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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

“JÚLIO DE MESQUITA FILHO”


Campus de Araraquara

ROTEIRO DAS AULAS PRÁTICAS

QUÍMICA ANALÍTICA QUANTITATIVA

Docentes:
PROF. DR. PAULO CLAIRMONT FEITOSA DE LIMA GOMES
PROFA. DRA. HIDEKO YAMANAKA

Estagiário-docente: Ms. THULIO CESAR PEREIRA

FEVEREIRO 2018

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Os roteiros da disciplina Química Analítica Quantitativa foram redigidos


pelos Professores Celso Augusto Fessel Graner, Massao Ionashiro e Hideko
Yamanaka em 1982 e, ao longo dos anos, foram modificados/outras práticas
foram introduzidas pelos docentes que ministraram/ ministram a disciplina.

PREPARO DE AMOSTRAS E DE SOLUÇÕES PARA ANÁLISE:


LÍQUIDOS MISCÍVEIS EM ÁGUA

Por exemplo, ácidos inorgânicos, amoníaco, água oxigenada, xaropes, líquidos


biológicos, etc.

Amostra: alvejante/desinfetante, ou “água de lavadeira”

A) Reativos: não necessários

B) Procedimento
a) Sabendo-se que o teor mínimo de “cloro ativo”, em % (m/v), garantido pelo
fabricante do produto, refere-se realmente a hipoclorito de sódio, calcular como a “água
de lavadeira” deve ser diluída para se preparar 100 mL de solução, por exemplo, 5x10-2
mol L-1 naquele sal;
b) por meio de uma bureta ou de pipeta graduada em 1/10 mL, adequadamente
preparadas, transferir o volume calculado do líquido concentrado para um balão
volumétrico de 250 mL (ATENÇÃO: Usando pipeta graduada, não succionar com a
boca, use pera de borracha);
c) completar o volume com água destilada até a marca e homogeneizar;
d) transferir a solução do balão volumétrico para um frasco apropriado, e identificá-lo
perfeitamente;

C) Questões para responder:


a) Quanto se deve tomar de uma solução a 80 “volumes” de água oxigenada para
preparar 200 mL de solução contendo 12,5 g L-1 dessa substância?
b) Trietanolamina é uma substância orgânica, comercializada com título mínimo de
97% (m/m), e densidade de 1,12 g mL-1. Qual sua concentração em mol L-1? Quanto da
mesma deve ser tomado para o preparo de 2 L de solução 2,5x10 -1 mol L-1 ?
c) Supondo-se que os vinagres devam conter cerca de 6% (m/v) de acidez expressa
como ácido acético, como uma amostra desse condimento deve ser diluída para
apresentar concentração de 5x10-2 mol L-1 em ácido acético?
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PREPARO DE AMOSTRAS E DE SOLUÇÕES PARA ANÁLISE:

SÓLIDOS SOLÚVEIS EM ÁGUA

Por exemplo, sal comum, açúcar de cana, produtos químicos (para análise,
farmacêuticos, agrícolas, etc.) e outros sistemas que se enquadrem.

Amostra: sulfato de amônio, fertilizante.

A) Reativos: não necessários

B) Procedimento
a) Lavar e secar uma espátula e um vidro de relógio, com tamanho e diâmetro,
respectivamente, apropriados à massa de material a tomar;
b) ajustar a balança a ser utilizada (precisão de no mínimo 0,01 g) com o vidro
de relógio sobre seu prato;
c) tomar de 1 a 1,5 g da amostra, e anotar a massa com a máxima precisão
permitida pela balança;
d) transferir quantitativamente o material do vidro de relógio para um béquer
forma baixa de 250 mL, através de pequenos jatos de água destilada de uma pisseta
plástica;
e) solubilizar o material em cerca de 50 mL de água destilada, com o auxílio de
um bastão de vidro, sem atritar as paredes do béquer;
f) por meio de um funil, transferir quantitativamente a solução do béquer para um
balão volumétrico de 100 mL, lavando béquer, bastão de vidro e funil com pequenas
porções de água destilada da pisseta plástica;
g) completar até a marca e homogeneizar o volume com água destilada;
h) transferir a solução do balão volumétrico para um frasco apropriado, e
identificá-lo perfeitamente.

C) Questões para responder:


a) Se a amostra dissolvida tivesse uma pureza de 94,3% em relação ao sulfato
de amônio, qual seria a concentração da solução preparada, em mol L -1, em relação a
esse sal, ao íon amônio e ao íon sulfato?
b) Supondo que um procedimento analítico a ser utilizado posteriormente
necessite de cerca de 650 mg de sulfato de amônio, que alíquota da solução preparada
será preciso tomar, em função da amostra 94,3% pura?
c) Supondo que foram pesados 1,4530g de fertilizante NKP 5-30-15. Calcular o
volume de água para que solução contenha 12 ppm de nitrogênio

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PREPARO DE AMOSTRAS E DE SOLUÇÕES PARA ANÁLISE:

DESTRUIÇÃO DE MATÉRIA ORGÂNICA POR VIA ÚMIDA (DIGESTÃO ÁCIDA)

Aplicável na determinação de espécies químicas mineralizáveis de tecidos


animais e vegetais, utilizando-se de ácidos ou de misturas ácidas apropriadas.

Amostra: tecido animal (carne ou produto de carne) onde será efetuada,


posteriormente, a dosagem de proteínas totais.

A) Reativos

a) Solução concentrada de ácido sulfúrico.

b) Mistura digestora, K2SO4/CuSO4.5H2O, na proporção em massa de 31:1.

