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qual democracia?

– sobre como a busca por segurança está solapando a liberdade

acácio augusto1

a polícia é o golpe de Estado permanente

Michel Foucault

apresentação

Este breve escrito seria minha comunicação oral no lançamento do livro

“Manifestações no Brasil: as ruas em disputa”, organizado por Adriano de Freixo e

publicado pela editora Oficina Raquel, no dia 12 de julho de 2016. Seria, porque o

lançamento foi interrompido por uma bela manifestação-intervenção dos

aprendizes que ocuparam a Fábrica de Cultura da Brasilândia e foram duramente

reprimidos pela Polícia Militar a mando da POIESES no dia 2 de julho de 2016. A

ação policial foi eivada da brutalidade recorrente da polícia e resultou na prisão de

mais de 20 jovens, a maioria com idade inferior à 18 anos, o que configura condição

legal de inimputáveis. Na mesa estavam presentes, além de mim e do organizador

do livro, a professora de Sociologia da USP, Vera Telles, e o Padre Júlio Lancelotti,

da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo.

A repressão aos aprendizes corrobora a hipótese desse breve escrito de que

a segurança se sobrepôs às práticas democráticas, mas a ação e militância desses

jovens mostra que há resistência à essa configuração, alertando para o fato de que

isso só possível pela luta e a ação direta dos envolvidos em cada questão específica

e não pelos dispositivos de representação-participação das instâncias oficiais e dos

1
Acácio Augusto é doutor em Ciências Sociais (Política) pela PUC-SP. Professor credenciado no Programa
de Pós-Graduação em Sociologia Política da UVV-ES e no Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Institucional da UFES. Pesquisador no Nu-Sol (Núcleo de Sociabilidade Libertária www.nu-sol.org) e
bolsista Pós-Doc CAPES na UVV-ES. Autor de Política e polícia: cuidados, controles e penalizações de
jovens, Rio de Janeiro: Lamparina, 2013.
canais institucionais sempre em disputa por burocratas e gestores que se declaram

à direita ou à esquerda do Estado.

Mas como disseram os aprendizes, apesar de tudo isso: Vai ter luta! e Não

tem arrego!

crise e repressão hoje

O ano de 2015 foi repleto de querelas políticas que assumiram contornos

dramáticos. Se desde 2011, com protestos de rua e ocupações de praças em todo o

planeta e, no Brasil, mais especificamente a partir de 2013, se fala muito em crise da

representação e falência dos partidos políticos como conhecemos, a partir de 2015

os discursos de medo e os exageros dramáticos ganharam contornos apocalípticos.

De um lado, forças governistas (agora depostas) falam o tempo todo de golpe, de

violação das instituições democráticas, de abusos do judiciário, enfim, de ameaça

ao sistema de direitos e liberdades na democracia do Estado de Direito. De outro

lado, opositores do governo e setores amplos da sociedade, falam de uma ditadura

já instalada, de aparelhamento do Estado, de gangue criminosa agindo

deliberadamente por interesses escusos ou mesmo executando um plano para

subjugar a nação à sua ideologia particular. Como é próprio da forma moderna do

drama, rapidamente criou-se uma narrativa antagonista com mocinhos e bandidos

na qual cada parte reivindica para si o lado do bem. Alguns, traduzindo para a

linguagem política corrente, logo colocaram a questão entre esquerda e direita,

governo e oposição. Dos dois lados argumenta-se que a democracia e as conquistas

políticas e sociais históricas estariam ameaçadas. A despeito do reducionismo

dessa perspectiva antagonista, criticada por muitas pessoas de diversas maneiras,

perde-se a dimensão do que essa narrativa produz como efeito. Mais do que isso,

deixa-se de notar o quanto elas são complementares e reforçam, mutuamente, a


centralidade do Estado e seu papel imprescindível, conforme argumentam, para a

organização social desde os tempos modernos.

O mais evidente desses efeitos se dá em torno da suposta e propalada crise

da representação. É sabido o quanto se saudou as jornadas de junho de 2013 no Brasil

como uma evidência dessa crise. Passado algum tempo, e tendo 2015/2016 como

referência, vê-se como nunca se valorizou tanto a esfera institucional

representativa no Brasil como nos dias de hoje. Ao contrário de uma crise ou

esgotamento da representação política, nunca se esteve com as atenções tão

voltadas para as esferas legislativa, executiva e judiciária do Estado. Hoje, o

brasileiro médio sente-se plenamente capacitado a discutir e opinar sobre o

funcionamento dessas instituições. Não cabe julgar se isso é bom ou ruim, é apenas

um fato. Nem se o fazem com o conhecimento adequado, o que nem sempre é o

caso, em especial nas redes sociais digitais. Movimentos apartidários e grupos

ditos autônomos se veem às voltas com pautas que vão desde o desejo de interferir

