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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

(ISCED)

Trabalho de Direito Internacional

Privado

Tema: o Impacto das Multinacionais em

Moçambique, no que tange a empresas de minérios.

Nome do estudante: Virgínia Augusto Mubai

Março, 2021
Índice
Introdução..................................................................................................................................1

O impacto das multinacionais em moçambique, no que tange a empresas de minérios............2

Empresas da indústria extractiva de recursos minerais e hidrocarbonetos em Moçambique....4

Estado na Indústria extractiva....................................................................................................6

Impactos das multinacionais extrativas mineiras.......................................................................7

Conclusão.................................................................................................................................10

Bibliografia..............................................................................................................................11
Introdução

A mineração, enquanto atividade extrativa é uma das principais atividades que movimentam
o cenário econômico moçambicano e global. É possível observar que esse tipo de atividade
tem grande potencial de impactos socioeconômicos e ambientais e que é necessária uma
maior proximidade entre empresas, governo e sociedade; para que os impactos positivos
sejam cada vez mais relevantes e os impactos negativos, minimizados.

No presente trabalho de cadeira de direito internacional privado, cujo tema é o impacto das
multinacionais em moçambique, no que tange a empresas de minérios, inseridos no âmbito de
desenvolvimento do saber, ira de forma profunda dessecar o tema em causa, trazendo
subsídios inerentes e elucidativos. O trabalho será de caracter descritivo e analítico.
O impacto das multinacionais em moçambique, no que tange a empresas de minérios

Uma empresa multinacional é caracterizada por ter sua matriz em um determinado país e
atuar no mercado de outros países, as empresas multinacionais datam a sua origem no século
XIX, cujo principal objetivo dessas empresas é instalar filiais em outros países com o intuito
de obter máxima lucratividade.

os fatores que contribuem para a construção de filiais são: isenção de impostos, amplo
mercado consumidor, infraestrutura, matéria-prima, energia e mão de obra barata. A
instalação de uma filial em países em desenvolvimento ocorre, na maioria das vezes, através
de benefícios do governo (doação de terreno e isenção de impostos). (Neo 2017, p. 34)

podemos notar que nos locais onde ocorre a construção de uma filial há geração de empregos
e desenvolvimento industrial. No entanto, os lucros obtidos por essas empresas são
destinados à construção de novas filiais em outros locais, e uma parte vai para a matriz
localizada no país de origem.

Segundo Namburete, Multinacional é “uma companhia que é dona ou controla de forma


significativa actividades em, pelo menos, dois países” (2002:166).

De salientar que as multinacionais são uma consequência directa do investimento directo


estrangeiro. Assim, a Multinacional é uma empresa que tem o controle significativo de
actividades económicas que são executadas em dois ou mais países.

O estudo do papel das multinacionais torna-se importante na medida em que possibilita uma
avaliação do seu contributo no desenvolvimento dos países em vias de desenvolvimento. as
multinacionais por um lado promovem o desenvolvimento, fornecendo formação e
conhecimentos de gestão, capital e tecnologia. Por outro lado, exploram e estorvam o seu
desenvolvimento aumentando os desequilíbrios entre ricos e pobres.

as multinacionais podem ter como um dos seus benefícios o Crescimento Económico de um


país. Para Abramowitz, crescimento económico é o aumento global da produtividade das
nações (1989:24). Dornbusch acrescenta que a causa do crescimento económico é o aumento
da quantidade de insumos disponíveis, como mão-de-obra, capital e avanços tecnológicos
(2003:39).

Desta forma podemos afirmar que, o crescimento económico de um país é o aumento do PIB
desse mesmo país motivado pelo aumento da quantidade de insumos disponíveis.
Segundo Barros (2004:15) os Mega projectos podem ser contribuintes significativos para o
desenvolvimento, incluindo o crescimento do PIB, geração de receitas de exportação, algum
nível de criação de emprego.

Para além destes benefícios, as multinacionais colocam Moçambique no mapa como um


destino para o investimento, estabelecendo e elevando os padrões de qualidade e apoiando os
serviços comunitários/sociais.