B) Procedimento
a) Homogeneizar a amostra, passando-a no mínimo três vezes por moedor de
facas e furos, misturando bem o material após cada passagem;
b) ajustar a balança a ser utilizada (precisão no mínimo 0,01 g), já com um disco
de papel de filtro de boa qualidade sobre seu prato;
c) com uma espátula limpa e seca, tomar cerca de 0,7 g da amostra, e anotar
essa massa com a máxima precisão permitida pela balança;
d) embrulhar a amostra tomada no papel de filtro, de modo a introduzir todo o
conjunto num balão de Kjeldhal de 100 mL;
d) noutro balão de Kjeldhal, introduzir somente um disco semelhante de papel de
filtro, para constituir-se na “prova em branco”;
f) em ambos os balões, introduzir cerca de 5 g da mistura digestora de
K2SO4/CuSO4.5H2O, e cerca de 10 mL de solução concentrada de ácido sulfúrico
(CUIDADO !!!), através de uma bureta;
g) levar os balões de Kjeldhal a um digestor controlado termostaticamente e,

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iniciando o aquecimento lentamente, levar o sistema à fervura, dentro de uma capela


de exaustão de gases;

h) digerir o tecido, misturando periodicamente por rotação o conteúdo dos balões,


até o líquido límpido e levemente esverdeado, e por mais 30 minutos;

i) interromper o aquecimento, deixar esfriar e transferir quantitativamente o


material para o balão de 100 mL;

j) completar e homogeneizar o volume com água;

k) transferir para um frasco e identificar perfeitamente.

Observação: A solução desta digestão é normalmente utilizada somente para a


posterior determinação do nitrogênio do material original, agora reduzido para a forma
de íon amônio; para a determinação de outras espécies químicas mineralizáveis por
digestão ácida de tecidos animais ou vegetais, é mais comum o emprego de uma
mistura de ácidos nítrico e perclórico.

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PREPARO DE AMOSTRAS E DE SOLUÇÕES PARA ANÁLISE:

DESTRUIÇÃO DE MATÉRIA ORGÂNICA POR VIA SECA (INCINERAÇÃO)

Permite a determinação de espécies químicas não voláteis contidas no resíduo


(cinzas) da incineração. Aplicável, por exemplo, na análise de sódio, potássio, cálcio,
magnésio, ferro, manganês molibdato, cloreto, fosfato, sílica, etc., em amostras de
tecidos animais e vegetais.

Amostra: tecido vegetal

A) Reativos
a ) Solução concentrada de ácido clorídrico

B) Procedimento
a) Se necessário, lavar o tecido vegetal, submergindo-o por 30 segundos em
água mergulhando o material rapidamente em sucessivos recipientes contendo água
destilada;
b) colocar o tecido vegetal entre duas folhas de papel de filtro de boa
qualidade, para retirada da água superficial de lavagem;
c) secar o material em estufa de circulação forçada de ar, mantida a 60-
70°C;
d) triturar o tecido até partículas diminutas, num gral de porcelana ou num
micro moinho apropriado para perfeita homogeneização da amostra;
e) lavar e secar uma espátula e uma cápsula de porcelana, de dimensões
apropriadas à massa de amostra a tomar;
f) ajustar a balança a ser utilizada (precisão de no mínimo 0,01 g), já com a
cápsula de porcelana sobre seu prato;
g) tomar de 2 g de tecido vegetal seco e moído, e anotar essa massa com a
máxima precisão permitida pela balança;
h) levar a cápsula a um forno controlado termostaticamente, e incinerar a
amostra elevando vagarosamente a temperatura até 500-550oC; manter nessa
temperatura por 1 hora;
i) deixar esfriar, retirar do forno, umedecer com água destilada e acrescentar, gota
a gota, cerca de 2 mL de solução concentrada de ácido clorídrico;
j) levar o sistema a uma chapa de aquecimento em ebulição, dentro de uma
capela de exaustão de gases, e deixar secar; juntar mais 2 mL de solução concentrada
de ácido clorídrico, cerca de 8 mL de água destilada e aquecer para dissolução dos
sais solúveis;
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k) retirar da chapa de aquecimento e filtrar quantitativamente para balão


volumétrico de 100 mL através de papel de filtro de velocidade média (SS 589 faixa
branca, Whatman no 40, Munktell’s 0A, ou equivalente), de 11 cm de diâmetro;
l) lavar a cápsula e o papel de filtro com cinco porções de 10 mL de água
destilada;
m) completar até a marca e homogeneizar o volume com água destilada;
n) transferir a solução obtida para um frasco apropriado, e identificá-lo
perfeitamente.

Observação: o resíduo da filtração é de sílica, que pode ser determinado após


incineração do papel de filtro e pesagem do resíduo seco.

