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UNIÃO BRASILIENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA – UBEC

FACULDADE CATÓLICA DO TOCANTINS – FACTO


CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

WELLINGTON SOUSA BEZERRA

RELATÓRIOS DAS PALESTRAS

PALMAS – TO
2017
RELATÓRIO

No dia 20 de abril de 2017, o colaborador da filial da concessionária Energisa localizada no


Tocantins, o engenheiro José Neto Rodrigues, ministrou uma palestra sobre aterramento
elétrico nas redes de distribuição da energisa.
A apresentação teve como base a norma NBR5410/2004 que em seu item 6.1.8.1, define a
documentação da instalação que um projeto deverá conter, e define que estes documentos
representam o mínimo.

1. ATERRAMENTO DE BAIXA TENSÃO

O aterramento é a ligação de um equipamento ou de um sistema à terra, por motivos de


proteção ou por exigência quanto ao funcionamento do mesmo.

1.1 CONDUTOR DE PROTEÇÃO

Qualquer condutor isolado usado como condutor de proteção (fio terra) deve ser identificado
pelas cores verde/amarela, ou simplesmente verde.

1.2 FUNÇÕES DE ATERRAMENTO

Entre as funções do aterramento, pode-se destacar:

 Oferecer um percurso de baixa impedância para a corrente de fuga, permitindo


a atuação do dispositivo de proteção;
 Permitir um controle de tensões desenvolvidas no solo;
 Estabbilizar a tensão durante transitórios provocados por falta fase-terra, etc;
 Escoar cargas estáticas;
 Garantir potencial nulo, com o intuito de proteger vidas;
1.3 TENSÃO DE CONTATO

Tensão que pode aparecer acidentalmente por falha de isolação entre duas partes
simultaneamente acessíveis.

1.4 TENSÃO DE PASSO

Uma corrente descarregada para o solo eleva o potencial em torno do eletrodo de aterramento
formando um gradiente (distribuição) de queda de tensão.

1.5 TIPOS DE ATERRAMENTO

A NBR-5410 classifica os sistemas de distribuição em baixa tensão em função das ligações à


terra da fonte de alimentação (geralmente um transformador) e das massas, de acordo com a
seguinte simbologia:
• A primeira letra representa a situação da alimentação em relação à terra:
 T = um ponto diretamente aterrado;
 I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um
ponto através de uma impedância;
• A segunda letra representa a situação das massas da instalação elétrica em relação à
terra:
 T = massas diretamente aterradas, independente do aterramento eventual de
um ponto da alimentação;
 N = massas ligadas diretamente ao ponto da alimentação aterrado (em CA o
ponto aterrada é normalmente o neutro);
• Outras letras indicam a disposição do condutor neutro e do condutor
de proteção:
 S = funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos;
 C = funções de neutro e de proteção combinadas em um único condutor
(condutor PEN).
1.5.1 ESQUEMA TN

Os esquemas TN possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado, sendo as massas


ligadas a este ponto através de condutores de proteção. Nesse esquema, toda corrente de falta
direta fase-massa é uma corrente de curto-circuito.
Este esquema é dividido em outros três:
 Esquema TN-S, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção são
distintos;
 Esquema TN-C-S, no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas
em um único condutor em uma parte da instalação;
 Esquema TN-C, no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em
um único condutor ao longo de toda a instalação.

1.5.2 ESQUEMA TT

O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando as massas da


instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de
aterramento da alimentação.

1.5.3 ESQUEMA IT (NEUTRO ISOLADO OU ATERRADO POR IMPEDÂNCIA)

O esquema IT não possui qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado, estando


aterradas as massas da instalação. Nesse esquema, a corrente resultante de uma única falta
fase-massa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de
contato perigosas.

2. ATERRAMENTO MÉDIA TENSÃO

O condutor neutro deve ser aterrado:


 Nas estruturas final de trecho;
 No padrão de entrada do consumidor;
 Instalação de Equipamentos tipo: Transformador, Religador, Regulador, etc;
Aterramento da cordoalha:
 Realizada em estruturas de transição com para-raios;
 Em estruturas de ancoragem e fim de trecho;
 Em estruturas passantes;

2.1 ATERRAMENTO DE EQUIPAMENTOS

Principais equipamentos:
 Transformadores;
 Religadores;
 Reatores;
 Reguladores de tensão;

Sobre esse tópico o palestrante relatou sobre a funcionamento do tipo malha e do tipo linear,
dividindo suas experiências adquiridas em seu trabalho.

