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Jason Gallas, IF–UFRGS 29 de Dezembro de 2004, às 13:20

Exercı́cios Resolvidos de Dinâmica Clássica


Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de fı́sica teórica,
Doutor em Fı́sica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha

Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Instituto de Fı́sica

Matéria para a PRIMEIRA prova. Numeração conforme a quarta edição do livro


“Fundamentos de Fı́sica”, Halliday, Resnick e Walker.

Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/ jgallas

Conteúdo 4.1.1 Soma de vetores . . . . . . . . 2

4 Vetores 2 4.1.2 Somando vetores através das


4.1 Problemas e Exercı́cios . . . . . . . . . 2 suas componentes . . . . . . . . 2

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4 Vetores cujo módulo é


L  : L < L < A@ . 9(*  0 < .   0 < M  4N 5 M 

O ângulo que a diferença G faz com a horizontal é


4.1 Problemas e Exercı́cios
L 
E1O  4   
4.1.1 Soma de vetores arctan L   arctan 1D  
9(* 

P 3-6 (3-??/6 edição) Dito de modo equivalente, o vetor G está direcionado

 de um ângulo de 1D  a Norte do Oeste. Ou ainda, a
Um vetor  tem módulo unidades e está dirigido para   214    C  7(  a Oeste do Norte.

leste. Um outro vetor,  , está dirigido para  a oeste
do norte e tem módulo de  unidades. Construa diagra-
mas vetoriais para calcular 
 e   . Estime o 4.1.2 Somando vetores através das suas componen-
módulo e a orientação dos vetores   e   a partir tes
desses diagramas.
 
Para resolver este problema como o livro deseja, P 3-29 (3-??/6 edição)
necessita-se de papel milimetrado, régua e um transferi-
dor, para medir ângulos. Uma estação de radar detecta um avião que vem do Les-
te. No momento em que é observado pela primeira vez,
Irei resolver o problema usando sua representação 
algébrica. As componentes dos vetores  e  são o avião está a   m de distância,   acima do hori-

zonte, O avião é acompanhado por mais N 3 no plano
    M 
vertical Leste-Oeste e está a C m de distância quando
é observado pela última vez. Calcule o deslocamento da
e aeronave durante o perı́odo de observação.
       !    
 sen    #"%$& ')(* Chamemos de P a origem do sistema de coordenadas,
de Q a posição inicial do avião, e de R a sua posição fi-

O sinal de  é negativo pois para fazer a soma algebri- nal. Portanto, o deslocamento procurado é
camente, precisamos primeiro transladar o vetor  para S DS )S
a origem do sistema de coordenadas. É claro que tal QR  PRA PQT
DS E    
Para PR temos, definindo UN 3   V   (1 ,
translação não é necessária no processo gráfico utiliza-
do para a soma. Entenda bem o que está sendo feito, as
que
diferenças entre os dois métodos de obter a soma.
Portanto, para a soma + ,
 -
  temos DS  W PR WX. sen E9Y "%$& E[Z 0
PR
./        10  ./M C  0 . sen (1  Y "%$)&\(1  Z 0
+  Y Z
 
 .  2'3   4 ( 065 . 7(    0  M )   N  

cujo módulo é
S
Analogamente, para PQ temos
89;: 8=< >8?< A@ . '( 0 <B ,. 4  0 < 4'3C 5 D  )S
PQ  W PQ WX. "%$&   Y sen    Z 0
O ângulo que a soma + faz com a horizontal é  .   0 . "]$)&*   Y sen    Z 0
 Y  Z
E3F  8= ')(     5      C   (* NN
arctan 8   arctan  
'(
Dito de modo equivalente, o vetor + está direcionado de Portanto
   
um ângulo de      a Oeste do Norte. S DS )S
QR  PRA PQ
Para o vetor diferença G  H  temos  . M  *^ _     
C    N  ^ 2 (* NN 0
 
 . 9(   4  0  . N)N  M  M     C( 0 
G I. '3J   (  0K5
4 

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cuja magnitude é eixo ` é



S WI@
W Q R N N  M  M  0 < ,.   C*( 0 <
. )  NN 
 M M  arctan a
 C( ,    rad d   M  

N N M
  cbM
5 N N   m
o que significa que o avião voa quase que horizontal-
S
O ângulo que o vetor Q9R faz com a parte negativa do mente.

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LISTA 0 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 20 de Novembro de 2004, às 11:51

Exercı́cios Resolvidos de Dinâmica Clássica


Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de fı́sica teórica,
Doutor em Fı́sica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha

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Conteúdo 4.1 Problemas e Exercı́cios . . . . . . . . . 2


4.1.1 Análise do Movimento de
4 Movimento em duas e três dimensões 2 Projéteis . . . . . . . . . . . . 2

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2 $65   5 / . Substituin-
4 Movimento em duas e três di- cujas raı́zes são 1 /
34
e 1
do a raiz positiva na expressão
mensões
!#"   7. 2 
 -  82:9; - 
encontramos que  " 
m/s. Portanto a
bola irá atingir uma altura máxima de
4.1 Problemas e Exercı́cios
 ,"   - 
 ,
(8<  8 
4.1.1 Análise do Movimento de Projéteis
5=%  5  2   m

 (b) Como a componente horizontal da velocidade é sem-


P 4-37 (4-29/6 edição)
pre a mesma, temos
5! " - 
 5
8
Uma bola é jogada do solo para o ar. A uma altura de
     > 585  2D9 5E m 
m a velocidade é  
em metros por se-   ?A@ %CB  
  2 
gundo (i horizontal, j vertical). (a) Qual a altura máxima
alcançada pela bola? (b) Qual será a distância horizon- (c) O módulo da velocidade é
tal alcançada pela bola? (c) Qual a velocidade da bola
  ,   ,"
(módulo e direção), no instante em que bate no solo? F  ?
 (a) Chame de  o tempo necessário para a bola atingir
 ,    -  , H  9I 
a velocidade dada. Neste caso teremos  G 
 
  3
m/s
    !#"$&% ' O ângulo que  faz com a horizontal é
J 8L"
()    $ ,* %  ,
 "  +  tan K * @  ? B
 - 

 4 L 90 E L
Eliminando  " entre estas duas equações obtemos  tan K * @  B  5 '

-  , .
  $  E L
  0/' ou seja, está orientada abaixo da horizontal.

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Exercı́cios Resolvidos de Dinâmica Clássica


Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de fı́sica teórica,
Doutor em Fı́sica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha

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Instituto de Fı́sica

Matéria para a QUARTA prova. Numeração conforme a quarta edição do livro


“Fundamentos de Fı́sica”, Halliday, Resnick e Walker.

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Conteúdo 5.2 Problemas e Exercı́cios . . . . . . . . . 2


5.2.1 Segunda Lei de Newton . . . . 2
5 Forças e Movimento – I 2 5.2.2 Algumas Forças Especı́ficas . . 2
5.1 Questões . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 5.2.3 Aplicação das Leis de Newton . 3

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5 Forças e Movimento – I 5.2.2 Algumas Forças Especı́ficas

E 5-11 (5-???/6  )
Quais são a massa e o peso de (a) um trenó de -9 kg e
5.1 Questões (b) de uma bomba térmica de 3") kg?
 A massa é igual a -9 kg, enquanto que o peso é
T (a)
WVX Y6Z-998=6Z[;1 M98% L-;]\3 N.
U
Q 5-??
(b) A massa é igual a 3"; kg, enquanto que o peso é
Cite bla-bla-bla...
T UWVX Y6^3";+8=6Z[;1 M98% 32Q)1 M N.

E 5-14 (5-11/6  )
Uma determinada partı́cula tem peso de  N num pon-
to onde V _[21 M m/s . (a) Quais são o peso e a mas-

de V _3/1 [ m/s ? (b) Quais são o peso e a massa da


sa da partı́cula, se ela for para um ponto do espaço on-
5.2 Problemas e Exercı́cios
partı́cula, se ela for deslocada para um ponto do espaço
5.2.1 Segunda Lei de Newton onde a aceleração de queda livre seja nula?
 (a) A massa é
T
E 5-7 (5-7/6  edição)
` V [;91  M ;1  kg 1
Na caixa de  kg da Fig. 5-36, são aplicadas duas forças, 
mas somente uma é mostrada. A aceleração da cai- Num local onde V a321 [ m/s a massa continuará a ser
;1  kg, mas o peso passará a ser a metade:
xa também é mostrada na figura. Determine a segun-
da força (a) em notação de vetores unitários e (b) em T bWVX a6<)1c8=6^321 [98 a N 1
(b) Num local onde Vd L m/s a massa continuará a ser
módulo e sentido.
 (a) Chamemos as duas forças de  e  . De acordo ;1  kg, mas o peso será ZERO.
com a segunda lei de Newton,  
  , de modo
que    . Na notação de vetores unitários E 5-18 (5-???/6  )
temos    e
(a) Um salame de  kg está preso por uma corda a uma
  sen "!  #%$'&"()"!+*, -./021 34*1 balança de mola, que está presa ao teto por outra corda
(Fig. 5-43a). Qual a leitura da balança? (b) Na Fig. 5-
Portanto 43b, o salame está suspenso por uma corda que passa
por uma roldana e se prende a uma balança de mola
5 6798'6:-"8);
6<8=6:021 3>8'*?@. que, por sua vez, está presa à parede por outra corda.
AB"%/C;9*=D N 1 Qual a leitura na balança? (c) Na Fig. 5-43c, a parede
foi substituı́da por outro salame de  kg, à esquerda, e
(b) O módulo de  é dado por
o conjunto ficou equilibrado. Qual a leitura na balança
agora?
E  GF E 
E  GK 6:998 
L6: ;+8  LM N1
IH IJ Em todos os três casos a balança não está acelerando, o
que significa que as duas cordas exercem força de igual
O ângulo que  faz com o eixo N positivo é dado por magnitude sobre ela. A balança mostra a magnitude de
E IJ  ; qualquer uma das duas forças a ela ligadas. Em cada
uma das situações a tensão na corda ligada ao salame
tan OP E 
2
 1 "
- @
Q ;
- 1
IH " tem que ter a mesma magnitude que o peso do salame
pois o salame não está acelerando. Portanto a leitura da
O ângulo é ou  ! ou  !
R0M9 ! L;0 ! . Como ambas balança é WV , onde  é a massa do salame. Seu valor é
E E
componentes SH e IJ são negativas, o valor correto é T G6:9+8=6ZM;1 [98% Y09M N 1
)+ ! .

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5.2.3 Aplicação das Leis de Newton


 (a) O diagrama de corpo isolado é mostrado na Fig. 5-
27 do livro texto. Como a aceleração do bloco é zero, a
segunda lei de Newton fornece-nos
P 5-21 (5-19/6  )  yV sen O 
Um foguete experimental pode partir do repouso e ‚ yVƒ$'&9(;O
;1
alcançar a velocidade de +-9 km/h em 1 M s, com
aceleração constante. Qual a intensidade da força média A primeira destas equações nos permite encontrar a
necessária, se a massa do foguete é Q@9 kg? tensão na corda:
 Basta usarmos E `e , onde E é a magnitude da  V sen Ox a6ZM21 Q98'67[;1 M98 sen 99! 3" N 1
força, e a aceleração, e  a massa do foguete. (b) A segunda das equações acima fornece-nos a força
A aceleração é obtida usando-se uma relação simples da normal:
cinemática, a saber, f ge"h . Para f i0-9 km/h ‚ bWV„$=&9()OP Y6ZM;1cQ8=6Z[21 M"8)$'&"() ! …\@
0-9>j];1 -k 3393 m/s, temos que el 3933)j>1 Mk m]3)\ N1
m/s . Com isto a força média é dada por (c) Quando a corda é cortada ela deixa de fazer força
E beX Y6<Q@"8'6<]3>\8n Y1cPop+q N 1 sobre o bloco, que passa a acelerar. A componente N da
segunda lei de Newton fica sendo agora V sen Oy
e , de modo que
ed a sen Ox Y|6Z[21 M"8 sen  ! Y321 [ m/s 1
E 5-23 (5-??/6  )
Se um nêutron livre é capturado por um núcleo, ele po- O sinal negativo indica que a aceleração é plano abaixo.
de ser parado no interior do núcleo por uma força forte.
Esta força forte, que mantém o núcleo coeso, é nula fora E 5-33 (5-???/6  )
do núcleo. Suponha que um nêutron livre com veloci- Um elétron é lançado horizontalmente com velocida-
dade inicial de 91 3po09r m/s acaba de ser capturado de de 1cWoR09r m/s no interior de um campo elétrico,
por um núcleo com diâmetro st u+)v :w m. Admitindo
3/1 Qdo?+)v :† N. A massa do elétron é [21‡9o?0;v4ˆ  kg.
que exerce sobre ele uma força vertical constante de

intensidade. A massa do nêutron é 1 -"\xoy0;v  r kg.


que a força sobre o nêutron é constante, determine sua
Determine a distância vertical de deflexão do elétron, no
 A magnitude da força é E ze , onde e é a intervalo de tempo em que ele percorre  mm, horizon-
aceleração do nêutron. Para determinar a aceleração que talmente.
faz o nêutron parar ao percorrer uma distância s , usamos  A aceleração do elétron é vertical e, para todos efei-
a fórmula tos, a única força que nele atua é a força elétrica; a força
é muito menor. Escolha o eixo N no sen-
f  bf {
#@e>s/1
gravitacional
tido da velocidade inicial e o eixo ‰ no sentido da força
elétrica. A origem é escolhida como sendo a posição
Desta equação obtemos sem problemas inicial do elétron. Como a aceleração e força são cons-
f pf {  |6:1 3Xop+r=8    tantes, as equações cinemáticas são
E
ed @s ;6}0 v ~w 8 [21 MXoy0 r m/s 1 NW f h { 
‰ e"h   h Š
e
E ge   
A magnitude da força é
onde usamos para eliminar a aceleração. O
E Ued G6:1 -"\xoy0 v  r 8'67[;1 Mop+  r 8 Y0-;1 3 N1 tempo que o elétron com velocidade f { leva para viajar
uma distância horizontal de N# ‹ mm é h| ŒNjf { e
sua deflexão na direção da força é

E 5-28 (5-15/6  ) ‰  E N 
 Ž f {/
 3/1 QPoy0)v :† Xoy0)v ˆ 
Veja a Fig. 5-27. Vamos considerar a massa do bloco
igual a M21 Q kg e o ângulo OL € ! . Determine (a) a
tensão na corda e (b) a força normal aplicada sobre o
 Ž [;1‘,oy0 v4ˆ   Ž 1cxoy0 r 
bloco. (c) Determine o módulo da aceleração do bloco
se a corda for cortada. 1cQdop+ v ˆ m L;1 2+Q mm 1
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É jogando elétrons contra um tubo de imagens que sua A aceleração do trenó é


TV funciona... Isto será estudado nos capı́tulos 23 e 24 E Q;1 
e"•– m/s
M21 3 L;1 -9 1
do livro.
W•
P 5-38 (5-29/6  ) (b) De acordo com a terceira lei de Newton, a força do
trenó na moça também é de Q;1  N. A aceleração da moça
Uma esfera de massa „o|0;v w kg está suspensa por uma
é, portanto,
corda. Uma brisa horizontal constante empurra a esfera
de maneira que ela faça um ângulo de "\ ! com a verti-
E
cal de repouso da mesma. Determine (a) a intensidade e>—“  — Q)3"1c  21‡+ m/s 1
da força aplicada e (b) a tensão na corda.
 (a) Suponhamos a brisa soprando horizontalmente da (c) A aceleração do trenó e da moça tem sentidos opos-
tos. Suponhamos que a moça parta da origem e mova-se
direita para a esquerda. O diagrama  de corpo isolado na direção positiva do eixo N . Sua coordenada é dada
para a esfera tem três forças: a tensão na corda, apon- por
tando para cima e para a direita e fazendo um ângulo
O“’i>\ ! com a vertical, o pesoE WV apontando verti-
calmente para baixo, e a força da brisa, apontando
N4—“  e"—h  1
O trenó parte de Ny YN { ‹Q m e move-se no sentido
horizontalmente para a esquerda.
negativo de N . Sua coordenada é dada por
Como a esfera não está acelerada, a força resultante de-
ve ser nula. A segunda lei de Newton nos diz que as

N • N {   e • h  1
componentes horizontais e verticais das forças satisfa-
zem as relações, respectivamente,
 sen O
E Š Eles se encontram quando N4—“ N2• , ou seja quando
 $'&"()OyV ; 1   {  Š
Eliminando
 entre estas duas equações obtemos  >e —h bN   e"•˜h
E UWV tan O 76 Xop+ v w 8'6Z[21 M"8 tan >\@!
donde tiramos facilmente o instante do encontro:
{ Š
;1 ;”oy0 v4ˆ N 1 h a™ e — ] N l


(b) A tensão pedida é
 V 6Ztop+)v w 8'6Z[21 M"8 b21 -9MPoy0 v4ˆ N 1
quando então a moça terá andado uma distância

'$ &9(;O $'&9(2"\ ! N —  e — h  N { e"—


Perceba que  talvez fosse mais
>e —#
Re"•
E simples ter-se primeiro 6}+Q98'6Z21‡+98
determinado e, a seguir, , na ordem contrária do que
pede o problema. ;1‘0
l;1 -9 L;1 - m1

P 5-39 (5-??/6  )
P 5-40 (5-31/6  )
Uma moça de 39 kg e um trenó de M21 3 kg estão sobre
a superfı́cie de um lago gelado, separados por Q m. A Dois blocos estão em contato sobre uma mesa sem atri-
moça aplica sobre o trenó uma força horizontal de Q)1c to. Uma força horizontal é aplicada a um dos blocos,
N, puxando-o por uma corda, em sua direção. (a) Qual a como mostradoE na Fig. 5-45. (a) Se   š;1 kg e
aceleração do trenó? (b) Qual a aceleração da moça? (c)   91  kg e L;1c N, determine a força de contato
A que distância, em relação à posição inicial da moça,
eles se juntam, supondo nulas as forças de atrito?
E for aplicada a   , ao invés de   , a força de contato
entre os dois blocos. (b) Mostre que, se a mesma força

 (a) Como o atrito é desprezı́vel, a força da moça no entre os dois blocos é )1‘ N, que não é o mesmo valor
obtido em (a). Explique a diferença.
trenó é a única força horizontal que existe no trenó. As
 (a) O diagrama de corpo isolado para a massa   tem
forças verticais, a força da gravidade e a força normal
do gelo, anulam-se.
‚
quatro forças: na vertical, kIV e  , na horizontal, para

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E
a direita a força aplicada e, para a esquerda, a força onde a velocidade final é fy  , a velocidade inicial é
de contato  › que  exerce sobre   . O diagrama de f { Ÿ e ‰… Ÿ3" , a coordenada do ponto final.
corpo isolado para a massa  contém três forças: na Com isto, encontramos
‚
vertical, œV e  e, na horizontal, apontando para a
{ 
direita, a força › . Note que o par de forças  › e › é um eX @f ‰ |;6}6:+3>98 8 \  a91c\) m/s 1
par ação-reação, conforme a terceira lei de Newton.
A segunda lei de Newton aplicada para   fornece
E ?› b 'e Š Este resultado permite-nos determinar a tensão:
 bC6žV,
le)8 Y6}0-998 Z[21 M
1¡\>+¢ Y1 Mdop+ w N 1
onde e é a aceleração. A segunda lei de Newton aplica-
da para  fornece

› b  e41 P 5-52 (5-35/6  )


Observe que como os blocos movem-se juntos com a Uma pessoa de M9 kg salta de pára-quedas e experimenta
mesma aceleração, podemos usar o mesmo sı́mbolo e uma aceleração, para baixo, de )1cQ m/s . O pára-quedas
em ambas equações. tem Q kg de massa. (a) Qual a força exercida, para cima,
Da segunda equação obtemos e Y›j que substitui- pelo ar sobre o pára-quedas? (b) Qual a força exercida,
da na primeira equação dos fornece › : para baixo, pela pessoa sobre o pára-quedas?
E   6Z21 98'6}1c8 a91‡ N 1  (a) O diagrama de corpo isolado para a pessoa+pára-
›
 %
R ) 1 
b91  E
quedas contém duas forças: verticalmente para cima a
força  do ar, e para baixo a força gravitacional de um
(b) Se  for aplicada em   em vez de   , a força de
objeto de massa m Y67M%
Q8% LM9Q kg, correspondente
contato é
E   Z
6 21 9
 '
8 <
6 )
 1 98
as massas da pessoa e do pára-quedas.
›  %
R )1 
b91  L;1‡ N 1 Considerando o sentido para baixo como positivo, A se-
gunda lei de Newton diz-nos que
A aceleração dos blocos é a mesma nos dois casos. Co-
W
 x
V  E Ue Š
mo a força de contato é a única força aplicada a um dos 
blocos, parece correto atribuir-se aquele bloco a mesma onde e é a aceleração de queda. Portanto,
aceleração que ao bloco ao qual  é aplicada. No segun-
do caso a força de contato acelera um bloco com maior E UC6žVdye)8 G6ZM"Q8'67[;1 M”C;1 Q98– L-9 N 1
massa do que no primeiro, de modo que deve ser maior. 
(b) Consideremos agora o diagrama de corpo E ,isolado
P 5-44 (5-33/6  ) apenas para o pára-quedas. Para cima temos
 e para
baixo temos a força gravitacional sobre o pára-quedas
Um elevador e sua carga, juntos, têm massa de 0-9 de massa £ . Além dela, para baixo atua também a
kg. Determine a tensão no cabo de sustentação quan- força E £ , da pessoa. A segunda lei de Newton diz-nos
do o elevador, inicialmente descendo a  m/s, é parado então que t£V,
E £, E b£]e , donde tiramos
numa distância de 3> m com aceleração constante. 
 E £ b £ 6ZeP¤V;8
E 6<Q8=67)1cQy[21 M"8
R-"@
 no isolado
O diagrama de corpo tem duas forças: pa- 
ra cima, a tensão cabo e, para baixo, a força QM N 1
WV da gravidade. Se escolhermos o sentido para ci-
 |WVd e , onde e é a aceleração. Portanto, a tensão
ma como positivo, a segunda lei de Newton diz-nos que
P 5-55 (5-???/6  )

 bC6žV,
le)8œ1 Imagine um módulo de aterrisagem se aproximando da
superfı́cie de Callisto, uma das luas de Júpiter. Se o
Para determinar a aceleração que aparece nesta equação motor fornece uma força para cima (empuxo) de 9-
usamos a relação N, o módulo desce com velocidade constante; se o mo-
tor fornece apenas @9 N, o módulo desce com uma
f  f { #

@e"‰ Š aceleração de ;1 [ m/s . (a) Qual o peso do módulo de

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aterrisagem nas proximidades da superfı́cie de Callisto? para baixo, fazendo um ângulo OW u ! com o prolon-
(b) Qual a massa do módulo? (c) Qual a aceleração em gamento da normal.
queda livre, próxima à superfı́cie de Callisto? Para k , escolhemos o eixo N paralelo ao plano incli-
 Chamemos de V a aceleração da gravidade perto da nado e apontando para cima, e o eixo ‰ na direção da
normal ao plano. Para   , escolhemos o eixo ‰ apon-
superfı́cie de Callisto, de  a massa do módulo de ater-
risagem, de e a aceleração do módulo de aterrisagem,
tando para baixo. Com estas escolhas, a aceleração dos
E dois blocos pode ser representada pela mesma letra e .
As componentes N e ‰ da segunda lei de Newton para
e de o empuxo (a força para cima). Consideremos

WV E €e . Se o empuxo for E R €"@-9 N, a   são, respectivamente,


o sentido para baixo como o sentido positivo. Então

aceleração é zero, donde vemos que  p  V sen O   e Š


‚ yWV„$'&"()O
 Vx E  b21
 21
E
Se o empuxo for  9@ N, a aceleração é e  ’21 9[
A segunda lei de Newton para   fornece-nos

m/s , e temos   Vx    e41
WVx E  e"1 
Substituindo-se Π ed
b  V sen O (obtida da pri-
meira equação acima), nesta última equação, obtemos a
(a) A primeira equação fornece o peso do módulo de aceleração:
aterrisagem:
T Vd E  "@- e 6^  p   sen O"8˜V
N1 k%
?
A ;1 ”C;121¡c\ \¦sen  ! D˜67[;1 M98 L;1¡\]9Q m/s 1
(b) A segunda equação fornece a massa:
T  E  "@-?@9
#)1
` e> ; 1 [ “)1¡\xop+ ˆ kg 1
(b) O valor de e acima é positivo, indicando que a
aceleração de   aponta para cima do plano inclinado,
(c) O peso dividido pela massa fornece a aceleração da enquanto que a aceleração de   aponta para baixo.
gravidade no local, ou seja, (c) A tensão na corda pode ser obtida ou de
T    e”
R  V sen O
VX  )1¡\P"@oy- 0 Y 1c 1
6Z21c\8'A ;1¡\]"Qƒ
l[;1 M sen 99!ID L@21 M3 N Š
m/s
ˆ
ou, ainda, da outra equação:
P 5-58 (5-43/6  )    V,
?  e
Um bloco de massa  X ‹21c\ kg está sobre um plano 67)1 98=A [21 M”C;1¡\]"QD/ L;1 M@3 N 1
com  ! de inclinação, sem atrito, preso por uma corda
que passa por uma polia, de massa e atrito desprezı́veis,

sa  `;1 kg, pendurado verticalmente (Fig. 5-52). P 5-63 (5-47/6  )


e tem na outra extremidade um segundo bloco de mas-

Quais são (a) os módulos das acelerações de cada bloco Um macaco de + kg sobe por uma corda de massa des-
e (b) o sentido da aceleração de  ? (c) Qual a tensão prezı́vel, que passa sobre o galho de uma árvore, sem
na corda? atrito, e tem presa na outra extremidade uma caixa de
 (a) Primeiro, fazemos o diagrama de corpo isolado Q kg, que está no solo (Fig. 5-54). (a) Qual o módulo
da aceleração mı́nima que o macaco deve ter para levan-
para cada um dos blocos.
Para  , apontando para cima temos a magnitude da
 tar a caixa do solo? Se, após levantar a caixa, o macaco
tensão na corda, e apontando para baixo o peso œV .
parar de subir e ficar agarrado à corda, quais são (b) sua

Para k , temos três forças: (i) a tensão apontando
aceleração e (c) a tensão na corda?
para cima, ao longo do plano inclinado, (ii) a normal
‚  (a) Consideremos “para cima” como sendo os sen-
perpendicular ao plano inclinado e apontando para cima tidos positivos tanto para o macaco quanto para a cai-
e para a esquerda, e (iii) a força peso k¥V , apontando xa. Suponhamos que o macaco puxe a corda para baixo

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LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 22 de Outubro de 2003, às 2:58 p.m.

