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CCP

Centro de Consultoria em Protensão

LANÇAMENTO, ANÁLISE E
DETALHAMENTO DE LAJES LISAS
PROTENDIDAS COM A UTILIZAÇÃO DO
SOFTWARE TQS V19

JANEIRO/2018
Sumário
1. DEFINIÇÕES PRELIMINARES ....................................................................................... 1
1.1. Classe de Agressividade Ambiental (CA) .......................................................... 1
1.2. Definição do Fck ....................................................................................................... 1
1.3. Definição do Tempo de Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF) .......... 1
1.4. Definição dos cobrimentos das armaduras passivas e ativas .................... 2
1.5. Escolha da espessura da laje ............................................................................... 3
1.5.1. Espessura mínima da laje .............................................................................. 3
1.5.2. Limite de esbeltez ............................................................................................ 4
1.6. Lançamento inicial da estrutura ........................................................................... 4
2. ESTABILIDADE GLOBAL ............................................................................................... 5
3. PROCESSAMENTO NO TQS.......................................................................................... 5
3.1. Conhecendo o TQS .................................................................................................. 5
3.2. Iniciando o projeto no TQS .................................................................................... 6
3.2.1. Criando um edifício.......................................................................................... 6
3.3. Modelagem ................................................................................................................. 6
3.4. Lançamento de cargas............................................................................................ 6
3.5. Critérios de laje protendida ................................................................................... 6
3.6. Análise global ............................................................................................................ 7
4.1.1. Conhecendo os principais ícones ............................................................... 7
4.2. Lançamento de cabos ............................................................................................. 7
4.2.1. Configuração padrão do cabo CP 190 RB EP fi 12,7 .............................. 8
4.2.2. Inserindo RPU ................................................................................................... 8
4.2.3. Inserindo RTE: .................................................................................................. 8
4.3. Processamento das RPUs (individualmente) ................................................... 9
4.3.1. Verificar ............................................................................................................... 9
4.4. Limites de tensões ................................................................................................... 9
4.5. Processamento da protensão ............................................................................. 10
4.6. Processamento do pórtico espacial com os esforços de protensão ....... 10
4.7. Verificação do pórtico espacial com protensão ............................................ 10
4.8. Verificar flechas ...................................................................................................... 10
4.8.1. Limites de deformação ................................................................................. 10
4.9. Geração de arquivos necessários para detalhamento................................. 11
4.10. Resumo ................................................................................................................. 11
4.11. Verificação estrutural com protensão para o ELU.....................................11
4.11.1. Combinação para o ELU NBR 6118 ....................................................... 11
4.11.2. Armadura mínima ....................................................................................... 11
4.11.3. Armadura mínima de punção .................................................................. 13
5. DETALHAMENTO ........................................................................................................... 13
5.1. Protensão ................................................................................................................. 13
5.2. Armação passiva .................................................................................................... 15
1. DEFINIÇÕES PRELIMINARES:

1.1. Classe de Agressividade Ambiental (CA):

Passo único: Verificar tabela 6.1 da NBR 6118:2014 (seção 6.4.2);

Classe de Classificação geral do Risco de


agressividade Agressividade tipo de ambiente para deterioração da
ambiental efeito de projeto. estrutura
I Fraca Rural Insignificante
Submersa
II Moderada Urbana Pequeno

III Forte Marinha Grande


Industrial
IV Muito forte Industrial Elevado
Respingo de Maré

1.2. Definição do Fck:

Passo único: Verificar tabela 7.1 da NBR 6118:2014 (seção 7.4.2) para
situação de concreto protendido (CP);

Concreto Tipo Classe de agressividade (Tabela 6.1)


I II III IV
Relação água/cimento CA ≤ 0,65 ≤ 0,60 ≤ 0,55 ≤ 0.45
em massa CP ≤ 0,60 ≤ 0.55 ≤ 0,50 ≤ 0,45
Classe de concreto CA ≥ C20 ≥ C25 ≥ C30 ≥ C40
(ABNT NBR 8953) CP ≥ C25 ≥ C30 ≥ C35 ≥ C40

1.3. Definição do Tempo de Requerido de Resistência ao Fogo


(TRRF):

Passo 1: Definição da Altura de Incêndio do prédio;


Passo 2: Verificar tabela 2.7 da IT nº08/2011 do Corpo de Bombeiros do
Estado de São Paulo e definir o TRRF;

Altura de Incêndio (m)


