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ANO IV Nº 13 ABR.MAI.JUN.

2008

pág. pág.

6 Fontes de
conhecimento Foto: Arquivo Cargill
3 Entrevista
Rosely Boschini, presidente da Câmara
Brasileira do Livro, antecipa novidades
sobre a 20ª. Bienal Internacional do
Livro, em São Paulo. No encarte desta
edição, saiba como participar do
concurso da Fundação Cargill que
levará três professores ao evento.
pág.

4 Meio Ambiente
Para especialistas, educação ambiental
começa com o estudo de questões
locais. Entre elas, o abastecimento de
água, a coleta do lixo e a preservação
de áreas verdes de cada cidade.
Biblioteca de Santarém, no Pará, revitalizada pela Fundação Cargill
pág.
Oferecer a crianças e jovens a oportunidade de
freqüentar bibliotecas e salas de leitura é um forte
incentivo para a formação de leitores e importante
reforço para o processo de ensino-aprendizagem escolar.
Nesses espaços de cultura, eles têm acesso a diferentes
10 Giro nas Escolas
Programas Fura-Bolo e “de grão em grão”
mobilizam educadores, alunos e voluntários,
em diferentes regiões do País.
estilos de literatura e a veículos de informações como
jornais e revistas. pág.

Para o escritor e educador Edson Gabriel Garcia, as


bibliotecas e salas de leitura auxiliam no desenvolvimento
do comportamento do leitor, colaboram para a
12 Palavra do Voluntário
Dupla homenagem para Marcelo Leite
de Almeida, supervisor de Vendas da
unidade da Cargill de Tatuí (SP).
formação de cidadãos. “Gostar de ler, aprender a ler, saber
selecionar o que se quer ler e registrar os produtos da
leitura são comportamentos necessários na sociedade chama de “tripé de sustentação” (estrutura, acervo e
contemporânea. Por isso, elas devem estar voltadas à mediador), Edson destaca aspectos a serem pensados
formação de uma comunidade leitora, o que ultrapassa e colocados em prática: um espaço organizado e
os limites da escola”, afirma. preparado (estrutura), material de leitura diversificado
(acervo) e um profissional que goste e saiba ler e esteja
Como responsável pelo projeto de montagem de preparado para fazer a mediação entre os textos e os
diversas salas de leitura, como a do Programa de Salas de leitores (mediador). “Esses são os esteios de um bom
Leitura das Escolas Municipais de São Paulo, Edson aplica trabalho com salas de leitura. Deles decorrem todo o
e indica uma metodologia de trabalho. A partir do que planejamento e execução”, explica.
Continua na página 6

1
Editorial

Expansão contínua Poluição do ar


O desmatamento e a intensa queima

N o final da década de 90, nascia um


dos principais programas da Fundação
Cargill em apoio ao desenvolvimento
educacional das comunidades nas quais a
empresa está presente: o Programa de Apoio ao
de combustíveis fósseis estão aumentando,
cada vez mais, a concentração de gases
na atmosfera, principalmente dióxido
de carbono (CO2) e metano. Desde 1800,
a concentração de dióxido de carbono na
Ensino Fundamental Fura-Bolo. Já em 2004, as atmosfera cresceu 30%, enquanto a de metano
escolas municipais ganharam um novo programa: aumentou 130%. Ao analisarem camadas de gelo da Antártica,
o “de grão em grão”. O primeiro voltado ao cientistas europeus descobriram o ritmo de aumento na concentração
incentivo da leitura e da valorização da cultura de CO2: nos últimos 150 anos, o gás propagou-se pelo planeta
regional, por meio dos livros da Coleção Fura- cerca de 200 vezes mais rápido que nos últimos 650.000 anos.
Bolo. E o segundo focado em ações de segurança
alimentar e agricultura familiar, tendo como
base a implantação de hortas escolares, com
Planeta água
Terra planeta água? Mas qual tipo de
cunho pedagógico.
água? A salgada corresponde a 97,3% do total,
Ciente do fato de os temas educação e enquanto a doce representa 2,7%. Por exemplo,
se um litro representasse toda a água do mundo,
alimentação permearem também os campos da
a doce corresponderia a 28 ml, ou a um copinho de
saúde e do meio ambiente, a Fundação Cargill
café, e a disponível para o homem seria de 6,27 ml. O consumo
está incluindo em sua pauta novas iniciativas
mundial de água aumentou seis vezes ao longo do século 20,
que sejam capazes de reforçar sua presença
por causa do crescimento populacional e dos maus hábitos das
na melhoria da qualidade de vida de crianças,
pessoas. Exemplo de desperdício: se sete pessoas fecharem a
jovens e adultos. Como parte desse trabalho, torneira para escovar os dentes, serão economizados cerca 122
acreditamos no poder da informação. Assim, a litros de água tratada.
cada número do Jornal Fundação Cargill, serão
tratados temas diversificados e atuais como, por
exemplo, a importância da educação ambiental, Lixo e preservação
um dos assuntos de destaque desta edição. A cada dia são descartadas dois
milhões de toneladas de lixo domiciliar
Seguindo ainda na linha de expansão, no mundo. Só o plástico leva mais de
a Fundação Cargill apóia a criação e a um século para se degradar. No Brasil, as
revitalização de bibliotecas e salas de leitura embalagens representam um terço do lixo
e promove o primeiro concurso entre as doméstico. Se apenas uma pessoa recusar
escolas, para presentear professores com todas as embalagens supérfluas durante um mês,
uma visita à Bienal Internacional do Livro de ela evitará o gasto de 0,5 quilo de petróleo. No caso do alumínio,
São Paulo. Novas iniciativas que também são a reciclagem de uma única latinha economiza energia suficiente
apresentadas nesta publicação. para manter uma geladeira ligada por quase dez horas.