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ANÁLISE GRAVIMÉTRICA OU GRAVIMETRIA:

DETERMINAÇÃO DE ENXOFRE COMO SULFATO DE BÁRIO

Amostra: sal de Andrews (5g amostra contém 0,8825g de sulfato de magnésio)

A) Reativos
a) Solução concentrada de ácido clorídrico
b) Solução 0,2 mol L-1 de cloreto de bário
c) Solução 0,05 mol L-1 de nitrato de prata

B) Procedimento
a) Em função do teor aproximadamente conhecido de enxofre, calcular a massa de
amostra a ser tomada, a fim de que o resíduo final de calcinação desta determinação
tenha massa em torno de 0,5 g;
b) Calcular agora qual deve ser a massa da amostra a ser tomada para se preparar
100 mL de solução problema, de modo que alíquota de 25 mL da mesma atenda a
condição imposta no item a deste procedimento;
c) ajustar a balança a ser utilizada (precisão de no mínimo 0,001 g), com o béquer
de 150 mL sobre seu prato;
d) tomar a massa de amostra, conforme calculada no item b deste procedimento, e
anotá-la com a máxima precisão permitida pela balança;
e) cobrir o béquer com vidro de relógio, e através da bagueta de vidro adicionar
pequenos jatos de água destilada de uma pisseta; dissolver o material (atenção, se a
amostra for efervescente), sem atritar as paredes do béquer;
f) transferir quantitativamente a solução obtida para um balão volumétrico de 100
mL, lavando o béquer e o material utilizado na transferência (bagueta, funil) com
sucessivas porções de água destilada, e recolhendo-as no balão volumétrico;
g) calcular quanto e, numa capela de exaustão de gases, acrescentar essa
quantidade de solução concentrada de ácido clorídrico (CUIDADO!) à solução do balão
volumétrico, a fim de que o meio torne-se, na solução final a ser obtida, 0,4 mol L -1
naquele ácido; completar e homogeneizar o volume com água destilada;
h) transferir alíquota de 25 mL da solução do balão volumétrico para béquer de 400
mL, diluir a 150 mL com água destilada e aquecer até próximo da ebulição;
i) para um béquer de 150 mL, transferir porção de solução de cloreto de bário 0,2
mol L-1, em quantidade suficiente e acrescida de mais 10%, para a precipitação
quantitativa do sulfato na alíquota tomada da amostra; aquecer essa solução também
até próximo da ebulição;
j) lentamente, e sob constante homogeneização com uma bagueta de vidro (NÃO
ATRITE AS PAREDES DO BÉQUER); adicionar a solução quente de cloreto de bário à
solução problema contendo sulfato;
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k) deixar o sistema em repouso por 1 hora, a 70-80oC, coberto com um vidro de relógio; teste
a presença de sulfato no sobrenadante com algumas gotas da solução de cloreto de bário;
l) enquanto o precipitado se aperfeiçoa, preparar sistema filtrante constituído por funil raiado
de haste longa, papel de filtro de velocidade de filtração baixa (SS 589 faixa azul, Whatman n o 42,
Munktell’s 00H azul lento, ou equivalente) de 125 mm de diâmetro, deixando uma coluna contínua
de água na haste do funil;
m) tomando cuidado para não suspender o precipitado verter o líquido sobrenadante do
béquer de precipitação sobre o papel de filtro;
n) juntar cerca de 10 mL de água destilada quente sobre o precipitado do béquer de
precipitação, agitar e, com o auxílio de bagueta de vidro provida de “policial”, transferir
quantitativamente o precipitado para o papel de filtro, através de lavagens com sucessivas
porções de água destilada quente;
o) lavar até que o teste de cloreto no filtrado, com solução 0,05 mol L-1 de nitrato de prata, dê
resultado negativo;
p) enquanto se processam a filtração e lavagens, calcinar cadinho de porcelana a 800-900oC
por 30 minutos, deixar esfriar em dessecador até temperatura ambiente e tarar;
q) retirar o papel de filtro do funil, dobrá-lo adequadamente, colocá-lo no cadinho tarado e
secá-lo a 110-120oC em bico de Bunsen;
r) carbonizar o papel de filtro sobre um triângulo de porcelana num bico de gás, com livre
acesso de ar, fazendo o aquecimento aumentar gradualmente e utilizando ocasionalmente a
tampa do cadinho para evitar inflamação do papel;
s) quando não mais ocorrer essa inflamação, incinerar sob forte aquecimento e livre acesso de
ar;
t) transferir o cadinho contendo o resíduo para um forno termostaticamente controlado e
calcinar por 30 minutos a 800-900oC; desligar o forno e deixá-lo esfriar até cerca de 200-300oC;
u) retirar o cadinho do forno, deixar esfriar em dessecador até temperatura ambiente e pesar;
v) anotar a massa obtida e, em função da mesma, calcular a porcentagem de pureza do sal
analisado, ou outro resultado solicitado.

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TITULOMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO:

PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES DILUÍDAS DE BASES FORTES

Amostra: Hidróxido de sódio

A) Reativos e Reagentes

a) Solução concentrada de hidróxido de sódio: com os devidos cuidados, dissolver 760 g de


hidróxido de sódio em água destilada (recém destilada) suficiente para 1 litro de solução.
Transferir para frasco de polietileno, e manter em repouso por no mínimo 5 dias, para a completa
precipitação do seu conteúdo em carbonato;

b) Solução de NaOH 2 mol L-1;

c) Solução indicadora de fenolftaleína: dissolver 2,5 g do indicador com 250 mL de álcool


etílico p.a., e diluir a 500 mL com água recém destilada. Filtrar, se necessário;

d) Ftalato ácido de potássio, C6H4COOKCOOH, p.a., seco a 120 oC por duas horas, padrão
primário.