E
com uma força de magnitude . De acordo com a ter- que quando substituida na segunda equação acima nos
ceira lei de Newton, a corda puxa o macaco com uma permite obter e>— :
força de mesma magnitude, de modo que a segunda lei
de Newton aplicada ao macaco fornece-nos e"—  £ y—,8˜V t£,p —
E y—VX b—”e>— Š
6}+Q#+98~V L
m/s 1
onde — e e>— representam a massa e a aceleração do +Q
0
macaco, respectivamente. Como a cordaE tem massa des-
prezı́vel, a tensão na corda é o próprio . (c) Da segunda lei ne Newton para a caixa podemos ob-
E
A corda puxa a caixa para cima com uma força de mag- ter que
nitude , de modo que a segunda lei de Newton aplicada E U£26žVxCe — 8 G6:Q8=6Z[;1 M”C;1 "8 @ N 1
à caixa é
E
‚ p£+V U£@e£ Š
onde t£ e e£ representam ‚ aé massa e a aceleração da P 5-70 (5-53/6  )
caixa, respectivamente, e a força normal exercida
Um balão de massa « , com ar quente, está descendo,
pelo solo sobre a caixa.
E E —¦§‘¨ , onde E —ƒ§‘¨ é a verticalmente com uma aceleração e para baixo (Fig. 5-
Suponhamos agora que
força mı́nima para levantar a caixa. Então
‚ © e 59). Que quantidade de massa deve ser atirada para fora
e £ u , pois a caixa apenas ‘descola’ do chão, sem ter do balão, para que ele suba com uma aceleração e (mes-
ainda começado a acelerar. Substituindo-se estes valo- mo módulo e sentido oposto)? Suponha que a força de
subida, devida ao ar, não varie em função da massa (car-
E i £ V que, quando substituida na segunda lei de
res na segunda lei de Newton para a caixa obtemos que
ga de estabilização) que ele perdeu.
Newton para o macaco (primeira equação acima), nos  As forças que atuam no balão são a força ¬ da gra-
permite obter a aceleração sem problemas: vidade, para baixo, e a força  do ar, para cima. Antes
E p — V 
e"—… 6Zt£,p — 8~V da massa de estabilização ser fogada fora, a aceleração
— — é para baixo e a segunda lei de Newton fornece-nos
E C Š
6}+Q”098=6Z[21 M"8 b321 [ 
m/s 1   «“VX a «e
+ E L«Œ6žVxCe)8 . Após jogar-se fora uma massa
(b) Para a caixa e para o macaco, a segunda lei de
ou seja
 do balão passa a ser «­C e a aceleração
 , a massa
Newton são, respectivamente, é para cima, com a segunda lei de Newton dando-nos
E p
  £ Vd b £ e £ Š
agora a seguinte expressão
E p— VX U—e>—P1 E U
  67«®y8~VX a6<«®y 8:e41
E entre as duas equações acima encontra-
Agora a aceleração do pacote é para baixo e a do ma-
caco para cima, de modo que e"—m ªe £ . A primeira
Eliminando

mos sem problemas que
equação nos fornece
E b £ 6^V,
#e £ 8  £ 6žVPye>—,8 Š ` e « e «

V „
?V;j@e 1
C

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LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 23 de Outubro de 2003, às 10:09 a.m.

Exercı́cios Resolvidos de Dinâmica Clássica


Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de fı́sica teórica,
Doutor em Fı́sica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha

Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Instituto de Fı́sica

Matéria para a QUARTA prova. Numeração conforme a quarta edição do livro


“Fundamentos de Fı́sica”, Halliday, Resnick e Walker.

Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/ jgallas

Conteúdo 6.2.1 Propriedades do Atrito . . . . . 2


6.2.2 Força de Viscosidade e a Velo-
6 Forças e Movimento – II 2 cidade Limite . . . . . . . . . . 4
6.1 Questões . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 6.2.3 Movimento Circular Uniforme . 4
6.2 Problemas e Exercı́cios . . . . . . . . . 2 6.2.4 Problemas Adicionais . . . . . 6

Comentários/Sugestões e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br


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LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 23 de Outubro de 2003, às 10:09 a.m.

6 Forças e Movimento – II
P 6-2 (6-???/6  )
 .
Um jogador de massa  kg escorrega no cam-
po e seu movimento é retardado por uma força de atrito
6.1 Questões !
 5 N. Qual é o coeficiente de atrito cinético #%6
entre o jogador e o campo?
Q 6-10 
Neste problema, o diagrama de corpo livre tem ape-
Cite bla-bla-bla... nas três forças: Na horizontal, apontando para a esquer-
 da, a força  de atrito. Na vertical, apontando para cima
temos a força normal  do solo sobre o jogador, e para
baixo a força 7 da gravidade.
A força de atrito está relacionada com a força normal
8 #%6  
através da relação . A força normal é ob-
6.2 Problemas e Exercı́cios tida considerando-se a segunda lei de Newton. Como a
componete vertical da acelerac cão é zero, também o é a
6.2.1 Propriedades do Atrito componente vertical da segunda lei de Newton, que nos
diz que
E 6-1 (6-??/6  edição)  
 
Um armário de quarto com massa de  kg, incluindo "
gavetas e roupas, está em repouso sobre o assoalho. (a) ou seja, que  . Portanto
Se o coeficiente de atrito estático entre o móvel e o chão  
for    , qual a menor força horizontal que uma pessoa # 6      5
( . (9.

* :*
;
deverá aplicar sobre o armário para colocá-lo em movi- 3
  +  -
0 +
mento? (b) Se as gavetas e as roupas, que têm
kg de
massa, forem removidas antes do armário ser empurra-
do, qual a nova força mı́nima? E 6-8 (?????/6  )

(a) O diagrama de corpo livre deste problema tem Uma pessoa empurra horizontalmente uma caixa de -
1,1
quatro forças. Na horizontal: apontando para a direita kg, para movê-la sobre o chão, com uma força de 
está a força aplicada , para a esquerda a força de atri- N. O coeficiente de atrito cinético é  <- . (a) Qual o
to  . Na vertical, apontando para cima temos a força módulo da força de atrito? (b) Qual a acelelração da
normal  do piso, para baixo a força  da gravidade. caixa?
Escolhando o eixo  na horizontal e o eixo  na vertical. 
(a) O diagrama de corpo livre tem quatro forças. Na
Como o armário está em equilı́brio (não se move), a se-
horizontal, apontando para a direita temos a força que
gunda lei de Newton fornece-nos como componentes 
a pessoa faz sobre a caixa, e apontando para a esquerda
e  as seguintes equações
a força de atrito  . Na vertical, para cima a força normal
   do piso, e para baixo a força 7 da gravidade. "
  
 
  A magnitude da força da gravidade é dada por
# 6  , onde # 6 é o coeficiente de atrito cinético. Como a
 ! "
Donde vemos que
  e  .  componente vertical da aceleração é zero, a segunda lei
Quando aumenta, aumenta também, até que de Newton diz-nos que, igualmente, a soma das compo-
#%$  . Neste instante o armário começa a mover-se. = 
nentes verticais da força deve ser zero:
"   , ou
A força mı́nima que deve ser aplicada para o armário seja, que  . Portanto
começar a mover-se é  #%6 ' #%6 &( ( (9.  .
& # $ ' # $ )( ( (/. 21 3  <-,+ -,+  0-+
>0 N 
 * ,+  -+  0 + , N 
 (b) A aceleração é obtida da componente horizontal da
(b) A equação para continua a mesma, mas a massa é segunda lei de Newton. Como ! ? , temos
 !1
agora 
0 kg. Portanto !@ 1-1  .
& %
# $3 )( 4( 1 /( .  1   
>0 
    -+ -0 +  0 +
 N ? A5: m/sB,
 ,

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LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 23 de Outubro de 2003, às 10:09 a.m.

] Sc 
sen [  
E 6-11 (6-9/6  ) 8L]_^a` b d
Esta equações nos dizem que
N] [ e que
 1
Uma força horizontal de
N comprime um bloco 3 sen [ .

pesando  N contra uma parede vertical (Fig. 6-18). O Para a caixa permanecer  em repouso tem que ser me-
# $ , ou seja,
coeficiente de atrito estático entre a parede e o bloco é nor do que
 : , e o coeficiente de atrito cinético é   . Suponha que ]_^e`-b C # $ ( N]
inicialmente o bloco não esteja em movimento. (a) O [ 3 sen [-+f
bloco se moverá? (b) Qual a força exercida pela parede
Desta expressão vemos que a caixa começará a mover-
sobre o bloco, em notação de vetores unitários? ]
 se quando a tensão for tal que os dois lados da
(a) O diagrama de corpo isolado consiste aqui de qua- equação acima compemsem-se:
tro vetores. Na horizontal, apontando para a direita, te-
 ]_^e`-b  #%$ ( N]
mos  a força e apontando para a esquerda a força nor- [ 3 sen [-+f
mal . Na vertical, apontando verticalmente para baixo
temos o peso  , e apontando para cima a força de atri- donde tiramos facilmente que

to . ( ( (9.
]2 #%$ 3  A,+ :,0 +  0-+
Para determinar se o bloco cai, precisamos encontrar a
 ^e`-b S # $ ^e`-b S
magnitude da força de fricção nevessária para mante- [ sen [
 Z A sen
> Z
lo sem acelerar bem&como encontrar a força da parede 
C # $ <-5 N 
sobre o bloco. Se o bloco não desliza pela
ED # $ 
parede mas se o bloco irá deslizar. (b) Quando a caixa se move, a segunda lei de Newton
A componente horizontal da segunda lei de Newton re- nos diz que
FGH IJH 1
quer que
KL(  , de( modo
1  que 1
N
e, portanto, # $ M  :- +
+  N. A  componente
 
]_^a` b @
[

7?g
vertical diz que   , de modo que 3  L
 
S ]  
sen [ 3 *
N.
EC #%$ 
Como , vemos que o bloco N não desliza.
K 1 Agora, porém temos
(b) Como o bloco não se move,  Ne
N.
 # 6 ' # 6 ( h]
A força da parede no bloco é  sen [ +f
)QERSTVUW)(X 15RYS U
PO
 + N 
onde tiramos da segunda equação acima. Substituin-

do este na primeira das equações acima temos
P 6-22 (6-13/6  ) ]_^a`-b  # 6 ( N] 
[  
3 sen [-+ ?g
Uma caixa de :,0 kg é puxada pelo chaão por uma corda
que faz um ângulo de
>-Z acima da horizontal. (a) Se o de onde tiramos facilmente que
coeficiente de atrito estático é A , qual a tensão mı́nima ]M(/^e`-b S # 6
necessária para iniciar o movimento da caixa? (b) SE ?  [ sen [-+  # 6
# 6   <- , qual a sua aceleração inicial? 

( (/^e`-b S
  <-5 +
,Z * <  sen
>-Za+ G( (9.
(a) O diagrama de corpo isolado tem quatro forças.
 * < ,+  0-+
Apontando para a direita e fazendo um ângulo de [ :,0

>-Z com a horizontal temos a tensão \ na corda. Hori- 



, < m/sB-
zontalmente para a esquerda aponta a força de atrito  .
Na vertical, para cima aponta a força normal  do chão Perceba bem onde se usa #%$ e onde entra # 6 .
sobre a caixa, e para baixo a força 7 da gravidade.
Quando a caixa ainda não se move as acelerações são
zero e, consequentemente, també o são as respectivas P 6-24 (6-15/6  )
componentes da força resultante. Portanto, a segunda 1-1
lei de Newton nos fornece para as componente horizon- Na Fig. 6-24, A e B são blocos com pesos de , N e
N, respectivamente. (a) Determine o menor peso (bloco
tal e vertical as equações, respectivamente,
C) que deve ser colocado sobre o bloco A para impedi-
]_^a` b  
[  lo de deslizar, sabendo que o coeficiente #%i entre A e a

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1 ]= t(
mesa é  . (b) Se o bloco C for repentinamente retira- k l k lxw +y? . Substituindo as duas últimas ex-
do, qual será a aceleração do bloco A, sabendo que # 6 pressões na primeira equação acima obtemos
entre A e a mesa é *j
 ?
 k l  #%6  kon
 kol ? k n ?g
(a) Aqui temos DOIS diagramas de corpo isolado. O  
diagrama para o corpo B tem ] apenas duas forças: para
cima, a magnitude da tensão na corda, e para baixo Isolando ? encontramos, finalmente,
a magnitude kml do peso do bloco B. O diagrama pa- (  # 6 (/. 1-1;8( (
  k l konz+   0-+e{ |
>,+ - +~}
ra o corpo composto por A+C tem quatro forças. Na ? S r
S ,
1 1
] k n kml ,
horizontal, apontando para a direita temos a tensão  1

na corda, e apontando para a esquerda a magnitude da  < m/sB5

força de atrito. Na vertical, para cima temos a normal # i e onde se usa #%6 .
exercida pela mesa sobre os blocos A+C, e para baixo o Perceba bem onde entra
peso konqp , peso total de A+C.
Vamos supor que os blocos estão parados (não acelera- 6.2.2 Força de Viscosidade e a Velocidade Limite
dos), e escolher o eixo  apontando para a direita e o
eixo  apontando para cima. As componentes  e  da
segunda lei de Newton são, respectivamente, P 6-43 (6-33/6  )
]r 
Calcule a força da viscosidade sobre um mı́ssil de ,<
*
 
kmnqp  
*
cm de diâmetro, viajando na velocidade de cruzeiro de
1 1
5 m/s, a baixa altitude,
 onde a densidade do ar é
,
Para o bloco B tomamos o sentido para baixo como sen- kg/m  . Suponha €  5 .
do positivo, obtendo que 
Use a Eq. 6-18 do livro texto:
N]s
k l
m  m‚ƒ'

]= 1 €W„…Q† B 
Portanto temos que
7s]t kol e, consequentemente,
" que
kml . Temos também que k nqp .  onde „ é a densidade do ar, … é a área da secção reta
Para que não ocorra deslizamento, é necessário que
 C # i do mı́ssil, † é a velocidade do mı́ssil, e € é o coeficien-
F‡‰ˆ
seja menor que # i , isto é que kml k nqp . O me- te
ˆde viscosidade.
1ƒ 1 A área éa dada por … B , onde
nor valor que k nqp pode ter com os blocos ainda parados * ,< w * -:  m é o raio do mı́ssil. Portanto,

1,1 m‚ƒ
( ( 1 (Š‡ ( 1 (91  1Œ‹
 k l   1 *A ,,+
, + +  : ,+ B ,-+ B :
u  N 
kmnqp # i 1 ,

>

 N 
*
Como o peso do bloco A é - N, vemos que o menor
6.2.3 Movimento Circular Uniforme
peso do bloco C é
  
k p
-
u - :-: N 
E 6-47 (?????/6  )
(b) Quando existe movimento, a segunda lei de Newton Se o coeficiente de atrito estático dos pneus numa rodo-
aplicada aos dois diagramas de corpo isolado nos forne- via é  1  , com que velocidade máxima um carro pode
ce as equações fazer uma curva plana de  Y  m de raio, sem derrapar?
 ˆ
]8  A aceleração do carro quando ˆ faz a curva é † B w ,
k n
?g
onde † é a velocidade do carro e é o raio da curva.

J  Como a estrada é plana (horizontal), a única força que
k n  evita com que ele derrape é a força de atrito da estrada
N]  kol com os pneus. A componente horizontal da segunda lei
@ ˆ 
kml ?g de Newton é †B w . Sendo a força normal da

estrada sobre o carro e  a massa do carro, a compo-
v # 6    " 
Além destas, temos , onde kon (da nente vertical
 da segunda lei nos diz que
Ž  #%i 3  .
segunda equação acima). Da terceira acima tiramos Portanto, 3 e %
# i 3 . Se o carro não

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LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 23 de Outubro de 2003, às 10:09 a.m.

hC
#%i 3 . Isto significa que †B w ˆ=C
#%i  , ou
derrapa, Atenção: observe que o enunciado deste proble-
Cs #% i ˆ
seja, que †  . ma na quarta edição do livro fala em “peso apa-
A velocidade máxima com a qual o carro pode fazer rente de 5: kg”, fazendo exatamente aquilo que
a curva sem deslizar é, portanto, quando a velocidade não se deve fazer: confundir entre si, peso e mas-
coincidir com o valor á direita na desigualdade acima, sa.
ou seja, quando A origem do problema está na tradução do livro.
= # i ˆ = ( 1 ( /( . 
† max   -+ Y A,+  0-+
-
m/s  1 de
>5 li-
O livro original diz que “um estudante
bras” ....“tem um peso aparente de
 libras”.
O tradutor não percebeu que, como se pode faci-
lemente ver no Apêndice F, “libra” é tanto uma
E 6-55 (?????/6  )
unidade de massa, quanto de peso. E é preciso
No modelo de Bohr do átomo de hidrogênio, o elétron prestar atenção para não confundir as coisas.
descreve uma órbita circular em torno do núcleo. Se o Assim, enquanto que as
5 libras referem-se a
‹ ‹ 1
raio é Y <
uY‘‰’“’ m e o elétron circula : :
u’y” vezes uma massa de :,0 kg, as
 libras referem-se a
por segundo, determine (a) a velocidade do elétron, (b)
um peso de ,5 N.
a aceleração do elétron (módulo e sentido) e (c) a força

centrı́peta que atua sobre ele. (Esta força é resultante (a) No topo o acento empurra o estudante para cima
o˜
da atração entre o núcleo, positivamente carregado, e o com uma força de magnitude , igual a -5 N. A Terra
elétron, negativamente carregado.) A massa do elétron puxa-o para baixo com uma força de magnitude k , igual
. ‹ F( (9. 
é |
,

>Y‘  ’ kg. a :,05 :-0-+  0-+ :,:-: N. A força 8
lı́quida apontando
  ˜
(a) para o centro da órbita circular é k e, de acordo
ˆ
(b) com a segunda lei de Newton, deve ser igual a † B w ,
ˆ
(c) onde † é a velocidade do etudante e é o raio da órbita.
Portanto
†B  @%˜™  
E 6-56 (???/6  )  ˆ k :,:,: ,,
,
>: N 
A massa  está sobre uma mesa, sem atrito, presa a um ›š
Chamemos de a magnitude da força do acento sobre
peso de massa • , pendurado por uma corda que passa o estudante quando ele estiver no ponto mais baixo. Tal
através de um furo no centro da mesa (veja Fig. 6-39).
força aponta para cima, de modo que›š› a força lı́quida que
Determine a velocidade escalar com que  deve se mo- aponta para o centro do cı́rculo é k . Assim sendo,
ver para • permanecer em repouso. ›šz  ˆ
temos k 3†B w , donde tiramos
 ]
Para • permanecer em repouso a tensão na cor-
 š  † B S  S  1
da tem que igualar a força gravitacional •! sobre • .  ˆ k
,
>: :-:,: 50 N 
A tensão é fornecida pela força centrı́peta que mantém
])
 em sua órbita circular: † B w – , onde – é o raio que correspondem a uma massa aparente de
da órbita. Portanto, •! † B w – , donde tiramos sem ›š 1
š   V0  .
problemas que  .  kg 
 0
&— •! – @o˜› ˆ
†  (b) No topo temos k 3† B w , de modo que

 ˜   †B
k  ˆ2
ˆ
P 6-62 (?????/6  ) Se a velocidade dobra, † B w aumenta por um fator de
‹ 
 , passando a ser
,
>:  -:5 N. Então
Um estudante de :-0 kg, numa roda-gigante com velo- %˜™  !1 1
cidade constante, tem um peso aparente de ,5 N no :,:,: -:,  N
ponto mais alto. (a) Qual o seu peso aparente no ponto correspondendo a uma massa efetiva de
mais baixo? (b) E no ponto mais alto, se a velocidade o˜ 1 1
da roda-gigante dobrar? ˜    21
 . * : kg 
 0

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LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 23 de Outubro de 2003, às 10:09 a.m.

