Você está na página 1de 28

E-BOOK DE "PEGADINHAS" INTELIGENTES

CONCURSO: PF
CARGO: AGENTE/ESCRIVÃO/PAPILOSCOPISTA
Apresentação ................................................................................................................................... 1

Língua Portuguesa ........................................................................................................................... 7

Direito Constitucional ...................................................................................................................... 9

Direito Penal .................................................................................................................................. 10

Legislação Penal Especial .............................................................................................................. 12

Direito Processual Penal ................................................................................................................. 14

Arquivologia ................................................................................................................................... 16

Contabilidade Geral ....................................................................................................................... 18

Física .............................................................................................................................................. 21

Química .......................................................................................................................................... 23

Noções de Informática ................................................................................................................... 25

APRESENTAÇÃO
O tão aguardado edital do concurso Polícia federal foi publicado! São ofertadas 1.500 vagas
para os cargos de Agente, Escrivão, Papiloscopista e Delegado.

Como sempre estamos ao seu lado na sua jornada de concurseiro, nós, da equipe do Passo
Estratégico, resolvemos disponibilizar gratuitamente uma amostra de "pegadinhas
inteligentes" sobre os assuntos mais recorrentes da banca em concursos similares ao que
estamos tratando.

- O que são "pegadinhas inteligentes"?


. Túlio Lages
Aula 00

São assertivas curtas que possuem "cascas de banana", para induzir os alunos a
"escorregarem" (ou seja, errarem ou, pelo menos, ficarem em dúvida) em cada questão, não
para desaminá-lo, mas para que aumente a retenção do conteúdo estudado!

Você já deve ter passado pela situação em que você errou uma questão em prova que jurava
que havia acertado, por imaginar que dominava o conteúdo nela tratado, não é verdade?

E quando isso aconteceu, imagino que você tenha ficado tão impactado (traumatizado, rs!)
com o acontecido que nunca mais esqueceu daquele conteúdo que você acabou errando na
prova, confere?

Pois bem, a ideia das "pegadinhas" inteligentes é justamente essa:

FAZER COM QUE VOCÊ ELEVE EXPONENCIALMENTE


A RETENÇÃO DO QUE FOI ESTUDADO A PARTIR DE
ERROS SOBRE CONTEÚDOS QUE IMAGINAVA JÁ
ESTAR DOMINANDO!

No Passo Estratégico, apresentamos cadernos de "pegadinhas" inteligentes para os dois


assuntos estatisticamente mais cobrados pela banca, dentro de cada matéria.

Neste e-book, estamos disponibilizando gratuitamente, para algumas matérias, uma amostra
das "pegadinhas" inteligentes mais importantes, que são as referentes aos assuntos mais
recorrentes da banca.

Bom demais, não??? De nada! (rs)

Se você não conhece o Passo Estratégico, vale esclarecer que se trata de um material de revisão,
que contempla muito mais conteúdo que as "pegadinhas" inteligentes.

2
. Túlio Lages
Aula 00

O objetivo do nosso material é melhorar o nível da sua retenção de conteúdo.

Fazer com que você memorize melhor o que foi estudado.

Afinal, não adianta compreender bem o assunto enquanto estuda, mas não lembrar do conteúdo
no momento que você mais precisa...

A hora da sua prova!

Pode ter certeza: grande parte das questões que os candidatos erram em concursos públicos
são fruto do esquecimento de conteúdo, não da falta de compreensão da matéria que foi
estudada.

E, para não se esquecer das informações estudadas, é necessário realizar inúmeras revisões de
conteúdo, não tem outra forma.

A ideia do Passo Estratégico é proporcionar uma revisão de alto nível, para que você chegue à
prova lembrando de tudo!

Clique na figura e conheça melhor o Passo Estratégico!

3
. Túlio Lages
Aula 00

Nosso material é produzido por especialistas em cada uma das matérias, com farta experiência
em concursos públicos.

Estamos falando de uma equipe composta por aprovados em cargos da estrutura dos órgãos de
mais alto nível da Administração Pública, como Receita Federal, fiscos estaduais e municipais,
Tribunais de Contas, Tribunais do Poder Judiciário, Polícias Federal e Rodoviária Federal, dentre
outros.

Não é à toa que estamos obtendo feedbacks fantásticos de nossos alunos.

Nossas aulas contemplam:

a) orientações de revisão e exposição dos pontos mais importantes do conteúdo;

b) análise estatística dos assuntos e subassuntos , com base em questões cobradas pela banca do
concurso, para que nossos alunos saibam exatamente o que possui mais chances de ser cobrado;

c) apostas estratégicas, para destacar o conteúdo que julgamos ser o mais provável de ser
cobrado para um dado assunto;

d) questões comentadas da banca para todos os assuntos e subassuntos, para que seja realizada
uma revisão geral do assunto a partir de relativamente poucas questões;

d) inúmeros simulados de questões inéditas no estilo da banca, para que o aluno treine bastante
todos os assuntos;

e) questionário de revisão com questões subjetivas, para que o candidato melhore sua
compreensão do conteúdo já estudado a partir de autoexplicação mental sobre questões
conceituais, casos práticos e desafios.

f) pegadinhas "inteligentes" para os dois assuntos mais cobrados pela banca.

Tudo isso em um material enxuto, com poucas páginas, para otimizar o tempo do aluno,
permitindo uma revisão rápida do conteúdo.

4
. Túlio Lages
Aula 00

Bom, quero deixar o meu convite para que você conheça o Passo Estratégico, dê uma olhada nas
nossas aulas demonstrativas (clique aqui para conferir)!

Se você já é aluno do Pacote Completo, possui desconto automático de 20% na aquisição do


Passo Estratégico do mesmo concurso.

E se você já é assinante, o Passo Estratégico já está incluso – basta se matricular na área do aluno
e aproveitar nosso material ;)

Ah, outra coisa bem legal: elaboramos um e-book com 5 dicas estratégicas para realizar revisões
eficientes. Se você estiver interessado em dar uma conferida, clique aqui.

Então é isso.

Um grande abraço, bons estudos e sucesso na sua preparação!

Prof. Túlio Lages f


Coordenador do Passo Estratégico - Estratégia Concursos

Seu cantinho de estudos famoso!


