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Instituto de Física – Universidade Federal da Bahia Semestre 2021.

Experimentos de Ondas
Emerson Santana¹, Marcos Santana² e Natália Barbuda²

Escola Politécnica - Departamento de Engenharia Elétrica¹ e Engenharia Civil²

Resumo: Este experimento foi proposto pelo professor Climério Paulo, com o objetivo de
estudar os fenômenos ondulatórios, tornando possível compreender as relações como a da
velocidade, período, frequência, comprimento de ondas, entre outras. Bem como identificar os
tipos de ondas e analisar suas funções.

O experimento foi realizado através do simulador de laboratório Phet Colorado


<https://phet.colorado.edu/sims/html/waves-intro/latest/waves-intro_pt_BR.html> e dos
vídeos disponibilizados pelo professor sobre tubo de Kundt e Corda Vibrante. As análises foram
realizadas a partir de medidas coletada

1. Introdução
A onda transporta energia sem transportar matéria, podendo ou não precisar de um meio
material para se propagar. Ela é causada por uma perturbação externa, onde uma pequena
porção de matéria se move em torno da posição de equilíbrio em que se encontrava, gerando
uma pequena perturbação na porção vizinha a si, desta forma a propagação da perturbação
externa acontece, sendo o sentido da propagação se afastando de onde foi gerado. As ondas
podem ser

Desta forma podemos estudar neste relatório a geração de onda em uma corda, onde uma
força externa faz com que ela suba e desça, assim propagando energia mas a corda tem um
tamanho finito e é a mesma. Ondas sonoras, onde a massa de ar se expande e se comprime,
propagando a energia. Ondas de uma gota d’água, onde a perturbação na água gera uma onda
bidimensional. E também a onda de luz, no qual frequências diferentes geram cores diferentes
(luz visível), ultravioleta e o infravermelho e sendo essa, diferente das anteriormente citadas,
capaz de se propagar sem necessitar de um meio material, ou seja, se propaga no vácuo.

As ondas são caracterizadas pela sua Amplitude, Comprimento, Velocidade, Frequência e


Período. A amplitude é a altura da onda, que corresponde do ponto de equilíbrio até a crista. O
comprimento de onda é a distância entre dois vales, ou duas cristas, consecutivos. A
velocidade de propagação depende do meio em que a onda se propaga. A frequência
corresponde ao número de oscilações por determinado intervalo de tempo. E o período é o
tempo de um comprimento de onda.

Há dois tipos de ondas, as mecânicas, que necessitam de um meio material para se propagar e,
as eletromagnéticas, que não necessitam de um meio material.

Também podem ser classificados como:

● Unidimensional: Se propagam em uma única direção, como uma corda;


● Bidimensional: Se propagam em duas direções, como uma gota numa bacia;
● Tridimensional: Se propagam nas 3 direções conhecidas, como as ondas sonoras;

E como:

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● Longitudinal: vibração da fonte de perturbação tem mesma direção que o


deslocamento da onda, como as onda sonoras;
● Transversal: A vibração da fonte é perpendicular à direção do deslocamento da onda,
como as ondas numa corda.

Por fim, também existem as ondas estacionárias, que ocorre quando duas ondas periódicas de
frequências, comprimentos de onda e amplitudes iguais, que se propagam em sentidos
opostos, formam uma superposição construtiva e destrutiva localizada, onde essas
interferências formam, respectivamente, os antinós ou ventres, e os nós.

2. Metodologia
A atividade proposta consiste na análise de 3 experimentos (água, som e luz) e também na
análise de dois vídeos (Tubo de Kundt e Corda Vibrante).

Para o primeiro experimento, água, escolhemos as posições 6 e 10 para frequência e


amplitude, respectivamente. Então, a partir disso, medimos o período para 10 oscilações e o
comprimento de onda com a trena virtual, usando o gráfico gerado pela plataforma, e assim
calculamos as outras variações.

Para o segundo experimento, som, escolhemos a posição 8 para a amplitude e variamos a


frequência entre 5 e 11, medindo o período para 10 oscilações e o comprimento de onda com
a trena virtual, usando o gráfico gerado pela plataforma e assim calculamos a frequência e
aplicamos o MMQ.

