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Avaliação de sustentabilidade e

eficácia de tratamentos preservantes


naturais de madeiras de florestas
plantadas no RS para o controle do
cupim
Assessment of sustainability and the effectiveness of natural
treatments of forested woods in the State of Rio Grande do Sul
for the control of drywood termites

Eugen Stumpp
Vânia Rech
Miguel Aloysio Sattler
Neiva Monteiro de Barros
Ana Luiza Abitante
Resumo
madeira é o único material de construção civil renovável. É um material
Eugen Stumpp
Núcleo Orientado para Inovação
da Edificação
Universidade Federal do Rio
Grande do Sul
Av. Osvaldo Aranha, 99, 3º andar,
A universal, econômico, histórico e sustentável. Boa parte das madeiras é
naturalmente resistente à ação dos agentes xilófagos. Entretanto, algumas
madeiras de florestas plantadas, no entanto, não são resistentes e necessitam de
tratamentos preservantes. Um dos mais vorazes agentes xilófagos, que se
alimenta da celulose da madeira, é o cupim-da-madeira-seca – Cryptotermes brevis. Grande
Centro
Porto Alegre – RS - Brasil parte do litoral do Brasil é infestado por esse inseto. Até há pouco tempo, a única alternativa
CEP 90035-190 de controle dessa praga era o uso de preservantes químicos sintéticos, tais como mercuriais,
Tel.: (51) 3316-3518 arseniatos, organoclorados e outros, todos de elevado risco para a saúde dos mamíferos e
E-mail: estumpp@hotmail.com
com considerável impacto ambiental. Este artigo apresenta os testes que foram realizados
com novos produtos alternativos de controle dessa praga, os quais têm baixo impacto
Vânia Rech ambiental e de baixo risco à saúde dos mamíferos. São preservantes à base de mineralizantes
Instituto de Biotecnologia e extratos de plantas que foram testados em madeiras de florestas plantadas no RS,
Universidade de Caxias do Sul comumente usadas na construção civil: Araucaria angustifolia, Pinus spp. e Eucalyptus
Rua Francisco G. Vargas, 1130,
Bairro Petrópolis grandis. Os resultados desta pesquisa mostram a eficácia desses preservantes para o
Caxias do Sul – RS – Brasil tratamento de madeiras plantadas, para as mais variadas aplicações na construção civil.
CEP 95070-560
Tel.: (54) 3218-2100 Palavras-chave: preservantes de madeira; cupim-de-madeira-seca; florestas plantadas;
E-mail: vaniarech@yahoo.com.br sustentabilidade.

Abstract
Miguel Aloysio Sattler Wood is a unique renewable construction material. It is a universal economical, historical
Núcleo Orientado para a Inovação and sustainable material. Most types of wood are naturally resistant against xylophagous
da Edificação
Tel. (51) 3316-3900; agents. However, some forested woods are not resistant to them and need some kind of
E-mail: sattler@vortex.ufrgs.br treatment. One of the most destructive xylophagous is the drywood termite - Cryptotermes
brevis - which require wood cellulose for their survival. They infect most coastal regions of
Brazil. Until recently the control of this insect was made with products based on mercurials,
Neiva Monteiro de Barros
Instituto de Biotecnologia arsenicals, phenolchorides and other chemicals, causing a high environmental impact. This
Universidade de Caxias do Sul paper presents tests that have been made with alternative products for controlling this
E-mail: NMBarros@ucs.br plague, which have low environmental impact and low risks for the health of mammals.
These are based on natural products obtained from plant extracts and minerals which have
been tested in several reforestation woods from the state of Rio Grande do Sul: Araucaria
Ana Luiza Abitante
Núcleo Orientado Para Inovação angustifolia, Pinus spp. and Eucalyptus grandis. The results of this study indicate that those
da Edificação treatments are effective for the treatment of reforestation woods for different types of
Tel. (51) 3316-3518 applications in construction.
E-mail: aabitante@cpgec.ufrgs.br
Keywords: wood treatments; drywood termite; planted forest; sustainability

Recebido em 11/06/05
Aceito em 23/11/05

Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 6, n. 2, p. 21-31, abr./jun. 2006. 21