Poste uma foto do seu cantinho de estudos nos stories do
Instagram e nos marque:

@passoestrategico
Vamos repostar sua foto no nosso perfil para que ele fique
famoso entre milhares de concurseiros!

5
. Túlio Lages
Aula 00

Mais e-books gratuitos!


Fique por dentro dos lançamentos de novos e-books , além das
melhores dicas de revisão, acessando nosso canal no Telegram:

passoestrategico

6
. Túlio Lages
Aula 00

LÍNGUA PORTUGUESA
Prof. Carlos Roberto1

1. No trecho “A cada ano, quase uma em cada dez pessoas no mundo (cerca de 600 milhões
de pessoas) adoece e 420 mil morrem depois de ingerir alimentos contaminados por bactérias,
vírus, parasitas ou substâncias químicas.”, seria preservada a correção gramatical caso fosse
inserida uma vírgula logo após o vocábulo “pessoas”.

É comum a banca cobrar esse tipo de questão que sempre pega o candidato desavisado. Basta
perguntar quem é o sujeito do verbo “adoecer” para matar a charada. Todo o segmento “quase
uma a cada dez pessoas no mundo” é o sujeito e, portanto, não pode ser separado por vírgula
do verbo.

2. No trecho “Nas sociedades tribais, o trabalho está em tudo, e praticamente todos


trabalham.”, seria preservada a correção gramatical se o adjetivo “praticamente” fosse isolado por
vírgulas.

O vocábulo “praticamente” poderia ser isolado por vírgulas sem prejuízo para a correção
gramatical. Contudo, não se trata de um adjetivo, mas de um advérbio.

3. No trecho “Uma manhã, introduz sua chave digital no veículo, e a porta não abre. Foi
bloqueada por falta de cumprimento do contrato. Minutos depois, chega o funcionário do banco
com outra chave digital.”, as vírgulas empregadas logo após as expressões “Uma manhã” e
“Minutos depois” justificam-se pela aplicação de regras distintas, porquanto uma isolou expressão
que denota tempo decorrido (Minutos depois); e a outra, período do dia (Uma manhã).

As duas vírgulas foram utilizadas para isolar o adjunto adverbial deslocado, o que caracteriza a
aplicação da mesma regra gramatical.

4. No trecho “Desprezo o que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito a dizê-lo.”, a
vírgula após a conjunção “mas” é opcional e poderia ser suprimida sem prejuízo gramatical.

As vírgulas após conjunções adversativas que introduzem orações sindéticas adversativas são
obrigatórias!

5. No trecho “A liberdade de expressão é particularmente valiosa em uma sociedade


democrática, ao ponto de haver quem sustente que, na ausência de uma ampla liberdade de
expressão, nenhum governo seria de todo legítimo e não deveria ser denominado democrático.”,

1
Analista do Banco Central do Brasil. Responsável pelo Passo Estratégico da matéria Língua Portuguesa. Instagram:
@prof_carlosroberto

7
. Túlio Lages
Aula 00

não haveria prejuízo gramatical caso apenas uma das vírgulas que isolam a oração condicional
fosse suprimida.

Como se trata de uma oração subordinada adverbial condicional de longa extensão deslocada
para o meio do período, o registro das duas vírgulas é obrigatório.

6. No trecho "Parece ser um fato assentado, para muitos, que um jornal ou um telejornal
expresse a realidade.”, o "que" exerce função sintática de pronome relativo e retoma a expressão
anteposta "para muitos".

O "que" exerce função sintática de conjunção integrante, porquanto conecta orações.

7. No trecho “Dados preliminares de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro mostram que
houve redução nos chamados crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos. Segundo um
levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, essa tendência também foi observada nos
Estados Unidos e em países da Europa.”, o pronome demonstrativo “essa” foi empregado com
função catafórica e endofórica.

O pronome demonstrativo "essa" foi utilizado para retomar algo que já foi citado anteriormente
(função anafórica) dentro do texto (endofórico), ou seja, a tendência de redução de roubos e
furtos.

8. Na frase "O leitor e o espectador atentos ao que leem ou veem não têm o direito de
colocar de lado seu senso crítico.", os verbos ler, ver e ter foram empregados na terceira pessoa
do plural, sendo escorreito, também, o uso do acento diferencial para os dois primeiros.

Os verbos "ler" e "ver" pertencem ao grupo do CRÊ-DÊ-LÊ-VÊ, que são os únicos que, na 3ª
pessoa do plural, terminam em –EEM. Não esqueça que perderam o acento circunflexo,
segundo o novo acordo ortográfico. Já o verbo "ter", na 3ª pessoa do plural, termina em –ÊM.
Esse acento circunflexo, para distinguir o plural do singular, foi mantido, segundo o novo acordo
ortográfico (Ele tem / Eles têm).

9. No trecho "Nosso trabalho é predominantemente em rodovias federais.", o vocábulo


"predominantemente" corresponde, morfologicamente, a um advérbio de intensidade.

O vocábulo predominantemente corresponde, morfologicamente, a um advérbio de modo (de


modo predominante).

10. No trecho "Nosso trabalho é predominantemente em rodovias federais", o vocábulo


"Nosso" exerce função substantiva, pois está subordinado ao substantivo “trabalho”.

Trata-se de um pronome possessivo subordinado ao substantivo. Gramaticalmente, esses


pronomes são classificados como pronomes adjetivos.

8
. Túlio Lages
Aula 00

DIREITO CONSTITUCIONAL
Prof. Túlio Lages2

1. Depende da edição de leis infraconstitucionais a aplicação das normas definidoras dos


direitos e garantias fundamentais.

As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata (art. 5º, § 1º
da CF/88) e, portanto, não dependem da edição de leis infraconstitucionais.

2. Os direitos e garantias expressos na Constituição são exclusivos e taxativos.

Os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e


dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa
do Brasil seja parte (art. 5º, § 2º da CF/88).

3. O quórum de aprovação, com equivalência a uma emenda constitucional, dos tratados e


convenções internacionais sobre direitos humanos e civis é de três quintos dos votos, em dois
turnos, dos membros de cada Casa do Congresso Nacional.

Apenas os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos possuem essa


característica. Eles precisam ser aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois
turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, para ter equivalência às emendas
constitucionais (art. 5º, § 3º da CF/88).

