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Alterações ao Regulamento Geral de Estacionamento e

Parqueamento do Concelho da Maia

A presente proposta de alteração ao Regulamento Geral de Estacionamento


e Parqueamento do concelho, evidencia, desde logo, a preocupação da
Câmara Municipal, também nesta matéria, em cumprir a promessa
eleitoral consubstanciada na fórmula “Primeiro as Pessoas”, uma vez que a
filosofia subjacente às alterações propostas não se orienta por um objectivo
economicista, mas sim por uma preocupação de servir melhor, de forma
mais eficaz, adequada e equitativa, todos os utentes que esporádica ou
regularmente utilizam, quer o estacionamento de duração limitada, quer os
parques de estacionamento municipais, quer os que por razões
profissionais/comerciais necessitam de garantir a existência de um lugar
para estacionar e optam por um lugar de estacionamento privativo.

Para além desta preocupação em servir melhor, há também um outro


objectivo que se pretende atingir com a presente alteração, que é o de evitar
comportamentos fraudulentos e abusivos, procedendo-se por exemplo a
um controlo mais apertado na atribuição e na utilização dos cartões de
residente, quer quanto aos pressupostas da atribuição e à permanência dos
mesmos, quer quanto ao número de cartões que podem ser atribuídos, quer
quanto à identidade do titular do cartão ( artºs 12º a 15º); assim como das
condições de atribuição, vigência e renovação de licenças de lugares
privativos (artºs 41º, a 44º).
Acrescem ainda as preocupações em optimizar a circulação de veículos e
peões, em estimular a utilização de transportes públicos e em
contribuir para a melhoria do ordenamento urbano.

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São assim e, exclusivamente, preocupações de interesse público que
motivaram as alterações que aqui nos são trazidas para aprovação, pelo que
será concerteza matéria pacífica que não suscitará qualquer controvérsia,
contudo serão bem-vindas as sugestões que contribuam para as melhorar,
sempre com o único intuito de servir melhor a Maia, os maiatos e todos
aqueles que se deslocam à nossa terra.

De entre as alterações, há que distinguir as que foram impostas pela entrada


em vigor de nova legislação sobre a matéria, designadamente pela última
revisão do Dec-lei n.º 114/94, de 3 de Maio operada pelo Dec-lei n.º
81/2006, de 20 de Abril; daquelas que foram introduzidas por decisão
autónoma e voluntária da Câmara Municipal. Quanto a estas, diga-se desde
já, que não se reconduzem a um conjunto de medidas casuísticas e avulsas
com o objectivo de resolver problemas pontuais, mas são, isso sim, uma
proposta sistémica devidamente ponderada, resultante de uma experiência
de gestão empresarial de sete anos, da Empresa Metropolitana de
Estacionamento da Maia E.M. que, deste modo, dá provas da sua diligência
e dinamismo ao serviço do município e dos munícipes no que ao
estacionamento e parqueamento diz respeito.

A importância da experiência da E. M. em matéria de estacionamento está


bem patente no art.º 3º, onde se prevê a possibilidade de serem fixados
outros horários de funcionamento nas zonas de estacionamento de duração
limitada, para além dos actuais, desde que tal alteração seja precedida de
proposta do Conselho de Administração desta empresa municipal.

O mesmo se diga no tocante:

1 – À alteração de taxas e condições de utilização (art.º 7º, n.º 2).

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2 – Às medidas de combate ao estacionamento abusivo (Ex: supressão do
n.º 3 artº7º) e à utilização fraudulenta do título de estacionamento (art.º 9º);

3 - À atribuição e, à redução a três, por habitação, do cartão de residente


( artºs 11º, 12º e 13º), devendo salientar-se a excepção prevista no artº 12º
n.º 1 al) c) que impede a atribuição do cartão de residente se o requerente
dispuser de garagem na sua residência, assim como a excepção presente na
alínea e) da mesma regra, caso se trate de entidade empregadora que
disponha de instalações em zonas de estacionamento de duração limitada.

4 – À isenção subjectiva atribuída aos membros da Assembleia Municipal,


Presidentes, Secretários e Tesoureiros das Juntas de Freguesia, quando no
exercício das suas funções (art.º 8º, al) d)).

5 – À extinção da isenção pela substituição do cartão de residente em caso


de troca de veículo, de extravio, mau estado de conservação ou perda do
cartão, a qual fica agora sujeita ao pagamento de uma taxa de 5 € ( cinco
euros) e 2 € (dois euros) respectivamente, para fazer face aos custos da
emissão do novo cartão ( artºs 15º e 16º).

6 – Às alterações aos limites horários nos parques de estacionamento


municipais (art.º 27º), procedendo-se a uma especificação objectiva e
concreta dos períodos diurno e nocturno, com vista a adaptar tais horários
às reais necessidades dos utentes.

Quanto às alterações introduzidas no domínio das taxas, (art.º 29º), algumas


decorreram da aplicação de novas normas legais introduzidas pelo art.º 12º
do dec-lei n.º 81/2006, de 20 de Abril, outras resultaram da necessidade de

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dinamizar o comércio no centro da cidade, assim como de criar condições
de equidade entre os trabalhadores independentes e dos trabalhadores por
conta de outrem, concedendo-se um desconto de 50% nos cartões
recarregáveis (Cartão Crediparque), o que evidencia uma sensibilidade e
preocupação de justiça social, outras ainda, manifestam uma estratégia de
gestão empresarial inteligente, na medida em que incentivam a compra de
cartões recarregáveis pelos utentes, concedendo-se um desconto de 10%,
ou a celebração de contratos de avença, beneficiando o utente de um
desconto entre 10 e 15% conforme o n.º de avenças se situe entre 5 e 10, ou
seja superior a 10.

Assim, as alterações às taxas não têm como objectivo em si mesmo,


aumentar as receitas, mas criar condições favoráveis para quem, exercendo
uma actividade profissional, ou explore um estabelecimento comercial no
centro da cidade, possa estacionar o seu veículo o mais próximo possível
do seu local de trabalho.

Em síntese Senhores Deputados, a proposta de alteração ao Regulamento


Geral de Estacionamento e Parqueamento do Concelho da Maia, é, quanto
a nós, uma proposta necessária, oportuna, equilibrada, fundamentada na
experiência, conciliadora de interesses legítimos, incentivadora de uma
utilização racional do estacionamento e do parqueamento, mas, sobretudo,
orientada para servir melhor os utentes, concretizando deste modo o
princípio absoluto consagrado na fórmula “Primeiro as Pessoas”, lema de
campanha desta maioria, que, ao contrário do que a Oposição não se tem
cansado de afirmar, não é, como podemos verificar, um mero slogan de
campanha política, mas um imperativo que se cumpre em cada política
sectorial da Câmara Municipal e que suporta o Projecto de
Desenvolvimento Sustentado implementado há mais de duas décadas por

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esta maioria e que está a ser executado de forma coerente pelo executivo da
Câmara Municipal.

Mário Duarte (Coligação “Primeiro as Pessoas”).

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