ângulo entre \œ e \ž tem que ser de :, Z sendo [ , como
mostra a figura, a metade deste valor.
P 6-65 (6-45/6  ) Observe ainda que a relação entre as magnitudes de \œ
] D] š
Um avião está voando num cı́rculo horizontal com uma e \Ÿž é 6 , pois \œ deve contrabalançar não ape-
velocidade de  0, km/h. Se as asas do avião estão incli- nas o peso da bola mas também a componente vertical
nadas  -Z sobre a horizontal, qual o raio do cı́rculo que (para baixo) de \ ž , devida á corda de baixo.
o avião faz? Veja a Fig. 6-41. Suponha que a força ne- (b) Escolhendo o eixo horizontal  apontando para a es-
cessária seja obtida da “sustentação aerodinâmica”, que querda, no sentido do centro da órbita circular, e o eixo
é perpendicular à superfı́cie das asas.  para cima temos, para a componente  da segunda lei
 de Newton
O diagrama de corpo isolado do avião contém duas
forças: a força  da gravidade, para baixo, e a força ] 6 ^a` b Sc]qš*^a` b  † B
 [ [  ˆ 
, apontando para a direita e fazendo um ângulo de [
com a horizontal. Como as asas estão inclinadas - Z ˆ
onde † é a velocidade da bola e é o raio da sua órbita.
com a horizontal, a força de sutentação é perpendicular
2.   A componente  é
as asas e, portanto, [    ,-Z .
Como o centro da órbita esta para a direita do avião, es- ] 6 h]‰š  
sen [ sen [ 3 *
colhemos o eixo  para a direita e o eixo  para cima.
A componente  e  da segunda lei de Newton são, res- Esta
]‰š súltima
] 6  equação fornece a tensão na corda de baixo:
pectivamente,  w sen [ . Portanto
@^a` b  † B ( (/.
[  ˆ  ]‰š  
, <5+  0 + 
<  0  N 
sen <- Z
  
sen [ 3 * (c) A força lı́quida é para a esquerda e tem magnitude
ˆ 
onde é o raio da órbita. Eliminando entre as duas ‰¡¢)(Š] 6 S] š ^a`-b )( S ^e`-b  .
+ [ <- 0*A V + -<  Z <  N
equações e rearranjando o resultado, obtemos
%¡N ˆ
ˆ  † B (d) A velocidade é obtida da equação
ˆ  † B w  ,
tan [ observando-se que o raio da órbita é ( tan [
 ( 1 ˆ
 
, w + w , veja a figura do livro):
Para †  0, km/h
u<,< m/s, encontramos 1
( ˆ 
, w 
ˆ!
u<-<-+yB !1 1Œ‹
,  m 
. tan 5 Z 
u  m  tan <, Z
0
Portanto
ˆ£%¡ ( ( .
=—  —
- Y 5+ < Y + 
P 6-70 (6-47/6  ) † :   m/s 

, <5
A Fig. 6-42 mostra uma bola de
, <5 kg presa a um eixo
girante vertical por duas cordas de massa desprezı́vel.
As cordas estão esticadas e formam os lados de um
6.2.4 Problemas Adicionais
triângulo equilátero. A tensão na corda superior é de
<- N. (a) Desenhe o diagrama de corpo isolado para a
bola. (b) Qual a tensão na corda inferior? (c) Qual a
6-72 (?????/6  )
força resultante sobre a bola, no instante mostrado na
figura? (d) Qual a velocidade da bola? Uma força ¤ , paralela a uma superfı́cie inclinada
>-Z
 ] 6 ] š acima da horizontal, age sobre um bloco de  N, como
(a) Chame de e as tensões nas cordas de cima
mostra a Fig. 6-43. Os coeficientes de atrito entre o blo-
 
co e a superfı́cie são #%i *  e # 6
e de baixo respectivamente. Então o diagrama de corpo
* <, . Se o bloco
isolado para a bola contém três forças: para baixo atua
inicialmente está em repouso, determine o módulo e o
o peso 7 da bola. Para a esquerda, fazendo um ângulo
 sentido da força de atrito que atua nele, para as seguinte
[ <--Z para cima, temos \œ . Também para a esquerda,
intensidades de P: (a)  N, (b) 0 N, (c)
 N.
porém fazendo um ângulo [ <, Z para baixo, temos a

força \ž . Como o triâgulo é equilátero, perceba que o

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Exercı́cios Resolvidos de Dinâmica Clássica


Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de fı́sica teórica,
Doutor em Fı́sica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha

Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Instituto de Fı́sica

Matéria para a QUARTA prova. Numeração conforme a quarta edição do livro


“Fundamentos de Fı́sica”, Halliday, Resnick e Walker.

Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/ jgallas

Conteúdo 7.2.2 Trabalho executado por força


variável . . . . . . . . . . . . . 3
7 Trabalho e Energia Cinética 2 7.2.3 Trabalho realizado por uma mola 4
7.1 Questões . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 7.2.4 Energia Cinética . . . . . . . . 4
7.2 Problemas e Exercı́cios . . . . . . . . . 2 7.2.5 Potência . . . . . . . . . . . . . 5

7.2.1 Trabalho: movimento com 7.2.6 Energia Cinética a Velocidades
força constante . . . . . . . . . 2 Elevadas . . . . . . . . . . . . 7

Comentários/Sugestões e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br


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7 Trabalho e Energia Cinética (a) A força aplicada é constante e o trabalho feito por
ela é
"98%:7; <>= 
3 4&576
=
7.1 Questões onde 4 é a força, 6 é o deslocamento do caixote, e é
o ângulo entre a força 4 e o deslocamento 6 . Portanto,
 :A;B<
Q 7-13 3 ?'@ 0 *A' 2 *  0 1  /C 0 J D
As molas A e B são idênticas, exceto pelo fato de que A (b) A força da gravidade aponta para baixo, perpendi-
é mais rı́gida do que B, isto é  
. Qual das duas cular ao deslocamento do caixote. O ângulo entre esta
molas realiza um trabalho maior (a) quando elas sofrem :A; <
força e o deslocamento é C0 1 e, como C0 1E 0 , o
o mesmo deslocamento e (b) quando elas são distendi- trabalho feito pela força gravitacional é ZERO.
das por forças iguais.
(c) A força normal exercida pelo piso também atua per-

(a) Temos    e
 
 , onde  pendicularmente ao deslocamento, de modo que o tra-
representa o deslocamento comum a ambas molas. Por- balho por ela realizado também é ZERO.
tanto, (d) As três forças acima mencionadas são as únicas que
atuam no caixote. Portanto o trabalho total é dado pela
     soma dos trabalhos individuais realizados por cada uma
 


das três forças, ou seja, o trabalho total é /C0 J.
ou seja,  
.
(b) Agora temos      e
 
! 
 , P 7-9 (???/6 . )
onde  e 
representam os delocamentos provocados
pela força idêntica que atua sobre ambas as molas e que A Fig. 7-27 mostra um conjunto de polias usado para
implica ter-se, em magnitude, facilitar o levantamento de um peso F . Suponha que o
atrito seja desprezı́vel e que as duas polias de baixo, às
" 
  #$ 
%
quais está presa a carga, pesem juntas  0 N. Uma car-

ga de GH 0 N deve ser levantada  m. (a) Qual a força
donte tiramos 
&  % 
. Portanto mı́nima 4 necessária para levantar a carga? (b) Qual o

trabalho executado para levantar a carga de  m? (c)
     
 Qual o deslocamento da extremidade livre da corda? (d)
 


('  )! 
*   ,+ Qual o trabalho executado pela força 4 para realizar esta
tarefa?
ou seja,  
.
+ (a) Supondo que o peso da corda é desprezı́vel (isto é,
que a massa da corda seja nula), a tensão nela é a mes-
ma ao longo de todo seu comprimento. Considerando
as duas polias móveis (as duas que estão ligadas ao peso
7.2 Problemas e Exercı́cios F ) vemos que tais polias puxam o peso para cima com
"
- uma força aplicada em quatro pontos, de modo que a
"
7.2.1 Trabalho: movimento com força constan- força total para cima aplicada nas polias móveis é H .
"
te Se for a força mı́nima para levantar a carga (com ve-
locidade constante, i.e. sem acelera-la), então a segunda
lei de Newton nos diz que devemos ter
E 7-2 (7-7/6 . edição)
"JILKJM 
Para empurrar um caixote de /0 kg num piso sem atrito, H  0

um operário aplica uma força de  0 N, dirigida  0 1 aci- KJM
ma da horizontal. Se o caixote se desloca de 2 m, qual onde representa o peso total da carga mais polias
KJM
o trabalho executado sobre o caixote (a) pelo operário, móveis, ou seja, N' GHB0%O  0 * N. Assim, encontra-
(b) pelo peso do caixote e (c) pela força normal exerci- mos que
da pelo piso sobre o caixote? (d) Qual o trabalho total " G P0 
executado sobre o caixote?   / N D
H

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"98 KJMQ8
(b) O trabalho feito pela corda é  H  , A magnitude da força de atrito é dada por
8
onde é a distância de levantamento da carga. Portanto,
^ ` MfIL" = 
o trabalho feito pela corda é bdc ebdcV' Z sen *
 
N' G P0 *7'  *R 02  0 J D `
onde o valor de foi obtido da segunda equação acima.
^
(A resposta na tradução do livro está incorreta.) Substituindo o valor de na primeira das equações aci-
(c) A cada metro que a carga sobe, cada segmento da ma e resolvendo-a para b c encontramos sem problemas
corda entre o conjunto superior e inferior de polias di- que
minui de um metro. Ou seja, a extremidade livre da cor- "$:A;B<>=
da abaixo de H metros. Portanto, no total a extremidade b c  MgI$" =
 Z sen
livre da corda move-se ' H *A' *! H G m para baixo. :7; < 
(d) O trabalho feito pela pessoa que puxa a corda pela ' TQD P G * / 1
"98 KJMQ8 8  I   0>D   D
extremidade livre é    H , onde é a ' 2>D /BT 7* ' CSD G * ' TQD P G * sen / 1
distância que a extremidade livre se move. Portanto,
HBG 
N' GP 0 *  0 2  0 J D
H
7.2.2 Trabalho executado por força variável
Observe que os valores encontrados nos itens (b) e (d)
devem coincidir, o que não ocorre com as respostas for-
necidas no livro.

P 7-16 (???/6 . )
P 7-12 (???/6 . )
" "lk k9I 
Um bloco de 2SDUT/ kg é puxado com velocidade constan- A força exercida num objeto é 'hi*j 'mi *.
te por uma distância de HD 0 P m em um piso horizontal Calcule o trabalho realizado para deslocar o objeto de
k "
por uma corda que exerce uma força de TVD PG N fazen- n 0 até &o (a) fazendo um gráfico de 'hi* e

do um ângulo de / 1 acima da horizontal. Calcule (a) determinando a área sob a curva e (b) calculando a inte-
o trabalho executado pela corda sobre o bloco e (b) o gral analiticamente.
coeficiente de atrito dinâmico entre o bloco e o piso. "
(a) A expressão de 'hi* diz-nos que a força varia li-
(a) A força na corda é constante, de modo que o traba- k
"98%:A;B<>= nearmente com  . Supondo  p0 , escolhemos dois
lho é dado por 4$5W6 , onde 4 é a força pontos convenientes para, através deles, desenhar uma
exercida pela corda, 6 é a distância do deslocamento, e
= linha reta.
é o ângulo entre a força e o deslocamento. Portanto " Ir" k k
Para q 0 temos  enquanto que para sJ
:7; <   " " k
N' TVD PG *7' HD 0 P * / 1  20>D JD temos  , ou seja devemos desenhar uma linha re-
 Ir" k k  " k
ta que passe pelos pontos ' 0 * e '@ * . Faça a
(b) A resposta pode ser obtida facilmente fazendo-se um figura!
diagrama de corpo livre onde constem todas as (quatro) Olhando para a figura vemos que o trabalho total é da-
forças aplicadas. do pela soma da área de dois triângulos: um que vai de
k k k
Desenhe um ponto X representando o bloco. Em X , de- E 0 até q , o outro indo de Ee até q  .
senhe a força normal Y apontando para cima, a força Como os dois triângulos tem a mesma área, sendo uma
peso ZE[ apontando para baixo. Apontando horizontal- positiva, a outra negativa, vemos que o trabalho total é
mente para a esquerda desenhe a força \ de atrito. Dese- ZERO.
nhe a força 4 que puxa o bloco apontando
=
para a direita (b) Analiticamente, a integral nos diz que
e para cima, fazendo um ângulo com a horizontal,
Com isto tudo, a segundo lei de Newton nos diz que para t
vuw " kyx  I -z 8
que o bloco se mova sem acelerar devemos ter equilı́brio  k 

tanto na horizontal quanto na vertical, o que nos fornece 1
" k{x   I z}| v u w
as equações, respectivamente,  k  |k  S 0 D
 |
"$:A; <=]I_^ 
 0
` " =aI M
O sen Z  0SD

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7.2.3 Trabalho realizado por uma mola

E 7-22 (7-1/6 . )
E 7-18 (7-21/6 . ) ~  
Um elétron de condução (massa Z  CSD  0Sƒ#„ kg)
 do cobre, numa temperatura próxima do zero absoluto,
Uma mola com uma constante de mola de / N/cm está 
presa a uma gaiola, como na Fig. 7-31. (a) Qual o tra- tem uma energia cinética de P>DŒT( 0Qƒ ~Ž J. Qual a velo-
balho executado pela mola sobre a gaiola se a mola é cidade do elétron? Š

distendida de TVD P mm em relação ao seu estado relaxa- A energia cinética é dada por  Zq‹   , onde Z é
do? (b) Qual o trabalho adicional executado pela mola a massa do elétron e ‹ a sua velocidade. Portanto
se ela é distendida por mais TQD P mm? Š 
 S' PSDUTf 0 ƒ Ž~  *  
‹        D  0‘ m/s D
(a) Quando a gaiola move-se de Eey~ para E Z C>D  0 ƒ#„ ~

o trabalho feito pela mola é dado por
t 
u- I 8 I |u  E 7-29 (???/6 . )
 '  i*      |
 | 
u€  u €
Um carro de 0 00 kg está viajando a P0 km/h numa es-
I I 
  'h   ~ *
trada plana. Os freios são aplicados por um tempo sufi-
 
ciente para reduzir a energia cinética do carro de /0 kJ.
onde  é a constante de força da mola. Substituindo (a) Qual a velocidade final do carro? (b) Qual a redução

 ~  0 m e   TQD P‚ 0Sƒ#„ m encontramos adicional de energia cinética necessária para fazê-lo pa-

 rar?
I   I Š]’ ’
 ' /0 0 *7' TVD P… 0 i
ƒ „ 
*  0SD 0HB2 J D (a) A energia cinética inicial do carro é  Zs‹   ,

 onde Z é a massa do carro e
(b) Agora basta substituir-se y~ TVD PL 0Sƒ#„ m e 
  ’ P 0f 0 „ 
  /QD   0Sƒ#„ m na expressão para o trabalho: ‹ 
P 0 km/h   PSDUT m/s
 2P 00

I   I 
 ' /0 0 *>†@' /QD *  ' TVD P * ˆ‡  ' 0 ƒi„ *  é a sua velocidade inicial. Isto nos fornece

Š ’    
I  N' 0 0 0 *7' P>DŒT *  
 “ D 2C… 0 ‰ JD
 0SD 2 J D
Após reduzir em /0 kJ a energia cinética teremos
Perceba que durante o segundo intervalo o trabalho rea-
Ša”   I  
lizado é mais do que o dobro do trabalho feito no pri-  D 2C… 0 ‰ /0… 0 „  GSD C‚ 0• J D
meiro intervalo. Embora o deslocamento tenha sido
idêntico em ambos intervalos, a força é maior durante Com isto, a velocidade final do carro será
o segundo intervalo. Ša” 
”  S' GSD C‚ 0 • * 
‹      2>D 2 m/s
Z 0 00
7.2.4 Energia Cinética  HVTQD G km/h D

(b) Como ao parar a energia cinética final do carro será



ZERO, teremos que ainda remover GSD C! 0 • J para faze-
E 7-21 (7-???/6 . ) lo parar.
Se um foguete Saturno V com uma espaçonave Apolo

acoplada tem uma massa total de  D C] 0‰ kg e atinge P 7-35 (7-17/6 . )
 
uma velociade de D  km/s, qual a sua energia cinética
neste instante? Um helicóptero levanta verticalmente um astronauta de

T  kg até / m de altura acima do oceano com o auxı́lio
Usando a definição de energia conética temos que M 
de um cabo. A aceleração do astronauta é  0 . Qual
  o trabalho realizado sobre o astronauta (a) pelo he-
Š    
 Zs‹   '@ D C‚ 0 ‰ *A' D   0 „ * licóptero e (b) pelo seu próprio peso? Quais são (c) a
 
energia cinética e (d) a velocidade do astronauta no mo-
  ~
 DŒT/f 0 „ JD mento em que chega ao helicóptero?

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"
(a) Chame de a magnitude da força exercida pelo (b) A força da gravidade aponta no mesmo sentido
cabo no astronauta. A força do cabo aponta para cima e que o deslocamento de modo que ela faz um trabalho
M K MV8
J
o peso Z do astronauta aponta para baixo. Além disto, –  .
M 
a aceleração do astronauta é  0 , para cima. De acordo (c) O trabalho total feito sobre o bloco é
com a segunda lei de Newton, 
I 2 KJMV8 KJMQ8 KJMQ8
"JI M M   ˜  O  D
Z  Z  0 H H
"  M 
de modo que  Z  0 . Como a força 4 e o deslo- Como o bloco parte do repouso, Š
o valor acima coinci-
camento 6 estão na mesma direção, o trabalho feito pela de com sua8
energia cinética após haver baixado uma
força 4 é distância .
8
 M   (d) A velocidade após haver baixado uma distância é
"98 Z 8 ' T  *A' S C D G A* ' / *
3     Š MQ8
0 0 
   ‹ N K  D
 D P… 0• J D 
M
(b) O peso tem magnitude Z e aponta na direção opos-
ta do deslocamento. Ele executa um trabalho 7.2.5 Potência
I MV8 I  I  
—–  Z  ' T *7' CSD G *7' / *) D 0 Pg 0• J D

(c) O trabalho total feito é P 7-43 (???/6 . )


 I   
˜  P0 0 Um bloco de granito de HB00 kg é puxado por um guin-
0 P00  00 0 J D
daste a vapor ao longo de uma rampa com velocidade

Como o astronauta partiu do repouso, o teorema do constante de D 2H m/s (Fig. 7-38). O coeficiente de atrito
Trabalho-Energia diz-nos que sua energia cinética final dinâmico entre o bloco e a rampa é 0SD H . Qual a potência
deverá ser igual a ˜ do guindaste?
Š
(d) Como  Zq‹   , a velocidade final do astronauta "
Para determinar a magnitude da força com que o
será
guindaste puxa o granito usaremos um diagrama de cor-
Š 
 >' 000 *  po livre.
^
‹      /QD  T m/s  G>D C km/h D Chamemos de a força de atrito, no sentido oposto ao
Z T  "
de . A normal Y aponta perpendicularmente M
à ram-
pa, enquanto que a magnitude Z da força da gravidade
P 7-36 (7-19/6 . ) aponta verticalmente para baixo.
O ângulo ™ do plano inclinado vale
Uma corda é usada para fazer descer verticalmente K
um
bloco, inicialmente em repouso, de massa com uma ~ x 20 z
M ™  tan ƒ  2VT 1 D
aceleração constante  H . Depois que o bloco desceu H 0
8
uma distância , calcule (a) o trabalho realizado pela
Tomemos o eixo  na direção do plano inclinado, apon-
corda sobre o bloco, (b) o trabalho realizado sobre o
tando para cima e o eixo š apontando no mesmo sentido
bloco pelo seu peso, (c) a energia cinética do bloco e (d)
da normal Y .
a velocidade do bloco.
" Como a aceleração é zero, as componentes  e š da se-

(a) Chame de a magnitude da força da corda sobre gunda lei de Newton são, respectivamente,
"
o bloco. A força aponta para cima, KJM
enquanto que a "JI_^aI M 
força da gravidade, de magnitude , aponta para bai- Z sen ™  0
M `oI M›:7; <
xo. A aceleração é  H , para baixo. Considere o sentido Z ™  0SD
para baixo como sendo o sentido KJMfI$"
positivo.
KJM
A segunda ` M:7; <
lei de Newton diz-nos que   H , de modo Da segunda^ equação obtemosM›que  Z ™ , de
" KJM ` A
:
; <
que  2  H . A força está direcionada no sentido modo que œ
 d
b c œ
 d
b c Z ™ . Substiutindo es-
"
oposto ao deslocamento de modo que o trabalho que ela te resultado na primeira equação e resolvendo-a para
faz é obtemos
Ir"98 I KJMQ8 " M x :A; < z
3   2  H>D  Z sen ™O bdc ™ D

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LISTA 2 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 17 de Outubro de 2003, às 8:20 a.m.

A força do guindaste aponta no mesmo sentido que a ve- P 7-48 (7-35/6 . )


locidade do bloco, de modo que a potência do guindaste
Um elevador de carga totalmente cheio tem uma massa
é 
total de  0 0 kg e deve subir /H m em 2 min. O con-
" trapeso do elevador tem uma massa de C /0 kg. Calcu-
X  ‹
le a potência (em cavalos-vapor) que o motor do eleva-
M x :7; < z dor deve desenvolver. Ignore o trabalho necessário para
 Z ‹ sen ™(O b c ™
colocar o elevador em movimento e para freá-lo, isto
  x :A;B< z é, suponha que se mova o tempo todo com velocidade
 ' H 0 0 *7' CSD G *7' D 2H * sen 2BT 1 Ož0SD H 2BT 1
constante.

 T kW D O trabalho total é a soma dos trabalhos feitos pela
gravidade sobre o elevador, o trabalho feito pela gravi-
dade no contrapeso, e o trabalho feito pelo motor sobre
P 7-47 (???/6 . ) o sistema: ˜  $¤›Oe ¥%Oe ¦ . Como o elevador
 move-se com velocidade constante, sua energia cinética
Uma força de / N age sobre um corpo de DŒ/ kg inicial-
mente em repouso. Determine (a) o trabalho executado não muda e, de acordo com o teorema do Trabalho-
pela força no primeiro, segundo e terceiro segundos e Energia, o trabalho total feito é zero. Isto significa que
$¤ROž $¥)Ož ¦  0 .
(b) a potência instantânea aplicada pela força no final
do terceiro segundo. O elevador move-se /H m para cima, de modo que o tra-
" balho feito pela gravidade sobre ele é

(a) A potência é dada por X  ‹ e o trabalho feito
I MV8 I  I 
por 4 entre o instante Ÿ ~ e Ÿ é ¤r Z ¤  '  0 0 *7' CSD G *7' /H *l PSD 2 /f 0 ‰ JD

t  t 
 8  " 8 O contrapeso move-se para baixo pela mesma distância,
 X Ÿ  ‹ ŸˆD
    de modo que o trabalho feito pela gravidade sobre ele é
€ €
MQ8 
Como 4 é a força total, a magnitude da aceleração é $¥  E
Z ¥ N' C /0 *A' CSD G *7' /H * /QD 02… 0 ‰ JD
¡ ^
  Z e a velocidade em função do tempo é dada
"
por ‹  ¡ Ÿ  Ÿ  Z . Portanto Como ˜  0 , o trabalho feito pelo motor é
t   "  " I I I 
  Ÿ 8  x I z ¦J ¤ ¥§ ' PSD 2 / /QD 02 *  0 ‰
 Ÿ  Ÿ  Ÿ ~ D
  Z  Z   
€  D2   0 ‰ JD

Para Ÿ ~ 0 seŸ  s temos

 Este trabalho é feito num intervalo de tempo ¨fŸ 
x /  z)¢  I 
~  ' *  ' 0 * ˆ£  0SD G2 J D 2 min  G0 s e, portanto, a potência fornecida pelo

 / motor para levantar o elevador é

Para Ÿ ~ seŸ e s temos  
 ¦ D2   0 ‰
 X     T2 / W D
x /  zR¢ I  ¨fŸ G 0
  '@ *  ' * ˆ£  D / J D
  / Este valor corresponde a
Para Ÿ ~e s e Ÿ  2 s temos
 T 2 / W

  0SD CC hp D
x /  R z ¢ I TH P W/hp
  '2 *  @'  * ˆ £  H D  JD
„  /
" "
(b) Substitua ‹  Ÿ  Z em X  ‹ obtendo então
" P 7-49 (???/6 . )
X   Ÿ  Z para a potência num instante Ÿ qualquer.
Ao final do terceiro segundo temos A força (mas não a potência) necessária para rebocar um
barco com velocidade constante é proporcional à veloci-
'/ *  '2 * 
X    / WD dade. Se são necessários 0 hp para manter uma veloci-
/ dade de H km/h, quantos cavalos-vapor são necessários

para manter uma velocidade de  km/h?