4. A submissão à jurisdição de um Tribunal Internacional ocorre se o Brasil manifestar adesão à


sua criação.

Não ocorre tal situação para qualquer Tribunal Internacional, mas apenas para se for um Tribunal
Penal Internacional a cuja criação o Brasil tenha manifestado adesão (art. 5º, § 4º da CF/88).

5. Na igualdade perante a lei, garantem-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no


País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à moralidade e à propriedade.

A moralidade não está inclusa no rol do art. 5º, caput da CF/88. O que é garantida aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País é a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade,
à igualdade, à segurança e à propriedade.

2
Auditor do Tribunal de Contas da União. Responsável pelo Passo Estratégico das matérias Direito Constitucional e
Direito Administrativo. Instagram: @proftuliolages

9
. Túlio Lages
Aula 00

6. Homens e mulheres possuem absoluta igualdade em direitos e obrigações.

A igualdade entre homens e mulheres em direitos e obrigações se dá nos termos CF/88 (art. 5º,
II). Sendo assim, o próprio texto constitucional pode prever desigualdades entre eles, como a
idade mínima para aposentadoria (art. 40, § 1, III da CF/88).

7. A um indivíduo só se é permitido fazer ou deixar de fazer alguma coisa em virtude de lei.

Na verdade, a lei poderá obrigar alguém que se faça ou se deixe de fazer algo. Porém, não há
que se falar em permissão de lei como condição para que algo seja feito, pois "ninguém será
obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei" (art. 5º, II da CF/88).

Para Administração Pública é diferente, ela só pode fazer algo se houver previsão legal.

8. A tortura e o tratamento desumano ou degradante são vedados, salvo exceções


constitucionais.

A vedação à tortura e ao tratamento desumano ou degradante é absoluta (art. 5º, III da CF/88),
não havendo exceções previstas na Constituição.

9. A manifestação do pensamento é absolutamente livre.

A manifestação do pensamento não é livre por absoluto, estando condicionada à vedação ao


anonimato (art. 5º, IV da CF/88).

10. O direito de resposta é assegurado, sendo proporcional ao dano.

O direito de resposta assegurado é proporcional ao agravo, não ao dano (art. 5º, V da CF/88).

Dano, resumidamente, é o prejuízo, de ordem material ou moral, causado por alguém a outrem.
No mesmo sentido, agravo pode ser resumido na ofensa que se faz a alguém, algo mais
relacionado ao íntimo.

DIREITO PENAL
Prof.ª Telma Vieira3

1. O crime de roubo, tipificado no artigo 157, caput, do Código Penal, consiste na subtração,
para si ou para outrem, de coisa alheia móvel, em qualquer circunstância.

3
Advogada e Assessora jurídica no ERJ. Responsável pelo Passo Estratégico das matérias Direito Penal, Legislação
Penal Especial, Direito Penal Militar e Acessibilidade.

10
. Túlio Lages
Aula 00

Para que seja configurado o crime de roubo é necessário que o agente tenha se valido de grave
ameaça ou violência à pessoa, ou qualquer meio que reduz a vítima à impossibilidade de
resistência (violência imprópria). Ou seja, a subtração da coisa alheia móvel, para que seja
considerado roubo, exige (i) a grave ameaça; (ii) violência à pessoa ou (iii) qualquer meio que
reduza a vítima à impossibilidade de resistência.

2. Joana praticou o crime de roubo em face de André utilizando-se de arma de fogo de uso
restrito. Nesse caso, tal crime não será considerado hediondo.

De acordo com o que dispõe a Lei nº 8.072/90, o crime de roubo será considerado hediondo nas
seguintes hipóteses:

(i) circunstanciado pela restrição da liberdade da vítima (art. 157, § 2º, inciso V);

(ii) circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º-A, inciso I) ou pelo emprego de
arma de fogo de uso proibido ou restrito (art. 157, § 2º-B);

(iii) qualificado pelo resultado lesão corporal grave ou morte (art. 157, § 3º).

3. Rafael, com o intuito de pegar o cordão de Mariana, empurra a vítima. Contudo, o cordão
não sai do pescoço de Mariana, que, ao perceber a prática criminosa, sai correndo e deixa o
local às pressas. Nesse caso, não há que se falar em tentativa de roubo, vez que o crime só não
se consumou porque a vítima deixou o local às pressas.

O caso narra uma situação de roubo tentado, vez que o agente se utilizou de violência para a
prática do crime (empurrão), só não o consumando por circunstância alheia à sua vontade.

4. qualificadora do crime de roubo se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o


emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum.

Trata-se de causa de aumento de pena de 2/3, e não de qualificadora.

5. No crime de roubo, se a violência ou a grave ameaça for exercida com o emprego de arma
branca a pena será aumentada de 2/3.

Nesse caso, a pena será aumentada de 1/3 até metade.

6. No crime de roubo, se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de


fogo de uso restrito ou proibido, aplica-se a pena do artigo 157, caput, com o aumento de 2/3.

Nesse caso, aplica-se a pena do caput do artigo 157 em dobro.

7. No crime de roubo se da violência resultar lesão corporal leve a pena é de reclusão de 7


(sete) a 18 (dezoito) anos, e multa.

11
. Túlio Lages
Aula 00

O crime de roubo terá essa pena se da violência resultar lesão corporal grave.

8. No crime de roubo se da violência resultar morte a pena será triplicada.

Na verdade, se da violência resultar morte a pena aplicada será a reclusão, de 20 a 30 anos, e


multa.

9. O furto praticado durante o repouso noturno aumenta a pena em 2/3.

A prática do furto durante o repouso noturno enseja o aumento da pena de 1/3.

10. Maria, mediante violência ou grave ameaça, coage José a assumir a autoria de um delito.
Nesse caso, Maria responderá pelo crime de extorsão.

Para que seja configurado o crime de extorsão deve haver a busca por uma vantagem
econômica indevida. Se a vantagem não for econômica o crime será o de constrangimento
ilegal.

LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL


Prof.ª Telma Vieira

1. A prática de ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou


domesticados, nativos ou exóticos, mesmo quando se tratar de cão ou gato, a pena é a de
detenção, de três meses a um ano, e multa.

O artigo 32 da Lei nº 9.605/98 foi alterado em 2020 (Lei nº 14.064/20) passando a prever a pena
de reclusão, de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda quando se tratar de praticar ato
de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cães ou gatos.