ISSN 1415-8876 © 2006, Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído. Todos os direitos reservados.
Introdução
Em nosso país, o conhecimento dos cupins pragas madeira é o único material estrutural de engenharia
urbanas ainda é muito deficiente. Faltam coletas, com caráter renovável (FUSCO, 1989), ou seja,
que certamente revelarão infestações por espécies renova-se continuamente através do ciclo de
até então insuspeitas, e faltam principalmente semeadura, maturação e colheita.
estudos sobre a biologia da infestação urbana. Conforme Lepage (1989), a superfície do planeta
A magnitude do problema termítico corresponde à atualmente coberta por florestas corresponde a
vastidão territorial do Brasil. A variedade do uma área de 42 milhões de km2, ou seja, 28% da
panorama físico, biológico e cultural do país área continental. O Banco Mundial estima que a
diversifica os problemas, cuja solução pode não ser perda por ano de áreas florestadas e reflorestadas é
a mesma para todas as regiões. da ordem de 100.000 a 150.000 km2. Admitindo-se
um crescimento vegetativo da população mundial
As colônias de Cryptotermes, mesmo as maiores,
contêm apenas de algumas centenas a uns poucos mantida a taxa atual, haveria madeira disponível
milhares de indivíduos. Porém, madeiras maiores e para, no máximo, 300 anos. Esse quadro é
reversível com uma bem planejada ação de
volumosas podem albergar diversas colônias de
cupins, às vezes dezenas ou centenas delas. florestamento de espécies de rápido crescimento,
tais como Eucalyptus spp., Pinus spp., Cupressus
O estrago cumulativo, portanto, acaba sendo muito sp., Cordia spp. (louro pardo e louro freijó),
grande. A capacidade de colônias completas Cedrela sp. e outras (CARVALHO, 2001).
habitarem peças pequenas de mobiliário,
facilmente transportáveis e sem sinais externos Oliveira (1998) estudou as características da
madeira de eucalipto para a construção civil.
evidentes e denunciadores da infestação, torna o
cupim-da-madeira-seca de fácil propagação para Muitas espécies apresentam boa resistência
novas estruturas e favorece o transporte e natural, mas as madeiras mais jovens que entram
no mercado, como é o caso do Eucalyptus grandis
introdução da praga em regiões geográficas até
então livres de infestação. No interior da madeira, de 15 anos, são suscetíveis aos agentes xilófagos.
o cupim escava numerosas câmaras largas, Um problema a ser contornado para o seu
adequado uso é a sua elevada retração e tendência
interconectadas por passagens estreitas.
ao empenamento. Conforme a carta explicativa
O custo de manutenção de elementos de madeira é 50720 da CIENTEC (1981), no entanto, esses
elevado, levando-se em consideração o preço da inconvenientes são perfeitamente sanáveis.
matéria-prima e sua dificuldade cada vez maior de
Diversos outros estudos têm sido desenvolvidos e
obtenção. O controle das pragas que atacam
construções em madeira poderá diminuir bastante a podem auxiliar direta ou indiretamente no uso da
necessidade de troca de peças, o que acarreta a madeira como material de construção. O trabalho
de Rabelo Nahus (1997) descreve as madeiras
diminuição do corte de árvores nativas.
Araucaria angustifolia, Eucalyptus spp. e Pinus
Atualmente, o controle de térmitas é feito com spp. para aplicação na indústria moveleira. Rocco
tratamento químico com alta toxicidade e Lahr (2000) apresenta um extenso panorama da
persistência. Nesse sentido, a seleção de produtos química, física e mecânica da madeira, além de
alternativos com baixa ou nenhuma toxicidade e tratamentos antixilófagos modernos. Esses
com ação mais específica para a praga contribuirá conceitos são importantes para a aplicação de
para tratamentos sustentáveis (LYLE, 1994), madeiras na construção civil. Ainda, Carvalho
visando ao prolongamento da vida útil de uma (1990) apresenta uma cosmovisão holística do uso
estrutura de madeira, mediante a aplicação de múltiplo da floresta e da madeira. Essa visão
substâncias naturais, com mínimos efeitos ambiental poderá gerar um considerável aumento
colaterais a outros seres vivos e ao meio ambiente. no consumo de madeiras de florestas plantadas.
Neste trabalho, avaliou-se a eficácia de O inventário florestal contínuo do Rio Grande do
preservantes naturais sustentáveis para controlar a Sul, sob responsabilidade da Universidade Federal
ação de cupins em madeiras de florestas plantadas. de Santa Maria (BRENA et al., 2001), apresenta os
seguintes números de florestas plantadas no
Madeira Estado:

Os critérios de utilização da madeira devem passar (a) Pinus spp: 1.536 km2;
por uma profunda reformulação, de forma a (b) Eucalyptus spp.: 1.115 km2;
resgatá-la como material estrutural competitivo
(c) Acacia sp.: 96,4 km2
com o concreto e o aço. Cabe salientar que a

