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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA

FILHO” - UNESP

INSTITUTO DE QUÍMICA - ARARAQUARA


ENGENHARIA QUÍMICA

FENÔMENOS DE TRANSPORTE I

PRÁTICA II
MANOMETRIA

DOCENTE RESPONSÁVEL: PROFª DRª MARIA ANGÉLICA MARTINS COSTA

ERIC NAZATTO
FELIPE KREFT BATISTA
GERMANO INÁCIO NETTO
RENAN NETTO DA SILVA

ARARAQUARA,
AGOSTO DE 2018
FORMATAÇÃO+ abnt
RESUMO
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
1.1 DEFINIÇÃO DE PRESSÃO
Brunetti [6] define o conceito de pressão através de uma força sendo
aplicada em uma superfície. Essa força F, que é aplicada sobre uma superfície de
área A é então decomposta em dois vetores, um é o vetor força tangencial, FCIS, que
no fluido dá origem a as tensões de cisalhamento e a outra força é a normal,
FNORMAL, que origina a pressão. Se dFN é a força infinitesimal que é aplicada a uma
área também infinitesimal dA, então, a razão entre elas dá origem a pressão,
definida pela equação (1):
P = dFNORMAL / dA (1)
Caso a pressão aplicada seja uniforme sobre toda a área, ou então se
tenha interesse na pressão média, tem-se a equação (2), que define a pressão
média, muito utilizada na engenharia:
P = FNORMAL / A [N/m 3] = [kg.m.s-2.m-3] (2)
Brunetti [6] ainda adverte para que não haja a confusão da pressão com
a força, fornecendo para isso o exemplo na figura 2:
Figura 1: Decomposição vetorial e origem da pressão.

Fonte: Os autores
Figura 2: Diferença entre pressão e força

Fonte: Brunetti [6]


Em ambos os casos, a força exercida é a mesma, entretanto, a área na
qual a força é aplicada é diferente, o que resulta em pressões diferentes.

1.2 MASSA E PESO ESPECÍFICO


É interessante notar que essas propriedades aqui definidas variam de
acordo com a temperatura em que se encontram. Portanto, uma mesma substância
pode ter uma tabela [5] com diferentes valores para diferentes temperaturas.

1.2.1 MASSA ESPECÍFICA OU DENSIDADE


De uso muito versátil em várias áreas da engenharia e tabelado para
várias substâncias [4], a unidade de massa específica foi definida por Bystafa [2]
como sendo a massa (kg) de uma amostra de um fluido dividido pelo volume (m3)
que ocupa. Também é corriqueira a nomeação dessa propriedade como
“densidade”. Fica definido na equação (3) a fórmula da massa específica:
𝑚 𝑘𝑔
⍴= 𝑉
[ 𝑚3 ] (3)
1.2.2 PESO ESPECÍFICO
De modo similar à propriedade definida em 1.2.1, essa propriedade foi
definida por Bystafa [2] e Çengel [3] como o peso que um fluido ocupa em um certo
volume. Fica definido na equação (4) a fórmula do peso específico:

𝑚 𝑘𝑔 𝑁
𝛾 = g.⍴ [ 𝑠² ].[ 𝑚3 ] = [ 𝑚³ ] (4)

onde g é a gravidade, em m.s-2 e ⍴ é a massa específica, definida em 1.2.1. Essa


propriedade transforma a massa específica em peso, podendo assim ser trabalhada
com outras equações que requerem força.

1.2.3 DENSIDADE RELATIVA


Çengel [3] e Felder [8] definem a densidade relativa como sendo a razão
da massa específica de uma substância a 20ºC pela massa específica de alguma
substância padrão a uma temperatura específica. Para líquidos, é definido como
substância padrão a água pura a 4°C, onde possui ⍴ = 1000 kg.m-3. A fórmula para
a densidade relativa fica definida na equação (5):

] [[ 𝑚3 ].[ 𝑚3 ]-1] [adimensional]


⍴ 𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑘𝑔 𝑘𝑔
DR204 = [ ⍴ á𝑔𝑢𝑎
(5)

A densidade relativa é utilizada como unidade de medida em densímetros


e em várias tabelas [4][8].

