx X 129 1,17
http://calafiori.edu.br/wp-content/uploads/2019/09/O-ENSINO-
DO-ATLETISMO-EM-AULAS-DE.pdf
Pratica Pedagógica.docx X 143 1,13
https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/avaliaca
o-aprendizagem-compreensao-analise-reflexao-critica-pratica-
docente.htm
Pratica Pedagógica.docx X 34 0,69
https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/como-
desenvolver-capacidade-aprender.htm
Pratica Pedagógica.docx X 8 0,07
https://brainly.com.br/tarefa/33847349
Pratica Pedagógica.docx X 3 0,06
http://www.boaventuradesousasantos.pt/pages/en/books.php
Pratica Pedagógica.docx X - - Parece que o documento foi removido
http://www.intaead.com.br/ebooks1/livros/ed%20fisica/20.%20E do site ou nunca existiu. HTTP response
F%20na%20Escola%20quest%F5es%20e%20reflex%F5es.pdf/ code: 404 -
http://www.intaead.com.br/ebooks1/livros/
ed%20fisica/20.%20EF%20na%20Escola
%20quest%F5es%20e%20reflex%F5es.p
df/
Pratica Pedagógica.docx X - - Parece que o documento foi removido
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/41548/1/01d do site ou nunca existiu. HTTP response
19t02.pdf/ code: 404 -
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/12
3456789/41548/1/01d19t02.pdf/
Pratica Pedagógica.docx X - - Parece que o documento foi removido
https://books.google.com.br/books?id=tniADwAAQBAJ/ do site ou nunca existiu. HTTP response
code: 404 -
https://books.google.com.br/books?id=tni
ADwAAQBAJ/

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Arquivo 1: Pratica Pedagógica.docx (3115 termos)
Arquivo 2: https://home.unicruz.edu.br/seminario/anais/anais-2012/ccs/uma reflexao sobre a educacao
fisica escolar no ensino fundamental.pdf (1037 termos)
Termos comuns: 56
Similaridade: 1,36%
O texto abaixo é o conteúdo do documento Pratica Pedagógica.docx. Os termos em vermelho foram
encontrados no documento https://home.unicruz.edu.br/seminario/anais/anais-2012/ccs/uma reflexao
sobre a educacao fisica escolar no ensino fundamental.pdf
=================================================================================
Pratica Pedagógica
Para Bracht (2010), o quadro atual da disciplina de Educação Física no contexto escolar é resultante de
diferentes fatores, dentre os quais ele destaca as políticas educacionais e esportivas brasileiras, a
conjuntura política nacional, podemos citar como política estruturante da educação Nacional a Lei de
Diretrizes e base da Educação, instituída a partir da Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, e
concomitante a esse os Parâmetro Curriculares Nacionais (PCN’s) da Educação Física (BRASIL,1999),
posterior a isso houve a reformulação das propostas curriculares nacionais, atualmente dever-se-á utilizar
a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL,2017) que é o documento normativo para as redes de ensino
e suas instituições públicas e privadas, que deve ser utilizado como referência obrigatória para elaboração
dos currículos escolares e propostas pedagógicas para o ensino infantil, ensino fundamental e ensino
médio em todo território Nacional.
Para que seja possível através do esporte alcançar os objetivos propostos na BNCC é necessário que o
professor/a além de conhecer o documento e seus orientativos, consiga compreender o que é a prática
pedagógica, seus elementos estruturantes, além de compreender como essa se insere no contexto escolar
.
A compreensão e interpretação do conteúdo esporte pode ser muito ampla, abrindo grandes
possibilidades educativas entre quem ensina e quem aprende, a forma com que esse esporte é
desenvolvido na escola pode ser chamado de prática pedagógica.
A prática pedagógica deve ser uma ação propositiva do professor/a, que objetive nos diversos momentos
envolver situações em que os alunos possam interagir uns com os outros, participando das relações
sociais, desenvolvendo relações interpessoais, ampliando o modo de compreender , valorizar e respeitar a
si e os outros (BRASIL, 2017), explorando as diferentes linguagens e movimentos, como também se
comunicando e expressando-se a partir do entrelaçamento entre o corpo, emoção e linguagem
(MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004).
Para que possa ser considerado como prática pedagógica no que tange à Educação Física Escolar, e, o
ensino do atletismo como componente curricular, é necessário que o/a professor/a participe do processo
mediando e sistematizando as atividades, a fim de atingir os objetivos elencados em seu planejamento
inicial.
A prática pedagógica é definida por três pilares específicos, sendo eles: o planejamento, metodologia e
avaliação do processo de aprendizagem (ZABALA, 1998), independente de qual seja o nível em que o/a
professor/a atua. Contudo, é possível afirmar que a efetividade da prática pedagógica é pautada na
relação entre o pedagógico e o didático, como esse professor aprendeu para que possa ensinar. E é a
partir da relação existente entre a teoria e a prática, que resulta na compreensão do professor/a sobre os

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objetivos, e necessidades dos alunos no contexto em que estão inseridos.


Planejamento
O planejamento é uma atividade reflexiva acerca dos métodos e ações possíveis de serem utilizados para
o desenvolvimento da aula/disciplina, este se faz necessário para que possamos delinear o possível
desenvolvimento da(s) aula(s) a curto, médio e longo prazo, sendo assim fundamental para a consolidação
da prática pedagógica, segundo Libâneo (2001, p. 221)

O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em
termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e
adequação no decorrer do processo de ensino. O planejamento é um meio para se programar as ações
docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão docente [...].

O planejamento das aulas de Educação Física assume a função de assegurar a coerência, organização e
coordenação do trabalho docente, evitando a improvisação e oportunizando aos educando o ensino
sistematizado pautado nas necessidades educativas de cada grupo. Através do planejamento o professor
é capaz de disponibilizar a articulação entre tarefas da escola e as exigências do contexto social,
facilitando o processo de participação democrática;
Ostetto,2000 afirma que “o planejamento não pode ser confundido com uma ficha preenchida
formalmente com uma lista de o que se pretende durante o desenvolvimento da aula” . Logo o
planejamento do processo educativo deve ser compreendido e assumido no cotidiano como um processo
de reflexão, antes, durante e após a aula, ainda de acordo com Ostetto,2000 “mais do que ser um papel
preenchido, é atitude e envolve todas as ações e situações do educador no cotidiano do seu trabalho
pedagógico”.
Planejar compreende a atitude de traçar de forma objetiva, projetar, programar, elaborar um roteiro para
empreender a busca pelo conhecimento, que aos alunos oportunize a interação de experiencias,
desenvolvendo e vislumbrando múltiplos significados. O planejamento parte do fazer pedagógico, e ao
educador oportuniza a crítica sobre o trabalho docente, possibilitando ao educador, pensar, repensar, e
revisar em busca de novos significados para a sua prática pedagógica. O planejamento marca a
intencionalidade do processo educativo, mas não pode ficar só na intenção, ou melhor, só na
imaginação, na concepção, OSTETTO,2000.
É somente partindo do planejamento que poderemos assegurar a coerência da prática do trabalho
docente, inter-relacionando: os objetivos (para que ensinar), os conteúdos (o que ensinar), os métodos e
técnicas (como ensinar) e posterior a esses, a avaliação. Ainda segundo Libâneo,2010 o planejamento é
um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios de realização do trabalho
docente, assim é possível apontar que o planejamento além de fazer parte da sistematização da prática
pedagógica docente, esse pode ser um facilitador no processor de ensino-aprendizagem, pois o
planejamento pode servir como previsão da aula.
Assim o planejamento no processo de ensino tem características que lhes são próprias, isto, pois lida com
os sujeitos em fase de aprendizagem e de aprimoramento do seu repertório motor, portanto sujeitos em
processo de formação humana e social. O planejar, a longo prazo, está comumente presente na ação do
professor reflexivo. Como cita VASCONCELOS,1996 “No planejamento, ao elaborar o projeto de ensino, o
professor antevê quais os métodos e as técnicas que poderá desenvolver com seu aluno em sala de aula
na perspectiva de promover a aprendizagem”. Nessa perspectiva, é juntamente com os alunos, que o
docente irá avaliando quais são os métodos e ferramentas mais adequados aos diferentes conhecimentos

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pelos alunos abordados, o que caracteriza o perfil do grupo. Nesse processo participativo é possível que o
professor esclareça suas possibilidades didáticas e o que ele espera do aluno como sujeito bem como
suas possibilidades, sua capacidade para aprender, sua individualidade.

Metodologia
Se observarmos a origem da palavra citada por Nérci,1981 p. 54: “A palavra método vem do latim,
methodus que por sua vez tem origem no grego, das palavras meta (meta = meta) e hodos (hodos =
caminho). Logo método quer dizer caminho para chegar a determinado lugar.”. Dessa forma a metodologia
de ensino está condicionada a como se dará o desenvolvimento teórico e prático da disciplina,
relacionando-se a seleção das abordagens, métodos e técnicas que irão auxiliar o processo de ensino-
aprendizagem, traçando o caminho que será percorrido para chegar aos objetivos planejados.
A metodologia de ensino, diz respeito às técnicas, aos recursos e procedimentos utilizados pelo professor
, de forma inteligente e racional, para facilitar a aprendizagem dos alunos, ou seja, promover a mudança
de comportamentos desejáveis e duradouros. (MEDEIROS, 1977 apud TAFFAREL, 1985), porém não se
restringe a essa definição. As metodologias de ensino são permeadas por quatro princípios metodológicos
básicos, (BETTI, ZULIANI,2002) que servem como norteadores para que o docente possa selecionar o
melhor método e a melhor metodologia para facilitar o processo de ensino.
Princípio da inclusão: Os conteúdos e estratégias escolhidos devem sempre propiciar a inclusão de todos
os alunos.
Princípio da diversidade: A escolha dos conteúdos deve, tanto quanto possível, incidir sobre a totalidade
da cultura corporal de movimento, incluindo jogos, esportes, atividades rítmicas/expressivas e dança, lutas
/artes marciais, ginásticas e práticas de aptidão física, com suas variações e combinações.
Princípio da complexidade: Os conteúdos devem adquirir complexidade crescente com o decorrer das
séries, tanto do ponto de vista estritamente motor (habilidades básicas à combinação de habilidades,
habilidades especializadas, etc.) como cognitivo (da simples informação à capacidade de análise, de
crítica, etc.).
Princípio da adequação ao aluno: Em todas as fases do processo de ensino deve-se levar em conta as
características, capacidades e interesses do aluno, nas perspectivas motora, afetiva, social e cognitiva.

Betti e Gomes da Silva (2019, p.57) ressaltam que os princípios metodológicos referem-se aos “preceitos
ou proposições que devem nortear os processos de ensino, e, por serem princípios, não podemos nos
abdicar destes, sob pena de incoerência, ou ao erro de falar uma coisa e fazer outra”. Deste modo, os
princípios elencados estão inter-relacionados, e, além de mobilizarem os professores para seu agir
pedagógico (DARIDO, 2012), preconizam pelo protagonismo dos alunos, sendo assim, pressupõe
situações de aprendizagem com participação ativa, consciente, crítica, criativa, e prospectando a inserção
social destes.
Além de ter em pauta os princípios estruturantes do que é necessário para que possamos selecionar ou
desenvolver uma metodologia adequada aos nossos alunos é necessário que saibamos instigar de forma
motivante a elaboração do conhecimento partindo de situações problemáticas como: observar, tentar,
experimentar, comparar, selecionar, discriminar, caracterizar, identificar e concluir.
A metodologia de forma geral, deve conduzir o educando ao auto conhecimento, objetivando a autonomia
, á emancipação intelectual, isto é, deve conduzi-lo a ser capaz de “caminhar com as próprias pernas e
pensar com a própria cabeça”. Além do já citado, é possível através da seleção metodológica direcionar a
aprendizagem do aluno para que este aproprie-se em seu comportamento de normas sociais, atitudes e

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valores que o tornem autentico cidadão participante e voltado para o respeito individual e coletivo.
O aluno, apesar da liberdade ofertada através da emancipação, deverá gozar para sua plena realização,
partindo de orientações e metas válidas para cada faixa etária e grupo de educandos visando o que
melhor convém para a realização integral e desenvolvimento motor e social mais eficiente.
Nérici,1981 p.56, ainda apresenta a metodologia como “procedimento geral, baseado em princípios
lógicos, que pode ser comum a várias ciências”, e aponta que as técnicas de ensino “ são um meio
específico usado em determinada ciência ou em um aspecto particular desta”, ou seja, a metodologia diz
respeito a apresentação dos conteúdos até a parte avaliativa dos objetivos propostos, já as técnicas de
ensino são os procedimento que auxiliam o processo de ensino proposto a partir do método.
No entanto o professor não deve tornar-se escravo de uma metodologia ou método de ensino. É
necessário sempre ter em vista todos os recursos possíveis para que seja possível desenvolver nossos
alunos de forma integral. O professor precisa ser livre metodologicamente, para que de maneira
consciente possa pesquisar, observar e comparar, visando fundamentalmente tornar o ensino mais
ajustado as necessidade educativas dos alunos, e mais eficiente quanto aos seus resultados.
Avaliação

Quando abordamos o tema: “AVALIAÇÃO”, somos remetidos a idéia de aferir, medir, quantificar ou
qualificar algo, para verificar o desenvolvimento. Guedes,2006 Sugere que isso acontece pois por muito
tempo o “avaliar” foi usado como sinônimo de “medir desempenho”, “avaliar desempenho”. Contudo
atualmente existem diferentes métodos e metodologias de avaliar.
Segundo Hoffmann (2002), o fenômeno conhecido como avaliação tem sido considerado indefinido, pois
os professores e alunos não têm entendido a amplitude de seu real significado, sendo que este termo
obteve diferentes atribuições durante toda a história, tais quais: prova, exame, nota, conceito, boletim,
recuperação, reprovação.
Guedes (2006, p.01) aponta que as abordagens que apresentam a avaliação unicamente como formas de
medidas, deixam transparecer suas limitações, pois grande parte dos atributos pertencentes a disciplina
de Educação Física, necessitam ser qualificados, quantificados e posteriormente interpretados. Por este,
avaliar atende um contexto mais amplo do que o “medir” este então se torna parte do que o autor
considera como processo avaliativo.
Para Dias (2004, p.7) “o ato de avaliar não significa definir uma nota ou conceito aos alunos, reprovar ou
aprovar, classificar como apto ou não apto”, mas antes de tudo implica em um processo de
acompanhamento contínuo que irá ocorrer durante todo o processo de aprendizagem.
A avaliação deve ser assumida como elemento constituinte do projeto político pedagógico (PPP) escolar,
cabendo ao professor analisar todos os fatores envolvidos no processo de aprendizagem individual e
coletivo, logo, comparado ao conhecimento inicial do aluno, objetivando desenvolver através de
ferramentas eficientes o processo de ensino, concepção de educação e o aluno e conteúdo do professor
(MATTOS; NEIRA, 2000).
Segundo Mattos e Neira (2000) a avaliação dentro da Educação Física poderá ocorrer através da
participação dos professores e alunos, para a construção dos critérios avaliativos que serão adotados.
Para Mattos e Neira (2000,p. 24) “o professor deve atentar para o desenvolvimento do pensamento, a
aquisição e aplicação dos conceitos adquiridos durante as aulas para solução de problemas apresentados
pelo cotidiano e a autonomia.”. Enquanto docentes devemos buscar então estruturar a avaliação a atender
de forma contínua as necessidades dos alunos, e podendo dessa forma, servir como instrumento de auto
reflexão e conhecimento do trabalho desenvolvido enquanto docente.

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A avaliação se estrutura a partir de um conjunto de dados e ações que visem possibilitar a identificação
de mudanças, dentre eles: avanços, retrocessos, estagnação, bem como novas formas de compreender e
agir (problematizar) o processo de ensino, e não somente como uma forma de promoção e/ou aprovação
/retenção do aluno no decorrer dos anos e ciclos escolares (DARIDO,2012; DARIDO, SOUZA JÚNIOR
,2013).Hoffmann (2012, p. 13) aponta que a avaliação pode ser compreendida e estruturada a partir de
“um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo período, podendo acontecer em
vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, à melhoria do objeto avaliado”,
exigindo a investigação e reflexão docente, a identificação das progressões individuais e coletivas dos
educandos, bem como definir métodos de auxílio aos alunos que encontram dificuldades no processo de
aprendizagem, podendo de forma planejada proporcionar diversas oportunidades por meio da realização
de novos desafios e/ou novas formas de intervenção.
A avaliação, não deve estar restrita ao final dos ciclos, ou ao término de um bimestre, mas deve
compreender todo o processo educativo, e cada fase a qual o aluno seja possibilitado a uma nova
experiência, possibilitando - quando necessário - adequações, modificações, reformulação e/ou
reformulação da prática pedagógica (HOFFMANN, 2007; GONÇALVES, ALBUQUERQUE, ARANHA,
2010).
A avaliação além de servir como instrumento avaliativo para os alunos traz aos docentes significativo
norteador para as reflexões sobre a prática pedagógica docente, que propicia ao professor uma via de
mão dupla onde professor e aluno podem ser contemplados no que tange auxiliar a tomada de
consciência dos estudantes e possibilitar a identificação de prioridades educativas, a fim de promover
mudanças na aprendizagem dos estudantes bem como do contexto institucional (DARIDO, 2012; DARIDO
; SOUZA JÚNIOR, 2013).

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o atletismo como unidade temática
integrando os esportes de marca, é capaz de auxiliar o desenvolvimento de no mínimo oito privilegiadas
dimensões de conhecimento, sendo elas: A experimentação - que trata de oportunizar aprender
manifestações culturais tematizadas pela educação física; Uso e apropriação - refere-se ao Saber Fazer,
ou seja, uma atividade a qual o aluno consiga desenvolver de maneira autônoma; Fruição - que vincula-se
a reconhecer e apreciar sua prática corporal e dos demais; Reflexão sobre a ação individual e coletiva -
buscando maneiras de resolver desafios peculiares a prática realizada podendo ainda adequar estas aos
interesses e ás possibilidades das pessoas com quem compartilha suas vivências; Construção de valores
- produção e partilha de atitudes normas e valores ( positivos e negativos ), com dimensões pedagógicas
voltadas para tal fim; Análise - como classificação dos esportes e suas provas, sistemas táticos de uma
modalidade, o efeito de um determinado exercício físico no desenvolvimento de uma capacidade física;
Compreensão - interpretar as manifestações da cultura corporal de movimento em relação as dimensões
éticas e estéticas, alcançando o protagonismo comunitário o qual refere-se a atitudes e ações bem como
conhecimentos necessários para que os estudantes participem de forma confiante e autoral em decisões e
ações orientadas ,contempla a reflexão sobre as possibilidades que eles e a comunidade têm, e os
agentes envolvidos nessa configuração (BRASIL,2017).
O atletismo é considerado um conteúdo clássico da Educação Física Escolar, e compreendido como base
para inúmeras modalidades esportivas, devido a sua vasta possibilidade de desenvolver habilidades
físicas e motoras (CASTELLANI FILHO, 2009). De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo
(2014) “o atletismo é chamado de esporte base pois está diretamente ligado aos movimentos naturais do
ser humano sendo estes : correr, marchar, lançar, arremessar e saltar”. Podemos pontuar que nas séries

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iniciais, os educandos se encontram em uma fase sensível do desenvolvimento e da exploração do


repertório motor, e, é fundamental oferecer para a criança oportunidades para correr, saltar, lançar,
arremessar (ARAÚJO, 2005).
O saber selecionar e desenvolver de forma sadia a prática pedagógica nas aulas de Educação Física, é
de suma importância, para que não sigamos no caminho oposto as propostas orientativas elaboradas para
a Educação como Richter e Vaz (2012) identificaram equívocos caracterizados por muitas práticas
pedagógicas marcadas pela exclusão, preconceito, castigos, ameaças e padronização dos movimentos.
Logo, salienta-se que o desenvolvimento profissional do professor/a pode ter relação direta ou indireta
com a prática pedagógica utilizada para desenvolver as múltiplas potencialidades dos alunos na educação
básica.
Assim, é pertinente destacar que o desenvolvimento de uma prática pedagógica de qualidade envolve um
trabalho amplo de mediação e reflexão, no que tange os conteúdos, planejamento, metodologias de
ensino, avaliação e replanejamento das práticas pedagógicas (RICHTER; VAZ, 2012) e para isso é
necessário que o professor/a, tenha sido possibilitado a essas experiencias durante o desenvolvimento
profissional.