22 Stumpp, E.; Rech, V.; Sattler, M. A.; Barros, N. M. de; Abitante, A. L.


Stumpp (1997, 1999) descreve as espécies de As comunidades possuem indivíduos de diferentes
Pinus encontradas no Rio Grande do Sul como morfologias (castas) adaptados ao trabalho que
segue: desempenham (FONTES; ARAUJO, 1999). De
acordo com Fontes e Milano (2002) e Fontes e
(a) Pinus elliotii: esta espécie é vulgarmente
denominada pínus eliote. É originária do sul dos Berti Filho (1998), o papel ecológico dos cupins
Estados Unidos, sendo plantada universalmente no meio ambiente é primordial, visto que
participam ativamente da decomposição e
em grande escala. Apresenta rápido crescimento,
com rotações a cada 22 anos no Rio Grande do reciclagem de nutrientes nos ecossistemas naturais.
Sul. A massa específica aparente é de, A sociedade dos cupins é singular. Os cupins se
aproximadamente, 0,48 g/cm3 e seu módulo de diferenciam em castas, onde muitos operários se
elasticidade, 9.500 MPa.. Apresenta produção alimentam da madeira, por possuírem protozoários
aproximada de 30 m3/ha.ano. no intestino, o que lhes possibilita digerir a
(b) Pinus taeda: esta espécie é vulgarmente celulose. Os operários são responsáveis pela
alimentação das outras castas (soldados e casal
denominada simplesmente pínus. É originária do
sul dos Estados Unidos. Plantada no Rio Grande real). Não há como saber a idade desses insetos. O
do Sul, em 20 anos, permite obter de 20% a 30% tempo de sobrevivência dos cupins é variável e
depende muito das condições ambientais.
mais volume de madeira em comparação ao Pinus
elliottii. Apresenta massa específica aparente de, O cupim-da-madeira-seca, cientificamente
aproximadamente, 0,40 g/cm3 e módulo de denominado Cryptotermes brevis, da família
elasticidade axial próximo a 7.000 MPa. Kalotermitidae, é cupim-praga e destrói obras de
arte, utensílios e estruturas civis. Essa espécie tem
A Figura 1 mostra uma obra de engenharia: uma
passarela de grande vão montada com madeira de seus ninhos dentro da própria madeira, da qual
normalmente não sai, a não ser no período da
Pinaceas.
revoada. A essa família pertencem 270 espécies de
cupins-praga, em um universo de quase 2.900
espécies (COSTA-LEONARDO, 2002).
O Cryptotermes brevis ataca fortemente as
madeiras de coníferas, especialmente a Araucaria
angustifolia e as espécies de Pinus. Ataca também
as madeiras de folhosas de baixa resistência
natural. A celulose é digerida e a lignina e o
material silicoso depositados nas pelotas fecais. A
celulose digerida pode ser sem ou com poucas
substâncias extraíveis, como óleos essenciais,
taninos, corantes e outros. Diversas dessas
Figura 1 - Engenharia: passarela de pináceas na substâncias conferem à madeira uma notável
Alemanha resistência contra os xilófagos. A Figura 2 mostra
um ninho de Cryptotermes brevis.
Do gênero Eucalyptus no Brasil, existem,
aproximadamente, 200 espécies, do total de 672
encontradas em todo o mundo. O Boletim 42 da
Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado do
Rio Grande do Sul (CIENTEC, 1967) indica
características físicas e mecânicas de 27 espécies
presentes no Estado. As massas específicas variam
de 0,60 g/cm3 a 1,05 g/cm3, para a idade
aproximada de 15 anos. O módulo de elasticidade
é próximo de 10.500 MPa.

Cupins
Figura 2 - Ninho de Cryptotermes brevis – rainha
Os cupins ou térmitas são insetos da ordem (acima), e operários.
Isoptera, palavra que deriva do grego isos, que
significa igual, e ptera, que significa asas. Por
serem insetos sociais, há completa
interdependência e sobreposição entre os
indivíduos, isto é, convivências de várias gerações.

Avaliação da eficácia de tratamentos naturais de madeiras para o controle do cupim-da-madeira-seca 23


