Você está na página 1de 11

RESUMO

ÉTICA E CIDADANIA
AUTOR: Henrique de Lara Morais

01
Ética e Cidadania
Henrique de Lara Morais

Sumário
Glossário de Siglas ........................................................................................................................................................................3

Ética, Moral, valores, princípios e virtude...................................................................................................................................5

Ética ............................................................................................................................................................................................................... 5

Moral .............................................................................................................................................................................................................. 5

Valores........................................................................................................................................................................................................... 5

Princípios ...................................................................................................................................................................................................... 5

Virtude .......................................................................................................................................................................................................... 5

Princípios da Administração Pública – Moralidade ....................................................................................................................5

Deveres dos Servidores Públicos – Lei 8.112/90, art. 116, IX .....................................................................................................6

Código de Ética do Servidor Público Federal (Decreto 1.171/94) ...............................................................................................6

Das Regras Deontológicas (principais tópicos) ....................................................................................................................................... 6

Dos Principais DEVERES do Servidor Público ......................................................................................................................................... 6

Vedações ao Servidor .................................................................................................................................................................................. 6

Comissões De Ética do Decreto 1.171/94................................................................................................................................................. 7

Sistema de Gestão de Ética Pública (Decreto 6.029/07) ..............................................................................................................7

Comissão de ética Pública (CEP) ................................................................................................................................................................ 7

Acesso à Informação – Lei 12.527/12 e Decreto 7.724/12 ..........................................................................................................8

Abrangência ................................................................................................................................................................................................. 8

Diretrizes....................................................................................................................................................................................................... 8

Definições Contidas na LAI ........................................................................................................................................................................ 8

Procedimento de Acesso ............................................................................................................................................................................. 9

concurseiroforadacaixa.com.br | 02
Preparado exclusivamente para Leonardo Menezes | CPF: 63843048215
Ética e Cidadania
Henrique de Lara Morais

GLOSSÁRIO DE SIGLAS

SIGLA SIGNIFICADO
ADCT Ato das Disposições Constitucionais Transitórias
ADM Administração / Administrativo / Administrador
ADMD Administração Direta
ADMI Administração Indireta
ADMP Administração Pública
ADMPF Administração Pública Federal
ADMT Administração Tributária
AMF Anexo de Metas Fiscais
ARO Antecipação de Receita Orçamentária
AUT Autarquia
BRA Brasil
C&T Ciência e Tecnologia
CA Créditos Adicionais
CASP Contabilidade Aplicada ao Setor Público
CD Câmara dos Deputados
CF Constituição Federal
CMPOF Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização
CN Congresso Nacional
CS Capital Social ou Contribuições Sociais
CTN Código Tributário Nacional
DA Dívida Ativa
DC Demonstrações Contábeis
DK e DC Despesa de Capital e Despesa Corrente, respectivamente
DOCC Despesa Obrigatória de Caráter Continuado
DP Defensoria Pública
DRU Desvinculação das Receitas da União
EC Emenda Constitucional
EP/SEM Empresa Pública / Sociedade de Economia Mista
FAT Fundo de Amparo ao Trabalhador
FPE Fundo de Participação dos Estados e DF
FPM Fundo de Participação dos Municípios
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do
FUNDEF
Magistério
FUP Fundação Pública
i.e. Id Est = "Isto é" (ou seja, em outras palavras...)
LC Lei Complementar
LDO Lei de Diretrizes Orçamentárias
LET Legislação Tributária
LO Lei Ordinária

concurseiroforadacaixa.com.br | 03
Preparado exclusivamente para Leonardo Menezes | CPF: 63843048215
Ética e Cidadania
Henrique de Lara Morais

