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DIARIO T

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE OLAVO DE CARVALHO

O QUE ACONTECERÁ
DE SEGUNDA A SEXTA

COM O MUNDO A
PARTIR DE AGORA?
O imperador Dom Pedro II foi o maior líder que o Brasil já teve. Até a
queda do Império do Brasil atrvés do golpe da República que desgraçou o
país e nunca mais se recuperou

10 HORAS DA MANHÃ 8 HORAS DA NOITE 8 HORAS DA NOITE EDIÇÃO N° 156


8 de janeiro de 2021
BOLETIM BOLETIM RADAR Ano 1 - Desde 27/05/20

DA MANHÃ DA NOITE DA MÍDIA Terça Livre TV

DE SEGUNDA A SEXTA DE TERÇA A SEXTA TODA SEGUNDA


COMPRE O ANUAL AGORA

COMPRE O MENSAL AGORA


Editorial

N o Diário de hoje mostramos as declarações do presidente


americano, Donald Trump, que disse que a transição para o
governo Biden será de paz. Ele anunciou que, apesar de não con-
cordar com a certificação dos votos diante de tantas evidências de
fraude, deseja uma transição com paz e ordem. Mal Donald Trump
é oficialmente derrotado nas eleições americanas, e já tem quem
queira mandar no Brasil: o presidente da comissão de relações
exteriores da Câmara dos Estados Unidos, Gregory Meeks, quer
interferir em assuntos internos do Brasil e “acabar com bolsonaros
do mundo”, junto com o novo governo de Biden. Sobre a vacina
contra o vírus chinês, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse
em comunicado que o presidente Bolsonaro assinou uma MP que
possibilita agilizar o plano nacional de vacinação, além de facilitar
a negociação com os laboratórios responsáveis pelas vacinas.

Em participação especial no Boletim da Noite, o professor Olavo de


Carvalho deu uma verdadeira aula a respeito do modus operandi
comunista, e disse que é preciso compreender o comunismo para
combatê-lo. Exemplificou como os comunistas agem e explicou o
que é preciso para uma compreensão profunda da ideologia para
sabermos como nos defender de tudo que está acontecendo na
atualidade. No mais, temos o jornalista e correspondente inter-
nacional, Allan dos Santos, rebatendo mais um ataque ao Terça
Livre. O blogueiro Fábio Zanini valeu-se de uma estratégia comum
na grande mídia, utilizando mentiras e distorcendo tudo que foi
dito na cobertura que o Terça Livre fez do manifesto pró-Trump
em Washington-DC. Isso e muito mais do Diário.

Boa leitura!
Editor chefe
Edivaldo de Carvalho
DIARIO
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Boletim da Manhã
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Boletim da Noite
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B o letim
da Manhã

Descrição do vídeo
Título: CAPITÓLIO: O PODER EMANA DO POVO?
Âncora: Max Cardoso.
Participação: Ricardo Roveran; Allan Lopes.
Data: 07/01/20 (quinta-feira)
Duração da live: 2h 03min 01seg

(Assista o vídeo na íntegra clicando no player acima)


CAPA DIÁRIO
Edição N° 156
8 de janeiro de 2021
Ano 1 - desde 27/05/20
O QUE ACONTECERÁ COM O MUNDO
A PARTIR DE AGORA?
Exibido dia 07/01/2021

Sumário Boletim da Manhã


Transição com paz........................................................... 8
Meeks quer governar o Brasil........................................ 12
40 processos de impeachment......................................16
Maia pede votação remota........................................... 20
Aliança pelo poder..........................................................25
Doria recua..................................................................... 30
Pressão pela Coronavac................................................ 34
Fechamento de hospital de campanha.........................37
Comunicado de Pazuello................................................42
Arreaza ataca chanceler................................................ 47
Análise
Ricardo Roveran

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falando na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) | Foto: Gage Skidmore

TRANSIÇÃO COM PAZ


Congresso certifica Biden
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que apesar de não con-
cordar com a certificação dos votos diante de tantas evidências de fraude, deseja
uma transição com paz e ordem | Fonte: Revista Oeste 
M esmo contra a vontade popular e diante de
inúmeras evidências de fraude, o Congresso
dos Estados Unidos certificou nesta madrugada
a vitória de Joe Biden como presidente. O presi-
dente Donald Trump anunciou que haverá uma
transição ordeira em 20 de janeiro. A data marca
a posse do democrata.

“Mesmo que eu discorde totalmente do resul-


tado da eleição, e os fatos me confirmem, haverá
uma transição ordeira”, anunciou Trump, através
de um porta-voz da Casa Branca, ao insinuar que
não jogará a toalha acerca de supostas fraudes.
Trump promete levar o caso à Suprema Corte.

“Embora isso represente o fim do maior pri-


meiro mandato da história presidencial, é apenas
o começo de nossa luta para tornar a América
grande de novo”, acrescentou o republicano. 

Análise de Ricardo Roveran

A leitura que eu tenho disso não é nem um pouco


positiva, porque vamos supor que Joe Biden
assuma a presidência: será que ele governa? Com
esse clima, essa suspeita de que não é um governo
legítimo? Como fica a relação dele com o eleito-
rado? Vamos lembrar que 18% dos democratas
estavam desconfiados e inseguros. É um público
de esquerda? Sim, mas não havia unanimidade
nem entre o grupo deles, é isso que quero dizer. 

Quando você compara as revoltas populares que


aconteceram na história, como por exemplo a
vaia que a Dilma sofreu no segundo tempo do
jogo na Copa do Mundo aqui no Brasil, foi um
evento que marcou o começo do fim do segundo
mandato dela. Tanto que em 2016 culminou na
queda da popularidade dela a 7% e, pouco depois,
o processo de impeachment. Vendo uma situ-
ação assim, como é que se pode sustentar um
governo que não tem a população ao seu lado? 

Em 2011 o mundo assistiu a Primavera Árabe, e


o que aconteceu em seguida? De início foram 4
ditaduras derrubadas, e logo em seguida houve
eleições no Egito. Então, é necessário pensar:
adianta desafiar o povo? É um bom negócio você
andar na contramão da vontade popular? Esse é
o questionamento que eu levanto. Vale a pena
ter uma vitória formal, mas que não se reflete
em substância na realidade dos fatos que estão
apresentados?

Será um governo sustentado por uma narrativa


maravilhosa. A velha mídia, por exemplo, falou
ontem o dia todo que Trump estava incitando
as pessoas, ao mesmo tempo em que as redes
sociais estavam cortando as mensagens dele ao
longo do dia. Cortam a comunicação da suposta
liderança e em seguida atribuem a ela os atos
das pessoas que não foram comunicadas. Trump
estava pedindo paz, ordem etc, e junto com o
pedido dele a mídia dizia que não, que era o
contrário. 

O que nos resta pensar? Será que as pessoas real-


mente se dirigiram ao Capitólio naquela invasão,
passaram por 4 barreiras policiais para clamar lá
dentro que sua voz fosse ouvida por CNN, por
BBC etc? Não tem o menor cabimento isso, é ridí-
culo até de pensar. Portanto, a minha leitura é
essa, não é um cenário bom para o Biden assumir.
[saiba mais]

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Análise
Allan Lopes

Pastor L. Mullings, Congressista do Queens Gregory Meeks e Governador Cuomo de NY | Foto: Jaydensonbx

MEEKS QUER
GOVERNAR O BRASIL
Gregory Meeks quer governar também o Brasil
O Presidente da comissão de relações exteriores da Câmara dos Estados Unidos, Gre-
gory Meeks, quer interferir em assuntos internos do Brasil e “acabar com bolsonaros
do mundo”, junto com o novo governo de Biden | Fonte: Revista Oeste
O democrata Gregory Meeks afirmou que vai
“promover os direitos humanos no Brasil”. O
Congresso norte-americano certificou Joe Biden
como novo ocupante da Casa Branca, conforme
noticiou a Oeste. De acordo com Meeks, o novo
governo precisa discutir com o presidente Jair
Bolsonaro “a marginalização das comunidades
afro-brasileiras, indígenas e lgtb+”. “Há um papel
que todos devem desempenhar e, se podemos
estar de acordo e começar a falar e exercer a
mesma pressão sobre os ‘bolsonaros do mundo’,
acho que podemos ter um grande impacto”,
declarou Meeks em entrevista à agência AFP,
publicada na quarta-feira 6.