Principais preservantes (c) materiais de baixo consumo energético na sua
elaboração;
químicos sintéticos
(d) materiais que fixam o carbono, associado ao
Os principais preservantes químicos, não dióxido de carbono da atmosfera, co-responsável
sustentáveis, até há pouco tempo dominantes no pelo efeito estufa do planeta; e
tratamento de madeiras são citados a seguir.
(e) materiais que garantem a durabilidade do
De acordo com o Instituto de Pesquisas produto.
Tecnológicas (IPT, 1989), o mais antigo
Sobre os tratamentos sustentáveis, a literatura é
preservante químico sintético constitui-se no
parca. Sbeghen (2001) aborda as potencialidades
alcatrão, que consiste em um subproduto da
de utilização de óleos essenciais, de plantas
carbonização da madeira, turfa, lignito, xisto
aromáticas, para o controle do Cryptotermes
betuminoso e hulha.
brevis, analisando os óleos de citronela, ho-sho,
O creosoto foi patenteado pelo inglês John Bethell alecrim e manjericão. Cornelius et al. (1997)
em 1838 para o tratamento de madeiras expostas analisaram a toxicidade de monoterpenóides e
ao tempo, como dormentes e postes de outros produtos naturais no controle do cupim
transmissão. Conforme a Associação Americana subterrâneo Formosan (Isoptera, Rhinotermitidae).
de Preservadores de Madeira (apud IPT, 1989), o Bonnemann e Bittencourt (1986) citam como
creosoto é definido como um destilado do alcatrão, extrativos da própria madeira o tanino, o amido, os
extraído do carvão de pedra a altas temperaturas. O corantes, os óleos, as resinas, as ceras e os ácidos
creosoto pode ser, igualmente, produzido a partir graxos. Mainieri e Chimelo (1989) acrescentam,
de petróleo. ainda, os microcristais de sílica.
O pentaclorofenol foi patenteado em 1929 na
Inglaterra. Esse composto é obtido na cloração Material e métodos
direta, por catalização, do cloreto de alumínio
(AlCl3). Madeiras
O pentaclorofenato de sódio é o sal correspondente Para a análise da eficiência dos agentes
ao pentaclorofenol. Até os anos 90 do século preservantes, selecionaram-se quatro espécies de
passado foi o preservante mais usado no madeira oriundas de florestas plantadas no Estado
tratamento de madeiras recém-serradas. do Rio Grande do Sul, conforme indicado a seguir:
O arseniato de cobre cromatado (CCA) é o sal (a) Araucaria angustifolia: família
hidrossolúvel mais eficiente e mais usado desde Araucariaceae, da ordem Coniferales;
1930, normalmente aplicado em autoclave sob (b) Pinus elliottii: família Pinaceae, da ordem
pressão de até 14 atmosferas. Ultimamente tem Coniferales;
sofrido sérias restrições e está sendo proibido em
diversos países, como Alemanha, França, (c) Pinus taeda: família Pinaceae, da ordem
Inglaterra e, recentemente, Estados Unidos. Coniferales; e
O CCB é uma mistura de sulfato de cobre, ácido (d) Eucalyptus grandis: família Myrtaceae, da
bórico e bicromato de potássio. É parecido ao classe das dicotiledôneas.
CCA, no entanto, com impacto ambiental e risco A Araucaria angustifolia consiste no padrão de
aos operadores bem mais baixo. As aplicações do referência adotado no trabalho.
produto são idênticas ao CCA, com a diferença de
que é viável a realização do tratamento em tanques De cada espécie foram extraídos corpos-de-prova
abertos. cujo dimensionamento baseou-se na norma ASTM
D 3345 (ASTM, 1999), resultando na largura e
comprimento iguais de 25,4 mm e espessura de 6,4
Produtos alternativos para o mm, e foram determinadas as massas específicas
controle de cupins aparentes e umidades.
No tratamento moderno da madeira, procura-se A Figura 3, abaixo, mostra os corpos-de-prova na
sustentabilidade. Essa implica, entre outros placa de Petri.
aspectos, o uso de:
(a) recursos renováveis;
(b) recursos de baixo impacto ambiental;

24 Stumpp, E.; Rech, V.; Sattler, M. A.; Barros, N. M. de; Abitante, A. L.


Trata-se de extratos vegetais que apresentam baixo
impacto ambiental.
Mineralizante Hasil (H): foi descrito por
Hartmann et al. (2003) e pode ser definido como
um produto à base de silicatos de potássio, com os
seguintes agentes e princípios ativos atuantes:
(a) ácido abietênico, que favorece a sua fixação
na estrutura celular da madeira;
(b) hidrocarbonetos, que melhoram a fixação na
madeira;
Figura 3 - CPs na placa de Petri (c) ácidos de silicatos, que aumentam a
penetração e favorecem o processo de
A determinação da massa específica aparente mineralização;
segue o procedimento da NBR 6230 (ABNT, (d) lignina, que permite e acelera a lignificação
1990), através do quociente entre a massa do das paredes celulares da madeira;
corpo-de-prova, na umidade verificada, e o
respectivo volume, conforme Formula 1: (e) resinas de plantas, que melhoram a fixação na
madeira;
meap = mu / vu, (1)
(f) corantes de plantas, que garantem a coloração
Onde: natural da madeira e melhoram a mineralização da
meap = massa específica aparente, em g/cm3 sua estrutura;
mu = massa do corpo-de-prova na umidade (g) sílica, que aumenta o processo de petrificação
verificada, em g e melhora a resistência da estrutura do lenho;
vu = volume do corpo-de-prova na umidade (h) carbonato de sódio, que facilita a penetração;
verificada, em cm3 (i) óleos vegetais, que melhoram a afinidade com
Para a determinação da umidade dos corpos-de- a madeira; e
prova, adotou-se o método gravimétrico, conforme (j) celulose, que melhora a fixação do produto na
NBR 6230 (ABNT, 1990). Foram selecionados 50 madeira.
corpos-de-prova e determinadas as respectivas
massas, nos estados seco e úmido. O estado seco Óleo de Mamona (M) (Ricinus comunnis):
corresponde à constância de massa após constitui-se em um importante preservante natural
permanência em estufa na temperatura de 105 °C ± sustentável. Sua composição química muda de
1 °C. Utilizou-se a balança Micronal B 600, com acordo com a variedade e região de cultivo
precisão de centésimo de gramas, e a Fórmula 2 (ABOISSA, 2003).
para o cálculo percentual do teor de umidade. Extrato EMX (X): é apresentado por Sutili (2003)
U = [(mu – mo) / mo] 100, (2) como um produto à base de óleos essenciais
extraídos de plantas da Amazônia. Segundo o
Onde: produtor, o extrato é constituído por
U = umidade, em % microrganismos benéficos primários, leveduras,
fungos filamentosos, bactérias produtoras de ácido
mu = massa no estado úmido, em g
láctico e fotossintéticas, que produzem enzimas e
mo = massa após secagem total, a 0% de umidade, substâncias bioativas, desenvolvidas em calda
em g vegetal.
Wood Bliss (WX): Combinação WX = extrato
Produtos preservantes EMX (X) + mineralizante Hasil (H); na proporção
Foram analisados os seguintes produtos de 1:1.
preservantes: A caracterização física dos produtos preservantes
Extratos vegetais de taninos (ET e HT): foram analisados consistiu na determinação da massa
descritos e desenvolvidos por Fernandes (2003). específica, do pH e da identificação da cor, como
consta na Tabela 1.

