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Mnemônico de Direito Penal

Princípio da Insignificância

Mínima ofensividade

Ausência de periculosidade

Reduzido grau de reprovabilidade

Inexpressividade de lesão

São princípios norteadores da aplicação e execução da pena:

Princípio da legalidade

Princípio da proporcionalidade

Princípio da intranscendência da pena

Princípio da inderrogabilidade

Princípio da individualização da pena

Princípio da intervenção mínima ou da necessidade

É utilizado para amparar a corrente do direito penal mínimo.

A compreensão daquilo que se entende por intervenção mínima varia de acordo com
as correntes penais e com a interpretação dos operadores do Direito. O princípio da
intervenção mínima subdivide-se em outros dois: fragmentariedade e
subsidiariedade. – Princípio da fragmentariedade ou caráter fragmentário do Direito
Penal: Estabelece que nem todos os ilícitos configuram infrações penais, mas
apenas os que atentam contra valores fundamentais para a manutenção e o
progresso do ser humano e da sociedade. Em razão de seu caráter fragmentário,
o Direito Penal é a última etapa de proteção do bem jurídico. Princípio da
subsidiariedade: A atuação do Direito Penal é cabível unicamente quando os outros
ramos do Direito e os demais meios estatais de controle social tiverem se revelado
impotentes para o controle da ordem pública.
O Princípio do Non Bis In Idem

Embora não esteja expressamente previsto constitucionalmente, tem sua presença


garantida no sistema jurídico-penal de um Estado Democrático de Direito.

O princípio em comento estabelece, em primeiro plano, que ninguém poderá ser punido


mais de uma vez por uma mesma infração penal. Mas não é só. A partir de uma
compreensão mais ampla deste princípio, desenvolveu-se o gradativo aumento da sua
importância. Hodiernamente, uma das suas mais relevantes funções é a de balizar a
operação de dosimetria (cálculo) da pena, realizada pelo magistrado.

Temos que observar que se consolidou o entendimento de que uma mesma circunstância
não deverá ser valorada em mais de um momento ou em mais de uma das fases que
compõem o sistema trifásico estabelecido pelo art. 68 do Código Penal.

 O Princípio que veda a responsabilização objetiva no direito penal

O Princípio que veda a responsabilização objetiva no direito penal é o Princípio da


Culpabilidade. Ele não está previsto expressamente na Constituição, mas é corolário
do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana.

PRINCÍPIO DA ALTERIDADE

PRINCÍPIO DA ALTERIDADE INFORMA QUE PARA QUE A CONDUTA SEJA


CRIMINALIZADA DEVE CAUSAR LESÃO A UM BEM JURÍDICO DE TERCEIRO EM
PERIGO.

Princípio da Legalidade

Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal. O
princípio da legalidade nasceu do anseio de estabelecer na sociedade humana regras
permanentes e válidas, que fossem obras da razão, e que pudessem abrigar os indivíduos
de uma conduta arbitrária e imprevisível por parte dos governantes.

Legalidade: quaisquer dos diplomas elencados pelo Art. 59/CF (leis complementares,
leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos).

Reserva Legal: somente lei (em sentido estrito) pode definir condutas criminosas e
estabelecer sanções penais. Somente leis ordinárias e leis complementares.
Tipo penal fechado: a norma descreve por completo a conduta criminosa. Ex.: art. 121,
caput, do CP – homicídio = matar alguém.

Tipo penal aberto: demandando do intérprete um esforço complementar para situar


o alcance da norma. Ex.: art. 121, §3º - homicídio culposo. Nesse caso a norma impõe
ao aplicador da lei que explore os conceitos de culpa para apurar se a conduta se adequa
ao tipo penal.

Taxatividade: proibição de se realizar incriminações vagas e indeterminadas. Ex.: lei


considera crime atos que atentem contra os bons costumes. Mas o que são bons
costumes? Trata-se de termo muito vago, genérico, impreciso.

Taxatividade proíbe tipos penais abertos? NÃO.

Os tipos penais abertos necessitam de um complemento valorativo, feito pelo intérprete


da norma. Isso ocorre, pois, a lei não previu todas as hipóteses de comportamentos
contrários à própria norma (como no caso dos tipos culposos).

A lei fala que é culposo; mas, no caso concreto, se enquadra como culposo? Esse seria o
complemento valorativo.

Na (ausência) taxatividade, por outro lado, crime criado é vago, e qualquer tentativa de
valoração da norma pelo intérprete constituiria verdadeira legislação. Imagine no exemplo
de atos que atentam contra os bons costumes, cada magistrado criando, na
prática, crimes diversos ao aplicar a norma, pois cada um tem uma noção diferente do
que é bom costume.

