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GAS NATURAL- JOYCE

1) DEFINIÇÃO
Gás natural é uma substância composta por hidrocarbonetos que permanecem
em estado gasoso nas condições atmosféricas normais. É essencialmente
composta pelos hidrocarbonetos metano (CH4), com teores acima de 70%,
seguida de etano (C2H6) e, em menores proporções, o propano (C3H8),
usualmente com teores abaixo de 2%.
O gás natural convencional é encontrado no subsolo, em depósitos ou
reservatórios isolados por rochas impermeáveis, e pode ou não ser associado a
petróleo. Já o gás não convencional pode ser considerado todo o gás natural
cuja extração é mais complexa e menos atrativa economicamente, conceito que
varia no tempo e de reservatório para reservatório.
O gás não-associado é aquele que está livre do óleo e da água no reservatório;
sua concentração é predominante na camada rochosa, permitindo a produção
basicamente de gás natural.
O gás natural produzido no Brasil é predominantemente de origem associada
ao petróleo e se destina a diversos mercados de consumo, sendo os principais,
a geração de energia termelétrica e os segmentos industriais.

2) LEGISLAÇÃO

NBR 13933:1997 – Instalações internas de gás natural (GN) – Projeto e


execução.
NBR 14570:2000 – Instalações internas para uso alternativo dos gases GN e
GLP – Projeto e execução.

3) TRANSPORTE

0 transporte do gás natural das jazidas ou instalações de tratamento para as


áreas de utilização e/ou armazenagem faz-se sob a forma gasosa (por
gasoduto) ou liquefeita (navios metaneiros de GNL, transportados em cilindros
de alta pressão).
O gás natural chega até as residências e estabelecimentos de maneira simples
e silenciosa, 24 horas por dia. Ele é transportado das plataformas de extração
através de tubulações especialmente projetadas dentro da mais avançada
tecnologia. O transporte, desde as jazidas até estas zonas, é realizado através
de tubulações de grande diâmetro, denominadas gasodutos. Quando o
transporte é feito por mar e não é possível construir gasodutos submarinos, o
gás é carregado em navios metaneiros. Nestes casos o gás é liquefeito
a 160 graus abaixo de zero reduzindo seu volume 600 vezes para poder ser
transportado. No porto receptor, o gás é descarregado em plantas ou terminais
de armazenamento e regasificação. Sendo assim o gás permanece
armazenado em grandes depósitos na pressão atmosférica e é injetado depois
na rede de gasodutos para ser transportado aos pontos de consumo. Todas
estas instalações são construídas preservando o meio ambiente, sendo em
grande parte subterrâneas favorecendo a possível restituição do paisagem.
ECP: Local da estação de controle de pressão do gás;
ETC: Estação de transferência de custódia , é o local da concessionária onde é
recebido o Gás Natural.

Como funciona a rede de distribuição:


As redes de distribuição transportam volumes menores de Gás Natural a
menores pressões, com tubulações de diâmetros menores que do gasoduto. EÉ
esta rede que recebe o gás nos gasodutos e o leva até as indústrias e aos
centros urbanos e por fim, até a sua casa. A rede de Gás Natural é tão importante
e segura quanto as redes de energia elétrica, telefone, água ou fibra ótica e
contribuem para facilitar a vida das pessoas e impulsionar o comércio e as
indústrias.
O Gás Natural é uma Energia Segura?
Totalmente. Além de segura é ecologicamente correta As redes de distribuição
são enterradas e protegidas com pAlcas de concreto, faixas de segurança e
sinalização.
Há algumas medidas de segurança utilizadas nas obras:
Materiais: Na fabricação dos dutos foram utilizados materiais especiais, de
grande resistência e durabilidade. As soldas são inspecionadas através de um
rigoroso controle de qualidade.
Válvulas de bloqueio: São instaladas ao longo da rede com o objetivo de
interromper o fluxo de gás, em caso de um eventual vazamento. Em trechos
urbanos são instalados a cada 1 km.
Proteção das tubulações: As tubulações são enterradas, no mínimo, a 1 metro
de profundidade. Nas travesias, a tubulação é revestida por um tubo protetor
contra as cargas externas. Em áreas urbanas, as placas de concreto são
instaladas sobre a tubulação, para protegê-la de impactos decorrentes de
escavações.
Controle de corrosão: Contra o ataque corrosivo do solo, as tubulações são
protegidas por um sistema conhecido por proteção catódica.
Sinalização: A finalidade é alertar sobre a presença da rede de gás. A sinalização
subterrânea consta de fita plástica na cor amarela com 30 cm de largura,
instalada abaixo da superfície do solo para alertar as pessoas que fazem
escavações. A sinalização aérea é constituída de placas e avisos instalados ao
longo da rede.
Odorização: Tem o objetivo de dotar o gás de um odor característico, para
permitir a pronta detecção em caso de eventuais vazamentos.
Onde se encontram as principais reservas brasileiras de Gás Natural?
Elas estão localizadas na Bacia de Campos (RJ), Bacia de Santos (SP) e
Campos de Urucu e Juruá (AM).
A produção de petróleo e gás da Bacia de Santos superou a da Bacia
de Campos pela primeira vez em julho, atingindo em média 1,522
milhão de barris de óleo equivalente ao dia (boe/d), de acordo com
dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira.