1.3 PRESSÃO DE UM FLUIDO (LEI DE STEVIN)


Um fluido em repouso é estudado na estática de fluidos, que possui como
embasamento a lei de Stevin, definida por Bystafa [2]. A lei de Stevin enuncia que,
para um líquido em repouso, sua pressão aumenta linearmente com a profundidade,
tendo como a constante de proporcionalidade o peso específico do líquido em
questão. Portanto, a pressão P de um líquido, com peso específico 𝛾 e na
profundidade h, difere da pressão do topo pela equação (6):

Ptopo - Ph = 𝛾.h [ 𝑚³ ][m] = [N.m-2]


𝑁
(6)
Considerando que o líquido está inserido na atmosfera, e que ela exerce
uma pressão Patm, então, a pressão no líquido na profundidade h é dada pela
equação (7):
𝑁
Ph = Patm + 𝛾.h [ 𝑚³ ][m] (7)

1.4 UNIDADES RECORRENTES DE PRESSÃO


Devido aos sistemas de unidades que foram criados e que ainda estão
em uso, existem várias formas de se expressar um valor de pressão. Dos sistemas
de unidades, aqui estão descritos de forma breve os mais usuais na engenharia.

1.4.1 Pa E MÚLTIPLOS
Como foi definido pelo SI, a pressão é dada em N.m-3, cujo nomenclatura
é Pascal. Uma análise prática dela é feita a seguir:
Considerando a gravidade no local como 10m.s-2, 1N equivale a um
pesinho de 100g. Agora, ao se dividir esse pesinho de 100g por uma área de 1m2,
obtém-se uma noção do que é um Pa. Uma unidade muito pequena para ser usada
na prática.
Tendo como base o explicitado acima, é comum o uso na engenharia de
unidades mais representativas, que serão discutidas de modo breve nas próximas
seções.

1.4.2 PSI: POUNDS PER SQUARE INCH


Do sistema inglês e americano, essa unidade de pressão é definida como
a força exercida por uma libra sobre uma área de uma polegada quadrada. Sua
abreviação é “psi”. O fator de conversão [7] para Pascal é:
1 psi = 6894,76 Pa

1.4.3 KgF.cm-2
De modo análogo ao psi, o kilograma-força é definido como a força
exercida por um kilograma sobre uma área de 1cm2. O fator de conversão [7] para
Pascal é:
1 kgf.cm-2 = 98 066,50 Pa

1.4.4 ATMOSFERA PADRÃO (ATM)


Pressão definida como padrão para toda a atmosfera do planeta terra. O
fator de conversão para Pascal é:
Patm = 101 325 Pa
1.4.5 BAR
O fator de conversão para Pascal é:
1 bar = 100 000 Pa
Como a pressão atmosférica padrão é muito próxima dessa unidade, por
vezes 1 bar é aproximado como 1 atm.

1.4.6 CARGA DE PRESSÃO


Felder [9] explicita que a pressão também pode ser expressa como uma
carga de modo que uma coluna hipotética de um fluido com altura h exerceria uma
pressão na sua base, dependendo apenas da altura e do peso específico do fluido.
Brunetti [6] define que, devido a relação linear entre a altura de um fluido
e o seu peso específico, é possível expressar a pressão de um fluido como a sua
altura, através da equação (8):
P = h.𝛾 (8)
sendo feito em seguida uma análise dimensional:
[N.m-2] = [m].[N.m-1]-1
A altura h do fluido, multiplicada pelo peso específico desse fluido,
fornece a pressão do fluido nessa distância h da superfície. Essa altura h é então
definida como “carga de pressão”.
O fluido utilizado para essa finalidade recebe o nome de fluido
manométrico.
De uso comum na engenharia, dois são os fluidos manométricos muito
utilizados: a água e o mercúrio, descritos logo abaixo

1.4.6.1 mmHg
O mercúrio possui uma densidade relativa alta e igual [8] a DR204 =
13,546. Aplicando a equação da massa específica (3) e a do peso específico (4),
obtém-se que o peso específico do mercúrio é 𝛾 = 132840 N.m-3.
Devido ao seu alto peso específico, o mercúrio faz um excelente fluido
manométrico para altas variações de pressão, fato evidenciado na unidade, que é
mm.
Para saber a pressão de uma carga de mmHg, usa-se a fórmula (8), não
esquecendo de multiplicar a altura por 10-3 (conversão de mm para m).

