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Atividade Avaliativa

Disciplina: Direito
Tributário II Professora:
Jéssica Pádua

Aluno: Jefferson Feitosa Gomes de Sousa


Orientações: Respostas com no mínimo de 10 linhas com fonte Arial, tamanho 12
01. Desenvolva um mapa mental do conteúdo trabalhado. (Usem a criatividade,
podem usar aplicativos ou fazer no papel e enviar por fotos, bem chamativo e
colorido, ressaltando os pontos mais importantes.)
02. Diferencie as garantias dos privilégios do crédito tributário.
O crédito tributário é envolto de garantias e privilégios. Garantias asseguram o
direito do fisco, decorrente de princípios consagrados, como a supremacia do
interesse público e indisponibilidade do interesse público, asseguram o efetivo
pagamento da obrigação. Variam conforme o tributo. As garantias previstas no
CTN, art. 183, não excluem as demais garantias que por ventura possam surgir
em legislações extravagantes. O privilégio, previsto do art. 184, CTN, por outro
lado, visa a propiciar uma vantagem em relação aos demais créditos, com a
possibilidade da obtenção do crédito tributário sobre bens gravados por ônus
reais ou com cláusulas de inalienabilidade ou impenhorabilidade, excetuados
unicamente os bens e rendas que a lei declare absolutamente impenhoráveis.

03. O que é lançamento tributário e quais as características que diferenciam as 3


modalidades.

É uma atividade administrativa plenamente vinculada. Sua natureza jurídica


possui caráter constitutivo em relação ao crédito tributário e declaratório em
relação a obrigação tributária, ou seja, declara a existência da obrigação e
constitui o crédito tributário. Lançamento, segundo CTN é um procedimento,
possuindo divergência com a doutrina que diz que lançamento tributário é um ato
administrativo. Possui as seguintes modalidades: De ofício ou direto, quando a
própria entidade faz todo o procedimento. Por declaração ou misto, quando existe
uma atuação do poder público e do contribuinte, concorrentemente. Homologação
ou auto lançamento, é o caso do Imposto de Renda, que é retido na fonte e
posteriormente ajustado pelo contribuinte.

04. Em relação as obrigações principais e acessórias, quais as características


distintivas entre elas?

A obrigação tributária divide-se em: Obrigação principal e obrigação acessória. A


obrigação principal será de pagar tributo ou penalidade. A obrigaçao principal surge
com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou
penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. A
obrigação acessória, por sua vez, será de fazer ou não fazer. Decorre da legislação
tributária e tem por objeto prestações, positivas ou negativas, nela previstas no
interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. A obrigação acessória
poderá converter-se em obrigação principal pelo simples fato da sua inobservância,
relativamente à penalidade pecuniária.

05. Desenvolva uma linha do tempo desde hipótese de incidência à extinção do


crédito tributário, explicando as fases.

HI LINHA DO TEMPO EXTINÇÃO

LANÇAMENTO

FG OT CT

HI – Hipótese de Incidência: O momento abstrato escolhido pelo legislador em que


um fato da vida real dará ensejo ao fenômeno jurídico tributário.

FG – Fato Gerador: É a materialização da hipótese de incidência, moento em que o


que foi previsto na lei tributária realmente ocorre no mundo real. Art. 114, CTN.

OT – Obrigação Tributária: É resultante do fato gerador ou, em outras palavras, da


concretização do paradigma legal previsto abstratamente na hipótese de incidência
tributária. Art. 113, CTN.
Lançamento: É uma atividade administrativa plenamente vinculada. Sua natureza
jurídica possui caráter constitutivo em relação ao crédito tributário e declaratório em
relação a obrigação tributária, ou seja, declara a existência da obrigação e constitui
o crédito tributário. Art 142, CTN.

CT – Crédito Tributário: É um valor que os sujeitos ativos da


obrigação tributária podem exigir dos sujeitos passivos (contribuintes) a partir da
ocorrência de um determinado fato gerador. Ele é constituído a partir de três fatores:
a previsão legal, o fato gerador e o lançamento tributário.

Extinção: É previsão do artigo 156 do CTN, as formas de extinção do crédito


tributário, quais sejam: I - o pagamento; II - a compensação; III - a transação; IV -
remissão; V - a prescrição e a decadência; VI - a conversão de depósito em renda; VII
- o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto
no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º, VIII - a consignação em pagamento, nos termos do
disposto no § 2º do artigo 164; IX - a decisão administrativa irreformável, assim
entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação
anulatória; X - a decisão judicial passada em julgado, XI – a dação em pagamento em
bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. Parágrafo único. A lei
disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial do crédito sobre a ulterior
verificação da irregularidade da sua constituição, observado o disposto nos artigos
144 e 149.