SIGLA SIGNIFICADO
LOA Lei Orçamentária Anual
LOAS Lei Orgânica da Assistência Social
LRF Lei de Responsabilidade Fiscal
LTN Letras do Tesouro Nacional
MP Ministério Público
MPV Medida Provisória
OF Orçamento Fiscal
OI Orçamento de Investimento
ORC Outras Receitas Correntes
OS Orçamento da Seguridade Social
P.A.R.T Program Assessment Rating Tool
PAC Programa de Aceleração do Crescimento
PCPR Prestação de Contas do Presidente da República
PEC Proposta de Emenda Constitucional
PGFN Procuradoria Geral da Fazenda Nacional
PL Patrimônio Líquido / Projeto de Lei Ordinária
PLC Projeto de Lei Complementar
PLEN Plenário
PPA Plano Plurianual
PR Presidente / Presidência da República
RAP Restos a Pagar
RCL Receita Corrente Líquida
RGF Relatório de Gestão Fiscal
RGPS Regime Geral de Previdência Social
RK Receita de Capital
RPPS Regime Próprio de Previdência Social
RREO Relatório Resumido da Execução Orçamentária
SF Senado Federal
SI Sistema(s) de Informação(ões)
SL Sessão Legislativa
SOF Secretaria de Orçamento Federal
STN Secretaria do Tesouro Nacional
TC / TCM / TCE / TCU Tribunal de Contas (Municipal, Estadual e da União, respectivamente)
TN Tesouro Nacional
U, E, DF e M União, Estados, Distrito Federal e Municípios
VPA Variações Patrimoniais Aumentativas
VPD Variações Patrimoniais Diminutivas

concurseiroforadacaixa.com.br | 04
Preparado exclusivamente para Leonardo Menezes | CPF: 63843048215
Ética e Cidadania
Henrique de Lara Morais

ÉTICA, MORAL, VALORES, PRINCÍPIOS E VIRTUDE

ÉT I C A

Trata da definição e ESTUDO do COMPORTAMENTO , sendo um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a
CONDUTA.
O objeto de estudo da ética é a moralidade  a ética é um campo do conhecimento, assim como a biologia, economia, etc (por
isso ela é PERMANENTE).
Ela TEORIZA as condutas e conjunto de valores. Dessa forma, a ÉTICA é UNIVERSAL.
A Ética não se confunde com as leis. Ela está relacionada com o sentimento de JUSTIÇA SOCIAL.

MO RA L

São os COSTUMES, CONDUTAS , MODOS DE AGIR, conjunto de REGRAS, tabus e convenções estabelecidas por CADA SOCIEDADE,
em determinado período (portanto sendo TEMPORÁRIA).
A MORAL é CULTURAL, apresentando-se na AÇÃO (não na reflexão teórica). A moral nem sempre se materializa na forma de
Leis e Constituições

V A LO RES

Valor é uma qualidade que utilizamos para escolher uma coisa em detrimento de outra. São os atributos (referências)
utilizados para escolher uma conduta de ação, o que é preferível na organização.

AXIOLOGIA: estuda os VALORES em uma dada sociedade, buscando definir o que é certo ou errado

PRI N CÍ PI OS

Como os valores são escolhidos? Princípio é a fonte, o substrato em se se funda a ação. São norteadores que ORIENTAM.

V I RT U DE

Virtude: qualidade própria do ser humano. É a propensão do caráter humano, ou seja, a sua possibilidade de se inclinar para
determinada conduta boa. Portanto, a virtude ocorre quando o servidor busca o bem, usando a sua liberdade com
responsabilidade.

PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – MORALIDADE

 Moralidade é de acordo com a LEI (JURÍDICA) e não subjetiva, mas não precisa estar positivado, basta uma análise da
lei (é um conceito indeterminado)
 Controle: Ação Popular – Art. 5º, LXXIII, CF - qualquer CIDADÃO é parte legítima para propor ação popular que vise a
anular ato lesivo [...] à moralidade administrativa [...]

STF, SV 13 (Nepotismo): A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por
afinidade, até o 3º grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma PJ investido em cargo
MORALIDADE

de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de
função gratificada na ADMD e ADMI em qualquer dos poderes da U, E, DF e M, compreendido o ajuste
mediante designações recíprocas, VIOLA a Constituição Federal.