B) Procedimento

a) Calcular como deve ser diluída a amostra de solução de hidróxido de sódio


2 mol L-1, para se preparar 250 mL de solução 1x10-2 mol L-1 da mesma;

b) para garantir solução final no mínimo 1x10-2 mol L-1, transferir o volume calculado da
solução concentrada da base, acrescido de 10% do seu valor, para um balão volumétrico de 250
mL;

c) completar e homogeneizar o volume com água recém destilada;

d) calcular que massa de ftalato ácido de potássio deve ser tomada para, na padronização da
solução proximamente 1x10-2 mol L-1 da base preparada, consumir-se cerca de 20 mL da
mesma;

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e) calcular qual deve ser a massa de ftalato ácido de potássio a ser tomada para se preparar
500 mL de solução do padrão primário, de tal sorte que alíquota de 25 mL desta solução atenda a
exigência do item d deste roteiro;

f) tomar essa massa calculada, com a máxima precisão permitida pela balança utilizada,
dissolver com porções de água recém destilada transferindo quantitativamente para balão
volumétrico de 500 mL. Completar e homogeneizar o volume com água recém destilada;

g) para erlenmeyer de 250 mL, transferir alíquota de 25 mL da solução padrão primário de


ftalato ácido de potássio, diluir com água recém destilada até cerca de 100 mL, e acrescentar 5
gotas da solução indicadora de fenolftaleína;

h) titular com a solução diluída, aproximadamente 1x10-2 mol L-1 da base preparada, de uma
bureta, até que o indicador confira cor levemente rosada ao meio;

i) repetir pelo menos por mais duas vezes essa titulação, não admitindo diferença maior que
a graduação da bureta, entre os volumes obtidos;

j) com a média de tais volumes, calcular a molaridade da solução diluída de hidróxido de


sódio.

.
.
APLICAÇÃO DA SOLUÇÃO DE NaOH PADRONIZADA:

DETERMINAÇÃO DE ACIDEZ TOTAL DO VINAGRE

O vinagre contém, entre outros ácidos, o acético, fosfórico, málico, cítrico, lático, succínico,
sendo a quantidade maior de ácido acético (4 a 5%). Assim, um dos parâmetros para inferir a
qualidade do produto consiste na análise de acidez total, expressa em ácido acético.

A) Reagentes

a) Solução de NaOH, próxima de 1x10-2 mol L-1, devidamente padronizada.


b) Solução indicadora de fenolftaleína.

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B) Procedimentos

1) Preparo da solução de amostra


a) Em função do teor de ácido acético fornecido pelo fabricante, calcular o volume da
amostra para, na titulação, consumir cerca de 20 mL da solução de NaOH.
b) Considerando que o volume calculado deve estar contido em alíquota de 10 mL,
calcular o volume da solução original a ser transferido para o balão volumétrico de 100 mL.
c) Por meio de uma bureta, transferir o volume de vinagre, completar o volume até a
marca com água recém destilada e homogeneizar.

2) Análise da amostra
a) Para um erlenmeyer de 250 mL, transferir 10 mL da solução diluída da amostra,
adicionar água recém destilada até cerca de 100 mL e acrescentar 2 gotas da solução indicadora.
b) Titular vagarosamente com a solução de NaOH padronizada, de uma bureta, até
primeira coloração rósea permanente.
c) Com a média dos volumes empregados nas titulações, calcular a acidez total da
amostra original, expressa em % (m/v) de ácido acético.

C) Questões:
a) Quais são as matérias primas para produção de vinagre?
b) Em linhas gerais, como se produz o vinagre?

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TITULOMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO:

PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES DILUÍDAS DE ÁCIDOS FORTES

Amostra: Ácido clorídrico concentrado (35-37% m/m, d = 1,18 g mL-1)

A) Reagentes

a) Solução indicadora de verde de bromocresol: triturar 0,5 g do indicador com 7,20 mL de


solução 0,100 mol L-1 de hidróxido de sódio, transferir para balão volumétrico de 500 mL, diluir
com água recém destilada até a marca, e homogeneizar.

b) Carbonato de sódio: Na2CO3, p.a., seco a 260-270 oC por 30 minutos, padrão primário
(ATENÇÃO: não ultrapasse a temperatura de 270oC).

B) Procedimento

a) Calcular como deve ser diluída a amostra de solução concentrada de ácido clorídrico, de
título e massa específica fornecidos, para se preparar 250 mL de solução 1 x 10 -2 mol L-1 do
mesmo;

b) Para garantir solução final no mínimo 1x10-2 mol L-1, transferir o volume calculado da
solução concentrada do ácido acrescido de 10% do seu valor, para um balão volumétrico de 250
mL;

c) Completar o volume até a marca com água recém destilada, e homogeneizar.

d) Calcular que massa de carbonato de sódio deve-se tomar para, na padronização da


solução proximamente 1x10-2 mol L-1 do ácido preparada, consumir-se cerca de 20 mL da
mesma:

e) Calcule agora qual deve ser a massa de carbonato de sódio a ser tomada para se preparar
500 mL de solução do padrão primário, de tal sorte que alíquota de 25 mL da mesma atenda a
exigência do item d deste procedimento;

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f) Com a máxima precisão permitida pela balança a ser utilizada, tomar essa massa
calculada de carbonato de sódio, transferir quantitativamente para balão volumétrico de 500 mL,
dissolver, completar o volume até a marca com água recém destilada e homogeneizar;

g) Para erlenmeyer de 250 mL, transferir alíquota de 25 mL da solução padrão primário de


carbonato de sódio, diluir com água recém destilada até cerca de 100 mL, e acrescentar 5 gotas
de solução indicadora de verde de bromocresol;

h) Titular vagarosamente com a solução diluída do ácido preparado, proximamente 1x10 -2


mol L-1, de uma bureta, até cor esverdeada no meio;

i) Interromper a titulação, e aquecer a solução do erlenmeyer até a ebulição, por 1 minuto; o


meio deve readquirir a cor azul;

j) Resfriar sob água corrente, e prosseguir a titulação, gota a gota, até cor amarela;

k) Repetir por pelo menos mais duas vezes essa titulação, não admitindo diferenças maiores
do que a graduação da bureta, entre os volumes obtidos;

l) Com a média dos volumes obtidos, a molaridade real da solução diluída do ácido
preparado. Como deve ser diluída a solução preparada e padronizada, a fim de tornar-se
exatamente 0,0100 mol L-1 ?