BETTI, Mauro; ZULIANI, Luiz Roberto. Educação Física Escolar: Uma proposta de diretrizes pedagógicas.
Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, São Paulo: Editora Mackenzie. Ano 1, nº1,p73-81,
2002.
BETTI, Mauro; GOMES-DA-SILVA, Pierre Normando da Silva. Corporeidade, jogo, linguagem: a Educação
Física nos anos iniciais do ensino fundamental. São Paulo: Cortez Editora, 2019.
BRACHT, Valter. A educação física brasileira e a crise da década de 1980: entre a solidez e a liquidez. In:
MEDINA, J. P. S. A educação física cuida do corpo... e “mente”. 25ª Edição Rev. e Ampl. Campinas, SP:
Papirus, 2010
BRASIL, Ministério de Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio/
Secretaria de Ensino Médio. Brasília: MEC/SEM, 1999
BRASIL, República Federativa do Brasil. Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial, Brasília, 23 de dezembro de 1996, p.27833-41.
DARIDO, Suraya Cristina. Princípios de Ensino para a Educação Física na Escola. In: Suraya Cristina
Darido. (Org.). Cadernos de Formação: Conteúdos e Didática de Educação Física. São Paulo: Cultura
Acadêmica, 2012, v. 1, p. 90-103.
DARIDO, Suraya Cristina; SOUZA JÚNIOR, Osmar Moreira de. Para ensinar Educação Física:
possibilidades de intervenção na escola. Campinas: Papirus, 2013.
DIAS, Alessandra Aparecida. Avaliação em Educação Física Escolar. São Paulo, 2004
GONÇALVES, F.; ALBUQUERQUE, A.; ARANHA, A. Avaliação. Um caminho para o sucesso no processo
de ensino e aprendizagem. Edições ISMAI. Maia, Portugal, 2010.
GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elizabete Ribeiro Pinto. Manual prático para avaliação em
educação física- Barueri,SP: Manole,2006.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação e Educação Infantil: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto
Alegre: Mediação, 2012.
HOFFMANN, Jussara. Pontos e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. Porto Alegre: Mediação,
2007.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação: Mito e Desafio: uma perspectiva construtivista. 31ª ed. São Paulo:

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Mediação, 2002
LIBÂNEO, J. C. Ainda as perguntas: que é pedagogia, quem é o pedagogo, o que deve ser o curso de
Pedagogia. In: PIMENTA, S. G. (Org.). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. 3.ed. São Paulo
: Cortez, 2011. p.63-100
MATTOS, Mauro Gomes; NEIRA, Marcos Garcia. Educação Física na Adolescência: Construindo o
Conhecimento na Escola. São Paulo: Phorte, 2000.
NÉRICI, Imídeo Giuseppe,1915-1987. Metodologia do ensino: uma introdução. 2ºed.- São Paulo: 2º ed.
Atlas,1981.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Planejamento na educação infantil: mais que a atividade, a criança em
foco. In: (Org). Encontros e encantamentos na educação infantil: partilhando experiências de estágios.
Campinas/SP: Papirus, 2000, p. 175-200.
TAFFAREL, Celi Nelza Julke. Criatividade nas aulas de Educação Física.[S.l.]: Ao Livro Técnico, 1985.
VASCONCELOS, Celso dos S. Construção da disciplina consciente e interativa na sala de aula e na
escola. 3. ed. São Paulo: Libertad

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Arquivo 1: Pratica Pedagógica.docx (3115 termos)
Arquivo 2: https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/view/2175-80402.2020e67312 (1315
termos)
Termos comuns: 53
Similaridade: 1,21%
O texto abaixo é o conteúdo do documento Pratica Pedagógica.docx. Os termos em vermelho foram
encontrados no documento https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/view/2175-
80402.2020e67312
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Pratica Pedagógica
Para Bracht (2010), o quadro atual da disciplina de Educação Física no contexto escolar é resultante de
diferentes fatores, dentre os quais ele destaca as políticas educacionais e esportivas brasileiras, a
conjuntura política nacional, podemos citar como política estruturante da educação Nacional a Lei de
Diretrizes e base da Educação, instituída a partir da Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, e
concomitante a esse os Parâmetro Curriculares Nacionais (PCN’s) da Educação Física (BRASIL,1999),
posterior a isso houve a reformulação das propostas curriculares nacionais, atualmente dever-se-á utilizar
a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL,2017) que é o documento normativo para as redes de ensino
e suas instituições públicas e privadas, que deve ser utilizado como referência obrigatória para elaboração
dos currículos escolares e propostas pedagógicas para o ensino infantil, ensino fundamental e ensino
médio em todo território Nacional.
Para que seja possível através do esporte alcançar os objetivos propostos na BNCC é necessário que o
professor/a além de conhecer o documento e seus orientativos, consiga compreender o que é a prática
pedagógica, seus elementos estruturantes, além de compreender como essa se insere no contexto escolar
.
A compreensão e interpretação do conteúdo esporte pode ser muito ampla, abrindo grandes
possibilidades educativas entre quem ensina e quem aprende, a forma com que esse esporte é
desenvolvido na escola pode ser chamado de prática pedagógica.
A prática pedagógica deve ser uma ação propositiva do professor/a, que objetive nos diversos momentos
envolver situações em que os alunos possam interagir uns com os outros, participando das relações
sociais, desenvolvendo relações interpessoais, ampliando o modo de compreender , valorizar e respeitar a
si e os outros (BRASIL, 2017), explorando as diferentes linguagens e movimentos, como também se
comunicando e expressando-se a partir do entrelaçamento entre o corpo, emoção e linguagem
(MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004).
Para que possa ser considerado como prática pedagógica no que tange à Educação Física Escolar, e, o
ensino do atletismo como componente curricular, é necessário que o/a professor/a participe do processo
mediando e sistematizando as atividades, a fim de atingir os objetivos elencados em seu planejamento
inicial.
A prática pedagógica é definida por três pilares específicos, sendo eles: o planejamento, metodologia e
avaliação do processo de aprendizagem (ZABALA, 1998), independente de qual seja o nível em que o/a
professor/a atua. Contudo, é possível afirmar que a efetividade da prática pedagógica é pautada na
relação entre o pedagógico e o didático, como esse professor aprendeu para que possa ensinar. E é a
partir da relação existente entre a teoria e a prática, que resulta na compreensão do professor/a sobre os

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objetivos, e necessidades dos alunos no contexto em que estão inseridos.


Planejamento
O planejamento é uma atividade reflexiva acerca dos métodos e ações possíveis de serem utilizados para
o desenvolvimento da aula/disciplina, este se faz necessário para que possamos delinear o possível
desenvolvimento da(s) aula(s) a curto, médio e longo prazo, sendo assim fundamental para a consolidação
da prática pedagógica, segundo Libâneo (2001, p. 221)

O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em
termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e
adequação no decorrer do processo de ensino. O planejamento é um meio para se programar as ações
docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão docente [...].

O planejamento das aulas de Educação Física assume a função de assegurar a coerência, organização e
coordenação do trabalho docente, evitando a improvisação e oportunizando aos educando o ensino
sistematizado pautado nas necessidades educativas de cada grupo. Através do planejamento o professor
é capaz de disponibilizar a articulação entre tarefas da escola e as exigências do contexto social,
facilitando o processo de participação democrática;
Ostetto,2000 afirma que “o planejamento não pode ser confundido com uma ficha preenchida
formalmente com uma lista de o que se pretende durante o desenvolvimento da aula” . Logo o
planejamento do processo educativo deve ser compreendido e assumido no cotidiano como um processo
de reflexão, antes, durante e após a aula, ainda de acordo com Ostetto,2000 “mais do que ser um papel
preenchido, é atitude e envolve todas as ações e situações do educador no cotidiano do seu trabalho
pedagógico”.
Planejar compreende a atitude de traçar de forma objetiva, projetar, programar, elaborar um roteiro para
empreender a busca pelo conhecimento, que aos alunos oportunize a interação de experiencias,
desenvolvendo e vislumbrando múltiplos significados. O planejamento parte do fazer pedagógico, e ao
educador oportuniza a crítica sobre o trabalho docente, possibilitando ao educador, pensar, repensar, e
revisar em busca de novos significados para a sua prática pedagógica. O planejamento marca a
intencionalidade do processo educativo, mas não pode ficar só na intenção, ou melhor, só na
imaginação, na concepção, OSTETTO,2000.
É somente partindo do planejamento que poderemos assegurar a coerência da prática do trabalho
docente, inter-relacionando: os objetivos (para que ensinar), os conteúdos (o que ensinar), os métodos e
técnicas (como ensinar) e posterior a esses, a avaliação. Ainda segundo Libâneo,2010 o planejamento é
um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios de realização do trabalho
docente, assim é possível apontar que o planejamento além de fazer parte da sistematização da prática
pedagógica docente, esse pode ser um facilitador no processor de ensino-aprendizagem, pois o
planejamento pode servir como previsão da aula.
Assim o planejamento no processo de ensino tem características que lhes são próprias, isto, pois lida com
os sujeitos em fase de aprendizagem e de aprimoramento do seu repertório motor, portanto sujeitos em
processo de formação humana e social. O planejar, a longo prazo, está comumente presente na ação do
professor reflexivo. Como cita VASCONCELOS,1996 “No planejamento, ao elaborar o projeto de ensino, o
professor antevê quais os métodos e as técnicas que poderá desenvolver com seu aluno em sala de aula
na perspectiva de promover a aprendizagem”. Nessa perspectiva, é juntamente com os alunos, que o
docente irá avaliando quais são os métodos e ferramentas mais adequados aos diferentes conhecimentos

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pelos alunos abordados, o que caracteriza o perfil do grupo. Nesse processo participativo é possível que o
professor esclareça suas possibilidades didáticas e o que ele espera do aluno como sujeito bem como
suas possibilidades, sua capacidade para aprender, sua individualidade.

Metodologia
Se observarmos a origem da palavra citada por Nérci,1981 p. 54: “A palavra método vem do latim,
methodus que por sua vez tem origem no grego, das palavras meta (meta = meta) e hodos (hodos =
caminho). Logo método quer dizer caminho para chegar a determinado lugar.”. Dessa forma a metodologia
de ensino está condicionada a como se dará o desenvolvimento teórico e prático da disciplina,
relacionando-se a seleção das abordagens, métodos e técnicas que irão auxiliar o processo de ensino-
aprendizagem, traçando o caminho que será percorrido para chegar aos objetivos planejados.
A metodologia de ensino, diz respeito às técnicas, aos recursos e procedimentos utilizados pelo professor
, de forma inteligente e racional, para facilitar a aprendizagem dos alunos, ou seja, promover a mudança
de comportamentos desejáveis e duradouros. (MEDEIROS, 1977 apud TAFFAREL, 1985), porém não se
restringe a essa definição. As metodologias de ensino são permeadas por quatro princípios metodológicos
básicos, (BETTI, ZULIANI,2002) que servem como norteadores para que o docente possa selecionar o
melhor método e a melhor metodologia para facilitar o processo de ensino.
Princípio da inclusão: Os conteúdos e estratégias escolhidos devem sempre propiciar a inclusão de todos
os alunos.
Princípio da diversidade: A escolha dos conteúdos deve, tanto quanto possível, incidir sobre a totalidade
da cultura corporal de movimento, incluindo jogos, esportes, atividades rítmicas/expressivas e dança, lutas
/artes marciais, ginásticas e práticas de aptidão física, com suas variações e combinações.
Princípio da complexidade: Os conteúdos devem adquirir complexidade crescente com o decorrer das
séries, tanto do ponto de vista estritamente motor (habilidades básicas à combinação de habilidades,
habilidades especializadas, etc.) como cognitivo (da simples informação à capacidade de análise, de
crítica, etc.).
Princípio da adequação ao aluno: Em todas as fases do processo de ensino deve-se levar em conta as
características, capacidades e interesses do aluno, nas perspectivas motora, afetiva, social e cognitiva.

Betti e Gomes da Silva (2019, p.57) ressaltam que os princípios metodológicos referem-se aos “preceitos
ou proposições que devem nortear os processos de ensino, e, por serem princípios, não podemos nos
abdicar destes, sob pena de incoerência, ou ao erro de falar uma coisa e fazer outra”. Deste modo, os
princípios elencados estão inter-relacionados, e, além de mobilizarem os professores para seu agir
pedagógico (DARIDO, 2012), preconizam pelo protagonismo dos alunos, sendo assim, pressupõe
situações de aprendizagem com participação ativa, consciente, crítica, criativa, e prospectando a inserção
social destes.
Além de ter em pauta os princípios estruturantes do que é necessário para que possamos selecionar ou
desenvolver uma metodologia adequada aos nossos alunos é necessário que saibamos instigar de forma
motivante a elaboração do conhecimento partindo de situações problemáticas como: observar, tentar,
experimentar, comparar, selecionar, discriminar, caracterizar, identificar e concluir.
A metodologia de forma geral, deve conduzir o educando ao auto conhecimento, objetivando a autonomia
, á emancipação intelectual, isto é, deve conduzi-lo a ser capaz de “caminhar com as próprias pernas e
pensar com a própria cabeça”. Além do já citado, é possível através da seleção metodológica direcionar a
aprendizagem do aluno para que este aproprie-se em seu comportamento de normas sociais, atitudes e

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valores que o tornem autentico cidadão participante e voltado para o respeito individual e coletivo.
O aluno, apesar da liberdade ofertada através da emancipação, deverá gozar para sua plena realização,
partindo de orientações e metas válidas para cada faixa etária e grupo de educandos visando o que
melhor convém para a realização integral e desenvolvimento motor e social mais eficiente.
Nérici,1981 p.56, ainda apresenta a metodologia como “procedimento geral, baseado em princípios
lógicos, que pode ser comum a várias ciências”, e aponta que as técnicas de ensino “ são um meio
específico usado em determinada ciência ou em um aspecto particular desta”, ou seja, a metodologia diz
respeito a apresentação dos conteúdos até a parte avaliativa dos objetivos propostos, já as técnicas de
ensino são os procedimento que auxiliam o processo de ensino proposto a partir do método.
No entanto o professor não deve tornar-se escravo de uma metodologia ou método de ensino. É
necessário sempre ter em vista todos os recursos possíveis para que seja possível desenvolver nossos
alunos de forma integral. O professor precisa ser livre metodologicamente, para que de maneira
consciente possa pesquisar, observar e comparar, visando fundamentalmente tornar o ensino mais
ajustado as necessidade educativas dos alunos, e mais eficiente quanto aos seus resultados.
Avaliação

Quando abordamos o tema: “AVALIAÇÃO”, somos remetidos a idéia de aferir, medir, quantificar ou
qualificar algo, para verificar o desenvolvimento. Guedes,2006 Sugere que isso acontece pois por muito
tempo o “avaliar” foi usado como sinônimo de “medir desempenho”, “avaliar desempenho”. Contudo
atualmente existem diferentes métodos e metodologias de avaliar.
Segundo Hoffmann (2002), o fenômeno conhecido como avaliação tem sido considerado indefinido, pois
os professores e alunos não têm entendido a amplitude de seu real significado, sendo que este termo
obteve diferentes atribuições durante toda a história, tais quais: prova, exame, nota, conceito, boletim,
recuperação, reprovação.
Guedes (2006, p.01) aponta que as abordagens que apresentam a avaliação unicamente como formas de
medidas, deixam transparecer suas limitações, pois grande parte dos atributos pertencentes a disciplina
de Educação Física, necessitam ser qualificados, quantificados e posteriormente interpretados. Por este,
avaliar atende um contexto mais amplo do que o “medir” este então se torna parte do que o autor
considera como processo avaliativo.
Para Dias (2004, p.7) “o ato de avaliar não significa definir uma nota ou conceito aos alunos, reprovar ou
aprovar, classificar como apto ou não apto”, mas antes de tudo implica em um processo de
acompanhamento contínuo que irá ocorrer durante todo o processo de aprendizagem.
A avaliação deve ser assumida como elemento constituinte do projeto político pedagógico (PPP) escolar,
cabendo ao professor analisar todos os fatores envolvidos no processo de aprendizagem individual e
coletivo, logo, comparado ao conhecimento inicial do aluno, objetivando desenvolver através de
ferramentas eficientes o processo de ensino, concepção de educação e o aluno e conteúdo do professor
(MATTOS; NEIRA, 2000).
Segundo Mattos e Neira (2000) a avaliação dentro da Educação Física poderá ocorrer através da
participação dos professores e alunos, para a construção dos critérios avaliativos que serão adotados.
Para Mattos e Neira (2000,p. 24) “o professor deve atentar para o desenvolvimento do pensamento, a
aquisição e aplicação dos conceitos adquiridos durante as aulas para solução de problemas apresentados
pelo cotidiano e a autonomia.”. Enquanto docentes devemos buscar então estruturar a avaliação a atender
de forma contínua as necessidades dos alunos, e podendo dessa forma, servir como instrumento de auto
reflexão e conhecimento do trabalho desenvolvido enquanto docente.

