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UNIVERSIDADE PAULISTA

ARIELLY ARAUJO SOUSA NOLETO

RA: 1884470

CISA - CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE DO ARAGUAIA


HOSPITAL MUNICIPAL DO ARAGUAIA
São Félix do Araguaia-MT

NOME DA EMPRESA ANALISADA


PIM VII

SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA/MT


2021
UNIVERSIDADE PAULISTA
ARIELLY ARAUJO SOUSA NOLETO
RA: 1884470

CISA - CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE DO ARAGUAIA


HOSPITAL MUNICIPAL DO ARAGUAIA
São Félix do Araguaia-MT

Projeto Integrado Multidisciplinar Recursos Humanos


(PIM VII)

Projeto Integrado Multidisciplinar VII


para obtenção do título de Tecnólogo em
Gestão de Recursos Humanos apresentado
à Universidade Paulista – UNIP.
Orientador:

SÃO FELIX DO ARAGUAIA/MT


2021
RESUMO

O presente Projeto Integrado Multidisciplinar VII (PIMVII) foi realizado na empresa


prestadora de serviços em saúde, Hospital Municipal Araguaia, localizada na cidade de São
Felix do Araguaia/MT, e vem discorrer sobre as disciplinas Saúde e Segurança no Trabalho:
benefícios e assistência Social;Treinamento e Desenvolvimento Sustentável,tendo como
intuito demonstrar de forma clara e objetiva, o funcionamento da empresa objeto da
pesquisa aplicando–se o conhecimento pratico e teorico adquirido no decorrer do curso de
graduação tecnológica em gestão de recursos humanos, onde sobre a disciplina Saúde e
Segurança no Trabalho serão mostrados dados relativos de como a empresa aplica este
tópico no seu dia a dia, demostrando como funciona efetivamente o sistema de saúde e
segurança ocupacional oferecido aos seus colaboradores considerando o subtópco benefício
e assistência social, ou seja quando há que se notificar e/ou aciona a previdência
social no caso de algum acidente de trabalho conforme a legislação , enquanto no tópico
Treinamento e Desenvolvimento serão levantados e apontados dados que vêm demonstrar
como se desenvolvem as carreiras na instituição, como são aplicados os treinamentos
relacionado aos seus funcionários a reatividade ou proatividade, findando com a disciplina
Desenvolvimento Sustentável, importante tópico, principalmente nos dias atuais, onde
tanto se fala em sustentabilidade,a pesquisa tentará retratar como a empresa a nalisada
gerencia seus resíduos, como lida com materiais descartáveis ou de uso único além de
evidenciar métodos de reutilização ou reciclagem para garantia da sustentabilidade tão
desejada. Na pesquisa serão levantados e representados dados sobre a aplicação das
disciplinas estudadas no bimestre utilizando como instrumento pedagógico a pesquisa
qualitativa como levantamento bibliográfico e de dados colhidos e adquiridos na própria
empresa (pesquisa de campo), fazendo se então o cruzamento das informações traçando um
elo entre a teoria e a prática, para se alcançar o objetivo que é ao final da pesquisa
tentar alcançar a coesão entre as ideias do autor e do leitor.

Palavras-chave: Segurança. Treinamento. Desenvolvimento. Sustentabilidade


SUMÁRIO

1.INTRODUÇÃO .......................................................................................................01
2. SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO: BENEFÍCIOS E ASSISTÊNCIA SOCIAL......03
2.1.Saude e Segurança naEmpresa..........................................................................04
2.2.Saúde e Segurança no Trabalho.........................................................................05
2.3.Qualidade de Vida e Ergonomia.....................................................................06
2.4.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho-CIPA..................06

2.5.Comunicação de Acidente de Trabalho...............................................................07

2.5.1 Gastos com a previdência municipal...............................................................10

2.6 Projeto Proposto para Melhoria na Qualida de de Vida no Trabalho................10


3 TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO.............................................................11
3.1. Método de Treinamento Adotado pela Empresa...............................................12
4. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL................................................................14
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................18
6. REFERÊNCIAS.....................................................................................................20
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1. INTRODUÇÃO

Este projeto integrado multidisciplinar (PIMVII) destina-se a apresentar a empresa do ramo


de saúde CISA-CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE DO ARAGUAIA-MT,
Hospital Regional Municipal do Araguaia, inscrita no CNPJ Cadastro Nacional de Pessoas
Jurídicas sob o nº: 04.805.882/0001-13, empresa atuante na área de medicina preventiva , mas
que tem como foco fundamental a medicina curativa, tendo em vista que é no hospital
onde a contecem os internamentos das mais distintas patologias para diagnóstico e
terapêutica Situado taticamente na rua 02 esquina com uma avenida que é estendida à BR-
242 , na saída da cidade, onde obrigatoriamente trafega todo o fluxo de veículos que
cruza o município, facilitando,inclusive,o atendimento em situações de emergências, como
acidentes de trânsito, por exemplo,o que indica a necessidade de periódicos treinamentos
para melhoramento no atendimento ao público, princpalmente no que tange à equipe de
socorristas, enfermeiros e médicos conforme será demonstrado no capítulo pertinente. Há
em seu quadro funcional 128 funcionários efetivos das mais diferentes áreas, e cerca de, 22
prestadores de serviços, todos devidamente inseridos em um ambiente que preza pela higiene
e segurança no trabalho, haja vista que em se tratando de um estabelecimento de saúde fica
evidente que a higiene como fator primordial deve ir além da chamada limpeza local,valendo
principalmente para a higiene ocupacional, que destaca o cuidado e o esmero com que esses
profissionais devem ter na lida diária para evitar acidentes que muitas vezes podem implicar
em contaminações cruzadas devido a atos inseguros, incusive serão demonstrados elementos
da pesquisa que tipificam tais atos, explicitando assim o que vem a ser segurança
ocupacional,além,claro,de deixar evidenciadas quais providências devem ser tomadas em
relação à comunicação de acidentes de trabalho quando ocorrem e se o funcionário terá
algum benefício social a título de afastamento por doença ocup acional .
A empresa em questão ganhou no ano de 2019 o prêmio regional de “Empresa Mais
Lembrada no Segmento Saúde” dado pela Agênciade Noticias Repórter do Araguaia, tendo
como lema não só a preocuppação em desenvolvimento profissional, a empresa também tenta
minimizar o impacto ambiental causa do pela produção de lixo, tanto hospitalar, quanto
comum, tentando gerenciar seus resíduos de forma a se gerir a empresa dentro do que se pode
chamar de preocupação ecológica e social, visto que “o comprometimento de uma organizaçã
o com a responsabilidade social também depende da avaliação e da revisão das atividades
realizadas” (CAPARRÓS, 2012, p.93), procurando de maneira concisa demonstrar o que a
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empresa faz ou deveria faze para se manter dentro de um desenvolvimento sustentável,