Avaliação da eficácia de tratamentos naturais de madeiras para o controle do cupim-da-madeira-seca 25


Nome Comercial Massa Específica pH
Cor
(Código) Aparente (g/cm3)
Extrato (ET) 1,06 7,57 Marron escuro
Mineralizante Hasil
1,86 11,45 Incolor
(H)
Extrato (HT) 1,06 8,01 Marrom-escuro
Mamona (M) 0,99 10,00 Incolor
Wood Bliss (WX) 1,34 --- Verde-claro
EMX (X) 0,85 1,88 Verde-claro
Tabela 1 - Caracterização física dos produtos preservantes

Cupins (c) Tratamento 2: dois corpos-de-prova (um


tratado com produtos preservantes e um controle
Os insetos selecionados correspondem aos cupins-
sem tratamento) na placa e
da-madeira-seca – Cryptotermes brevis, da família
Kalotermitidae. Eles foram coletados em (d) Tratamento 3: um só corpo-de-prova tratado
mobiliário infestado, numa residência localizada com produtos preservantes, exposto ao
no município de Imbé, no literal gaúcho. Os intemperismo após a fixação de preservante e
insetos foram mantidos no laboratório de Controle depois colocado na placa.
de Pragas do Instituto de Biotecnologia da Nos corpos-de-prova expostos ao intemperismo,
Universidade de Caxias do Sul/RS em sala prevê-se um processo de lixiviação prévia, que é
climatizada, a uma temperatura de 25 ºC ± 1 ºC e uma simulação da exposição ao tempo. Os corpos-
umidade relativa do ar de 70% ± 5%. de-prova foram costurados entre duas telas de
nylon e fixados em um quadro de madeira
Avaliação da ação dos produtos giratório, mantidos nessas condições por 30 dias,
preservantes sobre cupins-da-madeira- registrando-se os dados meteorológicos
seca diariamente. Antes da exposição, determina-se a
retenção (3a); e após a exposição (3b), novamente.
A aplicação dos produtos preservantes sobre os Depois desse período, os corpos-de-prova foram
corpos-de-prova foi realizada de acordo com as retirados, secos em sala climatizada e colocados
instruções da norma DIN 68800 (DIN, 1988), em placas de Petri, contendo 30 cupins para
relativa à obtenção de retenção mínima de 75 g/m2. avaliação da eficácia dos produtos. O período de
Para tal, realizaram-se três imersões, de 5 minutos avaliação foi de 60 dias com observações a cada 6
cada uma, em intervalos de 24 horas. dias. A Figura 4 mostra o sistema utilizado para a
O período de cura dos corpos-de-prova, após a exposição dos corpos-de-prova ao intemperismo.
aplicação final do produto, estendeu-se por 7 dias,
para garantir a fixação do preservante aplicado.
Após esse período, os corpos-de-prova foram
colocados em placas de Petry com diâmetro
interno (d) de 88 mm, altura interna líquida (h) de
15 mm e volume interno líquido (V) de 116,7 cm3,
sendo distribuídos 30 insetos por placa, com 3
repetições para cada ensaio. Foi utilizada uma
população mista de cupins-da-madeira-seca,
totalizando 8.910 indivíduos, população composta
de operários, alguns soldados e ninfas, sendo em
sua maioria operários.
Figura 4 - Exposição dos corpos-de-prova ao
As placas foram mantidas no escuro. intemperismo
Os testes constaram de:
Os resultados foram avaliados de acordo com a
(a) Controle: um corpo-de-prova sem tratamento norma ASTM D 3345 (ASTM, 1999), sendo
na placa; considerados os seguintes critérios para avaliação
(b) Tratamento 1: um corpo-de-prova tratado com da eficácia dos produtos preservantes: mortalidade
produtos preservantes na placa; dos cupins e perfuração dos corpos-de-prova
tratados.

