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Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde – AESA

Centro de Ensino Superior de Arcoverde – CESA


Licenciatura em Matemática

ROSANA LEITE FERREIRA

EDUCAÇÃO ESPECIAL: A INCLUSÃO DE ALUNOS COM AUTISMO NA ESCOLA

ARCOVERDE-PE
2020
ROSANA LEITE FERREIRA

EDUCAÇÃO ESPECIAL: A INCLUSÃO DE ALUNOS COM AUTISMO NA ESCOLA

Projeto apresentado a Disciplina de Orientação


do Trabalho Científico (OTCC), do curso de
Licenciatura em Matemática do CESA, como
requisito para obtenção da nota da Atividade
Avaliativa.

Professora: Mestre Dalila Maria da Costa Santos

ARCOVERDE-PE
2020
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO................................................................................................... 04
2. JUSTIFICATIVA................................................................................................. 05
3. PROBLEMA....................................................................................................... 06
4. OBJETIVOS....................................................................................................... 07
4.1 OBJETIVO GERAL.......................................................................................... 07
4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS............................................................................07
5. HIPOTESE......................................................................................................... 08
6. REFERENCIAL TEÓRICO................................................................................ 09
7. METODOLOGIA................................................................................................ 10
8. CRONOGRAMA................................................................................................ 11
9. REFERÊNCIAS................................................................................................. 12
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1. INTRODUÇÃO

O ser humano é um ser social em essência e o seu desenvolvimento atrela-se


à qualidade das interações sociais que ele experimenta. As interações iniciais com
pessoas significativas, em geral os pais e familiares, são o cerne do
desenvolvimento social da criança. No entanto, a importância das interações para o
desenvolvimento social da criança não se limita ao contexto familiar. A interação
com pares é de extrema importância para o desenvolvimento infantil saudável, onde
se desenvolvem formas específicas de cooperação, competição e intimidade
(Hartup, 1992, 1996; Mathieson & Banerjee, 2010).
Atualmente, com a ampliação dos critérios diagnósticos do autismo que
passou a abranger um transtorno de espectro autista, um contínuo de quadros mais
severos em um extremo e de autistas de alto-funcionamento em outro extremo, e
com a divulgação cada vez mais frequente da autobiografia de autistas, tem se
ganhado um destaque quanto ao fato de que muitos autistas erroneamente
diagnosticados como débeis mentais são inteligentes e têm capacidade cognitiva e
condição para frequentar escolas regulares.
Dessa forma, deve-se repensar e rever ações que contribuam na promoção e
construção da inclusão, a presença do autista na escola regular viabilizaria as
necessidades educativas das quais contribuem efetivamente para a efetiva e real
inclusão escolar, o autista pode contribuir para a aprendizagem de todos, ao trazer
seu saber para dentro da escola, alterando assim as suas práticas escolares. A
possibilidade do portador do TEA concretizar seu potencial educacional depende,
todavia, da permeabilidade da escola para este saber não projetado, não controlado
institucionalmente, podendo acolher esses vários saberes, ao contemplar a
diversidade e a multiplicidade dos laços sociais nos quais se inserem os alunos, o
que pode formar um alicerce para uma construção democrática do papel da
educação escolar inclusiva.
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2. JUSTIFICATIVA

O presente estudo está voltado para o público autista, tendo em vista as


dificuldades de sua inclusão no espaço escolar, onde serão apontadas críticas a
respeito do desenvolvimento dos portadores de autismo, constatando-se a
importância de se estudar mais a respeito da educação dos autistas voltadas para
inclusão escolar.
Portanto, em linhas gerais, esse trabalho busca fortalecer e despertar a
atenção dos profissionais da educação quanto a inclusão escolar de autistas. E
saber como abordar a inserção escolar para os portadores do TEA por meio de
diversas experiências escolares e projetos de incentivo de modo que venha a
contemplar todos os alunos.
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2. PROBLEMA

As dificuldades da inclusão escolar dos alunos com autismo está voltada


tanto a insegurança dos familiares em mandar seus filhos portadores de TEA, outro
fato é quanto ao despreparo dos profissionais, fazendo com que muitos sintam-se
inseguros em lidar com os diferentes comportamentos dos portadores de autismo.
Discute-se as críticas a respeito do desenvolvimento dos portadores de autismo,
constatando-se a importância de se estudar mais a respeito da educação e de se
voltar ao preparo desses profissionais para inclusão escolar desses alunos
portadores de TEA.
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4. OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL

Abordar as causas do TEA (Transtorno do Espectro Autista), formas de


tratamento mais adequadas para se trabalhar com crianças portadoras do TEA no
ambiente escolar, possibilitando uma melhora na qualidade do aprendizado desses
alunos(as).

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Investigar o perfil de competência social de uma criança com autismo, em


situação de inclusão escolar;

 Identificar a origem e conceito do TEA enfatizando seu diagnóstico, sintomas e


possíveis testamentos;

 Analisar possíveis dificuldades que os professores enfrentam com os alunos que


possuem o TEA e a forma adequada para lidar com a situação.
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5. HÍPOTESES

Na perspectiva de Sassaki (2009), uma instituição é acessível do ponto de


vista atitudinal, quando o coletivo do espaço acadêmico tem atitudes que
proporcionam ao desenvolvimento formativo do aluno com deficiência. Dessa
maneira, a inclusão escolar se relaciona ao acesso e a permanência dos cidadãos
nas escolas. Tendo como principal objetivo tornar a educação mais inclusiva e
acessível a todos, respeitando sempre suas diferenças, particularidades e
especificidades.
A inclusão escolar requer a necessidade de um processo de conscientização
dos integrantes da instituição, e garantir assim que os portadores do TEA tenham
sua inserção desde as classes regulares. Entretanto, traz desafios particulares de
cada portador, visto que muitos deles não tem uma coordenação motora controlada,
trazendo, contudo, um comportamento inadequado à sua vontade própria. É notório
que os portadores de TEA trazem consigo a lição de crescimento pessoal e escolar.
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6. REFERENCIAL TEÓRICO