Para o terceiro experimento, luz, escolhemos a posição 8 para a amplitude e tentamos deixar
as frequências para as cores conhecidas, vermelho, laranja, amarelo, verde, ciano, azul e roxo.
Assim pudemos medir o período de oscilação e os comprimentos de onda, então calcular a
frequência e aplicar o MMQ.

Para o quarto experimento, o experimento foi realizado por vídeo, então anotamos os valores
de frequência e observamos os harmônicos.

Para o quinto experimento, observamos como os valores da tensão alteram os harmônicos


criados na corda e assim pudemos calcular o valor aproximado da densidade da corda.

3. Resultados
3.1 Experimento 1 - Água

Deixando a frequência na posição do meio (6) e a amplitude no máximo (10), utilizamos o


recurso cronômetro medimos o período de 10 oscilações para obter com menor taxa de erro, o
período da onda. A partir dele usamos a relação 𝑓 = 1/𝑇para calcular a frequência e a relação
ω = 2 π 𝑓para calcular a frequência angular. Com o gráfico gerado medimos com o recurso
trena o comprimento de onda e a amplitude, e usando a relação 𝑛 = 2π/λ calculamos o
número de onda. Com estes valores, pudemos escrever a função para onda senoidal. A tabela
mostra os valores e função encontrada.

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Tabela 1: Dados do experimento 1


Período, T (s) 1,594

Frequência, f (Hz) 0,6274


Frequência Angular, ω (rads/s) 3,942

Comprimento de Onda, λ (m) 0,0265

Número de Onda, k (rad/m) 237,1

Amplitude, A (m) 0,0037

Velocidade de Onda, v (m/s) 0,0166

Equação da Onda Senoidal 𝑦(𝑥, 𝑡) = 0, 0037 ( 237, 1𝑥 − 3, 942𝑡 )

Com estes dados coletados foi possível descrever a equação de onda senoidal para as
ondas bidimensionais transversais.
3.2 Experimento 2 - Som

Utilizando o experimento “Som”, realizamos o estudo de frequência, comprimento de onda e


período de 7 pontos de frequência diferentes.

Para os 7 pontos diferentes, utilizamos o cronômetro para identificar o tempo de 10 oscilações


com o intuito de descobrir o período. Feito isso, utilizamos a relação 𝑓 = 1/𝑇 para encontrar a
frequência. E o comprimento de onda foi medido com ferramenta trena. Assim obtemos os
dados da tabela e gráfico abaixo:

Tabela 2: Dados do Experimento de Som


Freqência (Posição) Período, T (s) Comprimento de Onda, λ (m) Frequência, f (Hz)

5 0,003242 1,133 308,45

6 0,003037 1,0620 329,27


7 0,002831 0,9700 353,23

8 0,002692 0,9390 371,47

9 0,002481 0,8780 403,06

10 0,002386 0,8170 419,11

11 0,002266 0,7760 441,31

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Gráfico 1: Frequência X Comprimento de Onda (Som)

Vemos que há um decrescimento da frequência quando aumentamos o comprimento.

Para o cálculo da velocidade da onda pelo método dos mínimos quadrados foi realizada a
linearização da equação. Sabemos que a velocidade de uma onda é: 𝑣 = 𝑓 · λ, mas como
nosso gráfico era a relação 𝑓 × λ, modificamos a equação para:

𝑓 = 𝑣/λ

𝑦=𝑎·𝑥+𝑏

Então o 𝑦 = 𝑓, 𝑎 = 𝑣, 𝑥 = 1/λe 𝑏 = 0

Assim foi feito, como mostra a tabela:


Tabela 3: MMQ Experimento de Som
N° da
medida Y X Y² X² X*Y
1 308,45157 0,88261 95142,3729497 0,7790049 272,2432243
2 329,27231 0,94162 108420,25294662 0,8866474 310,0492544
3 353,23207 1,03093 124772,89772952 1,0628122 364,1567768
4 371,47103 1,06496 137990,72260774 1,1341456 395,6027958
5 403,06328 1,13895 162460,00843817 1,2972120 459,0697961
6 419,11148 1,22399 175654,43573120 1,4981520 512,9883521
7 441,30627 1,28866 194751,22089540 1,6606441 568,69364246
Somas 2625,9080 7,57172 999191,9112984 8,3186183 2882,8038419

Coeficientes Valor Desvio


A 330,2 14,0
B 17,93 5,02

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Obtemos a equação 𝑦 = 330, 2 𝑥 + 17, 93, onde o valor do coeficiente b deveria ser
aproximadamente nulo. No entanto, neste tipo de medida, além de ser por meio virtual de
aproximações, possuem erros de leitura das ferramentas, ou seja erros aleatórios e
instrumentais.