 Para que seja caracterizado o nepotismo, exige-se a existência de SUBORDINAÇÃO


 Aplicabilidade: TODA a ADMD e ADMI de TODOS os poderes da U, E, DF e M
 NÃO veda nomeação para cargos POLÍTICOS (ministros, secretários estaduais e municipais, etc.).
 NÃO se aplica aos serviços extrajudiciais de notas e registro (ADI 2.602, STF)
 VEDA “ajuste mediante designações recíprocas” (troca de favores / nepotismo cruzado).

concurseiroforadacaixa.com.br | 05
Preparado exclusivamente para Leonardo Menezes | CPF: 63843048215
Ética e Cidadania
Henrique de Lara Morais

DEVERES DOS SERVIDORES PÚBLICOS – LEI 8.112/90, ART. 116, IX

Manter conduta compatível com a


DEVER do servidor público
moralidade ADMINISTRATIVA

Atenção! Cuidado para não cair em pegadinhas de prova que falam de uma moralidade subjetiva. Veja que no tópico
anterior que moralidade administrativa é aquela de acordo com a LEI.

CÓDIGO DE ÉTICA DO SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL (DECRETO 1.171/94)

ABRANGÊNCIA: TODOS vinculados ao EXECUTIVO FEDERAL, seja servidor CIVIL ou os que prestam em caráter
permanente, temporário ou excepcional, remunerado ou não pelos cofres públicos, desde que ligados a qualquer AUT,
FUND, Paraestatais, EP, SEM, etc.

D AS REG R AS DE ON T OLÓ G I CA S (P RI N CI P AI S T ÓP I COS )

 Dignidade, decoro, zelo, eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores no EXERCÍCIO do cargo ou
função, ou FORA DELE - portanto, a conduta na vida privada INTEGRA a vida funcional.
 A decisão deve ser baseada PRINCIPALMENTE entre o honesto e o desonesto, NÃO se limitando à distinção entre [i]legal,
[in]justo, [in]conveniente, [in]oportuno - mesmo se revestida de “ilegalidade”.
 Moralidade do ato administrativo: NÃO se limita à distinção entre o bem e o mal, MAS no equilíbrio entre LEGALIDADE
e FINALIDADE (esta é SEMPRE o bem comum).
 PUBLICIDADE: requisito de EFICÁCIA (produção de efeitos) e de moralidade, SALVO casos de sigilo.
 Toda ausência (falta) injustificada é fator de desmoralização do serviço público.
 A verdade NÃO pode ser omitida ou falseada, ainda que contrária aos interesses do interessado ou da ADMP.
 Tratar mal, permitir atrasos ou a formação de longas filas = GRAVE dano moral.
 Servidor não poderá JAMAIS desprezar o elemento ético de sua conduta.

DO S P RI N C I P AI S D E V ER ES D O S ERV I DO R P ÚB LI CO

 Exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, com o fim de evitar dano moral ao usuário.
 Diante de duas opções, escolher SEMPRE a melhor e a mais vantajosa para o BEM COMUM.
 JAMAIS retardar qualquer PRESTAÇÃO DE CONTAS.
 Apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas e manter limpo e em ordem o local de trabalho.
 Manter-se atualizado com as instruções, normas e legislações pertinentes.
 ZELAR, no exercício de GREVE pelos serviços de defesa da vida e da segurança coletiva.
 FACILITAR a fiscalização de TODOS os atos ou serviços por quem de direito – EX: TCU.
 DIVULGAR o Código de Ética, estimulando seu integral cumprimento.
 RESPEITAR à hierarquia, SEM nenhum temor de representar contra os superiores – servidor NÃO deve obedecer a ordens
manifestadamente ilegais, NEM deverá ceder a pressões, DEVENDO, inclusive, denunciá-las.
 Abster-se, de forma ABSOLUTA, de exercer sua função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse
público, MESMO que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa.

V E DA Ç ÕE S A O S ER V ID OR

 RETIRAR da repartição, sem autorização, QUALQUER documento, livro ou bem - conduta VEDADA, independentemente
da intenção (mesmo que seja para dar mais celeridade aos processos).
 Apresentar-se embriagado no SERVIÇO ou FORA dele HABITUALMENTE.
MUITO COBRADO
 DEIXAR de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento.

concurseiroforadacaixa.com.br | 06
Preparado exclusivamente para Leonardo Menezes | CPF: 63843048215
Ética e Cidadania
Henrique de Lara Morais

CO MIS S ÕE S DE ÉT I C A DO DE C RET O 1 .17 1/94

CRIAÇÃO: em 60 dias.