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TITULOMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO:

DETERMINAÇÃO DE NITROGÊNIO PELO MÉTODO DE KJELDHAL

Titulação do borato originado pela recepção da amônia em excesso de ácido bórico

Amostra: Sal solúvel adequado de amônio

A) Reagentes

a) Solução de hidróxido de sódio 5 mol L-1.


b) Solução de hidróxido de sódio 0,1 mol L-1, padronizada com ftalato ácido de potássio.
b) Solução aproximadamente 0,05 mol L-1 de ácido sulfúrico: preparar por diluição de
solução concentrada de ácido sulfúrico, título 95-97% (m/m), e massa específica ~ 1,84 g ml-1;
padronizar como descrito a seguir.
c) Solução indicadora de vermelho de metilo: dissolver 0,5 g do indicador com 300 ml de
álcool p.a., e diluir com 200 ml de água recém destilada.
d) Solução 0,5 mol L-1 de ácido bórico.
e) Solução indicadora de verde de bromocresol/vermelho de metilo: dissolver 0,85 g de
verde de bromocresol e 0,17 g de vermelho de metilo em 500 ml de álcool etílico pa.

B) Procedimentos

- Para padronizar a solução diluída de ácido sulfúrico

a) Para erlenmeyer de 250 ml, transferir alíquota de 25,00 ml da solução


aproximadamente 0,05 mol L-1 de ácido sulfúrico, diluir a 100 ml com água destilada, e
acrescentar 5 gotas de solução indicadora de vermelho de metilo;
b) titular com a solução 0,1 mol L-1 padronizada de hidróxido de sódio de uma bureta,
até cor amarela no meio;
c) calcular a molaridade real da solução diluída de ácido sulfúrico.

- Para a determinação de nitrogênio amoniacal

a) Para erlenmeyer de 500 ml, transferir alíquota de 50 ml de solução 5.10 -1 mol L-1 de
ácido bórico, e acrescentar 10 gotas da solução indicadora de verde de bromocresol/vermelho
de metilo;

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b) montar um conjunto de destilação apropriado, e colocar o erlenmeyer contendo a


solução de ácido bórico na parte final do condensador, mergulhando-a na solução;
c) calcular a massa de amostra a ser utilizada na análise, de tal sorte que a amônia
destilada consuma, através do borato formado, cerca de 1 mmol de ácido sulfúrico na sua
titulação;
d) calcular agora que massa da amostra deve ser tomada para o preparo de 250 ml de
solução problema, de tal modo que alíquota de 50 ml da mesma satisfaça a condição imposta
no item c deste procedimento;
e) com a máxima precisão admitida pela balança a ser utilizada, tomar a massa da
amostra calculada conforme o item d deste procedimento, dissolver em água destilada,
transferir quantitativamente para um balão volumétrico de 250 ml, completar e homogeneizar o
volume com água destilada;
f) acrescentar algumas pérolas de vidro ou cacos de porcelana no balão de destilação,
colocar um funil de haste longa no gargalo do mesmo e introduzir alíquota de 50,00 ml da
solução de amostra preparada;
g) diluir a solução da amostra com cerca de 200 ml de água destilada, e acrescentar
ainda cerca de 20 ml de solução de hidróxido de sódio 5 mol L -1;
h) retirar o funil sem que sua ponta toque na parede do gargalo do balão de destilação
e, imediatamente, vedar esse balão com uma rolha de borracha;
i) iniciar a destilação sob aquecimento brando, intensificando-o aos poucos, e destilar cerca
de 2/3 do conteúdo do balão de destilação;
j) enquanto se processa a destilação, padronizar a solução proximamente 0,05 mol L -1 de
ácido sulfúrico, com a solução 0,1 mol L-1, padronizada, de hidróxido de sódio;
k) suspender a parte final do condensador da solução de ácido bórico do erlenmeyer e,
só depois de cerca de 5 minutos interromper o aquecimento;
l) titular o conteúdo do erlenmeyer com a solução 0,05 mol L -1, padronizada, de uma bureta,
até cor rósea-vinho no meio;
m) anotar o volume consumido e fornecer o teor de nitrogênio na amostra, como N e
como NH4+, assim como a porcentagem de pureza do sal.

C) Questão:
Se a amostra fosse de tecido animal (carne), como seria calculado o teor de proteína na
amostra?

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TITULOMETRIA DE PRECIPITAÇÃO:

ARGENTIMETRIA. O MÉTODO DE MOHR.

Amostra: Solução aproximadamente 0,05 mol L-1 de nitrato de prata a ser padronizada.

A) Reagentes
a) Cloreto de sódio, NaCl, p.a., seco a 250-350 oC por 1-2 horas, padrão primário.
b) Solução indicadora de cromato de potássio, K2CrO4, cerca de 0,25 mol L-1.