Segundo Bihale (2016, p 7) Nos últimos quinze anos Moçambique tem registado um
desenvolvimento considerável. Um dos grandes contribuintes desta mudança é a descoberta
de vários recursos minerais. Pressupõe-se que a indústria extractiva constitui uma força
motriz para o Investimento Estrangeiro Directo (IDE) e desenvolvimento da economia
moçambicana.

Acrescenta Bihale (2016) que o, investimento neste sector está sujeito a vários riscos,
associados ao grau de cometimento da responsabilidade social das grandes corporações
multinacionais e o impacto negativo que podem criar sobre a vida das comunidades locais, as
condições de trabalho e o meio ambiente.

O sector extractivo em Moçambique divide-se entre a produção industrial, dominada por


grandes corporações multinacionais e produção artesanal exercida por garimpeiros quer
individuais quer associados.

Geralmente, a indústria extractiva em Moçambique caracteriza-se por avanços e estagnações


(Nombora, s.d). Em 2006, a indústria extractiva contribuiu com 1,5% para produto interno
bruto (PIB); em 2009 a contribuição situou-se em 2,25% das receitas totais do Estado; em
2010 o contributo foi de cerca de 1,1%. Em 2011, o peso da indústria extractiva sobre o PIB
foi de cerca de 2%, mesmo número registado em 2014 (ITIE-Moçambique, 2011; 2012;
2014; Nombora, s.d).

A contribuição da indústria extractiva para as receitas do Estado provem do IRPC, IRPS,


imposto sobre a produção mineira, imposto sobre a produção petrolífera, imposto sobre a
superfície, fundo de capacitação institucional, fundos de projecto social, contribuição sobre a
produção petrolífera em espécie, licença ambiental, dividendos e mais-valias. ( bihale, 2016,
p 14)

Moçambique, tem como objectivo tornar a indústria extractiva de recursos minerais um


instrumento de combate a pobreza e factor dinamizador de desenvolvimento local sustentável
assente nos princípios de dignidade humana, estabilidade social e direito ao progresso; lei,
transparência e responsabilização; responsabilidade ambiental; valorização da cultura,
símbolos e costumes locais.

Neste sentido o Governo através da Política de Responsabilidade Social Empresarial para a


Indústria Extractiva de Recursos Minerais orienta as empresas do sector extractivo de
recursos minerais a contribuírem para o desenvolvimento local com parte dos seus
rendimentos, o que implica que as empresas devem contribuir, de forma participativa, para a
mudança sociopolítica, socioeconómica e institucional das comunidades locais afectadas por
qualquer actividade mineira, de forma a garantir-lhes de forma equitativa e contínua, a
satisfação das necessidades básicas, sem prejudicar a cultura e os valores sociais locais, nem
o meio ambiente em benefício das gerações futuras.

Empresas da indústria extractiva de recursos minerais e hidrocarbonetos em


Moçambique.

Estima-se que existam mais de 150 empresas ou projectos na indústria extractiva de recursos
minerais e hidrocarbonetos. Algumas das empresas apenas detêm licenças de prospecção,
pesquisa, desenvolvimento e produção de recursos minerais e petrolíferos. Outras já se
encontram na fase de desenvolvimento e produção. (ITIE-Moçambique, 2014b).

Na obra de Bihale (2916) podemos encontrar as seguintes industrias minerais.

Anadarko Moçambique Área 1 Limitada.

Anadarko Moçambique Área 1 Lda é uma empresa subsidiária da Anadarko Petroleum


Corporation sediada em Texas nos Estados Unidos da América. Anadarko Moçambique Área
1 Lda opera na Bacia do Rovuma, Península de Afunji, onde em 2010 descobriu quantidades
de gás estimadas em 50 a 70 triliões de pés cúbicos de gás natural (trillion cubic feet –Tcf),
no alto-mar, a uma profundidade de 14,600 metros.

Eni East Africa spa

A Eni East Africa spa é uma subsidiária da empresa Ente Nazionale Idrocarburi (Eni), com
sua sede na Itália. A Eni opera nas áreas de pesquisa e produção de petróleo e Gás, refinaria,
comercialização de recursos energéticos, engenharia e construção, bem como na indústria
química.