Com este métodos obtemos que nossa velocidade de onda é, pelo coeficiente A, de:
𝑣 = 330, 2 𝑚/𝑠 e sendo esta uma onda mecânica tridimensional sonora, sabemos que a
velocidade do som, na Terra, propagado no ar, à 20º𝐶 e no nível do mar tem valor teórico de
343 𝑚/𝑠, sendo assim, chegamos um valor bem próximo do que era esperado, com uma
discrepância relativa de 3, 72% o que é aceitável para experimentos da natureza, ou seja, é
coerente com o esperado.

Se observarmos o valor teórico para velocidade do som no ar, nas mesmas condições, mas à
0 º𝐶 é de 331 𝑚/𝑠. Supondo que não há melhores informações das condições do experimento
virtual, é possível imaginar que o experimento seja realizado à esta temperatura, onde a
discrepância relativa é de apenas 0, 23%.

3.3 Experimento 2

O tipo de onda do experimento proposto (Som) é longitudinal, visto que as ondas possuem a
sua direção de vibração a mesma da direção de sua trajetória, ou seja, o movimento da matéria
ocorre na mesma direção do movimento da onda.

3.4 Experimento 4 - Luz

Utilizando o experimento “Luz”, realizamos o estudo de frequência, comprimento de onda e


período e de 7 pontos de frequência diferentes.

Para os 7 pontos diferentes, utilizamos o cronômetro para identificar o tempo de 10 oscilações


com o intuito de descobrir o período. Feito isso, utilizamos a relação 𝑓 = 1/𝑇 para encontrar a
frequência. E o comprimento de onda foi medido com ferramenta trena. Assim encontramos
os dados da seguinte tabela e gráfico abaixo:

Tabela 4: Dados do Experimento de Luz


Comprimento de Onda,
Frequência (cor) Período, T (s) Frequência, f (Hz)
λ (m)
VERMELHO 2,20E-15 6,61E-07 4,54E+14

LARANJA 2,05E-15 6,07E-07 4,88E+14


AMARELO 1,94E-15 5,75E-07 5,17E+14

VERDE 1,74E-15 5,11E-07 5,76E+14

CIANO 1,63E-15 4,79E-07 6,13E+14

AZUL 1,48E-15 4,36E-07 6,77E+14

ROXO 1,34E-15 3,93E-07 7,46E+14

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Gráfico 2: Frequência X Comprimento de Onda (Luz)

Vemos que há um decrescimento da frequência quando aumentamos o comprimento, assim


como vimos no Experimento 2, sendo esta uma característica da onda.

Para o cálculo da velocidade da onda pelo método dos mínimos quadrados, novamente, foi
realizada a linearização da equação. Usamos o mesmo método do Experimento 2:

𝑓 = 𝑣/λ

𝑦=𝑎·𝑥+𝑏

Então o 𝑦 = 𝑓, 𝑎 = 𝑣, 𝑥 = 1/λe 𝑏 = 0

Assim foi feito, como mostra a tabela:


Tabela 5: MMQ Experimento de Luz
N° da medida Y X Y² X² X*Y
1 4,54E+14 1,51E+06 2,06E+29 2,29E+12 6,87E+20
2 4,88E+14 1,65E+06 2,38E+29 2,71E+12 8,04E+20
3 5,17E+14 1,74E+06 2,67E+29 3,02E+12 8,98E+20
4 5,76E+14 1,96E+06 3,31E+29 3,83E+12 1,13E+21
5 6,13E+14 2,09E+06 3,76E+29 4,36E+12 1,28E+21
6 6,77E+14 2,29E+06 4,58E+29 5,26E+12 1,55E+21
7 7,46E+14 2,55E+06 5,57E+29 6,48E+12 1,90E+21
Somas 4,07E+15 1,38E+07 2,43E+30 2,80E+13 8,25E+21

Coeficientes Valor Desvio


A 2,8E+08 2,6E+06
B 2,1E+13 2,4E+12

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Obtemos a equação 𝑦 = 2, 8 × 10 𝑥 + 2, 1 × 10 , onde o valor do coeficiente b deveria
ser aproximadamente nulo. No entanto, neste tipo de medida, além de ser por meio virtual de
aproximações, possuem erros de leitura das ferramentas, ou seja erros aleatórios e
instrumentais. Também, estamos medindo valores de alta frequência, e comprimentos na
escala de micrômetros e períodos na escala de femtosegundos.