Entre outros pontos, Meeks pediu ao novo gov-


erno para rever a política de Washington sobre a
ditadura venezuelana, com enfoque mais “multi-
lateral”. “Não podemos entrar e dizer: ‘Esse é seu
presidente’. Não é nosso papel, mas sim do povo
venezuelano”, disse, ao se referir a Juan Guaidó.
Também Meeks comparou o presidente dos Esta-
dos Unidos, Donald Trump, a Nicolás Maduro.
“Acho que muitas pessoas na Venezuela estão
rindo porque o que Trump está fazendo nesta
eleição é muito similar ao que Maduro tentou
fazer na Venezuela. Precisamos de uma política
diferente”, acrescentou o legislador.

Análise de Allan Lopes

Soma-se a isso algo que não sei se vocês lem-


bram, a declaração do Biden há menos de um
mês, em que ele diz que reuniria alguns países
para injetar 20 bilhões de dólares no Brasil, espe-
cificamente na Amazônia, para que o brasileiro
pudesse se enquadrar ali na política ambiental
que eles determinam que é a política ambien-
tal do mundo. Na verdade, o que eles querem
realmente é a internacionalização da Amazônia,
sabemos disso. 

Além dessa questão, há também as pautas das


“minorias”, eles pretendem de maneira global
dominar tudo isso. Faz parte do globalismo.
Como o professor Olavo sempre diz que o social-
ismo sempre foi trazido para dentro do global-
ismo de maneira muito fácil, porque se tornou
uma ferramenta da qual o globalismo pudesse
se utilizar para enfraquecer as culturas nacionais
dos países, as crenças, os valores, abrindo espaço
para que eles entrassem com toda força. 

Estamos vivendo uma guerra da verdade contra


a mentira. Antes só tínhamos a “verdade abso-
luta” por parte da imprensa; hoje, com o advento
da internet, das redes sociais, temos uma con-
traposição, algo que não ocorria antes. A todo
momento vemos isso, a todo instante a grande
mídia dos EUA vai dizer que o país está dividido
e que por isso o mandato do Biden será difícil. A
questão é que o país não está dividido, essa é uma
“forçação de barra” que eles estão querendo
fazer para dizer que o Biden teve uma disputa
acirrada, mas é mentira. Sabemos que o Trump
levou facilmente uns 70%, basta apenas olharmos
o governo desde janeiro. O que eles vão tentar é
impor essa política universal, globalista, interfer-
indo nas soberanias, tanto de maneira econômica
quanto na questão dos valores, enfim, para poder
estabelecer aquilo que eles querem, que é o glo-
balismo tomando conta do mundo. [saiba mais]

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Artigo
Ricardo Roveran

Palavras do Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre | Foto: Isac Nóbrega/PR

40 PROCESSOS DE
IMPEACHMENT
Alcolumbre rejeita pedidos de impeachment
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tentou agradar os ministros do STF ao
arquivar todos os pedidos de impeachment. Com isso, não exerceu a função para
qual foi eleito, a de fiscalizar. É inadmissível ignorar 40 processos de impeachment
| Fonte: Correio Braziliense
O presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (DEM-AP), rejei-
tou todos os pedidos de impeach-
ment que estavam protocolados
contra ministros do Supremo Tri-
bunal Federal (STF). A decisão de
arquivamento ocorre a menos de
30 dias de o democrata deixar o
comando da Casa. Além dos pedi-
dos contra os ministros do STF,
Alcolumbre também rejeitou dois
pedidos em desfavor do procura-
dor-geral da República, Augusto
Aras, além de outros dois que
ainda aguardavam análise com cita-
ções aos ex-procuradores-gerais,
Rodrigo Janot e Raquel Dodge. Ao
todo, foram arquivados 38 proces-
sos, sendo que 35 eram em desfa-
vor dos ministros. O principal alvo
das denúncias era Alexandre de
Moraes, com 17 pedidos.

Dentre os autores dos pedidos


estão parlamentares, advogados, ativistas políti-
cos e demais cidadãos. Autor de um pedido con-
tra Alexandre de Moraes e outro contra Dias Tof-
foli, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE)
criticou a decisão de Alcolumbre. “O senador
Davi Alcolumbre encerra sua passagem pela
presidência do Senado confirmando a sua estat-
ura política. Um cidadão que reduziu a importân-
cia do Senado e que não tem a capacidade de ter
a mínima independência para analisar pedidos
de impeachment, de CPI, ou mesmo requerimen-
tos de informações a ministros do Executivo. É
lamentável que uma figura dessa tenha passado
pela presidência do Senado”, afirmou Vieira.

Análise Ricardo Roveran

O arquivamento dos pedidos de impeachment


dos ministros do STF foi um tremendo “pre-
sente” de final de ano para os brasileiros, em
especial para o senhor Oswaldo Eustáquio, que
está preso. Nosso sistema consiste em 3 pode-
res, Judiciário, Executivo e Legislativo. O Leg-
islativo fiscaliza o Executivo, o Judiciário é fis-
calizado também pelo Legislativo, a figura da
Câmara fiscaliza o Executivo e o Senado fiscaliza
o Judiciário. Então, a obrigação do senhor Davi
Alcolumbre - prestem bastante atenção nisso
- enquanto Senado, era fiscalizar! Se você tem
uma denúncia, é necessário dar atenção para
isso, ainda mais quando se somam 40 pedidos.
Se isso fosse contra o presidente Bolsonaro, o
que estaria acontecendo neste exato momento?
O que aconteceu com os pedidos de impeach-
ment contra o Bolsonaro? Foram examinados e
reexaminados. 

O que estou querendo mostrar aqui é a gravidade


do negócio, precisamos tocar nessa ferida. Havia
40 pedidos de impeachment contra ministros
do Supremo Tribunal Federal e de repente ele
resolveu arquivar e mostrar-se “amiguinho” dos
ministros. Creio que seja disso que estamos nos
livrando, que esse dia 1 de fevereiro será uma luta
muito grande para o Brasil inteiro. Ver o Alcolum-
bre saindo de um lado, o Maia saindo do outro
e torcer para que o cenário seja diferente nesse
2021. [saiba mais]

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Análise
Alan Lopes

Reunião com Presidente da Câmara dos Deputados da Argentina, Sérgio Massa, Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia e Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo | Foto: Marcos Corrêa/PR

MAIA PEDE
VOTAÇÃO REMOTA
Maia quer votação virtual para a presidência da
Câmara
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer que a votação para a presidência da
Câmara seja virtual e remota. Na última eleição, em meio a pandemia, foi necessário
que toda população fosse às urnas, mas Maia acredita que os parlamentares têm
este privilégio | Fonte: CNN
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-
-RJ), admitiu à CNN que avalia permitir que
a próxima eleição para a mesa diretora, marcada
para 1º de fevereiro, seja realizada por meio de
votação virtual remota, e não presencial em ple-
nário, como em outros anos. A possibilidade,
porém, já gerou reação do deputado Arthur Lira
(PP-AL), candidato à presidência da Casa adversá-
rio do grupo de Maia. “Nas eleições (municipais),
148 milhões de eleitores tiveram a obrigação de
ir às urnas e votar em plena pandemia. Agora, o
presidente da Câmara @rodrigomaia e seu can-
didato @baleiarossi querem votar remotamente
na eleição para a presidência da Câmara. Qual
a verdadeira intenção por trás disso?”, questio-
nou Lira no Twitter, nesta quarta-feira (6). O PP,
partido de Lira, também reagiu e divulgou nota
oficial sobre o assunto, assinada pelo senador
Ciro Nogueira, presidente da sigla.