Em junho, a produção de Santos já havia se aproximado à de


Campos, historicamente a principal bacia produtora do Brasil que
completa 40 anos em 2017, em meio ao crescimento da extração no
pré-sal. Campos produziu, ao todo, 1,427 milhão de boe/dia em julho.

Considerando somente a produção de petróleo, Campos ainda lidera a


extração no país, com 1,285 milhão de barris ao dia, ante 1,173
milhão de barris/dia em média de Santos. Essa situação, porém, deve
ser invertida ainda este ano, disseram à Reuters especialistas, ao final
do mês passado.

Contando também a produção de gás natural, que atingiu um recorde


no Brasil em julho, Santos passa a ser protagonista na indústria
petrolífera, após o pré-sal ter superado o pós-sal em junho no país,
também pela primeira vez.

A produção de gás da Bacia de Santos somou 55,378 milhões de


metros cúbicos por dia em média em julho, ou quase a metade do total
produzido no Brasil, ante 22,563 milhões de metros cúbicos
registrados em Campos.

O Brasil produziu em julho 115 milhões de metros cúbicos por dia


(m3/d) de gás, superando os 111,8 milhões de metros de dezembro
de 2016, a marca histórica anterior.

O volume produzido em julho representou um aumento de 3,5 por


cento em relação ao mês anterior e de 7,3 por cento em relação a
julho de 2016.
4) INSTALAÇÃO PREDIAL

Uma instalação para gás natural compõe-se de abrigo para o medidor de gás e
tubulações
que alimentam equipamentos como fogões, fornos, aquecedores, secadoras, lareiras,
etc.
Do abrigo dos medidores, distribuem-se as canalizações para apartamentos e os
respectivos
pontos de consumo.
São elementos do sistema:
1. Ramal externo;
2. Regulador de pressão;
3. Ramal interno
4. Medidores de vazão;
5. Sistema de distribuição;
6. Pontos de Consumo.

5) UTILIZAÇÃO

O Gás Natural pode ser usado nos mais diversos segmentos de mercado, dentre
os quais o segmento residencial e comercial. Em qualquer processo de geração
de calor e frio , aquecimento de água ou ambiente, ele tem múltiplas aplicações
no lar, no comércio e na indústria.
 Usos Residenciais
Para o cozimento de alimentos
No aquecimento da água (duchas e torneiras), inclusive a das piscinas
Para gerar eletricidade em horário de ponta
Em secadoras de roupas, lavadoras de louças, entre outros equipamentos
Nos aparelhos de ar refrigerado, para climatização de ambientes (lareiras e
calefação).

 Usos Comerciais
Em restaurante, hotéis, motéis, padarias, lavanderias, hospitais, clubes, escolas,
shopping centers, supermercados e academias de ginástica, entre outros
Para utilização em cozimento de alimentos, aquecimento e climatização de
ambientes e aquecimento de água
Utilizado também em equipamentos como fornos, fogões industriais,
churrasqueiras, fritadeiras, etc.

 Usos Industriais
Na geração de energia elétrica ou térmica
Na alimentação de fornos e caldeiras
Na geração de vapor
Na secagem e cerâmica.