assunto tão em voga nos dias de hoje. Toda a pesquisa referente ao presente projeto foi feita
de forma a se coletar dados através de pesquisa de campo juntamente com informações
colhidas bibliograficamente através de ampla pesquisa literária, tendo como método a
pesquisa qualitativa a que visa proporcionar uma visão geral de um determina do fato (GIL,
1999, p.43) e procura e ntrelaçar o conhecimento teórico adquirido ao longo dos estuddos e
realizações das atividades e aplicá-lo de prática no funcionamento da empresa, tentando assim
harmonizar e aperfeiçoar o funcionamento da empresa e que serve para empreendimentos de
qualquer segmento.
3

2. SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO: BENEFÍCIOS E ASSISTÊNCIA


SOCIAL.

O tema saúde e segurança no trabalho se tornam assuntos fundamentais para qualquer


empresa, visto que a legislação ora vigente prima pela garantia dos direitos dos empregados
em detrimento aos deveres do empregador e a segurança laboral deve ser implantada em
qualquer empresa de qualquer segmento. No Brasil existem as normas regulamentadoras que
asseguram o direito a saúde e segurança laboral pelos trabalhadores, assim como aponta
a observância de tais normas pelos e mpregadores, segundo assinala a Norma
Regulamentadora de nº 1 em seu item.
1.1. As Normas Regulamentadoras- NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de
observância o brigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da
administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário,
que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho-CLT. (BRASIL,
1978) Como visto então, o conceito de saúde e segurança no trabalho está evidentemente
associado à prevenção e que todos devem prezar pela manutenção da segurança laboral, pois
sobre o assunto sempre há muito que se discutir para se chegar a um consenso sobre o que é
risco, o que é risco calculado e o que pode estar diretamente associado à prevenço de riscos
ambientais, evitando-se falhas ou preparando-se para e vitá-las. Araújo (2013) a firma que o
trabalho pode si gerar doenças, porém há que se entender seu mecanismo para que se realize
uma gestão segura.
As definições e as discussões sobre os riscos à saúde frequentemente estão associadas a
resultados decorrentes de um fato que possa ocasionar um agravo ou mesmo uma
consequência à saúde ocorrida com um trabalhador, as negligências, imprudência, ou até
mesmo falhas humanas. O trabalho pode gerar saúde, doença, acidente, invalidez e mesmo a
morte precoce do trabalhador. Assim, é de suma importância entender seu mecanismo,
visando à adoção de uma gestão preventiva e segura que propicie condições saudáveis
do ambiente do trabalho bem como da qualidade de vida e de saúde. (ARAÚJO, 2013, p.7)

Desta forma, fica evidenciado que nas empresas todos são responsáveis pela segurança
laboral, mas que os supervisores são responsáveis diretos pelo planejamento e execução das
atividades inerentes à prevenção de acidentes, pois segundo a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária cabe a esses profissionais o discernimento, pelo gerenciamento de tais atividades,
pois “os gerentes e supervisores têm a responsabilidade de zelar para que ambos, ambiente e
funcionário, apresentem-se em condições adequadas de segurança e de vem considerar a
prevenção de acidentes como uma parte normal de suas atividades rotineiras” (BRASIL,
2012, p.5)
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2.1. Saúde e Segurança na Empresa


