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A PAGANIZAÇÃO DO CRISTIANISMO

TEXTO BÍBLICO
2 Timóteo 3.15.

ENFOQUE BÍBLOCO

“Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele
que o alistou para a guerra” (2 Timóteo 2.4).

OBJETIVOS

– Destacar as conquistas do cristianismo após o fim da perseguição e os males decorrentes da mistura entre Igreja e Estado
que ocorreu em seguida, ainda durante o Império Romano.
– Ressaltar que a Igreja Católica Romana foi criada com a oficialização do cristianismo como religião do Império Romano.
– Enfatizar que a Igreja deve influenciar o mundo e não o contrário.

Após a Perseguição

Constantino percebeu que a Igreja poderia ser importante aliada sua e dar certa unidade ao Império que estava se
desintegrando. Ele tomou medidas para favorecer a Igreja. A principal ocorreu em 313 d. C. Constantino com Licínio
garantiram a liberdade de culto em todo o império. As perseguições cessaram. De perseguidos, os cristãos passaram a ser
beneficiados pelo governo.
Assim, o Cristianismo entra em uma nova fase de conquistas, das quais a mais importante é poder exercer
livremente a sua crença, tendo liberdade de culto. Os cristãos não seriam molestados, não sofreriam punições pelo fato de
seguirem Cristo. A abertura dos templos, sua restauração e a devolução de locais pertencentes à Igreja favoreceu o culto.
Templos, lugares fechados, agora puderam ser abertos. Os cristãos podiam construir templos e assim reunir-se
livremente. Além disso, diversos templos pagãos foram dedicados ao Cristianismo Que diferença! Só que diante dessa
impotente conquista, reflitamos: agora os cristãos possuam grandes e suntuosos templos. Mas como se portavam os
adoradores nesse Templo? Como veremos a seguir, a igreja seria invadida por pessoas que apenas professavam o nome de
Cristo em seus lábios, mas no coração adoravam falsos deuses. A mistura entraria na Igreja.

Outras conquistas ocorreram.


As doações destinadas aos templos pagãos, agora eram direcionadas aos templos cristãos. Agora, o culto cristão
tinha suas despesas pagas pelo governo. Os ministros eram sustentados pelo governo e não necessitavam pagar impostos.
Assim, as igrejas possuíam grandes recursos econômicos. O culto à estátua do imperador foi proibida. Muitos cristãos foram
martirizados por se recusarem a participar desse culto.

OBS: Vejamos como os imperadores exigiam adoração. Nas escavações de Éfeso foi encontrado “um templo que continha uma
estátua de Domiciano, cinco vezes o tamanho natural, o imperador que se chamava a si mesmo ‘Deus’ e que exilou João”
(Henry H. Halley em Manual Bíblico, p. 615).

No plano social, também ocorreram muitas conquistas. A penalidade da crucificação foi extinta. Foi proibida a venda de
crianças como escravas. E os escravos em geral tiveram um tratamento mais humano.

OBS: A crucificação era uma penalidade imposta aos criminosos e aos que se rebelavam contra o Império. Apenas os cidadãos
romanos, quando condenados à morte, não podiam ser crucificados. Eis a razão por que o apóstolo Paulo, cidadão romano,
não foi crucificado, mas decapitado.

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As lutas de gladiadores também foram proibidas. O domingo também foi declarado dia de descanso e a também de
adoração. Até os soldados ficaram liberados de praticar exercícios militares nesse dia. Parecia uma época de flores , de
sucesso para a Igreja. Antes perseguida, agora reconhecida pelo Estado. Antes os inimigos da fé eram externos e a Igreja
possuía nível espiritual excelente, pois ser cristão era um desafio. Agora, os inimigos seriam internos. Outrora era visível a
perseguição; agora o perigo para a Igreja não estava declarado, mas oculto.
Talvez, o querido Juvenil se queixe, lamente de perseguições, de discriminação que sofre! Entretanto, tudo é para
nosso fortalecimento espiritual. Nem sempre, a ausência de luta é positiva para a Igreja e para nós. Ao lado dessas conquistas,
o Cristianismo enfrentará novos problemas.

