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A princesa triste e

o abraço de Deus

Escrito por Camila de Moura


Ilustrado por Iara Ribeiro Fante
Ficha Catalográfica
Dados Internacionais de
Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Moura, Camila de
A princesa triste e o abraço de Deus [livro eletrônico] /
escrito por Camila de Moura; ilustrado por Iara Ribeiro
Fante. -- 1. ed. -- São José do Rio Preto, SP : Camila
Chaves Cardoso de Moura, 2020.; PDF

ISBN 978-65-00-03871-2

1. Cristianismo - Literatura infantojuvenil


2. Literatura infantojuvenil I. Fante, Iara Ribeiro. II. Título.

20-37303 CDD-028.5

Índices para catálogo sistemático:

1. Literatura infantil 028.5


2. Literatura infantojuvenil 028.5

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964


Ficha Técnica

Direitos autorais do texto original


Camila Chaves Cardoso de Moura

Todos os direitos reservados

camilachavescardoso@gmail.com

Capa, Tratamento de Imagens e Diagramação:


Sabrina Vieira Tavares.

Ilustrações:
Iara Ribeiro Fante.

Revisão:
Adriana Rodrigues Mendonça.

Revisão Editorial:
Camila Chaves Cardoso de Moura

É expressamente proibido a reprodução total ou parcial


deste livro, bem como sua impressão para fins comerciais,
sem a prévia autorização, por escrito, da autora.
“Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos
separar do amor de Deus: nem a morte, nem
a vida; nem os anjos, nem outras autoridades
ou poderes celestiais; nem o presente, nem o
futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo
lá de baixo. Em todo o Universo não há nada
que possa nos separar do amor de Deus, que é
nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.”

(Romanos, 8:38-39)
E ra uma vez uma jovem muito triste. Sua
tristeza era tão grande que seus olhos
estavam sempre molhados. De quando em
quando, era preciso que alguém lhe desse um
copo de água para que não se desidratasse.

Muitos especialistas vieram de terras distantes


e longínquas para vê-la, mas de nada adiantou.

Havia dias em que a dor da tristeza era tão


grande que ela não podia dormir e seus soluços
podiam ser ouvidos por todo o vilarejo.
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Comovidos por tamanha dor sem explicação,
os sábios mais sábios de que se tinha notícia até
então se reuniram em assembleia extraordinária.
Buscavam uma solução para tamanha angústia:

– Não se pode dormir com


tal barulho. - Disse o sábio mais
colérico.

– Pobre garota. - Lamentaram


muitos outros.
– O perigo é que muitas pessoas outrora
alegres também estão ficando tristes. - Alertou
o mais velho e ranzinza dos sábios.

Não sei se comovidos pela dor ou se


amedrontados por uma possível epidemia que
viesse a se alastrar como erva daninha em dia de
chuva, decidiram a todo custo curar a menina.

– Vamos encontrar um príncipe! Em todas as


histórias que conheço, reais ou imaginárias, há
sempre um príncipe encantado que salva a linda
princesa de dragões, de gigantes, da prisão
em alta torre, da madrasta má, de feitiços…-
Discursou, empolgadíssimo o mais recente dos
sábios da assembleia.
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– Mas ela não é uma princesa! - Discordou
em tom melancólico o velho ranzinza.

– A Cinderela também não era até se casar


com um príncipe – Contra-argumentou o jovem.

– Tentemos! - Autorizou o presidente, finalizando


todo o debate, sem votação alguma. Fato
inédito em mais mil e uma assembleias ordinárias
e extraordinárias realizadas ao longo de toda a
história!

Conforme a resolução, foi trazido o mais


bondoso e corajoso príncipe que puderam
encontrar. Para chegar, como convém, o
jovem nobre atravessou mares, montanhas e
encruzilhadas. Enfrentou monstros gigantescos
em florestas escuras e enfeitiçadas.