Gás Natural Veicular (GNV)


O Gás Natural Veicular (GNV) é uma mistura combustível gasosa, proveniente
do gás natural ou do biometano, destinada ao uso veicular e cujo componente
principal é o metano. Os cilindros de armazenamento de GNV são
dimensionados para suportar a alta pressão à qual o gás é submetido.
Do ponto de vista ambiental, social e econômico, o gás natural parece ser a
melhor solução disponível atualmente para o transporte sustentável. O uso de
GNV traz uma redução direta na emissão de gases de efeito estufa e
emissões, já que, não provoca resíduos de carbono nas partes internas do
motor, aumentando sua vida útil e o intervalo de troca de óleo, além de reduzir
significativamente os custos de manutenção regulamentadas usando
praticamente os mesmos tipos de veículos na estrada.
Uma pesquisa realizada em 2015 pela Comgás revelou que o GNV pode
chegar a 61% para veículos a gasolina e 59% no caso do etanol de economia.
Ao pesquisar no site da ANP (Agência Nacional do Petróleo) os valores para a
maior capital brasileira, o valor médio dos três combustíveis (resultados para o
período de 9 a 15//2017) é:

 gasolina: R$ 3,25 por litro;


 etanol: R$ 2,19 por litro;
 GNV: R$ 2,14 por metro cúbico.

Se esse carro rodar 100 km, o custo fica em R$ 32,50 (gasolina), R$ 31,32
(etanol) e R$ 16,48 (GNV). Ou seja, vale — muito! — a pena. No caso de
frotas, aproveite para monitorar os gastos de cada veículo e acompanhar, em
tempo real, o retorno do investimento no gás natural.

Como o gás natural é armazenado com alta pressão, é preciso garantir que o
cilindro tenha o selo do Inmetro, sem emendas ou soldas. As oficinas que
realizam a instalação do kit precisam ser credenciadas pelo mesmo órgão.Para
realizar a conversão, o primeiro passo é solicitar a autorização do Detran.
Depois de convertido, o veículo passa por uma inspeção que vai gerar um
Certificado de Segurança Veicular (CSV). Então, será feito o registro da
autorização de combustível — renovado anualmente — e será afixado no para-
brisa o selo para abastecimento.

O prazo de troca do óleo também costuma aumentar em um ou dois mil km e a


vida útil do escapamento fica maior (em torno de 20%). Com a nova geração
do kit gás — a quinta —, o veículo não perde mais tanta força no motor (ótima
notícia para quem tem modelos 1.0 na frota). Ainda sobre a redução de
despesas, é preciso lembrar que veículos com GNV têm desconto no valor de
IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores).

Os únicos grandes inconvenientes estão na perda de espaço no porta-malas


(em alguns casos, os cilindros podem ser instalados na parte externa do
automóvel) e para quem circula ou mora no interior do país, onde a
concentração de postos que oferecem o combustível ainda é baixa.

Como nada é perfeito, há quem aponte a manutenção como ponto negativo. Na


verdade, é necessário um maior cuidado no uso e nas avaliações periódicas.
Algumas dicas são: rodar de 3 a 5 km por dia com gasolina ou etanol, evitar o
envelhecimento dela no tanque e trocar os cabos de vela por modelos
específicos para carros a gás.

6) VANTAGENS E DESVANTAGENS
VANTAGENS
Talvez a principal vantagem da utilização do gás natural seja a baixíssima
emissão de poluentes e a melhora das condições ambientais, contribuindo para
a redução do efeito estufa. Devido a sua composição, a sua queima ocorre de
maneira limpa e uniforme, com menos fuligem e outras substancia maléficas ao
meio ambiente. Baseando-se nesses dados, os governos que hoje investem em
energias renováveis, estão se comprometendo a aumentar o uso do gás natural.
Além de não contribuir com o efeito estufa, esse gás é altamente recomendado
a vida da população de grandes centros, pois, substitui a utilização de gases
maléficos e evita a produção de cinzas e detritos. Além disso:
• Transporte facilitado, ou seja, não necessita de meios de transportes terrestres,
que liberam gases poluentes a partir de outros combustíveis;
• Fácil de se manusear, pois, não requer estocagem, assim, eliminando riscos
de armazenamento;
• Por apresentar uma estrutura mais leve que o ar, se dissipa rapidamente em
caso de um possível vazamento ao contrário do gás de cozinha que por ser mais
pesado, tende a se acumular, facilitando a formação de uma mistura explosiva;
DESVANTAGEM

O Gás Natural apresenta riscos de asfixia, incêndio e explosão. Por outro lado,
existem meios de controlar os riscos causados pelo uso do Gás Natural. Por ser
mais leve que o ar, o Gás Natural tende a se acumular nas partes mais elevadas
quando em ambientes fechados. Para evitar risco de explosão, devem-se evitar,
nesses ambientes, equipamentos elétricos inadequados, superfícies
superaquecidas ou qualquer outro tipo de fonte de ignição externa.

