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BUNKER - 2021

UD I – O SURGIMENTO DO ESTADO-NAÇÃO E A EXPANSÃO MARÍTIMO-COMERCIAL


IBÉRICA

OBJETIVO ENGLOBANTE: Relacionar o mercantilismo (séculos XIV-XVIII), o absolutismo e a formação


do Estado-Nação na Europa (séculos XV-XVI) e a expansão marítima e o pioneirismo português, para explicar
o surgimento do Estado-Nação e a expansão marítimo comercial ibérica.

1. ASSUNTO 01: O MERCANTILISMO: ideias e práticas econômicas dominantes na Europa


- Principais características do mercantilismo e suas consequências para a consolidação dos Estados (séculos
XIV-XVIII)
Objetivos:
Apresentar as condições que permitiram o surgimento do Estado-Nação no Ocidente

Estado-nação - entidade política e geopolítica além de uma unidade étnica e cultural.


Mercantilismo = conjunto de práticas e ideias econômicas adotadas por países europeus onde o Estado
intervinha de diversas formas na economia (branquinho)
Tinha por objetivo fortalecer o Estado sobre os poderes locais e feudais
a. Principais características do mercantilismo
1) Balança comercial favorável
2) Protecionismo alfandegário
3) Monopólio comercial praticado por países ou concedido a terceiros, como a Companhia das Índias
Orientais holandesa.
4) Integrava o chamado antigo regime
5) Grande relevância da indústria naval
6) Uso de corsários pela Inglaterra em busca de metais preciosos (proporcionou acúmulo de riquezas que
possibilitou investimentos na indústria - Revolução Industrial)
b. Consequências para a consolidação dos Estados
1) Concentração do poder nas mãos do rei (absolutismo)
2) O exército a serviço do rei com o objetivo de assegurar o acesso à colônias (monopólio da força)
3) Formação da burguesia, alinhada com o rei para desenvolver o mercantilismo
4) Apoio da igreja católica ao rei para promover a paz social.
5) A Inglaterra foi o país que mais se beneficiou com o mercantilismo, fato que contribuiu para que ela
realizasse a Revolução Industrial.
c. O mercantilismo dos países europeus
1) Exclusivo Metropolitano - forma de manter o fluxo contínuo de riquezas da América para a Europa
2) Expansão marítima surgiu da necessidade de ampliar a possibilidade de contato com o Oriente,
quebrando o monopólio italiano e muçulmano.
3) França
a) Invasões na América - desrespeito ao Tratado de Tordesilhas
b) Investimento em artigos de luxo - Industrial - balança comercial favorável
4) Holanda

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a) Crescente atividade manufatureira - maior consistência ao comércio com balança comercial
favorável
5) Inglaterra
a) Invasões na América - saques/ corsários
b) Crescente atividade manufatureira - maior consistência ao comércio com balança comercial
favorável
c) Desenvolvimento Comercial
6) Espanha- metalismo na América Espanhola
7) Portugal
a) Comercial com as Índias
b) Plantation com a cana de açúcar
c) Metalismo Séc XVIII

d. Portugal e Espanha
1) Foco na exploração colonial
2) não priorizaram o desenvolvimento de manufaturas
3) não reduziram gastos governamentais
E daí? Quando as reservas de metais nobres entraram em declínio se tornaram dependentes de outros países
com manufaturas desenvolvidas.
E daí? Perderam a capacidade de acúmulo de capital, que fluía principalmente para a Inglaterra e favorecia o
investimento em manufaturas. Isso possibilitou a Revolução Industrial inglesa.

e. Condições que permitiram o surgimento do Estado-Nação


1) Acúmulo de Riquezas
2) Necessidade burguesa de maior segurança nas relações comerciais, apoiando o estabelecimento
de fronteiras definidas e a padronização das relações comerciais.
E daí? levou ao enfraquecimento dos senhores feudais e ao surgimento do Estado com poder centralizado em
um único soberano.
3) Apoio da Burguesia - patrocinou ações do rei para expandir os seus empreendimentos.
E daí? favoreceu o fortalecimento do poder real.

2. ASSUNTO 02: O absolutismo e a formação do estado-nação na Europa


- Caracterização dos sistemas políticos na Europa Ocidental (séculos XVI-XVII)
Objetivo:
Comparar o processo de instalação do Absolutismo nos Estados-Nação da Europa, entre os séculos XVI e
XVII .

a. Sistemas Políticos na Europa Ocidental


1) Absolutismo (Séc XV a XVII)
2) República - França (1789)
3) Monarquia Constitucional - Inglaterra (Revolução Gloriosa - 1642)
4) Despotismo Esclarecido - Tentativa de Monarquias absolutistas em manter o poder absoluto pela
implementação de reformas (Marquês de Pombal, Catarina II - Rússia, Frederico II - Prússia)

b. Processo de instalação do Absolutismo na Europa:


1) O Absolutismo foi o sistema político adotado na Europa entre os séculos XV e XVII
2) Nesse sistema, o Rei concentrava todos os poderes ("poder absoluto")
3) Os conflitos sociais e religiosos vividos à época criaram o cenário para sua implantação
4) O maior expoente absolutista foi Luís XIV, o Rei Sol, da França ("O Estado sou Eu").
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a) Luís XIV tinha intenções expansionistas e controlou o poder Político, Econômico e Social
5) Henrique VIII, inglês da dinastia Tudors, rompeu com a Igreja católica e criou o Anglicanismo.
6) O Estado absolutista inglês se desenvolveu com base no tráfico negreiro, incentivo à manufatura e
indústria naval, protecionismo e pirataria (Corsários) - proporcionou ascensão da burguesia
7) Durante o absolutismo, vários processos ocorreram: fim do feudalismo, início do capitalismo
(mercantilismo), surgimento da burguesia, formação do Estado-Nação Moderno.
8) Absolutismo possuía justificativas teóricas que o legitimaram política e historicamente:
a) Roma antiga - príncipe está isento da lei e o que ele quer, vigora como lei
b) Aos poucos consolidou-se ideia que o governante possuía poderes divinos, eliminando quaisquer
contra-poderes que limitassem seus anseios
9) Principais teóricos:
a) Jean Bodin (Século XVI) - principal obra foi “Six livres de La République” - pregou que o soberano
tem poder indivisível e fica somente abaixo das leis divinas.
b) Thomas Hobbes (Século XVII) - principal obra foi “Leviatã” - os homens deveriam ficar abaixo das
leis do rei por causa de sua natureza destrutiva
c) Nicolau Maquiavel (Século XVI) - principal obra foi “ O príncipe” - descreve as maneiras de
conduzir os negócios públicos internos e externos e como conquistar e manter um principado. (um
guia para como chegar e manter-se no poder).

c. Surgimento do Estado-Nação
1) Necessidade de esclarecer leis para todos e a ascensão da burguesia influenciaram o surgimento do
Estado-Nação.
2) Noções de direito + figura absoluta do rei + apoio financeiro da burguesia = Estado Moderno.
3) Transição do feudalismo para o capitalismo
4) Necessidade de maior segurança dos Estados, burocratização e profissionalização das ações do Estado.
5) Características do Estado-Nação:
a) Território
b) poder político centralizado
c) exército permanente (mercenários)
d) impostos
e) burocracia (conjunto de funcionários que ajudavam o rei - nobreza)
f) moeda unificada
g) unificação do sistema de pesos e medidas
h) legislação
6) Incentivo às grandes navegações - maiores interessados (Rei, nobreza e burgueses)

Analisar a influência do Mercantilismo e do surgimento do Estado-Nação na Europa, no Sistema


Colonial Português no Brasil, nos campos político e militar (1ª AT - 2012)
a. Campo Político b. Campo Militar

- Estrutura do Sistema Colonial Português. - Defesa da Costa.


- O Exclusivo Comercial. - Feitorias e Fortins.
- As Feitorias. - As Capitanias Hereditárias.
- As Capitanias Hereditárias. - O Governo Geral e a Estrutura de Defesa.
- O Governo-Geral. - A União Ibérica.
- As Invasões Estrangeiras.
- A Expansão além de Tordesilhas.

3. ASSUNTO 03: A expansão marítima e o pioneirismo português


a. As Grandes Navegações e o domínio dos mares pelos países da Península Ibérica
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b. O Tratado de Tordesilhas
Objetivos:
Compreender o processo de expansão marítima ibérica, com ênfase no caso português.
Analisar as relações políticas entre Portugal e Espanha e o processo de negociação da partilha do mundo.

a. As grandes Navegações e o domínio dos Mares pelos países da Península Ibérica


Antecedentes:
- Expansões tardias:
- Guerra dos Cem Anos (1337-1456): Inglaterra e França.
- França teve destruição de seu território e necessitou de tempo para recuperação da agricultura
e finanças.
- Inglaterra: disputa pelo trono: Guerra das Duas Rosas (1455-1485): Lancaster x York
- Holanda: domínio espanhol de 1556 a 1581. Os conflitos entre católicos e protestantes
contribuíram para a demora na expansão marítima holandesa.
- A partir de 1385, com a Revolução de Avis. Aliança entre o rei e a burguesia mercantil,
fortalecendo o Estado português e contribuindo para o processo de centralização do poder.
- A expansão marítima ibérica foi resultado dos descobrimentos e conquistas de portugueses e
espanhóis, em viagens e explorações marítimas.
- Entre Séc XV-XVI, países ibéricos realizaram explorações marítimas, estabelecendo relações
com a África, América e Ásia, em busca de uma rota alternativa para as “Índias”.
- As explorações marítimas ibéricas foram seguidas por outros países, França, Inglaterra e Países
Baixos, que exploraram as rotas comerciais portuguesas e espanholas até a América do Norte e
ao oceano Pacífico, chegando à Austrália, em 1606, e à Nova Zelândia, em 1642.

1) Processo de expansão marítima de Portugal


a) Motivos do Pioneirismo:
1) Criação da Escola de Sagres pelo Infante Don Henrique - maior conhecimento, cartas
náuticas, embarcações maiores
2) Emprego de novos instrumentos (bússola, astrolábio, balestilha, quadrante)
3) Momento vivido na Europa - Renascimento - questionamentos científicos ao
teocentrismo
4) Ausência de conflitos internos e externos (Dinastia Avis - rápida formação de um Estado
centralizado)
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5) Acúmulo de capital (Apoio financeiro da burguesia: Revolução de Avis (1385)
6) Posição estratégica privilegiada (voltado para o Atlântico e a meio caminho entre o mar
do Norte e o Mediterrâneo)
7) Experiência no mar: viviam da pesca e outras atividade marítimas
8) Espírito aventureiro: Mito do mar tenebroso
9) Espírito Cruzadista: expulsão dos Mouros/ Conquista de Ceuta (1415)

b) Motivações:
1) Busca pelas especiarias das Índias: Novo caminho às Índias
2) Busca por novos mercados
3) Busca por metais: esgotamento das minas europeias de metais preciosos
4) Quebrar o monópolio italiano e muçulmano: caminho para as Índias
5) Propagação da Fé Cristã

c) A expansão
1) O foco dos portugueses era encontrar um novo caminho para as Índias (leste da Ásia)
2) Portugal optou pela rota que contornava a África: logo conquistou Ceuta, Ilha da
Madeira, Ilha de Açores, Guiné, Congo e diversas outras posições na África.
3) O objetivo foi alcançado em 1498 com Vasco da Gama, chegando no leste da Ásia.

d) Consequências da expansão marítima


1) Quebra de monopólio do Mediterrâneo (dos italianos e muçulmanos)
2) Chegada às Índias pelos Ibéricos (Portugal)
3) Transformação do Atlântico como eixo econômico marítimo principal
4) Descoberta do Novo Mundo

2) Processo de expansão marítima da Espanha


a) A formação do Estado espanhol se concretizou em 1492
b) Esse fato foi possível com o matrimônio entre os reis Fernão II de Aragão e Isabel I de Castela.
Os reinos unificados realizaram esforço conjunto para combater os mouros na península Ibérica, contribuindo
para o início da expansão marítima espanhola.
c) Os espanhóis começaram as suas explorações pelo ocidente, com a descoberta das Índias
Ocidentais por Cristóvão Colombo, em 1492 (Diferença Portugal X Espanha)
d) Colombo empreendeu a sua viagem através do Oceano Atlântico com o objetivo de atingir a
Índia, tendo na realidade descoberto as Antilhas e, mais tarde, a costa do Golfo do México na América Central,
possibilitando o início da colonização do continente americano pelos espanhóis.

4ª AT (2017) As etapas do processo da Expansão Marítima Portuguesa, nos séculos XV e XVI.

a. Tomada de Ceuta (1415)


- Importante entreposto comercial localizado no norte da África.
- Tinha o poder de controlar o acesso ao mar Mediterrâneo.
- Marcou o início da expansão marítima portuguesa.

b. Chegada à ilha da Madeira (1418)


- Foi verificada a possibilidade de exploração agrícola, sendo iniciado o cultivo da
cana-de-açúcar.
c. Chegada aos Açores (1427)
- Reconhecimento do arquipélago dos Açores com a introdução do sistema de
Capitanias.
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d. Dobragem do cabo Bojador (1434)
- Gil Eanes, navegador português.
- Ultrapassou o promontório do cabo Bojador, dissipando o mito de sua
intransponibilidade.

e. Chegada ao Rio do Ouro (1436)


- Com a descoberta do Rio do Ouro fez-se os primeiros cativos africanos, obtendo-
se também ouro em pó.

f. Dobragem do Cabo Branco (1441)


- Com a chegada dos portugueses neste ponto do litoral africano, fez-se a obtenção
de ouro, marfim e escravos.

g. Chegada a Arguim (1443)


- Foi construída uma feitoria para o comércio de produtos africanos, como
escravos, ouro, malagueta e marfim.

h. Chegada a Cabo Verde (1460)


- Iniciou-se o povoamento e estabeleceu-se um ponto estratégico para a navegação
portuguesa no Atlântico.

i. Chegada a Serra Leoa (1460)


- Descoberta pelo navegador Pedro de Sintra.
- E daí? → Foi um importante ponto da costa da África antes da inflexão para
leste do litoral africano.

j. Descoberta de São Tomé e Príncipe (1470)


- Com essa descoberta, os portugueses cruzaram a linha do Equador pela primeira
vez.

k. Reconhecimento da costa Sudoeste africana (1482-1486)


- Diogo Cão reconheceu a costa sudoeste africana.
- Descobriu a foz do rio Zaire.
- Estabeleceu relações com o reino do Congo.
- E daí? → utilizou pela primeira vez a demarcação de pontos descobertos por
meio de marcos de pedra.

l. Dobragem do Cabo das Tormentas (1488)


- Bartolomeu Dias.
- Batizou-a de Boa Esperança
- E daí? → provou a comunicabilidade entre os oceanos Atlântico e Índico.

m. Descoberta do caminho marítimo para as Índias (1498)


- Vasco da Gama.
- Chegou à Calicute, na Índia.
- E daí? → consolidou o domínio das rotas Sul Atlânticas pelos portugueses,
iniciando a “Carreira das Índias”.
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n. Chegada ao Brasil (1500)
- Pedro Álvares Cabral.
- Frota destinada às Índias.
- Estabeleceu a posse do Brasil, margem oposta à África no Atlântico Sul.
- E daí? → caracterizou o domínio dessa porção do oceano, ponto importante
para o comércio com o Oriente.

o. Chegada à costa Oriental africana


- Início do século XVI.
- Portugueses estabeleceram pontos de apoio e proteção à “Carreira das Índias” na
costa leste africana em Moçambique, Mombaça, Melinde e Socotra.

p. Conquista de Málaca (1511)


- Importante entreposto de comércio entre o Ocidente e o Oriente, onde se fazia
comércio com a China, Japão, Egito, Arábia e Índia, tendo sido desta forma, um centro de
distribuição para o oceano Índico.

q. Chegada ao Sul da China (1513)


- E daí? → estabeleceu bons negócios, notadamente em Macau e Cantão.

r. Chegada ao Timor (1515)


- Portugueses fizeram grandes lucros por intermédio da exploração da madeira de
sândalo.

t. Chegada ao Japão (1543)


- Estabelecendo relações comerciais, em troca de seda chinesa por prata local.
- E daí? → Os nipônicos conheceram as armas de fogo e a religião católica por
intermédio dos lusitanos.

b. Relações políticas entre Portugal e Espanha e Processo de negociação da partilha do mundo:


- Portugal e Espanha assumiram o pioneirismo das Grandes Navegações, estabelecendo relações
políticas entre si que culminaram no processo de negociação de partilha do mundo.

Após a chegada de Cristóvão Colombo (italiano navegador a serviço da Espanha), teve início a disputa
pelas posses das terras descobertas.
1) Bula Intercoetera (1493)
- Ambos os países católicos recorreram a intermediação do papa;
- Papa Alexandre VI usou o arquipélago de Cabo Verde, traçando uma linha de 100 léguas. Nesse
contexto, quase a totalidade das terras da América ficavam de posse da Espanha.
- A bula não teve sucesso

2) Tratado de Tordesilhas - 1494


- Foi o 1º acordo diplomático instituído, dividindo o mundo entre Portugal e Espanha.
- Foi traçada uma linha imaginária a 370 léguas a W de Cabo Verde, as terras a Oeste eram
espanholas e as terras a leste, portuguesas.

3) Rejeição do Tratado de Tordesilhas


- Inglaterra, França.
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- Esses países tiveram a consolidação do sistema absolutista de forma tardia, envolvendo-se
inclusive em conflitos de longa duração, como a Guerra de Cem Anos entre a França e a Inglaterra.
- Holanda: foi a primeira república na Europa, atingindo estabilidade somente em 1581
- Ao atingir a estabilidade política, Portugal e Espanha já haviam dividido as terras descobertas.
- E daí? → levou a diversos conflitos e ações de pirataria no período.

4) Consequências do Tratado de Tordesilhas

a) Solução de conflitos posteriores à descoberta de Colombo. Os portugueses se lançaram em


direção às Índias, que foram atingidas por Vasco da Gama em 1498. Os espanhóis iniciaram a
colonização da América.
b) Outras potências europeias (França, Inglaterra, Países Baixos). passaram a questionar a
exclusividade da partilha do mundo entre as nações ibéricas.
c) Franceses e Ingleses passaram a financiar corsários.
d) O Tratado de Tordesilhas não foi considerado pelos portugueses durante a União Ibérica. A
fixação portuguesa em território oficialmente espanhol gerou um longo período de conflitos
armados, conduzindo à negociação do Tratado de Madrid (1750).

Tordesilhas

1º Utrecht

2º Utrecht

Madri

El Pardo

Sto Ildefonso

Badajós

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UNIDADE DIDÁTICA II – COLONIZAÇÃO: A PARTILHA DAS AMÉRICAS

OBJETIVO ENGLOBANTE: Interpretar o processo de colonização do continente americano, para


compreender a partilha das Américas

A AMÉRICA PORTUGUESA
- Compreender a estrutura da colonização européia nas Américas, nos séculos XV e XVI: o pacto
colonial e o exclusivo comercial; as colônias de exploração e de povoamento
- Comparar os diferentes processos coloniais e sua relação com as respectivas metrópoles

IC
- A partilha das Américas consistiu em processo atrelado ao colonialismo europeu, impulsionado pelo
mercantilismo e pelas grandes navegações.

Tempo
- Séc XV e XVI (foco)
- Séc XVII (“colonização tardia”)

Espaço
- América: continente subdividido em América do Norte, Central e do Sul, localizada a Oeste da
Europa.
- A América ficou conhecida como “Novo Mundo” para os europeus em expansão.
- Portugal e Espanha eram as grandes potências mundiais da época.
- Os portugueses foram os pioneiros das grandes navegações e da colonização da América.
- França e Inglaterra, em segundo plano, tinham o objetivo de ganhar espaço e aumentar suas áreas
coloniais.

Ideias englobantes (no início) / Aspectos gerais (10 ideias)


- Mercantilismo.
- Metalismo.
- Consolidação do Estado-nação nascente.
- Exclusivo comercial.
- Grandes propriedades.
- Mão de obra escrava/ trabalho compulsório
- Relação de dominação (imposição da autoridade do Estado).
- Disputas entre as potências (não permitir que as demais enriquecessem).
- Estrutura: colônia fornecia matéria prima e gerava mercado consumidor à metrópole.

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- Presença e imposições da Igreja.
E daí? As colônias serviam para enriquecer as metrópoles (balança comercial favorável).

Colônias de exploração
- Destinadas a explorar ao máximo os recursos e riquezas naturais.
- Praticadas por Portugal, Espanha, Ing (Colônias do Sul) e FRA (Haiti).
- Utilização de mão de obra escrava.
- Atraso econômico, devido à falta de interesse da metrópole.
E daí? Colaboraram para o enriquecimento das metrópoles, em detrimento do próprio desenvolvimento.

Colônias de povoamento
- Destinadas a ocupar e habitar o território colonial, com a previsão de permanecer no local.
- Praticada pela Inglaterra. Exemplo: a “Nova Inglaterra” (colônias do Norte). FRA (Canadá-QUEBEC)
- Utilização de mão de obra assalariada.
- Avanço econômico, devido à liberdade administrativa e comercial. Inclusive com desenvolvimento
industrial.
E daí? Colaboraram para o desenvolvimento das próprias colônias.

a. PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500-1530)


1) Antecedentes: Tratado de Tordesilhas (1494) - divisão do novo mundo entre Portugal e
Espanha.
2) Mercantilismo (norteador das Atv coloniais): conjunto de medidas econômicas
conduzidas pelo Estado-Nação (intervencionismo) que visam o seu próprio fortalecimento
por meio do acúmulo de riquezas, pautado no protecionismo alfandegário, na balança de
comércio favorável e no pacto colonial.
3) Pioneirismo português (liderou as grandes navegações)
- criação da Escola de Sagres (1417) (caravelas e orientação náutica)
- posição geográfica
- consolidação do Estado-Nação
- ausência de conflitos internos e externos.
4) Metalismo (busca por metais preciosos). Não vingou no Brasil no início da colonização,
como no caso da América Espanhola.
5) consolidação do Estado-Nação.
6) EXCLUSIVO COMERCIAL (pacto colonial).
- Consistiu em monopólio comercial.
- Obrigava os colonos a negociarem somente com a metrópole.
7) balança comercial favorável à metrópole.
8) atuação da Igreja como legitimadora da ação do Estado colonizador.
9) Feitorias: entrepostos comerciais, geralmente fortificados e instalados em zonas costeiras,
que os portugueses construíram para centralizar e, assim, dominar o comércio dos produtos
locais para o reino (e daí para a Europa).
E daí? Eram estruturas incipientes, destinadas ao comércio.

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10) Escambo entre lusos e índios: troca de mercadorias ou serviços sem fazer uso de moeda.
Para alguns historiadores, o escambo é considerado a mão-de-obra livre que prevaleceu no
período pré-colonial.
11) Pau-Brasil (concorrência da exploração entre Portugal, França e Holanda): tintura para a
indústria têxtil e extração de madeira.
12) Interesse de outros países - O pau-brasil despertou interesses dos franceses, por exemplo.
E daí? Viu-se a necessidade de povoar as novas terras, para garantir sua posse.
E daí? Foram criadas as Capitanias Hereditárias.

13) PSICOSSOCIAL - Início da formação da matriz étnica (branco e índio). Em algumas


expedições enviadas por Portugal, eles deixavam na colônia os “degredados”, lusos que
haviam cometido crimes na metrópole. Eles se aculturaram à colônia e trabalharam como
atravessadores no transporte das toras de madeira para as feitorias, contribuindo para a
miscigenação. CARAMURU
14) 1503 - A Coroa Portuguesa entrega a exploração do Pau-Brasil ao consórcio de Fernão de
Loronha (ou Noronha) (judeu) por 3 anos, com as seguintes exigências:
a) envio de 6 navios por ano;
b) exploração de 300 léguas do território, a partir da costa;
c) criação de feitorias; e
d) pagamento de taxa anual de 4.000 ducados.
e) concessão renovada até 1511.
15) 1514 - o consórcio passou às mãos de Jorge Lopes Bixorde, com mudanças nas condições
exigidas para a obtenção da licença para exploração: a taxação não seria mais fixa, porém
estabelecida em um quinto do valor auferido com as vendas de Pau-Brasil.
16) Razões para a decadência do ciclo econômico do Pau-Brasil:
a) pirataria estrangeira. D. João III chegou a enviar expedições de guarda-costas,
chefiadas por Cristóvão Jaques, entre 1516 e 1519 e entre 1526 e 1528.
b) nomadismo (característica dos indígenas envolvidos na atividade extrativa).
Impediu a formação de núcleos de povoamento. (feitorias em PE, Cabo Frio,
Porto Seguro)
c) esgotamento das matas junto ao litoral (em 1605 já se falava em proteção do Pau
Brasil)
d) ascensão da atividade canavieira na colônia.

Infere-se, de forma parcial, que o período pré-colonial não revelou atividade


econômica com força suficiente para empreender processo colonizatório no Brasil, resultando em
invasões estrangeiras e conduzindo ao empreendimento canavieiro.

b. As CAPITANIAS HEREDITÁRIAS
1) Antecedentes:
a) Conflitos internos entre indígenas e portugueses (colonos)
b) Expansão atrasada da França (Envolvimento em conflitos com Itália e Inglaterra) -
Guerra dos Cem Anos (1337 - 1453) - Invasões francesas no Brasil
c) Alianças indígenas com franceses (1504) - Confederação dos Tamoios (1554-67)

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d) D. João III resolveu efetivar o povoamento do Brasil para sua proteção. (Decisão
Política e Econômica)
e) Experiência anterior em Açores e Madeira.
2) Fundação das Capitanias - povoar/defender/produzir
a) 1530 - Martim Afonso de Souza (Trouxe o Açúcar e gado para São Vicente em 1534)
b) 14 ou 15 capitanias (divergências em fontes históricas)
c) Doação das terras para donatários - Obj desenvolvimento e Povoamento - Sesmarias
d) Logo em seguida - cobrança de impostos
e) Resistência Indígena (fuga, conhecimento território, suicídio)
f) Somente duas Capitanias tiveram real sucesso - Pernambuco e São Vicente
g) Obtiveram pouco sucesso econômico, devido à necessidade de investimento e à
resistência dos indígenas.
E daí? Seu fracasso motivou mudanças.

Conclui-se, de maneira parcial, que as capitanias hereditárias foram tentativas de


salvaguardar e povoar o território colonial, apresentando sucesso relativo em virtude das dificuldades
continentais e parcos meios disponíveis.

c. O GOVERNO-GERAL (1548-1808)
1) Representou medida político-administrativa adotada pela Coroa.
2) Teve a finalidade de centralizar, administrar, restabelecer o poder e reforçar a colonização.
3) Trouxe aparato político-administrativo para a Colônia
4) Criação de cargos administrativos acima dos donatários. - povoamento e centralização
política-administrativa.
a) Ouvidor Mor (cuidava da aplicação das leis - jurídico)
b) Provedor Mor da Fazenda (financeiro e administrativo)
c) Capitão Mor da Costa (defesa)
5) A Bahia foi a primeira capitania real, sede do Governo.
6) Durante o Governo-Geral, o Brasil foi dividido em dois Governos-Gerais: Norte e Sul -
1572-1578
a) Falta de comercialização interna e a comunicação ineficaz entre as capitanias
dificultou a centralização efetiva do poder
b) Na prática o poder estava nas mãos dos integrantes das câmaras municipais
7) Tomé de Souza foi o primeiro Governador-Geral.
E daí? Contribuiu para a exploração e para a defesa do território.

8) Tomé de Souza (1548-1553) - militar e político português


a) Estimulou a catequese e a educação Jesuítica
b) Foi criado o primeiro bispado do Brasil sob o comando do sacerdote jesuíta
português Manuel da Nóbrega
c) Desenvolveu a cultura da cana-de-açúcar
d) Introduziu o gado vindo de Cabo Verde no NE e Martim Afonso em São Vicente

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e) Fundou a cidade de Salvador em 1549
f) Trouxe os jesuítas em 1549
g) Proibição da escravização indígena, salvo GUERRA JUSTA (oficializado pela
Carta Régia de 1570)
9) Duarte da Costa (1553-1557)
a) Invasão dos Franceses (França Antártica) pelo francês Villegagnon na ilha da
Guanabara
b) Aliança francesa com os índios Tamoios
c) Escravizou os índios, Revoltas indígenas em diversas capitanias.
10) Mem de Sá (1557-1572)
a) Não foi rendido, morreu na posição
b) Construiu o Engenho Real e aprimorou a economia açucareira
c) Expulsou os franceses da Guanabara (Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá,
recebeu a missão de povoar a Região, construiu uma paliçada (atual Fortaleza de
São João) e declarou fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro

Conclui-se, parcialmente, que o Governo Geral foi uma tentativa de implementar e auxiliar o
processo de colonização iniciado pelas capitanias, dotando a colônia de incipiente aparato
administrativo, relativa integração e desenvolvendo a economia açucareira.

d. Processo de formação econômica brasileiro NÃO SE ENQUADRA NESSA UD - UD3


TEM TEXTO NO EB AULA, MAS O PLADIS BATE ATÉ O GOVERNO GERAL - 1548
SUGESTÃO: COLOCAR NA UD3

13
1) Panorama da economia de Portugal (ciclos econômicos do Brasil Colônia)
a) 1500 - 1581: Comércio e poderio português
b) 1580 - 1640: União Ibérica - queda econômica de Portugal
c) 1640 - 1675: Aliança comercial com Inglaterra - manter seu império
d) 1675 - 1777: Restauração da economia portuguesa (Marquês de Pombal - 1750 - 1777)
e) 1777 - 1808: o comércio português voltou a crescer.

2) Ciclo do Pau-Brasil
a) Usado na construção de naus e tintura (vestimentas de religiosos e nobres)
b) Pouco rentável
c) Até 1555.

3) Ciclo do Açúcar
a) 1530 até meados século XIX
b) Mudas trazidas por Martim Afonso de Souza
c) Ápice - 1646 - 1654 se estendeu até o Séc XIX como principal fonte agrícola colonial
d) Grandes investimentos holandeses (refino / transporte / financiamento de engenhos)
e) Saída dos subsídios holandeses
f) Queda econômica do açúcar devido à concorrência holandesa nas Antilhas e grande
oferta no mundo
g) Ocupação do litoral nordestino
h) Litoral NE, São Vicente e RJ.

14
4) Os Holandeses no Brasil
a) 1580 - União Ibérica - Conflito entre Espanha e Holanda - Embargo espanhol na
produção holandesa de açúcar no Brasil.
b) 1604 - Ataque (Corsário) a Capital Salvador
c) 1624 / 25 - Invasão na Bahia - 1 ano de domínio, até retomada “jornada dos vassalos”
d) 1630 - Invasão em Pernambuco - se expandiu pelo litoral de Salvador até os limites do
Maranhão
e) Investimentos em urbanização - Grande participação do Capital Privado (Cia das
Índias Ocidentais) - Destaque para Maurício de Nassau
f) Guerra do Atlântico - França invadiu a Espanha - declínio no ciclo do açúcar -
Holandeses começaram a se desgastar - ataques das forças luso-brasileiras
g) O envolvimento da Holanda na Guerra dos Trinta Anos (1618-48) foi crucial para a
vitória Brasileira. (Paz de Vestfália 1648)
h) Abandono do Brasil pelos holandeses em 1654 - Guerra de Guararapes

5) Subciclo da Pecuária
a) Nordeste
(1) Vindo de Cabo Verde em 1534
(2) Apoio à agricultura açucareira
(3) Expansão pelo litoral
(4) Transporte e tração para mover as moendas e em segundo plano sua carne servia
como alimento principalmente de escravos.
(5) Começou a prejudicar a cana-de-açúcar no litoral, sendo levado para o interior do
Brasil - Ocupação do Sertão (RJ / SP / MS / MG / PE / BA / PR)
(6) Indústria do couro - passou a ser uma atividade autônoma
(7) Gerou lucros, mas não excedeu 5% da exportação do açúcar
(8) Apogeu ocorreu no Século XVII
(9) Alvará de 1701 - Lei que contribuiu para a interiorização (10 léguas da plantação
de cana-de-açúcar).
(10) Indústria da Carne Salgada (Apoio do sal nordestino)

b) Sul
(1) Diferente do NE, pois não se iniciou para apoiar o açúcar
(2) Invernadas com o gado vindo de São Vicente pelo litoral em Laguna.
(3) 1680 - Colônia do Sacramento - exportação do couro
(4) Os Sete Povos das Missões Orientais - (fundado em 1610) - expulso em 1768
(Pombal)
(5) Apoio à mineração - intermédio em Sorocaba
(6) Competição do Charque com a Carne Salgada do NE

6) Ciclo da Mineração
a) Estagnação do Açúcar - Invasão holandesa
b) Bandeirantismo - Para prospecção estimulado pela mão-de-obra ociosa oriunda da
queda da empresa açucareira

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c) Extração de Ouro e Diamante (MG e MS)
d) Auge - 1741 - 1760 PRECISA CONFIRMAR ESSE DADO
e) 1763 - Motivou a elevação para Vice Reino do Brasil, com a transferência da Capital
para RJ, Vice Rei Conde da Cunha

7) Outras fontes econômicas


a) Algodão no Maranhão
(1) Ocorrido no Séc XVIII
(2) Se comunicava com a expansão da pecuária
b) Amazônia - Drogas do Sertão (Pedro Teixeira - seguido dos Jesuítas)
c)

8) Industrialização
a) Fatores que contribuíram para a industrialização
(1) Mineração - técnicas de prospecção, lavra e produção de metais
(2) Fartos minerais, como ferro e carvão
(3) Diversas forjas e oficinas metalúrgicas espalhadas em apoio à mineração
b) Forneceram aporte inicial para a Indústria metalúrgica brasileira
c) Em 1715 o governo proibiu a instalação de mais engenhos. Durante as REFORMAS
POMBALINAS, em 1766 foram proibidas as atividades de ourives, a tecelagem de
algodão e em 1767 proibida a fabricação de sabão.

d) Fatores que impediram a industrialização brasileira:


(1) Baixo nível educacional da população - impediu avanços inovadores
(2) Economia portuguesa estava submissa à espanhola - foco na mineração
(3) Alvará de 1785, expedido por D.Maria I, determinando a extinção e abolição de
todas as fábricas, manufaturas e de teares, abrindo exceção para a tecelagem de
“panos grossos” para vestir os escravos.
e) Com isso, Portugal abriu o mercado aos produtos importados, pois não conseguiu
suprir a demanda da colônia

9) A Corte Portuguesa no Brasil (1808 - 1822)


a) Primeiras medidas
(1) A abertura dos portos aos outros países
(2) A Carta Régia revogando o Alvará de 1785.
(3) Consequência
(a) Processo de Independência do Brasil
(b) Crescimento econômico - Declínio dos EUA (Guerra de Independência)
b) A Siderurgia (1808)
c) O Banco do Brasil (1808)
d) Demais Investimentos (Algodão / Têxtil / Pólvora)

Links de Baremas [Ass_04]: (esses baremas se confundem com a UD BR Colônia. )

16
AF1 CP_2010 (1ª)
Analisar os ciclos do Pau-Brasil (século XVI), da Cana-de-Açúcar (séculos XVI – XVIII) e do Ouro
(século XVIII), no campo econômico, concluindo sobre a importância destes ciclos nas relações
Metrópole-Colônia.

AR CP_2013 (1ª Q)
Analisar o processo de colonização da América portuguesa, de 1500 até 1640, quanto à ocupação do
território e às fases no período considerado (feitorias, capitanias hereditárias e governo geral).

5) A AMÉRICA ESPANHOLA
- Compreender a estrutura da colonização européia nas Américas, nos séculos XV e XVI: o pacto
colonial e o exclusivo comercial; as colônias de exploração e de povoamento
- Comparar os diferentes processos coloniais e sua relação com as respectivas metrópoles
a. Motivação para Espanha (e Portugal) lançarem-se à frente nas Grandes Navegações:
1) Formação de uma Estado Nacional (FRA e ING estavam se enfrentando na Guerra dos
Cem Anos 1337-1453)

b. A Administração espanhola e a divisão dos Vice-Reinos.


1) Mineração foi a principal fonte de renda (metalismo)
2) Usou o Exclusivo comercial
3) Colonização pode ser dividida em duas partes:
a) Primeiros 150 anos: grande exploração de riquezas. Havia os “chapetones”,
classe dominante na colônia ligada aos interesses espanhóis. Isso gerou
crescimento de centros urbanos, vida cultural e universidades.
(1) Divisão Social (Barema AF1 2014 detalha itens abaixo)
- Chapetones - Nascidos na Espanha, gerência da colônia
- Crioulos - Descendentes de espanhóis, nascidos na colônia,
administração local
- Mestiços/Indígenas
- Escravos
(2) Divisão Estrutural
- Conselho das Índias - gerência política, Rei e nobres, gerência das
questões com a igreja, divisão e governança dos Vice-Reinos
- Casas de Contratação (Sevilha) - entrada e saída de produtos da
Espanha, local que fazia a gerência dos Chapetones, impostos,
salários, etc.
- Cabildos - Órgão de administração local, gerido pelos Crioulos
b) Posteriores 150 anos (A partir da metade século XVII): declínio produção
mineradora, menor pressão sobre população colonial, desenvolvimento de
interesses regionais e fortalecimento de elites locais.
4) Conselho das Índias dividiu em 4 Vice-Reinos e 5 Capitanias:
a) Vice-Reino do Rio da Prata, Nova Granada, Peru e Nova Espanha

17
b) Capitania do Chile, Cuba, Flórida, Guatemala e Venezuela.

5) Igreja Católica catequizou índios (legitimou o poder do Estado pelo poder divino)
6) Instalação de tribunais de Inquisição em dois Vice-Reinos. (diferença em relação à
colonização portuguesa)
7) Formas de trabalho:
a) “Encomienda”: exploração local cedida ao encomiendero, que recolhia impostos
e catequizava os índios, esses por “trabalho compulsório” (diferença teórica
escravidão)
b) “Repartimiento”: substituiu a partir de 1542 a "Encomienda" (devido a
“escravidão”)
(1) gerência dos crioulos, pagamento aos indígenas um valor ínfimo, por meio
das mesmas técnicas já utilizadas pelos locais (Mita-Inca e Cuatequil-
Asteca)
(2) distribuição de nativos para funcionários reais para melhorar seus
rendimentos
c) “Mita/Cuatequil”: rotatividade de trabalhadores nas minas (Pcp Peru/México),
chefe da tribo sorteava famílias para ficar temporada (4 meses nas minas). Na
prática, trabalho era integral;
8) Obj da Espanha: extrair o máximo de riquezas no menor tempo possível

9) Causas da decadência da colonização espanhola:

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a) Surgiu como problema a falta de alimentos devido a preocupação apenas com a
exploração de metais e desleixo com a agricultura.
b) predomínio comercial inglês
c) Guerra de Sucessão Espanhola (1701-1714) - vitória inglesa com a ascensão de
Felipe V, Bourbon, possibilitou o “asiento” (direito de fornecer escravos às
colônias) e o “permisso” (venda de produtos manufaturados ingleses para as
colônias espanholas, favorecendo a ruptura do pacto colonial (exclusivo
comercial)
d) Aumento da influência inglesa no desenvolvimento de novas relações comerciais,
criando uma mentalidade mais liberal e inspirada em ideais iluministas.
e) Fim do sistema de frotas anuais, permitindo as colônias comercializarem entre
seus portos.

Link Baremas [Ass_05]


AT2 2006

Estudar o Sistema Colonial Espanhol, na América do Sul, com base nos condicionantes
humanos, institucionais e físicos, concluindo sobre as razões do fracionamento ocorrido por ocasião da
independência das colônias espanholas.
- Divisão Territorial da colônia -
- As diferentes correntes de colonização
- A influência das missões jesuítas
- Divisão dos colonos em classes sociais
- As diferentes instituições que influenciaram na colonização
- Controle estatal sobre o comércio
- As diversas instâncias de administração existentes na colônia
- A sobreposição de órgãos fiscalizadores
- Alta administração elitista da colônia
- Liberação dos direitos aduaneiros dos produtos coloniais
- Federalismo X unitarismo
- Centralização do poder nas mãos do Monarca
- Surgimento de diversas lideranças coloniais e disputa entre elas
- Influência das idéias contrárias ao absolutismo
- Restrições ao comércio inter-regional
- Influência dos demais países europeus (França, Inglaterra e Holanda).
- Influência do relevo (ligações inter regionais)
- Formação de comunidades com objetivos distintos

- Causas da Fragmentação (conclusão)


- Influência do federalismo
- Dificuldade de ligação entre as regiões administrativas
- Ressentimentos entre as diversas regiões
- Dificuldades de comunicação entre as colônias
- Divisão das regiões administrativas

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- Disputa entre as diversas liderança

AF2 05
Comparar os aspectos básicos dos sistemas coloniais português no Brasil, e espanhol na América do Sul,
destacando aqueles que proporcionaram a manutenção da integridade territorial do primeiro e a
desagregação do segundo:
Aspectos das Colonizações:
- Atuação da Igreja (Portugal contra escravidão de indígena e Espanha a favor, instalando
Tribunais de Inquisição)
- Situação legal das colônias
- Órgãos político-administrativos
- Centralização X Descentralização
- Poder político e autonomia da classe política
- Exclusão do povo nos assuntos de Governo
- Influências externas
Destacando :
- Integridade territorial da colônia portuguesa x desagregação das colônias espanholas.
- A centralização político administrativa portuguesa X descentralização político-administrativa
espanhola. (Governo-Geral x Cons Índias, Casas de Contratação e Cabildos)
- A geografia imensa e agressiva, seus contrastes dificultaram a política unitária espanhola.
(Cordilheira dos Andes / Deserto do Atacama / Selva Amazônica)
- Sociedades complexas (Incas e Astecas) - tinham guerras entre eles
- A diversidade de raças indígenas na América Espanhola, a maioria ignorando-se mutuamente.
- O individualismo gerado pela cultura do lucro.
- A miscigenação irregular e violenta e a aculturação incompleta nas colônias espanholas.
- A maior miscigenação e aculturação nas colônias portuguesas
- O regionalismo das colônias espanholas X A unidade da colônia portuguesa
- Pouca experiência das elites da administração colonial, com dificuldades para a organização
política centralizada
- Predominância da língua, da religião e da tradição metropolitana

6) A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA DO NORTE


- Compreender a estrutura da colonização européia nas Américas, nos séculos XV e XVI: o pacto
colonial e o exclusivo comercial; as colônias de exploração e de povoamento
- Comparar os diferentes processos coloniais e sua relação com as respectivas metrópoles
a. A América Inglesa e o modelo de autoadministração;
1) Generalidades:
a) Século XVII - Condições favoráveis à colonização
(1) Inglaterra possuía uma burguesia enriquecida
(2) Grande frota naval
(3) Espanha enfraquecida não tinha condições de manter o Tratado de
Tordesilhas
b) Colonização Tardia: (Após Portugal e Espanha)

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c) Não tinham a intenção de converter ou catequizar, como portugueses e espanhóis
(1) Preceito da tolerância religiosa
(2) Decorrência da perseguição praticada pela Igreja Anglicana - lar para
refugiados político-religiosos. Lógica da iniciativa particular
d) Pretendiam permanecer e não apenas lucrar com a região (Não praticavam o
“exclusivo comercial”)
e) Trato com o índio:
(1) Conflitos iniciais - ocupação de terras
(2) União na Guerra dos Sete Anos (1756-1763) - contra os franceses

2) Estrutura da colonização:
a) “Negligência salutar” inglesa = "self governement"/ autogoverno (gênese
cidadania EUA)
b) Estrutura Político-militar
(1) Atuação de corsários - Exploração de novas terras
(2) Divisão em três Regiões: (Colônias do Sul, Centro e Norte)
(3) Atuação de empresas privadas
(a) Cia de Londres - monopólio das regiões mais ao norte
(b) Cia de Plymonth - monopólio dos territórios a sul
(4) Subdivisão em treze colônias - independentes entre si - subordinadas a
metrópole
(a) Colônias do Norte: New Plymonth (1620), Rhode Island e
Connecticut (1636), New Hampshire (1638)
(b) Colônias do Centro: Nova Iorque (1626), Pensilvânia (1682),
Nova Jérsei (1664) e Delaware (1638)
(c) Colônias do Sul: Virgínia (1607), Maryland (1632), Carolina do
Norte e Carolina do Sul (1663) e Geórgia (1733)

(5) Administração política


(a) Cada colônia possuía um governador - representava os interesses
da metrópole
(b) Conselho: Homens ricos - assessorava o governador

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(c) Assembleia Legislativa: Eleita - responsável pela elaboração de
leis locais e definição dos impostos

c) Estrutura Econômico-social
(1) Pacto colonial com as colônias do sul
(2) Surgimentos de empresas destinadas a exploração colonial
(a) comercializavam passagens em troca de trabalho por determinado
tempo
(b) Lógica do interesse comercial: criação de Companhias de
Comércio que visavam produzir produtos de interesse da
metrópole

(3) Colônias do Sul:


(a) Plantation
(b) Pacto Colonial
(c) Colonização de exploração
(d) Grandes propriedade (latifúndios)
(e) mão-de-obra escrava
(f) monocultura

(4) Colônias do Norte (Centro Norte):


(a) Trabalho livre familiar ou servidão temporária
(b) policultura
(c) comércio
(d) atividade pesqueira
(e) colonização de povoamento
(f) não houve Exclusivo Comercial
(g) pequenas e médias propriedades
(5) Colônias do Centro:
(a) Últimas a surgirem. Onde o pensamento liberal enraizou-se;
(b) Originadas pela fuga da perseguição religiosa;
(c) Possuíam maior tolerância religiosa
(d) Semelhantes às de norte no aspecto econômico;
3) O Pacto colonial e o exclusivo comercial no Norte
a) Não houve. Colônias podiam comercializar com outros países, atenuando as
diferenças sociais, favorecendo a formação de uma classe média e desenvolvendo
uma intensa atividade mercantil.;
b) "Comércio Triangular":

22
b. A América Francesa do Canadá.
1) Generalidades: colonização atrasada por fatores internos e externos na França
a) Internos:
(1) Século XV - França enfrentava a Inglaterra na Guerra dos Cem Anos
(1337-1453) e sofreu com as suas consequências
(2) "Guerras de Religião" - Papistas (católicos) X Huguenotes
(Calvinistas)
(3) Priorizava o comércio com Turcos-Otomanos
b) Externos:
(1) Choque de interesses com a Espanha, maior potência à época
(2) Guerras da Itália (1494-1516)

c). Tentativas Frustradas:


- Flórida (Charlesfort, 1563-1567 - destruída pelos espanhóis)
- América Portuguesa
- França Antártica, 1555 no Rio de Janeiro
- 1612 a França Equinocial no MA,
2) Estrutura da colonização:
a) Estrutura Político-militar
(1) Cardeal Richelieu estimulou a colonização (Cia da Nova França)
(2) Dinastia Bourbon: instalação dos primeiros núcleos de colonização efetiva
(Quebec)
(3) Reinado de Luís XIV - transformação do Canadá em Colônia Real.
Ocupação foi estimulada, mas manteve-se pequena e dispersa;

23
b) Estrutura Econômico-social
(1) Atividade econômica principal: comércio de peles
3) Conquistam o território da Nova França no século XVI
4) 1680 conquistam a Louisiana, que impedia o avanço dos colonos para o Oeste
5) Na Guerra dos Sete Anos (1756-1763) ocorre a derrota francesa e a Nova França e
Louisiana passam para posse inglesa

==>

c. A França na América do Sul


- inicialmente as ações francesas
ficaram por conta da pirataria
- “França Antártica" no Rio de
Janeiro: fundada em 1555 com apoio
de grupos indígenas (Confederação
dos Tamoios). Ilha de Villegagnon.
Foram expulsos no Governo-Geral de
Mem de Sá em 1565.
- “França Equinocial”: A partir de
1594, franceses tentam ocupar
territórios, da atual Paraíba até o
Amapá. Franceses fundaram o Forte
São Luís, no atual Estado do
Maranhão, em 1612, região habitada
pelos Tupinambás. Local Estratégico.
Combatidos por portugueses e espanhóis em defesa do Tratado de Tordesilhas. Foram expulsos
em 1615.
- A Guiana Francesa foi colonizada em 1604 pelos franceses. Atualmente continua sob domínio
da França

Comparar os diferentes processos coloniais e sua relação com as respectivas metrópoles

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Colonização Portuguesa Colonização Espanhola Colonização na América do Norte

Colônia Exploração Colônia de Exploração Colônia de Exploração/ Povoamento

Pioneirismo Colonização Tardia

Pacto Colonial Pacto Colonial Pacto Colonial (Sul)/


Comércio Triangular (13 colônias)

Mercantilismo Mercantilismo (metalismo)

Centralização político- Descentralização político- Autogoverno (Negligência Salutar)


administrativa (governo- administrativa (Vice-Reinos e nas colônias Norte
geral) Capitanias Gerais)

Colonização gerenciada Colonização gerenciada pela Descentralizada em empresas


pela Coroa Coroa privadas

Diversidade de raças e
civilizações indígenas

Forte miscigenação Miscigenação irregular e Sem miscigenação / forte imigração


aculturação incompleta

Unidade da Colônia Regionalismo das colônias Divisão entre Colônias de Norte e


Sul

Adm portuguesa - Inexperiência dos criollos na Experiência na administração


Governo Geral e administração das colônias decorrente do autogoverno
Capitanias

Catequização Catequização (Tribunais de Liberdade religiosa


Inquisição)

Escravidão indígena Trabalho compulsório escravidão no sul


(inicial) (encomienda) norte livre
Escravidão africana

Papiro Negro:

25
26
BUNKER 2021

UD III – BRASIL COLÔNIA

OBJETIVO ENGLOBANTE: Examinar os principais fatos que marcaram o período colonial, para
explicar os antecedentes que concorreram para a independência do Brasil.

1. ASSUNTO 07: A OCUPAÇÃO EFETIVA DA COLÔNIA E O EMPREENDIMENTO


CANAVIEIRO
Objetivos:
Interpretar a natureza da colonização portuguesa: a opção pela grande propriedade, o trabalho escravo e a
monocultura
Analisar a posse e o uso da terra com relação às questões de trabalho, escravo e livre, na Colônia
Examinar as atividades econômicas no período colonial

a. Período Colonial
1) 1530 - Expedição pioneira de colonização Martim Afonso de Souza
2) 1822 - independência

b. Antecedentes (causas):
1) Expansão comercial e busca de produtos comércio com a Europa
2) As regras vigentes para o mercantilismo foram norteadoras para as atividades coloniais. A busca
era por metais preciosos (metalismo).
3) Monopólio comercial (exclusivismo-garantir circulação interna da moeda)
4) Colônia fornecia matéria-prima e gerava mercado consumidor para a metrópole
5) Na maior parte dos casos, a colonização se deu através das grandes propriedades, utilizando-se
de mão-de-obra escrava
6) Igreja - religião e interesses do Estado (relação instável)
7) Litoral do nordeste: 1ª região efetivamente colonizada (capital Salvador até 1763)
8) Capital financiado para expansão marítima veio da burguesia. A burguesia queria um Estado
forte para defender seus interesses.
9) Criação Escola de Sagres (séc XV) - Portugal/ posição geográfica favorável
10) Início da colonização efetiva do Brasil: 1530 (até então só entrepostos para exploração de pau
brasil e expedições “guarda-costas”)

c. Formação Política/Administrativa
1) Capitanias Hereditárias (1534)
- cerca de 15 capitanias, porém apenas Pernambuco e São Vicente prosperaram
- doação de sesmarias (futuros latifúndios)
2) Criação do Governo Geral (1548)
- coordenava a defesa, cobrava impostos e incentivava a economia

d. O engenho como unidade produtora: a especialização da produção do açúcar


1) 1532 - expedição Martin Afonso de Souza - mudas de cana
2) Principal atividade econômica - empreendimento canavieiro(Bahia e Recife - condições naturais,
políticas e econômicas)
3) Açúcar - XV era especiaria e XVI consumo em massa
27
4) Outros produtos da época: Tabaco e Algodão
5) Experiência nas expedições em Açores e Madeira(açúcar já era produzido), efetivou a
colonização e incentivou a produção do açúcar( na Bahia em especial)
6) Isenção de impostos para os produtores ( pelo Governador Geral)
7) Salvador - capital colonial até 1763
8) Cana - escassez de alimentos - incentivo mandioca (guanabara), criação de gado (1550 - Cabo
Verde - Primeiras Cabeças), fumo e extração de madeira
9) Engenhos de São Vicente a Pernambuco
10) Salvador e Recife - portos
11) Instalação de Engenhos - créditos aos produtores concedidos por investidores estrangeiros,
instituições religiosas e comerciantes - holandeses tb?
12) Açúcar pcp produto até 1620 (crescimento do consumo e ausência de concorrência)
13) A partir de 1630 (declínio): concorrência nas Antilhas, invasões holandesas no Nordeste, Guerra
dos 30 anos Europa e descoberta do ouro.
14) As terras em volta do engenho - exclusivas à cana-de-açúcar; a criação de bois como força
motriz (engenho e transporte)
15) Pecuária como fator de exploração do interior
16) Pecuária como integradora regional (vias carroçáveis)

e. A formação da sociedade colonial mão de obra escrava


1) Estrutura social: senhores e escravos (casa grande e senzala) + homens livres
2) Donos de engenho classe homogênea (casamento entre famílias)
3) Homens livres, trabalhadores brancos (plantadores de cana independentes, artesãos, ferreiros,
serralheiros e ex-escravos libertos)
4) Escravidão dos Índios(Até 1560 mão de obra indígena)
5) Tupiniquins aliados - guaranis aprisionados/escravizados
6) Jesuítas contra a escravização indígena- 1550
7) Os índios eram difíceis de controlar, desertavam conheciam o território, trabalhavam pouco
(resistência) e morriam de doenças contato europeu - empecilhos para o desenvolvimento,
combatiam com guerra, eram organizados (tribos)
8) A partir de 1560, empregados na plantação de mandioca
9) Escravidão dos Negros
- África fora do padrão monetário - troca de mercadorias e pessoas
- A partir de 1550 -Tomé de Souza estimula a importação de africanos (Tomé de Souza
chegou em 1549-capital salvador)
- Portugueses se instalaram na África - prata irrisória - traficar escravos
- Investimento holandês no nordeste possibilitou a compra de escravos - Capital holandês
para o empreendimento escravocrata
- Bahia principal porto de entrada
- Século XVI - Guiné (Bissau e Cacheu) e Costa da Mina (Salvador)
- Século XVII - os bantos das regiões do Congo e de Angola (RJ).
- Cerca de 4 milhões de negros africanos (1550-1850)
10) Durante o ciclo do ouro
- Topo da pirâmide: grandes proprietários de escravos, grandes comerciantes e burocratas
- Grupo intermediário: pequenos comerciantes, intelectuais, artesãos e artistas que viviam
nas cidades
- Base da Pirâmide: escravos
- a sociedade mineradora possuía comportamento urbano, menos aristocrático e
intelectualmente mais evoluído - foi exposta as ideias da Revolução Francesa, os

28
recursos do ouro possibilitaram o estudo de filhos da burguesia na Europa agitada pelo
iluminismo, trazendo ideais republicanos para o Brasil.
11) Outros aspectos
- "complexo do Atlântico Sul"- escravos, açúcar e engenhos
- Alterações na organização da terra, produção de mercadorias, mobilização de mão-de-
obra e o comércio de escravos, tudo efetivamente ocorrendo ao longo do século xv até o
século xviii na Europa, África e nas Américas.
- Tráfico e escravidão: negócio lucrativo
- Royal African Company (inglesa) - transporte de escravos

2. ASSUNTO 08: AS AMEAÇAS EXTERNAS AO LITORAL, A DEFESA DA COLÔNIA


Objetivos:
Analisar os conflitos europeus, a partir do século XVI. Destacar seus desdobramentos para a América
Portuguesa
Comparar as ações das expedições de corsários ingleses e franceses no litoral brasileiro
Examinar a ocupação holandesa na Bahia e em Pernambuco

a. Antecedentes (Causas)
- Tratado de Tordesilhas (1494) - interesses demais nações européias
- Nova França - Canadá (nobres e igualdade metrópole)
- Conflitos religiosos e étnicos na Europa - Sec XVI
- A Europa vivia períodos de disputas territoriais e divergências religiosas.
- O Mercantilismo guiava as políticas monárquicas europeias.
- União Ibérica (1580-1640) - França, Inglaterra e Holanda (inimigos da Espanha, passaram a
hostilizar os domínios portugueses)
E daí? Maior preocupação portuguesa com os territórios ultramarinos.

b. Conflitos Europeus
i. Guerras Religiosas (1562 – 1598)
- Protestantes e Católicos.
- Ocorreram na França.
- Geravam instabilidades na Europa.
E daí? Aumentaram o interesse francês pelas terras portuguesas na América.
- Influenciaram a invasão francesa no Rio de Janeiro (Baía de Guanabara), entre 1555 a
1576.
- O estabelecimento da França Antártica no Brasil.

ii. Guerra entre a Espanha e a Holanda, entre 1568 a 1648.


1. Também ficou conhecida com a Guerra dos 80 anos ou Revolta Holandesa.
2. Foi a chamada Guerra de Secessão na qual as Províncias Unidas da atual Holanda se
tornaram independente da Espanha, em 1581.
3. A independência foi reconhecida pela Paz de Vestfália, em 1648.
4. Fim da trégua dos 12 anos (1609- 1621).
E daí? Início das invasões holandesas na América Portuguesa.

iii. União Ibérica (1580 – 1640)


1. Portugal foi anexado pelo Rei Felipe II, da Espanha.
a. Em consequência à morte de D. Sebastião, rei de Portugal (Sebastianismo).
b. Fim da Dinastia Avis de Portugal.
2. Permitiu o alargamento político do território devido à expansão portuguesa na América.
3. França, Inglaterra e Holanda disputavam a expansão econômica com a Espanha e
passaram a hostilizar os domínios portugueses.
29
E daí? Desconsideração do Tratado de Tordesilhas (derrogação do Tratado = revogação parcial)

iv. Guerra dos 30 Anos (1618 – 1648)


1. Foi a denominação genérica de uma série de guerras entre nações europeias.
2. Os motivos eram diversos: rivalidades religiosas, divergências dinásticas, litígios
territoriais e disputas comerciais.
3. A Espanha e o Sacro Império Romano Germânico lutavam contra a HOL, FRA e
Protestantes (Alemães - Luteranos).
4. O fim da Guerra foi marcado pelo Tratado de Vestfália (1648).
5. A Paz de Vestfália inaugurou o moderno sistema Internacional ao acatar princípios como
o de soberania estatal e o de estado-nação.
6. A guerra representou desgaste político-econômico das nações europeias.
E daí? Enfraquecimento da União Ibérica.
7. Aumento da rivalidade entre Holanda e Espanha.
a. Houve invasões e saques ao território da América Portuguesa.

v. Guerra Holanda e Inglaterra (1652)


1. Guerras Anglo-Holandesas.
2. Surgimento de Corsários ("piratas" financiados pela Coroa mediante Cartas de Corso).
3. Foram uma série de conflitos navais que se desenvolveram entre o século XVII e o XVIII
entre o Reino Unido e a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos pelo
controle das rotas marítimas.
E daí? Os holandeses não conseguiram manter sua colônia em Pernambuco (1654) devido aos desgastes nas
duas frentes.

c. Expedições Francesas (colônias francesas no Brasil)


1) França Antártica: Rio de Janeiro - 1555 -1567
- Villegagnon - fundar uma colônia - Forte Coligny (Escola Naval)
- Simpatia dos índios - Confederação dos Tamoios
- Cunho religioso (FRA protestantes x POR católicos) - Guerra Santa (Texto EB Aula)
- Foi durante o Governo de Duarte da Costa.
- Até então os franceses ficavam por conta da pirataria.
- Pirataria = atuação sem respaldo da coroa
- Corso = com respaldo da coroa
E daí? Crescimento da necessidade portuguesa de defender a Colônia.

- Ações portuguesas: (AF 1 - 2015)


- expedições guarda costas de Cristóvão Jaques e Martim Afonso de Souza;
- Envio de expedições guarda-costas para assegurar a posse da terra descoberta. (1ª
AT/2015)
- Envio de expedições (1560) para combater corsários.
- 1565 - Estácio de Sá enfrenta os franceses e funda a cidade do Rio de Janeiro
- Apoio dos jesuítas à Estácio de Sá (Manoel da Nóbrega e José de Anchieta) - Guerra Santa
- 1567 Mem de Sá se une a Estácio e expulsam os franceses.

2) França Equinocial - 1612-1615


- Franceses invadiram o Maranhão e criaram Forte de São Luís - MA
- Posição estratégica - disponibilidade litorânea e pela relativa proximidade com a Europa.
- Simpatia dos índios Tupinambás
- 1615 - Portugueses e Espanhóis se uniram para expulsar os franceses - impedir o
desrespeito ao Tratado de Tordesilhas
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- Franceses continuaram a investir no Norte (Guiana francesa)
E daí? Aumentou a preocupação portuguesa em defender a Colônia.

3) Expedições francesas ao Rio de Janeiro - 1710 e 1711


- 1710 - Duclerc - derrota francesa
- 1711 - Pagamento de resgate - Vitória francesa - René Duguay-Trouin - Governador
afastado

d. Expedições Holandesas:
i. Holandeses: busca do açúcar na região produtora (bloqueio espanhol devido a emancipação dos
neerlandeses) - Cia das Índias Ocidentais (1621)

1) 1ª Invasão - Bahia (1624-1625)


a) Salvador
b) Resistência baiana
c) A Jornada dos Vassalos retoma Salvador

2) 2ª Invasão - Pernambuco (1630-54): capitania particular/maior centro produtor


a) Resistência de Olinda e Recife (1630-1636)
b) Matias de Albuquerque centro de resistência - Arraial do Bom Jesus
c) 1637 - Maurício de Nassau - governador - relativa paz e grande crescimento, eco e cultural
d) Nova Holanda: Alagoas, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande do Norte
e) 1644 - Nassau retorna a Holanda devido à Guerra dos 30 anos (insatisfação dos colonos, devido
às cobrança das dívidas para financiar a G. 30 anos, e dos soldados)
f) Retorno das hostilidades - Compromisso Imortal (restauração da Pátria)
g) Insurreição Pernambucana (Embrião da independência)
- 1645 - Batalha de Tabocas (interior)
- 1645 - Batalha de Casa Forte
- 1648 - 1ª Batalha dos Guararapes
- 1649 - 2ª Batalha dos Guararapes
- 1654 - Rendição dos Holandeses
- 1661 - Tratado de Haia - Holanda reconhece a soberania portuguesa sobre o Brasil
- domínio do litoral, enquanto luso-brasileiros dominavam o interior

e. Expedições Inglesas
- 1530 e 1532 -Bahia
- 1591 - Santos e Vitória
- 1595 - Recife (objetivo de atacar portos, apreender navios e saqueá-los)

f. Consequências
- construção de fortes
- apoio mútuo entre regiões ameaçadas
- integração social - sentimento nacionalista
- necessidade de povoamento do Rio de Janeiro
- fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (CCFEx)
- 1616 - o Forte do Presépio (Belém)
- 1621 - Criação do Estado do Maranhão, com administração independente do Estado do Brasil
- Holandeses passaram a produzir açúcar nas Antilhas
- Holandeses passam a controlar o fluxo de escravos africanos (causa da Rev dos Beckman)
- aumento das bandeiras de apresamento
- Paz de Haia - 1661 - Portugal e Holanda
g. Reflexos
- Economia açucareira abalada (concorrência e prejuízos)

h. Ideias englobantes (PAPIRO NEGRO)

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i. Houve a ampliação do território brasileiro, pois devido à União Ibérica, os exploradores brasileiros se
interiorizaram por meio das Entradas e Bandeiras.
ii. As invasões territoriais favoreceram o despertar para a resistência portuguesa com a defesa litorânea e a
ampliação do território português.
iii. Como consequência foram construídas posições defensivas modernas para o contexto histórico, como o
Forte do Castelo (1616), em Belém; o Forte de São Luís - MA (1612) e o Forte Coligny, no Rio de
Janeiro.
iv. Houve apoio mútuo entre regiões ameaçadas pelos invasores, como Recife e Olinda.

3. ASSUNTO 09: O BRASIL NA UNIÃO IBÉRICA (1580-1640)


Objetivos:
Analisar os conflitos europeus, a partir do século XVI. Destacar seus desdobramentos para a
América Portuguesa
Comparar as ações das expedições de corsários ingleses e franceses no litoral brasileiro
Examinar a ocupação holandesa na Bahia e em Pernambuco

a. Conceitos:
1) União Ibérica: Período em que Portugal e suas colônias ficaram sob comando da Espanha -
Dinastia Habsburgo
- A União Ibérica incentivou o desbravamento da terra brasileira por permitir a
ultrapassagem de Tordesilhas.
b. Antecedentes (Causas)
1) Holanda financiou o negócio açucareiro, bem como realizava o refino e a comercialização
2) Fim da Dinastia Avis (1580) - Morte de Dom Sebastião (Portugal) - Sebastianismo
a) falta de herdeiro legítimo
b) crise sucessória ao trono
c) Assume Dom Felipe II - Dinastia de Habsburgo
3) Mudança na Administração em virtude do início da União Ibérica
4) Felipe II expulsa os holandeses dos engenhos brasileiros

c. Rivalidades internacionais e as consequências para o Brasil


1) Guerra Holanda X Espanha - início (1568-1609)
a) holandeses excluídos do negócio açucareiro de "Portugal"
b) motivação para a invasão do NE (açúcar e comercio escravo)
c) Domínio espanhol foi pretexto para Holanda invadir o Brasil devido guerra com a Espanha -
devido ao bloqueio, retaliação e lucro
d) Trégua dos 12 anos (1609 - 1621)
e) Fim da Trégua 1621 - Criação da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (1621)
- Objetivo de ocupar regiões de produção açucareira na América portuguesa e controlar
o comércio de escravos no Atlântico.

d. As invasões holandesas (1624 e 1630)


1) Objetivo: controlar áreas de produção de açúcar e áreas de comércio de escravos
2) Invasão de Salvador (1624) - renderam-se em 1625
3) Invasão de Pernambuco (1630-54)
a) Conquista de Recife e Olinda (outras cidades foram conquistadas descendo o litoral em
direção à Bahia - 1632-1636)
b) Governo do príncipe holandês Maurício de Nassau (1637-1644)
(1) Em 1638, Sitia a Bahia mas não consegue conquistá-la.
32
(2) Estabeleceu importantes iniciativas:
(a) Incentivo a produção açucareira - venda de engenhos a crédito, acordos e
redução de impostos.
(b) Obras: Jardim Botânico, Museu Natural e Zoológico.
(c) incentivou a vinda de intelectuais, cientistas e artistas

(3) Período de relativa paz


(4) Saída de Nassau e mudança da postura holandesa - aumentou antagonismo.
(5) Causas para o retorno para a Europa (1644)
(a) Desavenças com a Companhia das Índias Ocidentais
(b) Desejava implantar maior desenvolvimento em Pernambuco, o que diferiu
dos interesses da Companhia.
(c) Cobrança das dívidas.
(6) Volta da Instabilidade - guerra
c) Batalha de Guararapes (1648 e 1649) (criação do Exército Brasileiro)
(1) Primeira Batalha (1648)
(2) Segunda batalha (1649)
(3) Causas da derrota holandesa
(a) Companhia das Índias Ocidentais - entrou em crise
(b) Vontade dos holandeses em selar a paz com portugal
(c) Guerra Holanda X Inglaterra (1652) - falta de recursos para manter os
conflitos no Brasil-Colônia
(4) heróis: João Vieira, Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Felipe Camarão
d) Incentivo ao nativismo pernambucano
(1) surgimento de Movimentos nacionalistas / separatista
(2) busca pela autonomia em relação à metrópole
e) Relação: produção açucareira - tráfico de escravos
(1) enquanto holandeses controlavam a indústria açucareira no NE - mantinham o
controle do tráfico de escravos na África
(2) Incentivou a expansão das bandeiras - apresamento (índios)

f) Consequências:
(1) comprometimento do funcionamento dos engenhos - duração dos conflitos
(2) expulsão de holandeses
(a) Cultivo de cana nas Antilhas
(b) comercialização de açúcar mais barato no mercado europeu
(c) fim do monopólio português do mercado açucareiro
(d) início da crise açucareira portuguesa
g) Outras idéias:
(1) Aumento dos quilombos
(2) Os holandeses não invadiram apenas Salvador e Pernambuco, mas também os portos
africanos de tráfico negreiro, permitindo o controle de todas as fases da produção
açucareira (mão de obra, cultivo e refino)

e. Fim da União Ibérica


a) Rei da Espanha entra em Guerra (Guerra dos 30 anos 1618-48 + Invasões Holandesas)
b) Aumento de impostos para portugueses e colocou espanhóis no controle de Portugal.
c) Guerra da Restauração (1640 - 68)

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4. ASSUNTO 10: A EXPANSÃO DA OCUPAÇÃO PORTUGUESA PARA ALÉM DO TRATADO DE
TORDESILHAS
Objetivos:
Examinar a expansão das fronteiras destacando: a ação das Entradas e das Bandeiras, a colonização
comercial e os tratados de limites

a. União Ibérica (1580-1640): ocasionou a despreocupação com os limites do Tratado de Tordesilhas


(1494)

b. Entradas: iniciadas no final do seculo 16, organizadas pelo governo da colônia, saiam principalmente do
litoral em direção ao interior. Mais desenvolvidas no NE e N, destaca-se a penetração pelo Rio Amazonas
realizada por Pedro Teixeira.

c. Bandeiras: iniciadas no século 17, organizadas por particulares, saiam principalmente da capitania de
São Vicente (solo impróprio para o plantio da cana) com destino ao Sul, Centro e Oeste do país. Nas trilhas
foram estabelecidas vilas para apoio logístico (Ex: Cuiabá). Aproveitaram-se em grande escala dos rios (Tietê e
Paraíba do Sul), as monções.
1) Devido a União Ibérica, a Espanha governou Portugal e todos os seus domínios. Nessa época, os
bandeirantes não encontraram resistência quanto a ultrapassar Tordesilhas. Quando Portugal se libertou do jugo
espanhol o território colonial brasileiro havia se ampliado significativamente.
2) Foram de 3 tipos:
a) Apresamento: aprisionamento dos índios
b) Contrato: recuperação de escravos e destruição dos Quilombos (Ex: destruição do Quilombo dos
Palmares.
c) Prospecção: busca por metais preciosos (Ex: Ouro em MG)

E dai? As entradas e bandeiras foram responsáveis pela conquista do interior do Brasil, chegando ao Rio
Amazonas no Norte, ao Rio da Prata no Sul e consolidando a ocupação no NE.

d. Missões religiosas: iniciadas em 1549, pelos padres Jesuítas. O objetivo era de catequizar os índios.
Devido a escravidão indigena e expulsão dos indigenas no litoral, se deslocaram para o interior do território.
Fundaram povoados indígenas conhecidos como Missões, em torno das quais se formavam vilas e cidades.
Desenvolveram também atividades econômicas nas regiões que se instalavam, a exemplo da pecuária no RS e
das drogas do Sertão na Amazônia.

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Fonte: https://atlas.fgv.br/ (A história do Brasil em mapas, gravuras e documentos)
E dai: Interiorizaram e povoaram o interior da América Portuguesa à medida que se deslocaram para o Sul (Ex:
São Borja) e para o Norte (Ex: Tapajós). No Norte percorreram a maior parte do Rio Amazonas, instalando
povoados e ocupando a terra.

5. ASSUNTO 11: A DESCOBERTA DO OURO: UM NOVO CICLO ECONÔMICO


Objetivos:
Examinar a expansão das fronteiras destacando: a ação das Entradas e das Bandeiras, a colonização
comercial e os tratados de limites
Analisar o ciclo econômico do ouro e o desenvolvimento da colônia no século XVIII

a. A atividade mineradora e as mudanças na administração colonial.


1) Principais locais onde foi encontrado ouro: Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais
2) Intensificação comercial e econômica do Porto do Rio de Janeiro
3) Resultado: mudança da capital do Brasil-Colônia de Salvador para Rio de Janeiro.
4) Impostos para controle do ouro
a) Quinto: pagamento de ⅕ de todo ouro explorado
b) Capitação: controlar a saída de ouro das colônias
c) Casa de Fundição (1690): órgão que timbrava o ouro para fortalecer o controle.
d) Finta: pagamento anual fixo em 30 arrobas
e) Derrama: cobrança de impostos atrasados
f) Taxa de capitação: imposto por escravo
5) Exploração nas jazidas
a) Lavra: empresa que extraía ouro em grandes jazidas com uso de mão de obra escrava africana
b) Faiscação: pequena extração realizada por garimpeiros, geralmente homens livres de poucos
recursos.
6) Diamante
a) Diamantina (MG)
b) Vale do Rio Jequitinhonha

b. O ciclo econômico do ouro e o desenvolvimento da colônia no século XVIII.


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1) Ciclo do ouro gerou 1ª grande corrente migratória do Brasil (em 100 anos, população cresceu de 300
mil para 3 milhões de pessoas)
2) Ouro descoberto no final Século XVII e apogeu no século XVIII
3) O ouro explorado pela Metrópole Portuguesa serviu para aliviar dívidas com Inglaterra (contribuiu
para pioneirismo inglês na 1ª Revolução Industrial).
4) Tratado de Methuen (panos e vinhos): reforçou a dependência e serviu para atrasar ainda mais a
industrialização portuguesa.
5) Fortalecimento do comércio interno de escravos
6) Viabilização da urbanização do Brasil devido atividade mineradora estar mais relacionada à cidade
7) Surgimento de personalidades como Aleijadinho e Mestre Valentim (Arcadismo) (Psicossocial)
8) Música barroca

AF1 CP_2010 (1ª)


Analisar os ciclos do Pau-Brasil (século XVI), da Cana-de-Açúcar (séculos XVI – XVIII) e do Ouro (século
XVIII), no campo econômico, concluindo sobre a importância destes ciclos nas relações Metrópole-Colônia.