06. Quais circunstâncias interferem na cobrança do crédito tributário e quais são elas.

São circunstâncias que interferem na cobrança do crédito tributário a: Suspensão,


Extinção e a Exclusão.
Suspensão do crédito tributário: Previstas no Art. 151 do CTN, enumera as causas de
suspensão da exigibilidade do crédito tributário.
A - Moratória: É a dilatação legal do prazo de pagamento e é regulada pelo CTN em
seus arts. 152 a 155, diferentemente do que ocorre com as demais causas
suspensivas, cujo tratamento é inexistente;
B - O depósito do seu montante integral: O instituto do depósito é mais comumente
utilizado na via judicial, não sendo, na via administrativa. É um direito do contribuintee,
que utiliza visando à suspensão da exigibilidade do crédito tributário;
C - As reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo
tributário administrativo: A suspensão da exigibilidade do crédito tributário pode se dar
pela via administrativa. As reclamações representam, em geral, o primeiro passo
antes da via judicial, trazendo a vanntagem de não imporem ao litigante a incidência
das custas judiciais;

D - A concessão de medida liminar em mandado de segurança: A liminar em mandado


de segurança sempre existiu como causa suspensiva da exigibilidade do crédito
tributário;
E – A concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de
ação judicial: Com o NCPC, as medidas cautelares foram extintas, dando lugar à
chamada tutela provisória, a qual foi dividida em tutelas de urgência e tutelas de
evidência. A suspensão do crédito tributário, por meio de tutela concedida em ação
judicial, consta expressamente no rol dos incisos do art. 151, do CTN, para tanto o
contribuinte deverá pleitear a concessão de medida, que poderá ser declarada
inexistente a relação jurídico-tributária;

F – O parcelamento: Caracteriza-se pelo ato do contribuinte, após requerimento à


autoridade administrativa, de conduzir recursos de forma não integral ao Fisco. A
providência gera a suspensão da exigibilidade do crédito tributário.

São cusas de exclusão do crédito tributário:

A – A isenção: É uma causa de exclusão do crédito tributário, consoante o inciso I do


art. 175 do CTN. Não se confunde com a imunidade: esta tem respaldo constitucional;
a isenção legal;

B – A anistia: A anistia é causa de exclusão do crédito tributário, consoante o inciso II


do art. 175 do CTN. Seus efeitos desonerativos atingem a obrigação tributária
principal, mantendo-se incólumes os deveres instrumentais do contribuinte, ou seja,
as chamadas obrigações tributária acessórias. Conceitua-se a anistia como o perdão
das penalidades pecuniárias, concedido por lei, antes da constituição do crédito
tributário. Somente pode ser aplicada a infrações cometidas antes da vigência da lei
que a tiver concedido, operando efeito retrospectivo.

Extinguem o crédito tributário:

Art. 156. Extinguem o crédito tributário:

A - O pagamento: O pagamento, como fator extintivo do crédito tributário, está


regulamentado nos arts. 157 a 169 do CTN, tratando-se de modalidade direta de
extinção do crédito tributário, em função da desnecessidade de autorização legal para
sua efetivação;

B - A compensação: A compensação tributária, delineada nos arts. 170 e 170-A do


CTN, representa uma forma indireta de extinção do crédito tributário, realizada pelo
encontro de contas de créditos e débitos;

C - A transação: A transação tributária, prevista no art. 171 do CTN, representa o


acordo ou as concessões recíprocas que encerram um litígio instalado com
reciprocidade de ônus e vantagens. Depende de lei que conceda, sendo, portanto,
uma forma indireta de extinção do crédito tributário;
D – Remissão: A remissão, delineada no art. 172 do CTN, é o perdão da dívida pelo
credor. Traduz-se na liberação graciosa da dívida pelo Fisco. Tal instituto depende da
existência de lei para sua aplicação;

E - A prescrição e a decadência: São causas de extinção do crédito tributário. Vale


dizer que estará extinto o crédito caso o Fisco deixe de realizar o lançamento dentro
do prazo previsto na lei ou deixe de propor a execução fiscal em prazo legal;

F - A conversão de depósito em renda: Após decisão definitiva em sede administrativa


u judicial, favorável ao sujeito ativo, o depósito integrall efetuado nos autos será
convertido em renda em seu favor, provocando a extinção do crédito tributário;

G - O pagamento antecipado e a homologação do lançamento: Nos gravames cujos


lançamentos se dão por homologação, o contribuinte paga o tributo com fundamento
em apuração por ele mesmo realizada. Daí se falar em pagamento antecipado, uma
vez que é feito antes do lançamento;

H - A consignação em pagamento: É instrumento hábil a garantir ao sujeito passivo o


exerc´cio de seu direito de recolher o tributo diante de determinadas circunstâncias.

I - Decisão administrativa irreformável: Esta causa extintiva diz respeito às decisões


administrativas favoráveis ao contribuinte, uma vez que, se contrárias, não terão o
condão de etinguir o crédito tributário, restando ao contribuinte a possibilidade de sua
reforma na via judicail;

J - A decisão judicial passada em julgado: A decisão judicial passada em julgado


extingue o crédito tributário. A coisa julgada detém efeito absoluto, com regra, e nem
mesmo a lei poderá prejudicá-la;

K – A dação em pagamento em bens imóveis: O CTN prevê a dação em pagamento


como uma das formas de extinção do crédito tributário, apenas para o caso de bens
móveis. A tributária dação em pagamento representa modalidade indireta de extinção
do crédito tributário, por depender de lei autorizadora que a discipline.

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