Ocupação/uso h≤6 6<h≤ 12 < h 23 < h 30 < h 80 < h 120 < h 150 < h
12 ≤ 23 ≤ 30 ≤ 80 ≤ 120 ≤ 150 ≤ 180
Residência 30 30 60 90 120 120 150 180
Hotel 30 60 60 90 120 150 180 180
Supermercado 60 60 60 90 120 150 150 180
Escritório 30 60 60 90 120 120 150 180
Shopping 60 60 60 90 120 150 150 180

1
Escola 30 30 60 90 120 120 150 180
Hospital 30 60 60 90 120 150 180 180
Igreja 60 60 60 90 120 150 - -

Passo 3: Ver possibilidade de aplicar o Método do Tempo Equivalente para


reduzir o TRRF;

1.4. Definição dos cobrimentos das armaduras passivas e ativas:

Passo 1: Verificar cobrimentos da tabela 7.2 da NBR 6118:2014 (seção


7.4.7.6);

Classe de agressividade ambiental (Tabela 6.1)


Tipo de Componente ou elemento I II III IV
estrutura Cobrimento nominal (mm)

Laje 20 25 35 45
Concreto Viga/pilar 25 30 40 50
armado Elementos estruturais em 30 40 50
contato com o solo
Concreto Laje 25 30 40 50
protendido Viga/pilar 30 35 45 55

Passo 2: Verificar cobrimentos da tabela 8.3 da NBR 15200:2012;

Tabela 8.3 – Dimensões mínimas para lajes lisas ou cogumelo


TRRF (min) h (mm) c1 (mm)
30 150 10
60 180 15
90 200 25
120 200 35
180 200 45

(*) Os valores de c1 devem ser acrescidos 15mm para fios e cordoalhas.

Passo 3: Escolher cobrimento que atenda às duas normas citadas


anteriormente;

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1.5. Escolha da espessura da laje:

1.5.1. Espessura mínima da laje:

Passo 1: Conferir dimensões mínimas do item 13.2.4.1 da norma NBR


6118:2014;
Nas lajes maciças devem ser respeitados os seguintes limites mínimos para a
espessura:
a) 7 cm para cobertura não em balanço;
b) 8 cm para lajes de piso não em balanço;
c) 10 cm para lajes em balanço;
d) 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a
30 kN;
e) 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN;
𝑙
f) 15 cm para lajes com protensão apoiadas em vigas, com o mínimo de 42
𝑙
para lajes de piso biapoiadas e para lajes de piso contínuas;
50

g) 16 cm para lajes lisas e 14 cm para lajes-cogumelo, fora do capitel;

Passo 2: Verificar dimensões mínimas da NBR 15200:2012 tabela 8.3;

Tabela 8.3 – Dimensões mínimas para lajes lisas ou cogumelo


TRRF (min) h (mm) c1 (mm)
30 150 10
60 180 15
90 200 25
120 200 35
180 200 45

Passo 3: Escolher espessura de laje que atenda às duas normas citadas.

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1.5.2. Limite de esbeltez:

Passo único: Utilizar altura (h) que atenda à condição de L/h = 45 a L/40,
sendo L o maior vão da laje.
(De acordo com o PCI):
VÃO CONTINUO VÃO SIMPLES
FORRO PISO FORRO PISO
LAJE MACIÇA
UNIDIRECIONAL
50 45 45 40

LAJE MACIÇA
BIDIRECIONAL
45-48 40-45

LAJE NERVURADA
BIDIRECIONAL
40 35 35 30

VIGA 35 30 30 26

35 30 30 26

LAJE NERVURADA
UNIDIRECIONAL
42 38 38 35

1.6. Lançamento inicial da estrutura:

Passo 1: Criar pórticos nos núcleos de rigidez do prédio, geralmente caixas de


elevador e escadas;

Passo 2: Atentar para a necessidade de vigas de borda.

Passo 3: Fechamentos de borda.

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2. ESTABILIDADE GLOBAL:

Obs: A estabilidade global deve ser verificada pelo software que tenha
condições de analisar as deformações da edificação e os parâmetros de
estabilidade global estabelecidos por norma.
Após cálculo com protensão, verificar possibilidade de adição de armaduras
devido à ação conjunta com o vento.

3. PROCESSAMENTO NO TQS:

3.1. Conhecendo o TQS:

MODELO IV: O pórtico espacial será composto por vigas e pilares. As


lajes não compõem o pórtico, portanto absorvem apenas cargas verticais
(sem vento).