26 Stumpp, E.; Rech, V.; Sattler, M. A.; Barros, N. M. de; Abitante, A. L.


Resultados e discussão estudo e o respectivo percentual das médias de
umidade dos corpos-de-prova.
Caracterização das Madeiras
Para a realização dos ensaios propostos, procedeu- Araucária Pinus Eucalyptus
Medições
se à caracterização física das madeiras, conforme angustifolia spp. grandis
segue. Massa
82,06 60,91 86,34
A Tabela 2 apresenta a largura dos anéis de úmida (g)
crescimento dos corpos-de-prova das coníferas Massa
72,45 54,32 78,35
Araucária angustifolia e dos Pinus spp. Não foi seca (g)
feita a diferenciação das espécies de Pinus por Teor de
falta de instrumentação anatômica. A medição foi umidade 13,26 11,72 10,20
realizada com um paquímetro digital marca (%)
Mitutoyo, conforme DIN 52181, sendo os valores
apresentados em milímetros. Para os corpos-de- Tabela 4 - Massa úmida, massa seca e umidade
prova de Eucalyptus grandis não existe uma dos corpos-de-prova
definição clara dos anéis de crescimento, o que é
tipico para a maioria das folhosas. A Tabela 4 mostra valores propícios para a ação do
cupim-da-madeira-seca. Esses cupins,
Araucaria preferencialmente, atacam madeiras com umidade
Anéis de Pinus spp. abaixo do ponto de saturação das fibras (PSF), o
angustifolia
Crescimento (mm) qual se situa em torno de 28%. Esse ponto
(mm)
representa o estágio em que toda a água capilar
Lenho tardio 1,27 1, 97
existente nas cavidades celulares foi removida por
Lenho primaveril 3,64 6, 72 processo natural ou artificial de secagem,
Soma anual 4,91 8, 69 permanecendo a umidade higroscópica fixada nas
paredes celulares. Uma madeira é considerada seca
Tabela 2 - largura dos anéis de crescimento dos
quando se equilibra com o clima do ambiente.
corpos-de-prova
Fala-se, então, de umidade de equilíbrio (ROCCO
A Tabela 3 mostra a massa específica aparente LAHR, 2000). Para o Rio Grande do Sul, esta gira
média dos corpos-de-prova para cada uma das em torno de 14%. Acredita-se que o Cryptotermes
madeiras analisadas: Araucaria angustifolia, Pinus brevis prefere atacar madeiras com umidade em
spp. e Eucalyptus grandis. torno desse valor.

Determinação da retenção dos


Madeiras
Massa específica preservantes
aparente (g/cm3)
A retenção é um critério decisivo para se avaliar a
Araucaria angustifolia 0,65 eficácia de um preservante para a madeira.
Pinus spp. 0,51
A Tabela 5, a seguir, apresenta os resultados
Eucalyptus grandis 0,60 obtidos quanto à retenção média dos preservantes
Tabela 3 - Média das massas específicas aparentes extrato vegetal (ET), mineralizante de silicato
dos corpos-de-prova Hasil (H), extrato vegetal (HT), óleo de mamona
(M), combinação (WX) e extrato vegetal (X), nos
Kollmann e Coté (1968) afirmam que a massa corpos-de-prova utilizados, em cada um dos
específica aparente do lenho tardio das coníferas é, procedimentos de ensaio e em cada uma das
aproximadamente, 2,5 vezes a massa do lenho madeiras analisadas. Os produtos ET e HT são
primaveril. Assim sendo, pode-se afirmar que os taninos usados no curtimento de couro, sem
corpos-de-prova com maior largura e maior nenhum solvente extra, a não ser água. O produto
quantidade de anéis do lenho tardio têm maior H é um mineralizante à base de silicatos de
massa específica aparente e, portanto, são menos potássio dissolvidos em água. O produto X é um
permeáveis e absorvem menos preservante. Por extrato de plantas da Amazônia com leveduras. O
outro lado, sabe-se que o lenho tardio é produto M é constituído de óleo de mamona pura.
naturalmente mais resistente e menos susceptível O produto WX é uma combinação dos
ao ataque de cupins. preservantes X e H.
A Tabela 4 apresenta as massas específicas nas
condições seca e úmida para as madeiras em

Avaliação da eficácia de tratamentos naturais de madeiras para o controle do cupim-da-madeira-seca 27