A falsa conversão

Se bem que Constantino já tivesse concedido a liberdade aos cristãos, apenas com o imperador Teodósio (378395) é
que o Cristianismo se tornou a religião oficial do Império. Em 392, o Edito de Constantinopla proibiu a prática do paganismo.
Era não só a religião oficial, mas exclusiva do governo. Esse ato teve conseqüências altamente negativas para a Igreja. Assim,
as conversões não eram voluntárias. Seguia-se o Cristianismo, porque era proibida a prática da religião de cada povo, que era
idólatra. Assim se abrigavam na Igreja por conveniência, não por uma decisão pessoal. Quando a conversão é voluntária, o
pecador recebe a Jesus pela fé e possui a vida transformada. Ser um cristão nominal, apenas na aparência é algo triste e
enfraquece a Igreja.
Como conseqüência da obrigatoriedade do Cristianismo, surge a Igreja Católica Apostólica Romana. A paliara católico
significa universal. Entretanto, essa igreja deseja ser a soberana, reinar neste mundo e não seguindo os ensinos bíblicos.

OBS: Assim, é definido o Catolicismo Romano: “Cristianismo nominal que aceita a autoridade do Papa e dos dogmas que
acabaram por afastar a igreja de Roma das doutrinas do Novo Testamento” (Claudino Corrêa de ANDRADE. Dicionário
Teológico, p. 59).

Assim disse Jesus à igreja de Sardes: “Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Eu sei as tuas
obras de que vives e estás morto” (Ap 3.12b). Apenas nome! Existem muitos crentes nominais, dizem que são cristãos,
entretanto suas ações negam o que afirmam. Precisamos ser cristãos não na aparência, mas de fato. Multidões entraram na
igreja. Foram batizadas sem a devida conversão. O nome de muitos constava como membros, porém não pertenciam de fato
a Igreja, corpo de Cristo. A conseqüência foi uma igreja enfraquecida. No coração de muitos, ainda imperava a idolatria.

Efeitos da paganização nos cultos e na doutrina

Paganização significa a introdução de doutrinas, costumes, próprios dos pagãos, aqueles que não aceitam Deus como
Único Deus. Os pagãos possuíam vários deuses. Após Constantino, as pessoas passaram a fazer parte da igreja sem estarem
convertidas. Os pagãos estavam habituados a terem seus deuses. As pessoas continuavam com suas crenças falsas no
coração; Cristo não era o centro de suas vidas. Veneravam-se mártires e pessoas conhecidos por sua santidade. Imagens
passaram a ser colocadas nos templos. Os santos passaram ser intermediários, sua intercessão era necessária.

Analisemos: pessoas que tiveram vida santa ou foram mártires, poderão ser intermediários? Devemos dirigir oração a tais
santos? De forma nenhuma! A Bíblia declara: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus
Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo” (1 Tm
2.56). Só Ele pode interceder por nós, apenas Ele pagou o preço de redenção. Os santos podem ter sido fiéis a Cristo no seu
tempo, entretanto não possuem qualquer poder. Não é devido à sua morte que a sua situação referente a atender pedidos foi
modificada: “E quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais
tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?” (At 3.12). Pedro
reconheceu que o coxo havia sido curado não por causa da santidade deles (Pedro e João), mas por causa da fé em Jesus (At
3.16). Dirigir-se a alguém considerado santo, cultuar aos mortos, não é aprovado pela Bíblia: Ao fim do décimo século, quase
todo o povo pertencia à Igreja, era chamado de cristão. Os santos tinham seus dias de culto. Trocaram a adoração a Deus pela

