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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE FÍSICA

CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA A DISTÂNCIA

1a AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA FÍSICA II

29/03 a 11/04/2009

Colegas, nesta lista corrigida pelo Tutor Sandor Holanda 7/7 estão corretas

Peso da Avaliação: 10 pontos

Pontuação obtida:10 pontos

1. Se a janela de um escritório tem dimensões 3,4 m por 2,1 m. Como resultado de uma
tempestade a pressão do ar do lado de fora cai para 0,96 atmosfera (atm) e a pressão
interna permanece em 1,0 atm. Qual o valor da força que empurra a janela para fora.

Resposta: pelo fato da pext  pint implica numa Fext  Fint , assim o valor da força que

empurra a janela para fora é o valor da diferença entre a força interna e externa interna
sobre a janela, : F  Fint  Fext  7,23.105 N  6,94.105 N  0,29.105 N  2,90.10 4 N

Fint
pint  , resolvendo para a Fint , temos :
A jan
Fint  pint . A jan ,
Substituin do pelos valores dados no enunciado e tendo a A jan  3,4m.2,1m  7,14m 2
F int  1,013.10 5 N / m 2 .7,14m 2  7,23282.10 5 N  7,23.10 5 N

Fext  pext . A jan  (9,72.10 4 N / m 2 ).7,14m 2  6,94.105 N

2. (a) Encontre o peso total da água em cima de um submarino nuclear, a uma


profundidade de 200 m, supondo que seu casco (seção transversal) tenha área de 3.000
2
m.

Resposta: pensando esta situação, encontrando a pressão total em função da


profundidade da coluna de água salgada sobre o submarino, dada pela soma da pressão
atmosférica ─ esta pressão está incluída, pois, a superfície da água está em contato com
a atmosfera; mais a pressão manométrica. Podemos, posteriormente, usar o conceito de
pressão sobre um corpo de determinada área para encontrar o peso da coluna de água
salgada sobre o submarino. Dessa forma, adotando g  9,81m / s :

p  po  gh  1,013.10 5 N / m 2  1,03.10 3 kg / m 3 .9,81m / s 2 .200m


 1,013.10 5  2,02.10 6  1,013.10 5  20,2.10 5  2,12.10 6 N / m 2
F  p. A  2,12.10 6.3.103  6,36.109 N

Temos que o peso da coluna de água referida é de 6,36.109N.

─ Professor, já fiz, re-fiz, estou refazendo novamente e não consigo chegar


ao resultado encontrado pelo Senhor.

Este é um cálculo desnecessário uma vez que a pressão em função da profundidade é


dada por

P  Po   gh
onde Po é a pressão atmosférica

Assim a pressão exercida pela coluna de água salgada sobre o submarino será igual

P  1, 03 105  1, 03 103  9,8  200  P  3,13 106 P 


N
F  P  A  3,13 106 2
 3000m2  F  9, 4 109 N
m

Outra coisa, o valor da aceleração não é igual a 10m/s2. Um valor aproximado mais
correto será 9,81m/s2. Não devemos esquecer a existência da pressão atmosférica.
Quando você faz o cálculo não a utilizando, você está calculando a pressão
manométrica.

(b) A que pressão um mergulhador estaria submetido a essa profundidade. Expresse


3 3
sua resposta em atm. Considere a densidade da água do mar 1,03 x 10 kg/m .

Resposta: como calculada no item anterior, temos a pressão que a coluna de água exerce
sobre o submarino, se a pressão é igualmente distribuída em todos os pontos da área
localizada a 200m, logo, o mergulhador ao sair desse submarino também estará sujeito a
mesma pressão por estar na mesma profundidade. Com isto, toma-se a pressão obtida
em a e a multiplica pelo seu fator de conversão para expressá-la em atm.

1atm
2,12.10 6 Pa.  2,09.10atm  20,9 atm
1,013.10 5 Pa

─ Logo, o resultado que encontrei também interfere neste. É errado usar a


po=1,013.105Pa?

O problema solicite que você calcule a pressão em atmosfera. Ora, se você já calculou a
pressão em Pascal e como você já sabe que 1 atm = 1,013x105Pa, então você deve
apenas dividir o resultado da pressão determinada no item (a) por este fator de
conversão, ou seja,
3,13 106 Pa
P(atm)   P(atm)  31atm
5 Pa
1, 013 10
atm

3. Um simples tubo em forma de U contém mercúrio. Quando 11,2 cm de água forem


colocados no braço direito do tubo, o peso da água do lado direito empurrará o mercúrio
para baixo. Quanto subirá a coluna de mercúrio no braço esquerdo, em relação ao seu
nível inicial.