B) Procedimento
a) Calcular que massa do padrão primário cloreto de sódio deve ser utilizada para, numa
titulação individual, consumir cerca de 15 mL da solução próxima de 0,05 mol L-1 de nitrato de
prata na sua padronização;
b) Calcular agora qual deve ser a massa de cloreto de sódio a ser tomada para se preparar 250
mL de solução desse padrão primário, a fim de que alíquota de 25 mL da mesma atenda a
exigência do item a deste procedimento;
c) Com a máxima precisão permitida pela balança a ser utilizada, tomar essa massa calculada
de cloreto de sódio, transferir quantitativamente para balão volumétrico de 250 mL, dissolver,
completar e homogeneizar o volume com água destilada;
d) Para erlenmeyer de 125 mL, transferir alíquota de 25,00 mL da solução padrão primário de
cloreto de sódio, diluir até cerca de 50 mL com água destilada e adicionar cerca de 1 mL da
solução indicadora de cromato de potássio;
e) Evitando incidência de luz intensa e direta no sistema, titular com a solução de nitrato de prata
de uma bureta, até cor levemente “rosada” no meio;
f) Repetir essa titulação, não admitindo diferenças maiores que a graduação da bureta entre os
volumes obtidos;
g) Com a média de tais volumes, calcular o fator de correção da molaridade aparente e a
molaridade real da solução de nitrato de prata.

ATENÇÃO: Não descarte na pia nenhum dos resíduos de prata ou dicromato. Recolha-os nos
frascos apropriados existentes no laboratório.

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TITULOMETRIA DE PRECIPITAÇÃO:

ARGENTIMETRIA. O MÉTODO DE VOLHARD.

Amostra: soro fisiólogico 0,9% (m/v) em NaCl


A) Reagentes
a) Solução de nitrato de prata 0,05 mol L-1, padronizada.
b) Solução de tiocianato de potássio 0,05 mol L-1, a padronizar.
c) Solução indicadora de ferro (III), ou seja, solução cerca de 0,1 mol L -1 de sulfato duplo de ferro
(III) e amônio, acidificada com algumas gotas de ácido nítrico.
d) Solução de ácido nítrico 6 mol L-1: preparada por diluição adequada de solução concentrada
desse ácido, com título e massa específica fornecidos.

B) Procedimentos
- Para padronizar a solução de tiocianato
a) Para erlenmeyer de 125 mL, transferir alíquota de 10,00 mL de solução 0,05 mol
L-1, padronizada, de nitrato de prata, e diluir a 50 mL com água destilada;
b) acrescentar cerca de 10 mL da solução de ácido nítrico 6 mol L -1 , e 1 mL da solução
indicadora de ferro (III);
c) titular com a solução de tiocianato de potássio de uma bureta, até cor levemente
avermelhada no meio;
d) repetir por pelo menos mais duas vezes essa titulação, não admitindo diferenças
maiores que a graduação da bureta, entre os volumes obtidos;
e) com a média de tais volumes, calcular o fator de correção e a concentração real (em
mol L-1) da solução de tiocianato de potássio.

- Para a determinação do ânion na amostra


a) Em função do teor aproximado do ânion na amostra, calcular que volume da mesma
deve ser tomado para o preparo de 100 mL de solução, a fim de que 25 mL desta contenha cerca
de 0,8 mmol do ânion;
b) através de uma bureta transferir o volume calculado da amostra para um balão
volumétrico de 100 mL, completar o volume com água destilada e homogeneizar;
c) para erlenmeyer de 125 mL, transferir alíquota de 25,00 mL da solução problema
preparada, acrescentar cerca de 10 mL de solução 6 mol L-1 de ácido nítrico e homogeneizar;
d) sob constante homogeneização, adicionar lentamente à solução do erlenmeyer
alíquota de 25,00 mL de solução 0,05 mol L -1, padronizada, de nitrato de prata, aquecer
levemente;

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e) acrescentar cerca de 1 mL da solução indicadora de ferro (III), e titular a prata


residual com a solução 0,05 mol L-1, padronizada de tiocianato de potássio de uma bureta, até cor
levemente avermelhada no meio;
f) repetir por pelo menos mais duas vezes essa titulação, não admitindo diferenças
maiores que a graduação da bureta, entre os volumes obtidos;
g) com a média de tais volumes, calcular o teor porcentual do sal e do ânion na
amostra.

ATENÇÃO: Não descarte na pia nenhum dos resíduos de prata. Recolha-os no frasco
apropriado existente no laboratório.

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TITULOMETRIA DE COMPLEXAÇÃO - QUELATOMETRIA

DETERMINAÇÃO DE DUREZA DA ÁGUA

A dureza da água refere-se à concentração total de íons do grupo II. Indica a qualidade da
água para uso doméstico e industrial, uma vez que reage com sabões substituindo Na e K
formando produtos pouco solúveis. A água dura também oferece problemas em caldeiras e
tubulações devido à formação de depósitos sólidos após evaporação. Considerando que a
concentração de Ca2+ e Mg2+ é geralmente muito maior que a concentração dos outros íons
alcalino-terrosos, a dureza pode ser considerada como [Ca 2+] + [Mg2+]. A dureza é comumente
expressa como mg CaCO3 por litro. Se a concentração de [Ca2+] + [Mg2+] = 1 mmol L-1, diz-se que
a dureza é 100 mg L-1 CaCO3 = 1 mmol L-1.