ONDE: TODOS os órgãos e entidades da ADMPF: ADMD, ADMI, AUT, FUND e DELEGATÁRIAS*.
EP exploradora de atividade econômica: NÃO são obrigadas a criar Comissão de Ética.
*Concessionárias / Permissionárias: DEVEM constituir Comissão de Ética.

COMPOSIÇÃO: 03 servidores / empregados (+3 suplentes) com vínculo EFETIVO / PERMANENTE designados pelo dirigente
máximo, para mandatos NÃO coincidentes de 3 anos.

COMPETÊNCIAS:
 FORNECER registros sobre a conduta do servidor, para instruir e fundamentar promoções.
 Orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor.
 Aplicar, unicamente, pena de CENSURA (suspensão, advertência, demissão) – parecer assinado por todos integrantes,
com ciência do faltoso.

SISTEMA DE GESTÃO DE ÉTICA PÚBLICA (DECRETO 6.029/07)

Contribuir para a implementação de políticas públicas tendo a transparência e o acesso à informação como instrumentos
fundamentais para o exercício de gestão da ética pública;
Promover, com apoio dos segmentos pertinentes, a compatibilização e interação de normas, procedimentos técnicos e de
gestão relativos à ética pública;
Articular ações com vistas a estabelecer e efetivar procedimentos de incentivo e incremento ao desempenho institucional na
gestão da ética pública.

Qualquer cidadão, agente público, PJ de direito privado, associação ou entidade de classe poderá PROVOCAR a
atuação da CEP ou de Comissão de Ética, visando à apuração de infração ética

CO MIS S Ã O DE ÉT I C A P ÚB LI C A ( CE P )

Vinculada ao Presidente da República, tem como primordial competência servir de instância consultiva ao PR e seus
Ministros acerca da ética pública, bem como APURAR, por denúncia ou de ofício, condutas em desacordo com as normas do
“Código de Conduta da Alta ADM Federal”, quando praticadas por agentes a ela vinculados.

MEMBROS
 07 brasileiros: idoneidade moral, reputação ilibada e notória experiência em ADMP
 Designados pelo PR,
 Mandatos de 3 anos, NÃO coincidentes, permitida uma única recondução.
 TODOS os membros da CEP atuam SEM REMUNERAÇÃO.

concurseiroforadacaixa.com.br | 07
Preparado exclusivamente para Leonardo Menezes | CPF: 63843048215
Ética e Cidadania
Henrique de Lara Morais

ACESSO À INFORMAÇÃO – LEI 12.527/12 E DECRETO 7.724/12

AB RA N G ÊN C I A

A LAI é uma lei de NORMAS GERAIS de caráter NACIONAL (U, E, DF e M), e aos E, DF e M estabelecer regras específicas.
Subordinam-se à lei:
 ADMD de TODOS os Poderes, inclusive TC e MP.
 As EP, SEM, AUT, FUND e entidades controladas pela U, E, DF e M.
 No que couber, às entidades PRIVADAS sem fins lucrativos no que se refere aos recursos públicos que percebam e sua
destinação, SEM prejuízo das prestações de contas a que estejam obrigadas legalmente.

O acesso à informação compreende, entre outros (rol exemplificativo), os direitos de obter (Art. 7º):
 Info contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados, recolhidos ou não a arquivos públicos.
 Info pertinente à adm. do patrimônio público, utilização dos recursos, licitação e contratos ADM.
 Info relativa à implementação, acompanhamento e resultado dos programas, projetos e ações.
 Info produzida ou custodiada por PF ou entidade privada com VÍNCULO com Poder Público, MESMO que esse vínculo já
tenha cessado - EX: SERASA, SPC.
 Info relativa ao resultado de inspeções, AUDITORIAS, prestações e tomadas de contas, no controle interno e externo,
INCLUSIVE de exercícios anteriores.

O acesso à informação NÃO Compreende as informações referentes a projetos de P&D científicos ou tecnológicos cujo SIGILO
seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.

Informação PARCIALMENTE sigilosa: quando NÃO autorizado acesso integral é assegurado acesso à parte NÃO sigilosa por
meio de certidão, extrato ou cópia com OCULTAÇÃO da parte sob sigilo.

