Você está na página 1de 11

Filme “A Rede Social”

Reflexão: Ponto de vista ético

Introdução:

O filme aborda o roubo da patente, roubo, abordando também sentimentos,


emoções, relacionamentos…

Mark cria a rede social denominada “Facebook”, pelas suas necessidades e


interesses pessoais e não pelo interesse e/ou bem-estar dos outros.

É imaturo, infantil, não aceita críticas como ouvir um não, pois lida mal com
rejeição, e por isso usa a namorada expondo-a online como uma espécie de
“forma de defesa”.

Atriz Rooney Mara, namorada de Mark no Filme.


Depois aparecem os irmãos Winklevoss, (atletas com muito sucesso, com
dinheiro), que procuram Mark para juntos criarem um site de relacionamentos.

Manos Winklevoss , Rede Social, 2010

Mark aproveita-se da sua ingenuidade para por exemplo, ficar popular, (já que
este era visto como um autêntico “nerd”, um “forever alone”, somente “rei” no
seu mundo cibernético); e claro também para “colher os frutos” na sociedade,
já que sendo visto e acompanhado por 2 rapazes “famosos”, ou populares, se
preferirem chamar-lhes assim, só lhe poderia trazer coisas boas, ou seja ia
com certeza melhorar a sua imagem e contribuir para uma melhor aceitação
por parte dos outros estudantes.

Mais tarde, e é já aqui que começa o problema da “Ética”, rouba-lhes a ideia da


criação do site tão badalado nos dias de hoje, que conhecemos por Facebook.

No entanto, e como foi referido por ele, foi ele que o criou, e o único que
passou o “projeto” para a prática!

Mas voltando ao anterior… Mark rapidamente se esquece do fato de querer ser


popular, então deixa de andar com os irmãos Winklevoss e logo de imediato
regressa a esse projeto que mais tarde dá origem á rede social com mais
sucesso neste momento!

Conhece Eduardo, que além de ser seu amigo é o seu ÚNICO amigo!
Eduardo e Mark no filme Rede Social

Eles identificam-se basicamente desde o início porque são muito parecidos,


quer pelas experiências de vida, como as rejeições por parte das mulheres, na
vontade de serem populares, entre outras.

As suas únicas diferenças residem nos talentos de um e do outro.

Mark é um “idealizador”, enquanto Eduardo é um “investidor”, ou seja,


complementam-se, precisam um do outro.

Daí nasce a sociedade entre estes dois amigos, da qual mais tarde, Eduardo
fica conhecido como cofundador do site.

De um momento para o outro tudo muda; aparece Sean Parker, criador do


Napster, (site para download de músicas gratuitas, mas que infeliz ou
felizmente não corre tão bem quanto ele desejava).

Justin Timberlake como “Sean Parker” no filme rede Social


Este era num visionário, viciado em drogas e “festas”. Desde o início que
concorda com todas as ideias de Mark o que faz com que este lhe capte a sua
atenção.
É no fundo um “manipulador”, chega ao ponto de conseguir que Mark retire o
“The” do nome “Facebook”. Ao mesmo tempo e devido á influência atrai
investidores, que doam á volta de meio milhão de dólares.

O Facebook passa assim de um projeto universitário para uma corporação.

Mas com a fama, dinheiro e poder, depressa surgem os problemas todos,


(plágio, traições, relações sociais que são abaladas, etc.).

Eduardo, (seu único e verdadeiro amigo, saliento uma vez mais), sente-se
“atraiçoado” quando Mark retira o seu nome da “empresa”.

Fica devastado, decepcionado, triste, revoltado pelo simples fato de ter sido ele
o único a acreditar nas capacidades no amigo inicialmente, mesmo antes de se
tornar conhecido, por ter investido dinheiro nele, e no final ser assim deixado
de lado, e trocado, logo por quem?

Por Sean Parker que não era nem nunca iria ser eticamente correto!

Análise do Filme
(Minha visão sobre o filme, a minha descrição da personagem principal, a
realidade, o meu “resumo”)
Mark Zuckerberg, Rede Social 2010

O rapaz, conhecido por Mark Zuckerberg, é um autêntico “nerdzinho”. Tem o


vício de escrever sobre quase tudo, incluindo o “criticar”, o “falar mal de…”, o
que a meu ver é extremamente errado.

Também faz hacking, o que é ilegal como nós sabemos, tornando-se assim um
crime já que entra na vida pessoal das pessoas através dos dados que se
encontram online, (exemplo: exposição da sua namorada na internet!)

Expressa-se melhor a escrever do que oralmente. Ai é um desastre…

Basicamente, e literalmente falando, a ideia que transparece no filme é de que


ele é um ”cromo”.

Para mim ele é insensível também, mesmo acabando com a namorada só quer
saber do seu mundo, da informática, da cibernáutica.

Os colegas, tal como ele, são infantis, acham piada ao gozar com as miúdas,
ao invadir a privacidade delas.

A faculdade que eles frequentam é das melhores de Inglaterra, A conhecida


“Harvard”, que como todas as outras têm regras.
Estas são quebradas quando Mark e os seus colegas mandam a rede da
faculdade inteira abaixo, nada mais nada menos que ás 4h da manha,
enquanto criavam um site de avaliação de raparigas.

