Você está na página 1de 5

CENTRO ESPÍRITA ANTÔNIO CRUZ – CEAC

COORDENAÇÃO DE ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL – C. A. E.


ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL – A. E.
ROTEIRO 76

A BENEFICÊNCIA

OBJETIVO:

Esclarecer aos participantes que a prática da beneficência nos permite tanto auxiliar o
próximo como a nós mesmos, pois nos liberta do egoísmo e nos faz experimentar a
felicidade máxima possível neste planeta.

DESENVOLVIMENTO:

Após dar as boas vindas e perguntar como os participantes estão, o facilitador poderá
informar ao grupo que tem um presente especial para cada um, vindo diretamente do
Alto. Entregará, então, um bombom ou bala com uma mensagem colada. Cada
mensagem representa uma recomendação dos bons Espíritos, relacionada à caridade
e à beneficência. A partir daí, cada um lerá a sua para o grupo, que discutirá a
respeito.

Recomendações a serem distribuídas:

“Não basta rogar a intervenção do céu, em favor dos outros, com frases bem feitas, a
fim de que venhamos a cumprir o nosso dever cristão. Antes de tudo, é necessário
fazer a nossa parte, quanto nos seja possível, para que o bem se realize, de modo a
entrarmos em sintonia com os poderes do bem eterno.”
Do Livro Palavras de Vida Eterna. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

“(...) Tenhamos cuidado contra as tristezas e sombras esterilizadoras. Má vontade,


queixas, insatisfação, leviandades, não integram o quadro dos trabalhos que o Senhor
espera de nossas atividades no mundo. Mobilizemos nossos recursos com otimismo e
não nos esqueçamos de que o Pai ama o filho que contribui com alegria.”
Do Livro Pão Nosso – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

“(...) Estender a mão e distribuir reconforto é iniciar a execução da virtude maior.


Todas as potências do espírito, no entanto, devem ajustar-se ao preceito divino,
porque há caridade em falar e ouvir, impedir e favorecer, esquecer e recordar. Tempo
virá em que a boca, os ouvidos e os pés serão aliados das mãos fraternas nos serviços
do bem supremo. (...)
Há pedras e espinheiros? Fixa-te em Jesus e passa.”
Do Livro Pão Nosso – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

“(...) Distribui a beneficência do agasalho e do pão, evitando humilhar quem te recolhe


os gestos de providência e carinho; contudo, não esqueças de estender a caridade do
pensamento e da língua, para que o bálsamo do perdão anule o veneno do ódio e para
que a força do esquecimento extinga as sombras de todo mal.”
Do Livro O Espírito da Verdade. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
“Meus irmãos, se alguém fizer voltar ao bom caminho a algum de vós que se afastou
para longe da verdade, saiba: - Aquele que fizer um pecador retroceder do seu erro (...)
fará desaparecer uma multidão de pecados.”
Tiago, cap. 5, v.19-20.

“Ajuda com alegria de quem se honra com a faculdade de acrescentar as alegrias de


que Deus dotou o Universo; sobretudo, não permitas que a oportunidade de auxiliar se
deteriore em suas mãos. (...)
Auxilia quanto, como onde e sempre que possas para o erguimento do bem comum.
Não esperes que a desencarnação obrigue outros a distribuir aquilo que podes dar
hoje, no amparo aos semelhantes, para a construção de tua própria felicidade, de vez
que tudo aquilo que damos à vida, na pessoa do próximo, é justamente aquilo que a
vida nos restitui.”
“Não retardes o bem”. Do Livro Estude e Viva, de Emmanuel e André Luiz. Psicografia de
Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

"Os pobres que buscamos podem morar perto ou longe de nós. Podem ser material ou
espiritualmente pobres. Podem estar famintos de pão ou de amizade. Podem precisar
de roupas ou do senso de riqueza que o amor de Deus representa para eles. Podem
precisar do abrigo de uma casa feita de tijolos e cimento ou da confiança de possuírem
um lugar em nossos corações."
MADRE TEREZA DE CALCUTÁ

A beneficência é a materialização do amor. Amor é a matéria-prima da vida.