Sasol Petroleum Temane, Lda


A Sasol Petroleum Temane Lda é uma empresa subsidiária da Sasol Petroleum International
da África do Sul. A Sasol Petroleum Temane Lda começou a operar no ano de 2002 em
Moçambique, depois da aprovação do Projecto em 2001, e na carteira de suas actividades
constam a exploração, o desenvolvimento de campos de gás.

Kenmare Moma Mining

A Kenmare Moma Mining é uma subsidiária da Kenmare Resources plc, uma empresa de
mineração localizada em Dublin, Irlanda do Norte. A Kenmare entrou em Moçambique em
1986. Começou as actividades de exploração em 1987. De 1994 a 1999 operou a Mina de
Grafite de Ancuabe, em Moçambique, e estabeleceuse como um dos principais produtores
mundiais de grafite natural tipo “floco” de elevada qualidade. Em 2002 celebrou um contrato
com o Governo de Moçambique para a exploração de areais pesadas de Moma, Congolone e
Quinga, em Nampula. As operações iniciaram-se em 2007, mas a produção comercial só
começou em 2009.

Vale Moçambique A Vale é uma mineradora global fundada no Brasil em 1942 e presente em
cinco continentes. A tem mais de 100.000 trabalhadores (funcionários e subcontratados) no
mundo e está presente na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Nova Iorque (NYSE),
Madrid (Latibel) e Hong Kong (China) (Standard Bank, 2014, Vale, 2015;).

Jindal África

Jindal África é uma subsidiária da multinacional indiana Jindal Steel and Power Limited
(JSPL), que por sua vez é parte da OP Jindal Group dos EUA com cerca de $ 18 biliões de
capitais. A Jindal dedica-se à produção de aço, energia, mineração, carvão, petróleo e gás e
desenvolvimento de infraestruturas12. A empresa emprega mais de 50 000 pessoas em todo o
mundo. Em África, a Jindal opera na África do Sul, em Moçambique, no Botswana, em
Madagáscar, na Tanzânia, Zâmbia e Namíbia, nas áreas de carvão, cobre, minério de ferro e
calcário.

International Coal Ventures Private Limited (ICVL) A International Coal Ventures Private
Limited (ICVL) é um consórcio criado pelo Governo indiano com o objectivo específico de
adquirir minas e activos de carvão fora da Índia como forma de responder eficazmente à
procura interna de carvão estimulada pela sua indústria em franco crescimento. A ICVL é
composta por Steel Authority of India Limited (SAIL), Coal India Limited, Rashtriya Ispat
Nigam Limited (RINL), NMDC Limited e NTPC.
Estado na Indústria extractiva

O Estado moçambicano participa na indústria extractiva através de instituições e empresas,


destacando-se o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) e instituições
tuteladas e/ou subordinadas, Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) e a
Autoridade Tributária de Moçambique (AT).

O MIREME é um órgão do Estado que dirige e assegura a execução da política do Governo


na investigação geológica, exploração dos recursos minerais e energéticos, e no
desenvolvimento e expansão das infra-estruturas de fornecimento de energia eléctrica, gás
natural e produtos petrolíferos.

O MIREME tutela e subordina outras instituições como o Instituto Nacional de Petróleos


(INEP), a Iniciativa de Transparência na Indústria Extractiva (ITIE), Museu Nacional de
Geologia, Fundo de Energia. O INEP é uma entidade reguladora criada pelo Governo de
Moçambique em 2004, com a responsabilidade de administrar e promover as operações
petrolíferas.

Nesta qualidade, o INEP tem a missão assegurar a observação das leis e dos regulamentos,
incluindo as melhores práticas internacionais, com especial ênfase na gestão optimizada dos
recursos e a observância aos aspectos de saúde, segurança e proteção do ambiente, durante a
realização das operações petrolíferas.

O IGEPE tem a missão de administrar e dirigir os negócios do Estado junto às empresas


públicas e privadas com o objectivo de reforçar a capacidade de intervenção na gestão do
sector empresarial do Estado, de modo a captar receitas resultantes de dividendos nas
Sociedades participadas. O IGEPE foi criado em 2001.

A AT é um órgão do Estado criado em 2006 e tem como uma das tarefas fundamentais
executar a política tributária e aduaneira. Nesta conformidade, a AT tem a competência de
implementar a política e legislação tributária e aduaneira e todas as acções de controlo e
fiscalização, assim como realizar acções de inspecção e auditoria interna.