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A avaliação se estrutura a partir de um conjunto de dados e ações que visem possibilitar a identificação
de mudanças, dentre eles: avanços, retrocessos, estagnação, bem como novas formas de compreender e
agir (problematizar) o processo de ensino, e não somente como uma forma de promoção e/ou aprovação
/retenção do aluno no decorrer dos anos e ciclos escolares (DARIDO,2012; DARIDO, SOUZA JÚNIOR
,2013).Hoffmann (2012, p. 13) aponta que a avaliação pode ser compreendida e estruturada a partir de
“um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo período, podendo acontecer em
vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, à melhoria do objeto avaliado”,
exigindo a investigação e reflexão docente, a identificação das progressões individuais e coletivas dos
educandos, bem como definir métodos de auxílio aos alunos que encontram dificuldades no processo de
aprendizagem, podendo de forma planejada proporcionar diversas oportunidades por meio da realização
de novos desafios e/ou novas formas de intervenção.
A avaliação, não deve estar restrita ao final dos ciclos, ou ao término de um bimestre, mas deve
compreender todo o processo educativo, e cada fase a qual o aluno seja possibilitado a uma nova
experiência, possibilitando - quando necessário - adequações, modificações, reformulação e/ou
reformulação da prática pedagógica (HOFFMANN, 2007; GONÇALVES, ALBUQUERQUE, ARANHA,
2010).
A avaliação além de servir como instrumento avaliativo para os alunos traz aos docentes significativo
norteador para as reflexões sobre a prática pedagógica docente, que propicia ao professor uma via de
mão dupla onde professor e aluno podem ser contemplados no que tange auxiliar a tomada de
consciência dos estudantes e possibilitar a identificação de prioridades educativas, a fim de promover
mudanças na aprendizagem dos estudantes bem como do contexto institucional (DARIDO, 2012; DARIDO
; SOUZA JÚNIOR, 2013).

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o atletismo como unidade temática
integrando os esportes de marca, é capaz de auxiliar o desenvolvimento de no mínimo oito privilegiadas
dimensões de conhecimento, sendo elas: A experimentação - que trata de oportunizar aprender
manifestações culturais tematizadas pela educação física; Uso e apropriação - refere-se ao Saber Fazer,
ou seja, uma atividade a qual o aluno consiga desenvolver de maneira autônoma; Fruição - que vincula-se
a reconhecer e apreciar sua prática corporal e dos demais; Reflexão sobre a ação individual e coletiva -
buscando maneiras de resolver desafios peculiares a prática realizada podendo ainda adequar estas aos
interesses e ás possibilidades das pessoas com quem compartilha suas vivências; Construção de valores
- produção e partilha de atitudes normas e valores ( positivos e negativos ), com dimensões pedagógicas
voltadas para tal fim; Análise - como classificação dos esportes e suas provas, sistemas táticos de uma
modalidade, o efeito de um determinado exercício físico no desenvolvimento de uma capacidade física;
Compreensão - interpretar as manifestações da cultura corporal de movimento em relação as dimensões
éticas e estéticas, alcançando o protagonismo comunitário o qual refere-se a atitudes e ações bem como
conhecimentos necessários para que os estudantes participem de forma confiante e autoral em decisões e
ações orientadas ,contempla a reflexão sobre as possibilidades que eles e a comunidade têm, e os
agentes envolvidos nessa configuração (BRASIL,2017).
O atletismo é considerado um conteúdo clássico da Educação Física Escolar, e compreendido como base
para inúmeras modalidades esportivas, devido a sua vasta possibilidade de desenvolver habilidades
físicas e motoras (CASTELLANI FILHO, 2009). De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo
(2014) “o atletismo é chamado de esporte base pois está diretamente ligado aos movimentos naturais do
ser humano sendo estes : correr, marchar, lançar, arremessar e saltar”. Podemos pontuar que nas séries

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iniciais, os educandos se encontram em uma fase sensível do desenvolvimento e da exploração do


repertório motor, e, é fundamental oferecer para a criança oportunidades para correr, saltar, lançar,
arremessar (ARAÚJO, 2005).
O saber selecionar e desenvolver de forma sadia a prática pedagógica nas aulas de Educação Física, é
de suma importância, para que não sigamos no caminho oposto as propostas orientativas elaboradas para
a Educação como Richter e Vaz (2012) identificaram equívocos caracterizados por muitas práticas
pedagógicas marcadas pela exclusão, preconceito, castigos, ameaças e padronização dos movimentos.
Logo, salienta-se que o desenvolvimento profissional do professor/a pode ter relação direta ou indireta
com a prática pedagógica utilizada para desenvolver as múltiplas potencialidades dos alunos na educação
básica.
Assim, é pertinente destacar que o desenvolvimento de uma prática pedagógica de qualidade envolve um
trabalho amplo de mediação e reflexão, no que tange os conteúdos, planejamento, metodologias de
ensino, avaliação e replanejamento das práticas pedagógicas (RICHTER; VAZ, 2012) e para isso é
necessário que o professor/a, tenha sido possibilitado a essas experiencias durante o desenvolvimento
profissional.

BETTI, Mauro; ZULIANI, Luiz Roberto. Educação Física Escolar: Uma proposta de diretrizes pedagógicas.
Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, São Paulo: Editora Mackenzie. Ano 1, nº1,p73-81,
2002.
BETTI, Mauro; GOMES-DA-SILVA, Pierre Normando da Silva. Corporeidade, jogo, linguagem: a Educação
Física nos anos iniciais do ensino fundamental. São Paulo: Cortez Editora, 2019.
BRACHT, Valter. A educação física brasileira e a crise da década de 1980: entre a solidez e a liquidez. In:
MEDINA, J. P. S. A educação física cuida do corpo... e “mente”. 25ª Edição Rev. e Ampl. Campinas, SP:
Papirus, 2010
BRASIL, Ministério de Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio/
Secretaria de Ensino Médio. Brasília: MEC/SEM, 1999
BRASIL, República Federativa do Brasil. Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial, Brasília, 23 de dezembro de 1996, p.27833-41.
DARIDO, Suraya Cristina. Princípios de Ensino para a Educação Física na Escola. In: Suraya Cristina
Darido. (Org.). Cadernos de Formação: Conteúdos e Didática de Educação Física. São Paulo: Cultura
Acadêmica, 2012, v. 1, p. 90-103.
DARIDO, Suraya Cristina; SOUZA JÚNIOR, Osmar Moreira de. Para ensinar Educação Física:
possibilidades de intervenção na escola. Campinas: Papirus, 2013.
DIAS, Alessandra Aparecida. Avaliação em Educação Física Escolar. São Paulo, 2004
GONÇALVES, F.; ALBUQUERQUE, A.; ARANHA, A. Avaliação. Um caminho para o sucesso no processo
de ensino e aprendizagem. Edições ISMAI. Maia, Portugal, 2010.
GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elizabete Ribeiro Pinto. Manual prático para avaliação em
educação física- Barueri,SP: Manole,2006.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação e Educação Infantil: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto
Alegre: Mediação, 2012.
HOFFMANN, Jussara. Pontos e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. Porto Alegre: Mediação,
2007.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação: Mito e Desafio: uma perspectiva construtivista. 31ª ed. São Paulo:

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Mediação, 2002
LIBÂNEO, J. C. Ainda as perguntas: que é pedagogia, quem é o pedagogo, o que deve ser o curso de
Pedagogia. In: PIMENTA, S. G. (Org.). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. 3.ed. São Paulo
: Cortez, 2011. p.63-100
MATTOS, Mauro Gomes; NEIRA, Marcos Garcia. Educação Física na Adolescência: Construindo o
Conhecimento na Escola. São Paulo: Phorte, 2000.
NÉRICI, Imídeo Giuseppe,1915-1987. Metodologia do ensino: uma introdução. 2ºed.- São Paulo: 2º ed.
Atlas,1981.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Planejamento na educação infantil: mais que a atividade, a criança em
foco. In: (Org). Encontros e encantamentos na educação infantil: partilhando experiências de estágios.
Campinas/SP: Papirus, 2000, p. 175-200.
TAFFAREL, Celi Nelza Julke. Criatividade nas aulas de Educação Física.[S.l.]: Ao Livro Técnico, 1985.
VASCONCELOS, Celso dos S. Construção da disciplina consciente e interativa na sala de aula e na
escola. 3. ed. São Paulo: Libertad

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=================================================================================
Arquivo 1: Pratica Pedagógica.docx (3115 termos)
Arquivo 2: http://calafiori.edu.br/wp-content/uploads/2019/09/O-ENSINO-DO-ATLETISMO-EM-AULAS-
DE.pdf (8011 termos)
Termos comuns: 129
Similaridade: 1,17%
O texto abaixo é o conteúdo do documento Pratica Pedagógica.docx. Os termos em vermelho foram
encontrados no documento http://calafiori.edu.br/wp-content/uploads/2019/09/O-ENSINO-DO-
ATLETISMO-EM-AULAS-DE.pdf
=================================================================================
Pratica Pedagógica
Para Bracht (2010), o quadro atual da disciplina de Educação Física no contexto escolar é resultante de
diferentes fatores, dentre os quais ele destaca as políticas educacionais e esportivas brasileiras, a
conjuntura política nacional, podemos citar como política estruturante da educação Nacional a Lei de
Diretrizes e base da Educação, instituída a partir da Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, e
concomitante a esse os Parâmetro Curriculares Nacionais (PCN’s) da Educação Física (BRASIL,1999),
posterior a isso houve a reformulação das propostas curriculares nacionais, atualmente dever-se-á utilizar
a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL,2017) que é o documento normativo para as redes de ensino
e suas instituições públicas e privadas, que deve ser utilizado como referência obrigatória para elaboração
dos currículos escolares e propostas pedagógicas para o ensino infantil, ensino fundamental e ensino
médio em todo território Nacional.
Para que seja possível através do esporte alcançar os objetivos propostos na BNCC é necessário que o
professor/a além de conhecer o documento e seus orientativos, consiga compreender o que é a prática
pedagógica, seus elementos estruturantes, além de compreender como essa se insere no contexto escolar
.
A compreensão e interpretação do conteúdo esporte pode ser muito ampla, abrindo grandes
possibilidades educativas entre quem ensina e quem aprende, a forma com que esse esporte é
desenvolvido na escola pode ser chamado de prática pedagógica.
A prática pedagógica deve ser uma ação propositiva do professor/a, que objetive nos diversos momentos
envolver situações em que os alunos possam interagir uns com os outros, participando das relações
sociais, desenvolvendo relações interpessoais, ampliando o modo de compreender , valorizar e respeitar a
si e os outros (BRASIL, 2017), explorando as diferentes linguagens e movimentos, como também se
comunicando e expressando-se a partir do entrelaçamento entre o corpo, emoção e linguagem
(MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004).
Para que possa ser considerado como prática pedagógica no que tange à Educação Física Escolar, e, o
ensino do atletismo como componente curricular, é necessário que o/a professor/a participe do processo
mediando e sistematizando as atividades, a fim de atingir os objetivos elencados em seu planejamento
inicial.
A prática pedagógica é definida por três pilares específicos, sendo eles: o planejamento, metodologia e
avaliação do processo de aprendizagem (ZABALA, 1998), independente de qual seja o nível em que o/a
professor/a atua. Contudo, é possível afirmar que a efetividade da prática pedagógica é pautada na
relação entre o pedagógico e o didático, como esse professor aprendeu para que possa ensinar. E é a
partir da relação existente entre a teoria e a prática, que resulta na compreensão do professor/a sobre os

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objetivos, e necessidades dos alunos no contexto em que estão inseridos.


Planejamento
O planejamento é uma atividade reflexiva acerca dos métodos e ações possíveis de serem utilizados para
o desenvolvimento da aula/disciplina, este se faz necessário para que possamos delinear o possível
desenvolvimento da(s) aula(s) a curto, médio e longo prazo, sendo assim fundamental para a consolidação
da prática pedagógica, segundo Libâneo (2001, p. 221)

O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em
termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e
adequação no decorrer do processo de ensino. O planejamento é um meio para se programar as ações
docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão docente [...].

O planejamento das aulas de Educação Física assume a função de assegurar a coerência, organização e
coordenação do trabalho docente, evitando a improvisação e oportunizando aos educando o ensino
sistematizado pautado nas necessidades educativas de cada grupo. Através do planejamento o professor
é capaz de disponibilizar a articulação entre tarefas da escola e as exigências do contexto social,
facilitando o processo de participação democrática;
Ostetto,2000 afirma que “o planejamento não pode ser confundido com uma ficha preenchida
formalmente com uma lista de o que se pretende durante o desenvolvimento da aula” . Logo o
planejamento do processo educativo deve ser compreendido e assumido no cotidiano como um processo
de reflexão, antes, durante e após a aula, ainda de acordo com Ostetto,2000 “mais do que ser um papel
preenchido, é atitude e envolve todas as ações e situações do educador no cotidiano do seu trabalho
pedagógico”.
Planejar compreende a atitude de traçar de forma objetiva, projetar, programar, elaborar um roteiro para
empreender a busca pelo conhecimento, que aos alunos oportunize a interação de experiencias,
desenvolvendo e vislumbrando múltiplos significados. O planejamento parte do fazer pedagógico, e ao
educador oportuniza a crítica sobre o trabalho docente, possibilitando ao educador, pensar, repensar, e
revisar em busca de novos significados para a sua prática pedagógica. O planejamento marca a
intencionalidade do processo educativo, mas não pode ficar só na intenção, ou melhor, só na
imaginação, na concepção, OSTETTO,2000.
É somente partindo do planejamento que poderemos assegurar a coerência da prática do trabalho
docente, inter-relacionando: os objetivos (para que ensinar), os conteúdos (o que ensinar), os métodos e
técnicas (como ensinar) e posterior a esses, a avaliação. Ainda segundo Libâneo,2010 o planejamento é
um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios de realização do trabalho
docente, assim é possível apontar que o planejamento além de fazer parte da sistematização da prática
pedagógica docente, esse pode ser um facilitador no processor de ensino-aprendizagem, pois o
planejamento pode servir como previsão da aula.
Assim o planejamento no processo de ensino tem características que lhes são próprias, isto, pois lida com
os sujeitos em fase de aprendizagem e de aprimoramento do seu repertório motor, portanto sujeitos em
processo de formação humana e social. O planejar, a longo prazo, está comumente presente na ação do
professor reflexivo. Como cita VASCONCELOS,1996 “No planejamento, ao elaborar o projeto de ensino, o
professor antevê quais os métodos e as técnicas que poderá desenvolver com seu aluno em sala de aula
na perspectiva de promover a aprendizagem”. Nessa perspectiva, é juntamente com os alunos, que o
docente irá avaliando quais são os métodos e ferramentas mais adequados aos diferentes conhecimentos

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pelos alunos abordados, o que caracteriza o perfil do grupo. Nesse processo participativo é possível que o
professor esclareça suas possibilidades didáticas e o que ele espera do aluno como sujeito bem como
suas possibilidades, sua capacidade para aprender, sua individualidade.

Metodologia
Se observarmos a origem da palavra citada por Nérci,1981 p. 54: “A palavra método vem do latim,
methodus que por sua vez tem origem no grego, das palavras meta (meta = meta) e hodos (hodos =
caminho). Logo método quer dizer caminho para chegar a determinado lugar.”. Dessa forma a metodologia
de ensino está condicionada a como se dará o desenvolvimento teórico e prático da disciplina,
relacionando-se a seleção das abordagens, métodos e técnicas que irão auxiliar o processo de ensino-
aprendizagem, traçando o caminho que será percorrido para chegar aos objetivos planejados.
A metodologia de ensino, diz respeito às técnicas, aos recursos e procedimentos utilizados pelo professor
, de forma inteligente e racional, para facilitar a aprendizagem dos alunos, ou seja, promover a mudança
de comportamentos desejáveis e duradouros. (MEDEIROS, 1977 apud TAFFAREL, 1985), porém não se
restringe a essa definição. As metodologias de ensino são permeadas por quatro princípios metodológicos
básicos, (BETTI, ZULIANI,2002) que servem como norteadores para que o docente possa selecionar o
melhor método e a melhor metodologia para facilitar o processo de ensino.
Princípio da inclusão: Os conteúdos e estratégias escolhidos devem sempre propiciar a inclusão de todos
os alunos.
Princípio da diversidade: A escolha dos conteúdos deve, tanto quanto possível, incidir sobre a totalidade
da cultura corporal de movimento, incluindo jogos, esportes, atividades rítmicas/expressivas e dança, lutas
/artes marciais, ginásticas e práticas de aptidão física, com suas variações e combinações.
Princípio da complexidade: Os conteúdos devem adquirir complexidade crescente com o decorrer das
séries, tanto do ponto de vista estritamente motor (habilidades básicas à combinação de habilidades,
habilidades especializadas, etc.) como cognitivo (da simples informação à capacidade de análise, de
crítica, etc.).
Princípio da adequação ao aluno: Em todas as fases do processo de ensino deve-se levar em conta as
características, capacidades e interesses do aluno, nas perspectivas motora, afetiva, social e cognitiva.

Betti e Gomes da Silva (2019, p.57) ressaltam que os princípios metodológicos referem-se aos “preceitos
ou proposições que devem nortear os processos de ensino, e, por serem princípios, não podemos nos
abdicar destes, sob pena de incoerência, ou ao erro de falar uma coisa e fazer outra”. Deste modo, os
princípios elencados estão inter-relacionados, e, além de mobilizarem os professores para seu agir
pedagógico (DARIDO, 2012), preconizam pelo protagonismo dos alunos, sendo assim, pressupõe
situações de aprendizagem com participação ativa, consciente, crítica, criativa, e prospectando a inserção
social destes.
Além de ter em pauta os princípios estruturantes do que é necessário para que possamos selecionar ou
desenvolver uma metodologia adequada aos nossos alunos é necessário que saibamos instigar de forma
motivante a elaboração do conhecimento partindo de situações problemáticas como: observar, tentar,
experimentar, comparar, selecionar, discriminar, caracterizar, identificar e concluir.
A metodologia de forma geral, deve conduzir o educando ao auto conhecimento, objetivando a autonomia
, á emancipação intelectual, isto é, deve conduzi-lo a ser capaz de “caminhar com as próprias pernas e
pensar com a própria cabeça”. Além do já citado, é possível através da seleção metodológica direcionar a
aprendizagem do aluno para que este aproprie-se em seu comportamento de normas sociais, atitudes e

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valores que o tornem autentico cidadão participante e voltado para o respeito individual e coletivo.
O aluno, apesar da liberdade ofertada através da emancipação, deverá gozar para sua plena realização,
partindo de orientações e metas válidas para cada faixa etária e grupo de educandos visando o que
melhor convém para a realização integral e desenvolvimento motor e social mais eficiente.
Nérici,1981 p.56, ainda apresenta a metodologia como “procedimento geral, baseado em princípios
lógicos, que pode ser comum a várias ciências”, e aponta que as técnicas de ensino “ são um meio
específico usado em determinada ciência ou em um aspecto particular desta”, ou seja, a metodologia diz
respeito a apresentação dos conteúdos até a parte avaliativa dos objetivos propostos, já as técnicas de
ensino são os procedimento que auxiliam o processo de ensino proposto a partir do método.
No entanto o professor não deve tornar-se escravo de uma metodologia ou método de ensino. É
necessário sempre ter em vista todos os recursos possíveis para que seja possível desenvolver nossos
alunos de forma integral. O professor precisa ser livre metodologicamente, para que de maneira
consciente possa pesquisar, observar e comparar, visando fundamentalmente tornar o ensino mais
ajustado as necessidade educativas dos alunos, e mais eficiente quanto aos seus resultados.
Avaliação

Quando abordamos o tema: “AVALIAÇÃO”, somos remetidos a idéia de aferir, medir, quantificar ou
qualificar algo, para verificar o desenvolvimento. Guedes,2006 Sugere que isso acontece pois por muito
tempo o “avaliar” foi usado como sinônimo de “medir desempenho”, “avaliar desempenho”. Contudo
atualmente existem diferentes métodos e metodologias de avaliar.
Segundo Hoffmann (2002), o fenômeno conhecido como avaliação tem sido considerado indefinido, pois
os professores e alunos não têm entendido a amplitude de seu real significado, sendo que este termo
obteve diferentes atribuições durante toda a história, tais quais: prova, exame, nota, conceito, boletim,
recuperação, reprovação.
Guedes (2006, p.01) aponta que as abordagens que apresentam a avaliação unicamente como formas de
medidas, deixam transparecer suas limitações, pois grande parte dos atributos pertencentes a disciplina
de Educação Física, necessitam ser qualificados, quantificados e posteriormente interpretados. Por este,
avaliar atende um contexto mais amplo do que o “medir” este então se torna parte do que o autor
considera como processo avaliativo.
Para Dias (2004, p.7) “o ato de avaliar não significa definir uma nota ou conceito aos alunos, reprovar ou
aprovar, classificar como apto ou não apto”, mas antes de tudo implica em um processo de
acompanhamento contínuo que irá ocorrer durante todo o processo de aprendizagem.
A avaliação deve ser assumida como elemento constituinte do projeto político pedagógico (PPP) escolar,
cabendo ao professor analisar todos os fatores envolvidos no processo de aprendizagem individual e
coletivo, logo, comparado ao conhecimento inicial do aluno, objetivando desenvolver através de
ferramentas eficientes o processo de ensino, concepção de educação e o aluno e conteúdo do professor
(MATTOS; NEIRA, 2000).
Segundo Mattos e Neira (2000) a avaliação dentro da Educação Física poderá ocorrer através da
participação dos professores e alunos, para a construção dos critérios avaliativos que serão adotados.
Para Mattos e Neira (2000,p. 24) “o professor deve atentar para o desenvolvimento do pensamento, a
aquisição e aplicação dos conceitos adquiridos durante as aulas para solução de problemas apresentados
pelo cotidiano e a autonomia.”. Enquanto docentes devemos buscar então estruturar a avaliação a atender
de forma contínua as necessidades dos alunos, e podendo dessa forma, servir como instrumento de auto
reflexão e conhecimento do trabalho desenvolvido enquanto docente.

