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Sandra Mara Dobjenski

XXV EXAME DA OAB


DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO
21. Paulo, brasileiro, celebra no Brasil um contrato de prestação de serviços de
consultoria no Brasil a uma empresa pertencente a François, francês residente em
Paris, para a realização de investimentos no mercado imobiliário brasileiro. O
contrato possui uma cláusula indicando a aplicação da lei francesa.
Em ação proposta por Paulo no Brasil, surge uma questão envolvendo a capacidade
de François para assumir e cumprir as obrigações previstas no contrato.
Com relação a essa questão, a Justiça brasileira deverá aplicar
A a lei brasileira, porque o contrato foi celebrado no Brasil.
B a lei francesa, porque François é residente da França.
C a lei brasileira, país onde os serviços serão prestados.
D a lei francesa, escolhida pelas partes mediante cláusula contratual expressa.
FUNDAMENTAÇÃO: O artigo 7º da LINDB dispõe:
“Art. 7 A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o
começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de
família.”
A regra é o domicilio, mas existe exceção no parágrafo §8 do mesmo
dispositivo:
§ 8 Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar
de sua residência ou naquele em que se encontre.
DIREITO TRIBUTÁTIO
22. João, no final de janeiro de 2016, foi citado em execução fiscal, proposta no
início do mesmo mês, para pagamento de valores do Imposto sobre a Propriedade
Predial e Territorial Urbana (IPTU) referente aos anos de 2009 e 2010. Sabe-se que
o IPTU em referência aos dois exercícios foi lançado e notificado ao sujeito passivo,
respectivamente, em janeiro de 2009 e em janeiro de 2010. Após a ciência dos
lançamentos, João não tomou qualquer providência em relação aos débitos. O
município não adotou qualquer medida judicial entre a notificação dos lançamentos
ao sujeito passivo e o ajuizamento da execução fiscal.
Com base na hipótese apresentada, assinale a opção que indica o argumento apto a
afastar a exigência fiscal.
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A O crédito tributário está extinto em virtude de decadência.


B O crédito tributário está extinto em virtude de parcelamento
C A exigibilidade do crédito tributário está suspensa em virtude de compensação.
D O crédito tributário está extinto em virtude de prescrição.
.FUNDAMENTAÇÃO: A prescrição é o prazo para efetivar a cobrança
administrativa do tributo, já a decadência é o prazo para constituir o crédito.
A decadência ocorre ANTES do lançamento, prazo de 5 anos para constituir.
A prescrição ocorre APÓS o lançamento, da constituição do crédito tributário.
Quanto à prescrição, o ajuizamento da ação de execução fiscal deve ocorrer
em até 5 anos da constituição definitiva do crédito, nos moldes do artigo 174
do CTN. Tendo sido constituídos nos anos de 2009 e 2010, em janeiro de 2016
não possuía o Município o direito de ajuizar a execução fiscal.
A decadência prescrita no art. 156, V do CTN versa sobre a perda do direito de
o Fisco constituir o crédito tributário por meio do lançamento, pois o decurso
do prazo decadencial leva à perda de direito material.
Parcelamento é modalidade de pagamento do crédito tributário não vencido ou
vencido, em determinado número de parcelas ou prestações. De acordo com
o artigo 155-A CTN, o parcelamento será concedido na forma e condição
estabelecida em lei específica.
Compensação ocorre quando duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e
devedor de obrigações, uma com a outra, operando-se a extinção até onde se
compensarem. Além disso, para que aja a compensação, as dividas devem ser
líquidas e estarem vencidas. Art. 170 CTN. A lei pode, nas condições e sob as
garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade
administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos
líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda
pública.
Prescrição: Art. 174 CTN A ação para a cobrança do crédito tributário
prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva.
23. Devido à crise que vem atingindo o Estado Y, seu governador, após examinar as
principais reclamações dos contribuintes, decidiu estabelecer medidas que
facilitassem o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
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(IPVA). Por meio de despacho administrativo, autorizado por lei, perdoou débitos de
IPVA iguais ou inferiores a R$ 300,00 (trezentos reais) na época da publicação.
Além disso, sancionou lei prorrogando o prazo para pagamento dos débitos de IPVA
já vencidos.
Com base no caso apresentado, assinale a opção que indica os institutos tributários
utilizados pelo governo, respectivamente.
A Remissão e isenção.
B Moratória e anistia.
C Remissão e moratória.
D Isenção e moratória.
.FUNDAMENTAÇÃO: REMISSÃO = PERDÃO
MORATÓRIA = DILATAÇÃO DO PRAZO
Segundo o Código Tributário Nacional (art.172) a remissão pode ser total ou
parcial e é oferecida para os casos em que o credito tributário já se encontra
constituído.
Moratória é um benefício fiscal concedido por lei que adia o vencimento do
tributo. Pode ser concedido por qualquer um dos entes federados.
Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito
tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:
I - moratória;
II - o depósito do seu montante integral;
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do
processo tributário administrativo;
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança.
V - a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies
de ação judicial; (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001)
VI - o parcelamento. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001)
Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das
obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja
suspenso, ou dela consequentes.
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24. Em 2015, o Município X estabeleceu, por meio da Lei nº 123, alíquotas