1.4.6.2 METRO DE COLUNA D’ÁGUA (MCA)


A água é utilizada como fluido manométrico e pode ser utilizada como
medida de pressão. Sua massa específica é 1000kg.m-3 e, multiplicando pela
gravidade (9,8067m.s-2) seu peso específico é de 𝛾 = 9.807 N.m-3. Para pressões
leves (menores que 0,1 atm ou 10.133Pa), a água é uma ótima escolha de medida
de carga, pois a altura da coluna fica inferior a 1m.

1.4.6.3 MILIMETRO DE COLUNA D’ÁGUA (mmCA)


Submúltiplo da unidade MCA. Usado para medir pressões pequenas,
como as vistas na seção que trata de tubo inclinado, 4.4

1.5 PRESSÃO ABSOLUTA E RELATIVA


Bystafa [2] comenta sobre pressões relativa e absoluta, definindo como o
zero absoluto o vácuo, de onde se começa a medir a pressão. A figura 3 dá uma
ideia de diferentes medições de pressão que podem ser obtidas.
Figura 3: Pressão absoluta e relativa.

Fonte: Pressão [10]


Na reta inferior, está representado o zero absoluto, a partir de onde se
obtém as outras medidas. Qualquer pressão tomada como referência o zero
absoluto é denominada Pabs. Se um manômetro está calibrado para marcar zero a
partir do zero absoluto, então a sua indicação fornece a pressão absoluta.
Como outra referência, prática, temos a pressão atmosférica, Patm, com
seu valor de 101 kPa. Se um manômetro está calibrado para marcar zero com a
pressão atmosférica, então pressões positivas indicam pressões maiores que Patm e
pressões negativas indicam pressões menores que Patm, porém nunca menores que
zero absoluto.
Como exemplo, digamos que um manômetro calibrado para marcar zero
na atmosfera indique uma pressão positiva P. Então a equação (9) relaciona a
pressão medida com a pressão absoluta:
P = Pabs - Patm (9)
1.6 DISPOSITIVOS PARA MEDIR PRESSÃO
A literatura sobre medidores de pressão é extensa, discutida em
praticamente todo livro que trate sobre mecânica dos fluidos. Dos manômetros
discutidos aqui, todos eles medem diferença de pressão, ΔP, entre dois pontos,
sendo calibrados na atmosfera.

1.6.1 TUBO EM “U”


A figura 4 representa um manômetro “tubo em ‘U’”, onde tem-se o bulbo
A (que pode ser uma seção transversal de um tubo), que possui uma Pressão Pa
que se deseja determinar e um peso específico 𝛾liq . O líquido manométrico presente
no tubo possui peso específico 𝛾M.
Segundo Çengel [1] esses manômetros são utilizados para medir a
pressão exercida por gases, pois os líquidos como a água ou óleos são capazes de
prendê-los no tubo. Entretanto quando são esperadas grandes variações de
pressão é necessário utilizar um líquido que possua maior massa específica, como
o mercúrio, para aproveitar melhor o tamanho fixo do tubo em “U”.
Bystafa [2] define a equação (10) para o cálculo de Pa:
Pa = 𝛾M.h1 - 𝛾liq.h2 (10)
sendo feita uma análise dimensional dela:
[N.m-2] = [N.m-3].[m] - [N.m-3].[m]
onde 𝛾M é o peso específico do líquido manométrico, h1 é a diferença da altura de
referência para o fluido manométrico, 𝛾liq é o peso específico do fluido A e h2 é a
diferença da altura de referência para o fluido A.