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A avaliação se estrutura a partir de um conjunto de dados e ações que visem possibilitar a identificação
de mudanças, dentre eles: avanços, retrocessos, estagnação, bem como novas formas de compreender e
agir (problematizar) o processo de ensino, e não somente como uma forma de promoção e/ou aprovação
/retenção do aluno no decorrer dos anos e ciclos escolares (DARIDO,2012; DARIDO, SOUZA JÚNIOR
,2013).Hoffmann (2012, p. 13) aponta que a avaliação pode ser compreendida e estruturada a partir de “
um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo período, podendo acontecer em
vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, à melhoria do objeto avaliado”,
exigindo a investigação e reflexão docente, a identificação das progressões individuais e coletivas dos
educandos, bem como definir métodos de auxílio aos alunos que encontram dificuldades no processo de
aprendizagem, podendo de forma planejada proporcionar diversas oportunidades por meio da realização
de novos desafios e/ou novas formas de intervenção.
A avaliação, não deve estar restrita ao final dos ciclos, ou ao término de um bimestre, mas deve
compreender todo o processo educativo, e cada fase a qual o aluno seja possibilitado a uma nova
experiência, possibilitando - quando necessário - adequações, modificações, reformulação e/ou
reformulação da prática pedagógica (HOFFMANN, 2007; GONÇALVES, ALBUQUERQUE, ARANHA,
2010).
A avaliação além de servir como instrumento avaliativo para os alunos traz aos docentes significativo
norteador para as reflexões sobre a prática pedagógica docente, que propicia ao professor uma via de
mão dupla onde professor e aluno podem ser contemplados no que tange auxiliar a tomada de
consciência dos estudantes e possibilitar a identificação de prioridades educativas, a fim de promover
mudanças na aprendizagem dos estudantes bem como do contexto institucional (DARIDO, 2012; DARIDO
; SOUZA JÚNIOR, 2013).

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o atletismo como unidade temática
integrando os esportes de marca, é capaz de auxiliar o desenvolvimento de no mínimo oito privilegiadas
dimensões de conhecimento, sendo elas: A experimentação - que trata de oportunizar aprender
manifestações culturais tematizadas pela educação física; Uso e apropriação - refere-se ao Saber Fazer,
ou seja, uma atividade a qual o aluno consiga desenvolver de maneira autônoma; Fruição - que vincula-se
a reconhecer e apreciar sua prática corporal e dos demais; Reflexão sobre a ação individual e coletiva -
buscando maneiras de resolver desafios peculiares a prática realizada podendo ainda adequar estas aos
interesses e ás possibilidades das pessoas com quem compartilha suas vivências; Construção de valores
- produção e partilha de atitudes normas e valores ( positivos e negativos ), com dimensões pedagógicas
voltadas para tal fim; Análise - como classificação dos esportes e suas provas, sistemas táticos de uma
modalidade, o efeito de um determinado exercício físico no desenvolvimento de uma capacidade física;
Compreensão - interpretar as manifestações da cultura corporal de movimento em relação as dimensões
éticas e estéticas, alcançando o protagonismo comunitário o qual refere-se a atitudes e ações bem como
conhecimentos necessários para que os estudantes participem de forma confiante e autoral em decisões e
ações orientadas ,contempla a reflexão sobre as possibilidades que eles e a comunidade têm, e os
agentes envolvidos nessa configuração (BRASIL,2017).
O atletismo é considerado um conteúdo clássico da Educação Física Escolar, e compreendido como base
para inúmeras modalidades esportivas, devido a sua vasta possibilidade de desenvolver habilidades
físicas e motoras (CASTELLANI FILHO, 2009). De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo
(2014) “o atletismo é chamado de esporte base pois está diretamente ligado aos movimentos naturais do
ser humano sendo estes : correr, marchar, lançar, arremessar e saltar”. Podemos pontuar que nas séries

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iniciais, os educandos se encontram em uma fase sensível do desenvolvimento e da exploração do


repertório motor, e, é fundamental oferecer para a criança oportunidades para correr, saltar, lançar,
arremessar (ARAÚJO, 2005).
O saber selecionar e desenvolver de forma sadia a prática pedagógica nas aulas de Educação Física, é
de suma importância, para que não sigamos no caminho oposto as propostas orientativas elaboradas para
a Educação como Richter e Vaz (2012) identificaram equívocos caracterizados por muitas práticas
pedagógicas marcadas pela exclusão, preconceito, castigos, ameaças e padronização dos movimentos.
Logo, salienta-se que o desenvolvimento profissional do professor/a pode ter relação direta ou indireta
com a prática pedagógica utilizada para desenvolver as múltiplas potencialidades dos alunos na educação
básica.
Assim, é pertinente destacar que o desenvolvimento de uma prática pedagógica de qualidade envolve um
trabalho amplo de mediação e reflexão, no que tange os conteúdos, planejamento, metodologias de
ensino, avaliação e replanejamento das práticas pedagógicas (RICHTER; VAZ, 2012) e para isso é
necessário que o professor/a, tenha sido possibilitado a essas experiencias durante o desenvolvimento
profissional.

BETTI, Mauro; ZULIANI, Luiz Roberto. Educação Física Escolar: Uma proposta de diretrizes pedagógicas.
Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, São Paulo: Editora Mackenzie. Ano 1, nº1,p73-81,
2002.
BETTI, Mauro; GOMES-DA-SILVA, Pierre Normando da Silva. Corporeidade, jogo, linguagem: a Educação
Física nos anos iniciais do ensino fundamental. São Paulo: Cortez Editora, 2019.
BRACHT, Valter. A educação física brasileira e a crise da década de 1980: entre a solidez e a liquidez. In:
MEDINA, J. P. S. A educação física cuida do corpo... e “mente”. 25ª Edição Rev. e Ampl. Campinas, SP:
Papirus, 2010
BRASIL, Ministério de Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio/
Secretaria de Ensino Médio. Brasília: MEC/SEM, 1999
BRASIL, República Federativa do Brasil. Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial, Brasília, 23 de dezembro de 1996, p.27833-41.
DARIDO, Suraya Cristina. Princípios de Ensino para a Educação Física na Escola. In: Suraya Cristina
Darido. (Org.). Cadernos de Formação: Conteúdos e Didática de Educação Física. São Paulo: Cultura
Acadêmica, 2012, v. 1, p. 90-103.
DARIDO, Suraya Cristina; SOUZA JÚNIOR, Osmar Moreira de. Para ensinar Educação Física:
possibilidades de intervenção na escola. Campinas: Papirus, 2013.
DIAS, Alessandra Aparecida. Avaliação em Educação Física Escolar. São Paulo, 2004
GONÇALVES, F.; ALBUQUERQUE, A.; ARANHA, A. Avaliação. Um caminho para o sucesso no processo
de ensino e aprendizagem. Edições ISMAI. Maia, Portugal, 2010.
GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elizabete Ribeiro Pinto. Manual prático para avaliação em
educação física- Barueri,SP: Manole,2006.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação e Educação Infantil: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto
Alegre: Mediação, 2012.
HOFFMANN, Jussara. Pontos e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. Porto Alegre: Mediação,
2007.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação: Mito e Desafio: uma perspectiva construtivista. 31ª ed. São Paulo:

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Mediação, 2002
LIBÂNEO, J. C. Ainda as perguntas: que é pedagogia, quem é o pedagogo, o que deve ser o curso de
Pedagogia. In: PIMENTA, S. G. (Org.). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. 3.ed. São Paulo
: Cortez, 2011. p.63-100
MATTOS, Mauro Gomes; NEIRA, Marcos Garcia. Educação Física na Adolescência: Construindo o
Conhecimento na Escola. São Paulo: Phorte, 2000.
NÉRICI, Imídeo Giuseppe,1915-1987. Metodologia do ensino: uma introdução. 2ºed.- São Paulo: 2º ed.
Atlas,1981.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Planejamento na educação infantil: mais que a atividade, a criança em
foco. In: (Org). Encontros e encantamentos na educação infantil: partilhando experiências de estágios.
Campinas/SP: Papirus, 2000, p. 175-200.
TAFFAREL, Celi Nelza Julke. Criatividade nas aulas de Educação Física.[S.l.]: Ao Livro Técnico, 1985.
VASCONCELOS, Celso dos S. Construção da disciplina consciente e interativa na sala de aula e na
escola. 3. ed. São Paulo: Libertad

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=================================================================================
Arquivo 1: Pratica Pedagógica.docx (3115 termos)
Arquivo 2: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/avaliacao-aprendizagem-compreensao-
analise-reflexao-critica-pratica-docente.htm (9648 termos)
Termos comuns: 143
Similaridade: 1,13%
O texto abaixo é o conteúdo do documento Pratica Pedagógica.docx. Os termos em vermelho foram
encontrados no documento https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/avaliacao-
aprendizagem-compreensao-analise-reflexao-critica-pratica-docente.htm
=================================================================================
Pratica Pedagógica
Para Bracht (2010), o quadro atual da disciplina de Educação Física no contexto escolar é resultante de
diferentes fatores, dentre os quais ele destaca as políticas educacionais e esportivas brasileiras, a
conjuntura política nacional, podemos citar como política estruturante da educação Nacional a Lei de
Diretrizes e base da Educação, instituída a partir da Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, e
concomitante a esse os Parâmetro Curriculares Nacionais (PCN’s) da Educação Física (BRASIL,1999),
posterior a isso houve a reformulação das propostas curriculares nacionais, atualmente dever-se-á utilizar
a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL,2017) que é o documento normativo para as redes de ensino
e suas instituições públicas e privadas, que deve ser utilizado como referência obrigatória para elaboração
dos currículos escolares e propostas pedagógicas para o ensino infantil, ensino fundamental e ensino
médio em todo território Nacional.
Para que seja possível através do esporte alcançar os objetivos propostos na BNCC é necessário que o
professor/a além de conhecer o documento e seus orientativos, consiga compreender o que é a prática
pedagógica, seus elementos estruturantes, além de compreender como essa se insere no contexto escolar
.
A compreensão e interpretação do conteúdo esporte pode ser muito ampla, abrindo grandes
possibilidades educativas entre quem ensina e quem aprende, a forma com que esse esporte é
desenvolvido na escola pode ser chamado de prática pedagógica.
A prática pedagógica deve ser uma ação propositiva do professor/a, que objetive nos diversos momentos
envolver situações em que os alunos possam interagir uns com os outros, participando das relações
sociais, desenvolvendo relações interpessoais, ampliando o modo de compreender , valorizar e respeitar a
si e os outros (BRASIL, 2017), explorando as diferentes linguagens e movimentos, como também se
comunicando e expressando-se a partir do entrelaçamento entre o corpo, emoção e linguagem
(MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004).
Para que possa ser considerado como prática pedagógica no que tange à Educação Física Escolar, e, o
ensino do atletismo como componente curricular, é necessário que o/a professor/a participe do processo
mediando e sistematizando as atividades, a fim de atingir os objetivos elencados em seu planejamento
inicial.
A prática pedagógica é definida por três pilares específicos, sendo eles: o planejamento, metodologia e
avaliação do processo de aprendizagem (ZABALA, 1998), independente de qual seja o nível em que o/a
professor/a atua. Contudo, é possível afirmar que a efetividade da prática pedagógica é pautada na
relação entre o pedagógico e o didático, como esse professor aprendeu para que possa ensinar. E é a
partir da relação existente entre a teoria e a prática, que resulta na compreensão do professor/a sobre os

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objetivos, e necessidades dos alunos no contexto em que estão inseridos.


Planejamento
O planejamento é uma atividade reflexiva acerca dos métodos e ações possíveis de serem utilizados para
o desenvolvimento da aula/disciplina, este se faz necessário para que possamos delinear o possível
desenvolvimento da(s) aula(s) a curto, médio e longo prazo, sendo assim fundamental para a consolidação
da prática pedagógica, segundo Libâneo (2001, p. 221)

O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em
termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e
adequação no decorrer do processo de ensino. O planejamento é um meio para se programar as ações
docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão docente [...].

O planejamento das aulas de Educação Física assume a função de assegurar a coerência, organização e
coordenação do trabalho docente, evitando a improvisação e oportunizando aos educando o ensino
sistematizado pautado nas necessidades educativas de cada grupo. Através do planejamento o professor
é capaz de disponibilizar a articulação entre tarefas da escola e as exigências do contexto social,
facilitando o processo de participação democrática;
Ostetto,2000 afirma que “o planejamento não pode ser confundido com uma ficha preenchida
formalmente com uma lista de o que se pretende durante o desenvolvimento da aula” . Logo o
planejamento do processo educativo deve ser compreendido e assumido no cotidiano como um processo
de reflexão, antes, durante e após a aula, ainda de acordo com Ostetto,2000 “mais do que ser um papel
preenchido, é atitude e envolve todas as ações e situações do educador no cotidiano do seu trabalho
pedagógico”.
Planejar compreende a atitude de traçar de forma objetiva, projetar, programar, elaborar um roteiro para
empreender a busca pelo conhecimento, que aos alunos oportunize a interação de experiencias,
desenvolvendo e vislumbrando múltiplos significados. O planejamento parte do fazer pedagógico, e ao
educador oportuniza a crítica sobre o trabalho docente, possibilitando ao educador, pensar, repensar, e
revisar em busca de novos significados para a sua prática pedagógica. O planejamento marca a
intencionalidade do processo educativo, mas não pode ficar só na intenção, ou melhor, só na
imaginação, na concepção, OSTETTO,2000.
É somente partindo do planejamento que poderemos assegurar a coerência da prática do trabalho
docente, inter-relacionando: os objetivos (para que ensinar), os conteúdos (o que ensinar), os métodos e
técnicas (como ensinar) e posterior a esses, a avaliação. Ainda segundo Libâneo,2010 o planejamento é
um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios de realização do trabalho
docente, assim é possível apontar que o planejamento além de fazer parte da sistematização da prática
pedagógica docente, esse pode ser um facilitador no processor de ensino-aprendizagem, pois o
planejamento pode servir como previsão da aula.
Assim o planejamento no processo de ensino tem características que lhes são próprias, isto, pois lida com
os sujeitos em fase de aprendizagem e de aprimoramento do seu repertório motor, portanto sujeitos em
processo de formação humana e social. O planejar, a longo prazo, está comumente presente na ação do
professor reflexivo. Como cita VASCONCELOS,1996 “No planejamento, ao elaborar o projeto de ensino, o
professor antevê quais os métodos e as técnicas que poderá desenvolver com seu aluno em sala de aula
na perspectiva de promover a aprendizagem”. Nessa perspectiva, é juntamente com os alunos, que o
docente irá avaliando quais são os métodos e ferramentas mais adequados aos diferentes conhecimentos

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pelos alunos abordados, o que caracteriza o perfil do grupo. Nesse processo participativo é possível que o
professor esclareça suas possibilidades didáticas e o que ele espera do aluno como sujeito bem como
suas possibilidades, sua capacidade para aprender, sua individualidade.

Metodologia
Se observarmos a origem da palavra citada por Nérci,1981 p. 54: “A palavra método vem do latim,
methodus que por sua vez tem origem no grego, das palavras meta (meta = meta) e hodos (hodos =
caminho). Logo método quer dizer caminho para chegar a determinado lugar.”. Dessa forma a metodologia
de ensino está condicionada a como se dará o desenvolvimento teórico e prático da disciplina,
relacionando-se a seleção das abordagens, métodos e técnicas que irão auxiliar o processo de ensino-
aprendizagem, traçando o caminho que será percorrido para chegar aos objetivos planejados.
A metodologia de ensino, diz respeito às técnicas, aos recursos e procedimentos utilizados pelo professor
, de forma inteligente e racional, para facilitar a aprendizagem dos alunos, ou seja, promover a mudança
de comportamentos desejáveis e duradouros. (MEDEIROS, 1977 apud TAFFAREL, 1985), porém não se
restringe a essa definição. As metodologias de ensino são permeadas por quatro princípios metodológicos
básicos, (BETTI, ZULIANI,2002) que servem como norteadores para que o docente possa selecionar o
melhor método e a melhor metodologia para facilitar o processo de ensino.
Princípio da inclusão: Os conteúdos e estratégias escolhidos devem sempre propiciar a inclusão de todos
os alunos.
Princípio da diversidade: A escolha dos conteúdos deve, tanto quanto possível, incidir sobre a totalidade
da cultura corporal de movimento, incluindo jogos, esportes, atividades rítmicas/expressivas e dança, lutas
/artes marciais, ginásticas e práticas de aptidão física, com suas variações e combinações.
Princípio da complexidade: Os conteúdos devem adquirir complexidade crescente com o decorrer das
séries, tanto do ponto de vista estritamente motor (habilidades básicas à combinação de habilidades,
habilidades especializadas, etc.) como cognitivo (da simples informação à capacidade de análise, de
crítica, etc.).
Princípio da adequação ao aluno: Em todas as fases do processo de ensino deve-se levar em conta as
características, capacidades e interesses do aluno, nas perspectivas motora, afetiva, social e cognitiva.

