Pós Graduação em Perícia, Auditoria e Gestão Ambiental

Projeto de Reflorestamento para Áreas Degradadas pela Mineração de Mármore e Granito

Giselle Intra P. Dias

Cachoeiro de Itapemirim 2010
1

GISELLE INTRA P. Cachoeiro de Itapemirim 2010 2 . Auditoria e Gestão Ambiental. DIAS Projeto de Reflorestamento para Áreas Degradadas pela Mineração de Mármore e Granito Monografia apresentada como requisito parcial para a conclusão do Curso de Pós ± Graduação em Perícia.

ES 2010 3 .GISELLE INTRA P. DIAS Projeto de Reflorestamento para Áreas Degradadas pela Mineração de Mármore e Granito Aprovado em _____ de _____________ de 2010 . __________________________________________ Orientador Cachoeiro de Itapemirim.

4 .À Deus por me transmitir a luz da sabedoria. Aos pais e familiares e amigos pelo amparo constante que recebemos.

Aos meus familiares que me deram segurança para vencer mais esta etapa.AGRADECIMENTOS Ao meu orientador Aos professores e alunos que não mediram esforços para nos ajudar. 5 . Aos colaboradores que acreditaram na minha capacidade.

³A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas.´ Johann Goethe 6 .

a proposta é de trabalhar cm um projeto d e reflorestamento para conservar a fauna e flora local. de forma a mini mizar os impactos causados. na tentativa de manter as características originais. flora. 7 . mineração. Após a identificação. No projeto serão utilizadas espécies nativas e exóticas adaptadas da região.RESUMO Este trabalho tem por objetivo identi ficar os impactos negativos causados pela atividade mineraria do granito e do mármore na localidade de Colatina que é um dos municípios concentradores desta atividade. Palavras chaves: reflorestamento.fauna.

....... 4...................... ................ ..................................... ................................................................ 9 OBJETIVOS ............. 13 6.......................... 13 6.... 5........... ........................................... .................... 2............ ................. ..... 10 3..................2............... ........ .......................................1.. ....... ....... OBJETIVO ESPECÍFICO ......... ......................... .... 17 8 ............................................................... SUPRESSÃO DE VEGETAÇÃ O .. ..................................... ........... 16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............ 11 JUSTIFICATIVA ........................................................................ ............................ 10 2... INTRODUÇÃO .. OBJETIVO GERAL ......... CUSTOS RELACIONADOS A RECUPERAÇÃO ............. .... 14 7.......... ........................ 10 2............ ...................................................... ............. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ............... .....................................................2...... 11 HIPÓTESE ....SUMÁRIO 1................................ ..... 9......... . 12 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................... 15 CRONOGRAMA .......................... 6....3. ...................................... 8....................................... METODOLOGIA DE PESQUISA ................... . ......................1 ............... ....... ................ 13 6. POLUIÇÃO E ESCASSEZ D OS RECURSOS .... ..

INTRODUÇÃO A prática do reflorestamento consiste em repor espécies florestais em uma determinada área para que a mesma possa. 9 . se aproximar de suas configurações originais para que o ciclo ecológico continue. A partir de um levantamento faunístico e florístico da área a ser trabalhada. são escolhidas as espécies que irão compor o projeto.1. ao menos.

y Caracterizar os recursos naturais locais. 2.2. OBJETIVO ESPECÍFICO y Identificar as espécies de fauna e fauna da localidade em estudo. y Caracterizar as espécies endêmicas da região. OBJETIVO GERAL y Recuperar a área degradada pela a tividade minerária a fim de proteger os recursos naturais locais. 10 .1 .2. OBJETIVOS 2.

FORMULAÇÃO DO PROBLEMA As áreas de lavra apresentam um grande problema para o meio ambiente devido aos procedimentos de instalação da atividade que geram um significativo impacto em um determinado local de interesse econômico. y A supressão vegetacional impede o desenvolvimento normal dos animais locais e força aos mesmos a busca por alimento e proteção nos ce ntros urbanos. 11 . HIPÓTESE y Há redução do recurso hídrico em função a grande quantidade de água e o não reaproveitamento para o desenvolvimento da atividade. 4.3.

5. JUSTIFICATIVA A falta de cobertura vegetal influencia diretamente só não aos animais que se afugentam nos centros urbanos mais próximos. 12 . como também a erosão causada pela velocidade das águas e escoamento da mesma sem a devida filt ração para recarga do lençol freático.