2. Pessoa jurídica se aplica a pena de suspensão apenas parcial de atividades no caso da


prática de crime ambiental.

De acordo com a lei nº 9.605/98 a suspensão de atividades pode ser total ou parcial, sendo
considerada uma pena restritiva de direitos da pessoa jurídica nos casos de cometimento de
crime ambiental.

3. A pena de proibição de contratar com o Poder Público, bem como dele obter subsídios,
subvenções ou doações, aplicada à pessoa jurídica que incorrer na prática de crime ambiental, não
poderá exceder o prazo de cinco anos.

Na verdade, a pena de contratar com o Poder Público, bem como dele obter subsídios,
subvenções ou doações não poderá exceder o prazo de dez anos, e não cinco.

12
. Túlio Lages
Aula 00

4. Circunstância que atenua a pena no caso de crime ambiental a comunicação posterior pelo
agente do perigo iminente de degradação ambiental.

A circunstância que atenua a pena é a comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de
degradação ambiental.

5. O arrependimento do infrator, manifestado pela reparação do dano, mesmo que não


espontânea, é circunstância que atenua a pena no caso de cometimento de crime ambiental.

A reparação do dano tem que ser espontânea para que seja considerada circunstância
atenuante.

6. José, condenado com trânsito em julgado pelo crime de roubo, comete um crime
ambiental. Nesse caso, a reincidência será capaz de agravar a situação do agente.

De acordo com a lei a reincidência apta a agravar a situação do agente é a reincidência em


crimes de natureza ambiental.

7. O cometimento do crime ambiental à noite não influencia na eventual penalidade a ser


aplicada.

De acordo com a lei o cometimento do crime ambiental a noite é circunstância que agrava a
pena.

8. Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão
competente enseja ao infrator pena de reclusão.

A pena para essa infração penal é a detenção, de um ano a três anos, ou multa, ou ambas as
penas cumulativamente.

9. Pescar mediante a utilização de explosivos ou substâncias que, em contato com a água,


produzam efeito semelhante, é circunstância que agrava a pena do agente.

Na verdade tal conduta é tipo penal autônomo, que sujeita o infrator à pena de reclusão, de um
a cinco anos.

10. O abate de animal não é considerado crime em nenhuma circunstância.

A lei trouxe as hipóteses nas quais o abate de animal não será considerado crime:

- em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família;


- para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais,
desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente;
- por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente.

13
. Túlio Lages
Aula 00

DIREITO PROCESSUAL PENAL


Prof. Alexandre Segreto4

1. O inquérito policial tem natureza processual e é utilizado para colher elementos de


informação para subsidiar a ação penal.

A natureza jurídica do inquérito policial é de procedimento administrativo.

2. Eventual fator de nulidade absoluta ocorrida em sede de inquérito policial acarretará a


nulidade do processo por ele subsidiado.

Por se tratar de um procedimento administrativo prévio ao oferecimento da denúncia, eventuais


nulidades que ocorram no inquérito policial não contaminam a ação penal. Todavia, em certos
casos, como nulidades envolvendo provas cautelares, é possível que a nulidade macule também
o processo.

3. São características do inquérito policial ser escrito, indispensável, sigiloso, inquisitorial,


discricionário, indisponível e temporário.

É um equívoco caracterizar o inquérito policial como indispensável, pois se o Ministério Público,


titular do processo, considerar que já existem elementos que o habilitem a promover a ação
penal, dispensará o inquérito.

4. Para que um advogado tenha acesso ao inquérito policial, é indispensável que o causídico
esteja munido de procuração.

Em regra, não é necessário procuração para que o advogado tenha acesso aos autos do
inquérito policial. Todavia, se o caso estiver sujeito a sigilo, o mandato será imprescindível.

5. O direito do advogado de ter acesso aos autos do inquérito é amplo e irrestrito, devendo o
delegado de polícia, sob pena de afronta à Súmula Vinculante n. 14, subsidiá-lo.

O advogado tem, de fato, o direito de acesso ao inquérito policial resguardado em súmula


vinculante. Todavia, é incorreto dizer que se trata de um direito amplo e irrestrito. Se houver
diligências em andamento, por exemplo, o advogado não poderá acessá-las sob pena de tornar
o trabalho investigativo inócuo. Assim, é correto dizer que o advogado poderá acessar aos
elementos de prova que já estiverem documentados no procedimento.

4
Procurador de justiça desportiva. Responsável pelo Passo Estratégico da matéria Direito Processual Penal.
Instagram: @alexandre_segreto

14
. Túlio Lages
Aula 00

6. Caso o delegado se convença, no curso do inquérito, de que não houve crime ou que a
autoria não corresponde ao investigado, como autoridade que é, poderá arquivar os autos do
procedimento.

Na verdade, ainda que o delegado esteja certo de que não houve crime ou que a autoria seja
outra, ele não pode arquivar o inquérito policial. É o que chamamos de indisponibilidade do
inquérito policial.

7. O inquérito policial, assim como o processo judicial, é público, exceto em casos de crimes
cuja lei imponha sigilo.

O processo, exceto nos casos de segredo de justiça, é público. Todavia, ao contrário, o inquérito
policial é sigiloso. Como dispõe o art. 20 do CPP, “a autoridade policial assegurará no inquérito
o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade”.

8. É possível que o ofendido, ou seu representante legal, bem como o investigado requeiram
diligências para elucidar determinado fato relevante, que deverão ser realizadas obrigatoriamente
durante o desenvolvimento do inquérito policial.

A requisição de diligências é possível. Todavia, sua realização caberá a autoridade policial


resolver, a seu juízo. Não há qualquer obrigação nesse sentido.

9. Se servidores públicos figurarem como investigados em inquéritos policiais, inquéritos


policiais militares e demais procedimentos extrajudiciais, cujo objeto for a investigação de fatos
relacionados ao uso da força letal, o indiciado deverá ser citado para constituir defensor.

A assertiva é genérica a ponto de se tornar incorreta. Afinal, não é todo e qualquer funcionário
público que poderá intimado da instauração do procedimento investigativo. O CPP elenca que
essa prerrogativa caberá tão somente àqueles servidores vinculados às instituições dispostas no
art. 144 da Constituição Federal ou, também, aos servidores militares vinculados às instituições
do art. 142 da Constituição Federal, desde que os fatos investigados digam respeito a missões
para a Garantia da Lei e da Ordem.