Betti e Gomes da Silva (2019, p.57) ressaltam que os princípios metodológicos referem-se aos “preceitos
ou proposições que devem nortear os processos de ensino, e, por serem princípios, não podemos nos
abdicar destes, sob pena de incoerência, ou ao erro de falar uma coisa e fazer outra”. Deste modo, os
princípios elencados estão inter-relacionados, e, além de mobilizarem os professores para seu agir
pedagógico (DARIDO, 2012), preconizam pelo protagonismo dos alunos, sendo assim, pressupõe
situações de aprendizagem com participação ativa, consciente, crítica, criativa, e prospectando a inserção
social destes.
Além de ter em pauta os princípios estruturantes do que é necessário para que possamos selecionar ou
desenvolver uma metodologia adequada aos nossos alunos é necessário que saibamos instigar de forma
motivante a elaboração do conhecimento partindo de situações problemáticas como: observar, tentar,
experimentar, comparar, selecionar, discriminar, caracterizar, identificar e concluir.
A metodologia de forma geral, deve conduzir o educando ao auto conhecimento, objetivando a autonomia
, á emancipação intelectual, isto é, deve conduzi-lo a ser capaz de “caminhar com as próprias pernas e
pensar com a própria cabeça”. Além do já citado, é possível através da seleção metodológica direcionar a
aprendizagem do aluno para que este aproprie-se em seu comportamento de normas sociais, atitudes e

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valores que o tornem autentico cidadão participante e voltado para o respeito individual e coletivo.
O aluno, apesar da liberdade ofertada através da emancipação, deverá gozar para sua plena realização,
partindo de orientações e metas válidas para cada faixa etária e grupo de educandos visando o que
melhor convém para a realização integral e desenvolvimento motor e social mais eficiente.
Nérici,1981 p.56, ainda apresenta a metodologia como “procedimento geral, baseado em princípios
lógicos, que pode ser comum a várias ciências”, e aponta que as técnicas de ensino “ são um meio
específico usado em determinada ciência ou em um aspecto particular desta”, ou seja, a metodologia diz
respeito a apresentação dos conteúdos até a parte avaliativa dos objetivos propostos, já as técnicas de
ensino são os procedimento que auxiliam o processo de ensino proposto a partir do método.
No entanto o professor não deve tornar-se escravo de uma metodologia ou método de ensino. É
necessário sempre ter em vista todos os recursos possíveis para que seja possível desenvolver nossos
alunos de forma integral. O professor precisa ser livre metodologicamente, para que de maneira
consciente possa pesquisar, observar e comparar, visando fundamentalmente tornar o ensino mais
ajustado as necessidade educativas dos alunos, e mais eficiente quanto aos seus resultados.
Avaliação

Quando abordamos o tema: “AVALIAÇÃO”, somos remetidos a idéia de aferir, medir, quantificar ou
qualificar algo, para verificar o desenvolvimento. Guedes,2006 Sugere que isso acontece pois por muito
tempo o “avaliar” foi usado como sinônimo de “medir desempenho”, “avaliar desempenho”. Contudo
atualmente existem diferentes métodos e metodologias de avaliar.
Segundo Hoffmann (2002), o fenômeno conhecido como avaliação tem sido considerado indefinido, pois
os professores e alunos não têm entendido a amplitude de seu real significado, sendo que este termo
obteve diferentes atribuições durante toda a história, tais quais: prova, exame, nota, conceito, boletim,
recuperação, reprovação.
Guedes (2006, p.01) aponta que as abordagens que apresentam a avaliação unicamente como formas de
medidas, deixam transparecer suas limitações, pois grande parte dos atributos pertencentes a disciplina
de Educação Física, necessitam ser qualificados, quantificados e posteriormente interpretados. Por este,
avaliar atende um contexto mais amplo do que o “medir” este então se torna parte do que o autor
considera como processo avaliativo.
Para Dias (2004, p.7) “o ato de avaliar não significa definir uma nota ou conceito aos alunos, reprovar ou
aprovar, classificar como apto ou não apto”, mas antes de tudo implica em um processo de
acompanhamento contínuo que irá ocorrer durante todo o processo de aprendizagem.
A avaliação deve ser assumida como elemento constituinte do projeto político pedagógico (PPP) escolar,
cabendo ao professor analisar todos os fatores envolvidos no processo de aprendizagem individual e
coletivo, logo, comparado ao conhecimento inicial do aluno, objetivando desenvolver através de
ferramentas eficientes o processo de ensino, concepção de educação e o aluno e conteúdo do professor
(MATTOS; NEIRA, 2000).
Segundo Mattos e Neira (2000) a avaliação dentro da Educação Física poderá ocorrer através da
participação dos professores e alunos, para a construção dos critérios avaliativos que serão adotados.
Para Mattos e Neira (2000,p. 24) “o professor deve atentar para o desenvolvimento do pensamento, a
aquisição e aplicação dos conceitos adquiridos durante as aulas para solução de problemas apresentados
pelo cotidiano e a autonomia.”. Enquanto docentes devemos buscar então estruturar a avaliação a atender
de forma contínua as necessidades dos alunos, e podendo dessa forma, servir como instrumento de auto
reflexão e conhecimento do trabalho desenvolvido enquanto docente.

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A avaliação se estrutura a partir de um conjunto de dados e ações que visem possibilitar a identificação
de mudanças, dentre eles: avanços, retrocessos, estagnação, bem como novas formas de compreender e
agir (problematizar) o processo de ensino, e não somente como uma forma de promoção e/ou aprovação
/retenção do aluno no decorrer dos anos e ciclos escolares (DARIDO,2012; DARIDO, SOUZA JÚNIOR
,2013).Hoffmann (2012, p. 13) aponta que a avaliação pode ser compreendida e estruturada a partir de “
um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo período, podendo acontecer em
vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, à melhoria do objeto avaliado”,
exigindo a investigação e reflexão docente, a identificação das progressões individuais e coletivas dos
educandos, bem como definir métodos de auxílio aos alunos que encontram dificuldades no processo de
aprendizagem, podendo de forma planejada proporcionar diversas oportunidades por meio da realização
de novos desafios e/ou novas formas de intervenção.
A avaliação, não deve estar restrita ao final dos ciclos, ou ao término de um bimestre, mas deve
compreender todo o processo educativo, e cada fase a qual o aluno seja possibilitado a uma nova
experiência, possibilitando - quando necessário - adequações, modificações, reformulação e/ou
reformulação da prática pedagógica (HOFFMANN, 2007; GONÇALVES, ALBUQUERQUE, ARANHA,
2010).
A avaliação além de servir como instrumento avaliativo para os alunos traz aos docentes significativo
norteador para as reflexões sobre a prática pedagógica docente, que propicia ao professor uma via de
mão dupla onde professor e aluno podem ser contemplados no que tange auxiliar a tomada de
consciência dos estudantes e possibilitar a identificação de prioridades educativas, a fim de promover
mudanças na aprendizagem dos estudantes bem como do contexto institucional (DARIDO, 2012; DARIDO
; SOUZA JÚNIOR, 2013).

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o atletismo como unidade temática
integrando os esportes de marca, é capaz de auxiliar o desenvolvimento de no mínimo oito privilegiadas
dimensões de conhecimento, sendo elas: A experimentação - que trata de oportunizar aprender
manifestações culturais tematizadas pela educação física; Uso e apropriação - refere-se ao Saber Fazer,
ou seja, uma atividade a qual o aluno consiga desenvolver de maneira autônoma; Fruição - que vincula-se
a reconhecer e apreciar sua prática corporal e dos demais; Reflexão sobre a ação individual e coletiva -
buscando maneiras de resolver desafios peculiares a prática realizada podendo ainda adequar estas aos
interesses e ás possibilidades das pessoas com quem compartilha suas vivências; Construção de valores
- produção e partilha de atitudes normas e valores ( positivos e negativos ), com dimensões pedagógicas
voltadas para tal fim; Análise - como classificação dos esportes e suas provas, sistemas táticos de uma
modalidade, o efeito de um determinado exercício físico no desenvolvimento de uma capacidade física;
Compreensão - interpretar as manifestações da cultura corporal de movimento em relação as dimensões
éticas e estéticas, alcançando o protagonismo comunitário o qual refere-se a atitudes e ações bem como
conhecimentos necessários para que os estudantes participem de forma confiante e autoral em decisões e
ações orientadas ,contempla a reflexão sobre as possibilidades que eles e a comunidade têm, e os
agentes envolvidos nessa configuração (BRASIL,2017).
O atletismo é considerado um conteúdo clássico da Educação Física Escolar, e compreendido como base
para inúmeras modalidades esportivas, devido a sua vasta possibilidade de desenvolver habilidades
físicas e motoras (CASTELLANI FILHO, 2009). De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo
(2014) “o atletismo é chamado de esporte base pois está diretamente ligado aos movimentos naturais do
ser humano sendo estes : correr, marchar, lançar, arremessar e saltar”. Podemos pontuar que nas séries

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iniciais, os educandos se encontram em uma fase sensível do desenvolvimento e da exploração do


repertório motor, e, é fundamental oferecer para a criança oportunidades para correr, saltar, lançar,
arremessar (ARAÚJO, 2005).
O saber selecionar e desenvolver de forma sadia a prática pedagógica nas aulas de Educação Física, é
de suma importância, para que não sigamos no caminho oposto as propostas orientativas elaboradas para
a Educação como Richter e Vaz (2012) identificaram equívocos caracterizados por muitas práticas
pedagógicas marcadas pela exclusão, preconceito, castigos, ameaças e padronização dos movimentos.
Logo, salienta-se que o desenvolvimento profissional do professor/a pode ter relação direta ou indireta
com a prática pedagógica utilizada para desenvolver as múltiplas potencialidades dos alunos na educação
básica.
Assim, é pertinente destacar que o desenvolvimento de uma prática pedagógica de qualidade envolve um
trabalho amplo de mediação e reflexão, no que tange os conteúdos, planejamento, metodologias de
ensino, avaliação e replanejamento das práticas pedagógicas (RICHTER; VAZ, 2012) e para isso é
necessário que o professor/a, tenha sido possibilitado a essas experiencias durante o desenvolvimento
profissional.

BETTI, Mauro; ZULIANI, Luiz Roberto. Educação Física Escolar: Uma proposta de diretrizes pedagógicas.
Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, São Paulo: Editora Mackenzie. Ano 1, nº1,p73-81,
2002.
BETTI, Mauro; GOMES-DA-SILVA, Pierre Normando da Silva. Corporeidade, jogo, linguagem: a Educação
Física nos anos iniciais do ensino fundamental. São Paulo: Cortez Editora, 2019.
BRACHT, Valter. A educação física brasileira e a crise da década de 1980: entre a solidez e a liquidez. In:
MEDINA, J. P. S. A educação física cuida do corpo... e “mente”. 25ª Edição Rev. e Ampl. Campinas, SP:
Papirus, 2010
BRASIL, Ministério de Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio/
Secretaria de Ensino Médio. Brasília: MEC/SEM, 1999
BRASIL, República Federativa do Brasil. Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial, Brasília, 23 de dezembro de 1996, p.27833-41.
DARIDO, Suraya Cristina. Princípios de Ensino para a Educação Física na Escola. In: Suraya Cristina
Darido. (Org.). Cadernos de Formação: Conteúdos e Didática de Educação Física. São Paulo: Cultura
Acadêmica, 2012, v. 1, p. 90-103.
DARIDO, Suraya Cristina; SOUZA JÚNIOR, Osmar Moreira de. Para ensinar Educação Física:
possibilidades de intervenção na escola. Campinas: Papirus, 2013.
DIAS, Alessandra Aparecida. Avaliação em Educação Física Escolar. São Paulo, 2004
GONÇALVES, F.; ALBUQUERQUE, A.; ARANHA, A. Avaliação. Um caminho para o sucesso no processo
de ensino e aprendizagem. Edições ISMAI. Maia, Portugal, 2010.
GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elizabete Ribeiro Pinto. Manual prático para avaliação em
educação física- Barueri,SP: Manole,2006.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação e Educação Infantil: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto
Alegre: Mediação, 2012.
HOFFMANN, Jussara. Pontos e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. Porto Alegre: Mediação,
2007.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação: Mito e Desafio: uma perspectiva construtivista. 31ª ed. São Paulo:

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Mediação, 2002
LIBÂNEO, J. C. Ainda as perguntas: que é pedagogia, quem é o pedagogo, o que deve ser o curso de
Pedagogia. In: PIMENTA, S. G. (Org.). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. 3.ed. São Paulo
: Cortez, 2011. p.63-100
MATTOS, Mauro Gomes; NEIRA, Marcos Garcia. Educação Física na Adolescência: Construindo o
Conhecimento na Escola. São Paulo: Phorte, 2000.
NÉRICI, Imídeo Giuseppe,1915-1987. Metodologia do ensino: uma introdução. 2ºed.- São Paulo: 2º ed.
Atlas,1981.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Planejamento na educação infantil: mais que a atividade, a criança em
foco. In: (Org). Encontros e encantamentos na educação infantil: partilhando experiências de estágios.
Campinas/SP: Papirus, 2000, p. 175-200.
TAFFAREL, Celi Nelza Julke. Criatividade nas aulas de Educação Física.[S.l.]: Ao Livro Técnico, 1985.
VASCONCELOS, Celso dos S. Construção da disciplina consciente e interativa na sala de aula e na
escola. 3. ed. São Paulo: Libertad

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=================================================================================
Arquivo 1: Pratica Pedagógica.docx (3115 termos)
Arquivo 2: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/como-desenvolver-capacidade-
aprender.htm (1782 termos)
Termos comuns: 34
Similaridade: 0,69%
O texto abaixo é o conteúdo do documento Pratica Pedagógica.docx. Os termos em vermelho foram
encontrados no documento https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/como-desenvolver-
capacidade-aprender.htm
=================================================================================
Pratica Pedagógica
Para Bracht (2010), o quadro atual da disciplina de Educação Física no contexto escolar é resultante de
diferentes fatores, dentre os quais ele destaca as políticas educacionais e esportivas brasileiras, a
conjuntura política nacional, podemos citar como política estruturante da educação Nacional a Lei de
Diretrizes e base da Educação, instituída a partir da Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, e
concomitante a esse os Parâmetro Curriculares Nacionais (PCN’s) da Educação Física (BRASIL,1999),
posterior a isso houve a reformulação das propostas curriculares nacionais, atualmente dever-se-á utilizar
a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL,2017) que é o documento normativo para as redes de ensino
e suas instituições públicas e privadas, que deve ser utilizado como referência obrigatória para elaboração
dos currículos escolares e propostas pedagógicas para o ensino infantil, ensino fundamental e ensino
médio em todo território Nacional.
Para que seja possível através do esporte alcançar os objetivos propostos na BNCC é necessário que o
professor/a além de conhecer o documento e seus orientativos, consiga compreender o que é a prática
pedagógica, seus elementos estruturantes, além de compreender como essa se insere no contexto escolar
.
A compreensão e interpretação do conteúdo esporte pode ser muito ampla, abrindo grandes
possibilidades educativas entre quem ensina e quem aprende, a forma com que esse esporte é
desenvolvido na escola pode ser chamado de prática pedagógica.
A prática pedagógica deve ser uma ação propositiva do professor/a, que objetive nos diversos momentos
envolver situações em que os alunos possam interagir uns com os outros, participando das relações
sociais, desenvolvendo relações interpessoais, ampliando o modo de compreender , valorizar e respeitar a
si e os outros (BRASIL, 2017), explorando as diferentes linguagens e movimentos, como também se
comunicando e expressando-se a partir do entrelaçamento entre o corpo, emoção e linguagem
(MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004).
Para que possa ser considerado como prática pedagógica no que tange à Educação Física Escolar, e, o
ensino do atletismo como componente curricular, é necessário que o/a professor/a participe do processo
mediando e sistematizando as atividades, a fim de atingir os objetivos elencados em seu planejamento
inicial.
A prática pedagógica é definida por três pilares específicos, sendo eles: o planejamento, metodologia e
avaliação do processo de aprendizagem (ZABALA, 1998), independente de qual seja o nível em que o/a
professor/a atua. Contudo, é possível afirmar que a efetividade da prática pedagógica é pautada na
relação entre o pedagógico e o didático, como esse professor aprendeu para que possa ensinar. E é a
partir da relação existente entre a teoria e a prática, que resulta na compreensão do professor/a sobre os

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objetivos, e necessidades dos alunos no contexto em que estão inseridos.


Planejamento
O planejamento é uma atividade reflexiva acerca dos métodos e ações possíveis de serem utilizados para
o desenvolvimento da aula/disciplina, este se faz necessário para que possamos delinear o possível
desenvolvimento da(s) aula(s) a curto, médio e longo prazo, sendo assim fundamental para a consolidação
da prática pedagógica, segundo Libâneo (2001, p. 221)

O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em
termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e
adequação no decorrer do processo de ensino. O planejamento é um meio para se programar as ações
docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão docente [...].

O planejamento das aulas de Educação Física assume a função de assegurar a coerência, organização e
coordenação do trabalho docente, evitando a improvisação e oportunizando aos educando o ensino
sistematizado pautado nas necessidades educativas de cada grupo. Através do planejamento o professor
é capaz de disponibilizar a articulação entre tarefas da escola e as exigências do contexto social,
facilitando o processo de participação democrática;
Ostetto,2000 afirma que “o planejamento não pode ser confundido com uma ficha preenchida
formalmente com uma lista de o que se pretende durante o desenvolvimento da aula” . Logo o
planejamento do processo educativo deve ser compreendido e assumido no cotidiano como um processo
de reflexão, antes, durante e após a aula, ainda de acordo com Ostetto,2000 “mais do que ser um papel
preenchido, é atitude e envolve todas as ações e situações do educador no cotidiano do seu trabalho
pedagógico”.
Planejar compreende a atitude de traçar de forma objetiva, projetar, programar, elaborar um roteiro para
empreender a busca pelo conhecimento, que aos alunos oportunize a interação de experiencias,
desenvolvendo e vislumbrando múltiplos significados. O planejamento parte do fazer pedagógico, e ao
educador oportuniza a crítica sobre o trabalho docente, possibilitando ao educador, pensar, repensar, e
revisar em busca de novos significados para a sua prática pedagógica. O planejamento marca a
intencionalidade do processo educativo, mas não pode ficar só na intenção, ou melhor, só na
imaginação, na concepção, OSTETTO,2000.
É somente partindo do planejamento que poderemos assegurar a coerência da prática do trabalho
docente, inter-relacionando: os objetivos (para que ensinar), os conteúdos (o que ensinar), os métodos e
técnicas (como ensinar) e posterior a esses, a avaliação. Ainda segundo Libâneo,2010 o planejamento é
um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios de realização do trabalho
docente, assim é possível apontar que o planejamento além de fazer parte da sistematização da prática
pedagógica docente, esse pode ser um facilitador no processor de ensino-aprendizagem, pois o
planejamento pode servir como previsão da aula.
Assim o planejamento no processo de ensino tem características que lhes são próprias, isto, pois lida com
os sujeitos em fase de aprendizagem e de aprimoramento do seu repertório motor, portanto sujeitos em
processo de formação humana e social. O planejar, a longo prazo, está comumente presente na ação do
professor reflexivo. Como cita VASCONCELOS,1996 “No planejamento, ao elaborar o projeto de ensino, o
professor antevê quais os métodos e as técnicas que poderá desenvolver com seu aluno em sala de aula
na perspectiva de promover a aprendizagem”. Nessa perspectiva, é juntamente com os alunos, que o
docente irá avaliando quais são os métodos e ferramentas mais adequados aos diferentes conhecimentos

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pelos alunos abordados, o que caracteriza o perfil do grupo. Nesse processo participativo é possível que o
professor esclareça suas possibilidades didáticas e o que ele espera do aluno como sujeito bem como
suas possibilidades, sua capacidade para aprender, sua individualidade.