Resposta: supondo que inicialmente o mercúrio esteja em equilíbrio nos dois lado do
tubo, se igualarmos as pressões internas no lado direito e no lado esquerdo após aqua ter
sido colocada, teremos que:

p o   a gl  p o   Hg gx
Re solvemos para x que é o que procuramos :
  Hg gx  p o  p o   a gl * (1)
 a gl
x
 Hg g
al
x
 Hg
1g / cm 3 .11,2cm
x  0,82cm
13,6 g / cm 3

Vocês sempre esquecem de fazer uma figurinha que é sempre esclarecedora para que o
aluno possa entender o que o professor está querendo explicar. Não é verdade?

4. Um carro de massa m = 1200 kg está sobre um elevador hidráulico. A área do


cilindro que suporta o carro é 4 vezes maior que a área do cilindro no outro lado do
elevador hidráulico, onde uma força é aplicada. Qual é o valor dessa força aplicada?

Resposta: Sabendo que a força é proporcional a área onde ela é aplicada, vamos
relacioná-las pelo princípio de Pascal: tomando A1  x e A2  4 x e que a força
necessária para deixar o carro na iminência do levantamento tem que ser igual a
Pcar  Fg  mcar g  1,2.103 kg.10m / s 2  1,2.10 4 N
F1 F2
 , resolvendo para F1 :
A1 A2
F2 A1
F1  , substituin do :
A2
1,210 4 N .x
F1   0,3.10 4 N  3.10 3 N
4x
3
5. Um objeto de alumínio possui massa igual a 27,0 kg e uma densidade de 2,70 x 10
3
kg/m . O objeto é preso a um cordão e submerso em um tanque de água. Determine:

a) o volume do objeto,

mo 27kg
Resposta: Vo    10 2 m 3  0,01m 3
o 3
2,70.10 kg / m 3

Cuidado, quando você divide uma potência de 10, como na equação acima, ela vai para
o numerador com o sinal trocado, ou seja, 10-3. Neste caso o volume será igual a 0,01m3

b) o empuxo da água sobre o objeto é:

Resposta: para determinarmos o empuxo sobre o objeto de alumínio, temos que o


volume de fluído deslocado pelo objeto é igual ao volume de fluido deslocado (água)
porque ele está totalmente submerso, com isso, tomamos a equação para o empuxo e a
densidade da água igual a 103kg/m3.

Resposta: E   aV .g  103 kg / m3 10 2 m3 9,81m / s   9,81.101 N  98,1N

Seria didático você explicar ao seu aluno que na determinação do empuxo, como o
objeto está completamente submerso, o volume deslocado que você está considerando
na equação acima é o próprio volume do objeto, 0,01m3 (claro) e aí

E  aVD g  1,00 103  0,01 9,81 E  98,1N

O peso do objeto é

P1  m1 g  P1  27,0  9,81 P1  264,9 N

c) a tensão na corda quando ele estiver completamente submerso.

Resposta: quando ele estiver completamente submerso, pelo problema, temos que
nenhuma força resultante atua mudando o estado de repouso do objeto de alumínio.
Assim, a soma das forças que atuam sobre o objeto de alumínio deve ser nula:

T  Pob  E  Pob  E  27.9,81  98,1  264,9  98,1  166,8N


Mais uma vez falta você colocar um diagrama de corpo livre para representar a situação.

Como podemos ver dos cálculos acima, o peso do objeto é maior que o empuxo e,
consequentemente, a tendência é que ele afunde. Portanto, a tensão na corda deve ser
para cima como mostrado no diagrama abaixo.

Como o corpo está em equilíbrio, temos pela primeira lei de Newton que
T
T  E  P1  0 T  P1  E T  264,9  98,1T  166,8N

E
P1

6. A água escoa dentro de um tubo, como mostra a figura ao lado, com uma vazão de
3
0,10 m /s O diâmetro no ponto 1 é 0,4 m. No ponto 2, que está 3,0 m acima do ponto 1,
o diâmetro é 0,20 m. Se o ponto 2 está aberto para a atmosfera, determine a diferença de
pressão entre o ponto 1 e o ponto 2.

Resposta: vamos encontrar v1 e v2 a partir dos dados obtidos no problema para


depois aplicarmos a equação de Bernoulli.