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Como o problema afirma que a força é proporcional Como a velocidade da luz é ­ e  D C CG( 0 ¬ m/s, temos
à velocidade, podemos escrever que a força é dada por
"  D 0H
?© ‹ , onde ‹ é a velocidade e © é uma constante de ‹  ­  0>D P G“­D
proporcionalidade. A potência necessária é  D CCG
"
X  ‹ e© ‹  D
(b) Como a velocidade do elétron é próxima da veloci-
dade da luz,devemos usar expressão relativı́stica para a
Esta fórmula nos diz que a potência associada a uma energia cinética:
velocidade ‹ ~ é X ~ ª© ‹ ~ e a uma velocidade ‹ é
 
X «© ‹  . Portanto, dividindo-se X por X ~ podemos Š x I  z
    E
Z ­  ®  I
nos livrar da constante © desconhecida, obtendo que ‹  ­  
x ‹ z   ~ 
X    X ~ D  ' CSD  0 „ *7'@ D CC G… 0 ¬ * 
 ‹ ~ 
 x I z
Para X ~r 0 hp e ‹   2 ‹ ~ , vemos sem problemas que ®  I
 ' 0>D P G * 
 
x  z    ~
X  ' 0 !* N' 2 *  ' 0 *) C0 hp D  2>D 0‚ 0 ƒ • JD
 H
Observe que é possı́vel determinar-se explicitamente o Este valor é equivalente a
valor de © a partir dos dados do problema. Porém, tal  ~
solução é menos elegante que a acima apresentada, onde Š 2SD 0… 0Qƒ •   
   ¯
~   D C0… 0 ‰  C 0 keV D
determinamos © implicitamente. D P0… 0 ƒ

(c) Classicamente a energia cinética é dada por


7.2.6 Energia Cinética a Velocidades Elevadas  
Š   ~ 
 Zq‹   ' CSD  0 ƒ#„ A* '° D 0H± 0¬ * 
 
E 7-50 (???/6 . )   ~
 0 ƒ • JD  D C 0f
Um elétron se desloca de /QD cm em 0SD  / ns. (a) Qual é
a relação entre a velocidade do elétron e a velocidade da Portanto, o erro percentual é, simplificando já a potência
luz? (b) Qual é a energia do elétron em elétrons-volt? comum  Q ~
0 ƒ • que aparece no numerador e denomina-
(c) Qual o erro percentual que você cometeria se usas- dor,
se a fórmula clássica para calcular a energia cinética do I 
elétron? 2SD 0 DC 
erro percentual   0SD 2BT
2SD 0
(a) A velocidade do elétron é
8   ou seja, 2BT² . Perceba que não usar a fórmula rela-
/ D 
S 0 ƒ 
S 
‹    J D 0H‚ 0¬ m/s D
Ÿ 0>D  g /  0 ƒ  tivı́stica produz um grande erro!!

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Exercı́cios Resolvidos de Dinâmica Clássica


Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de fı́sica teórica,
Doutor em Fı́sica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha

Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Instituto de Fı́sica

Matéria para a QUARTA prova. Numeração conforme a quarta edição do livro


“Fundamentos de Fı́sica”, Halliday, Resnick e Walker.

Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/ jgallas

Conteúdo 8.2.2 Usando a Curva de Energia Po-


tencial . . . . . . . . . . . . . . 7
8 Conservação da Energia 2 8.2.3 Conservação da Energia . . . . 8
8.1 Questões . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
8.2 Problemas e Exercı́cios . . . . . . . . . 2 8.2.4 Trabalho Executado por Forças
8.2.1 Determinação da Energia Po- de Atrito . . . . . . . . . . . . 8
tencial . . . . . . . . . . . . . . 2 8.2.5 Massa e Energia . . . . . . . . 11

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8 Conservação da Energia representa a massa do pedacinho de gelo. Sabemos que


+/,>?! pois o pedacinho de gelo parte do repouso. Cha-
mando de @ a velocidade do pedacinho de gelo ao atin-
gir o fundo, temos então, da equação da conservação da
energia acima que 9<;=A?9B@ , o que nos fornece
8.1 Questões
@&DC ;=E C 6 $ " F !6  G#H' m/s
Q 8-10
Cite alguns exemplos práticos de equilı́brio instável,
E 8-8 (8-13/6 )
neutro e estável.
 Um caminhão que perdeu os freios está descendo uma
estrada em declive a 'JI ! km/h. Felizmente a estrada
dispõe de uma rampa de escape, com uma inclinação de
'K (Fig. 8-24). Qual o menor comprimento da rampa
para que a velocidade do caminhão chegue a zero an-
8.2 Problemas e Exercı́cios tes do final da rampa? As rampas de escape são quase
sempre cobertas com uma grossa camada de areia ou
8.2.1 Determinação da Energia Potencial cascalho. Por quê?
Nota: uso o valor 'JI ! km/h da sexta edição do livro, em
vez dos ')! km/h da quarta, já que na quarta edição não
E 8-1 (8-??/6 edição) é fornecida nenhuma resposta.
Uma determinada mola armazena  J de energia po-  Despreze o trabalho feito por qualquer força de
tencial quando sofre uma compressão de   cm. Qual fricção. Neste caso a única força a realizar trabalho é
a constante da mola? a força da gravidade, uma força conservativa. Seja + , a

Como sabemos que a energia potencial elástica arma- energia cinética do caminhão no inı́cio da rampa de es-
zenada numa mola é
   , obtemos facilmen- cape e + . sua energia cinética no topo da rampa. Seja
te que
1, e
. os respectivos valores da energia potencial no
inı́cio e no topo da rampa. Então

    
  #" $&%(')!* N/m + . 24
. #+ , 24
, 
 ! ! 
Se tomarmos a energia potencial como sendo zero no
inı́cio da rampa, então
. L9/;M , onde M é a altura
E 8-6 (8-3/6 ) final do caminhão em relação à sua posição inicial. Te-
Um pedacinho de gelo se desprende da borda de uma mos que +-,N#9B@ , onde @ é a velocidade inicial do
taça hemisférica sem atrito com   cm de raio (Fig. 8- caminhão, e +/./O! já que o caminhão para. Portanto
22). Com que velocidade o gelo está se movendo ao 9<;M-?9B@ , donde tiramos que
chegar ao fundo da taça?
@ Q')I! %R'J! * PI S!!Q
 M<  TS S I m
A única força que faz trabalho sobre o pedacinho de P; 6 $6 "
gelo é a força da gravidade, que é uma força conservati-
va. Se chamarmos de U o comprimento da rampa, então te-
Chamando de +-, a energia cinética do pedacinho de ge- remos que U sen 'K(VM , donde tiramos finalmente
lo na borda da taça, de +/. a sua energia cinética no que
fundo da taça, de
0, sua energia potencial da borda e de
M S S I

1. sua energia potencial no fundo da taça, temos então UW   !S m
sen ') K sen ') K
+/.324
1.5#+-,624
0,7 Areia ou cascalho, que se comportam neste caso como
um “fluido”, tem mais atrito que uma pista sólida, aju-
Consideremos a energia potencial no fundo da taça co-
dando a diminuir mais a distância necessária para parar
mo sendo zero. Neste caso a energia potencial no topo
o veı́culo.
vale
0,8:9<;= , onde = representa o raio da taça e 9

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E 8-10 (8-??/6 ) variação da energia potencial gravitacional da bola de


gude durante a subida? (b) Qual a constante da mola?
Um projétil com uma massa de X Y kg é disparado pa-

ra cima do alto de uma colina de ')  m de altura, com (a) Neste problema a energia potencial possui dois
uma velocidade de ')! m/s e numa direção que faz um termos: energia potencial elástica da mola e energia po-
ângulo de Y6'K com a horizontal. (a) Qual a energia tencial gravitacional.
cinética do projétil no momento em que é disparado? Considere o zero da energia potencial gravitacional co-
(b) Qual a energia potencial do projétil no mesmo mo- mo sendo a posição da bola de gude quando a mola está
mento? Suponha que a energia potencial é nula na ba- comprimida. Então, a energia potencial gravitacional da
se da colina (Z[! ). (c) Determine a velocidade do bola de gude quando ela está no topo da órbita (i.e. no
projétil no momento em que atinge o solo. Supondo que ponto mais alto) é
GlE?9<;XM , onde M é a altura do pon-
a resistência do ar possa ser ignorada, as respostas acima to mais elevado. Tal altura é M/#!f2W!6 ! "E!6 ! " m.
dependem da massa do projétil? Portanto

(a) Se 9 for a massa do projétil e @ sua velocidade
GlmD &%R'J!n * F $ " F ! !" 0#! $Y" J
após o lançamento, então sua energia cinética imediata-
mente após o lançamento é (b) Como a energia mecânica é conservada, a energia
da mola comprimida deve ser a mesma que a ener-
' ' gia potencial gravitacional no topo do voo. Ou seja,
+-,> 9B@    Y! F Q')!   # X !&%R'J!* J
  X )op9/;M[
Gl , onde  é a constante da mola.
(b) Se a energia potencial é tomada como zero quando Portanto,
o projétil atinge o solo e sua altura inicial acima do solo 
l  ! $Y" 
for chamada de M , então sua energia potencial inicial é    ?I!  N/m
 ! !" 

1,>?9<;M-\ ]X Y^ $ " F Q') G# $Y %(')! * J Observe que

(c) Imediatamente antes de atingir o solo a energia po- I !  N/m qTIe'A%(')!  N/m TI6H' N/cmj
tencial é zero e a energia cinética pode ser escrita co-
mo sendo +/._`9B@.  , onde @. é a velocidade do que é a resposta oferecida pelo livro-texto.
projétil. A energia mecânica é conservada durante o voo
do projétil de modo que +<.8?9B@ . AT+-,a2
0, donde E 8-13 (8-5/6 )
tiramos facilmente que
b Uma bola de massa 9 está presa à extremidade de uma
 +/,2c
1, barra de comprimento U e massa desprezı́vel. A outra
@.  extremidade da barra é articulada, de modo que a bo-
9
la pode descrever um cı́rculo plano vertical. A barra é
b mantida na posição horizontal, como na Fig. 8-26, até
de  X !f2cX $Y%R'J! *hg receber um impulso para baixo suficiente para chegar
 i')$ m/s
X Y ! ao ponto mais alto do cı́rculo com velocidade zero. (a)
Os valores de +-,kj7+/.6ja
1, e
. dependem todos da mas- Qual a variação da energia potencial da bola? (b) Qual
sa do projétil, porém a velocidade final @. não depende a velocidade inicial da bola?

da massa se a resistência do ar puder ser considerada (a) Tome o zero da energia potencial como sendo o
desprezı́vel. ponto mais baixo atingido pela bola. Como a bola está
Observe que o tal ângulo de Y')K não foi usado para na- inicialmente a uma distância vertical U acima do pon-
da! Talvez seja por isto que este exercı́cio já não mais to mais baixo, a energia potencial inicial é
0,r\9<;XU ,
apareça nas edições subsequentes do livro... sendo a energia potencial final dada por
1.s?9<; ]Ur .
A variação da energia potencial é, portanto,
t
E 8-12 (8-17/6 )
_
1.Euv
0,NTP9<;XU(uR9<;UvT9/;XUf

Uma bola de gude de  g é disparada verticalmente pa- (b) A energia cinética final é zero. Chamemos de
ra cima por uma espingarda de mola. A mola deve ser +/,ow  9B@ a energia cinética inicial, onde @ é a
comprimida de " cm para que a bola de gude apenas al- velocidade inicial procurada. A barra não faz traba-
cance um alvo situado a ! m de distância. (a) Qual a lho algum e a força da gravidade é conservativa, de

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modo que at energia mecânica


t é conservada. Isto sig- Por outro lado, sua energia potencial inicial é 9<;XM?
nifica que +xyu
ou, em outras palavras, que k') ^ $6 "^ !e'Yf‚!6  J. A diferença entre este dois
uz9B@Aiuz9<;XU de modo que temos valores fornece sua energia cinética final: +<.5T! zu
I6 IE\'X  J. Sua velocidade final é, portanto,
@& C P;Uz b b
+/. 6 Q'X  
@&  i'   m/s
9 '
P 8-17 (8-21/6 )
Uma mola pode ser comprimida  cm por uma força de
 ! N. Um bloco de ' kg de massa é liberado a par- P 8-21 (8-??/6 )
tir do repouso do alto de um plano inclinado sem atrito
Uma bala de morteiro de  kg é disparada para cima com
cuja inclinação é I! K . (Fig. 8-30). O bloco comprime
uma velocidade inicial de 'J! ! m/s e um ângulo de IYK
a mola X  cm antes de parar. (a) Qual a distância total
em relação à horizontal. (a) Qual a energia cinética da
percorrida pelo bloco até parar? (b) Qual a velocidade
bala no momento do disparo? (b) Qual é a variação na
do bloco no momento em que se choca com a mola?
energia potencial da bala até o momento em que atinge
 o ponto mais alto da trajetória? (c) Qual a altura atingida
A informação dada na primeira frase nos permite cal-
cular a constante da mola: pela bala?

 P! (a) Seja 9 a massa da bala e @Pƒ sua velocidade inicial.
|{  i' I s%R'J!} N/m
!6 ! A energia cinética inicial é então
(a) Considere agora o bloco deslizando para baixo. Se ' '
ele parte do repouso a uma altura M acima do ponto + ,  9B@ ƒ    ^ k'J!!  #X &%(')! } J
 
onde ele para momentaneamente, sua energia cinética
é zero e sua energia potencial gravitacional inicial é (b) Tome o zero da energia potencial gravitacional como
9<;XM , onde 9 é a massa do bloco. Tomamos o zero sendo o ponto de tiro e chame de
1. a energia potencial
da energia potencial gravitacional como sendo o ponto no topo da trajetória.
1. coincide então com a variação
onde o bloco para. Tomamos também a energia poten- da energia potencial deste o instante do tiro até o instan-
cial inicial armazenada na mola como sendo zero. Su- te em que o topo da trajetória é alcançada. Neste ponto
ponha que o bloco comprima a mola uma distância a velocidade da bala é horizontal e tem o mesmo valor
antes de parar momentaneamente. Neste caso a ener- que tinha no inı́cio: @„-_@Pƒ>…F† ‡Xˆƒ , onde ˆƒ é o ângulo
gia cinética final é zero, a energia potencial gravitacio- de tiro. A energia cinética no topo é
nal final é zero, e a energia potencial final da mola é
' '
  . O plano inclinado não tem atrito e a força nor- + .  9B@ „  9<@ ƒ  …F† ‡  ˆ)ƒ 
mal que ele exerce sobre o bloco não efetua trabalho  
(pois é perpendicular à direção do movimento), de mo- Como a energia mecânica é conservada
do que a energia mecânica é conservada. Isto significa
que 9<;XM-   , donde tiramos que ' '
9<@ ƒ  _
. 2 9B@ ƒ  …^† ‡  ˆƒ
 
 
X k' I s%(')! } ^ !6 ! Q
M/  T!6H'PY m Portanto
P9<;  k')F $6 "
'
Se o bloco viajasse uma distância ~ pelo plano inclinado
1.  9B@ ƒ  Q'fu‰…^†‡  ˆ ƒ 

abaixo, então ~ sen I! Kz#M , de modo que
'
 9B@ ƒ  sen ˆ ƒ
M ! H'PY
6 
~3  T!6 I m
sen I! K sen I ! K '
]^ k'J! !   sen IY K

(b) Imediatamente antes de tocar a mola o bloco dis- 
ta !6 ! m do ponto onde irá estar em repouso, e as-   "&%(')! * J
sim está a uma distância vertical de !6 !  sen I!K8
! !  m acima da sua posição final. A energia po- (c) A energia potencial no topo da trajetória é também
tencial é então 9/;M6A€ Q'F $ " F !6 !  I I J. dada por
1.cŠ9<;XM , onde M é a altura (desnı́vel) do

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topo em relação ao ponto de tiro. Resolvendo para M , Seja 9 a massa do bloco, M a altura da queda e a
encontramos: compressão da mola. Tome o zero da energia potencial
como sendo a posição inicial do bloco. O bloco cai uma

1. X " %R'J! *
M/  \'JS ! m distância M˜2E e sua energia potencial gravitacional final
9<; ]F $ "  é uz9/;” M24  . Valores positivos de indicam ter ha-
vido compressão da mola. A energia potencial da mola
é inicialmente zero e    no final. A energia cinética
P 8-23 (8-23/6 ) é zero tanto no inı́cio quanto no fim. Como a energia é
A corda da Fig. 8-31 tem U4O')! cm de comprimento conservada, temos
e a distância ‹ até o pino fixo Œ é de  cm. Quando '
a bola é liberada em repouso na posição indicada na fi- !8\uz9/;” ™|2o >2   

gura, descreve a trajetória indicada pela linha tracejada.
Qual é a velocidade da bola (a) quando está passando As soluções desta equação quadrática são
pelo ponto mais baixo da trajetória e (b) quando chega
ao ponto mais alto da trajetória depois que a corda toca 9<;Eš C 9/;  2o9/;M

o pino? 

Chame de  o ponto mais baixo que a bola atinge
e de Ž o ponto mais alto da trajetória após a bola to- ')$ Sfš C Q')$ S   2c k'J$6 S^ ]"Y

car no pino. Escolha um sistemas de coordenada com ')$S !
o eixo Z originando-se no ponto  e apontando para ci-
que fornece dois valores para : !6H')! m ou uf!6 ! "! m.
ma. A energia inicial da bola de massa 9 no campo
Como procuramos uma compressão, o valor desejado é
gravitacional da Terra antes de ser solta vale \?9<;U .
!6H')! m.
Conservação da energia fornece-nos então uma equação
para a velocidade @ da bola em qualquer lugar especifi-
cado pela coordenada Z : P 8-27 (8-27/6 )

' Duas crianças estão competindo para ver quem conse-


\9<;XUW 9B@  2W9<;Z gue acertar numa pequena caixa com uma bola de gu-

le disparada por uma espigarda de mola colocada sobre
(a) Com Z‘o_! em 9<;XUcp’ 9<@‘  2o9/;Z‘ , obtemos uma mesa. A distância horizontal entre a borda da mesa

facilmente que e a caixa é de   m (Fig. 8-34). João comprime a mola
' H' cm e a bola cai  cm antes do alvo. De quando deve
@ ‘  C P;Uv C ]F $ " F Q'   GTY6 " m/s Maria comprimir a mola para acertar na caixa?
(b) Importante aqui é perceber que o tal ponto mais alto 
A distância que a bola de gude viaja é determina-
da trajetória depois que a corda toca o pino não é o pon- da pela sua velocidade inicial, que é determinada pela
to U u&‹ (como a figura parece querer indicar) mas sim o compressão da mola.
ponto Z“o#6 UBu<‹ , pois a bola tem energia suficiente Seja M a altura da mesa e a distância horizontal até o
para chegar até ele! É neste detalhezito que mora o pe- ponto onde a bola de gude aterrisa. Então ›œ@Pƒ) e
rigo... :-) Substituindo Z“ em 9<;Uo ’ 9B@“  2o9<;Z“ , Mœ;   , onde @Pƒ é a velocidade inicial da bola de

obtemos então facilmente que gude e  é o tempo que ela permanece no ar. A segunda
equação fornece
@“o C ;” ‹Eu‰U•– C  $6 "^d  !—>u4'  g
0 C  M; de modo que <T ƒ C  M;
 X Y m/s
A distância até o ponto de aterrisagem é diretamente
Qual a razão deste último valor ser a metade do ante- proporcional à velocidade inicial pois O[@ ƒ  . Seja
rior?... @ ƒ a velocidade inicial do primeiro tiro e a distância
’ ’
horizontal até seu ponto de aterrisagem; seja @Pƒ a velo-

P 8-25 (8-25/6 ) cidade inicial do segundo tiro e a distância horizontal

Deixa-se cair um bloco de  kg de uma altura de Y! cm até seu ponto de aterrisagem. Então
sobre uma mola cuja constante é  i'J$ S! N/m (Fig. 8- 
@ ƒ   @ ƒ 
32). Determine a compressão máxima da mola. ’
’

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Quando a mola é comprimida a energia potencial é Como ¨`©Š$! N, vemos que Tarzan consegue atra-
~FPž , onde ~ é a compressão. Quando a bola de gude vessar, porém estirando o cipó muito perto do limite
perde contato da mola a energia potencial é zero e sua máximo que ele agüenta!
energia cinética é 9B@ƒ   . Como a energia mecânica é
conservada, temos
P 8-32 (8-29/6 )
' '
9B@ ƒ   ~  j Na Fig. 8-31 mostre que se a bola fizer uma volta com-
  pleta em torno do pino, então ‹#ªpI Ur . (Sugestão:
de modo que a velocidade inicial da bola de gude é dire- A bola ainda deve estar se movendo quando chegar ao
tamente proporcional à compressão original da mola. Se ponto mais alto da trajetória. Você saberia explicar por
~ for a compressão do primeiro tiro e ~  a do segundo, quê?)
’ 
então @Pƒ Ÿ  ~ ~ ¡@Pƒ . Combinando isto com o resul-
  ’ ’ Antes de mais nada, este problema é uma continuação
tado anterior encontramos ~ ¢   £~ . Tomando
  ’ ’ do problema 8-23. Releia-o antes de continuar.
agora œ ! u4!6 ('  $ I m, ~ ¢'e'J! cm, e
’ ’ Use conservação da energia. A energia mecânica deve
#  m, encontramos a compressão ~ desejada:
  ser a mesma no topo da oscilação quanto o era no inı́cio
X ! m do movimento. A segunda lei de Newton fornece a ve-
~ ¥¤ Q'e'J! cm1\'  cm locidade (energia cinética) no topo. No topo a tensão
 ' $I m ¦
¨ na corda e a força da gravidade apontam ambas para
baixo, em direção ao centro do cı́rculo. Note que o raio
do cı́rculo é =A#U‰u‰‹ , de modo que temos
P 8-31 (8-26/6 )
@
Tarzan, que pesa S "" N, decide usar um cipó de 'J" m ¨v2v9/; T9 j
U‰u‰‹
de comprimento para atravessar um abismo (Fig. 8-36).
onde @ é a velocidade e 9 é a massa da bola. Quan-
Do ponto de partida até o ponto mais baixo da trajetória,
desce I  m. O cipó é capaz de resitir a uma força
do a bola passa pelo ponto mais alto (com a menor
máxima de $! N. Tarzan consegue chegar ao outro la-
velocidade possı́vel) a tensão é zero. Portanto, 9<;4
do? 9B@)X U‰uR‹ e temos que @  C ;” U‰u‰‹ .
 Tome o zero da energia potencial gravitacional como
Chamando de 9 a massa do Tarzan e de @ a sua ve-
sendo no ponto mais baixo da oscilação. Então a ener-
locidade no ponto mais baixo temos que
gia potencial inicial é 9<;U . A energia cinética inicial
' é ! pois a bola parte do repouso. A energia potencial
9B@  T9/;M>j final, no topo da oscilação, é 9<;X6 Uu‹ e a energia

cinética final é 9<@)8T9<;” U‰u‰‹« . O princı́pio da
onde M é a altura que Tarzan desce. Desta expressão conservação da energia fornece-nos
tiramos que
'
9/;XUv?9<; URu‰‹¬2 9/;” URu‰‹^
@  T;M- I6  £;&TS Y; 

Por outro lado, no ponto mais baixo temos, da segunda Desta expressão obtemos sem problemas que
lei de Newton, que a força centrı́peta está relacionada I
com a tensão no cipó através da equação ‹& Uf