6. ASSUNTO 12: AS REVOLTAS COLONIAIS


Objetivos:
Definir os movimentos nativistas, os levantes no período colonial e sua importância para o processo de
independência do Brasil

a. A Revolta de Beckman (1684) - Maranhão

1) Antecedentes
a) criação do Estado do Maranhão (1621)
b) Destaca-se a lavoura de cana, cultivo de tabaco, pecuária para exportação de couro.
c) crise econômica, ocasionada pela expulsão dos holandeses do Nordeste
d) A empresa açucareira local não tinha condições de arcar com os custos de compra de
escravos africanos - iniciou perseguição aos índios
e) forte atuação dos jesuítas dificultou o uso de indígenas no trabalho escravo (apoio
metrópole não gerava lucro) - ordem religiosa “drogas do sertão”, eram exploradas pela Igreja -
Liderança: Padre Antônio Vieira.
f) crise de mão-de-obra
g) A coroa instituiu a Cia de Comércio do Maranhão (1682-85) (Problema maior estava
relacionado à corrupção) - Ligado à função pcp dessa Cia (Problema da mão de obra escrava)
Açúcar+Algodão+Drogas do sertão x escravos+itens europeus.
1) tentou solucionar o problema com o fornecimento de escravos africanos e gêneros da
metrópole o que não foi cumprido a contento. (AT2-2015)

2) O Conflito
a) Revolta Nativista
b) Não separatista - um dos líderes foi a Portugal declarar lealdade à Coroa.
c) Elitista - Senhores de Engenho
d) Escravista - falta de escravos
e) Comerciantes locais sentiam-se pressionados pelo monopólio da Cia
f) Cia acusada de não fornecer qtde de escravos estabelecida
g) Eclosão da revolta
h) Liderança Manuel e Tomás Beckman
i) Assalto aos armazéns da Cia
j) criada a Junta Geral do Governo:
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(a) Deposição do capitão-mor Baltazar Fernandes
(b) Deposição do Governador
(c) Abolição do monopólio e extinção da Cia Comércio MA
(d) Expulsão dos Jesuítas

3) Consequências
a) Irmãos Beckman condenados à forca (1685) demais prisão perpétua (AT2-2015)
b) escravização indígena acabou proibida (1865)
c) Retorno dos Jesuítas
d) Cia de Comércio do Maranhão fechada

E daí: O movimento não deixou dúvidas quanto ao caráter de protesto em relação a política metropolitana.
(AT2-2015)

b. A Guerra dos Emboabas (1708-1709) - Minas Gerais


1) Antecedentes
a) Descoberta do Ouro nas MG (AT1 -2013)
b) Ressentimentos e ódios numa região sem ação do governo. (AT1 -2013)
c) grande migração de baianos e imigrantes para as áreas de garimpo
(forasteiros=emboabas) - cerca de 50 mil - afluxo de aventureiros e comerciantes portugueses
(AT2-2015).
d) A exploração dos mineradores por parte dos comerciantes reinóis, cobrando preços
exorbitantes por produtos por eles monopolizados, fez surgir ressentimentos e antagonismos
numa terra sem lei e ordem (AT2-2015)
e) Câmara de SP reivindicou a exclusividade de explorar ouro em MG - não foi atendida a
solicitação devido ao grande número de pessoas que se deslocavam para a região
f) Linchamento de dois chefes paulistas por Emboabas no Arraial Novo (São João Del Rei).
(AT1 -2013)
g) Incidentes com ocorrência de mortes gerou a intranquilidade na região das minas com
combates entre paulistas e forasteiros (emboabas). (AT2-2015)

2) O Conflito
a) Revolta Nativista
b) Não separatista
c) Elitista
d) Conflito civil entre bandeirantes paulistas (Manuel de Borba Gato) x estrangeiros e
baianos (Manuel Nunes Viana)
e) 1708 conflito atual Ouro Preto - disputa pelo direito de extração
f) derrota dos paulistas

3) Consequências
a) Paulistas não obtiveram a exclusividade pretendida
b) Criação da Capitania de SP e das Minas do Ouro, separada do RJ (1709) (AT1 -2013)
c) elevação da Vila de SP à categoria de cidade - 1711. (AT1 -2013)
d) Em 1720, um edito real criou a capitania de Minas Gerais, separada de São Paulo,
eliminando, assim, a influência paulista sobre a zona de mineração.
e) A metrópole assumiu o controle adm
f) Muitos paulistas foram para oeste, descobrindo ouro no CO (MT e GO) (AT1 -2013)

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4) Reflexos
a) Insatisfações com a administração portuguesa no Brasil
b) Desenvolvimento da Pecuária no Interior do Brasil (Manutenção das Minas)
c) Interiorização do Brasil
d) Aumento da fiscalização sobre a exploração de ouro - cobrança de impostos (Quinto - um
quinto do ouro extraído ficava com o rei de Portugal)
i) Gerou descontentamento
ii) Desencadeou uma série de revoltas na região das minas e também a possibilidade de o
Brasil tornar-se independente. (OBJETIVO)

c. Guerra dos Mascates (1710-1711) - Pernambuco


1) Antecedentes
a) Rivalidades entre os agricultores de Olinda, prejudicados com a concorrência antilhana
(Holanda), e os comerciantes de Recife (mascates), florescente polo comercial após a expulsão dos holandeses
(AT2-2105).
b) Dominação Holandesa desenvolveu Recife - Movimentado porto
c) Deslocamento dos escravos para as zonas de mineração em MG encarecimento da mão-de-obra
escrava na região.
d) Recife foi elevado à categoria de Vila (era distrito de Olinda)
e) Discordância pelo limite entre as vilas de Olinda e de Recife.(AT2-2015)

2) Conflito
a) Revolta Nativista
b) Não separatista de Portugal (Mas separatista entre as Vilas)
c) Elitista
d) Tiro contra o Governador ocasiona medidas de repressão contra os olindenses
e) Líder Olindense Capitão Pedro Ribeiro cerca Recife, demolindo o pelourinho (Símbolo da
transformação de Olinda em Vila Engenho)
f) Governador foge para Salvador
g) Depois de 7 meses, os comerciantes se vingaram dos olindenses e retomaram o controle da
região.

3) Consequências
a) Nomeação de um novo governador em 1711. (AT1 -2013)
b) Apoio da metrópole para retomada - 1711
c) Recife capital de PE
d) Os Mascates vencem pq possuíam o apoio de Portugal, conseguindo sua autonomia em Recife.
e) Anistia Geral dos revoltosos de Olinda. (AT1 -2013)
f) Criação do Bispado de Olinda e Recife. (AT1 -2013)
g) Aumento da rivalidade naturais brasileiros X filhos de Portugal (AT1 -2013)
h) Aumento sentimento de liberdade e luta contra o estrangeiro (AT1 -2013)
i) Movimento precursor das revoltas emancipacionistas - Exemplo para Insurreição Pernambucana
de 1817.
j) Com a vitória dos comerciantes de Recife, essa guerra reafirmou o predomínio do capital
mercantil (comércio) sobre a produção colonial, colocando em campos opostos os interesses dos colonos e dos
reinóis. (AT2-2015)
k) Movimento Nativista precursor da independência e a ideia do estabelecimento de um novo
regime de governo: República. (AT1 -2013). (OBJETIVO)

d. Revolta de Vila Rica (1720) - Minas Gerais

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1) Antecedentes
a) A crise econômica em Portugal e as despesas com a Restauração(1640) e a Insurreição
Pernambucana (1654) fizeram criar as Casas de Fundição, proibindo a circulação do ouro não quintado (quinto
cobrado pela coroa) (AT2-2015) - descontentando os mineradores
b) moradores de Vila Rica Rica não aceitaram as novas regras
c) Líder: Felipe dos Santos Freire.

2) O Conflito
a) Contra o sistema político da metrópole
b) Nativista
c) Movimento econômico
d) revoltados equiparam-se com armamentos chegando a tomar Vila Rica.
e) revolta com viés econômico, objetivavam: BUNKER 2020
- redução dos tributos
- abolição de monopólios de gado, fumo, aguardente, sal
- fim das casas de tributação
- diminuição de custas processuais
f) Líder Felipe dos Santos - executado

3) Consequências
a) Revolta não atingiu seu objetivo
b) A reação do governo foi dura com prisões e morte, sendo essa revolta um movimento econômico
e um conflito de interesses (AT2-2015)
c) criação da Capitania Geral de Minas Gerais, separada de SP (1720)
d) intensificação da fiscalização nos ambientes das minas e estradas
e) Causa ou contribuinte para o fato histórico da Inconfidência Mineira.

e. Inconfidência Mineira (1789) - Minas Gerais


1) Antecedentes
a) Influência da Independência dos EUA, da Revolução Francesa / Iluminismo (AT2-2015)
b) Revolução Industrial (AT2-2015)
c) Crise financeira de Portugal (AT2-2015)
d) Formou-se em Vila Rica uma elite cultural que concebeu o movimento baseado no ideário da
Revolução Americana. (AT2-2015)
e) Vila Rica - atual Ouro Preto (MG)
f) contra o domínio português
g) declínio do ciclo minerador
h) intelectuais, religiosos, militares e fazendeiros, dentre os quais estava o alferes Joaquim José da
Silva Xavier (todos endividados)
i) Derrama (Principal motivo) - operação fiscal realizada pela Coroa portuguesa para cobrar os
quintos atrasados.
j) Alvará de 1785 - fechamento de manufaturas locais

2) Reivindicações:
a) Desejo separação política de Portugal;
b) instauração de uma República nos moldes dos EUA (AT2-2015)
c) transferência da capital para o interior;
d) libertação dos escravos (que aderissem ao movimento) (AT2-2015)
e) Criação de uma universidade (AT2-2015)

3) Conflito: Não houve.


- Revelada por meio de cartas-denúnicas de Joaquim Silvério dos Reis.
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4) Consequências:
- Tiradentes condenado à forca e esquartejamento 21 de Abr 1789.
- A reação à Inconfidência Mineira foi efetuada com prisões, degredo e morte,
aprofundando as divergências entre metrópole e colônia. (AT2-2015)

5) Reflexos (BUNKER 2020)


a) outras revoluções separatistas, Baiana, Farrapos
b) Inspirou os sentimentos de independência (OBJETIVO)
c) Influência para os Republicanos posteriores
d) Criação do Mártir da República (Comparação Religiosa para Tiradente)

f. Conjuração Baiana (1798) Bahia - Separatista


1) Antecedentes
a. Revolta popular
b. Queriam abolição dos escravos
c. Inspirada na Revolução Francesa
d. Queria República
e. Abandono do NE
f. Grande Sobrevivência
g. Liderança de Cipriano Barata
h. Alfaiates e Escravos lutaram contra o domínio português

2) O Conflito
a) Não pegou em armas
b) panfletagem
c) Portugueses descobriram e acabaram com o movimento durante suas convocações

3) Consequências
a) Inspirou os sentimentos de independência

4) Reflexos
a) Um dos primeiros movimentos abolicionistas no Brasil

exploração colonial, a carestia, a falta de alimentos, as desigualdades


sociais, a perda de poder político de Salvador ante a mudança da capital para
o Rio de Janeiro e os ideais da Revolução Francesa criaram as condições
para a eclosão do movimento.
C34
Constatou-se a presença das camadas populares da capitânia na Conjuração
com o uso de uma linguagem claramente revolucionária e radical, tendo-se a
participação das elites restrita à sociedade secreta Cavaleiros da Luz.
C35
A intenção da Conjuração era de se instituir uma república, o fim da
escravidão e a diminuição dos impostos.
C36
A repressão do governo foi violenta com prisões, degredo e mortes, sendo
atribuídas penas mais amenas aos integrantes das elites, agravando o
desenvolvimento da consciência anticolonialista.

40
7. ASSUNTO 13: AÇÕES DE CORSÁRIOS NO LITORAL
Objetivos:
Comparar as expedições de corsários ingleses e franceses nos litorais do Rio de Janeiro e de São Paulo

a. As Incursões Francesas e Inglesas às Cidades do Rio de Janeiro e de Santos


1) Generalidades
a) Piratas e corsários ingleses e invasores franceses e holandeses ameaçaram o domínio
português no território colonial. Ao longo do século XVI e no início do século XVII,
disputaram o poder invadindo a colônia ou comercializando mercadorias.
b) Ações de Pirataria - ação de indivíduos ou em grupos, sem respaldo oficial, invadindo a
colônia, explorando as riquezas naturais ou saqueando os núcleos litorâneos. O ato de
pirataria envolvia a violência sobre pessoas, ataques a embarcações e apropriação de sua
carga.
c) Ações de Corsários - Num contexto de disputa entre as monarquias européias, recebia o
aval dos governantes. Consistia na investida de embarcações armadas contra navios
mercantes para apreender mercadorias. Relacionadas à contestação ao monopólio
comercial ibérico, em defesa da política de mar livre por parte dos excluídos da partilha
de 1494. Atacavam rotas comerciais do Atlântico e Índico.
d) Em troca da proteção oficial, parte do que pilhavam era dividida com a própria Coroa.
Deve-se à absorção desses salteadores pela política de Estado a incorporação de ilhas
antilhanas à Inglaterra e à França.
e) Agraciados com patentes militares e títulos de nobreza, ex-corsários foram incumbidos de
dar início ao processo de colonização e plantio de cana, nos séculos 16 e 17, nas ilhas que
haviam sido tomadas de nativos e, até então, foram usadas como refúgios.
2) As Incursões Francesas no Rio de Janeiro Vídeo
a) Tratado de Tordesilhas X interesses das nações europeias (expansionismo tardio). O 1
país a ignorar a divisão do mundo foi a França.
b) Corsários franceses realizavam escambo com indígenas e embarcando para a Europa
grandes quantidades de pau-brasil, entre outras especiarias.
c) O objetivo de exploração econômica e os conflitos religiosos (católicos x protestantes)
que ocorreram na França, no século XVI, levaram a busca francesa às terras portuguesas.
Enviavam nobres, ao contrário de outros países.
d) As expedições guarda-costas para assegurar a posse da terra descoberta, entre 1500 e
1530, capturando diversos franceses que tentavam estabelecer feitorias. (AF1 CP 2015)
e) Destaque para as expedições de Cristóvão Jacques, Antônio Ribeiro e Duarte Coelho,
(1516 a 1531), demonstrando a necessidade de povoamento da colônia para adequada
defesa.
f) A expedição de Martim Afonso de Souza (1530 e 1532), além de fundar o povoado de
São Vicente, combateu navios franceses, estabelecendo presença importante para a
defesa da colônia.
g) Os franceses incursionam sobre a colônia, em 1555, durante o Governo-Geral de Duarte
da Costa que os franceses, estabelecendo a “França Antártica”(1ª INVASAO),no Rio
de Janeiro, com apoio de grupos indígenas.
h) 4) A 1 expedição portuguesa (1560), para desalojar a colônia francesa estabelecida na
Baía da Guanabara, chefiada por Villegagnon, destruiu um forte, mas fracassou.
i) Chegada de Estácio de Sá, filho do Governador-Geral, Mem de Sá, e o enfrentamento
aos franceses em 1565, gerou a fundação da cidade do Rio de Janeiro.
j) Os portugueses conseguiram expulsar os franceses, ainda no mesmo governo geral, 1567.
k) À outra tentativa de fundar uma colônia em terras portuguesas foi dado o nome de
“França Equinocial”, em 1612.
41
l) Os franceses fundaram o Forte São Luís, no Maranhão ( faixa de terra brasileira sem
efetiva ocupação portuguesa). A região era estratégica e habitada por Tupinambás
(simpatia conquistada pelos franceses).
m) Os franceses foram expulsos por portugueses e espanhóis, em 1615, que se uniram para
impedir o desrespeito ao Tratado de Tordesilhas.
n) Em 1710, corsários franceses tentaramm invadir o RJ, mas foram derrotados pela
população.(inexperiente corsário Duclerc tentou invadirpor terra, sendo feito prisioneiro
e morto).
o) Em outubro de 1711, a esquadra corsário René Duguay-Trouin (1673-1736), apoiada
pelo rei frances, invadiu o RJ e ocupando-o por 2 meses. (2 INVASÃO)
p) Houve pouca oposição do sistema de defesa da baía da Guanabara
q) Os franceses se interessaram pela descoberta do ouro, em particular na região de MG. (2ª
Invasão).
r) Portugal, sendo aliado histórico da Inglaterra, acabou se envolvendo em atritos com a
França devido o desenrolar da Guerra dos 7 anos (Fra x Ing) (1756-1763)

3) As Incursões Inglesas em Santos


a) Durante o período colonial, as incursões inglesas no Brasil restringiram-se a ataques de
piratas e corsários. Foram saques ocasionais, tornando a presença inglesa na colônia menos
intensa que a francesa e a holandesa. Embora tanto a pirataria quanto o corso se
caracterizassem pela pilhagem e pelo saque, o pirata agia por conta própria, enquanto o
corsário tinha o apoio oficial de uma entidade ou governo.
b) William Hawkins (traficante de escravos), entre 1530 e 1532, percorreu alguns pontos da
costa e fez escambo de pau-brasil com os índios.
c) Thomas Cavendish (Lobo do Mar), atracou em Santos, em 1591, a serviço da rainha inglesa
Elizabeth I, ocuparam e saquearam a cidade por 3 meses.
d) O corso inglês, intensificou-se na 2ª metade do século XVI, quando os conflitos entre
católicos e protestantes aumentaram na Inglaterra, empolgando os mercadores com as
possibilidades comerciais abertas pelas novas rotas marítimas.
e) A 1ª incursão pirata dos ingleses ao litoral brasileiro foi em 1587. Em 1595, o inglês James
Lancaster tomou o porto do Recife, roubando pau-brasil, que levou para a Inglaterra depois
de realizar saques na capitania durante mais de um mês.
f) As invasões inglesas no Brasil foram consideradas sob duas dimensões:

(1) Uma está relacionada aos empreendimentos econômicos estabelecidos entre ingleses e
indígenas no primeiro século da colonização. Daí a razão pela qual os portugueses
chamaram os ingleses de invasores.
(2) A outra, se caracterizou pelo crescimento das práticas de pirataria decorrentes do colapso
daquelas relações comerciais. Assim, as atividades de corsários e piratas devem ser
analisadas em perspectiva.
g) A presença inglesa na costa brasileira foi caracterizada pela forte relação comercial com os
indígenas.
h) Na região do delta amazônico, desde fins do século XVI ao início do XVII, os ingleses
estabeleceram contato com grupos indígenas e passaram a comercializar, além da madeira,
especiarias de alto valor no mercado europeu (algodão, urucum, tabaco e gêneros do reino
animal, como papagaios, tartarugas, peixes-boi, etc.).

4) Consequências:

- Aumento da resistência portuguesa,


42
- Fracasso do projeto colonial francês
- Fundação de importantes cidades no Brasil.

8. ASSUNTO 14: OS TRATADOS DE LIMITES: A NOVA FIXAÇÃO DAS FRONTEIRAS


Objetivos:
Compreender a importância dos Tratados de Limites para a configuração do território brasileiro atual

a. Origens do Comunismo na Rússia


1) ideias
b. Fases do Processo Revolucionário
1) ideias

9. ASSUNTO 15: A CRISE DO COLONIALISMO PORTUGUÊS E O CAMINHO DE


INDEPENDÊNCIA
Objetivos:
Compreender o processo de permanência da Família Real Portuguesa na colônia brasileira e suas
consequências para a formação do Estado do Brasil

a. O translado da Família Real Portuguesa para o Brasil em 1808


1) Bloqueio Continental - 1806 /POR mantem comércio com ING - Vídeo
2) Portugal mantém o seu comércio com a Inglaterra - Tratado de Methuen: 1703 (2
partes. Uma militar: Grande Aliança contra Espanha; Outra comercial: também conhecida como
Tratado do Vinho do Porto.
3) Invasão Napoleônica (1807)
4) Inglaterra escolta a Família Real (Em 1807 e chega em 1808) - 10.000
portugueses vêm para o Brasil
5) Início do Período Joanino
6) A Inversão metropolitana
7) RJ - Capital do Império Português (Antes era Capital da Colônia)

b. Os tratados comerciais e a abertura dos portos - Vídeo


1) Pressão inglesa
2) Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas 1808
- Primeira Carta Régia promulgada (4 dias após chegar)
- Primeira experiência liberal do mundo após a Revolução Industrial.
- Quebra do Pacto Colonial - Necessidade de Portugal
- Fim do Exclusivo Metropolitano
3) Fim do Alvará de 1785
- Liberou a instalação de manufaturas
- Isentou a importação de matérias-primas
- Subsídios para indústrias de lã, seda e ferro.
Obs: Podemos considerar o embrião da indústria brasileira?

4) Tratados de 1810 - Entrada de produtos ingleses (Econômico)


a) Tratado de Aliança Amizade - liberdade de culto
b) Tratado de Navegação e Comércio (Tarifa: 15% Ing / 16% Port / 24% Outros
países)

5) Outros aspectos importantes (um pouco fora do subitem)

43
5.1) Invasões (Militar)
- Resposta à Invasão Napoleônica
- Invasão a Guiana Francesa - Tomada de Caiena (1809)
- Invasão à Cisplatina (1816) - Esp - José Bonaparte (Rei) - Colônia do Sacramento

5.2) Processo de "europeização"


a) Fatos históricos (1808-1822)
- Criação do Banco do Brasil (1808)
- Criação da Fábrica de Pólvora em SP (1808) e MG
- Criação da Academia Real Militar (1810): Início do estudo militar
- Construção de infraestrutura militar do EB (1811-1815) (Quais?)
- Hospitais militares, arsenais de guerra, fábrica de pólvoras
- Criação do Ministério da Guerra (1815)
- Militares - Guarda pessoal de Dom Pedro I

b) Processo de "europeização" do Brasil


- Criação da Imprensa Régia (1808)
- Criação da Polícia Militar (1809)
- Construção da Biblioteca Real (1810)
- Faculdades de Medicina RJ e BA
- Construção do Jardim Botânico (1811)
- Construção do Teatro Real (1813)
- Obras Urbanas
- Museu Nacional (1818)
- Missão Artística Francesa e Academia Brasileira de Belas Artes- 1816

5.3) Gastos da Corte com guerras fizeram elevar impostos, causando descontentamentos.
5.4) Novas políticas concentradas no Centro-Sul desagradam o NE (embrião da
concentração populacional e econômica na região?)
5.5) Capitanias passam a chamar Províncias (1821)

E daí? Desenvolveu na colônia estrutura administrativa governamental, permitiu a implantação


de bases da autonomia militar, incentivou a expansão cultural e fomentou o desenvolvimento
econômico.

c. A Insurreição Pernambucana (1817)


1) A Grande Seca (1816)
2) Ideais iluministas e de independência dos EUA e colônias espanholas
3) Exteriorizou o desejo brasileiro de independência (BAREMA)
4) Líderes: Domingos José Martins, Antônio Carlos de Andrada e Frei Caneca
5) O estopim foi o assassinato do militar português (Manoel Joaquim Barbosa) pelo capitaõ José
de Barros Lima, que reagiu à voz de prisaõ por suposto envolvimento em conspiraçaõ contra
o governo.
6) Foi causa direta das mudanças ocasionadas nessa regiaõ por causa da transferência da Corte
portuguesa para o Brasil em 1808.
7) Motivada por ressentimentos de brasileiros contra portugueses, devido ao monopólio do
comércio (queda dos preços do açúcar e algodaõ )
8) Está na linha de reações nativistas, anti-colonial, separatistas e republicana
9) Influência de sociedade secreta: Maçonaria
10) Espalha-se pelo CE, RN e PR
44
11) Governo provisório republicano (durou 75 dias) e Constituição
12) Medidas do governo provisório: Estabelecida a liberdade de imprensa e a liberdade de
credo, aboliu os impostos criados por D. João VI; Instituição do princípio dos três poderes;
aumento no soldo dos soldados, manutenção do trabalho escravo
13) Cerco em Recife e fim do movimento

E daí? Restabeleceu a integridade nacional, evitando a fragmentaçaõ do território.

Demonstrou a necessidade de se criar tropas militares para manter a unidade nacional.

d. A elevação da colônia a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves


1) 1814 - Europa - Derrota de Napoleão - Congresso de Viena - D João quer permanecer no
Brasil
2) D João Corre o risco de perder Portugal
3) Elevação do Brasil a Reino Rei de Portugal / Brasil / Algarves - Motivo: só poderia
participar do Congresso de Viena o governo que estivesse no seu território. Com a elevação, RJ passou
a ser a capital do Reino português.
4) 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido - "Não Fugiu da Colônia"
5) Formação do Partido Português e Partido Brasileiro
6) Contextualização com a Europa:
- Congresso de Viena (1814-1815)
- Reorganização da Europa após as guerras napoleônicas
- Portugal perde a Guiana
- Santa Aliança (1815)
- manutenção do absolutismo (combater os ideais republicanos que levaram
a PRIMAVERA DOS POVOS)
- repressão de movimentos liberais que arriscassem o equilíbrio europeu, a
política de restauração e a legitimidade europeia
- Entraves:
- Lucro da Grã-Bretanha no comércio com as Américas
- Doutrina Monroe (1823) - Fortalecimento dos EUA

e. A Revolução Liberal do Porto (1820)


1) Antecedentes
a) Não havia mais conflito na Europa
b) Tropa Portuguesa - Falta de Pagamento
c) Crise militar: comando da tropa por oficiais ingleses
d) Crise econômica: Porto e Lisboa, profunda crise
e) Pressão inglesa para o retorno de D João VI
f) 1820 - Revoluções Liberais na Europa

2) A Revolução
a) Revolução se inicia na Cidade do Porto
b) Crise econômica em Portugal (Fim do Exclusivo - Burguesia em Crise)
c) Pleito:
(1) Constituição Liberal para os Portugueses
(2) Recolonização do Brasil (Constituição conservadora p/ Brasil)
(3) Retorno de D João em 1821
(4) Monarquia Parlamentarista
d) Cortes Gerais e Extraordinárias na Nação Portuguesa - José Bonifácio participou
45
3) Consequências
a) D João teve que retornar - (Obrigado a assinar a CF ainda no porto) para não
perder o Trono (1821)
b) D Pedro - Declarado Príncipe Regente (1821)
c) Permanência de D Pedro no Brasil - Caso ocorra a Independência, que seja ele o
Imperador (ainda dentro da Família)

4) Reflexos
a) Pressões de Lisboa para o retorno de D Pedro para Portugal
b) Líderes militares portugueses no Brasil declaram lealdade para a corte portuguesa
e exigem o retorno de D Pedro
c) Dia do Fico (1822) - Emancipação sem Grandes Alterações e sem radicalismo
(Manutenção de Monarquia)
d) Independência do Brasil (1822)
(1) Monarquia
(2) Monocultura e Escravidão se mantém
(3) Imperador PORTUGUÊS
(4) Nem todas as províncias comemoram
(5) Revoltas:
- Grão- Pará: 1822-1823. 1300 mortos
- Exemplo para pequenas revoltas: dos militares portugueses (PA / MA /
BA e Montevideo)
(6) Batalha do Jenipapo - PI e Pirajá - BA (Destaque para participação de
Maria Quitéria)
(7) 2 anos de guerras - Participação de Mercenários Ingleses - Lord Cochrane
(8) Brasil paga as dívidas de Portugal com a Inglaterra em troca de seu
reconhecimento
(9) Independência apenas política - nada mudou em relação a economia -
assim como nas outras colônias americanas

BÔNUS PAPIRO NEGRO


Ideias englobantes
- Aumento da influência Inglesa: abertura dos Portos/Trat Aliança Amizade
- Expansão do comércio e navegação
- Evolução estruturas psicossocial brasileira
- Início do processo político de independência: RJ - Capital da Coroa, Elevação a Reino Unido)
- Fim dependência Adm de Portugal
- Adm das colônias portuguesas feito no BR

POLÍTICO
- Conformou a atual configuraçaõ territorial Brasil, graças ao sucesso do Tratado de Madri (1750).
- Tornou a regiaõ do Prata uma zona de tensaõ no relacionamento entre Brasil e Argentina .
- Lançou as bases da futura divisaõ polit́ ica administrativa do paiś em três niv́ eis : federal, estadual (províncias)
e cidades.
- Criou as ideias iniciais da possibilidade de independência face ao domiń io português Revolta de Vila Rica
(1720), da Inconfidência Mineira (1789) e Baiana (1798).
46
ECONÔMICO
- Seus ciclos econômicos (pau brasil, açúcar e ouro) contribuíram para o alargamento do território brasileiro.
- Lançou as bases para a inserção econômica internacional do Brasil de natureza agrí cola, sustentada no modelo
de monocultura de exportaçaõ .
- Criou um modelo econômico que naõ permitiu ao Brasil livrar -se da maõ de obra escrava à época de sua
independência.

PSICOSSOCIAL
- Assegurou a utilizaçaõ da liń gua portuguesa em todo o extenso território colonial, graças às medidas adotadas
por Pombal, o que constituiu se, mais tarde, num dos fatores da unidade nacional.
- Garantiu ao catolicismo a predominância de credo religioso durante o Brasil Império , constituindo-se em
outro fator de uniaõ nacional.
- Criou os primeiros traços de pertencimento à terra , os quais fundamentaram a construçaõ da nacionalidade
brasileira.

Principais fatos que marcaram o perió do colonial (OBJETIVO DA UD)

- Tratado de Tordesilhas (1494) - Tratado de Madri (1750)

- Expedição Martin Afonso de Souza (1532) - - Administração Pombalina (1750-1777) - Tratado


Criação das Capitanias Hereditárias (1534) - Criação de El Pardo (1761)
do Governo Geral (1548)
- Rio de Janeiro - Capital (1763)
- Chegada dos Jesuítas (1549)
- Tratado de Sto Ildefonso (1777)
- Invasão francesa (1555) - França Antártica
- Inconfidência Mineira (1789)
- União Ibérica (1580-1640)
- Conjuração Baiana (1798)
- Franceses no Maranhão (1612-1615) - França
Equinocial - Invasão Holandesa (1624) - Bahia - Tratado de Badajós (1801)

- Invasão Holandesa (1630) - Pernambuco - Congresso de Viena (1814-1815): Santa Aliança


(1815) - Revolução Pernambucana (1817)
- Governo de Nassau (1637-1644)
- Chegada de Dom Joaõ VI (1808)
- Batalha de Guararapes (1648 e 1649)
- Abertura dos Portos às Nações amigas (1808)
- Revolta de Beckman (1684)
- Fundação do Banco do Brasil (1808)
- Guerra dos Palmares (Dec 1680 - 1695)
- Fundação da Academia Real Militar (1811)
- Descoberta do Ouro (1693)
- Fundação da Academia de Belas Artes (1816)
- Tratado de Methuen (1703)
- Revolução Liberal do Porto (1821)
- Guerra das Emboabas (1708-1709)
- Declaração de Dom Pedro I à Principe Regente

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- Guerra dos Mascates (1710-1711) (1821) - Dia do Fico (1822)

- Tratados de Ultrecht (1713 e 1715)

- Revolta da Vila Rica (1720)

10.
a. LEGENDA
1) ideias - ERRADO
2) ideias - BAREMA
3) ideias - duvida
4) ideias - IMPORTANTE

48
BUNKER - 2021

UNIDADE DIDÁTICA V – O SÉCULO XIX NAS AMÉRICAS

Objetivo Englobante: Relacionar o processo de independência nas Américas, as teorias de Pan-


Americanismo, a cooperação hemisférica e a construção dos Estados Unidos, com base na documentação
referenciada, para compreender o processo de evolução do século XIX nas Américas

LEGENDAS
xxxxx Ideias que o grupo considerou como ideia força
xxxxx Ideias que geraram dúvida no debate. (Precisa verificar)
xxxxx Ideias de baremas

IDEIA CENTRAL:
Processo de independência das Américas - quebra do monopólio das metrópoles

DELIMITAÇÃO DO ESPAÇO E TEMPO


- América Ibérica/ América Latina
- Haiti
- América do Norte

IDEIAS COMPLEMENTARES
- Antecedentes:
- Pactos Coloniais
- 2ª Revolução Industrial inglesa
- Desequilíbrio político - Guerras Napoleônicas
- Vinda da família real para o Brasil
- Busca de mercado fugindo do Bloqueio Continental
- Napoleão III na Espanha
- Desenvolvimento interno das colônias
- Difusão de ideais iluministas - Revolução Francesa 1789
- Emancipação das 13 colônias norte americanas em 1776 - CF 1787
- Capitalismo industrial - expansão para o mundo
- Caudilhismo
- Chapetones/ Criollos
- Libertadores da América: Simón Bolívar, San Martín, Antonio Sucre

49
21. O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA NAS AMÉRICAS

a. Compreender como o "haitianismo" influenciou os processos de independência da América


Espanhola.
b. Apresentar os motivos que levaram a Grã-Bretanha e os Estados Unidos a apoiar os processos de
emancipação nas Américas.

1. Estudar como o "haitianismo" influenciou os processos de independência da América Espanhola.


a. O caso do Haiti
1) Antecedentes
a) 1492 - Colônia espanhola (descoberto por Cristóvão Colombo).
b) 1697 - A parte ocidental da ilha é cedida à França.
c) Aprox. 500 mil hab (maioria de escravos negros de origem africana).
d) base econômica: cana-de-açúcar.
e) Liderança/ Governo branca - Representantes da Coroa Francesa e elite branca
2) 1791 - Os escravos, influenciados pelos ideais da Rev Francesa (liberdade, igualdade e
fraternidade), revoltam-se sob a liderança do ex-escravo Toussaint L’Ouverture.
3) 1794 - O governo jacobino na França decreta o fim da escravidão em todas as possessões
francesas. Escravos livres - anseio por representação política.
4) 1801 - L’Ouverture assume o governo e proclama a Constituição independente.
5) 1802 - As tropas de Napoleão invadem a colônia e prendem L’Ouverture, que faleceu em uma
prisão francesa no ano seguinte.
6) 1804 - O novo líder, Jean-Jacques Dessalines, proclamou a independência da parte ocidental da
ilha com o nome de Haiti (significa “terras montanhosas”).
7) O processo de independência foi conduzido por classes populares e ex-escravos.
8) Anos 1810 - Após a morte de Dessalines, o governador do Haiti, Alexandre Pétion, deu amplo
apoio e dinheiro para Simón Bolívar em troca da abolição da escravatura nos territórios
libertados.
9) 1825 - Reconhecimento da independência haitiana pela França em troca do pagamento de uma
indenização de 150 mil francos. Elite mulata assumiu os processos políticos da ilha,
marginalizando a maioria negra.

10) Consequências da independência do Haiti para a América Espanhola:


a) Motivou as independências das colônias espanholas, servindo de exemplo devido ao seu
pioneirismo nas Américas.
b) Criou “onda de medo” por parte da metrópole e elites locais (haitianismo)
c) Condução dos processos de independência na América Espanhola pelas elites coloniais.

50
d) Inspirou revoltas de escravos no continente americano. Ex.: Revolta dos Malês (1835 -
Bahia).
e) Abolição da escravatura nos territórios libertados da América Espanhola.
11) Link de Vídeo da História do Haiti

Conclui-se, parcialmente, que o processo de independência haitiano revelou fundamental


participação popular, conduzindo a elite dos demais países latino-americanos a controlar os
respectivos processos de independência por medo da "haitização".

2. Apresentar os motivos que levaram a Grã-Bretanha e os Estados Unidos a apoiar os processos de


emancipação nas Américas.

a. Motivos que levaram a Grã-Bretanha a apoiar o processo de emancipação nas Américas


- Revolução Industrial - necessidade de mercado consumidor
- crescimento econômico inglês
- dinamismo do comércio
- acúmulo de capital
- aquisição matéria-prima
- Reação ao Bloqueio Continental de Napoleão
- Busca do maior influência no Atlântico
- Negação ao Congresso de Viena e à Santa Aliança

b. Motivos que levaram os EUA a apoiarem o processo de emancipação nas Américas

1) A Doutrina Monroe dos EUA:


a) Contexto:
- Independência em 1776 - Influência Iluminista
- Derrota da Inglaterra na Guerra de Independência em 1781
- Tratado de Versalhes - Reconhecimento por parte da Inglaterra em 1783
- Constituição dos EUA - 1787
- Império Napoleônico - 1804 a 1815
- Contraponto à Santa Aliança - 1815 (acordo militar para defesa de Estado
componente em caso de soberania ameaçada e apoio a recolonização da América por
Portugal e Espanha)
- Crescimento industrial e manufatureiro dos EUA, principalmente no Norte
- Marcha para o Oeste

b) Doutrina Monroe - 1823


- “América para os americanos” - proibição de interferência de qualquer país europeu
nos destinos dos países latino-americanos. América latina área de influência dos EUA.
- Proibição da criação de novos Estados na América.
- Continuada pela Doutrina do Big Stick de Theodore Roosevelt (1904) - “Corolário de
Roosevelt"

51
- DESTINO MANIFESTO - povo norte-americano como eleito por Deus para expandir-se
e civilizar novas terras, desenvolver-se economicamente e ter uma posição preponderante no mundo.
(Conexão com um apelo racial). - "Missão Divina de Levar o Desenvolvimento"
- Darwinismo Social (Execução Indígena durante a expansão para o Oeste)
- Política de Distribuição de Terras para IMIGRANTES EUROPEUS (Destaque para
Irlandeses e Ingleses)
- “a imagem dos Estados Unidos – apesar das ações imperialistas do mesmo – como o
bastião do pan-americanismo e o anteparo na defesa dos países do continente” - Doutrina Monroe.

c) Consequências da Doutrina Monroe


- Base do imperialismo norte-americano
- Incentivou seu expansionismo para o Oeste, assim como sua dominação sobre a Ilha do
Havaí
- Apoiou a Libertação das Américas Hispânicas (Apoio a Simón Bolívar)
- Reconheceu a independência do Brasil

d) Choque de Interesses
- Inglaterra X EUA apoiaram as Independências - Disputa de Mercados
- Disputas por áreas de influência
- Pax-Britânica X Crescimento/ Expansão dos EUA

5) Link do Vídeo

3. Independência da América Espanhola

a. Os novos Estados.
1) Haiti (explicado na letra a)

2) Vice-Reino de Nova Espanha


- México - 2 tentativas frustradas de independência (1811 e 1813);
- Independência em 1821, líder Gen Itúrbide.

3) Vice-Reino de Nova Granada fragmentou-se em :


a) Movimento Comunero (1781) - revolta pela independência
b) Venezuela - 1817 - líder Simón Bolívar (1811, e em 1819 adere a Gran Colômbia)
c) Colômbia - 1819 - líder Simon Bolívar
d) Equador - 1822 - líder Simon Bolívar (também aderi a Gran Colômbia)

4) Vice-Reino do Peru fragmentou-se em:


a) Rebelião Tupac Amaru (1780)- revolta pela independência
b) Peru - 1824 - líder San Martin e o lorde inglês Cochrane
c) Chile - 1818 - líder O’Higgins e San Martin
d) Bolívia - 1825 - líder Simon Bolívar e Antônio José de Sucre

52
5) Vice-Reinado do Prata - teve seu processo iniciado com a deposição do Vice-Rei espanhol
pelos criollos de Buenos Aires, formando-se uma junta provisória.
a) Argentina - 1816 no Congresso de Tucumã - líder Gen San Martin..
b) Paraguai - 1811 - A elite criolla proclamou a independência da Junta de Buenos
Aires.
c) Uruguai - Antiga Banda Oriental foi ocupado por luso-brasileiros e anexado ao
Brasil com o nome de Província Cisplatina. (Independência em 1828).

Antigo Vice-Reino Ano Fragmentação Liderança

Nova Granada 1817 Venezuela Simon Bolivar

1819 Colômbia

1822 Equador

Peru 1818 Chile San Martin

1824 Peru

1825 Bolívia Simon Bolivar

Prata 1811 Paraguai Elite criolla

1816 Argentina San Martin

1828 Uruguai -

Nova Espanha 1821 México Gen Itúrbide

América Central 1839 Guatemala, El Salvador, -


(5 Capitanias Gerais) Nicarágua, Honduras e Costa
Rica

9) Consequências das independências:


a) Os países assumiram lugar subalterno - fornecedores de matérias primas, mercado
consumidor, local de exportação de capital e ponto estratégico de equilíbrio internacional (EUA
liderava na América e Inglaterra na Europa).
b) As estruturas coloniais foram mantidas;
c) Ruptura apenas política com a metrópole;
d) Foram preservadas a grande propriedade, monocultura, trabalho compulsório e produção
em larga escala voltada para o mercado externo (herança colonial)

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e) Debate entre o projeto de monarquia constitucional (San Martín e Simón Bolívar) – e o
projeto republicano, com sufrágio censitário. Venceu o projeto republicano. Como exceção, apenas o
México vivenciou uma monarquia entre 1822 e 1823, tendo neste ano proclamado a república.

CP: A influência externa tornou-se um elemento constitutivo do processo de formação do Estado


nacional latino-americano, e foi a relação de dominação que permitiu a esse Estado participar do sistema
mundial. Essa relação de dominação acentuou não só as desigualdades entre os países como também as
desigualdades sociais internas de cada país.

No Brasil, a constituição do Estado precedeu a ruptura colonial.

Infere-se, de forma parcial, que o processo de independência dos países da América Hispânica se
restringiu à esfera política, consolidando-os na posição de economias agroexportadoras na Divisão
Internacional do Trabalho (DIT).

Link de vídeo da história das independências nas Américas

22. AS TEORIAS DE PAN-AMERICANISMO E A COOPERAÇÃO HEMISFÉRICA

a. Analisar o processo que levou à fragmentação da América Espanhola em diversos Estados


Nacionais.
b. Apresentar os ideais pan-americanos e sua reapropriação na América do Sul atual.

1. Processo que levou à fragmentação da América Espanhola em diversos Estados Nacionais.


- Divisão em Capitanias e Vice-Reinados - 5/4 (Venezuela/ Nova Espanha)
- Emancipação precedeu a formação dos Estados
- Atividades econômicas independentes (Argentina - prata/ Chile - cobre)
- Independência feita por elites locais (Simon Bolívar, San Martin)
- Indefinição de limites (causou a Guerra do Chaco - Bolívia e Paraguai)
- Características da administração local (Adelantados, Audiências, Cabildos, Casas de
Contratação)
- Adelantados: responsáveis pela colonização e que acabaram representando o
poder de fato nas terras colonias.
- Audiências: As Audiências eram formadas pelos ouvidores e possuíam a
função judiciária na América. Com o tempo passaram a ter funções
administrativas.
- Cabildos: Cabildos ou ayuntamientos eram equivalentes às câmaras
municipais, eram formadas por elementos da elite colonial, subordinados às
leis da Espanha, mas com autonomia para promover a administração local,
municipal
- Casa de Contratação: Criada em 1503 e sediada em Sevilha, era responsável
pelo controle de todo o comércio realizado com as colônias da América e foi
responsável pelo estabelecimento do regime de Porto Único.
- Constituição de forças armadas nativas - Caudilhismo

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- Sentimento regionalista Crioulo
- Inexperiência política dos criollos
- Divergência entre libertadores (San Martin era monarquista e Bolivar era
republicano)
- Falta de infraestrutura de ligação dentro das Capitanias e Vice-Reinados - Economia
de Arquipélago
- Interesse espanhol pelas atividades exploratórias - Exploração e Abandono da área
- Conflitos internos (Chile, Bolívia e Peru e Venezuela X Colômbia)
- Restrição do comércio entre as colônias
- política mercantilista (colônias voltadas para o mercado externo e
concorrentes)
- falta de relações mais fortes entre si (cada região era uma unidade estanque)
- ausência de vínculos favoreceu disparidades regionais e um consequente
localismo
- acidentes geográficos que dificultaram a comunicação (Cordilheira dos Andes,
Planície Amazônica)
- governos regionais semi-autônomos

2. O pan-americanismo
a. O projetos Pan-Americano (origens)
1) Tratado de Madri (1750)
a) Padre Alexandre de Gusmão
b) “Paz perpétua” entre as duas coroas
c) Não intervenção estrangeira, cooperação, paz e harmonia entre os estados
2) Junta das Cidades e Províncias da América Meridional (1795)
a) peruano Pablo Olavide
b) sociedade secreta para estimular a independência das Américas
c) emancipação em conjunto do Novo Mundo (visão da América do Sul)
3) Confederação Hispano-Americana (Não criada)
a) Juan Martínez de Rosas - Declaração dos Direitos do Povo Chileno
b) Previu a solidariedade entre o Chile e demais países, em uma Confederação hispano-
americana para unir os povos contra os planos da Europa (Santa Aliança)
c) ideais seguidos por Bernardo O’Higgins na independência chilena
4) Congresso Pan-Americano
a) Jose de San Martín e Coronel Bernaldo Monteagudo (argentinos)
b) Estado comum do Mississipi ao Cabo Horn (apresentou projeto ao Gabinete inglês)

b. Bolívar e a construção de uma nação hispano-americana;


1) Bolivarismo
a) Visão pan-americana concebida por Simon Bolívar (1783-1830), venezuelano que dirigiu a
luta pela independência da Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia e Equador. O plano surge
novamente no Manifesto de Cartagena, escrito por Bolívar em 1812.
b) pretendia formar um PACTO AMERICANO, uma confederação.

55
c) Defendia a necessidade de união face à possível contra-ofensiva da Espanha, apoiada pela
Santa Aliança (retorno do monarca espanhol ao trono - Saída de Napoleão III)
d) Era contrário à escravidão
e) Imaginava uma grande nação pautada por um Legislador (força moral aglutinadora) -
salvaguarda dos interesses públicos sobre os interesses particulares (Hugo Chavez)
f) Criou a Grã-Colômbia (1819)
g) 1830 a Grã-Colômbia foi fragmentada em três Estados; Venezuela, Equador e Colômbia, à
qual se integrava o Panamá
h) A tentativa de unir o Peru e a Bolívia foi infrutífera diante da resistência oposta pelo
profundo regionalismo daquelas sociedades sul-americanas
i) Bolívar morreu (1830) sem ver o seu projeto se concretizar

3) A construção de uma nação hispano-americana


a) Congresso do Panamá (1826): primeira grande manifestação do Pan-americanismo
1) Participantes: representantes da Grã-Colômbia, Peru, México e Províncias Unidas de
Centro-América e EUA (como observadores)
2) Aprovações:
- Tratado de União, Liga e Confederação Perpétua entre os Estados hispano-
americanos;
- Cota para cada país organizar uma força militar de 60.000 homens para a defesa
comum do hemisfério;
- Adoção do princípio do arbitramento na solução dos desacordos interamericanos;
- Compromisso de preservar a paz continental;
- Abolição da escravidão

3) Causas do Fracasso:
- Resistência dos EUA (pretensão de expandir para Antilhas)
- Oposição do Brasil (monarquia contrária a república e fim da escravidão)
- Manobras da Inglaterra (não interessava uma América forte e coesa)
- não foram ratificadas as decisões tomadas

b) Conferência de Lima (1847)


1) Participantes: representantes da Bolívia, Chile, Peru, Equador e Colômbia
2) Assuntos: princípios do Direito americano, intervenção, agressão, reparações,
limites, como também dispositivos práticos sobre comércio, navegação fluvial,
serviços postais e consular, extradição
c) Conferência de Santiago (1856)
- Peru, o Chile e o Equador firmaram o compromisso de estabelecer a união da
“grande família americana”
d) Cordilheira Livre (1856)
- acordo comercial entre Chile e Argentina estabelecendo o fim das barreiras
alfandegárias entre os dois países funcionou até 1868
- governo chileno pretendeu estender aos produtos importados de outras nações
os privilégios concedidos apenas aos produtos argentinos e chilenos

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e) Segunda Conferência de Lima (1864): confederação de caráter defensivo
1) Participantes: Peru, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, Argentina e
Venezuela
2) Organizar uma confederação, pois se sentiam ameaçados pelas frequentes
intervenções estrangeiras que se processavam no continente e constituíam um perigo
à segurança dos Estados americanos
3) Intervenções estrangeiras:
- 1855 - norte-americano William Walker invadiu e conquistou a Nicarágua;
- 1861 - Espanha ocupou São Domingos, estabelecendo protetorado até 1865;
- 1862 - Espanha, França e Inglaterra desembarcaram tropas na República
Mexicana, onde Napoleão III instaurou a efêmera Monarquia de Maximiliano
de Habsburgo (1863-1867);
- em 1864, uma esquadra espanhola ocupa as ilhas peruanas de Chinchas, em
incidente que acabou levando ao conflito do Peru e Chile contra a antiga
metrópole (1866)
f) Outros congressos:
- Lima (1874), Caracas (1883) e Montevidéu (1888)
- Montevidéu - projetar um Código Interamericano, incluindo questões comuns
do Direito Internacional e Privado
- Os ideais do Pan-Americanismo bolivarista lançaram as bases da
solidariedade continental assentada em posição de igualdade entre todos os
Estados

c. Monroísmo (1823) - Doutrina Monroe


1) Mensagem ao Congresso dos EUA, James Monroe negava os direitos europeus de intervenção
na América
2) “América para os americanos” - resposta às pretensões da Santa Aliança
a) Dupla conotação: Não intervenção externa na América x América como área de influência
dos EUA.

d. Projetos Pan-Americano posteriores:


1) 1ª Conferência Internacional Americana (1889-90)
a) iniciativa do Secretário dos EUA James Blaine, 18 países
b) evolução da Doutrina Monroe (agora com concordância dos outros países)
c) decisões da Conferência:
(1) condenar a guerra e afirmar nulidade de cessões territoriais decorrentes
(2) aprovar o recurso ao arbitramento
(3) recomendar construção ferrovia intercontinental
(4) criação de um órgão coordenador das relações comerciais (União Pan-Americana)
(5) tentativa EUA de criar uma união aduaneira continental (2ª etapa Destino Manifesto)
d) Fracassou devido principalmente a resistência da Argentina (BR não participou)
2) Demais conferências importantes:
a) Conf Interamericana de Consolidação da Paz (1936) - em Buenos Aires - embrião do TIAR
b) Conf Lima (1938) e Conf Consulta Panamá (1939) - neutralidade perante a 2ª GM

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c) Conf Interamericana de Mnt da Paz e Seg no Continente (1947) - RJ - TIAR
d) Conf Bogotá (1948) - criação da OEA
3) Cúpula das Américas (OEA - maior cooperação econômica, política e social)
a) 1ª Miami, EUA - tentativa da ALCA
b) 3ª Quebec, Canadá - criação da Carta |Democrática Interamericana
c) 8ª Lima, Peru - assuntos corrupção e venezuela
4) Outros:
a) ALALC (1960), SELA (1975), ALADI (1980), Mercosul (1991), Unasul (2008), Celac
(2010), Prosul (2019)

e. O fracasso do Projeto Pan-Americano


- Resistência dos EUA (pretensão de expandir para Antilhas)
- Oposição do Brasil (monarquia contrária a república e fim da escravidão)
- Manobras da Inglaterra (não interessava uma América forte e coesa)
- não foram ratificadas as decisões tomadas

23. A CONSTRUÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS

a. Distinguir, a partir da Marcha para o Oeste, a expansão econômica, demográfica e territorial


dos Estados Unidos.
b. Compreender as diferenças entre o Sul e o Norte dos EUA e expor as condições que levaram à
Guerra de Secessão

1. Comparar, a partir da Marcha para o Oeste, a expansão econômica, demográfica e territorial dos
Estados Unidos.

a. Expansão Econômica a partir da Marcha para o Oeste


1) Alexander Hamilton
a) Primeiro secretário do Tesouro dos EUA (Gov G. Washington 1789 - 1797) ordenou as
finanças, garantiu crédito público, além de promover o protecionismo às indústrias
nacionais norte-americanas.
b) representante da burguesia Nova Iorque
2) 1820 - início navegação à vapor pelo rio Mississipi
3) 1830 - início construção de estradas de ferro
4) Norte
a) acumulou capital durante o período colonial
b) possuía riquezas minerais, facilidades para Transporte e abundância de energia hidráulica
c) defendia política protecionista
d) alta capacidade industrial (cerca de 5x maior que a do sul)
e) policultura

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5) Sul
a) atrasado economicamente em relação ao norte
b) economia agro-exportadora algodão e tabaco (herança colonial + fatores climáticos)
c) defendia o livre-cambismo
d) mão de obra escrava
e) plantation

6) Compra da Louisiana
- 1803.
- Comprada da França. → Napoleão vendeu o território da Louisiana por 15 milhões de
dólares a fim de financiar suas guerras na Europa.
- E daí? → os americanos vislumbram a oportunidade de conquistar mais terras.

7) Compra da Flórida
- 1819.
- Comprada da Espanha. → que lidava com uma série de movimentos de independência em
suas colônias e temendo perder o território da Flórida, vende por 5 milhões de dólares.

8) Anexação do Texas (território independente)


- 1845
- o Texas foi anexado, após plantadores americanos de algodão terem declarado aquela região do
México um país independente e manifestado a intenção de pertencer aos EUA
- “E daí?” → gerou conflitos de interesse com o México por terras para a plantação de algodão

9) Conquista de territórios Mexicanos


- Interesse dos EUA na Califórnia → motivos: a pressão migratória, a necessidade de novos
territórios para a plantação e as potenciais riquezas da Califórnia.
- Guerra Mexicano-Americana (1846 - 1848). → disputas territoriais entre México e EUA
sobre o Texas e em outros territórios, particularmente, a Califórnia.
- Vitória Americana. → Tratado de Guadalupe-Hidalgo: México cedeu uma grande área
territorial, que compreende além da Califórnia, o Novo México, Nevada e Utah.
- “E daí?” → os Estados Unidos ampliaram o seu território em cerca de um quarto (25%),
ampliando seu potencial econômico, enquanto México perdeu aproximadamente metade do
seu (50%).
→ Chegada da expansão ao Oceano Pacífico

10) Incorporação do Oregon


- 1846
- Os EUA obteve da Inglaterra, pelos meios diplomáticos, este Território, incorporando o que são
hoje os Estados de Oregon, Idaho e Washington.

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- “E daí?” → representou juntamente com a conquista de territórios mexicanos a chegada da
expansão ao Oceano Pacífico

11) Ida de imigrantes


- Intenso fluxo migratório externo.
- Principalmente entre 1840 e 1900 (final do séc. XIX).
- Causas:
- incentivos governamentais (ex: distribuição de lotes de terras) → “marcha para o
oeste”.
- repulsão na Europa gerada pelas crises sociais criadas pela Rev Industrial.
- Mais de 30 milhões de imigrantes (ex: FRA, ING, IRL, ALE e POL).
- Consequências (“e daí?”):
- expansão territorial com ocupação por mão de obra qualificada
- destruição de tribos indígenas.

12) Expansão do setor primário


- Entre 1840 e 1860.
- Colonização agrícola nas Grandes planícies.
- Alemães e ingleses (protestantes).
- A necessidade de aumento da produção de alimentos devido ao aumento populacional, quando
houve a necessidade de procurar novas pastagens e terra cultivável a oeste.
- “E daí?” → estimulou a expansão e o povoamento do território dos EUA e impulsionou a ida
de imigrantes para o interior.

13) A descoberta do ouro na Califórnia


- Descoberta de ouro na Califórnia – 1849
- Estimulou o povoamento da costa do Pacífico, atraindo imigrantes de toda parte do mundo e
estimulou a mineração.
- A Califórnia foi reconhecida como estado em 1850.

14) Crescimento do nordeste norte-americano


- Entre 1840 e 1860
- Surgimento da indústria têxtil e de construção civil.
- Aproveitamento da mão-de-obra imigrante européia → já especializada devido à Revolução
Industrial.
- Ex: Irlandeses (católicos) → fugindo da crise de fome ; alemães, ingleses, italianos, gregos.
- Ex: Boston, Nova Iorque e Chicago.
- “E daí?” → impulsionou o aumento das cidades da região.

15) Lei das Terras (Homestead Act)


- 1862.

60
- Ato de propriedade rural - Incentivo do governo norte americano que permitia ao imigrante a
posse da propriedade rural.
- Definia a posse de até 160 acres de terras no oeste para quem nela vivesse e plantasse por cinco
anos
- Ex: ingleses, alemães, irlandeses, escandinavos e eslavos.
- crescimento da imigração externa de europeus para o oeste, entre 1870 e 1920.
- “E daí?” → se constituindo um dos principais fatores que incentivaram a corrida em direção
ao oeste

17) Construção de ferrovias no interior


- Séc. XIX.
- As estradas de ferro começaram a ser construídas em 1830 e, já em 1840 havia pouco mais de
4.500 km de ferrovias.
- Mão-de-obra imigrante → Pcp chinesa
- Ex: Ferrovia Union Pacific
- Grande afluxo de asiáticos.
- “E daí?” → facilitando os acessos e comunicações por todo o país, contribuindo com a
expansão econômica, demográfica e territorial dos Estados Unidos

b. Expansão Territorial a partir da Marcha para o Oeste: Compra ou Guerra (México ou


Autóctones (índios))

1) A Marcha para o Oeste e o papel da fronteira;


a) Ocupação do Oeste
- 1787 - Estatuto do Noroeste (território com até 5 mil eleitores administrado pela União / +
de 60 mil eleitores seria elevado a estado membro) - obj: criação de novos Estados
- 1862 - Lei de Terras (Homestead Act) - estimulou a ocupação do Oeste com a
possibilidade de aquisição de terras por preços baratos. Condição de ocupar por 5 anos.

b) A expansão interna dos EUA


- 1803 - Compra da Louisiana da França
- 1819 - Compra da Flórida da Espanha
- 1845 - Conquistou o Texas do México
- 1848 - a Inglaterra cedeu o Oregon
- 1848 - intervenção militar no México anexou Novo México e Califórnia (tratado de
Guadalupe-Hidalgo)
- 1867 - comprou o Alasca da Rússia
- 1898 - anexação do Havaí

c) Fronteira Sul e Norte


- Sul: -Texas buscou se anexar aos EUA (1845)
- Estopim para guerra México. Guerra Mexicano-Americana (1846-1848)

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(1) 1848 - Assinatura do Tratado de Guadalupe-Hidalgo
(a) México admitiu a perda do Texas
(b) México cedeu Califórnia, Utah, Colorado, Arizona e Novo México
- Norte: Resolução da fronteira Norte de forma negociada com a Inglaterra - Oregon
- Agora os EUA possuíam acesso direto ao Pacífico - voltam seus olhos para o Extremo
Oriente (Exemplo: 1853 - forçaram a abertura dos portos japoneses - Diplomacia das
Canhoneiras)

c. O “Destino Manifesto” e a ocupação da Costa Oeste do território dos EUA.;


1) O Destino Manifesto consiste na ideologia que identificava o povo norte-americano como
eleito por Deus para expandir-se e civilizar novas terras, desenvolver-se economicamente e ter
uma posição preponderante no mundo.
a) Forte apelo racial - brancos iguais entre si, mas superiores aos índios, negros e latino-
americanos.
b) Darwinismo social - teoria de seleção natural aplicada às raças humanas.

d. Expansão demográfica a partir da Marcha para o Oeste


- grande imigração vinda da Europa (perseguição religiosa, guerras napoleônicas, Rev.
Industrial)
- descoberta do ouro acelerou deslocamento/migração

2. Caracterizar as diferenças entre o Sul e o Norte dos EUA e expor as condições que levaram à
Guerra de Secessão

a. O Liberalismo, o federalismo e o constitucionalismo:

1) Diferenças entre Norte e Sul:


a)
NORTE SUL

Desenvolvimento industrial e urbano Agrário exportador (Algodão)

Pregava o acesso à terra gratuitamente pelos Desejam a concentração de terra nas mãos
colonos e imigrantes dos grandes fazendeiros

Estrutura fundiária - Terras deveriam ser Estrutura fundiária - Terras deveriam ser
dadas ao imigrantes para atraí-los vendidas por altos preços ou dadas ao
latifundiários

Protecionismo alfandegário- preservar o Livre cambismo - dependia do mercado


mercado interno externo

Policultura voltada para o consumo interno Monocultura voltada para exportação

Trabalho livre assalariado Trabalho escravo

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Corrente “federalista” - Defendia maior Corrente “republicana” ou anti federalista -
poder central defendia a autonomia dos Estados
(Federalismo)

Partido Federalista (1789 - Dec 1820) Partido Democrata-Republicano (1791) -


Thomas Jefferson

Política de Governo - Congresso deveria Política de Governo - Congresso deveria


proibir a escravidão (Liberdade deve ser proteger o direito à propriedade (escravos)
nacional)

Partido Republicano (1854)

Lideranças: Lideranças:
George Washington (1789-1797) Thomas Jefferson (1801-1809)
Abraham Lincoln (1861-1865) James Monroe (1817-1825)

Clima Temperado, semelhante ao europeu. Clima Tropical (Propício para agricultura)

Valores sociais - Meritocracia Valores sociais - Sociedade patriarcal

Sistema bancário nacional

Maior número de estados

Maior população

Maior recursos financeiros, humanos e de


material bélico

Matriz de transporte integrada Matriz de transporte não integrada - foco na


exportação

E daí? O Norte era mais populoso, melhor integrado pelas ferrovias e diversificado
economicamente, o que favoreceu seu esforço de guerra para derrotar o Sul.

b. O surgimento da potência Militar.

1) 2ª Guerra Independência (EUA X ING) - Motivo: uso de marinheiros norte-americanos por


ocasião das guerras napoleônicas.

2) Guerra de Secessão (1861-1865)


a) Antecedentes:
(1) Contraste entre o desenvolvimento do norte e o atraso do sul
(a) Capital acumulado pela burguesia nortista no período colonial
(b) Condições favoráveis para o desenvolvimento
- energia hidráulica
- riquezas minerais

63
- facilidade dos transportes
- Maior população
- Imigrantes

(2) Acordo de Mississippi Missouri (1820)


(a) 11 Estados "de cada lado"/ Dilema da admissão do Missouri e Maine
(b) Proibição da escravidão acima do paralelo 36º40’ - Limite entre Norte e Sul
(c) Califórnia localizada ao Sul requereu ser estado Livre (não-escravista)

(3) Compromisso Clay (1850)


(a) Cada estado teria a liberdade em definir sua mão-de-obra
(b) Inicialmente Califórnia solicitou ser não-escravista, depois Kansas e
Nebraska levaram ao Compromisso;
(c) em 1860, Ampla maioria já era Não-escravista

b) Causas: Ver 1ª AF - CP 2017


As causas estão diretamente relacionadas às radicais diferenças sócio-econômicas entre os
estados do Norte e Sul, citadas acima, principalmente em torno da questão escravocrata.
As grandes diferenças político-econômicas entre o Norte e o Sul dos Estados Unidos da
América (EUA), que criaram uma oposição cada vez maior, levaram os estados das duas regiões a se
enfrentarem numa Guerra Civil (1861-1865)
A quebra do Compromisso de Missouri, com a possibilidade de escolha mediante voto
popular entre ser escravista ou não, foi a declaração de conflito entre os Estados.

(1) Eleição de Abraham Lincoln (1860) - Partido Republicano (1854, Antigo


Federalista)
(2) Carolina do Sul dá início a Secessão - por não aceitar a vitória de Lincoln
(abolicionista)
(a) demais estados sulistas (Confederados) acompanham
(b) Criada a Confederação (Estados Confederados da América)
(3) Lincoln negou o direito à secessão
(4) Sul ataca e inicia a guerra
(5) Em meio a Guerra, Lincoln aboliu a escravidão - Aumento da pressão contra o Sul.
c) Generalidades
(1) 620 mil mortos
(2) União vs Confederados
(3) Custo total: 115 Bilhões dólar
d) Motivos para vitória do Norte
(1) População mais numerosa (22 milhões vs 9 milhões)
(2) Agricultura “subsistência” do Norte - Quantidade suficiente para alimentação da
população / tropa X Latifúndios (Algodão e Tabaco)
(3) Forte capacidade industrial (Bélica)
(4) Proclamação de Emancipação dos escravos (1862), gerando movimentos de
resistência no sul.

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(5) Malha ferroviária mais eficiente (Transporte de tropa e suprimentos)

e) Consequências
(1) Gerais: Evitou a fragmentação territorial, possibilitou a unidade política e
desenvolvimento industrial.

(a) Destruição de lavouras no sul, além de estabelecimentos comerciais e


propriedades
(b) Escravidão
- 13a Emenda (1865) - Proibição em todo o território
- 15a Emenda (1870) - Direito a voto a homens Negros maiores de 21
anos
- Surgimento da Ku Klux Klan (movimento racista) em 1866. -
(c) Ressentimentos
- Ocupação de tropas da União nos estados Confederados até 1877
- Republicanos tiveram dificuldade de vencer eleições federais até a
década de 1970 (Democratas X Republicanos)
- Preconceito racial no Sul
- Ressentimentos entre Nortistas e Sulistas, motivaram a emigração de
cerca de 1,5 milhões de Sulistas para fora do País nos anos seguintes;
(d) Econômicos
- Consolidou a estrutura produtiva dos EUA, unindo a região
industrializada com a produtora de primários.
- Destruiu a estrutura produtiva do país.
- Desenvolveu novas tecnologias do campo militar com uso dual.

(2) Efeitos no militarismo


(a) 1a guerra moderna
(b) 1a Guerra Total - Todos os recursos disponíveis para o esforço de guerra
(c) invenção de rifles de repetição (mais de um tiro sem ser recarregado)
(d) Uso das primeiras metralhadoras
(e) Uso de balões para patrulhamento
(f) Ironclads - Navios à vapor protegidos com placas de ferro ou aço
(g) Submarinos
(h) Minas terrestres e aquáticas
(i) Telégrafo para comunicações
(j) 1a Guerra que as ferrovias tiveram papel importante na logística
(k) possessão de forte força naval - Bloqueio econômico - Esperava apoio Inglês
(Inglaterra se manteve Neutra) (Mahan)
(l) Recrutamento de afro-americanos
(m) Herança militar do SUL, os generais mais capazes estavam no sul.

(3) Consequências para o Brasil


(a) Migração entre 4 e 20 mil / Santa Bárbara d’Oeste - SP

65
(b) Surto das exportações de algodão para Inglaterra (enfraquecimento do Sul
dos EUA)
(c) serviu de exemplo para independência Brasil

A CONSTRUÇÃO DA HEGEMONIA EUA


(Argos - CP 2020)

1. A vitória na Guerra Mexicano-Americana

2. A Guerra da Secessaõ

3. A subjugaçaõ das nações indig


́ enas

4. A compra do Alasca

5. A vitória da Guerra Hispano Americana

6. A Política do Big Stick

7. A vitória na Guerra na Primeira Guerra Mundial

8. A liderança da Conferência de Paz de Paris (1919)

9. A superaçaõ da Crise de 1929

10. A produçaõ fordista

11. A vitória militar na 2a Guerra Mundial

12. A liderança política na edificaçaõ da nova ordem pós- 2aGM: conferências multilaterais

13. A posse de poder nuclear ao final da 2a GM

14. A construçaõ de alianças multilaterais (político)

15. A construçaõ de alianças multilaterais (militar)

16. A implementaçaõ do sistema de Breeton Woods

17. A superaçaõ da crise de expansaõ hegemônica dos anos 70

18. A derrota da URSS

19. A vitória na 1a Guerra do Golfo

66
BUNKER 2021

UD VI – BRASIL IMPÉRIO

OBJETIVO ENGLOBANTE: Examinar os principais fatos que marcaram o Brasil Império, para explicar processo
de formação e desenvolvimento

1. ASSUNTO 24: A Construção da Nova Ordem do Império


Objetivos:
Examinar as diferentes fases do Império: 1º. Reinado, Regências e 2º. Reinado .
Analisar os laços entre a crise militar e política na Europa (Época Napoleônica), destacando: a
estagnação do desenvolvimento português (considerando-se os tratados de comércio anglo-lusos) e
a Independência do Brasil .
Comparar as características econômico-sociais da colônia com as estruturas do Estado Imperial
brasileiro, concluindo sobre as continuidades ou rupturas dessas estruturas.

a. O processo de independência e o confronto com os portugueses


1) Translado da Família Real para o Brasil em 1808
a) Bloqueio continental em 1806 (França impôs à Inglaterra)
b) Portugal mantém comércio com a Inglaterra
c) Invasão francesa a Portugal em 1807
d) Família real portuguesa veio para o Brasil
2) Decreto de abertura dos Portos às Nações amigas (1808)
a) Quebra do pacto colonial
3) Tratado de Comércio e Navegação (1810)
a) Tarifas de importação beneficiam a Inglaterra - 15% (Portugal 16% e outros países 24%)
4) Elevação a Reino Unido a Portugal, Brasil e Algarve (1815)
a) Após derrota de Napoleão ocorre o Congresso de Viena 1815 (reorganiza a Europa)
b) Para participar, Dom João deveria estar em seu território. O Rio de Janeiro passou a ser a capital
do Reino de Portugal.
5) Revolução Liberal do Porto em 1820
a) Solicitação do povo português pela volta de Dom João (crise econômica e militar).
b) Dom João retorna e Dom Pedro é declarado Príncipe regente.
6) Dia do fico em 1822
a) D. Pedro não cede às pressões de retornar a Portugal e declara que fica no Brasil.
7) Declaração de Independência em 1822
a) D. Pedro proclama a Independência
b) Reconhecimento por parte dos EUA em 1823 - Doutrina Monroe
c) Reconhecida em 1825 por Portugal - Tratado do Rio de Janeiro - Tratado Luso-brasileiro, Trato
de Paz Amizade e Aliança).
d) Guerra da Independência ( Tropas Portuguesas em território brasileiro esboçaram reação).
(1) Sendo o Imperador o Comandante Supremo, Dom Pedro permitiu aos militares
portugueses e estrangeiros aqui instalados a possibilidade de comporem as Forças Armadas do Império,
destaca-se Emille Louis Mallet.
(2) Participação de populares, mercenários e ascensão do sentimento nacionalista
(3) Além disso, contratou o famoso Almirante Cochrane. (frota mercenária)
67
(4) Guerra na Bahia - 1823 - Contingente Português foi combatido pelo Exército Imperial.
Esse evento contou com TO naval e terrestre. Destaca-se a participação de Maria Quitéria, Alferes Luís Alves
de Lima e Silva e Lord Almirante Cochrane. A vitória foi de vital importância para que outros menores fossem
sufocados.
(5) Guerra no Maranhão e Piauí - 1823 - militares portugueses apoiados por populares foram
derrotados pelo Lord Cochrane.
(6) Guerra no Pará - 1823 - a fidelidade a Portugal mostrou-se sólida mas o Almirante
Cochrane debelou a resistência.
(7) Guerra na Cisplatina - Tropas portuguesas resistiram à independência do Brasil mas
foram vencidas.
e) Os políticos portugueses, junto com a volta de Dom João em 1820, colocaram o governo das
províncias sob controle direto de portugueses.
f) D. Pedro recorreu ao auxílio financeiro da Inglaterra e contratou o serviço de mercenários
ingleses que tiveram papel importante nos conflitos. (Lord Cochrane)
Conclui-se, parcialmente, que as tropas portuguesas estacionadas no Brasil esboçaram reação ao
processo de independência com apoio de populares, gerando óbices à consolidação do poder imperial de
Dom Pedro.

b. A Constituição de 1824 e os Partidos Políticos


1) Foi criada uma Assembléia Constituinte para confeccionar a 1ª Constituição Federal do Brasil.
2) Esta Assembléia confeccionou a “Constituição da mandioca”, onde o voto era censitário.
3) Desentendimentos entre D Pedro I e a Constituinte, sobre o seu poder perante o Legislativo e o
Judiciário, fizeram com que o imperador dissolvesse a Assembléia (com apoio do Exército) e outorga a CF de
acordo com suas ideias.
4) A Constituição de 1824 estabelecia, principalmente:
a) Monarquia constitucional e hereditária;
b) Voto censitário (renda mínima) e aberto;
c) Submissão da Igreja e Estado (Padroado e Beneplácito), sendo a católica sua religião oficial;
d) Quatro poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário e Moderador.
5) Surgiram dois grandes partidos imperiais:
a) O Conservador: reunia magistrados, burocratas, os grandes comerciantes e uma parte do
proprietários rurais (RJ, BA, PE).
b) O Liberal: reunia a classe média urbana, alguns padres e proprietários rurais de áreas menos
tradicionais (SP, RJ e MG).

Conclui-se, parcialmente, que a Constituição de 1824 foi marcada pela influência da aristocracia
rural e pelo autoritarismo, revelando mudança de governo sem alterações expressivas nos campos
econômicos e psicossociais.

c. A Confederação do Equador (1824)


1) A centralização do poder da CF/1824 causou insatisfação em muitos representantes políticos
2) Surgiu em Pernambuco um movimento anti-monarquista, liderados pelo Frei Caneca, que ficou
conhecido como Confederação do Equador.
3) RN, CE e PB se juntaram ao movimento
4) Causas:
a) crise econômica e altas cargas tributárias
b) Estopim: troca de governador
c) criar uma Constituição de caráter republicano e liberal
d) abolir a escravidão e organizaram forças contra as tropas imperiais.
68
e) Movimento separatista.
5) A dura reação imperial e o enfraquecimento interno do movimento levaram ao fim da
Confederação do Equador.
Infere-se, de forma parcial, que a Confederação do Equador revelou uma tentativa da decadente
aristocracia do açúcar romper com o Império Brasileiro, desafiando o poder de Dom Pedro com
consequente evolução das Forças Armadas Imperiais.

