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RANÇA. MINISTRO DE ESTADO DA CULTURA.

DEVOLUÇÃO
DE VERBA.
PROJETO CULTURAL. BLOCO CARNAVALESCO.
DECADÊNCIA. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. Cuida-se de mandado de segurança, com pedido de
liminar,
impetrado contra ato da Ministra de Estado da Cultura que
determinou
a devolução de verba recebida do Ministério da Cultura, em
decorrência do descumprimento parcial de projeto cultural
envolvendo
o desfile de bloco carnavalesco no carnaval de Salvador de
2004.
2. O termo inicial do prazo da impetração deve ser contado
a partir
da ciência do ato de autoridade que lesionou o direito
líquido e
certo do impetrante, consoante o princípio da actio nata.
3. O pedido de reconsideração, assim como o recurso
administrativo
sem efeito suspensivo, não interferem no curso do prazo
decadencial
de 120 dias estabelecido no art. 23 da Lei nº 12.016/09, a
teor da
Súmula 430/STF.
4. Na hipótese, o impetrante foi cientificado da
determinação de se
devolver a quantia cedida para a execução do projeto
cultural em
10.10.04, tendo o mandado de se
AUTORIZAÇÃO DE PESCA COMPLEMENTAR DA TAINHA.
INDEFERIMENTO DA LIMINAR. CARÁTER SATISFATIVO.
PRESUNÇÃO DE
LEGITIMIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. AUSÊNCIA
DE PERIGO NA DEMORA.
RECURSO NÃO PROVIDO.
1. É tempestivo o agravo regimental interposto
posteriormente à
ciência em cartório pelo patrono da causa acerca da decisão
recorrida, embora esse decisum ainda não tenha sido
publicado na
imprensa oficial.
2. O pedido de autorização complementar de pesca ostenta
inequívoca
natureza satisfativa e confunde-se com o próprio mérito do
mandamus,
o que impede o seu deferimento liminar. Precedentes.
3. Outrossim, deve-se considerar a presunção de
legitimidade dos
atos administrativos, mormente quando encontram suporte
em lei, na
espécie, as Leis 10.683/03 e 11.939/09. Não é possível, em
cognição
sumária, substituir os critérios estabelecidos conjuntamente
pelo
órgão ambiental e pelo Ministério da Pesca e da Aquicultura
para a
obtenção da autorização de pesca complementar, a
exemplo do limite
máximo do esforço de pesca fixado em 7.400 de arqueação
bruta.
4. Por fim, encontra-se ausente o requisito do perigo da
demora para
a concessão in limine do provimento jurisdicional pleiteado,
porquanto, segundo informações prestadas pelo próprio
impetrante, a
próxima safra da tainha apenas ocorrerá em junho de
2012.
5. Agravo regimental não provido.
os do artigo 535 do Código de Processo Civil-CPC, os
embargos de declaração são cabíveis para sanar omissão,
obscuridade
ou contradição, ou ainda para corrigir eventual existência
de erro
material no julgado. No caso, mostra-se pertinente sanar a
omissão
sobre a suposta ofensa aos arts. 128 e 460, do CPC pelo
aresto
proferido pelo Tribunal a quo.
2. O aresto da Corte de origem, sobre a questão
controvertida -
ofensa aos arts. 128 e 460, do CPC -, concluiu que a
sentença não
teria proferido decisão infra petita, pois, diferente do
alegado
pela recorrente, não teria havido pedido sucessivo ou
subsidiário,
mas pedidos igualmente fundamentados na
inconstitucionalidade do
art. 32 da Lei nº 9.656/98, vício que foi devidamente
afastado pela
r. sentença..
3. Decidir em sentido diametralmente oposto ao
entendimento do
acórdão regional demanda análise de provas, procedimento
que não se
coaduna com a via especial, nos termos da Súmula 07/STJ,
mormente
quando as próprias razões recursais não definem com
clareza o pedido
sucessivo, de forma a demonstrar a sua autonomia com o
principal.
4. O argumento de que o acórdão ora embargado teria sido
contraditório quanto: i) à análise dos requisitos para a
concessão
da tutela antecipada, à discussão acerca da validade dos
valores
contidos na tabela TUNEP, à premissa de que o acórdão
proferido pelo
Tribunal a quo teria se fundamentado em preceitos de
natureza
constitucional, iii) à deficiência de fundamentação do
recurso
especial pela alínea "c" do permissivo constitucional, na
espécie em
análise, não dá azo à nulidade por ofensa ao art. 535 do
CPC.
5. A contradição que enseja ofensa ao dispositivo do Código
de Ritos
é a interna, aquela verificada entre os elementos que
compõem a
estrutura da decisão judicial, e não a que é contrária às
argumentações do recorrente. A embargante, com o
pretexto de sanar
contradição, busca na verdade rever decisão que lhe foi
desfavorável. A via dos aclaratórios não se pres

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