Análise de Alan Lopes

Primeiro eu gostaria de fazer uma crítica aos nos-


sos deputados da base, porque se isso estivesse
acontecendo do lado contrário, como vemos,
com certeza algum parlamentar da esquerda já
teria ido até o STF entrar com alguma ADI ou
algum tipo de ação. Estou esperando ansiosa-
mente que algum parlamentar da base se mexa
e tenha efetividade realmente entre com um
processo que dê resultado e tenhamos muito
barulho na internet, que é o que a esquerda vem
fazendo a todo tempo. 

Pegando o gancho do comentário anterior do


Roveran sobre a profundidade do absurdo em
termos mais de 40 pedidos de impeachment que
não foram analisados, é importante frisar que
nós vimos nos últimos dias que quem escolhe o
deputado ou senador que será o presidente da
Câmara ou do Senado, de fato, são os ministros
do STF. Vimos aquela reunião na casa da Carmem
Lúcia, que era para definirem o quê? O apoio a
um determinado candidato ao Senado. Então, é
óbvio que o Alcolumbre é mais um desses que
foi colocado lá com o aval do STF. E é óbvio tam-
bém que ele não iria analisar nenhum pedido
de impeachment, essa é a primeira análise que
precisamos fazer. A segunda é lembrarmos do
depoimento do Baleia Rossi ontem, no anúncio
que ele fez sobre sua candidatura, e ele deixou
bem claro que apesar de ele ter trazido toda
aquela frente ampla dos partidos de esquerda,
sabemos que a esquerda está sempre brigando,
defendendo as suas bandeiras ideológicas dos
discursos diversitários, mas que isso não é sufi-
ciente para o presidente da Câmara analisar um
pedido de impeachment.

Como eles não são bobos, já estão com a narra-


tiva de que vão, de qualquer maneira, aprovar
mais auxílio emergencial para que o governo se
enforque, e estoure o teto de gastos. É a única
maneira dele analisar um pedido de impeach-
ment, se houver crime de responsabilidade fis-
cal. Sabendo disso, eles já estão unidos para que
mesmo que o Executivo não faça, eles votam para
que haja mais auxílio emergencial. Sabemos que
não há como sustentar mais 6 meses de auxílio
emergencial, mas a estratégia é exatamente essa,
fazer o governo se enforcar, estourar o teto de
gastos, e aí o PT entra com o pedido de impeach-
ment, ele analisa, cumprindo assim o seu acordo
com o PT por ter recebido esse apoio. 

O PT foi bem claro ao dar esse apoio ao Baleia


Rossi, eles querem que ele análise uma pauta
de impeachment. Mas ele sabe que uma pauta
de impeachment apenas por discursos diversi-
tários ou ideológicos não vai se sustentar. Mas,
se houver realmente um crime de responsabili-
dade fiscal, obviamente ele analisará o pedido
de impeachment. 

Creio que, assim como falamos na primeira hora


de programa sobre a indignação das pessoas nos
EUA, aqui também não é diferente. As pessoas
se indignam quando descobrem que estão sendo
enganadas por uma minoria, porque nós somos
maioria. Somos 57 milhões que escolheram de
maneira democrática um presidente para gover-
nar o país, baseado nas pautas e bandeiras que
ele propôs e que são o anseio da maioria. Isso
precisa ser respeitado, e não tem sido. [saiba
mais]

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Análise
Alan Lopes

Palavras da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia | Foto: Marcos Corrêa/PR

ALIANÇA PELO
PODER
Troca de favores pela presidência do Senado
Os partidos PSD e DEM já começaram a buscar uma aliança, com uma troca de favores,
que envolveria a presidência do Senado e o governo de Minas Gerais. O mais alar-
mante é que essa conversa teria acontecido na casa da ministra do STF, Cármen Lúcia
| Fonte: O Globo
A conversa entre Rodrigo Maia e Alexandre
Kalil (PSD) sobre a presidência do Senado
ocorreu na casa de Cármen Lúcia, em Belo Hori-
zonte. A informação é da coluna de Lauro Jar-
dim, no Globo. Maia e Kalil almoçaram na casa
da ministra do STF em 29 de dezembro. O pre-
sidente da Câmara passou apenas cinco horas
na capital mineira. Pelo apoio do PSD a Rodrigo
Pacheco (DEM) no comando do Senado, os dois
conversaram sobre o DEM apoiar o PSD ao gov-
erno de Minas em 2022. 

Uma reunião entre Kalil, Pacheco, Gilberto Kassab


e Otto Alencar nesta terça-feira avançou nessa
aliança, que deve ser referendada pela bancada
do partido ainda hoje. O PSD é a segunda maior
bancada no Senado, com 11 parlamentares, e por
isso é considerado fundamental na disputa pela
presidência da Casa.

Análise de Alan Lopes

O que me causa muita indignação - vou ser sincero


e farei mais uma crítica - é que quando Bolsonaro
foi nomear o Ramagem, no mesmo dia ou no dia
seguinte já havia deputados de esquerda lá no
STF com pedidos de impedimento etc. E estamos
aqui falando de uma coisa totalmente absurda,
algo muito sério. Uma ministra do STF, em sua
casa, com dois parlamentares, negociando apoio
para a presidência do Senado! Eu não sei se as
pessoas não entenderam o tamanho da gravi-
dade disso, só sei que não estou vendo nada!
Tomara que eu esteja enganado, mas na minha
avaliação era para toda a base dos parlamentares
estarem reunidas nesse momento entrando com
impedimento, ou indo ao STF, ou mesmo para a
TV e redes sociais.

Deveríamos estar fazendo alguma coisa, pois isso


é muito grave e mostra claramente a interferên-
cia de um poder no outro. Qual é o intuito de
se ter uma ministra do STF negociando, fazendo
pontes entre dois partidos políticos para eleger
um presidente do Senado? O que é isso? Vimos
ontem tudo o que aconteceu nos EUA, e vocês
viram por acaso algum membro da Suprema
Corte se pronunciando? Não, você não vê! No
Brasil, eles militam de maneira inescrupulosa,
sem nenhum medo, não estão nem aí para a Con-
stituição, rasgam-na diversas vezes e o que é que
nós estamos fazendo? O que é que os parlamen-
tares estão fazendo? 

Não é possível que eles acharão isso tudo muito


natural, dizer que não tem jeito e que estão nas
mãos deles mesmo. Se for assim, é melhor entre-
gar a cadeira para o presidente do STF e deixar
eles governarem o país. Vejo que por parte dos
nossos parlamentares há uma omissão, uma inér-
cia. Não sei o que está acontecendo, o Max sem-
pre fala sobre a Bia e o Daniel, mas onde está o
restante? Onde está a frente ampla? Não vemos
isso. 

Vemos aí o Molon defendendo as bandeiras que


são um lixo, ele está toda hora lá no STF entrando
com processos, sempre atrapalhando e colhendo
resultados positivos para o lado dele. É disso
que estamos precisando, de parlamentares que
trabalhem e tragam resultados efetivos, e não
que apenas fiquem fazendo barulho. Consid-
ero um absurdo esse fato de uma ministra estar
fazendo uma ponte entre dois parlamentares
para decidir o futuro da presidência do Senado.
Qual é a intenção de uma ministra estar fazendo
essa ponte? Só chegamos a conclusão de que a
intenção é que não seja pautado nenhum pedido
de impeachment de ministros do STF. [saiba mais]

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Artigo
Allan dos Santos

O Governador do Estado de São Paulo, João Doria, participa de Reunião com a Prefeita de Palmas - Cinthia Ribeiro | Foto: Governo do Estado de São Paulo

DORIA RECUA
João Doria suspende aumento de ICMS
O governador de São Paulo, João Doria, suspendeu o aumento de ICMS, com forte
pressão popular, principalmente do setor agrícola. O governador resolveu recuar,
mais um exemplo de que o povo pode ter voz ativa nas decisões do governo | Fonte:
Revista Oeste
A decisão foi anunciada na quarta-feira (6).
Em síntese, as alterações, com redução
de benefícios fiscais, significaram aumento da
taxa em vários setores antes beneficiados. Em
outubro de 2020, Doria conseguiu aprovar um
pacote de ajuste fiscal que valeria a partir de
15 de janeiro deste ano, quando novas alíquo-
tas de ICMS seriam praticadas. Dessa forma,
alimentos básicos como carne, leite, vege-
tais e frutas sofreriam aumento de até 13% —
medicamentos também poderiam ficar até 5%
mais caros. Conforme noticiou a Oeste, pro-
dutores rurais marcaram um “tratoraço” para
hoje porque, além do aumento do preço dos
alimentos e medicamentos, o setor perderia
a isenção de 4,14% sobre o ICMS dos produtos
agrícolas.