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adoração a ídolos. Os lugares onde nasceram os “santos” eram considerados santos e eram objeto de peregrinações. Quem
fizesse uma peregrinação à Terra Santa obtinha o perdão para todos os pecados. Só Deus é Quem pode conceder perdão: “É
ele que perdoa todas as tuas iniqüidades e sara todas as tuas enfermidades” (Sl 103.3). Ocorreu também a veneração por
objetos e partes do corpo, sendo atribuídos aos objetos poderes.
Pouco a pouco, a Igreja foi se afastando do Evangelho verdadeiro. Este agora era ima religião de cerimônias,
oferecendo salvação. Atribui-se poder às relíquias, por exemplo os ossos de um santo poderiam realizar milagres.O cerimonial
do culto era importante, mas faltava o culto verdadeiro. Os pagãos tinham necessidade de ter algo para adorar visível diante
de seus olhos. Desejavam ter altares para sacrificar, venerar a seus deuses. Logo, as imagens surgiram. Já afirmava o profeta
Isaías: “Congregai-vos e vinde; Chegai-vos juntos, vós que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em
procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar” (Is 45.20).
A adoração a imagens foi prevalecendo. Não precisamos de formas visíveis. Essas desviam a nossa adoração de Deus.
Foi perguntado ao salmista onde estava o seu Deus, talvez, porque não fossem vistos ídolos. Observemos como se expressou
o salmista: “Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e fidelidade! Por que
perguntam as nações: ‘Onde está o Deus deles?’ O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada. Os ídolos
deles, de prata e ouro,são feitos por mãos humanas. Têm boca, mas não podem falar, olhos, mas não podem ver; têm
ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro” (Sl 115.16 – NVI).
Assim, possuindo vários deuses , adotava-se o politeísmo.

A adoração a Maria foi introduzida. Precisavam de uma “deusa”. Tudo para retirar Jesus do centro do culto. O culto a
Maria é denominado mariolatria. Essa veneração a Maria não fazia parte do culto da Igreja Primitiva: “Para que ao nome de
Jesus se dobre todo joelho dos quer estão nos céus e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é
o Senhor, para glória de Deus Pai (Fl 2.1011). Ele é o Nosso Senhor. Maria foi chamada de “bendita” (Lc 2.10), porém não lhe
foi concedido nenhum poder; não podemos chamar-lhe de “senhora”.

OBS: A veneração a Maria foi desenvolvida cerca de 590 d.C.. Sua ascensão foi festejada pela primeira vez em 819 d.C. Por
volta de 1950, a ascensão de Maria é posta em artigo de fé.

Até oração especial a Maria foi criada., na qual está inserida a fórmula: “Rogai”. Ela não é mediadora, não é
intercessora. Quem pode rogar por nós ao Pai, é Jesus. È Ele, nosso Mediador, Quem roga por nós: “Mas eu roguei por ti, para
que a tua fé não desfaleça” (Lc 22.32); “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são
teus” (Jo 17.9). Nós podemos clamar pela vida de alguém, mas diretamente a Jesus. Ele é Quem tem todo o poder; não pode
ser atribuído a Maria, qualquer milagre. Na realidade, quando se colocou o culto a Maria, na mente pagã, foram substituídas
as deusas a quem veneravam por Maria. Esta é a mãe do Salvador, não alguém que nos pode socorrer. Quem pode nos
socorrer é Jesus: “Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hb 2.18).

OBS : A Bíblia declara que Jesus possuía irmãos carnais. Assim narra o texto bíblico: “Porque nem mesmo seus irmãos criam
nele” (Jo 7.5). Quem são os irmãos que, a princípio, não criam nEle? Os irmãos naturais de Jesus. Observemos como a Bíblia
distingue os irmãos de Jesus dos discípulos: “Depois disto desceu a Cafarnaum, ele, e sua mãe, e seus irmãos, e seus
discípulos; e ficaram ali não muitos dias” (Jo 2.12). Após a ascensão de Jesus, “subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e
Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago. Todos
estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos”
(At 1.14). Os nomes dos irmãos de Jesus e às referências às suas irmãs encontram-se em Mc 6.3 e Mt 13.55-56.

Muitas doutrinas erradas foram introduzidas. Adotou-se a crença de que o batismo lavava os pecados. Assim, as
pessoas eram batizadas sem a devida conversão. Analisemos o episódio da conversão do mordomo da rainha Candace: “Eis
aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: È lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse:
Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” (At 8.37). O etíope foi batizado depois de crer plenamente, depois de compreender
o sacrifício de Cristo por nossos pecados (At 8.3235). Primeiro, recebeu a instrução da Palavra; depois, o batismo.