Metodologia
Se observarmos a origem da palavra citada por Nérci,1981 p. 54: “A palavra método vem do latim,
methodus que por sua vez tem origem no grego, das palavras meta (meta = meta) e hodos (hodos =
caminho). Logo método quer dizer caminho para chegar a determinado lugar.”. Dessa forma a metodologia
de ensino está condicionada a como se dará o desenvolvimento teórico e prático da disciplina,
relacionando-se a seleção das abordagens, métodos e técnicas que irão auxiliar o processo de ensino-
aprendizagem, traçando o caminho que será percorrido para chegar aos objetivos planejados.
A metodologia de ensino, diz respeito às técnicas, aos recursos e procedimentos utilizados pelo professor
, de forma inteligente e racional, para facilitar a aprendizagem dos alunos, ou seja, promover a mudança
de comportamentos desejáveis e duradouros. (MEDEIROS, 1977 apud TAFFAREL, 1985), porém não se
restringe a essa definição. As metodologias de ensino são permeadas por quatro princípios metodológicos
básicos, (BETTI, ZULIANI,2002) que servem como norteadores para que o docente possa selecionar o
melhor método e a melhor metodologia para facilitar o processo de ensino.
Princípio da inclusão: Os conteúdos e estratégias escolhidos devem sempre propiciar a inclusão de todos
os alunos.
Princípio da diversidade: A escolha dos conteúdos deve, tanto quanto possível, incidir sobre a totalidade
da cultura corporal de movimento, incluindo jogos, esportes, atividades rítmicas/expressivas e dança, lutas
/artes marciais, ginásticas e práticas de aptidão física, com suas variações e combinações.
Princípio da complexidade: Os conteúdos devem adquirir complexidade crescente com o decorrer das
séries, tanto do ponto de vista estritamente motor (habilidades básicas à combinação de habilidades,
habilidades especializadas, etc.) como cognitivo (da simples informação à capacidade de análise, de
crítica, etc.).
Princípio da adequação ao aluno: Em todas as fases do processo de ensino deve-se levar em conta as
características, capacidades e interesses do aluno, nas perspectivas motora, afetiva, social e cognitiva.

Betti e Gomes da Silva (2019, p.57) ressaltam que os princípios metodológicos referem-se aos “preceitos
ou proposições que devem nortear os processos de ensino, e, por serem princípios, não podemos nos
abdicar destes, sob pena de incoerência, ou ao erro de falar uma coisa e fazer outra”. Deste modo, os
princípios elencados estão inter-relacionados, e, além de mobilizarem os professores para seu agir
pedagógico (DARIDO, 2012), preconizam pelo protagonismo dos alunos, sendo assim, pressupõe
situações de aprendizagem com participação ativa, consciente, crítica, criativa, e prospectando a inserção
social destes.
Além de ter em pauta os princípios estruturantes do que é necessário para que possamos selecionar ou
desenvolver uma metodologia adequada aos nossos alunos é necessário que saibamos instigar de forma
motivante a elaboração do conhecimento partindo de situações problemáticas como: observar, tentar,
experimentar, comparar, selecionar, discriminar, caracterizar, identificar e concluir.
A metodologia de forma geral, deve conduzir o educando ao auto conhecimento, objetivando a autonomia
, á emancipação intelectual, isto é, deve conduzi-lo a ser capaz de “caminhar com as próprias pernas e
pensar com a própria cabeça”. Além do já citado, é possível através da seleção metodológica direcionar a
aprendizagem do aluno para que este aproprie-se em seu comportamento de normas sociais, atitudes e

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valores que o tornem autentico cidadão participante e voltado para o respeito individual e coletivo.
O aluno, apesar da liberdade ofertada através da emancipação, deverá gozar para sua plena realização,
partindo de orientações e metas válidas para cada faixa etária e grupo de educandos visando o que
melhor convém para a realização integral e desenvolvimento motor e social mais eficiente.
Nérici,1981 p.56, ainda apresenta a metodologia como “procedimento geral, baseado em princípios
lógicos, que pode ser comum a várias ciências”, e aponta que as técnicas de ensino “ são um meio
específico usado em determinada ciência ou em um aspecto particular desta”, ou seja, a metodologia diz
respeito a apresentação dos conteúdos até a parte avaliativa dos objetivos propostos, já as técnicas de
ensino são os procedimento que auxiliam o processo de ensino proposto a partir do método.
No entanto o professor não deve tornar-se escravo de uma metodologia ou método de ensino. É
necessário sempre ter em vista todos os recursos possíveis para que seja possível desenvolver nossos
alunos de forma integral. O professor precisa ser livre metodologicamente, para que de maneira
consciente possa pesquisar, observar e comparar, visando fundamentalmente tornar o ensino mais
ajustado as necessidade educativas dos alunos, e mais eficiente quanto aos seus resultados.
Avaliação

Quando abordamos o tema: “AVALIAÇÃO”, somos remetidos a idéia de aferir, medir, quantificar ou
qualificar algo, para verificar o desenvolvimento. Guedes,2006 Sugere que isso acontece pois por muito
tempo o “avaliar” foi usado como sinônimo de “medir desempenho”, “avaliar desempenho”. Contudo
atualmente existem diferentes métodos e metodologias de avaliar.
Segundo Hoffmann (2002), o fenômeno conhecido como avaliação tem sido considerado indefinido, pois
os professores e alunos não têm entendido a amplitude de seu real significado, sendo que este termo
obteve diferentes atribuições durante toda a história, tais quais: prova, exame, nota, conceito, boletim,
recuperação, reprovação.
Guedes (2006, p.01) aponta que as abordagens que apresentam a avaliação unicamente como formas de
medidas, deixam transparecer suas limitações, pois grande parte dos atributos pertencentes a disciplina
de Educação Física, necessitam ser qualificados, quantificados e posteriormente interpretados. Por este,
avaliar atende um contexto mais amplo do que o “medir” este então se torna parte do que o autor
considera como processo avaliativo.
Para Dias (2004, p.7) “o ato de avaliar não significa definir uma nota ou conceito aos alunos, reprovar ou
aprovar, classificar como apto ou não apto”, mas antes de tudo implica em um processo de
acompanhamento contínuo que irá ocorrer durante todo o processo de aprendizagem.
A avaliação deve ser assumida como elemento constituinte do projeto político pedagógico (PPP) escolar,
cabendo ao professor analisar todos os fatores envolvidos no processo de aprendizagem individual e
coletivo, logo, comparado ao conhecimento inicial do aluno, objetivando desenvolver através de
ferramentas eficientes o processo de ensino, concepção de educação e o aluno e conteúdo do professor
(MATTOS; NEIRA, 2000).
Segundo Mattos e Neira (2000) a avaliação dentro da Educação Física poderá ocorrer através da
participação dos professores e alunos, para a construção dos critérios avaliativos que serão adotados.
Para Mattos e Neira (2000,p. 24) “o professor deve atentar para o desenvolvimento do pensamento, a
aquisição e aplicação dos conceitos adquiridos durante as aulas para solução de problemas apresentados
pelo cotidiano e a autonomia.”. Enquanto docentes devemos buscar então estruturar a avaliação a atender
de forma contínua as necessidades dos alunos, e podendo dessa forma, servir como instrumento de auto
reflexão e conhecimento do trabalho desenvolvido enquanto docente.

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A avaliação se estrutura a partir de um conjunto de dados e ações que visem possibilitar a identificação
de mudanças, dentre eles: avanços, retrocessos, estagnação, bem como novas formas de compreender e
agir (problematizar) o processo de ensino, e não somente como uma forma de promoção e/ou aprovação
/retenção do aluno no decorrer dos anos e ciclos escolares (DARIDO,2012; DARIDO, SOUZA JÚNIOR
,2013).Hoffmann (2012, p. 13) aponta que a avaliação pode ser compreendida e estruturada a partir de
“um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo período, podendo acontecer em
vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, à melhoria do objeto avaliado”,
exigindo a investigação e reflexão docente, a identificação das progressões individuais e coletivas dos
educandos, bem como definir métodos de auxílio aos alunos que encontram dificuldades no processo de
aprendizagem, podendo de forma planejada proporcionar diversas oportunidades por meio da realização
de novos desafios e/ou novas formas de intervenção.
A avaliação, não deve estar restrita ao final dos ciclos, ou ao término de um bimestre, mas deve
compreender todo o processo educativo, e cada fase a qual o aluno seja possibilitado a uma nova
experiência, possibilitando - quando necessário - adequações, modificações, reformulação e/ou
reformulação da prática pedagógica (HOFFMANN, 2007; GONÇALVES, ALBUQUERQUE, ARANHA,
2010).
A avaliação além de servir como instrumento avaliativo para os alunos traz aos docentes significativo
norteador para as reflexões sobre a prática pedagógica docente, que propicia ao professor uma via de
mão dupla onde professor e aluno podem ser contemplados no que tange auxiliar a tomada de
consciência dos estudantes e possibilitar a identificação de prioridades educativas, a fim de promover
mudanças na aprendizagem dos estudantes bem como do contexto institucional (DARIDO, 2012; DARIDO
; SOUZA JÚNIOR, 2013).

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o atletismo como unidade temática
integrando os esportes de marca, é capaz de auxiliar o desenvolvimento de no mínimo oito privilegiadas
dimensões de conhecimento, sendo elas: A experimentação - que trata de oportunizar aprender
manifestações culturais tematizadas pela educação física; Uso e apropriação - refere-se ao Saber Fazer,
ou seja, uma atividade a qual o aluno consiga desenvolver de maneira autônoma; Fruição - que vincula-se
a reconhecer e apreciar sua prática corporal e dos demais; Reflexão sobre a ação individual e coletiva -
buscando maneiras de resolver desafios peculiares a prática realizada podendo ainda adequar estas aos
interesses e ás possibilidades das pessoas com quem compartilha suas vivências; Construção de valores
- produção e partilha de atitudes normas e valores ( positivos e negativos ), com dimensões pedagógicas
voltadas para tal fim; Análise - como classificação dos esportes e suas provas, sistemas táticos de uma
modalidade, o efeito de um determinado exercício físico no desenvolvimento de uma capacidade física;
Compreensão - interpretar as manifestações da cultura corporal de movimento em relação as dimensões
éticas e estéticas, alcançando o protagonismo comunitário o qual refere-se a atitudes e ações bem como
conhecimentos necessários para que os estudantes participem de forma confiante e autoral em decisões e
ações orientadas ,contempla a reflexão sobre as possibilidades que eles e a comunidade têm, e os
agentes envolvidos nessa configuração (BRASIL,2017).
O atletismo é considerado um conteúdo clássico da Educação Física Escolar, e compreendido como base
para inúmeras modalidades esportivas, devido a sua vasta possibilidade de desenvolver habilidades
físicas e motoras (CASTELLANI FILHO, 2009). De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo
(2014) “o atletismo é chamado de esporte base pois está diretamente ligado aos movimentos naturais do
ser humano sendo estes : correr, marchar, lançar, arremessar e saltar”. Podemos pontuar que nas séries

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iniciais, os educandos se encontram em uma fase sensível do desenvolvimento e da exploração do


repertório motor, e, é fundamental oferecer para a criança oportunidades para correr, saltar, lançar,
arremessar (ARAÚJO, 2005).
O saber selecionar e desenvolver de forma sadia a prática pedagógica nas aulas de Educação Física, é
de suma importância, para que não sigamos no caminho oposto as propostas orientativas elaboradas para
a Educação como Richter e Vaz (2012) identificaram equívocos caracterizados por muitas práticas
pedagógicas marcadas pela exclusão, preconceito, castigos, ameaças e padronização dos movimentos.
Logo, salienta-se que o desenvolvimento profissional do professor/a pode ter relação direta ou indireta
com a prática pedagógica utilizada para desenvolver as múltiplas potencialidades dos alunos na educação
básica.
Assim, é pertinente destacar que o desenvolvimento de uma prática pedagógica de qualidade envolve um
trabalho amplo de mediação e reflexão, no que tange os conteúdos, planejamento, metodologias de
ensino, avaliação e replanejamento das práticas pedagógicas (RICHTER; VAZ, 2012) e para isso é
necessário que o professor/a, tenha sido possibilitado a essas experiencias durante o desenvolvimento
profissional.

BETTI, Mauro; ZULIANI, Luiz Roberto. Educação Física Escolar: Uma proposta de diretrizes pedagógicas.
Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, São Paulo: Editora Mackenzie. Ano 1, nº1,p73-81,
2002.
BETTI, Mauro; GOMES-DA-SILVA, Pierre Normando da Silva. Corporeidade, jogo, linguagem: a Educação
Física nos anos iniciais do ensino fundamental. São Paulo: Cortez Editora, 2019.
BRACHT, Valter. A educação física brasileira e a crise da década de 1980: entre a solidez e a liquidez. In:
MEDINA, J. P. S. A educação física cuida do corpo... e “mente”. 25ª Edição Rev. e Ampl. Campinas, SP:
Papirus, 2010
BRASIL, Ministério de Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio/
Secretaria de Ensino Médio. Brasília: MEC/SEM, 1999
BRASIL, República Federativa do Brasil. Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial, Brasília, 23 de dezembro de 1996, p.27833-41.
DARIDO, Suraya Cristina. Princípios de Ensino para a Educação Física na Escola. In: Suraya Cristina
Darido. (Org.). Cadernos de Formação: Conteúdos e Didática de Educação Física. São Paulo: Cultura
Acadêmica, 2012, v. 1, p. 90-103.
DARIDO, Suraya Cristina; SOUZA JÚNIOR, Osmar Moreira de. Para ensinar Educação Física:
possibilidades de intervenção na escola. Campinas: Papirus, 2013.
DIAS, Alessandra Aparecida. Avaliação em Educação Física Escolar. São Paulo, 2004
GONÇALVES, F.; ALBUQUERQUE, A.; ARANHA, A. Avaliação. Um caminho para o sucesso no processo
de ensino e aprendizagem. Edições ISMAI. Maia, Portugal, 2010.
GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elizabete Ribeiro Pinto. Manual prático para avaliação em
educação física- Barueri,SP: Manole,2006.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação e Educação Infantil: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto
Alegre: Mediação, 2012.
HOFFMANN, Jussara. Pontos e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. Porto Alegre: Mediação,
2007.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação: Mito e Desafio: uma perspectiva construtivista. 31ª ed. São Paulo:

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Mediação, 2002
LIBÂNEO, J. C. Ainda as perguntas: que é pedagogia, quem é o pedagogo, o que deve ser o curso de
Pedagogia. In: PIMENTA, S. G. (Org.). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. 3.ed. São Paulo
: Cortez, 2011. p.63-100
MATTOS, Mauro Gomes; NEIRA, Marcos Garcia. Educação Física na Adolescência: Construindo o
Conhecimento na Escola. São Paulo: Phorte, 2000.
NÉRICI, Imídeo Giuseppe,1915-1987. Metodologia do ensino: uma introdução. 2ºed.- São Paulo: 2º ed.
Atlas,1981.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Planejamento na educação infantil: mais que a atividade, a criança em
foco. In: (Org). Encontros e encantamentos na educação infantil: partilhando experiências de estágios.
Campinas/SP: Papirus, 2000, p. 175-200.
TAFFAREL, Celi Nelza Julke. Criatividade nas aulas de Educação Física.[S.l.]: Ao Livro Técnico, 1985.
VASCONCELOS, Celso dos S. Construção da disciplina consciente e interativa na sala de aula e na
escola. 3. ed. São Paulo: Libertad

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Arquivo 1: Pratica Pedagógica.docx (3115 termos)
Arquivo 2: https://brainly.com.br/tarefa/33847349 (7782 termos)
Termos comuns: 8
Similaridade: 0,07%
O texto abaixo é o conteúdo do documento Pratica Pedagógica.docx. Os termos em vermelho foram
encontrados no documento https://brainly.com.br/tarefa/33847349
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Pratica Pedagógica
Para Bracht (2010), o quadro atual da disciplina de Educação Física no contexto escolar é resultante de
diferentes fatores, dentre os quais ele destaca as políticas educacionais e esportivas brasileiras, a
conjuntura política nacional, podemos citar como política estruturante da educação Nacional a Lei de
Diretrizes e base da Educação, instituída a partir da Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, e
concomitante a esse os Parâmetro Curriculares Nacionais (PCN’s) da Educação Física (BRASIL,1999),
posterior a isso houve a reformulação das propostas curriculares nacionais, atualmente dever-se-á utilizar
a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL,2017) que é o documento normativo para as redes de ensino
e suas instituições públicas e privadas, que deve ser utilizado como referência obrigatória para elaboração
dos currículos escolares e propostas pedagógicas para o ensino infantil, ensino fundamental e ensino
médio em todo território Nacional.
Para que seja possível através do esporte alcançar os objetivos propostos na BNCC é necessário que o
professor/a além de conhecer o documento e seus orientativos, consiga compreender o que é a prática
pedagógica, seus elementos estruturantes, além de compreender como essa se insere no contexto escolar
.
A compreensão e interpretação do conteúdo esporte pode ser muito ampla, abrindo grandes
possibilidades educativas entre quem ensina e quem aprende, a forma com que esse esporte é
desenvolvido na escola pode ser chamado de prática pedagógica.
A prática pedagógica deve ser uma ação propositiva do professor/a, que objetive nos diversos momentos
envolver situações em que os alunos possam interagir uns com os outros, participando das relações
sociais, desenvolvendo relações interpessoais, ampliando o modo de compreender , valorizar e respeitar a
si e os outros (BRASIL, 2017), explorando as diferentes linguagens e movimentos, como também se
comunicando e expressando-se a partir do entrelaçamento entre o corpo, emoção e linguagem
(MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004).
Para que possa ser considerado como prática pedagógica no que tange à Educação Física Escolar, e, o
ensino do atletismo como componente curricular, é necessário que o/a professor/a participe do processo
mediando e sistematizando as atividades, a fim de atingir os objetivos elencados em seu planejamento
inicial.
A prática pedagógica é definida por três pilares específicos, sendo eles: o planejamento, metodologia e
avaliação do processo de aprendizagem (ZABALA, 1998), independente de qual seja o nível em que o/a
professor/a atua. Contudo, é possível afirmar que a efetividade da prática pedagógica é pautada na
relação entre o pedagógico e o didático, como esse professor aprendeu para que possa ensinar. E é a
partir da relação existente entre a teoria e a prática, que resulta na compreensão do professor/a sobre os
objetivos, e necessidades dos alunos no contexto em que estão inseridos.
Planejamento

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O planejamento é uma atividade reflexiva acerca dos métodos e ações possíveis de serem utilizados para
o desenvolvimento da aula/disciplina, este se faz necessário para que possamos delinear o possível
desenvolvimento da(s) aula(s) a curto, médio e longo prazo, sendo assim fundamental para a consolidação
da prática pedagógica, segundo Libâneo (2001, p. 221)

O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em
termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e
adequação no decorrer do processo de ensino. O planejamento é um meio para se programar as ações
docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão docente [...].