Com este métodos obtemos que nossa velocidade da luz é, encontrado pelo coeficiente A, de:
𝑣 = 284. 725. 372 𝑚/𝑠 e sendo esta uma onda eletromagnética tridimensional luminosa,
sabemos que a velocidade da luz, propaga no vácuo é de, aproximadamente,
299. 792. 458 𝑚/𝑠, sendo assim, chegamos um valor próximo do que era esperado, com uma
discrepância relativa de 5, 026% o que é aceitável para experimentos da natureza, ou seja, é
coerente com o esperado.

3.5 Experimento 4

Observamos que ao mudar de cor, a frequência de oscilação é diferente. Para as cores mais
quentes, próximas do vermelho, a frequência é mais baixa, enquanto que para as cores mais
frias, próximas do violeta, a frequência é mais alta. Observamos também que os comprimentos
de onda seguem o padrão oposto.

3.6 Experimento 6 - Tubo de Kundt

O Tubo de Kundt é uma montagem experimental desenvolvida no século XIX pelo físico alemão
August A. E. E. Kundt (1839-1894) para elucidar a formação dos harmônicos sonoros em tubo
fechado. Basicamente, ele usou um tubo de vidro com uma pequena quantidade de pó de
cortiça e um pistão. Ao gerar som no tubo, o pó de cortiça se emaranhava de forma que
formava, o que hoje conhecemos como nós e antinós, os harmônicos.

Neste experimento observamos a relação entre os harmônicos e a frequência, e sabendo a


velocidade do som, 343 𝑚/𝑠, calculamos o comprimento de onda: λ = 𝑣/𝑓.

Para ondas estacionárias podemos usar relações entre comprimento do tubo (𝐿), a ordem do
harmônico (𝑛) e o comprimento de onda (λ). Verificamos que os harmônicos no tubo de
Kundt são formados completamente, ou seja, há nós nas duas extremidades. Devido a isso
usamos a relação:

𝑛·λ
𝐿= 2

Então montamos a tabela abaixo:

Tabela 6: Dados do Experimento Tubo de Kundt


Frequência f Comprimento Comprimento do
Harmônico nº
(Hz) de Onda λ (m) tubo L (m)
1 119 2,882352941 1,441176471
2 238 1,441176471 1,441176471
3 357 0,9607843137 1,441176471
Ressonância 179 1,916201117 -

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Percebemos que para cálculos com os 3 harmônicos apresentados, o comprimento do tubo,


para onda sonora no ar, com velocidade teórica de 343 𝑚/𝑠, à 1 𝑎𝑡𝑚 e 20º𝐶 é de
aproximadamente 1, 44 𝑚 .

3.7 Experimento 7 - Cordas Vibrantes

Ao se analisar a velocidade de uma onda 𝑣 em função das propriedades da corda, pode-se


concluir que quanto menor a densidade linear de massa da corda µ, maior será a velocidade da
onda. Por outro lado, quanto maior a tensão da corda 𝑇, maior será a velocidade da onda.
Podemos comprovar isto observando a fórmula de Taylor:

𝑇 𝑚
𝑣= µ
; sendo: µ = 𝐿

A partir do vídeo, pudemos observar a ordem do harmônico e anotar qual a frequência e a


tensão aplicada para gerar aquele harmônico. Sabendo o comprimento da corda, foi possível
calcular o comprimento da onda e finalmente descobrir sua velocidade, a partir das fórmulas
apresentadas, como mostra a tabela abaixo:

Tabela 7: Dados Coletados e Calculados do Experimento de Cordas Vibrantes


Frequência f Comprimento Velocidade de
Harmônico n (º) Tensão T (N)
(Hz) de Onda λ (m) Onda v (m/s)
1 1,10 30,3 1,00 30,30
2 0,28 30,5 0,50 15,25
3 0,12 30,6 0,33 10,20
4 0,07 30,7 0,25 7,68