@ Se ‹ for maior do que I Ur , de modo que o ponto mais
9 § ¨uR9/;j
alto da trajetória fica mais abaixo, então a velocidade da
§ bola é maior ao alcançar tal ponto e pode ultrapassa-lo.
onde é o raio da trajetória. Portanto, temos que
Se ‹ for menor a bola não pode dar a volta. Portanto o
@ S6 Y /9 ; valor I Ur é um limite mais baixo.
¨TT9/;E2v9 §  9/;A2 §
S6 Y P 8-35­ (8-33­ /6 )
 S" " ¤ '•2
'J"3¦
Uma corrente é mantida sobre uma mesa sem atrito com
 $IX S N um quarto de seu comprimento pendurado para fora da

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LISTA 2 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 10 de Novembro de 2003, às 10:23

§
mesa, como na Fig. 8-37. Se a corrente tem um com- 9<; k'µuR…F† ‡Xˆ  , ou seja,
primento U e uma massa 9 , qual o trabalho necessário §
para puxá-la totalmente para cima da mesa? @  ; Q'µuR…F† ‡Xˆh

O trabalho necessário é igual à variação da energia Substituindo este resultado na expressão acima, obtida
potencial gravitacional a medida que a corrente é pu- da força centrı́peta, temos
xada para cima da mesa. Considere a energia poten-
cial como sendo zero quando toda a corrente estiver ;•…^†‡Xˆ5#P; k'µuR…F† ‡Xˆ ^j
sobre a mesa. Divida a parte pendurada da corrente
num número grande de segmentos infinitesimais, ca- ou, em outras palavras, que
da um com comprimento ‹Z . A massa de um tal seg-
mento é ]®TPU•k‹Z e a energia potencial do segmen- 
…^†‡Xˆ5 
to a uma distância Z abaixo do topo da mesa é ‹X
[ I
u8 9¯PUr£;Z5‹ Z . A energia potencial total é A altura do menino acima do plano horizontal quando
se desprende é
9 } ' 9 U 

_\u ;z°o±6² XZ ‹Z  u ;¤
U ƒ  U Yf¦ §  §
…F† ‡Xˆ5 
' I
 u 9<;XUf
I
O trabalho necessário para puxar a corrente para cima
da mesa é, portanto, u³
›?9/;XUrI  . 8.2.2 Usando a Curva de Energia Potencial

P 8-37­ (8-35­ /6 )


P 8-39 (8-37/6 )
Um menino está sentado no alto de um monte he-
misférico de gelo (iglu!) (Fig. 8-39). Ele recebe um A energia potencial de uma molécula diatômica (H  ou
pequenı́ssimo empurrão e começa a escorregar para bai- O , por exemplo) é dada por
xo. Mostre que, se o atrito com o gelo puder ser des-
prezado, ele perde o contato com o gelo num ponto cuja  Ž
§
_ u
altura é  PI . (Sugestão: A força normal desaparece = ’ =P¶
no momento em que o menino perde o contato como o onde = é a distância entre os átomos que formam a
gelo.) molécula e  e Ž são constantes positivas. Esta energia

Chame de ´ a força normal exercida pelo gelo no potencial se deve à força que mantém os átomos unidos.
menino e desenhe o diagrama de forças que atuam no (a) Calcule a distância de equilı́brio, isto é, a distância
menino. Chamando de ˆ o ângulo entre a vertical e o entre os átomos para a qual a força a que estão subme-
raio que passa pela posição do menino temos que a força tidos é zero. Verifique se a força é repulsiva (os átomos
que aponta radialmente para dentro é 9<;•…^†‡Xˆ1u´ que, tendem a se separar) ou atrativa (os átomos tendem a se
de acordo com a segunda lei de Newton, deve ser igual aproximar) se a distância entre eles é (b) menor e (c)
§
a força centrı́peta 9B@ , onde @ é a velocidade do me- maior do que a distância de equilı́brio.
nino. No ponto em que o menino se desprende do gelo 
(a) A força é radial (ao longo a line que une os
temos ´pT! , de modo que átomos) e é dada pela derivada de
em relação a = :
@ 
;•…F† ‡Xˆs §  ‹X
' SŽ
›u  u 
{ ‹ = = ’* =P·
Precisamos agora determinar a velocidade @ . Tomando
a energia potencial como zero quando o menino está no A separação = ƒ de equilı́brio é a separação para a qual
topo do iglu, teremos para
ˆ  a expressão temos = ƒ 1T! , ou seja, para a qual
{
§

ˆ •›uz9<; Q'µu‰…^†‡Xˆ h 'u‰SŽ5= ƒ ¶ #!

O menino inicia seu movimeno do repouso e sua energia Portanto a separação de equilı́brio é dada por
cinética na hora que se desprende vale 9B@ . Portan-
to, a conservação da energia nos fornece ! 9<@mu = ƒ i ]EPŽs ’ ¶ i'e')6 mŽs ’ ¶ 
² ²

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(b) A derivada da força em relação a = , computada na E 8-50 (8-??/6 )


separação de equilı́brio vale
Um menino de ' kg sobe, com velocidade constante,
‹ '³¸'JI  YŽ por uma corda de S m em ')! s. (a) Qual o aumento da
{  u 2
‹ = = ƒ’ } =Pƒ ¹ energia potencial gravitacional do menino? (b) Qual a
k')S4u(YŽ5= ¶  potência desenvolvida pelo menino durante a subida?
 u K 
= ƒ’ } (a)
 t
 u j
›?9<;M-\ ]X')F $6 "^ S0TI6 ! %R'J! * J
= ƒ’ }

onde usamos o fato que, do item anterior, sabemos que (b)


= ƒ ¶ €EPŽ . A derivada é negativa, de modo que a t

I! ! !
força é positiva se = for um pouco menor que = ƒ , indi- Œ_  ?I !! W
 ')!
cando uma força de repulsão.
(c) Se = for um pouco maior que = ƒ a força é negativa,
indicando que a força é de atração.
E 8-51 (8-??/6 )
8.2.3 Conservação da Energia Uma mulher de  kg sobe correndo um lance de escada
de Y6  m de altura em I  s. Qual a potência desenvol-
8.2.4 Trabalho Executado por Forças de Atrito
vida pela mulher?


E 8-45 (8-48/6 ) ]F $6 "


Œi #S$ I W
I6 
Aproximadamente  <%4'J! ¶ kg de água caem por se-
gundo nas cataratas de Niágara a partir de uma altura de
! m. (a) Qual a energia potencial perdida por segun-
do pela água que cai? (b) Qual seria a potência gerada E 8-55 (8-??/6 )
por uma usina hidrelétrica se toda a energia potencial
da água fosse convertida em energia elétrica? (c) Se a Um nadador se desloca na água com uma velocidade
companhia de energia elétrica vendesse essa energia pe- média de !6   m/s. A força média de arrasto que se opõe
lo preço industrial de ' centavo de dólar por quilowatt- a esse movimento é de '')! N. Qual a potência média de-
hora, qual seria a sua receita anual? senvolvida pelo nadador?
 
(a) O decréscimo na energia potencial gravitacional Para nada com velocidade constante o nadador tem
por segundo é que nadar contra a água com uma força de ' 'J! N. Em
relação a ele, a água passa a !6   m/s no sentido dos
]X &%(')! ¶ F $6 "^ ! 1#X—s%(')!º J seus pés, no mesmo sentido que sua força. Sua potência

(b) A potência seria
Œi?»4¸^¼( i k'')! ^ !  G#PY W
Œ›D  5%R'J! º J^ Q' s1X—5%(')! º W {8½

(c) Como a energia total gerada em um ano é

\?ŒE–  X—s%R'J! ¶ kW^ k' ano^ "S! h/ano E 8-64 (8-43/6 )


ƒ
 X Y&%R'J! ’ kW¸ hj Um urso de   kg escorrega para baixo num troco de
árvore a partir do repouso. O tronco tem ') m de al-
o custo anual seria tura e a velocidade do urso ao chegar ao chão é de X S
ƒ m/s. (a) Qual a variação da energia potencial do urso?
 Y %R'J! ’ ^ !6 !6')0X Y&%‰')! ¹ dólaresj
(b) Qual a energia cinética do urso no momento em que
ou seja, PY! milhões de dólares. chega ao chão? (c) Qual a força média de atrito que agiu
sobre o urso durante a descida?

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 t
(a) Considere a energia potencial gravitacional inicial elástica, da mola comprimida. Portanto ¥‚ ) ,
como sendo
0,\! . Então a energia potencial gravita- onde  é a constante da mola e é a compressão. Logo,
cional final é
.5iuz9<;XU , onde U é o comprimento da b b
t
árvore. A variação é, portanto,   6 S S "" 
B  #! Y  m qTY S cm
 SY !

1.Euv
0,>\uz9/;XU  u8 ]F $6 "^ Q'

 u3 $Y&%R'J! * J
P 8-69 (8-55/6 )
(b) A energia cinética é
Dois montes nevados têm altitudes de "! m e ! m
' ' em relação ao vale que os separa (Fig. 8-47). Uma pis-
+Š 9<@    ^ ]X S   TI$ J
  ta de esqui vai do alto do monte maior até o alto do
monte menor, passando pelo vale. O comprimento to-
(c) De acordo com a Eq. 8-26, a variação da energia
tal da pista é I  km e a inclinação média é I! K . (a)
mecânica é igual a u3¾ U , onde ¾ é a força de atrito
Um esquiador parte do repouso no alto do monte maior.
média. Portanto
t t Com que velovidade chegará ao alto do monte menor
+¿2
I$³u‰$Y ! sem se impulsionar com os bastões? Ignore o atrito. (b)
¾Biu  u
› X'J! N
U ') Qual deve ser aproximadamente o coeficiente de atrito
dinâmico entre a neve e os esquis para que o esquiador
pare exatamente no alto do pico menor?
P 8-66 (8-51/6 ) 
(a) Tome o zero da energia potencial gravitacional co-
Um bloco de I6  kg é empurrado a partir do repouso mo estando no vale entre os dois picos. Então a energia
por uma mola comprimida cuja constante de mola é SY! potencial é
, T9/;M , , onde 9 é a massa do esquiador
N/m (Fig. 8-45). Depois que a mola se encontra total- e M , é a altura do pico mais alto. A energia potencial
mente relaxada, o bloco viaja por uma superfı́cie hori- final é
. D9/;M . , onde M . é a altura do pico menor.
zontal com um coeficiente de atrito dinâmico de !  , Inicialmente o esquiador tem energia cinética + , Ä! .
percorrendo uma distância de  " m antes de parar. (a) Escrevamos a energia cinética final como + . T9<@) ,
Qual a energia mecânica dissipada pela força de atrito? onde @ é a velocidade do esquiador no topo do pico me-
(b) Qual a energia cinética máxima possuı́da pelo blo- nor. A força normal da superfı́cie dos montes sobre o
co? (c) De quanto foi comprimida a mola antes que o esquiador não faz trabalho (pois é perpendicular ao mo-
bloco fosse liberado? vimento) e o atrito é desprezı́vel, de modo que a energia
 mecânica é conservada:
0,”24+-,D
.m24+/. , ou seja,
(a) A magnitude da força de fricção é ¾B?À>Á´ , onde 9<;M6,>?9/;M.³2W9B@ , donde tiramos
À>Á é o coeficiente de atrito dinâmico e ´ é a força nor-
mal da superfı́cie sobre o bloco. As únicas forças verti- m
@iÅ ;” M , u‰M . 1 C  $ " ^ " !3uv! 0Y Y 
cais atuantes no bloco são a força normal, para cima, e s
a força da gravidade, para baixo. Como a componente
vertical da aceleração do bloco é zero, a segunda lei de (b) Como sabemos do estudo de objetos que deslizam
Newton nos diz que ´p?9<; , onde 9 é a massa do blo- em planos inclinados, a força normal da superfı́cie in-
co. Portantot ¾ÂÀ>Á9<; . A energia mecânica dissipada clinada dos montes no esquiador é dada por ´ 
é dada por [œ¾~Ã¥À Á 9<;~ , onde ~ é a distância 9<;o…^†‡Xˆ , onde ˆ é o ângulo da superfı́cie inclinada em
que o bloco anda antes de parar. Seu valor é relação à horizontal, I ! K para cada uma das superfı́cies
em questão. A magnitude da força de atrito é dada por
t
¾ÆÀ>ÁP´À>Á9/;4…^† ‡ˆ . A energia mecânica dissipa-
Di !  ^ I6  ^ $ " ^ £ " 0?S S "" J
da pela força de atrito é ¾~m_À>Á9<;~…^† ‡ˆ , onde ~ é o
(b) O bloco tem sua energia cinética máxima quando comprimento total do trajeto. Como o esquiador atinge
perde contato com a mola e entra na parte da superfı́cie o topo do monte mais baixo sem energia cinética, a ener-
onde a fricção atua. A energia cinética máxima é igual à gia mecânica dissipada pelo atrito é igual à diferença de
energia mecânica dissipada pela fricção, ou seja, SS6 " " energia potencial entre os pontos inicial e final da tra-
J. jetória. Ou seja,
(c) A energia que aparece como energia cinética esta-
va ariginalmente armazenada como energia potencial À>Á9/;~<…F† ‡Xˆ5T9/;” M,u‰M.hj

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donde tiramos À>Á : percurso, (a) mostre que a altura máxima atingida pela
pedra é dada por
M,”u‰M.
À>ÁÇ
~B…F† ‡Xˆ @ ƒ

M/ 
" !³uv! P; k'•2o¾˜Pγ
 #! !IS6
I6 &%R'J! * &…^†‡&I ! K
(b) Mostre que a velocidade da pedra ao chegar ao solo
é dada por

P 8-74 (8-??/6 ) ÎTuW¾ ’ 


@ ?@ ƒ”¤ 
Î42c¾r¦ ²
Uma determinada mola não obedece à lei de Hooke. A
força (em newtons) que ela exerce quando distendida 
de uma distância (em metros) é de X " <2I " Y  , (a) Seja M a altura máxima alcançada. A energia
mecânica dissipada no ar quando t a pedra sobe até a altu-
no sentido oposto ao da distensão. (a) Calcule o traba-
lho necessário para distender a mola de v‚!6  m até ra M é, de acordo com a Eq. 8-26, \\u3¾”M . Sabemos
\`'  ! m. (b) Com uma das extremidades da mola que
mantida fixa, uma partı́cula de Xe' kg é presa à ou- t
\D + . 24
. Nu + , 24
, hj
tra extremidade e a mola é distendida de uma distância
cÈ'  ! . Em seguida, a partı́cula é liberada sem velo- onde + , e + . são as energias cinéticas inicial e final, e
cidade inicial. Calcule sua velocidade no instante em
, e
. são as energias poetenciais inicial e final. Esco-
que a distensão da mola diminuiu para Šw!6  m. lha a energia como sendo zero no ponto de lançamento
(c) A força exercida pela mola é conservativa ou não- da pedra. A energia cinética inicial é +-,mÄ9B@ƒ   , a
conservativa? Explique sua resposta. energia potencial inicial é
0,1›! , a energia cinética fi-
 nal é +/.‰:! e a energia potencial final é
1.‰:γM .
(a) Para distender a mola aplica-se uma força, igual
em magnitude à força da mola porém no sentido oposto. Portanto u3¾”M-Î³M-u(9B@  , donde tiramos
K
Como a uma distensão no sentido positivo de exerce
9<@ ƒ  Îf@ ƒ  @ ƒ
uma força no sentido negativo de , a força aplicada tem M<   j
que ser \ X " &24I " Y  , no sentido positivo de . 6 Îo24¾” ;” Îo24¾” P; k'2o¾˜Pγ
{
O trabalho que ela realiza é
onde substituimos 9 por Îm); e dividimos numerador e
ƒ denominador por Î .
É ’aÊ
 °  " s2vI " Y  Q‹ (b) Note que a força do ar é para baixo quando a pe-
ƒ
ÊË ƒ dra sobe e para cima quando ela desce. Ela é sempre
 " I" Y h
’ Ê
 Ì  2 *hÍ ?I'  ! J oposta ao sentido da velocidade. t A energia dissipada
 I ƒ V
 ¢u3 ¾”M . A ener-
ÊË durante o trajeto no ar todo é
(b) A mola faz I' J de trabalho e este deve ser o au- gia cinética final é + . O
 <
9 
@ )
 
  , onde @ é a velocida-
mento da energia cinética da partı́cula. Sua velocidade de da pedra no instante que antecede sua colisão com
é então o solo. A energia potencial final é 

o
. œ
 ! . Portanto
b b 3
u  ”
¾ 
M ?
 B
9 
@ 
 
 6
 f
u B
9 
@ ƒ  
  . Substituindo nesta expressão
+ 6 I'  ! a expressão encontrada acima para M temos
@  TX I  m/s
9 Xe'
¾@ƒ  ' '
u  9B@  u 9B@ ƒ  
(c) A força é conservativa pois o trabalho que ela faz ;” Q'•2c¾˜γ  
quando a partı́cula vai de um ponto para outro pon-
’
to depende apenas de e , não dos detalhes do Deste resultado obtemos
 ’ 
movimento entre e .
’  ¾@ƒ   ¾@ƒ 
@  @ ƒ  u  @ ƒ u
9<;” Q'•2c¾˜γ Î5 k'r2o¾˜Pγ
P 8-79 (8-61/6 )
 ¾
Uma pedra de peso Î é jogada verticalmente para cima  @ ƒ  ¤ 'zu
Îc2c¾r¦
com velocidade inicial @ ƒ . Se uma força constante ¾ de-
vido à resistência do ar age sobre a pedra durante todo o

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Î?uW¾
 @ ƒ ¤ j
Îc2c¾ ¦  $e'5%R'J! ’  segundos
de onde obtemos o resultado final procurado:
 X $'E%R'J! Ë anos!
Î?uW¾ ’ 
@&T@Pƒ”¤ 
Îc2c¾µ¦ ²
Perceba que para ¾?¥! ambos resultados reduzem-se
ao que já conheciamos, como não podeia deixar de ser.
P 8-96 (8-??/6 )

8.2.5 Massa e Energia Os Estados Unidos produziram cerca de X I'B%')! ’ 


kW¸ h de energia elétrica em 1983. Qual a massa equi-
E 8-92 (8-??/6 ) valente a esta energia?
(a) Qual a energia em Joules equivalente a uma massa  Para determinar tal massa, usamos a relação Ð
de 'J! g? (b) Durante quantos anos esta energia aten- 9ÃÏ  , onde Ï5D $ $"%o'J! ¹ m/s é a velocidade da luz.
deria às necessidades de uma famı́lia que consome em Primeiro precisamos converter kW¸ h para Joules:
média ' kW?

(a) Usamos a fórmula i?9BÏF : ! ’  kW¸ h 
 I6'³%R'J X I'E%R'J!’  Q'J! * W^ IS! ! s
iD !6H')!  ^  $ $"s%(')! ¹   T$6H'P5%(')! ’kË J  
"  I s%R'J!’ ¹ J

(b) Usamos agora D?ŒE , onde Œ é a taxa de consumo Portanto


de energia e  é o tempo. Portanto,
 $e'5%(')! ’kË  "6 I5%R'J! ’ ¹
1  9:  #$   kg
Œ 'A%R'J! * Ï  ]X $$"s%R'J! ¹  

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Exercı́cios Resolvidos de Dinâmica Clássica


Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de fı́sica teórica,
Doutor em Fı́sica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha

Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Instituto de Fı́sica

Matéria para a QUARTA prova. Numeração conforme a quarta edição do livro


“Fundamentos de Fı́sica”, Halliday, Resnick e Walker.

Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/ jgallas

Conteúdo 9.2.2 O Momento Linear . . . . . . . 5


9.2.3 Conservação do Momento Linear 6
9 Sistemas de Partı́culas 2 9.2.4 Sistemas de Massa Variável:
9.1 Questões . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 Um Foguete . . . . . . . . . . . 8
9.2 Problemas e Exercı́cios . . . . . . . . . 2 9.2.5 Sistemas de Partı́culas: Varia-
9.2.1 O Centro de Massa . . . . . . . 2 ções na Energia Cinética . . . . 8

Comentários/Sugestões e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br


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 >=@? ?B& (# #2& > = & C ! *&


9 Sistemas de Partı́culas
$ $

(=ED (a)DSejam
& F*  ! & 4 A  , 4 A  e
CA
 as coordenadas (em metros) das três
?
partı́culas D
cujas respectivas massas =
designamos por ,
$ e . Então a coordenada do centro de massa é

9.1 Questões ? = ?  $ = $  D = D
=
 
?  $ G  D
#  (1; #8&BH!2 #8&    #2&'I*J #2&
Q 9-2 5 !K! 

) #  1; #  #
m
Qual a localização do centro de massa da atmosfera da 5
Terra?
enquanto que a coordenada A é

?
?   $ $ G D D
A A A
A 
?  $  D
#  I1) #2&BF*J #2&    #8&BH!2 #8&
5 !2  

; #  1) #  #
m
5
9.2 Problemas e Exercı́cios
9.2.1 O Centro de Massa (b) A medida que a massa da partı́cula de cima é aumen-
tada o centro de massa desloca-se em direção a aquela
E 9-1 (9-1/6  edição) partı́cula. No limite, quando a partı́cula de cima for mui-
to mais massiva que as outras, o centro de massa coin-
(a) A que distância o centro de massa do sistema Terra- cidirá com a posição dela.
Lua se encontra do centro da Terra? (Use os valores
das massas da Terra e da Lua e da distância entre os
dois astros que aparecem no Apêndice C.) (b) Expresse E 9-12 L (9-9/6  )
a resposta do item (a) como uma fração do raio da Terra.
 Uma lata em forma de cilindro reto de massa M , al-
(a) Escolha a origem no centro da Terra. Então a
tura N e densidade uniforme está cheia de refrigerante
distância  do centro de massa do sistema Terra-Lua
(Fig. 9-30). A massa total do refrigerante é . Fazemos
é dada por
pequenos furos na base e na tampa da lata para drenar
 
 
   o conteúdo e medimos o valor de O , a distância verti-
cal entre o centro de massa e a base da lata, para várias
onde  é a massa da Lua,  é a massa da Terra, a situações. Qual é o valor de O para (a) a lata cheia e
 é a separação média entre Terra e Lua. Tais valores
(b) a lata vazia? (c) O que acontece = com O enquanto a
encontram-se no Apêndice C. Em números temos, lata está sendo esvaziada? (d) Se é a altura do lı́quido
  "!#$%$'&'()+* "!#,&
que resta
= em um determinado instante, determine o va-
lor de (em função de M , N e ) no momento em que

  -!# $%$ /.  021 -!# $43
o centro de massa se encontra o mais próximo possı́vel
  -!#6  da base da lata.

5 5 m
) 89:!# 6 
(a) Como a lata é uniforme seu centro de massa está
(b) O raio da Terra é 7 
m, de modo que
localizado
* no seu centro geométrico, a uma distância
temos
  "!# 6 
N P acima da sua base. O centro de massa do refri-
  5 5 #;+<) gerante está no seu centro geométrico, a uma distância

; 9"!# 6
= *
7  P acima da base da lata.* Quando a lata está cheia tal
posição coincide com NQP . Portanto o centro de massa
da lata e com o refrigerante que ela contém está a uma
E 9-3 (9-3/6  ) distância
G NQP  *2&  *&
(a) Quais são as coordenadas do centro de massa das três M NQP N
R
O

*
partı́culas que aparecem na Fig. 9-22? (b) O que acon- M G
tece com o centro de massa quando a massa da partı́cula
de cima aumenta gradualmente? acima da base, sobre o eixo do cilindro.

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LISTA 2 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 24 de Junho de 2003, às 2:00 p.m.

(b) Consideramos * agora a lata sozinha. O centro de km/h. Qual a velocidade do centro de massa dos dois
massa está em NQP acima da base, sobre o eixo do ci- carros?

