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Prisca Alberto Ricardo

Resumo – Pratica Pedagógica Geral

Licenciatura em Ensino de Química com habilitações em Laboratório

Universidade Rovuma

Extensão de Montepuez

2021
Prisca Alberto Ricardo

Resumo – Pratica Pedagógica Geral

Trabalho de carácter avaliativo da cadeira de


Práticas Pedagógicas Gerais, leccionada no curso de
Química, turma do 1º ano, pelo docente:

dr Eduardo Priceiro

Universidade Rovuma

Extensão de Montepuez

2021
Prática Pedagógica Geral

Importância e objectivos das práticas pedagógicas gerais no processo de formação de


professores.

O professor é um indivíduo multifacetado, no sentido de que desempenha vários papéis na


comunidade em que está inserido. O professor pode assumir, para que possamos ter consciência
da importância da imagem que ele apresenta.

Clebsch (2006) afirma mesmo que a profissão de professor é única. E ela vai englobar três áreas
principais de actuação: a científica, a pedagógica e a afectiva.

De acordo com Mialaret (1991), o professor deve ter uma formação científico-académica, que
diz respeito ao conjunto de disciplinas teóricas de carácter científico que vão fornecer ao futuro
professor a competência de que ele necessita para gerir os conteúdos dos programas de ensino do
nível com que irá trabalhar. Pedagógica diz respeito aos saberes necessários a uma prática
competente de leccionação por parte do professor, pois não lhe basta conhecer todo o material
científico que lhe é fornecido para dizer que é um profissional competente.

A componente pedagógica, o professor, uma vez tem de conhecer a escola e o seu papel na
sociedade, os diferentes métodos e técnicas de ensino, um conjunto de questões psicológicas que
irão afectar positiva ou negativamente as suas aulas bem como a didáctica das diferentes
disciplinas que os professores irão leccionar. No desempenho das suas funções, o professor
necessita de garantir uma prática pedagógica eficaz.

A afectividade ou a emotividade na tarefa docente é largamente defendida por Freire (2003),


apud Ferreira e Oliveira (2006:1), ao afirmar que “…ensinar é uma tarefa profissional que além
de exigir amorosidade e criatividade, exige competência científica…” A amorosidade e a
afectividade fazem também parte das competências do professor, pois são muito importantes
para a construção da identidade docente.

Lück (2006:2) defende que o professor precisa de dar a sua “aula com alma e não apenas com a
cabeça (...) amar o ato de leccionar, amar o que fazemos representa, em última instância, amar a
vida e aproveitá-la ao máximo”.
As Práticas e Estágio Pedagógico na Universidade Pedagógica

Objectivos, princípios e fases da Prática e Estágio Pedagógico

Objectivos gerais

A Prática e o Estágio Pedagógico visam:

 Integrar, progressivamente, o estudante em contextos reais de ensino e aprendizagem de


uma certa disciplina;
 Contribuir para a formação de um professor que possua saberes teóricos e práticos, um
professor que saiba fazer a gestão de um currículo, que saiba diferenciar as aprendizagens
e orientar a sua auto-formação;
 Proporcionar a aquisição de habilidades e competências que possibilitem a intervenção, a
investigação e a prática de projectos pedagógicos;
 Contribuir com as suas variadas actividades para a formação de um professor que saiba
ser autónomo, que saiba diferenciar o ensino da aprendizagem, gerindo de forma
adequada as várias situações de ensino e aprendizagem.

Princípios orientadores gerais

Os estudantes devem começar a tomar consciência das relações e interpenetrações


multidimensionais existentes entre as várias áreas de estudo, de ensino e de aprendizagem das
disciplinas para as quais se estão a formar.

As actividades exercidas durante as PEP devem desenvolver a competência de trabalhar na


complexidade, na dúvida, no incerto, o treino de agir rapidamente e de associar conhecimentos.
A PEP tem de ser um momento de treino do trabalho na totalidade e na complexidade que
permita caminhar para a superação.