2. ASSUNTO 25: A reafirmação da ordem agrário-escravista


Objetivos:
Examinar as diferentes fases do Império: 1º. Reinado, Regências e 2º. Reinado .
Analisar os laços entre a crise militar e política na Europa (Época Napoleônica), destacando: a
estagnação do desenvolvimento português (considerando-se os tratados de comércio anglo-lusos) e
a Independência do Brasil .
Comparar as características econômico-sociais da colônia com as estruturas do Estado Imperial
brasileiro, concluindo sobre as continuidades ou rupturas dessas estruturas.

a. As Diferentes Fases do Império:


1) Primeiro Reinado
a) Período: 1822-1831

b) Aspectos Políticos
(1) Partidos Políticos:
(a) Partido Brasileiro
((1)) Corrente Liberal - Monarquia Constitucional
((2)) Corrente Conservadora - Supremacia do Imperador - absolutista
((3)) Corrente Republicana - Implantar a República
(b) Partido Português

(2) Assembléia Constituinte 1823 - Constituição da Mandioca


(a) Limites ao imperador - contrária ao absolutismo
(b) Voto Censitário - Limitava a participação popular
(c) Garantir a não-recolonização portuguesa

(3) Noite da Agonia 1823 - Dissolução da Assembléia


(a) Perda de poder político da aristocracia rural
(b) Fortalecimento do imperador
(c) Fortalecimento do Partido Português - absolutista

(4) Outorga da CF 1824


(a) 4 Poderes - centralizadora
(b) Províncias sem Autonomia
(c) Voto Censitário
(d) Senado vitalício
(e) Criação Conselho de Estado (diretamente subordinado ao Imperador)
(f) Indígenas e Escravos excluídos do conceito de cidadão
(g) Padroado/ Beneplácito - Submissão da Igreja ao Estado

(5) Confederação do Equador - Frei Caneca - 1824


(a) ideais antimonárquicos e descentralizadores

69
(6)
(7) (1825-28) - Guerra da Cisplatina - Perda da Província da Cisplatina - Uruguai
(8) Falecimento de D. João VI - Crise Sucessória Portuguesa - Tensões no Brasil
(a) Possibilidade de união - Reino Unido
(9) Morte de Líbero Badaró 1830
(a) principal opositor D. Pedro I
(b) aumentou a tensão política
(10) Queda do Rei absolutista francês em 1830 (último rei absolutista da Europa)
(11) Noite das Garrafadas 1831 (demonstração da baixa popularidade de D. Pedro)
(12) Dom Pedro I abdicou do trono em favor de seu filho em 1831.
(13) 1831- Lei Feijó "Lei para Inglês Ver" - Brasil iria proibir o tráfico negreiro em 3 anos
(14) Independência da Cisplatina

c) Aspectos Econômicos
(1) Inexistência de produto forte na pauta de exportação
(2) Crise Econômica (Declínio do açúcar, mineração algodão)
(a) Gastos com Guerras (Cisplatina, Conflito pelo trono em Portugal)
(b) Perda na Cisplatina
(c) Gastos com Questão Sucessória em Portugal
(3) Falência do Banco do Brasil 1829

d) Aspectos Militares
(1) Reação violenta contra a Confederação do Equador e Cisplatina
(2) Baixo efetivo do EB
(3) Necessidade de amadurecimento do EB
(4) Tropas mercenárias no combate às revoltas (Cochrane)

e) Aspectos Psicossociais
(1) Sentimento nacionalista antilusitano
(2) Descontentamento populacional
(3) Aumento da impopularidade do imperador - Noite das Garrafadas 1831 e Morte de
Badaró

f) Desafios
(1) Consolidar Autoridade
(2) Elaboração da Constituição Federal
(3) Reconhecimento da Independência no Exterior
(a) EUA - 1824 - Doutrina Monroe
(b) Portugal - 1825 - Tratado de Paz e Amizade

2) Período Regencial
a) Período: 1831- 1840
(1) Regência Trina Provisória - 1831
(2) Regência Trina Permanente - 1831- 1835
(3) Regência Una de Feijó - 1835-1837
(4) Regência Una de Araújo Lima - 1837-1840

b) Aspectos Políticos
(1) Partidos Políticos - Liberais X Conservadores
(2) Regências de 1831 a 1837 - Caráter Liberal
70
(3) Regência de Araújo Lima - Medidas Conservadoras
(4) Ato Adicional de 1834
(a) deu caráter mais liberal às províncias
(b) Autoriza a regência una
(c) Extinção do Conselho de Estado
(d) Suspensão do Poder Moderador
(e) Maior autonomia para as províncias - como se fosse monarquia federativa
((1)) Criação das Assembléias Legislativas das Província
(5) Anistia de presos políticos
(6) Readmissão do Ministério Brasileiro
(7) Ministério da Justiça
(8) 1831 - Criação da Guarda Nacional - coronelismo
(9) Divergências políticas - geraram revoltas populares
(a) Cabanos, Cabanagem, Malês, Farroupilha, Sabinada, Balaiada
(b) Eclosão de revoltas demonstrou instabilidade do Período Regencial
(10) Feijó renunciou
(11) Araújo Lima assumiu e implantou medidas conservadoras
(a) Lei Interpretativa do Ato Adicional - 1837-1840
((1)) Tirou a autonomia administrativa das províncias
(12) 1840 - Golpe da Maioridade

c) Aspectos Econômico
(1) Crise, fome, miséria

d) Aspectos Militares
(1) 1831 - Criação da Guarda Nacional - desconfiança no EB
(2) Revoltas (Cabanos, Cabanagem, Malês, Farroupilha, Sabinada, Balaiada)

e) Aspectos Psicossociais
(1) Segregação e desigualdade

3) Segundo Reinado
a) Período: 1840-1889
b) Aspectos Políticos
(1) Centralização política
(2) Partidos Políticos - Liberais X Conservadores
(3) Retorno do Poder Moderador e Conselho de Estado
(4) Nomeação de Presidentes de Províncias
(5) Revoluções Liberais de SP e MG de 1842
(6) 1845 - Bill Aberdeen
(a) Inglaterra poderia apreender qualquer navio que traficava escravos
(b) Desgastou diplomacia Brasil X Inglaterra
(7) 1847 - Parlamentarismo às avessas
(8) 1848 - Revolução Praieira
(9) 1850 - Lei Eusébio de Queiroz
(10) 1850 - Lei de Terras
(11) 1853 - Ministério da Conciliação
(12) 1862-1865 - Questão Christie
(13) 1871 - Lei do Ventre Livre
(14) 1873 - Partido Republicano Paulista
71
(15) 1881 - Lei Saraiva - Reforma Eleitoral -
(16) 1885 - Lei dos Sexagenários
(17) 1888 - Lei Áurea
c) Aspectos Econômicos
(1) Fortalecimento da economia cafeeira - riqueza e estabilidade do reinado
(2) Progresso econômico - café, transporte (Barão de Mauá)
(3) 1844 - Tarifa Alves Branco (protecionismo)
(4) 1860 - Tarifa Silva Ferraz
(5) Surtos industriais
(a) Fabricação de caldeiras e navios à vapor
(b) serviços de bonde e gás no RJ
(c) Bancos, empresas de navegação e estradas de ferro

d) Aspectos Militares
(1) Guerra de Oribe e Rosas - 1851-1852
(2) Guerra de Aguirre 1864-1865
(3) Guerra Tríplice Aliança - 1864-1870
(a) Fortalecimento do EB
(b) Destruição do Paraguai
(c) Endividamento brasileiro com Inglaterra
(d) Crise do Império
(e) participação escravos na guerra (promessa de alforria)
(f) surgimento de patronos militares

e) Aspectos Psicossociais
(1) Melhorias Sociais
(2) Imigrantes
(3) Medidas contrárias à escravidão
(4) Construção da nacionalidade brasileira
(a) Colégio Dom Pedro II - 1837
(b) Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - 1838
(c) Literatura
((1)) Romantismo
((2)) Indianismo - O Guarani 1857

f) Desafios
(1) Conter Rebeliões - Farroupilha/ Liberal/ Praieira
(2) Manter território nacional intacto
(3) Conquistar apoio das elites
(4) Consolidar o Estado Nacional
(5) Construir identidade e nação brasileira

b. Estrutura Econômico - Social


1) Camada Abastada
a) Grandes Proprietários de terra e de escravos
b) Grandes comerciantes
2) Colonizados
a) Escravos
b) Negros libertos
c) Mulatos
72
d) Caboclos
3) Camada Média - Insignificante
4) A permanência de D Pedro II no Brasil, como príncipe regente, encaminha o processo de
emancipação para uma direção que agradava as camadas dominantes - possibilidade de libertar o país de
Portugal sem muitos traumas.
5) Independência apenas Política, e não Social. Poucas alterações sociais
6) D. Pedro II herdou do seu pai o controle da máquina governamental, composta por diversos
instrumentos de poder.
a) a justiça
b) o controle da arrecadação e disposição dos impostos
c) efetivos armados regulares

c. Primeiros problemas agrícolas


1) Açúcar de beterraba (europeu) passou a concorrer com o açúcar de cana do Brasil
2) 1826 - redução da entrada de escravos, imposição da Inglaterra para reconhecer Independência
3) 1827, o governo assinou um tratado comercial muito semelhante ao de 1810 - Privilégios
alfandegários aos Ingleses
4) Aumento dos Gastos - Grande inflação - implantação do Estado
5) 1829 foi decretada a falência do Banco do Brasil (Retornou em 1853)

d. O surto cafeeiro e a integração aos circuitos comerciais mundiais


1) até 1830 - 4º produto (Açúcar, Algodão, Couros/pele), na década de 30 virou 1º
2) 1830 a 1870 - Grande Produção no Vale do Paraíba (terra fértil, porto RJ, transporte, emprego)
a) Produção com mão-de-obra escrava
3) 1870 - Esgotamento do Solo no RJ/ Redução da influência nordestina na economia nacional
a) não significou, entretanto, a diminuição da produção nacional.
b) O café migrou para o Sul de Minas Gerais e o Oeste de São Paulo, o que garantiu a expansão da
produção. Atingiu no final da década de 70 - 60% das exportações BR
c) 1880-1889 - café 65%, borracha 15%, dominando a pauta de exportações brasileiras
d) de 1820 a 1900 escalada do café e borracha, e decadência do açúcar, algodão, couros/pele
e) exceção a década de 1860 que a exportação de algodão subiu 3x (Guerra Secessão EUA)
4) O Crescimento do café se aproveitou da estrutura econômica da mineração
a) Mão-de-obra escrava
b) Uso dos animais de tração para transportar as sacas de café
c) Desenvolvimento do Porto do RJ - Exportação do Café
5) Desenvolvimento promovido pelo Café
a) Diferenças do Açúcar
(1) Produção de baixa capitalização, porém com uma estrutura mais integrada do que a
açucareira
(2) Não tendeu à auto-suficiência, como os engenhos de açúcar
(3) Não se isolou
(4) Fomentou a criação de Vilas (Vassouras - RJ) no interior
(5) Ampliou o comércio lindeiro
b) Semelhanças com o Açúcar
(1) grande propriedade monocultora,
(2) mão-de-obra escrava,
(3) produção voltada para o mercado externo.
6) Surgimento dos Barões dos Café (1860)
a) Guarda Nacional - Exército particular - Surgimento da figura do Coronel (1831)
7) Pressões internacionais sobre o tráfico negreiro
73
a) Tratado entre Brasil e Inglaterra - (1826) colocaria o tráfico na ilegalidade em até 3 anos
b) Lei Bill Aberdeen (1845) - Tráfico se tornou ilegal e seria fiscalizado e julgado pela Inglaterra
8) Levou a superação da Crise Financeira em 1861

e. A mão-de-obra escrava
1) A economia brasileira dependia da mão-de-obra escrava. (AF1-2020)
2) Lucratividade do tráfico negreiro. (AF1-2020)
3) 1810 - Tratado da Aliança - Brasil e Inglaterra - abolir o tráfico de escravos. Tornou ilegal o
tráfico em áreas da África. (AF1-2020)
4) A mão-de-obra escrava sustentava as exportações. (AF1-2020)
5) Reconhecimento da Independência pela Inglaterra - a partir de 1831, a importação de escravos
seria proibida. (AF1-2020)
6) Lei Feijó (Lei para Inglês ver) - proibia o tráfico e tornava livre todos os escravos
desembarcados no Brasil. (AF1-2020)
7) 1845 - Lei Bill Aberdeen - obrigavam os navios negreiros brasileiros a serem detidos por
cruzadores ingleses e enviados às cortes judiciais britânicas. Tal fato tornou mais difícil as relações
diplomáticas entre o Brasil e a Inglaterra.(AF1-2020)
8) A escravatura fazia parte do cotidiano brasileiro (Psicossocial) (AF1-2020)
9) Lei Eusébio de Queiroz - Proibição do Tráfico Negreiro no Brasil (1850) - Consequências
a) Melhoria da Mão -de-obra (Participação da mão-de-obra do Imigrante, + especializado)
b) Aumento do tráfico interno (Vindo do Nordeste - Ligação com sua perda de importância
econômica)
c) Aumento da imigração
10) Mão-de-obra da Borracha (Contribuiu para a redução da mão-de-obra para o café)
11) Lei de terras (1850) - Tentou reduzir a imigração, mas não obteve sucesso
12) Maior parte da elite brasileira opunha-se à abolição da escravatura - principal atividade
econômica dependia dos escravos. (AF1-2020).
13) 1865 - Isolamento do Império - Após abolição da escravatura de Cuba e Porto Rico - único país
independente da América a admitir o trabalho escravo.(AF1-2020)
14) 1871- Lei do Ventre Livre - emancipava crianças recém-nascidas de escravas.(AF1-2020)
15) Apoio do Exército Imperial à abolição (AF1-2020)
a) Contra a perseguição aos escravos fugitivos - Clube Militar (Deodoro)
b) Escravos lutaram na Guerra da Tríplice Aliança.
16) 1885 - Lei do Sexagenário
17) 1888 - Lei Áurea (AF1-2020)
18) Imigração
a) Unificação da Itália e Alemanha
b) Restrições dos EUA contra a imigração
c) Instabilidade na Europa (Primavera dos povos, instabilidade nos Estados Absolutistas Europeus)
d) Problemas enfrentados
(1) a falta de apoio governamental,
(2) a reduzida demanda por trabalhadores assalariados,
(3) o isolamento (Sistema de Colônias)
(4) as dificuldades de interação com o mercado regional
e) Mudança do sistema de imigração (1847) - Sistema dos imigrantes "enganados" - exploração do
imigrante.
f) Nova modificação na imigração (1860) - Imigração Subvencionada - Público e Privado passaram
a dividir as despesas das viagens e custeio do 1o ano de trabalho - Colonato.

74
f. Comparação das Características Econômico-Sociais da colônia com as estruturas do Estado Imperial.
Continuidades e Rupturas

FATOR POPO BRASIL COLÔNIA BRASIL IMPÉRIO

Sociedade, Sociedade baseada na escravidão de


comunidade, e negros
sociedade civil
organizada

Estrutura e Mobilidade Elites agrárias/ crescimento da classe


Social média (jornalistas/comerciantes) -
queriam maior participação política

Equilíbrio e Conservadores X Liberais


desequilíbrio sociais

Movimentos Sociais Rebeliões Nativistas: Beckman 1684/


Emboabas 1708/ Mascates 1710
Revoltas Coloniais: Conjuração Mineira
1789/ Conjuração Baiana 1798/
Revolução Pernambucana 1817

Migrações Movimentos para o Nordeste Aumento de imigrantes europeus,


Interiorização - mineração árabes, japoneses...
Nordeste - Sudeste

Energia Investimentos na Era Mauá

Transportes Criação de ferrovias

Circulação econômica Tarifa Alves Branco (Taxação de


produtos importados) - 1844

Extrativismo Pau-Brasil 1500-1534


Ciclo do Ouro: Apogeu 1750-1770

Estrutura Fundiária Plantation (Cana-de-açúcar) - mão-de- Plantation (Café) - intensifica a mão-de-


obra escrava obra escrava

Cidades Capital - Salvador/ 1763 - RJ RJ centro político-administrativo

Agricultura Exploração da Cana-de-açúcar Declínio da cana e Fortalecimento do


Início do Ciclo do Algodão e Café Café

Indústria 2 Surtos Industriais

Comércio Polo comercial da cana-de-açúcar em Polo comercial do café no Vale do


Salvador e Olinda. Paraíba (facilidade de escoamento para
Mineração em Minas, portos e existências de condições
desenvolvimento de São Paulo, Rio e favoráveis para o cultivo - altitude e
Minas clima) - altera o centro comercial
nacional (Centro-Sul)

Mercado Mercado dependente das exportações Mercado dependente das exportações

Educação Alto grau de analfabetismo Alto grau de analfabetismo


75
Força de Trabalho Indígena Escrava, imigrantes assalariados e
Escrava africana Assalariados em 1888

Finanças Públicas Crise econômica pós Guerra do


(tributos) Paraguai
Aumento de taxas para importações

Doutrinas Econômicas Mercantilismo Capitalismo incipiente

Políticas Econômicas Pacto Colonial/ Abertura Comercial


exclusivo comercial

3. ASSUNTO 26: A Política Administrativa do Império


Objetivos:
Compreender as estruturas políticas, econômicas e sociais do Império
Compreender a situação das Forças Armadas no cenário nacional, após a criação da Guarda Nacional

a. O Exército, a Guarda Nacional e a política imperial


1) 1º Reinado - O Exército tinha papel importante na Administração Pública, com oficiais em diversos
cargos do governo.
2) Período Regencial - o Exército perdeu o prestígio e passou a ser visto com desconfiança devido às
participações de oficiais em revoltas populares. Ex.: Farroupilha.
3) 1831 - O Ministro da Justiça, Padre Diogo Antônio Feijó, criou a Guarda Nacional que atendeu aos
interesses das oligarquias agrárias (preservação dos latifúndios e da escravidão) e reprimiu as revoltas,
servindo como instrumento policial para a garantia da lei e da ordem pública.
4) Feijó diminuiu os efetivos militares e a influência dos oficiais no governo.
5) A política imperial
a) Forma de governo: monarquia.
b) Sistema de governo: parlamentarismo às avessas, no segundo reinado
c) Forma de Estado: unitária (centralização política e controle sobre as províncias)
d) Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador (assessorado pelo Conselho de Estado).
6) 1847 - Decreto Imperial criou o Presidente do Conselho de Ministros (1º Ministro), a ser indicado pelo
Imperador, para exercer o Poder Executivo.
a) O 1º Ministro indicava os demais ministros para compor o Ministério.
b) O Ministério seria submetido à aprovação da Câmara.
c) Caracterizou o Parlamentarismo às Avessas, pois o 1º Ministro era indicado pelo imperador e
não pelo conselho
7) Em caso de impasse, o Imperador, invocando o Poder Moderador, podia dissolver a Câmara e convocar
novas eleições legislativas ou demitir o Ministério.
8) Os Partidos Liberal e Conservador disputaram o Ministério e se revezaram no poder, revelando
interesses comuns entre si e em relação ao Imperador (grandes proprietários de terras e escravos).
CP: O Poder Executivo ficava nas mãos do Imperador, facilitando a centralização político-
administrativa e fortalecendo a autoridade do governo. Os partidos antagônicos possuíam comum interesse em
se manter no poder e manter a estrutura política.

b. A administração pública e o sistema eleitoral

76
1) Constituição de 1824:
- Eleitores: homens maiores de 25 anos com renda (censitário)
- Voto indireto para deputados
- eleitores de paróquia: voto censitário de 100 mil réis e elegiam o colégio eleitoral (os eleitores de
província)
- eleitores de província (200 mil réis) votavam nos deputados.
- Senadores escolhidos pelo Imperador
- Imperador escolhia presidentes das províncias
- condições para eleger-se deputados (renda de 400 mil, católicos e naturais. Libertos não)

2) Ato adicional de 1834:

-estabeleceu a regência Una, eleita por voto popular (4 anos)


-Parlamentarismo às avessas (APD 1847):
BRA - Imperador indica 1º Min (Chefe do Conselho de ministros) >>> 1º Min escolhe Gabinete
de Ministros que deve ser referendado pelo Congresso>>> Caso negativo, o Imperador demite
Ministério ou dissolve a Câmara >>> na prática Imperador tinha o controle sobre os poderes
Executivo e Legislativo
3) 1844 - Tarifa Alves Branco - aumento das taxas sobre produtos importados.
- estimulou a produção de itens no Brasil (velas, sabão e tecidos)
4) 1850 - Lei Eusébio de Queiroz - extinção do tráfico de escravos (adequação à Lei Bill Aberdeen da
Inglaterra - 1845)
5) Primeiro Código Comercial - definia os tipos de companhias que podiam se instalar no Brasil.
Influenciou o Surto Industrial.
6) 1850 - Lei de Terras - estabelecia a compra como a única forma de acesso à terra.
7) Investimentos em estrutura no Império:
- bancos, caixas econômicas, companhias de seguro, empresas industriais e companhias de
colonização.

8) Lei Saraiva (reforma eleitoral de 1881):


77
- proibiu o voto de analfabetos (censo literário)
- eleições diretas para todos os cargos eletivos do Império: senadores, deputados à Assembleia
Geral, membros das Assembleias Legislativas Provinciais, vereadores e juízes de paz.
- poderiam se eleger: imigrantes, não católicos e com renda não inferior a duzentos mil réis.
- eleitores representavam assim menos de 1,5% da população.

4. ASSUNTO 27: Crise e consolidação do Império


Objetivos:
Interpretar o sistema político do Império .
Compreender os conflitos internos e a reação do governo central .

a. Período Regencial (1831-1840)


1) Com a morte de D. João VI, Dom Pedro I abdica do trono português em favor de sua filha, de 7
anos, cabendo a seu irmão, Dom Miguel, conduzir o Reino até a maioridade. Dom Miguel tenta assumir
definitivamente o trono de Portugal e D. Pedro entra em conflito, despendendo recursos da coroa.
2) No Brasil, sem apoio popular devido ao autoritarismo, ocorre a "Noite das Garrafadas".
Conflitos entre civis, motivado pela insatisfação com Dom Pedro I.
3) Dom Pedro I, abdica do trono em favor de seu filho Pedro de Alcântara, de 5 anos, e nomeia
José Bonifácio como seu tutor. Até a maioridade, o Brasil foi governado por Regentes;
4) Regência Trina provisória (Abril a Julho de 1831)
a) Nicolau de Campos Vergueiro
b) José Joaquim de Campos
c) Brigadeiro Francisco de Lima e Silva.
5) Regência Trina permanente (1831 -1835)
a) José da Costa Carvalho
b) Bráulio Muniz
c) brigadeiro Lima e Silva
d) Padre Feijó, nomeado Ministro da Justiça, criou a Guarda Nacional em 1831. A intenção era
diminuir a influência do EB, pois a maioria dos oficiais de alta patente era portuguesa.
e) 1834 - Ato Adicional à Constituição do Império - políticos moderados reformam a Carta Magna.
Regência passou a ser exercida por uma pessoa, com mandato de 4 anos.
6) Regência Una (1835-1840)
a) Padre Diogo Antônio Feijó (1835-1837): Tentou conciliar interesses divergentes da oposição.
Houve a eclosão de inúmeras revoltas e rebeliões separatistas que ameaçaram a unidade territorial e levaram
Feijó a renunciar em 1837.
b) Pedro Araújo Lima (1837-1840): suprimiu a autonomia política das províncias e fortaleceu o
poder central (Lei Interpretativa do Ato Adicional - 1837). A Guarda Nacional, a controle dos grandes
proprietários de terra, foi colocada no poder central. As revoltas e rebeliões provinciais foram duramente
reprimidas.
c) Golpe da Maioridade: Dom Pedro II com 14 anos - Declaração da Maioridade

b. Os conflitos internos
1) Revolta dos Cabanos - Cabanada (1832 e 1835)
a) Pernambuco
b) Cabanos: Pequenos proprietários rurais, trabalhadores do campo, escravos e índios
c) Buscou a volta do Imperador (volta às condições anteriores)
d) Descontentamento com as mudanças implementadas pelos Regentes não compreendidas pela
população rural
e) Apoio de restauracionistas do Rio de Janeiro e comerciantes de Recife
78
f) Neutralizada por tropas imperiais

2) Cabanagem (1835-1840) - Pará


a) Antecedentes
(1) população paraense era marcada por forte sentimento liberal anti-lusitano
(2) extrema pobreza em que vivia a população paraense (indígenas e mestiços em
particular)
b) A Revolta
(1) mesmo com a independência, a elite mercantil de origem portuguesa se manteve no
controle político e econômico da região
(2) desentendimento a respeito da nomeação do presidente da província
(3) Pará se declarou independente depois que uma tropa formada por negros e mestiços
tomou Belém.
(4) A ausência de organização política levou à derrota da rebelião potencializada pelo
bloqueio do Rio Amazonas.

3) Sabinada (1837-1838) - Salvador


a) Antecedentes
(1) A Bahia foi palco de uma série de revoltas urbanas
(2) grande presença de escravos em Salvador
b) A Revolta
(1) Liderança: Sabino Barroso - professor da Escola de Medicina de Salvador
(2) Apoio da classe média e comerciantes de Salvador
(3) Apoiavam as ideias federalistas e republicanas de Sabino
(4) Os escravos nascidos no Brasil que aderissem a Revolução Sabinista seriam libertos
(5) A revolta foi derrotada após cerco a cidade de Salvador
(6) Descontentamento com o recrutamento para a Revolução Farroupilha
(7) Saldo de 1800 mortos

4) Balaiada (1837- 1840);


a) Antecedentes - crise econômica algodoeira
(1) O Maranhão era regido por 2 partidos
(a) Ben-te-vis - Liberal
(b) Cabanos - Conservadores
(2) As medidas adotadas por conservadores para ampliar os poderes dos prefeitos
aumentou as desigualdades sociais
b) A Revolta
(1) Local: Maranhão. Posteriormente se estendeu ao Piauí
(2) Motivação: luta contra as injustiças praticadas pelas elites políticas
(3) Lideranças:
(a) Revoltosos: Manuel Francisco dos Anjos - Artesão (balaio)
(b) Forças Imperiais: Luís Alves de Lima e Silva - Barão de Caxias
(4) Principais Acontecimentos:
(a) tomada da Vila de Caxias pelos revoltosos
(b) 1840 - Caxias, Comandante das Armas da Província, assume o comando das tropas (MA,
CE e PI)
(c) Criação da Divisão Pacificadora - Cerco das principais cidades dos revoltosos
79
5) Revolta dos Malês (1835)
a) Antecedentes:
(1) Presença de escravos negros, de origem islâmica, nos empreendimentos canavieiros
(2) 40% da população de Salvador era de escravos
(3) Os escravos desempenhavam outras atividades econômicas (pedreiros, alfaiates) o que
possibilitou a organização do movimento
b) A revolta:
(1) Local: Salvador
(2) Motivação:
(a) Implantação de monarquia islâmica, fim do catolicismo, assassinato e confisco dos bens
de brancos e mulatos, escravidão dos não muçulmanos (brancos, mulatos e negros)
(3) A revolta foi descoberta um dia antes e o policiamento foi intensificado por ordem do
prefeito de Salvador. Em menos de 24h a rebelião foi debelada
(4) Consequências
(a) Motivou outros levantes abolicionistas no país
(b) Gerou um paradoxo: Eram uma ameaça a estrutura social vigente, porém eram
importantes economicamente
(c) Receio do Haitianismo

6) Revolução Farroupilha (1835-1845)


a) Lideranças: estancieiros ricos criadores de gado; Bento Gonçalves, Giuseppe Garibaldi e Davi
Canabarro;
b) Causas:
(1) Pesados impostos devidos ao governo central;
(2) Os revoltosos queriam autonomia e até a separação. Essas antigas reivindicações eram
defendidas no Rio Grande do Sul tanto por conservadores, quanto por liberais;
(3) Economia agroexportadora e pecuária RS,
(4) Manifesto do Bento Gonçalves
(5) Simpatia popular pela República e Federalismo
c) Apesar da magnitude, não uniu toda a população gaúcha. Porto Alegre e os charqueadores que
dependiam do comércio com a capital da província apoiaram o governo central.
d) Consequências:
(1) RS era de extrema importância para o Império, que acabou cedendo e taxando em 25% o
Charque importado;
(2) Após a Batalha de Porongos, revoltosos secretamente se renderam;
(3) Paz do Ponche Verde - Caxias (1845)
(4) Anistia geral com incorporação de militares revoltosos ao Exército Imperial
(5) Devolução de terras
(6) Restabelecimentos de franquias do CHARQUE
(7) Reintegração do RS ao Império.
(8) Fortalecimento do poder militar
(9) Desenvolvimento da capacidade militar
(10) Taxação do Charque importado (25%)
E Daí? O Poder central cedeu para apagar o sentimento separatista gaúcho, visando seu apoio em futuros conflitos na
região do Prata

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7) As Revoltas Liberais de 1842 (Minas Gerais e São Paulo)
a) Causas:
(1) Ato Adicional de 1834, que deu maior autonomia às províncias e fez do Brasil uma monarquia
federativa. Lei interpretativa retirou essa autonomia;
(2) Disputas entre conservadores e liberais, em Minas (Ouro Preto, Barbacena, São João Del Rei) e
em São Paulo (Sorocaba, Itu, Porto Feliz, Faxina, Capivari, Curitiba), conduziram à crise;
(3) Em Minas, Os liberais visualizaram a derrubada do Gabinete de Ministros conservadores, sob o
argumento de indícios de autoritarismo;
(4) Em São Paulo, o pretexto foi a substituição do Presidente da Província, Rafael Tobias de Aguiar,
a manutenção do Comandante-das-Armas e o adiamento da abertura das câmaras legislativas;
(5) Em 17 de maio de 1842, estourou a revolução em Sorocaba, cuja Câmara proclamou Tobias de
Aguiar e o ex-regente do Império, o Padre Feijó, presidente e vice-presidente interinos de São Paulo;
(6) Em 10 de junho de 1842, estourou a revolta de Barbacena, cuja Câmara aclamou presidente
interino de Minas, o coronel José Feliciano, futuro Barão de Cocais. Os motivos foram os mesmos que determinaram a
revolta de Sorocaba;
b) Desfecho: Caxias recebeu carta branca para neutralizar as duas revoltas.

8) Revolução Praieira (entre 1848 e 1850) - última revolta do Império.


a) Local: Província de Pernambuco, caráter liberal e federalista;
b) Causas: - Jornal “Diário Novo” fomentou os ideais liberais revoltosos
(1) Senado era dominado pelo partido conservador;
(2) Senadores - vetaram a indicação, para uma cadeira do Senado, do liberal pernambucano
Antônio Chinchorro da Gama;
(3) Os pernambucanos também estavam insatisfeitos com:
(a) falta de autonomia política das províncias (nomeação de conservador);
(b) concentração de poder nas mãos da monarquia;
c) Reivindicavam:
(1) independência dos poderes e fim do Poder Moderador;
(2) voto livre e universal;
(3) nacionalização do comércio de varejo;
(4) liberdade de imprensa;
(5) reforma do Poder Judiciário;
(6) federalismo;
(7) fim da lei do juro convencional;
(8) fim do sistema de recrutamento militar.
9) A rebelião foi derrotada pelas forças oficiais no começo de 1850. Muitos revoltosos foram mortos nos
combates. Os líderes e revoltosos foram presos e julgados, embora tenham sido anistiados no ano seguinte.

c. Atuação de Caxias
1) Pacificador
2) Presidente da província e Comandante das Armas (Carta Branca)
3) atuação legalista
4) deslocamento imediato
5) Manifesto concitando a rendição (Dava a Chance de se entregarem)
6) Capacidade Administrativa

5. ASSUNTO 28: A política externa do império


Objetivos:
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Apresentar os reflexos dos conflitos em que o Brasil se envolveu na região platina, correlacionados
com os antagonismos e interesses das nações sul-americanas.

a. A polarização na Região Platina e a influência britânica


1) Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai herdaram as desavenças entre Portugal e Espanha da
época da Colônia do Sacramento - 1821 D João VI anexa a Província da Cisplatina, fazendo com que a
província se tornasse independente junto com o Brasil em 1822.
2) O Brasil buscava a livre circulação na bacia do rio da Prata para garantir a ligação entre o RJ e o
MT. Para tal o Império adotou uma política intervencionista, participando das guerras da Cisplatina, Oribe e
Rosas, Aguirre e da Tríplice Aliança.

b. Guerra da Cisplatina (1825-1828)


1) Causas
a) Dom João anexou a Cisplatina em 1821, pois temia que a Argentina o fizesse.
b) O movimento de libertação da Cisplatina foi apoiado pelas Províncias Unidas do Rio da Prata
(hoje Argentina), que desejava anexá-la.
2) Fatos
a) Combates inconclusivos entre Brasil e Argentina.
b) Em 1828, é assinado o Tratado de Paz, mediado pela Inglaterra, criando um país independente,
a República Oriental do Uruguai.
c) Influência inglesa
(1) Acordo de 1828 - O Brasil só poderia atacar a Argentina seis meses após informar a
Inglaterra.
(2) Inglaterra assina acordos com a Argentina visando acabar com os conflitos platinos, sem
sucesso (1847-1848)
(3) Refúgio a Rosas na Inglaterra.

3) Consequências
a) Independência da República Oriental do Uruguai.
b) Inglaterra obteve livre circulação no estuário do Rio da Prata.
c) Desgaste econômico do Império.
d) Aumento da desconfiança dos países vizinhos com relação à postura expansionista do Império.

c. Guerra contra Oribe e Rosas (1851-1852)


1) Causas
a) Argentina e Uruguai se uniram para retomar o Vice Reinado do Prata
(1) O Brasil perderia a influência na região do Prata
(2) Poderia prejudicar o acesso ao MT
b) Divergências políticas no Uruguai entre Blancos (Apoio da Argentina e representados por
pecuaristas) e Colorados (Apoio do Brasil e representados pela burguesia)
c) Coronel Bento Gonçalves, militar brasileiro, apoiava os blancos de Lavallejas (também apoiado
pelos Argentinos) com homens e munição. Em 1843, Bento invade o Uruguai juntamente com Lavalleja.
d) A Argentina demonstra querer retomar o Vice Reinado do Prata incluindo o RS.
e) Conflito entre Oribe e Rivera.
f) Brasil reconhece a independência do Paraguai, em 1844, e em 1850 Rosas recebe autorização
do Parlamento Argentino para anexar o Paraguai.
g) Rivera, opositor de Oribe, toma Montevidéu com o Ap do Brasil. A Argentina contra-ataca e
recupera a capital para Oribe.
h) As províncias de Corrientes e Entre Rios revoltam-se contra rosas e aliam-se ao Brasil.
2) Fatos
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a) Conde de Caxias marcha sobre o Uruguai e destitui Oribe.
b) Nova aliança é feita com o novo presidente uruguaio.
c) Brasil, Uruguai e as províncias revoltosas se unem e derrubam Rosas em 1852 na Batalha de
Montecaseros.
3) Consequências
a) O Império passou a ser visto como imperialista pelos Vizinhos.
b) Assegurou a independência do Uruguai e Paraguai.
c) Evitou a execução do plano de Rosas de anexar o RS.
d) Fortalecimento da Monarquia.
e) Abertura dos rios platinos ao Paraguai, possibilitando o recrutamento de técnicos europeus e
especialistas brasileiros, assim como a compra de tecnologia bélica do exterior.
f) A divisão política da Arg - De 1854 até 1862, a Argentina esteve dividida em dois países rivais
que lutavam para se subjugar um ao outro. De um lado, os federalistas da Confederação
Argentina, e do outro, os unitaristas de Buenos Aires sob Bartolomé Mitre. Os conflitos
armados entre ambos se extinguiram com a vitória dos unitaristas sobre os federalistas na
Batalha de Pavón em 1861, que resultou na incorporação da Confederação Argentina a Buenos
Aires, formando como consequência a República Argentina em 1862, tendo Mitre como seu
primeiro presidente. Esse defendeu os colorados no Uruguai e a livre circulação no rio da Prata
(ap aos ideais do Império).
g) Acerto dos limites entre Bra e Uru. O Brasil cedeu território ao Uruguai.
h) Assinatura do Tratado da Amizade, Comércio e Navegação.
i) regulamento as relações entre Bra e Arg

d. Guerra contra Aguirre (1864-1865)


1) Causas
a) Instabilidade política no Uruguai (blancos e Colorados)
b) Tensões entre Brasil e Uruguai
(1) represálias contra brasileiros residentes no uruguai;
(2) violações da fronteira brasileira - atentado a nossa soberania;
(3) Atq a estâncias gaúchas realizados por uruguaios;
(4) Devolução de correspondência diplomática Brasileira por Aguirre
(5) Indiferença de Aguirre com a situação, negando-se a pagar pelos prejuízos causados nas
propriedades brasileiras, após solicitação de reparação feita pelo Brasil por meio da Missão Saraiva.
2) Fatos
a) O Brasil invade o Uruguai apoiado pelos colorados.
b) Gen Mena Barreto cerca Montevidéu e Almirante Tamandaré ocupa posição diante da capital
(1864).
3) Consequências
a) Estb Gov provisório no Uruguai.
b) Pagamento das indenizações.
c) restituição de propriedades brasileiras na fronteira.
d) Motivou Solano Lopes a apreender o navio Marquês de Olinda.
e) Assegurou a participação uruguaia a favor do Brasil na Guerra da Tríplice Aliança.

e. Guerra da Tríplice Aliança (1864-70)


1) Causas
a) Busca paraguai de acesso ao mar.
b) Solano Lopes foi contrário à intervenção brasileira no Uruguai. O Brasil defendeu Venâncio
Flores, líder colorado, em 1864, enquanto o Paraguai apoiava os blancos.
c) O Paraguai aprisiona o navio brasileiro Marquês de Olinda, em 1864.
83
2) Fatos
a) Solano Lopez invade o Brasil e conquista o Forte Coimbra, em 1865.
b) A tentativa brasileira de repelir os paraguaios foi frustrada, levando a retirada da Laguna.
c) Tratado da Tríplice Aliança, em maio de 1865, entre Bra, Uru e Arg para combater Solano Lopes.
d) Batalha do Riachuelo (1865) - ponto de inflexão, pois concedeu o domínio das águas do rio
Paraná ao Brasil.
e) Ações de Caxias (1866 - 1869)
- reorganizou hospitais e depósitos.
- adquiriu cavalos e mulas.
- intensificou a instrução de quadros.
- melhorou as comunicações (uso de balões de Obs e de instalações elétricas)
- buscou elevar o moral da tropa: casas de teatro, casas de diversão, igrejas e instituiu a
Chefia de Polícia.
- 2ª Batalha de Tuiutí
- Manobra de Humaitá
- Construção da Estrada do Chaco
- Conquista da Ponte de Itororó
- Combate do Avaí
f) Batalha de Tuiuti (1866) - foi a maior batalha campal da América do Sul, na qual o EB saiu
vitorioso.
g) Morte de Solano Lopes (1870)
3) Consequências
a) Apoio do EB aos ideais abolicionistas, pois os negros lutaram na guerra.
b) Fortalecimento da ideia da República
c) Fortalecimento do Exército
d) Valorização do Exército perante a sociedade

f. A Questão Christie (1862-1865)


1) Três fatos em um
a) Desentendimento de marujos da fragata inglesa Emerald com soldados brasileiros no RJ (1860)
b) O saque da carga do navio inglês Prince of Wales, que naufragou no RS (1861)
c) O desacato de 3 oficiais ingleses a um policial no RJ em 1862
2) Fatos
a) O representante da Coroa inglesa, Christie, exigiu indenizações ao Império pela carga roubada
e explicações pelos desentendimentos.
b) O Imperador negou.
3) Consequência
a) Rompimento das relações entre o Império e a Coroa inglesa.

E daí? Demonstração de soberania do Brasil.

6. ASSUNTO 29: Economia e trabalho em transição


Objetivos:
Analisar a questão da escravidão e o fim do tráfico negreiro, concluindo sobre os seus impactos na
economia e nas políticas interna e externa do país

a. Antecedentes;
1) 1807 - Slave Trade Act - Proibição inglesa de comércio escravo (EUA no mesmo ano)
a) Interesse econômico (questão do açúcar das colônias nas Antilhas, mão-de-obra livre mais cara)
84
2) 1826 - Convenção Anglo Brasileira contra o Comércio Escravocrata (Tratado)
a) gerou animosidade com a Câmara e as elites agrárias
3) 1831 - Lei feijó-Barbacena (“para inglês ver” proibiu importação, pouca eficácia)
4) 1845 - Slave Trade Suppression Act - Bill Aberdeen - permitia a Royal Navy destruir navios.
a) Entre 1845-51 foram apreendidas e destruídas 368 embarcações escravocratas brasileiras
b) Causou diversas crises diplomáticas com os países do Atlântico.

b. A Lei de Terras e a Lei Eusébio de Queirós (1850)


1) Lei Eusébio de Queirós - Proibição do tráfico de escravos para o Brasil
a) Resultou na redução desse lucrativo negócio (impacto na economia)
b) Aumento do tráfico interno de escravos, pcp R N-NE para Centro-Sul (impacto na economia)

2) Lei de Terras - rápida reação a Lei Eusébio de Queirós (impacto na política interna)
a) Terras não eram mais doadas, eram vendidas
b) Normatizou a posse de terras e seu registro
c) Objetivo de impedir a posse de terras aos imigrantes que chegavam para trabalhar

c. Do escravismo à mão-de-obra livre


1) Lei Rio Branco ou Lei do Ventre Livre (1871) (impacto na política interna)
a) Filhos de escravas pertenciam aos donos das escravas até os 8 anos, sendo libertados mediante
indenização ao dono ou eram explorados até os 21 anos
(1) Era cumprida nos grandes centros e desprezada no interior
(2) Tornava o processo de abolição lento

2) Lei dos Sexagenários (1885) (impacto na política interna)


a) Liberdade aos escravos que completassem 60 anos
b) Poucos chegavam a essa idade
c) Pouco efetiva no processo de abolição

3) Tentativa de acelerar o processo de abolição da escravidão (impacto na política interna)


a) Comícios, conferências e criação de sociedades secretas para transformar a opinião pública
b) Abolicionistas: Rui Barbosa, Chiquinha Gonzaga, Joaquim Nabuco

4) Campanha de Perseguição de escravos fugidos


a) Organizada por grandes fazendeiros
b) Petição de Deodoro da Fonseca recusando a participação do Exército nessa tarefa (impacto na
política interna)

5) Abolição da Escravidão (impacto na política interna)


a) 1887 - D Pedro II, se afasta para tratar de doença na Europa
b) Princesa Isabel passa a exercer a função de Regente (influenciada pelos ideais abolicionistas)
c) Grande quantidade de escravos já eram livres o que gerava medo de uma revolução total de
escravos, como ocorrida no Haiti
d) 1888 - Assembléia Nacional (RJ) - votou pela abolição
e) 13 Maio 1888 - Princesa Isabel assina a abolição da escravidão - Lei Áurea
f) Impacto:
(1) Diminuição do apoio da aristocracia rural escravocrata ao regime monárquico.

d. A imigração
1) Desenvolvimento da economia cafeeira e abolição da escravidão
85
a) Intensificou a imigração de não portugueses a partir de 1818
b) 1819 - Suíços - Nova Friburgo (RJ)
c) 1824 - Alemães - RS e SC
d) Eslavos (Ucrânia e Polônia) - PR
e) Turcos e Árabes - AM
f) Italianos - SP
g) Japoneses - SP (Navio Kasato Maru -1908)
h) Finlandês em Penedo
i) Atualmente: coreanos e chineses
j) Abolição da Escravidão - 1888 - incentivo do governo à imigração para substituir os escravos
(impacto na política)
(1) Chegada de italianos e alemães para as fazendas de café em SP e zona rural no Sul
(2) 1908 - chegada de japoneses para o Oeste paulista
(3) Desenvolvimento de negócios (impacto na economia)
(a) Artesanato
(b) Policultura
(c) Madeireira
(d) Borracha
(e) Vinicultura

2) Cultura
a) Importância da imigração na formação da cultura brasileira
b) Incorporação de características trazidas pelos imigrantes
(1) Idioma
(2) Culinária
(3) Técnicas Agrícolas (impacto na economia)
(4) Música

7. ASSUNTO 30: O Fim do Império


Objetivos:
Analisar o isolamento da Monarquia e sua posterior queda, relacionando-a com as “Questões Militares”,
as “Questões Religiosas”, a Questão Sucessória e a Abolição da Escravatura .

a. A questão sucessória
1) Motivos da queda do Império:
a) crise econômica devido Guerra da Tríplice Aliança (realização de empréstimos pelo Governo
Brasileiro);
b) Questão Militar;
c) Questão Religiosa (Igreja vs Maçons);
d) Descontentamento de elites agrárias com o fim da escravidão;
e) Crescimento da classe média;
f) A modernização trazida pela “Era Mauá” - Império passou a ser visto como ultrapassado;
g) Mentalidade empresarial do Oeste Paulista (cafeeiro);
h) PRP (1873) - disseminação ideais republicanos (O Jornal do Povo e a Gazeta da Noite);
i) Manifesto Republicano (1870) - políticos e militares divulgando ideias republicanas. - Jornal “ A
República”
j) Inviabilidade de um “3º Reinado": A Princesa Isabel não teria capacidade de desempenhar altas
funções na monarquia. QUESTÃO SUCESSÓRIA

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2) Queda do tripé do Império: Igreja x Cafeicultores x Exército (Questão militar e Questão
religiosa)
3) Personagens na derrubada da Monarquia: Rui Barbosa, Benjamin Constant e Quintino Bocaiúva
4) Crescimento do Positivismo no EB por meio de Benjamin Constant. “Bacharéis x Tarimbeiros”
a) Positivismo: preconiza a formação da sociedade a partir do conhecimento científico dos fatos e
seres. No ponto de vista político, defende o regime tecnocrata.
5) 1887: criação do Clube Militar (presidente do CLUBE MILITAR Deodoro) com a finalidade de
defender os interesses do EB.
6) 1888: Abolição Escravatura
7) 1889: Dom Pedro II nomeia um liberal (Visconde de Ouro Preto) para acalmar os ânimos.
8) 11 nov 1889: Rui Barbosa, Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva e Deodoro da Fonseca
articulam um movimento para derrubar o Imperador.
9) 15 Nov 1889: Proclamação da República, instituindo diversas reformas no Brasil, como
separação do Estado da Igreja.

b. A crise com o poder militar.


1) Após a Guerra do Paraguai: EB ganha força política.
2) Benjamin Constant: liderança na implantação de um regime Republicano e Positivista (defendia
a participação do EB na direção do país)
3) Questão Militar - Diversos eventos envolvendo o Império e o EB que provocaram a ruptura
entre essas Instituições:
a) Exoneração do TC Sena Madureira de suas funções após prestar homenagem pública a um
jangadeiro que se recusou a transportar escravos. LEI DE IMPRENSA.
b) Punição ao Cel Cunha Matos ao denunciar o desvio de material do EB no Piauí.
4) EB publica o Manifesto Militar (1887) (redigido por Deodoro e Rui Barbosa) - defesa da honra
militar
5) Apoio de muitos civis elevou a repercussão do fato.
6) EB recusou-se a perseguir escravos fugitivos, o que agravou sua relação com o Império. Isso
ocorreu devido ao emprego de escravos na Guerra do Paraguai como soldados e a promessa de alforria ao fim
do conflito.

c. O Regime do Padroado
1) A Constituição de 1824 estabelecia o “regalismo”, no qual o Imperador poderia interferir nos
assuntos internos da Igreja:
a) Padroado: intervir na nomeação do clero.
b) Beneplácito: interferir nas ordens vindas do Vaticano.
2) 1864: Papa proíbe a aproximação entre católicos e maçons, o que não foi aceito pelo Imperador.
3) 1875: Imperador ordena a prisão de 2 bispos por terem seguido ordens do Papa em 1872 (ao
fechar irmandades em PE e PA) - Ação condenada pela Igreja.
4) Questão Religiosa: luta dos bispos do Brasil para libertar a Igreja da subordinação do Estado
devido às insatisfações com determinações do Imperador.

d. A Campanha Abolicionista
1) Inglaterra aboliu a escravidão em 1833.
2) A Abolição Brasileira iniciou com a pressão da Inglaterra em 1810 por meio de acordo
comercial com D. João VI - ingleses desejavam fim da escravidão em busca de mercado consumidor,
impulsionadas pelas ideias liberais da Revolução Industrial.
3) O Brasil ficou pressionado com o reconhecimento da independência em 1827 e em 1831 com a
aprovação de lei que considerava livre os africanos que chegassem ao Brasil neste ano. (insatisfação de grandes
proprietários rurais)
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4) Inglaterra aprova a “Bill Aberdeen”: Marinha Inglesa poderia prender navios que transportavam
escravos.
5) Lei Eusébio de Queiroz (1850)
6) Lei do Ventre Livre (1871)
7) Criação da Confederação Abolicionista (1883): movimento a favor do fim da escravidão.
8) Lei dos Sexagenários (1885)
9) Lei Áurea (1888)
10) Consequências:
a) Enfraquecimento da Monarquia
b) Expansão do trabalho assalariado e imigração
c) Crise nas lavouras do NE e fazendas de café do Vale do Paraíba
d) Perda do apoio dos cafeicultores à Monarquia
e) Emergência ao poder de oligarquias na República Velha
11) PERDA DE APOIO DA ARISTOCRACIA

e. O isolamento da Monarquia e sua posterior queda


1) Isolamento da Monarquia
a) Conflitos entre o Exército e o governo, desde 1983 - afasta os militares da monarquia e os
aproxima do republicanismo - Questão Militar
b) O arrefecimento do apoio proporcionado à Monarquia pela Igreja, sequela da Questão
Religiosa
c) Demais países sul-americanos eram repúblicas - Monarquia vista como ultrapassado
d) Afastamento da elite agrária tradicional, como decorrência da Abolição da Escravatura
e) O proselitismo republicano divulgado pela imprensa, tornou o advento da República uma
questão de tempo.

2) Queda do Império
a) Reunião para articular a queda em 11 Nov 1989 (Mal Deodoro, Rui Barbosa, Benjamin
Constant, Aristides Lobo e Quintino Bocaiuva).
b) Convencimento de Deodoro a ser protagonista da queda - prestígio do militar
c) O Exército assumiu a responsabilidade pela articulação e pela eclosão do movimento,
respaldado pelo partido Republicano, com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo a chefia
do Governo Provisório.
d) Concretizado o movimento, tratou-se de organizar o Governo Provisório e convocar uma
Assembleia Constituinte, com vistas à institucionalização do novo regime.
e) O Exército foi fiador, em nome do povo, da nova situação política do País, mantendo a ordem
em todo o território nacional.
f) O ocaso do Império transcorreu sem resistência que justificasse qualquer ação militar.

FATOS HISTÓRICOS DE TODO O PERÍODO

88
a. Expressão Política b. Expressão Militar
A Assembleia Constituinte de 1823.
A Guerra de Independência.
A Constituição outorgada de 1824.
A Confederação do Equador em 1824.
Tratado de Paz e Amizade 1825
A Guerra da Cisplatina (1825-1828).
A Abdicação de D. Pedro I em 1831.
A Cabanagem (1832-1837).
A Regência Trina Provisória.
A Guerra dos Farrapos (1835-1845).
A Criação da Guarda Nacional (1831).
A Sabinada (1837-1838).
A Regência Trina Permanente.
A Balaiada (1839-1840).
O Ato Adicional de 1834.
As Revoltas Liberais de 1842.
A Regência Una de Feijó (1835).
A Revolta Praieira (1848).
A Regência Una de Araújo Lima (1837).
As Campanhas no Prata – Oribe e Rosas (1851-1852)
A Maioridade de D. Pedro II (1840).
As Campanhas no Prata – Aguirre (1864-1865).
A criação do Partido Republicano (1870).
A Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870).
A Questão Christie (1860).
As Leis Abolicionistas.
A Lei Áurea (1888).
A Questão Abolicionista.
A Questão Religiosa.
A Questão Militar.
A Proclamação da República (1889).

89
BUNKER - 2021

UD VII – IMPERIALISMO E NEOCOLONIALISMO NO SÉCULO XIX

OBJETIVO ENGLOBANTE: Examinar os principais fatos que marcaram o século XIX e início do
século XX, para explicar os processos de imperialismo e colonialismo desse período

1. ASSUNTO 31: O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS: ALEMANHA


E ITÁLIA
- A Guerra Franco-Prussiana (1870-1871)
Objetivos:
Apresentar os fatores que levaram às unificações da Itália e da Alemanha e as consequências
deste processo para a nova configuração política da Europa.

a. Fatores que levaram à unificação da Itália

1) Congresso de Viena (1814 - 1815) - Decorrente da Era Napoleônica - Reorganização europeia -


Reforçou o sistema absolutista - Fragmentou a Itália em 8 estados independentes, alguns
controlados pela Áustria. - (criou ressentimentos que foram aproveitados para apoiar os processos
de unificação)
2) Expansão do capitalismo - na Península Itálica, essa expansão ganhou força quando a grande
burguesia nacional se mostrou interessada em unificar os territórios com o objetivo de ampliar seus
mercados e lucros.
3) Divisão da região em vários estados absolutistas, além de parte de seus territórios dominados por
outras nações - ocasionou guerras para a anexação, como por exemplo, os reinos de Piemonte e
Sardenha, regiões onde essa proposta unificadora burguesa tinha maior força, o rei Carlos Alberto

90
decidiu declarar guerra contra a Áustria com o objetivo de anexar os territórios do Reino
Lombardo-Veneziano.
4) Movimentos nacionalistas - lutavam pela unificação política da Península Itálica.
a) Risorgimento (Ressurreição) - Período compreendido entre 1815 a 1870 - Condensou
movimentos liberais que dirigiram a luta pela unificação do país. Liderado por Camilo Cavour
(primeiro-ministro de Piemonte)
(1) Carbonária - Sociedade secreta revolucionária - Sul da Itália - Liderança do comunista
Filippo Buonarotti - Luta contra a ação dos governos absolutistas → constituindo-se em um
dos mais importantes movimentos nacionalistas da Itália, de base popular.
(2) Jovem Itália (1831)- Movimento republicano. Sul da Itália - Liderança de Giuseppe Mazzini -
Não obteve sucesso → ajudou a reavivar o sentimento nacionalista.
(3) Monarquistas (1847) - manifestações ao Norte da Itália
5) Ascensão da burguesia industrial - Norte da Itália - Interesse na formação de um Estado para
delimitar o mercado interno e proteger a indústria da concorrência inglesa e francesa. (Apoiada por
Camilo Cavour)
6) Convergência de interesses entre aristocracia e burguesia - Aristocracia exercia poder nos
Estados e a capacidade de se impor militarmente diante dos vizinhos dependia da força do setor
industrial.
7) A Declaração de Guerra contra a Áustria - 1848 (Rei Carlos Alberto) - sem êxito, porém inflama a
questão da unificação.
8) Camilo Cavour dá continuidade ao projeto com nova guerra contra a Áustria (1859)
9) Apoio francês na Guerra contra Áustria (1859) - Piemonte X Áustria - Napoleão III apoia e
facilita unificação de reinos ao Norte - líder Camilo Cavour
10) Interesse em diminuir o poder político da Igreja e formar um único Estado italiano. Toscana,
Módena, Parma e Romangna foram libertadas do poder exercido pela Igreja Católica.
11) Campanha de Giuseppe Garibaldi - Líder socialista. Realizava movimento com os exércitos
sulistas (camisas vermelhas) contra as monarquias ao Sul, conquistou a Sicília e Nápoles e
abandonou a causa unificadora por não concordar com os ideais dos representantes do Norte →
buscou não enfraquecer o ideal de unificação.
12) Estabelecimento de Vítor Emanuel II como rei - Consolidou a unificação do norte da Itália feita
pelos monarquistas - Formados pela burguesia industrial e a aristocracia
13) Pacto ítalo-prussiano - 1866 - Participação da Itália na Guerra das Sete Semanas - (2ª Guerra de
Unificação da Alemanha) - Contra a Áustria - Derrota da Áustria → Anexação de Veneza.
14) As tropas francesas que defendiam os estados Papais (no centro da Itália) foram convocadas pela
França para a guerra Franco-Prussiana 1870 - o que facilitou a unificação da Itália
15) A conquista de territórios na Península Itálica - Expansão territorial do Reino de Piemonte-
Sardenha para sul - Anexação Roma em 1870 → levou a Igreja a romper com o Estado italiano
recém-criado e prejudicou o processo de unificação em curso.
16) A ascensão de Benito Mussolini ao governo italiano, o fascismo obrigou o papa Pio XI a
reconhecer a unificação com a assinatura do Tratado de Latrão, em 1929
17) Assinatura do Tratado de Latrão - 1929 - Governo de Mussolini - Criação do Estado do
Vaticano. - Pagamento de indenizações à Igreja pela perda dos territórios → marcou o fim do
processo de unificação italiano.

91
b. Fatores que levaram à unificação da Alemanha

1) Queda de Napoleão (1815), o processo de reorganização das monarquias europeias deu origem à
formação da Confederação Alemã, formada por 38 Estados independentes. Áustria e Prússia
sobressaíram como as mais influentes.
2) a Prússia via no processo de unificação política dos estados confederados um importante passo para o
desenvolvimento econômico
3) Criação da União Aduaneira - “Zollverein” - Iniciativa da Prússia - Aboliu as taxas alfandegárias -
38 Estados Germânicos - passado comum - Áustria foi excluída desse acordo → aumentou a
aproximação entre os Estados germânicos.
4) Nomeação do chanceler Otto Von Bismarck como Primeiro-ministro da Prússia -
Representante da aristocracia rural - Nacionalista - Militarizado - “Chanceler de Ferro” -
Tomou a missão de promover a unificação Alemã → procurou a unificação por meio de
guerras.
5) Guerra dos Ducados - 1864 - 1ª Guerra de Unificação - Prússia + Áustria x Dinamarca -
Dinamarca dominava 2 ducados (população germânica), devido ao Congresso de Viena. -
Derrota da Dinamarca → fez com que 1 ducado fosse para a Prússia e outro para a Áustria.
6) Guerra das Sete Semanas - 1866 - 2ª Guerra de Unificação - Áustria (prioritariamente rural) x
Prússia (industrializada) + Itália - Prússia não permitiu a dominação austríaca sobre o ducado
conquistado - Derrota da Áustria → levou a criação da Confederação Alemã do Norte
7) Guerra Franco-Prussiana - 1870-71 - 3ª Guerra de Unificação - Prússia x França (antiga aliada)
Formação de uma Aliança Nacional - Derrota da França - Coroação de Guilherme I como
“Kaiser” do II Reich → consolidando a unificação da Alemanha - conquistou a região da Alsácia
e da Lorena (rica em minérios)
8) Superioridade bélica das tropas prussianas - venceram os conflitos que garantiram o controle
sobre as valiosas regiões da Alsácia e Lorena, conforme especificado pelo Tratado de Frankfurt.
9) Além disso, os franceses foram obrigados a assistir a oficialização do Segundo Reich no próprio
Palácio de Versalhes (ressentimento).

c. Consequências deste processo para a nova configuração política da Europa


1) acirramento das disputas entre as economias europeias - observou-se o surgimento de uma tensão
política, gerada pelas disputas imperialistas, cenário preparatório da Primeira e da Segunda Guerras
Mundiais.
92
2) Fim da unificação italiana 1929, quando após anos de resistência da autoridade papal, foi assinado o
Tratado de Latrão (tratado político, reconhecendo a total soberania da Santa Sé no estado da Cidade
do Vaticano), completando, assim, a formação da nação italiana.
3) A unificação alemã foi concluída e abriu caminho para que este novo Estado pudesse ampliar seu
parque industrial e fortalecer sua economia.
4) Disputas imperialistas que marcaram a exploração de territórios afro-asiáticos
5) Ressentimento pela Alsácia-Lorena (revanchismo francês)

2. ASSUNTO 32: O IMPERIALISMO EUROPEU


a. A Conferência de Berlim (1884-1885): a partilha da África
b. A divisão da Ásia
Objetivos:
Comparar as principais características dos colonialismos nos séculos XVI e XIX
Comparar a atuação das diversas potências imperialistas no século XIX

a. A Conferência de Berlim (1884-1885): a partilha da África


1) Antecedentes
a) Final do Século XIX - expansão do capitalismo industrial
b) Novas potências na competição - Alemanha, Bélgica e Itália
c) Disputas entre países europeus pelas colônias - Ex: Conflitos violentos pelo Congo, que
pertencia à Bélgica (Descomplica - genocídio promovido pelo Rei Leopoldo no Congo)
d) Conflitos entre França e Alemanha pelo Marrocos e Argélia
e) 1869 - Conflitos entre França e Inglaterra pelo Egito/ Suez (Suez - 50% FRA e 50% Egito. Após
crise econômica, Inglaterra assume a parte egípcia do Suez)
f) Protetorado francês na Tunísia - 1881
g) População holandesa na África do Sul desde o século XVII (alguns foram expulsos do Brasil e lá
se fixaram). Descendentes - Boers.
h) Congresso de Viena 1815 - Inglaterra ganha direito sobre a Costa do Cabo, na África do Sul
i) 1873 - Crise de Superprodução na Europa - 2ª Revolução Industrial
j) Tríplice Aliança 1882 - Alemanha + Império Austro-Húngaro + Itália

2) Participantes: 15 países, sendo 13 da Europa + EUA + Turquia


a) Portugal, Bélgica, Espanha, Itália, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Suécia, EUA, Áustria-
Hungria e Império Otomano (tinha interesse no norte da África)

3) Objetivos da Conferência
a) Instituir normas para a ocupação da África que ainda não havia sido colonizada
b) dispor regras de maneira ordenada

4) Justificativas para a intervenção imperialista (politicamente corretas)


a) Avanço da civilização ocidental
b) O ocidente levaria civilidade aos africanos atrasados (Missão civilizadora do homem branco)
c) Conceito de superioridade étnica e racial dos brancos sobre os negros - necessidade de colonizar
a África, que estava fadada a desaparecer - "Evolucionismo Social"

5) Causas do Expansionismo
a) Busca de mercados consumidores
b) Busca de Matéria-prima
c) Criação de núcleos de povoamento (para enviar excedente populacional)
93
6) Grã-Bretanha e França receberam a maior quantidade de territórios
7) Países que não foram beneficiados eram potências comerciais e industriais que já possuíam negócios,
diretos e indiretos, com o continente africano

8) Momento de tensão durante a Conferência


a) Plano português de unir Angola e Moçambique: Mapa Cor de Rosa
b) Inglaterra se opôs e lançou o Ultimato Britânico de 1890, que fez Portugal abandonar a ideia

9) A partilha não respeitou características étnicas e culturais - foi conduzida de forma arbitrária
a) contribuiu para diversos conflitos locais que ocorrem até os dias atuais
b) A rivalidade étnica de grupos dentro da mesma colônia evitava a união contra a dominação
europeia (dividir para conquistar)

10) Impactos na África


a) A colonização suprimiu as estruturas tradicionais locais e deixou um vazio cultural de difícil
reversão
b) durou até o fim da 2ª GM, quando foi iniciado o processo de independência das colônias
européias no continente africano.
c) A economia tradicional comunitária e de subsistência foi desarticulada pelo cultivo destinado às
metrópoles.
d) Guerra dos Boers - 1898-1902 - Inglaterra queria a posse das cidades Orange e Transvaal, que
possuíam minas de ouro e diamantes. Essas cidades foram criadas por descendentes de holandeses - Boers.
Cabe destacar que houve tentativas de anexação britânica dessas cidades desde os anos 1830

11) AT5 PEP 2014 - Processo de colonização da África empreendido pela Inglaterra, França e
Alemanha, a partir da Conferência de Berlim
a) Inglaterra
94
(1) Plano inglês de domínio de vasta porção da África - "do Cabo ao Cairo" - ferrovia
(2) A preservação de costumes e instituições locais facilitou o controle das populações
nativas
(3) Uso de líderes africanos - Governo Indireto - garantiu a subordinação à metrópole
(4) Proposta inglesa de concentração das colônias na parte oriental, facilitando a ligação com
a Índia e Austrália
(5) Guerra Boers 1889-1902 - conquista definitiva inglesa das terras da África do Sul
(6) Construção de vias de comunicações, ferrovias e portos
b) França
(1) Estabelecimento de Protetorado na Tunísia em 1882
(2) Incidente de Fachoda em 1898 - França e Inglaterra pelo domínio do Sudão - permitiu
manter o equilíbrio na África Equatorial Francesa e na região do Chade
(3) Acordo de Entente Cordiale 1904 - reconhecimento mútuo do controle francês sobre o
Marrocos e o britânico sobre o Egito
(4) A França dominou o Marrocos em 1912
(5) O império francês agrupou diferentes áreas em blocos com sede regional e unidade
administrativa, embora a pequena integração
(6) de 1880 a 1890 assinou cerca de 226 acordos com chefes africanos
c) Alemanha
(1) Conferência de Berlim estabeleceu o Protetorado Alemão - sudoeste africano - do dio
Orange ao rio Cunene, gerando litígios finalizados com a I GM
(2) Alemanha tomou posse da região de Camarões e do sudoeste africano, hoje Namíbia
(3) Tratado Anglo-Alemão de 1885 - definiu determinadas regiões da África como zonas de
intervenção da Alemanha e da Inglaterra
(4) 1890 - Tratado com a Inglaterra - troca de territórios

b. A divisão da Ásia
1) Generalidades
a) A Ásia foi alvo de cobiça das Nações europeias desde a Idade Média;
b) As Nações asiáticas constituíam-se fornecedores de produtos de luxo e especiarias;
c) Com o tempo, a Ásia evoluiu de portos comerciais para áreas de influência europeias;
d) Com a 2ª Revolução Industrial, os países da Europa passaram a buscar mercados consumidores,
mão-de-obra barata, busca de matérias-primas e locais para expansão de seu povoamento;
e) O Imperialismo do século XIX, ou neocolonialismo, se justificava no "Evolucionismo Social",
doutrina segundo a qual uma raça seria superior a outra e seria responsável por "civilizá-la" para o progresso da
humanidade;

2) ÍNDIA
a) A Índia constituía-se protetorado Britânico desde 1757, explorada pela Companhia Britânica da
Índias Orientais;
b) O Reino Unido valia-se das rivalidades locais para consecução de seus objetivos comerciais na
Índia;
c) A Inglaterra fomentou a formação de estados intermediários, independentes e sob a proteção
Britânica, isolando-os de outras regiões disputadas (Nepal, 1816 / Butão, 1865 / Sikki, 1890)
d) Em 1849, o Reino Unido assumiu o controle político da Região da Índia;
e) Em 1857, a Revolta do Cipaios eclodiu como reação à dominação inglesa, sendo duramente
reprimida pela Inglaterra. A Revolta levou ao fim da administração da Companhia Britânica das Índias
Orientais e início do governo do Raj Britânico
f) Como resposta à revolta, a Inglaterra anexou a Índia ao seu Império, sob a coroa da Rainha
Vitória. A Índia ficou sob domínio inglês até 1947, ano da independência;
95
3) CHINA
a) Forte Comércio de Chá, Seda e outros produtos para a Inglaterra;
b) Inglaterra vendia ópio oriundo da Birmânia e Índia;
c) Em 1839, Imperador proibiu o comércio de ópio na China, mas Inglaterra prosseguiu com
contrabando;
d) Em 1839, a China mandou queimar 20 mil caixas de ópio no porto de Cantão, fato que deu início
à "I Guerra do Ópio" (1839-1842).
e) Em 1842, a Inglaterra vence a China e a obriga a assinar o Tratado de Nanquim, que impõe:
(1) Abertura de 5 portos ao Comércio com outros países;
(2) Indenização à Inglaterra;
(3) Passagem da ilha de Hong Kong para o controle Inglês (permaneceu até 1997);
(4) Imunidade de ingleses às leis e à justiça Chinesas;
(5) China virou alvo de exploração de outras potências imperialistas, como: EUA, França,
Alemanha, Japão, Itália;
(6) Em 1851, teve início a Revolução Taiping, conduzida por grupo para-militar contra o
imperialismo e contra o imperador, acusado de ser conivente com a dominação da China por potências
estrangeiras. a Revolução foi debelada em 1864;
(7) Em 1856, um incidente com um navio em Cantão foi usado como justificativa para a
invasão inglesa e francesa a Pequim que levou à 2ª Guerra do Ópio. A China foi novamente derrotada e teve
que fazer novas concessões aos estrangeiros;
(8) Entre 1900 e 1902, ocorreu a "Revolta dos Boxers". Nessa revolta, a "Sociedade dos
Boxers" se levantou contra o domínio estrangeiro, atacando comitivas e estruturas mantidas por estrangeiros.
a) Tratou-se de movimento popular antiocidental e anticristão.
b) Foi necessária uma coalizão de 20 mil soldados de 10 nações (EUA, Rússia, Reino
Unido, França, Japão e Alemanha) para conter a revolta;
c) A derrota chinesa levou à exigência de pesadas reparações, como a liquidação das
sociedades secretas, proibição da importação de armas e pesadas indenizações;
E Daí? Revoltas Taiping e Boxers foram populares e representaram o enfraquecimento do império chinês

4) OUTRAS COLONIZAÇÕES NA ÁSIA


a) Indochina, de 1859 a 1954 - Colonização Francesa em 1859, após luta que durou 57 anos;
b) Camboja - Protetorado Francês em 1863. A França conquistou a região valendo-se da rivalidade
do Camboja com o Sião (Tailândia);
c) Ocupação Alemã em Shandong, 1897
d) Ocupação Japonesa na Coreia, 1910
e) EUA, após a Guerra Hispano-Americana, incorporou ao seu domínio as Filipinas e as Ilhas
Guam, Havaí, Pearl Harbour)

c. Comparação das principais características dos colonialismos nos séculos XVI e XIX
FATOR DE COLONIALISMO DO SÉCULO XVI COLONIALISMO DO SÉCULO XIX
COMPARAÇÃO

Período Grandes Navegações - Séc XV a XVIII 2ª Revolução Industrial - Séc XIX

Doutrina Capitalismo Comercial (Mercantilismo) Capitalismo Industrial com


econômica Pacto Colonial características protecionistas

Fortalecimento das monarquias gerado Fortalecimento dos países ligado à

96
na acumulação de riquezas capacidade econômica

Motivação busca por locais para extrativismo Busca de mercado consumidor


Busca de Matéria-Prima Busca por matéria-prima
Metalismo Composição de núcleos de povoamento
Tráfico negreiro Missão Civilizatória

Tratados Tratado de Tordesilhas - 1494 Conferência de Berlim 1884-1885

Uso de violência Conquista e escravização Divisão territorial feita no papel


Conquista/ Ocupação
Repressão

Resistência Nativos desorganizados - grande Diversas revoltas


diferença bélica

Quantidade de poucas - Portugal, Espanha, Inglaterra, Cerca de 15 países na África


potências Holanda
colonizadoras

Principais focos África - Escravos Mercado consumidor


América - Extrativismo Matéria Prima

Locais América África e Ásia

Psicossocial Expansão da fé cristã Missão civilizadora

3. ASSUNTO 33: A RESISTÊNCIA À DOMINAÇÃO


a. A Guerra do Ópio (1840-1842)
b. A Revolta dos Cipaios (Índia, 1857)
c. A Rebelião dos Boxers (China, 1900)
d. A Guerra dos Bôers (1898-1902)
Objetivos:
Examinar os movimentos de resistência à ação imperialista na África e na Ásia

a. A Guerra do Ópio (1840-1842)


1) A Companhia Britânica das Índias Orientais - comprava chá e vendia ópio indiano à China (metade
das exportações inglesas para a China - gerava grandes lucros).
2) A China era fechada economicamente a produtos europeus - o único produto que despertava o
interesse chinês era o ópio.

3) Causas da I Guerra do Ópio:


a) 1839 - Governo imperial chinês tenta deter a importação ilegal do produto - passou a estabelecer
uma política de confisco nos portos chineses.
b) Um de seus enviados foi assassinado por marinheiros britânicos embriagados de ópio, ocasionando
a expulsão de todos os ingleses da cidade.
c) Queima, na cidade de Cantão, 20 mil caixas apreendidas de traficantes ingleses. (estopim)
97
4) Inicia a I Guerra do Ópio (1840-1842): Reino Unido x China
a) O Reino Unido enviou uma frota de guerra e ocupou Xangai.
b) Enormes vantagens bélicas e superioridade tecnológica dos ingleses - venceram as forças chinesas,
bombardeando Nanquim e ameaçando as comunicações terrestres com a capital, Pequim.
b) 1842 - Chineses aceitaram o Tratado de Nanquim
- China foi forçada a pagar indenização;
- abrir cinco portos para o comércio internacional;
- ceder Hong Kong aos britânicos; e
- imunidade dos ingleses às leis chinesas.

5) II Guerra do Ópio (1856-1860): Reino Unido + França x China


a) Novo incidente na cidade de Cantão.
b) 1860 - britânicos e franceses ocuparam Pequim.
c) Derrotada, a China foi obrigada a fazer novas concessões.

b. A Revolta dos Cipaios (Índia, 1857) ÍNDIA E REINO UNIDO


1) CAUSAS
a) Descontentamento Indiano: ocidentalização, intervenções política interna, proibição da manutenção
de costumes indianos e pela tentativa de convertê-los ao cristianismo.
b) No campo econômico: a redução de tarifas alfandegárias prejudicou os comerciantes de tecidos, que
logo não suportaram a concorrência com a tecelagem inglesa.
c) Descontentes com a obrigatoriedade dos impostos e com o fato de pessoas de castas diferentes
comporem o exército.
d)Utilização pelos ingleses de gordura animal na impermeabilização dos cartuchos de fuzil. O contato
com tal produto era considerado um sacrilégio pelos indianos, pois estes veneravam o gado e não
aceitavam o consumo ou contato com a carne.(ESTOPIM)

2) A REVOLTA
a) Em 1857 - o 11° Rgt Cav nativa do exército da Bengala, acantonado em Meerut, se amotinou,
exterminando europeus (inclusive mulheres e crianças) e os cristãos indianos, marchando em
seguida para Déli, massacrando europeus e cristãos.
1) Os cipaios eram um exército mercenário contratado pela Companhia Britânica das Índias
Orientais. Composto por oficiais britânicos e indianos
b) 2 meses depois, tropas britânicas derrotaram o principal exército cipaio nas cercanias de Déli e
sitiaram a cidade. Déli foi tomada pelos britânicos após semanas de combates de rua, Baadur Xá II
(imperador da Índia) foi preso e seus filhos executados.

3) CONSEQUÊNCIAS
a) Fim do governo da Companhia Britânica das Índias Orientais
b) Início da administração direta de grande parte do território indiano pela coroa britânica (Raj
britânico) pelos 90 anos seguintes, embora alguns estados (chamados coletivamente de "Estados
principescos") mantivessem uma independência nominal e continuassem a serem governados pelos
respectivos marajás, rajás e nababos
c) A revolta foi considerada o primeiro movimento de independência

c. A Rebelião dos Boxers (China, 1900)


1) CAUSAS
a) movimento popular anti ocidental e anticristão.
b) Sociedade Secreta dos Punhos Harmoniosos e Justiceiros (Boxers) - oposição à expansão
estrangeira.
98
c) Acreditavam na vitória sobre os ocidentais e suas armas de fogo (Kung Fu).
d) Enfraquecimento do poder imperial chinês - Guerra Sino-japonesa (1894-1895).
i) Perda de Taiwan
e) Pobreza generalizada e violência
f) Exploração econômica pelas potências ocidentais - inundavam a China de produtos
modernos e valores ocidentais
g) Os boxers sitiaram as instalações diplomáticas estrangeiras, em Beijing, por 2 meses
(ESTOPIM)

2) REVOLTA
a) 1900, em resposta, as potências ocidentais (Hungria, França, Alemanha, Grã-Bretanha,
Itália, Rússia, Estados Unidos e Japão) enviaram cerca de 20 mil soldados para tomar a
cidade de Pequim.
b) A invasão das tropas aliadas foi considerada um desrespeito pela imperatriz, a qual
declara guerra às potências
c) Intensa luta entre as forças estrangeiras e os boxers, reforçados por soldados do exército
imperial.
d) Em Agosto, no auge do conflito, foram mortos mais de 230 estrangeiros e milhares de
chineses cristãos.
e) As forças imperiais e os revoltosos são derrotados e a capital é tomada e saqueada,
incluindo a “Cidade Proibida”
f) 1901, forças estrangeiras lançaram ataques punitivos na região de Beijing, negociando
pesadas reparações no Protocolo Boxer ou de Pequim.
g) A monarquia salvou-se, aceitando imposições.

3) CONSEQUÊNCIAS
a) A China teve que aceitar imposições das potências ocidentais - "Protocolo Boxer ou de
Pequim"
b) execução por mãos chinesas dos políticos e militares ligados aos boxers
c) Proibição de qualquer atividade hostil aos estrangeiros
d) proibição da importação de armas
e) entrega de fortes militares ao controle estrangeiro
f) entrega de estradas de ferro ao controle estrangeiro
g) Indenização a ser paga aos vitoriosos.

d. A Guerra dos Bôers (1898-1902)


1) Ocorreu na atual África do Sul.
2) Beligerantes: Reino Unido x Repúblicas de Transvaal e Orange
3) Motivo: tentativa do Reino Unido de anexar tais Repúblicas ao seu território (elas eram ricas em
diamante, ouro e ferro)
4) Iniciada a guerra, a superioridade inglesa neutralizou bôeres.
5) O tratamento desumano inglês aos prisioneiros na guerra gerou críticas da comunidade internacional.
6) Paz de Vereeniging (1902) - as repúblicas foram incorporadas ao Reino Unido e, em 1910, juntaram-
se às colônias do Cabo e de Natal para constituir a União Sul-Africana.

4. ASSUNTO 34: O IMPERIALISMO DOS EUA


Objetivos:
Explicar os interesses políticos e econômicos dos Estados Unidos sobre a América Latina que

99
nortearam a Doutrina Monroe e o “Big Stick”
Conceitos e Definições:
- Doutrina Monroe: justificativa para o imperialismo dos EUA na nova fase do capitalismo (1º país fora
da Europa a industrializar-se), diante da linha filosófica liberalda formação da nação. “América para os
americanos”
- The Big Stick - EUA Polícia do Ocidente (Roosevelt)
- Leis Antitruste (EB Aula): Movimento “Patronos da Lavoura” exerceu pressão no governo contra as
práticas de grandes empresas (dumping, sabotagens, cartéis etc) para vencer os concorrentes pequenos.
Lei Sherman (1890): todo combinado para restringir comércio foi considerado ilegal e toda pessoa que
tentr monopólio é considerada culpada (exemplos demercados dominados por poucas empresas
gigantes: petróleo, estradas de ferro, telégrafo, telefone, aço). Acúmulo de capital x ideologia (igualdade
de condições).
- Tempo: Expansão de 1860 a 1920 (a grosso modo, período entre o fim da Guerra de Secessão e a 1ª
GM) (EB Aula)

a. Interesses políticos dos EUA sobre a América Latina


1) ideias -

b. Interesses econômicos dos EUA sobre a América latina

Ideias Gerais
- Pronto reconhecimento das novas nações independentes na América
- Fornecimento de material de guerra
- Fim da colonização = América passa a ser área de influência dos EUA
- Industrialização, disputa por mercados e filosofia liberal
- Doutrina Monroe , Destino Manifesto e Big Stick
- Guerra EUA-MEX (1846-48) - Anexação do Texas
- Conferências interamericanas (1889) - Washington
- Guerra Hispano-Americana (1898) - Cuba, Porto Rico, Pearl Harbor, Havaí e Filipinas
- Cuba - Protetorado (1902): Emenda Platt, Intervenções Militares em Guantánamo
- Panamá - Independência (1903): Construção do canal 1904-14
- Isolamento (voltados para os interesses da América - não interferência nos conflitos europeus)
- 1823: Doutrina Monroe: “América para os americanos”, em reação à Santa Aliança (1815), na qual
ameaçaram voltar a colonizar a América (entre Áustria + Rússia + Prússia)
- Destino Manifesto: escolhidos por Deus para civilizar o mundo e prosperar
- Big Stick (Roosevelt): EUA deveriam assumir a condução de polícia do Ocidente
- Manter uma área próxima e pouco industrializada sob influência (Guerra contra o México que perdeu
50% do seu território + anexação do Texas)
- 1867: Compra do Alasca junto à Rússia (Petro+Ouro+posição estratégica)
- Proteção dos investimentos e produção americana de cana-de-açúcar em Cuba (Guerra Hispano-
Americana 1898). Emenda Platt, tornando Cuba protetorado dos EUA - Guantánamo)
- Domínio do istmo do Panamá (ligação Atlântico-Pacífico - 1904 assume a construção)
- Conquista de mercado consumidor para sua produção industrial
- Adoção da teoria do poder naval (livro publicado em 1890) - Liderança do Continente
- Reafirmação da posição americana como “potência industrializada” perante a Europa
- Intervenções Militares na América Central (Nic 12-13, Mex 14-17, Haiti 15-30) - Destino Manifesto +
Big Stick
- PANAMÁ (1903):
- Estímulo ao movimento separatista em relação à Colômbia.
- Direito de conclusão das obras do canal interoceânico do país.
100
- Exploração do Canal do Panamá Livre durante todo o século XX.
- NICARÁGUA:
- Intervenção militar no país de 1909 a 1933.

