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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

CENTRO DE TECNOLOGIA
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

ÁGDA LIDIA LITRENTO DA COSTA

CAMPO A PARTIR DO POTENCIAL


Experimento 02

Maceió – AL
2020/1
ÁGDA LIDIA LITRENTO DA COSTA

CAMPO A PARTIR DO POTENCIAL


Experimento 02

Relatório técnico apresentado ao Instituto de


Física da Universidade Federal de Alagoas,
como requisito de avaliação da matéria de
Laboratório de Física 2, ministrada pelo Prof.º
Carlos Jacinto .

Maceió – AL
2020/1
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3
2 OBJETIVO .............................................................................................................. 4
3 MATERIAL .............................................................................................................. 4
4 PROCEDIMENTOS ................................................................................................. 4
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................................ 5
6 CONCLUSÃO ......................................................................................................... 8
REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 9
1 INTRODUÇÃO

Tem-se como campo elétrico uma grandeza vetorial existente em cada ponto
do espaço. O campo elétrico em um local indica a força que poderia atuar sobre uma
carga unitária de teste positiva se colocada naquele local, estando relacionado com
a força elétrica que age sobre uma carga arbitrária q, dado por:

F⃗
E⃗ =
𝑞

O comportamento elétrico também pode ser estudado com a interação sofrida


por um monopolo ou dipolo elétrico inserido nesse campo.
Para se representar o campo elétrico, utiliza-se de linhas, conhecidas como
linhas de campo elétrico, que servem para uma melhor visualização desse campo e
possuem algumas propriedades, como a orientação da linha de campo em algum
ponto é a orientação do campo elétrico E nesse ponto, essas linhas nunca se
cruzam e se afastam das cargas positivas e se aproximam das cargas negativas
O potencial elétrico é a quantidade de energia necessária para mover
uma carga elétrica unitária entre dois pontos distintos de uma região dotada de
um campo elétrico.
Assim, sempre que houver variação do potencial em determinada direção do
espaço, existirá um componente do campo elétrico nessa direção e a não variação
implicará na componente nula. O que torna possível obter características de um
campo elétrico a partir das medições das variações do potencial elétrico no mesmo
meio.
No experimento forem utilizados eletrodos em um meio condutor para obter
linhas ou superfícies de mesmo potencial (as equipotenciais), pois onde em volta de
uma distribuição de carga conseguiu-se mapear superfícies ou linhas equipotenciais,
foi possível estabelecer a configuração do campo elétrico (suas linhas de força,
perpendiculares as superfícies equipotenciais).
2 OBJETIVO

Observar o comportamento do campo eletrostático a partir da determinação


experimental de linhas equipotenciais em meios condutores líquidos.

3 MATERIAL

1 Cuba eletrolítica (pirex) com papel milimetrado


1 Multímetro
2 Ponteiras (fixa e móvel)
2 Cabos para ligações (banana-jacaré)
2 Cabos para ligações (banana-banana)
2 Eletrodos cilíndricos de cobre
2 Placas retangulares de cobre
1 Anel de latão
1 Fonte de tensão (0 – 12V DC)
Solução de Sulfato de Cobre (CuSO4)

4 PROCEDIMENTOS

1. O experimento foi montado, com as pontas fixa e móvel imersas na solução


de Sulfato de Cobre presente na cuba, com os eletrodos ligados à fonte e o papel
milimetrado sob a cuba para que os pontos pudessem ser mapeados.

2. A tensão da corrente da fonte foi ajustada em 1A e a tensão da fonte em


6V.
3. A ponteira móvel foi movimentada para observar o comportamento da
corrente em função da d.d.p. estabelecida entre as ponteiras.
4. Alguns pontos de mesmo potencial foram obtidos para mapear uma linha
equipotencial. O mapeamento de algumas linhas equipotenciais foi feito, estando 3
delas tendendo para um eletrodo e outras 3 para o outro, distribuídas de forma a
facilitar a visualização das linhas do campo.
5. Colocou-se um anel na cuba entre os eletrodos e o comportamento do
potencial na região de fora, próxima e em seu interior foi observado.
6. O procedimento foi repetido usando placas metálicas no lugar dos
eletrodos.
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Pontos com eletrodos cilíndricos

x y Voltagem x y Voltagem x y Voltagem


-4,5 0 1,25 -3,5 0 0,90 -1,8 0 0,45
-5,5 2,4 1,25 -3,8 2 0,90 -2 2,6 0,45
-12 5,2 1,25 -6,2 7 0,90 -2,5 5,8 0,45
-5,5 -2,8 1,25 -4,2 -3,8 0,90 -2 -3,8 0,45
-10,5 -6 1,25 -5,8 -7,2 0,90 -1,8 -6,2 0,45

Através dos pontos anotados e de


suas respectivas voltagens foi possível
analisar as linhas e, consequentemente, as
superfícies equipotenciais do campo
elétrico gerado pelos eletrodos cilíndricos.
Nesse caso, formam círculos ao redor do
eletrodo, com a tensão aumentando com a
proximidade do eletrodo negativo e
diminuindo próximo ao positivo. Já as

Figura 1. Linhas de força e superfícies


linhas de força do campo elétrico surgem
equipotenciais do campo elétrico gerado perpendiculares as superfícies
por eletrodos
equipotenciais.