Sejam  d e e d a massa e a velocidade do Galaxy e
lindro. =
(c) A medida que decresce o centro de massa do re- f e e f a massa e velocidade do Escort. Então, con-
frigerante
* na lata primeiramente diminui, depois cresce forme a Eq. (9-19), a velocidade do centro de massa é
até NQP novamente.
dada por
(d) Quando a superfı́cie
= superior do refrigerante está a
d e d G f e f
uma distância acima da base (= da
& lata a massa do fre- e< 

frigerante na lata é S
= PTN , onde é a massa d:G f
quando a lata está cheia (
UN ). O centro F* #2#2&'(1#8&  H !#2#2&BI#8&
= * de massa do 5 <* 
refrigerante apenas está a uma distância P da base da
* #2#  !2  ##
km/h
5
lata. Logo
 *&  S > = 2 * & Note que as duas velocidades estão no mesmo sentido,
M NP P de modo que ambos termos no numerador tem o mesmo
O
S
M  sinal. As unidades usadas não são do Sistema Interna-
 *&  >= & ( = *&
M NP PTN P cional.

=
M  PTN
$  =E$
MVN  E 9-20 (9-15/6  )

*) =W&
MVN G Um projétil é disparado por um canhão com uma
*<# 2#2velo-
g
cidade inicial de m/s. O ângulo do disparo é em
Encontramos a posição mais baixa do centro de massa
relação à horizontal. Quando chega ao ponto mais al-
da lata com refrigerante
= igualando a zero a = derivada de O
to da trajetória, o projétil explode em dois fragmentos
em relação a e resolvendo em relação a . A derivada
de massas iguais (Fig. 9-33). Um dos fragmentos, cu-
é dada por
ja velocidade imediatamente após a explosão é zero, cai
X * =  $  =W$&
O MVN verticalmente. A que distância do canhão o outro frag-
X =
*) =[& Y *; 
 = & $
[ mento atinge o solo, supondo que o terreno seja plano e
MVNZY MVN
$=E$  * = $ a resistência do ar possa ser desprezada?

M N Y M
G N

*)  [= & $ 
MVN Precisamos determinar as coordenadas do ponto de
$B=E$  * = $ #
explosão e a velocidade do fragmento que não cai reto
A solução de M N YGM N
é para baixo. Tais dados são as condições iniciais para
um problema de movimento de projéteis, para determi-
= \ ! ^] !  
MVN nar onde o segundo fragmento aterrisa.

Y
M`_ Consideremos primeiramente o movimento do projétil
= original, até o instante da explosão. Tomemos
=
como ori-
Usamos a solução positiva pois é= positivo. gem o ponto de disparo, com o eixo tomado horizontal
Substituindo-se agora o valor de ne expressão de O e o eixo A vertical, positivo para cima. A componente
acima, ou seja, em
A da velocidade é dada por eh
i eTj%kYm & l8n e é zero no
$ 
 E= $ instante de tempo no
peTj%k8Pl-
eTjTPl senqrj , onde eTj
MVN
OQ
*;  W= &  é a velocidade inicial e qrj é o ângulo de disparo. As
MVN G
coordenadas do ponto mais alto são
e simplificando, encontramos finalmente que =

seTjutTnv
w eTjyx'z2{JqrjB|En
!  !c  &C$
NaM ]
OQ
b Y e j
M
senq j 'x z2{Jq j
l
F*<#8&H$
# g 2# g !T}

0; 1 sen 'x z2{
m
E 9-14 (9-11/6  )
* #2# e
Um velho Galaxy com uma massa de 5 kg está via- !
1# $
jando por uma estrada reta a km/h. Ele é seguido por A
e j kTnY * l8n
!## 2#
um Escort com uma massa de kg viajando a

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! $ 
e j $ (a) Escolha o centro do sistema de coordenadas co-

* sen q j =
l mo sendo o centro da roldana, com o eixo horizontal
! F*<#8&H$
$ 2# g ! .   e para a direita e com o eixo A para baixo. O centro = #
de

* 0; 1 sen
m massa está a meio caminho entre os sacos, em
e
A Z

… , onde … é a distância vertical desde o centro da
Como então nenhuma força horizontal atua, a compo- roldana até qualquer um dos sacos.
nente horizontal do momento é conservada. Como um *<#
(b) Suponha g transferidas do saco da esquerda12# para
dos fragmentos tem velocidade zero após a explosão, o o saco da=[?direita.* O saco da esquerda tem massa 5 ge
momento do outro fragmento tem que ser igual ao mo- . mm. O saco à direita tem massa . *#
está em
†
= Y * =
mento do projétil originalmente disparado. g e está em $
 . mm. A coordenada do centro
A componente horizontal da velocidade do projétil ori- de massa é então
ginal é e j xBz2{)q j . Chamemos de M a massa do projétil ?‡=@? G
=  $ = $
inicial e de ~)j a velocidade do fragmento que se move
 
? G $
horizontalmente após a explosão. Assim sendo, temos
 1#8&B * . &   .  * #2&'  * . &
5 Y ! # 
M€~;j
*<# m. *<#
mm
Me j xBz8{Jq j
*  5
* *
uma vez que a massa do fragmento em questão é MUP . A coordenada A ainda é … . O centro de massa está a
Isto significa que mm do saco mais leve, ao longo da linha que une os dois
* corpos.
~ j
e j xBz2{)q j (c) Quando soltos, o saco maispesado move-se para bai-
*)F*<#8& # g *<#  xo e o saco mais leve move-se para cima, de modo que

xBz8{
m/s o centro de massa, que deve permanecer mais perto do
saco mais pesado, move-se para baixo.
Agora considere #
um projétil lançado horizontalmente
*<#
no
(d) Como os sacos estão conectados pela corda, que pas-
instante na
com velocidade
>= & de C!r}m/s
 ! . a 8partir
& do
sa pela rolsdana, suas acelerações tem a mesma magni-
ponto com coordenadas j CA j

tude mas direções opostas. Se? ˆ é a aceleração de $ ,


$ *
m. Sua
j
# A
A Yln P então Y‰ˆ é a aceleração de . A aceleração do centro
coordenada A é dada por , e quando
ele aterrisa
* temos A
. O =tempo até a aterrisagem é
de massa é

„ƒ A jTPl e a coordenada do ponto de aterrisagem
é ?T Y‰ˆ &  $ ˆ $ Y ? 
* ˆ  
? 
^ˆ ? 
$ $
= = = ] A j

j  ~;j'nv
j  ~)j
l Precisamos recorrer s̀egunda lei de Newton para encon-
*;H! .  8&
trar? a aceleração de cada saco. A força da gravidade
!r}  *# ] l
0) 1 .   , para baixo, e a tensão Š na corda, para cima,


m atuam no saco mais leve. A segunda lei para tal saco

? ? 
E 9-21 (9-17/6  ) lY-ŠU
VY ˆ

Dois sacos idênticos de açúcar são ligados por uma cor- O sinal negativo aparece no lado direito porque ˆ é a
da de massa desprezı́vel que passa por # uma roldana sem aceleração do saco mais pesado (que qão é o que esta-
atrito, de massa desprezı́vel, com . mm de diâmetro. mos considerando!). As mesma forças atuam no saco
Os dois sacos estão no mesmo #nı́vel
# e cada um possui mais pesado e para ele a segunda lei de Newton fornece
originalmente uma massa de . g. (a) Determine a
posição horizontal do centro de massa do sistema. (b) $ lY"Š
$ ˆ 
*<#
Suponha que g de açúcar são transferidos de um saco
? ?
para o outro, mas os sacos são mantidos nas posiç oes A primeira equação fornece-nos Š„
l h ˆ que
originais. Determina a nova posição horizontal do cen- quando substituida na segunda equação produz
tro de massa. (c) Os dois sacos são liberados. Em que
 B? &
direção se move o centro de massa? (d) Qual é a sua $ Y l 
aceleração? ˆ‹
? G $

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Portanto, substituindo na equação para ˆ   , encontra- I*#2&BI2&   . B& (8& I*<#8&BF*J &
mos que Y 5  #21 

*<# m.
5 m
 B? &C$
l $ Y
= = Ž
ˆ8
 ?  & $
$ Observe que usamos FŒ 
. É estritamente ne-
(0) 12&' . *<# 1#2&C$ cessário fazer-se isto? Se não for, qual a vantagem de
Y-5 #; #;! $

 12# /. *<#2& $
m/s se faze-lo?...
5

A aceleração é para baixo.


9.2.2 O Momento Linear

E 9-22 (9-19/6  )
. *<# E 9-23 (9-??/6  )
Um cachorro  de kg está em um bote de kg que se
encontra a m da Qual o momento linear de 11 um automóvel que pesa
*) margem (que fica à esquerda na Fig. 9- !) ##2#
34a). Ele anda 5 m no barco, em direção à margem, e N e está viajando a km/h?
depois pára. O atrito entre o bote e a água é desprezı́vel.  A “moral” deste problema é cuidar com as unidades
A que distância da margem está o cachorro depois da empregadas:
caminhada? (Sugestão: Veja a Fig. 9-34b. O cachorro D
!2##2# 11"!#
se move para a esquerda; o bote se desloca para a di- “
e
2*1)!
reita; e o centro de massa do sistema cachorro+barco? 0; 1 2#2#
kg m/s 
Será que ele se move?)
 = na direção do movimento.
Escolha o eixo como sendo horizontal, com a ori-
gem na margem, e apontanto para = a direita na Fig. 9-
34a. Seja Œ a massa do bote e ŒI sua = Ž
coordenada ini- E 9-24 (9-21/6  )

Ž 1#
cial. Seja a massa do cachorro e sua coordenada Suponha que sua massa é de kg. Com que veloci-
inicial. A coordenada do centro de massa é então dade teria que correr para ter o mesmo momento linear
Œ = ŒFW Ž = Ž  !#2# !+*
= que um automóvel de kg viajando a km/h?

Œ  Ž 
Chamando de Ž e e Ž a massa e a velocidade do car-
X
Agora o cachorro caminha uma distância para a es- ro, e de e e a “sua” massa e velocidade temos, graças
querda do bote. à conservação do momento linear,
= ŒF Como a diferença entre a coordenada = Ž‘ D
final do bote= e = a coordenada final do cachorro Ž e Ž C!#2#2&'H!+*-!# &
X X ) 8 
é , ou seja Œ Y Ž‘
, a coordenada do centro de e

(1#8&BI#2#2&
m/s
massa pode também ser escrita como
= Œ = Œ’ Ž = Ž‘ Poderı́amos também deixar a resposta em km/h:
 
Œ   Ž H!##8&BC!+*&
Ž e Ž * 
Œ = ‘Ž    Œ X G Ž = Ž‘  e

1#
5 km/h

Œ  Ž
Perceba a importância de fornecer as unidades ao dar
Como nenhuma força horizontal externa atua no siste- sua resposta. Este último valor não está no SI, claro.
ma bote-cachorro, a velocidade do centro de massa não
pode mudar. Como o bote e o cachorro estavam inicial-
E 9-25 (9-20/6  )
mente em repouso, a velocidade do centro de massa é 1)!
zero. O centro de massa permance na mesma = posição Com que velocidade deve viajar um Volkswagen de
e, portanto, as duas expressões acima para  devem kg (a) para
*< ter
# o mesmo momento
! linear que um Ca-
ser iguais. Isto significa que dillac de . kg viajando a km/h e (b) para ter a
Œ = ŒFW Ž = Ž
Œ = Ž‘’ Œ X G Ž = Ž‘  mesma energia cinética?

= Ž‘ (a) O momento será o mesmo se :” e ”
•e<
,
Isolando-se obtemos donde tiramos que
= Ž‘ Œ = FŒ W Ž = Ž  Y Œ X  *< . #
H!2&
” 1)! . ! 0 km/h 

Œ G Ž e
” e 

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! *
(b) Desconsiderando o fator $ P , igualdade
$ de energia onde o subı́ndice “ refere-se à pedra e o subı́ndice O
” ”
cinática implica termos e
 e  , ou seja, refere-se ao homem. Desta expressão vemos que
 * . #   e   I#)}T#2&'(; 02#2&
] C!2& *<1; 12 
e
”

]
” e 
1;!
km/h e ¡
€Y ¡
Y !#2#
#; #8*2

Y m/s 

E 9-26 (9-??/6  ) onde o sinal negativo indica que o homem move-se no


sentido oposto ao da pedra. Note que o sentido da pedra
Qual o momento #) 002linear
– *Jde um
 08 -!elétron
# , viajando a uma
foi implicitamente tomado como positivo. Note ainda
velocidade de (
m/s)?
que a razão das massas coincide com a razão dos pesos.

Como a velocidade do elétron não é de – modo algum
pequena comparada com a velocidade da luz, faz-se
necessário aqui usar a equação relativistica para o mo- E 9-36 (9-29/6  )
 *J 
Um homem de . kg está viajando em uma carroça a
mento linear, conforme dada pela Eq. 9-24:
e
“ —
m/s. Ele salta para fora da carroça de modo a ficar com

! velocidade horizontal zero. Qual a variação resultante
YV˜uŽ ™
™ na velocidade da carroça?
Du?
(0;š!2!›-!#Jœ &'I*J 08!#2,'& 
O momento linear total do sistema home-carroça é

! (#; 0202& $ conservado pois não atuam forças externas com com-
ƒ Y
ponentes horizontais no sistema. Chamemos de Ž a
! 0)!T9"!# œW$
?
 massa da carroça, e a sua velocidade inicial, e e Ž sua

kg ž m/s velocidade final (após o homem haver pulado fora). Se-
ja ¡ a massa do homem. Sua velocidade inicial é a
Sem o fator relativı́stico terı́amos achado
D‡? mesma da carroça e sua velocidade final é zero. Portan-
“EŸ I0)K!!o-!# œ &BI*) 0-!# , & to a conservação do momento nos fornece

*)+<# . "!# œ[$4$  ¡ G Ž & e


Ž e Ž

kg ž m/s  
9 ! ! I#) 008& $ &
ou seja, um valor
PJƒ Y vezes menor: de onde tiramos a velocidade final da carroça:
 “EŸ   ¡’ Ž &
“
e
e Ž

F*J 2&B .‰ 08&
)} 

20
m/s
9.2.3 Conservação do Momento Linear
;+ *)  
A velocidade da carroça aumenta por Y
¢5 5
m/s. De modo a reduzir sua velocidade o homem faz
E 9-33 (9-27/6  ) com que a carroça puxe-o para trás, de modo que a
!##
Um homem de kg, de pé em uma superfı́cie
#)}T#
de atrito carroça seja impulsionada para a frente.
desprezı́vel, dá um chute em uma pedra de ; 02kg, #
fa-
zendo com que ela adquira uma velocidade de m/s.
Qual a velocidade do homem depois do chute? E 9-38 (9-33/6  )
 O último estágio
T2#de
# um foguete está viajando com uma
Como nenhuma força com componente horizontal atua velocidade de m/s. Este último estágio é feito de
no sistema homem-pedra, o momento total é conserva- duas partes presas por uma trava: *0# um tanque de com-
do. Como tanto o homem como a pedra estão em repou- bustı́vel com uma massa de kg
! . #
e uma cápsula de
so no inı́cio, o momento total é zero antes bem como instrumentos com uma massa de kg. Quando a tra-
depois do chute, ou seja va é acionada, uma mola comprimida faz com que as
duas partes se separem com uma velocidade relativa de
R  e  ‰ ¡ e ¡
# 0;!#
m/s. (a) Qual a velocidade das duas partes depois


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?
. !+*2 "!# j 
que elas se separam? Suponha que todas as velocida-
J
des têm a mesma direção. (b) Calcule a energia cinética
total das duas partes antes e depois de se separarem e A energia cinética total aumentou levemente. Isto deve-
explique a diferença (se houver). se à conversão da energia potencial elástica armazenada
 na trava (mola comprimida) em energia cinética das par-
(a) Suponha que nenhuma força externa atue no site- tes do foguete.
ma composto pelas duas partes no último estágio. O mo-
mento total do sistema é conservado. Seja £ a massa
do tanque e Ž a massa da cápsula. Inicialmente ambas E 9-39 (9-39/6  )
estão viajando com a mesma velocidade e . Após a trava
Uma caldeira explode, partindo-se em três pedaços.
ser acionada, £ tem uma velocidade e £ enquanto que
Ž tem uma velocidade e Ž . Conservação do momento Dois pedaços, de massas iguais, são arremessados em
trajetórias perpendiculares
# entre si, com a mesma velo-
fornece-nos
cidade de m/s. O terceiro pedaço tem uma massa
 £ / Ž & £ £ 

e  Ž e Ž três vezes a de um dos outros pedaços. Qual o módulo,
direção e sentido de sua velocidade logo após a ex-
Após a trava ser solta, a cápsula (que tem menos massa) plosão?
viaja com maior velocidade e podemos escrever 
Suponha que não haja força externa atuando, de modo
e Ž
Ue £¥ e S‡¦§ 
que o momento linear do sistema de três peças seja con-
servado. Como o momentum antes da explosão era zero,
onde e S‡¦§ é a velocidade relativa. Substituindo esta ex- ele também o é após a explosão. Isto significa que o ve-
pressão na equação da conservação do momento obte- tor velocidade dos três pedaços estão todos num mesmo
mos plano.
Escolha um sistema de coordenadas XY, com o eixo ver-
 Q£@G Ž & 
£ ¥
£ 
 Ž Ž G
 – S‡¦§

e e e  tical sendo o eixo A , positivo para cima. A partir da
origem deste diagrama,
 desenhe na direção negativa do
de modo que eixo X o vetor © , correspondente ao momento da
 £@ Ž & parı́cula mais pesada. Os dois outros momentos são re-?
Ž eY Ž e S%¦‘§ presentados por vetores Qª apontando num ângulo q
e
£  Ž
no primeiro? 
quadrante
02#2g
e q $ no quarto quadrante, de mo-
do que q q $
(condição do problema).
£

eY £ G Ž e ‡
S 
¦ § Como a componente vertical do momento deve conser-
var-se, temos com as convenções acima, que
! . # e ? e #
T#2# I0)!#8& *<0#  senq Y senq $


Y *<02#  ! . #
m/s
onde e é a velocidade dos pedaços menores.? Portan-
A velocidade final da cápsula é to? devemos02#2necessariamente ter que q «

q $ e, como
g ? g
£ S‡¦§ *<0#  0)!# 12*##  q  q $
, temos que q =
q $
s5 . .
e Ž
Ue  e

m/s Conservação da componente do momento produz
(b) A energia cinética total antes da soltura da trava é  * ? 

e¬xBz8{Jq
!
¨   £@ Ž & $

* e Consequentemente, a velocidade ~ do pedaço maior é
! ? * *
I*<02#  ! . #2&'F<##8& $ !2 *8!o-!# j  ? (2#2& g !

*
J ~†
 e­xBz8{Jq
 x'z2{5 .
5 m/s 
=
A energia cinética total após a soltura da trava é no sentido negativo do eixo . O ângulo entre o vetor
! ! velocidade do pedaço maior e qualquer um dos pedaços
¨  £ $  $

* e £ * Ž e Ž menores é
! ! !1# g g ! . g 
*
I*0#EF<*0#8& $ 
*
H ! . #2&'(12*##8& $ Y"5 .

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9.2.4 Sistemas de Massa Variável: Um Foguete A massa do foguete após a queima é



·M  YGM Ž g  Œ I*) .2. !2 *#2&­-!# ²
M
Y
E 9-48 (9-41/6  ) !  "!# ² 
2#02# .

kg
Uma sonda espacial de !# kg, viajando para Júpiter
.
com uma velocidade 1de# m/s em relação ao Sol, acio- (c) Como a velocidade inicial é zero, a velocidade final
na o* motor,
 ejetando kg de gases com uma velocidade é dada por
de . m/s em relação à sonda. Supondo que os gases
M 
e 
são ejetados no sentido oposto ao do movimento inicial

®¸¯K°
da sonda, qual a sua velocidade final? M 
D *J .. -!# ²
 ()+*2"!# & c
Ignore a força gravitacional de Júpiter e use a Eq. (9-
K¯ ° b !  . -!# ²
47) do livro texto. Se e  é a velocidade inicial, M  é a D
massa inicial, e  é velocidade final, M  é a massa final,

*J #1 -!#


m/s

e ® é a velocidade do gás de exaustão, então
M  
e 
se   ®’¯š°
M  E 9-56 (9-47/6  )

#20# 
#02#
Neste
1# problema
#;!# temos M kg e M Y Duas longas barcaças estão viajando na mesma direção

kg. Portanto e no mesmo sentido!# em águas tranqüilas; uma com
#02# uma*# velocidade de km/h, a outro com velocidade
!# .± * .  c !#21 
e 
¯K° b #)!#
m/s de km/h. Quando estão passando uma pela outra,
operários jogam
!##2# carvão da mais lenta para a mais rápida,
à razão de kg por minuto; veja a Fig. 9-38. Qual
a força adicional que deve ser fornecida pelos motores
E 9-49 (9-43/6  ) das duas barcaças para que continuem a viajar com as
Um foguete em repouso no espaço, em uma região em mesmas velocidades? Suponha que a transferência de
que*)a força gravitacional !é 1)desprezı́vel, tem uma massa carvão se dá perpendicularmente à direção de movimen-
9!#² !9!#²
de .2. kg, da qual kg são combustı́vel.
1#
to da barcaça mais lenta e que a força de atrito entre as
O consumo de combustı́vel do motor é de )5 +*2 kg/s e a embarcações e a água não depende do seu peso.
velocidade de escapamento* dos gases é de km/s. O 
. #
motor é acionado durante s. (a) Determine o em-
puxo do foguete. (b) Qual é a massa do foguete depois
9.2.5 Sistemas de Partı́culas: Variações na Energia
que o motor é desligado? (c) Qual é a velocidade final
do foguete? Cinética

(a) Como se ve no texto logo abaixo da Eq. 9-46, o
empuxo do foguete é dado por ³†
U7´® , onde 7 é a taxa E 9-60 (9-55/6  )
de consumo de combustı́vel e ® é a velocidade1do # gas Uma mulher de .2. kg se agacha e depois salta para cima
exaustado. No D presente problema temos 7µ
€5 kg e
)+*2"!# na vertical. Na posição agachada, seu centro de massa
®
m/s, de modo que #
D está 5 cm acima do piso; quando seus pés deixam o
 1#8&B(; *8-!# & ! . "!# 6  02#
³†
^7´®Q
5
N chão, o centro de massa está !r*<# cm acima do piso; no
ponto mais alto do salto, está cm acima do piso. (a)
(b) A massa do combustı́vel ejetado é dada por Qual a força média exercida sobre a mulher pelo piso,
M Ž g  Œ
7›¶‹n , onde ¶‹n é o intervalo de tempo da quei- enquanto há contato entre ambos? (b) Qual a velocida-
ma de combustı́vel. Portanto de máxima atingida pela mulher?
Žg  Œ
 1 #8&BI* . #8& !+*<# "!# ²  
M 5
kg

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LISTA 2 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 30 de Outubro de 2003, às 10:17

Exercı́cios Resolvidos de Dinâmica Clássica


Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de fı́sica teórica,
Doutor em Fı́sica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha

Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Instituto de Fı́sica

Matéria para a QUARTA prova. Numeração conforme a quarta edição do livro


“Fundamentos de Fı́sica”, Halliday, Resnick e Walker.

Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/ jgallas

Conteúdo 10.2.2 Colisões Elásticas em Uma Di-


mensão . . . . . . . . . . . . . 4
10 Colisões 2 10.2.3 Colisões Inelásticas em Uma
10.1 Questões . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 Dimensão . . . . . . . . . . . . 6
10.2 Problemas e Exercı́cios . . . . . . . . . 2 10.2.4 Colisões em Duas Dimensões . 7
10.2.1 Impulso e Momento Linear . . . 2 10.2.5 Problemas Adicionais . . . . . 7

Comentários/Sugestões e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br


(listam2.tex)

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LISTA 2 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 30 de Outubro de 2003, às 10:17

10 Colisões Resolvendo para  , obtemos

1
 ,   + -

 
&
* *
)2  !3# 
10.1 Questões  (' -  -54 ) m/s
  '

Q 10-1 A velocidade final da bola é 4 ) m/s.