MODELO VI: O pórtico espacial será composto por vigas, lajes e pilares.

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3.2. Iniciando o projeto no TQS:

3.2.1. Criando um edifício;

Modelo → Pavimentos → Materiais → Cargas → Critérios

Obs: Na aba pavimentos / avançados, não esquecer de marcar a


opção, calcular este pavimento com protensão.

Modelagem:

 Pilares;
 Vigas; (*) Lembrar de marcar calcular como viga faixa caso a viga seja
protendida
 Lajes;
 Recortes;
 Capitéis;
(···)

3.3. Lançamento de cargas:

 Cargas Lineares;
 Cargas Distribuídas;
 Cargas Pontuais.

3.4. Critérios de laje protendida:

CAD/Lajes → Critérios → Lajes Protendidas → Projeto

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3.5. Análise global:

 Ajustar critérios de não linearidade física e fazer o processamento global

4. Editor de lajes protendidas


4.1.1. Conhecendo os principais ícones:

Regiões de Protensão Uniforme (RPUs);

Regiões de Transferência de Esforços (RTEs);

Criar Rpus

Diagramas de momento fletor (tf/m)

Detalha todas as RPUs do pavimento

Calcula o hiperistatico de protnesão;

4.2. Lançamento de cabos:

CAD/Lajes → Editor de Lajes Protendidas

 Definir as excentricidades máximas que o cabo poderá ter no seu


traçado. Atentar para as diferenças dessa excentricidade em vigas e
lajes;
 Quantidade mínima de cabos deve atender à condição de compressão
normal média de 1 MPa (De acordo com o item 20.3.2.1 da NBR
6118:2014);
 Não aconselhável adotar quantidade de cabos que gerem compressão
normal média maior do que 4 MPa para lajes e 7 MPa para vigas;
 Lançamento dos cabos nas duas direções;
 Geralmente adota-se uma direção com cabos concentrados passando
pelos pilares e outra direção com cabos distribuídos.

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4.2.1. Configuração padrão do cabo CP 190 RB EP fi 12,7:

Bitola Pinicial Pt = 0 Pinfin Prupt (tf) Pescda %Perda Fpyk Fptk dw


(mm) (tf) (tf) (tf) (tf) (Kgf/cm²) (Kgf/cm²) (mm)

12.7 15 13.5 12.02 18.73 16.86 11 16860 18730 7

4.2.2. Inserindo RPU:

Criar RPU → Definir largura → Definir distancia

4.2.3. Inserindo RTE:

Criar RTE → Definir região tributaria → Definir divisão de esforços

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4.3. Processamento das RPUs (individualmente):

4.3.1. Verificar:
 Tensões

4.4. Limites de tensões:

No ato da protensão No ELS-F (Formação de fissuras após


Tensões (Após perdas iniciais) todas as perdas)
máximas
admissíveis
ACI 318-05 NBR 6118/2014 ACI 318-05 NBR 6118/2014

de 0,6·fci’ 0,7·fckj (1) 0,45·fc’ Não indica


compressão (2) 0,60·fc’
(MPa)

de tração 3 3
0,25√fci′ 0,36 √fck² 0,5√fc′ 0,315 √fck²
(MPa)
Tração p/
Fck = 30 MPa 1,12 MPa 2,65 MPa 2,74 MPa 3,04 MPa
Fckj = 20 MPa

(1) Devido a protensão mais cargas permanentes.


(2) Devido a protensão mais cargas totais.

Obs.: A tensão de compressão admissível menor para a combinação quase-permanente é


justificada pelo ACI para evitar a ruptura do concreto devido às cargas repetidas e para
diminuir os efeitos da deformação lenta do concreto.

 As;
 Fissuração;
 Pré-compressão;

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4.5. Processamento da protensão:

Detalhar todas → Hiperestático → Detalhar todas

(*) O comando detalha todas, mostra um relatório de limites ultrapassados de tensões,


armaduras e fissuração, em cada RPU, quando houver!