Ao acrescentar o anel entre os eletrodos a tensão permanece maior próxima


ao eletrodo negativo e menor próxima ao eletrodo positivo, porém diminui ao se
aproximar do anel, sendo quase nula em seu interior (0,03 V).

Pontos com placas metálicas

x y Voltagem x y Voltagem x y Voltagem


-7 -6 1,10 -4 -5,4 0,62 -1 -5 0,15
-7 -3,8 1,10 -4 -3 0,62 -1 -1,8 0,15
-7 -1,1 1,10 -4 0 0,62 -1 0 0,15
-7 1,6 1,10 -4 2,2 0,62 -1 2,5 0,15
-7 4,2 1,10 -4 5 0,62 -1 4,5 0,15
x y Voltagem x y Voltagem x y Voltagem
6 -6,3 -1,0 4 -6,2 -0,65 2 -7 -0,33
6 -2,8 -1,0 4 -3,2 -0,65 2 -3,2 -0,33
6 0 -1,0 4 0 -0,65 2 0 -0,33
6 2,3 -1,0 4 3,8 -0,65 2 2,8 -0,33
6 5 -1,0 4 5 -0,65 2 5,5 -0,33

Com a análise da imagem e das


superfícies, percebe-se que os pontos
equidistantes das placas metálicas
também serão equipotenciais. Assim,
as linhas equipotenciais serão retas e
paralelas as placas, sendo a tensão
menor próximo a placa ligada ao
eletrodo positivo e maior com a
proximidade com o eletrodo negativo.

Figura 2. Linhas de força e superfícies As linhas de força do campo são


equipotenciais do campo elétrico gerado por
placas metálicas perpendiculares tanto as superfícies
quanto as placas do eletrodo.

Após acrescentar o anel entre os eletrodos, o resultado foi semelhante ao


primeiro experimento, com a tensão permanecendo maior próxima ao eletrodo
negativo e menor próxima ao eletrodo positivo, diminuindo ao se aproximar do anel
e, nesse caso, sendo nula em seu interior.

Ao serem analisados os pontos e suas respectivas correntes, pode-se


observar que estas poderiam possuir sentidos opostos a depender do eletrodo,
devido ao fato do vetor da força eletrostática que age sobre uma partícula carrega
(eletrodo), na presença de outra (eletrodo 2), apontar no sentido da segunda
partícula e vice-versa, pois os eletrodos possuem cargas opostas, além da presença
de íons livres presentes no sulfato de cobre. Dessa maneira, se o eletrodo negativo
fosse convencionado ao potencial nulo, os potenciais seriam apenas positivos e os
vetores do campo elétrico apontariam no sentido de afastamento do eletrodo
positivo.
O anel acrescentado ao experimento deveria servir como blindagem
eletrostática, que é o fenômeno físico que faz com que o campo elétrico seja sempre
nulo em seu interior, o que ocorre devido à forma como as cargas
elétricas distribuem-se ao longo da superfície dos condutores em
equilíbrio eletrostático. Ele exerceu sua função quase que perfeitamente, pois o
potencial em seu interior variou apenas de 0 a 0,03 V nos casos estudados.
O experimento utilizou a eletrostática em um meio ocorrendo correntes
iônicas, ainda que seja um ramo da física que estuda cargas elétricas em repouso,
enquanto em correntes iônicas está presente o deslocamento de íons positivos e
negativos, pela ação da força do campo elétrico. Como no experimento os íons
estão equilibrados, formando uma pequena corrente elétrica, não existe contradição
nessa aplicação.
O caso dos pólos de uma bateria ou pilha, por exemplo, que apenas em
contato com o ar atmosférico encontram-se em isolamento, ocorre pois o ar é um
meio isolante que apresenta rigidez dielétrica de 3.106 V/m, e somente quando o
campo elétrico atmosférico entre as nuvens e o solo atinge valores próximos, as
moléculas do ar são ionizadas, tornando o ar um meio condutor.
6 CONCLUSÃO

Após a análise dos processos teóricos de forma prática, foi percebida, de


forma eficaz, a relação entre o campo, potencial elétrico e as diferenças de
potenciais existentes dentro de um campo elétrico, bem como as linhas de força e
suas propriedades, que antes era visto de maneira apenas fundamentada em
teorias, durante o experimento ficou claro sua veracidade, já que foi visto um
mesmo potencial em pontos distintos, ou seja, as linhas nas quais pertenciam os
pontos, sendo baseado no conceito estudado. Além disso, tornou-se comprovada a
diferença da força do campo elétrico em dois pontos próximos, ou seja, notória a
ideia de que quanto mais próximo de dois pontos, maior é a força do campo elétrico
e sua atratividade, isso devido não só a teoria, bem como a ideologia de proporção
vistas nas fórmulas que relacionam campo, força e distância.
REFERÊNCIAS

<https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-e-blindagem-eletrostatica.htm>.
Acesso em: 18 de março de 2021.
<https://www.colegioweb.com.br/eletrodinamica/natureza-da-corrente-eletrica.html>.
Acesso em: 18 de março de 2021.
<https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-e-rigidez-
dieletrica.htm#:~:text=O%20ar%20atmosf%C3%A9rico%20%C3%A9%20um,o%20a
a%20um%20meio%20condutor.>. Acesso em: 18 de março de 2021.