Tratamentos Araucaria Pinus Eucalyptus
Produto
de ensaio angustifolia sp. grandis
T1 170 170 133
T2 153 167 134
ET
T3a 167 167 103
T3b 0 0 3,4
T1 140 175 121
T2 151 150 136
H
T3a 148 148 120
T3b 54,8 62,6 44,6
T1 225 186 170
T2 246 196 133
HT
T3a 245 185 191
T3b 0 0 8,2
T1 608 473 95
T2 697 488 28
M
T3a 518 430 73
T3b 544 439 79
T1 149 152 105
T2 128 151 109
WX
T3a 130 177 87
T3b 55,7 86,3 33
T1 151 110 72
T2 151 110 72
X
T3a 149 171 64
T3 b 0 6,7 4
Legenda:
T1: um só corpo-de-prova tratado;
T2: dois corpos-de-prova, um tratado e o controle não tratado;
T3a: um só corpo-de-prova tratado antes da exposição ao intemperismo;
T3b: um só corpo-de-prova tratado após a exposição ao intemperismo.
ET: extrato vegetal
H: mineralizante de silicato Hasil
HT: extrato vegetal
M: óleo de mamona
WX: combinação
X: extrato vegetal
Tabela 5 - Retenção média nos corpos-de-prova, em g/m2 de superfície, dos preservantes
Em M, verifica-se aumento de retenção após o com a água da chuva, durante os 30 dias de
intemperismo, que, na verdade, não deve ter exposição ao tempo.
acontecido. Existe a possibilidade de o corpo-de- O óleo de mamona (M) mostra excelente
prova ter retornado do intemperismo com maior resistência ao intemperismo, retendo 100% da
teor de umidade, e os 7 dias não foram suficientes massa do preservante. O mineralizante H e a
para voltar à umidade inicial. combinação WX têm retenção residual em torno
A norma DIN 68.800 (DIN, 1988) sugere uma de 40%.
retenção mínima de 75 gramas por metro quadrado A absorção do preservante pelas duas coníferas é
de superfície. A Tabela 5 mostra que os extratos elevada em relação ao Eucalyptus grandis. Esse
essenciais de plantas ET, HT, X, de baixa fenômeno se deve, provavelmente, à sua estrutura
viscosidade, apresentam pouca ou nenhuma anatômica: as coníferas se compõem, basicamente,
resistência ao intemperismo, conforme indicam os de traqueídeos e apresentam pouco parênquima.
valores T3b, após o intemperismo. A lixiviação Desse modo, os traqueídeos, por serem mais
pode ser explicada pela afinidade do preservante permeáveis, permitem passagem livre dos

28 Stumpp, E.; Rech, V.; Sattler, M. A.; Barros, N. M. de; Abitante, A. L.


preservantes no interior dos corpos-de-prova observou-se 100% de mortalidade dos cupins com
(BURGER; RICHTER, 1991). a utilização dos produtos mamona, HT e EMX. O
produto HT foi o mais eficaz.
Avaliação da eficácia dos preservantes Os dados apresentados na Tabela 8, a seguir,
conforme os critérios da ASTM 3345 – D sugerem que os produtos sofrem ação das
condições de intemperismo, ocorrendo diminuição
Os resultados expressam a média das taxas de
nas taxas de mortalidade dos cupins. Trata-se
mortalidade dos cupins e danos causados após 60
apenas de um corpo-de-prova tratado e exposto às
dias de exposição das madeiras aos cupins, sendo
condições de intemperismo. Verifica-se que os
apresentados nas Tabelas 6 a 8, com base nos
produtos Hasil e WX apresentam maior resistência
critérios de avaliação propostos pela ASTM 3345
às condições de intemperismo.
– D (ASTM, 1990).
A Tabela 6 apresenta os resultados do tratamento
Produtos Pinus SPP. Araucaria sp. Eucalyptus
1, relativos aos ensaios utilizando um corpo-de- grandis
prova de madeiras tratado com os produtos Hasil, M(%) P (n°) M(%) P (n°) M(%) P (nº)
Mamona, HT, ET, EMX e WX. Verifica-se que os
Controle 40 3 53 2 53 2
corpos-de-prova tratados com os produtos HT, ET
e EMX não sofreram ataque dos cupins, pois não Hasil 82 1 71 48 0
apresentaram nenhuma perfuração, observando-se 0
100% de mortalidade dos cupins e não se Mamona 73 0 73 0 88 0,7
observando diferenças entre os três tipos de HT 100 0 100 0 100 0
madeiras ET 100 0 100 0 100 0
EMX 100 0 100 0 100 0
Considerando-se o produto Hasil, verificam-se
melhores resultados em pínus, não sendo muito WX 52 0 60 0 51 0
eficaz em eucalipto. Com a mistura WX ocorreu M – mortalidade
diminuição significativa nas taxas de mortalidade P – perfurações médias em cada corpo-de-prova
Controle – um corpo-de-prova sem tratamento
dos insetos. Tratamento 1 – um corpo-de-prova tratado com os preservantes
Na Tabela 7, a seguir, verifica-se que em alguns Tabela 6 - Avaliação de mortalidade de cupins e
casos as taxas de mortalidade dos cupins perfurações em corpos-de-prova tratados com
diminuíram em função de terem a opção dos preservantes naturais (tratamento 1)
corpos-de-prova sem tratamento. Em Pinus,

Produtos PINUS SPP. ARAUCARIA SP. EUCALYPTUS


GRANDIS
M(%) P (n°) M(%) P (n°) M(%) P (n°)

Controle 40 3 53 2 53 2
Hasil 93 0 59 0 84 0
Mamona 100 0 73 0 61 0
HT 100 0 100 0 99 0
ET 90 0 73 0 96 0
EMX 100 0 72 0 84 0
WX 93 0 58 0 60 0
M – mortalidade
P – perfurações em número por corpo-de-prova
Controle – um corpo-de-prova sem tratamento
Tratamento 2 – um corpo-de-prova tratado com os preservantes e um sem tratamento
Tabela 7 - Avaliação de mortalidade de cupins e perfurações em corpos-de-prova tratados com
preservantes naturais (tratamento 2)

Avaliação da eficácia de tratamentos naturais de madeiras para o controle do cupim-da-madeira-seca 29