Explique como a conservação de energia se aplica a uma
bola quicando numa parede. P 10-12 (10-9/6 )

Um carro de ' kg, deslocando-se a   6 m/s, está ini-
cialmente viajando para o norte, no sentido positivo do
eixo 7 . Após completar uma curva à direita de 89 para
o sentido positivo do eixo : em '; 4 s, o distraido moto-
rista investe para cima de uma árvore, que pára o carro
10.2 Problemas e Exercı́cios em 6 ms. Em notação de vetores unitários, qual é o
10.2.1 Impulso e Momento Linear impulso sobre o carro (a) durante a curva e (b) durante
a colisão? Qual a intensidade da força média que age
sobre o carro (c) durante a colisão? (e) Qual é o ângulo
E 10-3 (10-1/6 edição) entre a força média em (c) e o sentido positivo do eixo
: ?
Um taco de sinuca atinge uma bola, exercendo uma

força média de  N em um intervalo de  ms. Se a (a) O momento inicial do carro é
bola tivesse massa de  
 kg, que velocidade ela teria
< =>?  '  " 6A@B  )C' kgD m/sA@
após o impacto? +

Se for a magnitude da força média então a magni- e o momento final é  )E' kgD m/sGF . O impulso que nele
tude do impulso é   , onde  é o intervalo de atua é igual à variação de momento:
tempo durante o qual a força é exercida (veja Eq. 10-8).
H  
Este impulso iguala a magnitude da troca de momen-  < , - < +I )E' kgD m/s F - @CJ
tum da bola e como a bola está inicialmente em repouso,

iguala a magnitude  do momento final. Resolvendo (b) O momento inicial do carro é < +  )C' kgD m/sKF
a euqação  para  encontramos <
e o momento final é , L . O impulso atuando sobre
  ele é
   "!$#
  %
"  m/s H 
  
  < , - < +I - )C' kgD m/sKF

(c) A força média que atua no carro é


E 10-9 (10-5/6 )
H
M  <
Uma força com valor médio de &
 N é aplicada a uma
JN   
bola de aço de   ' kg, que se desloca a (' m/s, em uma 
 
colisão que dura
*) ms. Se a força estivesse no senti- )C' kgD m/s F - @E

do oposto ao da velocidade inicial da bola, encontre a 'O 4
 4 
velocidade final da bola.    N F - @C

Considere a direção inicial do movimento como po- 
sitiva e chame de a magnitude da força média,  a e sua magnitude é PN   4  NRQ
2S
6 N.
duração da força,  a massa da bola,  + a velocidade (d) A força média é
inicial da bola, , a velocidade final da bola. Então a H
M
força atua na direção negativa e o teorema do impulso- 
momento fornece PN 
-
)E' kgD m/sGF
- ./0 , -  +  
6?& !3#

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LISTA 2 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 30 de Outubro de 2003, às 10:17

- na direção da parede.

"T2  U NVF (b) A energia cinética dum chumbinho é
M
e sua magnitude é %
"TW?& U N. f    
PN
(e) A força média é dada acima em notação vetorial  0gbB
  !3#  Kb5S
  J

unitária. Suas componentes : e 7 tem magnitudes


iguais. A componente : é positiva e a componente 7 (c) A força na parede é dada pela taxa na qual o momen-
é negativa, de modo que a força está a '* 9 abaixo do to é transferido dos chumbinhos para a parede. Como
eixo : . d
os chumbinhos não voltam para trás, cada chumbinho
transfere h  kgD m/s. Se i chumbinhos colidem
P 10-13 (10-??/6 ) num tempo  então a taxa média com que o momento
A força sobre um objeto de  kg aumenta uniforme- é transferido é d
mente de zero a   N em ' s. Qual é a velocidade final
i  
do objeto se ele partiu do repouso?     &.Z& N
 P
 N 1
 
Tome a magnitude da força como sendo XSY5 , on-
de Y é uma constante de proporcionalidade. A condição A força na parede tem a direção da velocidade inicial
que ZS N quando /' s conduz a dos chumbinhos.
  (d) Se 1 é o intervalo de tempo para um chumbinho
YS   NR[ ' s\XC
"  N/s
ser freado pela parede, então a força média exercida na
A magnitude do impulso exercido no objeto é parede por chumbinho d é
^ ^
U U 
] _ %`. _ Y5V`a Y5GbOc U_  
 
j 444  44 N

c P
 N  4
;   !3#
c
  
 C
"  '* b

A força tem a direção da velocidade inicial do chumbi-
nho.
  ND s
(e) Na parte (d) a força foi mediada durante o interva-
A magnitude deste impulso é igual à magnitude da lo em que um chumbinho está em contato com a parede,
variação do momento do objeto ou, como o objeto par- enquanto na parte (c) ela foi mediada durante o intervalo
tiu do repouso, é igual m̀agnitude do momento final: de tempo no qual muitos chumbinhos atingem a parede.
]= , . Portanto Na maior parte do tempo nenhum chumbinho está em
contato com a parede, de modo que a força média na
 &
 ,   X& m/s parte (c) é muito menor que a média em (d).
 

P 10-14 (10-13/6 ) P 10-26 (10-15/6 )


Uma arma de ar comprimido atira dez chumbinhos de Uma espaçonave é separada em duas partes detonando-

g por segundo com uma velocidade de   m/s, que se as ligações explosivas que as mantinham juntas. As
são detidos por uma parede rı́gida. (a) Qual é o mo- massas das partes são &
 e &k kg; o módulo do im-
mento linear de cada chumbinho? (b) Qual é a energia pulso sobre cada parte é de 6 ND s. Com que velocida-
cinética de cada um? (c) Qual é a força média exercida de relativa as duas partes se separam?
pelo fluxo de chumbinhos sobre a parede? (d) Se ca-
da chumbinho permanecer em contato com a parede por 
Consideremos primeiro a parte mais leve. Suponha
  4 ms, qual será a força média exercida sobre a parede que o impulso tenha magnitude  e esteja no sentido po-
por cada um deles enquanto estiver em contato? (e) Por sitivo. Seja ml , l a massa e a velocidade da parte mais
que esta força é tão diferente da força em (c)? leve após as ligações explodirem. Suponha que ambas

(a) Se  for a massa dum chumbinho e  for sua ve- as partes estão em repouso antes da explosão. Então,
n
locidade quando ele atinge a parede, então o momento / l  l , de modo que
é d
   6
/
  !3#   Z kgD m/se  l   S 
 m/s
ml C


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O impulso na parte mais pesada tem a mesma magnitu- Suponha que a velocidade inicial do bloco de
" ' kg se-
de mas no sentido oposto, de modo que - %h  , ja oposta à exibida. Após a colisão, a velocidade > do
b b
onde  ,  são a massa e a velocidade da parte mais bloco de  4 kg pode estar no sentido ilustrado?
b b
pesada. Portanto 
(a) Seja  l ,  Kl + e  lR, a massa e a velocidade inicial
 6 e final do bloco à esquerda, e  ,  + e  , as corres-
  -  -  -  T 4 ) m/s b b b
b pondentes grandezas do bloco à direita. O momento do
 &k
b sistema composto pelos dois blocos é conservado, de
A velocidade relativa das partes após a explosão é modo que
- mlxlK+Ouy  +z/]lPlK,wuy  ,Oe
 
 -  T 4 ) V=; 'OC) m/s b b b b
donde tiramos que
mlxlK+3u{  + -   ,
lR,  b b b b
P 10-28 (10-38/6 )  l

" '
A espaçonave Voyager 2 (de massa  e velocidade     5u
"  - 'O 8*}BX 8 m/s
relativa ao Sol) aproxima-se do planeta Júpiter (de mas-  45|
n
sa e velocidade o relativa ao Sol) como mostra a O bloco continua andando para a direita após a colisão.
Fig. 10-33. A espaçonave rodeia o planeta e parte no (b) Para ver se a colisão é inelástica, comparamos os va-
sentido oposto. Qual é a sua velocidade, em relação ao lores da energia cinética total antes e depois da colisão.
Sol, após este encontro com efeito estilingue? Conside- A energia cinética total ANTES da colisão é
ra pqC
km/s e orq6 km/s (a velocidade orbital
f  
+   l  lGb + u
 b 
b b+
de Júpiter). A massa de Júpiter é muito maior do que a
nts

da espaçonave;  . (Para informações adicionais,


veja “The slingshot effect: explanation and analogies”,   4    
     
 b u
 'g
"  b =
 6  ) J
de Albert A. Bartlett e Charles W. Hord, The Physics

Teacher, novembro de 1985.) A energia cinética total DEPOIS da colisão é


 f  
Considere o encontro num sistema de referência fixo
,   l  lRb , u  b 
em Júpiter. Quando eventuais perdas de energia forem
b b ,

desprezı́veis, o encontro pode ser pensado como uma   4    


colisão elástica na qual a espaçonave emerge da “co-     
8 b u
" '* O '  8* b =
 6;~) J

lisão” com uma velocidade de mesma magnitude que a f f


Como +  , , vemos que a colisão é elástica,
velocidade que possuia antes do encontro. Como a ve-
(c) Agora  +  - "
  m/s e
locidade inicial da espaçonave é b
]lPlG+$uy  + -   ,

 R
l ,  b b b b
 + /2uojZ&
5u=6=
 km/s  l

 ' -
medida a partir de Júpiter, ela se afastará de Júpiter com  " 5u
  - '; 8 }  - " 4 m/s

  |
 , 
 km/s. Passando para o sistema original de re-
ferência no qual o Sol está em repouso, tal velocidade é Como o sinal indica, a velocidade deve opor-se ao sen-
dada por tido mostrado.

*,v /,wuojS
5u=6S6k km/s E 10-33 (10-37/6 )
Um carro de 6 ' g de massa, deslocando-se em um tri-
lho de ar linear sem atrito, a uma velocidade inicial de
10.2.2 Colisões Elásticas em Uma Dimensão 
m/s, atinge um segundo carro de massa desconhe-
cida, inicialmente em repouso. A colisão entre eles é
elástica. Após a mesma, o primeiro carro continua em
seu sentido original a   44 m/s. (a) Qual é a massa do
E 10-29 (10-35/6 )
segundo carro? (b) Qual é a sua velocidade após o im-
Os blocos da Fig. 10-34 deslizam sem atrito. (a) Qual é pacto? (c) Qual a velocidade do centro de massa do
a velocidade > do bloco de  4 kg após a colisão? (b) sistema formado pelos dois carrinhos?

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(a) Seja  l ,  lK+ ,  lR, a massa e as velocidades inicial
e final do carro que originalmente se move. Seja  e
b 6 
 , a massa e a velocidade final do carro originalmente 
" X
kg
b 
parado ( +  . Então, de acordo com a Eq. 10-18,
b
temos (b) A velocidade do centro de massa do sistem formado
]l -  pelos dois corpos satisfaz a equação
lR,1 b lG+R ‚ 
 l u{  mlu{ ‡ ƒz„ mlPlK+Ou{  +R
b b b b
Desta expressão obtemos para  : Resolvendo para  ƒˆ„ com  +zS encontramos
b
 lK+ -  lR, b 
   l m
 x
l 
 K
l +
 * 'O *
b lR,€u{lK+  ƒˆ„‰  =
  m/s
 l u{
" Bu/


-    
4 4 b
 6 '* g\=88 g

5u  44
E 10-37 (10-43/6 )
(b) A velocidade do segundo carro é dada por
 Duas esferas de titânio se aproximam frontalmente com

Eml
; 6'  velocidades de mesmo módulo e colidem elasticamente.
 ,   lG+  

b  l u{   6 '*u  88 Após a colisão, uma das esferas, cuja massa é de 6 g,
b
  8 m/s permanece em repouso. Qual é a massa da outra esfera?

Seja ]l , lK+ , lK, a massa e as velocidades antes e
(c) A velocidade do centro de massa do sistema formado depois da colisão de uma das partı́culas e  ,  + ,  , a
pelos dois carrinhos satisfaz a equação b b b
massa e as velocidades antes e depois da colisão, da ou-
‚  tra partı́cula. Então, de acordo com a Eq. 10-28, temos
  l uy G ƒz„… l  lK+ u{  + 
b b b
]l - 
E
Lembrando que  + / , temos  lR,  b  lK+ u b  +
b  l y
u   l u{ b
  b b
 l  lK+ 6 '* 
 Suponha que a esfera  esteja viajando originalmente no
 ƒz„…  =  86 m/s
ml.uy 6 '5u88 sentido positivo e fique parada após a colisão. A esfera

b
está viajando originalmente no sentido negativo. Subs-
Observe que usamos gramas em vez de kilogramas. tituindo lK+Š ,  +‹ -  e lK,Œ na expressão
b
acima, obtemos /ml - 6 . Ou seja,
b
E 10-34 (10-41/6 )  l 6 g
   X g
Um corpo de
"  kg de massa colide elasticamente com b 6 6
outro em repouso e continua a deslocar-se no sentido
original com um quarto de sua velocidade original. (a)
Qual é a massa do corpo atingido? (b) Qual a veloci- E 10-40 (10-??/6 )
dade do centro de massa do sistema formado pelos dois ATENÇ ÃO : ESTE PROBLEMA FOI MAL TRADUZIDO
corpos se a velocidade inicial do corpo de
"  kg era de NO LIVRO TEXTO . U SE A TRADUÇ ÃO QUE SEGUE :
';  m/s? Um elevador está deslocando-se para cima num poço a
 4 ft/s ( k6 m/s). No instante em que o elevador está
(a) Sejam  l ,  lG+ ,  lR, a massa e as velocidades antes
4 4
e depois da colisão do corpo que se move originalmen- a  ft (k; m) do topo, larga-se uma bola do topo do
te. Sejam  e  , a massa e a volcidade final do corpo poço. A bola quica elasticamente do teto do elevador.
b b
originalmente em repouso. De acordo com a Eq. 10-18 (a) A que altura ela pode elevar-se em relação ao topo
temos do poço? (b) Faça o mesmo problema supondo que o
elevador esteja descendo a 4 ft/s ( k6 m/s). (Dica: a
 l - 
lR,1 b lG+R velocidade da bola em relação ao elevador é meramente
 l u{
b revertida pela colisão.)
Resolvendo para  obtemos, para lK,1=lK+†[E' , Nota: no sistema de unidades em questão, a aceleração
b da gravidade vale ŽŠ/6*
ft/sb .
lK+ - lK,  - E[C'  
   l   l  (a)
b  lR, u{ lG+ C[C'Bu=

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10.2.3 Colisões Inelásticas em Uma Dimensão de onde tiramos


 
E ˜œ˜ 8   4  
‹  4 u/C
S6 m/s
E 10-41 (10-23/6 ) ˜›u{–™

Acredita-se que a Cratera do Meteoro, no Arizona


(Fig. 10.1), tenha sido formada pelo impacto de um me-
P 10-53 (10-29/6 )
teoro com a Terra há cerca de 20.000 anos. Estima-se a
l_ Um vagão de carga de 6* t colide com um carrinho auxi-
massa do meteoro em Š kg e sua velocidade em
)
 m/s. Que velocidade um meteoro assim transmiti- liar que está em repouso. Eles se unem e
*) da energia
ria à Terra numa colisão frontal? cinética inicial é dissipada em calor, som, vibrações, etc.
 Encontre o peso do carrinho auxiliar.
Seja ‘ a massa do meteoro e ‘’ a massa da Terra.

Seja   a velocidade do meteoro imediatamente antes Seja  e  a massa e a velocidade inicial do vagão,
N N
da colisão e  a velocidade da Terra (com o meteoro) ]ž a massa do carrinho auxiliar e  a velocidade fi-
após a colisão. O momento do sistema Terra-meteoro é nal dos dois, depois de grudarem-se. Conservação do
conservado durante a colisão. Portanto, no sistema de momento total do sistema  formado pelos dois carros
referência Terra antes da colisão temos fornece-nos     {
u  ž ‡ donde tiramos
N N N
  N  N
       uy ’ ‡3e Š 
 u{]ž
N
de modo que encontramos para  f
A energia cinética inicial do sistema é + Ÿ N  b [

N
  l_ enquanto que a energia cinética final é
    )
   

‘“uy‘’

" 8k?& l_
b U u   f  
,   N uy ž ‡ b
 4 ?& ! l”l m/s


    b
  N N
uy]žx 
Para ficar mais fácil de imaginar o que seja esta velo-
N  N uy ž  b
4
cidade note que, como 6 ‹•
E'm 4 4
 6 –—6;& 6  ,
  b  b
temos  N N 

 u{‘ž
N
4 ?& ! l”l m/s  4 ?& ! l”l  6 &6 4 * m/ano
Como
) da energia cinética original é perdida, temos
f f
, =; ) 6 + , ou seja,
    &k8 m/ano
  b  b 
  k8 mm/ano N N S ~)E6  N  b e

 N uy ž
N

que, simplificada, fornece-nos  [  ž
N u  ¡; ) 6
É uma velocidade MUITO difı́cil de se medir, não?... .
N
Resolvendo para  ž encontramos
E 10-42 (10-21/6 )  
)  
 ž   =; 6g)C N    6*)  6*

Um trenó em forma de caixa de 4 kg está deslocando-se  ~)E6 N
 C
" 8 toneladas
sobre o gelo a uma velocidade de 8 m/s, quando um pa-  C
" 8?& # kg
cote de &
kg é largado de cima para dentro dele. Qual
é a nova velocidade do trenó? A razão das massas é, obviamente, a mesma razão dos
‚
 pesos e, chamando de o peso do vagão, temos que o
Precisamos considerar apenas a componente horizon- ‚ N
tal do momento do trenó e do pacote. Seja 0˜ , E˜ a mas- peso do carrinho auxiliar é
sa e a velocidade inicial do trenó. Seja š™ , a massa do ‚ ‚   
=; 6g) N    6*) 6?& #  8; k*
pacote e  velocidade final do conjunto trenó u pacote.  &
4  8;€  # N
A componente horizontal do momento deste conjunto
conserva-se de modo que Observe que o resultado final não depende das velocida-
 des em jogo.
˜‡E˜V ˜›u{š™‡3e

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10.2.4 Colisões em Duas Dimensões Portanto o ângulo é ¥ 'O&9 .


b
(b) Resolvendo a primeria das equações de conservação
E 10-63 (10-49/6 ) acima para lG+ encontramos
Em um jogo de sinuca, a bola branca atinge outra ini-
 lG+   lR, ¢(£¤"¥ l u{ , ¢J£¤ ¥
cialmente em repouso. Após a colisão, a branca desloca- b b
se a 6;  m/s ao longo de uma reta em ângulo de

9 com  
 6; "¢J£*¤;

9 u
" "¢(£¤"'O 9 'O ) m/s
a sua direção original de movimento, e o módulo da ve-
locidade da segunda bola é de
m/s. Encontre (a) o
ângulo entre a direção de movimento da segunda bola e (c) A energia cinética inicial é
a direção de movimento original da bola branca e (b) a
velocidade original da branca. (c) A energia cinética se f   
+I  + b   ';~)  b Z 6  
conserva?


(a) Use a Fig. 10-20 do livro texto e considere a bo-
A energia cinética final é
la branca como sendo a massa ml e a outra bola como
sendo a massa  . Conservação das componentes : e 7
b f  
do momento total do sistema formado pelas duas bolas ,  0 lRb , u  b ,
nos fornece duas equações, respectivamente:

b
  
lG+t lK,\¢J£¤ ¥ l\uy ,\¢J£*¤"¥  S¦ 6;  b u
 * bP§ Sk T( 
b b

  - lK, sen¥l.u{0 , sen¥ 


b b Portanto a energia cinética não é conservada.
Observe que as massa podem ser simplificadas em am-
bas equações. Usando a segunda equação obtemos que
 lR, 6; 
sen ¥  sen ¥ l  sen

9 S  4  4 
b  ,
  10.2.5 Problemas Adicionais
b

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Exercı́cios Resolvidos de Dinâmica Clássica


Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de fı́sica teórica,
Doutor em Fı́sica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha

Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Instituto de Fı́sica

Matéria para a QUARTA prova. Numeração conforme a quarta edição do livro


“Fundamentos de Fı́sica”, Halliday, Resnick e Walker.

Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/ jgallas

Conteúdo 11.1 Questionário . . . . . . . . . . . . . . . 2


11.2 Exercı́cios e Problemas . . . . . . . . . 2
11 ROTAÇÃO 2 11.3 Problemas Adicionais . . . . . . . . . . 9

Comentários/Sugestões e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br


(listam2.tex)

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LISTA 2 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 19 de Setembro de 2003, às 9:44 a.m.

11 ROTAÇÃO aceleração angular constante, o ponto tem aceleração


radial? Tem aceleração tangencial? Os módulos dessas
acelerações variam com o tempo?

$#%&  
11.1 Questionário

Sim, a aceleração radial é . A aceleração
tangencial é nula nesse caso. Girando com aceleração
Q11-3.
$#(')
+*,-')
+*  
angular constante, o ponto da borda tem aceleração ra-
O vetor que representa a velocidade angular de rotação dial
de uma roda em torno de um eixo fixo tem de estar ne- constante.
e aceleração tangencial , .&
cessariamente sobre este eixo?
 Sim, o vetor velocidade angular define o eixo de Q11-15.
rotação. Mesmo quando o eixo não é fixo, o vetor está
dirigido ao longo desse eixo, como no caso do movi- Qual a relação entre as velocidades angulares de um par
mento de um pião. A velocidade angular de precessão de engrenagens acopladas, de raios diferentes?
também é um vetor dirigido ao longo da direção em

    /   
torno da qual o eixo do pião precessiona. Pontos da borda das engrenagens tem a mesma velo-
cidade linear: . Assim, a engrenagem que
tem o menor raio, tem a maior velocidade angular.
Q11-8.

 
 

Por que é conveniente expressar em revoluções por
segundo ao quadrado na expressão e Q11-21.
não na expressão ? A Fig. 0(021 3245
mostra uma barra de m, sendo metade 0
 Porque na equação  
      
, e
de madeira e metade de metal, fixada por um eixo no
também ponto O da extremidade de madeira. Uma força F é
são quantidades mensuráveis em revoluções e revo- aplicada ao ponto a da extremidade de metal. Na Fig.
luções por segundo, respectivamente. Mas na equação
 !"   020(163(427
, a barra é fixada por um eixo em na extremi- 8 9

, para se obter a aceleração linear em m/s ,
deve ser expressa em radianos/s .
dade de metal e a mesma força é aplicada ao ponto da 9
extremidade de madeira. A aceleração angular é a mes-
ma para os dois casos? Se não, em que caso ela é maior?
Q11-9.  A densidade dos metais é maior do que das ma-
Um corpo rı́gido pode girar livremente em torno de um deiras, tal que na situação (b), o momento de inércia
eixo fixo. É possı́vel que a aceleração angular deste da barra em relação ao ponto 8 9
é maior do que no
corpo seja diferente de zero, mesmo que a sua veloci- caso (a). Assim, pela relação :;=<>
, vem que
dade angular seja nula (talvez, instantaneamente)? Qual <@?BADC$E?FADC/G<H?BIJC$E?FIKC
. As acelerações angulares não
o equivalente linear desta situação? Ilustre ambas as são iguais nos dois casos, sendo . E?BALC>M/E?FIKC
situações com exemplos.
 Sim. Se o corpo rı́gido for submetido a uma
desaceleração, sua velocidade angular eventualmente
11.2 Exercı́cios e Problemas
será nula, e depois começrá a crscer no sentido con-
trário. O equivalente linear dessa situação pode ser a de
um corpo jogado verticalmente para cima; sua velocida- Seção 11-2 As Variáveis de Rotação
de zera no ponto mais alto da trajetória e ele torna a cair.
11-6P.