Análise de Alan Lopes

Que esse manifesto com tratores sirva inclu-


sive para as associações de comércio dos
estados. Não só em São Paulo, mas no Brasil
todo nós vimos uma ati-
tude de fechamentos,
inclusive com o Kalil, lá
em BH. Acho que chegou
a hora dos comerciantes
se unirem, até porque é
a economia local que dá
emprego a milhares de
famílias, e tudo o que
eles querem é quebrar a
economia para poderem
derrubar o presidente
Bolsonaro. Portanto,
creio que é muito impor-
tante que neste momento
essas associações citadas,
150 em todo o estado,
como também em todo o
Brasil, venham a se mobi-
lizar, fazer encontros,
se reunir para poderem
estar preparadas a prote-
star contra essas medidas
até mesmo nos outros
estados.

Anteriormente, eles fecharam tudo, as pes-


soas ficaram dentro de casa e tinham que usar
máscaras. Hoje, as pessoas continuam usando
máscaras enquanto frequentam o comércio,
então porque não foi feito isso lá atrás, no
início? Deixassem as pessoas usando a más-
cara, como eles queriam, mas as deixassem
abrir o comércio para pelo menos preservá-lo.
Hoje, além de quererem que as pessoas usem
máscaras, fecharam o comércio.

Assim também é a narrativa da vacina. Mesmo


depois de vacinados, será necessário usar más-
cara? O comércio vai continuar sendo fechado?
Como também vai continuar o distanciamento?
Por quê? Creio que chegou a hora da classe
média, que é quem emprega as classes mais
baixas, se unir e sair em protesto contra essas
ditaduras locais em seus estados. [saiba mais]

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Análise
Ricardo Roveran

Coletiva de imprensa sobre a eficácia da vacina do Butantan

PRESSÃO PELA
CORONAVAC
Butantan promete anunciar hoje o resultado 
O Instituto Butantan deve anunciar hoje (7) a eficácia da vacina chinesa CoronaVac.
Após quatro adiamentos e muita pressão por parte do governo de São Paulo, final-
mente o resultado deve ser divulgado | Fonte: Estadão
O governo de São Paulo e o Instituto Butan-
tan prometem divulgar nesta quinta-feira (7)
os resultados de eficácia da CoronaVac, vacina
contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêu-
tica chinesa Sinovac em parceria com o instituto
brasileiro.  A promessa é de que, também nesta
quinta, o Butantan solicite à Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização para
uso emergencial do produto.

 Análise de Ricardo Roveran

Se eu estiver errado me corrijam, mas, salvo


engano, a vacina que foi aprovada com maior
velocidade na história foi a vacina de Caxumba, e
foram 4 anos. Que genialidade foi essa que bro-
tou lá dentro, em que de repente a vacina contra
o coronavírus agora já está no auge? Já está tudo
resolvido e querem aplicar em todo mundo? “Vou
provar para vocês que a vacina é boa, vou aplicar
no meu colega”. 

Essa sanha é assustadora, a vacina da Pfizer está


causando algumas reações que são apavorantes,
e a responsabilidade sobre isso fica com quem?
É uma pergunta retórica, porque o seu direito
como cidadão à saúde está valendo tanto quanto
o seu direito ao voto. Só que se você não tomar,
alguns dos seus direitos serão tolhidos. Você não
poderá entrar aqui ou ali etc. Vamos ver o que
será decidido sobre isso. 

Eu acompanhei estarrecido a votação do Supremo


Tribunal Federal, voto a voto. Na época, o AGU
e o PGR foram contra, de início, na sustentação
oral, bateram firme nessa tecla e parecia que de
repente teríamos alguma sanidade ali. Porém,
o que se viu foi o contrário, fizeram uma defesa
sistemática em cima de uma coisa de que não
se tem qualquer certeza. Querem convencer o
cidadão na base da canetada. “Eu disse, sou a
autoridade, então tome essa vacina aí.” Vai ser
difícil convencer a população de que estão cer-
tos e ela errada só porque um juiz está dizendo.
[saiba mais]

DIÁRIO TERÇA LIVRE TV 2021 – CONTEÚDO EXCLUSIVO PARA ASSINANTES - ASSINE O TERÇA LIVRE PREMIUM 36
Análise
Alan Lopes

Foto: Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro

FECHAMENTO DE
HOSPITAL DE CAMPANHA
Hospital de campanha é mais caro que os privados
Prefeitura do Rio de Janeiro anuncia fechamento de Hospital de campanha no Rio-
centro, gerando grande economia, já que os leitos custavam mais para a prefeitura
do que se tivessem feito uma parceria com a rede privada | Fonte: Revista Oeste
S egundo a Secretaria Municipal de Saúde,
a diária dos leitos na unidade Riocentro
girava em torno de R$ 12.500 e é mais cara que
a média praticada na rede privada. A prefeitura
do Rio de Janeiro está desmobilizando o Hos-
pital de Campanha do Riocentro. Criado em
razão da pandemia pelo novo coronavírus, o
local abrigava apenas sete pacientes na última
segunda-feira (4). Para substituir a unidade, a
Secretaria Municipal de Saúde anunciou que
abrirá 193 leitos na rede pública e 150 na rede
privada — a contratação será feita por meio de
um chamamento já publicado no Diário Oficial
do município. As autoridades de saúde da pre-
feitura estimam que a medida trará economia
de R$ 250 mil por dia.

“A estimativa é que sejam economizados R$


250 mil por dia com a abertura dos mesmos
leitos no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla”,
informou em nota a Secretaria. “A diária no
Hospital de Campanha do Riocentro custa em
torno de R$ 12.500, bem acima da média até
mesmo de hospitais particulares.”

A SMS também argumenta que especialistas


não recomendam a abertura de estruturas
móveis para o atendimento de alta complex-
idade e que o município conta com milhares
de leitos desativados por falta de profission-
ais. “Por todo o ano de 2020, a maioria dos
especialistas em saúde recomendou não abrir
hospitais de campanha temporários para alta
complexidade. A cidade do Rio de Janeiro tem
atualmente 2.200 leitos desativados por falta
de profissionais em unidades já existentes das
redes municipal e federal”, explicou.

Análise de Alan Lopes

Esses 300 leitos citados saíram de um total de


2 mil leitos que temos hoje no Rio de Janeiro
parados. Fruto da corrupção do coronavírus. É
isso o que estamos vendo. Estávamos falando
sobre a vacina, e eu sempre digo o seguinte: da
mesma maneira que eu defendo a minha liber-
dade de não querer tomar a vacina, também
defendo que as pessoas que querem tomar,
tomem. Se vai precisar haver um termo de
responsabilidade pelo fato de determinado
laboratório exigir ou não, já é um problema à
parte. 

Agora, o que temos que observar é por que


esse interesse desmedido por parte de algu-
mas autoridades por um laboratório espe-
cífico, como no caso da Coronavac, em São
Paulo. Por que só essa vacina? Porque esse
desespero, essa correria? Não sabemos se é
porque o indivíduo quer angariar para si cap-
ital político, para dizer que foi o primeiro que
vacinou e poder trazer isso como parte de sua
campanha eleitoral em 2022, ou se ele está
recebendo alguma coisa por cada dose dessa
que ele está comprando (e que não são pou-
cas), sendo que só a primeira remessa custou
46 milhões.

Por que estou dizendo isso? Porque todo esse


sistema está se repetindo, o que antes foi fruto
de corrupção nos hospitais de campanha,
agora está se desenhando além da medida a
questão das vacinas, é preciso investigar isso.
Temos hoje 2 mil leitos parados, inutilizados,
no Rio de Janeiro, por conta da corrupção dos
hospitais de campanha, enquanto eles dizem
que os hospitais estão com mais de 90% da
sua capacidade total ocupada. Então, porque
não utilizam os 2 mil leitos que estão parados?
Por causa da burocracia, por que foram alvo
de corrupção? 