Nesse mundo ainda tão cheio de desventura, quem não gostaria de ver o amor
à sua frente? Quem não gostaria de sentir-lhe o sabor? Quem não se alegraria
em poder tocar o amor ou mesmo ouvir-lhe a voz?
Essa materialização está ao alcance de todos nós.
Pode-se “sentir” o sabor do amor, quando ao pobre faminto é oferecido um
prato de comida, temperado com generosidade.
Pode-se, ainda, “tocá-lo”, quando o irmão abandonado recebe o calor de uma
mão amiga a afagá-lo, em momento de desesperança.
Pode-se, também, “ouvi-lo”, na melodiosa voz que acalma o coração do aflito,
com palavras de esperança e consolo.
Como num passe de mágica, o amor se faz presente!!!
O maravilhoso nisso tudo é que essa magia não é privilégio de quem quer que
seja, pois é dádiva concedida a cada um de nós.
Basta ser gente! Basta ser filho de Deus!

O facilitador pode ler as perguntas 642 e 643 de “O Livro dos Espíritos”, ouvir a
opinião do grupo. Em seguida, apresentar as respostas trazidas pelo livro:

642. Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o
homem não pratique o mal?
“Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto
responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem.”

643. Haverá quem, pela sua posição, não tenha possibilidade de fazer o
bem?
“Não há quem não possa fazer o bem. Somente o egoísta nunca encontra
ensejo de o praticar. Basta que se esteja em relações com os outros homens
para que se tenha ocasião de fazer o bem, e não há dia da existência que
não o ofereça, a quem não se ache cego pelo egoísmo, oportunidade de
praticá-lo. Porque, fazer o bem não consiste, para o homem, apenas em ser
caridoso, mas em ser útil, na medida do possível, todas as vezes que o seu
concurso venha a ser necessário.”

Ler o Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 11, e comentar em


grupo.

Prece final.

CONCLUSÃO: A prática da beneficência pura e desinteressada nos leva a


socorrer o irmão necessitado e nos liberta do egoísmo, tornando-nos felizes
neste mundo. Constitui-se, por isso, em dever, tanto para com o nosso próximo
como para nós mesmos.

MENSAGENS COMPLEMENTARES:

Exercício do Bem
“Mas ajuntai tesouros no Céu, onde nem a traça nem a
ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam e nem
roubam.”
Jesus (Mateus, 6: 20)

“Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus, chave


que tendes em vossas mãos. Toda a eterna felicidade se contém
nesse preceito: Amai-vos
uns aos outros.”
(Cap. 13, Item 12)

Comumente inventamos toda a espécie de pretextos para recusar os deveres que


nos constrangem ao exercício do bem.
Amolentados no reconforto e instalados egoisticamente em vantagens pessoais no
imediatismo do mundo, não ignoramos que é preciso agir e servir na solidariedade humana,
todavia, derramamos desculpas a rodo, escondendo teimosia e mascarando deserção.
Confessamo-nos incompetentes.
Alegamos cansaço.
Afirmamo-nos sem tempo.
Declaramo-nos enfermos.
Destacamos a necessidade da vigilância na contenção do vício.
Reclamamos cooperação.
Aqui e ali empregamos expressões crônicas que nos justifiquem a fuga, como sejam
“muito difícil”, “impossível”, “melhor esperar”, “vamos ver” e ponderamos vagamente quanto aos
arrependimentos que nos amarguram o coração e complicam a vida à face de sentimentos,
idéias palavras e atos infelizes a que em outras ocasiões, nos precipitamos de maneira,
impensada.
Na maioria das vezes, para o bem exigimos o atendimento a preceitos e cálculos,
enquanto que para o mal apenas de raro em raro imaginamos conseqüências.
Entretanto, o conhecimento do bem para que o bem se realize é de tamanha
importância que o apóstolo Tiago afirma, no versículo 17, do capítulo 4, de sua carta, no
Evangelho “Todo aquele que sabe fazer o bem e não o fez comete falta”. E dezenove séculos
depois dele os instrutores desencarnados que supervisionaram a obra de Allan Kardec
desenvolveram o ensinamento ainda mais explicando na Questão 642 de “O LIVRO DOS
ESPÍRITOS”: “Cumpre ao homem fazer o bem, no limite das suas forças, porquanto
responderá pelo mal que resulte de não haver praticado o bem” .
O Espiritismo, dessa forma, definindo-se não apenas como sendo a religião da
verdade e do amor, mas também da justiça e da responsabilidade, vem esclarecer-nos que
responderemos, não só pelo mal que houvermos feito, mas igualmente pelo mal que decorra
do nosso comodismo em não praticando o bem que nos cabe fazer.
LIVRO DA ESPERANÇA (pelo Espírito Emmanuel)