Assim, ampliamos nossas atividades e


estreitamos nossos laços de compromisso com O Jornal Fundação Cargill é uma publicação trimestral
dirigida a educadores e voluntários participantes dos
o futuro de milhares de crianças, sempre com a programas sociais da Fundação Cargill, instituições
participação e envolvimento de nossos “agentes e entidades do Terceiro Setor. Caixa Postal 28704-0
sociais”: os educadores e voluntários. CEP 04948-990 – São Paulo – SP – Tel: (11) 5099-3257 – Fax (11) 5099-3258
www.cargill.com.br – Comitê Editorial: Denise Cantarelli, Aline Machado, Denyse
Barreto e Kátia Karam Gonzalez – Direção Editorial: Afonso Champi – Coordenação
Obrigado e boa leitura! Editorial e Jornalista Responsável: Lúcia Pinheiro (MTb 18.755) – Conteúdo Editorial:
Plural Publicações Corporativas (11) 3022-4773 – Design,
Sérgio Rial Editoração Eletrônica e Produção Gráfica: Oz Design
(11) 5112-9200 – Fotos: Fundação Cargill e Cargill.
Presidente da Fundação Cargill

2
Foto: Divulgação – CBL

Nosso entrevistado

Encontro de
leitores
De 14 a 24 de agosto, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo,
maior evento do mercado editorial no Brasil e segundo maior no mundo,
comemorará os 200 anos da indústria do livro no País, introduzida com
a chegada de D. João VI e a família real portuguesa em 1808.

Por seu envolvimento na história do livro nacional, Portugal será


um dos países homenageados na 20ª. edição do evento. Os outros
serão o Japão, em comemoração ao centenário da imigração nipônica
no Brasil, e a Espanha, pela realização da sétima edição do Congresso Ibero-Americano de Editores, que acontece este ano
nos dias que antecedem a Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Para adiantar algumas informações sobre o mais importante encontro editorial do País, o Jornal Fundação Cargill entrevistou
Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), promotora do evento.