Enfim, aquilo que foi alvo de corrupção nos


hospitais de campanha, podem ter certeza de
que as mesmas investigações durante este
ano e no próximo continuarão sobre a vacina.
Vamos ainda descobrir muito mais maracutaias
na questão dessa compra, aquisição e corrida
louca por um determinado laboratório. Se eles
estivessem realmente preocupados com a sua
vida, não estariam amarrados a um só labo-
ratório. [saiba mais]

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Análise
Ricardo Roveran

COMUNICADO
DE PAZUELLO

Ministro da Saúde Eduardo Pazuello | Foto: Isac Nóbrega/PR

Eduardo Pazuello anuncia MP para vacinação


O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, diz em comunicado que o presidente Bol-
sonaro assinou uma MP que possibilita agilizar o plano nacional de vacinação, além
de facilitar a negociação com os laboratórios responsáveis pelas vacinas  | Fonte:
Diário do Poder
A MP possibilita a aquisição de insumos e
vacinas em fase de desenvolvimento e
em momento prévio ao registro sanitário ou à
autorização de uso excepcional e emergencial
pela Anvisa.  A autorização legislativa é neces-
sária, em razão do ordenamento jurídico criar
dificuldade ao processo de aquisição. Apesar
da possibilidade de compra de vacinas contra
Covid-19 ainda em desenvolvimento, aberta
pela MP, a vacinação somente poderá acon-
tecer após o registro ou após a emissão da
autorização excepcional e emergencial pela
Anvisa.

Para acelerar o processo de vacinação, a MP


fixa regras que flexibilizam as normas de lic-
itação, possibilitando que as partes esta-
beleçam os termos contratuais, sobretudo
os que versam sobre eventual pagamento
antecipado, inclusive com a possibilidade de
perda do valor antecipado, hipóteses de não
penalização da contratada, bem como outras
condições indispensáveis para obter o bem
ou assegurar a prestação do serviço.  A pos-
sibilidade de perda e não penalização não se
aplica em casos de fraude, dolo e culpa exclu-
siva da fornecedora. O texto do normativo traz
como regra a obrigatoriedade da elaboração
de matriz de alocação de risco entre o con-
tratante e o contratado, devendo a adminis-
tração pública adotar as cautelas necessárias
para reduzir os riscos de inadimplemento
contratual.

Análise de Ricardo Roveran

O termo de responsabilidade é para você não


ter direito de reclamar caso as coisas não saiam
certas. Se você tiver uma reação alérgica brava
e precisar de um tratamento, o laboratório não
tem nada a ver. Um dos laboratórios orientou
o governo a criar um fundo para indenizações.
Isso é muito grave. E a briga dos ministros do
STF é com o idioma, porque em uma parte da
Constituição diz que você tem liberdade de
consciência, mas na outra parte eles entendem
que você não tem. Então, como é que você
faz? 

Na ocasião do julgamento do caso da vaci-


nação compulsória, tratava-se de duas ADIs
(Ação Dirta de Inconstitucionalidade) e um RE
(Recurso Extraordinário). O RE era justamente
para decidir sobre como ficaria a situação dos
menores de idade. Sendo que as ADIs, uma
era do PDT, a favor da vacinação compulsória,
e outra do PTB, contra, salvo engano. Então,
reparamos que a argumentação e a contra-ar-
gumentação nesse formato de ensaio que foi
colocado por eles ali, fez com que eles sim-
plesmente tomassem a voz do cidadão e aban-
donassem a democracia representativa. E as
liberdades individuais simplesmente ficaram
atrás de um jogo de cena, no qual quem fala
mais bonito, quem usar um argumento mais
sofista (no sentido pejorativo grego mesmo,
um longo texto que não tem substância nen-
huma), sai ganhando. Intimida-se a pessoa que
está contra com o argumento “eu sou ministro
do Supremo e você não é, portanto eu estou
com a razão!” O argumento de autoridade
levado à enésima potência. 

Aí, você pensa: “Qual é a realidade dos fatos?


O que realmente está acontecendo? O que é
que o cidadão está atravessando?” O cidadão
está atravessando uma situação em que a vida
e a saúde dele estão em jogo. “Vou injetar algo
em você, e o meu argumento é melhor, tenho
o poder de polícia, tenho uma série de poderes
aqui, vou intimidá-lo, e se você se der mal e
receber uma série de prejuízos, o problema é
seu! Assina um termo de responsabilidade aí”.

Não é assim! Corrijam-me se eu estiver errado,


mas há na comunidade científica consenso
sobre isso? Disseram “está tudo acertado, nós
concordamos que essa é que é a boa, vai na
fé que essa aqui é a correta”? Dá para trans-
mitir essa segurança? Esse é o questionamento
agora. [saiba mais]

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Análise
Ricardo Roveran

Ministro de Estado das Relações Exteriores, Ernesto Araújo | Foto: Marcos Corrêa/PR

ARREAZA ATACA
CHANCELER
Aliado de Maduro ataca Ernesto Araújo
Jorge Arreaza, membro do governo venezuelano, atacou o chanceler brasileiro
Ernesto Araújo em sua conta no Twitter, após Araújo criticar mais um ato arbitrário
do ditador venezuelano Nicolás Maduro e reforçar o apoio a Juan Guaidó | Fonte:
Portal Terça Livre
O clima esquentou nesta terça-feira (05) no
Twitter, com troca de mensagens entre o
militante socialista-chavista-bolivariano e minis-
tro do Poder Popular para Relações Exteriores da
Venezuela, Jorge Arreaza, e o colega brasileiro,
ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
Em uma série de três tuítes, o chanceler brasileiro
criticou a intenção do ditador venezuelano, Nico-
lás Maduro, de instalar uma nova Assembleia, e
reforçou o compromisso do governo do Brasil
com Juan Guaidó, presidente encarregado.

“Ante a pretensão de Nicolás Maduro de instalar


uma nova ‘assembleia’ com base na farsa eleito-
ral de dezembro último, o governo brasileiro reit-
era seu reconhecimento à Assembleia Nacional
legitimamente eleita em 2015 e seu compromisso
com as forças democráticas da Venezuela.

A prorrogação dos atuais mandatos parlamen-


tares tem amparo na Constituição venezuelana
e em decisão da Suprema Corte legítima, e justi-
fica-se diante do desrespeito do regime Maduro
às leis eleitorais, ao estado de direito, às liber-
dades fundamentais e à dignidade do seu povo.
Seguiremos trabalhando com a atual legislatura
e com Juan Guaidó na qualidade de Presidente
encarregado, visando a que em breve sejam real-
izadas eleições presidenciais e parlamentares
livres e transparentes para colocar fim à usur-
pação de Maduro e seu conluio com o crime orga-
nizado”, tuitou Araújo.

Análise de Ricardo Roveran

Ernesto Araújo não é um ministro “tuiteiro”,


apenas de vez em quando ele entra no Twitter e
coloca alguma coisa, não é um frenético tuitador.
Ele soltou uma série de tuítes com uma posição,
não sei bem se foi ele ou algum assessor. Porém,
isso despertou a fúria do aliado de Maduro, o
chanceler venezuelano Jorge Arreaza, e foi algo
meio maluco, porque fica claro que ele estava
escrevendo com o fígado, do outro lado. 

A primeira resposta dele rendeu duas respostas


e foi “Senhor Ernesto Araújo é mais útil que con-
tinue dedicando o seu tempo bajulando e elo-
giando o seu ídolo Trump e o secretário Pompeo.
Se ocupe nos assuntos internos do Brasil, respeite
o povo venezuelano e assuma que o golpe para
o qual você se prestou, fracassou.” Ele chama
o Ernesto na mesma expressão de golpista,
bajulador, agride o homem, e em seguida pede
respeito! 