O planejamento das aulas de Educação Física assume a função de assegurar a coerência, organização e
coordenação do trabalho docente, evitando a improvisação e oportunizando aos educando o ensino
sistematizado pautado nas necessidades educativas de cada grupo. Através do planejamento o professor
é capaz de disponibilizar a articulação entre tarefas da escola e as exigências do contexto social,
facilitando o processo de participação democrática;
Ostetto,2000 afirma que “o planejamento não pode ser confundido com uma ficha preenchida
formalmente com uma lista de o que se pretende durante o desenvolvimento da aula” . Logo o
planejamento do processo educativo deve ser compreendido e assumido no cotidiano como um processo
de reflexão, antes, durante e após a aula, ainda de acordo com Ostetto,2000 “mais do que ser um papel
preenchido, é atitude e envolve todas as ações e situações do educador no cotidiano do seu trabalho
pedagógico”.
Planejar compreende a atitude de traçar de forma objetiva, projetar, programar, elaborar um roteiro para
empreender a busca pelo conhecimento, que aos alunos oportunize a interação de experiencias,
desenvolvendo e vislumbrando múltiplos significados. O planejamento parte do fazer pedagógico, e ao
educador oportuniza a crítica sobre o trabalho docente, possibilitando ao educador, pensar, repensar, e
revisar em busca de novos significados para a sua prática pedagógica. O planejamento marca a
intencionalidade do processo educativo, mas não pode ficar só na intenção, ou melhor, só na
imaginação, na concepção, OSTETTO,2000.
É somente partindo do planejamento que poderemos assegurar a coerência da prática do trabalho
docente, inter-relacionando: os objetivos (para que ensinar), os conteúdos (o que ensinar), os métodos e
técnicas (como ensinar) e posterior a esses, a avaliação. Ainda segundo Libâneo,2010 o planejamento é
um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios de realização do trabalho
docente, assim é possível apontar que o planejamento além de fazer parte da sistematização da prática
pedagógica docente, esse pode ser um facilitador no processor de ensino-aprendizagem, pois o
planejamento pode servir como previsão da aula.
Assim o planejamento no processo de ensino tem características que lhes são próprias, isto, pois lida com
os sujeitos em fase de aprendizagem e de aprimoramento do seu repertório motor, portanto sujeitos em
processo de formação humana e social. O planejar, a longo prazo, está comumente presente na ação do
professor reflexivo. Como cita VASCONCELOS,1996 “No planejamento, ao elaborar o projeto de ensino, o
professor antevê quais os métodos e as técnicas que poderá desenvolver com seu aluno em sala de aula
na perspectiva de promover a aprendizagem”. Nessa perspectiva, é juntamente com os alunos, que o
docente irá avaliando quais são os métodos e ferramentas mais adequados aos diferentes conhecimentos
pelos alunos abordados, o que caracteriza o perfil do grupo. Nesse processo participativo é possível que o
professor esclareça suas possibilidades didáticas e o que ele espera do aluno como sujeito bem como

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suas possibilidades, sua capacidade para aprender, sua individualidade.

Metodologia
Se observarmos a origem da palavra citada por Nérci,1981 p. 54: “A palavra método vem do latim,
methodus que por sua vez tem origem no grego, das palavras meta (meta = meta) e hodos (hodos =
caminho). Logo método quer dizer caminho para chegar a determinado lugar.”. Dessa forma a metodologia
de ensino está condicionada a como se dará o desenvolvimento teórico e prático da disciplina,
relacionando-se a seleção das abordagens, métodos e técnicas que irão auxiliar o processo de ensino-
aprendizagem, traçando o caminho que será percorrido para chegar aos objetivos planejados.
A metodologia de ensino, diz respeito às técnicas, aos recursos e procedimentos utilizados pelo professor
, de forma inteligente e racional, para facilitar a aprendizagem dos alunos, ou seja, promover a mudança
de comportamentos desejáveis e duradouros. (MEDEIROS, 1977 apud TAFFAREL, 1985), porém não se
restringe a essa definição. As metodologias de ensino são permeadas por quatro princípios metodológicos
básicos, (BETTI, ZULIANI,2002) que servem como norteadores para que o docente possa selecionar o
melhor método e a melhor metodologia para facilitar o processo de ensino.
Princípio da inclusão: Os conteúdos e estratégias escolhidos devem sempre propiciar a inclusão de todos
os alunos.
Princípio da diversidade: A escolha dos conteúdos deve, tanto quanto possível, incidir sobre a totalidade
da cultura corporal de movimento, incluindo jogos, esportes, atividades rítmicas/expressivas e dança, lutas
/artes marciais, ginásticas e práticas de aptidão física, com suas variações e combinações.
Princípio da complexidade: Os conteúdos devem adquirir complexidade crescente com o decorrer das
séries, tanto do ponto de vista estritamente motor (habilidades básicas à combinação de habilidades,
habilidades especializadas, etc.) como cognitivo (da simples informação à capacidade de análise, de
crítica, etc.).
Princípio da adequação ao aluno: Em todas as fases do processo de ensino deve-se levar em conta as
características, capacidades e interesses do aluno, nas perspectivas motora, afetiva, social e cognitiva.

Betti e Gomes da Silva (2019, p.57) ressaltam que os princípios metodológicos referem-se aos “preceitos
ou proposições que devem nortear os processos de ensino, e, por serem princípios, não podemos nos
abdicar destes, sob pena de incoerência, ou ao erro de falar uma coisa e fazer outra”. Deste modo, os
princípios elencados estão inter-relacionados, e, além de mobilizarem os professores para seu agir
pedagógico (DARIDO, 2012), preconizam pelo protagonismo dos alunos, sendo assim, pressupõe
situações de aprendizagem com participação ativa, consciente, crítica, criativa, e prospectando a inserção
social destes.
Além de ter em pauta os princípios estruturantes do que é necessário para que possamos selecionar ou
desenvolver uma metodologia adequada aos nossos alunos é necessário que saibamos instigar de forma
motivante a elaboração do conhecimento partindo de situações problemáticas como: observar, tentar,
experimentar, comparar, selecionar, discriminar, caracterizar, identificar e concluir.
A metodologia de forma geral, deve conduzir o educando ao auto conhecimento, objetivando a autonomia
, á emancipação intelectual, isto é, deve conduzi-lo a ser capaz de “caminhar com as próprias pernas e
pensar com a própria cabeça”. Além do já citado, é possível através da seleção metodológica direcionar a
aprendizagem do aluno para que este aproprie-se em seu comportamento de normas sociais, atitudes e
valores que o tornem autentico cidadão participante e voltado para o respeito individual e coletivo.
O aluno, apesar da liberdade ofertada através da emancipação, deverá gozar para sua plena realização,

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partindo de orientações e metas válidas para cada faixa etária e grupo de educandos visando o que
melhor convém para a realização integral e desenvolvimento motor e social mais eficiente.
Nérici,1981 p.56, ainda apresenta a metodologia como “procedimento geral, baseado em princípios
lógicos, que pode ser comum a várias ciências”, e aponta que as técnicas de ensino “ são um meio
específico usado em determinada ciência ou em um aspecto particular desta”, ou seja, a metodologia diz
respeito a apresentação dos conteúdos até a parte avaliativa dos objetivos propostos, já as técnicas de
ensino são os procedimento que auxiliam o processo de ensino proposto a partir do método.
No entanto o professor não deve tornar-se escravo de uma metodologia ou método de ensino. É
necessário sempre ter em vista todos os recursos possíveis para que seja possível desenvolver nossos
alunos de forma integral. O professor precisa ser livre metodologicamente, para que de maneira
consciente possa pesquisar, observar e comparar, visando fundamentalmente tornar o ensino mais
ajustado as necessidade educativas dos alunos, e mais eficiente quanto aos seus resultados.
Avaliação

Quando abordamos o tema: “AVALIAÇÃO”, somos remetidos a idéia de aferir, medir, quantificar ou
qualificar algo, para verificar o desenvolvimento. Guedes,2006 Sugere que isso acontece pois por muito
tempo o “avaliar” foi usado como sinônimo de “medir desempenho”, “avaliar desempenho”. Contudo
atualmente existem diferentes métodos e metodologias de avaliar.
Segundo Hoffmann (2002), o fenômeno conhecido como avaliação tem sido considerado indefinido, pois
os professores e alunos não têm entendido a amplitude de seu real significado, sendo que este termo
obteve diferentes atribuições durante toda a história, tais quais: prova, exame, nota, conceito, boletim,
recuperação, reprovação.
Guedes (2006, p.01) aponta que as abordagens que apresentam a avaliação unicamente como formas de
medidas, deixam transparecer suas limitações, pois grande parte dos atributos pertencentes a disciplina
de Educação Física, necessitam ser qualificados, quantificados e posteriormente interpretados. Por este,
avaliar atende um contexto mais amplo do que o “medir” este então se torna parte do que o autor
considera como processo avaliativo.
Para Dias (2004, p.7) “o ato de avaliar não significa definir uma nota ou conceito aos alunos, reprovar ou
aprovar, classificar como apto ou não apto”, mas antes de tudo implica em um processo de
acompanhamento contínuo que irá ocorrer durante todo o processo de aprendizagem.
A avaliação deve ser assumida como elemento constituinte do projeto político pedagógico (PPP) escolar,
cabendo ao professor analisar todos os fatores envolvidos no processo de aprendizagem individual e
coletivo, logo, comparado ao conhecimento inicial do aluno, objetivando desenvolver através de
ferramentas eficientes o processo de ensino, concepção de educação e o aluno e conteúdo do professor
(MATTOS; NEIRA, 2000).
Segundo Mattos e Neira (2000) a avaliação dentro da Educação Física poderá ocorrer através da
participação dos professores e alunos, para a construção dos critérios avaliativos que serão adotados.
Para Mattos e Neira (2000,p. 24) “o professor deve atentar para o desenvolvimento do pensamento, a
aquisição e aplicação dos conceitos adquiridos durante as aulas para solução de problemas apresentados
pelo cotidiano e a autonomia.”. Enquanto docentes devemos buscar então estruturar a avaliação a atender
de forma contínua as necessidades dos alunos, e podendo dessa forma, servir como instrumento de auto
reflexão e conhecimento do trabalho desenvolvido enquanto docente.
A avaliação se estrutura a partir de um conjunto de dados e ações que visem possibilitar a identificação
de mudanças, dentre eles: avanços, retrocessos, estagnação, bem como novas formas de compreender e

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agir (problematizar) o processo de ensino, e não somente como uma forma de promoção e/ou aprovação
/retenção do aluno no decorrer dos anos e ciclos escolares (DARIDO,2012; DARIDO, SOUZA JÚNIOR
,2013).Hoffmann (2012, p. 13) aponta que a avaliação pode ser compreendida e estruturada a partir de “
um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo período, podendo acontecer em
vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, à melhoria do objeto avaliado”,
exigindo a investigação e reflexão docente, a identificação das progressões individuais e coletivas dos
educandos, bem como definir métodos de auxílio aos alunos que encontram dificuldades no processo de
aprendizagem, podendo de forma planejada proporcionar diversas oportunidades por meio da realização
de novos desafios e/ou novas formas de intervenção.
A avaliação, não deve estar restrita ao final dos ciclos, ou ao término de um bimestre, mas deve
compreender todo o processo educativo, e cada fase a qual o aluno seja possibilitado a uma nova
experiência, possibilitando - quando necessário - adequações, modificações, reformulação e/ou
reformulação da prática pedagógica (HOFFMANN, 2007; GONÇALVES, ALBUQUERQUE, ARANHA,
2010).
A avaliação além de servir como instrumento avaliativo para os alunos traz aos docentes significativo
norteador para as reflexões sobre a prática pedagógica docente, que propicia ao professor uma via de
mão dupla onde professor e aluno podem ser contemplados no que tange auxiliar a tomada de
consciência dos estudantes e possibilitar a identificação de prioridades educativas, a fim de promover
mudanças na aprendizagem dos estudantes bem como do contexto institucional (DARIDO, 2012; DARIDO
; SOUZA JÚNIOR, 2013).

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o atletismo como unidade temática
integrando os esportes de marca, é capaz de auxiliar o desenvolvimento de no mínimo oito privilegiadas
dimensões de conhecimento, sendo elas: A experimentação - que trata de oportunizar aprender
manifestações culturais tematizadas pela educação física; Uso e apropriação - refere-se ao Saber Fazer,
ou seja, uma atividade a qual o aluno consiga desenvolver de maneira autônoma; Fruição - que vincula-se
a reconhecer e apreciar sua prática corporal e dos demais; Reflexão sobre a ação individual e coletiva -
buscando maneiras de resolver desafios peculiares a prática realizada podendo ainda adequar estas aos
interesses e ás possibilidades das pessoas com quem compartilha suas vivências; Construção de valores
- produção e partilha de atitudes normas e valores ( positivos e negativos ), com dimensões pedagógicas
voltadas para tal fim; Análise - como classificação dos esportes e suas provas, sistemas táticos de uma
modalidade, o efeito de um determinado exercício físico no desenvolvimento de uma capacidade física;
Compreensão - interpretar as manifestações da cultura corporal de movimento em relação as dimensões
éticas e estéticas, alcançando o protagonismo comunitário o qual refere-se a atitudes e ações bem como
conhecimentos necessários para que os estudantes participem de forma confiante e autoral em decisões e
ações orientadas ,contempla a reflexão sobre as possibilidades que eles e a comunidade têm, e os
agentes envolvidos nessa configuração (BRASIL,2017).
O atletismo é considerado um conteúdo clássico da Educação Física Escolar, e compreendido como base
para inúmeras modalidades esportivas, devido a sua vasta possibilidade de desenvolver habilidades
físicas e motoras (CASTELLANI FILHO, 2009). De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo
(2014) “o atletismo é chamado de esporte base pois está diretamente ligado aos movimentos naturais do
ser humano sendo estes : correr, marchar, lançar, arremessar e saltar”. Podemos pontuar que nas séries
iniciais, os educandos se encontram em uma fase sensível do desenvolvimento e da exploração do
repertório motor, e, é fundamental oferecer para a criança oportunidades para correr, saltar, lançar,

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arremessar (ARAÚJO, 2005).


O saber selecionar e desenvolver de forma sadia a prática pedagógica nas aulas de Educação Física, é
de suma importância, para que não sigamos no caminho oposto as propostas orientativas elaboradas para
a Educação como Richter e Vaz (2012) identificaram equívocos caracterizados por muitas práticas
pedagógicas marcadas pela exclusão, preconceito, castigos, ameaças e padronização dos movimentos.
Logo, salienta-se que o desenvolvimento profissional do professor/a pode ter relação direta ou indireta
com a prática pedagógica utilizada para desenvolver as múltiplas potencialidades dos alunos na educação
básica.
Assim, é pertinente destacar que o desenvolvimento de uma prática pedagógica de qualidade envolve um
trabalho amplo de mediação e reflexão, no que tange os conteúdos, planejamento, metodologias de
ensino, avaliação e replanejamento das práticas pedagógicas (RICHTER; VAZ, 2012) e para isso é
necessário que o professor/a, tenha sido possibilitado a essas experiencias durante o desenvolvimento
profissional.

BETTI, Mauro; ZULIANI, Luiz Roberto. Educação Física Escolar: Uma proposta de diretrizes pedagógicas.
Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, São Paulo: Editora Mackenzie. Ano 1, nº1,p73-81,
2002.
BETTI, Mauro; GOMES-DA-SILVA, Pierre Normando da Silva. Corporeidade, jogo, linguagem: a Educação
Física nos anos iniciais do ensino fundamental. São Paulo: Cortez Editora, 2019.
BRACHT, Valter. A educação física brasileira e a crise da década de 1980: entre a solidez e a liquidez. In:
MEDINA, J. P. S. A educação física cuida do corpo... e “mente”. 25ª Edição Rev. e Ampl. Campinas, SP:
Papirus, 2010
BRASIL, Ministério de Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio/
Secretaria de Ensino Médio. Brasília: MEC/SEM, 1999
BRASIL, República Federativa do Brasil. Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial, Brasília, 23 de dezembro de 1996, p.27833-41.
DARIDO, Suraya Cristina. Princípios de Ensino para a Educação Física na Escola. In: Suraya Cristina
Darido. (Org.). Cadernos de Formação: Conteúdos e Didática de Educação Física. São Paulo: Cultura
Acadêmica, 2012, v. 1, p. 90-103.
DARIDO, Suraya Cristina; SOUZA JÚNIOR, Osmar Moreira de. Para ensinar Educação Física:
possibilidades de intervenção na escola. Campinas: Papirus, 2013.
DIAS, Alessandra Aparecida. Avaliação em Educação Física Escolar. São Paulo, 2004
GONÇALVES, F.; ALBUQUERQUE, A.; ARANHA, A. Avaliação. Um caminho para o sucesso no processo
de ensino e aprendizagem. Edições ISMAI. Maia, Portugal, 2010.
GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elizabete Ribeiro Pinto. Manual prático para avaliação em
educação física- Barueri,SP: Manole,2006.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação e Educação Infantil: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Porto
Alegre: Mediação, 2012.
HOFFMANN, Jussara. Pontos e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. Porto Alegre: Mediação,
2007.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação: Mito e Desafio: uma perspectiva construtivista. 31ª ed. São Paulo:
Mediação, 2002
LIBÂNEO, J. C. Ainda as perguntas: que é pedagogia, quem é o pedagogo, o que deve ser o curso de

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Pedagogia. In: PIMENTA, S. G. (Org.). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. 3.ed. São Paulo
: Cortez, 2011. p.63-100
MATTOS, Mauro Gomes; NEIRA, Marcos Garcia. Educação Física na Adolescência: Construindo o
Conhecimento na Escola. São Paulo: Phorte, 2000.
NÉRICI, Imídeo Giuseppe,1915-1987. Metodologia do ensino: uma introdução. 2ºed.- São Paulo: 2º ed.
Atlas,1981.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Planejamento na educação infantil: mais que a atividade, a criança em
foco. In: (Org). Encontros e encantamentos na educação infantil: partilhando experiências de estágios.
Campinas/SP: Papirus, 2000, p. 175-200.
TAFFAREL, Celi Nelza Julke. Criatividade nas aulas de Educação Física.[S.l.]: Ao Livro Técnico, 1985.
VASCONCELOS, Celso dos S. Construção da disciplina consciente e interativa na sala de aula e na
escola. 3. ed. São Paulo: Libertad