Sementeira e construção
“Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois
lavoura de Deus e edifício de Deus.”
Paulo (I Coríntios, 3:9)

Asseverando Paulo a sua condição de cooperador de Deus e designando a lavoura e


o edifício do Senhor nos seguidores e beneficiários do Evangelho que o cercavam, traçou o
quadro espiritual que sempre existirá na Terra em aperfeiçoamento, entre os que conhecem e
os que ignoram a verdade divina.
Se já recebemos da Boa Nova a lâmpada acesa para a nossa jornada, somos
compulsoriamente considerados colaboradores do ministério de Jesus, competindo-nos a
sementeira e a construção dele em todas as criaturas que nos partilham a estrada.
Conhecemos, pois, na essência, qual o serviço que a Revelação nos indica, logo nos
aproximemos da luz cristã.
Se já guardamos a bênção do Mestre, cabe-nos restaurar o equilíbrio das correntes
da vida, onde permanecemos, ajudando aos que se desajudam, enxergando algo para os que
jazem cegos e ouvindo alguma coisa em proveito dos que permanecem surdos, a fim de que a
obra do Reino Divino cresça, progrida e santifique toda a Terra.
O serviço é de plantação e edificação, reclamando esforço pessoal e boa vontade
para com todos, porquanto, de conformidade com a própria simbologia do apóstolo, o vegetal
pede tempo e carinho para desenvolver-se e a casa sólida não se ergue num dia.
Em toda parte, porém, vemos pedreiros que clamam contra o peso do tijolo e da areia
e cultivadores que detestam as exigências de adubo e proteção à planta frágil.
O ensinamento do Evangelho, contudo, não deixa margem a qualquer dúvida.
Se já conheces os benefícios de Jesus, és colaborador dele, na vinha do mundo e na
edificação do espírito humano para a Eternidade.
Avança na tarefa que te foi confiada e não temas. Se a fé representa a nossa coroa
de luz, o trabalho em favor de todos é a nossa bênção de cada dia.
FONTE VIVA (pelo Espírito Emmanuel)

NÃO RETARDES O BEM


Emmanuel

A dádiva tem força de lei, em todos os domínios da Criação.


A flor dá naturalmente do seu perfume, e o animal, em sistema de compulsória,
oferece cooperação ao homem, através do suor em que se consome. A criatura generosa dá
concurso fraterno, pelos recursos da caridade, sem esperar petição alguma, e o usurário
desencarnado cede, constrangido pelos mecanismos da herança todas as posses que
acumulou.
Isso ocorre porque no fundo, todos os bens da vida pertencem a Deus, que no-los
empresta visando ao nosso próprio enriquecimento.
*
Desenvolve, quanto possível, a tua capacidade de auxiliar,porquanto, no tamanho
de teu sentimento, podes ser o amparo material, ainda que ligeiro, no labor da beneficência: a
palavra que esclarece e consola no combate da luz contra o assalto das trevas; a presença
amiga que insufla a esperança ou o braço acolhedor que sustenta o companheiro atormentado
pela exaustão.
Recorda, porém, que existe o momento perfeito de auxiliar, seja ele conhecido como
sendo a ocasião da necessidade, a sugestão do trabalho, o propósito de ajudar ou o impulso
da intuição.
Aproveita o ensejo de ser útil, com a inteligência de quem sabe que é preciso plantar
hoje para colher amanhã.
Para isso, no entanto, é imperioso te desfaças de todas as exigências. Não temas
farpas de censura,em torno de tua dádiva, e nem taxes a tua bondade com impostos de
gratidão.O amor não cobra pedágio seja a quem for que passe por ele recebendo serviço.
Ajuda com alegria de quem se honra com a faculdade de acrescentar as alegrias de
que Deus dotou o Universo; sobretudo, não permitas que a oportunidade de auxiliar se
deteriore em suas mãos. A dádiva retardada tem gosto de recusa, tanto quanto a refeição
inaproveitada fere o equilíbrio do paladar..
Auxilia quanto, como onde e sempre que possas para o erguimento do bem comum.
Não esperes que a desencarnação obrigue outros a distribuir aquilo que podes dar hoje, no
amparo aos semelhantes, para a construção de tua própria felicidade, de vez que tudo aquilo
que damos à vida, na pessoa do próximo, é justamente aquilo que a vida nos restitui.

Livro Estude e Viva, de Emmanuel e André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier
e Waldo Vieira.