Segurança do trabalho pode ser definida como os conjuntos de medidas que são adotadas
para minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a
integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. (PORTAL AREASE G, 2014).
A empresa objeto de estudo desta pesquisa não dfere das demais no quesito responsabiliade
quanto à saúde e segurança de seus funcionários, para tal e por se tratar de uma empresa
pública, portanto com funcionários estatutários, existe no PCCS-Plano de Carreira Cargos e
Salarios do Servidor Público do Município de São Félix do Araguaia .Capítulo específico
inerente às normas de segurança ocupacional em seu capítulo VI:
Art.133–Visando ao estabelecimento de medidas técnicas, administrativas e educacionais
relativas à proteção da saúde, implantação e preservação de condições seguras de trabalho do
servidor municipal abrangido por este documento, cabe à Secretaria Mu nicipal responsável
pela gestão de pessoal, através do órgão es pec ializado em saúde, higiene e s egurança do
tra balho: [.. .]
V. A emissão de laudo atestando afecção como acidente de trabalho ou doença profissional,
segundo os critérios da legislação federal;
VI. A interpretação de afecção como pertencente ao grupo de afecções arrolados na Lei que
disciplina o Regime de Previdência do Municíp io de Corrent ina;
VII. A inspeção de saúde–médica e psicológica– visando a definição de compatibilidade entre
as especificidades apresentadas por portador de necessidades especiais e seu cargo função;
VIII. A emissão de laudos concernentes à aposentadoria por invalidez;
IX. A homologação de licença dependente de inspeção médica obrigatória;
X. . A definição de função perigosa ou insalubre e a especificação dos equipamentos de
proteção necessários para atenuaras condições de risco;
XI. A definição de área de risco em ambientes de trabalho. (SÃO FELIX, 2005, ps. 31e 32)
O artigo citado relata sobre a legislação especifica para a gestão da segurança ocupacional,
porém mesmo assim, a empresa vale-se não somente de legislação local, aplicando-se também
considerações enunciadas em legislação federal, como disposto no parágrafo único do mesmo
artigo: “Sem prejuízo das definições em ações concernentes à saúde, higiene e segurança do
trabalho, definidas na legislação municipal específica, o órgão especializado no tema da
Secretaria Municipal responsável pela gestão de pessoal seguirá os conceitos emitidos nas
Normas Reguladoras e outros diplomas legais federais.” (São Félix, 2005, p.32)
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2.2 Saúde e Segurança no Trabalho

Partindo efetivamente para o assunto saúde e segurança no trabalho, detectou-se na pesquisa


que a empresa preza sim pela segurança de seus colaboradores, principalmente na prevenção
de doença s ocupacionais, pois se tratando de um ambiente hospitalar a lida diária é com
manuseio de materiais biológicos infectantes, assim como há um grande número de
procedimentos em que se utilizam materiais perfuro-cortantes,necesstando,portanto,
constantemente da utilização de EPI’s por quase todos os funcionários, algo fundamental ,
pois segundo Daychoum(2008, p.168).
“EPI’s são ferramentas de trabalho que visam proteger a saúde do trabalhador, reduzindo
possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma
determinada atividade.” e ainda “[...] o uso deste tipo de equipamento deverá ser contemplado
sempre que não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em
que se desenvolve a atividade.” (Daychoumid. ibid.). Viu-se, portanto que a empresa segue
com suas obrigações no qusito segurança no trabalho e que oferece EPIs a seus colaboradores,
visto que em um estabelecimento de saúde a chance de se adquirir uma doença relativa
ao trabalho é muito grande .

Figura-1 – Uso de luvas e jaleco no manuseio de materiais:

FONTE: Elaborado pela autora.

Nota-se que ás vezes há relutância de alguns funcionários que usam os equipamentos de


proteção individual, visto que por vezes são desconfortáveis de usar, mas que com um
trabalho paulatino de conscientização os funcionários entenderão que o uso de tais
equipamentos será para sua própria proteção. Verificou-se, porém que na empresa não há o
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chamado DDS (Diálogo Diário de Segurança), importante ferramenta que segundo Neto
(2014) “[...] serve para expressar os meios de prevenção de acidentes no ambiente de trabalho
e que deverão ser seguidas”, pois se mostrando os riscos presentes no ambiente torna-se
menos complicado conscientizar a equipe sobre eventuais riscos e percebe-se que muitas
vezes o funcionário tem que “ser estimulado”, constantemente lembrado Sobre a importância
da prevenção para se evitar acidentes ou aquisição de doenças ocupacionais decorrentes de
imprudência.
2.3. Qualidade de Vida e Ergonomia

Limongi-França (1996) define qualidade no trabalho como conjugado de ações de uma


empresa que abarca diagnóstico e implementação de relevantes melhorias e inovações
gerenciais, tecnológicas e estruturais dentro e fora do ambiente de trabalho , visando
propiciar condições plenas de desenvolvimento humano para e durante a realização do
trabalho, indo muito além do conceito de que um ambiente propício e seguro oferece
tudo que o empregado precisa . Como conceito o termo ergonomia procede do grego e está
composto pelas raízes “ergon” que significa trabalho e “nomos” que significa norma ou lei,
sendo definida na concepção como as normas do trabalho (CUADRADO, 2003), ou seja,
refere-se às normas do trabalho ou conjunto de disciplinas que estuda a organização do
trabalho no qual existe interações entre seres humanos e máquinas e que são geridas para
melhor rendimento do trabalhador, melhor aproveitamento do número de horas efetivamente
trabalhadas. (SIGNIFICADOS.COM, 2014) e para completar o conceito na enciclopédia
virtual Wikipédia.com (2014) encontramos como definição “Ergonomia: a ciência de projetar
o trabalho, os equipamentos e local de trabalho para adequá-lo ao trabalhador”,
portanto nota-se que ergonomia preocupa-se com a interação entre o trabalhador e o
ambiente de trabalho em que ele interage, com a adequação em equi pamentos que
são de seu uso para a e xecução de suas atividades diárias. Especificamente na empresa
objeto de pesquisa deste trabalho, verificou-se que há sim uma preocupação com os
equipamentos utilizados pelos trabalhadores, onde-se procura comprar equipamentos adequa
dos, que vão desde luvas nos tamanhos mais diversos, aventais da mesma maneira,
procura -se adquirir equi pamentos mais modernos, que não dispendem muitas vezes de
tanto esforço físico como eram feitos com os equipamentos mais antigos. Um exemplo a
sercitado são os aparelhos de pressão utilizados para verificação de pressão arterial nos
pacientes, antes eram usados os aparelhos convencionais com pêra de insuflação que obrigava
o profissional a ficar insuflando repetidamente tal artefato para se conseguir aferir uma
7

pressão arterial, além de que se usava também como complemente o estetoscópio, que
muitas vezes causa vaotites e dores no conduto auditivo dos profissionais e que
posteriormente foram trocados por aparelhos novos e digitais, que dispensam o uso
manual para insuflação e não necessitam de estetoscópio para se mensurar os valores
procurados (Fig.2 ).