Figura 4: Esquema de um manômetro “tubo em ‘U’”


Fonte: Reprodução pelos autores de Bystafa [2]

1.6.2 TUBO INCLINADO


Segundo Moraes Júnior et al.[11], o manômetro de tubo inclinado é
utilizado para equipamentos que geram baixa perda de carga, como colunas de
recheio. O fluido manométrico de uso comum para o manômetro é a água.
Devido a lei de Stevin (1.3), a pressão em um ponto no líquido depende
somente da sua altura. Como o local de medição é a haste inclinada, pode-se
relacionar a distância percorrida pelo líquido (L) com a altura (h) atingida por ele
através do ângulo de inclinação (θ), obtendo assim a variação de pressão (P1-P2).
Dado o manômetro ilustrado abaixo, assumimos que o líquido esteja em
recipiente possuindo superfícies de áreas A (50x10-4m2) e a (1x10-4m2). O ângulo de
inclinação θ = 30º, a massa específica do fluido é ⍴ = 800 kg.m-3, a gravidade g =
9,81 m.s-2 e a distância L de 0,4m.
A pressão no nível final (fim na figura) é igual a pressão P2.
Pfim = P2 (11)
Em P1, a pressão é dada pela equação (12):
P1 = ⍴.g.x + ⍴.g.h + P2 (12)
onde x é a altura de fluido deslocado no recipiente e h a altura deslocada na haste.
A diferença de pressão é dada então pela equação (13)
P1-P2 = ⍴.g.(x + h) (13)
A altura h pode ser calculada por sen(θ) pela equação (14)
h = L.sen(θ) (14)
e x representa a altura do volume deslocado, que é o mesmo volume tanto no
recipiente como na haste, descritos na equação (15)
A.x = a.L (15)
x = (a.L)/A (16)
Inserindo as equações (14) e (16) na equação (13), obtemos a equação
(17):
P1-P2 = ⍴.g.L(.sen(θ) + (a.)/A)
(17)
Realizando uma análise dimensional da equação (17), temos (18):
[N.m-2] - [N.m-2] = [kg.m-3].[m.s-2][m][1 - [m2.m-2]] (18)
Inicialmente, a equação (18) possui no membro direito dela a unidade
[kg.m-1.s-2], que, ao multiplicar por [m.m-1], obtém-se as unidades de pressão, como
mostra (19), validando a resolução.
[N.m-2] = [kg.m-1.s-2] x [m.m-1] (19)
Retomando (17) e inserindo os valores, temos que:
P1-P2 = 800.9,81.0,4.(0,5 + 1/50)
P1-P2 = 1632,384 Pa.
vale notar que a razão das áreas, (16), é 0,02, significativa apenas na segunda
casa, e que não tem efeitos práticos para a medição, podendo ser assim
desprezada nas medidas. Portanto, a equação utilizada para se medir a diferença
de pressão P1-P2 é a equação (20):
P1-P2 = ⍴.g.L(.sen(θ)) (20)

Figura 5: Esquema de um manômetro de tubo inclinado


Fonte: Reprodução pelos autores de Moraes Júnior et al.[11]
1.6.3 BOURDON
Bystafa [10] também explica o manômetro de Bourdon. Este manômetro
mede a pressão de modo indireto, medindo a deformação de um tubo metálico em
seu interior. A figura 6 representa um esquema do manômetro e como ele se
apresenta.
Figura 6: Manômetro de Bourdon

Fonte: Bystafa [10]


Uma peculiaridade deste manômetro é que, ao indicar zero em seu
mostrador, ele está indicando a pressão de referência em que foi calibrado, pressão
atmosférica local em muitos casos. Portanto, é um medidor de diferença de pressão.
Ao indicar uma pressão maior do que zero, ele está indicando a pressão
atmosférica local mais a pressão indicada. Ao indicar uma pressão menor que zero,
ele está indicando a pressão atmosférica local menos a pressão indicada.
2 OBJETIVOS

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 MATERIAIS
● Tubo em U de base estreita.
● Tubo em U de base larga.
● Tubo em “U” (com manômetro em KgF.cm-2).
● Manômetro inclinado.
● Tubos conectados (teorema de Stevin).
● Trena.
● P (Para pressão).
● Fluido mano.
● Manômetro KgF.
● Manômetro em mmCA.