diretamente nos rumos das políticas sociais até a exigência de impedimento deste

ou daquele representante do executivo ou do legislativo e, mais timidamente,

mostram-se indignados com posturas de membros do judiciário. Em resumo, ainda

que sob o signo de uma difusa crise, vê-se um fortalecimento inédito de toda a

esfera institucional. Fortalecimento no sentido que o institucional se torna o objeto

da disputa e, por isso, visto como imprescindível. Eis o efeito do antagonismo com

os olhos sempre voltados para um suposto centro de poder. A despeito do “Fora

Cunha”, “Fora Dilma” ou “Fora Temer”, as atenções se voltam cada vez mais para

o Estado, enquanto os fatos ordinários da exploração capitalista e da dominação

estatal seguem inabaláveis e funcionando a pleno vapor. Mais do que isso, a

configuração de subjetividades empreendedoras suficiente para superar a crise se

torna imperativa.
Nesse sentido, ainda que se consiga sustentar por outras vias a tese de que

vivemos, no Brasil e no planeta, uma crise das representações, não é possível que

haja ameaça real ao atual sistema de representação, participação e gestão política.

Ele pode colapsar por entropia? Parece que sim, mas isso seria um segundo

momento que não sustenta uma crise em curso. Na verdade, vemos o sucesso da

política metamorfoseada em espetáculo e em atividade policial. Ademais, ao

menos desde 2008, a crise tornou-se a própria forma da governamentalidade

planetária neoliberal, embora Foucault já tivesse alertado para isso como traço da

racionalidade neoliberal desde a crise de 1973. Em nome de conter a crise, tudo é

possível e tudo é justificado – que nos digam os cidadãos gregos, esses membros

de segunda categoria da União Europeia.

Mas algo muito mais ordinário, muito menos glamoroso está solapando o

que se entende por democracia: a busca inquestionável por segurança. Neste

ponto, o teatro antagonista se desfaz e todos vem para frente do palco mostrar que

estão juntos. Há vozes aqui e acolá que criticam abusos, excessos ou necessidade

de apurações, mas não se abre mão dela, essa deusa laica da política moderna e

esse valor primeiro da política contemporânea. Recusar a busca por segurança é o

que devemos fazer se quisermos construir uma luta que invista no agonismo das

relações de poder e escape ao simplismo do jogo dramático

protagonista/antagonista. Só assim se valoriza experimentações de liberdade e

lutas que se colocam ao lado dos que mais são atingidos por essa política: os alvos

regulares e conhecidos da polícia e das políticas culturais e sociais. Mesmo quando

se questiona a velha máxima weberiana de que o Estado é o monopólio legítimo do

uso da força, esquece-se que ele é o monopólio da cultura que o sustenta,

primeiramente, pela unidade linguística que delineia sua gramática do poder e por

possuir, constitucionalmente, o monopólio da educação.


O ano de 2016 iniciou-se, em São Paulo, com um ato de rua contra o

aumento da tarifa de ônibus, metrô e trem. O ato contou com a presença de algo

em torno de 5 mil a 10 mil pessoas. Ele não durou 50 minutos, pois a polícia

“dispersou” os manifestantes com bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta,

balas de borracha (fornecidas pela empresa Condor não-letal) e um contingente

gigantesco de policiais vestidos como robocops. No ano passado, em que a mesma

manifestação chegou a reunir mais de 50 mil pessoas, a violência policial e a

intransigência de governo e prefeitura de São Paulo literalmente expulsaram as

pessoas das ruas. É possível falar de democracia frente a tais fatos? Não! Porém,

dizer que não existe democracia em São Paulo, não significa dizer que vivemos

numa ditadura. O que vemos, seja em São Paulo (seja em Paris ou Nova Iorque,

que vivem sob ameaça de atentados terroristas), é que a obsessão por segurança

transformou cada cidadão das democracias contemporâneas em potencial

terrorista, um alvo possível dos dispositivos de segurança e da violência policial.

Para que não seja visto assim, eles devem se alinhar à prática policial.

Vivendo sob o controle contínuo dos dispositivos eletrônicos de

monitoramento, nas ruas e nos fluxos computo-informacionais, e dos dispositivos

de monitoramento de condutas, em casa ou no trabalho, como indivíduo ou como

grupo social, basta o mínimo desvio, uma simples manifestação de discordância ou

mesmo um mal-entendido para ser arrancado de seu convívio comum ou tornado

alvo da violência policial. Ou se é policial ou se torna alvo da polícia. O que os 50

minutos de ato contra a tarifa no início de 2016 sinaliza é que a segurança tomou o

lugar da democracia como referencial de organização política da vida pública. E

por mais que se mude o sistema de representação ou mesmo quem o ocupa, será

muito difícil mudar o fato de que, diante dessa preponderância da segurança, nos

tornamos todos potencialmente terroristas.