Figura: 2 – Tensiômetro manual e digital

Fonte: Google. Imagens


Atitudes como esta demonstram o pensamento do sentido da palavra ergonomia, o que é
confundido por muitos simplesmente como ginástica laboral , o que segundo o RH
Portal é apontado como “[...] empresários que afirmam ter a ergonomia implantada na
gestão de sua e mpresa, mas quando se tem um contato mais próximo com a realidade
da referida empresa, percebe -se que há ginástica laboral e nenhuma ação ergonômica.
Cuidado com essa visão equivocada! ”. (RHPORTAL, 2013). Pode-se afirmar que com
ações desta magnitude pode-se sim desenvolver no funcionário uma melhor qualidade de vida
relacionada ao trabalho, visto que com menor esforço e maior produtividade saem ganhando a
empresa e o colaborador.

2. 4 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho - CIPA

Não foi detectada na empresa durante a pesquisa constituição de Comissão Interna de


Prevenção de Acidentes de Trabalho que é tratada na Norma Regulamentadora 5 em
seu tópico 5.1: “A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes- CIPA- tem como
objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar
compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da
saúde do trabalhador. ” (BRASIL,1978).A empresa em questão, durante a pesquisa mostrou-
se falha neste tema específico apesar do esforço que a mesma apresenta para manter dentro
dos padrões aceitáveiso processo de saúde e segurança no trabalho o que por consequência
8

acarreta na não implantação do Serviço Especializado em Saúde e Medicina do Trabalho–


SESMT, o que ameniza é que há implementado o Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais - PPRA, todos previstos nas devid as NR’s relativas a cada assunto.
A constituição da CIPA traz enormes benefícios para a empresa, afinal segundo Melo (2008)
a comissãoé um dos importantes mecanimos de prevenção de acidentes e doenças decorrentes
do trabalho, com objetivo de tornar compatível o trabalho com a preservação da integridade
física e a saúde do trabalhador, necessitando haver neste caso empenho da empresa, no caso
dos seus gestores em procurar criar a referida comissão, afinal não é só pela legislação
existente e o cumprimento dos diplomas legais existentes, pois “[...] uma legislação, por mais
bem elaborada que seja não obriga o cidadão a se engajar nessa luta” (CAMPOS, 1999).
Portanto há também que se pensar nos benefícios advindos com o funcionamento de uma
CIPA que vão além da prevenção de acidentes, há também os benefícios sociais gerados aos
trabalhadores, descritos:

- O funcionário que se inscrever para ser membro da Comissão Interna de Prevenção


de Acidentes (CIPA), já na inscrição começa acontar o período de estabilidade (se
for eleito). - O funcionário eleito tem o direito à estabilidade no período em que for
membro da CIPA que é = 1 ano + 1 ano após o término do mandato, direito este que
não pode abrir mão, (em caso de demissão deverá ser pago o salário referente ao
período que faltar), portanto para este funcionário o desligamento só pode ocorrer
por pedido dedemissão. (DIREITOS SOCIAIS.COM 2010)

Considera-se, portanto, que a empresa corre risco de ficar ultrapassada no quisito


competitividade, pois nos dias atuais as instituições que andam calçadas na legislação
produtiva dos trabalhadores tem aumento de valor de mercado.

2. 5. Comunicação de Acidente de Trabalho


Acidente de trabalho é definido por Araújo (2012) como:

Acidente de trabalho é considerado como tal acontece durante o exercicio das atividades
laborais. O acidentado, no caso o empregado ou segurado, de verá estar em pleno exercício
do trabalho e o fato poderá acarretar, para ele, lesões corporais ou algum tipo de disfunção
funcional que possa resultar na morte, perda ou limitação, seja permanente ou temporária,
de sua capacidade para a realização do trabalho. (ARAÚJO, 2013, p. 69).

Na empresa CISA-CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE DO ARAGUAIA-MT,


Hospital Regional Municipal do Araguaia, como qualquer empresa, não está livre de
ocorrências como doenças ocupacionais e acidentes envolvendo seus trabalhadores, o
diferencial e ncontrado na pesquisa é que por ter um instituto municipal de previdência, os
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casos são encaminhados ao Instituto Municipal de Previdência – IPASFA, que faz a vez de
receber o beneficiário, realizar as perícias e posteriormente o pagamento de benefícios. Em
uma estatística levantada junto à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), haja
vista que por não ter vínculo com o INSS, por consequência não há comunicação oficial junto
a previdência federal de Comunicação de Acidentes de Trabalho–CAT, constatou-se que a
maior partedas ocorrências levantadas durante o ano de 2020 foram de acidentes com
materiais perfuro-cortantes, visto que se trata de uma unidade hospitalar, onde se lidam
bastante com materiais como seringas, agulhas, lâminas de bisturi e ampolas de vidro para
acondicionamento de medicações, porém verificou -se também o caso de uma profissional
da enfermagem que adquiriu uma doença por contágio e uma profissional do serviço de
limpeza vítima de queda em piso escorregadio sofrendo uma luxação de dedo de uma das
mãos.O quadro 1 dá uma dimensão das ocorrências ocorridas na empresa Hospital
Regional Municipal do Araguaia no a no de 2020:
Tabela 1 – Acidentes ou doenças ocupacionais 2020
Ocorrência Jan Fev Mar Abr Mai Jun Julh Ago Set Out Nov Dez