Fundação Cargill – Qual a importância de um além de uma área dedicada exclusivamente a crianças e
evento como a Bienal do Livro? estudantes que visitam a Bienal em caravanas escolares.
Rosely Boschini – Tradicionalmente, a Bienal do Livro
de São Paulo é o grande momento do livro no País. FC – Além de conhecer novidades do mercado
O evento não só é importante do ponto de vista dos editorial, o visitante conta com facilidades para
negócios do setor – já que cria um ambiente propício comprar livros?
para o encontro das editoras com as grandes redes, RB – Na última edição, 1,5 milhão de exemplares foram
pequenas livrarias, distribuidoras e público em geral – colocados à disposição do público. A concentração
como também para a educação e para a cultura, uma vez de tamanha oferta de diferentes gêneros e editoras
que desenvolve uma série de atividades para aproximar num único evento permite ao leitor não só conhecer a
autores e leitores de todos os gostos e idades. diversidade do mercado editorial do País como também
exercitar seu direito de escolha. Ao expositor cabe, além
FC – Qual a estimativa do número de expositores dos lançamentos, a opção de propiciar ao visitante o
para esta edição? Livro do Dia – uma promoção na qual o expositor escolhe
RB – Já está confirmada a participação de 350 diariamente cinco livros e oferece desconto de 30%.
expositores nacionais e internacionais, representando
mais de 900 selos editoriais. Em 2006, tivemos 210 mil FC – Quais as novidades já programadas para
títulos expostos, sendo 3 mil lançamentos. Neste ano, 2008?
ainda não calculamos os títulos, mas acreditamos que o RB – Estamos formatando uma série de atividades
número será ainda maior. culturais que visam ao estímulo da leitura e ao despertar
para o universo mágico dos livros. A edição coincide
FC – E quanto às atividades voltadas a professores com os 200 anos da criação da indústria do livro no
e estudantes? País, introduzida com a chegada de D. João VI e a família
RB – Em toda edição são realizadas atividades real portuguesa em 1808. Os livros trazidos pela corte
desenvolvidas sob medida para esses públicos. Um portuguesa também podem ser considerados o embrião
deles é o Fala, Professor, espaço totalmente dedicado da Biblioteca Nacional, que tem hoje um dos maiores e
aos educadores, com uma programação de palestras mais raros acervos do mundo. Por isso, esta efeméride será
e workshops ministrados por mestres, doutores e tratada com grande destaque na 20ª Bienal Internacional
especialistas. O outro é o Espaço Universitário, que do Livro de São Paulo, com uma homenagem a Portugal.
promove debates entre estudantes e mestres das Outros dois países serão homenageados: o Japão, em
principais universidades do País sobre questões atuais e comemoração ao centenário da imigração, e a Espanha,
desafios do mercado de trabalho. Há também o Salão de pela realização da sétima edição do Congresso Ibero-
Idéias, dedicado ao encontro entre autores e leitores para Americano de Editores, que acontece este ano no Brasil
um saudável bate-papo sobre literatura e atualidades, nos dias que antecedem a Bienal do Livro de São Paulo.

3
Educação ambiental

Questão de
qualidade
de vida
C
“ om o educador Paulo Freire aprendemos que a
leitura do mundo é o caminho para conhecê-lo
e para tomar consciência de sua exploração, uso
e apropriação”. A afirmação é do educador e consultor
de educação ambiental Fábio Alberti Cascino. Para ele,
exemplo, fica difícil
ifícil entender a preservação dos mares
e das calotas polares.
es. Assim, o educador acredita que
a educação ambientall deva começar na avaliação da
qualidade de vida da comunidade.
unidade.

no ambiente escolar, a base da consciência ambiental Esse envolvimento em questõesuestões que afetaafetam
e de ações voltadas à preservação do planeta está na diretamente a família, a escola e a cidade como um
“leitura do entorno da escola”. todo também é defendido pelo geógrafo afo Peter
Pete Milko,
diretor-geral da Editora Horizonte, que publica
lic a Revista
Fábio acredita que a educação ambiental começa Horizonte Geográfico. Para ele, além da educação
com o olhar de educadores, alunos, voluntários e ambiental ser um tema interdisciplinar, que passa por
comunidades voltado para o que têm imediatamente todas as matérias curriculares, a comunidade escolar
à sua frente: qualidade da água consumida na cidade, deve olhar além das paredes da sala de aula.
tratamento de esgoto, coleta e reciclagem de lixo,
áreas verdes etc. Assim, o incentivo à participação das Peter aponta três etapas que podem ser
crianças em ações que sejam capazes de mudar as adotadas, independentes de técnicas pedagógicas: o
atuais estatísticas ambientais que ameaçam o mundo comportamento pessoal, integração do comportamento
onde vivem (leia Curiosidades na pág.2), a partir do pessoal com a comunidade e avaliação de questões
real entendimento dos riscos e desafios impostos nacionais e globais. No dia-a-dia, por exemplo, educadores
pelo aquecimento global, começa com a avaliação e podem praticar e incentivar entre os alunos ações simples
transformação das condições de vida dessas crianças, como consumo consciente (leia boxe pág. 5) e coleta
das cidades onde vivem. seletiva de lixo para reciclagem. Ao interagir com a
comunidade, as atividades podem priorizar a avaliação
“Sem ter consciência da realidade de nossa própria das condições ambientais do bairro, da cidade, como
qualidade de vida – higiene pessoal e saúde – e do disponibilidade de água e áreas verdes, remetendo-as a
lugar onde vivemos, nada faz sentido”. Ou seja, segundo questões globais como desmatamento e aquecimento
Fábio, para uma criança que vive em um ambiente do planeta. “É preciso levar os atuais debates mundiais
sem as condições mínimas de saneamento básico, por para o ambiente regional”, conclui Peter.
Fotos: Stock.XCHNG
Guia de atividades
No site www.horizontegeografico.com.br, material pedagógico e oficinas de capacitação
os educadores encontram um reforço para para professores.
a orientação de atividades que podem
ser desenvolvidas em sala de aula. Elas Um dos guias que podem ser acessados no
são oferecidas gratuitamente por guias link Sala do Professor é o que trata do tema
produzidos pela Divisão Educacional da Editora Água, fonte da vida. O material sugere atividades
Horizonte, que desenvolve e implanta projetos de estudo sobre recursos hídricos para alunos
sociais, envolvendo produção e distribuição de do Ensino Fundamental.