3.2 MÉTODOS
3.2.1 TUBO EM “U” DE BASE ESTREITA
Foram realizadas três medidas por meio das diferenças de altura obtidas
em cada haste do tubo em “U”, resultado das pressões aplicadas. Da seguinte
forma:
Com o uso de uma pêra, foi aplicada uma pressão na água (tingida de
azul) contida no tubo em “U”, ocasionado uma diferença de altura, que foi
mensurada com o uso de papel milimetrado. Para cada medida obtida, foi verificada
a carga de pressão indicada no medidor.
3.2.2 TUBO EM U DE BASE LARGA
Foi feito o mesmo procedimento descrito para o tubo em “U” de base
estreita.
Ambos manômetros tubo em “U” (base estreita e larga) visavam elucidar
o princípio de Stevin (1.3).
3.2.3 TUBO EM U GIGANTE (COM MANÔMETRO EM KGF.CM-2)
Analogamente aos tubos em “U”, o procedimento foi o mesmo, e a medição
é de carga de pressão. O manômetro foi testado tanto para uma pressão positiva,
com o bombeamento de ar, quanto para uma pressão negativa, com sucção do ar.
3.2.4 MANÔMETRO INCLINADO
O manômetro em questão não possuía um indicador de ângulo para a
haste, tendo seu ângulo calculado pela altura de elevação e a distância em que
essa altura foi medida.
Após ajustar a haste, marcou-se nela a posição inicial do líquido.
Apertou-se a pêra para aumentar a pressão, anotou-se a medida do manômetro e
marcou-se na haste a posição final. Com uma régua, mediu-se a distância
percorrida pelo líquido.
3.2.5 TUBOS CONECTADOS (TEOREMA DE STEVIN) água azul

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
4.1 TUBO EM U DE BASE ESTREITA
Os dados colhidos no experimento altura (h) e carga de pressão (c) estão
presentes na seguinte tabela (X).

Tabela X - Alturas e cargas de pressão.

Ensaio #1 #2 #3
h(m) 0,06 0,118 0,167
c(mmca) 55 100 150
Fonte: próprios autores.

Para o cálculo das pressões obtidas por meio das alturas e pelo medidor
foi usada a equação (10), adaptada para tratar os dados colhidos, os resultados
foram inseridos na seguinte tabela (X)
Tabela X: Pressões obtidas.

Ensaio #1 #2 #3
P(Pa)obtida 620 1180 1670
P(Pa)medidor 550 1000 1500
Fonte: Próprios autores.

Com os seguintes erros relativos:


Ɛ%1 =12,73%
Ɛ%2 = 18, 00%
Ɛ%3 = 11, 30%
Todos os erros relativos encontrados foram menores ou iguais a 20%, o
que mostrou que o manômetro em “U” é um método funcional para medir pressões
e comprovou com certa margem que obedece ao o princípio de Stevin. O valor do
erro relativo pode estar atrelado a calibração dos aparelhos utilizados ou aos erros
cometidos durante o manuseio, além da imprecisão das medidas feitas com papel
milimetrado.

4.2 TUBO EM U DE BASE LARGA


Os dados colhidos no experimento altura (h) e carga de pressão (c) estão
presentes na seguinte tabela (X).
Tabela X:alturas e cargas de pressão.

Ensaio #1 #2 #3
h(m) 0,054 0,104 0,173
c(mmca) 50 100 150
Fonte: próprios autores.
Para o cálculo das pressões obtidas por meio das alturas e pelo medidor
foi usada a equação (10), adaptada para tratar os dados colhidos, os resultados
foram inseridos na seguinte tabela (X)

Tabela X:Pressões obtidas.

Ensaio #1 #2 #3
P(Pa)obtida 540 1070 1730
P(Pa)medidor 500 1000 1500
Fonte: Próprios autores.
Com os seguintes erros relativos:
Ɛ%1 =8,00%
Ɛ%2 = 7, 00%
Ɛ%3 = 15, 33%
Os erros relativos encontrados foram menores que 16%, o que evidencia
que o manômetro em “U” de base larga foi um método eficiente para se medir a
pressão. Os erros devem estar atrelados a imprecisões no uso, durante a medida
com papel milimetrado e talvez na calibração, dessa forma propagando erros.