Acidente com perfuro cortantes 0 0 1 0 2 1 0 1 3 1 0 4

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Quedas com fraturas

Doença Ocupacional 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0
(1) 0 1 0 0 0 0 0 2 0 1 0 0
Outros

Como visto a ocorrência predominante é o acidente com materiais perfuro- cortantes,


ocorrência que a unidade vem combatendo sistematicamente com a adoção de medidas
pertinentes como as indicadas na NR 32 que dispõe sobre o trabalho em estabelecimentos de
saúde e aponta a criação do Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional, proibição de
reencape de agulhas e desprezar tais materiais perfuro-cortantes em recipiente próprio (Fig. 3)
10

Como evenção, também foram detectadas as situações em que mais ocorriam os acidentes
com perfuro-cortantes onde se incluiam:
Durante reencape de agulhas;
Durante cirurgias ou procedimentos de emergência;
Quando agulhas desencapadas são deixadas soltas em lençóis, no chão ou desprezadas
em recipientes imprópios. Além disso, verificou-se que a funcionária que sofreu uma queda
acidental vindo a fraturar um dedo da mão, também ocorreu por conta do local
estar com o piso molhado e escorregadio e não conter nenhum aviso, hoje já é rotina
sinalizar pisos molhados com placas de advertência com os dizeres: “CUIDADO, PISO
ESCORREGADIO” .

2.5.1 Gastos com a previdência municipal


Quanto aos custos despedidos devido ao afastamento de funcionários por acidentes de
trabalho ou doença ocupacionaldurante o ano de 2020 levantou-se os seguintes valore
Tabela 2–Valores mês a mês com funcionários afastados

Meses jan fev mar abr mai jun jul ago s et out Nov Dez Total
Valor 00 350 285 185 852 780 678 265 466 335 00 660 4.856
Fonte: IMUPRE / Direção Administrativa

Dos valores acima descritos constam valores gastos com exames laboratoriais, pagamento de
dias de serviço em que o funcionário se ausentou se beneficiando da previdência municipal e
quase todos os casos poderiam ter sido evitados com medidas simples, com cuidados básicos, o
chamado prevencionismo, algo que a princípio fica a desejar na unidade por não haver nenhum
profissional prevencionista, especialista ou técnico em segurança do trabalho, fazendo com que
ha ja um gasto considerável e que poderia ser evitado.

2.6 Projeto Proposto para Melhoria na Qualida de Vida no Trabalho.


Como projeto ara melhoria na qualidade de vida no trabalho aplicado na empresa Hospital
Regional Municipal João Abreu Luz, acreditando hoje em dia na situação em que se encontra,
haveria a necessidade urgente de:
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Implantação da CIPA;
Implantação do SESMT;
Implantação do DDS;
Contratação de profissional prevencionista;
Levantamento das necessidades básicas da equipe profissional;
Conscientização da importância da prevenção;
Feed back dos anseios dos profissionais.

2. TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO
Neste capitulo, identificaremos como funciona o treinamento para o desenvolvimento
funcional na empresa objeto de estudo desta pesquisa. Para Chiavenato (1999) “Processos de
Desenvolver Pessoas são os processos utilizados para capacitar e incrementar o
desenvolvimento profissional e pessoal”, neste contexto está incluido treinamento e
desenvolvimento das pessoas, programas de mudanças e desenvolvimento de carreiras e
programas de comunicação e consonância, ou seja, se a empresa não investir em
desenvolvimento de carreiras através de treina mentos, o empreendimento tende a não ter
tanto sucesso ou até mesmo fracassar, visto que a competitividade hoje no mercado faz com
que as melhores empresas busquem sempre os melhores profissionais ou a té mesmo
desenvolvendo os profissionais já alocados na instituição,fazendo-o assim um
profissionalmais completo, mais preparado para o mercado e para as ações da companhia.
Sendo ainda que Santos (2013) afirma que:
A educação corporativa e uma realidade nas empresas de vanguarda. Os gestores devem ser
formados devem ser formados e adquirir habilidades para atuarem como educadores, antes de
planejadores, organizadores, diretores e controladores nas organizações [...] O treinamento
como instrumento educacional transformador dos profissionais da organização, melhorando
seu desempenho nas suas funções, bem como o desenvolvimento organizacional, como o
processo de qualificação dos recursos humanos, materiais e tecnológicos, ao longo do tempo
e do crescimento das organizações, serão as ferramentas para o alcance da multiplicação de
conhecimentos pela organização moderna. (SANTOS, 2013p. 9)

Fica claro que a visão de que o gestor e respossavel desenvolvimento das carreiras dos
funcionários da empresa e que a proatividade do departamento de recursos humanos na
concepção e execução dessa modalidade de desenvolvimento funcional é que indica a
eficiência da ARH.
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3.1 Métodos de Treinamento Adotado pela Empresa


A empresa alvo desta pesquisa mostrou-se com uma ARH relativa ao extremo, pois pouco se
preocupa com o desenvolvimento e treinamento de seus profissionais. Poucos são os
treinamentos oferecidos às equipes, o que deixa os profissionais da unidade defasados em
relação ao conhecimento de novos métodos e tecnologias, algo que pouco colabora para a
melhoria do atendimento prestado na unidade, que é atendimento em saúde aberto ao público.
Quando esses poucos treinamentos são oferecidos, eles são dados em formas de palestras
sem obrigatoriedade do colaborador de participar, ao mesmo tempo também, nenhum
incentivo é dado em contrapartida para a redução da reatividade do empregado, evento que se
mostrou bastante desfavorável para a inserção da empresa nos modernos métodos de
administração de recursos humanos. É importante frisar que o processo de capacitação é
realizado em conjunto com o Setor de Serviço de Educação em Enfermagem, atendendo o
cronograma de capacitação continuada. Apresentamos abaixo algumas imagens tiradas dos
colaboradores durantes alguns treinamentos:
Palestra/ treinamento para técnicos em enfermagem sobre instrumentação cirúrgica. Fig.4