progressivas do Imposto sobre propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU),
tendo em conta o valor do imóvel.
Sobre a hipótese, assinale a afirmativa correta.
A A lei é inconstitucional, pois a Constituição da República admite alíquotas
progressivas do IPTU apenas se destinadas a assegurar o cumprimento da função
social da propriedade urbana, o que não é a hipótese.
B A lei é inconstitucional, pois viola o Princípio da Isonomia.
C A lei está de acordo com a Constituição da República, e a fixação de alíquotas
progressivas poderia até mesmo ser estabelecida por Decreto.
D A lei está de acordo com a Constituição da República, que estabelece a
possibilidade de o IPTU ser progressivo em razão do valor do imóvel.
FUNDAMENTAÇÃO: Somente por lei. Decreto não.
Art. 156 CR. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:
I - propriedade predial e territorial urbana;
II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens
imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis,
exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos
em lei complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de
1993)
IV - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º,
inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 29, de 2000)
I – ser progressivo em razão do valor do imóvel; e (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 29, de 2000)
II – ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do
imóvel. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
25. O Município M, ao realizar a opção constitucionalmente prevista, fiscalizou e
cobrou Imposto sobre Propriedade Territorial Rural (ITR), incidente sobre as
propriedades rurais localizadas fora da sua área urbana. Em função desse fato, o
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Município M recebeu 50% (cinquenta por cento) do produto do imposto da União


sobre a propriedade rural, relativo aos imóveis nele situados.
Diante dessa situação, sobre a fiscalização e a cobrança do ITR pelo Município M,
assinale a afirmativa correta.
A Não são possíveis, por se tratar de imposto de competência da União.
B São possíveis, sendo igualmente correta a atribuição de 50% (cinquenta por
cento) do produto da arrecadação do imposto a ele.
C São possíveis, porém, nesse caso, a totalidade do produto da arrecadação do
imposto pertence ao Município.
D São possíveis, porém, nesse caso, 25% (vinte e cinco por cento) do produto da
arrecadação do imposto pertence ao Município.
FUNDAMENTAÇÃO: Art. 158. Pertencem aos Municípios:
II - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre
a propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis neles
situados, cabendo a totalidade na hipótese da opção a que se refere o art. 153,
§ 4º, em que os municípios poderão, por convênio com a UNIÃO, arrecadar
100% do ITR); (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003).
REPASSE DA UNIÃO PARA OS ESTADOS:
1) 100% DO IRRF (imposto de renda retido na fonte) sobre os rendimentos
pagos pelos Estados/DF;
2) 25% dos impostos residuais (se criados);
3) 10% do IPI proporcionalmente às exportações de produtos industrializados
do Estado;
4) 29% do CIDE Combustível;
5) 30% do IOF sobre o ouro utilizado como ativo financeiro ou instrumento
cambial conforme a origem da operação;
REPASSE DA UNIÃO PARA OS MUNICÍPIOS
1) 100% da arrecadação do IRRF sobre os rendimentos pagos pelo município;
2) 50% do ITR relativos aos imóveis do município (ressalvada a hipótese do art.
153, §4º, III da CF em que os municípios poderão, por convênio com a UNIÃO,
arrecadar 100% do ITR);
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3) 7,25% do CIDE Combustível;