10. O prazo previsto no Código de Processo Penal para conclusão do inquérito policial
envolvendo réu preso é de 10 dias, não podendo ser dilatado.

Dez dias é a regra geral do CPP para a apuração de autoria e fatos quando o réu estiver preso.
Todavia, o Pacote Anticrime inovou e acrescentou uma possibilidade de dilatar o referido prazo.
Conforme a previsão do art. 3º-B, § 2º, do CPP, o juiz das garantias poderá, mediante
representação da autoridade policial e ouvido o MP, prorrogar, uma única vez a duração do
inquérito policial por até 15 dias, após o que, se ainda assim a investigação não for concluída, a
prisão será imediatamente relaxada.

15
. Túlio Lages
Aula 00

ARQUIVOLOGIA
1. A promoção da preservação e da restauração dos documentos é realizada por meio de
políticas de preservação.

A promoção da preservação e da restauração dos documentos é realizada por meio da


CONSERVAÇÃO; e não da política de preservação.

2. A tramitação dos documentos, uma das atividades mais importantes durante a fase do seu
uso administrativo, consiste na distribuição dos documentos aos destinatários.

A tramitação consiste na movimentação de um documento entre áreas e/ou unidades, internas


ou externas à organização. O Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística define tramitação
como: curso do documento desde a sua produção ou recepção até o cumprimento de sua
função administrativa. Sua finalidade difere da etapa de distribuição, que consiste unicamente no
envio dos documentos aos seus respectivos destinatários.

3. Uma das características básicas do arquivo é que o significado do acervo documental não
depende da relação que os documentos tenham entre si.

A inter-relação entre os documentos é representada através do Princípio da Organicidade, o


qual estabelece que os documentos guardam entre si vínculos que expressam as funções e
atividades da pessoa/organização que os produziram/receberam, ou seja, o vínculo que o
documento possui com a estrutura da empresa e suas atividades.

4. Após o prazo de guarda no arquivo intermediário, a tabela de temporalidade define a


destinação final, que é diferente para documentos tradicionais (em papel) e documentos digitais.

A tabela de temporalidade define a destinação final dos documentos de arquivo (sejam eles em
papel ou digitais).

5. O protocolo é uma atividade que se inicia nos arquivos correntes e finaliza suas ações no
arquivo permanente.

O protocolo inclui as tarefas de recebimento, registro e autuação, classificação,


expedição/distribuição e controle da tramitação/movimentação dos documentos gerados e
recebidos na instituição.

Assim, sua atuação ocorre diretamente no arquivo corrente.

6. Os funcionários responsáveis pelos arquivos correntes devem efetuar a autuação, o controle


da tramitação, a distribuição e a expedição dos documentos sob sua guarda.

16
. Túlio Lages
Aula 00

A questão exigiu conhecimento da Teoria das Três Idades que segundo o DBTA (Dicionário
Brasileiro de Terminologia Arquivística), é a “teoria segundo a qual os arquivos são considerados
arquivos correntes, intermediários ou permanentes, de acordo com a freqüência de uso por suas
entidades produtoras e a identificação de seus valores primário e secundário” e também de
protocolo.

As atividades de protocolo (autuação, tramitação, distribuição e expedição, dentre outras)


devem ser realizadas pelo próprio protocolo e não pelos arquivos correntes, que ficam
localizados nos setores da instituição.

7. Para melhor preservação dos documentos, deve-se guardá-los em caixas ou pastas


suspensas, acondicionadas em estantes ou em arquivos de madeira, e deve-se utilizar espaços
físicos que recebam diretamente a luz solar.

Há uma diferença entre as palavras "armazenadas" e "acondicionadas":

Acondicionamento faz referência à forma de embalagem (ex: pastas).

Armazenamento faz referência ao local de armazenagem (ex: mobília).

Na questão a palavra acondicionada foi empregada de forma errada, o certo seria armazenada.

Outro erro da questão é que não é recomendável estantes de madeiras por atrair insetos.
Entretanto, o CONARQ recomenda que, caso necessário for o armazenamento em mobília de
madeira, esse móvel deverá receber tratamento adequado contra insetos e fogo.

Mais um erro da questão: não devemos conservar os documentos em locais em que há a


incidência direta de luz solar, pois ela prejudica a conservação dos documentos. A luz solar
enfraquece o papel.

8. O responsável pela guarda dos documentos nos arquivos correntes não pode emprestá-los
a outros setores do próprio órgão; por isso, deverá copiá-los quando houver algum pedido de
informação.

Os documentos correntes ficam localizados junto aos órgãos produtores, a fim de facilitar seu
acesso, podendo ser emprestados a outros setores do órgão. A fase corrente é a fase em que o
documento mais tramita, já que é objeto de consulta frequente.

9. Carta, ofício, memorando, aviso, circular e relatório são exemplos de formatos documentais
existentes em órgãos públicos.

Carta, ofício, memorando, aviso, circular e relatório são exemplos de espécies documentais
existentes em órgãos públicos. A espécie se refere à configuração que assume um documento

17
. Túlio Lages
Aula 00

de acordo com a disposição e a natureza das informações nele contidas, como por exemplo,
relatório, ata, boletim, certidão, declaração, atestado.

10. A aplicação do princípio da territorialidade restringe-se ao nível nacional.

De acordo com o princípio da territorialidade, os arquivos devem ser conservados em serviços


de arquivo do território em que foram produzidos, exceto os documentos elaborados pelas
representações diplomáticas ou resultantes de operações militares. Logo, não se restringindo ao
território nacional.

CONTABILIDADE GERAL
Prof. Julio Cardozo5

1. Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido,


deve-se atentar especialmente para ara sua forma legal.

De acordo com o CPC 00 (R2)

4.51 (b) as informações fornecidas sobre o ativo ou passivo e sobre quaisquer


receitas e despesas relacionadas devem representar fidedignamente a essência
da transação ou outro evento do qual resultaram [...]

Ou seja, a essência econômica deve prevalecer sobre a forma legal.