Diziam que seu coração era


o mais puro que existia, porque
era “segundo o coração de
Deus”. Ele não perdia nenhuma
batalha. Sua armadura era
tão reluzente que poucos
conheciam seu rosto.
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O jovem, ao ver a linda moça, (esqueci-me
de dizer que ela era linda como convém a uma
história autêntica como a minha) caiu aos seus
pés, prometendo-lhe todo o seu amor. Disse-lhe
que cuidaria mais dela que dele mesmo todos
os dias em que vivesse sobre o firmamento.
Prometeu ainda que, se pudesse, entrariam de
mãos dadas na eternidade para contemplar
toda a glória de Deus.

Diante de tamanha declaração, diga-se de


passagem bem escassa naqueles tempos, a
princesa terminou por amá-lo também. Ela foi
a primeira a ver seu terno rosto: seus olhos se
perderam na profundidade dos dele, suas mãos
se uniram e juntos fizeram sua primeira oração
agradecendo a Deus por tê-los unido.

O casamento dos jovens foi o mais


emocionante de todo aquele planeta. Como
nos dias de antigamente: não houve choro,
nem soluços. Toda a angústia tinha ido embora,
expulsa pela bênção daquela união.

Nunca se viu noiva mais bela, nem príncipe


mais amoroso.
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Bíiblia

Os recém-casados foram viver em um lindo


castelo na fronteira entre os dois reinos. Assim
dizia o esposo: “a princesa poderá ver todos a
quem amava com frequência”.

Porém, uma noite todo o vilarejo voltou a escutar


de novo e novamente os soluços da moça.

Será que o príncipe teria lhe causado algum


mal? Essa desconfiança assaltou cada coração,
cada casa em toda a pequena vila. Ninguém
pôde dormir naquela noite.
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De manhã, não se falava em outra coisa
que não fosse a razão daqueles soluços. Alguns
por compaixão da moça, outros por inveja
disfarçada da sua tão repentina felicidade.

Seu avô ajoelhou-se e mais uma vez pediu a


Deus que cuidasse de sua netinha.

(Avô? Você pode estar se perguntando se ela


tinha avô mesmo, talvez tenha até rememorado
toda a história ou lido tudo de novo para ver se
encontrava o avô. Bom, tenho que confessar,
acabei de inventar esse avô, achei que a moça
estava bem sozinha. Por isso, como sou eu quem
estou contanto essa história, a menina tem sim
um avô bem bonzinho! Magrelo e alto como Dom
Quixote, valente como o rei Davi, inteligente
como Salomão, fiel como Isaque.)

Em meio a fofocas e fuxicos, ele se ajoelhou,


(o avô claro!), e pediu a Deus por ela!

Continuemos...Ok?

A jovem, agora princesa, se deu conta que


sua tristeza continuava lá. Encravada na sua
alma como uma pérola no meio da ostra. Pouco
a pouco, ela foi crescendo e crescendo, fincou
raízes e se espalhou. Agora toda a força que
tinha, todo o amor do príncipe, todas as orações
de seu avô eram pouco diante da tristeza.

Começou a se perguntar
quando foi que havia aberto
a porta do seu coração para
que ela entrasse. Cogitou que
talvez tivesse aberto por outra
razão e a tristeza sorrateira e
astuta tenha se esgueirado
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para dentro. Quem sabe a tristeza não ficou um
tempão ali paradinha? Quem sabe não fingiu
que era apenas uma lembrança, uma ausência?

A princesa percebeu que carregava muitas


lembranças, e a maioria delas era realmente
muito triste, intuiu que essas recordações eram a
causa de tudo aquilo; e, só ela mesma poderia
mandá-las embora. Foi o que decidiu fazer. Agiu
rápido, nem ficou dando ouvidos a todos os
argumentos que as lembranças ruins lhe deram
para não serem despejadas do seu coração.
Expulsou todas de dentro de si mesma! Com uma
vassoura, varreu tudo, tudinho mesmo.