A ENH é uma entidade do Estado Moçambicano criada em 1981 com a responsabilidade de


pesquisar, prospectar, produzir e comercializar os produtos petrolíferos, assim como
representar o Estado nas operações petrolíferas, desde as actividades de pesquisa, exploração,
produção, refinação, transporte, armazenamento e comercialização de hidrocarbonetos e dos
seus derivados até a liquefacção do gás natural, dentro e fora do país.
Impactos das multinacionais extrativas mineiras

As multinacionais, trazem benefícios assim como prejuízos ao país de varias formas,


contribuindo para o desenvolvimento da economia do país. Podemos neste sentido referenciar
os seguintes benefícios ao país e a sociedade e geral.

Os impactos ambientais da mineração são diversos e apresentam-se em diversas escalas:


desde problemas locais específicos até alterações biológicas, geomorfológicas, hídricas e
atmosféricas de grandes proporções. Portanto, conhecer esses problemas causados e a
minimização de seus efeitos é de grande necessidade para garantir a preservação dos
ambientes naturais.

Segundo Mancini e Sala (2018), a indústria da mineração é vital à sociedade, pois é um


importante fornecedor de matérias primas à outros setores da indústria, tendo grande
importância no desenvolvimento da economia, da população e na competitividade do setor
industrial. Por outro lado, devido aos grandes e diversos impactos causados pela atividade,
esse tipo de empreendimento encontra desafios em obter aceitação pública.

é de grande importância que haja um aperfeiçoamento das práticas sustentáveis no


desenvolvimento da atividade mineradora, adotando-se, para tanto, grupos de indicadores e
capazes de analisar os eventuais impactos sociais decorrentes de um empreendimento
minerário.

Mancini e Sala (2018) listam os seguintes grupos de impactos sociais causados por
empreendimentos minerários:

 Economia, renda e segurança: os impactos causados pela mineração são positivos e


negativos e observados em escala local e nacional. Focando na parte econômica,
observa-se um estímulo no mercado local, um aumento de poder aquisitivo da
população e também a geração de oportunidades, direta e indiretamente.

Porém, impactos negativos são observados e podem ser bastante expressivos, como por
exemplo: desigualdade de renda e corrupção causados por uma má distribuição e gestão de
recursos, podendo gerar tensões sociais; aumento da pobreza devido à extinção dos meios
tradicionais de subsistência da população local e à falta de investimento das receitas da
mineração, por parte do governo, para o aumento da qualidade de vida da comunidade.
 Emprego e educação: Um dos impactos sociais positivos mais significativos é a
geração de empregos, que se dá tanto direta como indiretamente, local e
nacionalmente. Também são considerados impactos positivos os investimentos, por
parte da empresa, em educação

e o desenvolvimento de habilidades dos funcionários. Porém, há impactos negativos bastante


importantes como: possível desemprego devido à mecanização das operações, baixa
qualidade dos empregos (más condições de trabalho, más condições de segurança e
propensão a acidentes, baixos salários, condições de moradias precárias oferecidas aos
trabalhadores), trabalho infantil, trabalho forçado e trabalho compulsório.

 Uso da terra e aspectos territoriais: Os impactos relacionados ao uso da terra


normalmente são observados localmente. A instalação de um empreendimento de
mineração pode trazer inúmeros benefícios ao local onde se instala, principalmente
quando há um compromisso em investimentos em infraestrutura e desenvolvimento
locais; como acesso à energia elétrica, acesso à água e abertura e melhoria em vias de
acesso, por exemplo.

Tais investimentos trazem, além dos benefícios diretos à comunidade, meios de usufruir de
outros serviços essenciais como saúde e educação. Mas, com a implantação de projetos de
mineração, podem surgir conflitos pelo uso da terra, desapropriação, deslocamento e
reassentamento da população local, levando ao seu empobrecimento e causando problemas de
bem-estar social.