2. A empresa Estratégia Concursos S/A controla determinado equipamento, mas que não
detém a sua propriedade jurídica, assim sendo, não deve reconhecê-lo como ativo na
contabilidade, pois, tal recurso não se enquadra na definição de ativo.

É muito importante que você saiba, e as bancas cobram isso em prova, que o ativo é um recurso
controlado pela entidade, derivado de eventos passados e dos quais se espera futuros
benefícios econômicos para a entidade.

Essa é a definição de ativo! Portanto, são irrelevantes para a definição de ativo:

- Que a entidade tenha a propriedade legal (veja o caso do arrendamento).

- Que ele tenha forma física (por exemplo, os intangíveis).

5
Auditor Fiscal da Receita Estadual do estado do Espírito Santo. Responsável pelo Passo Estratégico da
matéria Contabilidade. Instagram: @prfo.juliocardozo

18
. Túlio Lages
Aula 00

- Que a entidade tenha efetuado um gasto (ela pode ganhar um terreno do governo, por
exemplo).

3. Uma despesa com seguros paga antecipadamente deve ser imediatamente reconhecida no
resultado do exercício, visto que, atendendo ao Princípio da Prudência, já existe o direito de
receber serviços contratados.

Concordam que se efetuamos o pagamento antecipado por uma mercadoria ou serviços, como
seguros, assinaturas de jornais, ficamos com um DIREITO a receber? Por isso que uma despesa
paga antecipada deve ser lançada no resultado do exercício e não no resultado imediatamente.
Essa apropriação ocorrerá por competência, conforme o serviço for prestado.

4. O pagamento à vista de uma assinatura de jornal com vigência de 5 anos deve gerar um
lançamento na conta de despesa antecipada, no ativo circulante.

É correto afirmarmos que o pagamento à vista de uma assinatura deve ser lançado como
despesa antecipada. Porém, o seguro adquirido é tem a vigência de 5 anos, ou seja, uma parcela
é de curto prazo (1 ano) e a outra é de longo prazo (4 anos).

Assim sendo, temos que a fazer a separação em despesas antecipadas no Ativo Circulante (1
ano) e no chamado Ativo Não Circulante (4 anos).

5. A classificação de elementos das demonstrações contábeis como circulantes ou não


circulantes deve obedecer ao ciclo operacional da empresa, que é o intervalo de tempo que a
empresa compra, revende mercadorias e recebe o valor das vendas.

Em regra, com base nos pronunciamentos contábeis, utilizamos a classificação tradicional, em


circulante e não circulante.

Ademais, segundo o parágrafo único do artigo 179 da Lei das SAs:

Art.179. § Único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que
o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo

O ciclo operacional de uma empresa industrial é o prazo que a empresa leva para comprar
matéria-prima, produzir, vender e receber.

Para uma empresa comercial, é o prazo médio entre a aquisição de mercadorias, venda e
recebimento dos clientes.

Assim, com base na lei 6.404/76, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o
prazo desse ciclo apenas quando tal ciclo seja superior ao exercício social da entidade, item
errado.

19
. Túlio Lages
Aula 00

6. As contas contábeis "estoques, contas a receber, caixa; empréstimos, debêntures, capital


social; fornecedores representam ativos da empresa.

- Estoques, contas a receber e caixa representam ativos.

- Empréstimos, debêntures, representam obrigações da entidade perante terceiros, ou seja, são


contas integrantes do PASSIVO do balanço patrimonial de uma empresa.
- Capital social: representa o dinheiro dos sócios aplicado na empresa, ou seja, é uma conta
integrante do Patrimônio Líquido do balanço patrimonial de uma empresa.

7. As contas de natureza semelhante, como por exemplo, estoque de produtos nacionais,


estoques de produtos acabados que apresentem pequenos saldos devem ser agrupadas em
contas de designações genéricas visando uma melhor apresentação das demonstrações.

O art. 177, 2º da LSA afirma que nas demonstrações contábeis, as contas semelhantes poderão
ser agrupadas. Não representa uma obrigatoriedade.

Ademais, a própria lei veda a utilização de contas genéricas:

Art. 176. § 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas;


os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e
não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é
vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou
"contas-correntes".

8. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados indicará o montante do lucro por ação


do capital social e a demonstração do resultado do exercício apresenta o total dos dividendos por
ação.

É a DRE, Demonstração do Resultado do Exercício, que evidencia o lucro por ação, conforme
previsão da lei 6404/76:

Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:

VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital
social.

Por sua vez, a DLPA irá evidenciar o chamado dividendo por ação:

Art. 186. § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o


montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na

20
. Túlio Lages
Aula 00

demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada


pela companhia.

9. O conjunto completo de demonstrações contábeis das entidades comerciais deve ser


elaborado de acordo com o regime de competência.

O CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis apresenta o chamado conjunto


completo de Demonstrações Contábeis.

Por sua vez, o mesmo CPC afirma que:

26. A entidade deve elaborar as suas demonstrações contábeis, exceto para a


demonstração dos fluxos de caixa, utilizando-se do regime de competência.

10. Realizáveis a longo prazo, investimentos e intangível compõem o ativo circulante da


empresa, enquanto disponibilidade, aplicações em despesas do exercício seguinte representam
ativos não circulantes.

O ativo não circulante é composto por:

1 – ativo não circulante realizável a longo prazo;

2 – investimentos;

3 – imobilizado;

4 – intangível.

Por sua vez, no ativo circulante são classificadas as disponibilidades, os direitos realizáveis no
curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício
seguinte;

FÍSICA
Prof. Vinícius Silva6

1. O trabalho da força centrípeta é calculado pelo produto da força pelo deslocamento, ou


seja, T = F.d.

6
Técnico Judiciário do TRF5. Responsável pelo Passo Estratégico da matéria de Física. Instagram: @profviniciussilva

21
. Túlio Lages
Aula 00

Errado! Cuidado, pois as forças de natureza centrípeta não realizam trabalho, pois são sempre
perpendiculares à trajetória.

2. O trabalho da força de atrito pode assumir valores positivos ou negativos em uma


frenagem.

Errado! Cuidado com o trabalho da força de atrito, pois ele sempre será negativo em uma
frenagem, uma vez que é usado para parar o veículo, reduzindo-se a sua energia cinética.