O fato de declarar-se que o ministro cristão é um sacerdote introduziu o conceito de que o sacerdote é um
intermediário entre Deus e o homem. Assim, o sacerdote recebia a confissão, impunha penitências e declarava o perdão. O
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nosso sacerdote é Jesus. Ele intercede por nós: “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a
Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado,
separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus, que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer
cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez,
oferecendo-se a si mesmo”(Hb 8.2527).
Como tempo, outros ensinos errados foram colocados como o celibato obrigatório contrário ao ensino das Escrituras
(1Tm 3.12). Outro ensino sem base nas Escrituras é o purgatório, pois ensina a Bíblia não existe um lugar intermediário após a
morte (Hb 9.27).
O pior fato foi a proibição da leitura da Bíblia. As pessoas comuns não poderiam ler a Bíblia, somente os ministros
católicos. . Apenas uns poucos privilegiados, poderiam faze-lo. Além disso, a única interpretação aceita é a da Igreja Católica
Romana. Mais tarde, foi proibida a leitura da Bíblia na língua materna. Sem ter acesso à Bíblia em suas línguas, povo não podia
conferir se o ensino proferido tinha base bíblica. A missa em latim impedia que o povo entendesse suas palavras; o povo foi
privado do ensino.

OBS: A proibição da leitura da Bíblia ao povo em geral, os leigos, deu-se em 1229 d.C. Mais tarde, foram colocados na Bíblia
Católica, sete livros. Esses livros não inspirados (sete) foram incluídos no Antigo Testamento (da Bíblia católica) em 1546 no
Concílio de Trento.

A igreja oficial passou a ser uma “máquina política”

A Igreja nesse período passou a ter desejo de poder temporal, de influir nas decisões políticas. Não era uma
instituição apenas de caráter religioso. Assim, a Igreja passou a ter comando nos acontecimentos, coroando reis ou depondo
reis. Como era diferente a Igreja Primitiva em suas decisões (At 15.28).
Muitos aderiram à Igreja para obter cargos políticos ou vantagens. Afinal, os cristãos exerciam os melhores cargos.
Para ser uma pessoa de posição de destaque era necessário ser cristão. Assim, as pessoas eram cristãs na aparência, não
porque fossem convertidos ou considerassem a Jesus como Senhor. Que retrocesso! Também a Igreja acumulou muitas
riquezas aqui na terra, era possuidora de grandes extensões de terra. Não foi assim que Jesus ensinou: “Não ajunteis tesouros
na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu,
onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam e roubam. Porque onde estiver o vosso
tesouro, aí estará o vosso coração” (Mt 6.1921). Agora, as ações dessa Igreja estavam voltadas para riquezas materiais.
Jesus declarou por que somos perseguidos: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque
não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece” (Jo 15.19).
Mais tarde, surge a denominada “Santa Inquisição” ou Santo Ofício. Era um tribunal destinado a punir os que não
aceitavam sua imposições e doutrinas. As pessoas obrigados a delatar tais pessoas, que eram consideradas hereges. O
processo corria secretamente. Os bens eram confiscados e divididos entre a Igreja e o Estado. Confissões eram realizadas sob
torturas. Os acusados não podiam defender-se e nunca eram absolvidos. Muitos cristãos morreram devido à Inquisição.

OBS: A inquisição foi criada pelo papa Inocêncio III e aperfeiçoada por Gregório IX.

Graças a Deus que, em todos os tempos, há servos fiéis que clamam a Deus por mudanças, para que prevaleça o
verdadeiro Evangelho. Parecia i que tudo estava perdido, porém Deus levantaria líderes para que a Sua Igreja fosse revigorada,
colocada no caminho certo: Cristo é “a cabeça da Igreja” (Ef 5.23)

CONCLUSÃO

A Igreja, composta de todos os salvos, tem o dever de demonstrar o seu viver transformado. A missão da Igreja é
conquistar o mundo para Cristo, não conquistar o mundo para si própria, para desfrutar de privilégios materiais. A História da
Igreja é um alerta, para que não sejamos enganados e não concordemos com as regras e doutrinas falsas. Sempre haverá uma
distinção entre o cristão verdadeiro e o mundo. Louvemos a Deus com este hino: “O povo de Deus, aqui na terra tem um sinal:
Povo que vive em santa guerra contra o mal;/Povo que espera a Jesus Cristo que presto vem. È pois Ele mesmo. Quem nos diz

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isto: ‘Vigiai mui bem’”(1 a estrofe – hino 455 da Harpa Cristã).

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