a segurança como valor político moderno

A crítica aos limites da democracia e ao Estado não é uma novidade no

pensamento e práticas da modernidade. Todo o pensamento liberal clássico do

final do século XVIII difundiu-se a partir de formulações que visavam limitar o

poder do Estado em relação à sociedade – uma divisão ideal-teórica de difícil

verificação empírica que separa Estado e Sociedade Civil. De qualquer maneira, os

axiomas “o melhor governo é o que menos governa” e “a minha liberdade termina

onde começa a do outro”, deram o tom de toda crítica política liberal, isso vale

menos aqui no Brasil, já que o liberais daqui nunca liberaram nada. Michel

Foucault (2008), em “Segurança, território, população”, curso proferido em 1978, é

contundente ao mostrar como se colonizou uma multiplicidade de artes de

governar, presentes nas relações como táticas difusas, para governamentalizar o

Estado. Emerge, assim, uma governamentalidade em torno de um fenômeno novo:

a população. Ocupa-se com a saúde desse conjunto por meio das tecnologias de

polícia como forma de produzir o esplendor do Estado. Ao objetivo dessa

estratégia geral e tecnologia de governo, a governamentalidade, Foucault dará o

nome de biopolítica ou biopoder, que visa “fazer viver e deixar morrer”, laçando

mão do racismo de Estado como recorte necessário para a eliminação dos

indesejáveis. Enfim, o que importa aqui é ressaltar que, mesmo o liberalismo e

todas as suas derivações e desdobramentos que se comporão na democracia

representativa e participativa contemporânea, configuram-se a partir de uma

crítica ao Estado e/ou seus “abusos de poder” – algo que, do ponto de vista

jurídico-político, delineou o princípio de isonomia moderna no qual todos os

cidadãos adultos de uma determinada nação são iguais perante a lei. Os

documentos que consagram historicamente esse princípio são a Declaração de

Independência dos EUA, de 1776, e a Declaração dos Direitos do Homem e do

Cidadão da França, de 1789. E, mais recentemente, em âmbito planetário, a


Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, referenciada no Homem e

não mais na Nação.

Igualdade formal e jurídica serão os alvos do combate travado pelo

pensamento radical do século XIX. Pierre-Joseph Proudhon, em 1840, detona essa

igualdade e liberdade legal ao se perguntar sobre o que é a propriedade. Mais do

que a famosa assertiva de que a propriedade é o roubo, o revoltado francês

demonstrará que a propriedade é o princípio do governo e do Direito. Ele mostra

como o princípio de isonomia moderna se assenta na segurança da propriedade

em primeiro lugar. Assim, a segurança é o conceito social supremo da sociedade

burguesa, encontrando no conceito de polícia a forma pela qual a sociedade

somente existirá para garantir a cada um de seus membros a conservação de sua

pessoa, de seus direitos e de sua propriedade. Esta análise instauradora dá início a

uma longa produção libertária que combaterá, além da limitada igualdade jurídica,

o princípio e o valor moral da segurança como força motriz do Estado e seus

instrumentos e auxiliares componentes das tecnologias de poder modernas,

fundadas na defesa da propriedade. Haverá desde anarquistas revolucionários

mostrando a complementariedade e sobreposição entre democracia e ditadura (à

esquerda e à direita) à pacifistas e anarco-individualistas recusando que os Estados

(de qualquer coloração) façam a guerra ou persigam os ditos marginais em seu

nome. Essa constatação radical leva a ver a Ciência Política como ciência do

governo, i. e., a política como tecnologia de pacificação das relações sociais. E

quem diz pacificação diz esmagamento do outro. Algo que na colônia Brasil nós

bem conhecemos, seja pela experiência histórica do etnocídio de índios ou

extermínio de negros arrancados de suas terras e feito escravos aqui, seja pelas

contemporâneas políticas de segurança pública pautadas na pacificação de zonas

urbanas consideradas de risco e/ou em situação de vulnerabilidade, como as UPPs


(Unidades de Polícia Pacificadora), no Rio de Janeiro, que promovem o extermínio

dos pobres, pretos, indesejáveis e subversivos.

Isto reforça uma leitura que, apesar de sintetizadora de relações muito mais

complexas, nos ajuda a demarcar posições. Trata-se da possibilidade de apontar a

segurança como o principal valor e prática social do liberalismo moderno. Mas a

despeito dessa constituição histórico-política, algo mais perturbador se passa nos

dias de hoje: a segurança tornou-se um valor inquestionável, uma prerrogativa de

toda e qualquer ação coletiva ou individual. “Por razões de segurança” justifica-se

quase tudo. Um discurso tão poderoso que até os que se colocam contra a ordem se

vêm, não raramente, às voltas com comissões de segurança em manifestações. No

âmbito institucional não seria exagero afirmar que, muito mais do que numa

democracia, vivemos hoje em regimes securitários com variações de intensidade

ditadas pelos fatos inesperados e/ou contingenciais dos governos. E trata-se de

algo planetário e capaz de colonizar todas as esferas dos viventes, de humanos às

plantas, recursos minerais e animais não-humanos. Basta imaginar como a

segurança aparece associada aos mais diversos temas e problemas em âmbito

planetário: segurança econômica, segurança ambiental, segurança social, segurança

humana, segurança alimentar, enfim, a lista seria interminável.