4.6. Processamento do pórtico espacial com os esforços de


protensão:

 Após finalizado o processamento da protensão deverá ser


processado o edifício global para que seja gerado um novo
pórtico com os hiperestáticos da protensão

4.7. Verificação do pórtico espacial com protensão:


(*) Após a análise do pórtico espacial com protensão entrar no editor de
lajes protendidas e processar o detalha todas mais uma vez para checar o
resultado. Caso apresente um resultado aceitável o cálculo da protensão
está finalizado.
 Não processar hiperestático no caso do resultado já está aceitável.
(*) Caso o resultado não seja aceitável e a protensão sofrer algum ajuste deve-
se voltar para a etapa 4.4

4.8. Verificar flechas

4.8.1. Limites de deformação:

Verificação de deformação: Combinação Limite

Após construção da alvenaria 1,3PP+PERM+0,7ACID+1,3PROT L⁄500


≤{
1 cm

Ao longo do tempo 2PP+2PERM+0,7ACID+2PROT L⁄300

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4.9. Geração de arquivos necessários para detalhamento:

 Planta de cabos horizontais e verticais


 Perfil dos cabos
 Tabela de cabos de protensão
 Transferência de armadura passiva

4.10. Resumo:

Processamento Global → Definir Protensão → Detalhar Todas →


Hiperestático → Detalhar Todas → Processamento Global → Detalhar
todas → Verificar Flechas → Gerar detalhamento

4.11. Verificação estrutural com protensão para o ELU (Estado Limite


Último):

4.11.1. Combinação para o ELU NBR 6118:

1,4 PP + 1,4 PERM + 1,4 ACID + 0,9 HIPER

4.11.2. Armadura mínima:

 Positiva (Tabela 19.1 da NBR 6118:2014):

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 Negativa (item 20.3.2.6 da NBR 6118:2014):

h = espessura da laje
As = 0,00075 · h · l onde: {
l = vão médio no pilar

Vão interno em planta Região armada concentrada no pilar

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4.11.3. Armadura mínima de punção:

 Caso seja utilizada a laje para travar o prédio e cooperar na estabilidade


global, utilizar armaduras mínima de punção que resista à no mínimo
50% do Fsd (NBR 6118:2014 – item 19.5.3.5);

5. DETALHAMENTO

5.1. Protensão:

1) Passar no mínimo uma cordoalha por dentro do pilar em cada direção


para se dispensar detalhamento de armadura de colapso progressivo
(recomendação NBR 6118:2014). O ACI recomenda dois cabos em cada
direção;

2) Os cabos concentrados devem estar dispostos numa faixa de largura


correspondente a largura do pilar mais 3,5 vezes a espessura da laje
para cada lado do pilar;

3) Adotar feixes de no máximo quatro cordoalhas;

4) Tanto nas ancoragens ativas quanto nas passivas, os cabos saem retos
durante 50 cm (conforme NBR 6118) e se unem durante uma distância
12D, sendo D especificado no desenho a seguir:

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5) Desvio dos cabos em planta menores que 1/10 não necessita emprego
de grampos para conter os esforços horizontais provenientes da
protensão (NBR 6118:2014 – item 20.3.2.5);

6) Para desvios acentuados em planta (maiores que 1/10), utilizar grampos


que não podem estar espaçados a mais de 45 cm;

7) Os desvios devem ter um desenvolvimento parabólico em planta;

8) Ao longo do desvio, os cabos devem estar dispostos de tal forma que no


centro da curva eles estejam espaçados a uma distância mínima de 5
cm;

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9) Ao desviar de recortes das lajes, os cabos devem mudar a sua direção à
no mínimo 50 cm de distância do recorte;

10) Os cabos não podem passar a uma distância menor que 7,5 cm das
faces dos vazios (NBR 6118:2014 – item 20.3.2.4);

11) Cabos distribuídos a uma distância de no máximo 6h ou 120 cm.

5.2. Armação passiva

1) Adotar preferencialmente tela soldada para armação positiva (vantagem


de trabalhabilidade);

2) Detalhamento de armadura negativa concentrada nos pilares:

 Número mínimo de 4 barras para cada direção;


 Espaçamento máximo de 30 cm;

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 Espaçados numa faixa de largura máxima igual à dimensão do
pilar mais 1,5 vezes a altura da laje para cada lado;
 As armaduras devem abranger uma região que atenda à no
mínimo 1/6 do vão interno.

3) Detalhamento das armaduras de punção de forma conjunta com o


detalhamento das armaduras negativas;

4) Detalhamento das armaduras mínimas negativas de apoios de laje sem


continuidade (NBR 6118:2014 – item 19.3.3.2);

5) Detalhamento das armaduras de fretagem;

CONTATOS:
ccpprotensao.com.br
projetos.protensao@gmail.com
85 3032-4848

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