DI RET RI Z ES

 PUBLICIDADE como preceito geral e do sigilo como EXCEÇÃO.


 Fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na ADMP.

Autoridade MÁX de cada órgão DEVE publicar ANUALMENTE: rol das informações DESCLASSIFICADAS nos últimos
12 meses; rol dos documentos CLASSIFICADOS em cada grau de sigilo; estatística de pedidos de acesso – Art. 30.

 Desenvolvimento do controle social da ADMP

EXEMPLOS: realização de audiências ou consultas públicas; serviços de informação ao cidadão (SIC)

 Divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações.

É dever divulgar, no MÍNIMO: estrutura organizacional; registro de despesas; repasses ou transferências; licitações e
contratos; dados gerais de programas, ações, projetos e obras; FAQ.

 Utilização de meios de comunicação viabilizados pela TI - internet

É obrigatória a divulgação de informações MÍNIMAS de interesse coletivo na internet, permitindo a gravação dos
dados em formatos eletrônicos. Deve-se adotar medidas que garantam acessibilidade aos portadores de deficiência.

Atenção! Municípios com até 10.000 habitantes ficam DISPENSADOS da divulgação obrigatória na internet,
MANTIDA a obrigatoriedade de informações relativas à execução orçamentária e financeira em local de fácil acesso.

D EFI N I ÇÕ ES C ON T I D AS N A L AI

INFORMAÇÃO SIGILOSA: submetida TEMPORARIAMENTE à restrição de acesso.

AUTENTICIDADE: informação produzida, expedida, recebida ou modificada por determinado indivíduo, equipamento ou
sistema.

INTEGRIDADE: informação NÃO modificada, inclusive quanto à origem, trânsito e destino.

PRIMARIEDADE: informação coletada na fonte, com o máximo de detalhamento possível, sem modificações.

DISPONIBILIDADE: informação que pode ser conhecida e utilizada por indivíduos, equipamentos ou sistemas.

concurseiroforadacaixa.com.br | 08
Preparado exclusivamente para Leonardo Menezes | CPF: 63843048215
Ética e Cidadania
Henrique de Lara Morais

PR O CE DI MEN T O D E A CES S O

PE DI D O DE A C ES S O

QUEM PODE? QUALQUER interessado, contendo no pedido sua identificação e especificação da info.

 Órgãos e entidades DEVEM viabilizar alternativa de encaminhamento de pedido pela internet (e-SIC).
 VEDADA qualquer exigência sobre motivos determinantes da SOLICITAÇÃO – “Porque você quer acesso?”

INFO DISPONÍVEL: deve ser autorizado ou concedido acesso IMEDIATO à informação DISPONÍVEL. NÃO sendo disponível de
IMEDIATO, deverá o órgão / entidade, em ATÉ 20d + 10d (MOTIVADAMENTE):
 Comunicar data, local e modo para realizar consulta ou efetuar reprodução ou obter certidão.
 Se não custodiar a info, indicar quem a tenha ou remeter o pedido a este, comunicando o interessado.
 Se for o caso, indicar razões de fato ou de direto da RECUSA, informando sobre a possibilidade de recurso e qual
autoridade é competente para isso. É direito obter INTEIRO teor da negativa, via cópia ou certidão.

GRATUIDADE:

Regra Geral Exceção

O serviço de busca e fornecimento Poderá ser cobrado EXCLUSIVAMENTE o valor necessário ao ressarcimento1 do
da informação é GRATUITO custo dos serviços e materiais, quando se exigir a reprodução de documentos.

1
Estará isento do ressarcimento aquele cuja situação econômica não lhe permita fazê-lo sem prejuízo do sustento
próprio ou da família.

DOCUMENTO SENSÍVEL: documento cuja manipulação possa prejudicar sua integridade será oferecida CÓPIA, com certificação
de que confere com o original. Na impossibilidade de obter cópia, o interessado poderá fazer a reprodução por outro meio, às
suas expensas e sob supervisão de servidor – EX: posso ir à repartição e fotografar o documento.