4) 70% do IOF sobre o ouro utilizado como ativo financeiro ou instrumento
cambial conforme a origem da operação;
REPASSE DOS ESTADOS PARA O MUNICÍPIO
1) 50% do IPVA dos veículos licenciados em seu território;
2) 25% do ICMS;
3) 2,5% do IPI transferido pela União aos Estados proporcional às exportações
ocorridas no território estadual (equivale à 25% dos 10% que os Estados
receberam a título de IPI);
26. A pessoa jurídica XXX é devedora de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL), além de multa de ofício e de juros moratórios (taxa Selic), relativamente ao
exercício de 2014. O referido crédito tributário foi devidamente constituído por meio
de lançamento de ofício, e sua exigibilidade se encontra suspensa por força de
recurso administrativo. No ano de 2015, a pessoa jurídica XXX foi incorporada pela
pessoa jurídica ZZZ.
Sobre a responsabilidade tributária da pessoa jurídica ZZZ, no tocante ao crédito
tributário constituído contra XXX, assinale a afirmativa correta.
A A incorporadora ZZZ é responsável apenas pelo pagamento da CSLL e dos juros
moratórios (taxa Selic).
B A incorporadora ZZZ é integralmente responsável tanto pelo pagamento da
CSLL quanto pelo pagamento da multa e dos juros moratórios.
C A incorporadora ZZZ é responsável apenas pelo tributo, uma vez que, em razão
da suspensão da exigibilidade, não é responsável pelo pagamento das multas e dos
demais acréscimos legais.
D A incorporadora ZZZ é responsável apenas pela CSLL e pela multa, não sendo
responsável pelo pagamento dos juros moratórios.
FUNDAMENTAÇÃO: CTN Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito
privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou
estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva
exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome
individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento
adquirido, devidos até à data do ato:
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I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou


atividade;
Súmula 554 STJ
Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora
abrange não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas
moratórias ou punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a data da
sucessão.
A exigibilidade, contra a sucessora, das multas não se encontra suspensa por
força de recurso administrativo porque houve a sucessão. - erro da letra c.
"Por unanimidade, os ministros do STJ fixaram o entendimento de que a
sucessora deve arcar com a multa quando o auto de infração for lavrado antes
da sucessão, ou se o auto está suspenso por discussão administrativa".
DIREITO ADMINISTRATIVO
27. Ricardo, servidor público federal, especializou-se no mercado imobiliário,
tornando-se corretor de imóveis. Em razão do aumento da demanda, passou a
atender seus clientes durante o horário de expediente, ausentando-se da repartição
pública sem prévia autorização do chefe imediato. Instaurada sindicância, Ricardo
foi punido com uma advertência. A despeito disso, ele passou a reincidir na mesma
falta que ensejou sua punição. Nova sindicância foi aberta.
Com base na situação narrada, assinale a afirmativa correta.
A A sindicância não pode resultar, em nenhuma hipótese, na aplicação da pena de
suspensão; neste caso, deve ser instaurado processo administrativo disciplinar.
B A reiteração da mesma falha não enseja a aplicação da pena de suspensão; neste
caso, a única sanção possível é a advertência.
C A sindicância pode dar ensejo à aplicação da pena de suspensão, desde que
a sanção seja de até 30 (trinta) dias.
D A pena de demissão independe da instauração de processo administrativo
disciplinar, podendo ser aplicada após sindicância.
FUNDAMENTAÇÃO: + de 30 dias --> PAD
- de 30 dias --> Sindicância
Art. 146 LEI 8112. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a
imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, de
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demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou destituição de