Q  A1v1 Q  A2 v 2
Q Q
v1  v2 
A1 A2
0,10m 3 / s 0,10m 3 / s
v1  v2 
 0,2m 2  0,12
v1  0,79m / s v 2  3,18m / s

Feito, pela Equação de Bernoulli, podemos relacionar a pressão, a altura e a velocidade


de um fluido num regime permanente, forças dissipativas, como o atrito do tubo contra
o deslocamento da água, são desprezíveis; ou seja, temos um sistema onde a
Emec1=Emec2, havendo apenas transferência de energia mecânica (K) que depende da
velocidade do fluido; para energia potencial (U) que depende da altura em que o fluido
se encontra, e versa. Encontrando, finalmente, a diferença de pressão entre o ponto 1 e o
2.
1 1
p 1  p2  v 2 2  gh2  v1 2  gh1
2 2
1 1
p1  p 2  gh2  v 2  v1
2 2

2 2
1  1 v2 2 
 gh2  v 2    
2

2 
2 4 
1 1
 gh2  v 2  v 2
2 2

2 8
3
 gh2  v 2
2

8
 1.10 3.9,81.3  .1.10 3 3,18
3 2

8
 2,943.10  3,75.10 2.10,11
4

 2,943.10 4  3,791.10 3  29,43.10 3  3,79.10 3  33,22.10 3  3,32.10 4

No editor de equações do Word (ou Mathtype) você pode colocar “sub e super script”.
Para isto use as seguintes teclas de atalho – CTRLL, para sub e CTRLH para super. Se
você tiver que usar os dois índice ao mesmo tempo utilize a tecla de atalho CTRLJ.

Veja como ficará a equação acima usando


Q  A1v1 Q  A2v2 estás teclas.
Q Q
v1  v2  Fica mais elegante não é mesmo. Outra
A1 A2
coisa. Não substitua o  por 3,14. Toda
0,10m3 / s 0,10m3 / s
v1  v2  calculadora científica tem o valor correto
 r12  r22 deste número. A não ser aquelas chinesas
0,10m3 / s 0,10m3 / s bem “pebinhas” de R$1,00. Mas estas
v1  v2  devem ir para a lata do lixo.
 .  0, 2m   .  0,1
2 2

v1  0, 79m / s v2  3,18m / s Faltou você dizer que está aplicando a


equação da Continuidade.

Resolver um problema não é apenas aplicar uma fórmula sem saber o está fazendo
(você pode até saber, mas não mostra para o professor). Imagine que você tente resolver
este problema para um aluno que não tem a menor idéia do que isto signifique. Você
sabia que esta equação de Bernoulli a quem se refere nada mais é que uma aplicação da
conservação da energia mecânica para o caso em que estamos desprezando as forças
dissipativas? Pois é!

Na resolução você além de fazer um diagrama deveria dizer inicialmente qual o nível de
referência igual a zero você está considerando. Posteriormente, considerar que as
energias entre estes dois pontos se igualam (o sistema é conservativo).

Assim, podemos escrever que no ponto 1, tomado como h = 0, a energia se iguala à do


ponto 2, onde h2 = 3,00m de modo que
1 2 1
P1   gh1   v1  P2   gh2   v22
2 2
como v2  4v1 e h1  0  aí é só fazer as contas
1  1 3
P1  P2   gh2   v22 1    P1  P2   gh2   v22
2  4 8
2
considerando g = 9,81m/s e não 10, né?

7. Em um tanque de gasolina é feito um furo a 30 m abaixo do nível da gasolina. O


tanque é selado e se encontra sob pressão de 3 atm como mostra a figura ao lado.
3
Supondo a densidade da gasolina 660 kg/m , a que velocidade v a gasolina escapa pelo
furo?

Resposta: uma ideia fundamental aqui consiste pesar que a vo com que a água desce pela
área A do tanque é muito menor que a v dela quando escoa pela área a pelo furinho por
onde ela sai área do furo por onde ela sai. Tomando como ponto de referência o furo
para relacionar v com vo pela equação de Bernoulli para medidas de elevações (energia
potencial gravitacional): temos que vo=0; h=0; ho=30m,

Aqui você precisa explicar porque v1 = 0 (o aluno ficaria sem entender a mágica). Outra
coisa as duas pressões não são iguais. O problema diz que no ponto 1 a pressão é igual a
3 atm.

Você já imaginou o que significa uma velocidade de 248 m em um segundo, apenas 892
km/h. Não tinha mangueira que segurasse está gasolina. Refaça os cálculos para
determinar um número mais coerente. Que tal 34,7 m/s ou mesmo 35 m/s?

1 1
p1  gh1  v1 2  p 2  gh  v 2 2
2 2
1
p1   g gh1  p 2   g v 2
2

2
1
  g v 2  p 2   g gh1  p1
2

2
1
p g v 2   p 2   g ho  p o
2

2
2p 2p
v 2   2  2 gh1  1
2

g g
2.1,013.10 5 2.3,039.10 5
v2    2.9,81.30 
2

660 660
 3,069.10  588,6  9,209.10
2 2 2
v2
v 2  5,96.10 2  588,6
2

v 2  596  588,6
2

v 2  1184,6  34,4m / s
Prof. Crisógono