Atitude cidadã Em
Embalagens – O hábito
de levar sacola no
d
ssupermercado ou feira
Ao defenderem o estudo das condições ambientais
evita o consumo das
em que vivem educadores, alunos e suas famílias
sacolinhas de plástico.
como a base de um processo de conscientização
ambiental, o educador Fábio Alberti Cascino e
o geógrafo Peter Milko ressaltam a importância
da interferência na realidade local. Ao mesmo
tempo, eles lembram que posturas simples, como Empresas cidadãs – Assim como a
o consumo consciente, podem e devem ser Cargill e a Mosaic Fertilizantes (empresa
reforçadas na comunidade escolar. Economizar resultado da união entre a Cargill Crop
energia e água, participar da coleta seletiva de Nutrition e a IMC Global), muitas empresas
lixo e comprar produtos que causam o menor investem em ações de responsabilidade
impacto possível no meio ambiente são algumas social e ambiental.
das atitudes do consumidor consciente. Confira
algumas orientações que podem ser discutidas
com
om os alunos:
Produtos piratas – Não
Lâmpadas – O melhor é usar as devem ser comprados. Eles vêm
fluorescentes. Elas consomem acompanhados de práticas ilegais
menos energia e duram mais como contrabando, sonegação dee
do que as outras. impostos e violação de direitos autorais.

Saiba mais: Instituto Akatu – www.akatu.org.br

Boa idéia
Educador e voluntário enviem para o Jornal Fundação Cargill um exemplo de atividade de educação
ambiental realizada na sua escola. Ela poderá ser divulgada na seção Sala do Professor. O envio pode ser feito
pelo correio – Fundação Cargill, Caixa Postal 28704-0 – CEP 04948-990 – São Paulo/SP – ou pelo e-mail
fundacao_cargill @cargill. com

5
Leitura e
aprendizagem

Fotos: Arquivo Cargill

Revitalização da Biblioteca de Santarém, no Pará: iniciativa da Fundação Cargill

P ara o escritor e educador Edson Gabriel Garcia


(veja boxe pág. 7), o acervo de uma sala de
leitura deve ser representativo. Ou seja,
composto por clássicos nacionais e internacionais,
por obras modernas de literatura infantil e juvenil,
Ao comentar sobre a importância do mediador de
leitura, Edson lembra que ensinar a gostar de ler e a aprender
a ler é uma tarefa que exige de quem ensina o mesmo
comportamento de quem será ensinado. O mediador de
leitura tem que ser um leitor ativo, alguém com bagagem
livros de gêneros diversos (poesia, contos de fadas, para indicar livros e escolher acervos. “Ler não tem a ver apenas
folclore, ficção científica, romances etc), gramáticas, com livros, revistas e jornais. Um conceito mais amplo de
dicionários, revistas variadas, gibis, jornais e outros leitura envolve a visão de mundo, a forma de pensar a vida, a
textos como os de sites, produção da própria escola história. Quanto mais lemos, mais temos repertório para ler o
etc. “E não podemos esquecer do papel do mediador, mundo. Ler não é uma questão apenas do professor de língua
dos professores e dos próprios leitores na indicação portuguesa e da escola. Ler é uma questão de todos nós:
de novos títulos na renovação do acervo”, lembra. da escola, da família, da sociedade, dos governos”, conclui.