Essas soluções. no caso de áreas próximas a centros urbanos ou reflorestamento . mas. Nesses casos. a abertura de caminhos para as atividades mineradoras e madereiras e a caça animal estão entre alguns dos fatores de enfraquecimento das florestas tanto do seu ponto de vista estrutural. geralmente utilizadas em mineração. não apenas para evitar a intensificação ou aceleração dos processos de degradação dos solos e as conseqüências ambientais decorrentes. Poluição e escassez dos recursos As medidas de recuperação visam corrigir impactos ambientais negativos. observar que em diversas situações esta parece não ser a prática adotada.6. entretanto. como no ponto de vista da biodiversidade lá encontrada (SCARPINELLA. 6. respaldam-se em observações de campo e literatura técnica e não raramente envolvem aspectos do meio físico.1. para garantir sua própria proteção e viabilização posterior (BRUM. Supressão de vegetação As ameaças mais representativas florestas são a conversão e a fragmentação destas para outras finalidades. essas áreas correspondem a terrenos manejados como estoque especulativo para fins diversos (imobiliários. particularmente em empreendimentos de médio e pequeno porte. também. 2002). REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 6. Não raramente. no caso de áreas rurais). É possível. 13 . A derrubada indiscriminada para construç ão de estrada. o princípio da recuperação provisória torna -se recomendável.2. e exigem soluções especiais adaptadas às condições já estabelecidas. 2000). verificados em determinada atividade mineira. em que a intenção dos proprietários dos terrenos parece ser a de aguardar algum tempo antes de empreender a reabilitação da área.

devem ter seus custos incorporados aos estudos de viabilidade econômica do proj eto. Custos relacionados a recuperação Em relação à recuperação de áreas degradadas. Algumas das medidas usualmente empregadas são: retaludamento. Gama (1990 ) informa que a identificação. eliminá-los ou administrá-los de modo a proteger efetivamente o meio ambiente. além de possibilitar a execução de estudos ambientais simultâneos a outros . a avaliação da importância relativa e o monitoramento dos impactos ambientais. áreas lavradas.As principais áreas de um empreendimento mineiro onde medidas de recupe ração podem ser aplicadas são: a. revegetação (com espécies arbóreas nas bermas e herbáceas nos taludes) e instalação de sistemas de drenagem (com canaletas de pé de talude. Por outro ângulo. Carter (1989) enfatiza a necessidade de pensar em meio ambiente e suas correlações econômicas no início dos projetos mineiros. além de murundus . 14 . 6. 1998). pois nesse momento as empresas estão capitalizadas e o meio ainda não foi degradado.3. no sentido de minimizá -los.morrotes feitos manualmente) na crista dos taludes) em frentes de lavra desativadas (OLIVEIRA.

02 Lecythidaceas.1. 03 Anacardinceas.7 hectares. 01 Morácea. METODOLOGIA DE PESQUISA A proposta deste projeto de reflorestamento é de realizar o plantio em duas áreas. sendo o primeiro de 1 . A segunda parte.0 hectares. 01 Euphobiácea. o segundo de 1. 01 Chrysotalanacea.7 hectares de plantio Out./2013 -----------. 01 Malvacea. localizadas no município de Colatina. 27 são da família Fabaceas (leguminosas). 02 Arecaceas (palmeiras). 02 Phytolacaceas e 01 Rubiácea. 01 Amonacea. 03 Meliacea.2. A primeira área contemplará o plantio de 1./2011 -----------. sendo a grande maioria de espécies nativas e algumas espécies exóticas adaptadas à região. 04 Bignoneaceas. conforme descrição abaixo: 1ª etapa 2ª etapa 3ª etapa Out. plantados anualmente até o ano de 2013.1 hectares que está plantada e a segunda área contemplará o plantio de 5. cujas áreas de plantio estão devidamente identificadas no mapa em anexo. A primeira área de plantio se situa na localidade de Céu Azul. 03 Myrtaceas. somando um total de 6.4 hectares.7 hectares de plantio Out.7 hectares e o terceiro de 2./2011 a Mar.0 hectares de plantio Serão utilizadas no reflorestamento um total de 52 espécies arbóreas distintas.4 hectares será dividida em três talhões. Destas espécies./2012 a Mar./2012 -----------. 15 .3 hectares de plantio. em sua maioria de frutíferas.1 hectares de espécies arbóreas. com o plantio de 1.7. conforme solicitação do IEMA.1./2010 a Mar. cuja bacia hidrográfica é a mesma da área licenciada. correspondente a área de 5.

CRONOGRAMA Quadro 1.8. Cronograma de atividades ATIVIDADE PERÍODO Delimitação do tema Pesquisa bibliográfica Coleta de dados Elaboração do trabalho Revisão Entrega da monografia Março a Abril/2010 Abril a julho/2010 Julho/2010 Junho a Setembro/2010 Outubro/2010 Novembro/2010 16 .

2 (9).A. I. Reflorestamento no Brasil e o Pro tocolo de Quioto . CARTER. Recuperação de áreas degradadas pela mineração. 2002. C. R. Proc. p. Reclamation: A growing concern .S. OLIVEIRA. J. Dissertação de Mestrado.D. Berlin. Universidade de São Paulo.B.9.D¶A. G. XXIII APCOM.340 36 . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRUM. Monografia de Pós graduação. Mining planning: Concepts for environmental protection . GAMA. September 1989. Universidade Estadual de Feira de Santana. I congresso Nacional de Meio Ambiente na Bahia. Universidade Federal do Rio de Janeir o. September 1990. Apostila do Curso Recuperação de áreas degradadas pela mineração. Outubro 1998. 2000. V III.A... 17 . SCARPINELLA. Rock Products. v. Recuperação de áreas degradadas pela mineração .

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