( www.facemash.com)

Obviamente que são descobertos, logo vão prestar declarações, á qual Mark,
mais uma vez, goza com a situação. Desrespeita completamente o sistema de
justiça, mente, mesmo quando faz o juramento de dizer toda a verdade e nada
mais que a verdade!

Vai a julgamento e a sua pena são 6 meses de estágio académico.


Ficam-lhe também com o blog, por este violar os direitos humanos.
Isto faz-me lembrar, a dado momento, em que ele se encontrava em aula,
(creio que de álgebra), e recebe um papel, de alguém a insultá-lo.

Apesar de o merecer, isto fá-lo sentir-se mal consigo mesmo, rebaixado,


“triste”, atacado…

Enfim, nada disto influencia a sua “má conduta”.

Por exemplo, temos Eduardo, o seu fiel e único amigo, mesmo ele
demonstrando “problemas”, Mark simplesmente não se preocupa, não valoriza,
“não quer saber” das pessoas que o rodeiam.

É egoísta, só se concentra nele, em ser o melhor.

É individualista, apesar de, em teoria, “trabalhar em grupo”.

Eduardo, irmãos Winklevoss e Mark, Rede social


É “antiético”, age incorretamente ao roubar a ideia da criação do site aos
irmãos Winklevoss, apesar de ter sido ele a criá-lo.

Para piorar a situação, aparece Sean Parker, criador da Napster, bilionário,


viciado em drogas, e que nunca tinha ouvido falar de Mark, ou mesmo do
Facebook, mas mesmo assim, vê ali uma “oportunidade de negócio”.

Então procura-o para falar com ele, visto ter ideias inovadoras.

Como já referi na introdução, ele é manipulador ao ponto de mesmo sem


conhecer, captar a atenção de Mark, que prontamente o convida a ir morar com
eles.

A partir daqui aos poucos, vai-se desmorunando tudo, apesar de a determinado


momento o Facebook ser reconhecido internacionalmente, tendo a ajuda de
uns investidores, por parte de Sean.
A partir dai, começa a haver demasiados problemas, traições, relações
estragadas, vemos isso quando os “amigos” discutem com Eduardo que o
querem processar em tribunal federal.
Vê-se isso quando Mark utiliza o fato de Eduardo, na praxe da faculdade, ter
“violado os direitos dos animais”, ao alimentar uma galinha com frango, que no
final se percebe que foi para o afastar, esquecendo que foi ele que acreditou
nele, que investiu dinheiro no projeto, que tratava da parte burocrática (papéis,
reuniões com possíveis investidores, etc.), marcando ele mesmo auxiliado por
Sean, que por acaso resulta bem, uma vez que Sean conseguiu três
investidores que doam meio milhão de dólares.

Eduardo sente-se traído aqui, por ter sido trocado, ignorado, desrespeitado, e
então congela as contas, só para chamar atenção do amigo, o que o deixa
profundamente chateado, mas no fundo, Eduardo tinha razão!

Mesmo assim, é convidado para integrar a equipa da empresa “Facebook”,


como acionista e co-fundador.
A dado momento cai numa emboscada, onde se descobre que deixa de ser
investidor. É afastado/demitido, ao contrário de todos os outros.

Foi praticamente uma “vingança pessoal” por parte de Sean, pois tal como ele
tinha ameaçado, ele processa Mark, acabando por ir a julgamento, o que faz
com Eduardo continue com algumas ações da empresa, e fique na mesma
reconhecido como co-fundador.

Hoje me dia são os dois bilionários, no entanto não são amigos, tudo graças ao
suposto “amigo” Sean, causador dos distúrbios e separação de ambos.

Mark Zuckerberg, declarou que “A Rede Social”, filme que narra o controverso
começo do site de relacionamentos, é “bastante divertido”.

A declaração foi dada ao programa de TV norte-americano “60 Minutes”.

“É bastante interessante ver quais partes estão certas e quais partes estão
erradas”, disse ele.

“Há coisas básicas nas quais erraram. [Eles] fizeram isso parecendo que a
minha principal motivação de construção do Facebook era que eu poderia ter
garotas, certo? E eles deixaram completamente de lado o fato de que eu tenho
namorada desde antes de começar o Facebook”, apontou.

Ele disse ainda que levou toda a equipe do site para ver “A Rede Social”, cujo
roteiro é assinado por Aaron Sorkin (e que dá um enfoque negativo sobre
Zuckerberg).

A única coisa que ele diz que estava exatamente igual foi o vestuário.

Referiu ainda que ficou preocupado, relativamente ao filme, porque muita gente
que o viu vai pensar:
“Se ele com 19 anos era assim, então agora ainda deve ser, certo?”
O que na realidade é bem diferente.
Mark e a sua esposa, namorada que já tinha mesmo antes de ter criado o
Facebook, ao contrário do que o filme diz, são das pessoas que doam mais
dinheiro a instituições e assim, como ainda há pouco tempo se viu nas notícias.

Mark Zuckerberg e sua esposa e antiga namorada Priscilla Chan

Elaborado por: Susana Cardoso