Produtos PINUS SPP. ARAUCARIA SP. EUCALYPTUS
M(%) P (n°) M(%) P (n°) GRANDIS
M(%) P (n°)
Controle 40 3 53 2 53 2
Hasil 90 0,3 91 0 81 0,7
Mamona 79 0,3 80 1 72 1
HT 83 2,6 47 3,3 72 2,3
ET 84 2,3 69 2,7 81 1
EMX 92 1 93 3 88 1,7
WX 77 1 69 1 84 0,6
M – mortalidade
P – perfurações
Controle – um corpo-de-prova sem tratamento
Tratamento 3 – dois corpos-de-prova tratados com os preservantes (um exposto ao intemperismo e outro não)
Tabela 8 - Avaliação de mortalidade de cupins e perfurações em corpos-de-prova tratados com
preservantes naturais após o intemperismo (tratamento 3 - 3b).

Conclusões BURGER, L.; RICHTER, H. G. Anatomia da


madeira. São Paulo: Nobel. GTZ – Sociedade
A eficácia de um preservante é função da absorção Alemã pela Cooperação Tecnológica. 1991. p. 13-
pela madeira, da fixação nela e da toxidade dele. 123.
As coníferas Araucaria angustifolia e Pinus spp.
apresentam grande permeabilidade de absorção e CARVALHO, P. E. R. Novas alternativas em
retenção dos produtos preservantes, enquanto o espécies arbóreas, nativas e introduzidas, para
Eucalyptus grandis mostrou valores menores. Os reflorestamento no centro-sul do Brasil. In:
preservantes ET, HT e EMX são eficazes para o SIMADER: SEMINÁRIO DE
uso interno quanto à prevenção e ao combate ao INDUSTRIALIZAÇÃO E USOS DE MADEIRA
ataque de cupins. DE REFLORESTAMENTO, 2., SIMPÓSIO
FLORESTAL DO RIO GRANDE DO SUL, 6.
Nos ensaios de lixiviação, a perda de retenção e de Anais... Caxias do Sul: Pavilhão da Festa da Uva,
eficácia dos produtos ET, HT e X foi significativa. 2001. p. 157-162.

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30 Stumpp, E.; Rech, V.; Sattler, M. A.; Barros, N. M. de; Abitante, A. L.


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FUSCO, P. B. Os caminhos da evolução da p. A4. Número especial.
engenharia de madeiras. In: ENCONTRO
BRASILEIRO DE MADEIRA E ESTRUTURAS SUTILI, V. EMX. Porto Alegre: Cooperativa
DE MADEIRA EBRAMEM, São Carlos, Anais... Coolméia, 2003. 1 p. Apontamentos não
São Paulo: Publicada, 1989. v. 6, p. 7-18. publicados.

HARTMANN et al. Hasil Konzentrat fuer Agradecimentos


Universitaet Caxias do Sul. Labor
Schwarzenfeld, Alemanha, 2003. Carta explicativa Os autores agradecem às seguintes instituições,
não publicadada. pelo apoio financeiro e material, que possibilitou a
realização dos testes nos laboratórios: Seta S.A.
INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS (Estância Velha/RS); Sindimadeira (Caxias do
– IPT. Manual de preservação de madeiras. Sul/RS); Madezatti S.A. (Caxias do Sul/RS);
São Paulo: Editora IPT, 1989. v. 1-2. 708 p. Reflorestadores Unidos (Cambará do Sul/RS);
Dambroz S.A. (Indústria Mecânica e Metalúrgica –
KOLLMANN, F.; CÔTÉ, W. Principles of wood
Caxias do Sul/RS); Madeireira Perimetral (Caxias
science and technology. Berlin: Heidelberg; New
do Sul/RS); Incogrel S.A. (Compensados, Caxias
York: Springer, 1968. v. 1.
do Sul/RS); Gati (Máquinas e Ferramentas para
LEPAGE, E. Manual de preservação de Madeira – Caxias do Sul/RS); Hasit (Produtos
madeiras. São Paulo: IPT, 1989. naturais, Alemanha); Colmeia (Extrato EMX,
Porto Alegre/RS); Decorwood (Compensados,
LYLE, J. T. Regenerative design for sustainable Caxias do Sul).
development. Tradução de M. A. Sattler em forma Em especial, agradecem à Direção e aos Colegas
de apostila. New York: John Wiley & Sons, 1994. do Instituto de Biotecnologia da Universidade de
MAINIERI, C.; CHIMELO, P. J. Fichas de Caxias do Sul, pelo apoio e espaço
características das madeiras brasileiras. São disponibilizado.
Paulo: Instituto de Pesquisas Tecnológicas do
Estado de São Paulo – IPT, 1989. 420 p.
OLIVEIRA, J. T. S. Características da madeira
de eucalipto para a construção civil. 1998. 429 f.
Tese (Doutorado em Engenharia Civil) - Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo, USP.
São Paulo, 1998.

Avaliação da eficácia de tratamentos naturais de madeiras para o controle do cupim-da-madeira-seca 31