6
PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO

No segundo semestre deste ano, seis cidades


do País ganharão novos espaços para leitura e, segundo
o escritor Edson, para a formação de cidadãos.
Isso porque, até o final de 2008, a Fundação Cargill
patrocinará e realizará a revitalização de Bibliotecas
Públicas e a implantação de salas de leitura em
instituições sem fins lucrativos de municípios nos quais
a Cargill mantém unidades.

No total, serão investidos R$ 78 mil. O valor


foi doado por funcionários da Cargill e da Mosaic
Fertilizantes (empresa resultado da união entre a Cargill
Crop Nutrition e a IMC Global), em São Paulo, durante
campanha realizada em dezembro de 2007.

Para selecionar as localidades atendidas, a Fundação


Cargill promove até o mês de maio o Concurso
Revitalização de Bibliotecas Públicas ou Implantação de
Salas de Leitura, entre os funcionários de todo o País.
Com a participação de todas as unidades da empresa,
cada uma indicará uma instituição. A seleção das
seis beneficiadas caberá a um comitê designado pela Sala de leitura revitalizada pela Fundação Cargill, no Guarujá (SP)
Fundação Cargill.

APOIO AO CONHECIMENTO

A revitalização e implantação de seis espaços de


leitura em 2008 fazem parte da política de apoio ao
desenvolvimento cultural e educacional da Fundação
Cargill. Em 2006, a instituição, em parceria com a
Prefeitura de Santarém, no Pará, revitalizou a Biblioteca
Municipal, localizada no Centro Cultural da cidade.
Em 2007, foi a vez da cidade paulista de Guarujá, com
a revitalização da Sala de Leitura da Escola Municipal
Angelina Daige. Uma ação que teve a participação de
30 executivos da Cargill dos Estados Unidos, Japão e
países da Europa, que contribuíram com o acervo,
doando livros editados em seus países de origem.

Obras de Edson
Gabriel Garcia
Paralelamente à carreira de educador, de professor de leitura e redação,
Edson Gabriel Garcia publica livros há trinta anos. Entre os títulos de
literatura infantil estão: Lambisgóia (Nova Fronteira), O Tesouro Perdido
do Gigante Gigantesco (FTD), Tantas Histórias Numa Caixa de Sapatos
(FTD), Amoreco (Cortez) e Enquanto seu Sono não Vem (llélis).