RE CU RS OS

Recursos no caso de indeferimento ou negativa de acesso

No caso de indeferimento ou negativa de aceso, PODERÁ o interessado interpor recurso em 10 dias. No que couber,
subsidiariamente, será aplicado os mandamentos da 9.784.

2º Recurso: delibera em 05 dias.


1º Recurso: autoridade - Executivo Federal: CGU
hierarquicamente NEGADO NEGADO 3º Recurso: CMRI
superior, em 05 dias. - Judiciário: CNJ
- MP: CNMP

Recursos no caso de indeferimento de pedido de DESCLASSIFICAÇÃO de informação no âmbito da ADMPF

1º Recurso: autoridade
2º Recurso: Ministro de 3º Recurso: se info
hierarquicamente
NEGADO Estado da área, SEM prejuízo NEGADO secreta ou
superior, ou se FFAA, ao
respectivo Comando. da competência da CMRI. ultrassecreta, CMRI

RES T RI Ç ÕES DE A CE S S O

NÃO poderá ser negado acesso à informação necessária à tutela judicial ou administrativa de direitos fundamentais.

Informações ou documentos sobre condutas que impliquem violação dos DH praticada por agentes públicos ou a mando
de autoridades públicas NÃO poderão ser objeto de restrição de acesso – DICA! Lembrar da ditadura.

O tratamento de informação sigilosa resultante de tratados, acordos ou atos internacionais atenderá às normas e
recomendações constantes desses instrumentos.

concurseiroforadacaixa.com.br | 09
Preparado exclusivamente para Leonardo Menezes | CPF: 63843048215
Ética e Cidadania
Henrique de Lara Morais

C LAS S IF I CA Ç ÃO QU AN T O A O G RA U E P R AZ O D E S I G I L O

LAI determina que as informações IMPRESCINDÍVEIS à segurança da sociedade e do Estado são aquelas ligadas à FFAA
(defesa, soberania, integridade do território, inteligência); que põem em risco: a vida, saúde e segurança pública, estabilidade
econômica, financeira, monetária, instituições, autoridades, pesquisas estratégias, atividades de inteligência, investigações
em andamento, etc.

PRAZO - CONTADO DA DATA DA QUEM PODE CLASSIFICAR (ADMPF) – DEVE SER UTILIZADO O CRITÉRIO
PRODUÇÃO DA INFO. MENOS RESTRITIVO POSSÍVEL.
ULTRASSECRETA - PR e VPR.
25 anos ou ATÉ certo evento se - Ministros e autoridades com mesmas prerrogativas.
Decisão por essa prazo menor. - Comandantes das FFAA – deve ser ratificada pelo MD.
classificação deve
 CMRI poderá prorrogar, uma - Embaixadores e Cônsules – deve ser ratificada pelo MRE.
ser encaminhada à
vez por ATÉ +25 anos. Podem delegar, VEDADA subdelegação.
CMRI.
- Mesmas da ULTRASSECRETA
15 anos ou ATÉ certo evento se - Titulares de AUT, FUND, EP e SEM
SECRETA
prazo menor.
Podem delegar, VEDADA subdelegação.
- Mesmas da ULTRASSECRETA e SECRETA
05 anos ou ATÉ certo evento se
RESERVADA - Exercente de funções de direção, comando, chefia ou
prazo menor.
assessoramento, > DAS 101.5 do GDAS ou equivalente.

Segurança do PR, VPR e respectivos cônjuges / filhos, serão classificadas como RESERVADAS e ficarão sob sigilo ATÉ
término do mandato atual ou último, se reeleição. Decorrido o prazo ou ocorrido o evento, a informação torna-se
IMEDIATA e AUTOMATICAMENTE pública.

I N F OR MA Ç ÕES P ES S OAIS

Vida privada, honra, imagem, liberdades e garantias individuais: acesso restrito independentemente de classificação de sigilo
por até 100 ANOS. Acesso pode ser autorizado por LEI ou CONSENTIMENTO* expresso.

*CONSENTIMENTO NÃO será exigível:


• Prevenção, diagnóstico e tratamento MÉDICO, quando a PF estiver legalmente incapaz.
• P/ estatísticas e pesquisas científicas de interesse público, vedada identificação da pessoa (EX: intenção de voto).
• Cumprimento de ordem judicial; à defesa dos DH; proteção do interesse público.