Fonte: Elaborado pelo autor (2)

A intenção de se capacitar os profissionais com palestra é louvável, pois segundo conceito as


palestras servem como “quebra de rotina, “estando numa boa”, ideias novas fluem, pontos de
vista diferentes provocam reflexão, distâncias entre querer e poder se reduzem e, assim, as
soluções ganham forma. Além do que o treinamento incentiva o participante a usar o seu
potencial em favor da empresa–e dele mesmo. (WKPRISMA, 2014), porém como já dito a
reatividade funcional dos colaboradores beira à inércia, poucos querem realmente se
capacitar. O funcionário reativo é descrito por Trucom (2014) como:
Quando relativo, somos efeitos, os meros receptores, na periferia da Roda da Fortuna
estão à mercê dos altos e baixos da vida (da roda), sem poder realizar comandos assertivos ou
lúcidos. Ou seja, falta à força do centro, do eixo para Pró-ativar os comandos da Luz e boas sem
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eaduras. O comportamento Reativo acredita que tudo que nos acontece tem um culpado externo.
(TRUCOM, 2014, disponível em: http://somostodosunsig.com.br/conteudo/c.asp? id= 03000>).

Acredita-se que o principal motivo dessa reatividade funcional se deva a dois fatos principais
que são:
1. Por se tratar de empresa pública o funcioná rio adquire estabilidade;
2. A empresa não dispõe de ascensão funcional por mérito no seu plano de carreiras. Por fim
a e mpresa não realiza a valiações funcionais, o que desestimula totalmente a equipe,
somando-se a este fato que por si só já desencorajaria muitos, a prática somente de reuniões
trimestrais com superiores arredios, cobrando sem ofertar ou ofertando pouco como retorno
para o funcioná rio, sendo que o que funcionaria seria exatamente o contrário, pois “[...] um
plano de desenvolvimento motiva as pessoas na organização, cria perspectivas de evolução e
contribui para a melhoria dos resultados.” (TACHIAZAWA, FERREIRA e FORTUNA,
2006, p.219).Ao contrário do que a ARH apresenta e oferece na empresa objeto desta
pesquisa, os funcionários deveriam ser estimulados, instigados a procurar se desenvolver
nas suas carreiras ou até mesmo tentar novas carreiras, um caso típico é de um servidor
do de partamento de serviços gerais estudar um curso técnico em enfermagem por exemplo
e alcançar uma ascensão funcional,seria justo,seriapor seus próprios méritos, principalmente
se considerarmos que hoje em dia a oferta de cursos que vão desde capacitações à cursos de
graduação do ensino superior são ofertados na modalidade EAD,como Nóbrega(apud
CHIAVENATO,2002) relata que o ensino à distância está crescendo a ritmo acelerado, esse
fato deve-se ao uso das novas tecnologias,como a internet , por e xemplo , que possibilitou
novas perspectivas na educação.
3.2 Motivos de Treinamentos na Empresa
Varias são as vantagens, já dito, de se realizar treinamentos e o desenvolvimento funcional
nas empresas, e a empresa a qui estudada não seria diferente, dentre os principais motivos pod
eríamos citar que “o treinamento pode liquidar gargalos como as falhas na comunicação, o re
manejamento de pessoas em casos de substituições constantes motivadas por ausência de
pessoas, implantação de novas tecnologias, novos procedimentos [...]” (ANDREIS, 2013).
Neste sentido a administração de recursos humanos da unidade estudada se mostrou com
pensamento arcaico, quase retrógrado, dando sinais de que ainda está muito longe de se
aperfeiçoa no quesito treinamento e desenvolvimento, mas sempre é tempo para o novo, para
mudanças e como sugestão a empresa deveria se modernizar, valorizando seu quadro interno,
sabendo que o patrimônio da empresa também é composto por seus funcionários.
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3. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Sobre o tema desenvolvimento sustentável a empresa aqui estudada apresentou ideias e
condutas que demonstram preocupação com o impacto ambiental causado pela produção de
resíduos, haja vista que por se tratar de um estabelecimento de saúde a geração de resíduos é
de grande monta, pois se lida com um número considerável de materiais descartáveis,
portanto de uso único. Porém o que fazer com esse descarte de grande volume de materias
descartáveis?Como gerenciar essa grande produção de resíduos, de produtos com resíduos
biológicos sem contaminar o meio ambiente?Qual a responsabilidade social da empresa?
Segundo a organização WWF (2014) a definição mais aceita para desenvolvimento
sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem
comprometer a capacidade de atender as necessidades dasfuturas gerações. É o
desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. (WWF–BRASIL,2014, Disponível
em:< ht tp://WWWf.org.br/>). A empresa Hospital Municipal Regional do Arguaia, João
Abreu Luz, faz parcerias com associações de artesãos que recicla produtos considerados
descartáveis, com órgãos da prefeitura municipal como o Centro de Referência de Assistência
Social–CRAS, que trabalha com crianças e adolescentes em atividades ocupacionais onde
também se trabalha com reciclagem, além de manter uma gestão de resíduos dentro do
previsto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária–ANVISA, pois nem todo lixo
produzido na unidade é lixo infectante ou com risco biológico.
Com relação aos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), é importante salientar que das 149.0
toneladas de resíduos residenciais e comerciais geradas diariamente, apenas uma fração
inferior a 2% é composta por RSS e, destes, apenas 10 a 25% necessitam de cuidados
especiais. Portanto, a im plantação de processos de segregação dos diferentes tipos de reíduos
em sua fonte e no momento de sua geração conduz certamente àminimização de resíduos, em
especial àqueles que requerem um tratamento prévio à disposição final. (BRASIL, 2006). Para
tanto a empresa objeto da pesquisa segue um esquema de gerenciamento de resíduos descrito
na figura 5 Esquema de gerenciamento de resíduos(Fig5):