cargo em comissão, será obrigatória a instauração de processo disciplinar.
ART. 143. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é
obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou
processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
Art. 145. Da sindicância poderá resultar:
I - arquivamento do processo;
II - aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30
(trinta) dias;
III - instauração de processo disciplinar.
Parágrafo único. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30
(trinta) dias, podendo ser prorrogado por igual período, a critério da autoridade
superior.
Art. 129. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de
proibição constante do art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de inobservância de
dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não
justifique imposição de penalidade mais grave.
I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do
chefe imediato;
VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança,
cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;
XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.
Art. 130. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas
punidas com advertência e de violação das demais proibições que não
tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de
90 (noventa) dias.
28. Raimundo tornou-se prefeito de um pequeno município brasileiro. Seu mandato
teve início em janeiro de 2009 e encerrou-se em dezembro de 2012. Em abril de
2010, sabendo que sua esposa estava grávida de gêmeos e que sua residência
seria pequena para receber os novos filhos, Raimundo comprou um terreno e
resolveu construir uma casa maior. No mesmo mês, com o orçamento familiar
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apertado, para não incorrer em novos custos, ele usou um trator de esteiras, de
propriedade do município, para nivelar o terreno recém-adquirido.
O Ministério Público teve ciência do fato em maio de 2015 e ajuizou, em setembro
do mesmo ano, ação de improbidade administrativa contra Raimundo. Após análise
da resposta preliminar, o juiz recebeu a ação e ordenou a citação do réu em
dezembro de 2015.
Considerando o enunciado da questão e a Lei de Improbidade Administrativa, em
especial as disposições sobre prescrição, o prazo prescricional das eventuais
sanções a serem aplicadas a Raimundo é de
A cinco anos, tendo como termo inicial a data da infração (abril de 2010); logo, como
a ação foi ajuizada em setembro de 2015, ocorreu a prescrição no caso concreto
B três anos, tendo como termo inicial a data em que os fatos se tornaram
conhecidos pelo Ministério Público (maio de 2015); logo, como a ação foi ajuizada
em setembro de 2015, não ocorreu a prescrição no caso concreto.
C cinco anos, tendo como termo inicial o término do exercício do mandato
(dezembro de 2012); logo, como a ação foi ajuizada em setembro de 2015, não
ocorreu a prescrição no caso concreto.
D três anos, tendo como termo inicial o término do exercício do mandato (dezembro
de 2012); logo, como a ação foi ajuizada em setembro de 2015, ocorreu a prescrição
no caso concreto
FUNDAMENTAÇÃO: Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa
importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem
patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função,
emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e
notadamente:
IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos
ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer
das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de
servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas
entidades;
Base Legal 8429/92
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Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei
podem ser propostas:
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em
comissão ou de função de confiança;
Ação de Improbidade= Prazo prescricional de 5 anos, contado a partir do fim
do mandato daquele que detém cargo eletivo.
29. João foi aprovado em concurso público para ocupar um cargo federal. Depois de
nomeado, tomou posse e entrou em exercício imediatamente. Porém, em razão da
sua baixa produtividade, o órgão ao qual João estava vinculado entendeu que o
servidor não satisfez as condições do estágio probatório.
Considerando o Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, à luz do caso
narrado, assinale a afirmativa correta.
A A Administração Pública deve exonerar João, após o devido processo legal,
visto que ele não mostrou aptidão e capacidade para o exercício do cargo.
B A Administração Pública deve demitir João, solução prevista em lei para os casos
de inaptidão no estágio probatório.
C João deve ser redistribuído para outro órgão ou outra entidade do mesmo Poder,
a fim de que possa desempenhar suas atribuições em outro local.
D João deve ser readaptado em cargo de atribuições afins.
FUNDAMENTAÇÃO: Exoneração - Não passa no estágio probatório - Não
entrar em exercício no prazo estabelecido depois de tomar posse.
Demissão - Punição.
Lei 8.112/90
Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de
ofício.
Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á:
I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
30. A União celebrou com a empresa Gama contrato de concessão de serviço
público precedida de obra pública. O negócio jurídico tinha por objeto a exploração,
incluindo a duplicação, de determinada rodovia federal. Algum tempo após o início
do contrato, o poder concedente identificou a inexecução de diversas obrigações por
parte da concessionária, o que motivou a notificação da contratada. Foi autuado
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processo administrativo, ao fim do qual o poder concedente concluiu estar


prejudicada a prestação do serviço por culpa da contratada.
Com base na hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
A O contrato é nulo desde a origem, eis que a concessão de serviços públicos não
pode ser precedida da execução de obras públicas.
B O poder concedente pode declarar a caducidade do contrato de concessão,
tendo em vista a inexecução parcial do negócio jurídico por parte da
concessionária.
C O poder concedente deve, necessariamente, aplicar todas as sanções contratuais
antes de decidir pelo encerramento do contrato.
D O processo administrativo tem natureza de inquérito e visa coletar informações
precisas dos fatos; por isso, não há necessidade de observar o contraditório e a
ampla defesa da concessionária.
FUNDAMENTAÇÃO: Intervenção: Poder concedente - temporariamente assume
a execução de serviço, para assegurar cumprimento, será feita por decreto.
Encampação: "Acampa" Poder concedente retoma o serviço para si, durante o
prazo de concessão, por motivo de interesse público, mediante lei e após
prévio pagamento da indenização.
Caducidade: O concessionário ficou "caduco" EXTINÇÃO por parte do
PP através de ato unilateral, durante sua vigência, por descumprimento de
obrigações contratuais pelo concessionário.
Rescisão: é de iniciativa do PARTICULAR, somente por ação judicial, em razão
de inadimplência da administração.
Reversão: transferência, em razão de extinção contratual, dos bens do
concessionário para o concedente, conforme edital e contrato.
Princípio da atualidade: está expresso na Lei 8987, compreende a modernidade
das técnicas, do equipamento e das instalações, bom como melhoramento e
expansão do serviço público.
Segundo o art. 38, da Lei 8.987/1995:
 Art. 38. A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério
do poder concedente, a declaração de caducidade da concessão ou a
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aplicação das sanções contratuais, respeitadas as disposições deste


artigo, do art. 27, e as normas convencionadas entre as partes.

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