4.3 TUBO EM U GIGANTE (COM MANÔMETRO EM KGF.CM-2)


Os valores obtidos no manômetro são dados de carga de pressão. Portanto,
para determinar a pressão manométrica, utiliza-se a equação (8). A tabela [X] a
seguir relaciona os dados coletados, bem como os erros relativos contidos nas
medições.

Tabela X: Medidas de pressão do tubo em U gigante

Carga de Pressão Pressão calculada Pressão teórica


Altura (cm) Erro
(kgf.cm-2) (Pa) (Pa)

142 0,175 14200 17165,4 17,27%

122 0,15 12200 14713,2 17,08%

86 0,125 8600 12261 29,86%

92 0,1 9200 9808,8 6,20%

51 0,075 5100 7356,6 30,67%

49 0,05 4900 4904,4 0,09%


Fonte: Os autores

Os altos erros relativos obtidos nas medições são devido às falhas


humanas e à imprecisão dos equipamentos utilizados para medir as alturas. Mesmo
que a disparidade entre os erros seja discrepante, o experimento sucedeu em
determinar um valor aproximado para as pressões em diferentes alturas.

4.4 MANÔMETRO INCLINADO


Os valores medidos para o cálculo dos ângulos bem como o seu valor
estão tabelados em X. Vale ressaltar que, como o equipamento não possuía escalas
graduadas para se medir o ângulo, a haste não se encontrava com um ponto de
referência fixo para medições e também estava suspensa, o que acrescentou uma
dificuldade para a medição das distâncias para o cálculo do ângulo. Estas tiveram
de ser feitas somente com o auxílio de um paquímetro, sem um esquadro, o que
pode ter ocasionado erro na obtenção dos resultados, bem como alguma paralaxe
ao realizar as medidas.

Tabela X1: Medidas para o cálculo do ângulo


L (cm) h (cm) ângulo (°) sen(θ)
10 19 0,3310877
28,5
7,1 14 0,2417344
Fonte: Os autores
Para o ângulo 19º montou-se a tabela X2 e para o ângulo de 14º
montou-se a tabela X3, fez-se uma pressão, indicada pelo manômetro que estava
calibrado para mmCA, anotando ambas na primeira coluna, Pressão (mmCA). Em
seguida, mediu-se a distância percorrida pelo líquido na haste e o valor foi anotado
na coluna c(mm), e então convertendo esse valor para metros, c(m). A pressão foi
calculada pela fórmula (20) (fornece o resultado em Pa) e então convertida para
mmCA.

Tabela X2: Dados medidos e pressão calculada, 19º


Pressão (mmCA) c(mm) c(m) Pressão (Pa) Pressão (mmCA)
50 115 0,115 374 38
30 71 0,071 231 24
Fonte: Os autores

Tabela X3: Dados medidos e pressão calculada, 14º


Pressão (mmCA) c(mm) c(m) Pressão (Pa) Pressão (mmCA)

30 121 0,121 287 29

40 159 0,159 377 38


Fonte: Os autores

As tabelas X4 e X5 foram elaboradas a fim de realizar comparações dos


erros entre o valor calculado e o valor aferido.
a tabelaX4 apresenta dois erros absolutos, sendo um o dobro do outro,
juntamente com o erro relativo de ambos serem maiores que 20%. Apesar disso, o
erro relativo de ambos mantiveram-se próximos, divergindo em 2% um do outro,
demonstrando que os resultados, apesar de erro relativo superior a 20%, possuem
coerência.
As causas dos erros podem estar no ângulo calculado, dada a dificuldade
em se obter as medidas para o cálculo do ângulo.
Como teste para a hipótese acima, alterou-se o valor do ângulo
calculado, obtendo que, para o ângulo de 25º, o erro relativo das medidas de 50
mmCA e 30 mmCA caem para 3% e 0%, respectivamente, o que confirma um
provável erro nas medições para o cálculo do ângulo.

