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PRATICA 04 - MOVIMENTO

RETILINEO
UNIFORMEMENTE VARIADO
Física Experimental
Universidade Federal do Ceará (UFC)
10 pag.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
LABORATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL PARA ENGENHARIA
SEMESTRE 2020.1

PRÁTICA 04
MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO

ALUNO: Vitória Hellen Feitosa Coelho


MATRÍCULA: 495639
CURSO: Engenharia de Telecomunicações
TURMA: 34
PROFESSOR: João Pedro Gomes do Nascimento
DATA E HORA DA REALIZAÇÃO DA PRÁTICA: 14/08/2020 às 08:00 h

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OBJETIVOS
− Determinar o deslocamento, a velocidade e a aceleração de um móvel com
movimento retilíneo uniformemente variado.
− Representar graficamente a posição, a velocidade e a aceleração em função do
tempo de um movimento retilíneo uniformemente variado.
− Representar graficamente a posição em função do tempo ao quadrado de um
movimento retilíneo uniformemente variado.

MATERIAL
− Cronômetro;
− Fita métrica.

Para a realização deste experimento remoto será necessário a utilização do filme


disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=1SQWK65zxOY

INTRODUÇÃO
Segundo site Toda Matéria (2020), o Movimento Retilíneo Uniformemente Variado
(MRUV), consiste em um deslocamento em linha reta, onde a variação da posição de um móvel
muda sempre nos mesmos intervalos, ou seja, o móvel percorre distâncias diferentes em
intervalos de tempos iguais, e com aceleração constante.

Figura 1. Filme MRUV utilizado na prática.

Fonte: Elaborado pelo autor.


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Conforme o Roteiro de Aulas Práticas de Física (2020), as fórmulas utilizadas para esse
experimento são dadas por:
x = x0 + V0. t + 1/2. a. t²
onde:
x = Espaço, em metros (m).
x0 = Espaço inicial, metros (m).
V0 = Velocidade inicial, em metros por segundos (m/s).
t = tempo, em segundos (s).
a = aceleração, em metros por segundos ao quadrado (m/s2).
Substituindo x0 = 0 e V0 = 0, tendo em mente que o móvel sai do seu estado de repouso
temos a seguinte equação, no qual a aceleração constante que é dada por:
a = 2x/t²
Da mesma maneira, temos a equação da velocidade instantânea:
V = Vo + a. t
Onde:
V = Velocidade, em metros por segundos (m/s).
V0 = Velocidade inicial, em metros por segundos (m/s).
a = aceleração, em metros por segundos ao quadrado (m/s2).
t = tempo, em segundos (s).
Substituindo também V0 = 0, pois o móvel partirá do repouso, temos que:
V = 2x/t
Tais equações acima, serão utilizadas neste experimento para explicitar a velocidade e
aceleração do objeto.

PROCEDIMENTO
A partir do filme disponibilizado no canal do youtube do Laboratório de Física, pude
realizar a prática proposta. Dessa maneira, observando a trajetória do objeto utilizado, o roteiro
pedia para que fosse medido o intervalo de tempo em que um móvel saía do repouso e atingia
determinadas distâncias, onde essas distâncias eram dadas por x, em centímetros. O móvel ao
sair do repouso, tem o seu primeiro intervalo de tempo medido na posição x = 10 cm, em

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seguida, x = 20 cm, x = 30 cm, x = 50 cm, x = 70 cm, x = 90 cm, x = 110 cm, e por fim, x =
150 cm.
Após fazer três medições de cada deslocamento do objeto, tirei a média dos tempos e
assim, pude calcular o tempo elevado ao quadrado. Logo, é pedido o valor da velocidade do
móvel, dado pela fórmula: v = 2x/t, em centímetros por segundos. Dessa forma, substituindo as
variáveis com os valores de cada descolamento, e seu respectiva média do tempo, obtemos a
velocidade do móvel.
Nesse mesmo sentido, também foi pedido que calculássemos a aceleração do móvel,
dado pela fórmula: a=2x/t², em centímetros por segundos ao quadrado, portanto, seguindo a
mesma lógica da operação anterior, chegamos ao valor da aceleração do móvel, concluindo que
esta é constante, apesar dos equívocos no momento da realização da prática.

Tabela 4.1. Resultados experimentais.

N0 x Medidas de t Média de t Quadrado de t v = 2x/t a=2x/t²


(cm) (s) (s) (s2) (cm/s) (cm/s2)
2,6
1 10 2,4 2,5 6,3 8,0 3,2
2,5
3,6
2 20 3,7 3,6 13 11 3,1
3,6
4,6
3 30 4,7 4,7 22 13 2,7
4,7
6,4
4 50 6,3 6,3 40 16 2,5
6,3
7,7
5 70 7,6 7,7 59 18 2,4
7,7
9,0
6 90 8,9 8,9 79 20 2,3
8,9
9,8
7 110 9,8 9,8 96 22 2,3
9,7
11,4
8 150 11,5 11,4 130 26,3 2,3
11,4
Fonte: Elaborada pelo autor.

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Por fim, seguindo as recomendações contida nas instruções para confecção dos
gráficos, disponibilizada pelo professor, elaborei quatro gráficos com base na Tabela 4.1.
Assim, o primeiro demonstra a posição em função do tempo (Gráfico 1), o segundo demonstra
a posição em função do tempo ao quadrado (Gráfico 2), o terceiro (Gráfico 3) e o quarto
(Gráfico 4) representam a velocidade e aceleração, respectivamente, ambos em função do
tempo.