7
cantinho da alimentação dica de receita com
sabor de abacaxi
O Brasil desperdiça 14 milhões de toneladas
de alimentos por ano. Cerca de 30% das
hortaliças são perdidas entre a produção
e a distribuição (industrialização, armazenagem
e transporte). Os dados são do Instituto Akatu,
que tem como missão incentivar o consumo
consciente (ler matéria págs 5 e 6). E o que acontece
no preparo dos alimentos? Segundo o instituto,
milhares de toneladas acabam no lixo.
Além do desperdício, o hábito de descartar folhas,
cascas, talos e sementes reduz o valor nutritivo das
refeições. O aproveitamento integral dos alimentos
diminui os gastos com alimentação, melhora a
qualidade nutricional do cardápio e possibilita a
criação de novas receitas (veja receita ao lado).
Confira alguns exemplos de partes de alimentos
que podem e devem ser aproveitadas:
- talos de couve, agrião, beterraba, brócolis e salsa,
entre outros, contêm fibras e podem enriquecer
refogados, o feijão e a sopa;
- as folhas da cenoura e as folhas duras da salsa podem
ser usadas em bolinhos, sopas ou saladas;
- as cascas da batata, depois de bem lavadas, podem
ser fritas em óleo quente e servidas como aperitivo; e
- com as cascas das frutas pode-se preparar sucos
batendo-as no liquidificador.
Experimente a casca do abacaxi para
preparar um bolo gostoso e nutritivo
cantinho da leitura
O que você precisa
N esta edição do Jornal
Fundação Cargill, indico
o livro Quem não
gosta de fruta é xarope, de
Maurício Negro, Editora Global
2 xícaras (chá) de caldo de casca de abacaxi
2 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
(www.globaleditora.com.br). 3 xícaras (chá) de farinha de trigo
O autor mostra a diversidade 1 colher (sopa) de fermento em pó
de frutas nacionais, usando a
poética típica de um feirante, com seus jogos de Como preparar
palavras, brincando com a linguagem. Apresenta
frutas conhecidas, mas a maioria só é encontrada Ferva a casca de 1 abacaxi em 5 xícaras de água, por
nas florestas, cerrados, campos e sertões. 20 minutos. Bata a casca no liquidificador, coe e reserve
o caldo e o bagaço separadamente. Bata as claras em
As ilustrações são feitas com um pirógrafo, neve, misture as gemas e continue batendo. Misture, aos
o colorido foi obtido com tinta acrílica e anilina poucos, o açúcar e a farinha de trigo, sem parar de mexer.
diluída em extrato de banana e o cenário retratado Acrescente 2 xícaras do suco da casca e o fermento.
na maior parte é o de uma feira. Nas páginas finais Misture bem.
da obra, o autor apresenta a utilidade de algumas
frutas. Além disso, ele favorece uma reflexão crítica: Asse em forma untada em forno moderado. Depois
se temos tantas opções, por que se valoriza o que de assado, perfure todo o bolo com um garfo, umedeça
vem do exterior? Vale a pena ler esse livro! com o restante do caldo e coloque o bagaço da casca
Kátia Karam Gonzalez, pedagoga do Programa Fura-Bolo como cobertura.

8
A lunos da Escola Municipal Professor José Geraldo
Guimarães, de Uberaba (MG), a partir da Coleção
Fura-Bolo, desenvolveram uma atividade criativa que lhes
abriu a porta para obras literárias de escritores nacionais
reconhecidos. Isso porque a professora Maria Aparecida
Alves de Brito teve a idéia de ampliar uma das atividades
propostas no livro Meio-dia, panela no fogo, barriga vazia!
A partir da proposta do texto A mulher de chapéu e a
lagartixa de óculos, no qual algumas palavras são substituídas
por figuras, as crianças leram o poema Ou isso ou aquilo, de
Cecília Meireles, e também trocaram texto por imagem.

Para a professora, esse tipo de atividade amplia


o contato com a literatura, o que permite à criança Texto da Coleção Fura-Bolo incentiva leitura criativa
sonhar e imaginar. “Criando e recriando, o aluno vivencia
e elabora seu jeito de compreender o mundo. A em sala de aula, a professora trabalha com a leitura
Fundação Cargill, como mediadora desse processo, “não apenas como uma atividade escolar mecânica e
contribui e enriquece nosso fazer pedagógico”, avalia descontextualizada. Mas como uma atividade vital, que
Maria Aparecida. Em suas propostas de atividades precisa ser, desde cedo, plena de significação”.

sala do professor
Momentos de
inovação
P ara registrar os trabalhos realizados com alunos
da Escola Martim Afonso, de Cubatão (SP),
e homenagear a Fundação Cargill, a professora
Jovenice de Moraes criou o Projeto Bauzinho.
Dele fazem parte o livro Sementes de Idéias e um
CD-ROM, nos quais a professora reuniu atividades
desenvolvidas a partir dos Programas Fura-Bolo e
“de grão em grão”.

O livro ainda traz textos da própria professora


sobre educação e variados trabalhos produzidos por
alunos. “O objetivo foi divulgar ações importantes
como as realizadas com as crianças que apresentam
dificuldades de aprendizado e problemas de
comportamento”, afirma Jovenice. A professora dedica-se
a apoiar o processo de inclusão escolar e social desses
alunos e entre os recursos que utiliza estão os
livros e atividades propostas pelos Programas da
Projeto Bauzinho: trabalhos variados Fundação Cargill.