Tabela X4: Erro absoluto e relativo das pressões calculadas, 19º


Erro absoluto (mmCA) Erro relativo(%)
12 24
6 22
Fonte: Os autores

A tabela X5 contém dois erros absolutos, sendo um o dobro do outro,


juntamente com o erro relativo de ambos. Como visto, o erro absoluto das
medições, juntamente com o erro relativo indicam coerência entre o que foi aferido
no manômetro e o que foi calculado, demonstrando a validade da equação (20). Os
resultados demonstrados podem ser explicados pelo ângulo calculado estar próximo
do ângulo real.

Tabela X5: Erro absoluto e relativo das pressões calculadas, 14º


Erro absoluto (mmCA) Erro relativo(%)
1 2
2 4
Fonte: Os autores
4.5 TUBOS CONECTADOS (TEOREMA DE STEVIN)

5 CONCLUSÃO
A partir do experimento realizado, pode-se dizer que o objetivo de demonstrar que,
pelo teorema de Stevin, a pressão varia apenas com a altura do sistema. Ou seja,
se dois pontos se situam na mesma profundidade, a pressão relativa em ambos os
ponto será igual.
Os erros obtidos acima de 10% se devem, principalmente, pelas falhas humanas
nas medições, uma vez que os equipamentos utilizados não possuem alta precisão
e as medições possuem erro de propagação. Também devemos levar em
consideração os erros intrínsecos e sistemáticos.
Ademais, podemos concluir que o experimento sucede em determinar seus
objetivos de modo confiável.
6 REFERÊNCIAS
[1] ÇENGEL, Y; CIMBALA, J.; Pressão e estática dos fluidos. In: ______. Mecânica
dos Fluidos. 3ª ed. Porto Alegre: AMGH, 2015. cap 3. p.84-85.
[2] BYSTAFA, S. R. Conceitos Fundamentais.In: ______ Mecânica dos Fluidos:
noções e aplicações. 1ª ed. São Paulo: Blucher, 2010. cap 1. p.5
[3] ÇENGEL, Y; CIMBALA, J.; Propriedade dos fluidos. In: ______ Mecânica dos
Fluidos. 3ª ed. Porto Alegre: AMGH, 2015. cap 2. p.39-40.
[4] POLING,et al. Physical and Chemical Data. In: GREEN. D.; PERRY, R. Perry’s
Chemical Engineers’ Handbook. 8ª ed. New York: 2008. Sect. 2.
[5] ÇENGEL, Y; CIMBALA, J.; Tabelas e Diagramas de Propriedades. In: ______
Mecânica dos Fluidos. 3ª ed. Porto Alegre: AMGH, 2015. p.939-956.
[6] BRUNETTI, F. Estática dos fluidos. In: ______ Mecânica dos Fluidos. 2ª ed. rev.
São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008. cap 2. p.18-66.
[7] MALONEY, J. Conversion Factors and Mathematica Symbols. In: GREEN. D.;
PERRY, R. Perry’s Chemical Engineers’ Handbook. 8ª ed. New York: McGraw
Hill. 2008. Sect. 2.
[8] FELDER, R.; ROUSSEAU, R. Tabelas de Propriedades Físicas: Propriedades
Físicas Selecionadas. In: ______ Princípios Elementares dos Processos
Químicos. 3ª ed. Rio de Janeiro: LTC. 2014. Apêndice B. p.545
[9] FELDER, R.; ROUSSEAU, R. Processos e variáveis de processo. In: ______
Princípios Elementares dos Processos Químicos. 3ª ed. Rio de Janeiro: LTC.
2014. cap.3. p.38-71
[10] CARVALHO, E. Pressão. Abril 11, 2012. Disponível em<https://sites.google
.com/site/pressaooutencaomecanica/contatod>. Acesso em 4 set. 2018.
[11] MORAES JÚNIOR, D.; SILVA, E. L; de MORAES, M. S. Estática de fluidos:
manômetro de tubo inclinado. In: ______ Aplicações Industriais de Estática e
Dinâmica dos Fluidos I. 1ª ed. 2011. Cap. 2. p.40.

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