RE AV ALI A Ç ÃO

A classificação será REAVALIADA pela autoridade classificadora ou por hierarquicamente superior, mediante provocação
ou de ofício, com VISTAS à DESCLASSIFICAÇÃO ou REDUÇÃO do prazo de sigilo (nesse caso, manter-se-á, como termo, a data
da produção da info).

REAVALIAÇÃO de informações Secretas e Ultrassecretas


Será analisada a permanência dos
motivos do sigilo e da possibilidade de
danos do acesso ou divulgação da info.

Órgãos e entidades: REAVALIAÇÃO CMRI: na ADMPF, NÃO REAVALIADAS ou REVISADAS no


obrigatória no máximo a cada 02 pode REAVALIAR a prazo, serão consideradas de acesso
anos qualquer momento.
público automaticamente.

REVISÃO pela CMRI pode ser feita a


Após a REAVALIAÇÃO, CMRI deve, no qualquer momento, de ofício (MÁX. 04
máximo a cada 04 anos, REVISAR a em 04 anos) ou provocação.
classificação de sigilo

concurseiroforadacaixa.com.br | 10
Preparado exclusivamente para Leonardo Menezes | CPF: 63843048215
Ética e Cidadania
Henrique de Lara Morais

EXT RA V I O D A I N F O RM A ÇÃ O S OLI C I T A D A

Informado do EXTRAVIO da info, PODERÁ o interessado requerer IMEDIATA abertura de SINDICÂNCIA. Verificado o
extravio, o responsável pela guarda da info deverá, em 10 dias, justificar e indicar testemunhas.

RES PON S A BI L I DA D E S

São CONDUTAS ILÍCITAS que ensejam responsabilidade do agente público ou militar – mais relevantes:
 Negativa de acesso NÃO fundamentada.
 Divulgar ou permitir divulgação OU acessar ou permitir acesso à informação sigilosa ou pessoal.
 Impor sigilo para obter proveito pessoal ou de terceiros OU para ocultar conduta ilícita de si ou outrem.
 Destruir ou subtrair documentos relativos à possível violação aos DH cometido por agentes do Estado.

PUN I Ç ÕES – G AR AN T I D O O CON T R A DI T ÓRI O E A MP L A DE FE S A

AGENTES PÚBLICOS CIVIS: no mínimo SUSPENSÃO, conforme 8.112.

Poderá responder, também, por IMPROBIDADE administrativa (ação civil).

MILITARES (FFAA): mesmas sanções previstas para transgressões militares MÉDIAS ou GRAVES, DESDE QUE NÃO
Sanções ADMISTRATIVAS

tipificada como crime ou contravenção penal.

Poderá responder, também, por IMPROBIDADE administrativa (ação civil)

PESSOA PRIVADA (PF ou PJ) COM VÍNCULO COM O PP:


 Advertência, Multa
Podem ser cumulativas, c/
 Rescisão do vínculo com PP
prazo de defesa de 10 dias.
 Suspensão temporária (até 2 anos) p/ licitar e contratar com ADMP
 Declaração de INIDONEIDADE para licitar ou contratar com a ADMP, até sua reabilitação.
• Declarada exclusivamente pela autoridade MÁX do órgão / entidade – facultada defesa em 10 dias.
• Reabilitação só será autorizada quando: interessado efetivar o ressarcimento do órgão / entidade E
decorrido o prazo de suspensão temporária (até 2 anos).

RES PON S A BIL I DA D E CI V I L O BJ ET I V A

Os órgãos e entidades públicas RESPONDEM DIRETAMENTE pelos danos causados em decorrência da divulgação NÃO
autorizada ou utilização indevida de informações sigilosas ou pessoais, cabendo a apuração de responsabilidade funcional nos
casos de dolo ou culpa, assegurado o respectivo direito de regresso.

APLICA-SE à PF ou PJ privada que, em virtude de vínculo, tenha acesso a informação sigilosa ou pessoal.

concurseiroforadacaixa.com.br | 11
Preparado exclusivamente para Leonardo Menezes | CPF: 63843048215

Você também pode gostar