5. ASSUNTO 35: O IMPÉRIO JAPONÊS


a. A Restauração Meiji (1898).
b. Guerra sino-japonesa (1894-1895).
c. Guerra russo-japonesa (1904-1905).
Objetivos:
Analisar o processo de evolução institucional do Japão que proporcionou sua ascensão política e
econômica na Ásia

a. A Restauração Meiji (1898)


1) Antecedentes
a) Japão – agrícola, feudal, fechado das influências externas - Política de isolamento
b) Sociedade estratificada:
- Imperador: Figura decorativa, poder simbólico (imaginário)
- Xoguns: Ch militar Supremo, governava o país com poder do Imperador (Xogunato Tokugawa)
- Daimios: grandes proprietários de terras - riqueza
- Samurais: vassalos dos daimios, força militar
c) Pressão EUA (1853 Comodoro Matthew Perry) - acordo de livre trânsito e comércio -
Diplomacia da Canhoneira. Contexto da expansão do imperialismo europeu e americano na Ásia
- Assinatura dos Tratados Desiguais entre Japão e EUA (abertura de 4 portos japoneses e
comércio - extraterritorialidade) = Considerada uma humilhação
d) Percebeu-se a necessidade de modernização
e) Decisão Japonesa: “Se tomarmos a iniciativa, poderemos dominar; se não o fizermos, seremos
dominados”
f) Intercâmbio e influência européia

2) A Restauração Meiji
a) Golpe dos Daimios (Satsuma e Choshu) - 1868 - Busca de maior poder político, apoiava a idéia
de reforçar o poder do Imperador
b) Fim do Xogunato - Entregam o poder ao Imperador Mutsuhito - Fortalecimento do imperador
c) Carta de juramento: declaração de cinco pontos que delineava as ações do imperador
d) Processo de centralização administrativa, militar e política
e) Guerra de Boshin 1868-1869 - reação dos defensores do xogunato - O imperador Meiji vence a
guerra e ratifica seu poder sobre o Japão
f) Era Meiji: 1868 - 1912

3) Reformas Políticas
a) três poderes: o legislativo, o judiciário e o executivo
b) Feudos substituídos por províncias.
c) Divisão Política e Administrativa - Centralização Administrativa: 1869 os 260 domínios feudais
(Hans) são transformados em 77 prefeituras submetidas ao poder central. Em 1889 passa para
atuais 47.
d) Lema nacional: Enriqueça o Estado e Fortaleça as Forças Armadas
e) Forma de governo: Monarquia Constitucional (ditadura até a constituição de 1889)
f) Transferência da capital de Kyoto para Edo (hoje Tóquio)

101
g) A anexação das ilhas Ryukyu em 1879, sob protesto chinês para garantir controle de importante
posição estratégica e de grandes reservas minerais.
h) 1889 - promulgação da 1ª Constituição: outorgava ao Imperador poder quase absoluto
(campanha de Itagaki Taissuke - partido liberal) - Influência do Constitucionalismo Prussiano
adaptado às necessidades do Império nipônico.
i) Busca por influência na Coréia motivou a guerra sino japonesa
j) Nacionalismo: criação de Símbolos Nacionais

4) Reformas Econômicas
a) Reformas financeiras: criação da casa da moeda, sistema bancário (Banco do Japão), nova
moeda (yen) e o imposto fixo sobre a terra em substituição ao calculado sobre a produção (renda
independente da flutuação da produção para o Gov e aumento da produtividade).
b) Proibição da escravidão: maior dinamismo econômico e Industrialização nacional
c) Investimento em Infraestrutura - Transporte: modernização, criação de ferrovias; Navegação:
início em 1872 com Navio a vapor
d) Investimento em mineração e indústrias de base
e) Permissão à propriedade privada de pequenos agricultores - diminuição do poder local (antigos
hans e aumenta a produtividade do campo)
f) Surgimento dos Zaibatsu = grandes conglomerados de famílias japonesas - Oriundos dos
Daimos (Toshiba, Kawasaki, Mitsubishi, Nissan, Honda…)
g) Mão de obra disciplinada e excedente favoreceu o processo de industrialização.
h) Missão Iwakura 1871: ida para a Europa em busca de especialização. Importação de força de
trabalho técnica/especializada; e
i) Criação de Estatais nos setores de ferrovia, têxtil e setor elétrico e posterior venda a particulares
sob condições vantajosas de pagamento.
j) Busca por recursos estratégicos para a indústria motivou as guerras sino japonesa e russo
japonesa

5) Reformas Psicossociais
a) Enfraquecimento dos Samurais (perda da função, proibição da espada)
b) As classes sociais antigas foram extintas e, em seu lugar, foram estabelecidas outras (maior
liberdade social)
c) aumento da influência Ocidental - Adoção do calendário gregoriano (europeu), criação de Sv
públicos (telégrafo e Sv Postal), proliferam de jornais, imitação de vestuários e corte de cabelo
d) Investimento em Educação: preparar a população para o projeto modernizador, ensino primário
obrigatório, baseado no modelo francês e americano.
e) Incentivada uma crença Nacional = Xintoísmo (Crença tradicional japonesa desde o Séc VIII) -
Fortalecer a natureza divina do imperador e das Ilhas Japonesas
f) Buscou-se eliminar características budistas e chinesas (Xintoísmo de Estado)
g) Integração linguística em uma língua única
h) Nacionalismo: criação de Símbolos Nacionais

6) Reformas Militares
a) Abolição do sistema de samurais
b) Criação de um Exército Nacional japonês
c) Serviço militar obrigatório (3 anos + 2 anos na reserva);
d) Corpo profissional de oficiais
e) Consultoria militar de estrangeiros/ intercâmbio em outros países
f) Aquisição de materiais militares mais modernos - Inglaterra
g) Desenvolvimento do setor de material de defesa - industrialização
102
h) Aumento do seu efetivo militar

7) Consequências da Restauração Meiji:


a) Transformou o Japão Feudal em um Estado Nacional Moderno
b) Japão se torna uma potência industrial (2ª Revolução Industrial) e militar (capacidade de projetar
poder)
c) Necessidade e capacidade de se lançar na busca por novos territórios (matéria-prima e
consumidores) - Imperialismo Japonês.
d) Capacidade de renunciar os tratados desiguais (1898) e firmar tratados em igualdade com
potências europeias.
e) 1902 - acordo com Inglaterra com fim da extraterritorialidade em território nipônico

b. Guerra Sino-Japonesa (1894-1895)


1) Tentativa da China de impedir a influência nipônica crescente na Coreia (proibiu exportação de arroz
coreano para o japão) e Assassinato de Kim Gyoku Kim, lider coreano afeto dos japoneses.
2) Onda cultural anti-nipônica - influência chinesa
3) Guerras do Ópio enfraqueceram a China; alerta para o Japão, em relação à necessidade de sua
modernização militar
4) Interesse japonês em áreas ricas em carvão e ferro - industrialização
5) Estopim: Rebelião coreana em 1894 (Batalha Naval de Hôtô): A China bombardeou navios
Japoneses. O Império Japonês, reagindo, enviou 8.000 combatentes bem treinados e com armamento moderno;
derrubou o monarca e colocou coreanos afetos ao Gov japonês.
6) Consequências - Tratado de Shimonoseki:
- Derrota completa da marinha e Exército Chinês.
- China reconhece a independência da Coreia (antes um estado tributário Chinês) que se torna
protetorado japonês
- Ilhas Chinesas passam a pertencer ao Japão (entre elas Formosa/Taiwan)
- China paga vultosa indenização de guerra aos japoneses
- 4 portos continentais chineses ficaram à disposição do Japão, a título de mercado. Península de
Liaodong (Porto Arthur) também cedida.
- Japão passa a ser visto como potência regional

c. Guerra Russo-Japonesa (1904-1905)


1) Tríplice Intervenção: Rússia, França e Alemanha pressionaram o Japão para liberar a península de
Liaodong. O Japão cede. Causa protestos da sociedade japonesa.
103
2) Acordo do Japão com a Inglaterra (1903), que tinha interesses em conter os russos no oriente - 1º
Acordo que o Japão faz de igual para igual com uma potência Européia. (Evidencia o reconhecimento de uma
potência regional).
3) Rússia pretende invadir a Manchúria e a península de Liaodong (uso de Porto Arthur)
4) Japão quer barrar o avanço russo para que não ameacem suas possessões na Coréia.
5) China concede porto de Porto Arthur (águas quentes) aos russos
6) Início: Invasão da Manchúria e da península Coreana pelos Russos. O Japão declara guerra a Rússia
(Fev 1904), apoiado pela opinião pública japonesa. Vitória japonesa na Batalha de Fengtien, na Manchúria, e
no Mar do Japão, onde o Almirante TOGO ataca a frota russa e impõe uma derrota humilhante aos russos.
7) Japão vence o combate (primeira nação fora do eixo Europa-EUA a derrotar um Exército ocidental).
8) Consequências:
- Tratado de paz (Portsmouth) é assinado mediante intervenção americana (embora tenha vencido,
o tratado concede poucas vantagens para o Japão, o que desagrada a sociedade japonesa)
- Rússia abandona a Manchúria, cede as Ilhas Sacalinas, Liaodong e Porto Arthur e reconhece a
posse da Coreia pelos japoneses
- O Japão sai fortalecido do conflito como potência imperialista.
- Enfraquecimento do poder do Czar - posterior queda na revolução de 1917

d. Comparar a atuação das potências imperialistas

FATOR DE EUA EUROPA JAPÃO


COMPARAÇÃO

Respaldos Aumento da zona de Darwinismo Social Crescimento do país/


influência missão civilizatória modernização/ Matéria prima/
Mercado Consumidor

Local América e Ásia (Filipinas) Ásia e África Ásia - China, Rússia, Coreia,
Pacífico

Forma Diplomacia/ "Proteção" Divisão, invasão e ocupação Força militar em busca de


arbitrária objetivos estratégicos

Imposição de influência política e Estabelecimento de Protetorado na Coreia


Regime econômica protetorado (Ex: Tunísia - Controle direto de Taiwan
França)
Protetorado de Cuba
Portugal - governo direto

Uso de Lideranças Locais,


Governo Indireto, alinhadas
com os interesses da
metrópole (Prática iniciada
pela Inglaterra)

Respeito à Respeito - American Way Divisão arbitrária, desrespeito Desrespeito cultural


cultura of Life cultural - política de Ex: Estupro de Nanquim
assimilação - Portugal e
França

Reflexos Pouco alcance de ideais África: Ressentimentos chineses


104
Psicossociais totalitários como o Supressão Cultural - Vazio
comunismo Acirramento de conflitos Impactos internos russos -
étnicos Revolução de 1905
Ásia - Repúdio ao ocidente

Reflexos Alinhamento com os EUA Tensões entre as metrópoles Avanço chinês contra o Japão
Políticos de parte dos países Ex: Mapa Cor de Rosa e nos dias atuais - MSC
americanos Ultimato Britânico de 1890
Tensões com potências Antagonismos China X Japão
europeias (corolário Fashoda (Fra x Inglaterra) (dias atuais)
Roosevelt)

1) ideias - ERRADO
2) ideias - BAREMA
3) ideias - duvida
4) ideias - IMPORTANTE

105
BUNKER - 2021

UNIDADE DIDÁTICA VIII – ÁFRICA: DAS FEITORIAS AO IMPERIALISMO

OBJETIVO ENGLOBANTE: Analisar as relações Brasil-África e os diferentes projetos


imperialistas europeus na África, nos séculos XVI a XIX, para explicar o processo de evolução das
feitorias no imperialismo.

Ass 36. AS RELAÇÕES BRASIL-ÁFRICA NOS SÉCULOS XVI A XIX


OBJETIVOS:

a. Caracterizar as relações sociais, políticas e econômicas entre a África e a América portuguesa.


Destacar a importância desse processo histórico para o Brasil atual.

b. Comparar os sistemas coloniais portugueses no Brasil e na África.

1. Feitorias e entrepostos na costa ocidental africana: laços com a América portuguesa


a. Feitorias: organizações de mercadores de um determinado Estado que se instalavam em um local
fora de suas fronteiras.
1) Prioritariamente ocupadas no litoral
2) tinham como finalidade:
a) defender os interesses comuns
b) manutenção de relações comerciais e diplomáticas com a metrópole
c) Realizar a defesa local

b. Motivos para instalação de feitorias portuguesas


1) Comércio de especiarias (Oceano Índico)
2) Comércio de ouro (Costa da Guiné)
3) Comércio de escravos para o novo mundo (Brasil)

c. Feitorias Africanas - Tráfico de escravos


i. Relações importantes para a economia portuguesa
ii. Maiores lucros para os comerciantes portugueses
iii. Comércio triangular

106
d. Tráfico de escravos
1) Principal atividade econômica que ligava a África e a América portuguesa
2) Intenso intercâmbio cultural - reflexo na sociedade brasileira

2. Tráfico negreiro
a. Após a descoberta da América, intensificou-se o comércio escravo, com a finalidade de se
substituir a mão-de-obra indígena
b. A atividade do tráfico negreiro iniciou oficialmente em 1559, quando a metrópole portuguesa
decide permitir o ingresso de escravos vindos da África no Brasil. Antes disso, porém, transações
envolvendo escravos africanos já ocorriam no Brasil
c. 1432 - Início da utilização de escravos pelos portugueses - Ilhas Madeira, Açores e Cabo Verde
d. O tráfico negreiro, além de ser uma grande fonte de mão-de-obra, caracterizava-se por ser
também uma forma de mercantilismo, sendo de interesse da metrópole, já que além dos
traficantes e dos colonos, lucravam também a Coroa portuguesa e até a Igreja Católica,
e. A principal atividade econômica que ligava África e América no império colonial português era
o tráfico de escravos destinados, especialmente, ao cultivo da cana de açúcar e, depois, à
mineração e à lavoura cafeeira.
f. Condições precárias de transportes de escravos pelas embarcações da época- perda de escravos
devido às péssimas condições sanitárias (cerca de 40% morria ainda nas embarcações).
g. Companhia das Índias Ocidentais era a detentora do tráfico de negros para o Brasil
h. carregamento de elevada quantidade de escravos em uma única embarcação para se reduzir os
custos com viagens longas
i. Os africanos, todos subsaarianos, mandados para o Brasil eram divididos em dois grandes
grupos: os bantos e os oeste-africanos.
- Os bantos, descendentes de um grupo etnolinguístico que vive atualmente desde a atual
região de Camarões em direção ao sul, atingindo tanto o litoral oeste quanto o leste da
África.Constituíram a maior parte dos escravos levados para o Rio de Janeiro, Minas
Gerais e para a zona da mata do Nordeste.
- Os oeste-africanos, provinham de uma vasta região litorânea que ia desde o Senegal até a
Nigéria, além do interior adjacente ao sul da região do Sahel, constituíram a maior parte
dos escravos levados para a Bahia.
j. A origem étnica dos escravos recebidos no Brasil é muito variada. Uma das razões foi o
momento histórico em que ocorreu cada ciclo econômico em uma região do Brasil (açúcar no
nordeste, ouro em Minas Gerais e café no Rio de Janeiro)
k. Em 1845, o parlamento inglês aprovou a chamada Lei Bill Aberdeen, que concedia à Marinha
Real Britânica poderes de apreensão de qualquer navio envolvido no tráfico negreiro em
qualquer parte do mundo.

107
l. Por volta de 1850, o tráfico negreiro foi oficialmente extinto no Brasil com a Lei Eusébio de
Queiroz
m. Texto do EB Aula: A maneira como Portugal se relacionava com as colônias acabou por gerar
uma "hierarquia" entre as colônias, com preferência para o Brasil
i. O Conselho Ultramarino Português - gerenciava as colônias a partir de Portugal;
ii. Havia Clientelismo na escolha dos representantes da metrópole na Colônia
iii. Os representantes da Metrópole na África que se destacavam, conseguiam um cargo
no Brasil e, posteriormente, estavam aptos a assumirem cargos no Conselho
Ultramarino;
iv. Essa "Hierarquia" era notada em todos os cargos públicos da administração da
Colônia.

3. Relações sociais, políticas e econômicas entre a África e a América portuguesa


a. Relações com a África
- O Brasil (América portuguesa) recebia escravos oriundos da África
- No Brasil e na África foram estabelecidas as feitorias nos pontos de interesses mercantis
- A compra de escravos se dava, também, pelo escambo de fumo e aguardente.
- A vinda de escravos contribuiu para a formação da cultura afro-brasileira.
- O Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão

b. AT5 2011 e AF1 2014- Caracterizar as relações entre a África e a América Portuguesa dos
séculos XVI a XIX AT1/2016 - Apresentar os fatos históricos consequentes das relações sociais,
políticas e econômicas, entre a África e a América Portuguesa, do século XVI ao XIX,
i. Estabelecimento de feitorias no litoral brasileiro a exemplo do que foi feito no litoral
africano - início do comércio de escravos para a nova colônia portuguesa
ii. A introdução do escravo foi imperativo econômico - escassez de mão-de-obra
iii. Escravos negros africanos surgiram no Brasil a partir de 1541.
iv. O primeiro contrato de aquisição de escravos foi feito em 1583 pelo governador do Rio de
Janeiro, Salvador Correia de Sá.
v. Contribuíram para a escravidão no Brasil:
1. A inadaptabilidade do índio
2. A proteção dos jesuítas
vi. Os escravos eram comercializados nos portos do RJ e Salvador. Pertenciam a 3 grupos:
1. Oeste-africanos (Sudaneses) - Nordeste
2. Malês - Nordeste
3. Bantos - Sudeste
vii. Motivação econômica - principal atividade econômica - Forma de mercantilismo
viii. O intenso comércio de escravos foi iniciado com o Estabelecimento do sistema das
Capitanias Hereditárias 1530
ix. Houve aumento considerável da população escrava no Brasil - cerca de 10.000 nos anos
1580, 1590 para cerca de 500.000 no século XVII
x. Século XVI - Escravos chegados ao Brasil eram utilizados no cultivo de cana-de-açúcar no
nordeste /Século XVIII - Emprego de escravos principalmente na mineração, Sec XIX e café
xi. Resistência à escravidão - Quilombos (Palmares)

108
xii. Revolta dos Malês 1835
xiii. As revoltas no Brasil imperial contaram sempre com a participação de escravos, na busca da
libertação e da participação dos mesmos no desenvolvimento social e econômico do novo
país.
xiv. A Abolição ocorreu de forma gradual
1. Lei Feijó - 1831 - Para inglês ver
2. Lei Bill Aberdeen - 1845
3. Lei Euzébio de Queiroz - 1850
4. Lei do Ventre Livre - 1871
5. Lei dos Sexagenários - 1885
6. Lei Áurea - 1888
xv. O processo de miscigenação do negro africano com o branco europeu e o índio nativo
resultou em tipos étnicos específicos como os mestiços: o mulato e o cafuzo.
xvi. Estima-se que cerca de 4 milhões de escravos africanos entraram no Brasil entre os séculos
XVI e XIX. Essa população foi incorporada posteriormente à sociedade como um dos
componentes da população brasileira.
xvii. Relação social de trabalho escravo foi substituída pela mão-de-obra imigrante assalariada
xviii. O Escravismo Colonial brasileiro foi usado como exemplo por:
1. Espanhóis - Antilhas
2. Franceses
3. Holandeses
4. Ingleses
5. EUA - Colônias do Sul
c. AT3 PEP 2018 - Estudar os sistemas coloniais portugueses no Brasil e na África, destacando os
aspectos que contribuíram para a precoce emancipação política brasileira em relação às colônias
portuguesas na África
i. Sistema Colonial Português no Brasil
1. A criação das Capitanias Hereditárias - contribuiu para a criação de instâncias de
poder, bases para a estrutura político-administrativa da futura nação brasileira
2. A cultura canavieira desenvolveu uma classe social que se estabeleceu como a
aristocracia da terra - contribuiu para a capacidade administrativa do futuro Brasil
3. Busca por pedras preciosas e drogas do sertão alargou os limites da colonização
portuguesa para o interior do continente - criando bases geográficas da futura nação
brasileira
4. A mineração e o gado articularam e integraram as demais regiões da colônia
portuguesa na América, apoiou o desenvolvimento - auxiliando na constituição da
sociedade brasileira
5. A transferência da corte portuguesa para o Brasil, no ano de 1808, transplantou a
estrutura político-administrativa do Estado Português - gerando condições
irreversíveis da emancipação política brasileira em 1822
6. CP - O sistema colonial no Brasil criou bases políticas, econômicas e psicossociais
para a emancipação política.
ii. O Sistema Colonial Português na África
1. O início da presença portuguesa na África - resultado da expansão marítima - Ilhas
Canárias (Século 14) e Ceuta (1415)

109
2. Périplo Africano - esforço português para contorno do continente africano levou o
reino a estabelecer feitorias ao longo da costa africana para relações comerciais
3. O tráfico de escravos - atividade muito explorada por Portugal - não contribuiu para
a construção de uma sociedade africana, atrasando seu processo emancipatório
4. A interiorização do continente africano ocorreu somente com a Conferência de
Berlim 1884-1885, o que atrasou a construção de base para a emancipação africana
5. O Sistema de colonização portuguesa na África não gerou o desenvolvimento
econômico e social local
6. Portugal incentivou a Europeização africana por meio da política de
assimilação, para formar uma elite favorável aos interesses portugueses, o que não
gerou os resultados desejados
7. O sistema de colonização português na África não estabeleceu instâncias de
poder, como o Governo Geral, e não transplantou as estruturas de decisão para o
continente. A falta dessas instâncias não proporcionou o amadurecimento político
africano, dificultando o processo de emancipação
8. CP - o sistema colonial na África não construiu atividades econômicas que
contribuíssem para a formação de classes sociais atuantes e para o amadurecimento
político e desenvolvimento local.

4. Comparação do sistema colonial português no Brasil e na África. (AS 1 - 2011)


Fator Brasil África

Estabelecimento implantação de feitorias e o implantação de feitorias e trocas


da Colonização empreendimento da cana-de- comerciais por produtos como
açúcar no território da colônia ouro, goma-arábica e escravos.
para a produção de açúcar.

Economia baseada em produtos como o pau- baseada principalmente no tráfico


colonial brasil (século XVI), açúcar de escravos para as demais
(séculos XVI e XVII) e ouro colônias do Império Português
(século XVIII)

Tráfico Negreiro Brasil era o principal mercado o tráfico de africanos capturados


consumidor dos escravos vindo da nas guerras tribais e vendidos a
África portuguesa. traficantes portugueses para
servirem de mão de obra na
economia colonial

mão de obra escrava vinda da África na escrava nativa na África


economia colonial, devido ao Portuguesa
fracasso do uso da mão de obra
indígena

110
Território a grande expansão territorial do a pouca ocupação portuguesa da
Brasil colonial através das África, pontilhada em seu litoral
Entradas e Bandeiras com diversas feitorias, tendo uma
expansão territorial relevante
apenas em Angola e
Moçambique

Administração O Brasil dentro do Império a pouca organização político-


colonial Português com uma máquina administrativa das feitorias
político-administrativa portuguesas na África,
centralizada, aperfeiçoada durante fragmentada e presente
o ciclo do ouro no século XVIII. especialmente em Angola e
Moçambique

Sociedade a diversificação da sociedade no a pouca diversificação da


colonial Brasil colonial, em especial após sociedade da África colonial,
o ciclo do ouro, com o surgimento dividida entre uma massa de
de profissionais liberais como escravos e uma pequena elite que
professores, artesãos, advogados e administrava os interesses
mercadores, dentre outros portugueses

Prestígio no O grande prestígio do Brasil O pouco prestígio da África no


Império dentro no Império Português: Império Português: exploração
Português elevado ao Principado em 1645, econômica e repressão à
com alta mobilidade social devido população nativa, com baixa
a sua importância política e mobilidade social
econômica, tornou-se sede do
Império com a vinda da Família
Real em 1808.

Política de A política de “assimilação” dos A política de “assimilação” dos


“assimilação” nativos das colônias do Império nativos das colônias do Império
Português: Português: a escravidão negra e o
link O escravo era usado como mão- tráfico de escravos impediram
de-obra nas lavouras e nas casas. que tal política se desenvolvesse
O Brasil se tornou um destino na África Portuguesa.
para a imigração de muitos Foi utilizada por Portugal para
portugueses, que consideraram a destruir a tradição cultural de
terra uma extensão da sua pátria. suas colônias africanas e, através
da sua europeização, formar uma
elite privilegiada que colaborasse
com os colonizadores.

111
As relações entre o Brasil colonial As relações da África Portuguesa
Relações entre e a África Portuguesa, com o Brasil colonial –
as colônias especialmente a influência dos influências africanas na
colonos luso-brasileiros em sociedade brasileira: idioma,
Angola. religião e política (fugas de
escravos e quilombos).

Ass 37. A ÁFRICA COLONIZADA (SÉCULO XIX): OS DIFERENTES PROJETOS


IMPERIALISTAS EUROPEUS

OBJETIVO:

- Analisar os principais impérios coloniais na África e os seus diferentes projetos neocolonialistas.

a. Portugal e as províncias do ultramar


i. Colonização Portuguesa na África iniciou com a ocupação das Ilhas Canárias (Séc.
XIV).
ii. 1415 - Conquista violenta de Ceuta (estreito de Gibraltar).
iii. Projeto Nacional de colonização que se estendeu por todo continente africano,
chegando à Ásia (até o reinado de D. João III - 1557).
iv. Não havia organização política das colônias africanas.
v. Algumas áreas tinham tratados comerciais - aquisição de escravos, escambos, etc.
vi. Método predatório causou abandono da agricultura e atraso no desenvolvimento
manufatureiro dos países da África.

112
vii. Captura e tráfico de escravos causaram divisão de tribos e desorganização da vida
econômica e social do continente.
viii. Dominação com viés econômico na África.
ix. Ideia de adoção de Política de Assimilação das populações nativas - transformar os
nativos em cidadãos portugueses “civilizados”.
1. Não ocorreu - pequena mobilidade social, devido a evasão de riquezas para a
metrópole.
2. A pequena elite que se “civilizou” assumiu funções administrativas e adotou
práticas violentas contra seu povo.
3. Escravidão e tráfico negreiro também impediram.
x. O sistema de assimilação também foi idealizado na América Portuguesa.
1. Não deu certo devido a proeminência que o Brasil adquiriu na economia do
Império, que transferiu portugueses para o país. Inclusive a Corte, em 1808.
xi. O Sistema Político português mantinha a administração das colônias africanas
separadas da Administração da Metrópole.
1. Competência da Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios
Ultramarinos, criada no século XVIII (mais tarde Ministério das Colônias e
Ministério do Ultramar) - economia, educação e cultura, a justiça e as obras
públicas.
2. O Exército Colonial era independente do Exército português.
3. O Ministério do Ultramar era o responsável pelo governo e administração
interna dos que são hoje 6 países independentes (Angola, Cabo Verde, Guiné-
Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) e ainda outros
territórios (Macau, Goa etc.).
xii. Após as Guerras de Libertação (1961-1974) - restabelecimento de laços de amizade
- Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em 1996.

xiii. A administração da África Oriental Portuguesa na segunda metade do século


XVIII (EBAula)
1. Colonização de Moçambique - capitania subordinada ao Estado da Índia.
2. País com governo e cultura própria - estratégias como a aceitação política dos
reis locais e anuência de algumas práticas - processo lento e complexo de
formação do domínio português no interior da África Oriental.
3. Existência de “Terras da Coroa” - espaços territoriais eram cedidos a
particulares pela administração portuguesa, por um prazo de três gerações -
Proximidade com o sistema de sesmarias.
a. Portugal se interessou em controlar a distribuição e ocupação das terras
localizadas naquele domínio (assegurar a posse)

4. A economia de Moçambique girava em torno da exportação de escravos,


marfim e ouro - alto valor comercial e cobiçados na maior parte do mundo
moderno.
5. A Coroa Portuguesa não estava interessada em controlar a produção de
mercadorias, mas o seu comércio.

113
6. A partir da metade do século XVIII - alteração na organização administrativa
do domínio português.
a. Moçambique deixou de ser um entreposto comercial e passou a ser uma
região de posse portuguesa (explorar riqueza).
b. Passou a ser uma colônia independente.
c. Portugal passou a nomear governadores (igual Brasil).
i. Controle efetivo do governador das atividades comerciais
(similar BRA).
ii. Cobrança de todos os impostos e créditos referentes ao território
sob sua jurisdição (similar BRA).
iii. Administração eqüitativa da Justiça.

xiv. África e o Império Colonial Português (EBAula)


1. Portugal extinguiu o tráfico negreiro na África Portuguesa em 1842
2. Aboliu a escravidão em 1869
3. Conferência de Berlim (1884-85): definiu Angola e Moçambique para
Portugal.
4. Buscou dominar territórios da Costa da Angola até Costa do Moçambique
(Mapa Cor-de-Rosa).
a. Isso gerou atritos com a Inglaterra devido ao projeto inglês de ligar
Cabo até Cairo.
b. Inglaterra proferiu o “Ultimato Britânico” (1890), fazendo Portugal
desistir.

b. A França e suas extensões ultramarinas;


1) A colonização francesa na África se concretizou de fato nos fins do século XIX e no
século XX, porém, em 1664 os franceses chegaram ao Senegal.
2) Colonização da França (Carlos X) na Argélia, em 1830, visou recuperar o prestígio
francês, perdido após as Guerras Napoleônicas, o que gerou lucros para empresas
francesas.
3) Fundou a cidade de Libreville (1849), no Gabão, para devolver escravos apreendidos
em navios negreiros após o término da escravidão

114
4) 1878, após a Guerra Russo-Turca, por influência de Bismarck, recebeu a região da
Tunísia. Em 1881, tornou-se protetorado francês, o que irritou a Itália, que tinha o
propósito de conquistar a região.(reflexo nas alianças da IGM).
5) 1883, perdeu o Egito para a Inglaterra
6) Pós Conferência de Berlim (1894-1895) os franceses criaram o Ministério das
Colônias (1894), dividindo seus territórios em 3 partes: África Ocidental Francesa,
África Equatorial Francesa e Ilhas Francesas.
7) África Ocidental Francesa (Sudão Francês em 1931) era composta por Burkina Faso,
Costa do Marfim, Mali, Níger e Senegal.

8) África Equatorial Francesa, ia desde as margens do Rio Congo até o Deserto do


Saara, sendo composta pelo Congo, Gabão, Chade, Camarões e República Centro
Africana.

9) Ilhas Francesas eram Madagascar e Comores.


10) A política francesa para as colônias era desenvolvimentista e centralizadora: diversos
órgãos setoriais funcionavam na metrópole e burocracia colonial em cada região,
encarregada da administração local.

115
11) A França adotou a ideia de assimilação - ideal civilizador, impondo a sua língua,
modo de vida e costumes, impedindo a manifestação política, cultural ou religiosa dos
nativos (subjugados).
12) Porém, ocorreram poucos casos de assimilação, gerando distanciamento e segregação.
a) As escolas das colônias ensinavam a língua, a história e os símbolos nacionais
franceses.
13) Conquistou grandes territórios com poucas saídas para o mar e escassos recursos
materiais (MALI, NÍGER, CHADE e República Centro Africana - RCA)
14) Tratamentos diferenciados entre as Elites coloniais (franceses/civilizados) e os
Nativos, gerou desconfiança e aversão que se prolongou no pós-independência
(Argélia)
a) Tarifas excessivas
b) Apropriação de terras e confisco de bens
c) Maus tratos
15) A França formou um grande império colonial (10 vezes seu território) - (Gerou
descontentamento alemão - reflexo alianças I GM)
16) Em 1912, a França domina o Marrocos, após disputa com a Alemanha, direcionada
pelo poder britânico sobre o Nilo, e se junta à África Ocidental Francesa. Em troca,
deveriam impedir qualquer ameaça externa e dar apoio econômico à
região.(BAREMA CP2020).
17) A Descolonização das colônias francesas só se efetivou após a Segunda Guerra
Mundial, tendo como um dos fatores o envio de colonizados como soldados para
combater no front francês.
18) Aversão dos colonizados pelos franceses: o modelo utilizado inviabilizou a evolução
da Comunidade Francesa (1958-1961), entrando em colapso por desconfianças e
ressentimentos.
E daí: A ocupação violenta das colônias francesas na África subjugou grupos e lideranças locais.

c. A Inglaterra: do Cabo ao Cairo.

Inglaterra no sul da África (Cabo - África do Sul)


Guerra dos Bôeres
- No sul da África os colonos europeus, principalmente holandeses e franceses haviam se
estabelecido e fundado duas repúblicas independentes: Orange e Transvaal
- Com o imperialismo inglês, esses tentaram tomar posse desses territórios (rico em ouro,
diamante, minério).
- Primeira guerra (1880 a 1881): vitória dos bôeres e manutenção das repúblicas
independentes.
- Segunda guerra (1889 a 1902): vitória da Inglaterra, extinção das repúblicas bôeres e
anexação ao Império inglês.
- Resultado: Paz de Vereeniging (1902) - as repúblicas foram incorporadas ao Reino Unido e,
em 1910, juntaram-se às colônias do Cabo e de Natal para constituir a União Sul-Africana.

116
Inglaterra no norte da África (Cairo - Egito)
- Canal de Suez: construído entre 1859 e 1869 ficou sob posse do Egito e da França. É uma via
navegável entre o Mar Mediterrâneo e Mar Vermelho, permitindo acesso da Europa à Ásia e ao
Pacífico sem contornar a África, diminuindo o percurso em 7000 km. Permitiu a integração entre
os grandes centros comerciais europeu e as colônias da Ásia.
- O Egito vendeu sua parte para a Inglaterra em 1875. França e Inglaterra dispuseram de iguais
direitos sobre o Egito e o canal nesse momento (50% cada).
- Em 1882 uma revolta nacional se instalou contra os europeus. A Inglaterra iniciou a guerra e
ocupou o Cairo. A França não tomou parte no conflito. A vitória inglesa deu a esse país a posse do
Egito e consequente domínio do Canal de Suez.
- Nova revolta ocorreu no Sudão em 1885 e os revoltosos tomaram o país. A Inglaterra avançou
lentamente do Egito e reconquistou o Sudão em 1888, consolidando sua posse sobre o Egito e esse
país.

- Projeto Inglês de Conquista do CABO ao CAIRO - Lançamento de ferrovias com os recursos


das Colônias e apoiado pelos Chefes Tribais Locais ligados à Administração local.
- Levou ao incidente de Fashoda (Ing x Fra): possibilidade de cruzamento das ferrovias
inglesa (norte-sul) e francesa (oeste-leste) na África. França lança missão militar à
região ao sul do Egito para garantir a passagem de sua ferrovia. Inglaterra envia força
militar mais potente e franceses se retiram.
- Não foi concluída por disputas com FRA, POR e ALE:
- França: incidente de Fachoda
- Portugal: intenção de ligar Moçambique a Angola (mapa rosa)
- Alemanha: domínio da Tanzânia até final da 2ª GM. Interrompia a ligação
Norte-Sul do território inglês.

Administração das colônias era indireta:


- Aproveitavam-se das instituições e das lideranças locais existentes.
- De forma distinta dos portugueses e franceses, os ingleses buscavam dominar cada
população, usando sua própria estrutura de poder.
- Combinavam estrutura e a cultura da colônia com os aperfeiçoamentos pontuais para
garantir a subordinação ao Império inglês:
- Se mostrou mais eficaz e lucrativo
A luta da Inglaterra contra escravidão facilitou as relações com as colônias
- O objetivo era ter trabalhadores, conseguir matéria-prima e mercado consumidor

Pós independência das colônias foi criada a Comunidade Britânica, por meio da Declaração de
Londres: organização exitosa com objetivo de promover a integração das ex-colônias inglesas.

117
BUNKER 2021

UD IX – PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL E A CRISE DE 1929

OBJETIVO ENGLOBANTE: Interpretar a I Grande Guerra, a Revolução Russa (1917), o pós-guerra e a crise de
1929, para compreender o impacto desses eventos nas transformações da Ordem Mundial naquele período

1. ASSUNTO 38: A 1ª GRANDE GUERRA (1914 – 1918): O choque entre Estados e o conflito bélico; a questão
dos tratados ao fim da guerra
Objetivos:
Explicar os principais interesses em choque na I Grande Guerra .
Analisar:
os blocos antagônicos; as etapas dos conflitos e seus resultados, em especial os tratados de paz e o
surgimento da Liga das Nações

a. Antecedentes, Causas e Interesses em Choque


1) 1870/71 - Guerra Franco-Prussiana (Império Alemão Venceu - Revanchismo Francês)
a) Unificação da Alemanha + Anexação da Alsácia e Lorena + Indenizações
2) 1873 - Convenção São Petersburgo (RUS+ALE) - Aproximação da Alemanha com a Rússia para
evitar conflito, conduzida por Otto Von Bismark. Depois juntaram-se AUS + ITA
3) 1877 - RUS+AUS declaram guerra contra Império Turco-Otomano
a) RUS retoma Territórios nos bálcãs e AUS passa a controlar Bósnia-Herzegovina
4) 1879 - Aliança secreta ALE+AUS
5) 1882 - Tríplice Aliança ALE+AUS+ITA (até 1914)
6) 1885 - Conferência de Berlim - Partilha da África - ALE prejudicada na divisão
7) 1892 - Aliança Franco-Russa
8) 1904 - Entente Cordiale FRA+ING (depois entrou a RUS após Tratado de São Petersburgo)
9) 1906 - Áustria anexou províncias eslavas da Bósnia-Herzegovina - prejudicou "Grande Sérvia"
a) Acirrou o conflito nacionalista
b) Surgimento do Movimento Mão Negra
10) 1907 - Entente Anglo-Russa - TRÍPLICE ENTENTE
11) GUERRAS BALCÂNICAS - 1912-1913 - disputa entre Sérvia, Montenegro, Grécia, Romênia,
Turquia e Bulgária pela posse dos territórios remanescentes do Império Otomano. Teve seu fim com o Tratado
de Bucareste (agosto de 1913), que estabeleceu que Grécia e Sérvia dividiram a Macedônia, e a Romênia
ganhou parte da Bulgária. A Albânia, que estava sob suseranato turco, tornou-se um principado muçulmano
independente. A Grande Sérvia representava uma ameaça à Áustria-Hungria. A Rússia prometeu apoiar a
Sérvia em seu esforço nacionalista, e a Alemanha prometeu ajuda militar à Austria-Hungria. O assassinato do
herdeiro do trono austro-húngaro em Sarajevo (1914) deu à Áustria-Hungria o pretexto para invadir a Sérvia,
levando à deflagração da Primeira Guerra Mundial, seis meses depois.

118
12) Corrida Armamentista/ Paz Armada
13) Ameaças de Guerra no Campo diplomático
14) Desequilíbrio de Poder (Crescimento industrial/militar alemão ameaçava a hegemonia inglesa)
15) Sistemas de Alianças Secretas (efeito dominó que desencadeou a Guerra)
16) Antagonismos (França e Alemanha - região da Alsácia-Lorena - Guerra Franco-Prussiana 1871)
17) Imperialismo. Existência de Grandes impérios que dominavam povos e nações heterogêneas;
18) Crença de uma Guerra Rápida e vitoriosa por ambos os lados;
19) Alemanha + Império Turco Otomano - Proposta de ferrovia Berlim-Bagdá
a) Desagradou povos eslavos, pois cortava a região dos Balcãs - pretendida pelo império russo
20) Nacionalismos (Pan-Germanismo; Pan-Eslavismo; Pan-Arabismo)
a) Região dos Balcãs - dominada pelo Império Turco Otomano - Império Russo queria o controle -
Pan Eslavismo.
b) Sérvia - Queria estabelecer a Grande Sérvia
(1) Unificando povos eslavos na região
(2) Obtendo acesso ao mar
(3) Com a proteção do Império Russo - Pan-Eslavismo

c) 1906 - Áustria anexou a Bósnia-Herzegovina


(1) Prejudicou a "Grande Sérvia"
(2) Acirrou o conflito nacionalista
(3) Surgimento da Mão Negra - Grupo extremista Sérvio/Bósnio radical
d) Assassinato do arquiduque austríaco Francisco Ferdinando em 1914, por Sérvio da Mão
Negra
21) Questões de minorias étnicas (Assassinato de Francisco Ferdinando foi por um Sérvio);
22) Interesses em choque
a) França X Alemanha - Alsácia- Lorena e Marrocos
b) Inglaterra X Alemanha - disputa capitalista e hegemônica militar
c) Áustria-Hungria X Sérvia
d) Alemanha X Império Russo - Disputas territoriais - Ferrovia Berlim-Bagdá
E Daí? A 1ª Guerra Mundial uniu várias guerras em uma só.

119
b. Blocos antagônicos
1) Tríplice Aliança (Potências ou Impérios Centrais)
a) Firmado em 1882
b) Império Alemão
c) Império Austro-Hungaro
d) Itália (até 1914)
e) Bulgária e Império Turco-Otomano (Após 1914)

2) Tríplice Entente (Entente Cordiale ou Aliados)


a) Firmado em 1907
b) França
c) Inglaterra
d) Império Russo (até 1917)
e) Itália (a partir de 1915)
f) EUA (a partir de 1917)
g) Cerca de 20 outras nações, inclusive o Brasil (Após 1917) - Guerra se tornou Mundial

c. Fases do Conflito e resultados


1) Guerra de movimento (1914)
a) Desencadeamento do Plano Schlieffen para envolver e conquistar a França. Ofensiva Alemã
pela Bélgica;
b) Alemães modificaram o plano inicial, antecipando a mudança de direção do ataque, que pode ter
contribuído para o insucesso;
c) Alemães foram detidos a 60 km de Paris, na Batalha de Marne.
d) Deu início a fase estática da Guerra;
E Daí? Movimento não obteve êxito

2) Guerra de Trincheiras (1914-1918) - aliados buscaram abrir novas frentes para isolar a
Tríplice Aliança
a) Frente Ocidental
- Batalha de Verdun (1916) - 1 milhão de mortos, sem grandes mudanças na frente
- Batalha de Somme (1916) - mais de 1 milhão de mortos
- Linha de trincheiras - Linha Siegfried
b) Frente Pacífico
- Colônias alemãs tomadas pelas aliados e japoneses (Ilhas Carolinas, Ilhas Marianas, Nova
Guiné Alemã)
c) Frente Oriente
- Campanha de Gallipoli (Britânicos tentaram a abertura do estreito de Dardanelos)
- Vitória do Império Turco-Otomano
E Daí? O Império Turco Otomano impossibilitou a ligação entre os Aliados e a Rússia

d) Frente Mesopotâmia-Palestina
120
- Britânicos enfrentaram os turco-otomanos e venceram com a ajuda de tribos árabes (Revolta
Árabe) link futuro com Questão árabe-israelense - tratado de Sykes Picot/ promessas T.E.
Lawrence

3) Ofensivas Finais (1918)


a) Conjuntura
- Revolução Russa (1917) - Tratado de Brest-Litovski
- Guerra submarina irrestrita declarada pela Alemanha
- Tentativa de Aliança da Alemanha com o México (Telegrama Zimmermann) - invasão EUA
- Declaração de guerra dos EUA às potências centrais

b) Ações
- Alemanha lança a Ofensiva de Verão (fim à guerra antes da chegada dos EUA): detida a 120 km
de Paris.
- Ofensiva dos Cem Dias (grande Contra-ofensiva da Entente com reforço dos EUA) - 2ª Batalha
de Marne, destruição da defesa alemã;
- Derrota na Guerra dos Bálcãs fez a Alemanha perder fonte logística.
- Alemanha reconhece a derrota (1918) - início das negociações de paz

d. Tratados de Paz
1) Mnemônico: Sem Palhaçada Bunker! Vocês Não Sabem Tudo! Sente-se, Respire, Leia, Responda e
Levante-se
2) Tratado de Sykes-Picot (1916) - Não necessariamente tratado de paz. Acordo secreto entre França e
Inglaterra para divisão do Oriente Médio em áreas de influência (Colônias);
3) Tratado de Brest-Litovsk (1917) - Saída do Império Russo da I GM e armistício com a Alemanha.
A Rússia cedeu territórios para a Alemanha.
E daí: Alemanha focou na Ofensiva de Verão.
4) Tratado de Versalhes (1919) - Pesadas condições impostas à Alemanha
a) Pagamento de Indenizações;
b) Limite às Forças Armadas (exército 100 mil homens, Marinha 15 mil, Perdas na frota Naval,
extinção da Força Aérea Desarmamento);
c) Desmilitarização da Renânia;
d) Perdas Territoriais (Alsácia-Lorena) e de Colônias na Ásia e África;
5) Tratado de Neuilly (1919) - A Bulgária reconheceu a Iugoslávia e deveria pagar indenizações.
6) Tratado Saint-Germain-en-Laye (1919) - Criação da Áustria, separação do Império Austro-
Hungaro. Áustria não poderia se juntar a Alemanha;
7) Tratado do Trianon (1920) - Nova Hungria - Estabeleceu a paz entre as etnias;
8) Tratado de Sevres (1920) - Desmembramento do Império Turco-Otomano, espécie de ratificação
do Sykes-Picot (1916) - Independência da Armênia (Link com Conflitos em Nagorno Karabakh). Palestina
passa ao controle da Inglaterra. Síria passa ao controle da França. Surgimento do Movimento Nacionalista
Turco - Proclamou República Turca - Influenciou o tratado de Lausanne.
9) Tratado de Rapallo (1922) - Alemanha e Rússia - renúncia a reivindicações territoriais da 1ª GM.
Restabelecimento da diplomacia. Permitiu o uso de território russo para treinamento militar alemão.
10) Tratado de Lausanne (1923) (Reconhecimento da Independência da República da Turquia) - Após
a Revolução liderada por Kemal Ataturk iniciada com a assinatura do Tratado de Sèvres. Não reconhecimento
da independência da Armênia, levou ao Genocídio Armênio;
E Daí? A Turquia foi o único caso de país derrotado que foi capaz de reverter os termos de paz e negociar
igualmente com a Entente
11) Tratado de Roma (1924) - Anexação territorial pela Itália (Anexou a Província de Fiume)
121
12) Tratado de Locarno (1925) - Manutenção das Fronteiras entre Bélgica-Alemanha e França-
Alemanha.

e. Consequências da 1ª Guerra Mundial


1) Para o Mundo
a) Fim dos Grandes Impérios (Alemão, Russo, Austro-Húngaro, Turco-Otomano)
b) Destruição da Europa - 20 milhões de mortos/ destruição de parques industriais;
c) Emergência dos EUA como potência;
d) 1ª Guerra Total
e) República de Weimar - na Alemanha, alimentou o revanchismo Alemão;
(1) Imposição para negociação no Tratado de Paz - representante legítimo do povo alemão
(2) A Alemanha acreditava que conseguiria benevolência nos termos da Conferência de Paz
f) Surgimento de movimentos Nacionalistas Totalitários (Fascismo, Nazismo, Franquismo e
Salazarismo)
g) Disseminação do Comunismo (Vitória da Revolução Russa)
h) Liga das Nações
i) Guerra Civil Alemã (Revolução Alemã) - Conflito entre Comunistas, Conservadores e Social-
Democratas.
j) Corredor Polonês - Tratado de Versalhes - Cidade Livre de Danzig separava a Alemanha
k) "Mito da Punhalada pelas costas". Justificativas ao fracasso alemão devido a traição de judeus,
minorias e políticos. Motivou Nacionalismo e revanchismo.
l) Fortalecimento do Japão como potência

2) Para o Brasil
a) Missão Aché - Comissão de Estudos de Operações e Aquisição de Materiais
(1) Estado-Maior - Missão militar francesa (1919); Criação da EsAO, 1919
(2) Infantaria - Guerra de Movimento, Manobra de frações de infantaria
(3) Cavalaria - Doutrina de Blindados (José Pessoa);
(4) Artilharia - Canhões 105 e 155 e Artilharia de Costa
(5) Aviação - Criação da Escola de Aviação do Campo dos Afonsos (1919);
(6) Saúde - Evoluções para a Saúde em Campanha
E Daí? Missão Aché - Papel decisivo na evolução da doutrina militar nos anos 1920-1930
b) Participação de Militares Brasileiros no Exército Francês (Cap José Pessoa);
c) Influenciou participação política dos militares - Tenentismo
d) Liderança âmbito América do Sul (única nação sul-americana a participar da 1ª GM)

f. O Surgimento da Liga das Nações


1) Amparada na Corrente Idealista/Liberal das Relações Internacionais, segundo a qual deve-se buscar a
paz e aproximação harmoniosa entre países;
2) Baseada nos "14 pontos"de Woodrow Wilson, presidente dos Estados Unidos:
a) Proposta de Paz conciliadora, ao invés de Paz Punitiva. "Paz sem vencedores" (não alcançada);
b) Proposta da criação de um organismo supranacional para evitar novas Guerras (Liga das Nações,
depois ONU);
3) Os Estados Unidos não participaram da Liga das Nações, pois o Congresso não aprovou o ingresso.
Isolacionismo dos EUA foi uma das causas do fracasso da Organização;
4) O Brasil integrou até 1926. Saiu após a admissão da Alemanha na Liga, no âmbito da Política do
Apaziguamento de Chamberlain;

122
2. ASSUNTO 39: A REVOLUÇÃO RUSSA (1917): A utopia socialista e a expansão soviética
Objetivos:
Compreender as origens do comunismo na Rússia e as fases do processo revolucionário

a. Origens do Comunismo na Rússia


1) Socialismo cresceu a partir da difusão do capitalismo no mundo - acusações contra sociedade
capitalista incapaz de evitar guerras e crises financeiras.
2) Revoluções 1848 -Europa assolada por guerras civis, com liberais e nacionalistas lutando pela
democracia e independência. Nasce o movimento socialista, baseado na luta de classes contra o capitalismo.
3) Manifesto Comunista - criado em 1848, direcionou a forma como o socialismo deveria ser
construído.
4) Marx e Engels pregavam que o operário deveria derrubar a burguesia pela força para conquistar o
poder.
5) Socialismo prega sociedade sem classes.
6) 1ª Internacional Comunista (1864-1876): criada pela classe operária contra a burguesia e capitalistas
devido ao crescimento industrial da Europa (2ª Revolução Industrial):
a) alegava a distância entre trabalhadores e burguesia
b) substituição da iniciativa privada por cooperativa nacional
c) disseminação partidos trabalhistas no mundo inteiro
7) 2ª Internacional Comunista (1889-1914): finalidade de coordenar tendências políticas dos partidos
filiados de unidade dos trabalhadores contra o capitalismo e contra a guerra.
8) 3ª Internacional Comunista (1919-1943): chamada de Comintern, liderada por Lenin.

b. Fases do Processo Revolucionário


1) Antecedentes
a) Decadência do império a partir de meados do séc XIX
(1) 1861 - Emancipação dos servos - primeira reforma liberal, fim teórico da servidão.
b) Guerras perdidas
(1) Guerra da Crimeia (1853-56) - demonstrou atraso russo (Aliança Anglo-Franca-Sarda)
(2) 1877- Rússia invade Balcãs, novamente rechaçado (revolta turca e pressão potências)
(3) 1904 / 05 - Guerra Russo-Japonesa pela Manchúria e Port Arthur (Japão) - derrota do
Império Russo abala prestígio do Czar Nicolau II.

c) Início séc XX a Rússia ainda era um Estado Feudal (relações trabalho semelhantes a servidão)
(1) 80% economia era agricultura (elite política)
(2) levou ao incentivo a entrada de capital estrangeiro e industrialização
(a) condições de trabalho impostas semelhantes às da 1ª Revolução Industrial (16 horas de
trabalho) aumentaram as tensões sociais.
(b) crescimento da burguesia, especialmente em Moscou e São Petersburgo (capital)

d) Revoltas
(1) A crise econômica foi agravada pela derrota contra o Japão em 1904/1905.
(2) Sucessão de greves e manifestações. A falta de diálogo do governo resultou em revoltas e
politização das massas.
(3) 1905 - “Domingo Sangrento”: passeata pacífica promovida por trabalhadores e populares
por melhores condições de vida.
(a) Queriam uma audiência com o Czar
(b) Queriam liberdade religiosa, 8h trabalho, reforma agrária, fim da censura
(c) Resultado: repressão brutal do Czar Nicolau II, centenas de mortes, estopim para a
revolução de 1905.
123
(4) Revolução 1905 - Czar passou a ser encarado como opressor (devido à atitude no
Domingo Sangrento).
(a) Campo - Camponeses invadiram terras, foram reprimidos
(b) Cidades - Greves em massa, dura repressão.
(c) Forças Armadas - rebelião do encouraçado Potemkin, debelada pelo Exército

(d) Consequências
((1)) 1905, “Manifesto de Outubro” - Concessão para continuar no poder
((a)) 1906, Criação da Duma (Parlamento para fiscalizar o Governo)
((b)) Abertura de partidos políticos e convocou eleições.
i. “Sovietes” - conselho de operários. representantes do povo nas fábricas e
no governo;
((c)) A criação da Duma arrefeceu o movimento social.
((d)) Surtiu pouco efeito político, pois a Duma poderia ser dissolvida a
qualquer momento pelo Czar e os partidos eram constantemente vigiados.

((2)) Partido Social-Democrata (irregular) dividido em 1903


((a)) Partido Menchevique (Minoria, Moderado, reforma gradual, burguesia)
((b)) Partido Bolchevique (maioria, radical, ação revolucionária)
i. Ditadura do Proletariado, Trotsky aderiu em 1917.
((3)) Continuou a pressão popular, Czar usou a Polícia Secreta para perseguir,
prender, exilar, matar os líderes das categorias populares.

(e) 1ª Guerra Mundial (1914-1917)


((1)) Sucessivas derrotas, falta de suprimento e milhões de mortes solaparam a
autoridade imperial.
((2)) O Czar abandona a administração da Rússia e se volta para a I GM, o que agrava
a crise interna.
((3)) A polícia não conseguia deter o movimento, e o exército se recusava a atuar
contra o povo, lembrando que os soldados também eram considerados "sovietes".
((4)) Sovietes:
((a)) Soldados + Operários + Camponeses
((b)) Lema: Paz, Pão e Terra
((c)) Saída da 1ª GM (paz)
((d)) Combate a fome e miséria (pão)
((e)) Reforma Agrária (terra)
((f)) Nacionalização dos Bancos
((g)) Controle de Fábricas pelos Operários

2) Início da Revolução 1917


a) “Revolução de Fevereiro” ou “Revolução Branca”
(1) Conduzida pelos Mencheviques
(2) Greves gerais entre os trabalhadores.
(3) Forças Públicas aderiram ao movimento
(4) Renúncia do Czar Nicolau II e início do Governo Provisório comandado por Alexander
Kerensky - Ministro da Guerra (chefiado pelo príncipe Georgy Lvov).

b) Governo Provisório
(1) promoveu a liberdade de imprensa e outras medidas populares (crise se manteve)
124
(2) não saiu da guerra e enfrentou animosidades com os sovietes (conselho deliberativo de
operários para regular a produção em uma indústria)
(3) Entre fevereiro e outubro, disputa pelo poder entre sovietes e o governo Provisório gerou
turbulência política.
(4) Na guerra, tropas mataram oficiais e desertavam, camponeses invadiam terras saqueando
e queimando e novos sovietes eram formados em cidades.
(5) Lênin e Trotsky foram perseguidos, sendo o primeiro exilado na Finlândia e o segundo
preso.

c) “Revolução de Outubro” ou “Revolução Vermelha” comandadas pelos Bolcheviques


(1) Bolcheviques chamados pelos mencheviques para fazerem frente à tentativa de golpe
militar do General Kornilov
(2) Nesse contexto, Lênin e Trotski retornaram.
(3) Conseguiram impedir o golpe, mas aproveitaram o momento para tomar o poder.
(4) Bolcheviques liderados por Lênin cercaram a capital e derrubaram o Governo Provisório
(5) Conselho dos Comissários do Povo criado pelos sovietes de Petrogrado.
(a) Atendimento das demandas populares e intervencionismo estatal:
((1)) Saída da Guerra (Tratado de Brest-Litovski)
((2)) reforma agrária (confisco de propriedades privadas aristocratas e da igreja)
((3)) controle das fábricas por operários (nacionalização de empresas)
(b) Convocação de uma Assembleia Constituinte, Bolcheviques tiveram menos votos, Lenin
publicou “Teses sobre a Assembléia Constituinte” e fechou a Assembleia
(c) Mencheviques e socialistas descontentes conclamam o povo para derrubar o conselho

d) “Guerra Civil 1918-1922” disputa pelo poder


(a) Grupos revolucionários que eram oposição aos bolcheviques, que disputavam o poder:
((1)) Czaristas (Conservadores)
((2)) Liberais (republicanos)
((3)) Grupos da Igreja Ortodoxa e Socialistas (Mencheviques), em menor número
((4)) Anarquistas (Exército Negro)
(b) Bolcheviques criaram o Exército Vermelho contra o Exército Branco dos liberais
(Exército Branco ajudado por ingleses, franceses, americanos e japoneses)
(c) Resultado da Guerra: Rússia devastada.
(d) Governo Bolchevique institui o “Comunismo de Guerra”:
((1)) abolição do dinheiro e das leis de mercado.
((2)) Confisco de cereais (causou desestímulo ao plantio), gerando desabastecimento
((3)) Grande êxodo urbano (Petrogrado e Moscou reduziram 50% suas Populações)
((4)) milhões de mortes por fome “Fome de 1921”
(2) Com a vitória dos Bolcheviques, Lênin em 1921 reformula a economia devastada
(a) NEP - Nova Política Econômica (recuo tático)
((1)) Recuperou alguns traços do capitalismo - livre iniciativa e pequenas propriedades
e investimentos externos. Serviu como modelo a outros países, influenciou na "utopia socialista"

e) Criação da URSS 1922


(1) Lênin morreu em 1924 e se iniciou a disputa:
(a) Trotsky (internacionalização) e
(b) Stálin (primeiro fortalecer a URSS)
(2) Stalin assume o poder por ser o secretário-geral do partido comunista, que já se
confundia com a própria máquina do governo

125
c. A utopia socialista e a expansão soviética
1) Utopia Socialista: A economia URSS não foi afetada pela Crise de 1929, atraindo países para a
URSS e proporcionando sua expansão.
2) Manifesto Comunista 1848
3) 1ª / 2ª / 3ª Internacional Comunista
4) Criação do Partido Comunista Brasileiro (PCB) - 1922
5) Intentona Comunista (1935)
6) Cortina de Ferro - englobando países como Bulgária, Romênia, Hungria, Iugoslávia (socialismo
independente de Tito) e Tchecoslováquia.
7) Conferência de Ialta - 1945 (anexação à URSS dos territórios invadidos pelo Exército Vermelho)
8) Conferência de Potsdam - 1945 (divisão da Alemanha e Berlim)
9) Maoismo - Revolução Chinesa (Aliados a URSS no período Stalinista)
10) Revolução Cubana (1959)
11) Foquismo (América do Sul)
12) Crise dos Mísseis - 1962
13) Grupos armados no Brasil - MR-8, Var-Palmares (1964-85)
14) Criação de partidos com viés socialista no Brasil (1979).
15) Apoio em guerras visando disseminar o socialismo (Coreia - 1950/53, Vietnã - 1961/75, Angola
- 1975, Afeganistão - 1979)

ASSUNTO 40: O PÓS GUERRA E A CRISE DE 1929: O surgimento de um novo Império (EUA)
Objetivos:
Examinar as causas da crise econômica ocorrida nos Estados Unidos em 1929, destacando suas
consequências para o restante do mundo
Compreender a política de recuperação da economia norte-americana, denominada “New Deal”, para
enfrentar a Grande Depressão econômica.

d. Causas da Crise de 29
1) Isolacionismo dos EUA - gerir a economia mundial sem criar um sistema político internacional que
lhe desse suporte.
2) Manutenção do ritmo de produção da guerra
a) Os EUA supriam as necessidades das potências aliadas com gêneros alimentícios e maquinário
industrial
b) A medida que os países europeus começaram a se recuperar, devido à créditos concedidos pelos
EUA, houve substituição dos produtos importados por locais
c) Os estadunidenses acreditavam que conseguiriam absorver a produção
d) Hoover, Liberal, acreditava na não-intervenção estatal na economia;
3) A recuperação econômica da Europa - essa passou a aumentar progressivamente sua produção
entre 1924 e 1929.
4) Especulação na bolsa - os preços das ações seguiram aumentando mesmo com o excedente de
produção.
5) Queda nos resultados do trinômio trabalho-salário-consumo.
6) Superprodução
a) Agricultura:
(1) Armazenamento de safras para evitar queda dos preços ainda maiores (no caso do Brasil
a compra e a queima de café pelo governo). Não obtiveram êxito na estratégia adotada e os preços caíram
drasticamente.
(2) Aluguel para armazenamento → Empréstimos / Hipotecas de propriedades para pagar
os depósitos / Redução no consumo → redução nos lucros → falência de agricultores;
b) Setor industrial:
(1) Conceitos:
126
(a) Bens de Capital: Bens que servem para a produção de outros bens (máquinas,
equipamentos, materiais de construção)
(b) Bens de Consumo: automóveis e eletrodomésticos
(2) A indústria aumentava a produção com o dinheiro recebido de investimentos;
(3) os salários se mantinham estáveis - demanda não supria a oferta
(4) redução da produção de automóveis de 600 mil, em março, para 300 mil unidades, em
outubro.
7) Juros baixos e empréstimos - o crédito facilitado favoreceu a especulação na bolsa.
8) A diminuição do mercado com a atuação URSS - o bloco soviético separou ⅙ das terras emersas
no mercado capitalista mundial.
9) A não intervenção do Estado norte-americano - O presidente Hoover acreditava que a economia
iria se recuperar sozinha (pensamento liberal).

10) AT 3 - PEP/21 - Causas


a) grande euforia nos EUA, "Loucos Anos Vinte", consumismo, “the American Way of Life”;
b) manutenção do ritmo da produçaõ , alcançado durante a Primeira Guerra Mundial , com a redução
das aquisições pelos países europeus
c) O excesso de liberalismo na economia estadunidense, não aceitando intervenção do Estado ,
ocasionando a superprodução
d) superprodução agrícola
e) A grande expansão de crédito . crédito livre e influenciadas pela euforia , as pessoas passaram a
investir de no mercado financeiro, disparando a especulação monetária
f) com os primeiros sinais da crise, muitas pessoas e empresas retiraram suas reservas dos bancos,
dando início a um processo de recessaõ
g) a grande maioria dos investidores decidiu vender suas ações, ocasionando a quebra da Bolsa de
Valores de Nova Iorque
h) desequilíbrio entre a demanda e a oferta nos comércios locais de diversos paiś es , principalmente
dos EUA.
i) A concentração de renda, com a formaçaõ de grandes monopólios e oligopólios, acabou afetando
o mercado consumidor
E Daí: Conclui-se, parcialmente, que as causas da Crise de 1929 estavam relacionadas ao liberalismo
exagerado e à especulação desenfreada, consequências do otimismo da década de 1920. Tais aspectos foram
combatidos, posteriormente, pelo Governo dos EUA, por meio de medidas intervencionistas que
interromperam o “laissez faire” liberal e atuaram para reequilibrar a economia interna.

11) Crash da Bolsa (Causa propriamente dita)


a) Conceito:
(1) Mercado de Capitais: Bolsas de valores e instituições financeiras (bancos e Companhias
de seguros)
b) Setor financeiro: Empresas começaram a vender ações
c) Os preços das ações eram baseados na economia especulativa (euforia)
d) baixos juros bancários incentivaram os empréstimos para investidores, que compravam cada vez
mais ações, alimentando a bolha especulativa
e) As ações começaram a cair rapidamente - investidores preferiram ficar com dinheiro nas mãos
(vendendo ações a qualquer preço, fazendo o preço cair)
f) Para alguns autores a economia estava superaquecida
(1) empréstimos haviam saltado de 2 para quase 7 bilhões de dólares
g) Quinta-Feira Negra (24 de Outubro de 1929)
(1) 70 milhões de títulos colocados a venda sem que encontrassem compradores;
h) Segunda-Feira Negra (28 de Outubro de 1929)
(1) Após o final de semana de aparente tranquilidade com os mercados fechados, a queda se
acentuou;
127
i) Terça-Feira Negra (29 de Outubro de 1929)
(1) Colapso
j) Círculo Vicioso / Bola de Neve:
(1) Ciclos econômicos: Aumento da produção → Aquecimento da economia → Emprego
→ Consumo → Endividamento → Redução da demanda/consumo → Redução da produção →
Demissões/desemprego → menor consumo → incapacidade de arcar com dívidas → potencial crise;
(2) Na década de 1920 não houve a percepção da necessidade de controle da produção. A
euforia na economia e a crença no liberalismo ("mão invisível" do mercado) levou a endividamento excessivo
em todos os setores que foram "surpreendidos" com a velocidade de redução na oferta;

k) A Grande depressão
(1) impactos imediatos:
(a) Suicídio de investidores;
(b) falência de bancos e empresas;
(c) Desemprego, Fome;
(d) instabilidade da bolsa por mais um mês

e. Consequências da Crise de 1929


1) EUA
a) Queda da Bolsa de Valores
b) Os bancos congelaram os empréstimos
c) As fábricas pararam seu funcionamento devido à falta de crédito.
d) Aumento do desemprego e consequentemente a redução na renda familiar.
e) A queda do consumo e consequentemente a queda dos preços.
f) Falência generalizada.
g) Milhões de desempregados.
h) Leis federais americanas exigiram repatriamento de capital, gerando crise na Europa

2) Internacional
a) Crise do sistema capitalista (AT-5 2015) - comprometeu a percepção de que as democracias
liberais e o livre-cambismo resolveriam todos os problemas socioeconômicos.
b) Aumento das taxas alfandegárias - os Estados passaram a tentar proteger suas economias, o
que reduziu o comércio internacional.
c) Intervencionismo de Estado. (AT-5 2015)
d) Queda do comércio mundial - ⅓ do que era realizado antes de 1929.
e) Acentuou as diferenças econômicas entre as potências coloniais (EUA, Reino Unido e França)
e as sem colônias (Ale, Ita e Jap). As Potências coloniais foram menos afetadas pela redução do comércio.
f) Leis trabalhistas e sindicalização. (AT-5 2015)
g) Desenvolvimento de burocracia estatal. (AT-5 2015)
h) Manutenção do regime democrático-liberal nas potências coloniais - pois, essas foram menos
afetadas economicamente, mantendo a estrutura social anterior.
i) Fortaleceu o surgimento de governos autoritários na Europa e América do Sul (Argentina,
Brasil). As potências médias (sem colônias = Alemanha, Itália e Japão) viram nas armas o meio para obterem
novos territórios e, assim, buscar recursos e mercados para assegurar seu desenvolvimento capitalista.
j) Fortalecimento de ideais:
(1) nacionalistas extremados: Fascismo e Nazismo
(2) Populismo: América Latina (Vargas e Perón)
(3) Comunismo - Reação contrária ao capitalismo
k) União Soviética, com base na doutrina do Socialismo num só país e em plena industrialização
128
(1) autárquica, desejava se manter fora do conflito, explorando as contradições
internacionais dos distintos projetos capitalistas (liberal, colonialista e militar-expansionista regional).
l) Europa
(1) Principais países atingidos: Alemanha, França, Itália e Reino Unido
(2) Derrubada de quase todas as economias europeias
(3) Pouca interferência na URSS, isolada pelo Socialismo/Comunismo

3) Brasil
a) Queda dos preços do café - Governo comprou e queimou 80 milhões de sacas - tentar aumentar
o preço
b)
Acelerou o processo de industrialização.
c)
Fomentou a Revolução de 30 - Era Vargas
d)
Fomentou a Política de Substituição de importações;
e)
Diversificação das economias
f)
AT 3 - PEP 2021 - Reflexos para o Brasil
(1) euforia dos anos 20. Semana de Arte Moderna, em 1922, refletiu essa influência cultural
(2) encomendas de café cresceram e levaram os agricultores brasileiros a realizar grandes
investimentos (antes da Crise)
(3) Superprodução de café - governo comprando o excesso de produção para a manutenção
do preço de mercado. criação do Conselho Nacional do Café (1931)
(4) a queda do preço das “comodities”, inclusive do café, desencadeou a crise financeira
(5) o café brasileiro deixou de ser um produto essencial e sua compra foi reduzida
consideravelmente
(6) redução de créditos e diversos empresários perderam suas fortunas
(7) a Revolução de 1930 e a ascensão do novo governo provisó rio de Getú lio Vargas
(8) Brasil iniciou, nos anos de 1930, o seu processo de industrialização

4) AT 3 - PEP/21 - Consequências
a) desequilíbrio no sistema capitalista mundial, O sistema capitalista passou, então, a ser
questionado e permitiu a ascensão de outras teorias econômicas e políticas;
b) avanço de regimes totalitários e de grupos radicais ao redor do mundo como os partidos
fascistas e nazistas
c) Semelhante à poli ́tica do “New Deal” (Novo Acordo) adotada pelos EUA , os pai ́ses atingidos
pela Grande Depressão adotaram o intervencionismo como solução saneadora
d) Falências generalizadas de empresas, bancos e estabelecimentos comerciais
e) Uma onda de desemprego assolou os Estados Unidos a partir de 1929, registrando-se um
aumento de 25% nos ni ́veis de desocupação
f) diversas regiõ es do mundo buscaram incrementar o desenvolvimento de seus setores
industriais e a diversificação de suas economias
g) redução de fin anciamentos e créditos , afetando a produção e o comércio mundiais e
dificultando a manutenção de poli ́ticas de proteção a produtos que eram a base de diversas economias no
mundo
h) descontrole dos preços, gerando inflação e desequili ́brio
E daí: Conclui-se, parcialmente, que a Crise de 1929 teve consequências marcantes na economia mundial,
gerando o descrédito do capitalismo liberal. Influenciou, ainda, o surgimento de movimentos políticos
radicais nacionalistas em diversos países, entre eles o Brasil, além de teorias econômicas intervencionistas,
em oposição ao liberalismo reinante. Os EUA atuaram sobre as consequências da Crise de 1929, buscando
reduzir seus efeitos por meio de investimentos do Estado na economia.

f. O “New Deal”- 1933

129
1) Foi a Política Econômica do Presidente Franklyn Delano Roosevelt, baseada na intervenção
estatal para recuperar a economia.
2) Baseada no pensamento de John Maynard Keynes (keynesianismo)
3) Desvalorização do dólar.
4) Taxação sobre os lucros das ações.
5) Criação do salário mínimo (Vargas fez o mesmo para desenvolver o mercado consumidor
brasileiro - Link com processo de industrialização).
6) Criação de metas de produção para os agricultores.
7) Controle sobre bancos e instituições financeiras.
8) Construção de obras de infraestrutura para a geração de empregos e aumento do mercado
consumidor. (AT5-2014)
9) Concessão de subsídios e crédito agrícola a pequenos produtores familiares. (AT5-2014)
10) Criação de Previdência Social, que estipulou um salário mínimo, além de garantias a idosos,
desempregados e inválidos.
11) Controle da corrupção no governo.
12) Incentivo à criação de sindicatos para aumentar o poder de negociação dos trabalhadores e
facilitar a defesa dos novos direitos instituídos.(AT5-2014)
13) Redução da jornada de trabalho (8 horas) -
14) Introdução da Linha de Montagem (Henry Ford) - redução de custos e aumento da produtividade
(havia ocorrido redução da jornada de trabalho) - Queda de Preço.
15) New Deal + Queda de Preço = recuperação econômica.
16) Legislação sobre a Bolsa de Valores e Mercado Financeiro - maior transparência. (AT5-2014)

g. Consequências/Reflexos New Deal: (BUNKER 2020)


1) Bretton Woods, FMI, BIRD;
2) Regulação dos Mercados;
3) Bancos Centrais e intervenção na economia;
4) Leis Trabalhistas, Aumento dos gastos públicos;
5) Agentes reguladores do mercado (Comissão de valores mobiliários)
6) O plano de Roosevelt fortaleceu e consolidou o sistema capitalista nos EUA.
7) Processo de desenvolvimento e concentração do grande capital - pequenas empresas eram
eliminadas ou absorvidas.
8) Recrudescimento do Processo de Industrialização na América do Sul.
9) Controle sobre bancos e instituições financeiras.
10) II Guerra Mundial.
11) Surgimento de governos autoritários na Europa e na América Latina.

h. Legenda
1) ideias - ERRADO
2) ideias - BAREMA
3) ideias - duvida
4) ideias - IMPORTANTE
5) ideias - E Dai?

130
BUNKER - 2021

UD X – A PRIMEIRA REPÚBLICA DO BRASIL (1889-1930)

OBJETIVO ENGLOBANTE: Examinar os principais fatos que marcaram a Primeira República, para explicar
a evolução política do Brasil naquele período

INTRODUÇÃO
IC - Evolução política do Brasil - 1ª República - Busca pela estabilidade política
TEMPO - 1889 - 1930
ESPAÇO Brasil
IDEIAS COMPLEMENTARES
Declínio da Monarquia - 4 Questões: Religiosa, militar, sucessória, escravidão
República da Espada (1889-1894)
República Oligárquica (1894 - 1930)
Presidentes da 1ª República
1. Deodoro da Fonseca - 1889-1891 - Encilhamento/ 1ª Revolta da Armada/ CF 1891
2. Floriano Peixoto - 1891-1894 - 2ª Revolta da Armada/ Revolução Federalista 1893
3. Prudente de Morais - 1894-1898 - Canudos
4. Campos Sales - 1898-1902 - Paulista - Política dos Governadores/ Coronéis
5. Rodrigues Alves - 1902-1906 - Paulista - Revolta da Vacina
6. Afonso Pena - 1906-1909 - Mineiro - Política de Integração
7. Nilo Peçanha - 1909-1910 - Carioca - Vice - Positivista
8. Hermes da Fonseca - 1910-1914 - Gaúcho - Chibata/ Contestado/ Juazeiro
9. Venceslau Brás - 1914-1918 - Mineiro - Substituição de importações - 3G greve/guerra/gripe
10. Delfim Moreira - 1918-1919 - Vice
11. Epitácio Pessoa - 1919-1922 - Paraibano - Tenentismo - Missão Militar Francesa
12. Arthur Bernardes - 1922-1926 - Mineiro - Tenentismo, Extinção da Guarda Nacional
13. Washington Luís - 1926-1930 - Paulista

ASSUNTO 41: A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA E OS PROJETOS REPUBLICANOS

Objetivo:
Compreender o papel das ideias liberais e do ideário positivista na Modernização do Brasil, os militares e
as instituições de ensino militar; a imprensa

1. FATORES DO DECLÍNIO DA MONARQUIA


a. Modernização trazida pela Era Mauá (Império visto como ultrapassado)
b. Nova mentalidade empresarial do Oeste Paulista (cafeicultores)
c. Questão escravocrata: governo perdeu apoio dos latifundiários escravocratas. "republicanos de
14 de maio"
d. Questão sucessória: Princesa Isabel (sucessora e considerada incapaz de governar) era casada
com Gastão de Orléans, o Conde D'Eu, príncipe francês autoritário (brasileiros não o queriam no
poder do país)

131
e. Questão religiosa: O Brasil vivia regime de padroado e beneplácito (imperador podia vetar
decisões do Papa) Em 1872 o Papa proíbe a maçonaria, D. Pedro II é contrário e prende 2 bispos
que cumprem a decisão papal. Causou a perda do apoio da Igreja ao governo.
f. Questão militar: Os militares foram impedidos de se manifestar politicamente, gerando
insatisfações no meio militar. Outrossim, ideias positivistas eram ensinadas na Escola Militar
(pregava a república). Em 1887 é criado o Clube Militar (presidido pelo Marechal Deodoro da
Fonseca) e é publicado O Manifesto, onde o Deodoro escreve à princesa Isabel criticando o uso
do Exército na perseguição aos escravos.
i. Casos Sena Madureira e Cunha Matos (1883-1887)
ii. Escravos que lutaram na Guerra do Paraguai foram libertos.
iii. Após a guerra do Paraguai ideias republicanas circulavam no Exército, insatisfeito por
não ter melhora no salário e no sistema de promoção.

2. O PAPEL DAS IDEIAS LIBERAIS E DO IDEÁRIO POSITIVISTA NA MODERNIZAÇÃO DO


BRASIL
a. Positivismo: Consiste no ideal de progresso contínuo da humanidade. Criada por Augusto
Comte, defende que é preciso ter ordem (Massa) e conhecimento para se alcançar o progresso
(Elite). Para Comte, caberia a elite governar, enquanto caberia ao povo trabalhar.
b. República forte, centralizada e orientada por princípios racionais.
c. Influenciou os militares durante o período, tendo sua frase "só o trabalho em ordem é que pode
determinar o Progresso", os inspirando na escritura da Bandeira Nacional.

3. O PAPEL DOS MILITARES E INSTITUIÇÕES DE ENSINO MILITAR


a. Importância das instituições de ensino militar: ideologia positivista, base para a participação
política cada vez mais ativa dos militares. Ex: Benjamin Constant na Escola Militar da Praia
Vermelha.
b. A aliança entre os militares e a elite agrária (principalmente cafeeira) levou à Proclamação da
República, liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca.
c. O governo provisório criado após o golpe, foi comandado por Deodoro.

4. O PAPEL DA IMPRENSA
a. Manifesto Republicano (1870) de Quintino Bocaiúva e Jornal A República:
i. Objetivo: fazer propaganda pró-república para comprometer as elites.
ii. Não tinham como objetivo atingir a população, pois julgavam que esta não tinha
capacidade de compreender o que acontecia.
iii. A população não participou ativamente do processo de declaração da República.

ASSUNTO 42: A CONSOLIDAÇÃO DA ORDEM LIBERAL-OLIGÁRQUICA: A CENTRALIZAÇÃO E O REGIONALISMO


Objetivos:
Analisar os projetos Oligárquicos na República e a regionalização política
Examinar a Constituição de 1891 e o sistema eleitoral brasileiro

1. Deodoro da Fonseca (1889-1891)


a. Extinguiu a vitaliciedade do Senado;
b. Transformou as províncias em estados;
c. Nomeou interventores, principalmente militares, para governar os estados;
d. Criou a bandeira republicana com o lema positivista “Ordem e Progresso”;
e. Decretou a grande naturalização, tornando brasileiro todo estrangeiro residente no Brasil, com
exceção daqueles que não quisessem;
132
f. Decretou a separação entre a Igreja e o Estado, a liberdade de culto e a regulamentação do
casamento civil; Laicização do Estado
g. Extinguiu o Conselho de Estado;
h. Estabeleceu como sede do governo federal a cidade do Rio de Janeiro;
i. Dissolução do Congresso Nacional.
j. Durante seu governo ocorreu a Crise do Encilhamento: Rui Barbosa, Ministro da Fazenda
queria industrializar o país, para isso aumentou a emissão de papel moeda, facilitou importação
de matérias-primas e facilitou o crédito para estimular negócios e produção interna. Resultado:
inflação galopante e crise especulativa na Bolsa de Valores. Falência de empresas.

k. Promulgou a Constituição Federal de 1891 (liberal, presidencialista e federativa)


i. Federalismo
ii. Presidencialismo
iii. Regime de representatividade (voto direto)
iv. voto universal masculino ( maiores de 21 anos alfabetizados)
v. Baseada na CF EUA
vi. Extinção Poder Moderador, 3 poderes
vii. Poder Executivo: PR e VPR. Não poderia ser reeleito.
viii. Poder Legislativo: Congresso Nacional (eleito por sufrágio universal)
ix. Poder Judiciário: STF e juízes federais (vitalício)

l. Primeira Revolta da Armada (1891)


Espaço: RJ
IC: Oposição de Setores da Marinha ao fechamento do Congresso pelo Marechal Deodoro da
Fonseca
Explicação: Deodoro enfrentava oposição no congresso e decidiu fechá-lo. Setores da
marinha, sob comando do Almirante Custódio de Melo, se opuseram e ameaçaram bombardear o RJ. Para
evitar a revolta, Deodoro renuncia e Floriano assume.