É o dedo dele escrevendo? Não, é o fígado escor-


rendo bílis. Deve estar mordendo o cotovelo do
outro lado. Essa resposta dele me chamou muito
a atenção, porque ele diz “se ocupe com os
assuntos internos do Brasil’’. Você está falando
com o ministro das Relações Exteriores e diz para
ele se ocupar com os assuntos internos do Bra-
sil! Relações Exteriores! Creio que o Itamaraty
acabou de ser redefinido, que ele pensou estar
falando com o Rogério Marinho lá no Ministério
do Desenvolvimento Regional ou outro ministro
qualquer. 

No tuíte seguinte, ele ainda termina dizendo:


“Atue como um verdadeiro ministro das Relações
Exteriores, basta de terraplanismo”. Você viu o
Ernesto Araújo defendendo Terra Plana algum
dia? E ainda diz assim: “não minta!” O homem
mente para dizer que está falando a verdade. Eu
fiquei pensando na amplitude disso. O que está
acontecendo no mundo? 

Quando você sai do mundo dos unicórnios e vem


para a bendita realidade, vê no Observatório de
Conflitos, que é uma mídia venezuelana, 1484
manifestos dentro da Venezuela em outubro
do ano passado. Não é uma pessoa, são grupos
de pessoas se manifestando, e aí ele diz que é o
Ernesto Araújo que tem que prestar atenção nos
problemas internos do Brasil, porque lá na Vene-
zuela as pessoas estão indo para a rua, mas elas
devem estar contentes. Somado a isso, a diáspora
venezuelana, a quantidade de pessoas que estão
fugindo do país, algo que já atingiu 15% da den-
sidade demográfica, salvo engano. Uma pesquisa
recente revelou que mais de 57% da população
tem a intenção de abandonar a Venezuela. Mais
da metade da população quer ir embora do país!
Lá deve estar uma maravilha mesmo. Isso ultra-
passou todos os limites do cinismo. [saiba mais]

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B letim
da Noite

Foto: Reprodução
Descrição do vídeo
Título: O QUE ACONTECERÁ COM O MUNDO A PARTIR
DE AGORA?
Âncora: Max Cardoso.
Participação: Olavo de Carvalho; Allan dos Santos.
Data: 07/01/21 (quinta-feira)
Duração da live: 2h 03min 37seg

(Assista o vídeo na íntegra clicando no player acima)


CAPA DIÁRIO
Edição N° 156
8 de janeiro de 2021
Ano 1 - desde 27/05/20
O QUE ACONTECERÁ COM O MUNDO
A PARTIR DE AGORA?
Exibido dia 07/01/2021

Sumário Boletim da Noite


Modus operandi comunista ......................................... 54
Poder comunista obscuro............................................. 60
Cargo não é poder......................................................... 65
Temos que combater o mal........................................... 70
Ataque ao Terça Livre.................................................... 74
Artigo
Olavo de Carvalho

Imagem: Reprodução

MODUS OPERANDI
COMUNISTA 
É preciso compreender para combater o comunismo
O professor Olavo de Carvalho exemplificou como os comunistas agem e explicou
o que é preciso para uma compreensão profunda da ideologia para saber como nos
defender de tudo que está acontecendo na atualidade 
E m primeiro lugar, qual-
quer um que não tenha
estudado marxismo a fundo
como eu, nunca entenderá
o que está se passando
agora. É absolutamente
impossível. Este falso senso
de superioridade que na
década de 1990 o pessoal
do Ocidente sentiu com
relação à União Soviética
é totalmente falso e enga-
noso. Vejam por exemplo
o Putin. Ele teve uma for-
mação da KGB, entende
tudo de marxismo e comu-
nismo. Qual foi a primeira
coisa que ele fez ao subir ao
poder? Quebrar as pernas
dos bilionários. Sem isso,
ele não poderia governar,
e percebeu que, ou ele que-
brava as pernas deles, ou
teria as próprias pernas quebradas por eles.

Essa é uma coisa que Donald Trump e Bol-


sonaro jamais perceberam. Eles acham que
podem usar apenas os instrumentos da con-
corrência democrática normal contra pessoas
que não reconhecem os critérios da democ-
racia, é a coisa mais óbvia do mundo. Para os
comunistas, a democracia é apenas um manto
embelezador em cima do poder nu e cru. Eles
sempre entenderam assim, sempre agem assim
e pensam que o outro lado também é assim.
Portanto, se você vai entrar em concorrência
com eles, prepare-se para a luta nua e crua,
sem os, digamos assim, encantos da democra-
cia. Isso, os políticos liberais e conservadores
jamais entenderam, e está aí o exemplo. 

Existe uma regra que é praticamente infalível


em atos de violência e terrorismo, por exem-
plo. É o que Lenin chamava de propaganda
armada. Ou seja, é apenas propaganda, nunca
são uma finalidade em si, como a guerrilha,
terrorismo, violência de massa, nada disso é a
finalidade em si, é apenas a propaganda prepa-
rando o ato de poder mais decisivo. Portanto,
para você saber quem fez, quem planejou e
quem comandou um ato desses, é só averiguar
quem tirou proveito político desde os dias que
se seguiram, é a coisa mais óbvia do mundo. Se
você agora se pergunta quem tirou proveito
político dessa invasão do Senado americano,
pergunte e terá a resposta.

Não é à toa que há ali camaradas do Antifa, do


Black Lives Matter, estão todos metidos lá. E
não é à toa também que a polícia deixou o pes-
soal entrar. Outra coisa instantânea foram os
chavões “Isso é culpa do Trump, ele planejou
tudo, temos que cassar o mandato dele etc”.
Ora, tudo está com uma lógica absolutamente
espetacular, mas políticos conservadores
como o Bolsonaro e o próprio Trump não che-
gam a imaginar o grau de malícia e maquiavel-
ismo que há na cabeça de um comunista. 
Quando falamos de comunistas, o pessoal já
logo imagina aquele pessoal ideológico que
acredita na estatização dos meios de produção,
essa é a definição dada por aquele analfabeto
do Marco Antônio “Vil”. Ora, quem estudou um
pouco de marxismo não precisa nem estudar
muito, sabe que entre o discurso ideológico e
a prática política existe uma tensão dialética,
nunca é uma aplicação automática. Você pode
estar pregando alguma coisa no seu discurso
ideológico e estar fazendo o contrário, porque
você sabe qual é o resultado que vai dar.

O próprio Lenin passou a vida pregando a


economia estatizante e o que ele fez ao assumir
o poder? Fomentou a economia de mercado!
É lógico. Quando elegeram o Lula, veio essa
besta do Marco Antônio “Vil” dizendo que o
Lula jamais foi comunista porque ele jamais
estatizou os meios de produção. Meu Deus
do céu, o Lula não foi eleito para implantar o
socialismo no Brasil, mas sim para fomentar o
capitalismo brasileiro de modo a ter dinheiro
para socorrer as ditaduras comunistas falidas!
Cuba, Angola, Venezuela etc, e foi exatamente
o que ele fez. Se eu fosse comunista, mandaria
construir uma estátua para o Lula, porque ele
foi o maior e mais hábil líder comunista que já
existiu na América Latina, ele cumpriu exata-
mente o que era o seu dever. 

Esse Marco Antônio Vil fez a sua carreira de his-


toriador com a história de um time de futebol
de várzea. Se lhe derem um livro do Capital, ele
morre na página 3. Pessoas assim não sabem
analisar as coisas, só chutam. E os analistas
políticos da direita são quase todos assim. Eu
sei porque fiz aquele artigo “Estudar antes de
falar”, dando um roteiro de estudos de marx-
ismo. O roteiro tinha cinco anos de estudo,
no mínimo. Se você for um gênio, você pode
abreviar para dois ou três, mas não são duas
ou três semanas. Este é o problema. Deu pra
entender? [saiba mais]

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Artigo
Olavo de Carvalho

Foto de Крис Мёклебуст no Pexels

PODER COMUNISTA
OBSCURO
A fantasia do comunismo democrático
Olavo de Carvalho explica como é atribuído o poder no comunismo. O líder que está
em evidência muitas vezes é apenas um fantoche, a democracia se torna um disfarce
para que os verdadeiros líderes comandem das sombras  
A terceira Internacional Comunista deixa claro
que o Partido tem que ter o braço legal e
o braço ilegal. Porém, o comando está sempre
no braço clandestino, a parte pública é apenas
a fachada, sempre foi assim. O comando de um
governo comunista é sempre a parte clandes-
tina. Se você perguntar quem manda no PT, eu
não sei, provavelmente é alguém de quem você
nunca ouviu falar, pode ser algum cubano, argen-
tino, algo assim. O que aparece mais na liderança
é o José Dirceu, mas ele não aparece muito não,
e nem pense que ele pensa as coisas da própria
cabeça. De jeito nenhum.