Mas, e a norma penal em branco?

Também não é proibida. A norma penal em branco é uma norma que apresenta um
preceito genérico, a ser complementado por outra norma. Ex.: Lei de Drogas (Lei nº
11.343/06) > Criminalização (substâncias entorpecentes) > Substâncias entorpecentes são
definidas em portaria da ANVISA.

Note-se que o tipo penal aberto não se confunde com a norma penal em branco:

Tipo penal aberto: complementação INTERPRETATIVA.

Norma penal em branco: complementação NORMATIVA

Bem jurídico é o que é tutelado, por exemplo, o patrimônio, a vida, a adm.p.

Objeto material: é a coisa ou a pessoa sob a qual recai a conduta, por exemplo, furto o
objeto material pode ser o celular, a roupa do varal e o bem protegido o patrimônio.
A) proporcionalidade.

Proteção do indivíduo contra intervenções estatais desnecessárias ou excessivas.

B) intervenção mínima.

O D.P. aturá quando as demais esferas fracassarem.

C) ofensividade.

Não há crime sem lesão efetiva ou ameaça concreta ao bem jurídico tutelado.

D) bagatela imprópria.

Constatação da desnecessidade da pena.

E) alteridade.

A conduta deve transcender o autor e atingir o bem jurídico de outrem.

Ex.: não se pune quem tenta suicidar-se.

Princípio da ofensividade: somente as condutas capazes de ofender significativamente


um bem jurídico podem ser validamente criminalizadas.

Princípio da alteridade/lesividade: para ser materialmente crime, o fato deve causar


lesão a um bem jurídico de terceiro. O Direito Penal não pune autolesão.

*Princípio Da Bagatela Imprópria: desnecessidade da pena. Mesmo sendo crime


(material e formal), fatores outros ocorridos após a prática do delito levam a conclusão de
que a pena é desnecessária. Ex: Perdão Judicial nos homicídios culposos / reparação no
peculato culposo e Crimes Tributários + colaboração premiada. Inaplicável na LMP

O princípio da adequação social prega que uma conduta, ainda quando tipificada em Lei
como criminosa, quando não for capaz de afrontar o sentimento social de Justiça, não
seria considerada crime, em sentido material, por possuir adequação social (aceitação
pela sociedade). 
Conceito de Imputabilidade: a capacidade mental de entendimento do caráter ilícito do
fato no momento da ação ou da omissão, bem como de ciência desse entendimento.

Conceito de Culpabilidade: o juízo de censura que incide sobre a formação e a


exteriorização da vontade do responsável por um fato típico e ilícito, com o propósito de
aferir a necessidade de imposição de pena.

Conceito de Antijuridicidade: a oposição entre o ordenamento jurídico vigente e um fato


típico praticado por alguém capaz de lesionar ou expor a perigo de lesão bens jurídicos
penalmente protegidos.

Conceito de Princípio da Legalidade: a obediência às formas e aos procedimentos


exigidos na criação da lei penal e, principalmente, na elaboração de seu conteúdo
normativo.

Conceito de Princípio da Tipicidade: a conformidade da conduta reprovável do agente ao


modelo descrito na lei penal vigente no momento da ação ou da omissão

são princípios limitadores ao poder punitivo do Estado o da insignificância, o da


fragmentariedade e o da proporcionalidade.

Norma penal em branco: há a necessidade de um complemento normativo. A doutrina


subdivide essa norma penal em branco em:

Própria (em sentido estrito, heterogênea) = o complemento normativo advém de uma
norma diversa do legislador. Ex: crime de tráfico de drogas.

Imprópria (em sentido amplo, homogênea) = o completo normativo emana do próprio
legislador.

Homovitelina: complemento emana do mesmo diploma legal (ex: peculato é


complementado pelo conceito de funcionário públicos, ambos do Código Penal)

Heterovitelina: completo emana de instância legislativa diversa.

Norma penal em branco ao revés = o complemento vem no preceito secundário. Ex:
crime de genocídio. Por se tratar de pena, necessariamente a norma será complementada
por meio de lei.

Norma penal em branco ao quadrado = a norma penal requer um complemento, quando
se vai ao complemento ele também exige um novo complemento.
PRINCIPIO DA INTERVENÇÃO MINIMA/ULTIMA RATIO

O direito penal só vai intervir em ultimo caso,ou seja,quando outros do direito forem
insuficientes.

SUBSIDIARIEDADE

O direito penal é aplicado de forma subsidiaria ou seja,quando outros ramos não


resolverem.

FRAGMENTARIEDADE

O direito penal protege os bens jurídicos mais relevantes,são aqueles que atraem a
atenção do direito penal.

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