2. Floriano Peixoto (1891-1894) - O Consolidador


a. Governo apoiado pelos militares e oligarquias estaduais
b. CF/1891 dizia que deveriam ser convocadas novas eleições (Deodoro não havia completado 2
anos). Resultado: Manifesto dos 13 Generais e Revolta dos Fortes de Lajes e Santa Cruz.
Floriano sufocou as revoltas fuzilando o líder de Santa Cruz e exonerando os 13 generais
(Marechal de Ferro)
c. Congresso legitimou seu poder em 1892
d. No campo econômico estimulou o desenvolvimento e a indústria com protecionismo
alfandegário, isenção de taxas para importação de máquinas, equipamentos e matéria-prima e
liberou empréstimos para a indústria.

e. Segunda Revolta da Armada (1893)


Espaço: RJ
IC: Revolta de setores da Marinha, sob Custódio de Melo, que exigiram a convocação de
eleições para presidente e queriam maior participação da Força na política brasileira
Explicação: A revolta bombardeou o RJ e se deslocou para Desterro (atual Florianópolis/SC)
onde se uniu com os revoltosos da Revolução Federalista do RS. Foram derrotados pelo governo federal por
tropas do Exército e navios comprados dos EUA. Florianópolis.

f. Revolução Federalista do RS (1893-1894)


Espaço: ocorre no RS e se estende para PR e SC
133
IC: confronto de grupos políticos do RS: federalistas (maragatos) e republicanos (pica-paus)
Explicação: os federalistas se rebelaram contra o governo federal e o governador imposto por
Floriano (Júlio de Castilhos) por mais autonomia para o estado. Os republicanos lutaram a favor do governo. A
revolta avançou pelo RS, SC e PR, sendo derrotada em 1895.

3. O PACTO DOS GOVERNADORES


a. Estabelecido por Campos Sales em 1898
b. O governo federal garantia a autonomia dos grupos oligárquicos dos estados e as bancadas
estaduais lhe davam apoio no congresso (toma lá, dá cá)
c. Enfraqueceu a oposição, houve fraude eleitoral e excluiu a maior parte da população da
participação política

4. O VOTO NA REPÚBLICA VELHA


a. O voto era aberto e universal masculino (homens maiores de 21 anos alfabetizados)
b. Currais eleitorais: As regiões controladas politicamente pelos coronéis, sendo o povo coagido a
votar nele ou no seu candidato = voto de cabresto.
c. Coronéis - grandes fazendeiros que exerciam o domínio econômico e político. Em troca de
verbas e benefícios, o coronel garantia os votos em seu “curral eleitoral” para eleger o
governador.
d. Governador: por sua vez, na esfera estadual, o governador de estado, em troca de apoio
político e financeiro, garantia os votos para a eleição do governo federal.

5. A REGIONALIZAÇÃO POLÍTICA
a. Política “Café com leite”: Pacto entre SP (maior economia-café) e MG (maior eleitorado) que se
revezavam na presidência da república. Eram os 2 estados mais importantes da nação. Garantiu o
interesse das oligarquias regionais. - Nível Federal
b. Política dos Governadores - estadual
c. Política dos Coronéis - municipal

ASSUNTO 43: AS REVOLTAS INTERNAS ANTI OLIGÁRQUICAS


Objetivo:
Comparar as revoltas internas contra a ordem liberal-oligárquica: Canudos, Contestado, Juazeiro e os
levantes populares no Rio de Janeiro

1. TABELA
na pasta da UD

2. Principais Causas - declínio do poder das oligarquias


a. Fanatismo religioso
b. Crises econômicas
c. Pobreza
d. Desemprego
e. Política dos Governadores (excluía a população da política)
f. Sistema eleitoral fraudulento (excluía a população da política/não garantia a democracia)
g. Baixa representatividade - voto de cabresto (reforçava o curral eleitoral/ausência do Estado)
h. Modelo agroexportador (dependência de poucos produtos para movimentar a economia)
i. Banditismo Social - Cangaço
134
j. Coronelismo (agrava a ausência do Estado)
k. Política do Café com Leite (exclusão política)
l. Secas cíclicas (agravou a pobreza)
m. Estrutura fundiária (grandes posses de terras nas mãos de
poucos)

3. CANUDOS (1896-97)
a. Situação Geral
i. Instabilidade no país (Revoltas Federalista e da Armada)
ii. Monarquistas x Republicanos
iii. Desvalorização progressiva da cana-de-açúcar
iv. Fim da escravidão - impacto nos engenhos
v. Valorização da borracha - despovoamento do interior
nordestino
vi. Arraigada religiosidade nordestina - surgimento do
misticismo e fanatismo
vii. Grande estado de miséria - violência como solução dos problemas
viii. Grande Secas - 1877 a 1915
ix. Exploração de coronéis (gerou fuga para Canudos)
1. fome e pobreza
2. jagunços e cangaceiros
3. gerou bandos desordeiros
x. Doutrina Militar (em Canudos)
1. Doutrina Militar inadequada para o combate irregular
2. Exame de situação desconsiderava inimigo e terreno
3. Apoio logístico previa uso de recursos locais pela tropa
xi. Características do movimento de Canudos
1. Milenarismo (doutrina religiosa, retirada da bíblia, que anuncia o regresso de Jesus)
2. Sebastianismo (inconformidade com a situação política vigente e uma expectativa de
salvação através da ressurreição de um morto ilustre)
3. Messianismo (a crença no retorno de um enviado divino libertado em defesa da causa de
um povo oprimido)
4. Canudos era uma comunidade auto-suficiente e anti-republicana (contra a separação
igreja/estado)

b. Causas
i. Proclamação da República
1. Impostos municipais
2. Casamento Civil
3. Contra a separação Estado-Igreja
ii. Incapacidade do poder público na solução de problemas dos sertanejos
iii. Interesse político de coronéis e latifundiários que perderam trabalhadores, eleitores e influência
política devido a migração para Canudos.
iv. Receio estadual de intervenção federal - (Governador Luís Viana da Bahia)
v. Empobrecimento da população nordestina (desemprego crônico)
vi. Dificuldades na agricultura e pecuária - clima severo
vii. Meios de transporte e comunicações precários
viii. Dependência dos coronéis
ix. Surgimento da liderança de Antônio Conselheiro
x. Abandono da população sertaneja (exclusão econômica e social)
135
1. Assolada pelo clima (secas cíclicas)
2. Explorada pelos coronéis
3. Atacada por jagunços
4. Esquecida pelo governo
xi. Distorção da religião - misticismo e fanatismo
xii. Aceitação da violência como solução dos problemas sociais (banditismo social)

c. Como ocorreu
i. Antônio Conselheiro e seus seguidores encontram fazenda abandonada (improdutiva) em
Canudos e ergueram o Arraial de Belo Monte.
ii. De 20 a 30 mil habitantes.
iii. 1896 - Carregamento de madeira comprado em Juazeiro não foi entregue em Canudos -
Conselheiro ameaçou invadir com seus homens (ESTOPIM)

iv. 1ª Expedição (tropas estaduais)


1. novembro de 1896 - sem o EB
2. Tropas do 9º BI - Salvador - cerca de 100 homens
3. Cmt, Ten Manoel Silva Pires Ferreira, resolve retornar para Salvador
4. Ânimos exaltados em Salvador
5. No Rio de Janeiro, militares radicais clamavam pelo esmagamento do perigo
monarquista.

v. 2ª Expedição (tropa estadual e federal)


1. Tropas de Salvador, Maceió e Sergipe - EB - cerca de 500 homens
2. Major Febrônio Brito
3. Procedimentos de guerrilha + sol do sertão = incapacidade de combater
4. Abandono de material e armamento na ida e na retirada das tropas.
E Daí? Aumento da mística de Canudos - protegida por Deus. Tensões entre militares e governo incapaz.

vi. 3ª Expedição (tropas estaduais e federais)


1. Cerca de 1000 combatentes do RJ e Salvador + 157 Policiais Militares da Bahia
2. Cel Antônio Moreira César
3. Cilada na cidadela - retirada vergonhosa e desastrosa de 800 soldados
4. Morte do Coronel Moreira César em emboscada
5. Aumento de animosidades no RJ
a. Destruição de 3 redações de jornais monarquistas
b. Opinião pública indignada, exigindo a destruição do Arraial de Canudos

vii. 4ª Expedição (tropas federais)


1. 25 de junho de 1897 - 5 outubro de 1897
2. O governo federal mobilizou 5 mil homens
3. General Artur Oscar de Andrade Guimarães
4. Mobilização de mais 4 mil homens para substituir mortos e feridos em combate.
5. Ap Log fundamental para vitória (Gen Bitencourt)

d. Causas dos Insucessos


i. Indecisão do Governo Federal em intervir - aumentando a fama de Conselheiro
ii. Coronéis partidários de Conselheiro pressionaram o governo baiano a não permitir intervenção
federal
iii. Instabilidade política no país - monarquistas x republicanos
136
iv. Fanatismo religioso - sertanejo desprezava a morte
v. Desgaste psicológico da tropa
1. clima e vegetação
2. emboscadas
3. péssimas estradas
vi. Efetivos militares insuficientes e mal preparados
vii. Moral baixo - derrotas, fome, sede
viii. Falta de liderança e firmeza dos oficiais
ix. Uniformes inadequados
x. Não existência de apoio logístico
xi. Emprego aleatório - sem reconhecimento e planejamento
xii. Instruções de tiro escassas
xiii. A missão não foi bem definida - 1ª Expedição
xiv. Meios insuficientes e impróprios

e. Consequências
i. Fortalecimento do poder central
ii. Necessidade de reorganização do EB
iii. Ensinamentos colhidos para enfrentar o Contestado 1912
iv. Modificação da Doutrina - Apoio Logístico
v. Importância das Operações Psicológicas - apoio da população
vi. Importância do cerco
vii. Necessidade de instalação de OM no interior do nordeste
viii. Oposição ao governo de Prudente de Moraes acusam o mesmo de fraqueza na repressão ao
movimento em Canudos

f. Reflexos para o EB
i. Deu início à Reforma Militar - 1898-1945
ii. Aumento da importância da Logística
iii. Inflexão: Bacharelismo - Profissionalismo Militar
iv. Organização da Arma de Engenharia
v. Envios de Oficiais para curso na Prússia - Jovens Turcos (visando aprimoramento)
vi. Criação do Serviço Militar Obrigatório (1906)
vii. Adoção das Polícias Militares como Tropa de 2ª Linha do EB
viii. Envio de oficiais para combater no exército francês - 1ª GM

4. REVOLTA DA VACINA - 1904 Vídeo


a. ESPAÇO - Rio de Janeiro
b. IC - Revolta contra obrigatoriedade da vacina da varíola
c. Explicação
i. Fechamento temporário da Escola da Praia Vermelha
ii. O povo não aceitou a obrigatoriedade da vacina da varíola e se rebelou nas ruas, sendo
derrotados pelas tropas de Rodrigues Alves
iii. Reformas Urbanas, saneamento: Bota-abaixo (derrubada de cortiços e estabelecimento de Luz
Elétrica) e combate a epidemias (Oswaldo Cruz)

5. REVOLTA DA CHIBATA - 1910 Vídeo


a. ESPAÇO - Rio de Janeiro
b. IC - Movimento ocorrido na marinha contra maus tratos a marinheiros
c. Explicação
137
i. causa imediata: condenação de um marinheiro Marcelino Rodrigues a receber 250 chibatadas
ii. liderança: Cb negro João Cândido “O Almirante Negro”
iii. Ocuparam dois navios “São Paulo” e “Minas” da Esquadra e ameaçaram, com seus canhões,
disparar sobre o Rio de Janeiro, pelo fim dos maus tratos
iv. Mal Hermes da Fonseca aceitou as reivindicações dos amotinados, abolindo o castigo físico
e concedendo falsa anistia.

6. CONTESTADO - 1912-1916 vídeo


a. Situação Geral
i. Região situada entre os estados do PR e SC
ii. 1908 - Chegada da Brazil Railway - ferrovia SP-RS - recebeu faixa de 30 km por toda sua
extensão
iii. 1911 - mais de 180 mil hectares repassados para a empresa Lumber para exploração de madeira
iv. População local hostilizada pelos jagunços dos coronéis
v. Utilização de mão-de-obra mais barata de outros estados. Ao término da obra, cerca de 8 mil
desempregados
vi. Aumento do banditismo
vii. Aumento de curandeiros e beatos clamando auxílio divino
viii. 1912 - José Maria
1. Herdeiro espiritual de João Maria
2. Defendia a monarquia Celeste de D. Sebastião
3. Não reconhecia o governo republicano
4. Quadrados santos - aldeias

b. Características
i. Movimento insurrecional
ii. Envolveu cerca de 20 mil sertanejos
iii. Combates quase ininterruptos

c. Causas
i. Questão de limites entre PR e SC
ii. Movimento separatista em prol da monarquia
iii. Disputas para cultivo erva-mate e exploração de madeira
iv. Coronéis expulsam sertanejos
v. Trabalhadores Expulsos das terras pela construção da Ferrovia do SP ao RS e desemprego ao
final da construção.
vi. Madeireira. Lumber - recebeu terras, causou falência dos pequenos madeireiros
vii. Pregação de João Maria começou a reunir seguidores (sucedido por José Maria).

d. Como ocorreu
i. 1913 - Tropa da Polícia Militar do Paraná emboscada - fanáticos roubam as armas
1. Morte de José Maria
2. Assume - Maria da Rosa
ii. 1914 - Expedição de 700 homens (EB e PM SC) atacaram os fanáticos em Tangaraçu -
fanáticos começaram a migrar
iii. Março de 1914 - nova expedição. Ataque em Gragoatá - Dificuldades por causa do terreno.
iv. Envio do 7º Regimento de Infantaria - General Setembrino de Carvalho
v. Setembro a Novembro de 1914 - Grande Expedição - Uso do Cerco
vi. Fim da campanha
1. Queda dos fanáticos.
138
2. General Setembrino de Carvalho manteve ocupações em pontos importantes (Três
Barras e principais estações ferroviárias de SP)
vii. 1920 - Intervenção do presidente Epitácio Pessoa para resolução do problema de limites entre
os estados.

e. Reflexos para o EB (Papiro do GG)


1. Desenvolvimento da doutrina de operações contra forças irregulares
2. Desenvolvimento da doutrina de operações em área restrita/difícil acesso
(selva/montanha)
3. Importância/Realização do estudo do inimigo e terreno
4. Adequação de novos métodos de combate
a. Comando centralizado, ações descentralizadas
b. Cerco e aperto do cerco
5. Adequação do equipamento e armamento - mais leves e funcionais
6. Aprimoramento da mobilização
7. Valorização do apoio logístico e suporte viário
8. Emprego do avião
9. Importância das comunicações
10. Instalação de OM no interior do país - Presença do Estado
11. Formação da reserva - aumento do efetivo mobilizável

7. JUAZEIRO - 1914 Vídeo


a. ESPAÇO - Juazeiro do Norte, no sertão do Vale do Cariri, Ceará
b. IC - Manutenção da Oligarquia vigente - Oposição à Política das Salvações, que visava combater o
coronelismo, pois dificultava a atuação do poder. liderança de Padre Cícero
c. Explicação
i. Novo interventor foi indicado, Cel Franco Rabelo (Política das Salvações de Hermes da Fonseca)
foi indicado para substituir os “Acioly” no governo do Ceará
ii. Acioly acionou o Doutor Floro Bartolomeu e o Padre Cícero
1. Sedição de Juazeiro - 1914
2. Invasão e tomada de Fortaleza - 1916
3. Recolocaram Aciolly no poder
iii. Senador Pinheiro Machado (Eminência parda de Hermes da Fonseca), apaziguou e Dr Floro se
tornou deputado por eleição.
iv. Governo Federal enviou outro interventor militar, Setembrino de Carvalho que conseguiu
apaziguar o Movimento.

139
8. VITÓRIAS DO GOVERNO SOBRE AS REVOLTAS
a. Consolidou a República
b. Manteve a integridade nacional
c. Fortaleceu o governo Federal

9. EB AULA
a. Baixo índice de educação - deficiência das informações - misticismo, fanatismo e banditismo
b. Autonomia = Rebeldia Primitiva = marginalidade
c. Relações Sociais relevantes
i. Padres e fiéis - hierarquia da igreja
ii. Coronéis e clientes - rebanho eleitoral
iii. Padrinhos e afilhados - dominação/ subordinação inter-classes
iv. Beatos e seguidores - legitimidade - milagres, poderes sobrenaturais
v. "Santos" e devotos

10. PRESIDENTES E PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS - BRANQUINHO

a. Prudente de Moraes (1894-1898) - PAULISTA


- Assumiu em época de crise financeira e política, tendo que combater os “jacobinistas” (militares
radicais que não aceitavam a perda de poder para os civis”)
- Preocupação: pacificação e recuperação financeira
- Eleito pelo voto direto (1º presidente)
- Sofreu atentado em 1897, que vitimou o Marechal Bittencourt, Ministro da Guerra.
- Resolveu questões de limites com a Argentina (1895) - Questão de Palmas ou das Missões - PR
(EUA arbitrou em favor do Brasil)
- Resolveu questões de ocupação da ilha da Trindade (1895) (ocupada pelos ingleses)
- Revolta de Canudos

b. O Governo de Campos Sales (1898-1902) - PAULISTA - Vídeo - Vídeo


- POLÍTICA:
- Iniciou a política do café-com-leite (alternância entre SP e MG) - acordo entre o PRP e PRM
- Engrenagem da Política: Pres - Gov - Pref - Coronéis - Povo (Escreve o Nome - Pode Votar)
140
- Política dos Governadores (governadores fazem propaganda do presidente aos eleitores em troca
de autonomia ao seu estado)
- Política dos Coronéis (voto de cabresto, curral eleitoral, voto de bico de pena)
- Comissão de verificação (legitimidade era dada pelo Legislativo) - Conhecido como “ Degola”
- Acomodação - sem alterações políticas significativas no seu mandato
- ECONOMIA:
- Arrocho salarial - redução de despesas do governo e salários
- Funding Loan - Brasil recebe empréstimo e concessão da moratória por treze anos - Alfândegas
como garantia (RJ - Santos)
- Dívidas foram saneadas, porém povo mais pobre.
- MG é grande produtor de CAFÉ!(Produz leite, mas o que aproxima com SP é o café)
- Brasil é o maior produtor de café do mundo. (Cerca de 70% de nossa exportação no período)
- Indústrias PRIVADAS no SE - Pequeno Surto Industrial de 1889 a 1907 (Cresceu 5x). Graças ao
Café e Setor Têxtil.

c. O Governo de Rodrigues Alves (1902-1906) - PAULISTA - Vídeo


- Quadriênio progressista - Recursos deixados por Campos Sales e exportação de café
- Operação “bota abaixo” (área central do RJ) - objetivo de derrubar cortiços e construções antigas
para melhorar o tráfego na cidade do Rio de Janeiro.
- Melhoria Econômica - Aumentou exportação do café e borracha
- Auge Ciclo da Borracha (fundamental processo industrial - pneus de automóveis)
- Campanha de saneamento e urbanização do RJ (obras arquitetônicas e estabelecimento de luz
elétrica gerada pela Companhia Canadense Light and Power)
- Revolta da Vacina (1904) - Sanitarista Oswaldo Cruz
- Convênio de Taubaté (1906)- visou valorizar o café, com o Governo Federal comprando e
estocando excedentes para evitar queda de preço. (Intervenção estatal)
- Questão de fronteira Brasil X Bolívia - Tratado de Petrópolis (1903) - o Acre foi incorporado ao
Brasil(comprado - condição: ferrovia Madeira-Mamoré) , processo conduzido pelo Barão do Rio
Branco.

d. O Governo de Afonso Pena (1906-1909)- 1º MINEIRO Vídeo


- Aliança com o RS para evitar a entrada de um novo paulista
- Executou o Convênio de Taubaté
- Política de integração: da Amazônia Marechal Rondon lançando cabos telegráficos.
- Foi ampliado o sistema ferroviário -Ferrovia Noroeste Brasil (Baurú a Corumbá).
- Política imigração - povoar o Brasil
- 1908 - imigrantes japoneses (lavouras)
- Rui Barbosa comparece na Conferência de Haia, onde recebeu o título de “Águia de Haia” -
tratado internacional sobre leis e crimes de guerra
- Morreu antes de completar o mandato, assume o VPR
- Criticado pelas Oligarquias (não foram atendidas na plenitude) - seus sucessores não foram
aceitos
- Rui Barbosa lança a Campanha Civilista - Oposição a Marechal Hermes- mas o povo tinha
pouca participação política no País.

e. O Governo de Nilo Peçanha (1909-1910) - CARIOCA - POSITIVISTA - Vídeo


- Criou o Serviço de Proteção ao Índio (SPI) 1º Presidente - Rondon. No Governo Militar -
FUNAI
- Criou 1ª Escola Técnica do Brasil - especialização mão de obra (indústrias)
- Reorganizou ministério da agricultura
141
- Não apoia a sucessão dos paulistas (cisão das oligarquias) - Indica Marechal Hermes da Fonseca
(MG também apoia para evitar que SP sucedesse)

f. O Governo de Hermes da Fonseca (1910-1914)-GAÚCHO - Vídeo


- Sobrinho de Marechal Deodoro, foi o primeiro a receber a faixa presidencial
- Neste período destacou-se a figura do republicano e senador gaúcho Senador Pinheiro Machado
- fundou um partido político nacional - o Partido Republicano Conservador (PRC), com a
intenção de substituir a velha oligarquia do café com leite.
- Os estados do Norte e do Nordeste não apoiavam o novo governo - “Política das Salvações”
(para reduzir as Oligarquias, foram nomeados de Interventores nos Estados oposicionistas)
- Enfrentou dificuldades financeiras no final do mandato, com a retração dos mercados europeus e
a queda das exportações.
- Indicou o Pinheiro Machado, que não agradava o PRP e o PRM
- PRP e o PRM assinaram o Pacto de Ouro Fino e indicaram Wenceslau Brás
- Jovens Turcos - A Defesa Nacional - Alinhamento com a Alemanha
- Bombardeio a Salvador-BA promovido pelo presidente
- 2º Funding Loan - Empréstimos

g. O Governo de Wenceslau Brás (1914-1918)- MINEIRO Vídeo


- Vitória do Pacto do Ouro Fino (café com leite)
- Obrigado a criar uma política industrial de substituição aos produtos ingleses (alimentício e
têxtil) - Política de substituição de importações - 1ª GM
- Favoreceu a entrada de produtos norte-americanos em substituição aos ingleses
- Assassinato do senador Pinheiro Machado
- Fim da Guerra do Contestado (1916)
- Crise do Café - Incentivo a diversificação da economia
- Grande greve em SP (1917): (se estendeu pelo Brasil)
- reivindicam melhores salários, redução da jornada de trabalho para 8 horas, proibição do
trabalho para menores de 14 anos, proibição do trabalho noturno para mulheres e
menores de 18 anos e a paz mundial.
- O Movimento Sindical foi liderado por 3 correntes ideológicas:
- anarco-sindicalista: luta econômica travada pelo processo de greves
- socialistas: fundam o PSB (1902), queriam educação operária.
- reformistas: melhorias por meio de reformas (contrários ao processo
revolucionário) - chegaram ao poder junto com Vargas (link com Rev de 30)
- Criação da OIT (Organização Internacional do Trabalho)
- Crise da Gripe Espanhola (1918/19) - 35.000 mortos Brasil (psicossocial)
- Brasil na Primeira Guerra: Missão Aché - hospital, MB e observadores.
- Revolta dos Sargentos (Movimento Parlamentarista) - 1915 - 256 militares presos
- Rompimento de relações diplomáticas com Alemanha - Navios Brasileiros torpedeados na costa
brasileira
- 1ª GM levou maior entrada no Brasil de produtos americanos do que ingleses.
- 3G (Guerra/Greve/Gripe)

h. O Governo Delfim Moreira (1918-1919) Vídeo


- grande número de greves gerais
- CF 1891 - Permitia o VPR assumir após 2 anos - Presidente Rodrigues Alves - morreu de gripe
espanhola

142
- Brasil participa da Conferência Paz de Paris (1919) (representado pelo senador Epitácio
Pessoa) (Criticado por Inglaterra e França devido a pouca colaboração brasileira na 1ª GM) -
Assinatura do Tratado de Versalhes.
- Exigência de Indenizações para o Brasil - PEB.
- Aumento das tarifas alfandegárias (Crise do Café - Consequência da I GM)

i. O Governo de Epitácio Pessoa (1919-1922) - PARAIBANO - Vídeo


- Ocupação das pastas militares por civis: Guerra: o historiador Pandiá Calógeras;
- Pandiá Calógeras, civil ocupa pasta da defesa criando atritos (Tenentismo)
- Pandiá Calógeras introduziu a Missão Militar Francesa (1919)
- Obras contra seca no NE - construção de açudes e poços
- Cuidou da economia cafeeira
- Semana da Arte Moderna (1922) - ruptura com o passado - modernismo
- Crise das Cartas Falsas (1921) - publicação pela imprensa de uma carta assinada por Artur
Bernardes com ofensas ao Marechal Hermes que era falsa (fake news)
- Fundação PCB (1922) - influenciado por ideais da Revolução Russa de 1917
- Empréstimos internacionais para reerguer o Café (Lei seca nos EUA - Ajudou o Café com
exportação)

j. O Governo de Arthur Bernardes (1922-1926) - MINEIRO


- Governou sob Estado de Sítio - tensões políticas e econômica
- pioneiro da siderurgia em Minas Gerais (Belgo Mineira)
- Cangaço Brasileiro - Lampião assume a liderança do banditismo (morre em 1938) - Armado em
1926 por Dr. Floro X Coluna Prestes que chegava no NE.
- Brasil se retira da Liga das Nações (1926) - Oposição à flexibilização para entrada Alemã
- 1923 Guerra Civil no RS - luta armada no RS entre chimangos e maragatos (Borges de
Medeiros (no poder desde 1903) x Joaquim Francisco de Assis Brasil) Borges tenta se reeleger
5ª vez
- promoveu a única reforma da Constituição de 1891 - Set/1926 - Estado de Sítio no Brasil.

k. O Governo de Washington Luís (1926-1930) PAULISTA


- "Governar é abrir estradas" - rodoviarismo (RJ-SP) - Criada a PRF
- Acabou com o Estado de Sítio e Libertou presos políticos
- Fundou o Conselho de Defesa Nacional (PEB - e existe até hoje / Contra conturbações
Nacionais e Internacionais)
- Criou o Cruzeiro (Ministro da Fazenda - Vargas - Lastro seria o Ouro) - Empréstimo para
compra de ouro
- Lei Celerada (1927) - censura à Imprensa, restringe direito à reunião (contra os tenentes e os
operários do BOC - Bloco Operário Camponês - reunia integrantes do Partido Comunista
- Crise de 29 - Não seguiu o Convênio de Taubaté - não comprou o café dos fazendeiros, isso
aliado às dificuldades da Crise de 29, fez com que a aristocracia enxergasse em Vargas uma
alternativa para a retomada dos lucros.
- Deveria indicar o mineiro Antônio Carlos Andrada (Pres MG)
- Indicou o paulista Júlio Prestes (proteção ao café - crise de 1929)
- Mineiros revoltados se unem ao RS e PB (Partido Democrático) formando a Aliança Liberal,
lançaram Getúlio para presidente e João Pessoa para vice.
- Júlio Prestes vence. A ala jovem da Aliança Liberal formada por Flores da Cunha, Osvaldo
Aranha (ONU) e Lindolfo Collor não aceitou o resultado. Auxílio dos tenentistas exilados.
- Assassinato de João Pessoa (Bandeira da PB - "Nego" - se nega a se aliar à SP)

143
- Revolução 1930 - Junta Pacificadora (Gen Mena Barreto, Tasso Fragoso e o Almirante Isaías
Noronha)- Vídeo

ASSUNTO 44: A INDUSTRIALIZAÇÃO, O TRABALHO E A IMIGRAÇÃO

Objetivo:
Apresentar a influência da imigração para a economia
Apresentar a industrialização no Brasil e suas consequências para a vida política nacional

1. GENERALIDADES
a. Predomínio da atividade agroexportadora no período da 1ª República.
b. Café era base da economia nacional no período;
c. Outras produtos: Borracha, Açúcar, Cacau e fumo;
d. Indústria fraca e dependente de importações em 1889;

2. A INFLUÊNCIA DA IMIGRAÇÃO
a. Com a Abolição da escravidão, em 1888, houve carência de mão-de-obra e incentivo à maciça
imigração.
b. Motivos vinda Imigrantes:
i. Incentivo brasileiro à imigração
ii. Expansão cafeeira
iii. Busca de melhores condições de trabalho (Europa crise)
iv. Fugindo da guerra e de crises econômicas em seus países de origem;

c. Destino:
i. Italianos (900.000), Japoneses e Espanhois - São Paulo
ii. Portugueses - Santa Catarina
iii. Alemães - Sul do Brasil, principalmente RS
iv. Após a 1a GM: Russos, Ucranianos e Poloneses, principalmente no Paraná;
v. Além desses, cita-se também austríacos, suíços, judeus, sírios e libaneses;

d. A política de incentivo a imigração e o aumento do mercado consumidor incentivaram a


industrialização.

e. Mão-de-obra imigrante propiciou diversificação econômica do Brasil. Estiveram presentes na


industrialização e urbanização do Brasil. Em 1920, cerca de 65% dos estabelecimentos
industriais de São Paulo estavam nas mãos de imigrantes. (Ex: Indústrias Matarazzo)
Conferência de Munique
f. O aumento do afluxo de imigrantes elevou a população urbana e o desemprego e contribuiu para
eclosão de movimentos operários. (influenciado pela Revolução Russa)

g. Leis de Restrições a imigração:


i. Lei de Expulsão de estrangeiros, 1921: Permitia a expulsão de estrangeiros envolvidos
em distúrbios e na liderança de organizações operárias (após greves de 1917 e 1920)
ii. Decreto Presidencial de 1930 (Vargas): Restringiu a entrada de estrangeiros, exigindo
comprovação recursos para estadia e restringindo a ⅓ o número de estrangeiros em
estabelecimentos com contratos do governo.

3. INDUSTRIALIZAÇÃO E CONSEQUÊNCIAS PARA A VIDA POLÍTICA NACIONAL


144
a. Industrialização fortalecida a partir da década de 1920, catalisada pela substituição de
importações durante a 1ªGM.
b. O conflito mundial reduziu o comércio internacional, mas favoreceu a indústria nacional que
cresceu a uma taxa anual de 8,5% durante o período da Guerra.
c. A carência de indústria de base limitou o crescimento industrial. A Indústria de base instalou-se
a partir da década de 1920. Ex: Siderúrgica Belgo Mineira em 1924 e Companhia de Cimentos
Portland em 1926.
d. Processo de industrialização se dividiu em duas etapas na década de 20:
i. 1921-1924: A valorização do café permitiu investimentos em maquinaria e modernização
da indústria.
ii. 1924-1929: Desaceleração industrial pelo retorno das importações devido ao câmbio
favorável e o excedente de produção externa;
e. Existência de disputas entre fazendeiros e industriais, principalmente quanto aos impostos, na
busca de proteção de interesses;
i. Em 1906 foi criado o Convênio de Taubaté - Governo comprava o excedente de café.
ii. Em 1922, foi criado o Instituto de Defesa Permanente do Café. Em 1924 passou a
Instituto do Café de São Paulo.
iii. O Centro Industrial do Brasil (CIB) defendia os interesses da indústria, como a menor
intervenção estatal nas relações com operários. Ao Longo das greves de 1917 e 1920,
manteve a união do setor industrial;

f. Consequências da industrialização na vida política:


i. Surgimento de movimentos operários e sindicais;
ii. Surgimento da Burguesia industrial;
iii. Conflitos de interesses entre Oligarquias Agrárias e Burguesia Industrial;
iv. Contestação às políticas oligárquicas que favoreciam cafeicultores;
v. Mudanças nas Políticas de Comércio Exterior (Substituição de importações), Políticas
migratórias (inicialmente incentivo, depois restrição), e nas políticas para incentivo à
economia;
vi. Surgimento de novas correntes políticas: Socialismo e Movimento Tenentista;

ASSUNTO 45: OS MILITARES NA REPÚBLICA VELHA


- DO FLORIANISMO AO TENENTISMO
- RONDON E A INTEGRAÇÃO NACIONAL
Objetivo:
Compreender o papel político dos militares na República Velha, destacando seus movimentos, dentre eles o
Tenentismo e a obra integradora de Rondon

1. O PAPEL POLÍTICO DOS MILITARES


a. A primeira República iniciou com uma intervenção militar, e terminou, em 1930, com outra
intervenção.
b. A instituição da República caminhou entre momentos de paz e turbulência, onde a presença e
intervenção dos militares foi constante e efetiva
c. Criação da Confederação Brasileira de Tiro, em 1896, para os jovens do Serviço Militar - ganhou
vulto em 1906, quando Marechal Hermes da Fonseca participava da política brasileira como
Ministro da Guerra do governo de Prudente de Morais, garantindo o decreto de criação da
confederação.

145
d. A Constituição de 1891 não possuía qualquer restrição em relação a participação dos militares na
política - surgimento de grupos da Força Terrestre interessados em ditar os rumos do país
e. Em 1913, foi criada a revista “A Defesa Nacional”, por um grupo de oficiais (11 tenentes) que
estagiaram no exército alemão, os “jovens turcos”- tratava sobre a necessidade de modernização
(tecnologia e doutrina) do exército brasileiro e sua função na República (segurança Nacional e
Defesa da Pátria)
f. Década de 1920, Missão Militar Francesa- instalada no Brasil para estabelecer o
desenvolvimento das atividades de ensino e adestramento da tropa. Permaneceu até o início da II
Guerra Mundial, o que contribuiu para o avanço do desempenho profissional do exército
brasileiro e sua participação na Política de Defesa do país. (Criação da ESAO-1919)
g. Influência política do Tenentismo - jovem oficialidade brasileira que fez oposição às ações
políticas da oligarquia que se encontrava no poder.

2. DO FLORIANO AO TENENTISMO
a. Florianismo - adesão e apoio a política do Marechal Floriano Peixoto (prezou pela manutenção
do regime republicano), durante seu período de governo como segundo presidente do Brasil-sua
saída do poder marcou o fim da política da Espada.
b. Surge a República Oligárquica após a saída de Floriano do poder - dominação de oligarquias
agrárias no poder, que garantiam o privilégio aos grandes cafeicultores, de Minas e São Paulo em
especial
c. Ao final da década de 1910 e início da década de 1920, a classe média, onde a jovem
oficialidade (tenentes) estava incluída, passou a reivindicar melhores condições político-
econômicas.

3. O TENENTISMO
a. Tenentismo - movimento político-militar que se desenvolveu por volta de 1920 a 1935, sob a
liderança de oficiais de baixa patente (tenentes).
b. Representavam os Interesses Nacionais com o seguinte programa político:
i. voto secreto
ii. combate à corrupção administrativa e à fraude eleitoral
iii. liberdade de imprensa e pensamento
iv. limitação das atribuições do Poder Executivo e restabelecimento do equilíbrio
entre os três poderes
v. ampliação da autonomia do Poder Judiciário, moralização do Poder Legislativo,
centralização do Estado
vi. Correção dos excessos da descentralização federativa.

c. Principais lideranças: Luís Carlos Prestes, Juarez Távora, Eduardo Gomes, João Alberto Lins de
Barros, Osvaldo Cordeiro de Farias, Miguel Costa, Antônio Siqueira Campos, Alcides
Etchegoyen.
d. Movimento Tenentista 1922
i. Local: Forte de Copacabana
ii. Conhecido como “18 do Forte”
iii. 1º movimento armado dos tenentes.
iv. Contrariavam a campanha sucessória do Presidente Epitácio Pessoa, gerando
conflito entre as Forças Armadas e o grupo dirigente (vários quartéis do RJ e no
MT se manifestaram).
v. Neutralizado em 1922, pois a maioria dos militares se manteve fiel à ordem
constituída.
e. Movimento tenentista de 1924
146
i. Local: São Paulo
ii. Objetivo: a derrubada de Artur Bernardes, em nome de uma “republicanização
da República”, ou seja, a efetivação na prática política dos princípios liberais
contidos na Constituição de 1891.
iii. revolucionários abandonaram São Paulo (isolados de apoio), por estarem
encurralados pelas forças legais, dando início a marcha da Coluna Miguel Costa
iv. Objetivo Coluna Miguel Costa: fazer a propaganda armada da revolução, por
meio da marcha pelo Brasil afora, visando acabar com o regime oligárquico.
f. O PD (Partido Democrata - SP) e o PL (Partido Libertador-RS) constituíram as principais forças
políticas que estabeleceram contatos com o tenentismo- alianças políticas com partidos
oligárquicos dissidentes- candidatos elencados para presidência: Getúlio Vargas e João Pessoa.
g. A possível fraude nas urnas e o assassinato do candidato a vice-presidência João Pessoa serviram
de estopim para iniciar a revolução em 1930 , que levou Getúlio Vargas ao poder.

4. RONDON E A INTEGRAÇÃO NACIONAL


a. Estabeleceu as linhas telegráficas (Comissão Construtora de Linhas Telegráficas) de Mato
Grosso a Goiás (integração do país)
b. 1.746km de linhas telegráficas - Rio de Janeiro ligado a Corumbá e Coimbra, na fronteira
boliviana, e a Porto Murtinho e Bela Vista, na fronteira com o Paraguai
c. Contato amistoso com os grupos indígenas que encontrasse e defender os direitos espoliados dos
índios
d. Encarregado da construção da rodovia Cuiabá-Araguaia, parte da chamada “estrada estratégica”
que deveria ligar Cuiabá ao Rio de Janeiro - 1892
e. Mapeamento da região da Amazônia Ocidental
f. Extensão das linhas telegráficas até o vale Amazônico como engenheiro-chefe da Comissão
Construtora de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas - 1906.
g. Mapeamento de jazidas minerais na região de Mato Grosso

ASSUNTO 46: A POLÍTICA EXTERNA DA REPÚBLICA VELHA


Objetivo:
Analisar a Política Externa na República Velha

1. A POLÍTICA EXTERNA NA REPÚBLICA VELHA


a. Reconhecimento e validação do Sistema Republicano (instituído em 1889)
i. América do Sul: Argentina e Uruguai foram os primeiros a reconhecerem a República.
ii. EUA e Portugal - 1890
b. Conferência de Washington (1889) - pouca participação > nulidade das cessões de terras por
meios violentos
c. 1906 - III Conferência Pan-Americana (RJ) - elaborada e conduzida pelo Barão do Rio Branco
e Joaquim Nabuco > Comissão para elaborar um Código de Direito Internacional Público
d. 1907 - II Conferência da Paz de Haia - questões relativas ao desarmamento e beligerância -
Participação de Rui Barbosa. Águia de Haia
e. 1ª Guerra Mundial (1916-1919) - O Brasil participou enviando meios navais, emprego em
Hospital de Campanha Francês e observadores militares.
f. O Brasil integrou a Liga das Nações desde sua criação até 1926.

2. A QUESTÃO DAS FRONTEIRAS


a. Questão Cisplatina (Uruguai)

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1) Independência da Cisplatina em 1825 e sua incorporação às Províncias Unidas do Rio da
Prata (atual Argentina) - declarada a guerra entre o Brasil e as Províncias Unidas.
2) 1828 - D. Pedro I aceitou a Independência da Cisplatina.
3) A Argentina desistiu da posse do território uruguaio - Nascia a República Oriental do
Uruguai.
4) 1851 - Brasil e Uruguai subscreveram quatro tratados:
a) confirmava-se a fronteira assegurada pelo uti possidetis, de 1812;
b) o Império mantinha a navegação exclusiva da Lagoa Mirim e do Rio Jaguarão;
c) o Brasil prometia amparar a independência da República do Uruguai e as suas
instituições, mesmo à força das armas;
d) as dívidas contraídas seriam pagas.
5) A fronteira permaneceu inalterada até 1909, quando o Barão de Rio Branco promoveu a
cessão ao Uruguai da exclusividade da navegação da Lagoa Mirim e o Rio Jaguarão,
estabelecendo o regime de condomínio.

b. Questão de Palmas ou Missões (Argentina) - 1895


1) Instabilidade política da região argentina impossibilitou qualquer tentativa de
estabelecimento jurídico de seus limites.
2) Somente depois de sua unificação e pacificação essa questão foi posta em jogo.
3) A região de Palmas entrou em litígio - região de colonização portuguesa
4) Argentina após sua independência reivindicou a área.
5) 1890 - Tratado de Montevidéu - dividia a área entre os dois países (opinião pública
contrária).
6) 1893 (1895 - tabela anexo) - questão foi submetida ao arbitramento do presidente
Cleveland, dos Estados Unidos - Barão do Rio Branco defendeu o Brasil - sentença
favorável: estabelecendo por fronteira os Rios Pepiri-Guaçu e Santo Antônio
7) 1898 - Tratado do Rio de Janeiro: fixou as fronteiras.

c. Região do rio Apa (Paraguai)


1) Em 1847, o Paraguai propôs que o território entre os rios Branco e Apa fosse
neutralizado - Brasil não concorda
2) Em 1856, o Visconde do Rio Branco (pai do Barão) e o chanceler paraguaio José Berges
negociaram novo Tratado de Comércio, Navegação e Amizade:
a) reconhecia a liberdade de navegação nos rios Paraná - Paraguai (restrita apenas a
dois navios de guerra)
b) nomeava representantes para tratar da questão de limites.
3) Após a Guerra da Tríplice Aliança, a paz entre o Brasil e o Paraguai foi assinada em
1872.
4) Tratado de Assunção foi encerrada a secular questão de limites.

d. Região do Acre (Bolívia) - 1903

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1) Entre 1870 e 1880, a região do rio Acre foi povoada por nordestinos (sobretudo
cearenses), expulsos pela seca de suas terras e atraídos pela riqueza representada pela
borracha.
2) Em fins do século, a região contava com cerca de 60.000 habitantes.
3) 1867 - Tratado que reconhece a região como boliviana.
4) 1895 - Brasil retomou as negociações sobre a região. A questão da fronteira tornara-se
concreta e humana (uti possidetis).
5) Barão Rio Branco assumiu a direção do Ministério do Exterior, em 1902, com o
propósito de tornar o Acre território brasileiro.
6) Propostas de indenização do território, permuta de áreas - sem êxito.
7) Rio Branco avisou ao governo da Bolívia que o Brasil ia ocupar militarmente a região -
fato que aconteceu no início de 1903 ( em paralelo com as negociações)
8) Em 17 de novembro de 1903, Tratado de Petrópolis:
a) "parte meridional do Acre", povoada exclusivamente por brasileiros, passaria a
pertencer ao Brasil;
b) uma pequena área de 3.200 quilômetros quadrados seria da Bolívia;
c) estrada de ferro ao longo do trecho encachoeirado dos rios Madeira e Mamoré
deveria ser construída, com livre trânsito para os dois países; a ferrovia Madeira -
Mamoré
d) o trânsito fluvial até o mar seria permitido aos dois países;
e) o governo boliviano receberia o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas.

e. Região dos rios Javari, Juruá e Purus (Peru)


1) Em 1841, o Peru pugnou pela aplicação do Tratado de Santo Ildefonso na determinação
de suas fronteiras com o Brasil.
2) O Brasil não aceitou a ideia - princípio do uti possidetis.
3) Em 1904 e 1909 - negociações pelo Barão do Rio Branco defendeu os interesses do
Brasil, como ministro do Exterior- uti possidetis.
4) 1909 - Tratado Petrópolis
a) territórios ocupados por brasileiros tornaram-se brasileiros;
b) Peru ficou com os territórios meridionais do Alto Purus e do Alto Juruá onde só
existiam estabelecimentos e habitantes peruanos;
c) O Acre ficou reduzido a 152.000 quilômetros quadrados, dos 191 mil
determinados pelo Tratado de Petrópolis.

f. Região de Tabatinga-Apapóris e Içana-Orinoco (Colômbia e Venezuela)


1) O Brasil acertou em 1904 com o governo equatoriano o reconhecimento daquela linha
nas condições já negociadas com o Peru - Barão do Rio Branco.
2) Em 1922, Peru e Colômbia acertaram os seus limites no Tratado de Salomón-Lozano,
passando a região a oeste da linha Tabatinga-Apapóris à soberania colombiana.
3) Discordância entre Peru e Colômbia - Brasil interveio, procurando garantir a linha
Tabatinga-Apapóris. A solução só foi obtida com a mediação dos EUA.
4) 1925 - Ata Tripartite sobre limites e navegação entre o Brasil, Peru e Colômbia -
Colômbia assegurou o reconhecimento da linha Tabatinga-Apapóris.
5) 1928 - Tratado Salomón-Lozano: Brasil negociou com a Colômbia
a) Colômbia reconheceu a linha Tabatinga-Apapóris como fronteira entre os dois
países;
b) Brasil reconheceu à Colômbia o direito de livre navegação no rio Amazonas e
seus afluentes.
6) 1937 - aprovada a demarcação das fronteiras.
149
g. Região do rio Pirara (Guiana)
1) Capitania do Rio Negro e Forte de São joaquim foram criados para fazer frente aos
holandeses (1755)
2) Em 1838, ingleses resolveram tomar posse da terra que estava sem efetivo.
3) Em 1840, os brasileiros voltaram a guarnecer e expulsar os ingleses.
4) A fim de evitar um conflito armado, o governo brasileiro inicia as negociações.
5) 1891/ 1901- Submetida a questão ao arbitramento do rei Vítor Emanuel, da Itália -
defesa preparada pelo Barão do Rio Branco juntamente com Joaquim Nabuco,
apresentada por Joaquim Nabuco
6) 1904 - Sentença - dividia o território contestado entre os dois litigantes. Inglaterra ficou
com uma saída fluvial para o rio Amazonas, alcançando, assim, seu principal objetivo.

h. Serra de Tumucumaque (Suriname)


1) Não houve litígio anterior para estabelecimento dos limites.
2) Em 1906, o Barão do Rio Branco com o representante holandês, Frederico Palme e
assinou a convenção que estabeleceu a Serra de Tumucumaque como limite entre o
Brasil e a então colônia holandesa.

i. Questão do Amapá (Guiana Francesa) - 1899/ 1900


1) Brasil e França alegavam que possuíam direito sobre parte do território do atual estado
do Amapá.
2) A França alegava que o limite deveria ser para além do rio Oiapoque e o Brasil
reivindicava, justamente, que este rio deveria ser o marco da fronteira.
3) Após conflitos armados na região, ambos países decidem submeter a disputa à
arbitragem internacional. O governo brasileiro solicita ao Barão do Rio Branco que
escreva o dossiê que defenda os direitos do Brasil.
4) Em abril de 1899, Brasil e França enviam seus memorandos ao presidente da
Confederação Suíça.
5) Em dezembro de 1900, o presidente suíço dá sentença favorável ao Brasil e o país
incorpora 260 mil km ao seu território.

j. Ilha da Trindade (Reino Unido)


1) A Ilha de Trindade - descoberta em 1501 pelos portugueses
2) 1895 - Inglaterra incorpora ao seu império.
3) Ministro Carlos de Carvalho protesta.
4) Portugal foi o mediador.
5) 1896 - Inglaterra desiste da posse da ilha.

3. A OBRA DE RIO BRANCO


a. Máximo expoente da Rep Velha: José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco.
b. De 1902 a 1912 a PEB esteve sob seu comando - Ministro das Relações Exteriores
c. Redirecionamento da PEB - estratégia de inserção internacional com a saída da área de
influência da Grã-Bretanha (1º Funding Loan) para a dos Estados Unidos da América.
d. Princípios básicos PEB: abstenção nos assuntos internos das nações vizinhas (América do Sul) e
o favorecimento da estabilidade política regional evitando novos conflitos.
e. O Brasil aceitou um equilíbrio de poder com a Argentina no Prata, como o demonstrava o fato
de o Rio de Janeiro não se opôr à vitória da revolução liberal no Paraguai (apoiado pelos
argentinos).
150
f. Não se opôs às disputas políticas entre Blancos e Colorados no Uruguai (1903 e 1904).
g. Brasil potência regional, próximo do país hegemônico central, os Estados Unidos, mas
resguardando relativa autonomia.
h. Postura defensiva e pacifista de Rio Branco.
i. Aproximação mais estreita com as repúblicas hispano-americanas e acentuando a tradição de
amizade e cooperação com os Estados Unidos.
j. Em 1905, sugeriu ao então ministro da guerra, Hermes da Fonseca, o envio de militares
brasileiros ao Império Alemão com o objetivo de estes receberem treinamento militar avançado.
Tal sugestão foi aceita pelo ministro e, de volta ao Brasil, estes militares passaram a ser
conhecidos como os "Jovens Turcos".
k. Enquanto isso, o Uruguai manter-se-ia próximo do Brasil, o que, aliás, foi conseguido graças à
hábil política de Rio Branco em conceder-lhe, em 1909, o condomínio da Lagoa Mirim.
l. 1911 - Apaziguou a tensão entre Brasil e Argentina (ambos renunciaram a construção de um
encouraçado)
m. Rio Branco se manteve neutro quando da Guerra Civil no Paraguai (1911-1912).
n. O Barão do Rio Branco propiciou vitórias diplomáticas brasileiras.
o. Restabelecer o peso brasileiro no contexto internacional
p. Criou um clima de concórdia com as nações vizinhas.
q. Não conseguiu que o Brasil liderasse a América do Sul (frustração de uma aliança com a
Argentina e o Chile).
r. Rio Branco postulava uma hegemonia brasileira defensiva nessa parte do continente que
garantiria a preservação do espaço territorial brasileiro.

4. O BRASIL NA 1ª GM
a. Meios Navais (Divisão Naval em Operações de Guerra - DNOG),
b. Hospital de Campanha francês, e observadores militares.
c. Missão Aché - Comissões para estudos de aquisição de material (Armas, Aviação
d. Brasil mantinha relações bastante cordiais com os principais países beligerantes, como a
Alemanha, grande parceiro comercial, seguida pela Inglaterra e depois França;
e. A influência alemã: militar; desde a ascensão do marechal Hermes da Fonseca ao Ministério da
Guerra em 1906, o Exército brasileiro seria profundamente influenciado pela organização militar
alemã;
f. Ao optar pela neutralidade, o Brasil sofreu com uma série de restrições comerciais impostas
pelos países beligerantes aos países neutros; statutory list, ou lista negra, uma relação de
empresas em países neutros com as quais estava proibido o comércio por manterem relação com
a Alemanha, contribuindo para uma crise econômica desastrosa para o Brasil;
g. O Brasil foi o único país da América do Sul a participar do conflito, o que garantiu sua presença
na Conferência de Paz, realizada em 1919 em Versalhes, e na organização da Liga das Nações,
influenciando o repositório de conhecimentos que ajudaram a dinamizar a Força Terrestre.

ASSUNTO 47: OS ANOS 20 E A CRISE DA PRIMEIRA REPÚBLICA

Objetivo:
Explicar a instabilidade da década de 20 no Brasil e as rebeliões e movimentos ocorridos no período

1. A INSTABILIDADE NA DÉCADA DE 1920


a. Criação do PCB (1922) - inserção de ideias comunistas no Brasil
b. Semana da Arte Moderna (1922)
c. Ocorrência de Movimentos Tenentistas
d. Política Café com Leite dava sinais de esgotamento
151
e. Política dos Governadores: Governo Federal dava autonomia aos grupos oligárquicos nos
estados e estes o apoiavam no Congresso.
f. Reação Republicana
1. criada para fazer frente à Política Café com Leite
2. união entre políticos do RJ, PE, BA e RS por maior representatividade política.
3. Desejavam fortalecimento das FFAA
4. Desejavam independência do Legislativo perante o Executivo
5. Desejavam direitos sociais aos trabalhadores urbanos
6. Indicaram Nilo Peçanha para as eleições de 1922. Derrota com suspeita de fraude.
g. Crise das Cartas Falsas: divulgação de supostas cartas de Arthur Bernardes criticando militares
(Hermes da Fonseca).
h. Crise de 1929

2. Revolta do Encouraçado São Paulo


Foi liderada pelo tenente Herculano Cascardo, em novembro de 1924. Depois de trocar tiros com
as tropas da Baía da Guanabara, o São Paulo partiu para o alto-mar até chegar a Montevidéu,
onde os rebeldes se exilaram.

3. AS REVOLTAS TENENTISTAS
a. Motivadas por falta de representatividade de outros setores políticos (RJ, PE, BA e RS) e
suspeita de fraudes eleitorais (principalmente na derrota de Nilo Peçanha em 1922).
b. Objetivos:
1. Voto secreto, fim do voto de cabresto
2. Reforma na educação pública
3. Combate à corrupção administrativa e à fraude eleitoral
4. Verdadeira representação política
5. Liberdade de imprensa e pensamento
6. Limitação das atribuições do Poder Executivo e restabelecimento do equilíbrio entre os
três poderes, ampliação da autonomia do Poder Judiciário, moralização do Poder
Legislativo
c. Após a vitória de Artur Bernardes (1922), diversos quartéis em MT e RJ iniciaram levantes
contra o Governo Federal. Era o início do Movimento Tenentista.

d. 1º Levante Tenentista (Forte Copacabana) (1922) (18 do Forte)


- Obj: derrubada do Presidente (Epitácio Pessoa) e do Ministro da Guerra
- queriam impedir a posse de Artur Bernardes (pela crise das Cartas Falsas)
- Lideranças: Siqueira Campos e Eduardo Gomes (concorreu à PR pela UDN anos mais tarde)

e. 2º levante Tenentista (SP) (1924) (Miguel Costa) e COLUNA PRESTES


4. Lideranças: Gen. Isidoro Dias Lopes, Miguel Costa e os irmãos Távora (Joaquim e Juarez).
5. Objetivos similares ao Movimento de 1922
6. Aviões e artilharia bombardearam pontos em SP contra os tenentistas
7. Os tenentistas fugiram para o interior de SP e depois para o Paraná, onde se juntaram com
outra tropa tenentista vinda do Rio Grande do Sul, liderada por Luís Carlos Prestes.
8. Formam a Coluna Prestes / Miguel Costa.
9. percorreram 25 mil Km território brasileiro disseminando ideais revolucionários
10. Revoltosos foram obrigados a se refugiarem na Bolívia, em 1927.

a. Revolução Federalista RS (1923) (Luís Carlos Prestes) e COLUNA PRESTES


1. Liderança de Luís Carlos Prestes
152
2. Partidários do Presidente Borges de Medeiros (Borgistas ou Chimangos) contra os
revolucionários favoráveis a Assis Brasil (Assisistas, ou maragatos), contra a reeleição de
Borges de Medeiros.
3. Foram reprimidos e fugiram para o Paraná (Coluna Prestes) onde juntaram-se a Coluna
de Miguel Costa
4. Borges Assumiu, mas a mudança na constituição em 1926 impediu a reeleição seguinte,
abrindo espaço para a ascensão de Getúlio Vargas, que assumiu como presidente da
província

11. A REVOLUÇÃO 1930


a. Washington Luís indicou Júlio Prestes (paulista) ao invés do mineiro Antônio Carlos - gerou
insatisfação nos mineiros devido rompimento da Política do Café-com-Leite
b. Formação da Aliança Liberal (PR Getúlio Vargas e VPR João Pessoa)
c. Vitória de Júlio Prestes nas eleições com suspeita de fraude.
d. A Morte de João Pessoa vira estopim para a Revolução 1930.
e. Criação da Junta Provisória - composta por Of Gen (Isaías Noronha, Mena Barreto e Tasso
Fragoso)
f. Junta Provisória depõe Júlio Prestes e coloca Getúlio Vargas no poder.

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BUNKER - 2021

UNIDADE DIDÁTICA XII – BRASIL: DA REVOLUÇÃO DE 1930 AO ESTADO NOVO (1946)

Objetivo Englobante: Examinar os principais eventos ocorridos no Brasil, no período 1930-1946, para
relacioná-los com o fim do Estado Novo.

IDEIA CENTRAL: Era Vargas: período em que Getúlio Vargas governou o país.
Espaço/Tempo: Brasil/da Revolução de 1930 à queda do Estado Novo em 1945
IDEIAS COMPLEMENTARES:
- Antecedentes: República Velha (1989-1930)
- O Período Vargas apresentou três momentos:
- O Governo Provisório (1930-1934),
- o Governo Constitucionalista (1934-1937) e
- o Estado Novo (1937-1945)

55. A REVOLUÇÃO DE 1930


- Analisar a Revolução de 1930, identificando as novas ideias de nacionalismo e modernização autoritária
- Definir o papel dos militares

1. Ruptura com as velhas estruturas


a. Washington Luiz rompe com a política do café com leite e indica Júlio Prestes (também de
SP) para presidência.

2. A REVOLUÇÃO
a. MG, PB e RS se unem na Aliança Liberal e indicam Getúlio Vargas
b. Júlio Prestes vence as eleições
c. O Vice de GV, João Pessoa, é assassinado, dando força ao movimento contrário a Júlio
Prestes.
d. O Movimento Tenentista se une a Aliança Liberal e estoura a revolução em MG e no RS.
Rapidamente quase todo território nacional já esta sob controle dos revoltosos.
e. Exército e Marinha (JUNTA PACIFICADORA) depuseram Washington Luís
f. Foi estabelecida a junta provisória, que passa o poder do país para GV, iniciando o Governo
Provisório.

3. O projeto liberal
a. Governo contava com maior autonomia em relação às elites tradicionais (cafeeira)

154
b. Na economia o governo tinha como objetivo promover a indústria (será visto a frente),
fugindo do modelo unicamente agro-exportador
c. Na política dá as FFAA, principalmente ao Exército, papel central na manutenção da ordem
interna (interventores) e no apoio ao desenvolvimento industrial (investimento em
infraestrutura)

56. O PROCESSO CONSTITUINTE (1933/1934) E AS OPÇÕES POLÍTICAS


- Liberalismo, corporativismo, fascismo, socialismo e comunismo
- Apresentar os reflexos da Constituição de 1934 no sistema político brasileiro
1. O PROCESSO CONSTITUINTE e a CONSTITUIÇÃO DE 1934
a. Ocorreu entre Novembro de 1933 e Julho de 1934, após eleições para a Assembleia
Nacional Constituinte;
b. Precedida pelo Código eleitoral de 1932, que instituiu Justiça eleitoral, voto secreto, voto
feminino
c. Buscava incorporar mudanças sociais, políticas e econômicas que vinham ocorrendo;
d. Gama variada de projetos e interesses: Tenentistas, Igreja, Oligarquias, Trabalhadores e
sindicatos, Governistas (Varguistas),
e. Governo procurou influenciar enviando um anteprojeto e definindo o regimento interno da
assembleia;
f. Confronto ideológico entre Regionalistas (Centro-Sul) e Centralistas (Norte e Nordeste).
Vitória do princípio federalista que conferiu relativa autonomia aos estados com controle da
União nas medidas econômicas e sociais;

g. Principais pontos da Constituição de 1934 (liberal):


1) Baseada na Constituição da República de Weimar (1919) - Alemanha
2) Federalismo
3) 3 poderes → Assembleia se converteu em Congresso;
4) Extinção do Cargo de Vice-Presidente da República;
5) Criou o Conselho de Segurança Nacional;
6) Nacionalização de minas, jazidas minerais e quedas d'água;
7) Nacionalização de bancos de depósito e empresas de seguro;
8) Eleições diretas (exceto a primeira), com voto secreto, universal e voto feminino;
9) Justiça do Trabalho, Salário Mínimo, Jornada de 8 horas, férias e descanso semanal
(Link com o New Deal);
10) Pluralidade e autonomia dos sindicatos ao invés de sindicato único;
11) Capítulo sobre família, oficialização do casamento religioso (influência da igreja);
12) Algumas medidas não agradaram a Vargas, que declarou que seria o primeiro
reformulador da constituição;
E Daí? CF/1934 buscou estabelecer ordem liberal e moderna e fortalecer o Estado. - Link com New Deal

2. Liberalismo, Corporativismo, Fascismo, Socialismo e Comunismo


a. Liberalismo:

155
1) Liberalismo
- Menor presença do Estado (seja política ou econômica)
- Ver barema 1ª AT - 2019 [LINK]

2) Nacionalismo
- Nacionalização de Quedas d'água e jazidas minerais
- Cerimônia da queima das Bandeiras Estaduais (1937) - Unidade Nacional

3) Corporativismo
- Estado de Compromisso: Tentativa Varguista de agradar todos os setores e reduzir
conflitos;
- Criação de Sindicatos, sob controle do Governo ("pelegos")
- Medidas Trabalhistas, reunidas na CLT em 1943, Baseada na "Carta del Lavoro" da
Itália Fascista;

4) Fascismo
- 1932: Fundação da Ação Integralista Brasileira (AIB) por Plínio Salgado.
- Fascismo chegou ao Brasil em 1920
- Lema: “Deus, Pátria e Família”
- Defende o controle do Estado na economia.
- Envolveram-se em diversos embates com os comunistas.
- Ideário nacionalista, antiliberal

5) Comunismo/Socialismo
- Possuíam agendas revolucionárias, crítica aos preconceitos, à Igreja
- Baseia-se no conceito de luta de classes
- Busca a emancipação nacional por meio da Reforma Agrária e na luta contra o
Imperialismo.
- 1935: criação da Aliança Nacional Libertadora (ANL) (Luís Carlos Prestes) -
congregava comunistas, socialistas, alguns "tenentes", liberais e católicos
- ANL lutava contra o latifúndio e imperialismo, defesa da reforma agrária, liberdades
democráticas, suspensão da dívida externa brasileira e combate ao nazi-fascismo

57. A CONTESTAÇÃO AO REGIME: A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932


- Compreender a tentativa de reforma liberal e o retorno das elites tradicionais.

1. REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932


a. Antecedentes e Causas
1) A Revolução de 30, pôs fim à política do "café com leite" que beneficiava as
oligarquias cafeeiras de São Paulo e instalou um Governo "revolucionário".
2) Crise de 1929 impactou severamente a economia cafeeira, com redução da demanda;
3) Oposição entre "tenentistas" e o Partido Democrático de SP (constitucionalista)

156
4) Partido Democrático havia apoiado a Aliança Liberal, mas não se envolveu
diretamente a revolução;
5) Getúlio Vargas nomeou os "tenentistas" João Alberto e Miguel Costa como
interventor e Comandante da Força Pública de SP, respectivamente, deixando de fora
o Partido Democrático.
6) Iniciou movimento pelo retorno ao Regime Constitucional. "tenentes" queriam
governo discricionário para acelerar reforma
7) Minas e Rio Grande do Sul apoiaram paulistas, mas não se envolveram diretamente
nos conflitos, isolando os paulistas;
8) João Alberto renunciou, sem condições de governar
9) Na tentativa de apaziguar os ânimos, Vargas nomeou Pedro de Toledo como novo
interventor, publicou novo Código Eleitoral em 1932 e marcou novas eleições para
o ano seguinte;
10) Os Constitucionalistas formaram a Frente Única Paulista, unindo diversos setores da
sociedade paulista.
11) A morte de quatro estudantes (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) criou os
mártires que deram nome ao movimento MMDC, que tomou as ruas de SP.
(ESTOPIM)

b. A Revolução
1) Iniciou em 09 de Julho de 1932, em São Paulo, Sob o Comando de Bertoldo Klinger,
General Euclides Figueiredo (Chefe da 2ª RM) e Isidoro Dias Lopes, antigo líder em
1924;
2) Os Revoltosos queriam a derrubada do governo provisório de Getúlio e a
convocação da Assembleia Nacional Constituinte;
3) Teve apoio de amplos setores da sociedade paulista: Intelectuais, Estudantes,
Industriais, Camadas médias e políticos ligados a "Velha República", movidos pela
luta anti-ditatorial;
4) A Revolução não contou com a adesão de Minas Gerais e Rio Grande do Sul,
inicialmente solidários à causa constitucional, no enfrentamento às Forças Federais.
Flores da Cunha, interventor gaúcho, apoiou o governo e chegou a mandar tropas
para combater os revoltosos;
5) Isolados, os paulistas não conseguiram manter o movimento, assinando a rendição
em Outubro de 1932;
6) O movimento revolucionário foi duramente reprimido pelas tropas do Exército, sob o
comando de Góes Monteiro.
7) Houve emprego de Canhões, Morteiros e da Aviação do Exército no enfrentamento
ao movimento;
8) Houve combates em 5 frentes: Vale do Paraíba, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná
e Costeira.
9) As tropas federais eram compostas pelo Exército Leste, comandado por Góes
Monteiro; uma Brigada na Frente Minas, sob comando do General Pinheiro, uma
Divisão Naval e Aviação do Exército;

157
10) As Forças Constitucionalistas eram compostas pela Força Pública de São Paulo, a
2ª Divisão de Infantaria em Operações, um Esquadrão de Cavalaria e uma Bateria de
Artilharia, uma guarnição do 6º BCP, e duas Companhias do 5º e 6º RI.

c. Consequências
1) Apesar da derrota dos paulistas, Getúlio Vargas convocou a Assembleia Constituinte
e elaborou nova constituição em 1934;
2) Vargas nomeou como interventor o civil paulista Armando Sales. Armando
reorganizou a administração paulista e foi responsável pela criação da USP, que
passou a formar a elite política e intelectual de SP.
E daí: O Exército saiu fortalecido como responsável pelo restabelecimento da Ordem e manutenção da
estabilidade política no País.

58. O FECHAMENTO DO REGIME


- Explicar a opção autoritária e as condições internas e externas que permitiram a criação do Estado Novo.
- A promulgação da Constituição de 1937

1. Lei de Segurança Nacional


a. Criada em abril de 1935.
b. Motivo: neutralizar perturbações à ordem pública, como as greves no RJ, SP, Belém e RN
(banco, transportes e comunicações), como as ocorridas em 1934
c. Seria caracterizado como crime contra a ordem social e política: greve de funcionários
públicos, animosidade nas FA, incitação de ódio nas classes sociais, propaganda subversiva,
organizações políticas ou sociais não autorizadas na lei.
d. Colocou Aliança Nacional de Libertação (comunista) na ilegalidade
i. ANL criada em março de 1935
ii. Colocada na ilegalidade em abril de 1935
iii. Fechada em julho de 1935
e. Esse fato fez ganhar força a revolta nas armas e iniciou a “Intentona Comunista”

2. A Intentona Comunista de 1935


a. Luís Carlos Prestes
i. 1934 retornou para o RJ após passar 3 anos na URSS

b. Em novembro de 1935: Revolta em Natal (RN), Recife (PE) e RJ


i. 21° Batalhão de Caçadores (levante de Sgt/Cb/Sd) - Natal-RN
ii. 29° Batalhão de Caçadores - Levante de Civis e Militares - Recife-PE
iii. 3º Regimento de Inf - Rebelião de Militares (1600 praças e 100 oficiais) - Na praia
Vermelha - Liderados pelo Cap Agildo Barata revoltas também no 2º RI, BEsCom e
Escola de Aviação
iv. Levante no Campo dos Afonsos - Artilharia posicionou peças para atirar na pista
c. Em Natal foi instalado um Governo Popular Revolucionário, durante 4 dias

158
d. Tropas legais neutralizam os movimentos - O EB teve participação mais intensa após ser
decretado Estado de Sítio por GV com autorização do Congresso (Gen Dutra e Gois
Monteiro).
e. Comunismo tornando-se o inimigo Nº 1.
f. Em 1936 foi criada a Comissão Nacional de Repressão ao Comunismo - investigar
participação de funcionários públicos em crimes contra instituições
g. Em 1936 foi criado o Tribunal de Segurança Nacional (para julgar comunistas envolvidos
na Intentona)
h. Houve intervenção federal em Estados, afastamento de prefeitos (Ex Prefeito do RJ) e
militares legalistas foram afastados de cargos de comando.
E Daí? A intentona comunista teve resultado contrário ao esperado. Foram intensificadas a repressão e as
medidas autoritárias, fortalecendo a implementação do Estado Novo

3. O Estado Novo, 1937


a. Plano Cohen: Em 1937 foi descoberto suposto documento com intenção de deflagrar uma
revolução comunista no Brasil. (Produzido pela Aliança Integralista do Brasil).
b. Congresso aprova estado de guerra e suspensão das garantias constitucionais por 90 dias,
inclusive para parlamentares.
c. Em novembro de 1937, tropas da PM cercaram o Congresso. (Gen Dutra vetou a
participação de forças do Exército na operação).
d. GV anuncia uma nova Carta Constitucional.
e. Era o Estado Novo iniciando com o período autoritário de 1937 a 1945.

4. A consolidação do Estado Novo


a. Houve pouca oposição. Comunistas estavam reprimidos pelo Estado, elites viam
positivamente.
b. Autoritarismo e populismo
c. Constituição 1937 (Polaca):
i. Foi outorgada.
ii. PR possuía poderes de confirmar os governadores eleitos (poderia nomear
interventores)
iii. Dissolução do Parlamento, Assembleias Estaduais e Câmaras Municipais.
iv. PR poderia expedir decretos-lei
v. Decretação de Estado de Emergência, com a suspensão das liberdades civis e
garantias
vi. Autorização do governo em aposentar funcionários civis ou militares
vii. Concentra os poderes executivo e legislativo nas mãos do Presidente da República
(autoritarismo);
viii. Estabelece eleições indiretas para presidente, que terá mandato de seis anos;
ix. Acaba com o liberalismo;
x. Admite a pena de morte - Emenda Constitucional em 1938;
xi. Suspende o direito de greve;
xii. Permitia ao governo expurgar funcionários que se opusessem ao regime;
xiii. Previu a realização de um plebiscito para referendá-la, o que nunca ocorreu

159
d. 1938 - Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda DIP - A Hora do Brasil
e. Em 1942 o Brasil rompe relações com o Eixo (2ª GM)
f. 1943 - Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT

5. Opção autoritária
a. Instabilidade política - Integralistas (fascistas, AIB) X Comunistas (ANL)
i. Interesse a apoio da burguesia, congresso, EB e latifundiários - temor de revolução
comunista
1. A burocracia civil defendia o programa Estatal de industrialização por
considerar que era o único caminho para a independência
2. Os militares o faziam porque acreditavam que a instalação de uma indústria
de base fortaleceria a economia, fortalecendo assim a segurança nacional
3. A burguesia industrial entendia que só poderia crescer com o apoio e
intervenção estatais.
b. Medidas trabalhistas - acalmar ânimos (Ex: CLT)
c. A economia brasileira estava se industrializando. Diversas indústrias como a têxtil se
disseminaram por iniciativa do Estado. Assim, a economia estava demonstrando sinais de
melhora, agradando em parte trabalhadores. Isso facilitou a continuação no poder de Vargas.
d. Lei de segurança Nacional (1935) - reflexo da Intentona Comunista
e. Constituição 1937
f. DIP - controle da imprensa

6. Condições Internas para a criação do Estado Novo:


a. Constituição de 1934
b. Plano Cohen (disseminação do comunismo)
c. Apoio das FFAA na sustentabilidade da criação do Estado Novo
d. Revoltas Internas (1932, 1935)
e. Diversas greves ocorrendo no país
f. Necessidade de atualização das FFAA (sob liderança de Góis Monteiro)
g. AIB, ANL, PCB
h. Apoio de diversos setores da sociedade (Militares, Trabalhadores, Burguesia industrial);

7. Condições Externas para a criação do Estado Novo


a. Influências Nazi-fascistas (autoritarismo)
b. Internacional Comunista (influência de Luís Carlos Prestes) / MCI
c. Possibilidade de eclosão da 2ª GM
d. Criação URSS (1922)

59. O ESTADO NA ECONOMIA


Analisar a opção por um novo modelo de desenvolvimento econômico

1. Industrialização e modernização
a. Café e Indústria eram interdependentes

160
b. O Estado administrava o café e a indústria com taxas de juros diferenciadas. Taxas
industriais menores, para aumentar sua importância e direcionar esforços
c. Ação Estatal na Industrialização
i. regulamentação de fatores de produção (taxações, salário de trabalhadores)
ii. redefinição do papel da agricultura - acúmulo de capital
iii. transformação do Estado em investidor, com investimentos em energia, estradas e
siderurgia
d. Política de exploração das riquezas nacionais, com o Estado participando das atividades
econômicas como: a siderurgia; a de petróleo e a de energia elétrica
e. Instrução, Qualificação e Educação
i. 1942 - Criação do Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria SENAI - mão-
de-obra qualificada
ii. 1943 - Criação do Serviço Social da Indústria SESI
f. Petróleo
i. Entre 1935 e 1937 no Brasil, foram criadas 25 destilarias de óleo diesel - Refinaria
Matarazzo - SP e a Uruguaiana RS
ii. 1938 - Criou o Conselho Nacional do Petróleo - gerenciar refino e exploração
g. Minério
i. 1933 - Criação do Departamento Nacional de Produção Mineral
ii. 1942 - Criação da Companhia da Vale do Rio Doce (CVRD)
iii. 1942 - Acordo de Cooperação Militar (EUA): Brasil cedeu bases militares no
Nordeste e fornecimento de minerais estratégicos. Recebeu recursos - CSN e
reestruturação da Estrada de Ferro Vitória – Minas visando a construção da CVRD.
iv. 1941 - Criação da Companhia Siderúrgica Nacional CSN - Apoio EUA
1. Estrategicamente localizada próxima do eixo RJ-SP, servida pela Ferrovia
Central Brasil, próxima de MG (minério ferro) e SC (carvão)
h. Água e Energia
i. 1934 - Criação do Código das Águas - a CF/34 redefiniu o direito de propriedade e
do uso de água e as relações entre o Governo e as concessionárias.
ii. 1939 - Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica CNAEE
iii. 1941 - Empresas Elétricas Brasileiras – EEB (Companhia Auxiliar de Empresas
Elétrica Brasileiras – CAEEB) com sede no Rio de Janeiro
iv. 1943 - comissão técnica especial para elaborar o Plano Nacional de Eletrificação
v. 1945 - foi criada a 1ª empresa e energia elétrica brasileira, a Companhia
Hidrelétrica do São Francisco – CHESF - construir e gerenciar a Usina
Hidrelétrica de Paulo Afonso - primeira usina de grande porte do país

i. 1933-1936 - setores industriais que mais se destacaram foram: têxtil, químico, de papel,
cimento, aço e pneus
j. 1933-1939- aumento da produção industrial em 11% a.a
k. Década de 40: aumento da participação industrial crescendo para 20,8% - declínio da
participação agrícola
l. 1943 - foi iniciada a construção da Fábrica Nacional de Motores, no Rio de Janeiro

161
m. O Parque Industrial brasileiro se centralizou no eixo Rio de Janeiro – São Paulo, que em
1949 detinha 65% do valor de transformação industrial do país.