Respirou fundo e se deu


conta de que tinha finalmente
um coração limpo!

Mas ainda não estava em


paz, examinou-se calmamente,
parecia que faltava algo, ficou
ali ajoelhada, contemplando
a si mesma como nunca antes
havia feito, e dizia de si para si:
Falta algo, falta algo…
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Olhou para cima e sussurrou:

– Senhor, falta algo! Diga-me, oh Deus, o que


falta no meu coração?

Uma voz leve soou:

– Falta o perdão… quando o coração não


perdoa, as lembranças tristes podem voltar.

– Como posso trazer o perdão para o meu


coração? - Continuou baixinho a moça.

– Basta amar aqueles que te fizeram mal. -


Disse Deus gentilmente.
– Não sei se posso fazê-lo, é muito difícil. -
Sentenciou a princesa.

Quando a moça disse isso, seu coração foi


ficando pequeno, muito pequeno, em poucos
segundos ela quase não cabia mais dentro dele.

De repente, ouviu as lembranças batendo


forte na porta!

– QUEREMOS ENTRAR!!! DEIXA-NOS ENTRAR!


VAMOS TE FAZER COMPANHIA!

A moça se sentiu sozinha, frágil, perdida, sem


saber como fazer o que só ela podia fazer. Por
um momento as lembranças não pareciam tão
ruins, apesar de serem tristes. O ar lhe faltava…
Respirar era difícil e doloroso naquele coração
tão apertado…E a voz de Deus soava baixinho,
terna e tranquila:

– Basta amar aqueles que te fizeram mal.


Basta amar aqueles que te fizeram mal.

A jovem princesa sabia que precisava avançar


em direção ao amor, mas era tão e tão difícil
fazer aquilo que Deus lhe pedia:
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– Como? Como? Como? Como poderei amar
quem nunca me amou? - Indagou a jovem.

– Fortalecendo- se no Meu amor. - Respondeu


Deus.

Foi então que, como um último recurso antes


de sucumbir, a moça pediu a Deus:

– Pai, dê-me um abraço, se o Senhor me


abraçar, me sentirei amada e terei forças para
perdoar aqueles que me fizeram tanto mal. -
Implorou em lágrimas.

Um leve rufar de vento levantou-a docemente,


ela girou devagar como que voando… sentiu
uma paz que nunca conheceu, quando se deu
conta estava voando sobre os mais floridos
lugares da terra!

Pairando calmamente, ela pode contemplar


o único dia da florada dos gigantes Baobás do
Senegal, suas flores envolveram seu corpo, ela
abriu muito, muito os olhos para que nunca se
esquecesse de nada.

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O ar lhe pareceu melhor do alto de uma
Sequoia de 150 metros, e toda a Califórnia
ficou pequena demais. Abriu os braços, girou
calmamente, certa que Deus continuaria lhe
sustentando.

Viu as Cerejeiras do Japão e os Ipês do Brasil.


Suas flores eram tão lindas, tão e tão maravilhosas
que quando caiam no chão criavam o mais belo
e frágil dos tapetes. Ela nunca se cansava de
olhar.
De repente, Deus lhe levou a um Cipreste tão
grande, mas tão grande, que ao abrir os braços
para abraçá-lo não tomou nem 10 por cento do
seu diâmetro. Seu rosto tocou o tronco com um
sentimento tão maravilhoso, que ela pôde ouvir
seu próprio coração batendo.

Viu a florada das Vitorias Régias, viu orquídeas


em forma de garça, viu flores cujas formas
pareciam abraçar pequenas pombas brancas.

Segurou delicadamente lírios, rosas, glicínias,


pequeninas flores do campo, lótus, e sentiu o
perfume de cada uma delas. Fechou os olhos
para que sua memória pudesse gravar cada
aroma.

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Passou embaixo de trepadeiras, de jasmins,
mandevillas, tumbérgias, alamandas…

As cores eram tão variadas, os cheiros tão


envolventes, as texturas tão delicadas que
pensou que não sobreviveria!