Atualmente a literatura existente sobre autismo também enfatiza os prejuízos


no desenvolvimento de suas habilidades interativas, onde o enfoque nas
potencialidades dessas crianças é inexpressivo (Camargo & Bosa, 2009). Todavia,
para ir além de todas as discussões sobre as limitações características do autismo,
faz-se necessária que se dê uma importância ao ambiente para o desenvolvimento
dessas crianças.
A inclusão é o suporte para o amparo do trabalho nos espaços educativos,
“além da necessária formação continuada e adequada aos professores e demais
profissionais da educação, que trabalhem de forma colaborativa e atenta as
necessidades de todos os alunos” (LUNARDI-MENDES; PEREIRA,2018, p.13).
Sendo extremamente necessário que nesse processo de formação o aluno tenha um
currículo mais flexível, com a finalidade de alcançar os objetivos previstos nas
diversas áreas educacionais.
De acordo com o TEA, o autismo caracteriza-se pelo comprometimento em
três áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social recíproca, de
comunicação, e presença de comportamentos, interesses e atividades
estereotipados. Diante dessas características é comum a crença na impossibilidade
de permanência de crianças com autismo no ensino comum (Baptista, 2002).
Entretanto, a eventual ausência de respostas das crianças com autismo deve-se
muitas vezes à falta de compreensão do que está sendo exigido delas, ao invés de
uma atitude de isolamento e recusa proposital (Bosa, 2002). Desse modo, a falta de
investimento na criança com autismo, baseada na crença da total incapacidade para
se comunicar e interagir pode levar à intensificação dos déficits inerentes às
desordens do espectro do autismo (Bosa, 2002).
Diante disso e dos diversos mitos acerca da educação e inclusão da criança
com autismo, torna-se de grande relevância novas pesquisas no campo da
psicologia, que demonstrem as potencialidades interativas dessas crianças no
ensino regular e a influência do contexto no seu perfil de interação social.
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7. METODOLOGIA

A competência social espelha múltiplas facetas do funcionamento cognitivo,


emocional e comportamental e é entendida como a capacidade de utilizar os
recursos ambientais e pessoais para estabelecer um bom relacionamento, levando
em consideração o contexto e o nível de desenvolvimento da criança (Chen &
French, 2008; Waters & Sroufe, 1983).
Trata-se, portanto, de um conjunto de comportamentos aprendidos no
decorrer das interações sociais. Sendo assim, proporcionar às crianças com autismo
oportunidades de conviver com outras crianças da mesma faixa etária possibilita o
estímulo às suas capacidades interativas e o desenvolvimento da competência
social, fornecendo modelos de interação e evitando o isolamento contínuo. A
inclusão escolar de crianças com autismo surge como uma alternativa que pode
fornecer esses contatos sociais e favorecer não só o seu desenvolvimento, mas o
das outras crianças, na medida em que aprendem com as diferenças.
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8. CRONOGRAMA

ETAPAS 2020
AGO SET OUT NOV DEZ
Pesquisa do Tema X
Pesquisa Bibliográfica X X
Apresentação e discussão dos dados X
Elaboração do Projeto X X
Entrega do Projeto X
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9. REFERÊNCIAS

-ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA. Manual diagnóstico e estatístico de


transtornos mentais – DSM. 4 ed. – Texto Revisado. Tradução Claudia Dornelles.
Porto Alegre: Artes Médicas, 2002. 

-BAPTISTA, C. R. (2002). Integração e autismo: Análise de um percurso integrado.


In C. R. Baptista, & C. A. Bosa, (Eds.), Autismo e educação: Reflexões e propostas
de intervenção (pp. 127-139). Porto Alegre: Artmed.

-BOSA, C. A. (2002). Autismo: Atuais interpretações para antigas observações. In C.


R. Baptista, & C. Bosa, (Eds.), Autismo e educação: Reflexões e propostas de
intervenção (pp. 21-39). Porto Alegre: Artmed.

-BRASIL. Decreto Nº 186/2008b. Brasília, 09 de julho de 2008b. Disponível em: . Acesso em


12 de maio de 2018.

-BRASIL. Decreto Nº 6.949. Brasília, 25 de agosto de 2009. Dispões sobre a Convenção


Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Disponível em: . Acesso em 27
de maio de 2018.

-BRASIL. Lei nº 13.146 de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa
com Deficiência (Estatuto da Pessoa com deficiência). Disponível em: . Acesso em: 18 de
abril de 2018.

-BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da


Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SECADI, 2008a.

-BRASIL, 2001 – ECA, Lei nº 8.069 de 1990

-Chen, X., & French, D.C. (2008). Children's social competence in cultural context.
Annual Review of Psychology, 59(1), 591-616. 

-Hartup, W. W. (1992). Friendships and their developmental significance. In H.


McGurk (Ed.), Childhood social development (pp. 175-205). Gove: Erlbaum.

-LOPES, Maura Corcini; FABRIS, Eli Terezinha Henn. Inclusão & Educação. Belo
Horizonte: Autêntica, 2013.     

-Ministério da Educação e Secretaria de Educação Especial


(http://portal.mec.gov.br/seesp)

- SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação.


Revista Nacional de Reabilitação (Reação), São Paulo, Ano XII, mar./abr. 2009, p.
10-16. Disponível em: . Acesso em 16 de maio de 2018.
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