2. As origens do modelo de industrialização por substituição do modelo de importações


a. Intensificada em 1937 devido
i. Aos riscos da eclosão da 2ª GM e consequente estagnação econômica mundial
ii. Impulso para a industrialização brasileira
b. A II GM reduziu a oferta de industrializados, isso obrigou a substituição destas
importações, fomentando o desenvolvimento das indústrias locais
c. Indústrias de base tiveram um crescimento expressivo (CSN e CVRD)
d. Indústrias tradicionais: têxteis, vestuário, calçados, alimentos e bebidas tiveram sua
participação diminuída

3. A questão do trabalho
a. Trabalhismo: política de proteção aos trabalhadores pelo Estado
i. Evitar greves - prejuízo econômico
ii. Evitar movimentos revolucionários
iii. CLT - Inspirado na Carta del Lavoro (Itália fascista)
b. GV - pai dos pobres - protetor dos trabalhadores. (DIP)
c. Regulamentação sindical e leis previdenciárias
d. Criação Salário-Mínimo (CF/1934) - Estabelecer o Salário Mínimo em níveis biológicos
eram reduzidos ao máximo os gastos dos empresários com a folha de pagamento.
e. Regularização de férias (CF/1934)
f. Criação da Justiça do Trabalho em 1939 (prevista na constituição de 1934, mas não estava
no Judiciário)
g. 1940 - Criação do Imposto Sindical (deixou de ser obrigatório em 2018)
h. 1943 - Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT - acalmar ânimos
E Daí? Implantar um setor industrial de produção foi permitido pela Legislação Trabalhista e Sindical,
evitando a possibilidade de um confronto direto entre o capital e o trabalho

4. Integração e desenvolvimento no campo


a. A economia do Brasil era baseada no café. Esse produto foi tratado como gerador de capital
para desenvolvimento industrial, somado aos empréstimos internacionais.
b. Medidas para preservar a lucratividade do setor cafeeiro e impedir que voltasse a
desempenhar o lugar de destaque no Brasil - Foco na industrialização
c. Procurou transferir recursos da agricultura para a indústria (diferenciando as taxas de
empréstimos destinados à agricultura ou à indústria, beneficiando o setor industrial)
d. Surgimento de outros produtos agrícolas importantes: cacau (Bahia) e algodão (comércio
com Alemanha).
e. 1931: criação Conselho Nacional do Café - CNC.
f. Política de sustentação - compra (por meio de empréstimos ingleses) e queima dos
excedentes que estavam estocados em depósitos do Governo - quotas de sacrifício -
(provocou controle dos preços do produto no mercado internacional e recuperação da
economia em 1933)

162
i. finalidade: evitar que cafeicultores falissem - economia do país iria parar
(devido à crise de 1929)
g. Ofensiva comercial
i. Venda de café para novos países da Europa Central
ii. Assinatura com EUA, em 1935, acordo de isenção de tarifa nas importações de café

5. Sistema financeiro
a. Setor bancário brasileiro 3 bases
i. bancos estatais - representado pelo Banco do Brasil
ii. bancos privados – com caráter regional. Ex: o Banco Comércio e Indústria de São
Paulo;
iii. bancos estrangeiros – bancos britânicos, franceses, portugueses, italianos e alemães
b. 1937 - Getúlio declarou moratória unilateral no serviço da dívida externa nos anos 1938 e
1939 (agradou aos militares, os nacionalistas e integralistas)
c. A suspensão do pagamento provocou protestos dos credores britânicos. Estados Unidos não
protestaram porque estavam interessados em cortar os vínculos comerciais entre o Brasil e
a Alemanha
d. 1939 - foi criado o Instituto de Resseguros do Brasil – IRB foram devidamente
regulamentados e consolidados.
e. 1941 - Criada a Carteira de Exportação e Importação do Banco do Brasil – CEXIM (Banco
do Brasil) para a regulação do comércio exterior.
f. 1942 - Período de inflação muito grande fez Governo substituir moeda circulante: do
mil-réis para o Cruzeiro.
g. 1945 - criada a Superintendência da Moeda e Crédito (dentro do BB e predecessor do
Banco Central) que passou a estabelecer a nova política monetária e de investimentos
estrangeiros, dividindo este papel com o Banco do Brasil.

60. OS MILITARES E O GOVERNO


Comparar o papel dos militares e dos intelectuais antes da participação da FEB na II Guerra Mundial com o
papel desempenhado por estes mesmos militares no período do pós guerra

- As interventorias
1) Revolução 1930
a) Eclosão em MG, RS e NE
b) Ação militar sob liderança de Góis Monteiro
c) Influência de movimentos tenentistas
d) Junta Provisória (Gen Tasso Fragoso, Isaías Noronha e Mena Barreto) pressionam para saída
de Washington Luís do poder e colocam Getúlio Vargas no governo.

2) Revolução Constitucionalista 1932


a) Destacada ação do Gen Góis Monteiro e Gen Eurico Dutra

163
b) 1932: Pegaram em armas intelectuais, industriais, estudantes e outros segmentos das
camadas médias, políticos ligados à República Velha ou ao Partido Democrático -
antiditatorial (Gen Bertoldo Klinger vindo MT comandou as Op revolucionárias)
c) Participação do antigo líder no levante de 1924 - Isidoro Dias Lopes.
d) As Forças do Exército contavam com superioridade numérica, os paulistas não passavam de
8500 homens, morreram cerca de 633 paulistas.
e) A Rev 32 marcou o emprego da aviação no Brasil como arma de combate, em proporções
consideráveis.
f) Representantes da Força Pública paulista reuniram-se em 1º Out 1932 com o Gen Góes
Monteiro e decidiram render-se.

3) Intentona Comunista 1935


a) 1935 - Criação da Aliança Nacional Libertadora (ANL)
b) Líder: Luís Carlos Prestes
c) ANL redige carta ameaçando Governo Vargas
d) Vargas ordena fechamento da ANL (estopim para a Intentona)
e) O Exército intervém no Rio de Janeiro, Natal e Recife.
f) Finalidade: instaurar um governo comunista no Brasil
g) Intentona recebeu apoio de Moscou.

4) Estado Novo
a) Motivado pelo combate ao comunismo
b) Liderança de Vargas e apoiado por Gois Monteiro
c) Gois Monteiro possuía o interesse em manter Vargas no poder para continuação do processo
de modernização do EB (aquisição de equipamentos, efetivo, crescimento prestígio)
d) Governador RS (Flores da Cunha) - representava uma ameaça à continuidade do governo
Vargas
e) Divulgação Plano Cohen - suposto documento que denunciou uma tentativa de assunção de
um governo comunista no Brasil
f) 1937 - tropas legais, policiais, cercam Congresso Nacional e Vargas inicia o Estado Novo.

5) Fim Governo Vargas


a) Participação do Brasil na 2ª GM gera incoerência na manutenção Vargas no poder
(totalitarismo)
b) Exército pressiona deposição de Vargas
c) Nomeação de Benjamin Vargas como Chefe PM RJ causou tensão entre militares do
prosseguimento de Vargas no poder.

6) Comparação Papel dos militares antes e depois da participação FEB na 2ª GM

164
Papel dos militares antes da participação FEB Papel dos militares depois da participação FEB
na 2ª GM na 2ª GM

Serviam alicerce ao governo Oposição ao Estado Novo

Apoio ao Governo Provisório (movimento Oposição ao Queremismo


tenentista)

Combate à Revolução Constitucionalista 1932 Influenciou a redemocratização

Combater o comunismo/fascismo (Intentona Pressionou pela saída de Vargas


Comunista 1935)

Estabelecimento do Estado Novo (Gen Dutra e Combate ao totalitarismo, com fim do Estado
Góis Monteiro) Novo, forçando Vargas a convocar eleições e saída
do poder

Combater o integralismo (Levante Integralista Favoreceu a manutenção da segurança Nacional


1938)

Permitiu a coesão interna e paz social Permitiu a coesão interna e paz social

- O Levante Integralista contra o Estado Novo


1) Local: RJ
2) Conhecido como Levante Integralista de 1938.
3) Liderança: Plínio Salgado (AIB)
4) Motivo: Plínio Salgado não foi nomeado Ministro da Educação. Ataque ao Palácio de Guanabara
Tentativa de depor Vargas, porém foi reprimido por forças legais.
5) Resultado: Integralistas presos e Plínio Salgado exilado em Portugal.
E daí: Esse levante resultou em aumento do poder do Vargas (pena de morte)

61. SOCIEDADE E CULTURA


Compreender o projeto Varguista para unificação do país pela cultura, com ênfase no papel do rádio

- A difusão do rádio
1) Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP)
a) controle de produção cinematográfica, rádio, teatro, imprensa.
b) serviu de vigilância contra manifestações populares
c) proibiu entrada de publicações nocivas ao Brasil
2) Estado Novo promoveu controle forte meios de comunicação e realizou propaganda do governo
(cartilhas e jornais)
3) Criação da “Hora do Brasil” - finalidade de divulgar ações do governo (enaltecer a imagem do
líder)
4) Rádio

165
a) fundamental na aproximação de Vargas com diversas camadas da população
b) ajudou a construir em Vargas a figura de pai dos pobres, amigo do trabalhador, líder.
5) Ministro da Educação (Gustavo Capanema) (1934-45)
a) Criação PUC
b) Criação SENAC e SENAI
c) reforma ensino secundário
6) 1940 - Rádio Nacional encampada pelo governo
7) 1941 - Criação prêmio Repórter Esso
8) Construções arquitetônicas como Ministério da Guerra (atual PDC) e Central do Brasil.

62. O BRASIL NA II GUERRA MUNDIAL


Compreender a participação do Brasil na II Guerra Mundial. A importância militar e política dessa
participação

1. Antecedentes (Causas para entrar na Guerra):


a. Tendência histórica de alinhamento com as Américas. Assembleia de Havana em 1940, a qual
reafirmou os princípios da Doutrina Monroe.
b. III Reunião de Consulta dos Ministros de Relações Exteriores das Repúblicas Americanas,
realizada no Rio de Janeiro e encerrada a 28 de janeiro de 1942. Acordo firmado com as nações do
Continente, o Brasil rompeu relações diplomáticas com as potências do Eixo
c. Reação alemã: Em 15 de junho de 1942, Adolph Hitler decidiu desencadear uma ofensiva
submarina contra a navegação marítima nas costas brasileiras - 36 navios mercantes foram
afundados.
d. Governo brasileiro, a 22 de agosto de 1942 declarou guerra à Alemanha e Itália.
e. Getúlio Vargas decretou estado de guerra em todo o território nacional e foi determinada a
mobilização geral do país.
f. A FEB não foi uma iniciativa imposta pelos Aliados, consistiu em uma decisão do governo
brasileiro.

2. A atuação do Brasil nos campos italianos (Jul 1944-Maio 1945)


a. Exército: envio de uma Força Expedicionária ao Teatro de Operações do Mediterrâneo e
ocupação de áreas estratégicas, particularmente no Nordeste, para a defesa do litoral;
1) Efetivo de 25.000 homens.
2) Tropa brasileira incorporada ao V Exército norte-americano comandado pelo General Mark
Clark.
3) Combates:
- 8 meses
- Cerca de 400 quilômetros
- Sofreu mais de 2.000 baixas, entre mortos (471), feridos e desaparecidos;
- Fez mais de 20.000 prisioneiros.

b. Marinha: patrulhamento do litoral e escolta de comboios marítimos


1) Foi criado o Teatro de Operações do Nordeste.
2) Foram afundados 16 submarinos alemães.
3) Nosso lado: 31 navios mercantes afundados.

166
c. Força Aérea, envio de um Grupo de Aviação de Caça e de uma Esquadrilha de Ligação e
Observação ao Teatro de Operação do Mediterrâneo e ações de patrulhamento do litoral e
proteção aérea à navegação.

d. Coordenada por duas Comissões Mistas de Defesa Brasil-Estados Unidos, uma no Rio de
Janeiro e outra em Washington a partir de 1942.

e. REFLEXOS DA PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NA 2 GM (Importância Militar):


1) Aumento do Efetivo no NE (6 mil para 50 mil)
2) Ampliação das Bases Aérea de Recife e Salvador e Instalação de bases em Natal, Fortaleza e
Belém.
3) Evolução do Trabalho de Comando (Método de Raciocínio e Estudo de Situação)
4) Formulação da doutrina de EMFA (Trabalho conjunto com demais forças)
5) Reformulação organizacional do EB (Seleção de Sd com melhor nível educacional /
Exigências técnico-profissionais)
6) Evolução dos Uniformes Militares (Mais Operacionais)
7) Mudanças nas relações entre oficiais e praças;
8) Incorporação do apoio de metralhadoras pesadas e morteiros leves na progressão de pequenas
frações de infantaria;
9) Uso de “propaganda de guerra”;
10) Formação da FAB em 1941 (Av EB + MB)
11) Criação em 1946 do Estado-Maior das Forças Armadas;
12) Aprimoramento da Logiś tica, com a criaçaõ de depósitos regionais;
13) Criação de tropas paraquedistas
14) Criação da Polić ia do Exército;
15) Evolução na Doutrina de Montanha
16) Influência da Doutrina Norte-Americana usada pela FEB em substituição à francesa;
17) Criação da ESG (1949)
18) Criação da Arma de Comunicações (1956)
19) Criação do Quadro de Material Bélico (1959)
20) Assinatura do Acordo de Assistência Militar com os Estados Unidos (1952) - Equipamentos,
Armamentos e Treinamentos
21) Presença brasileira na geopolítica mundial

3. A política externa Varguista


a. Ambígua: tirando vantagem da rivalidade entre as duas potências.
b. EUA e Alemanha começaram uma disputa de influência na América Latina
c. Acordos comerciais com as duas potências.
1) 1935: Acordo Comercial com os EUA isenção de tarifas para o café
2) 1936: Acordo Comercial com Alemanha (aquisição de canhões Krupp)
e. Financiamento para construção da Companhia Siderúrgica Nacional pelos EUA.
f. Os EUA iniciaram uma campanha de aproximação com os países Latino-Americanos. Com viés
econômico e político-ideológico - Conferências Pan-Americanas.
g. 1941 - Envio de tropas norte-americanas para o Nordeste.

167
h. 1942: Rompimento de relações com o Eixo (compromisso assumido por ocasião da III Reunião de
Consulta dos Ministros de Relações Exteriores das Repúblicas Americanas)
i. Acordo Político-Militar com os EUA: Envio de uma força expedicionária (decisão do governo
brasileiro)
j. Lei de empréstimo e Arrendamento do Congresso Americano, tendo em março de 1942 sido
assinado o acordo Brasil-EUA sobre exportações de minério de ferro e borracha e cessão de
armamento e material militar.

4. Os acordos com os EUA e a implantação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)


a. Década de 1940: Acordo entre Brasil e EUA, onde CSN seria financiada em parte pelos EUA em
troca do uso da posição estratégica do NE brasileiro pelos estadunidenses para fins militares e
devido à riqueza de borracha, ferro e manganês.
E daí: A necessidade de iniciar uma produção nacional de aço se impunha diante da dificuldade da
importação desse produto e o que isso significava para a balança comercial brasileira.

63.A CRISE DO ESTADO NOVO E A QUEDA DE VARGAS (1945)


- O Queremismo e o processo constituinte: a construção do trabalhismo
Apresentar as condições que levaram à crise e à queda do Estado Novo, e a reação do movimento de apoio a
Vargas, o “Queremismo”.

a. Generalidades
- Incoerência do regime: luta na 2ª GM contra autoritarismo e regime não-democrático de GV
- Oposição aproveita o desgaste e retoma a iniciativa contra o governo
- 1942 governo começou a se movimentar para a transição controlada de um Estado autoritário
para um regime mais aberto
- 1943 assegurar apoio das classes trabalhadoras (consolidar os direitos sociais e trabalhistas,
expressa em medidas aprovadas em 1943 como a CLT e o aumento do salário mínimo)
- Manifestações contra o regime: UNE (1945), Imprensa (oposição mais atuante)
- Manifesto dos Mineiros (1943): lideranças civis e militares de MG contestando o regime.
- As oposições: atuação mais agressiva alianças com um ator que ganhava cada vez mais
prestígio naqueles anos de guerra: os militares.
- 1944: candidatura presidencial do brigadeiro Eduardo Gomes, herói dos 18 do forte.
- 1945: Novo Código Eleitoral regulava o alistamento geral e eleições
- 1945: 1º Congresso Brasileiro de Escritores defesa da redemocratização do país.
- Pressões e Isolamento Político - Fevereiro 45: Lei Constitucional nº 9, realização de eleições
em data a ser marcada 90 dias depois
- Surgimento de partidos (1945): União Democrática Nacional UDN (oposição, apoiou Eduardo
Gomes), Partido Social Democrático PSD (Estado Novo, apoiou Dutra) e Partido Trabalhista
Brasileiro PTB (apoiava Vargas)

b. A queda do Estado Novo


1) 25 de outubro, Getúlio nomeou seu irmão Benjamim Vargas chefe de Polícia do
Distrito Federal (RJ)

168
2) Circulavam rumores de que, ao assumir o cargo, Benjamim prenderia todos os
generais que estivessem conspirando contra o regime
3) 29 de outubro, Getúlio Vargas foi pressionado pelo Alto Comando do Exército e,
declarando publicamente que concordava em deixar o poder, retirou-se para São
Borja, sua cidade natal.
4) No dia seguinte, José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal, assumiu a
presidência da República, para transmiti-la, em janeiro de 1946, ao candidato
vitorioso nas eleições, Eurico Dutra.

c. O Queremismo

1) Campanha em 1945
2) UDN (contrária): convocação imediata da eleição para a presidência (não admitiam
Vargas presidir a constitucionalização do país)
3) Comunistas (anistia 1945): instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte -
implicava que Vargas permanecesse no poder ainda por um largo período - APOIO
COMUNISTA À GV
4) Proposta aproximava o PCB do PTB e fortalecia o movimento queremista, surgido
em meados de 1945, cujas principais palavras de ordem eram "Queremos Getúlio" e
"Constituinte com Getúlio"
5) O queremismo ganhou as ruas, elites civis e militares preocupadas com as intenções
continuístas do presidente
6) Abr 1945: relações diplomáticas com a URSS (perda de prestígio político de Vargas
- UDN e militares passam a ficar contra Vargas)

d. Resposta ao Pedido (Condições que levaram à queda)

1) Incoerência com a vitória dos Aliados na II GM (lutaram ontra autoritarismo e no


Brasil governo era antidemocrático)
2) Pressão de diversos setores no país, como UNE e a Imprensa
3) Criação de diversos partidos políticos: UDN, PTB e PSD (com o início do Estado
Novo todos os partidos foram dissolvidos)
4) Criação do Novo Código Eleitoral convocando eleições para presidente e
governadores
5) Manifesto dos Mineiros contestava o regime
6) Perda do apoio militar após a II GM

169
BUNKER - 2021

UNIDADE DIDÁTICA XIII – GUERRA FRIA: DA BIPOLARIDADE À HEGEMONIA DOS EUA

OBJETIVO ENGLOBANTE: Compreender a situação do pós-guerra e os principais eventos do período da


guerra fria, para interpretar a evolução da bipolaridade para a hegemonia dos EUA.

IC: Guerra Fria - A Guerra Fria consistiu no confronto ideológico envolvendo Potências do mundo
ocidental, lideradas pelos Estados Unidos e seus aliados da OTAN, e o mundo comunista, liderado pela
União Soviética e seus aliados.
T: 1945 – Fim da IIGM até 1991 – Dissolução da URSS
E: Mundo (EUA x URSS – disputas por áreas de influência)
Ideias Complementares:
Antecedentes:
- II GM (1939-45)
- Vitórias dos Aliados: Grupo composto por EUA, URSS, França, RU, Brasil, Etc…
- Conferências Decisórias: (Teerã – 1943 / Yalta e Potsdam – 1945)
- Conferência de Teerã (1943): Anexação dos Bálticos (Letônia, Estônia e Lituânia) pela
URSS
- Conferência de Yalta (1945): Divisão da Alemanha em 4 zonas de ocupação / efetivação
da influência soviética no leste europeu
- Conferência de Potsdam (1945): Separação da Áustria da Alemanha e efetivação da
ocupação desses países pelas potências aliadas
- Divisão da Europa em Ocidental e Oriental
URSS (Rússia + 14 Repúblicas Soviéticas) diferente do Termo “ Cortina de Ferro”
Conceito importante - Destruição Mútua Assegurada (MAD) - uso maciço de armas nucleares por
um dos lados iria efetivamente resultar na destruição de ambos, atacante e defensor

Fase Data início/ marco Data final/ marco

1ª Fase contenção/ GF 1947 / Doutrina Truman 1955 (Pacto Varsóvia - Nikita Kruschev) 1953
clássica Morte Stalin e Fim da Guerra da Coreia

2ª Fase Coexistência 1955 (Pacto Varsóvia - 1962 / crise dos mísseis


pacífica Nikita Kruschev)

3ª Fase Détente 1962 / crise dos mísseis 1979 / Guerra do Afeganistão

4ª Fase 2ª GF 1979 / Guerra do 1991 / Dissolução URSS


Afeganistão

170
1. ASSUNTO 64: A DIVISÃO DA EUROPA
a. O Plano Marshall
b. Alianças militares: a OTAN e o Pacto de Varsóvia
c. COMECON
d. O Muro de Berlim

Objetivo:
Analisar a reorganização da Europa após a Segunda Guerra Mundial, salientando os aspectos políticos,
econômicos, ideológicos e estratégicos.

1. Reorganização da Europa após a Segunda Guerra Mundial


a. Aspectos políticos:
1) bipolaridade;
2) divisão Europa leste/ Oeste;
3) Conferências.
a) Conferência de Teerã (1943)
- Primeira partição européia (Questões: Alemanha / Polônia / Báltico)
- Intervenção anglo-americana na França. (Dia D Normandia)
b) Yalta (Crimeia) - 4 e 11 de fevereiro de 1945:
- Churchill / F. Roosevelt / Stalin
- Aliados aceitaram imposições de Stalin sobre a delimitação de fronteiras -
Cortina de Ferro.
- A influência sobre a Polônia (disputa de influências) - passou a ser dominado
por soviéticos - Avanço da fronteira da URSS para oeste (CORTINA DE
FERRO)
- Divisão dos territórios ocupados pela Alemanha, Itália e Japão
- Divisão da Alemanha em 4 zonas de ocupação (Rus, Ing, Fra, EUA)
- Divisão de Viena em 4 zonas
- Intenção de criação, conferência futura, um organismo internacional para
garantir a paz (ONU)
c) Potsdam (1945)
- EUA, URSS e Inglaterra decidem como Administrar a Alemanha
- Devolução de territórios anexados pela Alemanha (fronteira com
Polônia)
- Desmilitarização, democratização e desnazificação da Alemanha
- Decisão do julgamento dos crimes de guerra no Tribunal de Nuremberg
- Termos da rendição do Japão
- Acordo sobre indenizações de guerra
- Decisão de Truman usar a bomba nuclear - elemento dissuasório
4) Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
a) Base para outros tratados e pactos
b) Não obrigatoriedade legal

5) Alianças militares: a OTAN e o Pacto de Varsóvia;

171
a) OTAN (1949)
- EUA, Canadá, Reino Unido, Bélgica, Holanda, França, Portugal, Itália,
Finlândia, Dinamarca, Noruega e Luxemburgo, incorporando mais tarde
Grécia, Turquia e Alemanha Ocidental.
- Finalidade: defesa militar contra ameaça bloco comunista
- Criada no mesmo ano que a URSS criou a sua bomba atômica (1949)
- Justificou a presença militar americana na Europa (Mísseis na Turquia)

b) Pacto de Varsóvia (1955): URSS e Leste Europeu

- União Soviética, a Polônia, as então Tchecoslováquia e Alemanha Oriental,


além de Hungria, Romênia, Bulgária e Albânia, uniram-se num bloco militar de defesa conjunta.
- Cortina de Ferro: países da Europa Oriental sob influência soviética.
- Finalidade: aumentar a influência política e militar da URSS sobre os
países componentes.

6) O Muro de Berlim (1961 - 1989).

172
a) Símbolo da Guerra Fria;
b) Berlim Ocidental: tropas americanas, inglesas e francesas;
c) Berlim Oriental: tropas soviéticas.
d) Grande migração da Alemanha Oriental para a Alemanha Ocidental buscando
melhores condições de vida.
e) Bloqueio de Berlim (1948-1949) - interrupção pela URSS do acesso ferroviário e
rodoviário à Berlim Ocidental - como ficou difícil de conter o êxodo, criou-se o muro
(1961- 1989 )

b. Aspectos econômicos:
1) Capitalismo x Socialismo
2) Conferência de Bretton Woods (1944):
a) Regras para o relacionamento comercial e financeiro entre países mais
industrializados do mundo.
b) Padrão Dólar.
c) FMI (1946) - cooperação econômica internacional, o comércio internacional, o
emprego e a estabilidade cambial. (RECUPERAÇÃO DE PAÍSES)
- disponibilização de recursos financeiros para os países membros para ajudar
no equilíbrio de suas balanças de pagamentos.
- ajudar na reconstrução do sistema monetário internacional.
d) BIRD (1946) (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento) - se
tornará parte do Banco Mundial. (Infraestrutura/ energia/ saneamento e desenvolvimento
econômico-social)
e) Buscava evitar o Caos da Crise de 1929, a qual fomentou a Guerra - Intervenção
estatal - Segurança Econômica.
f) Estado deve prover o welfare state (bem estar social) (Keynesianismo -
intervencionismo estatal). 1933
g) Regular o Sistema Internacional Monetário.

3) O Plano Marshall �(1947-1951):


a) Baseado na Doutrina Truman, substituiu o Plano Morgenthau (Ale)
b) Ajuda financeira para reerguer Europa destruída;

173
c) Cerca 17 bilhões US$, 26% para ING
d) Cria dependência econômica com os EUA
e) Permite EUA influenciar politicamente esses países
f) Conter o avanço do comunismo na Europa Ocidental.

4) COMECON�(1949-91);
a) Conselho para Assistência Econômica Mútua (COMECON)
b) Ajuda econômica da URSS aos países socialistas (apenas europeus no início e
outros como Mongólia, Cuba e Vietnã);
c) Contraponto ao Plano Marshall

c. Aspectos Ideológicos:
- capitalismo x socialismo
- Propriedade privada x Controle Estatal
- Apoio aos partidos e revoluções comunistas no Mundo
- Busca do aumento das áreas de influência das potências.

d. Aspectos Estratégicos:
1) estratégia contenção (EUA);
2) ampliação área influência URSS na Europa;

Data Conferência Definiu o que?

1943 de Amarrava os termos da rendição total da Alemanha (rendição incondicional


Casablanca do eixo) (Stalin não foi - Stalingrado) (Não atingiu diretamente a GF)

1943 do Cairo Rendição Total do Japão (Stalin não foi - Por causa da presença de Chiang
Kai Shek) (Não atingiu diretamente a GF).

1943 Teerã - EUA, Ing e URSS iriam intervir na França (Dia D)


[Irã] - Stalin se compromete declarar guerra ao Japão
reconhecimento da anexação de países bálticos (Letônia, Estônia e Lituânia) à
- URSS e parte da Polônia (posterior cortina de ferro)
- Abertura do 2º Fronte Ocidental e Acerto da Op Overlord
- Um dos primeiros antaginismos, churchill e Stalin - invasão pelos Balcãs
- Exposição do Plano Roosevelt

1944 Bretton - Carta do Atlântico (1941): EUA lança objetivo para Pós-Guerra antes de
Woods entrar no conflito.
[EUA] - Definir Sistema Financeiro mundial
- Dólar como moeda central - essa atrelada ao ouro
- BIRD e FMI - Origem do Banco Mundial
- Hegemonia financeira americana

1945 Ialta - Ceder parte da Polônia para URSS


[Crimeia] - Anexação Estônia, Letônia e Lituânia pela URSS;
- Criação de um CS com direito a veto

174
- Exigência de "capitulação incondicional" da Alemanha e decidiram dividir o
país em quatro zonas de ocupação
- Grande ofensiva contra a Alemanha e reformular o mapa europeu.
- Países da Eur. Orient. ocupados pelo Exerc Verm seriam considerados área
de infl URSS.
Divisão de territórios das colônias de Alemanha, Itália e Japão (África e Ásia)

1945 Potsdam - Confirmou divisão da Alemanha; e de Berlim


[Alemanha] - Pagamento de 20 bi dólar por reparação de guerra (metade URSS)
- Líderes nazistas seriam julgados em tribunal internacional (Nuremberg)
- Devolução de territórios anexados pela Alemanha (fronteira com Polônia)
- Desmilitarização e desnazificação da Alemanha
- Apresentação da Bomba Nuclear

1945 Conferência - Criação da ONU


de São
Francisco

1949 Tratado de - Rendição do Japão (não confundir)


São Francisco - O documento oficial o Japão renuncia aos territórios derivados do
Protocolo de 1901 e seus direitos sobre Coreia, Formosa (Taiwan), Hong
Kong (Colônia do Reino Unido) as Ilhas Curilhas, Ilhas Pescadores, Ilhas
Spratly, Antártida e a Ilha de Sacalina.

2. ASSUNTO 65: A GUERRA FRIA (1945-1991):


a. Bipolaridade, contenção e dissuasão.
b. Bases, características e diferenças dos poderios norte-americano e soviético

Objetivos:
- Definir a origem da Guerra Fria como resultante das disputas por poder decorrente da II Guerra
Mundial.
- Apresentar as características centrais da Guerra Fria: bipolaridade; paz armada e corrida
armamentista; negociações políticas; détentes (distensão).
- Compreender o processo de independência da Indochina, destacando a influência dos diferentes
blocos.
- Compreender os conflitos ocorridos no Sudeste asiático: Coréia (1950-1953) e no Vietnã (1961-1975).
A disputa travada entre os blocos liderados pela URSS e EUA.

1. Definir a origem da Guerra Fria - resultante das disputas por poder decorrente da II Guerra
Mundial
a. Guerra Fria - designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos
indiretos entre Estados Unidos e a União Soviética, compreendendo o período entre o final da 2ª Guerra
Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991).
b. resultante das disputas por poder decorrente da II Guerra Mundial (OBJETIVO)
- crescimento da URSS - vencedora da guerra

175
- declínio da Inglaterra, França e Alemanha
- consolidação dos EUA - potência capitalista

2. Apresentar as características centrais da Guerra Fria: bipolaridade; paz armada e corrida


armamentista; negociações políticas; détentes.
a. Bipolaridade - divisão em áreas de influência
i. Capitalismo x Socialismo
ii. Ocidente x Oriente
iii. Países Não-Alinhados( Ex: Índia) (Conferência de Bandung, 1955)
b. Paz armada
i. Pacto (tácito) não agressão
ii. Teoria Destruição Mútua Assegurada (MAD english)
c. Corrida armamentista
i. Criação de bases militares externas (Turquia, Cuba)
ii. Equipamento de países membros pactos (OTAN, Varsóvia)
iii. Desenvolvimento de complexos industriais bélicos, novos armamentos, armas nucleares

d. Negociações políticas
i. Plano Marshall
ii. COMECON
iii. Doutrina Truman
iv. Kominform = COMINFORM
v. ONU centro das negociações (disputa)
vi. As invasões/crises/guerras (Hungria, cuba, vietnã, eleições Tchecoslováquia)
vii. Tratado de limitação de armas nucleares (SALT 1(1972) e SALT 2 (1979)
viii. Crise dos Mísseis (1962)
ix. Glasnost e Perestroika
x. Conferências de Cúpula Reykjavik (1986) e Washington (1987)

e. Détente: é uma palavra francesa que significa distensão ou relaxamento.


i. Cultural: Disputa cultural, - EUA propaganda dos valores democráticos, liberal, livre
iniciativa, URSS denúncia das mazelas do capitalismo
ii. capacidade das duas nações de liderar
iii. situação atual permite uma reedição da GM
iv. A partir da Crise dos Mísseis (1962)
v. Aproximação EUA x URSS (visita Nixon na URSS - 1972)
vi. SALT 1 e SALT 2
vii. TNP

3. Compreender o processo de independência da Indochina, destacando a influência dos


diferentes blocos.
a. Colônia Francesa

176
b. Invasão Japão (2ª GM)
c. Reconhecimento Francês (por pressão nazista) dessa invasão
d. Resistência vietnamita - Ho Chi Minh (socialista)
e. Retirada Japonesa - 1945 - Bombas Atômicas - Derrota Japonesa 2ª GM
f. “Reconhecimento Francês” - desejo de recolonização Indochina
g. Guerra da Indochina - 1946-1954 - França x Resistência Socialista Ho Chi Minh
h. Derrota Francesa - Dien Bien Phu (1954) - Independência Indochina (Laos, Camboja,Vietnã)
i. Influência EUA - URSS - divisão Vietnã (1955)
j. Norte Socialista - Sul Capitalista

4. Compreender os conflitos ocorridos no Sudeste asiático: Coréia (1950-1953) e no Vietnã


(1961-1975). A disputa travada entre os blocos liderados pela URSS e EUA
a. Guerra da Coreia (1950-1953):
i. Conferência de Potsdam 1945 - dividiu as Coreias
ii. Coréia do Norte - comunista (sob influência soviética e Chinesa)
iii. Coréia do Sul - capitalista (sob influência norte-americana)
iv. Paralelo 38 - constantes conflitos armados
v. Mao-Tse-Tung assumiu o poder (China) - norte-coreanos avançaram sobre o sul
vi. Coréia do Norte - apoiada China e URSS
vii. Coréia do Sul - apoiada EUA (tropas ONU)
viii. 1953 - soviéticos e norte-americanos - negociações para o fim da guerra
ix. Divisão anterior da Coréia mantida

b. Guerra do Vietnã (1961-1975):


i. O Vietnã era colônia francesa.
ii. Vinha de Conflito anterior (Guerra da Indochina 1946 - 1954)
iii. Após emancipação da França (1954) país foi dividido em N (comunista da URSS com a
RPC) e S (influencia americana). - Promessa de Eleição em 1956
iv. Inicialmente os EUA enviaram apenas conselheiros militares (1955)
v. Preocupação EUA teoria do efeito dominó de Eisenhower (Laos, Camboja, Tailândia,
Indonésia, Japão, Austrália)
vi. A partir de 1960 - Com o afastamento entre RPC e URSS, os soviéticos passaram a ajudar
mais o Vietnã.
vii. Tropas Americanas foram enviadas a partir de 1965.
viii. Movimento anti guerra nos EUA (Paz e amor). Opinião pública contra o governo.
ix. Quase 3 milhões americanos serviram no Vietnã 1965-1973
x. Gastos de 123 Bi dos EUA
xi. Questão psicossocial nos EUA
1. A transmissão pela televisão do Vietnã impactou população EUA
2. Ofensiva do Tet + agente laranja + Massacre May Lai (Napalm)
3. Correspondentes de Guerra
4. Omissão de informações por parte Gov sobre real envolvimento dos EUA.
5. Monges Mártires vietnamitas serviram para reforçar ideias de movimentos nos EUA
(Psicossocial Exemplo)

177
➢ movimento hippie. Woodstock (1969)
➢ Movimento negro Martin Luther King (pacífico) King criticava o
envolvimento Norte americano na guerra do Vietnã em seus discursos. Aux no
processo de formação Op Pública anti guerra.
➢ Panteras Negras (não pacífico) - Mov Racista
xii. Guerra do Vietnã: prolongada, desgaste EUA, opinião pública, transmissão imprensa,
movimentos contra a postura EUA (hippie), uso de Napalm
xiii. 1973 - Retirada americana
xiv. 1973 - Acordo de Paris - Restauração da Paz (2 Vietnãs e EUA)
xv. 1975 - Vietnã unificado socialista - Ho Chi Minh

1° Fase: Estratégia da contenção [1947 a 1955]


- Também conhecida como Guerra Fria Clássica
- Montagem do mundo Bipolar
a. URSS�
1) Grande Potência e 1º Exército vencedor sobre o Exército Alemão - se aproveitava desse fato para
explorar a imposição do Socialismo (Exército Vermelho) como única forma de assegurar a liberdade/
vitória do E.V. nos países invadidos pelos nazistas auxiliou a disseminar neles o socialismo.
2) "Cortina de Ferro" - (1946)
3) Eleições na Tchecoslováquia (1948). Forte apoio da URSS - Comunistas Venceram.
4) COMECON (1949) - ajuda econômica da URSS. Contraponto ao MARSHALL
5) Primeiro teste da Bomba Atômica (1949)
Os EUA desmascararam o blefe nuclear soviético durante a década de 1960, descobrindo que a URSS não
possuía potencial atômico e não se encontrava em vantagem estratégica (o Missile Gap)
6) Kominform - União dos Partidos Comunista Europeus (1949)
- Responsável por apoiar a inclusão e permanência do socialismo na URSS e em outros países
- Serviço de Inteligência - KGB
7) Culto à personalidade de Stalin
8) Rev Chinesa (1949) - Apoio da URSS à Mao Tse Tung
9) Separação da Alemanha
■ República Democrática Alemã - RDA - 1949
10) Descolonização na África e Ásia (abriu espaço para o comunismo)
■ Ing / Fra - Enfraquecidos da II GM
■ Ita / Alem / Jap - Derrotados da II GM
■ Natural distanciamento dessas ex-colônias do Capitalismo Imperialista
■ Independências Asiáticas
- Índia 1947 - Gandhi
- Indochina 1954
■ Independências Africanas (coexistência pacífica)
- Congo (1960) / EUA apoia golpe de Sgt Mobuto em 1965
- Argélia (1962)
- Angola (1975)
11) América Latina:
■ Demandas Sociais tornam América Latina mais propensa a aceitar influência socialista

178
b. EUA
1) Doutrina Truman: mudança na política externa americana, antes de cooperação com a URSS,
para um forte sentimento e ações anticomunistas (Os 4 Campos do Poder)
2) Guerra civil na Grécia (1946-1949). Primeira aplicação da Doutrina Truman.
■ Comunistas X Rei e Exército Grécia.
■ EUA apoia. Exército grego vence.
3) Macartismo - "Caça às Bruxas" aos suspeitos de comunismo - Apoio de Nixon (antes de ser
presidente) (Pol/Psc)
4) Criação da OEA (1948)
5) Separação da Alemanha (Pol / Ecn)
■ República Federal Alemã (RFA) - 1949
■ Apoios Logísticos - Afronta à URSS (ponte aérea - bloqueio)
6) OTAN (1949) - (Mil)
7) Pl Marshall (1947) (Ecn)

c. Guerra da Coréia (1950-1953)


1) CN invade CS
2) EUA protesta. ONU decidiu intervir.
3) China apoia CN - Empurra as tropas para Sul
4) Paralelo 38. Armistício (1953)
5) Consequência:
- Dsv armas EUA e URSS (armas nucleares, carros de combate, satélites)
- EUA e URSS passaram a equipar seus aliados
d. Disputas em outros campos
1) GF não se limitou ao campo militar: Esportes, Literatura, Cinema (James Bond), cultura
2) Corrida armamentista (Mil / Tcn Cie)
3) Sociedade Aberta (EUA) X Fechada - Gulags (URSS) - gulags eram campos de trabalho forçado
para aqueles que se opusessem ao regime comunista.
4) Sociedade livre do capitalismo (EUA) x Mazelas do capitalismo (URSS)
5)

2° Fase Coexistência pacífica [1955 a 1962]


a. URSS �:
1) Morte de Stalin (1953). Assume Nikita Khruschev Link
■ condena o "culto à personalidade" do Stalinismo.
■ denunciou crimes de perseguição política, prisões e execuções.
■ "O discurso secreto de Nikita Kruschev" (1956) durante a Internacional Comunista - aproximação
com os EUA e ao afastamento da RPC de Mao Zedong, marcando o início da coexistência pacífica
2) APD 1959 - ruptura da RPC devido aproximação Kruschev com EUA + apoio soviético a Índia +
interferência no processo de bomba atômica chinesa
3) 1956 - Revolução Húngara - Pacto de Varsóvia invadiu a Hungria de Imre Nagy, devido a
revolução.
4) 1959 - Rev Cubana + Adesão de Fidel ao Comunismo (1961)

179
5) 1957 - 1º satélite espacial (Sputnik 1) em órbita e 1961, o 1º voo espacial tripulado, com Yuri
Gagarin (1961)
6) Afastamento da Iugoslávia de Tito - Recusa-se a aderir ao Pacto de Varsóvia

b. EUA:
1) Eleição de Eisenhower nos EUA (1952)
2) Redução Macartismo
3) Dec 50 a era de ouro da televisão americana - domínio da narrativa
4) Reuniões de cúpula entre as potências para tratar de limitações armamentistas.
5) Apoio CIA invasão Baía dos Porcos (1961) - Kennedy
c. Outros pontos:
1) Corrida espacial

3° Fase: Détente (distensão) [1962 a 1979]


a. URSS�
1) 1963 - Nikita é derrubado (Fruto da Crise dos Mísseis) - Brejnev Assume
2) 1968 - Primavera de Praga - Pacto de Varsóvia invadiu a Tchecoslováquia
- 2ª vez que é acionado
3) 1979 - Mov Sindical Gdansk - Polônia

b. EUA
1) Cuba expulsa da OEA (1962)
2) EUA lança “Aliança para o Progresso” (1961) - ajuda econômica aos países Amer. Lat. para
afastarem eles da influência da URSS e ampliar dependência com EUA.
3) 1963 Kennedy é assassinado - Lyndon Johnson assume
4) 1968 Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (entra em vigor em 1970)
5) 1971 - ONU coloca China no CSONU e retira Taiwan apoio dos EUA
6) 1971 - Diplomacia do "Ping-Pong" - Diplomacia de Henry Kissinger - troca de jogadores EUA e
China no campeonato que significou uma aprox entre esses países, culminando com visita Nixon em 1972
na China.
7) 1972 - Visita de Nixon à RPC
8) 1972 - Visita de Nixon à URSS (Salt-Tratado de limitação de armas estratégicas)
-Enfraquecimento economia URSS
-Redução gastos armt
-Provocado pela desaceleração econômica da URSS
9) 1973 - Choque do Petróleo (Guerra 6 dias e Yom Kipur) - subiu 400% em 5 meses
10) 1977 - Jimmy Carter assume
11) 1978 - Acordo de Camp David (OM) - Israel devolve Península de Sinai ao Egito e este reconhece
Israel.
12) 1979 -2º Choque do Petróleo - Rev Iraniana - Sequestro da Embaixada - deposição Xá Reza Pahlevi
e assunção Aiatolá Khomeini
MOTIVOS ENTRADA CHINA NO LUGAR TAIWAN CSNU
● Expressivo contingente populacional
● representação dos chineses ( fator psicossocial).

180
● Interesse político que posicionou-se na estratégia norte-americana de aproximação com a China (
contra-balanceamento de poder em face da União Soviética) (fator político).
● China como poder nuclear ( out 1964, China detona sua 1ª bomba atômica) ( fator militar).

c. América Latina
1) Crise dos mísseis em Cuba (1962) [detalhado em “revolução cubana”]
2) 1967 - Org Latino-Americana de Solidariedade (OLAS) - Espalhar o Foquismo. Focos de
guerrilha.
3) 1973 - Apoio EUA ao Governo de Augusto Pinochet.
4) 1979 - Rev Sandinista - Nicarágua

4° Fase: Nova Guerra Fria (1979 - 91) .


a. URSS�
1) 1979 - Guerra do Afeganistão (1979 - 89) - esgotou a economia - tecnologia do petróleo defasada
2) 1982 - Morre Brejnev - Assume outros dois até 1985
3) 1985 - Assume Mikhail Gorbachev - Glasnost (polit) e Perestroika (econ)
4) Enfraquecimento da KGB
5) Enfraquecimento da Máquina Militar - Desmantela a "Cortina de Ferro"
6) 1989 - 1991 - Revoluções no Leste Europeu (Eslováquia / Croácia / Bósnia / Kosovo) -
independência desses países
7) 1989 - Queda do Muro de Berlim
8) 1990 - Unificação da Alemanha
9) 1991 - Assume Boris Yeltsin até 1999

b. EUA
1) 1981 - Assume Ronald Reagan até 1989
2) 1981 - Resgate na embaixada do Irã
3) 1983 - Invasão a Granada

3. ASSUNTO 66: A UNIÃO SOVIÉTICA

Objetivo:
- Explicar os diferentes momentos históricos da União Soviética.

- Explicar os diferentes momentos históricos da União Soviética (CONCEITUAL).


- Stalin (1929 - 1953) - grande opressão - socialismo interno
- Nikita Kruschev (1953 - 1963) Coexistência Pacífica - crise dos mísseis
- Brejnev (1963 - 1982) - corrida espacial + acordos para reduzir a corrida armamentista
- Mikhail Gorbatchev (1985 - 1991) colapso econômico

a. Lenin assume poder em 1917

181
b. Tratado Brest-Litovsk (1918) (oficializou saída da Rússia da 1ª GM) Perda Finlândia, Polônia,
províncias Bálticas e Ucrânia
c. 1922 marca o início da URSS.
d. Morte de Lênin (1924) / Stalin assume poder (1929)

e. O Governo de Stalin (1929 - 1953)


i. Plano quinquenal (Pesada Industrialização / coletivização da agricultura/investimento
erradicar o analfabetismo e investimento em ensino técnico);
ii. Resistência à coletivização pelos agricultores (“kulaks”)- Fome e instabilidade social
iii. Culto à personalidade, burocratização da máquina estatal
iv. Política de expurgos: Presos políticos enviados para Gulags (campos de trabalho forçados -
Sibéria)
v. 1936 - Constituição confirmou seu poder totalitário
vi. 1938 - industrialização começa a dar resultados no campo da Economia
vii. 1939 - Acordo Ribbentrop Molotov (Alemanha / URSS) - Respaldava o expansionismo
soviético para Polônia e o Báltico (limite)/ não agressão tb
viii. Invasão alemã (II GM - 1941) - Interesse de Hitler nos campos petrolíferos do Cáucaso e
nas Indústrias Militares de Stalingrado - grande destruição
ix. Morte de 20 milhões de soviéticos na II GM
x. Vitória II GM 1945 - início bipolarização URSS x EUA
xi. 1947 - Atuação do Partidos Comunista da URSS - COMINFORM (Comitê de Informação
dos Partidos Comunistas e Operários)
xii. Partidos Comunistas expulsos do COMINFORM (devido a dissidência da Iugoslávia):
1. Hungria e da Bulgária (1949)
2. Polônia (1951)
3. Romênia (1952)

f. O Governo de Nikita Kruschev (1953-1963)


i. Coexistência pacífica
ii. condena o culto a personalidade do Stalinismo (desestalinização): removeu o nome Stalin de
cidades e derrubou monumentos
iii. denunciou crimes de perseguição política, prisões e execuções.
iv. processo de liberalização do regime - aumento da produtividade pela descentralização de
áreas econômicas
v. 1955 - assinatura do Pacto de Varsóvia - contrapartida à OTAN
vi. Avanço notável ocorreu no âmbito da tecnologia espacial (1957) - URSS lançou em órbita
da Terra um satélite artificial, o Sputnik.
vii. 1961 - lúri Gagarin, primeiro homem na órbita da Terra.
viii. Fim do trabalho forçado / Libertação prisioneiros dos Gulags
ix. Enfraquecimento economia
x. Revolução Húngara - forte repressão (1956) - abertura política não significa permitir
rompimento - Acionamento do Pacto de Varsóvia.
xi. Processo de Aproximação com os EUA - 1959 - Visita de Nikita aos EUA

182
xii. Cisão Sino-Soviética: Afastamento da RPC da URSS (1960) devido à aproximação
soviética com os EUA
xiii. Muro de Berlim (1961)
xiv. Em abril de 1962, Moscou reconheceu Cuba como regime socialista, iniciando pouco
depois a instalação secreta de mísseis na ilha, como forma de garantir sua defesa, e
compensar o equilíbrio desfavorável aos soviéticos devido à existência de bases militares
dos EUA na Grécia e Turquia.
xv. Morte de Kennedy (1963): marca o retorno dos conflitos

g. Doutrina Brejnev (1963-1982):


i. prevê intervenção da URSS no caso de alguém querer substituir o socialismo pelo
capitalismo
ii. Primavera de Praga - (1968) - Tchecoslováquia - Resistência ao Socialismo Soviético,
“socialismo mais humano”, previa novos partidos políticos, liberdade de imprensa e
religiosa.
iii. Afeganistão (1979-1989).
iv. Crise do Socialismo - Projeto Guerra nas Estrelas dos EUA levou a altos investimentos
soviéticos na corrida aeroespacial
v. 1980 - Boicote de países capitalistas, como EUA, aos Jogos Olímpicos de Moscou

h. Mikhail Gorbatchev (1985-1991)


i. Perestroika - reestruturação econômica;
ii. Glasnost - abertura política; transparência
iii. Enfraquecimento máquina militar - Derrubada Cortina de Ferro
iv. Queda muro Berlim (1989)
v. Revoluções internas nos países leste Europeu (1989-1991) - Polônia, Tchecoslováquia,
Iugoslávia
vi. Independência da Eslováquia, da Croácia, da Bósnia-Herzegovina e também os
movimentos separatistas na região de Kosovo.
vii. Desmembramento URSS (1991). Letônia, Estônia e Lituânia se separam
viii. Criação da CEI
ix. Tentativa de Golpe de Estado - Renúncia de Gorbatchev - Assume Boris Yeltsin (neoliberal)
- aproximação com os EUA e Inglaterra
x. Fim da bipolarização - Início hegemonia EUA.

4. ASSUNTO 67: O COMUNISMO BUROCRÁTICO NO LESTE EUROPEU

Objetivo:
- Compreender os governos comunistas no leste europeu e apontar de que forma realizaram sua
consolidação.

a. O Leste Europeu
i. COMINFORM

183
1. Controle das Repúblicas. (1947) (braço da política externa de Stalin).
2. Organizou e disciplinou, para a tomada do poder, Partidos da Hungria, Polônia,
Tchecoslováquia
3. Coordenar partidos e ações comunistas sob orientação soviética. Dissolvido em
1956.
4. Ferramenta da política externa da URSS.

b. A Alemanha Oriental
i. Apesar de ligada a Moscou, possuía os melhores índices sociais das Repúblicas comunistas.
ii. Destaque setor industrial bélico
iii. Fator idioma favorecia RDA ter acesso a trabalhos científicos tecnológicos publicados pela
vizinha RFA.
iv. 1948 - Bloqueio de Berlim
v. 1961 - início da construção do muro
vi. 1989 - queda do muro
vii. 1990 - Reunificação da Alemanha

c. A Iugoslávia
i. Marechal Tito (presidente 1953 a 1980)
1. Liderou resistência ao eixo durante II GM. Pouco apoio soviético durante a guerra.
2. Socialismo independente - barrou a influência da URSS, pois na 2ª GM a
Iugoslávia não foi libertada dos nazistas pelo Exército Vermelho.
ii. Titoísmo. Forma "branda" de comunismo.
iii. Economia estatizada com liberdade civil
iv. Fora da Cortina de Ferro
v. Recebeu ajuda plano Marshall
vi. Após a morte de Stalin ocorreu reaproximação com URSS. Passa a receber auxílio
COMECON [1953] - diplomacia pendular
vii. Não participava do Pacto de Varsóvia
viii. Participou fundação Não Alinhados

d. A Hungria (1956)
i. Participação na COMECON impedia de comercializar com Europa ocidental.
ii. Estudo do idioma russo.
iii. Intenção de Saída do Pacto Varsóvia em 1956 - URSS reage intervindo no país, por meio do
Pacto, neutralizando movimentos populares.
iv. O conflito (1956)
1. Rebelião popular. Iniciado por estudantes.
2. Contra stalinismo
3. Imre Nagy torna-se primeiro ministro anuncia seguintes medidas:
a. Pluripartidarismo
b. Fim da censura
c. Intenção de Saída pacto de Varsóvia
4. Pede apoio da ONU.

184
5. ONU estava mais preocupada com canal de Suez (Egito nacionalizou em 1956)
6. Exército vermelho ataca Budapeste
7. Derrota dos rebelados
8. János Kádár assume a Hungría de 1956 até 1989
v. Conclusão: A repressão na Hungria demonstrou que, mesmo com o fim do stalinismo,
Moscou não toleraria questionamentos de sua autoridade e flexibilização no sistema
comunista, nem aceitaria mudanças que pudessem ameaçar o regime.
vi. Assim, todos os países comunistas regrediram a um modelo mais fechado, inclusive com a
queda de Khruschev e a ascensão de Brezhnev, em 1964.

e. A Tchecoslováquia (1968)
i. Primavera de Praga. Socialismo com face humana. Presidente Alexander Dubcek.
Manifestações populares para democratização foram neutralizadas por URSS e países do
Pacto Varsóvia.
ii. Liberalização do regime comunista (liberdade de imprensa e de opinião).
iii. 1968 - reação de Moscou
1. Tropas da URSS (+ Polônia, RDA, Hungria e Bulgária) invadem Tchecoslováquia.
2. Prendem os líderes do movimento, inclusive Dubcek, impondo no poder
Gustav Husák a serviço dos soviéticos.
3. O Exército Vermelho somente deixa a Tchecoslováquia em 1991
iv. 1989 - Revolução de Veludo - pacífica - Dubcek é eleito democraticamente (derrubada do
governo comunista da Tchecoslováquia)

E Daí? Os soviéticos perceberam que apesar da dura repressão, não seriam capazes de voltar ao modelo
anterior, permitindo mudanças moderadas nos países do Bloco Oriental, resultando na queda do
comunismo em 1991.

5. ASSUNTO 68: REVOLUÇÃO E COMUNISMO NA CHINA

Objetivo:
-Interpretar a Revolução Chinesa, comparando-a com a Revolução Russa.

185
1. O Processo da Revolução
a. Kuomintang - Partido liderado por Chiang-Kai-Shek pró-capitalismo (nacionalista)
b. O PCCh (1921) - Partido liderado por Mao-Tse-Tung pró-comunismo
c. A Longa Marcha (1934-1935) - deslocamento de tropas do PCCh (Exército Vermelho) que
estava sendo perseguido por tropas do Kuomitang. 10 mil km
d. O Conflito contra os Japoneses - invasão da Manchúria (1931) na 2ª GM devastou a China
e. União dos Nacionalistas (Chiang), mais fortes, com os Comunistas (Mao), em desvantagem,
para enfrentar o Japão permitiu o fortalecimento das tropas comunistas e a aquisição de
MEM, conduzindo a uma inversão do poder de combate após a IIGM.

f. Fases da revolução:
i. 1ª fase - Guerra Civil (1927 - 1930) - Nacionalistas (Chiang) X Comunistas (Mao)
ii. 2ª fase - Organização das Guerrilhas Camponesas (1930 - 1937) (sovietes rurais) -
Longa Marcha (34-35)
iii. 3ª fase - Luta contra o Inimigo Comum (1938 - 1945) - II GM (nacionalistas e
Comunistas unidos contra os japoneses)
iv. 4ª fase - retorno da Guerra Civil entre Nacionalistas e Comunistas - Vitória do
Exército Popular de Libertação (ELP) (1946 - 1949) - Apoio da URSS

g. Rev Comunista (1949) - Tropas de Mao-Tse-Tung, conseguem vencer tropas de Chiang-


Kai-Shek, apoiadas pelo EUA.
h. Mao funda a Rep Pop China
i. Chiang foge para Taiwan e funda a Rep China

2. China pós Guerra Civil


a. Inflação alta e crise econômica
b. ressentimentos internos entre funcionários públicos e pequenos proprietários rurais
c. fim do concubinato
d. morte de milhões de pessoas que resistiram socialização e coletivização de terras
e. auxílio soviético financeiro, tecnológico e técnico (entre 1950 e 1956)

186
f. Morte de Stalin e assunção de Kruschev - período de coexistência pacífica (disseminar o
comunismo sem recorrer à violência)

3. O Governo de Mao Tse Tung


a. O Grande Salto em Frente - política de Mao visando mudar transformar a China em país
desenvolvido, acelerando a coletivização do campo e industrialização.
b. Procurou aumentar a superfície cultivada e produção agrícola.
c. Resultado: Desastre econômico, cerca de 16 milhões de mortes, fome, pois a
industrialização a qq custo destruiu a agricultura.
d. Campanha das Cem Flores - Abertura social - Aceitação por parte do Estado de críticas e
protestos contra ele. Isso foi seguido de forte repressão.
e. Rompimento das relações com a Igreja católica - prisão e expulsão de padres.
f. As divergências com a URSS -1959 - devido à recusa da URSS em apoiar China para
desenvolver armamento nuclear e devido preferência da URSS pela ajuda à Índia num litígio
fronteiriço com China.
g. Os Planos Quinquenais
i. 1ª Plano Quinquenal (1953-1958) - (reforma agrária, educação obrigatória e
formação de cooperativas agrícolas). Parceria com URSS na importação de
tecnologias.
ii. 2º Plano Quinquenal (1958-1963) - “Grande Salto para a Frente” - criação de
comunas populares no campo e associações urbanas. Objetivo: fazer da China uma
potência industrial militar. Não deram resultados. Anos de crise.
h. Visita de Kruschev aos EUA faz Mao romper com URSS (cisão sino-soviética).

4. Cisão Sino-Soviética
a. Disputa ideológica com Moscou.
b. A China acusa a URSS de revisionismo dos ideias marxistas
c. Diferentes visões filosóficas sobre os fundamentos da revolução comunista (campo x
cidade)
d. Interesse da expansão comunista não estava na Europa, na visão de Mao.
e. Disputas fronteiriças.
f. Percepção de Mao de que Stálin via os chineses como povo de terceira categoria (
relacionamento Stálin x Mao).
g. Dificuldades de apoio soviético ao programa nuclear chinês

1. A Revolução Cultural (1966 - 1975) - preservar o comunismo chinês expurgando os restos


de elementos capitalistas e tradicionais da sociedade chinesa - Guarda Vermelha - jovens
doutrinados para destruir, incendiar, e matar e perseguir burgueses e capitalistas.
- Destruir obras de arte, santuários. Obj era banir influências burguesas.
a. A Morte de Mao Tse Tung (1976)

2. O Governo de Deng Xiao Ping (1981)


a. As 4 Modernizações - investimentos na indústria nacional, energia, educação, defesa.
b. Economia de mercado

187
c. Medidas para atrair investimentos estrangeiros.
d. Economia de mercado com planificação econômica.
e. Um país - dois sistemas: sistema político comunista e economia capitalista.

ARGOS

COMPARAÇÃO REV RUSSA e REV CHINESA

• Influência de fatores ideológicos externos aos processos revolucionários russo e chinês. Similaridade:
ambos movimentos foram influenciados pela ideologia marxista.
• Influência de guerras externas para o desencadear do processo revolucionário. Esse aspecto é observável
na Rev Russa: 1ª Guerra Mundial. Na Rev chinesa observar a conjuntura de intervenções externas no país:
guerras do ópio e invasões japonesas.
• Influência de guerras civis para o desencadear do processo revolucionário.
• Conjuntura econômica e social interna interveniente na eclosão dos processos revolucionários.
• Principais lideranças dos movimentos revolucionários.
• Forma de atuação: a participação das massas como instrumento de mudança revolucionária (proletariado
x campesinato).
• Políticas econômicas adotadas, após a assunção ao poder.

• Posicionamento da URSS e da República da China na 2ª Guerra Mundial.

• Participação da URSS e da RPC em guerras externas, após a assunção ao poder.

• Postura da URSS e da República Popular da China (RPC) por ocasião da Guerra Fria.

• Posicionamentos da URSS e da RPC em relação ao fornecimento de apoio militar aos movimentos de


descolonização africano das décadas de 1960 e 1970.

• Influência do comunismo soviético e do comunismo chinês sobre a conjuntura política interna do Brasil,
nas décadas de 1930 e de 1940.

• Influência do comunismo soviético e do comunismo chinês sobre a concepção de tomada do poder dos
movimentos armados da esquerda revolucionária brasileira.

• Posicionamento da Rússia e da RPC em relação às áreas de influência da época da Guerra Fria.

• Posicionamento da Rússia e da RPC após a Queda do Muro de Berlim.

188
QUESTÃO - OBJETIVO PLADIS Ass 68

Interpretar a Revolução Chinesa, comparando-a com a Revolução Russa (CONCEITUAL).

Rev chinesa X Rev Russa

Trabalho forçado Trabalho forçado (gulags)


Guerra civil (nacionalista x comunista) Guerra civil (brancos x vermelhos)
Perseguição inimigos regime = Repressão violenta até 1953
Planos quinquenais (até 1959) Planos quinquenais
Conflito contra Japão (2º Guerra Sino- Conflito contra Japão
Japonesa 1937-45) Culto à personalidade (Lenin)
Culto à personalidade (Mao)

Camponeses Redução repressão violenta (APD 1956)


Contra revisionismo soviético (1959)

Pcp lideranças: Mao Tse Tung (não Pcp lideranças: Lênin, Trotsky, Stalin
houve luta interna no partido) (houve disputa interna com a morte de
Lenin)
Forma de atuação do movimento
revolucionário: Foco na Zona rural.- Forma de atuação do movimento
Camponeses (pouco desenvolvimento revolucionário: proletariado, centros
industrial) urbanos industriais. (operários)

Posicionamento II GM: Aliados Posicionamento II GM: primeiro momento
ocidentais - contra os japoneses (Segunda Não agressão com Alemanha/ depois Aliados
Frente Ampla) Ocidentais

Postura GF: alinhado à URSS até a Postura GF: antagonismo EUA


década de 1960. Divergência que culminou
com a Guerra Sino-Soviético, Postura pós GF: não conseguiu manter
hegemonia.
Postura pós GF: um país, dois sistemas.
Desenvolvimento do país.

6. ASSUNTO 69: A REVOLUÇÃO CUBANA

Objetivo:
Compreender o processo revolucionário cubano e suas consequências: As relações conflituosas com os
EUA.

189
1. Antecedentes:
a. 1898 - EUA declaram independência de Cuba, fruto da Guerra Hispano-americana
b. 1903 - 1934 Emenda Platt - emenda que favorecia os EUA e foi incluída na Constituição
Cubana
i. permitia a intervenção militar EUA na ilha
ii. restringia a relação comercial de Cuba com outras nações
iii. cedia terras para base de Guantánamo
iv. cedia terras para empresas NA (agropecuária)
c. 1940 - 1944 - Fulgencio Batista Presidente (pró EUA) - Sargento do Exército que lançou um
Golpe e assumiu as FFAA do país e seu controle indireto desde 1933
d. 1949 - TIAR - Doutrina de Defesa Hemisférica
e. 1952 - Fulgencio dá o golpe de estado e implementa a ditadura em CUBA
f. 1953 - Fidel, Raul Castro e outros revolucionários tentaram o Assalto ao Quartel Moncada
(objetivo de obter armas), mas foram presos e logo em seguida foram anistiados (1954) no
México (onde conhecem Che Guevara)
g. 1956 - 1959 Guerrilha Rural em Sierra Maestra (Movimento Revolucionário 26 de Julho -
Líderes - MR26 - Heróis de Sierra Maestra), apoio de camponeses (Guajiros), contrários
aos latifundiários EUA que dominavam o país.

2. O Processo da Revolução Cubana (1959)


a. Série de ataques e sequestros enfraquecem o governo de Fulgencio
b. Com o aumento dos focos de guerrilha e a tomada de Havana, Fulgencio foge para
República Dominicana e Fidel Castro assume o controle do país
c. Fidel se declara 1º ministro em 1961
d. Assunção do controle do país pelos revolucionários (Derrubada de Fulgêncio Batista - Fidel
Castro assumiu o controle do país)

3. Consequências da Revolução Cubana


a. Governo de Fidel Castro (1959 - 2008)
i. Perseguição e morte de opositores (mais de mil no "paredão")
ii. Estabelecimento de cooperativas agrícolas (Instituto Nacional de Reforma Agrária -
INRA passou a administrar todas as grande propriedades agrárias, transformadas em
cooperativas agrícolas, adiando as promessas ao apoiadores Guajiros de Sierra
Maestra)(AR 2016)
iii. Expansão da propaganda ideológica (Escolas, Novo Exército, Milícias Populares)
iv. nacionalização da economia (empresas como a Texaco)
v. nacionalização de bancos
vi. unipartidarismo (partido comunista de Cuba)
vii. Aproximação com o Bloco Socialista (1960 Fidel renuncia ao Pacto do Rio de
Janeiro - TIAR de 1949 - Rússia e China declaram militar apoio à Cuba no caso de
invasão dos EUA

190
viii. Realização de expurgos aos opositores da revolução (Paredón - fuga/ exílio ou
fuzilamento)
ix. Exílio de intelectuais (Professores da universidade de Havana - Contratação de
professores Tchecos e Húngaros)
x. Perseguição à Igreja Católica (perseguição de todos os credos. Criação da Igreja
Católica Cubana - ajustada aos moldes comunistas - esforço do Vaticano para manter
suas influências no mundo comunista)
xi. Implantação da ditadura socialista (Aproximação do socialismo soviético - censura
de imprensa, ocupação militar dos sindicatos, abolição do direito de greve, expurgos
no judiciário, criação dos Tribunais Revolucionários)
xii. Assinatura do comunicado conjunto cubano-soviético (Assinado em Moscou -
reconheceu Cuba como exemplo de democracia a ser seguido pela América Latina,
Ásia e África)
xiii. Declaração de Cuba como Estado Socialista (1961 Fidel declarou Cuba Socialista e
extinguiu eleições)*
xiv. Forte dependência cubana à União Soviética (Dependência econômica)
xv. Apoio cubano ao treinamento de guerrilheiros (Campos de treinamento na ilha de
Cuba para apoiar Partidos Comunistas da América do Sul)
E Daí? A consolidação da Revolução Cubana provocou uma revisão doutrinária nos movimentos de
oposição da América do Sul, tanto os de esquerda quanto os de direita.

b. Influências da Revolução Cubana na América do Sul (AT3 2019)


i. Ascensão de movimentos de esquerda e de guerrilha - no Brasil há a presença de
integrantes desses grupos na vida política
ii. 1967 - criação da Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS), voltada
a estimular a formação de focos guerrilheiros em algumas regiões Amer. Lat (ícone
Che Guevara) - influência na criação do Foro de São Paulo
iii. Emprego eficaz da guerrilha rural (Sierra Maestra - Guajiros. Influenciou: EPL na
Colômbia, Araguaia no Brasil)
iv. Treinamento de militantes e grupos de guerrilheiros
v. Luta contra o que chamavam de classe dominante (mostrar possibilidade de vencer)
vi. Nova configuração política na América do Sul - oposição forte à política neoliberal
e ao capitalismo, alimentou simpatias ao regime cubano.
vii. Influência dos meios de comunicação e da mídia - trataram Fidel como líder da
revolução. No Brasil a imprensa de forma geral trata o regime como democrático
viii. Influências nas Universidades e na Academia / Músicas e Artes/ Literatura- inspira
produções e trabalhos acerca do modelo castrista.
ix. Ascensão e credenciamento de Hugo Chavez - possível herdeiro político de Fidel na
disseminação do socialismo na América do Sul
x. Assinatura da Alternativa Bolivariana para as Américas em 2004 (ALBA) - união
das nações latino-americanas contra o perigo que representava a influência
americana no subcontinente

191
xi. Fortalecimento da Guerra Fria na América do Sul - alargamento da zona de
influência da URSS, reforçando o discurso antiamericano e anticapitalista no
continente.
xii. Oposição aos governos militares na América do Sul
xiii. O "medo" de novas Cubas
xiv. Revolução como modelo político - movimentos de esquerda na América do Sul
começaram a propor a luta armada e a implantação do socialismo.
xv. Influência no movimento sindical - contestação dos governos vigentes por meio de
greves e ações subversivas.
E Daí?
A revolução influenciou os países da América do Sul, exportando seus ideais de expansão do socialismo, e
sua política anti americana, com foco no treinamento, apoio logístico e na luta armada contra os governos
constituídos.

4. Relações conflituosas com os EUA (1960-1961)


a. Cuba realiza a reforma agrária e retira terras de empresas norte americanas (United Fruit
Company)
b. EUA suspende a compra de açúcar cubano (prejuízo de $150 milhões)
c. EUA suspende o turismo e exportações para Cuba (exceto alimentos e remédios)
d. Cuba nacionaliza todos os bens norte americanos na ilha (usina de açúcar, refinarias -
TEXACO, hotéis) e se aproxima da URSS
e. 1961 - EUA rompe relações diplomáticas com Cuba (Eisenhower)

f. A invasão na Baía dos Porcos (1961)


i. A preparação da contra-revolução (Número de exilados aumentando nos EUA -
movimentos anticastristas e partidários de Batista. México - Frente Revolucionária
Democrática - treinamento de contingentes para invadir Cuba)
ii. Tentativa EUA de fomentar uma insurreição para recolocar aliados no poder,
levando os líderes do grupo 26 de julho a declarar o alinhamento a URSS.
iii. O desembarque contra-revolucionário em Cuba (1961 - cerca de 2000 exilados -
visando dividir Cuba em 2 partes - Invasão da Baía dos Porcos - recrudescimento da
comunização - represália com onda de terror)

g. Crise dos mísseis em Cuba (1962)


i. Bloqueio comercial e expulsão de Cuba da OEA (1962)
ii. URSS instalou mísseis com capacidade de transporte de ogivas Nucleares em Cuba
iii. Foi na verdade, uma resposta da URSS, pois os EUA tinham mísseis na Turquia
(Turquia era da OTAN)
iv. Bloqueio naval dos EUA. Nível de tensão alto entre as potências. (Beirou a
Hecatombe nuclear)
v. Condicionantes para retirada dos misseis de Cuba: retirada dos misseis norte
americanos da Turquia e compromisso dos EUA de não tentar invadir a ilha cubana
novamente.
5. Desde então

192
a. Embargos promovidos pelos EUA - sufocar a ilha de Cuba
b. 1974 - Reaproximação - exportação de automóveis para Cuba - Congresso votou pelo
retorno de Cuba à OEA. (Expulsão de Cuba foi revogada em 2009 sob imposição de normas
de direitos humanos e regime democrático - Cuba não demonstrou interesse em alterar o
Status Quo)
c. Década de 1970 - Jimmy Carter - Abertura de escritório americano em Havana
d. 1980-1981 - restrições à emigração foram afrouxadas - êxodo de cubanos para os EUA
e. A dissolução da URSS (1991) fez a situação econômica em Cuba piorar.
f. Aproximação de Cuba e EUA no Governo Obama
g. Existência de escritório cubano na Suíça - para relações diplomáticas com os EUA

7. ASSUNTO 70: OS PAÍSES NÃO ALINHADOS

Objetivo:
- Explicar as aspirações do bloco dos países não-alinhados, em contraposição à lógica bipolar do
período.

- Aspirações do bloco dos países não-alinhados, em contraposição à lógica bipolar do período:


- Países que não desejavam vincular suas economias ao capitalismo nem socialismo
- Não desejavam uma nova forma de colonialismo (imperialismo)
- Maneira de evitar influência de guerras nesses países.
- Países que haviam saído de colonização recente (Ex: Índia, 1947) não queriam alinhamento para
evitar dependência econômica

a. Contexto Histórico
i. Consiste num bloco durante a GF que não se alinhou nem aos EUA nem à URSS.
ii. Possui 115 países atualmente (2004)
iii. Conferência de Bandung (1955) oficializou o Movimento dos Não-Alinhados - 29 países.
iv. Promovida por Egito, Índia, Indonésia e Iugoslávia.
v. Países do Terceiro Mundo (termo depois associado à países subdesenvolvidos)
vi. Declaração de dez pontos, contendo sobretudo a conclamação à paz mundial e à observância
dos princípios das Nações Unidas.
vii. Discussão sobre corrida armamentista entre EUA e URSS.
viii. 29 países - Representavam mais da metade da população mundial
ix. A neutralidade foi dificultada pelas dificuldades econômicas
x. Presença de países rivais (Irã x Iraque - Índia x Paquistão) - Favoreceram a posição das
grandes potências - EUA, URSS e também a China

b. Obj Políticos
i. Obj: Caminho político independente e não envolvimento em confronto com grandes
potências.
ii. O colonialismo foi condenado
iii. Críticas à influência da França sobre o Norte da África ou o conflito da Indonésia com a
Holanda, motivado pela região ocidental da Nova Guiné.

193
iv. Princípios
1. respeito aos Direitos Humanos
2. respeito soberania e integridade
3. solução pacífica dos conflitos internacionais

TABELA DA UD:

Déca Gov Acontecimentos Conflitos/ Acontecimentos Gov


da
Acordos

Antec F. Rev russa 1917 Lênin (1917-24)


Rosevelt

40 1944- Bretton Woods 45-Fim II GM 1948-49 Bloq Berlim Stalin

45- B. Atm EUA Conferencias (43- 1947 COMINFORM (1924-53)


Teerã, 45 Ialta e
Truman 47- Doutrina Truman / Postdam) 1949 COMECON
(1945-52)
1947-51 Plano Marshall 1949 URSS Dsv B. 1953 Morte Stalin
Atm
1948-52 Macarthismo 1945-54 Proc Ind
Indochin 1949 Rev. Chinesa
1949-OTAN

50 1950-53* Ini G. 1953- 1 Teste Nikita Khrushev


Coreia Nuclear (1953-63)

1955- Pacto Varsovia


Eisenhowe
r (1952-60) 1955-75 Ini G. 1956 Hungria
Vietnã

1955 Iugoslavia / Tito

1959 Rev Cuba

194
60 JFK (1961- 1961 – Baía dos porcos 1961 – Ini M.
63) Berlim
1965- Entrada EUA
G.Vietnã 1962 – Crise
mísseis Brejnev (1963-82)
Lyndon 1965 Interv Rep Dom
Johnson 1968- TNP 1968 Primavera de
(1963-68) 1969 – Lua Praga
1969 SALT Tchecoslováquia

70 Nixon 1972 SALT 2


(1969-74)
1975 Fim G. 1975 G. Civil Angola
Ford Vietnã
(1974-76) 1975 Retirada tropas
Vietnã Revolução
Jimmy Iraniana 1979 URSS invade
Carter(197 Afeg
7-80) 1979 Afeganistão

80 Ronald Apoio ao Afeganistão Andropov (1982-


Reagan 84)
(1981-89) 1986 Perestroika/
Glasnost
Pjt Guerra nas Estrelas
Gorbatchev
Bush (1985-91)
(1989-93)
1989 – Fim M.
Berlim

90 Reunif. Alemanha 1991 Dissolução


URSS

195
BUNKER - 2021

UNIDADE DIDÁTICA XIV – ORIENTE MÉDIO: OS CONFLITOS RELIGIOSOS E O


EQUILÍBRIO DO PODER MUNDIAL

Objetivo Englobante: Relacionar os principais eventos que marcaram o Oriente Médio, com
base nas fontes de consulta constantes das Referências, para explicar os conflitos religiosos e
o equilíbrio do poder mundial.

Assuntos:
71 O MUNDO ÁRABE E A DESCOLONIZAÇÃO EUROPEIA NO ORIENTE
MÉDIO
- O Acordo Sykes-Picot.

72 O NACIONALISMO LAICO NO ORIENTE MÉDIO


a. Ataturk e o modelo de modernização laica;
b. O Nasserismo e o Baasismo.

73 A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL, A QUESTÃO PALESTINA E O


FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO.

74 O OCIDENTE FRENTE AO ORIENTE MÉDIO


- Os recursos naturais, tradição e modernização.

Objetivos

a. Estudar a construção do Oriente Médio, a partir do processo de descolonização


da região.
b. Analisar os mecanismos de modernização dos países da região, em especial os
casos da Turquia, do Egito, do Iraque e da Síria.
c. Analisar as condições que permitiram a criação do Estado de Israel e suas
consequências para a região.
d. Apresentar as características centrais do conflito do Oriente Médio, concluindo
sobre os principais obstáculos para uma solução pacífica.
e. Identificar a posição do Estado brasileiro sobre o conflito do Oriente Médio.

CONCEITOS:
- O Oriente Médio é uma região que liga o Ocidente ao Oriente. Ela foi o berço de
impérios, civilizações e de grandes religiões, estendendo-se do Egito ao Irã e da Turquia à
Península Arábica.
- O Oriente Médio também é peça chave para a segurança energética do mundo,
não só por sediar as principais reservas de petróleo do mundo, mas também por dominar
regiões de passagem marítimas capazes de estrangular o suprimento do petróleo para o
Ocidente.