Quando voltou a si, levou horas para que


sua alma regressasse, e assim como quem sabia
segredos antigos, recobrou-se a si mesma.

Mas Deus, sabedor e criador de todas as


coisas, não se surpreendeu quando a jovem lhe
disse muitos silêncios depois:

– Pai, eu nunca vi tantas belezas, jamais me


esquecerei, mas eu quero um abraço de verdade.
Por favor, Papai, abraça-me. - Encolhida em si
mesma, continuava fazendo o mesmo pedido.
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Suas mãos lutavam para sustentar seu próprio
rosto, quando sentiu que a temperatura havia
caído sensivelmente, ao desunir suas mãos seus
olhos puderam contemplar algo ainda mais
espetacular do que tudo que já havia visto até
então.

A jovem princesa estava no fundo do mar,


peixes de tantas cores e de tantos e tantos
tamanhos desfilavam na sua frente!

Uma grande tartaruga marinha a olhou com


tanta cumplicidade e amor que teve vontade
de abraçá-la.
– Não sei se costumam receber visitas com
frequência, nem se sou bem-vinda. – murmurou
para si mesma enquanto mergulhava na água,
seu corpo não precisava fazer esforço algum
para se mover.

Achou graça dos baiacus e dos meros.

Tinha imaginado os cavalos-marinhos bem


maiores e os tubarões não tão gigantes, eles
chegavam a mais de 5 metros!

Com certeza o peixe-borboleta era irmão do


peixe-palhaço. E as moreias, primas das cobras,
como elas conseguiam nadar sem nadadeiras?
Indagava-se a si mesma em pura felicidade.

Imaginou que Deus era bem-humorado,


porque fez anêmonas e corais se parecerem
tanto com as plantas.
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Ficou hipnotizada pela água-viva: sua boca
estava no centro do seu corpo, e todos aqueles
tentáculos se mexendo lhe deu calafrios e
vontade de rir.

Ela nem se lembrou que precisava de ar, seu


corpo todo sentia o toque frio da água, estava
tão feliz que desejou estar ali para o resto da vida.
Havia milhares e milhares de espécies que Deus
havia criado para viver no fundo dos oceanos
e ninguém no mundo ainda tinha contemplado
todas elas, um universo inteiro de belezas para
ser admirado como presentes do nosso Pai.

O toque da água na pele era mais forte que o


ar, talvez por isso Deus a tenha trazido ali. Ela tinha
essa necessidade tátil: para ver ela precisava
também tocar; para conhecer precisava tocar;
para saber que sabia, precisava tocar.

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De repente, estava de volta ao centro do seu
próprio coração.

Abruptamente, lembrou-se de quem era.

E, infelizmente, as lembranças continuavam


a bater à porta, seu coração voltou a encolher-
se, tudo foi ficando mais e mais apertado, mais
escuro, de novo e novamente respirar parecia
uma tarefa quase impossível.

A jovem princesa não queria o passado de


volta, definitivamente, precisava perdoar,
perdoar, perdoar e rápido! Antes que fosse
esmagada pelo peso da própria angústia!

– Papai, por favor, por favor, vem até aqui


e me dê um abraço de verdade… eu sei que o
Senhor criou o céu e a terra e tudo que neles
há, mas é como se existisse um grande vazio em
mim que só o teu infinito amor pode preencher.

A jovem sentiu como se fosse levantada pela


mão do próprio Deus. Lá do alto, viu um homem
sendo crucificado. Ele tinha uma coroa de
espinhos na cabeça, pregos nas mãos e muita
dor. Foi machucado, humilhado e abandonado.
Pregado no madeiro.
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Apesar disso tudo, ela o ouviu dizendo:

– Paizinho, perdoa-lhes: não sabem o que


fazem.

Essa frase ficou ecoando no seu coração:

“Papai, perdoa-lhes: não sabem o que fazem”.