9
Os funcionários voluntários.
Merendeiras, quanta dedicação!
O entusiasmo do professor
Livros, estórias... quanta imaginação!
Colaboram na aprendizagem
E no sucesso da missão.
O livro Cultura da Terra
Não posso esquecer
Com seus textos interessantes
Levando conhecimento e saber
Falando das regiões brasileiras
Para todo mundo conhecer.
RR AP
Kátia Karam e Terezinha Sbrissa
Com tamanha desenvoltura
Buscam novas atividades
Para melhorar a leitura
AM MA CE Tirando da cachola sugestões e idéias
PA RN
Diversificando o estudo e também a cultura.
PB
PI
PE Por Paulo e Balduíno
AC AL A horta é bem cuidada
TO SE
RO Preparando a terra
BA Deixando-a adubada
MT
1 E assim garantem
DF A merenda da garotada.
GO
Milene e Joney
2 MG
Eta, povo especial!!!
3 ES
MS Trabalham ativamente
RJ Fazem um trabalho funcional
SP
4e5 Toda a comunidade escolar
PR Acha tudo isso muito legal.

Dra. Carla, nutricionista


SC
Do Programa “de grão em grão”
RS Nos ensina tantas dicas
Para a boa alimentação
Agradecemos com carinho

1 Tanto empenho e dedicação.

São 34 anos
Servindo à comunidade
Homenagem em cordel E agora a boa-nova:
É literatura de qualidade


Os alunos da Escola Municipal Pequeno Davi, de Com o apoio do Grupo Abril
Em tudo quanto é localidade.
Ilhéus (BA) , utilizaram o cordel, expressão cultural
O senhor Sergio Barroso
típica do Nordeste, para homenagear a Fundação
Tem é tempo de experiência
Cargill e a todos que participam dos Programas Trabalhando com talento
Fura-Bolo e “de grão em grão”. E também com competência
E hoje se despede
O Cordel da Fundação Cargill Deixando o cargo da presidência.

A Fundação Cargill São muitas pessoas


Que agora vou falar Que não podemos esquecer
Teve o objetivo inicial Tem Denise Cantarelli
De a escola ajudar Que faz parte do comitê
Criada num setembro Denyse Barreto e Lisandra Faria
Para a comunidade participar. Essas também queremos conhecer!

Assim nascia o Fura-Bolo O divertido Concurso de Talentos


Para também contribuir Todo ano acontece nas escolas
Com as crianças da escola Foi premiado o meu Pequeno Davi
E a essas fez sorrir Com uma redação da hora
Com contos, trovas e anedotas Agradecemos a equipe que achou
Para todos divertir. Que a Juliana redigiu uma boa história.

O Programa “de grão em grão” Tá na hora de finalizar


Visa à segurança alimentar Essa história que já conheço
A capacitação de professores Quem quiser saber mais
Para o trabalho aperfeiçoar É só procurar o endereço
Na nossa escola pouco espaço há Da Fundação Cargill
E a horta ficou lá... no primeiro andar. E agora, eu só vos agradeço.
10
2 4
Balanço de sucesso
Para agradecer a
Fundação Cargill
e apresentar um
breve balanço dos
Programas Fura-Bolo
e “de grão em grão”
Leitura e brincadeira na Escola Municipal
Para interpretar o texto A coruja e a onça, de Profa. Elza Silva dos


Tatiana Belinky, do livro 3 da Coleção Fura-Bolo, Santos, de Cubatão
(SP) , a professora


os alunos da 3a. série da Escola José Geraldo
Guimarães, de Uberaba (MG) , mostraram Marlene de Araújo enviou ao Jornal
muito talento artístico. Divididos em duplas, Fundação Cargill um relato dos
eles criaram fantoches dos personagens, que reflexos dos trabalhos realizados. Ao
usaram para contar a estória aos colegas. Para comentar sobre o Fura-Bolo, Marlene
fazer os bonecos, foram usadas caixas de leite, destaca: “Ganhamos o respeito dos
para os animais adultos, e de creme de leite, para pais por transformarmos seus filhos
os filhotes. O trabalho teve a coordenação da em verdadeiros homens de bem e
professora Luciana Angélica da Silva (foto). comprometidos com o progresso
individual e coletivo”.