Assim, realizamos os gráficos de dispersão por milimetrado e log-log, e observamos o seu


comportamento:

Gráfico 3: Diagrama de Dispersão em Escala Milimetrada

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Gráfico 4: Diagrama de Dispersão em LOG-LOG

Relacionando a tensão aplicada na corda aos harmônicos obtidos no vídeo, ajustando a relação
matemática entre estas 2 grandezas, deduz-se que tensão e harmônicos são inversamente
proporcionais, de forma que a tensão vai diminuindo conforme o harmônico aumenta. Usando
conceitos do experimento do Tubo de Kundt encontramos a relação matemática entre Tensão
𝑇 e os harmônicos 𝑛:
𝑇 2𝐿
𝑓 = 𝑣 ÷ λ ⇔𝑓 = µ
÷ 𝑛

2

( )
2
2 2
⇔ 𝑓𝑛 ( ) =
𝑛
2𝐿
·
𝑇
µ
⇔ 𝑓𝑛 =
𝑛
4𝐿
2 ·
𝑇
µ

2 2 −2
𝑇 = 𝑓𝑛 · 4 𝐿 · µ · 𝑛

Sendo 𝑓𝑛 a frequência necessária para gerar o harmônico𝑛. A partir desta relação matemática,
podemos realizar uma melhor linearização para obter o valor da densidade linear da corda µ de
forma direta:
𝑇 µ 𝑇 −2
2 2 = 2 ⇔ 2 2 = µ ·𝑛
𝑓𝑛· 4 𝐿 𝑛 𝑓𝑛· 4 𝐿

Esta relação é claramente possível, pois o vídeo apresentou a tensão e a frequência para cada
harmônico demonstrado, além de fornecer o comprimento da corda de 𝐿 = 0, 50 𝑚. Como
mostra o gráfico x, temos uma reta para o log-log então devemos aplicar o logaritmo para o 𝑦 e
𝑎
o 𝑥 da nossa equação. Para aplicação do MMQ consideramos que 𝑦' = 𝑏'𝑥' e pela nossa
linearização temos que:

𝑦' = 𝑙𝑛(𝑦); 𝑥' = 𝑙𝑛(𝑥); 𝑎 = 𝑎 e 𝑏' = 𝑙𝑜𝑔(𝑏)

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𝑇
𝑦= 2 2 ; 𝑎 = µ; 𝑥 = 𝑛 e 𝑏 = 0
𝑓𝑛· 4 𝐿
E o resultado para o MMQ é:

Tabela 8: MMQ Experimento de Luz


N° da medida Y X Y² X² X*Y
1 -3,31584 0,00000 10,9947785 0,0000000 0,0000000
2 -4,69069 1,38629 22,00259481 1,9218121 -6,5026804
3 -5,54126 2,19722 30,70560168 4,8277958 -12,1754005
4 -6,08352 2,77259 37,00924834 7,6872482 -16,8671064
Somas -19,6313 6,35611 100,7122234 14,4368561 -35,5451872

Coeficientes Valor Desvio


A' -2,0 0,5
B' -0,95 1,4

Por fim, verificamos que o valor do coeficiente 𝑎 = (− 2 ± 0, 5), como queríamos, visto que
−2
o número de harmônico linearizado é 𝑛 , e o coeficiente 𝑏 = (− 0, 95 ± 1, 4). Então a
densidade linear de massa da corda é justamente:

𝑏' −0,95
µ = 𝑒 =𝑒 = 0, 386741023 𝑘𝑔/𝑚

Considerando o desvio a nossa densidade é µ = (1, 57 ; 0, 095) 𝑘𝑔/𝑚.

4. Considerações Finais
Pudemos aprender e entender as relações entre as características e os tipos de cordas. Foi
possível construir a equação de onda formada por uma gota d'água, assim como calcular por
meio do método dos mínimos quadrados a velocidade do som e da luz.

5. Bibliografia
[1] HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física. 8. ed. Rio de
Janeiro, RJ: LTC, 2009 vol 4;

[2] MACK. Felipe Pedroso. Tubo de Kundt. Disponível em:


<https://www.ifi.unicamp.br/~lunazzi/F530_F590_F690_F809_F895/F709/F709_2019_sem2/F
elipe-Pierre_F709-S2-2019-RF.pdf> Acesso em: 07/05/21

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