“Papai, perdoa-lhes: não sabem o que fazem”.

“Papai, perdoa-lhes: não sabem o que fazem”.

Como Ele pôde perdoar tanta maldade? Por


que faria isso? Em troca de quê foi crucificado?
Questionava-se a moça aflita.

Deus lhe disse amorosamente:

– Filha, eu te amei de tal maneira que entreguei


meu filho único, para que você, crendo nele,
não pereça, mas tenha vida eterna.

A princesa se ajoelhou e chorou. Chorou por


tamanho amor, chorou por ter demorado tanto
para entender o quanto Deus a amava, chorou
porque não se sentir merecedora, chorou
de profunda gratidão, chorou e chorou…e
chorou…e chorou…
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Em um relance reviu todo o seu passado
sob uma nova ótica. Em seus momentos mais
dolorosos: o abandono dos pais, as surras, as
humilhações. Percebeu que não estava só, viu o
mesmo homem da cruz, era como se Ele sentisse
tudo que ela sentia, Ele era uma espécie de
escudo. E já não estava na cruz, Ele estava vivo!

Ela não podia acreditar no que estava vendo!


De quantas e quantas coisas ELE a havia salvado,
sem que ela tenha sequer pedido!

Seu coração finalmente se encheu de um


amor sem igual. Sentiu-se plena no amor de
Deus! Finalmente, tinha sentido o maior e mais
profundo de todos os abraços: o abraço de ter
sido salva por Jesus.

Só conseguia repetir sem cessar:

– Sou grata, sou grata, sou grata! – Começou


a cantarolar os louvores que ouvira de seu velho
avô, pulava de alegria e quis ficar sempre e
sempre ali na presença do seu amado Pai!
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As lembranças, que lembranças? Havia todo
o presente para ser vivido! Não tinha motivos
para olhar para trás, nem para sofrer pelo que
já passou.

Perdoar não era mais tão difícil, bastava


lembrar-se do exemplo do filho de Deus, era
impossível continuar sem amar a si mesma e sem
perdoar as pessoas diante do amor de Jesus.

Sim, Jesus, foi por meio dele que ela havia


conseguido se tornar uma nova pessoa!
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Quando se deu conta seu coração tinha se
transformado em um lindo jardim, ela podia
sentir tantos perfumes, tantas texturas, podia
tocar as mais lindas flores! Dentro dela mesma,
Deus havia feito algo maravilhoso!

O amor e o perdão a tinham tornado mais leve,


mais forte, agora tinha se tornado ela mesma:

– Pela graça de Deus, sou o que sou.

Sentiu saudades do seu esposo, não sabia


quanto tempo esteve ali naquela maravilhosa
aventura em busca de si mesma e do amor de
Deus.

Ainda sentia o toque fresco e molhado da


grama sob seus pés, quando Deus lhe disse:

– Filha amada, nunca se esqueça, em todo o


universo não há nada que possa te separar do
Meu amor!

Ela chorou… não de dor, nem de tristeza, mas


chorou diante da grandiosidade do amor e do
perdão de Deus! Só as lágrimas podiam expressar
sua profunda gratidão.

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– Esse é o seu escudo contra todo o mal!

– O amor de Deus é meu escudo, o amor é


meu escudo, nada pode me separar de Deus,
meu coração é um jardim. - Ela repetia essas
palavras sem cessar quando despertou.

Viu seu jovem esposo de joelhos aos pés da


cama.

O tempo todo ele esteve ali, em oração. Ficou


imaginando que esta deve ter sido a maior de
todas as suas batalhas.

Mas em Deus, eles venceram… E foram


amados eternamente!

Fim!
Agradeço a Deus, meu papai, por me dar a
honra de escrever essa história.
Agradeço também a Adriana Mendonça,
a Sabrina Tavares e a Iara Fante por
colaborarem de maneira tão especial na
realização deste projeto.
Dedico esse livro ao meu esposo e filho; meu
tesouro, minha herança.

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