3 5
Receitas e livros Cultura em livro

Em Três Lagoas (MS) , a Coleção Fura-Bolo
continua incentivando atividades criativas entre
Alunos da Escola Municipal pal
João Ramalho, de Cubatão (SP) ,

os alunos. Na Escola Municipal Olyntho Mancine, reuniram no livro Cultura Brasileira
alunos da 2ª. série montaram um painel ilustrativo diferentes trabalhos realizados com
(foto) baseado no texto A Gulosa, de Regina base na Coleção Fura-Bolo. São textos
Carvalho. Além de parlenda, o material também (quadra popular, adivinhas, ditados)
ganhou uma receita de bolo de fubá, que foi e ilustrações que retratam a cultura
preparada pelas crianças. Na Escola Municipal regional brasileira. Sob a coordenação
Maria Eulália Vieira, o destaque foi a criação de da professora Patrícia Campinas
adivinhas e trava-línguas, reunidas em dois livros Gonçalves, o material foi produzido
de autoria de alunos da 4ª. série. pelos alunos Bruna Ingrid, Rhaissa
Nayanni, Edmara Beltrante, Thaynná
Silva e Alisson Lima. Eles formam o
Grupo Stilo Legal. Confira uma quadra
popular de autoria das crianças:

“Eu não falo mal das velhas;


pois já foram lindas flores,
são agora mães das moças,
e as moças são meus amores.”

11
Palavra do
Voluntário
Dupla
homenagem Marcelo Leite: dedicação às crianças

A dedicação do voluntário Marcelo Leite de


Almeida, supervisor de Vendas da unidade
da Cargill de Tatuí (SP), foi duplamente
reconhecida e homenageada. Além de atuar no Fura-
Bolo em sua cidade (veja boxe), Marcelo é presidente da
RECONHECIMENTO

Criado em 1998, o prêmio internacional Cargill


Cares Volunteer Awards Program reconhece o
trabalho voluntário individual dos funcionários da
Casa do Bom Menino, que atende crianças e jovens em Cargill em todo o mundo. A premiação destina
situação de risco. Por esse trabalho, o voluntário ficou US$ 1.000,00 à entidade na qual o vencedor atua e o
entre os ganhadores do Cargill Cares Volunteer Awards funcionário voluntário é reconhecido, de acordo com
Program e recebeu Moção de Aplausos e Congratulações os critérios estabelecidos. Por meio da dedicação de
da Câmara Municipal de Tatuí. Marcelo, a Casa do Bom Menino foi uma das entidades
beneficiadas em 2004 e 2007.
“Já chegamos a acolher 35 crianças. Apenas em 2007,
22 foram adotadas ou voltaram a viver com suas famílias”, “Com o primeiro prêmio montamos nosso laboratório
afirma Marcelo, que trabalha como voluntário na Casa de informática, que hoje atende internos e jovens da
do Bom Menino há oito anos. Uma participação que comunidade. Quanto ao prêmio conquistado em
faz diferença na vida de dezenas de crianças, segundo 2007, vamos aplicá-lo em melhorias das instalações do
a freira Lurdes Fátima Polidora, administradora da prédio e também na criação de uma brinquedoteca”,
instituição. Segundo ela, “a atuação do Marcelo, que conclui Marcelo.
hoje é responsável pelo orfanato, e de outros voluntários
é fundamental para oferecermos apoio e cursos de
informática, esportes e música para órfãos ou àqueles
que não têm condições de viver com os pais”. Fura-Bolo
As atividades da Casa do
em Tatuí
Bom Menino vão além do O Programa de Apoio ao Ensino Fundamental
acolhimento de crianças da Fura-Bolo, da Fundação Cargill, chegou à
comunidade. Marcelo explica: cidade de Tatuí no ano passado. Por meio do
“Além de agilizarmos processos Fura-Bolo, são beneficiados cerca de 451 alunos
de adoção e recolhermos e 37 educadores da Escola Municipal Professora
crianças que sofrem maus Lígia Vieira de Camargo Del Fiol. Implantado em
tratos dos familiares, por 1999 em Mairinque (SP) e Ilhéus (BA), hoje o
meio do Conselho Tutelar, Programa atende 144 escolas municipais, em 15
também oferecemos formação cidades, com a distribuição de livros da Coleção
profissional a jovens da Fura-Bolo, capacitação de educadores e atuação
comunidade. Hoje, são 70 de voluntários funcionários
meninos e meninas que da Cargill e Mosaic Fertilizantes
freqüentam nosso curso de (empresa resultado da união
informática e que, em breve, entre a Cargill Crop Nutrition e
Laboratório de informática:
ingressarão no mercado a IMC Global).
formação profissional para jovens de trabalho”.
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