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Arquivo 1: Pratica Pedagógica.docx (3115 termos)
Arquivo 2: http://www.boaventuradesousasantos.pt/pages/en/books.php (1728 termos)
Termos comuns: 3
Similaridade: 0,06%
O texto abaixo é o conteúdo do documento Pratica Pedagógica.docx. Os termos em vermelho foram
encontrados no documento http://www.boaventuradesousasantos.pt/pages/en/books.php
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Pratica Pedagógica
Para Bracht (2010), o quadro atual da disciplina de Educação Física no contexto escolar é resultante de
diferentes fatores, dentre os quais ele destaca as políticas educacionais e esportivas brasileiras, a
conjuntura política nacional, podemos citar como política estruturante da educação Nacional a Lei de
Diretrizes e base da Educação, instituída a partir da Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, e
concomitante a esse os Parâmetro Curriculares Nacionais (PCN’s) da Educação Física (BRASIL,1999),
posterior a isso houve a reformulação das propostas curriculares nacionais, atualmente dever-se-á utilizar
a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL,2017) que é o documento normativo para as redes de ensino
e suas instituições públicas e privadas, que deve ser utilizado como referência obrigatória para elaboração
dos currículos escolares e propostas pedagógicas para o ensino infantil, ensino fundamental e ensino
médio em todo território Nacional.
Para que seja possível através do esporte alcançar os objetivos propostos na BNCC é necessário que o
professor/a além de conhecer o documento e seus orientativos, consiga compreender o que é a prática
pedagógica, seus elementos estruturantes, além de compreender como essa se insere no contexto escolar
.
A compreensão e interpretação do conteúdo esporte pode ser muito ampla, abrindo grandes
possibilidades educativas entre quem ensina e quem aprende, a forma com que esse esporte é
desenvolvido na escola pode ser chamado de prática pedagógica.
A prática pedagógica deve ser uma ação propositiva do professor/a, que objetive nos diversos momentos
envolver situações em que os alunos possam interagir uns com os outros, participando das relações
sociais, desenvolvendo relações interpessoais, ampliando o modo de compreender , valorizar e respeitar a
si e os outros (BRASIL, 2017), explorando as diferentes linguagens e movimentos, como também se
comunicando e expressando-se a partir do entrelaçamento entre o corpo, emoção e linguagem
(MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004).
Para que possa ser considerado como prática pedagógica no que tange à Educação Física Escolar, e, o
ensino do atletismo como componente curricular, é necessário que o/a professor/a participe do processo
mediando e sistematizando as atividades, a fim de atingir os objetivos elencados em seu planejamento
inicial.
A prática pedagógica é definida por três pilares específicos, sendo eles: o planejamento, metodologia e
avaliação do processo de aprendizagem (ZABALA, 1998), independente de qual seja o nível em que o/a
professor/a atua. Contudo, é possível afirmar que a efetividade da prática pedagógica é pautada na
relação entre o pedagógico e o didático, como esse professor aprendeu para que possa ensinar. E é a
partir da relação existente entre a teoria e a prática, que resulta na compreensão do professor/a sobre os
objetivos, e necessidades dos alunos no contexto em que estão inseridos.
Planejamento

Relatório gerado por CopySpider Software 2021-01-11 10:13:46


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O planejamento é uma atividade reflexiva acerca dos métodos e ações possíveis de serem utilizados para
o desenvolvimento da aula/disciplina, este se faz necessário para que possamos delinear o possível
desenvolvimento da(s) aula(s) a curto, médio e longo prazo, sendo assim fundamental para a consolidação
da prática pedagógica, segundo Libâneo (2001, p. 221)

O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em
termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e
adequação no decorrer do processo de ensino. O planejamento é um meio para se programar as ações
docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão docente [...].

O planejamento das aulas de Educação Física assume a função de assegurar a coerência, organização e
coordenação do trabalho docente, evitando a improvisação e oportunizando aos educando o ensino
sistematizado pautado nas necessidades educativas de cada grupo. Através do planejamento o professor
é capaz de disponibilizar a articulação entre tarefas da escola e as exigências do contexto social,
facilitando o processo de participação democrática;
Ostetto,2000 afirma que “o planejamento não pode ser confundido com uma ficha preenchida
formalmente com uma lista de o que se pretende durante o desenvolvimento da aula” . Logo o
planejamento do processo educativo deve ser compreendido e assumido no cotidiano como um processo
de reflexão, antes, durante e após a aula, ainda de acordo com Ostetto,2000 “mais do que ser um papel
preenchido, é atitude e envolve todas as ações e situações do educador no cotidiano do seu trabalho
pedagógico”.
Planejar compreende a atitude de traçar de forma objetiva, projetar, programar, elaborar um roteiro para
empreender a busca pelo conhecimento, que aos alunos oportunize a interação de experiencias,
desenvolvendo e vislumbrando múltiplos significados. O planejamento parte do fazer pedagógico, e ao
educador oportuniza a crítica sobre o trabalho docente, possibilitando ao educador, pensar, repensar, e
revisar em busca de novos significados para a sua prática pedagógica. O planejamento marca a
intencionalidade do processo educativo, mas não pode ficar só na intenção, ou melhor, só na
imaginação, na concepção, OSTETTO,2000.
É somente partindo do planejamento que poderemos assegurar a coerência da prática do trabalho
docente, inter-relacionando: os objetivos (para que ensinar), os conteúdos (o que ensinar), os métodos e
técnicas (como ensinar) e posterior a esses, a avaliação. Ainda segundo Libâneo,2010 o planejamento é
um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios de realização do trabalho
docente, assim é possível apontar que o planejamento além de fazer parte da sistematização da prática
pedagógica docente, esse pode ser um facilitador no processor de ensino-aprendizagem, pois o
planejamento pode servir como previsão da aula.
Assim o planejamento no processo de ensino tem características que lhes são próprias, isto, pois lida com
os sujeitos em fase de aprendizagem e de aprimoramento do seu repertório motor, portanto sujeitos em
processo de formação humana e social. O planejar, a longo prazo, está comumente presente na ação do
professor reflexivo. Como cita VASCONCELOS,1996 “No planejamento, ao elaborar o projeto de ensino, o
professor antevê quais os métodos e as técnicas que poderá desenvolver com seu aluno em sala de aula
na perspectiva de promover a aprendizagem”. Nessa perspectiva, é juntamente com os alunos, que o
docente irá avaliando quais são os métodos e ferramentas mais adequados aos diferentes conhecimentos
pelos alunos abordados, o que caracteriza o perfil do grupo. Nesse processo participativo é possível que o
professor esclareça suas possibilidades didáticas e o que ele espera do aluno como sujeito bem como

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suas possibilidades, sua capacidade para aprender, sua individualidade.

Metodologia
Se observarmos a origem da palavra citada por Nérci,1981 p. 54: “A palavra método vem do latim,
methodus que por sua vez tem origem no grego, das palavras meta (meta = meta) e hodos (hodos =
caminho). Logo método quer dizer caminho para chegar a determinado lugar.”. Dessa forma a metodologia
de ensino está condicionada a como se dará o desenvolvimento teórico e prático da disciplina,
relacionando-se a seleção das abordagens, métodos e técnicas que irão auxiliar o processo de ensino-
aprendizagem, traçando o caminho que será percorrido para chegar aos objetivos planejados.
A metodologia de ensino, diz respeito às técnicas, aos recursos e procedimentos utilizados pelo professor
, de forma inteligente e racional, para facilitar a aprendizagem dos alunos, ou seja, promover a mudança
de comportamentos desejáveis e duradouros. (MEDEIROS, 1977 apud TAFFAREL, 1985), porém não se
restringe a essa definição. As metodologias de ensino são permeadas por quatro princípios metodológicos
básicos, (BETTI, ZULIANI,2002) que servem como norteadores para que o docente possa selecionar o
melhor método e a melhor metodologia para facilitar o processo de ensino.
Princípio da inclusão: Os conteúdos e estratégias escolhidos devem sempre propiciar a inclusão de todos
os alunos.
Princípio da diversidade: A escolha dos conteúdos deve, tanto quanto possível, incidir sobre a totalidade
da cultura corporal de movimento, incluindo jogos, esportes, atividades rítmicas/expressivas e dança, lutas
/artes marciais, ginásticas e práticas de aptidão física, com suas variações e combinações.
Princípio da complexidade: Os conteúdos devem adquirir complexidade crescente com o decorrer das
séries, tanto do ponto de vista estritamente motor (habilidades básicas à combinação de habilidades,
habilidades especializadas, etc.) como cognitivo (da simples informação à capacidade de análise, de
crítica, etc.).
Princípio da adequação ao aluno: Em todas as fases do processo de ensino deve-se levar em conta as
características, capacidades e interesses do aluno, nas perspectivas motora, afetiva, social e cognitiva.

Betti e Gomes da Silva (2019, p.57) ressaltam que os princípios metodológicos referem-se aos “preceitos
ou proposições que devem nortear os processos de ensino, e, por serem princípios, não podemos nos
abdicar destes, sob pena de incoerência, ou ao erro de falar uma coisa e fazer outra”. Deste modo, os
princípios elencados estão inter-relacionados, e, além de mobilizarem os professores para seu agir
pedagógico (DARIDO, 2012), preconizam pelo protagonismo dos alunos, sendo assim, pressupõe
situações de aprendizagem com participação ativa, consciente, crítica, criativa, e prospectando a inserção
social destes.
Além de ter em pauta os princípios estruturantes do que é necessário para que possamos selecionar ou
desenvolver uma metodologia adequada aos nossos alunos é necessário que saibamos instigar de forma
motivante a elaboração do conhecimento partindo de situações problemáticas como: observar, tentar,
experimentar, comparar, selecionar, discriminar, caracterizar, identificar e concluir.
A metodologia de forma geral, deve conduzir o educando ao auto conhecimento, objetivando a autonomia
, á emancipação intelectual, isto é, deve conduzi-lo a ser capaz de “caminhar com as próprias pernas e
pensar com a própria cabeça”. Além do já citado, é possível através da seleção metodológica direcionar a
aprendizagem do aluno para que este aproprie-se em seu comportamento de normas sociais, atitudes e
valores que o tornem autentico cidadão participante e voltado para o respeito individual e coletivo.
O aluno, apesar da liberdade ofertada através da emancipação, deverá gozar para sua plena realização,

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partindo de orientações e metas válidas para cada faixa etária e grupo de educandos visando o que
melhor convém para a realização integral e desenvolvimento motor e social mais eficiente.
Nérici,1981 p.56, ainda apresenta a metodologia como “procedimento geral, baseado em princípios
lógicos, que pode ser comum a várias ciências”, e aponta que as técnicas de ensino “ são um meio
específico usado em determinada ciência ou em um aspecto particular desta”, ou seja, a metodologia diz
respeito a apresentação dos conteúdos até a parte avaliativa dos objetivos propostos, já as técnicas de
ensino são os procedimento que auxiliam o processo de ensino proposto a partir do método.
No entanto o professor não deve tornar-se escravo de uma metodologia ou método de ensino. É
necessário sempre ter em vista todos os recursos possíveis para que seja possível desenvolver nossos
alunos de forma integral. O professor precisa ser livre metodologicamente, para que de maneira
consciente possa pesquisar, observar e comparar, visando fundamentalmente tornar o ensino mais
ajustado as necessidade educativas dos alunos, e mais eficiente quanto aos seus resultados.
Avaliação

Quando abordamos o tema: “AVALIAÇÃO”, somos remetidos a idéia de aferir, medir, quantificar ou
qualificar algo, para verificar o desenvolvimento. Guedes,2006 Sugere que isso acontece pois por muito
tempo o “avaliar” foi usado como sinônimo de “medir desempenho”, “avaliar desempenho”. Contudo
atualmente existem diferentes métodos e metodologias de avaliar.
Segundo Hoffmann (2002), o fenômeno conhecido como avaliação tem sido considerado indefinido, pois
os professores e alunos não têm entendido a amplitude de seu real significado, sendo que este termo
obteve diferentes atribuições durante toda a história, tais quais: prova, exame, nota, conceito, boletim,
recuperação, reprovação.
Guedes (2006, p.01) aponta que as abordagens que apresentam a avaliação unicamente como formas de
medidas, deixam transparecer suas limitações, pois grande parte dos atributos pertencentes a disciplina
de Educação Física, necessitam ser qualificados, quantificados e posteriormente interpretados. Por este,
avaliar atende um contexto mais amplo do que o “medir” este então se torna parte do que o autor
considera como processo avaliativo.
Para Dias (2004, p.7) “o ato de avaliar não significa definir uma nota ou conceito aos alunos, reprovar ou
aprovar, classificar como apto ou não apto”, mas antes de tudo implica em um processo de
acompanhamento contínuo que irá ocorrer durante todo o processo de aprendizagem.
A avaliação deve ser assumida como elemento constituinte do projeto político pedagógico (PPP) escolar,
cabendo ao professor analisar todos os fatores envolvidos no processo de aprendizagem individual e
coletivo, logo, comparado ao conhecimento inicial do aluno, objetivando desenvolver através de
ferramentas eficientes o processo de ensino, concepção de educação e o aluno e conteúdo do professor
(MATTOS; NEIRA, 2000).
Segundo Mattos e Neira (2000) a avaliação dentro da Educação Física poderá ocorrer através da
participação dos professores e alunos, para a construção dos critérios avaliativos que serão adotados.
Para Mattos e Neira (2000,p. 24) “o professor deve atentar para o desenvolvimento do pensamento, a
aquisição e aplicação dos conceitos adquiridos durante as aulas para solução de problemas apresentados
pelo cotidiano e a autonomia.”. Enquanto docentes devemos buscar então estruturar a avaliação a atender
de forma contínua as necessidades dos alunos, e podendo dessa forma, servir como instrumento de auto
reflexão e conhecimento do trabalho desenvolvido enquanto docente.
A avaliação se estrutura a partir de um conjunto de dados e ações que visem possibilitar a identificação
de mudanças, dentre eles: avanços, retrocessos, estagnação, bem como novas formas de compreender e

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agir (problematizar) o processo de ensino, e não somente como uma forma de promoção e/ou aprovação
/retenção do aluno no decorrer dos anos e ciclos escolares (DARIDO,2012; DARIDO, SOUZA JÚNIOR
,2013).Hoffmann (2012, p. 13) aponta que a avaliação pode ser compreendida e estruturada a partir de
“um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo período, podendo acontecer em
vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, à melhoria do objeto avaliado”,
exigindo a investigação e reflexão docente, a identificação das progressões individuais e coletivas dos
educandos, bem como definir métodos de auxílio aos alunos que encontram dificuldades no processo de
aprendizagem, podendo de forma planejada proporcionar diversas oportunidades por meio da realização
de novos desafios e/ou novas formas de intervenção.
A avaliação, não deve estar restrita ao final dos ciclos, ou ao término de um bimestre, mas deve
compreender todo o processo educativo, e cada fase a qual o aluno seja possibilitado a uma nova
experiência, possibilitando - quando necessário - adequações, modificações, reformulação e/ou
reformulação da prática pedagógica (HOFFMANN, 2007; GONÇALVES, ALBUQUERQUE, ARANHA,
2010).
A avaliação além de servir como instrumento avaliativo para os alunos traz aos docentes significativo
norteador para as reflexões sobre a prática pedagógica docente, que propicia ao professor uma via de
mão dupla onde professor e aluno podem ser contemplados no que tange auxiliar a tomada de
consciência dos estudantes e possibilitar a identificação de prioridades educativas, a fim de promover
mudanças na aprendizagem dos estudantes bem como do contexto institucional (DARIDO, 2012; DARIDO
; SOUZA JÚNIOR, 2013).

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o atletismo como unidade temática
integrando os esportes de marca, é capaz de auxiliar o desenvolvimento de no mínimo oito privilegiadas
dimensões de conhecimento, sendo elas: A experimentação - que trata de oportunizar aprender
manifestações culturais tematizadas pela educação física; Uso e apropriação - refere-se ao Saber Fazer,
ou seja, uma atividade a qual o aluno consiga desenvolver de maneira autônoma; Fruição - que vincula-se
a reconhecer e apreciar sua prática corporal e dos demais; Reflexão sobre a ação individual e coletiva -
buscando maneiras de resolver desafios peculiares a prática realizada podendo ainda adequar estas aos
interesses e ás possibilidades das pessoas com quem compartilha suas vivências; Construção de valores
- produção e partilha de atitudes normas e valores ( positivos e negativos ), com dimensões pedagógicas
voltadas para tal fim; Análise - como classificação dos esportes e suas provas, sistemas táticos de uma
modalidade, o efeito de um determinado exercício físico no desenvolvimento de uma capacidade física;
Compreensão - interpretar as manifestações da cultura corporal de movimento em relação as dimensões
éticas e estéticas, alcançando o protagonismo comunitário o qual refere-se a atitudes e ações bem como
conhecimentos necessários para que os estudantes participem de forma confiante e autoral em decisões e
ações orientadas ,contempla a reflexão sobre as possibilidades que eles e a comunidade têm, e os
agentes envolvidos nessa configuração (BRASIL,2017).
O atletismo é considerado um conteúdo clássico da Educação Física Escolar, e compreendido como base
para inúmeras modalidades esportivas, devido a sua vasta possibilidade de desenvolver habilidades
físicas e motoras (CASTELLANI FILHO, 2009). De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo
(2014) “o atletismo é chamado de esporte base pois está diretamente ligado aos movimentos naturais do
ser humano sendo estes : correr, marchar, lançar, arremessar e saltar”. Podemos pontuar que nas séries
iniciais, os educandos se encontram em uma fase sensível do desenvolvimento e da exploração do
repertório motor, e, é fundamental oferecer para a criança oportunidades para correr, saltar, lançar,

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arremessar (ARAÚJO, 2005).


O saber selecionar e desenvolver de forma sadia a prática pedagógica nas aulas de Educação Física, é
de suma importância, para que não sigamos no caminho oposto as propostas orientativas elaboradas para
a Educação como Richter e Vaz (2012) identificaram equívocos caracterizados por muitas práticas
pedagógicas marcadas pela exclusão, preconceito, castigos, ameaças e padronização dos movimentos.
Logo, salienta-se que o desenvolvimento profissional do professor/a pode ter relação direta ou indireta
com a prática pedagógica utilizada para desenvolver as múltiplas potencialidades dos alunos na educação
básica.
Assim, é pertinente destacar que o desenvolvimento de uma prática pedagógica de qualidade envolve um
trabalho amplo de mediação e reflexão, no que tange os conteúdos, planejamento, metodologias de
ensino, avaliação e replanejamento das práticas pedagógicas (RICHTER; VAZ, 2012) e para isso é
necessário que o professor/a, tenha sido possibilitado a essas experiencias durante o desenvolvimento
profissional.

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