Graus de dureza da água:


mg L-1 classificação
0 – 75 -
75 – 150 Moderadamente dura
150 – 300 Dura
> 300 Muito dura

Amostra: Água contendo sais de cálcio e de magnésio

A) Reagentes
a) EDTA, sal dissódico dihidratado, C10H14N2Na2O82H2O, p.a., seco a 70-80 oC por 2 a
3 dias, padrão primário;
b) Solução de EDTA 0,01000 mol L-1, conservada em recipiente de polietileno;
c) Solução de hidróxido de sódio 1 mol L-1;
d) Solução tampão pH = 10 de cloreto de amônio/amônia: dissolver 70 g de cloreto de
amônio p.a. com cerca de 400 mL de água destilada, acrescentar 570 mL de solução concentrada
de amônia (massa específica = 0,90 g mL-1), e diluir a 1 litro com água destilada;
e) Solução indicadora de calcon, dissolver 0,2 g do indicador com 25 mL de álcool
metílico p.a., e misturar a solução obtida com 25 mL de tritanolamina; preparar no dia de uso e
conservar em refrigerador;
f) Solução indicadora de erio T, negro de eriocromo T: dissolver 0,2 g do indicador
com 25 mL de álcool metílico, e misturar a solução obtida com 25 mL de trietanolamina; preparar
no dia de uso e conservar em refrigerador.

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B) Procedimentos

- Para a determinação da dureza da água.


a) Para erlenmeyer de 250 mL, transferir alíquota de 10,00 mL da solução problema,
diluir com água destilada até cerca de 100 mL, e acrescentar cerca de 10 mL de solução tampão
pH = 10;
b) Imediatamente antes da titulação, acrescentar 3-5 gotas de solução indicadora de
erio T, e titular com a solução padrão de EDTA 0,01000 mol L -1 de uma bureta, até cor azul pura;
c) Calcular a dureza da água em termos de CaCO3;

- Para a determinação de cálcio


a) Para erlenmeyer de 250 mL, transferir alíquota de 10,00 mL da solução problema, diluir
com água até cerca de 100 mL, e juntar cerca de 10 mL da solução 1 mol L -1 de hidróxido de
sódio;
b) Imediatamente antes da titulação, acrescentar 3-5 gotas de solução indicadora de calcon,
e titular com a solução padrão primário de EDTA 0,01000 mol L -1 de uma bureta, até cor azul
pura;
c) Anotar o volume consumido, e calcular a concentração molar de cálcio na amostra;
d) Associando os volumes das duas titulações, calcular a concentração molar de magnésio
na amostra.

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TITULOMETRIA DE ÓXIDO-REDUÇÃO. PERMANGANIMETRIA

PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO DE PERMANGANATO DE POTÁSSIO

A) Reagentes
a) Solução de KMnO4 0,02 mol L-1, a padronizar: misturar cerca de 3,2g de KMnO4 p.
a., com 1 litro de água, num béquer de 2 litros; ferver por 30 min, deixar esfriar, filtrar por lã de
vidro para balão volumétrico de 1 litro, completar, homogeneizar o volume com água destilada.
Padronizar como descrito a seguir, e conservar em frasco âmbar.
b) Oxalato de sódio, Na2C2O4, p.a., seco a 100-110 0C por duas horas, padrão
primário.
c) Solução concentrada de ácido sulfúrico, título 95-97% (m/m) e massa específica
1,84 g mL-1.

B) Procedimento
a) calcular a massa de oxalato de sódio, padrão primário, a ser utilizado para, numa
titulação individual, consumir-se cerca de 20 mL da solução aproximadamente 0,02 mol L-1 de
KMnO4,
b) calcular qual deve ser a massa de oxalato de sódio a ser tomada para preparar 500
mL de solução desse padrão primário, a fim de que alíquota de 25 mL da mesma atenda a
exigência do item a) desse procedimento;
c) com a máxima precisão permitida pela balança a ser utilizada, tomar essa massa
calculada de oxalato de sódio, transferir quantitativamente para balão volumétrico de 500 mL,
dissolver, completar e homogeneizar o volume com água destilada;
d) para erlenmeyer de 250 mL, transferir alíquota de 25,00 mL da solução padrão
primário, diluir a 100 mL com água destilada e acrescentar ácido sulfúrico até o meio tornar-se
cerca de 1 mol L-1 nesse ácido,
e) aquecer até próximo da ebulição (80-900C) e titular com solução de KMnO4
proximamente 0,02 mol L-1 de uma bureta, até cor rósea estável;
f) repetir mais duas vezes essa titulação, não admitindo diferenças maiores que a
graduação da bureta entre os volumes obtidos;
g) com a média de tais volumes, calcular o fator de correção e a molaridade da solução
de permanganato de potássio.

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APLICAÇÃO DA PERMANGANIMETRIA:

DETERMINAÇÃO DE PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO

Amostra: água oxigenada de grau farmacêutico (30 volumes)

A) Reagentes

Descritos no roteiro relativo ao preparo e padronização de solução de permanganato de potássio.

B) Procedimento
a) calcular o volume de solução problema de água oxigenada, a ser utilizado para, numa
titulação individual, consumir cerca de 20 mL da solução proximamente 0,02 mol L-1,
padronizada, de KMnO4;
b) como aquele volume da solução problema de água oxigenada caracterizou-se como muito
pequeno, o que resulta em alta incerteza relativa, calcular como a mesma deve ser diluída
para preparar 250 mL de solução da amostra, a fim de que alíquota de 25 mL da mesma
atenda a exigência do item a desse procedimento;
c) com a máxima precisão permitida pela bureta a ser utilizada, transferir quantitativamente para
balão volumétrico de 250 mL, completar e homogeneizar o volume com água destilada;
d) para erlenmeyer de 250 mL, transferir alíquota de 25,00 mL da solução da amostra diluída,
diluir com 50 mL com água destilada e acrescentar ácido sulfúrico até o meio tornar-se cerca
de 0,5 mol L-1 nesse ácido,
e) titular com solução de KMnO4 proximamente 0,02 mol L-1 de uma bureta, até cor rósea
estável;
f) repetir mais duas vezes essa titulação, não admitindo diferenças maiores que a graduação da
bureta entre os volumes obtidos;
g) com a média de tais volumes, calcular a concentração real da água oxigenada objeto de
análise, exprimindo-a em g L-1, molaridade e “volumes”.