Fases da Prática e Estágio Pedagógico

As Práticas Profissionalizantes (Prática e Estágio Pedagógico), na formação de professores, estão


organizadas em quatro fases:

1. Prática Pedagógica Geral (com 80 horas, sendo 48 horas de contacto e 32 horas de estudo);
2. Prática Pedagógica de (uma certa disciplina) I (com 80 horas, sendo 48 horas de contacto e 32
horas de estudo);

3. Prática Pedagógica de (uma certa disciplina) II (com 100 horas, sendo 48 horas de contacto e
52 horas de estudo);

4. Estágio Pedagógico (com 150 horas, sendo 48 de contacto e 102 horas de estudo).

A escola e suas componentes organizacionais

Na organização e gestão escolar é sempre útil distinguir as seguintes abordagens:

 Científico racional
 Crítica, de cunho sócio político

Abordagem científico racional

A organização escolar é tomada como uma realidade objectiva, neutra, técnica que funciona
racionalmente, portanto pode ser planejada, organizada e controlada de modo a alcançar maiores
índices de eficácia e eficiência. As escolas têm uma estrutura organizacional:

 Organigrama, hierarquia de funções, normas e regulamento, centralização das decisões,


baixo grau de participação das pessoas, planos de acção feios de cima.

Abordagem crítica

Segundo esta concepção a organização não seria uma coisa totalmente objectiva e funcional, mas
uma construção social levada a efeito pelos professores, alunos, pais e integrantes da
comunidade próxima.

A estrutura organizacional da escola

Organigrama básico de escolas


Conselho de escola

Sector Administrativo Direcção


Sector pedagógico

Professores e alunos

Pais e comunidade

As funções do professor

A real função do professor deveria ser a de ensinar, transmitir conhecimentos, preparar o aluno
para a vida propiciando-lhe mecanismos que o façam pensar, fazer considerações e, de forma
inteligente, escolher o melhor caminho a ser seguido.

O professor e a escola

Do professor espera-se, através de suas acções pedagógicas, que o seu trabalho intelectual seja
transformador da estrutura organizacional da escola, integrada à transformação estrutural mais
ampla da sociedade da qual ele participa. O professor ao decidir o objectivo, conteúdo, e a
metodologia aplicada, revela o seu posicionamento político, fazendo da educação um ato
político, que orienta a práxis do educador. A escola, dessa forma, se organiza centrada no
professor transmissor do acervo cultural.

O bom professor

O docente ideal:

1. Domina os conteúdos curriculares das disciplinas.

2. Tem consciência das características de desenvolvimento dos alunos.


3. Conhece as didácticas das disciplinas.

4. Domina as directrizes curriculares das disciplinas.

5. Organiza os objectivos e conteúdos de maneira coerente com o currículo, o desenvolvimento


dos estudantes e seu nível de aprendizagem.

6. Selecciona recursos de aprendizagem de acordo com os objectivos de aprendizagem e as


características de seus alunos.

7. Escolhe estratégias de avaliação coerentes com os objectivos de aprendizagem.

8. Estabelece um clima favorável para a aprendizagem.

9. Manifesta altas expectativas em relação às possibilidades de aprendizagem de todos.

10. Institui e mantém normas de convivência em sala.

11. Demonstra e promove atitudes e comportamentos positivos.

12. Comunica-se efectivamente com os pais de alunos.

13. Aplica estratégias de ensino desafiantes.

14. Utiliza métodos e procedimentos que promovem o desenvolvimento do pensamento


autónomo.

15. Optimiza o tempo disponível para o ensino.

16. Avalia e monitora a compreensão dos conteúdos.

17. Busca aprimorar seu trabalho constantemente com base na reflexão sistemática, na
autoavaliação e no estudo.

18. Trabalha em equipe.

19. Possui informação actualizada sobre as responsabilidades de sua profissão.

20. Conhece o sistema educacional e as políticas vigentes.

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