 Demografia: Com a instalação de um empreendimento expressivo como é uma mina,


trabalhadores de outras regiões são atraídos pela oportunidade de emprego, alterando
os fluxos de migração e a ordenação demográfica local; podendo acarretar em
inflação e um aumento nos custos de acomodações. Pode haver também um aumento
de problemas como alcoolismo, abuso de drogar e prostituição, devido ao
desequilíbrio de gênero, em virtude de haver, nesse tipo de empreendimento, a
prevalência de funcionários do sexo masculino.
 Meio ambiente, saúde e segurança: O uso da água e conflitos relacionados a este
recurso são recorrentes nesse tipo de empreendimento. Podem ser observadas
questões como escassez, esgotamento e disputa pelo uso da água entre empresa e
comunidade, além de redução do suprimento ou contaminação da água, afetando tanto
a saúde como o meio de subsistência dos locais. Problemas durante as operações da
mina também podem afetar a saúde e a segurança da população vizinha a ela, como
danos causados por explosões e emissão de elementos tóxicos.
 Direitos humanos: São diversas as violações de direitos humanos que podem ser
observadas nesses casos. Há um grande desrespeito e exclusão de grupos interessados,
grupos vulneráveis e às populações indígenas, além de abusos aos direitos humanos e
impactos sobre recursos culturais.

A divisão de indicadores em grupos, apesar de prática e auxiliar na comparação das estruturas


de indicadores, acaba prejudicando a correlação dos impactos. É possível observar que alguns
impactos, principalmente positivos, se destacam nacionalmente, como é o caso dos impactos
econômicos causados pelo aumento do PIB; já os impactos negativos, atingem, em sua
maioria, as comunidades locais, como escassez de água, reassentamentos e problemas com
comunidades indígenas (MANCINI; SALA, 2018).

Os impactos sociais que mais se destacam nesses casos, são relacionados ao uso e ocupação
de terras, saúde e direitos humanos, no caso de impactos negativos; e renda e emprego, como
impactos positivos (MANCINI; SALA, 2018).
Conclusão

Moçambique tem um grande potencial em recursos naturais, dos quais se destacam o carvão
mineral, gás natural, áreas pesadas, ferro, entre outros. Existem muitas empresas na
prospecção, pesquisa, desenvolvimento e produção de recursos minerais e energéticos. A
indústria extractiva contribui significativamente para o peso das exportações do País.

Em meio a todos benefícios as multinacionais mineradoras, podemos notar que nos locais
onde ocorre a construção de uma filial há geração de empregos e desenvolvimento industrial,
consequentemente o Crescimento Económico do país.

Há sinais preocupantes de poluição causada pelas empresas, mas a capacidade técnica e


institucional das autoridades governamentais para controlar (fiscalizar) o processo de
produção e seus efeitos ambientais é fraca. o sistema de inspecção também é lacunoso e abre
espaço para corrupção e suborno.

Seria viavel se o governo em meio de melhorar os impactos positivos das multinacionais


mineradoras, devia melhorar a fiscalização das actividades mineiras e petrolíferas e do
processo de reassentamento, criando todas condições necessárias para os inspectores, como
forma de assegurar a integridade.

Melhorar os mecanismos de comunicação e participação das comunidades, incluir as


comunidades, as organizações da sociedade civil e os sindicatos nas comissões de
reassentamento. Descentralizar os fundos resultantes das actividades mineiras e petrolíferas
que actualmente são canalizados às comunidades directamente abrangidas, através do
Orçamento Geral do Estado
Bibliografia

ABRAMOWTZ, M. (1989), O Crescimento Económico, Publicações Europa América,


Lisboa

Bihale Domingos, (2016), indústria extractiva em moçambique: Perspectivas para o


desenvolvimento do país. Edição: Friedrich Ebert Stiftung. Mapauto

ITIE-Moçambique (2014). Quinto Relatório da ITIE- Ano 2012. Maputo: Intellica.


Dezembro.

Mosca João & Tomás Selemane (2011). El Dorado Tete- Os megaprojectos de Mineração.
Maputo: Centro de Integridade Pública. Novembro.

MANCINI Lucia; SALA Serenella. Social impact assessment in the mining sector: review
and comparison of indicators frameworks. Elsevier, Resources Policy, v. 57, p. 98-111, 2018.

NAMBURETE, S. (2002), Economia Internacional, CEEI – ISRI, Maputo.

KASSOTCHE, F. D., (1999) Globalização: receios dos países em vias de desenvolvimento,


ISRI, Maputo