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TITULOMETRIA DE ÓXIDO-REDUÇÃO. IODOMETRIA OU TIOSSULFATOMETRIA

PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO 0,05 mol L-1 DE TIOSSULFATO

A) Reagentes

a) Dicromato de potássio, K2Cr2O7, p.a., seco a 140-150oC por uma hora, padrão primário
b) Solução concentrada de ácido clorídrico, HCl, p.a., título – 32% (m/m), e massa específica
= 1,16 g mL.
c) Solução 1 mol L-1 de carbonato ácido (bicarbonato) de sódio.
d) Solução 1 mol L-1 de iodeto de potássio.
e) Solução 0,05 mol L-1 de tiossulfato de sódio: prepará-la com água recém-destilada, e
padronizar conforme descrito a seguir, conservar em frasco de vidro âmbar, acrescentando
ainda 3 gotas de clorofórmio se a conservação for necessária por mais de uma semana.
f) Suspensão indicadora de amido: fazer uma pasta com 1 g de amido e algumas gotas de
água, adicionando-se em seguida, e sob homogeneização, sobre 100 mL de água
destilada fervente; acrescentar 2 g de iodeto de potássio e agitar para dissolução e
homogeneização.

B) Procedimento

a) Calcular a massa de dicromato de potássio, padrão primário, que seria necessário tomar
para, numa titulação única e individual, consumir-se, por exemplo, 20 mL de solução cerca
de 0,05 mol L-1 de tiossulfato de sódio a padronizar;
b) calcule agora qual deve ser a massa de dicromato de potássio a ser tomada para se
preparar 500 mL de solução do padrão primário, de tal sorte que alíquota de 25 mL desta
solução atenda a exigência do item a deste procedimento;
c) tomar essa massa calculada com a máxima precisão permitida pela balança a ser utilizada,
transferir quantitativamente para balão volumétrico de 500 mL, dissolver, completar até a
marca com água destilada e homogeneizar;
d) para erlenmeyer de 250 mL, transferir 10 mL de solução 1 mol L-1 de iodeto de potássio, 10
mL de solução 1 mol L-1 de carbonato ácido (bicarbonato) de sódio e 2-3 mL de solução
concentrada de ácido clorídrico;

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e) acrescentar alíquota de 25,00 mL da solução de dicromato de potássio padrão primário,


cobrir com um pequeno vidro de relógio e deixar reagindo na obscuridade por cerca de 5
minutos;
f) acrescentar cerca de 50 mL de água recém-destilada pelas paredes do erlenmeyer, e
titular com a solução 0,05 mol L-1 de tiossulfato de sódio de uma bureta, até cor “verde-
castanho” no meio;
g) adicionar 2 mL de suspensão indicadora de amido e prosseguir a titulação até o brusco
desaparecimento da cor azul do meio;
h) anotar o volume consumido e calcular a molaridade real e o fator de correção da
molaridade aparente da solução de tiossulfato de sódio.

ATENÇÃO: Não jogue na pia nenhum resíduo contendo dicromato. Recolha-os no frasco
apropriado existente no laboratório.

APLICAÇÃO DA IODOMETRIA OU TIOSSULFATOMETRIA:

DETERMINAÇÃO DE “CLORO ATIVO”

A) Reagentes

a) Solução 0,05 mol L-1, padronizada, de tiossulfato de sódio.


b) Solução 1 mol L-1 de iodeto de potássio.
c) Suspensão indicadora de amido (todos estes reagentes têm o preparo descrito no roteiro
referente ao preparo e padronização de solução de tiossulfato de sódio).
d) Solução concentrada de ácido acético, CH3COOH, p.a., título = 99,5% (m/m), massa específica
= 1,05 g mL-1.

B) Procedimento

a) Diluir adequadamente a solução alvejante, a fim de se obter solução proximamente 0,025 mol
L-1 em “cloro ativo”;
b) transferir alíquota de 25,00 mL da solução diluída de alvejante para erlenmeyer de 250 mL;
c) acrescentar cerca de 30 mL de água destilada, 10 mL de solução 1 mol L -1 de iodeto de
potássio e 10 mL de solução concentrada de ácido acético, homogeneizando o meio após
cada adição;
d) titular o iodo liberado com a solução 0,05 mol L -1, padronizada, de tiossulfato de sódio de uma
bureta, até cor “amarelo-palha no meio;

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e) acrescentar 2 mL de suspensão indicadora de amido, e prosseguir a titulação até o brusco


desaparecimento da cor azul do meio;
f) anotar o volume consumido, e fornecer o teor de hipoclorito de sódio em % (m/v) e cloro ativo
na amostra original..

C) Questões:
a) O que diferencia o alvejante da água sanitária?
b) Por que a concentração do hipoclorito diminui ao longo do tempo?
c) Quais são as reações envolvidas na decomposição do hipoclorito de sódio?

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