Gráfico 1. Posição em função do tempo com os dados obtidos da Tabela 4.1.

POSIÇÃO x TEMPO
160
140
120
Posição (cm)

100
80
60
40
20
0
0 2 4 6 8 10 12
Tempo (s)

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 2. Posição em função do tempo ao quadrado com os dados obtidos da Tabela 4.1.
POSIÇÃO x TEMPO AO QUADRADO
160
140
120
Posição (cm)

100
80
60
40
20
0
0 20 40 60 80 100 120 140
Tempo (s²)

Fonte: Elaborado pelo autor.


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Gráfico 3. Velocidade em função do tempo para os dados obtidos da Tabela 4.1.
VELOCIDADE x TEMPO
30

25
Velocidade (m/s)

20

15

10

0
0 2 4 6 8 10 12
Tempo (s)

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 4. Aceleração em função do tempo para os dados obtidos da Tabela 4.1.


ACELERAÇÃO x TEMPO
3,5

3
Aceleração (m/s²)

2,5

1,5

0,5

0
0 2 4 6 8 10 12
Tempo (s)

Fonte: Elaborado pelo autor.

QUESTIONÁRIO
1- O que representa o coeficiente angular do gráfico “x contra t”?
RESPOSTA: Considerando o coeficiente angular = ∆y / ∆t (a razão entre a variação
dos eixos x e y), obtemos que o coeficiente angular do gráfico “x contra t” é igual a
razão entre a variação da posição e a variação do tempo. Concluímos que esse
coeficiente representa a variação da velocidade, onde é dado pela fórmula: ∆V = ∆x /∆t

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2- O que representa o coeficiente angular do gráfico x contra t²?
RESPOSTA: Para calcular a aceleração no MRUV, utiliza-se a fórmula: a=2x/t², por
isso, o coeficiente angular no gráfico de x em função de t² representa a metade da
aceleração.

3- Trace, na folha anexa, o gráfico da velocidade em função do tempo com os dados da


Tabela 4.1.
RESPOSTA: O gráfico apresentou uma tendência linear bem próxima dos valores
teóricos.

VELOCIDADE x TEMPO
30
25
Velocidade (m/s)

20
15
10
5
0
0 2 4 6 8 10 12
Tempo (s)

4- Trace, na folha anexa, o gráfico da aceleração em função do tempo, para os dados


obtidos da Tabela 4.1.
RESPOSTA: Levando em conta as margens de erro na hora da execução do
experimento, observa-se que aceleração não se manteve constante.

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ACELERAÇÃO x TEMPO
3,5
3
Aceleração (m/s²) 2,5
2
1,5
1
0,5
0
0 2 4 6 8 10 12
Tempo (s)

5- Determine a aceleração pelo gráfico x contra t².


RESPOSTA: Sabendo que a aceleração é dada pela
equação: a = 2.x/t²
Valor de x = 150 cm
Valor de t = 130 s²

Substituindo...
a = 2 * 150 / 130
a = 300 / 130
a ≅ 2,3 cm/s²

6- Determine a aceleração pelo gráfico v contra t.


RESPOSTA: Sabendo que a aceleração é dada
pela equação: a = ∆V / ∆t
Valor de ∆V = 26,3 – 0
Valor de ∆t = 11,4 – 0

Substituindo…
a = 26,3 – 0 / 11,4 – 0
a = 26,3 / 11,4
a = 2,3 cm/s²

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7- Calcule a velocidade média no movimento total (150 cm) e compare com a velocidade
final. Justifique a discrepância.
RESPOSTA: Sabendo que a velocidade média é dada pela fórmula
V = ∆S / ∆S
Valor de ∆S = 150 – 0
Valor de ∆t = 11,4 – 0

Substituindo…
V = 150 – 0 / 11,4 – 0
V = 150 / 11,4
V = 13, 1 cm/s

A velocidade obtida a partir da tabela 4.1 vale 26,3 cm/s, a


discrepância se deve porque dentro do MRUV a velocidade não é
constate sofrendo variação por ação da aceleração.

CONCLUSÃO
Infere-se, portanto, que nesta prática nos foi ensinado todos os conceitos fundamentais
sobre o Movimento Retilíneo Uniformemente Variado, cumprindo o objetivo inicial da prática,
visando determinar o deslocamento, a velocidade e a aceleração de um móvel, assim como
representar graficamente a sua posição, velocidade e aceleração, ambos, em função do tempo.
Neste sentido, cabe também citar as possíveis fontes de erro durante a execução do experimento,
bem como, o tempo de reação ao acionar e parar o cronômetro, e também os arredondamentos
dos números levando em conta os algarismos significativos. Tudo isso influenciou em algumas
discrepâncias nos cálculos, entre elas, a aceleração que deveria manter-se constante e
apresentou algumas variações mesmo depois de tantas medições.

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REFERÊNCIAS
DIAS, N. L., Roteiro de aulas práticas de física. UFC, 2020.
HELERBROCK, Rafael. "Movimento uniformemente variado"; Brasil Escola.
Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/movimento-uniformemente-variado.htm.
Acesso em: 15 de agosto de 2020 às 10:20.
GOUVEIA, Rosimar. “Movimento Retilíneo Uniformemente Variado”; Toda Matéria.
Disponível em:
https://www.todamateria.com.br/movimento-retilineo-uniformemente-variado/
Acesso em: 15 de agosto de 2020 às 10:28.

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