Em caso de fogo em locais com insuficiência de oxigênio, poderá ser gerado


monóxido de carbono, altamente tóxico. A aproximação em áreas onde
ocorrerem vazamentos só poderá ser feita com uso de aparelhos especiais de
proteção respiratória cujo suprimento de ar seja compatível com o tempo
esperado de intervenção, controlando-se permanentemente o nível de
explosividade.
Os vazamentos com ou sem fogo deverão ser eliminados por bloqueio da
tubulação alimentadora através de válvula de bloqueio manual. A extinção do
fogo com extintores ou aplicação de água antes de se fechar o suprimento de
gás poderá provocar graves acidentes, pois o gás pode vir a se acumular em
algum ponto e explodir estima haver reservas energéticas muito superiores às
atuais de Gás Natural.

7) ESCOLHA ENTRE O GLP E O GN

O que realmente define o uso de cada tipo de gás é o próprio consumidor e a


região na qual ele mora. Entretanto, apesar dos mesmos riscos e cuidados,
ainda existem alguns dilemas e confrontos entre cada um. Isto, principalmente,
em situações de vazamento.

Não existe algo que defina qual deles é mais seguro, mas o ato do usuário não
ter que manusear o local de armazenamento é algo que merece atenção. Um
dos principais motivos de acidentes são os erros de manuseio, talvez seja esta
a única vantagem do gás encanado.

Nos dois casos, os acidentes e riscos são os mesmos. Acidente com gás é
muito parecido com acidente de avião, você tem uma série de restrições que
são colocadas para evitar falhas. Para ocorrer algo é preciso uma grande
combinação delas. Então o que realmente importa é seguir muito bem as dicas,
afinal mesmo o risco sendo pequeno o acidente é de altas proporções.
GLP X GN

 FOGÃO
GLP: prático e mais fácil de ser encontrado, afinal os fogões já são adaptados
a ele.

GN: é importante fazer a adaptação inicial em seu fogão ou aquecedor para


receber a mangueira da rua. Para fazer esta conversão, você provavelmente
terá que mudar os queimadores dos fogões e até os aquecedores, possui
chama mais forte e estável. Isso porque o encanamento tem uma pressão
maior, o que resulta até mesmo em preparo mais rápido para o alimento. E, em
vez de ligar para pedir um novo botijão, você paga pelo seu consumo. Isso sem
falar na economia de espaço, já que o botijão não será mais utilizado.

 CONDOMÍNIOS

GLP: No Edifício Lindenberg Panamby, condomínio de alto padrão e seis anos


de vida localizado em um dos endereços mais valorizados da zona Sul de São
Paulo, o síndico Marcelo Osnaide conta que a opção pelo GLP aconteceu logo
na entrega do empreendimento, apesar de a instalação ter sido preparada para
o GN. O que pesou para a decisão foi a perspectiva de economizar mensalmente
de 30% a 40% com o consumo de gás. Segundo Osnaide, a distribuidora do GLP
arcou com os custos de adaptação dos fogões e aquecedores, já que a tubulação
interna não precisou ser mexida. E disponibilizou o mesmo rol de serviços: conta
individualizada, abastecimento constante (não é feita mais a troca de cilindros,
sua recarga acontece no próprio condomínio), segurança e assistência técnica

GN: Já no Condomínio Atlanta Garden, localizado na Super Quadra Morumbi,


na mesma zona Sul da cidade, a escolha, feita também há cerca de seis anos,
recaiu sobre o Gás Natural. Com três torres, 132 unidades e doze anos de
construção, os edifícios não tinham individualização e resolveram apostar na
expertise da Comgás, concessionária exclusiva de São Paulo, região
metropolitana e outros municípios paulistas (um total de 177).

 AQUECEDOR À GÁS

Numa época em que a economia de energia é importante os aquecedores a


gás saem ganhando em relação á energia elétrica, tanto para o gás GN como
para o GLP, onde o ultimo tipo é o mais barato.
Se você utilizar um aquecedor a gás de passagem terá uma maior economia,
apesar do desconforto de aguardar alguns segundos para ter uma água
quente. Nos sistemas convencionais elétricos do tipo “boillers” a água quente é
imediata, porém o consumo de energia é bem maior.