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[FICHAMENTO] LIVRE ARBÍTRIO – AGOSTINHO

Livro I – O pecado provém do Livre-Arbítrio

Introdução – O problema do mal

Capítulo I – É Deus o autor do mal? (pergunta de abertura)

Que mal? (definição de mal): mal praticado e mal recebido.

É Deus um praticante do mal ou Deus padece de um mal?

Deus não é praticante do mal, não cria o mal. (resposta).

Deus é justo, dá gratificação e castigo aos que merecem. Logo, Deus não padece de um
mal. Os males de Deus são, na verdade, justos/bons.

Quem é o autor do mal? (insistência na pergunta)

O mal deve ter algum autor. (necessidade da autoria  mal não é espontâneo, pois o
Universo é dirigido por uma divina Providência)

Devido à sempre justa ação de Deus os autores do mal devem ser os próprios homens,
pois se não não seriam punidas com justiça.  Multiautoria do mal

Caráter de justiça divina  fundamenta o arbítrio humano

O mal vem por ter sido ensinado?

Quem é o culpado pelo mal? (intensificação da busca)

Questão da aprendizagem do pecado.

A instrução é algo bom.

Não é possível aprender algo mal.

Qual a causa das más ações?

Hipótese: talvez o afastamento da verdadeira instrução. A falta de instrução


geraria o mal.

3. Reformulação: nem toda instrução é boa, pode haver uma má instrução.

Réplica: a instrução só ocorre se há inteligência (que é o maior bem do homem), logo,


se alguém é instruído (usa-se da inteligência) não aprenderá o mal, mas apenas o
correto.

Conclusão da questão da instrução: o mal não pode ser ensinado, pois se for ensinado
não é a verdadeira instrução e se algo é mestre não poderá ser mal.

Capítulo 2. Por qual motivo agimos mal?

Se não aprendemos mal e nem há um causador do mal, porque agimos assim?

Formulação definitiva da questão: Como não atribuir a Deus os pecados se ele é o


criador dos seres pecadores? Como compreender a relação de Deus com o pecado?
Pontos fundamentais da fé

Esclarecimento dos dogmas:

Deus é todo-poderoso

Deus é imutável

Deus é criador de todos os bens

Deus governa sempre com justiça

Diferenciação entre gerar e criar: Deus gerou Cristo.

PRIMEIRA PARTE – Essência do Pecado (submissão da razão às paixões)

Cap. 3 – Busca da origem do pecado

Discussão preliminar (dá um passo atrás): o que é agir/proceder mal?

Elenca algumas más ações (adultérios, homicídios e sacrilégios)

Adultério

Primazia do mal: o adultério não é mal por ser proibido por lei, mas é proibido
por lei pois é mal.

É um mal pois não desejo ser submetido a ele. E tudo que realizo sem desejar
estar submetido à é uma forma errada de proceder. (argumento do provérbio,
da autopreservação)  é subjetivo

Objeção da pessoa que sente prazer no adultério  não haveria um mal se a


pessoa não o considera algo mal quando ocorre à ela

Procura por uma outra razão do mal no adultério.

Razões insuficientes da origem do mal

Argumento da condenação justa: o adultério é mal pois a justiça condena-os.

Objeção do ato dos apóstolos: ser cristão era condenável perante a justiça,
portanto não apenas as coisas más a justiça condena.

Falibilidade da justiça  justiça não é o critério para distinguir o mal do certo

Evódio fica sem respostas. Esgotamento das razões. Todas insuficientes.

O mal provém da paixão interior

Mudança do terreno: a culpa não está no ato, mas em sua intenção/paixão.

Interiorização da discussão

Cap.4 – Objeção: e os homicídios cometidos sem paixão?

Paixão responsável pelo adultério: concupiscência.

A paixão é culpada do pecado.


A concupiscência é uma paixão positiva (deseja algo)

O medo é uma paixão negativa (evita algo)

Argumentação: o medo é uma paixão positiva, deseja-se o contrário daquilo que se


evita.

O homem que mata por medo não pode ser julgado, pois deseja um grande bem (viver
sem medo). Falseação pela exceção  Nem todo pecado provém de um mal desejo. A fonte
do mal, portanto, não é o mal desejo.

Caso do escravo que mata o senhor  crime por causa da lei/autoridade

Questionamento sobre a racionalidade da lei

Reexame da questão do escravo  As más ações ocorrem por causa de desejos


culpáveis.

Cap.5 – Outra objeção: e os homicídios cometidos em autodefesa, admitidos pela lei civil?

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