Fonte: Reciclar
Consultoria
&
Gestão Ambiental.

Destarte é correto firmar


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que com as parcerias reaizadas e o pensamento focado na sustentabilida de, a empresa atende
bem aos quesitos sobre desenvolvimento sustentável, pois a reciclagem se inicia dentro da
própria unidade com atitudes como reuso da água utilizada em autoclaves para esterilização
para lavagem de pisos e calçadas, fornecimento de material de vidro já esterilizado para
reciclagem, além de se preocupar com uso da iluminação natural do sol durante o dia com
janelas amplas, porém isoladas e transparentes, respeitando a condição de unidade hospitalar.
A empresa fez parceria também com empresa do ramo de tratamento químico e reciclagem
de filmes planos utilizados para confecção de radiografias, além de resíduos de revelação de
raios-x, algo que tem no seu descarte potencial extremamente poluente para o meio ambiente,
pois a confecção de chapa radiográfica na geração de imagens gera diversos elementos de alta
toxicidade, havendo ainda os reveladores que na revelação eliminam prata não sensibilizada
pela ação da luz e fixação da imagem revelada e sendo a prata um metal pesado e altamente
poluente, a sua liberação no ambiente é proibida por normas estabelecidas pela ANVISA
através da Resolução 306/04 e CONAMA através da Resolução 358/05, ambas dispondo
sobre gerenciamento de resíduos. (LIPORINI, MION e CAVALHEIRO, 2012), vindo,
portanto a empresa responsável pelo tratamento químico e reciclagem das chapas de raios-x
recolherem o material e dar destinação final dentro das normas e resoluções pertinentes,
mantendo a adminstração em seus arquivos recibos referentes à coleta desses materiais para o
caso de fiscalização ambiental, findando ainda em todo este processo há a vantagem que com
a captação e armazenagem para posterior recolhimento, o hospital tem a possibilidade de
vender, ou doar, os filmes para empresas especializadas, possibilitando a geração de receita e
providenciando a destinação correta este resíduo químico. (JACQUES, 2012). Porém o foco
do desenvolvimento sustentável implementado na empresa é a reciclagem de materiais que
não necessitam de cuidados especiais, como é o caso, por exemplo, dos frascos de
medicamentos injetáveis, que são reaproveitados e utilzados para confecção de enfeites e
lembranças Artesanato com frascos de medicação injetavel (Fig.6) .

Fonte: Elaboradopelo autor (2)


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Por último e não poderia se deixar de dizer, a consciência ambiental observada durante a
realização da pesquisa vai de pequenos gestos que evitam desperdícios de material, resíduos
orgânicos (restos de alimento), incluindo-se a Separação seletiva do lixo conforme figura 7
. Fi g. 7 – Coleta seletiva dos resíduos

Fonte: Elaboradopelo autor (2)

*Saco Branco* Lixo infectante


(material de hospital)- Seringa, luva, resto de curativo, sonda, gaze, algodão, máscara com
sangue, gesso, culturas, vacinas vencidas, bolsas de sangue, membros pequienos(pé, dedo),
resto de urina, fezes.

*Saco Vermelho* Lixo químico


Pilhas, medicação, frasco da pomada, baterias, cartuchos, lâmpadas florescentes,equipo com
sangue.

*Saco Azul* Lixo reciclável


Papel, papelão, embalagens, equipo sem sangue.

*Saco Preto* Lixo comum


Guarda-napo, fraldas, papel higiênico, carbono, restos alimentares, flores, papel de fax,
etiquetas, máscaras sem sangue, gorro.

*Saco Amarelo*(caixa)Pérfuro cortante


Tudo que corta ou fura, como agulhas, lãminas, ampolas de vidros, espátulas.
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E posteriormente atraves de convenio com parceiros, o lixo organico recolhido para uma
usina de compostagem para a produção de adubo orgânico, ajudando assim a sociedade civil e
assumindo a sua responsabilidade social.

Deste modo é correto afirmar que a instituição pesquisada trabalha dentro de suas
possibilidades com um gerenciamento satisfatório de resíduos preocupando-se com sua parte
de responsabilidade social que é quando empresas, de forma voluntária, adotam posturas,
comportamentos e ações que promovam o bem-estar dos seus públicos interno e externo,
sendo uma prática voluntária. (RESPONSABILIDADE.COM, 2014), afinal a empresa se
preocupa com a reutilização da água não contaminada , com a reciclagem de materiais
descartáveis que não necessitam de cuidados diferenciados, além de aproveitar a
iluminação natural e dar destinação correta a metais provenientes de revelações de raios-x,
além de realizar coleta seleti va, com envio de material orgânico para compostagem
ajudando assim a reduzir o impacto ambiental de suas ações. No quesito desenvolvimento
sustentável, acredita-se que a empresa esteja em um patamar aceitável dentro do papel a qual
se propõe.
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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÃO

Findando a pesquisa, após o levantamento das hipóteses iniciais considerando que o problema
da pesquisa é a dúvida inicial do autor e tem a função de indicar o caminho a ser percorrido
para se atingir o objetivo (CARTONI, 2007), podemos considerar que a pesquisa alcançou seu
objetivo,que a princípio seria de se fazer um levantamento das disciplinas estudadas no
bimestre, mas se chegou a um patamar superior, pois realizou um diagnóstico da situação
relativa à higiene e segurança do trabalho oferecida na empresa , além de se verificar
os métodos de treinamento e desenvolvimento apresentados na empresa relativos à reatvidade
ou proatividade funcional, terminando com o que é feito no quesito sustentabilidade, ou seja,
como a instituição avalia e executa o desenvolvimento sustentável para que possa cumprir
seu papel social. Para o tema saúde e segurança no trabalho sugere-se que a empresa
introduza em seu campo de ação a aplicação das normas regulamentadoras que expressam a
necessidade da criação de CIPA, implantação do SESMT além de tópicos relativo à segurança
ocupacional que devem ser levantados e implantados na empresa , pois relativas à segurança
e medicina do trabalho, pois todas as normas regulamentadoras são de observância
obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração
direta e indireta (BRASIL,1978), além de que sob o mesmo tema acredita que a instituição
deveria repassar os dados relativos a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais
diretamente à previdência social para fomentar o sistema de informação e fornecimento
de suporte , afinal tal omissão implica descumprimento do artigo 22 da Lei 8.213/91 que
diz: “A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdênci a Social até o1º
(primeiro) da útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à
autoridade competente , sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite
máximo do saláro-de-contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada
e cobrada pela Previdência Social.”(BRASIL,1991).Quant ao tópico treinamento e
desenvolvimento, verificou-se que na empresa a situação pode ser considerada grave devido à
reatividade funcional e de ARH, causando impacto negativo na empresa, pois os funcionários
são desestimulados por ausência de desenvolvimento funcional, o que emperra a ampliação
de qualquer empreendimento, afinal o colaborador desestimulado tende a ser relapso e
indelicado no atendimento ao público. (COBRA, 200 4, p. 130), devendo assim haver
estímulo para a proatividade funcional, tendo como iniciativa primária o próprio RH da
instituição.
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Encerrando a análise da pesquisa, resta o assunto desenvolvimento sustentável, que foi o ítem
melhor analisado nesta pesquisa, devido à intenção notória de a empresa se adequar às
modernas técnicas de gestão ambiental e deresíduos, aplicando bem as técnicas existentes, o
que fornece à empresa um importante instrumento gerencial para capacitação e criação
de condições de competitividade. (TACHIZAWA, 2006). Encerra-se então a pesquisa com a
impressão de que a empresa objeto de estudo aqui descrita há muito que melhorar
no quesito treinamento e desenvolvimento funcional , estimulando seus colaboradores
e próprio RH para se tornarem atores proativos , devendo ficar a cargo dos gestores
tal procedimento, se programar sobre a implementação de legislação pertinente às
normas de segurança do trabalho para adentrar na legalidade incluindo-se aqui a
questão das devidas comunicações de acidente de trabalho junto à previdência social,
finalizando com a opinião de que sobre o assunto desenvolvimento sustentávl , a
instituição encontra- se em pleno desenvolvimento de execução de ações carregadas de
forte cunho social no quesito gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, devendo
ser parabenizada pela responsabilidade social que demonstra.
De um modo geral, aventa-se a possibilidade de a empresa estar de certo modo inserida no
contexto aceitável para uma empresa de seu porte e características, visto que a
empresa aqui estudada é uma empresa pública e que evenualmente independe de sua
auto -gestão para seu crescimento .
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6. REFERENCIAS.

ANDREIS, Talita Inês. Treinamento. Artigo publicado no site Rhportal. Disponível em: <
http: //www. Rhportal.com. br /arti gos/r h.php?Idccad=s5qlja8pz>. Acesso em 28 Mar. 2021.
AREASEG. Site de Segurança do trabalho. Introdução à Segurança do Trabalho: Perguntas e
Respostas. Disponível em: ht tp://www.are aseg.com /seg/. Acesso em: 28 Mar.2021.
ARAÚJO, Elaine Aparecida de. Saúde e segurança no trabalho: benefício e assistência social.
São Paulo: [S.l.], 2013
BRASIL, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual Segurança no ambiente
hospitalar. Disponível em: < http:// www.anvisa.gov.br/servicosaude /manuais/ seguranca_
hosp.pdf>. Acesso em: 28 Mar.2021.
BRASIL. Lei 8.213/91. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social.
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213 cons. htm>>. Acesso em: 29
Mar.2021
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de
gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
BRASIL, Ministério do Trabalho e Emprego. Normas Regulamentadoras. Disponível em:<
http://portal.mte.gov.br/legislacao/normas-regulamentadoras-1htm>. Acesso em: 30 Mar.2021
CAMPOS, Armando Augusto M. CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes: uma
nova abordagem. São Paulo: Editora SENAC, 1999.
CAPA RRÓS, Raquel. Desenvolvimento Sustentável. São Paulo: [S.l.], 2012.
CARTONI, Daniela Maria. Manual de monografia geral. Valinhos: FAV–Faculdade de
Valinhos, 2007.
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessas: o novo papel dos recursos humanos nas
organizações . Rio de Janeiro: Editora Campus, 1999.
COBRA, Marcos. Serviços: como construir valor para o cliente. São Paulo: Ed. Cobra, 2004.

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