Mas polícia não é só porrada e repressão. Ela existe modernamente como

tecnologia produtora de segurança, combinando saberes diversos que elegem o

público-alvo a ser cuidado por variadas práticas de contensão de rebeldias e

produção de assujeitamentos. Contemporaneamente, os índices econométricos

criados planetariamente, e cada vez mais precisos em termos de referências locais,

são o parâmetro utilizado por diversas organizações de práticas governamentais,

ligadas ou não ao Estado. O índice de vulnerabilidade, uma variação do Índice de

Desenvolvimento Humano, é referência tanto para políticas de segurança, quanto

para políticas sociais e culturais. Desta maneira, quem policia não são apenas os
robocops que vemos em manifestações, mas ONGs, Institutos, Fundações, ativistas e

agentes sociais por meio de práticas de monitoramento de condutas para supressão

de riscos e produção do bem. Hoje, a prática policial se confunde com a vida

cidadã (desenvolvi isso em meu livro “Política e polícia: cuidados, controles e

penalizações de jovens”).

Neste local mesmo que estamos, a Casa das Rosas, gerido por uma OS

(Organização Social sem fins lucrativos), a POIESIS, que administra, em parceria

com o governo do estado de São Paulo, unidades voltadas à produção cultural em

bairros que são qualificados pelos diversos índices como vulneráveis ou de risco,

encontramos um exemplo dessa política de pacificação feita de forma cuidadosa,

mas sem por isso menos eficaz em termos de governo. As Fábricas de Cultura,

localizadas nos bairros do Jaçanã, Vila Nova Cachoerinha, Brasilândia, Jardim São

Luís e Capão Redondo são exemplos de como se promove a pacificação também

pelo monopólio da cultura, com sua distribuição e gestão assimétricas pelo Estado,

uma espécie de UPP paulistana cultural e “do bem”. Ocorre que o bem é a

pacificação desses contingentes tidos como em situação de risco ou a criação de

condições para eles não se revoltem. Quando escapa-se dessa produção de conduta

no público-alvo, o velho cassetete tem que entrar em cena e cantar novamente. Foi

o que ocorreu há duas semanas na Fábrica de Cultura da Brasilândia, quando a

Tropa de Choque da PMSP foi acionada pela POIESES para fazer a reintegração de

posse de uma ocupação pacífica realizada por aprendizes (na maioria com menos

de 18 anos) e educadores que lá trabalham. Assim, faz-se a volta completa da

política como atividade de polícia, seja cultural, seja repressiva, seja de cuidado. E

isso é uma prática de governo, seja estatal ou não, de esquerda ou de direita,

privada ou não, ou mesmo, como é mais comum hoje, público-privada, as famosas

PPPs (Parcerias Público Privadas). A linguagem do Estado sempre acaba no

exercício da violência em nome da ordem. Exercício em geral estimulado,


requerido e aplaudido pelos governados, que desejam viver em paz e segurança.

Fato que poderia nos levar a abandonar o termo democracia. O regimes hoje ditos

democráticos se parecem mais com regimes securitários estatais, nos quais há uma

série de normatividades democráticas, mas as decisões que realmente importam

são garantidas na porrada e com uso da força, me geral, legitimado pela maioria,

seja por consenso forjado ou não.

Vistas assim, torna-se por demais explícitas, após os acontecimentos de

junho de 2013 no Brasil, as acomodações antidemocráticas do atual conservadorismo

moderado, como o chama Edson Passetti, e o traço marcadamente político, indicado

por Michel Foucault, da racionalidade neoliberal: não existe esquerda e direita,

existem os interessados em práticas de liberdade, de um lado, e a defesa

encarniçada da segurança, de outro. Esta defesa, mesmo sob uma democracia

formal, torna o exercício autoritário da violência um fato regular e até desejável.

Nessa disputa, entre dois posicionamentos, o rompimento possível em meio a

profusão de espetáculos policiais está na produção de outros modos de vida,

avessos aos autoritarismos, declaradamente anti-estatais e anticapitalistas, que pela

afirmação da revolta produzam uma antipolítica como forma de resistência na

sociedade de controle. Se política e polícia se tornaram sinônimos, a recusa de

uma, implica a recusa da outra. O que se coloca lugar? Como diz o nome de uma

publicação de alguns anarquistas espanhóis: estamos com todo por hacer.