196
CONTEXTO HISTÓRICO
- Império Otomano dominava o Oriente Médio (fim após a 1ª GM)
- Inglaterra ocupava a zona do Canal de Suez desde 1882
- 1908 - jovens turcos iniciam turquificação do império → surge nacionalismo árabe
- Inglaterra negocia apoio árabe contra o Império Otomano em troca de independência (T.E.
Lawrence)
- Comprovação das maiores reservas de petróleo do mundo no OM (após a 1ª GM)
- Demanda de petróleo pós- 2ª Revolução Industrial (motor a combustão) aumenta com o
desenrolar da 1ª GM.
- Conferência de San Remo (1920) - atribuição de mandatos da Liga das Nações para
administrar antigos territórios otomanos.
- Planos de descolonização (destaque para França e Inglaterra) - petróleo em jogo (perda de
influência pelas potências)

A CONJUNTURA DE INSTABILIDADE NO ORIENTE MÉDIO

Guerra de Independência de Israel (1948)- Israel x Liga Árabe(Arábia Saudita,


Egito, Jordânia,Iraque, Síria,Líbano)-vitória israelense, com ampliação de seu território em
cerca de 20 mil km²(75% da superfície palestina)
Revolução Egípcia (1952)- golpe militar por grupo de jovens oficiais do exército que
se nomearam “Movimento dos Oficiais livres”para abolir a monarquia, estabelecer uma
república , acabar com a ocupação britânica e garantir a independência do Sudão
Crise do Suez (1956)- conflito israelo- árabe, onde Egito(Gamal Abdel Nasser)
nacionalizou o canal de Suez, gerando crise política com Israel, Reino Unido e França(
ambos usavam o canal para acessar o comércio oriental)- ONU enviou forças de manutenção
da paz para conter o conflito
Criação da Organização para Libertação da Palestina (OLP) 1964 -organização
política e paramilitar pela Liga Árabe,representante do povo palestino. Objetivava a
libertação da palestina pela luta armada
Guerra dos Seis Dias (1967)- guerra arabe- israelense de 1967,iniciativa israelense
contra possível ataque egípsio. Ratificar a fundação de Israel diante da Liga Árabe
Guerra do Yom Kippur(1973)- Conflito militar entre Israel(EUA) e estados
árabes(URSS) liderados por Síria e Egito, cujo ataque árabe foi planejado para iniciar no
feriado judaico de Yom Kippur. Vitória Israelense com um esmagador poderio militar,
causando, também, bombardeios na capital síria
Guerra Civil no Líbano (1975-1990) libaneses x palestinos, levou a perdas
territoriais para palestina
Revolução Fundamentalista Islâmica no Irã (1979)- transformação do Irã em uma
república islâmica teocrática sob o comando do aiatolá Khomeini. Objetivava melhores
condições políticas e econômicas
Guerra Irã-Iraque (1980- 1988)- disputas políticas e territoriais entre ambos os
países. Acabou após resolução da ONU para firmar cessar-fogo( destaque para guerras de
trincheiras e uso de armas químicas)
Hezbollah (1982)- organização política e paramilitar fundamentalista islãmica xiita

197
Primeira Intifada (1987-1993) manifestção palestina contra ocupação israelense-
terminou com a assinatura dos acordos de oslo
Hamas (1987)- movimento islamita palestino sunita.
1ª Guerra do Golfo (1990-1991)- invasão do Kuwait por tropas iraquianas, levou ao
conflito entre Iraque e Forças da Coalizão Internacional, liderdas pelos Estados
Unidos(aprovação do Conselho de Segurança). Vitória iraniana
Invasão do Afeganistão (2001) – unilateral (BRA CONTRA)- resposta americana ao
ataque terrorista de 11 setembro
2ª Guerra do Golfo ( 2003) – Unilateral (BRA CONTRA)-esforço americano para
depor Saddam Hussein
Primavera Árabe (2010)- onda revolucionária ocorrida no Oriente Médio contra os
regimes totalitários(destaque para a internet)

Assunto 71: O MUNDO ÁRABE E A DESCOLONIZAÇÃO EUROPEIA NO


ORIENTE MÉDIO
- O Acordo Sykes-Picot.
Objetivo

Estudar a construção do Oriente Médio, a partir do processo de descolonização da região.

1. ACORDO SYKES-PICOT

- O acordo secreto entre Inglaterra e França definiu a divisão das áreas de influência no
Oriente Médio. Em 1916, antes mesmo do final da I GM, essas grandes potências
imperialistas realizaram a partilha antecipada do Império Otomano. A divisão levava em
consideração as reservas de petróleo e o Canal de Suez. A divisão arbitrária dos antigos
territórios otomanos, segundo "linhas traçadas na areia", tem sido, desde então, uma das
fontes de instabilidade e conflitos na região.
- O Reino Unido recebeu o controle dos territórios correspondentes à Jordânia e ao
Iraque, e pequena área em torno de Haifa. A França ganhou o controle do sudeste da Turquia,
da Síria, do Líbano e do norte do Iraque. Ficaram livres para definir as fronteiras dentro
daquelas áreas.
- A Palestina seria colocada sob administração internacional, aguardando consultas com
a Rússia e outras potências.
- O acordo é visto por muitos como um ponto de inflexão nas relações entre os árabes e
o Ocidente, já que contrariava as promessas feitas aos árabes através de T. E. Lawrence, no
sentido de criar-se uma nação em território sírio em troca de apoio aos esforços de guerra
britânicos contra o Império Otomano.
- O acordo impediu a unidade árabe após a 1ª Guerra Mundial, criando condições para a
criação do Estado de Israel em 1948.
- Conferência de San Remo (1920) - atribuição de mandatos da Liga das Nações para
administrar antigos territórios otomanos (confirmou Sykes-Picot):
- Britânico - Palestina (aumentando os judeus), Iraque e Transjordânia
(Palestina Oriental)
- Francês - Líbano (cristão) e Síria

198
- Gov. francês direto e inglês indireto. Em ambos, houve rebeliões reprimidas.
- Apoio britânico ao movimento sionista judeu
- Limites permaneceram como fronteira Síria-Iraque

Acordo Sykes-Picot

2. DESCOLONIZAÇÃO NO ORIENTE MÉDIO

a. Colônias Francesas
- Líbano - 1944
- Síria - 1946

b. Colônias Inglesas
- Irã - 1906 (Revolução Constitucional Persa → Monarquia Const. “Xá”) ⇒ Rev
Iraniana 1979 = Estado Teocrático
- Egito - 1922 (independência); 1956 → República do Egito
- Arábia Saudita, Iraque - 1932
- Jordânia: 1946
- Israel: 1948 (guerra de independência)
- Kuwait - 1961
- Iemen - 1967
- Omã, EAU, Catar, Bahrein - 1971

c. Pendentes

199
- Palestina
● verificar que maior parte foi após a 2ª GM

3. Declaração de Balfour (1917)

Intenção do governo britânico de estabelecer do Lar Nacional Judeu na Palestina.


Através dela, a Inglaterra pôde contar com o apoio dos judeus para derrotar o Império
Otomano, que, até então, dominava aquela região. Essa declaração contribuiu para a futura
criação do Estado de Israel na Palestina, o que gerou instabilidades que perduram até os dias
atuais.

Assunto 72: O NACIONALISMO LAICO NO ORIENTE MÉDIO


c. Ataturk e o modelo de modernização laica;
d. O Nasserismo e o Baasismo.

Objetivo

Analisar os mecanismos de modernização dos países da região, em especial os casos da


Turquia, do Egito, do Iraque e da Síria.

1. Formação dos Estados nacionais no OM


- Estado Islâmico = Estado + Igreja
- Intelectuais e militares defendem a laicização do Estado, aos moldes europeus, como
forma de modernizar. Ex: Turquia, Egito, Síria e Iraque

2. Turquia - Nacionalismo laico de Ataturk


- Fim da 1ª GM = Queda do Império Turco Otomano = Desmembramento pelo
Tratado de Sèvres (ocupação aliada em quase todo território turco) - Início do Mov
Independência
- Surgimento do Movimento Nacional Turco - liderança Mustafá Kemal Ataturk - luta
para reconquistar a soberania do território
- Guerra de Independência: 1919-1923 (Emancipando o país e revertendo a derrota na
1ª GM)
- Líder: Mustafá Kemal - Atatürk (coronel) = Herói na 1ª GM (Galípoli)
- Embates com França, Armênia e Grécia
- Político
- Forma Estado: República da Turquia APD 1923. Termina com o Califado
que sucedeu o Sultanato Otomano
- Tratado de Lausanne (1923) - reconhecimento das potências do Gov.
Ataturk. Retirada da ocupação da Turquia. Desistência turca dos territórios
árabes.
- Kemalismo: (6 Flechas) republicanismo, nacionalismo, populismo,
estadismo, secularismo e revolucionarismo.
- Psicossocial
- Valorização dos “Valores Turcos”, pois a religiosidade árabe simbolizava

200
atraso ⇒ afastamento do antigo clero otomano e imposição aos curdos
(Curdistão ficou fora no Tratado de Lausanne)
- Investimento em Educação: laica, pública e universal (modelo europeu)
- Maior liberdade para mulheres (Ex: uso de véu), educação, vida cotidiana
- Uso de roupas europeias
- descontentamento de ordens religiosas
- Econômico
- Industrialização
- Investimento na agricultura
- Busca de autossuficiência
- Modernização rápida
- Não se sujeitou às vontades das potências vencedoras da 1ª GM, aproveitou
momento para libertar-se do falido Império Turco-otomano

Conclusão Parcial - Turquia Reformada

3. Egito/ O Nasserismo
- Reino do Egito (1922-52)
- 1922 Independência (permanece ocupado por forças inglesas - protetorado)
- 1936 Inglaterra reconhece independência, mantém tropa para controle do Canal de
Suez (porta para demais colônias) - Aliança Perpétua
- 2ª GM aumenta tensão norte da África exige intervenção inglesa (Concentração
de Tropas Inglesas no Egito = Montgomery x Rommel → El Alamein)
- Após a 2ª GM, desacordos levam o Rei a renunciar o Tratado de 1936 e declarar-se
rei do Egito e Sudão ⇒aumentando a tensão.

- República do Egito (1952-58 e depois de 1971)


- 1952 - a monarquia é deposta pelo Movimento dos Oficiais Livres (liderado pelo
Gen Nagui, apoiado pelos coronéis Gamal Abdel Nasser e Anwar Sadat).
- Obj do Mov de 1952: fim da influência inglesa, Egito como potência e
modernização do País.
- Gen Naguib se torna o presidente e busca concentrar o poder ⇒ deposto por
Nasser em 1954
- Nasserismo: iniciativas ligadas à pessoa do líder (reformas e projeção do Egito)
- 1955 - Nasser lidera Mov dos Países não-alinhados (Conferência de Bandung)

a. Guerra de Suez (1956)


- Nasser nacionaliza, unilateralmente, o canal de Suez e fecha o porto Eilat
no golfo de Áqaba⇒ameaça aos projetos judeus de irrigação do deserto de Neguev
e seu único contato com o Mar Vermelho.
- Israel apoiado por França, Inglaterra (proprietárias do Canal de Suez)
declaram guerra e invadem e ocupam a região do canal de Suez e de Eilat
- Pressões da URSS (aliado egípcio) e EUA (temor de uma guerra Nuc)
fizeram Israel recuar as fronteiras de 1949, sob a supervisão das tropas da ONU.
NR: Desde 1953 a URSS já tinha armas nucleares.

201
Consequência: Alinhamento egípcio à URSS
- 1956 - nacionalização do Canal de Suez:
- Invasão de ING, FRA e Israel na Península do Sinai e Zona do Canal
- Vitória Diplomática de Nasser (ONU, EUA e URSS se opõem à invasão)
- Missão de Paz UNEF (Brasil participa, Btl Suez + 2 Gen BRA no Cmdo da
missão)
- Base ideológica do Nasserismo - condenação ao colonialismo, espoliação e as ações
arbitrárias das potências, especialmente países europeus
- Represa de Assuã - Símbolo de modernização do Egito
- Criação da Liga Árabe e Nasserismo - Projeção do Egito no mundo islâmico como
modelo para as nações da região.

Conclusão Parcial - Egito - modernização laica

4. Iraque
- Envolvimento do Partido Baath com militares
- Deposição da monarquia foi Brutal
- 1963 - Golpe militar apoiado pelo Baath toma o poder
- 1967 - Guerra dos seis dias ⇒Novo golpe do Baath → Governo militar (Saddam
Hussein é o Secretário Geral do Partido) ⇒Sistema de partido único (esmaga a oposição)
- Reformas econômicas para modernizar o país (nacionalização do petróleo) -
Beneficiada pelo choque do Petróleo em 1973
- 1979 - Saddam Hussein assume a presidência
- Iraque ganha muito dinheiro com petróleo
- Investimentos em saúde, educação, agricultura, infraestrutura ⇒geraram um
modelo de Sv públicos na região
- Ação militar para reprimir opositores: Exército Popular, Milícia paramilitar
do partido e Mukhabarat (Sv de Itlg Iraque)
⇒ Regime de partido único gerou descontentamentos e protestos = Brutalmente
reprimidos

5. Síria
- Após Independência em 1946, passa por anos de instabilidade, golpes e revoluções =
Instabilidade
- Envolvimento do Baath com militares
- Experiência da República Árabe Unida com Egito (1958-61) - Fracasso
- 1963 - Golpe colocou o partido Baath no poder ⇒gerou o embate entre os radicais
(militares) e moderados (civis)
- 1970 - Hafez Al-Assad (pai de Bashar) toma o poder, disciplina o partido Baath e a
política ⇒Sistema de Partido Único (a família permanece até hoje)
- Alauítas
- Partido Baath na Síria:
- Atuou no processo de descolonização - contra a dominação europeia
- Conquistou o prestígio da população após a independência
- Governo secular → inclusão das minorias (cristãos, drusos e alauítas)

202
- Alinhamento com a URSS ⇒Origem do apoio da Rússia ao Governo Bashar
Al-Assad atual
⇒ Regime de partido único gerou descontentamentos e protestos = Brutalmente
reprimidos

- O Baasismo
- Partido Baath (Renascimento)
- surgiu na Síria em 1947
- mistura ideológica de nacionalismo árabe, pan-arabismo - construção de uma
grande nação, para recuperar a grandeza da civilização árabe.
- Oposição ao Islã político e ao ocidente ao mesmo tempo, visando realizar
uma modernização pan-árabe.
- Influência do fascismo e comunismo soviético, especialmente quanto aos
aspectos autoritários - socialismo árabe e anti-imperialismo
- Busca pela modernização do Estado:
- Infraestrutura, pontes, estradas e represas - investimento soviético
- forte presença do Estado na economia
- Forte aparato repressivo do Estado sírio
- Objetivos: unificação do mundo árabe em um único estado.
- Lema: "Unidade (Pan Arabismo), Liberdade (da Colônia), Socialismo",
refere-se a unidade árabe, e liberdade de controle e interferências não-árabes.
- Tinham apoio da URSS
- Motivou a criação da RAU (Egito e Síria + Iêmen) Fracasso da união com o
Egito em 1961
- Migrou para:
- Iraque: Sadam Hussein ao poder
- Iêmen
- Jordânia
- Líbano

6. FORÇA DE EMERGÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS


- Nacionalização de bancos, empresas e participação do Estado na economia ⇒
perda do apoio das potências ocidentais ⇒aproximação com URSS
a. República Árabe Unida - RAU (1958-71)
- 1958-1961 - União do Egito e Síria sob uma república e confederação com o
Iêmen.
- Termina a união em 1961 com golpe de Estado na Síria e fim do Reino do
Iemen (1962).
- Egito continua usando o nome RAU até 1971 (nova Constituição), quando
volta a ser Egito.

Pan Arabismo Pan Islamismo

- União de nações árabes = Caráter Laico - União de nações Islâmicas = Caráter religioso
- Laços culturais, étnicos e linguísticos - Laços na fé Islâmica
- Abdel Nasser

203
- Liga Árabe / Partido Baath / República Árabe - Aiatolá Khomeini (xiita) → Aiatolá
Unida (1958-61) Khamenei
- Influência na Independência da Argélia e em - Irmandade Muçulmana (sunita) → Rei Al
outros países árabes (modernização das nações)
- Perde influência após a Guerra dos 6 dias. Saud (Arábia Saudita)

- Influência na Revolução Iraniana (1979)

- 1967 - Guerra dos seis Dias - Egito derrotado por Israel ⇒Marca o declínio
do Pan-Arabismo
- 1970 - Morre Nasser ⇒assume Anwar Sadat ⇒politização do Islã, quebra
do nasserismo

7. Semelhanças e Diferenças
Semelhanças: Desenvolvimento, modernização, laicismo (sem influência do Islã) →
afasta o Clero
Diferenças:
Kemalismo: modernização sob modelo europeu
Nasserismo: busca da liderança do 3º Mundo, recebendo investimentos
capitalistas e socialistas; nacionalismo → pan-arabista
Baasismo: sem influência do Ocidente (Gen Assad quebra esse pensamento e
aprox da URSS) → pan-arabista

Assunto 73: A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL, A QUESTÃO PALESTINA E O


FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO.

Objetivo

Analisar as condições que permitiram a criação do Estado de Israel e suas consequências


para a região

2. Antecedentes da criação de Israel


- Séc. XIX - judeus sionistas criam assentamentos (Império Otomano)
- Movimento sionista: APD 1897. Austríaco Theodor Herzl. Judeus (ou hebreus, ou
israelitas, ou semitas) começaram a migrar para a região.
- Declaração Balfour (1917) - consiste na intenção do governo britânico de facilitar o
estabelecimento do Lar Nacional Judeu na Palestina após a derrota do Império Otomano
- Holocausto na 2ª GM (6 Mi de judeus) ⇒ Cria uma comoção mundial pela
situação dos Judeus
- Atuação de T.E. Lawrence - promessa de terras caso os palestinos combatessem o
Império Otomano

204
3. Conflitos
a. Criação do Estado de Israel
- Criado pela resolução da ONU Nr 181, de 29 de novembro de 1947 (Partilha
da Palestina)
- Atuação do Brasileiro Oswaldo Aranha - suspende a Assembléia para ter
certeza da quantidade de votos.
- 56% da Palestina para os Judeus.
- Jerusalém seria território internacional
- Independência em 14 de maio de 1948
- Mov. sionista intensificado após o holocausto da 2ª GM e criação de Israel

b. Conflito Árabe-Israelense (1948)


- Maio 1948 (após a independência) a Jan 1949
- Invasão dos países 6 árabes: Egito, Síria, Iraque, Jordânia, Líbano e Arábia
Saudita
- Apoio EUA
- Resultado: Israel venceu e ocupou a Galileia, deserto de Neguev, (14.500
km2 para 20.900 km2)
- Garantiu o acesso a Jerusalém
- Jerusalém foi dividida entre Israel e Jordânia. Fx Gaza → Egito
- 300 mil Refugiados Palestinos ⇒Líbano, Jordânia e Egito

c. Guerra dos Seis Dias ( 5 / 6 / 67 ) - 05 a 10 Junho 1967


- A organização terrorista palestina Al Fatah (1958) incorporou-se à OLP e
com apoio da Síria (pró-soviética) atuava contra Israel com ações de guerrilha (1961).
- Conferência do Cairo de 1964 - Liga Árabe revelou que destruir Israel era
seu principal objetivo. Criação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

205
- Síria, Jordânia e Egito
- Aviação Israelense abateu 6(seis) aviões MIG-21 sírios nos céus de
Damasco. Nasser pressionado pela Síria e Jordânia enviou grande contingente do
exército para o deserto do Sinai. -
- 1967 - Israel destrói grande parte da força aérea egípcia em solo
preventivamente). Atacou também a Síria e a Jordânia.
- Israel ocupa Faixa de Gaza e Península do Sinai
- Em contra-ataque, Israel ocupa Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Colinas de
Golã.
- Conferência da Cúpula árabe em Cartum no Sudão (28 de agosto) e os “três
nãos”: não ao reconhecimento de Israel, não à negociação e não à paz.
- Resolução 242 da ONU determinava a retirada das forças israelenses dos
territórios ocupados.
- Apoio dos EUA à Israel na guerra fortaleceu alinhamento árabe-soviético.
ALIANÇA DURADOURA ATÉ ATUALMENTE.
- Enfraquecimento do Pan-arabismo de Nasser (EGY) e fortalecimento do
Pan-islamismo
- Triplicou extensão territorial. → consolidando ISR como potência
regional.
- Pontos estratégicos:
- Península do Sinai - Próximo ao Canal de Suez e Golfo de Aqaba
- Gaza - Porto
- Colinas de Golã - nascente do Rio Jordão e Mar da Galileia
- Refugiados sírios (100 mil) e palestinos (300 mil)
- 1 Mi de árabes sob controle de Israel
- Ocupação de Jerusalém → fator de disputa, mas Mnt do Status Quo -
acesso aos lugares sagrados religiosos
Consequência da Guerra:
- retorno de judeus do leste europeu e de países árabes para Israel
- Domínio Total de Jerusalém e outros territórios
- Domínio de recursos hídricos da Cisjordânia e Colinas de Golã
- A Guerra dos Seis Dias contribuiu para o fortalecimento de Israel além de fornecer
nova configuração geopolítica do território israelense.

206
- Conclusão Parcial: Formação do novo território do “Grande Israel”

d. Guerra do Yom Kippur (1973) - 06 a 24 out 1973


- Antecedentes:
- - A “Guerra de Atrito” entre Egito e Israel. Declarada por Nasser. (1967-70)
- Rejeição do governo de Israel a qualquer plano de paz que implicasse em
devolver territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias.
- Olimpiadas de Munique
- Falecimento de Nasser e assunção de Anuar Sadat (1970). Tentativa de
Paz com Israel fracassa.
- Egito e Síria atacam Israel no feriado do YOM KIPPUR (1973)
- Pretendiam recuperar territórios.
- 1973 -forte contra-ofensiva israelense na região do Sinai.
- Derrota do exército egípcio, ocupação da margem leste do Canal de Suez,
comprometendo a cidade do Cairo. O exército de Israel também penetrou em
território Sírio comprometendo a capital Damasco.
- Cessar-fogo negociado pela ONU. Intervenção dos EUA e da ex-URSS,
firmada uma trégua a partir de 22 de outubro de 1973.
- Ap EUA
- Provoca a 1ª crise do petróleo.

CONSEQUÊNCIAS:
- aumenta a visibilidade da OLP, de Yasser Arafat.
- Brasil abriu representação da OLP.
- A Guerra do Yom Kippur foi a primeira guerra em que os países árabes usaram o
petróleo como arma política: em fins de 1973 a Organização dos Países Exportadores
de Petróleo (OPEP) aumentou em 300% o valor do barril de petróleo (1ª Crise do
Petróleo).
- A Guerra do Yom Kippur abriu caminho para que, em 1978, Egito e Israel assinassem
um acordo de Paz (Camp David).

- Conclusão parcial: - O exército de Israel, pela primeira vez demonstrou não ser
invencível.
- Para os EUA Israel passou a ser o fiel da balança da Guerra Fria no
Oriente Médio.

e. Acordos de Paz
- Camp David (1978) → Jimmy Carter
- Paz entre Israel e Egito
- Devolução do Sinai ao Egito (desmilitarizado) - 1979
- Reconhecimento de Israel pelo Egito → expulsão da Liga Árabe
(retorna, posteriormente)

207
- Conferência de Madrid (1991)
- Paz entre Israel e Jordânia, formalizada em 1994

- Acordos de Oslo (Conversações iniciadas em 1993)


- Paz entre Israel e Palestinos
- Mediados por Bill Clinton
- Reconhecimento mútuo - Estado de Israel e OLP
- Jerusalém Oriental, Faixa de Gaza e partes da Cisjordânia seriam sob
administração da ANP (1994)
- Parcialmente implementado. Muita oposição (Hamas e israelenses
assentados)
- Qual a diferença entre ANP e OLP - Organização para a Libertação da Palestina - Faz o
lobby internacional da causa palestina/ Autoridade Nacional Palestina - organização
concebida para ser um governo de transição até o estabelecimento do Estado palestino
independente - Executivo palestino que gerencia a Faixa de Gaza e a Cisjordânia
- Criação da ANP - Criada por meio do Acordo de Oslo (1993-95),
firmado entre Israel e a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), com
mediação dos EUA, a ANP administra nominalmente partes da Cisjordânia e
da faixa de Gaza. link

f. Situação atual
- Colinas de Golã ocupadas (EUA reconheceram a legitimidade de Israel)
- Assentamentos na Cisjordânia

4. Palestina
a. Fatah
- Criado em 1959 - Yasser Arafat
- União de diversos movimentos palestinos que tinham encontrado abrigo em
países árabes, expulsos da Palestina após a criação de Israel em 1948.
- Movimento de inspiração marxista.
- Movimento de Libertação Nacional da Palestina.
- Visa criar um Estado Palestino por meio da luta armada.
- Grupo de representação política e armada
- Nacionalismo árabe
- Com o fracasso dos países árabes em derrotar Israel, o Fatah passou a
empreender ações de guerrilha contra o Estado Judeu, sendo bem sucedido em seu
intento, pois manteve Israel em permanente alerta.
- sem ligação religiosa - laiscismo (" mais que muçulmanos, somos árabes")
Palestinos, em maioria sunita, mas tem xiita e cristão
- Na década de 1970, o Fatah assumiu o controle da Organização pela
Libertação da Palestina, a OLP, além de receber apoio da União Soviética em
treinamento, equipamento e financiamento, bem como de outros países comunistas.
- série de ataques contra alvos israelenses em Israel e no exterior, colocando a
causa palestina no cenário mundial.
- Em 1972, um grupo dissidente do Fatah, o Setembro Negro, realizou um
ataque terrorista durante as Olimpíadas de Munique, matando 11 atletas israelenses, o

208
que gerou uma reação de diversas nações, o que pôs fim aos ataques globais do
terrorismo palestino.
- Durante a década de 1980, o Fatah se envolveu na Primeira Intifada (1987-
1991), empreendendo uma série de ataques contra Israel.
- 1991 Acordo de Madri
- Fatah reconhece o direito de Israel existir
- Israel reconhece a OLP como representante do povo palestino (antes
era terrorista)

- Na década de 1990, Fatah se tornou o grupo dirigente da Autoridade


Nacional Palestina, fundada pelos Acordos de Oslo de 1993, reconhecendo e
sendo reconhecido por Israel como um grupo político palestino.
- O Fatah passou a enfrentar os grupos radicais que surgiam no meio dos
movimentos palestinos, em especial o Hamas, porém perdeu o controle da
Faixa de Gaza em 2006.
- O Fatah se manteve na Cisjordânia e controla grande parte da Autoridade
Nacional Palestina.

Conclusão Parcial: Fatah: movimento palestino laico e de inspiração marxista.

b. Hamas
- Movimento de resistência islâmica.
- Criado em 1987.
- Dissidência de Parte da Irmandade Muçulmana (Partido religioso egípcio
radical que espalha células pelo mundo árabe).
- Movimento dominado pelo extremismo religioso.
- Luta pela libertação da Palestina e estabelecimento de um Estado Palestino.
- Política de Confronto: não aceita a solução de 2 Estados (Israel e Palestina).
- O Hamas não reconhece o Estado de Israel e objetiva destruir o Estado
Judeu.
- As ações militares do Hamas contra Israel, movidas pelo extremismo
islâmico começaram em 1987 durante a Primeira Intifada (1987-1991).
- O movimento foi ignorado por Israel em seus primeiros anos.
- Em 1993 o Hamas passou a empreender ataques suicidas contra Israel por
meio das Brigadas Izz din al Qassam.
- O Hamas passou a enfrentar o Fatah pelo controle da Autoridade Nacional
Palestina e tomou o poder na Faixa de Gaza em 2006 após a sua vitória eleitoral não
ser reconhecida pelo Fatah.
- Faz uso de ataques terroristas e foguetes Qassam
- Hamas venceu eleições legislativas de 2006
- O Ocidente achava que a democracia traria um grupo menos radical ao
poder.
- Cisão com o Fatah em 2006.
- Hamas controla a faixa de Gaza.
- O Hamas tem sido denunciado por entidades internacionais por esforços de

209
alguns membros seus para impor a lei islâmica (sharia) em Gaza a partir de
2007, embora negue tais denúncias.
- Em 2009 e 2012, o Hamas se envolveu em conflitos contra Israel, nos quais,
apesar do poderio israelense, não teve sua força abalada.

Conclusão Parcial: O Hamas e a islamização da causa Palestina, especialmente


na Faixa de Gaza.

c. Organização para a Libertação da Palestina - OLP


- Criação em 1964.
- Obj: cessar o movimento sionista, revogar a criação do Estado de Israel e não
aceitação da auto-determinação dos povos de Israel para se emanciparem da Palestina
- Em 1988 passou a aceitar a bi partição da Palestina
- Em 1993 Arafat, responsável pela OLP, reconhece a Israel como legítima
proprietária da possessões ocupadas
- Yitzack Rabin reconhece a OLP como Autoridade Nacional Palestina (ANP)
- a OLP (Arafat) e o 1° Min Israel Yitzack Rabin, assinaram os acordos de
Oslo APD 1994 (OSLO 1, 1994, na casa Branca OSLO 2 no Egito , 1995)
- Presidente atual Mahmud Abbas (ANP)
- Na DÉCADA DE 1970, o sionismo passa a ser considerado RACISMO.
- Geisel, pelo pragmatismo ecumenico responsável, também assume o
sionismo como racismo.

d. Autoridade Nacional Palestina (ANP)


- Obj: controle de parte dos territórios e estabelecer um Estado Palestino
soberano e independente
- O primeiro presidente da ANP – o líder palestino Yasser Arafat, morto em
2004 – e o atual, Mahmoud Abbas,são do partido Fatah, que esteve à frente da causa
palestina por quatro décadas.
- Em janeiro de 2006 - Hamas assume o poder da ANP - vence as eleições
- O presidente da ANP, porém, continua sendo Mahmoud Abbas. O primeiro-
ministro palestino, Ismail Haniyeh, é do Hamas.
- Assim que foi eleito, o Hamas passou a sofrer fortes pressões internacionais.
Israel, os EUA e a União Européia congelaram a ajuda financeira da qual os
palestinos dependiam, que gerou uma grave crise nos territórios palestinos.
- As condições para a suspensão do boicote são o reconhecimento do direito
de existência do Estado de Israel, a aceitação de acordos de paz já firmados pela ANP
e a renúncia à violência. O Hamas não aceitou essas exigências.
- Fatah (Yasser Arafat, 1959), e Hamas (Surgiu da Irmandade muçulmana,
1987), (palestinos e sunitas).
NR: Hezbollah (libaneses xiitas). Todos hj são partidos políticos

e. Fundamentalismo Islâmico
- Sunitas X Xiitas
- Moderados (EGY, SAU, JOR, PAK) x Fundamentalistas (IRN, SYR, AFG,
IRQ)

210
# Israel invadiu Líbano em 1982
- surge o hezbollah.

- Hezbollah (Partido de Deus)


- Movimento surgido durante a Guerra Civil do Líbano (1975-1990), em resposta à
invasão israelense de 1982 no país.
- Fortemente influenciado pelo Aiatolá Khomeini e pela Revolução Iraniana de 1979,
advoga a destruição do Estado de Israel.
- Foi o primeiro movimento extremista islâmico a utilizar ataques suicidas.
- Realizou diversos ataques contra forças israelenses e internacionais durante os anos
1980, como o ataque às forças dos EUA e França em 1983, que compunham uma
Força de Paz que visava interromper a Guerra Civil Libanesa.
- Se instalou no sul do Líbano após o fim da Guerra Civil, na década de 1990,
tornando-se força política no país, conseguindo cadeiras no Parlamento libanês.
- O Hezbollah passou a empreender diversos ataques contra Israel, que ocupava o sul
do Líbano e se retirou dali em 2000.
- Entre 2000 e 2006, o Hezbollah travou diversas escaramuças de fronteira com Israel.
- O grupo é apoiado, treinado e equipado por Síria e Irã.
- Por diversas vezes, membros dos Hezbollah foram capturados por Israel tentando
armar e treinar movimentos palestinos.
- Em 2006, estourou um conflito entre Hezbollah e Israel, que invadiu o sul do Líbano
tentando desalojar e destruir o grupo terrorista. A guerra terminou num impasse, sem
que os dois lados tenham conseguido atingir seus objetivos.

Conclusão Parcial: Hezbollah: Movimento extremista e partido político.

#1987 -1ª Intifada

# 2000 a 2005 - a 2ª Intifada.

211
Assunto 74: O OCIDENTE FRENTE AO ORIENTE MÉDIO
- Os recursos naturais, tradição e modernização.

Objetivo

- Apresentar as características centrais do conflito do Oriente Médio, concluindo sobre os


principais obstáculos para uma solução pacífica.
- Identificar a posição do Estado brasileiro sobre o conflito do Oriente Médio.

# Posição estratégica e recursos


- Ligação da Ásia com a Europa
- Rota marítima Europa-Suez-Ásia
- Reservas de petróleo (ARS 270 BI, EAU 100, KWT 105)
- Berço de 3 religiões (lugares sagrados)
- Estado de Israel (enclave judeu e não-muçulmano pró-ocidente)

# Canal de Suez (1859-1869)


- construído por EGY e FRA.
- 7000 km a menos na volta da África
- 1875 - ING comprou a parte EGY e se torna majoritária
- 1882 - ING ocupa militarmente a zona do canal → marco de Imperialismo
- 1888 Convenção de Constantinopla, Hoje qualquer barco, de qualquer viés, independente de
país, em estado de guerra, ou não, é autorizado a trafegar pelo canal
- 1956 é nacionalizado por Nasser

# Exploração de petróleo
- ficou 90% na mão das 7 Irmãs (5 eram EUA)
- Consequências:
- migração do campo e do Egito para os centros produtores
- evasão de divisas (empresas estrangeiras) → pouco investimento regional
- criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) - 1960

# Relações do Estado brasileiro


● Israel
- Político
- BRA apoiou o Plano de Partição da ONU de 1947(criação de 2 Estados). Destacado papel
de Oswaldo Aranha, presidindo a Ass Geral da ONU durante a votação da criação do Estado
da Palestina
- Brasil foi um dos primeiros Países a reconhecer o Estado de Israel (em 1949)
- 1951 Criação da Delegação brasileira em Tel Aviv
- 1975 Brasil vota por resolução que equiparava o sionismo ao racismo ⇒Aproximar dos
países Árabes (NR: Pragmatismo ecumênico e responsável de Geisel). Obs essa Resolução
foi anulada em 1991 (BRA votou a favor da anulação)
- Desde 2001 o BRA, por meio da ONU, é contra a implementação de assentamentos judeus
na (Palestina) Cisjordânia

212
- 2014 - BRA convoca embaixador e condena as Op Of de Israel em Gaza
- 2019 - Bolsonaro se alia a Israel (Escritório de Comércio em Jerusalém)
- Econômico
- APD Dec 1960, Israel contribui para o desenvolvimento da agricultura do semi-árido, com
técnicas de irrigação em regiões do Nordeste brasileiro. Além da cooperação interestatal,
registra-se intenso diálogo entre instituições privadas ou não governamentais brasileiras e
israelenses.
- Parcerias para dessalinizar água
- 2007 Acordo de livre comércio entre Mercosul e Israel (NR: 2005 1° cúpula da ASPA, 12
da AS + 22 da Liga Árabe)
- Psicossocial
- Comunidade judaica no Brasil (cerca de 150 mil)
- religião cristã de matriz judaica 89% (da Pop BRA)
- Testemunhas de Jeová, Sinagogas.

# Posição do BRASIL em relação ao OM entre 1990 e 2001


- mudou a postura em virtude do fim da GF (se afastou)
- Collor (90-92), por sua postura neoliberal, abandonou o discurso terceiro-mundista e
se afastou do OM, uma vez que os EUA estavam fazendo isso também.
- O BRASIL condenou a invasão do Kuwait e não quis participar militarmente.
- FHC, de 1994 a 1998, manteve-se afastado do OM.
- o segundo mandato de FHC se reaproximou do OM, devido às necessidades de
mudanças.
- Brasil não se posicionou firmemente por ocasião dos bombardeios americanos ao
Iraque em 1998.
CP: no período em tela, brasil aliado aos EUA, consequentemente afastado do OM.

# Posição do BRASIL em relação ao OM entre 2001 e 2010


- O apoio do governo FHC aos EUA, após o 11 de setembro de 2001, invocando
o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), teve alcance
apenas simbólico, na medida que não resultou em um envio de tropas
brasileiras ao Oriente Médio
- O breve multilateralismo demonstrado pelos EUA na G do Afeganistão em
2001, fez o Brasil reavaliar seu afastamento do OM
- LULA, apd 2003, se aproximou do OM (multilateralismo)
- Cúpula America do Sul-Países Árabes (ASPA), realizada em Brasília, em
2005
- No final de seu mandato, o governo Lula reconheceu o Estado Palestino com
base nas fronteiras de 1967.
- O Brasil apoiou o Programa Nuclear do Irã para fins pacíficos, fazendo
restrições às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica.
cp: REAPROXIMAÇÃO BRA-ORIENTE MÉDIO.

1. A Primavera Árabe

A Primavera árabe foi um movimento pela deposição de governos autoritários no


mundo árabe. As manifestações tiveram início na Tunísia, em dezembro de 2010, e se
espalharam por outros países como Egito e Síria. Apesar de buscar ideais democráticos e
liberais, a Primavera árabe acabou por fortalecer o fundamentalismo religioso, levando a

213
Irmandade Muçulmana ao governo do Egito, e a uma guerra civil, com a presença de grupos
extremistas religiosos como o Estado Islâmico, na Síria.

a. Primavera Árabe no Oriente Médio

No Bahrein, o rei sunita Hamad al Khalifa resiste com violência aos protestos,
apoiado por forças estrangeiras, especialmente tropas sauditas.
No Iêmen, uma das nações mais pobres do mundo árabe, o governo sofreu pressão
popular para a saída do ditador Ali Abdullah Saleh do poder. O ditador Ali Abdullah Saleh,
que governava há 33 anos, deixou o poder em 27 de fevereiro de 2012, com o anúncio de
eleições livres e um governo de reconciliação nacional.
Na Síria, a repressão do governo de Bashar al-Assad tem se verificado a maior
repressão contra opositores do regime desde o começo da “primavera árabe”.
A Liga Árabe buscou mediar a situação entre o governo sírio e o Conselho Nacional
Sírio, que encabeça a oposição a Assad, para o término da repressão, a libertação de presos
políticos e a promoção de reformas políticas. As medidas não entraram em vigor, e
aumentaram a pressão internacional e as sanções contra o governo de Assad.
Segundo um relatório da ONU, divulgado no dia 28 de novembro de 2011, há
menção à ocorrência de assassinatos e prisões. Calcula-se, em fevereiro de 2012, 8 mil
mortos entre adultos, mulheres e crianças na Síria.
A Rússia e a China vetaram resoluções do Conselho de Segurança da ONU que
aumentariam a pressão sobre a Síria, barrando inclusive ações nos moldes das que ocorreram
na Líbia.
A crise aumentou com a formação do Exército Livre da Síria por desertores do
Exército sírio, resultando em sangrentas batalhas, especialmente na cidade de Homs, em
poder dos rebeldes.
ONU, União Europeia, EUA e Liga Árabe condenam a violência na Síria e exigem
pela parada imediata da violência, enquanto China e Rússia tem apoiado o governo sírio,
denunciando a presença de “terroristas” no Conselho Nacional Sírio.
A Turquia é o principal destino dos refugiados da Guerra Civil Síria. Possui ainda
as milicias curdas em seu território na fronteira com a Síria, que buscam autonomia para a
nação curda. O país busca, ainda, se tornar o modelo de Estado laico e democrático para a
região.
A Arábia Saudita apoia os grupos sunitas que atuam na guerra civil síria.

Conclusão Parcial

A mudança de regime no Iêmen ocorre por uma transição pactuada entre governo
e oposição.
A escalada da violência na Síria e o aprofundamento da crise.

214
b. Primavera Árabe no Norte da África
Os primeiros protestos ocorreram na Tunísia em 18 de Dezembro de 2010, em uma
forma protesto como manifestação contra as condições de vida no país. A renúncia do
presidente da Tunísia depois de 23 anos no cargo. Ben Ali, exilou-se com a mulher na Arábia
Saudita e foi condenado à revelia a 35 anos - Egito e Síria atacam Israel no feriado do YOM
KIPPUR. líder: EGITO. Pretendiam recuperar territórios. O objetivo era levar o governo de
Israel às negociações.
de prisão por desvio de dinheiro público.Em 23 de outubro foi eleita a Assembleia
Nacional Constituinte, na primeira eleição livre ocorrida na Tunísia.
No Egito, mais populoso país árabe (82 milhões de habitantes), o presidente Hosni
Mubarak renunciou em 11 de fevereiro de 2011, encerrando três décadas de ditadura, sendo
preso e levado a julgamento meses depois sob a acusação de ordenar a repressão violenta das
manifestações. Os protestos recomeçaram em 19 de novembro de 2011, desta vez contra a
junta militar que constituiu o governo provisório, e exigiram a transição para um governo
civil.
As eleições parlamentares foram antecipadas e a população compareceu às urnas
para escolher entre 10 mil candidatos e 40 partidos diferentes, diferente da ditadura de
Mubarak, na qual os partidos de oposição eram proibidos.
No Egito, o recém-fundado Partido Liberdade e Justiça (PLJ), ligado à Irmandade
Muçulmana, despontou como favorito nas apurações iniciais do pleito parlamentar.
Na Líbia, o presidente Muammar Gaddafi foi expulso da capital Trípoli por forças
rebeldes em agosto, em meio a guerra civil iniciada em fevereiro de 2011. A OTAN apoiou
os rebeldes da Líbia, autorizada pela Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU,
com uma coalizão liderada por EUA, Grã-Bretanha e França. O CNT assumiu o governo líbio
prometeu realizar eleições após a vitória.
Gaddafi foi capturado e morto em outubro de 2011 pelas forças rebeldes do
Conselho Nacional de Transição (CNT), encerrando a guerra civil e uma ditadura de 42 anos
na Líbia.

Conclusão Parcial

A “Primavera Árabe” destituiu os ditadores da Tunísia, Egito e Líbia.


Transição conturbada nos países, com eleições e julgamento dos envolvidos nos
regimes depostos.

c. Principais consequências da Primavera Árabe


1) Monarquias superam turbulências.
2) A interferência dos EUA mostrou não ser determinante na região.
3) Conflito entre Xiitas e Sunitas
4) Fortalecimento do Irã
5) Impacto limitado das mídias sociais

215
6) Bolha imobiliária em Dubai
7) Participação de partidos islâmicos no cenário político
8) Instabilidade política e antagonismos internos nos países da região
9) Intervenção militar da OTAN na região.
10) Morte de civis e o grande número de refugiados em fuga da repressão violenta,
gerando problemas humanitários para os países da região
11) Pressão internacional sobre os países da região que estão reprimindo
violentamente a oposição.

Apresentar as características centrais do conflito do Oriente Médio, concluindo sobre os


principais obstáculos para uma solução pacífica.

Políticas

a. Rivalidade Israel x Palestinos


b. Influências da Guerra Fria
c. Interesses divergentes e antagônicos de pólos de poder globais
d. Presença de múltiplos atores
e. Fracos regimes democráticos
f. Reclames fronteiriços
g. Fortalecimento da autoridade palestina

Econômicas

h. Região com grande valor energético


i. Área de passagem de gasodutos e oleodutos
j. Controle de pontos de passagem do comércio marítimo

Psicossociais

k. Conflitos religiosos
l. Disputa pela liderança no mundo mulçumano
m. Ressentimentos duradouros
n. Guerra Religiosa
o. Cultura estratégica de violência
p. Aversão ao ocidente

Militares

q. Crises disparadas por meios violentos


r. Revanchismo
s. A região como palco de ações do terrorismo internacional

4. Definir a posição do Estado brasileiro sobre o conflito do Oriente Médio

216
■ O Brasil teve relevante papel diplomático na ONU para a criação do Estado de Israel
(Resolução 181 da ONU). Oswaldo Aranha presidiu a Assembleia Geral na ONU,
permitindo que a pauta fosse finalizada. Israel é muito grato ao Brasil.
■ Crise do Suez - 1956. O Governo Brasileiro se posicionou a favor do cessar fogo e
enviou um contingente militar para a Froça de Emergência das ONU (UNEFI).
■ Em 1975, o Brasil reconheceu a OLP como a legítima representante do povo
palestino.
■ O Brasil reconhece a existência do Estado Palestino, com as fronteiras de 4 de junho
de 1967, anteriores à Guerra dos Seis Dias entre árabes e israelenses, apesar de não
conduzir relações diplomáticas plenas com os palestinos.
■ Guerra Irã-Iraque – 1980. Nesse conflito houve o uso de material de emprego militar
produzido no Brasil. O EE-9 Cascavel foi utilizado por guarnições iraquianas.
■ Guerra do Golfo em 1991. O Brasil obedeceu a decisão do CS da ONU que aprovou o
uso da força pela Coalizão liderada pelos EUA.
■ Em 2010, o Brasil reconheceu a Autoridade Nacional Palestina.
■ O atual governo aproxima-se mais do Governo de Israel. O Governo Brasileiro abriu
um escritório comercial em Jerusalém em dezembro de 2019, confirmando seu apoio
ao Primeiro-Ministro israelense Benjamin Netanyahu.

TENDÊNCIAS DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA

O pacifismo como elemento regulador nas relações internacionais

● Política exterior de caráter não confrontacionista.


● Sobrevaloriza o princípio da autodeterminação e da não intervenção.
● Solução pacífica e negociada para as controvérsias.
● Condena o uso da força para obter resultados externos.

Juridicismo

● Princípio do pact sunt servanda (os pactos devem ser respeitados – os acordos devem
ser cumpridos).

Pragmatismo(realismo)

● A prevalência do interesse nacional sobre os conceitos.

O desenvolvimento como vetor

● A Política Externa a serviço do desenvolvimento econômico. A Política Externa como


instrumento de uma Política Nacional de Desenvolvimento.

Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos
seguintes princípios:

I -independência nacional;
II -prevalência dos direitos humanos;

217
III -autodeterminação dos povos;
IV -não-intervenção;
V -igualdade entre os Estados;
VI -defesa da paz;
VII -solução pacífica dos conflitos;
VIII -repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX -cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X -concessão de asilo político.

Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política,


social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade
latino-americana de nações.

INTERFERÊNCIAS OCIDENTAIS (Nardi)


1. Acordo Sykes-Picot (Ing e Fra) - pós 1GM
2. Descolonização - pós 2GM
3. A intervenção no Canal de Suez -1956
4. Apoio NA a Israel na G 6 Dias e Yom Kippur -1973
5. Segundo choque do Petróleo (não reconhecimento da OLP)
6. Apoio aos acordos de paz (Camp David 1978, Madrid 1991 e Oslo 1993)
7. Guerras do Golfo (Pres Bush pai e filho)
8. Cmb ao Estado Islâmico

GUERRA/POPO Ap Int e Terreno Liderança Obs


Ext

Guerr Guerra de Vietnã x Ataque ao Ho Chi Divisão/criação do


Indochina Independên FRA Forte Dien Minh x Vietnã do Norte e do
cia Vietnã Bien Phu Sul
(1955-1961)

Guerra do Vietnã do Divisão no Ho Chi Opinião Pública


Vietnã Norte + paralelo 17 Minh x Massacre de My Lai
(1961-1975) FLN + Laos e Presidentes Guerrilha,
(Vietcongs) Camboja EUA Bombardeiros B-2
+ URSS + (TNB) Napalm 200.000 NA
CHI x FRA (1965)
+ EUA + Mortos: 2 milhões
Vietnã do vietnamitas, 12
Sul milhões de

218
refugiados

Árabe- 1ª Guerra Israel x Israel + Criação de Israel


Israelense Árabe - Egito + Palestina (1948) – não criação
(1948- Israelense Iraque + Palestina: da Palestina (sagrado
2000) (1948) Jordânia + Migrações cristianismo,
Líbano + de Judeus islamismo e
Síria + F judaísmo), Jerusalém
Pales + Ex -cidade neutra
Árabe de
Lib

Guerra de - Guer Peninsula do Egito - Egito:


Suez (1956) Egito x Ing Sinai / Nasser Nacionalização do
+ Fra + Isr Canal de Canal de Suez
Suez Israel: Migração –
Sionismo
Atuação da ONU -
BRA

Guerra dos Israel x - Sinai + Egito - Surgimento: Fatah e


Seis Dias Egito + Colinas de Nasser Org p/ Libertação da
(1967) Jordânia + Golã + Palestina
Síria Cisjordânia
- Aumento
Território
israelense

Guerra de Egito + Israel e Síria EUA + URSS =


Yom Kippur Síria x negociação de paz
(1969-1974) Israel Acordo de Paz EGI e
ISR
Início do Hamas e da
Jihad

Intifadas Hamas Territórios Acordo de Paz


Dec 1980 e (Sunita) x ocupados Clinton + Yasser
2000 ISR por Isr Arafat + Yitzhak
Hezbollah Rabin (1993)
(Xiita) x
ISR

219
Afeganistão (1979-1989) Mujahidin Afeganistão URSS - - URSS (115.000
(talibã e Al – Cabul / Gorbachev Sd), 13 mil
Qaeda) + montanhas mortos/35 mil
Ap EUA x feridos
URSS
Afeganistão:
Guerrliha /
resistência
Aprox 10 milhões de
refugiados

LEGENDA DE CORES:
IMPORTANTE
DÚVIDA
DADO DE BAREMA
PETIT JOURNAL
PROVAVELMENTE ERRADO

220
BUNKER 2021

UD XIX – O CONTINENTE ASIÁTICO

OBJETIVO ENGLOBANTE: Compreender a situação dos principais países asiáticos, para


interpretar o equilíbrio de poder no continente.

111. JAPÃO: A POTÊNCIA ECONÔMICA E AS LIMITAÇÕES POLÍTICAS E


MILITARES

OBJETIVOS:

- Analisar a situação política e econômica na Ásia Oriental pós-II Guerra Mundial, com
ênfase na importância econômica do Japão e política da China (CONCEITUAL).

BAREMA: AF2/2018

a. Antecedentes
1) Tratado desigual com EUA (1854) - obrigando o Japão a abrir seu comércio.
2) 1868 - Era Meiji - período de modernização do Japão na educação, indústrias,
tecnologia e Estrutura Militar de Guerra, possibilitando suas ações
imperialistas sobre parte da Ásia (deixando de ser feudal).
3) ZAIBATSUS - monopólios industriais. Inicialmente estatais, depois
privatizadas (prioritariamente para famílias tradicionais). Perduram até depois
da II GM.
4) 1ª Guerra Sino-Japonesa (1894-95) retirou da China a Ilha de Formosa
(Taiwan), Coreia se torna Independente e vultosas indenizações.
5) Guerra Russo-Japonesa (1904-05) disputa pela Coreia - vitória japonesa.

b. Situação Política e Econômica na Ásia Oriental pós-II Guerra Mundial (JAPÃO)


1) Econômica
1. Devastado após 2ª GM (bombas atômicas e derrota Batalha de

221
Midway)
2. Recebeu financiamento dos EUA para reconstrução: Plano Dodge e
plano Colombo. O Plano Dodge foi específico para promover a
recuperação econômica do Japão (impôs desarmamento,
democratização e reforma agrária no país), enquanto o Plano Colombo
foi um plano de recuperação de países da Ásia, que incluiu também a
nação japonesa.
3. EUA investiu na indústria e reforma agrária.
4. Protecionismo (imposto de importação alto) para proteger a indústria
nacional japonesa.
5. Investimentos externos + industrialização + mão-de-obra barata +
cultura Japonesa (disciplina) = impulso econômico e disseminação dos
produtos japoneses
6. Década de 1960: crescimento econômico maior que 10% ao ano,
consolidação como potência econômica (Milagre Econômico Japonês)
e conquista de mercados para seus produtos. Dependência estratégica
dos EUA
7. 1970 - crescimento econômico dos anos 60 e o início dos 70
terminaram com a primeira crise do petróleo em 1973-74
8. 1980 - A indústria buscou reduzir as necessidades de energia e mão-
de-obra e introduzir novas tecnologias, retomando competitividade e
crescimento
9. 1983 – redução do preço do petróleo aliada ao dólar forte, ao iene fraco
e à recuperação da economia americana tiveram um efeito benéfico
sobre a economia japonesa
10. Investimento de capital no setor privado e o crescimento nas vendas
das exportações
11. 1985 - o Japão tornou-se a maior nação credora do mundo
12. 2ª Metade do Século XX - O Japão foi o maior beneficiário do
crescimento econômico mundial pós-II GM – Livre Comércio
desenvolvido pelo FMI e GATT.
13. Estagnação da economia (1990) - Concorrência com os TIGRES
ASIÁTICOS (Disciplina, Educação e C&T) e CHINA (mão-de-obra
barata e disciplinada, matéria-prima abundante e preços baixos)

2) Política
1. A Constituição Pacifista (1947) impede de possuir Forças Armadas
(somente forças de autodefesa) e declarar e participar de guerras →
influência dos EUA e aliados.
2. Adoção regime democrático.
3. Guerra da Coréia (50-53) → Japão serve como base para EUA → forte
apoio financeiro norte-americano
4. Forte aliado do esforço norte-americano de contenção do comunismo
no leste asiático - devido ao estabelecimento do comunismo na China.
5. Questão Curilas com Rússia (fim da II GM a atual): invasão russa no
final da II GM. Tratado de Paz de San Francisco (1951): determina que
Japão desista da disputa pelas ilhas. O Japão afirma que as ilhas
almejadas não são parte das ilhas Curilas russas. O Parlamento
Europeu decide que a Rússia deve devolver esses territórios
“invadidos” japoneses.

222
6. Aproximação japonesa com a China fica comprometida pelos
ressentimentos da ocupação do Japão em território chinês na 2ª Guerra
Sino-Japonesa (estupro de Nanquim)

c. FATORES PARA O CRESCIMENTO JAPONÊS NA SEGUNDA METADE DO


SÉCULO 20
1) Guerra da Coréia - base americana, grande movimentação financeira
2) crescimento da indústria
3) alta eficiência e produtividade principalmente na área eletrônica de alta
tecnologia
4) mão-de-obra disciplinada e barata
5) aumento das exportações
6) O Japão sempre necessitou importar recursos naturais. RESTRITIVO AO
CRESCIMENTO PLENO

d. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DO JAPÃO


1) Produto Interno Bruto de cerca de 5 trilhões de dólares (2018)
2) 3ª economia do mundo (ultrapassado pela China – 2010)
3) Milagre Econômico japonês - crescimento capital no Japão do pós-2ª GM até
década 1973 (crise petróleo)
4) Influenciou na criação dos Tigres Asiáticos - transferências de Produção para
Países Asiáticos com alta qualidade de trabalho com farta e barata mão-de-obra (Taiwan,
Singapura)
5) Desafios da Indústria Japonesa: manter-se na vanguarda dos setores de
elevado conhecimento e de tecnologia

112. A CHINA: INTERESSES ESTRATÉGICOS

BAREMA: AT5_2017 AF2_2015

OBJETIVOS:

- Analisar a situação política e econômica na Ásia Oriental pós-II Guerra Mundial, com
ênfase na importância econômica do Japão e política da China (CONCEITUAL).
- Apresentar os principais focos de tensão internacional na Ásia Oriental, com ênfase na
Coreia do Norte e na relação China/Taiwan (CONCEITUAL).

223
a. Antecedentes
1) Período Dinastias - economia agrária, estratificada e teocrática.
2) Século das Humilhações (1839-1949) - Imperialismo ocidental e japonês na
China;
3) 1ª e 2ª Guerra do ópio : 1839-42/ 1856-60
1. China se recusa a comprar ópio com a Inglaterra (Comércio
Triangular)
2. Importação do ópio gerava déficit. Valorização e Fuga de Prata.
Problemas fiscais, sociais e sanitários (doente asiático)
3. O resultado é o conflito entre os dois.
4. termina com Tratado de Nanquim (1842) e Pequim (1860):
a. pesadas indenizações da China para a Inglaterra
b. abertura de portos para o comércio internacional
c. cessão de Hong Kong para Inglaterra (Tratado
desigual)
4) Revolta dos Taipings (1851–1864) - Cunho religioso, tendência igualitária e
progressista. Enfraquecimento da dinastia Chinesa;
5) Tratado de Aigum (1858) - passagem ferroviária russa por território chinês
(Manchúria)
6) Conflito Sino-Francês (1884-85) - perda de influência na Ásia para a França.
7) 1ª Guerra sino-japonesa (1894-1895), Perda dos territórios da Manchúria e
Taiwan para o Japão e China abre mão de qualquer direito nas Coreias;
8) Revolta dos Boxers (1900 - 1901) - repúdio ao ocidente. China abriu mais
portos e foi proibida de importar armamentos.
9) Revolução Xinhai 1911 (link) - fim da Dinastia Qing e Ascensão Kuomitang
(1911 - Chiang Kai Shek) e Partido Comunista Chinês (1921)
10) Guerra Civil Chinesa (1927-1949): Kuomitang x PCC
1. Grande Marcha, 1934-35
11) 2ª Guerra Sino-japonesa (1937-1945) - Estupro de Nanquim
1. Pausa na guerra civil - união do kuomitang e PCC contra o Japão.
a. PCC iniciou o desenvolvimento do Exército Popular de Libertação
(EPL)
2. Pearl Harbor 1941 - Entrada dos EUA na 2ª GM contra o Japão

b. Linha do Tempo
1) 1949 - PCC vence o Kuomitang na Guerra Civil da China - Mao Tse Tung
funda a República Popular da China (socialista). Chiang Kai Shek se exila em
Taiwan formando a República Nacional da China (capitalista).
2) 1950 a 1953 - Guerra da Coréia
3) 1º Plano Quinquenal (1953-57): foco na indústria pesada e coletivização da
agricultura. Endurecimento no modelo de expropriação
4) Grande Salto para a Frente (2º Plano Quinquenal 1958-62): desenvolvimento
da agricultura e socialização do campo. Criação do Movimento Educação
Socialista, base para a Revolução Cultural, preparou a China para o
desenvolvimento econômico e social .
5) 1961 - Rompimento com a URSS
6) Obteve arma atômica em 1964.

224
7) Revolução Cultural (1966-76): busca retirar traços capitalistas da China
8) Década de 1960: Aproximação China com países do 3º Mundo. João Goulart
visitou a China em 1961.
9) Guerra Sino-Soviética - 1969
10) Geisel reconheceu RPC na década de 1970.
11) 1971 - Admissão na ONU
12) 1972 - Visita do Presidente Nixon, dos EUA, à RPC
13) 1976 - Morte de Mao Tse-tung
14) 1978 - Assume Deng Xiaoping - maior abertura econômica: “socialismo de
mercado”
15) 1979 - EUA reconhece a RPC, pelo presidente Jimmy Carter, após a morte de
Mao
16) 1980 - Estabelecimento das 4 ZEEs
17) 1989 - Massacre da praça da Paz Celestial - crítica à opressão do PCC e por
melhores condições de vida dos chineses
18) 2001 - Entrada da China na OMC e fundação da Organização para a Cooperação
de Xangai (OCX)
19) 2008 - Sediou os Jogos Olímpicos de Pequim . Com a crise de 2008 observou
uma desaceleração de seu crescimento econômico, aumentando o estímulo ao
mercado interno.
20) 2012 - Assume Xi Jinping - projeção chinesa no cenário internacional. Nova
Rota da Seda
21) 2016 - Rivalidade com os EUA a partir da eleição de Donald Trump, que inicia
uma guerra comercial com a China, aumentando as taxações a empresas e
produtos chineses.

c. A questão de Formosa/Taiwan
1) 1ª Guerra sino-japonesa (1894-1895), Taiwan foi cedida ao Japão e China
abre mão de qualquer direito nas Coreias;
2) Longa marcha (1934-1935) - Disseminação do comunismo Chinês no campo,
enfraquecendo o nacionalismo do Kuomintang (paralelo com Coluna Prestes)
3) 2ª Guerra Sino Japonesa (1937-1945): Partido Comunista e Kuomitang se
unem para expulsar os japoneses com apoio dos EUA após 1941;
4) Após a 2ª GM a China retoma o território de Taiwan.
5) Em 1948, Chiang Kai Shek e a população anticomunista exilam-se em Taiwan
(kuomitang) e é fundado governo nacionalista autoritário na ilha. (Kai Shek
comandou a República da China de 1928 a 1949)
6) Há estímulo para a industrialização, abertura e desenvolvimento econômico em
Taiwan, com apoio norte-americano;
7) Taiwan se caracteriza como importante ponto de disputa entre EUA e JAPÃO x
CHINA, para limitar a influência chinesa na Ásia;
8) TAIWAN era a "China" na ONU até 1971
9) 1971 - Decisão da ONU de colocar a RPC como membro do CS/ONU no lugar
de Taiwan
10) 1972 - Nixon visita a República Popular da China (interesse comum contra a
URSS) - Diplomacia do Ping Pong
11) 1974 - Brasil fecha embaixada em Taiwan e abre em Pequim

225
12) 1978 - EUA deixa de reconhecer Taiwan como China
13) 1979 - Acordo de defesa EUA - Taiwan
14) Anos 80 - Taiwan apresenta altas taxas de desenvolvimento econômico, similar
aos Tigres Asiáticos
15) 2000 - Eleição do Partido Democrático Progressista em Taiwan, com discurso
nacionalista e de independência. Sofre ameaça da RPC e após eleito assume
discurso moderado.
16) 2005 - RPC aprova Lei Anti-Secessão - Taiwan não pode se declarar
independente/ autônoma.
17) "Uma só China" - os países devem escolher uma "China" para manter relações,
Aproximadamente 15 países mantêm relações diplomáticas com Taiwan (Na
América do Sul - Paraguai). Esses países não podem se relacionar com a RPC.
18) China busca em Taiwan mesma forma de governo de Hong Kong e Macau “um
governo, dois sistemas”, desde que a ilha abra mão de sua soberania. A questão
de Taiwan é objetivo nacional permanente da China
19) Taiwan aceita o Status Quo. Relação com RPC estagnada.

d. A relação com os Estados Unidos


1) Conflituosas desde o estabelecimento da República Popular da China, em 1949.
2) Estados Unidos somente reconheceram RPC em 1979, sob governo de Jimmy
Carter, após a morte de Mao Tse Tung (1976);
3) Os conflitos (diplomáticos) abrangem dois espectros: Regional (Taiwan, Hong
Kong, Ásia); e Global, na tentativa dos EUA de impedir a ascensão da China
como potência econômica contrapondo-se às suas ações na África, Ásia,
América Latina;
4) China depende dos EUA para manter seu crescimento econômico, devido ao
grande mercado consumidor e pela necessidade dos recursos estratégicos das
empresas norte-americanas;
5) EUA aceitam hegemonia “limitada” da RPC na região sudeste da Ásia, mas não
abdicam de exercer sua influência como potência hegemônica. Em
contrapartida, China reage à influência dos EUA na Ásia por ser sua área de
influência

e. O papel hegemônico na Ásia


1) Questões de Hong Kong e Macau:
a) Consideradas Regiões Administrativas Especiais.
b) China recuperou soberania em 1997 (Hong Kong da Inglaterra) e 1999
(Macau-Portugal)
c) A China é responsável pela defesa nacional e relações diplomáticas
desses países.
d) Moeda, alfândega, leis de imigração são com essas nações.
e) "Um país, dois sistemas” devido ao viés capitalista de Hong Kong.
2) A RPC vem assumindo cada vez mais uma posição de destaque no mundo e
não somente o papel de potência regional na Ásia. “A fábrica do Mundo”
3) O aumento dos gastos militares e o investimento em tecnologia de ponta na
área espacial, com o envio de astronautas ao espaço, infraestrutura,

226
transportes, educação, revelam a intenção da RPC de atuar como país líder na
Ásia e também como um ator significativo no cenário internacional.

4) Hong Kong
a) Ocupação britânica a partir da 1ª Guerra do Ópio (1839-42)
b) Durante 2ª GM - ocupação japonesa
c) Após a 2ª GM, Hong Kong volta para o Reino Unido
d) 1997 - Handover - transição de Hong Kong do RU para a China - 50
anos (duraria até 2047)
i) Autonomia de Hong Kong (Judiciário/ finanças e moedas/
migração)
ii) Chefe do Executivo deve ser chancelado por Pequim
e) Revolução dos Guarda-Chuvas (2014) - Democracia (fim do controle
da China na escolha de candidatos para HK)
f) Lei de Extradição, 2019 - Criminosos extraditados para Pequim para
serem julgados lá, reduzindo autonomia de HK
g) Lei de Segurança Nacional, 2019 - Terrorismo/ Separatismo/ Conluio
com forças estrangeiras - Penas duras
h) Tudo dentro do acordo com o Reino Unido 1997
i) Um país, dois sistemas (Macau 1999)
i) Hong Kong foi a porta de entrada do ocidente para o comércio com a
China. Intermédio ao sistema comunista. Aceleração do
desenvolvimento econômico chinês. Foi usada pela China para
internacionalizar empresas chinesas Ex: Tencent Holdings dona do
Tik Tok
j) Regiões Administrativas Especiais - economia liberal e centro
internacional de finanças e comércio.
k) Países realizavam tratados comerciais diferentes entre Hong Kong e
RPC
l) Refúgio para opositores chineses - Espaço Livre
m) Valores ocidentais difundidos
n) Maior PIB per capita do mundo
o) Uma das economias mais abertas do mundo

e. Focos de Tensão na Ásia Oriental:


1) Taiwan
a) Influência dos EUA, inclusive com apoio militar.
b) China quer retomar soberania na ilha (província rebelde)
2) Coreia do Norte
a) potência nuclear
b) intervenção ONU 50-53
c) paralelo 38º (área desmilitarizada)
d) Coreia Norte (socialista) x Coreia Sul (capitalista)
e) não foi feito acordo de paz
3) Mar do Sul da China
a) Ilhas Senkaku, Paracells e Spratly (arquipélago com ilhas artificiais)
b) recursos energéticos

227
c) princípio mar territorial
d) colar de pérolas

f. Diversos
1) Líder na atração de IED anos 1990, por meio do estabelecimento de empresas.
2) 1964- China desenvolve sua tecnologia nuclear (rompe relações com a URSS)
3) 1978- Deng Xiaoping, partido comunista, assume o poder- foco nas 4
modernizações(setores agrícola, industrial, cultural e defesa- apontava para
aproximação com Ocidente e busca pela posição de superpotência mundial.
4) 1979-1986 - os IED atividades de prospecção geológica, na indústria
manufatureira (têxtil e confecções de roupas) e no setor de serviços (atividades
imobiliárias).
5) 1986 - indústria de transformação e para os setores de mais alta tecnologia.
6) 1990 - indústria química, de máquinas e equipamentos de transporte,
eletrônicos e comunicações
7) década de 1990- Rússia passa a fornecer tecnologia de ponta na área espacial
para a China, reatando as relações com antigo inimigo
8) ZEEs em locais costeiros receberam grande IED devido incentivos e reduções
fiscais (inicialmente 4 ZEE: Shenzen, Cantão)
9) década 1990 - ZEEs Shenzhen, Zhuhai, Xiamen e Shantou receberam grandes
investimentos.
10) Principais países fonte IED até 2000 : Hong Kong, EUA, UE, Japão e Taiwan.
11) Inserção internacional da China:
a) manutenção de uma política cambial estável e favorável às exportações
- câmbio artificial
b) atuação de empresas na área industrial e tecnológica articulada com a
política de comércio exterior Ex: Huawei
c) ajuda econômica aos países do 3º Mundo - favoreceu sua admissão na
ONU. Ex: Tigres Asiáticos
d) Pode-se dizer:
i) Mao Tse Tung - Estabelecimento RPC, 1949
ii) Deng Xiaoping - Abertura Econômica
iii) Xi Jinping - Busca Proeminência internacional
12) Fatores de êxito da estratégia econômica chinesa:
a) a localização setorial/espacial das empresas
b) a forma assumida pela associação entre o capital estrangeiro e o capital
nacional
c) manutenção das reservas em moeda estrangeira
13) China-Rússia (atualmente): importação de armas da Rússia, aquisição porta-
avião origem russa, fonte de recursos naturais e energéticos.
14) Na esfera mundial, a China é conciliadora, e adota a indireta como estratégia
típica chinesa

EB Aula
A RPC na geopolítica:

228
1. A questão muçulmana: A RPC possui vizinhos com consideráveis reservas de
petróleo, que passaram a ser estrategicamente importantes. Os atentados terroristas em
11 de setembro de 2001, e as guerras do Afeganistão e do Iraque fizeram crescer as
tensões e disputas na região com população majoritariamente mulçumana
2. A Índia: depois do fim da Guerra Fria, as relações entre a Índia e a RPC melhoraram.
Porém, ainda existem divergências entre os países (Colar de Pérolas). A Índia
também vem se aproximando, em termos militares e estratégicos, dos Estados Unidos,
da Rússia e do Reino Unido.
3. O Japão: como aliado preferencial dos Estados Unidos. Potência econômica, mas não
militar. É um posto avançado das forças armadas norte-americanas no Pacífico. Mas
apesar de ser um potencial adversário, cada vez mais as relações econômicas entre a
RPC e o Japão, nas últimas décadas, têm aumentado em complexidade e
complementaridade. Taiwan é prioridade na Política Externa japonesa, forma de frear
o projeto de hegemonia chinesa na Ásia.
4. A Rússia passou a ser uma aliada importante desde o fim da Guerra Fria. a RPC tem
sido um dos maiores compradores de armamentos russos no mundo (porta aviões).
2012. A Rússia também pode ser uma grande fonte de recursos naturais para a RPC,
como petróleo, minérios, nas próximas décadas, aumentando o laço estratégico entre
as duas nações, que ainda têm uma fronteira em comum.
5. A península coreana é um ponto de fragilidade na geopolítica da RPC. A Coreia do
Norte é o aliado necessário, mas instável. A Coreia do Sul é um bom parceiro
comercial e tecnológico.
6. Taiwan - Para Pequim, Taiwan deve se submeter ao poder central, adotando a
solução de um país com dois sistemas. Todavia, a principal relação estratégica e
militar de Taiwan ainda é com os Estados Unidos, Essa é uma forma dos Estados
Unidos pressionarem a RPC e a ampliação da sua atuação geopolítica na Ásia, assim
como o apoio militar e estratégico norte-americano ao Japão, Coreia do Sul e
Cingapura, cercando a RPC em termos geopolíticos.
Política de “uma só China” - países devem escolher se realizam relações com a RPC
ou com Taiwan. Somente 17 realizam com
Taiwan atualmente (Ex Paraguai)
7. África e América Latina: são novas áreas de
influência: fontes de produtos estratégicos como
petróleo, minérios, alimentos. Busca por
influência nessas regiões leva a possível disputa
com outras potências, tais como os Estados
Unidos, países da União Europeia, Índia e Rússia.
Em 2007, criou uma Zona de Economia Especial
na África, onde investe maciçamente em estradas
de ferro, indústria e obras de infraestrutura. Sua
participação nos BRICS aumenta o peso
geopolítico, pois juntos representam 40% da
população global e 25% do PIB mundial. China é um grande parceiro econômico do
Brasil, com projetos na área aeroespacial e negociações para instalação de fábrica da
EMBRAER na China.

229
Investimentos Diretos Externos na China
Permitiram a inserção comercial da China no mercado internacional
Ocorreu inicialmente nas ZEE, passou pela entrada de multinacionais nas ZEE e
chegou a liberação de sua instalação fora das ZEE, mas sempre com controle do Estado
Chines
Os IDE permitiram a evolução da economia chinesa, com o desenvolvimento da
Indústria, o aumento da capacidade tecnológica e o crescimento da participação de produtos
industriais nas exportações chinesas.

ASSUNTO 113. A ÍNDIA: DA INDEPENDÊNCIA À POTÊNCIA REGIONAL

BAREMA: AS2_2013

OBJETIVOS:

- Explicar o papel da Índia nas relações internacionais, desde o movimento dos Países Não-
Alinhados (1961) até a criação do G-22 (1997) (CONCEITUAL).

- Compreender o fim dos impérios coloniais, enfraquecidos no pós-guerra, exemplificando


através da independência da Índia (CONCEITUAL)

a. Independência da Índia (1947)


i. Pós 2ª Guerra Mundial
1. Preocupação inglesa em questões internas
2. Mahatma Gandhi
a. Desobediência e resistência passiva
b. Retaliações violentas inglesas

b. Papel da Índia nas Relações Internacionais


i. Independência: 1947
ii. Uma das fundadoras do Movimento dos Não Alinhados (MNA) (1961): grupo
que não queria se alinhar nem com EUA nem com URSS. Direcionou sua
economia para o Terceiro Mundo.
iii. Blocos/fóruns: SAARC, G-20 comercial, G-20 agricultura, IBAS, BRICS.

iv. Conflitos:

230
1. China X Índia (1962): questões de fronteira com Himalaia (vitória
chinesa) - Caxemira
a. Disputa hídrica
b. Área de difícil demarcação
c. Fronteira entre Xinjiang e Tibet (Dalai Lama exilado na Índia)
d. 1996 - Acordo de Construção de Confiança - Restringe o uso
de armas de fogo (2017 - StandOff/ 2020 mortes a pauladas)
2. Índia X Paquistão (ocorre desde 1947 quando domínio britânico na
Ásia se transformou em Índia e Paquistão - Índia independente,
Paquistão Oriental e Ocidental - posse da coroa)
a. 1º Conflito (1947): pela posse da Caxemira - findou em 1948
com presença da ONU
b. 2º Conflito (1965): tentativa de Paquistão tomar Caxemira -
mediação da ONU
c. 3º Conflito (1971): fuga de 10 milhões de bengaleses para
Índia devido perseguições no Paquistão - derrota dos
paquistaneses e criação Bangladesh (Antigo Paquistão Oriental)
d. 4º Conflito (1999): posse pela Caxemira indiana - temor
mundial por ambos possuírem tecnologia nuclear.

v. Economia de 1947 a 1991 - Fechamento da Economia


1. Protecionismo - altas taxas alfandegárias;
2. Burocracia para entrada de empresas estrangeiras (obtenção de licenças
governamentais)
3. Proibição de produtos importados (à exceção de alguns medicamentos
essenciais)
4. No que tange a regulação de importação: critérios de essencialidade e
produção nacional: era restrita àqueles que não pudessem ser
produzidos de forma similar por nenhuma empresa nacional- lista geral
que continha basicamente bens intermediários.
5. Resultados:
a. falta de competitividade da produção interna perante o mercado
internacional - dificuldade das exportações
b. aumento da dívida externa;
c. baixo crescimento econômico - consumido pelo aumento
populacional de 2,5% ao ano;
d. aumento do déficit da balança comercial

231
6. Devido à participação no MNA, direcionou durante a Guerra Fria
comércio com 3º Mundo.
7. 1988 - 40% da população analfabeta - Programa “Missão Nacional
Indiana de Alfabetização”- buscou capacitar mão-de-obra, reduzir
Taxa natalidade, melhorar condições de saúde e expectativa de vida.

vi. A partir de 1991:


1. abandono de ideias socialistas e liberalização da economia - entrada
capital estrangeiro;
a. redução barreiras tarifárias à importação;
b. modernização setor financeiro;
c. ajuste na política fiscal e monetária
d. fim de licença de importação
e. subsídios às exportações removidos
f. estabelecimento de multinacionais na Índia (Mc Donalds)
g. Consequências:
i. inflação baixa
ii. crescimento econômico (5,5% ao ano)
iii. redução do déficit.
2. Choque do nacionalismo hindu com as castas inferiores e com a porção
muçulmana da população (hindu 83% X muçulmano 11%)
(PSICOSSOCIAL)
3. Tensões com Paquistão e China
4. Programas de Saúde - melhorar condições de vida
5. Integração SAARC
6. Teste nuclear indiano 1998
7. Posição combate ao terrorismo
8. Bangalore se transformou numa espécie de „Vale do Silício‟ indiano -
industrialização que potencializou poder nuclear, comunicação global e
tecnologia de satélites.
9. Em contrapartida: aumento da desigualdade social (inflação, o
desemprego)
vii. Fator de IED: mão-de-obra qualificada barata e grande mercado consumidor.
viii. Ampliou acordos políticos: IBAS e BRICS.

ix. SAARC - Associação Sul-Asiática para Cooperação Regional (1985)


1. Composta pela Índia, Bangladesh, Butão, Ilhas Maldivas, Nepal,
Paquistão e Sri Lanka.
2. ideal desenvolvimentista para a região
3. similaridades nas pautas produtivas e a superioridade econômica
indiana dificultam ampliação do comércio intrabloco
4. 1991: Comitê de Cooperação Econômica;
5. 1993: acordo preferencial de comércio
6. 2006: área de livre-comércio

232
x. Em 2003, voltaram as negociações de paz sobre conflito Índia x Paquistão (devido a testes
nucleares, EUA interessaram findar o conflito)

xi. 1999 - estreitamento Índia com EUA devido apoio do Paquistão ao Talibã.

xii. 11 de setembro de 2001


- Índia ofereceu seu apoio aos Estados Unidos na guerra contra o terrorismo, porém a
proposta foi recusada por Washington, que buscava uma aliança com o Paquistão,
geograficamente mais importante naquele momento.
- A Índia acusou o Paquistão de ter apoiado dois ataques terroristas muçulmanos, em
2001
- Durante todo o ano de 2002 a Linha de Controle foi ocupada por tropas indianas e
paquistanesas, fato que provocou medo de uma possível guerra nuclear entre os dois
países.
- A aproximação paquistanesa a grupos talibãs no Afeganistão, assim como as
profundas alterações na ordem mundial acarretadas pelos atentados de 11 de
setembro, transformaram a Índia em um grande aliado norte-americano na guerra
contra o terrorismo e um pivô na contenção de uma possível efetivação de aliança
entre o grupo Talibã e o Paquistão.
- Deste modo, a aliança entre Índia e Estados Unidos no combate ao terrorismo
diminuiu a preocupação norte-americana com o programa nuclear indiano, estreitando
as relações entre os países por meio de um acordo de cooperação nuclear em março de
2006, que manteve a Índia fora de tratados globais de não-proliferação.

xiii. Busca assento no CSNU


xiv. Apesar da aproximação norte-americana, os dirigentes indianos buscam diversificar suas
relações com outras nações - IBAS, ASEAN, SAARC.
xv. Instabilidade com China.
xvi. A NOM trouxe a aproximação americana, além de uma maior aproximação junto ao
continente asiático por meio ASEAN ou ao SAARC.