2.2 ATERRAMENTO DE CERCAS

Posteriormente o mesmo comentou sobre tipos de aterramento de cercas, ressaltando a


simbologia utilizada em projetos. O mesmo comentou sobre cercas paralelas à rede e
transversais à rede, e elucidou a importância da realização do aterramento de porteira.
RELATÓRIO

Em 2017, o colaborador da filial da concessionária Energisa localizada no Tocantins, o


discente da FACTO Clebson Alves Duarte, ministrou uma palestra sobre Indicadores
Técnicos de Qualidade no Setor Elétrico.
A apresentação teve como base o módulo 8 Procedimentos de Distribuição – PRODIST – que
são documentos elaborados pela ANEEL que normatizam e padronizam as atividades
técnicas relacionadas ao funcionamento e desempenho dos sistemas de distribuição de energia
elétrica do Brasil.

1. INDICADORES DE CONTINUIDADE DO SERVIÇO DE DISTRIBUIÇÃO DE


ENERGIA ELÉTRICA

Os indicadores visam estabelecer procedimentos relativos à qualidade do serviço prestado


pelas distribuidoras aos consumidores e às distribuidoras cessantes. Os mesmos são
calculados para períodos de apuração mensais, trimestrais e anuais.
Partindo do enunciado acima, deverão ser apurados para cada conjunto de unidades
consumidoras os indicadores de continuidade a seguir discriminados:

DEC - Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor: Exprime o intervalo de


tempo que, em média, cada consumidor do conjunto considerado ficou privado do
fornecimento de energia elétrica, no período de observação, considerando-se as
interrupções maiores ou iguais a 03 (três) minutos.

∑ Ca (i )∗t (i)
DEC= i=1
Cc

FEC - Freqüência Equivalente de Interrupção por Consumidor: Exprime o número de


interrupções que, em média, cada consumidor do conjunto considerado sofreu no
período de observação, considerando-se as interrupções maiores ou iguais a 3 (três)
minutos.
k

∑ Ca(i)
FEC= i=1
Cc

2. INDICADORES DE CONTINUIDADE INDIVIDUAIS

Deverão ser apurados para todas as unidades consumidoras, os indicadores de continuidade a


seguir discriminados:

DIC - Duração de Interrupção por Consumidor: Exprime o intervalo de tempo que cada
consumidor, individualmente considerado, ficou privado do fornecimento de energia
elétrica, no período de observação, considerando-se as interrupções maiores ou iguais a
3 (três) minutos.

k
DIC=∑ t (i)
i=1

FIC - Frequência de Interrupção por Consumidor Exprime o número de interrupções


que cada consumidor, individualmente considerado, sofreu no período de observação,
considerando-se as interrupções maiores ou iguais a 3 (três) minutos.

FIC=n

DMIC – Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora ou Por


Ponto de Conexão

DMIC=t ( i ) max

3.0 INDICADORES DE TEMPO DE ATENDIMENTO

A distribuidora deverá apurar os seguintes indicadores:

TMP – Tempo Médio de Preparação:


n
 TP(i)
TMP = i=1
n

TMD – Tempo Médio de Deslocamento:


n
 TD(i)
TMD = i=1
n

TME – Tempo Médio de Execução:

n
 TE(i)
TME = i=1
n

TMAE - Tempo Médio de Atendimento a Emergências:

TMAE = TMP + TMD + TME

Posteriormente o palestrante ressalta que todas as ocorrências emergenciais, inclusive as


correspondentes ao Dia Crítico e aquelas decorrentes de natureza improcedente, tais como:
defeito interno e endereço não localizado devem ser analisados e elucida os fatores que devem
ser levados em consideração, que são:

 Solicitações de serviços em rede de iluminação pública;


 Serviços de caráter comercial, tais como: reclamação de consumo elevado,
substituição programada de medidores;
 Reclamação relativas a interrupções ao nível de tensão;
 Reclamação relativas à interrupções de energia elétrica em razão de manutenção
programada, desde que previamente comunicada de acordo os procedimentos
definidos.

O palestrante finaliza apresentando a plataforma de trabalho, além de compartilhar


experiências e exemplificar de forma explícita as manutenções realizadas nas redes
abrangidas pela energisa, os quais tem influência direta nos indicadores enfatizados acima.

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