3. A energia cinética de um corpo a 100km/h é o dobro da energia cinética desse mesmo


corpo quando ele está a 50km/h.

Errado! A energia cinética é proporcional ao quadrado da velocidade do corpo, portanto, se


dobrar a velocidade ela será quadruplicada.

4. O trabalho da força peso depende da trajetória do corpo.

A força peso é uma força conservativa e por conta disso é uma força cujo trabalho só depende
dos pontos inicial e final da trajetória e não dela em si.

5. Em um sistema dissipativo ocorre dissipação da energia total.

Errado! Cuidado com a leitura do enunciado, pois a energia que se dissipa em um sistema
dissipativo é a energia mecânica e não a energia total, esta sempre se conserva, pois a energia
apenas troca de natureza, mas nunca se destrói ou se cria.

6. Toda colisão mecânica é um sistema conservativo.

Errado! Apenas a colisão elástica possui essa característica, pois nela desconsideramos a ínfima
dissipação de energia. O que ocorre em toda a colisão é a conservação da quantidade de
movimento, ou momento linear, portanto toda colisão é um sistema isolado.

7. Na colisão parcialmente elástica ocorre dissipação máxima de energia.

Errado! Na colisão parcialmente elástica ocorre dissipação de energia, porém não é a máxima,
pois é na colisão inelástica que ocorre a perda máxima de energia mecânica.

8. A quantidade de movimento de um corpo que está em repouso pode ser diferente de zero,
caso ele possua massa não nula.

Errado! No caso de um corpo sem velocidade, ou seja, em repouso, a quantidade de movimento


dele é nula, pois a quantidade de movimento é o produto da velocidade pela massa do corpo,
então se o corpo possui massa isso não garante a quantidade de movimento.

9. No sistema isolado não há forças externas.

22
. Túlio Lages
Aula 00

Errado! No sistema isolado pode haver forças externas, porém a resultante delas deve ser nula.

10. Na colisão inelástica, a velocidade relativa de afastamento dos corpos é não nula.

Errado! A colisão inelástica é aquela em que temos ambos os corpos “colados” após a colisão,
ou seja, ambos vão compartilhar da mesma velocidade, portanto, a velocidade relativa de
afastamento sempre será nula e em razão disso o coeficiente de restituição será nulo.

QUÍMICA

Querido aluno, cada assertiva abaixo contém uma "casca de banana" – será que
você vai escorregar em alguma? (rs)

A ideia aqui é induzi-lo levemente a cometer erros, não com o intuito de


desanimá-lo, mas para que você aumente a retenção do conteúdo estudado e
fique atento em possíveis questões perniciosas da banca!

Vamos lá?

1. A seta bidirecional em um equilíbrio (A + B  C + D) químico significa que a reação pode


ocorrer nos dois sentidos: ora acontece em um sentido, ora em outro.
A seta bidirecional significa que tanto reagentes reagem entre si para formar os produtos quanto
os produtos também reagem entre si para recompor os reagentes. No entanto, a reação
acontece nas duas direções simultaneamente.
2. Quando uma reação atinge o equilíbrio, as concentrações dos reagentes e dos produtos se
igualam, mas as velocidades das reações direta e inversa são diferentes.
Quando o equilíbrio é atingido, as concentrações das espécies químicas envolvidas passam a ser
constantes e não iguais. Produtos podem estar em maior ou menor concentração em relação aos
reagentes, a depender do valor da constante da reação. Considerando que o equilíbrio químico
é dinâmico e que nele as concentrações são constantes, podemos concluir que as velocidades de
reação direta e inversa são iguais.
3. Dado o seguinte equilíbrio químico 4HCl(g) + 1O2(g)  2H2O(g) + 1Cl2(g), podemos escrever sua
constante como segue:

PH22O  PCl2
K= 4
PHCl  PO2

Em geral a água não aparece na constante do equilíbrio químico, já que uma das regras é omitir
sólidos, líquidos e solventes. No entanto, nesse caso a água participa da constante, pois a reação
se dá no estado gasoso, sendo a água um dos produtos.

23
. Túlio Lages
Aula 00

4. Independentemente de temperatura e pressão, o aumento da concentração de um reagente


sempre deslocará a reação para a direita, sentido de formação dos produtos.
Via de regra o aumento de um reagente desloca o equilíbrio químico para direita. No entanto,
temperatura e pressão também são variáveis que, quando modificadas, podem resultar em
deslocamento para direita ou para a esquerda, a depender da termoquímica da reação e
também do volume de reagentes e produtos. Dito isso, mesmo que a concentração de um
reagente seja aumentada, o equilíbrio poderia se deslocar para esquerda se temperatura e/ou
pressão fossem alteradas, em maior proporção, para induzir o deslocamento do equilíbrio no
sentido dos reagentes.
5. Na representação da constante de equilíbrio, concentrações das espécies químicas devem
estar em mg∙L-1.
As concentrações das espécies químicas devem estar em mol∙L-1 e não mg.L-1.
6. Grau de dissociação, α, corresponde à fração do ácido ou da base que se encontra não
dissociado(a) ou na forma molecular.
Grau de dissociação corresponde à fração da forma que se encontra na forma dissociada (forma
iônica), como podemos ver nas fórmulas abaixo.
Grau de dissociação de um [A- ] x x
 -  
ácido: [A ]  [HA] x  (F  x) F
Grau de dissociação de uma [BH+ ] x x
  
base: [BH ]  [B] x  (F  x) F
+

7. A concentração dos íons de um sal em meio aquoso que está em excesso em relação à sua
solubilidade independe da massa de sal adicionada.
A massa de sal em excesso não é solubilizada e se deposita no fundo do recipiente, formando o
chamado corpo de fundo. Já a massa solubilizada depende apenas da constante do produto de
solubilidade (Kps). Por isso, embora pareça contrassenso, sabendo que o sal está em excesso,
não precisamos conhecer sua massa adicionada para calcular a concentração dos íons em
solução. Para ilustrar, suponhamos o seguinte equilíbrio referente a solubilização de um sal AB (s)
 A+(aq) + B-(aq). Para calcular a concentração dos íons (A+ e B-) basta fazermos Kps = x.x → Kps =
x2, uma vez que [A+] = [B-].
8. Um ácidos forte apresenta elevados valores de Ka e pKa.
Quanto maior Ka de um ácido, mais deslocada para os produtos será a reação e mais forte será o
ácido. A medida que o Ka aumenta, o pKa diminui. Portanto, quanto menor o pKa, mais forte
será o ácido.
9. O grau de dissociação ( ) de um ácido independe da diluição empregada na solução.