114. A ÁSIA CENTRAL PÓS-SOVIÉTICA

OBJETIVOS

Examinar a situação da Ásia Central pós-soviética, destacando a emergência do terrorismo


fundamentalista na região (CONCEITUAL).

a. Recursos naturais e jogo estratégico


1) Tadjiquistão e Quirguistão - rico em água
2) Turcomenistão, Cazaquistão e Uzbequistão - gás natural e petróleo (exporta
para Europa e Ásia)
3) Dependência do sistema soviético (CEI)
4) Disputa de influência nessa região por EUA, China e Rússia
5) Região estratégica: próximo de Afeganistão, China, Rússia, Irã
6) Pobre em biodiversidade devido clima do tipo árido e semiárido
7) Principais rios são o Syr Darya e Amu Darya, que desembocam no Mar de
Aral.
8) Mar de Aral - impacto ambiental e está secando - desvio do rio Amu Darya,

233
9) Região mais fértil da Ásia Central é atravessada pelo vale do rio Syr Darya
10) Grandes reservas de ouro no Quirguistão. Índia é um grande exportador de
ouro das minas presentes no território do Quirguistão

b. As novas repúblicas e os enclaves muçulmanos


1) Tadjiquistão, Turcomenistão, Cazaquistão, Quirguistão e Uzbequistão (TA TU
CA QUI U) - países pertencentes à URSS
2) Presenças de grupos radicais e terroristas (Talibã e Movimento Islâmico do
Uzbequistão)
3) Passaram a integrar a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) em 1991
com a dissolução da URSS (rublo soviético - moeda comum);
4) Movimentos islâmicos radicais como o Partido da Libertação (sunita) no
Tadjiquistão.
5) Guerrilha urbana Uzbequistão ataques terroristas em 2004

116. A DISPUTA PELA HEGEMONIA NA ÁSIA CENTRAL: RÚSSIA, EUA E


CHINA

BAREMAS: AF2/2019 AT5/2019

OBJETIVOS

- Comparar os interesses estratégicos das potências na Ásia Central

a. Interesses Estratégicos Ásia Central


i. “Grande Jogo”: disputa por EUA, China e Rússia por influência na Ásia
Central.
ii. Os EUA construíram (2003) o oleoduto BTC (Baku-Tbilisi-Ceyhan) e o
gasoduto BTE (Bakou-Tbilissi-Erzurum) no Cáucaso sem passar por terras
russas.
iii. BTC e BTE favorecem EUA e Europa na diversificação matriz energética.
iv. 40% do gás natural usado na Europa vem da Rússia.
v. EUA projeta construção gasoduto TAPI (isola o Irã e contrabalanceia
influência russa e chinesa na Ásia Central)
vi. Proximidade da Rússia com Ásia Central naturalmente eleva influência desse
país.
vii. China construiu estrada que liga Tadjiquistão à Xinjiang (na região noroeste
da China).
viii. Bases Militares e presença da OTAN

11) Presença China


a) Nova Rota da Seda (NRS) passa pela Ásia Central
b) OCS não se envolve em assunto democratizador na Ásia Central
c) Aproximação China - Irã (sobre petróleo)
d) Acordo China - Uzbequistão (2005) - sobre petróleo
e) Organização de Cooperação de Shangai (OCS)
i) criada em 2001 para contrapor influência norte-americana, o
terrorismo e o separatismo na Ásia Central.
ii) finalidade principal é segurança, porém trata de acordos
econômicos.

234
12) Presença EUA
a) Ataque 11 set - EUA estabelecimento de bases militares no
Afeganistão, Tadjiquistão, Cazaquistão e Uzbequistão (atualmente não
tem mais)
b) Afeganistão
i) principal porta de entrada dos EUA na Ásia Central
ii) tampão da influência chinesa na região
c) EUA possui intenções democratizadoras na Ásia Central
d) EUA cortaram verbas em 2004 ao Uzbequistão por falta de avanço na
política de Direitos Humanos
e) Bases militares e presença da OTAN

13) Presença Rússia


a) Bases russas na Ásia Central: Tadjiquistão e Quirguistão e
Uzbequistão
b) Acordo de Defesa Bilateral Rússia - Cazaquistão. 1994 e modificada
em 2020 - Educação, formação militar, fornecimento de armamento e
equipamento e treinamento conjunto
c) Comunidade Econômica Euroasiática (EURASEC) - criada em 2000
com finalidade de abolir fronteiras aduaneiras. Rússia, Bielorússia,
Tajiquistão, Cazaquistão e Quirguistão.
d) CEI

COMPARAÇÃO EUA CHINA RÚSSIA

Blocos - OCS - OCS, CEI, OTSC,


EURASEC,

Bases militares - Estabeleceu após - Tadjiquistão,


11 set Quirguistão e
- Possuia no Uzbequistão
Afeganistão
- Possuia em Manas
- Bases da OTAN
na Ásia Central

Dutos - BTC -China-Cazaquistão- -China-Cazaquistão-


- BTE Rússia-Mianmar Rússia-Mianmar
- Projeto TAPI I

Ingerência em - Busca firmar - Não faz ingerência - Apoia regimes


governos democracias na Ásia nesse assunto ditatoriais
Central

Acordos - Acordo com TA - Acordo petroleiro - Acordo de Defesa


Bilaterais TU CA QUI) para com Uzbequistão Bilateral com
elevar influência Cazaquistão
estadunidense
- Espaço para fluxo
comercial

Infraestrutura - BTC - Nova Rota da Seda - Investimento russo


- BTE passa na Ásia Central com regras mais

235
- Projeto TAPI - Comércio via estrada flexíveis que o FMI
ligando Tadjiquistão-
China
- Corredor China-
Paquistão

Terrorismo - Combate Talibã e - Apoio à Guerra


Movimento ao Terror dos EUA,
Islamico Uzbeque permitiu entrada dos
- Presença militar EUA

Psicossocial Aumento da população - Xenofobia com


chinesa (comerciantes) migrantes Tadjiquistão
em territórios da Ásia - ligação cultural por
Central serem ex colônias
URSS

Fronteiras - Uso de drones e - Monitora para - Fronteira física com


satélites para combater terrorismo e Cazaquistão
observação e conter evitar contato com
terrorismo. etnia uigur

Território - Não quer expandir - Temor na Ásia


território EUA Central de expansão da
- Aumentar sua China (elevada
influência população excedente)
geopolítica na
região

115. FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO E CRISE NA ÁSIA CENTRAL

AF2 2015 AS2 2020 AF2 2020

OBJETIVOS

Examinar a situação da Ásia Central pós-soviética (pós 1991), destacando a emergência do


terrorismo fundamentalista na região (CONCEITUAL).

a. O Caso do Afeganistão
i. Talibã: é um movimento islamita sunita extremista nacionalista que
efetivamente governou o Afeganistão entre 1996 e 2001.
ii. Talibã surgiu durante a Guerra Fria por ocasião da Guerra Afeganistão (1979-
89). Os EUA forneceram armamento ao povo afegão para derrotar a URSS.
Em seguida, Talibã domina o fundamentalismo nesse país, vindo a impor
terrorismo.
iii. Principal desestabilizador da Ásia Central
iv. 11 Set - CSNU cria a Força Internacional de Assistência e Segurança,
composta também por tropas OTAN e derrubou o regime Talibã em 2001.
Finalidade era reconstruir a ordem.

236
v. Saída do Talibã resulta na assunção de Karzai em 2004 apoiado pelos EUA.
vi. 2005 - Parceria estratégica EUA-Afeganistão para reconstrução (injeção de
milhões de dólares por diversos países) - problemas como corrupção e inépcia
dificultam a evolução política.
vii. Talibã se reorganiza e realiza insurgência. Atualmente domina grande parte do
território afegão.
viii. 2011 - Osama Bin Laden (líder da al-Qaeda) é morto no Paquistão.
ix. Fevereiro 2020 - Acordo de paz é assinado entre EUA e o Talibã. Prevê
retirada das tropas norte americanas e o Talibã se compromete a encerrar os
ataques ao governo no país, se afastar do grupo al-Qaeda e combater o
terrorismo.

b. O caso do Paquistão
i. Guerra Afeganistão (2001) provocou fuga em massa de talibãs para Paquistão.
- Mesma etnia Pasthuns
ii. 2009 - ofensivas do Paquistão contra militantes do Talibã instalados em
território paquistanes (Vale do Swat).
iii. Radicalização do Paquistão - Influências
1. Revolução Iraniana
2. Política paquistanesa em relação à Caxemira - Necessidade de recrutas
3. Guerras entre facções mujahedins após retirada da URSS em 1989
iv. Madrassas: escolas que promovem o estudo e memorização do Alcorão.
Incitam o fanatismo.
v. Proliferação de madrassas ocorre devido:
1. a corrupção
2. debilidade da educação pública no Paquistão
3. Fatores sociais - alimentação, alojamento e educação - atrai os mais
pobres

c. O Caso do Irã
i. Concentra a maior população muçulmana xiita do mundo.
ii. Influenciado pela expansão islâmica
iii. 1953 - Assunção Xá Reza Pahlavi após deposição do rei com a invasão do
Reino Unido e União Soviética - busca de petróleo durante a 2ª Guerra.
iv. Reinado do Xá Reza Pahlavi demonstrou modernização do país apesar de
traços ditatoriais - Apoio dos EUA e RU
1. Diminuição dos poderes do clero
2. Esmagamento de defensores da democracia
v. 1953 - Nacionalização da Anglo-American Oil Company
vi. 1979 - Aiatolá Khomeini inicia a Revolução Iraniana, depondo Xá Reza
Pahlavi. Estabelece-se uma República Islâmica (leis inspiradas no islamismo)
vii. Consequências Revolução Islâmica:
1. ruptura com o Ocidente,
2. hostilidade com os vizinhos árabes.
3. alteração no balanço de forças em uma região dominada por sunitas.
viii. A Constituição de 1979 (ainda vigente) instituiu um regime híbrido (uma
democracia eleitoral, com voto feminino. Sujeição ao Aiatolá

237
ix. 1979 - tomada da embaixada americana no Irã
x. 1980 - 1988 - Guerra Irã-Iraque: motivada por Saddam Hussein temer a
expansão de governo islã e desejar o domínio de rotas comerciais de petróleo.
O Iraque invade o Irã, se desgastam, mas nada aconteceu.
xi. 2005 - Ahmadinejad assume e acirra diplomacia com EUA (devido intenção
de desenvolver programa nuclear próprio e desgastes contra Israel)
xii. Doutrina Bush - EUA declara Irã, junto de Iraque e Coreia do Norte, como
Eixo do Mal.
xiii. Atualmente: CSNU diverge quanto ao programa de enriquecimento de urânio
do Irã (este país nega que seja para fins militares)
xiv. Hezbollah no Líbano se inspira na Revolução Iraniana para atingir interesses.

d. O novo Islã

FATOR DE HAMAS HEZBOLLAH TALIBÃ


COMPARAÇÃO

FORMAÇÃO 1987 1982 Surgiu na Guerra do


Afeganistão (1979-89)

ATUAÇÃO Cunho religioso e político/ações militares e Radical


terroristas

MOTIVAÇÃO Condenam a existência do Estado de Israel e Radicalismo, estabelecer


retirada de judeus da Palestina regime baseado na lei
islâmica

TERRITÓRIO E Faixa de Gaza e Sul do Líbano Afeganistão e parte


ÁREA DE Cisjordânia Paquistão
ATUAÇÃO

ORGANIZAÇÃO Religião Islâmica como pretexto para ações Religião islâmica como
POLÍTICO- políticas e militares pretexto
RELIGIOSA

AFINIDADE E Antagonismo: Israel Antagonismo: Hamas e


ANTAGONISMO Afinidade: Causa Palestina Hezbollah

APOIO EXTERNO Apoiados por países de religião islâmica Apoio dos EUA na 1ª
E INTERNO como Irã e Síria Guerra Afeganistão

238
BUNKER - 2021

UD XXI - A NOVA ORDEM MUNDIAL E O SÉCULO XXI

OBJETIVO ENGLOBANTE: Examinar os principais eventos ocorridos no mundo pós Guerra fria até o século XXI,
para explicar o estabelecimento da Nova Ordem Mundial e os novos desafios para o equilíbrio do poder.

1. ASSUNTO 125: O MUNDO PÓS GUERRA-FRIA


Objetivos:
Analisar as características centrais do mundo pós-Guerra Fria, em especial a emergência das chamadas
novas ameaças: crimes transnacionais, terrorismo, crises financeiras, proliferação de armas de destruição
em massa, operações de paz, migrações, proteção ambiental e crimes cibernéticos.

1) A Queda do Muro de Berlim e a unificação da Alemanha


a. 1985- Mikhail Gorbachev desenvolveu novas políticas:
- Glasnot- política implantada para buscar maior transparência do governo, dando
maior liberdade de expressão para a população;
- Perestroika- política de reestruturação econômica(abertura) da URSS, por
exemplo a redução de gastos com defesa para investir no setor de consumo
b. 1989-1992- Esse relaxamento permitiu o clamor nacionalista de diversas repúblicas, o que
colaborou para o fim do sistema comunista soviético:
- Alemanha Oriental- manifestações por melhores condições de vida e maior
democratização do sistema na década de 1980;
- Ínicio da derrubada do Muro de Berlim em 1989 - Marco da Reunificação
- Tratado de Unificação da Alemanha- assinado pelos dois governos alemães em 1990,
por ocasião do colapso da URSS;
- Tratado Dois Mais Quatro, as potências de ocupação(EUA, França, Reino Unido e URSS)
outorgaram a reunificação das duas Alemanhas, e, por consequência, sua
independência;
- Partidos comunistas foram substituídos por partidos pró-democracia;
- Leste Europeu e Ásia Central se libertaram da égide da “Cortina de Ferro”;
- Liberais tomaram o poder em 1991, levando o Partido Comunista a Ilegalidade;
- 21 dez 1991- líderes de países assinaram documento onde era declarada a extinção da
URSS e criação da Comunidade dos Estados Independentes(CEI);
- 1992- Gorbachev renuncia ao poder, passando a Federação Russa para as mãos de Boris
Ieltsin;
- Final da Guerra Fria marca o fim da BIPOLARIDADE entre as duas superpotências do
período(EUA x URSS);
- Estabilidade internacional e ressurgimento da liberdade;
- Fim do equilíbrio pelo terror nuclear;
- Disputas étnicas, religiosas e nacionalistas voltaram a se manifestar, por meio de
conflitos na África, Oriente Médio, Afeganistão, entre outros, para estabelecer novas
fronteiras ou sistemas político-religiosos; e
- Organismos como ONU, OEA e OTAN precisaram adequar suas ações conforme as
mudanças ocorridas no pós- Guerra Fria nos diversos aspectos.

239
2) O papel dos organismos Internacionais: a ONU, a OTAN e a OEA
a. ONU(1945)- Organização internacional criada para disseminar a cultura de paz entre as
nações e promover o respeito aos Direitos Humanos
- Adquiriu papel mais relevante no pós-Guerra Fria
- Fortalecimento com o processo de globalização, pois a interdependência entre os povos
e Estados gerava a necessidade de um órgão supranacional, capaz de solucionar ou gerir
problemas comuns da humanidade como: fome, escassez de água, danos ao meio
ambiente, aquecimento global, combustível, etc
- Conselho de Segurança da ONU (CSONU) - com o fim das decisões bipolarizadas entre
EUA e URSS, o Conselho de Segurança adquiriu maior protagonismo nas decisões sobre
guerras, intervenções, ajuda Humanitária, Missões de Paz,etc. Possui 5 membros
permanentes( EUA, RU, França, Rússia e China)
- aumento da participação ativa nas questões mundiais com envio de tropas da ONU para
manutenção da paz em áreas conflituosas(Ruanda,Haiti,Somália)
- Criação de fóruns para tratar de assuntos como terrorismo(talibã), narcotráfico(África e
Europa), aquecimento global( Protocolo de Kyoto), crise econômica, meio
ambiente(sustentabilidade,danos ambientais), entre outros
- Países em busca de cadeira permanente no CSONU - Japão e Alemanha, além dos
emergentes Brasil e Índia
- Prestígio abalado da ONU, quando EUA invadiram o Iraque(2003) e a Rússia invadiu a
Geórgia(2008), por decisões unilaterais, sem o consentimento das Nações Unidas

b. OTAN( 1949)- Aliança de Assistência Militar Mútua do Bloco Ocidental, contra a expansão
da URSS. Criada pelo Tratado de Washington.
- Com o fim do Pacto de Varsóvia, precisou redefinir sua função- desaparecimento da
ameaça de invasão militar socialista
- Assumiu a prioridade de política de segurança- cooperação entre os participantes pela
defesa dos direitos humanos
- Combate ao terrorismo- após 11 set 2001, apoiou EUA em sua campanha contra o
Talibã no Afeganistão(2001) e Saddan Hussein no Iraque(2003)
- Alargamento da Organização para o Leste Europeu - adesão da Polônia, República
Tcheca, Bulgária, Estônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Albânia e Cróacia-
fuga da influência russa
- Impasse com a Rússia- adesão de antigos membros da URSS- russos consideraram
cercamento estratégico americano
- Declaração dos EUA sobre instalação de escudo antimíssil no Leste europeu- aumentou
impasse com a Rússia
- Abertura para entrada de novos membros- busca pelo aumento da influência
geoestratégica do capitalismo
- Conselho Permanente OTAN-Rússia- Acordo de parceria assinado em Paris entre Rússia
e Otan em 1997- com adesão de países do leste europeu, a Rússia considerou a opção
de trabalhar pelas boas relações de defesa mútua com a OTAN, desde que não fossem
instaladas armas nucleares ou presença de tropas no Leste da Europa.
- Hegemonia Militar dos EUA na OTAN- elevados investimentos no setor belicista
- Aumento do raio de ação da OTAN- novo conceito estratégico de segurança, por meio
de ações contra antiterrorismo, participação em Operações de Paz(Guerra do
afeganistão- 11 set 2001), luta contra tráfico de drogas(África para Europa por
exemplo), luta contra ameaças ao meio ambiente,entre outros
- Cooperação entre OTAN e OUE (Organização da União Europeia) - projeto de
integração e segurança, com conceito de forças-tarefa conjuntas, entre a OTAN e a UE.
Destaca-se a criação da FRR( Força de Ação Rápida) da UE, liderada por França e
Alemanha
240
- estreitamento com a Rússia no combate ao terrorismo(Síria)

c. OEA(1948)- Organismo assinado dentro das Nações Unidas, com os países membros (21
participantes)comprometidos a defender os interesses do continente americano, com
soluções pacíficas para desenvolvimento econômico, social e cultural
- a partir de 1990 a ser um fórum ativo de debates entre os países da América Latina
- passou a adotar políticas de integração entre as nações participantes, debatendo sobre
os seguintes assuntos: comércio, controle de entorpecentes, repressão ao terrorismo,
questões ambientais e Direitos Humanos
- Caso Cuba- ainda não se manifestou pela democracia
- Honduras- afastamento do presidente por causas constitucionais

3) Fases do Conflito e resultados


a. ideias
4) Tratados de Paz
a. ideias
5) O Surgimento da Liga das Nações
a. ideias

2. ASSUNTO 126: OS GRANDES BLOCOS REGIONAIS


UE, APEC, NAFTA E MERCOSUL
A limitação do Estado-Nação
Os Impactos estratégico-militares
Objetivos:
Compreender a nova arquitetura das relações internacionais, com ênfase na formação de blocos
econômicos mundiais

1) UNIÃO EUROPEIA (UE)


a. Origem remonta a década de 1950: reinserção política e de retomada econômica das
potências do continente, que haviam perdido a hegemonia para EUA e URSS
b. Processo de integração:
i. BENELUX (área de livre comércio) - 1944
ii. CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço) - 1951
iii. CEE (Comunidade Econômica Europeia) - 1957 Tratado de Roma
iv. União Aduaneira (1960)
v. Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (anos 1970)
vi. Atual União Europeia - 1992 Tratado de Maastricht
vii. Reestruturação do poder dos Estados e, principalmente, uma alteração na relação do
Estado com suas fronteiras
viii. 27 Países (Reino Unido saiu 31/01/2020)
ix. Euro - não adotado por 8 países (Dinamarca, Suécia, Rep Tcheca, Hungria, Polônia,
Bulgária, Romênia, Croácia)
c. Constituição básica:
i. Parlamento Europeu: sediado em Bruxelas com representantes de todos os países
ii. Comissão Européia: órgão executivo do bloco
iii. Sistema de leis: que rege as relações dos cidadãos dos países, que podem circular
livremente dentro da UE
d. Política externa: três bases; a política comercial comum, a cooperação para o
desenvolvimento e a política de segurança comum.
241
e. Relações Internacionais: posições de protagonista, com uma política externa bem definida e
com a implantação da Política Comum de Segurança e Defesa, que prevê a intervenção da
UE em crises humanitárias e operações de paz
f. População: aprox. 512 milhões hab (7,5% é imigrante)
g. PIB - Cerca de 15 trilhões dólares (sem contar o Reino unido)

2) COOPERAÇÃO ECONÔMICA ÁSIA PACÍFICO (APEC)


a. 1989 - Tratado de Canberra - 21 países membros - Austrália, Brunei, Canadá, Indonésia,
Japão, Malásia, Nova Zelândia, Filipinas, Cingapura, Coreia do Sul, Tailândia, Estados
Unidos, China (Hong Kong), Taiwan (1991), México, Papua-Nova Guiné (1993), Peru
(1994), Rússia, Vietnã (1998), Chile (1994)
b. Objetivos: implantar a livre circulação de mercadorias, capitais e serviços; fortalecimento
diante do mercado internacional e, principalmente, ter capacidade para concorrer com a
União Europeia.
c. PIB: 46 Tri (54% do PIB mundial)
d. 43% do comércio Mundial
e. 2,6 Bilhões de Pessoas
f. Diferença para UE: APEC é focada somente nas questões econômicas.
g. Organização Política e Adm - Comitês temáticos. Ex: Comitê de Economia

3) ACORDO NORTE-AMERICANO DE LIVRE-COMÉRCIO (NAFTA - USMCA)


a. Constituído em duas etapas: na primeira, os Estados Unidos firmaram um acordo bilateral de
livre comércio com o Canadá; na segunda, em 1994, o México foi incorporado ao bloco
b. Colapso econômico mexicano de 1995, reativou as críticas de setores políticos e sindicais
dos Estados Unidos aos projetos de ampliação do Nafta
c. O Chile, que negociava a sua adesão, foi levado a orientar-se para o Mercosul.

d. Alguns efeitos colaterais:


i. subsídios à agricultura pelos EUA têm criado dificuldade para a produção agrícola
mexicana
ii. fuga das indústrias para o México e redução da oferta de emprego, por conta da mão
de obra mexicana mais barata - Indústrias Maquiladoras
iii. aumento da imigração ilegal do México para os Estados Unidos
iv. NAFTA aumentou a concentração de renda tanto no México como nos EUA.

e. 2018 - USMCA - US (Estados Unidos), M (México), CA (Canadá)


i. Motivação: Donald Trump “America First” proteção do mercado estadunidense,
prevenir a fuga das empresas americanas em busca de baixos impostos e mão de obra
mais barata
ii. PIB: 24 Tri
iii. População: 490 milhões

4) MERCOSUL
a. Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, visando reduzir as barreiras comerciais entre esses
países.
b. Inspiração na UE - Parlamento do MERCOSUL 2006
c. Zona de livre comércio
d. 1985 - Declaração do Iguaçu (Brasil e Argentina)
e. 1988 - Tratado de Integração, Cooperação e Dsv (Bra e Arg) - mercado comum em 10 anos
242
f. 1991 - Tratado de Assunção - adesão de Paraguai e Uruguai - criação do Mercosul
g. Surgiu a partir de motivações Políticas: tratava-se de romper o padrão de rivalidade histórica
entre o Brasil e a Argentina
h. 1994 -Protocolo de Ouro Preto - Personalidade Jurídica internacional - a TEC foi
implementada em janeiro de 1995
i. Venezuela - Aderiu em 2012 e está suspensa desde 2016, sendo aplicada a Clausula
Democrática do Protocolo de Ushuaia em 2017 link
j. Demais países sul-americanos - Estados Associados.
k. Bolívia tem status de associado em processo de adesão
l. Principal desafio: grau de disparidade entre as economias de seus países membros
m. Brasil detém em torno de 75% do PIB do bloco
n. Argentina um pouco menos de 23% - Uruguai (1,5%) e Paraguai (0,7%)
o. Posicionamentos comuns diante das demandas internacionais:
i. Criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) - contrários
ii. Busca por parceiros comerciais UE, CAN, o México
iii. acordo entre o FOCEM (Fundo para Convergência Estrutural do Mercosul) e o
FONPLATA (Fundo de Desenvolvimento Financeiro da Bacia do Prata) - (2018) -
apoio financeiro para o desenvolvimento regional
iv. Concluiu acordo comercial com países do EFTA (2019) - Associação Européia de
Livre Comércio (Suiça, Noruega, Islândia, e Liechtenstein)
v. Acordos em negociação que envolvem Canadá e Coreia do Sul (Brasil pode ser
beneficiado com redução ou eliminação de tarifas de 39 diferentes produtos)
vi. Acordo MERCOSUL-UE assinado em junho de 2019 (2º maior parceiro
comercial do MERCOSUL) dependente do processo de ratificação (redução e
eliminação de tarifas de produtos agrícolas, peixes, crustáceos e óleo vegetal)
Importante: manufaturados europeus/carnes, suco de laranja, café, soja e frutas
brasileiros (Questão das Patentes do setor farmacêutico) - Vídeo
- Argumento francês: contrário ao acordo - questão ambiental

5) A BACIA DO PACÍFICO
a. Noção de um bloco econômico na década de 1970, quando os chamados Dragões/ Tigres
Asiáticos – Hong Kong, Cingapura, Taiwan e Coreia do Sul – empreenderam a sua
acelerada arrancada industrial - impulsionada por investimentos japoneses diretos
(americanos indiretos)
b. Uma década depois, outros Novos Tigres Asiáticos despontavam: Tailândia, Malásia e
Indonésia - mais uma vez, os capitais industriais japoneses
c. Um pouco mais tarde, declina a importância dos investimentos americanos e, verifica-se os
investimentos internacionais provenientes de grupos econômicos dos próprios Dragões
Asiáticos. São capitais de Hong Kong, Cingapura, Taiwan e Coreia do Sul procurando
oportunidades na Tailândia, na Indonésia, na Malásia e, acima de tudo, na China Popular
d. A modernização da economia industrial da China Popular – é um componente fundamental
do chamado "milagre asiático"
i. baixos custos da abundante força de trabalho
ii. vastos recursos naturais
iii. oportunidades de investimento em infraestruturas de transportes, comunicações e
hotelaria
iv. atração das corporações empresariais asiáticas

243
v. Plataformas de Exportação: economia industrial para os mercados do Ocidente e para
o Japão
e. As ondas de investimentos internacionais e o próprio crescimento econômico regional :
i. ampliaram o consumo interno de países como Taiwan e Coreia do Sul
ii. as unidades de produção implantadas na região passaram a importar máquinas,
equipamentos e serviços das suas matrizes
iii. esses fenômenos dinamizaram as trocas intra regionais, configurando um verdadeiro
bloco econômico
f. Década de 1980 arrancava para a industrialização o segundo grupo de Dragões (Tailândia,
Malásia e Indonésia). Comércio intra regional não chegava a 40 bilhões de dólares
g. 1992 - aproximava da marca de (220 bilhões - novo polo econômico no mundo)
h. A regionalização não representa uma barreira para a globalização (blocos regionais são
incentivo a investimentos internacionais nos limites dos blocos)

a. Compreender a nova arquitetura das relações internacionais, com ênfase na formação de grandes
blocos econômicos mundiais
1) Intensificação das relações econômicas por meio de blocos internacionais de poder
2) A formação de blocos regionais
3) Multilateralidade e defesa de interesses comuns
4) Expansão dos Blocos - Aumento de influência e fortalecimento
5) A UE, principal bloco regional do mundo
a. A entrada de países do Leste Europeu e dos Bálcãs na União Europeia.
b. Atuação internacional na defesa de seus interesses, em especial no campo da agricultura.
6) A formulação do NAFTA, hoje USMCA com EUA, Canadá e México, como precursor de uma
zona de livre comércio nas Américas e forma de oposição dos EUA à UE.
7) A OEA e seu declínio nos anos 1990 e 2000, fruto de disputas políticas entre os EUA e nações
sul-americanas, que acabaram por enfraquecer o bloco.
8) O Mercosul, iniciativa brasileira e argentina para abrir as economias locais, atrair investimentos
e se opor à agenda de livre comércio dos EUA.
a. expansão do Mercosul nas décadas de 1990 e 2000, com novos membros plenos e
associados.
9) A Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN -1967: Bloco de nações do Sudeste
Asiático, tem se associado ao Japão e à UE como forma de impulsionar o bloco.
10) A APEC - bloco regional que congrega vinte e uma nações, com 54% do PIB mundial e 44% do
comércio global.
a. As cúpulas da APEC, dada a importância de países-membros no bloco geram impacto na
política global.
11) A OCS - 1996: Bloco criado pela China e com apoio da Rússia para criar um fórum eurasiático
livre da influência dos EUA.
12) A Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional - SAARC: Bloco criado por Índia,
Paquistão e países da região como maneira de integração econômica e política. Porém, os
impasses político-militares entre indianos e paquistaneses travam muito a ação do bloco.

3. ASSUNTO 127: SOB A HEGEMONIA DOS ESTADOS UNIDOS


Objetivos:
Compreender a nova arquitetura das relações internacionais, com ênfase no protagonismo norte-
americano
244
a. Generalidades
1) O poder norte-americano durante e após a Guerra Fria
a) O poder norte-americano na GF foi usado por meio de alianças e organismos multilaterais
b) com o fim da URSS, os EUA passaram a ser a força hegemônica (Pax americana)
c) Enquanto a GF dividia a atenção entre os 2 blocos, seu fim transformou os EUA no principal
alvo de críticas no mundo
d) A instrumentalização do inimigo - essencial para o projeto de construção da nova ordem
- Contenção da URSS
- contenção do comunismo
- disseminação do liberalismo

2) Fim da Bipolaridade
a) EUA compreendeu que não poderia atuar sozinho no contexto internacional
b) Temas como direitos humanos, democracia, desenvolvimento humano passaram a fazer parte
da agenda política internacional
c) Adoção do perfil internacionalista multilateral
- desenvolvida ao longo da 2ª GM
- remonta ao Idealismo Wilsoniano (1918)
d) Unilateralismo x Multilateralismo
- Unilateralismo: “Momento Unipolar” - expansão hegemônica. Desconstruindo as
alianças do pós-guerra.
- Multilateralismo - ajustes na hegemonia. Aproveitar os dividendos e expandir sua
influência e mercados. Administrar a ascensão do Japão, da China e da Europa Ocidental
como polos alternativos.

b. Governo Bush (1989-1993)


1) Defense Planning Guidance (DPG) - formulado, mas não utilizado. (Bush filho adotou).
a) defendia o exercício pleno da supremacia militar,
b) a expansão geográfica para a Eurásia;
c) a contenção da ascensão de quaisquer potências regionais no sistema.
d) princípios da unipolaridade e unilateralismo, valorizando o poder militar.
e) OIGs, canais de exercício da dominação hegemônica eram relegadas a segundo plano.
2) Continuou a reforma do Internacionalismo Multilateral - “Status Quo Plus”.

c. Bill Clinton (1993-2000)


1) Formulou a primeira nova grande estratégia do período pós-Guerra Fria
a) Visão geopolítica e geoeconômica
b) consolidação do liberalismo
c) participação de seus aliados e OIGs - compartilhamento de responsabilidades, tarefas
d) diminuição do ônus para os norte-americanos
e) Inimigos: Estados que não participassem deste núcleo democrático e compartilhassem
seus valores
f) contrapunha-se a mesma agenda do DPG
2) Transformações socioeconômicas domésticas acentuaram as fragmentações do país, com
impactos sobre a formulação de políticas e decisão - Eleição de Bush

245
d. Gov George W. Bush Filho (2001-2009)
1) Imediatamente após o 11 de Set 2001
a) Gerou um consenso artificial em torno de políticas neoconservadoras (após perda da
invulnerabilidade norte-americana)
- ascensão de linhas conservadoras e controle à democracia
b) retrocesso na agenda internacional
- crescimento do unilateralismo
- subvalorização das alianças e tratados internacionais (priorizava as conversas bilaterais
(não valorizou o ambiente multilateral)
2) Divisão do mundo entre o "bem" e o "mal"
a) Bem - apoiam os EUA
b) Mal - contra os EUA ou não apoiam as decisões do Gov
- Países pertencentes ao Eixo do Mal: Iraque, Irã e a Coreia do Norte (principais)
- intensificação do projeto nuclear desses países (Irã e Coreia do Norte)
- VEN, Cuba e Síria - fortaleceram alianças alternativas
c) Planejamento de ataques preventivos contra possíveis inimigos (Ação Preventiva)
d) Aliados buscaram coalizões (OCS, IBAS, G-20s)
e) A hegemonia passou a ser vista como elemento de desordem

3) Ato Patriota
a) Decreto assinado por George W. Bush logo depois do 11 Set
- Interceptação de ligações telefônicas e emails de organizações supostamente envolvidas
de terrorismo, sem necessidade de autorização da justiça

4) Sem esforço diplomático para criar um sentimento pró-americano no mundo – Bush realizou
poucas viagens diplomáticas internacionais. - Na guerra contra o Iraque, os Estados Unidos estavam
virtualmente sozinhos

5) 2003 – aumento dos investimentos em defesa (maior dos últimos 20 anos)

a) Deter os Estados párias em sua capacidade de empregar armas de destruição em massa.

b) Prover bases seguras para a projeção de poder ao redor do mundo (verdadeira razão)

6) Forte protecionismo comercial


- exercendo pressões econômicas unilaterais
- adotando processos de retaliações sem amparo em tratados internacionais

- Criação de mecanismos de assistência para as corporações nacionais (enfrentar o


imobilismo tecnológico industrial)

- Barreiras para transferência de tecnologias que poderiam beneficiar países em


desenvolvimento (fornecedores de matérias-primas)
7) A imposição da “Pax Americana” sofreu reveses na política Internacional – Aumento do número de
países ou populações hostis aos Estados Unidos.

8) As duas guerras e a agenda dos EUA acentuaram o isolamento e a superextensão imperial - ajudou
na disseminação da crise financeira de 2008.

246
9) 2006 - democratas recuperam a maioria no legislativo (pós-reeleição)
a) Condoleezza Rice - Departamento de Estado
- amenizou o unilateralismo e unipolarismo (introduziu tema com "a diplomacia
transformacional" e "multilateralismo assertivo")

10) Os EUA conduziu erroneamente a campanha contra o terror e a sua legitimidade.

a) Desrespeitou o entendimento do Conselho de Segurança, que reclamavam por mais


provas sobre a posse de armas de destruição em massa pelo Iraque.

b) Ingerência unilateral fez com que seus aliados perdessem seus investimentos - como
Inglaterra e França (distribuição das tarefas de reconstrução do Iraque antes do fim da
guerra)

11) Diferenças em relação ao Gov Bill Clinton - Política Externa


a) Bombardeio ao Iraque - desconsiderou a opinião da comunidade internacional
b) Expulsão de diplomatas russos - suspeita de espionagem
c) rejeição ao tratado de Kyoto (2001) - prejuízos às indústrias norte-americanas
d) Elevação de Rússia e China à condição de competidoras estratégicas, ao invés de sócios
estratégicos
e) 2001 - rompimento de acordos estratégicos - criação do sistema antimísseis balísticos com
extensão ao leste europeu - Queixas russas - ABM (tratado sobre mísseis balísticos 1972)
f) Não ratificação do CTTB (Tratado para Banimento de Testes Nucleares)
g) Pressões para aceleração da ALCA, atropelando a América Latina
h) Tratado contra imigrantes latino-americanos
i) Crise com China - apoio à Taiwan e venda de armas
j) Isolamento no processo de paz entre Israel e Palestina

e. Gov Barack Obama (2009-2017)


1) Estratégia de Segurança Nacional (NSS-2010)
a) Substituição da Doutrina Bush
b) Guerras do Afeganistão - “guerra da necessidade” e do Iraque - “guerra de escolha”.
i) Retirou tropas do Iraque até 2011
ii) Aumentou tropas no Afeganistão, a
c) Oposição ao unilateralismo, unipolarismo
d) aborda o multilateralismo, o multipolarismo e a cooperação (tom progressista)
- abertura para temas sociais, ambientais, direitos humanos, C&T
- não abre mão da supremacia militar
e) Necessidade de investir no fortalecimento do sistema internacional
- face aos desafios transnacionais
f) Define como inimigos:
- Al-Qaeda e seus afiliados

g) EUA precisam investir no fortalecimento do sistema - EUA e seus parceiros exercem um papel
construtivo e democrático.

i) Políticas equilibradas e de cooperação entre os EUA e potências regionais na


Europa, Ásia e Américas

247
ii) Abordagem integrada de Seg regional e global

iii) Coop entre os EUA e potências regionais na Europa, Ásia e Américas

iv) Relações bilaterais com a China, a Índia e a Rússia

v) Alianças bilaterais com Estados emergentes em processo de afirmação (Brasil).


h) Descompasso / contradição
- apoio às ações de repressão de Israel à Faixa de Gaza
- Busca de sanções unilaterais no CSNU
- Contra o Acordo Tripartite BRA-Turquia-Irã
- criou o grupo P5+1: novo acordo nuclear do Irã (2015) - enriquecimento até 5% e retirada
de sanções econômicas (Trump se retirou do acordo)

4. ASSUNTO 128: OS CRIMES ORGANIZADOS TRANSNACIONAIS


Objetivos:
Examinar a nova ordem mundial, as novas ameaças e a limitação dos atributos do Estado-Nação

a. Generalidades:
1) Crime organizado (CO): é qualquer grupo que tenha uma estrutura formalizada cujo objetivo seja
a busca de lucros através de atividades ilegais. É atualmente uma das maiores ameaças ao equilíbrio
internacional.
2) Fatores que favoreceram a transnacionalização do crime organizado:
a) fim da ordem bipolar (fim fronteira ideológica)
b) emergência de atores não estatais (maior facilidade de circulação internacional)
c) globalização (maior facilidade de transporte pessoas e mercadorias)
d) revolução informacional (facilita o comando e controle das redes de tráfico)
3) 3 Vertentes do crime organizado:
a) tráfico de armas;
b) tráfico de drogas; e
c) tráfico de pessoas.

b. Tráfico de armas
1) Importante e lucrativo crime (mais de 300 bilhões dólares ano)
2) movimenta armas obtidas de forma ilegal (roubo, desvio de unidades militares e policiais, mercado
negro)
3) Na América Latina, dá suporte às organizações criminosas, como as do narcotráfico (fornece fuzis,
pistolas, armamento anticarro);
4) Dificuldades do Brasil no combate: Fiscalização precária e desvios de armas;
5) 3 rotas de chegada:
a) Paraguai - Sul do Brasil (armas exportadas para o PAR legalmente);
b) Holanda - Suriname - Norte do Brasil e portos no SE e S;
c) EUA - Panamá e México - Aeroportos do Brasil (principalmente RJ e SP);
6) Outro ponto que alimenta a atividade são os desvios de armas de empresas e instituições públicas,
por meio do furto ou corrupção de agente públicos.

c. Tráfico de drogas

248
1) Traficantes exercem forte domínio nas áreas produtoras e consumidoras, ocasionando o
esvaziamento da presença do Estado. Ocasiona o surgimento de liderança paralelas que controlam
tais regiões (Ex: milicias)
2) Mercado que movimenta bilhões de dólares no mundo e mais de 500 milhões no Brasil
3) Produtores: América do Sul e Ásia são os maiores: Afeganistão(ópio), Peru e Bolívia(folha de
coca), e Colombia(refino da cocaína).
4) Centros de consumo: Brasil, Venezuela, Paraguai, Irã e México
5) Rotas: Os países ricos, como os EUA, Canadá, Europa Ocidental, Japão e Austrália.
6) Lavagem de dinheiro: Suíça, Ilhas Cayman, Hong Kong.
7) Fornecedores de substâncias químicas para refino: Suíça, Alemanha e Estados Unidos
8) EUA é país com maior número de consumidores e país que mais combate o narcotráfico
9) Estados Unidos se utilizam da justificativa do combate ao narcotráfico para intervir em países,
como o México, a Colômbia e o Afeganistão;
10) A política de combate ao tráfico facilita a venda de tecnologia para os países que sofrem pressão
para conter a produção das drogas. A venda e instalação de antenas e equipamentos do programa
SIVAM, por empresa americana, constitui um exemplo;
11) O tráfico de drogas tem servido para financiar forças militares em conflitos armados. Como as
FARC na Colômbia e os Paquistaneses na Caxemira;
12) Os Países desenvolvidos, notadamente os EUA, passaram a entender o narcotráfico como ameaça
externa, justificando, assim, extrapolar suas fronteiras para combater as Organizações
Narcotraficantes. Ex: Plano Colômbia 1999;
13) Um elemento central na estratégia americana de combate ao narcotráfico tem sido o fortalecimento
das fronteiras e recrudescimento de medidas anti-imigração;
14) A alta demanda influência no crescimento do Tráfico. Tentativas de interferir na oferta não foram
suficientes para acabar com o vício/consumo;
15) Estima-se que 2 milhões de pessoas estão diretamente empregadas no narcotráfico;

d. Tráfico de pessoas
1) Tem como finalidadade:
a) trabalho escravo ou análogo à escravidão,
b) exploração sexual e
c) tráfico de órgãos;
2) Atividade criminosa lucrativa (mais 30 bilhões dólares);
3) No Brasil existe o tráfico interno e também externo, sendo destino de homens, mulheres e crianças
para fins de trabalho escravo e exploração sexual;

e. Examinar a nova ordem mundial, as novas ameaças e a limitação dos atributos do Estado-Nação:
1) Indústria do Crime se tornou Globalizada, mas o combate é Estatal;
2) Atividades criminosas transnacionais: extrapolam fronteiras formais dos Estados. Esse fato
dificulta o controle, "justifica" intervenções em países produtores;
3) As atividades criminosas são altamente lucrativas, fomentando seu crescimento
4) Em alguns países, as atividades criminosas, notadamente o Narcotráfico, ainda que ilegais, são
responsáveis por parte representativa da economia, o que desestimula o controle por parte desses
Países;
5) O combate a essas atividades esbarra nas questões de Soberania e nas relações internacionais dos
Países, dificultando a aplicação de medidas efetivas;

f. Apresentar o papel do Estado-Nação e as novas doutrinas de defesa e segurança


249
1) Promover a integração multilateral para combate efetivo;
2) Combater o consumo de drogas, como forma de enfraquecer as Organizações Criminosas;
3) Fiscalizar as fronteiras para combater a entrada de ilícitos;
4) Realizar o intercâmbio de informações, tecnologias e doutrinas de combate aos ilícitos;
5) Controlar as atividades financeiras de forma a impedir o financiamento;
6) Formação de organismos intergovernamentais com pauta na segurança e defesa: OCS, OTCA,
ZOPACAS.
7) BRASIL
a. Controle das fronteiras - SISFRON
b. Desenvolvimento do sistema de monitoramento - SIVAM e SIPAM
c. Adoção de uma legislação apropriada - LC 97/99 e Lei do Abate 2004
d. Ampliação da cooperação internacional - EUA na Colômbia e no Paraguai

5. ASSUNTO 129:TERRORISMO INTERNACIONAL


Objetivos:
- Examinar a nova ordem mundial, as novas ameaças e a limitação dos atributos do Estado-Nação
- Apresentar o papel do Estado-Nação e as novas doutrinas de defesa e segurança

IC: Terrorismo: modo de impor a vontade pelo uso do terror (obtido pelo uso de violência física ou psicológica)

a. Generalidades
1) Globalização do terrorismo - terrorismo trascende as fronteiras nacionais, uso da mídia para
recrutar, diseminar mensagens, doutrinar e expor seus atos.
2) Terrorismo cibernetico: ataque a computadores e redes de informação (Ex: 2017 ataque a sites de
bancos e governos)

b. Origens, a linha político-ideológica e o radicalismo;


1) Terrorismo de Estado:
a) Uso de violência de governantes contra a população - terror por meio do poder do
Estado. Ex: Revolução Francesa (Robespierre - Jacobinos) (1793-1794), Holocausto na
Alemanha Nazista, Domínio do Japão sobre a China durante 2ª Guerra Mundial.

2) A partir de 1990: terrorismo político sobrepujado pelo terrorismo religioso


a. Luta contra a intervenção Ocidental
b. 11 Set 2001 - Ataque às Torres Gêmeas - Símbolo do desenvolvimento Econômico e da
Hegemonia Cultural - World Trade Center. Ataque ao símbolo da proeminência militar
- Pentágono. Tentativa de atingir o Símbolo Político - Casa Branca

c. O caso do terrorismo islâmico;


1) Organizações terroristas do OM e Norte da África
a. Hezbollah – Líbano 1982
b. Hamas – Sunita, aproximadamente 1980, Cisjordânia.
c. Irmandade Muçulmana –Egito 1928. Formou o partido político Liberdade e Justiça –
2011.
d. Jihad Islâmica Egípcia – fim da década de 70.
e. Al Qaeda – Meados de 80. Afeganistão – formada por células colaborativas.
f. Talibã – Afeganistão – surgiu com a invasão soviética no Afeganistão. Governou o
Afeganistão de 1996 a 2001.

250
2) Formas de atuação: desvio de aviões, decapitações, ataques a bomba.
3) Exemplos de ataque: 11 de setembro, França Boate Bataclan, Alemanha.

d. O novo tipo de guerra.


1) O Estado passa a ser questionado de sua capacidade de proteção (sensação de impotência
estatal)
2) Os movimentos rebeldes passaram a apelar para o terrorismo como forma de política de
libertação.
3) Forma de atuação
a) Comoção ligada à Constância e Região do Mundo (Diferença entre um atentado no
Iêmen e na França - menos mortes e mais comoção)
b) Exploração da mídia (Jornais potencializam os efeitos do atentado)
c) Imprevisibilidade (Ex: 11/09/2001)
d) Guerra na Síria (Terrorismo Estatal)
e) Ameaça aos Curdos na Turquia (Terrorismo Estatal)
f) Lobo Solitário (atentado na Maratona de Boston)

4) A reação dos EUA


a) Guerra Preventiva (Estratégia de Segurança Nacional de George W Bush) - Doutrina
Bush
(1) Aparato de Segurança em Aeroportos, Fronteiras, Metrópoles - Antiterror
(2) Ação Preventiva contra o Eixo do Mal - oriundos do povo Árabe
(3) Conclamação da "Fronteira Moral" - convoca a participação de outros países.
(4) Orientação populacional.
b) Guerra ao Talibã
c) Segunda Guerra do Golfo
d) Controle de imigrantes
e) Doutrina Obama (ataques Cirúrgicos)
f) Ato Patriota
(1) Quebra de sigilo bancário e fiscal
(2) Liberdade para Agências de Inteligência
(3) Investigação de meios de Comunicações dos cidadãos

e. Examinar a nova ordem mundial, as novas ameaças e a limitação dos atributos do Estado-Nação

Novas ameaças
1) Terrorismo
2) Crimes transnacionais
3) Crimes cibernéticos
4) Crimes ambientais
5) Crimes financeiros
6) Governança Internacional
7) Separatismos
8) ONG
9) Multinacionais
10) Opinião pública
11) Mídias Sociais
12) Segurança Alimentar
13) Segurança Energética
14) Segurança Hídrica
251
15) Segurança nas fronteiras

6. ASSUNTO 130: A AMÉRICA DO SUL


Objetivos:
Compreender os conflitos políticos e militares no mundo. As repercussões no Brasil.

Compreender os conflitos políticos e militares no mundo


- Questão Caxemira entre China e Índia
- Guerra Civil Síria
- Guerra Civil Iêmen
- Conflitos no Golfo Pérsico (EUA e Irã)
- Conflito Armênia e Azerbaijão
- Disputa na Ásia Central (EUA x China x Rússia)
- Disputa Mar Sul China
- Árabes x Judeus
- Questão Migratória (refugiados)
- Movimentos nacionalistas europeus
- Guerras civis África
- Questão Curdos

a. As FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia);


1) Ambientação
a) Final da década de 1990 – vitória esquerda em eleições democráticas.
b) Alteração equilíbrio de poder na política regional
c) Políticos dessa “nova”esquerda eram Ex guerrilheiros
d) Alguns Movimentos passam a exercer papel relevante
e) FARC – Maior desses movimentos. Maior grupo guerrilheiro da AS
i. Colômbia, EUA , Canadá, ONU e UE consideram Org Terrorista
ii. Outros países Latino Americanos consideram como “insurgentes” (Cuba, Bolívia, Brasil -
tem que ver se Bolsonaro não mudou)

2) Histórico
a) 1964 - surgimento como um Ala militar do Partido Comunista Colombiano, sob impacto da
Revolução Cubana
b) Entre 1960 – 1970 - Luta contra o governo central.
c) APD 1980
- Acrescentou sigla EP (FARC-EP) Ejército del pueblo
- Repressão do Gov COL - Associação com o tráfico de drogas (cocaína) (Segurança dos
produtores / depois assumem produção )
- Assume caráter de Mov narco guerrilheiro - ocorre Separação do PC Colombiano
- Formação do PC Colombiano Clandestino

d) 1990 - Negociações com o governo colombiano de Andrés Pastrana Arango:


> Zona desmilitarizada 42 mil km²
> Crítica - Acordo não previu cessar hostilidades / FARC ampliou poder militar ao
mesmo tempo em que negociava paz.

252
e) 2001 - Prisão de membros do Exército Republicano Irlandês (IRA) em Bogotá - Possíveis
ligações FARC e outros Grupos Terroristas

f) 2002- Gov Uribe


- Dura campanha militar contra FARC c/ Ap dos EUA (PLANO COLÔMBIA-1999)
PLANO COLÔMBIA:
- Combate a produção e o tráfico cocaína
- Mais de US$ 1 Bilhão, para Treinamento e Eqp das FFAA Colombianas
- Aumento presença EUA área de interesse geopolítico/ posição estratégica e riqueza em
recursos naturais (petróleo, gás, carvão) e minerais
g) 2008
- Resgate de reféns Ingrid Betancourt - Senadora
- Morte de líderes: Marulanda Vélez, "Tirofijo", Cmt e fundador das FARC-EP; e Raúl Reyes,
zero dois da organização
- Invasão Colombiana do Espaço Aéreo do Equador para executar ação contra FARC criou
tensão entre os Governos.
- FARC se autodenominam “bolivariana” recebem, supostamente, o Ap de Hugo Chávez
(contrário ao Gov de Uribe)
(1) Tensão também com Gov Venezuela

Atualmente “do branquinho”


- 6 a 8 mil membros (esse nr antes chegou a 16 mil)
- presente em 20% do território COL (Chegou a ser de 40%)
- Tem baixa popularidade. Rejeição 93%
- Ações Gov Uribe resultaram menor índice violência dos últimos 20 anos
3) Características
a) organização de inspiração comunista, autoproclamada guerrilha revolucionária marxista-
leninista, que opera por táticas de guerrilha e lutam pela implantação do comunismo na
Colômbia
b) Luta contra privatização dos recursos naturais / contra corporações multinacionais

4) Formas de atuação
a) Táticas de guerrilha; Extorsão; Sequestro; Ações armadas de médio porte; Tráfico de drogas
(APD 1980)
b) Sequestros
a. chegou a ter mais de 700 reféns
b. intenção de trocar reféns por integrantes presos em Bogotá
c. Políticos influentes são trunfos dos Guerrilheiros

5) Posição brasileira
a) O Brasil apoia o governo da Colômbia no combate à guerrilha. Em meio à crise diplomática
envolvendo a Colômbia, o Equador e a Venezuela, o ministro das Relações Exteriores do Brasil,
Celso Amorim, Ernesto Araújo, afirmou, no Senado, que o Brasil não é favorável a um diálogo
político com os dirigentes das Farc e impôs, como condição para uma eventual negociação,
que a guerrilha libertasse todos os sequestrados.

b. O Bolivarianismo
- Ideologia baseada nas ideias defendidas por Simon Bolívar
- Características:
253
1) Busca por Justiça social e Benefícios sociais amplos
2) Repúdio à intromissão estrangeira nas nações latino americanas
3) Repúdio à dominação capitalista (maior ingerência do Estado nos campos do poder nacional)
4) Aliança entre países AL
5) Incorporada ao discurso Gov esquerda APD década 2000
- Principal seguidores / Inspiração para outros Mvt:
6) HUGO CHÁVEZ (1999 - 2013) (Adaptou para “Chavismo”)
7) Também serve de inspiração para as FARC
8) Oposição liberal (dentro do país) e Gov democráticos em geral
9) Ambos acusam governos chavistas de subverter democracia e implantar regime com inspiração
marxista-leninista, a exemplo de Cuba

- Medidas adotadas Gov Chavistas/Bolivaristas


1) reformas constitucionais
2) Ampliação de mandatos e Nr de reeleições
3) Restrição de liberdades de imprensa e funcionamento das oposições políticas
4) Aumento de poder do Executivo
5) Nacionalização de empresas de capital estrangeiro
6) Aproximação Gov autoritários
7) Reforço política armamentista
8) Antiamericanismo
9) Apesar de críticas dos EUA, Colômbia e Chile, o IDH Venezuelano obteve bons índices (melhor
que o do Brasil em 2006)
10) Política Externa Chavista
- Buscou alianças fora EUA / Europa - Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa
América – Tratado de Comércio dos Povos (antiga Alternativa Bolivariana para as
Américas – ALBA).

-Posição brasileira
FHC - Condenou golpe que tentou depor Chávez (2002)
Alinhamento Lula Dilma
Bolsonaro contra

c. O ocaso cubano
Generalidades
1) EUA e Cuba não mantém relações diplomáticas formais, mas mantem missões dentro das
Embaixadas da Suiça, que realiza funções consulares, SFC não entendi
-Histórico
2) 1958 Embargo venda de armas dos EUA (Gov Fulgencio Batista)
3) 1959 Revolução Cubana-inspirou muitos regimes esquerda na AL
4) 1960
a) EUA para de vender petróleo para Cuba
b) URSS vende petróleo para Cuba
c) Refinarias (empresas dos EUA) se recusam a refinar petróleo soviético
d) Cuba “nacionaliza”empresas
e) Embargo de Exportações (exceto alimentos e remédios)
5) 1961 - Baía dos porcos
6) 1962
254
a) Suspensão Cuba da OEA
b) Crise dos mísseis
7) Fim Guerra Fria 1991 – Crise em Cuba (Embargo EUA + Retirada de subsídios da URSS)

-Embargo Econômico imposto pelos EUA


8) Nem todo comércio é proibido;
9) EUA são o 7º Exportador de alimentos para Cuba (pagamento antecipado e a vista)
10) Embargo já foi condenado na ONU - Pode ter mais ajudado que atrapalhado o regime castrista.
Isentou da responsabilidade pelos problemas sociais, transferindo a “culpa”para os norte-americanos.
11) Politicamente o isolamento de Cuba dificulta relações dos EUA com a AL. Colaborando para a
aproximação das esquerdas com o Gov castrista.
12) Em 2009, a suspensão de Cuba da OEA foi revogada, sendo estabelecida uma série de normas de
respeito aos direitos humanos e ao regime democrático para seu retorno integral. Até o momento, o governo
cubano não demonstrou interesse em alterar o seu status quo para retornar à OEA.
13) 2009 2017 - Governo Obama se aproximou de Cuba. Flexibilização de negócios e viagens.
14) APD 2017 - Gov Trump voltou a reforçar regras de restrições flexibilizadas por Obama.
- 2019 - Brasil votou a favor do Embargo Americano a Cuba na ONU pela primeira vez, acompanhando o
voto norte americano. (EUA, BRA e ISRAEL)

b. O Sendero Luminoso Partido Comunista do Peru ��- Sendero Luminoso (PCP-SL) - FORA DO
BRANQUINHO E EBAULA
1) Generalidades
a) Criação: Década 1960
b) Inspiração maoista. Formado por um grupo de intelectuais, entre eles Abimael Guzmán,
professor de filosofia na Universidade de Ayacucho.
c) Em português, o significado do nome do partido é “Caminho Iluminado”
2) Obj grupo
a) acabar com as instituições capitalistas e burguesas do Peru por meio de uma revolução
comunista liderada pelos camponeses.
3) Recrutamento: as camadas mais baixas da população peruana: os filhos dos camponeses e índios
que não conseguiram adaptar-se às cidades desenvolvidas
4) Histórico
a) anos 60: ficou bastante conhecido por atacar propriedades rurais sem qualquer aviso anterior.
b) anos 70: parte da guerrilha no campo para os ataques em ambiente urbano.
c) anos 80 - Época em que o regime militar terminava no Peru
(1) o partido começa a boicotar seções eleitorais e aumenta suas ações violentas, chegando a
fazer um esboço do que seria uma grande revolução no país.
(2) Expansão do Nr de participantes e áreas de ocupação, que agregavam o Sul e a região
central peruana, além da área suburbana de Lima.
d) anos 90:
(1) o líder Guzmán foi capturado;
(2) enfraquecimento do Sendero;
(3) As ações do partido começam a ficar cada vez mais raras.
e) 2002 - Um dos últimos grandes atentados do grupo foi um ataque à bomba que ocorreu na
embaixada dos EUA em Lima. Nesse ataque, 10 pessoas perderam a vida e 30 ficaram feridas.

d. A Venezuela e o Equador- FORA DO BRANQUINHO E EBAULA

1) VENEZUELA
255
a) Independência. Declarada em 1811. Reconhecida 1845
b) 1922 - Início exploração petróleo
c) Alternância entre ditaduras e breves períodos democráticos desde início Séc XX
d) 1960 - Movimentos guerrilheiros. Destaque para Forças Armadas de libertação nacional e o
movimento da esquerda revolucionária
e) 1973
(1) Crise petróleo. A alta de preços aumentou a renda da Venezuela.
(2) Indústrias petrolíferas foram nacionalizadas em 1976
(3) Aumento dos gastos públicos.
f) 1980
(1) Crise e queda do preço do petróleo.
(2) Agravamento indicadores sociais
g) 1989
(1) Caracazo
(a) Rebelião popular ocorrida em Caracas. Vandalismo e forte repressão do governo.
(b) Catalisador do movimento bolivariano. (Liderança Hugo Chávez)
h) Hugo Chávez
(1) 1992- Então TC, tentou golpe militar
(2) 1997-Criou MVR Movimento V República.
(3) Eleito 1998
(4) Reeleito 2000 e 2006
(5) Pôs em prática diversas medidas para aumentar os poderes do executivo e se perpetuar no
poder.
(6) Forte intervenção do estado na economia
(7) Crítico do neoliberalismo / imperialismo EUA
(8) Políticas de inclusão social e transferência de renda aumentaram a popularidade
(9) Promoveu criação UNASUL e ALBA
(10) Redução da pobreza. Principal legado social.
i) Nicolas Maduro
(1) 2012 (interino / eleito 2013) até atual
(2) Agravamento crise
(3) Escassez produtos básicos
(4) Protestos / repressão violenta/ crise migratória
(5) Reeleito 2018. Pleito controverso.
(6) Geografia…

2) EQUADOR
a) Independência 1830
b) Séc XIX e XX - alternância entre conservadores e liberais no poder
c) 1932 José Maria Ibarra. Líder populista
d) 1942 Protocolo do Rio. Fim da guerra contra o Peru. (MOMEP) ?????
e) 1972
(1) Golpe militar. Derrubou Ibarra.
(2) Industrialização. Reforma agrária. Financiados pelo petróleo.
f) 1978
(1) Redemocratização
(2) Nova constituição 1979.
(3) Presidente Jaime Roldos Aguilera
256
g) 1981 Novo conflito com Peru. Rg Paquisha.
h) 1990 Crise econômica e política
i) 1998 Acordo paz com o Peru
j) 2000
(1) Manifestações populares grupos indígenas
(2) Exército e polícia se recusam a combater.
(3) Junta militar se posiciona contra o governo
(4) Presidente Mahuad obrigado deixar o cargo
(5) Assume o vice presidente Noboa
k) 2003 a 2005
(1) Cel Lucio Gutiérrez, membro da junta militar assume a presidência. (2003 a 2005)
(2) Derrubado por manifestações populares
(3) Assumiu o VP Alfredo Palácio (até 2007)
l) 2007
(1) Rafael Correa assume presidência
(2) Postura nacionalista
(3) Oposição FMI e Banco Central
(4) A favor maior exploração petróleo
(5) Possuía uma plataforma política, econômica e social além de ter habilidade para
comunicar-se com a população indígena do Equador em seu idioma Nativo.
(6) Sua orientação política era esperada pela doutrina social da igreja mas foi associado a
Chavez e Morales identificando-o com a denominada esquerda Progressista nacionalista.
m) 2010
(1) Crise. Protestos de policiais contra nova legislação que reduziu os salários.
(2) Ocupação aeroporto Guayaquil e Congresso
(3) Confrontos entre tropas
(4) Declarado estado de exceção
(5) Hugo Chávez acusa EUA de estarem envolvidos nas rebeliões no Equador
(6) Rafael Correa ainda conta com apoio popular (75%)
(7) OEA E MERCOSUL manifestaram apoio ao presidente Rafael Corrêa
n) 2017
(1) Eleição de Lenín Moreno como presidente (partido Alianza PAIS) pró governo
(2) Caráter conciliador.
(3) Neoliberal. Redução da despesa pública liberalização do Comércio flexibilidade do
código de trabalho
(4) Combate à corrupção.
(5) Reaproximação com o FMI e Banco mundial. Obteve empréstimo em 2019.

- Ligação entre o Bolivarismo e o “Socialismo do Século XXI" com Nacionalismo, Radicalismo e


Socialismo
- O forte peso do nacionalismo no desenvolvimento dos Estados latino-americanos.
- A conjunção entre o nacionalismo latino-americano e o anti-imperialismo.
- O peso do radicalismo na cultura política latino-americana, desde os tempos coloniais até os dias
atuais em alguns países, caracterizando instabilidade.
- A incapacidade do Estado em resolver questões sociais, criando revoltas em diversos países da
região.
- O domínio político das oligarquias e a falta de oportunidades sociopolíticas para a população em
geral.
- A influência do Socialismo na América Latina durante o século XX, em especial a Revolução
Cubana de 1959.
257
- As técnicas guerrilheiras socialistas: o foquismo de inspiração cubana e as guerrilhas na
região.
- A ascensão de Hugo Chávez em 1999 e a transformação da Venezuela em país bolivariano, com
poderes concentrados no Executivo em detrimento do Legislativo e do Judiciário, com um
sistema de referendos populares que favorece o primeiro.
- A criação de um eixo de países bolivarianos na América Latina, com Venezuela, Equador, Cuba,
Bolívia e Nicarágua, através da 1ª Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América"
(ALBA).
- A agressiva política externa chavista, contestando os laços da América Latina com EUA e
Europa e buscando parcerias com outros países como a Rússia.
- A radicalização do Bolivarismo com as restrições à liberdade de expressão e de imprensa, em
especial na Venezuela.
- A distribuição de renda com caráter populista e a nacionalização de empresas estrangeiras,
medidas políticas radicais comuns do Bolivarismo no campo econômico.
- O esmagamento das oposições políticas através de leis ou coerção por militantes, outro traço
comum e radical do Bolivarismo.
- A eleição de inimigos regionais periodicamente bem como uma política armamentista para
causar instabilidades na região, como nos diversos eventos em que a Venezuela ameaçou a
Colômbia.

7. ASSUNTO 131: OS DIREITOS HUMANOS COMO FATOR DE POLÍTICA INTERNACIONAL


Objetivos:
Analisar a efetividade dos Direitos Humanos nas relações internacionais desde o seu surgimento até os
dias atuais
ONU
a. Histórico:
1) Declaração Americana de Independência (1776): constou direitos do homem numa Carta
Constitucional pela 1ª vez.
2) Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789): feita na França, ampliou o campo
dos direitos nas áreas dos direitos econômicos e sociais.
3) Criação da ONU (1945): objetivo de manter a paz mundial, proteger os Direitos Humanos,
promover o desenvolvimento econômico.
4) Declaração Universal dos Dir. Humanos (1948): ONU cria como documento referência no
mundo nesse assunto.
5) Tribunal de Nuremberg (1945-46): estabelece a responsabilidade individual pela proteção dos
Direitos Humanos.
6) Entre 1947 e 1966, considera-se que a ONU esteve na fase abstencionista, preocupada com
redação de normas e promoção de valores.
7) APD 1967: atuou na fiscalização e em iniciativas para proteger os Direitos Humanos. Ex:
atuação para fim do apartheid na África do Sul e investigação sobre desaparecidos políticos na América do Sul.
8) 1993 - Conferência de Viena: criação do Alto Comissariado dos DH (articular ações das
agências da ONU).
9) 1998 - A OTAN bombardeou a Sérvia com a finalidade de pôr fim à guerra do Kosovo e acabar
com o massacre dos civis. Justificativa: conflitos em outros países geram insegurança no nosso país.
a) Ex: instabilidade financeira na Ásia desemprega em Chicago; pobreza no Caribe significa drogas
nas ruas de Washington e Londres.
10) 2003 - Guerra do Iraque: A questão da violação dos DH justificou a invasão do Iraque.
11) Existem desconfianças quanto à imediata intervenção humanitária. Ex: Massacre de Ruanda,
com 800 mil mortos.
12) Em caso de ameaça aos DH, o CSNU pode decidir a imposição de embargos comerciais ou uso
da força.
258
13) ONGs passaram a ter relevância na sociedade civil. Ex: Conferência dos DH Teerã em 1973
participaram 53 ONGs. Em Viena, 1993, participaram 593 ONGs.

b. Órgãos da ONU com atribuições nos Dir. Hum:


1) EACDH (Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para DH)
2) ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados)
3) PMA (Programa Mundial de Alimentação)
4) PNUAH (Programa das Nações Unidas para Assistência Humanitária)
5) UNICEF (Fundo das Nações Unidas para Infância)
6) UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Fun Dsv Naç Unid
para a Mulher)

c. Generalidades
1) Reflexos da criação desses órgãos: aumento de missões de paz sob égide da ONU a partir do
último quartil do séc XX, para garantir direitos da população civil, em especial na África.
2) Durante a Guerra Fria: razão de relativo insucesso de missões de paz foi discordância entre
membros do CSNU.
3) Parceria ONU com organismos regionais ou ONGs. Ex: “Human Rights Watch”, que faz
pesquisa na esfera dos Direitos Humanos e Direito Internacional.
4) Muitas dessas entidades sofrem influência de organismos de esquerda.
5) Aprovação pelo Poder Legislativo brasileiro para assinatura de acordos e tratados internacionais.

d. Órgãos judiciários da ONU:Tribunal Internacional de Justiça (Estados) e Tribunal Penal Internacional


(indivíduos)
1) Tribunal Internacional de Justiça (1946): sede em Haia, missão de resolver conflitos jurídicos
entre Estados.
2) Tribunal Penal Internacional (2002): objetivo de promover o direito internacional e é sobre
indivíduos, não sobre Estados. Julga crimes de guerra, genocídios. EUA votou contra sua criação por não
concordar com sua independência do CSNU.

e. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)


1) ONU (1945) - internacionaliza os Dir Hum e procura se inserir na construção da Ordem
Mundial.
2) Criação da Org. Internacional do Trabalho (OIT) - desdobramento da Liga das Naç - finalidade
padronizar as condições de trabalho. A criação da OIT acaba sendo uma resposta à inquietação operária da Rev
Russa.
3) Condenação dos campos de concentração como de Auschwitz.
4) Roosevelt em 1941 declara importância de um mundo em 4 liberdades: expressão e palavra,
religião, de viver sem medo e ao abrigo da necessidade.
5) Carta da ONU - inova ao relativizar o pcp da soberania em relação aos que vivem no âmbito da
sua competência soberana territorial.

8. Carta da OEA (1948)


a. Constitui base para relações normativas das relações entre Estados do continente americano.
b. Org regionais assumiram papel relevante nas discussões internacionais
c. 1948 - Criação da OEA
d. EUA usou OEA e TIAR para legitimar suas ações. Ex: Na Guatemala em 1954.
e. Insucesso na invasão de Cuba em 1961.
259
f. Suspensão de Cuba da OEA (1962)
g. 1965 - Intervenção dos EUA na Rep Dom. Motivo: evitar volta ao poder de Juan Bosch e surgir “nova
Cuba” - formação da Força de Paz Interamericana com envio de Sd por 7 países, dentre eles o Brasil.
h. 1993 - criação do Cons Interameric para Dsv Integ - promover a coop entre Estados americanos para
eliminar a pobreza.
i. OEA faz parte do sistema da ONU
j. Objetivos OEA:
1) Garantir paz e segurança continentais
2) Promover e consolidar a democracia
3) Organiz ação solidária em caso de agressão
4) Promover dsv econ, social e cult
5) Erradicar pobreza
k. Na OEA todos os votos têm mesmo peso (diferente da ONU que possui CSNU)
1) Órgãos da OEA: Ass Geral, Conselho Permanente, Cons Interameric para Dsv Integ, Secret
Exec Dsv Integ, Comiss Jurid Interamer, Secret Geral da OEA.
2) OEA se mostrou incapaz de resolver crises como na América Central na década de 1980, na
Guerra das Malvinas (1980), impossibilidade de deter intervenção EUA em Granada (1983) e Panamá (1989)
levou integrantes a verem esse acordo como instrumento da política ext EUA.
3) 2006 - JID incluída na OEA.
4) Participação no processo de paz do Suriname em 1992.
5) Posicionamento contrário ao golpe de Estado no Haiti em 1991. A OEA apoiou adm de eleições,
mediação polit, monit dir hum, estab amb e seg.
6) Criação em 1988 - Comiss Interameric Cont Uso Drogas
7) 1999 - Comitê contra o Terrorismo
8) Década 1990 - solicitação de Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica para
retirada de minas do seu território.
9) Ação nas eleições bolivianas em 2019.

9. ASSUNTO 132: O SURGIMENTO DA MULTIPOLARIDADE E O EQUILÍBRIO DE PODER PÓS GUERRA FRIA


Objetivos:
Examinar o desenvolvimento histórico das Relações Internacionais e de suas principais temáticas

Analisar as principais tendências das Relações Internacionais no mundo contemporâneo,


caracterizando o papel dos Estados Nacionais e dos organismos internacionais neste contexto
a. Generalidades
1) As Relações Internacionais (RI ou ainda chamada de Relações Exteriores) visam ao estudo
sistemático das relações políticas, econômicas e sociais entre diferentes países, cujos reflexos
tenham como foco o sistema internacional.
2) Alguns atores: empresas transnacionais, ONG e Organizações Internacionais
3) Surgiu pós 1ª GM,
University College of Wales (1919), objetivo tornar o mundo mais seguro
4) Escolas criadas nos EUA e Reino Unido

b. Escola Idealista - Liberal Utópico


1) Oriunda do Iluminismo
2) Justiça como arcabouço das relações entre os estados
3) Pensadores:
a) Kant: Paz perpétua, Guerra é passatempo de soberanos absolutistas e senhores feudais. A
opinião pública se opõe a guerra;
260
b) Visão Rousseau do contrato social (acordo entre indivíduos para se criar uma sociedade,
e só então um Estado)
c) Woodrow Wilson: Os 14 pts e “política do apaziguamento” de Chamberlain (até certo
ponto) - Liga das Nações (Ausência de Poder Executivo Forte) Causas do Fracasso:
(1) Ausência poder executivo forte (Conselho de Segurança);
(2) Sem representantes dos EUA;
(3) Falta de retaliação nas invasões:
(a) da Renânia pela França (1923);
(b) da Manchúria pelo Japão (1931) e
(c) da Abssínia pela Itália (1935);
(4) Brasil abandona a LN em 1926( motivo - recusa de seu pleito por assento
permanente no Conselho);
(5) Adolf Hitler abandona e ridiculariza LN em 1933
4) Possibilidade de sociedade perfeita
5) Repúblicas democráticas não fariam a guerra entre si

c. Escola Realista
1) Raízes em Maquiavel e Hobbes - Crítica ao Liberalismo Utópico
2) Pessimismo em relação a natureza humana
3) Comportamento pela ânsia de poder - Anarquia # de caos: a ausência de uma autoridade política
central acima dos Estados (nenhum Estado cabe o direito de ordenar e os demais não têm
obrigação de obedecer)
4) Estado agente principal das RI e a segurança motivação primeira da ação externa. Propõe ao
mundo interesses, valores e padrões de conduta do Ocidente (EUA na GF)
5) Política é baseada em expressões do poder militar (mais alta), Econômico e poder sobre a
opinião (arte de persuasão)
6) Segurança: só alcançada por meio da força
7) Hard Power X Anarquia Internacional
8) Darwinismo Político
9) O REALISMO E OS VINTE ANOS DE CRISE (1919-1939)

d. Escola Radical
1) Raízes no pensamento Marxista
2) Seu objeto não é entre os Estados, mas o conflito entre as classes sociais
3) Comportamento dos Estados, surge como veículo para interesses econômicos, políticos ou
ideológicos de outros atores
4) O Ápice do capitalismo é o imperialismo.
5) Subdivisões (de acordo com o contexto em que surgiram):
- o leninismo: os países capitalistas representavam os interesses burgueses, ao passo que os
socialistas, o do proletariado no poder
- as teorias da dependência: países periféricos permanecerão explorados pelo centro, a
menos que rompam com o capitalismo
- a teoria crítica: não basta apenas a supremacia militar, mas também o consentimento
geral de que o imposto pelo agente hegemônico, é benéfica a todos os partícipes
e. Neoliberalismo
1) FOCO: instituições ou regimes
2) PRESSUPOSTO: instituições internacionais contribuem para a diminuição dos efeitos da
anarquia internacional
3) ESTADO é visto como “comerciante”
261
4) União Europeia (UE) ou Conferência da Lei dos Mares (regime com o aval da ONU)
5) Reforço do papel de Instituições
f. Neorrealismo
1) Abandono da ênfase na natureza humana;
2) Foco na ANARQUIA do sistema internacional;
3) Bipolaridade é melhor para equilíbrio do que multipolaridade;
4) Ênfase no PODER RELATIVO dos Estados

g. Escola Marxista
1) Karl Marx: SISTEMA CAPITALISTA “conteria os germes de sua própria
destruição”(tese,antítese e síntese);
2) trabalhadores seriam classe internacional – internacionalismo.
3) Crítica ao sistema capitalista e Estado

h. Neomarxismo
1) Crítica ao sistema capitalista e Estado - Critica ao sistema Imperialista (evolução do capitalismo)
2) O neocolonialismo é a solução para as contradições do próprio capitalismo
3) Principal pensador: Lenin
4) Reforço do papel dos movimentos sociais
i. Escola Inglesa (sociedade internacional)
- PODER, interesse nacional (elm realistas) e REGRAS, procedimentos, direito
internacional, direitos humanos universais (elm liberal)
- Ex: O Sistema da ONU.

j. SISTEMA INTERNACIONAL E O EQUILÍBRIO DE PODER


- Política Externa: consiste no conjunto de posturas, práticas e iniciativas do Estado relacionadas
com o ambiente político que o envolve
- As relações Metrópole-Colonia, inclusive no século XIX, não exprimem um sistema mundial,
em função da ausência de soberania das colônias.
- Sistema de Metternich: Pós Napoleão: Grã-Bretanha, França, Prússia, Rússia e Áustria-Hungria.
O Congresso de Viena, de 1815, estabilizou as relações entre elas pela constituição da chamada
Santa Aliança. Multipolar
- Crescimento dos EUA, Japão e unificação alemã colocou fim no sistema Multipolar europeu do
séc XIX, eclodindo a 1ª GM
- Bipolaridade: a 2ª GM modificou o cenário para o equilíbrio entre as duas superpotências
termonucleares.

k. Temas que afetam as RI


1) ONGs (GreenPeace)
2) Blocos Econômicos (Mercosul, UE, APEC)
3) Empresas Multinacionais e Transnacionais (Apple, Google, Amazon)
4) Crise Econômica Global (Crise Asiática década 1990, Crise americana 2008)
5) Terrorismo (EUA 2001, Explosão estação trem Espanha 2004, Metrô Londres 2005, Ataques
Charlie Hebdo França 2015 e 2016)
6) Crime Organizado (Tráfico de drogas, FARC)
7) Fontes Energéticas (Guerra do Golfo 1990, Questão Cáucaso, Questão Crimeia)
8) Alimento e Água (Colinas de Golã entre Israel e Palestina, Caxemira entre Índia, China e
Paquistão, Rio Indo entre China e Índia)
9) Desarmamento nuclear (Questão EUA x Irã no Acordo P5+1; TNP; 2ª Guerra Golfo 2003)
10) Meio Ambiente (Acordo de Paris, sustentabilidade)
262
263