Quando analiso uma situação, vejo o que dá para


fazer em cada uma delas. No começo do gov-
erno Bolsonaro, logo nas primeiras semanas ele
tinha todos os meios para quebrar as pernas dos
seus adversários, mas achou que precisava ir pelo
lado pacífico, tentar dialogar, aconselhado por
generais analfabetos, repito, analfabetos, com o
QI 12. Ir pelo lado mais pacífico e democrático é
algo para depois. Primeiro, você tem que assegu-
rar que as armas mais letais dos inimigos já não
estão mais nas mãos deles, aí sim você pode dia-
logar. Mas, enquanto eles estão se fortalecendo,
quanto mais tempo você der a eles, mais fortes
vão ficar, é a coisa mais óbvia do mundo. 

A segunda coisa que eu também disse na época


é que o pessoal conservador, a começar pelo
presidente da República, ao invés de atacar enti-
dades, a Rede Globo etc, tem que aprender a
atacar indivíduos, porque se você ataca uma
organização, estará atacando todos os mem-
bros dela e estará fomentando a união dos seus
inimigos ao invés da desunião, é outra coisa óbvia.
Se você pensar um pouco e tiver estudado um
pouco de marxismo, você entende essas coisas
na mesma hora. Quem não estudou, nunca vai
entender. Cretinos da década de 1990, como o
Kissinger e outros, diziam que a China, ao liberar
a economia liberaria o regime político, mas isso
é um absurdo! Absurdo! Afinal, o que Lenin fez
para fortalecer o regime comunista na Rússia?
Liberou o capitalismo! Precisavam de dinheiro!
Então, você cria uma economia capitalista com
um esquema político comunista - partido único,
censura, polícia política etc. É exatamente o que
a China fez e é a coisa mais óbvia. 

Agora, quem acredita que a economia rege o


mundo, só faz besteira, porque a economia não
rege nada. Basta estudar a vida do George Soros
e verá que a economia inteira de um país pode
mudar em questão de 24h, portanto ela não é a
causa. A causa é aquilo que perdura, aquilo que
está no fundo. O que muda do dia para a noite é
superfície, é espuma. A economia é só espuma.
Quem decide mesmo são as pessoas, indivíduos
humanos reais, que têm - e esse é um conceito
fundamental - meios de ação. Se você não tem
os meios de ação, você não age. E o principal
meio de ação é: quantas pessoas te obedecem?
E mais, em que posição estão essas pessoas? Se
o pessoal da mídia te obedece, você está feito;
agora, se além da mídia te obedecer, os estu-
dantes universitários te obedecem, você tem na
mão a classe política de hoje e a daqui até vinte
anos. De onde vem a classe política futura? Da
universidade. Agora, ao chegarmos para esses
generais eles dizem: “A universidade não tem
importância, é só ‘bla-bla-bla’”. 

Sinceramente, eu não quero mais conversar


com generais, são todos analfabetos. É muito
grave isso! Você põe aqueles dragões, aquelas
divisas no indivíduo, e pronto, já o imbeciliza na
mesma hora. Se era inteligente, emburrece. Aliás,
qualquer honra. Graças a Deus eu não sou hon-
rado por ninguém, eu não tenho cargos e nem
gente babando o ovo para cima de mim. Graças
a Deus sou um zé ninguém e quero continuar
sendo até o fim da minha vida, porque eu quero
continuar enxergando as coisas como elas são.
[saiba mais]

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Artigo
Olavo de Carvalho

Imagem: Reprodução

CARGO NÃO É
PODER
Poder tem que ser um projeto de longo prazo
O poder significa que as pessoas vão seguir seu líder, seguir suas estratégias e aceitar
sua luta. O cargo pode se tornar inútil se não tiver a militância   
A luta pelo poder sempre será algo de longo
prazo. Se você tem pressa, estará com pressa
de se ferrar o mais rápido possível. Eu sigo aquela
máxima do Goethe: “é urgente ter paciência”.
Quando houve o golpe militar em 64, o que os
comunistas fizeram? Ficaram com pressa de
tomar o poder? Não! Começaram primeiro a con-
quistar a classe estudantil. Por volta de 1967 ou
1968, a esquerda só tinha apoio no meio estudan-
til. Procure o livro do jornalista Arthur José Poeta,
“O poder jovem”. Ali você verá a importância
que para os comunistas tinha a classe estudan-
til, e em segundo lugar a classe jornalística. Aí,
começou a lenta penetração dos comunistas na
classe jornalística. Isso eu sei porque eu estava
lá e vi. Inclusive, eu participei dessa operação, vi
como eles foram ganhando espaço, cada metro
quadrado da mídia, e levaram 20 ou 30 anos para
isso. 

Quando tinham na mão a mídia inteira, já existia


uma nova classe política formada por aqueles
estudantes da década de 1960. Pronto, ganharam
tudo. Colocaram primeiro o próprio FHC, que é
um esquerdista gramsciano, e depois o Lula. Eles
levaram quase meio século para fazer isso. Mas
se você fala de estratégia de longo prazo para o
pessoal da direita, eles não querem nem ouvir,
estão todos com pressa, querendo se eleger ver-
eador, deputado. Não é gente séria, merece a
derrota, merece ter uma ditadura comunista nas
costas para ver o que é bom para tosse. Isso é o
que está acontecendo e o que vai acontecer. E
não é só no Brasil, conservadores e liberais são
iguais no mundo inteiro, eles só entendem a luta
democrática normal. Por exemplo, aqui nos EUA
não existe curso de política, só existe curso de
“government”, e o que é isso? É o sistema de
governo dos EUA, é isso o que eles aprendem.
Agora, o que são realmente as bases do poder
antes e no fundo disso, eles não estudam, não
sabem. 

Na minha teoria política, o conceito básico da


política é o que se chama de poder. E o que é o
poder? É você determinar o que os outros vão
fazer. Então, você tem que começar por aí. Estu-
dar os meios de poder. Existe um livro esplêndido
nos EUA, de um sociólogo americano, inclusive
esquerdista, chamado Charles Wright Mills,
que se chama “A elite do poder”, no qual ele
pergunta: “Quem manda nessa porcaria?” Ele
começou a estudar todos os meios que havia de
uma pessoa determinar a conduta da outra, e
foi investigando até as amantes dos senadores,
quais eram os clubes, os times de futebol, onde
faz o bailinho, tudo! No entanto, no Brasil o pes-
soal pensa que é só eleição. Ou seja, confundem
poder com cargo! É um erro tão primário, mas
tão primário…

Vocês sabiam que eu, por exemplo, tenho mais


leitores do que a Folha de São Paulo? Isso não
deixa de ser um poder. Felizmente, não tem nin-
guém aproveitando o meu poder, nenhum par-
tido me usando. Se eu quisesse ser senador ou
qualquer coisa do tipo, eu seria rapidamente, mas
graças a Deus eu não quero. Eu estou usando
esse poder só para fins educacionais, quero criar
uma nova classe de intelectuais no Brasil, porque
eu vi a destruição da alta cultura no país e fiquei
horrorizado, e pensei que daqui a 30 anos não
pode estar igual, e já não está igual. 

O pessoal que é político também tem que apren-


der com isso, eles têm que entender o que é
o longo prazo, o que é o poder realmente, e
entender que cargos eleitorais não significam
nada. Você eleger um presidente da República é
menos importante do que eleger um presidente
de sindicato, um diretor de escola ou do grêmio
estudantil, o pessoal não entende isso. 