R S27D

Uma roda gira com uma aceleração angular dada por
Q11-13.
ON2
QP T
, onde t é o tempo, e a e b são cons-
Imagine uma roda girando sobre o seu eixo e considere tantes. Se 
é a velocidade inicial da roda, deduza as
um ponto em sua borda. O ponto tem aceleração radial, equações para (a) a velocidade angular e (b) o desloca-
quando a roda gira com velocidade angular constan- mento angular em função do tempo.
te? Tem aceleração tangencial? Quando ela gira com

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LISTA 2 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 19 de Setembro de 2003, às 9:44 a.m.

 (a) Para obter a velocidade angular, basta integrar a angular do volante (em rad/s ), (b) o ângulo percorrido

aceleração angular dada: (em rad) até parar e (c) o número de revoluções comple-
UWV U  tadas pelo volante até parar.

V$XZY >
 \
[  ]  Y
Q[  (a) Sendo   y3(4zoqn rad/s, tem-se
^R_.`
bacR^7
P We {R^
En

j 
  (332np4zoqoqnn |0(ox3(4 1
d'
+*Ee  f>
a Rg7
P rad/s

(b) O deslocamento angular é obtido integrando a velo-


(b) O ângulo percorrido é
cidade angular:
Ufh U 

[ e 
Rj 3
hX Y   ]  Y
[
y3245n
iRj  / 
k f Q
4 l ^
R 7
Na
rad.

(c) Para o número de revoluções } , temos

m')
+*>  f Q
4 l ^
R 7
Na }~ 3{ s y
 S(poq€(n revoluções 1

11-10P. 11-23P.
Uma roda tem oito raios de S2n
cm. Está montada sobre Um disco gira em torno de um eixo fixo, partin-
um eixo fixo e gira a 3poq4
rev/s. Você pretende atirar do do repouso com aceleração angular constante até
uma flecha de 35ncm de comprimento através da ro- alcançar a rotaç ão de 0n
rev/s. Depois de completar r2n
da, paralelamente ao seu eixo, sem que a flecha colida revoluções, sua velocidade angular é rev/s. Calcule 0‚4
com qualquer raio. Suponha que tanto a flecha quan- (a) a aceleração angular, (b) o tempo necessário para
to os raios sejam muito finos; veja a Fig. . (a) 0(021 3(r r2n
completar as revoluções, (c) o tempo necessário para
Qual a velocidade mı́nima que a flecha deve ter? (b) 0n
alcançar a velocidade angular de rev/s e (d) o número
A localização do ponto que você mira, entre o eixo e a de revoluções desde o repouso até a velocidade de 0‚n
borda da roda, tem importância? Em caso afirmativo, rev/s.
qual a melhor localização?  0‚n
 (a) O ângulo entre dois raios consecutivos é stHN eo
(a) A velocidade angular do disco aumenta de
0H4
rad/s para rad/s no intervalo necessário para comple-
tempo necessário para percorrê-lo é r(n
tar as revoluções.


E    s@4 tHs N nmoun4 s.
  /  f 3Ei
 
^/ R 3  02oun(N rev/s 1
 
A velocidade mı́nima da flecha deve ser então


w  pnnpoqoxn235n4 eN\oun
v - m/s.
(b) O tempo necessário para as r(n voltas é


 ^Rƒ   Nm1 € s.
(b) Não, se a velocidade angular permanece constante.

11-15E.
O volante de um motor está girando a 3(4poun
rad/s. Quan- (c) O tempo até alcançar 0n rad/s é


[    m1 r3 s.
do o motor é desligado, o volante desacelera a uma taxa
constante até parar em 35nmoun
s. Calcule (a) a aceleração

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LISTA 2 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 19 de Setembro de 2003, às 9:44 a.m.

(d) E o número de voltas dadas no intervalo é


  |Ž ‡ Œ 
o
o

 
" 3(   N2€ revoluções.
(b) A moeda é projetada tangencilamente, seguindo uma
trajetória retilı́nea.

Seção 11-5 As Variáveis Lineares e Angulares


11-36P.
11-29E.
Uma turbina com 0(ox35n
m de diâmetro está girando a 35n2n A turbina de um motor a vapor gira com uma velocida-
de angular constante de 0‚4(n
rev/min. Quando o vapor
rev/min. (a) Qual a velocidade angular da turbina em

é desligado, o atrito nos mancais e a resistência do ar
rad/s? (b) Qual a velocidade linear de um ponto na sua
borda? (c) Que aceleração angular constante (rev/min )
param a turbina em 3zoq3
h. (a) Qual a aceleração angular 
aumentará a sua velocidade para 0n2n(n
rev/min em s? r2n constante da turbina, em rev/min , durante a parada? (b)
Quantas revoluções realiza antes de parar? (c) Qual a
(d) Quantas revoluções completará durante esse interva-
r(n
lo de s?
componente tangencial da aceleração linear da partı́cula
situada a 45n
cm do eixo de rotação, quando a turbina
 (a) A velocidade angular em rad/s é
(4
está girando a rev/min? (d) Em relação à partı́cula do
ı́tem (c), qual o módulo da aceleração linear resultante?

g K' 35n2n2(r *„n 'K3@s…* y35nm1 (N rad/s.  (a) O intervalo dado corresponde a 0‚S23 min. A
aceleração angular é
(b) Qualquer ponto da borda da turbina move-se à velo-
cidade j 

 0(1B0S2r
o
rev/min .

v †E'K3(np1 5N$*L')nm1 r2n2* 0H3z1645r m/s.
(b) O número de voltas até parar é

 3( e
(c) A aceleração angular necessária é
  2(n(S
ƒ jRƒ
   0 n(n2n 20 R^ 3(n(n €2n(n o
rev.
1n rev/min .

021 n
(c) Para obter a aceleração linear tangencial em uni-
(d) O número do voltas no intervalo de
 ƒ 
minuto é

dades SI, a aceleração angular deve estar expressa em
ƒ|0(1 (€‘’0np“ P
 R
" 35    r2n(n rev.

rad/s . Fazendo a conversão, obtemos
rad/s e

 y…yp1 p0‘ƒ0‚n “ a m/s .


t

(d) A velocidade angular W‹54 rev/min corresponde a


11-34E.
Uma certa moeda de massa M é colocada a uma z1 €4 rad/s e
 /  iS(nm1 €m0 m/s .
distância R do centro do prato de um toca-discos. O
‡…ˆ
coeficiente de atrito estático é . A velocidade angular
do toca-discos vai aumentando lentamente até , quan- 
r

do, neste instante, a moeda escorrega para fora do prato. Portanto, o módulo da aceleração linear resultante é
  ‡…ˆ 
Z”   W
  yS(np1 €p0
(a) Determine em função das grandezas M, R, g e .
(b) Faça um esboço mostrando a trajetória aproximada t r m/s .
da moeda, quando é projetada para fora do toca-discos.
 (a) A moeda está sob a ação da força centrı́peta 11-42P.
‰ yŠ‹ „ Œ 1 Quatro polias estão conectadas por duas correias con-
forme mostrado na Fig. . A polia A ( cm de 0(0 RWS(n 0‚4

Quando o prato atinge a velocidade , a força cen- raio) é a polia motriz e gira a rad/s. A B ( cm de 0n 0‚n
trı́peta é igual à máxima força de atrito estático: raio) está conectada à A pela correia . A ( cm 0 • [ p4 oun
LŒ de raio) é concêntrica à B e está rigidamente ligada a
Š‹ o ‡ Š‹ ela. A polia C ( cm de raio) está conectada à pela 324 • [
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3
correia . Calcule (a) a velocidade linear de um ponto Seção 11-7 Cálculo do Momento de Inércia
0
na correia , (b) a velocidade angular da polia B, (c) a
• [
velocidade angular da polia , (d) a velocidade linear 11-49E.
3
de um ponto na correia e (e) a velocidade angular da As massas e as coordenadas de quatro partı́culas são as
polia C. seguintes: g, cm, cm; 45n  ¡¢3zoqn £¤¢3poun 3(4 ¥
g, ,   ‹n
 cm; g, cm,£¤eN\oun (3 4  ’&R^Spoqn £Z&RjSmoun (S n
cm; g,
(a) A velocidade linear de qualquer ponto da correia cm,  |R¦3zoqn %£ Nmoqn
cm. Qual o momento de inércia
0 é do conjunto em relação (a) ao eixo x, (b) ao eixo y e
v / (c) ao eixo z? (d) Se as respostas para (a) e (b) forem,
A A
    |
m/s. 0(164 respectivamente, A e B, então qual a resposta para (c)
v em função de A e B?

(b) A velocidade é a velocidade dos pontos da borda
•
da polia , cuja velocidade angular é então 
Este exercı́cio é uma aplicação do teorema dos ei-
v
    |‚0 4
xos perpendiculares, não apresentado dentro do texto.
B rad/s. Este teorema é válido para distribuições de massa con-
B
tidas num plano, como placas finas. Aqui temos uma
(c) As polias e • • [
giram em torno do mesmo eixo, de distribuição discreta da massa no plano . Vamos indi-  \£
modo que car as massas por i e coordenadas i e i na ordem em
   £
que aparecem no enunciado.
 / |0‚4
rad/s. (a) Momento de inércia em relação ao eixo : a  
£
B’ B

(d) A velocidade linear de qualquer ponto da correia é 3


distância das partı́culas ao eixo é medida no eixo

v  /  ynp1–54 m/s. < x   §
£ i i
B’ B’
   
  £  £  P£P  a£a
i

(e) Os pontos da borda da polia — tem velocidade linear


v  . Portanto,
v  021 S2n24"j0n “ a kg ™ m 1
   eSm1 n rad/s.
C
(b) Para o cálculo do momento de inércia em relação
£
C

ao eixo , a distância da partı́cula ao eixo é medida ao


longo do eixo :  
Seção 11-6 Energia Cinética de Rotação
<  §   
y
 i i
11-46P.
8 
i
    
        
4z1 S. 0np“ q˜ 0(1 5N .0np“ a ˜       P P  a a
A molécula de oxigênio, , tem massa total de

™
kg e um momento de inércia de
kg m , em relação ao eixo que atravessa perpendicular-  4z1 N4"j0n “ kg ™ m 1 
mente a linha de junção dos dois átomos. Suponha que
essa molécula tenha em um gás a velocidade de 45n2n
m/s (c) Para o eixo , temos ¨
 <  §   e   W£  1
  o
e que sua energia cinética de rotação seja dois terços da
energia cinética de transla c cão. Determine sua veloci- z i i com i i i

dade angular.

i

 Os cálculos fornecem < 021 Zj0np“ a kg ™ m .


(d) Somando os valores obtidos para < e < , confirma-
z
Com a relação dada entre as energias cinéticas, temos
x y

š  3 š mos a relação
rot.
S trans.

< < f< o


0  3 0 v „ž z x y

3 <› 
S œ 3%
- que podemos identificar como o teorema dos eixos per-

os valores de , < e v , obtemos Ÿ


pendiculares.
Introduzindo 
rp1–54"j0n  rad/s. 
11-51E.

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Duas partı́culas, de massa m cada uma, estão ligadas


0 Š Œ  Œ 
entre si e a um eixo de rotação em O por dois bastões
3Œ Š [ 
delgados de comprimento l e massa M cada um, confor-
020ER©S23 Œ
me mostrado na Fig. . O conjunto gira em torno
do eixo de rotação com velocidade angular . Determi-  ª 3 [ 
ne, algebricamente, as expressões (a) para o momento
de inércia do conjunto em relação a O e (b) para a ener- (b) Igualando os momentos de inércia mencionados, te-
mos
«
gia cinética de rotação em relação a O.

 (a) O momento de inércia para o eixo passando por
<"y< Š 1 A

8 é «
 Š w Š w
Do que obtemos diretamente
 S w*
< O  '
 w  w  SJ 3 * H0 3 f

Š ' 3  Ž Š< 1
 €2Š
 4 w S w
Seção 11-8 Torque
(b) A energia cinética de rotação é
š  0 (<   11-64P.
3 Na Fig. 0(0R¡S(r
, o corpo está fixado a um eixo no ponto
0  € ž  ‰ ¬ 0n
 3 œ4 w S Š w 
O. Três forças são aplicadas nas direções mostradas na
figura: no ponto A, a m de O, ‰ ­ m€ -ounN; no ponto

 4 N Š ž   B, a
‰® Nmoq
n
m de O,
0
 0r
N; no ponto C, a m de Spoun
œ 3% S w O, N. Qual o torque resultante em relação a O?
 Calculamos o torque produzido por cada uma das
11-58P. forças dadas:
(a) Mostre que o momento de inércia de um cilindro A A A :
N m, anti-horário  ‰ ‚¯ °‚± $N 4  y4(rp1642 ™ o
  ‰ ¯‚°‚± 2n  y
sólido, de massa M e raio R, em relação a seu eixo cen-
Œ
tral é igual ao momento de inércia de um aro fino de N m, horário :  r5N ™ o
t(ª 3 B B B

  ‰ ¯‚°‚± 3(n  |
massa M e raio em relação a seu eixo central. (b)
Mostre que o momento de inércia I de um corpo qual- C C C :
N m, anti-horário  0p1645n ™ 1
quer de massa M em relação a qualquer eixo é igual ao
momento de inércia de um aro equivalente em relação a Tomando o sentido positivo para fora do plano da
esse eixo, se o aro tiver a mesma massa M e raio k dado página, somamos os valores obtidos acima para ter o
por «
torque resultante:

 ªŠ < 1 : R  : ƒ
A R : g:
B C

O raio k do aro equivalente é chamado de raio de


 0‚3p1 n$ N ™ m, anti-horário
giração do corpo.

(a) Os momentos de inércia, em relação aos eixos
Seção 11-9 A Segunda Lei de Newton para a Rotação

mencionados, do aro e do cilindro são


Œ Œ
 Š  <  30 Š  1
11-70P.
e A < y Uma força é aplicada tangencialmente à borda de uma
0‚n
02ounj¢0nz“²P ™ 
A
polia que tem cm de raio e momento de inércia de
Para que estes momentos de inércia sejam iguais, o aro Œ kg m em relação ao seu eixo. A força
deve ter um certo raio : [ ‰ enmoq4(n
2 ’npoqS(n

tem módulo variável com o tempo, segundo a relação
, com F em Newtons e t em segun-
A C <  <
dos. A polia está inicialmente em repouso. Em
>‹Spoqn
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´
Œ ž 
s, quais são (a) a sua aceleração angular e (b) sua velo- Com a aceleração obtida acima, a tensão é

´  yŠ œ R 3@
  1
cidade angular?
 (a) O torque atuando sobre a polia no instante consi-
derado é Aplicando a segunda Lei rotacional para a polia ( esco-
:³'
>eSm1 n*E/ ‰ '
>ySp1 n2*Eenm1 N$3 ™ 1
Nm
lhendo o sentido horário como positivo), temos
Œ
R ´  * <`1
'´  j
Tirando ´  , vem
A aceleração angular neste instante é

{'
>eSm1 n*E :< 
 N3 1 Œ
´ Š‹R 3(Š¢  R Œ35<2  1
rad/s

(b) Obtemos a velocidade angular integrando a função


{'
+*
:
U V U   11-77P.

] Y  [  ] K
' 5
4 (
n
[ f
(
S 5
n
[ *Y
[ Uma chaminé alta, de forma cilı́ndrica, cai se houver
 uma ruptura na sua base. Tratando a chaminé como um
d')
+*G 3(45
e0‚n5
P bastão fino, de altura h, expresse (a) a componente ra-
dial da aceleração linear do topo da chaminé, em função
d'
EeSm1 n*G 2N 4 rad/s. 
do ângulo que ela faz com a vertical, e (b) a compo-
nente tangencial dessa mesma aceleração. (c) Em que

ângulo a aceleração é igual a g?
11-75P.

 µ ‚¶
(a) A componente radial da aceleração do topo da
Dois blocos idênticos, de massa M cada um, estão liga-
dos por uma corda de massa desprezı́vel, que passa por chaminé é r . Podemos obter usando o 
princı́pio da conservação da energia. Para um ângulo
uma polia de raio R e de momento de inércia I (veja Fig.
0(0 RNn  qualquer, temos
). A corda não desliza sobre a polia; desconhece-
¶ ¶
se existir ou não atrito entre o bloco e a mesa; não há
atrito no eixo da polia. Quando esse sistema é liberado,  3    3·L¸ ¯ , 30 <5  1
 ¶\ t5S , obtemos
Com <"
a polia gira de um ângulo , num tempo t, e a aceleração
dos blocos é constante. (a) Qual a aceleração angular da 

  S5²'+0cR ¶ ·„¸ ¯ 2 * o
polia? (b) Qual a aceleração dos dois blocos? (c) Quais
as tensões na parte superior e inferior da corda? Todas
essas respostas devem ser expressas em função de M, I,

R, , g e t. e aceleração radial do topo então é
  eS5²'+0cR ·„¸ ¯ 2*L1
y
 t(3
(a) Se o sistema parte do repouso e a aceleração é r

constante, então e (b) Para obter a componente tangencial da aceleração do

ƒ @3
 1
topo, usamos agora a segunda Lei na forma rotacional:

:  <
(b) Desconsiderando qualquer atrito, a aceleração das ¶ 0 ¶
massas é a aceleração dos pontos da borda da polia:
Œ   3 ¯°‚±   S% 
Œ ¶
%  35
  1 Com ƒyS@ ¯°‚± t53 , chegamos à aceleração pedida

(c) Chamemos ´
a tensão na parte vertical da corda. t  y ¶  S3  ¯°‚± p1
Tomando o sentido para baixo como positivo, escreve-
mos (c) A aceleração total do topo é

Š‹Rj´  
 Š 1   5  '+0.R ·L¸ ¯ 2*  N   ¯ °‚±  p1
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Fazendo ¹ , e alguma álgebra, obtemos uma Uma casca esférica uniforme, de massa M e raio R, gira

raiz fornece "eS(Nm164 


equação do segundo grau para a variável
.
·L¸ ¯ 
, cuja sobre um eixo vertical, sem atrito (veja Fig.
Uma corda, de massa desprezı́vel, passa em volta do
). 020,RfN3
equador da esfera e prende um pequeno corpo de massa
m, que pode cair livremente sob a ação da gravidade. A
Seção 11-10 Trabalho, Potência e Teorema do corda prende o corpo através de uma polia de momento
Trabalho-Energia Cinética de inércia I e raio r. O atrito da polia em relação ao eixo
é nulo e a corda não desliza na polia. Qual a velocidade
11-82P. do corpo, depois de cair de uma altura h, partindo do
Uma régua, apoiada no chão verticalmente por uma das repouso? Use o teorema do trabalho-energia.
extremidades, cai. Determine a velocidade da outra ex-

º   ¶
tremidade quando bate no chão, supondo que o extremo Seguindo a sugestão do enunciado, o trabalho rea-
apoiado não deslize. (Sugestão: considere a régua co- lizado pela gravidade sobre a massa é

mo um bastão fino e use o princı́pio de conservação de Como o sistema parte do repouso, a variação da energia
.

energia.) cinética é »
 Seguindo a sugestão dada, temos š  0 v  0 <(  0 <   o
ž 3  3 3
 d3 w  30 œ SZ0  w    o
p C C

onde  é a velocidade angular da polia e < e 


p C C são

que fornece e
  ” S5pt w . Portanto, a velocidade da ex- o momento de inércia e a velocidade angular da casca
tremidade da régua, quando bate no chão, é 
esférica. A velocidade de é também a velocidade li-
near dos pontos da borda da polia e dos pontos do equa-
v †
  w &” 5S  w 1 dor da casca esférica. Então podemos expressar as ve-
locidades angulares em termos da velocidade linear da
massa :

11-83P. v v
Um corpo rı́gido é composto por três hastes finas, C  
p e   Π1
idênticas, de igual comprimento l, soldadas em forma de
H (veja Fig. 020R’N\0 »
). O corpo gira livremente em volta Após essas considerações, temos, finalmente

š
de um eixo horizontal que passa ao longo de uma das
pernas do H. Quando o plano de H é horizontal, o corpo º 
0 v  0 < v  0 3 Š Œ‘Dž Œ v  
cai, a partir do repouso. Qual a velocidade angular do
corpo quando o plano do H passa pela posição vertival?
 ¶  %3  3  3 œS

 3 œz  <  S3 Š ž v 
0
O momento de inércia do corpo rı́gido para o eixo
mencionado é
  
<" S0  w  w  NS  w 1
Tirando a velocidade v , obtemos

v  3 ¶
Usando o princı́pio da conservação da energia, temos
ž 1
S   3 w  30 œ NSZ w    o  W<ztH T3(Št5S
 ¶
Lembrando a equação de movimento v 3( , pode-
e, tirando a velocidade angular, resulta
mos facilmente destacar a aceleração do resultado obti-
g S3 Ž  1 do, à qual chegamos se resolvemos o problema usando

w a segunda Lei.

11-86P.

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11.3 Problemas Adicionais


  
11-91.
3 
Uma polia de npox35n
m de raio está montada sobre um Para o corpo rı́gido todo temos então

™ 1
eixo horizontal sem atrito. Uma corda, de massa des-
prezı́vel, está enrolada em volta da polia e presa a um <"y<  f<  
 4  y Sp163
3poun
kg m

3(n 
corpo de kg, que desliza sem atrito sobre uma su-
perfı́cie inclinada de com a horizontal, confor-

aceleração de 3poun 
me mostrado na Fig. 11-43. O corpo desce com uma
m/s . Qual o momento de inércia da
11-96.
polia em torno do eixo de rotação?
 Vamos usar aqui a segunda Lei, nas formas trans-
Um cilindro uniforme de cm de raio e kg de mas- 0n 3(n
sa está montado de forma a girar livrmente em torno
lacional e rotacional. Tomando o sentido positivo para
de um eixo horizontal paralelo ao seu eixo longitudi-
baixo do plano inclinado temos
 nal e distando 4zoun
cm deste. (a) Qual o momento de
  ¯°‚± 35n Rj´   1 inércia do cilindro em torno do eixo de rotação? (b) Se
o cilindro partir do repouso, com seu eixo alinhado na
Para o movimento da polia, escrevemos

´d <ƒy<  1
mesma altura do eixo de rotação, qual a sua velocidade
angular ao passar pelo ponto mais baixo da trajetória?
(Sugestão: use o princı́pio de conservação da energia.)
´
Trazendo da primeira para a segunda equação, e ex-
< 

plicitando , temos (a) Usamos o teorema dos eixos paralelos para obter

<"  '  ¯‚°‚± 3(n  R^$*Eynp1 n245N ™ 1
kg m
o momento de inércia:

<  <  ¶
 
CM

11-93.
 0 
Dois discos delgados, cada um de kg de massa e Nmoqn 3% ½¼ 3…¾
npouN2n
 np1B0‚4 kg ™ m
raio de m, são ligados conforme mostrado na Fig.
11-44 para formar um corpo rı́gido. Qual o momen-
to de inércia desse corpo em volta do eixo A, ortogonal
ao plano dos discos e passando pelo centro de um deles? (b) Colocando o referencial de energia potencial nula no
 ponto mais baixo pelo qual passa o centro de massa do
Temos aqui uma aplicação do teorema dos eixos pa- cilindro, temos ¿
ralelos. O momento de inércia do conjunto escrevemos
š 
como
 
<%e<  W<  o  0 
<     t53  3  3 <(
<
onde é o momento de inércia do disco pelo
qual passa o eixo. Para obter o momento do outro
disco em relação a esse eixo, usamos o teorema: Resolvendo para a velocidade angular, obtemos

<  0   'J3@5*  f020(1 N(N 1


%3   rad/s

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