Podemos analisar essa assertiva a partir da Lei de diluição de Ostwald cuja fórmula simplificada
está representada a seguir:

24
. Túlio Lages
Aula 00

Ka   2  F
Como F = n/Vsolução, a equação de Ostwald pode ser reescrita como mostrado a seguir:

Ka Vsolução   2  n
Pela equação acima, quanto maior o volume da solução, isto é, maior a diluição da solução,
maior será o grau de dissociação.
10. Soluções tampão são soluções aquosas que resistem a mudanças de pH quando são
adicionadas bases ou ácidos ou quando se realiza uma diluição. São preparados pela mistura de
ácidos fortes e bases fracas.
Os tampões são preparados pela mistura de ácidos frascos e suas bases conjugadas ou sais do
ácido. De forma alternativa, um tampão também pode ser preparado utilizando uma base fraca e
seu ácido conjugado.
11. Em uma titulação, ponto de equivalência (Veq) é o ponto (volume) que se pode determinar
experimentalmente. Por exemplo, em uma titulação ácido-base, pode ser utilizado o indicador
fenolftaleína, que se torna rosa quando o pH passa de ácido para básico. Esse ponto de viragem
(mudança da cor) é denominado ponto de equivalência.
Ponto de equivalência (Veq) é o volume exato a ser gotejado para que a reação entre titulante e
titulado se complete. O ponto de equivalência não pode ser determinado experimentalmente e
está relacionado ao número de mols necessários para a reação se completar a partir dos cálculos
estequiométricos baseados na reação química balanceada. Por exemplo, se estivéssemos
titulando 1 mol NaOH (presente no erlenmeyer) seria necessário gotejar o volume de um titulante
que contivesse 1 mol de um ácido, exemplo HCℓ. A definição apresentada corresponde ao Ponto
final (Vf) ou ponto de viragem.

NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Prof. Thiago Cavalcanti7

1. O princípio da autenticidade permite verificar a identidade do emissor, garantindo que a


informação será armazenada e enviada sem alterações.

A autenticidade garante a veracidade das informações. Apenas isso! As informações serão


guardadas ou enviadas em sua forma original, sem sofrer alterações respeitando outro princípio,
o da INTEGRIDADE.

7
Analista de Tecnologia da Informação do Banco Central do Brasil. Responsável pelo Passo Estratégico da matéria
Informática. Facebook: @profthiagocavalcanti | Instagram: @prof.thiago.cavalcanti | YouTube: profthiagocavalcanti

25
. Túlio Lages
Aula 00

2. Um firewall é um dispositivo de segurança que funciona como um filtro de arquivos


monitorando o tráfego da rede.

Na sua forma mais simples de implementação, o firewall funciona como um filtro de pacotes
(stateless) que pode ser configurado tanto para a rede interna, quanto para a rede externa. Não
é um filtro de arquivos.

3. A função hash são códigos únicos gerados a partir de um algoritmo que assegura a
capacidade de controle de acesso à informação, permitindo que ela esteja disponível apenas a
pessoas autorizadas.

Uma função hash mapeia os dados de comprimento variável para dados de comprimento fixo,
criando, a partir dos valores retornados, um código hash ou checksum. Os códigos gerados são
únicos para cada arquivo e a partir do código gerado não é possível retornar ao arquivo, ou seja,
é um processo de via única. Não existe relação com o controle de acesso à informação.

4. Um ransomware torna inacessíveis os dados armazenados, para realizar ataques distribuídos


de negação de serviço utilizando computadores infectados para atacar outros computadores sem
que o usuário perceba essa ação.

É de suma importância de ler o item por completo e com bastante atenção para não confundir
conceitos. Ransomware é um tipo de código malicioso que torna inacessíveis os dados
armazenados, geralmente usando criptografia, e que exige pagamento de resgate (ransom) para
restabelecer o acesso.

5. O becape do tipo diferencial realiza a cópia das últimas alterações relativas ao último
backup completo ou incremental.

Diferente do backup incremental, o diferencial sempre copia os dados alterados desde o backup
completo.

6. O spyware é um malware disfarçado de software legítimo para obter acesso aos sistemas
dos usuários, permitindo que criminosos espionem, roubem dados confidenciais e obtenham
acesso ao sistema através de uma backdoor.

Essa, talvez, seja uma das definições mais confundidas entre as pessoas. O spyware é um
software de espionagem, isto é, sua função é coletar informações sobre uma ou mais atividades
realizadas em um computador. A definição acima é de cavalo de Tróia.

7. Phishing é um software malicioso capaz de se autorreplicar em computadores capturando e


transmitindo informação altamente sensíveis como contas bancárias online e senhas, ou
informações de cartão de crédito.

26
. Túlio Lages
Aula 00

Um golpe on-line de falsificação. Essa é a forma mais simples de definir phishing. Os phishers
enviam e-mails que tentam imitar mensagens de empresas financeiras legítimas ou de outras
empresas e instituições que você talvez até utilize.

8. O certificado digital é um método que permite comprovar a autenticidade e a integridade


de uma informação, ou seja, que ela foi realmente gerada por quem diz ter feito e que ela não foi
alterada.

Apesar da semelhança nos termos, a descrição acima é sobre assinatura digital. Certificado
digital é o documento eletrônico que possibilita a troca segura de informações entre duas
partes, com a garantia da identidade do emissor, da integridade da mensagem.

9. A criptografia de chave simétrica utiliza duas chaves: uma pública e uma privada. Quando
uma informação é codificada com uma das chaves, somente a outra chave do par pode decodificá-
la.

A criptografia de chave simétrica utiliza a mesma chave tanto para codificar como para
decodificar as informações.

10. Os antivírus são programas de segurança que tem o objetivo de detectar e remover
adwares e spywares.

Apesar de termos antivírus que desempenham essa função, as bancas gostam de diferenciar de
forma clara um antivírus e um antispyware. Os antivírus são programas de computador
concebidos para prevenir, detectar e eliminar vírus de computador.

27

Você também pode gostar