Estamos vendo essa situação na prática: temos


um presidente, mas que é um presidente sim-
bólico, porque quem manda é quem tem a organi-
zação de poder, e isso só quem tem é a esquerda.
A direita não tem. Que jornal a direita tem? Nen-
hum! Que universidade a direita tem? Nenhuma!
Que sindicato a direita tem? Nenhum? Então,
pronto. Vocês não têm o poder. Entregaram o
poder para os comunistas ao mesmo tempo em
que elegeram um presidente da República, e isso
é coisa de um primarismo atroz. [saiba mais]

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Artigo
Olavo de Carvalho

Imagem: Reprodução

TEMOS QUE
COMBATER O MAL
Pois as forças positivas são naturais
Olavo de Carvalho deixa claro que antes de sermos direita, conservadores ou libe-
rais, precisamos ser anticomunistas. É importante combater o negativo para que o
positivo possa aparecer. Você não precisa inventar nada positivo, só precisa tirar o
negativo
E u serei sincero, e se vou entristecer alguém
com isso me desculpem, mas o meu dever não
é estar aqui para alegrar ninguém, nem para ofe-
recer autoajuda. Estou aqui para analisar a polí-
tica da melhor maneira que eu posso. Eu digo o
seguinte: a grande chance já foi perdida, agora
vai ser necessário mais paciência e mais cuidado.
A grande chance foi quando o pessoal se voltou
contra o Lula, mas ali já começou o erro, porque
o pessoal só acusava o Lula do roubo, nunca o
acusaram de crimes maiores, porque ele estava
com o dinheiro do roubo alimentando ditadu-
ras genocida. Ninguém o acusou de genocídio,
por quê? Ou seja, desviou-se, tirou-se o conteúdo
ideológico da luta. Todo mundo aceitou o prin-
cípio do isentismo, pois no Brasil só pode duas
coisas: ou você é comunista, ou você é isentão. 
Pronto, já perdeu a briga. 

Aí, seria necessário fazer uma briga ideológica


mesmo. Nada de liberal, conservador ou fascista,
nada disso, tem que ser anticomunista. Por quê?
Hegel já demonstrava que em política, na luta
pelo poder, o negativo é mais importante do que
o positivo. O que você propõe importa menos do
que aquilo que você condena. Não precisa propor
nada, se você começa a propor, você já vira tel-
hado de vidro. Eu não estou propondo nada, eu
só quero livrar você dessa porcaria. Fui cirurgiado
três anos atrás, tiraram um tumor que eu tinha
aqui desde criança, desde o nascimento. Alguém
perguntou ao médico, “o que o senhor vai pôr no
lugar do tumor?” Não! Ele tirou o tumor e está
tudo bem. Era só isso que eu esperava que ele
fizesse e ele fez exatamente isso. 

Agora, no Brasil é o seguinte: se você começa a


condenar o mal, condenar o comunismo, conde-
nar a criminalidade, a mentira, o pessoal vem dizer
“e o que você propõe?”. Você não precisa pro-
por nada, porque na vida as forças positivas são
naturais, elas vêm da própria natureza. Você não
precisa inventar nada positivo, só precisa tirar o
negativo. Como é que o pessoal vai entender isso
aí? Eles vêm e falam “não, você só quer destru-
ição!” Outro dia o cretino do [Benjamin] Taitel-
baum disse isso, e eu falei: “A destruição de uma
estupidez como a sua eu quero! Se eu pudesse
destruir a estupidez, a inteligência entraria nat-
uralmente, mas eu não posso destruir, porque
você não deixa!” 

Portanto, é isso, nós temos que primeiro apren-


der aquilo que Hegel chamava de “o trabalho do
negativo”: lute contra o mal e o bem aparecerá
sozinho. Se você vai prender o bandido, alguém
vai perguntar a você que bons cidadãos você
vai colocar no lugar dele? Quer dizer que cada
bandido que a polícia prende, há a obrigação de
colocar um bom cidadão no lugar dele. A coisa
mais positiva que existe é o trabalho do negativo,
combater o mal sem ter a responsabilidade de
colocar um bem no lugar dele. Quem vai colocar
o bem no lugar dele? Deus! Se você tira o mal,
Deus coloca o bem, porque é da natureza das
coisas. Assim como a nossa saúde, se você corta
a parte doente, o corpo mesmo reage e produz
um bem.  [saiba mais]

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Artigo
Allan dos Santos

Imagem: Reprodução

ATAQUE AO TERÇA
LIVRE
Terça Livre incomoda blogueiro da Folha
O blogueiro, Fábio Zanini valeu-se de uma estratégia comum na grande mídia, utili-
zando mentiras e distorcendo tudo que foi dito na cobertura que o Terça Livre fez
do manifesto pró-Trump em Washington | Fonte: Folha de São Paulo
S abe como vejo toda essa situação? Primeiro
precisamos sair dessa esfera de debate
meramente especulativo do tipo “eu defendo a
democracia, eu defendo a liberdade etc”, ficar
defendendo valores e princípios que são meras
palavras que para você fazem sentido, têm todo
um significado - para mim também -, mas que
para quem quer violá-las, destruir a liberdade etc,
não têm valor nenhum. O que estamos vendo
nesse momento? Que as evidências de fraudes
foram mais do que abundantes nesse período
eleitoral, e aí você tem toda a imprensa e analistas
dizendo que “parece que houve alguma fraude
aqui e acolá, mas isso não é evidência suficiente
para provar uma fraude sistêmica”. Ou seja,
seria como se indivíduos separados houvessem
fraudado aqui e acolá, mas que eles não estavam
todos juntos em conluio para derrubar o presi-
dente dos EUA. Fugir desse tipo de análise e def-
esa de valores e palavras é fundamental. 

O blogueiro Fábio Zanini, em um artigo na Folha,


“Como foi acompanhar o caos nos EUA pelo uni-
verso paralelo de um site bolsonarista”, escreveu:
“‘Que ano, meus amigos, em que a direita é revo-
lucionária e a esquerda é reacionária’, disse Ítalo
Lorenzon durante uma transmissão ao vivo nesta
quarta-feira, do canal Terça Livre, alinhado ao
presidente Jair Bolsonaro e ao americano Don-
ald Trump. ‘A direita é contra o establishment’,
reforçou Allan dos Santos, dono do canal, direto
de Washington, de onde transmitia de seu tele-
fone celular o tumulto em frente ao Capitólio”.

A canalhice dessa gente é sutil. Esse Fábio Zanini


é um canalha daqueles que se orgulham de ser
canalha. Durante a transmissão em que eu estava
com vocês aqui, tinha algum tumulto? Nenhum!
Aí, ele diz: “‘A direita é punk’, completou Ítalo
Lorenzon.” Ele não está nem a fim de explicar o
que o Ítalo estava falando. Ítalo estava repetindo
uma frase de um famoso, e estava comentando
que o conservadorismo é hoje o contra establish-
ment, é o novo pop, porque é muito podre ser
socialista hoje em dia. Talvez no PCO o pessoal
possa se orgulhar um pouquinho mais de não ser
tão canalha, porque imagina você ficar defend-
endo e dizendo “poxa, legal mataram a menina
lá, achei ótimo que ela estava desarmada”, deve
ser uma coisa horrorosa. 

Zanini prossegue: “Acompanhar a invasão no


Congresso americano por meio de um dos prin-
cipais veículos conservadores da internet bra-
sileira, foi como viver em um universo paralelo”.
Vamos parar aqui. Ele diz “um dos principais
veículos conservadores da internet brasileira”.
E como nós conseguimos isso? Não foi sendo
lambe botas da Folha como ele! Quem é Fábio
Zanini? Se ele não tivesse um blog na Folha, quem
saberia da existência dele? Ninguém! Ele precisa
da Folha para poder sobreviver. Nós, conser-
vadores, não precisamos da Folha, cada um de
nós tem um canal, um site, cada um escreve o
que quer, coloca ali as suas análises. Uns acertam,
outros não, uma hora acertam outra erram, e isso
é super normal, pois faz parte do processo de
conhecimento. Zanini precisa ficar ali lambendo a
mãozinha de quem paga o dinheiro dele na Folha
e isso não acontece conosco. [saiba mais]

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